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CURSO DE ENFERMAGEM

ANA ROCHANE FERREIRA PINHEIRO

ERICA BARROSO ESTEVAM

MARIA LEIDIANE DOS SANTOS MENDES

CONHECIMENTO DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS


EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS COM O PÉ DIABÉTICO.

FORTALEZA-CE
2018
ANA ROCHANE FERREIRA PINHEIRO

ERICA BARROSO ESTEVAM

MARIA LEIDIANE DOS SANTOS MESDES

CONHECIMENTO DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS


EM RELAÇÃO AOS CUIDADOS COM O PÉ DIABÉTICO.

Projeto de TCC como pré-requisito de avaliação da


disciplina para obtenção de nota parcial do curso de
graduação em Enfermagem do Centro Universitário
Estácio do Ceará.
Orientadora: Profª. Dra. Bruna Michelle Belém Leite

FORTALEZA

2018
1.RESUMO:

Palavras-chave: Enfermagem. Diabetes Mellitus. Pé diabético. Autocuidado.


2.INTRODUÇÃO

O diabetes melito (DM) é uma doença de alta prevalência em todo o


mundo. No entanto, os sintomas nem sempre são evidentes. A avaliação
bioquímica para o diagnóstico e rastreamento da doença é fundamental, visando
a orientação precoce e à prevenção das complicações associadas.
(LAMOUNIER;2016). Trata-se de uma doença crônica séria, causada por fatores
hereditários e sociais (CONSENSO INTERNACIONAL SOBRE PÉ
DIABETICO;2001).

De acordo com (LAMOUNIER;2016), a Diabetes Mellitus constitui


uma disfunção metabólica, que eleva os níveis de glicose no sangue, causando
uma hiperglicemia. Esse processo ocorre devido à deficiência total ou parcial das
células β localizadas no pâncreas, responsável pela produção de insulina
endógena, a sua carência torna o indivíduo dependente da insulina exógena.

Existem dois tipos de diabetes: a do tipo I, que normalmente acomete


criança e jovens, e que é de origem genética. E a diabetes tipo II, que pode
resultar em uma deficiência na produção de insulina pelo organismo, pois esse
desenvolve uma resistência a esse hormônio. Nesse caso, o paciente deve fazer
uso de insulina ou de medicação, sendo uma enfermidade comumente
relacionada às pessoas adultas (SCHENEIDER; MOSSMANN; COLETTI; 2009).

Tal patologia possui como fatores de risco: como o sedentarismo, a


obesidade, tabagismo, a alimentação inadequada e o alcoolismo são alguns dos
fatores que influenciam a elevação do número de casos de Diabetes mellitus na
atualidade (BRASIL, 2006).

Segundo dados da plataforma SISHIPERDIA em 2014, evidencia que


o registro nacional de diabetes mostra que, no que concerne aos casos dessa
doença, de 1,6 milhões de casos registrados, 4,3% dos diabéticos tiveram
complicação de pé diabético, com risco de amputação prévia em 2,2% dos
casos.
Esse resultado demonstra a importância de se compreender, prevenir
e tratar esse problema, dentro do contexto da diabetes. O Sistema de
Informações de mortalidade demonstra, ainda, o número de mortes relacionado
à diabetes: esse índice, categorizado por idade e gênero em indivíduos com
diabetes, foi 57% mais alto do que na população geral (TEIXEIRA; BALDUINO,
2014).

Nesse contexto, o Pé Diabético constitui um grave problema de saúde


pública. Está entre as complicações mais frequentes da DM e suas
consequências podem ser dramáticas para a vida do indivíduo acometido por
essa enfermidade, podendo resultar na cronificação da ferida, infecções e
amputações de membros inferiores. As lesões relativas ao pé diabético podem
ter como causa a neuropatia, isquemia ou ação mista (BRASIL, 2013).

O pé neuropático caracteriza-se pelo aumento do fluxo sanguíneo, com a


elevação da temperatura do membro, podendo ser difícil diferenciá-lo de um pé
com infecção de partes moles, nesse sentido, caracteriza-se por uma variação
da sensibilidade. Na maioria dos casos, os pacientes são assintomáticos, ao
longo da história, apresentando sintomas como: parestesia, sensação de
queimação que melhora com exercício e redução da sensibilidade que é
visualizada com o desaparecimento da sensibilidade vibratória. Além disso,
pode-se observar atrofia da musculatura interóssea, aumento do arco plantar,
dedos em “garra” e calos em áreas de aumento de pressão (GRUPO DE
TRABALHO INTERNACIONAL SOBRE PÉ DIABÉTICO, 2001). (BRASIL,
2013).

