Você está na página 1de 21

Sumário

Graduação em Engenharia Civil


1. Introdução
Disciplina: Materiais de Construção Civil 1
2. Estrutura e composição química
3. Propriedades
Módulo F - Madeiras 4. Defeitos
5. Produção
P ro f a : L o re n a C o s t a C a m p o s
6. Beneficiamento, secagem e tratamento
7. Produtos
8. Classificação

Agosto- 2015

1 – Introdução 1 – Introdução

O que é a Madeira? Vantagens


A madeira é um material produzido a partir do tecido Resistência mecânica tanto a esforços de compressão quanto
formado pelas plantas lenhosas com funções de sustentação de tração
mecânica. Resistência mecânica elevada, (superior ao concreto) e peso
próprio reduzido
É um material naturalmente resistente e relativamente leve,
Resiste muito bem a choques e esforços dinâmicos (resiliente)
é frequentemente utilizado para fins estruturais e de
sustentação de construções. Boas características de isolamento térmico e acústico
Simplicidade de ligações
Trabalhável com equipamentos simples
Renovável
Quando convenientemente preservado tem vida útil elevada
Apresenta uma infinidade de padrões estéticos e decorativos

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


1 – Introdução 1 – Introdução

Desvantagens
Apresenta degradação de suas propriedades e surgimento de
tensões internas quando variam a sua umidade (controlada
com processos de secagem artificial controlada)
Deteriorada quando em presença de predadores (controlada
com tratamentos de preservação)
Heterogeneidade e anisotropia (constituição fibrosa
Pavilhão de eventos Iporanga orientada)
Limitações de dimensões

Estádio na cidade de Alsturied


Materiais de construção civil 1 – Módulo F

2 - Estrutura e composição química 2 - Estrutura e composição química

Classificação Fisiologia
Endógenas: germinação interna, ou seja, desenvolvimento de (1) Interior da árvore é
dentro para fora (camadas externas mais antigas) formado pelo cerne
Arvores ocas
(2) Alburno
Palmeiras
Bambu (3) Casca
Exógenas: germinação externa, ou seja, desenvolvimento de No centro há a medula,
fora para dentro (camadas internas mais antigas) pequena coroa central
Grande grupo de árvores aproveitáveis para a produção de também chamada madeira
madeiras para construção civil primária.
Gimnospermas: coníferas ou resinosas (madeiras brancas com No corte transversal é
cerca de 400 espécies industrialmente úteis)
possível identificar os anéis
Angiospermas ou dicotiledôneas: madeira de lei (1500 espécies
úteis)
de crescimento.
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F
1 – Madeiras 2 - Estrutura e composição química
O lenho: É a parte da árvore que interessa no
âmbito da construção. A sua constituição é
diversificada e divide-se em:
Casca: É a proteção do tronco, formada pela parte mais
externa chamada cortiça, e a parte mais interna chamada líber
ou floema. Esta parte pode ser renovada, visto ser um
elemento morto, apenas contendo interesse para a indústria
corticeira, de acabamentos ou como material termo acústico.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

2 - Estrutura e composição química 2 - Estrutura e composição química

Câmbio: É uma camada que se situa entre a Lenho: É o núcleo do tronco, sendo portanto a
casca e o lenho, constituída por tecido vivo, parte mais resistente da árvore. Desta parte
é retirada através do desdobro, o material
sendo tão importante quanto a parte interna da utilizado na construção.
casca. É constituída pelo alburno que é a parte mais
A partir do câmbio, são gerados os anéis anuais externa e mais clara e pelo cerne, que é a parte
de crescimento, que são dois por ano, um anel de central do tronco, formado por células mortas.
tonalidade mais clara que se desenvolve na Alburno: “branco das árvores”, 25% a 50% do
lenho, conduz seiva bruta
Primavera, e outro de tom mais escuro que indica
Cerne: mais denso, mais resistente, mais
o Inverno. compacto e mais durável
Os anéis que se encontrem apertados, significa
que a árvore tem grande resistência, se pelo
contrário, os anéis forem distanciados, significa
que a árvore tem pouca resistência.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


2 - Estrutura e composição química 2 - Estrutura e composição química

Medula: miolo central do tronco, tem tecido frouxo,


mole e esponjoso, sem resistência mecânica nem
durabilidade. Sua presença em madeira serrada
constitui um defeito.

