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Juliana B.S.

Moreno, MEDFACID XXIV

PROPEDÊUTICA MÉDICA.
ROTEIRO DE DESEMPENH O GERAL
EXAMES FÍSICOS

SISTEMA RESPIRATÓRIO

ANAMNESE DIRECIONADA (INTERROGATÓRO SINTOMATOLOGICO)


Tosse, escarro (cor, quantidade), Dispneia, cianose, dor torácica, chiado no peito, hemoptise, baqueteamento digital, Contato
com tuberculose, reação de Mantoux, último Rx de tórax.
EXAME FÍSICO DO TÓRAX

INSPEÇÃO

INSPEÇÃO ESTÁTICA INSPEÇÃO DINÂMICA


Biótipo
(Normolíneo – 90º, longilíneo- menor que 90º ou Tipo respiratório
bretilíneo – maior que 90º). (normal ou anormal)1
Observar ângulo de Charpy
Verificar se há presença de alterações ósseas
Ritmo respiratório
(Forma do tórax)2
Frequência respiratória
Coloração da pele
(Normal – 16 a 20 rpm)
(normocorada, ictérica ou cianótica).
Taquipnéia, Bradipnéia, Apnéia, Eupnéia
Sistema muscular
Amplitude dos movimentos
(Análise comparativa)
Presença de Tiragem
Estado de consciência Depressão inspiratório dos espaços intercostais
Dificuldade na expansão pulmonar
Expansibilidade
1
EM PESSOAS SADIAS:
Na posição de pé ou na sentada, quer no sexo masculino
quer no feminino.
- Predomina a respiração torácica ou costal, caracterizada
pela movimentação predominantemente da caixa torácica.

Em decúbito dorsal, também em ambos os sexos,


- Respiração é predominantemente diafragmática,
prevalecendo a movimentação da metade inferior do tórax
e do andar superior do abdome.

2
TIPOS DE TÓRAX
Juliana B.S. Moreno, MEDFACID XXIV
RITMO RESPIRATÓRIO

ANORMAIS
Respiração de Cheyne-Stokes Fase de apneia seguida de incursões inspiratórias cada vez
mais fundas até atingir um máximo para depois descer até
nova pausa.
Devido variação da tensão de 02 e CO2 no sangue.
Excesso de CO2 durante período de apneia obriga os
centros respiratórios bulbares a enviarem estímulos
mais intensos que resultam em aumento da
amplitude dos movimentos respiratórios; havendo
maior eliminação de CO2 e sua concentração no
sangue cai.

Principalmente devido insuficiência cardíaca, hipertensão


intracraniana, acidentes vasculares cerebrais e
traumatismos cranioencefálicos.

Respiração de Biot Apresenta duas fases: Apneia, seguida de movimentos


inspiratórios e expiratórios anárquicos quanto ao ritmo e
amplitude

Grave comprometimento cerebral


Respiração de Kussmaul Quatro fases:
(1) Inspirações ruidosas, gradativamente mais amplas,
alternadas com inspirações mais rápidas e de
pequena amplitude
(2) Apneia em inspiração
(3) Expirações ruidosas gradativamente mais profundas
alternadas com inspirações rápidas e de pequena
amplitude
(4) Apneia em expiração
Na acidose, principalmente a diabética.
Respiração Suspirosa Série de movimentos inspiratórios de amplitude crescente
seguidos de expirações breve e rápida. Outras vezes, os
movimentos respiratórios normais são interrompidos por
“suspiros” isolados ou agrupados.

Tensão emocional e ansiedade


Juliana B.S. Moreno, MEDFACID XXIV
PALPAÇÃO
Expansibilidade torácica

 Manobra para os ápices pulmonares: mãos colocadas por cima das fossas
supraclaviculares e os dedos polegares unidos na coluna vertebral.
 Manobra para expansibilidade das bases pulmonares: Polegares nas linhas
paravertebrais, enquanto os outros dedos recobrem os últimos arcos costais.

