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DE ENGENHARIA ELÉTRICA

---.. - de Eletrônica

-
i!!>'.<f,,y.;·c·;T,.•
ituto Eldorado
a17/1012002
--
'"' I - INTRODUÇÃO
-
Todo circuito eletrônico necessita de uma fonte de alimentação, na maioria das vezes
contínua, para funcionar. Essa fonte precisa ter um certo grau de estabilização pois os
circuitos eletrônicos possuem limites bem definidos para sua tensão de alimentação para
que não haja dano ao mesmo. Atualmente os dois tipos de reguladores mais utilizados são
os lineares e os chaveados. Nos dois casos, a tensão de entrada pode ser AC, proveniente
da rede elétrica e, portanto, necessitando de um estágio retificador e filtragem para se obter
uma tensão contínua não estabilizada, ou então uma entrada DC, vinda de um sistema de
baterias. A Fig. 1.1 ilustra essas duas situações.

REGULADOR
LINEAR
Cf ~ Ro

* ou
CHAVEADO

a)

REGULADOR t - - ---,
LINEAR
ENTRADA DC -=- Ro
ou
CHAVEADO

b)

Fig. 1.1 - Diagrama geral de um regulador de tensão


a) com entrada AC
b) com entrada DC

A escolha entre os dóis tipos de reguladores vai depender dos parâmetros de


especificação da fonte: níveis de tensão, potência, rendimento, tamanho, peso, custo,
número de unidades a serem produzidas e outros.
No regulador linear, o transistor responsável pela transferência de potência trabalha na
região linear. Através da Fig. 2, que ilustra a curva VcE x lc do transistor bipolar, pode-se
perceber que, dependendo do ponto de operação.. pode-se ter grande dissipação de
potência na região linear. Essa perda de potência leva a um baixo rendimento nos
reguladores lineares. Isto faz com que grandes dissipadores sejam necessários,
aumentando o peso, o volume e o custo da fonte. Nos conversores chaveados, o transistor
opera como chave: saturado quando ligado e cortado quando desligado. Na saturação, a
perda é reduzida pois a tensão VcE é pequena (1-1 ,5V), levando a uma baixa dissipação na
chave. No corte, a corrente é nula. Mesmo existindo ainda as perdas de comutação nas
chaveadas, o seu rendimento típico é bem maior (65 a 95%) que nas lineares (25 a 50%).
Esse melhor aproveitamento da energia reduz o tamanho dos dissipadores, e
conseqüentemente, peso, volume e custo da fonte. Outro fator que contribui para a redução
de volume é a operação em alta freqüência , que leva a uma redução no tamanho dos
componentes reativos (indutores, transformadores e capacitares). Os pontos positivos dos
reguladores lineares são: menor ondulação (ripple) na tensão de saída, projeto mais
simples, não provoca ruído elétrico e eletromagnético (RFI, EMI), menor tempo de resposta
em transitórios de carga e de linha. Conseqüentemente, as chaveadas apresentam maior
ripple na tensão de saída, projeto bem mais complexo, provoca ruídos RFI e EMI se não
forem tomadas medidas adequadas e é mais lenta quando submetida aos transitórios de
linha e carga, pois se trata de um sistema não contínuo.

Ic SATURAÇÃO

-
LINEAR

~I CORTE
Vcs

Fig. 1.2- Curva Vce x lc do transistor bipolar

- No Cap 11 serão apresentados os reguladores lineares e no Cap. 111, os chaveados.

2
11 - REGULADOR LINEAR

11.1 - FUNCIONAMENTO BÁSICO

- A Fig. 2.1 ilustra a estrutura básica do regulador linear. O amplificador de erro é o


responsável pelo controle da tensão de saída e o transistor fornece a corrente drenada pela
carga. A tensão na saída do regulador dada pela Eq. 2.1:

(2.1)

01 Vo = Vref (R1 +R2) I R2

Salda
Requlada

R1
Vln + Ro
Não Vref

Regulada

r
Fig. 2.1 - Diagrama básico do regulador linear positivo

É importante observar que a qualidade da tensão de saída depende da qualidade da


tensão de referência Vret. Assim a referência deve ser o mais estável possível, mesmo com
as inerentes variações da tensão de entrada não regulada e da temperatura do regulador.
Em circuitos integrados, a tensão de referência apresenta coeficientes de temperatura com
variações em torno de 30-100 ppmrc.
O regulador linear para tensões negativas pode ser conseguido utilizando-se um
transistor PNP como mostrado na Fig. 2.2. No entanto, como os transistores PNP de alta
corrente são mais difíceis de se implementar, a configuração mostrada na Fig. 2.3,
empregando-se o transistor NPN, é a mais utilizada .

3
01 Vo =-Vref(R1 +R2) I R2

Saída
Regulada

Rl
Vin Ro
Não -Vref
+ +
Regulada

r
Fig. 2.2- Diagrama básico do regulador linear negativo com transistor PNP

- +
-Vref R1
+ . ,.
Saída
Ro
-Vref Regulada
Vin + R2
Não
Regulada V o= -Vref (R1 +R2) I R1
01

Fig. 2.3- Diagrama básico do regulador linear negativo com transistor NPN

Um regulador simétrico pode ser conseguido utilizando-se a saída regulada positiva e


uma configuração inversora com AO como mostrado na Fig. 2.4.

4
+

01
vref

Saída
Rl
Regulaoa PositiVa
Entrada
+
Nl!lo
Regulada R2

Saída
RegulaOa Negativa

Fig. 2.4 - Diagrama básico de um regulador simétrico

11.2 - PROTEÇÔES

A existência de circuitos de proteção é fundamental para se evitar danos à carga e ao


próprio regulador. As principais P.roteções são sobrecorrente, curto-circuito, térmica, p rea de
proteção efetiva, sobre e subtensão.
A Fig. 2.5 mostra algumas configurações para implementação da proteção de
sobrecorrente e curto-circuito. A idéia básica é a utilização de um resistor sensor de
corrente, Rsc, para monitorar a corrente do transistor de saída. Na Fig. 2.5a, quando a
queda em Rsc atingir em torno de 0,7, o transistor 0 2 liga e rouba a corrente de base de 0 1.
fazendo com que o corrente de saída se reduza. Na Fig. 2.5b, o transistor de proteção 0 2 é
ativado por divisor resistivo entre R2 e R1 das tensões em Rsc e da junção Vbe de 0 1. Na
Fig. 2.5c existe uma pré-polarização em R2, fazendo com que a tensão em Rsc necessária
para ativar a proteção seja menor que 0,7V. Na Fig. 7b, utilizando-se valores de R2 maiores
que o de R1, a queda em Rsc necessária para ativar a proteção também será menor que
0,7V. Quanto menor a queda em Rsc, menor será a dissipação nesse resistor.

5
Vin Vln Vin
0- - + -------, o- -+- - - ----, 0, -- - - - ----.

Q1
01 01

02

~ ~
+ +
Rse
Rse

o Vo o Vo

a) b) c)
Fig. 2.5 - Proteções de sobrecorrente e curto-circuito

Uma proteção de corrente muito interessante é a tipo foldback, onde existe uma
redução da corrente de saída de acordo com a diminuição da tensão de saída. Desse modo,
em curto-circuito a corrente terá um valor bem menor se comparado com a situação em que
.
temos a tensão nominal na saída. A Fig. 2.6 ilustra a configuração para a proteção tipo
foldback.

Vin

Vo

01
Vonom t-------,
R1

02 +

~
o
R se lo cc lod lo
R2f
~

o Vo

Flg. 2.~ Proteção de sobrecorrente e curto-circuito tipo foldback

Na proteção foldback a tensão V be02 é dada por:

6
(2.1)

- Manipulando a Eq. 2.1, resulta:

(2.2)

- Através da Eq. 2.2, pode-se perceber que se a tensão de saída cair, o valor de
corrente para manter o transistor 2 conduzindo será menor.
A chamada proteção de área de operação segura (SOA), mostrada na Fig. 2.7 atua de
modo a reduzir a corrente máxima fornecida em função da intensidade da diferença de
tensão entre a entrada e a saída do regulador. Desse modo, a potência praticamente se
mantém mesmo quando a tensão na entrada for muito alta ou no caso de curto-circuito na
saída. Isto pode ser implementado através da adição de um zener entre a tensão de
entrada do regulador e a base do transistor de proteção. A corrente do zener passa por R2,
sendo uma pré-polarização para Q2 . Quanto maior a diferença de tensão entre a entrada e a
saída do regulador, maior será a pré-polarização sobre R2 e menor será o valor de tensão
necessário sobre R sc para ativar a proteção e conseqüentemente menor será o valor da
corrente de saída.

- Outra proteção importante é a térmica. A temperatura típica de junção para atuação


dessa proteção se situa entre 150 a 175°C nos reguladores integrados. A Fig. 2.8 ilustra
esse tipo de proteção. Seu princípio de funcionamento se baseia na polarização de um
transistor, com uma tensão Vbe de aproximadamente 0,4V, que irá roubar corrente de base
do transistor principal quando acionado. A tensão Vbe necessária para a condução de um
transistor é dependente da temperatura e se reduz a uma taxa de cerca de 2mVJOC. Quando
se atingir a temperatura de proteção, os 400mV aplicados à base de Q3 serão suficientes
para ligá-lo e, conseqüentemente, provocar a redução da corrente do transistor principal
Q1. Como a distribuição de temperatura não é uniforme no integrado, utiliza-se um transistor
sensor próximo ao transistor principal que é a maior fonte de calor e outro em posição
oposta no chip. Dessa forma, tem-se uma boa resposta para sobreaquecimentos
localizados no transistor principal assim como para variações mais lentas envolvendo o chip
todo.

- 7
~--------------.---~o vo

Fig. 2.7- Proteção de sob recorren te e curto-circuito SOA

Vin

Q1

!
Q3
Q2

Rsh
-0.4V -=-

I-:- -:-
Vo

Fig. 2.8 - Proteção térmica

8
-.....

""" 11.3- REGULADORES INTEGRADOS

A seguir serão apresentados alguns dos reguladores integrados mais utilizados: 723,
78xx, 79xx, 317 e 338. Uma visão comparativa com seus principais parâmetros está
mostrada na Tabela 1.

Parâ metro Unidade f. 1 A723 f. 1 A7805 LM317 LM338


Tensão de saida Vo v 2-37 5 1,2 - 37 1,2 - 37
Corrente de saída lo A 0,15 >1 >1,5 >5

- Tensão de entrada V;n


Dropout voltage (Vin-Vo)min
v
v
9,5 - 40
3
35
2
4 ,5- 40
3
3,7 - 32
2,5
Regulação de linha % 0,2 max 1 0,02 %/ V 0,05
Regulação de carga % 0,5 2 1 0,3
Ripple rejection d(3 DB 74 68 60 60
Proteção curto sim (ext) sim sim Sim
Proteção SOA não sim sim Sim
Proteção térmica sim sim sim Sim
Número de pinos 10-11 3 3 3
Num de componen. externos 5-6 o 2 2

Tabela 1- Dados comparativos de alguns reguladores lineares integrados

O regulador 723 fornece tensões de saída ajustáveis de 2 a 37V, com corrente de até
150mA. A tensão de entrada do regulador deve estar entre 9,5 e 40V. A sua tensão de
referência interna é de 7,2V. A necessidade de polarizar adequadamente a tensão de
referência é que impõe que a tensão mínima de entrada seja de 9,5V. A queda de tensão
mínima, dropout voltage ou (Vin - Vo)min. para o funcionamento adequado do regulador é de
3V. É importante observar que esta diferença deve ser instantânea. A Fig. 2.9 ilustra o seu
diagrama interno onde se pode perceber cada bloco funcional como descrito anteriormente
na Fig. 2.1. Basicamente são utilizadas duas configurações com o 723, de acordo com o
nível da tensão de saída:
Tensão de saída de 2 a 7V: neste caso é feito um divisor resistivo com a tensão
de referência, reduzindo o valor da tensão aplicada ao amplificador de erro. O
amplificador de erro é conectado como buffer.
Tensão de saída de 7 a 37V: agora a tensão de referência de 7,2V é aplicada
diretamente na entrada não inversora do AO, na configuração como amplificador

9
não inversor, tendo a sua tensão de saída definida pelo ganho determinado
pelas resistências externas R1 e R2.
A compensação em freqüência é feita externamente de acordo com uma das duas
configurações mostradas anteriormente, seguindo orientações do fabricante. Uma
resistência de compensação das correntes de offset do AO também deve ser usada e seu
valor é igual ao paralelo das resistências conectadas ao outro terminal.
Existe internamente no integrado um transistor para fazer a proteção do transistor
principal. O valor do resistor Rsc é calculado de acordo com o nível de corrente que se
.... deseje limitar como ilustrado Eq. 2.3 .