O pé isquêmico está relacionado a neuropatia periférica instalada sendo


assim irreversível. Constitui um importante fator de risco para ulceração e
amputação, devido ao comprometimento da perfusão sanguínea em membros
inferiores privando os tecidos do fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes
prejudicando a cicatrização das úlceras, podendo consequentemente levar à
gangrena 2. Os dedos podem torna-se isquêmicos ou necrosados, pode ocorrer
a perda da sensibilidade, fatores este de risco relacionados à biomecânica da
marcha, causando ou agravando as lesões nos pés pelo trauma repetitivo 2.
A população idosa brasileira corresponde a 23 milhões de pessoas e
a prevalência de diabetes nessa população é de 22%, 15 vezes maior quando
comparada à população jovem (LAMOUNIER;2016). Dessa forma, o pé diabético
tem maior prevalência em idosos onde o diagnóstico e o tratamento
principalmente do DM2 são particularmente complexos e desafiadores, dadas
todas as mudanças que ocorrem com o envelhecimento e alteram a
apresentação clínica dos sintomas do diabetes3. Idosos com diabetes têm risco
aumentado para todas as síndromes geriátricas, declínio funcional e piora na
qualidade de vida (LAMOUNIER;2016).

Na fisiopatologia do DM2 em pacientes idosos é comum que ocorra


disfunção da célula beta pancreática, aumentando a resistência insulínica nos
tecidos periféricos e, particularmente nessa população, uma menor secreção de
incretinas(LAMOUNIER;2016).

Diante desse fato, a atuação do profissional de enfermagem, vem


para contribuir com a diminuição do índice de amputações e óbitos causados
pelas complicações dessa morbidade. Isso porque o diagnóstico e profilaxia
adequados, a partir da atuação de enfermeiros capacitados, inibem o surgimento
ou agravamento dessa doença, possibilitando aos pacientes ter melhor
qualidade de vida, bem como seus familiares (ROCHA; ZANETTI; SANTOS,
2009).

A partir da experiência prévia nos campos de prática durante a vida


acadêmica evidenciou-se que é de responsabilidade da equipe de assistência
primária a educação, prevenção e tratamento do pé diabético e nesse cenário o
enfermeiro se destaca como um educador, o que se justifica a realização desse
estudo.

Assim, esta pesquisa torna-se relevante, uma vez que a prevenção


do pé diabético, a partir da atuação do profissional de enfermagem, observando
os benefícios advindos do conhecimento dos possíveis riscos que levam ao
desenvolvimento dessa enfermidade e de suas complicações. Essa discussão,
portanto, deverá culminar no aprendizado, pelo paciente, da prática do
autocuidado, a fim de evitar consequências mais sérias dessa doença, tais como
a amputação do pé doente.
A partir daí, surge o seguinte questionamento, a ser investigado: de
que forma a enfermagem pode contribuir com o conhecimento do idoso em
relação à prevenção do pé diabético?

O presente estudo objetiva identificar o conhecimento do idoso de um


grupo de convivência de um centro universitário em relação à prevenção do pé
diabético e suas complicações.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

O diabetes mellitus (DM) é considerada uma das principais doenças


crônicas das atualidades, em virtude de sua grande incidência no cenário
mundial e do grande número de complicações relacionadas a essa doença,
reconhecida por causar do aumento da expectativa de vida da população
(CARLOS: ROBERTO;et.al,2013).

A população idosa brasileira corresponde a 23 milhões de pessoas e a


prevalência de diabetes nessa população é de 22%, 15 vezes maior quando
comparado a população jovem. Idoso com diabetes têm risco aumentado para
todas as síndromes geriátricas e mais risco de evoluir com fragilidade, declínio
funcional e piora na qualidade de vida. Do ponto de vista prático, o paciente idoso
com diabetes, principalmente nas fases iniciais da doença, apresenta-se com
maior aumento da glicemia após a refeição e não da glicemia em jejum, o que
pode dificultar o diagnóstico (LAMOUNIER;2016).