Raios medulares: são raios de células lenhosas cuja


função principal é o transporte e armazenamento de
nutrientes. Sua presença é vantajosa, pois “amarra”
as fibras transversalmente impedindo-as de
trabalharem separadamente.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

2 - Estrutura e composição química 1 – Madeiras


Celulose: base
estrutural das paredes Anisotropia
celulares, substância Grande variação
incolor, elástica, e
solúvel em ácido.
das propriedades

Lignina: substância
impermeável, pouco
elástica, de resistência
mecânica apreciável,
insensível à umidade e
às temperaturas altas.
É a resina natural que
reveste externamente
as células.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


3 - Propriedades 3 - Propriedades

Propriedades Físicas da Madeira Os fatores naturais que influenciam nas caracterizações


físicas das madeiras são:
INTERFERÊNCIAS: A espécie da madeira, já que cada uma delas têm as suas
CLIMA características, o que impõe um completo conhecimento de cada
uma delas.
SOLO
Massa específica do material, que é um índice de material
ESPÉCIE BOTÂNICA resistente por unidade de volume. Por este valor já se pode
FISIOLOGIA determinar todos os outros parâmetros da madeira.
ANATOMIA Localização do lenho, já que variações na retirada do corpo de
prova, influenciam diretamente na resistência da amostra.
COMPOSIÇÃO QUÍMICA. Presença de defeitos, que podem provocar diversas alterações na
Os valores das propriedades variam em torno de resistência das peças. Dependem da distribuição, dimensões e
localização do defeito.
médias Umidade, que pode alterar profundamente as características do
material.
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

3 - Propriedades 3 - Propriedades

Presença de água : Com relação a umidade são comuns a seguintes


CONSTITUIÇÃO: presente em combinações químicas; não expressões:
pode ser eliminada na secagem (seca em estufa). Madeira verde: com teor de umidade acima do ponto de saturação
ao ar, normalmente acima de 30%;
IMPREGNAÇÃO: água presente nas paredes de celulose, é Madeira semi-seca: inferior ao ponto de saturação e acima de 23%
responsável pelo inchamento da peça. Quando Madeira comercialmente seca: entre 18 e 23%
completamente saturadas a madeira atinge o ponto de Madeira seca ao ar: entre 13 e 18%
“saturação ao ar”. Madeira dessecada: entre 0 e 13%
Madeira completamente seca : 0%
LIVRE: água presente nos vazios capilares; a secagem
somente da água livre não provoca retração na madeira. TEOR DE UMIDADE NORMALIZADO: 15%

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


3 - Propriedades 3 - Propriedades

Retratilidade ou inchamento Retratilidade ou


Variação de volume entre dois estados diferentes de umidade inchamento
Três principais precauções
impõem-se, conforme o caso,
Coeficiente de Qualificação de Exemplos de utilização
para atenuação dos defeitos
retratilidade retratilidade
da retrabilidade:
0,75 a 1 Exagerada Dificilmente utilizáveis Emprego de peças de
0,55 a 0,75 Forte Madeiras para desdobro radial madeira com teores de
umidade compatíveis com o
0,35 a 0,55 Média Madeira para construção
ambiente
utilizáveis em carpintaria
Emprego de desdobro
0,15 a 0,356 Fraca Madeira para marcenaria e adequado
laminados Impregnação das peças com
óleos e resinas
impermeabilizantes

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

3 - Propriedades 3 - Propriedades

Densidade: Condutibilidade elétrica


Massa específica aparente sempre referida ao teor de Quando bem seca, é um excelente material isolante
umidade no qual foi determinada
Quando úmida, é condutora, como a maioria dos materiais
Massa específica aparente concentração de tecido lenhoso
que contém sais minerais
resistente por unidade de volume aparente
Características de resistência mecânica é proporcional a Condutibilidade térmica
mesma. Má condutora termicamente
Massa específica aparente varia com a localização do lenho Sua estrutura celular aprisiona numerosas pequenas massas de ar
Ginospermas (coníferas ou resinosas) são consideradas e está composta principalmente de celulose que é má condutora
densas as que possuem massa específica superior a 0,7 de calor.
Kg/dm³.
Condutibilidade sonora
Angiospermas (folhosas): densas entre 0,8 e 1,0 e muito
densas acima de 1,0 Kg/dm³ Excelente material de absorção acústica

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


3 - Propriedades 3 - Propriedades

Resistência ao fogo CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA MADEIRA


