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TEORIA DAS NULIDADES DOS ATOS

ADMINISTRATIVOS

1 • Q353155
Prova: CESPE - 2013 - FUNASA - Todos os Cargos -
Conhecimentos Básicos - Cargos 1 e 2
Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Atos
administrativos; Teoria das nulidades;

Julgue os itens a seguir com relação aos atos


administrativos, ao processo administrativo e aos
poderes administrativos.

Considere que um servidor tenha sido demitido do


serviço público por meio de ato de autoridade
incompetente. Nessa situação, o ato administrativo
poderá ser invalidado tanto pela administração
como pelo Poder Judiciário.

 Certo Errado

1.

Comentado por José Coelho há


aproximadamente 2 horas.

É um pouco complicado o entendimento dessa


questão, pois, considerando a teoria do
Funcionário de Fato e que todos os atos da
administração têm presunção de legitimidade,
caberia então, mesmo o ato sendo ilegal, ao
administrado provar essa ilegalidade, ou seja,
"correr atrás do prejuízo". Entendi assim,
portanto errei a questão!

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2.

Comentado por Lucas Melo há


aproximadamente 16 horas.

Pessoal, vou explicar objetivamente o


fundamento da questão estar correta!
A competência é um dos elementos do ato
administrativo. O ato administrativo, quando
eivado de ilegalidade, deverá ser anulado,
tanto pela Administração Pública quanto pelo
Poder Judiciário, conforme já decidiu o STF e
inclusive conforme duas súmulas que tratam
sobre este assunto (Sum. 346 e 473).
Conforme nossa colega Isis mencionou, a pena
de demissão (conforme pedida na questão),
está prevista para ser aplicada pelas
autoridades expressamente previstas na Lei
8112/90, em seu artigo 141, inciso I.
Concluindo:
Por ter sido aplicada tal pena por outra
autoridade, que não as competentes previstas
na lei, houve violação ao ditame legal, ou seja,
ilegalidade, e isto, conforme dito, enseja a
anulação do ato de demissão, tanto pela Adm.
Púb. quanto pelo Poder Jud.
Vejamos:

Lei 8112/90

Art. 141. As penalidades disciplinares serão


aplicadas:

I - pelo Presidente da República, pelos


Presidentes das Casas do Poder Legislativo e
dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral
da República, quando se tratar de demissão e
cassação de aposentadoria ou disponibilidade
de servidor vinculado ao respectivo Poder,
órgão, ou entidade;

Espero ter contribuído e solucionado as


dúvidas dos colegas!

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3.

Comentado por FABIANE há 1 dia.

Alguém pode me ajudar a entender? Pois até


onde eu sei um ato praticado por agente
incompetente é um ato inexistente, logo será
anulavel.

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4.
Comentado por everton há 2 dias.

Ato invalidado?????

Agora além de examinadores são


doutrinadores???????

Dou conta não...

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5.

Comentado por rodrigo há 2 dias.

Parabéns a Banca pela questão de altíssimo


nível. Pagaram o examinador com alfafa.
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6.

Comentado por Waldyr Argento Júnior há 4


dias.

Não sabia que um ATO ADMINISTRATIVO


poderia ser INVALIDADO.

Eu desconheço esse termo - Um ato pode ser


válido ou invalido, mas nunca INVALIDADO.

Pode ser ANULADO, CONVALIDADO ou


REVOGADO.

Esse CESPE vem com cada uma, nunca vamos


saber o que se passa na cabeça do
examinador (esse aí comeu titica de galinha).
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7.

Comentado por Isis Costa há 5 dias.

Os atos com vício de competência só podem


ser convalidados pela administração quando
não se tratar de competência exclusiva, como
o é no caso de aplicação da penalidade de
demissão:

Lei 8.112 .

Art. 141. As penalidades disciplinares serão


aplicadas:

I - pelo Presidente da República, pelos


Presidentes das Casas do Poder Legislativo e
dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral
da República, quando se tratar de demissão e
cassação de aposentadoria ou disponibilidade
de servidor vinculado ao respectivo Poder,
órgão, ou entidade;

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8.

