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MINISTÉRIO DA DEFESA

COMANDO DA AERONÁUTICA

INFANTARIA DA AERONÁUTICA

MCA 125-13

SEGURANÇA DE AUTORIDADES

2015
MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
COMANDO-GERAL DE OPERAÇÕES AÉREAS

INFANTARIA DA AERONÁUTICA

MCA 125-13

SEGURANÇA DE AUTORIDADES

2015
MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
COMANDO GERAL DE OPERAÇÕES AÉREAS

PORTARIA COMGAR Nº 205/EMGAR-11.6, DE 28 DE OUTUBRO DE 2015.

Aprova a edição do Manual que dispõe


sobre Segurança de Autoridades.

O COMANDANTE-GERAL DE OPERAÇÕES AÉREAS, no uso de suas


atribuições e de acordo com o inciso IX do Artigo 11 do ROCA 20-6, “Regulamento do
Comando-Geral de Operações Aéreas”, aprovado pela Portaria nº 991/GC3, de 16 de outubro
de 2009, resolve:

Art. 1º Aprovar a edição do MCA 125-13 “Segurança de Autoridades”, que


com esta baixa.

Art. 2º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

Ten Brig Ar GERSON NOGUEIRA MACHADO DE OLIVEIRA


Comandante do Comando Geral de Operações Aéreas

(Publicado no BCA nº 203, de 5 de novembro de 2015)


MCA 125-13

SUMÁRIO

1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ...................................................................................... 7


1.1 FINALIDADE .................................................................................................................. 7
1.2 CONCEITUAÇÃO ........................................................................................................... 7
1.3 ÂMBITO........................................................................................................................... 8
2 LEGISLAÇÃO ...................................................................................................................... 9
2.1 AMPARO LEGAL PARA A ATIVIDADE DE SEGURANÇA DE AUTORIDADE ..... 9
2.2 USO DA FORÇA E DE ALGEMAS ................................................................................ 9
3 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MISSÃO DE SEGURANÇA DE AUTORIDADES........ 10
3.1 GENERALIDADES ....................................................................................................... 10
3.2 ADAPTABILIDADE ..................................................................................................... 10
3.3 FLEXIBILIDADE .......................................................................................................... 10
3.4 COBERTURA ................................................................................................................ 10
3.5 DISCRIÇÃO ................................................................................................................... 11
3.6 ATENÇÃO ..................................................................................................................... 11
3.7 INICIATIVA .................................................................................................................. 11
3.8 OPORTUNIDADE ......................................................................................................... 12
3.9 SIMPLICIDADE ............................................................................................................ 12
3.10 COORDENAÇÃO ........................................................................................................ 12
3.11 PERCEPÇÃO ............................................................................................................... 12
3.12 PREVISÃO ................................................................................................................... 12
4 EQUIPES EMPREGADAS NA SEGURANÇA DE AUTORIDADES .......................... 13
4.1 GENERALIDADES ....................................................................................................... 13
4.2 EQUIPE PRECURSORA ............................................................................................... 13
4.3 EQUIPE AVANÇADA .................................................................................................. 13
4.4 EQUIPE DE VARREDURA .......................................................................................... 13
4.5 EQUIPE DE SEGURANÇA NO HOTEL OU RESIDÊNCIA ....................................... 13
4.6 EQUIPE DE SEGURANÇA VELADA.......................................................................... 13
4.7 MÓDULO BÁSICO E CÁPSULA ................................................................................. 14
4.8 ARMAMENTO E EQUIPAMENTO ............................................................................. 15
4.9 ATITUDES DOS AGENTES DE SEGURANÇA DE AUTORIDADES ...................... 16
4.10 ALIMENTAÇÃO DA EQUIPE DE SEGURANÇA .................................................... 17
4.11 PERNOITE DO MÓDULO BÁSICO ........................................................................... 17
5 ESCOLTA A PÉ .................................................................................................................. 18
5.1 PROCEDIMENTOS NOS DESLOCAMENTOS A PÉ ................................................. 18
5.2 FORMAÇÕES DA ESCOLTA A PÉ ............................................................................. 18
5.3 TIPOS DE ATAQUES E MEDIDAS A SEREM ADOTADAS ..................................... 19
6 ESCOLTA MOTORIZADA............................................................................................... 21
6.1 GENERALIDADES ....................................................................................................... 21
6.2 CÁPSULA PADRÃO ..................................................................................................... 21
6.3 CÁPSULA REDUZIDA ................................................................................................. 22
6.4 ESCOLTA DE BATEDORES ........................................................................................ 22
6.5 VEÍCULOS PARA SEGURANÇA DE AUTORIDADES............................................. 23
6.6 PRINCÍPIOS A SEREM SEGUIDOS PELOS MOTORISTAS ..................................... 24
6.7 TIPOS DE ATAQUES E TÁTICAS DE AÇÕES IMEDIATAS .................................... 39
6.8 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA ................................................................................. 41
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7 APARIÇÕES EM PÚBLICO ............................................................................................ 43


7.1 GENERALIDADES ...................................................................................................... 43
7.2 CONDUTA EM AMBIENTES DIVERSOS ................................................................. 43
7.3 INAUGURAÇÕES E AUDIÊNCIAS ............................................................................ 43
7.4 NO INTERIOR DE LOJAS ............................................................................................ 43
7.5 COQUETÉIS, JANTARES, ALMOÇOS E RECEPÇÕES ............................................ 44
7.6 EM AUDITÓRIOS, TRIBUNAS DE HONRA, CINEMAS E TEATROS .................... 44
7.7 EM PRAIAS, PISCINAS, RIOS E LAGOS ................................................................... 44
7.8 REVISTAS DE TROPA E FILAS DE CUMPRIMENTOS ........................................... 45
7.9 CORRIDAS A PÉ OU CAMINHADAS ........................................................................ 45
7.10 COMITIVA VIP........................................................................................................... 45
8 ITINERÁRIOS .................................................................................................................... 46
8.1 GENERALIDADES ...................................................................................................... 46
8.2 CARACTERÍSTICAS DOS ITINERÁRIOS ................................................................. 46
8.3 SELEÇÃO DE ITINERÁRIOS ...................................................................................... 48
8.4 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA NOS ITINERÁRIOS .................................... 49
8.5 EQUIPE AVANÇADA NOS ITINERÁRIOS ............................................................... 49
9 COMUNICAÇÕES ............................................................................................................. 50
10 PLANEJAMENTO DA MISSÃO ................................................................................... 51
11 VARREDURA ................................................................................................................... 53
11.1 GENERALIDADES .................................................................................................... 53
11.2 EQUIPES DE VARREDURA...................................................................................... 53
11.3 DIVISÃO DO AMBIENTE ......................................................................................... 53
11.4 O QUE PROCURAR? .................................................................................................. 54
11.5 ONDE PROCURAR?................................................................................................... 55
11.6 COMO PROCURAR? .................................................................................................. 55
11.7 INDÍCIOS .................................................................................................................... 55
11.8 O ACHADO ................................................................................................................. 56
11.9 CORRESPONDÊNCIAS ............................................................................................. 56
12 DISPOSIÇÕES FINAIS ................................................................................................... 58
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 59
ÍNDICE ................................................................................................................................... 60
MCA 125-13

1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

1.1 FINALIDADE

O presente manual tem por finalidade apresentar a concepção para o emprego


da tropa de Infantaria da Aeronáutica na segurança de autoridades.

1.2 CONCEITUAÇÃO

A interpretação do significado da terminologia empregada deve ser feita de


acordo com o consagrado no vernáculo, na DCA 1-1 Doutrina Básica da Força Aérea
Brasileira, no MD35-G-01 Glossário das Forças Armadas, no MCA 10-4 Glossário da
Aeronáutica ou como definido abaixo.

1.2.1 AGENTE ADVERSO

É qualquer indivíduo capaz de oferecer risco à integridade física ou moral da


autoridade.

1.2.2 AGENTES DE SEGURANÇA

Termo genérico que define o pessoal especializado, no exercício de missão de


segurança de autoridades.

1.2.3 CÁPSULA DE SEGURANÇA

Dispositivo destinado a prover segurança a autoridades em deslocamentos


motorizados, composto por veículos e agentes de segurança.

1.2.4 ESCOLHA E DECISÃO DOS ITINERÁRIOS

É o processo analítico de diversos fatores, que visa a definição de uma


prioridade dos itinerários, durante o planejamento da segurança.

1.2.5 ESCUDO MALETA

Escudo balístico dobrável, que fica no formato aproximado de uma maleta,


normalmente conduzido pelo agente Mosca.

1.2.6 ITINERÁRIO ALTERNATIVO OU SECUNDÁRIO

É aquele escolhido para ser seguido pela autoridade no caso de modificação


dos fatores condicionantes iniciais, que inviabilizam ou desaconselham a utilização do
itinerário principal.

1.2.7 ITINERÁRIO EVENTUAL OU DE EMERGÊNCIA

É a ramificação de um itinerário principal ou alternativo, utilizado no caso de


abandono do itinerário utilizado por motivo inopinado, de perigo ou de emergência.

1.2.8 ITINERÁRIO PRINCIPAL

É aquele escolhido como o prioritário a ser seguido pela autoridade.


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1.2.9 MÓDULO BÁSICO

Agentes componentes da cápsula de segurança, quando desembarcados e


realizando escolta a pé, coordenados pelo chefe da segurança.

1.2.10 MOSCA

É o agente de segurança que está sempre próximo à autoridade e é responsável


por prover a sua proteção e retirada imediata do local da ameaça ou ocorrência.

1.2.11 OFICIAL DE LIGAÇÃO

É o oficial designado pela Unidade acionadora para cuidar dos assuntos


relativos à permanência da autoridade na localidade. Interage com a segurança em assuntos
relacionados à missão, tais como hospedagem e alimentação da equipe, fornecimento de
veículos, informações pessoais da autoridade e gerenciamento da rotina.

1.2.12 PONTOS CRÍTICOS

São pontos em um itinerário em que há maior probabilidade de ações de


agentes adversos, com possível comprometimento à segurança da autoridade. Podem ser
viadutos, passarelas, túneis, cruzamento com linha férrea, etc.

1.2.13 UNIDADE ACIONADORA

É a Unidade do Comando da Aeronáutica (COMAER) responsável por emitir a


solicitação da segurança de autoridades ao Comando Operacional da Unidade de Infantaria.

1.3 ÂMBITO

O presente manual aplica-se a todas as Organizações Militares (OM) do


Comando da Aeronáutica (COMAER).
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2 LEGISLAÇÃO

2.1 AMPARO LEGAL PARA A ATIVIDADE DE SEGURANÇA DE AUTORIDADE

De acordo com o parágrafo único do Art. 16 da Lei Complementar 136, de 25


de agosto de 2010, cabe às Forças Armadas, como ação subsidiária, a segurança pessoal das
autoridades nacionais e estrangeiras em missões oficiais isoladamente ou em coordenação
com outros órgãos do Poder Executivo.