Madeiras que propagam incêndio a 300ºC, perdendo
rapidamente toda a sua resistência mecânica
Madeiras que resistem durante um tempo a temperaturas
elevadas
Toda peça com espessura inferior a 20mm é considerada propagadora de
incêndio
Madeira não-tratada a 275ºC: combustão fácil porém superficial.
Velocidade de combustão da ordem de 10mm a cada 15min.
As peças com mais de 50mm de espessura podem ser empregadas
normalmente: do ponto de vista de segurança serão sempre menos
perigosas que as metálicas
Existem no mercado produtos ignífugos ou retardadores do fogo.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

3 - Propriedades 3 - Propriedades

Propriedades mecânicas Propriedades mecânicas


fc0 – resistência à compressão paralela às fibras
ft0 – resistência à tração paralela às fibras
fc90 - resistência à compressão perpendicular às fibras
ft90 - resistência à tração perpendicular às fibras

fc90 = ¼ fc0

A madeira sendo um material anisotrópico apresenta


diferentes propriedades para um mesmo ponto
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F
4 - Defeitos 4 - Defeitos

Defeitos de crescimento
Defeitos: toda e qualquer anomalia que afete a Nós
integridade, altera o desempenho e suas Fibras torcidas ou desvio de
propriedades físico-mecânicas. veios
Defeitos de crescimento: alterações no crescimento e estrutura Vento
porosa do material;
Defeitos de secagem: consequentes de secagens mal
conduzidas;
Defeitos de produção: decorrentes do desdobro e
aparelhamento das peças;
Defeitos de alteração: provocados por agentes de deterioração
como fungos, insetos, etc.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

4 - Defeitos 4 - Defeitos

Defeitos de secagem Defeitos de alteração


Rachaduras Ataque de predadores, fungos e insetos
Fendas
Abaulamento
Curvatura

Defeitos de produção
Fraturas
Fendas

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


5 - Produção 5 - Produção

Produção das madeiras:


Madeira Roliça
Corte da árvore
Toragem
Madeira Serrada (peças estruturais)
Falquejo
Lâminas (chapas de madeira compensada) Desdobro
Aparas (chapas de madeira aglomeradas) aparelhamento

Fibras (chapas de madeira reconstituída)

CELULOSE LIGNINA (resinas)


Polpa: papeis
Moléculas: rayon
Compostos químicos:
açucares, álcoois, resinas
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

5 - Produção 5 - Produção

CORTE : FALQUEJO
Épocas apropriadas (durabilidade) para melhor secagem Remoção de 4 costeneiras SEÇÃO APROXIMADAMENTE
lenta QUADRADA
Época de paralização da vida vegetativa menos seiva DESDOBRO:
elaborada
é a etapa final para transformação em material de construção.

TORAGEM:
Árvore abatida é desgalhada e traçada em toras de 5 a 6m
As vezes é descascada e descortiçada

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


5 - Produção 5 - Produção

O desdobro radial produz peças de melhor qualidade: na


secagem tem menores contrações na largura e em
consequência menos empenos e rachaduras; têm maior
homogeneidade de superfície e, portanto, resistência
uniforme ao longo da peça (BAUER, 2013). No entanto,
pode não ser o desdobro mais eficaz para a indústria, por
ser mais difícil de ser realizado e portanto, mais caro.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F

5 - Produção 5 - Produção

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


6 - Beneficiamento, secagem e tratamento 6 - Beneficiamento, secagem e tratamento

Características negativas: Secagem: visa obter um grau de umidade nas peças


Surgimento de tensões internas decorrentes de alterações de compatível com o ambiente de emprego e que seja o
umidade; mais reduzido possível.
Alteração de sua durabilidade quando em ambientes que Vantagens:
propiciam a proliferação dos principais agentes de deterioração;
Diminui o peso do material: transporte e o projeto de
Heterogeneidade e anisotropia;
estruturas.
Limitação de dimensões na peça de madeira natural;
O material se torna mais estável
A medida que se elimina a água de impregnação do material,
Corrigidos com: secagem, preservação e ele se torna mais resistente.
transformação. O material se torna mais durável.
Facilita o processo de impregnação.