Frêmito toracovocal – Vibrações das cordas vocais transmitidas à parede torácica. Estas vibrações são mais perceptíveis nos
indivíduos cuja voz é de tonalidade grave.
 Solicita-se (usualmente) que o paciente repita diversas vezes “33”.
 Melhor sensação se obtém quando se coloca apenas a face palmar correspondente ao 2°, 3° e 4° quirodáctilos
Mais acentuado à direita e nas bases.
Melhor transmissão no lado direito devido ao menor comprimento do brônquio
direito.
Outros tipos de frêmito:
Frêmito brônquico⇢ equivalente tátil dos estertores
Frêmito pleural ⇢ resulta da sensação tátil do ruído de atrito provocado pelas duas
superfícies rugosas dos folhetos pleurais e que muitas vezes precede os derrames.

PERCUSSÃO
1. Médico atrás e à esquerda do paciente.
2. Iniciar pela sua face posterior torácica, de cima para baixo.
3. Percute-se separadamente cada hemitórax.
4. Em uma segunda etapa, percute-se comparativa e simetricamente.
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Quatro tonalidades de som são obtidas:


(1) Som claro pulmonar ou sonoridade pulmonar nas áreas de projeção
dos pulmões;
(2) Som timpânico no espaço de Traube;
(3) Som submaciço na região inferior do esterno;
(4) Som maciço na região inframamária direita (macicez hepática) e na
região precordial;

AUSCULTA
1. Examinador atrás do paciente;
2. Paciente com:
o Tórax despido;
o Respirando pausada e profundamente, com a boca entreaberta, sem fazer ruído.
3. Auscultam-se as regiões de maneira simétrica. Inicia-se pela face posterior do tórax, passando, para as faces laterais e
anterior.

Os limites dos pulmões estão aproximadamente a quatro dedos transversos abaixo da ponta da omoplata.
4. Solicitar ao paciente que faça algumas respirações profundas e tussa várias vezes. Com isso, visa-se separar os ruídos
permanentes dos eventuais, de menor valor diagnóstico.
Sons Normais :

Som Local de ausculta Inspiração Expiração


Áreas de projeção da
Som Traqueal +++ ++++
traqueia
Áreas de projeção dos
Som Brônquico +++ +++
brônquicos principais
Região esternal superior e
Som Broncovesicular1 interescápulo-vertebral ++ ++
direita
Murmúrio vesicular2 Periferia dos pulmões +++ ++
1
Regiões esternal superior, interescapulovertebral direita e
no nível da 3ª e 4ª vértebras dorsais.
2
Turbulência do ar circulante ao chocar-se contra saliências
das bifurcações brônquicas.
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Sons Anormais:

Descontínuos Contínuos
1
Estertores finos Roncos3
Estertores Grosso2 Sibilos4
Estridor5

1
Crepitantes, predominante nas bases dos pulmões, bem perceptível ao final da inspiração e possui uma frequência alta (é
agudo). Não se altera na tosse.
2
Bolhosos, Inicio da inspiração e em toda a expiração, predominam em todas as áreas do tórax e sofre nítida alteração com a
tosse.
3
Sons graves, de baixa frequência.
4
Sons agudos de alta frequência, múltiplos e disseminados por todo o tórax.
5
Semiobstrução da laringe ou traqueia. Intensidade pequena na inspiração e expiração tranquila e na respiração forçada
intensifica o som.

