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UNIESP – FACULDADE DO NORTE PIONEIRO - FANORPI

REFLEXÕES SOBRE O ART. 5° DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E AS


POLÊMICAS DOS ACONTECIMENTOS ATUAIS PERTINENTES AO DIREITO DA
LIBERDADE RELIGIOSA

RAFAELA ESTEFANE MESSIAS RODRIGUES

SANTO ANTONIO DA PLATINA

2015
RESUMO

RODRIGUES, Rafaela Estefane Messias1


SILVA, Guilherme Barbosa da2
Este resumo tem como enfoque mostrar desde as primeiras constituições, a
evolução dos direitos humanos e fundamentais defendidos ao longo do tempo por
ilustres pensadores que já observavam o intenso sofrimento das pessoas que não
portavam nenhum direito, nem sequer o direito da dignidade da pessoa humana,
eram escravizados, morriam em guerras lutando pelo seu país, não tinham direitos
sociais trabalhavam várias horas em péssimas condições, não existia liberdade
religiosa, eram perseguidos e presos arbitrariamente. O Objetivo é abrangência de
pesquisas sobre o artigo 5 da Constituição Federal, contrapondo-se com os
acontecimentos atuais que tem aterrorizado os países que foram os primeiros à
garantir em suas Constituições, os direitos humanos e fundamentais .Equiparam-se
estes acontecimentos como se os direitos humanos fossem de nenhuma relevância,
pois são difundidos com extrema violência e frieza, pouco importando o direito à vida
tanto de muçulmanos, ou seja de nacionalidade iguais, como de qualquer outro
estrangeiro. Exemplifico este artigo com os acontecimentos, passados como: Word
Trade Center e atuais como guerra na Síria e dos ataques em Paris na revista
Charlie Hebdo e no Bataclan de autoria do Estado Islâmico, aos países berço da
civilização. Até quando deixaremos a liberdade religiosa ferir nosso direito à vida?
Portanto tem como metodologia para o professor a interligação histórica com a
realidade para estimular o pensamento crítico dos hermeneutas.

PALAVRAS-CHAVE: Word Trade Center. Charlie Hebdo. Bataclan. Direitos


Humanos. Constituição Federal.

ABSTRACT

This summary is focused show since the first constitutions, the evolution of human
and fundamental rights upheld over time by distinguished thinkers who have
observed the intense suffering of people who have not carried any rights, even the

1
Acadêmica do 2ºA período do Curso de Direito da Faculdade do Norte Pioneiro – FANORPI/UNIESP
2
Orientador-Coautor. Mestrando em Ciência Jurídica pela Universidade Estadual do Norte do Paraná – UENP,
Especialista em Direito e Processo do Trabalho; Professor da Faculdade de Direito do Norte Pioneiro –
FANORPI/UNIESP; Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná; Pesquisador integrante dos
grupos de pesquisas “Neoconstitucionalismo e Neoprocessualismo”; “GPCERTOS” e “Democracia e Direitos
Fundamentais” da Universidade Estadual do Norte do Paraná.
right of human dignity, were enslaved, died in wars fighting for his country, had no
social rights worked several hours in terrible conditions, there was no religious
freedom, were persecuted and arrested arbitrarily. The goal is coverage of research
on Article 5 of the Constitution, in contrast with the current events that have terrorized
the countries that were the first to guarantee in their constitutions, human and
fundamental rights are. Equiparam-these events as if thcoldness, no matter the right
to life of both Muslims, that is of the same nationality as any other foreigner.
Exemplify this article with the events, passed as: Word Trade Center and current as
war in Syria and the attacks in Paris in the magazine Charlie Hebdo and the Islamic
State of authorship Bataclan, the countries cradle of civilization. How long we will
leave religious freedom hurt our right to life? So has the methodology for the teacher
to historical link with reality to stimulate critical thinking of hermeneutics.

KEYWORDS: Word Trade Center. Charlie Hebdo. Bataclan. Human rights. Federal
Constitution.

