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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

Faculdade de Engenharia
Departamento de Engenharia Eletrotécnica
Curso de Engenharia Electrónica (Laboral)
Electrotecnia Teórica
Trabalho Laboratorial nº 1

Sistemas Trifásicos

DISCENTES:
Mabunda, Benildo Benito
Machavele, Valente Jeremias
Macuácua, Auderilio
Marronda, Isaías Júlio
Mula, Carlos Henrique
-
DOCENTES:
Prof. Dr. Eng. Chilengue – Regente
Eng. Chissano - Assistente
Gervásio Macuche - Monitor

Maputo, Maio de 2017


Indice
I. Introdução ............................................................................................................................ 3
II. Objectivos......................................................................................................................... 3
a) Gerais ............................................................................................................................... 3
b) Específicos ........................................................................................................................ 3
III. SISTEMAS TRIFASICOS ............................................................................................. 4
1. Definição........................................................................................................................... 4
2. Métodos de ligação das fases nos Sistemas Trifásicos .................................................. 4
2.1. Ligaçao estrela: ........................................................................................................ 4
2.2. Ligaçao Triangulo: .................................................................................................. 4
3. Ligações entre gerador e carga. ..................................................................................... 5
3.1. Ligação estrela-estrela com neutro ........................................................................... 5
3.2. Ligação estrela-estrela sem neutro ........................................................................... 7
3.3. Ligação estrela-triangulo .......................................................................................... 7
4. Potencia nos circuitos trifásicos ..................................................................................... 9
b) Num sistema desequilbrado.......................................................................................... 9
5. Métodos de medição de potência em circuitos trifásicos ........................................... 10
IV. Parte Prática .................................................................................................................. 11
1. Carga Ohmica-Capacitiva equilibrada........................................................................... 11
a) Resultados Experimentais: ....................................................................................... 11
b) Resultados Cálculados .............................................................................................. 11
2. Carga Ohmica-Capacitiva desequilibrada ..................................................................... 12
a) Resultados Experimentais: ....................................................................................... 12
b) Resultados calculados ............................................................................................... 12
3. Carga desequilibrada sem condutor neutro .................................................................... 12
a) Resultados experimentais: ........................................................................................ 13
b) Resultados calculados ............................................................................................... 13
4. Medição de potência num sistema trifásico ................................................................ 15
a) Potencia Usando 3 Wattimetros ............................................................................... 15
b) Potencia Usando 2 Wattimetros ............................................................................... 15
c) Potencia Usando 1 Wattimetro ................................................................................ 16
V. Conclusão ........................................................................................................................... 17
VI. Bibliohgrafia .................................................................................................................. 18

2
I. Introdução

II. Objectivos
a) Gerais
 Verificar na pratica a teoria estabelecida para circuitos trifasicos.
 Aprofundar os conhecimentos teoricos do comportamento dos sistemas
trifasicos equilibrados e desiquilibrados em estrela e em triangulo.
 Tomar conhecimentos dos metodos de medicao de potencia activa e reactiva.

b) Específicos
Medir as tensoes: UR , US , UT , URS , UST , UTR e as correntes: IR , IS , IT .

3
III. SISTEMAS TRIFASICOS
1. Definição
Como sugere o nome, um sistema trifasico, é sistema que funciona com três tensões
sinusoidais. Quando as tensoes possuem a mesma frequência e amplitude e são
desfasadas em 120° em relação umas às outras, designam-se sistemas trifasicos de
tensão balencada. Se nas cargas também a corrente for balanceada, designam-se
sistemas trifásicos simetricos.

Os valores instantâneos de tais tensões podem ser representadas, como se segue:

Sistema de tensoes trifasicas


6

u A  U m sen  t ;
uA uB uC

uB  U m sen ( t  120 ) ;
2

uC  U m sen ( t  120 )
Tensao, [V]

0
Equação 1
-2

-4

-6
0 0.005 0.01 0.015 0.02 0.025 0.03
Tempo, [s]

Figura 1: Sistemas de tensões trifásicas

Circuitos trifásicos são particularmente interessantes, pois, usando bobinas


convenientemente dispostas, é simples criar um campo girante, o que barateia a
construção de motores elétricos.

2. Métodos de ligação das fases nos Sistemas Trifásicos


As fases num sistema trifásico podem ser ligadas em estrela (Y) ou em triangulo (Δ).

2.1. Ligaçao estrela: quando as fases tem um ponto em comum.


A U AB
B
C

U A

Y
X Z

a
U ab b c

Ua

x y z

Figura 2: Bobinas ligadas em estrela

2.2. Ligaçao Triangulo: quando o fim de uma bobina é ligada no inicio


da outra.