_ Vbeprot
Rse - (2.3)
f se

Para uma temperatura da junção de 25°C, o valor de Vbe prot é cerca de 0,66V. Caso
varie a temperatura no integrado esse valor altera, fazendo uma proteção térmica. A Fig.
2.1O mostra a dependência da tensão no resistor sensor de corrente com a temperatura do
transistor de proteção.

FREUEIICY
ca.E-lJDtl
I
• 1

TUftRATURE

- COWfiiSATED
ZENER

I
v-

-As pinagens mostradas são do invólucro metálico

Fig. 2.9- Diagrama interno do regulador 723

Neste regulador um transistor auxiliar externo tem que ser utilizado se níveis de
corrente acima de 150mA são necessários. A corrente de saída do regulador servirá para
10
excitar a base do transistor externo, aumentado a capacidade de fornecimento de corrente
em~ vezes.
- A Fig. 2.11 mostra o circuito interno do regulador 723.

-
Current limitlng
Characteristics vs
Junction Temperature
0.1 200
I

-
2:
..,
~
c
....
...;
o
0.7 '' SENSE VOLTA6E
....... ........ ~ 118 ~
i
~

liMITtUR~ 120!
::>
!!lo.
.,
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~ ........
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I

1.4
liMIT CUAAEif l""'oo ~ ~
Asc•ltn
I I
' 401
~

~
u
u I o
-H O SI 1• 15D
JUNCTION TEMKRAlURl c) r

Fig. 2.10- Dependência da tensão de proteção do regulador 723 com a temperatura

- Os reguladores da série 78xx e 79xx são reguladores de apenas três terminais,


fornecendo uma tensão fixa na sua saída. A sua corrente de saída pode superar 1A se
adequadamente projetado. Como não requerem o uso de componentes externos (exceção
feita aos capacitares na entrada e na saída usados para filtragem da linha e de ruídos na
carga, quando necessários) são fáceis e práticos de utilizar. Os reguladores da série 78xx
são positivos e os 79xx são negativos. Temos os seguintes valores de tensão disponíveis 5,
6, 8, 9, 10, 12, 15, 18 e 24V, sendo que os de 5, 12 e 15V são os mais utilizados. A tensão
de entrada máxima é de 35V, menos para os reguladores de 24V que suportam até 40V. A
diferença mínima entre a entrada e a saída é de cerca de 2V (3V para os reguladores de
maior tensão de saída). Possuem proteção contra curto-circuito, SOA e térmica. A Fig. 2.12
mostra a curva de limitação de corrente em função da diferença de tensão entre a entrada e
a saída do regulador. Pelo gráfico se percebe que o regulador consegue fornecer cerca de
1,5A se o projeto estabelecer uma diferença de tensão entre a entrada e a saída do
regulador entre 5 a 1OV para TJ = 125°C. Na Fig. 2.13 está mostrado o circuito interno da
série 78xx. Internamente temos uma fonte de referência de 5V e a tensão de saída depende