6 - Beneficiamento, secagem e tratamento 6 - Beneficiamento, secagem e tratamento

Fatores que afetam o tratamento


Secagem: um procedimento de secagem está bem
Qualidade do preservante
conduzido quando se atinge uma perfeita
Método empregado para aplicação (pressão, temperatura e
sincronização entre evaporação superficial e tempo de impregnação)
transfusão interna de umidade. Espécie da madeira
Controle de velocidade de evaporação superficial:
aumentando-se a temperatura e diminuindo-se a umidade do
ar.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F


6 - Beneficiamento, secagem e tratamento 7 - Produtos

Métodos de impregnação superficial: pinturas e MADEIRA TRANSFORMADA


imersão rápida, irá penetrar no máximo 3cm. Processos que buscam a reestruturação do material
Métodos de impregnação sob pressão reduzida: com rearranjo das fibras resistentes.
Difusão: indicado para peças de madeira verde com SÃO OS PRODUTOS DERIVADOS DA MADEIRA
preservantes aquosos (salinos). NATURAL.
Banho quente e frio: indicado para tratamento de madeira OBTENÇÃO INDUSTRIAL;
seca com preservantes oleosos. VANTAGENS;
DIVERSOS TIPOS:
Métodos de impregnação sob pressão elevada:
madeira laminada;
Pressão em autoclave: vácuo e pressão
madeira compensada;
Células vazias: utiliza pressão para impregnação do
preservante e expulsão do ar. madeira aglomerada;
Indicado para preservantes tanto oleosos quanto aquosos. madeira reconstituída.
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

7 - Produtos 7 - Produtos

Madeira beneficiada Madeira beneficiada


A madeira beneficiada é obtida pela usinagem e
aparelhamento das peças serradas, agregando valor às
mesmas.
As operações são realizadas por equipamentos com cabeças
rotatórias providas de facas, fresas ou serras, que usinam a
madeira dando a espessura, largura e comprimento
definitivos, forma e acabamento superficial da madeira.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


7 - Produtos 7 - Produtos

Madeira em lâminas Painéis


Tábuas sobrepostas ao fio e coladas entre si, utilizadas para Os painéis de madeira surgiram da necessidade de amenizar
estruturas de madeira laminada colada, ou “estruturas as variações dimensionais da madeira maciça, diminuir seu
Hetzer”- nome do engenheiro Alemão que concebeu esse tipo peso e custo e manter as propriedades isolantes, térmicas e
de estrutura em 1905. acústicas.
As lâminas de madeira são obtidas por um processo de Classificação:
fabricação que se inicia com o cozimento das toras de Compensados;
madeira e seu posterior corte em lâminas. Chapas de fibra: chapa dura;
Existem dois métodos para a produção de lâminas: Chapa de fibra: MDF – Chapa de densidade média;
torneamento Chapas de partículas: aglomerado;
faqueamento Chapas de partículas: OSB – painéis de partículas orientadas;

Materiais de construção civil 1 – Módulo F

7 - Produtos 7 - Produtos

Compensado
Os compensados surgiram no início do século XX como um
grande avanço, ao transformar toras em painéis de grandes
dimensões, possibilitando um melhor aproveitamento e,
consequente, redução de custos.
O painel compensado é composto de várias lâminas
desenroladas, unidas cada uma, perpendicularmente à outra,
através de adesivo ou cola, sempre em número ímpar,
deforma que uma compense a outra, fornecendo maior
estabilidade e possibilitando que algumas propriedades
físicas e mecânicas sejam superiores às da madeira original.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


7 - Produtos 7 - Produtos

Compensado Chapa dura (madeira reconstituída)


A espessura do compensado pode variar de 3 a 35 mm, com As chapas duras ou hardboards são obtidas pelo
dimensões planas de 2,10 m x 1,60 m, 2,75 m x 1,22 m e 2,20 processamento da madeira de eucalipto, de cor natural
marrom, apresentando a face superior lisa e a inferior
m x 1,10 m, sendo esta a mais comum.
corrugada.

