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Como iniciar a carreira de tradutor


Freelancer
O trabalho de freelancer é bastante abrangente. Na
realidade, existem centenas de profissões que podem
utilizar o regime de freelancer. No entanto, uma das mais
comuns é a de tradutor freelancer. Esta área de
negócio tem aumentado bastante nos últimos anos,
principalmente a partir do momento em que a internet
passou a ser uma ferramenta comum a todos os
profissionais. Hoje em dia, é bem mais fácil encontrar propostas de trabalho na área de
tradutor. Além disso, o número de ferramentas para tradução cresce a cada dia que passa.
Por este e por mais alguns motivos, neste post vamos dar a conhecer alguns passos
essenciais para trabalhar este nicho de mercado tão aliciante nos dias de hoje.
É inegável que o mercado da tradução hoje é bem mais agressivo e dinâmico que na época
de Jerónimo de Strídon, padroeiro dos tradutores, que traduziu nada mais, nada menos,
que a Bíblia, do grego antigo e do hebraico para o latim, no século IV d.C. Por isso, a
finalidade deste artigo é nortear os primeiros passos de quem pretende adentrar-se ao
universo fascinante, satisfatório – e às vezes lucrativo – da tradução. No entanto, antes de
abordarmos diretamente o assunto vamos abrir um parêntesis e definir três aspectos que,
apesar de serem rudimentários, são importantíssimos para exercer a profissão, e, se não
forem devidamente observados, será impossível para qualquer freelancer manter-se ativo
como tradutor profissional.
Primeiro: É imprescindível que o tradutor freelancer tenha um ótimo domínio sobre sua
língua materna. Talvez seja por isso que os profissionais com formação em Letras, ou em
Tradução, sejam os mais cotados por algumas agências, para preencher as vagas
disponíveis no mercado. Deve-se considerar que, apesar da profissão de tradutor não ser
regulamentada no Brasil – fato que tecnicamente permite a execução da função por
qualquer pessoa, mesmo sem nenhuma formação específica -, é óbvio que a qualidade da
tradução vai depender do nível de conhecimento que o profissional possui do seu próprio
idioma.

Segundo: Precisamos esclarecer o que é, ou quem está apto para ser um tradutor. Neste
caso, eu sempre digo que conhecer, ou de “gostar” de um segundo idioma, não faculta
ninguém para traduzir. Não vale dizer que morou muitos anos em outro país, ou que é
descendente de estrangeiros. O processo de domínio de uma segunda língua não se
resume somente a isto. O domínio real de qualquer idioma, geralmente, deve-se a quatro
habilidades fundamentais, que são: Entender, ler, falar e escrever perfeitamente algum
idioma, seja ele estrangeiro ou nacional. A capacidade de adaptar fielmente um idioma a
outro, configura o que chamamos de Tradução. Portanto, traduzir seria uma quinta
habilidade, que, diga-se de passagem, é uma qualificação indispensável para o candidato
a tradutor.
Terceiro: A “tradução” é a adaptação de um texto estrangeiro para a nossa língua materna.
Quando encontramos uma situação inversa, ou seja, quando adaptamos um texto escrito
na nossa língua materna para um idioma estrangeiro, chamamos de “versão”. É
recomendável, principalmente para os iniciantes, trabalhar apenas com as traduções, pois
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o fato de dominar melhor a sua própria língua o ajudará a reduzir a possibilidade de cometer
erros, que, se ocorrerem sucessivamente, podem danificar a sua reputação e encerrar
prematuramente a sua carreira como tradutor. Uma solução para não perder clientes, seria
associar-se com tradutores nativos de outras nacionalidades. Desta forma, teremos a
garantia de estar prestando um serviço de qualidade incontestável. Agora, munidos com
estes três fundamentos, é hora de ir direto ao assunto. Vamos iniciar comentando sobre
alguns desafios contemporâneos que os tradutores freelancers enfrentam no exercício da
função.

PROGRAMAS DE TRADUÇÃO AUTOMÁTICA


Um destes desafios, sem dúvidas, são os programas de tradução automática. Muitos
desses programas são disponibilizados gratuitamente na Internet, liderados pelo gigante
Google Translator. Neste caso, devemos considerar o fato de não existir um software de
tradução que supere a percepção humana em quanto à semântica, que é quando recriamos
um texto respeitando o preciso sentido das suas palavras e da mensagem transmitida. Com
um teste simples em qualquer site de tradução automática, será possível comprovar que a
máquina, definitivamente, ainda não supera o cérebro humano. Receio que,
inevitavelmente, algum dia isto ocorra, mas pelo menos por ora, os tradutores profissionais
podem ficar tranquilos.

PREÇOS
Outro assunto que também é um desafio, é a questão dos preços. Eu costumo seguir as
tarifas sugeridas no site do Sindicado Nacional dos Tradutores (SINTRA), pois estas,
apesar de serem modestas, constituem uma base sólida para que um tradutor freelancer
possa formular seus preços no Brasil.
O problema está na prostituição de alguns profissionais que, no desespero de ganhar algum
dinheiro, praticam preços muito abaixo dos que são praticados no mercado, prejudicando
outros tradutores e tornando a profissão quase insustentável. Por exemplo, o SINTRA
sugere que o custo da tradução seja de R$0,26 por palavra, mas já vi “tradutores” cobrando
apenas R$0,03 por palavra. É óbvio que devemos ajustar o preço sugerido pelo SINTRA
de acordo ao volume de trabalho concedido pelo cliente, mas este não foi o caso do
exemplo citado acima, pois o volume da tradução em questão era relativamente pequeno
e, ainda que o volume fosse enorme, convenhamos que nada justifica cobrar R$ 0,03
centavos numa tradução.
Uma das grandes vilãs no quesito preço, são as agências de tradução, que, aproveitando-
se da sua capacidade de absorver um grande volume de traduções com preços imbatíveis,
repassam os serviços para freelancers ao redor do mundo, pagando honorários ridículos.
Por isso, o tradutor freelancer independente deverá trabalhar na construção de
relacionamentos de confiança com seus clientes. Talvez leve algum tempo até conseguir
construir uma lista interessante, mas, se for capaz de fazê-lo, após alguns anos terá uma
carteira de clientes invejável e fiel, e, desta forma, não dependerá das migalhas que caem
das mesas das agências.
Uma sugestão neste caso é: Formar o seu preço e fixar um piso justo, tanto para você
quanto para o mercado, e, sob nenhuma hipótese, aceitar serviços com preços abaixo do
que foi estipulado. Tanto os profissionais como os clientes devem reconhecer que os preços
praticados estão diretamente relacionados com a qualidade dos resultados esperados.
Portanto, se o que procuram é a qualidade ótima, deverão cobrar/pagar o equivalente pelos
serviços em questão.
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MEMÓRIAS DE TRADUÇÃO
Os softwares de memória de tradução, diferentemente dos softwares de tradução(que já
foram citados no início), são grandes aliados para agilizar o processo da tradução. Mas não
podemos nos enganar com as maravilhas destas ferramentas, afinal, quem traduz é o
tradutor, não o computador. Ainda hoje há tradutores que trabalham com lápis e papel, sem
nenhum recurso eletrônico. Claro, são a minoria, mas existem. O resultado final é igual e,
talvez, superior aos obtidos utilizando a ajuda destes softwares. A desvantagem de traduzir
sem utilizar os meios informáticos é que o trabalho resultará lento e demorado, ou seja,
inviável para a nossa realidade moderna. Portanto, se quiser manter um bom fluxo de
trabalho, deverá adaptar-se às ferramentas que estão disponíveis e aprender a extrair o
máximo proveito delas. Aqui vão algumas dicas de softwares de memórias de tradução:

TRADOS
Este é o mais conhecido entre os tradutores e, também, o mais exigido pelas agências.
Possui funcionalidades diversas, que facilitam a vida dos profissionais. É um software
privativo e os preços variam de acordo à versão do programa que o usuário preferir. O site
oficial é o www.translationzone.com.

WORDFAST
Também é privativo, mas possui uma ótima versão de demonstração gratuita. Na minha
opinião, é um pouco mais fácil de utilizar que o Trados, e está disponível em várias versões
no site oficial: www.wordfast.com/.

OMEGAT
Trata-se de um programa opensource, e o download é gratuito. Se partirmos do princípio
que quem traduz é o tradutor e não o computador, este software servirá com folga para
atingir os objetivos da tradução freelance. Site: www.omegat.org.

TRADUÇÃO SIMPLES E TRADUÇÃO


JURAMENTADA
Todos os aspectos que comentamos até agora são referentes somente às traduções
simples ou livres, ou seja, as que não se enquadram nas exigências da fé pública como os
manuais, textos técnicos, livros, monografias, teses, e alguns tipos de documentos, entre
outros. No caso das traduções Oficiais ou Juramentadas, como os documentos,
procurações e certidões, somente podem ser realizadas por tradutores concursados nas
Juntas Comerciais dos Estados brasileiros. Os tradutores aprovados nestes concursos
recebem o título de Tradutor Público, ou Tradutor Comercial. Em síntese, a tradução feita
por estes profissionais não é melhor nem pior que a do tradutor freelancer. A única diferença
é o caráter oficial da tradução exigido pelos órgãos públicos, para dar boa fé dos
documentos traduzidos.

RESPONSABILIDADES FISCAIS E
APOSENTADORIA
O tradutor freelancer é um trabalhador com os mesmos direitos e deveres dos seus
concidadãos. Por isso, deverá dar atenção especial aos fatores como a Previdência Social,
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a Receita Federal, a emissão de nota fiscal, contratos, licenças de funcionamento, registros
nos órgãos públicos, enfim, todas as burocracias exigidas por lei para a execução de
qualquer atividade econômica lícita. Contratar um seguro de vida, um plano de
aposentadoria privada e consolidar uma poupança são fatores indispensáveis, afinal, nunca
é demais prevenir-se dos altos e baixos, bastante comuns, de quem desempenha este
trabalho.

PERFIL GERAL DOS TRADUTORES


FREELANCERS
Vamos concluir apresentando alguns dados, levantados nas pesquisas amostrais de uma
comunidade de tradutores na Internet que, atualmente, conta com mais de 8 mil membros.
Veja o que elas revelam:
Dados Gerais
70% dos tradutores já moraram no exterior ou já saíram do Brasil.
41% tem como fonte de clientes as referências de amigos e conhecidos.
71% não participam em nenhuma associação de tradutores.
42% nunca sofreram calote.
61% tem a tradução como atividade principal.
62% tem uma renda média mensal de 3 a 6 mil reais.
71% diz não temer ao Google Translator.
Escolaridade
18% tem Mestrado ou Doutorado.
73% tem o ensino superior completo ou incompleto.
4% completaram apenas o ensino médio.
Tipo de softwares que utilizam
36% utiliza softwares privativos.
12% utiliza Opensource.
17% utiliza softwares obtidos de forma ilegal.
66% utiliza Wordfast ou Trados.
25% não usam nenhuma ferramenta de memória de tradução .
Tipos de tradução
44% das traduções são técnicas.
15% são literárias.
8% são científica.
7% são legendagem.
Local de trabalho
86% trabalham em casa ou no escritório próprio.
4% trabalham em uma agência de traduções.
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6% em alguma empresa ligada à área.
Índice de satisfação
51% dos tradutores dizem estar satisfeitos com sua atividade.
37% afirmam estar insatisfeitos.
A maioria dos casos de insatisfação ocorre por parte dos novatos, por conta da falta de
experiência e, também, pela falta de clientes regulares. Estes dados, por serem amostrais,
não podem nos servir como um parâmetro, mas, como referência, são suficientes para nos
dar uma ideia geral do comportamento do mercado e dos profissionais da tradução no país.