Segundo Jorge Dantas (2003), o diabetes encontra-se entre as


primeiras causas de morte em vários países do mundo, e cerca de 20% de todos
os diabéticos desenvolvem úlceras de membros inferiores em algum momento
da vida.
Quanto aos tipos, o diabetes tipo 1 é um distúrbio metabólico
caracterizado pela ausência de produção e secreção de insulina em
consequência da destruição autoimune das células betas das ilhotas de
Langerhans no pâncreas, também denominadas diabetes insulinodependentes
ou juvenil. Já o diabetes tipo 2 é caracterizado por uma deficiência relativa na
produção de insulina, diminuição da ação e resistência aumentada à insulina,
também denominada diabetes não insulinodependentes ou de início no adulto
(Brunner&Suddarth;2012).

O teste para pesquisa de diabetes deve ser feito em todos os


indivíduos a partir de 45 anos de idade, particularmente aqueles obesos ou com
sobrepeso. Se o resultado for normal, deverá ser repetido em um intervalo
mínimo de três anos, considerando a repetição em intervalos mais curtos, de
acordo com os resultados iniciais. Aqueles com pré- diabetes deveram ser
submetidos ao teste anualmente, além de presença de fatores de risco como:
sedentarismo, história de parente de 1 grau com diabetes, história de diabetes
melito gestacional(LAMOUNIER;2016).

De acordo com LAMOUNIER (2016) o diagnóstico do Diabetes


mellitus são considerados: Poliúria, perda excessiva de peso, polifagia, fadiga,
fraqueza e letargia, visão turva (ou melhora temporária da visão para perto),
prurido vulvar. Alguns exames são capazes de detectar o DM, tais como:
glicemia casual, glicemia de jejum, teste de tolerância à glicose com sobrecarga
de 75 g em duas horas (TTG).

O DM é uma doença marcada por complicações crônicas, tais como


comprometimentos cardíacos, renais e cegueira, as complicações com os pés
representam a maior parte dessas complicações. O risco de desenvolver é
muitas vezes superior ao de pessoas sem diabetes6.
Segundo Jorge Dantas (2003), o diabetes encontra-se entre as
primeiras causas de morte em vários países do mundo, e cerca de 20% de todos
os diabéticos desenvolvem úlceras de membros inferiores em algum momento
da vida.

Na maioria dos casos pé diabético evolui para amputações de


membros inferiores. No período de três anos após a amputação , a sobrevida é
de 50%; no prazo de dez anos , a mortalidade é de 39 a 68%, principalmente em
razão de infecção hospitalar ( LEVIN E NEAL; 2001).

O pé diabético é conceituado como infecção, ulceração ou destruição


de tecidos moles relacionados a alterações neurológicas, diferenciado graus de
doença arterial periférica (DAP) nos membros inferiores7.

As alterações anatômicas decorrentes da DM acometem o pé,


ocasionando dificuldades na marcha e consequentemente novas lesões além do
impacto negativo na qualidade de vida e no estado emocional do paciente 4.O pé
diabético representa um problema econômico, principalmente se a amputação
resultar em internação prolongada, fazendo-se necessário cuidados domiciliares
e ambulatoriais.

De acordo com a Resolução n° 358/2009 do Conselho Federal


de Enfermagem, a consulta de enfermagem é realizada durante a assistência de
enfermagem, como atividade privativa do enfermeiro que utiliza método científico
para identificar situações de saúde, prescrever e implementar medidas de
enfermagem favoráveis à promoção, prevenção, proteção da saúde,
recuperação e reabilitação do indivíduo, da família e comunidade.

A avaliação do pé diabético e realizado em todas as consultas de


enfermagem na busca de calos e rachaduras, bem como observar as condições
quanto à higiene nos pés e o tipo de calçado utilizado, para assim orientar os
pacientes quanto à prevenção desse mal, buscando intervenções básicas
evitando hospitalizações e amputações. A promoção da saúde, quando aplicada
de maneira correta, tem o poder de incentivar o paciente diabético à adoção de
práticas saudáveis, de modo que ele poderá levar uma vida normal. A avaliação
regular dos pés da pessoa com DM deve ser realizada por profissionais de nível
superior (o médico de família ou, preferencialmente, o enfermeiro), segundo a
periodicidade recomendada (BRASIL, 2013).

Segundo Brunner e Suddarth (2008), nos cuidados com os


pés, o enfermeiro deve realizar, ensinar e estimular os pacientes em cada
consulta de enfermagem, por uma boa inspeção dos pés, observar: unhas
encravadas, deformidades nos dedos e arco plantar, presença de calosidades,
rachaduras, fissuras, bolhas, marcha, lavagem e secagem dos pés e hidratação
da pele.