2.2 USO DA FORÇA E DE ALGEMAS

2.2.1 Tendo em vista que há diversas normas que abrangem o assunto, as quais estão em
permanente atualização, o conteúdo abordado neste capítulo se restringe às linhas gerais de
conduta.
2.2.2 Na atividade de segurança de autoridades, o uso da força é legal e legítimo na medida
em que os agentes fazem o uso adequado e proporcional da força para a resolução de
conflitos ou ameaças de agressão. O uso de força deve ser graduado por níveis e
proporcional à ameaça devendo, se possível, iniciar-se com os níveis mais baixos e
adequados ao controle da situação vigente. Entretanto, pela natureza da atividade nem
sempre é possível negociar e persuadir, pois a equipe deve reagir à agressão iminente contra
a autoridade, caracterizando a legítima defesa.
2.2.3 O uso da força sempre deve ter a intenção clara de impedir o agente adverso da
consecução de seu objetivo, e não de matá-lo ou lesioná-lo gravemente. O uso exagerado da
força é ilegal, causa constrangimento, revolta o público, projeta negativamente a imagem da
atividade de segurança e pode gerar situações de consequências maiores e incontroláveis. É
importante ressaltar que embora matar não seja o objetivo do uso da força, um agente
adverso pode vir a óbito.
2.2.4 O uso da arma de fogo é uma medida extrema. Ela só deve ser utilizada contra pessoas
em casos de legítima defesa própria, da equipe ou da autoridade, contra ameaça iminente de
morte ou ferimento grave.
2.2.5 O agente, na segurança de autoridade, pode e deve fazer uso da força, sempre que
necessário, desde que seja sem excesso ou arbitrariedade. A necessidade de uso da força
cessa no momento em que também cessa a ameaça à autoridade e aos agentes.
2.2.6 Os agentes devem ser equipados com armas e munições letais e não letais, permitindo
um uso proporcional da força (por exemplo o spray de pimenta e a arma de fogo). O
treinamento em técnicas de imobilização com as mãos livres também possibilita a gradação
no uso da força.
2.2.7 Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de
perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros. Não se
algema menores de18 anos.
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3 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MISSÃO DE SEGURANÇA DE AUTORIDADES

3.1 GENERALIDADES

3.1.1 A manutenção das integridades física e moral da autoridade é o objetivo da atuação da


equipe de segurança. Os agentes, em qualquer formação ou situação que se apresentem,
prioritariamente, preocupam-se com a proteção e a retirada da autoridade do local que lhe
ofereça risco, sempre observando que:
a) os agentes devem manter atenção constante no seu setor de vigilância,
procurando perceber qualquer ato ou pessoa suspeita;
b) as pessoas que entrarem na distância crítica (a que possibilita o contato
físico) são focalizadas e acompanhadas;
c) para os casos de retirada da autoridade, será considerado se está ferida ou
ilesa, assim como o local do incidente ou acidente (no itinerário ou no evento);
e
d) em face de uma ameaça, havendo a possibilidade de retirar a autoridade do
local sem precisar lutar ou atirar, assim a equipe deverá proceder.
3.1.2 Em qualquer situação, os agentes do módulo básico devem estar com as mãos livres, a
fim de permitir a pronta reação a ameaças ou atos adversos. O agente não pode carregar
malas, valises ou embrulhos de sua propriedade ou da autoridade. O mosca, pela sua
característica de atuação, conduz o escudo maleta e, eventualmente, o guarda chuva.
3.1.3 Para o bom desempenho da atividade, devem ser observados os seguintes princípios:
adaptabilidade flexibilidade, cobertura, discrição, atenção, iniciativa, oportunidade,
simplicidade, coordenação, percepção e previsão.
3.2 ADAPTABILIDADE

É a adequação da segurança a situações específicas. A capacidade de ajustar-se


às circunstâncias de um momento e às características da autoridade define, muitas vezes, a
necessidade de se adotar uma atitude distinta: ativa ou passiva, velada ou ostensiva.

3.3 FLEXIBILIDADE

O dispositivo de segurança deve manter-se sempre íntegro e adaptar-se


facilmente a qualquer mudança na direção de deslocamento da autoridade.

3.4 COBERTURA

3.4.1 O corpo da autoridade deve sempre estar coberto por um obstáculo ou por um agente
de segurança. Caso não se possa cobrir a autoridade em todas as direções, dar-se-á
preferência à direção de uma possível ameaça.
3.4.2 Em caso de ataque, os agentes afastam a autoridade, usando seu próprio corpo como
proteção. Se as circunstâncias permitirem, reagem contra o agressor. O agente deve ter em
mente que o principal objetivo é o de preservar a integridade da autoridade. Normalmente,
aqueles que estão mais próximos da autoridade a protegem e os demais agem contra o
agressor.
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3.5 DISCRIÇÃO

O agente de segurança deverá sempre portar-se com a maior discrição possível.


Para isso, deve atentar para:
a) fazer o possível para postar-se fora da visada das câmeras, de modo que sua
imagem não seja veiculada pela imprensa;
b) permanecer tranquilo e calado, agindo sem rispidez, mas com firmeza,
evitando atritos com a população, a imprensa e as demais autoridades;
c) não fumar ou ingerir bebidas alcoólicas, nem distrair-se com equipamentos
eletrônicos (tipo smartphone);
d) quando em público, alimentar-se discretamente de modo a não chamar
atenção para si;
e) trajar-se de forma condizente com o local e a natureza do evento, com
vestimentas sóbrias, de modo a não chamar a atenção sobre a sua pessoa;
f) cuidar de sua aparência pessoal, mantendo um aspecto asseado;
g) conduzir o equipamento e armamento veladamente;
h) aproveitar obstáculos próximos à autoridade (colunas, biombos, vasos de
plantas) para dissimular a formação adotada pela equipe;
i) não discutir, falar alto, gesticular ou provocar ruídos que chamem a atenção
sobre sua pessoa ou os demais agentes; e
j) misturar-se à comitiva e aos convidados do evento, conforme a situação o
permita.
3.6 ATENÇÃO

3.6.1 A segurança pessoal estará atenta a tudo sempre. O chefe da equipe de segurança deve
designar setores e missões de observação para os demais agentes. Os agentes de segurança,
por sua vez, devem observar o setor designado, com atenção especial:
a) nos olhos e mãos nas pessoas;
b) nos acessos à autoridade;
c) nos outros integrantes da equipe; e
d) na própria autoridade.
3.6.2 A proteção da autoridade é estabelecida de modo que haja uma sobreposição de setores
de observação, que possibilite um apoio mútuo entre os agentes.

3.7 INICIATIVA

Diz respeito à tomada de decisão em face de situações que fujam da


normalidade. O sistema de segurança é planejado, mas é necessário que seja estabelecido um
dispositivo de expectativa. Qualquer iniciativa deve advir de rápida análise, a fim de se
antecipar ou neutralizar as ações adversas.
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3.8 OPORTUNIDADE

É o princípio que determina a presença ou a atitude da segurança no momento


e local certos. A atividade de segurança exige um cuidadoso planejamento, de modo que a
autoridade esteja constantemente assistida pela segurança, evitando lacunas que possam ser
aproveitadas por agentes adversos.

3.9 SIMPLICIDADE

É a fácil elaboração, compreensão e execução da atividade de segurança.


Vários aspectos, tais como a natureza do evento, interferência de autoridades, população,
imprensa e situação política tornam a tarefa complexa. Planos simples facilitarão o
cumprimento da missão.

3.10 COORDENAÇÃO

É a ligação ordenada e integrada das diversas atividades de segurança. Uma


comunicação eficiente e um perfeito entrosamento entre todos são imprescindíveis. A
principal ferramenta da coordenação é o planejamento simples e objetivo, compreendido e
ensaiado por todos.

3.11 PERCEPÇÃO

É fundamentada principalmente na atenção, na inteligência e na análise crítica


de fatos e atos. Antes, durante e após a realização de um evento, todos os agentes de
segurança devem atentar para possíveis ações adversas. A acuidade constante, com todos os
sentidos, é essencial para uma pronta ação ou reação.

3.12 PREVISÃO

É o conhecimento antecipado de fatos e situações. Quanto maior o número de


informações e dados sobre um evento, mais eficiente será o sistema de segurança, evitando
transtornos à autoridade.
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4 EQUIPES EMPREGADAS NA SEGURANÇA DE AUTORIDADES

4.1 GENERALIDADES

A segurança de autoridades pode envolver a atuação de várias equipes, em


função da programação de cada autoridade. O módulo básico é a única equipe que atua em
todas as missões, pois acompanha a autoridade inclusive durante a noite, no local de pernoite.
Outras equipes podem ser necessárias: precursora, avançada, de varredura, segurança no hotel
ou residência e segurança velada. Em alguns casos, pode ser necessário apoio de segurança
ostensiva, provida pela Polícia da Aeronáutica ou por órgãos de segurança pública.

4.2 EQUIPE PRECURSORA

Inicia seus trabalhos com pelo menos 48 horas antes do evento. É responsável
por estabelecer contatos, verificar a formatação de eventos, checando os seguintes aspectos:
posicionamento da autoridade e local para a equipe de segurança, saída de emergência,
requisição de apoio de varredura, posicionamento de viaturas da cápsula, equipamento contra
incêndio, verificação de elevadores, apoio médico, contato com chefe da segurança do local
etc. Sua composição é variável em função das características do evento.

4.3 EQUIPE AVANÇADA

É encarregada de checar o itinerário, chegar aos locais de eventos com certa


antecedência. Na falta da equipe precursora, a avançada assume as suas tarefas no que for
possível. Quando for necessário empregar a equipe avançada, pelo menos dois agentes e um
motorista, com viatura, devem ser escalados.

4.4 EQUIPE DE VARREDURA

É responsável por realizar varreduras em ambientes e veículos, à procura de


dispositivos ocultos que possam ser empregados contra a autoridade. Quando for necessário
empregar a equipe de varredura, pelo menos dois agentes e um motorista, com viatura, devem
ser escalados.

4.5 EQUIPE DE SEGURANÇA NO HOTEL OU RESIDÊNCIA

É responsável por guarnecer o dormitório da autoridade na ausência do módulo


básico. Supervisiona os funcionários do hotel que necessitarem adentrar ao recinto. É
composta por pelo menos um agente, o qual deve pernoitar no hotel ou residência para
assumir o posto em caso de saída inopinada do módulo básico.

4.6 EQUIPE DE SEGURANÇA VELADA

Em casos especiais pode ser necessária a atuação de uma equipe de segurança


velada, composta por agentes infiltrados no meio do público. A equipe de segurança velada é
encarregada prioritariamente de observar e informar ao módulo básico (por gestos, rádio ou
em pontos de reunião previamente determinados) sobre alguma anormalidade. A composição
da equipe é determinada em função do evento. A equipe de segurança velada só usa a força
em caso de ataque à autoridade.
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4.7 MÓDULO BÁSICO E CÁPSULA

4.7.1 A cápsula de segurança é composta pelo veículo que transporta a autoridade (VIP) e
por um ou mais veículos de segurança (SEG).
4.7.2 O VIP deve ser um veículo confortável, preferencialmente blindado, e com porta malas
para acomodar a bagagem da autoridade. A equipagem básica do VIP é composta pelo
motorista e o mosca. Nele embarcam a autoridade e um segundo passageiro, que pode ser
seu cônjuge, o ajudante de ordens (AJO) ou um convidado. Não havendo vaga no VIP,
eventuais passageiros devem ser encaminhados para um veículo auxiliar.
4.7.3 Nos veículos SEG embarcam somente os agentes de segurança. Os SEG atuam como
veículo de choque oferecendo-se como bloqueio em eventuais ações adversas. No caso de
reação armada por seus agentes, tais veículos se tornam alvo imediato dos agentes adversos.
Por esses motivos, é proibido o embarque de passageiros nos veículos de segurança da
cápsula.
4.7.4 O módulo básico e a cápsula podem variar segundo o grau de risco e o nível da
autoridade. A Tabela 1 representa a composição mínima para cada caso. Dependendo da
avaliação do grau de risco da autoridade ou da periculosidade do local, agentes e viaturas
podem ser acrescidos.