11
valor do resistor R 11. que determinará o valor do ganho do AO interno. Assim, para cada
valor desejado de tensão de saída teremos valor especifico para R11.

~~~~~~1---------~-----.----~----~~--------~3~
___7vc

" - - - vz

._--~----------~._--~------~ ~~
..

--

- Fig. 2.11 - Diagrama esquemático do regulador 723

12
- Peak Output Current

- 3.5

3
6Vour ., teo ,.y

- 2.5

2
1.5

0.5

- D
o 5 10 15 20 25 30 35
INPUT TO OUTPUT OIFFERENTIAL (V)

Fig. 2.12- Curva d e limite de corrente da série 78xx

.........

'"'"'
..........

........
.-. u'"'
......... M M

'"'"'
,.......
-...
..'" ""
v,..,

........
..........

-..

...
z.a

--
Fig. 2. 13 - Circuito interno dos reguladores da série 78xx

13
Os reguladores 317 e 338 também possuem três terminais mas são ajustáveis e
fornecem tensões de saída entre 1,2 a 37V. O 317 consegue fornecer mais de 1 ,5A e o 338,
5A. A tensão de referência desses reguladores é de 1 ,2V e fica entre o terminal de saída e o

-- terminal de ajuste. A mínima diferença de tensão entre a entrada e a saída para o


funcionamento adequado é de 3V. A configuração básica para esses reguladores está
apresentada na Fig. 2.14. O valor de R1 é de cerca de 2400, o que faz que l1 seja de 5mA.
A tensão de saída é dada por:

(2.4)

- A corrente de polarização IAoJ é muito pequena, da ordem de 50~A, e pode ser


desprezada se comparada a k Esse valor reduzido foi buscado no projeto pois, mesmo que
ela varie um pouco com as flutuações na tensão de linha ou na corrente de carga, a tensão
na saída será pouco afetada. Isto não acontece no caso dos reguladores fixos da 78xx,
onde a configuração da Fig. 2.14 não é recomendada pois sua corrente de polarização se
situa em torno de 5mA e as variações de linha e de carga afetariam razoavelmente a tensão
de saída. As Figs. 2.15 e 2.16 mostram as curvas de limitação de corrente para os

- reguladores 317 e 338, respectivamente.

-
o - -... vl,. VouT....,_.__-o
ADJ

1
Vour

-
-
Fig. 2.14- Configuração básica dos reguladores 317 e 338

14
- Current Limit

-
-
- 1

OUL~~~----~_._. __
o 10 2D
INPUT -OUTPUT DIFFfRENTIAl (VI

Fig. 2.15- Curva de limitação de corrente do regulador 317

-
-
Current Limit
11
---
- -...
ê
z~
1Z

CIC
CIC
::t I
u
1-

~
o 4

,.,.__,_....~._..__,_....~._~.--'- .....
o 10 20 31 41
INPUT·OUTPUT DIFFERENTIAl (V)

- Flg. 2.16- Curva de limitação de corrente do regulador 338

15
~ 111- REGULADORES CHAVEADOS

A Fig. 3.1 mostra o diagrama esquemático de uma fonte chaveada conectada


diretamente da rede .
- Cada bloco funcional será descrito a seguir:
1) Filtro de linha: esse filtro tem a função de evitar que a rede injete ruido na fonte e
vice-versa.
2) Retificador e filtro de baixa freqüência: sua função é converter a tensão de entrada da
rede AC em uma tensão DC não regulada .
3) Chave eletrônica: tem a função de aplicar a tensão DC chaveada no primário do trato
de alta freqüência , devendo ser bem rápida para que a perda de chaveamento não
seja alta. Também deve suportar altos picos de tensão, principalmente no instante de
seu bloqueio.
r 4) Trafo de alta freqüência: recebe a tensão DC não regulada na forma pulsada e
fornece pulsos no secundário com a amplitude adequada para se obter o valor DC
desejado na saída. Na existência de vários secundários temos uma fonte com
múltiplas saídas. O material magnético deve ser o ferrite em função do mesmo
apresentar menores perdas em freqüências elevadas.

- 5) Retificador e filtro de alta freqüência: a tensão na saída do trato deve ser retificada e
filtrada para se obter a tensão DC de saída. Os diodos devem ser de recuperação

- ultra-rápida com trr na ordem de 20 a 1OOns. O filtro de saída pode ser capacitivo ou
indutivo-capacitivo.
6) Controlador PWM: é o responsável pelo controle da tensão de saída, variando a
~

........_
largura do pulso de acionamento da chave de acordo com a situação da corrente de

...........
carga e da tensão de linha. Para tal é feita uma amostragem da tensão de saída e
-. compara-se com uma referência previamente estabelecida.
7) Circuitos auxiliares: neste bloco foram colocadas várias funções importantes
-- necessárias ao bom funcionamento da fonte chaveada. Uma fonte DC é necessária
para a alimentação do Cl controlador PWM. Esta pode ser uma pequena fonte linear
"""'
,.-.. ou pode ser utilizada uma das saídas da própria fonte chaveada. Nesta última
-. solução deve-se lembrar que a energia inicial para a fonte começar a funcionar deve
vir do barramento DC de entrada. O circuito de soft start atua na partida da fonte.
,-..,
Como nesse momento o erro na entrada do controlador PWM será o máximo porque
,-.
a tensão de saída é nula. a largura do pulso tenderia ser a máxima possível, e
...... poderia causar destruição da chave e outros componentes da fonte. O circuito de soft
....._

-. 16
..........
- start impõe um crescimento lento e gradual do 'ciclo de trabalho (duty cycle) da chave
até a fonte entrar em regime. O circuito de acionamento da chave (driver) deve atuar
de modo a garantir um ligamento e um desligamento rápido da mesma para que as

- perdas de chaveamento sejam pequenas. A proteção de inrush limita o pico de


corrente na carga inicial do capacitor de baixa freqüência. Normalmente utiliza-se um
resistor para tal. Após a constatação do carregamento do capacitor, esse resistor
deve ser curto-circuitado para não ficar dissipando energia desnecessariamente.
Uma chave eletrônica ou um relé podem ser usados para tal. Para fontes de pequena
potência, um PTC pode resolver o problema de inrush. As proteções de
sobrecorrente e curto-circuito normalmente já fazem parte do controlador PWM. As
sobre e subtensões podem ser detectadas com comparadores que atuam em um
pino de desarme do PWM. Uma outra forma de proteção contra sobretensão é a
utilização de um SCR em paralelo com a carga de modo a provocar um curto-circuito
com a elevação da tensão (crowbar). O desarme da fonte será feito pela proteção de
curto. Na entrada, o SCR fica em paralelo com o capacitor do barramento DC. Neste
caso, um fusível deve ser adicionado para se romper em caso de sobretensão.

r
f-
-t;:l- f- f- f- - ~
-
TRAFO FILTRO
FIL TRO RETIFIC.
- -ti- CHAVE RETIFIC
DE DE
DE
DE DE ~
I BAIXA. FILTRO ELETRÔNICA ALTA
ALTA SAlDA
Ro
REDE UNHA
FREQ .
L I--
FREQ.
I-- I-- 1-- I--
FREQ
I-- I
,..J
I'

CIRCUITOS AUXILIARES

FONTE_ CI,
SOFT START.

- DRIVERS CONTROLADOR
PWM
PROTEÇÃO
~
INRUSH, CURTO.
SOBRE TENSÃO

Fig. 3.1 - Diagrama básico de uma fonte chaveada conectada diretamente da rede

O regulador chaveado propriamente dito é o conversor DC/DC. Existem várias


topologias de conversores DC/DC. Entre os não isolados destacamos o abaixador ou buck,

17
o elevador ou boost e o buck-boost. Entre os isolados temos o forward , o push-pull, o
ponte, o meia ponte e o flyback. A análise do funcionamento dos conversores DC/DC será
iniciada com os conversores não isolados.

111.1 - CONVERSOR BOOST

A Fig. 3.2 ilustra o circuito de potência do conversor boost. O conversor boost é


também conhecido como conversor elevador ou conversor step-up. Trata-se de um
conversor que, como o próprio nome sugere, fornece uma tensão de saída maior que a da
entrada.

L D

+
c....~....
RL
Vin s

-
-
Fíg. 3.2- Conversor boost

Esse conversor, assim como todos ao outros, pode operar em dois modos distintos
de funcionamento: o modo contínuo e o modo descontínuo. O modo contínuo se caracteriza
pelo fato da corrente em seu indutor nunca zerar. No modo descontínuo, a corrente pelo
indutor sempre permanece em zero durante parte do período de chaveamento. Cada modo
de funcionamento terá uma função de transferência distinta e necessitará de um malha de
controle especifica. A seguir será feita a descrição do funcionamento desse conversor no
modo contínuo. As etapas básicas do seu funcionamento nesse modo de operação são
duas:

a) Etapa 1 (ton): Chave S ligada

Durante o tempo to,, a chaveS está ligada e o diodo D, bloqueado. Esta etapa está
ilustrada na Fig. 3.3a. No indutor é aplicada uma tensão contínua fazendo com que sua
18
- corrente cresça linearmente e provoque o armazenamento de energia no mesmo. O
capacitor de saída será o responsável pelo fornecimento da corrente a ser fornecida para a
carga, RL, neste intervalo

- As principais equações deste intervalo são:

- V Lton =Vin- V CEsat ~ V in (3.1)

-
h ()
t = h( t-) + -V Lton
L- t (3.2)

I c (t)=Io (3.3)
-
onde: Vuon : tensão no indutor durante o tempo ton;
Vin: tensão de entrada;
Vcesat: tensão de condução da chave;
IL : corrente no indutor;
lc : corente pelo capacitor;
lo : corrente na carga.

- b) Etapa 2 (toff): ChaveS desligada

No momento do bloqueio da chave S, o indutor inverte a polaridade de sua tensão,

- fazendo com que o diodo O entre em condução, mantendo a circulação de sua corrente. A
Fig. 3.3b ilustra esta etapa de funcionamento. Neste intervalo, a energia armazenada no
indutor, somada à da entrada, serão as responsáveis pelo fornecimento da corrente para a
carga RL e para recarregar o capacitor.

V Lto.ff = V o +VD - V in - V o - V in (3.4)

V Lto.ff
h (t) = h(t- ) + - - t
- L
(3.5)

- h (t) = I c (t) + I o (3.6)

19
onde: Vuoff : tensão no indutor durante o tempo tott;
Vo: tensão de saída;
V0 : tensão de condução do diodo.

+ L - o

c +
RL
V in s

(a)

- L + o

Vin
r s
~
c +
RL

(b}

Fig. 3.3 -Etapas de funcionamento do conversor boost


a) durante o tempo ton
b) durante o tempo toff

Pode-se perceber que a corrente pelo indutor terá uma variação linear uma vez que o
mesmo está submetido a uma tensão contínua. Considerando que, em regime permanente,

- as variações de subida (Eq. 3.7) e de descida (Eq. 3.8) são as mesmas, a tensão de saída
pode ser obtida igualando-se as Eqs. 3.7 e 3.8 e usando as Eqs. 3.1 e 3.4. Na Eq. 3.9 é
mostrada a equação exata da tensão de saída e na Eq. 3.1O, temos o resultado
simplificado, onde são desprezadas as perdas nos semicondutores.

- ôh (+) =VLton . fon (3.7)


L

20
V Lioif
~h(-) = --· loif (3.8)
L

T lon 1 D (3.9)
V o = V;n · lojf - V CEsat fojJ - V D = V;n · (1 _ D) - V CEsat (l _ D) - V D
-
- T
V o= V;n . loff =
V;n
(1- D)
(3.10)

-
T = lon + fojf (3.11)

-
D= fon (3.12)
T

onde: T : período de chaveamento do conversor;


D : ciclo de trabalho da chave (duty cycle, O~ D ~ 1).

Como a tensão de entrada normalmente varia, o tempo de condução da chave tem


que variar com o objetivo de manter a tensão de saída do conversor constante. Assim, os
tempos de condução e bloqueio são dados pelas equações a seguir.

V o - V in max + V D V o- V;nmax (3.13)


Dmin= =
V o + V D - V CEsat Vo

..
Vo-Vinmin+Vo _ Vo-Vmmin (3.14)
Dmax=
V o + V D - V CEsat Vo

lonmin = Dmin · T (3.15)

- fonmax = Dmax · T (3.16)

21
33~ T• • • · · •• •• --~-=-::._: ·· .. -...... -... -. ·:;.-~:~-.:..:·.- .. -.-.-----.-.-.-. ·_:.:.:;=..:.::_: --.... -
I _,...,.r- "'-... __,.,..,. ........._ ....-~ ---........ '
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I I(L3)
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I U(C3 :2)- U(C3:1)
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23 .15U t----------------- ----- - --·- ·r··------::~ . - - -- -----··r ·-----~:::: _____ -----------1
31.11ms 31.15ms 31.11ms 31.15os
Ti111~

Flg. 3.4 - Principais formas de onda do conversor boost


corrente no indutor
corrente na chave S
tensão na chave S
corrente no diodo D
corrente no capacitar
ripple capacitivo
ripple resistivo
ripple total na tensão de safda

22

....
Na Fig. 3.4 estão colocadas as principais formas de onda para ilustrar o
comportamento do conversor boost. São dados provenientes da simulação de um conversor
boost com entrada de 10V, saída de 24V/10A. Através das formas de onda e pela análise
dos circuitos equivalentes durante os tempos ton e toff pode-se entender mais facilmente o
funcionamento do conversor.

- 111.1.1 - Escolha dos Componentes do Conversor Boost

a) Escolha do Capacitar

-
O capacitor empregado em fontes chaveadas necessita ter algumas características
adicionais além dos requisitos padrão de capacitância e tensão de isolação. Em fontes
chaveadas a resistência série equivalente do capacitor, RSE, afeta enormemente a
ondulação ou ripple da tensão de saída. _A RSE representa as resistências das placas e do
isolante somadas à resistência dos contatos. Assim, nas condições de operação das fontes
chaveadas, g_modelo usado para o capacitor é a sua capacitância em série com a RSE.
Outro parâmetro que também deve ser observado é a capacidade de corrente do capacitor,
pois os níveis de corrente normalmente envolvidos em uma fonte são maiores.
O capacitor é o elemento responsável pelo ripple da tensão de saída. A sua
especificação fica atrelada à quantidade máxima de ripple que se deseja. O ripple total é a
somatória dos efeitos capacitivo e resistivo do capacitor como ilustra a Eq. 3.17. É

- importante observar que foi feita uma soma fasorial , pois temos uma grandeza capacitiva e
outra resistiva, portanto com um defasamento de 90° entre as mesmas. Essas grandezas
também foram consideradas senoidais embora não tendo exatamente esse formato. Mesmo
com essa aproximação, o resultado conseguido tem se mostrado bastante satisfatório. O
ripple capacitivo é calculado mais facilmente durante o tempo t0 n, onde o capacitor é
responsável pelo fornecimento da corrente 10 para a carga. Sendo V0 uma tensão contínua,
a corrente também será contínua, facilitando o procedimento como mostrado na Eq. 3.18. O
ripple capacitivo é dado simplesmente pela multiplicação da sua resistência RSE pelo ripple
pico a pico de sua corrente de carga e descarga como mostrado na Eq. 3.19.

ô V R(Total) = ~(ôV R(C) f + (õV R(RSE)J (3.17)

' lo
ôV R(C) = C· f on (3.18)

23
(3.19)

onde: 11V R(total) : ripple de tensão total no capacitor;


11VR(C) : ripple capacitivo;
D.VR(RSE) ripple resistivo.

-
:

A Fig. 3.5 ilustra os tipos de ripple existentes no capacitor.

- , r--------------- T~l-- - --------------H---------------- T~


_,,l ____________------------------ ------------------------------------------------------------'
• - I ( C3) • it
24.- ~-------- ------- ----------- ---- -------- ----------------- --- --- -------- --------------- - ---- ---~
I I

~ ........---~ ~ ~
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/ ---....___--._/ / ~/"
~~~
I

- 1 -...___/

23. 9~ -- - - - ---- ------------ -------------- ---- - --- - -- ------------- ---------- ------- - -- -- ------ -----J
• U(C3:2) - IJ(C3:1) • 23.,44
''''"T ·-- --- -------------~-~~--- ----------------~ -------------- -----~~
I

.,...1______________ --- ---------------- -----------------------------------___________________,


• V(llá::2) • !J

::.:::~ - -c=_s--~-----,==-=r-- -
23.15U +------------------------------,-------------- ------ --- ----···T··---------- ------------------i
3 1.11ms 3 1 . 5 51!15 3 1 .1 1tms
- -:
3 1 . 151115
• U( ft5:2) • 23.,47

Fig. 3.5- a) Corrente no capacitar


b) Ripple capacitivo
c) Ripple resistivo
d) Ripp/e total no capacitar

No projeto de uma fonte, o ripple da tensão de saída é um dos parâmetros definidos


nas especificações. Supondo-se que os efeitos capacitivo e resistivo tenham a mesma
amplitude, o valor adotado para cada um deles seria de 0,707 do ripple total. Caso no
projeto seja observado que, ao se escolher o(s) capacitor(es) comercial (ais), a parte
resistiva está mais difícil de ser satisfeita, procura-se adotar um valor maior para o ripple
resistivo. Por exemplo: adotando-se 90% do ripple total para a parte resistiva e 43,5% para

24
- a parte capacitiva. O importante é que a soma fasorial seja menor que o valor especificado
no projeto.
A partir da Eq. 3.20, calcula-se a capacitância mínima necessária.
-
C >_ l omax .
lonmax (3.20)
óV R(C )

O tempo tonmax é obtido a partir das Eqs. 3.16. O valor máximo da RSE é calculado
pela Eq. 3.21 :

- ó.V
RSE ~ R(RSE) (3.21)
Ó.]Cppmax

O valor do ripple de corrente no capacitar é calculado por ~

(3.22)

onde: ILDcmax : corrente média máxima pelo indutor;


óiL: ondulação (ou ripple ou variação) da corrente no indutor;
ó.lcppmax: ripple máximo de corrente no capacitar.

O valor da corrente média no indutor é a própria corrente média de entrada do


conversor e é dada pela Eq. 3.23.

Vo Jomax
(3.23)
- Ir DCmax =I·lnDCmax
& vinmin

-
onde s: rendimento do conversor (O a 1).

O valor do ripple de corrente no indutor, ó.IL, é definido no cálculo da indutância.


Em função das características necessárias em fontes chaveadas, o capacitor deve

- ser especial. A série HFC da ICOTRON/SIEMENS é adequada, pois apresenta ......baixa


impedância em altas freqüências. Como os valores calculados para a RSE normalmente
são pequenos, a associação de capacitares em paralelo é uma prática muito comum.

