Você está na página 1de 165

DIGITALIZADO POR:

PRESBÍTERO
(TEÓLOGO APOLOGISTA)
PROJETO SEMEADORES DA PALAVRA
VISITE O FÓRUM
http://semeadoresdapalavra.forumeiros.com/forum
C l au d i on or C or r ê a de A nd rade

,D ic io n á rio
E scato lo g ia
B íb lica
Abreviaturas
Al. - alemão

Gr. - grego

Fr. - francês

Hb. - hebraico

Ing. - inglês

Loc. gr. - locuçã o grega

Loc. lat. - locução latina


Dedicatória
A o s m issio ná rio s b rasile iro s que a tua m na A fr ic a.
A tra v é s de seu a m o r s acrifi cial e p erseve ra nte, vê m represen-
tando não somente o Reino de Deus mas também a gente
evangélica brasileira em terras irmãs.
AdaI mEscportân ci
atolog iaa
Bíblica
Introdução
A Escatol
conclusiva. ogia Bíblica
Percorre não é a
a História epenas abrangeante
descortina ; é amorosam
eternidade. ente
Revela-se, eé
sempre mistério. Deus a engendrou nos profetas, fecundou-a nos evan-
gelhos e epístolas, e deu-a à pleníssima luz no Apocalipse.
Ela desvenda-nos o Estado Intermediário e o que há de suceder-se
no Arrebatamento da Igreja, na Grande Tribulação, no Milênio, na
instauração do Juízo Final e no estabelecimento do Eterno Estad o. Se
alguma coisa esconde, isto fica por conta da economia divina (Dt
29.29). É revelação; não admite hipóteses. Onde ela se cala, não preci-
samos ter voz. No essencial e básico: unidade; nos adiáforos e pontos
secundários: liberdade; mas nunca0 am sem
or. Pelo menos este éo
conselho que nos daria Agostinho.
A Igreja sempre preocupou-se com a Doutrina das Ultimas Coisas.
A História mostra que o Cristianismo, desde a sua fundação, vem sendo
caracterizado por um decisivo enfoque escatológico. E, hoje, segundo o
Dr. Orr, a Escatologia Bíblica vive o seu ápice. Nunca os cristãos
estudaram tanto as Ultimas Coisas quanto nestes dias que se ultimam.

I. Estado Intermediário
Os primeiros cristãos não tinham uma concepção clara sobre o
Estado nI termediário. Como aguardassem a vindade Cristo para ague-
les dias, acreditavamque osjustos,tão logo morriam, eram recolhidos
por Deus ao paraíso, enquanto que os ímpios, de imediato, eram lança-
do s ao inferno.
A Im portância da E scatologia Bíblica

Frustrados em su a espera, puseram -se a estuda r com mais seren


i-
dade as profecias. Daí Justino, o Mártir. (100 - 165) haverconcluído:
“As almas dos piedosos estão num lugar melhor, e as dos injustos num
lugar
Intermepior,
diário aguardando
ainda não estaovatempo
esboçadoa juízo”.
do, Se
concepção jáo era
dogma . do Estado
clara
A doutrina seria desenvolvida por Irineu, Hilário. Ambrósio e
Agostinho. Acreditavameles que Deus conduzia os mortos ao Hade s,
onde, nas várias seções desse cárcere extradimensional, permaneceri-
am até o Dia do Juízo. Mas os mártires, segundo Tertuli ano (155-222).
não tinham necessidade de passar por tal process o; seu sofrimento
garantia-lhes acesso direto ao céus.
A mente brilhante e poderosa ed Agostinho avan çou no Estado
Intermediário. Extrabiblicamente, avançou. Concluiu que. no Hades,
as almas eram submetidas a um processo de amorosa purificação para,
em seguida, serem recolhidas pelo Senhor ao paraíso.
Concebia-se, assim, o embrião do purgatório que tantos malefícios
traria ao Cristianismo.
Se o purgatório foi concebido por Agostinho, viria à luz através de
Gregório, o Grande: “Deve ser crido queexiste, por causa das peque-
nas falhas, um fogo purgatorial antes do juízo”. Em conseqüência de
semelhante alocução, esse papa entrou para a história como o pai do
purgatório,
de Trento em cuja doutrina
1563
. seria redefinida e dogmatizada pelo Concilio
O que seria o purgatório? De acordo com essa concepção, é um
estado a que se submetem as almas que, embora amigas de Deus,
necessitam purificar-se dos pecados veniais. Somente assim mostrar-
se-ão aptas a unir-se ao Cristo. No purgatório, um fogo purificador vai,
pouco a pouco, limpando-as de todas as imperfeições e resquícios do
original pecado. O fogo, em imagem, segundo alguns teólogos, au-
menta-lhes a esperança e o regozijo eternos. Ensinavam ainda que o
purgatório localizava-se na fronteira do Hades com o inferno.
Foi em conexão com esta extravagância doutrinária que a venda de
indulgências foi popularizada. Somente estas, proclamava a Igreja
Católica, haveriam de abreviar o estádio das almas que se encontravam
no fogo purgatorial.
A idéia do purgatório foi energicamente combatida pelos
reformadores protesta
ntes. Os Artigos deSmalcald decretaramque o
purgatório pertence “à geração pestilenta da idolatria, gerada pela
cauda do dragão”.

II. A Segunda Vinda de Cristo


Vivendo ainda a atmosfera daascensão do Cristo, pensavamos
crentes primitivos que
paarousia dar-se-ia naquela geração. E eles não
estavam de todo errados.Se o fim haveria de vir somente depois da
proclamação universal da mensagem do Reino, então chegara o mo
D icionário de E scatologia Bíblica 11

mento. Pois o Evangelho não necessitara mais que três décadas para
alcançar osrincões m
ais distantes do Império Romano.
Compreende-se porque os tessalonicenses começaram a se portar
como
lhes escreveu,
sejá houvera
depreende-se
che
gado o Dia
estarem
do Senhor.
eles desapegando-se
Das carta
s que Pau
de
l o suas res-
ponsabilidades sociais e domésticas, induzidos que eram por uma
insidiosa escatomania. Ou escatofobia? Não bastasse a balbúrdia dou-
trinária, pretensas epistolas de Paulo circulavam pelas igrejas, levando-
as ao desequilíbrio e à histeria.
Para que tais distorções fossem corrigidas, envia-lhes o apóstolo
duas epístolas, exortando-os a que aguardassem a vinda do Senhor com
serenidade e piedosa vigilância:

Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à


nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos
movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos
perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por
epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor
estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane;
porque isto não sucederá sem que venha primeiro a
apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da
perdiçã o2) Ts 2.1-4).
“Assim, pois, irmãos, estai firmes e conservai as tradições
que vos foram ensinadas, seja por palav ra, seja por epis to-
la nossa. E o próprio Senhor nosso, Jesus Cristo, e Deus
nosso Pai que nos amou e pela graça nos deu uma eterna
consolaçã o e boa esperança, console os vossos corações e
os confirme em toda boa obra e palavra (2 Ts 2.15-17).

,Através dessas epístolas, a Igreja Primitiva aprendeu a lidar com


as Ultimas Coisas. A Escatologia haveria de ser tratada como aespe-
rança sempre abençoada, e não 0como escapismo da d esesperança.A
comunidade cristã discipli nou-se! J á podia receber quieta e comedida-
menteo Apocalipse. Já sabia que. no programa de Deus, há m u tempo
para cada propósito e desígnio.

III. Os Pais da Igreja e a P a ro u s ia


Vivessem embora o ardor darae apostólica, os cham ados pa
is, ou
doutores da Igreja, não tinham uma clara concepção quanto às Ultimas
Coisas.
de sua Pouco haviamsugeriram
escatologia. assimilado da ciência como
declarações de Paulo.
que Na elaboração
proferidas pelo
Cristo. Haja vista este pequeno discurso que. segundo Papias, teria
emanado dos lábios do Senhor:
Dias virão quando as vinhas terão, cada uma, mil varas, e
cada vara dez mil ramos, cada ramo dez mil hastes, cada
A Importância da Escatologia Bíb li ca

haste dez mil cachos, e cada cacho dez mil bagos, e cada
bago, quando espremido, dará quatro barris de vinho.
Teriam os fragmentos das Explicações sobre as Sentenças de
Jesus sofrid
perderia o algum
em algoatão
interpolação? De
simplório. qua
Para l quer forma.talJesus
justificar jamais se Papias,
declaração.
que fora bispo de Hierápolis e reclamado discípulo de J oão. ajuntou
esta expli cação bizarra: “Isto é crível aos cristãos, pois se o leão vai se
alimentar da palha, qual não será a qualidade do próprio trigo, se a
palha serve de alimento a leões?"
As perseguições romanas redimensionaram a escatologia da Igre-
ja. No tempo de Severo, apareceu um peregrino chamado J udas dando
a entender que o Cristo viria no final do reinado desse imperador.
Como teria o místico chega do a semelhante concl usão? Através d e um
estudo arbitrário das Setenta Sem anas de Daniel. J á forçando os lga a-
rismos ejá trata ndo aleatoriamenteas profecias, o also f profeta infere:
a parousia dar-se-ia no último ano de Severo - 203 d.C.
O presbítero Hipólito de Roma, martirizado em 235 a.C., informa
em suaTradição Apostólica que certa vez um bispo sírio retirou-se
para o deserto com toda a sua igreja para recepcionar 0 Cristo. Mas
retornaran tristemente aos seus lares. E não foram poucos os que
naufragaram na fé.
Eusébio
Igreja, de Cesaréia
acreditava (263-340),
que o Anticristo surgircognominado
ia ainda naquelao gera
pai ção.
da História
Foi da
graças a Eusébioquetivemos acesso a muitos docum entos vali osíssimos
dos primeiros séculos do Cristianismo. Suas predições, contudo, não
tinham a mesma precisão de suas crônicas.
Dos relatos acima, denota-se: os primeiros cristãos tinham uma
idéia quase que distorcida da vinda do Cristo. Todavia, acreditavam
que viria0 Senhor arreba tar a sua Igreja. Uma crença irmf e, apesar de
tudo. Em momento algum, deixaram eles de crer no glorioso retorno do
Filho de Deus.

IV - O Milênio
O Montanismo foi um dos primeiros movimentos apreocupar-se
com o Milênio. Esta concepçãodoutrinária, queteveem Montano asua
mais representativa figura, realçava ainda a atualidade do batismo no
Espírito Santo e a dos dons espirituais. Os montanistas aguardavam a
manifestação literal do Reino de Deus. Tertuliano, o grande doutrinador
da Igreja Ocidental, foi um dos mais insignes represe
ntantes deste
movimento.
Desaprovando o Montanismo, J erônimo 3( 50-410)apregoavaque
os crentes terão, de fato, um reino, mas neste mundo e antes do retorno
do Cristo. Segundo ele, este império tinha nada a ver com o Milênio;
seria factível somente através da Igreja. Esforçando-se por viver de
acordo com a sua doutrina, o intransigente tradutorVulgata de A
despendeu os us se dias como mongemeBelém de J udá.
D icionário de Escatologia Bíblica 13

O que pensavam os contemporâneosde J erônimo acerca do Mi-


lênio? Se o assunto era tratado oficialmente, não o sabemos. Nos
cânones, nenhuma menção era feita ao reinado literal de Cristo neste
mundo. Mas a situação mudaria drasticamente com aascensão de
Constantino.
V. A Ascensão de Constantino e o Milênio
No ano 313. Constantino torna o Cristianismo a religião oficial do
Império Romano. A Igreja, deixando-se levar pelas circunstâncias,
julga ter chegado o Reino de Deus. Sua visão escatológica faz-se
otimista. Se até então oimperador de Roma era o Anticristo, doravan te
haveria de ser o Messias.
A parousia era agora um fato remoto. Ticônio pôs-se a ensinar que
0 Milênio, iniciado na primeira vinda de Cristo, estender-se-ia até a sua
segunda vinda . Seu posicionamento influenciaria decisivamente aAgos-
tinho (354-430). Em sua Cidade de Deus, o doutor de Hipona iria
ampliar ainda mais os conceitos de Ticônio. Quanto aos eventos futu-
ros, Agostinho mostrou-se retp erista, amilenista e simbolista. Na leitu-
ra das obras do grande teólogo, há que se levar em conta ter sido ele
sempre marcado por um forte existencialismo.
Acredita-se que Agostinho haja sido milenista no início de sua fé.
Se realmente20.5.
Apocalipse ofoi. aplicou
mudou dedeidéia com oo pa
imediato ssar dos
texto tempos.NaLendo
à Igreja.
Cidade de
Deus, mostraque o Milênio referia-se àIgreja Cristã. Tal interpretação
condicionou os fiéis a pensarem que o mundo acabaria no ano mil.
Ao chegar o ano m il, porém, nadaaconteceu. Forçando umcasuísmo
e tratando a Escatologia Bíblica de maneira artificiosa, as autoridades
eclesiásticas resolveram alterar os cálculos. Tomando por base, agora,
não o nascimento, mas a crucificação do Cristo, concluíram que o
mundo acaba ria em 1030. Como nadaacontecessenovamente, acha-
ram por bem dar uma interpretação mais alegórica aos versículos que
tratam do reinado do Messias.
Por causa desse falso anúncio, muita gente deixou-se prostrar. Não
foram poucos os que doaramsuas propriedades à Igreja de Roma,
tomando-a ainda mais rica e poderosa. Enquanto isso, o povo manti-
nha-se namiséria ejá em densas trevas spi e rituais.

VI. A Visão Escatológica dos Reformadores


Alguém já disse que aReforma Protestan te foi marcada por duas
importantes descobertas: a de Cristo ea do Anticristo. Este foi identifi-
cado como0 Papa que. divorciando-se das Sagradas Escrituras,
apostatara da fé. Não eram poucos os teólogos que identificavam a
Igreja Católica como a Babilônia do Apocalipse.
Apesar de sua firme posição a respeito da justificação pela fé,
Martinho Lutero deixa-se influenciar por Agostinho. Ele chegou, in-
A Importância da Escatologia Bíblica

elusive, a acreditar que o mundo teria uma duração de seis mil anos.
Logo, já estavam vivendo o início do fim.
Foi por causadessa interpreta
ção deLutero que aigreja evangélica
pouco avançou nas missões. O reformador sugeria que. como Cristo
estava às portas, não via
ha porquê dedicar-se àsalvação da s almas. Iam
os católicos, enquanto isto, conquistando os mais distantes rincões:
dominaram o Novo Mundo, chega ram ao Oriente Longínquo,e ainda
barraram a Reforma no Sul da Europa.
Os reformadores, de um modo geral, acreditavam esr a Igreja
Católica a Babilônia do Apocalipse, e o Papa, o homem do pecado
referido por Paulo. Todos pareciam estar de acordo: Tyndale, Bulinger,
Knox, Melanchton, Zwínglio, Calvino etc. Eles achavam ainda que as
agitações decorrentes da Reforma eram os efeitos da soltura de Satanás
de que falara o Apocalipse. Ou seja: o Milênio da Igreja terminara, e
todos deveriam suportar o diabo até que fosse definitivamente lançado
às trevas exteriores.

VII. O Pentecostalismo e a Escatologia Bíblica


Com o surgime nto do Movimento Pentecostal no final do séc.
XIX, a Igreja redescobre a Escatologia Bíblica. Confirma-se o padrão
histórico-doutrinário: em todos os avivamentos, voltam-se os cristãos
de imediato à bendita esperança da Igreja,esquecendo-se dos atrativos
do mundo. Não foi assim com Wesley? Com Finney e Moody? Não
seria diferente com os herdeiros da rua Azuza.
Hoje, são os pentecostais os que mais se dedicam ao estudo das
Ultimas Coisas. Sua doutrina é essencialmente bíblica, ortodoxa e não
comporta incursões místicas conforme o demonstra a Declaração de Fé
das Assembléias de Deus nos Estados Unidos:

“A Bendita Esperança
“Cremos na ressurreição dos que dormiram em Cristo, e no arreba-
tamento dos crentes que estiverem vivos; enfim: cremos que a translação
da verdade i ra Igreja constitui-se na bendita espe
rança de todos so
crentes 1( Ts 4.16,17; Rm. 8.23 e Tt 2.13).

“A Vinda Iminente e o Reino Milenial de Jesus


“Cremos na vinda pré-milenial e iminente do Senhor Jesus para
recolher o seu povo a si mesmo, e julgar o mundo em retidão bem
como reinar sobre a terra por mil anos, que é a expectação da verdadei-
ra Igreja de Cristo.

“O Lago de Fogo
“Cremos que o diabo e seus anjos, a besta e o Falso Profeta, e todo
aquele cujo nome não for acha
do no Livro da Vida, bem como os
D icionário de E scatologia Bíbli ca 15

tímidos e os incrédulos, os abomináveis, os assassinos, os adúlteros e


fomicários, os feiticeiros, os idólatras e todos os que praticam e amam
a mentira, serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre. Esta é
a segunda morte.

“Os Novos Céus e a Nova Terra


“Esperamos novos céus e a nova terra, onde habita a justiça (2 Pe
3.13; Ap 21 e 22).

CONCLUSÃO
Tendo em vista o reavivamento da Escatologia Bíblica, é que
achamos por bem elaborar sete dicionário. Nossa oraçã
o é queDeus
confirme esta obra, tornando-a uma fonte de bênçãos àqueles que
esperama volta de Cristo Jesus. Conforme indicamtodos os ina
s is, este
glorioso dia acha-se mais perto do que nunca. Que os servos de Cristo
possamos orar continuamente:
Maranata! Ora vem. Senhor eJ sus!

Pr. Claudionor Corrêa de Andrade


A
ABADON - [Do hb. abadam, pai da Na GrandeTribulação, Abadon será ο
destruição] Anjo maligno que. em Apo- inferno naterra. Ao invés deos homens
calipse 9.11. é apresentado como o con- serem mandados para o inferno, o infer-
dutor de uma horda de gafanhotos pro- no será mandado até eles.
veniente das profundezas para atormen-
tar a humanidade no período da Grande ABISMO - [Do hb.tehônr, do gr.abyssos;
Tribulação. do lat.abyssu\ Abertura verticalde fun-
do insondável. Cova sem fundo. A pala-
Na língua grega, o referido anjo recebe vra aparece nove vezes no Novo Testa-
o epíteto de Apolion. mento. É usada para descrever a habita-
Embora sobrenaturais, os gafanhotosção dos demônios (Lc 8.31) habitat e o
comanda dos por Abadon te rão amplos e dos mortos (Rm 10.7). Em Apocalipse,
indescritíveis poderes sobre o reino físi-designa o lugar para onde o diabo será
co: “Tinham caudas com ferrões, seme-lançado no final da Grande Tribulação
lhantes às caudas dos escorpiões: e nas (Ap 20.3). Aí permanecerá o tentador
suas caudas estava o seu poder para por fa- mil anos, quando então será posto
zer dano aos homens por cinco meses" em liberdade para, em seguida, ser lan-
(Ap 9.10). çado no lago de fogo.
No Antigo Testamento hebreu. o su bs- Trata-se de uma prisão espiritual, reser-
tantivo Ab ad on aparece em seis ocasi- vada especialmente para reprimir Sata-
: SI 88.11; Pv nás durante o Milênio.
õe s (Jó 26.6: 28.22: 31.12
15.11; 27.20). Em três delas, faz-se
acompanhar da palavra seol (Jó 26.6: Pv No mundo
abismo umaantigo,
fenda pensava-se
na terra, para fosse o
onde
15.11; 27.20). Era costume, nos temposeram levadas as almas dos mortos. Era
de Salomão, descrever uma grande cala- também sinônimo de Hades. J á na anti-
midade através desta fatídica locução: ga Suméria. acreditava-se que o abismo
“O Seol e o Abadom nunca sefartam” era uma massa dágua sobre a qual acha-
(Pv 27.20). va-se fundado o Universo.
18 Abominável da Desolaç ao

ABOMINÁVEL DA DESOLAÇÃO - vista que. no Sermão Profético, o Se-


[Do hb. shiqqüç shômêm] Profanação nhor J esus fez alusão a essa passagem
das profanações que há de ser de Daniel como estando no futuro (Mt
introduzida no San
salém durante a to Templo em J eru
Septuagésima -
Semana24.32).
Concluindo: o abominável da desola-
de Daniel. L iteralmente, a expressão ção será a introdução od Anticristono
hebraica usada para descrever semelhan- Santo Templo em J erusalém (que por
te afronta pode ser traduzida como aessa época já estará reconstr uído)como
“abominação que causa horror”. A se fora o Cristo de Deus.
Septuaginta optou pela forma grega to
bdelygma tes eremoseos que carrega0 ABRAÃO, APOCALIPSE DE Escrita
seguinte significado: “a abominação que por volta de 50 d.C.. esta obra
causa desolação”. Tal expressão seriacxtracanônica narra o advento do Mes-
adotadapelo evangelista quando do re- sias. a destruição do Santo Templo, a
lato do Sermão Profético do Senhor: restauraçã o de Israel e o julgamento dos
“Quando, pois, virdes estar no lugar san- ímpios.
to a abominação da desolação, preditaNão se sabe quem foi o real autor deste
pelo profeta Daniel (quem lê, entenda)”apocalipse, hoje disponível apenas em
(Mt 24.15). eslovênico antigo. Quanto aos seus con-
Em Daniel, a locução profética aparececeitos teológicos, são discutíveis e exó-
em três ocasiõ es (Dn 9.27; 11.31 e 12.1). ticos; sua angelologia destoa completa-
Foi a nomenclatura mais forte que 0 mente das Sagradas Escrituras.
profeta encontrou a fim de retratarABRAÃO, a SEIO DE - [Do gr.kólpon
afronta que o Anticristo fará a Deus
durante a Septuagésima Semana. Ab ra ám \ L ugar onde. até ascensão
a de
Não pode haver sacrilégio maior nem Cristo, ficavam as almas dos justos.
maior pecado. Será a abominação queEmbora seja difícil precisar a sua loca-
desola! É a afronta das afrontas! E alização, tem-se como certo que ficava
blasfêmia das blasfêmias! E o pecado numa região do Hades (Lc 16.22.23).
dos pecados! E a iniqüidade cristaliza- Era um lugar caracterizado pelo repou-
da em sua acepção máxima. so. tranqüilidade e paz. O Seio de
Será amaior ofensade Sata nás contra o Abraão era a própria bem-aventurança
Criador e Senhor de todas as coisas.dos que aguardavam a manifestação da
Aquilo que intentou nos céu s e não o justiça e do amor divinos.
conseguiu, logrará obter na terra após Os o judeus usavam três nomes para de-
arrebatamento da greja.
I Através de se u signar o paraíso espiritual: J ardim do
preposto. introduzir-se-á no Templo deÉden. Trono da Glória e Seio de Abraão.
Deus, como se fora o próprio Deus, rei- Este último era mais popular porque
vindicando a adoração que só cabe aevocava a figura maior da nação hebréia,
Deus (2 Ts 2.5-12). e tinha uma forte conotação paternal.
Alguns
nio cumpestudiosos
riu-se em acham quequando
167 a.C., tal vaticí-çãos
Aí. desfrutavam os redimidos
plenas da adoção divina. das bên-
A ntíoco Epífanes violou o Santo Tem- Era justamente110 Seio de Abraão que
pio, erigindo um altar pagão na Casa doos judeus esperavam participar de um
Senhor. Os oráculos do Novo Testa- magnífico banquete na consumação dos
mento, porém, deixam bem claro: estaséculos. Até o próprio Senhor esu J s refe-
profecia ainda está por se cumprir. Hajariu-se aessa expectativa: "M uitos virão
Alfa e Omega 19

do oriente e do ocidente, e reclinar-se-aventurança dos justos, quanto a dana-


ão à mesa de Abraão, Isaque e J acó, no ção dos ímpios.
reino dos céus” (Mt 8.11).
Quando de sua ascensão. Cristo levou AION HOUTOS - Loc. gr.: Esta era.
cativo o cativeiro (Ef 4.8-11). As almas Referência à era que antecede os acon-
dos justos que até então se achavam no tecimentos escatológicos mencionados
Hades, foram conduzidas por Ele ao pa-nas escrituras proféticas.
raíso celeste, onde hão de aguardarAIONIOS o Palavra que, no Novo Testa-
toque da última trombeta, anunciando mentoa grego, significa:
sem fim , eter no.
ressurreição dos santos e o arrebatamen- E usada tanto para descrever a duração
toda Igreja (1 Co 15.50-57). da bem-aventurança dos justos, quanto
ADVENTO - [Do gr.parousia; do lat. a danação dos ímpios (Mt 25.46). A
adventus ] V inda, chegada. Na Bíblia é bastante clara quando fala das
cristologia do Novo Testamento, há doisrecompensa s futuras: o justo estará para
adventos distintos doCristo: 1) Sua en- sempre com o Senhor, enquanto o ímpio
carnação:e 2) Sua segundavinda para para sem pre sofrerá as conseqüênci as
arrebatar a Igreja e instituir o Reino dede seus atos (2.Ts 1.9).
Deus na terra. AION MELLON - Loc. gr.: Era vindou-
Depois da era apostólica, um dos pri-ra. Período em que se desenvolverá todo
meiros doutores da Igreja a tratar do o projeto escatológico de Deus referen-
assunto comlargueza foi J ustino, o Már- te à Igreja, aos gentios e a Israel.
seuDiálog
tir. Emsobre
corre o contravinda
a primeira Trifon.
de dis- A era vindoura terá início com o arre-
Cristo ebatamento dos santos.
realça a iminência da segunda. Em am-
bos os casos, utiliza-se do vocábuloALFA E ÔMEGA - Primeira e última
pa ro usia . traduzido pelos pais latinos letras do alfabeto grego. Em Apocalip-
como adventus. se. esta locução é usada para represen-
No século XIX. com o reavivamento da tar a eternidadede Cristo Jesus(Ap 1.8;
escatologia bíblica, os teólogos volta-21.6: 22.13). Como o Verbo de Deus, o
ram a popularizar a palavra advento. Senhor Jesus é o princípio e o fim de
Dos vários textos que falam sobre a se- todas as coisas. Por intermédio dEle,
gunda vinda de Cristo, depreendemos: tudo A se fez; através dEle, tudo se consu-
parousia será acompanhada epifania.da mará.
Ou seja: o advento de Cristo será acom- Expressão semelhante a esta, encontra-
panhado de sua manifestação plena como mos em ]saias: “Eu sou o primeiro e o
a segunda pessoa da Trindade. último, e além de mim não há Deus” (Is
44.6).
ADVENTUS CHRISTI - Loc. lat.:Ad-
vento de Cristo. Segunda vinda deJe-
Alfa e Omega, J esus declara-se o Se-
sus que terá como objetivo arrebatar nhor a da história e da própria eternidade.
Igreja e implantar o Reino Milenial na Ele é o cumprimento pleno tanto do
terra. programa criativo quanto do programa
escatológico de Deus. Nesta declaração,
AETERNITAS - Loc. lat.:Eternidade. o Senhor Jesus é reconhecidode forma
Na escatologia bíblica, é a duração tem-tríplice: Ele é o Criador, o Redentor e o
poral com que é descrita tanto a bem- J uiz Final.
20 Alma

ALMA - [Do heb.nephesh: do gr.psy chê : um sentido] Doutrina segundo a qual a


do lat.anima ] Princípio eterno e espiri- História, embora pareça desconhecer a
tual do ser humano. Imaterial e invisí- soberania de Deus. desenvolve-se e en-
vel, foi criadaEpor
semelhança. Deusde
a fonte conforme
todos osa atos
suadesígnios
caminha-se
e pordeEleconformidade
estabelecidos.com os
intenções do homem. Ela pertence aEsta doutrina, conhecida também como
Deus (Ez 18.4). a Teologia da História, é um dos funda-
A alma éseparadado corpo por ocasi ão mentos da escatologia bíblica, pois mos-
da morte física (1 Rs 17.20-22). No es- tra a intervenção soberana de Deus nos
tado intermediário, que vai da morte negócios
à humanos.
ressurreição corporal, ela permanece
perfeitamente cônscia segundo AMÉM - [Do hb.amén, assim seja']
depreendemos dahistória de Lázaro (Lc Expressão litúrgica que indica anuência
16.19-31). firme e perfeita concordância em rela-
ção a um artigo de fé ou a uma petição.
Quando da ressurreição, a alma voltará
a unir-se ao corpo, que jaz no pó daNo Apocalipse, o Senhor J esus auto-
terra, formando um ser totalmente imu-identifica-se como oAmé m. Ou seja:
ne ao tempo eà própria morte (1 Co como aquele que confirma todos os pac-
15.51-53). Tanto as almas dos justos,tos, alianças epromessa s deJ eová: "Isto
quanto as dos ímpios, juntamente comdiz o Amém, a testemunha fiel e verda-
os seus respectivos corpos, tornar-se-ão deira, o princípio da criação de Deus”
(Ap 3.14).
entes indestrutíveis para receberem as
recompensas que os seus atos fizeremComo o Am ém , Ele consumou todo o
jus. plano redentivo de Deus, e engendra
agora a concretização do programa es-
ALVO DA HISTÓRIA A Bíblia Sa- catológico conforme encontra-se no
grada apresenta a História como umaA ntigo e no Novo Testamento.
disciplina linear. Ou seja: é conduzida
pelo Todo-Poderoso em direção a umAMIGOS DO NOIVO - Na linguagem
alvo meridiano e bem definido - o esta- alegórica do Novo Testamento, são os
belecimento do Reino de Deus entre osque. através dos vários ministérios e
homens (Ap 20.1-6). dons, concorrem para que as Bodas do
Cordeiro alcancem todos os objetivos
A mera filosofia, porém, vê a História segundo os desígnios e conselhos de
presa a um círculo vicioso, do qual ja- Deus.
mais escapará. Haja vista o posiciona-
mento deA ugusto Comte ede J oão Ba- Encontrada nos quatro evangelhos, esta
tista Vicco. Para ambos, a História não expressão tem gerado as mais
caminha, repete-se; não tem um alvo, desencontradas especulações. Para al-
angustia-se apenas. guns, os amigos do noivo são os profe-
tas e patriarcas do Antigo Testamento
Mas, para a Bíblia, o alvo supremo dapor terem trabalhado pela concretiza-
História é oEmanuel. Isto é: Deus co-
nosco. Sendo assim, o clímax da raçação do são
outros, plano redentivo
os doze de Deus.
apóstolos Para
por serem
humana não está no passado, mas no os responsáveis pela universalização da
futuro quando Cristo se manifestar tra- mensagemevangé l ica.
zendo a justiça a toda a humanidade.
Afinal, quem são os amigos do noivo?
AMBIGÜIDADE DA HISTÓRIA - [Do Amigos do noivo, ou convidad os, ou
lat. ambigüitate, que pode ter mais de ainda filhos das bodas, são os que rece
Aniquilam ento 21

beram a Palavra de Deus. E, agora, ins-para que eles fi que m inex cusáveis" (Rm
tam para que todos se preparem para 1.20). o
encontro com o Senhoresus J (Mt 9.15; Esta expressão há de caracterizar, no
25.1-10).
E temeroso espec ular em cima de pará- Jcientes
uízo Final,
da os que, apesar
realidade de estarem
da justiça divina,
bolas ou alegorias. Quanto a nós, basta-negaram o único e verdadeiro Deus, para
nos estar presentes às bodas do Cordei- se apegarem aos ídolos e à injustiça.
ro, e participar deste grande e extraordi-
nário acontecimento. ANATEMA - [Do gr.anathema] Expres-
são que, na Igreja Primitiva, eqüivalia a
AMILENISMO - [Do gr.a. alfa negati- seja maldito. Através de ste repto, a co-
vo, não +milenismo, referente ao Milê- munidade de fiéis condenava à destrui-
nio] Doutrina segundo a qual o Milênio ção os que se desviavam da sã doutrina.
deve ser encarado como simbolismo,A nátema também significa: digno seja
ou alegoria, dos bens concedidos porda danação eterna.
Deus àsua Igreja, a Israel e oa mundo.
Em suma: o amilenismo descarta por ANGÚSTIA PARA JACÓ - Provação a
completo a possibilidade de um milênioque será submetida a descendência de
literal conforme crêem os pré-milenistas. Israel durante a Grande Tribulação.
Angústia fala de um aperto semrefe-
O amilenismo é conhecido também rências, quer na história sagrada, quer
como milenismo realizado e milenismo na história secular do povo de Deus. E
simbólico. o sofrimento dos sofrimentos!
AMOR DEI - Loc. lat.:Am or de Deus. A expressão foi usada pelo profeta
Atributo moral do Supremo Ser, que o J eremias: “Ah! porque aquele dia é tão
levou a estabelecer um firme relaciona-grande, que não houve outro semelhan-
mento com as suas criaturas m orais. O te! E tempo de angústia para Jacó; toda-
auge desterelacionamento éo cerne de via, háde ser livre dela” (Jr 30.1-7).
seu programa escatológico. findo o qualA angústia de Jacó terá como clímax a
estaremos para sempre como o seu povo, conversão nacionalde Israel (Zc 12.10).
e Ele como o nosso Deus (2 Co 6.16). E. assim, será inaugurada a fase áurea
Neste amor, já podemos desfrutar da do Reino de Deus na terra.
vida eterna junto aoPai (J o 3.16).
ANIQUILAMENTO [Do lat.
ANAMENEIN - Vocábulo grego qu e sig- annihilare, aniquilar] Ato ou efeito de
nifica espera. E usado para descrever a aniquilar, reduzir a nada. Esta doutrina,
expectativa que cerca a volta de Cristo cujas raízes podem ser encontradas em
J esus, tendo em vista o fiel cumprimen- Arnóbio, no quarto século, afirma que
to das profecias que cercam o evento. apenas os justos terão direito à vida eter-
na. Quanto aos ímpios, e com estes o
ANAPOLOGETOS - Loc. gr.: sem des- diabo e seus anjos, serão prontamente
culpa.
tola deExpressão
Paulo aosproveniente da Epís-
Romanos, na aniquilados quando do Juízo Final.
qual oEste posicionamento, hoje, é aceito por
apóstolo assevera: "Porque as suas coi-duas notórias seitas: os Adventistas do
sas invisíveis, desde a criação do mun-Sétimo Dia e os Testemunhas de Jeová.
do, tanto o seu eterno poder, como a sua
Estes ensinam que os ímpios serão ani-
divindade, se entendem, e claramente quilados de forma sumária; aqueles acre-
se vêem pelas coisas que estão criadas.ditam que o aniquilamento será prece
22 A niquilism o

dido por um período indeterminado de passagem de Pedro: "Virá. pois. como


castigo. ladrão o dia do Senhor, no qual os céus
Contrariando as reivindicações da justi-passarão com grande estrondo, e os ele-
ça divina, os aniquilacionistas descartam mentos. ardendo, se dissolverão, e a ter-
radicalmente a realidade da punição eter- ra. e as obras que nela há. serão desco-
na. Mas estaacha-se mais que pate nte na bertas" (2 Pe 3.10).
Palavrade Deus(VerMt 18.8,9; Mc 9.43). ANOMALIA TEOLÓGICA Assim é
ANIQUILISMO - Ver aniquilamento. visto o Milênio dos pré-milenistas pe-
los amilenistas. Alegam estes que, cm
ANJOS - [Do hb.malak, e do gr.angelus, parte alguma do Novo Testamento, acha-
mensageiro] Seres celestes criados an-se uma base sólida para se crer que.
tes do homem, e dotados de poderes entre o arrebatamento da greja
I eo Juízo
especiais, cuja função é enaltecer o nome Final, haverá um período intermediário
do Todo-Poderoso, e trabalhar em prol chamadoMilênio. Os amilenistas acre-
dos que hão de herdar a vida eterna (Is ditam que, tão logo Cristo arrebate os
6.3; Hb 1.14). A Bíblia os descreve como santos, será instaurado o Juízo Final.
seres obedientes, santos e semp re prestos
a lutar pelos santos. Nalgumas passa- ANTICRISTO - [Do gr.anti, contra, ou
gens são chamados filhos de Deus. em lugar de, echristos, o ungido]
Opositor por antonomásia de Cristo.
Nos últimos tempos, grande será o pa-Também pode significar aquele que se
pel desempenhado por estes seres. No
arrebatamento, o arcanjo fará soar a úl- coloca Epí
meira no sluga
tolar de
UniCristo.
versal Ldeendo a Pri-
J oão, te-
tima trombeta (1 Ts 4.16). Durante amos a impressão de que este persona-
Grande Tribulação, os anjos executarãogem sempre esteve presente ao longo
a maioria dos castigos divinos (Ap 15 e da história do povo de Deus:
16). E, precedendo o Milênio, um men-
sageiro forte e poderoso amarrará o dia-“Filhinhos, esta é a última hora; e, con-
bo, e o lançará no abismo (Ap 20.1-3). forme ouvistes que vem o anticristo, já
muitos anticristos se têm levantado; por
Quando do Juízo Final, os anjos esta rão onde conhecemos que a é última hora.
igualmente ativos: “Mandará o filho do Saíram dentre nós, mas não eram dos
homem os seus anjos que ajuntarão do nossos; porque, se fossem dos nossos,
seu Reino todos os escândalos e os queteriam permanecido conosco; mas to-
praticam a iniqüidade, e os lançarão na dos eles saíram para que se manifestas-
fornalha acesa; ali haverá choro e ran-se que não são dos nossos. Ora, vós
ger de dentes. Então os justos resplan-tendes a unção da parte do Santo, e
decerão como o sol, no reino de seutodos tendes conhecimento. Não vos
Pai” (Mt 13.41-43). escrevi porque não soubésseis a verda-
Os anjos são tão importantes na de. mas porque a sabeis, e porque ne-
escatologia bíblica que, só em tihuma mentira vemda verdade . Quem
Apocali
pse,vezes.
cinqüenta são mencionados mais de é o mentiroso, senão aquele que nega
que J esus éo Cristo? Esse mesmo é o
anticristo, esse que nega o Pai e o Fi-
ANNIHILATIO - Expressão latina que lho” (1 J o 18-22).
significa aniquilação. Este é o termo
que os teólogos usam para descrever oAlguns procuramidentificar o Anticristo
destino final do planeta Terra. O vocá-com os que, no decorrer dos séculos,
bulo entra em analogia direta com esta procuraram destruir a Igreja. Domiciano
A pocalipse 23

e Nero, por exemplo. Estes, na verdade,conseguirá resolver os seus graves e ur-


foram anticristos; mas nenhum delesgentes problemas.
pôde arrogar-se como o sinistro perso-
nagem dos primeiros versículos de Apo- ANTÍTESE NA HISTÓRIA - Concep
calipse 13. De acordo com aBíblia, o ção doutrinária elaborada pelo admirável
Anticristo só háde aparecer após o ra- pensador eteólogo Karl Lowith, segundo
rebatamento dos santos. a qual: “Invisivelmente, a história mudou
fundamentalmente; visivelmente, ela con-
Quem será o Anticristo? Toda a especu- tinua a mesma, porque o Reino de Deus já
lação em torno do assunto é danosa está à próximo e assim, comoeschaton,
um
compreensão das Escrituras. O mais im-ainda porvir. Esta ambigüidade é essenci-
portante é sabermos que o maligno jáal a toda a história após Cristo: o tempo já
está derrotado pelo Rei dos reis e Se-está cumprido e ainda não consumado...
nhor dos senhores. Em função desta profunda ambigüidade
ANTÍOCO EPIFÂNIO - Rei sírio, de do cumprimento histórico onde tudo já é
ainda-não, o cristão vive numa tensão
cultura e ascendência gregas que, em
radical entre presente e futuro. Ele tem fé
168 a.C., invadiu Jerusalém e profanou
e tem esperança. Estando tranqüilo em
o Santo Templo, introduzindo na Casa
sua experiência presente e
concentr
ando-
do Senhor a imagem de Zeus. Objetivava se no futuro, ele confiantemente desfruta
ele destruir a religião do Antigo Testa- daquilo em função do que está se esfor-
mento, e heleni zar toda aJ udéia. çando e aguardando ansiosamente”.
Por causa dessa pretensão. Antíoco é
visto por não poucos teólogos como APANTESIS
o - [Do gr. encontro ] cense
Estas
anticristo profetizado por Daniel: “Este expressã o, encontr
adaem 1Tessaloni
rei fará segundo a sua vontade e se le- 4.16,17, constitui-se numa rara felici-
vantará e se engrandecerá sobre todo dade lingüística. É usada pelo apóstolo
deus; contra o Deus dos deuses, faráPaulo para descrever a recepção que o
coisas incríveis" (Dn 11.36). Senhor eJ sus fará aos crentes quando
do arrebatamento da gI reja:
Antíoco é uma das figuras mais perfei-
tas do Anticristo que es s a apre- “Porque o Senhor mesmo descerá do
tá preste
sentar-se ao mundo (2 Ts 2). Ele foicéu com grande brado, à voz do arcan-
derrotado pe los Macabeus que, instiga- jo, ao som da trombeta de Deus, e os
dos por Jeová, restauraramo culto divi- que morreram em Cristo ressuscitarão
no e reconduziram os filhos de J udá à primeiro. Depois nós, os que ficarmos
piedade dos santos pactos. vivos seremos arrebatados juntamente
com eles. nas nuvens, encontro
ao do
ANTIQUILIÁSTICO [Do gr.anti. con- Senhor nos ares, e assim estaremos para
tra +quilicismo. mil anos] Conceito que sempre com o Senhor”.
descarta por completo a possibilidade de No dias do Novo Testamento, apantesis
um milênio literal. Esta doutrina, queera um termo técnico utilizado para re-
perdurou no seio da Igreja Ocidental doferendar as boas-vindas ao representan-
quinto século à Reforma Protestante, teve te do rei. A ssim os crentes se remos
em Agostinho o se u máximo repres en- recepcionados por Cristo nas cortes
tante. celestes. Como pode o mortal sonhar
Segundo os antiquiliásticos. a Igreja decom semelhante honraria?
Cristo deve ocupar-se com o presente APOCALIPSE
e - [Do gr. apocalypse,
não com o futuro. Doutra forma: jamaisrevelação] Escrito por João, este livro,
A pocalipse

que encerra coânon das Sagradas Es- simbólicas - a mulher vestida do sol. o
crituras. tem por objetivo "mostrar aosdragão, o menino, a besta que saiu do
seus servos as coisas que brevemente mar. a besta que se levantou da terra, o
devemacontecer” (A p 1.1). Cordeiro no monte Sião e o Filho do
Eis o seutema: "Revelação de J esus Homem sobre a nuvem: 5) O derrama-
Cristo. mento das sete taças (15.16); 6) A ani-
quilação dos ímpios (17-20): 7. As gló-
Escrito quando o apóstolo encontrava-
rias da Nova Jerusalém (2 1 a 22.5): 7)
se exilado na lIha de Patmos, em98 Epilogo (22.6 a 21).
AD, o livro podeser assim dividido: 1)
as coisas “que tens visto”; 2) as que APOCALÍPTICO [Do gr.apocalypsis.
são; e, 3) as que depoi s destas hão de revelação! Gênero literário que. através
suceder (Ap 1.19). de visões, símbolos, figuras e tipos, re-
1) As coisas que viste: A visão do Cris- alça as doutrinas concernentes ao fim
to glorificado no meio dos sete candeei-do mundo e a vitória final do povo de
ros (cap. 1). Deus sobre o maligno. Nesta categoria,
2) A s que são: As cartas enviadas por enquadram-se não poucos capítulos de
Cristo às igrejas da Ásia Menor (atu al Isaías, J eremias e Ezequiel, bem como
Turquia) (caps. 2 e 3). os livros de Daniel, Joel, Sofonias e o
próprio Apocalipse.
3) A s que de pois destas hão de suced er:
Ou seja: os eventos que se hão de regis- Encontram-se nesta categoria também
trar depois do arreba I a” alguns livros produzidos no período
tamento da grej
(caps. 4-19). interbíblico; estes, contudo, não foram
considerados canônicos nem pelos ju-
Estatísticas do livro: 22 capítulos; 404 deus, nempelos cristãos: são antes o
versículos; 12.000palavras; 9pergun- reflexo da ânsia de Israel pela liberta-
tas; 53 versículos históricos; 10 versos ção messiânica.
de profecias cumpridas e 341 de profe-
cias por se cumprir. APOCATÁSTASE - [Do gr.apocatastasis.
A leitura e audição do Apocalipse são, restauração] Concepção doutrinária se-
em si mesmas, motivo de bênçãos: gundo a qual Deus, na consumação dos
“Bem-aventurado aquele que lê e bem- séculos, há de restaurar tudo quanto exis-
aventurados os que ouvem as palavras te, culminando com a salvação de toda
desta profecia e guardam as coisas que a humanidade.
nela estão escritas; porque o tempo está Tal ensino foi defendido por Orígenes.
próximo” (Ap 1.3). Para defender o indefensável, tomava
Composto por uma série de visões, ima-ele por base algumas passagens isola-
gens, símbolos e figuras, o Apocalipse das, sem qualquer relação entre si (At
revela os conflitos do povo de Deus, e a1.6; Rm 8.18-25; 2 Pe 3.13). Outros vão
sua vitória final sobre o império das mais longe: cismam em dizer que, neste
trevas. E conclui, mostrando os processo, até o mesmo diabo será salvo.
redimidos a desfrutar de todas as eter-Será que tais doutrinadores não possu-
nas bem-aventuranças. em uma noção clara da justiça divina?
O conteúdo do livro pode ser dividido Este ensinamento destrói os méritos da
em sete pa rtes: 1) As sete cartas sà morte vicária de Cristo, compromete os
igrejas daÁsia Menor (1 a 3); 2) Os atributos morais de Deus e transforma a
sete selos (4.1 a 8.1);3) As setetrom- pregação do Evangelhonuma farsa. Se
betas (8.2 a 1); 1 4) As sete figuras no final todos serão salvos, por que há
A Q ualquer M om ento 25

de se preocupar
0 evangelista com aque- mestres que, aparentando piedade, trans-
les que expiram sem ter esperanças de tornavam igrejas e ministérios.
ver a face do Senhor? A apostasia que o mundo estápara co-
Que haverá
dúvida. uma restauração,
No Milênio, não cu-
o planeta será resta
nhecer,
cogitada.porém,
Será a foi sequernão
negação imaginada
nte ou
some
rado de todas as enfermidades (Is 35).dos artigos de fé, como do próprio Deus
No entanto, ajustiça retributiva de De us (2 Ts 2.1-12).
jamais perderá o vigor. Se todos hão de
ser salvos necessariamente, de que APOTEOSE nos FINAL DA IGREJA - |D0
vale calibrar a vida de conformidade gr. apotheósis, divinização, glorificação]
com as Escrituras? Expressão muito usada em determina-
dos círculos teológicos para descrever o
Que ninguém se engane: os que aceita- arrebatamento, a imortalização e a glo-
rem a justificação oferecida pelo filho rificação da Igreja de Cristo.
de Deus hão de ser salvos: os que a
rejeitarem, serão lançados no lago deEis a passagem que melhor descreve a
fogo. apoteose final da Igreja:
“Eis aqui vos digo um mistério: Nem
APOLEIA - Expressão grega que signi- todos dormiremos mas todos seremos
fica pe rd iç ão eterna . O vocábulo é usa- transformados, num momento, num abrir
do em diversas passagens para descre- e fechar de olhos, ao som da última trom-
ver o futuro daqueles que rejeitaram beta; a porque a trombeta soará, e os mor-
salvação em Cristo Jesus: "Não temais tos serão ressuscitados incorruptíveis, e
os que matam o corpo, e não podem nós seremos transformados. Porque é
matar a a l ma: temei antes aquel e que necessário que isto que é corruptível se
pode fazerpe re ce r 110 inferno tanto a revista da incorruptibilidade e que isto
alma como o corpo"(Mt 10.28). que é mortal se revista da imortalidade.
Mas, quando isto que é corruptível se
APOLION - Ver Abadon.
revestir da incorruptibilidade, e isto que
APOLLYMI - Do grego, destruir, arrui- é mortal se revestir da imortalidade, en-
nar. Palavra utilizada para descrever 0 tão se cumprirá a palavra que está escri-
destino último daqueles que rejeitaram to: Tragada foi a morte na vitória. Onde
a Cristo (2 Pe 2.1 ). Literalmente, este está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó
vocábulo significa: ser entregue à ruínamorte, o teu aguilhão? O aguilhão da
eterna. morte é o pecado, e a força do pecado é a
lei. Mas graça a Deus que nos dáa vitó-
APOSTASIA - [Do gr.apostásis, afasta- ria por nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co
mento] Abandono prem editado da fé 15.51-56).
cristã. Na Igreja Primitiva, apesar da
presença dos apóstolos, já era grande aQUALQUER MOMENTO
A - Posição
apostasia. Os crentes de srcem israelita, dos dispensacionalistas pré-tribula-
cionistas que, ao contrário dos pré-
por exemplo,judaica,
comunidade sentindo-se
tendiamisolados damilenistas
a deixar a históricos, acreditam na vol-
fé cristã, e voltar aos rudimentos daLei ta iminente de Cristo. Ou seja: a
de Moisés e ao pomposo cerimonial do parousia ocorreráa qualquer momento
Templo. Quanto aos gentios, não eram (1 Ts 5.2).
poucos os que se desviavam para seguir J á os pré-milenistas históricos assegu-
os nicolaitas. os gnósticos e os falsosram que. antes do arrebatam ento da gre-
I
26 A r c a n jo

ja. alguns fatos, como o aparecimento batamento) e transformação dos salvos


do Anticristo. far-se-ão realidade. que estiveremvivos (1Co 15.51-58): : e
3) Λ união mística e celestial da Igreja
ARCANJO
aggellos. -anjo:
[Do gr. arch, entre
principal principal + com oCordeiro de Deus (1 Ts 4.1
os anjbs] 5-17
1
.
Comandante-em-chefe das milícias De acordo com a escatologia pré-mi-
celestiais. Ser angélico dotado e d gftn- lenista. o a
rrebatamento da grej
I a dar-se-
de poder, autoridade e glória. a antes da Grande Tribulação e do esta-
O único arcanjo mencionado pela Bí- belecimento do Milênio na Terra.
blia é Miguel, cujo nome significa quem ATHANASIA - [Do gr. imortalidade\
é como o Senhor ? Designado como o Este vocábulo, de grande importância
guardião de Israel (Dn 12.1). seráele escatológica. encontra-se nesta passa-
quem fará soar a última trombeta desta gem bem paulina: "Porque é necessário
dispensação (1Ts 4.16). Lima de suas que isto que é corruptível se revista da
mais árduas e expressivas missões será incorruptibilidade c que isto que é mor-
o comando dos exércitos celestiais natal se revista da imortalidade" ( 1 Co
batalha contra o diabo e suas hostes: 15.53).
"Então houve guerra no céu: Miguel e
os seusanjos batalhavamcontra o dra- ATRASO DA PAROUSIA - Assim é
gão" (Ap 12.7). alcunhada a aparente frustração daque-
les que aguardavam ansiosamente a vol-
ARMAGEDOM Ver Batalha do ta de Cristo nos dias da Igreja Primiti-
A rmagedom va. Tal expectativa srcinou-se de uma
A RRA BON - Expressão grega que sig- interpretação forçada, e sem base
nifica pr im ei ro estabelecimento. Refe- exegétiea, desta davertência de J esus:
rência a nossa herançautura f que será "Quando, porém, vos perseguirem numa
estabelecida quando da volta de Cristo.cidade, fugi para outra; porque em ver-
dade vos digo que não aea bareis de per-
ARREBATAMENTO DA IGREJA correr as cidades d e Israel antes que
[Do gr.harpazo: do lat.rapto] Retirada venhao Filho do homem" (Mt 10.23).
brusca, sobrenatural e inesperada daConseqüentemente, muitos problemas
Igreja de ste mundo, culminando no n- e foram suscitados entre os cristãos pri-
contro com Jesus nos are s. Este aeonte- mitivos. Em Tessalônica, por exemplo,
cimento, ao qual o Novo Testamentoos crentes viviam como se a Grande
dedica dois capítulos (1 Co 15e 1Ts4). Tribulação estivesse prestes a aeonte-
constituir-se-á num dos maiores mila- cer. Foi necessário que Paulo lhes es-
gres de todos os tempos: abrangerá, si- erevesse duas epístolas para que o as-
multaneamente. num abrir e fechar d e sunto fosse devidamente resolvido:
olhos, diversos fatos espantosos, "Mas, irmãos, acerc a dos tem pos e das
inexplicáveis e incompreensíveis á ló- épocas não necessitais de que se vos
gica meramente humana:
1) A ressurreição física e espiritual dosescreva:
feitamenteporque
que vós mesmos
o dia sabeisvirá
do Senhor per-
que morreram em Cristo, resultando emcomo vem o ladrão de noite" 11 Ts
seressemelhantes oas anjos (Lc 20.30- 5.1.3).
34): Mais tarde, o apóstolo Pedro arrazoa
2) A remoção violenta (este adjetivo re- por que a vinda de Cristo Jesus não
vela-nos a verdadeira natureza do arre pode ser consi derada umatraso:
A traso na Parousia 27

e em água; mas os céus e a terra de agora,


"Amados, já é esta a segunda carta qu
vos escrevo: em ambas as quais desper-pela mesma palavra, têm sido guarda-
to com admoestações o vosso ânimodos para o fogo, sendo reservados para
sincero:
vras quepara queforam
dantes vos lembreis das santos
ditas pelos pala-oímpios.
dia dojuízo e daperdição
Mas vós, amados,dosnãohomens
ignoreis
profetas, e do mandamento do Senhor uma e coisa: que umdia para o Senhoré
Salvador, dado mediante os vossos após- como mil anos, e mil anos como um
tolos: sabendo primeiro isto. que nosdia. O Senhor não retarda a sua promes-
últimos dias virão escarnecedores comsa. ainda que alguns a têm por tardia;
zombaria andando segundo as suas pró- porém é longânimo para convosco, não
prias concupiscências. e dizendo: Ondequerendo que ninguém se perca, senão
está a promessa da sua vinda? porque que todos venham a arrepender-se. Virá,
desde que os pais dormiram, todas as pois, como ladrão o dia do Senhor, no
coisas permanecem como desde o prin-qual os céus passarão m co grandees-
cípio da criação. Pois eles de propósitotrondo, e os elementos, ardendo, se dis-
ignoram isto. que pela palavra de Deussolverão, e a terra, e as obras que nela
já desde a antigüidade existiram os céus há, serão descobertas” (2 Pe 3.1-10).
e a terra, que foi tirada da água e no Não houve, portanto, nenhum atraso na
meio da água subsiste: pelas quais coi- parousia. Tudo estácorrendo de confer-
sas pereceu o mundo de então, afogado midade com o programa de Deus.
B
BABILÔNIA - [Do hb. Ba be l , porta de sistema criado por Satanás para sabotar
Deus] Capital do império caldaico, ao governo divino.
cidade, nos tempos bíblicos, floresciaFoi 0 Império Babilônico quem destruiu
às margens do Eufrates, a 80 quilôme-J erusalém em 586 a.C. Sob o comando
tros ao sul da moderna Bagdá. Durantede Nabucodonosor, os caldeus rompe-
vários séculos, foi o centro comercial ram as fronteiras judaítas, derribaram
do mundo antigo. Supõe-se tenha sidoos muros da Cidade Santa, e, por terra,
ela fundada por volta de 3.000 a.C. deitaram0 Santo Templo. Esta foi a
Muitas vezessitiadae destruída, ressus- primeira grande tragédia dos filhos de
citava sempre em beleza, majestade Abraão.e
poder. No reinado de Nabucodonosor.Sendo Babilônia a mais pervertida e so-
fez-se a maravilha do mundo. O histori-berba das cidades, os profetas e apósto-
ador grego Heródoto extasiou-se diantelos associaram-na logo ao sistema cria-
de seus encantos e seduções. do por Satanás para dominar o mundo.
Em Isaías capítulo 14, o príncipe caldeu
Babilônia achava-se plantada em am-é pintado como se fora o próprio
bos os lados do Eufrates. formando umquerubim ungido a revoltar-se contra o
todo harmonioso e deslumbrante. NãoSenhor.
parecia morada de homens; era tida
como a habitação dos deuses. Cercava-Não se pode identificar com precisão a
a duas muralhas que, segundo calculouherdeira espiritual da cidade que, um
dia, induziu Nabucodonosor a perder o
Heródoto. encerravam uma área de 322
quilômetros quadrados. juízo diante de seu esplendor. De uma
coisa, porém, temos certeza: a Babilônia,
Além de sua importância históri co-po- hoje, é este sistema maligno e perverso
lítica para o Israel do Antigo Tcstamen- que busca substituir o Criador pela cria-
to. Babilônia pontifica, na Escatologia tura, que luta por destronar a Deus do
Bíblica, como o símbolo máximo do coração do homem, e que dará todo o
30 Baptimus Sangu is

sustento para que o Anticristo governe nome de Cristo diante dos poderes das
o mundo após o arrebatame nto da gI re- trevas, recusando terminantemente o si-
ja. Ela é tanto um sistema político quanto nal da besta (Ap 7.9-17).
religioso. Enfim, Babilônia é a mais per-
feita antítese do Reino de Deus. BASILÉIA - Vocábulo grego q ue. entre
outras coisas, significa: Reino, domí-
Os seus dias, entretanto, já estão pesa-
nio. soberania. A palavra está ligada in-
dos e contados diante de Deus. Ela cairá
para que Cristo implante o seu reinotimamente a Cristo que. no Apocalipse,
neste mundo. Quando isto acontecer, oé mostrado como o Rei dos reis c Sc-
mundo todo há de jubilar-se: nhor dos senhores (Ap 19.16).
“Caiu, caiu a grande Babilônia, e seBASILEUS BASILEON Loc. gr.: Rei
tornou morada de demônios, e guari- dos reis. Título messiânico que Deus
da de todo espírito imundo, e guarida conferiu ao seu Filho, pelo fato de ha-
de toda ave imunda e detestável. Por- ver este. com a sua morte e ressurrei-
que todas as nações têm bebido doção, conquistado tudo quanto existe,
vinho da ira da sua prostituição, e os quer nos céus, quer na terra, quer sob a
reis da terra se prostituíram com ela; eterra. E por ser Cristo, também, o sobe-
os mercadores da terra se enriquece-rano dos reis e senhores de todos os
ram com a abundância de suas delíci- tempos (Ap 19.16).
as. Porque os seus pecados se acumu-
laram até o céu, e Deus se lembrou BASILEÍA TON OUR ANON Loc gr.:
das iniqüidades dela. Quanto ela se Reino dos céus. Tido como sinônimo do
glorificou, e em delícias esteve, tanto Reino de Deus, o Reino dos Céus pode
lhe dai de tormento e de pranto; pois ser considerado, em algumas circuns-
que ela diz em seu coração: Estou as- tâncias. como a manifestação visível dos
sentada como rainha, e não sou viúva, bens que o Pai Celeste reservou para
e de modo algum verei o pranto. Por quantos o am am. A Nova Jerusalém,
isso, num mesmo dia virão as suas por exemplo.
pragas, a morte, e o pranto, e a fome;Genericamente, porém, as expressões
e será consumida no fogo; porque for- Reino de De us e Re ino dos céus se equi-
te é o Senhor Deus que a julga. E os valem, e podem ser tomadas uma pela
reis da terra, que com ela se prostituí-outra sem qualquer prejuízo à escato-
ram e viveram em delícias, sobre ela logia do Novo Testamento.
chorarão e prantearão, quando virem
a fumaça do seu incêndio; e, estandoBASILEÍA TOU THEU Loc gr.: Rei-
de longe por medo do tormento dela. no de Deus. Soberania que Deus exerce
dirão: Ai! ai da grande cidade. sobre todas as coisas por Ele criadas. A
Babilônia, a cidade forte! pois numa expressão pode ser aplicada também ao
só hora veio o teu julgamento" (Ap conjunto dos benefícios e imerecidos
18.1-10). favores que nos dispensa o Bondoso
Senhor.
BAPTISMUS SANGUIS
Ba tism o de sangue. Locconside-
Assim era Lat : No âmbito da escatologia bíblica, o Rei-
rado o martírio dos primeiros cristãos.no de Deus é identificado com o governo
Batismo de sangue tam bém haverá no que Cristo exercerá pessoalmente na ter-
final dos tempos. Durante a Grande Tri- ra durante o Milênio. Neste sentido, o
bulação, muitos hão de selar a sua féReino também é sinônimo de domínio,
com o próprio sangue ao professarem oautoridade e poder messiânicos (Is 9.6).
Bem 31

