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Guia Básico de

Contabilidade
para Não
Contadores
A BLB BRASIL
ESCOLA DE NEGÓCIOS
A BLB Brasil Escola de Negócios foi criada em 2015, a partir
da consolidada experiência dos sócios da BLB Brasil Auditores
e Consultores que, percebendo as atuais necessidades de
executivos e empresas, viram a oportunidade de contribuírem
de forma mais efetiva e focada na capacitação de profissionais.
Com tradição em treinamentos, em mais de 12 anos seus
profissionais já ministraram e convidaram especialistas parceiros
para oferecer cursos e treinamentos de diversos temas, tendo
capacitado mais de 5 mil profissionais das áreas contábil,
tributária, fiscal e de gestão.

A BLB Brasil Escola de Negócios possui um portfólio


abrangente com cursos nas áreas de Contabilidade, Tributos,
Finanças, Gestão e Liderança, nos formatos eLearning,
Apostilados, In Company e Presenciais.

Ganha destaque a modalidade eLearning, que segue a tendência


mundial de estudos a distância, metodologia pela qual é possível
administrar tempo, aprendizado e mobilidade individualmente.

A BLB Brasil Escola de Negócios é credenciada como


capacitadora do Programa de Educação Profisisonal
Continuada (PEPC) junto ao Conselho Federal
de Contabilidade (CFC).

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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO

O QUE É CONTABILIDADE?

O QUE É PATRIMÔNIO?

EXPLICANDO O BALANÇO PATRIMONIAL

APURANDO LUCROS E PREJUÍZOS PELO

DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS

ANÁLISE DE FLUXO DE CAIXA

O CAPITAL DE GIRO E SUA IMPORTÂNCIA

PRECIFICANDO PRODUTOS E SERVIÇOS

ATIVOS PERMANENTES, DEPRECIAÇÃO,

AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO

REGIMES TRIBUTÁRIOS

REGIMES CONTÁBEIS

A LINGUAGEM DOS NEGÓCIOS

SOBRE A BLB BRASIL ESCOLA DE NEGÓCIOS


INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
A contabilidade é um elemento fundamental na atividade econômica.
Em uma economia moderna e complexa como a dos dias de hoje, temos
sempre que escolher entre as melhores alternativas. Para isso, criamos
um guia básico de contabilidade para não contadores. Uma vez que
os recursos são escassos e o ambiente de negócios é cada vez mais
competitivo, cenário no qual a contabilidade será a principal aliada.

Por isso, lembre-se: nenhuma empresa consegue operar bem sem uma
boa gestão financeira. Então, sim, você precisa estar familiarizado com
os principais conceitos ligados à contabilidade, mesmo que você não
seja contador. Saber como estão os números e a situação interna de sua
empresa e, mais do que isso, conseguir usar as informações fornecidas
pelos documentos contábeis em seu favor é fundamental.

Este eBook é destinado àqueles profissionais que não possuem


conhecimentos de contabilidade, mas que gostariam de saber mais
sobre o tema. Com o guia básico de contabilidade para não contadores
vamos fornecer uma visão prática dos conceitos contábeis mais
fundamentais, desvendando as informações como balanço patrimonial,
demonstração de resultados e do fluxo de caixa.

Mostraremos e detalharemos quais são as práticas mais comuns nesse


universo e como avaliar a situação financeira e patrimonial da empresa
da forma mais correta.
O QUE É CONTABILIDADE?
O QUE É
CONTABILIDADE?
A contabilidade pode ser definida como uma ciência que estuda a
situação e as variações (qualitativas e quantitativas) ocorridas no
conjunto de bens, direitos e obrigações de qualquer entidade (pessoa
física ou jurídica).

Todas as movimentações relativas a dinheiro e valores realizadas


dentro de uma organização são registradas pela contabilidade, que
resume os fatos em forma de balanços, demonstrativos e relatórios. Por
meio desses dados são apresentados os resultados alcançados pela
empresa, fornecendo uma ampla quantidade de informações úteis
para as tomadas de decisões em seu comando, tanto dentro quanto
fora da entidade.

