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-Ovos

-Larvas
-Pupas
-Adultos
-Hospedeiros
-Criadouros
-Potencial como vetor

Ao analisar os ovos do Aedes aegypti observa-se que eles medem aproximadamente


1mm de comprimento e pode-se perceber que possuem um contorno fusiforme e alongado.
Estes ovos, por sua vez, são depositados nas paredes internas de depósitos que servem como
criadouros, e que estão localizados próximos à superfície da água. A reprodução se dá durante
a postura dos ovos e que disponham de condições favoráveis de umidade e temperatura,
formando um processo que é geralmente concluído em 48 horas. Distribuir os ovos
provenientes da mesma postura em vários recipientes, é uma característica das fêmeas do A.
aegypti. Um outro ato importante é a capacidade dos ovos, uma vez que o desenvolvimento
embrionário se completa, resistem longos períodos de dessecação e ainda podem se prolongar
por mais de um ano. Essa condição permite o transporte passivo de ovos a grandes distâncias,
aumentando a dispersão, tanto de Aedes aegypti como também do Aedes albopictus. Ao
entrarem em contato com a água ou algum substrato húmido, os ovos passam a eclodir.
Já a larva é composta por cabeça, tórax e abdómen e no final do abdómen encontra-
se o sifão respiratório. Pode-se perceber que o sifão é curto, grosso, ao contraio de mosquitos
do género Culex, e também são mais escuros que o corpo. A larva se movimenta em forma
de serpente, realizando o desenho de um “S” quando se desloca. Ela é sensível a movimentos
bruscos na água e desloca-se com rapidez quando exposta a feixes de lux, buscando refúgio
no fundo do recipiente (fotofobia).
Compreende-se como intensa e rápida a atividade alimentar dessa larva, e passa a
maior parte do tempo se alimentando principalmente de matéria orgânica acumulada nas
paredes e fundo dos depósitos. Antes de alcançar a sua forma de pupa, as larvas se
desenvolvem em 4 diferentes estágios, compreendidos por L1, L2, L3 e L4, sendo que o
tempo de desenvolvimento varia de acordo com a temperatura da água, disponibilidade de
alimento e densidade populacional nos criadouros. Em seguida ao quarto estágio, as larvas se
transformam em pupas.
No estágio de pupas não ocorre a alimentação e sim, a utilização da energia
armazenada na fase de larva. Nesta fase, ocorre a metamorfose do estágio larval para o adulto.
As pupas se mantêm na superfície da água, flutuando, facilitando a emergência do mosquito
adulto, geralmente após 2 a 3 dias. Ela é dividida em cefalotórax e abdómen e tem o formato
parecido com uma vírgula, além de possuir um par de tubos respiratórios chamados de
trombetas, que atravessam a água e permitem a respiração.
Depois de emergir, o inseto adulto procura pousar sobre as paredes do recipiente, e
permanece durante várias horas. Isso permite que o mosquito endureça o exoesqueleto, das
asas e, no caso dos machos, a rotação da genitália em 180º.
Depois de emergirem, com vinte e quatro horas, os mosquitos podem acasalar e isso
vale para ambos os sexos. O acasalamento geralmente se dá durante o voo e ocasionalmente,
pode se dar sobre uma superfície, vertical ou horizontal. Uma única inseminação é suficiente
para fecundar todos os ovos que a fêmea venha a produzir durante sua vida. Os mosquitos já
adultos se alimentam de seivas de flores e frutos como fonte de carboidratos, necessários para
o seu metabolismo energético.
Todavia, as fêmeas necessitam de alimentação sanguínea para a maturação dos ovos.
As fêmeas desta espécie apresentam hábitos alimentares preferencialmente em horários
diurnos, e geralmente ocorrem no após o amanhecer e antes do anoitecer.
O mosquito Aedes aegypti pode ser considerado um mosquito urbano devido existir
uma relação estreita com o homem, podendo ser encontrado em ambientes domiciliares e
peridomiciliares onde se alimenta preferencialmente de sangue humano. Quando a refeição
não é completa, esse vector faz várias alimentações curtas em diferentes hospedeiros durante
um único ciclo gonadotrófico. Isso permite o aumento da probabilidade de se infectar e de
transmitir os vírus (Barreto & Teixeira, 2008).
A depender das condições, se forem ótimas, o intervalo entre a refeição e a oviposição
é de três dias e geralmente ocorrem no final da tarde. Quando está repousando, o A. aegypti
pode ser encontrado nas habitações, nos quartos de dormir, nos banheiros e na cozinha e, só
ocasionalmente, no peridomicílio. O comportamento dos mosquitos depende muito de sua
adaptação ao meio.
Quando grávida, a fêmea do Aedes é atraída para recipientes escuros, sombreados e
com superfícies ásperas nas quais depositam os ovos, com preferência em água limpa. Ela
distribui seus ovos em vários recipientes, tanto em criadouros naturais quanto em criadouros
artificiais. Os criadouros artificiais, por sua vez, podem ser tanto aqueles abandonados pelo
homem a céu aberto quanto os de uso doméstico para armazenamento de água.
O Aedes aegypti não detém de uma grande capacidade de dispersão através do voo,
quando comparada com a de outras espécies, sendo a sua dispersão, geralmente, no transporte
dos ovos e larvas em recipientes.
O Aedes aegypti tende a permanecer onde nasceu, abrigado dentro das habitações,
dispersando-se para diversos pontos num voo em torno de 100 metros. Já a fêmea grávida
pode voar até 1000 metros em busca de local adequado para a oviposição, quando não há
recipientes apropriados nas proximidades. Os mosquitos podem viver em média 30 a 35 dias
na natureza, depositando 400 a 600 ovos durante a vida.