BATALHA DO ARMAGEDOM constituir-se na suprema realização de


Enfrentamento bélico-espiritual que senossas mais caras e guardadas aspira-
dará entre as forças de Cristo e as doções. É através do bem que almaa une-
mal na derradeira etapa da Septuagésima
se ao Criador - o Supremo Bem.
Semana
batal de
ha terá Daniel
como pal(Ap
co 16.14-16).
as montanhas A De acordo com o dualismo pagão, há no
Universo duas forças que, desde a mais
de Megido. localizadas a 24 quilôme- remota eternidade, lutam por se domi-
tros de Nazaré. narem mutuamente: o bem e o mal. Tal
No vale de Megido. foram travadas asdoutrina patenteia-se singularmente no
memoráveis batalhas de Israel. Aqui. sistema religioso persa. Esta luta, se-
Baraque obteve grande vitória sobre osgundo o dualismo, há de perpetuar-se
cananeus, e Gideão. sobre os midianitas até que o mal seja definitivamente der-
(Jz 4 e 5. e 7). Também em Megido rotado pelo bem.
morreramdois reis hebreus: Saul e Josias Se não estivermos bem fundamentados
(1 Sm 31 .8: 2 Cr 35.22). na teologia bíblica, seremos facilmente
A batalha do Armagedon será amais induzidos a assimilar tal ensino, colo-
sangrenta detodas as batal has huma - cando, num mesmo nível, Deus e Sata-
nas. Exércitos de todo o mundo reunir-nás. Indiretamente, e staremosacreditan-
se-ão para destruir Israel e. assim, anu- do na existência de dois deuses igual-
lar definitivamente as alianças que omente poderosos no Universo, lutando
Senhor estabeleceu com os patriarcas.pelo controle deste.
Conseguisse Satanás tal vitória, seus Biblicamente, isto é inaceitável!
ganhos Aseriam
teriais. partir mais teológicos
daí, até o mesmo queNovo
ma-Só existe um Deus - o Deus Único e
Verdadeiro. E Ele não é um mero prin-
Testamento perderia a validade. Como cípio; é o Criador de quanto existe, in-
confiar num Deus que não podeguardar elusive de Satanás que, no princípio,
as alianças? era um ser perfeitamente conformado
Mas será justame nte no Armagedomque aos desígnios divinos.
o Senhor eJ sus háde se revelar a Israel Se Deus o quisesse, poderia ter derrota-
como o seu Messias e Libertador. Ele do de vez o querubim ungido no ato
destruirá as forças do Anticristo. anula-mesmo de sua rebelião. Ele só não o fez,
rá o sistema criado por Satanás e há de pois já tinha um plano visando a perfei-
instaurar o Reino de Deus. que terá porção essencial e básica de sua criação.
capital a cidade de J erusalém.
Na verdade, quem luta contra o diabo
A batalha do Armagedom édescrita vi- não é Deus, mas os seus santos. E, nes-
vãmente por Zacarias eJ oão (Zc 12-14; sa batalha, contamos com as poderosas
Ap 16.12-16). armas espirituais (Ef 6.10-24). A nossa
BEATITUDO AETERNA - Loc. lat.: vitória já está assegurada pelo sangue
Bem -a ve nt w an ça eterna. Assim é vis- que Cristo verteu no Calvário.
ta. pela Igreja, a segunda vinda de Cris- O dualismo não passa de um princípio
to por atender plenamente o anseio da pagão; é antibíblico e semanticamente
alma piedosa: sua perene união com oímpio. Quanto ao programa escatológi-
Senhor (1Ts 4.13-17). co de Deus. não deve ser visto como o
auge da luta entre o beme o mal. Os
BE M - [Do lat.bene] O que é contrário últimos dias constituem apenas o mo-
ao mal. O que todo o ser deseja, por mento designado pelo Senhor a fim de
32 Ben ia

aplicar a pena máxima ao príncipe dastre todas as bem-aventuranças registra-


trevas (Mt 25.41). das na Bíblia, nenhuma pode ser tão
singular quanto a felicidade de. um dia.
BEMA - Vocábulo grego usado pa ra de- estarmos para sempre com o Senhor.
signa
ser r o Tribuna
instalado l deapós
logo Deuso(Rm 14.10) a Mas isto só se
arrebatamento rá possível, se lavarmos
as nossas vestiduras no sangue do Cor-
da Igreja, e que terá por objetivo julgardeiro:
os santos.
“Bem-aventurados aqueles que lavam
A finalidade deste julgamento não é con- as suas vestes no sangue do Cordeiro
denar nenhum crente à danação eterna, para que tenham direito à arvore da vida,
mas galardoar os que be m atenderam às e possam entrar na cidade pelas portas”
reivindicações da Grande Comissão: (Ap 22.14).
“Porque é necessário que todos nós se-
jamos manifestos diante do tribunal de Esta bem-aventuran ça sintetiza a Histó-
Cristo, para que cada um receba o queria da Salvação de uma maneira surpre-
fez por meio do corpo, segundo o queendentemente maravilhosa: fala de sa-
praticou, o bem ou o mal” (2 Co 5.10).crifício, de compromissos e de promes-
sas. Encerra o cânon sagrado, e sela
O mal a que se refere o apóstolo Paulo definitivamente a esperança da Igreja.
não é propriamente o pecado; é a for-
ma como o crente encara suas respon- Nesta bem-aventurança, vemos a con-
sabilidades concernentes ao Reino de cretização do ideal escatológico: Deus
Deus. É a omissão quanto aos recla- entre o seu povo. Ela constitui-se ainda
na consumação do ideal mais sublime do
mos deixou
nos sempre urgentes
o Se da- comissão
nhor J esus evangeli- queser: fazer-se um com o Deus Único e
zar o mundo. Verdadeiro através de seu Filho.
E a experimentação m ais alta do amor
BEM-AVENTURADA ESPERANÇA - divino.
[Do gr.makarían elpid a] Expressão usa-
da pelo apóstolo Paulo para designar BESTA a - [Do gr.therion ] Animal peri-
vinda do Senhor Jesus Cristo: “Aguar- goso, incontrolável. altivo e em tudo
dando abem-aventurada esperança eo singular. Assim évisto o Anticristo tan-
aparecimento da glória do nosso grande to por Daniel quanto por João. O instin-
Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2.13). to que mais sobressai nesse espantoso e
A vinda de Cristo é assim considerada terrível animal é asoberba- o senti-
por diversos motivos: 1) E a consuma- mento que causou a desdita do querubim
ção da felicidade da Igreja; 2) É a pleni-ungido.
tude de todas as bem-aventuranças. Ali-No Apocalipse, J oão é inspirado a utili-
ás, é a bem-aventurança das bem- zar o vocábulo grego therion para des-
aventuranças;e: 3) É a m anifestação da crever a natureza do Anticristo. A esco-
glória de Cristo à sua Igreja, e a nossalha dessa palavra acha-se em perfeita
reunião definitiva com Ele. consonância com Daniel. No capítulo
sete de seu livro, o profeta descreve o
Os queJesus
Cristo assim
só consideram
podem ter estaa atitude
vinda: depersonagem em questão: “Depois disto,
aguardar ansiosamente a manifestação eu continuava olhando, em visões no-
do Senhor. turnas, e eis aqui o quarto animal, terrí-
vel e espantoso, e muito forte, o qual
BEM-AVENTURANÇA, A ÚLTIMA - tinha grandes dentes de ferro; ele devo-
[Do gr. makarismós, felicidades] Den- rava e fazia em pedaços, e pisava aos
Bes ta que Sobe do M ar 33

pés. o que sobejava: era diferente deBESTA to- QUE SOBE DO MAR, A [Em
dos os animais que apareceram antes gr. thalásses therion anabainon\
dele, e tinha dez chifres” (Dn 7.7). Preposto de Satanás que, na Septua-
gésima de Daniel, terá como tarefa do-
Por que o Anticristo recebe semelhante
alcunha? minar política e economicamente as na-
ções. E conhecido també m como a Bes-
1) Por levantar-se contra Deus , arro- ta e o Anticristo.
gando a si a posição de Deus (2 Ts 2.1-
10). Pode haver ato mais irracional? Ou Na tipologia escatológica, o mar é usado
loucura maior? Só mesmo alguém pri-para tipificar as nações (Lc 21.25). E é
vado da razão cismaria reivindicar se- justamente dentre estas que se levantará
melhante coisa (Dn 4.32). a besta encarregada de governar ditatori-
almente o m undo. O sistemaque ele há
2) Por causa cie sua postura. Será tão de implantar reunirá as características dos
arrogante quanto o leão. tão voraz quan- três impérios mundiais descritos em
to o urso e tão rápido quanto o leopar- Daniel: “Então vi subir do mar uma bes-
do: “E a besta que vi era semelhante taaoque tinha dez chifres e sete cabeças, e
leopardo, e os seus pés como os de urso, sobre os seus chifres dez diademas, e
e a sua boca co mo a de leão:e o dragão sobre as suas cabeças nomes de blasfê-
deu-lhe o seu poder e o seu trono mia. e E a besta que vi era semelhante ao
grande autoridade" (Ap 13.2). Na fusão leopardo, e os seus pés como os de urso,
destas três feras, temos um animale a sua boca como a de leão; e o dragão
incomum: singularíssimo em todas asdeu-lhe o seu poder oe seu trono e gran-
suas fácies. Ele será horrendo e indo-
mável. Tais características, em menores de autoridade” (Ap 13.1,2 ).
proporções, podem ser encontradas em Se interpretarmos esta passagem à luz
muitos ditadores. de Daniel, verificaremos que o leopar-
do é a Grécia; o urso, a Pérsia; e o leão,
No estudo do Anticristo. levemos em a Babilônia. A combinação destas ca-
conta que. nesta entidade, há dois indi- racterísticas não poderia resultar senão
víduos que estarão trabalhando, em co- nestahorrenda ebsta: “Depois disto, eu
mum acordo, sob a direta inspiração do continuava olhando, em visões notur-
dragão - Satanás. Um. na esfera políti- nas, e eis aqui o quarto animal, terrível
ca; e o outro, na religiosa. O primeiro eé espantoso, e muito forte, o qual tinha
descrito como a besta que sobe do mar;
grandes dentes de ferro; ele devorava e
e o segundo é foto grafado como que
fazia em pedaços, e pisava aos pés o
subindo da te rra. Um é chamado besta ,
que sobejava; era diferente de todos os
e o outro, af lso profeta. Ambos são iden-
animais que apareceram antes dele, e
tificados como animais por se voltarem
tinha dez chifres” (Dn 7.7).
contra a obra deDe s e os redimidos do
Senhor. Eles já esaio. porém, devida-A bestaque sobedo mar funcionará com o
mente julgados, e hão de ser lançados o delegado-maior do diabo. Pois implan-
no lago de fogo onde serão atormenta- tará um sistema tão ditatorial e, em tudo,

dos dia
com enoi
ela o te: "E
falso a besta
profeta quefoifizera
presa,diante
e de
tão seu
arbitrário
esquema, e intolerante,
os regimes que, diante
de Hitler e
dela os sinais com que enganou os que Stalin hão de parecer meros ensaios poli-
receberam o sinal da besta e os que ticos. Para que as suas mentiras sejam
adoraram a sua imagem. Estes dois fo- aceitas como verdades, contará ele com
ram lançados vivos no lago de fogo queo suport e místico da bestaque sobeda
arde com enxofre" (Ap 19.20). terra.Vicie verbete seguinte.
34 A Besta que Sobe da Terra

BESTA QUE SOBE DA TERRA, A 3) Fará sinais e maravilhas. Em sua


[Em gr. therion anabainon ek tês g«] gana por enganar os moradores da terra,
Conhecida também como a Segundaa segunda besta fará sinais, maravilhas e
Besta e o Falso Profeta, será o preposto estupendos prodígios: ''Também exer-
religioso de Satanás. Pelas característi-cia toda a autoridade da primeira besta
cas queJ oão apresenta ste de persona- na sua presença: e fazia que a terra e os
gem, concluímos: esta besta apresentar- que nela habitavam adorassem a primei-
se-á como a grande (e falsa) alternativa ra besta, cuja ferida mortal fora curada.
messiânica da humanidade (Ap 13.11- E operava grandes sinais, de maneira
18). Sua missão primacial constituir-se-que fazia até descer fogo do céu à terra,
á em dar sustentação mística à platafor- à vista dos homens; e. por meio dos
ma de governo da Be sta que sobe do sinais que lhe foi permitido fazer na pre-
mar. E para lograr seus objetivos, agirásença da besta, enganava os que habita-
da seguinte forma: vam sobre a terra e lhes dizia que fizes-
1) Apr es en ta r- se -á co mo o Me ss ia s de sem uma imagem à besta que recebera a
Isr ael. Esta sua pretensão será plena-ferida da espada e vivia’' (Ap 13.12-14).
mente aceita pelos israelitas: “Eu (disse4) Sustentará m isticamente o Anticr isto.
J esus) vim em nome de meu Pai, e não O sistema a ser implantado por Satanás
me recebeis; se outro vier em seu pró- representará a união perfeita entre o Es-
prio nome, a esserecebereis” J (o 5.43). tado e a Religião. Se esta designação
Esta aliança, porém, terá efêmera dura- não fosse tão imprópria, diríamos que o
ção: Έ ele fará um pacto firme com
muitos por uma semana; e na metade teocrático governo
da dosem
Anticristo seráprecedentes
quaisquer um estado na
semana fará cessar o sacrifício e a história político-religiosa das nações.
oblação; e sobre a asa das abominações
virá o assolador; e até a destruição de- A religião dará à Primeira Besta toda a
terminada, a qual será derramada sobre sustentação de que esta necessita para
o assolador” (Dn 9.27). governar a humanidade: "Foi-lhe con-
cedido também dar fôlego à imagem da
2) Re iv in dica rá ador aç ão divina tanto besta, para que a imagem da besta falas-
a si quanto à primeir a besta. Ela apre- se, e fizesse que fossem mortos todos os
sentar-se-á aos gentios como o próprio que não ador assem aimagemda besta.
Deus: “Ora, quanto àvinda de nosso E fez que a todos, pequenos e grandes,
Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião ricos e pobres, livres e escravos, lhes
com ele, rogamo-vos, irmãos, que nãofosse posto um sinal na mão direita, ou
vos movais facilmente do vosso modona fronte, para que ninguém pudesse
de pensar, nem vos perturbeis, quer por
comprar ou vender, senão aquele que
espírito, quer por palavra, quer por epís-
tola como enviada de nós, como se otivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o
dia do Senhor estivesse já perto. Nin-número do seunome” (Ap 13.15-17).
guém de modo algum vos engane; por- Enfim, a Besta que sobe da terra será
que isto não sucederá sem que venha um perfeito falso profeta: falará por Sa-
primeiro a apostasia e seja revelado tanás, o doutrinará a terra, realizará con-
homem do pecado, o filho da perdição,vincentes milagres para referendar o erro
aquele que seopõe e selevanta contr a e a mentira, mostrar-se-á aos judeus
tudo o que se chama Deus ou é objeto como se fora o profeta anunciado por
de adoração, de sorte que se assentaMoisés, no e tentará, durante suaa curta,
santuário de Deus, apresentando-se mas perigosa gestão, corromper os con-
como Deus” (2 Ts 2.1-4). ceitos teológicos já consagrados pelas
Bodas do Cordeiro 35

mais diversas culturas que, de uma for-'tos, e há de continuar por toda a eterni-
ma ou de outra, corroboram a existên-dade.
cia do Deus Único e Verdadeiro. Nas Bodas do Cordeiro, a Igreja apos-
A segunda
da best
a será
antiteologia. Comoaessênc i a e abase
identificá-la? sar-seáde
Os Noiva deCristo,
toda a esuaCristo
herança como a
a possuirá,
qu e aqui estiverem durante a concretizando, assim, de maneira amo-
Septuagésima Semana de Daniel não rosa e eterna, o alvo maior do Plano
terão muita dificuldade em distinguir- Redentivo: Deus entre o seu povo, e o
lhe o caráter, pois ela se parece com um seu povo a desfrutar-lhe de todos os
cordeiro, mas não é o Cordeiro: “E vi benefícios advindos desta comunhão.
subir da terra outra besta, e tinha doisSerá um acontecimento tão ímpar na his-
chifres semelhantes aos de um cordei-tória do amor de Deus, que todos são
ro; e falava comodragão” (Ap 13.11). convidados a dele tomar parte: Έ disse-
BODAS DO CORDEIRO - [Do gr. me: Escreve: Bem-aventurados aqueles
gamou tou arniou} Consumação da que são chamados à ceia das bodas do
união mística entre Cristo e a sua Igre- Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as
ja. Será uma celebração tão elevada everdadeiras palavras deDeus” (Ap 19.9).
inefável, que não encontrará precedente O que Salomão ideou em Cantares, será
algum quer no tempo, quer no espaço; realizado nas Bodas do Cordeiro: a per-
começará com o arrebatamento dos san feita união entre Deus e o seu povo.
CALÚNIA ESCATOLÓGICA - Impu-
c rança: o aparecimento de Cristo em gló-
tação desprovida de fundamentos, ria. quando então todos estaremos para
objetivando destruir a veracidade do sempre com o Senhor.
Senhor eJ sus Cristo quanto aesta pro- Engenhosamente, os tais teólogos dei-
messa: "Não se turbe o vosso coração;
credes em Deus. crede também em mim.
xam transparecer que Cristo mentiu ao
prometer que voltaria buscar os seus. E
Na casa de meu Pai há muitas moradas: se Ele mentiu, áj não é digno decrédito.
se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: Pode haver calúnia maior que esta? Ou
vou preparar-vos lugar. E. se eu for eo Senhor disse, ou não o disse. No Cris-
vos preparar lugar, virei outra vez. tianismo,
e não há meios-termos, nem
vos tomarei para mim mesmo, para que meias-verdades.
onde eu estiver estejais vós também" Os que assim caluniam o Senhor são
(Jo 14.1-3). vistos como zombadores pelo apóstolo
Nestes últimos dias. muitos são os que.Pedro:
sob as roupagens de um a teologia des- “Nos últimos dias virão escarnecedores
provida de Deus. eamparados por um com zombaria andando segundo as sua s
cristianismo dissociado de Cristo, zom- próprias concupiscências, e dizendo:
bam da realidade da Segunda V i nda de Onde está a promessa da sua vinda?
J esus. Alegam que o Senhor não disse o porque desde que os pais dormiram, to-
que realmente quis dizer, e que o ensino das as coisas permanecem como desde
acerca deeu s segundo advento não pode o princípio da criação. Pois eles de pro-
ser entendido nem interpretado de for-pósito ignoram isto. que pela palavra de
ma literal. Deus já desde a antigüidade existiram
Ora, fosse isso verdade, o Cristianismoos céus e a terra, que foi tirada da água
seria a mais embusteira das religiões,e no meio da água subsiste; pelas quais
pois a nossa fé acha-se fundamentada coisas pereceu o mundo de então, afo-
justamente nesta bem-aventurada espe gado em água: mas os céus e a terra de
Canaã

agora, pela mesma palavra, têm sido Celeste. Através dafé. atravessam
os to-
guardados para o fogo, sendo reserva-dos estes desertos e provações para. no
dos para o dia do juízo e da perdiçãomais bem-aventurado dos dias. entrar-
dos homens uma
não ignoreis ímpios. Masque
coisa: vós,
umamados, mos
dia para de éposse
artífice da cidade,
o próprio Deus. cujo arquiteto e
o Senhor é como mil anos, e mil anos
como um dia. O Senhor não retarda CA a RI TA S - Vocábulo latino que. na teo-
sua promessa, ainda que alguns a têm logia do Novo Testamento, significa
por tardia; porém é longânimo para amor benevolente. Foi este tipo de amor
convosco, não querendo que ninguémque levou o Todo-Poderoso a planejar a
se perca, senão que todos venham a ar- eternidade para que a desfrutássemos
repender-se. Virá, pois, como ladrão o ao lado d e seu mui amado Fil ho. Jesus
dia do Senhor, no qual os céus passarãoCristo.
com grande estrondo, e os elementos, A essência do programa escatológico
ardendo, se dissolverão, e a terra, e de as Deus é caritas.
a o amor que só Deus
obras que nela há, serão descobertas” (2 possui, e que o levou a entregar o seu
Pe 3.3-10). Filho a fim de que nos apoderássemos
A vinda de Cristo já é uma realidade. Sede todos os be ns futuros J(o 3.16).
Ele prometeu que voltaria buscar os
seus, não desmoreçamos: Ele voltará. CA RM A - [Do sânscrito. karmam] De
Ainda que zombem desta verdade , Ele acordo com o Hinduísmo e o Budismo,
voltará. Ainda quenão aceitem esta re- é a força resultante das ações e méritos
alidade profética, Ele voltará. Ainda quealma
pessoais, determinando
nas próximas
0
destino da
encarnações.
nEle não mais esperem, todavia nós es-
taremos com os corações alertas em per-
CARNE E O IMPEDIMENTO DA
manente oração: aMranata. Or a vem,
Senhor Jesus! PLENITUDE ESCATOLÓGICA, A
- Ensinamento segundo o qual a carne,
CA NAÃ Antigo nome da Terra de Isra- em decorrência de sua inclinação natu-
el. O vocábulo é srcinário do hurriano ral ao pecado, não tomará parte no arre-
(idioma extinto do Médio Oriente), e batamento da greja.
I De acordo om
c esta
significa vermelho-púrpura, em virtudeconcepção, o corpo dos redimidos, no
da abundância do moluscomurex, exis- instante mesmo da volta do Senhor, há
tente nas costas do país, e do qual se de ser completamente extinto. Tal dou-
extrai um corante carmesim. trina anula não apenas a ressurreição
Para os antigos hebreus, Canaã era uma dos que dormiram em Cristo, como tam-
terra, cujos costumes deveriam ser evi-bém a esperança do s que aguardam a
tados: “Não fareis segundo as obras da redenção de seus corpos.
terra do Egito, em que habitastes; nemPara que este assunto seja bem
fareis segundo as obras da terra deelucidado, é mister que compreendamos,
Canaã, para a qual eu vos levo; neme bem, como a carne é vista pelas Sa-
andareis segundo os seus estatutos” Lv
( gradas Escrituras.
18.3). O vocábulo carne, no Novo Testamen-
Mas em virtude da s alianças e promes- to, é usado tanto para descrever a natu-
sas, a terra passou a ser vista como um reza humana, como para qualificar 0
lugar que, em nada, difere da morada princípio
de que está em contínua oposi-
Deus. Para os cristãos, o céu é a Canaã ção ao espírito. Este último sentido foi
Casa de Meu Pai 39

desenvolvido como doutrina pelo após- Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde
tolo Paulo (1 Co 3.1-4). O crente car- está, ó morte, o teu aguilhão? O agui-
nal, segundo explica o doutor dos genti-lhão da morte é o pecado, e a força do
os, é oque dáinteira guarida ao pecado. pecado éa lei. Mas graça aDeus que
O apóstolo Paulo também afirmou: “Mas nos dáa vitória por nosso Senhor Jesus
digo isto, irmãos, que carne e sangueCristo. Portanto, meus amados irmãos,
não podem herdar o reino de Deus; nem sede firmes e constantes, sempre abun-
a corrupção herda a incorrupção” (1 Codantes na obra do Senhor, sabendo que
15.50). Diante de uma afirmação tã o o vosso trabalho não é vão no Senhor”
categórica, muitos poderão ser levados(1 Co 15.50-57).
a concluir, apressada e erradamente, que Por conseguinte, apesar das fraquezas e
só o espírito dos redimidos é que parti- inconveniências de nossa carne, um dia,
cipará do arrebatam ento da Igreja. E quando da volta deCristo Jesus, serem os
que a nossa parte material há de ser transformados de maneira radical. E, já,
sumariamente destruída. semelhantes aos entes celestes, habitare-
Paulo, entretanto, não quis dizer isto.mos para sempre com o Senhor. O que
No grande capítulo da ressurreição, dei- era flebilidade, fez-se força. O que era
xa bem claro:o nosso corpo como está, corrupção, resultou em eternidade.
corrupto e mortal, de fato não pode en-Ao contrário do queapregoam as reli-
trar no Reino dos Céus. Mas Deus já giões orientais, a natureza carnal ja-
nos reservou um mistério, através domais nos impedirá de unir-nos com o
qual nossos corpos hão de ser glorifica-Senhor; nosso corpo é o templo do Es-
dos e imortalizados
seremos semelhantesde aostalanjos.
forma,
Ou que
pírito Santo.
me-
lhor: hemos de ser. em tudo. parecidos CA SA DE M EU PA I - [Do gr. oikía tou
com o Senhor Jesus (I Jo 3.2). pa tr ós mou] Expressão com que o Se-
nhor Jesus sereferiu às mansões ce i es-
Neste ensino, o apóstolo é claro, direto
tes como a morada eterna daqueles que
e incisivo:
o recebem como o Salvador e Senhor
“Mas digo isto. irmãos, que carne e de suas vidas:
sangue não podem herdar o reino de
"Na casa de meu Pai, há muitas mora-
Deus; nem a corrupção herda a
das" (J o 14.1). Eis aqui umadas maio-
incorrupção. Eis aqui vos digo um mis-
res promessas das Sagradas Escrituras.
tério: Nem todos dormiremos mas to-
E, por conseguinte, somente poderia ser
dos seremos transformados, num mo-
enunciada aos filhos de Deus.
mento, num abrir e fechar de olhos, ao
som da última trombeta: porque a trom-De todas as expressões usadas, tanto no
beta soará, e os mortos serão ressusci-Antigo quanto no Novo Testamento,
tados incorruptíveis, e nós seremos para designar os céus, nenhuma tão é
transformados. Porque é necessário que carinhosa, nem terna e nem tão íntima
isto que é corruptível se revista dacomo esta:Casa de meu Pai. Isto signi-
incorruptibilidade e que isto que é mor-fica que os céus, agora, não são apenas
tal se revista da imortalidade. Mas, o Paraíso, ou a Morada do Altíssimo.
quando isto que é corruptível se reves-Agora, são aCasa de Meu Pai.
tir da incorruptibilidade, e isto que é O equivalente hebreu é também mui sig-
mortal se revestir da imortalidade, en- nificativo. B éit-A b a é o universo
tão se cumprirá a palavra que está es-celestial onde resideeová, J epara onde
crita: Tragada foi a morte na vitória. o seu Filho há de conduzir todos os
Castigo Eterno

redimidos para querepousem de seus CAUSA DEFICIENS - Loc. lat.: Causa


trabalhos, enfados e angústias. deficiente. Expressão criada por Agos-
Como é a Casa do Pai9O srcinal grego tinho para nominar a srcem do pecado.
desenha-nos
composta poruma casa muito
incontáveis grande,
moradas ouA referida
veitada locução
tanto por teológica
Lutero comoseriapor
apro-
mansões. E uma estância ou acampa-Calvino na construção de seus respecti-
mento de descanso. vos arcabouços teológicos.
Nesta expressão, fica implícita tambémO pecado é assim descrito porque, des-
a doutrina da adoção, através da qual de a sua introdução no contexto
somos recebidos como filhos de Deus eontológico do Universo, a ordem
co-herdeiros de Cristo. E se somos fi- estabelecida pelo Criador foi quebrada,
lhos, o Pai anseia por recepcionar-nos gerando um angustiante conflito entre
em suas moradas eternas. as criaturas morais.
No programa escatológico de Deus. o
CASTIGO ETERNO - Penalidade a ser pecado será para sempre extinto, possi-
infligida, na consumação dos séculos, bilitando o surgimento de uma nova or-
aos que rejeitam a graça de Deus e re- dem: uma sociedade de santos, cuja úni-
sistem ao chamamento do Evangelhoca ocupação será consagrar-se à adora-
(Mc 9,47,48). ção do Todo-Poderoso. A causa defici-
A penalidade eterna constituir-se-á numente, portanto, não conseguirá prejudi-
fogo inextinguível (Mc 9.43) que arde- car o que Deus, em seu infinito amor e
sabedoria, preparou aos que aceitam o
rá paraAsempre
8.12). nas trevas
isto chama exteriores
a Bíblia (Mt
lago de Evangelho de Cristo.
fogo; um lugar onde o verme não morre
CE RT IT UD O SAL UT IS - Loc lat.:
(Mc 9.48), onde há choro e ranger de
Certeza 011 segurança de salvação. Con-
dentes (Lc 13.28) e ondeos impeniten-
vicção que o pecador arrependido rece-
tes serão atormentados com singulares
be não somente quanto ao livramento
açoites (Lc 12.47; Ap 21.8).
dos perigos e ameaças do presente, mas
Muitos são os teólogos que não aceitamprincipalmente quanto à sua bem-
a idéia do ca stigo eterno. Acham que, aventurançaeterna (Jo 10.28).
na consumação dos séculos, Deus aca-
bará por perdoar a todos ou, na pior das CÉU - [Do hb.shamayim: do gr.oitranus;
hipóteses, extinguirá os ímpios para do lat. coeluni] Habitação de Deus e
sempre. Um estudioso das Escrituras,morada dosjustos. Além de sua con-
porém, afirmou com rara propriedade:cepção espacial, o céu (ou céus) pode
“Se qualquer coisa menos que a puni-ser considerado,também, como o esta-
ção eterna for devida em vista do peca-do inefável daqueles que dormiram em
do, que necessidade havia de um sacri- Cristo (Ap 14.13).
fício infinito para livrar do castigo? Je- Nas Sagradas Escrituras, o céu é conhe-
cido pelas seguintes designações: Rei-
sus derramaria
livrar-nos das seconseqüências
u precioso sanguedepara
nossano (Mt 25.34; Tg 2.5: 2 Pe 1.11 ), Para-
culpa, se tais conseqüências fossem ape- íso (Lc 23.43; Ap 2.7), Herança (1 Pe
nas temporárias? Conceda-se-nos a ver-1.4), Cidade (Hb 11.10).
dade de um sacrifício infinito, e dissoOs judeus entendiam que havia pelo
tiraremos a conclusão que o castigo eter- menos três céus. O primeiro era are-
no é uma verdade". gião, ondevoam os pássaros (Jó 35.11).
Compreensão Otimista da História 41

O segundo é o espaço onde orbitam espe o rança: a volta de Cristo Jesus. Esta
Sol, a Lua. e as estrelas (Gn 1.8). E o esperança, bem-aventurada sempre, faz
terceiro, simbolizado pelo Santo dos com que os redimidos se separem do
Santos, era a Casa de Deus. Os judeusmundo e se congreguem ao serviço de
do período interbíblico iam mais longe:Deus.
diziam que. na verdade , havia sete céus. A comunhão dos santos é, principal-
E do céu que aNova Jerusalém háde mente, uma comunhão de esper ança no
descer em direção à Nova Terra, ondeporvir.
estarão pa ra sempre os redi midos do
Senhor (Ap 21). Nesta abençoada mo- COMPREENSÃO OTIMISTA DA
rada serviremos a Deus. inteiramenteHISTORIA - Concepção doutrinária
livres de qualquer mal (Ap 7.15,16), em segundo a qual a idade áurea da Histó-
completa laegria e felicidade (SI 16.11). ria acha-se no futuro, e será inaugurada
Uma ventura, pois. que vai além de nos-com a implantação do Reino de Deus
sa compreensão (1 Co 2. 9). em todo o mundo atravésde Cristo Je-
sus.
No Novo Testamento, a doutrina da
morada eterna dos santos é tão impor- Para os historiadores seculares, a huma-
tante, que o substantivo grego ouraniis nidade caminha de mal a pior;
- céu - aparece, de Mateus a Apocalip- precipitamo-nos num terrível abismo.
se, cerca de duzentas e oitenta vezes.Se É examinarmos os registros e crônicas
uma das palavras mais significativas dados vários povos e culturas, seremos
Escatologia Bíblica. constrangidos a justificar tal conclusão.

Por conseguinte, o céu é tanto um lugarPois a cada seus


multiplicam dia que passa,
crimes os homens
e bastardias.
(Jo 14.2.3). quanto um estado ondepre-
dominam a santidade (Hb 12.14; Ap Quem poderia supor que, em pleno sé-
21.27) a felicidade (SI 16.1 I ). a glória culo XX, fosse deflagrada uma aventu-
(2 Tm 2.11).0 repouso e a segurança ra como a Segunda Guerra Mundial, que
(Hb 4.10. II). acabaria por custar a vida de sessenta
milhões de pessoas. No uJ lgamento de
CHILIASMO Em grego.Milênio. Vo- Nuremberg, os juristas tiveram dificul-
cábulo pelo qual também é conhecidadades a em nomear o crime que os ale-
doutrina que assegura a realidade domães haviam perpetrado contra os ju-
Milênio conforme descrito pelos profe- deus. Foi necessário que o advogado
tas e apóstolos do Senhor.(Ver Milênio) Raphael Leukim criasse um neologis-
mo para denominar toda aquela barbárie:
Cl VITAS DEI - Loc. lat.: Cidade de genocídio.
Deus. Título de uma das principais obras
de Agostinho. Para o erudito bispo de Apesar de tudo, o otimismo quanto oa
Hipona. não há melhor título para a Igre- futuro pode ser encontrado em toda a
ja que este. pois mostra a militância do Bíblia. Isaías dá-nos um bom exemplo
povo de Deus que, apesar das seduções desta visão magnânima. Se na primeira
deste mundo, prossegue rumo ao glori-parte de seu livro, o profeta exorta Isra-
oso futuro ao lado de Cristo. el, e prevê-lhe dias sombrios: os
israelitas seriam humilhados pelos gen-
COMMUMO SANCTORUM - Loc. tios; na segunda, a nota é de júbilo: na
lat.: Comunhão dos santos. Expressão consumação dos tem pos, o Senhor e
J ová
a a como umacomu- virá em socorro de seu povo, e o exalta-
que descreve Igrej
nidade orgânica em torno da benditará acima de todas sa nações. Amesma
Consumação dos Séculos

compreensão quanto à história é obser-Haverá continuidade antropológica: a


vada nos dem ais profetas enos apósto- humanidade será a mesma. Os povos e
los do Cristo. nações serão os mesmos. A geografia
política em quase nada será alterada.
Por conseguinte,
manidade não estáa no
idade áurea como
passado, da hu-oDeus. por conseguinte, não criará uma
querem os historiadores e filósofos gen-raça especial para que Cristo a governe
tios, mas no futuro. Quando Deus im- como o Rei dos reis e Senhor dos se-
plantar o seu Reino, as nações hão denhores. Mas os que tiverem sobrevivido
se conscientizar que. apesar da Histó- à Grande Tribulação. ver-se-ão obriga-
ria Secular, a História Sagrada sempredos a se adaptarem às leis do messiânico
acaba por triunfar sobre as nossas pers-governo.
pectivas. Havendo continuidade antropológica, a
cultural fica subentendida. Só que o seu
CONSUMAÇÃO DOS SÉCULOS - arcabouço será alterado de modo radi-
Fim do mundo atual; término da pre-cal. para quejamais venhaa contrariar
sente era. De acordo com a Escatologiaa cultura do Milênio. Logo, haverá tam-
Bíblica, a consumação dos séculos podebém continuidade histórica: o Reino
ser definida como a efetivação do pro- Milenial somente poderá ser tido como
grama que Deus estabeleceu, tendo a fase áurea da História se todos se lem-
como objetivo primevo a plena reden- brarem das épocas que compuseram as
ção dos santos através da volta de Cris- sempre frustrantes e amargas experiên-
to, a implantação de seu Reino na Ter-cias do governo humano.
ra, o J ulgamento Final e a inauguração Somente Deus poderia dirigir a História
do Estado Eterno. de forma tão maravilhosa! Ele dá conti-
CONSUMMÂTIO MUNDI Loc. lat.: nuidade à História, mas extirpa desta
Consumação do mundo. todo o continuísmo.

CONSUMMATIO SAECULI Loc CONTINUIDADE ENTRE O CORPO


lat.: Consumação dos séculos. MORTAL E O CORPO GLORIFI-
CADO - Esta é uma das questões mais
CONTINUIDADE ENTRE A PRE- delicadas da Escatologia Bíblica. Para
SENTE ERA E O MILÊNIO - Haverá alguns teólogos, não haverá qualquer
continuidade entre a presente era e orelação entre o corpo glorificado e o
Milênio? Das profecias do Antigo e do corpo que. no presente, nos abriga a
Novo Testamento, inferimos que sim. alma. Eles acreditam que. nos céus. os
Apesar dos cataclismos ocasionados santos terão um corpo tão estranho a
pelo Arrebatamento da Igreja e pela esta reali dade qu
e ninguém poderáes
Grande Tribulação, a continuidade an- reconhecer. E alguns vão mais longe:
tropológica e cultural entre este século acham que, na eternidade, nem vamos
e o Milênio não pode ser descartad
a. nos sentir nós mesmos.
Swedenborg ensinava que o homem tem
O Senhorum
construir voltará
mundojustamente
arruinado para re-dois corpos: um material e outro psíqui-
por um
sistema que, desde Ninrod, vem-lhe de-co. O primeiro, ou externo, por ocasião
safiando abertamente. Ele mostrará que da morte, é sepultado; o outro, ou inter-
a Terra é administrável e mui pródigano, é recolhido aos céus. Segundo o
desde que haja temor e respeito por sua teólogo sueco, esta é a única ressurrei-
Palavra. ção a ser experimentada pelo ser huma
Conversão dos Judeus 43

no. Logo. não ha verá continuidade en- rio: que galardão teríamos? No entanto,
tre o nosso corpo atual e o glorificado. será um corpo glorificado e semelhante
Tal posicionamento é, no mínimo, ab- ao dos anjos (Lc 20.30-34).
surdo. Em primeiro lugar, a transfor-
mação de nossos corpos não implicará CON V ER SÃ O DOS J UDE US Recon-
ciliação futura entre0 povo de Israel e o
na destruição de nossas atuais feições,
seuDeus, tendo o Messias como media-
nem dos traços psicológicos e espiritu-
neiro. A conversão nacional de Israel,
ais que nos particularizam o caráter.
Haja vista o aparecimento deM oisés e que se dará no final da Grande Tribula-
ção, revalidará todos os pactos antigos,
Elias no M onte da Transfiguração.
principalmente o messiânico, e fará com
Embora transformados e semelhantes
que os israelitas sejam definitivamente
aos anjos, puderam ser perfeitamente
curados de todas as suas rebeliões.
identificados. O mesmo aconteceu ao
Senhor Jesus. Apesar da glória que lhe Para que entendamos este capítulo futu-
envolvia o corpo, foi Ele reconhecido ro da história dos filhos de Abraão, é
como o Mestre amado de Pedro, João e mister que lancemos um olhar sobre o
Tiago (Mt 17.1-13). dramadesta famí lia que, apesar deeuss
fracassos, cumpriu cabalmente a sua
O que isto significa? Que haverá rela-
missão: levar os gentios ao conhecimen-
ção, ou continuidade, entre o nosso cor-
to do Senhor.
po atual e o que herdaremos ao entrar
nas regiões celestiais. Rigorosamente fa-Em conseqüência de suas muitas e agra-
lando. será o mesmo corpo, só que glori-vadas iniqüidades, Israel foi entregue
ficado "Mas
Paulo: e imortalizado. A explicação
digo isto. irmãos, é depor Jeová
que carne aos babilônios
uma fúria que, leva
incontrolável, dos
destroem
e sangue não podem herdar onoreide J erusalém, o Santo Templo e levam os
Deus; nem a corrupção herdar a judeus a Babilônia, onde haveriam de
incorrupção. Eis aqui vos digo um mis-permane cer por 70 anos. qAuele ano
tério: Nem todos dormiremos mas todosjamais seria esquecido: 586 a.C.
seremos transformados, num momento, Terminado este período, os exilados
num abrir e fechar de olhos, ao som da retornam. Não tardariam, porém, arom-
última trombeta: porque a trombeta soa- per o pacto comeová
J atéque, no 70 de
rá, e os mortos serão ressuscitados nossa era, são dispersos por todos os
incorruptíveis, e nós seremos transfor-continentes.
mados. Porque é necessário que isto que O Senhor, todavia, jamais se esqueceu
é corruptível se revista da incorrupti-da aliança que firmara com os patriar-
bilidade e que isto que é mortal se revista cas. Está mui próximo o tempo em que
da imortalidade. Mas, quando isto que os é filhos deIsrael hão de lhereconhecer
corruptível se revestir da incorrupti- o senhorio. Isto acontecerá quando Je-
bilidade. e isto que é mortal se revestir rusalém estiver sitiada pelas mais lon-
da imortalidade, então se cumprirá a pa- gínquas erenhidas nações. Em sua an-
lavra que está escrito: Tragadafoi a mor- gústia,a nação hebré ia clamará ao Mes-
te na vitória" (1 Co 15.50-55). sias que, prontamente, lhe virá ao en-
Haverá, pois. relação entre o nosso cor-contro. Assim Zacarias anteviu este
po atual e o que teremos quando do momento:
arrebatamento da Igreja. Seremos reco-“A palavra do Senhor acerca de Israel:
nhecidos pelos nossos traços fisio- Fala o Senhor, o que estendeu o céu, e
nômicos e psicológicos. Caso contrá que lançou os alicerces da terra e que
44 Con versã o dos Judeus

formou o espírito do homem dentro dele.família da casa de Levi à pa rte, e su


as
Eis que eu farei de J erusalém um copo mulheres à parte: a família de Simei à
de atordoamento para todos os povos em parte, e suas mulheres à parte: todas as
redor, e também para Judá, durante o mais famílias, cada família à parte, e
cerco contraJ erusalém. Naquele dia fa- suas mulheres aparte" (Zc 12.1-12).
rei de Jerusalém uma pedrapesadapara A conversão nacional de Israel inaugu-
todos os povos; todos os que a erguerem, rará um novo período na história da hu-
serão gravemente feridos. E ajuntar-se-manidade.
ão contra ela todas as nações da terra.
Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de es- Todos ver-se-ão obrigados a reconhe-
panto a todos os cavalos, e de loucura cer os a soberania e os privilégios dos ju-
que montam neles. Mas sobre a casa de deus como nação santa, profética e sa-
J udá abrirei os meus olhos, e ferirei de cerdotal. E. na bênção de Israel, todos
cegueira todos os cavalos dos povos.os povos serão abençoados. A paz será
Então os che fes de judá dirão no se u uma realidade. A concórdia entre as na-
coração: Os habitantes deJ erusalém são ções não será mais utopia, pois o Cristo
a minha força no Senhor dos exércitos,condu/.irá todas as gentes a um pacto
seu Deus. Naquele dia porei os chefes justo de e santo.
J udá como um braseiro ardente no meio Cronologicamente, a conversão de Isra-
de lenha, e como um facho entre gavelas; el dar-se-á após o arrebatamento da gre-
I
e eles devorarão à direita e à esquerdaja.aOu, para sermos mais precisos, con-
todos os povos emredor; e J erusalém forme já o dissemos, no final da Grande
Tribulação.
serár, habitada
luga mesmo emoutra vez noaTmbé
J erusalém. seumpróprio
o
Senhor salvará primeiro as tendas de CORPO ESPIRITUAL - Corpo despro-
J udá, para que a glória da casa de Davi e vido de matéria, e habilitado a perma-
a glória dos habitante s de Jerusalém não necer na dimensão transfísica. Nesta
se engrandeçam sobre uJ dá. Naquel e dia condição, não sofre as limitações do
o Senhor defenderá os habitantes deJ e- mundo natural. Haja vista os anjos: em
rusalém, de sorte que o mais fraco dentre virtude da substância e habilidade de
eles naquele dia será como Davi, e a casa seus corpos, movimentam-se livremen-
de Davi será como Deus, como o anjo dote entre as diversas dimensões da cria-
Senhor diante deles. E naquele dia, trata- ção divina.
rei de destruir todas as nações que vie- Segundo Paulo, os santos, quando do
rem contra J erusalém. M as sobrea casa arrebatamento da Igreja, serão providos
de Davi, e sobre os ha bitantes ed J erusa- desses mesmos corpos: "Mas digo si to,
lém. derramarei o espírito de graça e irmãos, de que carne e sangue não podem
súplicas; e olharão para aquele a quem herdar o reino de Deus: nem a corrupção
traspassaram, e o prantearão como quem herda a incorrupção. Eis aqui vos digo
pranteia por seu filho único; e chorarão um mistério: Nem todos dormiremos
amargamente por el e, como se chora pelo mas todos seremos transformados, num
primogênito. Naquele dia será grande o
pranto emJ erusalém, como o pranto de ao momento,
som danum abrirtrombeta:
última e fechar porque
de olhos,
a
Hadade-Rimom no vale de Megidom. trombeta soará, e os mortos serão res-
“E a terra pranteará, cada família à parte: suscitados incorruptíveis, e nós seremos
a família da casa de Davi à parte, e suas transformados. Porque é necessário que
mulheres à parte; e a família da casa isto de que é corruptível se revista da
Natã àparte, e suas ulheres m àparte; a incorruptibilidade e que isto que é mor
Corruptível 45

tal se revista da imortalidade” (1 Co CORPO RESSURRETO Corpo


15.50-53). revificado em virtude da ação extraor-
O que o apóstolo deixa bem claro, nessa dinária de Deus em consonância com o
seu programa escatológico com vistas,
passagem, é que
aos anjos. Esta mesmaseremos
verdadejásemelhantes
havia em relação aos san tos, ao Arrebatamen-
sido realçada pelo próprio Cristo: “Res-to da g I reja; e, emrelação aos demais,
pondeu-lhes J esus: Os filhos deste mun- ao Julgamento final.
do casam-se e dão-se em casamento; Os que morreram em Cristo, hão de res-
mas os que são julgados dignos de al- surgir para serem imortais e gloriosos;
cançar o mundo vindouro, e a ressurrei- em tudo semelhantes aos anjos. Quanto
ção dentre os mortos, nem se casam aos ímpios, serão providos de corpos
nem se dão em casame nto: porque já suficientemente habilitados para supor-
não podem mais morrer; pois são iguais tarem todo o ardor da ira de Deus (Dn
aos anjos, e são filhos de Deus. sendo 12.2 ).
filhos da ressurreição" (Lc 20.34-36).
É oportuno ressaltar que nem todo o
O corpo espiritual será o resultado dacorpo ressurreto tem características so-
transformação radical e gloriosa de nos-brenaturais. O corpo de L ázaro de
sos corpos mortais. Betânia. por exemplo. Esta ressurreição
CORPO GLORIOSO - Corpo que, em não teve caráter perm anente. Mas toda
virtude do arrebatamento da Igreja, há a revificação escatológica será perma-
de refletir plenamente a glória divina.nente e estará em perfeita harmonia com
Terá o brilho da luz do sol (Ex 34.29); a o que Deus reservou para a consumação
aparência dos anjos (Dn 3.25): a rapi-dos séculos.
dez dos raios. Enfim, se fôssemos des- CORRUPTÍVEL - LDo gr.pht har tóm,
crever o corpo glorioso dos redimidos, do lat. corruptibile J Suscetível de se
não estarí amos exagerandose usásse-
corromper pela perda de suas qualida-
mos as palavras de Daniel ao extasiar-
des primárias; que está sujeito à deca-
se diante do mensageiro divino:
dência. Assim é descrito o corpo dos
“Eis um homem vestido de linho e osfilhos dc Adão; sujeito às doenças, à
seus lombos cingidos com ouro fino deação do tempo e àmorte. Um corpo que
Ufaz: o seu corpo era como o berilo, e se o faz pó e cinza.
seu rosto como um relâmpago: os seus
olhos eram como tochas de fogo. e os Quando do arrebatamento da Igreja,
seus braços e os seus pés como o brilho porém, o corpo mortal e corruptível dos
de bronze polido: e a voz das suas pala- santos há de ser, em tudo, semelhante
vras como a voz duma multidão” (Dnao dos anjos (Lc 20.30-34).
10.4-6). O que é corruptível, garante Paulo, re-
No Antigo Testamento, trê s foram os vestir-se-á da incorruptibilidade; o que
santos a serem galardoados com corpos é mortal, da imortalidade (1 Co 15.53).
gloriosos. Enoque e Elias foram-no emMais adiante0 apóstolo afiança: “Mas,
vida. Ao passo que Moisés, conforme quando isto que é corruptível se revestir
inferimos do episódio da transfiguraçãoda incorruptibilidade, e isto que é mor-
de Cristo, o foi após a sua morte. tal se revestir da imortalidade, então se
O corpo glorioso, que todos teremos cumprirá a palavra que está escrita: Tra-
quando da volta deJ esus, far-nos-á se- gadafoi a morte na vitória” (1 Co 15.54).
melhantes aos anjos. (Vide verbete an- Quando isto ocorrer, não mais estare-
terior). mos sujeitos quer ao tempo, quer ao
46 Crede , Ut Jntelligas

espaço. Desfrutaremos plenamente daT endo em vista tal exortação,


eternidade ao lado do Cristo de Deus. lembremo-nos também desta recomen-
dação de A nselmo: Credo, ut
CREDE, UT IN TEL L IGA S Loc. lat:
Crê de forma ordenada para que pos- intelligam. Ou seja: Creio em ordem
para que ue possa ente nder. Se hoje
sas entender. Este conse l ho de Agosti-
nho é indispensável aos que porfiammuita gente se embaraça com as últi-
por compreender a Doutrina das Últi- mas coisas é porque não buscou com-
mas Coisas. Pois antes de se entenderpreender.
a de forma ordenada, o que o
Escatologia Bíblica, faz-se imprescin- Senhor quis ensinar com as primeiras.
dível conhecer as demais doutrinas dasÉ urgente, por conseguinte, que nos
Sagradas Escrituras. Somente assim es-voltemos a todos os conselhos de Deus
taremos em condições de assumir, com(At 20.27). Somente assim estaremos
precisão, os desígnios divinos quanto aptos a viver o Plano de Salvação em
ao final dos tempos. sua plenitude.
DAMNATIO - Loc. lat.:Da nação. Puni- Babilônia no século VI a.C., destacan-
ção ou castigo eterno. Penalidade a ser
do se pelas revelações concernente
s aos
aplicada, quand
rejeitando o do J uízo
a justiça Finapreferem
divina, l, aosque, se-estudados
últimos dias.
da EBíblia.
um dos escritores mais
guir os seus próprios caminhos. A inda adolescente, essenobrejudeu foi
DAMNATIO CONSISTIT IN levado à Caldéia, aí instruindo-se na
cultura babilônica. Sobressaiu-se em
AETERNA SEPARRATIONE A
todos os ramos do conhecimento (Dn
VISIONE DEI - Loc. lat.:A da naçã o
1.17).
consiste na eterna separação da visão
de Deus. Ou seja: o maior castigo da Daniel foi inspirado pelo Espírito Santo
danação eterna não é o lago de fogo, a entregar profecias que, apesar dos mi-
mas a sensação de se estar para sempre lênios já transcorridos, continuam a ser
afastado de Deus. pesquisadas com redobrado interesse.
J amais perderam a contemporaneidade!
DANAÇÃO ETERNA - [Do lat. O que dizer das Setenta Semanas? Ou
damnatione ] Condenação, maldição, ou da formidável estátua vista em sonhos
castigo eterno, a que estarão sujeitospor Nabucodonosor? Ou ainda dos ani-
todos os que. rejeitando a graça divina, mais? Ler Daniel é invadir o futuro e
apegam-se à injustiça: "O tal beberá do descortinar o Senhor Jesus como o Rei
vinho da ira de Deus. que se acha pre- dos reis e Senhor dos Senhores.
parado sem mistura, no cálice da sua
ira; e será atormentado com fogo e DANIEL, en- LIVRO DE - Escrito por vol
xofre diante dos santos anjos e dianteta de 536 a.C., o livro de Daniel traz o
do Cordeiro" (Ap 14.10). seguinte tema: A Soberania de Deus na
História das Nações. A obra tem como
DANIEL - Em heb.Deu s é o me u ju iz . objetivo: 1) Mostrar aos exilados ju-
Profeta e estadista do Antigo Testamen- deus que adisciplina a que estavam sen-
to, exerceu o seu ministério em do submetidos não seria permanente; e
48 Data da Vol ra de Cristo

2) Revelar a soberania de Deus sobre osmarcaram a data da volta de Cristo em,


reinos da terra. Daniel é conhecido tam-pelo menos. duas ocasiões. Mas viram-
bém como oApocalipse do Antigo Tes- se frustrados e confundidos.
tamento. A data da volta de Cristo é umassunto
No cânon hebreu. Daniel não figura en- exclusiv o da economia divina. Não nos
tre os livros proféticos, mas entre oscabe especular a respeito, nem ventilar
chamados Escritos. Na Septuaginta e na possibilidades. Estejamos, porém, em
Vulgata Latina, vem logo após o profe- constante vigilância para que esse gran-
ta Ezequiei. de e magnífico dia não nos pegue des-
O livro divide-se em duas partes distin-prevenidos. Lembremo-nos da exortação
tas. A primeira (Dn 1-6) tem por cená- do próprio Cristo aos discípulos, quando
rio a cidade de Babilônia, onde Daniel eestes he
l perguntaram sehav eria Ele de
seus companheiros obtém destacadasrestaurar, por aqueles dias. o reino a Is-
vitórias nas provas a que são submeti-rael: "A vós não vos com pete saber os
dos, obrigando os pagãos a reconhece-tempos ou as épocas, que o Pai reservou
rem o Deus de Israel. A segunda (Dn 7-à sua própria autoridade" (At 1.7).
12) contém quatro visões referentes aos
impérios da época e mui especialmente DAVI - Em heb.amado. O maior dos
a Antíoco Epífanes - o assolador de reis hebreus. Oriundo da família de
J erusalém e profanador do Santo Tem- lessé, deu consecução ao grande proje-
pio. to de Deus: a criação e a expansão do
Reino de Israel. Segundo algumas cro-
O livro está
hebraico escrito 8-12)
(1,1-2,4a; em duas línguas:nologias.
e aramaico ele viveucomo
a.C. Destacou-se entre guerreiro,
1016 a 976rei,
(2,4b-7,28). Ninguém até hoje conse- profeta e salmista. E um dos maiores
guiu explicar de forma convincente o expoentes da língua hebréia.
caráter bilíngüe de Daniel. Não obstante,
o livro forma uma unidade literária, in-Profeticamente, o seu nome está ligado
dicando ter sido redigido por um únicoao estabelecimento do Reino de Deus:
autor. "Do aumento do seu governo e da paz
não haverá fim. sobre o trono de Davi e
DATA DA VOLTA DE CRISTO - Mui no seu reino, para0 estabelecer e o for-

tas foram as tentativas em se marcartificar a em retidão e em justiça, desde


data da volta de Cristo. Haja vista o queagora e para sempre; o zelo do Senhor
aconteceu em Tessalônica. Perturbadosdos exércitos fará isso" (Is 9.7).
com a perseguição que se abatia sobreNas a Escrituras do Novo Testamento, o
Igreja, e deficientemente doutrinados, Senhor J esus é exaltado como o
os crentes dessa cidade passaram a vi- continuador da dinastia davídica. Ele
ver como se o Dia do Senhor já houverapróprio o declara: "Eu sou a raiz e a
chegado. Tal expectativa acabou porgeração de Davi. a resplandecente es-
gerar, inclusive, indisciplina quanto aostrela da manhã” (Ap 22.16). Será justa-
negócios cotidianos. Foi necessário que
Paulo lhes escrevesse duas epístolas,na mente o oCristo
terra, Reinoquem implantará,
de Deus que. tendoaqui
se
provando-lhes que o Dia do Senhor ain- iniciado com Davi. terá prosseguimento
da não havia chegado. no Milênio: “Este será grande e será
E o que dizer dos adventistas? Enfati- chamado filho do Altíssimo; o Senhor
zando a imediata aparição do Senhor,Deus lhe dará o trono de Davi seu pai”
os pais do Adventismo do Sé timo Dia (Lc 1.32).
D em ônios 49

DECRETOS DE DEUS - São os propó- Sintetizando: a predestinação é univer-


sitos eternos que o Todo-Poderoso esta-sal; a eleição, particular. O texto-áureo
beleceu em seu mui sábio e santo desíg- da Bíblia (Jo 3.16) mostra quão falsos (e
nio, visando o bem-estar de suas criatu- horríveis) são os postulados que defen-
ras morais e a glória de seu excelsodem que Deus haja predestinado alguns
nome (Ef 3.10.11). O Catecismo Menor à vida eterna, e outros à eterna perdição.
de Westmister assim os define: “Os de-Nos eternos propósitos de Deus, jamais
eretos de Deus são o seu eterno propó- houve um decreto horrível.
sito, segundo o conselho da sua vonta-
de, pelo qual. para a sua própria glória. DEMITIZAÇÃO - Movimento que, ori-
Ele predestinou tudo o que acontece”. ginado nos escritos do teólogo alemão
Os decretos divinos não são mudadosRudolf Bultmann (1884-1976), tinha
pela história nem pelo drama humanocomo objetivo escoimar da mensagem
(SI 33.1 1). Pelo contrário: tudo o que bíblica o elemento sobrenatural. Dessa
acontece caminha de acordo com o an- forma, as narrativas miraculosas, ou
tecipado conhecimento de Deus (Ef inexplicáveis, perderiam o se u valor his-
1.11). Isto não significa, porém, que Ele tórico-doutrinal, passando a ser inter-
haja predestinado cada indivíduo em pretadas de forma alegórica.
particular, designando uns para a vida Aceitando o raciocínio de Bultmann, se-
eterna e outros para a eterna perdição. remos obrigados a cocluir serem as dou-
Cada ser humano será trata do, no Juízo trinas das Últimas Coisas meras expli-
Final, de acordo com a sua postura di-cações da eterna luta entre o bem e o
ante da graça divina. mal. E, conseqüentemente, 0 arrebata-
Os decretos divinos garantem o cumpri-mento daIgreja de Cristo não passaria
mento pleno do programa divino que.de engodo. Ora, considerar o inex-
começando na criação, culminará noplicável da Bíblia como se fora mítico,
estabelecimento do Estado Eterno. Nada é violentar o espírito da Palavrade Deus
do que o Senhor estabeleceu pode ser que deve ser aceit a pela fé, e não pela
baldado (Jó 42.2). Tudo ocorreráde con- razão doentia e viciada do homem. A fé
formidade com o seu grande projeto: a disciplina a razão. Nas Sagradas Escri-
redenção da humanidade. turas, não há mitos: há verdades eternas
DECRETO HORRÍVEL Assi mé con- que, se não forem integralmente acei-
siderada pelos teólogos, até mesmo pe- tas, redundarão na perdição eterna da
los calvimstas. a parte da doutrina da humanidade.
predestinação, segundo a qual Deus
DEMÔNIOS - [Do gr.dáimon ] Entida-
predestinou determi nados sere s huma-
des espirituais que, compondo as hostes
nos à perdição eterna .
de Satanás, porfiam em operar contra as
De acordo com o espírito de ambos osobras de Deus e induzir o homem ao
Testamentos, porém, o amoroso Deus pecado.
jamais publicaria semelhante decreto.
No que tange ao Plano da Salvação, há Entre os antigos gregos, os demônios
que se afirmar o seguinte: 1) Todos os eram uma espécie de gênios que tinham
homens, sem exceção, fomos predesti- como tarefa iluminar os seres humanos.
nados àvida eterna. 2)A posse desta , Tanto é que o étimo do vocábulo grego
entretanto, está condicionada à maneiradáimon significa justamente fa zer bri-
como encaramos o convite da graça di-lhar o fogo. Com o surgimento do Cris-
vina. tianismo. receberam o epíteto que sem
D em onolatria

pre deveriam ter ostentado: agente do nome; pois por pai de muitas nações te
mal e da opressão. hei posto: far-te ei frutificar sobrema-
Nos últimos dias, conforme mostra o neira, e de ti farei nações, e reis sairão
de ti: estabelecerei o meu pacto contigo
Apocalipse,
que os demônios
ativos, dominando estarão mais
e enganando ose com a tua descendência depois de ti
que rejeitam o chamamento da graça em suas gerações, como pacto perpé-
divina: “Mas o Espírito expressamente tuo. para te se r por Deus a ti e à tua
diz que em tempos posteriores algunsdescendência depois de ti. Dar-te-ei a ti
apostatarão da fé, dando ouvidos a espí-e à tua descendência depois de ti a terra
ritos enganadores, e a doutrinas de de-de tuas peregrinações, toda a terra de
mônios” (1 Tm 4.1). Canaã. em perpétua possessão: e serei o
seu Deus" (Gn 17.2-9).
DEMONOLATRIA - [do gr. dáimon.
Os termos deste pacto continuam a vi-
demônio +latria, adoração] Culto aos
gorar: são cláusulas eternas. Apesar da
demônios; demonismo. A demonolatria
infidelidade de Israel, o Senhorconti-
pode ser consciente ou inconsciente. No
nua com as mãos estendidas sobre a
primeiro caso, quando não se tem cons-
descendênci a de Abraão, que háde ser
ciência do caráter e das obras da entida-
restaurada em sua herança, tornando-se
de a ser venerada. Os antigos gregos,
por exemplo, achavam que determina-uma bênção ainda maior para todos os
dos deuses eram bons, por isto tributa-povos:
vam-lhe honras e glórias. Tais deuses,“Assim diz o Senhor Deus: Porquanto,
porém, nada ma is eram quedemônios sim. porquanto vos assolaram e vos de-
travestidos de luz. voraram de todos os lados, para que
No segundo caso, quando se adora cons- ficásseis feitos herança do resto das na-
cientemente ao diabo. Não são poucos ções. e tendes andado em lábios
os altares e templos consagrados hojeparoleiros. e chegastes a ser a infâmia
ao arquiinimigo de Deus. Durante a do povo; portanto, ouvi. ó montes de
Septuagésima Semana , muitos estarão Israel, a palavra do Senhor Deus : As-
envolvidos com o culto aos demônios sim diz o Senhor Deus aos montes e aos
(Ap 9.20; 16.14). Mas juntamente com outeiros, às correntes d'água e aos va-
a Babilônia espiritual, serão para sem- les. aos desertos assolados e às cidades
pre desarraigados. desamparadas, que se tornaram presa e
escárnio para o resto das nações que
DESCENDÊNCIA DE ABRAÃO - As estão ao redor delas: portanto, assim diz
sim são conhecidos os israelitas por des- o Senhor Deus: Certamente no fogo do
cenderem do patriarca A braão, com meu zelo falei contra o resto das na-
quem o Senhor estabeleceu o seguinte ções, e contra todo o Edom. que se apro-
pacto: priaramda minha terra, comoda t aale-
“Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda gria de seu coração, e com menosprezo
em minha presença, e sê perfeito; e fir-da alma, para a lançarem fora a rapina;
portanto, profetiza sobre a terra de Isra-
marei te
neira o multiplicarei.
meu pacto contigo,
Ao queeAbrão
sobrema-
seel, e dize aos m ontes e oas outeiros, às
prostrou com o rosto em terra, e Deuscorrentes d’águae aos vales: Assim diz
falou-lhe, dizendo: Quanto a mim, eis o Senhor Deus: Eis que falei no meu
que o meu pacto é contigo, e serás pai zelo e no meu furor, porque levastes
de muitas nações;não mais serás cha - sobre vós o opróbrio das nações. Por-
mado Abrão, mas Abraão seráo teu tanto, assim diz o Senhor Deus: Eu le
D ese jado de Todas as Nações 51

vantei a minha mão, jurando: Certamen-seguida, implantar o Reino Milenial (At


te as nações que estão ao redor de vós 1. 11).
levarão o seu opróbrio sobre si mesmas.2) Será uma vinda pessoal: “Eis que
M as vós, ó montes de Israel, vós
produzireis os vossos ramos, e dareis vem o
até mesmocom asaquel
nuvens,
es quee otodo olho
traspass o verá,
aram;
vosso fruto para o m eu povo de srae
I l, e todas as tribos da terra se lamentarão
pois já está prestes a vir. Pois eis que eu sobre ele. Sim. Amém” (Ap 1.7).
estou convosco, e eu me voltarei para
vós, e sereis lavrados e semeados; 3) e Será uma descida tão real e literal à
multiplicarei homens sobre vós, a todaterra, que o profeta Zacarias assim a
a casade Israel, a toda ela; e as cidades descreve: “Então o Senhor sairá, e pele-
serão habitadas, e os lugares devastados jará contra estas nações, como quando
serão edificados. Também sobre vós peleja no dia da batalha. Naquele dia
multiplicarei homens e animais, e elesestarão os seus pés sobre o monte das
se multiplicarão, e frutificarão. E fareiOliveiras, que es tá defronte deJ erusa-
que sejais habitados como dantes, e vos lém para o oriente; e o monte das Oli-
tratarei melhor do que nos vossos prin-veiras será fendido pelo meio, do orien-
cípios. Então sabereis que eu sou o Se-te para o ocidente e haverá um vale
nhor” (Ez 36.2-11). muito grande; e metade do monte se
removerá para o norte, e a outra metade
DESCIDA AO INFERNO [Do lat dele para o sul” (Zc 14.3,4).
discedere. ir para baixo: do hb. sheol·, Por conseguinte, não há motivos para
do gr. hades, mundo dos mortos] Mi- especulação: A descida de Cristo à terra
nistério que Cristo exerceu entre a sua será, de fato, real e literal. As Escrituras
morte e ressurreição. Neste período, foia este respeito são claríssimas, e não
o Senhor e pregou aos espíritos aprisio-deixam margem à dúvida.
nados (1 Pe 3 .19). Aos que haviam
morrido na esperança messiânica, pro- DESEJADO DE TODAS AS NAÇÕES
clamou-lhes a concretização desta es-- Epíteto aplicado ao Messiaspelo pro-
perança. Quanto aos que a rejeitaram,feta a Ageu, mostrando- o como o Sobe-
conscientização de um castigo ainda rano de todas as coisas: “E farei tremer
maior: o lago de fogo. logo após a últi-todas a s nações, e vi rá o Desejado de
ma ressurreição e o Juízo Final (Ap todas as nações, e encherei esta casa de
20.11-15). glória, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag
Concluída a sua missão. Jesus subiu ao 2.7).
alto, levando cativo o cativeiro (Ef 4.8).Apesar darebeldia das nações , o mun-
Ou seja: levou as almas santas aos céus do aguarda, com incontida ansiedade, o
onde permanecem até o toque da última momento em que Cristo há de se apre-
trombeta. sentar, juntamente com a sua Igreja,
como o Rei dos rei e Senhor dos senho-
DESCIDA LITERAL A TERRA - O res: "Porque sabemos que toda a cria-
Senhor e J sus, quando de sua volta, des-
cerá literalmente à terra? As especula- dores
ção. conjuntamente, geme eenão
de parto até agora; estásó com
ela,
ções são desencontradas e extravagan- mas até nós, que temos as primícias do
tes. Por isso. devemos firmar-nos nes-Espírito, também gememos em nós mes-
tas verdades básicas: mos, aguardando a nossa adoração, a
1) Cristo, de fato. \ irá segunda vez a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm
este mundo busc ar a sua Igreja e, em 8.22,23).
D esenvolvim ento em Fruição