Comentado por Concurseira Estudando há 5


dias.

Teoria das invalidades (nulidades) do ato


administrativo, segundo Hely Lopes
Meireles: Válido ou inválido; Se inválido, deve
ser anulado; (administração não pode conviver
com ilegalidades – princípio da legalidade).

Para o ato ser considerado válido deve conter


5 requisitos FF.COM
(forma,finalidade,competência,objeto,motivo),
neste caso mencionado na questão feriu
a competência. A rigor, deve ser anulado, e
tanto a Administração como o judiciário o
pode fazê-lo e produz efeito ex tunc, ou seja
retroativo.

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9.

Comentado por Eu vou tentar, sempre...e


acreditar que sou capaz... há 6 dias.

CERTA.

STF Súmula nº 473 -Administração Pública -


Anulação ou Revogação dos Seus Próprios
Atos

A administração pode anular seus próprios


atos, quando eivados de vícios que os tornam
ilegais, porque deles não se originam direitos;
ou revogá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial.

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10.

Comentado por Leilane Silva há 6 dias.

Competência:

Para a prática do ato administrativo é


necessário que o agente disponha de poder
legal para praticá-lo,

ou seja, de poder específico para suas


funções, conferido em lei ou por esta previsto
ou limitado. O
ato administrativo praticado por autoridade
incompetente será nulo, inválido.

O sujeito é aquele que elabora o ato


administrativo e a quem a lei lhe dá
competência.

http://www.passeidireto.com/arquivo/1181649/a
dm-04---os-atos-administrativos

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2 • Q352716
Prova: FCC - 2013 - AL-RN - Analista Legislativo
Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Atos
administrativos; Teoria das nulidades;

Considere a seguinte assertiva: o ato


administrativo válido, isto é, legal, pode ser
anulado pela própria Administração pública. A
assertiva em questão está

 a) incorreta, porque, no enunciado narrado,


a anulação somente pode ser feita pelo Poder
Judiciário.

 b) correta, pois a Administração pública


pode, de ofício, anular atos administrativos
válidos.

 c) incorreta, pois a anulação pressupõe


sempre ato administrativo ilegal.

 d) correta, porque a anulação é cabível,


excepcionalmente, para atos administrativos
válidos.

 e) incorreta, pois a Administração pública


não pode anular seus próprios atos.

1.

Comentado por Catrine Silva há 3 dias.


Vale lembrar que o ato válido é aquele que
está de acordo com a lei e princípios. O ato é
editado em conformidade com as exigências
legais. Outro aspecto é o da presunção de
legitimidade, todo ato nasce com esse
atributo, logo, pressupõe-se que todo ato
editado pela administração tem caráter legal.
Dessarte, há de ser comprovada a ilegalidade
do ato para que se proceda com a devida
anulação.

Bons estudos pessoas! :*

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2.

Comentado por Rosana Alves há 4 dias.

A alternativa C é a correta.
Súmula 473/STF: "A administração pode anular
seus próprios atos, quando eivados de vícios
que os tornam ilegais, porque deles não se
originam direitos; ou revogá-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os
casos, a apreciação judicial".

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3 • Q70512
Prova: CESPE - 2009 - DPE-PI - Defensor Público
Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Atos
administrativos; Teoria das nulidades;

Acerca dos vícios do ato administrativo e da teoria


das nulidades, assinale a opção correta.
 a) Segundo o STF, o Poder Legislativo tem
competência para editar lei específica para
desconstituir atos administrativos
determinados, como, por exemplo,
notificações fiscais emitidas pelo órgão
tributário.

 b) O direito adquirido, regra geral, é causa


suficiente para impedir o desfazimento do ato
administrativo que contém vício de nulidade
insanável.

 c) No caso de vício de incompetência em


ato administrativo discricionário, há o dever de
a administração invalidar o ato.

 d) Segundo o STF, os atos nulos produzem


efeitos jurídicos em razão da presunção de
legitimidade que possuem.

 e) Segundo o STF, em caso de ato


administrativo ilegal ampliativo de direito que
beneficia terceiro de boa-fé, a declaração de
nulidade deve ter efeitos ex nunc.