Como conseguir mais clientes


enquanto tradutor freelancer
A captação de clientes é um assunto de interesse, não só para o tradutor freelancer, mas
para todos os profissionais autônomos de qualquer segmento ou ramo de atuação. Afinal,
o negócio só será bem sucedido se for capaz de gerar boas receitas e para gerá-las, será
necessário ter uma boa carteira de clientes. No caso específico do tradutor freelancer, as
técnicas para atrair prospects e convertê-los em clientes são variadas e possuem
vantagens e oportunidades por um lado, e dificuldades e ameaças, por outro. Este artigo
não pretende ser a regra com respeito a estas técnicas, já que a Internet é volúvel demais
e os modelos de negócios surgem e ressurgem a cada instante.
Além disso, as técnicas descritas abaixo dependem do cenário particular e da forma como
serão aplicadas por cada profissional freelancer. Em síntese, a mesma técnica pode trazer
bons resultados para alguns enquanto que para outros, não. Porém, uma coisa é certa: a
globalização modificou a maneira como o mercado se comporta, tornando-o dinâmico e
agitado. Fato pelo que não podemos ficar esperando os clientes chegarem até nós
naturalmente, ou por inércia. Por isso, vamos abordar alguns pontos com os quais podemos
tratar de conseguir um contato direto como os nosso possíveis clientes e analisá-los
brevemente, para entender os possíveis resultados que eles podem produzir.

TRADUÇÕES VOLUNTÁRIAS
Tudo o que freelancer precisa, principalmente se for um novato, é: ganhar experiência, ser
conhecido e construir uma boa reputação. Os prospects, como é de se esperar, não confiam
muito no trabalho de um desconhecido e, na melhor das hipóteses, só aceitariam que um
iniciante traduzisse seus textos, se não dependessem tanto da fidelidade da tradução, ou
se utilizasse o fator “preço baixo” como critério de seleção do tradutor.
Para sanar esta situação inicial, de falta de experiência e de reputação, o tradutor freelancer
pode começar traduzindo alguns projetos como voluntário em Organizações Não
Governamentais ou em comunidades livres na Internet, cobrando apenas que sejam
colocados os devidos créditos nos textos traduzidos. Não recomendo começar a traduzir
profissionalmente cobrando preços irrisórios, pois esta prática prejudica o mercado no
geral, como veremos mais adiante.
Dica de artigo: Se você tem dúvidas na definição do preço do seu serviço de freelancer,
aconselhamos que dê uma olhada neste e neste artigo.
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Em 2008, quando me arrisquei nas minhas primeiras
traduções, comecei traduzindo a revista digital de
uma comunidade de softwares livres, baseados em
Linux, chamada Papirux. Este projeto infelizmente foi
descontinuado, mas ainda é possível encontrar
alguma referência dele no Google. No total, foram 5
números traduzidos do espanhol para o português,
até meados de 2009. Este foi, naquela época, o
projeto me deu alguma experiência e boa reputação, além de algum material de amostra,
que serviriam de referência para os meus próximos serviços.

ANÚNCIOS EM CLASSIFICADOS ONLINE


Há algum tempo passei por um período no qual me dedicava exclusivamente à tradução
freelancer. Iniciante, a única orientação que eu tinha eram as poucas informações
realmente úteis, com relação à captação de clientes, que encontrava nas comunidades de
tradutores ou nas redes sociais, basicamente no Orkut. Estou falando de cinco ou seis anos
atrás, quando nem o Facebook e nem o Twitter eram tão populares como são agora.
Naquela época eu utilizei alguns classificados gratuitos na Internet. Um deles me trouxe
bons retornos: o site da OLX. Através dele, recebi vários contatos solicitando orçamentos
e consegui realizar alguns projetos. O mais curioso, talvez, foi o fato de que alguns desses
projetos vieram do exterior. Através dele, pude traduzir projetos para clientes de Portugal e
da Argentina.

AGÊNCIAS DE TRADUÇÃO
Esta, talvez seja um dos primeiros destinos de um tradutor freelancer, principalmente se
tiver formação em Letras, na tentativa de garimpar o mercado para começar a prestar os
seus serviços. Ter o curso superior, completo ou cursando, é um dos principais requisitos
das agências.
Por um lado, as agências são uma boa opção para começar. Justamente pelo fato delas
funcionarem como um funil de serviços, pois, geralmente, a primeira coisa que alguém faz
quando precisa de uma tradução é procurar por uma delas; principalmente agora, na era
da Internet. Mas, ainda que a procura não seja diretamente por uma agência, elas sempre
aparecem nos primeiros resultados orgânicos dos motores de buscas (como o Google, por
exemplo). Junto a elas também aparecem diversas escolas de idiomas, além de vários
dicionários automáticos gratuitos. Isto, sem contar os grandes Institutos de idiomas e as
grandes agências de traduções que investem pesado nas estratégias de marketing de
pesquisa, como o Google Adwords.
Por outro lado – e aqui habita o fator desestimulante para o freelancer -, é que o pagamento
que irá receber pelas suas traduções, por parte das agências, beiram o absurdo. Elas
costumam cobrar dos clientes os preços de mercado, logo, repassam o serviço ao tradutor,
quase sempre um freelancer, com prazos apertadíssimos, e, no entanto, absorvem a maior
parte do pagamento, restando ao tradutor contentar-se com as migalhas do acordo
realizado com a agência. Vale a pena protestar? Valeria, se o mercado não estivesse tão
prostituído. Infelizmente, há profissionais trabalhando, literalmente, a preço de banana,
empurrando os preços para baixo e prejudicando quem escolhe a tradução como profissão
e estilo de vida. E o problema não é só o fato deles desbancarem outros profissionais
melhor qualificados, com as suas práticas danosas: os clientes também são prejudicados,
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pois neste caso, o barato sempre sai caro. No fundo, todos nós sabemos que, quem cobra
muito barato também deixa muito a desejar, visto que o serviço prestado quase sempre é
de qualidade duvidosa.
Ainda assim, eu insisto que de uma forma ou de outra o próprio mercado ao longo do tempo
irá separar, naturalmente, o joio do trigo. O ramo da tradução, em especial, é um ambiente
no qual somente os competentes e os verdadeiros profissionais sobrevivem.

INDICAÇÃO
Esta é, de longe, a melhor forma de captar novos clientes. Pois sempre que precisamos de
algum serviço, é normal darmos preferência aos profissionais que já conhecemos ou aos
que são indicados por alguém que confiamos. Por isso, é fundamental prestar um serviço
de ótima qualidade e construir uma reputação ilibada. Agindo assim, mesmo que o cliente
atendido não precise mais dos nossos serviços, certamente nos terá como referência
quando for consultado a respeito. Desta forma, se quisermos permanecer ativos no
mercado devemos prestar muita atenção neste quesito. Inclusive, já foi comprovado que,
em média, um cliente satisfeito manifestará a sua satisfação para outros cinco. Em
contrapartida, um cliente insatisfeito contará seus dissabores para outros quinze.
Dica: O LinkedIn é uma excelente forma de conseguir referências. Se quiser angariar mais
clientes a partir dessa rede social, aconselhamos que dê uma olhada no nosso artigo
sobre como criar um perfil completo no LinkedIn.

OUTROS TRADUTORES
Há um grande número de tradutores veteranos, que conquistaram a sua fatia no mercado
e que já estão muito bem posicionados. Há vezes que estes tradutores ficam
sobrecarregados de trabalho, ou simplesmente se deparam com aqueles projetos que
precisam ser traduzidos para ontem. Neste caso, encontrar um freelancer ágil e que
trabalhe bem, seria um grande alívio e uma ótima solução para estes profissionais.
O poder que a Internet tem de aproximar as pessoas, faz que seja fácil encontrar os
contatos destes tradutores. Por exemplo: através das redes sociais, nas comunidades de
tradutores, ou nos diversos grupos e sites que mantém uma base atualizada com os
contatos deles. Também é possível conseguir estes contatos pessoalmente, como: fazendo
networking, participando em eventos relacionados à tradução, mantendo contato com
professores de escolas ou cursos de idiomas e participando de encontros e congressos de
tradutores, entre outros.
Não digo que será a coisa mais fácil do mundo captar clientes ou serviços de tradução
desta forma, mas há uma boa possibilidade de absorver trabalhos interessantes e,
principalmente, obter experiência diretamente com quem vive de tradução.

SITE
A moda do momento é ter um site para garantir presença online e divulgar os nossos
serviços. Atualmente, não estar online já é quase um sinônimo de não existir. O problema
de montar uma boa plataforma online, é o seu custo elevado. Por isso, somos tentados por
aquelas “grandes oportunidades” que nos oferecem um site grátis, ou a um baixíssimo
custo, onde nós mesmos o possamos construir. Esta é uma boa forma de economizar o
dinheiro que seria gasto com o profissional de desenvolvimento web e com a aquisição do
domínio, da hospedagem, do tratamento de fotos, etc… Correto? Não! Errado. Pois, possuir
um sitezinho destes, feitos à própria mão, sem profissionalismo, visualmente poluído, com
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design confuso, com informações vagas e que deixam uma forte impressão de amadorismo,
é a última coisa que você pode pensar em ter na vida. Ainda vou mais além: ter um site mal
apresentado é um anti-marketing e uma antecipação do seu desaparecimento do mercado.
Sendo assim, somente lance um novo site com seu nome ou sua marca, se tiver condições
de contratar alguém para desenvolvê-lo, ou, no mínimo, se você mesmo(a) dominar as
ferramentas e os códigos de programação necessários para o seu desenvolvimento, de
modo que o seu site transmita credibilidade e profissionalismo, que seja bem desenhado e
possua toda informação necessária para impressionar seus prospects logo na primeira
visita. Do contrário, se não puder ter um site profissional agora, invista em um blog bem
trabalhado, postando conteúdo de qualidade ou um perfil bem elaborado nas redes sociais
oferecendo os seus serviços de tradução e dizendo ao mundo que você existe. Isto será
suficiente para marcar seu território na Internet. Pelo menos no começo.
Eu mesmo já tive e mantive um site oferecendo serviços de tradução durante um ano. Mas
foram os anúncios nos classificados online e as indicações que trouxeram os melhores
resultados.
Obviamente existem várias outras formas de conquistar um espaço ao sol no mercado da
tradução e de captar novos clientes. Neste artigo ainda caberia falar das editoras, das
agências de notícias e da indústria em geral. Neste último caso, há que lembrar-se que
aproximadamente 90% das traduções realizadas são técnicas. Mas o assunto fica para uma
próxima oportunidade. Entretanto, dê uma olhada no nosso outro texto onde ensinamos
os principais cuidados a ter na profissão de tradutor freelancer. Até lá!

Como superar os seus concorrentes


sem reduzir o preço
Quem começou o seu trabalho de freelancer há alguns anos e foi dos primeiros a arriscar
trabalhar no mundo da internet, tem uma grande vantagem
relativamente aos seus concorrentes. Está há mais anos
no mercado, já conquistou um grande número de clientes,
é conhecido na sua área e o seu site, provavelmente, está
melhor indexado no Google.
Todos estes fatores tornam o trabalho de quem começou
recentemente, bem mais complicado.
Afinal, como é que um novo profissional pode destacar-se dos seus concorrentes
mais experientes?
O leitor deve pensar que, para isso, basta baixar o preço dos seus serviços que os clientes
irão aparecer. Ter essa atitude pode garantir mais interessados a curto prazo, mas será
prejudicial para si ao fim de alguns meses. Isto porque querer destacar-se da concorrência
pelo baixo preço torna o seu serviço pouco valioso e por consequência, de menor
qualidade. Quando der por si, estará trabalhando várias horas consecutivas a troco de
poucos reais. Além disso, o que irá fazer quando surgir outro concorrente que faça um

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preço mais baixo do que o seu? Basear-se no preço é limitar o seu trabalho e ficar
demasiado exposto à concorrência.
O melhor princípio será sempre o de acrescentar valor ao mercado. Ou seja, se quiser
“vencer” os freelas que estão há mais tempo, tente fazer melhor do que eles, vender um
produto/serviço de melhor qualidade. Nem que para isso você necessite de cobrar mais.
Veja o exemplo da Apple. Com menos mercado que o Windows durante muitos anos, foi
acrescentando qualidade aos seus produtos, tentou novos mercados e hoje é uma
referência. Apesar disso, os seus produtos são mais caros que os dos seus concorrentes.
Nós abordamos bastante este tema no nosso ebook Ser Freelancer e neste texto vamos
falar um pouco sobre isso.