25
oi'"'\ Portanto não é de se estranhar a presença de mais de um capacitar nas saídas das fontes
'""" chaveadas.

b) Escolha do lndutor

A indutância é calculada em função da variação de sua corrente. É importante

- observar que, para pequenas variações na corrente, tem-se indutâncias maiores. Neste
caso, o sistema tende a ter uma resposta mais lenta durante transitórios, ou seja, quando
temos variações na corrente de carga da fonte ou na tensão de entrada. Logo, para se ter
sistemas mais rápidos em transitórios, a indutância deverá ser pequena. Neste caso, a
variação de corrente será maior e o indutor (componente) terá maior tamanho. Usualmente

- uma solução intermediária, adotada pela maioria dos projetistas, conduz a variações de
corrente no indutor em torno de 30 ou 40% do seu valor médio. Partindo-se da equação
básica da corrente no indutor, obtém-se as Eqs. 3.24 e 3.25 para o cálculo da indutância.
Vale a pena observar que tanto o tempo ton quanto o tempo tott possuem valores máximos e
mínimos devido à variação existente na tensão de entrada. Isto faz com que, em qualquer
uma das equações mencionadas, resulte em dois valores de indutância. Normalmente é
adotado o maior valor de indutância calculado.

_ V L ton
L- • l on (3.24)
!1fL

L = V Ltoff (3.25)
• l off
f:. h

Para uma variação de corrente no indutor de 40% da sua corrente média, e


considerando as perdas nos semicondutores 0/cesat. e V 0) e o rendimento do conversor (E),
resultam as Eqs. 3.26 e 3.27:

L= (Vinmin- V CEsa,) E V inmin (V o- V inmin +VD)


(3.26)
0,4 V o l omax f (Vo+ V D- V CEsat )

- L= (vinmax - VCEsat)
0,4 V o l omax f
E v ínmin(Vo-Vinmax +VD)
(Vo+ V D- V CEsat )
(3.27)

26
Desprezando-se todas as perdas, temos as Eqs. 3.28 e 3.29:

2
L = Vinmin (Vo- V;n min) (3.28)
2
0,4 f omax. f Vo

- L= V;,max V mmin (Vo - Vtnmax ) (3.29)


- 0,4 f omax f Vo
2

Normalmente escolhe-se o maior valor de indutância calculado pelas Eqs. 3.26 e 3.27
ou as Eqs. 3.28 e 3.29.
Os indutores para fontes chaveadas devem ser projetados de acordo com a energia
que por ele será trabalhada. Assim, os valores da indutância e de sua respectiva corrente
são os parâmetros básicos necessários. Por trabalhar em freqüências mais elevadas o
material magnético empregado na construção dos indutores é o ferrite.

-- c) Escolha do Transistor

O transistor de chaveamento empregado em fontes chaveadas tem como


- necessidade básica ser de alta velocidade, além de ter que atender aos requisitos de
corrente e tensão compativeis com o projeto. Normalmente o tempo total para ligar e
desligar um transistor não deve ultrapassar a 5% do periodo de chaveamento da fonte. Por
......... trabalhar com indutores existirá sobretensões no componente no momento do chaveamento
da corrente e estas devem ser levadas em conta na especificação da tensão de bloqueio da
chave.

!!,.h (3.30)
I smax =hoc+-
2

VCEmax = 1,3 (Vo+ V D) =: 1,3 V0 (3.31)

T
l sws $ (3.32)
20

onde: lsmax : corrente máxima pela chave;


Vcemax : tensão máxima no bloqueio da chave;

27
1,3 : sobretensão estimada em 30%;
tswS : tempo de chaveamento total da chave S (ligar e desligar).

d) Escolha do Diodo

- O diodo empregado em fontes chaveadas também tem que ser bastante rápido e
- capaz de suportar a tensão reversa (de bloqueio) e a corrente necessária. A situação crítica
é o seu bloqueio. Assim os diodos de recuperação rápida, ultra-rápida e os Schottky são

- mais adequados. Nos diodos Schottky de potência apresentam barreira de potencial de


0,55V contra 1,2V dos ultra-rápidos, mas não são disponíveis em tensões altas (-100V),
Seu uso fica mais indicado em aplicações nos conversores com tensões de entrada ou
saída baixas.

I Dmed = I omax (3.33)

V RRM = 1,3 (Vo- V CEsat) ~ 1,3 Vo (3.34)

-- t rr ~ 100 ns (3.35)

onde: lomed : corrente média pelo diodo;


VRRM : tensão máxima no bloqueio do diodo.
trr: tempo de recuperação reversa do diodo.

28
'""' 111.2 - CONVERSOR BUCK

O circuito do conversor buck é apresentado na Fig. 3.6.

s L

-
,.....,

'""'
~
Vin D
c ~ RL
.- T

'""'
-.
.-
.-
-
,....,...
Fig. 3. 6- Conversor buck
~

I"'\
,-., No conversor buck também se tem duas etapas básicas de funcionamento:
,-.,

-"" a) Etapa 1 (ton): ChaveS ligada

r"\
Durante o tempo ton, a chaveS está ligada e o diodo O, bloqueado como ilustrado na
r"\

.-. Fig . 3.7a. Nesta etapa, a energia é transferida da entrada para o conversor através da
chave S via indutor L. A corrente pelo indutor cresce linearmente. O indutor e o capacitar
trocam energia para garantir o fornecimento da corrente para a carga. Sendo o indutor um
filtro de corrente, o valor médio de sua corrente será a própria corrente de saída, lo. A parte
alternada da corrente no indutor irá para o capacitor e a parte contínua, para a carga.
Analisando-se com maior precisão, podemos dividir a primeira etapa em 2 subintervalos
-na primeira metade de t0 n, quando a corrente pelo indutor é menor que o seu valor
médio, o capacitor ajuda o indutor no fornecimento de 10 para a carga;
- na segunda metade de fon. quando a corrente pelo indutor é maior que o seu valor
médio, a quantidade que exceder a 10 irá para recarregar o capacitar.

As principais equações deste intervalo são:

- V Lton = V;n- Vc&at- V o 2: V;n- V o (3.36)

29
h ()
t = f L(t- ) + -V Lton
- I (3.37)
L

onde: Vuon: tensão no indutor durante o tempo ton;


Vin: tensão de entrada;
VcEsat: tensão de condução da chave;
- IL: corrente no indutor.

- b) Etapa 2 (toff): ChaveS desligada

Com o bloqueio da chave S, o indutor inverte a polaridade de sua tensão, fazendo


com que o diodo Dentre em condução, mantendo a circulação de sua corrente. A Fig. 3.7b

- ilustra o circuito equivalente para esta etapa de funcionamento. Neste intervalo, a energia
existente no indutor e no capacitar responde pelo fornecimento da corrente para a carga. A
corrente pelo indutor cai linearmente até o final desta etapa. Aqui também se pode dividir a
segunda etapa em 2 subintervalos:
-- - na primeira metade de t0 ,, quando a corrente pelo indutor é maior que o seu valor

- médio, a quantidade de sua corrente que exceder a lo irá recarregar o capacitar;


- na segunda metade de t0 , , quando a corrente pelo indutor é menor que o seu valor
médio, o capacitor ajuda o indutor no fornecimento de 10 para a carga.

As equações desta etapa estão mostradas a seguir:


V Ltoff = V o +VD =V o (3.38)

V Ltoff
h (t)= h (t- ) +- - t (3.39)
L

onde: V Ltoff: tensão no indutor durante o tempo tott;


Vo: tensão de saída;
- Vo: tensão de condução do diodo.

30
s + L
y y y

~'l
+
i\
c -- +-
- Vin - --
o* <,
>
RL

.&
(a)
s L +

+
o -: c
)r
+
l
Vin
- L.-
- ·- ?
RL

.&
(b)
Fig. 3. 7 - Etap as de funcionamento do conversor buck.
a) circuito equivalente durante ton
b) circuito equivalente durante to"

Considerando que. em regime permanente. as variações da corrente pelo indutor são


as mesmas tanto para a subida (ton) e para a descida (tott), a tensão de saída é obtida
igualando-se as Eqs. 3.40 e 3.41 , como mostrado na Eq. 3.47. Na Eq. 3.47 é mostrada a
equação exata da tensão de saída e na Eq. 3.48, temos o resultado simplificado, onde são
desprezadas as perdas nos semicondutores.

ML (+)=V Lton · fon (3.40)


L

V Ltoif (3.4 1)
ML (- )= - - . foJ!
L

Vo= (Vin - VCEsat +V D) D- V D - V;n D (3.42)

31
- Como a tensão de entrada normalmente varia, o tempo de condução da chave
também varia com o objetivo de manter constante a tensão na saída do conversor. Assim,
temos:

Vo + V o (3.43)
D max =
Vinmin - V CEsat +V D

- Dmin=
Vinmax - V CEsat + V D
(3.44)

- l onmax = Dmax · T (3.45)

f anmin = D min · T (3.46)

Na Fig. 3.8 estão colocadas as principais formas de onda para ilustrar o


comportamento do conversor buck. São dados provenientes da simulação de um conversor
buck com entrada de 30V, saída de 12V/1 OA. Através das formas de onda e pela análise
dos circuitos equivalentes durante os tempos too e Íoff pode-se entender melhor o
funcionamento do conversor.

32
12 -----------~~:~------------------- -- -~-----~--------------------------~~:-------------- 1
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- I I(L3)- I(t22)

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I U(US:+)- U{J22:2)
12
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- I U(C3:2)- U(C3:1)
SlnUr··- - ---------··::··----- - ------ -~------ - --- ---~~~-------- ---- ~------- - -~-------- ------- 1
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I,_/" ---...._~ ----..._~~ ·---...._-..... I
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I U(R6 :2)
12. IIU T""" ---------------- - - - --- - ----- · :-· · ---- - ---- ------------- - -- --- ··:·· - - - - - - - - -------- - ---- - ·- · - --- . ,
12 .IIU y.-:~-------
I
_.____________ _.____ .. ~~F-~-----.........._,_
____________ _.___- --~ ~:~~- ..__...--.......----.-~
________ -~-- ________:-:~ : _ I

- 14.11ms 14.15ns
TiVIl
14.11ns 14. 15ms

Fig. 3.8 • Principais formas de onda do conversor buck


conente no indutor
corrente na chave S
tensão na chave S
corrente no diodo D
corrente no capacitar
rfpple capacitivo
rfpple resistivo
rfpple total na tensão de salda

33
.F' 111.2.1 - Escolha dos Componentes do Conversor

a) Escolha do Capacitar

No conversor buck, o ripple de corrente pelo capacitar é o próprio ripple de corrente


......_ pelo indutor. Assim, normalmente o ripple adotado será de 30 a 40% do valor médio da
corrente pelo indutor (que é igual à corrente de carga, 10 ).
No conversor buck, o valor médio da corrente de carga é dado por:

ML .
l cmed=4 .C: ~ (3.47)
<-=- / (LI
JJ b~r-L ~ L·
.
Como a carga do capacitar ocorre durante metade de ton e metade de toff, o ripple
capacitivo fica:
c-
(3.48)

A parte resistiva do ripple da tensão de saída, que é dada em função da RSE do


capacitar, depende do ripple da corrente pelo mesmo. O ripple resistivo e o ripple total são
dados pelas equações a seguir:

(3.49)

-
- (3.50)

/\/o Ci: J
onde: ô VR(total) : ripple de tensão total no capacitar;
õ VR(C) : ripple capacitivo;
õ VR(RSE) : ripple resistivo.

- A Fig. 3.9 ilustra os tipos de ripple existentes no capacitar.