Essas medidas em conjunto com a educação de profissionais aos


pacientes e familiares poderão reduzir em até 50% os riscos de amputações,
frequência e duração de hospitalizações (BORGES, 2011; SBD, 2012-2013). O
tratamento do pé diabético focaliza-se com a finalidade de minimizar as
complicações. Diante disso, é indispensável promoção de estratégias de
assistência para o autocuidado e a educação desses pacientes

Para avaliação de tais condutas se faz necessário a utilização das


tecnologias, que são classificadas como leve, leve /dura e dura
3. METODOLOGIA

4.1 Tipos de Estudo

A abordagem quantitativa corresponde à previsão de mensuração das


variáveis preestabelecidas, verificando e explicando a sua influência sobre
outras variáveis, analisando-se a frequência de certas incidências e de
correlações estatísticas é que se demonstra o processo de causalidade entre as
vareáveis. (SLEE 2012)
Considerando que o trabalho apresentar-se-á com dados e evidências
coletadas de forma estruturada e mensurável, pode ser enquadrado como uma
investigação quantitativa e descritiva. Segundo ainda Polit e Beck (2011):
A descrição de fenômenos é um propósito de pesquisa importante. Em
estudos descritivos, os pesquisadores observam, contam, esboçam, elucidam
e classificam. A descrição quantitativa enfatiza a prevalência, a incidência, o
tamanho e outros atributos mensuráveis do fenômeno.

4.2 Cenário e período

O estudo foi realizado em uma instituição de longa


permanência localizado na cidade de Fortaleza sem fins
lucrativos, fundada em 1941 por membros da igreja católica com
a finalidade de abrigar em suas dependências senhoras
carentes com idade mínima de 60 anos e sem dependência de
cuidados. A instituição é assistida por doação e atualmente
possui 40 idosas que fizeram parte da população do estudo.

A escolha da instituição ocorreu após uma


experiência vivenciada como acadêmica de enfermagem
durante os estudos da disciplina de saúde do idoso, o que fez
despertar a necessidade de explorar o conhecimento de idosos
institucionalizados em relação aos cuidados com o pé diabético.

A pesquisa foi realizada no período de 16/05/2018 a 18/05/2018, após


autorização da gestora da instituição.

.
4.3 População e amostra

A população do estudo foi composta por 40 idosas e após aplicação


do cálculo amostral obteve-se a amostra final de 31 idosas. Os critérios de
inclusão para determinação da amostra foram: Ter 60 anos ou mais. Como
critérios de exclusão foram adotados quaisquer motivos que inviabilizem o
processo de comunicação, desde barreiras verbais, barreiras circunstanciais e
problemas de cognição.
Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, a amostra
final foi de 31 idosas, porém houve 03 recusas em participar da pesquisa e 02
idosas não e encontravam na instituição nos dias de coleta.

4.4 Coleta e análise dos dados

(Após a autorização da representante legal da instituição, foram


examinados os prontuários de cada idoso, aplicou-se o instrumento para a
identificação do perfil sociodemográficos, de saúde dos idosos) e a avaliação
do conhecimento sobre a prevenção do pé diabético. (Apêndice A).

Os dados coletados foram organizados em tabelas que


possibilitaram a análise estatística, descritiva e inferencial dos dados.
Posteriormente os dados foram analisados tendo como suporte teórico a
literatura existente acerca das temáticas idoso, sobre a prevenção do pé
diabético e grupo de convivência.
4.6 Aspectos Éticos

Foram obedecidos todos os princípios éticos e legais regidos pela


pesquisa em seres humanos, preconizados na Resolução do Conselho Nacional
de Saúde Nº 466 /2012, após aprovação emitida pelo Comitê de Ética em
pesquisa com parecer de aprovação N° 1.784.720 e CAAEE:
60577116.3.0000.5512.

Os idosos que concordaram participar deste estudo, foram comunicados


sobre a finalidade da pesquisa, objetivos, forma de realização e publicação dos
mesmos, firmando o compromisso de manter todos os entrevistados sob sigilo.
Foi solicitada a autorização da coleta dos dados por meio da assinatura do
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice B). Após total
esclarecimento, aceitação e assinatura do termo, foram iniciadas as coletas de
dados.

Considerando que toda pesquisa oferece algum tipo de risco, nesta


pesquisa o risco pode ser avaliado como mínimo.
RESULTADOS E DISCUSSÕES

Neste capítulo, apresentam-se os resultados desta pesquisa, bem


como as discussões relacionadas à análise dos percentuais encontrados, no que
diz respeito ao perfil dos respondentes e ao conhecimento que esses afirmam
deter sobre as complicações vinculadas a diabetes.