1.

Comentado por andré sanches há 7 meses.


c) No caso de vício de incompetência em ato
administrativo discricionário, há o dever de a
administração invalidar o ato (ERRADO)

Se for sanável o vício, o ato é anulável e pode


haver convalidação, sendo possível somente
nos vícios de "forma ou competência", não se
admitindo nos demais (na verdade a
administração “deve” convalidar quando
possível)

Logo o erro da questão está em dizer que no


caso de vício de Incompetência a
administração seria obrigada a invalidar o ato,
pois como explicado, há a possibilidade da
convalidação.

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2.
Comentado por Rafael N. há aproximadamente
1 ano.

Para responder àquestão, não é necessário ir


exaustivamente à jurisprudência, pois com
alguns artigos ou fundamentos doutrinários,
pode ajudar a respondeê-la.

A)Lembrem-se que as modificações no


ordenamento jurídico devem respeitar, no
âmbito do direito administrativo, o princípio da
segurança jurídica, isto é, modificações
normativas posteriores ao ato.
Trilogia da segurança jurídica:
No art. 5º, XXXVI, CF - "a lei não prejudicará o
direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a
coisa julgada".
Portanto, nova lei não poderá desconstituir a
notificação fiscal emitida na vigência da lei
pretérita.

B)Conforme a doutrina, o ato nulo produz


efeito ex tunc, portanto, desconstiui o ato
desde sua orgiem, inclusive os direitos que
beneficiaram terceiros.

C)Como o ato é discricionário, não podemos


falar em nulidade, mas sim em revogação do
ato.

D)Como dito anteriormente, quando o ato é


anulado, ele é descontituindo desde sua
origem, não vindo a produzir efeitos.
E)Correta.
Um exemplo clássico:
Funcionário de fato que pratica um ato
admistrativo.Pela lógica, o ato seria nulo
desconstituindo desde sua essencia não
produzindo sequer efeitos,por estar ausente
um requisito do ato administrativo, mas por
respeito aos princípios da segurança jurídica e
da boa fé de terceiros, tem se admitido a
manutenção do ato emitido por esse agente
eventual(incompetente).

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3.

Comentado por Ricardo( Futuro Policial da


Câmara dos deputados) há aproximadamente 1
ano.
Segundo o STF, os atos nulos produzem efeitos
jurídicos em razão da presunção de
legitimidade que possuem.
Não é uma questão trivial....
No princípio da presunção da legitimidade
pressume-se que os atos administrativos
praticados pela administração estão em
conformidade com a lei,cabendo ao particular
o ônus da prova... pois a presunção é relativa.

O ato será valido até que o particular prove


que ele é ilegal.... apartir do momento que o
particular provou que o ato não é Legal, o ato
será anulado, ou seja será considerado nulo...
e nesse caso não será mais protegido pelo
atributo da presunção da legitimidade.
Perceberam o erro da questão? até que se
prove o contrário o ato mesmo que inválido
será protegido pelo princípio da presunção da
legitimidade? apartir do momento que se
provoooou que o ato é ilegal... esse não será
mais protegido pelo princípio da
legitimidade.... pois dos atos ilegais ( nulos)
não se originam direitos.

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4.

Comentado por Analu há aproximadamente 1


ano.

Com relação a 'D" ato nulo não gera efeito, em


regra. Acho que é isso o erro... Alguém mais
comenta?

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5.

Comentado por Thiago Manaia Anhê há


aproximadamente 1 ano.

Eu também não consegui entender o que há de


errado com a alternativa 'D' .
Se alguém puder dar uma luz....

Valeu!
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6.

Comentado por Michelle Mikoski há


aproximadamente 1 ano.

Tive a mesma dúvida que a nossa colega


Gabriela Melo, alguém poderia nos ajudar?
Enquanto isso, para descontrair e fixar
conhecimento:

Bons estudos!
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7.

Comentado por Gabriela Melo há


aproximadamente 1 ano.