PESSOA
CÁPSULA AGENTES FUNÇÕES VEÍCULOS
PROTEGIDA
3 MOTORISTAS
CHEFE DE 1 CHEFE DE SEGURANÇA
PADRÃO ESTADO OU 8 3 AGENTES (01, 02 e 03) 3 (SEG1, VIP, SEG2)
DE GOVERNO
1 MOSCA
2 MOTORISTAS
1 CHEFE DE SEGURANÇA
DEMAIS
REDUZIDA 6 2 AGENTES (01 e 02 ) 2 (VIP, SEG1)
AUTORIDADES
1 MOSCA

Tabela 1 - Composição mínima do módulo básico/cápsula


4.7.5 A cápsula reduzida pode ser empregada para a proteção de Ministros da Defesa,
Comandantes de Forças Armadas e autoridades equivalentes, bem como para outras pessoas
próximas à autoridade (cônjuge).
4.7.6 Em todos os casos deverá haver um veículo extra de apoio, que também será o reserva
da cápsula em caso de panes e acidentes.
4.7.7 Quando houver escolta de comitiva composta por várias autoridades, o veículo VIP
pode ser substituído por veículos coletivos. A cápsula pode ser a padrão ou a reduzida. Neste
caso, em cada viatura coletiva deve ser empregado um agente, responsável pela
comunicação com os demais componentes da cápsula e pela orientação imediata ao
motorista. Esses agentes, que teoricamente seriam o mosca de cada coletivo, têm sua atuação
limitada em decorrência da multiplicidade de autoridades, inclusive nos deslocamentos a pé
e nas aparições em público.
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Figura 1 – Cápsula padrão com comitiva de autoridades

4.7.8 Há ocasiões em que uma autoridade se faz acompanhar de uma comitiva. Nos
deslocamentos, sem fazer parte da cápsula de segurança da autoridade, haverá um ou mais
veículos coletivos para transporte da comitiva que serão posicionados imediatamente atrás
do último veículo de segurança da cápsula. Como é comum a autoridade, durante os
deslocamentos, questionar o mosca sobre os demais membros da comitiva, um agente deve
embarcar em cada veículo coletivo. Esse agente é responsável pela orientação imediata ao
motorista e comunicação com mosca.

Figura 2 – Comitiva acompanhando cápsula padrão

4.7.9 O que caracteriza cada uma das duas situações acima é o documento acionador da
missão, que especifica as pessoas a serem protegidas pela equipe de segurança.

4.8 ARMAMENTO E EQUIPAMENTO

A Tabela 2 discrimina o material mínimo que deve ser portado por um agente
de segurança:
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FUNÇÃO ARMAMENTO EQUIPAMENTO


RÁDIO COM AURICULAR
BATERIA RESERVA
PISTOLA 9MM
CHEFE DA CELULAR
2 CARREGADORES
SEGURANÇA COLETE BALÍSTICO (QUANDO FOR O
ESPARGIDOR DE PIMENTA
CASO)
LANTERNA

RÁDIO COM AURICULAR


PISTOLA 9MM BATERIA RESERVA
2 CARREGADORES CELULAR
AGENTE DE
ESPARGIDOR DE PIMENTA COLETE BALÍSTICO (QUANDO FOR O
SEGURANÇA
DISPOSITIVO ELÉTRICO CASO)
INCAPACITANTE NEUROMUSCULAR LANTERNA
ALGEMA (QUANDO POSSÍVEL)

RÁDIO COM AURICULAR


BATERIA RESERVA
PISTOLA 9MM CELULAR
2 CARREGADORES COLETE BALÍSTICO (QUANDO FOR O
MOSCA
ESPARGIDOR DE PIMENTA CASO)
LANTERNA
O MOSCA CONDUZ O ESCUDO
MALETA.

RÁDIO COM AURICULAR


BATERIA RESERVA
AGENTE PISTOLA 9MM
CELULAR
MOTORISTA 2 CARREGADORES
COLETE BALÍSTICO (QUANDO FOR O
CASO)

Tabela 2 - Armamento e equipamento individuais.

4.9 ATITUDES DOS AGENTES DE SEGURANÇA DE AUTORIDADES

Além do previsto no item 3.5 DISCRIÇÃO, as seguintes atitudes devem ser


seguidas pelos agentes de segurança:

a) utilizar o rádio ou celular somente quando necessário para tratar de assuntos


relacionados à missão, observando a disciplina nas comunicações;
b) apresentar-se para o serviço com pontualidade;
c) nunca partir para a missão com alguma dúvida, por menor que seja;
d) ter conhecimento sobre os elementos e as funções por eles desempenhadas;
e) discrição a todo momento;
f) o uso de óculos escuros deverá ser controlado e com finalidade;
g) o agente, quando parado, coloca as mãos à frente do corpo e, quando em
deslocamento, deixa as mãos livres; e
h) os únicos que, em princípio, têm contato com a autoridade são o chefe da
segurança e o mosca.
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4.10 ALIMENTAÇÃO DA EQUIPE DE SEGURANÇA

Como a rotina da equipe fica subordinada à da autoridade, a alimentação torna-


se um fator de especial preocupação. O ideal seria que houvesse fornecimento de refeições
para a equipe nos mesmos locais onde a autoridade fizesse a sua, mesmo em local reservado,
mas nem sempre isso é possível. Além disso, em alguns casos a limitação de tempo e
distância impede que a equipe se desloque a um local de apoio.

4.11 PERNOITE DO MÓDULO BÁSICO

4.11.1 Quando for empregada a cápsula padrão, durante a noite é imperioso que a equipe
continue em condições de atuar de forma imediata. A autoridade pode, por exemplo,
necessitar de apoio médico, ou sair para caminhar.

4.11.2 Dado ao caráter inopinado da necessidade de segurança à noite, o módulo deve


pernoitar no apartamento em frente ou ao lado do destinado à autoridade.

4.11.3 Quando não for possível que todo módulo pernoite no hotel, pelo menos uma parte
deverá pernoitar no local, enquanto que o restante ficará de prontidão no quartel.

4.11.4 No hotel deverá ficar um aparato capaz de prover segurança até que o pessoal de
prontidão se incorpore. O aparato será composto por dois veículos (VIP e SEG1) com os
motoristas, o mosca e dois agentes.

4.11.5 O pessoal que permanecer no hotel estabelece um posto de segurança à porta do


apartamento da autoridade. Em caso de saída inopinada, o agente que estiver no quarto de
hora acompanha a autoridade e aciona os demais pelo rádio. O agente do hotel assume o
posto à porta do quarto, até o retorno do módulo.
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5 ESCOLTA A PÉ

5.1 PROCEDIMENTOS NOS DESLOCAMENTOS A PÉ

5.1.1 Os princípios que devem ser evidenciados na escolta a pé são: atenção, flexibilidade,
proteção e discrição.
5.1.2 Quem realiza a escolta a pé é o módulo básico, acompanhado e coordenado pelo chefe
da segurança.
5.1.3 As distâncias entre os agentes e a autoridade são determinadas pela avaliação do
momento. Elas tendem a aumentar quanto menor o risco para a autoridade. As formações
funcionam como uma “sanfona”, abrindo ou fechando com rapidez, de modo a facilitar o
deslocamento da autoridade ou resguardá-la do perigo ou do assédio de pessoas.
5.1.4 A adoção de um tipo de formação é previamente estabelecida em razão da análise dos
seguintes aspectos:
a) grau de risco existente;
b) espaço disponível no local;
c) extensão do deslocamento; e
d) efetivo e tipo de público.
5.1.5 Nos deslocamentos a pé, dá-se preferência aos itinerários de curta distância e duração,
cobertos e abrigados, de fácil localização e sem obstáculos, a fim de evitar a exposição da
autoridade.
5.1.6 Os agentes atuam com seus sentidos voltados permanentemente ao ambiente,
observando com atenção o seu setor de vigilância e procurando perceber qualquer ato ou
pessoa suspeita. As pessoas que aproximem da distância crítica (que possibilita o contato
físico) são focalizadas e acompanhadas.
5.1.7 Devem ser observados olhos e mãos, a fim de identificar atitudes suspeitas. No caso de
eventos particulares (eventos turísticos, shopping, cinema, etc) avultam de importância a
atenção e a cobertura, devido à ausência de uma preparação prévia de eventos e controle do
público, bem como de um efetivo maior para proteger fisicamente a autoridade. A ação
discreta não deve prejudicar a proteção.
5.1.8 O posicionamento dos seguranças deverá ser aquele em que possa oferecer a melhor
proteção e manter a observação de todos os setores, sem interferir na privacidade da
autoridade.

5.2 FORMAÇÕES DA ESCOLTA A PÉ

5.2.1 FORMAÇÃO EM “V”

Cobre a retaguarda e os flancos, a frente permanece livre, a imagem da


autoridade fica à mostra. Muito utilizada quando em pequenos deslocamentos ou quando a
autoridade permanece parada diante de uma assistência. É a formação que chama menos
atenção.
MCA 125-13/2015 19/61

Figura 3 - Formação em V

5.2.2 FORMAÇÃO EM LOSANGO

Cobre todas as direções, o que permite grande flexibilidade nas mudanças de


direção do deslocamento. Muito utilizada quando da retirada da autoridade em meio ao
público e/ou imprensa. As distâncias entre os agentes variam conforme a ocasião.

Figura 4 - Formação em losango

5.2.3 FORMAÇÕES ESPECIAIS

Utilizadas para embarque e desembarque de aeronaves ou embarcações,


paradas militares com revista à tropa ou qualquer outra situação em que as formações
convencionais tornam-se impraticáveis. O chefe da segurança, mediante análise da situação,
poderá determinar o efetivo e o posicionamento da equipe em formação especial, balanceando
a influência dos fatores componentes do binômio: discrição e eficiência.

5.3 TIPOS DE ATAQUES E MEDIDAS A SEREM ADOTADAS

As táticas de ação imediata (TAI) listadas abaixo não encerram o assunto, são
apenas um guia para as situações mais comuns. O chefe da segurança deve coordenar as
ações, sempre com o objetivo de preservar a integridade da autoridade. A preferência será
sempre evadir do local, o uso do armamento será para proteger a saída da autoridade.
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TIPO DE ATAQUE TÁTICAS DE AÇÃO IMEDIATA


VERBAL CERRAR SOBRE A AUTORIDADE E PASSAR RÁPIDO
FÍSICO (ARREMESSO, AGENTES
CERRAR SOBRE A AUTORIDADE E EVACUAR
INQUIETANTES, ETC)
QUEM AVISTAR GRITA “FACA” OU “ARMA”, DEPOIS FAZER
PAREDE DE PROTEÇÃO E RETIRAR A AUTORIDADE. NO
ARMA BRANCA OU DE FOGO CASO DA FACA, SOMENTE REAGIR QUANDO O ATACANTE
ESTIVER PRÓXIMO A PONTO DE PODER ATINGIR ALGUM
COMPONENTE (OU A AUTORIDADE)
PROTEGER A AUTORIDADE E, DEPOIS, RETIRÁ-LA DO
LOCAL. ATENÇÃO PARA A POSSIBILIDADE DE A BOMBA
BOMBAS OU GRANADAS
SER UM DISTRATIVO PARA ATAQUE POSTERIOR COM
ARMA DE FOGO
ARMAS DE LONGO ALCANCE PROTEGER A AUTORIDADE E RETIRÁ-LA DO LOCAL
Tabela 3 – Táticas de ações imediatas.
MCA 125-13/2015 21/61

6 ESCOLTA MOTORIZADA

6.1 GENERALIDADES

6.1.1 Nos deslocamentos motorizados além das ações adversas intencionais contra a sua
figura, a autoridade fica exposta a riscos do cotidiano, tais como acidentes de trânsito,
assaltos, etc. Uma forma de proteção física ao VIP é o emprego dos SEG como carro de
colisão (carro de choque). Por esse motivo, a cápsula de segurança deve se manter íntegra,
sem permitir que outros veículos se interponham entre as suas viaturas.
6.1.2 Quando houver necessidade de que outros veículos de apoio sejam integrados ao
comboio (ambulância, carro reserva, comitiva, etc), estes devem permanecer à retaguarda da
cápsula.
6.1.3 Uma medida adicional de segurança é o emprego de escolta de batedores, a qual pode
ser requisitada pela Unidade acionadora.