Ou seja, é por meio do trabalho da contabilidade que o dono do


patrimônio consegue controlar e planejar o futuro de seu negócio,
certificando-se de que a empresa está de acordo com suas metas e
decidindo qual providência tomar para atingir seus objetivos com mais
eficiência.
O QUE É PATRIMÔNIO?
O QUE É
PATRIMÔNIO?
Patrimônio é como é conhecido o conjunto total de bens, direitos e
obrigações ligados a uma pessoa física ou jurídica, abrangendo ao
mesmo tempo tudo aquilo que se tem – bens e direitos – , e tudo
aquilo que se deve – obrigações. Analisar a situação e as variações no
patrimônio, bem como todos seus efeitos, é objeto de estudo principal
da contabilidade.

Do ponto de vista da contabilidade, apenas são considerados direitos


e obrigações que podem ser avaliados em algum valor mensurável, ou
seja, que podem ser convertidos de alguma forma em moeda.

Os bens e direitos representam a parte positiva


do patrimônio, que é chamada de ATIVO.

Já as obrigações constituem o lado negativo


do patrimônio, denominado de PASSIVO.
EXPLICANDO O
BALANÇO PATRIMONIAL

Bens: tudo aquilo que possui valor econômico e que pode ser
convertido em dinheiro, sendo utilizado dentro da entidade para
desempenhar alguma função que vá ao encontro do objetivo principal
de seu proprietário.

Direitos: são os recursos que a entidade tem direito a receber, mas ainda
não estão sob posse da empresa. Todos são direitos que gerarão fluxo
de capital dentro do patrimônio da empresa em um período futuro.

Obrigações: são os valores e dívidas a serem pagos para terceiros e


fazem parte do passivo. Em uma negociação a prazo, por exemplo, a
empresa passa a ter uma obrigação com o fornecedor, representada
por uma conta a pagar equivalente ao valor da aquisição.
EXPLICANDO O
BALANÇO PATRIMONIAL
EXPLICANDO O
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVOS

Os ativos são divididos em duas categorias: ativos circulantes e ativos


não circulantes. Essa divisão é baseada na “liquidez” de cada item:
quanto mais fácil for sua circulação e conversão em dinheiro, mais
líquido o ativo será.

Com isso, podemos dizer que estão entre os ativos circulantes o dinheiro
disponível em caixa, depósitos em conta corrente, duplicatas e contas
a receber de clientes, promissórias, cheques, impostos a recuperar,
investimentos de curto prazo, estoques, entre outros.

Já entre os ativos não circulantes, estão aqueles realizáveis em longo


prazo (dívidas parceladas a receber e crédito junto a sócios, por exemplo),
investimentos (participações, cotas, ações e outros investimentos
de longo prazo), móveis e imóveis (terrenos, automóveis, prédios,
equipamentos e tudo que componha a estrutura física da empresa) e
os ativos intangíveis (marcas, patentes, processos, pontos de venda,
pesquisas e afins).
EXPLICANDO O
BALANÇO PATRIMONIAL
PASSIVOS

Para classificar os passivos da empresa também é utilizado o critério de


liquidez, semelhante ao que acontece com os ativos. A divisão entre
itens circulantes e não circulantes continua.

O primeiro inclui todas as dívidas e obrigações a serem pagas pela


empresa a credores em um prazo igual ou menor do que um ano. Por
isso, estão no passivo circulante os empréstimos de curto prazo, as
contas a pagar a fornecedores, obrigações, financiamentos, salários de
funcionários, sendo todos com prazo inferior a um ano.