INTRODUÇÃO

A Constituição Federal Brasileira surgiu num momento histórico de ruptura com o


regime ditatorial, objetivado a criar uma sociedade democrática, justa, livre, onde
existe pleno respeito à pessoa humana, adquiridos no contexto histórico ao qual
descrevo neste artigo, para assegurar uma vida digna, às presentes e também ás
futuras gerações. A unidade axiológica da Constituição para Miguel Reale :

Os valores não possuem uma existência em si, ontológica, mas se revelam


na experiência humana, através da história. Os valores não são uma
realidade ideal que o homem contempla como se fosse um modelo
definitivo, ou que só possa realizar de maneira indireta, como quem faz uma
cópia. Os valores são, ao contrário, algo que o homem realiza em sua
própria existência e que vai assumindo expressões diversa e exemplares
através do tempo.

Estes valores estão elencados neste artigo o qual foram constituídos através da
péssima experiência humana com a Segunda Guerra Mundial, que proporcionou o
maior massacre da história, milhões de judeus morreram nos campos de
concentração. Isso porque Hitler modificou a Constituição, então todos eram meros
cumpridores da lei ao qual relataram no Tribunal de Nuremberg? Observando essas
realidades históricas passadas e atuais, além das diversidades religiosas, foi o que
impulsionou a necessidade da proteção do ser humano, que o fato da pessoa
nascer, já possui dignidade humana destaco o pensamento de Kant, que nos ensina
que esta dignidade não tem preço, nem pode ser trocada por algo de maior valor.
[...] no reino dos fins tudo tem ou um preço ou uma dignidade. Quando uma
coisa tem preço, pode pôr-se em vez dela qualquer outra como equivalente,
mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite
equivalência, então ela tem dignidade... Esta apreciação dá pois a conhecer
como dignidade o valor de uma tal disposição de espírito e põe na
infinitamente acima de todo preço. Nunca ela poderia ser posta em cálculo
ou confronto com qualquer coisa que tivesse um preço, sem qualquer modo
ferir a sua santidade.

Essa concepção dotada de profundo humanismo e os acontecimentos passados


foram o desencadearam o direito à vida, a liberdade, a igualdade, a liberdade de
pensamento, e a liberdade religiosa dispostos no artigo 5 da constituição Federal de
1988, às quais elenco neste presente artigo .

I. O PAPEL FUNDAMENTAL DAS CONSTITUIÇÕES PARA O SURGIMENTO


DOS DIREITOS HUMANOS

Surgem as primeiras declarações de direitos humanos, sendo esta a Declaração


do Bom Povo de Virgínia de 1776. A Constituição Americana é caracterizada por ser
mais liberal, individualista e pragmática, os americanos estavam mais preocupados
com a liberdade do que com a igualdade. Este liberalismo é conhecido por minimizar
os poderes do Estado para que esse não possa interferir na sociedade e na vida do
cidadão, devendo respeitar os direitos humanos de primeira dimensão: liberdade,
Igualdade, propriedade, vida entre outros. Nesta Constituição não houve previsão de
direitos sociais. Já na Declaração Universal do Homem e do Cidadão os franceses
previram e positivaram alguns direitos sociais como assistência social, saúde e
educação.

Além disso destaco o Constitucionalismo Inglês que em 1215 conseguiram limitar o


poder do rei que ficou conhecido como a “ Carta do João Sem Terra,
consequentemente o rei não podia cobrar mais altos impostos, assim conquistando
o direito fundamental à terra. Mais tarde surge em 1679 a Lei do Habeas Corpus o
rei não podia prender ninguém arbitrariamente sem que esta prisão estivesse
amparada por lei, computando assim mais um direito á liberdade.

Em 1689 com a Gloriosa Revolução, surge institucionalmente o parlamento inglês e


a monarquia constitucional, neste momento o rei não estaria mais acima da
Constituição e o rei deveria se submeter a vontade e as vindas do parlamento.
Assim Gloriosa Revolução é conhecido por Bill of Rightes caracteriza a transição do
Estado absolutista para o liberal.

Por meio de reivindicações é que os seres humanos conseguiram conquistar os


seus direitos humanos e fundamentais. Revoluções estas que estão elencados no
início deste artigo, O Constitucionalismo Americano, Inglês e Francês. Mas quais
foram as dimensões para que os direitos humanos e fundamentais se tornassem
um catalogo cumulativo?