PROCURE POR FALHAS NOS SEUS


CONCORRENTES
Para você conseguir acrescentar valor ao mercado, em primeiro lugar necessita de verificar
onde eles estão errando. Existe sempre alguma falha. Nenhuma empresa é perfeita.
Imagine que você pretende criar um site sobre novas tecnologias. Como sabe, o mercado
área está muito preenchido, principalmente a nível de escrita. Mas verificou se todos os
sites têm video? Com que qualidade são escritos esses artigos? São artigos simplesmente
a explicar um produto ou também dão opinião? São inúmeras as questões que você deve
colocar na hora de analisar concorrente seu. Deve imaginar tudo o que poderá fazer de
diferente e focar-se nisso.
Imagine que você um jornalista freelancer. Se grande parte dos profissionais da área
escrevem sobre política, tente explorar outras vertentes como o esporte ou a cultura, por
exemplo. Desta forma, estará navegando num “oceano azul”, onde a concorrência é bem
menor.
Nestas situações, fazer a análise SWOT pode facilitar-lhe a tarefa.
O pior que pode fazer é tentar replicar o que ele está fazendo. Se aquele fotógrafo mais
experiente dedica-se maioritariamente ao ramo do esporte, por exemplo, tente explorar as
áreas de moda ou paisagens. Ao fazer o que já existe, irá perder à partida, por
inexperiência. A não ser, claro, se você verificar que essa pessoa ou empresa não está
fazendo bem essa tarefa. Pegando novamente no exemplo do fotógrafo, se você acha que
as fotografias dele sobre esporte não têm qualidade, aí sim você deve fazer o mesmo que
ele. Mas sublinho: só nesses casos.

ESCOLHA COM QUE PERCENTUAL DO


MERCADO QUER FICAR
Outro dos pontos que deve ter em consideração quando cria uma marca é verificar com
que fatia do mercado pretende ficar. Você deseja angariar muitos clientes ou prefere menos
pessoas mas com maior poder de compra? Ao você optar pela diferenciação (como referi
no ponto anterior), estará explorando uma diferente fatia do mercado, logo, não se poderá
comparar com os seus concorrentes nessa perspectiva.
Falando novamente sobre o site de tecnologias, imaginemos que você optou por publicar
mais artigos de opinião e menos notícias do dia-a-dia. Isso implica mais dedicação em cada
publicação, diminuindo a frequência de postagens. Dessa forma, você estará abrangendo
o público que prefere artigos de opinião, em vez daqueles que são mais curiosos e apenas

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querem saber as últimas novidades. Com certeza o número de visitas será menor, mas
estará agarrando uma área que o seu concorrente não conseguirá agradar. Sendo assim,
não se preocupe se tiver menos visitas que a concorrência. A área que você está
explorando (neste exemplo) é inferior, mas pode ser bem mais rentável.
A reter: Se tiver dificuldades neste ponto, aconselho que dê uma leitura no nosso artigo
sobre como criar um plano de negócios.

SAIBA TUDO SOBRE O SEU PÚBLICO-ALVO


Para saber que área explorar e que fatia de mercado você pretende, é necessário explorar
bem o seu público-alvo. São eles que vão indicar-lhe o que deverá explorar. Imaginemos
que a sua audiência tem pessoas mais velhas e com uma boa formação acadêmica.
Possivelmente, irão preferir produtos mais refinados e que tenham algum valor
acrescentado. Já se forem mais novos, darão muito mais valor à imagem e ao
entretenimento.
Falando novamente sobre a Apple, esta marca norte-americana optou por um público com
maior poder de compra. Por isso, também necessitou de ser mais exigente com os seus
produtos, principalmente a nível da qualidade de trabalho que eles poderiam proporcionar.
Steve Jobs sempre soube que “se tivesse qualidade, o mercado acabaria por comprar”.
Portanto, não interessa qual é o preço do seu trabalho. O mais importante é você conseguir
encontrar o seu público-alvo, ver o que ele precisa e depois criar um produto que cubra
essa necessidade.
Mais um exemplo: Imagine que você faz a gestão de páginas de Facebook. Nesse caso,
uma das estratégias que funciona muito bem é o foco de gestão numa área bem específica.
Eu, por exemplo, foco-me mais na gestão de Fan Pages de empresas de exportação. Por
esse motivo, rejeito sempre propostas de empresas que trabalhem com vendas
exclusivamente para dentro do País.

ESCUTE OS CLIENTES
Uma boa forma de conseguir perceber o que público-alvo pretende é escutar os clientes.
São eles – principalmente os insatisfeitos – que vão mostrar qual a fatia do mercado onde
você ou os seus concorrentes não estão explorando. Se o seu concorrente constrói sites
para clínicas dentárias, tente focar-se mais nas clínicas veterinárias, por exemplo. Quanto
mais específico for um nicho, mais fácil será para si explorar uma fatia do mercado.

OPTE POR PARCERIAS


Como referi várias vezes aqui no blog, as parcerias são uma excelente forma de você
conseguir subir mais rapidamente no seu negócio. Mas ela também podem ajudá-lo a
conseguir destacar-se dos seus concorrentes sem baixar o preço. Como? Basta que
acrescente serviços terceirizados. Ou seja, imagine que você é especialista na construção
de sites em WordPress e tem um amigo que vende serviços de marketing para as mídias
sociais. Você poderia fazer uma parceria com esse seu amigo: cada vez que ele
conseguisse um cliente para a gestão de redes sociais, ele poderia sugerir os seus serviços
e vice-versa.
No mercado off-line, vemos muitas vezes os exemplos das cooperativas, que se unem
para depois poderem comprar mais barato aos seus clientes. Ao pedirem grandes
quantidades, conseguem preços mais reduzidos, tornando possível a competição de países
com mão de obra mais barata. Você também poderá fazer o mesmo no mundo on-line.
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Continuando com o exemplo do construtor de sites WordPress, você poderia fazer uma
parceria com outro trabalhador da mesma área. Proponha que você fique responsável por
construir todos os sites informativos ou blogs, encaminhando todos os clientes que
pretendam uma e-commerce para ele. Esse seu amigo, faria o trabalho inverso. Desta
forma, os dois poderiam angariar mais clientes e especializarem-se numa área de negócio,
ajudando a que sobrevivessem a longo prazo.

ESTUDE OS SEUS CONCORRENTES SEM


RECEIOS
Quem leu o nosso artigo sobre o Richard Branson, com certeza se recorda que ainda no
início de carreira, este empresário ligava para a Pepsi, dizendo que tinha conseguido uma
publicidade com a Coca-cola. Com esta mentira (sim era mesmo uma mentira), Branson
tinha o objetivo de que a Pepsi anunciasse na sua revista. Não digo que você deve ser tão
pouco correto na sua abordagem com a concorrência, mas terá sempre que ir um pouco
além do básico.
Se quer saber como aquele seu concorrente trabalha e desta forma, descobrir os seus
pontos fracos, você precisa de colocar-se no papel do cliente. Vá ao site do seu
concorrente, veja como ele apresenta os seus serviços, analise o seu portfólio, etc. Tente
entender o tipo de clientes que ele trabalha, de forma a perceber para onde você deve
encaminhar o seu negócio.

MELHORE A QUALIDADE DO SEU SERVIÇO


Uma das formas mais eficazes – senão a mais eficaz – de conseguir superar os seus
concorrentes sem reduzir o preço é melhorando a qualidade do seu serviço. A partir do
momento que você concorre pela qualidade, a questão do preço de para trás e mais uma
vez você estará batalhando num mercado onde a concorrência é claramente inferior.
Para fazer isso, é muito simples:
 Estude muito
 Aprenda com os melhores
 Dê tempo ao tempo
 Assuma uma mente aberta para aprender novos conceitos
 Seja exigente no seu trabalho

CONCLUSÃO
Optar por descer os preços para conquistar os clientes é uma má política, que só trará
desvantagens a longo prazo. Acrescentar valor ao mercado é algo mais rentável, mas que
também exige mais estudo e dedicação. Para alguém criar um produto de qualidade,
precisa de procurar por novas tendências e ter algum conhecimento fora do comum. No
fundo, tem de pensar um pouco “out-of-the-box”. Grande parte do sucesso para vencer os
seus concorrentes passa por duas coisas: especializar-se num nicho e ser o melhor nesse
nicho. Com o caminho aberto, tudo fica mais fácil.

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Como definir os preços para os
seus serviços de freelancer?
No outro dia o meu amigo Paulo Faustino, da Escola
Dinheiro, deu-me a ideia de falar um pouco mais sobre
as questões financeiras que atormentam os freelancers.
A minha ideia inicial foi falar das finanças pessoais, mas
como esse tema já tinha sido abordado anteriormente,
resolvi pegar por um assunto que ainda não tinha sido
falado aqui no blog: a definição de preço. Afinal de
contas, sempre ensinei aos freelancers o que deveriam fazer para organizar o ambiente de
trabalho, não se deixarem abater pela desmotivação ou melhorar a proatividade, mas a
verdade é que nunca os tinha ensinado a calcularem o valor do seu serviço.
Afinal de contas, de que lhe vale a pena promover o trabalho se afinal o freelancer não sabe
definir o preço para cobrar aos seus clientes? Segundo dizem muitos professores de
economia, é num destes pontos que as pequenas startups ou pequenas empresas pecam,
por isso suponho que isso deve acontecer com os freelancers também. Enquanto as
grandes empresas podem contar com gestores de topo para o fazerem, quem trabalha
sozinho ou com uma equipa pequena tem que conseguir fazê-lo de um modo mais amador.

Quais são os problemas de errar na formação do


preço?
Se depois deste artigo você reparar que talvez não esteja a definir o preço da melhor
maneira, não se preocupe, pois com certeza estará dentro da média. Mas errar na definição
do preço pode ter dois significados: cobrar a mais ou a menos. Vamos dividir por partes:
 Cobrar a mais: Os seus clientes podem achar que está a cobrar um preço abusivo e
por isso vão procurar um serviço semelhante ou igual aos seus concorrentes.
 Cobrar a menos: Apesar de poder estar com um número de vendas elevado, poderá
estar a perder dinheiro, visto que não está a ser cobrado o dinheiro correto pelo seu
serviço. A longo prazo irá pagar por isso, porque a maioria das coisas irá subir o preço
devido à inflação (comida, eletricidade ou combustível) e você terá que continuar a
cobrar um preço baixo, caso contrário começará a perder clientes, isto porque você
“só” tem esse número de clientes por um motivo: baixo preço.

Primeiro: Defina todas as suas despesas


Se quiser saber quanto deve cobrar pelo seu serviço, a primeira coisa a fazer é mesmo
tentar perceber quais são as suas despesas. Entre as quais podem ser:
 Eletricidade
 Internet
 Água
 Preço pago por hora
 Despesa para a conta poupança
 Poupança para investimentos futuros
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 Pagamento a colaboradores (se tiver)
 Despesas de combustível
 Alimentação
 Celular
 Impressão
 Licenças de software
 Impostos
 Alojamento e hospedagem
 Publicidade

De todos os itens colocados ali acima, destaque apenas para o preço à hora, que é o único
que pode variar consoante a sua avaliação. Se é um fotógrafo freelancer experiente, poderá
cobrar um pouco mais, enquanto se tiver um pouco menos de experiência. é justo que lhe
paguem um pouco menos. Contudo, estes valores não deixam de ser sempre discutíveis
por isso. Uma boa maneira para se basear é olhar para os seus concorrentes e definir o
preço a partir daí.