Já na categoria de passivos não circulantes entram os valores em


financiamentos de longo prazo, dívidas com fornecedores, empréstimos,
contingências trabalhistas e todo tipo de pagamento de débitos
planejado para ser feito em um prazo maior do que um ano.
EXPLICANDO O
BALANÇO PATRIMONIAL
PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Ao final, o resultado mostrará o patrimônio líquido, que será capital


social da empresa e todas suas reservas, já estando abatidos os prejuízos
acumulados e as ações pertencentes à tesouraria. O patrimônio líquido
é composto pelo capital próprio dos sócios investido inicialmente
na empresa, bem como quaisquer lucros reinvestidos no negócio, e
representa o valor patrimonial real da empresa.

Calculando os valores do balanço patrimonial e já tendo em mãos


os valores dos ativos e passivos, é fácil chegar ao patrimônio líquido,
simplesmente subtraindo o segundo dos primeiros. Ou seja:

Ativo – Passivo = Patrimônio líquido

ou

Ativo = (Passivo + Patrimônio líquido)


EXPLICANDO O
BALANÇO PATRIMONIAL
EXEMPLO RESUMIDO

ATIVOS

Caixa: 11.000,00
Vendas a receber: 35.000,00
Estoque: 74.000,00
Matéria-prima: 20.000,00
Veículos: 70.000,00

TOTAL DO ATIVO: 210.000,00

PASSIVOS

Fornecedor 1: 4.000,00
Fornecedor 2: 4.000,00
Salários a pagar: 13.000,00
Provisões: 2.000,00

TOTAL DO PASSIVO: 23.000,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO (ATIVO – PASSIVO): 187.000,00


APURANDO LUCROS E PREJUÍZOS
PELO DEMONSTRATIVO
DE RESULTADOS
APURANDO LUCROS E PREJUÍZOS
PELO DEMONSTRATIVO DE
RESULTADOS

A Demonstração do Resultado do Exercício, ou DRE, é uma peça contábil


que tem por objetivo detalhar a formação do resultado de um exercício
(lucro ou prejuízo), por meio da comparação das receitas com os custos
e despesas de uma empresa.

Esse tipo de visão financeira oferecida pela DRE ajuda os gestores a terem
uma opinião mais realista sobre quais decisões devem ser tomadas,
levando-os a fazer provisões mais sensatas e mostrando, por exemplo,
se existe viabilidade econômica para determinados investimentos.

Ela analisa o período estabelecido como exercício financeiro, definido


como o tempo decorrido entre janeiro a dezembro de um ano (12
meses). Entretanto, a DRE também pode ser elaborada mensalmente
para fins de controle interno, e de três em três meses para fins de
controle fiscal.

Como fazer uma DRE?

O processo de definição de uma DRE, assim como a ordem das


informações que precisam constar em seu espaço, é estabelecido por
lei. Elas precisam seguir exatamente uma estrutura já pré-estabelecida
e reconhecida pelas normas de contabilidade.
A ESTRUTURA DE UMA DRE

Na primeira linha da demonstração é lançada a Receita Bruta de Vendas,


ou seja, o valor de tudo que a empresa faturou durante o período
analisado. Dessa receita são descontados os abatimentos, as devoluções
de vendas, os descontos concedidos aos clientes e os impostos sobre
as atividades comerciais.

O valor resultante será a Receita Líquida de Vendas da empresa, da


qual é subtraído o custo total das mercadorias e dos serviços vendidos.

O resultado dessa conta será chamado de Lucro Bruto, do qual serão


descontadas todas as despesas financeiras, operacionais, gerais e
administrativas. Ao mesmo tempo são acrescentadas nessa parte
outras receitas operacionais que a empresa possa ter tido no período.

Com isso, chega-se ao Lucro ou Prejuízo Operacional Líquido. A


partir desse valor, serão deduzidos (ou acrescentados) os resultados
operacionais, como despesas ou ganhos financeiros, as participações
de cotistas da empresa, empregados, debenturistas administradores,
partes beneficiárias, entre outros.

