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FICHA DE LEITURA_2_para_06_05_15

Disciplina: Tópicos Especiais em Estratégia


Docente: Prof. Dr. Arnaldo Ryngelblum
MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO

FICHA DE LEITURA

DATA: 06/05/2015

ALUNO(a): Cléber Grafietti


ALUNO(a): Neusa Andrade
ALUNO(a): Rubens Gomes Gonçalves
ALUNO(a): Thiago Henrique Araújo Silva

TEXTO: AS BASES DO DESEMPENHO DA EMPRESA:


CAPACIDADES DINÂMICAS E COMUNS EM UMA
TEORIA (ECONÔMICA) DE EMPRESAS (2014).

AUTOR: Teece, David J.

O presente resumo apresenta um framework (proposta de solução) que


integre os paradigmas de recursos, capacidades e gestão estratégica.
Existem duas classes importantes de capacidades: normais e
dinâmicas. As comuns envolvem o desempenho administrativo,
operacional e de governança relacionadas a funções que são
(tecnicamente) necessárias para realizar tarefas. Capacidades
dinâmicas envolvem atividades de alto nível que podem permitir a uma
empresa direcionar suas atividades ordinárias para empreendimentos
de alto-desempenho Isto requer gerenciamento, ou "orquestração” para
que os recursos da empresa possam enfrentar de forma rápida
mudança de ambiente nos negócios.

Vale considerar a hipótese de que fortes capacidades dinâmicas e boa


estratégia, ancorada pela dificuldade para imitar recursos são a base
para a vantagem competitiva sustentada.

Fortes capacidades dinâmicas habilitam a empresa a produzir não só o melhor


de um tipo de produto, mas alguma coisa que é única e de excepcional valor
além de gerar retorno para os acionistas e demais stakeholders.

Recursos ordinários podem ser medidos pelas exigências das tarefas


específicas, tais como a produtividade do trabalho, giro de
estoque e tempo de conclusão. Recursos ordinários são
considerados fortes quando a empresa alcançou as melhores práticas
e sua base de funcionários inclui relevantes pessoas qualificadas e
equipamentos avançados.

Recursos ordinários podem melhor ser pensados para alcançar a


eficiência técnica e "fazendo a coisa certa".
Considerando-se que os recursos comuns são sobre fazer as coisas
certas, os dinâmicos são sobre fazer as coisas certas, na hora certa.

Nos recursos ordinários, a eficiência é o cerne da questão.


Capacidades dinâmicas são sobre adaptação, orquestração e inovação. Fortes
capacidades dinâmicas permitem que empresas permaneçam alinhadas com o
mercado e evoluções tecnológicas.

Um outro olhar: A razão é que o conhecimento e recursos não são


apenas escassos; muitas vezes são difíceis de imitar. Mas, às vezes
eles podem ser comprados.

Capacidades dinâmicas não funcionam sozinhas. Devem ser acopladas com a


elaboração de estratégias eficazes para trazer a vantagem competitiva.

Fortes recursos ordinários (operações, administração, governança) devem ser


utilizados pela empresa, mas eles não precisam necessariamente ser sua
prioridade. Em outras palavras, os recursos ordinários não são suficientes para o
sucesso financeiro em longo prazo.
Em última análise, o bom desempenho requer fortes capacidades dinâmicas para
sentir, apreender e transformar em conjunto com uma boa estratégia.

Rentabilidade e crescimento de longo prazo exigem a presença de fortes


capacidades dinâmicas, mas o inverso não é verdadeiro. Capacidades dinâmicas
fortes podem tornar-se inúteis se não estiverem ligadas ou tiverem uma estratégia
mal elaborada.

Capacidades dinâmicas incluem atividades empresariais tais como a


identificação de demandas não atendidas. Mas o valor crítico de
capacidades dinâmicas reside em criar uma vantagem competitiva
sustentável.
Se uma empresa tem fortes capacidades dinâmicas, ele deve não apenas
assegurar que estratégia e organização estejam alinhadas com as mudanças
previstas no ambiente de negócios, tecnologias e mercados, também deve ser
capaz de efetuar mudanças em recursos ordinários e suas rotinas.
Como Jack Welch, o célebre e antigo CEO da GE, é amplamente citado para ter
dito, "Se a taxa de mudança dentro de uma organização é menor que a taxa do
lado de fora, o fim está à vista."

Ao longo da exploração de possibilidades futuras, muitas atividades precisarão


ocorrer simultaneamente como: desenvolvimento de novos produtos e serviços,
melhora dos já existentes, atender clientes existentes durante a aquisição de
novos, contratação de talentos, manutenção da equipe atual, introdução de novos
processos, melhorar as operações e assim por diante.

A empresa deve aprender:


1. o que os clientes querem;
2. o que novas tecnologias podem permitir;
3. que aspectos do modelo de negócio devem ser trabalhados e
4. se a estratégia atual é eficaz no caminho para a construção de um grande
negócio.

Aprendizagem e inovação beneficiam a gestão do negócio (Teece,


2011). Capacidades dinâmicas exigem tanto talentos externos (fora
da organização) quanto internos orientados pela diretoria. A
aprendizagem, a inovação e capacidades dinâmicas contribuem para
a vantagem competitiva sustentável.