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FACULDADE DE PEDAGOGIA

FRANCINEA DA SILVA PEREIRA

Trabalho apresentado ao Curso de Licenciatura Plena


Em Pedagogia da UFPA - Universidade Federal do
Pará, para a disciplina Sociedade, Estado, Trabalho e
Educação.

Prof.: Dr. Sérgio B. Nascimento.

CASTANHAL, 07 de Março de 2017.


ANÁLISE DA ATUAL POLÍTICA NO BRASIL

RESUMO

O presente trabalho tem como tema Análise da atual política no Brasil e seu
objetivo principal é discutir as relações entre Estado, trabalho e educação na sociedade
capitalista brasileira e tentar analisar o quadro político que o país se encontra, levando
em consideração o papel do Estado e também sua concepção liberal, porém para tal
faz-se necessário o entendimento do nascimento do Estado e suas características e os
papéis que lhe eram atribuídos no decorrer da história e para tal objetivo utilizaremos
como percurso metodológico uma revisão bibliográfica baseada em alguns
pressupostos teóricos dentre eles Luciano Gruppi o qual será a ideia base deste
trabalho, além disso pretende-se discorrer a relação entre o papel do Estado na
Educação e suas relações na atual conjuntura brasileira e para entendermos essas
relações tomaremos como base os postulados de Cristiane Almeida, a qual faz uma
relação entre trabalho e educação no Brasil, além destes pressupostos citados
utilizaremos outros visando o enriquecimento deste trabalho e com isso esperamos o
resultado esperado que é a analise e o possível entendimento do quadro político
brasileiro referente ao universo do trabalho e educação.

PALAVRAS CHAVES: Política, Estado, Governo.


1-INTRODUÇÃO

Ultimamente discute-se, com frequência, a respeito da difícil fase política em que


o país vive e infelizmente quem mais perde é a população, pois aparentemente parece
que os nossos representantes que estão no poder ficam mais preocupados com seus
interesses do que com o crescimento e desenvolvimento do país.
São escândalos e mais escândalos, acusados e acusadores trocam farpas,
cada um defendendo seu próprio interesse, revelando a lamentável situação que o país
se encontra. Fazendo com que aumente um descrédito na política brasileira, pois com
isso a maioria da população não se sente representada pelos que estão no poder, por
isso, este cenário político atual brasileiro nos faz refletir sobre o papel do Estado na
sociedade e em suas implicações que intrinsecamente refletem no cotidiano de cada
cidadão e é notório que o mesmo vem passando por problemas cada vez maiores, e,
com isso ocasionando a descrença da população no Estado. Fazendo uma breve
avaliação sobre o que é Estado, o mesmo nada mais é que uma forma organizacional
política exercendo seu poder sobre determinado território.
Podemos perceber nas manifestações que ocorrem em todo território nacional a
insatisfação do cidadão brasileiro ante as políticas de reformas educacionais, como a
reforma do ensino médio, por exemplo, reajustes salariais de funcionários públicos,
projetos de implantações relativos ao trabalho e a previdência social, planos de
reajustes nas verbas voltadas para a saúde educação. A insatisfação é evidente e nos
faz lembrar o conselho dado por Marx e Engels em sua notória obra denominada o
Manifesto do partido Comunista ( 1848) o qual dizia que “a queda da burguesia e a
vitória do proletariado são igualmente inevitáveis [...] Os proletários nada têm a perder
com ela, a não ser as próprias cadeias. E têm um mundo a ganhar. Proletários de
todos os países uni-vos!” ... (BOYLE apud MARX, p. 66).
Para entendermos melhor o Estado tentaremos esclarecer como foi criado, as
relevâncias que teve e o que alguns teóricos pensavam sobre Estado e, além disso,
diferenciaremos alguns tipos de Estado até chegarmos no governo de Estado atual
brasileiro.