6.2 CÁPSULA PADRÃO

6.2.1 A cápsula padrão é empregada para autoridades de nível chefe de Estado ou de


Governo. Mediante análise do grau de risco da autoridade, do evento ou do local, a cápsula
pode ser aumentada.

Figura 5 – cápsula padrão.

6.2.2 É Função do SEG 1:

a) proporcionar segurança à frente;


b) realizar as comunicações da cápsula; e
c) desobstruir o itinerário.
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6.2.3 É Função do SEG 2:

a) acompanhar imediatamente à retaguarda do VIP;


b) reserva do VIP nas ocorrências durante o deslocamento;
c) manter a atenção voltada para a porta do VIP;
d) proporcionar a segurança nos flancos e retaguarda;
e) impedir as infiltrações na cápsula; e
f) controlar ou bloquear as tentativas de ultrapassagem.

6.3 CÁPSULA REDUZIDA

6.3.1 A cápsula reduzida é empregada para autoridades de nível inferior a chefe de Estado
ou de Governo.

Figura 6 - cápsula reduzida.

6.3.2 São Funções do SEG 1:


a) realizar as comunicações da cápsula;
b) proporcionar segurança nos flancos e retaguarda;
c) manter a atenção voltada para a porta do VIP;
d) acompanhar imediatamente à retaguarda do VIP;
e) reserva do VIP nas ocorrências durante o deslocamento;
f) impedir as infiltrações na cápsula; e
g) controlar ou bloquear as tentativas de ultrapassagem.

6.4 ESCOLTA DE BATEDORES

Tem por finalidade bloquear as vias que demandam sobre o itinerário utilizado,
bem como garantir o livre fluxo da cápsula. Atuam como facilitadores de trânsito, podendo
também controlar a velocidade do cápsula a fim de cumprir os horários previstos. Podem ser
solicitados para atuar em coordenação com a equipe de segurança, de acordo com a
necessidade da missão.
MCA 125-13/2015 23/61

6.5 VEÍCULOS PARA SEGURANÇA DE AUTORIDADES

6.5.1 CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS

6.5.1.1 Preferencialmente, os veículos destinados à segurança de autoridades (veículos de


proteção e veículo reserva) devem ter as mesmas características (cor, potência, tipo, modelo,
etc) do VIP. Isso dificulta a identificação do veículo VIP por agressores e facilita o
sincronismo nos deslocamentos, nas manobras de proteção, e a substituição em caso de pane.
6.5.1.2 Os veículos de escolta destinados a proporcionar a segurança aproximada ao veículo
VIP podem estar caracterizados como tal (com luzes vermelhas intermitentes e sirene), ou
não. Neles estão embarcados os agentes de segurança que realizam a escolta da autoridade.
6.5.1.3 Os veículos da cápsula de segurança devem ser enquadrados nos requisitos da Tabela
4.
UTILITÁRIO
PARÂMETROS SEDAN / SW
ESPORTIVO
POTÊNCIA MÍNIMO 115 CV MÍNIMO 140 CV
CILINDRADA MÍNIMO 1800 CC MÍNIMO 2400CC
COR ESCURA
PORTAS 4 PORTAS
COMBUSTÍVEL GASOLINA OU ETANOL
ANO DE FABRICAÇÃO MÁXIMO ANO – 3
AR-CONDICIONADO, PELÍCULA ESCURECEDORA DE
ACESSÓRIOS VIDRO.
PREFERENCIALMENTE CÂMBIO MANUAL.
Tabela 4 – Características dos veículos da cápsula.

6.5.2 PRESCRIÇÕES DIVERSAS

6.5.2.1 Deverá ser dado conhecimento à locadora de veículos empenhada que os veículos
utilizados pela segurança serão dirigidos pelos nossos próprios agentes. Caso haja necessidade
de se utilizar algum motorista contratado, será informado oportunamente e este motorista não
deverá ser o proprietário do veículo. Essa restrição é devido ao fato de o proprietário do
veículo ter por reflexo evitar colisões e danos ao seu patrimônio, o que contraria a doutrina de
empregar o veículo de escolta como barreira física em caso de ataques ou acidentes.
6.5.2.2 Não é autorizada a utilização de engate para reboque, pois em caso de acidente tal
dispositivo dificulta a absorção do choque pela lataria do veículo. Caso o veículo locado
apresente este equipamento, deverá ser retirado antes do ensaio dos itinerários. Não devem ser
utilizados veículos com teto solar.
6.5.2.3 O veículo VIP deverá ter película escurecedora nos vidros, de forma a dificultar a
visão de fora para dentro do carro.
6.5.2.4 Quando o deslocamento motorizado for por estradas de terra, estradas em precárias
condições de manutenção como, sítios e fazendas, deverá ser avaliada a utilização de veículos
tipo utilitário esportivo para toda a cápsula.
6.5.3 RECEBIMENTO DOS VEÍCULOS

Os motoristas receberão pessoalmente os veículos da cápsula e verificarão:


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a) material e equipamento obrigatórios: cinto de segurança, bateria, extintor,


óleo, fluidos, combustível, pneus, espelhos retrovisores, triângulo de
segurança, ferramental (macaco e chaves diversas) e estepe;
b) funcionamento de: luzes (internas, faróis, ré, freio, pisca alerta), setas,
rotolight, sirene, limpador de parabrisa, buzina, embreagem, travamento de
portas e porta-malas e ar condicionado;
c) estado geral dos seguintes itens: freios, limpeza interna e externa, película
para escurecer os vidros, adesivos (retirar), água do radiador, caixa de
fusíveis (inclusive fusíveis reserva), placa e insígnias; e
d) ano de fabricação, quilometragem, documentação, inclusive certificação de
blindagem e características técnicas do veículo.

6.5.4 VISTORIA TÉCNICA CONTRA SABOTAGEM

Os veículos devem ser vistoriados antes do seu emprego a fim de serem


certificados de suas condições de segurança. Todos os compartimentos e a parte de baixo
devem ser inspecionados à procura de bombas, no habitáculo também devem ser procurados
equipamentos de escuta. Pneus e linhas de freio devem ser vistoriados.

6.5.5 EQUIPAMENTOS E ARMAMENTOS

Na cápsula, os equipamentos e armamentos são conduzidos de modo a serem


utilizados prontamente:
a) guarda-chuva no porta malas (todos os SEG);
b) estojo de primeiros socorros (todos os SEG)
c) lanterna de sinalização de trânsito no porta malas (todos os SEG);
d) rotolight no teto do veículo; excepcionalmente poderá estar no piso em
condições de pronto-emprego (todos os SEG);
e) sirene (pelo menos o SEG1);
f) colete balístico, para uso da autoridade em emergências no assento dianteiro
(VIP);
g) cones no porta malas (SEG1); e
h) armas de cano longo: opcionalmente, pode ser empregada pelo menos uma
arma longa por SEG (submetralhadora, espingarda gáugio 12 ou fuzil) com
no mínimo três carregadores (ou munição equivalente, no caso da
espingarda).
6.6 PRINCÍPIOS A SEREM SEGUIDOS PELOS MOTORISTAS

6.6.1 VIDROS, PORTAS E CÂMBIO

6.6.1.1 Todas as janelas do veículo VIP, assim como as janelas dos motoristas dos veículos de
segurança, deverão estar sempre fechadas. As portas deverão estar travadas, sendo
destravadas nos momentos de embarque e desembarque. As janelas dos agentes poderão estar
abertas, para facilitar a reação armada, ou mesmo a verbalização com algum pedestre.
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6.6.1.2 Os veículos deverão estar sempre com os motores funcionando e as caixas de câmbio
engrenadas, mesmo nas paradas momentâneas. Os carros só poderão ser desligados mediante
ordem.
6.6.2 VELOCIDADE E DISTÂNCIA

6.6.2.1 Deverá ser respeitada a velocidade da via. Quando apoiado por batedores, o regulador
da velocidade será a motocicleta que vai à frente. Da mesma forma que a baixa velocidade
pode expor o dignitário, seu excesso nem sempre é sinônimo de segurança, podendo ocasionar
acidentes graves.

6.6.2.2 Os veículos devem andar próximos o suficiente para impedir que a cápsula seja
separada por outros elementos do trânsito.

6.6.3 MANOBRAS DE PROTEÇÃO

6.6.3.1 Condutores não qualificados (de locadora ou militares não cursados) não devem
realizar manobras de proteção, a fim de se evitar erros de julgamento e acidentes.

6.6.3.2 Nos deslocamentos sem apoio de batedores, os veículos SEG devem ser posicionados
de forma a proteger o VIP das possíveis ameaças que surgem durante o trajeto. Se há um
caminhão em sentido contrário, o VIP fica mais à direita e os SEG mais à esquerda. Se logo à
frente, há um cruzamento, com veículos se aproximando pela direita, as posições dos carros
da cápsula se inverte, de forma que o VIP fique afastado e protegido.

6.6.3.3 Com apoio de batedores não se faz manobras de proteção, pois as motocicletas já
oferecem a segurança lateral e os movimentos laterais dos SEG podem causar acidentes com
um batedor.

6.6.3.4 As figuras de 7 a 14 exemplificam as manobras de proteção mais comuns para as


cápsulas padrão e reduzida.

Figura 7 - Trânsito em sentido contrário – cápsula padrão


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Figura 8 - Trânsito em sentido contrário – cápsula reduzida.

Figura 9 - Ameaça dos dois lados – cápsula padrão.


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Figura 10 - Ameaça dos dois lados – cápsula reduzida.

Figura 11 - Cápsula sendo ultrapassada – cápsula padrão.


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Figura 12 - Cápsula sendo ultrapassada – cápsula reduzida.

Figura 13 - Cápsula ultrapassando, com trânsito em sentido contrário – cápsula padrão.


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Figura 14 - Cápsula ultrapassando, com trânsito em sentido contrário – cápsula reduzida.

6.6.4 CONDUTA EM SEMÁFOROS

Ao perceber a troca de sinal para o vermelho, o motorista deve reduzir a


velocidade, visando permanecer o mínimo possível parado com a autoridade a bordo. Caso
seja necessário parar no semáforo, proceder de acordo com a sequência das figuras 15 a 20.

Figura 15 - Parada em uma via – cápsula padrão.


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Figura 16 - Parada em uma via – cápsula reduzida.

Figura 17 - Parada em duas vias – cápsula padrão.


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Figura 18 - Parada em duas vias – cápsula reduzida.

Figura 19 - Parada em três vias – cápsula padrão.


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Figura 20 - Parada em três vias – cápsula reduzida.

6.6.5 PERMANÊNCIA NO VEÍCULO

6.6.5.1 O motorista não deverá desembarcar e afastar-se de seu veículo sem ordem. No
entanto, em deslocamentos velados, se a cápsula estacionar na rua os motoristas poderão ter
que aguardar fora dos veículos para não serem surpreendidos por elementos adversos.
6.6.5.2 Durante a permanência os motoristas, por também serem agentes, são responsáveis
pela guarda da cápsula e do armamento que eventualmente estiver embarcado.

6.6.6 BATEDORES RECUPERANDO

Atenção constante aos batedores recuperando para não atingi-los. Quando


conduzida por batedores, a cápsula permanecerá com um carro atrás do outro, evitando as
manobras de proteção e mudanças bruscas de direção.

6.6.7 DESEMBARQUE COM CÁPSULA REDUZIDA

6.6.7.1 A poucos metros do local de desembarque, o SEG1 ultrapassa o VIP para chegar
antes. O SEG1 para exatamente no local em que a autoridade vai parar, nesse momento os
agentes desembarcam.
6.6.7.2 O SEG1 avança e o VIP para neste local, de maneira que os agentes desembarcados
possam cobrir as suas portas traseiras. Quem abre a porta da autoridade é o mosca, após a
autorização do chefe da segurança
6.6.7.3 O chefe da segurança, mediante análise da situação, definirá a formação a ser adotada.
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SEG1 AVANÇA E ULTRAPASSA O VIP

Figura 21 – Desembarque com cápsula reduzida – passo 1.