Utilização do Mark Up
A técnica mais fácil para conseguir calcular o preço é utilizar o Mark Up. Esta técnica não
é mais do que saber o seu faturamento médio mensal, juntar todas as suas despesas
possíveis e calcular consoante o seu preço de hora. Imaginemos que lhe mandam construir
um site:
Primeiro, necessita de ter uma ideia do faturamento mensal do seu negócio de freelancer.
Suponhamos que esse valor é de 4 mil reais e que cobra 10 reais por hora limpos (ou seja,
o que acumula para si, fora despesas)
Suponhamos que você iria demorar um mês inteiro a fazê-lo e as suas despesas todas
representam 2400 reais, o que daria em percentagem cerca de 60% do seu faturamento
mensal. Então faríamos:
100/ (100 – 60)= 100/40= 2,5
Preço de hora real = 10 x 2,5 = 25 reais à hora
Ou seja, 25 reais é o preço cobrado à hora pelo seu serviço ao cliente, de modo a que
consiga cobrir todas as despesas e conseguir ficar com um valor residual para si. Naquele
caso, o salário do freelancer seria de 1600 reais mensais enquanto 2400 ficavam reservado
para despesas de negócio, comunicação e deslocações. O leitor poderá me perguntar: Não
seria muito mais fácil cobrar um preço à hora e ter apenas uma pequeno noção das
despesas? Poderia fazê-lo, mas essa não seria uma maneira eficiente de manter os seus
custos controlados e saber quanto necessidade de controlar para manter o seu negócio
fora de dívidas.
Ter esta base, também é uma excelente ajuda para que quando fizer promoções não perca
em muito a sua margem de lucro. Imagine que o freelancer no exemplo de cima quer fazer
um pequeno desconto de natal. Pode retirar um pouco da sua parte ou então nesse mês
decidir que não fará uma poupança para investimentos, por exemplo. Tudo dependerá da
sua imaginação, bastando para isso ter o preço controlado.

14
E se eu tiver um preço por trabalho?
Esta é uma opção que não lhe aconselho, por um simples motivo. Suponha que vai fazer
um site em WordPress e esta é uma plataforma que domina plenamente. Sente-se à
vontade e por isso uma página web não demoraria mais do que alguns dias a fazer. Por
outro lado, um cliente pede para fazer um site em Joomla, mas aí você já terá maiores
dificuldades. Com isso, irá demorar mais horas. Ora, será justo cobrar o mesmo por uma
plataforma que entende muito, comparativamente a outra que percebe menos? E será que
o tempo investido seria o mesmo?

Cuidados a ter
Indicar o preço a um cliente, significa que ele está interessado naquilo que você quer fazer.
Com isso surgem troca de email, mas acima de tudo são discutidos alguns pontos, entre
os quais você deve ter um cuidado especial os seguintes:
 Defina um prazo de entrega um pouco superior ao que vai realmente precisar. Isso faz
com que ganhe “alguns pontos” se conseguir devolvê-lo cedo demais
 Defina claramente a forma de pagamento, de modo a que o cliente mais tarde não
possa dar a desculpa que não possui cheques ou cartão de crédito por exemplo
 Esclareça bem o que ele vai realmente querer e diga que não poderão ser
acrescentados pontos. E se isso acontecer, representa mais custos
 Se tiver que fazer horas a mais a culpa será sua e nunca poderá cobrar isso ao cliente.
Por isso pondere bem as horas que considerar como de trabalho
 Se tiver que pagar por mais alguma ferramenta para freelancer, inclua isso no preço
 Veja se o trabalho exige alguma manutenção futura. Se assim for, cobre um pouco
mais pelo serviço
 Peço sempre pelo menos metade do dinheiro do projeto antes
 Mostre um protótipo e depois não permita mais alterações

Como define os seus preços?


Saber quanto cobrar não é algo fácil. Ficamos com medo que estejamos a ser injustos ou
a cobrar um preço demasiado baixo. Contudo, o Mark Up ajuda a definir quanto deve cobrar
e quanto dinheiro deve ficar na realidade para si. Ter esta disciplina pessoal é importante
para conseguir manter um equilíbrio entre o dinheiro que é seu e qual é o da empresa.

15
10 passos para melhorar o seu
networking de uma vez por todas!
Networking. Esta palavra que muitas vezes ouvimos falar é de grande importância para os
freelancers, pois é através dela que vai fazer com que o seu trabalho mantenha um fluxo
de clientes constante. Mas o que é o networking? Como pode melhorá-lo? Em primeiro
lugar, o networking é a sua capacidade para conseguir renovar contatos e conseguir
constantemente novos clientes. Mas para isso, é necessário ter um conjunto de técnicas
que permitam manter esse fluxo constante. Acredito que grande parte dos seus trabalhos
surja através da sua rede de contatos, mas também acredito que não investa muito tempo
nesse passo. Trabalhar bem o Facebook, saber movimentar-se nos grupos do
LinkedIn ou conseguir mais seguidores no Twitter são apenas algumas formas de aumentar
os seus contatos mas isso por si só não chega. Já parou para pensar quantas horas do seu
dia ou da sua semana dedica à procura de novos clientes? Possivelmente muito poucas!
A pouca renovação da carteira de clientes é o que leva muitas vezes os freelancers a
deixarem de conseguir novos projetos. Isto acontece devido ao fluxo de trabalho que por
vezes (e felizmente) aumenta e o tempo dedicado à procura de novos clientes diminui
drasticamente. Essa queda na produtividadeacaba por ter impactos no seu negócio a longo
prazo. É por essa razão, que ter um perfil completo no LinkedIn é tão importante ou manter
uma imagem profissional no Facebook torna-se fundamental.

O EXEMPLO DO BNI
Há muitos anos, um empresário norte-americano Ivan Misner passava por um período
menos bom do seu negócio, tendo perdido muitos clientes devido à crise que se fazia sentir
na altura. Para alterar essa situação, ele optou por chamar um grupo de amigos para pedir
ajuda. Eles passaram a reunir-se semanalmente e a partir daí mais pessoas quiser juntar-
se à ideia. Assim surgiu o BNI, que está espalhado por mais de 40 países a nível mundial.
Graças a esta iniciativa, todos os dias vários empresários juntam-se às 06:45 da manhã e
apresentam os seus projetos para outras pessoas. O objetivo do grupo é muito claro: criar
uma rede de contatos entre todos os representantes desse grupo. Mas para isso, o BNI tem
algumas regras específicas:
 É necessário manter a pontualidade.
 Os membros do grupo não podem faltar às reuniões semanais. Caso contrário correm
o risco de serem expulsos.
 Eles são obrigados a conseguir novos clientes para os seus parceiros do grupo.
 Têm objetivos a cumprir, tanto em termos de ganhos como em novos contatos gerados
para os seus colegas.
 Semanalmente, precisam de ficar das 06:45 às 10 da manhã reunidos com o seu
grupo, de forma a debaterem ideias e conseguir novos contatos.
 Os grupos não podem ter dois empresários da mesma área. Se você for jornalista, no
mesmo grupo não poderá existir outro jornalista, diminuindo claramente a
concorrência.
Estes são apenas alguns princípios desta ideologia, mas existem muitas mais. Mas não
pense que esta ideia está relacionada com marketing multinível ou algo do gênero. A ideia
16
aqui não é vender produtos do BNI, mas sim manter uma rede de contatos constante e
gerar oportunidades de negócios para todos os membros. Para que perceba melhor vou
dar um exemplo. Imagine que você trabalha como designer. Todas as semanas você
anuncia o seu negócio e define um objetivo. Imaginemos que esta semana você pretende
conseguir um contato da Globo para realizar um trabalho com eles. Nesse caso, você faz
essa proposta ao grupo e todos os membros tentam encontrar uma forma de conseguirem
o contato que você pretende. Por outro lado, você também precisa de ajudar outros
participantes a chegarem aos seus objetivos.
Parece simples? Na verdade não é assim tanto. Isto porque as regras são bastante rígidas
e caso você não esteja cumprindo o que é programado você poderá mesmo ser expulso do
grupo. Considero que esta seja mesmo a chave para o sucesso desta iniciativa. Ao definir
objetivos e ao obrigá-lo a cumprir regras, o empreendedor sente-se mais motivado para
trabalhar e naturalmente acaba por ter mais resultados. Esta avaliação constante que é
realizada pressiona ainda mais o empresário a melhorar a sua performance.
E é baseado neste princípio que hoje vou dar a conhecer 10 passos que são essenciais
para você ter uma rede de contatos eficaz e em crescimento constante. Leia com atenção
as próximas linhas, pois elas são essenciais para a sua ideia de negócio manter-se no
mercado por muitos e muitos anos.

1. OFEREÇA ALGO
Dar algo aos outros é o primeiro segredo para a sua rede
de contatos realmente crescer de uma forma
exponencial. No BNI, os seus participantes são obrigados
a cumprir os seus objetivos de oferta. Se todos os
membros derem oportunidades de negócios a outras
pessoas, haverá sempre fluxo de trabalho correto? Os
mesmos princípios devem estar presentes no negócio de
freelancer. Compreendo que o trabalho de freela é muito solitário, mas a verdade é que
você necessita de outras pessoas para sobreviver. Neste momento, eu estou a partilhar
este conhecimento consigo, estou a dar a minha experiência e o meu tempo. Simplesmente
isso. Ficarei rico a curto prazo? Certamente não, mas só o fato de estar a fazer isso irá
gerar outros benefícios para o meu negócio. Na vida e no trabalho, nem tudo é dar e receber
no momento. Existe coisas que você poderá oferecer aos outros e ter o retorno num período
de tempo mais longo.
Dica: Dar não significa trabalhar de graça para outra pessoa. Dar pode ser apenas
responder a um email, deixar um elogio sincero ou retirar uma dúvida pontual a outra
pessoa.

2. DEFINA ESTRATÉGIAS/OBJETIVOS PARA O


NETWORKING
Sem metas definidas para o seu networking, certamente ele acabará por deixar de existir
em poucos dias. É muito fácil adiar aquele email que você tem de responder ou aquele
artigo que você deve partilhar no grupo do Facebook. A melhor forma de contornar essa
situação é definir objetivos alcançáveis para o seu trabalho de networking. Defina quantas
publicações você vai fazer no grupo do LinkedIn ou do Facebook, quantos emails vai
mandar para possíveis clientes ou mesmo quem você vai ajudar esta semana. Ter um plano
para isso é bastante interessante pois permite criar um relatório daquilo que você está
17
fazendo. Se alguém já tem este hábito, desafio-o a deixar um comentário no final do artigo
contando a sua experiência.

3. MARQUE ENCONTROS
Ter os hábitos que referi acima é de extrema importância, pois aumenta o número de
pessoas que você poderá atingir. Mas o que deve fazer depois? Quais são os passos
seguintes que devem ser seguidos? O meu conselho é que tente, constantemente,
aprofundar um pouco mais as relações com alguns dos membros que você passou a
conhecer nas redes sociais. Escolha um ou dois por semana e marque um encontro pessoal
ou algum bate papo no Skype, apenas para apresentar uma ideia sua. Mas lembre-se: essa
ideia deve ser benéfica para os dois. Identifique uma falha do seu possível cliente e diga
que você poderá resolver esse problema.

4. CRIE RELAÇÕES DE CONFIANÇA


Depois de promover o seu trabalho e conseguir alguns serviços, chegou o momento de
começar a criar relações de confiança. E para consegui-lo o freelancer precisa de seguir
alguns princípios:
 Cumprir as datas definidas por ambos.
 Cumprir o que prometeu. Criar expectativas altas e depois apresentar uma qualidade
baixa dá sempre mau resultado.
 Oferecer qualidade em prol de quantidade.
 Garantir resultados a quem contrata o seu serviço.
 Definir objetivos em conjunto e conseguir cumpri-los.
Estes são apenas conceitos básicos, mas são alguns dos mais importantes. O
relacionamento com um cliente funciona mais ou menos como um relacionamento amoroso.
Você precisa de dar e receber, mas acima de tudo de cumprir expectativas para que a
relação possa manter-se saudável.