A Tabela 1 a seguir apresenta os resultados concernentes ao perfil


socioeconômico dos respondentes, de um universo total de 31 participantes.

Tabela 1 - Perfil dos respondentes

DOMÍNIOS N %

Idade:

60 – 69 8 25%

70 – 79 6 19%

Mais de 80 17 61,29%

Sexo:

Feminino 31 100%

Ocupação:
Aposentada 30 96,77%
Desempregada 1 3,22%

Escolaridade: N %

Não alfabetizada 3 9,67%

Primário 20 64,51%

Científico 4 12,90%

Nível superior 3 9,67%

Situação conjugal:

Solteiro (a) 20 64,51%


Casado (a) 1 3,22%

Divorciado (a) 2 6,45%

Viúvo (a) 8 25,80

Renda:
Sem renda 1 3,22%

1 salário mínimo 25 80,64%

+ 1 salário 5 16,12%

Fuma?
Sim - -

Não 31 100%

Bebe?
Sim - -
31 100%
Não
- -

Usa algum tipo de droga 31 100%


Sim

Não
FONTE: Pesquisa Direta (2018).

Observa-se, no que diz respeito à idade dos respondentes, que a


maioria deles, a saber, 61,29% (17 indivíduos) têm mais de 80 anos de idade.
Trata-se de um grupo que, de acordo com a lei 13.466, do Estatuto do Idoso,
deve ter suas necessidades atendidas preferencialmente às de outros idosos
com menos de 80 anos. A população idosa, assim, é reconhecidamente
vinculada a essa doença, como demonstram inúmeros estudos realizados a
respeito, a exemplo das pesquisas de Barros e Porto, 1 com 65% de
respondentes acima de 60 anos e de Pereira, Pinho, Santos e Corrêa, 2 com
amostra de mais de 90% de pacientes acima de 71 anos e de Aires, Costa e
Gemelli,3 cuja população de respondentes era predominantemente idosa.
Quanto ao sexo e situação conjugal, 100% dos respondentes são do
sexo feminino, sendo que 64,51% delas são solteiras. Resultados semelhantes
foram encontrados nos estudos de Almeida, Souza e Souza, 4 cuja maioria dos
participantes era do sexo feminino (74,25%), de Olivo et al., 5 com 72% de
mulheres participantes e de Barros e Porto,1 com 65% de mulheres idosas.
Quanto à situação conjugal, este estudo obteve resultados que diferem da
maioria dos estudos encontrados, nos quais o número majoritário das mulheres
idosas respondentes é casado ou viúvo.2-3-4-6-7

Em termos de ocupação, escolaridade e renda, 96,77% das


participantes encontram-se aposentadas, 64,51% possuem apenas o nível
primário (correspondente ao ensino fundamental) e 80,64% recebe 1 salário
mínimo, respectivamente. Essa mesma relação entre escolaridade e renda foi
observada em outros estudos, cuja maioria dos participantes apresentou baixas
escolaridade e renda. A relação entre aposentadoria e salário mínimo como
renda máxima também foi observada.1-2-3-4-5

Quanto à saúde, 100% das respondentes não fumam, não bebem e


não usam nenhum tipo de drogas, resultado que destoa daqueles encontrados
em estudos semelhantes, como o de Pereira, Pinho, Santos e Corrêa 2, cujos
resultados mostraram que porcentagens consideráveis dos respondentes eram
de ex-fumantes, consumidores de álcool e fármaco dependentes (50%, 60% e
80%, respectivamente).
Tabela 2 - Conhecimento das complicações da doença

DOMÍNIOS N %

Tem diabetes

SIM 7 22,58%
NÃO 24 77,41%

Qual o tipo de diabetes?

Tipo I - -
Tipo II 7 22,58%

Toma medicações hipoglicemiantes?


7 22,58%
Sim
24 77,41%
Não

Sabe o que piora a diabetes?


25 80,64%
Sim 8 25,80%
Não

FONTE: Pesquisa Direta (2018).


No que diz respeito ao quadro de saúde dessas pacientes idosas, em
relação ao conhecimento que elas têm sobre complicações da diabetes,
observa-se, na Tabela 2, que 77,41% (24 indivíduos) das respondentes não
possuem diabetes. Do universo de 7 que possuem, todas (22,58%) possuem
diabetes tipo II.