O Senhor Jesus destruirá o sistema cria- J erusalém estarão os que escaparem,


do pelo Anticristo. implantando aqui ocomo disse o Senhor, e entre os sobre-
Reino de Deus. Em virtude do governo viventes aqueles que o Senhor chamar”
que exercerá
rão como na Terra,
o Salvador todos ode
e Senhor deseja-
suas(J1 2.28-31).
Começando110 Dia de Pentecostes. este
vidas e nações. despertamento prossegue com 0 Movi-
mento Pentecostal. O seu ápice, porém,
DESENVOLVIMENTO EM FRUIÇÃO
não sedará nos di as da Igreja, mas na
- Expressão que caracteriza a doutrina
conversão nacional de Israel. Quando
segundo a qual nosso ser us ufruirá de
J erusalém estiver cercada, eis que os
um estado de cont inua ecrescente pe r-
judeus receberão um derramamento es-
feição na eternidade.
pecial do Espírito. De uma só vez. toda
Não fora assim, a dimensão celestiala nação hebréia participará da efusão do
não teria qualquer sentido para o serEspírito Santo. Zacarias anteviu este
humano, cuja compulsão para o saber émaravilhosíssimo dia:
inata. Compulsão esta, aliás, que opró-
"Naquele dia o Senhor defenderá os
prio Criador nos colocou na alma.
habitantes deJ erusalém, de sorte queo
Na eternidade, teremos a eternidademais fraco dentre eles naquele dia será
para descobrir e viver plenamente os como Davi. e a casa de Davi serácomo
mistérios divinos. Ainda que passem Deus, como o anjo do Senhor diante
bilhões de anos, constataremos prazcn-deles. E naquele dia, tratarei de destruir
teiros: “As coisas que os olhos não vi- todas asnações quevieremcontra Jeru-
ram, nem ouvidos ouviram, nem pene-salém. Mas sobre acasa de Davi. e so-
traram o coração do homem, são as bre os hab i tantes de Jerusalém , derra-
que Deus preparou para os que o marei o espírito de graça e de súplicas;
amam” (1 Co 2.9) . e olharão para aquele a quem traspassa-
ram. e o prantearão como quem pran-
DESPERTAMENTO NOS ÚLTIMOS teia por seu filho único: e chorarão amar-
DIAS - Este despertar da fé, em plenogamente por ele. como se chora pelo
período escatológico, será acompanha-primogênito. Naquele dia será grande o
do por uma efusão do Espírito Santo pranto emJ erusalém, como o pranto de
sem precedentes, quer na história de Is- Hadade-Rimom no vale de Megidom. E
rael, quer na história da Igreja. O profe-a terra prantea rá, cada família à parte: a
ta Joel antecipou a plenitude destes dias: família da casa de Davi à parte, e ua ss
“Acontecerádepois que derramarei o mulheres àparte: e afamília da casa de
meu Espírito sobre toda a carne; vossos Natã à parte, e suas mulheres à parte; a
filhos e vossas filhas profetizarão, osfamília da casa de Levi à parte, e su as
vossos anciãos terão sonhos, os vossosmulheres à parte: a família de Simei à
mancebos terão visões; e também sobre parte, e suas m ulheres à pa rte: todas as
os servos e sobre as servas naqueles mais famílias, cada família à parte, e
dias derramarei o meu Espírito. E mos-suas mulheres àparte” (Zc 12.8-14).
trarei prodígios no céu e na terra, san-
gue e fogo, e colunas de fumaça. O DESTINO sol - [Do francêsilestin. sorte,
se converterá emtrevas, e alua em san- sinaj Força impessoal que. segundo o
gue, antes que venha o grande e terrível paganismo, determina a trajetória e o
dia do Senhor . E há de ser que todo desfecho da vida humana. O destino é a
aquele que invocar o nome do Senhorpredestinação cega eestúpida que n ega
será salvo: pois no monte Sião e em ao ser a mínima liberdade. Essa forma
De us, O Plano de 53

de encarar o destino tornou Rousseaupropriamente dito, mas à esperança que


um homem irremediavelmente amargo: acalenta todo o ser (Mc 9.44). Não há
“Já que nascemos para sof rer e morrer, maior punição do que saber que se está
convém nos familiarizemos com essespara sempre apartado de Deus.
dois destinos". Aos ímpios, será aniquilada até mesmo
Escatologicamente. porém, nosso desti-a esperança de um dia virem a ser ani-
no depende de como recebemos o pro- quilados: hão de arcar com todo o peso
grama redentivo de Deus: aos que acei- da ira divina... eternamente (Ap 21.8).
tam a Cristo, à vida eterna: aos que o
rejeitam, à eterna morte (Jo 3.16). O DESTRUIDOR - Ver Ab adom .
que passa disso, é mera fantasia. Por- DETERMINISMO - Doutrina que ensi-
tanto, como diria Lucas de Clapiers, é
na estar o curso da vida humana previa-
sobretudo da alma que depende o nosso
mente fixado. Assim sendo, a vontade
destino. Ou seja: de como a nossa alma
humana acha-se impotente para alterar
recebe o oferecimento da graça divina.
tal curso, e dar novo sentido à existên-
DESTINO ETERNO - [Do francês cia. O homem, pois. faz-se escravo do
aeternu. que dura próprio destino.
destin. sorte, sina +
para sempre] Estado de perene retribui- No âmbito da Escatologia Bíblia, porém,
ção a ser imposto pelo Supremo Juiz à o homem tem condições de alterar o seu
raça huma na de acordo com a posição destino mediante 0 sacrifício de Cristo.
adotada por cada um diante das exigên- Aceitando-o pela fé, rompemos o círculo
cias e reivindicações do Evangelho de
vicioso confiança
Cristo (Mt 28.18.19). Para os justos, o nossa do determinismo, e reafirmamos
nas providências do
Reino dos Céus; e. para os injustos, oamoroso Deus. Pois é o desejo do Pai
eterno suplício (Ap 21.7.8). Celeste que todosse salvem e entrem ed
Não há meios-termos nem purgatórios.posse da vida eterna (Hb 7.25).
A justiça de Deus não admite casuísmos
ou recursos. Se não receberm os a Cris- DEUS [Do heb.Elohim, do gr.Theus\ e
to, agora, como o Salvador e Senhor dedo lat.Deus] Ser Supremo por excelên-
nossas vidas, no além seremos julgadoscia, infinito, eterno, perfeito, criador dos
por Ele. e por Ele seremos lançados aocéus e da terra. Ele existe por si mesmo.
lago de fogo: "E irão eles para o castigo Em sua soberania, administra os bens
eterno" (Mt 25.46). Mas. se o receber- presentes e futuros. E santo na sua natu-
mos, entramos dc posse imediata das reza, atributos e propósitos. Ele é trino
eternas bem-aventuranças: "Em verda-no seu Ser, revelado como Pai, Filho e
de, em verdade vos digo que quem ouve Espírito Santo. Revejando-se ao ser hu-
a minha palavra, e crê naque le que me mano, com este mantém, através dos
enviou, tem a vida eterna e não entra pactos e alianças, uma comunhão que
em juízo, mas já passou da morte para a se encaminha para o Estado Eterno, onde
vida" (Jo 5.24). todos estaremos com Ele pelos séculos
DESTRUIÇÃO ETERNA - Punição dos séculos.
máxima, perene e irrecorrível a ser im- DEUS, O PLANO DE - Conjunto dos
postapor Deus. no J uízo Final, aos que, decretos divinos. Desígnio elaborado por
rejeitando-lhe a justiça, desconsideraram Deus. na mais remota eternidade, vi-
as reivindicações da cruz de Cristo. Tal sando não somente a criação do ser hu-
destruição, porém, não se refere ao ser mano. como também a sua redenção ple-
5 4 D eus P ro Nobis

nária - a eterna bem-aventuran


ça ao lado Mas, o que estes significam? Pelo con-
de Cristo. texto escatológico. podemos afirmar que
O Plano de Deus tem como base asua são dez potentados, ou reinos, que se
sabedoria, presciência e poder. Vai dalevantarão no final dos tempos para lu-
criação do mundo à consumação dostarem contra Deus. Em Daniel 2. apare-
séculos. Delineia a história de acordocem como os artelhos da formi-
com a vontade divina. E tem em Cristodável estátua vista em sonhos por
J esus o seu executivo. Pois como o Ver- Nabucodonosor. Tem-se como certo que
bo de Deus, está Ele não somente naeles formarão o núcleo básico do reina-
ideação do plano, como também em suado do Anticristo, através do qual Sata-
execução. nás há de dominar todo o mundo.
DEUS PRO NOBIS DEVOÇÃO
Loc. lat.:De us p or [Do lat.devotione] Ato de
nós. dedicar-se ou consagrar-se a Deus. Sen-
timento que marca a vida religiosa do
DEZ CHIFRES - De forma genérica, 0 ser humano. A devoção deve pa utar a
chifre, nas Sagradas Escrituras, é sinalvida de todo o seguidor de Cristo. Pois
de poder. O Cristo glorificado, por vivemos neste mundo como se daqui
exemplo, é visto por oJ ão como te
ndo não fôramos: aguardamos a bendita es-
sete chifres (Ap 5.6). Todavia, o chifre perança: a volta do Senhor. Aliás, a prin-
é usado também para personificar ascipal característica da devoção cristã é
forças do mal. justamente o amor que temos pela reve-
No
mosque tangedeaos
a visão dez chifres,
Daniel: “Depoisevoque- laçãoo de
disto, todo quenosso Senhor
nele tem estaem glória: "E
esperança, pu-
eu continuava olhando, em visões no-rifica-se a si mesmo, assim como ele é
turnas, e eis aqui o quarto animal, terrí-puro" (1 Jo 3.3). Esta é a devoção da s
vel e espantoso, e muito forte, o qualdevoções.
tinha grandes dentes de ferro; ele devo-
rava e fazia em pedaços, e pisava aos DIABO - [Do gr.diabolns. caluniador]
pés oque sobej ava; era diferente deto- Agente e encarna ção do mal. Adversá-
dos os animais que apareceram antes rio do bem. A rquiinimigo de Deus.
dele, e tinha dez chifres. Eu considera-Embora haja sido chamado à existência
va os chifres, e eis que entre eles subiu para glorificar ao Altíssimo, contra o
outro chifre, pequeno, diante do qualSenhor serebelou (Is 14). Já se colo-
três dos primeiros chifres foram arran-cando como adversário confesso do
cados; e eis que neste chifre havia olhos,Todo-Poderoso, foi expulso das regiões
como os de homem, e uma boca quecelestiais, tornando-se a mesma imagem
falava grandes coisas” (Dn 7.7,8). do mal (Ez 28). Como diabo, esse ente
O terrível animal, visto pelo profeta, mostra que uma de suas principais ocu-
reaparece no Apocali pse como abesta pações écaluniar a Deus eas suascria-
que sobe do mar: “Então vi subir doturas.
mar uma besta que tinha dez chifres e A mentira é o seu ofício. Suas mentiras
sete cabeças, e sobre os seus chifres dez
vão desde os mais grosseiros palavrea-
diademas, e sobre as suas cabeças no- dos às mais sutis falácias. Enredam-se
mes de blasfêmia. (Ap 13.1). nas intrigas domésticas; fazem-se teses
Como se observa, tanto Daniel quantonas universidades. Estampam-se em
J oão, fazem menção aos dez chifres. bilhetinhos anônimos; vestem-se da mais
Dia do Julgam ento 55

fina editoração, e já sãobest-sellers. pessoalmente os santos, para que esteja-


Apesar de tudo. mentira sempre. mos para sempre consigo.
No final dos tempos, o diabo, junta- DIA DO SENHOR [Do gr.heméra tou
mente com os seus anjos, será lançado Kuríou ] Dia da ira de Deus. Dia da ira
no lago de fogo (Ap 20.10). do Cordeiro. Grande tormenta ou tribu-
DIABO E SEUS ANJOS - Com esta lação.
expressão, o autor sagrado mostra como Se na Primeira Epístola aos Tessa-
é formada a corte deLúcifer. O diabo é lonicenses , Paulo designao arrebatamen-
citado em primeiro lugar por ter sidoto da Igreja como o Dia de Cristo, na
ele quem deflagrou a rebelião contra segunda, nomeia a ira divina, que está
Deus nas regiões celestiais. O fato éprestes a se abater sobre o mundo, como
narrado emIsaías 14 e Ezequiel 28. Em o Dia do Senhor (2 Ts 2.2).
seguida, são mencionados os seusn-a De conformidade com o Plano Divino,
jos; estes, deixando sua habitação, op- primeiro virá o Dia de Cristo; e, a se-
taram por seguir o agora príncipe das guir, o Dia do Senhor. O primeiro é
trevas (Jd 6). exclusivamente àIgreja; o segundo, des-
Será exatamente nessa ordem que Deus tinado aos que se recusaram a ouvir e a
os punirá. Eis o queo Senhor Jesus nos obedecer a voz de Deus.
adiantou, em sermão profético, referin- Assim Sofonias descreve o dia do Se-
do-se aos que resistem ao chamamento nhor:
do Evangelho: "Então dirá também aos
que estiverem à su a esquerda: Apartai- está
“O grande
perto,dia
e do
se Senhor está
apressa perto;
muito; sim,
1 0 ,ei-
vos de mim, malditos, para o fogo eter-
no, preparado para o diabo e seus an- amarga é a voz do dia do Senhor; clama
jos” (Mt 25.41). ali o homem poderoso. Aquele dia édia
de indignação, dia de tribulação e de
DIA D - Segundo o teólogo Oscar angústia, dia de alvoroço e de assola-
Cullman, o cristão vive entre o Dia D e ção, dia de trevas e de escuridão, dia de
o Dia V. O primeiro refere-se à primei-nuvens e de densas trevas, dia de trom-
ra vinda de Cristo Jesus, que culminou beta e de alarido contra as cidades
com asua morte eressurreição.J á o Dia fortificadas e contra as torres altas. E
V é a sua segunda nda vi . angustiarei os homens, e eles andarão
Entre ambos os eventos, revive a Igreja como cegos, porque pecaram contra o
sua grande xepectativa. Das promessas Senhor; e o seu sangue se derramará
e alianças bíblicas, vai alimentando elacomo pó, e a sua carne como esterco.
sua bendita esperança, que terá comoNem a sua prata ne m o seu ouroos
clímax o arrebatamento dos santos. Nes- poderá livrar no dia da indignação do
ta expectativa, o cristão já vive os últi-Senhor; mas pelo fogo do seu zelo será
mos dias ejá antegoz a a eternidade ao devorada toda a terra; porque certamen-
lado do Salvador. te fará de todos os moradores da terra
DIA DE CRISTO - [Do gr. heméran uma destruição total e apressada” (Sf
1.14-18).
Christou ] Volta ou aparecimento de
Cristo (Fp 1.10). Retorno do Senhor para DIA DO JULGAMENTO - Juízo Final.
buscar asua Igreja (1 Ts 4.13-17). Por Ocasião em que Deus julgará toda a
que Dia de Cristo? Porque o própriohumanidade, com exceção da Igreja que
Senhor encarrega r se-á de vir buscar já terá sido submetida ao Tribunal de
56 D ia e H o r a

Cristo. O evento, que terá lugar logo a J udéia e Samária. e até os confi ns da
após o Milênio e a derradeira rebeliãoterra’ (At 1.8).
de Satanás, éassim descri to no Apoca-
lipse: DIdadeiro
A V - Segu ndo Oscar
cristão Cullman
vive entre o ver-
o Dia D e o
“E vi um grande trono branco e o queDia V. O Dia D é a primeira vinda de
estava assentado sobre ele, de cuja pre-Cristo, quando o diabo foi derrotado. E.
sença fugiram a terra e o céu; e não foiagora, já com esta expectativa de vitó-
achado lugar para eles. E vi os mortos,ria, o cristão aguarda o Dia V - o Dia da
grandes e pequenos, em pé diante do Vinda de Cristo, quando seu triunfo será
trono; e abriram-se uns livros; e abriu-plenamente coroado.
se outro livro, que é o da vida; e os
mortos foram julgados pelas coisas que DIES DOMINI - Loc. lat.:Dia do Se-
estavam escritas nos livros, segundo asnhor.
suas obras. O mar entregou os mortos
que nele havia; e a morte e o lém a DIES IRAE: Loc. lat.: Dia da ira.
entregaram os mortos que neles havia: DIES NOVISSIMUS - Loc. lat.:Último
e foram julgados, cada um segundo asdia. Referência à inauguração do Reino
suas obras. E a morte e o inferno foramde Deus que há de ser acompanhada do
lançados no lago de fogo. Esta é a se-aparecimento visível de Cristo para ins-
gunda morte, o lago de fogo. E todo taurar o Milênio na terra.
aquele que não foi achado inscrito no
DISPENSAÇÃO - [Do gr. oikononúcr,
livro (A
fogo dap vida, foi lançado no lago de do lat.dispenso] Doutrina originalmen-
20.11-15).
te elaborada por1. N. Darbv (1800-
DIA E HORA - [Do gr. heméras kaí 1882). e popularizada pela Bíblia de
horas ] Dia D e Hora H do arrebatamen-Re ferência de Scofie ld, segundo a qual
to da Igreja. Em seu Sermão Profético,a atividade de Deus na História acha-se
referiu-se 0 Senhor Jesus a este dividida em sete dispensações. As pro-
expectado momento: "Daquele dia e fccias. neste sistema, são interpretadas
hora, porém, ninguém sabe. nem os an- de modo literal. E seus adeptos susten-
jos do céu, nem o Filho, senão só o tam que Deus tem um plano específico
Pai” (Mt 24.36). Sem dúvida, é este o para Israel e outro para aIgreja.
segredo mais bem guardado de todo Ao Dispensação pode ser compreendida
Universo. também como a maneira que Deususa
A cerca do sasunto, mu i to seespecula, e para administrar suas revel ações àhu-
as perguntas nã o são pouca s: "Hoje. manidade num determinado período da
Cristo já sabe o dia e a hora de su a história. Enfim, dispensação é o "perío-
vinda? Afinal, não é Ele onisciente?” do em que o indivíduo é experimentado
quanto à sua obediência a alguma rcve-
Não nos aventuremos a responder taislação especial da vontade de Deus".
perguntas. L imitemo-nos a ficar com o
conselho do Mestre quando ed sua as- DISPENSAÇÕES CÓSMICAS DA
censão: "A vós não vos compe te saber REDENÇÃO DE DEUS - Métodos
os tempos ou aspocas,
é que o Paireser- empregados por Deus. objetivando a
vou à sua própria autoridade. Mas redenção global da criação. Segundo esta
recebereis poder, ao descer sobre vós doutrina,
o o Senhor trabalha com vistas
Espírito Santo, e ser-me-eis testemu- a redenção: 1) da humanidade: 2) e das
nhas, tanto em J erusalém, como emtoda coisas criadas.
D uas Etapas 57

O texto básico desta doutrina acha-sediz o Senhor Deus: Eis que eu tomarei a
em Romanos8 . 21 : “A própria criação vara de osé, J que esteve na ão m de
será redimida do cativeiro da corrupção,Efraim, e as das tribos de Israel, suas
para a liberdade da glória dos filhos de
Deus” (RM 8 : 2 1 ) companheiras,
J udá, e farei delaseuma
lhessóajuntarei
vara, e elasa se
vara de
farão uma só na minha mão” (Ez 37.19).
DISPENSACIONALISMO - Ver Dis-
pensação. Muitos teólogos acreditam ue q as doze
tribos deIsrael, com exceção da deJ udá
DISPENSATIO - Loc. lat.: Dispensa- e Levi, perderam aidentidade após a
ção. Vocábulo usado pa ra descrever o destruição do Reino do Norte em 722
tratamento que Deus dispensa à huma- a.C. Todavia, há várias menções profé-
nidade ao longo da história, visando ticas,
a realçando a atuação das doze tri-
redenção do mundo. O mesmo eco- que bos como que participando do progra-
nomia divina. ma de Deus para estes últimos dias (Is
11.13; J r 31.20).
DOKIMASIA - Loc. gr.: Teste. O mes-
mo que tentação. No Apocalipse, vamos encontrar as doze
tribos de Israel: “Então, ouvi o número
DOUTRINAS DAS ÚLTIMAS COI- dos que foram selados, que era cento e
SA S - Verdades quees encontram nas quarenta e quatro mil, de todas as tribos
Sagradas Escrituras, concernentes às dos fil hos de Israel: da tribo deJ udá
coisas que hão de acontecer nos últimos foram selados doze mil; da tribo de
tempos. Conhecidas tam bém como es- Rúben. doze mil; da tribo de Gade, doze
catologia. estas doutrinas abrangem osmil; da tribo de Aser. doze mil; da tribo
seguintes tópicos: 1) Arrebatamento da de Naftali, doze mil; da tribo de
Igreja: 2 ) Grande Tribulação: 3) Milê- Manassés, doze mil; da tribo de Simeão,
nio: 4) Julgamento Final: e: 5) Estado doze mil: da tribo de Levi, doze mil; da
Eterno. Em alguns livros teológicos, sãotribo de Issacar, doze mil; da tribo de
incluídos também o Estado Intermediá-Zebulom, doze m il; da tribo deJ osé,
rio e a Ascensão do Anticristo. doze mil: da tribo de Benjamim foram
As doutrinas das últimas coisas têm selados doze mil” (Ap 7.4-9).
como base e essência as Escrituras doPor conseguinte, as doze tribos reapare-
Antigo e do Novo Testamento. cerão no momento certo para cumprir o
seu papel no programa divino.
DOZE TRIBOS DE ISRAEL - Famíli
as que. oriundas dos fil hos de J acó, for- DUAS ERAS - Segundo alguns teólogos,
mam a base da nação hebréia. São co- a história da humanidade pode ser divi-
nhecidas como tribos por comporem dida em duas eras d istintas: 1) a prese
nte
núcleos sociais autosuficientes e que, começando no Éden, prosseguirá
autogovernãveis. Em momentos de cri-até o arrebatamento da grej I a; e, 2) a
se. porém, uniam-se no combate ao ini-futura que vai do arrebatamento da Igre-
migo comum. Sua união concretizou-.se ja até a inauguração do Estado Eterno.
em parte nos
Salomão. Apósreinos de Saul,
a morte Davi eOutros teólogos, porém, dividem a his-
deste,
dividi viram-se emdois reinados: J udá e tória em três eras: 1) a passada abran-
(
Benjamin, ao Sul. e Efraim, juntamentegendo o Antigo e o Novo Testamento);
2) a presente: e: a futura.
com as dez tribos, ao Norte.
Segundo a profecia, no final dos tempos DUAS ETAPAS - Períodos distintos em
hão de se unir num único ramo: “Assim que. segundo os pré-tribulacionistas,
58 Dynamis

dar-se-á a volta de Cristo. Na primeirainício ao governo universal que o


tos (1 Ts 4.13- Altíssimo estabe
etapa, Ele virá para os san leceu desde a mais remo-
17). Conhecida também como o arreba- ta eternidade (Jd 14; Ap 19.11-20). ntre E
tamento da Igreja, essa etapa será am basanos
sete as teapas, haverá
(Dn 9.27), umnterregno
durante i o qual de
o mun-
marcada pela ressurreição dos que mor-
reram em Cristo, e pelo rapto e trans- do experimentará o cálice da ira divina.
formação dos crentes que estiverem vi- DYNAMIS - Loc. gr.:Poder. Em teolo-
vos (1 Co 15.50-57). gia. é o poder de Deus,me i nso e sem pre
Na segunda etapa de sua vinda, o Senhor infinito, que o leva a agir como o Se-
J esus virá com os santos (Ap 1.8). Desta nhor de todo o Universo. E através des-
vez, o Cristo destruirá a besta e o falso te poder que Deus cumpre o seu progra-
profeta enial. e dará ma escatológico.
, instaurará o reino mil
ECONOMIA DIVINA - [Do gr.oikos , celestiais, onde hospedava-se o ungido
casa +nomos, lei', do lat. divinitas , o querubim.
que é próprio
disposições comda que
divindade] Elenco
o Senhor dasO primeiro Éden era xeuberante por suas
adminis- riquezas vegetais; o segundo, por suas
tra a imensidão de suas riquezas, visan-belezas minerais. Todavia, a Nova Je-
do o bem-estar espiritual, moral e físicorusalém, morada final dos santos, é su-
de suas criaturas. Deus nos administraperior a ambos. Será tanto uma exube-
os bens eternos segundo a sua natureza rância vegetal quanto mineral.
e atributos morais, tendo sempre como
base seus desígnios e conselhos. EFEMERIDADE DA ATUAL CRIA-
A economia divina, conhecida também ÇA O - Expressão com que os teólogos
como dispensação. reconduz. de formapré-milenistas descrevem a transitorie-
compulsória, os que aceitam a graça de dade do universo físico. Segundo a Bí-
Cristo ao Estado Eterno - a inefável co-blia, a terra será subvertida por um
munhão com o Pai Celeste. formidávelprocesso, redundando numa
nova criação (2 Pe 3.9-11). Haverá, en-
ÉDEN [Do hb. deleite ] Região onde tão, novos céus e nova terra, onde os
estava localizado o paraíso ideado por santos estaremos para sempre com o
Deus para nele colocar o homem queSenhor Jesus.
criara segundo à sua imagem e seme-
lhança (Gn 2.9). O jardim do Éden fica- EISEGESE - Antônimo daexegese. Nes-

va no .Oriente,
-Eufrates entre
Supõe-se te os rios
r sido Tigre e eisegese,
completa- ta, a Bíbliaporém,
interpreta-se a siprocura
o leitor mesma. Na
mente destruído quando do dilúvio, poisimpingir ao texto sagrado a sua própria
o local em que se achava localizado nãointerpretação.
passa hoje de inclemente deserto. A exegese é a mãe da ortodoxia doutri-
Segundo se depreende de Ezequiel nária. Já a eisegese é a matriz de todas
28,13. havia um Éden nas regiões as heresias. Ela gera o misticismo so-
60 Eleição

(Gn 12.3). O mesmo se pode dizer da


berbo e auto-suficiente, e este acaba por
Igreja. Não podemos nos esquecer
dar à luz os erros e aleijões doutrinári-
os. Levemos emconta, também , que a dos ministérios individuais: Moisés.
eisegese é própria
por sua vez, da especulação
é a principal que.
característicaJeleito
eremias. Paulo
para etc. Cada um
administrar destes foi e os
a salvação
da Filosofia. meios da graça aos seu s contemporâne-
Ora, se o nosso compromisso é com aos.
Teologia, subtende-se que a matéria-pri- ENSARKÕSIS - Encarnação. Vocábulo
ma de nossa lide é a revelação.Logo. a grego utilizado para explicar o mistério
exegeseé a nossa ef rrame nta. A Pala- da encarnação deCristo Jesus.
vra de Deus não precisa dos caprichos
de nossas interpretações, porquanto in- “ENTÃO TODO O ISRAEL SERÁ
terpreta-se a si mesma. Ela reivindica SALVO” - [Do gr.kai outos pas Israel
tão-somente a nossa obediência. sothésetai] Expressão com que Paulo
descreve a futura reconciliação de Isra-
ELEIÇÃO - [Do lat.electionem] Ato de el com o Cristo de Deus. Será o mo-
eleger, escolha. Diploma divino com que mento mais importante da história do
é agraciado todo o que recebe a Cristopovo eleito. Após haver discorrido so-
J esus como o seu Único e Suficiente bre a eleição e a incredulidade dos
Salvador (Jo 3.16). A eleição sub enten- israelitas, o apóstolo profetiza a con-
de que apessoa, mediante0 sacrifício versão de stes: “E. assim, todo o sI rael
de Cristo, já atendeu a todas as reivindi- será salvo, como está escrito: Virá de
cações da justiça de Deus quanto aoSião o Libertador eele apartaráde J acó
perdão de seus pecados. as impiedades" (R m 11.25.26).
Embora toda a humanidade haja sidoA conversão deIsrael dar-se-á. segund o
predestinada à vida eterna, a eleição está o dispensacionalismo bíblico, no final
reservada somente àqueles que acredi- da Grande Tribulação. Os judeus reco-
tam na eficácia do sanguede J esus. nhecerão, enfim, ser o Senhor esus
J Cris-
ELEITO - [Do lat.electus, escolhido] O to o Messias prometido nos profetas da
que recebe o diploma divino (ou selo doAntiga Aliança. Zacarias descreve com o
Espírito) para usufruir da plenitude daserá esse encontro entre o Filho de Deus
graçade Deus. Teologicamente, há que e os descendentesde Abraão: E sobre
se considerar o escolhido de Deus pora casa de Davi e sobre os habitantes de
dois prismas distintos. J erusalém derramarei o espírito de gra-
ça e de súplicas; olharão para aquele a
1. E aquele que, conforme já vimos no quem traspassaram; pranteá-lo-ão como
item anterior, recebe aJ esus como o quem pranteia por um unigênito e cho-
Único e Suficiente Salvador. É o que rarão por ele como sc chora amarga-
crê na autoridade da morte vicária demente pelo primogênito” (Zc 12:10).
Cristo (Jo 3.16).
A conversão de Israel há de inaugurar
2. E o que,
Reino, tendo empor
é separado vista a urgência
Deus do
também o período áureo da história da
para exer-
humanidade - o Reino Milenial.
cer um ministério específico. Neste caso,
não poderíamos deixar de incluir a na- ENTÃO VIRÁ O FIM - [Do gr. tóte
ção de Israel. Os hebreus, pois. não fo- exei tó télos] Expressão usada pelo Se-
ram eleitos para serem salvos, mas para nhor Jesus para de screver o ápi
ce de
administrar a salvação a todos os povos seu programa escatológico. Segundo
Escatologia 61

suas palavras, o fim há de vir logo após Sobre o mundo por vir. afirmou o Se-
o Evangelho do Reino haver sido prega-nhor Jesus: "Em verdade vos digo que
do em toda aterra (Mt 24.14). ninguém há que tenha deixado casa, ou
Pelo que se depreende das epístolas pau- irmãos, ou irmãs, ou mãe. ou pai, ou
linas e do Apocalipse, o fim de que fala filhos, ou campos por amor de mim e
o Senhor epresentará
r o término do atu- por amor do evangelho, que não receba,
al sistema mundial, e há de inaugurar já o no presente, o cêntuplo de casas, ir-
Reino Messiânico. Depreende-se tam- mãos. irmãs, mães, filhos e campos, com
bém que. mesmo 11a Grande Tribulação.
perseguições; e, no mundo por vir, a
haverá proclamação do Evangelho devida eterna”(Mc 10.30).
Cristo (Ap 14.6). ERA PRESENTE - [Do hb.olam: do gr.
EPIFANIA - [Do gr. epipháneia. mos- aion. do lat. aera, período de tempo]
trar. aparecer] Manifestação dadivinda- Tempo no qual vigora o sistema manti-
do por Satanás com o objetivo de subju-
de. Referência ao aparecimento de Cris-
gar as nações e destruir as obras de Deus
to para executar o plano redentivo de(2 Co 4.4: Ef 6.12). Aera presente não
Deus em sua primeira vinda. significa necessariamente o tempo atu-
Sua segunda vinda é assim tambémal, mas o período de tempo que , a co-
cognominada. meçar no Éden, marca o reinado do dia-
bo sobre o mundo. Domínio esse, aliás,
ER A - [Do hb.olam; do gr.aion, do lat. que não deve ser consi derado em te r-
aeru\ Ponto determinado no tempo toma- mos absolutos.
do como base para a contagem dos anos.
Acostumados alidar com verdade O adversário
s que houver só há
corações de reinar, aenquanto
predispostos aceitar-
transcendem o tempo e o espaço, profe- lhe a plataforma de governo. A partir do
tas e apóstolos vêem as diversas eras da momento em que Cristo descer com a
história como um hiato na eternidade.sua Igreja para implantar aqui o Reino
Noutras palavras: o tempo fez-se neces-Milenial. todo 0 poder das trevas será
sário para que. nele. Deus execute se us desfeito. O diabo pode até reinar, mas o
planos e torne reais os seus decretos. Na domínio pertence a Cristo... eternamen-
consumação de tudo. a criação racionalte. Se o inimigo domina a era presente,
deixará o plano temporal para viver oo Senhor Jesus é o pai da eternidade
eternal. onde estão inclusas todas as eras.

ERA POR VIR - Período que sucederá,ESCATOFOBIA - [Do gr.escathos, úl-


de imediato, as etapas do programa timas coisas +ph ob os . medo] Pavor
escatológico de Deus. A era por vir émórbido de se estudar, discutir, ou pre-
conhecida também como o mundo vin-gar a doutrina das últimas coisas. Medo
douro. Eterna, servirá para que os do final dos tempos. Por que tal pavor?
redimidos conheçam todo o amor que oEis algumas razões: falta de comunhão
com Deus. afastamento dos padrões bí-
Pai tem reservado aos seus filhos desde blicos, pretensas dificuldades
a mais remota
transcenderá esteeternidade.
mundo emCelestial,
termos deconcernentes à escatologia etc.
tempo e espaço. ESCATOLOGIA - [Do gr.escathos. úl-
A era por vir é o Reino de Deus emsua timas coisas +logia, discurso racional!
plenitude: é aNova Jerusalémem todo Estudo sistemático e lógico das doutri-
o seu esplendor. nas concernentes às últimas coisas.
62 Escatol ogia Atemporal

Compreendida como um dos capítulos Seus ensinos, por conseguinte, não fo-
da dogmática cristã, a escatologia tem ram deformados por qualquer ênfase
por objeto os seguintes temas: Estadoexagerada. NEle. cada conselho de Deus
Intermediário, Arrebatamento da Igre- teve o seu devido lugar... inclusive a
ja, Grande Tribulação, Mi lênio, J ulga- Escatologia.
mento Final e o Estado Perfeito Eterno.
ESCATOLOGIA CÓSMICA - Conhe
ESCATOLOGIA ATEMPORAL - Po cida também como escatologia futura,
sicionamento doutrinário elaborado portrata dos aconteci mentos que estão por
K arl Barth, segundo oqual o mais im- suceder nestes últimos dias: os sinais da
portante para o cristão não é aguardarpaaro us ia , o arrebatamento da igreja, a
vinda de Cristo, mas viver uma vida degrande tribulação. o milênio etc. A es
arrependimento e profunda piedade. catologia cósmica segue o esquema tra-
Segundo a teologia barthiana, a escato-çado pelos profetas e apóstolos.
logia na vida do filho de Deus acontece
toda vez que este busca a comunhão ESCATOLOGIA DE REPORTAGEM
com o Pai. - Concepção ortodoxa e fideísta que vê
as profecias bíblicas como registros fi-
ESCATOLOGIA CONSEQÜENTE - dedignos que nos fornecem um relató-
Termo criado por Albert Schweitzer para rio formal sobre a ordem exata dos acon-
contraditar aescatologia bíblica. Segun- tecimentos que hão de ocorrer no final
do Schweitzer, a escatologia acontecedos tempos.
quando osna
realidade ensinos de seus
vida de Cristoseguidores.
fazem-seESCATOL OGIA DO ANTIGO TES-
Assim Holmstrom explicou a posição TAMENTO - Doutrina das últimas coi-
de Albert Schweitzer: "A escatologia sas contida nas Escrituras do Antigo
conseqüente de Schweitzer impõe umaTestamento. Centrada basicamente nos
cristologia liberal conseqüente: seu apa- livros proféticos, a Escatologia do A. T.
rente destaque da escatologia. na verda- trata dosem
t as seguintes:o apareci m en-
de, se torna um extermínio da escatolo-to do Messias, o Dia do Senhor, a re -
gia; sua ética permanece como um conciliação dos judeus com o Messias,
moralismo que é até mais distante doa Salvação de I srael a implantação do
verdadeiro cristianismo do que o ceti- Reino de Deus na terra e a manifestação
cismo de Ritschl”. do novo céu e da nova terra.
ESCATOLOGIA CONSISTENTE A perspectiva daEscatologia do Antigo
[Do gr.escathos. últimas coisas + logia. Testamento não está voltada para o pas-
discurso racional: do lat.consistente. sado. pois a fase áurea do povo de Deus
formado, constituído] Doutrina segun- acha-se no futuro - na instauração do
do a qual as ações e os ensinos de Cristo Reino de Deus em nosso planeta.
tinhamum caráter essenci almente esca -
tológico. Não resta dúvida que o Se- ESCATOLOGIA DO NOVO TESTA-
nhor Jesus haja sepreocupado emnsi- e MENTO - Doutrina das últimas coisas
nar aos discípulos as doutrinas das Ulti-contida nas Escrituras do Novo Testa-
mas Coisas. Afinal, ele é o Cristo da mento. Compreendendo os discursos de
esperança. Todavia, sua preocupaçãoCristo, osAtos, asepístolas e o Apoca-
básica era asalvação do ser humano. lipse. a escatologia do N.T. realça os
Ele também jamais deixou de se referirseguintes aconteci mentos que hã o de se
à vida prática e sofrida do homem. suceder nos últimos dias: o Estado In
Escatologia Vertical 63

termediário, o Arrebatamento daIgreja, Bíblia. Se descrermos daquela, nao po-


a Grande Tribulação, o Milênio, o Juízo deremos crer nesta.
Final e o Estado Eterno.
ESCATOLOGIA INAUGURADA - É
O Novo Testamento não é um livro
pretérito; sua perspectiva é futura eaaplicaparteaoda escatologia
indivíduo, bíblica os
envolvendo quese-se
celestial. guintes temas: a morte física, o estado
ESCATOLOGIA EXISTENCIALIS- intermediário e a ressurreição corporal.
TA - Doutrina elaborada por Rudolf A Escatologia Inaugurada é assim cha-
Bultman, segundo a qual “o ponto es- mada, pois independe dos acontecimen-
sencial acerca da mensagem tos derradeiros previstos pelos profetas
escatológica é a idéia do Deus que nela e apóstolos. Ela acontece na vida de
opera e a idéia de existência humana todos os que recebem a Cristo como
que ela contém - não a crença de queSalvador.
o
fim do mundo está logo à frente”. Nesta
escatologia. onde a existência humana ESCATOLOGIA INDIVIDUAL [Do
toma-se mais importante que o mundo gr. escathos, últimas coisas + logia, dis-
futuro, as profecias bíblicas quanto aos curso racional; do lat. individuu, pes-
últimos dias são tidas como míticas esoa] Estudo das Últimas Coisas que di-
zem respeito exclusivamente ao indiví-
alegóricas.
duo, tratando de sua morte, estado in-
ESCATOLOGIA FUTURA - É a parte termediãrio. ressurreição e destino eter-
no. Neste contexto, nenhuma aborda-
da escatologia bíblica que trata dos even-
tos que m
Arrebata hão
entodeda
suceder
Igreja. nos últimos
Grande Tri- dias:
gem é feita, quer a Israel, quer à Igreja.
ESCATOLOGIA REALIZADA [Do
bulação. J ulgamento das Nações, Milê- gr. escathos, últimas coisas logia
+ , dis-
nio. Estado Eterno etc. É assim chama-curso racional] Ponto de vista defendi-
da, pois aplica-se mais ao mundo dodo por C. H. Dodd, segundo o qual as
que ao indivíduo. A parte quetrata do previsões escatológicas das Sagradas
indivíduo é conhecida como escatolo-Escrituras foram todas cumpridas nos
gia realizada ou inaugurada. tempos bíblicos. Atualmente, portanto,
ESCATOLOGIA IDEALISTA [Do gr. já não nos resta nenhuma expectativa
escathos, últimas coisas +logia. dis- profética, de acordo com o que ensina
ideale. que existe Dodd.
curso racional: do lat.
somente na idéia] Corrente doutrinária ESCATOLOGIA VERTICAL - Expres-
que relaciona a Escatologia Bíblica àssão criada para explicar o posiciona-
verdades infinitas. Os que defendem tal mento deKarl Barth. segundo o qu al a
posicionamento, alegam que a doutrinaEscatologia não implica em se aguardar
das Últimas Coisas não terá qualqueros eventos uturos. f Mas em se temer a
efeito prático sobre a história da huma-Cristo em todas as instâncias da vida.
nidade. Rclegam-na, pois, à condiçãoEssa escatologia é assim cognominada,
de mera utopia. pois coloca sempre a J esus como o Se-
Mas. o que dirão eles, por exemplo,nhor do Universo.
acerca das profecias já cumpridas? Será A escatologia vertical é conhecida ain-
que estas não referendam as que estão da como atemporal por independer do
por se cumprirem? Não nos esq ueça- tempo para se fazer realidade na vida
mos. pois. ser a profecia a essência da do cristão.
64 Escatomania

ESCATOMANIA - [Do gr.escathos, úl- o arrebatamento daIgreja (Tt 2.13).por


timas coisas + mania, fixação mórbida representar asumareali zação de toda a
por alguma coisa] Interesse desmedido esperança cristã: “Aguardando a be m-
pelas últimas coisas. Tal interesse podeaventurada esperança e pareci o a mento
estar, ou não. centrado na profecia bí-da glória do nosso grande Deus e Salva-
blica. Há muitos estudiosos, por exem-dor Cristo Jesus”.
pio, que embasam sua escatologia nosSem a expectativ a da volta de esu
J s, o
escritos de Nostradamus. Haja vista oconceito teológico de esperança de há
cineasta norte-am ericano Orson Welles. muito já teria perdido todo o seu signi-
No que tange ao cristão, é bom que haja ficado. Mas como0 Senhor há de a pa-
semelhante interesse. Todavia, não deve recer para levar-nos às mansões ceies-
ele esquecer os outros temas doutrinári- tes. temos forças inclusive para acredi-
os. Afinal, como se há de esperar pela tar contra a própria esperança.
vinda de Cristo sem uma vida santifica-
da? Todas as doutrinas são imprescindí- ESPERANÇA DA IGREJA - Dessa
veis. O Senhor Jesus ao apresentar-se a maneira é vista, nas Sagradas Escritu-
J oão. fê-lo como o primeiro e o último, ras, a vinda deCristo Jesus para arreba-
como o Alfa e o Omega. Nos conselhostar os santos. E a esperança das espe-
divinos há se mpreum Alfa para seche- ranças. E o ápice daredenção eva ngéli-
gar ao Omega. Se as últimas coisas são ca. Pois com o retorno do Senhor, os
importantes, as primeiras também o são. redimidos estaremos para sempre com
Sem estas, não existiriam aquelas. o Cristo glorificado.

ESCHATON - [Do gr.schaton, últimas A essência da escatologia bíblica é a


coisas] Termo teológico que denota aesperança (Tt 2.13).
culminação de todos as coisas segundo ESPÍRI TO, DERRAMAMENTO DO
os decretos divinos. [Do lat.dermmare. espalhar, espargir]
ESPERANÇA - [Do gr. elpis: do lat. Efusão do Espírito Santo que, vaticina-
esperantia]. Ato de espe rar o que sc da pelos profetas do Antigo Testamen-
deseja; expectativa, espe ra. Uma das to. começou a cumprir-se no Dia de
virtudes teologais.J untamente com a fé Pentecoste em Jerusalém (At 2). Teve0
e o amor, forma o pilar da piedade cris-seu prosseguimento através dos sécu-
tã. E a certeza de se receber as promes- los, como o atestam Tertuliano. João
sas feitas por Deus nas Sagradas Escri-Crisóstomo, Martinho L utero. John
turas. Wesley e outros. Seu ápice, porém, dar-
A esperança cristã tem a fé por motiva-se-á quando Cristo retornar, na segunda
ção; seu fundamento é oamor. A espe- fase de sua volta (Zc 12.10). O Espírito
rança do crente jamais fenece porqueSanto será derramado sobre os descen-
tem como aval a Palavra de Deus. Quan- dentes deAbraão, levando-osa um pro-
do do arrebatamento da gI reja, a espe- fundo arrependimento. Nesta ocasião,
rança do crente torna r-se-á plena pois já os judeus hão dereconhecer a esu J s
estaremos
das as naçõesde posse
(1 Co do
13).esperado
O filho dde
e to-
como o seuMessias.
Deus que se alimenta da esperança, ESPÍRITOS
ja- DESENCARNADOS - Diz
mais será confundido (Rm 5.5). se das almas dos que morreram, e agora,
aguardam a ressurreição de seus respec-
ESPERANÇA ABENÇOADA [Do gr tivos corpos. Os espíritos desencarnados,
makarían elpída] Assim é denominado pois, encontram-se no chamado estado
Estado Intermediário 65

intermediário que vai da morte à ressur- O Espírito Santo jamais se ausentará do


reição.Eles acha m-se perfeitamentecons- cenário deste mundo. No Apocalipse,
cientes não apenas quanto à sua existên- aparece tanto nos primeiros como no
cia, mas também quanto ao seu destino último capítulo do livro (Ap 2.7; 22.7).
eterno (Lc 16.20-31).
ESPIRITUALIZAÇÃO DAS PROFE-
ESPÍRITOS EM PRISÃO - [Do lat. CIAS - Interpretação profética que, in-
spiritus + prensione, ato de prender] fluenciada pelo método da alegoria, re-
Almas a quemCristo, entre a su a morte e duz todas as profecias a meras parábo-
ressurreição, anunciou a consumação do las espirituais. Segundo esta escola, os
plano redentivo da humanidade e a gra- céus e o mundo vindouro, por exemplo,
vidade dajustiça divina (1 Pe3.19). Tais não passam de meras figuras de lingua-
espíritos achavam-se no Hades. Para cá, gem com vistas à edificação da Igreja.
eram enviados, segundo depreendemos Ou seja: as profecias não têm qualquer
da história deLázaro e o Rico, tanto as aplicação quanto ao futuro; sua aplica-
almas dos bons quanto as dos maus. ção é apenas devocional. Essa vem sen-
Ambos os grupos achavam -se. porém, do a posição adotada pelos teólogos li-
separados por um grande abismo. berais.
Aos primeiros. Cristo anunciou a con- ESTADO DE EXALTAÇÃO Ato pelo
cretização das alianças passadas - a sal- qual o Pai reconduziu o Cristo à glória
vação plena e suficiente. Aos segundos, que este desfrutava junto à divindade
a consumação do juízo sobre Satanás eantes do mistério da encarnação. A
os que lhe seguiram a vontade. Termi-
nada a pregação, depreendemos, agora exaltaçã o do Senhor
ma definitiva, seuJesus selou, depaixão,
ministério, for-
de Efésios 4.8. que o mesmo Cristo levamorte e ressurreição (Fp 2.1-11).
os justos aos céus. Ou seja: toma cativo
o cativeiro. Quanto aos que. em vida,No estado de exaltação, Cristo não re-
rejeitaram a justiça divina, continuamouve sua divindade, pois jamais a per-
no Hades. Daqui, hão de ressurgir paradera. E, sim. a glória que, por um p ouco
serem submetidos ao J uízo Final. Pois de tempo, havia abandonado por amor à
aos homens está ordenado morrerem pobre humanidade.
uma única vez. vindo logo a seguir ESTADO o ETERNO - [Do lat'status; do
juízo (Hb 9.27). lat. aeternus, que não tem fim] Estado
ESPÍRITO SANTO - Terceira Pessoa de bem-aventuranças e inefáveis gozos
da Santíssima Trindade. E. de fato umaa ser desfrutado pelos redimidos logo
pessoa, e não uma mera influência como após a consumação de todas as coisas
temporais e históricas.
o querem algumas seitas e heresias.
O Estado Eterno, que será inaugurado
O Espírito Santo é quem conduz os últi-
logo após o J uízo Final, terá lugar nos
mos acontecimentos do Universo de
Novos Céus e Terra, onde os salvos
conformidade com o pl ano estabelecido estaremos a desfrutar do amor de Cristo

pela presciência
da economia de Deus.
divina, Na preparan-
Ele vem atual fase
pelos séculos dos séculos.
do intensivamente aIgreja para o arre
- ESTADO INTERMEDIÁRIO Perío-
batamento que se dará a qualquer mo- do que vai da morte à ressurreição do
mento. Após este evento, continuará a indivíduo. Neste ínterim, as almas dos
comandar o Universo, visando a plenajustos são recolhidas aos céus; e, as dos
realização dos planos divinos. ímpios, lançadas no inferno.
66 Estado Per fei to

Embora ocorrida ainda na dispensação ETERNIDADE Existência absoluta


- nos um sem quaisquer contingências em rela-
passada, a história de Lázaro dá
panorama bastante claro do Estado In-ção ao tem po. Não tem com eço, nem
termediário (Lc 16.19-31). Tal período fim. E o tempo em sua absoluta e infini-
não pode ser confundido com o Purga- ta transcendênci a.
tório criado pela Igreja Romana. Pois o Quando se fala em eternidade, referimo-
objetivo do inferno não é a purificação:nos a um instituto superior à imortali-
ele foi criado para custodiar os espíritosdade. Esta, ainda que absoluta em rela-
dos que obraram a iniqüidade até a res- ção ao fim, é relativa quanto a um co-
surreição de seus corpos. meço. A alma humana, por exemplo, é
Para os que dormiram em Cristo, o pe- imortal: Deus a criou para existir para
ríodo intermediário há de terminar comsempre. Teve, porém, um início. So-
o arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.13- mente o Todo-Poderoso é terno. e Ele é.
17). Serão estes, pois, ressuscitados ealiás, o Pai da Eternidade. Está acima
transformados em glória. O estado in- desta. Não teve início nem terá fim.
termediário dos que morreram em seusA eternidade com Deus é a maior pro-
pecados, contudo, há de perdurar até a messa que o pecador arrependido pode
última ressurreição, quando então se- receber (1 Ts 4.17).
rão submetidos ao J uízo Final (A p
20.11-15). ETERNIDADE PASSADA E FUTU-
RA - Período que antecede e sucede o
ESTADO PERFEITO - Referência à que chamamos de tempo histórico. Ou
condição de Adão e Eva antes dehave- seja: é a parte daeternidade que vem
rem caído em pecado. A perfeição de antes da criação, e a que virá depois da
nossos primeiros pais, no entanto, nãoconsumação de todas as coisas.
era absoluta. Estava condicionada à obe-
diência às ordenanças divinas. Caso ven- EVANGELHO - [Do heb.besorah : do
cessem a primeira prova, com certezagr. ewangelion] Boas Novas do Reino
haveriam de evoluir em seu estado dede Deus. que tem por objetivo anunciar
perfeição. a salvação através do sacrifício de Cris-
Com o arrebata mento da Igreja, porém, to Jesus. Um dos pilares do Evangelho
alcançaremos o estado de absoluta per- é justamente a bendita esperança: ou
feição; livres estaremos de pecar: sere-seja: o retorno de Cristo para buscar os
mos semelhantes ao Senhor esus J 1( Jo redimidos para que estejam para se m-
3.2). pre com Ele (1 Ts 4.13-17).
ETERNA SEPARAÇÃO DE DEUS - EXISTÊNCIA ESCATOLÓGICA -
Conhecida também como a segunda Segundo o pensamento de Bultmann. a
morte, a eterna separação deeus D dar- existência escatológica implica num vi-
se-á quando o pecador, após haver re-ver pela fé em Cristo Jesus, tendo a
jeitado todas as oportunidades que a gra- mente voltada para a vida eterna. Neste
ça divina lhe concedera, for julgado esentido, a escatologia não compreende
condenado no J uízo Final. Seráele. en- necessariamente o futuro, mas o viver
tão, lançadono lago de fogo, onde há atual ligado a Cristo.
de ser atormentado de ida de noite A (p
20.15). EX PACTO - Loc. lat.:Sobre a base do
A eterna separação de Deus é conheci-pa ct o divino . A escatologia bíblica acha-
da ainda como a danação eterna. se fundamentada sobre os pactos que o
Exército do Céu 67

Senhor, ao longo da História Sagrada,o império do A nticristo que, na


estabeleceu com o se
r humano. E uma Septuagésima Semana de Daniel, hão
das cláusulas mais altas e sublimes dede lutar contra Israel e contra os con-
seus pactos e alianças é esta: Se guar-
versos desse tormentoso período. As
darmos os seus mandamentos, seremos forças do Anticristo, porém , serão der-
o seu povo, e Ele será o nosso Deus, erotadaspelo Senhor eJ sus quando, no
em sua companhia estaremos por todafinal
a da Grande Tribulação, vier Ele es-
eternidade. tabelecer o se
u reino na terra (Ap 19).
EXPECTAÇÃO DO RETORNO DE EXÉRCITO DO CÉU - Organização
JESUS - Espera ansiosa que anima a militar e hierárquica que o Todo-Pode-
Igreja de Cristo a batalhar em prol da roso mantém nas regiões celestiais para:
expansão do Reino de Deus, sabendo a) M anter a ordemno Universo; b)De-
que o seu Senhor está prestesvira bus- fender Israel; 3) Lutar pela Igreja; e 4)
car os santos. Esta expectação não geraFazer preval ecer os seus ecre
d tos.
medo nem terror nos servos de Cristo.
Os exércitos dos céus são compostos de
Pelo contrário: leva-os a serem mais pru-
anjos. O seu comandante-em-chefe é
dentes e esforçados, pois não querem
apresentar-se de mãos vazias diante de Miguel (Ap 12.7). No final dos tempos,
seu Senhor eMestre (Tg 5.7-9). o exército do céu há ed se levantar pe -
los israelitas e lutará feramente contra
EXÉRCITO DO ANTICRISTO - For- as forças do Anticristo até que estas
ças espirituais e materiais que formarãosejam definitivamente derrotadas.
FALSOS CRISTOS - [Do gr.
p cósmicos. Conseguem assim trabalhar a
pse it dó ch is wi ] Indivíduos que, por mei- cultura daculpa e arrebanha
r multidões
os
siasfraudulentos,
prometido porreivindicam ser Tes-
Deus no nAtigo o Mes-de crédulos.
A aparição dos falsos cristos torna-se-á
tamento. Eis algumas características dos cada vez mais comum (Mt 24.5). Dois
falsos cristos: são os seus principais objetivos: desviar
1) Aparição profética. Geralmente fa- os incautos da genuína verdade, e pre-
zem os incauto s acreditaremque a sua parar o caminho à Besta. Eles são tão
aparição é o cumprimento de alguma convincentes que, se possível fora, en-
profecia. São precedidos sempre de arau- ganarão até os mesmos escolhidos.
tos que. maldosa ou inocentemente, pro-
pagam sua pretensa filiação divina. FA L SOS M EST RE S [Do gr.
ps eu do di dá sk al oi ] Elementos que, di-
2) Nova revelação. J ustificando sua apa- zendo-se mestres infalíveis da Palavra
rição. dizem trazer uma revelação supe-de Deus, buscam introduzir heresias e
rior a todas as outras. Menosprezam a falsos ensinos naIgreja deCristo: 1'Mas
Bíblia e zombam do sacrifício de Cristohouve também entre o povo falsos pro-
pela humanidade. fetas, como entre vós haverá falsos mes-
3) Sinais e maravilhas. Para induzir os tres, os quais introduzirão encoberta-
desavisados a creditarem
a emsuas m en- mente heresias destruidoras. negando até
tiras e falácias, operam sinais e maravi- o Senhor que os resgatou, trazendo so-
lhasmaligna
cia que. ou (2 sãoTsfalsos,
2.9). ou de procedên-
bre2.1).
Pe si mesmos repentina destruição” (2
4) Anúncio do fim do mundo. Uma das Se os falsos profetas aparecem sob o
principais características dos falsos manto do misticismo e da piedade, os
cristos é prever o fim do mundo. Tantofalsos mestres surgem nas cátedras e
os fundadores de seitas como os falsosnos púlpitos como os únicos detentores
cristos prevêem catástrofes e desastres das verdades espirituais. Haja vista os
70 Falso Profet a

teólogos modernistas. Torcendo já as fora curada.E operava grandes sinais,


Escrituras e já desacreditando os dogmas de maneira quefazia até descer fogo do
básicos do Cristianismo, levam a des- céu à terra, à vi sta dos home ns: e. por
crença e a frieza espiritual ao povo demeio dos sinais que lhe foi permitido
Deus. fazer na presença da besta, enganava os
A aparição dos falsos mestres, nestesque habitavam sobre terra a elhes dizia
últimos dias, tem se mostrado que fizessem umaimagem à besta qu e
incontrolável epidemia. Paulo adverte: recebera a ferida da espada e vivia. Foi-
“Porque virá tempo em que não supor-lhe concedido também dar fôlego à ima-
tarão a sã doutrina; mas. tendo grande gem da besta, para que a imagem da
desejo de ouvir coisas agradáveis, ajun- besta falasse, e fizesse que fossem mor-
tarão para si mestres segundo os seus tos todos os que não adorassem a ima-
próprios desejos” (2 Tm 4.3). gem da besta. E fez que a todos, peque-
nos e grandes, ricos e pobres, livres e
Chegou o momento de agreja I ape
gar-
se à Palavra de Deus. Caso contrário:escravos, lhes fosse posto um sinal na
não poderá perceberse
a dachegadado mão direita, ou na fronte, para que nin-
Senhor. Pois os que se deixam embairguém pudesse comprar ou vender, se-
pelos falsos mestres não ligam impor- não aquele que tivesse o sinal, ou o
tância alguma aos sinais que anunciamnome da besta, ou o número do seu
a proximidade do arrebatamento. nome. Aqui há sabedoria. Aquele que
tem entendimento, calcule o número da
FALSO PROFETA, O - [Do gr. besta; porque é o número de um ho-
ps eu do pr op hé te s ] Preposto de Satanás mem. e o seu número é seiscentos e
que, no período da Septuagésima Se-sessenta e seis" (Ap 13-1 1-17).
mana de Daniel, assumirá o controle da Numa primeira instância, o Falso Pro-
religiosidade humana, dando-lhe um feta assentar-sc-á no Santo Templo em
caráter ecumenista, secular e essencial-J erusalém como se fora o M essias de
mente demoníaco. Declarando-se oMes- Israel: Έ ele fará um pacto firme com
sias esperado de Israel, reivindicará ado- muitos por uma semana; e na metade da
ração e outras deferências só devidas ao semana fará cessar o sacrifício e a
Todo-Poderoso. Colocar-se-á no lugar oblação: e sobre a asa das abominações
de Cristo como se fora o mesmo Deus.virá o assolador; e até a destruição de-
Aliás, Anticristo, no srcinal grego, sig- terminada, a qual será derramada sobre
nifica precisamente aquele que se colo- o assolador” (Dn 9.27).
ca no lugar de Cristo.
Ato contínuo, reivindicará adoração di-
Com os seus milagres falsos e sinaisvina: “Ora. quanto à vinda de nosso Se-
mentirosos, dará sustentação à Besta,nhor Jesus Cristo eà nossa re união com
cuja função, no reino de Satanás, seráele. rogamo-vos, irmãos, que não vos
controlar politicamente o mundo. As- movais facilmente do vosso modo de
sim João descreve oFalso Profeta: pensar, nem vos perturbeis, quer por es-
“E vi subir da terra outra besta, e tinha pírito, quer por pa
lavra, quer por epístola
dois chifres semelhantes aos de um cor-como enviada de nós, como se o dia do
deiro; e falava como dragão. Também Senhor es tivessejá perto. Ninguém de
exercia toda a autoridade da primeiramodo algum vos engane; porque isto não
besta nasua presença;e fazia que a sucederá sem que venha primeiro a
terra e os que nela habitavam adoras- apostasia e seja revelado o homem do
sem a primeira besta, cuja ferida mortalpecado, o filho da perdição, aquele que
Fatalismo 71

se opõe e se levanta contra tudo o queNoseAntigo Testamento, os falsos profe-


chama Deus ou é objeto de adoração,tas de causaram grandes prejuízos ao povo
sorte que se assenta no santuário de Deus, de Israel. Haja vista asua ação no te
m-
apresentando-se como Deus. Não vospo deJ eremias. Atuavameles como fun-
lembrais de que eu vos dizia estas coisas cionários públicos. Eram pagos para
quando ainda estava convosco? E agora mentir e sustentar a iniqüidade da casa
vós sabeis o que o detém para que seua real. Todavia, pereceram com Jerusa-
próprio tempo seja revelado.Pois o mis- lém; sua memória jamais foi revivida.
tério da iniqüidade já opera; somente há Para que tais elementos sejam desmas-
um que agora o detém até que seja posto carados, Moisés prescreveu um teste
fora; e então será revelado esse iníquo,que, a embora simples, tem-se mostrado
quem o Senhor eJ sus m atarácom o so- mui eficaz (Dt 18.20-22).
pro de suaboca e destrui rá com a mani-
festação dasua vinda: a esseiníquo cuja Em seu Sermão Profético, o SenhorJ e-
sus alertou que, nos últimos dias, “hão
vinda é segundo aeficácia de Sata nás
de surgir muitos falsos profetas, e enga-
com todo o poder e sinais e prodígios de
mentira, e com todo o engano da injusti- narão a muitos” (Mt 24.12). Esse vaticí-
ça para os que perecem, porque não nio re- vem cumprindo-se de forma
ceberam o amor da verdade para serem insofismável em nosso século. J amais
salvos. E por isso Deus lhes envia a ope- surgiram tantos falsos profetas quanto
ração do erro. para que creiam na menti- hoje. Deturpando já as Escrituras e já
ra; para que sejam julgados todos os que impregnando de casuísmos as palavras
não creram na verdade, antes tiveram dos santosnabis e apóstolos, reivindi-
prazer na injustiça" (2 Ts 2.1-12). cam eles uma autoridade que jamais lhes
No final da Septuagésima Semana, po- seria delegada. Uma autoridade que só
rém. o Falso Profeta será fragorosam ente a Bíblia tem.
derrotado pelo Senhor e J sus: "E a besta O objetivo primacial dos falsos profetas
foi presa, e com ela o falso profeta que é desviar a I greja de seus alvos
fizera diante dela os sinais com que en- evangelísticos. missionários e
ganou os que receberam o sinal da besta devocionais. Aliás, o que eles mais de-
e os que adoraram a sua imagem. Estes sejam é desviar a Igreja do Cristo, e
dois foram lançados vivos no lago defazê-la olvidar de sua vinda. Por isso,
fogo que arde com enxofre. E os demais temos de mostrar-nos sempre atentos
foram mortos pela espada que saía da para não cairmos nesses enganos que
boca daquele que estava montado no parecem verdades.ó Sexiste umama-
cavalo: e todas as aves se fartaram das neira de se combater os falsos profetas:
carnes deles" (Ap 19.19-21 ). confrontá-los com a Palavra de Deus.
Eles não podem resistir a esta arma.
FALSOS PROFETAS - [Do gr
pse udo proph etai] Homens que, com oFATALISMO - [Do lat. fa ta li s. de
intuito de prejudicar a Obra de Deus fae ctu m, fado destino] Doutrina segundo
desacreditar as Sagradas Escrituras, a qual os acontecimentos operam na vida
apresentam-se como os porta-vozes ofi-do ser humano independentemente da
ciais do Altíssimo. Através de um mis- vontade deste. Num certo sentido, pode
ticismo exacerbado e antibíblico, colo-ser considerado sinônimo do
cam-se acima da Palavra de Deus . Apre- determinismo. Trata-se, pois. de um
sentam-se. via de regra, como portado- ensinamento antibíblico e que contraria
res de uma nova revelação. frontalmente o bom senso. Segundo
72 Favor Dei

Pierre Véron, o fatalismo é a doutrina ança plena de que. um dia. os santos


que procura falsificar a assinatura deiremos morar com o Senhor na eterna
Deus. glória.
Na Escatologia Bíblica, o fatalismo nãoFELICIDADE [Do lat. fe li cit ate m .
encontra guarida alguma, pois o Senhorbem-aventurança] Humanamente falan-
Deus promete as bem-aventuranças eter- do é o estado de bem-estar gerado pela
nas aos que, renunciando livremente osatisfação das necessidades básicas do
pecado, lutam pela vida eterna. indivíduo: físicas, morais e espirituais.
Quanto aos ímpios, se não se arrepen- No âmbito das Sagradas Escrituras, po-
derem serão lançados no lago de fogo.rém, a feli cidadenão depende de qual-
Cada um é livre para escolher o seuquer dessas satisfações, mas da confi-
destino eterno. Entretanto, ninguém po-ança que se deposita em Deus. (Ver
derá fugir da justiça divina. Habacuque 3).
FAVOR DEI - Loc. lat.:Favor de Deus. A fonte detoda afelicidade é a fé que
Graciosa disposição divina em relação empenhamos nas providências divinas.
ao ser humano, promovendo-lhe sufici- Por isso é que a verdadeira felicidade
ente e plena salvação. E através desse não pode ser confundida necessariamen-
favor, conhecido também como graçate com a alegria. Junto a Deus , é possí-
ou amorosa benignidade, que entramosvel transbordar de felicidade mesmo es-
de posse de todas as bênçãos, quer pre- tando com o coração partido.

sentes,
O favor quer futuras.
de Deus Nossa felicidade
garante-nos segurançasente; acha-se não está presa
centrada ao pre-
no porvir,
no presente e a bem-aventurança do por- quando estaremos para sempre com o
vir. E uma bênção tanto histórica quan-Senhor. A felicidade bíblica é mais
to escatológica. Contempla-nos no tem- escatológica que histórica; é mais
po e na eternidade. eternal que temporal; é mais espiritu-
al que psicológica. Mas isto não sig-
FE - [Do hb. heemim ; do gr.pis te uõ, do nifica que ela esteja ausentedeste tem-
lat. fid em ] “É o firme fundamento das po histórico. Pelo contrário: é através
coisas que se esperam, e a prova das dela que encontramos forças para usu-
coisas que se não vêem” (Hb 11.1). E a fruir, desde agora, da eternidade com
confiança que depositamos nas provi-Cristo.
dências divinas. É a crença de que Deus
está no comando de tudo, e que é capaz FIDELIDADE DE DEUS LDo heb.
de manter as leis que estabeleceu. A fé amair, do gr.aletheia; do lat.fid eli tat em]
bíblica e verdadeira fundamenta-nos aFirme compromisso de Deus em manter
certeza de que a su a Palavra é aVerda- as cláusulas das alianças que Ele esta-
de. E também a tranqüilidade que depo-beleceu como seu povo. Sua fidelidade
sitamos no plano de salvação por Deusadvémde suanatureza moral , absoluta
estabelecido, e executado por seu Filho e infinitamente justa e santa: advém do
no Calvário. exercício de seus atributos incomunicá-
Sem fé, a Escatologia Bíblica teria ne- veis: onipotência, onisciência. onipre-
nhum sentido. Seria uma mera ficção:sença, infinitude etc. Ele mesmo c o
uma utopia; um sonho a mais entre os aval de todos os pactos que. no trans-
humanos pesadelos. Mas como o Espí- correr da história da salvação, firmou
rito Santo inspira-nos a fé, temos conficom a raça humana (Hb 6.13).
Fim dos Tempos 73