Primeiramente esboçaremos sobre uma discussão doutrinária da terminologia


geração ou dimensão dos direitos humanos. A maioria doutrinária entende que o
termo geração é inapropriado, pois na medida que, se conquistam novos direitos
presume-se a exclusão do anterior. Por isso observa-se a vantagem de ser o termo
dimensão porque os direitos anteriormente conquistados são preservados, formando
um catalogo cumulativo de direitos.

A Primeira dimensão são direitos de matriz liberal burguesa e foram


constitucionalizadas para proteger a autonomia da pessoa, exigindo do Estado a não
intervenção na ordem econômica e social para se garantir ávida, a liberdade, a
propriedade e a participação política do povo. Referidos direitos são de titularidade
da pessoa humana e o Estado não sendo um fim em si mesmo deverá proteger essa
pessoa.

Os direitos de segunda dimensão são conhecidos como direitos sociais surge com o
foco de suprir a carência de direitos herdados por reivindicações das classes
exploradas que exigiam melhores condições de sobrevivência. Surge o Estado
Democrático e Social de Direito caracterizado por prestar serviços públicos como
disposto no artigo 6 da Constituição Federal.

Artigo 6: ” São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a


moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a
infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.

Transmudaram completamente a finalidade do Estado, disseminando a ideia de


uma proteção global mas de natureza social, os direitos sociais compõem-se de um
conjunto de direitos que exigem prestações de serviços por parte do Estado a fim de
suprir os direitos de igualdade. São também chamados de direitos de crédito porque
seu titular (pessoa humana ) se torna credor do Estado. Ingo Wolfgang Sarlet lembra
que os direitos sociais abrange tanto os direitos prestacionais, de natureza positiva,
que exigem um facere do Estado, quanto aos direito defensivos, de natureza
negativa, que não permitem intervenção do Estado na liberdade pessoal e os bens
fundamentais tutelados pela Constituição. Para José Afonso da Silva os direitos
sociais são prestações positivas proporcionadas pelo Estado direta ou
indiretamente, enunciadas em normas constitucionais, que possibilitam melhores
condições de vida aos mais fracos, direitos que tendem a realizara igualização de
situações desiguais. Estes direitos se ligam ao direito de igualdade, valem como
pressuposto para os seres humanos gozarem dos direitos individuais para o
aferimento de uma igualdade real. É um conjunto de exigências que o homem pode
fazer a frente ao Estado ou entes públicos para que este lhes proporcionem os
meios necessários para uma vida digna.

Inicialmente previstos na Constituição Mexicana 1917, que estabeleceu a limitação


da jornada de trabalho, o desemprego, a proteção da maternidade, e a idade mínima
para o trabalho de menores.

II. Os PRINCÍPIOS BASILARES

Apos a Segunda guerra Mundial ficou claro que os direitos humanos deveriam ser
protegidos numa esfera global destacando a fraternidade e a solidariedade entre os
povos, esse são direitos de terceira dimensão que visa proteger a dignidade da
pessoa humana, neste contexto surge a Declaração Universal dos Direitos do
Homem e do Cidadão da ONU (Organização das Nações Unidas).Partindo-se das
propostas da Declaração Universal, pode-se concluir que os direitos humanos
derivam três princípios basilares que são:

- A inviolabilidade da pessoa: não se pode impor sacrifícios a um indivíduo, em


razão de que tais sacrifícios resultarão em benefícios a outras pessoas.
- Autonomia da pessoa: pelo qual toda pessoa é livre para a realização de qualquer
conduta, desde que seus atos não prejudiquem terceiros;

- Dignidade da pessoa: é o que desencadeou todos os demais direitos fundamentais


do cidadão, através do qual as pessoas devem ser tratadas e julgadas de acordo
com os seus atos. Os direitos humanos são de titularidade de todas as pessoas
independente de sexo, raça, credo religioso, afinidade política, social econômico ou
cultural. Também são fundamentais porque há a prevalência da dignidade humana,
e de natureza moral cuja fundamentação independe de qualquer tratado
internacional. A dignidade é um valor moral inerente á pessoa como adverte
Alexandre Moraes:

“Se manifesta singularmente na autodeterminação consciente e responsável


da própria vida e que traz, consigo, a pretensão ao respeito por parte das
demais pessoa, constituindo-se um mínimo vulnerável que todo estatuto
jurídico deve assegurar, de modo que, tão só excepcionalmente, possam
ser feitas limitações ao exercício dos direitos fundamentais, mas sem
menosprezar a necessária estima que merecem todas as pessoas enquanto
seres humanos.”