2- A EMERGÊNCIA DO ESTADO MODERNO


Desde o surgimento do homem existiram várias formas de organização social
o que conseqüentemente também ocasionou na divisão do trabalho. Nas primeiras
sociedades a família era a principal forma de organização social, tais organizações
ficaram conhecidas como sociedade Matriarcal e Patriarcal, ambas, porém possuem
características singulares que as diferenciam, no entanto, o objetivo em citá-las é
somente explicitar que até chegar à conjuntura atual da organização social existiram
várias outras maneiras de organizar a sociedade bem antes da criação do Estado
moderno no qual, nós brasileiros, estamos inseridos.
O conceito sobre o que é Estado por si só não é o suficiente para
entendermos tais circunstâncias no cenário político do Brasil é necessário entendermos
que a concepção atual de Estado que conhecemos hoje teve no decorrer da história
várias modificações. Ainda no regime Absolutista (séc. XVI a XVII) em meio a
conturbada situação italiana onde o país está prestes a perder sua independência
nacional nascem então com Maquiavel (1469-1527) as reflexões relativas ao Estado
oriundas de suas observações nas experiências de outros países, a saber, Espanha,
França e Inglaterra. (GRUPPI, p.8).
Partindo para o Estado moderno pode-se observar que a contribuição de
Maquiavel considerado o primeiro teórico do desenvolvimento dos Estados modernos
não foi a elaboração de uma teoria do Estado, mas de uma criação baseada na ideia
de como se deve reformá-lo. Com Maquiavel e suas reflexões surge uma moral
diferente a do pensamento teocêntrico uma moral que é a do cidadão, do indivíduo
construtor do Estado, uma moral permanente relacionada ao mundo terreno e as
relações dos homens deixando a relação individual da alma humana a qual deveria
apresenta-se ao julgamento divino formosa e limpa. (GRUPPI, p.11).
Para Emmanuel Kant (1724 – 1804) a soberania pertence ao povo. Contudo, ele
divide os cidadãos naqueles que podem exprimir uma opinião (servos, aprendizes,
etc.). Esse era o alicerce do liberalismo, reforçado pela ideia de que a lei era sagrada e
estava acima da soberania do povo, não se podendo contestar o que estava posto.
Percebe-se que não havia uma teoria cientifica que explicasse o Estado, o que havia
eram justificativas ideológicas.
O Estado moderno nasce em meados do séc.XV, logo após a desintegração do
sistema feudal e conseqüentemente da quebra de algumas relações políticas
européias. Vários fatores históricos foram decisivos para a criação do atual Estado
Moderno, como a Revolução Industrial, a Revolução Francesa e outras revoluções que
contribuíram para isso, somado a isso têm ainda o surgimento do capitalismo, este
último é fundamental para entendermos nossa atual situação político econômica, a qual
será explicada mais adiante, no entanto, nos cabe primeiro fazer um breve panorama
histórico sobre a criação do Estado.
No séc. XVI no regime Absolutista surge o primeiro conceito de Estado denominado
Estado Absolutista, onde o rei centraliza todo poder político auxiliado pela classe
burguesa. Essa relação pode ser mais bem entendida deixando claro que o fato do rei
ter o apoio da burguesia baseia- se em que os comerciantes e financistas desejavam
vantagens econômicas, a exemplo dessas vantagens podemos citar o fim de diversos
impostos e taxas que existiam em regiões de um mesmo país, já o monarca objetivava
um sistema governamental sem interferência da igreja ou dos grandes proprietários de
terras conhecidos como senhores feudais, o mesmo queria um governo absoluto onde
exercesse o máximo do seu poder.
Sobre as características do Estado Absolutista podemos citar os pressupostos
teóricos de do francês Bodin que afirma pela primeira vez a existência da autonomia e
soberania do Estado moderno partindo do sentido que o monarca tem total autonomia
para interpretar as leis divinas e obedecê-las. (GRUPPI, p. 12).
Com a revolução burguesa ocorrida na Inglaterra no séc. XVII surge uma nova
realidade na qual a organização da sociedade baseia-se na propriedade, por isso a
burguesia buscou uma teoria que lhe proporcionasse uma legitimidade de igual
proporção ou superior a da que os laços sanguíneos e a hereditariedade ofereciam á
realeza e á nobreza. O filosofo inglês Jhon Lock afirma que os homens se juntam em
sociedades políticas e submetem-se a um governo com finalidade de conservarem
suas propriedades, para isso seria necessário formar um Estado que garantisse o
exercício da propriedade e a segurança da mesma, surge então através desses
princípios a criação da propriedade privada a qual constituem um das principais
características do capitalismo. Lock ainda afirma que a propriedade é objeto de
herança no qual se conjetura a posse de uma propriedade passada de pai pra filho já o
poder político, de forma contrária, deve possuir uma origem democrática e parlamentar.
A partir daí temos o surgimento do Estado Liberal que além dessas características
traz a ideologia que o Estado não deve intervir nas relações comerciais e econômicas
que existem entre indivíduos, classes ou nações. Posterior a estes fatos ocorridos
temos a legitimação da burguesia perante a realeza e a nobreza e em conseqüência
disso o sistema capitalista começa a tomar maiores proporções e a partir da Revolução
industrial ele se solidifica com o aumento no processo de produção e das relações
comerciais.
Sobre algumas reflexões concernentes ao sistema liberal o pensador Benjamin
Constant discorre que a liberdade do homem moderno é grande na esfera do privado
de maneira contraria o mesmo tem uma liberdade limitada na esfera pública, pois só
limitadamente esta poderia influenciar a condução do governo. (GRUPPI, p. 23).
Com a política Liberal e a Revolução industrial surge uma nova organização de
trabalho, o proletariado, daí nasce a chamada alienação do trabalho, visto que os
trabalhadores ou proletários não possuem mais o controle dos meios de produção e do
produto final,a relação de troca deste para com a burguesia baseava-se na venda de
sua força de trabalho. A burguesia desejava obter lucros e para tal fim explorava a
força de trabalho do proletariado o submetendo a uma carga horária abusiva, baixos
salários, exploração do trabalho infantil e muitas vezes condições insalubres de
trabalho. Sobre tais condições de trabalho do proletariado discorremos dos
pensamentos de Owen que afirmava que:

“Por pior que e mais insensata que seja a escravidão existente na


América, a escravidão branca das fábricas inglesas, era nesse período em
que tudo era permitido, coisa muito pior que os escravos domésticos que
posteriormente vi nas índias Ocidentais e nos Estados Unidos, e sob muitos
aspectos, tais como saúde, alimentação e vestuário, os escravos viviam em
muito melhor situação do que as crianças e trabalhadores oprimidos e
degradados nas fábricas da Grã- Bretanha.” (WIILSON apud OWEN, p.88)

Em meados do séc. XX surge o Neoliberalismo que nada mais é que uma releitura
do Liberalismo clássico, embora este termo já tenha sido cunhado pelo sociólogo e
economista alemão Alexander Rüstow, o Neoliberalismo só consegue efetivar-se e ser
reconhecido a partir da década de 1980. Nesta época, houve um grande crescimento
da concorrência comercial, porém para enfrentar a concorrência, medidas foram
tomadas em alguns países que tinham o sistema capitalista como base países, como
por exemplo, o Reino Unido e os Estados Unidos que tiveram como as principais
características dessas medidas: a redução dos investimentos na área social, ou seja,
no que se refere a educação, saúde e previdência social. Outra prática adotada foi a
privatização das empresas estatais o que ocasionou uma perda de poder dos
sindicatos,o Neoliberalismo também pregava idéias do Liberalismo como a não
intervenção do Estado na economia, deixando-a funcionar livremente.
No Brasil na década de 90, no governo Collor temos a configuração de um Estado
Neoliberal; foi no governo dele que começaram as privatizações de empresas estatais,
além disso, o mesmo estimulava a circulação de produtos estrangeiros com o discurso
de que isso geraria uma saudável concorrência e estimularia as empresas brasileiras a
aumentar a qualidade de seus produtos