A fidelidade de Deus proporciona-nos si próprio como a desgraça de quantos o


as condições necessárias para vivermosseguem. Ser filho da perdição significa
com os olhos voltados para o futuro,estar a serviço das trevas mais espessas.
quando então estaremos para sempre ao Significa estar votado à ete rna sepa ração
lado de Cristo. A Escatologia Bíblia, de Deus que é a eterna danação.
por conseguinte, acha-se toda assentada A perdição do Anticristo, por conse-
na fidelidade de Deus em relação àsguinte, há de se voltar contra si. pois o
promessas, quanto ao porvir, que EleSenhor o “desfará pelo assopro da sua
mesmo fez a srae
I l, a Igreja e a cadafiel boca e o aniquilará pelo esplendor da
em particular. sua vinda" (2 Ts 2.8).
A mesma atitude devemos ter com o
Senhor Deus. Caso contrário: desobri-FILHOS DE DEUS - Expressão usada
ga-se Ele a cumprir os termos de suas para identificar os que recebem a Cristo
alianças. Pois estas sempre são firma-J esus como o único e suficiente Salva-
das em caráter condicional. dor (Jo 1.12). A certezade que somos
filhos de Deus é-nos infundida pelo Es-
FIEL E VERDADEIRO - LDo gr.pistós pírito Santo (Rm 8.16). Como tais, an-
kaíkathémenos] Título messiânico con- siamos por estar para sempre com o
ferido ao Senhor J esus que, como oCris- Senhor (Rm 8.19). Uma das maiores
to de Deus eo Leão de J udá, debelará promessas escatológicas que o crente
de forma implacável e definitiva as for-pode receber éesta: “Amados, agora
ças da Besta e do Falso Profeta: Έ vi o somos filhos de Deus, e ainda não é
manifesto o que ha vemos de er. s Mas
céu aberto,
que e eis um nele
estava montado cavalo branco; Fiel
chama-se esabemos
o que, quando ele se manifestar,
e Verdadeiro: e julga e peleja comjusti- seremos semelhantes a ele; porque as-
ça. Os seus olhos eram como chama de sim como é, o veremos” (1oJ 3.2).
fogo: sobre a sua cabeça havia muitosOs filhos de Deus. pois, são caracteri-
diademas: e tinha um nome escrito, que zado pela vida eterna que deles trans-
ninguém sabia senão ele mesmo. Esta- borda já neste tempo histórico.
va vestido de um manto salpicado de
sangue; e o nome pelo qual se chama FIM é DOS TEMPOS - [Do gr.eschatou
o Verbo de Deus” (Ap 19.11-13). ton chrónon] Período que marca a últi-
ma etapado plano de Deus em rel ação
Fiel e Verdadeiro! Cristo é assim identi-
aos seres humanos. Esta era. considera-
ficado, pois nEle cumprem-se todas as
da pré-escatológica. teve início com os
promessas divinas, e porque nEle reside
sinais preditos pelo Senhor e J sus em
a verdadeem toda asua plenitude.Aliás. seu sermão profético (Mt 24). Sinais
J esus é a mesma verdade. Sendo a pró-
estes que, todos os dias. cumprem-se de
pria verdade, ninguém lhe pode resistir: maneira insofismável. Como ignorá-los?
sua palavra é suficiente para derrotarSegundo a a Bíblia, o auge do fim dos
mentira - as forças das trevas. E atravé
s tempos dar-se-á com o arrebatamento
de sua palavra, que Ele deitará por terra
todo o sistema erigido por Satanás. grama da Igreja. E a partir daídeque
escatoiógico todoháo ro-
Deus p se
de
FILHO DA PERDIÇÃO - [Do gr.uiós desenrolar.
tes apoleías] Um dos títulos do homem Não se pode confundir o fim dos tem-
da iniqüidade, também conhecido como pos com o fim do mundo. Este só acon-
o Anticristo. Ele é assim designado (2 Tstecerá após o Juízo Final, quando De us
2.3). pois representa tanto a perdição fará de novas todas as coisas. O fim dos
74 Fim do Mundo

tempos, por seu turno, limitar-se-á afundirão? Nós, porém, segundo a sua
marcar o término da atual dispensaçãopromessa, aguardamos novos céus e uma
para dar lugar ao Dia do Senhor, quenova terra, nos quais habita a justiça" (2
será seguido pelo Milênio. Pe 3.7-13).
FIM DO MUNDO - [Do gr.sunteleías O fim do mundo, porém, não represen-
toa aionos J Doutrina segundo a qual o tará nenhum trauma para a Igreja. Pelo
mundo como o conhecemos está reser- contrário: será o início de uma nova
vado à destruição a fim de que dê lugarrealidade para os santos, pois adentrarão
a uma nova ordemda criação divina. Os a Nova J erusalém onde es tarão para sem-
judeus do tempo de Cristo demonstra- pre com o Senhor.
vam viva preocupação com o assunto: FINITUM NOM CAPAX INFINITI
Έ estando ele sentado no Monte das Loc. lat.:O fin ito é inca paz, de compre-
Oliveiras, chegaram-se a ele os seus dis- ender o infinito. Expressão usada pelos
cípulos em particular, dizendo: Decla- antigos teólogos para demonstrar a li-
ra-nos quando serão essas coisas, e que mitação do ser humano em compreen-
sinal haverá da tua vinda e do fim doder a grandeza divina. Se os bens divi-
mundo” (Mt 24.3). Foi justamente nes- nos que hoje desfrutamos parecem in-
sa ocasião queo Senhor eJ sus pronun- compreensíveis, o que dizer das belezas
ciou o Sermão Profético, que é a basee venturas eternais que o Pai nos reser-
de toda a escatologia do Novo Testa-vou?
mento.
FOGO DO JUÍZO DE DEUS - Assim
O
apósfimo Juízo
do mundo há deo ocorrer
Final. Assim antecipa ologotambém é chamada a Grande Tribulação
apóstolo Pedro: por causade seu rigor e implacabilidade.
Nesteperíodo, que sedará após o arreba-
“Os céus e a terra de agora, pela mesma
tamento da gre I ja, o Senhor despe jará
palavra, têm sido guardados para o fogo.
toda a sua ira sobre os ímpios:
sendo reservados para o dia do juízo e
da perdição dos homens ímpios. Mas"Porque eis que aquele dia vem arden-
vós, amados, não ignoreis uma coisa:do como forno: todos os soberbos e to-
que um dia para o Senhor é como mil dos os que cometem impi edade serão
anos, e mil anos como um dia. O Se-como palha; e o dia que estará para vir
nhor não retarda a sua promessa, ainda os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos,
que alguns a têm por tardia: porém éde sorte que lhes não deixará nem raiz
longânimo para convosco. não queren-nem ramo” (Ml 4.1).
do que ninguém se perca, senão que Será o período de maior angústia e so-
todos venham a arrepender-se. Virá.frimento de toda a história humana. Se
pois, como ladrão o dia do Senhor, noesses dias não forem abreviados, alma
qual os céus passarão com grande es- alguma restará sobre a face da terra (Mt
trondo, e os elementos, ardendo, se dis- 24.22).
solverão, e a terra, e sa obras que ne la
FUTURO DE ISRAEL, O
há, serão descobertas. Ora, uma vez que - Doutrina
segundo a qual Israel, no futuro escato-
todas estas coisas hão de ser assim dis-
lógico, há de se converter ao Senhor,
solvidas, que pessoas não deveis ser em
santidade e piedade, aguardando, e de-tornando-se uma bênção ainda maior
sejando ardentemente a vinda do dia depara todos os povos. Este ensinamento
Deus, em que os céus, em fogo se dis- acha-se baseado tanto no Antigo quanto
solverão, e os elementos, ardendo, seno Novo Testamento.
Fogo Eterno 75

Ao contrário dasdemais nações ue q , via Reino de Deus traduzir-se-á na união


de regra, centram sua idade de ouro no eterna entre Cristo e asua Igreja; será a
Nova Jerusalém com toda sa bem-
pretérito, o auge da história israelita está
projetada no porvir. Deus fará com que aventuranças
o que o Pai Celeste reser-
seu futuro ofusque-lhe o passado, ainda vou-nos em seu infinito e indizível amor
que estehaja sido grandee inenarrável. (Ap 21).
O período áureo de Israel terá início quan-Através dafé, porém, já podemos des-
do seus filhos reconhecerem 0 Senhor frutar da fase eternal do Reino de Deus,
J esus como o Messias de Deus. pois a nossa salvação contempla não
Na glória de Israel, o mundo experi- somente a bem-aventurança presente
mentará um porvir de impensadas como a futura.
visitações divinas (Rm 11).
FOGO ETERNO - [Do gr. p u r tó
FUTURO REINO DE DEUS, O - Go aiónion] Castigo que o Supremo Juiz
verno queo Senhor eJ sus come çará a reservou para punir a rebelião levada a
implantar a partir de sua segunda vinda efeito pelo diabo e seus anjos (Mt 25.41).
à Terra. De acordo com as profecias,O fogo eterno, conhecido também como
pode-se conceber o futuro do Reino deo lago de fogo, ou trevas exteriores,
Deus de duas formas distintas: será caracterizado por um tormento
1) Em sua realização milenial. O Reino indescritível e real, capaz de provocar
de Deus materializar-se-á no estabele-os mais horríveis choros e as mais insu-
cimento do Milênio. Expresso em ter- portáveis dores (Mt 22.13). Sua função
mos materiais, terá como objetivo re-não édestruir, mas atormentar osimpe-
verter a maldição que, desde o Éden,nitentes (Mc 9.44). Ali, não há quem
vem destruindo o mundo e toda a sua não ranja os dentes.
economia. O Milênio representará o De Mateus 25.41, depreende -se que
auge da história terrena e o ápice da Deus não criou o fogo eterno para neste
intervenção divina nos negócios huma-lançar ohomem, e sim o diabo. Mas por
nos (Is caps.2.11 .35). causa de sua impenitência, milhões de
2) Em sua realização eternal. Nesta fase, seres humanos serão condenados ao lago
que se dará logo após o J uízo Final, o de fogo.
G
GA BR IEL - Em heb. homem de Deus ou lavras, turbou-se muito e pôs-se a pen-
herói de Deus. Ser angélico dotado de sar que saudação seria essa. Disse-lhe
grande poder, discernimento e autorida-então o anjo: Não temas, Maria; pois
de junto às cortes divinas. Enviado aoachaste graça diante de Deus. Eis que
profeta Daniel, explicou-lhe o mistério conceberás e darás à luz um filho, ao
das Setenta Semanas: "Enquanto estava qual porás o nom e de J esus. Este será
eu ainda falando na oração, o varãogrande e será chamado filho do
Gabriel, que eu tinha visto na minhaAltíssimo; o Senhor De us lhe dará o
visão ao princípio, veio voando rapida- trono deDavi seu pai; reinará eterna-
mente, e tocou-me à hora da oblação da mente sobre a casade Jacó. e o seu
tarde. Ele me instruiu, e falou comigo,reino nãoterá fim” (Lc 1.26-31).
dizendo: Daniel, vim agora para fazer- Apesar de seu poder e representatividade,
te sábio e entendido. No princípio dasGabriel não é identificado como arc anjo.
tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim. Sua tarefa é mais hermenêutica que béli-
para to declarar, pois és muito amado; ca. Nas passagens citadas, o anjo avança
considera, pois. a palavra e entende em a suas interpretações, e mostra consi-
visão" (Dn 9.21-23). deráveis vislumbres do programa
Gabriel também seria encarregado deescatológico de Deus.
levar as boas novas a Maria: “Ora, no
sexto mês. foi o anjo Gabriel enviadoGALARDÃO - Prêmio a que fará jus o
por Deus a uma cidade da Galiléia, cha-crente que tiver desempenhado bem a
mada Nazaré, a uma virgem desposada sua função no Reino de Deus. O apósto-
com um varã o cujo nome era J osé. da 10 Paulo adiantaque tais honrarias esta-
casa de Davi; e o nome da virgem era infinitamente além do que sonha ou
rão
cogita o espírito humano:
Maria. E, entrando o anjo onde ela esta-
va disse: Salve, agraciada; o Senhor "Mas,
é como está escrito: As coisas que
contigo. Ela, porém, ao ouvir estas paolhos não viram, nem ouvidos ouviram,
Geena

nem penetraram o coração do homem, Quando daaliança com Abraão, o Se-


são as que Deus preparou para os quenhor
o não permitiu ficassem os gentios
amam” (1 Co 12.9). alienados: “Visto queAbraão certamente
Além da Nova Jerusalém com todos os evirá a ser uma grande e poderosa nação,
seus indizíveis e inimagináveis encan- por meio dele serão benditas todas sa
tos, o maior galardão do crente fiel será nações daterra” (Gn 18.18).E foi e.xa-
a presença do Senhor. Esta união, a que tamente isto o que aconteceu quando do
a Bíblia cognomina de as bodas do Cor- nascimento, morte e ressurreição de
deiro, representa o cumprimento plenoCristo: os genti os queaceitarama J esus
de nossos ansei os que. desde a queda o n como o Filho de Deus, passaram a for-
Éden, vêm nos crivando a alma de ex-mar um sópovo com Israel.
pectativas. Não pode haver galardãoFloje, afirma o apóstolo Paulo: "Não há
maior do que a presença de Deus entre distinção entre judeu e grego; porque o
o seu povo. mesmo Senhor o é de todos, rico para
com todos os que o invocam” (Rm
GEENA - [Do hb. Gebene Hinon. vale 10.12).
dos filhos de Hinon: do gr. géena e do
Escatologicamente, está reservado aos
lat. gehenna] Vale a sudoeste deJ erusa-
gentios que, juntamente com os judeus,
lém, onde os judeus idólatras sacrifica-aceitaram a Cristo Jesus, um futuro de
vam suas crianças aMoloque (2 Cr 28.3;
muitas e inefáveis glórias: “As nações
33.6). Sendo profanado pelo rei J osias. andarão à sua luz; e os reis da terra
o vale tomou-se símbolo do pecado e
das aflições deste oriundas. trarã
Os o para
que ela arecebido
tiverem sua glória”
a fé(Ap
em21.24
J esu).
s,
Era mantido, neste lugar, um fogo ar-hão de desfrutar dos tesouros eternos
dente destinado a consumir o lixo dejuntamente com os patriarcas e santos
J erusalém e das cidades vizinhas. Por do Antigo Testamento: "Também vos
causa dessa imagem. Geena passou digo a que muitos virão do oriente e do
ser uma das mais perfeitas imagens do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de
inferno (Mt 18.8.9). Lembrava muito Abraão, Isaque c Jacó. no reino dos
bem o lago de fogo descrito pelo evan-céus” (Mt 8.11).
gelista (Ap 20.10).
GERAÇÃO - [Do lat.generationem] Ato
GENTIOS - [Do heb.goy: do lat. tardio de gerar. Nas Sagradas Escrituras, gera-
gentile ] Povos que não pertencem à co-ção pode ser: um período de tempo; um
munidade israelita. São assim chama-grupo de pessoas de uma mesma época;
dos por estarem alheios às promessas e os indivíduos provenientes de um mes-
às alianças, por causa de sua idolatria mo e tronco genético. Neste particular,
em conseqüência de sua oposição siste-somos todos geração dedão A e Eva.
mática ao povo da promessa. Brancos ou negros, orientais ou ociden-
O Senhor, porém, jamais teve a inten-tais. todos temos em A dão o proto-
genitor. Daí a validade do monogenismo
ção desalvífico.
plano deixar osPelo
gentios alijadosa de
contrário: pn-seu
bíblico (At 17.26).
meira promessa com respeito ao Salva-Geração também possui um sentido es-
dor da humanidade contemplou não ape- catológico: “Em verdade vos digo que
nas os israelitas (que naquele tempo nem não passará esta geração sem que todas
existiam) mas a humanidade como umessas coisas se cumpram" (Mt 24.34).
todo (Gn 3.15). A que geração referia-se Jesus? A sua
Glória do Senhor 79

ou a nossa? Neste particular, os estudi-Deus a tem alumiado, e o Cordeiro é a


osos são tardos em chegar a um acordo. sua lâmpada" (Ap 21.23).
O melhor, porém, é entender “esta gera-
ção" como adispensação da Igreja. Pois, GL ÓRI A DO SENHOR - [Do hb kabod:
de uma forma ou de outra, os grandes do gr. doxa ; do lat.glória ] Presença
fatos escatológicos acontecerão exata-distintiva, sobrenatural e específica de
mente naera da Igreja de Cristo. J eová no meio de Israel para dignificar
a este como a sua possessão particular.
GER A ÇÃ O ET ER NA [Do lat. A glória do Senhor começou a aparecer
generationem + aeternu, sem princípio aos israelitas com a efetivação dos pac-
nem fim] Relação filial de Cristo com a tos queJ eová firmou com os aptriarcas .
Primeira Pessoa da Trindade. Ou seja: aJ á nas raias da Terra Prometida, o povo
filiação divina de J esus c anterior à sua foi obrigado a reconhecer: “Eis que o
encarnação, pois concretizada antes que Senhor nosso Deus nos fez ver a sua
os séculos existissem. Ela faz parte do glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua
pacto que a Trindade estabeleceu visan-voz do meio do fogo; hoje vimos que
do a execução do Plano de Salvação. Deus fala com o homem, e este ainda
GESCHITE - ]Do alemão, história] Se- continua vivo” (Dt 5.24).
gundo o teólogo alemão Rudolf Ela tornar-se-ia mais visível através do
Bultmann.geschite é o fato objetivo que Êxodo, do Tabernáculo e da dedicação
marca a ocorrência de um determinado do Santo Templo em J erusalém. Neste
evento. último evento, o cronista registrou: “De

GL ÓR I A - [Do hb. kabod: do gr.doxa: modo


se em que os sacerdotes
pé para nãopor
ministrarem, podiam
causater-
da
do lat.glória] Manifestação do esplen- nuvem; porque a glória do Senhor en-
dor e daplenitude dapresença de Deus. chera acasa do Senhor” (1 Rs 8.11).
A glória divina fez-se presente em to-
dos os momentos decisivos da históriaMas em conseqüência da rebeldia e per-
da salvação. Sua função básica foi refe-tinácia dos israelitas, o Senhor retirou a
rendar os pactos que o Senhor ia estabe- sua glória de J erusalém, ntregando
e o
lecendo com o seu povo. Foi o que seseu povo aos babilônios: “E a glória do
deu. por exemplo, quando sI rael rece- Senhor se alçou desde o meio da cida-
beu as tábua omão de, e se pôs sobre o monte que está ao
s da Lei. ou quando Sal
dedicou o Santo Templo (Ex 19.1-9; 2 oriente da cidade" (Ez 11.23). Daí, a
Cr 7.1). glória divina afastou-se do povo, dei-
A glória divina far-se-á presente em to-xando-o à mercê de seus adversários.
dos os momentos escatológicos. No ar-Quando Israel arrepender-se de seus
rebatam ento da gI reja, ela marcará o muitos pecados, e voltar-se a Deus, eis
encontro deJ esus com anoiva: “Quan- que a glória do Senhor retornará à Ter-
do. pois vier o Filho do homem na suara Santa: "E a glória do Senhor entrou
glória, e todos os anjos com ele, então no templo pelo caminho da porta ori-
se assentará no trono da sua glória” (Mt ental" (Ez 43.4). Quando isto aconte-
25.31).Na consuma ção de todas as coi- cer. o Reino de Deus manifestar-se-á
- de maneira maravil hosa eplena em toda
sas. já no período eternal, todos os san
tos hão de se alimentar da glória divina a terra. E todos hão de reconhecer que
na Nova Jerusalém: “A cidade não ne- o Senhor jamaisabandonou oseu povo,
cessita nem do sol, nem da lua, para que com o qual firmou grandes e eternas
nela resplandeçam, porém a glória depromessas. A Glória do Senhor voltará
80 Glorificação

a Israel no final da Grande Tribulação, “Segundo a graça de Deus que me foi


e marcará o início do Milênio. dada, lancei eu como sábio construtor,
o fundamento, e outro edifica sobre ele:
GLORIFICAÇÃO [Do lat mas veja cada um como edifica sobre
glorificationem} Atribuir glória a al- ele. Porque ninguém pode lançar outro
guém. No Plano de Salvação, a glorifi- fundamento, além do que já está posto,
cação é a etapa final a ser atingida por o qual é J esus Cristo. E. se alguém os-
aquele que recebe a Cristo como Salva-bre este fundamento levanta um edifí-
dor e Senhor de sua alma. Com referên-cio de ouro, prata, pedras preciosas,
cia a Cristo, a glorificação coroou-lhe a madeira, feno, palha,a obra de cada um
obra execut ada na terra. Ao ser assunto se manifestará; pois aquele dia a de-
ao céu, o foi como o Senhor da Glória. monstrará, porque será revelada no fogo.
Essa mesma glória há de partilhar co-e o fogo provará qual seja a obra de
nosco quando do arr ebatam ento daIgre- cada um. Se permanecer a obra que al-
ja. O texto de ouro de nossa glorifica- guém sobre ele edificou. esse receberá
ção acha-seem 1J oão 3.2. galardão. Se a obra de alg uém se quei-
mar, sofrerá ele prejuízo: mas o tal será
GRAÇA - [Do hb.hessed: do gr.charis; salvo todavia como que pelo fogo" (1
do lat.gratia] Favor imerecido conce- Co 3.10-13).
dido por Deus à raça humana. AtravésEsta doutrina aumenta-nos e nos forta-
da graça, o homem é capacitado a com- lece esta convicção: o servo bom e fiel
preender, a aceitar e a usufruir, imedia- jamais ficará sem a sua recompensa:
tamente, dos2.1-11).
Salvação (Ef benefícios do Plano de servo
“Disse-lhe
bom oe seu
fiel: senhor:
sobre oMuito
poucobem. foste
O objetivo da graçaé duplo: 1) Salva o fiel, sobre muito te colocarei: entra 110

homem do pecado; e 2) Restringe a ação gozo do teu senhor" (Mt 25.21). Quanto
deste, levando o homem a viver nas aos negligentes, ficarão envergonhados.
regiões celestiais emCristo Jesus. A Trabalhemos, pois. enquanto é dia!
graça, segundo ensina o apóstolo Paulo, GRADUS GLORIA - Loc. lat.:
é operada mediante a fé. e mediante a Gradação
fé de glória. Expressão usada
plenamente usufruída. para explicar a doutrina segundo a qual
Será através da graça que tomaremos os crentes, no tribunal de Cristo, rece-
posse da vida eterna e de tudo quantoberão o diferentes gradações de glória, de
Pai Celeste nos preparou. No arrebata-acordo com o trabalho que exerceram
mento da Igreja, a graça há de se mani- na expansão do Reino de Deus na terra.
festar de maneira plena entre os santos, E o mesmo que gradação de galardões.
transformando-os em seres em tudo se- Vide item anterior.
melhantes ao Senhor eJ sus (1 Jo 3.2). GRADUS POENARUM INFERNALIUM
GRADAÇÃO DE GALARDÕES - Dou - Loc. lat.:Graus de punição no infer-
trina segundo a qual os galardões deno. Doutrina segundo a qual os ímpios,
Cristo serão concedidos aos santos deno lago de de
gradações fogo, sofrerão
castigos diferentecom
de acordo s as
acordo com um sistema de gradação que iniqüidades cometidas em suas vidas
levará em conta a atuação de cada um terrenas.
no âmbito do Reino de Deus durante a
era da Igreja. Tal posicionamento acha- GRANDE COMISSÃO - Ordenança
se baseado neste texto paulino: deixada por Cristo à sua Igreja, visando
Grande Trono Branco 81

a proclamação universal do Evangelho, trataram indevidamente os judeus; 2)


o discipulado dos conversos e o batis- Desnudar a hipocrisia dos sistemas mun-
mo dos penitentes (Mt 28.19,20; Mc danos; 3) Desestabilizar o reino do An-
16.15-20: Lc 24.47-49; At 1.8). ticristo; 4) Preparar a humanidade para
A Grande Comissão, além de o estabelecimento do Reino Milenial do
evangelizadora, é essencialmente Senhor Jesus.
escatológica: “Quem crer e for batizadoA Grande Tribulação recebe ainda os
será salvo: mas quem não crer será con- seguintes nomes: Dia do Senhor, Dia
denado" (Mc 16.16). Isto significa que da Ira de Deus, Angústi a de Jacó e
o pecador, tão logo accita a Cristo, en-Aflição. No Apocalipse, a Grande Tri-
da eterna. Ou seja: já bulação vaido capítulo 6 ao 19.
tra deposse da vi
se insere automaticamente na bendita
GRANDE TRONO BRANCO - Trono
esperança que o Pai Celeste preparou- no qual assentar-se-á o Todo-Poderoso a
nos em seu Unigênito. fim de julgar todos os seres moralmente
GRANDE I MA GEM DE responsáveis - homens e anjos. O Apo-
NABUCODONOSOR - Formidável es- calipse assim se refere ao grande trono
tátua vista em sonhos pelo rei branco: “Então vi uns tronos; e aos que
Nabucodonosor. de Babilônia, cuja sig- se assentaram sobre eles foi dado o po-
nificação foi-lhe declinada por Daniel der dejulgar; e vi as almas daqueles que
(Dn 2). De acordo com a interpretaçãoforam degolados por causa do testemu-
do profeta, a estátua simbolizava os im- nho de eJ sus eda palavra de Deus, e que
périos humanos bem como afem e e- não adoraram a besta nem a sua imagem,
ridade destes. Numa admirável teologia e não receberam o sinal na fronte nem
da história, o profeta Daniel mostra ao nas mãos; e reviveram, e reinaram com
rei que. um dia. os impérios mundiais Cristo durante mil anos. E vi um grande
cairão todos sob o impacto da chegada trono branco e o que estava assentado
do Messias. A partir de então, todos te- sobre ele, de cuja presença fugiram a
rão de reconhecer a soberania de Cristo. terra e o céu; e não foi achado lugar para
eles” (Ap 20.10 e 1).
Isto significa que os dias do atual siste-
ma mundano estão contados, pesados Ae instalação do grande trono branco re-
divididos. presentará o maior julgamento que o
Universo já presenciou. Será um acon-
GRANDE TRIBULAÇÃO [Do lat tecimento que nem amesma eternidade
tribulatione. contrariedade] Período de esquecerá. Nele, a justiça há de sema-
aflição e angústia incomuns que teránifestar de maneira plena: 1) punindo
início após o a rrebatamento da Igreja. os maus; 2) recompensando os bons; e
A Grande Tribulação terá a duração de3) mostran do a eficácia do sistemajudi-
três anos e meio 11(D9.27). Ou seja: ciário divino.
abrangerá a última metade da O Grande Trono Branco simboliza a
Septuagésima Semana de Daniel. justiça de Deus em toda a sua pujança e
Eis os objetivos da Grande Tribulação: .significado. A Igreja estará auxiliando a
1) Julgar os que rejeitaram a Cristo e Cristo no Juízo Final.
Η
HADES - [Do gr.haides, invisível ] Lu- HEILSGESCHICHTE LEm alemão,
gar dos mortos. Na mitologia grega, erahistória da salvação ] De conformidade
o deus do submundo. Filho de Cronos, com alguns teólogos alemães, entre os
dominava a região para onde iam osquais Oscar Cullmann, a essência da
mortos. Com o passar dos tempos, oBíblia é a história da salvação. Tendo
nome passou a ser sinônimo de inferno,em vista este enfoque, buscam interpre-
e assim é compreendido pelos escrito-tar a Palavra de Deus de maneira orgâ-
res do Novo Testamento (Mt 11.23; Lc nica. Ou seja: o estudo bíblico deve con-
10.15 e 16.23). duzir o homem, necessariamente, à sal-
Na Septuaginta. tal palavra é usada como vação de sua alma. Ou seja: à eternida-
de com Deus.
sinônimo do vocábulo hebraico sheol.
HERANÇA [Do lat. haerentia, segu-
HARPAGESOMETHA - Palavra grega
rar, agarrar] Cômputo dos bens deixa-
usada comumente para descrever o ar-
dos por alguém em testamento. Com a
rebatamento daIgreja. Literalmente, sig- morte de Cristo, foi lavrado o Testa-
nifica: tirar alguma coisa de forma ines-mento Novo, legando-nos todos os bens
perada e violenta. dispensados pela graça divina. Neste
HARPAZO - Palavra grega usada no tem-particular, tomamo-nos também co-her-
po verbal do futuro passivo. De manei-deiros de Cristo Jesus no Reino deDeus.
ra mais que apropriada, descreve ela aNesta herança, acham-se não somente
ação dos ladrões e das águias: ambos, os bens temporais, mas principalmente
furtivamente, apropriam-se de seus des-os do mundo futuro.
pojos sem que suas vítimas o percebam. HERMENÊUTICA E A DOUTRINA
O vocábulo mostra claramente como aDAS ÚLTIMAS COISAS, A Generi
Igreja de Cristo será rarebatada ao to- camente.a hermenêuti ca éa ciência que
que da última trombeta (1 Ts 4,17). tem por principal objetivo descobrir o
84 Hinon, Vaie do

verdadeiro significado de um texto. É amais em sua etimologia, descobrimos


base para toda a crítica filológica. que este vocábulo srcina-se da raiz dc
Quando empregada nas Sagradas Escri-um termo que significa conhecer: id.
turas, sua missão passa a ser descobrir Usada
o pela primeira vez por Heródoto
que realmente disseram os profetas e(484-425 a.C.). tinha a palavra história
apóstolos. as seguintes conotações: informação,
relatório, exposição.
Na interpretação das últimas coisas, pre-
cisamos ter muito cuidado para não cri-Afirmou Edward Gibbon (1737-1794):
armos doutrinas com base em textos iso- “A história, na verdade, é pouco mais
lados. Nem podemos entregar-nos à es-que o registro dos crimes, das loucuras
peculação, dizendo coisas que a Bíbliae das desgraças da humanidade”. Tives-
jamais diria. Sigamos, pois, rigorosa- se o historiador inglês um relaciona-
mente as leis da hermenê utica; deixe- mento mais íntimo com o Sa nto Livro,
com certeza sua visão de mundo seria,
mos que a Bíblia interprete a si própria.
E jamais tenhamos voz onde ela se cala,no mínimo, otimista.
nem tentemos emudecê-la onde ela éSe profetas e apóstolos primaram pela
eloqüente. imparcialidade, e não tentaram escon-
der os fatos que, segundo a ótica huma-
HINON, VALE DO - Localizado ao sul
na, poderiam comprometer a História
e ao oestede Jerusalém, este vale tem Sagrada, não deixaram de provar tam-
cerca de dois mil metros de cumpri-bém que, apesar da fragilidade adâmica.
mento. Começando na parte ocidentalnosso drama é perfeitamente adminis-
da de
ta cidade,
J afa. estende-se em direção à por- trável pelo amor de Deus. Quanto ao
futuro, mostraram-se promissores: as
Em conseqüência da queda espiritual de coisas não precisam caminhar necessa-
J udá, os idólatras aqui passaram a sacri- riamente de mal a pior: nossa idade áu-
ficar suas crianças ao horren do Moloque rea está no por vir.
(1 Rs 11.7; 2 Cr 28.3).Para acabar com Para os hagiógrafos. a História não é o
tais afrontas, o piedoso re i J osias profa- registro dos crimes, das loucuras e das
nou Hinon, transformando-o num desgraças dos fi lhos de Adão:é o teste-
monturo. A partir de então, os corposmunho da intervenção, da sabedoria e
de criminosos e animais eram aí crema-da infinita graça de Deus. A interven-
dos bemcomo o li xo de todaa J erusa- ção divina, não compromete nossa li-
lém. Como as quantidades de entulhoberdade. Equilibrada por uma sabedoria
eram mui consideráveis, tinha-se a im-infinita e temperada por uma graça in-
pressão de que aquele fogo jamais sesondável. esta bendita e, mais do que
apagava. necessária intervenção, matiza de senti-
Tendo em vista tal espetáculo, Hinon do a História.
começou a ser visto como sinônimo deO melhor da História, pui conseguinte,
inferno. Aliás, houve tempos em que osestá por vir quando Cristo arrebatar a

judeus acreditavam
ferno ficava que a porta
exatamente nessedovale.
in- sua Igrej
Reino dea Deus.
e instalar, neste.nundo. o
HISTÓRIA - A palavra história é de HOMEM - [Do heb.Ada m. gênero hu-
origem grega. V em dehistor. “Aquele mano e ishw, alguém pertencente ao
que sabe, que conhece, conhecedor da sexo masculino; do gr.
anthropos. aquele
lei, juiz.” Aprofundando-nos um pouco que olha para cima; do lat.
homo, srci
H ora 85

nário de humus, chão, terra - aquele pecado, o filho da perdição, aquele que
que veio da terra] Ser racional criadose opõe e se levanta contra tudo o que
por Deus. cuja principal missão é refle-se chama Deus ou é objeto de adoração,
tir
das amãos
glória do Criador.
divinas E Compõem
(Gn 1.26). a obra-prima
- de sorte
Deus, que se
assentanocomo
apresentando-se santuári
o deNão
Deus.
no alma e corpo. vos lembrais de que eu vos dizia estas
O homem foi criado para governar ocoisas quando ainda estava convosco?
mundo e administrar tudo quanto Deus“E agora vós sabeis o que o detém para
criou. Em conseqüência da queda, po-que a seu próprio tempo seja revelado.
rém. tornou-se prisioneiro de si mesmoPois o mistério da iniqüidade já opera;
e de todas sa suas fraquezas. M as o somente há um que agora o detém até
Criador, em sua infinita misericórdia, que seja postoora; f ee ntão serárevela-
providenciou-nos um escape: J esus, o do esse iníquo, a que m o Senhor eJ sus
Redentor (Ef 2.8.9). matará como o sopro de sua boca e des-
E. agora, não obstante a queda, pode- truirá com a manifestação da sua vinda;
mos vislumbrar o futuro: em Cristo nos- a esse iníquo cuja vinda é segundo a
sa eternidade está garantida. Não somos eficácia de Satanás com todo o poder e
mais prisioneiros do tempo: somos fi- sinais e prodígios de mentira, e com
lhos daeternidade (1 J o 5.13). todo o engano da injustiça para os que
perecem, porque não receberam o amor
HOMEM DA INIQÜIDADE [Do gr da verdade para serem salvos.
anthmpos tes anomías. homem sem lei]
Título com que o Anticristo é identifi- “E por isso Deus lhes envia a operação
cado na Segunda Epístola de Paulo aos do erro, para que creiam na mentira;
Tessalonisenses (2 Ts 2.3). Sendo a para que sejam julgados todos os que
encarnação máxima da injustiça, sua não creram na verdade , antes tiveram
missão será revelar a plenitude do mis-prazer na injustiça” (2 Ts 1-12).
tério da iniqüidade. De acordo com o Colocando-se já como o messias de Is-
srcinal grego, esse sinistro persona- rael, tornar-se-á, durante os primeiros
gem será alguém que vive proposital etrês anos e meio da Septuagésima de
acintosamente contra as leis estabele-Daniel, como o centro dos clamores re-
cidas por Deus. A sua iniqüidade maisligiosos do planeta (Dn 9.27). Reivindi-
notória será colocar-se no lugar de Cris-cará uma adoração que pertence unica-
to e contra Cristo. Tal fato constitui-se mente a Deus. Ele direcionará toda a
não somente em pecado, como em suma sua influência para fortalecer a besta
blasfêmia. Assim o apóstolo o descre- que sobe do mar e que terá como mis-
ve: são governar politicamente o mundo.
"Ora. quanto à vinda de nosso SenhorTodavia, ambos serão destruídos pela
J esus Cristo e à nossa reunião com ele, palavra de Cristo, e em seguida hão de
rogamo-vos, irmãos, que não vos movaisser lançados no lago de fogo (Ap 20.10).
facilmente do vosso modo de pensar,
nem vos perturbeis, quer por spírito,
e HOR A - [Do
Momento gr. hóra.
exato pelo
em que
hora]
s lat. avolta
e dará
quer por palavra, quer por epístola como
enviada de nós. como se o dia do Se- de Cristo à terra pa
ra buscar a sua Igre-
nhor estivesse já perto. Ninguém de ja. O próprio Senhor J esus falou deste
modo algum vos engane; porque istomomento: "Daquele dia e hora, porém,
não sucederá m se que venhaprimeiro a ninguém sabe, nem os anjos do céu,
apostasia e seja revelado o homemdo nem o Filho, senão só o Pai” (Mt 24.36).
Hora da Tentaçao

Essa hora não pode ser compreendidaExércitos angelicais, comandados pelo


como o espaço de 60 minutos do tempo Senhor, e que estão sempre alertas para
terrestre. Trata-se de um momento sem operar em favor dos que hão de herdar a
igual na história dos céus e da terra:vida eterna (Hb 1.14).
“Num momento, num abrir e fechar deNos últimos tempos, as hostes celestiais
olhos, ao som da última trombeta; por-serão convocadaspara: 1) Lutar por Is-
que a trombeta soará, e os mortos serão rael a fim de que todos os planos divi-
ressuscitados incorruptíveis, e nós sere-nos quanto aos judeus sejam plenamen-
mos transformados” (1 Co 15.52). te cumpridos (Dn 12.1). 2) Assinalar o
Nessa única hora, que não pode ser cap- início do arrebatamento da Igreja de
tada pela noção espacial da mente hu- Cristo (1 Ts 4.13-17). 3) Aplicar os
mana, ocorrerá um milagre sem igual:juízos divinos na Grande Tribulação (Ap
os mortos em Cristo ressuscitarão e os4-19). 4) Pelejar contra o dragão, lan-
que estiverem vivos serão transforma-çando-o definitivamente no laso de fogo
dos e glorificados. (Ap 12.7).
Encerradas as dispensações. as hostes ce-
HORA DA TENTAÇÃO - [Do gr ho- lestes voltarão a ocupar a função para a
ras tou peirasmou] Assim é designado qual foramcriadas - louvar e bendizer o
o Dia do Senhor no Apocalipse: “Por- DeusÚnico eVerdadeiro (J ó 38.7; Lc 2.13).
quanto guardaste a palavra da minha
perseverança, também eu te guardarei HOSTES ESPIRITUAIS DA INIQÜI-
da hora da provação que há de vir sobre DADE - [Do gr. p n e u m a tik á te s

o mundo
que habitaminteiro,
sobre apara
terra”pôr
A prova ospon
( pà3.10). er ía s ] para
lo Paulo Expressão usada
designar pelo apósto-
os anjos caídos,
Por que hora da te ntação? A expressã o demônios e espíritos do mal que se
grega horas tou peirasmou significa acham à disposição de Satanás para se
momento de provação. Sim, a prova- oporem à Obra de Deus (Ef 6.12).
ção a que todos os ímpios serão subme- Nestes últimos dias. a ação dessas hostes
tidos após o arrebatam ento da greja.
I torna-se cada vez mais nociva e ousada:
Por que no Antigo Testamento é o Dia “Mas o Espírito expressamente diz que
do Senhor? e no Novo é a Hora da Ten-em tempos posteriores alguns
tação? Em primeiro lugar, porque já es- apostatarão da fé. dando ouvidos a espí-
tamos nos últimos dias. Em segundoritos enganadores, e doutr a i nas dede-
lugar, porque o momento é tão grave emônios, pela hipocrisia de homens que
urgente, que o evangelista resolveu con-falam mentiras e têm a sua própria cons-
siderar o dia como se fora uma só hora.ciência cauterizada, proibindo o casa-
E como se todo aquele dia fosse abrevi-mento, e ordenando a abstinência dc
ado numa única hora profética para quealimentos que Deus criou para serem
a semente de Adão sobreviva a ira do recebidos com ações de graças pelos
Cordeiro. Ambos, contu do, referem -se que são fiéis e que conhecem bem a
a um só evento: a Grande Tribulação. verdade; pois todas as coisas criadas
por Deus são boas,e nadadeve ser re -
De
queacordo com a promessa
se mantiverem fiéis nãodoterão
Senhor, jeitado
os
de pas- se é recebido com ações de gra-
sar pel a tribulação quehá deatormentar o ças: porque pela palavra de Deus c pela
oração são santificadas” (1 Tm 4.1-5).
mundo. Pois antes que isso aconteça, se-
remos arrebatados pelo Senhor. Por isso, devemos nos munir das armas
espirituais para batalhar pela fé que. de
HOSTES CELESTIAIS [Do lat. uma vez por todas, foi entregue aos san-
hostem, exército, força armada, tropa] tos. O momento é de batalha espiritual!
IDOLATRIA - [Do gr. eidolon , imagem uns tronos; e aos que se assentaram so-
+ latria. adoração] Adoração de ídolos bre eles foi dado o poder de julgar; e vi
e imagens. Nestes últimos tempos, a ido-
latria vem se revelando como a adora-por as almas
causadaqueles uque
do testemnho foram degolados
de eJ sus e da
ção do próprio Satanás. Haja vista as palavra de Deus. e que não adoraram a
igrejas que, principalmente nos Estadosbesta nem a sua imagem, e não recebe-
Unidos, se dedicam ao culto ao demô-ram o sinal na fronte nem nas mãos; e
nio. Se hoje a situação é difícil, e quasereviveram, e reinaram com Cristo du-
insustentável, na Grande Tribulação, arante mil anos” (Ap 20.4).
idolatria, ou demonolatria, estará em sua Nestes dias tão decisivos, precisamos
fase mais adianta da e crítica; Έ adora- tomar muito cuidado para não nos enre-
ram o dragão, porque deu à besta a sua darmos nas idolatrias que surgem a cada
autoridade; e adoraram a besta, dizen- estação. A ordem é: Adorar somente a
do: Quem é semelhante àbesta? quem Deus.
poderábatalhar contra cia?"(Ap 13.4).
A Palavra deDeus. porém, adverte que I GR EJ A - [Do heb. qahal. assembléia do
todos os queadoraremo Anticristo se- povo de Deus; do gr. ekklesia. assem-
rão severamente castigados: “E a bestabléia pública] No Novo Testamento, a
foi presa, e com ela o falso profeta que palavra éusadaem dois sentidos.1) Cor-
fizera diante dela os sinais com que en-po místico de Cristo, formado pelos que
ganou os que receberam o sinal da besta o recebem como o único e suficiente
edois
os que adoraram
foram lançadosa vivos
sua imagem.
no lago Estes
Salvado
decom o r;objetivo
e: 21 Ajunta
mento ados
de adorar fiéis No
Deus.
fogo queardecom enxofre” (Ap 19.20). primeiro caso. temos a igreja invisível;
Quantoaos que serecusarem aadorar a e. no segundo, a igreja visível.
imagem da Besta, hão de ser recompen- O destino escatológico da Igreja de Cris-
sados pelo Todo-Poderoso: “Então vi to é sumamente glorioso. Ela será ar
Igreja Invisível

rebatada. adquirindo novo corpo numaMenor (atual Turquia). Tendo em vista


dimensão deamor e celestialidade(1 Ts sua topografia desolada, a ilha era utili-
4.13-17). Após o período da Grande zada como local de desterro às pessoas
Tribulação. há de retornar para reinar tidas como inimigas de Roma. De for-
com Cristo sobre aterra (Ap 2.26). ma geral, os cristãos, por causa de sua
Quando da consumação de todas as coi-postura teológica, eram considerados
osse da Nova Jeru- como tais.
sas, a Igreja tomará p
salém (Ap 21.3). E, assim, estará pelos Segundo algumas fontes primitivas. João
séculos dos séculos com o Senhor. teria ficado 18 meses nailha.
IGREJA INVISÍVEL - Corpo místico IMINÊNCIA DA VOLTA DE CRIS-
de Cristo, formado por todos os que, TO - Doutrina segundo a qual o Senhor
verdadeiramente, o têm recebido comoJ esus voltará a qualquer momento para
Salvador. E invisível, pois somente obuscar a su a Igreja: “Venho sem demo-
Senhor Jesus podedistinguir os verda
- ra; guarda o que tens. para que ninguém
deiros dos falsos crentes. Quando dotome a tua coroa"(Ap 3.11).
arrebatamento, porém, a Igreja invisí-Hoje. a iminência da volta de Cristo
vel há de se manifestar em poder e gran-
torna-se muito mais forte em virtude do
de glória: cumprimento das principais profecias
“Vede que grande amor nos temconce- concernentes ao evento. Haja vista a
dido o Pai: que fôssemos chamados fi-restauração de sraelI e aretomada de
lhos de Deus; e nós o somos. Por isso oJ erusalém: “Aprendei, pois, da figueira
mundo não nos conhece; porque não a sua parábola: Quando áj o seu ramo se
conheceu aele. Amados, agora som os torna tenro e brota folhas, sabeis que
filhos de Deus, e ainda não é manifestoestá próximo o verão" (Mt 24.32).
o que havemos de r.seMas sabem os Encerrando o cânon das Sagradas Es-
que, quando ele se manifestar, seremos crituras. o SenhorJ esus adverte m ais
semelhantes a ele; porque assim como uma vez a Igreja quanto à iminência de
é, o veremos. E todo o que nele tem esta sua vinda: "Aquele que testifica estas
esperança, purifica-se a si mesmo, as-coisas diz: Certamente cedo venho.
sim como ele é puro” (1 Jo 3.1-4). Amém; vem. Senhor Jesus. A graça do
Senhor Jesus seja com todos" (Ap
Ao contrário da igreja visível, a invisí- 2 2 . 2 0 , 2 1 ).
vel não possui um lugar próprio para se
reunir. Ela mesma é o templo do Espíri-IMORTALIDADE - Condição ou qua-
to Santo. lidade de imortal. Qualidade atribuída à
alma humana, pela qual ela sobrevive à
IGREJA UNIVERSAL - O mesmo que morte do corpo físico, conservando suas
Igreja Invisível: vai além das fronteirascaracterísticas individuais e psicológi-
nacionais e culturais. E o cômputo decas. Imortalidade não significa eterni-
todos os que recebem a J esus como o dade. Somente Deus é eterno, pois não

único Salvador;
nações, tribos e procedem
línguas. de todas asteve princípio nem
Por enquanto, nossafim.
imortalidade é ape-
ILHA DE PATMOS - Pequena ilha ro- nas relativa. Quando do arrebatamento.
chosa, onde o apóstolo J oão escreveu o porém, haveremos de nos apropriarmos
Apocalipse (Ap 1.9). Com 16quilôme- plenamente da imortalidade:
tros de cumpri mento e 10de largur a. “Mas digo isto, irmãos, que carne e san-
Patmos localiza-se no Sudeste da Asia gue não podem herdar 0 reino de Deus:
Inferno 89

nem a corrupção herda a incorrupção. “Pois o mistério da iniqüidade já opera;


Eis aqui vos digo um mistério: Nem to-somente há um que agora o detém até
dos dormiremos mas todos seremos tran
s- que seja posto fora; e então será revela-
formados, num momento,
fechar de olhos, ao som da num abrir
última do
trom-e esse com
matará iníquo, a quemde
o sopro o Senhor
sua boca eJ sus
e des-
beta; porque a trombeta soará,
.e os mor- truirá com a manifestação da sua vinda;
tos serão ressuscitados incorruptíveis, ae esse iníquo cuja vinda é segundo a
nós seremos transformados. Porque éeficácia de Satanás com todo o poder e
necessário que isto que é corruptível se sinais e prodígios de mentira, e com
revista da incorruptibilidade e que isto todo o engano da injustiça para os que
que é mortal se revista da imortalidade. perecem, porque não receberam o amor
Mas. quando isto que é corruptível seda verdade para serem salvos. E por
revestir da incorruptibilidade, e isto queisso Deus lhes envia a operação do erro,
é mortal se revestir da imortalidade, en- para que creiam na mentira; para que
tão se cumprirá a palavra que está escri- sejam julgados todos os que não creraríi
to: Tragada foi a morte na vitória. Onde na verdade, antes tiveram prazer na in-
está. ó morte, a tua vitória? Onde está,justiça”
ó (2 Ts 2.7-12).
morte, o teu aguilhão? O aguilhão da
morte é o pecado, e a força do pecado é aIN AETERNUM - Loc. lat.; Para sem-
lei. Mas graçasa Deus quenos dá a pre. E a melhor expressão para descre-
vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. ver a duração da bem-aventurança dos
Portanto, meus amados irmãos, sede fir- salvos nos céus, ou a danação daqueles
que desprezaram o oferecimento do
mes e do
obra const
antes,sem
Senhor, pre abundantes
sabendo que o vossona amor divino.
trabalho não é vão no Senhor" (1 Co INCO RRU PTÍVEL [ Do l a t
15.50-58). incorruptibilis ] Que não se putrefaz nem
IMPIEDADE - [Do lat.impietatem. au- se deteriora. Esta será uma das qualida-
sência de piedade] Ausência sistemáti- des do salvo, quando do arrebatamento
ca dos atributos morais de Deus no in-da Igreja. No capítulo 15 da Primeira
divíduo. na sociedade ou no Estado hu-Carta aos Coríntios, escreve o apóstolo
manos. Esta impiedade nasce nas pai- Paulo que, naquele grande dia. o que é
xões. sistematiza-se em ideologias, ccorruptível, revestir-se-á da incor-
ruptibilidade; o que é mortal, da imorta-
cristaliza-se em sistemas que tudo fa-
zem por banir a idéia de Deus da huma- lidade (1 Co 15.53).
nidade. Haja vista o estado totalitário
INFERNO - [Do hb.sheol: do gr.hades.
implantado por Adolf Hitler na Alema- e do lat.infemus. lugar que fica sob a
nha. O que eram simples pai xões nos terra] Lugar de suplícios, penas e açoi-
anos 20. ganharam foros de filosofia tes. criado por Deus. inicialmente para
nos anos 30, e monstruosa impiedade lançar os anjos rebeldes e. depois, a fim
nos anos 40. de custodiar as almas dos iníquos até
O mistério da impiedade manifestar-se-que se insta
tologia ure oo
bíblica, J uízo Final.éPela
inferno esca- um
apenas
á plenamente após o arrebatamento da
S nás assumir o go- lugar intermediário. Dali, os ímpios hão
Igreja, quando ata
verno do mundo. Por intermédio de seusde ressurgir para serem julgados e, em
prepostos (a Besta e o Falso Profeta),seguida, lançados no lago de fogo (Ap
fará com que a impiedade se revele no20.11 -15). Eis algumas verdades bíblicas
mais elevado gra
u: concernentes ao inferno:
90 I n te r p r e ta ç a o E sp ir itu a liz a d a

1) Foi criado por Deus (Mt 25.41). dos por tudo o que disseram e fizeram
2) O seu mandatário, portanto, é o pró-para frustrar soplanos divinos (Jd 14.15).
Eis como a ira de Deus é descrita pelo
prio Deus.
3) Não é propriamente a habitação doevangelista: "Também o tal (o que d ao-
rar a Besta) beberá do vinho da ira de
demônio como se pensa, mas o lugar de
reclusão das almas impiedosas e de par- Deus, que se acha preparado sem mistu-
ra, no cálice da sua ira; e será atormenta-
te dos anjos caídos (Lc 16.19; Jd 6).
do com fogo e enxofre diante dos santos
4) Nadatema ver com o purgatóri o (Hb anjos e diante do Cordeiro” (Ap 14.10).
9.27).
Vide verbete seguinte.
5) O mesmo inferno haverá de ser lan-
çado no lago de fogo (Ap 20.14). IRA FUTURA - Cólera do justíssimo
Deus que se há de abater sobre os maus
INTERPRETAÇÃO ESPIRITUALI- nos últimos tempos. A ira divina mani-
ZADA - Corrente de interpretação bí- festar-se-á em dois momentos distintos:
blica que considera a Doutrina das Últi- 1) Durante a Grande Tribulação: "E di-
mas Coisas mera alegoria. Sob esta óti-ziam aos montes e aos rochedos: Caí
ca, até mesmo a volta de Cristo não sobre nós, e escondei-nos da face da-
passa de uma figura de retórica. quele que está assentado sobre o trono,
Tal hermenêutica pode ser muito dano- e da ira do Cordeiro” (Ap 6.16); e 2) No
sa à doutrina bíblica, porquanto não con-
J ulgamento Final, quando todos os
segue nas
literal vislumbrar nenhum
profecias cumprimento
bíblicas. ímpios
Ela acabadc fogo.serão
ondearremessados
haverá choro para
0
lago de
e ranger
por levar o crente a formular a seguinte dentes (Ap 20.11-15).
pergunta: “Afinal, o que é literal na his-Durante a Grande Tribulação. conheci-
tória sagrada? O que hei de herdar nada também como o Dia do Senhor. eJ -
eternidade, se a própria eternidade cor- sus.juntamente com os seus santos, há
re o risco de ser uma mera alegoria?” de ferir implacavelmente os ímpios: "Da
É necessário interpretar corretamente as sua boca saía uma espada afiada, para
Sagradas Escrituras, pois estas, além das ferir com ela as nações: ele as regerá
alegorias espirituais, possuem históriascom vara de ferro: e ele mesmo é o que
reais e cumprimentos proféticos literais.pisa o lagar do vinho do furor da ira do
Deus Todo-Poderoso" (Ap 19.15).
IRA DE DEUS - [Do gr. thumou ton
Theou ] Manifestação plena da repulsa Quando do J uízo Final, os ímpios, de
de Deus contra o mal. A ira divina temtodas as épocas, quer vivos quer mor-
como fundamento dois atributos morais:tos, serão lançados no lago de fogo:
a santidade e a justiça. Toda vez que “Mas,
a quanto aos emdrosos, e aos in-
santidade de Deus é ferida, sua justiçacrédulos, e aos abomináveis, e aos ho-
reage imediatamente, vindicando pron-micidas, e aos adúlteros, e aos feiticei-
ta
se reparação. Nãomais
manifesta das havendo esta. manei-
diferentes sua ira
ros. e aos
rosos, idólatras,
a sua e a todos
parte será os ardente
no lago menti-
ras, para que a glória de seu nome ja-de fogo e enxofre, que é a segunda mor-
mais pereça (Ap 11.18).. te” (Ap 21.8).
A ira de Deus háde manifestar-se de E, assim, a santidade de Deus há de
maneira plena durante a Grande Tribula-prevalecer sem pre e eternam ente: sua
ção, quando todos os ímpios serão puni justiça exige que assim o seja.
In iqüidade 91

ISRAEL - Nas Sagradas Escrituras, esteΈ ouvi o número dos que foram assina-
substantivo possui várias significações.lados com o selo, cento e quarenta e
1) São os descendentesde J acó, segun- quatro mil de todas as tribos dos filhos
do
centea carne (Ex 1.1-7);
do povo eleito2)que
É osoube
remanes - assinalados;
comode Israel: da tribo
da de J udáde
tribo haviRubem,
a doze mildoze
manter o concerto que o Senhor estabe- mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo
leceu com Abraão, Isaque e J acó (Rm de Aser, doze mil; da tribo de Naftali,
9.27); 3) São os crentes em Cristo Je- doze mil; da tribo de Manassés, doze
sus, pois. em Abraão, fomos todos ben- a mil; da tribo de Simeão, doze mil; da
çoados (Gn 12.3). tribo de Levi, doze mil; da tribo de
Nos últimos tempos, conforme a profe-Issacar, doze mil; da tribo de Zabulom,
cia. o Senhor voltará a edificar o doze mil; da tribo deJ osé, doze mil; da
tabernáculo de Davi; pois as suas pro-tribo de Benjamim, doze mil assinala-
messas quanto aos israelitas não podem dos” (Ap 7.1-8).
ser olvidadas: "Depois disto voltarei, eCom respe i to aos 144mil, tem-se le-
reedificarei o tabernáculo de Davi, quevantado muita polêmica e especulação.
está caído: reedificarei as suas ruínas, São e eles exclusivamente judeus, ou en-
tornarei a levantá-lo" (At 15.16). tre eles haverá também gentios? A este
Esta profecia começou a cumprir-se com respeito o texto bíblico é claríssimo: os
a volta dos judeus à sua terra, com 144 a mil procederão exclusivamente das
proclamação do Estado desrae I l em 1948 tribos de Israel.
e com a retom ada deJ erusalém em ju- Estes homens, cuja piedade será mais
nho de 19 67. Só falta os israelitas renas- que notável, estarão vivendo aqui na
cerem espiritualmente, reconhecendo terra a por ocasião da Septuagésima Se-
J esus como o seu Messias (Zc 12.10). mana de Daniel. Percebendoa falsida-
de do Anticristo, voltar-se-ão ao Senhor
ISRAEL ESPIRITUAL - Expressão usa- J esus como o Messias de Israel. A partir
da pelo apóstolo Paulo para identificardaí, inferimos uma vez mais, passarão
os verdadeir os descende ntes de Abraão a se dedicar à divulgação do Evangelho
segundo a fé (Rm 2.28.29: G1 6.16). do Reino. Atuarão como Moisés, Elias
Nesta última passagem, a I greja é e J oão Batista, condena ndo o sistema
identificada como o Israel de Deus. Istoimplantado pelo diabo, e conclamando
não significa, porém, que os filhos detodos os povos a se voltarem para Deus.
Abraão, segundo a carne, hajam sido
E, assim, continuarão até que sejam se-
alijados da promessa. Pelo contrário:
parados para um sacerdócio exclusivo
basta ler os profetas e o próprio Novo
Testamento para se constatar quão fir- de Cristo. A semelhança de Daniel, não
mes são as alianças queJ eová estabe le- hão de se contaminar com as iguarias
ceu com o seu povo (Rm 11.1-36). N os do mundo (Dn 1.8).
últimos dias. Israel há de se voltar a Se forçarmos uma interpretação que vá
J eová, revalidando assim todas as alian- além dessas conclusões, podemos cair
ças antigas. em armadilhas hermenêuticas nadare-
comendáveis.
ISRAELITAS, 144 MIL - Grupo de ju-
deus piedosos, castos e santos, que INIQÜIDADE
hão - [Do lat. iniqüitatem J
de ser separados dur ante a70aSemana Pecado, maldade, injustiça. Desobedi-
de Daniel para atuaremcomo sacerdo- ência deliberada e consciente aos man-
tes especiais de Cristo: damentos divinos. Será a principal ca
92 Iníqüo

racterística do Anticristo e do Falso Pro-ocupação é remover a justiça, implantar


feta (2 Ts cap. 2). a iniqüidade e promover o pecado. Ele
será o preposto de Satanás durante a
INÍQÜO,
gação +O - [Do
aequus, lat.In íqAque
justos] uo ,le in, tem
deque ne- Septuagésima Semana de Daniel. Vide
Homem da Iniqüidade. O
por norma negar a justiça e a retidão.
Assim é denominado o Anticristo queIUDICIUM EXTREMUM L ot lat :
se háde manifestar após o arr ebatamen- Julg am en to Final. Também conhecido
to da Igreja (2 Ts 2.8). Sua principal como Juízo Final ou J uízo Extremo.
J E R U SA L É M , N OV A - [Do gr. eles, e será o seu Deus. E Deus limpará
lemusalém kainén] Celeste e eterna mo- de seus olhos toda a lágrima; e não ha-
rada que Deus destinou aos que lhe aten- verá mais morte, nem pranto, nem cia-
deram ao chamamento do Evangelho.mor, nem dor; porque já as primeiras
Esta é a cidade pela qual ansiavam oscoisas são passadas (Ap 21.3,4). Lá,
patriarcas cos santos do Antigo Testa- desfrutaremos de uma ampla, perfeita e
mento (Fp 3.20: Hb 11.10.13). Arquite- eterna comunhão com o Pai Celeste.
tada e construída pelo próprio Deus, ela Na Nova J erusalém, nãontrará
e pe
cado
encontra-se nos céus (G1 4.26) à espera ne m qualquer coisa imunda (Ap 21.8).
dos redimidos. Em seus termos, não haverá luto nem
A J erusalém Cel este recebe a alcunha dor. porque as primeiras coisas já são
de Nova. porque jamais foi utilizada passadas e a mortejá estará definitiva-
para qualquer propósito. Desde a maismente vencida. A alegria será a tônica
remota eternidade, vem sendo ela pre- da cidade.
parada como a exclusiva morada dosÉ uma cidade tão bela, que foi compa-
justos (J o 14.1-5). Após a consumação rada a uma noiva: Έ veio um dos sete
dos séculos, contudo, ela descerá dosanjos que tinham as sete ta ças cheias
céus. pous ará sobre a no va terra e abri- das sete últimas pragas, e falou comigo,
rá seus frontões para receber os santos dizendo: Vem. mostrar-te-ei a noiva, a
de todas sa eras. épo cas edispensaçõ es. esposa do Cordeiro. E levou-me em es-
A cidade foi especialmente arquiteta pírito a um grande e alto monte, e mos-
para
Deus funcionar como o“Etabernáculo
com os homens: detrou-me a sa
que descia
ouvi uma gran- ndo
ta céu
cidade
dadeparte
Jerusa
lémDeus,
de ,
de voz do céu, que dizia: Eis aqui otendo a glória de Deus" (Ap 21.9-11).
tabernácul
o de Deus com oshomens, Suas medidas, embora humanas, seguem
pois com eles habitará, e eles serão um
o padrão celeste: “A cidade era
seu povo. e o mesmo Deus estará com quadrangular: e seuo comprimento era
94 Jesu ra lém , Nova

igual à sua largura. E mediu a cidadehonra das nações. E não entrará nela
com a cana e tinha ela doze mil estádi-coisa alguma impura, nem o que pratica
os” (Ap 21.15.16). Em termos atuais, a abominação ou mentira: mas somente
cidade mede dois milhões de quilôme-os que estão inscritos no livro da vida
tros quadrados. Ou seja: quase a metade do Cordeiro" (Ap 21.9.26).
do continente americano. Ela terá tantas
moradas, que os santos poderão acomo- JESUS CRISTO - [Do heb.Je sh ua ,
dar-se perfeitamente em suas lindes. EJ eová salva: do heb. Ma ssia h. Cristo,
Ungido] Título oficial e pleno do Filho
um desses lugares, leitor, também pode
de Deus. Com esta nomenclatura, apre-
ser seu; basta tão-somente receber a
senta-se Ele como: 1) Verdadeiro ho-
Cristo como o Salvador de sua alma.
mem; e: 2) Verdadeiro Deus. esusJ éo
Quanto ao formato da cidade, será umpersonagem principal da Escatologia
cubo perfeito; lembrará a forma do San-Bíblica. Nos últimos tempos, dois dias
tos dos santos do Templo de Salomão.proféticos lhe estão reservados.
O evangeli sta dá-nos outros detalhes da 1.Dia de Cristo. Refere-se ao arrebata-
Nova Jerusalém: mento da Igreja. Neste dia estabelecido
“O seu brilho era semelhante a uma pe- pela economia divina, virá Ele buscar a
dra preciosíssima, como se fosse jaspesua noiva (1 Ts 4.13-17). Será o dia
cristalino; e tinha um grande e alto muro mais glorioso da Igreja; representará o
com doze portas, e nas portas doze an- coroamento de todos os seus trabalhos e
aflições.
jos, e nomes escritos sobre elas, que são
os nomes das doze tribos dos filhos de2. Dia do Senhor. Neste dia profético,
Israel. Ao oriente havia três portas, ao que abrangerá os últimos três anos e
norte três portas, ao sul três portas, e meio ao da Septuagésima Semana de
ocidente três portas. O muro da cidade Daniel, o Senhor Jesus estará adminis-
tinha doze fundamentos, e neles estavam trando a justiça divina a todos quantos,
os nomes dos doze apóstolos do Cordei-ignorando o chamado da graça, apega-
ro. “O muro era construí do dejaspe, e a ram-se a mentira (Ml 3: A p 6.16).
cidade era de ouro puro, semelhante Consumadas a todas as coisas por Ele.
vidro límpido. Os fundamentos do muroestaremos para sempre no Tabernáculo
da cidade estavam adornados de toda Divino, es- onde o Senhor será o nosso
pécie de pedras preciosas. Deus, e nós lhe seremos por povo.
“As doze portas eram doze pérolas: cada Em todas as suas aparições escatológi-
uma das portas era deuma só pé rola: e a cas, apresenta-se Ele como o Cristo
praça da cidade era de ouro puro, trans- Ressurrecto: “Eu sou o que vivo; fui
parente como vidro. Nela não vi santuá-morto, mas eis aqui estou vivo para todo
rio. porque o seu santuário é o Senhoro sempre! e tenho as chaves da morte e
Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. A do inferno” (Ap 1.18). Mostra-nos Ele,
cidade não necessita nem do sol. nemassim, o seu infinito poder sobre todas
as coisas, inclusive a morte. Se Ele ven-
da lua, para que nela resplandeçam , po-
rém a glória de Deus a tem alumiado. e ceu apossíveis.
são morte é porque todas as coisas lhe
o Cordeiro é a sua lâmpada. As nações
andarão à sua luz; e os reis da terra J U DE U - [Do heb. yeudi: do lat.jude us]
trarão para ela a sua glória. As suasA princípio, o judeu era identificado
portas não se fecharão de dia, e noite como ali alguém originário datribo de J udá.
não haverá; e a ela trarão a glória eCom a a deportação a Babilônia, o nome
Julgam ento da Naç oes 95

passou adesignar os descendentes deQual a sentença? Os que não forem


Abraão de uma forma geral. Hoje, o achados no Livro da Vida, serão lança-
judeu não é propriamente o descenden- dos no lago de fogo, que é a segunda
te de Israel, mas o que professaos cre- morte. O pior castigo, porém, será a
dos do Judaísmo. eterna separação de Deus.
No que tange à Escatologia Bíblica, qualAssim o Apocalipse descreve o Juízo
a importância dos judeus? A respostaFinal:
pode ser encontrada na Epístola de Pau-
Έ vi um grande trono branco e o que
10 aos Romanos.
estava sasentado sobr
e ele, de cuja pre-
Nesta epístola, o apóstolo discorre sença fugiram a terra e o céu; e não foi
longamente sobre a história judaica. Noachado lugar para eles. E vi os mortos,
capítulo nove. fala da eleição de Israel,grandes e pequenos, em pé diante do
cuja missão era proclamar o conheci-trono; e abriram-se uns livros; e abriu-
mento de Deus a todos os povos. Mas se outro livro, que é o da vida; e os
os israelitas falharam. Este fracasso émortos foram julgados pelas coisas que
bem exemplificado no capítulo 10. Já estavam escritas nos livros, segundo as
no capítulo 11. o apóstolo faz questão
suas obras. O mar entregou os mortos
de ressaltar que. não obstante o fracasso
que nele havia; e a morte e o além en-
de Israel, nos últimos dias o Senhor há
de levantar o seu povo como fonte detregaram os mortos que neles havia; e
bênção para todas as nações. foram julgados, cada um segundo as
suas obras. E a morte eo inferno foram
JUÍZO FINAL - J ulgamento final e uni- lançados no lago de fogo. Esta é a se-
versai que terá lugar, segundo o progra-gunda morte, o lago de fogo. E todo
ma divino, na consumação de todas asaquele que não foi achado inscrito no
coisas (1 Co 15.24; Ap 20.10,11). O livro da vida, foi lançado no lago de
J uízo Final também é conhecido como fogo” (Ap 20.11-15).
o Grande Trono Branco.
JULGAMENTO DAS NAÇÕES J ul-
Quem será o Juiz? Embora seja o Pai o
gamentoa que serão sub metidas as an-
Supremo Juiz. Ele confiou todaa auto-
ridade judicial ao Filho (Jo 5.22.27; At ções quanto ao tratamento que dispen-
10.42: 17.31; 2 Tm 4.1). ,Epara assisti- saram àIgreja e a Israel (Zc 14.1-21).O
10 no tribunal. Jesus terá ao seu lado a tribunal, a ser presidido pelo Senhor Je-
Igreja Glorificada (1 Co 6.2.3). sus, terá lugar quando da instauração do
Reino Milenial. As nações também se-
Quem será julgado? 1) Todos os que, rão julgadas por sua postura diante da
desde Caim. porfiaram em suas injusti-
plataforma de governo que lhes apre-
ças. pecados e rebeliões contra Deus
sentará o A nticristo durante a
(Jo 5.29: At 24.15). 2) Todos os que
Septuagésima Semana (Dn 2).
estiverem vivos naquela ocasião. 3) To-
dos os salvos que tiverem morrido du-O objetivo desse julgamento é reeducar
rante o Milênio (Dn 12.2). 4) Os n ajos as nações para que sirvam a Deus e
caídosr também
recebe serão
o seu castigo (Jd convocados
6; 2 Pe 2.4).paraserão
adoremobrigadas
ao Cordeiro (Is 2.4). Doravante,
a reconhecer a sobera-
Qual a base judicial? Os livros de nia e o programa divino. E se alguma
Deus. onde se acham registradas todas nação recusar-
se a adorar aDeus, os
as obras dos homens, desde o início docéus fechar-se-ão sobre suas lavouras
mundo atéaquela data(Ap 20.11). (Zc 14.18).
96 Julgamento de Satanás

