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Manual Técnico de Olericultura

Iniberto Hamerschmidt1 José Luiz Bortolossi5


Antonio Leonardecz2 Maurício José Franco6
Jorge Alberto Gheller3 Nelson Harger7
José Américo Righetto4 Nilson Roberto Ladeia Carvalho8

Curitiba-PR

2013
1
Engenheiro Agrônomo, Especialista em Olericultura pela UFV, Coordenador Estadual de Olericultura, Instituto Emater, Curitiba-PR.
2
Técnico Agrícola, Bacharel em Ciências Contábeis pela FESP, Coordenador Macrorregional Sul de Olericultura e Fruticultura, Instituto Emater, Curitiba-PR
3
Engenheiro Agrônomo, Mestre em Fitotecnia-Fitossanidade pela UFRGS, Coordenador Macrorregional Oeste/Sudoeste de Olericultura, Instituto Emater, Cascavel-PR
4
Engenheiro Agrônomo, Coordenador Regional de Olericultura, Instituto Emater, Curitiba-PR
5
Engenheiro Agrônomo, Especialista em Olericultura pela UFV, Instituto Emater, Cascavel-PR
6
Engenheiro Agrônomo, Mestre em Biotecnologia Aplicada a Agricultura pela UNIPAR, Instituto Emater, Maria Helena-PR
7
Engenheiro Agrônomo, Doutor em Agronomia pela UEL, Coordenador Estadual de Grãos, Instituto Emater, Apucarana-PR
8
Engenheiro Agrônomo, Especialista em Olericultura pela UFV, Coordenador Macrorregional Norte de Olericultura, Instituto Emater, Londrina-PR
Copyright© 2013, by Instituto Emater
GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER
Vinculado à Secretaria da Agricultura e Abastecimento
Série Produtor n° 143, 2013
Elaboração Técnica:
Engenheiro Agrônomo,Iniberto Hamerschmidt, Especialista em Olericultura pela UFV, Coordenador Estadual de Olericultura, Instituto Emater, Curitiba-PR
Técnico Agrícola, Antonio Leonardecz, Bacharel em Ciências Contábeis pela FESP, Coordenador Macrorregional Sul de Olericultura e Fruticultura, Instituto Emater,
Curitiba-PR
Engenheiro Agrônomo, Jorge Alberto Gheller, Mestre em Fitotecnia-Fitossanidade pela UFRGS, Coordenador Macrorregional Oeste/Sudoeste de Olericultura, Instituto
Emater, Cascavel-PR
Engenheiro Agrônomo, José Américo Righetto, Coordenador Regional de Olericultura, Instituto Emater, Curitiba-PR
Engenheiro Agrônomo, José Luiz Bortolossi, Especialista em Olericultura pela UFV, Instituto Emater, Cascavel-PR
Engenheiro Agrônomo, Maurício José Franco, Mestre em Biotecnologia Aplicada a Agricultura pela UNIPAR, Instituto Emater, Maria Helena-PR
Engenheiro Agrônomo, Nelson Harger, Doutor em Agronomia pela UEL,
Coordenador Estadual de Grãos, Instituto Emater, Apucarana-PR
Engenheiro Agrônomo, Nilson Roberto Ladeia Carvalho, Especialista em
Olericultura pela UFV, Coord. Macrorregional Norte de Olericultura, H214 HAMERSCHMIDT, Iniberto
Instituto Emater, Londrina-PR Manual Técnico de Olericultura. / Iniberto Hamerschmidt,
Antonio Leonardecz, Jorge Gheller, José Riguetto, José
Revisão Instituto Emater:
Licenciado em Letras-Português José Renato Rodrigues de Carvalho
Bortolussi, Maurício Franco, Nelson Harger, Nilson Carva-
lho. -- Curitiba: Instituto Emater, 2013.
Capa/Diagramação: 266 p.: il. color.; (Série Produtor, n. 143)
Marlene Suely Ribeiro Chaves/Roseli Rozalim Silva
ISBN 978-85-63667-30-4
1a Edição 1. Hortaliças. 2. Classificação Botânica. 3. Clima. 4.
1a Tiragem: 5.000 exemplares Conservação do Solo. 5 Semeadura. 6. Adubação. 7. Colhei-
ta. I. Hamerschmidt, Iniberto. II. Leonardecz, Antonio. III.
Trabalho publicado com recursos do
Gheller, Jorge. IV. Riguetto, José. V. Bortolossi, José. VI.
Programa de Gestão do Solo e da Água em Microbacias
Franco, Maurício. VII. Harger, Nelson. VIII. Carvalho,
Exemplares desta publicação podem ser adquiridos junto ao: Nilson. XI. Título.
Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER
SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente – Fone 41 3250-2166 CDU 635
Rua da Bandeira, 500, CEP 80035-270, Cabral – Curitiba-PR
http://www.pr.gov.br/emater e-mail: sac@emater.pr.gov.br Maria Sueli da Silva Rodrigues - 9/1464
APRESENTAÇÃO

Este Manual Técnico de Olericultura, edição 2013, foi


editado com o intuito de orientar os profissionais da Assistência
Técnica e Extensão Rural do Estado do Paraná. Sua elaboração
foi possível graças à participação efetiva de técnicos da Extensão
Rural Oficial do Estado, especializados em Olericultura e que
não mediram esforços na consecução deste trabalho.
Face ao crescimento intenso da produção de hortaliças
no Paraná, que no período compreendido entre os anos 2000
a 2012 passou de 1,7 milhão para 3,0 milhões de toneladas,
devido especialmente à demanda crescente dos programas
institucionais e ao aumento do consumo pela população em
geral, é que este trabalho está sendo publicado. O Manual traz
informações sobre produção, colheita, classificação, embalagem
rotulagem, acondicionamento e comercialização, além dos custos
de produção das principais hortaliças, visando a obtenção de
alimentos seguros e nutritivos para os consumidores.
Sua leitura é recomendada para os extensionistas em espe-
cial, professores, pesquisadores, estudantes e outros técnicos de
entidades públicas e privadas ligados ao setor.
Sugestões de todos os usuários são aceitas, para melhoria
das próximas edições, sugerindo-se o uso adequado às condições
climáticas e de solo peculiares de cada região ou município.
Rubens Niederheitmann
Diretor-Presidente do Instituto EMATER

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04
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .........................................................................................03 8.2 Métodos/Tipos de irrigação......................................................................26
SUMÁRIO .....................................................................................................05 Quadro 5. Características de aspersores ....................................................26
1. INTRODUÇÃO E RIQUEZA ALIMENTAR DAS HORTALIÇAS .................07 Quadro 6. Dados técnicos de aspersores médios
2. CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA DAS HORTALIÇAS ..................................08 02 Bocais – Eco A232 ...............................................................................27
Tabela 1. Classificação botânica das hortaliças ..........................................08 Quadro 7. Eficiência de irrigação e consumo de energia de diferentes
3. CLIMA E SUA INFLUÊNCIA NA OLERICULTURA ...................................13 métodos de irrigação .................................................................................27
a) Temperatura .........................................................................................13 Quadro 8. Comparação de métodos de irrigação ......................................28
b) Fotoperíodo ..........................................................................................13 Quadro 9. Períodos críticos de irrigação em olerícolas ...............................29
c) Umidade ..............................................................................................14 9. FERTIRRIGAÇÃO EM OLERÍCOLAS .......................................................30
4. PREPARO DO SOLO ................................................................................14 9.1 Equipamentos mais utilizados para fertirrigação ......................................30
a) Terrenos com vegetação (capoeira e/ou mata) ......................................15 9.2. Fertilizantes para fertirrigação .................................................................31
b) Terrenos já cultivados ...........................................................................15 9.3. Manejo da fertirrigação ..........................................................................32
c) Levantamentos de canteiros .................................................................15 Quadro 10. Fertilizantes simples usados em fertirrigação ...........................33
5. SEMEADURA DE HORTALIÇAS ..............................................................15 Quadro 11. Fertilizantes formulados usados em fertirrigação ....................33
a) Semeadura direta .................................................................................15 10. CORREÇÃO DOS SOLOS E A ADUBAÇÃO DE OLERÍCOLAS.............35
b) Semeadura indireta ..............................................................................15 10.1. Introdução ............................................................................................35
b.1) Sementeira tradicional .......................................................................16 10.2. Amostragem dos solos ..........................................................................35
b.2) Recipientes ........................................................................................16 10.3. Correção dos solos ...............................................................................35
b.3) Produção em bandejas ......................................................................16 a) Correção da acidez ................................................................................35
Tabela 2. Preparo do substrato...................................................................17 b) Correções de fósforo e potássio ............................................................38
c) Desinfestação e desinfecção do solo e substratos ..................................19 10.4. Nutrição mineral e adubação de olerícolas ...........................................38
c.1) Solarização ........................................................................................19 10.4.1 Nutrição mineral de olerícolas ............................................................38
c.2) Tratamento químico...........................................................................20 Tabela 3. Quantidade de macronutrientes (kg) e de micronutrientes (g)
6. O SOLO E A ÁGUA ..................................................................................20 necessários para a produção de uma tonelada das principais olerícolas .....39
6.1 Solo.........................................................................................................20 Tabela 4. Sintomas visuais de deficiência de macronutrientes ....................40
6.2 Água .......................................................................................................21 Tabela 5. Sintomas visuais de deficiência de macronutrientes
7. CONSERVAÇÃO DO SOLO......................................................................21 secundários................................................................................................42
8. IRRIGAÇÃO DE OLERÍCOLAS.................................................................22 Tabela 6. Sintomas visuais de deficiência de micronutrientes .....................44
8.1 Conceitos ................................................................................................23 10.4.2. Adubação em olerícolas ....................................................................47
Quadro 1. Classificação de água para irrigação segundo seu pH ...............24 Tabela 7. Sugestões de adubação com N-P-K para as principais
Quadro 2. Textura do solo vs. Retenção de água .......................................24 olerícolas do Paraná ..................................................................................47
Quadro 3. Indicadores de disponibilidade de água para plantas ................24 Tabela 8. Sugestões de adubação com micronutrientes e correção
Quadro 4. Água no solo está retida com uma tensão .................................24 da deficiência de Cálcio-Ca e Magnésio Mg ...............................................53

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10.4.2.1. Adubação orgânica ........................................................................55 b) Controle de ervas daninhas ...................................................................72
Tabela 9. Concentrações médias de nutrientes e teor de matéria b.1) Herbicidas recomendados em Olericultura - Ministério da
seca de alguns materiais orgânicos.............................................................55 Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Coordenação-Geral de
Tabela 10. Concentrações médias índices de eficiência dos Agrotóxicos e Afins/DFIA/DAS ...................................................................74
nutrientes no solo de diferentes tipos de esterco e resíduos Tabela 20. Herbicidas Recomendados .......................................................74
orgânicos em cultivos sucessivos ................................................................56 Tabela 21. Nome Comercial e Técnico dos Herbicidas
a) Compostagem .......................................................................................57 Recomendados e Registrados para Olericultura no Ministério
b) Húmus de minhoca ...............................................................................58 da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Coordenação-Geral
Tabela 11. Composição de elementos químicos no húmus de Agrotóxicos e Afins/DFIA/SDA ..............................................................85
da minhoca ...............................................................................................58 c) Amontoa................................................................................................85
c) Adubação verde - Manejo para cobertura do solo e adubação ..............59 d) Tutoramento e amarração .....................................................................85
Tabela 12. Principais plantas de inverno e verão recomendadas e) Desbrota ................................................................................................86
como adubação verde para as diferentes regiões do Paraná ......................59 f) Proteção da inflorescência ......................................................................86
Tabela 13. Fixação biológica de nitrogênio por leguminosas g) Controle fitossanitário ............................................................................86
recomendadas como adubos verdes ..........................................................61 14. PRINCIPAIS PRAGAS E SEU CONTROLE .............................................88
Tabela 14. Composição química de adubos verdes recomendados Tabela 22. Principais pragas e seu controle ................................................88
para o Estado do Paraná ...........................................................................61 Tabela 23. Caracterização dos inseticidas a serem utilizados ................... 135
10.4.2.2. Adubação mineral ..........................................................................62 15. PRINCIPAIS DOENÇAS E SEU CONTROLE ....................................... 166
10.4.2.2.1. Fertilizantes nitrogenados ............................................................62 Tabela 24. Principais doenças e seu controle........................................... 166
Tabela 15. Garantia mínima dos principais fertilizantes que Tabela 25. Caracterização dos fungicidas a serem utilizados.................... 214
contém nitrogênio......................................................................................62 16. COLHEITA ........................................................................................... 232
10.4.2.2.2. Fertilizantes fosfatados .................................................................63 16.1. Colheita manual ................................................................................ 233
Tabela 16. Garantia mínima dos principais fertilizantes que 16.2. Colheita auxiliada ............................................................................. 233
contém fósforo...........................................................................................63
16.3. Colheita mecanizada ......................................................................... 233
10.4.2.2.3. Fertilizantes potássicos .................................................................64
16.4. Ponto de colheita............................................................................... 234
Tabela 17. Garantia mínima dos principais fertilizantes que
16.5. Classificação quanto à maturação pós-colheita .................................. 242
contém potássio .........................................................................................64
16.6. Beneficiamento e classificação de hortaliças ...................................... 242
11. CULTIVARES RECOMENDADAS PARA O PARANÁ ..............................65
17. CUSTO DE PRODUÇÃO DAS PRINCIPAIS OLERÍCOLAS ................. 248
Tabela 18. Cultivares recomendadas para o Paraná ...................................65
Tabela 26. Custos de produção das principais olerícolas no
12. ÉPOCAS DE PLANTIO, DENSIDADE E CICLO DAS CULTURAS .........70
Estado Paraná ........................................................................................ 249
Tabela 19. Época de plantio, densidade e ciclo das culturas .......................70
18. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 263
13. TRATOS CULTURAIS .............................................................................72
Tabela de Composição Nutricional das Hortaliças ...................................... 265
a) Desbaste ................................................................................................72

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1. INTRODUÇÃO E RIQUEZA ALIMENTAR DAS HORTALIÇAS
Eng. Agr. Iniberto Hamerschmidt, Especialista em Olericultura pela UFV,
Coordenador Estadual de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Central

A Horticultura divide-se em:


- OLERICULTURA
- FRUTICULTURA
- FLORICULTURA
- JARDINOCULTURA
- VIVEIRICULTURA
- PLANTAS MEDICINAIS, AROMÁTICAS E CONDIMENTARES
- CULTURA DE COGUMELOS COMESTÍVEIS.

Os termos Olericultura e Horticultura não são sinônimos, sendo o segundo, um termo muito abrangente, que não deve
substituir o primeiro como ocorre popularmente.
OLERICULTURA: é o ramo da Horticultura que abrange o estudo da produção das culturas Oleráceas.
OLERÍCOLAS: São as espécies cultivadas, geralmente conhecidas por hortaliças.
Os termos mais utilizados em olericultura são:
Hortaliças: Qualquer parte de certas espécies vegetais (raízes, bulbos, tubérculos, hastes, flores e folhas), utilizadas quando
ainda tenras, como alimento complementar, cruas, cozidas ou industrializadas.
Os termos Verduras, Legumes, Hortifrutigranjeiros e Hortifrutícolas são populares, mas inadequados e incorretos.
As hortaliças, de maneira geral, apresentam em sua composição elevado teor de vitaminas e sais minerais que são de impor-
tância fundamental para a saúde humana.
A Tabela de Composição Nutricional das Hortaliças está representada na página 265.

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2. CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA DAS HORTALIÇAS
Biólogo Sandro Menezes Silva, Pós-graduado em Botânica
Prof. de Morfologia e Sistemática de Magnoliophyta UFPR/SCB/Departamento de Botânica
Atualizado em 2012 por Eng. Agr. Iniberto Hamerschmidt, Especialista em Olericultura pela UFV,
Coordenador Estadual de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Central

Tabela 1. Classificação botânica das hortaliças

FAMÍLIA NOME VULGAR NOME CIENTÍFICO PARTE UTILIZADA ORIGEM

Agaricaceae Champignon, cogumelo Agaricus bisporus (Lange) Imbach Corpo de frutificação Europa
Shitaki, funghi Pleurotus ostreatus (Jacq. ex Fr.) Kummer Corpo de frutificação Ásia(?)

Aizoaceae Espinafre-da-Nova-Zelândia Tetragonia expansa Murr. Folhas Ásia e Oceania

Apiaceae Batata-salsa, mandioquinha Arracacia xanthorhyza Bancr. Raiz América Central


(=Umbelliferae) (Jamaica)
Cenoura Daucus carota L. Raiz, folhas Europa e Ásia ocidental
Salsa-comum, salsinha Petroselinum sativum Hoffm. Folhas Europa
Salsa-crespa Petroselinum crispum Nym. Folhas Europa
Salsão, aipo Apium graveolens Benth. Folhas Europa

Araceae Taro (ex-Inhame), Taioba, Taiá Colocasia esculenta Schott Tubérculo Índia
Taioba, Mangarito Xanthosoma violaceum Schott Tubérculo, folhas América tropical

Asparagaceae Aspargo Asparagus officinalis L. Brotos de caule Ásia, Europa e África


setentrional

continua

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FAMÍLIA NOME VULGAR NOME CIENTÍFICO PARTE UTILIZADA ORIGEM
Asteraceae
(=Compositae) Alcachofra Cynara scolymus L. Folhas Europa
Alface-comum Lactuca satuva var. sativa L. Folhas Europa
Alface-crespa Lactuca sativa var. crispa L. Folhas Europa
Alface-americana Lactuca sativa var. capitata L. Folhas Europa
Alface-romana Lactuca sativa var. romana Hort. Folhas Europa
Almeirão, escarola, chicória, endívia Cichorium endivia L. Folhas Ìndia
Bardana Arctium Iappa Kalm. Raiz Europa e Ásia
Chicória-amarga, almeirão, radiche Cichorim intybus L. Folhas Europa

Brassicaceae Agrião-da-água Nasturtium officinale R. Br. Folhas Europa


(=Cruciferae) Agrião-da-terra (do seco) Lepidium sativum L. Folhas Oriente Médio
Brócolis Brassica oleracea var. botrys-asparagoídes DC. Inflorescências Europa
Colza Brassica campestris var. oleifera DC. Semente China
Couve-chinesa Brassica campestris var. chinensis L. Folhas China
Couve-de-Bruxelas Brassica oleracea var. gemmifera DC. Folhas Europa
Couve-flor Brassica oleracea var. botrys-cauliflora DC. Inflorescências Europa
Couve-maneiga, couve-crespa Bassica oleacea var. acephala DC. Folhas Europa
Nabo-redondo, Nabo-comprido Brassica napus var. napo-brassica DC. Raiz China
Couve-rábano Brassica oleracea var. gongylodes L. Folhas e caule Europa
Couve-repolhuda (Repolho-crespo) Brassica oleracea var. bullata DC. Folhas Europa
Crem, raiz-forte Armoracia rusticana Gaertn., Mey. & Scherb. Raiz Europa
Mostarda-amarela Brassica Juncea (L.) Czern. & Coss. Folhas, sementes Ásia oriental
Mostarda-branca Bassica hirta Moench. Folhas Europa
Mostarda-preta Brassica nigra (L.) Koch Sementes Região mediterrânea
Repolho Brassica oleracea var. capitata L. Folhas Europa
Rabanete Raphanus sativus L. Raiz Europa e Ásia
Rúcula Eruca sativa Mill Folhas Região mediterrânea
e Ásia ocidental
continua

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FAMÍLIA NOME VULGAR NOME CIENTÍFICO PARTE UTILIZADA ORIGEM
Capparidaceae Alcaparra Capparis spinosa L. Botões florais Região mediterrânea

Chenopodiaceae Acelga, acelga-branca Beta vulgaris L. var. cyda L. Folhas Europa meridional
Beterraba Beta vulgaris L. var. rapacea C. Xoch. Raiz Europa meridional
Espinafre Spinacia oleracea L. Folhas Ásia central

Convolvulacea Batata-doce Ipomoea batatas Poir. Raiz América central e


América do Sul

Cururbitaceae Abóbora Cururbita moschata Duch. ex Poir. Fruto Ásia tropical


Moranga, Moranga híbrida Cururbita maxima Wall. Fruto, flores Ásia tropical
Abobrinha italiana Cururbita pepo Lourt. Fruto América tropical
Bucha-comum Luffa cylindrica Roem. Fruto Ásia tropical
Cabaça, cuia, porongo Lagenaria siceraria (Mol.) Standl. Fruto Ásia e África tropical
Chuchu Sechium edule (Jacq.) Sw. Fruto Índias ocidentrais
Maxixe Cucumis anguria Forsk. Fruto América tropical
Melancia Citrullus lanatus (Thumb.) Mansf. Fruto África do Sul
Melão Cucumis melo Blanco Fruto Ásia meridional e
África tropical
Pepino Cucumis sativus L. Fruto Índia

Dennstaedtiaceae Broto-de-samambaia Pteridium aquilimum (L.) Kuhn Brotos de folhas Cosmopolita

Dioscoreaceae Cará, cará-de-rama Dioscorea batatas Decne Tubérculos Ásia e África tropical
Cará-do-ar Dioscorea bulbifera L. Tubérculos Ásia e África tropical

Euphorbiaceae Aipim, mandioca-mansa, Manihot utilíssima Pohl Raiz, folhas Amécia do Sul
mandioca-doce
continua

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FAMÍLIA NOME VULGAR NOME CIENTÍFICO PARTE UTILIZADA ORIGEM

Fabaceae
(=Leguminosea- Broto-de-alfafa Medicago sativa L. Plântulas Europa
(Faboideae) Ervilha-de-cheiro Lathyrus odoratus L. Frutos, sementes Itália
Ervilha-torta Pisum sativum L. var. macrocarpa Frutos, sementes Ásia
Fava Vicia faba L. Sementes África e Ásia
Feijão Vagem, Broto-de-feijão Phaseolus vulgaris L. Frutos,sementes,plântulas Américas
Feijão-de-lima Phaseolus lunatus Haber. Frutos, sementes Américas
Feijão-de-metro, corda Vigna sinensis Endl.var.sesquipedalis Frutos, sementes Américas
Savi ex Hassk
Feijão-fradinho Vina sinensis var. monochalis Endl. Sementes Américas
Grão-de-bico Cicer arietinum L. Sementes Região mediterrânea
Lentilha Lens esculenta Moench. Sementes Europa meridional
Tremoço Lupinus albus L. Sementes Europa

Aliaceae
(amarilidaceae) Alho-comum Allium sativum L. Bulbo Oriente Médio
Alho-porró Allium ampeloprasum L. Bulbo Europa
Cebola-comum Allium cepa Falk. Bulbo Oriente Médio
Cebolinha Allium schoenoprasum L. Folhas Sibéria

Malvaceae Quiabo Hibiscus esculentus L. Frutos Ásia tropical


Vinagreira Hibiscus sabdariffa L. Folhas África oriental

Pedaliaceae Gergelim, sésamo Sesamum indicum DC. Sementes África(?)

Piperaceae Pimenta-branca, pimenta-do-reino Piper nigrum L. Frutos Paleotropical


continua

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FAMÍLIA NOME VULGAR NOME CIENTÍFICO PARTE UTILIZADA ORIGEM

Polygonaceae Ruibarbo Rheum palmatum L. Folhas Ásia(?)


Rheum raponthicum Gmel. ex Ledeb
Rheum hydridum Murr.

Poaceae Broto-de-bambu Bambusa vulgaris Ness Brotos do caule Ásia


(=Gramineae) Phyllostachys aurea A. & C. Riv. China
Milho, milho-verde, milho-doce Zea mays L. Frutos América do Sul

Rosaceae Morango, moranguinho Fragaria vesca Benth. Frutos América do Sul


Fragaria chiloensis Georgi

Solanaceae Batata, batatinha Solanum tuberosum Poepp. ex Walp. Tubérculos América do Sul
Berinjela Solanum melongena Wall. Frutos Trópicos Velho Mundo
Jiló Solanum gilo Requien ex Dun. Frutos América meridional
Pimenta-malagueta Capsicum frutescens Rodsch. Frutos, sementes América do Sul
Pimenta-vermelha Capsicum anuum L. var. longum (DC.) Sendtn. Frutos América do Sul
Pimentão Capsicum anuum L. var. angulosum Mill. Frutos América do Sul
Tomate Lycopersicon esculentum Mill. Frutos América do Sul

Zingiberaceae Gengibre Zingiber officinale Roscoe Rizoma Ásia Tropical


(?) Origem provável.

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3. CLIMA E SUA INFLUÊNCIA NA OLERICULTURA
Eng. Agr. José Américo Righetto, Coordenador Regional de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Regional Curitiba

As hortaliças apresentam uma grande condição de adapta- Temperaturas abaixo do ótimo podem provocar o floresci-
bilidade às diferentes alterações climáticas. mento prematuro de certas hortaliças, prejudicando ou impe-
Nesta condição estão principalmente aquelas hortaliças dindo a produção das partes utilizadas na alimentação.
de ciclo mais curto que, mesmo sem estarem no lugar ideal, se Por outro lado, temperaturas acima do ótimo também po-
desenvolvem de maneira bem parecida com as condições do dem acelerar o florescimento de certas hortaliças, como ocorre
local de origem. com as variedades européias de alface, adaptadas a temperaturas
Os três fatores climáticos que maior importância têm para amenas, que não produzem bem em nosso verão.
as hortaliças são: A temperatura afeta diretamente no aparecimento de
a) Temperatura doenças e pragas, além de influenciar a fisiologia das plantas
b) Fotoperíodo olerícolas.
c) Umidade Relativa do Ar
b) Fotoperíodo
a) Temperatura Pela importância fundamental da fotossíntese, deduz-se
A temperatura em qualquer ponto da superfície da Terra que a luz é um fator climático essencial para o desenvolvimento
depende das coordenadas geográficas de latitude e longitude, das plantas.
da estação climática e da hora do dia, além da influência pre- Quanto maior for a intensidade luminosa, maior será a
ponderante do microclima. fotossíntese e consequentemente eleva-se o teor de matéria
A temperatura decresce à medida que a altitude vai cres- seca da planta.
cendo numa correspondência de 2 graus para cada 300 metros Quanto menos luz disponível, haverá crescimento em altura
de elevação, ou seja, aproximadamente 1000 vezes a taxa de e extensão, mas não um aumento na matéria seca.
alteração da temperatura em função da latitude. O fotoperíodo influi diretamente no crescimento e na flo-
O crescimento vegetativo, o florescimento, a frutificação ração das olerícolas. Para as nossas condições, o fotoperíodo
e a produção de sementes são diretamente influenciados pela afeta mais substancialmente a produção de algumas hortaliças
temperatura. como a cebola e o alho, que somente formam bulbos quando

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os dias são de duração acima de certo mínimo, que varia com na sua constituição, mais de 90% de água, pode-se entender a
o cultivar. Isto define o que é um cultivar precoce e um cultivar importância deste fator climático.
tardio. A umidade do ar influi na transpiração, enquanto que, a
O florescimento também depende do fotoperíodo, assim umidade do solo determina a absorção de água e de nutrientes,
os cultivares europeus e americanos de alface pendoam pre- afetando o crescimento da planta.
cocemente, quando submetidos às condições de dias longos A umidade do solo é mais facilmente corrigida, através da
e quentes. irrigação, porém a umidade do ar somente pode ser controlada
O pepino produz maior número de flores femininas em con- em estufas.
dições de dias curtos. Entretanto, do ponto de vista da produção A alta umidade relativa do ar facilita o desenvolvimento
comercial de hortaliças, o fotoperíodo somente se apresenta de doenças e pragas, portanto este fator deve ser olhado com
como fator limitante, nos casos de cebola e alho. muito cuidado.
Deve-se evitar microclimas de alta umidade relativa, bem
c) Umidade como obedecer aos espaçamentos recomendados para as cul-
Considerando o fato das hortaliças, na sua maioria, terem turas a serem plantadas.

4. PREPARO DO SOLO
Eng. Agr. José Américo Righetto, Coordenador Regional de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Regional Curitiba

Um dos fatores mais importantes para um bom preparo de Quando o solo é preparado estando muito seco, não
solo é o ponto de umidade. ocorrem danos físicos na estrutura, mas um maior número de
Quando o preparo é efetuado com o solo muito úmido, passagens será necessário para alcançar o destorroamento que
ocorrem problemas em relação à estrutura (compactação no permita efetuar a operação de semeadura ou transplante.
lugar onde trafegam as rodas do trator) e gruda com maior força Por outro lado, estando o solo abaixo da umidade ideal,
nos implementos (principalmente em solos argilosos) até o ponto teremos maiores gastos com combustível, torrões muito grandes
de inviabilizar a operação desejada. Deve-se tomar o cuidado e difíceis de serem quebrados sendo trazidos à superfície, além
de nunca preparar o solo com umidade excessiva. do serviço levar muito mais tempo.

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a) Terrenos com vegetação (capoeira e/ou mata) madas inferiores.
Em primeiro lugar faz-se necessário uma destoca para a
limpeza da área. Depois, proceder o enleiramento em nível do c) Levantamentos de canteiros
material retirado. A altura dos canteiros é determinada em função da umi-
De preferência, cultivar a área inicialmente com culturas, dade do solo e também do sistema radicular da hortaliça que
tipo arroz, feijão, milho, etc, pelo período de um ano. ali será semeada.
O preparo inicial do solo deve ser feito através de duas Nos solos mais úmidos a altura deverá ser maior para pro-
arações e tantas gradagens quantas forem necessárias para piciar uma drenagem da água em excesso, recomendando-se
realizar um perfeito destorroamento do solo, através de tração 15 a 20 cm.
animal ou mecanizada. Nos solos mais secos esta altura deve ser diminuída para
se fazer um efeito contrário ao da drenagem, recomendando-se
b) Terrenos já cultivados 10 a 15 cm.
Fazer aração e gradagem convencionais. Anualmente A largura deve ficar entre 1,0 e 1,20 m para facilitar os
recomenda-se uma aração profunda ou escarificação, para tratos culturais.
quebrar as camadas compactadas. O comprimento pode variar em função das condições do
O uso intensivo de enxada rotativa deve ser evitado, terreno, mas não se recomenda canteiros muito compridos.
pois, além de pulverizar o solo, causa a compactação das ca- Fazer o encanteiramento seguindo o nível do terreno.

5. SEMEADURA DE HORTALIÇAS
Eng. Agr. José Américo Righetto, Coordenador Regional de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Regional Curitiba

a) Semeadura direta pepino, quiabo, rabanete, rúcula, salsa, alface, almeirão, etc.
É feita diretamente no local definitivo para a cultura.
Pode ser feita em sulcos ou em covas. b) Semeadura indireta
Utilizada preferencialmente para a semeadura de abobrinha, Realizada em local não definitivo para um posterior trans-
cenoura, ervilha, feijão vagem, melancia, melão, nabo, plante.

15
É utilizada preferencialmente para acelga, alface, brócolis, copinho; coloca-se o substrato no copinho e depois se faz a
couve-flor, jiló, pimenta, pimentão, repolho, tomate e outros. semeadura.

b.1) Sementeira tradicional b.3) Produção em bandejas


E o método ainda utilizado por produtores resistentes às Devido ao elevado custo das sementes de hortaliças, existe
inovações tecnológicas ou por aqueles que acham que é o a necessidade de se conseguir um aproveitamento máximo
método mais barato para produção de mudas. do seu poder germinativo, de forma a reduzir-se a quantidade
Se este método for utilizado, pelo menos se recomenda que total de sementes a ser utilizada. Também é interessante que
o olericultor utilize 0,5 kg de calcário/m2 em solos não corrigidos, cada semente germinada se transforme numa planta adulta e
mais 3 a 5 kg de esterco de galinha por m2 de canteiro. altamente produtiva, para tanto, é imprescindível que as mudas
Utilizar também 250 g/m2 de Superfosfato Simples e 50 g/ sejam produzidas de forma a minimizar o choque do transplante,
m de Cloreto de Potássio ou então, usar 300 g/m2 de adubo
2
além de não apresentarem danos no sistema radicular, o que
fórmula 4-14-8. seria uma possibilidade maior de entrada de doenças.
Fazer a semeadura de forma organizada, observando um As bandejas são confeccionadas em poliestireno expandido
espaçamento de 10 cm entre as linhas de sementes e procurar (EPS).
não fazer semeadura a lanço. Existem diversos tipos e tamanhos de bandejas, porém as
que mais se aplicam às hortaliças são as seguintes: bandejas
b.2) Recipientes com 288 células e 47 mm de profundidade são recomen-
É uma evolução para dinamizar a produção de mudas e dadas para a produção de mudas de acelga, alface, almeirão,
fazer com que a qualidade e precocidade das mesmas aumentem. beterraba, brócolis, chicória, couve, couve-chinesa, couve-flor,
Pode-se utilizar para este fim, sacos de polietileno. mostarda, repolho, etc. Porém, atualmente as bandejas com
De forma mais barata, porém, mais trabalhosa, pode-se 128 células e 60 mm de profundidade são as mais utiliza-
utilizar copinhos de jornal, os quais são feitos da seguinte forma: das, principalmente para abóbora, abobrinha, aipo, berinjela,
corta-se uma página de jornal no sentido transversal, em tiras ervilha, espinafre, feijão vagem, jiló, melancia, melão, moranga,
com cerca de 10 cm de largura cada uma; enrola-se as tiras morango, pepino, pimenta, pimentão, quiabo, tomate, etc.
numa garrafa lisa ou lata de refrigerante com cerca de 6 cm de As bandejas são bastante leves e resistentes à umidade,
diâmetro, deixando-se 4 cm na parte de baixo para fechar o são, entretanto, frágeis e devem ser manuseadas com bastante
cuidado. O isopor não é afetado pelo álcool ou água-raz, mas é

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dissolvido pela gasolina, querosene e thinner. A luz solar também Tabela 2. Preparo do substrato
afeta o isopor e com o tempo, nota-se a formação de um pó
PREPARO DE 100 litros de SUBSTRATO
branco na superfície da bandeja. Quando houver necessidade
de armazenamento das bandejas por longo tempo, estas devem 50 litros Esterco Peneirado ou Fibra Compostada ou Composto
ser depositadas ao abrigo do sol, dentro de um local fechado. 40 litros Vermiculita Expandida
Quando se trabalha com sementes tratadas e substrato sadio, 10 litros Húmus de Minhoca
a limpeza das bandejas é feita batendo-se levemente a bandeja
Fonte: Embrapa Hortaliças - Brasilia - 2007
invertida sobre uma superfície qualquer, para a saída de sobras
de substrato de células onde eventualmente não ocorreu a ger-
minação, para seu reaproveitamento, fazendo-se em seguida a Enchimento das células
lavagem com jato de água. O substrato nunca deve ser comprimido fortemente, princi-
Quando se constatar a ocorrência de doenças, as bandejas palmente se estiver com a umidade acima de 30%.
devem ser tratadas antes de sua reutilização. Além da lavagem A compressão provoca a destruição de partículas e reduz a
com água e detergente, elas devem ser imersas em uma solução aeração e drenagem do substrato. Deve ser feita numa bancada
com hipoclorito de sódio (água sanitária) a 2%. de trabalho, onde a superfície fique a uma altura de 80 a 85
cm do solo.
Substrato As bandejas vazias serão colocadas sobre a bancada e
Um bom substrato deve apresentar adequada aeração, umedecidas, de modo que fique uma fina lâmina de água nas
boa retenção de água, boa retenção de nutrientes, sanidade e paredes.
ausência de ervas daninhas. O substrato será colocado sobre as bandejas e com o auxílio
Deve ter as características de facilidade no arranquio e bom de uma régua ou pedaço de madeira com 30 a 35 cm de com-
enraizamento das mudas, além da baixa densidade, para que primento e 5 a 6 cm de largura, esparrama-se sobre um grupo
as bandejas prontas, não pesem muito. O substrato pode ser de bandejas, complementando o seu volume. A seguir com leves
adquirido pronto ou ser feito em nível de propriedade. pancadas, com as palmas das mãos sobre as bandejas, faz-se
As quantidades dos elementos que compõem este substrato o adensamento do substrato. A seguir, completa-se novamente
são apresentadas através da Tabela 2: o volume das bandejas com a colocação de mais substrato e o
uso da régua ou pedaço de madeira.
A redistribuição do substrato nas bandejas com a régua,

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pode provocar, no final do enchimento, uma segregação de deja e evita que a água da irrigação descubra as sementes.
partículas do substrato. As partículas maiores e leves ficam na A cobertura das sementes não deve ser feita com material
superfície. Neste caso deve-se tomar cuidado para que as par- muito pesado, para não formar crosta na superfície, com a
tículas grandes não caiam em uma única cavidade. É preferível irrigação.
que sejam jogadas ao lado da mesa. Durante esta fase do en-
chimento, as bandejas não deverão ser levantadas da bancada Ambiente de germinação
até que o seu substrato seja umedecido. As bandejas foram concebidas para proporcionar a “poda
aérea das raízes”, ou seja, as raízes encontrando um espaço livre,
Umedecimento do Substrato com luz e aeração, têm o seu crescimento inibido, forçando a
Cada tipo de substrato apresenta uma capacidade de re- emissão de maior número de raízes secundárias, dando maior
tenção de água diferente, e um determinado ponto ideal, que proporcionalidade entre a parte aérea e a radicular evitando o
proporciona umidade e aeração adequadas para a germinação enovelamento. As mudas devem ser produzidas preferencial-
da semente. A quantidade média de água para este umede- mente dentro de estufas para que a temperatura e a umidade
cimento é 1 litro por bandeja. relativa possam ser melhor controladas.
A semente não deve ser colocada a uma profundidade
maior que 5 mm, sendo esta, portanto, a camada de substrato Irrigação
que irá recobrir a semente, A irrigação ideal para a produção de mudas é aquela que
A colocação de uma camada grossa dificulta a germinação, produz gotas bem pequenas, quase uma nebulização, que mes-
chegando às vezes, até a impedi-la. Uma camada muito fina não mo tendo uma baixa vasão, oferece uma distribuição uniforme.
prejudica a germinação, porém, pode fazer com que, através A microaspersão se encaixa, também dentro deste critério. Até
do desenvolvimento da radícula, a semente seja levantada do a emergência das plântulas deve-se irrigar com frequência e
substrato, ficando completamente a descoberto, dificultando a pouca intensidade, de modo que o substrato junto à semente
penetração da raiz no substrato. A muda que assim se forma, se mantenha sempre levemente úmido.
deita com facilidade. O enraizamento fica prejudicado, arreben-
tando facilmente no arranquio das mudas das bandejas. Desbaste
A marcação dos orifícios no substrato das bandejas para a O desbaste das mudas é a operação de eliminação das
semeadura é muito importante, pois além de definir uma pro- plantinhas excedentes em cada célula. Deve ser feito entre o 8°
fundidade de semeadura, centraliza a semente na célula da ban- e 10° dia após a semeadura.

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Inicia-se com uma irrigação, de modo que o substrato fique c) Desinfestação e desinfecção do solo e Substratos
umedecido, para facilitar o arranquio das mudas excedentes, Eng. Agr. José Luiz Bortolossi, Especialista em Olericultura pela UFV, Exten-
sem prejudicar as remanescentes. sionista Municipal, Instituto Emater - Cascavel
A operação deve ser feita com ambas as mãos. Com os
dedos de uma mão, apoia-se o substrato junto à muda que
permanecerá, e com a outra se arranca as demais. Vários são os microorganismos que habitam o solo e podem
Este desbaste também pode ser feito com uma tesoura, causar doenças para a maioria das culturas, principalmente
cortando-se a parte aérea das mudas excedentes, junto à super- fungos de diversas espécies, bactérias e nematóides. Como
fície do substrato. Com o uso de sementes peletizadas (apenas consequência há uma queda na quantidade e qualidade da
uma bolinha, contendo uma só semente) esta operação não é produção. Métodos de controle são empregados para diminuir
necessária. tais infestações. São eles:

Mudas prontas c.1) Solarização


As mudas produzidas na bandeja deverão estar bem enrai- A solarização consiste na cobertura do solo com plástico
zadas, com torrão firme, podendo ser arrancadas da bandeja, transparente, com solo úmido, no período mais quente do ano,
sem a necessidade do forçamento do torrão, pelo orifício de que pode variar de setembro a março, conforme a região, para
drenagem do fundo da bandeja. que a energia solar aqueça o solo ou substrato e as temperaturas
Antes de se iniciar o arranquio das mudas das bandejas, há ali alcançadas durante o processo seja letal para as sementes de
necessidade das mudas serem irrigadas. O número de dias que as invasoras e para muitos fitopatógenos.
mudas levam para ficarem prontas, é claro, depende da espécie A técnica é indicada para desinfestação de substratos e de
e do cultivar semeado, porém, em média demoram 30 dias. áreas cultivadas de forma intensiva e sucessivamente, no caso,
Atualmente, uma prática comum é o produtor adquirir áreas destinadas à produção de hortaliças e ornamentais.
mudas prontas de viveiristas especializados. Isto garante a qua- Há alguns procedimentos que deverão ser observados para
lidade da muda e, além disso, reduz a mão de obra. Os custos o sucesso da solarização:
de produção apresentados no final deste manual, consideraram - O terreno deve estar preparado como se fosse para o plantio,
a aquisição de mudas destes viveiristas. com a adubação química, orgânica e corrigido, caso ne-
cessário, o mais plano possível, livre de torrões para não se
formarem bolsões de ar entre o nível do solo e o plástico;

19
- O solo deverá estar úmido, ou logo após uma chuva ou ume- te a cultura. Evite pisar sobre os canteiros ou jogar terra não
decido por irrigação. A umidade estimula a germinação de solarizada sobre os mesmos, para não infectá-los novamente.
sementes e de propágulos de patógenos, tornando-os mais
sensíveis à temperatura elevada. c.2) Tratamento químico
- Estender bem o plástico transparente sobre a área a ser so- Recomendado para solo em canteiros de formação de
larizada, inclusive com um metro além da bordadura como mudas ou plantio definitivo e para o tratamento de terra desti-
margem de segurança, pois próximo às bordas do plástico a nada ao enchimento de saquinhos para a produção de mudas
temperatura não se eleva muito. Quanto mais fino o plástico e vasos para o cultivo.
maior é o aquecimento. Os mais indicados são os utilizados Utiliza-se o princípio ativo Dazomete na dosagem de
para coberturas de casas de vegetação, que variam de 50 a 50 g/m². Nesta dosagem trata-se o solo até uma profundidade de
150 micras de espessura. 20 cm, dependendo do patógeno a ser controlado. Se necessário
- Deixar o plástico sobre o solo por um período de 30 a 60 tratar mais profundamente, aumentar em 10 gramas para cada
dias, sendo 60 mais seguro, principalmente quando se tem 5 cm de profundidade a mais. A liberação da área para plantio
planta daninha cujas sementes são mais resistentes ao calor. está relacionada à temperatura do solo. Quanto mais baixa for
Como indicativo de que o solo foi adequadamente aquecido a temperatura do solo, mais tempo demora a voltar a plantar
é quando há controle da beldroega (Portulaca oleracea). no local. Para maiores informações consulte a bula do produto
seguindo as recomendações ali contidas.
- Remova o plástico sem revolver o solo e imediatamente plan

6.O SOLO E A ÁGUA


Eng. Agr. José Américo Righetto, Coordenador Regional de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Regional Curitiba

6.1 Solo
É a base de sustentação das plantas, é nele que se agregam de retenção de água e arejamento. Isto influencia na transfor-
nutrientes, água e oxigênio, indispensáveis para que haja um mação química e na vida microbiana do solo, fator importante
bom desenvolvimento das raízes e com isso uma boa produção. no equilíbrio orgânico e químico.
A estrutura e sua textura têm efeito direto sobre sua capacidade É necessário que o técnico conheça as limitações do solo

20
para adequar o seu uso principalmente quanto à conservação. No caso de utilização de água de córregos próximos de cida-
pH do solo: A maioria das hortaliças desenvolve-se melhor des ou que contenham resíduos de produtos químicos, industriais
na faixa de 5,5 a 6,5, excetuando-se o melão (5,8 a 7,2). ou contaminação biológica, sugere-se o desvio e represamento,
Para batata, recomenda-se solos com pH 5,0 a 5,5 devido para fazer a decantação destes utilizando vegetais (por exemplo,
a aspectos de sanidade (sarna e murcha bacteriana). aguapé), para posterior uso.
Para evitar a poluição de córregos sugere-se a construção
6.2 Água de abastecedouros comunitários para lavagem e abastecimento
de pulverizadores.
A água para lavagem das hortaliças e irrigação deve ser de
A análise da água a ser usada, na medida do possível, deve
preferência de fontes próprias ou poços artesianos. É necessário
ser feita envolvendo instituições ligadas ao meio ambiente, in-
ter a “outorga da água” junto à Águas do Paraná, para consumo
clusive observando as normas e instruções destes órgãos para
acima de 1,8 m3/hora. Para consumo igual ou inferior a 1,8 m3/
o uso da água.
hora, há necessidade apenas do preenchimento de um cadastro,
Quando não houver água com as características descritas
junto ao referido orgão.
anteriormente, adequar o sistema de irrigação. Por exemplo,
Evitar o uso de água de córregos (rios) e da rede de água
em vez de aspersão, usar infiltração ou irrigação em sulcos,
tratada.
observando as peculiaridades de cada cultura e solo.

7. CONSERVAÇÃO DO SOLO
Eng. Agr. José Américo Righetto, Coordenador Regional de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Regional Curitiba

O plantio em nível tem que ser adotado para solos acima nha/cenoura, feijão vagem e alface.
de 3% de declividade, abaixo disso, fazer canteiros cortando O cultivo em faixas também apresenta uma série de van-
as águas. tagens, como:
Cultivo em faixas: cultivando espécies de porte alto e por- - Diminuição da erosão;
te baixo, de forma alternada, exemplo; tomate/rabanete, abobri- - Controle de pragas e doenças; controle de ervas daninhas.

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Se o solo ainda não estiver bem estruturado e o olericultor vegetação (exemplo: batata-doce, capim limão); confecção de
não dispõe de matéria orgânica para melhorar a área toda, a taipas utilizando as pedras da própria área. Em caso de terrenos
prática ideal seria a adubação verde em forma de coquetel, declivosos pode-se também usar patamares ou tabuleiros.
isto é, duas ou mais variedades juntas e de espécies diferentes, Curvas de nível vegetadas com falaris híbrida, cana de
que poderão ser incorporadas ao solo, ou servir de cobertura açúcar ou capim limão que são espécies que não concorrem
morta para plantio direto de algumas variedades, como tomate, tanto com as hortaliças implantadas.
repolho, couve-flor, brócolis, feijão vagem e outras.
Outras práticas, como consorciação de culturas a qual apre- Observação: A falaris não compete tanto com as hortali-
senta uma série de vantagens, como, aproveitamento melhor do ças, cobre bem a curva, não se espalha tanto, cresce no inverno e
solo, controle de pragas e doenças, controle de ervas daninhas, não sementeia, já o capim limão, compete, mas não sementeia e
controle da erosão, diminuição do uso da irrigação, maior pro- é excelente repelente de pragas. A cana de açúcar compete mais
dução e menor mortalidade de mudas principalmente no verão que o capim limão, mas é excelente como retorno financeiro,
e lucratividade por área para o olericultor. pois além de cobrir e proteger a curva, com ela pode-se fabricar
Alternativas viáveis e recomendadas são o uso contínuo caldo de cana, melado, rapadura e outros.
de adubação orgânica, rotação de culturas, plantio de faixas de

8. IRRIGAÇÃO EM OLERÍCOLAS
Eng. Agr. Nilson Roberto Ladeia Carvalho, Especialista em Olericultura pela UFV,
Instituto Emater - Unidade Regional Londrina

Sabemos que 90% ou mais do peso fresco das olerícolas é Por outro lado, a grande maioria das olerícolas não produz
constituído de água. Assim, devido ao ciclo curto do plantio a adequadamente se não houver água de boa qualidade disponível
colheita, a irrigação torna-se prática indispensável para estas para irrigação. Também, temos visto na prática que o aumento
lavouras. da produtividade das culturas irrigadas chega até 50%,

22
fazendo com que o custo de implantação da irrigação seja volume, o que significa que 10 mm de chuva podem penetrar
amortizado em curto espaço de tempo. 25 mm i.e. 2,5 cm.

8.1 Conceitos Chuva é igual irrigação?

- A taxa de irrigação é uma quantidade de água fornecida em O alvo da irrigação – fornece quantidades exatas de água,
certa área (área molhada) e em certo tempo (irrigação). isto é, se o requerimento de água da cultura é 5mm/dia, a
quantidade de irrigação diária compensa as perdas por evapo-
- Quando a irrigação é aplicada com cobertura de 100% (As- transpiração.
persão radial), a taxa de chuva é igual à taxa de irrigação. Culturas irrigadas tendem a desenvolver raízes limitadas em
- Aplicando via irrigação localizada, em uma área limitada, a um volume e área definidos.
taxa de irrigação pode ser significativamente mais alta do que - Microaspersão - 40%, gotejos 20%.
a taxa de chuva por uma pequena área. A contribuição das chuvas, distribuídas sobre 100% da
área, deve ser ajustada adequadamente, e apenas uma fração
Chuvas cobrem 100% da área e frequentemente são medi- molhada da área de raízes deve ser considerada. Uma chuva de
das na profundidade em mm: 10 mm sobre cultura irrigada por gotejo fornece apenas 2 mm
no alvo da irrigação (10mm x 20%).
Chuvas – Preciptação em mm – significado:
5mm de chuva = 5 litro/m2 ou 50m3/ha = 50.000 litros de água Água
Qualidade da água de irrigação permite:
- Fornecimento adequado de nutrientes.
Efetividade de Chuva
- Conservar as características do solo.
Uma chuva é considerada efetiva quando o suprimento de
água é maior do que 5mm (50 m3/ha), portanto, mesmo com - Manter o equipamento de irrigação.
uma distribuição uniforme da infiltração, a penetração da lâmina Má qualidade da água:
em solo seco pode ser insignificante.
- Entupimento dos bicos.
Em muitos casos, o conteúdo de umidade no solo inicia-se
no Ponto de Murcha Permanente (PMP) estendendo-se até a - Deposição de sais nas tubulações.
Capacidade de Campo (CC) podendo ser ao redor de 40% do - Redução da vida útil do equipamento.

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Avaliação da qualidade da água A textura do solo indica o turno de rega e volume de
Quadro 1. Classificação de água para irrigação segundo água:
seu pH – Solos mais argilosos: Maior turno de rega e pouca água.
Classificação pH Problemas – Solos mais arenosos: Menor turno de rega e mais água.
Levemente ácida 6 Solo com cultivos sensíveis
Neutra 7 Não tem problemas Disponibilidade de água no solo para as plantas:
Levemente alcalina Problemas menores de precipitação – A água disponível para as plantas = Capacidade de campo
Muito alcalina > ou = 8 Severos problemas de precipitação de – ponto de murcha permanente (% de umidade)
sais e imobilização de nutrientes.
A água deve ser tratada com ácidos Capacidade de campo:
– É o teor de umidade que existe num solo após eliminada a
água gravitacional.
Solos e Água - Irrigação de acordo com o tipo de solo
Quadro 3. Indicadores de disponibilidade de água
Quadro 2. Textura do solo vs. Retenção de água
para plantas
m3 de água armazenada Taxa de rega
Texteura do solo por metro de profundi- máxima mm/h 100g de solo 40g de água Solo Saturado
dade de solo 100g de solo 20g água 20g de ar Solo na Capacidade de Campo
Arenoso 417 - 584 19,05 100g de solo 10g água 30g de ar Ponto de Murcha Permanente
Areno-argiloso 584 - 751 15,24
Areno-franco 751 - 917 12,70
Franco argilo-arenoso 667 - 1.001 10,16 Quadro 04. Água no solo está retida com uma tensão
Franco arenoso 1.001 - 1.168 10,16 Solo Saturado 0,1 Atmosfera Solo encharcado
Franco 834 - 1.501 8,89
Franco limoso 1.001 - 1.5001 7,62 Solo Capacidade de Campo 0,3 atmosfera Umidade aproveitável
Franco argiloso 1.084 - 1.751 6,35 Ponto de Murcha permanente 15 Atmosfera Planta não absorve
Agilo-limoso 1.168 - 2.085 5,08
Argiloso 1.168 - 2.002 3,81
A necessidade hídrica das plantas está diretamente
As plantas consomem em média entre 2,5 a 7,5 mm de lâmina de ligada a:
água de irrigação por dia (25-75m3/ha/dia)
Fonte: Gurovich, 1999 – Transpiração das plantas (perda de água das plantas).
– Evaporação da água dos solos (perda de água dos solos).

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– Umidade relativa do ar É dada pela expressão:
– Ventos
– Chuvas
H = hs + hfs + hr + hfr + (vr2/2g)
Sistemas de Irrigação onde:
Informações básicas para cálculo do sistema de irrigação. H = altura manométrica total;
– Área a ser irrigada. hs= altura estática de sucção;
hfs= perda de carga na sucção (inclusive NPSHr);
– Culturas a serem irrigadas – para definir o melhor tipo de hr = altura estática de recalque;
irrigação. hfr = perda de carga na linha do recalque;
– Vazão de água disponível para ser utilizada na irrigação. vr2/2g = parcela de energia cinética no recalque (normal-
mente desprezível em virtude das aproximações feitas no
– Distância do ponto de captação até o ponto mais alto a ser cálculo da potência dos conjuntos elevatórios.
irrigado.
– Altura manométrica:
Altura manométrica total é a energia por unidade de peso que
o sistema solicita para transportar a água do reservatório de
sucção para o reservatório de descarga, com uma determinada
vazão.
Esta informação será o parâmetro fundamental para escolha
do conjunto de moto-bomba, que fornecerá a energia para
o sistema. É importante notar que em um sistema de bom-
beamento, a condição requerida é a vazão, enquanto que a
altura manométrica total é uma consequência da instalação.
Altura manométrica de uma bomba é a carga total de elevação
que a bomba trabalha.
Figura 1 - Elementos da altura manométrica

25
8.2. Métodos / Tipos de irrigação - Forma sistemas radiculares intensos
Gotejamento - Mantém baixa capacidade de armazenamento de água
dando oportunidade de manejar os nutrientes

Desvantagem do sistema de irrigação localizado:


Acúmulo de sais da água e fertilizantes no solo.

Aspersão

Gotejadores
- Vazão varia de 0,5 a 10 litros/hora, com uma pressão de
02 a 30 metros de coluna de água (M.C.A.).
- Inserção dos gotejadores deve ser para cima.
Quadro 5. Características de aspersores
Irrigação por Gotejamento Vazão Pressão
- Permite controles Tamanho Nº de Bocais (m3/hora) Metros de Coluna
- Estabilidade do ambiente para o crescimento das plantas
de Água (M.C.A.)
- Aumenta a eficiência
- Frequência (algumas horas por dia) Pequeno 01 1,20 – 2,70 20 – 30
- Tempo de irrigação relativamente curto Médio 02 2,30 – 8,70 25 – 40
- Volume limitado de água Grande 01 12,0 – 40,0 30 - 50

26
Quadro 6. Dados técnicos de aspersores médios Microaspersão
02 Bocais – Eco A232

Pressão Vazão por Diâmetro EspaçoMáximo


Bocais na Base Aspersor Irrigado Recomendado
Preci-
(mmxmm) (M.C.A.) (m /
3
(m) AxL pitação
hora) (mm /h)

6,4 X 3,2 25 3,02 31 18 x 24 7,0


30 3,30 33 18 x 24 7,6
35 3,55 35 24 x 24 6,2 Os Microaspersores têm vazão de 20 a 150 litros/hora e para
40 3,80 37 24 x 24 6,6 seu funcionamento necessitam de uma pressão de serviço de 5
a 30 metros de coluna de água (M.C.A.)

