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O Paraguai está localizado no centro-sul da América do Sul.

A topografia da área
do leste do país é extensamente plana.[12]O principal produto de exportação cultivado
nessa região é a soja.[13] No oeste, a principal atividade econômica do cerradodo Grande
Chaco é a pecuária.[14] O rio Paraguai divide o país entre o norte e o sul. O próprio rio é a
mais importante rota comercial de transporte num país que não tem saída para o mar. São
parte integrante da população do Paraguai uma grande quantidade de brasileiros,
os brasiguaios. Os brasiguaios abrangem uma área muito grande próximo à fronteira com
o Brasil.[15] Essa área ocupada pelos brasiguaios é uma fonte de preocupação para os
demais habitantes da região.[16]
Os nativos guaranis viviam no atual território paraguaio por pelo menos um milênio antes
dos espanhóis conquistarem o território no século XVI. Os colonizadores espanhóis
e missões jesuíticas introduziram o cristianismo e a cultura espanholapara a colônia. O
Paraguai estava na periferia do Império Espanhol, com poucos centros urbanos e uma
população escassa.
Após a independência da Espanha em 1811, o país foi governado por uma série de
ditadores que implementaram políticas isolacionistas e protecionistas. Este
desenvolvimento foi truncado pela desastrosa Guerra do Paraguai (1864–1870), no qual o
país perdeu entre 60 e 70 por cento da sua população, por conta da guerra e de doenças,
e perdeu cerca de 140 000 quilômetros quadrados do seu território para a Argentina e
o Brasil. No século XX, o Paraguai sofreu uma sucessão de governos autoritários,
culminando no regime de Alfredo Stroessner, que liderou a mais longa ditadura militar da
América do Sul, de 1954 a 1989. Ele foi derrubado durante um golpe militar interno e
eleições multipartidárias livres foram organizadas e realizadas pela primeira vez em 1993.
Um ano depois, o Paraguai se juntou a Argentina, Brasil e Uruguaipara fundar o Mercosul,
uma colaboração econômica e política regional.
O Paraguai é um dos países mais pobres e isolados da região, embora desde a virada do
século XXI tenha experimentado um rápido crescimento econômico. Em 2010, sua
economia cresceu 14,5 por cento, a maior expansão econômica da América Latina e a
terceira mais rápido do mundo (depois de Qatar e Singapura).[17] Em 2011, o crescimento
econômico desacelerou para 6,4%, mas manteve-se superior à média global.[18] No
entanto, a desigualdade de renda e o subdesenvolvimento permanecem generalizados. A
dependência econômica do setor primário torna o país dependente do clima como, por
exemplo, em 2009 e 2012, quando a economia registrou um crescimento negativo devido
a condições climáticas adversas. O índice de desenvolvimento humano (IDH) do país é
0,669, um dos mais baixos da América do Sul e ainda menor do que o da Bolívia.