Quanto à medicação hipoglicemiante, observa-se que 77,41% não


ingerem esse tipo de medicamento.

No que concerne às complicações relacionadas à doença, 80,64%


das pacientes afirmaram que sabem o que pode piorar a diabetes. Esse
resultado é similar ao encontrado por outros estudos, em que se observou que
o conhecimento dos participantes foi considerado satisfatório no que concerne a
diabetes e suas complicações.

Almeida, Souza e Souza4 encontraram que 73,36% dos pacientes


entrevistados possuem conhecimentos sobre a doença e suas complicações.
Pereira, Cordeiro, Duarte de Sousa e Torres8 constataram que 56% dos
pacientes participantes de seu estudo apresentam conhecimentos satisfatórios
sobre a fisiopatologia, as práticas de autocuidado e as complicações
da doença.

A Tabela 3 aponta os resultados a respeito do conhecimento dos


pacientes idosos em relação aos fatores de risco para o surgimento do pé
diabético.

DOMÍNIOS N %

Você sabe o que é pé diabético?

SIM 7 22,58%
NÃO 24 77,41%

Você examina o pé diariamente?

SIM 16 52,61%
NÃO 15 48,39%
Você faz a higiene dos pés?

SIM 25 80,65%
NÃO 6 19,35%

Você anda descalço?

SIM 1 3,22%
NÃO 30 19,35%

Qual tipo de calçado você usa?

CHINELO 26 84,87%
RASTEIRA 5 16,13%

Corta as unhas de que forma?

QUADRADA 20 64,51%
REDONDA 11 35,49%

Após o banho você seca os pés?

SIM 21 67,74%
NÃO 10 32,26%

Você hidrata os pés?

SIM 16 52,61%
NÃO 15 48,39%

Você tem algum ferimento no pé :calo, bolhas,


frieira, cortes, rachaduras?
SIM 6 19,36%
NÃO 25 80,64%

Que tipo de sabonete você usa no pé?

BARRA 16 51,61%
LIQUIDO 8 25,81%
NÃO ESPECIFICADO
7 22,58%
Você testa a temperatura da água antes do
banho?

SIM 10 32,26%
NÃO 21 67,74%

Verificou-se que (24) 77,41% dos idosos não tinham conhecimento


necessário relacionado ao Pé diabético. Não apresentando porcentagem
satisfatórias relacionado ao conhecimento sobre os cuidados com os pés. É
válido considerar o grau de instrução e renda dos indivíduos envolvidos nesta
pesquisa ao se avaliar o conhecimento sobre os cuidados com os pés, visto que
foi possível observar que 20 pessoas entrevistadas (64,51%) tinham o ensino
primário e renda familiar até 1 salário mínimo (25) 80,64%. A baixa escolaridade
pode dificultar o acesso às informações como a compreensão das complicações
da doença e de seu tratamento, dificultando as oportunidades de aprendizagem
quanto aos cuidados com a saúde (PERREIRA 2010).

O exame dos pés é realizado por (16) 51,61% dos entrevistados no


qual realiza o exame dos pés diariamente. As justificativas mais frequentes para
realização do exame referidas pelos entrevistados foram: nunca tem nada nos
pés, não acredita na necessidade de realização do exame. AUDI 2011 em uma
pesquisa realizada com 50 pessoas diagnosticadas com diabetes residentes na
área de abrangência da Estratégia Saúde da Família (ESF) da Vila Lordani
demonstra que 85% dos problemas decorrentes do pé diabético são passíveis
de prevenção, mediante cuidados especializados.

Verificou-se que (25) 80,64% dos entrevistados realizam a


higienização dos pés. Segundo a SBD (2012-2013), os pacientes com diabetes
são responsáveis por cerca de 95% dos seus cuidados. Os cuidados com os pés
são a melhor estratégia para retardar ou diminuir as complicações decorrentes
da doença como o pé diabético. O cuidado com os pés, mesmo com algumas
restrições, seja idade, escolaridade, renda, dentre outros não impediram que os
participantes referissem realizar a higienização dos pés. A higienização envolve
a lavagem, secagem dos pés e dedos, corte adequado da unha, uso de
hidratante.

Os cuidados diários com os pés como não andar descaço foi relatado
por (30) 96,77% dos entrevistados, prevenindo desta forma o aparecimento de
traumas e futuras amputações. PEDROSA; VILAR; BOUTON,2014 reforçam que
85% das lesões graves dos pacientes diabéticos hospitalizados estão
associados a pequenas fraturas, ocasionadas por objetos cortantes ao andar
descalço, pelo uso inadequado de calcados, manipulação incorreta dos pés e
unhas. Tais complicações poderiam ser evitadas mediante intervenções para o
autocuidado.