As nações que mais sofrerão a ira de àquele que estava montado no cavalo, e
Deus serão as que acompanharem Gogue ao seu exército. E a besta foi presa, e
e Magogue em sua investida sobre so com ela o falso profeta que fizera diante
montes de Israel (Ez 38 e 39). dela os sinais com que enganou os que
receberam o sinal da besta e os que
JULGAMENTO DE SATANÁS ■Pro- adoraram a sua imagem. Estes dois fo-
cesso judicial a que será submetido oram lançados vivos no lago de fogo que
arquiinimigo de Deus. De uma certa for- arde com enxofre. E os demais foram
ma, Satanás foi devida e energicamentemortos pela espada que saía da boca
julgado quando da paixão e morte de daquele que estava m ontado no cavalo:
Cristo J esus: “O príncipe deste mundo e todas as aves se fartaram das carnes
já está julgado" (Jo 16.111. Falta, po- deles" (Ap 19.19-21).
rém, o seu julgamento escatológico que
se dará logo após ter ele promovidoJULGAMENTO
a DOS ANJOS - Proces-
sua última rebelião contra Cristo, no so judicial a que serão submetidos, no
final do Milênio: final dos tempos, os anjos que seguiram
“Ora. quando se completarem os milSatanás na grande rebelião havida nos
anos. Satanás será solto da sua prisão,céus
e (Is 14 e Ez 28). Judas fala desses
sairá a enganar as nações que estão nos entes celestiais: “Aos anjos queãon guar-
te Gogue e Magogue. daram o seu principado, mas deixaram a
quatro cantos darra.
cujo número é como a areia do mar. sua a própria habitação, ele os tem reser-
vado em prisões eternas na escuridão para
fim de ajuntá-las para a batalha. E subi-
ram sobre a largura da terra, e cercaramo juízo do grande dia” (Jd 6).
o arraial dos santos e a cidade querida: A sentença desses seres, dantes tão glo-
mas desceu fogo do céu. e os devorou:riosos, e será o lago de fogo (Mt 25.41).
o Diabo, que os enganava, foi lançado
no lago de fogo e enxofre, onde estão JULGAMENTO
a DOS ÍMPIOS - O
besta e o falso profeta: e de dia e de noitemesmo que julgamento final. Processo
serão atormentados pelos séculos dos judicial, irrecorrível e em última instân-
séculos” (Ap 20.7-10). cia, a que serão submetidos os que re-
jeitaram o amor e a misericórdia de
JULGAMENTO DA BESTA E DO Deus, preferindo a prática contínua e
FALSO PROFETA - Processo judiei- obstinada da iniqüidade. Este julgamen-
al, irrecorrível, sumário e em última ins-to terá lugar no último dia. Ou seja: 110
tância a que serão subme tidos os perso- final do Milênio e antes do estabeleci-
nagens que, no Apocali pse, são conhe - mento do Estado Eterno. Todos os
cidos como a Besta e o Falso Profeta ímpios, quer vivos quer ressuscitados,
(Ap 13). Ambos serão julgados por se comparecerão ante o Trono Branco. O
colocarem no lugar de Cristo e reivindi- julgamento dos ímpios é assim descrito
car para si uma glória que pertence úni-no Apocalipse:
ca e exclusivamente a Deus (2 Ts 2.1-"E vi um grande trono branco e o que
17). A sentença desse julgamento, que estava assentado sobre ele. de cuja pre-
há de ocorrer
Semana no final
de Daniel, serádao Septuagésima sença fugiram a terra e o céu: e não foi
lago de fogo.achado lugar para eles. E vi os mortos,
J oão assim descreve este ato judiciário grandes e pequenos, em pé diante do
levado a cabo pelo próprio Deus: trono; e abriram-se uns livros: e abriu-
“E vi a besta, e os reis da terra, e os seus se outro livro, que é o da vida: e os
exércitos reunidos para fazerem guerra mortos foram julgados pelas coisas que
Julgam ento Eterno 97

estavam escritas nos livros, segundo as que já está posto, o qual é J esus Cristo.
suas obras. O mar entregou os mortos E, se alguém sobre este fundamento le-
que nele havia; e a m orte e o além en- vanta um edifício de ouro, prata, pedras
tregaram os mortos que neles havia; preciosas,
e madeira, feno, palha, a obra
foram julgados, cada um segundo asde cada um se manifestará; pois aquele
suas obras. dia a demonstrará, porque será revelada
"E a morte e o inferno foram lançadosno fogo, e o fogo provará qual seja a
no lago defogo. Esta é a segunda m or- obra de cada um. Se permanecer a obra
te. o lago de fogo. E todo aquele queque alguém sobre ele edificou, esse re-
não foi achado inscrito no livro da vida.ceberá galardão. Se a obra de alguém sc
foi lançado no lago de fogo" (Ap 20.11- queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal
15). Vide Julgamento Final será salvo todavia como que pelo fogo”
(1 Co 3.15).
JULGAMENTO DOS SANTOS - Pro Esta passage m é um alerta pa ra que nos
cesso galardoatório a que hão de ser lancemos com mais intensidade ao ser-
submetidos os santos logo após o arre- viço cristão. Caso contrário: seremos
batamento da Igreja. O objetivo desteenvergonhados diante de seu tribunal,
julgamento não é questionar a validade na presença dos santos anjos e de todos
da salvação dos crente s em Cristo Je- os que lutaram e venceram pela fé. Em-
sus. mas premiar-nos quanto ao serviçobora não venhamos a perder a salvação,
que prestamos ao Reino de Deus. ficaremos sem o prêmio que o Senhor
Paulo fala deste julgamento: "Porque épreparou a todos os que se entregam ao
necessário
festos quedotodos
diante nós de
tribunal sejamos
Cristo,mani-
Reino de Deus.
para
que cada um receba o que fez por meio JULGAMENTO ETERNO - O mesmo
do corpo, segundo o que praticou, oque J uízo Final. Penalidade que será
bem ou o mal" (2 Co 5.10). E. agora, oimposta a todos os que, rejeitando a
apóstolo dá-nos uma antevisão de comoamorável benignidade, revoltaram-se
será estejulgamento: "Segundoa graça contra o justo e santíssimo Deus. Entre
de Deus que me foi dada, lancei eu como estes acham-se não somente os seres
sábio construtor, o fundamento, e outro humanos, mas principalmente o diabo e
edifica sobre ele; mas veja cada umseus anjos. Afinal, o lago de fogo foi
como edifica sobre ele. Porque ninguémpreparado inicialmente para estes (Mt
pode lançar outro fundamento, além do25.41).
LADRÃO DE NOITE - [Do gr.kléptes lançados também os ímpios - de Caim
en miktí] Pelo seu caráter repentino e ao último dos adversários deDeus. Quan-
inesperado,
Cristo assim
Jesus para busécar
descrita
a sua aIgre
volta
ja: dedo do Juízo
cristo FinaProfeta
eo Falso l, ali já(Ap
estarão o).Anti-
19.20
"Porque vós mesmos sabeis perfeita-O lago de fogo é conhecido também
mente que o dia do Senhor virá como como trevas exteriores e tormento eter-
vem o ladrãode noite" (1 Ts 5.2). no. Pois na consumação de todas as coi-
Embora o apóstolo não faça distinção, sas, o diabo, juntamente com seus
nesta passagem, entre o arrebatamento adoradores, serão lançados a bilhões de
e o Dia do Senhor, a advertência éanos luz da presença do Santo Deus.
claríssima: Devemos vigiar, constante- Pode haver algo mais doloroso do que a
mente, para que não fiquemos envergo- separação do Deus Eterno e Amoroso?
nhados quando da vinda do Filho doNo lago de fogo, os ímpios rangerão os
Homem. Pois Ele virá quando ninguém dentes pelos séculos dos séculos.
imagina: furtiva e inesperadamente. Esta é a segunda morte!
LAGO DE FOGO - [Do gr. límnen tou Não se pode confundir o lago de fogo
purós] L ugar de torme ntos e ete rnos com o inferno. Este acha-se localizado
no interior da terra. Pelo menos é o que
suplícios preparado por Deus, para nele
se depreende de várias passagens
lançar o diabo e seus anjos (Mt 25.41).
bíblicas (Pv 15.24). Aquele, todavia,
O termo aparece seis vezes nas Sagra- encontra-se nas trevas exteriores. E um
das
as. oEscrituras. Em deixa
Espírito Santo todas bem
as ocorrênci-
claro quelugar tãoterrível que será um inferno
até para o próprio inferno.
o lago de fogo não é ficção, nem mero
estado psicológico. Trata-se de um lu- LAMENTAÇÃO (OU CHORO) E
gar real í Ap 20.10). RANGER DE DENTES [Do gr.
Embora preparado srcinalmente para oklauthmós kai ho brugmós ton odónton]
diabo e seus anjos, no lago de fogo serão Reação decorrente dos juízos que Deus
100 Lâmpada

imporá sobre osque forem lançados no muitas moradas (Jo 14.2). Já no Apoca-
lago de fogo. O Senhor Jesus advertiu lipse, o lar final dos santos é apresenta-
quanto ao sofrimento eterno: “Assim do como a Nova Jerusalém: "E ali não
será
separarãono fimos
do maus
mundo: sairãoos
dentre os justos,
anjos, haverá
ee de lâmpada
luz mais noite,
nem c não ncccssitarão
de luz de
do sol. por-
lançá-los-ão na fornalha de fogo: ali que o Senhor Deus os alumiará: e reina-
haverá choro e ranger de dentes" (Mtrão pelos sécu l os dos séculos" (Ap 22.5).
13;49,50). O Apocalipse fala também O lar final dos redimidos não é um esta-
de tais tormentos: "E o diabo. que osdo de espírito como querem os moder-
enganava, foi lançado no lago de fogo nistas,
e nem uma utopia como idealizam
enxofre, onde estão a besta e o falso os teóricos. E um lugar real. Na consu-
profeta: e de dia e de noite serão ator-
mação detodas sa coisas, aNova Jeru-
mentados pelos séculos dos séculos" (Ap
salém descerá dos céus como noiva ata-
2 0 . 10 ).
viada ao seu esposo, num espetá culo
Este choro, ou lamentação, será em con- que a eternidadejamais esquece rá (Ap
seqüência: 1) Da separação eterna e m se 21.2).
apelação do bondoso, mas justo Deus;
2) Da desesperança do ser: e: 3) Dos A J erusalém Cel este é designadacomo
sofrimentos indescritíveis. E um tormen-o Lar Final dos justos para que seja
to sem fim: eterno. diferençada do lugar onde estes passam
o seu estado intermediário - o céu.
LÂMPADA [Do gr.hí.xnos] Título que
-
O estado intermediário, como se sabe. é
Jrecebe o Senhor
erusalém: esus
J não
"A cidade em necessita
relação ànem
Nova o período que vai da morte física do
indivíduo à sua ressurreição. Para os
do sol, nem da lua. para que nela res- judeus, o lugar intermediário era conhe-
plandeçam, porém a glória de Deus acido como o seio de Abraão (Lc 16.22).
tem alumiado, e o Cordeiro é a sua lâm-Os santos, todavia, não ficarão para sem-
pada”(Ap 21.23). pre nesse estádio. Deus lhes tem reser-
Cristo resplandecerá de tal forma so- vado algo bem superior, jamais cogita-
bre a J erusalémCeleste que todos os do pelo scr humano. O lar final dos
santos hão de desfrutar de uma alegria justos será belo, inefável, indescritível.
e júbilo eternos. A glória pela qual tan- Como não desejar a cidade cujo arqui-
to ansiaram os profetas e justos do teto e construtor é o mesmo Deus?
A ntigo Testamento será uma doce. re-
confortante e inefável realidade na Ci- LEOLAM - Expressão hebraica que ex-
dade de Deus. pressa infinitude e eternidade.
Em seu juízo sobre os ímpios. Jesus é o LIBERTADOR - Aquele que liberta.
Sol da J ustiça (Ml 4.1-5); no convenci- Esta é a principal característica da
mento do pecador, a L uz do mundo (Jo messianidade do Senhoresus J que. por
8.12) e emrelação àJ erusalém Cel este, intermédio de Isaías. apresenta a sua
a L âmpada de Deus. De qualquer for-
ma, o Filho de Deus está sempre a res- reivi ndicação por
comissionado como
Deus:o L ibertador
plandecer.
"O Espírito do Senhor Deus está sobre
LAR FINAL - L ugar destinado por Deus mim, porque o Senhor me ungiu, para
aos justos de todas as eras da história pregar boas-novas aos quebrantados.
humana. Segundo o Senhoresus J , este enviou-me a curar os quebrantados de
lar final é a “casa de meu Pai”, onde há coração, a proclamar libertação aos ca
Liv ro da Vi da 101

tivos. e a pôr em liberdade os algema- Na tipologia do Apocalipse, o linho fino


dos" (Is 61.1). representa pureza, justiça e consagra
A verdade é o instrumento que o Se- ção completa ao Senhor.
nhor Jesus usa paralibertar-nos das gar-
ras do adversário (Jo 8.32). Através de LITERALISMO
terpretação bíblica lat.literatus]
- [Doque leva em In-
conta o
sua morte, garantiu-nos eterna liberda-que rea l mente estáescrito, sem quais-
de. quer subterfúgios alegóricos. E a abor-
J esus livrou-nos das garras da morte e dagem do texto em sua forma mais ób-
do inferno, as segurando-nos um porvir via e concreta.
de paz e de bem-aventurança s. Livrou-
nos. enfim, do medo escatológico. Já LITERATURA APOCALÍPTICA -
não tememos o amanhã. Forma literária que têm como objetivo
enfocar o final dos tempos através de
LIMBO - [Do lat.Umbus, zona] Expres- uma linguagem e dicção proféticas mar-
são usada pelos teólogos medievais para cadas pelos enigmas e simbologias.
designar olocal para onde . segundo eles, Embora tenha nascido com os escrito-
eram mandadas as almas que não mere- res do Antigo Testamento, foi no últi-
ciam nem o céu nem o inferno. Havia,mo livro do Testamento Novo que este
de acordo com essa concepção, doistipo de literatura alcançou o seu auge.
limbos: o Umbus patram e o Umbus A literatura apocalíptica também foi
infantium. abundante na era interbíblica. Embora
No Umbus patrum. estão as lma a s dos não contassem com o aval da inspiração
divina, os livros produzidos neste perí-
santos
rão atédoque
Antigo Test
Cristo amento.
desça ao Ali fica- para
inferno odo serviram para alimentar, em Israel,
libertá-las. E, nolimbo infantium, são a esperança messiânica.
custodiadas as almas das crianças que LIVRAMENTO - [Do lat.liberamentu.]
não passaram pelo batismo. Apesar de Ato ou efeito de livrar. Atividade prin-
não merecerem o castigo eterno, ainda cipal de J esus como o Messias de Deus.
não sãojulgadas merecedoras das bem - Os primeiros versículos de Isaías 61
aventuranças com Cristo. mostram claramente que a essência da
Tais crendices estão ligadas às mitolo- missão de Cristo é justamente promo-
gias grega, latina e germânica. E umaver a libertação do ser humano do peca-
tentativa dejungir a mitologia às verda - do. do medo e da desesperança quanto
des cristãs. ao porvir. Tal libertação somente pode
ser conseguida quando o homem se con-
LINHO FINO, BRANCO E PURO - forma à verdadeevangélica (João 8.32).
[Do gr.bússiiwn leukó /1 katharón] Te- O livramento que nos proporciona o
cido de grande valor e de esmerado aca- Senhor Jesus não diz respeitoapenas ao
bamento. denotando nobreza e autori- tempo prese nte. Abrange p rineipalmen-
dade incomuns. A ssim estarão ve stidos te o futuro. Tem um forte caráter esca-
os redimidos e santos anjos quando, notológico. Liberta-nos Ele da morte, do
final da Grande Tribulação, acompanha-inferno e do isolamento eterno.
rem o Cordeiro na implantação, aqui na
terra, do Reino Milenial: “Seguiam-noLIVRO DA VIDA - [Do gr.bíblou tou
os exércitos que estão no céu. emva- ca zoe] Registro que o Senhor Deus man-
los brancos, e vestidos de linho fino.tém. desde a mais remota eternidade, no
branco epuro” (Ap 19.14). qual acham-se registrados os nomes de
102 Liv ros

todos os que, pela fé. aceitaram o sacri- sobre ahumanidade no perí odo da Gran-
fício vicário de Cristo. de Tribulação.
Moisés já tinha ciência desse livro. Tan- 3. Livros: “E vi os mortos, grandes e
to é que, num momento de aflição epequenos, em pé diante do trono; e abri-
angústia, disse ao Senhor ao intercederram-se uns livros; e abriu-se outro ii-
pelos filhos de Israel: “Agora, pois, vro, que é o da vida; e os mortos foram
perdoa o seu pecado; ou se não, risca-julgados pelas coisas que estavam es-
me do teu livro, que tens escrito” (Excritas nos livros, segundo as suas obras"
32.32). A resposta do Senhor veio pron- (Ap 20.12). Nesses livros, acham-se
ta: “A quele que tiver pecado contra registrados todos os atos humanos, des-
mim, a este riscarei do meu livro” (Ex de o início do mundo até a consumação
32.33). dos séculos. Quando do Juízo Final, se-
Os homens tanto podem ser inscritos norão abertos para que os homens sejam
L ivro da Vida quantodeste serem ex- julgados consoantes ao que neles esti-
cluídos (SI 69.28). No Juízo Final, os ver escrito.
que não forem nele achados serão lan-
çados no suplício eterno (Ap 20.15). L Ú CI FE R - [Do lat. Luciferus. aquele
que traz a luz] Assim o príncipe das
LIVROS - [Do gr.bíblia} Além do Livro trevas é descrito teologicamente. Ele re-
da Vida, a Bíblia fala de outros livros cebe se melhante alcunha porque,antes
que se encontram nos céus e que, nas de haver se rebelado contra o Senhor,
eras escatológicas, serão utilizados porera o ser angélico de maior expres-
Deus para demonstrar a sua inquestio-sividade nas regiões celestiais. Ninguém
nável justiça. lhe era superior. Ostentava-sc como a
1. Livro selado: “Vi na destra do que mesma luz (Is 14.12-14).
estava assentado sobre o trono um livroAinda hoje. teima o adversário em apre-
escrito por dentro e por fora, bem sela-sentar-se como anjo de luz para seduzir
do com sete selos” (Ap 5.1). Este livro aos simples: Έ não é de admirar, por-
foi selado, provavelmente, no turno doquanto o próprio Satanás se disfarça em
profeta Daniel para ser descerrado so-anjo deluz” (2 Co 11.14). Ei-10. porém,
mente no tempo de J oão (Dn 12.9). como o senhor das regiões tenebrosas.
2. Livr inho na mão do anjo: “E vi outro Quando da consumação dos séculos, será
anjo forte que descia do céu, vestido de ele lançado no lago de fogo. onde já
uma nuvem; por cima da sua cabeçaestarão seus prepostos: a Besta e o Fal-
estava o arco-íris; o seu rosto era como so Profeta (Ap 20.10).
o sol, e os seuspés como col unas de
fogo, e tinha na mão um livrinho aber- LUGAR DOS MORTOS Rigorosa
to. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e mente,
o dois são os lugares dos mortos.
esquerdo sobre a terra, e clamou comAs almas d os que morreram m e Cristo
grande voz, assim como ruge o leão: e permanecem no céu até que a última
quando clamou, os sete trovões fizeram trombeta soe, anunciando o arrebata-
soar
vões as suas vozes.
acabaram Quando
de soar
u já os sete tro-
e ia escrever, me
aosnto daIgreja
ímpios, (1Tssob
ficarão 4.13-17). Quanto
custódia no in-
mas ouvi uma voz do céu, que dizia:femo até que seja instaurado o Juízo
Sela o que os sete trovões falaram, eFinal (Ap 20.13.14).
não o escrevas” (Ap 10.1-4). Este livroA passagem do Rico e deL ázaro é ba s-
contém os juízos que hão de se abater tante esclarecedora quanto ao estado
Lugar cle Tormentos 103

intermediário dos seres humanos (Lcpara onde são enviadas as almas dos
16.19-31). ímpios até o julgamento final.

LUGAR DE SOMBRAS - Designação LUGAR DE TORMENTOS - [Do gr.


tópon tes basánou ] Eis outro nom e pelo
que os antigos gregos davam ao Hades. qual o inferno é tratado nas Escrituras Sa-
Nesse lugar, segundo diziam, eram en-
gradas (Mt 10.28; Mc 9.43).Apesar de não
viadas as almas dos mortos. Posterior-ser o destino último dos ímpios, aí ficarão
mente, os escritores do Novo Testamen-estes até o julgamento final quando então
to passaram a usar a palavra para des- serão lançados no agol de fogo. Otermo é
crever o inferno - lugar intermediário aplicado também ao lago de fogo.
M A L - [Do lat. inale j O que é contrário ao fonte de todos os males. O mal nasceu
bem. Algo pernicioso e nocivo. O pro- com ele. e com ele vem desenvol
se ven-

blema da
muitas existênciaOsdomaniqueus.
polêmicas. mal tem gerado do até
porpor que na
Cristo sejaconsumação
completamente destruído
de todas as
exemplo, acreditavam em dois prineípi-coisas:
os distintos e igualmente eternos: o bem "Ora. quando se completarem os mil
e o mal. Por esta ótica, conclui-se: o mal anos. Satanás será solto da sua prisão, e
é tão poderoso quanto o bem. Como sairá só a enganar as nações que estão nos
pode existir um único e verdadeiro Deus. quatro cantos da terra, Gogue e
estaria criado aí um impasse teológico.Magogue, cujo número é como aareia
Entretanto, o mal não é eterno: teve um do mar, a fim de ajuntá-las para a bata-
princípio. Veio aexistir em decorrência lha. E subiram sobre a largura da terra,
da rebelião de Satanás: "Perfeito eras e cercaram o arraial dos santos e a cida-
nos teus cam inhos, desdeo dia em que de querida; mas desceu fogo do céu. e
foste criado, até que se achou iniqüidade os devorou: e o diabo. que os enganava,
em ti" (Ez 28.15). A partir desse fato, foio lançado no lago de fogo e enxofre,
abismo do mal começou a chamar outros onde estão a besta e o falso profeta: e de
males. E. hoje, acham o-nos numasitua- dia e de noite serão atormentados pelos
ção crítica. O SenhorJ esus, porém, veio séculos dosséculos" lAp 20.7-111.
para destruir as obras do diabo. Este será o fim do maligno!
Quando da consumação de todas as coi-
sas. Deus lançará a fonte de todosMos A N I QU EÍ SM O - Fil osofia dualista
males (o diabo) no lago de fogo (Ap elaborada pelo filósofo persa Mani (216
20.7-15). A harmonia, então, voltará aoa 277 d.C1. Além de defender a existên-
Uni\ erso. cia de dois princípios igualmente eter-
nos: o bem e o mal, ensinava ser o
M A L I GN O - [Do lat. malignus] Nome ascetismo o único meio de salvação.
pelo qual Satanás é conhecido por ser Vide a Mal.
106 Ma ran ata

MARANATA - Expressão aramaica que sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis


significa literalmente: Vem, Senhor nos- testemunhas, tanto emerusaJ lém, como
so (1 Co 16.22). Dessa maneira, os cris-em toda a J udéia e Samária. e até os
tãos primitivos professavam sua confi- confins da terra” (At 1.7.8).
ança na certeza da segunda vinda de Embora não saibamos a data do retorno
Cristo. E, hoje, quando vivemos os últi-de Cristo, podemos aperceber-nos da
mos dias, todos carecemos proclamar:proximidade do evento pelos sinais que
Ma ra na ta . J esus está às portas! nos deixou o Divino Mestre (Mt cap.
MARCA DA BESTA - Sinal com que 24). O cumprimento das profecias é um
serão identificados os seguidores do eloqüente alertapara queestejamos sem-
Anticristo durante a Grande Tribulaçãopre vigilantes e sóbrios. Caso contrário-,
(Ap 13.16-18). m E bora não se possa seremos envergonhados e confundidos
precisar em que consistirá tal marca,no Dia de Cristo.
uma coisa é certa: trata-se de um sinal Ao invés de nos preocuparmos com a
literal. data de suavinda, aprov eitemos o tem -
Em torno da marca da besta, diversaspo, e preguemos o Evangelho até os
possibilidades vem sendo tentadas por confins da terra.
matemáticos que, com grande habilida- MARTIR [Do gr.mártyr , testemunha]
de, somam os nomes de personalidades
Inicialmente, este substantivo servia para
do mundo religioso e secular em busca
designar todo s os que davam o testem u-
do número 666. Tal exercício é pernici-
nho de sua fé evangélica (At 1.8). Mas.
oso e inútil. Além disso, coloca em dú-
vida a honradez de pessoas que, coinci-devido as perseguições
epíteto passou romanas,
a identificar o que mor-o
dentemente, têm, na soma das letras de
ria por não negar a sua fidelidade ao
seus nomes, o fatídico 666. A Bíblia
Cristo.
não recomenda tais operações, pois
atentam contra o espírito da doutrinaDurante a Grande Tributação, segundo
das Ultimas Coisas. O que ainda não foi descreve o Apocalipse, haverá uma mui-
revelado não pode ser especulado. tidão inumerável de homens e mulheres
que selarão o seu testemunho com o
MARCAR A DATA DA VOLTA DE próprio sangue (Ap 7.9-17).
CRISTO - Não foram poucos os cris- Estes mártires ajuntar-se-ão à Igreja, já
tãos que, desconsiderando a recomen- arrebatada, formando assim a inumerá-
dação do Mestre, teimaram em marcar avel assembléia dos santos na glória di-
data de sua volta. Os adventistas e tes- vina.
temunhas deJ eová encontram-se entre
os mais notórios. Mas tanto uns q uanto MATERIA - [Do lat.materia, o que é
outros viram-se frustrados e confusos: dotado de massa, peso e inércia] No
nas datas que, arbitrariamente haviamcampo teológico, é o antônimo do espí-
escolhido para o grande evento, nadarito. Não representa, necessariamente,
aconteceu. o mal como o queri am algumas seitas
Aos discípulos que se achavam preocu-filosóficas gregas. Afinal, foi num cor-
pados com a resta uração de Israel, o po físico, dotado de matéria, que o Se-
Senhor J esus afirmou: “A vós não vos nhor Jesus realizou a maior revolução
compete saber os tempos ou as épocas, espiritual detodos ostempos (Jo 20.27).
que o Pai reservou à sua própria auto-Matéria é também asubstânci a de que é
ridade. Mas receb ereis poder, ao descer feita a ordem natura l das coisas: a terra.
M entira 107

a lua e os demais planetas (Hb 11.3). A às coisas materiais e aos confortos desta
matéria, contudo, um dia desaparecerá. vida, que temem perdê-los. Todavia,
De acordo com o que escreve o apósto- devemos considerar: tudo quanto temos
lo Pedro, na consumação de todas asaqui, está condenado à destruição. Um
coisas, os elementos materiais desta di- dia, todos os elementos materiais hão
mensão hão de se desfazer para dar lu- de ser dissolvidos pelo irresistível po-
gar a uma nova ordem: “Virá, pois. como der de Deus. Por isso, não podemos ter
ladrão o dia do Senhor, no qual os céus medo do retomo de Cristo. Pelo contrá-
passarão com grande estrondo, e os ele- rio: amemos a sua vinda, paraque nela
mentos. ardendo, se dissolverão, e a ter- não venhamos a ficar confundidos. E que
ra. e as obras que nela há, serão desco- a nossa oração contínua seja:
Mar an ata !
bertas" (2 Pe 3.10). Vem Senhor Jesus! Quem ama a vinda
A partir de então, a criação divina terá de Cristo será alimentado gloriosamente
apenas uma substância: a celestial. Céus pela bendita esperançada Igreja. O medo
e terra serão inteiramente novos; nova destrói o amor (1J o 4.18).
também será a sua dimensão. MEIO-TRIBULACIOMSMO - Dou-
M A T ER I A L I SM () - Doutrina que ensi- trina segundo a qual a Igreja ficará na
na ser a matéria a realidade última do terra até o final da primeira metade da
Universo. E uma negação sistemática das Grande Tribulação. Este ensino baseia-
realidades espirituais. O materialismo se é principalmente em Daniel 9.27. Tal
completam ente an tagônicoà Doutrina das posicionamento, porém, não encontra
Ultimas Coisas que, em essência, apre- bases sólidas para se sustentar. Em pri-
senta ummundo onde areali dade se rão meiro lugar, porque, a partir do início
as coisas espirituais, pois a matéria, no da Grande Tribulação. já seria possível
Estado Eterno, não mais existirá. As pri- marcar a volta de Cristo, o que é bibli-
meiras coisas já terão passado; ei s que camente inconcebível. Além disso, há
tudo será inteiramente novo. abundantes promessas consolando os
santos de que isso. definitivamente, não
M A TEUS, 24 - Capítulo profético-esca- acontecerá.
tológico do Evangelho de Mateus, co- O posicionamento mais bíblico, pois. é
nhecido também como o Sermão Profé-que a Igreja será arrebaiada antes da
tico de Cristo. GrandeTribulação: ' Porquanto guardas-
Nessapassagem, o Senhor e J sus faz um te a palavra da minha perseverança, tam-
resumo de tudo o que acontecerá nos bém eu te guardarei da hora da prova-
últimos tempos. Começa a falar dos si-ção que há de vir sobre o mundo inteiro,
naís que precederão a sua vinda até para o pôr à prova os que habitam sobre a
seu aparecimento em glória. E uma das terra" (A p 3.101.
passagens proféticas mais notáveis das
Escrituras Sagradas. M ENTI RA - Comunicação premeditada
Na verdade . Mateus 24é um esboço de algo com o intuito de enganar, difa-
mar e prejudicar o próximo. No campo
escatológico
des envolvido que, posteriormente,
por Pe seriada Doutrina das Últimas Coisas, muita
dro. Paulo e J oão
no Apocalipse. mentira vem sendo urdida com o objeti-
vo de esvaziar a bendita esperança da
M EDO DA VI NDA DE CRI STO - Não Igreja: a volta de J esus. Prevendo o paa-
são poucos os cristãos que têm medo da recimento dos promotores destas men-
volta de Cristo. Acham-se tão apegados tiras, escreveu Pedro:
108 M essias

“Amados, já é esta a segun da carta ueq no de Salvação. Para comprovar a sua


vos escrevo: em ambas as quais desperto messianidade. e J susde Nazaréaprese n-
com admoestações o vosso ânimo since- tou e executou de forma plena e
ro: para que voslembreis das palavras inquestionável os três ofícios do Antigo
que dantes foram ditas pelos santos pro- Testamento: profeta, sacerdote e rei.
fetas. e do mandamento do Senhor e Sal- Só existe um Messias: Cristo J esus. Ele
vador, dado mediante os vossos apósto- é o nosso Salvador.
los; sabendo primeiro isto. que nos últi-
mos dias virão escamecedores com zom- Será na condição de Rei dos reis e Se-
baria andando segundo as suas próprias nhor dos senhores que Ele há de apare-
concupiscências, e dizendo: Onde está cer a para implantar, aqui na terra, o seu
promessa da sua vinda? porque desde reino Milenial, conforme a vivida des-
que os pais dormiram, todas as coisas crição do Evangelista (Ap 19.1 1-21 ).
permanecem como desde o princípio daO ministério de Cristo não é apenas his-
criação. Pois eles de propósito gnora
i m tórico, é também escatológico.
isto, que pela palavra de Deus já desde a
antigüidade existiram os céus e a terra, METAFÍSICA [Do gr. metá. além +
que foi tirada da água e no meio da água ph is icá, física] E a parte da filosofia,
subsiste; pelas quais coisas pereceu introduzida
o por Aristóteles, cujo objeti-
mundo de então, afogado em água; mas vo é a investigação da realidade última
os céus e aterra de agora, pela mesma das coisas. Seu ramo dc estudo é a es-
palavra, têm sido guardados para o fogo. sência de quanto existe.
sendo reservados para o dia doízoju e da A metafísica é conhecida também como
perdição dos homens ímpios. Mas vós.a filosofia primeira.
amados, não ignoreis uma coisa: que um A Escatologia Bíblica dedica-se. basi-
dia para o Senhor é como mil anos, e mil camente. às real idades que es acham
anos como um dia. O Senhor não retarda além da realidade física. Embora os fi-
a sua promessa, ainda que alguns a têm lósofos gregos não hajam entrado em
por tardia; porém é longânimo para contato com o monoteísmo hebraico,
convosco, não querendo que ninguém se eles não ignoravam a existência do uni-
perca,senão que todosenham
v a arrepen- verso espiritual. Haja vista o mundo das
der-se. Virá, pois, como ladrã
o o dia do idéias de Platão. Nesse sentido, o pen-
Senhor, no qual os céus passarão com sador mostrou-se tão espiritual que che-
grande estrondo, e os elementos, ardendo, gou a ser considerado o Moisés grego.
se dissolverão, e a terra, e as obras A queEscatologia Bíblica, porém, não se dá
nela há, serão descobertas” (2 Pe 3.1-10).à especulação aotratar das rea lidades
Não nos deixemos enganar por aquelesespirituais; trata-as como se já existis-
que, descrendo das Sagradas Escrituras,sem no tempo presente, e não como mera
urdem mentiras e buscam roubar-nos ahipótese.
esperança. De uma coisa não podemos
nos esquecer: esus
J m! E que cada METAFORA
ve [Do gr. metá, mudança,

um de dia.
grande nós esteja preparado para esse
alteração
rado ph or a,palavra.
+
de uma transportei Usofigura
Nesta figu- de
linguagem, há sem pre uma comparação.
MESSIAS - [Do heb.Massiah; do gr. As profecias e os sermões de Cristo são
Christos, ungido] Jesus, como o Messi- ricos emmetáforas. No estudo da Esca-
as de Deus, foi designado, desde a maistologia Bíblica, devemos tomar muito
remota eternidade, para executar o Piacuidado ao interpretá-las. pois nem tudo
M ilênio 109

é metáfora. Neste mister, a hermenêutica


da por Pedro a fim de explicar a relati-
tem muito a ajudar-nos. Deixemos quevidade absoluta que existe entre o tem-
a Bíblia nos ajude a interpretá-la compo histórico e o divino: “Mas vós, ama-
correção e piedade. dos,
para não ignoreisé uma
o Senhor comocoisa: que um
mil anos, e dia
mil
METEMPSICOSE - |D 0 gr. metá, mu- anos como um dia" (2 Pe 3.8).
dança +psykhé, alma] Termo em prega-
do por Pitágoras para divulgar aquiloCom isso, o apóstolo deixa bem claro
que. modernamente, chamamos de aos que zombam da verdade quanto à
transmigração de almas. Ou seja: queSegunda Vindade Cristo: ela háde acon-
uma mesma alma pode animar, sucessi- tecer ainda que alguns a tenham por
vãmente, diversos corpos tanto huma-tardia. Ou seja: J esus virá de acordo
nos quanto vegetais e animais. E uma com os planos que o Pai Celeste elabo-
rou em suapresciência e soberani a.
das heresias mais antigas, conhecidas e
ensinadas de que se tem notícia. Tendo em vista a relatividade temporal
e histórica, não nos cabe duvidar nem
A Bíblia declara, contudo, que ao ho- questionar a sabedoria divina. Fique-
mem está ordenado morrer uma única mos, pois, de sobreaviso para que não
vez. vindo depois o juízo (Hb 9.27). Os sejamos jamais surpreendidos pelo tem-
que deixarem passar o momento dapo de Deus.
oportunidade, terão de encarar o grande
e terrível juízo de Deus. MILENARISMO REALIZADO - Dou
trina segundo a qual o Milênio já se
MILAGRE - [Do lat.miraculum J Lite-
ralmente, significa tudo aquilo que cau-ja concr etizou Este
de Cristo. comensino,
ainaugu ração datam-
conhecido Igre-
sa admiração e espanto. O milagre, se- bém como amilenismo. descarta a
gundo 110-10 mostra a Bíblia, é a us s- literalidade do Milênio conforme des-
pensão das leis da natureza, visando crito a pelos profetas do Antigo Testa-
operação sobrenatural de Deus. mento (Is cap. 35) e por oãoJ no Apoca-
O principal objetivo do milagre é a exe- lipse (Ap cap. 20).
cução dos planos de Deus e a glorifica-
cão de seu nome. MILÊNIO - |D 0 lat. millenium. mil anosj
Reino com duração de mil anos a ser
Os últimos dias. segundo a Bíblia, serão
instaurad o, na terra, p elo Senhor eJ sus
caracterizados por grandes milagres, si-logo após o arrebatamento da gI reja e
nais e prodígios (J1 2.28-31). Com mãodo término da Grande Tribulação (Ap
poderosa, o Senhor há de punir os ímpios 20.4-6). Trata-se de um reino literal,
e tantos quantos rejeitaram-lhe o Planocujo principal objetivo é a exaltação de
de Salvação. J esus não somente como o Messias de
As potências dos céus serão abaladas: Israel como o de todas asdemais na-
as nações estremer-se-ão. Ninguém po-ções.
derá resistir o dia do Senhor. O mais1 ) 0 Milên io será u m perío do de paz
notável milagre, porém, será o arrebata-
mento da Igreja. Como explicar estenão universal
mais(Isaprenderão
9.6.7: 11.1-12). As naçõe
a guerra: s
utiliza-
grande e maravilhoso evento? Somenterão todo o seu potencial tecnológico na
a fé poderá assimilar a realidade desta agricultura.
intervenção maravilhosa do Senhor.
2) O Milên io será um perí odo de bên-
MIL ANOS. COMO UM DIA - [Do gr. çãos temporais (Is 11.6-9: cap. 35). A
xília ele os hemé ra mia ] Expressão usa terra será literalmente curada de todas
110 Mi Sen ismo

as suas enfermidades: produzirá comode outrem. É a compaixão de Deus


nunca antes produziu. Haverá abundân-direcionadaparao ser humano. Através
cia para todos. deste sentimento, que em Deus é
3 ) 0 Milên io será um p eríodo de justiça imensurável, o Senhor mostra que sua
e retidão (Mq 4.1-4). Todos os povos misericórdia sempre triunfa. Basta o
ver-se-ão obrigados a cumprir os man-homem arrepender-se de seus pecados
damentos de Deus e as observâncias do para que o Justo Juiz lhe estenda toda a
seu Cristo. sua longanimidadc (Lm 3.22).
4) O Milêni o será, enfi m, um perío do de Foi a misericórdia de Deus que o levou
divulgação extraordinária e universal da a enviar o seu Único Filho para que
Palavra de Deus (Is 2.1-3). Se hoje as morresse em nosso lugar a fim de qu&
Sagradas Escrituras são atacadas pelos viéssemos a ter avida eterna (Jo 3.16).
sábios segundo o mundo, no Milênio to-E, agora, resgatados de nossa vã manei-
dos ver-se-ão obrigados a acatar a vera- ra de viver, aguardamos a manifestação
cidade do conhecimento divino. de Cristo Jesus que virá buscar asua
Igreja. E, assim, esta remos para sempre
Por conseguinte, o Milênio será apleni- com o Senhor.
tude do governo divino sobre a terra. E
o Senhor eJ sus, por tudo o que háde O programa escatológico de Deus está
realizar, também será honrado como obaseado, essenci almente, em seu amor
administrador dos administradores. Ver e compaixão.
Reino Milenial MISTÉRIO - [Do gr.mystérium, enig-
MILENISMO - Doutrina que ensina a ma, segre do] Verdades divinas que só
realidade e a literalidade do reino a ser podem ser conhecidas através do auxí-
estabelecido por Cristo, na terra, logolio do Espírito Santo. As vezes, nem
após o a rrebatam I a e da mesmo os profetas eram capazes de des-
ento da grej
Grande Tribulação, e que terá a duração vendar os mistérios que registravam (Dn
de mil anos. 1 2 . 8 ).

Todavia, o Espírito, que em nós habita,


MINISTRADORES, ESPÍRI TOS As leva-nos a compreender as riquezas di-
sim são designados osanjos (Hb 1.14). vinas (Ef 1.9:3.3) segundo a dispensa-
Sua principal função, neste mundo, éção divina.
zelar por aqueles que hão de herdar a
vida eterna. Embora a Escatologia Bíblica seja lar-
gamente tratada pelos profetas e após-
Na consumação de todas as coisas, es- tolos, é um assunto que continua envoi-
tarão os anjos mais que ativos. Traba-to em mistério; ainda não temos uma
lharão de forma ininterrupta para que clara o idéia das belezas e bem-
plano de Deus seja plenamente cumpri-aventuranças que nos aguardam nos no-
do. Só no Apocalipse, eles são mencio- vos céuse terra. Ao discorrer sobreo
nados m ais de 70 vezes.Desde o toque mundo vindouro, afirmou Paulo:
da
sãoúltima trombeta
de Satanás, até a celestiais
os seres captura eesta-
pri-
“Ó profundidade das riquezas, tanto da
rão operando como o eficientíssimo sabedoria, como da ciência de Deus!
exército do Senhor de toda a terra. Quão insondáveis são os seus juízos, e
quão inescrutáveis os seus caminhos!
MISERICÓRDIA - [Do lat.miser, mi- Pois, quem jamais conheceu a mente do
séria +cordis, coração] Literalmente, Senhor? ou quem se fez seu conselhei-
significa ter o coração voltado à misériaro? Ou quem lhe deu primeiro a ele.
M onte da Oliveiras 11 1

para que lhe seja recompensado? Por-a muitos. Toda a vigilância, pois, para
não sermos vítimas do misticismo que,
que dele, e por ele. e para ele, são todas
torcendo as profecias, busca roubar da
as coisas: glória, pois, a ele eternamen-
te. Amém” (Rm 11.33-35 ). Igreja sua bendita esperança: a certeza
Quando formos arrebatados e estiver-da vinda de Cristo.
mos para sempre com o Senhor, então MODERNISMO - [Do lat.modernus +
os mistérios começarão a ser desvenda-ismo] Movimento surgido no sé culo 19,
dos um a um. Que maravilha para a cujo principal objetivo era dar um trata-
universal assembléia dos santos! mento crítico e racional às doutrinas e
dogmas bíblicos. Em síntese: buscava
MISTÉRIO DA INIQÜIDADE [Do tirar, da Palavra de Deus, todo o ele-
gr. mustérion tes anomías J A ssim o mento sobrenatural.
Anticristo é descrito pelo apóstolo Pau-
10 (2 Ts 2.7). Na Septuagésima Sema- O modernismo busca, entre outras coi-
na. a Besta, juntamente com o Falsosas, desacreditar a escatologia das Sa-
Profeta, manifestar-se-á como os maio- gradas Escrituras. Para tais teólogos, a
Doutrina das Últimas Coisas não passa
res fomentadores do mal. promovendo
de parábolas que devem ser alegórica-
e induzindo a humanidade à iniqüidade.mente interpretadas. Segundo ensinam,
Ingnorando aLei de Deus. atua rá como o arrebatam ento daIgreja não passade
se inexistissem limites morais ou espi-ensinamento figurado. A Bíblia, toda-
rituais. Enfim; será a revelação máximavia, ensina que o arrebatam ento já é
da injustiça. uma realidade; não demora muito, c
Seu maior pecado será reivindicar umaCristo virá levar a sua Igreja. E, assim,
adoração que só pertence a Deus. estaremos para sempre com o Senhor.
Cuidado, pois, com o modernismo teo-
MISTICISMO - [Do lat.mystica. espiri-
tual] Conjunto de normas e práticas que lógico!
tem por objetivo alcançar uma comu- MOMENTO, NUM - [Do gr.en atomo]
nhão diretacom Deus.Nessabusca, não Expressão usada pelo apóstolo Paulo
raro, os místicos são induzidos a pres-para descrever a sobrenatural rapidez
cindir da Bíblia para ficar apenas comcom que os santos serão arrebatados no
as suas experiências. dia de Cristo: “num momento, num abrir
O misticismo só é benéfico enquantoe fechar de olhos, ao som da última
não se sobrepõe à Palavra de Deus. Caso trombeta; porque a trombeta soará, e os
contrário: ei
-1 0 como a fonte de todas as
mortos serão ressuscitados incorru-
heresias e mentiras. Nada, absolutamen- ptíveis. e nós seremos transformados"
te nada. pode contrariar as Sagradas(1 Co 15.52).
Escrituras. Atom o. no grego, significa: aquilo que
O misticismo tem encontrado fértil ter-não pode ser dividido. Ou seja: o arre-
reno no âmbito da escatologia. Todosbatamento da Igreja dar-se-á numafra-
ção de tempo tão ínfima que será im-
os anos aparecem falsos profetas e mes- perceptível aos sentidos humanos.
tres buscando enganar os incautos com
previsões acerca do final do mundo. Pre-MONTE DAS OLIVEIRAS - [Do gr
visões estas que nada têm a ver com orous o ton kalouménou elaionos ] Situa-
espírito da profecia bíblica. se no setor oriental de Jerusalém. O Vale
Nestes últimos dias.tambémhão de p aa- do Cedron separa - 0 do Monte Moriá.

recer muitos falsos cristos, e enganarão T ambém denominado “M ons V iri


112 Moral

Galilaei", esse monte compõe uma cor-levadas devárias concupiscências: sem-


dilheira de aproximadamente três qui-pre aprendendo, mas nunca podendo
lômetros de comprimento. chegar ao pleno conhecimento da ver-
dade. E assim com o Janes e J anibres
Na parte
veiras, ifcaocidental
o Jardim do doGetsê
Monte
mani.das
NosOli- resistiram a Moisés, assim também es-
dias do Antigo Testamento, essa sagra- tes resistem à verdade,sendo home ns
da elevação era coberta de oliveiras corruptose de en
tendimento e réprobos
árvores frutíferas e ornamentais. A fer-quanto à fé. Não irão, porém, avante:
tilidade dessa região é proverbial. porque a todos será manifesta a sua in-
sensatez, como também o foi a daque-
Depois do exílio babilônico, a Festados les" (2 Ttn 3.1-9).
Tabernáculos foi realizada com os ra-
mos das árvores do Olivete como tam-A Igreja de Cristo, porém, continuará
andando de vitória em vitória: suas ves-
bém é chamado este monte.
tes jamais deixarão de se r alvas: foram
Foi do Monte das Oliveiras que o Se- branqueadas no sangue do Cordeiro.
nhor Jesus foi assunto ao céu (At 1.9).
Segundo o profeta Zacarias, quandoMORTAL o SE REVESTIRÁ DA
Messias voltar à terra, descerá ele justa- IMORTALIDADE, O - [Do gr metân
mente sobre o Monte das Oliveiras (Zc touto endusastai atanasían] Expressão
14.1-5). empregada pelo apóstolo Paulo para
Será a partir deste momento que o Se- explicar o mistério da ressurreição e glo-
nhor Jesus instauraráo seu reino sobre rificação dos santos que se dará quando
do arrebatamento da Igreja.
todaMonte
do a terra.
das AOliveiras
importância
é muiescatológica
conside- "Mas digo sto. i irmãos, que carne e san-
rável. gue não podem herdar o reino de Deus:
nem a corrupção herda a incorrupção.
MORAL - [Do lat.moris. relativo aos Eis aqui vos digo um mistério: Nem to-
costumes] Princípios que regem a vida dos dormiremos m as todos seremos trans
-
do ser humano, mostrando-lhe o que éformados, num momento, num abrir e
certo e o que é errado. Segundo a Bí-fechar de olhos, ao som da última trom-
blia, a vida moral do planeta, nos últi-beta; porque a trombeta soará, e os mor-
mos dias, caminhará de mal a pior. Eistos serão ressuscitados incorruptíveis, c
o que diz o apóstolo Paulo: nós seremos transformados. Porque é
“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias necessário que isto que é corruptível se
sobrevirão tempos penosos; pois os ho-revista da incorruptibilidade e que isto
mens serão amantes de si mesmos, ga- que é mortal se revista da imortalidade.
nanciosos, presunçosos, soberbos, bias-Mas. quando isto que é corruptível se
femos, desobedientes a seus pais. ingra-revestir da incorruptibilidade, e isto que
tos, ímpios, sem afeição natural, impla-é mortal se revestir da imortalidade, en-
caveis, caluniadores, incontinentes. cru-tão se cumprirá a palavra que está escri-
éis, inimigos do bem, traidores, atrevi-to: Tragada foi a morte navitória" (1 Co
15.50-54).
dos.do
tes orgulhosos,
que amigos mais
deamigos
Deus, dos delei-
tendo apa-Noutras palavras, eis o que o apóstolo
rência de piedade, mas negando-lhe oquis deixar bem claro aos corintios:
poder. Afasta-te também desses. Por- quando da volta de Cristo, seremos se-
que deste número são os que se introdu- melhantes aos anjos. Não estaremos
zem pelas casas, e levam cativas mu- mais sujeitos à morte nem às limitações
lheres néscias carregadas de pecados. desta dimensão.
Mort e, Segunda 113

MORTALISMO PURO - Doutrina se- e a força do peca


do é alei. Mas graça a
gundo a qual a existência do ser huma-
Deus que nos dá a vitória por nosso
no resume-se a esta vida. Com a morte,
Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus

ele simplesmente
esta ótica, o homem deixa
nãodetem
existir. Sob
amados
qualquer
tes, irmãos,
sempre sede firmes
abundantes e constan-
na obra do Se-
responsabilidade quanto ao seu destinonhor. sabendo que o vosso trabalho não
eterno, pois suas responsabilidades pre- é vão no Senhor” (1 oC 15.55-58).
sentes tornam-se irrelevantes. Afinal, se No arrebatamcnto. o que é mortal re-
não há eternidade, tudo é permitido.vestir-se-á da imortalidade. Ou seja: se-
Entretanto, a Bíblia afirma que, um dia,remos iguais aos anjos; não mais sujei-
todos hão de comparecer à presença de tos a esta dimensão. Aí. poderemos can-
Deus (A p 19.1 1-15). tar o hino da vitória. Desfar-se-ão todos
O mortalismo puro é conhecido tam-os efeitos da morte sobre os que tive-
bém como aniquilacionismo. rem aceitado a Cristo Jesus como o se u
único e suficiente Salvador.
MORTALITATEM - [Do lat.mortali-
dade ] Condição dc quem se acha sujeito MORTE ETERNA - Separação definiti-
à morte. Com a introdução do pecado no va e irremediável entre o pecador e Deus.
Universo, o ser humano perdeu o singu- É mais do que a morte espiritual. Se
lar privilégio de viver para sempre. Pois esta pode ter os seus efeitos anulados
o salário do pecado éxatamente
e mor-
a pelo sangue de Cristo, aquela não, por
te (Rm 6.23). Todavia o que aceita ahaver o impenitente rejeitado sistemáti-
Cristo, ainda ueq morra viverá (Jo 4.19- ca e conscientemente o sacrifício do Fi-
29). A mortalidade é uma condição tem- lho de Deus.
porária na existência humana. No Apocali pse, a morte ete rna é vista
como a segunda morte que é o lago de
MORTE - [Do gr. tánatos: do lat.
fogo:
mortem] Em termos teológicos, é a se-
paração entre o corpo c a alma. A morte "E vi um grandetrono branco e oque
foi introduzida11a experiência humana estava assentado sobre ele, de cuja pre-
em conseqüênci a do peca do de Adão e scnça u f giram aterra e o céu: e nã o foi
Eva (Gn 2.17).Sendo Adão oreprese n- achado lugar para eles. E vi os mortos,
tante de toda raçaa humana, nel e todos grandes e pequenos, em pé diante do
pecamos c. conseqüentemente, nele to- trono; e abriram-se uns livros: e abriu-
dos morremos (Rm 5.15). se outro livro, que é o da vida: e os
mortos foram julgados pelas coisas que
Veio Cristo, porém, para reverter os efei- estavam escritas nos livros, segundo as
tos damorte sobre o rsehumano: “Mas
suas obras. O mar entregou os mortos
não é assim o dom gratuito como a ofen- que nele havia: e a morte e o al ém en-
sa: porque, se pela ofensa de um morre-
tregaram os mortos que neles havia: e
ram muitos, muito mais a graça de Deus.
e o dom pel a graça de um só homem.foram julgados, cada um segundo as
suas obras. E a morte e o inferno foram
J esus Cristo, abundou para com mui-
tos" (R111 5.15). lançados
gunda morte,no ag
l oo de fogo.
lago deEsta
fogo.é aEse-todo
A morte perderá todos os seus poderes aquele que não foi achado inscrito no
sobre os fiéis quando do arrebatamento livro da vida. foi lançado no lago de
da Igreja: "Onde está . ó morte, a tua fogo" (Ap 20.14,15).
vitória ? Onde está. ó morte, o teugui-
a
Ihão? O aguilhão damorte éo pecado. MORTE, SEGUNDA - Vide Morte Etema.
114 Mundo