Com esse resultado chegamos ao Lucro Líquido do Exercício (LLE),


resultado final de toda DRE.
MODELO EXEMPLIFICATIVO DE UMA
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
Receita Operacional Bruta

(-) Deduções da Receita Bruta


(-) Devoluções de vendas
(-) Descontos sobre vendas
(-) Impostos diretos sobre vendas (ICMS, PIS/COFINS, ISS)

(=) Receita Operacional Líquida

(-) Custos da mercadoria vendida ou serviços prestados

(=) Lucro Operacional Bruto

(-) Despesas operacionais


(-) Despesas comerciais
(-) Despesas administrativas
(+) Receitas operacionais

(=) Lucro operacional Líquido

(-) Despesas financeiras


(-) Despesas com sócios
(-) Despesas com participações
(+) Receitas financeiras

(=) Lucro Líquido do Exercício


ANÁLISE DE FLUXO DE CAIXA
ANÁLISE DE FLUXO DE CAIXA
O fluxo de caixa, também conhecido como cash flow em inglês, é uma
ferramenta de gestão que realiza o monitoramento das movimentações
financeiras de uma empresa em um determinado período. Em outras
palavras, o fluxo de caixa nada mais é do que o controle do que entra e do
que sai de dinheiro do caixa de uma empresa durante uma faixa de tempo.

Por ser um instrumento de gestão, recomenda-se que o fluxo de caixa


seja utilizado diariamente ou até mesmo imediatamente após qualquer
movimentação financeira no caixa da empresa. Só assim será possível
ter a noção exata do fluxo de capital que entra e que sai de sua empresa,
mantendo o negócio de forma mais saudável.

Como fazer o fluxo de caixa da sua empresa

O primeiro passo para se organizar um fluxo de caixa simples é separar


suas saídas e entradas de dinheiro em caixa em algumas categorias.

As saídas de caixa devem ser separadas entre pagamento de


fornecedores, despesas administrativas (contas diversas) e pagamentos
de impostos, parcelas de dívidas e investimentos, e registradas assim
que forem realizadas.

Já as entradas de recursos, que devem vir basicamente por meio do


faturamento com vendas, devem ficar uma categoria separada, ao lado.
Com isso, basta somar o valor de tudo que entra e subtrair o valor de
tudo que sai de dinheiro, encontrando assim o saldo total em relação
ao período analisado. Importante lembrar que esse número deve bater
com o valor do caixa e das contas bancárias.
O CAPITAL DE GIRO
E SUA IMPORTÂNCIA
O CAPITAL DE GIRO
E SUA IMPORTÂNCIA
Capital de giro é a quantia de dinheiro necessária para manter as
operações da empresa funcionando. O capital de giro necessita ser
monitorado e acompanhado permanentemente, pois está sempre sob
o impacto das diversas mudanças sofridas pela empresa, como redução
de vendas, aumento de despesas, necessidade de investimentos,
aumento de custos, crescimento da inadimplência, entre outros.

Calculando e controlando seu capital de giro

Em primeiro lugar, é preciso definir quais são os custos fixos de sua


empresa durante o período, como pagamento de funcionários,
impostos, aluguel, energia, entre outros.

Depois, é preciso contabilizar todas as contas e valores a receber.


Todo tipo de pagamento deve ser incluído, mensalmente, inclusive o
número de parcelas em que ele será pago. Você deverá levar em conta
também o valor médio de ativos guardados em estoque, de acordo
com os meses de funcionamento da empresa.

Com isso, o valor do capital de giro corresponderá à seguinte fórmula:

Valor das contas a receber + Valor em estoque – Valor das contas a pagar

A diferença entre os custos e os ativos será o seu capital de giro, e


em cima dele você definirá qual será a quantidade de vendas de seu
produto ou serviço capaz de gerar uma receita que cubra todas essas
despesas e ainda gere algum lucro suficiente.
PRECIFICANDO
PRODUTOS E SERVIÇOS
PRECIFICANDO
PRODUTOS E SERVIÇOS
A precificação de um produto ou serviço a ser oferecido pela empresa
deve estar, antes de tudo, situada dentro da realidade contábil da
empresa. O valor cobrado pelo produto precisa ser suficientemente alto
para proporcionar lucro para a empresa que o produz, mas ao mesmo
tempo não pode ser tão alto ao ponto de deixar de ser atrativo para os
clientes e desestimular as compras.