6,6 X 4,0 25 3,50 32 18 x 24 6,1


30 3,83 33 24 x 24 6,6 Tripa de Irrigação ou Tripão
35 4,13 35 24 x 24 7,2 São mangueiras microperfuradas (furos espaçados) de 15
40 4,43 38 24 x 24 7,7 cm em geral, cujo diâmetro é de 1.1/2 e funcionam com baixa
pressão.

6,8 X 4,4 25 3,79 33 24 x 24 6,6 Quadro 7. Eficiência de irrigação e consumo de energia de


30 4,18 33 24 x 24 7,3 diferentes métodos de irrigação
35 4,49 36 24 x 24 7,8 Método de Eficiência de Uso de Energia
Irrigação Irrigação (%) (kWh/m3)
40 4,83 38 24 x 24 8,4
Por superfície 40 a 75 0,03 a 0,3
Por aspersão 60 a 85 0,2 a 0,6
Localizada 80 a 95 0,1 a 0,4
Fonte: Marouelli, W.A. e Silva, W.L.C., 1998.

27
Quadro 8. Comparação de métodos de irrigação
Eficiência Investimento Uso de Mão de obra
Método Sistema de Irrigação incial energia (h/ha irrig)
(%) (R$/ha) (kWh/mm/ha)
Superficial Sulcos 40-70 1.200 - 3.000 0,3-3,0 1,0-3,0
Faixas 50-75 1.400 - 3.000 0,3-3,0 0,5-2,5
Inundação 50-70 1.400 - 2.500 0,3-3,0 0,3-1,2
Aspersão Convencional semiportátil 60-80 2.500 - 5.000 3,0-6,0 0,7-2,5
Convencional fixo 70-85 4.500 - 10.000 3,0-6,0 0,2-0,5
Autopropelido 65-80 3.500 - 5.500 6,0-9,0 0,5-1,0
Deslocamento Linear 75-90 4.000 - 6.000 2,0-6,0 0,3-1,0
Pivô central 75-90 4.000 - 7.500 2,0-6,0 0,1-0,7
Localizada Gotejamento 85-95 8.000 - 10.000 1,0-4,0 0,1-0,3
Microaspersão 80-90 8.000 - 10.000 1,5-4,0 0,1-0,4
Borbulhador 75-90 4.000 - 8.000 0,5-3,0 0,1-0,4
ha=hectare mm=milímeros kWh=kilowatts hora h=homem Fonte: Revista - Campo&Negócios/junho/2012 p37

A irrigação deve ser manejada de acordo com: Tanque Classe A:


- Umidade do solo - Equipamento utilizado para medir a evapo-transpiração
- Condições climáticas
Tensiometro:
- Culturas sensíveis ao estresse hídrico
- Equipamento utilizado para medir a umidade do solo. Vai
indicar o momento de iniciar a irrigação.
Monitoramento - Métodos para medir a
necessidade de irrigar TDR ou Reflectometria no Domínio do Tempo:
Evapo-transpiração: - Uma nova ferramenta utilizada para medir a umidade do solo.
- Quantidade de água perdida do solo + da planta. É usado como um método para medida da constante dielétrica
- Quantidade diária de água a ser aplicada na irrigação ou seja: e condutividade elétrica do solo pela determinação do tempo
Irrigação de 1 dia = Evapo-transpiração do dia anterior de trânsito e dissipação, respectivamente, de um pulso eletro-

28
magnético lançado ao longo de sondas metálicas paralelas - Se quantidade anormal de sujeira for encontrada, lave-o até
inseridas no solo. Esses dois parâmetros físicos fundamentais limpar e verifique:
estão diretamente correlacionados com a umidade e salinidade - Seu sistema de filtragem está funcionando bem e é apro-
da água dos poros no solo. priado?
- Seu sistema de irrigação é seguro?
Condutivimetro:
- A água fornecida é de qualidade para irrigar?
- Para checagens rápidas no campo
Quadro 9. Períodos críticos de irrigação em olerícolas
Coeficiente de uniformidade:
- Para checar a distribuição de água e fertilizantes Cultura Período Crítico
BOM SENSO e “mão na terra”. Alface Formação da cabeça e período anterior à colheita
Batata Após a formação da batata e da floração à colheita
Uso de filtros Cebola Formação do bulbo
Filtração é um processo mecânico em que as partículas são Couve-Flor Todo o ciclo
inicialmente separadas e então removidas da água de irrigação Ervilha Início da floração e crescimento das vagens
A filtração deve ser ajustada para: Rabanete Formação e crescimento da raiz
– Tipos de emissores Repolho Formação e crescimento dos frutos
– Tipos de contaminantes Tomate Formação das flores e crescimento dos frutos.
– Vazão Cenoura Início muita água (leves e frequentes) – sementes têm
que ficar encharcadas direto. Aos 40 dias estresse hídrico.
– Concentração Após 60 dias reduzir água para a cenoura crescer e “não
– Quantidade (acumulação) engordar”.
– Capacidade local de limpeza e manutenção
Outras dicas para Irrigação
Manutenção do sistema - Lavagem Irrigação em Estufas: o ideal é logo pela manhã, pois evita-
- Apesar da filtração, algumas partículas podem escapar, devido se que o plástico da estufa amanheça molhado devido à
ao seu tamanho, mal funcionamento do sistema de filtragem transpiração das plantas e evaporação da água no solo.
Assim haverá menor condição de umidade no interior das
ou introduzidas através da linha de irrigação. estufas, não favorecendo o aparecimento ou proliferação
- Checar de tempo em tempo o final das laterais, para verificar de doenças.
a necessidade de limpeza de seu sistema Irrigação no campo: ideal no período da tarde.

29
9. FERTIRRIGAÇÃO EM OLERÍCOLAS
Eng. Agr. Nilson Roberto Ladeia Carvalho, Especialista em Olericultura pela UFV,
Instituto Emater - Unidade Regional Londrina

Dados necessários para montar um plano de fertirrigação: Desvantagens


– Necessidades de nutrientes a serem aplicados em cobertura; – Elevada perda de pressão
– E.C (Condutividade Elétrica). Medir a salinidade da água de – Elevada sensibilidade a flutuações de pressão
irrigação com uso do condutivímetro; – Cada modelo tem uma faixa de fluxo de injeção
– Curva de extração e Marcha de Absorção de cada cultura;
– Necessidade de água total da cultura;
– Kc (Coeficiente de Cultivo) da cultura por fase: Determina
como será distribuída a água total da cultura pelo seu ciclo;
– Eficiência do sistema de irrigação;
– Eficiência do nutriente no sistema de irrigação.

9.1 Equipamentos mais utilizados para fertirrigação


Injetor tipo “Venturi”
Vantagens
– Simples construção Injetor tipo “Venturi”
– Fácil de instalar
– Facilidade de operação
– Custo relativo baixo
– Amplas faixas de taxas de fluxo
– Proporcional ou Quantitativo
– Há possibilidade de Automação

30
9.2. Fertilizantes para fertirrigação tem sua aplicação concentrada na etapa da máxima produção
Recomenda-se o uso de fertilizantes de alta solubilidade dos frutos.
em água, já que estes serão aplicados via irrigação, em geral
através de gotejadores, evitando-se assim o entupimento dos Cálculo de fertirrigação com a mistura de fertilizantes
equipamentos. simples de acordo com TRANI, 2007:
Entre as principais fontes destacam-se o Monoamônio
fosfato (MAP purificado), Nitrato de Cálcio, Nitrato de Potássio, Exemplo: Cultura do Pimentão
Nitrato de Amônio e o Fosfato Monopotássico (MPK). Considerando-se a necessidade dos nutrientes por área
plantada (Kg/ha) independente do volume de água aplicado, e
Base de Cálculo para definir quantidade de adubos a a recomendação no período de 40 a 50 dias após o plantio, as
serem utilizados na Fertirrigação seguintes quantidades de nutrientes: 1,70 Kg/ha/dia de N; 0,58
A partir da análise de solo, utilizando-se tabelas de reco- kg/ha/dia de P205 e 3,0 Kg/ha/dia de K20.
mendações ou planilhas eletrônicas, as quais são baseadas nas
necessidades de nutrientes das plantas e ainda na produtividade Dispomos dos seguintes fertilizantes:
esperada para a cultura, recomenda-se a quantidade de adubos MPK: fosfato monopotássico (52% de P205 34% de K20)
a serem aplicados no solo antes do plantio de cada olerícola,
KNO3: nitrato de potássio ( 13% de N e 46% de K20)
bem como a necessidade da adubação em cobertura, que neste
caso será realizada através da fertirrigação. NH4N03: nitrato de amônio (33% de N)
O parcelamento dos fertilizantes a serem aplicados em co-
bertura deve levar em consideração a marcha de absorção de 1. Adubação Fosfatada – fonte: MKP
nutrientes da cultura. Para as olerícolas em geral considera-se que
10% dos nutrientes são aplicados no primeiro quarto do ciclo da Necessidade de 0,58 kg/ha/dia de P205
cultura (início do crescimento); 20% dos nutrientes são aplicados
Cálculo:
na segunda fase de desenvolvimento; 40% dos nutrientes são
100 kg de MPK - 52 kg de P205
aplicados na terceira fase do ciclo (período de maior forma-
X - 0,58 kg de P205
ção de massa fresca de folhas e frutos) e 30% na quarta
fase do ciclo das culturas. Dependendo da espécie e do grupo X=1,11 kg/ha de MKP/dia
de olerícolas (folhas, raízes e frutos), nutrientes como o potássio

31
2. Adubação Potássica – fontes: MKP e KNO3. 9.3. Manejo da fertirrigação
Cálculo: Ideal diluir as aplicações da fertirrigação todos os dias ou três
100 kg de MPK - 34 kg de K20 vezes por semana:
1,11 kg/ha de MKP - X X= 0,38 kg de K20 - Irrigar durante 20 minutos
Necessidade de 3,0 kg/ha/dia de K20. - Fertirrigação por 20 minutos
K20 contido no MKP= 0,38 kg - Irrigar novamente por mais 10 minutos
Quantidade K20 que falta = 3,00 – 0,38 = 2,62 kg/ha de K20/dia
Cuidados:
100 kg de KNO3 - 46 kg de K20
- Cuidado com o tamanho do tambor no qual vai ser feita a
Y - 2,62 kg de K20 Y= 5,69 kg de KNO3
mistura dos adubos;
- O ideal é que durante a aplicação uma pessoa fique mexendo
3. Adubação Nitrogenada – fontes: KNO3 e NH4N03 a mistura do tambor;
São necessários 1,70 kg/ha de N/dia
- Quanto mais parcelar a adubação melhor para plantas;
Cálculo:
- Não misturar Nitrato de Cálcio com Sulfato de Magnésio, pois
N do KNO3
a mistura causa entupimento dos bicos;
100 kg de KNO3 - 13 kg de N
- Não misturar Nitrato de Cálcio com MPK ou MAP, pois a
5,69 kg de KNO3 - X X= 0,74 kg de N
mistura causa entupimento dos bicos;
- Uma vez por semana abrir as pontas dos gotejadores para
Quantidade N que falta = 1,70 kg – 0,74 = 0,96 kg/ha de N/dia limpar o sistema de irrigação.
100 kg de NH4N03 - 33 Kg de N
Z - 0,96 Kg de N= 2,91 kg/ha NH4N03/dia Sugestão de Misturas:
- Aplicação 01: Nitrato de Potássio + Nitrato de Amônia +
Conclusão: Sulfato de Magnésio.
Para atender a necessidade da cultura do pimentão neste - Aplicação 02: Nitrato de Cálcio + Ácido Bórico
período serão necessários os seguintes fertilizantes:
- 1,11 Kg/ha de MKP/dia; Pode-se usar também:
- 5,69 Kg de KNO3 e - Superfosfato triplo; Uréia; Cloreto de Potássio
- 2,91 Kg/ha de NH4N03 / dia.

32
Quadro 10. Fertilizantes simples usados em fertirrigação Quadro 11. Fertilizantes formulados usados em fertirrigação
(Exemplos) (Exemplos)
FOSFÓRICOS N P2O5 K2O S Ca Mg R$/t FERTILIZANTES N P2O5 K2O Ca MG S
Ácido Fosf.H3PO4 0 55 0 -
07 00 30 9Ca 0,1B (NKALCIO 9) 7 0 30 9 - 6,8
DAP (NH4)2HPO4 17 44 0 -
Fosfato de Ureia 18 44 0 - 09 00 20 11Ca 6,8S 0,18B
Fosfatobip. K (MKP) 0 40 53 5.996,00 (NKALCIO 11S) 9 0 20 11 - -
MAP NH4H2PO4 10 52 0 5.270,00 09 00 24 10Ca 0,15B (NKALCIO 10) 9 0 24 10 - -
MAP pur.NH4H2PO4 11 60 0 5.270,00
Superfosfato triplo 0 43 0 12 14 730,00 10 00 18 12Ca 0,2B (NKALCIO 12) 10 0 18 12 - -
POTÁSSICOS N P2O5 K2O S Ca Mg R$/t 12 00 12 14Ca 0,2B (NKALCIO 14) 12 0 12 14 - -
Cloreto de Potássio 0 0 60 1.195,00
12 05 11 13Ca 0,2B (NKALCIO) 12 5 11 13 - -
Fosf. Bip. K2HPO4 0 40 53 5.996,00
FosfatomonoK -MKP 0 40 53 5.996,00 13 00 09 15Ca 0,25B (NKALCIO 15) 13 0 19 15 - -
Salitre Pot. NaNO3 KNO3 15 0 14 1.760,00 14 18 00 12Ca 0,19B (NKALCIO) 14 18 0 12 - -
Sulfato de potássio 0 0 50 18 1,2 -
Sulfato duplo K e Mg 0 0 22 22 10 - 15 00 00 Dipcal 25kg 15 0 0 - - -
NITROGENADOS N P2O5 K2O S Ca Mg R$/t 12 11 18 8S 0,2Fe 1,6Mg
DAP (NH4)2HPO4 17 44 0 - YaraMila Complex - - - - - -
Magnitra - L 7 0 0 10 -
15 09 20 1,2Mg 4S YaraMila 1000kg 15 9 20 1,2 0 4
MAP NH4H2PO4 10 52 0 5.270,00
MAPpurificado 11 60 0 5.270,00 15 09 20 1,2Mg 4S YaraMila 50kg 15 9 20 - 1,2 0
Nitrato de amônio 32 0 0 2.500,00 21 07 14 YaraMila 21 7 14 - - -
Nitrato de cálcio 15,5 0 0 20 1.998,00
Nitrato de potássio 13 0 44 5.240,00 06 28 09 6 28 9 - - -
Nitrato se sódio 16 0 0 3.000,00 15,5 00 00 19 Ca YaraLiva Calcinit 25kg 15,5 0 0 19 - -
Nitromag 26 0 0 8 5 1.450,00
Sulfato de amônio 20 0 0 24 760,00
Fonte: Paulo C. Hidalgo e Eduardo T. Sanches (Organizadores) -
URAN 32 0 0 -
Instituto Emater, 2012.
Ureia 44 0 0 1.183,00
Fonte: Paulo C. Hidalgo e Eduardo T. Sanches (Organizadores) –
Instituto Emater, 2012.

33
Compatibilidade dos fertilizantes

Figura 2. Solubilidade de misturas de fertilizantes líquidos (algumas formulações são incompatíveis em concentrações na solução estoque,
devendo ser evitadas).
(Fonte: LANDIS et al. 1989).

34
10. CORREÇÃO DOS SOLOS E A ADUBAÇÃO DE OLERÍCOLAS
Eng. Agr. José Carlos Caldasso da Silva, Especialista em Química e Fertilidade dos Solos,
Manejo de Solos de Baixa Aptidão Agrícola
Eng. Agr. Nelson Harger, Doutor em Agronomia pela UEL, Coordenador Estadual de Grãos,
Instituto Emater - Unidade Regional Apucarana

10.1. Introdução mada de decisão do uso e manejo de fertilizantes e corretivos.


Para o seu desenvolvimento e produção, as plantas neces- A representatividade da amostra é fundamental para a indica-
sitam de 17 elementos, dos quais 13 são nutrientes minerais. ção correta de fertilizantes e de corretivos da acidez do solo. As
De acordo com as quantidades requeridas, esses minerais são amostras devem ser coletadas em áreas homogêneas quanto
classificados em macronutrientes sendo eles o nitrogênio (N), às características de solo e histórico de utilização. Para maior
fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre representatividade devem ser coletadas de 10 a 20 amostras
(S); e micronutrientes que são o boro (B), cloro (Cl), cobre simples em pontos distribuídos aleatoriamente na área a ser
(Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo) zinco (Zn) e manejada, que devem ser homogeneizadas e, destas, constituir
silício (Si). Além dos macro e micronutrientes minerais, a planta uma amostra composta de aproximadamente 500g.
necessita do carbono (C), do hidrogênio (H) e do oxigênio (O).
A maioria das hortaliças necessitam de quantidades
grandes de nutrientes em tempos de cultivos menores, sendo 10.3. Correção dos solos
consideradas plantas exigentes e mesmo esgotantes para o solo, a) Correção da acidez
especialmente quando colhida toda a planta. Assim, destaca-se A avaliação da necessidade de calagem é realizada a partir
a importância do manejo racional da calagem e adubação para da interpretação dos resultados da análise de solo. A correção da
essas culturas. acidez e a neutralização do efeito de elementos tóxicos através
da calagem é uma prática fundamental para o uso eficiente dos
fertilizantes pelas plantas. Ainda, o uso de calcário estimula a
10.2. Amostragem dos solos atividade microbiana, melhora a fixação biológica de nitrogê-
A amostragem do solo é a primeira etapa e a mais crítica do nio, aumenta o crescimento das raízes e a disponibilidade de
processo de análise e recomendações, e é fundamental na to- nutrientes (Ca e Mg).

35
Solos com maiores teores de alumínio, matéria orgânica consequência do grau de moagem e representadas pela RE
e argila requerem maiores quantidades de calcário, pois estes (reatividade). A legislação vigente é a da Instrução normativa
representam as principais fontes de acidez do solo e tampona- 35/2006 segundo a qual o Ministério da Agricultura estabelece
mento do pH. Para o cálculo das necessidades de calcário o quatro faixas de PRNT:
Paraná adota desde 1985 o método da elevação da saturação Faixa A - calcário com PRNT entre 45,0 a 60%;
por bases, utilizando a fórmula:
Faixa B - calcário com PRNT entre 60,1 a 75%;
T(V2 - V1)f Faixa C - calcário com PRNT entre 75,1 a 90%;
NC =
100 Faixa D - calcário com PRNT superior a 90%.

onde: Segundo a legislação, os produtos deverão ser em partículas


NC: necessidade de calagem em t ha nas quais 100% devem passar em peneira de 2 mm, no mínimo
T: capacidade de troca de cátions ou S + (H + Al), 70% em peneira 0,84 mm e no mínimo 50% em peneira 0,3
em cmolc/dm3 mm. Para serem considerados produtos ultrafinos ou “filler”,
deverão passar 100% na peneira 0,3 mm. Na tomada de deci-
S: soma de bases trocáveis (Ca+Mg+K), em cmolc/dm3 são da aquisição do calcário, deve-se considerar o menor custo
V2: porcentagem da saturação de bases desejada (70%*) por unidade de PRNT do produto entregue na propriedade,
corrigindo os preços para 100% do PRNT.
V1: porcentagem da saturação da análise de solos (100 x S/T)
f: fator de correção do PRNT do calcário (f = 100/PRNT) Preço Efetivo = (preço do calcário x 100) + Frete
* recomenda-se para todas as olerícolas elevar a saturação para
70%, com excessão do aipim (50%) Escolha do corretivo
A escolha do corretivo deverá levar em consideração,
além dos teores de cálcio e magnésio, a relação Ca/Mg do solo,
Qualidade do corretivo devendo-se dar preferência aos calcários magnesianos (5 a 12%
A qualidade dos corretivos é afetada por seus atributos de MgO) ou dolomíticos (maior que 12% de MgO) para solos
químicos, representados pelo PN (Poder de Neutralização) em que apresentem teores abaixo de 0,8 cmolc/dm3 de Mg ou quan-
relação ao carbonato de cálcio, e por suas características físicas, do se deseja manter a relação Ca/Mg entre 3:1 a 4:1. Em condi-

36
ções de relação baixa e com teores de Mg superior a 1,5 cmolc/ Doses de corretivos maiores que 5 t/ha recomenda-se dividir a
dm3, ao contrário, deve-se escolher o calcário calcítico (menor operação, aplicando-se metade antes da aração e após esta, o
que 5% de MgO). restante do corretivo, gradeando a área.
O efeito residual da calagem nas doses recomendadas é de
Distribuição e incorporação cerca de cinco anos. Na olericultura em que se utilizam maio-
A aplicação do calcário deve ser feita com pelo menos 30 a res quantidades de resíduos animais e adubos nitrogenados,
40 dias de antecedência ao plantio, utilizando-se de preferência recomenda-se realizar nova amostragem a cada dois anos,
o calcário finamente moído (“filler”) com PRNT de 80 a 90% para monitorar o nível de acidez do solo e de possíveis novas
necessidades de corretivos.
ou parcialmente calcinado (PRNT de 90 a 100%). Caso seja
encontrado apenas o calcário comum (PRNT de 60 a 70%)
Uso do gesso agrícola
este deve ser incorporado ao menos 60 dias antes do plantio
das hortaliças. O gesso possui na sua composição em torno de 24 a 26%
A incorporação do calcário deve ser feita até 20 a 30 cm de de cálcio e 15% de enxofre e tem sido empregado em solos
com baixos teores de enxofre e cálcio e em condições de altos
profundidade, pois diversas hortaliças têm o sistema radicular
teores de alumínio. A aplicação do gesso diminui a saturação de
tão profundo como culturas extensivas. Dentre as hortaliças de
alumínio nas camadas profundas e cria condições para o sistema
sistema radicular profundo pode-se citar o tomate. Com o sistema
radicular se aprofundar no solo. Porém, o gesso não neutraliza
radicular moderadamente profundo destacam-se pimentão, pepi-
a acidez do solo. Deve ser utilizado em áreas onde a análise
no, berinjela, melão, salsa e cebolinha. Entre aquelas de sistema
de solo, na profundidade de 20 a 40 cm, indicar saturação por
radicular pouco profundo citam-se a alface, chicória e almeirão.
alumínio superior a 20% ou quando o nível de cálcio for inferior
As máquinas de preparo do solo convencionais, como os a 0,5 cmolc/dm3. (Embrapa Soja, 2011).
arados de discos, promovem uma incorporação satisfatória. Gra- A dose máxima de gesso sugerida é de 700, 1200, 2200 e
des de discos também são utilizadas no processo de incorporação 3200 kg ha-1 para solos de textura arenosa (< 20% de argila),
e o fazem mais superficialmente que os arados. Os escarificadores média (20 a 40m% de argila), argilosa (40 a 60% de argila) e
e subsoladores incorporam o calcário de maneira irregular, não muito argilosa (> 60% de argila), respectivamente. O efeito
sendo recomendados para esse fim. residual mínimo dessas doses é de cinco anos.
Para doses de até 5 t/ha é recomendável a gradagem-aração- Observar que no uso de calcário, gesso ou adubações
gradagem após o corretivo ser distribuído na superfície do solo. nitrogenadas existe uma interação antagônica entre a forma

37
amoniacal do nitrogênio (NH4+) e o cálcio (Ca2+). Em geral, o uso como no valor comercial. Podem existir restrições dos solos quan-
excessivo da forma amoniacal de nitrogênio leva ao surgimento to à disponibilidade adequada dos nutrientes para as culturas,
de sintomas de deficiência em cálcio, como a podridão apical já que são bastante exigentes em nutrientes como observado
de frutos (fundo preto em tomate). na Tabela 3.
Sintomas visuais de deficiência podem ser observados em
b) Correções de fósforo e potássio olerícolas (Tabelas 4, 5 e 6). Neste caso a diagnose foliar é uma
A indicação de adubações corretivas com fósforo e potássio ferramenta complementar e mais precisa, porém depende de
é feita com base na análise de solos quando os teores estiverem critérios na amostragem para correta interpretação de resulta-
em níveis baixos ou muito baixos. Assim, para o fósforo a cor- dos das análises. Seguem critérios estabelecidos para algumas
reção é feita quando os níveis no solo forem abaixo de 6 mg/ espécies:
dm3 em solo argiloso; abaixo de 14 mg/dm3 em solo de textura Alface: Folhas recém-desenvolvidas, da metade a 2/3 do
média e abaixo de 24 mg/dm3 em solo arenoso. O ideal é sempre ciclo em 15 plantas
incorporar o adubo fosfatado, para colocar em profundidade
de até 20cm. Beringela: Pecíolo da folha recém-desenvolvida em 15 plantas.
Nas correções potássicas buscar níveis de suprimento no solo
acima de 0,2 cmolc/dm3. Outro critério utilizado é o da saturação Pepino: 5ª folha a partir da ponta, excluindo o tufo apical,
de potássio na CTC. Buscar correções para atingir saturações na no início do florescimento em 20 plantas.
CTC do solo de 3% de solos argilosos e até 5% para solos de
Pimentão: Folha recém-desenvolvida, do florescimento à me-
textura média ou arenosos. Nas adubações corretivas com fósforo
tade do ciclo em 25 plantas.
e potássio, levar em consideração as condições econômicas do
produtor e dar preferência para fontes prontamente solúveis. Tomate: Folha com pecíolo, por ocasião do 1º fruto maduro
em 25 plantas.

10.4. Nutrição mineral e adubação de olerícolas


10.4.1 Nutrição mineral de olerícolas
A olericultura é a atividade agrícola que oferece grandes
respostas à adubação, tanto em aumentos na produtividade

38
Tabela 3. Quantidade de macronutrientes (kg) e de micronutrientes (g) necessários para a produção de uma tonelada das
principais olerícolas
MACRONUTRIENTES (em kg) MICRONUTRIENTES (em g)
Culturas N P K Ca Mg S B Cu Fe Mn Mc Zn

Abóbora 3,90 0,34 6,70 3,40 0,90 - - - - - - -


Aipim 6,00 0,60 4,00 3,00 1,00 0,40 14,0 2,00 67,0 34,0 - 8,00
Alcachofra 9,72 0,65 10,4 6,05 0,95 1,70 - 5,60 117, 22,1 - 9,40
Alface 2,80 0,60 0,90 0,30 0,30 0,12 5,10 1,20 40,4 21,0 - 26,5
Alho 9,30 1,11 9,20 1,40 0,55 0,14 12,5 10,9 80,5 19,0 - 18,8
Aspargo 15,2 1,50 11,3 5,80 0,60 1,20 - - - - - -
Berinjela 4,45 0,50 7,10 2,15 0,70 0,30 6,60 0,55 8,85 4,00 - 4,65
Beterraba 3,90 0,90 4,15 1,00 1,35 - 100, 1,10 36,8 29,2 - 19,4
Brócolis 44,8 9,05 40,9 15,7 3,30 6,31 0,60 0,30 4,20 1,70 0,01 1,30
Cebola 4,00 0,60 5,00 0,40 0,50 1,00 5,00 2,00 11,0 8,00 - 2,00
Cenoura 5,80 1,14 6,70 4,00 0,60 0,50 14,9 2,80 44,5 26,6 - 14,0
Couve-flor 7,00 9,00 8,00 2,50 1,00 2,00 5,00 0,80 9,00 12,0 - 7,00
Ervilha 80,0 8,00 55,0 26,0 7,00 10,0 170, 44,0 250, 250, 5,00 450
Espinafre 1,60 0,20 4,84 1,00 0,64 0,24 - - - - - -
Melão 5,90 0,90 7,40 3,20 1,40 0,40 8,60 43,9 43,1 27,8 - 10,7
Milho Doce 27,7 4,60 17,6 4,20 4,60 2,60 17,0 7,20 - - - 51,4
Morango 9,30 2,10 10,8 4,20 1,70 1,20 10,7 4,10 189, 15,5 - 31,9
Pepino 3,10 0,40 5,50 2,80 0,80 2,00 8,50 2,30 19,9 12,6 - 5,30
Pimentão 4,00 0,75 5,70 0,40 0,37 0,50 0,70 0,50 2,75 1,68 - 0,75
Repolho 6,00 1,50 8,00 3,30 0,80 1,40 - 3,00 10,0 3,00 - 5,00
Tomate 2,00 0,50 5,00 0,80 0,20 0,70 5,00 10,0 25,0 24,0 0,01 25,0

39
Tabela 4. Sintomas visuais de deficiência de macronutrientes
Culturas N-Nitrogênio P-Fósforo K-Potássio

Alface Folhas de cor verde-pálida. Pouco crescimento. Formação de folhas verde-escuras.


Retarda o crescimento. Formação de folhas verde-escuras com Folhas velhas têm necrose marginal
Folhas desprendem-se facilmente. manchas vermelho-bronzeadas. e internerval (folhas crestadas).
Deformação nas cabeças. Folhas velhas amarelecem e morrem.
Mal formação ou não formação de cabeças.

Alho Amarelecimento geral das folhas ou Redução no crescimento das folhas. Redução no crescimento das folhas.
clorose iniciando no ápice das folhas Amarelecimento irregular das folhas Amarelecimento das folhas mais velhas,
mais velhas em direção à base. mais velhas, do ápice para a base. progredindo das margens em direção
à nervura e do ápice para a base.

Brócolis Folhas novas são verde-pálidas. Folhas roxas, avermelhadas e pequenas Folhas verde-escuras.
Couve-Flor Folhas velhas, de cor laranja arroxeadas Nervuras e folhas são finas. Requeima no ápice e nas margens
que caem. do limbo.
Limbo foliar com largura reduzida, cheio Formação de estria marrom-
de constrições que se aproximam da avermelhada na base da nervura
nervura central. principal.

Cebola Folhas verde-claras. Folhas mais velhas secam facilmente e morrem. Folhas velhas amarelecem progredindo
Folhas novas finas e delicadas. Coloração verde-escura nas folhas novas para secamento das pontas.
Folhas velhas amarelecem, secam e caem e intermediárias. Desenvolvimento reduzido dos bulbos.
Diminuição do crescimento foliar. Crescimento reduzido das plantas e bulbos.
Formação de bulbos de tamanho reduzido.

Cenoura Folhas verde-claras que amarelecem. Folhas novas com folíolos de cor Folhas de cor verde-aculada.
Folhas velhas amareladas, tomando verde-escura intensa. Bronzeamento perto das nervuras
coloração avermenhada. Folhas velhas escurecidas, de cor e necrose das margens.
Pecíolos fracos. castanho-arroxeadas. Folhas novas enrugadas.
Plantas de crecimento reduzido. Escurecimento dos pecíolos. Plantas atrofiadas.
continua

40
Culturas N-Nitrogênio P-Fósforo K-Potássio

Pimentão Amarelecimento das folhas novas Folhas intensamente verde-escuras. Plantas baixas, com menos folhas.
começando pela base, perto da nervura Aparecimento de necrose internerval na parte Folhas do terço superior das plantas
principal e se expandindo. mediana das folhas desenvolvidas. são formadas compactamente no caule.
Plantas de crescimento reduzido, com Bordas cloróticas, folhas velhas. Clorose, pontuações necróticas internerval,
folhas menores e estreitas, Queda acentuada das folhas. Queda da com início na extremidade final das folhas
Reduzido número de frutos. maioria das flores. Reduzido número de frutos. medianas e novas. Queda das folhas.

Repolho Folhas novas verde-pálidas. Folíolos de cor roxa na face dorsal, Queima no ápice e nas margens
As folhas sofrem modificações no limbo face ventral verde-escura. do limbo foliar.
foliar com recortes e constrições que se Folíolos pequenos que se enrolam para baixo. Formação de estria marrom-avermelhada
aproximam da nervura central. Folhas com nervuras muito finas. na base da nervura principal
Atraso de maturação. Raquitismo das plantas. Folhas vermelho-claras com tom azulado.
Repolho menos saboroso. Cabeças pequenas.

Tomate Folhas verde-pálidas Caule das plantas delgados e fibrosos. Folhas não se desenvolvem,
Folíolo pequeno, ereto, com nervuras Folhas pequenas, rígidas, voltadas para baixo. ficando pequenas.
roxas ou púrpuras. Folhas com faces superiores de cor verde-azulada e Folhas mais velhas com clorose internerval
Botões florais amarelecem e caem. inferiores cor púrpura ou lilás-escura, e queimadura nas margens.
Frutos que se desenvolvem inclusive as nervuras. No estágio avançado de deficiência, a
ficam pequenos. Folhas mais velhas tornam-se amareladas, com clorose e necrose difundem-se para as
aparecimento de áreas secas roxas-amarronzadas. folhas mais novas.
Retardamento da frutificação. Queda de folhas afetadas.
Frutos: amadurecimento desigual e
carecem de solidez.

Fonte: Manual de Química Agrícola, adubos e adubação, 1967.


Manual de correção e fertilização dos Solos. 2a Edição. 1980.

41
Tabela 5. Sintomas visuais de deficiência de macronutrientes secundários

Culturas Ca-Cálcio Mg-Magnésio S-Enxofre


Alface Folhas novas, tortas, por causa de As folhas velhas mostram manchas cloróticas.
pequeno crescimento.

Alho Paralização do crescimento das raízes, Clorose nas folhas velhas, da base para o Ligeiro amarelecimento nas folhas mais
que ficam escuras, curtas e espessas. ápice, com perda gradativa da cor verde. novas, da bse para o ápice, evoluindo
No terço médio das folhas novas e para um amarelo esbranquiçado que
posteriormente nas mais velhas ocorrem atinge todas as folhas.
áreas necróticas que provocam dobra
das folhas e morte do ápice.
Brócolis Surgimento de pintas claras na face Ondulamento das folhas, principalmente Folhas jovens ficam compridas e estreitas,
Couve-flor adaxial, com 1 mm de diâmetro, na face das novas. com coloração verde-clara.
abaxial ocorrem pontos necróticos. Clorose do ápice e das bordas das folhas mais Evoluindo, as folhas adquirem forma de
Ocorre um ligeiro enrolamento dos bordos velhas avança pelo limbo. concha, ficam espessas e escurecidas.
das folhas. Nervuras às vezes destacam-se do limbo, Folhas mais velhas adquirem tonalidade
Em fase aguda de carência ocorre morte adquirindo cor verde-limão. amarela e necrosam na parte apical.
da gema apical. Em fase adiantada de carência ocorre necrose
Folhas velhas adquirem cor rubi. marrom ou roxa só do limbo.
Raízes ficam escuras e pouco desenvolvidas.
Cebola Folhas novas, aparentemente normais, Secamento das pontas das folhas.
tombam e após alguns dias secam a partir A parte aérea morre prematuramente.
do ápice. Com progressão da carência, Formação de bulbos pequenos.
o fenômeno se repete em folhas
intermediárias e velhas.
Cenoura Paralisação do crescimento de folhas novas. Folíolos das folhas mais velhas mostram-se Folhas mais novas tomam coloração
O bordo dos folíolos das folhas novas, amarelados nas pontas, continuando verde-limão.
tornam-se esbranquiçados e se necrosam. verde o limbo. Folíolos finos e delicados.
Continuando a carência ocorre clorose Na progressão da carência o amarelecimento Na progressão da carência os sintomas
internerval, necrose dos pecíolos com invade o limbo foliar, sendo que os folíolos passam às folhas intermediárias.
tombamento das folhas. tomados secam causando queda de folhas.
continua

42
Culturas Ca-Cálcio Mg-Magnésio S-Enxofre

Pepino Folhas amareladas, com manchas Clorose internerval.


pardas, rígidas, com margens claras. Nervuras verdes.
Plantas de pequeno porte. Margens recortadas.

Pimentão Folhas novas desenvolvem-se pouco, Folhas já desenvolvidas apresentam clorose. Amarelecimento da base para a
são encarquilhadas para dentro, Folhas novas apresentam enrolamento do limbo extremidade final das folhas
cloróticas na base. em torno da nervura principal, com a fece Plantas de crescimento reduzido, folhas
Ocorre necrose do pedúnculo, com adaxial para dentro. pequenas.
queda de folhas. Folhas baixeiras tornam-se cloróticas com Limbo foliar de aspecto ondulado,
Queda quase que total das flores. nervuras verdes. parecendo haver crescimento desigual.
Frutos que se formam são pequenos e Na progressão da carência há necrose de nervuras.
têm tonalidade marrom em sua internerval e lesões corticosas no limbo foliar Na progressão da carência, todas as
região estilar. Perto das nervuras de folhas novas. folhas ficam amareladas e não há
formação de frutos.

Repolho As folhas se enrolam nas margens, que Clorose internerval das folhas mais velhas.
são dilaceradas, descoloridas e que depois Podem aparecer áreas amareladas nas
entram em nocrose. bordas e no centro.
O broto terminal morre.

Tomate A face superior das folhas novas é Folíolos das folhas mais velhas mostram Clorose generalizada, surgindo
verde-escura, com margens pálidas. descoloração que progride na direção inicialmente em folhas novas.
Face inferior das mesmas fica arroxeada. da área internerval. Caule, nervuras e pecíolos tornam-se
Pontas e margens das folhas murchas. Nervuras menores não permanecem verdes. arroxeados.
Pontos de crescimento morrem. Amarelecimento gradual das folhas, da base para Folíolos das folhas mais velhas mostram
Folíolos de folhas mais velhas mostram o topo da planta, ficando flácidas e pendidas. algumas necroses nas margens.
clorose internerval. Em deficiências severas, as folhas mais velhas As folhas novas são rígidas e voltadas
Podridão apical nos frutos. morrem e a planta inteira mostra-se amarela. para baixo.

Fonte: Manual de Química Agrícola, adubos e adubação, 1967.


Manual de correção e fertilização dos Solos. 2a Edição. 1980.

43
Tabela 6. Sintomas visuais de deficiência de micronutrientes
Culturas Bo-Boro Mo-Molibdênio Cu-Cobre Zn-Zinco Outros
Alface Crescimento das margens foliares. Retardamento do Esbranquiçamento
Expansão irregular das folhas. crescimento. das folhas.
Morte da brotação terminal. Folhas verde-claras e
Queima das pontas. avermelhadas desprenden-
Folhas coreáceas. do-se com facilidade.

Alho Redução no crescimento das folhas Sistema radicular bastante As folhas ficam espiraladas Manganês - Clorose
com recurvamento das mesmas. reduzido, apresentando em torno do seu eixo internerval no terço
Clorose nas folhas novas, ramificações curtas. durante e após o segundo superior da planta.
progredindo para a morte do ápice. Ocorre redução do mês após a brotação, com Ferro - Nas partes
O limbo foliar fica sem resistência, crescimento da parte aérea, crescimento bastante novas das plantas
quebrando-se facilmente e com queima das pontas das reduzido. ocorrem cloroses
rachando a nervura central. folhas novas e dobra do verde-amarelas e
O bulbo fica com aparência limbo foliar. amarelo-esbran-
aquosa e com pouca consistência. quiçadas.
Brócolis Plantas jovens têm folhas alongadas Em plantas novas: Redução de crescimento. A distância dos pontos Mn-Folhas novas
Couve-Flor coloração verde-escura, muito Folhas ficam coróticas, Folhas dobram-se de inserção das são enrugadas
Repolho quebradiças. podendo ficar brancas ao adquirindo tonalidade folhas torna-se mais e duras.
Folhas ficam onduladas, encarqui- longo das margens. amarelada. curta. Fe-Ligeira
lhadas e cloróticas. Clorose se Adquirem formas de taça, Na evolução do problema, Folhas novas tornam-se clorose em
inicia ao longo das margens, ficando murchas. as folhas tornam-se menores e duras. folhas novas.
aparecendo manchas violetas. Em plantas velhas: As folhas estreitas, enrugadas e No repolho, na parte
Folhas recém-formadas são novas são enrugadas, torci- torcidas. superior da cabeça,
oblongas e pequenas. das, espessas, quebradiças, surge uma mancha
Pecíolos ficam alongados porque com cor verde-escura. avermelhada.
a região basal da nervura fica Folhas recém-formadas A inflorescência pode
destituída de limbo. Sistema radicu- são irregulares, consistindo surgir antes do
lar fica reduzido, com engrossamen- de nervura central despro- normal.
to das raízes. Na couve-flor há um vida de limbo (ponta de
bronzeamento da cabeça e a medu- chicote).
la torna-se oca e apodrece.
continua

44
Culturas Bo-Boro Mo-Molibdênio Cu-Cobre Zn-Zinco Outros
Cebola Inicialmente as folhas tomam Folhas adquirem coloração
tonalidade verde-azulada. amarelo-parda.
Folhas mais novas ficam mosque- Falta solidez e firmeza
adas e enrugadas da planta.
Folhas velhas ficam fendilhadas
e quebram-se facilmente.
Ocorre paralização do crescimento
e morte das folhas a partir do ápice.
Os bulbos apresentam necrose
interna mais intensa ao redor do
ponto de crescimento. As escamas
ficam desidratadas.
Cenoura Folhas novas ficam curvadas,
tornando-se amarelas.
A lâmina foliar é reduzida, havendo
morte do meristema de crescimento.
Pepino Os frutos apresentam áreas
aquosas irregulares que porterior-
mente ficam resinosas, amarelas
que desidratam-se, tornando-se
deprimidas e ásperas, com
aparência corticosa.
Ocorre redução no comprimento e
tamanho dos frutos e no tamanho
das sementes.
Pimentão Morte do ponto de crescimento,
provocando plantas baixas e compac-
tas. Folhas velhas curvam-se para
dentro. Folhas mais novas são me-
nores, enrugadas na base, translú-
cidas e mais grossas.
continua

45
Culturas Bo-Boro Mo-Molibdênio Cu-Cobre Zn-Zinco Outros

Pimentão Ocorre abortamento total de flores


(continuação) e não há formação de frutos.
O sistema radicular é pouco
desenvolvido, com necrose nas
extremidades.

Tomate Morte do ponto de crescimento. Os folíolos mostram um O desenvolvimento do caule Folhas terminais perma- Manganês - Folhas
Folíolos das folhas mais novas mosqueado internerval é paralisado. necem pequenas e os velhas e intermediá-
apresentam uma leve clorose inter- verde-pálido. Folíolos de folhas mais folíolos mostram leve des- rias ficam pálidas,
nerval, sendo que as folhas ficam As margens curvam-se para novas e intemediárias coloração entre nervuras. com nervuras verdes.
pequenas, deformadas e enroladas cima, formando uma enrolam-se na direção das Folhas velhas são menores Com aumento da
para dentro. Folhas intermediárias canaleta, e as nervuras nervuras. que as normais. deficiência pode
mostram tonalidades amarelas e menores não permanecem Folhas novas são muito Os pecíolos voltam-se para haver clorose nas
alaranjadas e suas nervuras são verdes. Nas folhas velhas pequenas, rígidas e dobradas. baixo, as folhas inteiras áreas amareladas.
amarelas ou roxas. As folhas velhas surge uma necrose nas As folhas apresentam-se ficam enroladas. Ferro - Os mesmos
ficam verde-amareladas. Os pecío- áreas amareladas nas verde-azuladas. As necroses evoluem sintomas da
los ficam muito quebradiços. Os extremidades das folhas. Em estágios mais avançados rapidamente e a folhagem deficiência de Mn,
tecidos vasculares das folhas ficam de deficiência, as áreas pode murchar. mas inicia-se em
obstruídos. As raízes desenvolvem- necróticas desenvolvem-se. folhas novas e a
se pouco e tornam-se marrons. clorose é mais
Nos frutos surge uma mancha tipo intensa, fazendo
anasarca na base do pedúnculo, com que as folhas
em frutos novos da extremidade tornem-se branco-
dos cachos. amareladas por
Estes frutos tomam coloração inteiro.
amarronzada fosca, com sépalas
verdes. Em seguida o fruto produz
exsudação cor café, rachando-se
e necrosando.

Fonte: Manual de Química Agrícola, adubos e adubação, 1967.


Manual de correção e fertilização dos Solos. 2a Edição. 1980.

46
10.4.2. Adubação em olerícolas
A Tabela 7 apresenta sugestões de adubação em nitrogênio, fósforo e potássio para as principais olerícolas do Paraná. As su-
gestões de adubação apresentadas devem ser entendidas como referenciais, que necessitam ser ajustadas em função do sistema de
produção adotado e da produtividade esperada.
Tabela 7. Sugestões de adubação com N-P-K para as principais olerícolas do Paraná.
Quantidade de N - P2O5 - K2O em kg/ha
Adubação de Plantio Adubação de Cobertura
Cultura P2O5 K2O
N P - mg/dm3 K - cmolc/dm3 N K2O Forma e época de aplicação
<10 10-30 >30 <0,15 0,15-0,30 >0,30
Abóbora 50 200 160 120 120 90 60 70 60 N e K - Aplicar em 2 vezes: a 1a
Italiana após o desbaste e a 2a no início
do florescimento.
Abóbora 20 120 100 70 50 40 30 10 - Início do florescimento.

Acelga 50 180 135 90 60 30 - 60 60 Aplicar em 2 vezes: 20 e 40


dias de transplante.
Agrião 30 150 115 75 90 65 45 60 - Aplicar em 2 vezes: aos 30 dias
e após o 1o corte.
Aipim 15 80 60 40 60 40 30 35 - Aplicar aos 60 dias do plantio.
Alface 30 140 100 70 60 30 - 100 60 N e K - aplicar 15, 30, 40 dias após
o transplantio.
Alho 50 250 200 150 240 180 120 100 - Dividir metade da dose aos 15 e
60 dias e a outra metade, após
diferenciação dos bulbos.
continua

47
Quantidade de N - P2O5 - K2O em kg/ha
Adubação de Plantio Adubação de Cobertura
Cultura P2O5 K2O
N P - mg/dm3 K - cmolc/dm3 N K2O Forma e época de aplicação
<10 10-30 >30 <0,15 0,15-0,30 >0,30

Almeirão 30 150 115 75 90 65 45 50 20 N - Aplicar em 2 vezes: 1a após


o 1o corte, 2a após o 2o corte.
K - Aplicar após o 1o corte.

Batata 30 180 120 60 190 60 30 30 - Aplicar aos 30 dias da


Doce emergência.

Mandioquinha 25 180 120 60 90 60 30 60 - Aplicar em 2 vezes: aos 60 e 90


Salsa dias de transplante.

Berinjela 40 200 160 120 160 120 80 60 60 N e K - aplicar em 2 vezes: 25


e 50 dias após o transplante.

Beterraba 60 300 240 180 240 180 120 60 40 N e K - aplicar em 2 vezes: a 1a


logo após o raleio e a 2a 30 dias
após a 1a aplicação.

Brócoli 40 350 260 180 240 150 20 100 100 N e K - Aplicar 20, 40 e 60 dias
após o transplantio

Cebola 40 200 160 120 120 80 40 80 50 Aplicar em 2 vezes: 25 e 50


dias após o transplante.

continua

48
Quantidade de N - P2O5 - K2O em kg/ha
Adubação de Plantio Adubação de Cobertura
Cultura P2O5 K2O
N P - mg/dm3 K - cmolc/dm3 N K2O Forma e época de aplicação
<10 10-30 >30 <0,15 0,15-0,30 >0,30
Cebolinha 40 120 90 60 90 75 45 120 - Aplicar em 2 vezes: 1a após o 1o
corte e a 2a após o 2o corte.

Cenoura 40 400 320 240 190 90 30 40 130 N e K - Aplicar em 2 vezes: a


1a após o raleio e a 2a 20 dias
após a 1a. Para N usar
Nitrocálcio de preferência.

Chicória 30 150 115 75 90 65 45 60 - Aplicar em 3 vezes: 15, 30 e 45


dias após o transplante, ou 20,
35 e 50 dias após a emergência.

Chuchu 30 200 170 140 60 34 - 400 300 N e K - aplicar mensalmente


40 e 30 kg/ha

Couve-Flor 20 300 240 100 160 100 20 140 80 Aplicar em 3 vezes: 20, 40 e 60
dias após o transplante.

Couve Folha 60 180 135 90 180 135 90 120 - Aplicar em 3 vezes: 20, 40 e 60
dias após o transplante.

Ervilha Grão 20 120 90 60 60 45 30 50 - Aplicar 20 dias após a


emergência.
continua

49
Quantidade de N - P2O5 - K2O em kg/ha
Adubação de Plantio Adubação de Cobertura
Cultura P2O5 K2O
N P - mg/dm3 K - cmolc/dm3 N K2O Forma e época de aplicação
<10 10-30 >30 <0,15 0,15-0,30 >0,30

Espinafre 40 120 90 60 120 90 60 120 - Aplicar em 2 vezes: aos 30 dias


após a emergância e a 2a após
o 1o corte.

Jiló 40 200 160 120 100 60 20 60 60 Aplicar em 2 vezes: 25 e 50


dias após o transplante.

Melancia 40 180 140 100 180 140 110 80 40 N e K - Aplicar no início do


florescimento.

Melão 40 240 200 160 90 60 - 120 160 N e K - Aplicar a cada


10 dias

Moranga 20 80 60 40 50 40 30 40 - N - Aplicar em 3 vezes: 20,


Híbrida 40 e 60 dias do transplante.

Morango 30 400 300 200 270 170 70 190 80 N e K - Aplicar em 6 vezes:


sendo uma a cada mês.

Pepino 40 200 150 120 80 40 - 80 100 N e K - Aplicar em 3 vezes a


1a após o raleio e após a cada
20 dias

continua

50
Quantidade de N - P2O5 - K2O em kg/ha
Adubação de Plantio Adubação de Cobertura
Cultura P2O5 K2O
N P - mg/dm3 K - cmolc/dm3 N K2O Forma e época de aplicação
<10 10-30 >30 <0,15 0,15-0,30 >0,30

Pimentão 60 300 240 180 150 110 70 80 80 N e K - Aplicar em 3 vezes:


aos 40, 60 e 90
dias do transplante.

Quiabo 20 240 200 160 120 80 20 90 100 N e K- Aplicar em 3 vezes: 20, 40


e 60 dias da emergência.
Rabanete 30 180 140 110 90 110 70 30 60 N e P - Aplicar em 3 vezes : 20,
40 e 60 dias após o transplante.

Repolho 50 280 220 160 180 140 90 100 80 N e K - Aplicar em 3 vezes: 20,
40 e 60 dias após o transplante.

Rúcula 40 80 60 40 60 45 30 40 - Aplicar 20 dias após a


semeadura.

Salsa 40 100 75 50 80 60 40 60 - Aplicar em 3 vezes: 1a 30 dias


da semeadura, 2a 10 dias após
o 1o corte e 3a 20 dias após a 2a.

Tomate 80 200 150 100 240 180 120 120 120 N e K - Aplicar em 4 vezes: 15,
Campo 30, 45 e 60 dias após o
transplante.

continua

51
Quantidade de N - P2O5 - K2O em kg/ha
Adubação de Plantio Adubação de Cobertura
Cultura P2O5 K2O
N P - mg/dm3 K - cmolc/dm3 N K2O Forma e época de aplicação
<10 10-30 >30 <0,15 0,15-0,30 >0,30

Tomate 80 360 270 180 360 270 180 180 180 N e K - Aplicar em 4 vezes: 15,
Estufa 30, 45 e 60 dias após o
transplante.

Vagem 50 280 230 180 120 60 30 100 60 Aplicar em 2 vezes: 30 e 55


dias da emergência.

Fonte: - Recomendações para o uso de fertilizantes e corretivos em Minas Gerais - 5a aproximação, 1999.
- Manual de adubação e calagem para os Estados do RS e SC, 2004.

52
Tabela 8. Sugestões de adubação com micronutrientes e correção da deficiência de Cálcio-Ca e Magnésio Mg

Culturas Bo-Boro Mo-Molibdênio Cu-Cobre Zn-Zinco Outros

Abóbora Base - 3kg/ha de Boro - Base 9kg/ha de cobre em Base 4kg/ha de Zinco -
solos orgânicos ou turfosos.

Alcachofra Base 20 a 30kg/ha de Boro - - - -

Alface Base 2g/m deBórax


2
Foliar 0,5g/l de água de - - Magnésio - Foliar 10 a
Molibdato de Sódio, uma 15g/l de Sulfato de
semana antes do transplante. Magnésio.

Alho Base 10-15kh/ha de Bórax - Base 10-15kg/ha de Base 15kg/ha de Sulfato -


Sulfato de Cobre. de Zinco.

Batata Doce Base 5-10kg/ha de Bórax - - Base 5-10kg/ha de -


Sulfato de Zinco.

Baterraba Base 20kg/ha de Bórax. - - - -


Foliar 250g/100 l de água
de Bórax. Aplicar 4 vezes.

Brócolis Base 1 a 1,5g/cova de Foliar 1,5g/l de água de - - -


Bórax - Aplicar 10 dias antes Molibdato de Sódio uma
do plantio. Foliar 200g/100 l semana antes do transplante.
de água de Bórax - 30 dias
após o transplante.

Cebola Base 15kg/ha de Bórax. Base 200g/ha de Molibdato Base 10kg/ha de Sulfato Base 30 kg/ha de Sulfato Manganês-Base - 15kg/ha
de Sódio de Cobre. de Zinco de Sulfato de Manganês.
Magnésio - Foliar 0,5 a 1%
de Sulfato de Magnésio.
Cenoura Base 20kg/ha de Bórax 0,1 a 1,5g/ha de 150 a 190kg/ha de Cobre. - Fe - 0,2 a 12kg/h
Molibdênio. - - Mn - 3 a 6kg/ ha
Zn - 0,7 a 12kg/ha
continua

53
Culturas Bo-Boro Mo-Molibdênio Cu-Cobre Zn-Zinco Outros
Couve Flor Base 1 a 1,5g/cova de Foliar 1,5g/l de água de - - -
Bórax - Aplicar 10 dias antes Molibdato de Sódio, uma
do plantio. Foliar - 200g/100 l semana antes transplante.
de água de Bórax - 30 dias
após o transplante.
Feijão - Foliar 1g/l de água de - - -
Vagem Molibdato de Sódio.
Milho Base 0,7 a 1kg/ha de Boro. - - Conforme tipo de solo: -
Doce Arenoso: 2kg/ha
Textura média: 3kg/ha
Argiloso/Orgânico 4kg/ha
Morango Base 15-20kg/ha de Bórax. - - - -
Pepino Base 15-20kg/ha de Bórax. - Base 9 kg/ha de Cobre em Base 4kg/ha de Zinco.
solos orgânicos ou turfosos.
Pimentão Base 20kg/ha de Bórax. - - - -
Repolho Base 1 a 1,5g/cova de Foliar 1,5g/l de água de
Bórax. Aplicar 10 dias antes Molibdato de Sódio, uma
do plantio. semana antes do transplante.
Foliar 200g/100 l de
água de Bórax 30 dias após
o transplante.
Tomate Base - 20kg/ha de Bórax. Base 250 a 500g/ha - Base 20kg/ha de Sulfato Manganês - Foliar 0,5-1% de
Cobertura - 10kg/ha de de Molibdato de Sódio. de Zinco. Sulfato de Manganês.Cálcio-
Bórax para tomate salada. Foliar 350-500g/100ml Foliar 5g/l de Cloreto de
Foliar 2,5g/l de Bórax. de água de Sulfato Cálcio - Aplicar de 3 em 3
de Zinco dias até o fim dos sintomas
em novas pencas. Magnésio
Foliar 12g/l de Sulfato de
Magnésio - Aplicar 4-5 vezes
por 3 semanas no estágio
inicial de desenvolvimento.
Fonte: Manual Técnico de Olericultura. 5a ed. Rev. Curitiba, 1997. 204p.
XX Reunião Brasileira de Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas. Piracicaba, 1992.

