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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

ADMINISTRAÇÃO

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS

2015

UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP


ADMINISTRAÇÃO
SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS

Por:

Trabalho apresentado ao Curso de Administração da


Universidade Anhanguera – Uniderp, 6º semestre no
ano de 2015, para o Desafio de aprendizagem, Tutora
Local

Introdução

Nesta ATPS serão apresentados os principais aspectos conceituais inerentes aos


Sistemas de Informações Gerenciais. A conceituação é de elevada importância porque toda
empresa tem informações que proporcionam a sustentação para as suas decisões. Entretanto,
apenas algumas têm um sistema estruturado de informações gerenciais que possibilita
aperfeiçoar o seu processo decisório. Existe um mundo de negócios completamente novo
utilizando novas tecnologias para gerenciar e organizar. Estudaremos aqui como os Sistemas
de Informação transformam negócios, quando as empresas decidem usar os sistemas de
informação para atingir seus objetivos, nossa carreira e os sistemas de informação e como
usar sistemas de informação para tirar vantagem competitiva.

Sistemas de Informações Gerenciais

Um dos maiores desafios dos sistemas de informações é assegurar de forma confiável


a qualidade e agilidade da informação que é imprescindível para as organizações e seus
gestores. Tornando-se um diferencial onde o planejamento coleta e selecionam dados, levando
ao nível estratégico da organização para transformá-los em informações com alto
aproveitamento para a definição de estratégias, planos e metas a se atingir.

Os sistemas de informações não dependem somente de informática ou tecnologia para


serem elaborados, dependem sim de conhecimentos administrativos e operacionais. Pois as
empresas sempre tiveram a necessidade de fazer os controles, seja financeiro, de produção ou
de estoques. E esses controles eram feitos de forma manual, através de fichas arquivadas em
armários, acumulando grande quantidade de papéis e dificultava a consulta rápida por
gestores para adquirir alguma informação relativa ao controle daquele setor. Um exemplo é o
que aconteceu com a Revolução Industrial, onde as empresas trocaram a manufatura para a
utilização de máquinas o que aumentou em larga escala a produção, gerando com isso os
estoques e sendo controlados por fichas de prateleiras, ou seja, um sistema de informações
simples controlado por pessoas.

Ao longo dos anos, mais precisamente na década de 70 do século XX, surgiram os


computadores nas organizações, sendo marcado como a era da informática. O computador
começou a ser implantado para o controle de estoques que era com maior rigidez e rapidez,
controlar o setor financeiro gerando melhorias para controle de entradas e saídas, ou seja,
cada setor passou a ser controlado separadamente por computador. E com o tempo houve uma
interligação entre os setores, havendo uma interação por meio de sistemas interligados por um
só computador “mãe”, ligando todos os setores para facilitar a tomada de decisão por cada
um.
A era da informação é responsável pelo valor adicional às tomadas de decisões pelo
administrador, pelo objetivo de melhorar os resultados da empresa e o apoio de forma
confiável da informação adquirida. Nesse sentido, o presente artigo tem objetivo de avaliar a
importância dos sistemas de informações gerenciais na gestão das empresas para a tomada de
decisões.

Existe uma grande ligação do sistema de informação gerencial com o processo de


decisões a serem tomadas em empresas, é necessário um sistema de informações eficiente
para uma tomada de decisão adequada em cada situação que surge no dia-a-dia empresarial.
Nesse contexto, as informações das empresas são vitais para o funcionamento das mesmas,
afetam e influenciam a produtividade, a lucratividade e as decisões necessárias para o bom
funcionamento dos negócios. Para processar essas informações tão importantes são
necessários recursos tecnológicos e pessoas para gerenciar os processos. Com essa
importância das informações, aparecem os SIG – Sistema de Informação Gerencial dando
suporte às funções de planejamento, de controle e organização de um negócio. Ele fornece
informações seguras e em tempo hábil para a tomada de decisões importantes.

Para que uma empresa possa utilizar as vantagens do SIG, é preciso que alguns fatores
sejam analisados, como por exemplo, o envolvimento da média e alta direção, com isso, nota-
se a importância de estarem todos envolvidos em objetivos comuns de melhorar o fluxo de
informações dentro do ambiente de negócios. Sem o envolvimento de todos os tipos de
líderes, o SIG não terá tanta efetividade. Outro fator que deve ser analisado é a atenção
específica ao fator humano dentro da empresa. Colocar uma pessoa com habilidade e com
comunicação para programar o SIG é de vital importância, pois se precisa de comunicação
constante.