4
A U AB
B
C

U A

Y
X Z

a
U ab b c

Ua

x y z

Figura 3: Bobinas ligadas em trianngulo

Assim como as fontes de tensão podem ser ligadas em estrela e em triangulo, as cargas
dos sistemas trifasicos tambem podem ser ligadas em estrela ou em triangulo. Essas
ligacoes fazem com que haja certas combinações especiais, entre as ligações gerador-
carga. Antes porém de ver essas combinações, é importante alguns conceitos
importantes:

Tensão de linha: Tensão entre duas fases. Na figura apresentada seria a tensão entre A
e B, B e C ou C e A.

Tensão de fase: tensão entre uma fase e o ponto com, ou o neutro. Na figura
apresentada abaixo seria a tençao Van, Vbn, Vcn:

Ia
Za
n U nn
n
Zb
Ic Zc
C B
Ib

Figura 4: Representação de linhas e fases

Corrente de fase: corrente que passa entre uma fase e o neutro.

Corrente de linha: Corrente gerada na fase.

3. Ligações entre gerador e carga.


3.1.Ligação estrela-estrela com neutro
A

Ia
Za
U nn
n n
Zb
Ic Zc
C B
Ib

Figura 5: ligação YY com neutro

5
Nesta ligação, as tensões de linha e de fase relacionam-se pela expressão:

1
U AB  U A cos 30  U AB  3 U A
2 Equação 2

Como mostra a fórmula, as tensões de linha numa ligação estrela-estrela com neutro, a
tensão de linha é √3 vezes maior que a tenão de fase.

Mas as correntes de fase e de linha sçao iguais.

Se o gerador for balanceado, há que

U 0 U   120 U 120


IA  ; IB  ; IC  ; I N  (I A  I B  IC )  0
Za Zb Zc Equação 3

Sendo as cargas equilibradas, as correntes que resultam formam um sistema simétrico e


equilibrado. A soma das correntes será nula.

UC

U ab  U b
UA

UB
U AB
330º Y /   11

Figura 6: Fasores em equilibrio: tensões de


linha e correntes de linha

Caso contrário, o sistema é desequilibrado. Portanto, as correntes também serão


desiquilibradas, isto é a sua soma não será nula.

UC

U ab  U b
UA

UB
U AB
330º Y /   11

Figura 7: Fasores em desequilibrio: tensões de


linha e correntes de linha

6
3.2.Ligação estrela-estrela sem neutro
A

Ia
Za
U nn
n n
Zb
Ic Zc
C B
Ib

Figura 8: ligação YY sem neutro

Diferentemente da ligação com neutro, a YY sem neutro, faz com que haja uma d.d.p.
entre os pontos comuns das ligações, chamada de tensão UNn (diferença de potencial
nos pontos neutros). A sua tensão é dada pela expressão:

U A Ya  U BYb  U C Yc
Un N 
Ya  Yb  Yc
Equação 4

Isto faz com que as correntes nas fases sejam determinadas tendo em conta a ddp do
ponto comum:

 U A  I a Z a  U n N  0  I a  (U A  U n N ) Ya
I b  (U B  U n N ) Yb ; I c  (U C  U n N ) Yc

Equação 5

As correntes de linha ainda são iguais às de fase.

3.3.Ligação estrela-triangulo
A

Ia
Za
U nn
n n
Zb
Ic Zc
C B
Ib

Figura 9: ligação YW

7
Neste sistema as fases estão ligadas entre as linhas. Logo as tensões de fase e de linha
são iguais. Mas as correntes de fase e de linha, são diferentes.

Para determinar as correntes de fase, usam-se as seguintes fórmulas:

U ab 0 U   120
I ab  ; I bc  bc ;
Za Zb
U ca 120
I ca  ;
Zc
Equação 6

Mas as correntes de linha são determinadas aplicando-se a lei dos nós.

I a  I ab  I ca ; I b  I bc  I ab ; I c  I ca  I bc
Equação 7

Sendo as cargas equilibradas, as correntes que resultam formam um sistema simétrico e


equilibrado.