54
10.4.2.1. Adubação orgânica realizada pelo menos 30 a 40 dias antes do plantio, tempo ne-
A adubação orgânica para hortaliças apresenta vantagem, cessário para o processo de cura ou decomposição sem o que
pois melhora as condições físicas do solo diminuindo problemas poderá haver “queima” das sementes ou mudas de hortaliças.
de compactação e fornece, parcialmente, nutrientes às plantas As quantidades dos fertilizantes orgânicos a serem aplicadas
de maneira gradual e contínua. Ainda, diminui a incidência de dependem de sua disponibilidade, local e do custo do transporte
nematoides. e aplicação. Na Tabela 9 estão as composições médias de nu-
A incorporação dos fertilizantes orgânicos ao solo deve ser trientes em alguns resíduos orgânicos.

Tabela 9. Concentrações médias de nutrientes e teor de matéria seca de alguns materiais orgânicos(1)
Material orgânico C-org. N(2) P2O5 K2O Ca Mg Matéria
seca
------------------------------------------------------------% (m/m) ---------------------------------------------------------
Cama de frango (3-4 lotes)(3) 30 3,2 3,5 2,5 4,0 0,8 75
Cama de frango (5-6 lotes) 28 3,5 3,8 3,0 4,2 0,9 75
Cama de frango (7-8 lotes) 25 3,8 4,0 3,5 4,5 1,0 75
Cama de peru (2 lotes) 23 5,0 4,0 4,0 3,7 0,8 75
Cama de poedeira 30 1,6 4,9 1,9 14,4 0,9 72
Cama sobreposta de suínos 18 1,5 2,6 1,8 3,6 0,8 40
Esterco sólido de suínos 20 2,1 2,8 2,9 2,8 0,8 25
Esterco sólido de bovinos 30 1,5 1,4 1,5 0,8 0,5 20
Vermicomposto 17 1,5 1,3 1,7 1,4 0,5 50
Lodo de esgoto 30 3,2 3,7 0,5 3,2 1,2 5
Composto de lixo urbano 12 1,2 0,6 0,4 2,1 0,2 70
Cinza de casca de arroz 10 0,3 0,5 0,7 0,3 0,1 70
----------------------------------------------- kg/m3 ------------------------------------------- ---%---
Esterco líquido de suínos 9 2,8 2,4 1,5 2,0 0,8 3
Esterco líquido de bovinos 13 1,4 0,8 1,4 1,2 0,4 4
(1)
Concentração calculada com base em material seco em estufa a 65oC m/m = relação massa/massa
(2)
A fração de N na forma amoniacal (N-NH3, e N-NH4+) é, em média, de 25% na cama de frango, 15% na cama de poedeiras, 30%
no lodo de esgoto, 25% no esterco líquido de bovinos e 50% no esterco líquido de suínos.
(3)
Indicações do número de lotes de animais que permanecem sobre a mesma cama.
Fonte: Manual de adubação e de calagem para os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina - 10a Edição 2004.

55
Índices de eficiência que se encontram na Tabela 10 repre- Cálculo das quantidades de nutrientes no adubo
sentam o percentual médio de transformação da quantia total orgânico
dos nutrientes contidos nos adubos orgânicos que passam para As seguintes fórmulas vão auxiliar no cálculo das quantida-
a forma mineral nos sucessivos cultivos. des de nutrientes a serem aplicados ao solo. Para os materiais
Tabela 10. Concentrações médias índices de eficiência dos incluídos na Tabela 10, excluindo o caso do esterco de suínos
nutrientes no solo de diferentes tipos de esterco e líquido (chorume), as quantidades efetivas de NPK podem ser
resíduos orgânicos em cultivos sucessivos (valores
médios para cada fonte) calculadas conforme segue:
Resíduo Nutriente(1) Índice de eficiência(2)
1o cultivo 2o cultivo
X = A x B/100 x C/100 x D
Cama de frango N 0,5 0,2 onde:
P 0,8 0,2
K 1,0 - X= Quantidade efetiva de nutrientes em kg/ha
Esterco suíno sólido N 0,6 0,2 A = Quantidade do produto aplicado em kg/ha
P 0,8 0,2
K 1,0 - B = Teor de matéria seca em % (ver Tabela 9)
Esterco bovino sólido N 0,3 0,2 C = Concentração do nutriente da matéria seca em %
P 0,8 0,2
K 1,0 - D = Índice de eficiência indicado na Tabela 10.
Esterco suíno líquido N 0,8 - Para o caso do esterco de suínos para aplicação líquida
P 0,9 0,1
K 1,0 - (chorume), a quantidade a aplicar é função do cálculo.
Esterco bovino líquido N 0,5 0,2
P 0,8 0,2 X=AxBxC
K 1,0 -
Outros resíduos orgânicos N 0,5 0,2
P 0,7 0,2
K 1,0 - onde:
Lodo de esgoto e N 0,2 - X = Quantidade de nutrientes em kg/ha
composto de lixo A = Quantidade do produto em m3
Nutrientes totais (mineral + orgânico)
(1)
B = Concentração do nutriente no produto em kg/m3
Valores médios determinados em vários trabalhos de pesquisa; em
(2)
C = Índice de eficiência no nutriente aplicado.
alguns casos é observado um efeito residual de N (10%) no terceiro
cultivo.
Fonte: Manual de adubação e de calagem para os Estados do Rio
Grande do Sul e de Santa Catarina. - 10. Edição - 2004

56
a) Compostagem - Compostagem pelo método Windrow
Outra alternativa para a adubação orgânica em olerícolas É também realizado em pilhas, que vão sendo reviradas
é a compostagem, que é uma técnica idealizada para se obter a cada 3 dias nos primeiros 20 dias, seguindo-se de 5 a 6 dias
mais rapidamente e em melhores condições a desejada estabi- até o final da primeira fase com temperaturas inferiories a 40oC.
lização da matéria orgânica por via aeróbica. Para a produção Pode-se revirar manualmente mas, normalmente, o reviramento
é feito através de equipamentos mecânicos. O período de com-
do composto na propriedade deve-se levar em consideração:
postagem varia de 20 a 40 dias para a primeira fase (oxidação)
as culturas a serem beneficiadas; a disponibilidade de resíduos
e de mais 45 a 60 dias para a segunda (maturação), depen-
orgânicos; a quantidade de composto a produzir; a coleta e dendo do material a ser compostado, finda a qual o composto
armazenamento dos resíduos; a época do ano; a periodicidade orgânico estará curado.
do uso do composto; o transporte dos resíduos; o transporte do Quanto ao uso do composto em olerícolas, salienta-se os
composto; o local em que será feito o composto; o declive e a seguintes aspectos: aplicar o composto ao solo logo que estiver
drenagem do terreno. Vários são os métodos de compostagem: pronto, evitando possíveis perdas de nutrientes quando exposto
a chuvas intensas. Recomenda-se aplicar o composto antes
- Compostagem artesanal ou processo Indore da aração próxima ao plantio podendo ser incorporado a 15
cm de profundidade. O composto pode ser enriquecido com
O processo artesanal é caracterizado pela compostagem
a adição de superfosfato simples, fosfato natural ou gesso na
em pilhas ou leiras a céu aberto, que são removidas por pro-
proporção de 1 a 2%.
cesso manual, para permitir a aeração das camadas interiores
É importante se adequar a quantidade de composto à área
das pilhas, sob relativo controle às condições de temperatura e
a ser corrigida, não se deve corrigir a área aos poucos, pois a
umidade dos materiais processados. Neste método é importante
aplicação de pequena quantidade em área grande irá diluir o
que a pilha seja montada o mais rapidamente possível, misturar
efeito do composto, tornando-o ineficiente. A aplicação de doses
intensivamente os ingredientes, manter a umidade adequada na
elevadas de composto ao longo do tempo pode reduzir a níveis
pilha (40-60%), construção da pilha no formato e dimensões
bastante baixos o uso dos fertilizantes minerais. O composto
apropriados (1,5 m de altura, 2 m de largura e comprimento
também pode ser aplicado nos sulcos de plantio, principalmente
variável), revolvimento periódico da pilha, cobertura da pilha
quando em pequena quantidade, bem como em covas, desde
quando necessário, não deixar compactar a pilha, usar resídu-
que esteja curtido (estabilizado). De modo geral, recomenda-se
os de tamanho pequeno e manter a pilha arejada. Devido ao
reviramento limitado, esse processo demora seis meses ou mais aplicar cerca de 10 t/ha para solos férteis e 30 t/ha ou mais em
para se completar. solos pobres e degradados, correspondendo respectivamente
de 1 a 3 kg/m2.

57
b) Húmus de minhoca
Outro adubo orgânico que é excelente para adubar ole- Uma tonelada de esterco de bovinos transforma-se em
rícolas é o húmus de minhoca. Normalmente tem-se utilizado 600 kg de húmus em 45 dias após a colocação da minhoca,
a transformação de esterco fresco de bovinos em húmus pela sendo que este húmus tem a seguinte composição média de
minhoca vermelha da califórnia (Eisenia foetida). elementos químicos:

Tabela 11. Composição de elementos químicos no húmus da minhoca.

MACRONUTRIENTES MICRONUTRIENTES

Nutrientes % kg Nutrientes % g

Nitrogênio (N) 0,950 5,70 Cobre (Cu) 0,00516 31

Fósforo (P205) 0,966 5,80 Ferro (Fe) 1,333 8.000

Potássio (K20) 0,583 3,50 Manganês (Mn) 0,0316 190

Cálcio (Ca) 0,700 4,20 Molibdênio (Mo) 0,0166 100

Magnésio (Mg) 0,333 2,00 Zinco (Zn) 0,0383 230

Enxofre (S) 0,123 0,74

Além dos nutrientes citados na Tabela 11 o húmus apresenta as seguintes caracterísitcas:


- 20,7% de Matéria Orgânica, ou seja, 124 kg;
- 6,8 de pH em CaCL2 e
- 40% de Umidade a 110oC.
Fonte: Análise realizada no Laboratório de amostra de solos de rotina do TECPAR.

58
c) Adubação verde - Manejo para cobertura do solo e
adubação
Este manejo envolve a semeadura de espécias vegetais Para se obterem estes benefícios os adubos verdes não
nos períodos em que o solo não é utilizado para o plantio de devem ser incorporados ao solo. Antes da semeadura da cultura
olerícolas, com o objetivo de melhorar sua fertilidade e obter comercial, o ciclo dos adubos verdes deve ser interrompido. Para
benefícios pelo controle da erosão. O melhoramento da fertilida- isto podem ser utilizados diversos equipamentos, tais como, grade
de é obtido pela reciclagem dos nutrientes que seriam perdidos de disco (não travada), rolo faca e herbicidas de ação total. Os
em solos descorbertos, por lavagem superfial ou por lixiviação e Tremoços, Nabo Forrageiro, Crotalárias e Guandú, podem ainda
pela adição de nitrogênio ao solo, através da fixação biológica, ser manejados através de roçadeira.
quando são utilizadas leguminosas. A cobertura pelas plantas, O manejo dos materiais com rolo faca deve ser sempre na
ou pelos resíduos, protege o solo contra a ação direta da chu- fase de plena floração, exceto a Aveia Preta (fase de grão leito-
va sobre a superfície, evitando a desagregação das partículas so) e a Crotalária Mucronata (pré-floração) em função do alto
e o selamento superficial, permitindo que maior quantida- índice de rebrota e grande desenvolvimento de lenho, respecti-
de de água infiltre, reduzindo ou eliminando a enxurrada e a vamente.
erosão.

Tabela 12. Principais plantas de inverno e verão recomendadas como adubação verde para as diferentes regiões do Paraná.

Regiões Espécie Espaçamento Quantidade Manejo ou Estação


entre linhas (cm) sementes (kg/ha) Corte (dias)

Norte Aveia Preta 20 60 120-140 inverno


Noroeste Tremoço Branco 20-35 90-120 100-140 inverno
Oeste Nabo Forrageiro 20 20 100-120 inverno
Leste Mucuna Preta 50 60-80 120-150 verão
continua

59
Regiões Espécie Espaçamento Quantidade Manejo ou Estação
entre linhas (cm) sementes (kg/ha) Corte (dias)

Nordeste Mucuna Cinza 50 60-90 120-150 verão


Mucuna Anã 50 80-100 80-100 verão
Crotolária juncea 25 40 120-140 verão
Crotolaria mucronata 25 40 140-160 verão
Crotolaria grantiana 25 40 140-160 verão
Crotolaria spectabilis 25 40 130-150 verão
Guandu 50 50 140-160 verão

Sul Aveia Preta 20 60 120-140 inverno


Centro Sul Tremoço Azul 20-35 70-100 100-140 inverno
Sudeste Serradela 20 30 120-180 inverno
Sudoeste Ervilhaca comum 20 80 120-150 inverno
Ervilhaca peluda 20 60-80 120-180 inverno
Nabo forrageiro 20 20 100-120 inverno
Chícharo 20 120 90-120 inverno
Mucuna Preta 50 60-80 120-150 verão
Mucuna Cinza 50 60-90 120-150 verão
Mucuna Anã 50 80-100 80-100 verão
Crotolaria juncea 25 40 120-140 verão
Crotolaria mucronata 25 40 140-160 verão
Crotolaria grantiana 25 40 140-160 verão
Crotolaria spectabilis 25 40 130-150 verão
Guandu 50 50 140-160 verão

Fonte: Manual Técnico do Subprograma de Manejo e Conservação do Solo, 2a ed. Curitiba, 1994. 372 p.

60
A época ideal de semeadura para os adubos verdes de Tabela 13. Fixação biológica de nitrogênio por leguminosas
inverno é março, podendo se estender até maio. Na região recomendadas como adubos verdes.
Centro-Sul e Sul, pode-se plantar até no mês de junho. Leguminosas N (kg/ha/ano)
As espécies de verão devem ser plantadas em setembro/ Crotalária (Crotalaria juncea L.) 150-165
Ervilhaca comum (Vicia sativa) 90
outubro, podendo estender-se até início de janeiro.
Ervilhaca peluda (Vicia vilhosa) 110-184
Guandu (Cajanus cajan) 41-90
Mucuna preta (Stizolobium aterrinum) 157
Tremoço (Lupinus sp) 128
Fonte: Adubação verde no sul do Brasil - RJ - AS - PTA, 1992.

Tabela 14. Composição química de adubos verdes recomendados para o Estado do Paraná.
Espécie Nutrientes Proteína Relação Nutrientes
(% matéria seca) (mg/dm3)
Inverno N P K Ca Mg C % C/N Cu Zn Mn
Aveia preta 1,65 0,10 1,60 0,25 0,17 59,8 10,31 36,25 11 7 102
Chícharo 3,19 0,15 3,00 0,79 0,35 38,7 19,93 12,13 29 11 70
Ervilhaca comum 2,02 0,13 2,10 0,86 0,27 37,6 12,62 18,62 24 9 87
Ervilhaca peluda 1,88 0,10 2,30 0,44 0,20 35,1 11,75 18,65 26 9 61
Nabo forrageiro néris 3,66 0,30 9,50 1,51 0,54 43,1 22,87 11,76 53 7 68
Nabo forrageiro silet. 2,96 0,19 3,90 2,15 0,95 34,4 18,50 11,62 49 8 84
Serradela 1,79 0,14 3,55 1,10 0,45 40,1 11,18 22,43 59 13 97
Tremoço azul amargo 1,39 0,07 2,40 0,46 0,35 26,9 8,68 19,40 24 13 230
Tremoço azul doce 2,28 0,10 1,75 0,59 0,42 37,8 14,25 16,61 32 16 147
Verão N P K Ca Mg C % C/N Cu Zn Mn
Crotalaria mucronata 3,43 0,09 2,30 1,32 0,47 53,7 - 15,65 13 35 111
Crotalaria spectabilis 2,17 0,09 1,59 0,43 0,37 50,8 - 23,42 8 23 126
Guandu 2,61 0,14 2,61 1,79 0,45 56,3 - 21,57 7 22 87
Mucuna anã 3,10 0,19 4,49 2,14 0,65 50,8 - 16,39 9 85 179
Mucuna preta 2,49 0,13 1,40 1,17 0,27 52,1 - 21,06 14 29 174
Obs.: Toda fitomassa (parte aérea) foi coletada na fase de pleno florescimento. No Nabo forragerio néris, além da fitomassa, foram coletados também os tubérculos.
Fonte: Adubação verde no sul do Brasil. RJ - AS - PTA, 1992.

61
10.4.2.2. Adubação mineral
10.4.2.2.1. Fertilizantes nitrogenados
As principais fontes são a uréia, sulfato de amônio e nitrato Assim, considerando os aspectos custos, lixiviação e volatili-
de amônio (Tabela 15). No início do ciclo da cultura, devem-se zação, é recomendável, a partir do máximo desenvolvimento
usar formas amoniacais, que são melhor aproveitadas por plantas vegetativo ou do início da floração, que haja um balanço entre
jovens, ou amídicas, que são transformadas no solo para amônio, as formas nítrica e amídica ou amoniacal, podendo-se aplicar
como o MAP e a uréia. uma combinação de 30 a 65% do N na forma nítrica e o restante
A partir do florescimento, as formas nítricas são mais pron- na forma amídica (uréia), que é o fertilizante de menor custo por
tamente absorvidas e translocadas para a parte aérea da planta. unidade de nitrogênio.

Tabela 15. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contêm nitrogênio.
Teores dos Nutrientes Equivalente Índice
Fonte* N P2O5 Ca2+
Mg 2+
S CaCO3** Salino***
% % % % % kg
Uréia 45 - - - - -84 75
Sulfato amônio 20 - - - 24 -110 69
Nitrocálcio 21 - 5 3 - -28 61
Fosfato monoamônico (MAP) 9 48 - - - -65 30
Fosfato diamônico (DAP) 16 45 - - - -70 34
Nitrato de sódio 16 - - - - +29 100
Cianamida de cálcio 18 - 38 - - +51 -
Nitrato de cálcio 14 - 19 - - +19 65
Amônia anidra 82 - - - - -148 47
Nitrato de amônia 32 - - - - -58 105
Cloreto de amônia 25 - - - - -140 -
* Todas as fontes são solúveis em água
** Equivalente CaCO3 : (sinal -) kg de carbonatos necessários para neutralizar a acidez provocada por 100 kg de adubo, (sinal +) alcalinidade
equivalente.
*** Índice salino: tendência para aumentar a pressão osmótica da solução do solo, em números relativos.
Fonte: Citado Raij. 1991.

62
10.4.2.2.2. Fertilizantes fosfatados rem mais caros, deve-se levar em conta o preço do kg de P para
Os fertilizantes fosfatados apresentam diversidades quanto sua recomendação.
à origem, características físico-químicas e a solubilidade (Tabela Os fosfatos naturais sedimentares ou reativos são de boa
16). Os superfosfatos triplo, simples e de amônio (MAP e DAP) eficiência, sendo recomendado seu uso numa relação de preço
são fontes recomendadas na adubação de manutenção em de 0,7 em relação à fonte solúvel mais barata. Desaconselha-se
olerícolas. Em muitos casos são usados os termofosfatos com o uso dos fosfatos naturais nacionais em olerícolas pela dificul-
resultados equivalentes aos fosfatos solúveis em água. Por se- dades de solubilização.

Tabela 16. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contém fósforo
Teores de Nutrientes - %
P2O5
Fonte CNA Ácido CaO* Ca2+ MgO S N Índice
Total + Cítrico Água salino
Água 2%
Superfosfato simples 18,5 18 18 16 28 18 - 10 - 8
Superfosfato tríplo 41,5 41 41 37 17-20 12-14 - 1 - 10
Fosfato monoamônio (MAP) 48,5 48 44 - - - - - 9 30
Fosfato diamônio (DAP) 45,5 45 45 42 - - - - 16 34
Termofosfato Yorin 18 - 16,5 - 28 20 15 - - -
Fosfato Reativo Arad 33 6 10,5 - 52 37 0,12 1 - -
Fosfato Reativo Marrocos Daoui 32 - 9 - 52 36 0,5 - - -
Fosfato Reativo Gafsa 29 - 10 - 45 32 0,9 3,2 - -
Fosfato Natural Patos de Minas 24 - 5 - 28 20 - - - -
Escória de Thomas 18,5 - 12 - 44,5 32 - - - -
Ácido Fosfórico (H3PO4) 52 51 - 50 - - - - - -
Multifosfato Magnesiano (MFM) - 18 - - - 18 3,5 11 - -
Obs.: os números em negrito são garantia mínima legal e serão utilizados nos cálculos da fosfatagem.
* nem todas as fontes contém a forma CaO. A equivalência em Ca, foi obtida a partir da conversão do Ca2+
Fone: Citado Raij, 1991.

63
10.4.2.2.3. Fertilizantes potássicos

Os principais adubos potássicos utilizados são o cloreto e o


sulfato de potássio (Tabela 17), que devem ser evitados em solos
sob condições favoráveis à salinização como no cultivo em casas
de vegetação. Plantas com deficiência de K produzem frutos
de pior qualidade, com menor teor de sólidos solúveis e mais
azedos, com maturação desuniforme, ocos e com manchas es-
verdeadas na parte basal, o que também prejudica a maturação.

Tabela 17. Garantia mínima dos principais fertilizantes que contêm potássio

Teores dos Nutrientes Equivalente Índice


Fonte K2O MgO S Cl N CaCO3* Salino**
% % % % %
Cloreto potássio 58 - - 45 - - 118
Sulfato potássio 58-52 1,2 15-18 - - - 46
Sulfato potássio e magnésio 22 18 22 2,5 - - 43
Nitrato potássio 44 - - - 13 +26 43
Cinzas madeira 5 2 - - - + -
* Equivalente CaCO3 : (sinal +) alcalinidade equivalente, provocada por 100 kg do produto.
** Índice salino: tendência para aumentar a pressão osmódica da solução do solo em números relativos.
Fonte: Citado Raij, 1991.

64
11. CULTIVARES RECOMENDADAS PARA O PARANÁ
Eng. Agr. Iniberto Hamerschmidt, Especialista em Olericultura pela UFV, Coordenador Estadual de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Central
Eng. Agr. José Luiz Bortolossi, Especialista em Olericultura pela UFV, Extensionista Municipal, Instituto Emater - Cascavel

Tabela 18. Cultivares recomendadas para o Paraná


CULTURA CULTIVARES DE PRIMAVERA/ VERÃO CULTIVARES DE OUTONO/ INVERNO
Abobrinha Agosto/novembro
Tipo menina (de pescoço):
Híb. Vitória, Híb. Sandy F1, Daiane, Menina Brasileira,
Tronco Redonda Verde, Piramoita, Princesa
Tipo Italiana:
Híbs. Clarinda, Novita Plus, Samira, Corona, PX13067051
e Clarita F1, Caserta
Tipo Japonesa:
Tetsukabuto, Tetsukabuto N°12 e N°13, Takayama, Tokita,
Suprema, Tirimen, Takii
Abóbora moranga:
Exposição, Alice, Coroa
Abóbora Seca:
Mini Paulista, Jacarezinho, Carioca, Goianinha, H. Bárbara
Agrião d’água Serra Calixto, Terra Seca, Apimentado, Agrião da Terra,
Folha Larga, Gigante Redondo
Alface Crespa Agosto/março. Março/agosto.
Verônica,Vera, Gisele, Vanda, Isabela, Camila, Vera, Simpson Elite, Gisele, Vanda,
Solaris, Veneranda, Amanda, Malice, Jullie, Brida, Pira Verde, 4 Estações (roxa), Malice, Jullie, Brida, Pira Verde,
Crocante SVR 2005, Mariane, Vanessa, Thaís Crocante SVR 2005, Mariane, Vanessa, Thaís, Inaiá
Alface Lisa Elisa, Lídia, Regina, Stella, Monalisa Elisa, 4 Estações (roxa), Branca de Boston,
Stella, Monalisa
Alface Americana Lucy Brown, Raider Plus, Mayara, Mauren, Amélia, Lucy Brown, Tainá, Luana, Mauren, Rafaela, Gloriosa,
Iron Wood, Lenita Tereza, Amélia, Jessica Grace
continua

65
CULTURA CULTIVARES DE PRIMAVERA/ VERÃO CULTIVARES DE OUTONO/ INVERNO
Alface Roxa Red Star, Lolita, Rubra, Vanessa roxa, Roxane, Scarlet, Red Star, Lolita, Rubra, Vanessa roxa, Roxane, Scarlet,
Banchu Red Fire, Maíra (mimosa), Pira 63 (Pira roxa) e Banchu Red Fire, Maíra (mimosa), Pira 63 (Pira roxa) e
Pira 72 (Belíssima) Pira 72 (Belíssima)
Alho Gigante Roxão, Gigante Lavínia, Quitéria, Caçador, Caçapa-
va, Chonan, Tupamaro, Chinês,Gigante Roxo, Contestado
Almeirão Pão-de-açúcar, Catalonha, Folha Larga, Branco Pão-de-açúcar, Catalonha, Folha Larga, Branco
Mandioquinha Salsa Amarela de Carandaí, Senador Amaral
Beterraba Boro F1, Rubia F1, Itapuã, Cabernet F1 Março/outubro
Tall Top Early Wonder, Green Top Bunching,
Early Wonder 2000, Híb. Kestrel, Boro F1
Brócolis Agosto/fevereiro Março/julho
Ramoso Piracicaba, Ramoso, Piracicaba Precoce De cabeça única:
De cabeça única: BRs 68 Legacy, BRO 68, Domador
Híbrido F1, Marathon (clima ameno), Avenger F1,
Flórida F1.
Ramoso: Ramoso Santana, Ramoso Brasília

Cebola Alfa Tropical, Alfa São Francisco Super precoce (EPAGRI 363), Sprint (Super precoce),
Bola Precoce, Aurora, Predator, Perfecta, Soberana,
Alvorada, Rainha, Dourada, Safira, Crioula,
Catarina, Montana, Salto Grande, Bela Catarina, Bela
Dura, Bela Vista, Sírius, BR-25, BR-27.
Cenoura Agosto/feveveiro Março/julho
Brasília, Alvorada, Nantes, Forto, Tiger, Tall Top, Nantesa
Esplanada, Juliana, Carandaí Shinkuroda, Nova Kuroda, Kuronan (Plantio primavera)

Couve Chinesa Mágica H. Hatsukaze, H. Satokaze, Komachi,


H. Hatsuharu, H. Kingdon-65, Kioto n.3, Sunkei

Couve Comum (Manteiga) Manteiga portuguesa, ManteigaGeorgia Manteiga portuguesa, Manteiga Georgia
continua

66
CULTURA CULTIVARES DE PRIMAVERA/ VERÃO CULTIVARES DE OUTONO/ INVERNO
Couve Flor Sharon, Summer Streak (ago/nov) Yuki e Casa Blanca (abri/jun), Hib. Symphony,
Bromus (fev-mai) Hib. Orello, Hib. Arezzo, Hib. Florença,
Revolution (fev-jun) Claire (abri/maio), Bônus(abri/jun), Barcelona,
Verona 284 (ago a out) Lisblank, Silver Streak Plus, Híb. Sharon
Veneza, Sarah, Barcelona, Luna(fev-maio), Lisvera, Summer Steak (Prim-início verão)
Espinafre da Nova Zelândia Nova Zelândia
Espinafre Híbrido Oracle, Hibrído Marutsubu, Tohkai Jiromaru, Hibrído Oracle, Viroflay, Hibrído
Marutsubu, Tohkai
Ervilha Torta de Flor Roxa (vagem e grão), Tsuruga
(vagem), IAPAR 74 (grão), Nº 40 (grão), Triofim (grão)
Feijão Vagem Trepadores:
Macarrão: Favorito, Atibaia, Itatiba, Preferido, Trepador,
HX 10093000
Manteiga: Namorada Atibaia, Senhorita, Talharim,
Terezópolis, Maravilha.
Determinados: AF 274, Amarelo Baixo, Bus blue lake, Nápoli
Melancia Fairfax, Charleston Gray, Omaru Yamato, Yamato Gigante, Congo,
Crinson Sweet, Crinson Glory, Rubi AG 08, Esmeralda, Hib.
Madera, Mirage, Sunshade, Jubilee II, Pérola, Shadow, Tiffany,
Elisa, Olimpia e Nova (hib. sem semente)

Milho Doce Doce Tropical, Tropical Plus, Super Doce, Super Doce
Hawaí, Doce Cristal, Doce de Ouro BR 401, Doce Mel, Lili, Hib.
Ag 1051, Ag 162, Asteca M 3
Melão Sunrise, Nero, Bônus nº 2, Gold Mine, Eldorado 300, Rock, Favo,
Louro, Dourado, Manchado, Tendency, Florentino, Cantaloupe

Morango Chandler, Tudla Milsei, Gaivota, Sweet Charlie, Pacífico, Oso


Grande, Camarosa, Seascape, Aromas, Albion, Festival,
Diamante, Ventana, Camino Real
continua

67
CULTURA CULTIVARES DE PRIMAVERA/ VERÃO CULTIVARES DE OUTONO/ INVERNO
Pepino Tipo mesa Aodai Melhorado, Nazaré, Vitória, Centurion, Comet lmproved,
(frutos verde-escuros e Dasher11, General Lee, Ginga, Hikari, lgarap, Jóia, Kawaií, Loretta,
casca lisa) Midori, Monarch, Nagori, Primepack Plus, Poinsett 76, Raider,
Revenue, Rio Verde, Runner, Safira, Sassy, Sol Verde e Frontera
(partenocárpicos), Sprint, Supremo, Vitória, Zapata
Pepino Tipo Caipira AG-221, AG-370, Blitz, Branco Colonizo, CaipiraVerde,
(Frutos Verde-claros, estrias Colonizo, Flurry, lmperial 11, Lusia, Nobre, Panorama,
brancas e casca lisa) Pérola, Premier, Prêmio, Rubi, Safira, Shibata, Super
Colonião, Score, Freguês.
Pepino Tipo Japonês Ancor-8, Flecha, Hokioku-2, Hokushin, Hyuma,
(Frutos verde-escuros brilhantes, Japonesinha, Kouki F1, Nankyoku, Nanshin, Nikkey,
finos e alongados) Rensei, Seriki, Soudai, Summer Green B, SummerTop,
Super Hokyuku, Top Green, Tsubasa, Tsukuba,Yoshinari
Pepino Tipo indústria Ájax, Armada, Blitz, Brine Time, Calipso, Colônia, Cross
(conserva) Country, Donja, Eureka, Fancypak, Flurry, Ginga, Guaíra,
Indaial, ltapema, Levina, Marinda, Navigator, Pik-Rite,
Premier, Prêmio, Primepak, Podium, Regal, Royal,
Supremo, Transamérica, Triple Crown, Vlasset, Wisconsin.
Pimentão Ago/ Jan. Máximus, P36R, Cascadura Ikeda, Supremo,
Marta R, Magali, Amanda, Magda, Hulk, Yolo Wonder
(quadrado), Línea R F1 e Zarco (Amarelos),
Sileno F1 (Vermelho intenso quando maduro)
Oranjela (laranja), Eppo (amarelo), Elisa (vermelho),
Dhara( Vermelho) Amanda (amarelo)
Rabanete Oakamaru, Fuego, Comprido Branco, Comprido Oakamaru, Fuego, Comprido Branco, Comprido
Vermelho, Híbrido Ovos Páscoa, Early Scarlet, Crison Vermelho, Híbrido Ovos Páscoa, Early Scarlet,
Gigante, Comet, Redondo Vermelho, Saxa, Ponta Branca, Crison Gigante, Comet, Redondo Vermelho, Saxa,
Akamaru, Scarlet Globe, Mercury, Nº 19, Nº 25, Ricardo, Genius. Ponta Branca, Akamaru, Scarlet Globe
Rábano Minowase, Miyashige, Shogoim, Kazusa Natsumi- Minowase, Miyashige, Shogoim, Kazusa Natsumi-
Noware, Motohashi-Keiminowase, Omny Noware, Motohashi-Keiminowase, Omny
continua

68
CULTURA CULTIVARES DE PRIMAVERA/ VERÃO CULTIVARES DE OUTONO/ INVERNO
Repolho Agosto/novembro Março a Julho
Astrus plus, Blue dinasty, Green valley, Fuyotoyo, Astrus Plus, Fuyotoyo, hib. YR Rampo, Fenix
Saiko, Saturno, Fenix. Coração de boi gigante,
Repolho Roxo: H.Red ball, Red Jewl, Red Dinasty
Rúcula Cultivada Cultivada
Salsa Lisa Preferida, Graúda Portuguesa, Crespa Decora Lisa Preferida, Graúda Portuguesa, Crespa Decora
Tomate Tipo Salada: Olympo, Grandeur, Supremo. Plantio apenas em estufas
Tipo Salada Longa Vida:
Hibs. Paron, Alambra, Bonna, Ivety, Ibatã, Nathalia
Styllus, Fanny, Tyler, Império e Dominador, Lenda.
Tipo Santa Cruz: Débora Plus, Kyndio, Ellus
Tipo Italiano: Hibs. Super Puma, Giuliana, San Vito,
Pizzadoro, Cordillera, Andréa, Netuno, Saturno, Plutão,
Saladete, Colibri, Tyana, Rosana e San Marzano
Tipo Cereja:
Tio Chico (variedade), Cascade, Carolina, Pori, Cupido
Tipo Indústria: Viradoro
Mini Tomates (oblongos): Dimple, Sweetelle, Picolo
PRINCIPAIS EMPRESAS PRODUTORAS DE SEMENTES DE HORTALIÇAS
NOME DA EMPRESA SITE TELEFONE
1-Sakata Seed Sudamerica Ltda www.sakata.com.br
2-Seminis (Monsanto) www.seminis.com.br
3-Bejo Sementes do Brasil Ltda www.bejo.com.br 11-3301.5480
4-Clause www.clausebrasil.com.br 19-3213-0720
5-Agristar do Br. Ltda (Top Seed) www.agristar.com.br 24-2222.9000
6-Feltrin Sementes www.sementesfeltrin.com.br 0800-701.1833
7-Isla Sementes(Conv. e Org.) www.isla.com.br 51-2136-6600
8-Takii do Brasil www.takii.com.br 11-4195.2688
9-Eagle Sementes (BHN Seed) www.eaglesementes.com.br 34-3217.3110
10-Rogers Sementes (Syngenta) www.syntinela.com.br 0800-704.4304
11-Agrocinco www.agrocinco.com.br 19-9118.9731
12-Nunhems do Br. Ltda (Bayer) www.nunhems.com.br 19-3236.9500
13-Horticeres www.horticeres.com.br 41-3266-0131 (Tecseed-PR)
14-Bionatur Sementes Agroecol. www.bionatur.com.br 53-3503-1261

69
12. ÉPOCAS DE PLANTIO, DENSIDADE E CICLO DAS CULTURAS
Eng. Agr. Iniberto Hamerschmidt, Especialista em Olericultura pela UFV,
Coordenador Estadual de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Central

Através da Tabela 19 são contempladas, por espécies, as diferentes épocas de plantio/semeadura, indicando ainda o número
de plantas/ha ou covas/ha, espaçamento, quantidade de sementes/ha, ciclo das culturas e produividade média do Pananá.
Tabela 19. Época de plantio, densidade e ciclo das culturas
Cultura Época Plantio/ No Plantas Semeadura Espaçamento Sementes Ciclo Médio Produtividade
semeadura Covas/ha Plantio Médio (m) (Unid/ha) Dias (kg/ha)
Abóbora Ago/Dez 1.666 Direto/covas 3,00 x 2,00 0,6 kg - 1,5 kg 90 a 150 18.119
Abobrinha Ago/Dez 10.400 Direto/covas 1,20 x 0,70 2,6 a 6,0 kg 45 a 60 17.816
Agrião Mar/Ago 175.000 Sementeira 0,20 x 0,20 200 g 60 a70 15.500
Aipim Set/Nov 20.000 Direto 1,00 x 0,50 20.000 manivas 180 19.464
Alface Ano Todo 77.700 Sementeira/Direto 0,30 x 0,30 0,2 a 0,6 kg 60 a 80 19.944
Alho Abr/Mai eJun/Jul 260.000 Direto 0,30 x 0,10 700 kg 110 a 150 4.334
Almeirão Mar/Ago 155.000 Direto 0,30 x 0,15 1,5 kg - 2,7 kg 60 a 80 35.000
Batata-doce Ago/Nov 30.000 Viveiro 0,80 a 0,40 30.000 ramas 140 a 170 18.959
Mandioquinha Salsa Mai/Out 32.000 Direto/Viveiro 0,70 x 0,40 32.000 rebentos 330 a 360 11.612
Berinjela Ago/Nov 8.930 Sementeira 1,40 x 0,80 100 a 200 g 110 a 140 26.615
Beterraba Ano Todo 280.000 Direto/Sementeira 0,25 x 0,10 8-10kg/4,0-4,5kg 60 a 70 27.006
Cebola Mar/Jul 333.000 Sementeira 0,30 x 0,10 1,5 a 2,0 kg 150 a 170 17.740
Cenoura Ano Todo 933.333 Direto 0,15 x 0,05 2,5 kg 80 a 120 29.642
Chuchu Ago/Nov 278 Direto 6,00 x 6,00 834 unidades 80 a 110 38.909
Couve-brócoli Ano Todo 20.000 Sementeira 1,00 x 0,50 150 a 250 80 a 90 18.000
continua

70
Cultura Época Plantio No Plantas Semeadura Espaçamento Sementes Ciclo Médio Produtividade
semeadura-Sul Covas/ha Plantio Médio (m) (Unid/ha) Dias (kg/ha)
Couve-chinesa Mar/Mai 42.000 Sementeira 0,80 x 0,30 250 a 400 60 a 70 22.000
Couve-comum Mar/Mai 25.000 Sementeira 1,00 x 0,40 260 a 360g 80 a 100 4.800
Couve-flor Ano Todo 27.700 Sementeira 0,60 x 0,60 100 a 250g 80 a 120 27.700
Espinafre Nova Z Ago/Nov 58.300 Sementeira/direto 0,40 x 0,30 9 - 11 kg 70 a 80 25.000
Espinafre Mar/Mai 470.000 Direto 0,30 x 0,05 8 a 13 kg 30 25.000
Ervilha Vagem Mar/Jun 25.000 Direto 1,00 x 0,40 12 a 16 kg 60 2.000
Ervilha de grão Mar/Jun 80.000 Direto 0,50 x 0,25 80 a 160 kg 95 1.500
Feijão vagem Ago/Dez 20.000 Direto 1,00 x 0,50 13 a 20 kg 50 a 70 14.929
Melancia Set/Nov 2.500 Direto/Bandeja 2,00 x 2,00 0,40 - 0,80 kg 85 a 95 27.447
Melão Out/Fev 5.000 Direto 2,00 x 1,00 0,3 - 0,9 kg 60 a 80 27.500
Milho Doce Jun/Nov 62.500 Direto 0,80 x 0,20 10 kg 80 a 100 7.654
Morango Mar/Abr 63.000 Viveiro 0,30 x 0,30 63.000 80 a 100 26.879
Pepino Ago/Dez 13.800 Direto 1,20 x 0,60 1,8 a 4,0 kg 40 a 60 23.135
Pimentão Ago/Dez 18.000 Sementeira 1,00 a 0,40 400 a 500 g 100 a 120 36.144
Rabanete Abr/Nov 700.000 Direto 0,20 a 0,05 10 a 13 kg 22 a 30 16.390
Rábano Fev/Jun 87.500 Direto 0,40 x 0,20 250 g 45 a 60 7.500
Repolho Ano Todo 62.500 Sementeira 0,40 x 0,40 180 a 300 g 100 a 120 44.000
Rúcula Abr/Nov 470.000 Direto 0,30 x 0,05 1,5 - 2,5 kg 40 a 50 4.500
Salsa Abr/Nov 280.000 Direto 0,25 x 0,10 3 - 4,5 kg 60 a 70 16.728
Tomate Safrão Ago/Nov 11.200 Sementeira 1,20 x 0,60 100 a 200 g 95 a 110 63.561
Tomate Safrinha Jan/Fev - - - - - -
Fonte:- Revistas de Sementes de Hortaliças; - Manual de Olericultura - 5 edição 1997;- Comparativo da Produção x Consumo das Principais
a

Hortaliças produzidas no Paraná; - Manual de Olericultura Orgânica - 2012


Obs.: - Para culturas plantadas em canteiros, considerar área útil de 7.000 m2/ha.
- As mudas de sementeira poderão ser adquiridas de viveiristas especializados.

71
13. TRATOS CULTURAIS
Eng. Agr. José Américo Righetto, Coordenador Regional de Olericultura,
Instituto Emater - Unidade Regional Curitiba

Os principais tratos culturias das hortaliças são: b) Controle de ervas daninhas


Os principais métodos para o controle de ervas daninhas são:
a) Desbaste
É feito para propiciar um melhor desenvolvimento à planta Erradicação - Consiste na eliminação completa de todas as
que fica no solo e, portanto, melhorando o padrão para a co- partes da erva daninha que seriam capacazes de dar origem a
mercialização. uma nova planta.

Abobrinha - Quando as plantas apresentarem 2 a 3 folhas de- A eliminação da parte vegetativa, em geral, é mais simples que a
finitivas, deve-se deixar apenas as duas melhores em cada cova. eliminação das sementes, por causa da dormência, quantidade
e tamanho reduzido das mesmas.
Beterraba - Quando as plantas apresentarem 5 cm de altura
(mais ou menos 25 a 30 dias de ciclo) faz-se a retirada das A erradicação de uma espécie só será viável quando ela for
plantas em excesso para deixar as que ficam no espaçamento recém-introduzida na área e por esta razão ocupar apenas parte
recomendado. do terreno (reboleiras).

Cenoura - 20 dias após a germinação fazer o primeiro desbaste. Prevenção - Consiste em adotar determinadas medidas, para
O segundo deve ser feito aos 40 dias, deixando-se um espaça- evitar a introdução de uma espécie onde ainda não existe.
mento de 5 cm entre cada planta.
Usar sementes com pureza varietal, limpar as máquinas e im-
Feijão Vagem - 10 a 20 dias após a germinação, retira-se as plementos, inspecionar as mudas com torrão e verificar também
plantas mais fracas e deixa-se 2 plantas por cova. os locais onde são adquiridos o adubo orgânico (principal-
mente esterco de curral), além de inspecionar a água de irriga-
Pepino - Deve ser feito quando as plantas apresentarem 2 a 3
ção.
folhas definitivas. No pepino rasteiro devem permanecer as 2
melhores plantas em cada cova e no estaqueado deve perma- Estas medidas dificultam a entrada de ervas daninhas de difícil
necer apenas 1 planta. controle, como a “tiririca”.

72
Controle - Consiste em reduzir a competição das espécies de O parasita deve ser altamente específico pois, não deve, de-
ervas daninhas com as culturas, até que se atinja o nível no qual pois de eliminar ou reduzir o seu hospedeiro, parasistar outras
o controle tem o mesmo custo das perdas causadas pela compe- espécies.
tição. O nível do controle depende da capacidade competitiva
Controle Mecânico - O controle mecânico pode ser executado
da cultura, além de vários outros fatores como: período crítico
de várias formas, como os exemplos a seguir:
de competição, espécies de ervas predominantes, condições
edafoclimáticas. - Manual: O controle manual de ervas daninhas é viável apenas
em sementeiras, viveiros e de produção de mudas e para
Os principais métodos de controle são: complementação dos cultivos feitos com enxada, sacho ou
Controle Cultural - Consiste em usar as próprias caracterísitcas cultivadores.
ecológicas das culturas e das ervas daninhas, visando beneficiar - Ferramentas (enxada, sacho): O cultivo usando-se enxadas é
o estabelecimento e desenvolvimento das culturas. ainda o mais utilizado na olericultura e apresenta um alcance
social, no emprego de mão-de-obra.
Exemplos:
- Cultivadores: O emprego de cultivadores só é permitido para
- Escolha de espécies e variedades agrícolas bem adaptadas às aquelas hortaliças com espaçamento apropriado para este
condições de clima e solo. tipo de operação.
- Uso de sementes de boa qualidade (pureza, germinação e
A utilização de cultivadores associados ao uso de herbicidas ou
vigor).
enxada ou cobertura morta são, em muitas situações, os meios
- Fazer semeadura na época correta.
mais econômicos e eficazes no controle de ervas daninhas.
- Usar população mais adequada para as diferentes espécies e
variedades. Neste caso os herbicidas ou a enxada ou a cobertura são utili-
- Fazer rotação de cultura, alternando espécies de características zados na faixa sobre as fileiras das plantas e o cultivador entre
morfológicas e fisiológicas bem diferenciadas. as fileiras da cultura.
Controle Biológico - Consiste no uso de inimigos naturais ca- A seguir, citamos algumas olerícolas que permitem o uso de
pazes de parasitar as ervas daninhas, reduzindo sua capacidade microtrator ou da enxada para:
de competir com a cultura.
- Capinas até, no máximo, 20 dias após a semeadura: alho,
Vários organismos podem ser utilizados para este fim, como, abobrinha, batata-doce, pepino, pimentão, tomate, repolho
vírus, fungos, bactérias e insetos. e couve-flor.

73
- Capinas até 15 dias após a semeadura: cenoura. A cobertura deve ser com plástico preto e tem sido mais utili-
- Capinas até 25 dias após a semeadura: beterraba. zada na cultura de morango, enquanto que a cobertura com
- Capinas até 30 dias após a semeadura: feijão vagem. palhas tem sido usada para a cultura do alho, principalmente
- Cobertura Morta (plástico ou vegetal): a cobertura morta em pequenas áreas.
feita com emprego de plástico ou material vegetal controla as Controle Químico - O controle químico de plantas daninhas
plantas daninhas pelo impedimento de incidência direta da consiste no uso de produtos químicos, objetivando eliminar ou
luz sobre a superfície do solo. reduzir o desenvolvimento das ervas.

b.1) Herbicidas recomendados em Olericultura - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento -


Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins/DFIA/DAS
Eng. Agr. Nilson Roberto Ladeia Carvalho, Especialista em Olericultura pela UFV,
Coordenador Macrorregional Norte de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Regional Londrina

Tabela 20. Herbicidas Recomendados


Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações
Alface Fluasifope-P-butílico Até 8 folhas - 0,5 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais Aplicar em área total, observando o estágio
(1) 2-4 perfilhos - 0,75 l/ha e perenes de crescimento das ervas.
Fenoxaprope - P - 0,75 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e Pós emergência da cultura e com as
etílico (2) perenes gramíneas no estágio de 2 a 4 perfilhos.
Em única aplicação.
Glufosinato - sal de 1,5 a 2,0 l/ ha + 0,7 l/ha Pós-emergência Caruru, Picão branco, Aplicar em pós-emergência das plantas
amônio (3) de espalhante adesivo Erva de Passarinho, daninhas, protegendo a planta de alface
Erva de Bicho, Serralha, com copinhos plásticos (sistema de
Soliva copinhos), quando as plantas daninhas
estiverem com 2 a 4 folhas. Recomenda-se
uma única aplicação por ciclo da cultura.
Para controle de Soliva utilizar a dosagem
de 2,0 l/ha.
continua

74
Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações
Alho Pendimetalina (4) Solo leve - 2,0 a 2,5 l/ha Pré-emergência Gramíneas anuais e Aplicar o produto sobre solo bem preparado
Solo médio - 2,5 a 3 l/ha algumas folhas largas na hora do plantio, ou logo após, porém
Solo pesado - 3 a 3,5 l/ha sempre antes da germinação das ervas.

Linurom (5) 1,6 a 1,8 l/ha Pós-emergência Algumas gramíneas e Aplicar até 3 semanas após a emergência
folhas largas anuais da cultura.
Oxadiazona (6) 3,0 a 4,0 l/ha Pós-plantio Gramíneas e Aplicar após o plantio do alho. Em solos
pré-emergência Dicotiledôneas leves pode-se usar 3 litros.
e emergência
das ervas
Trifluralina (7) Solo leve - 1,2 l/ha Pré-plantio Plantas daninhas de ciclo Aplicar e incorporar o produto ao solo
Solo médio - 1,8 l/ha incorporado anual, principalmente a uma profundidade de 5 a 10 cm dentro
Solo pesado - 2,4 l/ha gramíneas de no máximo 8 horas após a aplicação.

Flumioxazina (8) 120 a 180g/ha Pré-emergência Picão-preto, picão branco Fazer 1(uma) aplicação logo após a
da cultura e das e erva de passarinho semeadura, podendo se estender até
plantas infestantes. 2 dias após plantio, antes da emergência
das culturas e das plantas infestantes.
Cletodim (9) 0,4 a 0,45 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais A aplicação deve ser realizada uma vez
e perenes quando a maioria da sementeira das
gramíneas tiver germinado, podendo ser
feita em qualquer estádio de crescimento
da cultura, porém, antes do estabelecimento
da competição. Devem ser aplicados em gra-
míneas em fase ativa de crescimento, no caso
de gramíneas anuais no estádio de quatro
folhas até quatro perfilhos, e no caso de gra-
míneas perenes de 20 a 40 cm. As doses
maiores devem ser utilizadas para controlar as
plantas daninhas em estádio de crescimento
mais avançado. Não fazer aplicações onde
culturas de gramíneas possam ser atingidas.
continua

75
Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações
Alho Ioxinil (10) 1,0 a 2,0 l/ha Pós-emergência Folhas Largas Iniciar a aplicação com o alho acima de
(continuação) (precoce) 3 folhas, quando as plantas infestantes
estiverem na fase inicial de desenvolvimento,
em pós-emergência precoce, com 2 a 4
folhas. Recomenda-se uma única aplicação
por ciclo da cultura.

Mandioquinha Linurom (5) 1,0 l/ha Pós-emergência Nabo, Nabiça, Capim Nas aplicações em pós-emergência das
Salsa Marmelada plantas infestantes, as mesmas deverão
encontrar-se na fase inicial de desenvolvi-
mento e não ter mais do que 3 a 4 folhas,
sendo que no momento da aplicação,
também não deverão estar molhadas por
ocorrência de chuvas ou orvalhos.

Berinjela Trifluralina (7) Solo leve - 1,2 l/ha Pré-plantio Plantas daninhas de ciclo Aplicar e incorporar o poduto ao solo a
Solo médio - 1,8 l/ha incorporado anual, principalmente uma profundidade de 5 a 10 cm, dentro
Solo pesado - 2,4 l/ha gramíneas de no máximo 8 horas após a aplicação.

Beterraba Metamitrona 4,0 a 6,0kg/ha Pré e Caruru, Beldroega, Em tratamento pós-emergente, esperar 3
(triazinona) (11) Pós-emergência Fazendeiro,Losna-branca, dias entre a aplicação de Goltix e a de
Picão Branco fertilizantes líquidos. Quando o produto é
usado em pós-emergência, com adição de
adjuvante, induz o aparecimento de leve
fitotoxicidade inicial à cultura sob a forma
de queima das margens das folhas e leve
redução do crescimento das plantas, com
gradual e plena recuperação das mesmas.

Cebola Fluasifope-P- 0,5 A 0,75 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e Aplicar em área total, observando o estágio
butílico (1) perenes de crescimento das ervas.

Fenoxaprope - P 0,75kg/ha Pós-emergência Capim: marmelada, pé Aplicar num estágio entre 5 a 10cm da
etílico (2) de galinha e colchão cultura.
continua

76
Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações

Cebola Pendimetalina (4) Solo leve - 2,0 a 2,5 l/ha Pré-emergência Gramíneas anuais e Aplicar o poduto sobre solo bem preparado
(continuação) Solo médio - 2,5 a 3,0 l/ha algumas folhas largas na hora do plantio, ou logo após, porém
Solo pesado 3,0 a 3,5 l/ha sempre antes da germinação.

Linurom (5) 1,6 a 1,8 l/ha Pós-emergência Alumas gramíneas e Aplicar até 3 semanas após a emergência
folhas largas anuais da cultura.
Oxadiazona (6) 3,0 a 4,0 l/ha Pós-plantio, pré- Gramíneas e Aplicar após o plantio. Em solos leves
emergência e emer- Dicotiledôneas pode-se usar 3 litros.
gência das ervas
Trifluralina (7) Solo leve - 1,2 l/ha Pré-plantio Plantas daninhas de Aplicar e incorporar o produto ao solo a
Solo médio - 1,8 l/ha incorporado ciclo anual, principalmente uma profundidade de 5 a 10 cm, dentro
Solo pesado - 2,4 l/ha gramíneas de no máximo 8 horas após a aplicação.
Flumioxazina (8) 120 a 240g/ha Pré-emergência Capim Colchão, Erva Aplicar o produto sem adicionar qualquer
das Plantas de São João, Picão tipo de adjuvante ou espalhante à calda de
daninhas e Branco pulverização. Usar as menores doses em
Pós emergência solos arenosos (leves) e as maiores em
da cultura solos argilosos (pesados).
Cletodim (9) 0,4 a 0,45 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e A aplicação deve ser realizada uma vez
perenes quando a maioria da sementeira das
gramíneas tiver germinado, podendo ser
feita em qualquer estádio de crescimento da
cultura, porém, antes do estabelecimento da
competição. Devem ser aplicados em gramí-
neas em fase ativa de crescimento, no caso
de gramíneas anuais no estádio de quatro
folhas até quatro perfilhos, e no caso de
gramíneas perenes de 20 a 40 cm. As doses
maiores devem ser utilizadas para controlar as
plantas daninhas em estádio de crescimento
mais avançado. Não fazer aplicações onde
culturas de gramíneas possam ser atingidas.
continua

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Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações
Cebola Ioxinil (10) 1,0 l/ha Pós-emergência Erva de São João, Picão- Em lavoura de semeadura direta, aplicar
(continuação) (precoce das Preto, Picão Branco e com a cebola acima de 3 folhas. Em pós-
plantas daninhas) Beldroega emergência precoce, quando as mesmas
apresentarem de 2 a 4 folhas.
Em lavoura de transplante, aplicar após o
enraizamento da cebola e no início do
crescimento das plantas infestantes, em
pós-emergência precoce, quando as
mesmas apresentarem de 2 a 4 folhas.
Recomenda-se uma única aplicação por
ciclo da cultura.

Oxifluorfem (12) 0,5 l/ha Pré-emergência Capim pé-de-galinha Pulverizar em área total, em pós-plantio
das plantas Picão-branco (cebolas transplantadas) ou pós-
infestantes Beldroega emergência (semeadura direta) da cultura
Capim-carrapicho e em pré-emergência das plantas daninhas.

Quizalofope- P 1,2 1 2,0 l/ha Pós-emergência Capim margoso, Para um melhor controle das plantas
etílico (13) marmelada, e daninhas, aplicar o produto em pós-
pé-de-galinha emergência das plantas daninhas, quando
estas estiverem em pleno desenvolvimento
vegetativo e no máximo com 4 perfilhos.
Não há necessidade de adição de óleos ou
espalhante adesivo no momento da
aplicação do produto.
Cenoura Fluasifope- P 0,5 a 0,75 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e Aplicar em área total, observando o estágio
butílico (1) perenes de crescimento das ervas.