O objetivo maior é deixar a empresa preparada para utilizar os recursos tecnológicos


disponíveis de forma eficiente. Para conseguir atender as demandas do mercado de clientes
atual, as empresas estão buscando soluções para se diferenciarem das outras e ganharem
assim competitividade no seu tipo de negócio. Conseguir tomar decisões rapidamente e de
maneira efetiva é ideal para atingir os resultados esperados.

O SIG entra nesse requisito, precisa-se de algo para aperfeiçoar o planejamento e


execução das atividades realizadas, precisam-se sincronizar os suprimentos e reduzir custos
nas operações realizadas na empresa para aumentar a satisfação dos clientes atendidos e,
claro, os lucros do negócio.
O bom desempenho dos sistemas é garantido pela velocidade com que as informações
trafegam pela empresa, e são assimiladas, assim, ajudando na tomada de decisões. Esses
sistemas gerenciais apóiam na geração de relatórios onde as informações podem ser geradas e
analisadas rapidamente.

Se a empresa tem uma boa gestão, um futuro planejado, e consegue pôr a tecnologia
disponível atualmente ao seu favor, o SIG só vem para trazer benefícios e agregar valor na
empresa, garantindo o gerenciamento eficaz de informações e comunicação dentro do
ambiente de trabalho, assegurando a tomada de decisões baseadas em informações úteis,
ágeis, e seguras. Como resultados aparentes a empresa ganha a boa comunicação entre
gestores e colaboradores, um gerenciamento de informações centralizado, onde pode ser
acessado a qualquer momento, agregando valor ao negócio e atendendo com mais qualidade
os clientes e gerando uma boa gestão de informação.

Vantagens Competitivas

O princípio básico da estratégia de TI para um negócio é garantir que a tecnologia


serve ao negócio, e não ao contrário. Pesquisas em TI e desempenho empresarial descobriram
que: (a) a empresa será mais lucrativa à medida que conseguir alinhar melhor a tecnologia aos
objetivos de negócios; (b) somente cerca de um quarto das empresas consegue alinhar a TI
aos negócios. Cerca de metade dos lucros da empresa pode ser oriunda do alinhamento dessa
tecnologia com os negócios (Luftman, 2003; Henderson, ET tal.1996).

A maioria das empresas age de forma equivocada: a TI assume vida própria e não
atende bem aos interesses da gerencia ou dos stakeholders. Em vez de os envolvidos
assumirem um papel ativo no ajuste da TI à empresa, eles a ignoram, dizendo não
compreender a tecnologia, intoleram as falhas na área como uma chateação do trabalho à sua
volta. Organizações assim pagam um preço alto com o baixo desempenho. Empresas e
gerências bem sucedidas entendem o que a TI pode fazer e como ela funciona, assumem um
papel ativo no ajuste de seu papel e avaliam seu impacto sobre as receitas e lucros.

Na posição de gerente, para se alcançar o alinhamento entre a TI e os negócios se faz


necessário seguir algumas maneiras básicas:
 Identificar a estratégia e as metas do negócio;
 Transformar essas metas estratégicas em atividades e processos concretos;
 Definir de que maneira será avaliado o progresso em direção às metas do negócio (ou
seja, as métricas);

Perguntar-se: Como a tecnologia de informação poderá te ajudar a progredir rumo às


metas empresariais e de que maneira ela vai aprimorar os processos e atividades de negócio?
Avaliar o desempenho atual. Deixar que os números falem. Existem quatro estratégias
genéricas e todas elas com frequência se beneficiam dos sistemas e tecnologias de
informação:

Liderança em custos – Usar os sistemas de informação para alcançar os mais baixos


custos operacionais e os menores preços.

Diferenciação de produto – Usar os sistemas de informação para facilitar a criação


de novos produtos e serviços, ou torne significamente mais conveniente para o cliente usar
seus atuais produtos e serviços.

Foco no nicho de mercado – Usar os sistemas de informação para estabelecer um


foco de mercado específico e atender a esse estreito alvo melhor que a concorrência.

Intimidade com o cliente ou fornecedor – Usar o sistema de informação para


estreitar os laços com fornecedores e aumentar a proximidade com os clientes. Toyota, Ford e
outras montadoras usam sistemas de informação para facilitar o acesso direto dos
fornecedores ao seu agendamento de produção, permitindo que eles, inclusive, decidam como
e quando entregar suprimentos às fábricas nas quais os carros são montados.

