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Propriedades

Coligativas
Propriedades
Coligativas
São propriedades que se somam pela
presença de um ou mais solutos e
dependem única e exclusivamente do
número de partículas (moléculas ou íons)
que estão dispersas na solução, não
dependendo da natureza do soluto.
Propriedades
Coligativas
Essas propriedades estão relacionadas com
a pressão máxima de vapor das soluções.
São elas:
 Tonoscopia;
 Ebulioscopia;
 Crioscopia;
 Osmose.
Pressão Máxima de Vapor

Pressão que o vapor


do líquido saturado
exerce sobre o
líquido.
Pressão Máxima de Vapor (Pv)
Pressão Máxima de Vapor (Pv)
Resultado:

Quanto mais volátil é o líquido maior sua


pressão de vapor e menor seu ponto de
ebulição!
Pressão Máxima de Vapor e a
Temperatura de Ebulição

Um líquido ferve (entra


em ebulição) à
temperatura na qual a
pressão máxima de
vapor se iguala à
pressão exercida
sobre sua superfície,
ou seja, à pressão
atmosférica.
Ponto de ebulição
Propriedades Coligativas

Os efeitos coligativos
não dependem da
natureza do soluto, mas
sim de sua quantidade!
SOLUTOS NAO VOLÁTEIS
 Solutos moleculares como a glicose e
sacarose, apresentam em solução aquosa a
mesma quantidade em mols de soluto que a
concentração da solução;
 Solutos iônicos como NaCl ou CaCl2 sofrem
dissociação, resultando em uma quantidade
maior de mols de íons em solução comparada
com a concentração da solução.
PROPRIEDADES COLIGATIVAS

TONOSCOPIA
É o abaixamento da pressão de vapor pela
adição de um soluto não volátil.
Tonoscopia
 Tal fenômeno pode ser explicado pelas
interações que ocorrem entre as partículas
do soluto e as moléculas do solvente. Essas
interações dificultam a passagem do
solvente para o estado de vapor.
O efeito coligativo depende somente da
QUANTIDADE de soluto e não da sua
natureza!
TONOSCOPIA
Em uma solução aquosa de NaCl (b), a
quantidade de moléculas de água que passa
para o estado de vapor é menor que na água
pura (a), a uma mesma temperatura.
Tonoscopia
A pressão máxima de vapor da água a 30 ºC
é igual a 31,82 mm Hg. Soluções aquosas de
solutos não-voláteis apresentam pressões
máximas de vapor menores que a da água.
Aspectos Quantitativos:
Tonoscopia
No século XIX vários cientistas verificaram
que a adição de um soluto não-volátil a um
dado solvente provocava diminuição da
pressão máxima de vapor. Essa variação
(ΔP) é denominada abaixamento absoluto da
pressão máxima de vapor:

ΔP = P2 – P
Aspectos Quantitativos:
Tonoscopia
Por volta de 1887, o químico francês François
Marie Raoult estabeleceu uma relação entre o
número de partículas do soluto não-volátil e o
abaixamento da pressão máxima de vapor (ΔP).
Essa relação, conhecida como lei de Raoult, diz
que:

O abaixamento absoluto da pressão máxima


de vapor (ΔP) é igual ao produto da pressão
máxima de vapor do solvente (P2) e da fração
molar do soluto (x1).
Aspectos Quantitativos:
Tonoscopia
Matematicamente, temos:

ΔP = x1P2 ou ΔP = x1
P2

em que x1= n1__


n1 + n2

sendo essa relação denominada abaixamento relativo da


pressão máxima de vapor.
Aspectos Quantitativos:
Tonoscopia
Outra maneira de calcular o efeito tonoscópico é
relacionando-o à molalidade da solução:
ΔP = Kt . W
P2 em que,
Kt = constante tonoscópica
Kt = massa molecular do solvente
1 000
W(molalidade) = n1 = mol
m2 kg
Observações
1. A lei de Raoult é válida para soluções
moleculares de soluto não-volátil de
concentrações inferiores a 1 mol de soluto por
litro de solução, ou seja, 1 molar.
2. Em soluções aquosas diluídas, a molalidade
(W) pode ser considerada igual à molaridade
(m) (concentração em mol/L). Assim, a lei de
Raoult também pode ser expressa por:
ΔP = Kt . m
P2
Observações
3. Essas relações matemáticas são válidas para
soluções moleculares em que o número de
partículas presentes na solução (moléculas) é
igual ao número de partículas dissolvidas
(moléculas). Nas soluções iônicas, porém,
devido ao fenômeno da dissociação ou
ionização, o número de partículas presentes na
solução (moléculas e íons) é maior do que o
número de partículas dissolvidas, o que provoca
um aumento no efeito coligativo.
Observações
Por esse motivo, nas soluções iônicas devemos
introduzir um fator de correção. Esse fator é
representado pela letra i e foi proposto pela
primeira vez por Van’t Hoff, que deduziu uma
expressão matemática que relaciona o grau de
dissociação (α) e o número de íons produzidos
por fórmula de soluto (q) para a determinação
do i:
i = 1 + α (q – 1)
Observações
Logo, para soluções iônicas, temos:

ΔP = x1 . i ΔP = Kt . m . i
P2 P2
Ebulioscopia
Ebulioscopia ou ebuliometria é o estudo
da elevação da temperatura de ebulição
do solvente em uma solução pela adição
de um soluto não volátil.

O aumento (variação) da temperatura de


ebulição (ΔtE) pode ser justificado pela
diminuição da pressão máxima de vapor, que
se deve à presença das partículas do soluto.
Ebulioscopia
Para que ocorra a ebulição da solução, é
necessário que ela seja aquecida até que sua
pressão de vapor se iguale à pressão
atmosférica.
Cálculo:
CRIOSCOPIA
É o abaixamento do ponto de congelamento
de uma solução pela adição de um soluto
não volátil.
crioscopia
Cálculos:
osmose
Processo onde ocorre a passagem do solvente, através
de uma membrana semipermeável, de um meio menos
concentrado para um meio mais concentrado
Análise microscópica da
osmose
Pressão osmótica
É a mínima pressão exercida para impedir a osmose.
Pressão osmótica
Osmose reversa