Quando questionados sobre qual calçado é mais utilizado (25)


83,87% da amostra informa que utiliza sandália de dedo. Calçados que são
impróprios, novos e de uso recente, ou a falta de calçados são os principais
traumas causadores das úlceras nos pés. Os pacientes sem perda de
sensibilidade podem escolher sapatos disponíveis no mercado. Os calçados
inadequados são a mais frequente causa de uma úlcera, portanto os sapatos
devem ser examinados em todos os pacientes. (CISPD 2001). De acordo com
CISPD 2011 existem calçados terapêuticos no qual são confeccionados para o
alívio do estresse biomecânico sobre a úlcera e que pode acomodar curativos,
faixas e calçados protetores confeccionados especialmente para prevenir
ulcerações.

O corte apropriado das unhas é realizado por 20 (64,51%) da amostra.


As unhas devem ser cortadas no formato quadrado, reto e horizontal, lixar as
pontas, não deixando rente à pele, evitar cortar os cantos e não remover as
unhas encravadas (LUCIANO; LOPES, 2006). No caso de unhas encravadas a
orientação é buscar um tratamento especializado para desencravá-las
corretamente. Segundo Amaral e Tavares (2009) o corte das unhas dos pés no
formato arredondada influência no aparecimento de lesões nos cantos dos
dedos, ocasionada pelo encravamento da unha causados por objetos cortantes.
As infecções causadas pelo corte inadequado das unhas retardam a cicatrização
e poderão levar a uma futura amputação.

Para a análise dos dados descritos nesta tabela (21) 67,74% dos
entrevistados realizam a secagem dos pés após o banho. Cuidados simples,
como, por exemplo, lavar e secar bem os pés principalmente entre os dedos,
podem evitar as micoses, lesões e úlceras. Segundo Brunner e Suddarth (2008),
nos cuidados com os pés, o enfermeiro deve realizar, ensinar e estimular os
pacientes em cada consulta de enfermagem, por uma boa inspeção dos pés,
com vistas a observar: unhas encravadas, deformidades nos dedos e arco
plantar, presença de calosidades, rachaduras, fissuras, bolhas, marcha, lavagem
e secagem dos pés e hidratação da pele.

A hidratação do pé é realizada por (16) 51,61% dos entrevistados. A


hidratação é um cuidado essencial para a proteção dos pés contra o
ressecamento, pois evita rachaduras. Possivelmente, a falta de uso por parte
dos entrevistados ocorre pela baixa renda e da ausência de hábito dessa prática.
A hidratação regular dos pés com uso de hidratantes foi hábito relatado por parte
da amostra. Para Amaral e Tavares (2009), a hidratação é um cuidado
necessário para a proteção dos pés contra o ressecamento, evitando, assim as
rachaduras ou fissuras.

A presença de feridas, bolhas, calos, rachaduras não foi relatado por


(25) 80,64% da amostra. Na inspeção diária dos pés, deve-se estar alerta para
qualquer rubor, bolhas, fissuras, calor ou ulcerações. Paciente que não possui
mobilidade suficiente para visualização do pé deve ser orientado para o uso de
um espelho. Almeida, Nascimento e Brandão (2002) alerta sobre as úlceras em
membros inferiores são indicadores de problemas quanto à mobilidade do
paciente e sugerem orientação adequada quanto à necessidade de repouso, uso
de calçados adequados e cuidados de higiene.

Segundo observado, 16 (51,61%) da amostra fazia uso de sabonete


ou sabão. De acordo com (LAMOUNIER;2016) cuidar dos pés por alguns
minutos, todos os dias , pode evitar uma série de problemas .Lavar os pés todos
os dias de preferência com sabão neutro e água morna, nunca deixar os pés de
molho e evitar bolsa de água quente , enxugar bem os pés está entre os
principais cuidados com os pés .

Quando questionados quanto ao teste da temperatura da água antes


do banho (21) 67,74% da amostra informa não testar a tempera da água. De
acordo com (COSTA ALMEIDA 2016) a água para a higiene do pé deve ser
morna a 35º C, sendo importante testar a temperatura desta nos antebraços,
cotovelos ou termômetro de banho antes de colocar o pé, para evitar
queimaduras.