Em razão da globalização e do capitalismo houve a necessidade de proteger o ser


humano contra a alienação e efeitos maléficos do neoliberalismo. Que dizem
respeito aos direito de quarta dimensão, à democracia, direito a informação, ao
pluralismo e a engenharia genética, exemplo: clonagem.

Essa última dimensão é bem discutida pela doutrina, visto que a paz já está prevista
na terceira dimensão, mas é a necessidade de se desenvolver cada vez mais a paz.

III. REFLEXÕES SOBRE O ARTIGO 5 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E AS


POLÊMICAS DOS ACONTECIMENTOS ATUAIS PERTINENTES AO
DIREITO DA LIBERDADE RELIGIOSA

Para melhor reflexão reflitamos sobre alguns pontos sobre o artigo 5, CF:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito á
vida, à liberdade, a igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes:
Abrange-se aqui que toda pessoa que esteja em território brasileiro possui direitos
fundamentais.

Primeiro ponto: Direito á vida

É o direito de não ser morto e de continuar vivendo, garante a Constituição a vida


digna assegurando as necessidades vitais do ser humano. Existe no Brasil a
proibição de pena de morte, com exceção disposto no artigo 5, inciso XLVII, CF de
morte salvo em caso de guerra declarada nos termos do artigo 84, CF

XIX – declarar guerra no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso


Nacional e referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões
legislativas e, nas mesmas condições, decretar total ou parcialmente, a mobilização
nacional.

Segundo ponto: Direito á Igualdade

A igualdade deverá ser interpretada em dois aspectos:

- A igualdade formal: que é a igualdade perante a lei;

- Igualdade Material: esta é a igualdade real trata igualmente os iguais e


desigualmente os desiguais, na medida da proporcionalidade. Então porque há
descriminalização entre os povos?

O conceito de descriminalização é neutro, mas temos dois tipos de


descriminalização à positiva e a negativa. Segue abaixo alguns exemplos:

- Descriminalização negativa: é dar tratamento diferente, sem existir nenhum motivo.


Por exemplo: impedir que um aluno com AIDS assista uma palestra.

- Descriminalização positiva: tratar diferentemente as pessoas, mas existindo motivo


objetivo justificável. Exemplo: Cotas para negros em razão de 200 anos de
escravidão, opressão e descriminalização.

Tanto a Lei de Cotas como a Lei Maria da Penha 11.343/06 visa garantir a igualdade
real. Igualdade esta que os negros lutam desde à escravidão no Brasil e que ainda
hoje sofrem com o preconceito herdados pela sociedade.
O Estado Democrático e Social reconhece esta necessidade de criar algumas ações
para reduzir esta desigualdade ao qual onde se encaixa a Lei Maria da Penha, pois
no mesmo emprego a mulher ganha menos que o homem e cada 5 minutos ela é
espancada pelo marido, namorado, por aquela pessoa que ela tem mais afetividade,
e a tarefa de casa fica ás mulheres. Recentemente na fórmula, o Grid de largada
não terá mais somente como modelos, mulheres mas também modelos homens .

Terceiro ponto: Liberdade da Manifestação de pensamento, artigo 5° IV e V

Nossa Constituição assegura a liberdade de manifestação de pensamento, porém


essa liberdade não é absoluta, ela possui limites como:

- É vedado o anonimato;

- A manifestação não poderá causar dano, material, moral ou a imagem de alguém;

- É assegurado o direito de resposta ao agravo;

Mesmo que seja vedado o anonimato mas é possível a denúncia anônima; Contudo,
a denúncia anônima por si só, não poderá servir de sustentação para abertura de
uma investigação, muito menos para uma condenação. A denúncia anônima deverá
ser ratificada por outros meios de provas,

Quarto ponto: Liberdade Religiosa

Artigo 5, inciso VI, CF: “ É inviolável á liberdade de consciência de crença, sendo


assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a
proteção aos locais do culto e suas liturgias.”