As fibras de eucalipto aglutinadas com a própria lignina da


madeira são prensadas a quente, por um processo úmido que
reativa esse aglutinante, não necessitando a adição de resinas,
formando chapas rígidas de alta densidade de massa, com
espessuras que variam de 2,5mm a 3,0mm.
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

7 - Produtos 7 - Produtos

Chapa de fibra: MDF – Chapa de densidade Chapa de fibra: MDF – Chapa de densidade
média média
As chapas MDF (medium density fiber board), com Estas chapas apresentam superfície plana e lisa, adequada a
densidade de massa entre 500 e 800kg/m³, são produzidas diferentes acabamentos, como pintura, envernizamento,
com fibras de madeira aglutinadas com resina sintética impressão, revestimento e outros. Estes painéis possuem
termofixa, que se consolidam sob ação conjunta de bordas densas e de textura fina, apropriados para trabalhos
temperatura e pressão resultando numa chapa maciça de de usinagem e acabamento.
composição homogênea, de alta qualidade. No mercado essas chapas são encontradas em três versões:
natural, revestida com laminado melamínico de baixa
pressão (BP), de acabamento liso ou texturizado em distintos
padrões, e revestida com película celulósica do tipo Finish
Foil (FF), apresentando superfícies lisas ou texturizadas em
vários padrões madeirados.
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F
7 - Produtos 7 - Produtos

Chapa de fibra: HDF – Chapa de densidade Chapas de partículas: aglomerado


alta O aglomerado é uma chapa de partículas de madeiras
Ainda dentro deste tipo de painel, já são produzidas e selecionadas de pinus ou eucalipto, provenientes de
utilizadas as HDF (high density fiber boards) que são chapas reflorestamento.
produzidas pelo mesmo processo a seco, como as MDF, Essas partículas aglutinadas com resina sintética termofixa
exceto que em um valor mais alto de densidade de massa – se consolidam sob a ação de alta temperatura e pressão. As
acima de 800kg/m³. chapas aglomeradas são encontradas no mercado, na sua
Este tipo de painel, revestido com materiais apropriados, aparência natural, revestidas com película celulósica do tipo
destina-se à fabricação de pisos, por exemplo. Finish Foil – FF em padrões madeirados ou unicolores, ou
ainda, revestidas com laminado melamínico de baixa pressão
– BP, que, por efeito de prensagem a quente, funde o
laminado à madeira aglomerada formando um corpo único e
inseparável.
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

7 - Produtos 7 - Produtos

Chapas de partículas: aglomerado Chapas de partículas: OSB – Painéis de


Por não apresentar resistência à umidade ou à água, o partículas orientadas
aglomerado deve ser utilizado em ambientes internos e Os painéis de partículas orientadas ou oriented strand
secos, para que suas propriedades originais não se boards, mais conhecidos como OSB, foram dimensionados
alterem. para suprir uma característica demandada, e não encontrada,
tanto na madeira aglomerada tradicional quanto nas chapas
MDF – a resistência mecânica exigida para fins estruturais.
Os painéis são formados por camadas de partículas ou de
feixes de fibras com resinas fenólicas, que são orientados em
uma mesma direção e então, prensados para sua
consolidação. Cada painel consiste de três a cinco camadas,
orientadas em ângulo de 90 graus umas com as outras.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


7 - Produtos 7 - Produtos

Chapas de partículas: OSB – Painéis de Chapas de partículas: OSB – Painéis de


partículas orientadas partículas orientadas
No Brasil, a produção de OSB é recente e a demanda pelo uso
deste produto está aumentando.
Na construção civil, já é possível ver sua aplicação em pisos,
divisórias (paredes), coberturas (telhados) e obras
temporárias (tapumes e alojamentos).
O produto nacional é certificado de acordo com as normas
americanas, o que permite os usos citados.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

7 - Produtos 7 - Produtos

Madeira MDP Madeira MDP


O MDP é um painel de madeira industrializada, assim como O MDP especialmente indicado para a produção de
o Compensado, o MDF e o OSB. móveis residenciais e comerciais de linhas retas, formas
MDP é a abreviação de Medium Density Particleboard ou orgânicas, que não exijam usinagens em baixo relevo,
Painel de Partículas de Média Densidade. entalhes ou cantos arredondados.
O MDP é o resultado do uso intensivo de tecnologia de
prensas contínuas, de modernos classificadores de partículas
e complexos softwares de controle de processo, associado à
utilização de resinas de última geração e madeira de florestas
plantadas. Por isso, o MDP pertence a uma nova geração
de Painéis de Partículas de Média Densidade, com
características superiores e totalmente distintas dos
painéis de madeira aglomerada de antigamente.
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F
7 - Produtos 7 - Produtos

Madeira MDP Madeira MDP


Principais características
Alta densidade das camadas superficiais, assegurando um
acabamento superior nos processos de impressão, pintura e
revestimentos.
Homogeneidade e grande uniformidade das partículas das
camadas externas e interna.
Propriedades mecânicas superiores: melhor resistência ao
arrancamento de parafuso, menor absorção de umidade e
empenamento.
Utilização de madeiras selecionadas provenientes de florestas
plantadas, econômica e ecologicamente sustentáveis.