5. COMECE PEQUENO
De nada adiantar falar sobre mídias sociais ou relações
de confiança se o freelancer não saber como começar a
construir o seu networking. A minha sugestão é: comece
pequeno. E começar pequeno significa conseguir atuar
na sua rede de influência, como os amigos nas mídias
sociais, os familiares ou mesmo os vizinhos do seu
prédio. Se quiser iniciar algo, divulgue a sua ideia na sua
cidade, em locais onde você poderá começar a construir os primeiros traços do seu tão
desejado networking. Querer chegar a todo mundo sem primeiro chegar ao seu mundo
é um dos grandes entraves para começar.

6. PERSISTÊNCIA
Networking não é algo que surja de um dia para o outro. É algo que deve ser construído ao
longo do tempo e que requer muita persistência. Daí, ser tão importante a mensuração dos
resultados semanalmente e mensalmente. Desta forma, você conseguirá perceber se está
atuando da melhor forma e qual deve ser o caminho a seguir. Não está conseguido muitos

18
contatos através do Facebook? Experimente o LinkedIn. Não consegue através do
LinkedIn? Explore os comerciantes da sua cidade. Enfim, existem inúmeras opções, mas
apenas sendo persistente conseguirá perceber o que deve realmente ser feito.

7. FIQUE NA MEMÓRIA
Falar de networking é falar em qualidade e quantidade. Por um lado, você necessita de
chegar a um maior número de pessoas possível. Por outro, tem de conseguir chegar a
essas pessoas de forma eficaz, “transformando-as” em futuros interessados em utilizar os
seus serviços. A melhor forma de o fazer é ser notável. E isso passa por preparar um pouco
melhor as suas apresentações, ser extremamente simpático ou apenas fazer diferente. Há
algumas semanas, vi uma reportagem que falava de uma campanha inovadora que foi feita
numa cidade portuguesa com o objetivo de melhorar o comércio local. A ideia era muito
simples: cada vez que uma pessoa comprava nessas lojas, no final o empregado da loja
dava um abraço ao cliente. Já pensou o que é fazer uma compra e receber um abraço? No
máximo, você estaria esperando o troco não um abraço! A própria Zappos tem um lema
parecido: “Nós não entregamos sapatos, nós entregamos felicidade”. E isto é algo que fica
na memória! Aquela campanha dos abraços acabou por sair em vários meios de
comunicação e as pessoas falaram sobre isso, fazendo o tal marketing de boca-a-boca que
é tão eficaz. Imagine quanto estas empresas não teriam de gastar para conseguir toda esta
publicidade!

8. FAÇA RÁPIDO
A rapidez com que você cria novos contatos é extremamente relevante. Isto porque, de
todos os contatos que você tentar criar, apenas uma pequena parte deles acabará por
realmente fechar algum negócio consigo. Ser rápido ganha aqui um papel importante no
crescimento do networking, principalmente porque caso cumpra alguns passos acima, terá
sempre objetivos por cumprir. Mas atenção para manter bem equilibrada a problemática
quantidade/qualidade. Mais do que conseguir muitos contatos, consiga aqueles que vão de
encontro àquilo que você vende. Não vale a pena vender bananas e criar networking com
pessoas que vendem carros. Seja rápido mas coerente!

9. REPUTAÇÃO
Hoje em dia, a reputação deve ser realmente uma preocupação para o freela. Ao mínimo
erro você poderá ser comentado nas mídias sociais e aí fica difícil conseguir voltar a ter
credibilidade no mercado. “Aquele que perde a reputação pelos negócios, perde os
negócios e a reputação”. Esta frase de Francisco Quevedo resume bem aquilo que é a
reputação para um freelancer. Mas para conseguir mantê-la, você necessita de ser sincero
com os seus contatos, não prometer mais do que pode cumprir e criar laços fortes, que
possam ajudá-lo nos momentos mais difíceis.

10. INVISTA NO SEU NETWORKING


Caso todos os nove passos anteriores não funcionarem, a sua última opção é investir.
Gastar algum dinheiro no seu networking muitas vezes não é necessário, pois poderá
compensar isso com o fator tempo. Mas se estas suas iniciativas não estão a crescer como
pretendia, chegou o momento de pensar em utilizar algum dinheiro que tenha deixado de
parte. A publicidade, se bem feita, cria uma imagem de confiança perante as pessoas que
seguem o seu trabalho. Depois, a partir do momento que tiver algumas pessoas que
acompanham o seu trabalho, fica mais fácil crescer.
19
CONCLUSÃO
Fazer crescer a rede de contatos é sinônimo de tempo investido, paciência e muita
persistência. Com estes passos, considero que o leitor já terá uma boa base para começar
a gerar novos contatos e a conseguir melhores resultados para si. Depois de conseguir uma
rede de certa forma alargada, o mais provável é que as pessoas comecem a fazer o trabalho
por si, através da publicidade boca-a-boca.

Os principais cuidados a ter na


profissão de tradutor freelancer
Este artigo tem como finalidade traçar um perfil do ambiente que o tradutor freelancer
encontrará no mercado atual da tradução. Com as informações contidas neste post, e nos
próximos que virão, será, também, útil para preparar um Plano de Negócios eficiente, pois
como em qualquer tipo de negócio o planejamento deve sempre ser o primeiro passo para
quem inicia alguma atividade econômica. Por isso, os assuntos tratados a seguir ajudarão
a desmistificar, descomplicar e ampliar a visão sobre o posicionamento do negócio da
tradução para freelancers no mercado.
Entre os pontos que abordaremos neste artigo estão:
 Os fatores que influenciam neste tipo de negócio;
 O comportamento destes fatores no mercado;
 Fornecer as informações necessárias para iniciar suas atividades de tradutor
Freelancer.
Para começar, temos que deixar claro que o serviço de tradução somente deve ser
realizado por pessoas que dominam completamente dois ou mais idiomas. Esta é, também,
uma atividade complexa, pois os tradutores deverão aprender a lidar com situações que
tornam a prestação do serviço ainda mais difícil. Entre as situações que o tradutor freelancer
encontrará estão os problemas com o texto de origem e problemas de linguagem. Os
problemas mais frequentes com o texto de origem são:
 Textos incompletos;
 Textos não digitalizados;
 Textos mal impressos;
 Textos mal escaneados;
 Textos mal escritos;
 Falta de referências;
 Citações sem o texto original;
 Alterações no texto durante o processo da tradução.

Já com a linguagem, podemos nos deparar com as seguintes situações:


 Linguagem demasiado técnicas;
 Textos literários escritos em uma linguagem muito antiga;
 Textos com fortes influências regionalistas;
 Dialetos;
20
 Abreviaturas sem explicação;
 Nomes próprios;
 Nomes de organizações;
 Gírias e jargões;
 Expressões idiomáticas;
 Frases redundantes;
 Convenções e acordos linguísticos;
 Acentuações gráficas.

Qualquer uma destas situações, se não forem muito bem observadas, organizadas e
adaptadas pelo tradutor, poderão interferir no idioma destino e na interpretação que os
leitores terão da mensagem do texto traduzido.
Também podemos destacar entre os problemas de
linguagem mais enfrentados pelos tradutores a eufonia e a
dissonância, características culturais, os textos poéticos,
trocadilhos, propriedades idiomáticas específicas, rimas,
termos comuns em uma região mas desconhecidos em
outra (para estes casos é necessário um explicação clara do
que ser deseja transmitir), e os falsos cognatos, que são
palavras semelhantes em dois idiomas, mas que possuem o significado diferente, por
exemplo: a palavra “cena”. Em português trata-se de uma referência ao espaço ocupado
pelo palco de um teatro; Em espanhol significa “jantar”.

A TRADUÇÃO COMO PROFISSÃO


Todo tradutor no Brasil pode ter a Carteira de Trabalho assinada, pois esta é uma profissão
oficialmente reconhecida pelo Ministério do Trabalho. Porém, até o momento, não
existe nenhum órgão regulador da profissão. Portanto, não há a necessidade de provas
que certifiquem a habilidade do tradutor. Mas é claro, o mercado não é bobo e irá selecionar
sempre os mais bem preparados para suprir as suas necessidades. O fato de não haver
uma regulamentação, torna mais fácil o acesso ao mercado dos trabalhadores freelancers,
que só precisam dominar muito bem o seu idioma nativo e, pelo menos, possuir um nível
intermediário/avançado no idioma estrangeiro.
Exitem, porém, algumas associações de tradutores, que aplicam provas de certificação. Tal
é o caso da Associação Brasileira de Tradutores (ABRATES), por citar um exemplo. Ao ser
aprovado nas provas aplicadas pela instituição, o tradutor conquista um título de
qualificação e, também, terá os seus contatos inseridos na lista da Associação. As provas
da ABRATES constam na tradução de cincos textos (um literário e quatro técnicos), e o
tradutor pode contar com a ajuda de quantos dicionários julgar necessário, desde que sejam
levados por ele mesmo. Não é permitido utilizar dicionários dos outros candidatos, nem de
processadores de textos eletrônicos.
A categoria também tem um sindicato: O SINTRA, que é o Sindicato Nacional dos
Tradutores, que, entre outras coisas, sugere as tarifas a serem cobradas pelos serviços de
tradução. A tradução é uma profissão milenar e para compreendê-la será necessário viajar
no tempo. Talvez, a fato mais notório da influência da tradução na história humana foi a
primeira tradução da Bíblia hebraica para o idioma grego entre os séculos terceiro e primeiro
a.C., e, logo, sua tradução para o latim e, daí, para os todos os outros idiomas.

21
O PERFIL DO TRADUTOR NA HISTÓRIA
RECENTE
Mas para entender o papel da tradução com uma visão mais moderna, teremos que focar
na história recente da profissão e retroceder apenas sete ou oito décadas atrás. Desta
forma, conseguiremos compreender como era a rotina dos “freelancers” no mercado de
tradução no início do século 20.
Naquela época, por exemplo, um tradutor de literatura científica, provavelmente, era um
professor ou cientista, quase sempre aposentado, que possuía vasto conhecimento na sua
área de atuação. Somente a experiência de ter trabalhado e estudado a vida inteira sobre
um determinado ramo, já era a garantia de que a sua tradução seria fiel e confiável. Neste
caso, o tradutor era algo assim como uma biblioteca ambulante que dominava muito bem,
além do seu idioma nativo, um ou mais idiomas estrangeiros. Se considerarmos que
naquela época não existiam muitas escolas de idiomas, nem computadores e muito menos
as ferramentas de tradução como o Google Translator, chegaremos à conclusão de que ser
um tradutor significava pertencer a uma profissão de altíssimo nível, restrita a um grupo
seleto de profissionais especializados e experientes, que traduziam textos específicos,
limitando-se somente às suas áreas de atuação. Por exemplo: só um médico poderia
traduzir um texto sobre medicina; ou, só um filósofo traduziria com fidelidade um texto de
filosofia.
Atualmente, em contra partida, qualquer pessoa dotada de um computador, curiosa e que
goste de pesquisar pode ser um tradutor, atingindo níveis de fidelidade e confiabilidade da
tradução igual e inclusive superior àqueles pioneiros do início do século passado. A grandes
vantagens dos tradutores modernos são: a facilidade de acesso à informação infinita,
através da literatura e da Internet; cursos intensivos de idiomas, cada vez mais rápidos e
de qualidade aceitável; computadores e softwares de tradução que agilizam e facilitam o
processo; e de comunidades online de tradutores freelancers que se ajudam mutuamente,
resolvendo dúvidas e dificuldades uns dos outros.
Hoje, praticamente qualquer pessoa com um domínio aceitável de pelo menos dois idiomas
pode traduzir qualquer tipo de texto, mesmo sem nunca antes ter tido contato com uma
área específica do mercado. Há pouco, levantei os dados de algumas comunidades de
tradutores freelancers na Internet e pude constatar que o perfil geral deles é jovem, sem
muita experiência, domina alguns tipos de softwares de tradução, já morou no exterior e se
dedicam mais às traduções técnicas do que às específicas.