34
z. r T------~~,~~---------------~~~---------------~-------- 1

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12. ~15V~----- -- - ------ ---- -- ------- ---------------------------- ----- ----------------------J
• U(C3:2)- U(C3:1) • 12 . 112' 5
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12.s:u.---------------------------------- ------------------------------------------------- ---,
./------. . . . . . ~ ~
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12. !1itU ~-----------------~----------"------~----------------'~
14. JS!liS 14. ! 5ns 14 .11ns 14.15AS
• U( ~ 5:2) • 12. 112! 5

- Fig. 3.9- a) Corrente no capacitar


c) Ripple capacitivo
c/) Ripple resistivo
e) Ripple total no capacitar

As considerações relativas às percentagens da partes capacitivas e resistivas do


ripple feitas para o conversor boost são gerais e também se aplicam aqui para o conversor
buck. A partir da Eq. 3.51 , calcula-se a capacitância mínima necessária. O valor do ripple de
corrente no indutor, normalmente fica entre 30 e 40% de 10 •

c~ !lh .T (3.51)
8 ó.V R(C)

O valor máximo da RSE é calculado pela Eq. 3.52 :

RSE ~ ó.VR(RSE) (3.52)


M cpp

O valor do ripple de corrente no capacitor é dado por:

(3.53)

35
onde: ô iL: ondulação (ou ripple ou variação) da corrente no indutor.

O valor de ô iL é definido no cálculo da indutância.

b) Escolha do lndutor

A indutância é sempre calculada em função da variação de sua corrente, que está


intimamente ligada à resposta dinâmica da fonte. Usualmente a solução adotada pela
maioria dos projetistas, conduz a variações de corrente no indutor em torno de 30 ou 40%
do seu valor médio (lo).
- Partindo-se da equação básica da corrente no indutor, obtém-se as Eqs. 3.54 e 3.55
para o cálculo da indutância. Vale a pena observar que tanto o tempo ton quanto o tempo tott
possuem valores máximos e mínimos. Isto faz com que, em qualquer uma das equações
mencionadas, resulte em dois valores de indutância. Normalmente é adotado o maior valor
de indutância calculado.

_ V L ton
L - - - · l on (3.54)
ll h
- = V Lloff
L • l off (3.55)
Ôh

Para uma variação de corrente no indutor de 40% da sua corrente média e


considerando as perdas nos semicondutores, temos as equações abaixo:

L= (vo + v D)(vinmin- v o- VCEsa,)


(3.56)
0,4 I omax f (V lnmin - VCEsat + V v)

L = (vo + v v HVinmax- v o - VCEsa/)


(3.57)
0,4 I omax f (V lnmax - VCEsat + Vv)

Desconsiderando-se as perdas nas chaves, obtém-se as equações a seguir:

L = Vo (vmmin- vJ (3.58)
0,4 f f omax Vinmin

36
L= V0 (Vinmax - V J
- 0,4 f I omax Vinmax
(3.59)

c) Escolha do Transistor

As mesmas considerações com relação à velocidade feitas para a escolha do


- transistor para o conversor boost são válidas também para o conversor buck.

1:1h D.h
Ismax = Iwc + 2 = Iomax + 2 (3.60)

V CE max = 1,3 ( V;nmax- VCEsat) := 1,3 V;nmax (3.61)

<I_
lSlvS - (3.62)
20

onde: lsmax: corrente máxima pela chave;


Vcemax: tensão máxima no bloqueio da chave;
1 ,3 : sobretensão estimada de 30%;
tswS : tempo de chaveamento total da chave (para ligar e desligar).

d) Escolha do Diodo

O diodo empregado em fontes chaveadas também tem que ser bastante rápido e
capaz de suportar a tensão reversa (no bloqueio) e a corrente direta necessária. A situaÇão
crítica é o seu bloqueio. Assim os diodos de recuperação rápida, ultra-rápida e os Schottky
são mais adequados.

I Dmed = l omax (3.63)

V RRM = 1,3 ( V o- V CEsat) := 1,3 V o (3.64)

trr ~ 100 ns (3.71)

onde trr: tempo de recuperação reversa do diodo.

37
~ 111.3 - CONVERSOR FORWARD

O conversor forward ou direto é um conversor isolado derivado do conversor buck. Sua


faixa de potência mais viável economicamente é até 250W. Em função da existência do
isolamento pode possuir várias saídas, sendo que apenas uma delas vai ser realimentada e,

- portanto, devidamente regulada. As outras saídas não realimentadas podem variar um


pouco sua tensão em situações de variações de carga e de linha. A Fig. 3.10 mostra o
circuito do conversor forward . Existe um terceiro enrolamento, N3, com o objetivo de fazer a
desmagnetização do transformador. Isto ocorre durante o tempo toff da chave S.
Durante o tempo ton a tensão de entrada é aplicada ao primário do trato, resultando na
polaridade indicada na Fig. 3.11 , fazendo com que o diodo D1 conduza. O circuito

- equivalente no secundário é similar ao conversor buck. Neste intervalo, pela polaridade


indicada em N3, o diodo 03 está bloqueado e o terceiro enrolamento não atua. Quando a
chaveS bloqueia, haverá a inversão de polaridade da tensão nos enrolamentos do trato e
no indutor, provocando a condução dos diodos 0 2 e 0 3. O diodo 0 2 faz a circulação de
corrente no indutor L e o diodo 0 3 propicia a desmagnetização do trato por N3. Se o número
de espiras N1 e N3 forem iguais, o tempo de magnetização e o de desmagnetização do
trato serão iguais, o que implica em um tempo máximo de condução da chave S de 50% do
período de chaveamento. Na prática faz-se Omax ~ 0,4 a 0,45, de modo a garantir com folga
a desmagnetização do trato. Esta restrição faz com que o trato transfira potência durante,
no máximo, 50% do período de chaveamento, resultando em uma má utilização do mesmo.
As principais equações desse conversor estão mostradas a seguir. A relação de
transformação entre

(3.72)

NI
TJ= - (3.73)
N2

(Vinmin -VCEsar) Dmax ~ V;nmin Dmax


.,., = - - - - -- - - ·- (3.74)
(V o + vD) - vo

38
03
01 L

3 Co


Vin

- s

Fig. 3.10 - Circuito do conversor forward

03
01 L
+

Co Ro
02
+ +
V in •

- Flg. 3. 11 - Circuito equivalente do conversor forward durante ton

03
01 L
+

+
Co Ro
+
• +
Vin

-
Flg. 3.12 - Circuito equivalente do conversor forward durante fotr

-
39
D = 1J (V o + V o) :::: 1J V o (3.75)
(Vin - VCEsat) V ;n

L = (Vo + V o) . (1 - D) _ Vo . (1 - D) (3.76)
Ôf L-f - ÔfL·f

- O capacitar pode ser calculado seguindo a mesma metodologia utilizada para o

- conversor buck.
O transistor quando bloqueado é submetido a uma tensão ~ 2 Vin (mais o overshoot),
ou seja, Vin da própria tensão DC de entrada e Vin induzida no primário pelo terciário durante
a desmagnetização. Encerrada a desmagnetização, não existirá mais a tensão induzida no
primário provocada pelo terciário e a tensão no transistor será somente Vin (mais o
overshoot). No bloqueio, os diodos 01 e 02 serão submetidos a ~ Vin/TJ, e D3 a ~ 2Vin· A
corrente pela chave é composta pela corrente de carga refletida para o primário mais a
corrente de magnetização.

40
111.4- CONVERSOR PUSH-PULL

O conversor push-pull é um conversor isolado derivado do conversor forward . Ele


opera como se fossem dois conversores forward operando em cada semi-ciclo do período
de chaveamento. Sua faixa de potência mais utilizada é em torno de 500W, embora
conversores de 1OOOW não sejam incomuns. A Fig . 3.13 mostra o circuito do conversor
push-pull . Ele é formado por duas chaves e o seu trato é composto por dois enrolamentos
primários, com um retificador de onda completa com tap central no secundário. Não existe o
terceiro enrolamento, pois a magnetização será feita por S1 e a desmagnetização por S2.

01 L

Ro

T
Fig. 3.13- Circuito do conversor push-pull

Durante o tempo em que a chave S1 está conduzindo a tensão de entrada é aplicada


ao enrolamento inferior do primário do trafo, resultando na polaridade indicada na Fig. 3.14
e fazendo com que o diodo 0 1 conduza como no conversor forward. Quando a chave S1
bloqueia, haverá a inversão de polaridade da tensão nos enrolamentos do trafo e no indutor
como ilustrado na Fig. 3.15. Isto que provoca a condução simultânea dos diodos 0 1 e 02. A
entrada em condução de 0 2 é bastante óbvia mas a manutenção da polarização direta em
0 1 se explica pelo fato da energia no indutor de saída (que é proporcional à corrente de
carga) ser maior que a energia no núcleo do trafo (que é proporcional à corrente de
magnetização e, portanto, com cerca de 10% da corrente da carga refletida). Isto faz com
que a intensidade da tensão negativa que aparece no anodo no momento do bloqueio de S1
seja menor que a da tensão negativa que aparece no catodo. Tal fato faz com exista a
condução simultânea de 0 1 e 0 2 , dividindo a corrente que passa pelo indutor ao meio. Logo,

- o fluxo magnético resultante no trato será nulo, mantendo a magnetização do mesmo. A

41
desmagnetização, ou magnetização em sentido contrário, será feita durante a condução de
S2. As etapas de condução e bloqueio de S2 são análogas às descritas para S1 e estão
ilustradas nas figs. 3.16 e 3.17. É importante observar que precisa existir um casamento
perfeito entre as impedâncias do circuito da malha de condução de s1 e de s2ou haverá
problemas de saturação magnética do núcleo. A utilização do núcleo para transferência de
potência é bem melhor no conversor push-pull em relação ao forward . Isto faz que, para o
mesmo tamanho de núcleo, o push-pull tenha o dobro da potência do forward.
-
- As principais equações desse conversor estão mostradas a seguir. O ciclo de trabalho,
D, foi considerado individualmente para cada chave, tendo um valor máximo entre 0,4 e
0,45. Em função disso aparece o fator "2" na Eq. em função da existência de duas chaves.
No cálculo da relação de transformação, TJ, utiliza-se a tensão de entrada mínima e o ciclo
de trabalho máximo. Na escolha do indutor é importante lembrar que a freqüência no
mesmo é duas vezes a da operação da fonte pois o retificador é de onda completa.

(3.77)

(Vinmin - V CEsat) Dmax V in min Dmax


ry= (3.78)
(~ +VD)
0 Vo
2

77(Jf+ vD) 1] -
Vo
2
D= (3.79)
(V in- V CEsat)

L = (V o + V D) · t off ::: Vo · t o.f!


(3.80)
l1 fr l1fr

O capacitor também pode ser calculado seguindo-se a mesma metodologia utilizada


para o conversor buck.
O transistor quando bloqueado é submetido a uma tensão :::: 2 Vín (mais o overshoot},
ou seja, Vin da própria tensão OC de entrada e Vin induzida no seu enrolamento primário
durante a condução de S2. Quando ambas as chaves estão bloqueadas, sendo nulo o fluxo
magnético, não existirá mais a tensão induzida no primário e a tensão de bloqueio será
somente Vin do barramento OC. No bloqueio, os diodos 0 1 e 0 2 serão submetidos a uma
42
tensão : : : 2Virln.. A corrente pela chave é composta pela corrente de carga refletida para o
primário mais a corrente de magnetização. Nos diodos, a corrente média será a metade da
- corrente de carga mais a corrente no momento da condução simultânea dos mesmos.

_L
01 L
S2

+
N1 Ro
Vin

+
N2
02

S1

Fig. 3.14- Circuito equivalente do conversor push-pull com S1 conduzindo

j_
01 L
+

Ro

N1

S1
02

T
- Flg. 3.15- Circuito equivalente do conversor push-pull com S1 e S2 após S1 ter conduzido

43
- _L

S2~
01 L
+

~ + Ro
- Vin

111 +
N1

+f
-<

N~ ~
-
s~
T
Fig. 3.16 - Circuito equivalente do conversor push-pull com 5 2 conduzindo

_L
01 L
S2 +
N1 Ro
Vin

- 111 +

N1

S1
02

Fig. 3.17- Circuito equivalente do conversor push-pull com 51 e 5 2 após 5 2 ter conduzido

44
111.5- CONVERSOR PONTE OU FULL BRIDGE

O conversor ponte opera de forma semelhante ao conversor push-pull, apresentando


apenas um enrolamento no primário e quatro chaves (que operam simultaneamente duas a
duas). É o conversor com maior capacidade de potência, com valores típicos de 2500W. A
Fig. 3.18 mostra o circuito do conversor ponte. Um capacitor apoiar, com valor típico entre 1

- a S).!F, colocado no primário resolve possíveis problemas de assimetria de fluxo magnético.