Os sistemas de informação apóiam essa estratégia ao produzir dados que permitam


técnicas de venda e de marketing perfeitamente afinadas. Esses sistemas tratam a informação
como uma mina de recursos que a organização pode explorar para aumentar a lucratividade e
a penetração no mercado. Os sistemas de informação habilitam as empresas a analisar
precisamente os modelos de compra, os gastos e as preferências dos clientes, de modo que
elas possam lançar com eficiência campanhas de propaganda e marketing dirigidas a
mercados alvos cada vez menores.

Os dados provêm de várias fontes – transações com cartões de crédito, dados


demográficos, dados de compras obtidos por leitores ópticos em caixas de supermercados e
lojas de varejo, dados coletados quando as pessoas acessam e interagem em sites. Sofisticadas
ferramentas de software podem descobrir padrões nesses grandes depósitos de dados e, a
partir deles, inferir regras a serem usadas para orientar o processo de decisão. A análise desses
dados pode dar origem ao marketing um a um, com a criação de mensagens pessoais baseadas
preferências individualizadas.

Informação e Competitividade

O cenário evolutivo da TI ao longo da historia, teve o aparecimento de uma série de


recursos tecnológicos e o modo de como isso foi se integrando ao processo de formação
daquilo que conhecemos por TI (tecnologia da informação). Esta serie de mudanças
tecnológicas provocou magnitudes de impactos em longo prazo na historia da humanidade, e
hoje reconhecemos como revolução tecnológica.

Alguns falam que ela começou com o Eniac em 1946, outros defendem que é um
fenômeno mais recente, da década de 60 com o uso em larga escala dos computadores,
primeiro nos bancos e depois na indústria. Outros sustentam que se trata da disseminação das
redes de computadores a partir da década de 70. Há ainda os defensores que se iniciou na
década de 80 com os microcomputadores que fizeram com que a ideia de tratamento da
informação saísse de salas fechadas e fosse para as mesas/cabeça das pessoas. Por fim, muitos
associam essa revolução com meados de 90 e o advento da internet.

A vantagem competitiva das empresas é a sua identidade, sendo a competitividade a


capacidade de uma empresa agregar maior valor, do que as outras, ao produto. Esta vantagem
procura isolar característica de oportunidade única ao produto no mercado, que dará a
empresa forte posição competitiva, sedo está a sua base para o sucesso corporativo.
A busca da vantagem competitiva incentiva o desenvolvimento de competências
distintas e direciona para otimização de custos de distribuição ou diferenciação de maior valor
para o consumidor. Os indicadores de vantagem de posição são as habilidades de altas
influências e recursos que fazem o máximo para reduzir custos ou criar valor ao cliente. Cada
atividade na cadeia de valor de uma empresa é influenciada pelo efeito combinado destes
indicadores (Porter 1985).

Para podermos cumprir sua missão e atingir a seus objetivos, a organizações por sua
vez dependem do tratamento da informação, e isso atrela os processos de produção de bens e
serviços, o atendimento aos clientes, os processos administrativos e as decisões em geral. E
por causa da dependência crescente e da importância da crítica da informação, esta passou a
ter papel estratégico para a maioria das organizações.

A ideia de TI é mais abrangente que a palavra (tecnologia), pois a informação quando


disseminada, ou seja, colocada ao alcance das pessoas, passa a ser valiosa. Os SIG são
recursos de alta tecnologia, que ofertam a possibilidade de ganhar tempo, conforto, segurança,
redução de custos, ganho de produtividade, além de provocar mudanças na organização e na
própria sociedade.

A competitividade tem a ver com a continuidade dos negócios, e isso implica:

 Safar-se das armadilhas impostas pela concorrência;


 Sobreviver aos solavancos da economia;
 Contornar os impactos trazidos por novas tecnologias;
 Adaptar-se as mudanças nos desejos do consumidor;
 Oferecer produtos e serviços atraentes para o cliente;

Proposta de Implantação de um Sistema de Informações Gerenciais

A empresa Hunter Criações, está localizada na Avenida Duque de Caxias, Município


de Jardim, Estado de Mato Grosso do Sul. É uma empresa de pequeno porte que confecciona
e comercializa camisetas e uniformes.
Planejamento de produção utilizado pela empresa

A empresa trabalha com a produção sob encomenda, ou seja, é necessário que o


cliente solicite quais os modelos, tamanhos e cores que vai precisar. Dentro da produção sob
encomenda, cada pedido refere-se a um produto quase sempre diferente, produzido a partir de
um pedido específico. Não existe um catálogo "fechado" de peças sendo difícil prever "o
que”, "o quando" ou "como" será feita a produção no período seguinte. Na prática, estas
informações só ficam disponíveis com a chegada do pedido quando então o roteiro de
fabricação é delineado, a produção se inicia e os materiais são encomendados.