Não entendi o erro na assertiva D:


d) Segundo o STF, os atos nulos produzem
efeitos jurídicos em razão da presunção de
legitimidade que possuem.
Que eu saiba, os atos nulos produzem efeitos
jurídicos até que se quebre a presunção de
legitimidade, declarando-se a sua nulidade.

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8.
Comentado por Rafael Antonio Costa há mais
de 2 anos.

Segundo Celso Antonio Bandeira de Mello:

"(...) parece-nos que efetivamente nos atos


unilaterais restritivos da esfera jurídica dos
administrados, se eram inválidos, todas as
razões concorrem para que sua fulminação
produza efeitos 'ex tunc', exonerando por
inteiro qum fora indevidamente agravado pelo
Poder Público das consequencias onerosas.
Pelo contrário, nos atos unilaterais ampliativos
da esfera jurídica do administrado, se este não
concorreu para o vício do ato, estando de boa-
fé, sua fulminação só deve produzir efeitos 'ex
nunc', ou seja, depois de pronunciada"

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9.

Comentado por ELISABETE BEATRIZ TSCHOPE


há mais de 3 anos.

Só complementando: NULIDADE
Ato ampliativo de direito: EX-NUNC

Ato restritivo de direito: EX-TUNC

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10.

Comentado por Fernanda Figueiredo há mais


de 3 anos.

Bya, o trecho seguinte de Hely Lopes


Meirelles, responde a sua dúvida:

"Como regra geral, os efeitos da anulação dos


atos administrativos retroagem às suas
origens, invalidando as conseqüências
passadas, presentes e futuras do ato, tendo
em vista que o ato nulo não gera direitos ou
obrigações para as partes; não cria situações
jurídicas definitivas; não admite convalidação.
No entanto, por força do princípio da
segurança jurídica e da boa-fé do
administrado, ou do servidor público, em casos
excepcionais a anulação pode ter efeitos ex
nunc, ou seja, a partir dela.". Direito
Administrativo Brasileiro", 32ª Ed.p.204.
De atos NULOS não se geram direitos
adquiridos e eles também não podem produzir
efeitos válidos entre as partes . Quando se diz
que um ato nulo produziu efeitos perante
terceiros de boa-fé (em decorrência da
presunção de legitimidade e da
imperatividade), são os EFEITOS que
subsistem, não o ato em si, como já foi
frisado. Atos inválidos podem ser, a depender
do vício, convalidados, convertidos e aí
produzirem efeitos. Logo, cuidado, ato inválido
é diferente de ato nulo.

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11.

Comentado por Monique Marques há mais de 3


anos.
Eventuais efeitos já produzidos perante
terceiros de boa fé, antes da data da anulação
do ato, não serão desfeitos. Mas serão
mantidos esses efeitos, e só eles, não o ato
em si.

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12.

Comentado por Adriane Basilio há mais de 3


anos.

Opção correta é a letra (e).


Em regra, a anulação do ato viciado não
alcança os atos dele decorrentes que tenham
por destinatários terceiros de boa-fé. Quando
isto não for possível e a anulação também
atingí-los, terão direito à integral indenização
pelos prejuízos dela decorrentes.

Terceiros de boa-fé: São pessoas que não


participaram do processo de formação do ato
e não tinham ciência do defeito nele existente.

Exemplo:
1) Em 01.04.2009 ocorre a nomeação de um
indivíduo para o cargo de analista da RFB.
2) Passados 6 meses da data de nomeação
identifica-se que o indivíduo não havia sido
aprovado em concurso público.
3) Em 01.10.2009 o ato de nomeação é
anulado.

Durante o período em que o indivíduo esteve


em exercício, ele emitiu diversas certidões
negativas para terceiros de boa-fé. Nesse
caso, haverá anulação do ato de nomeação,
mas as certidões negativas expedidas não
serão anuladas e continuarão válidas.

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13.

Comentado por Bya Campista há mais de 3


anos.

"Segundo o STF, em caso de ato


administrativo ilegal ampliativo de direito que
beneficia terceiro de boa-fé, a declaração de
nulidade deve ter efeitos ex nunc."