CONCLUSÕES

Este estudo evidencia dados a respeito do conhecimento que a


pessoa idosa possui com relação às complicações causadas pela diabetes, em
especial resultando no pé diabético. Apesar de 80,64% dos respondentes terem
afirmado que têm conhecimentos a respeito do que pode piorar essa condição
de saúde, verificou-se, nesta pesquisa, que a também maioria dos respondentes
(77,41%) não sabia o que era o pé diabético.
Em contrapartida, constatou-se que a maioria dos participantes desta
pesquisa realiza cuidados dito essenciais com os pés, mantendo-os limpos e
evitando andar descalço, por exemplo. Compreende-se, no entanto, que esses
cuidados e conhecimento não se traduzem na adoção de ações especificamente
preventivas do pé diabético. Desse modo, entende-se que essa descoberta
sugere a necessidade de se educar esses sujeitos para que sejam capazes de
relacionar os riscos da doença com os cuidados necessários para que sejam
evitadas complicações sérias, delineando intervenções educativas no sentido de
conscientizar e alertar.
Nesse sentido, os profissionais de saúde que trabalham junto a esses
pacientes devem compreender que essa relação problemática entre o
conhecimento adquirido sobre a diabetes e suas complicações e os
comportamentos adotados nesse cenário não pode ser encarado como uma
dificuldade difícil de solucionar, mas sim como um desafio que pode e deve ser
enfrentado, por meio das medidas educacionais e orientadoras adequadas.
É de fundamental importância, portanto, que a equipe de saúde
envolvida nesse quadro esteja apta para aplicar estratégias que incentivem os
pacientes diabéticos a adotarem, nas suas vidas e rotinas, comportamentos
saudáveis no que diz respeito aos cuidados com os pés, aumentando sua
expectativa e qualidade de vida. Compreende-se que só possuir conhecimento
a respeito da doença e dos cuidados essenciais com os pés não constitui uma
garantia de que os procedimentos adequados serão adotados, muito menos
mantidos. Entretanto, pode levar a uma busca concreta pela saúde, o que
estimula a manutenção e continuidade do processo educativo e justifica a
implementação de estudos como este e de ações derivadas, transformando os
pacientes em seres ativos na sua melhora e qualidade de vida, de forma crítica
e concreta.
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saúde do município de Santana do Seridó – RN. Temas em Saúde. 2016,
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10

INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS


Data da Entrevista ___/___/___
1.DADOS SOCIODEMOGRAFICOS

Nome:______________________________________________________________

1.Idade:_____________________________________________________________

2. ESTADO CIVIL 1( )casada/união estável 2( )Solteira 3( ) divorciada.

4( ) viúva.

3.Escolaidade:________________________________ (anos de estudos concluídos)

4. Ocupação: 1( )Estudante 2( )Do lar 3( )Empregada 4( )Desempregada 5( )


Aposentado 6( )Outros:________________________________________________

5.Renda Familiar:___________________________________ ( em reais )

6.Fumante: 1( )sim 2( )não

7.Faz uso de bebida alcoólica: 1( ) sim 2( ) não

8.Faz uso de drogas?: 1( ) sim 2( ) não

2.CONHECIMENTO DAS COMPLICAÇOES DA DOENÇA


9. Tem diabetes? ( ) Sim ( ) Não

10. Qual o tipo de diabetes? ( ) Tipo I ( ) Tipo II

11. Toma alguma medicação? ( ) Sim ( ) Não

Se sim, quais medicações:__________________________________________________

12. Você conhece os alimentos prejudiciais para os diabéticos? ( ) Sim ( ) Não

14. Você sabe O que é o pé diabético? ( ) Sim ( ) Não

15.Você examina seu pé diariamente? ( ) Sim ( ) Não

16. Como você faz a higienização dos pés? ( ) Sim ( ) Não

17. Você anda descalço? ( ) Sim ( ) Não

18. Qual o tipo de calçados você usa? _______________________________________

19. Corta as unhas de que forma? __________________________________________

20. Após o banho você seca os pés? ( ) Sim ( ) Não

21.Você hidrata os pés? ( ) Sim ( ) Não

22. Você tem algum ferimento no pé: Calo, bolhas, frieira, cortes, rachaduras?

( ) Sim ( ) Não

23. Que tipo de sabonete você usa nos pés? ___________________________________

24. Você testar a temperatura da água antes do banho? ( ) Sim ( ) Não


RERÊRENCIAS

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Cruz, Ivone Evangelista Cabral; Tradução Fernando Diniz Mundim, José
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