-- Ele funcrona como um filtro, bloqueando a passagem de um nível DC de corrente (fluxo


residual) e evitando a saturação magnética do núcleo.

01 L
S1
cf

~
Ro
+
-==-- Vin
)
N2
02
S4 S2

Fig. 3.18- Circuito do conversor ponte

!'"'\ Durante o tempo em que as chaves 81 e 82 estão conduzindo simultaneamente, a


......., tensão de entrada é aplicada ao enrolamento do primário do trato, resultando na polaridade
indicada na Fig. 3.19 e fazendo com que o diodo 0 1 conduza. Quando as chaves 81 e 8 2
bloqueiam, haverá a inversão de polaridade da tensão nos enrolamentos do trato e no
indutor. Isto provoca a condução simultânea dos diodos 01 e 02 como já descrito
anteriormente, dividindo a corrente que passa pelo indutor ao meio como ilustrado na Fig.
3.20.
As principais equações desse conversor estão mostradas a seguir. Da mesma forma

- que no conversor push-pull, aqui também o ciclo de trabalho, O, foi considerado

- individualmente para cada chave, tendo um valor máximo entre 0,4 e 0,45. Em função disso
aparece o fator "2" na Eq., devido à presença de dois pares de chaves.
-
45
(3.81)

-
(V inmin - 2 VCEsat) Dmax Vinmin Dmax
TJ = (3.82)
(~o + VD) 2
Vo

TJ(~+vv) Vo
TJ -
2
D = (3.83)
(V;n - 2 V CEsat)

L= (Vo +Vv) ·loff ~ Vo·loff


- 11h 11ft
(3.84)

O capacitor também pode ser calculado seguindo-se a mesma metodologia utilizada


para o conversor buck.
Cada transistor, quando bloqueado e no momento em que o outro outro par de chaves
-
- está conduzindo, é submetido a uma tensão ~vin da própria tensão OC de entrada. Quando
todas as chaves estão bloqueadas, o fluxo magnético será nulo e não existirá tensão
induzida no primário, fazendo com que a tensão do barramento OC seja dividida entre as
duas chaves de cada braço. No bloqueio, os diodos 0 1 e 0 2 serão submetidos a~ 2Vin/fl. As
correntes pelas chaves e pelos diodos serão semelhantes às do conversor push-pull.

46
-.

"--.

01 L
..........

"""'\

!""'\
Ro
+
~
Vin

-
S2

Fig. 3.19 - Circuito equivalente do conversor ponte com S 1 e S2 conduzindo

- Ro
+
-=- Vin

- S2

- 02

Fig. 3.20- Circuito equivalente do conversor ponte com as chaves bloqueadas

01 L

Ro

-
+
-=- Vin

S2

Fig. 3.21 - Circuito equivalente do conversor ponte com S3 e S4 conduzindo

47
111.6 - CONVERSOR MEIA PONTE OU HALF BRIDGE

- O conversor meia ponte opera de forma semelhante ao conversor ponte, apresentando


apenas a substituição de duas chaves por dois capacitares. Esses capacitares podem ser
provenientes do estágio de retificação e filtragem de um dobrador de tensão. A capacidade
de potência vai até 1000W. A Fig. 3.22 mostra o circuito do conversor meia ponte.

- 01 L
C1 _~._

Co
1 Ro
+
-==-- Vin

C2 -!..

S1

Fig . 3.22- Circuito do conversor meia ponte

,-... Durante o tempo em que a chave S1 está conduzindo, a metade da tensão de entrada
é aplicada ao enrolamento do primário do trato, resultando na polaridade indicada na Fig.
3.23 e fazendo com que o diodo D1 conduza . Quando a chave S 1 bloqueia, haverá a
inversão de polaridade da tensão nos enrolamentos do trato e no indutor. Isto provoca a
condução simultânea dos diodos D1 e D2 como já descrito anteriormente, dividindo a
corrente que passa pelo indutor ao meio Fig. 3.24.
As principais equações desse conversor estão mostradas a seguir.

- V0 =2
(2-
[
vin VcEsat )
1]
D - VDl (3.85)

- 48
- Vinmin
(- - - V CEsat) Dmax
2 (3.86)
1] =
(~o+ V D)

-- 11 (~~ vn) 1] -
Vo
At ·~
- D =
(Vinmin _
-
V;n
2 (3.87) I -
V CEsat)
2
z I

- L=
(Vo + V D) · I o.ff
!::.h
_ V o · I o.!f
llh
(3.88)

O capacitor também pode ser calculado seguindo-se a mesma metodologia utilizada


- para o conversor buck.
Cada transistor, quando bloqueado e o outro par de chaves está conduzindo, é
submetido a uma tensão ~vinda própria tensão DC de entrada. Quando todas as chaves
estão bloqueadas, sendo nulo o fluxo magnético, não existirá tensão induzida no primário e
a tensão do barramento DC é dividida entre as duas chaves de cada braço. No bloqueio, os

- diodos D1 e Dz serão submetidos a


semelhantes às do conversor ponte.
~ 2Vinl r1• As correntes pelos semicondutores são

- 49
01 L
+
C1 __._

-
- +

- -=- Vin

C2 __._
S1

Fig. 3.23 -Circuito equivalente do conversor meia ponte com 5 1 conduzindo

01 L
+
C1
cf
-D
Co _L

Ro
+

- -=-Vin
N
l
C2
S1
02

Fig. 3.24- Circuito equivalente do conversor meia ponte com as chaves bloqueadas

-
- 01
+
L
C1

Ro
+
-=- Vin
-
C2
S1

Fig. 3.25- Circuito equivalente do conversor push-pull com 5 2 conduzindo

50
111.7 - CONVERSOR BUCK-BOOST

O conversor buck-boost pode elevar ou diminuir a tensão de saída. Além disso


apresenta a característica de inverter a polaridade da tensão de saída. Seu circuito básico
está apresentado na Fig . 3.26. A potência máxima desse conversor, como de qualquer

- conversor não isolado, fica limitada pelas características limite dos semicondutores e do
material magnético.
Durante o tempo tona energia proveniente da entrada é armazenada no indutor. Nesse
intervalo a corrente de carga é suprida pelo capacitor de filtro como mostrado no circuito
equivalente da Fig. 3.27. No bloqueio da chave S, haverá a inversão de polaridade da
tensão no indutor que provoca a condução do diodo O, possibilitando que a energia
armazenada no indutor seja transferida para a carga e para reposição da energia perdida
pelo capacitor durante ton como mostrado no circuito equivalente da Fig. 3.28. A tensão de
saída desse conversor é dada na Eq. 3.89, exata e simplificada, respectivamente.

D
- - V;n (1 -D) (3.89)

(3.90)

L= CIVoi + V D) · (1 - D) lvol· (I -D) (3.91)


l::.fL.f tl fL.f

- O capacitar pode ser calculado seguindo a mesma metodologia utilizada para o


conversor boost.
O transistor e o diodo quando bloqueados são submetidos a uma tensão (Vín + Vo)

- mais o overshoot. A corrente média pela chave é 10 )!{ I (1- O).


o
~ , Ú).) - u}o

1:.-t

51
r-..
r
,.......
.-... o
r"\
s
,.......

-......... +
T
L
Co
_L
Ro
- Vin

-,........

-..
,-.

-"'
,.....,
Fig. 3.26 - Conversor buck-boost

.-.,.

........

-
,....... s o
,.....,
!""'\

,.......
T /)
+
L
Co Ro
!""'\ V in
,.......

-~

! ""'\

--
-
........
Flg. 3.27- Conversor buck-boost durante o tempo fon

,-,.
,.......
,....... s o
!""'\

........
.- +
T Co Ro
.........
L +
V in
.-.,.
+
- _)
-
-..
r"\

"
~
Flg. 3.28- Conversor buck-boost durante o tempo fotr

.--..
........ 52
,........
- 111.8 - CONVERSOR FLYBACK

O conversor flyback é o conversor buck-boost isolado. Com o isolamento não tem


sentido em se falar da polaridade da tensão de saída, pois a referência poderá ser colocada
onde for mais conveniente. Além disso, o isolamento permite a existência de mais de uma
saída, tanto com elevação ou com redução do nível de tensão. Seu circuito básico está
apresentado na Fig. 3.29. A faixa de potência desse conversor usualmente fica limitada em
250W, sendo um concorrente direto do conversor forward . Embora apresentando número
menor de componentes que o forward, o flyback pode necessitar de filtragem adicional em
algumas situações devido às grandes variações de corrente no capacitar de saída.
Durante o tempo ton a energia proveniente da entrada é armazenada no primário do
- trato. Nesse intervalo a corrente de carga é suprida pelo capacitar de filtro como mostrado
no circuito equivalente da Fig. 3.30. Ao bloqueio da chave S, haverá a inversão de
polaridade da tensão nos enrolamentos do trato que provoca a condução do diodo O,
possibilitando que a energia armazenada no núcleo do trato seja transferida para a carga e
também para fazer a reposição da energia perdida pelo capacitar durante ton como mostrado
no circuito equivalente da Fig. 3.31 . A tensão de saída desse conversor é dada nas Eqs. ,
exata e simplificada, respectivamente.

= (V in -
- V
o
V CEsat)
17
D
(I - D)
_ V D _ V in D
---;;- (1 - D)
(3.92)

D = 1J Vo 1J Vo (3.93)
-
V;n - V CEsat + 1J V o Vm+lJVo

L= (Vo+VD) .(1 - D) _ V 0 . (1- D)


(3.94)
llfL.f llfL.f

O capacitar pode ser calculado seguindo a mesma metodologia utilizada para o


conversor boost.
O transistor, quando bloqueado, é submetido a uma tensão 0/in + 11V0 ) mais o
overshoot, e o diodo, a uma tensão 0/o + Vinl'll)- A corrente de carga média refletida para o
primário é lo O I 11(1 - 0), não existindo a corrente de magnetização. A desmagnetização do
núcleo é feita pela própria carga.