Fenoxaprope - P 0,75 kg/ha Pós-emergência Capim: marmelada, Aplicar num estágio entre 5 a 10 cm da
etílico (2) pé-de-galinha e colchão cultura.

Linuron (5) 1,6 a 2,2 l/ha Pós-emergência Algumas gramíneas e Aplicar até 3 semanas após a emergência
folhas largas anuais da cultura.
continua

78
Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações
Cenoura Trifluralina (7) Solo leve: 1,5 - 2,0 l/ha Pré-emergência e Gramíneas anuais e Caso não ocorram chuvas até 7 dias após
(continuação) Solo médio e Pré-plantio perenes a aplicação, recomenda-se reativar o
pesado: 3,0-4,0 l/ha Incorporado produto com uma leve incorporação a 2 cm,
utilizando-se uma grade de arrasto
totalmente travada ou uma capinadeira
rotativa de dentes (esta medida não se
aplica a hortaliças).

Cletodim (9) 0,35 a 0,45 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e A aplicação deve ser realizada uma vez
perenes quando a maioria da sementeira das
gramíneas tiver germinado, podendo ser
feita em qualquer estádio de crescimento
da cultura, porém, antes do estabelecimento
da competição. Devem ser aplicados em
gramíneas em fase ativa de crescimento,
no caso de gramíneas anuais no estádio de
quatro folhas até quatro perfilhos, e no caso
de gramíneas perenes de 20 a 40 cm. As
doses maiores devem ser utilizadas para
controlar as plantas daninhas em estádio
de crescimento mais avançado. Não fazer
aplicações onde culturas de gramíneas
possam ser atingidas.
Metam-sódico As dosagens recomenda- Pré-plantio Capim carrapicho, Este produto é um fumigante de solo usado
(isotiocianato de das são equivalentes à Trapoeraba e Caruru em pré-plantio, tem ação Fungicida,
metila) (14) proporção de 1.000 branco Nematicida e Herbicida. É indicado para o
litros por hectare, ou controle de fungos de solo, nematóides e
100 ml por metro quadrado. plantas daninhas que causam danos à
cenoura. É um líquido solúvel em água,
que após aplicação no solo é convertido em
um gás fumigante. Após um período
adequado de espera o gás se dissipa
deixando o solo pronto para plantio.
continua

79
Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações
Couve-flor Trifuralina (7) Solo leve 0 1,2 l/ha Pré-plantio Plantas daninhas de Aplicar e incorporar o produto ao solo
Solo médio - 1,8 l/ha incorporado ciclo anual, principal- a uma profundidade de 5 a 10 cm
Solo pesado - 2,4 l/ha mente gramíneas dentro de no máximo 8 horas após a
aplicação.
Couve Trifuralina (7) Solo leve - 1,2 l/ha Pré-plantio Plantas daninhas de ciclo Aplicar e incorporar o produto ao solo
Manteiga Solo médio - 1,8 l/ha incorporado anual, principalmente a uma profundidade de 5 a 10 cm
Solo pesado - 2,4 l/ha gramíneas dentro de no máximo 8 horas após a
aplicação.
Dicloreto de 1,5 a 2,0 l/ha Pós-emergência Algumas gramíneas e É um herbicida para aplicações em pós-
paraquate (15) folhas largas emergência das plantas infestantes, com
ação não-sistêmica (ação de contato).
A) Em jato dirigido em culturas
estabelecidas;
B) Em área total antes da semeadura, no
sistema de plantio direto;
C) Em dessecação de culturas.
Ervilha Fenoxaprope - P 0,75 l/ha Pós-emergência Capim colchão, Para o controle de gramíneas anuais, deve
etílico (2) pé-de-galinha e capim ser utilizado em única aplicação.
marmelada Aplicar num estágio entre 05 e 10 cm da
cultura.
Feijão- Trifluralina (7) Solo leve - 1,2 l/ha Pré-plantio Plantas daninhas de Aplicar e incorporar o produto ao solo
Vagem Solo médio - 1,8 l/ha incorporado ciclo anual, principalmente a uma profundidade de 5 a 10 cm,
Solo pesado - 2,4 l/ha gramíneas dentro de no máximo 8 horas após,
aplicação.
Mandioca Cletodim (9) 0,35 a 0,45 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e A aplicação deve ser realizada uma vez
(Aipim) perenes quando a maioria da sementeira das
gramíneas tiver germinado, podendo ser
feita em qualquer estádio de crescimento da
cultura, porém, antes do estabelecimento da
competição. Devem ser aplicados em gramí-
neas em fase ativa de crescimento, no caso
continua

80
Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações

Mandioca de gramíneas anuais no estádio de quatro


(Aipim) folhas até quatro perfilhos, e no caso de
(continuação) gramíneas perenes de 20 a 40 cm. As doses
maiores devem ser utilizadas para controlar as
plantas daninhas em estádio de crescimento
mais avançado. Não fazer aplicações onde
culturas de gramíneas possam ser atingidas.
Metribuzim (16) 0,75 a 1,0 l/ha Pré-emergência Folhas largas Aplicar logo após o plantio e antes do
nascimento das manivas.
Ametrina 2,0 a 3,0kg/ha Pré-emergência Gramíneas e folhas largas Deverá ser aplicado em torno de dois dias
(triazina) (17) após o plantio da cultura antes da emergên-
cia, em pré-emergência das plantas infestan-
tes. Poderá ser aplicado em pós-emergência
das plantas infestantes, porém, sempre antes
da emergência da cultura. Aplicar somente
uma vez durante o ciclo da cultura. Nas apli-
cações em pós-emergência adicionar espa-
lhante adesivo na dose recomendada pelo
fabricante.
Ametrina (triazina) 4,0 a 5,0 l/ha Pré/ Gramíneas e folhas largas Uma única aplicação é o suficinte. É um her-
+ Clomazona (18) Pós-emergência bicida indicado para aplicação em pós-plantio,
pré-emergente e/ou pós-emergente inicial (3 a
4 folhas, antes do perfilhamento). O solo deve
estar livre de torrões, previamente eliminados
por um bom preparo do solo pela gradagem.
Clomazona (19) 2,0 a 2,5 l/ha Pré-emergência Gramíneas e folhas largas Uma única aplicação é suficiente para con-
trolar as plantas infestantes indicadas.Pós-
plantio, pré-emergente em relação às plantas
infestantes e à cultura. O solo deve estar livre
de torrões, previamente eliminados por um
bom preparo do solo pela gradagem.
continua

81
Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações
Mandioca Isoxaflutol (20) 100 a 120g/ha Pré-emergência Capim colonião,Braquiária Aplicar na pré-emergência da cultura da
(Aipim) e pé-de-galinha, mandioca.
(continuação) Caruru

Morango Metam-sódico As dosagens recomenda- Pré-plantio Capim carrapicho, Este produto é um fumigante de solo usado
(isotiocianato de das são equivalentes à Trapoeraba e em pré-plantio, tem ação Fungicida,
metila) (14) proporção de 1.000 litros Caruru branco Nematicida e Herbicida. É indicado para o
por hectare, ou 100ml controle de fungos de solo, nematóides e
por metro quadrado plantas daninhas.
É um líquido solúvel em água, que
após aplicação no solo é convertido em um
gás fumigante. Após um período adequado
de espera, o gás se dissipa deixando o solo
pronto para plantio.

Pimentão Trifluralina (7) Solo leve - 1,2 l/ha Pré-plantio Plantas daninhas de ciclo Aplicar e incorporar o produto ao solo a uma
Solo médio - 1,8 l/ha incorporado anual, principalmente profundidade de 5 a 10 cm, dentro de no
Solo pesado - 2,4 l/ha gramíneas máximo 8 horas após a aplicação.

Quiabo Trifluralina (7) 0,9 a 4,0 l/ha Pré-plantio Gramíneas anuais e Aplicar em solo com umidade suficiente para
Incorporado perenes a germinação das sementes. Aplicar em
solos bem preparados, o mais próximo pos-
sível da última gradagem.

Repolho Glufosinato - 1,5 a 2,0 l/ha Pós-emergência Picão branco, erva de Aplicar na pós-emergência das ervas no
sal de amônio (3) passarinho, erva de bicho, estágio de 2 a 4 folhas em jato dirigido, nas
serralha, mentruz entrelinhas sem atingir a cultura.
Para controle de Mentruz utilizar a dosagem
de 2,0 l/ha.

Trifluralina (7) 0,9 a 4,0 l/ha Pré-plantio Gramíneas anuais e Aplicar em solo com umidade suficiente para
Incorporado perenes a germinação das sementes. Aplicar em
solos bem preparados, o mais próximo possí-
vel da última gradagem.
continua

82
Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações

Tomate Fluasifope-P 0,5 a 0,75 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e perenes Aplicar em área total, observando o estágio de
butílico (1) crescimento das ervas.

Fenoxaprope - P 0,75 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e perenes O volume de calda ideal é de 200 a
etílico (2) 400 l/ha. Para tomate recomenda-se aplicar
15 a 30 dias após o plantio.
Trifluralina (7) Solo leve - 1,2 l/ha Pré-plantio Plantas daninhas de ciclo Aplicar e incorporar o produto ao solo a
Solo médio - 1,8 l/ha anual, principalmente uma profundidade de 5 a 10cm, dentro
Solo pesado - 2,4 l/ha gramíneas de no máximo 8 horas após a aplicação.

Cletodim (9) 0,35 a 0,45 l/ha Pós-emergência Gramíneas anuais e A aplicação deve ser realizada uma vez quan-
perenes do a maioria da sementeira das gramíneas
tiver germinado, podendo ser feita em qual-
quer estádio de crescimento da cultura, po-
rém, antes do estabelecimento da competição.
Devem ser aplicados em gramíneas em fase
ativa de crescimento, no caso de gramíneas
anuais no estádio de quatro folhas até quatro
perfilhos, e no caso de gramíneas perenes de
20 a 40 cm. As doses maiores devem ser utili-
zadas para controlar as plantas daninhas em
estádio de crescimento mais avançado. Não
fazer aplicações onde culturas de gramíneas
possam ser atingidas.

Quizalofope-P- 1,5 a 2,0 l/ha Pós-emergência Capim carrapicho, marme- Para um melhor controle das plantas dani-
etílico (13) lada e pé-de-galinha nhas, aplicar o produto em pós-emergência
das plantas daninhas, quando estas estiverem
em pleno desenvolvimento vegetativo e no
máximo com 4 perfilhos. Não há necessidade
de adição de óleos ou espalhante adesivo no
momento da aplicação do produto.
continua

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Espécie Ingrediente Dosagem Recomendada Época de Ervas Daninhas Formas de Aplicação
Ativo do Produto Comercial Aplicação Controladas e Observações

Tomate Metam-sódico As dosagens recomendadas Pré-plantio Capim Carrapicho, Trapoe- Este produto é um fumigante de solo
(continuação) (isotiocianato de são equivalentes à raba e Caruru branco usado em pré-plantio, tem ação Fungicida,
metila) (14) proporção de 750 l/ha, ou Nematicida e Herbicida. É indicado para o
75 ml por metro quadrado controle de fungos de solo, nematóides e
plantas daninhas que causam danos à
cenoura. É um líquido solúvel em água,
que após aplicação no solo é convertido em
um gás fumigante. Após um período
adequado de espera, o gás se dissipa
deixando o solo pronto para plantio.

Metribuzim (16) 0,75 a 1,0 l/ha Pré-emergência Folhas largas Aplicar em pós-plantio e pré-emergência
das ervas - intervalo de segurança
- 60 dias.

Flazasulfurom - 0,2 a 0,4kg/ha Pós-emergência Gramíneas e folhas largas Usar bicos tipo leque (jato plano), aplicando
sulfoniluréia) (21) em área total com volume de calda de
200 a 400 litros por hectare.
Sugere-se a utilização de bicos 80.02, 80.03,
110.02 ou 110.03.
No momento da aplicação, o tomateiro
deverá estar com 4 a 6 folhas.

84
Tabela 21. Nome Comercial e Técnico dos Herbicidas Recomendados e Registrados para Olericultura no Ministério da Agricultu-
ra, Pecuária e Abastecimento - Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins/DFIA/SDA
No Nome Concentração Formação Classe No Nome Concentração Formação Classe
Comercial do I.A. Tóxicológica Comercial do I.A. Tóxicológica
01 Fusilade 250 EW 250g/l EW - Emulsão III
12 Galigan 240 EC 240g/l EC - Concentrado II
Óleo em água
Emulsionável
02 Podium EW 100g/l EW - Emulsão I
13 Targa 50 EC 50g/l EC - Concentrado I
Óleo em água
Emulsionável
03 Finale 200g/l SL - Concentrado I
14 Bunema 330 CS 330g/l SL - Concentrado II
Liberty BCS Solúvel
Solúvel
04 Herbadox 500g/l EC - Concentrado III
15 Gramoxone 200 200g/l SL - Concentrado I
Herbadox 400 EC 400g/l Emulsionável
Solúvel
05 Afalon SC 450g/l SC - Suspensão III
16 Sencor 480 480g/l SC - Suspensão IV
Afalon 450 SC Concentrada
Concentrada
Linurex Agricur 500WP 500g/kg WP - Pó Molhável I
17 Ametrex WG 800g/kg WG - Granulado II
06 Ronstar 250 BR 250g/l EC - Concentrado II
Herbipak WG Dispersível
Emulsionável
18 Sinerge EC 500g/l EC - Concentrado II
07 Trifluralina Nortox 450g/l EC - Concentrado I
Emulsionável
Premerlin 600 EC Emulsionável
19 Clomazone 500 EC 500g/l EC - Concentrado II
08 Flumyzin 500 500g/kg WP - Pó Molhável III
FMC Gamit Emulsionável
Sumisoya II
Gamit 360 CS 360g/l SC - Suspensão III
09 Lord 240g/ l EC - Concentrado I
Concentrada
Select 240 EC Emulsionável
20 Provence 750 WG 750g/l WG - Granulado I
10 Totril 225g/l EC - Concentrado I
Dispersível
Emulsionável
21 Katana 250g/kg WG - Granulado IV
11 Goltix 700g/kg WG - Granulado IV
Dispersível
Dispersível

c) Amontoa d) Tutoramento e amarração


As espécies que necessitam da amontoa são batata-doce, Chuchu - Para a construção do caramanchão, o material ne-
batata-salsa, beterraba, cenoura e tomate. cessário para 1 hectare é o seguinte:
Utiliza-se enxadas ou cultivadores, aos 30 dias após o Palanques externos ........................................................... 68 unidades
transplante para o tomate, a batata-salsa e batata-doce e aos 40 dias Comprimento ....................................................................2,60 metros
após a semeadura para cenoura e beterraba, no caso do plantio direto. Bitola..................................................................................15 x 20 cm

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Palanques internos ......................................................... 278 unidades cm de altura. Fazer mais 4 a 5 amarrações a cada 30 cm de
Comprimento ....................................................................2,40 metros
altura, à medida que o tomateiro vai crescendo. O tutoramento
Bitola..................................................................................10 x 15 cm
individual pode ser usado.
Palanques de reforço ........................................................ 72 unidades
Comprimento .......................................................................... 1 metro
Bitola..................................................................................10 x 10 cm e) Desbrota
Arame No 17 (201 kg) ...................................................17.000 metros Tomate - Consiste na eliminação dos brotos laterais, deixando
Arame No 10 (170 kg) ......................................................3.400 metros
Arame farpado: .............................. 1.200 metros (rolo de 300 metros) apenas um lateral, logo abaixo do primeiro cacho da haste
Cabo de aço AF 6 x 19 cm principal, eliminando todas as brotações laterais, com duas
diâmetro de 1/4 de polegada - comprimento ......................910 metros plantas por cova.

Feijão Vagem - 15 dias após a semeadura as plantas devem


ser tutoradas. Utilizar tutores de bambu com 2,20 m de com- f) Proteção da inflorescência
primento. O espaço entre o solo e o ponto de cruzamento dos
Couve-Flor - Consiste na quebra de uma flor por sobre a cabeça
tutores (vão livre) deverá estar em torno de 1,70 m. Pode-se
em formação, para protegê-la de incidência dos raios solares e
fazer tutor individual de bambu. Os tutores têm como suporte
das geadas.
palanques de 2,40 m de comprimento e diâmetro de 15 cm,
distribuídos a cada 20 m de comprimento. O vão livre entre o
solo e o ponto de cruzamento dos tutores deve ser de 1,80 m g) Controle fitossanitário
aproximadamente. As estruturas de palanques e fios seguem a
As hortaliças são o grupo de cultura mais suscetível à
orientação para a cultura do chuchu.
incidência de doenças e pragas, que podem comprometer o
Pimentão - Utilizar, de preferência, estacas de bambu, com o resultado econômico da exploração.
comprimento de aproximadamente um metro, 30 dias após o
transplante; uma amarração é suficiente quando da colocação Doença - é uma reação da planta à ação de um organismo,
das estacas. dentro de um complexo ambiental. As doenças podem ser infec-
Tomate - O tutoramento segue as mesmas instruções para a ciosas, causadas por fungos, bactérias e vírus; não infecciosas,
cultura do feijão-vagem; o início da amarração coincide com o causadas por deficiência nutricional, toxidez de minerais no
término do tutoramento, quando as plantas estão com 25 a 30 solo, falta de umidade do solo, temperaturas extremas, falta ou

86
excesso de luz, poluição do ar e acidez ou alcalinidade do solo. - Localização das sementeiras e lavouras distantes de cultturas
comerciais velhas;
Pragas: São organismos (insetos, ácaros, moluscos, etc), que
- Manter faixa com mínimo de 5 cm de largura ao redor da
atacam ou competem com as culturas, causando-lhes danos
cultura, limpa de ervas;
acima do nível tolerado economicamente. Em se tratando de
- Barreiras vivas de plantas altas (exemplo: milho) podem ser
técnica de controle, a mais eficiente é a combinação de mais de
boa proteção contra insetos alados;
um método, o que chamamos de Controle Integrado.
- Associação de uma ou mais culturas, como por exemplo: alface
As principais medidas de Controle Integrado são: com cenoura; crucíferas com solanáceas; rabanete e cenoura;
- Drenagem de solos muito úmidos; beterraba com cebola e alho, milho verde e abóbora;
- Utilização de semente e mudas sadias; - Uso de armadilhas luminosas;
- Plantio da cultura em época desfavorável às principais pragas - Uso de Tayuyá e purungo para atração de vaquinhas;
e doenças; - Solos com alto teor de matéria orgânica oferecem à planta
- Utilização de cultivares resistentes; maior resistência contra a ação de nematóides;
- Correção e adubação adequadas para proporcionar mais - Mucuna preta e crotolária spectabilis e cravo de defunto inibem
resistência às plantas; a ação dos nematóides;
- Arações profundas com exposição de sol a sol; - Para controle de lesmas e moluscos, colocar sacos de aniagem
- Desinfecção de máquinas, implementos, estacas, mourões, úmidos entre os canteiros. Pode-se usar também iscas à base
vestuários, calçados e outros; de metaldeído.
- Rotação de culturas;
- Evitar ferimentos nas plantas;
Agrotóxicos: São produtos químicos ou biológicos utilizados
- Tratamento do solo, sementes, mudas e plantas com agrotó-
para matar ou inibir o organismo nocivo, devendo ser efetivo
xicos adequados;
no controle desde que seja inócuo ao homem e ao meio am-
- Erradicação de plantas doentes e queima de restos de lavouras
biente.
infectadas;
- Erradicação de plantas nativas próximas à lavoura, obser- Para que o controle seja efetivo é necessária a habilidade do
vando, em especial, aquelas com sinais de ataque de pulgões agricutor para a erradição de hospedeiros, aplicação dos pro-
(engruvinhamento das folhas), como maria-pretinha, joá, etc; dutos nos locais e tempos certos, na concentração adequada,
- Uso de inseticidas caseiros como fumo de corda, água de bem como em ambiente propício.
cinza, água de sabão, para controle de pulgões e lagartas;

87
14. PRINCIPAIS PRAGAS E SEU CONTROLE
Eng. Agr. Jorge Alberto Gheller, Mestre em Fitotecnia-Fitossanidade pela UFRGS, Coordenador Macrorregional
Oeste/Sudoeste de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Regional Cascavel

Tabela 22 - Principais pragas e seu controle

CULTURA: ALFACE
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
PULGÃO VERDE O adulto da espécie Myzus tem cerca de 2 mm A infestação se dá ainda na área de INSETICIDAS:
Myzus persicae de comprimento e sua forma áptera tem produção de mudas, sobre plântulas 07-ACTARA 250 WG
coloração verde-clara com abdome ovalado. jovens e pode provocar danos 18-AZAMAX
PULGÃO VERDE ESCURO A forma alada tem cabeça de coloração escura diretos pela sucção contínua de 29-CALYPSO
Macrosiphum euphorbiae e as antenas e o tórax negros. seiva, desde que haja colônias 56-EVIDENCE 700 WG
Aphis gossypii Apresenta uma mancha escura no abdome com grandes. 59-FOCUS WP
ramificações para os lados. Os danos maiores são pelo fato 76-KOHINOR 200 SC
Seu ciclo biológico é de aproximadamente 10 de serem transmissores do Vírus 107-PROVADO 200 SC
dias, com quatro trocas de pele. A reprodução é do Mosáico do Alface -LMV, 137-WARRANT 700 WG
por partenogênese, gerando cerca de 80 principalmente a espécie Myzus.
indivíduos por fêmea. A virose é favorecida pela presença
As colônias se formam na face inferior das folhas espontânea de plantas daninhas da
baixeiras das plantas bem como no interior do família Asteracea contaminadas
ponto de crescimento ou miolo da planta, pas- com o vírus.
sando quase despercebidas.
É um inseto altamente polífago, encontrando
facilmente espécies hospedeiras para sobreviver
e formar colônias continuamente.
Adultos da espécie Macrosiphum quando na
fase adulta são os maiores pulgões, podendo
atingir até 4 mm de comprimento.
A forma áptera tem coloração verde com cabeça
e tórax amarelados, corpo bem alongado e
antenas escuras. Apresenta sifúnculos bem
longos e localizados na base do abdome, um
em cada lado.

continua

88
CULTURA: ALFACE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
A forma alada é parecida com a áptera, tendo
entretanto cor marrom-clara na cabeça e
abdome.

VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 O maior dano ocorre quando os CONTROLE QUIMICO:
Diabrotica speciosa dias são polífagos e pragas iniciais da cultura adultos atacam e consomem folhas NÃO HÁ INSETICIDAS
chegam a atingir 6 mm, tendo coloração verde, novas de plântulas no viveiro ou CADASTRADOS PARA ESTA
cabeça marrom e tíbias pretas e élitros lisos, aquelas recém-transplantadas. PRAGA NO ESTADO DO
com três manchas amarelas cada um. Em alface do grupo Americana, os PARANÁ.
A fêmea faz postura no solo junto à base de plan- danos podem ser maiores,
tas de hortaliças, colocando cerca de 500 ovos. principalmente quando adultos
As larvas que nascem são brancas com cabeça infestam canteiros
marrom, corpo alongado, placa quitinizada recém-transplantados.
escura no último segmento abdominal.
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm de
comprimento.
A pupa tem cerca de 5 mm, é branca e protegida
numa câmara pupal, enterrada superficialmente
no solo.

TRIPES São insetos pequenos de corpo alongado cujo Os tripes atacam raspando as INSETICIDAS
Frankliniella schulzei tamanho quando adultos varia de 1 a 3 mm de folhas das mudas ainda no berçário 29-CALYPSO
Frankliniella occidentalis comprimento. Têm aparelho bucal com três ou logo após o transplante, podendo 76-KOHINOR 200 SC
estiletes e dois pares de asas franjadas. provocar danos pequenos. 107-PROVADO 200 SC
Apresentam coloração variável, porém no geral, Porém os maiores problemas que
são cinza-escuros até pretos. Suas pernas são tais insetos provocam deve-se à
mais claras que o corpo. transmissão da virose conhecida
Encontrados geralmente em brotos e folhas jovens como vira cabeça da alface,TSWV,
no miolo das plântulas, formando colônias. que provoca atrofiamento, não
A sua reprodução no geral é por via sexuada, formação da cabeça, necrose e morte
sendo que a fêmea pode colocar de 20 até 100 da planta.
ovos. A postura é endofitica, ou seja, ovos são Acredita-se que a espécie
inseridos no tecido foliar aleatoriamente. São F. schulzei seja a maior responsável

continua
89
CULTURA: ALFACE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO

reniformes e em 4 dias há a eclosão gerando já que é a espécie predominante.


ninfas sem asas de coloração amarelo-pálida, A existência de plantas daninhas
que passam por dois estágios sobre o limbo espontâneas da família da alface
foliar sendo muito ativas. servem como reservatório do vírus
Ao evoluírem formam-se dois estágios pupais sendo fonte de inóculo inicial da
inativos, que não se alimentam e ocorrem no doença.
solo. Destes emergem adultos que alimentam-
se fartamente. Os indivíduos machos são
menores que as fêmeas.
O ciclo biológico é variável conforme condições
ambientais. A 25°C, pode durar 25 dias de
ovo até adulto, com cerca de 15 dias de
estádios juvenis com temperaturas de 15°C. Os
adultos vivem de 7 até 30 dias. A fecundidade
de F. occidentalis a 25°C é de até 130 ovos.

LAGARTA ROSCA Os adultos são mariposas com 35 a 40 mm de Os adultos da lagarta cortam plantas INSETICIDA:
Agrotis ipsilon envergadura, com asas anteriores marrons com recém-transplantadas ou novas 27-BULLDOCK 125 CE
algumas manchas pretas. As asas posteriores rente ao solo, provocando redução
são semitransparentes. Desovam sobre folhas do estande.
e caules das plantas. Uma fêmea coloca em
média 1000 ovos. As larvas são escuras, lisas,
podendo atingir até 60 mm no seu desenvolvi-
mento máximo. No início ficam sobre o solo
escondidas em detritos. No terceiro estágio
penetram no solo, onde ficam durante o dia,
vindo à superfície à noite. A lagarta enrosca seu
corpo se perturbada.
A formação da pupa ocorre no solo, dentro de
uma célula de barro moldada.
Dura cerca de 15 dias

90
CULTURA: ALHO e CEBOLA
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
TRIPES Insetos pequenos quando adultos medem Tais insetos vivem entre as bainhas INSETICIDAS PARA CEBOLA:
PIOLHO DA CEBOLA cerca de 1mm, tendo corpo de coloração e as hastes das folhas. Em grande 15-ARRIVO 200 EC
Thrips tabaci variável de amarelo pálido a marrom escuro. quantidade se alimentam da seiva, 27-BULDOCK 125 CE -
A cabeça, tórax e abdome são escuros. provocando a formação de lesões Também p/Alho
Possuem asas anteriores claras, estreitas, prateadas nas folhas que posterior- 29-CALYPSO- Também p/Alho
amareladas com cerdas ou franjas escuras. mente evoluem até provocarem 40-DANIMEN 300 EC
A reprodução, em condições tropicais, é por amarelecimento e seca prematura. 43-DECIS 25 EC
partenogênese. Em condições de severas 44-DICARZOL 550 SP
As fêmeas inserem seus ovos dentro dos infestações, quando com ambiente 53-EFORIA
tecidos vegetais. Vivem em média 20 dias a seco e quente, a planta pode ficar 54-ENGEO PLENO
25oC quando colocam até 60 ovos. subdesenvolvida prejudicando os 56-EVIDENCE - Também p/Alho
Dos ovos branco transparentes, surgem ninfas, bulbos que ficam distorcidos e 58-FENTROL
que juntamente com adultos, alimentam-se menores. As folhas ficam amareladas 64-FURY 180 EW
ativamente. Ocorrem 2 estádios ninfais. e ressecadas com as pontas 74-KARATE ZEON 50 CS
As ninfas são de coloração amarelo-pálida, retorcidas como queimadas. 76-KOHINOR 200 SC -
sem asas. As ninfas desenvolvidas migram Também p/Alho
para o solo onde formam 2 estádios pupais 86-MEOTHRIN 300
(prépupa e pupa). Tais fases são de repouso 90-MUSTANG 350 EC
e não há alimentação. 94-NUPRID 700 WG
99-PIRATE - Também p/Alho
101-PLATINUM NEO
103-POLYTRIN
104-POLYTRIN 400/40 EC
107-PROVADO 200 EC-
Também p/Alho
112-ROTAPRID
118-SEVIN 480 SC -
Também p/Alho
119-STALLION 60 CS
122-SUMIRODY 300
129-TRACER
136-WARRANT- Também p/Alho
137-WARRANT 700 WG
continua

91
CULTURA: ALHO e CEBOLA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
ÁCARO DO ALHO Ácaro com forma alongada quase Deformam as folhas que não se INSETICIDA:
Aceria tulipae vermiforme. Aloja-se nas dobras das folhas e abrem totalmente, permanecendo VERTIMEC 18 EC - Alho
sobre bulbilhos. com as pontas presas com um NÃO HÁ INSETICIDAS
aspecto espiralado. Também ocorre CADASTRADOS PARA TAL
manchas lineares amareladas nas PRAGA NA CULTURA
folhas. Em infestações severas os DA CEBOLA NO PARANÁ.
bulbos são prejudicados em seu
desenvolvimento e as plantas
podem morrer.
Os ácaros que ficam nos bulbos
durante o armazenamento,
provocam o chochamento
podendo ficar secos.
MOSCA DA CEBOLA Adultos são moscas com corpo delgado, cor Ocorrem predominantemente na NÃO HÁ INSETICIDAS
Delia platura acinzentada e de asas grandes transparentes. fase de formação de mudas nos CADASTRADOS
A fêmea coloca seus ovos isolados ou em canteiros. As larvas penetram na PARA A PRAGA NAS
conjunto no colo das plantas, axilas das folhas região da coroa, destruindo o tecido CULTURAS NO PARANÁ.
e escamas de bulbos. As larvas são brancas interno das mudas, provocando
com 6-8 mm com formato típico de dípteros. redução do crescimento.
Em ataques severos na região da
coroa, há uma podridão mole.
Bulbos de plantas atacadas e
recuperadas, apresentam deformações
e têm menor conservação no
armazenamento.
LAGARTA ROSCA Os adultos são mariposas com 35 a 40 mm As lagartas jovens se alimentam SEM INSETICIDAS
Agrotis ipsilon de envergadura, com asas anteriores marrons de tecido foliar. Já quando bem CADASTRADOS NO
com algumas manchas pretas. As asas posterio- desenvolvidas cortam plantas rente PARANÁ PARA A PRAGA
res são semitransparentes. Desovam sobre ao solo, provocando redução do NESTAS CULTURAS.
folhas e caules das plantas. Uma fêmea coloca número de plantas.
em média 1000 ovos. As larvas são escuras,
lisas, podendo atingir até 60 mm no seu desen-
continua

92
CULTURA: ALHO e CEBOLA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
volvimento máximo. No início ficam sobre o
solo escondidas em detritos. No terceiro estágio
penetram no solo, onde ficam durante o dia, vindo
à superfície à noite. A lagarta enrosca seu corpo
se perturbada.
A formação da pupa ocorre no solo, dentro de uma
célula de barro moldada. Dura cerca de 15 dias.
VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 As larvas destroem levemente as NENHUM INSETICIDA
Diabrotica speciosa dias são polífagos e pragas iniciais da cultura. raízes. Os adultos alimentam-se de ESTÁ CADASTRADO NAS
Chegam a atingir 6 mm, tendo coloração verde, folhas e produzem injúrias principal- CULTURAS PARA TAL
cabeça marrom e tíbias pretas e élitros lisos, mente às plântulas nas sementeiras PRAGA NO PARANÁ.
com três manchas amarelas cada um. ou recém-transplantadas.
A fêmea faz postura no solo junto à base de
plantas de hortaliças, colocando cerca de 500 ovos.
As larvas que nascem são brancas com cabeça
marrom, corpo alongado, placa quitinizada
escura no último segmento abdominal.
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm de
comprimento. A pupa tem cerca de 5 mm, é branca
e protegida numa câmara pupal, enterrada
superficialmente no solo.

CULTURA: BATATA
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
TRAÇA DA BATATA A mariposa, forma adulta da praga, tem asas De início fazem galerias nas folhas e QUÍMICO- INSETICIDAS:
Phthorimae operculella franjadas sendo as anteriores cinza escuras, com ramos a partir do ápice, podendo 02-ABAMECTIN DVA
manchas pretas irregulares. secar. Atacam os tubérculos fazendo 12-AMPLIGO
Mede cerca de 10-12 mm de envergadura. galerias, podendo destruí-los 20-BATENT
Cada fêmea põe cerca de 300 ovos globosos totalmente. 21-BAZUKA 216 SL
sob as folhas, nos ramos e até em tubérculos Seus danos maiores ocorrem em 25-BRILHANTE BR
continua

93
CULTURA: BATATA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
no campo ou armazenados. Após a eclosão as tubérculos armazenados, já que a 30-CARTAP BR 500
larvas penetram nas folhas minando-as. larva pode estar internamente nos 33-CERTERO
As larvas desenvolvidas tem 10-12 mm, sendo mesmos vindo do campo. 41-DART
branco-esverdeadas a branco-amareladas no 42-DART 150
final do desenvolvimento, com uma cabeça 61-FURADAN 100 G
marrom. Tem duração média de 13 dias. 62-FURANDAN 350 SC
A pupa geralmente é protegida por um casulo 63-FURADAN 50 GR
feito de fios de seda, formada fora das galerias 69-GALLAXY 100 EC
ou minas. Tem duração média de 8 dias. 85-MATCH
87-METHOMEX 215 SL
90-MUSTANG 350 EC
91-NOMOLT 150
96-ORTHENE 750 BR
99-PIRATE
103-POLYTRIN
104-POLYTRIN 400/40 EC
106-PREMIO
109-RALZER 50 GR
110-RIMON 100 EC
113-RUMO WG
127-THIOBEL 500
129-TRACER
132-TRINCA
134-VERTIMEC 18 CE
PULGÃO VERDE DA BATATA O adulto tem cerca de 2 mm de comprimento Os danos diretos resultantes da INSETICIDAS:
Myzus persicae e sua forma áptera tem coloração verde-clara sucção continua de seiva, podem 07-ACTARA 250 WG
com abdome ovalado. A forma alada tem ocorrer desde que haja a formação 09-ALANTO
cabeça de coloração escura e as antenas e o de inúmeras e grandes colônias. 19-BAMAKO 700 WG
tórax negros. Os maiores prejuízos se dão de 21-BAZUKA 216 SL
Apresenta uma mancha escura no abdome forma indireta pela transmissão 25-BRILHANTE BR
com ramificações para os lados. de viroses como o Mosaico Y e o Vírus 29-CALYPSO
Seu ciclo biológico é de aproximadamente 10 do Enrolamento da folha. 36-CONNECT
dias, com quatro trocas de pele. A reprodução 53-EFORIA
continua

94
CULTURA: BATATA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
é por partenogênese, gerando cerca de 80 54-ENGEO PLENO
indivíduos por fêmea. As colônias se formam 56-EVIDENCE 700 WG
na face inferior das folhas baixeiras das 61-FURADAN 100 G
plantas, assim passando quase despercebidas. 63-FURADAN 50 GR
É um inseto altamente polífago, encontrando 66-GALEÃO
facilmente espécies hospedeiras para sobreviver 71-IMAXI 700 WG
e formar colônias continuamente. 76-KOHINOR 200 SC
78-LANNATE
84-MARSHAL 400
87-METHOMEX 215 SL
94-NUPRID 700 WG
96-ORTHENE 750 BR
101-PLATINUM NEO
107-PROVADO 200 SC
109-RALZER 50 GR
112-ROTAPRID 350 SC
116-SAURUS
120-SUMIDAN 150 SC
127-THIOBEL 500
138-IMIDACLOPRIDO 350 SC

PULGÃO GRANDE DA BATATA Quando na fase adulta são os maiores pulgões, Provocam enrolamento de folíolos INSETICIDAS:
Macrosiphum euphorbiae podendo atingir até 4 mm de comprimento. em brotações novas. IDEM MYZUS
A forma áptera tem coloração verde com cabeça
e tórax amarelados, corpo bem alongado e
antenas escuras. Apresenta sifúnculos bem
longos e localizados na base do abdome, um
em cada lado.
A forma alada é parecida com a áptera, tendo
entretanto cor marrom-clara na cabeça e
abdome. Este pulgão coloniza principalmente
brotos novos da planta, causando enrolamento
“top roll” e distorções sobre as folhas apicais.

continua

95
CULTURA: BATATA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 dias As larvas destroem levemente as INSETICIDAS:
Diabrotica speciosa são polífagos e pragas iniciais da cultura. raízes. Os adultos alimentam-se 07-ACTARA 250 WG
Chegam a atingir 6 mm, tendo coloração verde, de folhas e produzem injúrias 08-AKITO
cabeça marrom e tíbias pretas e élitros lisos, principalmente às plântulas nas 12-AMPLIGO
com três manchas amarelas cada um. sementeiras ou 16-ASTRO
A fêmea faz postura no solo junto à base da recém-transplantadas. 35-CIPERMETRINA
planta, colocando cerca de 500 ovos. NORTOX 250
As larvas que nascem são brancas com cabeça 36-CONNECT
marrom, corpo alongado, placa quitinizada 53-EFORIA
escura no último segmento abdominal. 54-ENGEO PLENO
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm 57-FASTAC
de comprimento. 58-FENTROL
A pupa tem cerca de 5 mm, é branca e prote- 62-FURADAN 350 SC
gida numa câmara pupal, enterrada superficial- 63-FURADAN 50 GR
mente no solo. 75-KESHET 25 CS
99-PIRATE
101-PLATINUM NEO
103-POLYTRIN
104-POLYTRIN 400/40 EC
108-PYRINEX 480 SC
114-SABRE
118-SEVIN 480 SC
119-STALLION 60 SC
BURRINHO DAS SOLANÁCEAS O adulto é um besouro estreito e comprido Os insetos adultos destroem as folhas INSETICIDAS:
VAQUINHA DA BATATINHA atingindo de 8-17 mm de comprimento, com novas ou ápices de plantas. 53-EFORIA
Epicauta atomaria patas muito longas. Tem coloração acinzentada 54-ENGEO PLENO
com pequenas e inúmeras manchas escuras nos 57-FASTAC
élitros, que são moles. Sua cabeça é grande 63-FURADAN 50 GR
com uma constrição que a separa do pronoto. 101-PLATINUM NEO
A fêmea coloca os ovos em grupos de até 200 109-RALZER 50 GR
em cavidades feitas no solo. As larvas passam
por diferentes tipos e formas, por 5 ínstares,
possuindo diferentes hábitos alimentares. A pupa
ocorre no solo.
continua

96
CULTURA: BATATA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
LAGARTA ROSCA Os adultos são mariposas com 35 a 40 mm de Lagartas ainda pequenas iniciam sua INSETICIDAS:
Agrotis ipsilon envergadura, com asas anteriores marrons com alimentação roendo tecidos foliares. 30-CARTAP BR 500
algumas manchas pretas. As asas posteriores Já as lagartas bem desenvolvidas 31-CATCHER 480 SC
são semitransparentes. Desovam sobre folhas cortam plantas jovens rente ao solo, 62-FURADAN 350 SC
e caules das plantas. Uma fêmea coloca em provocando redução do número de 63-FURADAN 50 GR
média 1000 ovos. As larvas são escuras, lisas, plantas. 93-NUFOS 480 SC
podendo atingir até 60 mm no seu desenvolvi- 100-PITCHER
mento máximo. No início ficam sobre o solo 118-SEVIN 480 SC
escondidas em detritos. No terceiro estágio pene- 127-THIOBEL 500
tram no solo, onde ficam durante o dia, vindo à
superfície à noite. A lagarta enrosca seu corpo
se perturbada.
A formação da pupa ocorre no solo, dentro de
uma célula de barro moldada.
Dura cerca de 15 dias.
PULGA DA BATATINHA O adulto é um besouro com aproximadamente Adultos perfuram folhas, diminuindo INSETICIDAS:
Epitrix spp 1,5 - 2,0 mm de comprimento com coloração a área foliar e prejudicando o 63-FURADAN 50 GR
marrom-avermelhada. Apresenta o último par desenvolvimento das plantas. 109-RALZER 50 GR
de pernas bem desenvolvido, permitindo que As larvas podem perfurar e escarificar
pule em saltos com facilidade quando perturbado. os tubérculos, e em certas situações
A fêmea faz sua postura na superfície do solo, podem transmitir a sarna
junto às raízes das plantas e em grupos. da batata.
A eclosão se dá em 7 dias, emergindo larvinhas,
que após 2-3 semanas passam a pupa. Nessa
fase fica protegida numa câmara pupal no solo.
Após cerca de 5 dias surge o adulto.
TRIPES A espécie T. palmi foi identificada na Batata. Os tripes atacam a parte aérea, INSETICIDAS:
Thrips palmi O inseto quando adulto tem corpo de coloração raspando a epiderme e sugando os 19-BAMAKO 700 WG
Thrips tabaci amarelo dourado e cerdas marrons. Possuem líquidos das partes danificadas, 44-DICARZOL 500 SP
asas anteriores claras, amareladas com cerdas deixando inicialmente pontos 56-EVIDENCE 700 WG
escuras. Vivem em média 20 dias a 25oC. As escuros. 66-GALEÃO
fêmeas inserem seus ovos dentro dos tecidos A seguir os danos da alimentação, 71-IMAXI 700 WG
continua

97
CULTURA: BATATA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
vegetais. Dos ovos surgem ninfas, que juntamente resultam em formação de placas ou 76-KOHINOR 200 SC
com adultos, alimentam-se ativamente. manchas prateadas no limbo foliar, 78-LANNATE
Ocorrem 2 estádios ninfais. As ninfas são de com posterior necrose. Em situações de 99-PIRATE
coloração amarelo-pálida, sem asas. A seguir grande infestação ocorre depaupera- 107-PROVADO 200 SC
formam-se 2 estádios pupais, prépupa e pupa, mento da planta, resultante dos danos 112-ROTAPRID 350 SC
que ocorrem no solo. Tais fases são de repouso bem como deformações. 137-WARRANT
e não há alimentação. Também pode haver transmissão do 138-IMIDACLOPRIDO 350 SC
Vírus do Vira cabeça, TSWV, na batata.
LARVA ARAME Besouro quando o inseto está adulto, tem cerca Destroem raízes de plantas, causando INSETICIDAS:
Conoderus scalaris de 10-15 mm de comprimento, tendo um alguns prejuízos. 63-FURADAN 50 GR
protórax preto, destacado do corpo e com Danos maiores são provocados nos 109-RALZER 50 GR
élitros marrom-avermelhados. Apresenta tubérculos pela penetração e
também um espinho proesternal entre protórax abertura de galerias pelas larvas do
e mesotórax, que permite ao inseto saltar para inseto.
virar o corpo.
A larva tem corpo achatado e alongado, medindo
cerca de 15-20 mm, de coloração variada de
amarelo até o marrom. Possui 3 pares de
pernas toráxicas curtas, corpo quitinizado que
lhe dá pouca flexibilidade. Vive no solo.
Sua pupa fica também no solo protegida numa
câmara pupal.
LARVA MINADORA DA FOLHA Os adultos são moscas pequenas sendo que a Formam galerias nas folhas devido a INSETICIDAS:
Liriomyza huidobrensis fêmea tem cerca de 1,5 mm de envergadura. seu hábito alimentar. Tais minas ou 01-ABAMECTIN 18 EC
Os ovos são inseridos no tecido foliar, um de galerias podem ser esparsas ou 02-ABAMECTIN DVA 18 EC
cada vez. Destes emergem larvas cilíndricas abundantes, quando podem 03-ABAMECTIN NORTOX
hialinas no início. Tornam-se amareladas a provocar até a seca das folhas 04-ABAMECTINA PRENTISS
partir do segundo instar, medindo cerca de minadas. 05-ABAMEX
0,6 X 2,3 mm quando desenvolvidas completa- 16-ASTRO
mente. Neste estádio duram de 7-15 dias com 20-BATENT
três trocas de pele. 26-BRUTUS
30-CARTAP BR 500
continua

98
CULTURA: BATATA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
70-GRIMECTIN
74-KARATE ZEON
77-KRAFT 35 EC
90-MUSTANG 350 EC
99-PIRATE
105-POTENZA SINON
111-ROTAMIK
114-SABRE
126-TALSTAR 100 EC
127-THIOBEL 500
129-TRACER
131-TRIGARD 700 WP
134-VERTIMEC 18 CE
NEMATÓIDES Os nematóides do gênero Meloydogine são os Os danos do Meloydogine são NEMATICIDAS:
Meloydogine hapla mais prejudiciais á cultura. Os ovos são colocados formação de galhas nas raízes, 28-BUNEMA 330 SC
Aphelenchoides besseyi pelas fêmeas na superfície das raízes e cobertos que produzem inúmeras raízes 61-FURADAN 100 G
Pratylenchus vulnus por uma substância gelatinosa. Eclodem e pene- laterais. Tais galhas prejudicam 63-FURADAN 50 GR
tram nas extremidades das raízes, onde permane- parcialmente as plantas. 109-RALZER 50 GR
cem até o estádio de adulto. Produzem galhas.

CULTURA: BATATA DOCE


NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
BROCA DA RAÍZ Os insetos adultos são carunchos medindo As larvas penetram nas raízes Plantar mudas sadias;
Euscepes postfasciatus entre 3 a 5 mm de comprimento.Têm coloração (batatas), fazem galerias danificando-as Evitar plantios em áreas já
marrom ou castanha tendo uma mancha trans- interna e externamente. cultivadas por anos seguidos
versal sobre os élitros de tom claro. As fêmeas Estas galerias alteram o aspecto físico com batata doce; Colher mais
fazem postura na base do caule da planta ou das batatas bem como seu odor e cedo as batatas do solo;
nas raízes novas. Após alguns dias eclodem lar- sabor, ficando imprestáveis para o Não armazenar batatas
vas de cor branca, ápodas e curvadas levemente. consumo. depois da colheita.
continua

99
CULTURA: BATATA DOCE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
BROCA DO COLETO Broca cujo adulto é uma mariposa de coloração Se a infestação da broca for no Idem Broca da Raíz
Megastes pusialis parda-escura com aproximadamente 45 mm de início do desenvolvimento da cultura, Plantio de ramas de viveiros
envergadura. As fêmeas colocam seus ovos no as plantas morrem, havendo redução idôneos.
caule e hastes da planta, sempre próximo ao do estande.
colo e inserção das batatas. Ao eclodir as larvas As plantas broqueadas inicialmente
penetram para o interior das ramas fazendo uma murcham e depois secam.
galeria. Esporadicamente a lagarta danifica
Ao final do ciclo larval, a broca atinge 40-50mm as raízes da batata.
de comprimento apresentando cor rosada com
pontuações dorsais negras. A pupa no geral ocorre
dentro das hastes broqueadas.
VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 dias Os adultos eventualmente causam Idem Broca da Raíz
Diabrotica speciosa são polífagos e pragas iniciais da cultura. danos ao alimentarem-se de folhas
Chegam a atingir de 5 a 8 mm, tendo coloração de plantas novas recém-brotadas,
verde, cabeça marrom e tíbias pretas e élitros ao atacarem as folhas cotiledonares
lisos, com três manchas amarelas cada um. ou as iniciais.
A fêmea faz postura no solo junto à base da As larvas em estágios iniciais,
planta, colocando cerca de 500 ovos. alimentam-se fazendo pequenos
As larvas que nascem são brancas com cabeça furos nas raízes tuberosas da batata,
marrom, corpo alongado, placa quitinizada depreciando-as para o comércio.
escura no último segmento abdominal.
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm Por estar no solo ocorre entrada de
de comprimento. fungos e bactérias nas minas ou
A pupa tem cerca de 5 mm, é branca e protegida galerias.
numa câmara pupal, enterrada superficialmente
no solo.
LARVA ARAME Adultos são besouros de coloração castanha As larvas provocam furos Emprego de cultivares
Conoderus sp ou marrom, tendo corpo alongado e achatado. relativamente profundos, com até resistentes
As larvas são cilíndricas, quitinizadas, formando 5 mm de diâmetro.Tais injúrias
couraças e sem flexibilidade e medem até depreciam ou diminuem o valor
20 mm de comprimento. comercial das raízes, facilitando a
entrada de bactérias e fungos.

100
CULTURA: BRÁSSICAS
REPOLHO, COUVE FLOR, COUVE FOLHA, BRÓCOLIS, RÚCULA, COUVE CHINESA
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
TRAÇA DAS BRÁSSICAS O inseto quando adulto é um microlepidóptero Perfurações ou rendilhamento das CONTROLE INSETICIDAS:
Plutella xylostella ou mariposa de cor pardacenta. Quando pousado folhas externas ou internas, tornando 12-AMPLIGO - Repolho
mantém as asas juntas ao longo do corpo. o produto impróprio para o mercado. 18-AZAMAX - Repolho
As fêmeas depositam seus ovos na parte As larvas perfuram as folhas 41-DART - Repolho
inferior das folhas, isolados ou em grupos de principalmente de repolho e couve 42-DART 150 - Repolho
2 ou 3, que eclodem 3-4 dias após. que ficam intensamente rendilhadas. 43-DECIS 25 EC - Repolho/
As larvas de coloração verde-clara, com cabeça Podem perfurar também o ponto de Couve Flor/Brócolis
cor parda, alcançam no seu máximo desenvol- crescimento das plantas. 51-DIPEL WP - Repolho/
vimento 8-10 mm de comprimento, cerca de 10 Em geral plantas atacadas crescem Couve Flor/Brócolis/Couve
dias após a eclosão. lentamente, formando cabeças 63-FURADAN 50GR - Repolho
Nos primeiros 2 a 3 dias as pequenas larvas menores no caso de repolho, ou 69-GALLAXY 100EC - Repolho
penetram no interior das folhas, alimentando-se perfurações em folhas de couve. 78-LANNATE - Repolho/
do parênquima e produzindo uma mina. Em Em couve-flor e brócolis, as pupas Couve Flor/Brócolis
seguida saem da galeria e alimentam-se da podem formar-se em meio à 85-MATCH - Repolho
epiderme da parte inferior das folhas, deixando inflorescência, desclassificando 91-NOMOLT 150 - Repolho
um raspado bem característico. A fase larval comercialmente o produto. 96-ORTHENE 750BR-Repolho/
dura em média 10 dias. A seguir as larvas trans- Couve Flor/Brócolis
formam-se em pupa ou crisálida na face inferior 99-PERMETRINA FERSOL -
das folhas. Depois de cerca de 4 dias, Repolho
emerge o adulto. 106-PREMIO - Repolho
110-RIMON 100 EC - Repolho
113-RUMO WG - Repolho
124-SUPERMETRINA AGRIA-
Repolho
125-TALCOARD 250 - Repolho
129-TRACER - Repolho
CURUQUERÊ DA COUVE A fase adulta é uma borboleta de hábito diurno As lagarta pequenas roem o limbo CONTROLE INSETICIDAS
Ascia monuste orseis com aproximadamente 50 mm de envergadura. foliar. Todavia, ao crescerem devoram 17-ATABRON 50 EC-Repolho
Suas asas são de coloração branco amareladas, as folhas com grande intensidade, 27-BULLDOCK 125 CE-Couve
apresentando bordos marrom escuros. deixando apenas as nervuras maiores. 43-DECIS 25 EC - Couve Flor/
A postura dos ovos é feita de forma vertical Brócolis
continua

101
CULTURA: BRÁSSICAS
REPOLHO, COUVE FLOR, COUVE FOLHA, BRÓCOLIS, RÚCULA, COUVE CHINESA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
sobre as folhas, em grupos de 30 a 40 lagartas 50-DIPEL - Repolho
de cor amarelada. 58-FENTROL- Couve
As larvas que eclodem, permanecem juntas 60-FULL- Couve
passando a roer o limbo foliar. Desenvolvem-se 74-KARATE ZEON- Couve
e podem atingir 35 mm de comprimento após 78-LANNATE- Repolho/
20-25 dias de eclosão. Têm inúmeras faixas Couve Flor/Brócolis/Couve
longitudinais cinza-esverdeadas e cabeça escura. 81-MALATHION 1000-Repolho
A transformação para crisálida ocorre em folhas 90-MUSTANG 350 EC - Couve
da cultura ou no solo. Estas têm cor marrom 99-PERMETRINA FERSOL -
esverdeada e duram em média 10-11 dias, Couve
quando surgem novos adultos. 119-STALLION 60 SC - Couve
125-TALCOARD 250 - couve
127-THIOBEL 500- Couve
133-SUMISTAR WG - Couve
LAGARTA MEDE PALMO Adultos são mariposas de cerca de 2,5-3,5 cm Produzem inúmeras perfurações CONTROLE INSETICIDAS:
Trichoplusia ni de envergadura. Suas asas são pardacentas, de forma e tamanho irregulares. 43-DECIS 25 EC - Repolho/
com manchas branco-prateadas no centro da Cabeças de repolho podem Couve Flor/Brócolis
asa anterior. Deposita ovos verde-claros ficar impróprias para o comércio 51-DIPEL WP - Repolho/
arredondados, com inúmeras caneluras verticais. de tão carcomidas ou Couve flor/ Brócolis/Couve
As larvas são verdes apresentando esburacadas. 75-KESHET 25 CS - Repolho
quatro listas claras no dorso. Têm formato 106-PREMIO - Repolho
cilíndrico e seu corpo aumenta de diâmetro 113-RUMO WG - Repolho
gradativamente da cabeça em direção à parte
posterior do corpo. Tem três pares de patas
torácicas e três pares de propatas no abdome.
Deslocam-se com movimentos semelhantes
àqueles de medir palmos uma vez que a parte
mediana de seu corpo dobra para cima. A
transformação para pupa se dá na própria
planta, envolta num casulo fino de teia branca.

continua

102
CULTURA: BRÁSSICAS
REPOLHO, COUVE FLOR, COUVE FOLHA, BRÓCOLIS, RÚCULA, COUVE CHINESA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
LAGARTA ROSCA O estádio adulto desta lagarta é uma mariposa Lagarta altamente destrutiva já que CONTROLE INSETICIDA:
Agrotis ipsilon com 35 a 40 mm de envergadura, com asas durante a noite corta as plantas 43- DECIS 25 EC - Repolho/
anteriores marrons com algumas manchas jovens transplantadas rente ao solo. Couve flor/Brócolis
pretas. As asas posteriores são semitransparen- Pode reduzir significativamente o
tes. Desovam sobre folhas e caules das plantas. número de plantas da área.
Uma fêmea coloca em média 1000 ovos. As Geralmente leva as partes cortadas
larvas são escuras, lisas, podendo atingir até para dentro do solo por fendas
60 mm no seu desenvolvimento máximo. No naturais.
início ficam sobre o solo escondidas em detritos.
No terceiro estágio penetram no solo, onde
ficam durante o dia, vindo à superfície à noite.
A lagarta enrosca seu corpo se perturbada.
A pupa ocorre no solo, dentro de uma célula de
barro moldada. Dura cerca de 15 dias.
PULGÃO DA COUVE As fêmeas adultas, ápteras ou aladas, medem Os danos ocorrem pela sucção CONTROLE INSETICIDAS:
Brevicorine brassicae cerca de 2-3 mm de comprimento. As formas contínua da seiva, que provoca 06-ACEFATO FERSOL -
ápteras têm o corpo com coloração verde que engruvinhamento e encarquilhamento Couve Flor
é recoberto por uma camada cerosa clara. Já das folhas, murcha e até morte 08-AKITO - Repolho
as formas aladas têm coloração verde com de plântulas severamente atacadas. 18-AZAMAX - Repolho
cabeça e tórax pretos e abdome verde. Ocorre crescimento lento prejudicando 19-BAMAKO 700 WG-Brócolis
Originam ninfas ativas formando grandes e o desenvolvimento das plantas, 43-DECIS 25 EC - Repolho/
densas colônias na face superior das folhas que ficam enfezadas e formam Couve Flor/Brócolis
das Brássicas, sobretudo em épocas mais produtos de menor valor comercial. 56-EVIDENCE 700 WG -
quentes do ano. Têm ciclo curto de vida ou Repolho/Couve/
seja uma geração dura 15 dias. Há possibilidade de serem vetores Couve Flor/Brócolis
do vírus do mosaico da couve e do 76-KOHINOR 200 SC -
mosaico do nabo. Repolho/Couve Flor/Brócolis
78-LANNATE - Repolho/
Couve Flor/Brócolis
81-MALATHION 1000 EC -
Repolho
continua

103
CULTURA: BRÁSSICAS
REPOLHO, COUVE FLOR, COUVE FOLHA, BRÓCOLIS, RÚCULA, COUVE CHINESA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
96-ORTHENE 750 BR-
Repolho/Couve/Couve Flor/
Brócolis
99-PIRATE - Repolho
103-POLYTRIN - Repolho
107-PROVADO - Couve
136-WARRANT - Repolho/
Couve/ Couve Flor/Brócolis
BROCA DA COUVE O adulto é uma mariposa de 15 mm de enver- Consumo do limbo das folhas. O CONTROLE INSETICIDAS:
Hellula phidilealis gadura, com asas marrom-dourado com listras maior ocorre pelo broqueamento NÃO HÁ INSETICIDAS
brancas transversais e uma mancha preta no do meristema apical de onde se CADASTRADOS PARA
centro da asa anterior. dirigem para o interior do caule ESTA PRAGA.
Faz a postura sobre as folhas. abrindo galeria.
Suas larvas são verde-claras com cabeça As plantas atacadas normalmente
preta e alimentam-se da parte tenra das folhas. paralisam seu crescimento
Ao crescerem dirigem-se ao meristema apical normal, ficam enfezadas e fazem
perfurando. Quando chegam ao máximo desen- novas brotações ou perfilhos.
volvimento atingem 15 mm e são amarelas
acinzentadas com listas longitudinais castanhas.
A larva depois sai para o solo onde empupa.
MOSC A BRANCA Os adultos têm coloração amarelo-pálido com Os danos diretos são provocados CONTROLE INSETICIDAS:
Bemisia tabaci dois pares de asas brancas, recobertas por pelo inseto que ao alimentar-se 37 - CORDIAL 100 - Repolho
Bemisia tabaci B secreção pulverulenta branca medindo de suga a seiva das plantas ou ainda 55- EPINGLE - Repolho
1-2 mm, sendo que a fêmea é maior que o injeta toxinas, provocando altera- 128- TIGER 100 EC - Repolho
macho. São muito ágeis voando quando moles- ções em seu desenvolvimento
tados. Seu vôo geralmente é baixo. Podem vegetativo e toxemia reduzindo
ser transportados a longas distâncias pelos produtividade e a qualidade do
ventos. A reprodução pode ser sexual, gerando produto obtido.
individuos machos e fêmeas. Também pode ser Os danos indiretos são provocados
partenogenética, sem fecundação, a prole será pela excreção de substâncias
continua

104
CULTURA: BRÁSSICAS
REPOLHO, COUVE FLOR, COUVE FOLHA, BRÓCOLIS, RÚCULA, COUVE CHINESA
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
exclusivamente de machos. A fêmea coloca de açúcaradas, que recobrem a parte
100-300 ovos durante sua vida. Os ovos são em aérea dos vegetais e que servem
formato de pêra, presos por um pedúnculo curto de substrato para fungos que
ao tecido da planta, sempre na parte inferior formam fumagina, afetando
das folhas. As ninfas são translúcidas e fixam-se parcialmente o processo de
no tecido foliar por meio do aparelho bucal, tendo fotossíntese, com redução de
pernas atrofiadas até o quarto instar. qualidade e produção.
Nesse instar, chamado de pupário, quando o
adulto está prestes a eclodir, visualiza-se perfeita-
mente os olhos vermelhos.
O ciclo biológico da mosca de ovo a adulto tem
média de 23 dias.
A longevidade depende da alimentação e
da temperatura.
O macho adulto dura em média 13 dias.
Já as fêmeas vivem em média 62 dias.

VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 dias As larvas destroem levemente o colo CONTROLE INSETICIDAS:
Diabrotica speciosa são polífagos e pragas iniciais da cultura. das plantas sem causar danos 43-DECIS 25 EC - Repolho/
Chegam a atingir 6 mm, tendo coloração verde, consideráveis. Couve Flor/Brócolis
cabeça marrom e tíbias pretas e élitros lisos, Os adultos alimentam-se de folhas 75- KESHET 25 EC - Repolho
com três manchas amarelas cada um. e produzem injurias principalmente
A fêmea faz postura no solo junto à base da às plântulas nas sementeiras
planta, colocando cerca de 500 ovos. ou recém-transplantadas.
As larvas que nascem são brancas com cabeça
marrom, corpo alongado, placa quitinizada
escura no último segmento abdominal.
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm de
comprimento.
A pupa tem cerca de 5 mm,
é branca e protegida numa câmara pupal,
enterrada superficialmente no solo.

105
CULTURA: CENOURA
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO

PULGÃO Os adultos são sugadores de seiva que vivem Tais insetos provocam INSETICIDA:
Anuraphis sp. em colônias na parte áerea da cultura e no pequenos danos por provocar NENHUM INSETICIDA
colo ou coleto das plantas. Vivem em definhamento das plantas. ESTÁ REGISTRADO PARA
simbiose com formigas. O ALVO NA CULTURA
NO PARANÁ.
LAGARTA ROSCA Os adultos são mariposas com 35 a 40mm de As lagartas jovens se alimentam NÃO HÁ INSETICIDAS
Agrotis ipsilon envergadura, com asas anteriores marrons de tecido foliar. Já quando bem REGISTRADOS NA
com algumas manchas pretas. As asas desenvolvidas cortam as plantas CULTURA, NO PARANÁ,
posteriores são semitransparentes. Desovam rente ao solo, provocando PARA CONTROLE DESTA
sobre folhas e caules das plantas. Uma fêmea redução do número de plantas. PRAGA.
coloca em média 1000 ovos. As larvas são
escuras, lisas, podendo atingir até 60 mm no
seu desenvolvimento máximo. No início ficam
sobre o solo escondidas em detritos. No
terceiro estágio penetram no solo, onde ficam
durante o dia, vindo à superfície à noite.
A lagarta enrosca seu corpo se perturbada.
A formação da pupa ocorre no solo, dentro de
uma célula de barro moldada.
Dura cerca de 15 dias
VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 Os adultos alimentam-se de folhas INSETICIDAS:
Diabrotica speciosa dias são polífagos e pragas iniciais da cultura. e produzem injúrias principalmente NÃO HÁ NENHUM
Chegam a atingir 6 mm, tendo coloração verde, nas plântulas recém-emergidas. INSETICIDA COM
cabeça marrom e tíbias pretas e élitros lisos, As larvas em estágios iniciais REGISTRO NO PARANÁ
com três manchas amarelas cada um. dirigem-se para as raízes novas, PARA TAL PRAGA NA
A fêmea faz postura no solo junto à base da onde provocam minas ou galerias CULTURA.
planta, colocando cerca de 500 ovos. no ombro das mesmas Posterior-
As larvas que nascem são brancas com cabeça mente em tais lesões ocorre entrada
marrom, corpo alongado, placa quitinizada de umidade e infecção de bactérias
escura no último segmento abdominal. do solo, provocando injúrias que
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm desclassificam as raízes.
de comprimento.
continua

106
CULTURA: CENOURA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
A pupa tem cerca de 5 mm, é branca e prote-
gida numa câmara pupal, enterrada superficial-
mente no solo.
NEMATÓIDES Os nematóides do gênero Meloydogine são os Os danos do Meloydogine são INSETICIDAS/NEMATICIDAS:
Meloydogine hapla mais prejudiciais à cultura. Os ovos são coloca- formação de tecido anormal com 28-BUNEMA 330 SC
dos pelas fêmeas na superfície das raízes e engrossamento das raízes, 61- FURADAN 100 G
cobertos por uma substância gelatinosa. originando o sintoma conhecido 63- FURADAN 50 GR
Eclodem e penetram nas extremidades das como galhas. Tais galhas prejudicam
raízes, onde permanecem até o estádio de a formação dos tubérculos além de
adulto. afetarem o aspecto visual e
comercial das partes comercializaveis
da hortaliça.

CULTURA: CUCURBITÁCEAS
PEPINO, MELÃO, MELANCIA, ABÓBORA, ABOBRINHA
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
BROCA DAS CUCURBITÁCEAS Os adultos de ambas espécies são mariposas Atacam e broqueiam principalmente CONTROLE QUÍMICO
BROCA DOS FRUTOS com aproximadamente 30 mm de envergadura. frutos, abrindo galerias e destruindo INSETICIDAS/CULTURA
Diaphania nitidalis As asas anteriores de D.hyalinata são a polpa. Tal dano tem como CADASTRADA:
Diaphania hyalinata vitrificadas quase transparentes. O corpo tem consequência o apodrecimento 24-BRIGADE - Pepino/
cor marrom e branco. e sua inutilização. Melancia
A D. nitidalis apresenta placa vítrea nas asas Provoca danos em brotos e folhas 30-CARTAP BR 500- Melão
anteriores e as asas posteriores também são ao alimentarem-se quando estas 33-CERTERO- Abobrinha
vítreas com bordas laterais marrons. são novas, deixando-as rendilhadas 43-DECIS 25 EC- Pepino
As fêmeas colocam seus ovos sobre botões ao se desenvolverem. 50-DIPEL - Melão
florais e frutos novos durante a noite. A eclosão Também broqueiam os ramos 51-DIPEL WP - Pepino/Melão/
ocorre de 4 a 7dias. novos e fazem mina interna no Melancia/Abobrinha
As lagartas recém-nascidas, procuram os frutos, sentido longitudinal. Tais ramos 53-EFORIA - Pepino
penetrando e alojando-se no interior onde ocorre têm sua medula destruída e toda 54-ENGEO PLENO - Pepino
continua

107
CULTURA: CUCURBITÁCEAS
PEPINO, MELÃO, MELANCIA, ABÓBORA, ABOBRINHA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
toda fase larval, que dura cerca de 10 dias. brotação “para frente” acaba 69-GALLAXY 100 EC - Pepino/
Ao desenvolverem-se, mas ainda novas, têm murchando e secando. Melão/ Abobrinha
coloração creme com inúmeras pontuações 74-KARATE ZEON 50 CS-
negras. Na sequência de seu desenvolvimento Melão
vão perdendo tais pontos e, ao atingirem aproxima- 85-MATCH - Pepino
damente 20 mm, têm coloração uniforme verde- 88-MIMIC 240 SC - Aboborinha
cana. 101-PLATINUM NEO - Pepino
101-PLATINUM NEO - Pepino
103-POLYTRIN - Pepino
104-POLYTRIN 400/40 EC-
Pepino
106-PREMIO - Pepino
110-RIMON 100 EC - Pepino/
Melão/Abobrinha
113-RUMO WG - Pepino/Melão
118-SEVIN 480 SC - Abóbora
127-THIOBEL 500 - Pepino/
Melão
PULGÃO Insetos pequenos que quando adultos medem Alojam-se na face inferior das INSETICIDAS:
Aphis gossypii 1,3-1,5 mm de comprimento. Apresentam grande folhas causando danos na fase 7-ACTARA 200 WG -
variação na sua tonalidade de cor desde adulta como na fase ninfal, ao Pepino, Abobrinha
amarela-clara passando pela amarela a verde- alimentarem-se de seiva bem como 8-AKITO - Melão
escura. injetando saliva tóxica. 18-AZAMAX - Melão
Têm um aparelho bucal sugador com estilete. As folhas infestadas engruvinham 19-BAMAKO 700 WG-
Uma característica marcante é a presença de e encarquilham ou seja seus bordos Melancia
sifúnculos curtos e bem escuros. ficam virados para baixo como uma 24-BRIGADE - Melancia
Vivem em colônias, apresentando formas campânula.Se as colônias infestantes 29-CALYPSO - Melão
ápteras e aladas. A forma alada é responsável forem muitas e com grande número 30-CARTAP BR 500 - Melancia
pela disseminação da espécie. As fêmeas po- de indivíduos, as plantas paralisam 36-CONNECT - Melão
dem produzir de 100-120 descendentes por um seu desenvolvimento. 43-DECIS 25 EC - Pepino
processo conhecido como partenogênese. Podem provocar danos indiretos 54-ENGEO PLENO - Pepino
continua

108
CULTURA: CUCURBITÁCEAS
PEPINO, MELÃO, MELANCIA, ABÓBORA, ABOBRINHA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
As fases jovens chamadas de ninfas são amare- ao liberar substância adocicada e 55-EPINGLE - Pepino/
las variando posteriormente para cinza e verde- pegajosa nas folhas que serve Melão/Melancia/Abobrinha
escuro ao sofrerem mudanças de estágios ou de substrato para o 76-KOHINOR 200 SC-
mudas. desenvolvimento de um fungo Pepino/Melão/Melancia
O ciclo biológico é de 15-20 dias como adulto e que forma a fumagina que cobre a 89-MOSPILAN- Melão/
7 dias como período de ninfa. área foliar. Melancia
É vetor de doença virótica. 96- ORTHENE 750 BR- Melão
101-PLATINUM NEO- Pepino
103-POLYTRIN- Melancia
104-POLYTRIN 400/40 EC-
Melancia
107-PROVADO 200 SC-
Pepino/ melancia
127-THIOBEL 500- Melancia
137-WARRANT 700 WG-
Abóbora/ Abobrinha

VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 O maior dano ocorre quando os INSETICIDA:
Diabrotica speciosa dias são polífagos e pragas iniciais da cultura. adultos atacam e consomem 43-DECIS 25 EC - Pepino
Chegam a atingir 6 mm, tendo coloração cotilédones e folhas novas de
verde, cabeça marrom e tíbias pretas e élitros plantas recém-emergidas.
lisos, com três manchas amarelas cada um. O ataque pode paralisar e retardar
A fêmea faz postura no solo junto à base da o desenvolvimento da cultura.
planta, colocando cerca de 500 ovos. Em cucurbitáceas os ataques sobre
As larvas que nascem são brancas com cabeça frutos são raros e se ocorrer
marrom, corpo alongado, placa quitinizada se dá nos novos.
escura no último segmento abdominal.
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm
de comprimento. A pupa tem cerca de 5 mm, é
branca e protegida numa câmara pupal, enterra-
da superficialmente no solo.
continua

109
CULTURA: CUCURBITÁCEAS
PEPINO, MELÃO, MELANCIA, ABÓBORA, ABOBRINHA (continuação)

NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO


MOSCAS- BRANCAS Os adultos têm coloração amarelo-pálido com Os danos diretos são provocados INSETICIDAS:
Bemisia tabaci dois pares de asas brancas, recobertas por pelo inseto que ao alimentar-se 7-ACTARA 200 WG - Pepino/
Bemisia tabaci biótibo B ou secreção pulverulenta branca medindo de suga a seiva das plantas ou ainda Abobrinha
Bemisia argentifolii 1-2 mm, sendo que a fêmea é maior que o injeta toxinas, provocando 13-APPLAUD 250- Pepino
macho. São muito ágeis voando quando moles- alterações em seu desenvolvimento 19-BAMAKO 700 WG-
tados. Seu vôo geralmente é baixo. Podem ser vegetativo e toxemia reduzindo Melancia
transportados a longas distâncias pelos ventos. produtividade e a qualidade do 29-CALYPSO- Melancia
A reprodução pode ser sexual, gerando indivi- produto obtido. 34-CHESS- Melancia
duos machos e fêmeas. Também pode ser Os danos indiretos são provocados 36-CONNECT- Melancia
partenogenética, sem fecundação, cuja prole será pela excreção de substâncias 37-CORDIAL 100-
exclusivamente de machos. A fêmea coloca de açúcaradas, que recobrem a parte Melão/Melancia/pepino
100-300 ovos durante sua vida. Os ovos são aérea dos vegetais e que servem de 55-EPINGLE - Melão/Melancia
em formato de pera, presos por um pedúnculo substrato para fungos que formam 71-IMAXI 700 WG - Melancia
curto ao tecido da planta, sempre na parte fumagina, afetantando parcialmente 76-KOHINOR 200 SC- Melão/
inferior das folhas. o processo de fotossíntese, com Melancia
As ninfas são translúcidas e fixam-se no tecido redução de qualidade e produção. 89-MOSPILAN- Melão/
foliar por meio do aparelho bucal, tendo pernas Melancia
atrofiadas até o quarto instar. Nesse instar, cha- 94-NUPRID 700 WG-Melancia
mado de pupário, quando o adulto está prestes a 95-OBERON - Melancia
eclodir, visualiza-se perfeitamente os olhos ver- 107-PROVADO 300 SC -
melhos. O ciclo biológico da mosca de ovo a Melão/Melancia
adulto tem média de 23 dias. A longevidade 126-TALSTAR 100 EC - Melão
depende da alimentação e da temperatura. 128-TIGER 100 EC- Melão/
O macho adulto dura em média 13 dias. Já as Melancia
fêmeas vivem em média 62 dias. 136-WARRANT - Melão/
Melancia/Abóbora/Abobrinha
137-WARRANT 700 WG-
Melancia

continua

110
CULTURA: CUCURBITÁCEAS
PEPINO, MELÃO, MELANCIA, ABÓBORA, ABOBRINHA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
TRIPES São insetos pequenos de corpo alongado cujo Os tripes atacam a parte aérea das INSETICIDAS:
TRIPES DAS FLORES tamanho quando adultos varia de 1 a 3 mm plantas sendo sugadores de seiva. 30-CARTAP BR 500 - Pepino
Frankliniella schulzei de comprimento.Têm aparelho bucal com três Como resultado as folhas perdem 44-DICARZOL 500 SP -
Frankliniella occidentalis estiletes e dois pares de asas franjadas. coloração, podendo ficar bronzeadas. Melancia
Apresentam coloração variável, porém no geral Pode surgir pequenos pontos 55-EPINGLE - Pepino/
são cinza-escura a preta. Suas pernas são mais escuros nos locais de picada. Abobrinha
claras que o corpo. Encontrados geralmente nas Em flores afetam os órgãos 71-IMAXI 700 WG - Melancia
brotações novas, botões florais e flores, formando reprodutivos, podendo provocar a 76-KOHINOR 200 SC - Pepino
colônias. A sua reprodução no geral é por via se- queda de frutos recém-formados. Melancia
xuada, sendo que a fêmea pode colocar de 20 até Os danos principais são formação 99-PIRATE - Melão/Melancia
100 ovos. A postura é endofítica, ou seja, ovos de cicatrizes ou manchas em frutos 127-THIOBEL 500 - Pepino
são inseridos no tecido foliar aleatoriamente. São jovens em desenvolvimento. 128-TIGER 100 EC - Pepino
reniformes e em 4 dias há a eclosão gerando 136-WARRANT - Abóbora/
ninfas, sem asas de coloração amarelo-pálida, Abobrinha
que passam por dois estágios sobre o limbo 137-WARRANT 700 WG -
foliar sendo muito ativas. Ao evoluírem forma-se Melancia
dois estágios pupais inativos, que não se alimen-
tam e ocorre no solo. Destes emergem adultos
que alimentam-se fartamente. Os individuos
machos são menores que as fêmeas.
O ciclo biológico é variável conforme condições
ambientais. A 25°C, pode durar 25 dias de ovo
até adulto, com cerca de 15 dias de estádios juve-
nis com temperaturas de 15°C.Os adultos vivem
de 7 até 30 dias. A fecundidade de F. occidentalis
a 25°C é de até 130 ovos.
ÁCAROS Ácaros fitófagos de importância agrícola são Os ácaros introduzem seus estiletes INSETICIDAS:
Tetranychus urticae artrópodes da Classe Arachnida, possuindo nas células do tecido vegetal e 3 -ABAMECTINA NORTOX
Polyphagotarsonemus latus quelíceras modificadas em estilete. Diferem dos absorvem o conteúdo do citoplasma 134-VERTIMEC 18 EC
insetos por apresentarem quando adultos das mesmas.
quatro pares de pernas e não apresentarem O suco oxida dando coloração
antenas. Sua reprodução geralmente é sexua- bronzeada ao tecido atacado,
continua

111
CULTURA: CUCURBITÁCEAS
PEPINO, MELÃO, MELANCIA, ABÓBORA, ABOBRINHA (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
da com formação de machos e fêmeas. No seguido de seca e até morte
entanto pode ocorrer os dois tipos de parteno- do vegetal. O ácaro rajado em
gênese a telítoca e a arrenótoca. Ácaros são grandes infestações provoca o
ovíparos sendo que do ovo eclode uma larva, amarelecimento e seca das folhas
com três pares de pernas e em seguida estágios que podem cair resultando em menor
de ninfas (protoninfas e deutoninfa) com quatro número de frutos e diminuição de
pares de pernas. O ácaro rajado produz fios de tamanho dos mesmos, maturação
teia na face inferior das folhas, onde são coloca- precoce e baixo teor de sólidos
dos ovos amarelados. A teia serve para proteção solúveis. Os frutos infestados não se
contra predadores e manutenção de água. desenvolvem e ficam com casca
Tem dimorfismo sexual sendo que as fêmeas áspera.
medem cerca de 0,46 mm de comprimento
apresentando duas manchas verde-escuras no
dorso, uma cada lado. Ovipositam em média
40 ovos. Já os machos medem cerca de
0,27 mm. Seu ciclo de vida em média é de 12
dias até chegar a adulto e longevidade de mais
5 até 20 dias como adultos. As condições favo-
ráveis para o seu desenvolvimento são tempe-
raturas elevadas associadas à baixa umidade
relativa.
LARVA MINADORA DA FOLHA Os adultos são moscas pequenas sendo que a INSETICIDAS:
Liriomyza huidobrensis fêmea tem cerca de 1,5 mm de envergadura. 2-ABAMECTINA DVA 18 EC
Os ovos são inseridos no tecido foliar, um de 3-ABAMECTINA NORTOX
cada vez. Destes emergem larvas cilíndricas 4-ABAMECTINA PRENTISS
hialinas no início. Tornam-se amareladas a 5-ABAMEX
partir do segundo instar, medindo cerca de 20-BATENT
0,6 X 2,3 mm quando desenvolvidas completa- 30-CARTAP BR 500
mente. Neste estádio duram de 7-15 dias com 105-POTENZA SINON
três trocas de pele. 127-THIOBEL 500
131-TRIGARD 700 WP
134-VERTIMEC 18 EC

112
CULTURA: FEIJÃO VAGEM
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
LAGARTA ELASMO Os insetos adultos são mariposas com corpo As larvas são brocas que penetram INSETICIDAS:
Elasmopalpus lignossellus de coloração geral parda com manchas cinzas na haste das plantas abaixo da NÃO EXISTEM INSETICIDAS
tendo cerca de 20 mm de envergadura. superfície e cavam galerias CADASTRADOS NO PARANÁ
Efetuam a postura na planta ou junto ao solo. ascendentes no talo, provocando PARA ESTA PRAGA.
As larvas apresentam forma cilídrica, com a morte das plantas jovens.
18 mm de comprimento e corpo marrom com
anéis marrom-avermelhados.
Ela penetra no talo, abaixo da superfície do
solo, onde inicia uma galeria para cima,
causando a morte da planta.
A fase pupal é passada numa câmara especial
no solo junto ao talo da planta.
LAGARTA ROSCA Os adultos são mariposas com 35-40 mm de A lagarta quando desenvolvida corta INSETICIDAS:
Agrotis ipsilon envergadura, com asas anteriores marrons com as plântulas rente ao solo, NÃO EXISTEM INSETICIDAS
algumas manchas pretas. As asas posteriores provocando redução do número PARA ESTA PRAGA
são semitransparentes. Desovam sobre folhas de plantas. CADASTRADOS NO PARANÁ.
e caules das plantas. Uma fêmea coloca em
média 1000 ovos. As larvas são escuras, lisas,
podendo atingir até 60 mm no seu desenvolvi-
mento máximo.
No início ficam sobre o solo escondidas em
detritos. No terceiro estágio penetram no solo,
onde ficam durante o dia, vindo à superfície à
noite.
A lagarta enrosca seu corpo se perturbada.
A formação da pupa ocorre no solo, dentro de uma
célula de barro moldada. Dura cerca de 15 dias.
VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 Os adultos alimentam-se de folhas CONTROLE QUÍMICO
Diabrotica speciosa dias são polífagos e pragas iniciais da cultura. e produzem injúrias principalmente INSETICIDAS:
Chegam a atingir 6 mm, tendo coloração às plântulas recém-emergidas 43-DECIS 25 EC
verde, cabeça marrom e tíbias pretas e élitros ao atacarem as folhas cotiledonares
lisos, com três manchas amarelas cada um. ou as iniciais.
continua

113
CULTURA: FEIJÃO VAGEM (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
A fêmea faz postura no solo junto à base da Em alta incidência, podem
planta, colocando cerca de 500 ovos. alimentar-se de flores e vagens
As larvas que nascem são brancas com cabeça em formação.
marrom, corpo alongado, placa quitinizada escura As larvas em estágios iniciais,
no último segmento abdominal. alimentam-se de raízes e nódulos,
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm deixando marcas de perfurações.
de comprimento. A pupa tem cerca de 5 mm, é
branca e protegida numa câmara pupal, enterrada
superficialmente no solo.
CIGARRINHA VERDE Os adultos e as ninfas são de coloração verde- Causam amarelecimento das folhas INSETICIDA:
Empoasca braemeri pálida. A fêmea faz a postura de seus ovos com bordas enroladas para baixo. 43-DECIS 25 EC
sobre as folhas ao longo das nervuras. Plantas severamente atacadas atro-
Em média são colocados 60 unidades. fiam e não se desenvolvem. Tais sin-
As ninfas eclodem e iniciam a sucção da seiva. tomas devem-se à sucção contínua
São semelhantes às formas adultas, porém da seiva e possivelmente pela intro-
sem asas. Locomovem-se lateralmente. dução de substâncias tóxicas.
MOSCA BRANCA Os adultos têm coloração amarelo-pálido com Os danos diretos são provocados INSETICIDAS:
Bemisia tabaci dois pares de asas brancas, recobertas por pelo inseto que ao alimentar-se 07-ACTARA 250 WG
secreção pulverulenta branca medindo de suga a seiva das plantas ou ainda 103-POLYTRIN
1-2 mm, sendo que a fêmea é maior que o injeta toxinas, provocando
macho. São muito ágeis voando quando alterações em seu desenvolvimento
molestados. Seu vôo geralmente é baixo. vegetativo e toxemia reduzindo
Podem ser transportados a longas distâncias produtividade e a qualidade do
pelos ventos. A reprodução pode ser sexual, produto obtido.
gerando indivíduos machos e fêmeas. Também O dano mais importante que tais
pode ser partenogenética, sem fecundação, a insetos causam é indireto e ocorre
prole será exclusivamente de machos. A fêmea quando a mosca-branca age como
coloca de 100-300 ovos durante sua vida. vetor de vírus, sobretudo o Mosaico
Os ovos são em formato de pera, presos por Dourado do Feijoeiro.
um pedúnculo curto ao tecido da planta,
sempre na parte inferior das folhas.
As ninfas são translúcidas e fixam-se no tecido
continua

114
CULTURA: FEIJÃO VAGEM
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
foliar por meio do aparelho bucal, tendo pernas
atrofiadas até o quarto instar. Nesse instar,
chamado de pupário, quando o adulto está
prestes a eclodir, visualiza-se perfeitamente os
olhos vermelhos. O ciclo biológico da mosca de
ovo a adulto tem média de 23 dias. A longe-
vidade depende da alimentação e da temperatu-
ra. O macho adulto dura em média 13 dias.
Já as fêmeas vivem em média 62 dias.
ÁCAROS O ácaro branco ou do enfezamento é menor que O Ácaro Branco ataca sob condi- ACARICIDAS:
Polyphagotarsonemus latus o rajado, não tecendo teias. Tem 4 pares de patas, ções de alta temperatura e umidade. NÃO HÁ PRODUTOS
Tetranychus urticae coloração branca a amarelada. A fêmea que é As folhas novas enrolam-se para QUÍMICOS CADASTRADOS
bem robusta mede aproximadamente 0,17 mm, cima deixando a parte inferior PARA TAIS PRAGAS NO
sendo arredondada e maior que o macho. bronzeada, ficando coriáceas e PARANÁ PARA ESTA
As fêmeas colocam cerca de 12 ovos nas quebradiças. CULTURA.
gemas, pecíolos e folhas protegidas. O clima As vagens também tomam a cor bron-
favorável é umidade relativa alta com tempera- zeada, perdendo qualidade comercial.
turas também elevadas. Seu ciclo até adulto O Ácaro rajado ao alimentar-se
leva 8-10 dias. Este ácaro se localiza na parte raspa o limbo foliar da superfície
apical das plantas, nos brotos terminais. superior das folhas, provocando a
O Ácaro rajado produz fios de teia na face formação de inúmeros pontos
inferior das folhas, onde são colocados ovos esbranquiçados, que pode levar à
amarelados. A teia serve para proteção contra necrose da mesma.
predadores e manutenção de água.
Tem dimorfismo sexual sendo que as fêmeas
medem cerca de 0,46 mm de comprimento
apresentando duas manchas verde-escuras no
dorso, uma em cada lado. Ovipositam em média
40 ovos. Já os machos medem cerca de 0,27 mm.
Seu ciclo de vida em média é de 12 dias até
chegar a adulto e longevidade de mais 5 até
20 dias como adultos. As condições favoráveis
para o seu desenvolvimento são temperaturas
elevadas associadas à baixa umidade relativa.

115
CULTURA: MORANGO
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
ÁCAROS O Ácaro rajado é a principal praga do moran- A. Rajado - Inicialmente são QUÍMICO
ÁCARO RAJADO gueiro. É um aracnídeo cujo macho tem cerca formadas pequenas manchas INSETICIDAS:
Tetranynchus urticae de 0,25 mm e a fêmea 0,46 mm. Ambos têm o cloróticas a amareladas nas folhas. 01-ABAMECTIN EC SINON
corpo oval coberto de pêlos, com 4 pares de Caso a infestação não seja controlada 03-ABAMECTIN NORTOX
ÁCARO DO ENFESAMENTO pernas, de coloração amarelo-esverdeada e aumentar a população da praga, 04-ABAMECTIN PRENTISS
Steneotarsonemus pallidus escura. A fêmea apresenta no dorso, duas tais folhas ficam totalmente avermelha- 18-AZAMAX
manchas pretas, uma em cada lado. O ciclo de das. Os ácaros alojam-se nas folhas 40-DANIMEN 300 EC
vida do adulto varia de 5 até 50 dias. Coloniza mais velhas baixeiras. 77-KRAFT
a parte inferior da folha onde pode-se obser- Em altas populações pode ocorrer 86-MEOTHRIN
var os vários estádios desde ovos, ninfas até ataque em frutos novos que ficam 121-SUMIRODY 300
adultos em colônias. Ali tece um entrelaçado marrons escurecidos e secos. 134-VERTIMEC 18 EC
de fios, ou seja teias, que serve para locomove- O início do aparecimento se dá em
rem-se além de funcionar como proteção contra pontos isolados ou reboleiras.
inimigos naturais e chuvas. Períodos ambientais secos com
Os ovos são diminutos de coloração amarelada, temperaturas elevadas, favorecem
com incubação entre 4 a 18 dias. o desenvolvimento populacional.
A fase jovem, de larva ou ninfa é semelhante à Se a infestação ocorrer em viveiro
adulta, porém em tamanho menor, sendo efêmera de produção de mudas, pode haver
com duração de apenas 3 dias e tendo 3 pares enfraquecimento da planta matriz,
de pernas. diminuição na produção de
Períodos prolongados de seca com tempera- estolões e no número de mudas
turas elevadas favorecem o crescimento popu- filhas e atraso no desenvolvimento
lacional. destas filhas.
O ácaro do enfesamento, também conhecido A. Enfesamento - Infestações iniciais
como ácaro branco do morangueiro, é uma provocam enrugamento das folhas
praga de tamanho diminuto, cerca de 0,3 mm, novas. Com o aumento populacional,
sendo de difícil visualização a olho nu. Tem sem controle, torna as folhas atacadas
coloração branco-amarelada, alaranjada e bri- sem brilho natural, ficando enroladas,
lhante. As fêmea colocam seus ovos em brotos de pequenas dimensões com pecíolos
na região apical das plantas. Normalmente a curtos. As plantas não se desenvolvem
praga se abriga em folhas dobradas e entre pe- ficando completamente enfesadas. A
cíolos para evitar a luz intensa do dia. Quando floração é reduzida, as flores formadas
ocorrer nas flores, geralmente são encontrados são pequenas e bronzeadas, podendo
continua

116
CULTURA: MORANGO (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
na base das sépalas e nas pilosidades dos fru- cair. Os frutos não se desenvolvem e
tos novos.Tem ciclo completo de 10 até 30 dias. a planta regride até morrer.
PULGÕES São insetos sugadores que alimentam-se de Transmissão de virose às INSETICIDAS:
Capitophorus fragaefolii seiva elaborada pela planta. Ao realizar a plantas. 07-ACTARA 250 WG
Cerosipha forbesi picada de teste e continuar o processo de C. fragaefolii transmite o 74-KARATE ZEON 50
alimentação por sucção da seiva inoculam nas Vírus do Mosqueado do
plantas, se contaminados, vírus que provocam morangueiro.
doenças conhecidas como viroses.
As formas ápteras de C. fragaefolii têm coloração
verde-amarelada e são recobertos por pelos no
abdome. Já a espécie C. forbesi é de coloração
verde-escura a negra, estando sempre associada
à presença de formigas lava-pés.
NEMATÓIDES Gênero Meloydogine - Os ovos são colocados Os danos do Meloydogine são forma- INSETICIDA/NEMATICIDA:
Meloydogine hapla pelas fêmeas na superfície das raízes e cober- ção de galhas nas raízes, que produ- 28-BUNEMA 330 SC
Aphelenchoides besseyi tos por uma substância gelatinosa. Eclodem e zem inúmeras raízes laterais.Tais ga-
Pratylenchus vulnus penetram nas extremidades das raízes, onde lhas prejudicam parcialmente as plan-
permanecem até o estádio de adulto, produzem tas. O maior dano é a introdução deste
galhas. nematóide por mudas contaminadas,
Gênero Aphelenchoides - São os nematóides para novas áreas.
do enfezamento do morangueiro. Vivem sobre O Aphelenchoides é o nematóide que
as folhas sobretudo as mais novas. ataca a parte aérea ou seja as folhas,
provocando redução do tamanho desta,
má formação e escurecimento. A plan-
ta fica toda enfezada, diminuindo a
produção.
LAGARTA ROSCA Os adultos são mariposas com 35 a 40 mm de en- As lagartas jovens se alimentam de INSETICIDAS
Agrotis ipsilon vergadura, com asas anteriores marrons com algu- tecido foliar. Já quando bem desen- NÃO HÁ INSETICIDAS
mas manchas pretas. As asas posteriores são se- volvidas cortam plantas rente ao solo, CADASTRADOS PARA A
mitransparentes. Desovam sobre folhas e caules provocando redução do número PRAGA NA CULTURA NO
das plantas. Uma fêmea coloca em média 1000 de plantas. PARANÁ.
ovos. As larvas são escuras, lisas, podendo atingir
continua

117
CULTURA: MORANGO (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
até 60 mm no seu desenvolvimento máximo. No
início ficam sobre o solo escondidas em detritos.
No terceiro estágio penetram no solo, onde ficam
durante o dia, vindo à superfície à noite. A lagarta
enrosca seu corpo se perturbada. A formação da
pupa ocorre no solo, dentro de uma célula de barro
moldada. Dura cerca de 15 dias.

CULTURA: PIMENTÃO
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
ÁCARO BRANCO O ácaro branco ou do enfezamento é menor Na parte inferior das folhas novas INSETICIDAS/ACARICIDAS:
ÁCARO DO ENFEZAMENTO que o rajado, não tecendo teias. Tem 4 pares de raspam o tecido destruindo as 03-ABAMECTIN NORTOX -
Polyphagotarsonemus latus patas, coloração branca a amarelada. A fêmea células para extrair o seu ÁCARO BRANCO
que é bem robusta mede aproximadamente conteúdo. 70-GRIMECTIN-
0,17 mm, sendo arredondada e maior que o O local atacado adquire coloração ÁCARO BRANCO
macho. As fêmeas colocam cerca de 12 ovos bronzeada. 111-ROTAVIK-
nas gemas, pecíolos e folhas protegidas. Com o passar do tempo, as folhas ÁCARO BRANCO
O clima favorável é umidade relativa alta com atacadas tornam-se espessas, 134-VERTIMEC 18 EC -
temperaturas também elevadas. Seu ciclo até coriáceas e rasgam-se com ÁCARO BRANCO
adulto leva 8-10 dias. facilidade.
Este ácaro se localiza na parte apical das As hastes atacadas ficam
plantas, nos brotos terminais. escurecidas.
continua

118
CULTURA: PIMENTÃO (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
ÁCARO VERMELHO Ácaros fitófagos de importância agrícola são Danificam folhas provocando clorose INSETICIDAS:
Tetranynchus evansi artrópodes da Classe Arachnida, possuindo generalizada, seguida de queda 01-ABAMECTIN 18 EC SINON
quelíceras modificadas em estilete. Diferem acentuada das folhas e morte das 03-ABAMECTIN NORTOX
ÁCARO RAJADO dos insetos por apresentarem quando adultos plantas.Também provocam morte 04-ABAMECTIN PRENTISS
Tetranynchus urticae quatro pares de pernas e não apresentarem de ponteiros causando cegamento 70-GRIMECTIN
antenas. Sua reprodução geralmente é do broto de crescimento. 105-POTENZA SINON
sexuada com formação de machos e fêmeas. 111-ROTAVIK
No entanto pode ocorrer os dois tipos de 134-VERTIMEC 18 EC
partenogênese a telítoca e a arrenótoca.
Ácaros são ovíparos sendo que do ovo eclode
uma larva, com três pares de pernas e em
seguida estágios de ninfas (protoninfas e
deutoninfa) com quatro pares de pernas.
O Ácaro rajado produz fios de teia na face
inferior das folhas, onde são colocados ovos
amarelados. A teia serve para proteção
contra predadores e manutenção de água.
Tem dimorfismo sexual sendo que as fêmeas
medem cerca de 0,46 mm de comprimento
apresentando duas manchas verde-escuras
no dorso, uma em cada lado. Ovipositam em
média 40 ovos. Já os machos medem cerca de
0,27 mm. Seu ciclo de vida em média é de 12 dias
até chegar a adulto e longevidade de mais 5 até
20 dias como adultos. As condições favoráveis
para o seu desenvolvimento são temperaturas
elevadas associadas à baixa umidade relativa.
PULGÃO VERDE O adulto tem cerca de 2 mm de comprimento e Provocam danos diretos pela sucção INSETICIDAS:
Myzus persicae sua forma áptera tem coloração verde-clara contínua de seiva desde que haja 07-ACTARA 250 WG
com abdome ovalado. A forma alada tem cabeça colônias grandes. 56-EVIDENCE 700 WG
PULGÃO VERDE ESCURO de coloração escura e as antenas e o tórax Transmissores do Vírus da Mosaico 76-KOHINOR 200
Macrosiphum euphorbiae negros. Apresenta uma mancha escura no do Pimentão (estirpe do Vírus Y 96-ORTHENE 750 BR SC
abdome com ramificações para os lados. da batata). 136-WARRANT
continua

119
CULTURA: PIMENTÃO (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
Seu ciclo biológico é de aproximadamente
10 dias, com quatro trocas de pele. A reprodução
é por partenogênese, gerando cerca de 80 indi-
víduos por fêmea. As colônias se formam na face
inferior das folhas baixeiras das plantas, assim
passando quase despercebidas. É um inseto
altamente polífago, encontrando facilmente
espécies hospedeiras para sobreviver e formar
colônias continuamente.
Já o pulgão M. euphorbiae na fase adulta é
grande, podendo atingir até 4mm de comprimento.
A forma áptera tem coloração verde com
cabeça e tórax amarelados, corpo bem alongado
e antenas escuras. Apresenta sifúnculos bem
longos e localizados na base do abdome, um em
cada lado. A forma alada é parecida com a áptera,
tendo entretanto cor marrom-clara na cabeça
e abdome. Este pulgão coloniza principalmente
brotos novos da planta, causando enrolamento.
VAQUINHA Os adultos que vivem aproximadamente 60 dias As larvas destroem levemente as INSETICIDAS:
Diabrotica speciosa são polífagos e pragas iniciais da cultura. raízes. Os adultos alimentam-se de 07-ACTARA 250 WG
Chegam a atingir 6 mm, tendo coloração verde, folhas e produzem injurias principal- 99-PIRATE
cabeça marrom e tíbias pretas e élitros lisos, mente às plântulas nas sementeiras
com três manchas amarelas cada um. ou recém-transplantadas.
A fêmea faz postura no solo junto à base da
planta, colocando cerca de 500 ovos.
As larvas que nascem são brancas com cabeça
marrom, corpo alongado, placa quitinizada
escura no último segmento abdominal.
Vivem cerca de 30-40 dias, atingindo 10 mm
de comprimento. A pupa tem cerca de 5 mm, é
branca e protegida numa câmara pupal, enterrada
superficialmente no solo.

continua

120
CULTURA: PIMENTÃO (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
BURRINHO DAS SOLANÁCEAS O adulto é um besouro estreito e comprido Os insetos adultos destroem as INSETICIDAS:
VAQUINHA DA BATATINHA atingindo de 8-17mm de comprimento, com folhas novas ou ápices de plantas. NÃO HÁ INSETICIDAS PARA
Epicauta atomaria patas muito longas.Tem coloração acinzentada ESTA PRAGA NA CULTURA
com pequenas e inúmeras manchas escuras nos CADASTRADOS NO PARANÁ
élitros, que são moles. Sua cabeça é grande
com uma constrição que a separa do pronoto.
A fêmea coloca os ovos em grupos de até 200
em cavidades feitas no solo. As larvas passam
por diferentes tipos e formas, por 5 ínstares,
possuindo diferentes hábitos alimentares. A pupa
ocorre no solo.
LAGARTA ROSCA Os adultos são mariposas com 35 a 40 mm de Adultos cortam plântulas rente ao INSETICIDAS:
Agrotis ipsilon envergadura, com asas anteriores marrons com solo, provocando redução do NÃO HÁ INSETICIDAS
algumas manchas pretas. As asas posteriores número de plantas. CADASTRADOS PARA ESTA
são semitransparentes. Desovam sobre folhas PRAGA NA CULTURA NO
e caules das plantas. Uma fêmea coloca em PARANÁ.
média 1000 ovos. As larvas são escuras, lisas,
podendo atingir até 60 mm no seu desenvolvi-
mento máximo. No início ficam sobre o solo
escondidas em detritos. No terceiro estágio
penetram no solo, onde ficam durante o dia,
vindo à superfície à noite. A lagarta enrosca
seu corpo se perturbada.
TRIPES São insetos pequenos de corpo alongado cujo Os tripes atacam a parte aérea das INSETICIDAS:
Frankliniella schulzei tamanho quando adultos varia de 1 a 3 mm plantas sendo sugadores de seiva 29-CALYPSO
Frankliniella occidentalis de comprimento.Têm aparelho bucal com três Pode surgir pequenos pontos escuros 44-DICARZOL 500 SP
estiletes e dois pares de asas franjadas. nos locais de picada. Em flores afetam 56-EVIDENCE 700 WG
Apresentam coloração variável, porém no os órgãos reprodutivos, podendo pro- 107-PROVADO
geral é cinza escura até preta. Suas pernas vocar a queda de frutos recém-forma- 136-WARRANT
são mais claras que o corpo. dos. Os danos principais são forma-
Encontrados geralmente nas brotações novas, ção de cicatrizes ou manchas em
botões florais e flores, formando colônias. frutos jovens em desenvolvimento.
continua

121
CULTURA: PIMENTÃO (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
A sua reprodução no geral é por via sexuada,
sendo que a fêmea pode colocar de 20 até
100 ovos. A postura é endofítica, ou seja, ovos
são inseridos no tecido foliar aleatoriamente.
São reniformes e em 4 dias há a eclosão ge-
rando ninfas, sem asas, de coloração amarelo-
pálida, que passam por dois estágios sobre o
limbo foliar sendo muito ativas.
Ao evoluírem forma-se dois estágios pupais
inativos, que não se alimentam e ocorrem no
solo. Destes emergem adultos que alimentam-
se fartamente. Os indivíduos machos são
menores que as fêmeas.
O ciclo biológico é variável conforme condições
ambientais. A 25°C, pode durar 25 dias de ovo
até adulto, com cerca de 15 dias de estádios
juvenis com temperaturas de 15°C. Os adultos
vivem de 7 até 30 dias. A fecundidade de
F. occidentalis a 25°C é de até 130 ovos.
MOSCAS- BRANCAS Os adultos têm coloração amarelo-pálido com Os danos diretos são provocados INSETICIDAS:
Bemisia tabaci dois pares de asas brancas, recobertas por pelo inseto que ao alimentar-se 07-ACTARA 250 WG
Bemisia tabaci biótipo B ou secreção pulverulenta branca medindo de suga a seiva das plantas ou ainda 09-ALANTO
Bemisia argentifolii 1-2 mm, sendo que a fêmea é maior que o injeta toxinas, provocando altera- 37-CORDIAL
macho. São muito ágeis voando quando moles- ções em seu desenvolvimento vege- 76-KOHINOR 200 SC
tados. Seu vôo geralmente é baixo. Podem ser tativo e toxemia reduzindo produti- 107-PROVADO 200 SC
transportados a longas distâncias pelos ventos. vidade e a qualidade do produto 136-WARRANT
A reprodução pode ser sexual, gerando indivi- obtido. Os danos indiretos são
duos machos e fêmeas. Também pode ser par- provocados pela excreção de substân-
tenogenética, sem fecundação, a prole será cias açúcaradas, que recobrem a
exclusivamente de machos. A fêmea coloca de parte aérea dos vegetais e que
100-300 ovos durante sua vida. Os ovos são servem de substrato para fungos que
em formato de pera, presos por um pedúnculo formam fumagina, afetando parcial-
curto ao tecido da planta, sempre na parte inferior mente o processo de fotossíntese,
das folhas. com redução de qualidade e produção.
continua

122
CULTURA: PIMENTÃO (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
As ninfas são translúcidas e fixam-se no tecido O dano mais importante que tais
foliar por meio do aparelho bucal, tendo insetos causam também é indireto e
pernas atrofiadas até o quarto instar. Nesse ocorre quando a mosca-branca age
instar, chamado de pupário, quando o adulto está como vetor de viroses.
prestes a eclodir, visualiza-se perfeitamente os
olhos vermelhos.
O ciclo biológico da mosca de ovo a adulto tem
média de 23 dias.
Após a longevidade depende da alimentação e da
temperatura.
O macho adulto dura em média 13 dias.
Já as fêmeas vivem em média 62 dias.