AUSCULTA DA VOZ

Avalia-se:
o Voz nitidamente pronunciada
o Voz Cochichada
Semiotécnica:
1. Paciente pronuncia “33”
2. Percorrer tórax com estetoscópio, comparando regiões homólogas (Como no exame de FTV), com as mãos.
Sons produzidos pela voz e ouvidos na parede torácica – Ressonância vocal (Normal – sons incompreensíveis)
Área mais audível – mesma da ausculta da respiração Broncovesicular,
Em Consolidação do parênquima pulmonar:
Broncofonia – Aumento da ressonância vocal
o Ressonância vocal normal
o Ressonância vocal diminuída (Em atelectasia, espessamento pleural e nos derrames)
o Ressonância vocal aumentada (Em consolidação do parênquima pulmonar)
 Broncofonia – ausculta-se a voz nitidamente
Egofonia: Broncofonia de qualidade anasalada e metálica, parece um balido de cabra.
(Na parte superior dos derrames pleurais)
 Pectorilóquia fônica – ausculta-se a voz nitidamente
 Pectorilóquia afônica – Ausculta-se a voz mesmo se cochichada

FEEDBACK (normal)

Paciente:

Iniciando a ausculta, dando os comandos corretos ao paciente;

“Para maior comodidade do paciente, iniciarei a ausculta em decúbito dorsal. Com sua licença, usarei o estetoscópio agora,
tudo bem? Agora, inspire normalmente e com a bora entreaberta, mas sem fazer ruídos, ok? ... Agora, levante-se e fique de
costas para mim bem aqui, por favor. *Posicioná-lo obliquamente ao espelho* Respire seguindo as mesmas instruções de
anteriormente. *Auscutar dorso, lateral e anterior, sempre prestando atensão no posicionamento de sua mão e corpo* O
paciente apresenta murmúrios vesiculares suaves e normais na maior parte do tórax, ou seja, sem som aumentado,
diminuído, abolido ou rude.”
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Feedback para o paciente e despedida;

“Senhor ..., muito obrigada pela paciência e cooperação. Todos os exames físicos que foram feitos deram resultado normal,
ok? Muito obrigada e tenha um bom dia.”

Inspeção Dinâmica

“Paciente eupneico, com respiração do tipo toraco-abdominal, ritmo respiratorio normal, com fequência respiratória entre
16-20 IRPM.”

Palpação

“O paciente apresenta tórax indolor, com elaticidade e temperatura em condições fisiologicas. A amplitude respiratoria e o
frêmito toracovocal estão presentes bilateralmente, ambos levimente aumentados no hemitórax direito.”

Ausculta

“O paciente apresenta murmúrio vesicular bilateral normal, sem ruídos adventicios/anormais.”

SISTEMA CARDIOVASCUL AR

EXAME FÍSICO DO SISTEMA CARDIOVASCULAR

INSPEÇÃO E PALPAÇÃO
o Pesquisar abaulamentos
o Análise do ictus cordis/Choque de ponta
o Análise de batimentos ou movimentos visiveis ou pálpaveis
o Pesquisa de frêmito cardiovascular

Geral Tórax Olhar


Tangencial
Realizados simultaneamente Abaulamentos
Examinador de pé ao lado
(ex.: Pectus escarunatus) direito do paciente
Frontal
Paciente em decúbito lateral Depressões
Examinador junto aos pés do
esquerdo ou sentado
(Ex.: Pectus carinatum) paciente deitado

Coloração Precordio
(arroxeada nas extremidades – Localizar o Ictus cordis1
pele, mucosas)
Batimentos e movimentos
Frêmito cardiovascular
(Localização, situação no ciclo cardíaco e intensidade - até 4+)
Manchas brancas nas pálpebras,
nódulos nos braços.