TRADUTOR FREELANCER X TRADUTOR


JURAMENTADO
Além do que vimos até aqui, o tradutor freelancer deve saber que não pode traduzir todos
os tipos de textos que o mercado oferece. Há alguns textos específicos que somente podem
ser traduzidos por tradutores devidamente concursados e aprovados por um órgão público
para o exercício da função. Por exemplo: os documentos, as procurações, certidões(de
nascimento, casamento ou óbito), diversas declarações públicas, e todo texto/documento
que seja exigida a Fé publica. Isto não significa que o tradutor livre seja menos capaz que
o tradutor juramentado, muito pelo contrário, já peguei traduções juramentadas com erros
crassos de tradução. Eu mesmo, já traduzi um contrato de compra e venda, mesmo sem
ser um tradutor juramentado. Mas é claro que eu expliquei a situação ao cliente e lhe sugeri

22
que procurasse um tradutor público. Mas como ele não precisava de fé pública no
documento, eu mesmo pude fazer o trabalho.

O MERCADO DA TRADUÇÃO
Vamos concluir este artigo com algumas informações básicas sobre o mercado da
tradução, sob os seguintes aspectos: As traduções literária, técnica, midiática e a
jornalística.
Tradução literária
A globalização aproximou o mundo a todo mundo. Agora, autores estrangeiros, outrora
desconhecidos, fazem sucesso e colam seus títulos entre os bestsellers mundiais.
Resultado: se incrementa a necessidade de traduzir estes títulos a vários idiomas ao redor
do planeta. Um dos grandes exemplos disso é a quantidade abismante de livros postos à
venda, sem qualquer mediação das antigas editoras. Já vi casos de autores, quase
anônimos, e ignorados por grandes editores, que faturam milhares de dólares,
mensalmente, com a venda de seus livros e e-books nos sites de varejo da Internet, como
o Amazon.com, por exemplo.
Tradução técnica
A tradução técnica, atualmente, é a responsável por aproximadamente 90% das traduções
realizadas. Geralmente são manuais de produtos e máquinas; textos relacionados à
medicina; administração, economia e finanças; eletrônica ou mecânica em geral.
Tradução midiática
Tem a ver com a legendagem de áudio e vídeo. Sabe-se que esta é uma carência no
mercado brasileiro, pela falta de cursos e treinamento específicos.
Tradução jornalísticas
Outra vez, a globalização. Neste caso, e de forma geral, são os próprios jornalistas que
levam a cabo as traduções, adaptando as notícias do mundo ao idioma local.

CONCLUSÃO
Certamente, o fator da “globalização” tem sido o maior responsável pelo incremento notável
do mercado da tradução em todo o mundo. No caso do Brasil temos um agregado maior
que contribuiu para este aumento: A participação ativa do país em questões internacionais.
Mas à medida que o mercado cresce, cresce também a desqualificação, que, de certa
forma, influencia diretamente na credibilidade dada aos tradutores freelancers. Mas isto é
assunto para o próximo artigo.

23
3 Passos e 10 formas para construir
a sua autoconfiança
Acredite em si próprio, e caminhe para o êxito. É comummente aceite que as pessoas
autoconfiantes têm qualidades e características que todos nós admiramos. A autoconfiança
é extremamente importante praticamente em todos os aspectos da nossa vida, no entanto
muitos de nós lutamos para a encontrar. Tristemente, isto pode tornar-se um ciclo vicioso.
As pessoas com falta de autoconfiança podem encontrar neste ciclo os obstáculos e
dificuldades para serem bem-sucedidas.
Muitos de nós somos relutantes em apoiar um projeto que está a ser desenvolvido por
alguém que está constantemente nervoso, atrapalhado e com necessidade de elogio
constante. Por outro lado, a grande maioria de nós somos persuadidos por alguém que fala
claramente, que tem uma postura ativa e decidida, que responde a perguntas com toda a
certeza, e que consegue admitir publicamente quando não sabe algo.

Aprender a construir autoconfiança


As pessoas autoconfiantes inspiram confiança nos outros: o
seu público, seus colegas, seus patrões, seus clientes, e seus
amigos. Ganhar autoconfiança, assim como a confiança dos
outros é uma das principais vias para sermos bem-sucedidos
na nossa vida.
A boa notícia é que a autoconfiança pode realmente ser
aprendida e construída. E, se você estiver trabalhando na sua própria autoconfiança ou a
construir a confiança das pessoas ao seu redor, esse esforço será certamente
recompensado. Todos nós enquanto seres humanos, necessitamos de nos sentir
competentes, eficazes e confiantes, face a algo ou às nossas capacidades. Estes
sentimentos permitem que nos coloquemos num estado de elevados recursos, corpo e
mente ficam sintonizados para construir uma resposta adequada ao desafio a enfrentar ou
a resolver.
Como é que acha que conseguiria atingir ou fazer algo na sua vida, se constantemente
tivesse alguém no seu ouvido a transmitir ideias de incapacidade, palavras depreciativas
acerca de si e das suas capacidades e habilidades? Bem não seremos nós próprios na
maioria das vezes a ser esse “sabotador” daquilo que queremos realizar? Concordarão
certamente comigo, que sim. Somos nós o nosso maior sabotador da autoconfiança.
Quão confiante parecerá aos outros? O Seu nível de autoconfiança pode evidenciar-se
de várias maneiras: o seu comportamento, a sua linguagem corporal, a forma como você
fala, o que você diz, e assim por diante. Olhe para as seguintes comparações de
comportamento confiante comum com o comportamento associado à baixa autoconfiança.
Que pensamentos ou ações você reconhece em si mesmo, assim como as pessoas ao seu
redor?

24
Como você pode verificar com os exemplo descritos, a baixa autoconfiança pode ser
autodestrutiva, e muitas vezes manifestar-se com negatividade. As pessoas autoconfiantes
são geralmente mais positivas, acreditam em si mesmos e nas suas habilidades, acreditam
ainda na capacidade que possuem para viver a vida de forma satisfatória.

O que é que entende por autoconfiança?


Duas coisas principais contribuem para a autoconfiança: A auto-eficácia e a autoestima.
Nós ganhamos um senso de autoeficácia, quando nos vemos a nós mesmos (e outros
semelhantes a nós) no domínio das habilidades que possuímos e a alcançar metas que
necessitam dessas mesmas habilidades. Esta é a confiança, que se aprende quando
trabalhamos duro numa área em particular, e acreditamos que vamos conseguir, e é este
tipo de confiança que leva as pessoas a aceitar desafios difíceis, e a persistir diante de
reveses e dificuldades. Isso coincide com a ideia da autoestima, que é um sentido mais
geral que podemos lidar com o que está acontecendo nas nossas vidas, e que temos o
direito de ser felizes.
Em parte, isso vem de um sentimento que as pessoas ao nosso redor reforçam face à nossa
maneira de ser, que podemos ou não ser capaz de controlar. No entanto, também vem da
sensação que temos de nos estarmos a comportar de forma virtuosa, que somos
competentes no que fazemos e que podemos e somos capazes de bons desempenhos
quando nos desafiamos a nós próprios ou estabelecemos metas.
Algumas pessoas acreditam que a autoconfiança pode ser construída com afirmações
e pensamento positivo. Eu também acredito que esta ideia tem sentido e valor, mas é
também igualmente importante para a construção da autoconfiança a definição de metas e

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a experiência de êxito, de um resultado satisfatório face as expectativas propostas. E assim
construir um sentido de competência na nossa vida. Sem essa competência subjacente,
você não tem autoconfiança.

Construir a autoconfiança
Então, como é que você constrói essa sensação de autoconfiança equilibrada, fundada
sobre uma firme valorização da realidade? A má notícia é que não há nenhuma solução
rápida, ou uma solução de cinco minutos. A boa notícia é que a construção da
autoconfiança é facilmente alcançável, desde que você tenha o foco e a determinação para
realizar determinadas coisas. A melhor notícia é que as coisas que você vai fazer
para construir a autoconfiança também irão fazer parte da construção do seu sucesso –
afinal, a sua confiança constrói-se da verdadeira e sólida realização pessoal. Ninguém pode
tirar isso de você!
Apresento em seguida 3 etapas para a construção e desenvolvimento da autoconfiança,
para a qual irei utilizar a metáfora de uma viagem: Preparação para a sua viagem, realizar
a viagem, e acelerar em direcção ao sucesso.

1ºPASSO: PREPARAÇÃO PARA A VIAGEM


O primeiro passo consiste em sentir-se preparado para a sua viagem de autoconfiança.
Você precisa de fazer um balanço no sentido de perceber em que ponto da sua vida se
encontra e para onde é que pretende caminhar, colocando-se no melhor estado mental
para a viagem, e comprometer-se consigo próprio para começar e manter-se forte e
motivado.

Na preparação para a viagem, faça as seguintes 5 coisas:


1. Registre os feitos já alcançados
Pense na sua vida até aos dias de hoje, faça uma lista das 10 melhores coisas que
conseguiu ou atingiu até agora e registe-as. Talvez tenha atingindo uma excelente
classificação num exame importante, tenha feito uma jogada importante que fosse definitiva
para a sua equipa ganhar, tenha sido o melhor vendedor do mês, tenha feito algo que se
comprovou como muito significativo na vida de alguém, tenha sido notícia no jornal local ou
nacional.
Coloque isso numa folha de papel, podendo utilizar esse registo como motivador e um
estímulo que o relembre que é capaz de realizar coisas de valor. Sinta-se lisonjeado com
as coisas que já alcançou, todos nós temos excelentes momentos na nossa vida para
recordar.

2. Pense nos seus pontos fortes


A seguir, use a técnica de análise SWOT para ficar com a noção do ponto em que se
encontra. Use o registo anterior, e reflicta acerca da sua vida, pense sobre o que os seus
amigos considerariam ser as suas forças e fraquezas. A partir daqui, pense sobre as
oportunidades e ameaças que pode vir a ter ou a enfrentar respectivamente. Tente fazer
este exercício partindo de uma perspectiva positiva, sem critica ou expectativas, procure
sim fazer uma análise o mais concreta possível.

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3. Pense no que é importante para você, e o que pretende
alcançar:
Pense nas coisas que realmente são importantes para si, e o que quer atingir na sua vida.
Não coloque resistência a este pensamento por parecer demasiado banal e simples.
Grande parte de nós organizamos melhor a nossa lista de compras ou uma festa de
aniversário, do que propriamente a nossa vida. Porque razão é que isto acontece?
Andaremos demasiados distraídos ou não seremos humildes o suficiente para levar a nossa
vida a sério?
Definir e atingir metas é uma parte essencial na organização de uma estratégia para atingir
algo, a autoconfiança constrói-se e promove-se a partir daqui. O objectivo é definir o
processo que você usa para definir metas para si mesmo, e medir o seu sucesso face a
essas metas. Para pensar nas suas próprias metas em detalhe, proponho-lhe o
preenchimento da tabela seguinte:

Plano de vida

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Use a análise SWOT para o ajudar a encontrar os seus objectivos. Estabeleça metas que
explorarem os seus pontos fortes, minimize as suas fraquezas, suas oportunidades de
realizar algo e controlar as ameaças que você enfrenta. Tendo definido os principais
objectivos na sua vida, identifique o primeiro passo a dar em cada um.
Dica: Um pequeno passo pode mudar a sua vida, desta forma comece passo a passo, não
ocupando mais de uma hora a completar ou a pensar acerca do assunto. Mantenha a coisa
simples e exequível.