Nulidade com efeito "Ex Nunc"? Isso então


seria uma exceção? A nulidade tem efeito "Ex
Tunc", não é?

Obrigada pela ajuda.

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14.

Comentado por Suelem há mais de 3 anos.

QUESTÃO CERTA: E

QUANTO A LETRA B:

Como se reconhece de modo pacífico, ato


administrativo inválido não gera direito
adquirido
QUANTO A LETRA C:

O ato de convalidação é, às vezes, vinculado, e


outras vezes, discricionário. Entende a a Di
Pietro que "só existe uma hipótese em que a
Administração Pública pode optar entre o
dever de convalidar e o dever de invalidar
segundo critérios discricionários. É o caso do
ato discricionário praticado por autoridade
incompetente. Destarte, nestes casos, pode a
Administração Pública, segundo um juízo
subjetivo, optar se quer convalidar ou invalidar
o ato viciado".

QUANTO A LETRA D:

Os atos nulos, de regra, não produzem sua


plena efeicácia. No entanto, há casos, embora
poucos, em que o ato jurídico nulo produz
efeitos jurídicos (expressamente atribuídos por
lei)

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15.
Comentado por robson sousa há mais de 3
anos.

Letra "E":

Aplica-se o teor da Súmula nº 473/STF ao caso


"A administração pode anular seus próprios
atos, quando eivados de vícios que os tornam
ilegais, porque deles não se originam direitos;
ou revogá-los, por motivo de conveniência ou
oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a
apreciação judicial"

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4 • Q277686
Prova: CESPE - 2004 - AGU - Advogado
Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Atos
administrativos; Teoria das nulidades;

Com relação aos atos administrativos, julgue os


itens seguintes.

Segundo os defensores da teoria monista das


nulidades dos atos administrativos, todo ato
administrativo ilegal é nulo, não existindo a
hipótese, no âmbito do direito administrativo, de o
ato administrativo ser anulável, uma vez que isso
implicaria, no caso de sua não-anulação, a
manutenção da validade de atos ilegais.

 Certo Errado

1.

Comentado por CAMILO THUDIUM há


aproximadamente 1 mês.

CONVALIDAÇÃO DE ATOS ADMINISTRATIVOS

FUNDAMENTO LEGAL
-
Lei 9.784/99 - Art. 55. Em decisão na qual se
evidencienão acarretarem
lesão ao interesse público nem prejuízo a
terceiros, os atosque
apresentarem defeitos sanáveis poderão ser
convalidados pela
própriaAdministração.

FINALIDADE

- aproveitar atos administrativos eivados de


víciossanáveis, confirmando-os no todo ou em
parte.

OBJETOS

- Atos legais / ilegais sanáveis

DEVER-PODER

- Discricionariedade

- Motivação obrigatória

EFEITOS

- Ex tunc

FORMA

- Segundo ato administrativo que corrigi o


primeiro comvício

ELEMENTOSCONVALIDÁVEIS

- Sujeito incompetente (matéria não exclusiva)


- Forma incorreta (forma não específica)

- Objeto (plúrimo)

EVENTOS NÃOCONVALIDÁVEIS

- Prescrição

- Lesão ao interesse público

- Prejuízos a terceiros

- Atos impugnados por terceiros interessados

FORMAS

- Ratificação: saneamento de ato inválido

- Reforma: novo ato supre o vício do ato


anterior

- Conversão: substituição da parte viciada do


ato

OBSERVAÇÕES

-
é possível haver interesse público na
manutenção dosefeitos de atos
administrativos viciados, em nome de
princípios jurídicos taiscomo a
proporcionalidade e a boa-fé.

- pode derivar de um ato do particular afetado


peloprovimento viciado.
-
Segundo os defensores da teoria monista das
nulidades dosatos
administrativos, todo ato administrativo ilegal
é nulo, não existindo
ahipótese, no âmbito do direito administrativo,
de o ato administrativo
seranulável, uma vez que isso implicaria, no
caso de sua não-anulação,
amanutenção da validade de atos ilegais

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2.