Biótipo
(Normolíneo, longilíneo ou
retilíneo)

1
É o levantamento periódico do percordio, provocado pelo contato da porção anterior do Ventriculo esquerdo com a parede
tóracica, sicronico com a sistole.
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INSPEÇÃO:

o Crianças possuem a parede mais flexivel, assim, dilatação e hipertofia cardiacas (Principalmente do ventriculo direito –
relação direta com a parede do tórax e ocupa maior parte da face anterior do coração) deformam com facilidade o
precórdio.
o Diferenciar abaulamentos por: Alteração osteomuscular x Alterações por hipertrofia do ventriculo direito

Aparecimento de impluso do precórdio


que aparece nos casos de hipetrofia.
ICTUS CORDIS:
o Localização
o Extensão
o Mobilidade
o Intensidade
o Tipo de impulsão
o Ritmo
o Frequência

Invisivel, Impálpavel – Efisima


É visivel? É palpável? pulmonar, obesidade, grandes
mamas.
Mediolíneos – linha
hemiclavicular esquerda, 5º
espaço intercostal.
Brevilíneos – 2 cm para fora
da L. hemiclavicular, 4º
Localização espaço intercostal.
Ictus Cordis Longilíneos – 2 cm para
dentro da L. hemiclavicular,
6º espaço intercostal.

Indica dilatação e/ou hipertrofia


Delocamento
do VE1
Extensão 1 á 2 polpas digitais
2
Mobilidade Até 2 cm
Intensidade e tipo de impulsão3 Impulsão pequena
Ritmo Regular/Inrregular
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1
Dilatação do ventriculo direito – pouco ou na repercute sobre o ictus cordis , pois essa cavidade não participa da ponta do
coração.
2

1. Marca-se o Ictus cordis em decubito dorsal, a seguir


2. Em decúbito lateral esquerdo e direito.
Deslocamento do ictus cordis: dilatação/hipertrofia do ventriculo esquerdo.
Sínfise pericárdica: folhetos periardios aderidos entre si e com estruturas vizinhas – ictus cordis não desloca.

Hipertrofias ventriculares impulsionam as polpas digtais com maior vigos que as dilatações
Ictus cordis difuso – quando sua área corresponde a 3 ou mais polpas digitais (Dilatação)
Ictus cordis propulsivo – Quando a mão que a palpa é levantada a cada contração (Hipertrofia)

BATIMENTOS OU MOVIMENTOS
o Retração sistolica apical – Na hipertrofia direita. Durante a sitol, ao invés do impulso, há retração.
o Levantamento em massa do precórdio (impulsão sistólica) – Na hipertrofia do ventriculo direito. Impulso sistólico que
movimenta uma área relativamente grande da parede torácica nas proximidades do esterno.
o Choque valvar – choque de curta duração sentida pela mão quando as bulhas cardíacas estão hiperfoneticas.
o Pulsações epigástricas – transmissão á parede abdominal das pulsações da aorta.
 Quando relacionadas a hipertrofia do ventriculo direito, as pulsações são mais intensas no nível do ângulo xifoesternal
 Quando relacionado a pulso hepático:
Estenose tricuspide - pulsação pré-sistolica
Insuficiencia tricúspide - pulsação é sistólica.
o Pulsação supraesternal/Fúrcula esternal: Depende das pulsações da crossa da aorta
Quanto mais intensas - Suspeita de hipertensão arterial, esclerose senil da aorta, aneurisma da aorta ou síndome
hipercinética (insuficiência aórtica, hipertireoidismo, anemia)

FRÊMITO CARDIOVASCULAR
É a sensação tátil determinada por vibrações produzidas no coração ou nos vasos.

o Localização – referência as áreas de ausculta


o Situação no ciclo cardiaco :
 Coincidência ou não com ictus cordis ou pulso caroídeo
 Frêmitos sistólicos, diastólicos e sistodiastólicos
o Intensidade – Avaliado em cruzes (+ a ++++)

Frêmitos corresponde aos sopros.

AUSCULTA
o Todas as regiões devem ser examinadas;
o Posição padrão do paciente é o decúbito dorsal;

PRINCIPAIS FOCOS:
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o Foco Mitral – Corresponde ao ictus cordis/ponta do ventriculo esquerdo.