4. Comece a gerir a sua mente


A partir desta fase, precisa de começar a gerir a sua mente. Aprenda a manter-se motivado
e a combater os pensamentos negativos e as autoverbalizações negativas que podem
destruir a sua confiança. Para saber como aprender a fazer isso, proponho-lhe que leia o
nosso artigo: 3 passos para ultrapassar as dificuldades pensando positivo.
Movimente-se pensando naquilo que pretende alcançar e o que necessita fazer para se
aproximar mais do seu objectivo. Perante as dificuldades, reavalie os objectivos, trace nova
estratégia e continue persistentemente no caminho face ao resultado pretendido.

5. Comprometa-se com o seu sucesso


A parte final de preparação da sua viagem é fazer uma clara e inequívoca promessa para
consigo mesmo, de que você é absolutamente comprometido, e que fará tudo aquilo que
estiver ao seu alcance para alcançar o que deseja. Se você fizer isto, provavelmente pelo
caminho encontrará algumas dúvidas, registe-as e calmamente desafie-as racionalmente.
Se elas se dissolverem isso será óptimo. No entanto se elas se confirmarem, certifique-se
de traçar metas adicionais, para gerir as dúvidas e incertezas de forma apropriada. Aquilo
que não deverá fazer, é deixar-se abater pelas dificuldades, mantenha-se firme, e se for
necessário ajustar os objectivos, não hesite em fazê-lo, reformule e continue.

Para uma autoconfiança equilibrada, retenha o


seguinte:
A autoconfiança tem a sua base no equilíbrio. Num dos extremos da equação, temos
pessoas com baixa autoconfiança. No outro extremo, temos pessoas com excesso de
confiança. Se estiver sem confiança, evite correr riscos e fortaleça-se, tente descobrir o seu
poder.
Fortaleça-se, independentemente das suas habilidades. Talvez chegue à conclusão que
apesar de tudo o que fez, não tentou o suficiente para ser verdadeiramente bem sucedido.
Fazer isto de forma apropriada é uma questão de ter a dose correcta de confiança, fundada
na realidade das suas verdadeiras capacidades. Com a dose certa de autoconfiança, você
irá percepcionar os riscos de forma racional, fortalecendo-se no sentido de os enfrentar
mais preparado e mais forte, persistindo mais nas suas convicções.

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2º PASSO: REALIZAR A VIAGEM PASSANDO À
AÇÃO
Aqui é onde você irá iniciar o caminho em direcção à sua meta. Ao fazer as coisas corretas,
e começar com pequenas e fáceis vitórias, começará a desenhar o seu padrão de sucesso.
Começando também a construir uma autoconfiança baseada nas suas ações.

6. Construir o conhecimento que necessita para ser bem


sucedido
Olhando para os seus objectivos, identifica as competências que necessita para os
alcançar. Depois procure como pode adquirir essas competências de forma confiante e
funcional. Não faça apenas um esboço do que necessita, procure uma solução, a opinião
de um amigo experiente, um programa ou um curso que realmente lhe traga o que precisa
para alcançar aquilo que pretende. O ideal é que consiga uma certificação ou qualificação
da qual se orgulhe e possa utilizar a seu favor, procure valorizar-se, melhorar-se e promover
a sua aprendizagem.

7. Concentre-se no básico
Quando você está a iniciar algo, não tente fazer nada muito extraordinário ou muito
elaborado. Também não deverá procurar a perfeição em tudo o que faz, isto inibe a ação
não lhe permitindo vencer a inércia e ganhar movimento face ao objectivo. Tenha gosto em
fazer coisas simples de forma correta e com sucesso.

8. Estabeleça pequenas metas e alcançáveis


Comece com pequenas metas, as quais identificou no 1º passo. Ganhe o hábito de as
estabelecer, conseguindo alcança-las e celebrando o que conseguiu atingir. Nesta fase não
estabeleça metas particularmente ambiciosas, treine apenas o hábito de alcançar
pequenos objectivo e de os celebrar. Assim, pouco a pouco, começa a solidificar o seu
padrão de sucesso. Os hábitos adquiridos repetem-se. Se o sucesso se tornar um hábito,
melhores e maiores desafios irão atempadamente surgir.

9. Continue a gerir a sua mente


Esteja alerta aos pensamentos positivos, continue a celebrar e a ter gozo com os pequenos
sucessos. Mantenha estes pensamentos e imagens fortes. Por outro lado, aprenda a lidar
com o fracasso e com os erros. Aceite que os erros acontecem quando você está a fazer
coisas novas e diferentes. De facto, se você tiver a atitude de tratar os erros e falhanços
como oportunidades para aprender e crescer, você quase que pode olhar para isso de uma
forma positiva.
Os erros, são apenas resultados que não tiveram sucesso. Isso mesmo, erros são
resultados que não nos servem. Não são coisas boas ou más, são apenas resultados que
não nos servem. Desta forma deveremos corrigir o que fizemos e tentar de novo alcançar
o resultado desejado, desta vez com mais informação e mais preparados.

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3º PASSO: ACELERAR EM DIREÇÃO AO SUCESSO
Nesta fase, você sentirá a sua autoconfiança a fortalecer-se, completou algumas das
formas que começou no 2º passo. É agora altura de familiarizar-se com o seu sucesso,
mesmo que seja nas pequenas coisas que atingiu.

10. Celebre
Esta é uma altura para começar a puxar um pouco mais por si. Estabeleça agora metas um
pouco mais exigentes, e os desafios maiores. Aumente igualmente o tamanho do seu
comprometimento. Afine as suas habilidades e competências, que provaram dar resultado.
A reter: mantenha os seus pés bem assentes no chão, esta é a fase onde nós tendemos a
ter excesso de confiança. Certifique-se de que não começa a idolatrar a sua esperteza, isto
pode virar-se contra si.
Desde que você vá puxando por si próprio, mas não demasiado, irá encontrar o seu próprio
ritmo de construção equilibrada da sua autoconfiança. Além do mais, você mereceu a sua
autoconfiança, porque colocou-se numa situação de trabalho duro para ser bem-sucedido.

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Como criar um perfil completo no
LinkedIn
Quando falamos em sites para divulgar o nosso trabalho,
muitas vezes falamos em diretórios para freelancers,
Facebook, Twitter ou Portfólios. Mais recentemente, o
Google Plus também começou a ser incluído nesse grupo.
Contudo, acabamos por nos esquecer de outra
ferramenta muito importante, especialmente para os
freelancers: o LinkedIn, que pode ser mais uma excelente ajuda para conseguir trabalho.
Principalmente se estivermos falando de freelancers, onde a ligação com os clientes é tão
importante para gerar mais oportunidades de negócio. No entanto, grande parte das
pessoas não aproveita o poder desta ferramenta de forma eficiente.
Atualmente, só o Brasil conta com oito milhões de utilizadores no LinkedIn, o que representa
uma grande fatia dos 160 milhões espalhados por todo o mundo. Além disso ,todos os
executivos de todas as empresas listadas na Fortune 500 contam com uma conta nesta
rede social, o que pode ser um bom indício para aqueles que estão buscando inspiração
ou quem sabe até alguns conselhos sobre negócios.

DIFERENÇA ENTRE O LINKEDIN E AS OUTRAS


REDES SOCIAIS
Em primeiro lugar, quero deixar bem claro que LinkedIn é uma rede social diferente de
todas as outras. Lá, você não vai encontrar imagens sentimentais ou frases feitas como
existe no Facebook. O LinkedIn é uma rede criada para profissionais, que tem como
objetivo criar ligações com pessoas da mesma área de negócios. Além disso, esta rede
social tem regras muito específicas, o que torna mais “real” as conexões que você tem com
as pessoas. Não poderá por aí sair fazendo pedidos de amizades a qualquer um nem
partilhando imagens para que a sua página cresca. Bem pelo contrário: no LinkedIn é
complicado fazer a sua rede crescer e o mais importante é a qualidade das pessoas do que
a quantidade. Relacionar-se com as pessoas certas é um dos segredos para ter sucesso
nesta rede social. Durante este artigo e em outros que se irão seguir, também irei explicar
outros conceitos que diferenciam o LinkedIn das outras redes sociais e porquê que ela deve
ser utilizada por si. Para já, vamos aprender como criar um perfil completo e quais as
vantagens de o fazer.

INFORMAÇÕES PESSOAIS
Para começar, você precisa de fazer o login na página principal do site fundado por Reid
Hoffman. Essa inscrição é completamente gratuita e a versão paga deve ser apenas
utilizada em outro gênero de situações Mas por enquanto, vamos começar com a versão
grátis que é mais do que suficiente para você conseguir contatos importantes. Tal como no
Facebook e no Twitter, ter as suas informações devidamente preenchidas é importante,
não só para dar informações precisas para quem visita a sua conta, mas também em termos
de SEO dentro do próprio LinkedIn.
Para ser mais simples, faça a sua inscrição de forma normal e mais tarde alteraremos todos
os pontos que forem necessários. Isto porque a inscrição no LinkedIn não inclui todos os

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pontos e o objetivo deste artigo é ter o perfil no LinkedIn completo. Para fazê-lo, basta
sempre ir clicando em “pular esta etapa”, como demonstramos na imagem acima.
Se já finalizou todos os passos e está vendo o seu perfil muito incompleto, não se preocupe.
A partir de agora iremos alterar todas as secções do seu painel. Em primeiro lugar, vamos
até à secção “Informação pessoal”. Aí, existem várias opções:
 Celular: Indique um contato profissional. Se preferir, pode deixar esta parte em branco.
 Endereço: Algumas pessoas gostam de deixar em branco esta parte, por razões de
segurança. Mas recorde-se: apenas quem estiver conectado consigo consegue ver
este ponto. Portanto talvez o melhor seja mesmo deixar o seu endereço no LinkedIn e
ter mais atenção a quem você aceita como conexão.
 Mensagem instantânea: Nesta parte você coloca o seu endereço do Gtalk, Skype ou
Messenger. Sinta-se à vontade para inserir qualquer um.
 Aniversário e Estado Civil: Nestes dois pontos, você tem possibilidade de deixa-los
visíveis para todas as pessoas, apenas para pessoas que estejam a três graus de
distância ou apenas para a sua rede. Para fazê-lo, basta clicar no ícone que tem à sua
direita.
Estes primeiros passos são bastante simples, mas quero alertá-lo de um fator. O LinkedIn
é uma rede de conexões, pelo que quanto mais disponível você estiver para dar dados
seus, melhores vão ser as suas interações com as outras pessoas.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Depois de termos realizado algumas alterações básicas, chegou o momento de passarmos
a algumas das mais importantes. Esta parte é de tremenda importância para quem trabalha
a tempo inteiro na internet. Em primeiro lugar, vá a Informações adicionais e clique em
editar. Você terá vários campos, por isso novamente iremos falar de cada um deles
individualmente:
 Website: O LinkedIn permite que você insira, no máximo, três links para os seus sites.
Eles podem ser uma excelente ajuda para você conseguir ganhar um link extra para a
sua página. No entanto, não é um link normal. O LinkedIn dá-lhe a possibilidade de
escolher inserir o seu blog pessoal, nome da empresa, etc. O problema desta opções
sugeridas pelo site é que você não irão linkar com um texto âncora que ajude o seu
site de forma direta. No entanto, existe uma forma de você conseguir alterar essa
situação. Basta escolher a opção “Outro”. Aqui, você pode explorar a palavra-chave
que você deseja que seja linkada. Imagine que você tem um site sobre notícias de
tênis, só que o URL do seu site não tem qualquer relação com essa palavra. Você pode
escolher notícias de tênis como palavra-chave e linkar o seu site para lá. Poderá ser
uma excelente ajuda em termos de motores de busca fora do LinkedIn.
 Interesses: Nesta parte, é onde você explica o que gosta de fazer. Mas tenha cuidado
para ser sincero neste gênero de opções. Isto porque o LinkedIn irá ligá-lo a pessoas
que tenham os mesmos interesses do que os seus. Coloque tudo aquilo que você
goste de fazer fora do trabalho e aproveite para dar um ar mais pessoal ao seu perfil
no LinkedIn.
 Grupos: Nesta parte é onde você mostra o seu envolvimento no mundo dos negócios.
No LinkedIn, você poderá juntar-se a vários grupos, onde são debatidos os mais
variados temas. Conforme os seus interesses, o LinkedIn também irá sugerir grupos
para você. Se você por exemplo gosta de freelancing, constantemente o LinkedIn
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estará sugerindo grupos relacionados com esta área. Além disso, pessoas que
participem no mesmo grupo que você serão consideradas pessoas em primeiro grau
de conexão, o que é ótimo para você conseguir expandir a sua rede. Lembro também
que você poderá, no máximo, entrar em 50 grupos.
 Associações: Ligado aos grupos, temos também as associações. Como o próprio
nome indica, aqui você irá escrever a que género de associações você está associado.
Pense para que clubes ou empresas você trabalha como responsável ou se você
pertence a algum grupo de voluntariado. Se você quer expandir a sua rede, também
deve ter em atenção a este ponto, pois o LinkedIn irá sugerir pessoas que estejam
ligadas às mesmas associações do que você.
 Reconhecimentos e prêmios: Aqui, você pode aproveitar para fazer bastante
branding pessoal. Você já recebeu algum prémio como freelancer? O seu site já foi
destacado em algum concurso? Insira aqui todos os reconhecimentos que você já teve.
 Twitter: O LinkedIn também permite que você insira a sua conta do Twitter. Para fazê-
lo, basta ir a “editar perfil” e clicar em “Informação adicional”. Um janela de pop up irá
aparecer pedindo a sua do Twitter. Até há bem pouco tempo, era possível permitir que
os seus tweets fossem partilhados no mural do seu LinkedIn. No entanto, isso agora
não é mais permitido.
Como pode ver, a ligação que existe entre todos os grupos e interesses no LinkedIn pode
ser a chave para você conseguir encontrar as pessoas certas. Antes de terminar este ponto,
queria apenas recordar para ter uma especial atenção para as suas atualizações de status
no LikedIn. Ele site não é uma rede social como o Facebook ou Twitter, para você ficar
desabafando sobre a sua vida. Aqui é importante você partilhar notícias sobre os seus
trabalhos, sobre negócios ou sobre as últimas tendências sobre empreendedorismo. Pense
sempre duas vezes antes de postar algo no LinkedIn.

