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Secretaria de Estado e da Educação e do Esporte de Alagoas

SEE/AL
Professor de Matemática
ÍNDICE
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
1 Números: números inteiros; divisibilidade; números racionais; números irracionais e reais ..................................................................... 01

2 Funções: igualdade de funções; determinação do domínio de uma função; funções injetivas, sobrejetivas e bijetivas; função inversa;

composição de funções; funções crescentes, decrescentes, pares e impares; os zeros e os sinais de uma função; funções lineares,

constantes, do 1º e do 2º graus, modulares, polinomiais, logarítmicas e exponenciais ............................................................................ 34

3 Equações, desigualdades e inequações .................................................................................................................................................... 62

4 Geometria: plana, espacial e analítica ....................................................................................................................................................... 66

5 Trigonometria: triângulo retângulo; estudo do seno, cosseno, tangente, cotangente, secante e cossecante ........................................... 88

6 Sequências: sequências de Fibonacci, sequências numéricas; progressão aritmética e geométrica ..................................................... 101

7 Matrizes: determinantes; sistemas lineares ............................................................................................................................................. 105

8 Noções de Estatística: medidas de tendência central; medidas de dispersão distribuição de frequência; gráficos; tabelas .................... 23

9 Matemática Financeira: proporção ............................................................................................................................................................. 19

Porcentagem .............................................................................................................................................................................................. 22

Juros e taxas de juros; juro exato e juro comercial; sistemas de capitalização; descontos simples; desconto racional; desconto

bancário; taxa efetiva; equivalência de capitais ....................................................................................................................................... 127

10 Cálculo de probabilidade .......................................................................................................................................................................... 134

11 Números Complexos ................................................................................................................................................................................ 137

12 Cálculo diferencial e integral das funções de uma variável........................................................................................................................ 34

13 Noções de História da Matemática ........................................................................................................................................................... 140

14 Avaliação e Educação Matemática: formas e instrumentos ..................................................................................................................... 151

15 Metodologia do Ensino de Matemática: uso de material concreto e aplicativos digitais .......................................................................... 151

1 Professor de Matemática

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APOSTILAS OPÇÃO

A Opção Certa Para a Sua Realização


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Estes números não são racionais: n ∈Q, 2 ∈ Q, 3 ∈Q,
5 ∈ Q; e, por isso mesmo, são chamados de irracionais.
Podemos então definir os irracionais como sendo aqueles números que
possuem uma representação decimal infinita e não-periódica.

1 NÚMEROS: NÚMEROS INTEIROS, DIVISIBILIDADE, Chamamos então de conjunto dos números reais, e indicamos com IR,
NÚMEROS RACIONAIS, NÚMEROS IRRACIONAIS E REAIS. o seguinte conjunto:
IR = ( x Í x é racional ou x é irracional )
1. Conjunto dos números naturais
Como vemos, o conjunto IR é a união do conjunto dos números
Chamamos de conjunto dos números naturais, e indicamos com lN, o
racionais com o conjunto dos números irracionais.
seguinte conjunto:
Usaremos o símbolo estrela (* ) quando quisermos indicar que o
lN = { 0; 1; 2; 3; 4; ...}
número zero foi excluído de um conjunto.
2. Conjunto dos números inteiros
Exemplo: N * = {1 ; 2; 3; 4; ...} ; o zero foi excluído de N.
Chamamos de conjuntos dos números inteiros, e indicamos com Z, o
seguinte conjunto:
Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos indicar que os
números negativos foram excluídos de um conjunto.
Z = { ...; -2; -1; 0; 1; 2;...) Exemplo: Z+ = {0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excluídos de Z.
3. Conjunto dos números racionais: Usaremos o símbolo menos ( - ) quando quisermos indicar que os
Chamamos de conjunto dos números racionais, e indicamos com Q, o números positivos foram excluídos de um conjunto.
seguinte conjunto: Exemplo: Z- = { ... ; -2; -1; 0 } ; os positivos foram excluídos de Z.

 p  Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o símbolo (+) ou com o


Q = x = | p, q ∈ Z e q ≠ 0 símbolo (-) .
 q  Exemplos

Observe que os números racionais são aqueles que podem ser escritos a) Z *− = { 1; 2; 3; . .. } ; o zero e os negativos foram excluídos de Z.
como quocientes de dois inteiros.
b) Z *+ = { ... ; -3; -2; -1 }; o zero e os positivos foram excluídos de Z.
Exemplos
5 OPERAÇÕES COM CONJUNTOS
a) =5; logo 5 ∈ Q
1 1. Conceitos primitivos
2
b) = 0,4 ; logo 0,4 ∈ Q Antes de mais nada devemos saber que conceitos primitivos são
5 noções que adotamos sem definição.
15
c) = 2,5 ; logo 2,5 ∈ Q Adotaremos aqui três conceitos primitivos: o de conjunto, o de elemen-
6 to e o de pertinência de um elemento a um conjunto. Assim, devemos
1 entender perfeitamente a frase: determinado elemento pertence a um
d) = 0,333 . . . ; logo 0,333.. . ∈ Q conjunto, sem que tenhamos definido o que é conjunto, o que é elemento e
3 o que significa dizer que um elemento pertence ou não a um conjunto.
Observação: Números como 5, 0,4 e 2,5 são números racionais com 2. Notação
representação decimal finita, ou seja, podemos escrevê-los, em sua forma Normalmente adotamos, na teoria dos conjuntos, a seguinte notação:
decimal, com um número finito de algarismos. O número 0,333..., por sua • os conjuntos são indicados por letras maiúsculas: A, B, C, ... ;
vez, é um número racional com representação decimal infinita e periódica, • os elementos são indicados por letras minúsculas: a, b, c, x, y, ... ;
ou seja, só podemos escrevê-lo, em sua forma decimal, com um número
• o fato de um elemento x pertencer a um conjunto C é indicado
infinito de algarismos, embora, a partir de um determinado ponto, haja uma
com x e C;
repetição de algarismos até o fim.
• o fato de um elemento y não pertencer a um conjunto C é
indicado mm y t C.
Outro exemplo de número, que admite representação decimal infinita e
periódica, é 2,35474747...
3. Representação dos conjuntos
Um conjunto pode ser representado de três maneiras:
Observação Importante
Todos os números que tenham representação decimal finita ou infinita • por enumeração de seus elementos;
e periódica são números racionais, ou seja, pertencem a Q.. • por descrição de uma propriedade característica do conjunto;
• através de uma representação gráfica.
4. Conjunto dos números reais: Um conjunto é representado por enumeração quando todos os seus
Há números que não admitem representação decimal finita nem elementos são indicados e colocados dentro de um par de chaves.
representação decimal infinita e periódica, como, por exemplo:
n = 3,14159265... Exemplo:
a) A = ( 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 ) indica o conjunto formado pelos
2 = 1,4142135... algarismos do nosso sistema de numeração.
3 = 1,7320508... b) B = ( a, b, c, d, e, f, g, h, 1, j,1, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, z )
indica o conjunto formado pelas letras do nosso alfabeto.
5 = 2,2360679... c) Quando um conjunto possui número elevado de elementos,
porém apresenta lei de formação bem clara, podemos representa-
lo, por enumeração, indicando os primeiros e os últimos

Matemática 1 A Opção Certa Para a Sua Realização


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elementos, intercalados por reticências. Assim: C = ( 2; 4; 6;... ;
98 ) indica o conjunto dos números pares positivos, menores do
que100.
d) Ainda usando reticências, podemos representar, por enumeração,
conjuntos com infinitas elementos que tenham uma lei de
formação bem clara, como os seguintes:
• D = ( 0; 1; 2; 3; .. . ) indica o conjunto dos números inteiros não
negativos;
• E = ( ... ; -2; -1; 0; 1; 2; . .. ) indica o conjunto dos números Resolução
inteiros; a) A = ( janeiro ; fevereiro; março; abril; maio ; junho; julho ; agosto ;
• F = ( 1; 3; 5; 7; . . . ) indica o conjunto dos números ímpares setembro ; outubro ; novembro ; dezembro ) .
positivos. b) B = (maio; junho; julho; agosto )
c) C = (a; m; o; r )
A representação de um conjunto por meio da descrição de uma propri- d) D = ( 2; 4; 6; 8; ia )
edade característica é mais sintética que sua representação por enumera- e) E = ( 10; -10 ), pois 102 = 100 e -(-102) = 100 .
ção. Neste caso, um conjunto C, de elementos x, será representado da
seguinte maneira: 4. Número de elementos de um conjunto
C = { x | x possui uma determinada propriedade } Consideremos um conjunto C. Chamamos de número de elementos
que se lê: C é o conjunto dos elementos x tal que possui uma deste conjunto, e indicamos com n lcl, ao número de elementos diferentes
determinada propriedade: entre si, que pertencem ao conjunto.
Exemplos Exemplos
a) O conjunto A = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } pode ser representado por a) O conjunto A = { a; e; i; o; u }
descrição da seguinte maneira: A = { x | x é algarismo do nosso é tal que n(A) = 5.
sistema de numeração } b) O conjunto B = { 0; 1; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 } é tal que n(B) = 10.
b) O conjunto G = { a; e; i; o, u } pode ser representado por descrição da c) O conjunto C = ( 1; 2; 3; 4;... ; 99 ) é tal que n (C) = 99.
seguinte maneira: G = { x | x é vogal do nosso alfabeto }
c) O conjunto H = { 2; 4; 6; 8; . . . } pode ser representado por descrição 5. Conjunto unitário e conjunto vazio
da seguinte maneira: H = { x | x é par positivo } Chamamos de conjunto unitário a todo conjunto C, tal que n (C) = 1.
Exemplo: C = ( 3 )
A representação gráfica de um conjunto é bastante cômoda. Através E chamamos de conjunto vazio a todo conjunto c, tal que n(C) = 0.
dela, os elementos de um conjunto são representados por pontos interiores Exemplo: M = { x | x2 = -25}
a uma linha fechada que não se entrelaça. Os pontos exteriores a esta linha O conjunto vazio é representado por { } ou por ∅ .
representam os elementos que não pertencem ao conjunto.
Exemplo Exercício resolvido
Determine o número de elementos dos seguintes com juntos :
a) A = { x | x é letra da palavra amor }
b) B = { x | x é letra da palavra alegria }
c) c é o conjunto esquematizado a seguir
d) D = ( 2; 4; 6; . . . ; 98 )
e) E é o conjunto dos pontos comuns às relas r e s, esquematizadas a
seguir :

Por esse tipo de representação gráfica, chamada diagrama de Euler-


Venn, percebemos que x ∈ C, y ∈ C, z ∈ C; e que a ∉ C, b ∉ C, c
∉ C, d ∉ C.
Exercícios resolvidos Resolução
Sendo A = {1; 2; 4; 4; 5}, B={2; 4; 6; 8} e C = {4; 5}, assinale V a) n(A) = 4
(verdadeiro) ou F (falso): b) n(B) = 6,'pois a palavra alegria, apesar de possuir dote letras, possui
a) 1 ∈ A ( V ) l) 1 ∈ A ou 1 ∈ B ( V ) apenas seis letras distintas entre si.
b) 1 ∈ B ( F ) m) 1 ∈ A e 1 ∈ B ( F ) c) n(C) = 2, pois há dois elementos que pertencem a C: c e C e d e C
c) 1 ∈ C ( F ) n) 4 ∈ A ou 4 ∈ B ( V ) d) observe que:
d) 4 ∈ A ( V ) o) 4 ∈ A e 4 ∈ B ( V ) 2 = 2 . 1 é o 1º par positivo
e) 4 ∈ B ( V ) p) 7 ∈ A ou 7 ∈ B ( F ) 4 = 2 . 2 é o 2° par positivo
f) 4 ∈ C ( V ) q) 7 ∈ A e 7 ∈ B ( F ) 6 = 2 . 3 é o 3º par positivo
g) 7 ∈ A ( F ) 8 = 2 . 4 é o 4º par positivo
h) 7 ∈ B ( F ) . .
i) 7 ∈ C ( F ) . .
. .
98 = 2 . 49 é o 49º par positivo
Represente, por enumeração, os seguintes conjuntos: logo: n(D) = 49
a) A = { x | x é mês do nosso calendário } e) As duas retas, esquematizadas na figura, possuem apenas um ponto
b) B = { x | x é mês do nosso calendário que não possui a letra r } comum.
c) C = { x | x é letra da palavra amor } Logo, n( E ) = 1, e o conjunto E é, portanto, unitário.
d) D = { x | x é par compreendido entre 1e 11} 6. Igualdade de conjuntos
e) E = {x | x2 = 100 } Vamos dizer que dois conjuntos A e 8 são iguais, e indicaremos com A
= 8, se ambos possuírem os mesmos elementos. Quando isto não ocorrer,
diremos que os conjuntos são diferentes e indicaremos com A ≠ B.

Exemplos .

Matemática 2 A Opção Certa Para a Sua Realização


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a) {a;e;i;o;u} = {a;e;i;o;u} Dados dois conjuntos A e B, chamamos de interseção de A com B, e
b) {a;e;i;o,u} = {i;u;o,e;a} indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos que
c) {a;e;i;o;u} = {a;a;e;i;i;i;o;u;u} pertencem a A e a B.
d) {a;e;i;o;u} ≠ {a;e;i;o} Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a
e) { x | x2 = 100} = {10; -10} intersecção dos conjuntos, temos:
f) { x | x2 = 400} ≠ {20}

7. Subconjuntos de um conjunto
Dizemos que um conjunto A é um subconjunto de um conjunto B se
todo elemento, que pertencer a A, também pertencer a B.
Neste caso, usando os diagramas de Euler-Venn, o conjunto A estará
"totalmente dentro" do conjunto B: Exemplos
a) {a;b;c} ∩ {d;e} = ∅
b) {a;b;c} ∩ {b;c,d} = {b;c}
c) {a;b;c} ∩ {a;c} = {a;c}
Quando a intersecção de dois conjuntos é vazia, como no exemplo a,
dizemos que os conjuntos são disjuntos.
Indicamos que A é um subconjunto de B de duas maneiras:
Exercícios resolvidos
a) A ⊂ B; que deve ser lido : A é subconjunto de B ou A está contido 1. Sendo A = ( x; y; z ); B = ( x; w; v ) e C = ( y; u; t), determinar os
em B ou A é parte de B; seguintes conjuntos:
b) B ⊃ A; que deve ser lido: B contém A ou B inclui A. a) A ∪ B f) B ∩ C
b) A ∩ B g) A ∪ B ∪ C
Exemplo c) A ∪ C h) A ∩ B ∩ C
Sejam os conjuntos A = {x | x é mineiro} e B = {x | x é brasileiro} ; temos d) A ∩ C i) (A ∩ B) U (A ∩ C)
então que A ⊂ B e que B ⊃ A. e) B ∪ C
Observações:
• Quando A não é subconjunto de B, indicamos com A ⊄ B ou B Resolução
⊃ A. a) A ∪ B = {x; y; z; w; v }
• Admitiremos que o conjunto vazio está contido em qualquer conjunto. b) A ∩ B = {x }
c) A ∪ C = {x; y;z; u; t }
8. Número de subconjuntos de um conjunto dado d) A ∩ C = {y }
Pode-se mostrar que, se um conjunto possui n elementos, então este e) B ∪ C={x;w;v;y;u;t}
conjunto terá 2n subconjuntos. Exemplo: O conjunto C = {1; 2 } possui dois
f) B ∩ C= ∅
elementos; logo, ele terá 22 = 4 subconjuntos.
g) A ∪ B ∪ C= {x;y;z;w;v;u;t}
Exercício resolvido: h) A ∩ B ∩ C= ∅
1. Determine o número de subconjuntos do conjunto C = la; e; 1; o; u ) . i) (A ∩ B) ∪ u (A ∩ C)={x} ∪ {y}={x;y}
Resolução: Como o conjunto C possui cinco elementos, o número dos
seus subconjuntos será 25 = 32. 2. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos:
Exercícios propostas: a) A ∩ B ∩ C
2. Determine o número de subconjuntos do conjunto b) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C)
C = { 0; 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 }
Resposta: 1024

3. Determine o número de subconjuntos do conjunto


1 1 1 2 3 3
C=  ; ; ; ; ; 
2 3 4 4 4 5  Resolução
Resposta: 32

RELAÇÕES

1. União de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, chamamos união ou reunião de A com B,
e indicamos com A ∩ B, ao conjunto constituído por todos os elementos
que pertencem a A ou a B. 3. No diagrama seguinte temos:
n(A) = 20
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras a n(B) = 30
interseção dos conjuntos, temos: n(A ∩ B) = 5

Determine n(A ∪ B).


Resolução

Exemplos
a) {a;b;c} U {d;e}= {a;b;c;d;e}
b) {a;b;c} U {b;c;d}={a;b;c;d}
c) {a;b;c} U {a;c}={a;b;c} Se juntarmos, aos 20 elementos de A, os 30 elementos de B,
2. Intersecção de conjuntos
Matemática 3 A Opção Certa Para a Sua Realização
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estaremos considerando os 5 elementos de A n B duas vezes; o que, Números inteiros positivos: {+1, +2, +3, +4, ....}
evidentemente, é incorreto; e, para corrigir este erro, devemos subtrair uma Números inteiros negativos: {-1, -2, -3, -4, ....}
vez os 5 elementos de A n B; teremos então: O conjunto dos números inteiros relativos é formado pelos números in-
n(A ∪ B) = n(A) + n(B) - n(A ∩ B) ou seja: teiros positivos, pelo zero e pelos números inteiros negativos. Também o
n(A ∪ B) = 20 + 30 – 5 e então: chamamos de CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS e o representamos
n(A ∪ B) = 45. pela letra Z, isto é: Z = {..., -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3, ... }

4. Conjunto complementar O zero não é um número positivo nem negativo. Todo número positivo
Dados dois conjuntos A e B, com B ⊂ A, chamamos de conjunto é escrito sem o seu sinal positivo.
complementar de B em relação a A, e indicamos com CA B, ao conjunto A -
B. Exemplo: + 3 = 3 ; +10 = 10
Observação: O complementar é um caso particular de diferença em Então, podemos escrever: Z = {..., -3, -2, -1, 0 , 1, 2, 3, ...}
que o segundo conjunto é subconjunto do primeiro.
N é um subconjunto de Z.
Usando os diagramas de Euler-Venn, e representando com hachuras o
complementar de B em relação a A, temos: REPRESENTAÇÃO GEOMÉTRICA
Cada número inteiro pode ser representado por um ponto sobre uma
reta. Por exemplo:

... -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 ...
... C’ B’ A’ 0 A B C D ...

Ao ponto zero, chamamos origem, corresponde o número zero.


Exemplo: {a;b;c;d;e;f} - {b;d;e}= {a;c;f}
Nas representações geométricas, temos à direita do zero os números
Observação: O conjunto complementar de B em relação a A é formado inteiros positivos, e à esquerda do zero, os números inteiros negativos.
pelos elementos que faltam para "B chegar a A"; isto é, para B se igualar a
A. Observando a figura anterior, vemos que cada ponto é a representação
geométrica de um número inteiro.
Exercícios resolvidos:
4. Sendo A = { x; y; z } , B = { x; w; v } e C = { y; u; t}, determinar os Exemplos:
seguintes conjuntos:  ponto C é a representação geométrica do número +3
 ponto B' é a representação geométrica do número -2
a) A–B d) C-A
b) B–A e) B–C ADIÇÃO DE DOIS NÚMEROS INTEIROS
c) A–C f) C–B 1) A soma de zero com um número inteiro é o próprio número inteiro: 0
+ (-2) = -2
Resolução 2) A soma de dois números inteiros positivos é um número inteiro posi-
a) A - B = { y; z } tivo igual à soma dos módulos dos números dados: (+700) +
b) B - A= {w;v} (+200) = +900
c) A - C= {x;z} 3) A soma de dois números inteiros negativos é um número inteiro ne-
d) C – A = {u;t} gativo igual à soma dos módulos dos números dados: (-2) + (-4) = -
e) B – C = {x;w;v} 6
f) C – B = {y;u;t} 4) A soma de dois números inteiros de sinais contrários é igual à dife-
rença dos módulos, e o sinal é o da parcela de maior módulo: (-
5. Dado o diagrama seguinte, represente com hachuras os conjuntos: 800) + (+300) = -500

a) A – B b) B – C c) C – A ADIÇÃO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS


A soma de três ou mais números inteiros é efetuada adicionan-
do-se todos os números positivos e todos os negativos e, em segui-
da, efetuando-se a soma do número negativo.

Exemplos: 1) (+6) + (+3) + (-6) + (-5) + (+8) =


(+17) + (-11) = +6
2) (+3) + (-4) + (+2) + (-8) =
(+5) + (-12) = -7
Resolução:
PROPRIEDADES DA ADIÇÃO
A adição de números inteiros possui as seguintes propriedades:

1ª) FECHAMENTO
A soma de dois números inteiros é sempre um número inteiro: (-3) +
(+6) = + 3 ∈ Z
NÚMEROS INTEIROS
2ª) ASSOCIATIVA
Conhecemos o conjunto N dos números naturais: N = {0, 1, 2, 3, 4, Se a, b, c são números inteiros quaisquer, então: a + (b + c) = (a + b) + c
5, .....,} Exemplo:(+3) +[(-4) + (+2)] = [(+3) + (-4)] + (+2)
Assim, os números precedidos do sinal + chamam-se positivos, e os (+3) + (-2) = (-1) + (+2)
precedidos de - são negativos. +1 = +1

Exemplos: 3ª) ELEMENTO NEUTRO

Matemática 4 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Se a é um número inteiro qualquer, temos: a+ 0 = a e 0 + a = a (-).(+)=-
Exemplos :
Isto significa que o zero é elemento neutro para a adição. (+5) . (-10) = -50
(+1) . (-8) = -8
Exemplo: (+2) + 0 = +2 e 0 + (+2) = +2 (-2 ) . (+6 ) = -12 (-7) . (+1) = -7

4ª) OPOSTO OU SIMÉTRICO 3º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS INTEIROS NEGATI-
Se a é um número inteiro qualquer, existe um único número oposto ou VOS
simétrico representado por (-a), tal que: (+a) + (-a) = 0 = (-a) + (+a) Exemplo: (-3) . (-6) = -(+3) . (-6) = -(-18) = +18
isto é: (-3) . (-6) = +18
Exemplos: (+5) + ( -5) = 0 ( -5) + (+5) = 0
Conclusão: na multiplicação de números inteiros, temos: ( - ) . ( - ) = +
5ª) COMUTATIVA
Se a e b são números inteiros, então: Exemplos: (-4) . (-2) = +8 (-5) . (-4) = +20
a+b=b+a
Exemplo: (+4) + (-6) = (-6) + (+4) As regras dos sinais anteriormente vistas podem ser resumidas na se-
-2 = -2 guinte:
(+).(+)=+ (+).(-)=-
SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS (- ).( -)=+ (-).(+)=-
Em certo local, a temperatura passou de -3ºC para 5ºC, sofrendo, por-
tanto, um aumento de 8ºC, aumento esse que pode ser representado por: Quando um dos fatores é o 0 (zero), o produto é igual a 0: (+5) . 0 = 0
(+5) - (-3) = (+5) + (+3) = +8
PRODUTO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS
Portanto: Exemplos: 1) (+5 ) . ( -4 ) . (-2 ) . (+3 ) =
A diferença entre dois números dados numa certa ordem é a soma do (-20) . (-2 ) . (+3 ) =
primeiro com o oposto do segundo. (+40) . (+3 ) = +120
2) (-2 ) . ( -1 ) . (+3 ) . (-2 ) =
Exemplos: 1) (+6) - (+2) = (+6) + (-2 ) = +4 (+2 ) . (+3 ) . (-2 ) =
2) (-8 ) - (-1 ) = (-8 ) + (+1) = -7 (+6 ) . (-2 ) = -12
3) (-5 ) - (+2) = (-5 ) + (-2 ) = -7
Podemos concluir que:
Na prática, efetuamos diretamente a subtração, eliminando os parênte- - Quando o número de fatores negativos é par, o produto sempre é
ses positivo.
- (+4 ) = -4 - Quando o número de fatores negativos é ímpar, o produto sempre
- ( -4 ) = +4 é negativo.

Observação: PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO


Permitindo a eliminação dos parênteses, os sinais podem ser re- No conjunto Z dos números inteiros são válidas as seguintes proprie-
sumidos do seguinte modo: dades:
(+)=+ +(-)=-
- (+)=- - (- )=+ 1ª) FECHAMENTO
Exemplo: (+4 ) . (-2 ) = - 8 ∈ Z
Exemplos: - ( -2) = +2 +(-6 ) = -6 Então o produto de dois números inteiros é inteiro.
- (+3) = -3 +(+1) = +1
2ª) ASSOCIATIVA
PROPRIEDADE DA SUBTRAÇÃO Exemplo: (+2 ) . (-3 ) . (+4 )
A subtração possui uma propriedade. Este cálculo pode ser feito diretamente, mas também podemos fazê-lo,
FECHAMENTO: A diferença de dois números inteiros é sempre um agrupando os fatores de duas maneiras:
número inteiro. (+2 ) . [(-3 ) . (+4 )] = [(+2 ) . ( -3 )]. (+4 )
(+2 ) . (-12) = (-6 ) . (+4 )
MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS -24 = -24
1º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS INTEIROS POSITI-
VOS De modo geral, temos o seguinte:
Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, então: a . (b . c) =
Lembremos que: 3 . 2 = 2 + 2 + 2 = 6 (a . b) . c
Exemplo:
(+3) . (+2) = 3 . (+2) = (+2) + (+2) + (+2) = +6 3ª) ELEMENTO NEUTRO
Logo: (+3) . (+2) = +6 Observe que:
(+4 ) . (+1 ) = +4 e (+1 ) . (+4 ) = +4
Observando essa igualdade, concluímos: na multiplicação de números
inteiros, temos: Qualquer que seja o número inteiro a, temos:
(+) . (+) =+ a . (+1 ) = a e (+1 ) . a = a

2º CASO: UM FATOR É POSITIVO E O OUTRO É NEGATIVO O número inteiro +1 chama-se neutro para a multiplicação.
Exemplos:
1) (+3) . (-4) = 3 . (-4) = (-4) + (-4) + (-4) = -12 4ª) COMUTATIVA
ou seja: (+3) . (-4) = -12 Observemos que: (+2). (-4 ) = - 8
e (-4 ) . (+2 ) = - 8
2) Lembremos que: -(+2) = -2 Portanto: (+2 ) . (-4 ) = (-4 ) . (+2 )
(-3) . (+5) = - (+3) . (+5) = -(+15) = - 15 Se a e b são números inteiros quaisquer, então: a . b = b . a, isto é, a
ou seja: (-3) . (+5) = -15 ordem dos fatores não altera o produto.
Conclusão: na multiplicação de números inteiros, temos: ( + ) . ( - ) = - 5ª) DISTRIBUTIVA EM RELAÇÃO À ADIÇÃO E À SUBTRAÇÃO

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Observe os exemplos: O EXPOENTE É PAR
(+3 ) . [( -5 ) + (+2 )] = (+3 ) . ( -5 ) + (+3 ) . (+2 ) Calcular as potências
(+4 ) . [( -2 ) - (+8 )] = (+4 ) . ( -2 ) - (+4 ) . (+8 ) 1) (+2 )4 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2)4 = +16
Conclusão: 2) ( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 )4 = +16
Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, temos:
a) a . [b + c] = a . b + a . c Observamos que: (+2)4 = +16 e (-2)4 = +16
A igualdade acima é conhecida como propriedade distributiva da Então, de modo geral, temos a regra:
multiplicação em relação à adição. Quando o expoente é par, a potência é sempre um número positivo.
b) a . [b – c] = a . b - a . c Outros exemplos: (-1)6 = +1 (+3)2 = +9
A igualdade acima é conhecida como propriedade distributiva da
multiplicação em relação à subtração. O EXPOENTE É ÍMPAR
Calcular as potências:
DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS 1) (+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8
CONCEITO isto é, (+2)3 = + 8
Dividir (+16) por 2 é achar um número que, multiplicado por 2, dê 16. 2) ( -2 )3 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8
16 : 2 = ? ⇔ 2 . ( ? ) = 16 ou seja, (-2)3 = -8

O número procurado é 8. Analogamente, temos: Observamos que: (+2 )3 = +8 e ( -2 )3 = -8


1) (+12) : (+3 ) = +4 porque (+4 ) . (+3 ) = +12
2) (+12) : ( -3 ) = - 4 porque (- 4 ) . ( -3 ) = +12 Daí, a regra:
3) ( -12) : (+3 ) = - 4 porque (- 4 ) . (+3 ) = -12 Quando o expoente é ímpar, a potência tem o mesmo sinal da base.
4) ( -12) : ( -3 ) = +4 porque (+4 ) . ( -3 ) = -12 Outros exemplos: (- 3) 3 = - 27 (+2)4 = +16

A divisão de números inteiros só pode ser realizada quando o quocien- PROPRIEDADES


te é um número inteiro, ou seja, quando o dividendo é múltiplo do divisor. PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
Portanto, o quociente deve ser um número inteiro. Exemplos: (+2 )3 . (+2 )2 = (+2 )3+22 = (+2 )5
Exemplos: ( -2 )2 . ( -2 )3 . ( -2 )5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 )10
( -8 ) : (+2 ) = -4 Para multiplicar potências de mesma base, mantemos a base e soma-
( -4 ) : (+3 ) = não é um número inteiro mos os expoentes.

Lembramos que a regra dos sinais para a divisão é a mesma que vi- QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
mos para a multiplicação: (+2 ) 5 : (+2 )2 = (+2 )5-2 = (+2 )3
(+):(+)=+ (+):( -)=- ( -2 )7 : ( -2 )3 = ( -2 )7-3 = ( -2 )4
(- ):( -)=+ ( -):(+)=-
Para dividir potências de mesma base em que o expoente do dividendo
Exemplos: é maior que o expoente do divisor, mantemos a base e subtraímos os
( +8 ) : ( -2 ) = -4 (-10) : ( -5 ) = +2 expoentes.
(+1 ) : ( -1 ) = -1 (-12) : (+3 ) = -4 POTÊNCIA DE POTÊNCIA
[( -4 )3]5 = ( -4 )3 . 5 = ( -4 )15
PROPRIEDADE Para calcular uma potência de potência, conservamos a base da pri-
Como vimos: (+4 ) : (+3 ) ∉ Z meira potência e multiplicamos os expoentes .

Portanto, não vale em Z a propriedade do fechamento para a divisão. POTÊNCIA DE UM PRODUTO


Alem disso, também não são válidas as proposições associativa, comutati- [( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )]4 = ( -2 )4 . (+3 )4 . ( -5 )4
va e do elemento neutro.
Para calcular a potência de um produto, sendo n o expoente, elevamos
cada fator ao expoente n.
POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO
(+2 )5 : (+2 )5 = (+2 )5-5 = (+2 )0
CONCEITO e (+2 )5 : (+2 )5 = 1
A notação
(+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) Consequentemente: (+2 )0 = 1 ( -4 )0 = 1
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1.
é um produto de três fatores iguais Observação:
Não confundir -32 com ( -3 )2, porque -32 significa -( 3 )2 e portanto
Analogamente: -32 = -( 3 )2 = -9
( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) enquanto que: ( -3 )2 = ( -3 ) . ( -3 ) = +9
Logo: -3 2 ≠ ( -3 )2
é um produto de quatro fatores iguais
CÁLCULOS
Portanto potência é um produto de fatores iguais.
O EXPOENTE É PAR
Na potência (+5 )2 = +25, temos: Calcular as potências
+5 ---------- base (+2 )4 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2)4 = +16
2 ---------- expoente ( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 )4 = +16
+25 ---------- potência
Observacões : Observamos que: (+2)4 = +16 e (-2)4 = +16
(+2 ) 1 significa +2, isto é, (+2 )1 = +2 Então, de modo geral, temos a regra:
( -3 )1 significa -3, isto é, ( -3 )1 = -3 Quando o expoente é par, a potência é sempre um número positivo.
CÁLCULOS Outros exemplos: (-1)6 = +1 (+3)2 = +9
O EXPOENTE É ÍMPAR

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Exemplos: • O número 2 é primo, pois é divisível apenas por dois números diferentes:
Calcular as potências: ele próprio e o 1.
1) (+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8 • O número 5 é primo, pois é divisível apenas por dois números distintos:
isto é, (+2)3 = + 8 ele próprio e o 1.
2) ( -2 )3 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8 • O número natural que é divisível por mais de dois números diferentes é
ou seja, (-2)3 = -8 chamado composto.
Observamos que: (+2 )3 = +8 e ( -2 )3 = -8 • O número 4 é composto, pois é divisível por 1, 2, 4.
• O número 1 não é primo nem composto, pois é divisível apenas por um
Daí, a regra: número (ele mesmo).
Quando o expoente é ímpar, a potência tem o mesmo sinal da base. • O número 2 é o único número par primo.

Outros exemplos: (- 3) 3 = - 27 (+2)4 = +16 DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS (FATORAÇÃO)

PROPRIEDADES Um número composto pode ser escrito sob a forma de um produto de fato-
PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE res primos.
Exemplos: (+2 )3 . (+2 )2 = (+2 )3+22 = (+2 )5
( -2 )2 . ( -2 )3 . ( -2 )5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 )10 Por exemplo, o número 60 pode ser escrito na forma: 60 = 2 . 2 . 3 . 5 = 22 .
3 . 5 que é chamada de forma fatorada.
Para multiplicar potências de mesma base, mantemos a base e soma-
mos os expoentes. Para escrever um número na forma fatorada, devemos decompor esse nú-
QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE mero em fatores primos, procedendo do seguinte modo:
(+2 ) 5 : (+2 )2 = (+2 )5-2 = (+2 )3
( -2 )7 : ( -2 )3 = ( -2 )7-3 = ( -2 )4 Dividimos o número considerado pelo menor número primo possível de
modo que a divisão seja exata.
Para dividir potências de mesma base em que o expoente do dividendo
é maior que o expoente do divisor, mantemos a base e subtraímos os Dividimos o quociente obtido pelo menor número primo possível.
expoentes.
POTÊNCIA DE POTÊNCIA Dividimos, sucessivamente, cada novo quociente pelo menor número primo
[( -4 )3]5 = ( -4 )3 . 5 = ( -4 )15 possível, até que se obtenha o quociente 1.
Para calcular uma potência de potência, conservamos a base da pri- Exemplo:
meira potência e multiplicamos os expoentes . 60 2
POTÊNCIA DE UM PRODUTO 0 30 2
[( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )]4 = ( -2 )4 . (+3 )4 . ( -5 )4
Para calcular a potência de um produto, sendo n o expoente, elevamos 0 15 3
cada fator ao expoente n. 5 0 5
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO 1
(+2 )5 : (+2 )5 = (+2 )5-5 = (+2 )0 Portanto: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
e (+2 )5 : (+2 )5 = 1 Na prática, costuma-se traçar uma barra vertical à direita do número e, à di-
Consequentemente: (+2 )0 = 1 ( -4 )0 = 1 reita dessa barra, escrever os divisores primos; abaixo do número escrevem-se
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1. os quocientes obtidos. A decomposição em fatores primos estará terminada
quando o último quociente for igual a 1.
Observação: Não confundir-32 com (-3)2, porque -32 significa -( 3 )2 e Exemplo:
portanto: -32 = -( 3 )2 = -9 60 2
enquanto que: ( -3 )2 = ( -3 ) . ( -3 ) = +9 30 2
Logo: -3 2 ≠ ( -3 )2 15 3
5 5
MÚLTIPLOS E DIVISORES 1
Logo: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
DIVISIBILIDADE
Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4, 6 ou 8. Ex.: O número DIVISORES DE UM NÚMERO
74 é divisível por 2, pois termina em 4.
Consideremos o número 12 e vamos determinar todos os seus divisores
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos dos seus Uma maneira de obter esse resultado é escrever os números naturais de 1 a 12
algarismos é um número divisível por 3. Ex.: 123 é divisível por 3, pois 1+2+3 = 6 e verificar se cada um é ou não divisor de 12, assinalando os divisores.
e 6 é divisível por 3 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12
= = = = = ==
Um número é divisível por 5 quando o algarismo das unidades é 0 ou 5 (ou
quando termina em o ou 5). Ex.: O número 320 é divisível por 5, pois termina em Indicando por D(12) (lê-se: "D de 12”) o conjunto dos divisores do número
0. 12, temos:
D (12) = { 1, 2, 3, 4, 6, 12}
Um número é divisível por 10 quando o algarismo das unidades é 0 (ou
quando termina em 0). Ex.: O número 500 é divisível por 10, pois termina em 0. Na prática, a maneira mais usada é a seguinte:
1º) Decompomos em fatores primos o número considerado.
NÚMEROS PRIMOS 12 2
6 2
Um número natural é primo quando é divisível apenas por dois números 3 3
distintos: ele próprio e o 1. 1
Exemplos:

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2º) Colocamos um traço vertical ao lado os fatores primos e, à sua direita e MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
acima, escrevemos o numero 1 que é divisor de todos os números.
1 Recebe o nome de mínimo múltiplo comum de dois ou mais números o
12 2 menor dos múltiplos (diferente de zero) comuns a esses números.
6 2 O processo prático para o cálculo do M.M.C de dois ou mais números,
3 3 chamado de decomposição em fatores primos, consiste das seguintes etapas:
1 1º) Decompõem-se em fatores primos os números apresentados.
2º) Determina-se o produto entre os fatores primos comuns e não-
3º) Multiplicamos o fator primo 2 pelo divisor 1 e escrevemos o produto ob- comuns com seus maiores expoentes. Esse produto é o M.M.C pro-
tido na linha correspondente. curado.
x1 Exemplos: Calcular o M.M.C (12, 18)
12 2 2 Decompondo em fatores primos esses números, temos:
6 2 12 2 18 2
3 3 6 2 9 3
1 3 3 3 3
1 1
4º) Multiplicamos, a seguir, cada fator primo pelos divisores já obtidos,
escrevendo os produtos nas linhas correspondentes, sem repeti-los. 12 = 22 . 3 18 = 2 . 32
x1
12 2 2 Resposta: M.M.C (12, 18) = 22 . 32 = 36
6 2 4 Observação: Esse processo prático costuma ser simplificado fazendo-se
3 3 uma decomposição simultânea dos números. Para isso, escrevem-se os núme-
1 ros, um ao lado do outro, separando-os por vírgula, e, à direita da barra vertical,
colocada após o último número, escrevem-se os fatores primos comuns e não-
x1 comuns. 0 calculo estará terminado quando a última linha do dispositivo for
12 2 2 composta somente pelo número 1. O M.M.C dos números apresentados será o
6 2 4 produto dos fatores.
3 3 3, 6, 12 Exemplo:
1 Calcular o M.M.C (36, 48, 60)
36, 48, 60 2
Os números obtidos à direita dos fatores primos são os divisores do número 18, 24, 30 2
considerado. Portanto: 9, 12, 15 2
D(12) = { 1, 2, 4, 3, 6, 12} 9, 6, 15 2
9, 3, 15 3
Exemplos: 3, 1, 5 3
1) 1, 1 5 5
1 1, 1, 1
18 2 2
9 3 3, 6 D(18) = {1, 2 , 3, 6, 9, 18} Resposta: M.M.C (36, 48, 60) = 24 . 32 . 5 = 720
3 3 9, 18
1
RAÍZ QUADRADA EXATA DE NÚMEROS INTEIROS
2)
1 CONCEITO
30 2 2 Consideremos o seguinte problema:
15 3 3, 6 Descobrir os números inteiros cujo quadrado é +25.
5 5 5, 10, 15, 30 Solução: (+5 )2 = +25 e ( -5 )2 =+25
1 Resposta: +5 e -5
D(30) = { 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30} Os números +5 e -5 chamam-se raízes quadradas de +25.
Outros exemplos:
Número Raízes quadradas
MÁXIMO DIVISOR COMUM
+9 + 3 e -3
+16 + 4 e -4
Recebe o nome de máximo divisor comum de dois ou mais números +1 + 1 e -1
o maior dos divisores comuns a esses números. +64 + 8 e -8
Um método prático para o cálculo do M.D.C. de dois números é o chamado +81 + 9 e -9
método das divisões sucessivas (ou algoritmo de Euclides), que consiste das +49 + 7 e -7
etapas seguintes: +36 +6 e -6
1ª) Divide-se o maior dos números pelo menor. Se a divisão for exata, o
M.D.C. entre esses números é o menor deles. O símbolo 25 significa a raiz quadrada de 25, isto é 25 = +5
2ª) Se a divisão não for exata, divide-se o divisor (o menor dos dois nú-
meros) pelo resto obtido na divisão anterior, e, assim, sucessivamen- Como 25 = +5 , então: − 25 = −5
te, até se obter resto zero. 0 ultimo divisor, assim determinado, será o
M.D.C. dos números considerados. Agora, consideremos este problema.
Qual ou quais os números inteiros cujo quadrado é -25?
Exemplo: Solução: (+5 )2 = +25 e (-5 )2 = +25
Calcular o M.D.C. (24, 32) Resposta: não existe número inteiro cujo quadrado seja -25, isto é,
− 25 não existe no conjunto Z dos números inteiros.
32 24 24 8
Conclusão: os números inteiros positivos têm, como raiz quadrada, um nú-
8 1 0 3 mero positivo, os números inteiros negativos não têm raiz quadrada no conjunto
Z dos números inteiros.
Resposta: M.D.C. (24, 32) = 8

Matemática 8 A Opção Certa Para a Sua Realização


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RADICIAÇÃO 5) (-288) : (-12)2 - (-125) : ( -5 )2 =
(-288) : (+144) - (-125) : (+25) =
A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que an = b. (-2 ) - (- 5 ) = -2 + 5 = +3

6) (-10 - 8) : (+6 ) - (-25) : (-2 + 7 ) =


n
b = a ⇒ an = b (-18) : (+6 ) - (-25) : (+5 ) =
-3 - (- 5) =
5
32 = 2 - 3 + 5 = +2

5 índice 7) –52 : (+25) - (-4 )2 : 24 - 12 =


32 radicando pois 25 = 32 -25 : (+25) - (+16) : 16 - 1 =
-1 - (+1) –1 = -1 -1 –1 = -3
raiz
2 radical 8) 2 . ( -3 )2 + (-40) : (+2)3 - 22 =
2 . (+9 ) + (-40) : (+8 ) - 4 =
3 +18 + (-5) - 4 =
Outros exemplos : 8 = 2 pois 2 3 = 8
+ 18 - 9 = +9
3
− 8 = - 2 pois ( -2 )3 = -8
PROPRIEDADES (para a ≥ 0, b ≥ 0)
NÚMEROS RACIONAIS

a n = a n: p 310 = 3 3 2
m m: p 15
1ª) Os números racionais são representados por um numeral em forma de
a
2ª)
n
a ⋅b = n a ⋅n b 6 = 2⋅ 3 fração ou razão, , sendo a e b números naturais, com a condição de b
4
b
5 5 ser diferente de zero.
3ª)
n
a:b = a : b n n 4 =4 1. NÚMERO FRACIONARIO. A todo par ordenado (a, b) de números
16 16
( a) ( x)
a
4ª)
m
n
= m an 3
5
= 3 x5 naturais, sendo b ≠ 0, corresponde um número fracionário .O termo a
b
chama-se numerador e o termo b denominador.
5ª)
m n
a = m⋅n a 6
3 = 12 3
2. TODO NÚMERO NATURAL pode ser representado por uma fração
EXPRESSÕES NUMÉRICAS COM NÚMEROS INTEIROS ENVOLVEN- de denominador 1. Logo, é possível reunir tanto os números naturais como
DO AS QUATRO OPERAÇÕES os fracionários num único conjunto, denominado conjunto dos números
Para calcular o valor de uma expressão numérica com números inteiros, racionais absolutos, ou simplesmente conjunto dos números racionais Q.
procedemos por etapas.
Qual seria a definição de um número racional absoluto ou simplesmen-
1ª ETAPA: te racional? A definição depende das seguintes considerações:
a) efetuamos o que está entre parênteses ( ) a) O número representado por uma fração não muda de valor quando
b) eliminamos os parênteses multiplicamos ou dividimos tanto o numerador como o denomina-
dor por um mesmo número natural, diferente de zero.
2ª ETAPA: Exemplos: usando um novo símbolo: ≈
a) efetuamos o que está entre colchetes [ ] ≈ é o símbolo de equivalência para frações
b) eliminamos os colchetes 2 2 × 5 10 10 × 2 20
≈ ≈ ≈ ≈ ≈ ⋅⋅⋅
3º ETAPA: 3 3 × 5 15 15 × 2 30
a) efetuamos o que está entre chaves { } b) Classe de equivalência. É o conjunto de todas as frações equiva-
b) eliminamos as chaves lentes a uma fração dada.
3 6 9 12 3
Em cada etapa, as operações devem ser efetuadas na seguinte ordem: , , , ,⋅ ⋅ ⋅ (classe de equivalência da fração: )
1ª) Potenciação e radiciação na ordem em que aparecem. 1 2 3 4 1
2ª) Multiplicação e divisão na ordem em que aparecem.
3ª) Adição e subtração na ordem em que aparecem. Agora já podemos definir número racional : número racional é aquele
definido por uma classe de equivalência da qual cada fração é um repre-
Exemplos: sentante.
1) 2 + 7 . (-3 + 4) =
2 + 7 . (+1) = 2+7 =9 NÚMERO RACIONAL NATURAL ou NÚMERO NATURAL:
0 0
2) (-1 )3 + (-2 )2 : (+2 ) = 0= = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equivalência que re-
-1+ (+4) : (+2 ) = 1 2
-1 + (+2 ) = presenta o mesmo número racional 0)
-1 + 2 = +1 1 2
1 = = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equivalência que re-
3) -(-4 +1) – [-(3 +1)] = 1 2
-(-3) - [-4 ] = presenta o mesmo número racional 1)
+3 + 4 = 7 e assim por diante.

4) –2( -3 –1)2 +3 . ( -1 – 3)3 + 4 NÚMERO RACIONAL FRACIONÁRIO ou NÚMERO FRACIONÁRIO:


-2 . ( -4 )2 + 3 . ( - 4 )3 + 4 = 1 2 3
-2 . (+16) + 3 . (- 64) + 4 = = = = ⋅ ⋅ ⋅ (definido pela classe de equivalência que re-
-32 – 192 + 4 = 2 4 6
-212 + 4 = - 208 presenta o mesmo número racional 1/2).

Matemática 9 A Opção Certa Para a Sua Realização


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NOMES DADOS ÀS FRAÇÕES DIVERSAS 1º CASO: Frações com mesmo denominador. Observemos as figuras
Decimais: quando têm como denominador 10 ou uma potência de 10 seguintes:
5 7
, ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
10 100
b) próprias: aquelas que representam quantidades menores do que 1. 3 2
1 3 2
, , ,⋅ ⋅ ⋅ etc. 6 6
2 4 7
c) impróprias: as que indicam quantidades iguais ou maiores que 1. 5
5 8 9 6
, , ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
5 1 5 3 2 5
Indicamos por: + =
d) aparentes: todas as que simbolizam um número natural.
6 6 6
20 8
= 5, = 4 , etc.
4 2
e) ordinárias: é o nome geral dado a todas as frações, com ex-
ceção daquelas que possuem como denominador 10, 102, 103 ... 2
f) frações iguais: são as que possuem os termos iguais.
6
3 3 8 8
= , = , etc. 5
4 4 5 5
6
g) forma mista de uma fração: é o nome dado ao numeral formado por
3
 4
uma parte natural e uma parte fracionária;  2  A parte natural é 2 e a 6
 7
4 5 2 3
parte fracionária . Indicamos por: − =
7 6 6 6
h) irredutível: é aquela que não pode ser mais simplificada, por ter seus
termos primos entre si. Assim, para adicionar ou subtrair frações de mesmo denominador, pro-
cedemos do seguinte modo:
3 5 3
, , , etc.
4 12 7  adicionamos ou subtraímos os numeradores e mantemos o deno-
minador comum.
4. PARA SIMPLIFICAR UMA FRAÇÃO, desde que não possua termos
 simplificamos o resultado, sempre que possível.
primos entre si, basta dividir os dois ternos pelo seu divisor comum.
8 8:4 2
= = Exemplos:
12 12 : 4 3 3 1 3 +1 4
+ = =
5. COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES.
5 5 5 5
Para comparar duas ou mais frações quaisquer primeiramente 4 8 4 + 8 12 4
convertemos em frações equivalentes de mesmo denominador. De + = = =
duas frações que têm o mesmo denominador, a maior é a que tem
9 9 9 9 3
maior numerador. Logo: 7 3 7−3 4 2
− = = =
6 8 9 1 2 3 6 6 6 6 3
< < ⇔ < <
12 12 12 2 3 4 2 2 2−2 0
− = = =0
(ordem crescente)
7 7 7 7

De duas frações que têm o mesmo numerador, a maior é a que tem Observação: A subtração só pode ser efetuada quando o minuendo é
menor denominador. maior que o subtraendo, ou igual a ele.
7 7
Exemplo: >
2 5 2º CASO: Frações com denominadores diferentes:
Neste caso, para adicionar ou subtrair frações com denominadores di-
OPERAÇÕES COM FRAÇÕES ferentes, procedemos do seguinte modo:

ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO • Reduzimos as frações ao mesmo denominador.


A soma ou a diferença de duas frações é uma outra fração, cujo calculo • Efetuamos a operação indicada, de acordo com o caso anterior.
recai em um dos dois casos seguintes:
• Simplificamos o resultado (quando possível).