U ca

I ca

U ab

I bc
I ab

Ubc

Figura 10: Fasores em equilibrio: tensões de


linha e correntes de linha

Sendo as cargas equilibradas, pode-se fazer a seguinte relação:

Figura 11: equivalencia entre cargas


num sistema equilibrado

8
No caso em que as impedâncias formam um sistema desequilibrado, as correntes
resultantes também serão desequilibradas.

Uca
I ca
I ab

I bc U ab

Ubc

Figura 12: Fasores em desequilibrio:


tensões de linha e correntes de linha

4. Potencia nos circuitos trifásicos


a) Num sistema equilbrado, aquele em que as impedâncias nas três fases são
iguais, as potências podem ser calculadas usado as fórmulas:

Potência Activa:

P  3U f I f cos   3 U L I L cos 

Equação 8

Potência Reactiva:

Q  3U f I f sen  3 U L I L sen

Equação 9

Potência Consumida:

S  3U f I f  3 U L I L

Equação 10

b) Num sistema desequilbrado, aquele em que as impedâncias das fases são


diferentes, as potências podem ser calculadas usado as fórmulas:

Potência Activa:

P  P1  P2  P3 Pi  U i I i cos  Equação 11

Potência Reactiva:

Q  Q1  Q2  Q3 Qi  U i I i sen
Equação 12

9
Potência Consumida: Equação 13

S  P2  Q2

5. Métodos de medição de potência em circuitos trifásicos


A potência em qualquer sistema trifásico, seja de carga equilibrada ou não, pode ser
medida utilizando dois ou três wattímetros. Mas num sistema com carga equilibrada
pode-se medir a potência total utilizando apenas um wattímetro.

 
A w a
Ia
In N Za
N n
Zb
B
Ib Zc
Ic c b
C

Figura 13: Medição num sistema equuilibrado

A utilização do método de dois wattímetros e aplicavél em sistemas trifásicos com três


condutores, isto é, sistemas em triângulo ou em estrela sem neutro.

 
A w a
I ab
Ia I ca
Zc Za
B
Zb
c I bc
C
  b
w Ib
Ic

Figura 14: Medição num sistema trifãsico

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IV. Parte Prática
1. Carga Ohmica-Capacitiva equilibrada ( RR = RS = RT = R e XCR = XCS = XCT =
XC) com condutor neutro. Medir IN.

a) Resultados Experimentais:
IR,A IS,A IT,A UR,V US,V UT,V URS,V UST,V UTR,V IN
0,8 0,8 0,8 241,5 242,1 242,2 418 420 419 0

b) Resultados Cálculados
𝑈𝑅 = 241.5 𝑉 𝑈𝑅𝑆 = 𝑈𝑅 − 𝑈𝑆
𝑈𝑆 = 242.5∡ − 120º, 𝑉
𝑈𝑇 = 242.2∡120º, 𝑉 𝑈𝑅𝑆 =418.81<30 º V

𝑈𝑆𝑇 = 𝑈𝑆 − 𝑈𝑇 𝑈𝑇𝑅 = 𝑈𝑇 − 𝑈𝑅

𝑈𝑆𝑇 = 419.5 < −89.99 º, 𝑉 𝑈𝑇𝑅 419.06 < −30.06 𝑉

UR
IR = = 0.85 < 53.21 A
R − jXC
US
IS = = 0.85 < −66.79A
R−jXC

U T
IT = R−jX = 0.85 < 173.21 A
C

𝐼𝑁 = 𝐼𝑅 + 𝐼𝑆 + 𝐼𝑇 = 0 𝐴

11
2. Carga Ohmica-Capacitiva desequilibrada ( RR = R , RS = R/2 , RT = 0) com
condutor neutro. (Medir IN.)

a) Resultados Experimentais:
IR,A IS,A IT,A IN,A UR,V US,V UT,V URS,V UST,V UTR,V
0,8 0,98 0,99 0,69 240,9 241,7 243,0 417,7 420,1 418,6

b) Resultados calculados
 Os valores das tensões serão iguais aos do circuito anterior.

𝑈𝑅 220
𝐼𝑅 = = = 0,75∡54,6º, 𝐴
𝑅 − 𝑗𝑋𝐶 170 − 𝑗239,3
𝑈𝑆 22𝑂∡ − 120º
𝐼𝑆 = = = 0,866∡ − 50º, 𝐴
𝑅 85 − 𝑗239,3
2 − 𝑗𝑋𝐶
𝑈𝑇 22𝑂∡120º
𝐼𝑇 = = = 0,92∡ − 150º, 𝐴
−𝑗𝑋𝐶 −𝑗239,3
𝐼𝑁 = 𝐼𝑅 + 𝐼𝑆 + 𝐼𝑇 = 0,54∡ − 69,2, 𝐴

3. Carga desequilibrada sem condutor neutro (montar o ponto neutro artificial e


medir UR0 , US0 , UT0 , U00.