Figura 22 – Desembarque com cápsula reduzida – passo 2.


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AUTORIDADE DESEMBARCA

C 1
A 4

Figura 23 – Desembarque com cápsula reduzida – passo 3.

Figura 24 – Desembarque com cápsula reduzida – passo 4.

6.6.8 EMBARQUE COM CÁPSULA REDUZIDA

Faz-se o inverso do desembarque. Nesta situação o VIP estará à frente do


SEG1. A abertura da porta da autoridade é feita pelo mosca, que embarca no banco da frente
do VIP. Os demais agentes embarcam assim que der início ao deslocamento.
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Figura
25 – Embarque com cápsula reduzida – passo 1.

Figura 26 – Embarque com cápsula reduzida – passo 2.


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AUTORIDADE EMBARCANDO

Figura 27 – Embarque com cápsula reduzida – passo 3.

Figura 28 – Embarque com cápsula reduzida – passo 4.

6.6.9 DESEMBARQUE COM CÁPSULA PADRÃO

6.6.9.1 O SEG 1 avança e para exatamente onde parará o carro da autoridade, neste momento
os agentes desembarcam.
6.6.9.2 Após o desembarque dos agentes, o SEG 1 avança e VIP para exatamente onde estava
o SEG 1, de maneira que os agentes desembarcados fiquem cobrindo as portas traseiras do
VIP.
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6.6.9.3 É o mosca quem abre a porta da autoridade, logo após do desembarque dos demais
agentes do SEG 2 e da autorização do chefe da segurança.
6.6.9.4 O chefe da segurança, mediante análise da situação, definirá a formação a ser adotada.

Figura 29 – Desembarque com cápsula padrão – passo 1.

Figura 30 – Desembarque com cápsula padrão – passo 2.


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Figura 31 – Desembarque com cápsula padrão – passo 3.

6.6.10 EMBARQUE COM CÁPSULA PADRÃO

Faz-se o inverso do desembarque, o módulo básico se aproxima dos veículos


em posição espelhada em relação ao desembarque.

Figura 32 – Embarque com três carros – passo 1.


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Figura 33 – Embarque com cápsula padrão – passo 2.

Figura 34 – Embarque com cápsula padrão – passo 3.

6.7 TIPOS DE ATAQUES E TÁTICAS DE AÇÕES IMEDIATAS

6.7.1 GENERALIDADES

6.7.1.1 As Táticas de Ações Imediatas (TAI) listadas abaixo não encerram o assunto, são
apenas um guia para as situações mais comuns. O chefe da segurança deve coordenar as
ações, sempre com o objetivo de preservar a integridade da autoridade. A preferência será
sempre evadir do local, o uso do armamento será para proteger a saída da cápsula.
6.7.1.2 Toda a equipe deve estar atenta nos casos de reação armada, de forma a evitar o fogo
amigo. Nos casos de abordagem de algum veículo, ou mesmo de ataque, todos devem buscar
observar além do fato que estiver ocorrendo, buscando a observação nos 360 graus em volta
da cápsula. Um vendedor insistente na janela do SEG1 pode ser um distrativo para outro
elemento abordar o VIP e atacar a autoridade.
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6.7.1.3 Em todos os casos, o mosca se prepara para proteger a autoridade com o colete e os
agentes que não estiverem diretamente engajados se encarregam da proteção dos outros
setores, sempre buscando a segurança em 360 graus.
6.7.1.4 Os agentes devem ser previamente orientados sobre o procedimento de reorganização
em caso de dispersão da cápsula.
6.7.1.5 Quando houver uso da arma de fogo, o chefe da segurança deve zelar para que seja
providenciado o registro da ocorrência junto a uma delegacia policial, além dos
procedimentos administrativos adotados pelo Comando da Aeronáutica.

6.7.2 ABORDAGEM DO VIP POR VENDEDOR

6.7.2.1 O agente que estiver no banco do passageiro do SEG2 (SEG1, na cápsula reduzida),
pela janela, chama o vendedor, demonstrando interesse, na intenção de que ele se afaste do
VIP.
6.7.2.2 Caso o vendedor não se afaste, o agente que verbalizou desembarca e aborda o
vendedor, solicitando que se afaste.

6.7.3 ABORDAGEM DO VIP POR PESSOA ARMADA (PEDESTRE OU


MOTOCICLISTA)

6.7.3.1 Cápsula Padrão

Havendo a possibilidade de iniciar deslocamento para a frente, o SEG1 e o VIP


se evadem do local e o SEG2 abre fogo contra a ameaça. O mosca fornece o colete à
autoridade. Caso só seja possível deslocamento para a retaguarda, os três dão ré, o VIP
ultrapassa o SEG2. O SEG1 abre fogo para proteger o retraimento. Se não for possível sair do
local, os agentes do SEG2 do lado da ameaça abrem fogo.

6.7.3.2 Cápsula Reduzida

Havendo a possibilidade de iniciar deslocamento para frente, o VIP e o SEG1


se evadem do local e o SEG1 abre fogo contra a ameaça. O mosca fornece o colete à
autoridade. Caso só seja possível deslocamento para a retaguarda, os dois dão ré, o VIP
ultrapassa o SEG1, que abre fogo para proteger ou acompanha o retraimento. Se não for
possível sair do local, os agentes do SEG1 do lado da ameaça abrem fogo.

6.7.4 EMBOSCADA COM OBSTRUÇÃO DE VIA

6.7.4.1 Cápsula Padrão

Dar meia volta e evadir. O mosca fornece o colete à autoridade. O SEG1


engaja para proteger a manobra do VIP, que passa o SEG2. Após a manobra, SEG1
acompanha o retraimento. Caso não seja possível sair do local, o SEG1 e o SEG2 param entre
VIP e a ameaça e os agentes abrem fogo.

6.7.4.2 Cápsula Reduzida

Dar meia volta e evadir. O SEG1 engaja para proteger a manobra do VIP ou
acompanha o retraimento. Caso não seja possível sair do local, o SEG1 para entre o VIP e a
ameaça e os agentes abrem fogo.
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6.7.5 ABORDAGEM DO SEG1 OU DO SEG2 POR VENDEDOR

O agente abordado informa que não está interessado e pede para se afastar.
Persistindo, todos os agentes do veículo empunham a arma, sem sacar, e a informação é
repetida.

6.7.6 ABORDAGEM DO SEG1 OU DO SEG2 POR PESSOA ARMADA

6.7.6.1 Cápsula Padrão

6.7.6.1.1 Se o ataque for ao SEG1, os agentes do SEG1 atiram, VIP e SEG 2 recuam. O
mosca fornece o colete à autoridade. O VIP ultrapassa SEG2, que engaja o elemento adverso
para proteger o movimento do VIP, ou acompanha o retraimento.

6.7.6.1.2 Se o ataque for ao SEG2, os agentes do SEG2 atiram, o SEG1 e o VIP avançam. O
VIP ultrapassa o SEG1, que engaja para proteger o afastamento do VIP ou depois acompanha
o deslocamento.

6.7.6.2 Cápsula Reduzida

O VIP, ao perceber o ataque (ou ser informado pelo rádio), avança. O mosca
fornece o colete à autoridade. O SEG1 também avança, e os agentes preparam-se para atirar.
Caso não seja possível avançar, os agentes do SEG1 reagem à abordagem.

6.7.7 DISPARO DE ARMA DE FOGO À DISTÂNCIA CONTRA A CÁPSULA

Se a cápsula estiver em movimento, fecha os vidros, acelera e prossegue. O


mosca fornece o colete à autoridade. Se estiver parada, fecha os vidros e se evade do local. Se
não puder iniciar o deslocamento, o SEG2 (SEG1 na cápsula reduzida) se oferece como
barreira entre VIP e a direção do som do disparo. Caso o atirador seja localizado, os agentes
do lado correspondente engajam-no até que seja possível que o VIP saia do local.

6.8 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

6.8.1 PANE DOS CARROS DA CÁPSULA

Ocorrendo pane em algum dos veículos de segurança durante um


deslocamento, a prioridade será sempre o VIP continuar seu trajeto.

6.8.1.1 Pane no Carro VIP

Havendo veículo reserva na cápsula, passam todos para o reserva, inclusive o


motorista. O motorista do reserva permanece acompanhando o veículo em pane. Caso não
haja reserva, os agentes do SEG2 (cápsula padrão) ou SEG1(cápsula reduzida) desembarcam
e fornecem o veículo. Os agentes do SEG2 embarcam nas vagas disponíveis do SEG1. O
pessoal que não puder embarcar permanece no veículo em pane e aciona um veículo reserva.

6.8.1.2 Pane em um dos Carros SEG

Havendo veículo reserva na cápsula, passam todos para o reserva, inclusive o


motorista. Caso não haja reserva, os agentes acionam outro veículo. Na cápsula reduzida, o
VIP segue sem escolta. Na cápsula padrão, o VIP segue escoltado pelo SEG disponível.
42/61 MCA 125-13/2015

Considerar a possibilidade de os agentes do veículo em pane tomarem um táxi para


acompanhar o VIP.

6.8.2 ACIDENTE DE TRÂNSITO

A cápsula pode se deslocar isolada ou inserida num comboio com apoio de


batedores, viaturas policiais e ambulância. Nos casos em que há apoio do comboio, a
possibilidade de acidente é remota e a assistência, imediata. Porém, quando a cápsula está
isolada é necessário que cada um saiba previamente o que fazer para que a missão continue da
melhor forma possível. Genericamente, para esses casos a conduta deve ser a seguinte:

6.8.2.1 Acidente Sem Vítima

6.8.2.1.1 Conduta do Mosca

Prosseguir o deslocamento, caso o veículo da autoridade não esteja envolvido


no acidente, ou, caso o VIP esteja envolvido no acidente, embarcar a autoridade no veículo
que estiver disponível (SEG, táxi, veículo substituto etc.) e prosseguir no deslocamento.

6.8.2.1.2 Conduta dos Agentes do SEG1 ou SEG2

Avaliar a situação. Levantar os danos materiais. Providenciar a substituição do


veículo para ir ao encontro da autoridade. Caso o motorista esteja acidentado, permanecer no
local do acidente e registrar a ocorrência.

6.8.2.2 Acidente com Vítima

6.8.2.2.1 Conduta do Mosca

6.8.2.2.1.1 Prestar socorro à autoridade. Preservar a autoridade até a chegada de socorro


especializado, acompanhando a sua remoção para o hospital, caso ela esteja acidentada.
Prosseguir o deslocamento, caso o veículo da autoridade não esteja envolvido no acidente.

6.8.2.2.1.2 Caso o veículo da autoridade esteja envolvido no acidente e ela não esteja ferida,
embarcá-la no veículo que estiver disponível (SEG, táxi, veículo substituto, etc) e prosseguir
no deslocamento.

6.8.2.2.2 Conduta do Agente do SEG

O agente do SEG que permanecer no local deverá avaliar a situação, prestar


socorro à vítima, se possível. Deverá também, se possível, solicitar que seja providenciada a
substituição do veículo para ir ao encontro da autoridade. Caso o motorista esteja ferido,
permanecer no local do acidente e registrar a ocorrência.
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7 APARIÇÕES EM PÚBLICO

7.1 GENERALIDADES

7.1.1 Dá-se o nome de aparição em público sempre que a autoridade estiver fora do seu
gabinete de trabalho, ou da sua residência (ou hotel). A aparição em público pode ser em
evento oficial, ou uma saída para lazer, como um restaurante ou uma caminhada/atividade
desportiva. Em cada caso, a segurança da autoridade deve atuar de forma distinta, de acordo
com o roteiro do evento ou o local visitado.