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

7 - Produtos 7 - Produtos

MADEIRA LAMINADA
Lâminas de madeira material produzido pela ação de
corte através de uma “faca específica” em peças variando de
0,13 a 6,35 mm de espessura

Lâmina“ideal” características:
Uniformidade de espessura
Superfície lisa/ suave
Normal ao plano da lâmina sem ondulações, torções
Livre de fendas em ambas as faces
Cor e figura desejável

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


7 - Produtos 7 - Produtos

ETAPAS DO PROCESSO DE LAMINAÇÃO


Armazenamento das toras
Preparação das toras
Descascamento
Conversão
Aquecimento
Laminação
Torno
Faqueadeira
Transporte de lâminas verdes/ guilhotinagem (torno)
Com a espessura de 1,5mm; consegue- Secagem de lâminas/ guilhotinagem (faqueadeira)
se mais de 180m de lâmina para uma
tora de 1m de diâmetro (BAUER,2013) Classificação das lâminas
Armazenamento das lâminas secas
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

1 – Madeiras 1 – Madeiras

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


7 - Produtos 7 - Produtos

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

7 - Produtos 7 - Produtos

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


8 - Classificação 8 - Classificação

TIPOS DE CHAPAS DE MADEIRA Classificação de lâminas


COMPENSADA (NBR ISO 2426:2006) Norma ABNT 2426–Associação Brasileira de Normas
Técnicas
Classificação das lâminas:Natural (N) ; Classificação de lâminas de madeira tropical
Primeira (A); Natural –N, Primeira –A, Segunda –B, Terceira –C, Quarta -D
Classificação de lâminas de pinus
Segunda (B); A, B, C+, C, D
Terceira (C);
Quarta (D); Parâmetros de classificação >
Classificação das chapas: Nós firmes / aberto>diâmetro máximo / quantidade máxima
Trincas > largura x comprimento
Interior (IR); Reparos de madeira > largura x comprimento
Intermediário (IM); Número de emendas em lâminas da capa
Exterior (EX) Juntas abertas > largura máxima
Mancha azul
Ensaio de cisalhamento na chapa: NBR 9534
Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

8 - Classificação 8 - Classificação

Classificação de lâminas Classe A Classe B


Exemplo de classificação de lâminas > classe C+
Admite-se nós firmes sem limite de quantidade
Sem limites p/ nós abertos e buracos instrumento usinagem > diâmetro
máximo 65mm / média menor a 50mm, desde que reparadas c/massa
Juntas abertas > admite-se largura mx. 2mm, reparadas c/ massa
Trincas > largura mx. 10mm / comprimento mx. 600mm, reparadas
com massa
Emendas > até uma por capa
Manchas azuis > não exceder 10% da área da face
Reparos de madeira > não exceder 100 mm largura / 700 mm
comprimento combinados em cor e grã, colados c/ mesma resina
utilizada no painel, número reparos não superior a 30 na face da lâmina

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F


8 - Classificação 8 - Classificação

Classe C+ Classe C Classe D

Materiais de construção civil 1 – Módulo F Materiais de construção civil 1 – Módulo F

Bibliografia
ABNT NBR ISO 2426-1: 2006 – Madeira compensada:
classificação pela aparência superficial. Parte 1: Geral
ABNT NBR ISO 2426-2: 2006 – Madeira compensada:
classificação pela aparência superficial. Parte 2: Folhosas
ABNT NBR ISO 2426-1: 2006 – Madeira compensada:
classificação pela aparência superficial. Parte 3: Coníferas
ABNT NBR 7190– Cálculo e execução de estruturas de madeira.
Rio de Janeiro, 1997.
ABNT NBR 7203– Madeira Serrada e Beneficiada. Rio de
Janeiro, 1982.
BAUER, F. Materiais de Construção Civil, V2, Cap 17. 5ª Edição.
Rio de Janeiro, 2013.
COUTINHO, J. S. Materiais de Construção: Madeiras, 1999.
VITAL, M. H. F. Impacto ambiental de Florestas de Eucalipto.
Revista do BNDES, Rio de Janeiro, V. 14, N 28, P. 235-276,
dez.2007.