Comentado por Lourdson há 4 meses.

CERTO!!!

SINTETIZANDO...

Atos Nulo, anuláveis e Inexistentes:


NULOS → possuem defeitos insanáveis, não
podendo ser convalidados.
ANULÁVEIS → possuem defeitos sanáveis, e
por isso, podem ser convalidados.
INEXISTENTES → nem chegaram a existir,
pois, foram praticados por uma pessoa que se
passou por agente público. Podem produzir
efeitos em face da teoria da aparência.

Obs: existem 2 teorias para as nulidades:


a) MONISTA→ todo ato que tem defeito é
nulo.
b) DUALISTA→ o ato que tem defeito
insanável é nulo, porém o ato que possui
defeito sanável é anulável. (BRASIL ADOTA
ESSA!!!)

"VÁ E VENÇA ;)"

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3.

Comentado por MURILO JUNQUEIRA LEMES há


6 meses.

Aff... Cespe não é de Deus não!


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4.

Comentado por Danielle há 8 meses.

Hely Lopes Meirelles, citado na obra de


Gustavo Mello Knoplock, discorda da maior
parte da doutrina defendendo que não existem
atos anuláveis, afirmando que "... continuamos
a não aceitar o chamado ato administrativo
anulável no âmbito do Direito Administrativo,
justamente pela impossibilidade de
preponderar o interesse privado sobre o
público e não ser admissível a manutenção de
atos ilegais, ainda que assim o desejem as
partes, porque a isto se opõe a exigência da
legalidade administrativa".
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5.

Comentado por John Carneiro há 9 meses.

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6.

Comentado por Silvania há aproximadamente 1


ano.

Existem duas teorias sobre as nulidades:


a) Teoria Monista: todo ato que possui defeito
é nulo.
b) Teoria Dualista: o ato que possui defeito
insanável é nulo, enquanto o ato que possui
defeito sanável é anulável.
FONTE: PROFESSOR IVAN LUCAS, DIREITO
ADMINISTRATIVO.

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7.

Comentado por andré luiz de alcântara


brandão há aproximadamente 1 ano.
A questão pode ser inusitada, mas se aplica
bem para um concurso de ADVOGADO.

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8.

Comentado por ANDERSON há


aproximadamente 1 ano.

OS ADMINISTRATIVAS TRADICIONAIS
COSTUMAVAM PROPUGNAR QUE OS ATOS
ADMINISTRATIVOS, QUANTO Á EXISTÊNCIA
DE VÍCIO EM SUA FORMAÇÃO, PODERIAM SER
ENQUADRADOS, EXCLUSIVAMENTE, OU COMO
ATOS VÁLIDOS ( SEM NENHUM VÍCIO), OU
COMO ATOS NULOS ( COM QUALQUER VÍCIO
DE VALIDADE, SEM EXCEÇÃO). FILIAVAM-SE À
DENOMINADA ESCOLA MONISTA, QUE
RECEBE ESSE NOME PELO FATO DE SÓ
ADMITIR UMA ESPÉCIE DE ATO INVÁLIDO: O
ATO NULO. PARA A TEORIA MONISTA,
QUALQUER DEFEITO EM QUALQUER
ELEMENTO DE UMA ATO ADMINISTRATIVO
CLASSIFICA-SE COMO VÍCIO INSANÁVEL,
RESULTANDO, INVARIAVELMENTE, EM UM
ATO NULO.
OUTROS AUTORES, NA ÉPOCA
MINORITÁRIOS, DEFENDIAM A POSSIBILIDADE
DE OS ATOS ADMINISTRATIVOS COM
DEFEITOS DE VALIDADE SEREM NULOS OU
ANULÁVEIS, CONFORME O VÍCIO FOSSE
CLASSIFICADO COMO INSANÁVEL OU
SANÁVEL, RESPECTIVAMENTE. ERAM
ADEPTOS DA CHAMADA ESCOLA DUALISATA,
ORIGINÁRIA DO DIREITO PRIVADO, QUE
RECEBE ESSE NOME EXATAMENTE POR
ADMITIR DUAS CATEGORIAS DE ATOS COM
VÍCIOS DE LEGALIDADE: OS NULOS E OS
ANULÁVEIS.
ESSA CORRENTE, DUALISTA, HOJE
AMPLAMENTE MAJORITÁRIA, ADMITE, AO
LADO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS NULOS,
EIVADOS DE VÍCIOS INSANÁVEIS, A
EXISTÊNCIA DOS ATOS ADMINISTRATIVOS
ANULÁVEIS, PORTADORES DE VÍCIOS
SANÁVEIS.