Determinando contabilmente o preço de um produto

Por meio de uma análise dos custos de produção, distribuição,


comercialização e divulgação do produto, é definido o seu markup, que
incluirá a margem de lucro que se pretende atingir e será adicionado
ao custo primário do item. Esse é o método mais básico para definição
de preços e, por isso, é o mais recomendado e seguro de ser utilizado.
PRECIFICANDO
PRODUTOS E SERVIÇOS
Como calcular o markup?

O preço de venda deve ser suficiente para cobrir todos os custos,


despesas e impostos, além de gerar um lucro na venda para manter a
empresa ativa. Desta forma podemos simplificar a estrutura do markup,
onde o preço é igual a somatória de todos os elementos inclusive o
lucro desejado:

PV = Custos + Impostos + Despesas + Lucro

Para fazer o cálculo do preço de venda é utilizado o markup divisor e o


markup multiplicador. Vamos aprender a calculá-los separadamente e
com exemplos para facilitar na hora de aplicar no seu dia a dia.

Vamos usar algumas siglas para fazer os cálculos, fique atento:

PV – Preço de Venda

PC – Preço de Custo

CTV – Custo Total da Venda

MKD – Markup Divisor

MKM – Markup Multiplicador


PRECIFICANDO
PRODUTOS E SERVIÇOS
Markup divisor

Vamos exemplificar primeiramente a fórmula do markup divisor.

- Custo unitário total para se fabricar o produto = R$ 8,00


- Componentes de despesas da empresa:

Despesas gerais e administrativas = 10% da receita


Comissões dos vendedores = 5% do preço de venda
Tributos incidentes sobre o preço de venda = 20% do preço de venda

- Margem de lucro desejada: 5% do preço de venda

Nesse momento é somado todas as despesas e impostos ao seu


percentual de lucro, que na nossa somatória deu 40%, gerando o Custo
Total da Venda. Com o resultado obtido do CTV, podemos então fazer
o cálculo do markup divisor a partir da fórmula:

MKD = (PV – CTV)/100

O Preço de Venda deve ser considerado 100%. Vamos exemplificar:

MKD = (100 – 40,00) /100


MKD = 60 /100
-----------------------------------
MKD = 0,6
PRECIFICANDO
PRODUTOS E SERVIÇOS
Usando o índice do markup divisor, podemos calcular o valor de venda
do produto:

PV = PC/MKD
PV = R$ 8,00/0,6
-----------------------
PV = R$ 13,33

O valor para garantir o preço de todos os custos, impostos, comissão


e ainda gerar lucro de 5% em cima do produto será R$ 13,33, ou se
arredondarmos, R$ 13,50. Com essa fórmula já podemos gerar o preço
de venda, porém essa mesma precisaria ser feita sempre para cada
produto.

Para desenvolvermos uma fórmula mais rápida para obtenção


do markup, precisamos ainda de mais uma fórmula, a do markup
multiplicador.

Markup multiplicador

O markup multiplicador, além de nos dar o valor de venda do produto,


facilita a fórmula de cálculo para demais produtos.

Porém, para isso, precisamos já ter definido o valor do markup divisor.