53
-
01

J~C>'l-----l--.--
1 --,1
I f

~~ 2
N1

- V in
+ Co Ro

Fíg. 3.29- Conversor flyback

D1

Vin
+
Co
t f lo
Ro

Fíg. 3.30- Conversor flyback durante o tempo ton

01

- Ro
+
V in •

Fig. 3.3 1 - Conversor flyback durante o tempo toff

54
-
- 111.9 - CONTROLADOR PWM

O controlador PWM (Pulse Width Modulation) é o responsável pela determinação da


largura do pulso que comanda o acionamento das chaves do conversor chaveado. A
maioria dos controladores PWM trabalha com freqüência fixa e variam o tempo ton para
fazer o controle de potência. Um segundo tipo trabalha com freqüência variável. Neste caso,
o tempo ton é fixo e varia-se o período de chaveamento para controlar a quantidade de
potência transferida. Com freqüência fixa , o espectro do ruído gerado pelo regulador varia
- bem menos se comparado com os controladores com freqüência variável. Esse fato leva a
uma otimização no projeto dos componentes reativos. Com freqüência variável, o projeto
dos componentes reativos deve ser feito para a menor freqüência de chaveamento,
tornando-os mais volumosos. Neste material serão tratados apenas os controladores PWM
com freqüência fixa.
O controlador PWM básico está mostrado na Fig. 4.1, onde a largura do pulso é
obtida a partir da comparação de uma onda dente de serra com uma tensão de erro
proveniente da saída de um amplificador. Essa tensão de erro é gerada a partir de uma
amostra da tensão de saída e de uma tensão de referência. Havendo uma tendência de
queda da tensao de saída, haverá um aumento na tensão de erro que provocará o aumento
da largura do pulso a ser aplicado na chave e vai levar a uma recuperação do valor da
tensão de saída desejado. No caso de uma diminuição do consumo, a tensão tenderia a
subir, diminuindo o erro e provocando uma redução da largura do pulso a ser aplicado na
chave, estabilizando novamente a tensão.
Uma outra variação de controlador é o chamado feedforward. Nesse caso, além da
amostra da tensão de saída, é amostrada também a tensão de entrada. Esta vai controlar a

- inclinação da rampa do gerador dente de serra. Com essa informação adicional, a largura
do pulso será menor se a tensão de entrada for maior, evitando-se enviar para a carga um
excesso de potência. Para menores valores da tensão de entrada, a largura do pulso será
maior, proporcionando maior potência à carga.
Existe ainda o controlador PWM modo de corrente que monitora, além da tensão de
saída, a corrente de entrada. Neste caso, se o erro de tensão for grande, a corrente na
entrada atingirá maior valor de pico. Com tensões de erro pequenas, a corrente de entrada

- terá um menor pico.

55
s L

Vin D ç _._

I
l I
I
I
/VtM
: GERADOR Jl...
!
1
DENTE
DE
l SERRA
i
i COMPARADOR
PWM
1--- - --;-----' Va
Ii
!
í
Verro
Vref

I' AMPLIFICADOR DE ERRO


_ I- - · - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - -

Verro

Saída
PWM

Fig. 4.1- Controlador PWM básico

Em seguida, é feita a apresentação do controlador PWM integrado 3524 cujo


diagrama esquemático está mostrado na Fig. 4.2. O PWM 3524 possui duas saídas,
podendo controlar conversores com mais de uma chave. Possui uma fonte de referência
interna de 5V. A freqüência do gerador dente de serra interno é estabelecida por um resistor
e um capacitar de temporização, que são obtidos através do ábaco da Fig. 4.3. No 3524, o
tempo morto (dead time) depende do valor usado no capacitor de temporização segundo o
ábaco da Fig. 4.4_O valor da tensão no pino 9 controla a largura do pulso segundo a Fig.

56
4.5. Esse pino pode ser utilizado para fazer o soft start na partida empregando-se uma
malha RC e um diodo.
O 3524 já possui dois tipos de proteção:
um amplificador limitador de corrente que inibe os pulsos de disparo das chaves
quando entre seus terminais tem-se uma ddp de 300mV. Com 200mv, o ciclo de
trabalho se reduz para 25%. A amostragem da corrente de saída é feita através
- de um resistor;
um pino de shutdown que inibe os pulsos de disparo das chaves quando se
polarizar diretamente o transistor do pino 1O. Vários tipos de proteções podem
ser detectados através de circuitos independentes e, usando a técnica OU por
diodos, desarmar o PWM aplicando-se uma lógica positiva.
Vale a pena observar que o amplificador de erro foi projetado propositalmente com
uma impedância de saída para que as proteções sejam prioritárias quando ativadas,
impondo seu potencial na entrada do comparador PWM.
A Fig. 4.6 ilustra uma aplicação do 3524 em conversor buck de 5V, 1A.

+CI.SENSE
•et.SENSE

- JULJL
-
Flg. 4.2- Controlador PWM integrado 3524D

57
100
c1 0.001 JJ F I
~ ,

-
lll I l l 11 I
50
a:
o
.,_
cn
CTl ~ oJo
l \11'~ L IA I I~ /I '
cn
~
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. #J / 11 ,I I
10
t:)

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I

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I
I
I
I

I
i=
I I , i
.,_
a: t--t--#-lt#t+IHI'/'--*V--+l:~l"t-Hffil'"-/c 1 = 0.1 JJ F
- 1
I~ ~ o 02 F~
~~Ju~:m/ 1 I m
1
,1,c1 =' o:o5 'JJ~ ~:'
1 11ll 1 11 1
1 2 5 10 20 50 100 200 500 1k
OSCILLATOR PERIOD (JJs)

Fig. 4.3 - Abaco do período de chaveamento do controlador PWM integrado 3524

10
Vcc= 2ov
TA= 25°C
-... 4
-
w
~
:::t.
~

t=
o ~ ~""
CC 1 """"
UI

- c
5 0.4
~
~
c

0.1
0.001 0.014 0.01 0.04 1.1
CT (I& F)

Flg. 4.4- Abaco do tempo morto do controlador PWM 3524

58
50
/ .4
40

- ~
_,
w 30
/
I/
o
>-
y
>-
.... 20

/
:::2
o
10

o v
1 1.5 2 2.5 3 3.5 4
VOLTAGE ON PIN 9 (V)

Fig. 4.5 - Ábaco do ciclo de trabalho em função da tensão no p ino 9 do controlador PWM 3524

Vcc = 21 v TIP115
0.9mH
~--~
I< I
51úl > 15
>
vcc I~ I 4~ 5V
1A
_!i,.k? 1 11
v v IN- EMIT 1
I~ I
5~0
v
2
IN+
SG2524
COL1 ~ t.::< __ ~_j +
0.1 J.IF
~ Hl
S kn
'
> 16
REF OUT COL2
13 v

3 1úl
v
-~
J ~ 1N3880
;;~ 50

3Akn 6 14
'V
Rr EMIT2
7 ~
~: cr CURRLIM+
0.02 J.1.F ____!! SHUT 5
CURR LIM-
DOWN
____!. OSC OUT
CO M P h
GND
8
...-r- 0.001 1lf
>- 50 k1l

ti? Inp utRetum


0.1 Q
'V v

Flg. 4.6 - Ap licação tlpíca do controlador PWM 3524

59
'""' IV - BIBLIOGRAFIA

[1] Grebene, Alan B. - "Bipolar and MOS Analog lntegrated Circuit Design.

[2] Ayres, Carlos A. e Souza, L. Edival de - "Fontes Chaveadas" - apostila UNIFEI I


FUPAI, 1988, 340p.

,. . . . [3] Manuais de fabricantes de reguladores de tensão integrados.

-
60
ANEXO- PROJETOS

- Para mostrar os procedimentos e a seqüência de cálculos empregados serão


apresentados a seguir dois projetos: um conversor boost e outro para o conversor buck.

PROJETO BOOST

O conversor boost a ser projetado possui as seguintes características:


tensão de entrada: 1O a 20Voc;
- tensão de saída: 24Voc;
potência: 240W;
máximo ripple pico a pico: 200mVpp;
- freqüência de chaveamento: 20kHz.

!'"'\ Primeiramente, calcula-se os tempos ton através das Eqs. 3.13 a 3.16,
""' considerando-se Vo = Vcesat = 1V.

Dmin = 0,208 D max =0,625 Íonmin = 10,42 J.!S Íonmax = 31 ,25 J.!S

Como colocado na Eq. 3.17, adotamos inicialmente 70% do ripple total para a parte
capacitiva e 70% para a parte resistiva (140 mV). Assim, usando a Eq. 3.20, resulta:

-
Para um ripple de corrente no indutor de 40% do seu valor médio e rendimento de
90% (11 = 0,9), o ripple de corrente no capacitar é calculado pelas Eqs. 3.22 e 3.23:

ILDCmax =26,67 A e illcpp =ILmax =32 A

Usando a Eq. 27, calcula-se a RSE máxima necessária:

- RSE < 4,375 mn

- Utilizando capacitares HFC da lcotron de 470J.!F/40V com Z max a


precisa-se de 12 capacitares em paralelo para satisfazer o valor de RSE calculado. Com
1ookHz = 50 mn,
12 capacitores, a capacitância resultante será de 5640 !J.F, que é bem superior ao
calculado. Como a parte resistiva está mais dificil de ser atendida, recalcula-se para um
ripple resistivo de 90% (180 mV), com um ripple capacitivo de 43,5% (87 mV), resultando
os seguintes valores para capacitância e RSE :

C ~ 3592 1-lF e RSE = 5,625 mQ

Para satisfazer essas exigências 10 capacitores de 470f-lF/40V em paralelo,


/"""\ resultam:

Ceq =4700 !J.F e RSEeq = 5 mQ

Dessa forma pode-se reduzir um pouco o número de capacitores a serem

- utilizados, mesmo trabalhando com uma margem de segurança.

A indutância do conversor boost, considerando-se Vo =VcEsat =1 V e 11 =0,9, é


-- calculada através da Eq . 3.26 e 3.27 e resulta:

- L= 26,35 J.tH

- Assim, o valor adotado neste projeto é 26,35 !J.H.

Com o valor da indutância e a sua corrente máxima, a sua energia pode ser obtida
para posterior uso no projeto do indutor. O projeto do indutor também é um dos itens que
se deseja automatizar na continuação desta pesquisa, pois envolve vários procedimentos
como a escolha do tamanho do núcleo a ser utilizado, o cálculo do número de espiras, da

-- bitola do fio e do entreferro necessários.

- A seguir são apresentados os resultados obtidos por simulação, comprovando o


desempenho esperado do conversor:
--

-
2
- ,,. ~~~~::::------ - -- - - --- -- --------- ---- - ------~~~~
=~ ~--- -----------------------------------------------------------------------------------------J
• I ( L3)
1?/1 .----- - - - ----------- -
I

, '" --- - - . . l - - --
• I (LS)- l( IH )
- - -----1

- "· 1-----~---- · r= ------------------------ -=-=~


- 1. 57~ ________________________ l______l______ _________________ ___________________ ____ J

• 1 ( 1\7)
11·----------------------------------- ---------------------------------------------------------,
: r-----~ r----- r--- - :
-11~~----~----------------------~~----------------------~
• - I ( C3) • I
24. 220.-------- - ----------------------------------- ---------------------- -----------------------,
SE L» l 1 . 1_J L_ 1
24.120~ ----------- --- - ------------- - - -- - -- --- ---------- -------~---~- ---- - - - ---- ---------- --~
~
3 1 . U ns 3 S. I 5ns 3 1 .1 1r.IS 3 1. 151llS
• U( ~5:2)
Tine

Fig. 9- Resultados de simulação - conversor boost para Vin = 1OV


corrente no indutor
corrente na chave S
corrente no diodo O
corrente no capacitor C
detalhe da tensão de saída

_ u==:_ _ _lj~
15"·--------------------------------------------------------------------------------------- -----, ·

.....,
,.~ cca> • s
• - I
___ ;-
24.210·------------------------------------------ - ------ ----- ------------ -- -- ---- --------- -- ---~
I
I
I
I.
I
I
I I

24.1 70~- -- --------- ------ ------------ -- - ---- ----------- ---- ---- --------------------------------- ---J
• U(C3:2 ) - U(C3:1)
S lmu.--
I
--- -------- --- -- --- ---------- - -- - - --- --- ------ -- ---- --- ---------------- -- - - --- ------ - --- - -~I f

: r------_ ~ r------_ :!
SEL>) ~ TI LJ
- 61~~- -- --------- --- ------------------ ------- --- ------ ---- -- ---- ---------- --- --------------------J

- • U( l\6 :2) • I
24.22U::;-- ___ _______ _____ --.- _______ ----,- __ ____ ____-.- ____ -~- - __ __ ____ _, ____ --r-=-_==: ____ -~- _____ -~

I :' ·f
24.12U + -- -- ------- --- -- -- ------------T· ----- - - - - ---------- - ---- - -- --"·--- --- -- - - - ------ --- -------- -~
3 1.11ms 3 1 . t 5ns 3 1 .1 • ns 3 1 .15ms
• U( l\5 : 2)

Fig. 1O - Resultados de simulação- conversor boost para Vin = 1OV

- corrente no capacitor C
ripple capacitivo
ripple resistivo
- detalhe da tensão de saída (ripple total)

3
- 33 ~
' -;-
:
I
'
--- -- - ------- - - ---- ------ - -- - - --- --- --- - - -- ---- ------- --- ------ - ----------- ------- - --- -----,

~
----
--~........................~~-------...........................~---,-~
~
..........
'-... .., ;
2;~ ~-- ------------ - - ----------- - --- -- - - -- - ----------- - - - -- --- -~------ -- ------------ - - --- --- -- - j
......._
::

33,
• l ( L3 )
p~-~=~r --------- -------..------ --------------
~ ~-- -------1 .
ilíi J_ ____ _________ - - - - _L _ j ------------------ _j ------------------_1_ _ ___,
• I (L3)- 1(11 7)

·:r------- ---------cs------ ----------r:-:-::-::---------------------::· ~J


- • I ( lt 7j

,,,::, ------------- ----- ~ -- --- - - --- - ------- ~- :--- -- - -- - - -- - --- ---~i .