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Exemplos:   3 1   2 3 
2)5 −  −  − 1 +  =
1 2 5 3   2 3   3 4 
1) + = 2) + =
3 4 8 6   9 2   5 3 
15 12 = 5 −  −  −  +  =
4 6 = + =   6 6   3 4 
= + = 24 24
12 12  7   20 9 
= 5 −  −  +  =
15 + 12
4+6 = =  6   12 12 
= = 24  30 7  29
12 = − − =
27 9  6 6  12
10 5 = =
= = 24 8 =
23 29
− =
12 6 6 12
46 29
= − =
Observações: 12 12
Para adicionar mais de duas frações, reduzimos todas ao mesmo de- 17
nominador e, em seguida, efetuamos a operação. =
12
Exemplos.
NÚMEROS RACIONAIS
2 7 3 3 5 1 1
a) + + = b) + + + =
15 15 15 4 6 8 2
2+7 +3 18 20 3 12
= = = + + + =
15 24 24 24 24
12 4
= = 18+ 20+ 3 +12
= =
15 5 24
Um círculo foi dividido em duas partes iguais. Dizemos que uma unida-
53
= de dividida em duas partes iguais e indicamos 1/2.
24 onde: 1 = numerador e 2 = denominador

Havendo número misto, devemos transformá-lo em fração imprópria:

Exemplo:
1 5 1
2 + +3 =
3 12 6
7 5 19
+ + =
3 12 6 Um círculo dividido em 3 partes iguais indicamos (das três partes ha-
28 5 38 churamos 2).
+ + =
12 12 12 Quando o numerador é menor que o denominador temos uma fração
própria. Observe:
28 + 5 + 38 71
= Observe:
12 12

Se a expressão apresenta os sinais de parênteses ( ), colchetes [ ]


e chaves { }, observamos a mesma ordem:
1º) efetuamos as operações no interior dos parênteses;
2º) as operações no interior dos colchetes;
3º) as operações no interior das chaves. Quando o numerador é maior que o denominador temos uma fração
imprópria.
Exemplos:
2 3 5 4 Frações Equivalentes
1) +  −  −  =
3 4 2 2 Duas ou mais frações são equivalentes, quando representam a mesma
 8 9  1 quantidade.
= + − =
 12 12  2
17 1
= − =
12 2
17 6
= − =
12 12
11
=
12

Matemática 11 A Opção Certa Para a Sua Realização


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1 2 3 Quando não for mais possível efetuar as divisões, dizemos que a fra-
Dizemos que: = = ção é irredutível. Exemplo:
2 4 6
18 : 2 9 : 3 3
= =
- Para obter frações equivalentes, devemos multiplicar ou dividir o nu- 12 : 2 6 : 3 2
merador por mesmo número diferente de zero.
1 2 2 1 3 3 Fração irredutível ou simplificada.
Ex: ⋅ = ou . = 9 36
2 2 4 2 3 6 Exercícios: Simplificar 1) 2)
12 45
Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o denominador, 3 4
por um mesmo número diferente de zero. Respostas: 1) 2)
4 5
Quando não for mais possível efetuar as divisões dizemos que a fração Redução de frações ao menor denominador comum
é irredutível.
1 3
Exemplo: Ex.: e
3 4
18 2 9 3
: = = ⇒ Fração Irredutível ou Simplificada
12 2 6 6 Calcular o M.M.C. (3,4) = 12
1 3 1
e
3
=
(12 : 3 ) ⋅ 1 e
(12 : 4 ) ⋅ 3 temos:
Exemplo: e
3 4 3 4 12 12
4 9
Calcular o M.M.C. (3,4): M.M.C.(3,4) = 12 e
12 12
1 3 (12 : 3 ) ⋅ 1 (12 : 4 ) ⋅ 3 temos: 4 e 9
e = e
3 4 12 12 12 12 1 4 3 9
A fração é equivalente a . A fração equivalente .
3 12 4 12
1 4
A fração é equivalente a .
3 12 Exemplo:
3 9 2 4
A fração equivalente . ? ⇒ numeradores diferentes e denominadores diferentes
4 12 3 5
m.m.c.(3, 5) = 15
Exercícios:
1) Achar três frações equivalentes às seguintes frações: (15 : 3).2 (15.5).4 10 12
? = < (ordem crescente)
1 2 15 15 15 15
1) 2)
4 3
2 3 4 4 6 8 Exercícios: Colocar em ordem crescente:
Respostas: 1) , , 2) , , 2 2 5 4 5 2 4
8 12 16 6 9 12 1) e e 2) ,
3) e
5 3 3 3 6 3 5
Comparação de frações 2 2 4 5
Respostas: 1) < 2) <
5 3 3 3
a) Frações de denominadores iguais.
4 5 3
Se duas frações tem denominadores iguais a maior será aquela: que ti- 3) < <
ver maior numerador. 3 6 2
3 1 1 3
Ex.: > ou < Operações com frações
4 4 4 4

b) Frações com numeradores iguais 1) Adição e Subtração


Se duas frações tiverem numeradores iguais, a menor será aquela que a) Com denominadores iguais somam-se ou subtraem-se os numera-
tiver maior denominador. dores e conserva-se o denominador comum.
7 7 7 7 2 5 1 2 + 5 +1 8
Ex.: > ou < Ex: + + = =
4 5 5 4 3 3 3 3 3
4 3 4−3 1
− = =
c) Frações com numeradores e denominadores receptivamente di- 5 5 5 5
ferentes.
Reduzimos ao mesmo denominador e depois comparamos. Exemplos: b) Com denominadores diferentes reduz ao mesmo denominador de-
2 1 pois soma ou subtrai.
> denominadores iguais (ordem decrescente)
3 3 Ex:
4 4 1 3 2
> numeradores iguais (ordem crescente) 1) + + = M.M.C.. (2, 4, 3) = 12
5 3 2 4 3

SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES (12 : 2).1 + (12 : 4).3 + (12.3).2 6 + 9 + 8 23


= =
12 12 12
Para simplificar frações devemos dividir o numerador e o denominador 4 2
por um número diferente de zero. 2) − = M.M.C.. (3,9) = 9
3 9

Matemática 12 A Opção Certa Para a Sua Realização


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(9 : 3).4 - (9 : 9).2 12 - 2 10 1 4
= = Respostas: 1) 2) 3) 1
9 9 9 3 5

Exercícios. Calcular: NÚMEROS DECIMAIS


2 5 1 5 1 2 1 1
1) + + 2) − 3) + −
7 7 7 6 6 3 4 3 Toda fração com denominador 10, 100, 1000,...etc, chama-se fração
decimal.
8 4 2 7
Respostas: 1) 2) = 3) 3 4 7
7 6 3 12 Ex: , , , etc
10 100 100
Multiplicação de Frações Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
3
Para multiplicar duas ou mais frações devemos multiplicar os numera- = três décimos,
dores das frações entre si, assim como os seus denominadores. 10
4
Exemplo: = quatro centésimos
100
2 3 2 3 6 3
. = x = = 7
5 4 5 4 20 10 = sete milésimos
1000
Exercícios: Calcular:
Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
2 5 2 3 4  1 3  2 1
1) ⋅ 2) ⋅ ⋅ 3)  +  ⋅  −  3 4 7
5 4 5 2 3 5 5 3 3 =0,3 = 0,04 = 0,007
10 100 1000
10 5 24 4 4
Respostas: 1) = 2) = 3)
12 6 30 5 15 Outros exemplos:
34 635 2187
1) = 3,4 2) = 6,35 3) =218,7
Divisão de frações 10 100 10

Para dividir duas frações conserva-se a primeira e multiplica-se pelo in- Note que a vírgula “caminha” da direita para a esquerda, a quantidade
verso da Segunda. de casas deslocadas é a mesma quantidade de zeros do denominador.
4 2 4 3 12 6
Exemplo: : = . = = Exercícios. Representar em números decimais:
5 3 5 2 10 5
35 473 430
1) 2) 3)
Exercícios. Calcular: 10 100 1000
4 2 8 6  2 3  4 1 Respostas: 1) 3,5 2) 4,73 3) 0,430
1) : 2) : 3)  +  :  − 
3 9 15 25 5 5 3 3 LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
20
Respostas: 1) 6 2) 3) 1
9 Ex.:

Potenciação de Frações

Eleva o numerador e o denominador ao expoente dado. Exemplo:


3
2 23 8
  = 3 =
 
3 3 27

Exercícios. Efetuar:
2 4 2 3
3  1  4   1
1)   2)   3)   −  
4 2 3 2
9 1 119
Respostas: 1) 2) 3)
16 16 72
Operações com números decimais
Radiciação de Frações
Adição e Subtração
Extrai raiz do numerador e do denominador. Coloca-se vírgula sob virgula e somam-se ou subtraem-se unidades de
4 4 2 mesma ordem. Exemplo 1:
Exemplo: = =
9 9 3 10 + 0,453 + 2,832
10,000
Exercícios. Efetuar: + 0,453
2 2,832
1 16 9  1
1) 2) 3) +  _______
9 25 16  2  13,285

Matemática 13 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Exemplo 2: Multiplicação de um número decimal por 10, 100, 1000
47,3 - 9,35
47,30 Para tornar um número decimal 10, 100, 1000..... vezes maior, desloca-
9,35 se a vírgula para a direita, respectivamente, uma, duas, três, . . . casas
______ decimais.
37,95 2,75 x 10 = 27,5 6,50 x 100 = 650
Exercícios. Efetuar as operações: 0,125 x 100 = 12,5 2,780 x 1.000 = 2.780
1) 0,357 + 4,321 + 31,45 0,060 x 1.000 = 60 0,825 x 1.000 = 825
2) 114,37 - 93,4
3) 83,7 + 0,53 - 15, 3 DIVISÃO
Para dividir os números decimais, procede-se assim:
Respostas: 1) 36,128 2) 20,97 3) 68,93 1) iguala-se o número de casas decimais;
2) suprimem-se as vírgulas;
Multiplicação com números decimais 3) efetua-se a divisão como se fossem números inteiros.

Multiplicam-se dois números decimais como se fossem inteiros e sepa- Exemplos:


ram-se os resultados a partir da direita, tantas casas decimais quantos ♦ 6 : 0,15 = 6,00 0,15
forem os algarismos decimais dos números dados.
000 40
Exemplo: 5,32 x 3,8 Igualam – se as casas decimais.
5,32 → 2 casas, Cortam-se as vírgulas.
x 3,8→ 1 casa após a virgula  7,85 : 5 = 7,85 : 5,00 785 : 500 = 1,57
______ Dividindo 785 por 500 obtém-se quociente 1 e resto 285
4256
1596 + Como 285 é menor que 500, acrescenta-se uma vírgula ao quociente
______ e zeros ao resto
20,216 → 3 casas após a vírgula ♦ 2 : 4 0,5
Como 2 não é divisível por 4, coloca-se zero e vírgula no quociente e
Exercícios. Efetuar as operações: zero no dividendo
1) 2,41 . 6,3 2) 173,4 . 3,5 + 5 . 4,6 ♦ 0,35 : 7 = 0,350 7,00 350 : 700 = 0,05
3) 31,2 . 0,753
Como 35 não divisível por 700, coloca-se zero e vírgula no quociente e
Respostas: 1) 15,183 2) 629,9 um zero no dividendo. Como 350 não é divisível por 700, acrescenta-se
3) 23,4936 outro zero ao quociente e outro ao dividendo

Divisão de números decimais Divisão de um número decimal por 10, 100, 1000

Igualamos as casas decimais entre o dividendo e o divisor e quando o Para tornar um número decimal 10, 100, 1000, .... vezes menor, deslo-
dividendo for menor que o divisor acrescentamos um zero antes da vírgula ca-se a vírgula para a esquerda, respectivamente, uma, duas, três, ... casas
no quociente. decimais.

Ex.: Exemplos:
a) 3:4 25,6 : 10 = 2,56
3 |_4_ 04 : 10 = 0,4
30 0,75 315,2 : 100 = 3,152
20 018 : 100 = 0,18
0 0042,5 : 1.000 = 0,0425
0015 : 1.000 = 0,015
b) 4,6:2
4,6 |2,0 = 46 | 20 milhar cente- deze- Unidade déci- centé- milési-
60 2,3 na na simples mo simo mo
0
1 000 100 10 1 0,1 0,01 0,001
Obs.: Para transformar qualquer fração em número decimal basta divi-
dir o numerador pelo denominador.
Ex.: 2/5 = 2 |5 , então 2/5=0,4 LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
20 0,4 Procedemos do seguinte modo:
1º) Lemos a parte inteira (como um número natural).
Exercícios 2º) Lemos a parte decimal (como um número natural), acompanhada
1) Transformar as frações em números decimais. de uma das palavras:
1 4 1 - décimos, se houver uma ordem (ou casa) decimal
1) 2) 3) - centésimos, se houver duas ordens decimais;
5 5 4
- milésimos, se houver três ordens decimais.
Respostas: 1) 0,2 2) 0,8 3) 0,25
Exemplos:
2) Efetuar as operações: 1) 1,2 Lê-se: "um inteiro e
1) 1,6 : 0,4 2) 25,8 : 0,2 dois décimos".
3) 45,6 : 1,23 4) 178 : 4,5-3,4.1/2
5) 235,6 : 1,2 + 5 . 3/4 2) 12,75 Lê-se: "doze inteiros
Respostas: 1) 4 2) 129 3) 35,07 e setenta e cinco
4) 37,855 5) 200,0833.... centésimos".

Matemática 14 A Opção Certa Para a Sua Realização


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3) 8,309 Lê-se: "oito inteiros e Exercícios resolvidos
trezentos e nove 1. Completar com ∈ ou ∉:
milésimos''. a) 5 Z
Observações: *
g) 3 Q*
1) Quando a parte inteira é zero, apenas a parte decimal é lida. b) 5 Z−
h) 4 Q
Exemplos:
c) 3,2 Z *+
a) 0,5 - Lê-se: "cinco 1
i) ( − 2)2 Q-
décimos". d) Z
4 j) 2 R
b) 0,38 - Lê-se: "trinta e oito 4 k) 4 R-
centésimos". e) Z
1
c) 0,421 - Lê-se: "quatrocentos f) 2 Q
e vinte e um
milésimos". Resolução
a) ∈ , pois 5 é positivo.
2) Um número decimal não muda o seu valor se acrescentarmos ou
suprimirmos zeros â direita do último algarismo. b) ∉ , pois 5 é positivo e os positivos foram excluídos de Z −*
Exemplo: 0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000 " ....... c) ∉ 3,2 não é inteiro.
3) Todo número natural pode ser escrito na forma de número decimal,
1
colocando-se a vírgula após o último algarismo e zero (ou zeros) a d) ∉ , pois não é inteiro.
sua direita. 4
Exemplos: 34 = 34,00... 176 = 176,00...
4
e) ∈ , pois = 4 é inteiro.
NÚMEROS REAIS 1
f) ∉ , pois 2 não é racional.
CORRESPONDÊNCIA ENTRE NÚMEROS E PONTOS DA RETA,
ORDEM, VALOR ABSOLUTO g) ∉ , pois 3 não é racional
Há números que não admitem representação decimal finita nem
representação decimal infinita e periódico, como, por exemplo: h) ∈ , pois 4 = 2 é racional
π = 3,14159265...
i) ∉ , pois ( − 2)2 = 4 = 2 é positivo, e os positivos
2 = 1,4142135...
foram excluídos de Q− .
3 = 1,7320508...
j) ∈ , pois 2 é real.
5 = 2,2360679...
k) ∉ , pois 4 = 2 é positivo, e os positivos foram excluídos de
Estes números não são racionais: π ∈ Q, 2 ∈ Q, 3 ∈ R−
Q, 5 ∈ Q; e, por isso mesmo, são chamados de irracionais. 2. Completar com ⊂ ou ⊄ :
Podemos então definir os irracionais como sendo aqueles números que a) N Z* d) Q Z
possuem uma representação decimal infinita e não periódico.
b) N Z+ e) Q +* R+*
Chamamos então de conjunto dos números reais, e indicamos com R,
o seguinte conjunto: c) N Q

R= { x | x é racional ou x é irracional} Resolução:


a) ⊄ , pois 0 ∈ N e 0 ∉ Z * .
Como vemos, o conjunto R é a união do conjunto dos números
racionais com o conjunto dos números irracionais. b) ⊂, pois N = Z +
c) ⊂ , pois todo número natural é também racional.
Usaremos o símbolo estrela (*) quando quisermos indicar que o d) ⊄ , pois há números racionais que não são inteiros como por
número zero foi excluído de um conjunto.
Exemplo: N* = { 1; 2; 3; 4; ... }; o zero foi excluído de N. 2
exemplo, .
3
Usaremos o símbolo mais (+) quando quisermos indicar que os e) ⊂ , pois todo racional positivo é também real positivo.
números negativos foram excluídos de um conjunto.
Exemplo: Z+ = { 0; 1; 2; ... } ; os negativos foram excluídos de Z. Exercícios propostos:
Usaremos o símbolo menos (-) quando quisermos indicar que os 1. Completar com ∈ ou ∉
números positivos foram excluídos de um conjunto. a) 0 N 7
g) Q +*
Exemplo: Z − = { . .. ; - 2; - 1; 0 } ; os positivos foram excluídos de Z. b) 0 N* 1
c) 7 Z h) 7 Q
Algumas vezes combinamos o símbolo (*) com o símbolo (+) ou com o d) - 7 Z+
símbolo (-).
e) – 7 Q− i) 72 Q
Exemplos
j) 7 R*
a) Z *− = ( 1; 2; 3; ... ) ; o zero e os negativos foram excluídos de Z. f)
1
Q
* 7
b) Z + = { ... ; - 3; - 2; - 1 } ; o zero e os positivos foram excluídos de Z.

Matemática 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


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2. Completar com ∈ ou ∉ 3) Sendo N, Z, Q e R, respectivamente, os conjuntos dos naturais,
a) 3 Q d) π Q inteiros, racionais e reais, podemos escrever:
b) 3,1 Q e) 3,141414... Q a) ∀x ∈ N⇒x∈R c) Z ⊃ Q
c) 3,14 Q b) ∀x ∈Q⇒x∈Z d) R ⊂ Z
3. Completar com ⊂ ou ⊄ : 4) Dado o conjunto A = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }, podemos afirmar que:
a) Z +* N* *
d) Z − R a) ∀ x ∈ A ⇒ x é primo
b) ∃ x ∈ A | x é maior que 7
b) Z− N e) Z− R+ c) ∀ x ∈ A ⇒ x é múltiplo de 3
c) R+ Q d) ∃ x ∈ A | x é par
e) nenhuma das anteriores
4. Usando diagramas de Euler-Venn, represente os conjuntos N, Z, Q e
R. 5) Assinale a alternativa correta:
Respostas: a) Os números decimais periódicos são irracionais
1. b) Existe uma correspondência biunívoca entre os pontos da reta nume-
a) ∈ e) ∈ i) ∈ rada, e o conjunto Q.
b) ∉ f) ∈ j) ∈ c) Entre dois números racional existem infinitos números racionais.
c) ∈ g) ∈ d) O conjunto dos números irracionais é finito
d) ∉ h) ∉
6) Podemos afirmar que:
2. a) todo real é racional.
a) ∈ c) ∈ e) ∈ b) todo real é irracional.
b) ∈ d) ∉ c) nenhum irracional é racional.
d) algum racional é irracional.
3.
a) ⊂ c) ⊄ e) ⊄ 7) Podemos afirmar que:
b) ⊄ d) ⊂
a) entre dois inteiros existe um inteiro.
b) entre dois racionais existe sempre um racional.
c) entre dois inteiros existe um único inteiro.
4.
d) entre dois racionais existe apenas um racional.

8) Podemos afirmar que:


a) ∀a, ∀b ∈ N ⇒ a - b ∈ N
b) ∀a, ∀b ∈ N ⇒ a : b ∈ N
c) ∀a, ∀b ∈ R ⇒ a + b ∈ R
Reta numérica d) ∀a, ∀b ∈ Z ⇒ a : b ∈ Z
Uma maneira prática de representar os números reais é através da reta
real. Para construí-la, desenhamos uma reta e, sobre ela, escolhemos, a 9) Considere as seguintes sentenças:
nosso gosto, um ponto origem que representará o número zero; a seguir I) 7 é irracional.
escolhemos, também a nosso gosto, porém à direita da origem, um ponto II) 0,777... é irracional.
para representar a unidade, ou seja, o número um. Então, a distância entre
os pontos mencionados será a unidade de medida e, com base nela, mar- III) 2 2 é racional.
camos, ordenadamente, os números positivos à direita da origem e os Podemos afirmar que:
números negativos à sua esquerda. a) l é falsa e II e III são verdadeiros.
b) I é verdadeiro e II e III são falsas.
c) I e II são verdadeiras e III é falsa.
d) I e II são falsas e III é verdadeira.

EXERCÍCIOS 10) Considere as seguintes sentenças:


1) Dos conjuntos a seguir, o único cujos elementos são todos números I) A soma de dois números naturais é sempre um número natural.
racionais é: II) O produto de dois números inteiros é sempre um número inteiro.
 1  III) O quociente de dois números inteiros é sempre um número inteiro.
a)  , 2, 3, 5, 4 2  Podemos afirmar que:
 2  a) apenas I é verdadeiro.
 2  b) apenas II é verdadeira.
c)  − 1, , 0, 2, 3  c) apenas III é falsa.
 7 
{ }
d) todas são verdadeiras.
b) − 3, − 2, − 2, 0
d) { 0, 9, 4 , 5, 7 }
11)
a)
Assinale a alternativa correta:
R⊂ N
c) Q⊃ N
2) Se 5 é irracional, então: b) Z ⊃ R
d) N ⊂ { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 }
m
a) 5 escreve-se na forma , com n ≠0 e m, n ∈ N.
n 12) Assinale a alternativa correto:
a) O quociente de dois número, racionais é sempre um número inteiro.
b) 5 pode ser racional
b) Existem números Inteiros que não são números reais.
m c) A soma de dois números naturais é sempre um número inteiro.
c) 5 jamais se escreve sob a forma , com n ≠0 e m, n ∈ N.
n d) A diferença entre dois números naturais é sempre um número natu-
ral.
d) 2 5 é racional

Matemática 16 A Opção Certa Para a Sua Realização


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13) O seguinte subconjunto dos números reais
RESPOSTAS
1) d 5) b 9) b 13) b 17) c 21) b
2) c 6) c 10) c 14) d 18) b 22) b
3) a 7) b 11) b 15) d 19) a 23) c
escrito em linguagem simbólica é: 4) e 8) c 12) c 16) b 20) b 24) d
a) { x ∈ R | 3< x < 15 } c) { x ∈ R | 3 ≤ x ≤ 15 }
b) { x ∈ R | 3 ≤ x < 15 } d) { x ∈ R | 3< x ≤ 15 } Ordenação dos Reais, Intervalos, Módulo
Para melhor entendermos os NÚMEROS REAIS, vamos inicialmente
14) Assinale a alternativa falsa: dar um resumo de todos os conjuntos numéricos.
a) R* = { x ∈ R | x < 0 ou x >0}
b) 3∈ Q 1. Sucessivas ampliações dos campos numéricos
c) Existem números inteiros que não são números naturais. Você já tem algum conhecimento o respeito dos campos ou conjuntos
numéricos com os quais iremos trabalhar nesta unidade. Mostraremos
como se ampliam sucessivamente esses conjuntos, a partir do conjunto N,
d) é a representa- e também como se acrescentam outras propriedades para as operações
ção de { x ∈ R | x ≥ 7 } como elementos dos novos conjuntos.
2. O CONJUNTO N E SUAS PROPRIEDADES
15) O número irracional é: Seja o conjunto N: N = { 0, 1, 2, 3. ... , n, ...}
Você deve se lembrar que este conjunto tem sua origem a partir de
4
a) 0,3333... e) conjuntos finitos e equipotentes: a uma classe de todos os conjuntos equi-
5 potentes entre si associou-se o mesmo cardinal, o mesmo número e a
b) 345,777... d) 7 mesma representação ou numeral.

2.1. Propriedades das operações em N


16) O símbolo R − representa o conjunto dos números: Para expressar matematicamente as propriedades das operações em
a) reais não positivos c) irracional. N e nos sucessivos conjuntos, usaremos a notação usual e prática dos
b) reais negativos d) reais positivos. quantificadores. São eles:
• ∀x significa “qualquer que seja x é o quantificador universal e sig-
17) Os possíveis valores de a e de b para que a número a + b 5 seja
nifica “qualquer que seja”;
irracional, são: • ∃x significo “existe x” é o quantificador existencial e significo “exis-
a) a = 0 e b=0 c) a = 0 e b = 2 te”. O símbolo ∃ | x significa “existe um único x”.
c) a=1eb= 5 d) a = 16 e b = 0 ADIÇÃO MULTIPLICAÇÃO
1. Fechamento 1. Fechamento
18) Uma representação decimal do número 5 é: ∀ a, b ∈ N, a + b = c ∈ N ∀ a, b ∈ N, a . b = c ∈ N
a) 0,326... c) 1.236...
b) 2.236... d) 3,1415... 2. Comutativa 2. Comutativa
∀ a, b ∈ N, a + b = b + a ∀ a, b ∈ N, a . b = b . a
19) Assinale o número irracional: 3. Associativo 3. Associativa
a) 3,01001000100001... e) 3,464646... ∀ a, b, c ∈ N, a + (b + c) = (a + b) ∀ a, b, c ∈ N, a . (b . c) = (a
b) 0,4000... d) 3,45 +c . b) . c

20) O conjunto dos números reais negativos é representado por: 4. Elemento Neutro 4. Elemento Neutro
a) R* c) R ∃ 0 ∈ N, tal que ∀ a ∈ N ∃ 1 ∈ N, tal que ∀ a ∈ N
b) R_ d) R* a+0=0+a=a a.1=1.a=a
Distributiva da Multiplicação em Relação à Adição
21) Assinale a alternativo falso: ∀ a, b, c ∈ N, a . (b + c) = a . b + a . c
a) 5∈ Z b) 5,1961... ∈ Q
5 3. CONJUNTO Z E SUAS PROPRIEDADES
c) − ∈Q Em N, a operação 3 - 4 não é possível. Entretanto, pode-se ampliar N e
3 assim obter Z, onde 3 - 4 = - 1 passa a ser possível. A novidade, em Z, está
22) Um número racional compreendido entre 3 e 6 é: no fato de que qualquer que seja o elemento de Z, este possui um oposto
aditivo, ou seja, para + 3 ∈ Z, existe - 3 ∈ Z tal que + 3 – 3 = 0. Sendo Z =
3. 6 {..., - 3, - 2, - 1, 0, 1, 2, 3, ...}, teremos, então, as seguintes propriedades em
a) 3,6 c)
2 Z. com a inclusão da propriedade 5.
6 3+ 6
b) d)
3 2 3.1. Propriedades das operações em Z

23) Qual dos seguintes números é irracional? ADIÇÃO MULTIPLICAÇÃO


3 1. Fechamento 1. Fechamento
a) 125 c) 27
∀ a, b ∈ Z, a + b = c ∈ Z ∀ a, b ∈ Z, a . b = c ∈ Z
4
b) 1 d) 169
2. Comutativa 2. Comutativa
∀ a, b ∈ Z, a + b = b + a ∀ a, b ∈ Z, a . b = b . a

24) é a representação gráfica 3. Associativo 3. Associativa


de: ∀ a, b, c ∈ Z, a + (b + c) = (a + b) ∀ a, b, c ∈ Z, a . (b . c) = (a .
a) { x ∈ R | x ≥ 15 } b) { x ∈ R | -2≤ x < 4 } +c b) . c
c) { x ∈ R | x < -2 } d) { x ∈ R | -2< x ≤ 4 }

Matemática 17 A Opção Certa Para a Sua Realização


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4. Elemento Neutro 4. Elemento Neutro
∃ 0 ∈ Z, tal que ∀ a ∈ Z ∃ 1 ∈ Z, tal que ∀ a ∈ Z
a+0=0+a=a a.1=1.a=a

5. Elemento Oposto Aditivo


∀ a ∈ Z, ∃ - a ∈ Z, tal que
a + ( - a) = 0 3  3 8
Distributiva da Multiplicação em Relação à Adição ∈ Q +
5  5 = 11 ∈ Q
∀ a, b, c ∈ Z, a . (b + c) = a . b + a . c b)  ⇒ 5
8 2 10
∈ Q
Vê-se que, em Z, a operação adição admite mais uma propriedade ( 5 5 
).

4. O CONJUNTO Q E SUAS PROPRIEDADES


Tanto em N como em Z, a operação 2 ÷ 3 não é possível, pois ambos
não admitem números fracionários. A ampliação de Z para Q, entretanto,
permite um fato novo: qualquer que seja o elemento de Q* ou Q – {0},
Conclui-se, então, que:
existe sempre, para esse elemento, um inverso multiplicativo.
Na reta numerada existe uma Infinidade de elementos de Q situados
2 3 2 3 entre dois elementos quaisquer a e b de Q.
Assim, por exemplo, para ∈ Q, existe ∈ Q tal que . = 1,
3 2 3 2
o que não é possível em N e Z. 4.3. O CONJUNTO Q CONTÉM Z E N
Os elementos de Q são aqueles que podem ser escritos sob o forma
Esse fato amplia uma propriedade para as operações em Q. a
, com a e b ∈ Z e b ≠ Q.
b
4.1. Propriedades das operações em Q
Pode-se observar facilmente que qualquer que seja o elemento de N
ADIÇÃO MULTIPLICAÇÃO
ou de Z, este estará em Q.
1. Fechamento 1. Fechamento
De fato:
∀ a, b ∈ Q, a + b = c ∈ Q ∀ a, b ∈ Q, a . b = c ∈ Q
2 4 6
2 ∈ N, mas 2 == = = ... ∈ Q
2. Comutativa 2. Comutativa 1 2 3
∀ a, b ∈ Q, a + b = b + a ∀ a, b ∈ Q, a . b = b . a -3 -6 -9
-3 ∈ N, mas − 3 = = = = . . .∈ Q
3. Associativo 3. Associativa 1 2 3
∀ a, b, c ∈ Q, a + (b + c) = (a + ∀ a, b, c ∈ Q, a . (b . c) = (a .
b) + c b) . c O esquema a seguir apresenta as relações entre os conjuntos N, Z e
Q.
4. Elemento Neutro 4. Elemento Neutro
∃ 0 ∈ Q, tal que ∀ a ∈ Q ∃ 1 ∈ Q, tal que ∀ a ∈ Q
a+0=0+a=a a.1=1.a=a

5. Elemento Oposto Aditivo Elemento Inverso Multiplicativo


∀ a ∈ Q, ∃ - a ∈ Q, tal que ∀ a ∈ Q*, ∃ a’ ∈ Q*, tal que
a + ( - a) = 0 a . a’ = 1
2 3 INTERVALOS
Ex.: ∈ Q, ∃ ∈Q|
3 2 No conjunto dos números reais destacaremos alguns subconjuntos
importantes determinados por desigualdades, chamados intervalos.
2 3 Na reta real os números compreendidos entre 5 e 8 incluindo o 5 e o 8
. =1
3 2 constituem o intervalo fechado [5; 8], ou seja:
Distributiva da Multiplicação em Relação à Adição [5; 8] = {x / 5 « x « 8}
∀ a, b, c ∈ Q, a . (b + c) = a . b + a . c Se excluirmos os números 5 e 8, chamados extremos do intervalo,
temos o intervalo aberto ]5; 8[, ou seja:
Vê-se que, em Q, a operação multiplicação admite mais uma propriedade ]5; 8[ = {x / 5 < x < 8}

4.2. Propriedade: A densidade de Q Consideraremos ainda os intervalos mistos:


O conjunto Q possui uma propriedade importante, que o caracteriza como ]5; 8] = {x / 5 < x « 8}
um conjunto denso. Isto quer dizer que:
(Intervalo aberto à esquerda e fechado à direita).
[5; 8[ = {x / 5 « x < 8}
ENTRE DOIS ELEMENTOS DISTINTOS DE Q, SEMPRE EXISTE UM
OUTRO ELEMENTO DE Q (COMO CONSEQUÊNCIA, ENTRE ESSES 2 (intervalo fechado à esquerda e aberto à direita).
ELEMENTOS HÁ INFINITOS ELEMENTOS DE Q).
Módulo ou valor absoluto
Para comprovar essa afirmação, basto tomar dois elementos distintos de Q
e verificar que a média aritmética (ou semi-soma) desses dois elementos tam- No conjunto Z para cada número natural r foi criado um +n e -n. Cha-
bém pertence a Q. De fato: ma-se módulo ou valor absoluto de +n e -n, indica-se | +n | = n e | -n | = n
2 ∈ Q Exemplos:
2 + 3 5
a)  ⇒ = ∈Q | -5 | = 5, leia-se o módulo de -5 é 5,
3 ∈ Q 2 2 | +5 | = 5 o módulo de +5 é 5
| 0 | =0

Matemática 18 A Opção Certa Para a Sua Realização


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9 MATEMÁTICA FINANCEIRA. PROPORÇÃO escola, 20 deverão gostar de Matemática. Na verdade, estamos afirmando
que 10 estão representando em 40 o mesmo que 20 em 80.
1. INTRODUÇÃO 10 20
Escrevemos: =
Se a sua mensalidade escolar sofresse hoje um reajuste de $ 80,00, 40 80
como você reagiria? Acharia caro, normal, ou abaixo da expectativa? Esse A esse tipo de igualdade entre duas razões dá-se o nome de
mesmo valor, que pode parecer caro no reajuste da mensalidade, seria proporção.
considerado insignificante, se se tratasse de um acréscimo no seu salário.
a c
Naturalmente, você já percebeu que os $ 80,00 nada representam, se Dadas duas razões e , com b e d ≠ 0, teremos uma
não forem comparados com um valor base e se não forem avaliados de b d
acordo com a natureza da comparação. Por exemplo, se a mensalidade a c
escolar fosse de $ 90,00, o reajuste poderia ser considerado alto; afinal, o proporção se = .
valor da mensalidade teria quase dobrado. Já no caso do salário, mesmo b d
considerando o salário mínimo, $ 80,00 seriam uma parte mínima. .
Na expressão acima, a e c são chamados de antecedentes e b e d de
A fim de esclarecer melhor este tipo de problema, vamos estabelecer consequentes.
regras para comparação entre grandezas. A proporção também pode ser representada como a : b : : c : d. Qual-
quer uma dessas expressões é lida assim: a está para b assim como c está
2. RAZÃO para d. E importante notar que b e c são denominados meios e a e d,
Você já deve ter ouvido expressões como: "De cada 20 habitantes, 5 extremos.
são analfabetos", "De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática", "Um dia
de sol, para cada dois de chuva". Exemplo:

Em cada uma dessas. frases está sempre clara uma comparação entre
3 9
A proporção = , ou 3 : 7 : : 9 : 21, é
dois números. Assim, no primeiro caso, destacamos 5 entre 20; no segun- 7 21
do, 2 entre 10, e no terceiro, 1 para cada 2. lida da seguinte forma: 3 está para 7 assim como 9 está para 21.
Temos ainda:
Todas as comparações serão matematicamente expressas por um 3 e 9 como antecedentes,
quociente chamado razão. 7 e 21 como consequentes,
7 e 9 como meios e
Teremos, pois: 3 e 21 como extremos.
De cada 20 habitantes, 5 são analfabetos. 3.1 PROPRIEDADE FUNDAMENTAL
5 O produto dos extremos é igual ao produto dos meios:
Razão =
20 a c
De cada 10 alunos, 2 gostam de Matemática. = ⇔ ad = bc ; b, c ≠ 0
2 b d
Razão =
10 Exemplo:
c. Um dia de sol, para cada dois de chuva. Se 6 = 24 , então 6 . 96 = 24 . 24 = 576.
1 24 96
Razão =
2 3.2 ADIÇÃO (OU SUBTRAÇÃO) DOS ANTECEDENTES E
CONSEQUENTES
a Em toda proporção, a soma (ou diferença) dos antecedentes está para
A razão entre dois números a e b, com b ≠ 0, é o quociente , a soma (ou diferença) dos consequentes assim como cada antecedente
b está para seu consequente. Ou seja:
ou a : b.
a c a + c a c
Nessa expressão, a chama-se antecedente e b, consequente. Outros Se = , entao = = ,
b d b + d b d
exemplos de razão :
a - c a c
ou = =
Em cada 10 terrenos vendidos, um é do corretor. b - d b d
1
Razão = Essa propriedade é válida desde que nenhum denominador seja nulo.
10 Exemplo:
Os times A e B jogaram 6 vezes e o time A ganhou todas. 21 + 7 28 7
= =
6 12 + 4 16 4
Razão = 21 7
6 =
12 4
3. Uma liga de metal é feita de 2 partes de ferro e 3 partes de zinco. 21 - 7 14 7
= =
2 3 12 - 4 8 4
Razão = (ferro) Razão = (zinco).
5 5
3. PROPORÇÃO DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS
Há situações em que as grandezas que estão sendo comparadas po-
dem ser expressas por razões de antecedentes e consequentes diferentes, 1. INTRODUÇÃO:
porém com o mesmo quociente. Dessa maneira, quando uma pesquisa No dia-a-dia, você lida com situações que envolvem números, tais co-
escolar nos revelar que, de 40 alunos entrevistados, 10 gostam de Matemá- mo: preço, peso, salário, dias de trabalho, índice de inflação, velocidade,
tica, poderemos supor que, se forem entrevistados 80 alunos da mesma tempo, idade e outros. Passaremos a nos referir a cada uma dessas situa-
Matemática 19 A Opção Certa Para a Sua Realização
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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ções mensuráveis como uma grandeza. Você sabe que cada grandeza não
é independente, mas vinculada a outra conveniente. O salário, por exemplo, Note que, se dobrarmos o número de pessoas, o tempo de perma-
está relacionado a dias de trabalho. Há pesos que dependem de idade, nência se reduzirá à metade. Esta é, portanto, uma proporção inversa, ou
velocidade, tempo etc. Vamos analisar dois tipos básicos de dependência melhor, as grandezas número de pessoas e número de dias são inver-
entre grandezas proporcionais. samente proporcionais.

2. PROPORÇÃO DIRETA 4. DIVISÃO EM PARTES PROPORCIONAIS


Grandezas como trabalho produzido e remuneração obtida são, quase 4. 1 Diretamente proporcional
sempre, diretamente proporcionais. De fato, se você receber $ 2,00 para Duas pessoas, A e B, trabalharam na fabricação de um mesmo objeto,
cada folha que datilografar, sabe que deverá receber $ 40,00 por 20 folhas sendo que A o fez durante 6 horas e B durante 5 horas. Como, agora, elas
datilografadas. deverão dividir com justiça os $ 660,00 apurados com sua venda? Na
Podemos destacar outros exemplos de grandezas diretamente verdade, o que cada um tem a receber deve ser diretamente proporcional
proporcionais: ao tempo gasto na confecção do objeto.
Velocidade média e distância percorrida, pois, se você dobrar a veloci-
dade com que anda, deverá, num mesmo tempo, dobrar a distância percor- Dividir um número em partes diretamente proporcionais a outros
rida. números dados é encontrar partes desse número que sejam
Área e preço de terrenos. diretamente proporcionais aos números dados e cuja soma
Altura de um objeto e comprimento da sombra projetada por ele. reproduza o próprio número.
Assim:
No nosso problema, temos de dividir 660 em partes diretamente pro-
Duas grandezas São diretamente proporcionais quando, aumentando porcionais a 6 e 5, que são as horas que A e B trabalharam.
(ou diminuíndo) uma delas numa determinada razão, a outra diminui (ou
aumenta) nessa mesma razão. Vamos formalizar a divisão, chamando de x o que A tem a receber, e
de y o que B tem a receber.
3. PROPORÇÃO INVERSA Teremos então:
Grandezas como tempo de trabalho e número de operários para a X + Y = 660
mesma tarefa são, em geral, inversamente proporcionais. Veja: Para uma
tarefa que 10 operários executam em 20 dias, devemos esperar que 5
operários a realizem em 40 dias. X Y
Podemos destacar outros exemplos de grandezas inversamente =
proporcionais:
6 5
Velocidade média e tempo de viagem, pois, se você dobrar a veloci-
Esse sistema pode ser resolvido, usando as propriedades de
dade com que anda, mantendo fixa a distância a ser percorrida, reduzirá o
proporção. Assim:
tempo do percurso pela metade.
Número de torneiras de mesma vazão e tempo para encher um tanque, X + Y
pois, quanto mais torneiras estiverem abertas, menor o tempo para comple- = Substituindo X + Y por 660,
tar o tanque.
6 + 5
Podemos concluir que: 660 X 6 ⋅ 660
vem = ⇒ X = = 360
11 6 11
Vamos analisar outro exemplo, com o objetivo de reconhecer a
Como X + Y = 660, então Y = 300
Duas grandezas são inversamente proporcionais quando,
aumentando (ou diminuindo) uma delas numa determinada razão, a Concluindo, A deve receber $ 360,00 enquanto B, $ 300,00.
outra diminui (ou aumenta) na mesma razão.
natureza da proporção, e destacar a razão. Considere a situação de um 4.2 INVERSAMENTE PROPORCIONAL
grupo de pessoas que, em férias, se instale num acampamento que cobra E se nosso problema não fosse efetuar divisão em partes diretamente
$100,00 a diária individual. proporcionais, mas sim inversamente? Por exemplo: suponha que as duas
pessoas, A e B, trabalharam durante um mesmo período para fabricar e
Observe na tabela a relação entre o número de pessoas e a despesa vender por $ 160,00 um certo artigo. Se A chegou atrasado ao trabalho 3
diária: dias e B, 5 dias, como efetuar com justiça a divisão? O problema agora é
dividir $160,00 em partes inversamente proporcionais a 3 e a 5, pois deve
Número de ser levado em consideração que aquele que se atrasa mais deve receber
pessoas 1 2 4 5 10 menos.
Despesa
diária ( $ ) 100 200 400 500 1.000
Dividir um número em partes inversamente proporcionais a outros
números dados é encontrar partes desse número que sejam direta-
Você pode perceber na tabela que a razão de aumento do número de mente proporcionais aos inversos dos números dados e cuja soma
pessoas é a mesma para o aumento da despesa. Assim, se dobrarmos o reproduza o próprio número.
número de pessoas, dobraremos ao mesmo tempo a despesa. Esta é
portanto, uma proporção direta, ou melhor, as grandezas número de pes- No nosso problema, temos de dividir 160 em partes inversamente pro-
soas e despesa diária são diretamente proporcionais. porcionais a 3 e a 5, que são os números de atraso de A e B. Vamos forma-
lizar a divisão, chamando de x o que A tem a receber e de y o que B tem a
Suponha também que, nesse mesmo exemplo, a quantia a ser gasta receber.
pelo grupo seja sempre de $2.000,00. Perceba, então, que o tempo de x + y = 160
permanência do grupo dependerá do número de pessoas.
Teremos: x y
Analise agora a tabela abaixo: =
Número de 1 2 4 5 10 1 1
pessoas 3 5
Tempo de
permanência (dias) 20 10 5 4 2

Matemática 20 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Resolvendo o sistema, temos:
x + y x x + y x REGRA DE TRÊS SIMPLES
= ⇒ =
1 1 1 8 1
+ REGRA DE TRÊS SIMPLES
3 5 3 15 3 Retomando o problema do automóvel, vamos resolvê-lo com o uso da
Mas, como x + y = 160, então regra de três de maneira prática.
Devemos dispor as grandezas, bem como os valores envolvidos, de
160 x
160 1
= ⋅ ⇒ x =
⇒ modo que possamos reconhecer a natureza da proporção e escrevê-la.
8 18 3 Assim:
15 3
15 Grandeza 1: tempo Grandeza 2: distância percorrida
15 1 (horas) (km)
⇒ x = 160 ⋅ ⋅ ⇒ x = 100
8 3
Como x + y = 160, então y = 60. Concluíndo, A deve receber $ 100,00 6 900
e B, $ 60,00.
8 x
4.3 DIVISÃO PROPORCIONAL COMPOSTA
Vamos analisar a seguinte situação: Uma empreiteira foi contratada pa-
ra pavimentar uma rua. Ela dividiu o trabalho em duas turmas, prometendo Observe que colocamos na mesma linha valores que se correspondem:
pagá-las proporcionalmente. A tarefa foi realizada da seguinte maneira: na 6 horas e 900 km; 8 horas e o valor desconhecido.
primeira turma, 10 homens trabalharam durante 5 dias; na segunda turma, Vamos usar setas indicativas, como fizemos antes, para indicar a na-
12 homens trabalharam durante 4 dias. Estamos considerando que os tureza da proporção. Se elas estiverem no mesmo sentido, as grandezas
homens tinham a mesma capacidade de trabalho. A empreiteira tinha $ são diretamente proporcionais; se em sentidos contrários, são inversa-
29.400,00 para dividir com justiça entre as duas turmas de trabalho. Como mente proporcionais.
fazê-lo? Nesse problema, para estabelecer se as setas têm o mesmo sentido,
Essa divisão não é de mesma natureza das anteriores. Trata-se aqui foi necessário responder à pergunta: "Considerando a mesma velocidade,
de uma divisão composta em partes proporcionais, já que os números se aumentarmos o tempo, aumentará a distância percorrida?" Como a
obtidos deverão ser proporcionais a dois números e também a dois outros. resposta a essa questão é afirmativa, as grandezas são diretamente pro-
Na primeira turma, 10 homens trabalharam 5 dias, produzindo o mes- porcionais.
mo resultado de 50 homens, trabalhando por um dia. Do mesmo modo, na
segunda turma, 12 homens trabalharam 4 dias, o que seria equivalente a Já que a proporção é direta, podemos escrever:
48 homens trabalhando um dia. 6 900
Para a empreiteira, o problema passaria a ser, portanto, de divisão =
diretamente proporcional a 50 (que é 10 . 5), e 48 (que é 12 . 4). 8 x
7200
Para dividir um número em partes de tal forma que uma delas seja Então: 6 . x = 8 . 900 ⇒ x = = 1 200
proporcional a m e n e a outra a p e q, basta divida esse número em 6
partes proporcionais a m . n e p . q.
Concluindo, o automóvel percorrerá 1 200 km em 8 horas.
Convém lembrar que efetuar uma divisão em partes inversamente
proporcionais a certos números é o mesmo que fazer a divisão em partes Vamos analisar outra situação em que usamos a regra de três.
diretamente proporcionais ao inverso dos números dados.
Um automóvel, com velocidade média de 90 km/h, percorre um certo
Resolvendo nosso problema, temos: espaço durante 8 horas. Qual será o tempo necessário para percorrer o
Chamamos de x: a quantia que deve receber a primeira turma; y: a mesmo espaço com uma velocidade de 60 km/h?
quantia que deve receber a segunda turma. Assim:
Grandeza 1: tempo Grandeza 2: velocidade
x y x y
= ou = (horas) (km/h)
10 ⋅ 5 12 ⋅ 4 50 48
x + y x 8 90
⇒ =
50 + 48 50 x 60

29400 x A resposta à pergunta "Mantendo o mesmo espaço percorrido, se au-


Como x + y = 29400, então = mentarmos a velocidade, o tempo aumentará?" é negativa. Vemos, então,
98 50 que as grandezas envolvidas são inversamente proporcionais.
29400 ⋅ 50 Como a proporção é inversa, será necessário invertermos a ordem dos
⇒ x = ⇒ 15.000 termos de uma das colunas, tornando a proporção direta. Assim:
Portanto y = 14 400. 60
Concluindo, a primeira turma deve receber $15.000,00 da empreiteira, x 90
e a segunda, $ 14.400,00.
Escrevendo a proporção, temos:
Observação: Firmas de projetos costumam cobrar cada trabalho
8 60 8 ⋅ 90
usando como unidade o homem-hora. O nosso problema é um exemplo em
que esse critério poderia ser usado, ou seja, a unidade nesse caso seria
= ⇒ x= = 12
x 90 60
homem-dia. Seria obtido o valor de $ 300,00 que é o resultado de 15 000 : Concluíndo, o automóvel percorrerá a mesma distância em 12 horas.
50, ou de 14 400 : 48.

Matemática 21 A Opção Certa Para a Sua Realização


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 "O índice de reajuste salarial de março é de 16,19%."
Regra de três simples é um processo prático utilizado para resolver  "O rendimento da caderneta de poupança em fevereiro foi de
problemas que envolvam pares de grandezas direta ou inversamente 18,55%."
proporcionais. Essas grandezas formam uma proporção em que se  "A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 381,1351.
conhece três termos e o quarto termo é procurado.  "Os preços foram reduzidos em até 0,5%."