MUNDO - [Do gr. kosmos, ordem, bele- efêmero. E, de fato, quando Cristo ins-
za; do lat.mundus, puro] Filosófica e tituir o seu Reino, tudo quanto vemos,
cientificamente, é a terra e o conjuntodeste sistemamaligno, há dedesapa
re-
de todas
Neste as coisas
sentido, criadas
justifica-se por Deus.cer:
a definição “Ora, o mas
cupiscência; mundo passa,
aquele quee faz
a sua con-
a von-
etimológica que encontramos no gregotade de Deus, permanece para sempre"
e no latim. O Universo que Deus criou é(1 J o 2.17).
a mesma ordem e a mesma beleza.
M UN DO VI NDOU RO - [D o gr. aionos
No campo da teologia, porém, é o siste-ekeinou] Expressão que o Senhor Jesus
ma que se opõe de forma persistente usou e para descrever o Estado Eterno,
sistemática ao Reino de Deus: “Porqueonde os santos não mais estarão sujeitos
tudo o que há no mundo, a concupis-às necessidades físicas e fisiológicas
cência da carne, a concupiscência dos destadimensão: “Mas os que são julga-
olhos e a soberba da vida, não vem dodos dignos de alcançar o mundo vin-
Pai, mas sim do mundo” (1 Jo 2.16). douro, e a ressurreição dentre os mor-
Nas Escrituras, todo o sistema munda-tos, nem se casam nem se dão em casa-
no é descrito como algo passageiro emento” (Lc 20.35). Seremos como os
anjos!
NÃO-ELEITOS - De acordo com o NECESSIDADE DA ESCATOLOGIA
calvinismo, são os predestinados por BÍBLICA - Nas Sagradas Escrituras,
Deus à esta
enfatiza danação eterna.
doutrina, Sobre
o Evange os
lho não tais,
encontramos
as pelo menos
à segundavinda 300Por
de Cristo. referênci-
que
do-lhes uma este assunto é tratado com tanta ênfase
tem qualquer eficácia, restan
única alternativa: o lago de fogo. pelos profetas e apóstolos? Certamente,
por residir aí toda a esperança do cris-
A predestinação tem gerado muita con- tão - juntar-se ao Se nhor, concretizan-
trovérsia nos arraiais evangélicos. Umado assim o ideal do corpo místico de
das perguntas que mais se faz é esta: Cristo. Daí a premente necessidade da
Se a predestinação é tã o forte e tão Escatologia Bíblica.
fatalista, por que lutar pela vida eter- A Escatologia Bíblica leva o crente a
na? Afinal, se já estou predestinado à entender de maneira clara e insofismável
bem-aventurança. certamente a herda-como será o desfecho do programa divi-
rei. E se já estou perdido, por que m e no, e qual o destino da raça humana. A
preocupar? Palavra de Deus não quer que os salvos
Tais indagações geram desleixo e angús- nos percamosem especulações setéreis
tia ante o programa que Deus traçou para que só trazem prejuízos espirituais.
o ser humano. Neste programa, garante- Hoje, mais do que nunca, o estudo das
nos a Bíblia, ninguém foi predestinado doutrinas
à das Ultimas Coisas faz-se
danação eterna. E só aceitar a Cristo que urgentíssimo em conseqüência do mis-
o homem vê-se livre, de imediato, de ticismo pagão que aventa as mais incrí-
seus pecados, dos perigos presentes veis e previsões, espalhando o desespero
dos castigos futuros (Jo 3.16). inclusive nos arraiais cristãos.
O não-eleito é. segundo a Bíblia, aqueleA Escatologia Bíblica não traz angus-
que. deliberadamente, rejeita o Filho detia: renova-nos as esperanças. Ela faz-
Deus (Hb 12.25). nos lembrar a todo o instante que o Rei
11 6 Nem Todo s Dormiremos

lindamente descrito nos Cantares de


está voltando. O cristão que despreza as
Ultimas Coisas vive sem perspectivas, Salomão.
pois, para si. a esperança acha-se cir-No âmbito da Escatologia Bíblica, a fi-

cunscrita à vida presente. gura é Noiva


como sumamente enaltecida.
de Cristo, A Igreja,
aparecerá em
NEM TODOS DORMIREMOS - [Do
gr. pa ntes ou koi metesómetha] Com esta toda a sua plenitude quando o Senhor
expressão, encontrada em 1 Coríntios arrebatá-la, emprestando-lhe toda a gló-
15.51, Paulo esclarece que nem todos ria e magnificência (1 Co 15.50-57).
os crentes estarão mortos quando do ar- A Nova Jerusalém, onde a Igreja será
rebatamento da Igreja. Os que estive- recebida pelo Cordeiro quando da con-
rem vivos, não terão de passar pela do-sumação de todas as coisas, também é
lorosa experiência da morte física. A descrita como noiva (Ap 20.1-4).
semelhança de Enoque e Elias, serão
NOIVO - [Do gr.Andr í ] Título conferi-
tirados da terra a fim de estarem para
sempre com o Cristo. do ao Senhor esusJ em virtude de eu s
relacionamento místico com os
Quer vivos, querjá dormindo no Se- redimidos. Ele é assim considerado: 1)
nhor, todos seremos transformados Por ter resgatado os redimidos com 0
quando do toque da última trombeta: seu precioso sangue (Ef 5.25); 2) Por
“Eis aqui vos digo um mistério: Nem nos ter demonstrado um amor incomum
todos dormiremos mas todos seremose eterno (J o 13.1); 3) E por estar prestes
transformados’' (1 Co 15.51). a buscar a sua Igreja para. num relaci o-
A este processo,
cognomina ou Eato,
mistério. o apóstolo
assim chamadonamento
venturoso.de amor sacrificial
compartir-lhe toda ae.sua
agora,
gló-
porque, naquele exato momento, todasria e esplendor (Ap cap. 21).
as leis físicas, químicas e biológicas doPoeticamente descrito como o noivo dos
U niverso serão temporariamente Cantares. Jesus em breve virá arrebata
r
suspensas para dar lugar a um dos mai- a amada. O rapto daIgreja será aconsu-
ores milagres da História da Salvação. mação de um amor que jamais deixou
NOITE ESCURA DA ALMA Assim o de ser eterno.
místico João daCruz denom inou a sepa- NOM OMNIS MORIAR Loc Lat :
ração entre o homem e Deus. Nas Sagra- Nã o morre rei de todo. Expressão com
das Escrituras, tal separação recebe duas que o poeta latino Horácio manifesta a
designações: 1) Morte espiritual (Ef 2.1- sua fé na imortalidade do ser. A crença
3); e: 2) SegundaMorte (Ap 20.6). na eternidade não é um monopólio da
No segundo caso, a noite escura da alma doutrina judaico-cristã: é algo comum a
representa a perda de todas as esperan- todos os seres humanos. Não há cultura
ças quanto a um reatamento com Deus. que não cogite de tal assunto. Haja vista
E a danação eterna. os gregos e romanos; apesar de seus
avanços materiais, estavam sempre a
NOIVA
recebeDE CRISTO - Designação que buscar
a Igreja em virtude de suaunião anseios algo que lhes satisfizesse os
da alma.
mística como Senhor Jesus Cristo (Ef
5.32). Assim como Eva saíra da costela NOVA ERA - Reino Milenial a ser inau-
de Adão, aIgreja nasceu do sacrifício gurado por Cristo no final da Grande
vicário de Cristo Jesus em prol de toda Tribulação. Destruído já o sistema mun-
a humanidade. Este relacionamento édano, o Senhor Jesus dará início a uma
Nov o N om e 117

administração embasada na justiça e noo fogo, sendo reservados para o dia do


direito, que levará o planeta ao clímaxjuízo e da perdição dos homens ímpios.
de sua história. Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor,
no qual os céus passarão com grande
Finalmente,paz
verdadeira a Terra poderá
e justa desfrutar de
prosperidade. Oestrondo, e os elementos, ardendo, se dis-
auge da história, segundo a Bíblia, não solverão,e aterra,e as obras que nel a há,
se acha no passado, mas num futuro pro- serão descobertas”(2 Pe 3.7-10).
missor que há de ser comandado por um Depreende-se de Apocalipse 21.2, que
governo teocrático exercido pelo Filhoa Nova Terra será interligada à Nova
de Deus (Is 9.6). J erusalém, formando uma só criação,
Este período é descrito com riqueza de onde os santos habitarão eternamente
detalhes pelo profeta Isaías (2, 7,11, 35). ao lado do Senhor.
Não confundir esta Nova Era com o Será a Nova Terra um rea proveitamento,
movimento homônimo, cujas doutrinas ou recriação, da atual? A Bíblia cala-se
têm levado muita gente oa erro c à per- a respeito. Contentemo-nos, então, em
da de seus referenciais como criaturassaber que habitaremos uma Nova Terra
de Deus. onde haverá justiça, paz, bem-
aventurança. Enfim: desfrutaremos de
NOVA JERUSALÉM - [Do gr. todos os dons que o Pai, na multiforme
Iero us além ka in én } Santuário celeste e riqueza de seu amor, reservou aos que
eterno destinado aos que tiveram a Cristo lhe aceitam o Plano de Salvação.
J esus por redentor e salvador pessoal.
Nesta morada, os santos desfrutarãoNOVO de NOME
Promessa feita- p[Do gr.sonoma
or Jesu kainón]
aos santos que
todas as belezas que Deus. em seu infi-
nito amor. reservou aos seus filhos. vencerem as provações e angústias do
presente século, porfiando em testemu-
A Nova Jerusalém é um lugar real. Não nhar-lhe a morte e ressurreição diante
é uma utopia. Pela Pátria Celeste, mui-do mundo:
tos santos renunciaram a própria vida.
O que dizer dos mártires nas arenas ro- ‘ Quem tem ouvidos, ouça o u qe o Espí-
manas? Acalentados poresta tã o bendi- rito diz às igrej as. Ao que vencer d arei
ta esperança, enfrentavam ousadamente uma pedra branca, e na pedra um novo
a morte; sabiam que. além desta vida, nome escrito, o qual ninguém conhece
havia uma linda e ditosa cidade à suasenão aquele que o recebe ” (Ap 2.17).
espera. Ao adentrarm os a Nova Jerusalém, após
A Nova Jerusalém é descrita de forma a consumação de todas as coisas, rece-
magnífica por João no capítulo 21 de beremos de Cristo uma pedra branca,
Apocalipse. Vide Jerusalém, Nova. na qual estará gravado o nosso novo e
secreto nome. Nos tribunais gregos,
NOVA TERRA - [Do gr. gen kainen} expediente semelhante era usado para
Terra que passará a existir após a con- indicar a inocência do réu.
sumação de todas as coisas físicas e
históricas como resultado da ação divi- Palavra
O que virá
de Deusa sernãoeste novo nome?
o declara. A
Trata-sc
na sobre os elementosjá existentes. Este certamente de uma senha a ser conferida
processo, ou milagre, é assim descritoa cada um dos redimidos, por intermé-
por Pedro: dio da qual poderão se r reconhecidos
"Mas os céus e aterra deagora, pela nos pavilhões eternos. Isto significa que
mesma palavra, têm sido guardados para Deus dispensa-nos um tratamento espe-
118 Novos Céus e Nova Terr a

ciai e personalizado. Ele nos ama tantoSignifica que o crente, à meia-noite, não
coletiva quanto individualmente. poderá sa i r ao encontro do esposo. Já
pensou se os israelitas não estivessem
NOVOS CÉUS E NOVA TERRA - [Do
gr. ouranón kainón k aí gen kaine n] Re- preparados
achassem nus? na noite
Comopascal? E sede
haveriam eles se
dei-
alidade que passará a existir após a con-xar o Egito? Você já temas vestes espi-
sumação de todas as coisas pertinentes rituais parair ao encontro de seu Se-
à dimensão material (2 Pe 3.7-10). A
nhor? Prepare-se! Pois a meia-noite ou-
Bíblia não explicita se os novos céus e
terra serão o resultado do reaprovei-vir-se-á o clamor.
tamento dos atuais. Em torno do assun-NUMEROLOGIA BÍBLIC A IDo lat.
to, há muita especulação. De uma coisa,nurnerus + do gr.logos, estudo] Estudo
porém, tenhamos certeza: os novos céussistemático e persistente dos números
e terra serão uma realidade. Realidade que aparecem nas Escrituras Sagradas.
esta já antevista por saías:
I “Porque, E uma prática que tem se mostrado da-
como os céus novos e a terra nova que nosa: muitas heresias e falsasinterpre -
hei de fazer estarão diante da minhatações nasceram exatamente do exage-
face, diz o Senhor, assim há de estar rado
a apego às estatísticas e aritméticas
vossa posteridade e vosso nome” (Is
bíblicas. Haja vista a cabala judaica:
6 6 .22 ).
surgiu de uma numerologia esotérica e
Segundo dep reendemos de Apocali pse supervalorizada.
21.2, os novos céus estarão interligados
à nova terra, formando um todo harmo-É uma tragédia para a teologia quando
nioso e sem igual. Será uma realidadeos números passam a ser mais impor-
jamais sonhada pelo ser humano. Uma tantes que as palavras.
realidade tão superior a esta dimensãoNão são poucos os estudiosos que. com
que o evangelista não encontrou pala-base em números aleatórios, fazem os
vras suficientes nem adequadas paracálculos mais extravagantes com o
descrever. Será algo inteiramente novoobjetivando marcar a data da volta de
e infinitamente belo: “As coisas que J esus. Haja vista os fundadores da Igre-
olhos não viram, nem ouvidos ouviram, ja Adventista do Sétimo Dia. Mas como
nem penetraram o coração do homem, sói acontecer em tais circunstâncias, to-
são as que Deus preparou para os quedas o as datas estabelecidas redundam em
amam” (1 Co 2.9). Nessa criação, os frustração: não passam de devaneios
santos hão de desfrutar de todo o amor matemáticos.
que Deus nos reservou desde as eras Tomemos muito cuidado com os núme-
mais remotas. ros. Antes demais nada, atentemos para
NUDEZ ESPIRITUAL - Figura de lin o espírito da profecia; busquemos a ilu-
guagem empregada por Paulo a fim deminação do Espírito Santo para inter-
pretar correta e biblicamente os orácu-
mostrar o despreparo espiritual dos que,
embora se considerem vestidos, não los divinos. Caso contrário: ficaremos
atentam com
nosso Senh seriedade
or Jesus Cristo:para
“Se aé que,
vinda de
envergonhados
Senhor naquele egrandeconfundidos
dia. diante do
estando vestidos, não formos achados NUM MOMENTO, NUM ABRIR E
nus” (2 Co 5.3). FECHAR DE OLHOS - [Do gr.en
A nudez espiritual significa letargia e atómo, en ripe oftalmou] Expressão usa-
sonolência quanto aos avisos sobre ada pelo apóstolo Paulo paradescrever a
iminência do arrebatamento da Igreja.incrível e inimaginável rapidez com que
Nuvens 119

será arrebatada aIgreja deCristo, inclu- ver essa fração de tempo. At om o, em


indo, neste único evento, a ressurreição grego, significa indivisível.
dos santos e a glorificação dos redimidos
NUV ENS - Em linguagem meteoro-ló-
que
“Numestiverem
momento, vivos:
num abrir e fechar degica, é o conjunto visível de partículas
de água ou de gelo na atmosfera. Em
olhos, ao som da última trombeta; por-linguagem bíblico-escatológica, é o ve-
que a trombeta soará, e os mortos serão ículo no qual o Senhor Jesus foi assun-
ressuscitados incorruptíveis, e nós sere-to aos céus (A t 1.9). Também será numa
mos transformados” (1 Co 15.52). nuvem que Ele há de retornar para im-
Esse tempo, segundo o srcinal grego,plantar o seu reino milenial: “Eis que
não poderá se r medido nem dividido vem com a s nuvens, e todo ho ol o verá,
pela mente humana. Será algo tão ínfi-até mesmo aqueles que o traspassaram;
mo quanto o átomo que, aliás, é a pala- e todas as tribos da terra se lamentarão
vra utilizada pelo apóstolo para descresobre ele. Sim. Amém” (Ap 1.7).
OBRAS DO DIABO - [Do gr.erga tou ΟΙΚΟΝΟΜΙΑ- Palavra grega usada para
diabolou] Conjunto das ações perpetra- designar o dispensacionalismo teológi-

dasrepor
no Satanás,
dentivo de Devisando
us (Jo 10 destruir o pia-
.10). Para co. Ou
Deus seja:
tem a doutrina
específicos segundo
períodos a qual
e formas
conseguir seus objetivos, o diabo tem,a fim de provar a humanidade quanto à
sistematicamente, assesta
do suas arm as sua obediência a alguma revelação es-
contra as duas comunidades de fiéis das pecial de sua vontade.
Sagradas Escrituras - Israel e a Igreja.
OLIVEIRA - [Do lat. arbor olharia]
Quer usando Faraó para oprimir a li-
Arvoreta da família das oleáceas. origi-
nhagem de Abraão, quer incitando o
nária da região mediterrânea: seus fru-
Império Romano para perseguir os cris-
tos (azeitonas) servem ã alimentação
tãos. as obras do diabo são mais que humana emespécie e sob a orma f de
implacáveis. azeite. Nas Sagradas Escrituras, a oli-
Somente alguém investido de toda aveira é símbolo da nação israelita que.
autoridade pode tornar sem efeito asatravés de seu ministério sacerdotal e
obras do diabo. Este alguém é o Senhorprofético, vem alimentando o mundo
J esus. Com a sua morte e ressurreição, com a Palavra de Deus.
frustrou todos os planos do maligno,Segundo o apóstolo Paulo, a oliveira,
fazendo com que a vontade de Deus ainda que aparentemente sem vida. há
triunfasse em todas as instâncias do dra- de ser vivificada por Deus. nos últimos
ma humano: "Para isto oFilho deDeus
se manifestou: para destruir as obras jam dias.plenamente
do para que as alianças"Pois
cumpridas: patriarcais
se tu se-
diabo" (1 Jo 3.8). foste cortado do natural zambujeiro, e
As obras do diabo serão definitivamen-contra a natureza enxertadó em oliveira
te destruídas quando ele, juntamentelegítima, quanto mais não serão enxer-
com os que lhe fazem a vontade, for tados na sua própria oliveira esses que
lançado no lago de fogo (Ap 20.7-10). são ramosnaturais!” (Rm 11.24).
122 Olhai

Tal profecia começou a cumprir-se com humanos terão pelo menos uma opor-
a criação do Estado de srae
I l em 1948. tunidade para responderem positiva-
No entanto, terá o seu cumprimento ple-mente ao chamado do Evangelho. Esta
no quando do
soberania os Messias
israelitas(Zc
reconhecerem
12.10). oportunidade,
a desteensino,dizem
res algunsdapromoto-
será estendi inelu-
sive ao diabo que, na consumação de
OLHAI - [Do gr. blépete] Advertência todas as coisas, há de se reconciliar
deixada pelo Senhor Jesus aos seus dis- com Deus.
cípulos quanto aos eventos que haveri-
am de suceder no futuro, assinalandoORAÇÃO a PELOS MORTOS Prática
época de seu retorno à terra: “Olhai!observada pe la Igreja Romana, segundo
vigiai! porque não sabeis quando che-a qual a intercessão dos vivos pode au-
gará o tempo" (Mc 13.32). xiliar os mortos a se reconciliarem com
Como não sabemos o tempo da volta doDeus no além-túmulo. A verdade bíbli-
Senhor, devemos olhar para todos osca, todavia, é bem outra: "E. como aos
acontecimentos, interpretando-os à luzhomens está ordenado morrerem uma
das profecias bíblicas, para que não ve-só vez, vindo depois o juízo" (Hb 9.27).
nhamos jamais a ser surpreendidos e
envergonhados no dia de Cristo. ORDEM MUNDIAL - Sistema formado
a partir de uma filosofia política e reli-
ONDE ESTÁ A PROMESSA DA TUA giosa, frontalmente contrária a Deus e à
VINDA ? [Do gr.po u estin e ep angelía sua Palavra, cujo objetivo é secularizar
tesparousias autou ] Expressão de zom- todas as atividades humanas, extirpan-
baria e afrontamento à segunda vinda do destas quaisquer resquícios do Uni-
de Cristo que, segundo Pedro, haveriaco e Verdadeiro Deus.
de caracterizar os últimos dias: A meta básica da presente or dem é pre-
“Sabendo primeiro isto, que nos últi- parar o caminho para a ascensão de um
mos dias virão escarnecedores com zom- ditador mundial, que há de atuar como
baria andando segundo as suas própriaso preposto de Sataná s (2 Ts 2; Ap 13).
concupiscências, e dizendo: Onde estáA ordem mundial, como escreve J oão,
a promessa da sua vinda? porque desde jaz no mali gno (1 J o 5.19).
que os pais dormiram, todas as coisas
permanecem como desde o princípio da OUTROS MORTOS - [Do gr. loipoí
criação” (2 Pe 3.3,4). ton nekron] Referência aos que. por ha-
verem morrido em suas iniqüidades. não
Tal zombaria vem se mostrando mais
tomarão parte na ressurreição que terá
virulenta em certos arraiais teológicos,
lugar no final da Grande Tribulação:
onde homens, destituídos de piedade e
amor a Cristo, negam sistemática e acin- “Mas os outros m ortos não reviveram,
tosamente as profecias acerca do imi- até que os m il anos se compl etassem .
nente retomo deCristo Jesus. Haja vista Esta é a primeira ressurreição‘' (Ap
a teologia liberal e as extravagantes in- 20.5).
terpretações da escatologia bíblica. Estes
hão demortos, de quesomente
ressuscitar fala o Apocal
i pse,
após o Milê-
De uma forma ou de outra, a vinda do
nio para serem submetidos ao Julga-
Senhor áj é umarealidade; os sinais mos-
tram claramente que esu
J s está às portas
.mento Final. Em seguida, serão lança-
dos no lago de fogo, onde serão ator-
OPORTUNIDADE UNIVERSAL mentado dia e noite, por toda a eterni-
Doutrina segundo a qual todos os seres dade.
PARÁBOLAS ESCATOLÓGICAS
P meçou a ter uma conotação mais
Ensinos alegóricos de Cristo, enfocandotranscendental. E. agora, que o apóstolo
as últimas
gens. coisas.
. AExemplo:
Os Talentos Vinha e OAsGrande
Dez Vir-Paulo escreveEpístola
sua Segunda os últimos capítulos de
aos Coríntios, o
Banquete. O que os profetas contaramvocábulo serve para descrever o mais
em enigmas, o Senhoresu J s narrou em excelso dos céus.
alegorias. Em sentido popular, o paraíso é o lugar
A parábola escatológica não anula a reservado por Deus às almas dos justos
literalidade das últimas coisas. Pelo con- que lá hão de permanecer até o dia da
trário: reforça-a. Usando tal recurso, oressurreição. Acha-se ligado, pois, ao
Senhor Jesus explicitou aos seus con- estado intermediário dos santos(Lc
temporâneos o que. de certa maneira, 16.19-31). O paraíso é o céu? O sinôni-
lhes seria difícil entender em lingua- mo é perfeitamente cabível.
gem convencional. PARALELISMO PROGRESSIVO -
PARAÍSO - LDo velho persa paridae za, Doutrina segundo a qual o Apocalipse
par des ; do gr. apresenta a revelação das últimas coisas
'recinto circular': do heb.
parádeisos: do lat.pa radisu\ Lugar de através de um paralelismo progressivo.
delícias e venturas onde Deus colocouOu seja: o livro é composto de sete se-
nossos primeiros pais - Adão e Eva (Gn ções que se desdobram paralelamente
2.8). O jardim do Éden. em virtude deentre si, simbolizando a Igreja e o mun-
seus contentamentos e aprazibilidades. do desde a primeira vinda de Cristo até
tomou-se perfeito e eloqüente sinônimoa consumação de todas as coisas.
de paraíso. Na antiga Pérsia, esta pala- O encadeamento do Apocali pse não é
vra era usada para designar os jardins somente maravilhoso: é lógico e consis-
fechados, onde os reis passavam o inver- tente. Sua progressão é um poderoso
no. Com a expansão do helenismo. corecurso literário.
124 Pcireleusontai

PARELEL'SONTAI - Palavra grega ex- A morte física jamais apavorou a Paulo.


traída de 2 Pedro 3.10. Literalmentesig- Ele sabia que. além desta vida. há uma
nifica pa ss ar ão. Eis a íntegra da passa- eternidade àespera dos que recebem a
gem: “Virá, pois, como ladrão o dia doCristo. Tendo em vista tal expectativa,
Senhor, no qual os céus passarão com o apóstolo via a morte como o maior
grande estrondo, e os elementos, arden- dos lucros: através dela haveria de en-
do, se dissolverão, e a terra, e as obras trar de posse de todas as realidades que
que nela há. serão descobertas". Deus reservou aos que o amam.
Entre outras coisas, esta palavra signifi- PASSAGENS DA IMINÊNCIA - Tre
ca: deixarão de exist ir, ou darão lugar a
chos, tanto do Antigo quanto do Novo
um elemento novo. De qualquer forma, é Testamento, que realçam a brevidade e
uma palavra forte e mui apropriada para
o inesperado do retorno ed Cristo Jesus
descrever o que Deus fará à sua criação
para arrebatar a sua Igreja. Eis algumas
nos derradeiros dias da história humana.
passagens da iminência:
PAROUSIA - [Do gr.parousía] No mun- "Porque vós mesmos sabeis perfeita-
do greco-romano. o termo era usado para mente que o dia do Senhor virá como
descrever a visita oficial e solene de um vem o ladrão de noite" ( 1Ts 5.3).
príncipe a determinado lugar. O anúncio"Mas vós. irmãos, não estais em trevas,
da chegada do potentado obrigava os ci- para que aquele dia. como ladrão, vos
dadãos desseugar l ase prepararem de vi- surpreenda" (1 Ts 5.4).
damente par a que nada saísse errado.
"Virá. pois. como ladrão o dia do Se-
Tendo
vocábuloem vista
passoutão aalto
sersignifi
usado cado. 0
nhor. no qual os céus passarão com gran-
pelos es-
de estrondo, e os elementos, ardendo,
critores sacros para descrever o glorio-se dissolverão, e a terra, e as obras que
so retorno de Cristo para buscar a sua
nela há. serão descobertas" (2 Pe 3.10).
Igreja (1 Co 15 e 1Ts 4).
"L embra-te. portanto, do quetensrece-
Se os antigos esmeravam-se para a che-
bido e ouvido, e guarda-o. e arrepende-
gada de seu príncipe, porque iríamos
te. Pois se não vigiares. virei como um
nós, os redimidos, mostrar-nos descui-
ladrão, e não saberás a que hora sobre ti
dados quanto à vinda do Rei dos reis e
Senhor dos senhores? virei” (Ap 3.3).
“Eis que venho como ladrão. Bem-aven-
PARTIR E ESTAR COM CRISTO turado aquele que vigia, e guarda as
[Do gr. analusai kai sun Christo J Ex- suas vestes, para que não ande nu. e não
pressão com que Paulo manifestou ose veja a sua nudez" (Ap 16.15).
seu desejo de deixar a dimensão terrena Estas e outras passagens de igual teor.
a fim de estar para sempre com o Se- têm como objetivo alertar o povo de
nhor Jesus: “Mas de ambos os al dos Deus com respeito à iminência do retor-
estou emaperto, tendo desej o depa rt ir no de Cristo. Pois o Senhor não quer
e estar com Cristo, porque isto é ainda que nenhum de seus filhos fique enver-

muito versículo,
Neste melhor” (Fp 1.23). revela vári- gonhado e confuso naquele grande dia.
o apóstolo
as coisas importantes: 1) O seu ardente PA Z - [Do hb.shaloin: do gr.eirene : do
e singuiaríssimo amor por Jesus: 2) A lat. pacem] Tranqüilidade, concórdia,
sua crença na eternidade: 3) A sua fé harmonia.
na íntima serenidade. Nas Sa-
bendita esperança que deve caracterizar gradas Escrituras, paz não significa ape-
todo o crente. nas ausência dc guerras, ou de confli
Pedra 125

do Agostinho, pode ser uma palavra,


tos. É a serenidade que o Espírito Santo
nos infunde no coração mediante a féum ato ou um desejo contra a lei eterna.
que depositamos na providência divina.O introdutor do pecado no Universo foi

Através d
e suauma
porciona-nos mortepaz
vicária. plena
tão Jesus pro- Satanás
e sin- ria, belezaque
.e embaí do por julgou-se
esplendor, sua sabe
do-
supe-
guiar que jamais haverá de ser com-rior ao mesmo Senhor (Is 14; Ez 28; Jo
preendida pela mente humana: 'Ά paz 8.44).
de Deus. que excede todo o entendi-O primeiro pecado a ser introduzido no
mento. guardará os vossos corações eUniverso foi o orgulho - a origem de
os vossos pensa mentos em Cristo Je- todas transgressões e males. O segundo
sus" (Fp 4.7). foi a mentira. Eis porque Satanás é con-
Além dessa inexcedível paz individual, siderado, com justa razão, o pai de to-
o Senhor Jesus, por ocasião do Milênio, das as mentiras e enga nos.
há de implantar uma paz universal queJ á caído dos favores divinos, Satanás
o mundo jamais experimentou. O pro- investiu-se contra o ser humano, indu-
feta Isaías antecipa este período: zindo-o ao erro e à rebelião aberta con-
"Acontecerá nos últimos dias que sefir- tra o Santíssimo Deus. Em conseqüên-
mará o monte da casa do Senhor, será cia da queda d e Adão e Eva, o mundo
estabelecido como o mais alto dos mon-entrou num período de mortes, desar-
tes e se elevará por cima dos outeiros:monias e e angústias. Todavia, o Senhor
concorrerão a ele todas as nações. Irão J esus veio ao mundo justamente para
muitos povos, e irão:
d Vinde, e suba- destruir as obras do diabo.
mos ao monte do Senhor, à casa do Na consumação de todas as coisas, Deus
Deus de J acó. para quenos ensine os lançará o diabo no lago de fogo onde,
seus cam inhos, e andemos nas suas- ve juntamente com todos os seus seguido-
redas: porque de Sião sairá a lei. e de res. há de ser atormentado por toda a
J erusalém a palavra do Senhor. E ele eternidade (Ap 20.10). E, assim, o pe-
julgará entre as nações, e repreenderá a cado será para sempre extinto do Uni-
muitos povos: e estes converterão asverso.
suas espadas em relhas de arado, e as
suas lanças em foices: uma nação não PEDRA - Metaforicamente, é assim de-
levantará espada contra outra nação, nem signado o Senhor Jesus (Zc 4.7). Ele é a
aprenderão mais a guerra. Vinde, ó casa pedra angular (SI 118.22) e apedra de
de J acó. e andemos na luz do Senhor ” tropeço, na qual caíram os incrédulos
(Is 2.1-5). (Is 8.14).
Como príncipe da paz. o Senhor acha-J esus também é assim identificado pe-
se plenamente habilitado a administrá-las seguintes razões:
la em toda s as instâncias da vida huma-
1) Sendo o espírito de profecia, é Ele o
na. Nele. nenhuma paz é impossível.
legítimo fundamento das Sagradas Es-
PECADO - [Do hb. hattah: do gr. crituras (Ap 19.10). Ou seja: o Espírito
hamartios: do lat.^crflfíf/íi] Transgres- que atuava nos hagiógrafos. quer do
são deliberadae consciente das leis es- Antigo quer do Novo Testamento, era o
tabelecidas por Deus. Em latim. Espírito de Cristo (1 Pe 1.11). Eis por-
pe ccatum significa dar um passo em fal- que Cristo é o Verbo deDeus;
so. Já na língua hebraica, traz este sig- 2) Sendo o Messias de Israel e Unigênito
nificado: errar o alvo. O pecado, segunde Deus, tornou-se. no Plano Divino, a
12 6 Pedri nha B ra nc a

pedra de esquina (Ef 2.20). Isto é: aperdoar a todos, inclusive a Satanás e


principal pedra do edifício da divina re- aos seus anjos.
velação; A Bíblia, porém, afirma que todos os
3)
lheSendo o Fillto de Deus.
foi entregue. todo2,opodemos
Em Daniel poder obreiros
o diabo da iniqüidade,
c seus juntamente
anjos, hão de ser com
lança-
identificar o Senhor Jesus como aquela dos no lago de fogo: "E a besta foi
pedra que se chocou contra aformidá- presa, e com ela o falso profeta que
vel estátua, destruindo-a por completofizera diante dela os sinais com que en-
(Dn 2.45). ganou os que receberam o sinal da besta
e os que adoraram a sua imagem. Estes
O Senhor Jesus éa pedra angular! Há dois foram lançados vivos no lago de
de se abater sobr e o atual sistemamun- fogo queardecom enxofre" (Ap 19.20).
dial, destruindo-o totalmente. Em se-
Vejamos mais este versículo que. de
guida, implantará o Milênio, onde o
maneira contundente, destrói a falácia
nome de Deus será exaltado incontesta-
do perdão universal: "Mas. quanto aos
velmente por toda a terra.
medrosos, e aos incrédulos, e aos abo-
PEDRINHA BRANCA - [Do gr mináveis, e aos homicidas, e aos adúlte-
ps êp hon leuké n] Galardão que os san- ros. e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a
tos hão de receber quando do arrebata-todos os mentirosos, a sua parte será no
mento da Igreja, conforme prometera olago ardente de fogo e enxofre, que é a
Senhor Jesus: “Quem tem ouvidos, segunda morte" (Ap 21.8).
ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao A hipótese do perdão universal vai de
que vencer darei uma pedra branca, eencontro a todos os atributos morais de
na pedra um novo nome escrito, o qualDeus. desconsidera a morte vicária de
ninguém conhece senão aquele que oCristo e zomba da justiça divina.
recebe” (Ap 2.17).
PERDIÇÃO ETERNA - Desgraça, ruí
Este inefável prêmio é uma referência ana, danação eterna da alma. Penalidade
um costume existente no mundo grego, a ser imposta àqueles que rejeitam o
onde os nomes dos eleitos para cargosamor e ajustiça de Deus. No Apocalip-
públicos eram escritos em pedras bran-se. é descrita como o lago de fogo que é
cas. Os atletas vitoriosos também rece-a segunda morte (Ap 20.6).
biam pedras brancas, franqueando-lhesA perdição eterna é o banimento com-
o direito de fazerem gratuitamente suas pleto e irrecorrível da face do Senhor e
refeições. Nos tribunais, semelhante ex-da glória do seu poder (2Ts 1.9). É o
pedíente era usado para indicar a ino-lançamento do pecador impenitente às
cência do réu. trevas exteriores, onde haverá gemidos
Da mesma forma dar-se-á com os quee ranger de dentes.
porfiarem por trilhar sendas estreitas: No Novo Testamento, a perdição eterna
terão os seus novos e secretos nomes aparece como sinônimo de destruição
inscritos em pedras brancas, indicando por nove vezes.
serem eles exclusiva propriedade dePERSEVERANÇA - [Do gr.hupomone:
Cristo.
do lat.per severantia ] Constância, tena-
PERDÃO UNIVERSAL - Doutrina se cidade, firmeza, paciência.J untamente
gundo a qual Deus não condenará nin-com a esperança, a fé e o amor. a perse-
guém ao lago de fogo. E, que, na consu-\erança é a mais importante das virtu-
mação de todas as coisas, acabará por des escatológicas. Através dela. o cren
Plenit ude dos Judeus 12 7

te é levado a permanecer firme até gundo o a perspectiva profética, não é mi-


advento de Cristo Jesus: “E sereis odia- tológica: é profética e historicamente di-
dos de todos por causa do meu nome. vina. Ela proporciona-nos uma visão oti-
mas aquele que perseverar até o fim. mista da história apesar da história.
esse será salvo” (Mt 10.22).
PESSIMISMO - [Do lat.pess im um , pior]
No Novo Testamento, a perseverançaEnsinamento de que o mal predomina
faz-se acompanhar deuma promessa: a sobre o bem , anulando todas aspers-
bem-aventurança eterna. E a recompen- pectivas de melhoria e concórdia no
sa que o filho de Deus receberá porUniverso. Segundo esta filosofia, muito
haver suportado todas as aflições e agru- em voga entre os existencialistas, a vida
ras por amor à vinda de Cristo. constitui-se num mal irreparável; por
Nessa esperança, perseveramos até que isso, não vale a pena viver.
o Senhor da glória apareça para condu-O pessimismo surgiu da interpretação
zir-nos às mansões celestes. meramente humana da história. Ora, se
esta não passa de um hediondo registro
PERSPECTIVA PROFÉTICA - For
de crimes, massacres, injustiças e
ma de se interpretar a história, levando-
corrupções, como acreditava o historia-
se em conta a doutrina da intervenção
dor inglês Edward Gibbon, por que tei-
de Deus nos negócios humanos. A pers-
mar em estar nela inserido? E para onde
pectiva profética leva-nos às seguintes
nos conduzirá a história? Qual será a
conclusões: escatologia deste planeta? O que nos
/ >Deus intervém na história da huma-
nidade. Ele se interessa pelos negóciosreservado?
reserva o futuro? Aliás, haverá futuro
humanos, e os conduz de acordo com os Se tais perguntas não forem respondi-
seus conselhos e desígnios (Dn 4.35).das de conformidade com a perspectiva
De modo que a Historia Universal podeprofética, certamente hão de conduzir o
ser considerada como o relato dos po-mais otimista dos homens a um pessi-
derosos feitos de Deus na vida das na- mismo crônico e terminal.
ções.
É justamente aí que entra a esperança
2) Λ história é linear. E conduzida de cristã. Ela mostra que Deus intervém
acordo com a vontade de Deus paraueq na história, conduzi ndo-a de acordo com
o seu plano redentivo tenha plena exe- os seus conselhos. A esperança cristã
cução. A história não se repete: é serva leva-nos a crer contra a própria espe-
dos conselhos divinos. Na história, arança.
redenção é sempre manifesta. Haja vis-
ta o êxodo hebreu e a encarnação PLENITUDE de DOS JUDEUS - Período
Cristo Jesus - os dois principais fatos no qual os judeus hão de sepossar a de
do Plano Divino quanto à redenção datodas as bênçãos que o Senhor promete-
humanidade. ra aos patriarcas. A plenitude dos ju-
.1 .4 idade áurea da humanidade não se deus será caracterizada pelos seguintes
encontra no passado como o entendiam fatos:
os gregos e romanos. O período de ouro 1) A conversão nacional de Israel , que
da raça humana acha-se num futuro anun- se dará no final da Grande Tribulação
ciado e próximo, quando Cri sto Jesus há (Zc 12.10). Como se depreendedesta
de instalar o Reino de Deus entre os passagem, será uma conversão tão dra-
homens. A glória da humanidade, se mática que há de mudar radicalmente
128 Ponto CentraI cia História

os rumos da história. A partir de então, Com o advento de Cristo, todavia, o ponto


esta será contada tendo como um de central da História passou a ser o seu
seus pontos centrais o arrependimento nascimento. aJ mais houve umpersona-
gem que tanto influenciasse os negócios
nacional dos hebreus.
2) Posse definitiva dos territórios que
humanos qu anto Ele! Com o Cristo ou
contra o Cristo, mas nunca sem o Cristo.
o Senhor prometeu a Abraão. O profe-
J esus é imprescindível. Ele não somente
ta Ezequiel trata do assunto nos últi-
modificou a civilização ocidental como
mos oito capítulos de seu livro. Se arepresentou a diferença hásica e
posse integral do Israel bíblico hoje transformadora da oriental.
parece impossível, no Milênio tornar-
se-á exeqüível. Ele zela por seus con- O seu segundo advento também há de
certos e alianças. constituir o outro ponto central da his-
tória. Muito mais dramático que 0 pri-
3) A proclamação universal da Palavra meiro. há de levar a humanidade toda a
de Deus. Hoje, apesar dos esforços evan- posicionar-se em relação à sua doutrina
gelísticos e missionários, há muitas re- e mandamentos. Agora, porém, haverá
giões que jamais tiveram qualquer dis-o Cristo de impor-se sobre todas as na-
cemimento do Deus Único e Verdadei- ções. Aparecerá nã o somente como o
ro. Quando da pleni tude dos judeus,po- Redentor, mas como o Rei dos reis e
rém, a terra encher-se-á do conhecimen- Senhor dos senhores.
to do Senhor (Is 2.1-5). J esus Cristo é o ponto central da hisló-
A plenitude dos judeus, que será carac-ria porque, com a sua morte e ressurrei-
terizada pelo Reino Milenial de Cristo,ção. todo o poder foi-lhe entregue tanto
representará também a plenitude de todo nos céus quanto na terra (Mt 28.18).
o mundo conforme enfatiza o apóstolo
Paulo: PÓS-MILENISMO - Doutrina segundo
a qual o Milênio é a era da plena tua
a -
“Ora se o tropeço deles é a riqueza do ção da Igreja naterra. O Senhor eJ sus,
mundo, e a sua diminuição a riquezade conformidade com este ensino, reina
dos gentios, quanto mais a sua plenitu- de forma indireta sobre o mundo atra-
de! Mas é a vós, genti os, que falo: e. vés do magistério eclesiástico. Termi-
porquanto sou apóstolo dos gentios, glo-nado este período, seguir-se-á um tem-
rifico o meu ministério, para ver se de po de tribulações e angústias quando o
algum modo posso incitar à emulaçãobem há de prevalecer definitivamente
os da minha raça e salvar alguns deles. sobre o mal. Imediatamente, virá a res-
Porque, se a sua rejeição é a reconcilia- surreição geral e a instalação do Tribu-
ção do mundo, qual será a sua admis- nal de Deus.
são, senão a vida dentre os mortos?" Esta doutrina, apesar da eloqüência de
(Rm 11.12-15). seus promotores, vem sofrendo repeti-
PONTO CENTRAL DA HISTÓRIA - dos revezes. As duas guerras mundiais
vieram demonstrar que a presente era
Fatoo que,
se pela
divisor porsua importância,
excelência tomou-está mui distante do Milênio descrito
da História
pelos profetas (Is 2. 7. 35). Aliás, ja-
Universal. Até a vinda de Cristo, os fa-mais houve um século tão violento e
tos centrais da História eram contados sema misericórdia como o nosso.
partir das fundações dos grandes impé-
rios: Egita. Babilônia, Assíria, Pérsia.PÓS-TRIBULACIONISMO - Ensino
Grécia e Roma. segundo o qua l a Igreja somente será
Pré-Tribulacionismo 129

arrebatada após a Grande Tribulação.Orígenes que. influenciado pela filoso-


Embora conte com respeitáveis adep-fia grega, passou a ensinar que o Milê-
tos. o pós-tribulacionismo vê-se nio nada mais era que uma referência
fragilizado ao tentar responder a estas alegórica à ação do Evangelho na vida
perguntas: das nações.
1) Como interpretar as passagens ad Após a Reforma Protestante, o pré-
iminência da volta de Cristo? 2) Quan- milenismo voltou a ser realçado por não
do de fato ocorrerá Grand a e Tribulação poucos teólogos. Hoje. a maioria dos
pois. segundo alguns de seus adeptos, credos evangélicos é pré-milenista.
ela teria ocorrido no tempo de Nero. PREPARAÇÃO
3) PARA A VINDA DE
Se a Igreja será a rrebatadaapós aGran- CRI ST O - Cuidados especiais que o
de Tribulação. este fato não tira do arre- crente deve tomar devido à proximida-
batamento todo o fator-surpresa? de da volta de Cristo. Tais cuidados
Como se vê. o pós-tribulaciomsmo não abrangem as seguintes precauções:
passa de uma tentativa de se interpretar 1) Manter a flama da abençoada espe-
artificialmente as doutrinas das Ultimasrança que é a convicção de que o Se-
Coisas. Hoje. esse ensino vem perden-nhor Jesus está às portas: "Aguardan-
do o fôlego devido aos seus exageros do e a bem-aventurada esperança e o apa-
extravagâncias. recimento da glória do nosso grande
PREDESTINAÇÃO - [Do lat. Deus eSalvador Cristo J esus” (Tt 2.13).
pr ae de stin atio - destinar com antecipa- 2) Guardar o que se recebeu como re-
ção] soberania,
sua Doutrina segundo a qual Deus.
já teria escolhido emsultado
"V enhodosem
anteci- chamamento
mora:do
de Evangelho:
guarda o quetens.
padamente os que hão de herdar a vida para que ninguém tome a tua coroa”
eterna e os que serão lançados à eterna (Ap 3.1 1).
danação. Os maiores expositores deste3) Manter-se puro num mundo corrupto
ensino foram Agostinho de Hipona e e que jaz no maligno: “E todo o que nele
J oão Calvino. Este último realçou de tal tem esta esperança, purifica-se a si mes-
maneira a predestinação que esta veiomo. a assim como ele épuro” (1 Jo 3.3).
tornar-se sinônimo de Calvinismo.
4) Amar a vinda de Cristo: “Desde ago-
Fosse a predestinação uma verdade bí- ra, a coroa dajustiça meestá gua rdada,
blica. poucas esperanças restariam ao já a qual o Senhor, justo juiz, me dará
condenado, e poucos incentivos sobra-naquele dia; e não somente a mim, mas
riam ao predestinado à eterna bem-também a todos os que amarem a sua
aventurança. O chamado do Evangelho,vinda” (2 Tm 4.8).
porém, é condicional: quem crer e for
batizado será salvo: quem não crer será 5) Trabalhar enquanto é dia: “Importa
condenado (VIt 28.18.19). que façamos as obras daquele que me
enviou, enquanto é dia; vem a noite,
PR É-M I L ENI SM O - Segundo esta dou- quando ninguém pode trabalhar” (Jo
tnna. o Senhoresu J s virá buscar aIgre- 9.4).
ja no final desta dispensação para. em Tais preparações são imprescindíveis.
seguida, estabelecer ( seu Reino Sem elas, haverá apenas tristeza, vergo-
Vlilenial. nha e confusão naquele grande dia.
Os cristãos do primeiro século, via de
regra, eram pré-milenistas. Tal posicio- PRÉ-TRIBULACIONISMO Doutrina
namento foi duramente combatido porsegundo a qual J esus virá arrebatar a
13 0 Primeira Fase da Vind a de Crsi to

sua Igreja antes da Grande Tribulação. a experiência comum a todos os mortais


Os que sustentam tal posicionamento,(Hb 9.27); 3) E o início do período in-
baseiam-se principalmente nesta passa-termediário.
gem: "Porquanto guardaste a palavra da
minha perseverança, também eu te guar- Embora
a todos osseja
mortaais,
primeira
haverá morte comum
uma notáv el
darei da hora da provação que há de vir e miraculosa exceção: nem todos dor-
sobre o mundo inteiro, para pôr à prova miremos, mas os redimidos seremos to-
os quehabitam sobre a terra” (Ap 3.10). dos arrebatados quando da vinda de
O pré-tribulacionismo também acreditaCristo (1 Ts 4.13-17). A ssim como
que a Grande Tribulação é um assuntoEnoque e Elias não tiveram de passar
que diz respeito apenas aos gentios epelo aguilhão da morte, milhares de
aos judeus. Como aIgreja acha-se cir- santos serão levados vivos para o céu
cunscrita noutra dispensa ção - a graça, ao soar da última trombeta.
não terá de sofrer a ardência do Dia do
Senhor. Aceita-se porémque os salvos PRIMEIRA RESSURREIÇÃO - [Do
experimentarão o que se convencionougr. anastásis he próte] Revificação dos
chamar de o princípio das dores. mortos que terá lugar no final da Gran-
de Tribulação. Não confundir esta res-
PRIMEIRA FASE DA VINDA DE surreição com aquela que há de acon-
CRISTO Assim é designado o a rreba- tecer quando do arr ebatamento da g
I re-
tamento da g I reja por aqueles queacre- ja (1 Ts 4.13-17). Embora anteceda a
ditam que a volta de Cristo dar-se-á em ressurreição de que tratamos, a
duas fases distintas. Na primeira fase.revificação dos mortos por ocasião da
virá o Senhor parasosantos (1 Ts 4.13- volta de Cristo não é tratada como a
17). Ou seja: levá-los-á para os céusprimeira ressurreição, pois acha-se
sem que o mundo disto se aperceba. compreendida num contexto maior: a
transformação e glorificação dos san-
A primeira fase da vinda de Cristo dar-
tos que morreram em Cristo na chama-
se-á antes da Grande Tribulação.
da dispensação da graça.
Passados sete anos, durante os quais a
A primeira ressurreição é assim menci-
Igreja há de receber os seus galardões,
onadapelo Apocalipse:
J esus voltará com os santos a fim de
punir a maldade semeada pelo Anticris-"Então vi uns tronos; e aos que se as-
to, e implantar o Reino Milenial: "Eis sentaram sobre eles foi dado o poder de
que vem o Senhor com os seus milharesjulgar: e vi as almas daqueles que foram
de santos, para executar juízo sobre to-degolados por causa do testemunho de
dos e convencer a todos os ímpios deJ esus e da palavra de Deus. e que não
todas as obras de impiedade, que adoraram a be sta nem a sua imagem, e
impiamente cometeram, e de todas as não receberam o sinal na fronte nem
duras palavras que ímpios pecadoresnas mãos: e reviveram, ereinaramcom
contraele proferiram” (Jd 14,15). Cristo durante mil anos. Mas os outros
mortos não reviveram, até que os mil
PRIMEIRA
SeparaçãoMORTE
entre almaa- Morte físicaA 1anos
e o corpo. secompletassem
a ressurreição. . Esta éa prime
Bem-aventurado ei-san-
cessação das atividades físicas do scrto é aquele que tem parte na primeira
humano éassim designadapelos seguin- ressurreição; sobre estes não tem poder
tes motivos: 1) Foi a primeira maldição a segunda morte; mas serão sacerdotes
a abater-se sobre Adão e Eva em conse - de Deus e de Cristo, e reinarão com ele
qüência de seu pecado (Gn 16.17): 2) É durante os mil anos” (Ap 20.4-6).
Príncipe da Paz 131

Portanto, a primeira ressurreição con- serão arrebatados ainda no período da


templará os que, durante a Grande Tri-Grande Tribulação. Sendo assim, cum-
bulação. não aceitarem o sinal da Besta prir-se-á na vida desses santos o que se
nem o sistema mundano que o adversá- dera com Enoque: de tão santos, hão de
rio impingirá a este planeta. Por causa ser tomados para o Senhor para que lhe
de sua fé. estes santos serão martiriza- sirvam nas cortes celestes.
dos. No entanto, no final da Septua-
gésima Semana, hão de ressurgir para PRIMOGÊNITO DOS MORTOS [Do
tomaremparte a tiva no estabel ecimento gr. pr ot ótok os ton ne kr on ] Título confe-
do Reino de Deus sobre a terra. rido ao Senhor esu J s em virtude deseu
poder irresistível sobre a morte e por
PRIMÍCIAS - [Do gr. aparché\ Assim haver ressurgido dentre os mortos, glo-
são designados os144 mil israelitas que. rificando-se como a ressurreição e a vida
por sua fidelidade e amor ao Cristo hão (Jo 11.25: At 2.31 ).
de ser. durante a Grande Tribulação.Primogênito dos mortos, Cristo assume
designados por Deus para exercer umde forma plena sua condição de agente
especialíssimo sacerdócio nas cortes da ressurreição. Ou seja: Ele venceu as
celestiais (Ap 14.4). ânsias da morte e do Hades para que
São tidos como primícias em virtude detantos quantos lhe aceitam a morte
sua irrepreensibilidade e perfeições evicária participem plenamente da natu-
perseverança. Pois não obstante esta- reza divina.
rem vivendo no período de maior impi-
edade da história humana, sobressaíram- PRÍNCIPE DA PAZ - Título messiânico
se de maneira singularíssima: que as Escrituras
Senhor Jesus por se Sagradas conferem ao
r Ele o promotor-
"E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre omaior e incontestável da paz em todo o
Monte Sião. e com ele cento e quarenta Universo. Conquistando-nos a paz atra-
e quatro mil. que traziam na fronte es-vés de sua morte vicária (Is 53.5), Cris-
crito o nome dele e o nome de seu Pai. to no-la concede em três âmbitos distin-
E ouvi uma voz do céu. como a voz detos:
muitas águas, como
e a voz de umgran-
de trovão e a voz que ouvi era como de 1) Pessoal: Ao aceitarmos a fé, passa -
harpistas, que tocavam as suas harpas. mos a desfrutar de uma paz que o mun-
E cantavam um cântico novo diante dodo jamais poderá conceder-nos: “A paz
trono, e diante dos quatro seres viventes de Deus, que excede todo o entendi-
e dos anciãos: e ninguém podia apren- mento, guardará os vossos corações e
der aquele cântico, senão os cento eos vossos pe nsamentos emCristo Je-
quarenta e quatro mil, aqueles que fo-sus” (Fp 4.7).
ram comprados da terra. Estes são os 2) Eclesiástico: Quando a gI reja acha-
que não se contaminaram com mulhe-se centrada na orientação do Espírito
res: porque são virgens. Estes são osSanto, usufrui de uma paz incomum e
que seguem o Cordeiro para onde quer que transcende todos os seus limites e
que vá. Estes foram comprados dentre atuações: “Assim, pois.a igreja em toda
os homens para serem as primícias para a J udéia, Gali léia e Samaria, tinha paz,
Deus e para o Cordeiro. E na sua bocasendo edificada. e andando no temor do
não se achou engano: porque são Senhor; e, pelo auxílio do Espírito San-
irrepreensíveis" (Ap 14.1-5). to, se multiplicava (At 9.31).
Depreende-se queos 144 mil israelitas, 3) Universal: O Senhor Jesus há de im-
assinalados de todas as tribos hebréias. plantar aqui na terra, logo após a Gran
13 2 Príncipe das Potestades

de Tribulação. o Reino Milenial que será2. A Igreja será arrebatada antes ou de-
caracterizado por uma paz jamais expe-pois da Grande Tribulação?
rimentada ou sonhadapela humanidade 3. O arrebatamento dar-se-á antes do
(Is 2.7.35).
Somente o Príncipe da Paz poderi a promo- 4. Milênio?
Como se dará a implantação do Milê-
ver, de forma tão maravilhosa, a paz que nio? A Igreja participará ati\ amente des-
sempre excede a todo o entendimento.se evento?
PRÍNCIPE DAS POTESTADES [Do 5. De que forma será tratado Israel quan-
gr. archonta tes exousias ] Título confe- do da volta dc Cristo ?
rido a Satanás (Ef 2.2) devido à sua 6. Que implicações terá a Septuagésima
influência na concepção e construção de Daniel em relação à Igreja?
do sistema mundial que, tanto na forma7. O Milênio será alegórico ou real?
quando no conteúdo, é totalmente con-
trário a Deus. Em toda a história da Igreja, jamais es-
sas questões foram tão debatidas. Isso
Como o príncipe das potestades. Sata-significa que. apesar das pressões e en-
nás é tanto o senhor das trevas como cantos do presente século, os fiéis al-
dos governantes que se recusam a acei- mejam pelo imediato retorno de seu Se-
tar o plano divino para as nações (Ler nhor. Essa ânsia fora antecipada por
Daniel caps. 2.7.10) Daniel no encerramento de seu livro:
PROBLEMAS ESCATOLÓGICOS ■ "Tu. porém. Daniel, cerra as palavras e
sela o livro, até o fim do tempo: muitos
Questões
timas referentes
Coisas que vêmàs doutrinas
dividindo das Ul-correrão de uma parte para outra, e a
à co-
munidade teológica. Sc por um lado os ciência se multiplicará" (Dn 12.4).
problemas cscatológicos geram descon- PROFECIA - [Do gr.pr ophe te ía. pelo
forto entre os fiéis, por outro, fazemlat. pro phetic!] A profecia bíblica não c
com que tais assuntos estejam sempre somente predição. E. acima de tudo. a
em evidência. Dessa forma, os crentesrevelação do conheci mento, dos de síg-
vêem-se constrangidos a se manterem nios e da vontade de Deus. Três são os
sempre alertas quanto à iminência daseus objetivos básicos: 1) Manifestar
bem-aventuradaesperançada Igreja - a os fatos concernentes a Deus e as suas
volta de Cristo. relações com a humanidade: 2) Decla-
Em todas as igrejas verdadeiramenterar os decretos de Deus em momentos
avivadas, há um sadio desassossegodc crise espiritual, visando a preservar
quanto à escatologia. Não há cristão que as alianças e concertos estabelecidos
não deseje saber como se dará exata- entre o Eterno e o u sepovo: 3) Manter a
mente a volta de Cristo. Triste seria seesperança na comunidade dos fiéis quan-
tais questões jamais viessem à tona. Talto ao futuro e à intervenção divina na
apatia haveria de representar a morte história
da da humanidade.
esperança numa comunidade quedeve Foi exatamente nas crises que as profe-
ser caracterizada pela esperança. cias tiveram seu maior florescimento.
Estes são os principais problemas esca-Haja vista os ministérios de Oséias e
tológicos: J eremias. Sem profecia, o conhecimen-
1. Como sedará a vinda de Cristo. Será to de Deus tornar-se-ia impossível.
em uma ou duas etapas? A primeira Na atual dispensação. a maior profecia
será realmente invisível? é quanto à iminência do retorno de Cristo
Promessa da Segunda Vind a de Cristo 13 3

J esus. Sobre o assunto, encontramos Eis as duas inaiores promessas que en-
pelo menos 300 referências. Esta profe-contramos nas Sagrada
s Escrituras: 1)
cia é tão importante no contexto teoló-A encarnação de Cristo, compreenden-
gieo que
turada é conhecidada
esperança como abem-aven-
Igreja. do o 2)
ção; seu
O ministério,
retorno de morte e ressurrei-
Cristo para buscar
a sua Igreja e instaurar qaui na terra o
PROFETA - [Do heb. nabi. do gr. Reino Milenial c. posteriormente, o Es-
pro phetes: do lat.pr op he ta ] Indivíduo tado Eterno onde estaremos para sem-
que. inspirado por Deus. predizia o fu-pre com o Senhor.
turo e encarregava-se de proclamar o
conhecimento e a vontade de Deus nos PROMESSA DA SEGUNDA VINDA
tempos bíblicos. Era o que falava por DE CRISTO - Acercadesta promessa,
Deus e em lugar de Deus. Era o porta- que há de coroar todo o Plano Redentivo
voz da divindade, cuja missão era pre-de Deus, encontramos mais de 300 re-
servar o conhecimento e a vontade do ferências na Bíblia.
Único e Verdadeiro Deus em momen- A promessa da segunda vinda de Cris-
tos de crise. to, porém, é aque mais sofre ataques
O profeta bíblico era uma autoridade dos incrédulos como adverte o apósto-
inquestionável em matéria de fé e práti-10 Pedro: "A mados, já é esta asegunda
ca. Teólogo por excelência, sua missãocarta que vos escrevo: em ambas as
era declarar o desígnio divino para quequais desperto com admoestações o
a comunidade dos fiéis se mantivesse vosso ânimo sincero; para que vos
como a agência do Reino de Deus na lembreis das palavras que dantes fo-
Terra. ram ditas pelos santos profetas, e do
Quando predizia o futuro não era paramandamento do Senhor e Salvador,
satisfazer a curiosidade do povo. masdado mediante os vossos apóstolos;
sperança dos santos sabendo primeiro isto. que nos últimos
para alimentar a e
em tempos de aflição e angústia. As-dias virão escarne-cedores com zom-
sim. lembrava aos fi éis que.apesar das baria andando segundo as suas própri-
as concupiscências, e dizendo: Onde
dificuldades presentes. Deus continua-
va no comando de todas as coisas, re- está a promessa da sua vinda? porque
desde que os pais dormiram, todas as
sen ando as bem-aventuranç as aos que
lhes guardam os mandamentos e lhe fa- coisas permanecem como desde o prin-
zem a vontade. cípio da criação” (2 Pe 3.1-5).
O mesmo apóstolo discorre agora acer-
PROMESSA - [Do lat.prom ixsa , ‘pro- ca da essência da promessa: “Pois eles
metida ,J Ato ou efeito de prometer. (os incrédulos) de propósito ignoram
Compromisso. Voto. juramento. Obri- isto, que pe la palavra deDeus já desde
gaçâo de se cumprir determinada coisaa antigüidade existiram os céus e a ter-
em razão de algum voto. Nas Sagradas ra, que foi tirada da água e no meio da
Escrituras,
todas a promessa
as alianças é a essência
e concertos de
águao subsiste;
estabeleci-
ceu mundo depelas
então,quais coisas
afogado empere-
água;
dos entre Deus e o ser humano. Para se mas os céus e a terra de agora, pela
obter o cumprimento das promessasmesma palavra, têm si do guardados para
uma só coisa énecessária: a fé (Hb 11). o fogo, sendo reservados para o dia do
A te gera a obediência, e esta leva Deus juízo e da perdição dos homens ímpios.
a cumprir todas suas promessas. Mas vós, amados, não ignoreis uma coi
134 Provação

sa: que um dia para o Senhor é como Deus. que tem poder sobre estas pragas:
mil anos, e mil anos como um dia. Oe não se arrependeram para lhe darem
Senhor não retarda a sua promessa, ain-
glória" (Ap 16.9).
da que alguns
longânimo paraa têm por tardia;
convosco, porémPROPÓSITO
não queren- é DA REVELAÇÃO
do que ninguém se perca, senão que ESCATOLÓGICA - Preparar a Igreja
todos venham a arrepender-se. Virá. para a vinda de Cristo, e induzi-la ao
pois, como ladrão o dia do Senhor, no cumprimento urgente e zeloso dos itens
qual os céus passarão com grande es- da Grande Comissão. Este é o propósito
trondo, e os elementos, ardendo, se dis-maior da revelação escatológica.
solverão, e a terra, e as obras que nelaA Escatologia Bíblica não visa satisfa-
há, serão descobertas” (2 Pe 3.5-10). zer-nos a curiosidade quanto ao futuro.
Vê-se, pois, que as promessas divinasSua finalidade é prática e mui piedosa.
são inteiramente confiáveis. O que DeusÉ um incentivo àqueles que. na espe-
prometeu há de cumprir, porque não érança de se encontrarem o mais depres-
como os filhos dos homens: não mente,sa com o Senhor e J sus, vencemos maio-
nem engana. É a própria verdade. Suas res desafios e os mais agudos transes
promessas têm força de lei, contam compor uma esperança que não murcha nem
ambos os testamentos e o testemunho se desfaz com os séculos e milênios.
de quantos vêm depositando inteira con-
fiança em sua Palavra. PROPÓS ITO DE DEUS PARA DE IS-
RAEL - Pensam muitos cristãos que.
PROVAÇÃO - Ato
aflitiva ou penos a. de provar. Situação
A provação ão é por
n ter Deus
Cristo. Israel járejnão
eitado o Se
possui nhor Jesuspro-
qualquer
propriamente um castigo. Ela visa antes pósito para com asemente deAbraão.
de mais nada o aperfeiçoamento de quem A verdade bíbli ca, todavia, é bemoutra.
ama e deseja servir a Deus conforme as Apesar de sua queda, Israel continua a
reivindicações das Sagradas Escrituras. ser alvo dos benefícios das alianças e
Na Bíblia, estas são as maiores prova- pactos que o Senhor estabeleceu com os
ções experi mentadas ou aseremexperi- patriarcas. É o que o apóstolo Paulo
mentadas peloser humano: 1) A queda patenteia em sua carta aos romanos:
de Adão e Eva; 2) O dilúvio; 3) O cati-"Pergunto. pois: Acaso rejeitou Deus
veiro de Israel no Egito; 4) A destruiçãoao seu povo? De modo nenhum; por
de J erusalém; 5) A morte deCristo; 6) que eu também sou israelita, da descen-
A época atual da Igreja; 7) A Grande dênciade Abraão, datribo de Benjam im.
Tribulação; 8) A conversão de Israel; 9) Deus não rejeitou ao seu povo que antes
A batalha do Armagedom; 10) A tenta- conheceu. Logo, pergunto: Porventura
ção das nações que há de preceder tropeçaram
o demodo quecaíssem? De
J uízo Final. maneira nenhuma , antes pe
l o seu trope-
O objetivo da provação é tornar o santo ço veio a salvação aos gentios, para os

mais
seus masanto,
us cameinhos.
demover
M esmoo incrédulo
aGrande dedeles
incitar éà aemulação. riqueza doOra se o tropeço
mundo, e a sua
Tribulação, que representará a maior das diminuição a riqueza dos gentios, quan-
provações, visará, apesar de sua ardên- to mais a sua plenitude!" (Rm
cia, levar o homem a dar glória a Deus:1 1 . 1 , 2 , 1 1 , 1 2 ).
Έ os homens foram abrasados com Reserva o Senhor um glorioso propósito
grande calor; e blasfemaram o nome depara Israel. Não fora assim, a nação
Punição Eterna 13 5

hebréia teria de há muito desaparecidoatual disposição espacial e temporal de


sua obra virá a desdobrar-se naquilo que
tantos foram os seus sofrimentos, angus-
tias e provações. Chegará o momento, a Teologia convencionou chamar de Es-
pois.
verteremaoque todo recebendo-lhe
Senhor, o srae
I l há de sepronta
con- tado Eterno.
Ae harmonia em suaobra seráplenamen-
alegremente o Messias (Zc 12.10). te restaurada com a derrota de seus ad-
A conversão de Israel dar-se-á no final versários e a glorificação de todos os que
da Grande Tribulação. A partir daí. oslhe aceitaram o Plano Redentivo. Então,
israelitas hão de exercer de maneira ple- já com o Senhor, lhe desfrutaremos eter-
na o propósito que Deus lhes reservou:namente da dulcíssima companhia.
ministrar-lhe o conhecimento às na ções.
Isto dar-se-á no Milênio. Nesse perío-PUNIÇÃO ETERNA - Castigo a ser
do. os gentios demonstrarão uma sede aplicado aos ímpios por haverem igno-
mui lancinante por aprender a Palavrarado o Plano Redentivo de Deus e ado-
do Senhor. tado a iniqüidade como norma de vida.
O castigo dos ímpios constituir-se-á no
PROVIDÊNCIA DIVINA - Resolução lançamento destes no lago de fogo:
tomada de antemão por Deus visando “Mas, a quanto osa medrosos, e aos in-
consecução de seus planos e decretos,crédulos,
a e aos abomináveis, e aos ho-
preservação de quanto Ele criou e a sal-micidas. c aos adúlteros, e aos feiticei-
vação do se r humano. Acha-se aprovi- ros. e aos idólatras, e a todos os menti-
dência divina fundamentada nos atribu-rosos, a sua parte será on lago ardente
tos absolutos e morais de Deus. de fogo e enxofre, que é a segunda mor-
A providência é a sabedoria de Deus te” (Ap 21.8).
em ação. Será tão terrível e inimaginável o casti-
É justamente na Escatologia Bíblica quego dos ímpios que a Bíblia o chama de
encontramos o auge da providência di-segunda morte. No lago de fogo, hão de
vina. Pois dispôs Ele de tal maneira to-ser atormentados dia e noite juntamente
das as coisas, tanto na história das na- com o diabo, a besta e o falso profeta
ções quanto na vida de suaIgreja, quea (Ap 19.20; 20.10).
QUEDA DO HOMEM - [Do lat.cadere\ Quando Cristo se manifestar, a queda
Decadência espiritual, moral e física que de Adão perderá os seu
s efeitos sobre
vieram
qüênciasobre a raça humana
da transgressão em conse-
de nossos os
tãosalvos.
pri- cantar Os redimidos
o hino poderemos
da vitória: en-
“Onde está,
meiros pais (Rm 3.23). Devido a queda,ó morte, a tua vitória? Onde está, ó mor-
o homem perdeu a comunhão com o seu te. o teu aguilhão?” (1 Co15.55).
Criador. Não poderia ter havido tragé-
QUILIASMO - [Do gr.khiíiasmos, mil
dia maior que esta. Daí todos os malesanos] Doutrina segundo a qual Deus,
que se vêm abatendo sobre a pobre hu- através de Cristo, há de implantar na
manidade. Terra um reinado de mil anos, onde ad-
A queda de Adão e Eva, por introduzir ministrará a justiça, a paz e a prosperi-
a morte no contexto da experiência hu-dade atodas as na ções (Is 35).
mana. acabou por gerar no homem uma O Quiliasmo, conhecido também como
ansiosa e angustiante expectativa Milenarismo, ou Milênio, vem sendo
escatológica. Hoje. somos forçados aensinado de forma mais intensiva a par-
ver. no futuro, a solução definitiva detir do final do século XIX. em virtude
nossos problemas. Pois no porvir, con- do reavivamento escatológico experi-
forme no-lo promete em sua Palavra.mentado pelas igrejas evangélicas dos
Deus há de destruir por completo asEstados Unidos e Inglaterra.
forças do mal.
QUILIASTA - [Do gr. chiliás. mil]
A humanidade
redimida. Esse escativeiro
pera ardentem
já é ente ser Milenarista. Partidário do Quili asmo. Ou
insuportá- seja: aquele que credi
a ta na reali dade
vel! Tal expectativa é descrita por Pau-doutrinária do Milênio conforme ensi-
10 como se fora angustiantes gemidos:
nado pelos profetas e apóstolos.
"Porque sabemos que toda a criação,
conjuntamente, geme e está com dores QUOD NON EST BIBLICUM, NOS
de parto ate agora" (Rm 8.22). EST THEOLOGICUM - Loc. lat.:O
138 Quod Non Est Bibli cum

que não é bíblico, não é teológico. Este visar o amor divino. Através de
ssas es-
conselho deveria ser seguido por todoscrituras piedosamente difíceis, quer o
os que se dedicam ao estudo da doutri- Senhor levar-nos a deter-nos nos misté-
na
nãodas últimasdoutri
háporção coisas. Pois,ge
nai que ratualmente,
e tantas rios de sua Palavra
contemplemos a fimdedeseus
as belezas quedesíg-
lhe
controvérsias e especulações quanto anios.
escatologia bíblica. Deveríamos calar- No entanto, tomemos redobrado cuida-
nos onde a Bíblia não tem voz. do com aquilo que a Bíblia não diz. Se
Por que a especulação se a Bíblia é tão ela não o diz, por que formaríamos dou-
clara em suas revelações? Mesmo nas trinas em torno de nossas fantasias e
partes mais complexas, deverí amos di caprichos?
RAPTO - Ato ou efeito de tirar um a REAVIVAMENTO ESPIRITUAL -
coisa, ou pessoa, de forma inesperada Retorno
e aos princípios que caracteriza-
violenta. Usada para descrever o arre-vam a Igreja Primitivacomo o corpo
batamento da Igreja, esta pa l avra é a místico de Cristo. E a volta à soberania
tradução do vocábulo grego harpadzo da Palavra de Deus. à oração, à comu-
que, nas várias passagens do Novo Tes-nhão dos santos e ao cumprimento inte-
tamento, comporta os seguintes signifi- gral da Grande Comissão.
cados: capturar, tirar, apanhar um fugi-Nunca se discutiu tanto sobre o
tivo e tomar algo pela força. despertamento da grej
I a quanto neste s
O vocábulo descreve dois arrebatamen-dias. Tem-se como certo que este mover
tos sobrenaturais: o de Filipe, ao serdo Espírito é um dos mais fortes prenún-
transportado de uma localidade a outracios da volta de Cristo (J1 2.28-31).
(At 8.39); e o de Paulo, ao ser traslada-O principal objetivo do reavivamento é
do ao paraíso (2 Co 12.2,4). manter a Igreja como a agência por ex-
Com igual eficácia será o arrebatamen-celência do Reino de Deus. Pois a igre-
to da Igreja: "Depois nós. os que ficar-ja, verdadeiramente avivada, não é ins-
mos vivos seremos arrebatados junta-tituição; é o Reino em movimento. Ela
mente com eles. nas nuvens, ao encon- não somente evangeliza, como se acha
tro do Senhor nos ares, e assim estare- adequada e convenientemente prepara-
mos para sempre com o Senho r” (1 Ts da para encontrar-se com oSenhor Je-
4.17). A Igrejaese
tal violência rímpeto,
á tomadapor
da terracomquesus. Enfim, a Igreja avivada tem uma
Cristo, forte perspectiva escatológica.
ninguém poderá computar o tempo des-
ta ação. Tudo se dará num timo á mui RECOMPENSA - Prêmio, paga.
insignificante de tempo, cuja descriçãoGalardão que os santos receberemos no
mais aproximada é esta: num abrir eTribunal de Cristo pelos serviços que
fechar de olhos. tivermos executado em prol da expan
140 R e co n c ilia ç ã o U niv e r s al

são do Reino de Deus: "Porque éneces- condições tanto psíquicas quanto cor-
sário que todos nós sejamos manifestosporais de receber as recompensas eter-
diante do tribunal de Cristo, para quenas consoante às obras praticadas em
cada
corpo,um recebaoo que
segundo que praticou,
fez por meio do
o bemvida
Quanto(Hbà 9.27).
reconstituição dos corpos dos
ou o mal” (1 Co 3.10). santos, o apóstolo Paulo dá-nos esta des-
Embora nã o saibamos em que cons i sti- crição:
rão os galardões, de uma coisa temos “Mas digo sto.
i irmãos, que carnee san-
certeza: ultrapassarão nossas mais oti-gue não podem herdar o reino de Deus:
mistas e liberais expectativas. Todavia,nem a corrupção herda a incorrupção.
muitos envergonhar-se-ão naquele gran-Eis aqui vos digo um mistério: Nem to-
de dia por sehaverem negl igentem ente dos dormiremos ma s todosseremos trans-
ante as reivindicações da Grande Co-formados, num momento, numabrir e
missão: "Se a obra de alguém se quei-
fechar de olhos, ao som da última trom-
mar. sofrerá ele prejuízo; mas0 tal será
beta: porque a trombeta soará, e os mor-
salvo todavia como que pelo fogo” (1
tos serão ressuscitados incorruptíveis, c
Co 3.15).
nós seremos transformados. Porque é
Acerca das recompensas dos santos, es- necessário que isto que é corruptível se
creve mui apropriadamente E. H. revista da incorruptibilidade e que isto
Bancroft: “O crente compareceráperante que é mortal se revista da imortal idade.
o tribunal de Cristo, e suas obras serão Mas. quando isto que é corruptível se
examinadas; e o resultado desse exame revestir da incorruptibilidade, e isto que
será: recompensas para alguns, perda é mortal se revestir da imortalidade, en-
para outros, mas exaltadas e santas po- tão se cumprirá a palavra que está escri-
sições e privilégios para todos”. to: Tragada foi a morte na vitória. Onde
RECONCILIAÇÃO UNIVERSAL está. ó morte, a tua vitória? Onde está. ó
Doutrina segundo a qual Cristo, na con- morte, o teu aguilhão? O aguilhão da
sumação dos séculos, reconciliará todamorte é o pecado, e a força do pecado é a
a humanidade com Deus. Assim, ne- lei. Mas graça aDeus que nos dá a vitó-
nhum ser humano será lançado no lago ria por nosso Senhor Jesus Cristo. Por-
de fogo. Alguns chega m a dizer queaté tanto,meus amados ri mãos, sedefirmes
mesmo o diabo será beneficiado por esta e constantes, sempre abundantes 11a obra

anistia cósmica. E desnecessário dizer do Senhor, sabendo que o vosso trabalho


que tal ensino contraria frontalmente anão é vão no Senhor ” (1 Co 15.50-58).
noção de justiça e retribuição das Sa-Os ímpios também terão os seus corpos
gradas Escrituras. É uma doutrina total-reconstituídos, mas para sofrerem, por
mente antagônica à santidade judicialtoda a eternidade, aspenalidades qu e
de Deus. fizerem jus os seus atos e afrontas con-
tra o Senhor.
RECONSTITUÍDO, CORPO Corpo

miracul
a osamente recomposto
ressurreição. Trata-se deme diante
um REDENÇÃO
lat. redemptio] - Resg
ato so- gr.. apolutrosis:
[Do ate do-
Libertação ga
brcnatural que não encontra paralelo rantida mediante o pagam ento de um
quer nas ciências quer no campo dosresgate . A palav ra era usada , no grego
atos inexplicáveis já registrados pelaclássico para descrever a ação de um
História Sagrada. Este processo faz-seamo ao resgatar um escravo que caíra
necessário para que o ser humano tenha prisioneiro. Em linguagem teológica, é
R e in a d o d o s C re n te s 141

a libertação do mal e da condenação do sua morte vicária e conseqüente ressur-


pecado através do sacrifício vicário dereição: 'Έ, aproximando-se Jesus, fa-
Cristo Jesus (Rm 3.24). lou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a
autoridadeno céu ena terra” M ( t 28.18).
A redenção
gate denossasimplica
almas,nãocomosomente
também no no
res-Rei dos reis e Senhor dos senhores, o
de nossos corpos. Neste sentido, a res-domínio de Cristo dá-se em três distin-
surreição é vista como a plenitude ad tas dimensões:
redenção parao filho de Deus (1 Co 1) Sobre a Igreja: ”Ele (Jesus) é a cabe-
15.55). ça do corpo, da igreja; é o princípio, o
REGENERAÇÃO [Do gr primogênito dentre so mortos, para que
pal inginesia: do lat.regenerarionis] Ato em tudo tenhaa preeminência” (Cl 1.18).
de nascer denovo. Milagre quese dá na 2) Sobre o crente: ”Quero porém, que
vida de quem aceita a Cristo como Sal-saibais que Cristo é a cabeça de todo
vador. Através daregeneração, conhe- homem" (1 Co 11.3).
cida também como conversão, o homem 3) Sobre o mundo: "Tendes a vossa ple-
passa a desfrutar da natureza divina:nitude nele. que é a cabeça de todo prin-
"Não em virtude de obras de justiça que cipado e potestade" (Cl 2.10).
nós houvéssemos feito, mas segundo a
sua misericórdia, nos salvou mediante Quando o Cristo vier instalar o seu Rei-
lavar da regeneração e renovação pelo no. há de ser reconhecido por toda a
Espírito Santo" (Tt 3.5). Sem ela. o pe-Terra como o supremo governante de
cador jamais entrará no Reino dos Céus.tudo quanto existe: "No manto, sobre a
A regeneração não um é processo: c um sua coxa tem escrito o nome: Rei dos
ato revolucionário. E o maior milagrereis e Senhor dos sen hores” (Ap 19.6).
que pode ocorrer na vida de um ser Como a ação de Deus é irresistível!
humano. Em sua primeira vinda. Cristo foi rejei-
A palavra gregapaling in es ia é usada tado como rei até pelos de sua gente.
também para descrever a obra que Cris- Mas. agora,a sua soberania há de ser
to há dc operar no mundo físico quandoacatada incondicionalmente por todos
vier. juntamente com a sua Igreja, insta- os povos. Não haverá quem lhe resista o
lar o seu reino: "Ao que lhe disse J esus: governo e o mando.
Em verdade vos digo a vós que me
seguistes. que na regeneração, quando REINADO DOS CRENTES - Governo
o Filho do homem se assentar no tronoespiritual que o Senhor Jesus concedeu
da sua glória, sentar-vos-eis também vós aos que lhe aceitam o sacrifício vicário.
sobre doze tronos, para julgar as doze O crente reina com Cristo e por Cristo
tribos de Israel" (Mt 19.28). A Terraem vários sentidos:
será de tal forma regenerada, que os 1) Rei na na vida: “Porque, se, pela ofen-
homens, durante o Milênio, poderão vi- sa de um só, a m orte reinou por esse.
ver tanto quanto uma árvore (Is 65.22).muito mais os que recebem a abundân-
A regeneração
miravel do mundo
mente descrita natural
pelo profeta Isaíasé ad-
cia da graça edo dom dajustiça reina-
rão em vida por um só. Jesus Cristo”
no capítulo 35 de seu livro. (Rm 5.17).
REI DOS REIS - [Do gr. basiieús 2) Reina sobre a morte: "Onde está, ó
basileon] Título messiânico assumido morte, a tu a \itória? Onde está, ó mor-
pelo SenhorJ esus Cristo em \irtude de te, o teu aguilhão?” (1 Co15.55).
142 R e in o A g or a