PRECIFICANDO
PRODUTOS E SERVIÇOS
Para calcular o markup multiplicador, utilizamos a seguinte fórmula:

MKM = 1/MKD
MKM = 1/0,6
------------------------
MKM = 1,666667

Assim, calculamos o preço de venda da seguinte forma:

PV = PC x MKM
PV = R$ 8,00 x 1,666667
---------------------------------
PV = R$ 13,33

O nosso preço de venda seria R$ 13,33, o mesmo valor que alcançamos


com a conta do markup divisor.
ATIVOS PERMANENTES,
DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO
E EXAUSTÃO
ATIVOS PERMANENTES,
DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO
E EXAUSTÃO
O grupo de contas do ativo permanente é relacionado aos recursos
aplicados em bens ou direitos de permanência duradoura, não
necessariamente ligados ao produto final da empresa, mas sim ao seu
funcionamento e manutenção. Esse tipo de classificação foi extinta no
Brasil em 2008, passando o ativo permanente a integrar o grupo de ativo
não circulante. O ativo permanente era formado por tipos de ativos
diferentes como investimentos, ativo imobilizado, ativo intangível e
ativo diferido.

Ao entender o que são os ativos permanentes, é necessário compreender


também que nenhum ativo dura para sempre, e que os bens adquiridos
pela empresa perdem seu valor com o passar do tempo. O tempo de
vida de cada item antes de precisar ser descartado e substituído por
um novo vai variar de acordo com vários fatores.

A esse fenômeno damos o nome de depreciação, amortização ou


exaustão, dependendo do tipo de ativo. Eles devem ser contabilizados
nos balanços da empresa, tendo seu valor reduzido proporcionalmente
ao seu tempo de uso ainda restante. Vejamos a definição dos mesmos
na página seguinte.
ATIVOS PERMANENTES,
DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO
E EXAUSTÃO

DEPRECIAÇÃO
É a redução do valor dos ativos tangíveis (físicos) provocada pelo desgaste,
tempo de uso, ação natural ou obsolescência.

Alguns exemplos de ativos que sofrem depreciação são: edifícios,


equipamentos, móveis, máquinas, veículos, imóveis, aparelhos e utensílios.

AMORTIZAÇÃO
É a redução do valor dos ativos intangíveis (não físicos), seja por duração de
prazo limitado ou expiração de uso legal.

São exemplos de ativos que sofrem amortização as marcas, patentes,


softwares, licenças, direitos autorais, know-how, processos e uso de
tecnologias.

EXAUSTÃO
Trata-se da redução do valor do ativo pela exploração de seus recursos
naturais esgotáveis.

Sofrem os efeitos da exaustão ativos como florestas, jazidas minerais,


reservas de petróleo, campos e pastagens, plantações, e qualquer tipo de
recurso natural que possa se esgotar ou se tornar improdutivo.
REGIMES TRIBUTÁRIOS
REGIMES
TRIBUTÁRIOS
Um dos elementos mais importantes para a vida de uma empresa é
sua contabilidade tributária. Uma opção mal feita nesse momento
pode ocasionar o pagamento de um valor inadequado em tributos,
comprometendo a saúde financeira do negócio, e, em situações mais
extremas, podendo até gerar problemas fiscais com a Receita Federal.

De acordo com a legislação vigente, a apuração dos impostos e a


adoção dos critérios tributários pode ser feita por três regimes, todos
com suas vantagens e desvantagens:

Lucro Real

O Lucro Real traz o cálculo exato de quanto sua empresa ganhou ao


longo do ano, descontando-se as despesas. Ou seja, para se apurar
quanto deverá ser pago em impostos, a empresa precisa saber
exatamente qual foi o seu lucro, para usá-lo como a base de cálculo do
Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL), apurados pela pessoa jurídica e acrescido de ajustes (positivos
e negativos) requeridos pela legislação fiscal.

No Lucro Real, o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição


para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) são determinados
por meio do regime não cumulativo. Ou seja, podem ser creditados
os valores das aquisições realizadas para compensação tributária, de
acordo com os parâmetros legais. Há algumas exceção de atividades
que mesmo optantes pelo Lucro Real sujeitam-se ao regime cumulativo
do PIS e da COFINS, nos termos da legislação.
REGIMES
TRIBUTÁRIOS
Lucro Presumido

No Lucro Presumido realiza-se uma tributação mais simplificada. Em


linhas gerais, esse tipo de regime se baseia em lucro “estimado” a partir
de padrões percentuais aplicados sobre a receita da empresa para
realizar sua tributação. Por isso, por não se tratar do lucro contábil
efetivo, mas sim por uma mera aproximação fiscal, ele é denominado
de presumido.