Proposta de implantação de um sistema de informações gerenciais

O projeto para a empresa é a abertura de uma página (um site) com o nome da própria
organização, onde os clientes possam fazer seus pedidos, verificar os tipos de tecido, cores,
modelos, tamanhos e valores.

Definição do problema ou situação geradora.

Os pedidos dos clientes só podem ser feitos pelo telefone e o prazo de entrega é muito
longo. A empresa não possui site e nem e-mail, as faltas destas duas tecnologias prejudicam
os trabalhos, uma vez que todos os pedidos se concentram em uma central telefônica atendida
somente por uma telefonista.

Justificativa do projeto

A empresa precisa de um projeto, onde inicialmente seja feito um site, um sistema de


Outlook para que as informações sejam repassadas entre os funcionários.

Objetivos Gerais

Fazer com que os clientes façam seus pedidos sem sair de casa ou de seus
estabelecimentos comerciais, além de entregar a encomenda no menor tempo possível.

Resultados esperados

 Satisfação do cliente;
 aumento nas vendas;
 melhor controle da produção.

Abrangência do projeto

O público alvo são as lojas de confecções, feirantes, varejistas ou atacadistas. O


projeto escolhido para a empresa foi criar rapidamente um sistema usando um provedor de
serviço de aplicação (ASP). Muitas empresas oferecem modelos e ferramentas para a criação
de sistemas de bancos de dados simples em espaços de tempos muito curtos, proporciona o
hardware para rodar a aplicação, o site pode ser acessado por inúmeros usuários na Web. Essa
solução não exige a compra de nenhum hardware, software ou tecnologia de rede, tampouco a
manutenção de uma equipe especializada para apoiar o sistema.

Com esse sistema a Hunter Criações oferece uma área on-line em que os usuários
podem praticar a inserção de dados no sistema, seguindo instruções passo a passo. Também
está disponível na Web um manual detalhado de como navegar no site e escolher os produtos
desejados.

Conclusão

A geração de riquezas está tão intimamente ligada ao conhecimento, fruto da informação e


qualquer pessoa que não saiba manusear a informação estarão em enorme desvantagem. Para
o mercado e empresas, o uso da informação (TI) redefine as regras de competitividade, e por
conta desta dependência, passa a ter um papel estratégico para a maioria das organizações.

Dessa forma, o Sistema de Informação Gerencial tem por finalidade transpor as informações
ao gestor com o objetivo de dar apoio nas decisões.

O Sistema de Informação Gerencial, também é um método organizado que consiste em


manter o suporte nas funções administrativas, como também se tornando um meio de se rever
as informações passada, atual e futura. Como ressalta Oliveira (2000, p.183), “o sistema
fornece informações sobre o passado, o presente e o futuro projetado e sobre eventos
relevantes dentro e fora da organização”. Com isso, o Sistema de Informação Gerencial pode
resgatar aquela decisão no passado que não foi bem empregada, dando a chance de analisá-
la,permitindo que o gestor tenha uma visão dos erros cometidos e que se precavesse na
decisão futura.

Para que se chegue ao propósito do Sistema de Informação Gerencial, é necessária uma


aglomeração do ambiente organizacional como um todo, onde o foco está na eficiência
operacional realizado pelos recursos, onde a funcionalidade se da através de pessoas,
tecnologias, planejamento e controle.

Referências Bibliográficas

http://www.administradores.com.br/informese/artigos/vantagenscompetitivasconsegue-
identifica-las-na-sua-empresa/11642

http://www.merkatus.com.br/10_boletim/120.htm

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/sig-e-sua-importanciapara-tomada-de-
decisoes/26869/

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/vantagens-competitivas-consegue-
identifica-las-na-sua-empresa/11642/
http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART462.pdf

LAUDON, Kenneth; LAUDON, Jane P. Sistemas de informação gerenciais. Editora Pearson,


2011. PLT 624.

Oliveira, Djalma de Pinho Rebouças de Sistemas de Informações Gerenciais: estratégias,


táticas, operacionais / Djalma de Pinho Rebouças de Oliveira. – 14. ed. – São Paulo: Atlas,
2011.