CULTURA: TOMATE
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
BROCA PEQUENA DO TOMATE O adulto é uma mariposa com cerca de 25-28 mm Durante toda fase larval que passa QUÍMICO: INSETICIDAS
Neoleucinodes elegantalis de envergadura, de aspecto frágil e de coloração no interior do fruto, a broca cava 8- AKITO
predominante branca. galerias por toda a polpa dos frutos, 12- AMPLIGO
Tem asas transparentes, sendo que as anteriores destruindo parte da mesma e das 15-ARRIVO 200 EC
apresentam manchas cor de tijolo nas laterais e sementes. Frutos com brocas, têm 23-BRASÃO
na base. sua maturação antecipada. 24-BRIGADE
As fêmeas colocam seus ovos isolados ou em 25-BRILHANTE BR
grupos de 2 ou 3, principalmente nas sépalas dos 26-BRUTUS
frutos em formação. 27-BULDOCK 125 CE

continua

123
CULTURA: TOMATE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
As larvas eclodem 3 dias após a postura e 30-CARTAP BR 500
penetram nos frutos, logo abaixo do cálice, 40-DANIMEN 300 EC
provocando um pequeno orifício, quase 45-DIFLUBENZURON 240 SC
imperceptível, que logo cicatriza. O inseto passa 46-DIFLUCHEM 240 SC
todo o período larval no interior do fruto, que 49-DIMILIN
corresponde a aproximadamente 30 dias. Ao final 52-DU DIN
da fase de larva ou broca, quando mede 57-FASTAC 100
aproximadamente 10-12 mm, sai do fruto. Neste 60-FULL
momento tem coloração rósea a marrom clara, 67-GALGOPER
com o primeiro segmento toráxico amarelado. 68-GALGOTRIN
A lagarta ou broca então transforma-se em 69-GALLAXY 100 EC
crisálida, enrolando-se em folhas velhas para 72-INTREPID 240 SC
proteção. Tal fase dura cerca de 15-17 dias. Após 73-JACKPOT
emerge a mariposa, fase adulta da praga. 75-KESHET 25 CS
O ciclo completo ovo-adulto dura cerca de 50 78-LANNATE
dias. 80-LORSBAN 480 SC
82-MALATHION 440
85-MATCH
86-MEOTHRIN 300
87-METHOMEX 215 SL
90-MUSTANG 350 EC
92-NOR TRIN 250EC
97-PERITO
98-PERMETRINA FERSOL
103-POLYTRIN
104-POLYTRIN 400/40 EC
106-PREMIO
108-PYRINEX 480 SC
110-RIMON
113-RUMO WG
117-SEIZER
118-SEVIN 480 SC
120-SUMIDAN 150 SC
121-SUMIDAN 25 EC
continua

124
CULTURA: TOMATE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
122-SUMIRODY 300
124-SUPERMETRINA
AGRIA 500
125-TALCOARD 250
126-TALSTAR 100 EC
127-THIOBEL 500
130-TREBON 100 SC
132-TRINCA
133-TURBO
135-VEXTER
BROCA GRANDE DO TOMATE Lagarta em último instar tem cerca de 40 mm, Ocorrência no verão. Perfura frutos QUÍMICO: INSETICIDAS
Helicoverpa zea coloração variável marrom, amarelada ou de tomate, comendo-os. 06 -ACEFATO FERSOL
esverdeada com faixas escuras pelo corpo. 10 -ALSYSTIN 250 WP
A pupa fica no solo com cerca de 20 mm, 27 -BULLDOCK 125 CE
sendo de coloração marrom. 49 -DIMILIN
O adulto tem 35 a 40 mm de envergadura. As 51 -DIPEL WG
asas anteriores são amareladas manchadas, 52 -DU DIN
Já as asas posteriores são claras com faixa 55 -EPINGLE
escura acompanhando a margem lateral. 96 -ORTHENE 750 BR
Tem ciclo biológico de 45 dias, com cerca de 15 113 -RUMO WG
dias como lagarta. A longevidade do adulto é 115 -SAFETY
também de 15 dias.
TRAÇA DO TOMATEIRO O adulto é uma pequena mariposa de coloração Larvas têm hábito alimentar QUÍMICO:INSETICIDAS
Tuta absoluta cinza-prateada, com cerca de 6-10 mm de mastigador, perfurando a epiderme 03 - ABAMECTIN NORTOX
comprimento com 9 mm de envergadura. e alimentando-se do tecido 08-AKITO
Suas asas são franjadas e apresentam manchas parenquimatoso das folhas. 10-ALSYSTIN 250 WP
escuras. Protegem-se durante o dia nas folhas Perfuram também o broto terminal 11-ALSYSTIN WP
do tomateiro. O acasalamento se dá ao amanhe- e fazem galeria interna de duração 15-ARRIVO 20 EC
cer e ao entardecer, quando estão ativas. descendente. Nos frutos, perfuram 17-ATABRON 50 EC
Também fazem a postura nestes momentos. na região de inserção do cálice 18-AZAMAX
Os ovos são colocados em grupos em folhas, e penetram no tecido do mesmo, 20-BATENT
fruto e ramos da parte superior das plantas. porém não muito profundamente. 21-BAZUKA 216 SL
Cada fêmea pode colocar de 55-130 ovos É comum o apodrecimento dos 22-BELT
continua

125
CULTURA: TOMATE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
durante 3 a 7 dias. A fase de ovo tem incubação frutos perfurados no campo, devido 24-BRIGADE
de 3-6 dias. A fase larval dura 14 dias. à entrada de bactérias em tais 26-BRUTUS
As larvas têm coloração amarelada, locais. 27-BULLDOCK 125 CE
passando a verde após alimentarem-se. 30-CARTAP BR 500
Passam por 4 estágios larvais em 7 dias, quando 33-CERTERO
atingem cerca de 7mm. 38-CORINGA
Apresentam placa protoráxica preta, em forma 39-CYPTRIN 250 CE
de meia lua. Esta fase dura 14 dias. 40-DANIMEN 300 EC
A fase pupal acontece sobre folhas velhas ou 41-DART
no solo e raramente em hastes e frutos. A pupa 42-DART 150
tem coloração verde e depois marrom, sempre 49-DIMILIN
protegida por um casulo de seda e de detritos 50-DIPEL
vegetais. Tal fase tem duração de 7-10 dias. 52-DU DIN
60-FULL
64-FURY 180 EW
65-FURY 20 EW
67-GALGOPER
68-GALGOTRIN
69-GALLAXY 100 EC
70-GRIMECTIN
72-INTREPID 240 SC
75-KESHET 25 CS
77-KRAFT 36 EC
79-LOGIN
85-MATCH
86-MEOTHRIN 300
88-MIMIC 240 SC
90-MUSTANG 350 EC
99-PIRATE
103-POLYTRIN
104-POLYTRIN 400/40 EC
106-PREMIO
110-RIMON 100 EC
111-ROTAMIK
continua

126
CULTURA: TOMATE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
113-RUMO WG
115-SAFETY
121-SUMIDAN 25 EC
124-SUPERMETRINA
AGRIA 500
126-TALSTAR 100 EC
127-THIOBEL 500
129-TRACER
132-TRINCA
133-TURBO
134-VERTIMEC 18 EC
PULGÕES Também chamados de afídeos são insetos de Pulgões sugam seiva das partes CONTROLE QUÍMICO -
Aphis gossypii corpo mole, pouco esclerotizado com formato aéreas dos vegetais e de raízes, INSETICIDAS:
Myzus persicae oval ou periforme e de coloração muito variável provocando debilidade, murchamento 07-ACTARA 250 WG
A maioria das espécies de pragas medem entre e eventualmente secamento do 18-AZAMAX
1,5 - 3,5mm. Em nosso ambiente ocorre vegetal. Também pode inocular 19-BAMAKO 770 WG
somente a formação de pulgões fêmeas, que substâncias tóxicas através de sua 21-BAZUKA 216 SL
podem ser ápteras, sem asas ou aladas. Não saliva, levando à formação de encar- 25-BRILHANTE BE
há reprodução sexuada e nesse caso ocorre quilhamento, deformações e até 29-CALYPSO
uma reprodução por partenogênese telítoca, galhas. Também ocorre a eliminação 32-CAFANOL
nascendo só fêmeas, associada à viviparidade de um excremento líquido o 47-DIMETOATO 50 EC
ou seja as fêmeas originam ninfas prontas sem honeydew, que permanecendo 48-DIMEXION
colocar ovos. A metamorfose desses insetos sobre os órgãos aéreos possibilita 53-EFORIA
passa por quatro estágios de ninfas. o desenvolvimento de fumagina. 54-ENGEO PLENO
Os maiores danos dos pulgões é que 56-EVIDENCE 700 WG
eles são vetores de doenças de vírus 61-FURADAN 100G
nas plantas. 63-FURADAN 50 GR
66-GALEÃO
71-IMAXI 7OO WG
78-LANNATE
81-MALATHION 1000
82-MALATHION 440 EC
83-MALATHION 500 EC
87-METHOMEX 215 SL
continua

127
CULTURA: TOMATE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
89-MOSPLILAN
94-NUPRID 700 WG
96-ORTHENE 750 BR
97-PERITO
101-PLATINUM NEO
107-PROVADO 200 SC
116-SAURUS
136-WARRANT
137-WARRANT 700 WG
MOSCAS- BRANCAS Os adultos têm coloração amarelo-pálido com Os danos diretos são provocados CONTROLE QUÍMICO -
Bemisia tabaci dois pares de asas brancas, recobertas por pelo inseto que ao alimentar-se INSETICDAS:
Bemisia tabaci biótipo B secreção pulverulenta branca medindo de suga a seiva das plantas ou ainda 07-ACTARA 250 WG
ou Bemisia argentifolii 1-2 mm, sendo que a fêmea é maior que o injeta toxinas, provocando 13-APPLAUD 250
macho. São muito ágeis voando quando moles- alterações em seu desenvolvimento 14-AQUILA
tados. Seu vôo geralmente é baixo. Podem ser vegetativo e toxemia reduzindo 29-CALYPSO
transportados a longas distâncias pelos ventos. produtividade e a qualidade do 31-CATCHER 480 SC
A reprodução pode ser sexual, gerando indiví- produto obtido. 34-CHESS
duos machos e fêmeas. Também pode ser par- Os danos indiretos são provocados 36-CONNECT
tenogenética, sem fecundação, a prole será pela excreção de substâncias açúca- 37-CORDIAL 100
exclusivamente de machos. A fêmea coloca de radas, que recobrem a parte aérea 55-EPINGLE
100-300 ovos durante sua vida. Os ovos são dos vegetais e que servem de subs- 56-EVIDENCE 700 WG
em formato de pera, presos por um pedúnculo trato para fungos que formam fuma- 59-FOCUS WP
curto ao tecido da planta, sempre na parte gina, afetando parcialmente o 66-GALEÃO
inferior das folhas. processo de fotossíntese, com 76-KOHINOR 200 SC
As ninfas são translúcidas e fixam-se no tecido redução de qualidade e produção. 93-NUFOS 480 SC
foliar por meio do aparelho bucal, tendo O dano mais importante que tais 94-NUPRID 700 WG
pernas atrofiadas até o quarto instar. Nesse insetos causam também é indireto e 95-OBERON
instar, chamado de pupário, quando o adulto está ocorre quando a mosca-branca age 100-PITCHER
prestes a eclodir, visualiza-se perfeitamente como vetor de vírus, sobretudo os 103-POLYTRIN
os olhos vermelhos. O ciclo biológico da mosca geminivírus. 104-POLYTRIN 400/40 EC
de ovo a adulto tem média de 23 dias. A 112-ROTAPRID 350 SC
longevidade depende da alimentação e da 128-TIGER 100 EC
temperatura. O macho adulto dura em média 133-TURBO
13 dias. Já as fêmeas vivem em média 62 dias. 136-WARRANT
continua

128
CULTURA: TOMATE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO
137-WARRANT 700 WG
138-IMIDACLOPRIDO 350 SC
TRIPES São insetos pequenos de corpo alongado cujo Os tripes atacam a parte aérea CONTROLE QUÍMICO -
TRIPES DAS FLORES tamanho quando adultos varia de 1 a 3 mm das plantas sendo sugadores de INSETICIDAS:
Frankliniella schulzei de comprimento. Têm aparelho bucal com três seiva. Como resultado as folhas 06-ACEFATO FERSOL 750SP
Frankliniella occidentalis estiletes e dois pares de asas franjadas. perdem coloração, podendo ficar 15-
Apresentam coloração variável, porém no bronzeadas. Podem surgir pequenos 18-AQUILA
geral é cinza escura até preta. Suas pernas pontos escuros nos locais de 21-AZAMAX
são mais claras que o corpo. picada. Em flores, afetam os órgãos 25-BAZUKA 219 SL
Encontrados geralmente nas brotações novas, reprodutivos, podendo provocar 32-CEFANOL
botões florais e flores, formando colônias. a queda de frutos recém-formados. 36-CONNECT
A sua reprodução no geral é por via sexuada, Os danos principais são formação de 44-DICARZOL 500 SP
sendo que a fêmea pode colocar de 20 até cicatrizes ou manchas em frutos 48-DIMEXION
100 ovos. A postura é endofítica, ou seja, ovos jovens em desenvolvimento. 53-EFORIA
são inseridos no tecido foliar aleatoriamente. Os danos indiretos são a transmis- 54-ENGEO PLENO
São reniformes e em 4 dias há a eclosão são de virose às plantas vivas como 61-FURADAN 100 G
gerando ninfas, sem asas, de coloração amarelo- o TSWV,Vira-cabeça em tomate. 63-FURADAN 50 GR
pálida, que passam por dois estágios sobre o 66-GALEÃO
limbo foliar sendo muito ativas. 76-KOHINOR 200 SC
Ao evoluírem forma-se dois estágios pupais 78-LANNATE
inativos, que não se alimentam e ocorre no 89-MOSPILAN
solo. Destes emergem adultos que alimentam-se 96-ORTHENE 750 BR
fartamente. Os indivíduos machos são menores 97-PERITO
que as fêmeas. O ciclo biológico é variável 101-PLATINUM NEO
conforme condições ambientais. A 25°C, pode 103-POLYTRIN
durar 25 dias de ovo até adulto, com cerca 104-POLYTRIN 400/40 EC
de 15 dias de estádios juvenis com temperaturas 107-PROVADO 200 SC
de 15°C. Os adultos vivem de 7 até 30 dias. 109-RALZER 50 GR
A fecundidade de F. occidentalis a 25°C é de 116-SAURUS
até 130 ovos. 118-SEVIN 480 SC
123-SUMISTAR WG
136-WARRANT
137-WARRANT 700 WG
continua

129
CULTURA: TOMATE (continuação)
NOME DA PRAGA CARACTERÍSTICAS DANOS, SINAIS CONTROLE QUÍMICO

ÁCAROS Ácaros fitófagos de importância agrícola são Os ácaros introduzem seus estiletes CONTROLE QUÍMICO -
Tetranychus urticae artrópodes da Classe Arachnida, possuindo nas células do tecido vegetal e INSETICIDAS:
Polyphagotarsonemus latus quelíceras modificadas em estilete. Diferem absorvem o conteúdo do citoplasma 02-ABAMECTINA 18 EC
Aculops lycopersici dos insetos por apresentarem quando adultos das mesmas. SINON
quatro pares de pernas e não apresentarem O ácaro rajado em grandes 03-ABAMECTINA DVA 18 EC
antenas. Sua reprodução geralmente é sexuada infestações provoca o amareleci- 20-BATENT
com formação de machos e fêmeas. No entanto mento e secamento das folhas 70-GRIMECTIN
pode ocorrer os dois tipos de partenogênese a que podem cair resultando em menor 77-KRAFT 36 EC
telítoca e a arrenótoca. Ácaros são ovíparos sendo número de frutos e diminuição de 85-MATCH
que do ovo eclode uma larva, com três pares de tamanho dos mesmos, maturação 95-OBERON
pernas e em seguida estágios de ninfas (protonin- precoce e baixo teor de sólidos 96-ORTHENE 750 BR
fas e deutoninfa) com quatro pares de pernas. solúveis. O micro-ácaro rompe as 99-PIRATE
O Ácaro rajado produz fios de teia na face inferior células causando vazamento do suco 102-POLO 500 SC
das folhas, onde são colocados ovos amarelados. celular. O suco oxida dando coloração 111-ROTAMIK
A teia serve para proteção contra predadores e bronzeada ao tecido atacado, 134-VERTIMEWC 18 CE
manutenção de água. Tem dimorfismo sexual seguido de secamento e até morte
sendo que as fêmeas medem cerca de 0,46 mm do vegetal.
de comprimento apresentando duas manchas Os frutos infestados não se desen-
verde-escuras no dorso, uma em cada lado. volvem e ficam com casca áspera.
Ovipositam em média 40 ovos. Já os machos O ácaro branco provoca enfezamento
medem cerca de 0,27 mm. Seu ciclo de vida em de folhas e bronzeamento de flores
média é de 12 dias até chegar a adulto e longevi- e frutos.
dade de mais 5 até 20 dias como adultos. As con-
dições favoráveis para o seu desenvolvimento
são temperaturas elevadas associadas à baixa 4
umidade relativa. O microácaro apresenta forma-
to vermiforme e não forma teias. O ácaro branco
ou do enfezamento é menor que o rajado, não te-
cendo teias. As fêmeas colocam cerca de 12 ovos
nas gemas, pecíolos e folhas protegidas. O clima
favorável é umidade relativa alta com temperaturas
também elevadas. Ciclo até adulto leva 8-10 dias.

130
PRAGAS DE HORTALIÇAS (Fotos de: Jorge Alberto Gheller, José Luiz Bortolossi e Iniberto Hamerschmidt)

Alface - Ataque pulgões Brássicas - Adulto Traça - Plutella Brássicas - Adulto Curuquerê Brássicas - Ataque Curuquerê

Brássicas - Ataque Pulgão Brássicas - Ataque de Vaquinha

Brássicas - Larvas Traça Brássicas - Lagarta medideira

131
Brássicas Pulgão Brevicorine Feijão vagem - Ácaro folha Feijão vagem - Ácaro vagem

Morango - Ataque ácaro Pepino - Ataque Pulgões

Morango - Ataque pulgão

Pepino - Ataque Mosca Branca Pepino - Danos Larva Minadora Pepino - Larva Broca

132
Pepino - Dano Broca
Pepino - Nematoides

Pimentão- Ataque Ácaro folha Pimentão - Ataque Ácaro frutos Pimentão - Ataque Ácaro ponteiro

Tomate - Ataque Ácaro Tomate - Adulto Traça Tuta Tomate - Larva Traça Tomate - Danos Traça

133
Tomate - Larva Traça Broqueando Tomate - Broca Pequena Larva

Tomate - Danos Broca Pequena Tomate - Danos Broca Grande Tomate - Mosca Branca 1

134
Tabela 23 - Caracterização dos inseticidas a serem utilizados (Agrotóxicos cadastrados na Secretaria de Agricultura e Abastecimen-
to do Paraná em dezembro de 2012)
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
01 ABAMECTIN ABAMECTINA CE C 18g TOMATE: 75-100ml, Minadora 3 Tomate, I
18 BATATA:100-125ml, Minadora Pimentão
EC SINON PIMENTÃO: 50-100ml, Ácaro Rajado Morango
MORANGO: 50-75ml, Ácaro rajado 14 Batata
02 ABAMECTIN ABAMECTINA CE C 18g TOMATE: 3 Tomate I
DVA 75-100ml, Ácaro Rajado, Minadora 14 Batata
18 EC 100ml, Traça e Melão
BATATA: 200ml, Minadora e Traça
MELÃO:50-100ml, Minadora
03 ABAMECTINA ABAMECTINA CE C 18g TOMATE: 3 Tomate, III Volume de calda de
NORTOX 80-100ml, Microácaro e Traça Pimentão, aplicação:
75ml, Ácaro Rajado Pepino, Batata- 600-800ml/ha
PIMENTÃO: 50-100ml Morango Melancia e Pimentão-
Ácaro Rajado, Ácaro Branco 14 Melancia 400-800 l/ha
PEPINO: 50-100ml, Minadora 21 Batata Morango: 1000 l/ha
MORANGO: 75ml, Ácaro Rajado Pepino- 800 l/ha
MELANCIA:100ml, Ácaro Rajado Tomate- 500-1200 l/ha
50-100ml, Minadora A dosagem recomendada
BATATA: 250-500ml, Minadora para cada cultura deve
ser inicialmente diluída
em óleo vegetal, na
quantia de 0,25% do
volume e após misturado
com água.
04 ABAMECTINA ABAMECTINA CE C 18g TOM ATE:75-100ml, Minadora 3Tomate, I Volume de calda:
PRENTISS BATATA: 100-125ml, Minadora Pimentão, Batata- 500 l/ha
PIMENTÃO:50-125ml, Ácaro Rajado Pepino, Morango- 1000 l/ha
PEPINO: 50-125m, Minadora Morango Pepino e Pimentão-
MORANGO: 50-125ml, Ácaro Rajado 21 Batata 800 l/ha
continua

135
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
Tomate- 1000 l/ha
Diluição como
Abamectina Nortox.
05 ABAMEX ABAMECTINA CE C 18g TOMATE, MELANCIA : 75ml, 3 Tomate, I
Minadora Pepino
PEPINO: 100 ml, Minadora 21 Batata
BATATA: 500ml, Minadora
06 ACEFATO ACEFATO PS C 750g TOMATE: 100g, Frankliniela, 7 Tomate IV
FERSOL Broca Grande 14 Couve Flor
750 SP COUVE FLOR: 100g, Myzus e
Bravicorine
07 ACTARA 250 TIAMETOXAM GD S 250g TOMATE: 16-20g, Mosca Branca, 3 Tomate I Inseticida cuja aplicação
WG Mosca Branca B 1 Morango, pode ser feita por
12-15g, Myzus 10 Batata pulverização foliar,
PIMENTÃO: 400-600g/ha, Myzus, 14 Melancia esguicho e em bandeja.
Diabrótica, Mosca Branca B 40 Alface ESGUICHO-Após o pre-
PEPINO: 400-600g/ha, Myzus, Berinjela paro da calda, pulverizar
Mosca Branca B, Aphis 45 Pepino, em jato dirigido cerca
MORANGO: 10g, Pulgão Morango Abobrinha 60ml da mesma por
FEIJÃO VAGEM: 60g, Mosca 46 Pimentão planta após o transplante
Branca B 60 Feijão ou cova. Indicado para
BERINJELA: 400-600g/ha, Vagem as culturas de Abobrinha,
Mosca Branca B Melão Berinjela, Feijão
600g, Frankliniela Vagem,Melancia,Pepino,
BATATA: 10-12g, Myzus Pimentão, Repolho.
10-12g, Diabrotica Em Tomate recomenda-
ALFACE: 100-200g, Myzus da esta forma da aplica-
ABOBRINHA: 60-100ml, Mosca ção para a praga Frankli-
Branca B, Aphys niela,após o transplante.
PULVERIZAÇÃO
FOLIAR- Para Batata, na
continua

136
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
praga Myzus, empregan-
do 200-400 l/ha. também
em Batata pode ser apli-
cado em jato dirigido na
linha de plantio.Em Re-
polho também é indicado
para pulverização foliar e
na linha empregando 200
l/ha. Para Morango e To-
mate indicado para apli-
cação foliar, utilizando
500-1000 l/ha.
APLICAÇÃO BANDEJA
Para Alface em trata-
mento de bandejas apli-
cando 200 ml de calda
para bandejas de 288
células.
08 AKITO BETA CIPER- CE C 100g TOMATE: 40ml,Traça, 3 Tomate I
METRINA Broca Pequena 7 Melão
REPOLHO: 40-50ml, Bravicorine 14 Batata
MELÃO: 30-40ml, Aphis
BATATA: 50-70ml, Diabrótica
09 ALANTO TIACLOPRIDO SC S 480g PIMENTÃO, BERINJELA: 25ml, 7 Pimentão, II
Mosca Branca B Berinjela
BATATA:12,5ml, Myzus 21 Batata
10 ALSYSTIN TRIFLUMURON PM I 250g TOMATE: 60g, Traça, Broca Grande 10 Tomate IV
250 WP

11 ALSYSTIN WP TRIFLUMURON PM I 250g TOMATE: 60g,Traça 10 Tomate IV

continua

137
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

12 AMPLIGO LAMBDA SC C 50g TOMATE: 20-30 ml,Traça, 3 Tomate II


CIALOTRINA + Broca Pequena Repolho
+ 100g REPOLHO: 25ml,Traça Batata
CLORANTRA- BATATA: 25-50ml, Diabrótica
NILIPROLE 20-40ml,Traça
13 APPLAUD 250 BUPROFEZINA PM C 250g TOMATE: 100-200g, Mosca branca 7 Tomate, III
PEPINO: 100-200g, Mosca Pepino
Branca B
14 AQUILA ACEFATO PS C 750g TOMATE:100g, Mosca Branca B 7 Tomate II
15 ARRIVO CEPERME- CE C 200g TOM ATE: 30ml,Traça, Frankliniela 10 Tomate II
200 EC TRINA 16ml, Broca Pequena 5 Cebola
CEBOLA: 20-30ml, Thrips
16 ASTRO CLORPIRIFÓS EMO C 450g BATATA: 160-200ml, Diabrótica 3 Batata III
300-400ml, Minadora
17 ATABRON CLORFLU- CE C 50g TOMATE: 100ml, Traça 7 Tomate I
50 EC AZURON REPOLHO: 100ml, Curuquerê Repolho
18 AZAMAX AZADIRACTIN CE C 12g TOMATE: 200-250ml, Myzus, SEM III
A/B Traça, Thrips CARÊNCIA
REPOLHO: 200-300ml,Traça
150-300ml, Brevicorine
PIMENTÃO: 200-300ml, Mosca
Branca
MORANGO: 200-300ml, Ácaro
Rajado
MELÃO: 200-300ml, Aphys
ALFACE: 150-250ml, Myzus
19 BAMAKO IMIDACLO- GD C 700g TOMATE: 30g, Myzus 7 Tomate I
700 WG PRIDO BATATA: 55g, Myzus 14 Melão
continua

138
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
15g,Thrips 21 Batata
MELÃO: 40g,Thrips 82 Brócolis
60g, Mosca Branca B
BRÓCOLIS: 33g, Bravicorine
50g, Mosca Branca B
20 BATENT ABAMECTINA CE C 18g TOMATE: 100ml,Traça 3 Tomate I Para Batata empregar
75 ml, Àcaro rajado, Minadora 7 Melão 800l/ha de calda
MELÃO: 50-100ml, Minadora 14 Batata
BATATA: 125 ml, Traça
62,5-125ml, Minadora
21 BAZUKA METOMIL + CS C 216g TOMATE: 10ml, Myzus, Traça, 3 Tomate I
216 SL METANOL + Frankliniela 9 Batata
383,5g BATATA: 10 ml, Myzus, Traça
22 BELT FLUBEN- SC C 480g TOMATE: 16-19ml,Traça 7 Tomate III Aplicar 800 ml de
DIAMIDA 12,5-16ml, Broca Pequena calda/ha
23 BRASÃO LAMBDA PM S 700g TOMATE: 30-50ml, Broca Pequena 3 Tomate II
CIALOTRINA
24 BRIGADE BIFENTRINA CE C 25g TOMATE: 30-40ml, Traça 4 Pepino III
40ml, Broca Pequena 6 Tomate
PEPINO: 60ml, Broca Cucurbitáceas 7 Melancia
MELANCIA: 40-60 ml, Broca
Cucurbitáceas
30-40 ml, Aphis
25 BRILHANTE METOMIL CS C 215g TOMATE:100ml, Broca Pequena, 3 Tomate I
BR Myzus, Frankliniela 9 Batata
BATATA: 100ml,Traça, Myzus
26 BRUTUS LAMBDACIA- CE C 50g TOMATE: 50 ml, Broca Pequena, 3 Tomate II
LOTRINA Traça Batata
BATATA: 50-100 ml, Minadora
continua

139
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

27 BULLDOCK BETACIFLU- SC C 125g TOMATE:10ml, Traça, Broca 4 Tomate, II Volume da calda para
125 CE TRINA Pequena, Broca Grande, Diabrótica Couve pulverização foliar:
COUVE: 10ml, Curuquerê 7 Alface Batata, Couve, Tomate-
CEBOLA: 10ml, Thrips Berinjela 500-1000 l/ha
BERINJELA: 10ml, Lagarta Rosca 14 Cebola Alface, Alho, Berinjela
ALFACE: 10ml, Lagarta Rosca Batata e Cebola- 500 l/ha
ALHO:Thrips- 10ml Alho Para as culturas de Alho,
Cebola e Couve utilizar
espalhante adesivo não
iônico.
28 BUNEMA METAN SC C 330g TOMATE: 750ml /ha, Pratylenchus, II
330 SC SODICO Meloydogine, Fusarium
MORANGO: 750 l/ha, Rizoctonia,
Pratylenchus, Meloydogine
CENOURA: 750 l/ha, Meloydogine,
Esclerotinia
BATATA: 1000 l/ha Pratylenchus,
Meloydogine
29 CALYPSO TIACLOPRIDO SC S 480g TOMATE: 10ml, Myzus, Macrosifum 5 Couve, III
20ml, Mosca Branca, Mosca Alface
Branca B 7 Tomate
MELÃO: 18ml,Mosca Branca, Aphis Pimentão
PIMENTÃO: 15ml, Thrips Melão
20 ml, Mosca Branca B Berinjela
COUVE, CEBOLA: 20 ml, Thrips 21 Batata
ALFACE: 20 ml, Thrips, Myzus Alho
BERINJELA: 15 ml Thrips
20ml. Mosca Branca B
BATATA: 20ml, Myzus
ALHO:Thrips- 20 ml

continua

140
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
30 CARTAP CLORIDRATO PS C 500g TOMATE: 250g,Traça, Broca 3 Pepino III
BR 500 DE Pequena, Minadora Melão
CARTAPE BATATA: 250g, Traça, Minadora, Melancia
Lagarta Rosca 14 Tomate
COUVE: 200-250g, Curuquerê Batata
MELÃO:200-250g, Minadora, Broca Couve
Cucurbitáceas
PEPINO: 250g, Thrips
200-250 g, Minadora
MELANCIA:166-250g, Aphis,
Minadora

31 CATCHER CLORPIRIFOS CE C 480g TOMATE: 100ml, Mosca branca B, 21 Tomate, I Volume calda Batata -
480 EC Minadora Batata 300 l/ha
BATATA: 1,25 l/ha
Lagarta Rosca
32 CEFANOL ACEFATO PS C 750g TOMATE: 100g, Myzus, Frankliniela 7 Tomate III Só cadastrado para
Macrosifum tomate industrial.

33 CERTERO TRIFLUMU- SC I 480g TOMATE: 30ml, Broca Pequena, 5 Abobrinha II Volume de calda para
ROM Traça 7 Batata tomate - 800 l/ha
BATATA: 50m, Traça 10 Tomate
ABOBRINHA: 10ml, Broca
Cucurbitácea

34 CHESS PIMETROZINA GD S 500g TOMATE: 40g, Mosca Branca B IV Volume de calda para
MELÃO-50g,Mosca Branca B tomate - 800 l/ha
25-50g, Aphis

35 CIPERMETRINA CIPERME- CE C 250g BATATA: 60ml, Diabrótica 14 Batata I Volume de calda para
NORTOX TRINA MANDIOCA : 50-65ml, Mandarová Mandioca Batata - 600 l/ha
250 EC
continua

141
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
36 CONNECT BETACIFLU- SC S/C 12,5g TOMATE: 63-90g, Thrips 7 Tomate II Volume de calda para
ATRINA + 93-125g, Mosca Branca B 14 Melão Tomate e Batata 800l/ha
+ 100g MELÃO: 250-330ml, Mosca 21 Batata Melão - 300l/ha
IMIDACLO- Branca B
PRIDO 166ml, Myzus
BATATA:500ml/ha, Myzus
750ml/ha,Diabrótica

37 CORDIAL 100 PIRIPRO- CE C 100g TOMATE: 75ml, Mosca Branca 1 Pepino I


XIFEM 50-100ml, Mosca Branca B 3 Pimentão
REPOLHO: 50-75ml, Mosca Melancia
Branca B Berinjela
PIMENTÃO:50-75ml, Mosca 7 Tomate
Branca B 14 Repolho
BERINJELA: 75ml,Thrips Melão
MELÃO, MELANCIA:75-100ml,
Mosca Branca B
PEPINO: 75ml,Thrips, Mosca
Branca B

38 CURINGA CLORPIRIFOS CE C 480g TOMATE: 150ml,Traça 21Tomate I

39 CYPTRIN 250 CIPERMETRINA CE C 250g TOMATE: 20ml, Traça 10Tomate I

40 DANIMEN FENPROPA- CE C 300g TOMATE: 20ml 3Tomate I Volume de calda para


300 EC TRINA Traça, Broca Pequena Morango 800 l/ha
MORANGO: 65ml, Ácaro Rajado 7 cebola
CEBOLA: 30ml,Thrips

41 DART TEFLUBEN- SC I 150g TOMATE: 25ml,Traça 4 Tomate IV Volume calda para


ZUROM REPOLHO:25ml,Traça 7 Batata Batata - 1000 l/ha
BATATA: 150-250ml/ha,Traça 14 Repolho
continua

142
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
42 DART 150 TEFLUBEN- SC I 150g TOMATE: 25ml, Traça 4 Tomate IV Volume de calda para
ZUROM REPOLHO: 25ml, Traça 7 Batata Batata - 1000 l/ha
BATATA: 150-250ml, Traça 14 Repolho

43 DECIS 25 EC DELTAME- CE C 25g TOMATE: 30ml, Diabrótica, 1 Melão III Volume da calda para
TRINA Percevejo, Rendado, Burrinho Feijão Vagem pulverização foliar:
40ml, Minadora, Broca pequena 2 Repolho Alho e Cebola-
REPOLHO: 30ml, Lagarta medideira Pimentão 300-800 l/ha
Traça, Diabrótica, Brevicorine Melancia Batata- 500-800 l/ha
Lagarta Rosca Cebola Berinjela, Pimentão
PEPINO: 30ml, Broca Cucurbitáceas Pepino e Tomate- 400-1000 l/ha
Diabrótica, Aphis 3 Tomate Brócolis, Couve Flor,
MELÃO, MELANCIA: 30ml, Broca Couve Flor Repolho e Couve -
Cucurbitáceas Brócolis 300-800 l/ha
COUVE FLOR /BRÓCOLIS: 30ml, Feijão vagem-
Lagarta Medideira, Traça, Diabrótica 300-1000 l/ha
Bravicorine, Curuquerê, Lagarta Melão e Melancia -
Rosca 300-800 ml/ha
FEIJÃO VAGEM: 30ml, Cigarrinha Pepino- 400-1000 l/ha.
Verde, Diabrótica, Aphis
PIMENTÃO: 40ml, Broca Pequena
Minadora
30ml, Diabrótica, Percevejo Rajado
50ml, Lagarta Rosca
CEBOLA: 30ml, Thrips

44 DICARZOL CLORIDRATO PS C 582g TOMATE/PIMENTÃO: 100g,Thrips 3 Pimentão II Para todas as culturas,


500 SP DE FORMETA- MELANCIA: 125ml, Thrips Berinjela menos tomate,
NATO BERINJELA: 150g, Thrips 7 Tomate acrescentar 1% de
CEBOLA: 100g, Thrips Cebola açúcar na calda de
BATATA: 75-125g, Thrips Melancia pulverização.
21 Batata
continua

143
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
45 DIFLUBEN- DIFLUBEN- SC I 240g TOMATE: 50ml, Broca pequena 4 Tomate III Volume de calda
ZURON 240 ZURON 1000 l/ha.
SC HELM
46 DIFLUCHEM DIFLUBEN- SC C 240g TOMATE: 50ml, Broca pequena 4 Tomate III
240 SC ZURON
47 DIMETOATO DIMETOATO CE S 500g TOMATE: 100ml, Myzus 14 Tomate I
500 120ml, Diabrótica
EC NORTOX
48 DIMEXION DIMETOATO CE S 400g TOMATE: 100ml, Myzus, 14 Tomate I
Macrosifum, Frankliniela
49 DIMILIN DIFLUBEN- I PM 250g TOMATE: 50g, Traça, Broca 4 Tomate III
ZURON Pequena, Broca Grande
50 DIPEL Bacillus SC I 33,6g TOMATE: 100-150ml, Traça SEM IV Volume de calda para
thuriengiensis REPOLHO: 100ml, Curuquerê RESTRIÇÃO pulverização.
var. kurstaki MELÃO: 170-330ml, Broca Para Couve, Repolho,
Cucurbitáceas, Lagarta Mede palmo Couve Flor e Brócolis -
400-800 l/ha.
Para Melancia, Melão,
Pepino e Abóbora -
500 l/ha.
Tomate - 1000 l/ha
51 DIPEL WP Bacillus PM I 32g TOMATE: 80g, Lagarta Medideira SEM II Volume de calda:
thuriengiensis Broca Grande RESTRIÇÃO Tomate - 600 l/ha
var. kurstaki REPOLHO, COUVE FLOR, Brássicas - 600 l/ha
BRÓCOLIS, COUVE: 60g, Mandioca - 500 l/ha
Lagarta Medideira, Traça
PEPINO, MELÃO,
MELANCIA, ABOBORA: 100g,
Broca Cucurbitáceas
MANDIOCA : 500l/ha, Mandarová
continua

144
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
52 DU DIN DIFLUBEN- PM I 250g TOMATE: 50g, Traça, Broca 4Tomate I
ZURON Pequena, Broca Grande
53 EFORIA LAMBDACIA- SC S/C 106g TOMATE: 50- 75ml, Myzus, 1 Pepino III
LOTRINA + Frankliniela 3 Cebola
+ 14g 50-100ml, Mosca Branca B 5 Tomate
TIAMETOXAM PEPINO: 10-20ml, Broca 10 Batata
Cucurbitáceas, Aphis
CEBOLA: 62,5-75ml, Thrips
BATATA:75-100ml, Myzus,
Burrinho, Diabrótica
54 ENGEO LAMBDACIA- SC S/C 106g TOMATE: 50-75ml, Myzus, 1 Pepino III Volume de calda para
PLENO LOTRINA + Frankliniela, Diabrótica 3 Cebola aplicação foliar:
+ 141g 50-100ml, Mosca Branca B 5 Tomate Batata- 200-500 l/ha
TIAMETOXAM PEPINO: 10-20 ml, Broca 10 Batata Cebola- 300-400 l/ha
Cucurbitáceas, Aphis Tomate e Pepino-
CEBOLA: 62,5-75ml Thrips 500-800 l/ha
BATATA: 75-100ml, Myzus,
Burrinho, Diabrótica
55 EPINGLE PIRIPROXIFEM CE C 100g TOMATE: 50-100ml, Mosca Branca 1 Pepino I No tomate e outras
75-100 ml, Mosca Branca B 3 Melancia hortaliças aplicar
REPOLHO: 50-75ml, Mosca Branca B Berinjela somente após o início de
PEPINO: 75ml, Thrips 7 Tomate floração. Adicionar esp.
MELÃO, MELANCIA: 75-100ml, 14 Melão adesivo.
Mosca Branca B Repolho
BERINJELA: 75ml Thrips
56 EVIDENCE IMIDACLO- GD S 700g TOMATE: 200g, Myzus, 7 Tomate IV O inseticida pode ser
700 WG PRIDO Mosca Branca Pimentão aplicado em diversas
300g, Mosca Branca B Jiló modalidades.
REPOLHO: 200g, Brevicorine Berinjela PULVERIZAÇÃO
PIMENTÃO: 200g, Thrips, Myzus 14 Alface FOLIAR: Para as
300g, Mosca Branca B Couve culturas de Cebola,
continua

145
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
PEPINO: 200g,Thrips, Aphis 21 Cebola Alho e Batata no
300g, Mosca Branca B Batata controle de Thrips.
MELÃO, MELANCIA: 200g, Aphis 30 Alho O volume de calda é de
300g, Mosca Branca B 40 Pepino 400-500 l/ha para Alho
JILÓ: 200g, Thrips, Myzus Melão e Cebola e 500-1000
COUVE FLOR, BRÓCOLIS: Abóbora l/ha para Batata. Ainda
200-300g, Brevicorine Abobrinha em Batata pode ser
COUVE: 200g, Brevicorine 82 Couve- aplicado na linha de
CEBOLA:100g, Thrips Flor plantio visando controle
BERINJELA: 200g,Thrips, Myzus Brócolis do pulgão Myzus.
300g, Mosca Branca B Repolho BANDEJAS- Indicado
BATATA: 360g, Myzus para Alface, Pimentão e
100g,Thrips Couve Flor. A solução do
ALHO:100g, Thrips produto é aplicada sobre
ALFACE: 300g, Pulgão Serralha as bandejas com mudas
ABOBRINHA: 200g,Thrips, Aphis 24 horas antes do
300g, Mosca Branca B transplante, pulverizando
ABÓBORA: 200g, Thrips, Aphis cerca de 200 ml da
300g, Mosca Branca B solução por bandeja de
200 células. Irrigar com
água a seguir para retirar
o excesso de inseticida.
ESGUICHO - A aplicação
é em esguicho com cerca
de 15 ml da calda em jato
dirigido para colo das plan-
tas. Para as culturas Berin-
jela, Brócolis, Couve, Cou-
ve Flor, Pimentão e Repo-
lho após o transplante. Pa-
ra Abóbora, Abobrinha,Me-
lão, Melancia e Pepino
após a emergência.
continua

146
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
57 FASTAC 100 ALFACIPER- CE C 100g TOMATE: 10ml, Broca pequena 7 Tomate II
METRINA BATATA: 20ml, Burrinho, Vaquinha 15 Batata
58 FENTROL GAMACIA- SE C 60g TOMATE: 10-15ml, Broca Pequena 3 Tomate III
LOTRINA COUVE: 10ml, Curuquerê Cebola
CEBOLA: 40ml, Thrips Batata
BATATA: 20-40ml, Diabrótica 7 Couve
59 FOCUS WP CLOTHIANI- PM S 500g TOMATE: 15-20g, Mosca Branca B 1 Tomate III Volume de calda para
DINA ALFACE: 15-20g, Myzus 7 Alface pulverização.
Alface e Melão -
400-600 l/ha.
Pepino - 400-800 l/ha
Tomate - 800 l/ha.
60 FULL BETACIFLU- CE C 50g TOMATE: 25ml, Traça, Broca 4 Tomate II
TRINA Pequena Couve
COUVE: 15ml, Curuquerê
61 FURADAN CARBOFU- GR S 100g TOMATE: 7,5-10kg/ha, Myzus, 60 Tomate I Aplicação no solo via
100 G RANO Frankliniela Cenoura incorporação através de
30-40kg/ha, Meloidogine Batata polvilhadeira.
20-30kg/ha, Diabrótica
CENOURA: 40kg/ha,Meloidogine
BATATA:30-40kg/ha, Meloidogine,
Pratylenchus
15-20 kg/ha, Traça, Macrosifum
62 FURADAN CARBOFU- SC S 350g TOMATE: 5 l/ha, Meloidogine, 60 Tomate II
350 SC RANO Diabrótica Batata
BATATA: 5 l/ha, Traça, Diabrótica,
Lagarta Rosca
63 FURADAN CARBOFU- GR S 50g TOMATE: 3-5g/cova, Myzus, 60 Tomate IV Aplicação por incorpora-
50 GR RANO Frankliniela Batata ção no solo com polvi-
4g/cova, Meloidogine Cenoura lhadeira.
continua

147
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
TOMATE Industrial: 40-60 kg/ha, 90 Repolho
Diabrótica
REPOLHO: 40kg/ha, Traça
CENOURA: 80kg/ha, Meloidogine
BATATA: 60-80kg/ha, Meloidogine,
Pratylenchus
30-40kg/ha,Traça, Myzus,Macrosifum,
Pulga Fumo, Burrinho, Diabrótica,
Larva Arame, Lagarta Rosca
64 FURY 180 EW ZETACIPER- CE C 180g TOMATE: 20ml, Traça 5 Tomate II
METRINA CEBOLA: 20ml, Thrips Cebola
65 FURY 20 EW ZETACIPER- CE C 200g TOMATE: 100ml, Traça 5 Tomate III
METRINA
66 GALEÃO IMIDACLO- GD S 700g TOMATE: 200g/ha, Thrips, Myzus, 7 Tomate I Aplicação por esguicho
PRIDO Mosca Branca 21 Batata no colo das plantas no
BATATA: 360g/ha, Thrips, Myzus volume de 15 ml da
solução por planta.
Controle de Thrips em
Batata por pulverização
foliar. Já para o pulgão
Myzus a aplicação
deverá ser na linha de
plantio.
67 GALGOPER PERMETRINA CE C 384g TOMATE: 26ml,Traça 3 Tomate I
19,5-32,5 ml, Broca Pequena
68 GALGOTRIN CIPERME- CE C 250g TOMATE: 40ml,Traça, 10 Tomate I
TRINA Broca Pequena
69 GALLAXY NOVALUROM CE C 100g TOMATE: 20ml, Traça 3 Repolho IV Volume de calda a ser
100 EC 60-80 ml, Broca Pequena Pepino aplicado em pulverização
REPOLHO: 40-50ml, Traça Melão foliar:

continua
148
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
BATATA : 200-300ml/ha, Traça 7 Tomate Abobrinha- 800 l/ha
MELÃO, PEPINO, ABOBRINHA: Abobrinha Batata e Repolho-
30-50ml, Broca Cucurbitáceas Batata 600 l/ha
Tomate-1000 l/ha
Melão e Pepino- 800 l/ha

70 GRIMECTIN ABAMECTINA CE C 18g TOMATE: 100ml, Traça 1 Tomate III


50-100ml, Ácaro Rajado, 2 Cenoura
Ácaro Bronzeamento e Minadora
PIMENTÃO: 50-90ml, Ácaro Rajado,
Ácaro Branco
BATATA: 500-1000ml/ha, Minadora

71 IMAXI 700 WG IMIDACLO- GD C 700g TOMATE: 200g/ha, Myzus 7 Tomate I Aplicação em Tomate e
PRIDO MELÃO: 40g,Thrips 14 Melão Batata em Myzus deve
60g, Mosca Branca B 21 Batata ser feita por esguicho,
BRÓCOLIS: 40g, Brevicorine 82 Brócolis diluindo a dosagem em
60g, Mosca Branca B 240 litros água e pulve-
BATATA: 55g, Myzus rizando 15ml da solução
15g,Thrips preparada para cada
planta. Para as demais
culturas e Thrips em Ba-
tata a aplicação é foliar
com volume de água de:
600 l/ha em Brócolis,
650 l/ha em Batata e
500 l/ha em Melão.
72 INTREPID METOXIFE- SC C 240g TOMATE: 50ml, Traça 1 Tomate III Volume de água para
240 SC NOZIDA 6-9ml, Broca Pequena calda: 700 l/ha

73 JACKPOT LAMBDACIA- CE C 50g TOMATE: 30-50ml, Broca Pequena 3 Tomate I


LOTRINA
continua

149
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
74 KARATE LAMBDACIA- SE C 50g TOMATE: 40-50ml, Broca Grande 3 Tomate III Volume de calda a
ZEON 50 CS LOTRINA 30-50ml, Broca Pequena Melão aplicar em pulverização
MORANGO: 80ml, Pulgão Morango foliar:
MELÃO:40-50ml, Broca Couve Melão - 800 l/ha
Cucurbitáceas Cebola Morango - 500 l/ha
COUVE: 30ml, Curuquerê Tomate - 600-800 l/ha.
CEBOLA: 20ml, Thrips
BATATA: 50-100ml, Minadora
75 KESHET 25 CS DELTAMETRINA CE C 25g TOMATE: 80ml, Traça 1 Batata I
40ml, Broca Pequena 2 Repolho
REPOLHO: 30ml, Larva Medideira, 3 Tomate
Diabrótica
BATATA: 40ml, Diabrótica
76 KOHINOR IMIDACLO- SC S 200g TOMATE:1,0 l/ha, Mosca Branca B III Em Tomate (Mosca Bran-
200 SC PRIDO 31-44ml, Thrips ca) Pimentão, Pepino,
44ml, Myzus, Macrosiphum Couve, Melancia, Melão
PIMENTÃO: 700ml, Myzus (Aphis) Couve Flor e Re-
1,0 l/ha, Mosca Branca B polho a aplicação é em
PEPINO: 700ml/ha, Aphis eThrips esguicho, com diluição
MELÃO: 700ml/ha, Aphis da dosagem indicada em
44-63g, Mosca Branca B 250l/ha e posterior apli-
32ml, Myzus cação de 15ml da calda
44ml, Thrips por planta. Demais cultu-
MELANCIA:700ml/ha, Aphis ras aplicação por pulve-
1,0l/ha, Mosca Branca B rização com volume de
COUVE, COUVE FLOR, REPOLHO: água de:
700ml/ha, Brevicorine Tomate e Alface -
CEBOLA: 60ml, Thrips 800 litros/ha
BERINJELA: 35-50ml, Thrips,Myzus, Cebola - 600 l/ha
Mosca BrancaB Berinjela e Batata -
ALHO: 58ml, Thrips 700 l/ha
350ml/ha, Thrips e Mosca Branca B Alho - 650 l/ha
continua

150
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
BATATA: 50ml, Thrips
35ml, Myzus
ALFACE: 70 ml, Thrips, Myzus,
Frankliniela
ALHO:350ml/ha, Thrips
77 KRAFT 36 EC ABAMECTINA CE C 36g TOMATE: 30-40ml, Ácaro Rajado, 3 Tomate I Volume de calda em
Minadora Morango Tomate - 1000 l/ha
50ml, Traça 14 Batata
BATATA: 25-50ml, Minadora
MORANGO: 30-40ml, Ácaro Rajado
78 LANNATE METOMIL SnaC C 215g TOMATE: 100ml, Myzus 3 Tomate I
Broca Pequena, Frankliniela Repolho
BATATA: 100ml, Traça e Myzus Couve
REPOLHO,COUVE e BRÓCOLIS: Brócolis
100 ml, Traça, Brevicorine e 14 Batata
Curuquerê
79 LOGIN DIFLUBEN- PM I 250g TOMATE: 62,5ml, Traça 4 Tomate I Volume a aplicar- 800l/ha
ZUROM
80 LORSBAN CLORPIRIFOS CE C 480g TOMATE: 500ml/ha, Broca Pequena 21 Tomate I Só indicado para Tomate
480 SC 333-500ml/ha, Minadora industrial ou rasteiro. Volu-
me de calda de 300 l/ha.
81 MALATHION MALATIONA CE C 1000g TOMATE:100ml, Myzus e Diabrótica 3 Tomate I
1000EC 150ml, Broca Pequena 7 Repolho
CHEMINOVA REPOLHO: 150ml, Diabrótica e
Brevicorine
82 MALATHION MALATIONA CE C 440g TOMETE: 300ml, Myzus, 3 Tomate III
440 EW Broca Pequena 7 Repolho
REPOLHO: 350ml, Curuquerê,
Brevicorine
continua

151
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
83 MALATHION MALATIONA CE C 500g TOMATE: 250g, Myzus, 3 Tomate II
500 Broca Pequena
EC CHEMI-
NOVA
84 MARSHAL 400 CARBOSUL- SC S 400g BATATA: 50ml, Macrosiphum 21 Batata II
FANO
85 MATCH LUFENUROM CE C 50g TOMATE: 80ml, Traça, Broca 7 Repolho, IV Volume de aplicação em
Pequena, Ácaro Bronzeamento Pepino pulverização foliar.
REPOLHO: 100ml,Traça 10 Tomate Batata- 400-800 ml/ha
PEPINO: 50ml,Broca Cucurbitáceas 14 Batata Pepino- 600 l/ha
BATATA: 100-133ml, Traça Repolho - 100-300 l/ha
Tomate - 400-1000 l/ha
86 MEOTHRIN FENPROPA- CE C 300g TOMATE: 150ml, Traça, 3 Tomate, I
300 TRINA Broca Pequena Morango
MORANGO: 65 ml, Ácaro Rajado 7 Cebola
CEBOLA: 150ml, Thrips
87 METHOMEX METOMIL CS C 215g TOMATE: 100-150ml, Myzus, 3 Tomate II
215 SL Broca Pequena 9 Batata
BATATA: 75-125ml, Myzus, Traça
88 MIMIC 240 SC TEBUFENO- SC I 240g TOMATE: 100ml,Traça 3 Tomate IV Volume de calda:
ZIDA ABOBRINHA: 125ml, Broca 500 l/ha
Cucurbitáceas
89 MOSPILAN ACETAMI- PS S 200g TOMATE: 25g, Myzus, Frankliniela 3 Tomate III Volume de calda para
PRIDO MELÃO, MELANCIA: 25-30g, Mosca Melancia aplicação foliar:
Branca B, Aphis Melão Tomate, melão e
Melancia - 1000 l/ha
90 MUSTANG 350 ZETACIPER- CE C 350g TOMATE: 70ml, Traça 5 Tomate II
EC METRINA 50ml, Broca Pequena Cebola
COUVE: 30ml,Curuquerê 7 Couve
CEBOLA: 30 ml, Thrips Batata
continua

152
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
BATATA: 100ml, Traça
60ml, Minadora
91 NOMOLT 150 TEFLUBEN- SC C 150g TOMATE: 25ml, Traça 7 Batata IV
ZURON REPOLHO: 25ml, Traça 14 Tomate
BATATA: 25ml, Traça Repolho
92 NOR-TRIN CIPERME- CE C 250g TOMATE: 20ml, Broca Pequena 10 Tomate II
250 EC TRINA
93 NUFOS CLORPIRIFOS CE C 480g TOMATE: 100ml, Mosca Branca B 21Tomate I Só indicado para Tomate
480 SC 100-150 ml, Minadora Batata industria ou rasteiro.
BATATA: 100ml, Lagarta Rosca Vazão de calda de
1000l/ha.
94 NUPRID IMIDACLO- GD C 700g TOMATE: 200g/ha, Myzus 7 Tomate III Aplicação em Tomate e
700 WG PRIDO 300g/ha, Mosca Branca B 14 Melão Melão em esguicho.
MELÃO: 300g, Mosca Branca B 21 Cebola Diluir a dosagem em
CEBOLA: 10g, Thrips 200 litros de água e
BATATA: 35g, Myzus aplicar 15ml por cova.
Em Cebola e Batata
aplicação foliar com
1000l/ha e 800l/ha
res- pectivamente.
95 OBERON ESPIROME- SC C 240g TOMATE: 72-85ml, Ácaro Rajado, 3 Tomate III Volume de calda:
SIFENO Mosca Branca B 14 Melão Tomate- 700 l/ha
MELÃO: 133-167ml Melão- 300 l/ha
Mosca Branca B
96 ORTHENE ACEFATO PS C 750g TOMATE: 150g,Thrips, Myzus 7 Tomate II Volume de calda para
750 BR Ácaro Vermelho, Minadora Melão aplicação foliar:
Macrosiphum, Broca Grande, 14 Repolho Batata - 400-600 l/ha
Diabrótica Pimentão Melão - 400 l/ha
REPOLHO: 100g,Traça, Myzus, Couve Couve Flor, Brócolis e
continua

153
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
Brevicorine Couve Flor Repolho - 750-1000 l/ha
PIMENTÃO: 100g, Myzus, Brócolis Pimentão - 500-1000 l/ha
Lagarta Militar Batata Tomate - 750-1000 l/ha
BATATA: 100g,Traça, Myzus
Lagarta Militar, Cigarrinha Verde,
Macrosiphum
MELÃO: 62,5g, Aphis
COUVE, COUVE FLOR,
BRÓCOLIS: 100g,Traça, Myzus,
Brevicorine
97 PERITO CIPERME- CE C 200g TOMATE: 13ml, Broca Pequena 10 Tomate I
TRINA 25ml, Myzus, Frankliniela
98 PERMETRINA PERMETRINA CE C 384g TOMATE: 6-9ml, Broca Pequena 3 Tomate I
FERSOL 384EC
99 PIRATE CLORFENAPIR CE C 240g TOMATE:100-150g, Traça, 7 Tomate III Volume de calda para
Ácaro Rajado, Ácaro Bronzeamanto Repolho Cebola e Batata de
PIMENTÃO:30ml, Diabrótica Melão 1000 l/ha.
REPOLHO: 100ml, Traça 14 Pimentão
50-100ml, Brevicorine Couve
COUVE: 50-100ml, Curuquerê Melancia
MELÃO,MELANCIA: 50-100ml, Thrips Cebola
CEBOLA: 50-75ml, Thrips Alho
ALHO: 50-100ml, Thrips
BATATA: 50-75ml, Thrips,Traça,
Diabrótica
75ml, Minadora
100 PITCHER CLORPIRIFOS CE C 480g TOMATE:100ml,Mosca Branca B 21Tomate I Recomendado apenas pa-
100-150ml, Minadora Batata ra Tomate industrial ou ras-
BATATA: 1,25 l/ha,Lagarta Rosca teiro, utilizando 1000 l/ha.
Para Batata, o volume de
calda é 300 l/ha
continua

154
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

101 PLATINUM LAMBDACIA- SC S 106 TOMATE: 50-75ml, Myzus, 1 Pepino III Volume de calda para
NEO LOTRINA + Frankliniela, Diabrótica 3 Cebola Cebola: 400 l/ha.
+ 141g 50-100ml, Mosca Branca 5 Tomate Tomate e Pepino-
TIAMETOXAN PEPINO: 10-20ml, Broca 10 Batata 500-800 l/ha.
Cucurbitáceas, Aphis
CEBOLA: 250-350ml/ha, Thrips
BATATA: 75-100ml, MYzus,
Burrinho e Diabrótica.

102 POLO DIAFENTIUROM SC C 500g TOMATE: 800ml//ha 7 Tomate III Volume de calda:
500 SC Ácaro Rajado, Mosca 800 l/ha
Branca B

103 POLYTRIN CIPERMETRINA CE C 40 TOMATE: 125 ml, Traça, 3 Pepino III Volume de calda em
+ + Broca Pequena 4 Melancia Tomate industrial de
PROFENOFÓS 400g 75ml, Frankliniela Feijão de 1000l/ha para a praga
100ml, Mosca Branca B Vagem Frankliniela.
75-100ml, Ác. Bronzeamento 5 Cebola Em Batata volume de
REPOLHO: 100ml, Brevicorine 10 Tomate calda de 800l/ha para
PEPINO: 40-80ml, Broca 14 Repolho Traça e 500l/ha
Cucurbitáceas Batata Para Diabrótica.
MELANCIA:100 ml, Aphis Para Thrips em Cebola
FEIJÃO VAGEM: 125ml, Mosca utilizar 700 l/ha de calda.
Branca B
CEBOLA: 400-500ml/ha, Thrips
BATATA: 1,25 l/ha,Traça
400-500ml/ha, Diabrótica
TOMATE INDUSTRIAL:0,75ml/ha

104 POLYTRIN CIPERMETRINA CE C 400g TOMATE: 125ml,Traça, 3 Pepino II Para Tomate industrial o
400/40 EC + + Broca Pequena 4 Feijão volume de calda é
PROFENOFÓS 40g 75ml, Frankliniela Vagem 800l/ha para controle
continua

155
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
100ml, Mosca Branca Melancia de Frankliniela.
75-100ml, Ac. Bronzeamento 5 Cebola Em Cebola o volume a
REPOLHO: 100ml, Brevicorine 10Tomate usar deve ser de
PEPINO: 40-80ml, Broca 14 Repolho 700 l/ha.
Cucurbitáceas Batata Na Batata utilizar
FEIJÃO VAGEM:125ml, Mosca 800 l/ha para Traça e
Branca B 250 l/ha no controle da
MELANCIA: 100ml, Aphis Diabrótica.
CEBOLA: 0,4-0,5 ml/ha, Thrips
BATATA: 1,25 l/ha,Traça
400-500ml, Diabrótica
TOMATE INDUSTRIAL: 0,75 ml/ha
105 POTENZA ABAMECTINA CE C 18g TOMATE: 75-100ml, Minadora 3 Tomate I Volume de água para
SINON PIMENTÃO: 50-100ml, Ácaro Pimentão pulverização:
Rajado Pepino Batata e Pimentão -
PEPINO: 50-100ml, Minadora Morango 800 l/ha
MORANGO: 50-75ml, Ácaro 14 Batata Morango, Pepino e
Rajado Tomate - 1000 l/ha
BATATA: 100-125ml, Minadora

106 PREMIO CLORANTRA- SC C 200g TOMATE: 15ml,Traça, Broca 1 Tomate III TOMATE- Empregado
NIPROLE Pequena Repolho em gotejamento,dose de
REPOLHO: 7,5ml, Traça Batata 200 ml/ha.
10ml, Lagarta Medideira Pepino Volume de calda:
PEPINO: 7,5ml, Broca Pepino e Tomate -
Cucurbitáceas 1000 l/ha
BATATA: 150ml/ha, Traça Repolho - 800 l/ha
Batata - 500 l/ha
107 PROVADO IMIDACLO- SC S 200g TOMATE: 250-350ml/ha,Thrips 7 Tomate III Em Alho e Cebola o
200 SC PRIDO 350ml, Myzus,Macrosophum Berinjela volume da calda deverá
350-500ml, Mosca Branca B Pepino ser de 500-800 l/ha
PEPINO: 350-700ml, Myzus Couve empregando adjuvantes.
continua

156
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
MELÃO: 250ml, Myzus Pimentão O volume de calda para
350-500ml, Mosca Branca B 14 Melão Alface deverá ser de
MELANCIA : 350-700ml, Alface 500-1000 l/ha, sendo
Mosca Branca B Melancia este último para Thrips.
ALFACE: 70ml, Thrips, Myzus e 21 Cebola Para Berinjela, Batata,
Frankliniela Batata Melão Pimentão e
BERINJELA: 35-50ml,Thrips 30 Alho Tomate o volume da
COUVE: 350-700ml, Brevicorine calda deverá ser de
CEBOLA: 350ml,Thrips 800-1000 l/ha.
BATATA:350ml, Thrips Para Melancia e Pepino
250ml, Myzus utilizar 200 l/ha como
ALHO: 350ml, Thrips volume de calda.
PIMENTÃO: 350-700ml/ha,
Mosca Branca B
350-700ml/ha, Thrips
108 PYRINEX CLORPIRIFÓS CE C 480g TOMATE: 100ml, Broca Pequena 21 Tomate I Indicado somente para
480 EC BATATA: 3-4 l/ha, Diabrótica Batata Tomate
Industrial ou rasteiro.
Utilizar um volume de
calda de 1000 l/ha para
Tomate e Batata.
109 RALZER 50 GR CARBOFU- GR S 50g TOMATE: 3-5g/cova, Frankliniela 60 Tomate I Para Tomate o produto
RANO 4g/cova, Meloydogine Batata deve ser incorporado ao
TOMATE INDUSTRIAL: 15-20g/ha, solo, sulco ou cova
Myzus quando do transplante.
60-80 kg/ha, Meloydogine
40-6- kg/ha, Diabrótica
BATATA: 30-40 kg/ha, Traça, Myzus,
Epitrix, Burrinho, Macrosiphum,
Larva Arame, Lagarta Rosca
60-80 kg/ha, Pratylenchus,
Meloydogine
continua

157
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

110 RIMON 100 EC NOVALURON CE I 100g TOMATE: 20ml, Traça 3 Repolho IV Volume de calda de
60-80ml, Broca Pequena Pepino pulverização:
REPOLHO: 40-50ml,Traça Melão Batata e Repolho -
PEPINO, MELÃO: 30-50ml, Broca Abobrinha 600 l/ha
Cucurbitáceas 7 Tomate Pepino, Melão e
ABOBRINHA: 30-50ml, Broca Batata Abobrinha - 800 l/ha
Cucurbitáceas Tomate - 1000 l/ha
BATATA: 200-300ml/ha, Traça
111 ROTAMIK ABAMECTINA CE C 18g TOMATE: 100ml, Traça 3 Tomate I Volume de calda para a
50-100ml, Ácaro Rajado, Minadora Pimentão pulverização:
Ácaro Bronzeamento 14 Batata Batata e Pimentão -
PIMENTÃO: 50-90ml, Ácaro Rajado, 800 l/ha
Ácaro Branco Tomate - 1000 l/ha
BATATA-500: 1000ml/ha, Minadora
112 ROTAPRID IMIDACLO- SC S 350g TOMATE: 285ml/ha, Mosca 7 Tomate III Utilizar 800 l/há de calda
350 SC PRIDO Branca B 21 Cebola para o Tomate.
CEBOLA: 200ml/ha,Thrips Batata De 600-800 l/ha em
BATATA: 200ml/ha, Thrips, Myzus Batata e 500 l/ha em
Cebola.
113 RUMO WG INDOXACARBE C GD 300g TOMATE: 16g, Traça 1 Tomate I Empregar para Tomate e
8g, Broca Pequena, Broca Grande Repolho Pepino um volume de
REPOLHO: 7,5g, Lagarta Pepino 1000 l/ha em pulveriza-
Mede Palmo Batata ção. Já em Repolho e
10 g, Traça, Broca Repolho Batata deve ser
PEPINO, MELÃO: 8-12g, Broca aplicado 800 l/ha.
Cucurbitáceas
BATATA: 60g/ha, Traça
114 SABRE CLORPIRIFÓS CE C 450g BATATA : 1,5-2,0 l/ha, Minadora 21 Batata I Volume de pulverização
0,8-1,0 l/ha, Diabrótica 400-1000 l/ha

continua

158
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

115 SAFETY ETOFENPROXI CE C 300g TOMATE: 60ml, Traça, 3 Tomate III Volume de calda:
Broca Grande 1000 l/ha
40-60ml, Broca Pequena

116 SAURUS ACETAMI- PS S 200g TOMATE: 25g, Myzus, Frankliniela 3 Tomate III Volume de 600 l/ha de
PRIDO BATATA: 50g, Myzus 7 Batata calda para Batata e
1000 l/ha em Tomate.