7.1.2 A segurança deve ter em mente que nos eventos particulares é necessário respeitar a
privacidade da autoridade, porém, é nesse tipo de aparição em público que a exposição e a
vulnerabilidade são maiores, o que demanda mais atenção e sintonia entre os agentes.

7.1.3 Nos eventos particulares, normalmente a segurança atua sem apoio de outros órgãos, e
a atuação da equipe avançada se torna indispensável.

7.2 CONDUTA EM AMBIENTES DIVERSOS

7.2.1 A autoridade pode participar de eventos oficiais ou particulares, e o módulo básico


deve portar-se sempre de modo a chamar o mínimo da atenção para si ou para a autoridade.

7.2.2 Em ambientes controlados o módulo pode abrir, ou seja, afastar-se da autoridade.


Em ambientes abertos, ou sem controle prévio de acesso, o módulo deve manter-se próximo,
de forma que possa impedir um ataque a curta distância, como um golpe de mão ou uma
facada. Algumas situações que favorecem a segurança devem ser direcionadas já na fase de
planejamento, como a posição da autoridade em um ambiente, a localização da sua mesa,
etc.

7.3 INAUGURAÇÕES E AUDIÊNCIAS

7.3.1 Em recinto fechado a segurança deve envidar esforços para que a assistência seja
liberada somente após a saída da autoridade.

7.3.2 Em recinto aberto a equipe de segurança deve:


a) evitar posicionar a autoridade de frente para o sol;
b) cobrir todos os acessos;
c) definir local alternativo a ser utilizado em caso de mau tempo;
d) em palanques, contabilizar no máximo uma pessoa por metro quadrado,
devendo possuir mais de um acesso; e
e) quando possível verificar o laudo de resistência do palanque.

7.4 NO INTERIOR DE LOJAS

7.4.1 Em lojas de pequeno porte, somente o mosca deverá acompanhar a autoridade,


enquanto que os demais agentes permanecem do lado de fora do comércio, procurando
manter contato visual com a autoridade. Deverá ser evitada aglomeração de agentes de
segurança na porta, a fim de evitar suspeita de suas condutas por funcionários da loja.
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7.4.2 Em grandes lojas (hipermercados, lojas de departamentos etc.), o mosca deverá


acompanhar a autoridade, e os demais agentes os seguem, mantendo distância que permita o
contato visual.

7.5 COQUETÉIS, JANTARES, ALMOÇOS E RECEPÇÕES

7.5.1 Em eventos particulares, a chegada e o desembarque deverão ser discretos. Caso não
seja possível que todo o módulo entre no ambiente, o mosca e o chefe da segurança devem
adentrar junto com a autoridade e se posicionarem em mesa distinta, que os possibilitem
ampla visão do local e pronta atuação.

7.5.2 Em lanchonetes de pequeno porte, somente o mosca deverá acompanhar a autoridade,


enquanto que os demais agentes permanecem do lado de fora, procurando manter contato
visual com a autoridade.

7.5.3 Em Eventos Oficiais:

a) evitar pisos lisos e escorregadios; e


b) evitar que a autoridade seja posicionada em assentos ou lugares no centro do
ambiente, ou próxima a portas e escadas.
7.6 EM AUDITÓRIOS, TRIBUNAS DE HONRA, CINEMAS E TEATROS

7.6.1 Em eventos particulares, a princípio, adentrará apenas o mosca, o qual ocupará local
que permita visualização e fácil atuação. Outro agente deverá permanecer na saída de
emergência do estabelecimento, em contato rádio com o chefe da segurança.

7.6.2 Em Eventos Oficiais:

a) a autoridade deve ser posicionada na primeira fila (próximo ao palco),


afastada de corredores e portas; e
b) os assentos laterais e à retaguarda da autoridade devem ser ocupados pelo
módulo básico, quando não for possível, pelo menos o mosca deve sentar-se
na cadeira de trás.
7.7 EM PRAIAS, PISCINAS, RIOS E LAGOS

7.7.1 A equipe deverá estar com traje compatível (camiseta, calção, sunga/maiô), com o
equipamento de uso obrigatório (rádio e armamento) oculto, e permanecerá em local visível
à autoridade. O equipamento específico da atividade aquática (nadadeiras, coletes, bóia, etc.)
deve ser levado, de acordo com o local frequentado.
7.7.2 Nas praias, quando a autoridade se deslocar para água o agente que estiver mais apto
para atividades aquáticas deverá acompanhar, mantendo-se a distância devida e em
condições de emprego. O agente deve prestar especial atenção à aproximação de nadadores e
embarcações.
7.7.3 O restante do módulo será o apoio em solo, permanecendo com todo o equipamento e
em contato rádio com os motoristas que estarão junto aos veículos. A distância do agente
para a autoridade será em virtude das condições do mar e do número de pessoas nas
proximidades.
MCA 125-13/2015 45/61

7.7.4 Em eventos oficiais, é desejável que haja o apoio de lanchas, salva-vidas e equipe
médica. Quando houver apoio de embarcação, pelo menos um agente deve estar embarcado,
e será o responsável pelo contato com o pessoal em terra.

7.8 REVISTAS DE TROPA E FILAS DE CUMPRIMENTOS

Nas revistas de tropa, dois agentes devem ser colocados atrás da tropa (no
início e no final). Nas filas de cumprimento, dois agentes acompanham o deslocamento entre
a autoridade e o público. O mosca acompanha a autoridade, caso seja necessário.

7.9 CORRIDAS A PÉ OU CAMINHADAS

O local deve ser adequado para a prática e a equipe deve fazer um


reconhecimento prévio. O módulo deve acompanhar, seja em dispositivo aberto, seja reunido
à retaguarda da autoridade, enquanto que os veículos da cápsula acompanham durante todo o
percurso, se possível.

7.10 COMITIVA VIP

Quando houver uma comitiva VIP, pela impossibilidade de acompanhamento


individual, o módulo deve se adaptar ao tipo de evento, priorizando pontos estratégicos de
observação. O “mosca coletivo” permanece próximo aos integrantes da comitiva, atuando
como orientador geral.
46/61 MCA 125-13/2015

8 ITINERÁRIOS

8.1 GENERALIDADES

Itinerário é o caminho pelo qual se desloca uma autoridade, a pé ou com


utilização de um meio de transporte. Estatisticamente, a maioria dos casos de atentados às
autoridades é cometida durante o deslocamento para o cumprimento de um compromisso. A
principal razão disto é a divulgação antecipada do evento e do itinerário a ser seguido pela
autoridade, possibilitando o tempo necessário para a preparação da ação agressora.

8.2 CARACTERÍSTICAS DOS ITINERÁRIOS

8.2.1 QUANTO AO MEIO FÍSICO DO PERCURSO

8.2.1.1 Terrestre

São os mais frequentes, percorridos a pé ou empregando um meio de


locomoção terrestre (carros, trens, cavalos etc.). São os mais vulneráveis por serem realizados
em vias públicas, através do campo ou no interior de edificações, quase sempre na presença
de público e na companhia de comitiva oficial.

8.2.1.2 Aquáticos

São raros e exigem preparação especial, como habilitação para condução de


embarcações (Arrais). Eles são percorridos empregando embarcações e eventualmente a nado.
Em casos especiais, a Marinha ou o Corpo de Bombeiros prestam apoio à segurança do
itinerário com suas embarcações, mediante solicitação.

8.2.1.3 Aéreos

São pouco comuns, com alguma ocorrência de transporte por helicópteros. Em


caso de deslocamento por aeronave, será necessário o embarque de agentes na mesma
aeronave da autoridade, além de comboios postados na origem e no destino do deslocamento.

8.2.2 QUANTO À PROTEÇÃO

8.2.2.1 Cobertos e Abrigados

São os mais seguros, pois vegetação e construções impossibilitam a visão


sobre a autoridade (cobertos) e dão a proteção necessária ao deslocamento (abrigados).

8.2.2.2 Descobertos e Desabrigados

São os mais vulneráveis. São aqueles dominados por pontos localizados ao


longo do trajeto, possibilitando observação e qualquer ação agressiva sobre a autoridade.

8.2.3 QUANTO À LUMINOSIDADE

8.2.3.1 Diurnos

São preferíveis por serem mais favoráveis à segurança. A claridade natural


favorece o reconhecimento de pessoas, a observação dos locais e o acompanhamento da
autoridade, dificultando ações adversas.
MCA 125-13/2015 47/61

8.2.3.2 Noturnos

A iluminação artificial do itinerário, embora favoreça o deslocamento da


autoridade, dificulta a visualização sobre a aproximação de agentes adversos, beneficiando
sua ação e sua fuga. À noite as precauções devem ser redobradas.

8.2.4 QUANTO AO SIGILO

8.2.4.1 Ostensivos

São de conhecimento público. O percurso pode ser divulgado pela imprensa e


as providências de segurança são externadas para orientar as pessoas quanto ao seu
posicionamento e localização. Os meios empregados são, normalmente, numerosos.

8.2.4.2 Reservados

São os itinerários preparados para um deslocamento velado, de conhecimento


restrito. Os meios empregados são mínimos e os preparativos para o deslocamento são
realizados com a máxima discrição.

8.2.5 QUANTO À FREQUÊNCIA

8.2.5.1 Rotineiros

São os itinerários utilizados habitualmente pela autoridade, tais como entre a


residência e o local de trabalho, a residência e o terminal de embarque, entre outros. São de
alto risco, pois podem ser levantados os dados e os pontos vulneráveis com facilidade,
possibilitando uma maior obtenção de sucesso aos agentes adversos. Esta categoria deve ser
evitada, alternando com o emprego de itinerários alternativos. Embora de mais difícil
coordenação, as alterações de horários são desejáveis.

8.2.5.2 Eventuais

São os itinerários utilizados para o cumprimento de compromisso oficial ou


particular, com conhecimento prévio do evento. São levantados e analisados de acordo com a
situação e a possibilidade de ações adversas.

8.2.5.3 Inopinados

São os itinerários utilizados sem prévios reconhecimento e preparação.


Estabelece-se de uma necessidade momentânea. Eles podem ser balizados por um elemento
ou guia que conheça o local, deslocando-se imediatamente à frente da cápsula ou da
autoridade. Por isso, é aconselhável existir sempre um agente que conheça a localidade ou
região onde estiver se realizando o evento. O Sistema de Posicionamento Global (GPS) é um
meio auxiliar, porém não substitui a experiência humana.

8.2.6 QUANTO À FLEXIBILIDADE

8.2.6.1 Flexíveis

São os itinerários que oferecem opções para mudança do deslocamento da


autoridade no caso de necessidade ou suspeita de ações adversas.
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8.2.6.2 Inflexíveis

São os itinerários que não oferecem uma opção para a mudança do


deslocamento no caso de necessidade ou suspeita de ações adversas. A escolha deste tipo de
itinerário somente deve ter prioridade na falta de alternativa ou por obrigatoriedade.

8.3 SELEÇÃO DE ITINERÁRIOS

8.3.1 PLANEJAMENTO PRELIMINAR DE ITINERÁRIO

8.3.1.1 De posse dos dados sobre o deslocamento a ser realizado pela autoridade, o chefe da
segurança passa a analisar a carta, mapa ou croqui do local, fazendo os primeiros
levantamentos e avaliações dos itinerários possíveis de serem utilizados. Deste modo é
possível ter uma visão global dos itinerários, bem como um levantamento inicial dos pontos
críticos de cada um deles.

8.3.1.2 Nessa fase os tópicos referentes às características dos itinerários são considerados e é
estabelecida uma prioridade inicial de itinerários.

8.3.2 RECONHECIMENTO

8.3.2.1 É realizado considerando-se a programação da autoridade, o tipo de deslocamento e os


dados obtidos na fase do planejamento preliminar, retificando ou ratificando a prioridade
inicial. Os itinerários são reconhecidos observando-se os aspectos de segurança e comodidade
da autoridade.