 Pacientes com cardiomegalia acentuada: foco desloca-se lateralmente na direção da linha axilar anterior
o Foco Pulmonar – melhor análise da 2ª Bulha pulmonar e seus desdobramentos (Fisiológicos e patólogicos).

o Foco Aórtico – Fica no 2ª espaço intercostal direiro, justaesternal.

o Foco Aórtico acessório – entre 3º e 4º espaço intercostal esquerdo, proximo ao esterno.


 Melhor local para perceber fenômenos acústicos de origem aórtica.

o Foco Tricúspide – Corresponde a base do apêndice xifoide, ligeiramente a esquerda.


 Fenômenos acústicos originados na valva tricúspide, principalmente o sopro sistólico indicativo de insuficiência
da válva, costumam ser mais percebidos nas proximidades da área mitral.
Importante: Auscultar o coração durante inspiração profunda – intensificação do sopro de origem tricuspide
Outras áreas do precórdio importantes para ausculta:
1. Borda esternal esqueda – entre área pulmonar e tricuspide
2. Borda esternal direita – do foco aórtico até 5º espaço intercostal direito, justaesternal
3. Endoápex ou mesocárdio – Entre o foco tricúspide, foco mitral e aórtico acessório
4. Regiões Infra e supraclaviculares - Direita e esquerda
5. Regiões laterias do pescoço – importante para caracterização do sopro de estenose aórtica cuja irradiação segue a
direção do fluxo sanguíneo ejetado pelo ventrículo esquerdo.
6. Regiões interescapulovertebrais – Principalmete a esquerda, melhor se ausculta sopre da persistência do canal arterial.

SEMIOTÉCNICA
Posição do paciente e examinador – Paciente em posição deitada, sentada e em decúbito lateral esquerdo.
Posição padrão:
 Decúbito dorsal com cabeça apoiada em travesseiro, tórax descoberto.
 Paciente em pé ou sentado na beira do leito ou em uma cadeira, com tórax ligeiramente inclinado para frente.
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 Deitado em decúbito lateral esquerdo com mão esquerda na cabeça (melhor posição para escultar fenômenos da
área mitral)
Examinador: Lado direito do paciente

Posição D – Utilizado quando as bulhas são hipofonéticas.


NA AUSCULTA:
Considerar, sistematicamente:
o Bulhas Cardiacas
o Ritmo e Frequência Cardíaca
o Ritmos tríplices
o Alterações das bulhas cardíacas
o Cliques ou estalidos
o Sopros
o Ruído da pericardite constritiva
o Atrito pericárdico
o Rumor venoso
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Fechamento das valvas mitral e
tricúspide. Mitral antecede
Tricúspide.

Coincide com o ictus cordis e


com o pulso carotídeo.

Representação "TUM"
B1

Tem maior intensidade no foco


mitral.

Timbre mais grave; Tempo de


duração é um pouco maior;
Mais forte que a 2° Bulha.

4 grupos de vibrações; mas


somente são audíveis as
originadas pelo fechamento das
valvas aórtica e pulmonar.

O componente aórtico precede


o pulmonar.

Vem depois do pequeno


silêncio.

Timbre é mais agudo e soa de


maneira mais “seca”.

Bulhas cardíacas Representação – “TA”.


Mais intensa nos focos da base
(aórtico e pulmonar) – Explica-
se tal fato pela maior
proximidade da parede torácica
das estruturas em que se
originam esses sons.
B2 Nas expiração: ambas as valvas
se fecham sincronicamente

Na inspiração:

Sístole do V.D. se prolonga

Devido afluxo sanguíneo maior

Componente pulmonar sobre


retardo

Desdobramento da segunda
bulha (TLA)
Crianças – maior intensidade em
foco pulmonar

Adultos – mais intensa em foco


aórtico
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Ruido prodiastólico de baixa
frequência que se origina das
vibrações da parede ventricular
subitamente distendido pela
corrente sanguínea (durante
enchimento ventricular rápido)
B3