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9.

Comentado por Giovani Altef há


aproximadamente 1 ano.

Esta teoria é minoritária demais, eu nunca


tinha visto uma questão de concurso cobrar
essa teoria.

Mas é isso ai, para a teoria monista todo ato


ilegal é nulo, não haveria distinção entra
anulável e nulo...

Lembrando que esta não é a teoria adotada em


nosso ordenamento e nem a cobrada pelos
concursos.

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10.
Comentado por Denis França há
aproximadamente 1 ano.

CORRETO.
Realmente esse é o entendimento da teoria
monista. Mas ela é minoritária, pois prevalece
na doutrina, na jurisprudência e até na
legislação o entendimento de que é possível a
convalidação de atos administrativos que
contém certos vícios superáveis. A própria lei
9.784/99 positivou hipóteses de convalidação
de atos administrativos.

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5 • Q300249
Prova: CESPE - 2003 - TJ-DF - Analista Judiciário -
Área Judiciária - Execução de Mandados
Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Atos
administrativos; Lei nº 8.112-1990 - Regime
jurídico dos servidores públicos federais; Agentes
públicos e Lei 8.112 de 1990; Regime jurídico
administrativo; Conceito de administração
pública; Teoria das nulidades; Improbidade
administrativa - Lei 8.429/92; Atos de Improbidade
Administrativa e suas Sanções;

Acerca de aspectos diversos do direito


administrativo, assinale a opção correta.

 a) A administração pública inclui toda


estrutura estatal cujo escopo seja,
essencialmente, a realização de serviços que
garantam a satisfação das necessidades
coletivas, exercendo atividades normalmente
vinculadas à lei ou à norma técnica,
organizada de maneira hierarquizada,
praticando atos de governo e atos de
execução, estes de autonomia relativa, de
acordo com as atribuições de cada órgão e
seus agentes.

 b) O dever de probidade exige que o


administrador público desempenhe suas
atribuições com o máximo de rigor em relação
à moralidade. Os atos de improbidade, de
acordo com a Lei n.º 8.429, de 2 de junho de
1992, são aqueles que determinam
enriquecimento ilícito, causam prejuízo ao
erário e atentam contra os princípios da
administração pública, sendo passíveis de
sanções administrativas, civis e políticas,
conforme o caso, dispensando a ação penal
para as situações em que o Poder Judiciário
decidir por aplicar a perda do cargo público
combinada com a indisponibilidade dos bens e
o ressarcimento ao erário.

 c) As hipóteses que determinam a


invalidação dos atos administrativos ou de
seus efeitos incluem a revogação, que
determina a perda da eficácia do ato quando
este é praticado em desconformidade com a
ordem jurídica, como é o caso da retirada da
autorização para porte de uma arma que,
contra a lei, havia sido deferida,
anteriormente, a um menor de idade.

 d) A reversão, quando ocorre no interesse


da administração, é aberta a todos os
servidores inativos pertencentes a
determinado cargo ou naquele resultante de
eventual transformação mediante publicação
de edital em jornal de grande circulação, haja
vista ser vedado ao poder público, em razão do
princípio da impessoalidade, escolher os que
podem retornar.

 e) A discricionariedade é a margem de
liberdade conferida pela lei ao administrador a
fim de que este cumpra o dever de integrar,
com sua vontade ou juízo, a norma jurídica
diante do caso concreto, seguindo critérios
subjetivos próprios, a fim de dar satisfação aos
objetivos consagrados no sistema legal.

1.