8.3.2.2 Deverão ser percorridos no mesmo sentido previsto e, preferencialmente, no mesmo


horário da programação. As condições climáticas e a posição do sol são fatores que podem
influenciar nas condições do itinerário e na segurança.

8.3.2.3 O percurso e os pontos críticos são verificados minuciosamente e são levantadas as


possibilidades de uma ação adversa.

8.3.2.4 São reconhecidos também os itinerários alternativos e os eventuais que conduzem aos
hospitais de sobreaviso e os que permitem a evacuação de emergência.

8.3.2.5 Os componentes da cápsula reconhecem os itinerários previstos para que fiquem


cientes dos trajetos e dos procedimentos a serem adotados em caso de emergência e ações
adversas. Quando não for possível, pelo menos os motoristas e o chefe da segurança realizam
o reconhecimento e passam as informações aos demais componentes da cápsula.

8.3.3 PLANEJAMENTO FINAL DE ITINERÁRIO

8.3.3.1 É o planejamento que ratifica ou retifica o planejamento preliminar de itinerário, e


será empregado na missão. É o mais detalhado possível, emitindo as missões de todos os
setores envolvidos, assegurando a proteção e a continuidade desejada para o deslocamento da
autoridade. Este plano esquematiza as medidas de segurança e administrativas a serem
empregadas nos itinerários.

8.3.3.2 Após o reconhecimento e avaliação de todos os componentes é feita a escolha dos


itinerários principais, alternativos ou secundários e eventuais. A escolha deve recair sobre o
itinerário mais protegido e seguro, ainda que não seja o mais curto.
MCA 125-13/2015 49/61

8.3.4 ENSAIO

8.3.4.1 O planejamento final é colocado em execução previamente por meio de um ensaio,


havendo disponibilidade de tempo. Na oportunidade, são verificados o dispositivo adotado, a
compreensão das missões distribuídas, as providências para as emergências e as possíveis
falhas de planejamento.

8.3.4.2 O ensaio avulta de importância quanto maior for o grau de risco da autoridade. O
ensaio deve ser realizado nas mesmas condições da missão.

8.4 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA NOS ITINERÁRIOS

a) utilizar velocidade compatível com o veículo e com a via;


b) utilizar o veículo adequado à área e ao terreno;
c) sempre que possível utilizar o itinerário mais seguro;
d) redobrar os cuidados nos pontos críticos;
e) evitar áreas pouco iluminadas, estradas com vegetação lateral, subidas
acentuadas, viadutos, túneis, pontes, estradas em obras e estradas com
intenso fluxo de veículos pesados;
f) evitar a rotina, alternando os itinerários; e
g) evitar adulterar itinerários planejados.

8.5 EQUIPE AVANÇADA NOS ITINERÁRIOS

8.5.1 Em determinadas situações pode-se escalar uma equipe avançada para cumprir a
missão de realizar uma vistoria dos itinerários motorizados e a pé, vistoriando-os para
detectar alguma incorreção do dispositivo, falha administrativa ou evidência de perigo. A
equipe avançada pode, também, inspecionar o local onde a autoridade vai participar de
algum evento.
8.5.2 A equipe avançada informa em tempo real as condições para o chefe da segurança,
assessorando-o na decisão de adotar outro itinerário.
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9 COMUNICAÇÕES

9.1 O serviço de comunicações é um fator essencial para a perfeita execução da missão de


segurança. É necessário comunicação entre os diversos componentes das equipes, com
monitoramento por uma central de comunicações. A função da central de comunicações
poderá ser desempenhada pela Sala de Operações Terrestres (SOT) da Unidade de Infantaria.
9.2 A central de comunicações terá um catálogo com dados, tais como telefones de
emergência, de hospitais, de serviços de utilidade pública, etc. A equipe que se desloca
informará à central, com antecedência, o itinerário e o destino da autoridade. Caso não seja
possível informar por rádio, realizará a comunicação por meio do telefone. Dessa forma, a
Central sempre saberá em que ponto a autoridade está.
9.3 O telefone celular é uma ferramenta indispensável, pois permite a comunicação a
distâncias maiores que o rádio, além de possibilitar o contato imediato com hospitais,
policiamento e com os elementos de ligação relativos à missão (oficial de ligação, consulado,
embaixada, etc).
9.4 O equipamento rádio deve ser utilizado com disciplina e controle. A comunicação deverá
ser objetiva, informando somente o necessário de maneira concisa, de acordo com normas
padronizadas para exploração da rede rádio. A potência de transmissão deverá ser a mais
baixa possível, para evitar grande abrangência do sinal.
9.5 A tabela abaixo é um exemplo de codificação para a melhoria do sigilo das comunicações.
Ela não deve ser usada como padrão. As palavras código não devem ser divulgadas de forma
ostensiva.

DESLOCAMENTO PESSOAS ITINERÁRIOS


AUTORIDA HOTEL–
EMBARQUE ATUM ALFA ÁGUA
DE AEROPORTO
INÍCIO DE
BONITO ESPOSA BRAVO EVENTO-HOTEL SUCO
DESLOC
NAS EVENTO 1-
LAMBARI AJO CHARLIE VINHO
PROXIMIDADES EVENTO 2
CHEGADA BOTO CMT AER DELTA PRINCIPAL CAVALO
SAÚDE CH SEG PAI ALTERNATIVO PANGARÉ
MÉDICO ROSA AGENTE 1 AVÔ OUTROS
AMBULÂNCIA BUQUÊ AGENTE 2 TIO IMPRENSA PAPEL
FLORICUL MANIFESTANTE
HOSPITAL AGENTE 3 PRIMA CARDUME
TURA S
FERIDO ESPINHO MOSCA IRMÃO SUSPEITO URUBU
Tabela 5 - exemplo de codificação.
MCA 125-13/2015 51/61

10 PLANEJAMENTO DA MISSÃO

10.1 As principais características da atividade de segurança de autoridades são que o bem


protegido tem vontade própria e que o imprevisto sempre acontece. Daí decorre que toda a
missão deve ser bem planejada, mas o planejamento deve ser flexível para absorver as
alterações na agenda oficial e as decorrentes da vontade da autoridade. É importante ter em
mente que o programa irá evoluir, e que serão necessárias correções no planejamento da
segurança.
10.2 O documento de acionamento da U Inf informa as características da missão e dados
como o programa inicial e meios de contato com o Oficial de Ligação, ou o Ajudante de
Ordens.
10.3 O primeiro passo do planejamento é o conhecimento das características da autoridade
(cargo exercido, grau de risco, histórico de atentados, fotografia atualizada, alergias, estado
atual de saúde, presença de familiares, etc) e a previsão da sua agenda fornecidos pela unidade
acionadora. No caso de autoridades estrangeiras, quem fornece essas informações é o oficial
de ligação.
10.4 Em seguida, devem ser consultados os relatórios anteriores em busca de lições
aprendidas que visem melhorar o planejamento.
10.5 De posse das características da autoridade e da previsão da agenda, o chefe da segurança
coordenará o planejamento, que deve ser a resposta aos questionamentos:
a) o que fazer? - missão a ser cumprida;
b) quando fazer? - horários impostos;
c) por onde ir? - localização e itinerários; e
d) como fazer? - idéia inicial de emprego de equipes/agentes e suas tarefas
básicas, principalmente os responsáveis pela cápsula, pelo pernoite e pelo
reconhecimento dos locais de aparição em público.
10.6 Com a definição de quais equipes serão empregadas, o encarregado de cada equipe
levantará a sua necessidade de apoio de material e de pessoal, com ênfase para agentes
femininas, intérprete, apoio aéreo (helicóptero) e aquático (lancha). Nesta fase é verificada a
previsão de apoio de alimentação e pernoite no hotel da autoridade, que é repassada ao oficial
de ligação.
10.7 O planejamento da missão deve abranger as comunicações, os deslocamentos, o pernoite
e segurança no hotel, o apoio médico, a coordenação entre as equipes (quadro horário) e as
aparições em público. Para uso diário das equipes, devem ser confeccionados mementos com
as informações básicas de cada assunto, de forma que cada um tenha condições, em qualquer
momento, de checar as particularidades da missão.
10.8 O ensaio é parte importante do processo de planejamento e preparação da missão, tudo o
que for planejado deve ser ensaiado, principalmente os deslocamentos. Todos os agentes
devem ter em mente que “onde quer que você tenha que levar uma autoridade, que seus olhos
já tenham estado lá anteriormente”.
10.9 Depois de tudo reconhecido, planejado e corrigido, a missão é iniciada. O planejamento
da missão é detalhado e relembrado para toda a equipe por meio de reuniões,
preferencialmente na véspera de cada evento. Na reunião o chefe da segurança repassa os
passos, relembra as tarefas de cada agente, que aproveitam para sanar as dúvidas.
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10.10 O passo final do processo de planejamento é o relatório, que possibilitará registrar se


tudo ocorreu conforme planejado, ou se algo poderia ser feito de outra forma. Essas lições
aprendidas são ferramenta importante para facilitar as missões futuras, não devem ser
consideradas como críticas a pessoas ou a instituições.
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11 VARREDURA

11.1 GENERALIDADES

11.1.1 Denomina-se varredura as inspeções realizadas em edifícios, salas, gabinetes e outros


ambientes, viaturas, estradas, presentes, correspondências, etc, visando detectar a presença
de artefatos explosivos ou incendiários, equipamentos eletrônicos clandestinos de escuta ou
de gravações de som e imagens e também outros objetos que possam colocar em perigo a
integridade física, moral ou a imagem de uma autoridade.
11.1.2 Estas inspeções podem ser processadas de três maneiras:
a) física;
b) instrumentada, com detectores próprios para explosivos ou escuta; e
c) com cães farejadores.

11.1.3 A inspeção física, normalmente é a que apresenta mais resultados positivos, pois para
determinados tipos de perigo não existem detectores. Nas inspeções físicas o treinamento e o
grau de conhecimento são fatores preponderantes.

11.1.4 A varredura deverá ser solicitada a um órgão de segurança pública especializado.


Entretanto, o agente de segurança de autoridades deve ser capaz de realizar uma varredura
física em veículos e ambientes em situações inopinadas.

11.2 EQUIPES DE VARREDURA

11.2.1 A equipe de varredura deve ser constituída por no mínimo dois elementos. Práticas
solitárias muitas vezes levam a dúvida e a exaustão dos sentidos. Mais de um elemento, além
de proporcionar um companheiro para sanar dúvidas, traz também uma testemunha e um
estímulo.
11.2.2 Equipes muito grandes não são recomendáveis, pois a presença de várias pessoas em
um ambiente pequeno tumultua e dificultam a execução dos trabalhos. O ideal são equipes
de no máximo quatro elementos, caso a área a ser vistoriada seja muito grande. É
recomendável é que se divida a área e se aumente o número de equipes, e não o tamanho da
equipe.
11.2.3 As tarefas deverão ser distribuídas proporcionalmente ao número de elementos de
cada equipe, devendo o encarregado da varredura sempre procurar mesclar o conhecimento
de seus auxiliares por ocasião da formação dos grupos e da divisão do ambiente, a fim de
obter o melhor resultado possível com os recursos humanos empregados.