REGRA DE TRÊS COMPOSTA Mesmo supondo que essas expressões não sejam completamente
Vamos agora utilizar a regra de três para resolver problemas em que desconhecidas para uma pessoa, é importante fazermos um estudo organi-
estão envolvidas mais de duas grandezas proporcionais. Como exemplo, zado do assunto porcentagem, uma vez que o seu conhecimento é ferra-
vamos analisar o seguinte problema. menta indispensável para a maioria dos problemas relativos à Matemática
Numa fábrica, 10 máquinas trabalhando 20 dias produzem 2 000 pe- Comercial.
ças. Quantas máquinas serão necessárias para se produzir 1 680 peças em
6 dias? 2. PORCENTAGEM
Como nos problemas anteriores, você deve verificar a natureza da pro- O estudo da porcentagem é ainda um modo de comparar números u-
porção entre as grandezas e escrever essa proporção. Vamos usar o sando a proporção direta. Só que uma das razões da proporção é um
mesmo modo de dispor as grandezas e os valores envolvidos. fração de denominador 100. Vamos deixar isso mais claro: numa situação
em que você tiver de calcular 40% de $ 300,00, o seu trabalho será deter-
Grandeza 1: Grandeza 2: Grandeza 3: minar um valor que represente, em 300, o mesmo que 40 em 100. Isso
número de máquinas dias número de peças pode ser resumido na proporção:
40 x
=
10 20 2000 100 300
x 6 1680 Então, o valor de x será de $ 120,00.
Sabendo que em cálculos de porcentagem será necessário utilizar
sempre proporções diretas, fica claro, então, que qualquer problema dessa
Natureza da proporção: para estabelecer o sentido das setas é natureza poderá ser resolvido com regra de três simples.
necessário fixar uma das grandezas e relacioná-la com as outras.
3. TAXA PORCENTUAL
Supondo fixo o número de dias, responda à questão: "Aumentando o
O uso de regra de três simples no cálculo de porcentagens é um recur-
número de máquinas, aumentará o número de peças fabricadas?" A res-
so que torna fácil o entendimento do assunto, mas não é o único caminho
posta a essa questão é afirmativa. Logo, as grandezas 1 e 3 são diretamen-
possível e nem sequer o mais prático.
te proporcionais.
Para simplificar os cálculos numéricos, é necessário, inicialmente, dar
Agora, supondo fixo o número de peças, responda à questão: "Au- nomes a alguns termos. Veremos isso a partir de um exemplo.
mentando o número de máquinas, aumentará o número de dias necessá- Exemplo:
rios para o trabalho?" Nesse caso, a resposta é negativa. Logo, as gran- Calcular 20% de 800.
dezas 1 e 2 são inversamente proporcionais. 20
Calcular 20%, ou de 800 é dividir 800 em 100 partes e tomar
Para se escrever corretamente a proporção, devemos fazer com que as 100
setas fiquem no mesmo sentido, invertendo os termos das colunas conve- 20 dessas partes. Como a centésima parte de 800 é 8, então 20 dessas
nientes. Naturalmente, no nosso exemplo, fica mais fácil inverter a coluna partes será 160.
da grandeza 2. Chamamos: 20% de taxa porcentual; 800 de principal; 160 de
porcentagem.
10 6 2000 Temos, portanto:
 Principal: número sobre o qual se vai calcular a porcentagem.
 Taxa: valor fixo, tomado a partir de cada 100 partes do principal.
x 20 1680  Porcentagem: número que se obtém somando cada uma das 100
partes do principal até conseguir a taxa.
A partir dessas definições, deve ficar claro que, ao calcularmos uma
Agora, vamos escrever a proporção: porcentagem de um principal conhecido, não é necessário utilizar a monta-
10 6 2000 gem de uma regra de três. Basta dividir o principal por 100 e tomarmos
= ⋅ tantas destas partes quanto for a taxa. Vejamos outro exemplo.
x 20 1680 Exemplo:
(Lembre-se de que uma grandeza proporcional a duas outras é Calcular 32% de 4.000.
proporcional ao produto delas.) Primeiro dividimos 4 000 por 100 e obtemos 40, que é a centésima par-
10 12000 10 ⋅ 33600 te de 4 000. Agora, somando 32 partes iguais a 40, obtemos 32 . 40 ou 1
= ⇒ x= = 28 280 que é a resposta para o problema.
x 33600 12000
Observe que dividir o principal por 100 e multiplicar o resultado dessa
Concluindo, serão necessárias 28 máquinas. 32
divisão por 32 é o mesmo que multiplicar o principal por ou 0,32.
100
Regra de três composta é um processo prático utilizado para resolver Vamos usar esse raciocínio de agora em diante:
problemas que envolvem mais de duas grandezas proporcionais.
Porcentagem = taxa X principal

PORCENTAGEM
8 NOÇÕES DE ESTATÍSTICA: MEDIDAS DE TENDÊNCIA
CENTRAL; MEDIDAS DE DISPERSÃO DISTRIBUIÇÃO DE
1. INTRODUÇÃO
Quando você abre o jornal, liga a televisão ou olha vitrinas, FREQUÊNCIA; GRÁFICOS; TABELAS.
frequentemente se vê às voltas com expressões do tipo:

Matemática 22 A Opção Certa Para a Sua Realização


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ESTATÍSTICA ELEMENTAR n
∑ xi
X1 + X 2 + X 3 + ... + X n i=1
GRÁFICOS E TABELAS. MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES E PONDERADA. X= =
n n
MÉDIA, MEDIANA E MODA
A partir desta unidade vamos apresentar algumas medidas associadas
à distribuição de frequências de uma variável quantitativa. São medidas que d) Cálculo usando a tabela de frequências
informam certas características da distribuição. Conhecendo tais medidas Nº de irmões Frequência
podemos, mesmo sem ver a tabela de frequências ou o gráfico, formar uma 0 6
ideia da distribuição da variável Por exemplo, quando um aluno faz uma 1 12
prova, ao receber sua nota ele pode querer saber qual foi a média da sua 2 14
classe. Esta informação lhe pode permitir se situar dentre da turma, isto é, 3 5
saber se foi bem ou não, relativamente a seus colegas. 4 2
5 1
a) Moda A moda de uma distribuição é o valor observado com maior
frequência. TOTAL 40

Assim, por exemplo, se os valores observados de uma variável X forem Vamos calcular os valores das medidas definidas até aqui.
2 3 4 4 5 5 5 5 7 8 8 9
1º) Moda
o valor 5 é o de maior frequência, logo, a moda da distribuição é igual a 5. Lembremos que a moda é o valor mais frequente. Neste caso, o que
Indicamos: Mo(X) = 5 ou, apenas. Mo = 5, se não houver dúvidas sobre a ocorre com maior frequência é ter 2 irmãos (há 14 alunos que possuem 2
variável a quem se refere a medida apresentada. irmãos). Concluímos que Mo = 2

Pode ocorrer que uma distribuição apresente mais de uma moda; por 2º) Mediana
exemplo, se os valores observados forem 2 3 4 4 4 5 5 5 6 6 7 9 Para o cálculo da mediana devemos ordenar os valores observados.
os de maior frequência são 4 e 5. Neste caso, dizemos que a distribuição é Como há 6 valores iguais a zero, 12 valores iguais a 1, 14 valores iguais a
bimodal, com modas 4 e 5. 2, etc, e o número total de observações é 40, fazendo-se a ordenação
notaremos que as posições centrais, 20ª e 21ª, são ocupadas pelo valor 2:
Quando todos os valores observados são distintos dizemos que a dis-
tribuição não possui moda.

b) Mediana
A mediana de uma distribuição é o valor que ocupa a posição central
entre os valores observados, quando estes são colocados em ordem cres- 2+2
Neste caso, a mediana é Md = =2
cente (ou decrescente). 2
Assim, por exemplo, se os sete valores observados de uma variável X, ESTE RESULTADO INDICA QUE METADE DOS ALUNOS DA
colocados em ordem crescente, forem CLASSE TEM DOIS IRMÃOS OU MENOS, ENQUANTO QUE A OUTRA
METADE TEM DOIS IRMÃOS OU MAIS.
3º) Média

o valor que ocupa posição central (4a posição) é 6. Logo, a mediana


desta distribuição é 6 e indicamos:
Md(X) = 6 ou, apenas, Md = 6.
6 ⋅ 0 + 12 ⋅ 1 + 14 ⋅ 2 + 5 ⋅ 3 + 2 ⋅ 4 + 1 ⋅ 5 68
X= = = 1,7
Quando o número de observações é par, tomamos como mediana a 40 40
média aritmética das duas observações centrais. Por exemplo, no caso de
termos as oito seguintes observações: Interpretamos este resultado dizendo que "em média, cada aluno da
classe tem 1,7 irmãos".

Notemos que para o cálculo da média, se considerarmos que


o valor x1 foi observado com frequência n1
os valores centrais são 5 (4a posição) e 6 (5a posição), logo a mediana será o valor x2 foi observado com frequência n2
5+6 o valor x3 foi observado com frequência n3
igual a = 5,5. .......
2
Concluindo, podemos dizer que a mediana reparte o conjunto dos da-
o valor xk foi observado com frequência nk
dos observados, e ordenados, em dois subconjuntos com a mesma quanti-
sendo x1, x2, ..., xk distintos entre si, então, temos:
dade de observações.
k
c) Média ∑ ni x i
A média de uma distribuição é comumente definida como sendo a mé- n x + n 2 x 2 + ... + n k x k i=1
dia aritmética dos valores observados. Assim, por exemplo, se os valores X= 1 1 =
n n
observados de uma variável X forem 2 3 4 4 5 6 6 6 7 9 então, a
média, que indicaremos por Me(X) ou X , será: EXERCÍCIOS
2 + 3 + 4 + 4 + 5 + 6 + 6 + 6 + 7 + 9 52 1. Os números seguintes representam, em anos, a duração do pontifi-
X= = = 5,2 cado de cada um dos Papas, desde Clemente XI, cujo período iniciou-se
10 10 em 1700, até João Paulo l, falecido em 1978:
Em geral, se tivemos n valores observados, x1, x2, x3,..., xn, entre eles
21 3 6 10 18 11 5 24 23 6
podendo haver alguns iguais entre si, a média é definida por:
1 15 32 24 11 8 17 19 5 15 0

Matemática 23 A Opção Certa Para a Sua Realização


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(O último número é zero, porque João Paulo l faleceu 33 dias após ter sido Faça uma tabela para a distribuição dos gols a favor por partida, e ou-
eleito.) tra para os gols contra. Determine a moda, a mediana e a média das duas
a) Determine a duração média dos pontificados. (13 anos) distribuições.
b) Determine a duração mediana. (11 anos)
CÁLCULO DA MÉDIA, MEDIANA E MODA
2. A tabela seguinte fornece o número de erros gráficos por página de Cálculo em distribuições por faixas
um certo livro. Voltando ao exemplo da estatura dos alunos da classe, vamos deter-
Nº de erros 0 1 2 3 4 minar a estatura modal, a estatura média e a mediana.
Nº de páginas 84 25 8 2 1 Estatura (m) Frequência
Calcular: 1,50  1,56 6
a) o número médio de erros por página 1,56  1,62 10
(0,425) 1,62  1,68 12
b) o número mediano (0) 1,68  1,74 8
c) qual é a moda da distribuição (0) 1,74  1,80 4

3. Numa pesquisa entre 250 famílias de uma certa cidade constataram- TOTAL 40
se os seguintes dados:
Nº de filhos 0 1 2 3 4 5 6 7 1º) Moda
Neste caso, a faixa de maior frequência é chamada faixa modal ou
Nº de famílias 45 52 48 55 30 10 8 2
classe modal. No exemplo, é a faixa 1,62l—1,68. Consideraremos como
moda o valor correspondente ao ponto médio da faixa modal (também
Para a distribuição do número de filhos, calcular a média, a mediana e chamada moda bruta).
a moda (média = 2,2), (mediana = 2), (moda = 3) 1,62 + 1,68
Assim, temos: Mo = = 1,65
2
isto é, a estatura modal é 1,65 m.

2º) Média
Como os dados se apresentam agrupados em faixas, acabamos per-
dendo algumas informações sobre os dados originais. Por exemplo, não
sabemos como se distribuem as 10 estaturas computadas na faixa 1,56 l—
1,62 (a não ser que examinemos a lista original). Para o cálculo da média
admitimos que todas as 10 estaturas são iguais ao ponto médio da faixa
(1,59).

Assim, considerando os pontos médios de cada faixa e a respectiva


frequência, temos que:

Estatura (m) ponto médio frequência

4. Se os dados do problema anterior estivessem computados como se- 1,50 |—1,56 1,53 6
gue: 1,56 |—1,62 1,59 10
Nº de filhos 0 1 2 3 4 mais do que 4 1,62 |—1,68 1,65 12
Nº de famílias 45 52 48 55 30 20 1,68 |—1,74 1,71 8
1,74 |—1,80 1,77 4
Qual das três medidas nós teríamos dificuldades para calcular? (mé-
TOTAL 40
dia)
5. O Corinthians foi o campeão paulista de futebol em 1954 (título con-
quistado em fevereiro de 1955) e só voltou a ser campeão em 1977. Neste 6.1,53 + 10.1,59 + 12.1,65 + 8.1,71 + 4.1,77
ano, sua campanha foi a seguinte: X=
40
2X0 0X4 3X0
X = 1,64
2X0 0X0 2X0
0X1 2X2 2X0 Logo, a estatura média é 1,64 m.
0X1 1X1 0X0
0X3 1X0 3X1 3°) Mediana
3X0 0X0 4X0 Para o cálculo da mediana utilizamos o histograma.
2X0 5X1 4X0
0X3 2X0 1X2 Usando a ideia de que a mediana divide o conjunto de observações em
1X0 1X0 4X0 dois subconjuntos com iguais números de observações, tomamos como
0X1 1X0 2X4 mediana o valor correspondente ao ponto do eixo das abscissas, pelo qual
1X0 2X1 3X2 uma reta vertical divide a área sob o histograma em duas partes iguais
3X1 1X0 1X2 (50% para cada lado). O que está sendo admitido também neste cálculo é
1X1 1X0 2X2 que os dados observados dentro de uma faixa distribuem-se homogenea-
0X1 2X0 0X1 mente dentro dela.
1X0 1X0 2X1
1X0 1X2 1X0 Observando o histograma, notamos que a mediana deve estar na faixa
1,62 |— 1,68. A porcentagem referente a esta faixa é 30% e a mediana vai
(O primeiro número indica os gols a favor, e o segundo os gols contra, dividí-la em duas partes: a da esquerda correspondendo a 10% e a da
em cada partida do campeonato.) direita 20%. O cálculo é feito através de uma regra de três simples:

Matemática 24 A Opção Certa Para a Sua Realização


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(Md – 1,62) (10%) país até que foi bastante razoável. Mas isto esconderia as duas catástrofes
(tamanho da parte esquerda) por qual passamos.
(porcentagem correspondente) Uma medida da tendência central, como a média por exemplo, isola-
damente nada informa sobre a variabilidade de um conjunto de dados
(1,68 – 1,62) (30%) observados. Notemos que os conjuntos:
(tamanho da faixa toda) A: 8 9 10 11 12
(porcentagem da faixa) B: 1 3 6 10 14 17 19
Então: apresentam a mesma média X = 10 e que em A os valores observa-
(1,68 − 1,62).10 dos estão, mais próximos da média do que em B. Agora estudaremos
Md − 1,62 =
30 medidas que permitem compará-los quanto à variação ou dispersão dos
Md - 1,62 = 0,02 seus elementos. Estas são chamadas medidas de dispersão e, nesta
unidade, vamos destacar três destas medidas: o desvio médio, a variância
Md = 1,62 + 0,02 = 1,64 (metros) e o desvio padrão.

A regra de três é justificada pelo fato de que as porcentagens nela a) Desvio médio
envolvidas são porcentagens de áreas de retângulos de mesma altura, em Vamos supor que uma variável X apresente os valores do conjunto A
relação à área total sob o histograma. Como os retângulos têm alturas dado anteriormente, onde temos X = 10 . Chamamos desvio de cada
iguais, suas áreas são proporcionais às bases.
valor observado Xi, em relação à média X , à diferença xi, – X . Assim, no
Um comentário sobre moda, média e mediana exemplo considerado, os desvios são:
A média e a mediana são medidas que procuram determinar, por 8 – 10 = –2, 9 – 10 = –1, 10 – 10 = 0, 11 – 10 = 1, 12 – 10 = 2
critérios diferentes, o centro da distribuição de frequências. Por esta razão,
tais medidas são chamadas medidas de tendência central. Elas se A soma de todos os desvios é nula. Então, para utilizá-los numa
enquadram, juntamente com a moda, numa categoria mais ampla de medida de dispersão, vamos considerá-los em valor absoluto:
medidas: a das chamadas medidas de posição. |8 – 10| = 2, |9 – 10| = 1, |10 – 10| = 0, |11 – 10| = 1, |12 – 10| = 2
A média é, sem dúvida, a mais popular entre estas medidas e, de fato,
é a medida preferível como indicador central na maioria dos casos. Uma medida de dispersão será a média destes valores:
2 + 1+ 0 + 1+ 2 6
Entretanto, algumas vezes a mediana é uma medida melhor que a = = 1,2
5 5
média, isto é, uma medida mais representativa da distribuição. Suponha, Esta medida é chamada desvio médio e vamos indicá-la por DM(X), ou
por exemplo, que 9 alunos obtiveram numa determinada prova as seguintes simplesmente, DM.
notas: Assim, o desvio médio é a média dos valores absolutos dos desvios.
3,0 3,0 3,5 3,5 3,5 4,0 4,5 10,0 10,0 Se observarmos n valores, x1, x2, ..., xn, de uma variável X, então o desvio
Para esta distribuição a média é X = 5,0 ; entretanto, apenas dois médio é dado por:
alunos conseguiram nota superior à média, enquanto que sete tiveram nota n
∑| xi − X |
inferior. A mediana, no caso 3,5, é um indicador melhor da tendência | x 1 − X |+ | x 2 − X | + ...+ | x n − X | i=1
central. Um exemplo importante, onde a mediana é preferível à média, é a DM = =
distribuição de rendas num grupo onde, por exemplo, "muitos ganhem n n
pouco e poucos ganhem muito".
A moda indica a "posição da maioria" (a região de maior frequência). Por exemplo, para os dados do conjunto B:
Para um pequeno produtor de calçados, por exemplo, é interessante 1 3 6 10 14 17 19
fabricar sapatos do tamanho modal. temos: X = 10
| 1 − 10 | + | 3 − 10 | + | 6 − 10 | + | 10 − 10 | + | 14 − 10 | + | 17 − 10 | + | 19 − 10 |
DM =
7
EXERCÍCIOS
1. Os dados seguintes referem-se ao tempo de vida (durabilidade) de 9 + 7 + 4 + 0 + 4 + 7 + 9 40
DM = = ≅ 5,7
150 lâmpadas elétricas de certa fabricação, em centenas de horas. 7 7
Portanto, os conjuntos A e B apresentam a mesma média, mas o
Duração Nº de lâmpadas desvio médio do primeiro é menor, o que nos leva a dizer que A é mais
0  4 4 homogêneo do que B, quanto ao desvio médio. Ou seja, por este critério, os
4  8 12 dados de A estão mais agrupados em torno da média do que os de B. É
8  12 40 claro que olhando os elementos dos dois conjuntos já esperávamos por
12  16 41 isto.
16  20 27
20  24 13 b) Variância
9 Um outro critério para medir a dispersão dos dados é considerar os
24  28
4 quadrados dos desvios, ao invés dos valores absolutos. Define-se assim a
28  32
variância da variável X, que indicamos por Var(X) ou S2 (X), ou,
simplesmente, Var ou S2:
a) Qual é a faixa modal? (12  16 horas)
b) Calcular a vida media das lâmpadas. (14, 5 horas) n
∑ ( x1 − X)
2
c) Qual é a mediana? (13,9 horas) ( x − X |) + ( x 2 − X) + ... + ( x n − X)
2 2 2
i=1
d) Qual é a porcentagem do número de lâmpadas que duraram mais S = 1
2
=
n n
do que a media? (45 %)
DESVIO MÉDIO, VARIÂNCIA E DESVIO PADRÃO Logo, a variância é a média dos quadrados dos desvios.
Nos primeiros meses de 1979, tivemos no Brasil a ocorrência de um Nos exemplos dos conjuntos A e B dados anteriormente temos:
período de seca na região Sul, o que causou sérios prejuízos à agricultura.
Simultaneamente, tivemos um período de muita chuva em Minas Gerais, Para A:
Espírito Santo e no Nordeste, o que causou muitos transtornos à população
destes lugares (com as enchentes, milhares de famílias ficaram desabriga- (8 − 10) 2 + (9 − 10) 2 + (10 − 10) 2 + (11 − 10) 2 + (12 − 10) 2
S2
das, com falta de alimentos, perigo de epidemias, etc.). 5
Neste período, poderíamos dizer que o índice pluviométrico médio no

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4 + 1 + 0 + 1 + 4 10 1,50 | 1,56 1,53 6 -0,11 0,11 0,0121
S2 = = =2 1,56 | 1,62 1,59 10 -0,05 0,05 0,0025
5 5
para B: 1,62 | 1,68 1,65 12 0,01 0,01 0,0001
1,68 | 1,74 1,71 8 0,07 0,07 0,0049
(1 − 10) 2 + (3 − 10) 2 + (6 − 10) 2 + (10 − 10) 2 + (14 − 10) 2 + (17 − 10) 2 + (19 − 10)2
S2 = 1,77 4 0,13 0,13 0,0169
7 1,74 | 1,80
81 + 49 + 16 + 0 + 16 + 49 + 81 292
S2 = = ≅ 41,7 n = 40
7 7
Observamos que também quanto à variância o conjunto A é mais ho-
mogêneo do que B, 1º) Desvio-médio
A variância é uma medida muito importante no estudo da Estatística, ni | xi − X | 6.0,11 + 10.0,05 + 12.0,01 + 8.0,07 + 4.0,13
DM = ∑ = = 0,0565 m
mas apresenta, do ponto de vista prático, o inconveniente de ser expressa n 40
no quadrado da unidade da variável em estudo, o que pode causar proble-
mas de interpretação. Isto é resolvido com a definição do desvio-padrão. 2º) Variância
n i ( x i − X) 2 6.0,0121 + 10.0,0025 + 12.0,0001 + 8.0,0049 + 4.0,0169
S 2
= ∑ = = 0,00511 m 2
c) Desvio-padrão n 40

O desvio-padrão, que indicaremos por DP(X) ou S(X), ou, simplesmen-


te, DP ou S, é a raiz quadrada da variância: 3º) Desvio-padrão

DP = Var ou, na outra notação, S = S 2 S = S 2 = 0,00511 ≅ 0,0715 m

Nos exemplos considerados, temos para o conjunto A: f) Um comentário sobre os desvios


O desvio-padrao é mais empregado como medida de dispersão do que
S 2 = 2, logo S = 2 ≅ 1,4 o desvio-médio, embora em algumas experiências em laboratórios você
e para o conjunto B: S 2 ≅ 41,7 logo S ≅ 41,7 ≅ 6,5 possa ter usado (ou, futuramente, usar) o desvio médio.

Verifica-se que em distribuições "normais" (você já deve ter ouvido falar


d) Cálculo usando a tabela de frequências nelas: as que apresentam como gráfico a curva de Gauss) aproximadamen-
Retomando o exemplo da variável "número de irmãos dos alunos da te 68,3% das observações concentram-se, em torno da média, no intervalo
classe", vamos calcular os valores das medidas de dispersão.
de X − S a X + S , 95,4% das observações concentram-se no intervalo
Como já calculamos a média ( X = 1,7) , vamos acrescentar à tabela de X − 2S a X + 2S , enquanto que 99,7% ficam entre X − 3S e

mais três colunas: x i − X , | x i − X | e ( x i − X) .


2 X + 3S .

Nº de irmãos Frequência x i − X | x i − X | ( x i − X) 2
(Xi) (ni)
0 6 -1,7 1,7 2,89
1 12 -0,7 0,7 0,49
2 14 0,3 0,3 0,09
3 5 1,3 1,3 1,69
4 2 2,3 2,3 5,29
5 1 3,3 3,3 10,89
TOTAL n = 40

Nos cálculos devemos considerar cada desvio com a respectiva fre-


quência.

1º) Desvio médio


ni | x i − X | 6.1,7 + 12.0,7 + 14.0,3 + 5.1,3 + 2.2,3 + 1.3,3
DM = ∑ = = 0,93
n 40
2º) Variância Nota: Quando se está calculando a variância de uma amostra, e não de
n ( x − X) 2 6.2,89 + 12.0,49 + 14.0,09 + 5.1,69 + 2.5,29 + 1.10,89 uma população, usa-se no denominador n - Í ao invés de n. Isto apresenta
S =∑ i i
2
= = 1,36
n 40 interesse teórico em estudos mais avançados do que o que estamos fazen-
3º) Desvio-padrão do; portanto usaremos aqui a definição apresentada, seja para amostra ou
população. Do ponto de vista prático, para n grande, usar n ou n - 1 pouco
S = S 2 = 1,36 ≅ 1,17
ou nada vai influir no resultado.

e) Cálculo em distribuição por faixas


No caso de distribuições por faixas, tomamos como valores observa-
ANÁLISE COMBINATÓRIA
dos, xi, os pontos médios das faixas de valores considerados.
Princípio fundamental da contagem (PFC)
Assim, retomando o exemplo das estaturas dos alunos da classe, onde Se um primeiro evento pode ocorrer de m maneiras diferentes e um
segundo evento, de k maneiras diferentes, então, para ocorrerem os dois
calculamos a média X = 1,64m temos: sucessivamente, existem m . k maneiras diferentes.
estatura ponto frequência
xi − X
(metros) médio (ni) | xi − X | ( x i − X) 2 Aplicações
(xi) 1) Uma moça dispõe de 4 blusas e 3 saias. De quantos modos dis-
tintos ela pode se vestir?
Solução:
A escolha de uma blusa pode ser feita de 4 maneiras diferentes e a de
uma saia, de 3 maneiras diferentes.

Matemática 26 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Pelo PFC, temos: 4 . 3 = 12 possibilidades para a escolha da blusa e Esquema:
saia. Podemos resumir a resolução no seguinte esquema;

Blusa saia

4 . 3 = 12 modos diferentes

2) Existem 4 caminhos ligando os pontos A e B, e 5 caminhos ligan-


do os pontos B e C. Para ir de A a C, passando pelo ponto B, qual
o número de trajetos diferentes que podem ser realizados?

Solução:
Escolher um trajeto de A a C significa escolher um caminho de A a B e
depois outro, de B a C.

6) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos formar com


os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9?

Solução:
Existem 9 possibilidades para o primeiro algarismo, apenas 8 para o
Como para cada percurso escolhido de A a B temos ainda 5 possibili- segundo e apenas 7 para o terceiro. Assim, o número total de possibilida-
dades para ir de B a C, o número de trajetos pedido é dado por: 4 . 5 = 20. des é: 9 . 8 . 7 = 504
Esquema:
Esquema:
Percurso Percurso
AB BC

4 . 5 = 20
7) Quantos são os números de 3 algarismos distintos?
3) Quantos números de três algarismos podemos escrever com os
algarismos ímpares? Solução:
Existem 10 algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Temos 9 possibilida-
Solução: des para a escolha do primeiro algarismo, pois ele não pode ser igual a
Os números devem ser formados com os algarismos: 1, 3, 5, 7, 9. Exis- zero. Para o segundo algarismo, temos também 9 possibilidades, pois um
tem 5 possibilidades para a escolha do algarismo das centenas, 5 possibili- deles foi usado anteriormente.
dades para o das dezenas e 5 para o das unidades. Para o terceiro algarismo existem, então, 8 possibilidades, pois dois de-
les já foram usados. O numero total de possibilidades é: 9 . 9 . 8 = 648
Assim, temos, para a escolha do número, 5 . 5 . 5 = 125. Esquema:
algarismos algarismos algarismos
da centena da dezena da unidade

5 . 5 . 5 = 125

4) Quantas placas poderão ser confeccionadas se forem utilizados


três letras e três algarismos para a identificação de um veículo? 8) Quantos números entre 2000 e 5000 podemos formar com os
(Considerar 26 letras, supondo que não há nenhuma restrição.) algarismos pares, sem os repetir?
Solução: Solução:
Como dispomos de 26 letras, temos 26 possibilidades para cada posi- Os candidatos a formar os números são : 0, 2, 4, 6 e 8. Como os
ção a ser preenchida por letras. Por outro lado, como dispomos de dez números devem estar compreendidos entre 2000 e 5000, o primeiro
algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), temos 10 possibilidades para cada algarismo só pode ser 2 ou 4. Assim, temos apenas duas possibilidades
posição a ser preenchida por algarismos. Portanto, pelo PFC o número total para o primeiro algarismo e 4 para o segundo, três para o terceiro e duas
de placas é dado por: paia o quarto.

O número total de possibilidades é: 2 . 4 . 3 . 2 = 48

Esquema:

5) Quantos números de 2 algarismos distintos podemos formar com


os algarismos 1, 2, 3 e 4?
Solução: Exercícios
Observe que temos 4 possibilidades para o primeiro algarismo e, para 1) Uma indústria automobilística oferece um determinado veículo em três
cada uma delas, 3 possibilidades para o segundo, visto que não é permitida padrões quanto ao luxo, três tipos de motores e sete tonalidades de
a repetição. Assim, o número total de possibilidades é: 4 . 3 =12 cor. Quantas são as opções para um comprador desse carro?

Matemática 27 A Opção Certa Para a Sua Realização


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2) Sabendo-se que num prédio existem 3 entradas diferentes, que o A esse tipo de agrupamento chamamos arranjo simples.
prédio é dotado de 4 elevadores e que cada apartamento possui uma
única porta de entrada, de quantos modos diferentes um morador po- Definição:
de chegar à rua? Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se arranjo simples dos n
3) Se um quarto tem 5 portas, qual o número de maneiras distintas de se elementos de /, tomados p a p, a toda sequência de p elementos distintos,
entrar nele e sair do mesmo por uma porta diferente da que se utilizou escolhidos entre os elementos de l ( P ≤ n).
para entrar? O número de arranjos simples dos n elementos, tomados p a p, é
4) Existem 3 linhas de ônibus ligando a cidade A à cidade B, e 4 outras indicado por An,p
ligando B à cidade C. Uma pessoa deseja viajar de A a C, passando Fórmula:
por B. Quantas linhas de ônibus diferentes poderá utilizar na viagem
de ida e volta, sem utilizar duas vezes a mesma linha? A n ,p = n . (n -1) . (n –2) . . . (n – (p – 1)),
5) Quantas placas poderão ser confeccionadas para a identificação de
um veículo se forem utilizados duas letras e quatro algarismos? (Ob-
p ≤ n e {p, n} ⊂ IN
servação: dispomos de 26 letras e supomos que não haverá nenhuma
restrição) Aplicações
6) No exercício anterior, quantas placas poderão ser confeccionadas se 1) Calcular:
forem utilizados 4 letras e 2 algarismos? a) A7,1 b) A7,2 c) A7,3 d) A7,4
7) Quantos números de 3 algarismos podemos formar com os algaris-
mos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? Solução:
8) Quantos números de três algarismos podemos formar com os alga- a) A7,1 = 7 c) A7,3 = 7 . 6 . 5 = 210
rismos 0, 1, 2, 3, 4 e 5? b) A7,2 = 7 . 6 = 42 d) A7,4 = 7 . 6 . 5 . 4 = 840
9) Quantos números de 4 algarismos distintos podemos escrever com os
algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? 2) Resolver a equação Ax,3 = 3 . Ax,2.
10) Quantos números de 5 algarismos não repetidos podemos formar com
os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? Solução:
11) Quantos números, com 4 algarismos distintos, podemos formar com x . ( x - 1) . ( x – 2 ) = 3 . x . ( x - 1) ⇒
os algarismos ímpares? ⇒ x ( x – 1) (x –2) - 3x ( x – 1) =0
12) Quantos números, com 4 algarismos distintos, podemos formar com o ∴ x( x – 1)[ x – 2 – 3 ] = 0
nosso sistema de numeração?
13) Quantos números ímpares com 3 algarismos distintos podemos x = 0 (não convém)
formar com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6? ou
14) Quantos números múltiplos de 5 e com 4 algarismos podemos formar x = 1 ( não convém)
com os algarismos 1, 2, 4, 5 e 7, sem os repetir? ou
15) Quantos números pares, de 3 algarismos distintos, podemos formar x = 5 (convém)
S = {5}
com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7? E quantos ímpares?
16) Obtenha o total de números de 3 algarismos distintos, escolhidos
entre os elementos do conjunto (1, 2, 4, 5, 9), que contêm 1 e não
contêm 9. 3) Quantos números de 3 algarismos distintos podemos escrever
17) Quantos números compreendidos entre 2000 e 7000 podemos escre- com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9?
ver com os algarismos ímpares, sem os repetir?
18) Quantos números de 3 algarismos distintos possuem o zero como Solução:
algarismo de dezena? Essa mesma aplicação já foi feita, usando-se o principio fundamental
19) Quantos números de 5 algarismos distintos possuem o zero como da contagem. Utilizando-se a fórmula, o número de arranjos simples é:
algarismo das dezenas e começam por um algarismo ímpar? A9, 3 =9 . 8 . 7 = 504 números
20) Quantos números de 4 algarismos diferentes tem o algarismo da
unidade de milhar igual a 2? Observação: Podemos resolver os problemas sobre arranjos simples
21) Quantos números se podem escrever com os algarismos ímpares, usando apenas o principio fundamental da contagem.
sem os repetir, que estejam compreendidos entre 700 e 1 500?
22) Em um ônibus há cinco lugares vagos. Duas pessoas tomam o ôni- Exercícios
bus. De quantas maneiras diferentes elas podem ocupar os lugares? 1) Calcule:
23) Dez times participam de um campeonato de futebol. De quantas a) A8,1 b) A8,2 c ) A8,3 d) A8,4
formas se podem obter os três primeiros colocados?
24) A placa de um automóvel é formada por duas letras seguidas e um 2) Efetue:
número de quatro algarismos. Com as letras A e R e os algarismos A 8,2 + A 7,4
pares, quantas placas diferentes podem ser confeccionadas, de modo a) A7,1 + 7A5,2 – 2A4,3 – A 10,2 b)
que o número não tenha nenhum algarismo repetido?
A 5,2 − A10,1
25) Calcular quantos números múltiplos de 3 de quatro algarismos distin-
tos podem ser formados com 2, 3, 4, 6 e 9. 3) Resolva as equações:
26) Obtenha o total de números múltiplos de 4 com quatro algarismos a) Ax,2 = Ax,3 b) Ax,2 = 12 c) Ax,3 = 3x(x – 1)
distintos que podem ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
FATORIAL
ARRANJOS SIMPLES Definição:
• Chama-se fatorial de um número natural n, n ≥ 2, ao produto de
Introdução: todos os números naturais de 1 até n. Assim :
Na aplicação An,p, calculamos quantos números de 2 algarismos distin- • n ! = n( n - 1) (n - 2) . . . 2 . 1, n ≥ 2 (lê-se: n fatorial)
tos podemos formar com 1, 2, 3 e 4. Os números são : • 1! = 1
12 13 14 21 23 24 31 32 34 41 42 43 • 0! = 1
Fórmula de arranjos simples com o auxílio de fatorial:
Observe que os números em questão diferem ou pela ordem dentro do
agrupamento (12 ≠ 21) ou pelos elementos componentes (13 ≠ 24).
A N,P =
n!
, p≤ n e { p,n} ⊂ lN
Cada número se comporta como uma sequência, isto é : ( n − p) !
(1,2) ≠ (2,1) e (1,3) ≠ (3,4)

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Aplicações 3) Calcule:
1) Calcular: 12 ! 7!
8! n! a) c)
a) 5! c) e) 10 ! 3! 4!
6! (n - 2)! 7! + 5! 8! - 6!
b) d)
5! 11! + 10 ! 5! 5!
b) d)
4! 10 !
4) Simplifique:
Solução: n! n!
a) 5 ! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120 a) d)
( n - 1) ! n ( n - 1) !
5! 5 ⋅ 4!
b) = =5
b)
( n + 2 )! n ! e)
5M ! - 2 ( M - 1 ) !
4! 4!
8! 8 ⋅7 ⋅ 6! [( n + 1 ) ! ]2 M!
c) = = 56 n ! + ( n + 1)!
6! 6! c)
11! + 10 ! 11 ⋅ 10 ! + 10 ! 10 ! (11 + 1) n!
d) = = = 12
10 ! 10! 10 ! 5) Obtenha n, em:
n! n ⋅ ( n - 1)( n - 2 )! (n + 1)!
e) = = n2 − n = 10
( n - 2 )!
a) b) n!+( n - 1)! = 6 ( n - 1)!
(n - 2)! n!
n (n - 1)!
c) =6 d) (n - 1)! = 120
2) Obter n, de modo que An,2 = 30. (n - 2)!
Solução:
1 n
Utilizando a fórmula, vem : 6) Efetuando − , obtém-se:
n! n ( n - 1) ( n - 2) ! n ! (n + 1)!
= 30 ⇒ = 30 ∴
(n - 2)! (n - 2)! 1 2n + 1
a) d)
n=6 (n + 1) ! (n + 1) !
n2 – n – 30 = 0 ou
n = –5 ( não convém) 1 n ! ( n + 1) !
b) e) 0 c)
n! n -1
3) Obter n, tal que: 4 . An-1,3 = 3 . An,3.
7) Resolva as equações:
Solução: a) Ax,3 = 8Ax,2 b) Ax,3 = 3 . ( x - 1)
4 ⋅ ( n - 1 )! n! 4 ⋅ ( n - 3 )! n!
= 3⋅ ⇒ = 3⋅ ∴
( n - 4) ! ( n - 3)! ( n - 4) ! ( n - 1) ! 8) Obtenha n, que verifique 8n ! =
(n + 2) ! + (n + 1) !
n +1
4 ⋅ ( n - 3 )( n - 4 ) ! n ( n - 1) !
= 3⋅
( n - 4)! ( n - 1) ! 9) O número n está para o número de seus arranjos 3 a 3 como 1
está para 240, obtenha n.
∴ 4n − 12 = 3n ∴ n = 12
PERMUTAÇÕES SIMPLES
( n + 2 )! - ( n + 1) !
4) Obter n, tal que : =4 Introdução:
n!
Solução: Consideremos os números de três algarismos distintos formados com
os algarismos 1, 2 e 3. Esses números são :
( n + 2 ) ( n +1) ⋅ n !- ( n + 1 ) ⋅ n !
= 4∴ 123 132 213 231 312 321
n!
A quantidade desses números é dada por A3,3= 6.
n ! ( n + 1 ) ⋅ [n + 2 - 1]
Esses números diferem entre si somente pela posição de seus elemen-
⇒ =4 tos. Cada número é chamado de permutação simples, obtida com os alga-
rismos 1, 2 e 3.
n!
Definição:
n + 1 = 2 ∴ n =1
Seja I um conjunto com n elementos. Chama-se permutação simples
∴ (n + 1 = 4)2
dos n elementos de l a toda a sequência dos n elementos.
n + 1 = –2 ∴ n = –3 (não convém )
Exercícios
O número de permutações simples de n elementos é indicado por Pn.
1) Assinale a alternativa correta:
10 !
a) 10 ! = 5! + 5 ! d) =5 Pn = n !
2!
b) 10 ! = 2! . 5 ! e) 10 ! =10. 9. 8. 7!
c) 10 ! = 11! -1!
OBSERVA ÇÃO: Pn = An,n .
2) Assinale a alternativa falsa;
a) n! = n ( n-1)! d) ( n –1)! = (n- 1)(n-2)!
b) n! = n(n - 1) (n - 2)! e) (n - 1)! = n(n -1)
c) n! = n(n – 1) (n - 2) (n - 3)!

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Fórmula:
Aplicações
1) Considere a palavra ATREVIDO.
a) quantos anagramas (permutações simples) podemos formar?
b) quantos anagramas começam por A?
c) quantos anagramas começam pela sílaba TRE?
d) quantos anagramas possuem a sílaba TR E?
e) quantos anagramas possuem as letras T, R e E juntas?
f) quantos anagramas começam por vogal e terminam em
consoante? Exercícios
1) Considere a palavra CAPITULO:
Solução: a) quantos anagramas podemos formar?
a) Devemos distribuir as 8 letras em 8 posições disponíveis. b) quantos anagramas começam por C?
Assim: c) quantos anagramas começam pelas letras C, A e P juntas e nesta
ordem?
d) quantos anagramas possuem as letras C, A e P juntas e nesta or-
dem?
e) quantos anagramas possuem as letras C, A e P juntas?
f) quantos anagramas começam por vogal e terminam em consoan-
te?
Ou então, P8 = 8 ! = 40.320 anagramas
2) Quantos anagramas da palavra MOLEZA começam e terminam
por vogal?
b) A primeira posição deve ser ocupada pela letra A; assim, devemos
3) Quantos anagramas da palavra ESCOLA possuem as vogais e
distribuir as 7 letras restantes em 7 posições, Então:
consoantes alternadas?
4) De quantos modos diferentes podemos dispor as letras da palavra
ESPANTO, de modo que as vogais e consoantes apareçam
juntas, em qualquer ordem?
5) obtenha o número de anagramas formados com as letras da
palavra REPÚBLICA nas quais as vogais se mantenham nas
respectivas posições.
c) Como as 3 primeiras posições ficam ocupadas pela sílaba TRE, de-
vemos distribuir as 5 letras restantes em 5 posições. Então: PERMUTAÇÕES SIMPLES, COM
ELEMENTOS REPETIDOS

Dados n elementos, dos quais :


α1 são iguais a a1 → a1 , a1 , . . ., a1
α1
d) considerando a sílaba TRE como um único elemento, devemos α 2 são iguais a a2 → a2, a2 , . . . , a2
permutar entre si 6 elementos, α2
. . . . . . . . . . . . . . . . .
ar → ar , ar , . . . , ar
αr são iguais a αr

sendo ainda que: α1 + α 2 + . . . + αr = n, e indicando-se por


pn (α1, α 2 , . . . α r ) o número das permutações simples dos n elemen-
e) Devemos permutar entre si 6 elementos, tendo considerado as letras
tos, tem-se que:
T, R, E como um único elemento:
Aplicações
1) Obter a quantidade de números de 4 algarismos formados pelos
algarismos 2 e 3 de maneira que cada um apareça duas vezes na
formação do número.
Solução:
2233 2323 2332
os números são 
Devemos também permutar as letras T, R, E, pois não foi especificada
3322 3232 3223
a ordem : A quantidade desses números pode ser obtida por:
4 ⋅ 3 ⋅ 2!
P4(2,2 ) =
4!
= = 6 números
2! 2! 2! ⋅ 2 ⋅ 1
2) Quantos anagramas podemos formar com as letras da palavra
AMADA?
solução:
Temos:
Para cada agrupamento formado, as letras T, R, E podem ser dispostas A, A, A M D
de P3 maneiras. Assim, para P6 agrupamentos, temos Assim: 1 1
3
P6 . P3 anagramas. Então:
P6 . P3 = 6! . 3! = 720 . 6 = 4 320 anagramas n!
pn (α1, α 2 , . . . αr ) =
f) A palavra ATREVIDO possui 4 vogais e 4 consoantes. Assim: α1 ! α ! . . . αr !

Matemática 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


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5 ⋅ 4 ⋅ 3!
p5(3,1,1) =
5! Seja l um conjunto com n elementos. Chama-se combinação simples
= = 20 anagramas
3 ! 1! 1! 3! dos n elementos de /, tomados p a p, a qualquer subconjunto de p
elementos do conjunto l.
3) Quantos anagramas da palavra GARRAFA começam pela sílaba RA? Aplicações
Solução: 1) calcular:
Usando R e A nas duas primeiras posições, restam 5 letras para serem a) C7,1 b) C7,2 c) C7,3 d) C7,4
permutadas, sendo que:
G A, A R F Solução:
7 ⋅ 6!
{

{
{
1 1 1 7!
Assim, temos: 2 a) C7,1 = = =7
5 ⋅ 4 ⋅ 3 ⋅ 2 ! 1! 6 ! 6!
p5(2,1,1) = = 60 anagramas 7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 !
2! b) C7,2 = = = 21
2! 5! 2 ⋅ 1 ⋅ 5 !
Exercícios 7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4!
1) O número de anagramas que podemos formar com as letras da c) C7,3 = = = 35
palavra ARARA é: 3!4! 3 ⋅ 2 ⋅ 1 ⋅ 4 !
a) 120 c) 20 e) 30 7! 7 ⋅ 6 ⋅ 5 ⋅ 4!
b) 60 d) 10 d) C7,4= = = 35
4!3! 4! ⋅ 3 ⋅ 2 ⋅ 1
2) O número de permutações distintas possíveis com as oito letras
da palavra PARALELA, começando todas com a letra P, será de ; 2) Quantos subconjuntos de 3 elementos tem um conjunto de 5
a) 120 c) 420 e) 360 elementos?
b) 720 d) 24 5! 5 ⋅ 4 ⋅ 3!
C 5,3 = = = 10 subconjunt os
3!2 ! 3! ⋅ 2 ⋅ 1
3) Quantos números de 5 algarismos podemos formar com os
algarismos 3 e 4 de maneira que o 3 apareça três vezes em todos
Cn,3 4
os números? 3) obter n, tal que =
a) 10 c) 120 e) 6 Cn,2 3
b) 20 d) 24 Solução:
4) Quantos números pares de cinco algarismos podemos escrever n!
apenas com os dígitos 1, 1, 2, 2 e 3, respeitadas as repetições 3! ( n - 3 )! 4 n! 2!( n - 2 )! 4
apresentadas?
= ⇒ ⋅ = ∴
n! 3 3!( n - 3 ) n! 3
a) 120 c) 20 e) 6
b) 24 d) 12 2! ( n - 2 )!
2 ⋅ ( n - 2 ) ( n - 3 )! 4
5) Quantos anagramas da palavra MATEMÁTICA terminam pela ∴ = ∴n - 2 = 4
3 ⋅ 2 ⋅ ( n - 3 )! 3
sílaba MA?
a) 10 800 c) 5 040 e) 40 320
b) 10 080 d) 5 400 n=6 convém

COMBINAÇÕES SIMPLES
4) Obter n, tal que Cn,2 = 28.
Introdução: Solução:
Consideremos as retas determinadas pelos quatro pontos, conforme a
n! n ( n -1) ( n - 2 ) !
figura. = 28 ⇒ = 56 ∴
2 ! ( n - 2 )! ( n − 2) !

n=8
n2 – n – 56 = 0
n = -7 (não convém)

Só temos 6 retas distintas ( AB, BC, CD, AC, BD e AD) por- 5) Numa circunferência marcam-se 8 pontos, 2 a 2 distintos. Obter o
número de triângulos que podemos formar com vértice nos pontos
que AB e BA, . . . , CD e DC representam retas coincidentes. indicados:
Os agrupamentos {A, B}, {A, C} etc. constituem subconjuntos do
conjunto formado por A, B, C e D.
Diferem entre si apenas pelos elementos componentes, e são
chamados combinações simples dos 4 elementos tomados 2 a 2.
O número de combinações simples dos n elementos tomados p a p é
n
indicado por Cn,p ou   .
p Solução:
OBSERVAÇÃO: Cn,p . p! = An,p. Um triângulo fica identificado quando escolhemos 3 desses pontos, não
Fórmula: importando a ordem. Assim, o número de triângulos é dado por:
8! 8 ⋅ 7 ⋅ 6 . 5!
C n ,p =
n!
, p≤n e { p, n } ⊂ lN C 8,3 = = = 56
p! ( n - p )! 3!5 ! 3 ⋅ 2 . 5!

Matemática 31 A Opção Certa Para a Sua Realização


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6) Em uma reunião estão presentes 6 rapazes e 5 moças. Quantas 6) Um conjunto A tem 45 subconjuntos de 2 elementos. Obtenha o
comissões de 5 pessoas, 3 rapazes e 2 moças, podem ser for- número de elementos de A
madas? A p,3
Solução: 7) Obtenha o valor de p na equação: = 12 .
Na escolha de elementos para formar uma comissão, não importa a Cp,4
ordem. Sendo assim: 8) Obtenha x na equação Cx,3 = 3 . Ax , 2.
6!
• escolher 3 rapazes: C6,3 = = 20 modos 9) Numa circunferência marcam-se 7 pontos distintos. Obtenha:
3!3!
a) o número de retas distintas que esses pontos determinam;
5! b) o número de triângulos com vértices nesses pontos;
• escolher 2 moças: C5,2= = 10 modos
2! 3! c) o número de quadriláteros com vértices nesses pontos;
d) o número de hexágonos com vértices nesses pontos.
Como para cada uma das 20 triplas de rapazes temos 10 pares de mo-
ças para compor cada comissão, então, o total de comissões é 10) A diretoria de uma firma é constituída por 7 diretores brasileiros e
C6,3. C5,2 = 200. 4 japoneses. Quantas comissões de 3 brasileiros e 3 japoneses
podem ser formadas?
7) Sobre uma reta são marcados 6 pontos, e sobre uma outra reta,
paralela á primeira, 4 pontos. 11) Uma urna contém 10 bolas brancas e 4 bolas pretas. De quantos
a) Quantas retas esses pontos determinam? modos é possível tirar 5 bolas, das quais duas sejam brancas e 3
b) Quantos triângulos existem com vértices em três desses pontos? sejam pretas?

Solução: 12) Em uma prova existem 10 questões para que os alunos escolham
a) C10,2 – C6,2 – C4,2 + 2 = 26 retas onde 5 delas. De quantos modos isto pode ser feito?

C6,2 é o maior número de retas possíveis de serem determinadas por 13) De quantas maneiras distintas um grupo de 10 pessoas pode ser
seis pontos C4,2 é o maior número de retas possíveis de serem dividido em 3 grupos contendo, respectivamente, 5, 3 e duas pes-
determinadas por quatro pontos . soas?

14) Quantas diagonais possui um polígono de n lados?

15) São dadas duas retas distintas e paralelas. Sobre a primeira mar-
b) C10,3 – C6,3 – C4,3 = 96 triângulos onde cam-se 8 pontos e sobre a segunda marcam-se 4 pontos. Obter:
a) o número de triângulos com vértices nos pontos marcados;
C6,3 é o total de combinações determinadas por três pontos alinhados b) o número de quadriláteros convexos com vértices nos
em uma das retas, pois pontos colineares não determinam triângulo. pontos marcados.

C4,3 é o total de combinações determinadas por três pontos alinhados 16) São dados 12 pontos em um plano, dos quais 5, e somente 5, es-
da outra reta. tão alinhados. Quantos triângulos distintos podem ser formados
com vértices em três quaisquer dos 12 pontos?