Geralmente encontrado em
crianças e adultos jovens

Mais audível na área mitral


Ruído débil no fim da diástole
ou pré-sistole
Devido brusca desaceleração do
fluxo sanguíneo mobilizado
pela contração atrial de
B4
encontro à massa sanguínea
existente no interior do
ventrículo, no final da diástole.
Ouvida raramente em crianças e
adultos jovens

LOCALIZAÇÃO DE FENÔMENOS ESTETOACÚSTICOS


Divisão da sístole e diástole:

o Protossístole – Terço inicial da 12sístole


o Mesossístole – Terço médio da sístole
o Telessístole – Terço final da sístole
o Protodiástole – Terço inicial da diástole
o Mesodiástole – Terço médio da diástole
o Telediástole (Pré-sistole) – Terço final da diástole
Holossístole e Holodiástole – Período todo da sístole e diástole

SOPROS

o Identificar : Sistólico, Diastólico, Continuo


o Onde é mais intenso?
o Caracterizar sopro
 (Crescendo/Decrescendo; Decrescente); Válvulas de saída
 (Continuo, em ruflar): Válvulas do meio
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Ritmos de galope:

2 Tempos/Binário (normal) -

3 Tempo/Tríplices – TUM-TA-TU-TUM-TA-TU-TUM-TA-TU

4 Tempos –

Presença de sopro –

Frequência: 1min (60-100 bpm)

FEEDBACK (normal)

Professores:

“Ausculta normal, com bulhas cardíacas normofonéticas, em dois tempos, B1 e B2, sem sopros.”

MANOBRAS SEMIOLÓGICAS:
Na avaliação dos sopros cardíacos, para auxiliar-nos na diferenciação de determinadas hipóteses diagnósticas, podemos lançar
mão de algumas manobras, que alteram o retorno venoso ou a resistência periférica. Abaixo, seguem-se alguns exemplos:

POSIÇÃO DE CÓCORAS (SQUATTING): provoca aumento do retorno venoso ao coração por comprimir vasos dos
membros inferiores e abdominais. Mudando de posição da posição ortostática para a de cócoras é útil para detectar a presença
da cardiomiopatia hipertrófica, pois o sopro diminui e, ao contrário, da de cócoras para ortostática possibilita aumento do
mesmo.

POSIÇÃO EM DECÚBITO DORSAL: provoca aumento do retorno venoso ao coração, em relação à posição ortostática.

INSPIRAÇÃO PROFUNDA (MANOBRA DE RIVERO-CARVALHO): provoca aumento do retorno venoso ao coração


direito, causando maior volumes e fluxo para o coração direito, pela redução da pressão intratorácica. Essa manobra intensifica
o sopro decorrente da insuficiência tricúspide, diferenciando-a da mitral e pode iintensificar o sopro da estenose pulmonar.

MANOBRA DE VALSALVA ( o paciente exala contra a glote fechada por 20 segundos ): Causa aumento da pressão intra-
torácica e, portanto, diminuição do retorno venoso ao coração. Tem efeito oposto à posição de cócoras. - Elevação das pernas:
mesma influência por aumento do retorno venoso.

PREENSÃO ISOMÉTRICA “HANDGRIP” ( o paciente usa uma mão para apertar dois dedos do examinador ou um objeto
sustentadamente por 1 min ou mais ) : causa um aumento a resistência vascular periférica e da pós-carga, reduzindo a ejeção de
sangue pela válvula aórtica e aumentando o volume contido no ventrículo esquerdo. É útil para aumantar a intensidade dos
sopros da regurgitação mitral e da CIV e reduz o sopro da cardiomiopatia hipertrófica.
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RAIO X DO TÓRAX

Critérios de avaliação
Inspiração Máxima (AP): Mostrar de 9 a 11 costelas
Acima das clavículas – 3 ou 4 costelas

(PA): Mostrar 6 costelas pelo menos.