_,,1 ------ ---
• - I ( C3) • •
--- r-________ ___ -- -- ·---- __ __ __ __ ______'} - - -- -- - - ·- ------------ ·

::::::~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~:~~~~~~~~~~~~~~~~~~-r-~~~~~~~~J
a r . n ms 3lll.15ms 3 11 . 1 l ms 3!. 151!1S
• U( ft5 :2)
Timl'

Fig. 11 - Resultados de simulação- conversor boost para Vin = 20V


corrente no indutor
corrente na chave S
corrente no diodo O
corrente no capacitar C
detalhe da tensão de saída

"T---------- --------H------------------ H- ----------- ------~


,,l_ _ - - - --- - - - - ---------- ---------- ---- - - - --- - - -·- - --- - - ----------'
I
• - I (G3) • !I
24. 1~- ----------------------------------------------------- - -------------------------------------,
I

~~~ ~ /~ ~
: --~ : "--~ :
23. 9~ ------- ----- ---- - ----- - ------ - - - - - ----- - - -- ----- ----------------------- ----- --- -------------J
~ l
• U(C3: 2 )- U( C3:1) • 23 .,411
'' '"" T· - - -- -- -- - - --------~--------- ------- - - -~ - - -----------------~

- _,.,.1 _________ ---- ---------------------------------------------- ---------------------------·


;~~:::,k3
• U(ll,:2) • I

- - -- - C?J·- :·- -C3-- :· --:


23 .15U+--- - ------- - - - - ---------- --- --, -- - - ------------- ------------- T ·- ---·--------- --------- ------~
3 1 . 1tms 3 1 . 1 51!15 3 1 .11ms 3 1. 15ms
• U(ll5:2) • 23.9117
Tim~

Fig. 12- Resultados de simulação - conversor boost para Vin = 20V


corrente no capacitar C
- ripple capacitivo
ripple resistívo
detalhe da tensão de saída (ripple total)

4
......, PROJETO BUCK

- A seguir tem-se um projeto de um conversor buck com as seguintes características:


tensão de entrada: 20 a 30 Voe;
tensão de saída: 12Voc;
potência: 120W;
máximo ripple pico a pico: 100mVpp;
freqüência de chaveamento: 20kHz.

Primeiramente, calcula-se D e os tempos ton através das Eqs. 3.43 a 3.44,


considerando-se Vo =Vceszrt =1V.

Dmin = 0,433 Dmax = 0,65 lonmin = 21 ,67 f.lS lonmax = 32,5 f.lS

Como colocado na EqJ.5t, adota-se inicialmente 70% do ripple total para a parte

- capacitiva e 70% para a parte resistiva (70 mV). Assim, usando a Eq. 3.51 , resulta:

C ~ 357 f.lF

Para um ripple de corrente no indutor de 40% do seu valor médio que é a própria
corrente de carga, o ripple de corrente no capacitar é calculado pela Eq. 3.53:

ILDcmax = 1O A e D.lcpp = 0 ,4 II(Dc' = 4 A

- Usando a Eq. 3.52 calcula-se a RSE máxima necessária:

RSE < 17,5 mn

Utilizando capacitares HFC da lcotron de 100f.lF/16V com Zmax a 100kHz = 250 mO,
precisa-se de 15 capacitares em paralelo para satisfazer o valor de RSE calculado. Com
- 15 capacitares, a capacitância resultante seria de 1500 f.! F, que é bem superior ao
calculado. -Como a parte resistiva está mais difícil de ser atendida, recalcula-se para um
ripple resistivo de 90% do ripple total especificado (90 mV), com um ripple capacitivo de
43,5% (43,5 mV), resultando os seguintes valores para capacitância e RSE :

5
C ;;?: 574 1-1F e RSE = 22,5 mn

Para satisfazer essas exigências utiliza-se 12 capacitares de 100!-1F/16V em

- paralelo, resultam:

- Ceq = 1200 1-1F e RSEeq = 20,83 mo

- Dessa forma pode-se reduzir um pouco o número de capacitares a serem


utilizados,
A indutância do conversor buck é calculada através das Eqs. 62 e 63:

L = 56,9 1-1H

Assim o valor adotado neste projeto é 92 1-1H

Nas figuras a seguir temos os resultados obtidos por simulação.

_::I:::::::::::-:1::-::::l:::::::::: _::J:::::::l-:::::::::::=J:::::::l-:::::::-:::=J::::::::
• U(L3:1) - U(L3:2) • I
12~.---- ------- --- ---- ---------- ------- ----------- ---- --- - -------- - - -- -- - -- ------- ------- - - ,
I
I

Sft Á•---------------------------------------------------------------------------------------1
I(l3)
12.1au.: -- ----------- -- -----
.
-------- ---------

-------- --------, ---------------------
,
--- -- --- ----- 1I
I

12.11U ~ . I • • I • ' • • ' • • . I

~ - --- -------- - ---~- ---- ----- -- ---- -1-------------- ---~- - ----- ------- - - ~ -- --- -------- - --- '
• U(ft5:2)
2.1.----------- ----------------------------------------------------------------------------.
: ~- ~ ~ ~:
SEL>>~ .~ . ~ ~ oz:::::J
-2.1+----------------,-----------------T-----------------r----------- -----,-----------------l
1 1 .11PIS 1 1.141115 11.111115 1 1.1 21115 1 1 .1,1115 1 1 .2 11115
• - I (C3) • I
Tine

v,., =20V
- Fig. 13- Resultados de simulação- conversor buck para
tensão no indutor
corrente no indutor
detalhe da tensão de salda
ripp/e de corrente no capacitar

6
I U(U5:+) - U( l 22:2)

'' ' r------------ --~-- ------ -----:~ --- -----------r~----------- ----~

- SE:: ;L__j___ ~ ___ j · _______ L____L____ __l ______ j

_,]: -:::: -~__ ___ [:::::::_ J ______I _ --:- -1_____ r::·· -::::::L____ ~
• l( lt 22)

1 S . tlms 1 1 . 1 4ns 1 1 . U ms 1 f .12ns 1 1 . 2 11lls


• U( t 22:1)- U(. 22:2 ) • I
Tine

Fig. 14- Resultados de simulação- conversor buck para V;, = 20V


co"ente na chave S
tensão na chave S
co"ente no diodo O
tensão no diodo O

21UÍ------ ---------------------------------------------------------------------------------,

- - I
15U ---------- ----- -- - -----------
• U( ll22:2) - U(ft5:2) • I
I l I l
----- ----- ------ ------
I l
- -- -------
;
_j

·:: T:::::::: _____________ ----------- ---------- __________


• I (l3)
-::::::::::~
12.ftUT--- --------------------------------------------------------------- ---------------------,
I · I
I

'
I

12. 11U ~ · . ____ ______ __ ___ __ L----------------~- -- ------- --- --- -


_______________ _ j ___ __ _____ ___ ____ l
• U( ~S:2)
2. • : - ---~------------~:;:---- ------- ~- --- - ----- ~~------:

s!i~:~-----------~--------~--~----~------~-------
14 ... 14. 141'15
1l15 14 . 11 ns 14.121!15 14 . 16M
----~
14.2 1(;15
• - 1 ( C3) • t
Tin~

Fig. 15 - Resultados de simulação - conversor buck para V., = 30V


tensão no indutor
co"ente no indutor
detalhe da tensão de salda
ripple de co"ente no capacitar

-
- iz~ T~~l- ------ -- -- -~ - - - :--- --- --~ - - -- - - ---- --~~- --- ---- ---1
-~~ L___ ____ l _______ _l_ _j_____ ____ . ________ .________..,
• l{L3)- I( !t22)

] _:: :--:r::_:J:-------_L __:___-::r:--- --I ______ ___I__------ r:_:-___ ;


• O(U5:+)- U( ~22: 2 }
12.1Ut~ -:- -- -- ----~...::.:::-=-=-~ - -- ------ - : -- ---- - - - -- -----~ - -~TI
-- --- ----~--- - ~..:.:.:::._~

- - ! . ~!á 51'\
LJ ______ ______ L _ __ __ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ - --- -------
. _ _ ____ _____ J
I

o I(D22)

SE~;] --
14.Silms
] ____________ ~-J---r--- __ D----------- ~----
"14. 1t4ms
L - - 1

1 4.Ums 14.12ms
]____________ ~
14 . H.ms 11~.2 Sms

• U( t 22 :1)- U( *22:2) • i'S


Time

Fig. 16- Resultados de simulação- conversor buck para Vin = 30V


corrente na chave S
tensão na chave S
corrente no diodo D
tensão no diodo O

-
2 - • T·--- ~~-~---------~/?~~------------~~-----------~~~~~------l

-2.5~-----------~---------~--~---~-------~~-----------~
• - I (C3) • t

- 12. 145UT----------------------- -- ------------- --- - - - - - - - -- - -- --- -- ----- -- ---- - --- - ------- - ----,

SEL»~~ ;
12. 1150~- ------------ - -- - - - - - --- - - - - - - - - - - -- - - - -- - ---- - --- ---- ---------------- ------ - ---- - --- -~
• U(C3: 2)- U(C3:1 )
511!1.--------------------------------------------------------------------------------------,
: ~ : ~ ~ :~:
:/ ~7 : ~ : ~7 ~
-5 11!1~-------- ------------------------ ----- --- --- ------ ------------ -- -------- ------------- - j
• U(ft6: 2) • I
12 . 1 1U T ---- -------- ----;------------- ----~- ---------------~-- ----- ----------:------ -- - ------ - ,
I .

12. I lU J : :

+----- -------- --- ~ ------------- ----~---- --------- -- -~ ---- - ------------ ~ --- -- -----------;
14. Slms 14. 14ms 14 . 11ms 14 .12ms 14.161llS 14 . 2 11115
• 1,1(115 : 2)
Time

Fig. 17 - Resultados de simulação - conversor buck para Vin = 30V


corrente no capacitar C
ripple capacitivo
ripple resistivo
detalhe da tensão de saída (ripple total)

8
- .... -...r-ro'j.m f'r.,be

' l U- • •• • • •• • •• • • • • • •• • · • • • • · • • · • ·· · •· ·· •· · • · · · ·• •· · •·••· · · · · · · •· · • ·• • • • • ••• • • • • • • •• • • • • • • • • •• •• • • • •• •• • · · · · · -

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Fig. 18 -Tela do Pspice mostrando tensão de saída no conversor buck para Vn = 30V