17) Uma urna contém 5 bolas brancas, 3 bolas pretas e 4 azuis. De


quantos modos podemos tirar 6 bolas das quais:
8) Uma urna contém 10 bolas brancas e 6 pretas. De quantos a) nenhuma seja azul
modos é possível tirar 7 bolas das quais pelo menos 4 sejam b) três bolas sejam azuis
pretas? c) pelo menos três sejam azuis

Solução: 18) De quantos modos podemos separar os números de 1 a 8 em


As retiradas podem ser efetuadas da seguinte forma: dois conjuntos de 4 elementos?
4 pretas e 3 brancas ⇒ C6,4 . C10,3 = 1 800 ou
5 pretas e 2 brancas ⇒ C6,5 . C10,2 = 270 ou 19) De quantos modos podemos separar os números de 1 a 8 em
6 pretas e1 branca ⇒ C6,6 . C10,1 = 10 dois conjuntos de 4 elementos, de modo que o 2 e o 6 não
estejam no mesmo conjunto?
Logo. 1 800 + 270 + 10 = 2 080 modos
20) Dentre 5 números positivos e 5 números negativos, de quantos
modos podemos escolher quatro números cujo produto seja
Exercícios
positivo?
1) Calcule:
a) C8,1 + C9,2 – C7,7 + C10,0
21) Em um piano marcam-se vinte pontos, não alinhados 3 a 3,
b) C5,2 +P2 – C5,3
exceto cinco que estão sobre uma reta. O número de retas
c) An,p . Pp
determinadas por estes pontos é:
a) 180 b) 1140
2) Obtenha n, tal que :
c) 380 d) 190 e) 181
a) Cn,2 = 21
b) Cn-1,2 = 36
22) Quantos paralelogramos são determinados por um conjunto de
c) 5 . Cn,n - 1 + Cn,n -3 = An,3
sete retas paralelas, interceptando um outro conjunto de quatro
retas paralelas?
3) Resolva a equação Cx,2 = x.
a) 162
b) 126
4) Quantos subconjuntos de 4 elementos possui um conjunto de 8
c) 106
elementos?
d) 84
e) 33
5) Numa reunião de 7 pessoas, quantas comissões de 3 pessoas
podemos formar?
Matemática 32 A Opção Certa Para a Sua Realização
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23) Uma lanchonete que vende cachorro quente oferece ao freguês: RESPOSTAS
pimenta, cebola, mostarda e molho de tomate, como tempero adi- Principio fundamental da contagem
cional. Quantos tipos de cachorros quentes diferentes (Pela adi-
ção ou não de algum tempero) podem ser vendidos? 1) 63 14) 24
a) 12 2) 12 15) 90 pares e 120 ímpa-
b) 24 3) 20 res
c) 16 4) 72 16) 18
d) 4 5) 6 760 000 17) 48
e) 10 6) 45 697 600 18) 72
7) 216 19) 1 680
24) O número de triângulos que podem ser traçados utilizando-se 12 8) 180 20) 504
pontos de um plano, não havendo 3 pontos em linha reta, é: 9) 360 21) 30
a) 4368 b) 220 10) 2 520 22) 20
c) 48 d) 144 e) 180 11) 120 23) 720
12) 4 536 24) 48
25) O time de futebol é formado por 1 goleiro, 4 defensores, 3 jogado- 13) 60 25) 72
res de meio de campo e 3 atacantes. Um técnico dispõe de 21 jo- 26) 96
gadores, sendo 3 goleiros, 7 defensores, 6 jogadores de meio
campo e 5 atacantes. De quantas maneiras poderá escalar sua Arranjos simples
equipe? 1) a) 8 c) 336
a) 630 b) 7 000 b) 56 d) 1680
c) 2,26 . 109 d) 21000 e) n.d.a.
2) a) 9 b) 89,6

26) Sendo 5 . Cn, n - 1 + Cn, n - 3, calcular n. 3) a) s = {3} b) S = {4} c) S = {5}

27) Um conjunto A possui n elementos, sendo n ≥ 4. O número de Fatorial


subconjuntos de A com 4 elementos é: 1) e 2) e

a)
[n !] c) ( n – 4 ) ! e) 4 !
3) a) 132 b) 43 c) 35 d) 330
24( n - 4 ) n+2 5M − 2
4) a) n b) c) n + 2 d) 1 e)
n! n +1 M
b) d) n ! 5) n = 9 b) n = 5 c) n = 3 d) n = 6
(n-4)
6) a
28) No cardápio de uma festa constam 10 diferentes tipos de salgadi-
nhos, dos quais apenas 4 serão servidos quentes. O garçom en- 7) a) S = {10} b) S = {3}
carregado de arrumar a travessa e servi-la foi instruído para que a
mesma contenha sempre só dois tipos diferentes de salgadinhos 8) n = 5
frios e dois diferentes dos quentes. De quantos modos diversos
pode o garçom, respeitando as instruções, selecionar os salgadi- 9) n = 17
nhos para compor a travessa?
a) 90 d) 38 Permutações simples
b) 21 e) n.d.a. 1) a) 40 320 d) 720 2) 144
c) 240 b) 5 040 e) 4 320 3) 72
c) 120 f) 11 520 4) 288
29) Em uma sacola há 20 bolas de mesma dimensão: 4 são azuis e 5) 120
as restantes, vermelhas. De quantas maneiras distintas podemos
extrair um conjunto de 4 bolas desta sacola, de modo que haja Permutações simples com elementos repetidos
pelo menos uma azul entre elas? 1) d 2) c 3) a 4) d 5) b
20 ! 16 ! 1  20 ! 16 ! 
a) − d) ⋅  −  Combinações simples
16 ! 12 ! 4 !  16 ! 12 !  n! p! 15) a) 160 b) 168
1) a) 44 c) 16) 210
20 ! (n − p)!
b) e)n.d.a. 17) a) 28 c) 252
4 ! 16 ! b) 2 b) 224
20 ! 2) a) n = 7 b) n = 10 18) 70
c) c) n = 4 19) 55
16 ! 3) S = {3} 20) 105
4) 70 21) e
30) Uma classe tem 10 meninos e 9 meninas. Quantas comissões di- 5) 35 22) b
ferentes podemos formar com 4 meninos e 3 meninas, incluindo 6) 10 23) c
obrigatoriamente o melhor aluno dentre os meninos e a melhor 7) p=5 24) b
aluna dentre as meninas? 8) S={20} 25) d
a) A10,4 . A9,3 c) A9,2 – A8,3 e) C19,7 9) a) 21 c) 35 26) n =4
b) C10,4 - C9, 3 d) C9,3 - C8,2 b) 35 d) 7 27) a
10) 140 28) a
31) Numa classe de 10 estudantes, um grupo de 4 será selecionado 11) 180 29) d
para uma excursão, De quantas maneiras distintas o grupo pode 12) 252 30) d
ser formado, sabendo que dos dez estudantes dois são marido e 13) 2 520 31) b
mulher e apenas irão se juntos?
a) 126 b) 98 c) 115 d)165 e) 122
n(n − 3)
14)
2

Matemática 33 A Opção Certa Para a Sua Realização


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2 FUNÇÕES: IGUALDADE DE FUNÇÕES; DETERMINAÇÃO DO Observações:
DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO; FUNÇÕES INJETIVAS, a) Notemos que à definição de função não permite que fique nenhum e-
lemento "solitário" no domínio (é o caso de x2, no exemplo d); permite,
SOBREJETIVAS E BIJETIVAS; FUNÇÃO INVERSA; no entanto, que fiquem elementos "solitários" no contradomínio (são
COMPOSIÇÃO DE FUNÇÕES; FUNÇÕES CRESCENTES, os casos de y2, no exemplo e, e de y3, no exemplo f ) .
DECRESCENTES, PARES E IMPARES; OS ZEROS E OS SINAIS b) Notemos ainda que à definição de função não permite que nenhum
DE UMA FUNÇÃO; FUNÇÕES LINEARES, CONSTANTES, DO 1º elemento do domínio "lance mais do uma flecha" (é o caso de x1, no
E DO 2º GRAUS, MODULARES, POLINOMIAIS, LOGARÍTMICAS exemplo b); permite, no entanto, que elementos do contradomínio "le-
E EXPONENCIAIS. 12 CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL vem mais do que uma flechada" (são os casos dos elementos y1, nos
exemplos c e f).
DAS FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL.
NOTAÇÃO
DEFINICÂO Considere a função seguinte, dada pelo diagrama Euler-Venn:
Consideremos uma relação de um conjunto A em um conjunto B. Esta rela-
ção será chamada de função ou aplicação quando associar a todo elemento de
A um único elemento de B.
Exemplos:
Consideremos algumas relações, esquematizadas com diagramas de
Euler-Venn, e vejamos quais são funções:
a)

Esta função será denotada com f e as associações que nela ocorrem serão
denotadas da seguinte forma:

y2 = f ( x 1): indica que y2 é a imagem de x1 pela f


y2 = f ( x 2): indica que y2 é a imagem de x2 pela f
Esta relação é uma função de A em B, pois associa a todo elemento de A y3 = f ( x 3): indica que y3 é a imagem de x3 pela f
um único elemento de B.
b) O conjunto formado pelos elementos de B, que são imagens dos elementos
de A, pela f, é denominado conjunto imagem de A pela f, e é indicado com f (A) .

No exemplo deste item, temos:


A = (x1, x2, x3 ) é o domínio de função f.
B = (y1, y2, y3 ) é o contradomínio de função f.

Esta relação não ê uma função de A em B, pois associa a x1 c A dois f ( A) = (y2, y3 ) é o conjunto imagem de A pela f.
elementos de B: y1 e y2.
c) DOMÍNIO, CONTRADOMINIO E IMAGEM DE UMA FUNCÃO
Consideremos os conjuntos:
A = { 2, 3, 4 }
b = { 4, 5, 6, 7, 8 }
e f(x) = x+2

Graficamente teremos:
Esta relação é uma função de A em B, Pois associa todo elemento de A um
A = D( f ) Domínio B = C( f ) contradomínio
único elemento de B.
d)

Esta relação não ê uma função de A em B, pois não associa a x2 ε A


nenhum elemento de B.
e)
O conjunto A denomina-se DOMINIO de f e pode ser indicado com a
notação D( f ).

O conjunto B denomina-se CONTRADOMINIO de f e pode ser indicado


com a notação CD ( f ).

Esta relação é uma função de A em B, pois à todo elemento de A um único O conjunto de todos os elementos de B que são imagem de algum elemen-
elemento de B. to de A denomina-se conjunto-imagem de f e indica-se Im ( f ).
f)
No nosso exemplo acima temos:
D(f)=A ⇒ D ( f ) = { 2, 3, 4 }
CD ( f ) = B ⇒ CD ( f ) = { 4, 5, 6, 7, 8 }
Im ( f ) = { 4, 5, 6 }.

TIPOS FUNDAMENTAIS DE FUNÇÕES


Está relação é uma função de A em B, pois associa à todo elemento de A FUNCÀO INJETORA
um único elemento de B.

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Uma função f definida de A em B é injetora quando cada elemento de B GRÁFICOS
(que ê imagem), é imagem de um único elemento de A. SISTEMA CARTESIANO ORTOGONAL
Exemplo: Como já vimos, o sistema cartesiano ortogonal é composto por dois eixos
perpendiculares com origem comum e uma unidade de medida.

FUNÇÃO SOBREJETORA
Uma função f definida de A em B é sobrejetora se todas os elementos de B
são imagens, ou seja:

Im ( f ) = B - No eixo horizontal, chamado eixo das abscissas, representamos os


primeiros elementos do par ordenado de números reais.
Exemplo: - No eixo vertical, chamado eixo das ordenadas, representamos os se-
gundos elementos do par ordenado de números reais.

Vale observar que:


A todo par ordenado de números reais corresponde um e um só ponto do
plano, e a cada ponto corresponde um e um só par ordenado de números reais.

Vamos construir gráficos de funções definidas por leis y = f(x) com x ε 0.


Para isso:
Im ( f ) = { 3, 5 } = B
1º) Construímos uma tabela onde aparecem os valores de x e os corres-
FUNCÃO BIJETORA
pondentes valores de y, do seguindo modo:
Uma função f definida de A em B, quando injetora e sobrejetora ao mesmo
a) atribuímos a x uma série de valores do domínio,
tempo, recebe o nome de função bijetora.
b) calculamos para cada valor de x o correspondente valor de y através
da lei de formação y = f ( x );
Exemplo:
é sobrejetora ⇒ Im(f) = B
2º) Cada par ordenado (x,y), onde o 1º elemento é a variável independente
é injetora - cada elemento da imagem em B tem um único correspondente e o 2º elemento é a variável dependente, obtido na tabela, determina um ponto
em A. do plano no sistema de eixos.

3º) 0 conjunto de todos os pontos (x,y), com x ε D formam o gráfico da


função f (x).

Exemplo:
Construa o gráfico de f(x) = 2x - 1 onde
D = { -1, 0, 1, 2 , 3 }
Como essa função é injetora e sobrejetora, dizemos que é bijetora.
x y ponto
FUNÇÃO INVERSA f ( -1 ) = 2 ( -1 ) –1 = - 3 -1 -3 ( -1, -3)
Seja f uma função bijetora definida de A em B, com x ε A e y ε R, sendo f(0)=2. 0 -1=0 0 -1 ( 0, -1)
(x, y) ε f. Chamaremos de função inversa de f, e indicaremos por f -1, o conjun- f(1)=2. 1 -1=1 1 1 ( 1, 1)
to dos pares ordenados (y, x) ε f -1 com y ε B e x ε A. f(2)=2. 2 -1=3 2 3 ( 2, 3)
f(3)=2. 3 -1=5 3 5 ( 3, 5)
Exemplo:
f é definida de R em R, sendo y = 2x

Para determinarmos f -1 basta trocarmos x por y e y por x.

observe:
y = 2x → x = 2y
x
Isolando y em função de x resulta: y =
2
Exemplo: Achar a função inversa de y = 2x

Solução:
a) Troquemos x por y e y Por x; teremos: x = 2y

x
b) Expressemos o novo y em função do novo x ; teremos y = e
2 Os pontos A, B, C, D e E formam o gráfico da função.
−1 x
então: f ( x ) = OBSERVAÇÃO
2 Se tivermos para o domínio o intervalo [-1,3], teremos para gráfico de f(x) =
2x - 1 um segmento de reta infinitos pontos).

Matemática 35 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Exemplos:

O gráfico a) representa uma função, pois qualquer que seja a reta traçada
paralelamente a y, o gráfico é interceptado num único ponto, o que não acontece
com b e C.
Se tivermos como domínio a conjunto R, teremos para o gráfico de
f(x) = 2x - 1 uma reta. FUNÇÂO CRESCENTE
Nas casos em que os intervalos ou o próprio R, toma apenas alguns Consideremos a função y = 2x definida de R em R. Atribuindo-se valores
números reais para a construção da tabela, e no gráfico unimos os pontos para x, obtemos valores correspondentes para y e os representamos no plano
obtidos. cartesiano:

ANÁLISE DE GRÁFICOS
Através do gráfico de uma função podemos obter informações importantes
o respeito do seu comportamento, tais como: crescimento, decrescimento,
domínio, imagem, valores máximos e mínimos, e, ainda, quando a função é
positiva ou negativa etc.
3x 1
Assim, dada a função real f(x) = + e o seu gráfico, podemos anali-
5 5
sar o seu comportamento do seguinte modo:
Observe que à medida que os valores de x aumentam, os valores de y
também aumentam; neste caso dizemos que a função é crescente.

FUNÇÃO DECRESCENTE
Consideremos a função y = -2x definida de R em R.

Atribuindo-se valores para x, obteremos valores correspondentes para y e


os representamos no plano cartesiano.

• ZERO DA FUNÇÃO:
3x 1 1
f(x)= 0 ⇒ + =0 ⇒ x = −
5 5 3
Graficamente, o zero da função é a abscissa do ponto de intersecção do
gráfico com o eixo dos x.
• DOMÍNIO: projetando o gráfico sobre o eixo dos x: D = [-2, 3]
• IMAGEM: projetando o gráfico sobre o eixo dos y: Im = [ -1, 2 ]
observe, por exemplo, que para:
- 2 < 3 temos f (-2) < f ( 3 ) Note que a medida que as valores de x aumentam, as valores de y
-1 2 diminuem; neste caso dizemos que a função é decrescente.
Dizemos que f é crescente.
• SINAIS: FUNÇÃO CONSTANTE
1 É toda função de R em R definida por
x ε [ -2, - [ ⇒ f ( x ) < 0 f ( x ) = c (c = constante)
3
1
x ε ]- ,3] ⇒ f(x)>0 Exemplos:
3 a) f(x) = 5 b) f(x) = -2
• VALOR MÍNIMO: -1 é o menor valor assumido por y = f ( x ) Ymín c) f(x) = 3 d) f(x) = ½
=-1
• VALOR MÁXIMO: 2 é o maior valor assumido por y = f ( x ) Ymáx Seu gráfico é uma reta paralela ao eixo dos x passando pelo ponto (0, c).
=-2

TÉCNICA PARA RECONHECER SE UM GRÁFICO REPRESENTA OU


NÃO UMA FUNÇAO
Para reconhecermos se o gráfico de uma relação representa ou não uma
função, aplicamos a seguinte técnica:
Traçamos qualquer reta paralela ao eixo dos y; qualquer que seja a reta tra-
çada, o gráfico da relação for interceptado em um único ponto, então o gráfico
representa uma função. Caso contrário não representa uma função. FUNÇÃO IDENTIDADE
É a função de lR em lR definida por
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f(x) = x
x y=f(x)=x
-2 -2
-1 -1
0 0
1 1
2 2

Observe; seu gráfico é uma reta que contém as bissetrizes do 1º e 3º qua-


drantes.
D=R CD = R lm = R

FUNÇÃO AFIM
É toda função f de R em R definida por
f (x) = ax + b (a, b reais e a ≠ 0)
Exemplos: FUNÇÃO MODULAR
a) f(x) = 2x –1 b) f(x) = 2 – x c) f(x) = 5x Consideremos uma função f de R em R tal que, para todo x ε lR,
Observações tenhamos f ( x ) = | x | onde o símbolo | x | que se lê módulo de x, significa:
1) quando b = 0 a função recebe o nome de função linear. x, se x ≥0
2) o domínio de uma função afim é R: D = R x =
- x, se x<0
3) seu conjunto imagem é R: lm = R
4) seu gráfico é uma reta do plano cartesiano. esta função será chamada de função modular.
Gráfico da função modular:
FUNÇÃO COMPOSTA
Dadas as funções f e g de R em R definidas por
f ( x ) = 3x e g ( x ) = x2 temos que:
f(1)=3.1=3
f(2)=3.2=6
f ( a ) = 3 . a = 3 a (a ε lR)
f ( g ) = 3 . g = 3 g (g ε lR)
f [ g( x )] = 3.g( x )
⇒ f [ g ( x ) ] = 3x2 função composta de f e g

g( x )= x 2 FUNÇÃO PAR E FUNÇÃO ÍMPAR


Uma função f de A em B diz-se função par se, para todo x ε A, tivermos f
Esquematicamente: (x ) = f (-x).

Uma função f de A em B diz-se uma função ímpar se, para todo x ε R,


tivermos f(-x) = -f (x).

Decorre das definições dadas que o gráfico de uma função par é simétrico
Símbolo: em relação ao eixo dos y e o gráfico de uma função ímpar e simétrico em rela-
f o g lê-se "f composto g" - (f o g) ( x ) = f [ g ( x)] ção ao ponto origem.

FUNÇÃO QUADRÁTICA
É toda função f de R em R definida por
f(x) = ax2 + bx + c
(a, b ,c reais e a ≠ 0 )
Exemplos:
a) f(x) = 3x2 + 5x + 2
b) f(x) = x2 - 2x função par: f(x) = f (-x ) função ímpar: f(-x) = -f(x)
c) f(x) = -2x2 + 3
d) f(x) = x2 EXERCICIOS
Seu gráfico e uma parábola que terá concavidade voltada "para cima" se a 01) Das funções de A em B seguintes, esquematizadas com diagramas
> 0 ou voltada "para baixo" se a < 0. de Euler-Venn, dizer se elas são ou não sobrejetoras, injetoras, bije-
Exemplos: toras.
f ( x ) = x2 - 6x + 8 (a = 1 > 0) a) b)

c) d)

f ( x ) = - x2 + 6x - 8 (a = -1 < 0)

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RESPOSTAS RESPOSTAS
a) Não é sobrejetora, pois y1, y3, y4 ε B não estão associados a 1) crescente: [3, 2] decrescente: [ 2, 5] crescente: [5, 8]
elemento algum do domínio: não é injetora, pois y2 ε B é imagem de 2) crescente: [0, 3] decrescente: [3. 5] crescente: [5, 8]
x1, x2, x3, x4 ε A: logo, por dupla razão, não é bijetora. 3) decrescente
b) É sobrejetora, pois todos os elementos de B (no caso há apenas y1) 4) crescente
são imagens de elementos de A; não é injetora, pois y1 ε B é 5) decrescente: ] - ∞ , 1] crescente: [ 1, + ∞ [
imagem de x1, x2, x3, x4 ε A, logo, por não ser injetora, embora seja 6) crescente: ] - ∞ , 1] decrescente: [ 1, + ∞ [
7) crescente
sobrejetora, não é bijetora.
8) decrescente
c) Não é sobrejetora, pois y1, y2, y4 B não estão associados a elemento
algum do domínio; é injetora, pois nenhum elemento de B é imagem
04) Determine a função inversa das seguintes funções:
do que mais de um elemento de A; logo, por não ser sobrejetora,
a) y = 3x b) y = x - 2
embora seja injetora, não é sobrejetora.
É sobrejetora, pois todos os elementos de B (no caso há apenas y1) x −5
d)
c) y = x3 d) y =
são imagens de elementos de A; é injetora, pois o único elemento de 3
B é imagem de um único elemento de A; logo, por ser RESPOSTAS
simultaneamente sobrejetora e injetora, é bijetora. x
2) Dê o domínio e a imagem dos seguintes gráficos: a) y = b) y = x + 2 c) y = 3 x d) y = 3x + 5
3

05) Analise a função f ( x ) = x2 - 2x – 3 ou y = x2 –2x – 3 cujo gráfico é


dado por:

Respostas: • Zero da função: x = -1 e x = 3


1) D ( f ) = ] -3, 3 ] e lm ( f ) = ]-1, 2 ] • f ( x ) é crescente em ] 1, + ∞ [
2) D ( f ) = ] -4, 3 [ e lm ( f ) = [-2, 3 [ • f ( x ) e decrescente em ] - ∞ , 1[
3) D ( f ) = ] -3, 3 [ e lm ( f ) = ] 1, 3 [ • Domínio → D = R
4) D ( f ) = [ -5, 5 [ e lm ( f ) = [-3, 4 [ • Imagem → Im = [-4, + ∞ [
5) D ( f ) = [-4, 5 ] e lm ( f ) = [ -2, 3 ] • Valor mínimo → ymín = -4
6) D ( f ) = [ 0, 6 ] e lm ( f ) = [ 0, 4[ • Sinais: x ε ] - ∞ , -1[ ⇒ f ( x ) > 0
x ε ] 3, + ∞ [ ⇒ f ( x ) > 0
03) observar os gráficos abaixo, dizer se as funções são crescentes ou
decrescentes e escrever os intervalos correspondentes: x ε [ - 1, 3 [ ⇒ f ( x ) < 0

06) Analise a função y = x3 - 4x cujo gráfico é dado por:

RESPOSTAS
• Zero da função: x = - 2; x = 0; x = 2
2 3 2 3
• f (x) é crescente em ]- ∞ , - [ e em ] ,+∞ [
3 3
2 3 2 3
• f ( x ) é decrescente em ] - , [
3 3

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• Domínio → D = lR
• Imagem → Im = lR
• Sinais: x ε ] - ∞ , -2 [ ⇒ f ( x ) < 0
x ε ] - 2, 0 [ ⇒ f ( x ) > 0
x ε ] 0, 2 [ ⇒ f ( x ) < 0
x ε ] 2, + ∞ [ ⇒ f ( x ) > 0

FUNÇÃO DO 1º GRAU

FUNCÃO LINEAR
Uma função f de lR em lR chama-se linear quando é definida pela equação
do 1º grau com duas variáveis y = ax , com a ε lR e a ≠ 0.
Exemplos:
f definida pela equação y = 2x onde f : x → 2x
f definida pela equação y = -3x onde f : x → -3x

GRÁFICO O conjunto dos infinitos pontos A, B, C, D , ...... chama-se gráfico da


Num sistema de coordenadas cartesianas podemos construir o gráfico de função linear y = -3x.
uma função linear.
Conclusão:
Para isso, vamos atribuir valores arbitrários para x (que pertençam ao do- O gráfico de uma função linear ê a reta suporte dos infinitos pontos A, B, C,
mínio da função) e obteremos valores correspondentes para y (que são as D, .... e que passa pelo ponto origem 0.
imagens dos valores de x pela função).
Observação
A seguir, representamos num sistema de coordenadas cartesianas os pon- Como uma reta é sempre determinada por dois pontos, basta
tos (x, y) onde x é a abscissa e y é a ordenada. representarmos dois pontos A e B para obtermos o gráfico de uma função linear
num sistema de coordenadas cartesianas.
Vejamos alguns exemplos:
Construir, num sistema cartesiano de coordenadas cartesianas, o gráfico da FUNÇÃO AFIM
função linear definida pela equação: y = 2x. Uma função f de lR em lR chama-se afim quando é definida pela equação
x=1 → y=2(1)=2 do 1º grau com duas variáveis y = ax + b com a,b ε R e a ≠ 0.
x = -1 → y = 2(-1 ) = -2
x = 2 → y = 2( 2 ) = 4 Exemplos:
x = -3 → y = 2(-3) = -6 f definida pela equação y = x +2 onde f : x → x + 2
f definida pela equação y = 3x -1onde f : x → 3x - 1
x y A função linear é caso particular da função afim, quando b = 0.
1 2 → A ( 1, 2)
-1 -2 → B (-1, -2) GRÁFICO
2 4 → C ( 2, 4) Para construirmos o gráfico de uma função afim, num sistema de coorde-
-3 -6 → D ( -3, -4) nadas cartesianas, vamos proceder do mesmo modo como fizemos na função
linear.
Assim, vejamos alguns exemplos, com b ≠ 0.
Construir o gráfico da função y = x - 1
Solução:
x=0 → y = 0 - 1 = -1
x=1 → y=1–1 =0
x = -1 → y = -1 - 1 = -2
x=2 → y=2 -1=1
x = -3 → y = -3 - 1 = -4

x y → pontos ( x , y)
0 -1 → A ( 0, -1)
O conjunta dos infinitos pontos A, B, C, D, ..:... chama-se gráfico da função 1 0 → B ( 1, 0)
linear y = 2x. -1 -2 → C ( -1, -2)
2 1 → D ( 2, 1)
Outro exemplo: -3 -4 → E ( -3, -4)
Construir, num sistema de coordenadas cartesianas, o gráfico da função
linear definida pela equação y = -3x.
X=1 → y = - 3 (1) = -3
X = -1 → y = -3(-1) = 3
x=2 → y = -3( 2) = -6
x = -2 → y = -3(-2) = 6

x y
1 -3 → A ( 1, -3)
-1 3 → B (-1, 3)
2 -6 → C ( 2, -6)
-2 6 → D ( -2, 6)

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O conjunto dos infinitos pontos A, B, C, D, E,... chama-se gráfico da função -2 y = 0.(-2) + 3 y=3 {-2, 3}
afim y = x - 1. -1 y = 0.(-1) + 3 y=3 {-1, 3}
Outro exemplo: 0 y = 0. 0 + 3 y=3 {0, 3}
Construir o gráfico da função y = -2x + 1. 1 y = 0. 1 + 3 y=3 {1 , 3}
2 y = 0. 2 + 3 y=3 { 2, 3}
Solução: Você deve ter percebido que qualquer que seja o valor atribuído a x, y será
x=0 → y = -2(0) + 1 = 0 + 1 = 1 sempre igual a 3.
x=1 → y = -2(1) + 1 = -2 + 1 = -1 Representação gráfica:
x = -1 → y = -2(-1) +1 = 2 + 1 = 3
x=2 → y = -2(2) + 1 = -4 + 1 = -3
x = -2 → y = -2(-2)+ 1 = 4 + 1 = 5

x y → pontos ( x , y)
0 1 → A ( 0, 1)
1 -1 → B ( 1, -1)
-1 3 → C ( -1, 3) Toda função linear, onde a = 0, recebe o nome de função constante.
2 -3 → D ( 2, -3)
-2 5 → E ( -2, 5) FUNÇÃO IDENTIDADE
Consideremos a função f de R em R tal que, Para todo x ε R, tenhamos
Gráfico f(x) = x; esta função será chamada função identidade.
Observemos algumas determinações de imagens na função identidade.
x = 0 ⇒ f ( 0 ) = 0 ⇒ y = 0; logo, (0, 0) é um ponto do gráfico dessa
função.
x = 1 ⇒ f ( 1) = 1 ⇒ y = 1; logo (1, 1) é um ponto do gráfico dessa
função.
x = -1 ⇒ f (-1) =-1 ⇒ y = -1; logo (-1,-1) é um ponto gráfico dessa função.

Usando estes Pontos, como apoio, concluímos que o gráfico da função i-


dentidade é uma reta, que é a bissetriz dos primeiro e terceiro quadrantes.

FUNÇÃO DO 1º GRAU
As funções linear e afim são chamadas, de modo geral, funções do 1º grau.

Assim são funções do primeiro grau:


f definida pela equação y = 3x
f definida pela equação y = x + 4
f definida pela equação y = -x
f definida pela equação y = -4x + 1
Na função identidade, f(R) = R.
FUNÇÃO CONSTANTE A função constante é sobrejetora.
Consideremos uma função f de R em R tal que, para todo x ε lR,
tenhamos f(x) = c, onde c ε lR; esta função será chamada de função VARIAÇÃO DO SINAL DA FUNÇÃO LINEAR
constante. A variação do sinal da função linear y = ax + b é fornecida pelo sinal dos va-
lores que y adquire, quando atribuímos valores para x.
O gráfico da função constante é uma reta paralela ou coincidente com o
eixo dos x; podemos ter três casos: 1º CASO: a > 0
a) c > 0 b) c = o c) c < 0 Consideremos a função y = 2x - 4, onde a = 2 e b= -4.
Observando o gráfico podemos afirmar:

Observações:
Na função Constante, f (R) = { c } ; o conjunto imagem é unitário.
a) para x = 2 obtém-se y = 0
A função constante não é sobrejetora, não é injetora e não é bijetora; e, em b) para x > 2 obtém-se para y valores positivos, isto é, y > 0.
consequência disto, ela não admite inversa. c) para x < 2 obtém-se para y valores negativos, isto é, y < 0.

Exemplo: Resumindo:
Consideremos a função y = 3, na qual a = 0 e b = 3 ∀ x ε lR | x > 2 ⇒ y >0
Atribuindo valores para x ε lR determinamos y ε lR
∀ x ε lR | x < 2 ⇒ y <0
xε R y = 0X + 3 y ε lR {x, y}
-3 y = 0.(-3)+ 3 y=3 {-3, 3} ∀ x ε lR | x = 2 ⇒ y =0

Matemática 40 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Esquematizando:
Exemplo:
Dados os conjuntos A = { -1, 0, 2 } e B = { -3, -1, 0, 1, 5 } seja a função f : A
- B definida por f ( x ) = 2x + 1

f : A → B → lê-se: "função de A em B" função com domínio A e


contradomínio B".
f ( x ) = 2x + 1 → é a lei de correspondência e indica que a imagem de x é
obtida efetuando-se as operações 2x + 1.
2º CASO: a < 0
Consideremos a função y = - x + 6, onde a = -2 e b = 6. Assim:
f ( -1 ) = 2 ( -1 ) + 1 = -1 ( -1 é imagem de –1)
f(0 )=2 . 0 +1= 1 ( 1 é imagem de 0 )
f(2 )=2( 2) +1=5 ( 5 é imagem de 2 )

Domínio: A = {-1, 0, 2 }
Observando o gráfico podemos afirmar: Contradomínio: B = { -3, -1, 0, 1, 5 }
a) para x = 3 obtém-se y = 0 Conjunto imagem: lm = { -1,1,5 }
b) para x > 3 obtêm-se para y valores negativos, isto é, y < 0. 1 1
c) para x < 3 obtêm-se para y valores positivos, isto é, y > 0. Dados os conjuntos A = { 1, 2, 3, 4 } e B = { , , 1, 2 } e a relação de A
3 2
Resumindo: 1
em B definida por (x,y) ε lR ⇒ y= , determinar:
∀ x ε lR | x > 3 ⇒ y <0 x
a) a relação lR pelos elementos (pares ordenados)
∀ x ε lR | x < 3 ⇒ y >0
b) o domínio de lR
∃ x ε lR | x = 3 ⇒ y =0 c) a imagem de lR

Esquematizando: Solução

De um modo geral podemos utilizar a seguinte técnica para o estudo da


variação do sinal da função linear:

1 1
a) R = { ( 1, 1), (2, ), ( 3, )
2 3
b) D = { 1, 2, 3 }
1 1
y tem o mesmo sinal de a quando x assume valores maiores que a raiz. c) Im = { 1, , }
y tem sinal contrário ao de a quando x assume valores menores que a raiz. 2 3
Qual o domínio e imagem da relação R em
NOTACÕES A = { x ε Z | - 1 < x ≤ 10 } definida por
Nos exemplos anteriores, vimos que uma função pressupõe a existência de (X, Y) ε lR | y = 3x?
dois conjuntos A (chamado domínio), B (chamado contradomínio) e uma lei de
correspondência entre os seus elementos (geralmente uma expressão
Solução:
matemática) que associe a cada elemento de A um único elemento em B.
R = { ( 0, 0), ( 1, 3 ), ( 2, 6), ( 3, 9) }
D = { 0, 1, 2, 3 }
Quando aplicamos a lei a um elemento genérico x do domínio,
Im = { 0, 3, 6, 9}
encontramos, no contradomínio, um elemento correspondente chamado
imagem de x e denotado por f(x). O conjunto dessas imagens ê, assim, um
subconjunto do contradomínio e é chamado conjunto imagem.

x → representa um elemento genérico do domínio da função EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


f ( x ) → lê-se "efe de x", "imagem de x" ou "função de “x”. 01) Determine o domínio das funções definidas por:

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a) f ( x ) = x2 + 1 a) Determinação da raiz:
x +1 3 5
b) f(x)= y = -3x + 5 ⇒ -3x = - 5 ⇒ x =
x−4 3
x −1 5
c) f(x)= Portanto, y = 0 para x =
x−2 3

Solução: b) Determinação do sinal de y:


a) Para todo X real as operações indicadas na fórmula são possíveis 5
se x > , então y < 0 (mesmo sinal de a)
e geram como resultado um número real dai: D ( f ) = Lr 3
b) Para que as operações indicadas na fórmula sejam possíveis, de-
ve-se ter: x - 4 ≠ 0, isto é, x ≠ 4.= D ( f ) = { x ε lR | x ≠ 4}
c) Devemos ter:
5
se x < , então y > 0 (sinal contrário de a)
x –1 ≥ 0 e x – 2 ≠ 0 3
e daí: D ( f ) = { x ε lR | x ≥ 1 e x ≠ 2 }

02) Verificar quais dos gráficos abaixo representam funções:

05) Dentre os diagramas seguintes, assinale os que representam função


e dê D ( f ) e Im( f )

Resposta:
Somente o gráfico 3 não é função, porque existe x com mais de uma
imagem y, ou seja, traçando-se uma reta paralela ao eixo y, ela pode Interceptar
a curva em mais de um ponto. Ou seja:
Os pontos P e Q têm a mesma abscissa, o que não satisfaz a definição de
função.

3) Estudar o sinal da função y = 2x – 6


Solução a = +2 (sinal de a)
b=-6

a) Determinação da raiz:
y = 2x - 6 - 0 ⇒ 2x = 6 ⇒ x = 3
Portanto, y = 0 para x = 3.

b) Determinação do sinal de y: Respostas:


Se x > 3 , então y > 0 (mesmo sinal de a) 1) {a.b,c,d} e {e,f }
Se x < 3 , então y < 0 (sinal contrário de a) 3) {1, 2, 3} e { 4, 5, 6 }
4) {1, 2, 3 } e { 3, 4, 5}
6) {5, 6, 7, 8, 9} e {3}
7) { 2 } e { 3 }

06) Construa o gráfico das funções:


1
a) f(x) = 3x b) g ( x ) = - x
2
04) Estudar o sinal da fundão y = -3x + 5 2 5
c) h ( x ) = 5x + 2 d) i ( x ) = x+
Solução: 3 2
a = -3 (sinal de a) b=+5
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e) y = -x 8) x > -5 ⇒ y < 0; x = -5 ⇒ y = 0; x < -5 ⇒ y > 0
9) x > -5 ⇒ y > 0; x = -5 ⇒ y = 0; x < -5 ⇒ y < 0

FUNÇÃO QUADRÁTICA

EQUACÃO DO SEGUNDO GRAU


Toda equação que pode ser reduzida à equação do tipo: ax2 + bx + c = 0
onde a, b e c são números reais e a ≠ 0, é uma equação do 2º grau em x.
Exemplos:
São equações do 2º grau:
a) x2 – 7x + 10 = 0 ( a = 1, b = -7, c = 10)
a) 3x2 +5 x + 2 = 0 ( a = 3, b = 5, c = 2)
a) x2 – 3x + 1 = 0 ( a = 1, b = -3, c = 1)
a) x2 – 2x = 0 ( a = 1, b = -2, c = 0)
a) - x2 + 3 = 0 ( a = -1, b = 0, c = 3)
a) x2 = 0 ( a = 1, b = 0, c = 0)
Solução:
07) Uma função f, definida por f ( x ) = 2x - 1, tem domínio D = { x ε lR | - Resolução:
1 ≤ x ≤ 2} Determine o conjunto-imagem Calculamos as raízes ou soluções de uma equação do 2º grau usando a
−b± ∆
Solução: fórmula: x =
Desenhamos o gráfico de f e o projetamos sobre o eixo 0x 2a
onde ∆ = b2 - 4a c
x y
O segmento AB é o gráfico de f; sua projeção
-1 -4 sobre o eixo 0y nos dá: Chamamos ∆ de discriminante da equação ax2 + bx + c = 0
2 5 I ( f ) = [-4 ; 5 ]
Podemos indicar as raízes por x1 e x2, assim:
−b + ∆ −b − ∆
x1 = e x2 =
2a 2a
A existência de raízes de uma equação do 2º grau depende do sinal do seu
discriminante. Vale dizer que:
∆ >0 → existem duas raízes reais e distintas (x1 ≠ x2)
∆ < 0 → existem duas raízes reais e iguais (x1 =x2)
∆ = 0 → não existem raízes reais

Exercícios:
1) Dada a função y = x2 - 4x + 3, determine:
a) as raízes ou zeros da função
b) as coordenadas do vértice
c) o seu gráfico
08) classifique as seguintes funções lineares em crescentes ou d) o seu domínio e imagem
decrescentes:
a) y = f ( x ) = - 2x – 1 SOLUÇAO
b) y = g ( x ) = - 3 + x y = x2 - 4x + 3 a = 1, b = -4, c = 3
1 y=0 → x2 -4x + 3 = 0
c) y=h(x)= x-5 ∆ = b - 4ac →
2 ∆ = (-4) - 4 . 1 . 3 = 4
2
2
d) y=t(x)=- x a) Raízes:
Respostas: −b± ∆ - ( - 4) ± 4
x= ⇒x= ⇒
a) decrescente b) crescente 2a 2( 1)
c) crescente d) decrescente
4+2
x1 = =3
09) Fazer o estudo da variação do sinal das funções: 2
1) y = 3x + 6 6) y = 5x - 25 ⇒
4−2
2) y = 2x + 8 7) y = -9x -12 x2 = =1
3) y = -4x + 8 8) y = -3x -15 2
4) y = -2x + 6 9) y = 2x + 10
5) y = 4x - 8 b) Vértice V(xV, yV):
−b −( −4) 4
Respostas: xV = = = =2
1) x > -2 ⇒ y > 0; x = -2 ⇒ y = 0; x < -2 ⇒ y < 0
2a 2 (1 ) 2
2) x > -4 ⇒ y > 0; x = -4 ⇒ y = 0; x < -4 ⇒ y < 0 ∆ −4
yV = = = −1
3) x > 2 ⇒ y < 0; x = 2 ⇒ y = o; x < 2 ⇒ y < 0 4a 4 (1 )
4) x > 3 ⇒ y < 0; x = 3 ⇒ y = 0; x < 3 ⇒ y < 0 c) gráfico
5) x > 2 ⇒ y < 0; x = 2 ⇒ y = o; x < 2 ⇒ y < 0
6) x > 5 ⇒ y < 0; x = 5 ⇒ y = 0; x < 5 ⇒ y < 0
4 4 4
7) x > - ⇒ y < 0; x = - ⇒ y = 0; x <- ⇒ y > 0
3 3 3

Matemática 43 A Opção Certa Para a Sua Realização


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x y = - x2 + 4x ponto
-1 y = - ( -1 )2 + 4 ( -1 ) = -5 (-1, -5)
0 y = - 02 + 4 . 0 = 0 ( 0, 0)
1 y = -12 + 4 .1 = 3 ( 1, 3)
2 y = - 22 + 4 . 2 = 4 ( 2, 4)
3 y = - 32 + 4 . 3 = 3 ( 3, 3)
4 y = - 42 + 4 . 4 = 0 ( 4, 0)
5 y = - 52 + 4 . 5 = -5 ( 5, -5)
d) D=R
Im = { y ε lR | y ≥ - 1 } Gráfico:

2) Determine o conjunto verdade da equação


x2 - 7x + 10 = 0, em R
temos: a = 1, b = -7 e c = 10
∆ = (-7)2 – 4 . 1 . 10 = 9
−(-7)± 9 7±3 x1 = 5
x= = ⇒
2 ⋅1 2 x2 = 2
As raízes são 2 e 5.
V = { 2, 5 }

3) Determine x real, tal que 3x2 - 2x + 6 = 0


temos: a = 3, b = -2 e c = 6
∆ = (-2 )2 - 4 . 3 . 6 = -68
∆ = - 68 e - 68 ∉ lR
não existem raízes reais V = { φ } VÉRTICE E CONCAVIDADE
O ponto V indicado nos gráficos seguintes é denominado vértice da
FUNÇÃO QUADRÁTICA parábola. Em ( I ) temos uma parábola de concavidade voltada para cima
Toda lei de formação que pode ser reduzida à forma: (côncava para cima), enquanto que em (II) temos uma parábola de concavidade
f ( x ) = ax2 + bx + c ou y = ax2 + bx + c voltada para baixo (côncava para baixo)

Onde a, b e c são números reais e a ≠ 0, define uma função quadrática I) gráfico de f(x) = x2 - 4x + 3
ou função do 2º grau para todo x real.

GRÁFICO
Façamos o gráfico de f : R → R por f ( x ) = x2 - 4x + 3
A tabela nos mostra alguns pontos do gráfico, que é uma curva aberta
denominada parábola. Basta marcar estes pontos e traçar a curva.

x y = x2 - 4x + 3 ponto
-1 y = ( -1 )2 - 4 ( -1 ) + 3 = 8 (-1, 8)
0 y = 02 - 4 . 0 + 3 = 3 ( 0, 3)
1 y = 12 - 4 . 1 + 3 = 0 ( 1, 0)
2 y = 22 - 4 . 2 + 3 = -1 ( 2,-1)
3 y = 32 - 4 . 3 + 3 = 0 ( 3, 0) Parábola côncava para cima
4 y = 42 - 4 . 4 + 3 = 3 ( 4, 3)
5 y = 52 - 4 . 5 + 3 = 8 ( 5, 8) II) gráfico de f(x) = - x2 + 4x

De maneira geral, o gráfico de uma função quadrática é uma parábola.


Gráfico:

parábola côncava para baixo

Note que a parábola côncava para cima é o gráfico de f(x) = x2 - 4x + 3 onde


temos a = 1 (portanto a > 0) enquanto que a côncava para baixo é o gráfico de
f(x) = - x2 + 4x onde temos a = -1 (portanto a > 0).
Eis o gráfico da função f(x) = -x2 + 4x De maneira geral, quando a > 0 o gráfico da função f(x) = ax2 + bx + c é

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uma parábola côncava para cima. quadráticas:
a) y = x2 - 6x + 5 b) y = -x2 - 8x +16
Quando a < 0 a parábola para baixo: c) y = 2x2 + 6x d ) y = -2x2 + 4x - 8
e) y = -x2 + 6x – 9 f) y = x2 - 16
COORDENADA DO VÉRTICE
Observe os seguintes esboços de gráficos de funções do 2º grau: Respostas:
a) V = {3, -4} b) V = {-4, 32}
c) V = {-3/2, -9/2} d) V = { 1, –6}
e) V = { 3, 0} f) V = {0, -16}

RAÍZES OU ZEROS DA FUNÇAO DO 2º GRAU


Os valores de x que anulam a função y = ax2 + bx + c são denominados
zeros da função.

Na função y = x2 - 2x - 3, o número:
• número -1 é zero da função, pois para x = -1, temos y = 0.
• o número 3 é também zero da função, pois para x = 3, temos y = 0.

Para determinar os zeros da função y = ax2 + bx + c devemos resolver a


equação ax2 + bx + c = 0.
Note que a abscissa do vértice é obtida pela semi-soma dos zeros da Exemplos:
função. No esboço ( a ) temos: Determinar os zeros da função
x1 + x 2 2 + 4 6 y = x2 - 2x - 3
xv = = = =3
2 2 2
Solução:
No esboço (b) temos: x2 - 2x - 3 = 0
x1 + x 2 −1 + 3 2 ∆ = b2 – 4ac
xv = = = =1 ∆ = ( - 2)2 – 4 ( 1 ) ( -3)
2 2 2
∆ = 4 + 12 = 16 ⇒ ∆ =4
Como a soma das raízes de uma equação do 2º grau é obtida pela fórmula
−b 6
S= , podemos concluir que: =3
a − ( −2) ± 4 2 ± 4 3
x= = ⇒
−b 2(1) 2 −2
= −1
x1 + x 2 S −b 2
xv = = = a =
2 2 2 2a
ou seja, a abscissa do vértice da parábola é obtida pela fórmula: Portanto: - 1 e 3 são os zeros da função:
−b y = x2 - 2x - 3
xv =
2a Como no plano cartesiana os zeros da função são as abscissas dos pontos
de interseccão da parábola com o eixo x, podemos fazer o seguinte esboço do
Exemplos de determinação de coordenadas do vértice da parábola das gráfico da função y = x2 - 2x - 3.
funções quadráticas:
a) y = x2 - 8x + 15 Lembre-se que, como a > 0, a parábola tem a concavidade voltada para
Solução: cima.
−b −( −8 ) 8
xv = = = =4
2a 2(1) 2
y v = (4)2 - 8(4) + 15 = 16 - 32 + 15 = - 1

Portanto: V = (4, -1) Vamos determinar os zeros e esboçar o gráfico das funções:
b) y = 2x2 – 3x +2 a) y = x2 - 4x + 3

Solução: Solução:
−b −( − 3 ) 3 x2 - 4x + 3 = 0
xv = = = = ∆ = b2 - 4ac
2a 2 (2 ) 4
∆ = (-4)2 - 4( 1 ) ( 3 )
2
3 3 ∆ = 16 – 12 = 4 ⇒ ∆ =2
y v = 2  − 3  + 2 =
4 4
 9  9 18 9 18 − 36 + 32 −b± ∆
= 2  − + 2 = − +2= = x=
 16  4 16 4 16 2a
6
=
14 7
= =3
− ( −4 ) ± 2 4 ± 2 2
16 8 x= = ⇒
2 ( 1) 2 2
3 7
Portanto: V = ( , )
=1
4 8 2
EXERCICIOS Como a = 1 > 0, a concavidade está voltada para cima.
Determine as coordenadas do vértice da parábola definida pelas funções
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Para construir uma parábola começamos fazendo uma tabela de pontos da
curva. O vértice é um ponto importante e por isso é conveniente que ele esteja
na tabela.
Eis como procedemos:
b) y = -2x2 + 5x - 2 −b
a) determinemos xv, aplicando a fórmula xV =
Solução: 2a
∆ = b2 - 4ac b) atribuímos a x o valor xv e mais alguns valores, menores e maiores
∆ = ( 5 )2 - 4( -2 ) ( -2 ) que xv .
c) Calculamos os valores de y
∆ = 25 – 16 = 9 ⇒ ∆ =3 d) marcamos os pontos no gráfico
−b± ∆ e) traçamos a curva
x=
2a Exemplo:
8 Construir o gráfico de f(x) = x2 - 2x + 2
=2
− (5 ) ± 3 5 ± 3 4
x= = ⇒ Solução: temos: a = 1, b = -2 e c = 2
2( −2) 4 2 1
= −b −( −2)
4 2 xv = = =1
2a 2 ⋅ 1
Como a = -2 < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo. Fazemos a tabela dando a x os valores -1, 0, 2 e 3.

x y = x2 – 2x + 2 ponto
-1 y = ( -1 )2 – 2( -1) + 2 = 5 ( -1, 5)
0 y = 02 – 2 . 0 + 2 = 2 ( 0, 2)
c) y = 4x2 - 4x + 1 1 y = 12 – 2 . 1 + 2 = 1 ( 1, 1)
Solução: 2 y = 22 – 2 . 2 + 2 = 2 ( 2, 2)
4x2 - 4x +1= 0 3 y = 32 – 2 . 3 + 2 = 5 ( 3, 5)
∆ = b2 - 4ac
∆ = ( -4 )2 - 4( 4 ) ( 1 ) Gráfico:
∆ = 16 – 16 = 0
−b -(-4) 4 1
x= ⇒ x= = =
2a 2(4) 8 2

Como a = 4 > 0, a parábola tem a concavidade voltada para cima.

d) y = -3x2 + 2x - 1
Solução:
-3x2 + 2x - 1= 0 ESTUDO DO SINAL DA FUNÇÃO DO 2º GRAU
∆ = b2 - 4ac Estudar o sinal de uma função quadrática é determinar os valores de x que
∆ = ( 2 )2 - 4( -3 ) ( -1 ) tornam a função positiva, negativa ou nula.
∆ = 4 – 12 = - 8
Já sabemos determinar os zeros (as raízes) de uma função quadrática, isto
A função não tem raízes reais. é, os valores de x que anulam a função, e esboçar o gráfico de uma função
quadrática.
Como a = -3 < 0, a parábola tem a Concavidade voltada para baixo.
Sinais da função f ( x ) = ax2 + bx + c

Vamos agora esboçar o gráfico de


f ( x ) = x2 - 4x + 3

As raízes de f, que são 1 e 3, são as abscissas dos pontos onde a parábola


Em resumo, eis alguns gráficos de função quadrático: corta o eixo x.

Vamos percorrer o eixo dos x da esquerda para a direita.

CONSTRUÇÃO DO GRÁFICO Antes de chegar em x = 1, todos os pontos da parábola estão acima do

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eixo x, tendo ordenada y positiva. Isto significa que para todos os valores de x x < -3 ⇒ f(x)<o
menores que 1 temos f ( x ) > 0. x = -3 ⇒ f(x)=0
-3 < x < 0 ⇒ f(x)>0
Para x = 1 temos f ( x ) = 0 (1 é uma das raízes de f ) x=0 ⇒ f(x)=0
x>0 ⇒ f(x)<0
Depois de x = 1 e antes de x = 3, os pontos da parábola estão abaixo do
1) f ( x ) = 2x2 –8x +8
eixo x, tendo ordenada y negativa. Isto significa que para os valores de x
compreendidos entre 1 e 3 temos f ( x ) < 0.
Solução:
Raízes:
8 ± 64 − 4 ⋅ 2 ⋅ 8
2x2 - 8x + 8 = 0 ⇒ x =
4
8± 0
= =2
4

A parábola tangência o eixo x no ponto de abscissa 2.


Para x = 3 temos f ( x ) = 0 (3 é raiz de f ).
concavidade: a = 2 ⇒ a > 0 ⇒ para cima
Depois de x = 3, todos os pontos da parábola estão acima do eixo x, tendo
ordenada y positiva. Isto significa que para todos os valores de x maiores do que Esquema gráfico
3 temos f(x) > 0.