EDUCAÇÃO
Tal como em todas as redes sociais, no LinkedIn você também tem uma seção para inserir
a informação sobre a sua educação. Aqui, basta você inserir as primeiras palavras do seu
colégio que uma lista irá começar aparecendo. Depois de escolher o seu colégio, verá que
o LinkedIn passará a sugerir pessoas que também tenha estudado nesses locais. Esta é
também uma forma interessante de rever pessoas que não vê há muito tempo! O LinkedIn
sugere que você também insira o ano em que terminou a sua licenciatura. Muitas pessoas
não gostam de o fazer, mas a verdade é que esta é mais uma ajuda para você conseguir
encontrar quem ter o curso no mesmo ano do que você.
Logo abaixo, você tem todas as atividades que realizou nessa instituição. Trabalho
voluntário, participação em grupos do colégio e esportes universitários são tudo atividades
que devem ir para estar parte. Na parte final, você ainda tem a hipótese de inserir as “notas
adicionais”. Nesta seção, você irá escrever tudo o que aconteceu mais relevante durante a
sua formação: destaques que teve enquanto aluno ou prémios que tenha recebido são
apenas alguns exemplos do que pode escrever.
Repare que no canto superior direito da sua conta existe uma barra, com um percentual.
Esse número corresponde ao percentual do seu perfil, quanto mais completo ele estiver,
melhores serão os seus valores. O objetivo é mesmo chegar aos 100%. Pode dar um pouco
mais de trabalho mas compensa, visto que, segundo o blog do LinkedIn, quem tem o seu
perfil nos 100% tem 40 vezes mais chances de ser sugerido do que outra pessoa qualquer.

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ADICIONAR SECÇÕES
Há pouco tempo, o LinkedIn também deu a possibilidade de você aumentar as suas
secções, incluindo certificados, patentes, línguas ou publicações. Essa mesma opção está
logo abaixo da sua foto de perfil. Clique em “Adicionar Secções” e irá abrir uma nova janela
pop up. Vamos explicar em que consistem as meias importantes:
 Certificado: Quando você fez algum workshoop ou aquelas cursos de final de
semana, opte por inserir aqui em vez de fazê-lo na formação acadêmica.
 Línguas: Se você sabe falar inglês, espanhol ou francês, este é o local certo para você
espalhar o seu conhecimento. Você tem ainda possibilidade de selecionar a qualidade
dos seus idiomas, tendo como opção cinco níveis.
 Publicações: Você trabalha como escritor freelancer e já escreveu um livro? Aqui é o
local certo para você dar a conhecer o seu trabalho. Você também utilizar esta parte
para indicar artigos seus que tenham conseguido um grande destaque ou guest-
posts que tenha publicado e queira nomear.

SEO
Antes de passarmos aos passos seguintes, é importante que você perceba um pouco do
SEO no LinkedIn. Se você reparar, existe uma barra de pesquisa no canto superior do seu
perfil. É através dessa barra que as empresas irão procurar trabalho. Por isso,
é determinante que você consiga estar nos primeiros lugares. Se você for jornalista
freelancer e pretender encontrar trabalho, precisa de pensar nas palavras que a empresa
irá utilizar para encontrá-lo. Estas palavras têm de ser utilizadas por si na maioria dos seus
campos! No entanto, é necessário inserir estas palavras de uma forma natural. Trabalhe
primeiro para os humanos e depois para os motores de busca.
O LinkedIn prioriza, desta forma, as secções com maior impato:
 Título do perfil (a sua profissão)
 Resumo
 Especializações
 Títulos dos empregos
 Descrição dos empregos
Por isso, garanta que estas áreas são ricas em keyword que você pretende ser encontrado.
Defina algumas que são essenciais para a divulgação e foque-se nelas, sabendo que
quanto maior for o número de palavras-chave, menor será a quantidades das mesmas no
seu perfil.

EXPERIÊNCIA
Aqui será a parte onde você vai dar a conhecer toda a sua experiência na área e os locais
onde já trabalhou. É normal que você tenha várias dúvidas nesta parte, mas vamos devagar
pois ela é muito importante para que você possa ser encontrada mais facilmente quando
alguém procurar colaboradores na sua área. O primeiro passo é agarrar numa folha de
papel e listar todos os trabalhos que você já teve. Recorde-se que, para o perfil do LinkedIn
estar 100 % completo, você necessita de ter pelo menos 3 trabalhos adicionados ao seu
perfil.

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Depois de ter feito a lista, está na hora de você escolher quais os trabalhos que você vai
inserir no seu currículo. O importante é não ir do 8 para o 80: coloque apenas aqueles que
considerar mais relevantes. Existem perfis com 20 trabalhos, o que torna chato e impossível
a sua visualização. No entanto, também existem outros com apenas três, o que cria uma
imagem de pouca experiência profissional.
Agora, chegou o momento de você inserir corretamente todos os dados nos campos. É
comum vermos casos de pessoas utilizando palavras menos corretas e pouco descritivas
no cargo que desempenham, o que significa que estão perdendo uma boa oportunidade de
rankearem melhor. Na descrição do seu cargo, aproveite para acrescentar o maior número
de informação. Recorde-se que tem 100 caracteres para usar!
Nota: Em primeiro lugar escreva para humanos e só depois para os motores de busca.
Tente equilibrar os dois de forma a ficar lógico e que o ajuda a rankear ao mesmo tempo.
A descrição é outra das partes determinantes. Ok, se você trabalhou para o Google, talvez
nesta parte não seja necessário você descrever a empresa. No entanto, grande parte dos
profissionais trabalhou para empresas desconhecidas pelo público. Por isso, o primeiro
passo na descrição é fazer uma breve apresentação da empresa. Depois, resuma aquilo
que você está fazendo (ou fez) para essa mesma empresa. Há quem também aconselhe a
explicar quais os benefícios que você trouxe para a empresa. Essa parte, deixo a seu
critério. Segue abaixo uma pequena lista do que você pode escrever:
 Descrição da empresa
 Um pequeno resumo da sua relação com a empresa
 Quais as suas responsabilidades dentro da empresa
 Resultados conseguidos
 E no caso de já não trabalhar com ele, o que o ajudou este trabalho a melhorar
enquanto profissional

RESUMO

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Esta é talvez a parte mais importante do seu resumo. É aqui que você vai “vender” a sua
imagem. Esta é a sua oportunidade de chamar a atenção da empresa! Em primeiro lugar,
você precisa de responder a uma pergunta: Para que serve o seu perfil no LinkedIn? O seu
resumo será escrito conforme os seus objetivos. Esta parte, não serve apenas para você
promover a sua imagem, mas também para promover os seus produtos ou serviços. Todos
os seus leitores são potenciais compradores daquilo que você vende.
A primeira coisa que deve fazer é captar a atenção da pessoa. Os mais criativos,
certamente poderão começar com uma frase mais estimulante. Mas se você é daquelas
pessoas que não tem imaginação para este gênero de situações, o meu conselho é que
comece com uma pergunta. Aqui fica um exemplo se você for escritor freelancer:
Quer melhorar os artigos do seu site? Quer ter artigos de qualidade e que chamem a
atenção dos seus leitores?
Estas são apenas ideias de questões, que podem, ou não, ser utilizadas no seu perfil. No
entanto, isto não é algo obrigatório. Você pode apenas começar dizendo o seu nome e
quais as suas funções profissionais. Se quiser, sinta-se à vontade de seguir a linha
orientadora que criei no meu perfil, clicando aqui. Na descrição, poderá também inserir o
seu email ou número de celular, de forma a facilitar a comunicação. Tenha também cuidado
com a formatação: O LinkedIn tem espaços para que possa inserir parágrafos, portanto
utilize-os!

NOME E FUNÇÃO
Agora já estamos perto do fim. Apesar de o nome e a profissão parecerem algo bastante
comum, a verdade é que eles são determinantes para o SEO do seu LinkedIn. Em primeiro
lugar, opte por utilizar o nome completo. Esqueça siglas como “Henrique M.” ou “H.M.”. Use
os seu nome completo, pois as empresas poderão estar procurando por vocês e quando o
fizerem será pelo nome completo. Por outro lado, se você for conhecido profissionalmente
por outro nome qualquer, opte por inserir esse nome.
De seguida, você terá um espaço para inserir o seu trabalho. Como você se recorda, este
é um dos aspetos mais importantes na hora de trabalhar o SEO do seu LinkedIn. O que
você precisa de fazer é pensar que função você pretende que seja encontrado pelas
empresas. Eu, por exemplo, poderia inserir escritor freelancer, blogueiro ou professor de
tênis. No entanto, as palavras-chave que me interessa ser encontrado é escritor freelancer
e blogueiro, deixando a parte do professor de tênis. E é por isso que tenho essas palavras
inseridas na minha função. Outro dos motivos porque esta parte é tão importante é porque
ela é uma das poucas seções visíveis pelas buscas e pelas respostas no LinkedIn.

CONCLUSÃO
Como pôde ver, existem inúmeras formas de você melhorar o perfil no LinkedIn. Ainda
poderíamos explorar aqui outros pontos como os grupos ou a questão da fotografia, mas
isso deixaremos para outros artigos. O importante é que você agora agarre em todos estes
passos e realize-os um a um. Sei que isto poderá demorar algum tempo, mas lembre-se
que só o fará uma vez e depois basta ir atualizando conforme novos acontecimentos na
sua vida profissional forem aparecendo. Mas acredite que vale a pena. Estamos falando de
uma rede enorme de contatos que podem surgir, talvez até com maior facilidade (e
qualidade) do que no Facebook. Mais para a frente irei explorar formas de vocês ganharem
mais conexões. Por enquanto, é importante cumprir tudo o que escrevi acima.

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