117 SEIZER BIFENTRINA CE C 100g TOMATE: 75-100ml, Broca Pequena 6 Tomate III Volume de 1000 l/ha de
100-150 ml, Mosca Branca B calda em pulverização.

118 SEVIN 480 SC CARBARIL SC C 480g TOMATE: 225ml, Broca Pequena, 3 Tomate II Volume de água:
Frankliniela Abóbora Alho, Batata, Cebola e
CEBOLA: 300ml, Thrips 14 Alho Tomate - 1000 l/ha
ALHO: 300ml, Thrips Cebola Abóbora - 700 l/ha
BATATA: 225ml, Diabrótica, 30 Batata
Lagarta Rosca
ABOBORA: 190ml, Broca
Cucurbitáceas

119 STALLION GAMACIALO- CE C 60g COUVE: 10ml, Curuquerê 3 Cebola III Volume de calda:
60 SC TRINA CEBOLA: 40ml, Thrips Batata Cebola - 500 l/ha
BATATA: 20-40ml, Diabrótica 7 Couve Batata - 600/ha
Couve - 1000 l/ha

120 SUMIDAN ESFENVA- SC C 150g TOMATE: 20ml, Broca Pequena 4 Tomate I Volume de 800 l/ha para
150 SC LERATO BATATA: 15ml, Myzus 7 Batata Tomate e 500-600 l/ha
para Batata.

121 SUMIDAN ESFENVA- CE C 25g TOMATE: 75ml, Traça 4 Tomate I Volume de calda:
25 EC LERATO 70ml, Broca Pequena Tomate - 800 l/ha
Batata - 500-600 l/ha
continua

159
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

122 SUMIRODY 300 FENPRO- CE C 300g TOMATE: 150ml/ha, Tuta, Broca 3 Tomate I Volume de calda:
PATINA Pequena Morango Tomate - 1000 l/ha
MORANGO: 65ml, Ácaro Rajado 7 Batata Cebola e Batata -
CEBOLA: 150ml/ha, Thrips 800 l/ha

123 SUMISTAR WG CLOTHIANIDIN WG C 500g TOMATE: 15-20g, Thrips 1 Tomate I


124 SUPERME- PERMETRINA CE C 500g TOMATE: 20ml, Traça, Broca 3 Tomate II
TRINA Pequena Repolho
AGRIA 500 10ml, Traça Batata, Myzus,
Minadora
REPOLHO: 20ml, Traça

125 TALCOARD PERMETRINA CE C 250g TOMATE: 30ml, Broca Pequena 3 Tomate I Volume de calda
250 REPOLHO: 40ml, Traça Couve sugerido:
COUVE: 40ml, Curuquerê Repolho 400-500 l/ha

126 TALSTAR BIFENTRINA CE C 100g TOMATE: 50ml, Traça 6 Tomate III Volume de calda:
100 EC 75ml, Broca Pequena 7 Melão Batata - 500 l/ha
MELÃO: 100ml, Mosca Branca B Batata Tomate - 800 l/ha
BATATA: 50-100ml, Minadora Melão - 1000 l/ha

127 THIOBEL 500 CLORIDRATO PS C 500g TOMATE: 250g, Traça, Broca 3 Pepino II Volume de calda de
DE CARTAPE Pequena, Minadora Melão pulverização:
PEPINO: 200-250g, Thrips, Melancia Batata,Melancia-600 l/ha
Minadora, Broca Cucurbitáceas 14 Tomate Melão - 250 l/ha
MELÃO: 200-250g, Broca Couve Pepino- 600-1000 l/ha
Cucurbitáceas Batata Tomate- 600-800 l/ha
MELANCIA: 1,0-1,5kg/ha, Minadora, Couve- 1000 l/ha
Aphis
COUVE:120g, Curuquerê
BATATA: 250g, Traça, Minadora,
Lagarta Rosca
continua

160
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

128 TIGER 100 EC PIRIPROXIFEM CE C 100g TOMATE:75-100ml,Mosca branca B 1 Pepino


50-100ml, Mosca Branca 3 Melancia
REPOLHO:50-75ml,Mosca branca B Berinjela
PEPINO: 75ml, Thrips 7 Tomate
MELÃO-MELANCIA: 75-100ml, 14 Repolho
Mosca Branca B Melão
BERINJELA: 75ml, Thrips

129 TRACER ESPINOSADE SC C 480g TOMATE:10-17ml, Traça 1 Repolho III Volume de calda:
REPOLHO: 80-100ml/ha, Traça Cebola Batata - 400 l/ha
CEBOLA: 200ml/ha,Thrips Tomate Repolho e Cebola-
BATATA: 200-340ml/ha, Traça 3 Batata 500-800 l/ha
340-420ml, Minadora Tomate - 1000 l/ha
TOMATE INDUSTRIA: 10-17ml, Tomate Indústria -
Tuta 400 l/ha

130 TREBON ETOFENPROXI SC C 100g TOMATE: 200ml, Broca Pequena 3 Tomate III Volume de calda:
100 SC Broca Grande 300 l/ha

131 TRIGARD CIROMAZINA PM C 750g TOMATE: 15g, Minadora 3 Pepino IV Volume de calda em
700 WP PEPINO: 15g, Minadora 4 Tomate pulverização:
MELÃO: 15g, Minadora 7 Melão Melão e Pepino -
FEIJÃO VAGEM: 15g, Minadora Batata 400-800 l/ha
BATATA: 120g/ha, Minadora 21 Feijão Tomate - 1000 l/ha
Vagem

132 TRINCA LAMBDACIA- CE C 50g TOMATE: 50ml,Traça, Broca 3 Tomate II


LOTRINA Pequena Batata
BATATA: 50-100ml, Traça

133 TURBO BETACI- CE C 50g TOMATE: 25ml, Traça, Broca 4 Tomate II


FLUTRINA Pequena Couve
COUVE:15ml, Curuquerê
continua

161
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
134 VERTIMEC ABAMECTINA CE C 18g TOMATE: 100ml, Traça e Traça 3 Tomate III Quando para pulveriza-
18 EC da Batata Batata ção recomenda-se diluir
75ml, Ácaro Rajado e Minadora Pepino a dose recomendada em
80-100ml, Ácaro Bronzeamento 4 Feijão 250 ml de óleo vegetal/
500 ml/ha, Meloydogine Vagem mineral. Para controle
PIMENTÃO: 50-100ml, Ácaro 7Melancia de Meloydogine em
Rajado e Ácaro Branco Melão Tomate, aplicar como
PEPINO: 50-100ml, Ácaro Rajado 14 Batata esguicho no solo. Para
e Minadora Nematóide do Alho, fazer
MORANGO: 50-75ml, Ácaro Rajado imersão dos bulbilhos na
MELANCIA, MELÃO: 50-100ml, solução preparada,
Ácaro Rajado e Minadora antes do plantio por 4
FIEJÃO VAGEM: 50ml, Minadora horas. Volume de calda:
BATATA: 1,0 l/ha, Traça Feijão Vagem e
0,5-1,0 l/ha, Minadora Melancia - 500 l/ha
ALHO: 200 ml/100 l, Nematóide Batata, Melão e
do Alho Pimentão - 800 l/ha
Pepino - 800-1000 l/ha
Tomate - 1200 l/ha
135 VEXTER CLORPIRIFÓS CE C 480g TOMATE INDÚSTRIA: 1,5 l/ha, 21 Tomate I Volume de calda:
Broca Pequena 1000 l/ha
1,0-1,5 l/ha, Minadora
136 WARRANT IMIDACLO- GD C 700g TOMATE: 200g/ha,Thrips, Myzus, 7 Tomate IV Inseticida recomendado
PRIDO Mosca Branca Pimentão para aplicações em
210g/ha, Mosca Branca B Berinjela esguicho, em pulveriza-
REPOLHO: 200g/ha, Brevicorine 14 Couve ção foliar e na bandeja
PIMENTÃO: 200g/ha,Thrips, Myzus Alface de mudas.
300g/ha, Mosca Branca B 21 Batata PULVERIZAÇÃO:
MELÃO,MELANCIA: 300g/ha, 30 Alho Só em Batata, Cebola
Mosca Branca B 40 Pepino e Alho Volume de calda:

continua

162
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

COUVE FLOR-COUVE BRÓCOLIS: Melão Batata-500-1000 l/ha


200g/ha, Brevicorine Abóbora Cebola- 500 l/ha
BERINJELA: 200g,Thrips, Myzus Abobrinha Alho- 500 l/ha
300 g/ha, MoscaBranca B 50 Repolho ESGUICHO:
ABÓBORA, ABOBRINHA: 200g/ha, 82 Couve- A dosagem recomenda-
Thrips Flor da deve ser diluída em
300 g/ha, Mosca branca B Brócolis 240 litros de água e
BATATA: 100g/ha,Thrips esguichar 10-15 ml da
360 g/ha, Myzus calda em cada cova ou
ALHO: 100g/ha, Thrips planta.
CEBOLA: 100g/ha,Thrips BANDEJA:
Diluir a dose recomenda-
da em 240 litros de água.
Após pulverizar
finamente
cerca de 200 ml por
bandeja de 200 células.
Após a pulverização
aplicar água para retirar
o excesso do inseticida.
Tal situação se aplica
para as seguintes cultu-
ras e pragas:
Tomate- 300g,Thrips
210g,Mosca Branca B
Pimentão - 300 g, Thrips
Melão- 300 g, Mosca
Branca B
Couve Flor-100 g,
Brevicorine
Alface- 300 g, Pulgão
Alface
continua

163
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

137 WARRANT IMIDACLO- GD S 700g TOMATE: 200g/ha, Thrips, Myzus, 7 Tomate III Inseticida recomendado
700 WG PRIDO Mosca Branca B 14 Melão para aplicação em
MELÃO: 200g, Thrips e Aphis Alface pulverização foliar, esgui-
300g, Mosca Branca B 21 Cebola cho e aplicação em ban-
MELANCIA: 300g, Mosca Branca Batata deja.
CEBOLA:100g/ha, Thrips 40 Melancia ESGUICHO:
BATATA:100g/ha,Thrips Diluir a dosagem indica-
360 g/ha, Myzus da em 240 litros de água
ALFACE: 300g/ha, Pulgão Alface e após esguichar em jato
dirigido 10-15 ml da
calda em cada cova ou
planta. Recomendado
para culturas de Tomate,
Melão, Melancia.
PULVERIZAÇÃO
FOLIAR:
Em Batata, Cebola e
Alface. Volume de calda:
Cebola- 400-500 l/ha
Alface -600-1200 l/ha
Batata- 500-1000 l/ha.
Na Batata e para praga
Myzus, a pulverização do
inseticida deve ser feita
na linha de plantio.
BANDEJA:
Somente para o Tomate,
diluindo 300 g do inse-
ticida em 240 litros de
água e pulverizar cerca

continua

164
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Nº Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

de 200 ml da calda cada


bandeja de 200 células.
A seguir pulverizar água
pura para eliminar o ex-
cesso do inseticida.

138 IMIDACLO- IMIDACLO- SC C 350g TOMATE:40ml, Mosca Branca B 7 Tomate III Volume de água para
PRIDO PRIDO CEBOLA: 40ml, Thrips 21 Cebola, calda:
350 SC BATATA: 25ml, Myzus e Thrips Batata Batata - 800 l/ha
Cebola - 500 l/ha
Tomate - 700 l/ha

165
15. PRINCIPAIS DOENÇAS E SEU CONTROLE
Eng. Agr. Jorge Alberto Gheller, Mestre em Fitotecnia-Fitossanidade pela UFRGS, Coordenador Macrorregional
Oeste/Sudoeste de Olericultura, Instituto Emater - Unidade Regional Cascavel

Tabela 24. Principais doenças e seu controle

AIPIM DE MESA
MURCHADEIRA OU SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
BACTERIOSE A doença se manifesta de 2 formas. Nas folhas surgem lesões aquosas poligonais e depois Uso de manivas provenien-
Agente causal: bactéria irregulares com coloração pardo-clara. Na forma vascular, a bactéria se localiza nos tes de plantas sadias.
Xanthomonas campestris vasos vasculares provocando murcha das folhas. Os pecíolos das folhas inclinam-se sem Rotação de culturas
pv. manihotis desprender-se e ficam quase paralelos à haste, secando a seguir. Em casos severos a haste
seca. As raízes são afetadas apresentando escurecimento vascular e apodrecimento.
A doença promove uma morte descendente da planta com exsudação de pus bacteriano.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
A bactéria permanece no solo. Manivas infectadas disseminam a doença. A chuva é o mais
importante agente disseminador dentro de uma lavoura. Altas temperaturas favorecem o
desenvolvimento da bactéria.

ALFACE
PODRIDÃO DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
ESCLEROTINA Em plantas já adultas próximo da colheita, algumas folhas baixeiras em contato com o solo Rotação de culturas com
Agente causal: fungos apresentam inicialmente uma leve murcha. Em seguida a murcha avança para as folhas gramíneas por 2-3 anos
Sclerotinia sclerotiorum e internas tomando toda a planta que rapidamente murcha, adquirindo coloração palha, de seguidos. Eliminação de
Sclerotinia minor aspecto seco semelhante a uma desidratação que leva à morte. Sob as folhas baixeiras e restos culturais e plantas
rodeando o caule forma-se uma podridão mole com formação de um abundante micélio velhas imediatamente às
esbranquiçado. Em meio a este micélio, pode-se observar estruturas negras, disformes de colheitas. Emprego de espa-
tamanhos variados que são os escleródios. Tais estruturas servem de sobrevivência para çamentos maiores nos
continua

166
ALFACE (continuação)
o fungo bem como de infecção inicial. O fungo quando infecta sementeiras pode dizimar períodos favoráveis ao pa-
as mudas rapidamente. tógeno. Manejo das águas
de irrigação. Emprego de
CONDIÇÕES PREDISPONENTES: mulching plástico ou de
Áreas infestadas com o fungo (escleródios) bem como de intenso cultivo com alface. palhada, servindo como bar-
Presença de restos culturais e plantas velhas. Plantios com alta densidade de plantas. reira entre solo e planta.
Chuvas frequentes, irrigações constantes propiciando umidade no solo.
Temperaturas variando de 15-20ºC. CONTROLE QUÍMICO:
- Iprodiona (Rovral, Rovral SC)
- Procimidona (Sialex 500,
Sumiguard 500 WP, Sumilex
500 WP)
MÍLDIO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: cromista A infecção ocorre em qualquer estágio de desenvolvimento. Na sementeira as folhas basais Emprego de variedades resis-
Bremia lactucae das plântulas apresentam inicialmente pequenas manchas amareladas que evoluem para testes. Realizar rotação de
um amarelecimento geral, seguida de murcha, secamento e morte. Sob tais folhas culturas. Eliminar plantas
forma-se um tênue micélio esbranquiçado ou acinzentado que escurece com o tempo. No velhas e restos culturais.
campo os sintomas iniciam sobre folhas baixeiras como lesões pequenas, amareladas ou Transplante em espaçamentos
verde-claras, limitadas pelas nervuras. Ao desenvolverem-se aumentam seu tamanho mais largos.
tornando-se necróticas de cor parda. Na parte inferior da folha, sob as lesões, forma-se um
micélio acinzentado que representa as estruturas reprodutivas do organismo causador CONTROLE QUÍMICO:
da doença. - Fenamidona (Censor)
- Mandipropamida (Acuthon,
CONDIÇÕES PREDISPONENTES: Carial, Revus)
Presença constante de alta UR na forma de orvalho, cerração, garoas com temperaturas
amenas de 12-20oC. Solos contaminados com estruturas de sobrevivência do patógeno.
Presença de plantas velhas ou restos culturais ainda não mineralizados.
Excesso de irrigações.
SEPTORIA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Sobre folhas baixeiras mais velhas aparecem manchas de contornos ou bordos irregulares Eliminação de restos culturais
Septoria lactucae de aspecto desidratado que posteriormente tornam-se marrom-claras ou pardacentas. e plantas velhas não colhidas.
No centro da lesão pode-se verificar numerosos pontos escuros. Rotação de cultivos.
Manejo adequado da irrigação.
continua

167
ALFACE (continuação)
CONDIÇÕES PREDISPONENTES: CONTROLE QUÍMICO:
Sementes infectadas. Presença de restos culturais e plantas velhas. A disseminação por - Azoxistrobina (Amistar WG,
águas de chuvas e respingos de irrigação.Temperaturas ótimas para o fungo são de 20-25ºC Vantigo)
com alta umidade relativa. - Difenoconazole (Score)
QUEIMA DA SAIA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Ocorrem sobre as nervuras das folhas basais mais velhas que ficam em contato com o solo, Rotação de culturas com gra-
Rhizoctonia solani como pequenos pontos pardos ou marrom-claros. Posteriormente aumentam de tamanho, míneas. Destruição de restos
ficam mais escuros e tomam o limbo foliar. As folhas infectadas ficam amolecidas, murcham culturais ou plantas velhas.
e acabam morrendo com aspecto seco e enrugado. Pode ocorrer infecção em folhas medianas. Construção de canteiros eleva-
Plantas bem infectadas podem produzir internamente na base das folhas um micélio ralo, dos para evitar alta umidade
acinzentado onde forma-se escleródios disformes, pequenos e pardos. Quando a infecção for nos mesmos. Manejo adequado
em plantas jovens as perdas podem ser grandes. Normalmente ocorrem sobre plantas velhas, das irrigações.Emprego de mul-
resultando em pequenas perdas. ching plástico ou de palhada.
CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
A disseminação ocorre por mudas contaminadas com micélio. Solos contaminados com CONTROLE QUÍMICO:
escleródios. Presença de restos culturais ou plantas velhas não colhidas. Irrigações abundantes - Pencicuron (Moncerem 250
e exageradas. Solo em condições de alta umidade e temperaturas de 15-25ºC. SC)
MANCHAS BACTERIANAS SINTOMAS: CONTROLE:
Agente causal: bactérias Ocorrem sobre as folhas baixeiras formando inicialmente pequenas manchas angulares de Emprego de sementes e mu-
Pseudomonas cichorii, aspecto encharcado. As lesões expandem-se pelo limbo foliar ficando escurecidas ou negras, das sadias. Rotação de cultivos.
Xanthomonas campestris. sendo limitadas pelas nervuras. As folhas tomam um aspecto de enrugamento. Caso as lesões Eliminação de restos culturais
iniciem pelas margens assumem um formato de “V”. Ocorrem normalmente com outras doenças e plantas velhas.
bacterianas e provocam grandes manchas necróticas.
CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
Presença de restos culturais em decomposição, plantas velhas bem como plantas silvestres
hospedeiras. Sementes contaminadas. Ferimentos nas folhas. Ocorrência de chuvas pesadas
e irrigações frequentes.
VIRA CABEÇA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
DA ALFACE Sobre o peciolo e limbo de folhas mais novas, recém-transplantadas observa-se inicialmente Rotação de culturas.
Agente causal: vírus um enrugamento ou encrespamento severo. A seguir tais folhas apresentam lesões necróticas Emprego de mudas livres
Tomato spotted wilt vírus bronzeadas que rapidamente escurecem e paralisam o crescimento. Pode ocorrer o cresci- do vírus. Produção de mudas
-TSWV isoladas do inseto vetor. Elimi-
continua

168
ALFACE (continuação)
Chrysanthemun stem mento anormal para um só lado. Os sintomas marcantes formam-se em um lado da planta, nação de plantas hospedeiras
necrosis virus - CSSV fazendo com que ocorra um crescimento anormal ou seja um enrolamento ou distorção de- das adjacências da horta.
vido ao crescimento diferenciado. Em plantas mais velhas pode ocorrer infecção sistêmica
com amarelecimento das folhas internas e nervuras, murcha marginal e colapso.
CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
Presença do inseto trips transmissor do vírus para as mudas ou plantas novas de forma cir-
culativa propagativa. Viveiros abertos e desprotegidos. Presença de plantas daninhas hospe-
deiras do vírus nas margens da horta. Plantas doentes na horta.
MOSAICO COMUM SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
ALFACE Sobre plântulas na sementeira ocorre um leve mosaico seguido de redução de crescimento, Uso de sementes livres de
Agente causal: vírus deformação foliar e inclinação para o centro. Em alfaces adultas crespas ocorre um discreto vírus. Eliminar plantas hospe-
Lettuce mosaic virus mosaico e clareamento foliar. Os sintomas mais marcantes são deformações e redução de deiras. Plantio em épocas
(LMV) crescimento do limbo foliar. Em alfaces americanas ocorre um leve amarelecimento das folhas desfavoráveis aos vetores.
baixeiras das plantas e redução de crescimento.
CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
Sementes contaminadas. Presença de pulgões vetores que transmitem o vírus de forma não
persistente. Presença nas margens da horta de plantas daninhas hospedeiras do vírus como
picão preto, serralha lisa e de espinho.

BATATA DOCE
MAL-DO-PÉ SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Os primeiros sintomas surgem como pequenos pontos negros que ocorrem no caule, sob e Plantio ramas novas e sadias.
Plenodomus destruens ao nível do solo. Posteriormente, aumentam de tamanho, circundando e tomando toda a Seleção e tratamento de mu-
base do caule que fica completamente escurecida. A planta murcha, desfolha e finalmente das. Rotação de culturas.
morre. As raízes (batatas) podem apodrecer a partir do ponto de união com o caule.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Mudas contaminadas. Solos infestados com o fungo originam a doença. Uso excessivo de
adubação orgânica.
continua

169
BATATA DOCE (continuação)
PODRIDÃO-MOLE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Nas batatas já colhidas ocorre uma podridão mole e úmida. A raíz infectada pode ser quebrada Evitar ferimentos nas raízes.
Rhizopus nigricans facilmente, emitindo uma secreção marrom sem odor. Com a continuidade da doença, a raíz Armazenamento das raízes em
perde umidade, fica enrrugada e dura. Em condições favoráveis ocorre a formação de um local ventilado e seco.
micélio preto que em contato com outras raízes propaga a doença.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Colheita atrasada em solo muito úmido. Ferimentos das raízes e armazenamento das raízes
em local úmido e pouco ventilado

MANDIOQUINHA SALSA
MURCHA ou PODRIDÃO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
DE ESCLEROTINIA Inicialmente as folhas amarelecem levemente seguidas de murcha e morte da planta. A coroa Emprego de mudas limpas.
Agente causal: fungo e as raízes apresentam uma necrose e podridão aquosa de fora para dentro. Em condições Eliminação de plantas doentes
Sclerotinia sclerotiorum de elevada umidade relativa, forma-se um abundante micélio branco, de onde surgem poste- tão logo perceba-se a doença.
riormente estruturas duras, negras, disformes (achatadas e alongadas),de tamanho irregular Destruição de restos culturais.
(2-10mm) que são os escleródios. Estas estruturas servem de sobrevivência para o patógeno Rotação de culturas com plan-
bem como de infecção em novos cultivos. As plantas doentes frequentemente surgem em tas não hospedeiras como
reboleiras. milho e gramíneas.Evitar plan-
tio em áreas que foram cultiva-
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: das com alface, Brássicas e
Presença de escleródios na área de cultivo. Restos culturais ou soqueiras de mandioquinha ou feijão. Adubação equilibrada
outros hospedeiros. Solos úmidos por dias seguidos com temperaturas baixas tanto no ar como (evitar excesso de matéria
solo. Transporte escleródios em implementos agrícolas, águas de irrigação. Disseminação de orgânica).
esporos sexuais (ascósporos) oriundos de apotécios via ventos, águas de irrigação e chuvas.

PODRIDÃO MOLE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


DAS RAÍZES No campo as plantas apresentam folhas amarelecidas, com um aspecto de nanismo. Evitar solos normalmente
Agente causal: bactérias Em seguida pode haver colapso de toda parte aérea em consequência da podridão da base encharcados. Rotação de cultu-
Erwinia carotovora subs. da planta. Pode ocorrer ainda uma podridão mole de raiz. Nas extremidades ou então em ras. Destruição de restos cultu-
continua

170
MANDIOQUINHA SALSA (continuação)
carotovora, ferimentos de raízes colhidas, há formação de pequenas depressões ou manchas encharca- rais e soqueiras. Evitar ferimen-
Erwinia carotovora subs. das que depois aumentam de tamanho e profundidade. Nestes locais ocorre uma rápida tos nas plantas.Evitar ferimen-
atroseptica, decomposição principalmente se a temperatura e a UR forem elevadas. Normalmente há tos das raízes na colheita,
Erwinia chrysnthemi formação de odor desagradável. lavagem e transporte.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Solos com alta umidade ou encharcados. Presença de soqueiras ou restos culturais
Emprego de mudas contaminadas. Ferimentos em raízes.

ROSELINIOSE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: fungo No campo de produção sobre plantas adultas ocorre necrose do caule e das raízes, com Uso de mudas sadias. Fazer
Rosellinea bunodes desprendimento da casca. A planta murcha, as folhas amarelam e morrem. As raízes perma- rotação de culturas. Evitar plan-
necem inteiras porém escuras internamente. tio em áreas novas.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Fungo é saprofita, permanece no solo. Mudas contaminadas, solos novos para cultura e
úmidos.

PODRIDÃO DA RAÍZ SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: fungo Em plantas no campo em reboleiras ocorre um leve amarelecimento seguido de uma murcha. Uso de mudas sadias.
Sclerotium rolfsii Tais plantas apresentam o caule necrosado. A região da coroa e as raízes, adquirem uma Fazer rotação de culturas.
coloração branco-rosada em consequência da formação de micélio abundante. A planta decom- Evitar plantio em áreas conta-
põem-se gradativamente e no interior do micélio são encontrados diminutos escleródios arredon- minadas com escleródios.
dados de coloração marrom. Posteriormente as raízes ficam moles, úmidas e pastosas. Evitar ferimentos em plantas.

CONDIÇÕES:
Presença do fungo no solo na forma de escleródios. Existência de restos culturais que preservam
estruturas do fungo no solo na forma de micélio. Alta umidade do solo com temperaturas
amenas.

171
BETERRABA
TOMBAMENTO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agentes causais: fungos Em plântulas em fase inicial, recém-emergidas, forma-se na região do coleto ou base do Rotação de culturas com
Phoma betae, caule uma lesão anelada escurecida. Tal lesão pode ter aspecto rígido ou encharcado, provo- gramíneas por 1 ano.
Pythium ultimum e cando murcha, tombamento e morte das mesmas. Em estágios avançados, quando a raiz Semeadura em áreas bem
Rhizoctonia solani está se desenvolvendo há formação de anéis concêntricos escuros na inserção das folhas. drenadas e descompactadas.
Também pode haver formação de fendas ou rachaduras nos tubérculos caracterizando uma Manejo de água de irrigação.
associação de Rhizoctonia com outros agentes patogênicos. Emprego de matéria orgânica
bem decomposta.
CONDIÇÕES:
Alta umidade no solo e solos encharcados. Cultivos sucessivos na mesma área. Uso e presença
de matéria orgânica não decomposta (Rhizoctonia). Solos compactados, mal aerados (Pythium).
Irrigações por aspersão e sulco com abundância. Presença de restos culturais.

MANCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


CERCOSPORA Sobre folhas velhas surgem inicialmente pequenas manchas arredondadas com bordos ou Rotação de culturas por 1 ano.
Agente causal: fungo áreas nítidas de coloração púrpura. As lesões evoluem podendo alcançar 4-5 mm de diâmetro. Evitar plantios sucessivos na
Cercospora beticola O centro das mesmas torna-se acinzentado e o tecido necrosado pode desprender-se. mesma área.Manejar adequa-
Sob altas taxas de infecção e grande número de lesões, as folhas acabam secando podendo damente as irrigações.
provocar desde redução severa de produção até a morte de plantas. Realizar adubação racional,
priorizando Ca e K e minimi-
CONDIÇÕES: zando N.
Restos culturais doentes. Plantas desnutridas. Alta umidade de solo associada com temperatu-
ras elevadas (25-30oC). Períodos chuvosos, irrigações frequentes e elevadas. CONTROLE QUÍMICO
- Azoxistrobina (Amistar WG,
Vantigo)
- Azoxistrobina +
Difenoconazole (Amistar Top)
- Difenoconazole (Score)
- Hidróxido de Cobre (Garrant)
- Mancozeb (Dithane NT)
- Mancozebe + Oxicloreto de
Cobre (Cuprozeb)
- Tebuconazole (Constant,
Elite, Folicur 200 EC, Folicur
PM, Riza 200 EC, Tríade)

172
CENOURA
TOMBAMENTO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL
PÓS-EMERGÊNCIA Sobre as plântulas recém-emergidas surge em tecidos da região do colo rente ao solo, um Semeadura em solos não en-
Agentes causais: fungos encharcamento o qual provoca inicialmente uma murcha seguida de necrose na região charcados e não contaminados.
Alternaria dauci, encharcada levando ao tombamento. O estande de emergência fica reduzido em reboleiras ou Emprego de quantidade
Alternaria radicina, nas linhas. ideal de sementes.
Pythium spp e Irrigações racionais.
Rhrizoctonia solani CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
Semeadura de sementes contaminadas com patógenos. Também a alta densidade de
plântulas associadas com solos de pouca drenagem. Umidade relativa elevada em consequência
de irrigações em excesso favorecem a doença aliada a temperaturas elevadas dentro do intervalo
de 20-30ºC.
QUEIMA DAS FOLHAS SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agentes causais: A queima das folhas da cenoura é a doença mais frequente e importante da cenoura já que Utilização de cultivares resis-
fungos e bactéria provoca destruição da área foliar. A doença é constituída por um complexo patológico no qual tentes do grupo Brasília, que
Alternaria dauci, estão envolvidos fungos e bactérias. Pelos sintomas foliares é impossível determinar o patógeno são cenouras cultivadas no pe-
Cercospora carotae e envolvido. Nas folhas, principalmente nos bordos, formam-se pequenas áreas necróticas, ríodo de verão. Realizar rota-
Xanthomonas marrom-escuro normalmente circundadas por um anel amarelado. As áreas necróticas aumentam ção de culturas e eliminar res-
campestris pv. carotae e juntam-se provocando a morte dos tecidos afetados e deixando as folhas com aspecto tos culturais da área.
de queima. As lesões podem ocorrer também sobre os pecíolos ocorrendo lesões circulares e
encharcadas ou lesões alongadas, retangulares. CONTROLE QUÍMICO:
- Azoxistrobina (Amistar WG,
CONDIÇÕES PREDISPONENTES: Vantigo)
Cultivo por vários anos de cenoura em mesma área e presença de restos culturais e plantas - Azoxistrobina +
remanescentes. Emprego de sementes contaminadas. Temperaturas elevadas 18-30ºC, com Difenoconazole (Amistar Top)
alta umidade relativa. A disseminação dos patógenos se dá por ventos e águas de irrigação. - Boscalida (Cantus)
- Clorotalonil (Bravonil 500,Bra-
vonil 700, Bravonil Ultrex,Da-
conil 500, Isotalonil 500 SC)
- Difenoconazole (Score)
- Famoxadona +
Mancozeb ( Midas )
- Hidróxido de Cobre (Garant)
- Iprodiona (Rovral, Rovral SC)

continua

173
CENOURA (continuação)
- Mancozeb (Dithane NT)
- Mancozeb + Oxicloreto de
Cobre (Cuprozeb)
- Metconazole (Caramba 90)
- Metiran + Piraclostrobina
(Cabrio Top)
- Oxicloreto de Cobre
(Cupravit Azul)
- Piraclostrobina (Comet)
- Pirimetanil (Mythos)
- Procimidona (Sialex, Sumi-
guard 500, Sumilex 500)
- Tebuconazole (Elite, Folicur
200 EC, Folicur PM, Tríade)
- Tebuconazole +
Trifloxistrobina (Nativo)
- Tetraconazole
(Domark 100EC)

PODRIDÃO DE RAÍZES SINTOMAS: CONTROLE:


Agentes causais: fungos: As podridões ocorrem ainda no campo sobre plantas individuais ou em reboleiras. Os sintomas Realizar rotação de cultivos na
Rhizopus nigricans e variam conforme o agente causal envolvido. Geralmente as plantas com raízes afetadas área. Irrigar de forma racional.
Sclerotinia sclerotiorum. têm seu crescimento foliar afetado havendo murcha ou amarelecimento. Na podridão de Não deixar as raízes por muito
bactéria: Erwinia carotovora Rhizopus os tecidos afetados têm coloração marrom escura, são macios e encharcados. tempo no solo. Controle quími-
subsp. carotovora Sobre tais tecidos ocorre formação de micélio branco. Na podridão de Sclerotinia ocorre um co Erwinia: Pencicuron
apodrecimento aquoso dos tecidos invadidos. Também ocorre desenvolvimento de micélio (Monceren PM)
branco, com posterior formação de escleródios. A podridão bacteriana apresenta inicialmente
pequenas áreas encharcadas nas raízes. Com o progresso da doença as áreas aumentam
em tamanho e profundidade causando um podridão mole e aquosa.
CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
Ferimentos das raízes associadas com umidade sobre sua superfície. Alta umidade no solo
com temperaturas elevadas.

continua

174
CENOURA (continuação)
VERMELHO DA SINTOMAS: CONTROLE:
CENOURA As plantas infectadas apresentam um amarelecimento anormal nas folhas inferiores. Em Controle dos insetos vetores.
Agente causal: vírus algumas variedades as folhas ficam avermelhadas. As plantas infectadas têm uma redução Eliminação de plantas com
Carrot red leaf virus (CRLV) no seu crescimento foliar e radicular. sintomas.
CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
Sementes contaminadas e presença do pulgão vetor do vírus.

NEMATÓIDES/GALHAS SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


DE RAÍZES A parte aérea das plantas afetadas fica pouco desenvolvida. Nas raízes secundárias há a Remoção e queima de raízes
Agentes causais: formação de nódulos bem como ocorre o engrossamento da ponteira da raiz principal infectadas.
nematóides ou das secundárias. Pode haver ainda formação excessiva de raízes laterais, bifurcações, Emprego de matéria orgânica
Meloidogyne incógnita, ramificações e encurtamento e redução de diâmetro da raíz principal. no solo. Rotação de cultura com
Meloidogyne javanica. plantas antagônicas como mi-
CONDIÇÕES PREDISPONENTES: lho,aveia, crotalária, tagetes,
Solos infestados. estilosantes, feijão de porco,
mucuna preta para baixar a po-
pulação dos nematóides.

CUCURBITÁCEAS (abóbora, abobrinha, melancia, melão, pepino)


OÍDIO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo A doença se desenvolve em hastes, frutos e principalmente folhas. Sobre as folhas mais Eliminação de cultivos de
Sphaerotheca fuliginea velhas e em folhas sombreadas surgem inicialmente pontos ou manchas de cor amarela-palha, cucurbitáceas velhas e silves-
que com o passar do tempo crescem ficando cobertas por uma massa branca pulverulenta tres. Emprego de cultivares
que pode crescer em ambas as superfícies das folhas. A área afetada cresce, podendo tomar tolerantes.
todo o limbo foliar, provocando gradualmente um amarelecimento ou bronzeamento no órgão
seguido de definhamento, seca e morte prematura. Plantas muito infectadas perdem folhas CONTROLE QUIMICO:
por secamento, perdendo vigor e produtividade. Em casos severos a planta morre prematura- - Boscalida+Cresoxim
mente. Metilico (Collis)
- Clorotalonil (Isotalonil)
continua

175
CUCURBITÁCEAS (abóbora, abobrinha, melancia, melão, pepino) (continuação)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Cresoxim Metilico (Stroby)
Teores elevados de umidade relativa favorecem a infecção, contudo também pode ocorrer - Difenoconazole (Flare,Score)
com teores abaixo de 50% de UR. A baixa umidade favorece sobretudo a colonização, - Enxofre (Kumulus DF)
reprodução e dispersão do fungo. A temperatura ótima para desenvolvimento da doença - Fenarimol (Rubigan 120 CE)
situa-se entre 20-27ºC, sendo que a infecção pode ocorrer de 10-32ºC. Moléstia que ocorre - Metiran+Piraclostrobina
em grande intensidade em cultivos protegidos, onde ocorrem condições para o fungo provocar (Cabrio Top)
a doença e desenvolver-se sobre o hospedeiro. O fungo é biotrófico, sobrevivendo em - Piraclostrobina (Comet)
plantas hospedeiras da família cultivadas bem como sobre cucurbitáceas selvagens. - Tebuconazole(Tacora 250EW)
- Tetraconazole(Domark100EC)
- Tiofanato Metílico (Cercobin
700 WP, Metiltiofan)
- Tiof. Metílico + Chlorothalonil
(Cerconil WP, Tiofanil,
Viper 700)
MÍLDIO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: Pepino, Abobrinha, Melancia e Melão Eliminação de cucurbitáceas
Cromista Sobre a face superior de folhas mais velhas, surgem manchas cloróticas amarelo-claras, silvestres assim como de res-
Pseudoperonospora com formato angular normalmente próximas às nervuras principais. A seguir as lesões aumentam tos culturais velhos. Executar
cubensis em número e tamanho, podendo juntar-se, ficando necróticas e adquirindo uma coloração irrigações adequadas, evitando
marrom ou bronzeada. Na parte inferior das folhas, as lesões têm aspecto encharcado aspersão. Emprego de cultiva-
sendo menos salientes. A doença progride também para folhas mais novas. Em condições res tolerantes.
de alta umidade relativa, há formação de micélio acinzentado em tufos na face inferior
das folhas que correspondem às estruturas reprodutivas do patógeno. Se a infecção for severa CONTROLE QUÍMICO:
ocorre queima e seca da folha com desfolha precoce, resultando em raquitismo e formação - Azoxistrobina (Amistar WG,
de frutos deformados e sub-desenvolvidos. A doença também pode ocorrer em plântulas Vantigo)
ainda no viveiro. - Azoxistrobina +
Difenoconazole (Amistar Top)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Captana (Captan 500 WP,
O patógeno é biotrófico sobrevivendo sobre cucurbitáceas selvagens ou cultivadas bem como Orthocide 500)
de restos culturais vivos. Altos teores de umidade relativa formando película de água - Clorotalonil (Bravonil 500,
associados com temperaturas noturnas de 15-18ºC e diurnas de 25ºC favorecem a infecção, Bravonil 720, Bravonil Ultrex,
colonização e reprodução. A disseminação se dá por respingos de chuvas e irrigações por Daconil 500)
aspersão. - Mancozeb+ Oxicloreto de
Cobre (Cuprozeb)
continua

176
CUCURBITÁCEAS (abóbora, abobrinha, melancia, melão, pepino) (continuação)
- Mancozeb (Dithane NT)
- Mandipropamida (Acuthon,
Carial, Revus)
- Metalaxil M + Clorotalonil
(Folio Gold, Ridomil Gold
Bravo)
- Metiran (Polyram DF)
- Metiran + Piraclostrobina
(Cabrio Top)
- Piraclostrobina (Comet)
- Tiofanato Metílico +
Cloratalonil (Cerconil WP)

ANTRACNOSE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL;


Agente causal: fungo Pepino, Abóbora, Chuchu e Melão: Rotação de culturas por 2-3
Colletotrichum orbiculare Folhas - Manifestam-se sobre folhas mais velhas surgindo inicialmente como lesões de aspecto anos.
encharcado próximas das nervuras, que posteriormente evoluem, necrosam e tomam um Destruição de restos culturais
formato circular de coloração marrom suave até avermelhadas. O tamanho da lesão varia de e outras cucurbitáceas.
poucos milímetros podendo alcançar até alguns centímetros. O centro da lesão pode rasgar Emprego de sementes sadias.
e/ou destacar-se criando uma aparência dilacerada (várias perfurações). Em folhas de pepino Manejo da irrigação, evitando
há formação de um halo amarelado. irrigação por aspersão.
Pecíolos/Hastes - As lesões são alongadas, deprimidas com coloração variável indo de cinza Emprego de cultivares toleran-
a parda. tes.
Frutos - As lesões são circulares ou elípticas, deprimidas e geralmente escuras.
Em melão há fendilhamento em estágios avançados de colonização. CONTROLE QUÍMICO:
Em abóboras maduras há formação de crosta branca, podendo ainda haver uma podridão - Captana (Orthocide 500)
seca e profunda. - Clorotalonil
(Bravonil 500, Daconil 500,
Melancia: Isotalonil)
Folhas - As lesões surgem primeiramente sobre ou próximas das nervuras, de formato angular, - Hidróxido de Cobre (Garant)
amareladas ou pardas. Posteriormente aumentam, tomando formato circular e coloração castanho - Mancozeb (Dithane NT)
escura ou preta. As lesões coalescem e a parte central já seca sofre fendilhamento, podendo des- - Mancozeb + Oxic de Cobre
prender-se dando um aspecto de dilaceramento das folhas parecendo que a folha foi queimada. (Cuprozeb)
Hastes/Peciolos - As lesões são alongadas, estreitas e amareladas com aspecto oleoso. Ao - Oxicloreto de Cobre
progredirem ficam deprimidas e castanhas. A lesão geralmente circunda toda haste ou pecíolo (Cupravit Azul BR)
continua

177
CUCURBITÁCEAS (abóbora, abobrinha, melancia, melão, pepino) (continuação)
provocando uma constrição que leva à queda das folhas, morte de brotos ou da haste. - Tiofanato Metílico (Cercobin
Frutos - Ao ocorrer sobre frutos novos leva a má formação ou mesmo sua queda. Sobre 700 WP, Viper 700)
frutos desenvolvidos, as lesões iniciais são pequenas, circulares, amareladas aquosas e leve- - Tiofanato Metílico +
mente elevadas. Ao desenvolverem-se tornam-se deprimidas, escurecidas ou negras, com Clorotalonil (Cerconil WP,
diâmetro entre 5-10 mm. Podem coalescer e se em contato com o solo iniciam o processo Tiofanil)
de deterioração do fruto.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
O fungo sobrevive em cultivos velhos e sobre cucurbitáceas selvagens. Também sobrevive
em restos culturais em decomposição. Emprego de sementes contaminadas podem intro-
duzir o fungo em áreas livres. A infecção e a colonização são favorecidas com UR próxima
de 100% e temperaturas entre 21-27ºC. A disseminação se dá por respingos de chuva e
irrigação por aspersão.
CRESTAMENTO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
GOMOSO Melancia, Melão e Pepino: Rotação de culturas.
Agente causal: fungo Mudas - Ocorre uma necrose escura na região do colo levando à morte. Eliminação de restos culturais
Didymella bryoniae Caule/Ramos - Forma-se uma necrose inicialmente encharcada que depois torna-se seca, e espécies silvestres.
escura e evolui formando um cancro com fendilhamento do córtex e exposição do lenho e Manejo da irrigação evitando
exudação de goma marrom ou vermelha. Posteriormente sobre a lesão são formados minúsculos aspersão.
pontos negros. Se a lesão circunscrever os ramos provoca seca do local para frente.
Pode ocorrer ainda sobre pecíolos e gavinhas.
Folhas - Naquelas mais velhas de plantas adultas, forma-se primeiramente pequenas manchas CONTROLE QUÍMICO:
circulares marrons ou pretas, com diâmetro variável, sempre maior que 5 mm. Tais - Difenoconazole (Score)
manchas evoluem ficando disformes, de coloração palha ou marrom, às vezes com um halo - Iprodiona (Rovral)
amarelado. O tecido do centro da lesão fica quebradiço rasgando-se com frequência. Frequente- - Mancozeb + Oxic de
mente a lesão foliar inicia nas margens das folhas desenvolvendo-se para o centro. Cobre (Cuprozeb)
Ao coalescerem podem crestar inteiramente a folha. - Metconazol (Caramba 90)
Frutos - Primeiramente formam-se pequenas manchas ovais encharcadas, de bordos irregulares - Procimidona (Sialex 500,
com coloração esverdeada que aumentam gradativamente de tamanho, ficando escurecidas, Sumilex 500 WP)
necróticas e se aprofundam no tecido. - Tebuconazole (Constant,
Elita, Folicur 200 EC, Riza
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: 200 EC, Triade)
Presença de restos culturais e de cucurbitáceas silvestres. O fungo sobrevive no solo por vários - Tebuconazole +
anos. Ocorrência de umidade relativa de 75-85% e temperatura na faixa de 22-28ºC favorecem - Trifloxistrobina (Nativo)
a infecção. - Tiofanato Metílico (Metiltiofan)
continua

178
CUCURBITÁCEAS (abóbora, abobrinha, melancia, melão, pepino) (continuação)
MANCHA DE LEANDRIA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Pepino e Chuchu: Eliminar cucurbitáceas selva-
Leandria momordicae Primeiramente forma-se sobre folhas mais velhas pequenas manchas circulares, amarelas gens. Realizar novos cultivos
de centro encharcado em ambas as superfícies. Em pouco tempo o centro fica esbranquiçado. longe de outras cucurbitáceas
As lesões crescem rapidamente tomando o formato circular e se juntam formando áreas já implantadas. Evitar irrigações
necróticas maiores, esbranquiçadas. Cada lesão ou área necrótica quando observada com por aspersão. Fazer rotação
lupa, parece ser composta por várias pequenas lesões angulares e quebradiças. cultural.
Posteriormente o tecido necrosado central das manchas pode rasgar-se, formando buracos
nas folhas provocando um aspecto de rendilhamento na cultura. Na face inferior das folhas, CONTROLE QUÍMICO:
sob as lesões mais velhas, observa-se numerosos pontinhos negros que são as frutificações - Azoxistrobina (Amistar WG)
do fungo. - Tebuconazole (Folicur 200EC)
- Tiofanato Metílico (Cercobin
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - 700 WP, Metiltiofan, Viper700)
Como forma de sobrevivência à falta da cultura, o patógeno permanece sobre outras cucur- - Tiofanato Metílico +
bitáceas cultivadas, não causando danos significativos.Também pode ficar em cucurbitáceas - Clorotalonil (Cerconil WP,
silvestres como o melão de São Caetano. Além disso sobrevive no solo em restos culturais Tiofanil)
em decomposição. A infecção é favorecida por molhamento foliar ocasionado por chuvas ou
irrigações por aspersão. Condições de umidade relativa de 40-90% com temperaturas elevadas
são condições propicias para a infecção e colonização.

MANCHA ANGULAR SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: bactéria Pepino, Abobrinha e Melancia: Emprego de sementes isentas
Pseudomonas syringae Sobre a superfície de folhas mais velhas surgem pequenas lesões de aspecto encharcado da bactéria. Rotação de cultu-
p.v. lachrymans ou úmidas. Estas expandem-se ficando delimitadas pelas nervuras secundárias tomando um ras. Eliminação de restos cul-
formato poligonal e uma coloração esbranquiçada ou amarelada. Pode ainda se formar um turais e plantas nativas silves-
tênue halo amarelado. Mais tarde com o aumento do tamanho e sobretudo do número de tres. Manejo da irrigação evi-
lesões, formam-se grandes áreas necrosadas com centro esbranquiçado ou cinza-bronzeado. tando a aspersão.
Este centro eventualmente se rompe, deixando as folhas perfuradas, rasgadas ou esfarrapadas.
Caso a bactéria infecte o caule e frutos, formam-se lesões encharcadas, de formato indefinido CONTROLE QUÍMICO
com 1-3 mm de cor verde escura. Mais tarde ocorre um aprofundamento da lesão com - Hidróxido de Cobre
formação de uma crosta esbranquiçada na superfície. Frutos infectados cedo ficam deformados (Garrant)
e curvados. É comum posteriormente iniciar-se e desenvolver-se uma podridão mole sobre
tais lesões.

continua

179
CUCURBITÁCEAS (abóbora, abobrinha, melancia, melão, pepino) (continuação)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Emprego de sementes contaminadas. Presença de restos culturais.
Presença de cucurbitáceas silvestres hospedeiras como porongo, bucha e melão de
São Caetano. Irrigação por aspersão. Temperaturas entre 24-28oC

VIRUS DO MOSAICO SINTOMAS: CONTROLE:


DO PEPINO Pepino e Abobrinha: Evitar plantios próximos a
Agente: vírus Ocorrem sobretudo em folhas novas através de um pronunciado mosaico que as distorce, plantas hospedeiras. Eliminar
Cucumber mosaic provocando enrolamento para baixo e redução de tamanho. As plantas afetadas sofrem cultivos velhos e restos cultu-
virus (CMV) encurtamento de internódios, redução de crescimento e formação de rosetas nas folhas novas rais. Produzir mudas em locais
de ponteiros. Ocorrendo sobre frutos deixa-os deformados, verrugosos, frequentemente com protegidos. Eliminar insetos
severo mosaico e de tamanho reduzido, principalmente em abobrinha. vetores para reduzir a dissse-
minação da doença.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Presença de plantas daninhas e ornamentais hospedeiras do vírus. Presença de cucurbitáceas
cultivadas e silvestres nas proximidades.
Ocorrência de pulgões vetores Aphis gossypii e Myzus persicae. Presença de cultivos
velhos e restos culturais.

VIRUS DO MOSAICO SINTOMAS: CONTROLE:


DA MELANCIA Pepino e Abobrinha: Evitar plantios novos próximos
Agentes: vírus Sobre folhas mais jovens ocorre inicialmente um amarelecimento no tecido foliar entre as a plantios velhos. Eliminação
Papaya ringspot virus - W nervuras. Com a evolução da infecção forma-se um severo mosaico provocando um enrugamento dos vetores para reduzir
PRSV - W com redução do limbo foliar, nanismo da planta e deformação de frutos. disseminação.
Watermelon mosaic Destruição de restos culturais.
vírus 1 - WMV-1 Melão e Melancia: Diminuir práticas culturais
Forma-se inicialmente um pronunciado mosaico e mosqueado sobre as folhas provocando de manuseio.
má formação foliar. No geral todas as cucurbitáceas infectadas apresentam um crescimento
reduzido ou mesmo nanismo.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Presença de pulgões vetores como Myzus persicae, Aphis craccivora, Macrosiphum
euphorbiae. Existência de plantios velhos próximos a plantações novas. Presença de restos
culturais. Realização de muitos tratos culturais provoca transmissão mecânica do vírus.

180
DOENÇAS DE BRÁSSICAS (repolho, couve-flor, brócolis, rúcula, couve-folha e couve chinesa)
PODRIDÃO NEGRA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: bactéria Doença que ocorre em todos os estágios. Infecção em plântulas, os cotilédones ficam com Rotação de culturas com legu-
Xanthomonas campestris bordos escuros e caem em seguida. Sobre folhas mais velhas forma-se nas bordas uma minosas ou solanáceas por pe-
pv campestris lesão amarelada, em forma de V, com vértice voltado para o centro que após progride na lo menos 1 ano, diminui o
folha. As nervuras secundárias e principal podem ser infectadas, ficando de coloração marrom- inóculo. Uso variedades tole-
clara e a folha pode secar parcialmente ou até total. A bactéria invade sistematicamente toda rantes. Emprego de sementes
a planta pelos tecidos vasculares principais, que ficam marrom-escuros ou quase pretos. sadias. Eliminação de restos
Se a infecção é severa, a planta apodrece devido à associação com outra bactéria culturais da área a ser cultivada.
Erwinia carotovora subsp. carotovora.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Sementes contaminadas. Presença de restos culturais de cultivos anteriores. Ferimentos
foliares provocados por tratos culturais. Insetos favorecem a infecção bacteriana.
Temperaturas variando de 5-39ºC aliadas a épocas chuvosas e períodos de alta umidade
relativa favorecem a infecção e colonização dos tecidos do hospedeiro.
MANCHA BACTERIANA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
DAS FOLHAS Formam-se no centro das folhas numerosas manchas de coloração escura e de aspecto úmido Rotação de culturas com horta-
Agente causal: bactéria de tamanho 1-3 mm. Posteriormente as manchas juntam-se formando grandes áreas liças de outras famílias que
Pseudomonas syringae necrosadas que tornam-se quebradiças e ficam rendilhadas. As folhas bem afetadas secam não Brássicas.Eliminação de
pv. maculicola parcial ou totalmente. A doença afeta sobretudo couve-flor, brócolis, couve-folha e couve chinesa. restos de cultivos anteriores.
CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
Cultivo intenso na mesma área e presença de restos culturais de cultivos anteriores.
Ferimentos foliares provocados por tratos culturais. A incidência está associada a temperaturas
amenas com presença de elevada umidade relativa.
PODRIDÃO MOLE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: bactéria Ocorrem em qualquer parte das plantas.Na inserção das folhas inferiores formam-se pequenas Rotação de culturas.
Erwinia carotovora subsp. lesões encharcadas que progridem para todo tecido foliar, o qual sofre rápida decomposição, Manejo racional da água de
carotovora exsudando líquido cheiroso. Se a lesão ocorrer no caule, a planta murcha, apodrecendo a seguir. irrigação. Evitar excesso de
matéria orgânica. Evitar solos
CONDIÇÕES PREDISPONENTES: mal drenados. Controle químico
Alta umidade relativa com temperatura de 24-32ºC. Plantas atacadas por insetos ou com com Oxicloreto de Cobre (3).
ferimentos provocados por tratos culturais. Também deficiências dos nutrientes Ca e B
predispõem as plantas para o ataque de bactérias.
continua

181
DOENÇAS DE BRÁSSICAS (repolho, couve-flor, brócolis, rúcula, couve-folha e couve chinesa) (continuação)
HÉRNIA DAS CRUCÍFERAS SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo As radicelas são invadidas pelo patógeno. A planta reage produzindo divisões celulares Correção do pH do solo.
Plasmodiophora brassicae originando as galhas, que variam de tamanho conforme a intensidade de ataque. Os tecidos Rotação cultural por longos
vasculares das raízes são degradados. Formam-se galhas em qualquer idade das plantas. períodos.
O crescimento da planta é afetado sendo que a planta adquire cor acinzentada. Em seguida
na parte aérea ocorre amarelecimento, retardamento de crescimento, murcha e morte de plantas.
CONDIÇÕES PREDISPONENTES:
Solos infestados com alta umidade, arenosos e ácidos. Ferimentos em raízes e radicelas.
Temperatura de 9-30ºC, com ótimo em 18-25ºC

MANCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


ALTERNARIA Sobre folhas velhas são formadas manchas marrom-oliva, arredondadas, com anéis concên- Rotação de culturas. Manejo
Agentes causais: fungos tricos. Quando em severa intensidade, as manchas foliares coalescem tornando a folha racional da água de irrigação.
Alternaria brassicae e amarelecida levando à seca. Na sementeira provoca damping-off, enfezamento das mudas Evitar excesso de matéria
Alternaria brassicicola e necrose de cotilédones. Na flor do couve-flor ocorre lesões necróticas e deformações. orgânica.