Comentado por Gustavo . há 3 meses.

a) A administração pública inclui toda


estrutura estatal cujo escopo seja,
essencialmente, a realização de serviços que
garantam a satisfação das necessidades
coletivas, exercendo atividades normalmente
vinculadas à lei ou à norma técnica,
organizada de maneira hierarquizada,
praticando atos de governo e atos de
execução, estes de autonomia relativa, de
acordo com as atribuições de cada órgão e
seus agentes.

Vivendo e aprendendo (besteiras). HLM diz que


a Administração só pode praticar atos de
execução. Os atos de governo são políticos e
discricionários; os atos de execução são
neutros e vinculados à lei ou norma técnica.
Governo –> pratica atos de governo –> que são
atos políticos e discricionários

Administração pública –> pratica atos de


execução –> que são atos neutros,
normalmente vinculados à lei ou à norma
técnica

o d) A reversão, quando ocorre no interesse da


administração, é aberta a todos os servidores
inativos pertencentes a determinado cargo
ou naquele resultante de eventual
transformação mediante publicação de edital
em jornal de grande circulação, haja vista ser
vedado ao poder público, em razão do
princípio da impessoalidade, escolher os que
podem retornar.
o

A reversão é individual, e não coletiva. Ocorre


quando o servidor aposentado por invalidez
retorna ao serviço.

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2.

Comentado por Geovaniny há 3 meses.

Art. 20. A perda da função pública e a


suspensão dos direitos políticos só se
efetivam com o trânsito em julgado da
sentença condenatória.

Parágrafo único. A autoridade judicial ou


administrativa competente poderá determinar
o afastamento do agente público do exercício
do cargo, emprego ou função, sem prejuízo da
remuneração, quando a medida se fizer
necessária à instrução processual.

Útil (2)

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3.

Comentado por Lívia há 3 meses.


Alternativa B: ERRADA
b) O dever de probidade exige que o
administrador público desempenhe suas
atribuições com o máximo de rigor em relação
à moralidade. Os atos de improbidade, de
acordo com a Lei n.º 8.429, de 2 de junho de
1992, são aqueles que determinam
enriquecimento ilícito, causam prejuízo ao
erário e atentam contra os princípios da
administração pública, sendo passíveis de
sanções administrativas, civis e políticas,
conforme o caso, dispensando a ação penal
para as situações em que o Poder Judiciário
decidir por aplicar a perda do cargo público
combinada com a indisponibilidade dos bens e
o ressarcimento ao erário. ERRADA!
Conforme dispõe o art. 12 da Lei nº 8.429/92,
"Independentemente das sanções penais, civis
e administrativas, previstas na legislação
específica, o responsável pelo ato de
improbidade estará sujeito a sanções, tais
como: perda dos bens, ressarcimento integral ,
perda da função etc".

Útil (3)

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4.

Comentado por munir prestes há 3 meses.

ALT. E

“discricionariedade é liberdade dentro da lei,


nos limites da norma legal, e pode ser definida
como ‘a margem de liberdade conferida pela
lei ao administrador a fim de que este cumpra
o dever de integrar com sua vontade ou juízo a
norma jurídica, diante do caso concreto,
segundo critérios subjetivos próprios, a fim de
dar satisfação aos objetivos consagrados no
sistema legal. Não se confundem
discricionariedade e arbitrariedade. Ao agir
arbitrariamente o agente estará agredindo a
ordem jurídica, pois terá se comportado fora
do que lhe permite a lei. Seu ato, em
conseqüência. é ilícito e por isso mesmo
corrigível judicialmente. Ao agir
discricionariamente o agente estará, quando a
lei lhe outorga tal faculdade (que é
simultaneamente um dever), cumprindo a
determinação normativa de ajuizar sobre o
melhor meio de dar satisfação ao interesse
público por força da indeterminação legal
quanto ao comportamento adequado à
satisfação do interesse público no caso
concreto” (Celso Antônio Bandeira de Mello,
Curso de Direito Administrativo, Malheiros
Editores, 17ª ed , pág 396).

BONS ESTUDOS
A LUTA CONTINUA

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