12
a) Resultados experimentais:
Com R nos seus valores máximos do reóstato = 220 Ohm.
UR0 [V] US0 [V] UT0 [V] U00 [V] IR[A] IS[A] IT[A] IN[A]
241,5 242,5 242,3 58,15 1,6 1,4 1,4 0

b) Resultados calculados
 As tensões de fase serão iguais aos dos cálculos anteriores
̅𝑅 . 𝑌̅𝑅 + 𝑈
𝑈 ̅𝑆 . 𝑌̅𝑆 + 𝑈
̅𝑇 . 𝑌̅𝑇
̅𝑛𝑁 =
𝑈 = 17∡ − 174,8º, 𝑉
𝑌̅𝑅 + 𝑌̅𝑆 + 𝑌̅𝑇

𝐼𝑅̅ = (𝑈
̅𝑅 − 𝑈
̅𝑛𝑁 )𝑌̅𝑅 = 0,8∡53,84, 𝐴

𝐼𝑆̅ = (𝑈
̅𝑆 − 𝑈
̅𝑛𝑁 )𝑌̅𝑆 = 0,46∡ − 43,6, 𝐴

𝐼𝑇̅ = (𝑈
̅𝑇 − 𝑈
̅𝑛𝑁 )𝑌̅𝑇 = 0,96∡ − 146, 𝐴

4. Sistema trifásico em triângulo.


4.1. Sistema em triângulo equilibrado
a) Resultados experimentais:

UR=381.044 V IR=0.375 A R=1K C=1Uf f=60Hz


US=381.037 V IS=0.375 A
UT=381.060 V IT=0.375 A
a) Resultados calculados
Xc=2.6K
Ufase=Ulinha
𝑈𝑓𝑎𝑠𝑒
IRs=𝑅−𝑗𝑋𝐶 = 0.136 < −68.96 𝐴 IR=ITR-IRS=0.211<-29.9 A
𝑈𝑓𝑎𝑠𝑒<−120
ISt= = 0.136 < −51.03 𝐴 IS=IST-IRS=0.042<30,05 A
𝑅−𝑗𝑋𝑐

13
𝑈𝑓𝑎𝑠𝑒<120
IRT= = 0.136 < −171.03 𝐴 IT=ITR-IST=0.235<158.9 A
𝑅−𝑗𝑋𝑐

4.2.Sistema trifásico triângulo desequilibrado

a) Valores experimentais

Rs=500Ω os outros valores mantem igual aos do circuito anterior.

b) Resultados calculados
𝑈𝑓𝑎𝑠𝑒
IRs=𝑅−𝑗𝑋𝐶 = 0.136 < −68.96 𝐴 IR=IRS-IST=0.68<-150.68A

𝑈𝑓𝑎𝑠𝑒<−120
ISt= = 0.143 < −40.88 𝐴 IS=IST-IRS=0.68<29.35 A
𝑅−𝑗𝑋𝑐

𝑈𝑓𝑎𝑠𝑒<120
IRT= = 0.136 < −171.03 𝐴 IT=ITR-IST=0.25<163.37 A
𝑅−𝑗𝑋𝑐

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5. Medição de potência num sistema trifásico
a) Potencia Usando 3 Wattimetros

Resultados obtidos através dos cálculos


̅𝑅𝑇 . 𝐼𝑅∗ ) = 104𝑊
𝑃𝑅 = 𝑅𝑒(𝑈
̅𝑆𝑇 . 𝐼𝑅∗ ) = 63,2𝑊
𝑃𝑆 = 𝑅𝑒(𝑈
̅𝑇𝑅 . 𝐼𝑅∗ ) = 118𝑊
𝑃𝑇 = 𝑅𝑒(𝑈
Resultados experimentais
PR [W] PS [W] PT [W]
30 12.5 16.5

b) Potencia Usando 2 Wattimetros

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Resultados obtidos através dos cálculos
̅𝑅𝑇 . 𝐼𝑅∗ ) = 304,8𝑊
𝑃𝑅 = 𝑅𝑒(𝑈
̅𝑇𝑅 . 𝐼𝑅∗ ) = 160𝑊
𝑃𝑇 = 𝑅𝑒(𝑈
Resultados experimentais
PR [W] PT [W]
354 129

c) Potencia Usando 1 Wattimetro

Resultados obtidos através dos cálculos


̅𝑅𝑇 . 𝐼𝑅∗ ) = 304,8𝑊
𝑃𝑅 = 𝑅𝑒(𝑈

Resultados experimentais
PR [W]
195

16
V. Conclusão

17
VI. Bibliohgrafia

18