3) Reina sobre as nações: "A o queven- seu ilimitado amor. preparou aos que o
cer, e ao que guardar as minhas obras amam.
até o fim, eu lhe darei autoridade sobre O Reino de Deus é o grande tema das
as nações” (Ap 2.26).
Quando Cristo vier instalar o seu Rei- profecias.
fetas, todosDoosGênesis ao último
escritores dos dire-
sagrados, pro-
no, estaremos com Ele. Como prínci- ta ou indiretamente, antecipam o dia em
pes, formaremos o grande exército queque Cristo, juntamente com os santos,
há de aniquilar as forças de Satanás.há de instituir o seu Reino na terra. O
Este dia foi visto por Enoque: “Eis que que dizer do Salmo 2? Ou dos capítulos
veio o Senhor com os seus milhares de2, 11, 9 e 35 de Isaías? Ou ainda dos
santos, para executar juízo sobre todosderradeiros capítulos de Apocalipse?
e convencer a todos os ímpios de todas
as obras de impiedade, que impiamente Em síntese, podemos dizer que 0 Reino

cometeram, e de todas as duras palavras de Deus é tanto um estado quanto um


que ímpios pecadores contra ele profe-lugar. Cabe no coração do pecador arre-
riram” (Jd 14.15). Este será o ápice de pendido, mas expande-se por toda a ter-
nosso reinado! ra. E tanto presente quanto passado, mas
é visto no futuro como o auge do gover-
REINO AGORA Expressão que ca- no divino. E histórico e escatológico. O
racteriza o posicionamento dos que nãoReino de Deus é a própria presença de
aceitam a possibilidade do Reino Deus agindo em suas criaturas, por suas
Milenial a ser implantado por Cristo criaturas e através de suas criaturas.
após a Grande Tribulação. Eles afirmam
que o Reino de Cristo está sendo exer- REINO DOS CÉUS - |D 0 gr. basileia
cido pela Igreja na atual dispensação. e ton ouranon J Embora seja considerado
que, após o arrebatamento, seguir-se-á sinônimo de Reino de Deus. o Reino
o Juízo Final. Quanto às descrições dos Céus é visto, na doutrina das últi-
messiânicas do Milênio, dizem que não mas coisas, como pertencendo à dimen-
passam de textos alegóricos, não com-são celestial. É mais um lugar que esta-
portando qualquer sentido literal. do. É mais futuro quepresente. Acha-se
mais ligado ao Estado Eterno que ao
REINO DE DEUS - [Do gr.basiíeía tou Reino a ser estabelecido por Cristo, aqui
Teou ] Cômputo dos bens administra- na terra, após a Grande Tribulação.
dos por Deus nas esferas física, espiri-
tual e celestial, tendo como base os seus O Reino dos Céus lembra os lugares
conselhos edesígnios. A administração, que Cristo foi preparar-nos. É aquela
ou dispensação, desses bens, acha-secidade vista, pelos olhos da fé. por pa-
centrada nos atributos morais, naturais triarcas. juizes, profetas e reis. E a Nova
e absolutos de Deus. J erusalém descendo dos céus como se
fora a Noiva do Cordeiro (Ap cap. 21).
No que tange ao Plano da Salvação, o
Enfim: são as cortes celestiais em todo
homem começa a tomar posse do Reino
o seu esplendor, onde os san tos estarc-
de Deus a partir do momento em que
recebe a Cristo como o seu Redentor. mos para sempre com o Senhor.
O Reino de Deus, pois, é a redenção da REINO MILENIAL - Governo de mil
alma humana, os meios da graça, os anos a ser implantado por Cristo na Terra
dons espirituais e ministeriais, o Milê- após a Grande Tribulação. O Reino
nio, a Nova Jerusalém e o Estado Eter- Milenial. também conhecido como Mi-
no. Enfim, é tudo aquilo que Deus. emlênio. tem como principais objetivos:
R e m a n e s c e n te 143

7) Exaltar a glória de Deus em toda a a consecução do Plano Redentivo con-


Terra: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão forme explicitado nas Sagradas Escritu-
admirável é o teu nome em toda a terra, ras (Dn 10.13). Os reinos do mundo, de
tu que puseste a tua glória dos céus!" uma forma geral, vêm sendo usados pelo
(SI 8.1): Maligno para barrar o avanço daIgreja
2) Reivindicar a posse integral deste e impedir o cumprimento das urgências
mundo ao seu legítimo dono - Deus: da Grande Comissão.
"Do Senhor é a terra e a sua plenitude: Loogo após ser batizado, Cristo foi ten-
mundo e aqueles que nele habitam" (SI tado com a visão dos reinos do mundo:
24.1). Israel tornar-se-á o centro a dmi- ''Novamente o diabo o levou a um mon-
nistrativo do planeta; te muito alto: e mostrou-lhe todos os
3) Submeter a Terra a Cristo para que reinos do mundo, e a glória deles” (Mt
Ele a governe: “Pede-me. e eu te darei4.8). O Senhor, porém, não se deixou
as nações por herança, e as extremida- embair por seus encantos. Pois sabia
des da terra por possessão” (SI 2.8): muito bem que tudo quanto existe, nes-
te mundo, não passa de ilusões e
4) Converter as nações , submetendo-as enfemeridades.
ao Senhor: Έ virão muitos povos e
dirão: Vinde, subamos ao monte do Se - No final dos tempos, todos os reinos hão
nhor. à casa do Deus deJ acó. para que de ser tomados por Cristo que. junta-
mente com a sua Igreja, virá instalar o
nos ensine o que concerne aos seus ca-
minhos. e andemos nas suas veredas; Reino deDeus entre os homens: Έ to-
cou o sétimo anjo a sua trombeta. e hou-
porque
lém. a pade Si
lavraãodosaSenhor”
irá a lei. (Ies 2.3
de).J erusa
J eru-- ve 110 céu grandes vozes, que diziam: O
reino do mundo passou a ser de nosso
salém será o centro do culto ao único c
Senhor e do seu Cristo, e ele reinará
verdadeiro Deus:
pelos sécul os dos séculos” (Ap 11.15).
5) Administrar a justiça a todas as na-
ções: "Todos os limites da terra se lem- RE M A NE SCE NT E - [Do gr.
brarão e se converterão ao Senhor, hupoleimma e J Doutrina segundo a qual
diante dele adorarão todas as famíliaso Senhor rá i provar Israel até que, no
das nações" (SI 22.7): final dos tempos, seja revelado o rema-
6) Curar a Terra de todas as suas en- nescente fiel que assimilará plenamente
fe nn id ade s: Em Isaías capítulo 35. ob- os termos das alianças passadas e o es-
servamos que. no Milênio, o Senhor aca-pírito das promessas feitas a Israel quan-
bará com todas as moléstias e enfermi- to ao aparecimento do Cristo de Deus.
dades que vêm minando a resistência Enfim: O remanescente éo Israel esca-
humana desde que o mundo foi criado.tológico.
Enfim, 0 Reino Milenial é o governo Esta doutrina, cujas bases foi lançada
que Cristo exercerá de forma ostensiva por M oisés no capítul o 28 de
e direta na Terra. E a posse integral de Deuteronômio, seria plenamente desen-

tudo quantoe Deus


pria glória honra.criou para a sua pró-volvida
Sofonias:pelos profetas. Eisde
“O remanescente o Israel
que diz
não
cometerá iniqüidade, nemproferirá men-
REINOS DO MUNDO - [Do gr. tira, e na sua boca não se achará língua
basileías tou kósmou\ Sistema mundial enganosa; pois serão apascentados, e se
controlado por Satanás, cujo objetivo édeitarão, e não haverá quem os espan-
lutar contra o Reino de Deus e impedirte” (Sf 3.13).
144 R eno vciçao E s p ir itu a l

Paulo foi quem melhor compreendeu acéus c terra? 31 Em que sentido estes
doutrina dos remanescentes. Falando doserão renovados0
futuro de Israel, o apóstolo mostrou-seDe umaforma oude outra, é consol ador
jubilosamente esperançoso: “Assim, saber que Deus. em seu infinito amor.
pois. também no tempo presente ficouprepara um mundo totalmente novo. ou
um remanescente segundo a eleição da renovado, para os que o amam.
graça” (Rn! 9.5). Será o remanescente
que há de cumprir de maneira plenaREPAGANIZAÇÃO
e - Retorno às cren-
integral todos os termos das aliançasças e costumes pagãos. Este movimen-
firmadas por Deus com os patriarcas. to, a princípio sutil, vem se mostrando
cada vez mais intenso. Haja vista os
RENOVAÇÃO ESPIRITUAL - Movi filmes e livros que exploram as mitolo-
mento que se verifica no seio da comu-gias grega, latina, celta e germânica.
nidade cristã em tempos de crise e arre-Tais religiões, tidas como mortas, vem
pendimento, impulsionando os fiéis àreaparecendoe ganhando mu itos adep-
busca dos valores espirituais que fize- tos no mundo ocidental.
ram da Igreja Primitiva a agência por Por isso, acrcdita-se. seja a repaga-
excelência do Reino de Deus. nização um processo irreversível... a não
A renovação espiritual é vista como umser que os evangélicos retornem ao
dos sinais dos últimos tempos (J1 2.18-cenáculo. e assumam de vez sua condi-
31). Segundo a comunidade de fé ção de Reino de Deus. Seria este um
penteeostal, o Senhor há de revestir dosa sinais dos tempos?
sua Igreja de maneira extraordinária para
Certamente, sim! Pois evidencia algu-
que esta cumpra, integral e rapidamen- mas verdade s: 1) A decadênci a da reli-
te. os termos da Grande Comissão. Ali-gião cristã nos países oriundos de cul-
ás, o mesmo ponto de vista é também turas míticas e pagãs: 2) O
manifestado por várias denominaçõesreavivamento pagão que. via de regra,
tradicionais. é acompanhado por um nacionalismo
doentio e violento. O que dizer do mito
RENOVAÇÃO DOS ATUAIS CÉUS ariano de Hitler? 3) A preparação para
E TERRA - Doutrina segundo a qual o advento do Anticristo. Se hoje os
os atuais céus e terra serão completa- homens adoram os mitos, amanhã hão
mente renovados para que o ideal do de se curvar diante dos demônios como
Reino de Deus venha a concretizar-se.o mostra o Apocalipse: "Os outros ho-
Os que defendem tal posicionamento,mens, que não foram mortos por estas
citam, entre outras, esta passagem de pragas, não se arrependeram das obras
Pedro: “Virá, pois, como ladrão o dia das suas mãos. para deixarem de ado-
do Senhor, no qual os céus passarão rar aos demônios, e aos ídolos de ouro.
com grande estrondo, e os elementos, de prata, de bronze, de pedra e de ma-
ardendo, se dissolverão, e a terra, e deira.
as que nem podem ver, nem ouvir,
obras que nela há, serão descobertas" (2nem andar" (Ap 9.20).
Pe 3.10).
Este ensinamento, porem, carece res- RESSURREIÇÃO - [Do Volta
do lat.resurrectione] anástasin:
gr. miraculosa
ponder as seguintes pe
rguntas:1) Quan- à vida. Ato extraordinário e soberano
do se dará tal renovação? No Milênio? de Deus sobre a morte física do ser hu-
Ou na instalação do Estado Eterno? 2)mano, permitindo que a alma deste vol-
Esta renovação implicará numa renova-te a habitar o corpo de onde fora tirada
ção, ou na plena destruição dos atuais(1 Rs 17.21).
R e s s u r r e iç ã o d o s S a n to s 145

O objetivo da ressurreição temporária, Testamento. Ela é o cerne de toda a


como a de L ázaro, é mostrar o escatologia bíblica.
inigualável poder de Deus sobre todas
as forças da natureza e. assim, levarRESSURREIÇÃO
os GERAL Conheci
homens ao arrependimento o(J 11.44). da também como a segunda ressurrei-
A ressurreição definitiva, porém, será oção. é a revificação de todos os mortos,
início do julgamento final, onde todos no final do Milênio, para que cada um
mortos, com exceção dos que dormi-seja recompensado consoante às suas
ram em Cristo, hão de comparecer anteobras. Nesse período, a Igreja já estará
o Tribunal de Deus para que recebamcom Cristo, e auxiliá-lo-á na adminis-
as recompensas consoantes aos seustração d a justiça (1 Co 6.3).
atos (Dn 12.2). O Apocali pse narra assim aressurrei-
No primeiro caso, temos um milagre,ção geral:
cujo objetivo é a glória divina: no se- "E vi um grande trono branco e o que
gundo. um processo, cuja finalidade é estava o assentado sobre ele, de cuja pre-
julgamento da raça humana. De uma sença fugiram a terra e o céu: e não foi
forma ou de outra, a soberania de Deus achado lugar para eles. E vi os mortos,
jamais estará ausente. Deus é tanto Se- grandes e pequenos, em pé diante do
nhor da vida. quanto da morte. trono; e abriram-se uns livros; e abriu-
RESSURREIÇÃO DE CRISTO [Do se outro livro, que é o da vida; e os
gr. cmastáseos toa Christou ] Revificação mortos foram julgados pelas coisas que
estavam escritas nos livros, segundo as
corporal
após a sua deJ esus Crisem
morte to nocumprimento
terceiro dia às
suas obras. O mar entregou os mortos
profecias (Lc 24.1-7). Constitui-se esteque nele havia; e amorte e o além en-
fato na principal doutrina do Novo Tes- tregaram os mortos que neles havia; e
tamento: "E. se Cristo não ressuscitou,foram julgados, cada um segundo as
é vã a nossa pregação, e vã. a vossa suas fé" obras. E a morte e o inferno foram
(1 Co 15.14). Deste fato. historicamen-lançados no lago de fogo. Esta é a se-
te comprovado, podemos tirar várias gunda morte, o lago de fogo. E todo
conclusões: aquele que não foi achado inscrito no
1) Se Cristo ressuscitou, também res-livro da vida, foi lançado no lago de
suscitaremos, pois a sua natureza fogo” (Ap 20.11-15).
permeia-nos o corpo e alma através do RESSURREIÇÃO DOS SANTOS -
milagre da regeneração que o EspíritoRevificação dos que morreram em Cris-
Santo operou em nossas vidas (Lc to Jesus, e queterálugar por ocasi ão do
15.21): arrebatamento da g I reja. Este fato é in-
2) A ressurreição de Cristo leva o cren-dispensável, segundo os eternos propó-
te a apossar-se. desde já, da vida eterna, sitos de Deus, para os santos se tornem
garantindo-lhe antecipadamente a vitó-isangelos - semelhantes aos anjos: “Por-
ria escatológica (Jo 3.36); quejá não podemmais morrer;pois são
3) Sem a ressurreição de Cristo nenhum iguais aos anjos, e são filhos de Deus,
porvir seria possível, nenhuma eterni- sendo filhos da ressurreição. (Lc 20.36).
dadeser-nos-i a franquea da (1 Co 15.14). Dessa forma, a redenção dos que rece-
E por estas razões que a doutrina da beram a Cristo tornar-se-á plena. Isto é:
ressurreição dc Cristo c apresentada abrangerá tanto os seus corpos quanto
como a principal verdade do Novo suas almas.
146 R e ss u r re iç a o . S e g u n d a

Paulo trata da ressurreição dos santoscias do Antigo Testamento (Ez 36 e


em, pelo menos. duas ocasiões. Em sua37). A restauraçã o de Israel começou
Primeira Epístola aos Tessalonicensses, com o retorno dos judeus á sua terra,
escreve: “Não queremos, porém, ir- teve seqüê ncia com a proclamação do
mãos. que sejais ignorantes acerca dosEstado u J daico, em 14de maio de 1948.
que já dormem, para que não vos prosseguiu com a reconquista de J eru-
entristeçais como os outros que não salém, em maio de 1967 , e culminará
têm esperança. Porque, se cremos quecom a sua conversão nacional no final
J esus morreu e ressurgiu, assim tam- da Grande Tribulação (Zc 12.10).
bém aos que dormem, Deus, medianteA restauração deIsrael é o maior sinal
J esus, os tornará a trazer j untamente da proximidade da vinda de Cristo:
com ele. Dizemo-vos, pois, isto pela “Aprendei, pois. da figueira asua pa-
palavra do Senhor: que nós, os que fi- rábola: Quandojá o seu ramo setorna
carmos vivos para a vinda do Senhor, tenro e brota folhas, sabeis que está
de modo algum precederemos os quepróximo o verão" (Mt 24.32). No capí-
já dormem. Porque o Senhor mesmo tulo 11 de sua Epístola aos Romanos.
descerá do céu com grande brado, àPaulo descreve profeticamente o mara-
voz do arcanjo, ao som da trombeta devilhoso porvir de Israel. Se os judeus,
Deus, e os que morreram em Cristohoje, são vistos como opróbrio por
ressuscitarão primeiro. Depois nós. osmuitos povos, no futuro hão de ser re-
que ficarmos vivos seremos arrebata-conhecidos como a nação escolhida e
dos juntamente com eles, nas nuvens , sacerdotal do Eterno.
ao encontro do Senhor nos ares, e assim
estaremos para sempre com o Senhor. RESTAURACIOMSMO Doutrina
Portanto, consolai-vos uns aos outros segundo a qu al. na consumação de to-
com estas palavras” (1 Ts 4.13-18). das as coisas. Deus há de redimir toda a
A ressurreição dos santos é conhecidaraça hum ana. Tal ensinamento teve. en -
também como a primeira ressurreiç ão, tre seus promotores, aOrigines - um
ou a ressurreição da bem-aventurança.dos maiores teólogos dos primeiros sé-
culos do Cristianismo.
RESSURREIÇÃO, SEGUNDA - O
mesmo que ressurreição geral. Terá iu- RETOR NO REAL, VISÍVEL E LITE-
gar logo após o Milênio (Ap 20.11-15). RA L - Locução escatol ógica usada para
Seu objetivo é revificar os mortos dedescrever o retorno glorioso de Cristo
todas as eras (com exceção dos que J esus à Terra para derrotar as forças do
morreram em Cristo) para que sejamAnticristo e instaurar o Reino de Deus
entre os homens. Este retorno é descrito
submetidos ao uJ ízo Final e, assim, re-
também como a segunda fase da segun-
cebam as recompensas de acordo com
da vinda de Cristo. Na primeira Ele virá
as suas obras.
para os santos: e. na segunda, virá com
Nesse processo judicial, o Senhor J esus os santos.
será auxiliado pela Igreja, que receberá Este evento foi antecipado pelos profe-
poderes especiais inclusive para julgartas: Enoque. Zacarias e Malaquias. e
os anjos (1 Co 6.3).
(Vide Ressurreição por Lucas e J oão. no Novo Testamento:
Geral)
Enoque: "Eis que veio o Senhor com os
RESTAURAÇÃO DE ISRAEL Reno- seus milhares de santos, para executar
vação de Israel como povo de Deus e juízo sobre todos e convencer a todos
nação soberana de acordo com as profeos ímpios de todas as obras de impieda
R e v e la ç ã o 147

de. que impiamente cometeram, e de serãoabalados. Então apa


recerá no céu
todas as duras palavras que ímpios pe-
o sinal do Filho do homem, e todas as
cadores contra ele proferiram" (J d tribos da terra se lamentarão, e verão
14.15).
Za ca ri as : “Mas sobre a casa de Davi. e vir do o Filho
céu, comdo poder
homem e sobre
grandeasglória.
nuvens
E
sobre os ha bitantes de Jerusalém, derra- ele enviará os seus anjos com grande
marei o espírito de graça e de súplicas:clangor de trombeta, os quais lhe ajun-
e olharão para aquele a quem traspassa- tarão os escolhidos desde os quatro ven-
ram. e o prantearão como quem pran- tos, de uma àoutra extremidade dos
teia por seu filho único; e chorarão amar- céus. Aprendei, pois, da figueira a sua
gamente por ele, como se chora peloparábola: Quando áj o seu ramo se tor-
primogênito” (Zc 12.10). na tenro e brota folhas, sabeis que está
Mai aquias: “Pois eis que aquele dia vem próximo o verão. Igualmente, qua ndo
ardendo como fornalha; todos os sober-virdes todas essas coisas, sabei que ele
bos. e todos os que cometem impieda- está próximo, mesmo às portas. Em
de. serão como restolho; e o dia queverdade vos digo que não passará esta
está para vir os abrasará, diz o Senhorgeração sem que todas essas coisas se
dos exércitos, de sorte que não lhes dei- cumpram. Passará o céu e a terra, mas
xará nemraiz nemramo. Mas para vós, as minhas palavras jamais passarão” (Mt
os que temeis o meu nome. nascerá24.29-35). o
sol da justiça, trazendo curas nas suas
asas: e vós saireis e saltareis como be- RETRIBUTIVA, JUSTIÇA [Do lat.
zerros da estrebaria. E pisareis os ímpios, retributus ] Instituto judicial do caráter
porque se farão cinza debaixo das plan-divino encarregado de impor castigos
tas de vossos pés naquele dia que pre- às criaturas morais consoante às obras
pararei. diz o Senhor dos exércitos” (Ml de cada m u . E a expressão máxi ma da
4.1-5). justiça divina contra o pecado.
Luc as : "Estando eles com os olhos fitos Conhecida também como santidade ju-
no céu. enquanto ele subia, eis que jun-dicial. é a execução das penalidades pre-
to deles apareceram dois varões vesti- vistas nas leis de Deus- natural, moral,
dos de branco, os quais lhes disseram: social e, principalmente, nas Sagradas
Varões galileus. por que ficais aí olhan- Escrituras. Nesse atributo, o Supremo
do parao céu? Esse Jesus, que dentre Ser revela todo o seu ódio contra a ini-
vós foi elevado para o céu, há de virqüidade (Sf 3.5).
assim como para o céu o vistes ir” (AtA justiça retributiva de Deus manifes-
1. 10.1 1).
tar-se-á plenamente no J uízo Final,
João: "Eis que vem com as nuvens, equando cada um, com exceção dos san-
todo olho o verá, até mesmo aqueles tos que hão de ser julgados no Tribunal
que o traspassaram: e todas as tribos de da Cristo entre o arrebatamento e o fi-
terra se lamentarão sobre ele. Sim. nal da Grande Tribunal, receberá a re-
A mém" (Ap 1.8). compensa de acordo com suas obras (Ap
Aliás, o próprio Cristo referiu-se, no 20.11-15).
Sermão Escatológico. ao seu retorno
pessoal e visível: "Logo depois da tri- REVELAÇÃO - [Do gr.apokalupsis: do
bulação daqueles dias. escurecerá o sol, lat. revelatio. tirar o véu] Manifestação
e a lua não dará a sualuz: as estrelas individual (2 Co 12.4) ou coletiva (Ap
cairão do céu e os poderes dos céus 1.11) de um conselho, desígnio ou ver
148 R e v e la ç a o de J e s u s C risto

dade divina, objetivando alertar, desper-


versas etapas de seu ministério eterno,
tar e consolar a comunidade dos fiéis. terreno e celeste.
O Apocalipse, por exemplo, é tanto umaA primeira manifestação que temos de
revelação individual
pois manifesta quanto
do numaprime coletiva,
ira instâ Cristo éa sua
n- juntamente comrevelação
o Pai. eternal
criou quando,
os céus ea
cia a J oão, foi por estetornado público terra (Jo 1.1-3; Gn 1.1). E a revelação
a todas a s igrejas (Ap 1.1-4). de J esus como oVerbo deDeus. A se-
A revelação apocalíptica é um gênero gunda é o mistério de sua encarnação
de profecia caracterizado por figuras,(J o 1.14). O Verbo fez-se ca rne e habi-
símbolos e tipos que, ritmada e tou entre nós, exercendo os três minis-
cadenciadamente, vai descortinando ostérios messiânicos: profeta (Lc 24.19).
oráculos de Deus quanto aos últimossacerdote (Hb 2.17) e Rei (Mt 2.2). Esta
dias. Sua didática éjustamente forçar o é a tríplice revelação de seu ministério
crente piedoso a estudar intensamente terreno.
a
revelação divina até que esta lhe permeie O outro ponto culminante da revelação
todo o ser: “Muitos correrão de umade Cristo dar-se-á quando Ele voltar para
parte para outra, e a ciência se multipli- arrebatar asua Igreja (1 Ts 4.13-17) e.
cará” (Dn 12.4). passados os sete anos da Grande Tribu-
Por conseguinte, a revelação apocalí- lação. tiver retornado, juntamente com
ptica não é enigmática, mas tipológica.os santos, para implantar o Reino
E a chave para sua interpretação encon- Milenial (At 1.11: Ap 1.8). pa A rous ia
será a maior revelação deJ esus Cristo,
tra-seasem
pois. seu que
coisas próprio
tenstexto:
visto, “Escreve,
pois levará todas as nações a reconhecê-
e as que
são. e as que depois destas hão de suce- 10 como Rei dos reis e Senhor dos se-
der. Eis o mistério das sete estrelas, que nhores.
viste na minha destra, e dos sete cande- Em sentido mais estrito, a revelação de
eiros de ouro: as estrelas são os anjos J esus Cristo é o Apocalipse, pois atra-
das sete igrejas, eos setecandeeiros são vés deste livro o Senhor revela aos seus
as sete igrejas” (Ap 1.19,20). Tendo-se servos as coisas que brevemente hão de
a chave da revelação, nenhum mistérioacontecer (Ap 1.1). Aliás, o Apocalipse
é mistério; cada mistério é revelação ée conhecido exatame nte como a Reve-
bem-aventurança: “Bem-aventurado lação de J esus Cristo. Este livro é a
aquele que lê e bem-aventurados os que revelação que ncerr
e a todas sa demais
ouvem as palavras desta profecia e guar- revelações, mostrando que. apesar da
dam as coisas que ne la estão escritas: impiedade que neste mundo reina, o
porque otempo está próximo” (Ap 1.3). Senhor está no controle de todas as coi-
sas. e jamais será surpreendido pela His-
REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO - tória. Ele é fundamento da própria His-
Manisfestação do filho de Deus nas ditória.
SALVAÇÃO - [Do gr. soteria: do lat. Portanto, querido amigo, se você rece-
salvatio ] Salvamento, libertação de umber a Cristo pela fé (Ef. 2.8-11), estará
perigo iminente. A salvação oferecidaseguro não apenas no presente como
por Cristo tanto livra o homem dos pe-também no porvir. Pois a salvação que
rigos presentes quanto dos vindouros.nos oferece Jesus é tanto histórica quanto
Aliás, quando do início de sua prega- escatológica. Ou seja: é presente, futura
ção. J oão Batista já conclamava seus c eterna.
contemporâneos a fugirem da ira
escatológica: "Raça de víboras, quem SALVAÇÃO ESCATOLÓGICA Li
vos ensinou a fugir da ira vindoura?" vramento da ira vindoura que o Se-
(Mt 3.7). nhor Jesus oferece atodos os que o
O que seria a ira vindoura? No Antigo aceitam como Salvador. A salvação,
Testamento, era o dia do Senhor que pois, é tanto histórica quanto escato-
vinha ardendo como fogo. Era o dia,lógica: proporciona segurança no pre-
ante o qual. até o homem poderos o tre- sente e bem-aventurança no porvir. As
mia: "O grande dia do Senhor estáper- promessas quanto à salvação escato-
to: sim. está perto, e se pressa
a muito; lógica são claras e mui evidentes: “Seu
ei-la. amarga é a voz do dia do Senhor: Filho, a quem ele ressuscitou dentre
clama ali o homem poderoso" (Sf 1.14).os mortos, a saber. Jesus, quenos li-
Mas para quem recebe aCristo, talpers- vra da ira vindoura" (1 Ts 1.10). (Vide
pectiva faz-se desnecessária, pois a sal-verbete anterior)
vação comporta esta promessa acentua-
damente escatológica: "Porquanto suar- SALVAÇÃO UNIVERSAL - Doutrina
daste apala\ ra da m inha perseverança, apregoada por alguns utópicos, segun-
também ue te guardar ei da hora dapro- do a qual. na consumação de todas as
vação que há de \ir sobre o m undo in- coisas. Deus acabará por salvar toda a
teiro, para pôr à prova os que habitamhumanidade, semquaisquer exceções,
sobre aterra” (Ap 3.10). inclusive a Satanás.
150 Salvador

SALVADOR - [Do gr.Sotheros, do lat. SANTIFICAÇÃO - [Do gr.hagiasmóii:


Salvatore ] Aquele que sa
lva; quevem do lat. sanctificatio] Virtude
escatológica que vindica do salvo com-
em socorro de outrem e o resgata de um
perigo iminente
Testamento, Deusouapresenta-se
futuro. No aAntigo
Israel pleta separação
dicação do mundo
ao avanço e integral
do Reino de Deusde-
como aquEle que o libertara do Egito através da proclamação do Evangelho.
(Ex 20.2). J á no Novo Testamento. Deus A santificação é a condição indispensá-
oferece o seu Unigênito como aquEle vel para que o pecador venha a contem-
que liberta, não mais uma nação, maspiar o a face de Deus: “Segui a paz com
mundo todo do pecado e da condenação todos, e a santificação, sem a qual nin-
eterna (Jo 3.16). guém verá o Senhor” Hb ( 12.14). De
A atuação de Jesus como Salvador é onde provém a nossa santificação? Do
tanto histórica quanto escatológica; li-sacrifício de Cristo! Redentor e vicário.
berta o homem da condenação presente resgatou-nos Ele do pecado para que
e dos eternos danos. Ele não permitiráfôssemos contados entre as primícias
sequer que os seus filhos passem pelade Deus: “Mas agora, libertos do peca-
do, e feitos servos de Deus. tendes o
hora da tentação que virá sobre o mun-
vosso fruto para santificação, e por fim
do (Ap 3.10). a vida eterna” (Rm 6.22).
SANGUE DE JESUS, O - [Do gr.aima Separado do mundo já e separado para
lesou\ Sangue precioso, imaculado e Deus. o crente aguarda o arrebatamento
singularmente vertido na cruz do da Igreja, purificando-se de toda a imun-
Calvário para resgatar a humanidade dícia: "E todo o que ne le tem esta espe-
de seus pecados: “Quanto mais o san-rança, purifica-se a si mesmo, assim
gue de Cristo, que pelo Espírito eternocomo ele épuro” (1 Jo 3.3).
se ofereceu a si mesmo imaculado SANTO a - LDo heb.kadosh: do gr.hagios]
Deus, purificará das obras mortas a A quele que pela fé, no sacrifício vicário
vossa consciência, para servirdes ao do Filho de Deus, separa-se do mundo
Deus vivo?” (Hb 9.14). para dedicar-se à proclamação do Evan-
Nas Sagradas Escrituras, o sangue é as- gelho e à expansão do Reino de Deus.
Os santos têm como motivação básica a
sociado à vida e à purificação das iniqüi-
dades. Sem derramamento de sangue, esperança da vida eterna, cujo clímax
afirma o autor sagrado, não há remissão será o arrebatamento da Igreja: “E todo
de pecados (Hb 9.22). Por isso veio Cris-o que nele tem esta esperança, purifica-
to, imaculado Cordeiro de Deus, eder- se a si mesmo, assim como ele é puro”
ramou o seu sanguepara purificar-nos (1 J o 3.3).
de todos os pecados (1J o 1.7). A esperança dos santos é essencialmen-
Nossas vestiduras são lavadas no san-te escatológica; quan to mais pensa na
gue do Cristo para que tenhamos direito vinda de Cristo, mais justo se torna:
aostabemáculos celestes (Ap 7.14). Sob "Quem é injusto, faça injustiça ainda: e
o manto vicário do Cordeiro, apossar- justo,
quemfaça
estájustiça
sujo, ainda;
suje-se ainda:
e quem e quem é
é san-
nos-emos da eternidade e de tudo o que
to. santifique-se ainda” (Ap 22.11).
o Senhor, em seus mais íntimos e es-
condidos mistérios, reservou aos que SANTOS
o RESSURRETOS - Integran
amam. A garantia dessa herança éo tes da Igreja Invisível que dormiram m e
precioso sangue ed J esus. Cristo durante esta dispensação. e que
Segunda Fase 151

voltarão à vida ao soar da última trom-do homem, centra nos valores seculares
- e temporais a solução para os proble-
beta(1 Ts 4.13-17). No ato do arrebata
mento, eles precederão, no encontro commas humanos. A essência do secula-
o Senhor nos ares, os que estiveremprópria
vivos. rismo éhistória;
o imediato; é a história
é a matéria pela
pela maté-
Os santos ressurretos terão um corpo ria.
imortal, incorruptível e glorioso. Serão Desconhece a intervenção divina nos
como os anjos.Hão de formar a assem- negócios deste mundo, gi norando por
bléia dos redimidos procedentes de to-completo a perspectiva escatológica da
dos os lugares e eras, e assim estarão alma humana. Ou seja: de que, um dia,
para sempre com o Senhor. todos deveremos comparecer ante o Tri-
bunal de Deus a fim de lhe prestarmos
SATANÁS - [Do heb.Satan, adversário] contas de nossos atos. O lema do
A rquiinimigo de Deus, cujo objetivo secularismo é: “Não háDeus” (SI 14.1).
básico é prejudicar a consecução do Pia-
O secularismo é o tempo pelo tempo, ao
no Redentivo, e levar as nações a for- passo que o Reino de Deus é a eternida-
mar um sistema que contrarie frontal-de pela eternidade. E a eternidade atu-
mente a santidade e a justiça do ando no tempo: aos olhos do Altíssimo
Altíssimo. No entanto, seráele lançado a história não é um hiato na eternidade:
no lago de fogo. ondejá estarão os seu s é a realização de seus desígnios.
prepostos: a Besta e o Falso Profeta (Ap
20.10). No Apocalipse, Satanás recebe SÉCULO - Em linguagem escatológica,
ainda os seguintes epítetos: dragão e não a é um mero período de cem anos. E
antiga serpente (Ap 20.2). o sistema mundial controlado por Sata-
nás, e que não leva em conta as
SATANISMO - Doutrina que tem por vindicações divinas quanto aos negóci-
objetivo incentivar o culto a Satanás num os humanos, nem a soberania de Deus
desafio aberto às Sagradas Escrituras na e história. E o tempo que desconsidera
ao próprio Deus. No Apocalipse, o a eternidade, zombando do desfecho
Satanismo é identificado como a adora- escatológico do Universo.
ção aos demônios (Ap 9.20).
É a vida profana. É a sistemática oposi-
O culto ao diabo é mais prejudicial queção aos reclamos de uma existência santa
a idolatria em si. E o antimonoteísmo; e piedosa; é o tempo compartimentado
faz de Satanás um deus. coloca-o empelos caprichos do mal.
lugar do próprio Deus. reivindicando
um culto mais elevado que o de Deus. SEGUNDA FASE DA SEGUNDA VIN -
O Satanismo tem-se manifestado emDA DE CRISTO - Assim os pré-
obras filosóficas, discos, filmes e milenistas descrevem o retorno dc Cris-
liturgias, onde os mais desbragados lou- to à terra, agora na com panhia da Igre-
\ ores sãoencaminhados aopríncipe des- ja, após os sete anos da Grande Tribula-
ção (J d 1.14,15; Ap 1.9).
te mundo.éNão
doutrina: se trata
um culto de uma
declarado emera Na primeira fase de sua segunda vinda,
explí-
cito aos poderes das trevas. Ele virá para os santos (1 Ts 4.13-17),
e, na segunda, com os santos para der-
SECULARISMO - [Do lat. seculu + rotar as forças do Anticristo, libertar a
ismo] Doutrina que. ignorando as rei- Israel do jugo gentio e implantar o Rei-
vindicações e necessidades espirituaisno de Deus.
15 2 Segunda O portunidad e

Entre a primeira e a segunda fase da se-á em duas fases distintas. Na primei-


volta de Cristo, dar-se-ão as bodas dora, virá Ele arrebatar os a
s ntos (1 Ts
Cordeiro, durante as quais os santos se-
4.13-17). Na segunda, há de vir com os
rão julgados quanto
senvolveram ao serviçodoque
na proclamação de-Anticristo
Evan-santos para destruir
durante o sistema
a Septuagé criado
sima Se- pelo
gelho (1 Co 5.10). mana, libertar Israel de seus adversários
e implantar o Reino de Deus (Ap 20.2-
SEGUNDA OPORTUNIDADE Dou
7).
trina segundo a qual está reservadaa
todo o ser humano uma segunda opor- O evento é largamente tratado pelos pro-
tunidade, após a morte física, para que fetas, tanto do Antigo quanto do Novo
venha a reconciliar-se com Deus. Isto Testamento. Há, pelo menos. 300 refe-
significa que, mesmo morrendo o ho- rências acerca da segunda volta de Cris-
mem em suas iniqüidades e pecados, to. A este respeito. Bancroft não deixa
poderá arrepende r-se de sua
s más obras, margens à duvida: "Se devemos aquila-
e ser recolhido às mansões celestiais. tar a importância de uma doutrina pelo
destaque que lhe é dado nas Escrituras,
Os promotores desta doutrina não le-então o Segundo Advento deCristo é
vam em conta, obviamente, as reivindi-realmente umadas doutrinas mais im-
cações dajustiça de Deus nem oque portantes da te cristã. Nota-se particu-
afirmou o autor da Epístola aos Hebreus:larmente esse realce nas profecias do
“E, como aos homens está ordenadoAntigo Testamento, onde há muito mai-
morrerem uma só vez. vindo depois oor número de previsões da Segunda Vin-
juízo” (Hb 9.27). da do que da primeira".
SEGUNDA RESSURREIÇÃO Referindo-se quer à primeira, quer à se-
Revificação dos mortos que se dará no gunda fase da segunda vinda de Cristo,
final do Milênio (Ap 20.5), para que as reivindicações das Escrituras são cia-
sejam submetidos, juntamente com osras e urgentes:
que estiveremvivos naépoca, aoJ uízo Za carias: “Então o Senhor sairá, e pe-
Final (Ap 20.12). E claro que, entre lejará contra estas nações, como quan-
esses mortos, não estarão os integran-do peleja no dia da batalha. Naquele dia
tes da Igreja, que já terão ressurgido estarão os seus pés sobre o monte das
por ocasião do arrebatam ento (1 Ts Oliveiras, queestá defronte de J erusa-
4.13-17). lém para o oriente: o monte das Olivei-
O objetivo da segunda ressurreição, tam- ras será fendido pelo meio. do oriente
bém conhecida como ressurreição ge-para o ocidente e haverá um vale muito
ral, é proporcionar as condições neces-grande; e metade do monte se removerá
sárias: sensitivas, cognoscitivas e cor-para o norte, c a outra metade dele para
porais, para que os seres humanos se- o sul. E fugireis pelo vale dos meus
jam devidamente julgados e recebam, montes, pois o vale dos montes chegará
por intermédio do corpo, o bem ou oaté Azei: e fugireis assim como fugistes
mal que tiverem feito durante o seu tem- de
rei diante
de J udádo terremoto
. Então virá onos dias de
Senhor meuUzias.
po de vida terrena (2 Co 5.10).
Deus. e todos os santos com ele" (Zc
SEGUNDA VINDA DE CRISTO Vol 14.3-5).
ta pessoal do Senhor Jesus àTerra que. Malaq itia s: “Eis que eu envio o meu
de acordo com o que podemos concluirmensageiro, e ele há de preparar o ca-
das Escrituras do Novo Testamento, dar-minho diante de mim: e de repente virá
Segurança Eterna do Crente 153

ao seu templo o Senhor, a quem vóslouvor, glória e honra na revelação de


buscais. e o anjo do pacto, a quem vósJ esus Cristo. Portanto, cingindo os lom-
desejais; eis que ele vem, diz o Senhorbos do vosso enten dimento, sede sóbri-
dos
dia daexércitos. Mas quem
sua vinda? e quem suportará o os,
subsistirá, e esperai
se vos oferece inteiramente
na revelação nade Jgraça
esus que
quando ele aparecer? Pois ele será como Cristo” (1 Pe 1.7,13).
o fogo de fundidor e como o sabão de Paulo: ”Não queremos, porém, irmãos,
lavandeiros; assentar-se-á como que sejais ignorantes acerca dos que já
fundidor e purificador de prata; e puri- dormem, para que não vos entristeçais
ficará os filhos de L evi. e os refinará como os outros que não têm esperança.
como ouro e como prata, até que tra- Porque, se crem os que J esus morreu e
gam ao Senhor ofertas em justiça"(M l ressurgiu, assim também aos que dor-
3.1-3). mem. Deus.medianteJ esus, os tomará a
João Batista : “Voz do que clama no trazer juntamente com ele. Dizemo-vos.
deserto: Preparai o caminho do Senhor:pois. isto pela palavra do Senhor: que
endireitai as suas veredas. Todo vale se nós, os que ficarmos vivos para a vinda
encherá, e se abaixará todo monte e ou- do Senhor, de modo algum precedere-
teiro: o que é tortuoso se endireitará, mos e os quejá dormem . Porque o Senhor
os caminhos escabrosos se aplanarão; mesmo e descerá do céu com grande bra-
toda a carne verá a salvação de Deus” do. à voz do arcanjo, ao som da trombeta
(Lc 3.4-6). de Deus. e os que morreram em Cristo
Jesu s Cristo: "Não se turbe o vosso co- ressuscitarão primeiro. Depois nós, os
ração; credes em Deus, crede também que ficarmos vivos seremos arrebatados
em mim. Na casa de meu Pai há muitas juntamente com eles, nas nuvens, ao en-
moradas: se não fosse assim, eu vo-locontro do Senhor nos ares, e assim esta-
teria dito: vou preparar-vos lugar. E, seremos pa ra sempre com o Senhor.Por-
eu for e vos preparar lugar, virei outra tanto, consolai-vos uns aos outros com
vez. e vos oma t rei para mim mesmo, estas palavras" (1 sT 4.13-17).
para que onde eu estiver eslejais vósA segunda vinda de Cristo será pessoal
também. E para onde eu vou vós e corporal (At 1.11), visível, na segun-
conheceis o cam inho. Disse-lhe Tomé: da fase (Ap 1.7), súbita (Ap 22.7) e
Senhor, não sabemos para onde vais: iminente e (Ap 3.11). É um acontecimen-
como podemos saber o caminho? Res-to que vemsendo precedi do por uma
pondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e série de sinais que. em virtude de seus
a verdade, e a vida: ninguém vem ao exatos cumprimentos, não deixam qual-
Pai. senão por mim" (Jo 14.1-6). quer dúvida: "Cristo de fato virá buscar
Tiago: "Portanto, irmãos, sede pacien- a sua Igreja”.
tes até a vinda do Senhor. Eis que o
lavrador espera o precioso fruto da ter- SEGURANÇA ETERNA DO CREN-
ra. aguardando-o com paciência, até que TE - Doutrina segundo a qual o crente

receba
Sede vósas também
primeiraspacientes;
e as últimas chuvas.
jamais
tanto, virá
fortalecei pelasa perder a salvação.
vindicações No en-
e advertências
os vossos corações, porque a vinda doque encontramos no Novo Testamento,
Senhor está próxima" (Tg 5.7). comprovamos duas grandes verdades:
Pedro: "Para que a prova da vossa fé. 1) A segurança do crentede é fato uma
mais preciosa do que o ouro que perece, realidade: constitui-se num meio da gra-
embora provado pelo fogo, redunde para ça pelo qual o crente sente-se seguro
154 Seio de Abraao

quanto ao tempo presenteconso e lado de Israel (Is 56.8; Jr 13.12: Ez 14.20:


quanto ao futuro (1 Ts 4.18). Dn 9.3). Identificava-se, pois. eJ ovánão
2) Apesar de real e inquestionáve
l, a somente como o Deus dos hebreus. mas

segurança
seja: só terá do
valocreme
r enquaénto
condicional.
estivermos Oucomo
Senhor!o soberano deconferiu-o
Este título, todos os povos.
Deus ao
atentos às advertências divinas (Mt seu Filho logo após a sua morte e res-
10.22; 24.13; A p 2.10). surreí^ão, para que “ao nome de J esus
Por conseguinte, a segurança do crente,se dobre todo joelho dos que estão nos
embora eterna, é relativa. Depende dacéus,£ na terra, e debaixo da terra" (Fp
nossa postura diante das advertências2.10).
que nos fazem as Escrituras. Segurança
absoluta, somente quando estivermos SENHOR DOS SENHORES - [Do gr
nas regiões celestiais. Por enquanto, te- Kúrios kurion] Título messiânico-esca-
mos de lutar e vencer todas as fraquezas tológico a ser conferido peloSenhor Je-
e limitações de nossa natureza até que sus o quando retornar ao mundo, na se-
mortal seja revestido da imortalidade, egunda fase de sua segunda vinda, para
o corruptível, da incorruptibilidade. implantar, na companhia de sua Igreja,
o Reino de Deus:
SEIO DE ABRAÃO - [Do gr.kólpon "E vi o céu aberto, e eis um cavalo
Abraám ] Designação que os judeus do
branco; e o que estava montado nele
tempo de Cristo davam ao lugar, prova-
chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a
velmente no centro da terra, para onde
peleja com justiça. Os seus olhos eram
eram enviadas
16.22,23). Nesse as local
almasdedos justos (Lc
delícias, se-como chama de fogo: sobre a sua cabe-
parado do hades por um grande abismo, ça havia muitos diademas: e tinha um
ficariam até a ressurreição de Cristo.nome escrito, que ninguém sabia senão
Nessa ocasião, o paraíso foi esvaziado,ele mesmo. Estava vestido de um manto
sendo seus habitantes transferidos, pelo salpicado de sangue; e o nome pelo qual
Senhor, à destra de Deus, onde perma- se chamaé o Verbo de Deus.Seguiam-
necerão até o rarebatamento (Ef 4.8- no os exércitos que estão no céu. em
10), quando voltarão gloriosa e cavalos brancos, e vestidos de linho fino.
incorruptivelmente aos seus corpos para branco e puro. Da sua boca saía uma
unir-se à Igreja numa sa nta eeterna sa- espada afiada, para ferir com ela as na-
sembléia. ções: ele as regerá com vara de ferro: e
ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho
SENHOR - [Do heb.Yavé\ do gr.Kurios: do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.
do lat.Sênior ] Título que revela a di- No manto, sobre a sua coxa tem escrito
víndadede J esus Cristo e o seu eterno e o nome: Rei dos reis e Senhor dos se-
soberanopoder sobre aIgreja, o mu ndo nhores" (Ap 19.11-16).
e o Reino a ser implantado no Milênio Senhor dos senhores . J esus exercerá o
(Mt 28.19; At 10.36). governo, em nome de Deus. sobre todas
Senhor é também um título de reverên-
cia. Em latim, esta expressão significatar as nações
as leis da Terra,
e os obrigando-as
desígnios que seaacham
acei-
chefe mi portante, príncipe e nobre. Pode nos concertos e alianças firmados pelo
haver na história alguém mais impor-Todo-Poderoso com a famílias huma-
tante que Jesus? nas nas várias dispensações. Ele as re-
No Antigo Testamento, este era o título gerá com vara de ferro (SI 2.9; Ap
com que os profetas nomeavam ao Deus 19.15). Imporá a paz mundial (ls 2.4).
Seremos Arrebatados 155

espalhará o conhecimento divino (Is 2.28); 5) Fazendo com que todas as coi-
11.9), promoverá o bem-estar de todossas sejam consumadas de acordo com o
os povos, equilibrando a já comprome- seu programa para que sestabel e eça o
tida ecologia (Is 35). Estado Eterno (Ap 21).
O governo de Cristo será perfeito. O O estudo do senhorio de Deus na Histó-
que os vários mandatários não lograram ria é conhecido também como a Teolo-
conseguir, será alcançado pelo Filho degia da História.
Deus - o único digno dereceber seme-
lhante título (Dn 7.13). SEPARAÇÃO ENTRE O CORPO E
ALMA - Processo através do qual o
SENHORIO DE CRISTO Poder que o corpo tem as suas atividades vitais ces-
Senhor Jesus, mediante a suamorte e sadas, enquanto a alma é recolhida por
ressurreição, tem o direito de exercerDeus até o dia da ressurreição. O mes-
sobre a Igreja, o mundo e a História (Mtmo quemorte (At 20.10).
28.19). Em relação à Igreja, Jesus é o
cabeça(Cl 1.18); em relação ao mundo, Por ocasião da ressurreição, as almas
o Rei dos reis e Senhor dos senhoresvoltarão aos seus respectivos corpos para
(Ap 19.11-19); em relação àHistória, o que o homem tenha condições psicoló-
supremo comandante de todos os fatos gicas, espirituais e corporais de ser sub-
e movimentos (Dn 2.45). metido ao julgamento divino (Dn 12.2;
J o 5.27-30).
O senhorio pleno de Cristo sobre todas
as coisas, conforme vimos no verbete SEPARAÇÃO DEFINITIVA ENTRE
anterior, tornar-se-á
retornar com pleno implan- EleDEUS
a paraquando
asua Igrej E Omorte.
segunda HOMEM - O ou
Castigo mesmo queeter-
danação
tar. aqui na terra, o Reino Milenial. na. Penalidade máxima, irrevogável e
Não podemos esquecer-nos do senhorioirrecorrível a ser imposta aos que, quan-
de Cristo sobre a nossa vida. Se o nãodo do Juízo Final, não tiveremos seus
aceitarmos individualmente, como po- nomes encontrados no livro da vida (Ap
deremos assimilar-lhe as vindicações 20.15).
universais? Não pode haver castigo pior que este. É
SENHORIO DE DEUS NA HISTÓ-
o sumo castigo! Não tanto pelos tor-
RI A - Soberania de Deus sobre a Histó-mentos e danos, mas pela expectativa
ria. por intermédio da qual Ele a enca-de se estar definitivamente exilado do
minha de acordo com os seus desígniosDeus que tantas oportunidades oferece-
e conselhos. Deus exerce esta prerroga-ra à raça humana.
tiva: 1) Dirigindo os negócios humanos Esta separação consubstancia-se na mor-
de conformidade com a sua santidade ete da própria esperança. Se a esperança
justiça (Is 44.28); 2) Intervindo nos é a última a morrer, certamente ela en-
governos e reinos da terra para que es- contrará a morte quando o impenitente
tes não extrapolem os limites por Elefor separado definitivamente de Deus.
estab
do oseleci
dos (Jn reinos
impérios, 1.1-4);e 3) Conduzinde
governos - tal
SEREMOS ARREBATADOS - [Do gr
forma que estes sejam passados ao seu harpagesómetha] Expressão emprega-
Filho (Dn 2.45); 4) Mostrando a todos, da pelo apóstolo Paulo para descrever o
quer grandes quer pequenos, que há um ato extraordinário e sobrenatural do ar-
Deus no céu. diante de quem todos de- rebatamento da Igreja que, de acordo
vemos prestar contas (2 Cr 20.6: Dncom as profecias, dar-se-á a qualquer
15 6 Se remos Seme lhante a Ele

momento: “Depois nós, os que ficar-cípulos pouco antes de sua paixão, anun-
mos vivos seremos arrebatados junta-ciando o que haverá de acontecer nos
últimos dias à Igreja, a Israel e ao mun-
mente com eles, nas nuvens, ao encon-
tro
mosdoparSenhor
a semprenos
comares, e assim
o Senhor ” (1 estare-
do. Oescatológicas
Ts ções Sermão Profético,
mais uma
fortesdas
daspor-
Es-
4.17). crituras, encontra-se em Mateus 24.
No original, estaexpressão significa “se- Marcos 13 e Lucas 21 .
remos levados para cima súbita e pode-Tendo como base os profetas do Antigo
rosamente”. Embora tais palavras nãoTestamento, o Sermão Profético orien-
soem bem a alguns, retratam elas, fide- tou as demais porções escatológicas do
dignamente, o que há de acontecer quan- Novo Testamento. O Apocalipse, por
do a última trombetasoar. A Igreja se rá exemplo, é um desenvolvimento dra-
raptada! mático c cadenciado desse sermão.
Tanto em português quanto em grego, 0 Sermão Profético, registrado por
raptar significa tirar com força ou vio-Mateus, acha-se assim esboçado:
lência. 1- O Princípio de dores (1-14).
SEREMOS SEMELHANTES A ELE II - A Grande Tribulação (14-28)
(JESUS) - [Do gr. homoioi autou III - A Vinda do Filho do Homem (29-
esometha] Expressã o utili zada por J oão 35).
para mostrar como serão os redimidos IV - Exortação à vigilância (36-44).
logo após o arrebatamento da Igreja:
“Amados, agora somos filhos de Deus, e SERVIÇO CRISTÃO - Atuação cons
ainda não é manifesto o que havemos deciente do discípulo de Cristo, visando a
ser. Mas sabemos que,quando el e sema- expansão do Reino dos Céus através da
nifestar, seremos semelhantes a ele; por- proclamação do Evangelho. A urgência
que assim como é, o verem os” (1 Jo 3.2). do serviço cristão é intransferível,
De acordo com o que ensina o apóstolo,inadiável e escatológica: "Importa que
nossos corpos serão incorruptíveis, glo-façamos as obras daquele que me en-
riosos e imortais. Noutras palavras: se-viou, enquanto é dia; vem a noite, quan-
remos como os anjos (Lc 20.30-36). O do ninguémpode trabalhar’' (Jo 9.4).
mesmo ensino foi detalhado por Paulo A proximidade da vinda de Cristo não
(1 Co 15.53,54 ). Quando si so aconte-
pode desanimar-nos a trabalhar em sua
cer, não estaremos mais limitados aos
atuais conceitos de espaço e tempo: te- seara. Pelo contrário: tem de servir de
remos condições de transitar de um lu-um permanente estímulo. Afinal, todos
gar para o outro em velocidades deveremos comparecer ante o Tribunal
inimagináveis. de Cristo a fim de que lhe prestemos
contas do serviço realizado em prol de
Seremos semelhantes a Ele! A naturezaseu reino.
divina nos habitará o ser de maneira
plena. As bênçãos da adoção, ainda O serv iço cristão consiste na evangeli-
empanadaspor nossa naturezacarnal, zação. missões, assistência social e na
hão de ressurgir, glorificando e imorta- manutenção da comunhão dos santos.
lizando os que depositaram em CristoO seu principal objetivo éa glorificação
toda a sua esperança. do nome de Cristo.
SERMÃO PROFÉTICO Discurso pro SETE ANOS - Período de duração da
nunciado por Cri
sto Jesus aos seus dis Septuagésima Semana, durante a qual
Setent a Sem anas 157

terão lugar o reinado do Anticristo e a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e