As empresas optantes pelo Lucro Presumido não podem aproveitar os


créditos gerados por PIS e COFINS, por não se enquadrarem no sistema
não cumulativo. Porém elas têm a vantagem de poder recolher ambas as
contribuições com alíquotas mais baixas do que aquelas do Lucro Real.

Simples Nacional

No regime tributário Simples Nacional, cálculo e recolhimento de


tributos (IR, CSLL, PIS, COFINS e outros) são simplificados e mais fáceis
de pagar. Porém, nem todas as pessoas jurídicas podem optar pelo
Simples, pois ele é um sistema especial dedicado a beneficiar apenas
as micro e pequenas empresas. Apenas podem participar desse regime
empresas que faturem menos que R$ 4.800.000 por ano.
REGIMES CONTÁBEIS
REGIMES
CONTÁBEIS
Regimes contábeis são os critérios adotados para o registro do valor
das despesas e receitas da entidade, para serem apurados em um
determinado período contábil. São três os regimes contábeis existentes:

Regime de caixa

Quando se registra a movimentação pelas datas exatas de recebimento


do ativo e pagamento das transações.

Regime de competência

Quando se apura a transação pela data em que a movimentação foi


gerada, independentemente se seu pagamento ou recebimento já foi
efetivamente realizado.

Regime misto

Utiliza do regime de competência para registrar suas contas com


despesas e do regime de caixa para contabilizar as receitas para
apuração do resultado.

Com o alinhamento da legislação brasileira às Normas Internacionais


de Contabilidade (IFRS), hoje em dia entende-se que tanto a receita
quanto a despesa devem seguir sempre o regime de competência. Já
o regime misto é o modelo adotado para o setor público brasileiro, por
possibilitar a conservação das receitas e a postergação das despesas.
A CONTABILIDADE
É A LINGUAGEM DOS NEGÓCIOS
A LINGUAGEM
DOS NEGÓCIOS
É principalmente por meio da Contabilidade que são traçadas metas,
avaliados desempenhos e mensurados resultados dentro de um
negócio.

Por isso, conhecer bem os recursos que a contabilidade oferece beneficia


a vida de qualquer profissional, facilitando a tomada de decisões sobre
investimentos, desenvolvimento de produtos, campanhas de vendas e
diversas outras ações que ajudam a alavancar uma empresa.

Nos dias atuais, quando se faz cada vez mais necessário o constante
aperfeiçoamento para enfrentar a concorrência do mercado, o bom
profissional tem sempre que se qualificar e compreender não só sobre
sua área de atuação, mas sim de todo o negócio da empresa. Portanto,
entender mais sobre contabilidade com o Guia Básico de Contabilidade
para não Contadores é essencial, não só para quem trabalha diretamente
na área, mas sim por todos os profissionais envolvidos no negócio.
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contabilidade básica,
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AVISO LEGAIS
Este eBook foi escrito e preparado em termos gerais e, portanto, não deve ser utiliza-
do para cobrir situações específicas.
A aplicação dos princípios apresentados depende das circunstâncias particulares en-
volvidas. Recomendamos que assistência profissional seja obtida antes da decisão de
adotar ou não uma ação devido a qualquer dos conteúdos desta apresentação.

A BLB Brasil Auditores e Consultores terá o prazer de assessorar os leitores sobre a apli-
cação dos princípios apresentados neste documento em suas circunstâncias específi-
cas; e não será responsável por nenhuma reivindicação, passivo ou despesa ocasiona-
da a qualquer pessoa que decidir adotar ou não uma ação devido ao conteúdo aqui
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