Conclusões:
x< 2 ⇒ f(x)>0
Este estudo de sinais pode ser sintetizado num esquema gráfico como o da
figura abaixo, onde representamos apenas o eixo x e a parábola.
x= 2 ⇒ f(x)=0
x> 2 ⇒ f(x)>0

2) f ( x ) = x2 + 7x +13
Solução:
Raízes:
Marcamos no esquema as raízes 1 e 3, e os sinais da função em cada tre- − 7 ± 49 − 4 ⋅ 1 ⋅ 13 − 7 ± − 3
x= = ∉ lR
cho. Estes são os sinais das ordenadas y dos pontos da curva (deixamos o eixo 2 2
y fora da jogada mas devemos ter em mente que os pontos que estão acima do
eixo x têm ordenada y positiva e os que estão abaixo do eixo x têm ordenada Esquema gráfico
negativa).

Fica claro que percorrendo o eixo x da esquerda para a direita tiramos as


seguintes conclusões:
x<1 ⇒ f(x)>0
X=1 ⇒ f(x)=0
1<x<3 ⇒ f(x)<0
Conclusão: ∀ x ε lR, f ( x ) > 0
x=3 ⇒ f(x)=0
x >3 ⇒ f(x)>0
3) f ( x ) = x2 –6x + 8
De maneira geral, para dar os sinais da função polinomial do 2º grau f ( x ) =
Solução:
ax2 + bx + c cumprimos as seguintes etapas:
Raízes: ∆ = ( - 6)2 – 4 . 1 . 8
a) calculamos as raízes reais de f (se existirem)
b) verificamos qual é a concavidade da parábola ∆ = 36 –32 = 4 ⇒ ∆ =2
c) esquematizamos o gráfico com o eixo x e a parábola 6+2 8
d) escrevemos as conclusões tiradas do esquema = =4
6±2 2 2
Exemplos: x= ⇒
Vamos estudar os sinais de algumas funções quadráticas: 2 6−2 4
1) f ( x ) = -x2 - 3x = =2
2 2
Solução:
Raízes: - x2 - 3x = 0 ⇒ - x ( x + 3) = 0 ⇒ x1 = 2 e x2 = 4
Esboço gráfico:
( - x = 0 ou x + 3 = 0 ) ⇒ x = 0 ou x = - 3
concavidade: a = - 1 ⇒ a < 0 para baixo

Esquema gráfico

Estudo do sinal:
para x < 2 ou x > 4 ⇒ y>0
para x = 2 ou x = 4 ⇒ y=0
para 2 < x < 4 ⇒ y<0
Conclusões: 5) f ( x ) = -2x2 + 5x - 2

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Solução: 9) Determine os valores de m, reais, para que a função
Zeros da função: ∆ = ( 5 )2 – 4 . ( -2) .( -2) f ( x ) = (m2 - 4)x2 + 2x
seja uma função quadrática.
∆ = 25 – 16 = 9 ⇒ ∆ =3
Solução:
-5+3 −2 1 A função é quadrática ⇔ a ≠ 0
= =
−5±3 -4 −4 2 Assim: m2 - 4 ≠ 0 ⇒ m2 ≠ 4 ⇒ m ≠ ± 2
x= ⇒
2( −2) -5-3 −8 Temos: m ε lR, com m ≠ ± 2
= =2
-4 −4
1 10) Determine m de modo que a parábola
x1 = e x2 = 2 y = ( 2m – 5 ) x2 - x
2 tenha concavidade voltada para cima.

Esboço do gráfico: Solução:


Condição: concavidade para cima ⇔ a > 0
5
2m - 5 > 0 ⇒ m>
2
Estudo do sinal
1 11) Determinar m para que o gráfico da função quadrática y = (m- 3)x2 +
Para x < ou x > 2 ⇒ y < 0 5x - 2 tenha concavidade volta para cima.
2 solução:
1 condição: a > 0 ⇒ m – 3 > 0 ⇒ m > 3
Para x = ou x = 2 ⇒ y < 0
2
1 12) Para que valores de m função f ( x ) = x2 – 3 x + m – 2 admite duas
Para < x <2 ⇒ y>0 raízes reais iguais?
2 solução:
condição: ∆ > 0
6) f ( x ) = x2 - 10x + 25
∆ = ( -3)2 – 4 ( 1 ) ( m – 2) = 9 – 4m +8 ⇒
Solução: ∆ = ( -10 )2 – 4 . 1 . 25
∆ = 100 – 100 = 0 −17 17
⇒ -4 m + 17 = 0 ⇒ m = ⇒ m=
−( −10 ) 10 −4 4
x= = =5
2(1 ) 2
13) Para que valores de x a função f(x) = x2 -5x + 6 assume valores que
Esboço gráfico: acarretam f(x) > 0 e f(x) < 0?
Solução:
f ( x ) = x2 - 5x + 6
f ( x ) = 0 ⇒ x2 - 5x + 6 = 0 ⇒ x1 = 2 e x2 = 3
Estudo do sinal:
para x ≠ 5 ⇒ y>0 Portanto:
para x = 5 ⇒ y=0 f(x)>0 para [ x ε R [ x < 2 ou x > 3 ]
Observe que não existe valor que torne a função negativa. f(x)<0 para [ x ε R [ 2 < x < 3 ]

7) f ( x ) = - x2 –6x - 9 EXERCÍCIOS
Solução: 01) Determine as raízes, o vértice, D( f ) e Im( f ) das seguintes funções:
Zeros da função: ∆ = (-6)2 - 4(-1)(-9 ) 1) y = x2 + x +1
∆ = 36 - 36 = 0 2) y = x2 - 9
−( −6) 6 3) y = - x2 + 4x - 4
x= = = −3 4) y = - x2 - 8x
2( −1 ) − 2
Esboço gráfico: Respostas:
3
1) não tem; (-1/2, 2/4); R; { y ε lR | y ≥ }
4
2) 3, -3; (0, 0); lR; { y ε lR | y ≥ 0}
Estudo do sinal: 3) 2; (2,0); lR; { y ε R | y ≤ 0 }
para x ≠ -3 ⇒ y < 0 para x = -3 ⇒ y = 0 4) 0, -8; (-4, 16); lR; { y ε lR | y ≤ 16 }
Observe que não existe valor de x que torne à função positiva.
02) Determine os zeros (se existirem) das funções quadráticas e faça um
8) f ( x ) = x2 - 3x + 3 esboço do gráfico de cada uma:
Solução: a) y = x2 - 6x + 8 b) y = -x2 + 4x - 3
Zeros da função ∆ = (-3)2 – 4 . 1 . 3 2
c ) y = -x + 4x d) y = x2 – 6x + q
∆ = 9 –12 = -3 e) y = -9x2 + 12x – 4 f) y = 2x2 - 2x +1
g) y = x2 + 2x – 3 h) y = 3x2 + 6x
A função não tem zeros reais i) y = x2
Esboço do gráfico: Respostas:
a) 2 e 4 b) 1 e 3
c) 4 d) 3
e) 2/3 f) φ
g) –3 e 1 h) – 2 e 0
Estudo do sinal: ∀ x ε lR ⇒ y > 0 i) 0
03) Determine os valores reais de m, para os quais:

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1) x2 - 6x - m - 4 = 0 admita duas raízes reais diferentes 01) Dizer se as funções seguintes são pares, ímpares ou nenhuma das
2) mx2 - (2m - 2)x + m - 3 = 0 admita duas raízes reais e iguais duas.
3) x2 - (m + 4)x + 4m + 1 = 0 não admita raízes reais a) f(x) = x b) f(x) = x2 c) f(x) = x3 d) f(x) = | x | e) f(x) = x +1
4) x2 - 2mx - 3m + 4 = 0 admita duas raízes reais diferentes.
Respostas
Respostas: a) f(-x) = -x = -f(x); é função ímpar
1) { m ε lR | m > 13 } 3){ m ε lR | 2 < m < 6 } b) f(-x) = (-x)2 = x2 = f(x); é função par
2) {m ε lR | m = - 1 } 4) { m ε lR | - 4 < m < 1 }
c) f(-x) = (-x)3 = -x3 = -f ( x ); é função ímpar
d) f(-x) = | -x | = | x | = f ( x ); é função par
e) f(-x) = -x + 1
04) Dada a função y = x2 - x - 6, determine os valores de x para que se ≠ x+1=f(x)
tenha y > 0. ≠ - ( x + 1)= - f ( x )
Resposta : S = { x ε lR | x < - 2 ou x > 3 } não é função par nem função ímpar
05) Dada a função y = x2 - 8x + 12, determine os valores de x para que se
tenha y < 0. 02) Dizer se as funções seguintes, dados seus gráficos cartesianos são
Resposta : S = { x ε lR | 2 < x < 6 }
pares, ímpares ou nenhuma das duas.

FUNÇAO PAR
Dizemos que uma função de D em A é uma função pôr se e somente
se: f ( x ) = f (- x ), ∀ x , x ε D
isto é, a valores simétricos da variável x correspondem a mesma imagem
pela função.
Exemplo:
f ( x ) = x2 é uma função par, pois temos, por exemplo:
f ( - 2) = ( - 2)2 = 4
f ( - 2) = f ( 2 ) Resposta
f ( 2 ) = 22 = 4 a) é uma função par, pois seu gráfico é simétrico em relação ao eixo dos x.
Observe o seu gráfico: b) é uma função ímpar, pois seu gráfico é simétrico em relação ao ponto
origem,
c) é uma função par, pois seu gráfico é simétrico em relação ao eixo dos y.
d) Não é nem função par nem função impar, pois seu gráfico não é simétrico
nem em relação ao eixo dos y nem em relação ao ponto origem.

FUNÇÃO MODULO
Chamamos de função modular a toda função do tipo y = | x | definida por:
x, se x ≥ 0
f (x)=
- x, se x < 0, pra todo x real
Representação gráfica:

Vale observar que: 0 gráfico de uma função par é simétrico em relação ao


eixo dos y.

FUNÇÃO ÍMPAR
Dizemos que uma função D em A é uma função impor se e somente se
f ( - x ) = -f ( x ), ∀ x , x ε D isto é, a valores simétricos da variável x
correspondem imagens simétricas pela função.
Exemplo:
f ( x ) = 2x é uma função ímpar, pois temos, por exemplo:
f ( - 1) = 2( - 1) = - 2 D(f)=R
f ( - 1) = − f ( 1 )
f ( 1) = 2 ⋅ 1 = 2 Im ( f ) = R+
Exemplos:
a) y = | x | + 1
Observe o seu gráfico:
 x + 1, se x ≥ 0
y=
- x + 1, se x < 0

O gráfico de uma função impar é simétrico em relação à origem do sistema


cartesiano. D(f)=R Im ( f ) = { y ε lR | y ≥ 1}
EXERCÍCIOS Calcular | x – 5 | = 3

Matemática 49 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Solução: Consideremos a seguinte função:
| x - 5 | = 3 ⇔ x - 5 = 3 ou x - 5 = -3 Um terreno foi dividido em 20 lotes, todos de forma quadrada e de mesma
área. Nestas condições, vamos mostrar que a área do terreno é uma função da
Resolvendo as equações obtidas, temos: medida do lado de cada lote, representando uma composição de funções.
x - 5 = -3 x - 5= 3
x=8 x=2 Para isto, indicaremos por:
S = {2, 8} x = medida do lado de cada lote
y = área de cada terreno
Resolver a equação | x | 2 + 2 | x | -15 = 0 z = área da terreno
Solução:
Fazemos | x | = y, com y ≥ 0, e teremos 1) Área de cada lote = (medida do lado)2
y2 + 2y – 15 = 0 ∆ = 64 ⇒ y = x2
y’ = 3 ou y " = - 5 (esse valor não convêm pois y ≥ 0) Então, a área de cada lote é uma função da medida do lado, ou seja, y = f (
Como | x | = y e y = 3, temos x ) = x2
| x | = 3 ⇔ x =3 ou x = -3
S = {-3, 3} 2) Área do terreno = 20. (área de cada lote)
⇒ z = 20y
Resolver a equação | x2 - x – 1| = 1 Então, a área do terreno é uma função da área de cada lote, ou seja: z = g(y)
Solução: = 20y
| x2 - x – 1| = 1 x2 - x – 1 = 1 ou
x2 - x – 1 = - 1 3) Comparando (1) e (2), temos:
x2 - x – 1 = 1 x2 - x – 1 = - 1 Área do terreno = 20 . (medida do lado)2, ou seja: z = 20x2 pois y = x2 e z =
x2 - x – 2 = 0 x2 - x = 0 20y
∆ =9 x ( x – 1) = 0 então, a área do terreno é uma função da medida de cada lote, ou seja, z =
x’ = 2 ou x ” = -1 x’ = 0 ou x “ = 1 h ( x ) = 20x2
S = {-1, 0, 1, 2 }

Resolver a equação | x |2 - 2 | x | - 3 = 0
Solução:
Fazendo | x | = y, obtemos
y2 - 2y - 3 = 0 ⇒ y = -1 ou y = 3 A função h, assim obtida, denomina-se função composta de g com f.
Como y = | x |, vem: Observe agora:
| x | = 3 ⇒ x = -3 ou x = 3 y=f(x) z =h(x )
⇒ z = g[ f ( x ) ] ⇒ h ( x ) = g [h ( x ) ]
| x | = -1 não tem solução pois | x | ≥ 0 z = g( y ) z = g [f(x) ]
Assim, o conjunto-solução da equação é
S = {-3, 3} A função h ( x ), composta de g com f, pode ser indicada por:
g [ f ( x ) ] ou (g o f ) ( x )
EXERCÍCIOS
Represente graficamente as seguintes funções modulares e dê D ( f ) e lm (
f):
1) y = | x | + 2 4) y = -| x – 3 |
2) y = | x | - 1 5) y = -| x + 1 |
3) y = | x + 2| 6) y = | x – 1 | - 1
EXERCICIOS
x3
01) Sendo f ( x ) = 2x e g (x ) = funções reais, calcule g [ f ( -2) ].
2

Temos :
f ( x ) = 2x ⇒ f ( -2) = 2 ( -2) = ⇒ f ( -2)= -4
x3
g(x)= e g [ f ( -2) ] = g ( -4 ) =
2
( −4)3
g [ f ( -2) ] = = -32 ⇒ g [ f ( -2) ] = -32
2

x3
02) Sendo f ( x ) = 2x e g ( x ) = funções reais, calcule f [ g ( -2 ) ].
2

Temos :

g(x)=
x3
⇒ g ( -2 ) =
(− 2)3 ⇒ g ( -2) = -4
2 2
f ( x ) = 2x e f [ g (-2)] = f (-4)
f [ g(-2)] = 2 . (-4) = 8 ⇒ f [ g (-2)] = – 8

03) Sendo f(x) = 2x - 1 e g ( x ) = x + 2 funções reais, calcule:


a) ( g o f ) ou g [ f ( x ) ]
b) ( f o g ) ( x )
FUNÇÃO COMPOSTA

Matemática 50 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Para obter g[ f ( x ) ] substituímos x de g( x ) por (2x – 1) que é a expressão a) O domínio é D = lR.


de f ( x ). b) O conjunto imagem é
g ( x ) = x + 2 ⇒ g [ f ( x )] = (2x – 1) + 2 ⇒ lm = {y ∈ lR | - 1 ≤ y ≤ 1}
⇒ g [ f ( x ) ] = 2x + 1 c) O nome da curva é senóide.
d) O período é 2 π rd.
f(x) 2x - 1
Exercícios
Para obter f [ g ( x ) ] substituímos o x de f ( x ) por ( x + 1 ) que é a
1. Calcular:
expressão de g ( x ).
a) sen 90° b) sen π c) sen 270°
f ( x ) = 2x - 2 ⇒ f [ g ( x )] = 2 (x + 2) -1 ⇒
d) sen 2 π e) sen 0°
⇒ f [ g ( x ) ] = 2x + 3
2. Encontre o sinal de:
g(x) x+2
a) sen 130° b) sen 300° c) sen 240°
d) sen 72° e) sen 350°
04) Dados f ( x ) = 2x - 1 e f [ g ( x ) ] = 6x + 11, calcular g ( x ).
3. Qual é o Sinal de:
Solução
Neste caso, vamos substituir x por g ( x ) na função f (x)e teremos 2 [ g ( x ) ] 2π 3π π
a) sen b) sen c) sen
- 1 = 6x + 11. 3 4 3
5π 3π
2 g ( x ) - 1 = 6x + 11 ⇒ 2 g ( x ) = 6x + 12 d) sen e) sen
4 5
6x + 12
g ( x) = ⇒ g ( x ) = 3x + 6
2 4. Encontre o Sinal de:
a) sen670° b) sen787° c) sen 1125°
05) Considere as funções: d) sen 1275° e) sen972°
f de lR em lR, cuja lei é f ( x ) = x + 1
g de lR em lR, cuja lei é x2 5. Calcule: sen 90° + 3 sen 270° - 2 sen 180°.

a) calcular (f o g) ( x ) d) calcular (f o f ) ( x ) CO-SENO


b) calcular (g o f) ( x ) e) calcular (g o g ) ( x ) A função co-seno é definida pela abscissa do ponto M no ciclo trigono-
e) dizer se (f o g) ( x ) = (g o f ) ( x ) métrico. No caso, a abscissa de M é OM".

Respostas: cos x = OM"


a) ( f o g) ( x ) = x2 + 1
b) (g o f) ( x) = x2 +2x +1
c) Observando os resultados dos itens anteriores, constatamos que,
para x ≠ 0, (f o q) ( x) ≠ ( g o f ) ( x )
d) ( f o f )(x) = x + 2
e) ( g o g)( x ) = x4

FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
Veja o gráfico da função y = cos x:
SENO
A função seno é definida pela ordenada do ponto M no ciclo trigonomé-
trico. No caso, a ordenada de M é OM'.

sen x = OM'

Conclusões:
a) O domínio é D = lR.
b) O conjunto imagem é
lm = {y ∈ lR | - 1 ≤ y ≤ 1}
c) O nome da curva é
co-senóide.
d) O período é 2 π rd.
Veja o gráfico de y = sen x:
Exercícios:
1. Calcule o valor de:
π
a) cos 0º b) cos c) cos π d) cos 270º e) cos 2 π
2

2. Encontre o Sinal de:


π
a) cos 150º b) cos 216º c) cos 315º d) cos e) cos 682º
3
Conclusões: 3. Qual é o sinal de y = sen 194°. cos 76°. cos 200°

Matemática 51 A Opção Certa Para a Sua Realização


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4. Dada a função f(x) = cos 3x + sen x - 3 cos x, calcule f(90)°.
π 
5. Calcule f   para f (x) = sen 2x − 4 cos x + sen x
2 3 + cos 2x
6. Para que valores reais de m, existe cos x = m − 1 ?
2
Respostas: 5. Qual é o sinal de
4) 1 5) ½ 6) –1 ≤ m ≤ 3 m = (sen 213°) . (cos 107°) . (tg 300°)?

TANGENTE 6. Qual é o sinal de


a = (cos 350°) . (tg 110°) . (tg 215°)?
A função tangente é definida pelo segmento orientado AT .
tg x = AT 7. Dada f(x) = sen 2x + 3 cos x + tg x, calcule f( π ).

sen x 8. Se f(x) = cos 2x - sen x - tg x, encontre f(180°).


Podemos mostrar que: tg x =
cos x 9. se f(x) = (sen x) . (cos x) . (tg x) e x um arco do 2º quadrante, qual
é o sinal de f(x)?

10. Calcule: sen 90° + 4 . cos 0° + 3 . tg 180°.

11. Encontre o sinal das expressões, calculando inicialmente a menor


determinação de cada arco.
a = (sen 462°) . (cos 613°) . (tg 815°)
b = (sen 715°) . (cos .1125°) . (tg 507°)
Veja o gráfico da função y = tg x : c = (cos 930°) . (sen (-580°) . (tg 449°)

12. Qual é o valor de:


sen 540° + cos 900° + 3. tg 720° - 2 sen 450°

13. Calcular o valor numérico de :



sen + 3 ⋅ cos 5π − tg7π + 10
2
9π 8π
14. Determine o sinal de: (sen ). (tg ).
4 3
15. Se x é um arco do 2º quadrante, encontre o sinal de
(cos x + tg x ) .
a) O domínio é D = sen x
 π  Respostas:
x ∈ lR | x ≠ + kπ  6) - 7) - 8) –3 9) 1 10) +
 2 
11) 5 12) a) + b) + c) -
b) O conjunto imagem é lm = lR 13) –3 14) 8 15) - 16) -
c) O nome da curva é tangentóide.
d) O período é igual a π ou 180º. CO-TANGENTE
Exercícios: A função co-tangente é definida pelo segmento orientado BD .
1) Qual é o sinal de: Podemos mostrar que:
a) tg 132° b) tg 245° c) tg 309°
d) tg(-40º) e) tg (-110°) f) tg (-202°)
π 3π
g) tg h) tg
4 5

1. Encontre o sinal de:


a) tg 430° b) tg 674° c) tg 817° d) tg 1181°

2. Dada a função f(x) = tg x + 3 tg 3x + 1, calcule f( π ).


cotg x = cos x
sen x
3. Para que valores reais de x está definida a função f(x) = tg (x +
50°) ? Veja o gráfico de y = cotg x:
π
4. Qual é o domínio de y = tg (x - )?
2
Respostas:
2) a) + b) - c) - d) –
3) 1
4) x ≠ 40 º +k ⋅ 180 º
5) x ≠ π + k ⋅ π

Vamos recordar os sinais de sen x, cos x e tg x.


Conclusões:

Matemática 52 A Opção Certa Para a Sua Realização


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a) O domínio é D = {x ∈ lR | x ≠ kπ } ( k ∈ Z) 5. Calcule 6sec 180º + 3cos 90º + 8 tg 0º
b) O conjunto imagem é lm = lR 3 sen 90º + cot g 180 º
c) O nome da curva é co- tangentóide. 6. Qual é o domínio de y = sec 2x ?
d) O período é igual a π ou 180º.
Respostas:
Exercícios: π kπ
1. Qual é o sinal de: 2) - 3) 0 4) + 5) –2 6) x ≠ +
a) cotg 140° b) cotg 252° c) cotg 310° 4 2
d) cotg 615°
CO-SECANTE
2. Encontre o sinal de A função co-secante é definida pela função:
m = (cotg 1313°) . (tg 973°). 1
f(x) = cosec x =
sen x
3. Calcule a expressão
cotg 90º + sen180º + 4 ⋅ cos90º Veja o gráfico de y = cossec x:
3 ⋅ tg360 º + 2 ⋅ cos .0º
π
4. Dada a função f(x) = cotg x+ sen x+3 . tg 2x, calcule f( ).
2
5. Qual é o sinal de (sen 484º ) ⋅ (cot g 1610º ) ?
(tg 999º ) ⋅ (cos− 120 º )
6. Ache o domínio de f(x) = cotg (2x - π ).
Respostas:
π kπ
2) + 3) 0 4) 1 5) - 6) x ≠ +
2 2

SECANTE Conclusões:
A função secante é definida pela função : a) O domínio é D = {x ∈ lR | x ≠ kπ } (k ∈ Z)
b) O conjunto imagem é lm = {y ∈lR| y ≤ -1ou y ≥ 1}
1
f(x) = sec x = c) O nome da curva é co-secantóide.
cos x d) O período é igual a 2 π ou 360º.

Veja o gráfico de y = sec x : Exercícios:


1. Qual é o sinal de:
a) cosec 82° b) cosec 160° c) cosec 300°

d) cosec
5
2. Ache o valor de:
3π π
cosec +2.tg π +3.cos2 π +cosec
2 2

3. Seja a função
f(x) = cosec x + sen 2x + 8 cotg x. Calcule f(90°).

Conclusões: 4. Encontre o sinal da seguinte expressão :


(cosec 315°) .(sen 240°) . (tg 100°)
a) O domínio é D = x ∈ lR | x ≠ π + kπ  (k ∈ Z) =
 2  (cotg 295 °) . (cos - 108°)
b) O conjunto imagem é lm = {y ∈lR| y ≤ -1ou y ≥ 1} 5. Qual é o domínio de f(x) = cosec 2x ?
c) O nome da curva é secantóide.
O período é igual a 2 π ou 360º. 6. Sendo cosec x = a −1 , encontre a para que exista cosec x.
d)
3

Exercícios: Respostas:
1. Qual é o sinal de:
a) sec 92° b) sec 210° c) sec 318° 2) 3 3) 1 4) - 5) x ≠ kπ
2
d) sec 685° e) sec 2π
3 6) a ≤ -2 ou a ≥ 4
2. Encontre o sinal da seguinte expressão:
m = (sec 512°) . (cos 170°) . (sec 300°) . (tg 3π )
FUNÇÃO EXPONENCIAL
4
3. Dada a função f(x) = sec 2x + cos x - sen x, calcule f( π ), Propriedades das potências
4. Determine o sinal de Considerando a, r e s reais, temos como
 3π 
(sec 210º ) ⋅  sec  ⋅ (tg190º ) PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS:
 4 
Vamos admitir que :
(cot g800º ) ⋅ (sec 732º ) 1
a =a

Matemática 53 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Exemplos: −9
1) (-2 )3 .( -2 )2.(-2) = (-2)3+2+1 = (-2)6 = 64 c) (0,01) ⋅ (0,001)2 ⋅  1

 10 
2) 35 : 33 = 35 – 3 = 32 = 9 6. Efetue e simplifique:

(3 )
2
 1  3 6 1 2 −3
 1 1 ⋅ 31 2
3)    =   = a) 8 ⋅3 2 : 4 4 b)
  
2  
2 64 3 − 4 ⋅ 32 3
4) 22 . 52 = ( 2 . 5)2 = 102 = 100 5n ⋅ 52 + 5n ⋅ 5 −1 2n −1 − 2n − 2
1 1 c) d)
5) 3−4 = 4 = 5n ⋅ 5 − 2 2n + 3
3 81
7. Copie apenas as verdadeiras
6) 53 2 = 53 = 5 5 a) 2n-2 = 2n . 2-2 b) 2b = 23 ⇔ b = 4
c) 3 =35 ⇔ b =5
b+1 d) 3b + 1 = 35 ⇔ b=4
RESOLVENDO EXERCÍCIOS:
1. Determine o valor de: Gráfico
ar . as = ar +s Definição: Uma lei de formação do tipo:

ar : as = ar -s ( a ≠ 0) f(x) = ax ou y = ax
(ar)s = ar . s
onde a é um número real positivo e diferente de 1, define uma função
(a . b)s = as . bs
exponencial de base a para todo x real.
1 Exemplos:
a -r= ( a ≠ 0) São funções exponenciais:
ar x x
 1  1 1
s 1) f ( x ) =   ou y =   , onde a =
ar/s = ar (s ∈ lN, s > 2) 2  
2 2
a) (32)0,1 b) (81)2/5
2) f ( x ) = ( 3 )x ou y = ( 3 )x , onde a = 3
Resolvendo:
Gráfico
a) (32)0,1 = (25)1/10 = 25/10 = 21/2 = 2
Numa função exponencial, sendo a um numero real positivo e diferente
5 5
b) (81)2/5 = 81 2 = 38 = 35 27 de 1, podemos ter a > 1 ou 0 < a < 1 e obtemos um tipo de curva para cada
caso. Vamos, então construir dois gráficos, um com a = 3 e outro com a =
2. Calcule e Simplifique: 1
.
−2 −1 2 3
2 0
+ (− 2)  1 2
−3
a)   b) 243 :   ⋅  a>1
3 3 3 f ( x ) = 3x ou y = 3x onde a = 3 ⇒ a>1
Resolvendo: x y ponto
1 -2 1  1
a = 1 ( a ≠ 0)  − 2, 
0
f ( -2 )= (3)-2 =
−2
9 9  9 
2 32
+ (− 2)
−3 1 9 1 17
a)   = + = − = 1 -1 1  1
3 22 (− 2)3 4 8 8 f ( -1 )= (3)-1 =  − 1, 
−1 2 0
3 3  3 
 1 2
b) 243 :   ⋅  f ( 0 )= (3) 0 = 1 0 1 ( 0 , 1)
3 3 f ( 1 )= (3) 1 = 3 1 3 (1,3)
=35/2 . 31/2 : 1= 35/2 – 1/2 = 32 = 9 f ( 2 )= (3) 2 = 9 2 9 (2,9)

3. Simplifique:
r +1
3 ⋅ 9r −1
a) b) 5n + 3 + 5n + 2
27r +1

Resolvendo:
a) 3r + 1 . 32r – 2 =33r +3 = 3r + 1 + 2r – 2 – 3r –3= = 3 –4 = 1 = 1
4
3 81
b) 5n . 53 + 5n . 52 = 5n(53 + 52) = 5n . 150

Exercícios: Podemos observar que:


4. Calcule:
• D = IR e Im = lR *+
a) (8)2/3 b) (0,027)1/3 c) (16)0,25
−4 • a curva intercepta o eixo dos y em 1.
 1  •
d) (125)-0,25 e) ( 2 ) – 3 f)  −  a função é crescente.
 0<a<1
 3
5. Efetue: x x
 1  1
2 f(x)=   ou y =   ,
a) (0,75 )−1 ⋅  3  b) (64)0,08 . (64)0,17 3 3
4

Matemática 54 A Opção Certa Para a Sua Realização


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1 RESOLVENDO EXERCÍCIOS
onde a = ⇒ 0<a<1 8. Sendo f ( x ) = (2) -2x, calcule f (-1), f (0) e f (1).
3 f (-1) = ( 2 )-2 (-1) = 22 =4
x y ponto
1
−2 f ( 1) = ( 2 )-2 . 1 = 2-2 =
 1 -2 9 (2,9) 4
f ( -2 )=   =9
3 f ( 0 ) = 2 -2 . 0 = 20 = 1
−1 -1 3
 1 9. Determine m ∈ IR de modo que f ( x ) =(m - 2)x seja
f ( -1 )=   =3 (1,3)
decrescente:
3 f ( x ) é decrescente quando a base (m- 2) estiver entre 0 e 1. Portanto:
0 0 < m - 2 ⇒ m > 2
 1 0 1 ( 0 , 1) 
f ( 0 )=   =1 0 < m - 2 < 1 ⇔ e
3 m - 2 < 1 ⇒ m < 3

 1
1
1 1  1 Devemos Ter: 2 < m < 3
f ( 1 )=   = 1  − 1, 
3  3
3 3
10. Determine o valor de x, em lR.
2 1  1 2x −1 3 x 5
 1 1 2  − 2,   1  1 2 2
f ( 2 )=   = 9 a)   =  c)   > 
 
3 9  9
3 3 3 3
x 3
5 5
b)   > 
 
4 4

Resolvendo:
2 x −1 3
 1  1
a)   =   ⇔ 2x − 1 = 3 ⇒ x = 2
3 3
5
b) Como é maior que 1, conservamos a desigualdade para os
4
Podemos observar que: expoentes:
x 3
• D = lR e Im = lR *+ 5 5
  >  ⇒x>3 S = {x ∈ lR | x > 3}
• a curva intercepta o eixo dos y em 1. 4 4
• a função é decrescente.
Para qualquer função exponencial y = ax, com a > 0 e a ≠ 1, vale
2
c) Como está entre 0 e 1, invertemos a desigualdade para os
observar: 3
expoentes:
x 5
2 2
  >   ⇒ x < 5 S = {x ∈ lR | x < 5}
3 3

Exercícios:

a > 1 ⇒ função crescente Esboce o gráfico das funções dadas por:


1 x1 x2 x
x1 < x2 ⇔ a < a  1
a) y = 2x b) y =  
0 <a < 1 ⇒ função decrescente 2
2 x x2
x1 < x2 ⇔ a 1 > a
11. Sendo f ( x ) = (3 )
x 2 −2
Domínio: D = lR , calcule:
3
Imagem: Im = lR *+ a) f ( -1) b) f(0) c) f (2) d)f ( 2)

12. Determine me IR de modo que f ( x ) = (2m - 3)x seja:


a) crescente b) decrescente

13. Determine o valor de x, em lR:


x −1 −2
2 2
a) 3x = 34 e)   < 
3 3
3 x −1 2 x +1 3
 1  1 4 4
b)   =  f)   > 
a curva está acima do eixo dos x. 3 3 3 3
4
a > 0 ⇒ ax >0 ∀ x, x ∈ lR
x 3
a curva intercepta o eixo dos y em y = 1  1  1
5
x = 0 ⇒ y = a0 ⇒ y =1 c) 2x < 25 d)   > 
2 2
6 a x 1 = a x 2 ⇔ x1 = x2

Matemática 55 A Opção Certa Para a Sua Realização


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EQUAÇÕES EXPONENCIAIS x 2 +1 1
b) 10x = 0,001 d) 2 =
2
Vamos resolver equações exponenciais, isto é, equações onde a 21. Determine x em:
variável pode aparecer no expoente. a) 3x . 3-2 = 27 c) (0,001)x-2=102x+1
b) ( 72)x = 343
São equações exponenciais:
2] 5 X − X = 25
2
1] 2X = 32 3] 32X – 3X –6=0 22. Resolva a equação:
x2
a) 2 ⋅ 22 x = 215 c) [3(x-1)](2 –x) = 1
Resolução: Para resolver uma equação exponencial, devemos lembrar 4x
que: x2  1 1
b) 5 ⋅  = Obs: 1 = 30
5 125
a x1 = a x 2 ⇔ x1 = x 2 (a >0 e a ≠1 )
23. Determine x tal que:
RESOLVENDO EXERCÍCIOS:
3 x +1
= 1254 x −2
6 x
1 a) 25 b) 81 . 3x-2= 9 4 (x ∈ lN | x ≥ 2)
15. Resolva a equação (113)x-2 =
121
113( x –2) = 11 –2 ⇒ 3(x – 2)= -2 ⇒ 24. Resolva a equação:
a) 2x+3 + 2x-2 = 33 b) 25x –2 . 5x = -1
4
⇒ 3x–6=-2⇒ x= c) 32x + 2 . 3x = 0 d) 22x + 3 - 6 . 2x +1 = 0
3
4 25. Resolva a equação;
V=  a) 4x +2 –2x+3 + 1= 0 b) 26x – 9 . 23x + 8 = 0
3 
−3 x INEQUAÇÕES EXPONENCIAIS
x2  1 1
16. Determine x tal que 2 =  ⋅
2 4 Vamos resolver inequações exponenciais, isto é, inequações onde
1 podemos ter a variável no expoente. Exemplos:
⇒ 23 x ⋅ 2− 2 ⇒ 2 x = 23 x − 2 ⇒
2 2
2 x = 23 x ⋅ x 2 −6x 9
22 2 2
⇒ x2 = 3x – 2 ⇒ x2 – 3x + 2 = 0 ⇒ x = 1 ou x = 2 1] 2x –1< 8 2]   ⋅  ≥ 1
3 3
V = {1, 2}
Resolução:
Para resolver uma inequação exponencial, vamos lembrar que:
2x + 5
= 8 x −1
4
17. Resolva a equação 8 ⋅ 2 a>1 0< a < 1
x1 x2 x1 x2
3x −3 a < a ⇔ x1 < x 2 a < a ⇔ x1 > x 2
23 . 22x +5 ⇒ = ⇒
[23(x –1 )]1/4 22x + 8 = 2 4 “conservamos” a desigualdade “invertemos” a desigualdade
3x − 3
⇒ 2x + 8 = ⇒ 8x + 32 = 3x - 3 ⇒ x = -7 RESOLVENDO EXERCÍCIOS
4 2
V = {-7} 26. Resolva a inequação: 2 x ⋅ 2 x < 410 .
2 x + x < 220 e como 2 é maior que 1, conservamos a desigualdade
2

18. Resolva a equação:


para os expoentes:
3 X X 2
3 ⋅ 3 = 243 ( x ∈ lN, x ≥ 2) 2 x + x < 220 ⇒ x 2 + x < 20
2

x2 + x < 20 ⇒ x2 + x – 20 < 0
Sendo 243 = 35, temos 2432 = (35)2 = 310; então:
10 Resolvendo essa inequação, temos: - 5 < x < 4.
33 + x = 310 ⇒ 33 + x = 310
x x
⇒3+x = ⇒ S= ] -5, 4[
x
⇒ x 2 + 3 x − 10 = 0 ⇒ x1 = 2 ou x 2 = −5
Como x é índice de raiz, a solução é x = 2 x 2 −4 6x
 1  1
V = { 2} 27. Determine x tal que:   < 
4 2
19. Determine x em: 32x+1 –3x+1 = 18
32x . 3 – 3x . 3 = 18 ⇒ (3x)2 . 3 – 3x . 3 - 18 = 0  1 
x2 −4
 1
6x
 1
(
2 x2 −4 )  1
6x
e fazendo 3x = y , temos:   <  ⇒  < 
3y2 – 3y - 18 = 0 ⇒ y = -2 ou y = 3  22  2 2 2

3x = -2 ∃ solução, pois 3x > 0 1


como está entre 0 e 1, invertemos a desigualdade para os
3x –y 2
∀ x real expoentes.
( )
( )
2 x2 −4 6x
3x = 3 ⇒ x = 1  1  1
  <  ⇒ 2 x2 − 4 > 6x
2 2
V = { 1}
Exercícios:
20. Resolva a equação:
Resolvendo 2x2 - 6x - 8 > 0, temos:
x < -1 ou x> 4 , S = ]−∞,−1[ ∪ ]4,+∞[
x 3 2+ x 1
a) 3 = 81 c) 27 =
81

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28. Resolva a inequação: 22x + 2- 5 . 2x ≤ - 1 34. Determine o valor de:
a) (81)0,21 ⋅ (81)0,09 : (81)0,05
22x . 22 - 5 . 2x ≤ -1 ⇒ 4 . (2x)2 - 5 . 2x + 1 ≤ 0
−1 2
Fazendo 2x = y, Vem:  1
b) (0,04)1 4 ⋅   ⋅ 125
1 5
4 y2 − 5y + 1 ≤ 0 ⇒ ≤ y ≤ 1⇒
4 12x3
2 c) (3 ) 13 12
⋅ 3-1 2
3 ⋅ 3- 3 2
2

⇒ 2−2 ≤ 2 x ≤ 20 ⇒ −2 ≤ x ≤ 0 35. Efetue:


S = [ -2, 0] 2n +1
− 25n
a) 3m +1 . 3m+3 : 9m –1 b) 5 c) (4n+1 + 22n –1 ) : 4n
2n
5
x
1  1
29. Resolva a inequação: <  <3 36. Calcule:
9 3
a) (a-1 + b-1)-1, com a ≠ 0, b ≠ 0 e a ≠ -b.
Devemos ter, simultaneamente: b) (a-2 - b-2) . 1 , com a ≠ 0, b ≠ 0 e a ≠ b.
b−a

37. Copie apenas as afirmações verdadeiras:


a) 22 x − 3 = 4 ⇔ x = 2
x −1 3
 1 1 10
b)   = ⇔x=
2 8 3
3 x
 1  1
c)   <  ⇔x<3
2 2
d) 2 2x < 8 ⇔ x > 4

38. Resolva as equações:

c) (0,01)
1 2 x −1
a) 2
2x
⋅ = 16 = 1003 x + 2
S = ] - 1, 2 [ 4
Exercícios: x 2 −1
= 26(x −1)
4 x  1 
30. Resolva a inequação: b) 25 ⋅ 5 = 125 d)  
x −1  32 
2 x −3  1
a) 3x ≤ 81 c) 5 ≤ 
5 39. Determine x tal que:
b) (0,2) < (0,2)
x 5
d) ( 2) 3x
> ( 2) 2x −5
a) 91− 2 x = 27 x −1
6

x −1
31. Resolva a inequação: 4 2
−7x +8  1 
b) 3x = 6 
x2 3x +4 (x −1)2 x −4  27 
8 8  1  1 1
a)   <  c)   ⋅  < 40. Determine x tal que:
5 5 2 2 8
a) 3 x +1 + 3 x + 3 x −1 = 39
x 2 −6x +9 2x 2
 1  1 52 x − 30 ⋅ 5 x + 125 = 0
b)   ≥1 d) 2
3x
⋅  ≥ 32 −1 b)
5 2 c) − 16 ⋅ 2 x + 4 x = −64
32. Determine x tal que: d) 32 x +1 − 10 ⋅ 3 x = −3
a) 5 x +1 − 3 ⋅ 5 x + 5 x −1 ≤ 55
Respostas:
b) 52 x +1 − 5 x > 5 x + 2 − 5 a) 4 b) 0.3 c) 2
c) 22 x −1 − 2 x −1 > 2 x − 1 5
4 2
10 d) e) f) 9
d) 32 x + 2 − ⋅ 3 x + 2 < −1 5 4
9
e) 72x +1 + 1 ≤ 8 ⋅ 7 x
3
4. a) b) 2 2 c) 10
4
EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO: 1
5. a) 23 2 b) 93 3 c) 630 d)
33. Calcule:
32
2 6. são verdadeiras: a e d

a) (27 ) d) (216 )
3 −2 3 1 1
12. a) b) c) 9 d) 1
3 9
b) (8 )
−0,25
e) 80,333... 13. a) m >2 b) 3 < m < 2
−2 2
( )
 5 13
 1 2
c)  4  f)  7 4  14. a) 4 b)
4
c) {x ∈ lR | x < 5}
 3  
  3

Matemática 57 A Opção Certa Para a Sua Realização


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{
d) x ∈ lR | x < 3 } e) {x ∈ lR | x > - 1} f) {x ∈ lR | x > 2} Solução: Se log416 = x,
Como 16 = 42, temos:
então 4x = 16.

4  − 10 
20. a)   b) {−3} c)   d) φ 4x = 42
Comparando, vem que: x = 2
3   3  Resposta: log416 = 2
3 
21. a) {5} b)   c) { 1} b) log25 5
2 Solução: Se log25 5 = x, então 25 x = 5
22. a) {−5, 3} b) { 1, 3} c) { 1, 2}
Como 25 = 52, temos: (52)x = 5
− 3
23. a)   b) { 2} 1
 4  52x = 5 ou 2x = 1 ex=
2
24. a) { 2 } b) {0 } c) φ d) { -2, -1} 1
Resposta: log25 5 =
25. a) { -2 } b) { 0,1 } 2
 4
30. a) ]−∞,4] b) ] 5, + ∞[
c) log3 1
c)  − ∞,
 3  Solução: Se log3 1 = x, então 3x = 1.
Como 30 = 1, temos:
d) ]−5, + ∞[ 3x = 30 ou x = 0
31. a) ]−1, 4[ b) {3 } c) ]−∞, - 2[ ∪ ]3, + ∞[ Resposta: log3 1 = 0
Obs.: De modo geral, para um número a qualquer positivo e diferente
 5 de 1, temos:
d)  − 1,
 2 
32. a) ]−∞, 2] b) ]−∞, - 1[ ∪ ]1, + ∞[
loga 1 = 0

c) ]−∞, 0[ ∪ ]1, + ∞[ d) ]−2, 0[ d) log9 27


e) ]−1, 0[ Solução: Se log9 27 = x, então 9x = 27.
4 Como 9 = 32 e 27 = 33, temos:
2 15 1 3 (32) x = 33
33. a) 9 b) c) d) e) 2 f) 49
2 5 36 3
6 32x = 33 ou 2x = 3 ex=
3 2
34. a) 3 b) 5 5 c)
3 3
Resposta: log927 =
9 2
35. a) 729 b) 4 c)
2 1
e) log8
ab b+a 2
36. a) b)
a+b a 2
⋅ b2 1 1
Solução: Se log8 = x, então 8 x = .
2 2
37. São verdadeiras b e c 1
Como 8 = 23 e = 2 –1 temos:
 − 1  − 11  2
38. a) { 3 } b) { 4 } c)   d)  , 1
5   5  ( 23)x = 2 –1
−1
5 
b) {2, 3}
23x = 2 –1 ou 3x = -1 e x =
39. a)   3
9 
1 −1
40. a) { 2 } b) { 1, 2} c) { 3 } d) {1, 1} Resposta: log8 =
2 3

FUNÇÃO LOGARÍTMICA f) log100,1


Solução: log100,1= x, então 10x = 0,1
Definição: 1
Como 0,1 = = 10 –1, temos:
Podemos dizer que em : 53 = 125 10
3 é o logaritmo de 125 na base 5. isso pode ser escrito da seguinte
10x = 10 –1 ou x = -1
forma:
Resposta: log100,1= -1
log5 = 125 = 3
Veja outros casos:
25 = 32 ⇔ log232 = 5 g) log2 3 2
34 = 81 ⇔ log381 = 4 Solução: Se log2 3 2 =x, então 2x = 3 2
100.3010 = 2 ⇔ log10 2 = 0,3010 1 1
De um modo geral, dados dois números reais a e b, positivos, com b 1
≠ 1, chama-se logaritmo de a na base b, ao número c, tal que bC = a. Ou Como 3 2 3
= 2 , temos: 2x = 3
2 ou x =
3
seja:
logb a = c ⇔ bC = a 1
Resposta: log2 3 2 =
O número a recebe o nome de logaritimando e b é a base. 3
Alguns logaritmos são fáceis de serem encontrados. Outros são
h) log125 3 25
achados nas tabelas.
Vamos, agora, achar alguns logaritmos fáceis. Solução: Se log125 3 25 =x, então 125x = 3 25
1. Calcular:
a) log416

Matemática 58 A Opção Certa Para a Sua Realização


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2 De um modo geral:
3 2
Como 125 = 53 e 3 25 = 5 = 5 3 , temos:
logC (a . b) = logC a + logC b
3
(53) x = 52
2 onde a, b e c são tais que tornam possível a existência da expressão.
2 2
53 x = 5 3 ou 3x= ex=
3 9 2. Logaritmo de um quociente
2 Já sabemos que log216 = 4 e log28 = 3 Podemos achar log2  16  da
Resposta: log125 3 25 =  8 
9
seguinte maneira: log2  16  = x, então 2x = 16
2. O logaritmo de 243 numa certa base é 5. Qual é a base?  8  8
Solução Mas 16 = 24 e 8 = 23 . Podemos escrever então:
Se logx243 = 5, então x5 = 243.
Como 243 =3 x5=35 ou x =3
24
Resposta: A base é 3. 2x = ⇒ 2 x = 24 − 3 ou x = 4 - 3
23
3. Qual é o logaritmo de - 9 na base 3?
Solução Assim :
log3(-9) = x, então 3x = - 9 log2  16  = 4 – 3 ou ainda:
Não há um número x que satisfaça essas condições. Lembre-se de que  8 
em logb a, a deve ser positivo.
Resposta: Não existem logaritmo de - 9 na base 3. log2  16  = log216 - log2 8
 8 
4. Encontrar um número x tal que logx36 = 2
Solução De um modo geral, temos:
Se logx36= 2, então x2= 36.
a
ou x = ± 36 ou x = ± 6 log c   = log c a − log cb
Como não tem sentido log-636, ficaremos somente com x = 6. b
Resposta: x = 6
3. Logaritmo da potência
Exercícios Propostos Sabendo que log2 8 = 3, podemos achar log2 85 da seguinte maneira:
1. Calcular: Se log2 85 = x, então 2x = 85.
1 Mas como 8 = 23, podemos escrever:
a) log232 i) log2
8 2x = (23)5 ⇒ 2x = 23 . 5
x = 3 . 5 ou x = 5 . log28
1
b) log1664 j) log8
16
c) log100,01 l) log10010 000 Desta maneira: log285 = 5 . log2 8
d) log16 32 m) log6255
De um modo geral, temos:
e) log6464 n) log 3
3
log b a n = n log b a
f) logxx, x > 0 e x ≠ 1 o) log981
1 3 2
g) log4 p) loga a , a > 0 e a ≠ 1 4. Mudança de base
4 Sabendo que log28 = 3 e log216 = 4, podemos calcular Iog168 da
h) log4 3 4 seguinte forma:
log28 = x ⇒ 16x = 8
2. Achar o valor de x tal que:
a) logx4 = 1 f) log(x+1)4 = 2 Mas como 16 = 24 e 8 = 23, temos: (24)x = 23
g) log 18 = 2 3
b) log2 x = -1
x 24x = 23 ou 4x = 3 ⇒ x=
4
c) log2(4+x ) = 3 h) logx0,00001 = - 5
3
d) log2 x = 4 i) log2x2 = 2 Portanto: log168 = ou ainda
4
e) logx169 = 2 j) log749 = 1 + x
log 28
log 16 8 =
3. Qual é a base na qual o logaritmo de 4 dá o mesmo resultado que log 216
o logaritmo de 10 na base 100?
De um modo geral, temos: log ca
PROPRIEDADES DOS LOGARITMOS log ba =
log cb
Quatro propriedades serão de importância fundamental nos cálculos
com logaritmos daqui para frente. Vamos estudá-las.
1. Logaritmo de um produto Nessa expressão, c é a base em que pretendemos trabalhar.
Já sabemos que log2 16 = 4 e log28 = 3. Podemos achar o log2( 16 . 8)
da seguinte maneira: Exercícios Resolvidos
Se log2 (16 . 8) = x, então 2x = 16 . 8 1. Sabendo que log2 5 = 2,289 e log26 = 2,585, calcular:
Como 24 = 16 e 23 = 8, então: a) log230
2x = 24 . 23 ou x = 4 + 3 Solução
Assim: log2(16 . 8) = 4 + 3 ou ainda: Como 30 = 5 . 6, então log230 = log2 (5 . 6).
log2(16 . 8) = log2 16 + log2 8