Penetrância Ideal – No máximo, 4 processos espinhosos bem definidos
Alinhamento Centralizado/Rodado
(Posicionamento do processo espinhoso em direção as clavículas)1
Analise da imagem Parede Laterais: Gordura corporal visível, sombras mamárias, e a presença ou não da escápula nas áreas
pulmonares.
Ossos: Observar fraturas ou descontinuidades.
Parênquima Pulmonar: Hilo pulmonar, vasos da área (visíveis na área inferior - Esbranquiçada)
Diâmetro cardíaco: deve ser menor que que a metade do diâmetro de uma caixa torácica e é medida a
partir do meio da vertebra.
Diafragma: Seios costofrênicos e cardíaco: (Normal) ângulo agudo acentuado, área diafragmática mais ata
no lado direito (devido a presença do fígado abaixo).

1
Caso esteja rodado, é para direita ou para esquerda? Refere-se a maior distância do processo espinhoso para as clavículas.
EXAME DOS PULSOS ARTERIAIS:
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Palpação radial
Palpação Carotídeo Paciente sentado ou em decúbito dorsal

Mão homolateral ao lado verificado


sustenta o antebraço, fazendo flexão
sobre o braço, o dedo indicador, médio
lateral.

Palpação braquial
Palpação Aorta-abdominal Decúbito dorsal.
Entre o apêndice xifoide e o umbigo.

Palpação Femoral
Palpação Poplíteo 1º
Paciente em decúbito ventral.
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Paciente fazendo leve flexão da perna.

O médico, do lado a ser examinado, usa


os três dedos de sempre para palpar atrás
do joelho.


Paciente em decúbito dorsal.
Segurar o joelho do paciente.
Fixar os polegares na patela e os três
dedos atrás do joelho.

Palpação do pedioso Em decúbito dorsal.


Entre o 1º e o 2º metatarsianos.

Palpação do tibial posterior Paciente em decúbito dorsal.


Pés fletido.
Porção posterior.

TIPOS DE ONDAS DE PULSOS:

O ONDA DE PULSO NORMAL


o PULSO CELÉRE OU EM MARTELO D’ÁGUA – Aparece e some com rapidez. Decorre do aumento da
pressão diferencial e, por isso, é observado na insuficiência aórtica, nas fistulas arterovenosas, nas
anemias graves e no hipertireoidismo.
o PULSO ANACRÓTICO – Pequena onda inscrita no ramo ascendente da onda pulsátil, aparece na
estenose aórtica.
o PULSO DICRÓTICO – Dupla onda em cada pulsação. A primeira mais intensa e mais nítida e a
seguinte de menor intensidade e que ocorre imediatamente depois.
o PULSO BISFERIENS – Dupla sensação, mas, nesse caso, as 2 ondulações aparecem no ápice da onda
do pulso. Para diferencia-lo do pulso dicrótico: basta aumentar a compressão da artéria – o pulso
bisferiens torna-se mais nítido enquanto o dicrótico perde sua característica de pulsação dupla.
o PULSO ALTERNANTE – Modo sucessivo uma onda ampla seguida de uma outra fraca. A compressão
de uma artéria deve ser calculada para a percepção da onda mais débil. Constitui sinal de
insuficiência ventricular esquerda. Melhor detecção durante a medida de pressão arterial.
o PULSO FILIFORME – Tipo de pulso ao mesmo tempo de pequena amplitude e mole, Indica quase
sempre colapso circulatório periférico.
o PULSO PARADOXAL – Diminuição da amplitude das pulsações durante a inspiração forçada. Aparece
na pericardite constritiva, no derrame pericárdico volumoso e no enfisema pulmonar. Admite-se
que seu mecanismo de produção seja: durante a inspiração forçada, há redução do debito cardíaco,
que se reflete por uma pulsação mais fraca.
o PARVUS ET TARDUS – Pulso que aumenta lentamente e que tenha baixa amplitude
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