A liberdade religiosa abrange inclusive o direito de não acreditar como nos casos
dos ateus, até mesmo a Constituição no seu preâmbulo, diz “sob a proteção de
Deus” ela reconhece a religiosidade, não despreza, mas também não tem uma
religião oficial. Foi a Constituição de 1891 que separou a religião do Estado. O
Estado laico ou leigo tem que respeitar o exercício de quaisquer religiões, inclusive
aquelas que professam o satanismo. Porém nenhuma religião pode se utilizar da
liberdade religiosa para cometer crimes.
Iniciam-se no século XXI com um avivamento dos movimentos apocalíticos,
guerras de fundo religioso tal como tudo começou com o atentado as torres gêmeas
(Word Trade Center) conhecido como o coração do sistema capitalista que foram
destruídas por fanáticos islâmicos que acreditam ter uma recompensa eterna para si
e seus familiares, entre tantas outras atrocidades cometidas em nome de Deus e da
fé religiosa. Posteriormente estamos convivendo, com momentos de terror, o qual
fere o direito à vida de pessoas inocentes que não tem nem a possibilidade de
querer adentrar a religião por livre espontânea vontade, onde são mortos inclusive
pessoas da mesma nacionalidade que estes radicais, todas as outras religiões são
vistas como impuros, aplicando-se aos inocentes uma sentença que é a morte.
Estamos falando do Estado Islâmico que na semana passada além de atacar a
revista Charlie Hebdo no começo do ano, matou mais de cem pessoas em Paris na
casa de shows do Bataclan, todos mortos em nome de Alá. Mas até quando a
liberdade religiosa vai ferir o direito à vida?

Esta resposta está no sentido de que o conteúdo da Constituição seja colocado em


pratica de forma mais efetiva com respeito a proteção e promoção da dignidade
humana, considerada o valor constitucional supremo e que o principio que rege os
direitos humanos, a vedação ao retrocesso, impeça que sejam violados tais direitos.
Seja por meio de guerra como a França está atuando ou meios diplomáticos, o
essencial é que esta violência de matar o próximo seja sufocada, pois o direito à
vida é superior á liberdade religiosa. Nessa linha de raciocínio o ser humano volta
para o passado buscando contato com o caminho do Jardim do Éden, como um
processo de libertação ao qual menciono também o exemplo de Moises que se
utilizou de um chamado divido para libertar os judeus do Egito. Sua história foi
narrada na bíblia no livro de Êxodo que demonstra claramente o poder da religião e
da crença que ajuda o povo oprimido à libertar-se da escravidão. É notável lembrar
tambem a histórica figura de Jesus Cristo que veio libertar o homem de si mesmo,
deixando exemplos de amor, igualdade e amor ao próximo. A falta de tolerância tem
provocado muitas guerras no decurso de toda história da humanidade passada é
que a maioria das religiões ditas reveladas como o cristianismo, islamismo e
judaísmo pregam o amor como mandamento principal, mas dentre todos os
mandamento de Jesus o maior em toda sua passagem a terra, foi amar o próximo
como a ti mesmo.

É necessária, além da igualdade produzida pela lei, a manutenção da prática da


tolerância que é o respeito a consideração ao outro, o suportar a opinião e crença
alheia, é fundamental para o convívio social e a manutenção da paz.

IV. Considerações finais

Reconhecer a democracia não só como escolha de governo, mas assentir com a participação
popular em todos os aspectos estatais. Portanto, é preciso caminhar no sentido de garantir maior
efetividade dos direitos humanos e fundamentais, sufocando quem fere estes direitos ainda hoje
como trabalho escravo de crianças, o incentivo a prostituição ou disseminando incentivo aos
jovens para adentrarem a grupos radicais islâmicos que matam qualquer pessoa seja da sua
família ou não, pouco importando se aquela pessoa tem direitos humanos e fundamentais,
destaco em face de sua notoriedade não depende de referência a célebre frase de Karl Marx ao
qual concluo este artigo:

“A religião é o ópio do povo“.

REFERÊNCIAS

GÓTTEMS, Claudinei J. Direitos Fundamentais da normatização à efetividade nos


20 anos de Constituição Brasileira.

AGOSTINHO, Luiz Otávio de. Tutela dos direitos humanos e fundamentais.

MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Direitos Humanos e Cidadania.

COMPARATO, Fábio Konder. A Afirmação Histórica dos Direitos Humanos, VII


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