3-O TRABALHO E SUAS CONFIGURAÇÕES NO CAPITALISMO


Como vimos anteriormente a partir do governo Collor é implantado o Estado
Neoliberal no Brasil e depois dele continuou a vigorar nos governos de Fernando
Henrique Cardoso, Luís Inácio da Silva, Dilma Roussef até o atual governo de Michel
Temer cuja algumas características são bem peculiares de um governo Neoliberal
como, por exemplo, o desemprego em massa, que vinha ocorrendo bem antes ainda
no governo Dilma, a precariedade da saúde pública, com alguns estados declarando
situação de emergência, como no caso do Estado do Rio de Janeiro e mesmo diante
dessa situação se discutia a implantação de um projeto que irá reduzir os investimentos
na saúde, porém para implantação de qualquer projeto que implique diretamente na
vida do trabalhador brasileiro pagador de seus impostos e cidadão por direito deve-se
esclarecer a sociedade como irá se dá seu funcionamento.
O trabalhador brasileiro se sente desprezado vendo alguns dos seus direitos
roubados como, por exemplo, vantagens dos servidores públicos cortadas, a discussão
da Reforma da Previdência que implicará em mais anos trabalhados, já que a idade
mínima de contribuição será aumentada se a mesma for aprovada, caso isso ocorra a
idade mínima para se aposentar será de 60 anos para mulher e 65 para o homem,
porém devemos refletir o seguinte, com essa aprovação na atual situação que estamos
vivendo na crise as contribuições que os aposentados representam pra economia
podem diminuir, pois serão poucos cidadãos inativos contribuindo para o
desenvolvimento do país.
Segundo o dicionário de sociologia o Estado é organizado em torno de um conjunto
de funções sociais, incluindo manter a lei, a ordem e a estabilidade, resolver vários
tipos de litígios através do sistema judiciário, encarregar-se da defesa comum e cuidar
do bem-estar da população de maneiras que estão além dos meios do indivíduo, tal
como implementar medidas de saúde pública, prover educação de massa e financiar
pesquisa médica dispendiosa (JHONSON, p.91, 2008), todavia, na prática esse
conjunto de funções sociais referentes ao Estado acaba sendo ferido, já que na atual
política percebemos que o trabalhador está cada vez mais com sua qualidade de vida e
bem-estar comprometidos e este contribui com sua força de trabalho e ainda paga seus
impostos absurdamente altos esperando que o Estado lhe proporcione os direitos que
lhes são seus por lei.

4- ESTADO E EDUCAÇÃO
A escola nada mais é que uma instituição formal do Estado, criada por ele e
com objetivos inerentes a ele. As leis criadas para garantia do direito á educação frisam
bem o trabalho e dão a este uma importância relevante. O artigo 6º da constituição
federal afirma que “são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a infância, a
assistência aos desamparados, na forma desta constituição” . ( artigo 6° da constituição
federal brasileira)
A educação segundo os documentos oficiais tem o objetivo de formar
cidadãos e este no modelo atual econômico e social tem na educação uma relação
próxima ao mundo do trabalho. Podemos perceber de forma mais clara no artigo 205
que declara: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família será
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho”. (artigo 205 da constituição federal brasileira)
Ainda discorrendo sobre a relação da educação com o mundo do trabalho fazendo
uma analise histórica podemos perceber que a partir do capitalismo as instituições
formais de ensino são direcionadas a criar mão de obra qualificada para o mercado de
trabalho. Sobre isso podemos perceber nas idéias de Kuenzer que:

[..] a escola, mediante o sistema capitalista dominante historicamente vem se


organizando de acordo com as mudanças ocorridas nos modos de produção
e funcionamento do setor produtivo gerando, com isso, prejuízos incalculáveis
à formação do individuo/cidadão e ao desenvolvimento da sociedade uma vez
que a incorporação de princípios econômicos à instituição escolar resulta na
negação de sua essência, pois a medida que traz para sua realidade,
mecanismos voltados ao atendimento das necessidades produtivas do
sistema ela contradiz sua especificidade de instituição formadora ao gerar
uma educação restrita e condicionada ao cumprimento da alienação humana”
(ALMEIDA apud KENZER p. 5)