GrandeTribulação (Dn 9.27: Ap 11.2.3: selar a visão e a profecia, e para ungir o
12.6). Destes versículos, infere-se que santíssimo'’
o (Dn 9.24).
reinado do Anticristo terá lugar nos pri-
meiros três anos e meio. e a Grande Levemos
manas sãoem consideração
proféticas. Ouqueestascada
seja: se- uma
Tribulação ocupará os outros três anos delas eqüi vale a sete anos segundo a cro-
e meio da semana profética. nologia humana. Logo: temos ao todo 490
Apesar do significado escatológico do anos de signados porDeus para quesrae I l
número sete. implicando sempre em to- vença todas as suas dificuldades, e firme-
talidade e plenitude, nesse caso especí-se novamente como povo da aliança.
fico trata-se de um período literal deII - Sete Semanas - Restauração de
tempo, durante o qual o Senhor desen- Judá e reconstrução de Jerusalém
volverá todo o seu programa em relação“Sabe eentende:desde a sa ída da or-
a Israel e ao mundo, visando aimplan- dem pararestaurar epara edificar Jeru-
tação de seu reino na Terra. salém até o ungido, o príncipe, haverá
SEPTUAGÉSIMA SEMANA - Perío- sete semanas, e sessenta e duas sema-
do de sete anos. durante o qual terá nas: as praças e tranqueiras se
lugar o remado do Anticristo e a Gran- reedificarão, mas em tempos angustio-
de Tribulação. Esta semana será inau-sos" (Dn 9.25).
gurada logo após o arrebatamento da As Setenta Semanas tiveram início com
Igreja (2 Ts 2.7: Ap 3.11). a ordem expedida por Artaxerxes, em
445 a.C.. para que os judeus voltassem
DanielΈ assim
tica: descreve
ele fará um pactoa semana
firme com profé-
à sua terra e reconstruíssem o Santo
muitos por uma semana; e na metade da Templo e reerguessem os muros de Je-
semana fará cessar o sacrifício e arusalém (Ne 2.1-6). Nessas sete sema-
oblação; e sobre a asa das abominações nas, ou quarenta e nove anos, puderam
virá o assolador; e até a destruição de-os judeus, sob a liderança de Neemias,
terminada, aqual será derramada sobre Esdras, Zorobabel. Ageu, Zacarias e o
0 assolador” (Dn 9.27). sumo sacerdote osué,J reaver parte da
glória que lhes tirara Nabucodonosor.
Destes versícul os de A pocali pse Os tempos porém eram de angústia, afli-
-1 1.2.3. 12.6-. infere-se queo reinado ção e apertos.
do Anticristo terá lugar nos primeiros
III - Sessenta e duas semana - da
três anos e meio. e a Grande Tribulação
volta dos judeus à morte do Messias
ocupará os outros três anos e meio da
Septuagésima Semana. "E depois de sessenta e duas semanas
será cortado o ungido, e nada lhe sub-
SETENTA SEMANAS DE DANIEL - sistirá; e o povo do príncipe que há de
Proferida por Daniel, esta profecia diz vir destruirá a cidade e o santuário, e o
respeito ao futuro imediato e escatoló-seu fim será com uma inundação; e até
gico deIsrael. Em linhas gerais, esteé o o fim haverá guerra; estão determina-
esboço das Setenta Semanas: das assolações” (Dn 9.26).
1 - Objetivo das Setenta Semanas Desde a reconstrução de Jerusalém até
"Setenta semanas estão decretadas so- a paixão do Cristo, passar-se-iam ses-
bre o teu povo. e sobre a tua santacida- senta e duas semanas. Ou seja: 434
de. para fazer cessar a transgressão, para anos. Este foi o tempo transcorrido des-
dar fi m aos pecados, e para expiar a de a ordem de Artaxerxes até a crucifi
158 Shekinah

cação do Filho de Deus. Apesar de al- 18). no Santos dos santos e na inaugu-
gumas pequenas divergências entre osração do Santo Templo (2 Cr 7.1-3).
vários estudiosos, a profecia cumpre- Quando dadestruição de J erusalém, a
se de maneira surpreendente.Em se-
guida, o profeta fala da destruição deshekinah
(Ez 11.23),afastou-se
deixando da Casa à
osjudeus desanDeus
ha
J erusalém por Roma. o que se deu em babilônia. Nos últimos dias. porém, a
70 d.C. glória divina há de voltar ao Santo Tem-
IV - Septuagésima Semana - o Anti- pio que, por essa época, já estará
cristo e a Grande Tribulação reconstruído (E7. 43.1-5). Isto há de
“E ele fará um pacto firme com muitosacontecer qua ndo Israel se converter a
por uma semana; e na metade da sema- Deus, recebendo o Cristo como o seu
na fará cessar o sacrifício e a oblação; eMessias (Zc 12.10).
sobre a asa das abominações virá o SHEOL as- - No Antigo Testamento, esta
solador; e até a destruição determinada, palavra designava o lugar para onde
a qual será derramada sobre o assola- eram enviadas as almas dos mortos (Nm
dor” (Dn 9.27). 16.30; SI 9.17). É o equivalente do vo-
Ultimo período das Setenta Semanas,cábulo gregoHades - mundo invisível.
durante o qual terá lugar o reinado doEm algumas versões, a referida palavra
Anticristo e a Grande Tribulação. Esta é traduzida erradamente por abismo,
semana será inaugurada logo após o ar- sepultura ou inferno. A maioria das Bí-
rebatamento da Igreja (2 Ts 2.7; Ap blias evita tais erros, limitando-se a
3.11).
Como as demais terá aduração de se transliterar
te Das diversaso vocábulo
passagens,no infere-se
srcinal. que.
anos; será dividida em duas partes deneste mundo subterrâneo, ficavam tanto
três anos emeio cada: a primeira será as almas dos justos quanto as dos injus-
ocupada pelo reinado do Anticristo; atos. Haja vista ocaso do Rico e Lázaro
segunda será marcada pela Grande Tri-(Lc 16.20-25).
bulação (Ap 11.2,3, 12.6). No final des- Quando de seu ministério no Hades, o
sa semana, aparecerá o Senhoresus, J Senhor Jesus pregou a os espíritos em
juntamente com a sua Igreja, para im- prisão: esperança aos que morreram na
plantar na Terra o Reino Milenial. fé. e conscientização do eterno castigo
Pode haver profecia mais exata? Mais aos que viveram em seus delitos e ofen-
fiel e mais bela? Deus vela por seussas (1 Pe 3.18-20). Depois, o Cristo le-
arcanos para que se cumpram fielmen-vou cativo o cativeiro. Ou seja: transfe-
te. Ainda quecéus eterra pa ssem, sua riu as almas dos bons para o céu. onde
palavra jamais passará. permanecerão até o arrebatamento da
Igreja (Ef 4.8-10).
SHEKINAH - Palavra hebraica que sig-
nifica literalmente habitação. Designa SÍMBOLO
a - [Do gr.symbolon. do lat.
gloriosa manifestação da presença desimbolum] Figura, emblema, imagem,
Deusnão
vra entre
sejao encontrada
seu povo. Embora tal pala-
na Bíblia, sinal. Representação
é ci-elemento, abreviada
pessoa ou país. de um
Os persona-
tada nos arraiais judeus e cristãos como gens e objetos do Antigo Testamento,
se fora um dos mais santos vocábulos.por exemplo, são vistos como símbolos
Seguindo esta linha de interpretação, da a obra e da pessoa de Cristo.
shekinah manifestou-se quando Deus Os símbolos também marcam de forma
esteve sobre o Monte Sinai (Ex 24.9- admirável os livros proféticos, princi
Sinais do s Tem pos 159

palmente o Apocalipse. Por isso, temde nos últimos dias, aparecerão operando
se ter muito equilíbrio e cuidado ao in-tais sinais e maravilhas que, se lhes for
terpretar as várias porções escatológi-possível, enganarão os próprios esco-
cas das Escrituras. O melhor a fazer élhidos (Mt 24.24).
seguir esta regra de ouro da O Anticristo realizará tantos portentos
hermenêutica sagrada: deixar que a Bí-que até fogo fará cair dos céus (Ap
blia interprete-se a si mesma. 13.14). Diante dos seus prodígios, será
SINAL DA BESTA - [Do gr.cháragma aclamado deus. Estejamos, pois, sem-
tou theriou, símbolo, emblemaj Marca pre atentos! Não nos impressionemos
com que o Anticristo identificará os quecom os sinais e maravilhas; não devem
lhe aceitarem a plataforma de governo ser e encarados como espetáculos. Antes
a religião que implantará logo após ode mais nada, provemos os espíritos para
saber seprocedem d e Deus (1 oJ 4.1).
arrebata mento daIgreja (Ap. 13.16-18).
Ainda não se sabecomo será ste e sinal . A maior evidência de uma obra não é o
Qualquer especulação em torno do as-milagre; é o seu objetivo e resultado
sunto é mais que temerária. final - a glorificação de Deus. Janes e
J ambres não reali zavam os seus mila-
Herbert Lockyer deixa-nos estaponde- gres? Todavia, somente Moisés pôde
ração: "Será necessária a sabedoria es- libertar Israel do Egito, e mostrar ato-
piritual para resolver o mistério da ini-dos o braço for te de J eová.
qúidade, de modo que não sejam enga-
nados por ele. O que o nome e o número SINAIS DOS TEMPOS - Conjunto de
da besta significam será conhecido dos
santos que estiverem na terra na época acontecimentos
por previamente
Deus e registrados ordenados
antecipadamente
em que a besta estiver aqui em pessoa. nas Escrituras Sagradas com o objetivo
De uma coisa temos certeza: ninguémde alertar os fiéis com respeito à proximi-
na atualidade tem sabedoria suficientedade da vinda de Cristo. Os sinais acham-
para compreender o número da besta. se A distribuídos nos se guintes tópicos:na-
significação da trindade dos seis temtureza, política, sociedade, família e espi-
sido assunto de muita pesquisa e deba- ritualidade cristã, falso messianismo,
te. Muitos nomesgregos e hebraicos efusão do Espírito Santo e renascimento
têm valor numérico de 666. Muitas in- de Israel como povo de Deus.
terpretações engenhosas têm sido dadas Nat ur ez a . 'Haverá em vários lugares
deste número simbólico”. grandes terremotos, e pestes e fomes;
Qualquer especulação em torno do sinalhaverá também coisas espantosas, e
da besta, por enquanto,é pura perda de grandes sinais do céu” (Lc 21.11).
tempo. Além disso, o nosso com pro- Política·. ”Quando ouvirdes de guerras e
misso écom o Senhor esus.
J Dele, sim, tumultos, não vos assusteis; pois é neces-
é que devemos possuir a marca. sário que primeiro aconteçam essas coi-
sas: mas o fim não será logo” (Lc 21.9).
SINAIS - [Do gr.semeia] Milagres e pro-
Soci edad e efa mília . "Pois como foi dito
dígios.
vo Obras sobrenaturais
é demonstrar o poder decujo
Deusobjeti-
sobrenos dias de Noé. assim será também a
o mundo natural; podem levar os incré-vinda do Filho do homem. Porquanto,
dulos a reconhecer a soberania divina,assim como nos dias anteriores ao dilú-
glonficando o nome de Cristo. Toda- vio. comiam, bebiam, casavam e da-
via. as Escrituras Sagradas advertemvam-se em casamento, até o dia em que
quanto aos falsos cristos e profetas que, Noé entrou na arca” (Mt 24.37,38).
160 Soberania de Deus

Espiritualidade cristã. "Por se multipli- Senhor de tudo quanto existe e Conian-


car a iniqüidade, o amor de muitos es-dante Supremo da História (SI 24.1).
friará” (Mt 24.12). A soberania de Deus, baseada em seus
Falso messianismo
sos cristos : ""Hão
e falsos de surgir
profetas, fal-gran-
e farão atributos naturais,
formidade com a sua 6 exercida
sabedoria,dejustiça
con-
des sinais e prodígios; de modo que, se e santidade. É lima soberania necessá-
possível fora. enganariam até os esco-ria. Quanto a nós, seres contingentes,
lhidos" (Mt 24.24). precisamos de Deus para existir e nos
Efusão do Espírito Santo : “Acontecerá mover; sem Ele, não há vida nem His-
depois que derramarei o meu Espíritotória. O Deus que tudo criou e tudo
sobre toda a carne; vossos filhos e vos- preserva, tem todo o direito de tudo
sas filhas profetizarão, os vossos anciãos governar J(o 42.1 -6).
terão sonhos, os vossos mancebos terão
visões; e também sobre os servos e SOBRENATURAL
so- - Que ultrapassa o
bre as servas naqueles dias derramareinatural; o que ãon pode ser atribuído à
meu Espírito” (J1 2.28-31). ordemnatural das coisas. Acham-se ne s-
ta categoria não somente os milagres,
Renas ci men to de Israel: "Aprendei, sinais e as aparições de seres angelicais,
pois, da figueira a sua parábola: Quan-como também a Escatologia Bíblica.
do já o seu ramo se torna tenro e brota
folhas, sabeis que está próximo o vc-A escatologia é tida como sobrenatu-
rão” (Mt 24.32). O renascimento de Is- ral. pois representa a interrupção ex-
rael como nação deu- se em 14 de maio traordinária da História em virtude da
de 1948, constituindo-se no m aior mila- chegada do Reino dc Deus. De repen-
gre do século 20. A crescente-se ainda a te. o mundo éassaltado pelo arrebata-
reconquista de erusJ além emjunho de mento da Igreja quetrará, em se u bojo.
1967, durante a Guerra dos Seis Dias.uma série de acontecimentos que alte-
J á terá chegado a liberdade a J erusalém rará profundamente o curso normal da
de que falou o Cristo? Atentemos às História e da própria natureza. Ou seja:
palavras do Senhor: Έ cairão ao fio da a História será forçada a mudar drásti-
espada, e para todas as nações serão ca e radicalmente para que sejam con-
levados cativos;e Jerusalém será pisa- cretizados de forma integral os objeti-
da pelos gentios, até que os tempos des- vos ideados por Deus com respeito à
tes se completem” (Lc 21.14). Igreja, a Israel e ao mundo.
Os sinais concernentes à vinda de Cris-A vinda do Reino de Deus será sobre-
to são eloqüentes, indubitáveis. E. D. natural, como sobrenatural há de ser a
Hathell afirmou mui apropriadamente: destruição do atual sistema mundial.
“Os sinais daSegundaVinda de Cristo
estão agora se tornando tão evidentes e DA ALMA - Doutrina segundo a
SONO
tão nume rosos que quase de safiam enu- qual a alma humana, no período que vai
meração. Os jornais nos fornecem, dia-da morte à ressurreição, fica inconsci-
riamente, novos sinais do encerramentoente. Ou seja: permanece em profundo
desta
blia dedispensação, e confirmam a Bí-sono até que seja despertada pela última
maneira notável”. trombeta.
SOBERANIA DE DEUS Autoridade A Bíblia, porém, ensina que a alma per-
legítima, inquestionável e única que manececonsciente(Lc 16.19.31). O que
Deus exerce sobre todas as coisas cria- dizer das almas vistas por João debaixo
das, quer na terra, quer nos céus comodo o altar (Ap 6.9-11). O sono da alma é
Supere scat ologia 161

uma doutrina que não resiste a nenhu- que todas as coisas saibam à escatolo-
ma confrontação bíblica: é falha e in- gia.
consistente. A superescatologia. nenhuma doutrina
SUPERESCATOLOGIA - Doutrina é
Taltão importante quanto
posicionamento à escatologia.
vem trazendo séri-
que, supervalorizando a escatologia, in-os prejuízos à Igreja. Os promotores
terpreta todas as passagens das Sagra- desta doutrina deveriam aprender que
das Escrituras como se fossem escato-não som ente aescatologia é importante,
lógicas. Mesmo onde não há a mínima como o é igualmente os demais conse-
conotação escatológica. esta doutrinalhos de Deus (At 20.27).
vê escatologia. Chega ao extremo deO cristão só há de se preparar conveni-
forçar textos, interpretar isoladamenteentemente à vinda de Cristo quando for
números, palavras e personagens parainteirado de todos os desígnios de Deus.
rado hades,Trata-se
onde Zeus
de um
τ
T Á RT A RO - Segundo a mitologia gre- outra ordem tenha lugar no Universo: a
ga, era a região que se achava localiza-nova terra. Segundo alguns estudiosos,
da soboso titãs. haviaabismo
encer-
o verbo grego
renovação daslimita-se a descrever
coisas que
terrífico. Este vocábulo só se encontraPedro todavia parece referir-se a uma
na Bíblia em sua forma verbal. Em 2 Pecompleta destruição de tudo quanto é
uma
ora existem.

2.4. o apóstolo descreve como Deusvisto ou tocado.


puniu os anjos que es rebelaram: lan- De uma forma ou de outra, consolemo-
çou-os no mais profundo dos abismos.nos: o Senhor está nos preparando algo
Pedro resolveu usar a palavra a fim desurpreendentemente novo para que, ao
que os seus leitores tivessem condições seu lado, tenhamos acesso a todas as
de entender melhor os conceitos da teo-bem-aventuranças.
logia bíblica. Aliás, osjudeus helenistas
já usavam o vocábulo como sinônimo T EM PL O, SA NTO - Lugar dedicado ao
da geena hebraica. culto do Único e Verdadeiro Deus. Edi-
fício público, localizado em J erusalém,
T EK ETA I - [Do gr. dissolver, tornar lí- no qual Deus era adorado pelos israelitas
quido ] Expressão empregada pelo após-e por aqueles que se convertiam ao
tolo Pedro para mostrar o que há de acon- monoteísmo hebreu.
tecer à terrano Dia do Senhor:“Aguar- De Moisés a Davi, a Casa de Deus era
dando, e desejando ardentemente a vin- móvel. Limitava-se a uma tenda que se
da do
fogo se dia de Deus,
dissolverão, e os elementos, ar- armava
em que os céus, em e desarmava-se de acordo com
as peregrinações ou necessidades do
dendo. se fundirão” (2 Pe 3.12). povo. Davi. porém, acalentava o desejo
Infere-se desta profecia que a dimensão de construir uma casa digna do nome de
física da criação será completamenteJ eová, mas o Senhor reprovou-lhe o in-
dissolvida: desaparecerá para que umatento (2 Sm 7.1-17).
164 Templo. Santo

A incumbência de se construir o Santo ocasião da Septuagésima Semana. Ao


Templo coube a Salomão. Depois de antecipar a ascensão do Anticristo. de-
sete anos de incessantes trabalhos, eranuncia
o Daniel o abominável da assola-
Tabernáculo substituído que
trução tão imponente por uma cons- mara-
a todos ção fará
ele naCasa
um de Deus
pacto m Jerusa
e
firme com lém: "E por
muitos
vilhava (1 Rs 6-9). Os estrangeiros vi- uma semana; e na tad mee da semana
nham da s extremidades daterra adm irar fará cessar o sacrifício c a oblaçâo: e
as belezas da Casa do Senhor. sobre a asa das abominações virá o as-
O Templo tinha várias finalidades: 1) solador; e até a destruição determinada,
Glorificar o nome de Deus; 2) Ser uma qual será derramada sobre o assola-
memorial do monoteísmo às demais na- dor” (Dn 9.27).
ções; 3) Manter aunidade da nação em Paulo confirma a profecia de Daniel:
tomo do nome ed Jeová; 4) E preservar a "Ninguém de modo algum vos engane:
visão sacerdótica da tribo de Levi - porque isto não sucederá sem que ve-
interceder pelos filhos de Jacó. O Santo nha primeiro a apostasia e seja revelado
Templo funcionava também como uma o homem do pecado, o filho da perdi-
espécie de banco central; para cá traziam ção. aquele que se opõe e se levanta
os israelitas os dízimos e ofertas, influ- contra tudo o que se chama Deus ou é
enciando na cotação da moeda e no equi- objeto de daoração, de sorte quee sas-
líbrio da riqueza nacional (Mt 21.10-13).senta no santuário de Deus. apresentan-
Os israelitas, contudo, deveriam ter sem- do-se como Deus" (1 Ts 2.3-5).
pre cm mente que 0 Senhor do Templo Ambos os textos são claros. O prof eta
era mais importante que o Templo dofala do assolador que fará cessar o sa-
Senhor. As futurasestações,desventu- crifício e a oblação. Oferendas estas que.
radamente, jamais lograriam assimiliarsegundo o ritual levítico. somente po-
um dogma tão básico da religião dedem ser apresentadas no Santo Templo.
J eová. A chavam que pelo simples fato J á o apóstolo antevê que o homem do
de o Templo estar em J erusalém, a Ci- pecado assentar-se-á no santuário de
dade Santa nunca seria destruída. Afi-Deus apresentando-se como Deus. Que
nal, como iria o Senhor permitir fossesantuário é este? Não pode ser um tem-
sua glória envergonhada pelos gentios?pio cristão, pois a religião do Novo Tes-
E, assim, foram criando a sua teologiatamento não reivindica um lugar espe-
do templo. cífico de adoração. Logo. referia-se Pau-
Tal postulado tinha nenhuma coerência. 10 ao Santo Templo.
Pois a glória do Senhor independia do Quando será reconstruído o Templo? E
Templo. Com este, ou sem este, haveri- as dificuldades à consecução do proje-
am as nações de reconhecer: de geração to? Não se pode responder a tais per-
em geração gr ande éo nome deJ eová guntas com exatidão. De uma coisa, con-
além das fronteiras de Israel (Ml 1.5). tudo. estamos certos: a Casa de Deus
O Santo Templo não subsistiu à soberba estará reedificada por ocasião da
Septuagésima Semana. Concernente aos
de
foi Judá. Em 586
destruída a.C., babilônios
pelos a Casa de Deu
de s entraves à concretização deste projeto
Nabucodonosor. Setenta anos depois vol- escatológico. deixemo-los à economia
taria a ser reconstruída, para desaparecer divina. O Deus que inspira as profecias,
novamente no ano 70 de nossa era. encarrega-se de as cumprir.
A Bíblia dá a entender que o Santo Tem- TEMPO - [Do gr.cronos : do lat.tempus]
pio será novamente reconstruído por Época, idade. era. E o lapso eternal que
Tempos Penosos 165

vai da criação à consumação dos sécu-de Satanás, então, deixará cair a másca-
los. A história secular está compreendi-ra; revelará suas reais intenções. Rei-
da neste período. A História Sagrada,vindicando cultos e louvores, fará ces-

não;
mundo, começando
avança à antes da fundação
consumação do
dos sécu-sar
se-áosno sacrifícios
Templo dee Deus
as ofertas.
com o seAssentar-
fora
los. Deus. Em seguida; induzirá as nações a
Na eternidade, embora continue a haverlutar contra sI rael e a sitiar J erusalém.
o que hoje chama mos tempo,este já Será uma angústia tão grande para os
não terá a mesma relatividade. Será um judeus que as provações anteriores pa-
tempo se m tempo. Aos mortais bastaa recer-lhes-ão como nad a. As maiores
eternidade. Aos santos an glória, nema tragédias judaicas, como aInquisição e
eternidade será suficiente: "Porque ao Holocausto, sequer poderão ser com-
nossa leve e momentânea tribulação pro- paradas a essa angústia. O vocáculo hc-
duz para nós cada vez mais abundante- braico é mais do que claro: tsarah sig-
mente um eterno peso de glória" (2 Conifica aflição, tribulação, tormenta. E a
4.17). angústia das angústias!No Novo Testa-
mento. é designada como a tribulação:
TEMPORAL - [Do lat.temporalis ] Con-
“Porque haverá então uma tribulação
tingência. Atributo doque é passageiro
tão grande, como nunca houve desde o
e efêmero. Nas Escrituras, o termo de-
princípio do mundo até agora, nem ja-
signa o mundo atual e o sistema aqui
implantado pelos agentes do mal. mais haverá" (Mt 24.21).
Do Norte, descerão Gogue e Magogue
O quecontados.
dias é temporal, porém,
Salomão foi está
quemcom me-os
contra os montes deIsrael (Ez 38 e 39).
lhor compreendeu a efemeridade dasDo Sul, uma força multinacional subirá
coisas deste mundo: “Atentei para to- contra Jerusalém.
das as obras que se e fazem debaixo do No auge da batalha, o Senhor eJ sus pou-
sol: e eis que tudo era vaidade e desejo sará os pés sobre o monte das Oliveiras,
vão" (Ec 1.14). abrindoum vale para que, por ele, fujam
O que hoje existe, e é tão valorizadoos moradores de J erusalém. e Nste ins-
pelos mortais, desaparecerá ante a gló- tante. será Ele reconhecido como o Mes-
ria de Deus. Quando o Estado Eternosias de Deus por todos osfilhos deJ acó
for implantado, o temporal será pulveri- (Zc 12.10). Cumprir-se-á então a pro-
zado. O tempo ficará sem tempo diante messa: “É tempo de angústia para Jacó;
das bem-aventuranças da eternidade. todavia, háde ser livre dela” (Jr 30.7).
O Senhor mostrará, uma vez mais, que
TEMPO DE ANGÚSTIA PAR A JACÓ o seu compromisso com Israel jamais
- [Do hb.et tsarah hi l ’lak ov ] Jeremias foi esquecido.
utiliza esta expressão para descrever o
sofrimento escatológico de Israel: “Ah! TEMPOS PENOSOS - [Do gr. kairoi
porque aquele dia é tão grande, que não chalepoi\ Expressão utilizada por Paulo
a fim de descrever os dias que antece-
houvetiaoutro
angús semelhante!
para Jacó; E tempo
todavia, há de ser dederão o arrebatamento da gI reja: “Sabe.
livre dela" (J r 30.7). porém. isto. que nos últimos dias sobre-
Quando sedarátal angústia? A partir da virão tempos penosos” (2 Tm 3.1).
metade da Septuagésima Semana, quan- O vocábulo grego é forte e incisivo;
do os judeus tiverem rompido a aliançachalepós significa difícil, trabalhoso, pe-
com o Anticristo (Dn 9.27). O prepostonoso. perigoso e apertado. Fôssemos utili
166 Tentador

zar todo o rigor do srcinal, assim tradu- Satanás, pois. estará para sempre derro-
ziríamos a frase profética do apóstolotado. No lago de fogo. não mais há de
das gentes: “Sabe, porém, si to, que os sair para tirar a harmonia da divina cri-
últimos dias serão de fúria”. Eis aí a pré-
ação. Suas tentações acabarão em meio
tribulação e o princípio das dores! E jus-às trevas exteriores onde haverá somen-
tamente num período como este que os choro e ranger de dentes.
te
crentes temos de mostrar toda a perseve- TEOCRACIA [Do gr. Theos, Deus +
rança para que resistamos aos dias maus. kratia , governo] Governo centrado nas
TENTADOR - Aquele que te m por hábi- leis de Deus, e exercido por sacerdotes.
No A ntigo Testamento, foi na judicatu-
to tentar. O que induz a práticas que
ra de Samuel que a teocracia mais so-
contrariam às leis divinas. Satanás ébressaiu. De certa forma, a Igreja tam -
apontado nas Escrituras como o tenta-bém constitui uma teocracia conforme
dor por antonomásia; compraz-se ele em ressalta o apóstolo Paulo (Ef 4.11-13).
seduzir os filhos de Deus a pecar. Des-
de que a iniqüidade foi achada em seuA mais perfeita teocracia, contudo, será
exercida por Cristo durante o Milênio.
coração, jamais deixou de praticar o que
Através de Israel, o Senhor Jesus go-
lhe é próprio: a tentação. vernará o mundo, proporcionando a to-
O que é a tentação senão um pacto sem dos justiça, bem-estar, segurança e o
aliança? Ou uma aliança desprovida de divino conhecimento. Isaías foi quem
concerto? A tentação é umapromessa mais profetizou sobre a teocracia
mentirosa.
seus anjos No céu prometeu
receberam a glória;
o inferno. messiânica.
No seu Nos capítulos
livro, mostra 2. 11 de
que o governo e 35 de
Cris-
Éden, acenou a nossos pais a imediatato, apesar da imperfeição dos governa-
imortalidade; Adão e Eva começaram a dos, será em tudo perfeito.
morrer no instante mesmo de sua deso- O que a democracia não logrou alcan-
bediência. Ao tentar a Cristo, porém, çar, será plenamente alcançado pela
foi de imediato rechaçado com a Pala-teocracia do Rei dos reis e Senhor dos
vra de Deus (Mt 4.1-11). senhores.
A última tentação que Satanás perpetra- TERRA PROMETIDA Terra que Deus
rá contra a humanidade dar-se-á no fi-prometeu aAbraão e oas seus descen-
nal do Milênio: dentes (Gn 13.14-18). Segundo os te r-
“Ora, quando se completarem os milmos da aliança, a Terra Prometida ia do
anos, Satanás será solto da sua prisão,rioe do Egito,em El Arish. até o Eufrates.
sairá a enganar as nações que estão nos Israel, porém, jamais logrou conquistar
quatro cantos da te
rra, Gogue e Magogue , todo esse território. Tais fronteiras não
cujo número é como a areia do mar, foram a efetivadas nem mesmo na época
fim de ajuntá-las para a batalha. E subi-de Salomão.
ram sobre a largura da te
rra, e cercaram Se nos tempos bíblicos foi difícil apos-
omas
arraial dosfogo
desceu santos e a cidade
do céu, querida:
e os devorou; sar-se
mode
e rno daEsta
herança, quanto
do Judaico, mais vito-
embora hoje. O
o diabo, que os enganava, foi lançado rioso
no nas guerras que lhe moveram os
lago de fogo e enxofre, onde estão vizinhos,
a não conseguiu apossar-se do
Israel bíblico. No Milênio, porém. Isra-
besta e o falso profeta; e de dia e de noite
serão atormentados pelos séculos dos el terá restaurado o seu território de con-
séculos” (Ap 20.7-10). formidade com uma nova aliança:
Trib os, As D oze 167

“Assim diz o Senhor Deu s: Este será o TERRA, NOVA - [Do gr. gen kainén]
termo conforme o qual repartireis a ter-Terra que surgirá como resultado da in-
ra em herança, segundo as doze tribostervenção sobrenatural de Deus sobre o
mundo físico na consumação de todas
de Israel. J osé
herdareis, teráum
tanto duas parteos. outro;
como E vós pois
a as coisas. Segundo descreve Pedro, os
sobre ela levantei a minha mão, juran- elementos, ardendo, se desfarão, dando
do que a daria a vossos pais; assim esta lugar a uma nova ordem cósmica (2 Pe
terra vos cairá a vós em herança. E este 3.10).
será o termo da terra: da banda do nor-Dessa passagem, vem a inevitável per-
te, desde oM ar Grande, pelocaminho gunta: Será aterra renovadaou destruí da?
de Hetlom, até a entrada de Zedade; É difícil responder. No entanto, de uma
Hamate, Berota, Sibraim. que está en-coisa estamos convictos: o Senhor eJ sus
tre o termo de Damasco e o termo de nos está preparando algo completamente
Hamate; Hazer-Haticom, que está jun- novo para que nos alegremos em sua
to ao termo de Haurã. O termo irá dopresença no Estado Eterno.
mar até Hazar-Enom, junto ao termo Novos céus e nova terra! E o que herda-
setentrional de Damasco, tendo ao norte remos quando nossa lida aqui terminar.
o termo de Hamate. Essa será a fron-
teíra do norte. E a fronteira do oriente,TRIBOS, AS DOZE - [Do gr.dodeka
entre Haurã, e Damasco, e Gileade, e ph a ul on ] Doze famílias distintas que, sa-
terra de Israel, será o J ordão; desde o idas do patriarcaJ acó, constituem-se na
termo do norte até o mar do orientebase do povo de srae I l (Gn 49.27,28).

medireis. Essa será a fronteira do ori- das


Embora houvessem
outras se apartado
após a destruição umas
do Reino
ente. E a fronteira meridional será des-
do Norte, em722 a.C., são relembradas
de Tamar até as águas de Meribote- no Novo Testamento (Mt 19.28). Isto
Cades, ao longo do Ribeiro do Egito significa que elas não perderam a iden-
até o M ar Grande. Essa será a fronteira tidade em conseqüência do desterro.
meridional. E a fronteira do ocidente Tiago, por exemplo, endereçou a sua
será o Mar Grande, desde otermo do epístola aos cristãos oriundos das doze
sul até a entrada de Hamate. Essa será tribos (Tg 1.1).
a fronteira do ocidente. Repartireis,
Toma-se hoje mui difícil identificar as
pois. esta terra entre vós, segundo as
doze tribos, exceto a dos levitas e
tribos de Israel. Reparti-la-eis em he-
judaítas. Mas isto não significa que as
rança por sortes entre vós e entre osdemais hajam desaparecido, pois nem
estrangeiros que habitam no meio de todas voltaram à sua terra. Há diversos
vós e que têm gerado filhos no meio degrupos judaicos que sequer foram
vós; e vós os tereis como naturais entre contatados.
os filhos de Israel; convosco terão he-
rança, no meio das tribos de Israel.. E No final dos tempos, voltarão as doze
será que na tribo em que peregrinar otribos a de sempenharemrelevante ap-
estrangeiro, ali lhe dareis a sua heran-pel na história sagrada. De cada tribo
ça, diz o Senhor Deus" (Ez 47-13). sairão 12 mil homens aformarem o e s-
leto grupo dos 144 mil, que exercerão
Como se vê. as promessas que Deus fez um sacerdócio único e especialíssimo
aos patriarcas no passado, cumprir-se-(Ap 7.1-8; 14.3). Inexplicavelmente, a
ão no futuro. Os termos das divinas ali-tribo de Dã não é mencionada. Terá sido
anças são sem pre eternos ainda que ela banida por causa de seus muitos pe-
efêmera seja a fidelidade humana. cados e rebeliões ?
168 Testemunhas, as Duas

TEST EM UNHA S, AS DUA S - [Do gr. mens; e os demais ficaram atemoriza-


dusín martusín] Dois personagens que, dos, e deram glória ao Deus do céu"
imbuídos de autoridade profética e po- (Ap 11.7-13).
deres incomuns.
sentantes de Deus atuarão como repre-
no período da Quem
Enoquee serão
Elias?as duase Jtestemunhas?
Moisés oão Batista?
Septuagésima Sem ana (Ap 11.3). São Certamente, não! Embora a Bíblia não
chamados também de as duas oliveiras o declare, serão dois piedosos servos de
e candeeiros. Deus que estarão vivendo no período da
As duas testemunha s terão como im
s- Septuagésima Semana. Chamados a
são profetizar por mil duzentos e ses-exercer tão extraordinário ministério,
senta dias: percorrerão os quatro cantos da terra,
“E, se alguém lhes quiser fazer mal, condenando o Anticristo e proclaman-
das suas bocas sairá fogo e devorará os do as verdades divinas a uma humani-
seus inimigos; pois se alguém lhes qui-dade irremediavelmentecomprometi da
ser fazer mal. importa que assim sejacom as trevas.
morto. Elas têm poder para fechar oT EST EM U NHO DE J ESU S [Do gr
céu, para que não chova durante osmarturían lesou ] Declaração, por pala-
dias da sua profecia: e têm poder sobre vras e atos, reafirmando publicamente a
as águaspara convertê-l as em sangue, veracidade da paixão, morte e ressurrei-
e para ferir a terra com toda sorte deção de J esus Cristo como o Filho de
pragas, quantas vezes quiserem” (ApDeus e o Soberano dos reis da terra. O
11.5,6).
No meado da semana, elas serão mortas testem
menteunho de eJ susdoenvolve
o anúncio não so-
Evangelho como
pela besta quesobe do abismo:“Jaze- também a postura irrepreensível e santa
rão os seus corpos na praça da grande do crente que. neste mundo que jaz no
cidade, que espiritualmente se chamamaligno, constitui-se num eloqüente
Sodoma e Egito, onde também o seu protesto contra o pecado.
Senhorfoi crucif icado. Homens de vá- O testemunho deJ esus é o espírito de
rios povos, e tribos e línguas, e naçõesprofecia: todos os profetas, quer do An-
verão os seus corpos por três dias etigo, quer do Novo Testamento, tiveram
meio, e não permitirão que sejam sepul-por baseo Verbo deDeus (Ap 19.10).
tados. E os que habitam sobre a terra se
regozijarão sobre eles. e se alegrarão; Foi
e por causa od testem unho de J esus
mandarão presentes uns aos outros, por- que o Evangelista foi exilado na ilha de
quanto estes dois profetas atormenta-Patmos: "Eu. João. irmão vossoe com-
ram os que habitam sobre a terra. panheiro convosco na aflição. 110 reino,

“E depois daqueles três dias e meio oe na perseverança emJ esus, estava na


espírito de vida. vindo de Deus, entrouilha chamada Patmos por causa da pala-
neles, e puseram-se sobre seus pés, vra e de Deus edo testemunho de J esus"
caiu grande temor sobre os que os vi- (J o 1.9).

ram. E ouviram
que lhes uma para
dizia: Subi grande
cá. voz do céu.de
E subiramNa selar
Septuagésima Semana,
esse testemunho com muitos hão
o próprio
ao céu em uma nuvem; e os seus inimi- sangue (Ap 6.9). Devido a esse mesmo
gos os viram. testemunho será srae
I l persegu i do nes-
“E naquela hora houve um grande terre-se tenebroso período: “E o dragão irou-
moto, e caiu a décima parte da cidade,see contra a mulher, e foi fazer guerra
no terremoto foram mortos sete mil ho-aos demais filhos dela. os que guardam
Transfi guraç ao de Cristo 16 9

os mandamentos de Deus. e mantêmisto o que é corruptível se revestir da


testemunho deJ esus” (Ap 12.7). incorruptibilidade, e isto que é mortal
Muitos serão degolados em virtude dose revestir da imortalidade, então se
testemunho deJ esus: ''Então vi uns tro- gada (1Tra-
cumprirá a palavra que está escrito:
nos; e aos que se assentaram sobre eles foi a morte na vitória" Co
foi dado o poder de julgar: e vi as almas15.54). Poder-se-ia dizer também, se-
daqueles que foram degolados por cau-gundo o srcinal grego, que a morte foi
sa do testemunho deesus J eda palavra absorvida com sucesso.
de Deus, e que não adoraram a besta Para que a morte seja tragada na vitó-
nem asua imagem , e não receberam o ria, todas as leis naturais serão mo-
sinal na fronte nem nas mãos: e mentaneamente suspensas. Os mortos
reviveram, e reinaram com Cristo du-em Cristo ressuscitarão, e os que esti-
rante mil anos” (Ap 20.4). verem vivos jamais experimentarão a
Os que sustentam o testem unho de e- J morte. Se até então a m orte vinha tra-
sus jamais perderão a sua recompensa. gando a todos, agora os santos é quem
Ainda que pereçam, o Senhor os aco- tragarão a morte.
lherá em suas mansões. Nenhuma cren- TRANSCENDÊNCIA - [Do lat.
ça é possível sem o testemunho de Je- transcendentia J O que ultrapassa o co-
sus; sem esse testemunho, nenhuma nhecimento comum, e vai além da ex-
bem-aventurança é realidade. periência. Se Deus é transcedental, os
seus planos também o são.
TIPO - LDo gr.typos\ do lat.typus] Figu-
ra. modelo, exemplo. Nas escrituras pro-As Ultimas Coisas, pelo seu caráter ex-
féticas. quer do Antigo, quer do Novotraordinário e sobrenatural, podem ser
Testamento, os tipos e símbolos são consideradas transcedentais: vão além
abundantes. O que dizer do Apocalip- do entendimento humano, ultrapassan-
se? Por isso. temos de toma r muito cui- do as expectativas e avanços da ciência.
dado para interpretar tais passagens. O Elas desafiam as fantasias erecreaçõe s
objetivo dos vários tipos e símbolos nãodas mentes mais privilegiadas. Enfim, o
é dificultar, mas aclarar o real significa-que Deus nos preparou vai muito além
do do texto. das fronteiras do que o homem até ago-
ra logrou imaginar.
Sejamos, pois, equilibrados. Não quei-
ramos transformar a Escritura em mera TRANSFIGURAÇÃO DE CRISTO
alegoria, esvaziando a Palavra de DeusGlorificação momentânea de Cristo di-
de seu real sentido. Esta regra da ante de Pedro. João e Tiago, com oob-
hermenêuti ca sacrajamais deve ser s-e jetivo de mostrar-lhes sua divindade, e
quecida: a Bíblia é suficiente para inter-preveni-los quanto à sua paixão e mor-
pretar-se a si mesma. Quanto a nós. bus- te. Neste episódio, que se deu provável-
quemos a iluminação do Espírito. mente no monte Tabor, apareceram com
o Senhor dois outros personagens:
TR AG AD-A[Do
TORIA FO gr.
I Akatepóthe
MO RTho EΝ Α V I - Moisés e Elias (Mt 17.2).
thanatos
eis nikós J Expressão com que Paulo, O episódio da transfiguração permitiu
em sua apologia da ressurreição de Cris-aos discípulos um vislumbre do que
to. revela o júbilo dos santos ao vencer acontecerá à Igreja quando do arrebata -
definitivamente a morte por ocasião domento. Moisés e Eliás são figuras da
arrebatamento da Igreja: “Mas. quandoglorificação dos santos.
170 Transformação dos Crente s

TRANSFORMAÇÃO DOS CRENTE S Elias, Filipe e Paulo (Gn 5.24: 2 Rs


- Ato miraculosoque terá lugar quando 2.11; At 8.39; 2 Co 12.4).
do arrebata
mento da Igreja, compree n- No arrebatamento. a I greja será
dendo duas coisas harmonicamente si-transladada às regiões celestes, onde
multâneas: a imortalidade e a estará pa ra sempre com o Senho r (1 Ts
incorruptibilidade dos salvos. O vocá- 4.13-17). Tanto neste quanto nos casos
bulo grego é incrivelmente claro: já citados, a transladação pode ser des-
anlásso, implica em mudança e profun- crita como um rapto: a ação violenta e
da alteração. Trata-se de uma inex- inesperada de se tirar uma coisa, ou al-
plicável metamorfose que ocorrerá no guém, de um lugar, e levar para outro.
corpo e na alma dos crentes, tornando-Na volta de Cristo, todo esse processo
os verdadeirosisângelos: semelhantes há de durar uma infração de tempo
aos anjos (Lc 20.30-36). impercepível: um abrir e fecha r deolhos.
A transformação dos sa ntos é vista elo
p TREVAS - [Do gr.skotía] Escuridão ab-
apóstolo Paulo como um dos mais distin-soluta. Nas Escrituras Sagradas, a pala-
guidos mistérios do Novo Testamento. vra é usada para designar o pecado, o
“Nem todos dormiremos mas todos se-mal e a condição do homem que vive
remos transformados, num momento,afastado do Criador (Jo 1.5). O sistema
num abrir e fechar de olhos, ao som damundial, controlado por Satanás, é des-
última trombeta; porque a trombeta so-crito como o reino das trevas (Ef 6.12).
ará, e os mortos serão ressuscitados
incorruptíveis, e nós seremos transfor- TREVAS
skótos tó EXTERIORES
eksoteron] Local para [Doonde
gr.
mados. Porque énecessário que isto
após o J uízo Final, serão lançados os
que é corruptível se revista da que não forem achados inscritos no Li-
incorruptibilidade e que isto que é mor-vro da Vida. E a dimensão do lago de
tal se revista da imortalidade. fogo (Mt 8.12).
“Mas, quando isto que é corruptível seAs trevas exteriores são a mais longín-
revestir da incorruptibilidade, e isto quequa dimensão do Universo. Em termos
é mortal se revestir da imortalidade, en- de medidas terrenas, achar-se-âo arre-
tão se cumprirá a palavra que está escri- dadas acentenas de im lhares de anos
to: Tragada foi a morte na vitória. Onde luz da morada de Deus. Em distância
está, ó morte, a tua vitória? Onde está,tão ó inimaginável, estarão encerrados os
morte, o teu aguil hão?” (1 Co15.51-55). ímpios por toda a eternidade. Pior que
Transformados e glorificados, seremos o fogo e o ranger dos dentes c a separa-
semelhantes aos njos:
a a morte já não ção que hão de sentir de Deus. Não foi
terá qualquer poder sobre nós. Vivere-sem motivo que o Evangelista
mos numa dimensão, ondenão mais cognominou de segunda morte a esse
haveremos de enfrentar as barreiras do castigo.
mundo natural.
TRIBULAÇÃO - [Do heb.sara: do gr.
TRANSLADAÇÃO DE PESSOAS O thlipsis: do lat.tribulationis\ Aflição,
mesmo que translação. No contexto dasofrimento, provação moral e adversi-
realidade bíblica, é o transporte sobre-dade. O termoé usado paradescrever a
natural de um corpo de um lugar paraGrande Tribulação que se dará após o
outro. Na História Sagrada, há diversosarrebata mento da Igreja: "Haverá então
casos de translado miraculoso: Enoque,uma tribulação tão grande, como nunca
Trono Branco 171

houve desde o princípio do mundo atémadeira, feno, palha, a obra de cada um


agora, nem jamais haverá” (Mt 24.21).se manifestará; pois aquele dia a de-
A tribulação terá como objetivo provar monstrará, porque será revelada no fogo,
os que estiverem habitando, aqui. na-e o fogo provará qual
cer aseja
obra aque
obra
al- de
queles dias de singular ferocidade. Serácada um . Se permane
o pior período da história da humani- guém sobre ele edificou, esse receberá
dade. galardão.Se a obra de lguém
a e
s quei-
mar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será
T RI BU L A CI ON I SM O Doutrina se salvo todavia como que pelo fogo” (1
gundo a qua l a Igreja estará naterra Co 3.10-15)
quando da Grande Tribulação. Alguns Embora não seja atribuição do Tribunal
adeptos dessa corrente chegam a afir- de Cristo condenar ninguém ao fogo
mar que , na metade da Septu agésima eterno, não podemos descurar quanto às
Semana, serão os crentes arrebatadosnossas a responsabilidades ante à evan-
fim de que não passem pelo pior dagelização do mundo e à expansão do
tribulação. Reino de Deus. Pois será muito triste e
T RI BU N A L DE CR I ST O ■[Do gr vexatório apresentar-se ante ao Rei com
Bé mato s tou Christou] Corte de justiça as mãos vazias.
retributiva que, inaugurada logo apósTRI o UNFA L I SM O - [Do lat. triumphal,
arrebatamento e tendo a Cristo por pre- vitória] Doutrina que, tendo por base a
sidente, ocupar-se-á do julgamento dosdeclaração de Cristo em Cesaréia, asse-

santos
que quando
énecessá ao serviço
rio que todos nósdivino:
amos“Por-conhecerá
sej gura que a Igreja
qua jamais
l quer conheceu,
derrota. Mesmneom
manifestos diante do tribunal de Cristo, quando perde, ganha ela na eternidade.
para que cada um receba o que fez por
meio do corpo, segundo o que praticou, T R OM B E T A SOA RÁ , A - [Do gr
o bem ou o mal" (2 Co 5.10). salpísei grír] Expressão selecionada
Durante as sessões do Tribunal, Cristopelo apóstolo Paulo para descrever o
há de vindicar o cumprimento cabal einício do arrebatamento da Igreja, que
amoroso da Gran de Comissão. O Juiz, há de ser anunciado pelo toque da últi-
que atéentão vinha atuando ocmo ad- ma trombeta: “Num momento, num
vogado, perguntará a cada um em parti- abrir e fechar de olhos, ao som da últi-
cular e público inquérito: ',Em que base ma trombeta; porque a trombeta soará,
cumpriste a ordenança de se evangeli- e os mortos serão ressuscitados
zar o mundo? Qual a tua principal moti-incorruptíveis, e nós seremos transfor-
vação?" mados” (1 Co 15.52).
O apostolo Paulo discorre acerca dosO que Paulo escreve não é uma possibi-
tramites do Tribunal de Cristo: lidade: é uma certeza escatológica; é o
"Segundo a graça de Deus que me foi cumprimento da maior promessa que
dada. lancei eu como sábio construtor,Cristo fez aos discípulos. A trombeta
o fundamento, e outro edifica sobre ele; soará! Desde então, todos os salvos
mas veja cada um como edifica sobreaguardamos, com sofreguidão e ânsia
ele. Porque ninguém pode lançar outroincontida, pelo toque da trombeta de
fundamento, além do quejá estáposto, Deus.
o qual é J esus Cristo. E, se alguém os-
bre este fundamento levanta um edifí- TRON O BRA NCO - [Do gr. thrónon
cio de ouro, prata, pedras preciosas.leukón] Sólio elevadíssimo, soberana e
172 Trono de Davi

judicialmente incontestável, no qual o do pelajustiça, segura


nça, prospe
ridade,
Senhor Jesus assentar-se-á para julgar temor a Deus e pela expansão do conheci-
vivos e mortos no Juízo Final: "E vi um mento divino.
grande
sentadotrono
sobrebranco
ele, deecuja
o que estava fu-
presença as-
Embora haja recebido de Deus todo po-
der e autoridade, o Senhor esu
J s ainda
giram a terra e o céu; e não foi achado não ocupou o trono de Davi conforme
lugar para eles” (Ap 20.11). preconizam as Escrituras. Israel ainda
O trono branco denota a justiça e a im-não oaceitou como o Messias, e omun-
parcialidade do Juiz de toda aterra. Di- do não lhe reconhece a soberania. No
ante do altíssimo sólio, hão de desapa-final da Grande Tribulação. porém, as-
recer os céus e a terra. Será o último sumirá o governo sobre todos, indistin-
julgamento da história. tamente. O trono de Davi tornar-se-á
pleno a partir do Milênio: ninguém mais
TRONO DE DAVI - [Do gr thrónon lhe poderá questionar o governo:
Dav id\ Cátedra messiânica que Deus
concedeu ao seu Filho, para que este"E vi descer do céu um anjo. que tinha
viesse agovernar não some nte a sI rael a chave do abismo e uma grande ca-
como também as demais nações: Este " deia na sua mão. Ele prendeu o dragão,
será grande e será chamado filho doa antiga serpente, que é o Diabo e Sa-
Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o tanás. e o amarrou por mil anos. Lan-
trono deDavi seu pai" (Lc 1.32). çou-o no abismo, o qual fechou e selou
sobre ele. para que não enganasse mais
A promessa de que Cristo governará to-
das as nações, é-lhe feita através de Davias nações até
pletassem. que disto
Depois os milé anos se com-
necessário
de quemherdaria o trono:‘,Pede-me, eue que ele seja solto por um pouco de
te darei as nações por herança, e as extre-tempo. Então vi uns tronos: e aos que
midades da terra por possessão” (SI 2.8). se assentaram sobre eles foi dado o
Mais tarde apromessalhe é referendapor poder de julgar; e vi as almas daqueles
Isaías: “Porque um m enino nos na sceu, que foram degolados por causa do tes-
um filho se nos deu; e o governo estará temunho de esus
J e da palavra de Deus.
sobre os seus ombros; e o seu nome será: e que não adoraram a besta nem a sua
Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Paiimagem, e não receberam o sinal na
Eterno, Príncipe da Paz” (Is 9.6). Em sig- fronte nem nas mãos; e reviveram, e
nificativas passagens, o profeta descreve reinaram com Cristo durante mil anos”
como seráo reino deCristo. Serámarca (Ap 20.1-5).
urgentes hãoquanto
sinais de se àcumprir
u
ÚLTIMA HORA - [Do gr.eschate hora ] ULTIMAS COISAS, DOUTRINA DAS
Derradeiro período da atual dispensa-- Estudo sistemático das verdade
ção, no qual vinda deos Cristo
J esus. A última hora é a estação mais
escatológica e profética da era da Igre-
maiseventos
tidas nasqueEscrituras
s con-

hão de Sagradas
inaugurarsobre
final da história humana: o Arrebata-
os
a etapa

mento da Igreja, a Grande Tribulação, o


ja. E o momento que antecede a Milênio, o Julgamento Final e o Estado
Septuagésima Semana. E o prelúdio daEterno.
Grande Tribulação. A Doutrina das Ultimas Coisas tem de
O apóstol uan- ser bíblica; não pode basear-se em es-
o João alertaseus leitores q
to à urgência desta hora: “Filhinhos, esta peculações ou humanas fantasias. Seu
é a última hora; e, conforme ouvistes que objetivo básico é alertar a Igreja e o
mundo quanto à urgência desta hora
vem o anticristo, já muitos anticristos se
derradeira.
têm levantado; por onde conhecemos que
é a última hora” (1J o 2.18). (Ler a introdução desta obra)
Estamos nos estertores do atual presen- ÚLTIMOS DIAS - [Do gr. eschátais
te histórico. Uma nova etapa dos planoshemérais] O mesmo que última hora. E
divinos está prestes a ser inaugurada. o período de maior urgência da atual
Todo 0 cenário já está preparado; tãodispensação, pois marcará o cumprimen-
logo a Igreja seja arrebatada, manifes- to de todas as profecias concernentes a
tar-se-á o homem
plantar aqui do pecado para im-
o seu reino. Israelperíodo
Este e à Igreja.
será caracterizado:
Estejamos sempre alertas para não ser- 1) Por um poderoso derramamento do
mos confundidos nesta hora última e jáEspírito Santo:
urgentíssima. Pois a meia noite, ouvir- "E acontecerá nos últimos dias, diz o
se-á o clamor: “Aí vem o esposo!" Senhor, que derramarei do meu Espírito
174 Últimos Tempos

sobre toda a carne; e os vossos filhos Cristoe e o arrebatamento dos santos que
as vossas filhas profetizarão, os vossosestiverem vivos por ocasião da volta do
mancebos terão visões, os vossos Senhor (1 Co 15.52).
anciãos terão sonhos" (At 2.17).
2) Por grandes dificuldades: De
etapaacordo com a teologia
da ressurreição serájudaica, cadapor
anunciada
“Sabe, porém, isto, que nos últimos diasuma trombeta distinta. Ao soar daséti-
sobrevirão tempos penosos” (2 m T 3.1). ma, todos os mortos por-se-ão de pé
para receber o Rei. É claro que tal ale-
3) Por vindicação e ira sobre os in- gação não tem respaldo bíblico. A Pala-
ju sto s: vra de Deus não declina a razão de esta
“O vosso ouro e a vossa prata estãotrombeta ser cognominada de a última.
enferrujados; e a sua ferrugem dará tes-Mesmo porque, no Apocalipse, muitas
temunho contra vós, e devorará as vos-outras hão de soar após o arrebatamento
sas carnes como fogo. Entesourastes da Igreja. Seria a última desta dispensa-
para os últimos dias” (Tg 5.3). ção? De qualquer forma, sabemos: A
4) Po r escárnio e zombaria: trombeta soará!
“Sabendo primeiro isto, que nos últi-UNIVERSALISMO - [Do lat.
mos dias virão escarnecedores com zom- universalitatem + ismo] Doutrina segun-
baria andando segundo as suas própriasdo a qual, no final dos tempos. Deus
concupiscências” (2 Pe 3.3). reconciliará todos os seres humanos a
Será justamente nestes últimos dias que si, independentemente das obras e dos
Cristo há de aparecer para levar o seuméritos de cada um .
povo a morar nas regiões celestes. Últi-
UTOPIA - [Do gr.ou, não +topos, lugar]
mos dias para o mundo; para nós ape-
Palavracriadapelo filósofo inglês Thomas
nas os primeiros de uma eternidade de
More. Utopia significa não-lugar. Ela des-
venturas ao lado do Senhor.
creve um país onde há justiça social e
ÚLTIMOS TEMPOS - [Do gr.eschátou felicidade para todos. Com o passar dos
chrónou ] O mesmo que últimos dias e tempos, passou a signar de sonho, qui
me-
última hora. ra ou algo impossível.
A Nova Jerusalém, porém, não é uto-
ÚLTIMA TROMBETA - [Do gr pia; é umlugar real on de os santossta-
e
escháte sálpingi] T rombeta que. remos para sempre com o Senhor Jesus.
assoprada pelo arcanjo Miguel, anunci- A fé não labora sobre utopias, mas traz
ará a ressurreição dos que morreram em o invisível a todos os crentes.
VENTURA ET ERNA DOS CRENTES

os salvos
hoje a vidaapós
cristãa jávinda
V “Ele enxugará de seus olhos toda lágri-
Singular felicidade de que desfrutarãoma: e não haverá ma

de Cristo. por
é caracterizada Sedor;
verá porq
mais
i s morte, nem ha-
pranto,
ue já as primnem
eiras lamento,
coisas são nem
venturas e gozos inefáveis apesar daspassadas” (Ap 21.4).
naturais angústias da existência, quanto 4. O mais importante: estaremos para
mais ao lado do Senhor. sempre com o Senhor:
A ventura eterna dos crentes terá sase- ”Depois nós, os que ficarmos vivos se-
guintes características: remos arrebatados juntamente com eles,
1. Inexplicável em razão de seu peso nas nuvens, ao encontro do Senhor nos
eterno: ares, e assim estaremos para sempre com
"Mas. como está escrito: As coisas queo Senhor” (1 sT 4.17).
olhos não viram, nem ouvidos ouviram, Tendo em vista a ventura dos salvos,
nem penetraram o coração do homem, declarou o apóstolo Paulo: “Porque a
são as que Deus preparou para os quenossa o leve e momentânea tribulação pro-
amam" (1 Co 2.9). duz para nós cada vez mais abundante-
2. Será imune à morte: mente um eterno peso de glória” (I Co
4.17).
"Mas. quando isto que é corruptível se
Você já recebeu a Cristo como o se u
revestir da incorruptibilidade, e isto que
Salvador? Faça-o agora! Aceite-o sem
é mortal se revestir da imortalidade, en-
tão se cumprirá a palavra que está escri- mais
pantetardar. Ele as
de todas deseja torná-lo
venturas partici-
eternas.
to: Tragada foi a morte na vitória” (1
Co 15.54). VI DA A PÓS A M OR T E Existência
3. Nã o será jam ais embaçada pelas lá- além-túmulo. Período que se segue à
grimas: morte física do ser humano, quando a
176 Vida Eterna

alma, em estado de perfeita consciên-lhe perguntou: Bom Mestre, que hei de


cia, aguarda a ressurreição do corpo, fazer a para herdar a vida eterna?" (Jo
fim de que. no caso dos justos, tome10.17).
parte no arrebatame nto da gI reja, e ve-
nha a desfrutar a eternidade com Deus; No além,
nes àmorte, embora eos ímpios
sua xistênci estejam
a não é cha- imu-
ou, no caso dos injustos, seja submetidamada vida eterna, mas eterno tormento.
ao Juízo Final, vindo em seguida a ser A vida só é possível ao lado de Cristo.
lançada (corpo e alma, juntamente) noL onge dEle, até a existência é morte.
lago de fogo. onde há de ser perene-
mente atormentada (2T m 4.1; 1Pe 4.5; VIDA FUTURA - Destino final do ser
Ap 20.4) . humano. Embora os céticos descartem
De uma forma geral, a vida após a mor- a vida no além-túmulo. ninguém poderá
te vai do estado intermediário ao desti-escapar dessarealidade. Pois todos ha-
no final do ser humano consoante a obra veremos de ser chamados à presença do
de cada um. J uiz de toda a terra a fim de lhe prestar-
mos contas do bem ou do mal que fize-
VIDA ETERNA [Do gr.zoén aiónion] mos através od corpo. Mesmo a Igreja,
Existência que se seguirá à ressurrei-apesar de seus privilégios, há de ser
ção, não podendo mais ser limitada nemsubmetida ao Tribunal de Cristo para
pelo tempo nempelo espa ço (Lc 20.30- que seja julgada quanto à postura diante
36). Suprema bem-aventurança dos san- dos reclamos da Grande Comissão. E
tos. Galardão dos galardões! E a comu-claro que. neste caso. os santos estarão
nicação plena da vida de Deus à nossa
vida. Não é apenas quantitativa: é, so-serão livres poucos
de perder a salvação,
os que mas não
se envergonharão
bretudo, qualitativa. Representa o mai-do muito que poderiam fazer e do pou-
or dos ansei os do ser hum ano: estarper- co que apresentaram ao Senhor.
manentemente ao lado de Deus.
Na vida futura, os justos hão de herdar a
/) A vida eter na fo i pr om et id a p or Cris- vida eterna: "A vida eterna aos q ue.
to a todos os que o aceitam: Έ todo o com perseverança em fazer o bem. pro-
que tiver deixado casas, ou irmãos, ou
curam glória, e honra e incorrupção"
irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou
(Rm 2.7). Os ímpios, porém, merecerão
terras, por amor do meu nome, receberá
a segunda morte: “Ira e indignação aos
cem vezes (anto, e herdará a vida eter-
que são contenciosos, e obedientes à
na” (Mt 19.29).
iniqüidade” (Rm 2.8).
2) A vida eterna será outorgada como
prê mio aos ju st os : "E irão... os justos VIGIAI E ORAI - [Do gr.népsate eis
para a vida eterna" (Mt 25.46). pro sei /chás ] Recomendação que nos faz
3) A vida eterna é o resultado do gran- Pedro tendo em vista a urgência destes
de amor de Deus : “Porque Deus amou o últimos dias e a proximidade da volta
mundo de tal maneira que deu o se u de Cristo: "J á está próximo o fim de
Filho unigênito, para que todo aquele todas as coisas; portanto sede sóbrios e
que nele crê não pereça, mas tenha vigiai
a em oração” (1 Pe 4.7).
vida eterna” (Jo 3.16). Vigiar, no srcinal, é um verbo mui su-
4) A vida eterna é a grande preocupa - gestivo; significa estar sóbrio e manter a
ção do ser humano: “Ora, ao sair para mente limpa. Nestes dias de intensa fú-
se pôr a caminho, correu para ele umria. conservemos nossas m entes m
e eon-
homem, o qual se ajoelhou diante dele tínuo
e equilíbrio para que não percamos
Vitória de Cristo 177

de vista a vinda de Cristo. Como, porém, nos. Estejamos sempre vigilantes para
manter o equilíbrio em meio a tantas não sermos confundidos naquele grande
pressões? tAravés daoração esúplica. dia. (Vide A Segund a Vinda de Cristo).
Quanto mais buscarmos a face de Deus,
mais aptos estaremos para resistir ao VISÃOpe- PRETERISTA Doutrina se
ríodo derrad eiro da Igreja na te
rra. gundo a qual os eventos descritos no
Apocalipse já ocorreram, não restando
VINDA DE CRISTO - Retorno glorioso mais nada ase cumprir. Ou seja:o Apo-
de Cristo à terra para, numa primeiracalipse não passa, de acordo com esta
etapa, buscar a Igreja, e numa se gunda, concepção,de uma história já passadae
apresentar-se gloriosamente com a Igreja alegoricamente narrada.
a fim de implantar o seu reino neste
mundo (1Ts 4.13-17; Jd 14). VITÓRIA DE CRISTO - Triunfo esca-
A vinda de Cristo é descrita como a tológico de Cristo que se dará na segun-
pa rous ia . E um retorno glorioso cuja da etapa de sua segunda vinda, quando
finalidade será reivindicar o reino, o retomar coma Igreja afim de implan-
poder e a glória, conforme o desejo detar, na terra, o Reino Milenial (Ap 19.11-
todos os santos. Parousia era um termo 2 1 ).
utilizado no mundo greco-latino para A vitória de Cristo é também a vitória
anunciar a chegada do rei ou de um da Igreja. Além de vencer amortecom
dignatário por ele apontado. Tendo emtodas as suas conseqüê ncias, a Igreja
vista a urgência do anúncio, todos de-assumirá de vez a promessa que o Se-
veriam estar convenientemente prepa-nhor Jesus lhe fizera namemorável de-
rados para recepcionar o monarca. claração deCesaréia: “As portas do in-
Como sabemos estar a vinda de Cristo femo não prevalecerão contra ela” (Mt
mais próxima do que nunca , preparemo- 16.18).
ZOEN AIONION - Loc. gr. Vida eter- Deus pode dar; é a vida que vem direta-
na. Existência plena de venturas e donsmente da vida de Deus.
inefáveis, ilimitada quanto ao tempo e
ao espaço, desenvolvida na J erusalém Os ímpios,
tados apesar de também
de imortalidade, serem do-
esta contudo ja-
Celeste e continuamente motivada pelomais lhes será qualificada de vida. É
amor divino. eterna, mas não é vida; quantitativa, mas
É a comunicação plenária da vida denão qualitativa. A imortalidade do ímpio
Deus ànossa vida. Possua em bora uma é o eterno tormento, é a segunda morte,
referência temporal, ressalta a qualida-
é o definitivo banimento da presença de
de da vida que nos é transmitida medi- Deus (Ap 20.11-15). O ímpio existirá
ante o Senhor esus.
J sem viver.
Deus a prometeu a todos os que recebem Prezado am igo, Jesus morreu para que
a Cristo como o Redentor de suas almas.
você tivesse vida, abundante e eterna
E a manifestação máxima de seu amor:
“Porque Deus amou o mundo de tal ma- vida. Receba a Cristo neste momento.
Ele é o seu Salvador! Arrependa-sede
neira que deu o seu Filho unigênito, para
seus pecados. J esus morreu para qu
que todo aquele que nele crê não pereça, e
mas tenhaa vida eterna" (Jo 3.16). você viva quantitativa e qualitativamen-
Não émera imortalidade. Além de exis- te. Ressuscitou, a fim de que você tenha
tir para sempre, o filho de Deus há de completa vitória sobre a morte.
viver com qualidade. E o que significa Este é o momento aceitável. Entre de
zoen em grego: é a vida que somente posse da vida eterna!
μ L■
·· * Q / !' \■{ r

C laudionor C orrêa d e A ndrade

H. Dp ic ca i o nl oágri iao
Díblica
! V 1 I 1
■ **.
Os vocáb ulos e expressões
mais si gn ific ati vos d a
Do tit rin a da s Últ ima s Co isas
.

O Dicionário de Escatologia Bíblica foi preparado


especialmente para que você possa estudar de
maneira Coisas.
Ultimas sistemática a Doutrina das
Aqui você n econtrará os vocábulos e expres
sões
mais significativos destesegmento tão importante s
da Teologia Cristã.
Além das definições, os verbetes são
r acompanhados de uma análise exegética e bíblica,
mostrando a relevância e a força de cada palavra
em seu contexto doutrinário.
Você encontrará também, logo no início da obra,
um resumo histórico dü posicionamento da Igreja
Cristã quanto à Escatologia Bíblica.

A ut or
Claudionor Corrêa de Andrade
\ Ministro do Evang
Teológico, Paulo elho, é autor
em Atenas, doDicionário
Responda-me por Favor,
Geografia Bíblica e Merecem Confiança as Profecias? y
entre outr as obras. E professor das seguintes
matérias: Teologia Sistemática,

Filosofia e História de Israel.

1 - y■ ■ !\