Matemática 59 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Aplicando a propriedade do logaritmo do produto, vem:
log2 30 = log2 (5 . 6) = log2 5 + log2 6 = log x a −
1
(log xb + log xc )
log2 30 = 2,289 + 2,585 2
Resposta: log2 30 = 4,874
3. Dados log102 = 0,301 e log103 = 0,477, calcular log10162.
5 Solução:
b) log2  
6 Decompondo 162 em fatores primos, encontramos 162 = 2 . 34. Então:
Solução: Aplicando a propriedade do logaritmo do quociente, vem : log10 162 = log10 ( 2 . 34)
Aplicando as propriedades, vem :
5 log10162 = log102 + 4log103
log2   = log25 - log26 = 2,289 - 2,585
6 log10162 = 0,301 + 4 . 0,477
log10162 = 2,209
5
Resposta: log2   = - 0,296
6 4. Encontrar um número x > 0 tal que:
c) log2625 log5 x + log5 2 = 2
Solução Como 625 = 54, temos : Solução: Utilizando ao contrário a propriedade do logaritmo do produto,
log2 625 = log2 54 teremos:
Usando a propriedade do logaritmo de potência, temos: log5 x + log5 2 = 2
log2 625 = log2 54 = 4 log25 = 4 . 2,289 25
log5(x . 2) = 2 ou x . 2 = 52 e x =
Resposta: log2 625 = 9,156 2
5. Resolva a equação:
d) log65 log2(x2 + 2x + 7) – log2 ( x - 1) = 2
Solução: Usando a propriedade da mudança de base, temos: Solução:
log 25 2,289 Antes de começar a resolver esta equação, devemos nos lembrar de
log 65 = = = 0,885
log 26 2,585 que não podemos encontrar logaritmos de números negativos. Por isso, o
Resposta: log65 = 0,885 valor de x que encontraremos não poderá tornar x2 + 2x + 7 ou x - 1
negativos.
2. Desenvolver as expressões abaixo usando as propriedades dos Aplicando a propriedade do logaritmo do quociente no sentido inverso,
logaritmos: teremos:
a)  ab  log2(x2 + 2x - 7) – log2 ( x - 1) = 2
log x  
 c   x 2 + 2x − 7 
Solução: log 2   = 2 ou
 x -1 
 
 ab 
log x   =logX(ab) - logXc = logXa+ logXb – logXc x 2 + 2x − 7 x 2 + 2x − 7
 c  = 22 ⇒ =4
x -1 x -1
 2 3
b) log  a b  x 2 + 2x − 7 = 4( x − 1) ⇒ x 2 + 2x − 7 = 4x − 4
x 4 
 c  x 2 − 2x − 3 = 0
Solução:
 a2b3  Aplicando a fórmula de Báskara para resolução de equações do
log x  =
 c4  2
  segundo grau, x = − b ± b − 4ac , na qual a é o coeficiente de x2, b é
= logx(a2b3) – logxc4 = logxa2 + logxb3 – logxc4 = 2a
= 2logxa + 3logxb – 4logxc o coeficiente de x e c, o termo independente de x, vem:
x1 = 3
( )
1
2
c) log = a b 3 x=
2± (− 2)2 − 4 ⋅ 1 ⋅ (− 3 )
=
2±4
x 1 2 ⋅1 2
c2 x2 = − 1
Solução: Observe que x2 = -1 torna as expressões x - 1 e x2 - 2x - 7, em log2(x -
(a b ) 1)e Iog2(x2 + 2x - 7), negativas. Por isso, deveremos desprezar esse valor e
1

(a b )
2 1 1
3
log x = = log x
2 3 − log xc
2 = considerar apenas x1 = 3.
1
2
Resposta: x = 3.
c

( )
1
1 6. Resolver a equação:
= log x a2b − log xc 2 = log4x = log2 3
3
Solução:
( )
1
1 Primeiramente vamos igualar as bases desses logaritmos, passando-os
= log xa2 + log xb − log x c 2 =
3 para base 2.
log 2 x log 2 x
= ( 2 log x a + log x b ) − log x c =
1 1 = log 23 ⇒ = log 23
3 2 log 2 4 2
d) log  a  log 2 x = 2 log 23 ⇒ log 2 x = log 232
x 
 bc  log2 x = log2 9
 
Solução: log x a  = log xa − log x bc =
  Comparando os dois termos da igualdade, concluímos que x = 9.
 bc  Resposta: x = 9.
1
Exercícios Propostos
= log x a − log x (bc ) =
2
4. Aplicar as propriedades dos logaritmos para desenvolver as
expressões:
= log xa − log x (bc ) =
1
2

Matemática 60 A Opção Certa Para a Sua Realização


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( )  ab  8 -3
a) log c a2b f) log c   4 -2
 d  2 1
 
b) log c (a b )
3 4
g) log c abn ( ) 1
1
0

 3  2 -1
 a 
c) log c   h) log c  a  1
 b2   3 2  4 -2
 b 
d) log c a i) log c  1 
 abc 
 a 
e) log c  
 b2d3 

5. Sendo dado log102 = 0,301 e log103 = 0,477, calcular:


a) log 106 f) log 10 8
b) log 10 27 g) log 32
Perceba que y = log2x é crescente. Então, podemos dizer que se b > c
c)  1 h) log 23 então log2b > log2c. Isso de fato acontece sempre que a base do logaritmo
log 10 
 16  é um número maior que 1.
Em contrapartida, y = log 1 x é decrescente.
i) log 105  sugestão : 5 =
3 10 
d) log 10   2
 2  2 
Então, podemos dizer que se b > c, então log 1 b < log 1 c Isso
e) log 1054 j) log 10 45
2 2
6. Encontrar o valor de x tal que: acontece sempre que a base é um número entre 0 e 1.
a) log3x + log34 = 2
b) log32 – log3x = 4
c) log3x - 1 = log32 Exercícios Propostos
d) log4(x + 1) = log45
e) log10 3 + log10(2x +1) = log10(2 - x) 16. Construir os gráficos das funções;

FUNÇÃO LOGARITMICA a) y = log3x


Chamamos de função logarítmica a junção que a cada número real e
positivo x associa o seu logaritmo a certa base positiva e diferente de 1. b) y = log 1 x
Assim = y = logax, x > 0, a > 0, a ≠ 1 3
Vamos construir o gráfico de algumas funções logarítmicas. 17. Verifique se as afirmações abaixo são verdadeiras ou falsas:
Gráfico 1 y = log2x
x log2x a) log25 > log23
8 3
4 2 b) log 1 5 > log 1 3
2 1
2 2
1 0
1
-1 c) log0,40,31 > log0,40,32
2
1 -2 d)Iog403100>Iog403000
4
e) log41,4> log51,4

f) log0,40,5 < log0,40,6

18. Construir num mesmo sistema de eixos os gráficos das funções


x
 1
f1(x) = 2x e f2(x) =   . Encontrar o ponto (x , y) em que f1(x) = f2(x).
2

Respostas dos exercícios


1)
a) 5 i) –3
b) 1,5 j) −4
c) –2 3
d) 0,625 l) 2
e) 1 1
f) 1 m)
4
Gráfico 2 y = log 1 x g) –1
n) 2
2
1 o) 2
h)
x log 1 x 3 p) 2
2 3

Matemática 61 A Opção Certa Para a Sua Realização


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2) 3 EQUAÇÕES: DESIGUALDADES E INEQUAÇÕES.
a) 4 f) 1
1 g) 18
b) h) 10 EQUAÇÕES DE 1º GRAU
2
c) 4 2 RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES PROBLEMA
i)
d) 256 2 EQUAÇÕES SEM PARÊNTESES
e) 13 j) 1 Para resolver uma equação sem parênteses, obedecemos as seguintes
instruções:
3) 16 • eliminar denominadores, quando for o caso;
4) • transpor para o primeiro membro todos os termos que contêm a
a) 2logc a + logc b incógnita, e transpor para o segundo membro todos os termos que
b) 3logc a + 4 logc b não contêm a incógnita (mudando o seu sinal, é claro);
c) logc a - logc b • efetuar as operações indicadas;
1 • isolar a incógnita.
d) logc a
2
e) logc a - 2 logc b –3logc d EXEMPLO 1 - Resolver a equação:
1 1 5x - 4 + x = -2 + 2x
f) logc a + logc b – logc d
2 2
g) logc a + n logc b 5x + x - 2x = -2 + 4
3 2
h) logc a - logc b Efetuando as operações: 4x = + 2
2 3
i) - logc a - logc b –1 Isolando a incógnita x: x = 2
4
5) Simplificando: x = 1
a) 0,778 f) 0,451 2
b) 1,431 g) 0,631
Resposta: a raiz ou solução é 1 .
c) –1,204 h) 1,585 2
d) 0,176 i) 0,699
e) 1.732 j) 1,653 EXEMPLO 2 - Resolver a equação
x x
6) − + − 2 = −3x + 5
9 3 4
a) Como os termos não têm o mesmo denominador, temos de reduzi-los
4
ao mesmo denominador, tirando o M.M.C. dos mesmos.
2
b) x x 2 3x 5
81 − + − =− +
c) 6 3 4 1 1 1
d) 4 M.M.C. ( 3, 4 ) = 12
−1 4x 3x 24 36x 60
e) − + − =− +
7 12 12 12 12 12

16) Eliminando os denominadores: .


a) - 4x + 3x - 24 = -36x + 60
- 4x + 3x + 36 = 60 + 24
35x = 84
84
x=
35
84
Resposta: a raiz ou solução é .
35
b)
EQUAÇÕES COM PARÊNTESES

Para resolver uma equação envolvendo parênteses, devemos


obedecer às seguintes instruções:
eliminar os parênteses;
resolver a equação sem parênteses.

EXEMPLO 3 - Resolver a equação


3x + (2 - x) = 4
17) 3x + 2 - x = 4
3x - x = 4 - 2
a) V b) F c) V d) V e) V f) F 2x = 2
2
x=
18) (0, 1) 2
x=1
Resposta: a raiz ou solução é 1.

Matemática 62 A Opção Certa Para a Sua Realização


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EXEMPLO 4 - Resolver a equação EXEMPLO 10 - Resolver a equação
4x - 3(4x - 2 - x) = 5 + 3x 3x + 10 4x − 1
=
Para eliminarmos os parênteses, efetuamos a multiplicação indicada: 4 3
4x - 12x + 6 + 3x = 5 + 3x 3( 3 x + 10) 4(4 x − 1)
4x - 12x + 3x - 3x = 5 - 6 =
8x = -1 12 12
( multiplicando por –1) 3(3x + 10) = 4(4x - 1)
8x = 1 9x + 30 =16x - 4
9x - 16x.= - 4 - 30
x= 1 -7x = -34 ( multiplicando por –1)
8 7x = 34
1 34
Resposta: .a raiz ou solução da equação é .
8 x=
7
EXEMPLO 5 - Resolver a equação
PROBLEMAS DO PRIMEIRO GRAU
6 + 4x 2 − 4x + 2 4
− = +
3 1 5 1 Para resolvermos algebricamente um problema do 1º grau com uma
M.M.C (3, 5) =15 incógnita, devemos seguir as seguintes instruções:
5(6 + 4x) 30 3(-4x + 2) 60 1º) escolher uma letra qualquer, por exemplo a letra x, para
- = +
15 15 15 15 representar o elemento desconhecido que desejamos calcular;
2º) usando essa letra, estabelecer a equação do problema;
Eliminando os parênteses e o denominador: 3º) resolver a equação;
30 + 20x - 30 = -12x + 6 + 60 4º) verificar o resultado.
20x + 12x = +6 + 60 - 30 + 30
32x = 66 EXEMPLO 1 - Qual é o número que, somado com 9, é igual a 20?
x= 66 Solução: número: x
32 Equação: x + 9 = 20
33 Resolução: x = 20 - 9
x= x = 11
16 Verificação: número: 11
Resposta: a raiz ou solução é 33 11 + 9 = 20
16 EXEMPLO 2 - Qual o número que adicionado a 15, é igual a 31?
Solução: x + 15 = 31
EXEMPLO 6 - Resolver a equação x = 31 - 15
5x + 3 = x + 7 - 4x x = 16
Resolução: EXEMPLO 3 - Subtraindo 25 de um certo número obtemos 11. Qual é
5x + 3 = x + 7 - 4x esse número?
5x - x + 4x = 7 – 3 Solução : x - 25 = 11
8x = 4 x = 11 - 25
4 x = 36
x= EXEMPLO 4 - Determine um número natural que, multiplicado por 17,
8 resulte 238.
1 Solução: x . 17 = 238
x= x = 238 : 17
2 x = 14
EXEMPLO 5 - Determine um número natural que, dividido por 62,
EXEMPLO 7 - Resolver a equação 4 + 2(x - 3) = 0 resulte 49.
4 + 2(x - 3) = 0 x : 62 = 49
4 + 2x - 6 = 0 x = 49 . 62
2x = 6 - 4 x = 3038
2x = 2 EXEMPLO 6 - O triplo de um número menos 7 é igual a 80.
2 Qual é o número?
x=
2 Número: x Equação: 3x-7 = 80
x=1 3x = 80 + 7
3x = 87
87
EXEMPLO 8 - Resolver a equação x=
8x - 13 = x + 5 + 2x 3
8x - x - 2x =13 + 5 x = 29
EXEMPLO 7 - A soma de dois números é igual a. 50. O número maior
18
5x = 18 ∴ x = é o quádruplo do menor. Calcule os números:
5 número menor: x
número maior: 4x
EXEMPLO 9 - Resolver a equação equação: x + 4x = 50
3x + (6x - 2) = x - (2x + 3) 5x = 50
3x + 6x - 2 = x - 2x - 3 x = 10
3x + 6x - x + 2x = -3 + 2
10x = -1 número menor: 10
1 número maior: 4 . 10 = 50
x=- 10 + 40 = 50
10 Resposta: os números são 10 e 40.

Matemática 63 A Opção Certa Para a Sua Realização


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EXEMPLO 8 - Qual é o número que somado a seu dobro é igual a 18? RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES
Resposta: x = 6 1) Resolver a equação
x2 - 5x = 0
A soma do triplo de um número com 15 é igual a 78. Qual é o número? x2 - 5x = 0
Resposta: x = 21 x . (x - 5) = 0
x(x - 5) = 0
A soma da metade de um número com 16 é igual a 30. Calcule o x = 0 ou (raiz da equação)
número. x - 5 = 0 => x = 5 (raiz da equação)
Resposta: x = 28 S = { 0, 5 }

Somando-se 8 unidades ao quádruplo de um número, o resultado é 60. 2) Resolver a equação


Calcule o número. x(x + 3) + (x - 2)2 = 4
Resposta: x = 13 x(x + 3) + (x - 2)2 = 4
A soma da metade de um número com o seu triplo é igual a 21 . x2 + 3x + x2 - 4x + 4 = 4
2 x2 + 3x + x2 - 4x + 4 - 4 = 0
Calcule o número. 2x2 - x = 0
x . ( 2x -1) = 0
EQUAÇÕES DE 2º GRAU x = 0 ou
1
2x − 1 = 0 ⇒ 2x = 1 ⇒ x =
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA 2
DEFINIÇÃO S = { 0, 1 }
Denomina-se equação do 2º grau com uma variável toda equação da 2
forma: ax2 + bx + c = 0
onde x é a variável e a,b,c ∈ R, com a ≠ 0. 3) Resolver a equação
Assim, são equações do 2º grau com uma variável: x2 - 16 = 0
2x2 - 5x + 2 = 0 x2 = 16
a = 2, b = -5, c=2 x = + 16
x=+4
6x2 + 7x + 1 = 0 x = + 4 ou x = - 4
a = 6, b = 7, c=1 S = {- 4, 4 }

y2 + 5y - 6 = 0 4) Resolver a equação
a = 1, b = 5, c=-6 5x2 - 45 = 0
5x2 - 45 = 0
x2 + 0x - 9 = 0 5x2 = 45
a =1, b = 0 c = -9 45
x2 =
-2t2 - 6t + 0 = 0 5
a = -2, b = - 6, c=0 x2 = 9
x- = + 9
COEFICIENTES DA EQUAÇÃO DO 2º GRAU x = +3
Os números reais a, b, c são denominados coeficientes da equação do x = +3 ou x = -3
2º grau, e: S = {-3, 3 }
• a é também o coeficiente do termo em x2
• b é sempre o coeficiente do termo em x 5) Resolver a equação 2x2 - 10 = 0
• c é chamado termo independente ou termo constante. 2x2 - 10 = 0
Assim, na equação do 2º grau 5x2 - 6x + 1, seus coeficientes são: 2x2 = 10
a= 5 b=-6 c=1
10
x2 =
EQUAÇÕES COMPLETAS E EQUAÇÕES INCOMPLETAS 2
Sabemos, pela definição, que o coeficiente a é sempre diferente de x2 = 5
zero, porém, os coeficientes b e c podem ser nulos. Assim:
Quando b e c são diferentes de zero, a equação se diz completa: x=± 5
Exemplos: x=+ 5 ou x = - 5
2x2 - 3x + 1 = 0
y2 - 4y + 4 = 0 são equações completas S={- 5, 5 }
-5t2 + 2t + 3 = 0
Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação se diz incompleta. Neste 6) Resolver a equação x2 - 4m2 = 0
caso, é costume escrever a equação sem o termo de coeficiente nulo. x2 - 4m2 = 0
Exemplos: x2 = 4m2
x2 - 4 = 0, e m que b = 0
x = + 4m 2
não está escrito o termo em x x = ± 2m
x = +2m ou x = - 2m
y2 + 3y = 0, em que c = 0 S = { - 2m, 2m }
Para resolver equações completas usamos a fórmula:
não está escrito o termo independente −b± ∆ onde ∆ = b 2 - 4ac
x=
2a
5x2 = 0, em que b = c = 0
−b
não estão escritos o termo em x e o termo Se for nulo ( ∆ = 0) usamos a fórmula: x =
independente 2a

Matemática 64 A Opção Certa Para a Sua Realização


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7) Resolver a equação x2 - 5x + 6 = 0 S = { -2/3, 2/3 }
x2 - 5x + 6 = 0 S = { 0, -7 }
a =1; b = - 5 e c = 6 S = { 0, 5/3 }
∆ = b2 - 4ac = (-5)2 - 4(1).(6) = 25 - 24 = 1 S = { -3, 3 }
−b± ∆ − ( − 5) ± 1 5 ± 1 S={ - 5 , 5 }
x= = =
2a 2(1) 2 S = { 0, 1/4 }
S = { -6, 6 }
5+1 6
x' = = =3 S = { 0, - 3/2 }
2 2 S= ∅
5−1 4
x' ' = = =2 S = { - 1, 1 }
2 3 S = { 0, 1 }
S = { 2, 3 } S = { -1/5, 1/5 }

8) Resolver a equação x(x - 4) = 2 02)


x(x - 4) = 2 S = { 0, 5 } S = { - 8, 8 }
x2 - 4x = 2 S = { - 7, 7 } S = { 0, - 4 }
x2 - 4x - 2 = 0 S = { 0, 5 } S = { - 5, 5 }
a = 1; b = -4 é c = - 2 S = { 0, 1 } S = { - 6, 6 }
∆ = b2 – 4 a c =, (-4)2 - 4(1) (-2) = 24
−b± ∆ − ( − 4) ± 24 4±2 6 03)
x= = = S = { - 4, 5 } S = { 3, 4 }
2a 2(1) 2 S = { -1, 1/3 } S = {- 3 }
4+2 6 S= ∅ S = { - 1, 4/3 }
x' = = 2+ 6 S = { -1/2, 1/3 }
2 S={ 1 − 2 , 1+ 2 }
4−2 6 S = { - 5, 1 } S = { 1/4 }
x" = = 2− 6
2 S = { -1, 7 } S= ∅
S={2- 6 ,2+ 6}
04)
EXERCÍCIOS S = { 1, 3 } S = { - 1, 2 }
01) Resolva no conjunto R as seguintes equações incompletas do 2º S= ∅ S={1}
grau: S = { - 1, 4 } S = { -1, 1/2 }
a) x2 -1 = 0 b) y2 - 81 = 0 S={-3} S = { - 3/2, 6 }
c) x2 - 10x = 0 d) 9x2 - 4 = 0
e) t2 + 7t = 0 f) 3y2 - 5y = 0 PROBLEMAS DO 2º GRAU
g) - 2x2 +18 = 0 h) 2u2 - 10 = 0 A resolução de um problema de 2º grau constitui-se de três fases:
i) 4x2 - x = 0 j) 3y2 -108 = 0 Estabelecer a equação ou o sistema de equações correspondentes ao
2
l) 8x +12x = 0 m) x2 +16 = 0 problema,
n) 6t2 - 6 = 0 o) -10x2 + 10x = 0 Resolver a equação ou o sistema,
p) - 25v2 +1 = 0 Interpretar a solução encontrada,

02) Resolva no conjunto R as seguintes equações incompletas do 2º 1º exemplo: A soma do quadrado com o dobro de um número real é
grau: igual a 48, Calcular esse número.
x2 + x(2x - 15) = 0 Solução:
(x - 4)(x + 3) + x = 52 Número: x Equação: x2 + 2x = 48
(x + 3)2 + (x - 3)2 - 116 = 0
(4 + 2x)2 - 16 = 0 a=1
( t – 1 )2 = 3t + 1 x2 + 2x = 48 b=2
(5 + x)2 - 10(x + 5) = 0 c = -48
3y(y + 1) + (y- 3)2 = y+9
2x(x+1) = x(x + 5) + 3(12 - x) ∆ = (2)2 - 4(1)(-48) = 4 + 192 = 196
− ( 2) ± 196 − 2 ± 14
03) Resolva no conjunto R as seguintes equações do 2.º grau: x= =
a) x2 – x - 20 = 0 b) x2 - 7x + 12 = 0 2(1) 2
c) 3y2 + 2y - 1 = 0 d) x2 + 6x + 9 = 0 12 16
e) 9x2 - 6x + 5 = 0 f) -3t2 + t + 4 = 0 x' = = 6 e x" = - = −8
2
g) x - 2x -1 = 0 h) 6y2 + y - 1 = 0 2 2
i) u2 + 4u - 5 = 0 j) -16x2 + 8x -1= 0
l) x2 - 6x - 7 = 0 m) 2y2 - y + 1 = 0 Como 6 ou -8 são números reais, tanto um como outro valem para a
resposta.
04) Resolva no conjunto R as seguintes equações do 2º grau: Resposta: O número pedido é 6 ou - 8.
a) x2 - 2x = 2x – 3 b) y2 - 2 - y
c) 2x2 = 5x – 6 d) t2 - t = t - 1 2º exemplo: A diferença entre certo número natural e o seu inverso é
e) x2 - 3x = 4 f) 3y2 + y = y2 +1 igual a 15/4. Calcular esse número.
g) x2 - 9 = 2x2 + 6x h) v2 + 9v + 16 = 3v2 - 2 Solução:
Número: x Equação: x − 1 = 15
RESPOSTAS x 4
2
01) Resolução: 4x − 4 = 15x
S = { -1, 1 } 4x 4x
S = { -9, 9 } a = 4; b = -15 e c = -4
S = { 0, 10 }
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∆ = (-15)2 - 4(4)(-4) = 225 + 64 = 289 - 4x2 + 4x - 1 < 0
− ( − 15) ± 289 15 ± 17
- 4x2 + 4x -1 = 0
x= = 4x2 - 4x + 1 = 0
2( 4) 8 ∆ = (-4)2 - 4(4)(1) = 16 - 16 = 0
32 2 1
x' = =4 e x' ' = - =
8 8 4
4 GEOMETRIA: PLANA, ESPACIAL E ANALÍTICA.
Interpretação:
O número -1/4 não vale para a resposta, pois não é número natural. GEOMETRIA PLANA
Resposta: 0 número pedido é 4.
1.POSTULADOS
3º exemplo: Dados dois números naturais, o maior supera o menor em
a) A reta é ilimitada; não tem origem nem extremidades.
5 unidades. Sabendo-se que o produto deles é 14, determinar os dois
b) Na reta existem infinitos pontos.
números.
c) Dois pontos distintos determinam uma única reta (AB).
Solução: Menor número: x
Maior número: x + 5
2. SEMI-RETA
Equação: x(x + 5) = 14
Um ponto O sobre uma reta divide-a em dois subconjuntos,
Resolução: x2 + 5x = 14
denominando-se cada um deles semi-reta.
x2 + 5x - 14 = 0

Resolvendo a equação encontramos as respostas: x' = 2 e x" = -7


Interpretação:
O número -7 não vale para resposta, pois não é número natural. Logo,
devemos ter: x = 2 (menor) e x + 5 = 2 + 5 = 7 (maior).

Resposta: os números pedidos são 2 e 7.

INEQUAÇÃO DO 2º GRAU 3. SEGMENTO


Sejam A e B dois pontos distintos sobre a reta AB . Ficam
Chama-se inequação do 2º grau com uma variável toda inequação da
forma: determinadas as semi-retas: AB e BA .
ax2 + bx + c > 0 ax2 + bx + c < 0
ax + bx + c ≤ 0
2 ax2 + bx + c ≥
com a ≠ 0 AB ∩ BA = AB
Assim, são inequações do segundo grau com uma variável: A intersecção das duas semi-retas define o segmento AB .
x2 - 2x + 3 > 0 x2 - 4x + 4 < 0
3x2 - x + 1 ≥ 0 - 2x2 + x + 3 ≤ 0

O conjunto universo da variável é o conjunto R.

RESOLUÇÃO 4. ÂNGULO
Resolver uma inequação do segundo grau com uma variável é deter- A união de duas semi-retas de mesma origem é um ângulo.
minar o seu conjunto solução, isto é, o conjunto dos valores reais de x para
os quais a função y = ax2 + bx + c é positiva ou negativa.
Vejamos alguns exemplos de resolução, onde aplicaremos o estudo da
variação do sinal da função quadrático.

1º Exemplo: Resolver a inequação


x2 - 3x + 2 > 0
x2 - 3x + 2 > 0
∆ = (-3)2 - 4(1)(2) = 9 - 8 = 1
3± 1 3±1 5. ANGULO RASO
x= =
2(1) 2 É formado por semi-retas opostas.
4 2
x' = = 2 e x' ' = =1
2 2

Pelo esquema temos:


S = {x ∈ R | x < 1 ou x > 2}
6. ANGULOS SUPLEMENTARES
Esquema: a = 1 > 0 São ângulos que determinam por soma um ângulo raso.

2º Exemplo: Resolver a inequação:

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7. CONGRUÊNCIA DE ÂNGULOS
O conceito de congruência é primitivo. Não há definição. lntuitivamente,
quando imaginamos dois ângulos coincidindo ponto a ponto, dizemos que
possuem a mesma medida ou são congruentes (sinal de congruência: ≅ ).

14. TEOREMA FUNDAMENTAL SOBRE RETAS PARALELAS


Se uma reta transversal forma com duas retas de um plano ângulos
correspondentes congruentes, então as retas são paralelas.

8. ÂNGULO RETO
Considerando ângulos suplementares e congruentes entre si, diremos
que se trata de ângulos retos.

) )
a ≅ m
) )
9. MEDIDAS b ≅ n  ângulos correspondentes congruentes
1 reto ↔ 90° (noventa graus) ) )
c ≅ p
1 raso ↔ 2 retos ↔ 180° ) )
d ≅ q 
1° ↔ 60' (um grau - sessenta minutos)
1' ↔ 60" (um minuto - sessenta segundos)
Consequências:
a) ângulos alternos congruentes:
) ) ) )
As subdivisões do segundo são: décimos, centésimos etc. d ≅ n = 180 0 (alternos a ≅ p (alternos
) ) ) )
c ≅ m = 180 0 internos) b ≅ q externos)

b) ângulos colaterais suplementares:


) )
a + q = 180 o 
) ) (colaterais externos)
b + p = 180 o 
) )
d + m = 180 o 
) ) (colaterais internos)
c + n = 180 o 
90o = 89o 59’
15. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
10. ÂNGULOS COMPLEMENTARES
São ângulos cuja soma é igual a um reto. • Determine o complemento de 34°15'34".
Resolução:
89° 59' 60"
- 34° 15' 34"
55° 44' 26"
Resp.: 55° 44' 26"

• As medidas 2x + 20° e 5x - 70° são de ângulos opostos pelo


vértice. Determine-as.
Resolução:
11. REPRESENTAÇÃO 2x + 20° = 5x - 70° ⇔
x é o ângulo; (90° - x) seu complemento e (180° - x) seu suplemento. ⇔ - 70° + 20° = 5x - 2x ⇔
12. BISSETRIZ
⇔ 90° = 3x ⇔
É a semi-reta que tem origem no vértice do ângulo e o divide em dois
ângulos congruentes. x = 30°
Resp.: 30°

• As medidas de dois ângulos complementares estão entre si como


2 está para 7. Calcule-as.
Resolução: Sejam x e y as medidas de 2 ângulos
complementares. Então:
13. ANGULOS OPOSTOS PELO VÉRTICE
São ângulos formados com as semi-retas apostas duas a duas. x + y = 90o x + y = 90o
 
Ângulos apostos pelo vértice são congruentes (Teorema).  x 2 ⇔ x 2 ⇔
 =  + 1 = +1
 y 7 y 7

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x + y = 90o x + y = 90o Consequências:
) )
  A + A ex = 180°  ) ) )
x + y 9 ⇔  90o 9 ) ) )  ⇒ Aex = B + C
 y =7  y =7 A + B + C = 180°
 
⇒ x = 20° e y = 70° Analogamente:
Resp.: As medidas são 20° e 70°. ) ) )
Bex = A + C
• Duas retas paralelas cortadas por uma transversal formam 8 ) ) )
Cex = B + A
ângulos. Sendo 320° a soma dos ângulos obtusos internos, calcule os
demais ângulos.
Soma dos ângulos externos:
) ) )
Aex + B ex + C ex = 360°
16.2 – Classificação

Resolução:
De acordo com a figura seguinte, teremos pelo enunciado:

â + â = 320° ⇔ 2â = 320° ⇔ â = 160°


Sendo b a medida dos ângulos agudos, vem:
) ) ) )
a+b = 180° ou 160° + b = 180° ⇒ b = 20°

Resp.: Os ângulos obtusos medem 160° e os agudos 20°.

5) Na figura, determine x.

Resolução: Pelos ângulos alternos internos:

x + 30° = 50° ⇒
x = 20°
16. TRIÂNGULOS

16.1 – Ângulos
∆ ABC = AB ∪ BC ∪ CA Obs.: Se o triângulo possui os 3 ângulos menores que 90°, é
AB; BC; CA são os lados acutângulo; e se possui um dos seus ângulos maior do que 90°, é
) ) ) obtusângulo.
A; B; C são ângulos internos
) ) )
A ex ; Bex ; C ex são angulos externos 16.3 - Congruência de triângulos
Dizemos que dois triângulos são congruentes quando os seis
elementos de um forem congruentes com os seis elementos
correspondentes do outro.

) )
LEI ANGULAR DE THALES: A ≅ A'  AB ≅ A' B'
) ) ) ) ) 
A + B + C = 180° B ≅ B' e  BC ≅ B 'C '
) ) 
C ≅ C '  AC ≅ A' C'

⇔ ∆ABC ≅ ∆A' B' C'


16.4 - Critérios de congruência

LAL: Dois triângulos serão congruentes se possuírem dois lados e


o ângulo entre eles congruentes.
LLL: Dois triângulos serão congruentes se possuírem os três
lados respectivamente congruentes.
ALA : Dois triângulos serão congruentes se possuírem dois
ângulos e o lado entre eles congruentes.

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LAAO : Dois triângulos serão congruentes se possuírem dois Resolução:
ângulos e o lado oposto a um deles congruentes.

16.5 - Pontos notáveis do triângulo


• O segmento que une o vértice ao ponto médio do lado oposto é
denominado MEDIANA.
O encontro das medianas é denominado BARICENTRO.

a + b + c = 13
a = 2b 3b = 9
a + b = 9

G é o baricentro b = e a =
Propriedade: AG = 2GM
BG = 2GN Portanto: c =
CG = 2GP
As medidas são : 3 cm; 4 cm; 6 cm
• A perpendicular baixada do vértice ao lado oposto é denominada
ALTURA. • Num triângulo isósceles um dos ângulos da base mede 47°32'.
O encontro das alturas é denominado ORTOCENTRO. Calcule o ângulo do vértice.

Resolução:

• INCENTRO é o encontro das bissetrizes internas do triângulo. (É


centro da circunferência inscrita.)
• CIRCUNCENTRO é o encontro das mediatrizes dos lados do
triângulo, lÉ centro da circunferência circunscrita.) x + 47° 32' + 47° 32' = 180° ⇔
x + 94° 64' = 180° ⇔
16.6 – Desigualdades x + 95° 04' = 180° ⇔ x = 180° - 95° 04' ⇔
Teorema: Em todo triângulo ao maior lado se opõe o maior ângulo e x = 84° 56'
vice-Versa. rascunho:
Em qualquer triângulo cada lado é menor do que a soma dos outros 179° 60'
dois. - 95° 04'
84° 56'
16.7 - EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Resp. : O ângulo do vértice é 84° 56'.
• Sendo 8cm e 6cm as medidas de dois lados de um triângulo,
determine o maior número inteiro possível para ser medida do terceiro lado • Determine x nas figuras:
em cm. a)
Resolução:

b)

x < 6 + 8 ⇒ x < 14
6 < x + 8 ⇒ x > -2 ⇒ 2 < x < 14
8 < x + 6 ⇒ x > 2

Assim, o maior numero inteiro possível para medir o terceiro lado é 13.

• O perímetro de um triângulo é 13 cm. Um dos lados é o dobro do Resolução:


outro e a soma destes dois lados é 9 cm. Calcule as medidas dos lados. a) 80° + x = 120° ⇒ x = 40°
b) x + 150° + 130° = 360° ⇒ x = 80°
• Determine x no triângulo:
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Resolução: Propriedades:
• Lados opostos congruentes.
• Ângulos apostos congruentes.
• Diagonais se encontram no ponto médio

c) Retângulo:
"Paralelogramo com um ângulo reto".

) )
∆ABC isósceles, vem: B ≅
Sendo C e portanto:
) ) ) ) )
B ≅ C = 50° , pois A + B + C = 180° .
Propriedades:
Assim, x = 80° + 50° ⇒ x = 130° • Todas as do paralelogramo.
• Diagonais congruentes.
17. POLIGONOS
O triângulo é um polígono com o menor número de lados possível (n = d) Losango:
3), "Paralelogramo com os quatro lados congruentes".
De um modo geral dizemos; polígono de n lados.

17.1 - Número de diagonais

n ( n - 3)
d = Propriedades:
2 1. Todas as do paralelogramo.
2. Diagonais são perpendiculares.
( n = número de lados ) 3. Diagonais são bissetrizes internas.
De 1 vértice saem (n - 3) diagonais. e) Quadrado:
De n vértices saem n . (n - 3) diagonais; mas, cada uma é considerada "Retângulo e losango ao mesmo tempo".
duas vezes.
n ( n - 3)
Logo ; d =
2
17.2 - Soma dos ângulos internos
Si = 180° ( n - 2 )
17.3 - Soma dos ângulos externos

Se = 360° Obs: um polígono é regular quando é equiângulo e equilátero.

17.4 – Quadriláteros SEMELHANÇAS


a) Trapézio: 1. TEOREMA DE THALES
"Dois lados paralelos". Um feixe de retas paralelas determina sobre um feixe de retas
concorrentes segmentos correspondentes proporcionais.
AB // DC

b) Paralelogramo:
“Lados opostos paralelos dois a dois”.
AB // DC e AD // BC

AB EF MN
= = = ...
CD GH PQ
AC EG MP
= = = ...
BC FG NP
etc...

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2. SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS AC HC
Dada a correspondência entre dois triângulos, dizemos que são ∆AHC ~ ∆BAC ⇔ = ⇔
b) BC AC
semelhantes quando os ângulos correspondentes forem congruentes e os
lados correspondentes proporcionais. ⇔ AC 2 = BC ⋅ HC
3. CRITÉRIOS DE SEMELHANÇA ou 2
b =a.n (II)
a) (AA~ ) Dois triângulos possuindo dois ângulos
correspondentes congruentes são semelhantes.
• (LAL~) Dois triângulos, possuindo dois lados proporcionais e Cada cateto é média proporcional entre a hipotenusa e a sua
os ângulos entre eles formados congruentes, são projeção sobre a mesma.
semelhantes.
• (LLL) Dois triângulos, possuindo os três lados AH HB
proporcionais, são semelhantes. ∆AHB ~ ∆CHA ⇔ = ⇔
c) CH HA
Representação: ⇔ AH 2 = CH ⋅ HB
) )
A ≅ A' ou (III)
) ) h2 = m . n
∆ABC ~ ∆A'B'C'⇔ B ≅ B' e
) ) A altura é média proporcional entre os segmentos que deter-
C ≅ C' mina sobre a hipotenusa

AB BC AC Consequências:
= = =k
A'B' B'C' A'C' (I) + (II) vem:
c 2 + b 2 = am + an ⇔
razão de semelhança
⇔ c 2 + b 2 = a (m + n ) ⇔
Exemplo: calcule x
a

⇔ c +b = a
2 2 2

4.2 - Teorema de Pitágoras

a2 + b2 = c2

O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos.

Resolução:
∆ABC ~ ∆MNC ⇔ Exemplo:

AB AC x 9
Na figura, M é ponto médio de BC , Â = 90°
= ⇒ = ∴x = 6 e M̂ = 90°. Sendo AB = 5 e AC = 2, calcule Al.
MN MC 4 6
4. RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO
Na figura:

Resolução:

a) Teorema de Pitágoras:
BC 2 = AB 2 + AC 2 ⇒ BC 2 = 52 + 2 2 ⇒
A é vértice do ângulo reto (Â = 90° )
) ) ⇒ BC = 29 ≅ 5,38 e 29
B + C = 90° MB =
2
m = projeção do cateto c sobre a hipotenusa a
b)
n = projeção do cateto b sobre a hipotenusa a
AB BC
H é o pé da altura AH = h. ∆ABC ~ ∆MBI ⇔ = ou
MB BI
4.1 – Relações 5 29 29
AB HB = ⇔ BI = = 2,9
∆AHB ~ ∆CAB ⇔ ⇔ ⇔ 29 BI 10
a) CB AB
2
⇔ AB 2 = CB ⋅ HB
Logo, sendo AI = AB - BI, teremos:
ou c2 = a . m (I)
AI = 5 - 2,9 ⇒ AI = 2,1

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5. RELAÇÕES MÉTRICAS NO CÍRCULO
l3 = R 3

• (lado em função do raio)

l 23 3
S=
• Área: 4

(área do triângulo equilátero em função do lado)

c) Hexágono regular:

Nas figuras valem as seguintes relações:


δ 2 =PA . PB=PM . PN

AB = l 6 (lado do hexágono)
OA = OB = R (raio do círculo)
OM = a (apótema)
o número δ2 é denominado Potência do ponto
Relações:
• ∆ OAB é equilátero ⇒
P em relação à circunferência.
• OM é altura ∆O ⇒
δ 2= d2 − R 2 AB
a=
R 3
2
1. Área:
6. POLÍGONOS REGULARES
3R 2 3
a) Quadrado:
S = 6 ⋅ S ∆ABC ⇒ S=
2

ÁREAS DE FIGURAS PLANAS

a) Retângulo: S=b.h

AB = lado do quadrado ( l 4)
OM = apótema do quadrado (a4)
OA = OB = R = raio do círculo

Relações:
• AB 2 = R 2 + R 2 ⇒ b) Paralelogramo:
S=b.h
• OM =
AB

2 l4
a4 =
2
• Área do quadrado:
S 4 = l 24
c) Triângulo:
b) Triângulo equilátero:
b ⋅h
S=
2

d) Losango:
D⋅d
S=
AC = l 3 (lado do triângulo) 2
OA = R (raio do círculo)
OH = a (apótema do triângulo)
Relações:
• AC2 = AH2 + HC2 ⇒ h=
l3 3
2
(altura em função do lado)

• AO = 2 OH ⇒ R = 2a
(o raio é o dobro do apótema)

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e) Trapézio:
(B + b )h h=
l 3
⇒h=
6 3

S= h=3 3 m
2 2 2

GEOMETRIA ESPACIAL

1. PRISMAS
São sólidos que possuem duas faces apostas paralelas e congruentes
denominadas bases.
7. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS a l = arestas laterais
1) Num triângulo retângulo os catetos medem 9 cm e 12 cm. Calcule h = altura (distância entre as bases)
as suas projeções sobre a hipotenusa.
Resolução:

Cálculos:
a) Pitágoras: a2 = b2 + c2 ⇒ Ab = área do polígono da base.
A l = soma das áreas laterais.
⇒ a2 =122 + 92 ⇒
a = 15 cm

A T = A l + 2A b (área total).
b) C2 = a . m ⇒ 92 = 15 . m ⇒ m = 5,4 cm

V = Ab . h (volume)
c) b2 = a . n ⇒ 122 = 15 . n ⇒ n = 9,6
cm 1.1 – CUBO
2) As diagonais de um losango medem 6m e 8m. Calcule o seu O cubo é um prisma onde todas as faces são quadradas.
perímetro:
Resolução: AT = 6 . a2 (área total)

V = a3 (volume)

a = aresta

l 2 = 42 = 32 ⇒ l = 5m

O perímetro é: P = 4 X 5 m = 20
3) Calcule x na figura: Para o cálculo das diagonais teremos:

(diagonal de uma face)


d=a 2

(diagonal do cubo)
D=a 3

1.2 - PARALELEPÍPEDO RETO RETÂNGULO


Resolução:
PA . PB = PM . PN ⇒ 2. ( 2 + x ) = 4 X 10

4 + 2 x = 40 ⇔ 2 x = 36 ⇔
⇔ x=18
dimensões a, b, c
4) Calcule a altura de um triângulo equilátero cuja área é 9 3 m2: (área total)
AT = 2 ( ab + ac + bc )
Resolução:
l2 3 l2 3 l = 6m
S= ⇒9 3= ∴ V = abc (volume)
4 4

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3.1 - CILINDRO EQUILÁTERO
D = a2 + b2 + c 2 (diagonal) Quando a secção meridiana do cilindro for quadrada, este será
equilátero.

2. PIRÂMIDES
São sólidos com uma base plana e um vértice fora do plano dessa
base.

Logo:
A l = 2πR ⋅ 2R = 4πR 2
A T = 2 ⋅ πR 2 + 4πR 2 = 6πR 2
V = πR 2 ⋅ 2R = 2πR 3

Para a pirâmide temos: 4. CONE CIRCULAR RETO


g é geratriz.
A b = área da base ∆ ABC é secção meridiana.
A l = álea dos triângulos faces laterais

AT = Al + Ab (área total)

1 (volume)
V= Ab ⋅ h
3

2.1 - TETRAEDRO REGULAR


É a pirâmide onde todas as faces são triângulos equiláteros. g2 = h2 + R2
A l = πRg (área lateral)
A b = πR 2
(área da base)
AT = Al + Ab (área total)

1
v= ⋅ Ab ⋅ h (volume)
3
Tetraedro de aresta a :

a 6 4.1 - CONE EQUILÁTERO


h= ( altura ) Se o ∆ ABC for equilátero, o cone será denominado equilátero.
3

A T = a2 3 (área total)

a3 2
V= ( volume )
12

3. CILINDRO CIRCULAR RETO


As bases são paralelas e circulares; possui uma superfície lateral.

h=R 3 (altura)
A b = πR 2
(base)
A l = πR ⋅ 2R = 2πR 2
(área lateral)
A T = 3πR 2
(área total)
1
V = πR 3 3 (volume)
3
A b = πR 2
( área da base)
5. ESFERA
A l = 2πR ⋅ h Perímetro do círculo maior: 2 π R
Área da superfície: 4 π R2
( área lateral )

A T = 2A b + A l
( área total ) 4
V = Ab ⋅ h
Volume:
πR 3
( volume ) 3

Matemática 74 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Área da secção meridiana: π R2. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 2

• Na figura
EXERCICIOS PROPOSTOS 1
AB = 4 cm BC = 6 cm MN = 8 cm
Então, NP vale:
• Os 3/4 do valor do suplemento de um angulo de 60° são: a) 10 cm b) 8 cm c) 1 2 cm d) 6 cm e) 9 cm
a) 30° b) 70º c) 60º d) 90º e) 100º
• Com as retas suportes dos lados (AD e BC) não paralelos do trapézio
• A medida de um ângulo igual ao dobro do seu complemento é:
ABCD, construímos o ∆ ABE. Sendo AE = 12 cm; AD = 5 cm; BC = 3
a) 60° b) 20º c) 35º d) 40º e) 50°
cm. O valor de BE é:
a) 6,4cm b) 7,2 cm c) 3,8 cm d) 5,2 cm e) 8,2cm
• O suplemento de 36°12'28" é:
a) 140º 27’12” b) 143°47'32"
• O lado AB de um ∆ ABC mede 16 cm. Pelo ponto D pertencente ao
c) 143°57'42" d) 134°03'03" e) n.d.a.
lado AB, distante 5 cm de A, constrói-se paralela ao lado BC que
encontra o lado AC em E a 8 cm de A. A medida de AC é:
• número de diagonais de um polígono convexo de 7 lados é:
a) 15,8 cm b) 13,9 cm c) 22,6 cm
a) 6 b) 8 c) 14 d) 11 e) 7
d) 25,6 cm e) 14 cm
• O polígono que tem o número de lados igual ao número de diagonais é o:
• A paralela a um dos lados de um triângulo divide os outros dois na
a) quadrado b) pentágono
razão 3/4. Sendo 21cm e 42 cm as medidas desses dois lados. O
c) hexágono d) de15 lados e) não existe
maior dos segmentos determinado pela paralela mede:
a) 9cm b) 12cm c) 18 cm d) 25 cm e) 24 cm
• O número de diagonais de um polígono convexo é o dobro do número
de vértices do mesmo. Então o número de lados desse polígono é:
• Num trapézio os lados não paralelos prolongados determinam um
a) 2 b) 3 c) 4 d) 6 e) 7
triângulo de lados 24 dm e 36 dm. O menor dos lados não paralelos do
trapézio mede 10 dm. O outro lado do trapézio mede:
• A soma dos ângulos internos de um pentágono é igual a: a) 6 dm b) 9 dm c) 10 dm d) 13 dm e) 15 dm
a) 180° b) 90° c) 360° d) 540° e) 720°
• Num triângulo os lados medem 8 cm; 10 cm e 15 cm. O lado
• Um polígono regular tem 8 lados; a medida de um dos seus ângulos correspondente ao menor deles, num segundo triângulo semelhante ao
internos é: primeiro, mede 16cm. O perímetro deste último triângulo é:
a) 135° b) 45° c) 20° d) 90° e) 120° a) 60 cm b) 62 cm c) 66 cm d) 70 cm e) 80 cm
• O encontro das bissetrizes internas de um triângulo é o: • Dois triângulos semelhantes possuem os seguintes perímetros: 36 cm
a) bicentro b) baricentro e 108 cm. Sendo 12 cm a medida de um dos lados do primeiro, a
c) incentro d) metacentro e) n.d.a. medida do lado correspondente do segundo será:
a) 36 cm b) 48 cm c) 27 cm d) 11 cm e) 25 cm
• As medianas de um triângulo se cruzam num ponto, dividindo-se em
dois segmentos tais que um deles é:
a) o triplo do outro b) a metade do outro 12
• A base e a altura de um retângulo estão na razão . Se a diagonal
2 5
c) um quinto do outro d) os do outro e) n.d.a. mede 26cm, a base medida será:
3 a) 12 cm b) 24 cm c) 16 cm d) 8 cm e) 5 cm
• Entre os.critérios abaixo, aquele que não garante a congruência de • A altura relativa à hipotenusa de um triângulo mede 14,4 dm e a
triângulos é: projeção de um dos catetos sobre a mesma 10,8 dm. O perímetro do
a) LLL b) ALA c) LAAO d) AAA e) LAL triângulo é:
a) 15 dm b) 32 dm c) 60 dm d) 72 dm e) 81 dm
• O menor valor inteiro para o terceiro lado de um triângulo, cujos outros
dois medem 6 e 9, será: • A altura relativa à hipotenusa de um triângulo retângulo de catetos 5
a) 4 b) 10 c) 6 d) 7 e) 1 cm e 12 cm, mede:
a) 4,61cm b) 3,12 cm c) 8,1 cm d) 13,2 cm e) 4 cm
• Num paralelogramo de perímetro 32cm e um dos lados10cm, a medida
para um dos outros lados é: • Duas cordas se cruzam num círculo. Os segmentos de uma delas
a) 6 cm b) 12 cm c) 20 cm d) 22 cm e) 5 cm medem 3 cm e 6 cm; um dos segmentos da outra mede 2 cm. Então o
outro segmento medirá:
a) 7 cm b) 9 cm c) 10 cm
RESPOSTAS AOS EXERCICIOS PROPOSTOS d) 11 cm e) 5 cm
1) d 6) e 11) d RESPOSTAS AOS EXERCICIOS PROPOSTOS
2) a 7) d 12) a 1) c 5) e 9) d
3) b 8) a 13) a 2) b 6) c 10) a
4) c 9) c 3) d 7) a 11) b
5) b 10) b 4) e 8) b

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS 3 QUADRADO
PERÍMETRO: L + L + L + L = 4L
1) Um prisma pentagonal regular tem 1,8 m de altura e aresta da base 0,6 Área do quadrado:
m. Calcule a área lateral do prisma.
A = l ⋅ l = l2
2) Calcule a área total de um prisma hexagonal regular de 2m de altura e
1,5m de aresta na base.

3) A altura de um prisma reto tem 9,6 cm e as bases são quadrados cuja


diagonal mede 2,25 cm. Calcule a área lateral.

4) Calcule a diagonal de um cubo cujo volume é 47013,360 cm3.

5) Em um prisma reto, a altura tem 7 m, a base é um triângulo isósceles


cujo perímetro é 5 m e um dos lados tem 3 cm. Calcule o volume.
Exemplo 2
6) Dão-se um prisma quadrangular e outro triangular, ambos regulares, de Qual a área do quadrado de 5 cm de lado?
mesma altura, 3 m e mesma aresta da base. De quanto se deve Solução: A= l
2
aumentar a altura do segundo para se ter o mesmo volume do
primeiro? l = 5 cm
A = 52
7) Numa pirâmide quadrangular regular a aresta lateral é igual à diagonal A = 25 cm2
da base, que tem 1 m. Calcule o volume.
PARALELOGRAMO
8) Calcule a superfície total de uma pirâmide triangular regular que tem A = área do paralelogramo:
25cm de aresta lateral e 8cm de aresta da base.
A=b.h
9) Calcule a área lateral de um cilindro reto de 12,5 cm de altura e cuja
base está inscrita num losango de diagonais 8 cm e 6 cm. Perímetro: 2b + 2h

10) Um retângulo de 4 cm de lado e 5 cm de base gira em torno do lado


maior determinando um sólido no espaço. calcule a área lateral do
sólido assim gerado.

RESPOSTAS AOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS Exemplo 3


1) 5,4 m2 A altura de um paralelogramo é 4 cm e é a metade de sua base. Qual é
2) 29,68 m2 suá área ?
3) 61,084 cm2 Solução: A = b .h
4) 6,6 cm2 h = 4cm
5) 21cm3 b =2.h
6) 3,93 cm b = 2 . 4 = 8cm
7) 144,333 dm3 A =8.4
8) 323,832 A = 32 m2
9) 60 π cm2 TRIÂNGULO
10) 40 π cm2
Perímetro: é a soma dos três lados.