11.3 DIVISÃO DO AMBIENTE

11.3.1 O ambiente a ser vistoriado deve ser considerado em todas as suas dimensões, com
todos acessos observados e também as adjacências, tendo-se sempre a preocupação de saber
e vistoriar, se possível, o que existe acima, abaixo e nas laterais. Caso não seja um bloco
isolado, mas faça parte de outra construção, os acessos e instalações comuns como água,
telefone, energia elétrica, ar condicionado, dispositivos contraincêndio, elevadores, garagens
e geradores de emergência deverão ser objeto de vistoria.
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11.3.2 Quando alguma parte for muito extensa ou se mostrar complexa diante de fatores
peculiares, como uma estante de biblioteca, deve ser dividida em setores menores e
redistribuída às equipes.
11.3.3 A execução da varredura deve ser no sentido horário de rotação, de maneira que um
elemento não atrapalhe a movimentação do companheiro e assegure que todas as partes
serão vistas. Normalmente, os equipamentos e ferramentas utilizadas são colocados no
centro do ambiente, para uso comum.
11.3.4 O mobiliário e utensílios que compõem um recinto não se encontram tão somente
junto às paredes, mas em todas as partes do ambiente, por isso recomenda-se que na hora da
divisão sejam traçadas diagonais que determinem a quem cabe inspecionar os objetos
situados mais ao centro.

Figura 35- Divisão do ambiente e rotação.


11.3.5 À medida que se vai realizando o trabalho, os locais que apresentarem dúvidas ou
suspeitas devem ser marcados para a revisão final, quando os membros da equipe poderão
emitir parecer a respeito. Em hipótese nenhuma deve ser interrompida a vistoria, sobe pena
de se detectar um artefato ou algo interessante e deixar passar despercebido os demais (finta
ou disfarce de intenção).
11.3.6 Em ambientes sem divisões internas, cinemas, ginásios, clubes, grandes salões para
convenções e outros, pode-se, dependendo do tempo e tipo de varredura solicitada, efetuar-
se um dispositivo em linha, determinando-se para isto o setor de cada elemento da equipe
(pente fino).

11.4 O QUE PROCURAR?


a) explosivos e/ou inflamáveis, colocados de propósito ou estocados
erroneamente;
b) escutas alojadas em telefones ou em outros equipamentos;
c) máquinas fotográficas, possíveis locais de ocultamento, acionamento de
tempo ou remoto, frestas ou mesmo janelas que propiciem o registro de
imagem;
MCA 125-13/2015 55/61

d) câmeras de vídeos ou filmadoras, com as mesmas possibilidades do item


anterior;
e) situações que possam expor a autoridade a riscos ou vexames (tapetes
escorregadios, interruptores que não funcionam, instalações sanitárias
entupidas que transbordam, etc.); e
f) perigos diversos, choques elétricos, riscos de incêndio ou queimaduras,
desabamento total ou parcial, falta de energia, envenenamento (difícil de ser
detectado), posição de tiro ou observação, etc.

11.5 ONDE PROCURAR?

11.5.1 Deve-se procurar em todos os lugares possíveis e imagináveis. Não existe barreira
para a imaginação e a criatividade. Um elemento dotado de imaginação e conhecimento
técnicos, com a gama de materiais que a moderna tecnologia coloca à sua disposição, pode
com facilidade atingir seu objetivo se os elementos que se encarregam das varreduras não
estiverem à sua altura.

11.5.2 Deve-se Inspecionar:


a) tudo que se move, abre ou fecha, gira, aperta ou puxa, afrouxa, acende ou
apaga (inspeção física e de funcionamento);
b) locais mais lógicos para escutas e filmagens, que permitam boa audição e
ângulo para imagens, onde você próprio escolheria com ideal;
c) caixas de luz e força, distribuidores telefônicos, instalações contraincêndio,
casa de máquinas dos elevadores, geradores de emergência, saunas; e
d) objetos ornamentais colocados bem próximos da autoridade, que com seu
aspecto inocente nos levam a desconsiderá-los como ameaça real (cuidado
com o óbvio).

11.6 COMO PROCURAR?

11.6.1 A varredura é uma busca que além de se basear no que os nossos sentidos percebem,
deve procurar também indícios e pistas que nos levem a conclusões e, consequentemente, à
localização pretendida.
11.6.2 É sempre bom, principalmente nos objetos que apresentem partes móveis, que se
observe atentamente antes de tocar e mover. Verifique em toda a volta, ilumine-o se
necessário, use espelhos para os acessos difíceis. Certifique-se do seu funcionamento,
pergunte se não souber. Seja cauteloso, verifique uma parte de cada vez e obedeça sempre o
sentido da rotação.
11.6.3 Não corra riscos desnecessários, tais como sentar ou deitar-se em poltronas ou camas
com o fito de testá-las, sem antes proceder a uma verificação minuciosa.

11.7 INDÍCIOS

Alguns aspectos podem ser considerados como indícios de um atentado ou de escutas


clandestinas:
a) paredes pintadas recentemente, ou parte delas;
b) danos na pintura ou reboco (emboçoo) das paredes, rodapés etc.;
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c) danos na pintura de móveis e utensílios, principalmente próximos às


junções;
d) marcas deixadas pela poeira que indicam remoção de móveis, livros, objetos
de decoração , tapetes e outros ;
e) marcas descoradas deixadas pela exposição à luz do sol em assoalhos ou
móveis servem para determinar a posição anterior;
f) objetos não compatíveis com o ambiente;
g) capas e restos de fios e fita isolante;
h) cheiros estranhos;
i) grampos novos, costuras e colas recentes, tecidos com cores diferentes;
j) arranhões em determinadas peças, incluindo-se fechaduras; e
k) marcas de mão na pintura em locais de pouco uso ou difícil acesso.

11.8 O ACHADO

Uma vez que seja constatada a presença de qualquer anormalidade, o


procedimento seguinte deve ser adotado de acordo com a natureza do achado:

a) marcar o local, usando o método combinado pela equipe;


b) isolar a área para impedir que alguém ou algo inicie o processo (no caso de
explosivo );
c) não desmontar;
d) chamar a equipe especializada;
e) evitar a divulgação do fato;
f) estar pronto para fazer uma descrição do objeto e sua localização;
g) providenciar a evacuação da área, estabelecer uma forma que evite o
tumulto e o pânico; e
h) preservar a segurança do local.

11.9 CORRESPONDÊNCIAS

11.9.1 Mesmo após todo o ambiente ter sido vistoriado, ainda é possível introduzir algum
artefato que possa causar danos às pessoas. A forma mais fácil é o emprego de
correspondência. Os agentes devem saber a forma correta de tratar tudo que chega pelos
correios, por empresas de entrega, ou por mensageiros.
11.9.2 Ao receber uma correspondência, o agente deve observar:
a) selos mal colocados (parecendo serem transplantados de outra carta);
b) carimbos do correio ilegíveis;
c) sem remetente ou remetente desconhecido;
d) envelope dentro de outro envelope;
e) envelope muito manuseado (amarrotado e com as beiradas quebradas);
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f) peso demasiado para o tamanho da correspondência;


g) grossura da correspondência (demonstra que não é folha de papel);
h) desequilíbrio ( envelope pesa mais de um lado que de outro);
i) manchas mesmo que leves de gordura no envelope;
j) cheiro acre, tipo avelã;
k) pelo exame do tato, sentir que em seu interior existem fios, cordões, objetos
redondos e duros;
l) textura da correspondência (é dura ao teste de maleabilidade); e
m) quando examinada contra a luz, verificar se há tiras de papel coladas por
dentro do envelope.

11.9.3 Em caso de qualquer suspeita, separar a correspondência e avisar ao chefe da


segurança, para que seja examinada por pessoal especializado. Jamais tentar abrir.
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12 DISPOSIÇÕES FINAIS

12.1 Os casos não previstos neste Manual deverão ser submetidos à apreciação do Exmo. Sr.
Comandante-Geral de Operações Aéreas.
12.2 Este Manual deverá ser revisado depois de decorridos dois anos de sua aprovação. As
sugestões para aperfeiçoamento da doutrina devem ser encaminhadas à Subchefia de
Segurança e Defesa do COMGAR, via cadeia de comando.
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REFERÊNCIAS

BRASIL. DCA 1-1 Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira. Brasília: Estado-Maior da
Aeronáutica, 2012.

_____. MCA 10-4 Glossário da Aeronáutica. Brasília: Estado-Maior da Aeronáutica, 2001.

_____. MD35-G-01 Glossário das Forças Armadas. Brasília: Ministério da Defesa, 2007.

_____. NOSDE PRO-04A Uso Progressivo da Força e Regras de Engajamento. Brasília:


Comando-Geral de Operações Aéreas, 2011.

_____. NSCA 5-1 Confecção, Controle e Numeração de Publicações Oficiais do


Comando da Aeronáutica. Rio de Janeiro: Centro de Documentação da Aeronáutica, 2011.

_____. NOSDE PRO-04A Uso Progressivo da Força e Regras de Engajamento. Brasília:


Comando-Geral de Operações Aéreas, 2011.

_____. Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, que Altera a Lei Complementar no
97, de 9 de junho de 1999, que “dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e
o emprego das Forças Armadas”.
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ÍNDICE

Agente adverso, 1.2.1, 2.2.3,


Agentes de segurança, 1.2.2equipe precursora 4.2
equipe avançada 4.3
equipe de varredura 4.4
equipe de segurança no hotel ou residência 4.5
Procedimentos 5.1
batedores, 6.4, 6.6.6
cápsula padrão, 6.2
cápsula reduzida, 6.3
conduta em semáforos, 6.6.4
embarque com cápsula reduzida, 6.6.8
embarque com cápsula padrão, 6.6.10
Formações 5.2
motoristas, 6.6. 7.7.3, 8.3.2.5
manobras de proteção, 6.6.3
veículos, 6.5
Algemas
ver Uso da força e algemas
Alimentação, 4.10
Amparo legal, 2.1
Aparições em público, 7
Armamento, 3.5, 4.8, 5.3, 6.5.5, 6.6.5.2, 6.7.1.1, 7.7
Cápsula de segurança, 1.2.3, 1.2.11.2.9, 4.7.1, 4.7.8, 6.1.1, 6.5.1.3
Comunicações, 9
Equipes, 4
equipe avançada 4.3
equipe precursora 4.2
equipe de varredura 4.4
equipe de segurança no hotel ou residência 4.5
Equipe de segurança velada 4.6
Escolta a pé, 5
Procedimentos 5.1
Formações 5.2
Escolta motorizada, 6
batedores, 6.4, 6.6.6
cápsula padrão, 6.2
cápsula reduzida, 6.3
conduta em semáforos, 6.6.4
embarque com cápsula reduzida, 6.6.8
embarque com cápsula padrão, 6.6.10
motoristas, 6.6. 7.7.3, 8.3.2.5
manobras de proteção, 6.6.3
veículos, 6.5
Escudo maleta, 1.2.5, 3.1.2, 4.8
Itinerários, 8
características 8.2
itinerário alternativo ou secundário, 1.2.6
itinerário eventual ou de emergência, 1.2.7
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itinerário principal, 1.2.3


seleção 8.3
Módulo básico, 1.2.9 3.1.2, 4.1, 4.5, 4.7.4, 4.11, 5.1.2, 7.2.1, 7.6.2
Mosca, 1.2.10 3.1.2, 4.7.2, 4.7.4, 4.7.7, 4.7.8, 4.8, 4.9, 4.11.4, 6.6.7.1, 6.6.8, 6.6.9.3,
6.7.1.3, 6.8.2.1.1
Oficial de ligação, 1.2.11, 9.3, 10.2, 10.6
Uso da força e de algemas, 2.2
Pernoite, 4.11, 10.5, 10.6, 10.7
Planejamento da missão, 10
Pontos críticos, 1.2.12, 8.3.1.1
Princípios básicos da missão de segurança de autoridades, 3
adaptabilidade 3.2
atenção 3.6
coordenação 3.10
cobertura 3.4
discrição 3.5, 4.9
flexibilidade3.3
iniciativa 3.7
oportunidade 3.8
percepção 3.11
previsão 3.12
simplicidade 3.9
Unidade acionadora, 1.2.13, 1.2.1.1, 6.1.3, 10.3
Táticas de ações imediatas, 5.3, 6.7
Varredura, 11
equipes de, 11.2
divisão do ambiente, 11.3