Percebemos uma contradição no âmbito educacional brasileiro no sentido que


se tenta criar uma mão de obra qualificada para o mercado de trabalho, no entanto, a
maioria das escolas públicas vivem com a falta de estrutura para que isso possa
realmente ocorrer, algumas delas não possuem nem o básico para sua manutenção,
como a falta de merenda, livros didáticos, suporte multimídia entre outras coisas. É
notório que a globalização exija do ser humano mais contato com as novas tecnologias,
porém muitas escolas ainda não possuem o suporte multimídia citado neste parágrafo,
fora isso existe o desvio de verbas voltadas para educação ou o corte de algumas.
Fora todos esses fatores mencionados muito ainda se tem discutido, através
de informações que podem ser acompanhadas pela imprensa, internet, enfim, a
respeito de que há “brigas” entre os elementos que fazem parte do Estado que são os
poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, onde percebe-se que existem grupos
políticos aliados, onde ganha quem tem mais aliados. Muito se discute hoje em dia
sobre a crise econômica, a mesma ter várias causas, mas é bem visível que a causa
principal é de origem política. A corrupção no país, por meio do abuso de poder político
para fins particulares, o descontrole administrativo, a equivocada política monetária, a
dívida pública, tudo isso levou o governo a uma situação insustentável. Mas não é de
se esperar muito de um governo onde prefere liberar verbas para construir presídios a
construir mais escolas.
Outra questão discutível se trata justamente da construção de novos sistemas
carcerários devido a superlotação o que faz com que a população reflita sobre o porquê
dessas construções e a não construção de novas escolas ou hospitais, no entanto,
podemos refletir que a maioria dos encarcerados são de origem negra e pobre,
pessoas que vivem a margem da sociedade, as vezes sem oportunidade de
crescimento pessoal e uma porcentagem desses prisioneiros está lá por pequenos
delitos o qual poderia gerar uma pena reduzida ou liberdade provisória com trabalhos
comunitários, porém o que se nota é que a prisão brasileira diferentemente a de outros
países mais desenvolvidos está longe de promover a ressocialização do individuo na
sociedade, pois as políticas que deveriam ser humanísticas por vezes acabam ferindo
os direitos humanos submetendo os prisioneiros a condições sub-humanas de vida e
transformando pequenas condutas reprováveis em monstruosos comportamentos
desaprováveis não promovendo assim a reintegração do individuo na sociedade nem
utilizando políticas que o conduzam a uma mudança aceitável.
De acordo com Janio de Freitas em seu artigo publicado no Diário do Pará “ a
oferta de incentivo, ensino e trabalho talvez lhes pareça, afinal, a melhor maneira de
inverter o avanço permanente da disponibilidade de crianças e jovens para a
marginalidade, vestibular do crime”.Portanto, é preciso que se faça um esforço, a
começarmos em escolher melhor nossos representantes, com o objetivo de lutarmos
para que tenhamos um país mais pleno para a evolução de nossos direitos
fundamentais.
A educação de um país reflete constantemente em sua tecnologia, países
como EUA e Japão que investiram na educação tem uma tecnologia invejável diante
de outros países, fora isso interfere também na qualidade de vida para melhor ou para
pior. Os países mais desenvolvidos são os que investem na educação, saúde e bem-
estar da população.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Estado como vimos tem uma responsabilidade enorme sobre a vida do


cidadão e suas decisões refletem diretamente na vida deste, no entanto, nos cabe
ainda diferenciar o termo Estado do de Governo. Segundo o dicionário de sociologia:

O Estado é uma instituição social, o que significa que consiste de uma forma
de plano social de como várias funções devem ser desempenhadas. O
sistema parlamentar, por exemplo, é uma maneira de realizar as várias
tarefas de governo, tal como promulgar legislação. O governo, contudo, é um
conjunto particular de pessoas que, em qualquer dado tempo, ocupam
posições de autoridade dentro do Estado. Neste, sentido, os governos se
revezam regularmente, ao passo que o Estado perdura e só pode ser
mudado com muita dificuldade e muito lentamente (JHONSON, p.91, 2008)

Nós como cidadãos devemos ter em mente que nossas escolhas na hora do
voto irão nos trazer conseqüências ao longo do tempo que durar o governo de nosso
representante e que tais efeitos podem ainda perdurarem porque sabemos que por
mais que um governo seja substituído os resultados de seus atos ainda duram por um
período e às vezes trazem conseqüências difíceis de reverter na economia, educação,
saúde e no mundo do trabalho. Ao longo da história do mundo, se observamos
veremos que formas de governo ou melhoraram ou dificultaram o bem- estar na vida de
sociedades, porém, nós o povo temos o poder de mudarmos nosso destino, por vezes
erramos por não conhecermos nossos direitos ou por acreditarmos que a política é algo
enfadonho e que não nos interessa aí mora nosso erro, pois ela faz parte de nossas
vidas e é algo indissociável do cidadão que vive em sociedade e somos sujeitos a
ações políticas que querendo ou não implicam diretamente em nosso cotidiano.

REFERENCIAL TEÓRICO

Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988/


Obra coletiva de autoria da Editora Saraiva com a colaboração de Antônio Luís de
Toledo Pinto, Márcia Cristina Vaz dos Santos Windt e Lívia Céspede- 39 ed. Atual –
São Paulo- Saraiva, 2006. – (Coleção Saraiva de legislação)

BOYLE, David, 1958- O Manifesto Comunista de Marx e Engels/ David Boyle:


Tradução de Débora Landsberg. – RJ: Jorge Zahar ED. 2006

WILSON, Edmund. Rumo á estação Finlândia.p.88.

SCHMIDT, Mario Furley- Nova história crítica / Mario Furley Schmidt- SP: Nova
Geração, 1999.

VICENTINO, Claúdio. História Geral / Claúdio Vicentino: volume único- SP: Scipione
2000.