GEOMETRIA ESPACIAL
ÁREA DAS FIGURAS PLANAS
RETÂNGULO
A=b.h
A = área b = base h = altura
Perímetro: 2b + 2h
Exemplo 1
Área do triângulo:
b ⋅ h
A =
2

Exemplo 4:
A altura de um triângulo é 8 cm e a sua base é a metade da altura.
Calcular sua área.
Qual a área de um retângulo cuja altura é 2 cm e seu perímetro 12 cm?
Solução: b ⋅ h
Solução: A = b. h A =
h = 2 cm 2
2 +b+2+b = 12 h = 8cm
2b+4 = 12 b = h = 8 = 4 cm
2b = 12 - 4 2 2
2b = 8 8⋅4
A=
b = 8 ÷ 2=4 2
b =4cm A = 16 m2
A=4 .2
A = 8 cm2

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TRAPÉZIO a l = arestas laterais
Perímetro: b + b’ + a soma dos dois lados.
Área do trapézio: h = altura (distância entre as bases)
b = base maior
b' = base menor
h = altura

Exemplo 5:
Calcular a área do trapézio de base maior de 6 cm, base menor de 4 cm. e
altura de 3 cm.
Solução:

A =
(b + b' )⋅h
2
b = 6 cm
b' = 4 cm Cálculos:
h = 3 Cm Ab = área do polígono da base.

A =
( 6 + 4) ⋅ 3 A l = soma das áreas laterais.
2
A = 15 cm2 A T = A l + 2A b (área total).

LOSANGO V = Ab . h (volume)

1.1 – CUBO
O cubo é um prisma onde todas as faces são quadradas.
2
AT = 6 . a (área total)

3
V=a
(volume)

a = aresta
D= diagonal maior
d = diagonal menor
Perímetro = é a soma dos quatro lados.
Área do losango:
D ⋅ d
A =
2

Exemplo 6:
Calcular a área do losango de diagonais 6 cm Para o cálculo das diagonais teremos:
e 3 cm.
Solução: D ⋅ d (diagonal de uma face)
A =
2 d=a 2
6 ⋅ 5
A =
2 (diagonal do cubo)
A = 15 cm2 D=a 3
CIRCULO
Área do círculo: 1.2 - PARALELEPÍPEDO RETO RETÂNGULO

A = π R2

A = área do círculo
R = raio
π = 3,14
Exemplo 7.
O raio de uma circunferência é 3 cm. Calcular a sua área.
A = π R2
A = 3,14 . 32 dimensões a, b, c
A = 3,14 . 9 (área total)
A = 28,26 cm2 AT = 2 ( ab + ac + bc )

GEOMETRIA ESPACIAL
V = abc (volume)
1. PRISMAS
São sólidos que possuem duas faces apostas paralelas e congruentes (diagonal)
D = a2 + b2 + c 2
denominadas bases.

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2. PIRÂMIDES
São sólidos com uma base plana e um vértice fora do plano dessa A l = 2πR ⋅ h
base. ( área lateral )

A T = 2A b + A l
‘ ( área total )

V = Ab ⋅ h ( volume )

3.1 - CILINDRO EQUILÁTERO


Quando a secção meridiana do cilindro for quadrada, este será
equilátero.

Para a pirâmide temos:


A b = área da base
A l = álea dos triângulos faces laterais

AT = Al + Ab Logo:
(área total)
A l = 2πR ⋅ 2R = 4πR 2

1 (volume) A T = 2 ⋅ πR 2 + 4πR 2 = 6πR 2


V= Ab ⋅h V = πR 2 ⋅ 2R = 2πR 3
3
4. CONE CIRCULAR RETO
2.1 - TETRAEDRO REGULAR g é geratriz.
É a pirâmide onde todas as faces são triângulos equiláteros.
∆ ABC é secção meridiana.

g2 = h2 + R2
Tetraedro de aresta a : A l = πRg (área lateral)
A b = πR 2
(área da base)
a 6 AT = Al + Ab
h= ( altura ) (área total)
3
1
v= ⋅ Ab ⋅ h
(volume)
AT = a 2
3 ( área total )
3

( volume ) 4.1 - CONE EQUILÁTERO


a3 2 Se o ∆ ABC for equilátero, o cone será denominado equilátero.
V=
12
3. CILINDRO CIRCULAR RETO
As bases são paralelas e circulares; possui uma superfície lateral.

h=R 3 (altura)
A b = πR 2 (base)
A l = πR ⋅ 2R = 2πR 2 (área lateral)
A T = 3πR 2 (área total)

A b = πR 2 1
V = πR 3 3 (volume)
( área da base)
3

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5. ESFERA 13) Num paralelogramo de perímetro 32cm e um dos lados10cm, a
Perímetro do círculo maior: 2 π R medida para um dos outros lados é:
Área da superfície: 4 π R2 a) 6 cm b) 12 cm c) 20 cm
d) 22 cm e) 5 cm
Volume: 4
πR 3 RESPOSTAS AOS EXERCICIOS PROPOSTOS
3 1) d 6) e 11) d
2) a 7) d 12) a
Área da secção meridiana: π R2. 3) b 8) a 13) a
4) c 9) c
5) b 10) b

EXERCÍCIOS PROPOSTOS 2

EXERCICIOS PROPOSTOS 1

1) Os 3/4 do valor do suplemento de um angulo de 60° são:


a) 30° b) 70º c) 60º d) 90º e) 100º
2) A medida de um ângulo igual ao dobro do seu complemento é:
a) 60° b) 20º c) 35º d) 40º e) 50° 1) Na figura
AB = 4 cm BC = 6 cm MN = 8 cm
3) O suplemento de 36°12'28" é: Então, NP vale:
a) 140º 27’12” b) 143°47'32" a) 10 cm b) 8 cm c) 1 2 cm d) 6 cm
c) 143°57'42" d) 134°03'03" e) 9 cm
e) n.d.a.
2) Com as retas suportes dos lados (AD e BC) não paralelos do
4) número de diagonais de um polígono convexo de 7 lados é: trapézio ABCD, construímos o ∆ ABE. Sendo AE = 12 cm; AD =
a) 6 b) 8 c) 14 d) 11 e) 7 5 cm; BC = 3 cm. O valor de BE é:
a) 6,4cm b) 7,2 cm c) 3,8 cm d) 5,2 cm e) 8,2cm
5) O polígono que tem o número de lados igual ao número de
diagonais é o: 3) O lado AB de um ∆ ABC mede 16 cm. Pelo ponto D pertencente
a) quadrado b) pentágono ao lado AB, distante 5 cm de A, constrói-se paralela ao lado BC
c) hexágono d) de15 lados que encontra o lado AC em E a 8 cm de A. A medida de AC é:
e) não existe a) 15,8 cm b) 13,9 cm c) 22,6 cm
d) 25,6 cm e) 14 cm
6) O número de diagonais de um polígono convexo é o dobro do
número de vértices do mesmo. Então o número de lados desse 4) A paralela a um dos lados de um triângulo divide os outros dois
polígono é: na razão 3/4. Sendo 21cm e 42 cm as medidas desses dois lados.
a) 2 b) 3 c) 4 d) 6 e) 7 O maior dos segmentos determinado pela paralela mede:
a) 9cm b) 12cm c) 18 cm
7) A soma dos ângulos internos de um pentágono é igual a: d) 25 cm e) 24 cm
a) 180° b) 90° c) 360°
d) 540° e) 720° 5) Num trapézio os lados não paralelos prolongados determinam um
triângulo de lados 24 dm e 36 dm. O menor dos lados não
8) Um polígono regular tem 8 lados; a medida de um dos seus paralelos do trapézio mede 10 dm. O outro lado do trapézio mede:
ângulos internos é: a) 6 dm b) 9 dm c) 10 dm
a) 135° b) 45° c) 20° d) 13 dm e) 15 dm
d) 90° e) 120°
6) Num triângulo os lados medem 8 cm; 10 cm e 15 cm. O lado
9) O encontro das bissetrizes internas de um triângulo é o: correspondente ao menor deles, num segundo triângulo
a) bicentro b) baricentro semelhante ao primeiro, mede 16cm. O perímetro deste último
c) incentro d) metacentro e) n.d.a. triângulo é:
a) 60 cm b) 62 cm c) 66 cm
10) As medianas de um triângulo se cruzam num ponto, dividindo-se d) 70 cm e) 80 cm
em dois segmentos tais que um deles é:
a) o triplo do outro b) a metade do outro 7) Dois triângulos semelhantes possuem os seguintes perímetros:
2 36 cm e 108 cm. Sendo 12 cm a medida de um dos lados do
c) um quinto do outro d) os do outro e) n.d.a.
3 primeiro, a medida do lado correspondente do segundo será:
a) 36 cm b) 48 cm c) 27 cm
d) 11 cm e) 25 cm
11) Entre os.critérios abaixo, aquele que não garante a congruência
de triângulos é: 12
8) A base e a altura de um retângulo estão na razão . Se a
a) LLL b) ALA c) LAAO d) AAA e) LAL 5
diagonal mede 26cm, a base medida será:
12) O menor valor inteiro para o terceiro lado de um triângulo, cujos a) 12 cm b) 24 cm c) 16 cm
outros dois medem 6 e 9, será: d) 8 cm e) 5 cm
a) 4 b) 10 c) 6 d) 7 e) 1 9) A altura relativa à hipotenusa de um triângulo mede 14,4 dm e a
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projeção de um dos catetos sobre a mesma 10,8 dm. O perímetro
do triângulo é: 17) Determine o raio da esfera inscrita num tetraedro de altura h.
a) 15 dm b) 32 dm c) 60 dm
d) 72 dm e) 81 dm 18) Determine o raio da esfera circunscrita ao cubo de diagonal D.

10) A altura relativa à hipotenusa de um triângulo retângulo de catetos


5 cm e 12 cm, mede: RESPOSTAS AOS EXERCÍCIOS PROPOSTOS
a) 4,61cm b) 3,12 cm c) 8,1 cm 1) 5,4 m2
11) 36 3π cm2
d) 13,2 cm e) 4 cm 2) 29,68 m2
3) 61,084 cm2 12) 16 cm2
11) Duas cordas se cruzam num círculo. Os segmentos de uma delas 4) 6,6 cm 2 13) 135 π cm2
medem 3 cm e 6 cm; um dos segmentos da outra mede 2 cm. 5) 21cm3 14) 415 π cm3
Então o outro segmento medirá: 6) 3,93 cm 15) 2 π cm3
a) 7 cm b) 9 cm c) 10 cm 7) 144,333 dm 3 16) 4 m
d) 11 cm e) 5 cm 8) 323,832 17) h/4
9) 60 π cm2 18) D/2
RESPOSTAS AOS EXERCICIOS PROPOSTOS 10) 40 π cm2
1) c 5) e 9) d
2) b 6) c 10) a
3) d 7) a 11) b GEOMETRIA ANALÍTICA
4) e 8) b
COORDENADAS CARTESIANAS
EXERCÍCIOS PROPOSTOS 3 Em Geometria Analítica, associamos a cada ponto do plano cartesiano
determinado pelos eixos coordenados (eixos de abscissas e de ordenadas)
1) Um prisma pentagonal regular tem 1,8 m de altura e aresta da base um par de número (a, b) ∈ R2.
0,6 m. Calcule a área lateral do prisma.

2) Calcule a área total de um prisma hexagonal regular de 2m de altura e


1,5m de aresta na base.

3) A altura de um prisma reto tem 9,6 cm e as bases são quadrados cuja


diagonal mede 2,25 cm. Calcule a área lateral.

4) Calcule a diagonal de um cubo cujo volume é 47013,360 cm3. PROPRIEDADES


1) Cada par (a,b) ∈ R2 representa um único ponto no plano cartesia-
5) Em um prisma reto, a altura tem 7 m, a base é um triângulo isósceles no.
cujo perímetro é 5 m e um dos lados tem 3 cm. Calcule o volume.

6) Dão-se um prisma quadrangular e outro triangular, ambos regulares,


de mesma altura, 3 m e mesma aresta da base. De quanto se deve
aumentar a altura do segundo para se ter o mesmo volume do
primeiro?

7) Numa pirâmide quadrangular regular a aresta lateral é igual à diagonal


da base, que tem 1 m. Calcule o volume. 2) Todo ponto do eixo de abscissas tem ordenada nula.

8) Calcule a superfície total de uma pirâmide triangular regular que tem


25cm de aresta lateral e 8cm de aresta da base.

9) Calcule a área lateral de um cilindro reto de 12,5 cm de altura e cuja


base está inscrita num losango de diagonais 8 cm e 6 cm.

10) Um retângulo de 4 cm de lado e 5 cm de base gira em torno do lado 3) Todo ponto do eixo de ordenadas tem abcissa nula.
maior determinando um sólido no espaço. calcule a área lateral do
sólido assim gerado.

11) Calcule a área de uma superficie gerada pela rotação de um triângulo


equilátero de lado 6 cm, em torno de seu lado.

12) Um cone circular reto de altura h é seccionado por um plano à 4) Todo ponto pertencente à bissetriz dos quadrantes ímpares (b13) tem
distância h/4 do vértice; sendo 256 cm2 a área lateral do cone, calcule coordenadas (x; x).
a área lateral do cone parcial assim formado.

13) Com um setor circular de 15 cm de raio e 216° de ângulo central,


constrói-se um cone circular reto. calcule a área lateral do cone.

14) Calcule o volume de uma esfera inscrita num cone reto de 4m de


altura e 3m de raio da base.

15) Calcule o volume de um cilindro equilátero circunscrito a uma esfera


de raio m. 5) Todo ponto pertencente à bissetriz dos quadrantes pares (b24) tem
16) Determine o raio da esfera inscrita num cubo de aresta 8m. coordenadas simétricas (x; -x).

Matemática 80 A Opção Certa Para a Sua Realização


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DISTANCIÂS ENTRE DOIS PONTOS Calculemos inicialmente a área do retângulo que envolve o quadrilátero
Entre dois pontos A e B, chama-se "distância entre os pontos A e B" ao ABCD. Sret = 5 . 5 ∴ Sret = 25
comprimento do segmento AB.
No plano cartesiano, temos o seguinte: A área s do quadrilátero ABCD é a área Sret do retângulo envolvente
menos a soma das áreas S1, S2, S3, S4.
S = Sret – (S1 + S2 + S3 + S4 )
S = 25 - (1 + 2 + 4 + 4,5)
S = 25 -11,5
S = 13,5

RETA
Inclina-

d2 = (x A - xB )2 + (y A - yB )2

d = (x A - xB )2 + (y A - yB )2
ção
2 2 α é agudo α é reto
d = ( ∆x) + ( ∆ y) α é obtuso
(0° < α < 90° ) ( α = 90°) (90° < α <180°)
onde:
∆ x = diferença de abscissas Caso particular
∆ y = diferença de ordenadas

COORDENADAS DO PONTO MÉDIO


Consideremos um segmento de reta AB tal que A(xA, yA) e B (xB, yB) e
determinemos as coordenadas do seu ponto médio.

é nulo ( α = 0°)

Coeficiente angular de uma reta: m = tg α


x A + xB y A + yB As figuras ilustram os quatro casos possíveis:
xM = yM =
2 2

COORDENADAS DO BARICENTRO
Consideremos o triângulo ABC tal que A( xA; yA), B(xB; yB) e C(xC; yC) e
seja G(xG; yG) o seu baricentro (ponto de encontro das medianas).

COEFICIENTE ANGULAR A PARTIR DE DOIS PONTOS


Sejam A e B dois pontos conhecidos de uma reta r não vertical. A partir
destes dois pontos determinemos o coeficiente angular da reta r.

x A + xB + x C y A + yB + y C
Prova-se que: x G = 3
yG =
3
ÁREAS
Calcule a área do quadrilátero ABCD, sendo A(2;1), B(6;2 ), C(4; 6) e
D(1; 3).

Temos que : MR = tg α
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yB − yA 1) Se a = 0 ⇒ yA = yB ⇒ a reta é paralela ao eixo x.
Do triângulo ABC, tiramos que: tg α =
xB − x A
yB − y A
Portanto: m =
xB − x A
r

CONDIÇÕES DE ALINHAMENTO DE TRÊS PONTOS


Três pontos A, B e C distintos dois a dois são alinhados (colineares) se
e somente se tiverem a seguinte igualdade:
−c
r : by + c = 0 ⇒ y = ⇒ y=n
b
isto é, todos os pontos da reta r têm a mesma ordenada n.

2) Se b = 0 ⇒ xA – yB ⇒ a reta é paralela ao eixo y.


xA yA 1
xB yB 1
xC yC 1
Observação:
Dados os pontos A(xA;yA), B(xB;yB) e C(xC;yC) e o determinante
xA yA 1
D= xB yB 1 = 0 −c
r : ax + c = 0 ⇒ x =
xC yC 1 a
⇒ | x = p | , isto ê, todos os pontos da reta r têm a mesma abscissa p.
Se D ≠ 0 então A, B e C não são alinhados e portanto determinam um
triângulo de área S; prova-se 3) a e b são simultaneamente nulos pois senão os pontos A e B seriam
coincidentes e nesse caso não teríamos a determinação de uma reta.
xA yA 1
1 1
que: S = D = mód xB yB 1 4) Se c = 0 ⇒ a.x + b.y = 0 ⇒ a reta passa pela origem; de fato, o
2 2 par (0;0) satisfaz a equação ax + by = 0, para quaisquer valores de a e b.
xC yC 1

EQUAÇÃO DA RETA (I)


Sabemos que dois pontos distintos A e B determinam uma reta e que
esta reta é constituída de infinitos pontos.

POSIÇÕES RELATIVAS DE DUAS RETAS

1) PARALELAS
Seja r : y = m r , x + n r e S : y = mS . x + nS duas retas não parale-
las ao eixo de ordenadas:
Qualquer um desses infinitos pontos está alinhado com A e B. chaman-
do um desses pontos P(x, y) podemos ver que:
xA yA 1
xB yB 1 =0
xC yC 1
que desenvolvido nos dá:
( yB − yA) ⋅ x (xA − xB ) ⋅ y (xA ⋅ yB + xB yA)
− = =0
a b c
a. x + b. y + c = 0 r // s ⇒ α r = α s ⇒ tg α r = tg α s ⇒ m r = 2 m s

CASOS PARTICULARES
2) PERPENDICULARES
Dados dois pontos A e B, obtemos a "equação geral" da reta AB a-
través do determinante:
xA yB 1
xB yB 1 = 0
x y 1
onde o par (x,y) representa as coordenadas de qualquer dos pontos da
reta AB . Desenvolvendo o determinante, obtemos: ax + by + c = 0
onde a = yB - yA; b = 2xA - xB ; c = xByA - xAyB
Repare que:
Se r⊥ s ⇒ α s = 90 º +α r

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tg α S = tg ( 90° + α r ) A(5,6), B(3,1).
tg α S = - tg ( 90° - α r ) 7 −1 6
tg α S = - cotg α r Solução: m = = →m=3
5−3 2
1 1
tg α S = mS = - m é positivo → r forma ângulo agudo com o eixo x.
tg α r mr
06) os pontos A(3,1) e B(a,7) pertencem a uma reta cujo coeficiente
INTERSECÇÃO DE DUAS RETAS CONCORRENTES angular é 2. Calcule o valor de a.
Sejam r : ax + by + c = 0 e Solução:
s : a’ x + b' y + c’ = 0 7 −1 6
m= =
duas retas concorrentes (coeficientes angulares diferentes); então exis- a−3 a−3
te o ponto P ( α , β ) que pertence a ambas retas; logo, se 6
= 2 ∴ a = 6 m=2
P ε r ⇒ a. α +b. β +c=0 a−3
Pε s ⇒ a' . α + b'. β + c' = 0
07) Verifique se os pontos A(1,3), B(5,7), C(9,11 estão alinhados.
Portanto, o par ordenado ( α ; β ) satisfaz a ambas as equações; logo,
o ponto de intersecção ( α ; β ) se obtém resolvendo o sistema de equa- Solução:
ções formado pelas retas: 7−3 4
m AB = = =1
ax + by + c = 0 5 −1 4
a'x + b'y + c' = 0 11 − 3 8
( α ; β ) é a solução do sistema mBC = = =1
9 −1 8
Obs.: Dada a reta r: ax + by + c = 0, repare que a reta s: ax + by + h = 0
é paralela à r e a reta bx - ay + p = 0 é perpendicular a r.
Logo: mAB = mAC =1, portanto, A, B e C estão alinhados.
EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
01) Calcule a distância entre os pontos A e B. 08) Calcule a distância entre os pontos A(5,7) e B(1,4).
A(2, 6) e B(5, 10)
Solução: Solução: ( ∆ x)2 = (5 - 1)2 =16
( ∆ y)2 = (7 - 4)2 = 9
d = (5 − 2)2 + (10 − 6)2 = 9 + 16 ⇒ d = 5
02) Calcule as coordenadas do ponto P(x,y), sabendo que a distância
d = 16 + 9 = 25 = 5
d(A, B) = 5 unidades.
de P até o ponto Q(5, 3) é 10 .
Solução:
09) Sendo A(4, 3) e B(1, -6), divida o segmento AB na razão r = 2.

Solução:
Aplicando as fórmulas temos:
4+2 ⋅ 1 4+2
d = 10 x= = =2
1+ 2 3
d = ( x − 5)2 + (c − 3)2 (2) 3 + 2( −6) 3 − 12
y= = = −3
Comparando-se (1) e (2) temos: 1+ 2 3
( x − 5)2 + ( x − 3 )2 = 10 AB fica dividido na razão r = 2 pelo ponto P(2,-3)
2 2
( x − 5) + ( x − 3) = 10
10) Determine a área do triângulo cujos vértices são os pontos A(3,4),
x2 - 8x +12 = 0 B(-5,6) e C(-8,-5).
x = 6 ou x = 2
Logo: P(6;6) ou P(2;2) 1 3 −5 −8 3
Solução: S =
2 4 6 −5 4
03) Calcule as coordenadas do ponto médio M do segmento AB , sa- 1
bendo que A(5, 1) e B(9, 3). = [3 . 5+(-5) .(-5)+(-8). 4 - 4 .(-5) – 5(-8)-(-5).3 ] =
2
Solução: 1
= [ 18 + 25 - 32 + 20 + 48 + 15) = 47 unidades de área
5+9 2
XM = ⇒ XM = 7
2
1+ 3 11) Qual deve ser o valor de x para que os pontos A(x,5), B(2,6), C(2,3)
yM = ⇒ yM = 2 M (7, 2) estejam alinhados?
2

04) Calcule as coordenadas do baricentro do triângulo ABC: A(2, 3), Solução:


B(3, 5) e C(4, 1). Aplicando a condição de alinhamento, temos:
x 2 2 x
2+3+4
=0
Solução: XG = =3 5 6 3 5
3
3 + 5 +1
yG = =3 6x + 6 + 10 - 10 - 12 - 3x = 0
3
G(3,3) 6
3x - 6 = 0 ⇒ 3x = 6 ⇒ x = ⇒ x=2
3
05) obtenha o coeficiente angular da reta r que passa pelos pontos A e
B e determine se r forma ângulo agudo, obtuso, reto ou nulo com o eixo x.

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12) Escreva a equação da reta que passa pelo ponto (5,3) e cujo decli-
ve é 4,
Solução:
Substituindo, na fórmula, x1 por 5, y1 por 3 e m 4, resulta:
y - 3 = 4(x - 5)
y - 3 = 4x - 20
4y - y - 17 = 0

Resposta:.4x - y - 17 = 0

13) Escreva a equação do feixe de retas que passam ponto (3,2). d ( P, C ) > R ⇒ ( x − p)2 + ( y − q)2 > R
Solução:
y - 2 = m(x - 3) c) P é interior à circunferência

14) Determine a distância do ponto (2,5) à reta de equação 4x + 3y - 12


= 0.
Solução:
a = 4, b = 3, c = -12, x0 = 2 e y0 = 5
4 ⋅ 2 + 3 ⋅ 5 - 12 11 Por questões práticas costuma-se elevar ambos os membros dessa
d= = equação ao quadrado. Assim obtemos a seguinte equação:
42 + 32 5 (x - p)2 + (y - q)2 = R2

15) Escreva a equação da reta s que passa pelo ponto P(1;2) e que se- Se P é exterior à circunferência:
ja perpendicular à reta r
3x - 6y + 6 = 0
Solução:
Determinemos os coeficientes angulares das retas dadas.
reta r
1 1
3x - 6y + 6 = 0 ⇒ y = x + 1 ⇒ m r=
2 2
reta s

passa por P(1;2) ⇒ y - 2 = ms(x - 1)


s ⊥ r ⇒ m s ⋅ m r = - 1 ⇒ ms - 2 ⇒ (x - p)2 + (y - q)2 > R2
y - 2 = -2(x - 1) Se P é interior à circunferência
2x + y - 4 = 0

CIRCUNFERENCIA
Seja C(p, q) o centro de uma circunferência de raio R e P(x,y) um ponto
qualquer do plano cartesiano.

(x - p)2 + (y - q)2 < R2

A distância de P até C é dada por: Equação da circunferência com centro na origem:


2 2
d(P, C) = ( x − p) + ( y − q)

Dependendo da posição de P(x, y) em relação à circunferência, pode-


mos ter as seguintes situações:
a) P pertence à circunferência

x2+y2=R2

d ( P, C ) = R ⇒ ( x − p)2 + ( y − q)2 = R Equação normal da circunferência

x 2 + y 2 - 2px –pqy + p2 + q2 - R 2 = 0
b) P é exterior â circunferência

d ( P, C ) < R ⇒ ( x − p )2 + ( y − q)2 < R

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POSIÇOES RELATIVAS DE UMA RETA E DE UMA CIRCUNFERÊNCIA PARÁBOLA
Equação da parábola
Externa Tangente

y2 = 2px

Colocando F à esquerda de V:
y2 = - 2px

CÔNICAS
As cônicas são as curvas obtidas pela intersecção de um plano com
um cone circular reto de duas folhas.
Colocando F acima de V: x2 = 2py

Se o plano for perpendicular ao eixo, sem passar pelo vértice, obtemos


uma circunferência.
Se o plano for paralelo a uma geratriz, sem passar pelo vértice, obte- Colocando F abaixo de V: x2 = - 2py
mos uma parábola.
Se o plano for paralelo ao eixo, sem passar pelo vértice, obtemos uma
hipérbole.
Se o plano não for paralelo ao eixo, nem a uma geratriz, e não passar
pelo vértice, obtemos uma elipse.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
Determine as coordenadas dos focos e a excentricidade da elipse
x2 y2
+ =1
25 9

Solução:
Como o denominador de x2 é maior, os focos estão sobre 0x:
a2 = 25 a = 5 2 2 2
⇒ a =b +c ⇒ c = 4
b2 = 9 b = 3 

focos: F1 (- c, 0 ) F1 (-4, 0 )
F2 ( c, 0 ) F2 ( 4, 0 )

c 4
excentricidade: e = ⇒ e=
a 5
Cálculo da medida dos eixos

ELIPSE eixo maior : | A1 A2| = 2a - | A1A2| = 10


Copérnico, no século XVI, afirmou que a Terra descreve uma curva ao eixo menor : |B1B2 | = 2b - | B1B2] = 6
redor do Sol, chamada elipse.
Dados dois pontos F ' e F, e um comprimento 2a = d(F', F), a elipse de 02) Determine a equação da hipérbole de centro na origem, com eixo
focos F'e F é o lugar (conjunto) dos pontos P tais que a soma de suas real medindo 6, sendo F1(-5,0) e F2( 5, 0).
a F' e F é igual a 2a. Solução
d(P,F') = d(P,F) = 2a Como o eixo real está contido em 0x, resulta a equação

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tantes da reta x = -2 e do ponto F(2,0).
x2 y2
− =1 De acordo com a figura temos:
a2 b2 d(P, F) = d(P, Q).
2a = 6 ⇒ a = 3
2c = 10 ⇒ c = 5
Usando a fórmula da distância:
(x - y)2 + (y - 0)2 = (x + 2)2 + (y - y)2
c2 = a2 + b2
25= 9 + b2 ⇒ b = 4 (x - 2)2 + y 2 = (x + 2)2

03) Determine a equação da parábola, sendo F(0, 3) com vértice na o- x 2 - 4x + 4 + y 2 = x 2 + 4x + 4


rigem.
Solução : ou, ainda,
x2 = pyx y2 = 8x ou, ainda, (y - 0)2 = 4 . 2 . (x - 0)
p
=3 ⇒ p = 6 Logo, a equação procurada é y2 = 8x.
2
x 2= 2. 6y ⇒ x2 =12y 06) Determinar a equação da elipse de focos F1(-3, 0), e vértices, que
são as extremidades do eixo maior, A1(5, 0) e A2(-5, 0).
04) Determine a equação da circunferência com centro no ponto A (1,-
2) e que passa pelo ponto P(2, 3). Solução:
Solução : Pelos dados do problema, os focos estão no eixo x e temos: a = 5 e c
= 3.

Pela figura r = d(P, A) e


Então:
Daí a2 = b2 + c2 ⇒ 25 = b2 + 9 ⇒ b2 =16
d(P, A) = (2 - 1)2 + (3 + 2)2 =

= (1 + 25 ) = 26 Nesse caso, a equação reduzida é da forma:

x2 y2 x2 y 2
ou r = 26 + =1 ⇒ + = 1 ou
a2 b2 26 16
Pela equação (x − a )2 + (y − b )2 = r 2 , temos:
(x - 1)2 + (y + 2)2 = ( 26 )2 16x2 + 25y2 = 400

(x - 1)2 + (y + 2)2 = 26 ou Logo, a equação procurada é


x2 + y 2 - 2x + 4y - 21 = 0 x 2 y2
+ = 1 ou 16x2 + 25y2 = 400
25 16
Logo, a equação procurada é
(x - 1)2 + (y + 2)2 = 26 ou 06) Determinar a equação da hipérbole de focos A1(3,0) e A2(-3,0).

x 2 + y 2 - 2x + 4y - 21 = 0 Solução :
Pelos dados do problema, temos
05) Determinar a equação da parábola que tem para diretriz a reta de
equação x = -2 e para foco o ponto F(2,0). c=5 a=3
c2 = a2 + b2 ⇒ 25 = 9 + b2 ⇒ b2 = 16
Solução:
Como os focos estão sobre o eixo dos x, teremos:
x2 y2 x2 y 2
= =1 ⇒ + =1
a2 b2 9 16

ou 16x2 - 9y2 = 144

Logo, a equação da hipérbole é


x2 y2
− = 1 ou 16x2 - 9y2 = 144
9 16

O vértice da parábola é o ponto V(0,0). 07) Determine a equação da parábola de vértice na origem e cujo foco
Para descobrir a equação da parábola, devemos determinar uma e- é F(0,4)
quação que seja satisfeita pelo conjunto de pontos P(x,y) que são equidis- Solução:
Podemos fazer o esboço

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(x − 1)2 + (y − 3)2 =1
100 36
obtenha as coordenadas
d) do centro C
e) dos vértices v1 e v2
Temos: f) dos focos F1 e F2
F está acima de V, e a equação é do tipo x2 = 2py Solução:
p a) Da equação obtemos:
F(0,4) ⇒ =4 ⇒p=8 p = 1 e q = 3 ∴ C(1, 3)
2
b) Considerando a equação dada, temos
E a equação é x2 = 2 . 8. y ⇒ x2 = 16y a2 =100 a =10
b2 = 36 b=6
08) Desenhe um triângulo ABC cujos vértices são os pontos A(2,2), Aplicando a relação a2 = b2 + c2, obtemos c = 8.
B(0,4) e C(-5, -3). O eixo maior da elipse é paralelo ao eixo x:
V1 ( p - a, q)
Solução: p - a = 1 - 10 = - 9 v1 (-9, 3)
q=3

V2 ( p + a, q)
p + a = 1 + 10 = 11 v2 ( 11, 3)
q=3

09) Determine a equação da parábola dada no gráfico:

Solução : C) F1 (p - c, q)
Eixo de simetria C 0x p - c = 1 - 8 = -7 F1 (-7, 3)
F está à esquerda de V q=3
Portanto, a equação é do tipo y = -2px F2 (p + c, q)
p p p+c=1+8=9 F2 ( 9, 3)
dVd = ⇒ =2 ⇒ p=4
2 2 q=3

A equação da parábola é
y2 = -2 . 4 . x ⇒ y2 = -8x
10) Determine a equação da hipérbole da figura:

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Solução 01) os vértices de uma hipérbole são os pontos (0, 4) e (0,-3); seus fo-
O eixo da hipérbole está contido no eixo y e sua equação deve ser do cos são os pontos (0,5) e (0,-5).
tipo: Determinar o comprimento do eixo transverso e o comprimento do eixo
conjugado.
y2 x2
− =1
a2 b2

Temos, pela figura:


a = 2 2 2 2
 ⇒ c = a +b
c = 4

42 = 22 + b2 ⇒ b2 = 12
y2 x2
E a equação é − =1
4 12 Respostas: A1A2 = 6 e B1B2 = 8
11) Dada a elipse cuja equação é 2) 0s vértices de uma hipérbole são os pontos (0, 3), e seus focos são
os pontos (0,5) e (0,-5).

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Determinar: que as equações das assintotas são y = ± 12/5 x e que a distância entre
f) equação da hipérbole os vértices vale 48 unidades.
g) excentricidade da hipérbole
h) esboçar o gráfico da hipérbole
y2 x2
Resposta: − =1
Respostas: 576 100
• equação da hipérbole
y2 x2 y2 x2
− =1 ∴ − =1
a2 b2 9 16
5
• excentricidade: e = ∴
3
• Gráfico

5 TRIGONOMETRIA: TRIÂNGULO RETÂNGULO; ESTUDO


DO SENO, COSSENO, TANGENTE, COTANGENTE,
SECANTE E COSSECANTE.

• ARCOS E ÂNGULOS
Arco de circunferência é cada uma das duas partes em que uma
3) Determinar a equação da hipérbole, cujos focos estão situados no circunferência fica dividida por dois de seus pontos (A e B).
eixo das abscissas, simetricamente situados em relação à origem e saben-
do que seus eixos são 2a = 10 e 2b = 8. Ângulo central é definido a partir de um arco determinado na circun-
2
x y 2 ferência. Seja a circunferência de centro O, que intercepta as semi-retas a e
Resposta: − =1 b nos pontos A e B, respectivamente. A cada arco AB corresponde, por-
25 16 tanto, um único ângulo central AÔB.

med (AB) = med (AÔB)

• UNIDADES DE ARCOS
A medida de um arco é o número real (a), não-negativo, razão entre o
arco AB e um arco unitário (u) não-nulo e de mesmo raio.
Grau
É um arco unitário igual a 1 da circunferência na qual está contido o
360
4) Determine a equação da hipérbole, cujos focos estão situados no ei- arco a ser medido. Cada grau se subdivide em 60 minutos e cada minuto
xo das abscissas, simetricamente situados em relação à origem, sabendo em 60 segundos. O segundo se subdivide em submúltiplos decimais.
4 Notação: (°).
que as suas assintotas têm equação y = ± x que a distância entre os Radiano
3
É um arco unitário cujo comprimento é igual ao raio da circunferência
focos é 2f = 20. na qual está contido o arco a ser medido. Notação : (rd).

Exemplos:
1) Transformar 45° em radianos:
x2 y2 180º π 45º⋅π π
Resposta: − =1 ⇒ x= = rd
36 64 45º x 180º 4
5) Determinar a equação da hipérbole cujos focos estão situados no ei-
xo das ordenadas, simetricamente situadas em relação à origem, sabendo

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2π k = -1 1ª determinação negativa a= α – 2π
2) Expressar em graus,
3
rd: k = -2 2ª determinação negativa a= α – 4π
2π 2 ⋅ 180º
rd = = 120 º Observações:
3 3 • 0 ≤ α < 2 π é a menor determinação.
• a = α + k . 2 π é chamada expressão geral.
• CICLO TRIGONOMÉTRICO • Arcos côngruos são arcos cujas medidas diferem de múltiplo de
Vamos representar no sistema cartesiano ortogonal uma circunferência 2 π (360°) . Têm a mesma origem e a mesma extremidade.
de centro O, origem A e raio igual a 1, dividida em 4 quadrantes iguais. Exemplos:
g) Dado o arco de 893°, qual é a sua menor determinação e a sua
expressão geral?

893° 360º

173° 2
A menor determinação é 173°,
A expressão geral é 173° + k . 360° (k ∈ Z).

A origem do ciclo trigonométrico é o ponto A, onde os arcos de sentido 20π


h) Dado o arco de rd, encontre a sua menor determinação e
anti-horário serão positivos e os arcos de sentido horário serão negativos. 3
sua expressão geral.
Todo número real tem associado no ciclo trigonométrico um ponto. 20 π 3
20π 2π
Observe os quadrantes: 2π 6π ⇒ = 6π +
3 3

A menor determinação é (2º quadrante)
3
A expressão geral é 2π + k ⋅ 2π (k ∈ Z)
3

Exercícios:
1. Calcular a menor determinação dos arcos:
a) 385° b) 453º c) 504º d) 641º
e) 775º f) 809º g) 917º h) 1381º
i) 1395º j) 1470º

2. Escreva a expressão geral dos arcos, cujas menores


determinações valem:
Exercícios:
a) 52º b) 170º c) 291º
2. Ache o quadrante de cada arco:
a) 73° b) 190° c) 214° d) 112° e) - 300° π 2π
d) rd e) rd
4 3
3. Transforme cada arco em graus, e em seguida verifique o quadrante do
arco: 3. A expressão geral de um arco é k . 360° + 80°. Calcular:
π π 2π 3π 4π a) A sua 2ª determinação positiva.
a) rd b) rd c) rd d) rd e) rd b) A sua 5ª determinação positiva.
3 6 3 5 3
c) A sua 1ª determinação negativa,
d) A sua 2ª determinação negativa.
Respostas:
a) 1º b) 1º c) 2º d) 2º e) 3º
4. Qual é a menor determinação de cada arco:
a) -478° b) -592° c) -609°
4. ARCO TRIGONOMÉTRICO
d) -814° e) -1295°
Um ponto M, no ciclo trigonométrico, é associado aos números na
forma:
5. Encontre o quadrante de cada arco:
7π 17π 10π
a) rd b) rd c) rd
3 4 3
29π 11π
d) rd e) rd
6 3
a = AM = a + k . 360° ou
a = AM = a + k . 2 π ( k ∈ Z) 6. Ache a menor determinação dos seguintes arcos:
13π 15π 21π
Observe os valores de k: a) rd b) rd c) rd
k = 0 1ª determinação positiva a= α 4 2 5
k = 1 2ª determinação positiva a= α + 2π 17π 22π
k=2 3ª determinação positiva a= α + 4π
d)
3
rd e)
3
rd
e assim sucessivamente. ..

Matemática 89 A Opção Certa Para a Sua Realização


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13π 2. Encontre o sinal de:
7. Uma determinação de um arco mede rd. Qual é a sua 3ª a) sen 130° b) sen 300° c) sen 240°
4 d) sen 72° e) sen 350°
determinação positiva?
3. Qual é o Sinal de:
63π 2π 3π π
8. Qual é o quadrante de um arco que mede rd? a) sen b) sen c) sen
10 3 4 3
Respostas: 5π 3π
d) sen e) sen
1. a) 25° b) 93º c) 144º d) 281º 4 5
e) 35º f) 89º g) 197º
h) 301º i) 315º j) 30º 4. Encontre o Sinal de:
a) sen670° b) sen787° c) sen 1125°
3. a) 440º b)1520º c) –280º d) –640º d) sen 1275° e) sen972°
4. a) 242º b) 128º c) 111º d) 266º e) 145º
5. Calcule: sen 90° + 3 sen 270° - 2 sen 180°.
5. a) 1º Q b) 1º Q c) 3ºQ d) 2ºQ e) 4º Q
CO-SENO
5π 3π π A função co-seno é definida pela abscissa do ponto M no ciclo trigono-
6. a) rd b) rd c) rd métrico. No caso, a abscissa de M é OM".
4 2 5
5π 4π cos x = OM "
d) rd e) rd
3 3
21π
7. rd
4
8. 1º Q

5. FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
SENO
A função seno é definida pela ordenada do ponto M no ciclo trigonomé-
trico. No caso, a ordenada de M é OM'. Veja o gráfico da função y = cos x:

sen x = OM'

Conclusões:
O domínio é D = lR.
O conjunto imagem é
Veja o gráfico de y = sen x: lm = {y ∈ lR | - 1 ≤ y ≤ 1}
O nome da curva é
co-senóide.
O período é 2 π rd.

Exercícios:
4. Calcule o valor de:
π
a) cos 0º b) cos c) cos π
2
d) cos 270º e) cos 2 π
Conclusões: 5. Encontre o Sinal de:
a) cos 150º b) cos 216º c) cos 315º
• O domínio é D = lR.
• O conjunto imagem é
π
d) cos e) cos 682º
lm = {y ∈ lR | - 1 ≤ y ≤ 1} 3
6. Qual é o sinal de y = sen 194°. cos 76°. cos 200°
• O nome da curva é senóide.
• O período é 2 π rd. 7. Dada a função f(x) = cos 3x + sen x - 3 cos x, calcule f(90)°.
π  sen 2x − 4 cos x + sen x
8. Calcule f   para f (x) =
2 3 + cos 2x
Exercícios
1. Calcular:
a) sen 90° b) sen π c) sen 270° 9. Para que valores reais de m, existe cos x =
m −1
?
d) sen 2 π e) sen 0° 2

Matemática 90 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Respostas: 6. Qual é o sinal de
4) 1 5) ½ 6) –1 ≤ m ≤ 3 m = (sen 213°) . (cos 107°) . (tg 300°)?

TANGENTE 7. Qual é o sinal de


a = (cos 350°) . (tg 110°) . (tg 215°)?
A função tangente é definida pelo segmento orientado AT .

tg x = AT 8. Dada f(x) = sen 2x + 3 cos x + tg x, calcule f( π ).

9. Se f(x) = cos 2x - sen x - tg x, encontre f(180°).


sen x
Podemos mostrar que: tg x =
cos x 10. se f(x) = (sen x) . (cos x) . (tg x) e x um arco do 2º quadrante, qual
é o sinal de f(x)?

11. Calcule: sen 90° + 4 . cos 0° + 3 . tg 180°.

12. Encontre o sinal das expressões, calculando inicialmente a menor


determinação de cada arco.
a = (sen 462°) . (cos 613°) . (tg 815°)
b = (sen 715°) . (cos .1125°) . (tg 507°)
Veja o gráfico da função y = tg x : c = (cos 930°) . (sen (-580°) . (tg 449°)

13. Qual é o valor de:


sen 540° + cos 900° + 3. tg 720° - 2 sen 450°

14. Calcular o valor numérico de:



sen + 3 ⋅ cos 5π − tg 7π + 10
2
9π 8π
15. Determine o sinal de: (sen ). (tg ).
4 3
16. Se x é um arco do 2º quadrante, encontre o sinal de
(cos x + tg x )
.
a) O domínio é D = sen x
 π  Respostas:
x ∈ lR | x ≠ + kπ  6) - 7) - 8) –3 9) 1 10) +
 2 
11) 5 12) a) + b) + c) -
b) O conjunto imagem é lm = lR
13) –3 14) 8 15) - 16) -
c) O nome da curva é tangentóide.
d) O período é igual a π ou 180º. CO-TANGENTE
Exercícios: A função co-tangente é definida pelo segmento orientado BD .
• Qual é o sinal de: Podemos mostrar que:
a) tg 132° b) tg 245° c) tg 309° d) tg(-40º)
π 3π
e) tg (-110°) f) tg (-202°) g) tg h) tg
4 5

2. Encontre o sinal de:


a) tg 430° b) tg 674° c) tg 817° d) tg 1181°

3. Dada a função f(x) = tg x + 3 tg 3x + 1, calcule f( π ).


cos x
4. Para que valores reais de x está definida a função f(x) = tg (x + cotg x =
50°) ? sen x
π
5. Qual é o domínio de y = tg (x - )? Veja o gráfico de y = cotg x:
2
Respostas:
2) a) + b) - c) - d) –
3) 1
4) x ≠ 40 º +k ⋅ 180 º
5) x ≠ π + k ⋅ π

Vamos recordar os sinais de sen x, cos x e tg x.

Conclusões:
• O domínio é D = {x ∈ lR | x ≠ kπ } ( k ∈ Z)
• O conjunto imagem é lm = lR
• O nome da curva é co- tangentóide.
• O período é igual a π ou 180º.

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Exercícios: Respostas:
1. Qual é o sinal de: 2) - 3) 0 4) + 5) –2 6) x ≠ π + kπ
a) cotg 140° b) cotg 252° c) cotg 310° d) cotg 615° 4 2
CO-SECANTE
2. Encontre o sinal de A função co-secante é definida pela função:
m = (cotg 1313°) . (tg 973°). f(x) = cosec x = 1
sen x
3. Calcule a expressão Veja o gráfico de y = cossec x:
cotg 90º + sen180º + 4 ⋅ cos90º
3 ⋅ tg360 º + 2 ⋅ cos .0º
π
4. Dada a função f(x) = cotg x+ sen x+3 . tg 2x, calcule f( ).
2
(sen 484º ) ⋅ (cot g 1610º )
5. Qual é o sinal de
(tg 999º ) ⋅ (cos− 120 º ) ?
6. Ache o domínio de f(x) = cotg (2x - π ).
Respostas: Conclusões:
π kπ a) O domínio é D = {x ∈ lR | x ≠ kπ } (k ∈ Z)
2) + 3) 0 4) 1 5) - 6) x ≠ +
2 2 b) O conjunto imagem é lm = {y ∈lR| y ≤ -1ou y ≥ 1}
c) O nome da curva é co-secantóide.
SECANTE d) O período é igual a 2 π ou 360º.
A função secante é definida pela função:
1 Exercícios:
f(x) = sec x = 18. Qual é o sinal de:
cos x
a) cosec 82° b) cosec 160° c) cosec 300°
Veja o gráfico de y = sec x: 2π
d) cosec
5
19. Ache o valor de:
3π π
cosec +2.tg π +3.cos2 π +cosec
2 2

20. Seja a função


f(x) = cosec x + sen 2x + 8 cotg x. Calcule f(90°).

21. Encontre o sinal da seguinte expressão :


(cosec 315 °) .(sen 240°) . (tg 100°)
=
(cotg 295°) . (cos - 108°)

Conclusões: 22. Qual é o domínio de f(x) = cosec 2x ?


π a −1
a) O domínio é D =  
x ∈ lR | x ≠ + kπ  (k ∈ Z) 23. Sendo cosec x = , encontre a para que exista cosec x.
 2  3
O conjunto imagem é lm = {y ∈lR| y ≤ -1ou y ≥ 1}
Respostas:
b)

c) O nome da curva é secantóide. 2) 3 3) 1 4) - 5) x ≠
d) O período é igual a 2 π ou 360º. 2
6) a ≤ -2 ou a ≥ 4
Exercícios:
6. Qual é o sinal de: 6. RELAÇÕES FUNDAMENTAIS
a) sec 92° b) sec 210° c) sec 318° Seja o ponto M no ciclo trigonométrico. Sabemos que sen x = OM' ,

d) sec 685° e) sec cos x = OM" e OM = 1. Pelo teorema de Pitágoras, temos que:
3
7. Encontre o sinal da seguinte expressão:

m = (sec 512°) . (cos 170°) . (sec 300°) . (tg )
4

8. Dada a função f(x) = sec 2x + cos x - sen x, calcule f( π ),

9. Determine o sinal de | OM' |2 + | OM" |2 = 1


 3π 
(sec 210º ) ⋅  sec  ⋅ (tg190 º )
 4  sen2x + cos2x =1
(cot g800º ) ⋅ (sec 732º ) Usando as definições já estudadas:
sen x cos x
6sec 180º + 3cos 90º + 8 tg 0º tg x = cotg x =
10. Calcule cos x sen x
3 sen 90 º + cot g 180 º 1 1
sec x = cosec x =
11. Qual é o domínio de y = sec 2x ? cos x sen x

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• Relações derivadas: p) Calcule:
Dividindo a igualdade sen2x + cos2x =1, por sen2 x ≠ 0 e por cos2 x ≠ 0: sen21°+ sen22° + sen23° + cos21° + cos22°+cos23°.
cosec 2 x = 1 + cot g2 x sec 2 x = 1 + tg2 x
q) Demonstre as igualdades:
a) sen x . cosec x = 1
Exemplo: b) cos x. tg x = sen x
4 c) tg x +cotg x =tg x . cosec2x
Sabendo-se que sen a = e 90° < a < 180°, calcular as demais
5 d) (1+cotg2x) . (1-cos2x) = 0
funções trigonométricas: e) (1 + tg2x) . ( 1 – sen2x) = 0
• cálculo de cos a: sen a + tg a
sen2a + cos2a =1 f) = sen a ⋅ tg a
2
cot g a + cosec a
4 16 25 − 16 9
  + cos2 a = 1 ∴ cos2a = 1 − = = sec x - cos x
5 25 25 25 g) = tg3 x
cos ec x - sen x
9 3
cos a = - = − ( a do 2º quadrante) 1 − sen x
25 5
h) = (sec x - tg x)2
• cálculo da tg a: 1 + sen x
4
1 - 2cos2 x
tg a =
sen a
= 5 =−
4 i) = tg x - cotg x
cos a 3 3 sen x ⋅ cos x
− j) (1 + tg x )2 + (1 - tg x)2 = 2sec2x
5

• Cálculo da cotg a: Respostas:


1 3 25 11
cotg a = =− 3) 12 4) - 2 2 5) 24 6) –2 7) 9 8) 9)
tg a 4 9 15
• cálculo da sec a:
3 ±1
1 5 10) 0 ou 1 11) 12) 13) 3
sec a = =−
cos a 3 4 1 + cot g2 x
• cálculo da cosec a: 7. ARCOS NOTÁVEIS
cosec a =
1
=+
5 arco π π π
sen a 4 =30º =45º =60º
função 6 4 3
Exercícios seno 1 2 3
4 2
d) Dado cos x = e x um arco do 4º quadrante, calcular: 2 2
5 cosseno 3 2 1
a) sen x b) tg x c) cotg x d) sec x e) cosec x
2 2 2
13 tangente 3
e) Sendo cosec x = - (x ∈ 3º quadrante), calcular: 1
5 3 3
a) sen x b) cos x c) tg x Para se calcular a secante, a cossecante e a cotangente, usamos as
d) cotg x relações fundamentais.
e) sec x 8. MUDANÇA DE QUADRANTE
a) Do 2º quadrante para o 1º quadrante:
13 sen ( π - x) = + sen x
cos ( π - x) = - cos x
f) Dada cosec x = - e tg x > 0, calcule 10 . tg x + 13 . sen x.
12
1 tg ( π - x) = - tg x
g) Sendo sen a = ( a do 2º quadrante), calcular cotg a.
3 sec ( π - x) = - sec x
−1 cotg ( π - x) = - cotg x
h) Se x pertence ao 3° quadrante e cos x = , calcule tg x. cosec ( π - x) = + cosec x
5
4
i) Sendo tg x = e sec x < 0, determine o valor de sen x + 2 cos
3
x.

j) Dada cotg x = 1 (x do 1º quadrante), calcular a expressão :


m = 3 . sec2 x – 4. sen2 x + 5 . tg x

k) Sendo cos a = - 0,6 (a do 3º quadrante), calcule tg2 a . cosec2 a. O seno e a cossecante são iguais, para arcos suplementares (soma i-
gual a 180°).
4 b) Do 3º quadrante para o 1º quadrante:
sen ( π + x) = - sen x
l) Se cos x = e tg x < 0, calcular sen x - cotg x.
5
cos ( π + x) = - cos x
m) Para que valores de m temos cos x = m e sen x = m - 1? tg ( π + x) = + tg x
sec ( π + x) = - sec x
n) Para que valor de a, tg x = a e sec x = a - 2 ? cotg ( π + x) = + cotg x
cosec ( π + x) = - cosec x
o) Expresse sen x em função de cotg x.

Matemática 93 A Opção Certa Para a Sua Realização


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• Reduza do 4º quadrante para o 1º quadrante, respondendo com
CERTO ou ERRADO:
a) sen (-x) = sen x b) sen (- a) = - sen a
c) cos (-a) = cos a d) tg ( -x) = - tg x
e) sec (-x) = sec x f) cosec(2 π -x) = cosec x
g) tg (-a) =tg a h) sec (- a) = sec a
i) cosec (-x) = - cosec x

Resposta: 6 certos e 3 errados.

• Simplificar as expressões:
π
a) sen ( π + x) +cos ( - x) + sen ( π - x)
2
A tangente e a cotangente são iguais, para arcos explementares (dife- b) – cos ( π - x) + 2. cos (-x) + 3 . cos ( π + x)
rença igual a 180°). π
c) tg ( -x) + tg ( π + x) + 2 . tg ( π - x) + cotg ( -x)
2
c) Do 4º quadrante para o 1º quadrante:
sen (-x) = sen ( 2 π - x) = - sen x π
d) sen( - x) + cos(-x) + 2cos( π - x) + cos ( π + x)
cos (-x) = cos ( 2 π - x) = + cos x 2
tg (-x) = tg (2 π - x) = - tg x cos (π - x) + cos(-x) + sen (π - x)
sec(-x) = sec (2 π - x) = + sec x
e) π
tg (π + x) + tg (-x) + cotg ( − x)
cotg(-x) = cotg (2 π - x) = - cotg x 2
cosec(-x) = cosec (2 π - x) = - cosec x f) sen( π + x) . cotg(
π
- x) . cos( π + x). cosec( π - x)
2

Respostas:
a) sen x b) 0 c) - tg x d) 2 . cos x
e) cos x f) sen x

9. REDUÇÃO AO 1º QUADRANTE
Quando reduzimos um arco ao 1º quadrante, apenas fazemos uso das
propriedades de arcos suplementares, explementares ou replementares.
Seja a o arco que vamos reduzir ao 1º quadrante. Observemos α em
O co-seno e a secante são iguais, para arcos replemenlares (soma i-
gual a 360°).
cada quadrante e sua redução:
d) Do 1º quadrante para o 2º quadrante:
Do 2º quadrante para a 1º quadrante:
π π 180° - α ou π - α
sen ( -x) = cos x cos ( - x) = sen x
2 2 Do 3º quadrante para o 1º quadrante:
π π α - 180° ou α - π
tg ( -x ) = cotg x sec ( -x ) = cosec x
2 2
Do 4º quadrante para o 1º quadrante:
π π 360° - α ou 2 π – α
cotg ( - x )= tg x cosec ( - x) = sec x
2 2
Estes são arcos complementares (soma igual a 90°). Exemplo:
Calcular sen 240°
Exercícios: 240° (3º quadrante) ⇒ 240° - 180° =
• Reduza do 2º quadrante para o 1º quadrante, respondendo com = 60° (1ºquadrante)
CERTO ou ERRADO:
a) sen ( π - x) = sen x b) cos ( π - x) =cos x sen 240° = - sen 60° (note que seno no 3º Q é negativo)
c) cos ( π - x) = - cos x d) tg ( π - x) = - tg x 3
e) tg ( π - a) = tg a f) cotg ( π - a) = cotg a sen 240° = - sen 60° = -
π
g) sec ( - x) = sec x h) sec ( π -x) = - sec x i) cosec ( π - x) =
2
cosec x 10. ADIÇÃO DE ARCOS
Resposta: 5 certos e 4 errados.
Conhecidos os arcos de a e b, calcular as funções trigonométricas da
• Reduza do 3º quadrante para o 1º quadrante, respondendo com forma (a + b) e (a - b).
CERTO ou ERRADO:
a) sen ( π + x) = sen x sen (a + b) = sen a . cos b + sen b . cos a
b) sen ( π + x) = -sen x c) cos ( π + a) = - cos a sen (a - b) = sen a . cos b - sen b . cos a
d) tg ( π + a) = - tg a cos (a + b) = cos a . cos b - sen a . sen b
e) tg ( π + a) = tg a cos (a - b) = cos a . cos b + sen a . sen b
f) cotg ( π + a) = cotg a
g) sec ( π + x) =sec x tg a + tg b
h) cosec( π +x)=cosec x tg ( a + b) =
1 − tg a ⋅ tg b
i) cosec ( π + a) = -cosec a
tg a − tg b
Resposta: 5 certos e 4 errados. tg ( a − b) =
1 + tg a ⋅ tg b

Matemática 94 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Exemplo: 4
Calcular sen 15°: 5. Sendo x do 4º quadrante e cotg x =- , calcule tg 2x.
sen 15° = sen (45° - 30°) 3
sen (a - b) = sen a . cos b - sen b . cos a
sen (45° - 30°) = sen 45° . cos 30° - sen 30° cos 45° 6. Encontre sen 2x, dado sen x - cos x = a.
2 3 1 2 6− 2
sen 15º = ⋅ − ⋅ = 5
2 2 2 2 4 7. Dada cosec m = (m do 2º quadrante), calcule cos 2m.
4
Exercícios:
Respostas:
1. Calcular:
a) sen 75° b) cos 75° c) cos 15° 24 7
5) - 6) 1 – a2 7) -
d) sen 105° e) cos 105° 7 25

5 3 8. Demonstre as seguintes identidades:


f) Dados sen a = (a ∈ 1º quadrante) e cos b = (b ∈ 4º a) 1 + sen 2a = (cos a + sen a2 )
13 5
b) cos 2x + sen 2x = 2 cos2 x + 2 sen x . cos x - 1
quadrante), calcule sen (a + b).
8. Triplicação de arcos:
3 5
g) Dados sen x = e sen y = , (x, y ∈ 2º quadrante), calcule
5 13 Dado o arco a, determinar as expressões do arco 3a:
cos (x – y) sen 3a= sen(2a + a)= sen 2a.cos a + sen a. cos 2a =
= (2 . sen a . cos a) cos a + sen a(cos2a – sen2a) =
3 1 = 2 sen a . cos2a + sen a . cos2a – sen3a =
h) Dados tg x = (x ∈ 3° quadrante) e sen y = (y ∈ 2º =3 sen a.cos2a-sen3a = 3 sen a (1- sen2a) – sen3a
4 2 = 3 sen a - 3 sen3a – sen3a
quadrante) ache sen (x – y).
i) Sendo a + b = 45° e tg a = 5, calcule tg b. sen 3a = 3 sen a - 4 sen3a

Respostas: Analogamente, temos que:


33 63 3 3 +4
2) - 3) 4) 5) –2/3 cos 3a = 4 cos3a - 3 cos a
65 65 10

11. MULTIPLICAÇÃO DE ARCOS 3tg a + tg3a


tg 3a =
c) Duplicação de arcos: 1 − 3 tg2 a
sen 2a = sen (a + a) = sen a . cos a + sen a . cos a
Exercícios:
sen 2a = 2 . sen a . cos a
1. Dado sen a = 1, calcular sen 3a.
cos 2a = cos (a + a) = cos a . cos a - sen a . sen a 1
2. Dado cos a = , calcular cos 3a.
2
cos 2a = cos2 a – sen2 a 3
3. Sendo sen a = (a ∈ 2º quadrante), calcular cos 3a.
tg a + tg a
5
tg 2a = tg ( a + a) = 4. Dada cosec x = - 2 (x do 3º quadrante), calcule sen 3x.
1 − tg a ⋅ tg a
5. Sendo cotg x = 1, calcule tg 3x.
2 tg a
tg 2 a =
1 − tg2 a 1
6. Conhecida tg a = 3 (a do 1º quadrante), calcule cotg 3a.
Exercícios:
1. Ache cos 2a, em função do sen a.
2. Ache cos 2a, em função do cos a. 7. Sendo sec m = 5 ( m ∈ 4º quadrante), calcule tg 3m.
5
Respostas : 8. Conhecida sec a = - (a ∈ 2º quadrante), calcule sen 3a e cos
3
1) cos 2a = 1 - 2 sen2 a
3a.
2) cos2a = 2 cos2a - 1
3
∈ 9. Demonstre as seguintes identidades:
3. Dado sen a = 5 (a 1º Q) . Calcule:
sen3 a
a) sen 2a b) cos 2a c) tg 2a a) sen 3a + - cos 3a = cotg a
24 7 24 cos3 a
Respostas: a) b) c) b) sen 3a . cosec a – cos 3a . sec a = 2
25 25 7
5 Respostas:
4. Dado cos a = - calcule sen 2 a e cos 2a, sendo o arco a do 2º
13 44
1) –1 2) –1 3) 4) –1 5) –1
quadrante. 125
120 119 9 2 44 117
Respostas: sen 2a = - , cos 2a= - 6) 7) - 8) e
169 169 13 11 125 125

Matemática 95 A Opção Certa Para a Sua Realização


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12. BISSECÇÃO DE ARCOS p+q p-q
Dada uma das funções trigonométricas de um arco x, calculemos as cos p − cos q = - 2sen ⋅ sen
2 2
x
funções do arco . p+q p-q
2 sen p + sen q = 2 sen ⋅ cos
2 2
1º PROBLEMA: p−q p+q
sen p − sen q = 2sen ⋅ cos
x x x 2 2
Dado cos x, calcular sen , cos e tg :
2 2 2
Temos ainda que:
x sen ( p + q) sen ( p − q)
Sendo cos 2x = 2 cos2x -1, então cos x = 2 cos2 - 1. tg p + tg q = tg p − tg q =
2 cos p ⋅ cos q cos p ⋅ cos q

x x
cos = ± 1 + cos Exercícios:
2 2 1. Transforme em produto:
a) sen 80° + sen 20° b) sen 70° - sen 10°
Analogamente: c) cos 55° + cos 45° d) sen 6a + sen 2a
x x e) sen 8a - sen4a f) cos 7a - cos 3a
sen =± 1 - cos
2 2 2. Transforme em produto:
x 1 − cos x a) 1+ sen a b) sen a – 1 c) sen a + cos a
tg =±
2 1 + cos x 3. Demonstre as seguintes identidades:
sen x + sen y x+y
2º PROBLEMA: a) = tg
cos x + cos y 2
x
Dada tg , calcular sen x, cos x e tg x: sen a + sen b a -b
2 b) = − cot g
2 ⋅ tg x cos a - cos b 2
Sendo tg 2x = temos que: c) sen x + 2 sen 3x+ sen 5x = 2 sen 3x (cos 2x + 1)
1 - tg 2 x
sen a − sen b a +b
x d) = − cot g
2 ⋅ tg cos a - cos b 2
tg x = 2 sen a + sen b a -b
2 x e) = − cot g
1 - tg cos a - cos b 2
2
cos a + cos b a+b a-b
Demonstra-se que: f) = − cot g ⋅ cotg
x x cos a - cos b 2 2
2 ⋅ tg 1 - tg2 sen a + sen 3a + sen 5a
sen x = 2 cos x = 2 g) = tg 3a
2 x 2 x cos a + cos 3a + cos 5a
1 + tg 1 + tg
2 2
14. EQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
As equações que envolvem equações trigonométricas serão
Exercícios:
separadas em vários tipos de resolução:
12
• Dado cos x = (x do 4°quadrante) calcule:
13 1º TIPO: Equações em seno
x x x sen x = m -1 ≤ m ≤ 1
a) sen b) cos c) tg
2 2 2
1
Exemplo: Resolver sen x =
• Calcular: 2
a) sen 22°30' b) cos 22°30' c) tg 22°30' O x pertence ao 1º ou 2º quadrantes.
5 m
• Conhecida cosec m = ( m do 2º quadrante), calcule sen
4 2
26 5 26 1
respostas: 1. a) + b) - c) -
26 26 5
2- 2 2+ 2
2. a) b) c) 3−2 2
2 2
4 5
3. π π
5 1º quadrante: ⇒ x= +2k π
6 6
13. TRANSFORMAÇÕES EM PRODUTO π 5π 5π
Fórmulas de Prostaférese: 2º quadrante: π - = ⇒ x= +2 k π
6 6 6
Resposta:
Temos ainda que:
 π   5π 
p+q p-q  x ∈ lR | x = + 2kπ  ou  x ∈ lR x = + 2kπ 
cos p + cos q = 2cos ⋅ cos  6   6 
2 2
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∈ Respostas:
(k Z)
π
• { x ∈ lR | x = ± + 2kπ }
Exercícios: 6
1. Resolva as equações: 3π
a) sen x = 0 b) sen x = 1 c) sen x = - 1 • { x ∈ lR | x = ± + 2kπ }
d) sen x = 7 4
π
2. Resolva as seguintes equações: • { x ∈ lR | x = ± + 2kπ }
3
3 1 3 π
a) sen x = b) sen x = c) sen x= - { x ∈ lR | x = ± + 2kπ }
2 2 2 •
4
2 π
d) sen 3x = e) sen x = sen 20º • { x ∈ lR | x = + kπ } (k ∈ Z)
2 2
f) sen x = sen 130º
3ºTIPO: Equações em tangente
Respostas: tg x = m ∀ m real
π 2π
c) { x ∈ lR | x = + 2 k π ou x = + 2 kπ }
3 3 Exemplo:
π 5π 3
d) { x ∈ lR | x = + 2 k π ou x = + 2 kπ } Resolver a equação tg x =
6 6 3
4π 5π O x pertence ao 1º ou 3º quadrantes.
e) { x ∈ lR |x = + 2 k π ou x = + 2 kπ }
3 3
f) { x ∈ lR | x = 15º + k ⋅ 120 º ou x = 45º + k ⋅ 120 º }
g) { x ∈ lR | x = 20º + k ⋅ 360 º ou x = 160º + k ⋅ 360 º }
h) { x ∈ lR | x = 50º + k ⋅ 360 º ou x = 130º + k ⋅ 360 º }
(k ∈ Z)

2º TIPO: Equações em cosseno


cos x = m -1 ≤ m ≤ 1 π
1º quadrante: arco:
6
1
Exemplo: Resolver cos x = π
2 x= + 2kπ
6
O x pertence ao 1º ou 4º quadrantes. π 7π
3º quadrante: arco: π + =
6 6

x= + 2kπ
6

Estas respostas podem ser agrupadas em:


π
{ x ∈ lR | x = +kπ } ( k ∈ Z)
6
Note que a tangente é periódica de período igual a π rd.
π π
1º Quadrante: ⇒ x= + 2kπ
3 3 Exercícios:
π
5π π Resolva as seguintes equações, agrupando as respostas :
2π − = ou -
3 3 3 3
4º Quadrante: a) tg x = 3 b) tg x =
5π π 3
x=− + 2kπ ou x = - + 2kπ
3 3 c) tg x = - 3 d) tg x = - 1
e) tg x = tg 50° f) tg 4x = tg 80°
Agrupando as respostas da equação:
π g) tg 3x= tg 150º h) 3 tg x + 3 =0
{ x ∈ lR | x = ± + 2kπ } ( k ∈ Z)
3 Respostas:
Exercícios:
π
1. Resolva as equações: a) { x ∈ lR | x = +kπ }
a) cosx = 0 b) cos x = 1 3
c) cos x = -1 d) cos x = 9 π
b) { x ∈ lR | x = +kπ }
2. Resolva as seguintes equações:
6

3 2 c) { x ∈ lR | x = +kπ }
a) cos x = b) cos x = - 3
2 2

c) 2 cos x - 1 = 0 d) 2cos x - 2 = 0 e) cos x = 0 d) { x ∈ lR | x = +kπ }
4
Matemática 97 A Opção Certa Para a Sua Realização
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e) {x ∈ lR | x = 50º + k . 180º } 2x 6 x + 2x
f) {x ∈ lR | x = 20º + k . 45º } 2 . sen 6x - . cos =0 ⇒
∈ 2 2
g) {x lR | x = 50º + k . 60º } 2 . sen 2x . cos 4x = 0
∈ lR | x = 150º + k . 180º } ( k ∈ Z )
h) {x kπ
sen 2x = 0 ⇒ 2x = k π ⇒ x =
4º TIPO : Equações gerais 2
Exemplos: π π kπ
Resolver cada equação trigonométrica : cos 4x = 0 ⇒ 4x = +k π ⇒ x= +
2 8 4
1) sen2 x - sen x = 0 Exercícios:
sen x (sen x – 1 ) = 0 Resolva as seguintes equações:
sen x = 0 ⇒ x = 0 + k π = k π a) sen 4x +sen x = 0
π b) cos 3x – cos x = 0
sen x = 1 ⇒ x = + 2kπ ( k ∈ Z) c) sen 4x - sen 2x = 0
2
d) cos 6x + cos 2x = 0
Resolve-se a equação do 2º grau, interpretando-se cada solução.
Respostas : (k ∈ Z)
Exercícios: 2kπ π 2kπ
Resolva as seguintes equações: a) { x ∈ lR | x = ou x = + }
a) 2 sen2 x - 5 sen x + 2 = 0
5 3 3
b) 2 cos2 x – cos x = 0 kπ
b) { x ∈ lR | x = }
c) cos2 x - cos x = 0 2
d) 2 sen x - cosec x = 0
π kπ
e) 2cos2 x + 5 cos x +2 = 0 c) { x ∈ lR | x = k π ou x = + }
f) 1 + 3 tg2 x = 5 sec x 6 3
Respostas: (k ∈ Z) π kπ π kπ
d) { x ∈ lR | x = + ou x = + }
• { x ∈ R / x =30°+k.360° ou x=150°+k.360°)
8 4 4 2
π π 4. sen2 x - 2 3 . sen x . cos x + 3 . cos2 x = 0
• {x ∈ R/x= + k π ou x = ± + 2kπ }
2 3 Divide-se por (cos2 x ≠ 0), os dois membros da equação.
• { x ∈ R / x = 90º + k.180º ou x = k. 360º} sen 2 x 2 3 ⋅ sen x ⋅ cos x 3 ⋅ cos2 x
• {x ∈ R/x= − + =0
cos2 x cos2 x cos2 x
π 7π 11π
= + 2k π ou x = + 2 k π ou x = + 2kπ }
2 6 6 tg2x – 2 3 . tg x + 3 = 0
2π π
• {x ∈ R/x= ± + 2kπ } tg x = 3 ⇒ x= + kπ ( k ∈ Z)
3 3
π
• {x ∈ R/x= ± + 2k π } Exercícios:
3 Resolva as seguintes equações:
2. sen x – cos x = 1
a) 3 sen2x - 4 3 . sen x . cos x + 3 cos2x = 0
sen x = 1 + cos x ⇒ ( 1 +cos x)2+ cos2x = 1
2cos2x + 2cos x = 0 ⇒ cos x = 0; cos x = -1 b) sen2x + 2 3 . sen x . cos x + 3 cos2x = 0
π Respostas: (k ∈ Z)
cos x = 0 ⇒ sen x = 1 ⇒ x = + 2kπ
2 π π
• { x ∈ lR | x = + k π ou x = + k π }
cos x = -1 ⇒ sen x = 0 ⇒ x = π + 2 k π 6 3

Exercícios: • { x ∈ lR | x = +kπ }
Resolva as seguintes equações: 3
a) sen x + cos x = 1
15. INEQUAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
b) cos x + 3 sen x = 1 Inequações trigonométricas são desigualdades envolvendo funções
c) cos x + 3 sen x = 2 trigonométricas.
Exemplo:
d) sen x + 3 cos x = 1 2
Resolver a inequação: sen x >
Respostas: (k ∈ Z )
2
π 3π
π O x varia de a , ou seja:
a) { x ∈ R / x = 2 k π ou x = + 2kπ } 4 4
2 π 3π
2π <x<
b) { x ∈ R / x = 2 k π ou x = + 2kπ } 4 4
3
π
c) { x ∈ R/ x= + 2kπ }
3
π 11π
d) {x ∈ R/ x= + 2 k π ou x = + 2kπ }
2 6

3. sen 6x - sen 2x = 0

Matemática 98 A Opção Certa Para a Sua Realização


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π 3π
Resposta: { x ∈ lR | + 2kπ < x < + 2kπ } • função arc co-seno
4 4 É a função definida por :
(k ∈ Z)
y = arc cos x
Exercícios:
-1 ≤ x ≤ +1 0 ≤ y ≤ π
1. Resolva as seguintes inequações, para 0 ≤ x ≤ 2 π :
e

3 1
a) sen x > b) sen x ≤
2 2
1 1
c) cos x ≤ - d) cos x ≥
2 2
3
e) tg x > 1 f) tg x ≤ -
3
Respostas: • Função arc tangente
π 2π
i) { x ∈ lR | <x < } É a função definida por:
3 3
π 5π
j) { x ∈ lR | 0 ≤ x ≤ ou ≤ x < 2π } y = arc tg x
6 6
π π
2π 4π x ∈ lR e - < y<
k) { x ∈ lR | ≤x ≤ } 2 2
3 3
π 5π
l) { x ∈ lR | 0 ≤ x ≤ ou ≤ x < 2π }
3 3
π π 5π 3π
m) { x ∈ lR | < x < ou <x< }
4 2 4 2
π 5π 3π 11π
n) { x ∈ lR | <x ≤ ou <x< }
2 6 2 6

2. Resolva as seguintes inequações:


• 2 sen2 x - sen x ≥ 0
• 2 cos2 x + cos x ≤ 0 Exercícios:
• 2 cos2 x - cos x – 1 > 0 Assinale a alternativa correta:
3. Qual é o domínio de f(x) = 2 cos x - 1 ? 11) O valor de α em α = arc sen 1/2 é :
Respostas: a) π / 3 b) π /4 c) π /6 d) π / 2
π 5π
2. a) { x ∈ lR | 6 + 2 k π ≤ x ≤ 6 + 2kπ ou
12) Dada a igualdade α 3 α
= arc sen , é igual a :
π + 2k π ≤ x ≤ 2π + 2kπ } 2
π 2π a) π / 2 b) π / 6 c) π / 4 d) π / 3
{ x ∈ lR | + 2 k π ≤ x ≤ + 2kπ ou
b) 2 3
4π 3π 13) Calculando α em α = 3 arc tg ( - 1) , temos:
+ 2kπ ≤ x ≤ + 2kπ } a) -3 π /4 b) π / 4 c) 5 π / 4 d) π / 6
3 2
2π 4π
c) { x ∈ lR | + 2kπ < x < + 2kπ } Respostas: 1) c 2) d 3) a
3 3
π π ∈ Z)
3. ) { x ∈ lR | - +2kπ ≤ x ≤ + 2kπ } (k 17. RESOLUÇÃO DE TRIÂNGULOS
3 3 Estudaremos os triângulos determinando as medidas de seus lados, de
seus ângulos e da sua área.
16. FUNÇÕES CIRCULARES INVERSAS
Para que uma função admita inversa, ela deve ser bijetora. Como as • Triângulos retângulos
funções seno, co-seno e tangente não são bijetoras, devemos restringir o Triângulo retângulo é um triângulo que tem um ângulo de medida igual
domínio de cada função para achar a função inversa. a 90°.
• Função arc sen
É a função definida por:
y = arc sen x
π π
d) 1 ≤ x ≤ +1e- ≤y≤
2 2 • a é a medida da hipotenusa.
• b e c são as medidas dos catetos.
• S é a medida da área.

a) RELAÇÕES TRIGONOMÈTRICAS:

 b  c  b
sen B̂ = a cos B̂ = a tg B̂ = c
  
sen Ĉ = c cos Ĉ = b tg Ĉ = c
 a  a  b

Matemática 99 A Opção Certa Para a Sua Realização


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b) RELAÇÕES MÉTRICAS: 3. Se num triângulo ABC têm-se  = 45°, b = 4 cm e c = 2 cm,
Em todo triângulo retângulo, temos as seguintes relações.
quanto vale sen C?
a2 = b2 + c2 b2 = a . m
c2 = a . m h2 = m . n 4. Num triângulo ABC, onde AB = 2 cm, AC = 3 cm e o ângulo Â
a.h=b.c = 60° quanto é o quadrado da medida do lado BC em cm2 ?

S= bc = ah 5. No triângulo ABC, o ângulo  tem 120°, o lado BC mede 6 cm e o


2 2 lado AC é o dobro do lado AB. Quanto vale o lado AC ?

Respostas:
a2 ⋅ sen B̂ ⋅ sen Ĉ
1) ( 4 3 ± 3) cm 2)
2 sen Â
10 12 7
3) 4) 7 5) cm
10 7
Com todas estas relações, podemos resolver um triângulo, que
consiste em determinar as medidas dos ângulos, dos lados e da área. EXERCÍCIOS FINAIS DE TRIGONOMETRIA
1. Um relógio de ponteiros marca exatamente 4 horas. Qual é a medida
Exercícios: do menor arco formado pelos ponteiros?
5) Num triângulo retângulo, a hipotenusa mede 10 cm e um dos
ângulos agudos 30°. Calcule a medida do cateto menor. 2. Um arco de medida x pertence ao 3º quadrante. Qual é o quadrante
6) Uma escada apoiada num muro vertical forma com ele um ângulo x
de 60°. O pé da escada fica a 6 m do muro. Qual é a medida do do arco ?
comprimento da escada? 2
7) Os lados congruentes de um triângulo isósceles medem b e
formam um ângulo de medida A. Dê a expressão da área desse 3. Encontre a menor determinação dos arcos :
triângulo. a) 1285° b) - 897° c)
Respostas: 15π
rd
b2 . sen  2
1) 5 cm 2) 4 3 m 3) S =
2 4. Calcule o valor numérico de:
π π
• Triângulos quaisquer a) sen2 + cos π + 6 ⋅ cos − 3 ⋅ tg 3 π
a) LEI DOS SENOS: 2 2
"Em qualquer triângulo, as medidas dos lados são proporcionais aos b) 4.sen2180°+2.tg 180° - 6.cos2360° + cosec290°
senos dos ângulos opostos e a constante de proporcionalidade é a medida c) cotg2270° + 3. tg2360° - 2. sec2180°
do diâmetro da circunferência circunscrita ao triângulo."
5. Quais são os valores reais de m, que satisfazem a condição sen x =
a b c 3 m -1
= = = 2R ?
sen A sen B sen C 2

6. Encontre o conjunto imagem da função f(x) = 2. cos x.

7. Responda com CERTO ou ERRADO, analisando o sinal de cada


função trigonométrica:
a) sen 290° < 0 b) cos 260° > 0
c) tg (-140°) < 0 d) sec 350° > 0
e) cosec 105° > 0 f) cotg 220° < 0
b) LEI DOS CO-SENOS:
g) sen 850° > 0 h) cos 1180° < 0 i) tg (-390°) < 0
"Em qualquer triângulo, o quadrado da medida de um lado é igual a
5
soma dos quadrados das medidas dos outros dois lados menos o duplo 8. Sendo cosec x = ( x ∈ 2º Q), calcule:
produto das medidas desses lados pelo co-seno do ângulo formado por 3
eles." 10.sen x – 5 . cos x +16. tg x
a2 = b2 + c2 – 2 . b . c . cos A
b2 = a2 + c2 – 2 . a . c . cos B
c2 = a2 + b2 – 2 . a . b . cos C 9. Dado cos x = m e sen x = m2 + 1 , calcular m.
cotg x tg x
10. Simplificar: − cot g2 x
sec 2 x - 1
11. Qual é o valor de y = 2 .sen2 480°+cos (-60°) ?

Respostas:

Exercícios: 1. rd 2. 2º Q
ResoIva os seguintes problemas: 3
1. São conhecidos os seguintes elementos de um triângulo ABC: os 3π
lados de medidas c = 8 cm e a = 5 cm e a medida do ângulo A i- 3. a) 205º b) 183º c) rd
2
gual a 30°. Calcule a medida do lado b. 4. a) 0 b) –5 c) –2
1
2. Calcule a área do triângulo, conhecendo-se os ângulos A, B e C e 5. - ≤ m ≤ 1
a medida do lado BC igual a a. 3
Matemática 100 A Opção Certa Para a Sua Realização
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6. [ - 2, 2 ] 22) 3
π
7. 6 certos e 3 errados 23) + 2kπ
2
π
8. –2 9. m = 0 10. 0 11. 2 24) ± 3 + 2kπ
7π 11π
25) rd, rd
1. Simplificar a expressão: 6 6
π 26) 1
sen( − x) + sen ( π + x)+ cos ( π - x)+ cos ( 2π - x)- sen ( - x)
2 27) 31º
28) 1 cm2
2. Reduza ao 1º quadrante :
sen 250° + tg 110° - tg (-70°) +cos 110° - sen (-70°)
RESUMO:
3. Calcular: 4 . sen 330° + tg2 120° - sec 780°.
5
4. Sendo sec a = , calcular:
3
cos (60° + a) + cos (60° - a).

3
5. Dado sen a = (a do 2º Q), calcular sen 2a.
5
sen AM = 0 Q = P M
6. Se sen x - cos x = m, encontre sen 2x.
cos AM = 0 P = Q M
7. Para A = 1 + 2 cos2x - cos 2x, ache A 3. tg AM = A T
8. Conhecida tg y = − 2 , calcule cotg 2y. cotg AM = B R
sec AM = 0 T
sen 3a cos 3a
9. Calcule: − . cossec AM = 0 R
sen a cos a

10. Determinar sen 75° - cos 75°. SINAIS DAS FUNÇÕES


quadrante sen cos tg cotg sec cossec
11. Calcule: I + + + + + +
sen2x + cos2x + sen22x+ cos22x + sen23x+cos3x. II + - - - - +
III - - + + - -
23. Qual é a solução de: sen2x - 3 . sen x + 2 = 0 ? IV - + - - + -

24. Resolver a equação: 2 (cos x + sec x) = 5. FUNÇÕES


0º 30º 45º 60º 90º 180º 270º 360º
25. Se 0 ≤ x ≤ 2 π , qual é o conjunto solução da equação: 2 sen2x + 5 π π π π 3π
sen x + 2 = 0 ? 0 π 2π
6 4 3 2 2
1 2 3
 1  1  sen 0 1 0 -1 0
26. Sendo arc sen  −  = arc cosec   , ache a. 2 2 2
 a  2a − 3 
3 2 1
cos 1 0 -1 0 1
1 2 2 2
• Qual é a menor solução em graus inteira e positiva de sen x > ?
2 3
• Os lados de medidas iguais de um triângulo isósceles medem 2 cm tg 0 1
3 0 0
e o ângulo entre eles 30°. Calcule a área do triângulo. 3
3 3
Respostas: cotg 1 0 0
12) cos x 3
13) - cos 70° 2 3 2
14) –1 sec 1 3 2 -1 1
3 2 2 3
15) cossec 2 3 1 -1
5
24
16) -
25
17)
6 SEQUÊNCIAS. SEQUÊNCIAS DE FIBONACCI,
1 – m2
18) 8 SEQUÊNCIAS NUMÉRICAS.
2
PROGRESSÃO ARITMÉTICA E GEOMÉTRICA.
19)
4 Observe a seguinte sequência: (5; 9; 13; 17; 21; 25; 29)
20) 2 Cada termo, a partir do segundo, é obtido somando-se 4 ao termo
2 anterior, ou seja:
21) an = an – 1 + 4 onde 2 ≤ n ≤ 7
2

Matemática 101 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Podemos notar que a diferença entre dois termos sucessivos não E temos a seguinte propriedade para os termos equidistantes: A soma
muda, sendo uma constante. de dois termos equidistantes dos extremos é uma constante igual à soma
a2 – a1 = 4 dos extremos.
a3 – a2 = 4 Exemplo:
.......... ( -3, 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25, 29 )
a7 – a6 = 4 - 3 e 29 são extremos e sua soma é 26
1 e 25 são equidistantes e sua soma é 26
Este tipo de sequência tem propriedades interessantes e são muito 5 e 21 são equidistantes e sua soma é 26
utilizadas, são chamadas de PROGRESSÕES ARITMÉTICAS.
Dessa propriedade podemos escrever também que:
Definição: Se uma PA finita tem número ímpar de termos então o termo central é
Progressão Aritmética ( P.A.) é toda sequência onde, a partir do a média aritmética dos
segundo, a diferença entre um termo e seu antecessor é uma constante
que recebe o nome de razão. VI - INTERPOLACÃO ARITMÉTICA
AN – AN -1 = R ou AN = AN – 1 + R Dados dois termos A e B inserir ou interpolar k meios aritméticos entre
A e B é obter uma PA cujo primeiro termo é A, o último termo é B e a razão
Exemplos: é calculada através da relação:
a) ( 2, 5, 8, 11, 14, . . . . ) a1 = 2 e r = 3 B−A
b) (
1 1 3 1
, , , ,. . . . ) a1 =
1
e r=
1 K +1
16 8 16 4 16 16 Exemplo:
c) ( -3, -3, -3, -3, ......) a1 = 3 e r = 0 Interpolar (inserir) 3 meios aritméticos entre 2 e 10 de modo a formar
d) ( 1, 3, 5, 7, 9, . . . . ) a1 = 1 e r = 2 uma Progressão Aritmética.
Solução:
Classificação B−A 1º termo A = 2
Aplicando a fórmula: último termo B = 10
As Progressões Aritméticas podem ser classificadas em três K +1
categorias: k meios = 3
1.º) CRESCENTES são as PA em que cada termo é maior que o Substituindo na forma acima vem:
anterior. É imediato que isto ocorre somente se r > 0. B−A 10 − 2 8
(1, 5, 10, 15, 20, 25, 30 ) ⇒ = = 2
(2, 4, 6, 8, 10, 12, 14 ) K +1 3 +1 4
2.º) DECRESCENTES são as PA em que cada termo é menor que o portanto a razão da PA é 2
anterior. Isto ocorre se r < 0.
( 0, - 2, - 4, - 6, - 8, - 10, - 12) A Progressão Aritmética procurada será: 2, 4, 6, 8, 10.
( 13, 11, 9, 7, 5, 3, 1 )
3.º) CONSTATES são as PA em que cada termo é igual ao anterior. VII –SOMA DOS N PRIMEIROS TERMOS DE UMA PA
É fácil ver que isto só ocorre quando r = 0. Podemos determinar a fórmula da soma dos n primeiros termos de uma
( 4, 4 , 4, 4, 4, 4 ) PA Sn da seguinte forma:
( 6, 6, 6, 6, 6, 6, 6 ) Sn = a1 + a2 + a3 +....+ an -2 + an -1 + an ( + )
Sn = an -2 + an -1 + an +....+ a1 + a2 + a3
As PA também podem ser classificadas em:
a) FINITAS: ( 1, 3, 5, 7, 9, 11) 2Sn = (a1+ an) + (a1+ an)+ (a1 + an)+....+ (a1+ an)
b) INFINITAS: ( 2, 3, 5, 7, 11, ...)
Observe que aqui usamos a propriedade dos termos equidistantes,
lV - TERMO GERAL assim: 2Sn = n (a1+ an)
Podemos obter uma relação entre o primeiro termo e um termo ( A1 + A N ) ⋅ N
logo: SN =
qualquer, assim: 2
a2 = a1 + r
a3 = a2 + r = ( a1 + r ) + r = a1 + 2r EXERCICIOS
a4 = a3 + r = ( a1 + 2r ) + r = a1 + 3r Não esquecer as denominações:
a5 = a4 + r = ( a1 + 3r ) + r = a1 + 4r an → termo de ordem n
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . a1 → 1º termo
a10 = a9 + r = ( a1 + 8r ) + r = a1 + 9r
n → número de termos
logo AN = A 1 + ( N – 1) . R
que recebe o nome de fórmula do Termo Geral de uma Progressão r → razão
Aritmética.
1) Determinar o 20º termo (a20) da PA (2, 5, 8, ...)
V - TERMOS EQUIDISTANTE Resolução:
Em uma PA finita, dois termos são chamados equidistantes dos a1 = 2 an = a1 + (n - 1) . r
extremos, quando o número de termos que precede um deles é igual ao r = 5 - 2 = 8 –5 = 3 a20 = 2 + (20 - 1) . 3
número de termos que sucede o outro. n = 20 a20 = 2 + 19 . 3
Por exemplo: Dada a PA a20 = ? a20 = 2 + 57
( a1, a2, a3, a4, a5, a6, a7, a8 ) a20 = 59

2) Escrever a PA tal que a1 = 2 e r = 5, com sete termos.


Solução: a2 = a1 + r = 2 + 5 = 7
a3 = a2 + r = 7 + 5 = 12
a4 = a3 + r = 12 + 5 = 17
a5 = a4 + r = 17 + 5 = 22
a2 e a7 são equidistantes dos extremos a6 = a5 + r = 22 + 5 = 27
a3 e a6 são equidistantes dos extremos a7 = a6 + r = 27 + 5 = 32

Logo, a PA solicitada no problema é: (2, 7, 12, 17, 22, 27, 32)

Matemática 102 A Opção Certa Para a Sua Realização


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3) obter a razão da PA em que o primeiro termo é - 8 e o vigésimo é Quanto à razão, podemos classificar a PG em:
30. - CRESCENTE: quando cada termo é maior que o anterior: 2, 4,
Solução: 8, 16, 32
a20 = a1 + 19 r = ⇒ 30 = 8 + 19r ⇒ r = 2 - DECRESCENTE: quando cada termo é menor que o anterior: 16,
8, 4, 2, 1, 1/2, 1/4, ..,
4) Calcular r e a5 na PA (8, 13, 18, 23, ....) - CONSTANTE: quando cada termo é igual ao anterior: 3, 3, 3,
Solução: 3, 3, . . . (q = 1)
23 - 18 = 13 - 8 = 5 a5 = a4 + r - OSCILANTE OU ALTERNANTE: quando cada termo, a partir do
a5 = 23 + 5 segundo tem Sinal contrário ao do termo anterior.
a5 = 28

5) Achar o primeiro termo de uma PA tal que r = - 2 e a10 = 83. Em alguns problemas, seria útil existir uma relação entre o primeiro
Solução: termo e um termo qualquer. Vejamos como obtê-la.
Aplicando a fórmula do termo geral, teremos que o décimo termo é: a10 a2 = a1 . q
= a1 + ( 10 – 1 ) r ou seja: 83 = a1 + 9 . (-2) ⇒ - a1 = - 18 - 83 ⇒ a3 = a2 . q = ( a1 . q ) . q = a1 . q2
⇒ a1 = - 101 ⇒ a1 = 101 a4 = a3 . q = ( a1 . q2 ) . q = a1 . q3
a5 = a4 . q = ( a1 . q3 ) . q = a1 . q4
6) Determinar a razão (r) da PA, cujo 1º termo (a1) é - 5 e o 34º . . . . . . . . . . . . .
termo (a34) é 45. an = an -1 . q = ( a1 . qn -2 ) . q = a1 . qn -1
Solução: AN = A1 . Q N -1
a1 = -5 a34 =- 5 + (34 - 1) .r
a34 = 45 45 = -5 + 33 . r Esta última expressão é chamada termo geral de uma Progressão
n = 34 33 r = 50 Geométrica.
50
R=? r= EXERCÍCIOS
33 1) Determinar o 9.º termo (a9) da P.G. (1, 2, 4, 8;....).
Solução:
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS an → termo de ordem n
a1 → 1º termo
1 - DEFINIÇÃO n → número de termos
Vejamos a sequência 2, 6, 18, 54, 162 q → razão

Onde cada termo, a partir do 2.º, é obtido multiplicando-se o termo FÓRMULA DO TERMO GERAL: an = a1 . qn –1
anterior por 3, ou seja: a1 = 1 q = 2 n = 9 a9 = ?
an = an – 1 . 3 n = 2, 3, . . . , 5 a9 = 1 . 29 –1 ⇒ a9 = 1 . 28 ⇒
a9 = 1 . 256 ∴ a9 = 256
Observe que o quociente entre dois termos sucessivos não muda,
sendo uma constante. 2) Determinar a1 (1º termo) da PG cuja a8 (8º termo) é 729, sabendo-se
a2 6 que a razão é 3.
= = 3 Solução:
a1 2
a1 = ? q = 3 n = 8 a8 = 729
a3 18 a8 = a1 . 38 –1
= = 3
a2 6 728 = a1 . 37
36 = a1 . 37
a4 54 a1 = 36 : 37
= = 3
a3 18 ⇒ a = 1
a1 = 3 –1 1
a5 162 3
= = 3
a4 54
3) Determinar a razão de uma PG com 4 termos cujos extremos são 1
Sequências onde o quociente entre dois termos consecutivos é uma e 64.
constante também possuem propriedades interessantes. São também úteis Solução: 64 = 1 . q4 -1
para a Matemática recebem um nome próprio: PROGRESSÕES 43 = 1 . q3
GEOMÉTRICAS. 43 = q3
PROGRESSÕES GEOMÉTRICAS é toda sequência em que cada q =4
termo, a partir do segundo, é igual ao produto do seu termo precedente por
uma constante. Esta constante é chamada razão da progressão TERMOS EQUIDISTANTES
geométrica. Em toda PG finita, o produto de dois termos equidistantes dos
extremos é igual ao produto dos extremos.
Em símbolos:
AN = A N - 1 . Q N = 1, 2, 3, . . . Exemplo:
a 2 a3 a 4 ( 1, 3, 9, 27, 81, 243 )
ou seja: = = =. . .= q 1 e 243 extremos → produto = 243
a1 a2 a3
3 e 81 equidistantes → produto = 3 . 81 = 243
CLASSIFICAÇÃO E TERMO GERAL 9 e 27 equidistantes - produto = 9 . 27 = 243
Quanto ao número de termos, podemos classificar a Progressão Desta propriedade temos que:
Geométrica em: Em toda Progressão Geométrica finita com número ímpar de termos, o
- FINITA: quando o nº de termo for finito: 2, 4, 8, 16, 32, 64 ( 6 termo médio é a média geométrica dos extremos.
termos)
- INFINITA: quando o número de termos for infinito: 2, 4, 8, 16, 32, Exemplo: ( 3, 6, 12, 24, 48, 96, 192)
64, . . . 242 = 3 . 192

Matemática 103 A Opção Certa Para a Sua Realização


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IV - PRODUTO DOS N PRIMEIROS TERMOS 1 1 1
DE UMA PG Calculemos agora S = 1 + + + + ...
Sendo a1, a2, a3, ..., an uma PG de razão q, indicamos o produto dos 3 9 27
seus n primeiros termos por: Pn = a1 . a2 . a3 . ... . an Multiplicando por 3 ambos os membros, temos:
1 1 1
0bserve que: 3 S = 3 +1 + + + +...
Pn = a1. ( a1 . q ) . (a1 . q2) . (a1 . q3) ... (a1 . qn –1) 3 9 27
Pn = ( a1. a1 . a1 . . . . a1 ) . ( q1 . q2 . q3. . . qn –1) S
1+ 2 + 3 + . . . + (n -1) 3
Pn = a1n. q 3S = 3 + S ⇒ 2S = 3 ⇒ S =
2
Mas 1 + 2 + 3 + .... + (n -1) é uma PA de (n -1) termos e razão 1.
Considerando a fórmula da soma dos termos de uma PA, temos: Vamos obter uma fórmula para calcular a soma dos termos de uma PG
[ 1+ ( n - 1) ] ⋅ n - 1 ⇒ S = n (n − 1)
n infinita com -1 < q < 1, Neste caso a soma converge para um valor que será
(a1 + an ) indicado por S
S= ⇒S=
2 2 2 S = a1 + a2 + a3 +....+ an + . . .
S = a1 + a1 . q + a1 . q2 +....+ a1 . qn –1+ . . .
Assim, podemos afirmar que:
n ( n -1) multiplicando por q ambos os membros, temos:
Sq = a1q+ a1 q2 + a1 q3 +....+ a1 qn+ . . . ⇒
PN = A N • Q 2 ⇒ Sq = S – a1 ⇒ S – Sq = a1
1
a1
V - INTERPOLAÇÃO GEOMÉTRICA. ⇒ S(1 – q) = a1 ⇒ S =
1− q
Inserir ou interpolar k meios geométricos entre os números A e B,
significa obter uma PG de k+2 termos, onde A é o primeiro termo e B é o Resumindo:
se - 1 < q < 1, temos:
K +1 B
último e a razão é dada por: Q = a1
A S = a1 + a2 + a3 + .... + an + . . . =
1− q
VI - SOMA DOS N PRIMEIROS TERMOS DE UMA PG EXERCÍCIOS
Seja uma PG de n termos a1 , a2, a3, ...., an 1) Determinar a soma dos termos da PG
1 1 1
A soma dos n primeiros termos será indicada por: Sn = a1 + a2 + a3 + ( 1, , , . . . . , )
.... + an
2 4 64
1
Solução: a1 = 1 q=
Observe que, se q = 1, temos S = n . a1. Suponhamos agora que, na 2
progressão dada, tenhamos q ≠ 1. Multipliquemos ambos os membros por
a1 - an . q
q. Sn =
Sn . q = a1 . q + a2 . q + a3 . q +....+ an –1 . q + an . q 1- q
Como a1 . q = a2 , a2 . q = a3 , ... an –1 . q = an temos: 1 1 1
Sn . q = a2 + a3 + a4 +....+ an + an . q 1- . 1-
Sn = 64 2 ⇒ S = 128
n
E sendo a2 + a3 + a4 +....+ an = Sn – a1 , vem: 1 1
1-
Sn . q = Sn – a1 + an . q 2 2
Sn - Sn . q = a1 - an . q 127
a1 - an . q 127 127
Sn = ( q ≠ 1) Sn = 128 = ⋅ 2 ⇒ Sn = ou
1- q 1 128 64
a1 - a1 . qn -1 ⋅ q 2
Sn =
1- q Sn = 1,984375

a1 - a1 . qn
Sn = 2) Determinar a soma dos oito primeiros termos da PG (2, 22, 23 , . .
1- q .).
Solução:
1 - qn
Sn = a1 ⋅ ( q ≠ 1) a1 = 2 q = 2 n=8
1- q
a1 ⋅ ( 1 - qn )
Sn =
1- q
VII - SOMA DOS TERMOS DE UMA PG INFINITA COM - 1 < Q < 1
Vejamos como calcular S = 1 + 1 + 1 + 1 + 1 + . . . 2 ⋅ ( 1 - 28 ) 2 ⋅ ( 1 - 256)
2 4 8 16
S8 = = =
1- 2 -1
1 2 ⋅ ( - 255)
Neste caso, temos a soma dos termos de uma PG infinita com q = . = = 510 ∴ S8 = 510
2 −1
Multiplicando por 2 ambos os membros, temos:
1 1 1
1 1 1 1 3) Determinar a razão da PG ( 2 ; 1; ; ; ; ... )
2S = 2 + 1 + + + + + . .. 2 4 8
2 4 8 16
Solução: De a2 = a1. q tiramos que:
S
2S=2+S ⇒ S=2 a2 1 1
q= = ⇒ q=
a1 2 2

Matemática 104 A Opção Certa Para a Sua Realização


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1 Representação genérica de matrizes
4) Achar o sétimo termo da PG ( ; 1 ; 2 ; . . .) É costume representarmos matrizes através de letras, assim, por
2 exemplo:
Solução:
a b c  m n
1    
A PG é tal que a1 = e q=2
2 d e f   o p
Aplicando então a fórmula do termo geral, teremos que o sétimo ordem: 2 X 3 ordem: 2 X 2
termo é:
É usual também representarmos todos os elementos de uma matriz por
a7 = a1 ⋅ q(7 - 1) = ⋅ 26 = ⋅ 64
1 1
meio de uma só letra, seguida de um índice composto de dois números: o
2 2 primeiro indicando a tinha, e o segundo, a coluna a que pertence o elemen-
portanto ( ∴ ) a7 = 32 to considerado.

5) Qual é o número que deve ser somado a 1, 9 e 15 para que se Observe :


tenha, nessa ordem três números em PG ? Solução: b11 b12 b13 
Para que (x + 1 ; x + 9 ; x + 15) seja PG, devemos ter: a a a13   
x + 9 x + 15 A =  11 12  B = b 21 b 22 b 23 
= e, então: a
 21 a 22 a 23 
b31 b32 b33 
x +1 x+9
(x + 9)2 = (x + 1)(x + 15) ⇒ O elemento a11 ocupa a 1ª linha e 1ª coluna.
⇒ x2 + 18x + 81 = x2 + 16x + 15 ⇒ O elemento a23 ocupa a 2ª linha e 3ª coluna.
⇒ 2x = - 66 ⇒ x = - 3 O elemento b32 ocupa a 3ª linha e 2ª coluna.
O elemento b22 ocupa a 2ª linha e 2ª coluna.

O elemento aij é o elemento genérico que ocupa a i-ésima linha e j-


7 MATRIZES: DETERMINANTES; SISTEMAS LINEARES. ésima coluna.

NOÇÕES GERAIS Com esta notação aij, podemos simbolizar sinteticamente aquelas duas
Matriz retangular últimas matrizes A e B, escrevendo apenas:
Quando dispomos números (ou letras) numa tabela retangular, assim, A = (aij) 2 x 3 B = (bij) 3 x 3
por exemplo: ordem ordem