CONDIÇÕES PREDISPONENTES: CONTROLE QUÍMICO:


Presença de restos culturais nas áreas de cultivo. Temperaturas elevadas associadas com - Azoxistrobina (Amistar WG)
irrigações excessivas ou chuvas abundantes - Mancozeb (Dithane NT)
- Oxicloreto de Cobre
(Cupravit Azul BR)
- Oxicloreto de Cobre +
Mancozeb (Cuprozeb)
MÍLDIO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: cromista Causa sérios problemas em viveiros sendo que as plântulas apresentam seus cotilédones e Manejo racional de água de
Peronospora parasítica folhas jovens com pontos amarelados e depois necróticos em toda superfície superior. Na irrigação na produção de
face inferior pode-se formar um micélio esbranquiçado. Tanto cotilédones como folhas ve- plântulas e propiciar ventila-
lhas sofrem necrose. Sobre plantas adultas, nas folhas velhas, os sintomas são idênticos ção nas casas de vegetação.
sendo que as manchas assumem coloração púrpura ou negra, porém não resultando em
maiores prejuízos. CONTROLE QUÍMICO:
- Mancozeb (Dithane NT)
CONDIÇÕES PREDISPONENTES: - Oxicloreto de Cobre
Presença de restos culturais de brássicas nas proximidade da área de produção de plântulas. (Cupravit Azul BR)
Alta umidade relativa, neblina, orvalho. Temperaturas de 10-15ºC. - Oxicloreto de Cobre +
continua

182
DOENÇAS DE BRÁSSICAS (repolho, couve-flor, brócolis, rúcula, couve-folha e couve chinesa) (continuação)
Mancozeb (Cuprozeb)
- Metalaxil M + Clorotalonil
(Ridomil Gold Bravo)

PODRIDÃO DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


ESCLEROTINIA Pode ocorrer em todas as fases, desde a produção de mudas até a planta adulta. Caso Doença de difícil controle. A ro-
Agente causal: fungo ocorra em plântulas forma um micélio branco que cerca o caule produzindo a morte ainda na tação de culturas com gramí-
Sclerotinia sclerotiorum bandeja. Mais comumente infecta plantas adultas no campo tanto em folhas baixeiras como sobre neas é a única maneira de
a cabeça do repolho. Na região afetada forma-se uma lesão encharcada sobre a qual cresce evitar a multiplicação dos es-
rapidamente um micélio branco abundante e cotonoso que posteriormente perde a umidade cleródios. Também destruição
formando estruturas disformes, duras e negras conhecidas como escleródios. de restos culturais de hortaliças
As plantas atacadas sempre morrem sendo deterioradas. Os escleródios formados ficam tem ajudado a diminuir o inó-
viáveis no solo por até três anos, sendo responsáveis pela sobrevivência do fungo. Também é do culo. Utilização de controle
escleródio que inicia-se nova infecção pela formação de apotécio e esporos. biológico com Trichoderma
ainda na bandeja de produção
CONDIÇÕES PREDISPONENTES: de plântulas. Para áreas
A doença se manifesta em períodos mais úmidos com temperaturas amenas. A presença infestadas a aração profunda
de restos culturais em decomposição de qualquer hortaliça mantém o inóculo e produção bem como exposição do solo
de escleródios. A disseminação da doença ocorre por solo aderido em implementos e máquinas ao sol contribuem para dimi-
agrícolas e águas de irrigação. nuir o inóculo.

FERRUGEM BRANCA SINTOMAS: CONTROLE QUIMICO:


Agente causal: cromista Maior importância sobre rabanete e rúcula. Também ocorre em mostarda, nabo e agrião. - Oxicloreto de Cobre
Albugo candida Sobre folhas formam-se inicialmente pequenas manchas amareladas ou cloróticas na parte (Cupravit Azul BR)
superior. Na parte inferior, coincidindo com as manchas amareladas, formam-se pústulas
brancas quase concêntricas, formadas por pequenas pontuações com 1-3mm de diâmetro. CONTROLE CULTURAL:
Em tais lesões ocorre rompimento da epiderme e liberação de uma massa pulverulenta Rotação de culturas.
branca que são os esporos do patógeno. Com o desenvolvimento das lesões, as folhas Eliminação restos culturais,
ficam mais espessas sofrendo enrolamento ou distorção. brássicas silvestres.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Organismo sobrevive no solo por estruturas de sobrevivência (oósporos) e micélio em outros
hospedeiros. Temperaturas medianas 10-20oC e alta umidade no solo.
Disseminação por ventos.

183
FEIJÃO VAGEM
ANTRACNOSE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Ocorrem em qualquer órgão da parte aérea da planta. Caso a transmissão tenha sido por Uso de sementes livres do
Colletotrichum sementes formam-se nos cotilédones pequenas lesões marrom-escuras. As lesões de caule patógeno.
lindemuthianum são alongadas, deprimidas e escuras. As lesões nos pecíolos foliares e nas folhas são mais Rotação de cultivos. Eliminação
comuns, sendo que sobre estas ocorrem nas nervuras da face inferior sendo alongadas, de restos culturais ao final da
angulares de cor marrom no início, tornando-se pretas posteriormente. Nas vagens as lesões colheita.
são pardas, deprimidas, semelhantes a um cancro com 1-10mm de diâmetro. Tais lesões CONTROLE QUÍMICO:
são circundadas por um anel preto ou marrom-esverdeado. Vagens jovens podem murchar, - Óxido Cuproso (Cobre
enrugar-se e secar se severamente infectadas. Atar BR)
- Mancozeb (Dithane NT)
CONDIÇÕES: - Mancozeb + Oxicloreto de
Presença do patógeno nas sementes (viável por vários anos). Restos culturais mantém o Cobre (Cuprozeb)
fungo inóculo. Umidade relativa de 90%, com temperaturas variando de 13-26ºC, favorecem
a infecção.
FERRUGEM SINTOMAS: CONTROLE QUÍMICO:
Agente causal: fungo O patógeno infecta folhas e vagens. Primeiramente são pequenas pontuações cloróticas a - Oxido Cuproso (Cobre
Uromyces amareladas levemente salientes sobretudo sobre folhas. A seguir evoluem para manchas Atar BR)
appendiculatus maiores, circulares, de coloração marrom. Tais lesões são frequentemente rodeadas por um - Mancozeb (Dithane NT)
halo amarelado. Posteriormente as manchas ficam escuras ou pretas. Os esporos são produzidos - Mancozeb + Oxicloreto
mais intensamente na face inferior das folhas. de Cobre (Cuprozeb)

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
A infecção ocorre em temperaturas entre 16-25ºC e UR alta e prolongada por 6-8 horas.
MANCHA ANGULAR SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Ocorre em todos os órgãos aéreos da planta. Sobre folhas primárias os sintomas surgem Eliminação de restos culturais
Phaeoisariopsis griseola como manchas acinzentadas, rodeadas ou não por um halo clorótico. Já sobre folhas trifoliadas após a colheita. Rotação de
as lesões ficam necróticas e tomam forma angular. As lesões coalescem, aumentando a culturas com gramíneas.
necrose, podendo provocar queda prematura de folhas. Nas vagens, as lesões são circulares,
marrom-esverdeadas, não deprimidas e circundadas por um anel escuro. CONTROLE QUÍMICO:
- Oxido Cuproso (Cobre Atar)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Mancozeb + Oxicloreto de
Restos culturais são a principal fonte de inóculo. A infecção e colonização ocorre em temperatu- Cobre (Cuprozeb)
ras de 16-28ºC. Disseminação fácil por ventos e chuvas.
continua

184
FEIJÃO VAGEM (continuação)
CRESTAMENTO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
BACTERIANO Formam-se inicialmente sobre as folhas pontuações encharcadas que gradativamente Uso sementes sadias. Rotação
Agente causal: bactéria aumentam, ficando necrosadas, cercadas por uma área amarelo claro. Também de culturas. Eliminação de
Xanthomonas phaseoli aparecem nas margens e áreas internervais da folha. Em infecções severas as lesões plantas hospedeiras da bacté-
coalescem, as folhas morrem permanecendo na planta, que aparenta haver sido queimada. ria.
A bactéria exuda através dos estômatos para provocar infecções secundárias. Em vagens,
os sintomas consistem de lesões circulares, levemente deprimidas de coloração escura
marrom-avermelhada.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Sementes contaminadas constituem a maior fonte de inóculo. Restos culturais e leguminosas
voluntárias mantém o inóculo. Temperaturas entre 28-32ºC, alta umidade relativa e chuvas
favorecem a progressão da doença.

OÍDIO SINTOMAS:
Agente causal: bactéria Infecta toda a parte aérea da planta. Na superfície superior das folhas surgem manchas
Erysiphe polygoni verde-escuras. Logo após sobre tais manchas é formado um micélio branco de crescimento
circular. As folhas podem ser cobertas inteiramente pelo crescimento cotonoso do fungo,
tornando-se raquíticas, retorcidas e amareladas. Pode ocorrer morte prematura das plantas.
O micélio pode infectar talos e vagens.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
A infecção é favorecida por baixa temperatura e baixa umidade relativa. O fungo sobrevive
em restos culturais na forma perfeita.

MURCHA DE FUSARIUM SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL


Agente causal: fungo O patógeno se aloja na região vascular das plantas, obstruindo e causando entupimento de Eliminação de restos culturais.
Fusarium oxysporum vasos do xilema. Os danos são observados na parte aérea das plantas, através de murcha Rotação de culturas com plan-
f.sp. phaseoli sobretudo nas horas mais quentes. Com a progressão da doença as folhas amarelecem e tas não hospedeiras.
caem, a partir da base. Manejo de águas de irrigação.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
O fungo é habitante do solo onde sobrevive de forma saprofítica sobre os restos culturais.
Também produz estruturas de sobrevivência. Solos com excesso de umidade e tempera-
turas entre 24-28oC favorecem a sobrevida e desenvolvimento do fungo.

185
MORANGO
MANCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
MICOSFERELA Sobre as folhas surgem pequenas manchas circulares de coloração púrpura-escura com Eliminação de cultivos velhos
Agente causal: fungo contornos bem definidos, distribuídos ao acaso por todo limbo foliar. Ao desenvolverem-se, e restos culturais. Eliminação
Mycosphaerella tais lesões podem atingir 3-6 mm de diâmetro, tendo como característica um centro com de plantas doentes e órgãos
fragariae tecido necrosado, branco-acinzentado, cercado por um contorno muito visível de cor marrom doentes. Rotação de culturas.
púrpura. As lesões podem coalescer, tomando áreas maiores das folhas, tamanho e a coloração Manejo da irrigação.
é variável em função da cutivar e da temperatura reinante. Sob certas situações atípicas, a
infecção não se desenvolve sendo que as lesões ficam limitadas a pequenas pontuações CONTROLE QUÍMICO:
púrpura-escuras sem centro definido. Sobre frutos podem ocorrer lesões arredondadas de - Azoxistrobina (Amistar
coloração marrom-avermelhadas. Já sobre pecíolos, estolões e cálices, só há ocorrência quando WG, Vantigo)
houver alta incidência da doença e manifesta-se como lesões alongadas com centro deprimido - Azoxistrobina +
de coloração avermelhada ou violácea. Difenoconazole (Amistar Top)
- Difenoconazole (Score)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS - Fluazinan (Ágata, Altima,
Presença de cultivos velhos e restos culturais na entressafra. Mudas contaminadas. Cignus, Frowncide 500 SC,
Irrigações por aspersão abundantes ou chuvas fortes. Temperaturas entre 20-25ºC. Legacy)
- Iprodiona (Rovral, Rovral SC)
- Metconazole (Caramba 90)
- Pirimetanil (Mythos)
- Procimidona (Sialex 500,
Sumiguard 500, Sumilex 500)
- Tebuconazole (Constant,
Elite, Folicur 200EC, Folicur
PM, Tríade)
- Tiofanato metilico (Cercobin
700 WP, Fungiscan 700 WP,
Viper )

MANCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


DIPLOCARPON Ocorrem sobretudo sobre as folhas mais velhas com numerosas manchas irregulares, Eliminação de cultivos velhos
Agente causal: fungo com tamanhos variáveis de 1-5 mm de diâmetro, de cor púrpura. As lesões podem coalescer e restos culturais. Eliminação
Diplocarpon earlianum rapidamente atingindo grande área foliar, parecendo uma escaldadura. de órgãos doentes. Rotação
Pode infectar também pecíolos, pedúnculos, estolões com lesões avermelhadas de formato de culturas. Manejo da irrigação.
alongado. Já nos cálices florais as manchas são secas depreciando os frutos.

continua

186
MORANGO (continuação)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: CONTROLE QUÍMICO:
Existência de plantas velhas e restos culturais na entressafra. Mudas contaminadas. - Tiofanato Metílico (Cercobin
Irrigações por aspersão abundante. 700 WP, Metiltiofan, Viper)

FLOR PRETA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: fungo A doença ocorre sobre pedúnculos, botões florais, frutos, folhas, meristemas apicais e rizoma. Emprego de mudas sadias.
Colletotrichum acutatum Pedúnculos/Botões florais: A infecção se dá sobre pedúnculos ou cálices florais, ocorrendo Manejo da irrigação. Transplan-
na forma de lesões pequenas, variáveis, deprimidas de cor castanha-escura. Manchas te em áreas livres de inóculo.
podem coalescer, necrosando áreas maiores dos órgãos. Posteriormente ocorre progressão Destruição de restos culturais
da doença para todo o cálice e demais órgãos florais, resultando numa podridão seca, com e cultivos velhos. Eliminação
aspecto de queima com coloração castanho-escuro. As pétalas, estames e pistilos, tornam-se de órgãos doentes.
necrosados de cor marrom-escura ou preta.
Frutos: Frutos novos ou em crescimento são infectados em qualquer local, ficando com colora-
ção escura e tornando-se mumificados.
Pecíolos/Estolões/Meristemas e Rizomas: Nos pecíolos foliares e estolões as lesões são deprimi-
das, pouco alongadas e castanho-escuras. Já sobre meristemas apicais ocorre podridão
marrom e seca que causa subdesenvolvimento e consequente morte das plantas.
No rizoma, a infecção ocorre na parte superior, levando a planta infectada primeiramente à
murcha e posteriormente à morte.
Folhas: O fungo infecta o ápice ou as bordas de folíolos novos resultando em manchas foliares
secas e marrom-escuras. Em situações de infecções severas, pode ocorrer rasgos foliares
nos locais afetados pelo fungo.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Emprego de mudas contaminadas. Presença de restos culturais e cultivos velhos são fontes
de inóculo. Temperaturas altas (25 a 30ºC) aliadas a alta UR ou períodos chuvosos. Respingos
de chuvas e águas de irrigação.
MANCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
DENDROFOMA Doença de pouca importância. Sintomas iniciais surgem inicialmente sobre o limbo foliar, Rotação de culturas. Elimina-
Agente causal: fungo próximo das bordas das folhas, como manchas arrendodadas purpúreas de tamanho variável, ção de cultivos velhos e restos
Dendrophoma mas sempe maiores. A lesão se desenvolve formando uma área central necrosada castanha-clara, culturais.
obscurans circundada por uma zona de coloração violácea.
A lesão pode atingir de 2-3 cm de diâmetro, apresentando 3 regiões irregulares e distintas ou
seja uma região central marrom-escura, outra intermediária marrom-clara e uma externa violácea.
continua

187
MORANGO (continuação)
Lesões velhas podem ter formato de V, pois crescem ao longo das nervuras.
É doença de final de ciclo que ocorre sobre folhas velhas.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Restos culturais e cultivos velhos. Temperaturas elevadas e plantas debilitadas.
ANTRACNOSE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Ocorrem sobre diversos órgãos e em qualquer estágio de desenvovlimento. Emprego de mudas sadias.
Colletotrichum fragariae Pecíolos/Estolões: Os sintomas são semelhantes e surgem como pequenas manchas marrom- Tratamento de mudas. Rotação
escuras que evoluem longitudinalmente para uma lesão alongada, seca,deprimida e de de culturas. Eliminação de
coloração enegrecida. Eventualmente pode haver anelamento do órgão causando estrangula- cultivos velhos e restos cultu-
mento e seca da região acima do local afetado. Nos estolões de mudas recém-formadas pode rais. Manejo da irrigação.
provocar a morte por estrangulamento.
Frutos: Surgem manchas bronzeadas ou castanho-claras, aquosas de formato circular. Evo-
luindo tornam-se maiores, mais escuras com bordos levemente elevados tornando as lesões
um pouco deprimidas com consistência firme. Frutos infectados podem maturar, porém
apresentando deformações nos locais das lesões ficando escuras e secas. Em ambiente
de alta UR os frutos infectados normalmente ficam mumificados.
Folhas: São mais raros, associados a lesões em pecíolos quando a doença está em alta
incidência e a cultura em final de ciclo. São formadas lesões arredondadas, com diâmetro
variável de 0,5-1,5 mm de coloração acinzentada a preta. Também ocorrem em pontas e
margens de folhas novas, ficando secas com coloração castanho-escuras.
Rizomas: Nota-se um escurecimento e apodrecimento dos tecidos externos do órgão. No
interior há um apodrecimento firme de extensão variável que altera a estrutura deste, provo-
cando uma coloração variável de marrom-claro à avermelhado, fato que caracteriza o nome
comum da doença. Como consequência da infecção e destruição dos tecidos vasculares, a
planta apresenta uma murcha progressiva que inicia nas folhas mais velhas e que acaba
em morte total.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Solos contaminados. Presença de restos culturais doentes próximos. Emprego de mudas
doentes.Irrigações por aspersão abundantes. Alta UR associada a temperaturas de 25-30ºC.

MANCHA ANGULAR SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: bactéria Na face inferior das folhas, tanto no limbo como nas margens, são formadas pequenas Emprego de mudas sadias.
Xanthomonas fragariae manchas de aspecto oleoso ou encharcado, coloração verde-escuro, que apresentam contornos Rotação de culturas. Destruição

continua

188
MORANGO (continuação)
angulares pela delimitação das nervuras. Tais lesões aumentam de tamanho, coalescem de cultivos velhos e restos cul-
tornam-se visíveis na parte superior da folha. No local forma-se uma necrose dos tecidos turais. Manejo da água de irri-
afetados que ficam com formato irregular e com coloração marrom-avermelhada. gação.
No local necrosado pode haver rompimento ou dilaceração do limbo foliar. A bactéria também
pode infectar tecidos ao longo das nervuras secundárias formando inúmeras manchas angulares.
Ambas formas de infecção, se a infecção for severa, podem provocar a seca da folha,
resultando num sintoma semelhante a uma queima. Ocorrendo no pecíolo foliar forma lesões
encharcadas e depois pardo-escuras. Já no cálice floral, as manchas são semelhantes às
folhas.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Mudas contaminadas. Presença de cultivos velhos contaminados. Existência de restos
culturais. Alta UR do ar e do solo com temperaturas em torno de 20ºC.

MANCHA DE SINTOMAS: MANEJO CULTURAL:


PESTALOTIOPSIS Provoca mancha foliar que ocorre na fase inicial de desenvolvimento das plantas com 4-5 Emprego de irrigação por
Agente causal - fungo folhas. Formam-se lesões necróticas de coloração castanho-escuras com formato irregular. gotejo. Utilização de cultivares
Pestalotiopsis longisetula Na sequência nota-se no centro das mesmas pequenas pontuações negras. Nos frutos tolerantes como a Dover.
Pestalotia longisetula ocorrem lesões de 2-4 mm de diâmetro, de formato irregular e aparência seca. O patógeno
pede ainda infectar estolões e pecíolos de mudas levando-as à morte.

PODRIDÃO DA COROA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL


E RAÍZES Ocorrem em plantas ao acaso, sendo que plantas doentes exibem subdesenvolvimento e Emprego de mudas sadias.
Agente causal: fungo declínio progressivo. Nestas os pecíolos apresentam uma coloração roxa ou avermelhada. Transplante em locais bem
Rizoctonia solani Na base verifica-se lesões necróticas escurecidas, profundas de formato alongado drenados. Tratamento das mu-
com tamanho variável. Pode ocorrer nos estolões. As folhas mais velhas periféricas com das. Eliminação de cultivos ve-
pecíolos afetados assumem uma posição horizontal. Já as folhas novas em formação têm lhos e restos culturais.
folíolos pequenos deformados e às vezes arroxeados na face inferior. Com frequência nas
plantas infectadas ocorre a formação de brotação lateral abundante dando um aspecto
ramalhudo a plantas. Plantas severamente infectadas morrem por apresentar em uma podridão
radicular na inserção das raízes com o rizoma.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Presença de plantas velhas doentes e restos culturais. Solos mal drenados. Excesso de
matéria orgânica. Transplantes profundos.
continua

189
MORANGO (continuação)
PODRIDÃO DO RIZOMA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
E COLO Ocorrem em reboleiras e em áreas compactadas e mal drenadas. Observa-se primeiramente Emprego de mudas sadias.
Agente causal: cromista em plantas infectadas uma murcha nas folhas mais novas, semelhante ao sintoma de defi- Rotação de culturas.
Phytophthora cactorum ciência hídrica. As folhas adquirem uma coloração verde-escura, quase azulada, e as Destruição de cultivos velhos
plantas mostram um subdesenvolvimento. Posteriormente com o avanço da doença as folhas e restos culturais. Manejo da
externas inclinam-se em direção ao solo, a planta toda murcha, definha e acaba secando, irrigação.
culminando com sua morte. Os rizomas doentes, no início apresentam lesões internas com
aspecto encharcado de cor castanha que em seguida evolui para avermelhada.
Em fase final da doença, o rizoma é desintegrado totalmente. As plantas doentes, ao serem
arrancadas quebram-se na região superior do rizoma, deixando a maior parte do mesmo e do
sistema radicular no solo. Frutos podem ser infectados em qualquer fase. Se verdes e imaturos,
mostram uma coloração marrom-escura de aspecto endurecido. Já sobre frutos maduros no
campo e em fase de colheita, há mudança de cor para vinho a púrpura, com colapso de tecidos
internos. Os frutos acabam mumificando com coloração marrom. Em frutos colhidos, pode haver
formação de um micélio cotonoso esbranquiçado caso as condições ambientais sejam de elevada
UR, dando-lhes um aspecto sebento.
CONDIÇOES FAVORÁVEIS:
Presença de inóculo no solo. Emprego de mudas contaminadas. Solos encharcados.
Presença de cultivos velhos e restos culturais. Irrigações abundantes por aspersão.
Temperaturas 20-25ºC.
MOFO CINZENTO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: fungo Sintomas em frutos que podem ser infectados verdes, maduros ou em pós-colheita. Sobre Rotação de culturas. Destruição
Botrytis cinerea frutos verdes, os sintomas iniciais de infecção são a formação de manchas variáveis, marrom de cultivos velhos e restos cul-
claras que dão consistência mole mas não aquosa. Evoluindo tais lesões, expandem-se turais. Transplante em solos
tomando toda a superfície dos frutos. Os frutos passam para uma coloração acinzentada, bem drenados.
ficando totalmente tomados por um mofo cinzento, secos e firmes, parecendo estarem mumifi-
cados. Sobre frutos maduros surgem principalmente manchas descoloridas, esbranquiçadas que CONTROLE QUÍMICO:
podem expandir-se por todo o fruto. Frutos infectados são impróprios para o consumo pois - Tiofanato Metilico (Cercobin
apresentam sabor e odor desagradável. Também há formação de mofo superficial acinzentado 700 WP, Metiltiofan, Viper)
com posterior apodrecimento. - Iprodiona (Rovral, Robral SC)
- Procimidona (Sialex 500,
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: Sumiguard 500 WP,
Presença de cultivos velhos e restos culturais. Solos contaminados pelo inóculo do patógno. Sumilex 500 WP)
Alta UR e temperaturas entre 5-20ºC.
continua

190
MORANGO (continuação)
PODRIDÃO DE SINTOMAS: CONTROLE:
RHIZOPUS Doença mais importante do pós-colheita. Em frutos maduros ocorre uma alteração na cor, Eliminação de restos culturais
Agente causal: fungo seguida de uma podridão mole, aquosa e com escorrimento e suco. Em ambientes com elevada e cultivos velhos. Manejo ra-
Rhizopus nigricans UR, as partes afetadas ficam cobertas com um micélio denso e branco, sobre o qual cional da irrigação. Colheita em
formam-se pequenos pontos negros. períodos secos do dia.
Evitar ferimentos e manuseio
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: excessivo dos frutos. Armaze-
Presença de restos culturais e cultivos velhos. Manuseio excessivo dos frutos. Armazenagem nagem dos frutos a temperatu-
em temperaturas elevadas. ras baixas.

PIMENTÃO
DAMPING-OF OU SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
TOMBAMENTO Doença que ocorre em pré-emergência e em pós-emergência precoce das plântulas. Se ocorrer Plantio em locais drenados.
Agentes causais: fungos na pré-emergência, os patógenos infectam a radícula e o caulículo da plântula provocando Não irrigar em excesso. Fazer
Fusarium spp e necrose, decomposição e morte. Em pós-emergência, os sintomas ocorrem no colo das semeadura rala. Utilizar semen-
Rhizoctonia solani plântulas com encharcamento e enegrecimento, ficando amareladas, murchando, tombando e tes tratadas.
Cromistas Pythium spp, finalmente morrendo.
Phytophthora capsici
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Locais úmidos mal drenados, pouco ventilados principalmente para os Cromistas.
Sementes contaminadas. Semeadura profunda favorecem a doença.
MURCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
PIMENTÃO Doença infecta a cultura em qualquer estágio de desenvolvimento desde pré-emergência Plantio em locais livres do
Agente causal - fungo até pós-emergência. Na pré-emergência das plântulas, os patógenos infectam a radícula inoculo e bem drenados. Rota-
Phytophthora capsici e caulículo, necrosando-os e provocando sua morte. Em pós-emergência, em bandejas de ção de culturas. Não irrigar em
produção de plântulas, ocorre murcha da parte aérea e queima foliar. excesso. Evitar excesso de
No colo ocorre uma necrose escurecida circundando-o. As raízes ficam escurecidas e mortas. adubação nitrogenada. Empre-
Em plantas de campo, normalmente em reboleiras, há uma murcha verde inicial repentina, sem go de cultivares resistentes e
sintomas nas folhas. No caule, região do colo, nota-se a existência de necrose marrom-escureci- tolerantes.
continua

191
PIMENTÃO (continuação)
da circulando-o. Esta necrose provoca o apodrecimento da região afetada, seguida de Não realizar amontoa de terra
murcha e morte da planta.Com alta umidade, há formação de um micélio esbranquiçado nas junto ao caule de plantas novas.
partes infectadas. O sistema radicular de plantas infectadas fica completamente necrosado e
apodrecido.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Solos úmidos, mal drenados e encharcados. Presença do inóculo no solo. Mudas contami-
nadas. Locais úmidos, encharcados e pouco ventilados. Irrigações pesadas.

ANTRACNOSE SINTOMAS: CONTROLE QUÍMICO:


Agente causal: fungo Ocorre em partes aéreas da planta. Sobre frutos inicia-se como uma pequena lesão aquosa - Azoxistrobina (Amistar WG,
Colletotrichum circular, deprimida que depois se alarga até atingir 0,5 a 1cm de diâmetro, com centro das Vantigo)
gloesporioides lesões de coloração cinza que escurece do centro para a periferia. Com o avanço da doença - Azoxistrobina +
formam-se linhas circulares, de coloração preta. O formato da lesão geralmente é circular. Difenoconazole (Amistar Top)
Tem preferência por frutos quase maduros ou já maduros. Sob condições de alta umidade - Clorotalonil (Daconil 500)
pode se formar no centro da lesão uma massa micelial rósea ou laranja. Nesta lesão, pode - Hidroxido de Cobre (Garant)
ocorrer invasão de bactérias que provocam uma podridão mole e desintegração. - Mancozeb (Dithane NT)
Em períodos de seca, frutos infectados permanecem na planta com aspecto seco e - Mancozeb + Oxicloreto de
mumificados. Cobre (Cuprozeb)
- Oxicloreto de Cobre
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: (Cupravit Azul, Cuprogarb)
Presença de restos culturais e frutos infectados no solo. Ocorrência contínua de chuvas e
altos teores de UR com temperaturas de 20-25oC.

OIDIOPSIS SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: fungo Na parte superior das folhas formadas surgem pequenas manchas amarelo-claras, de bor- Rotação de culturas com espé-
Oidiopsis sicula das irregulares, que podem atingir até 1 cm de diâmetro. Já na face inferior, correspondendo cies diferentes de Solanáceas.
à lesão superior, verifica-se também lesões porém com formações pulverulentas de colora- Eliminação de cultivos velhos
ção marrom-claras, que constituem o micélio e esporos do fungo. Com o aumento das le- e restos culturais.
sões, as folhas necrosam e caem, deixando as plantas bem desfolhadas.
CONTROLE QUIMICO:
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Metiran + Piraclostrobina
Presença de cultivos velhos e restos culturais. Presença de outras Solanáceas. Ocorrência (Cabrio Top)
de temperaturas entre 21-26oC com baixa UR. - Piraclostrobina (Comet)

continua

192
PIMENTÃO (continuação)
MANCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
CERCOSPORA Nas folhas adultas formam-se lesões aquosas, translúcidas, verde-escuras. Em seguida, as Eliminação de velhos cultivos e
Agente causal: fungo lesões ficam com aspecto circular, pardas ou branco-acinzentadas com bordos escuros restos culturais. Rotação de
Cercospora capsici medindo cerca de 1-2 cm de diâmetro. Em altas infestações facilmente ocorre desfolhamento culturas.
total. Não infecta os frutos.
CONTROLE QUÍMICO:
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Clorotalonil (Isotalonil)
Restos culturais e cultivos velhos mantém o inóculo. Alta umidade relativa e chuvas favorecem
a doença.

REQUEIMA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: Infecta sobretudo folhas mas pode ocorrer também sobre talos e frutos. Os sintomas quando Eliminação de cultivos velhos
cromista ocorrem sobre talos surgem como uma necrose circundando-os. e restos culturais. Rotação de
Phytophthora capsici As partes acima do local necrótico murcham provocando a queda de folhas. Sobre folhas, as culturas.
lesões são encharcadas, verde-pálido com margens pouco nítidas. Em seguida há expansão das
lesões com anasarca, escurecimento e necrose dos tecidos, sem formas definidas. Em condições CONTROLE QUÍMICO:
de umidade elevada, pode se formar uma borda amarela circundando as lesões. - Oxicloreto de Cobre
Na parte inferior da folha, correspondendo às lesões superiores, pode haver formação de um (Cupravit Azul, Cuprogarb)
micélio acinzentado e esparso. Nos frutos as lesões são pequenas, aquosas, verde-escuras - Clorotalonil (Daconil BR)
com bordas nítidas que, progredindo, apodrecem o fruto sem cheiro. - Mancozeb (Dithane NT)
- Hidróxido de Cobre (Ellect ,
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: Garant, Garra 450 WP,
Presença de cultivos velhos e restos culturais. Emprego de espaçamentos muito próximos com Supera)
UR alta e temperaturas amenas.

PÚSTULA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


BACTERIANA A doença pode ocorrer em qualquer estágio de desenvolvimento e sobre todos os órgãos Eliminar restos culturais e cul-
Agente causal: bactéria aéreos, sendo contudo mais prejudicial quando ocorre sobre folhas e frutos. Incidindo tivos velhos. Plantio distante de
Xanthomonas sobre folhas novas, tanto no viveiro de plântulas como no campo, surgem inicialmente minúscu- outras Solanáceas. Rotação
campestris pv. los pontos de coloração verde-clara a amarelada. Estes evoluem para manchas maiores, de culturas.
vesicatoria marrom-castanhas com aspecto encharcado, arredondadas e centro deprimido claro.
Pode haver formação de um tênue halo amarelado-claro. Em folhas adultas as lesões são CONTROLE QUIMICO:
verde-escuras, de aparência umedecidas. Estas evoluem em tamanho, juntam-se podendo - Hidróxido de Cobre (Garant)
ocasionar mela das folhas, causando em consequência intensa desfolha expondo os frutos
à queima solar.
continua

193
PIMENTÃO (continuação)
Nos frutos, os primeiros sintomas são minúsculas pústulas, depressivas marrom-esverdeadas.
Depois a lesão fica circular, de tamanho indefinido, com centro de aspecto corticoso, áspero
semelhante a pequenas verrugas.
Ao redor de algumas lesões forma-se halo amarelado.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Emprego de sementes contaminadas. Presença de plantas hospedeiras como tomate, berin-
jela e outras solanáceas. Cultivos velhos e restos culturais.
Chuvas frequentes e irrigações por aspersão.

MURCHADEIRA ou SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


MURCHA BACTERIANA Ocorre em plantas em início de produção como uma murcha verde das folhas mais novas, Evitar cultivos sucessivos na
Agentes causal: bactéria: a qual ocorre nas horas mais quentes do dia. Com o desenvolvimento da bacteriose e sob mesma área. Rotação culturas
Ralstonia solanacearum altas temperaturas, as plantas infectadas murcham por completo, devido à colonização dos com gramíneas. Evitar solos
tecidos vasculares do caule. Este sintoma torna-se irreversível, com um amarelecimento fo- encharcados ou mal drenados.
liar e morte das plantas. Cortando o caule longitudinalmente observa-se escurecimento dos
feixes vasculares.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Solos contaminados, úmidos e mal drenados. Áreas de intenso cultivo com Solanáceas hos-
pedeiras. Presença de nematóides Meloidogyne.
Ferimentos no transplante ou tratos culturais.

MOSAICO DO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


PIMENTÃO Surgem inicialmente sobre as folhas novas do ponteiro como um forte mosqueado que pos- Eliminação de Solanáceas
Agente causal: vírus teriormente provoca enrugamento e encarquilhamento do limbo foliar. Plantas infectadas selvagens. Cultivo distante de
Virus PYV - sofrem acentuada redução de crescimento tornando-se pouco produtivas. Frutos formados cultivos de tomate. Plantio de
Potato Y virus são deformados e atrofiados. cultivares resistentes.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: CONTROLE QUIMICO:


Existência de solanáceas cultivadas ou silvestres contaminadas. Presença do pulgão Myzus - Controle químico do vetor
persicae vetor do vírus. com inseticidas.

194
TOMATE
REQUEIMA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
Agente causal: cromista A doença se manifesta em qualquer idade das plantas. Emprego de mudas sadias.
Phytophthora infestans Mudas: Surge nas hastes como lesões necróticas pequenas e escuras, que aumentam de Eliminação de restos culturais
tamanho rapidamente matando as mudas 2-3 dias após o surgimento. e lavouras velhas. Rotação de
Folhas: Em plantas adultas, os primeiros sintomas evidentes são pequenas manchas verde culturas com gramíneas.
escuras, de aspecto encharcado, com forma irregular e tamanho variável. Aumentam de tamanho,
ficando pardas e escuras, sendo que o centro morre com coloração acinzentada. CONTROLE QUÍMICO:
Entre o tecido sadio e o infectado pelo fungo, forma-se uma faixa amarelo-pálida. Na face - Benalaxil + Mancozeb
inferior da folha, na área lesionada, pode ocorrer o desenvolvimento de micélio branco- (Galben M, Tairel M,
acinzentado com frutificações. Tairel Plus)
Caule/Ramos/Pecíolos: Os sintomas são semelhantes às folhas. - Captana (Captan SC, Captan
Frutos: As manchas se desenvolvem sobre partes da superfície dos frutos formando uma lesão 500 WP, Orthocide 500)
marrom-escura, brilhante e levemente enrrugada. Após, desenvolve-se uma podridão dura por - Ciazofamida (Ranman)
quase todo o fruto. - Cimoxanil + Clorotalonil
(Zetanil)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Cimoxanil + Famoxadona
Presença de lavouras velhas e restos culturais. Temperaturas de 10-21ºC acompanhadas por (Equation)
UR (90-100%). Chuvas finas frequentes ou nevoeiros por dias seguidos. Excesso de - Cimoxanil + Mancozeb
adubação nitrogenada. - (Academic, Cimox WP,
Curathane, Curathane SC,
Curzate BR, Space )
- Clorotalonil (Absoluto,
Bravonil 500, Bravonil 720,
Daconil 500, Daconil BR,
Eccho WG, Funginil,
Isotalonil, Isotalonil 500 SC)
- Dimetomorfe (Fórum)
- Dimetomorfe + Clorotalonil
(Fórum Plus)
- Dimetomorfe + Mancozeb
(Acrobat MZ)
- Famoxadona + Mancozebe
(Midas BR)
- Fenamidona (Censor)
- Fluazinam (Ágata, Altima,
continua

195
TOMATE (continuação)
Cignus, Frowncide 500 SC,
Legacy, Zignal)
- Fluazinam + Bentiovalicarbe
(Completto)
- Hidróxido de Cobre (Auge,
Ellect, Garant, Garra 450 WP,
Kocide WDG Bioactive,Supera)
- Mancozeb (Dithane NT,
Eleve, Manzate, Penncozeb
WG , Vondozeb 800 WP)
- Mancozeb + Metalaxil M
(Ridomil Gold MZ)
- Mancozeb + Oxicloreto de
Cobre (Cuprozeb)
- Mancozeb + Zoxamida
(Stimo, Stimo WP)
- Mandipropamida (Acuthon,
Carial, Revus)
- Metalaxil M + Clorotalonil
(Folio Gold,Ridomil Gold Bravo)
- Metiran (Polyram DF)
- Metiran + Piraclostrobina
(Cabrio Top)
- Oxicloreto de Cobre (Cupravit
Azul, Reconil, Recop)
- Oxicloreto de Cobre +
Clorotalonil (Dacobre WP)
- Oxido Cuproso (Cobre Atar BR)
- Propinebe (Antracol 700 WP)
- Propamocarbe (Previcur N,
Proplant)
- Propamocarabe +
Fenamidona (Consento)
- Propamocarbe + Fluopicolida
(Infinito)
continua

196
TOMATE (continuação)
MANCHA DE ALTERNÁRIA SINTOMAS: CONTROLE CULTU-
RAL:
OU PINTA PRETA Ocorrem em todas as partes aéreas da planta, sendo mais frequente nas folhas. Emprego cultivares menos
Agente causal: fungo Em folhas velhas os primeiros sintomas observados são pequenas manchas, circulares ou suscetíveis. Transplante de
Alternaria solani elípticas de coloração marrom-escura a preta. Pode existir halo amarelado circundando a lesão. mudas sadias. Eliminação de
As lesões necróticas aumentam rapidamente de tamanho alcançando até 5mm de plantas voluntárias hospedeiras
diâmetro. Com o crescimento formam-se anéis concêntricos na parte central da lesão dando Eliminação de restos culturais
um aspecto de alvo. As manchas podem surgir isoladas ou em grupos. Se as lesões são e cultivos velhos.
abundantes, as folhas tornam-se amareladas secam e o fungo progride para as folhas superio-
res. No caule as lesões são alongadas ou elípticas, escuras e levemente deprimidas com anéis CONTROLE QUÍMICO:
concêntricos. Nos frutos a infecção ocorre na zona de inserção através do cálice e sépalas - Azoxistrobina (Amistar 500
contaminadas. As lesões atingem um tamanho considerável, envolvendo por completo a parte WG, Amistar WC, Vantigo)
superior, com anéis concêntricos provocando uma podridão mole e escura. - Azoxistrobina +
Difenoconazole (Amistar Top)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Boscalida (Cantus)
Patógeno sobrevive longos períodos em restos culturais no solo ou na forma de estruturas - Captana (Captan 500 WP,
de sobrevivência. Sobrevive também sobre hospedeiros alternativos como batata, berinjela Orthocide 500)
e maria-pretinha. A infecção e colonização ocorre com UR elevada e temperaturas entre - Clorotalonil (Absoluto,
24-29oC. Necessita de água livre por 4 horas. Bravonil 500, Bravonil 720,
Daconil 500, Daconil BR,
Eccho WG, Funginil,
Isotalonil, Isotalonil 500 SC)
- Cimoxanil + Famoxadona
(Equation)
- Cresoxim metilico (Stroby SC)
- Ciprodinil (Unix 750 WC)
- Difenoconazole (Flare, Score)
- Famoxadona + Mancozebe
(Midas BR)
- Fluazinan (Ágata, Altima,
Cignus, Frowncide 500 SC,
Legacy, Zignal)
- Flutriafol (Flexin, Impact 125
SC)
- Hidroxido de Cobre (Auge,
continua

197
TOMATE (continuação)
Ellect, Garant, Garra, Kocide
WDG, Supera)
- Iprodiona (Rovral, Rovral SC)
- Mancozeb (Dithane NT,
Eleve, Manzate BR,
Penncozeb WC, Vondozeb
800 WP)
- Mancozeb + Oxicloreto de
Cobre (Cuprozeb)
- Metiran + Piraclostrobina
(Cabrio Top)
- Oxicloreto de Cobre
(Agrinose, Cobox, Cuprogarb
350, Cuprogarb 500,Cupravit
Azul, Reconil, Recop)
- Oxicloreto de Cobre +
Clorotalonil (Dacobre WP)
- Oxido Cuproso (Cobre Atar BR)
- Piraclostrobina (Comet)
- Pirimetanil (Mythos)
- Propinebe (Antracol 700 WP)
- Procimidona (Sialex 500,
Sumilex 500 WP)
- Procloraz (Jade)
- Tebuconazole (Alterne,
Constant, Elite, Folicur 200
EC, Folicur PM, Orius 250
EC, Riza 200 EC, Tacora 250
EW, Tebufort, Tríade)
- Tebuconazole +
Trifloxistrobina (Nativo)
- Tetraconazole (Domark 100EC)
- Tiofanato Metilico +
Clorotalonil (Cerconil WP)

continua

198
TOMATE (continuação)
MANCHA DE SEPTORIA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL
Agente causal: fungo A infecção ocorre sobretudo em folhas mais velhas e no caule quando do início e pós-frutificação. Eliminação fontes de inóculo
Septoria lycopersici Ocorre no limbo foliar, pecíolos, cálices e ocasionalmente em frutos. Inicia em folhas velhas como lavouras velhas e restos
como pequenas manchas circulares ou ovais encharcadas com 2-2,5mm de diâmetro, que culturais. Destruição de plantas
posteriormente ficam necróticas. Evoluem em tamanho apresentando bordos marrom-escuros hospedeiras. Emprego de culti-
com uma região central acinzentada com numerosas pontuações pretas (estruturas de vares tolerantes.
sobrevivência do fungo). Em condições favoráveis as lesões atingem até 5 mm de diâmetro,
com um halo amarelado podendo coalescer. A doença se dissemina para folhas superiores. CONTROLE QUÍMICO:
Se as lesões forem numerosas, as folhas infectadas amarelecem, murcham e secam. - Azoxistrobina (Amistar 500
Nos pecíolos e hastes as manchas são semelhantes às foliares. WG, Vantigo)
- Clorotalonil (Bravonil 500,
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: Daconil 500, Daconil BR,
O fungo permanece em restos culturais de tomate. Também em outras hospedeiras como Isotalonil)
solanáceas nativas (Physallis, Datura, Maria pretinha). Alta UR e temperaturas entre 22-26ºC - Difenoconazole (Flare, Score)
favorecem a infecção e desenvolvimento da doença. Disseminação via respingos de chuvas, - Metiran + Piraclostrobina
águas de irrigação e implementos. Infecção água livre 16 horas ou UR 90% contínua por (Cabrio Top)
48 horas. - Mancozeb (Dithane NT)
- Mancozeb + Oxic de
Cobre (Cuprozeb)
- Metconazol (Caramba 90)
- Oxicloreto de Cobre
(Cupravit Azul)
- Propineb ( Antracol 700 WP)
- Tebuconazole (Alterne,
Constant, Elite, Folicur 200
EC, Folicur PM, Orius 250
EC, Rival 200 EC, Tebufort,
Tríade)
- Tetraconazole (Domark 100EC)
- Tiofanato Metilico (Fungiscan
700 WP, Viper 700)
- Tiofanato Metilico +
Clorotalonil (Cerconil WP)
- Piraclostrobina (Comet)

continua

199
TOMATE (continuação)
MANCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
ESTENFILIUM Afeta o tomate em diferentes estágios de desenvolvimento. Emprego de variedades resis-
Agente causal: fungo Sobre folhas jovens de plantas adultas, ocorrem minúsculas pontuações, irregulares ou tentes. Eliminação fontes de
Stemphylium solani retangulares, marrom-escuras ou pardas, dispersas aleatoriamente. Normalmente há formação inóculo como lavouras velhas e
de halo amarelado. Tais lesões crescem, tornando-se circulares e translúcidas podendo atingir restos culturais. Destruição de
até 2mm de diâmetro. Ocasionalmente as manchas coalescem amarelando e secando plantas hospedeiras. Rotação
grandes áreas da folha. O centro das lesões seca e frequentemente rasga-se. As folhas de culturas.
que secam caem. O ataque é quase restrito às folhas e sempre após a frutificação.
CONTROLE QUÍMICO:
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Clorotalonil (Bravonil 500,
O fungo permanece em restos culturais sendo um excelente saprófita. Também plantas de Daconil 500, Daconil BR,
solanáceas nativas ou voluntárias (jiló, batata, pimentão). Disseminação por mudas contaminadas, Isotalonil)
vento e gotas de chuvas. Infecção: UR maior que 80% associada a temperaturas de 24-27ºC. - Mancozeb + Oxicloreto
de Cobre (Cuprozeb)
- Oxido Cuproso
(Cobre Atar BR)
- Oxicloreto de Cobre
(Reconil, Recop)
- Oxic. Cobre + Chlorothalonil
(Dacobre 500)
- Tebuconazole (Folicur PM)

CANCRO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


BACTERIANO Ocorrem dois tipos de colonização: sistêmica e localizada. Emprego de mudas sadias.
Agente causal: bactéria Sistêmica no sistema vascular: A partir do início do florescimento, folhas velhas murcham e Desinfectar estacas de tutora-
Clavibacter michiganensis inclinam-se, sendo que os folíolos apresentam necrose marginal, enrolam-se para mento. Destruição total de res-
subsp. michiganensis cima ou ficam torcidos, tornando-se amarelados. Nos pecíolos dos folíolos formam-se pequenos tos culturais e lavouras velhas.
fendilhamentos ou microcancros. O patógeno obstrui a região vascular sendo que a planta Rotação de culturas.
desenvolve raízes adventícias no caule ou nos nós. O tecido vascular apresenta estrias
amareladas ou marrons que tornam-se depois marrons-esverdeadas e são mais proeminentes CONTROLE QUÍMICO
próximas dos nós. Pode haver infecção de frutos via xilema sendo que o pedúnculo fica - Kasugamicina (Kasumin)
escurecido. - Oxido Cuproso (Cobre AtarBR)
Lesão localizada: Mais comum em temperaturas elevadas e sobre todos os órgãos aéreos em - Oxicloreto de Cobre
qualquer estágio. A penetração se dá por hidatódios, tricomas e ferimentos. Nas folhas, cálice (Reconil, Recop)

continua

200
TOMATE (continuação)
e sépalas formam-se inúmeras pequenas lesões, 1 a 2 mm de diâmetro, com forma quase - Oxicloreto de Cobre +
circular com centro esbranquiçado, rodeados por um anel de tecido necrótico que evolui para Clorotalonil (Dacobre WP)
um pequeno cancro. Sobre frutos verdes, as lesões são circulares com centro escuro, rodeadas
por um halo branco opaco. Tais lesões, como olho-de-passarinho, com 3-6 mm de diâmetro e
dão ao fruto uma aparência escamosa.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Sementes contaminadas. Bactéria permanece associada a restos culturais e lavouras velhas.
Existência de hospedeiros alternativos (Maria pretinha, pimentão, solanáceas selvagens).
Ocorrência de temperaturas amenas (15-22oC) com alta UR e baixa luminosidade.

MANCHA BACTERIANA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: bactéria A bactéria afeta todas as partes aéreas da planta. Sobre folhas e ramos mais velhos formam-se Emprego de mudas sadias de
Xanthomonas campestris pequenas lesões encharcadas, escuras com formatos circulares ou irregulares circundadas cultivares resistentes.
pv. vesicatoria ou não por um leve halo clorótico. Tais lesões raramente ultrapassam mais que 3 mm de Eliminação de restos e cultivos
diâmetro. Em condições favoráveis, as lesões nas folhas, pecíolos ou ráquis coalescem, velhos. Realizar rotação de
formando áreas maiores. Os folíolos amarelecem, secam tornando-se quebradiços, permane- culturas. Evitar plantios próxi-
cendo grudados na planta dando uma aparência de sapecados. As lesões nos frutos começam mos a plantio de outras sola-
como minúsculas bolhas levemente elevadas. Após crescem ficando deprimidas, de aspecto náceas.
corticoso, irregulares lembrando crateras de coloração marrom e escamosas.
CONTROLE QUÍMICO:
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Acibenzolar S Metilico
Emprego de mudas contaminadas. Existência de lavouras velhas e restos culturais. (Bion 500 WG)
Ocorrência de chuvas frequentes, irrigações por aspersão. Temperaturas elevadas, 24-30oC. - Oxicloreto de Cobre
(Agrinose, Cobox, Reconil)
- Hidróxido de Cobre (Auge,
Ellect, Garra 450 WP, Kocide
WDG, Supera)

PINTA BACTERIANA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: bactéria Ocorre sobre todos os órgãos aéreos. Predominam nas folhas surgindo como lesões circu- Emprego de mudas sadias
Pseudomonas syringae lares encharcadas, que se tornam marrom escuras a negras quando o tecido fica necrosado. de cultivares resistentes.
pv. tomato A doença evolui de folhas mais velhas para folhas novas. As lesões coalescem e secam a Eliminação de cultivos velhos
folhagem. As manchas também surgem no caule, pedicelo, pedúnculo com queda das flores e restos culturais. Eliminação de
e frutos. Nos frutos ainda verdes, surgem minúsculas pontuações pretas elevadas, raramen- plantas solanáceas selvagens.
continua

201
TOMATE (continuação)
te maiores que 1 mm de diâmetro. Tais lesões são levemente elevadas e podem ser facil- Fazer rotação de cultivos com
mente destacadas. gramíneas.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: CONTROLE QUÍMICO:


Sobrevivência em restos culturais, plantas voluntárias e plantas daninhas. Permanece no Não há produtos químicos
solo por 30 dias. É bactéria residente em rizosfera de solanáceas selvagens. Ocorrência de cadastrados.
chuvas pesadas com ventos. Molhamento foliar mínimo de 6 horas. Temperaturas amenas
18-23oC e alta UR .

MURCHA BACTERIANA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


OU MURCHADEIRA Observados principalmente no início da frutificação em reboleiras. Inicialmente há um mur- Cultivo em áreas livres da bac-
Agente causal: bactéria chamento dos folíolos mais jovens provocando queda dos ponteiros. A murcha manifesta-se téria. Rotação cultural com gra-
Ralstonia solanacearum nos períodos mais quentes do dia, recuperando a planta a turgência pela noite. A medida que míneas. Emprego de mudas sa-
a doença progride a recuperação da planta torna-se difícil. O processo torna-se irreversível dias. Eliminação plantas volun-
e finalmente desenvolve-se para toda planta. A morte pode ocorrer poucos dias após o início tárias e espécies suscetíveis.
dos sintomas, não havendo destruição da clorofila e amarelecimento da mesma. As raízes Arranquio de plantas doentes.
externamente aparentam estar sadias, mas o tecido vascular, o caule e ramos atacados ficam Evitar tratos culturais em áreas
escurecidos. Quando cortados liberam uma exsudação cinza clara e pegajosa. No caule se doentes. Restrição de irrigação.
formam raízes adventícias e pode haver um escurecimento na sua base.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
A bactéria sobrevive em raízes de mais de 200 espécies vegetais. Permanece no solo, na
rizosfera de plantas voluntárias e restos culturais de 2-10 anos. Penetra nas raízes via feri-
mentos (transplante e nematóides). Águas de superfície disseminam a bactéria. Também é
disseminada por solo aderido a implementos agrícolas. Temperaturas entre 24 e 35ºC com
solos úmidos. Plantio em áreas contaminadas ou com cultivos anteriores com outras solanáceas
hospedeiras (batata, fumo).

PODRIDÃO DA MEDULA SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: bactéria Ocorrência sobre plantas já em produção. Início como murcha e amarelecimento de folhas Manejo da irrigação não ume-
Pseudomonas corrugata mais novas no terço médio das plantas. decendo em demasia o solo.
A inserção do pecíolo das folhas murchas fica necrosado. Adubação equilibrada sem
No caule ocorrem manchas escuras e superficiais com formação de raízes adventícias. exagerar no nitrogênio.
A infecção ocorre na medula que fica escurecida mas não se desintegra.

continua

202
TOMATE (continuação)
TALO OCO ou SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
PODRIDÃO MOLE Doença que pode ocorrer em qualquer fase da planta, sendo mais comum após as primeiras Amarração, desbrota de forma
Agente causal: bactéria desbrotas. No início ocorre uma murcha seguida de um amarelecimento das folhas mais cuidadosa e período correto.
Pectobacterium spp. velhas. A doença progride, a planta se torna amarelada. O caule fica enegrecido, oco com Adubação balanceada.
fendas longitudinais. Os vasos vasculares ficam escurecidos com a medula totalmente Arranquio e eliminação de
desintegrada até o limiar entre os tecidos do caule atacado e aqueles sadios. O caule pressio- plantas doentes. Rotação de
nado rompe-se. Plantas em frutificação tombam devido ao peso. Pode ocorrer formação de culturas.
raízes adventícias. Frutos apodrecem internamente ficando presos como bolsas de água.
CONTROLE QUÍMICO:
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: - Oxicloreto de Cobre
Bactéria sobrevive no solo em restos culturais. Também em rizosfera de plantas daninhas (Reconil, Recop)
ou solanáceas silvestres. Penetra por ferimentos de desbrota, amarração. Temperaturas entre - Oxido Cuproso
25-30ºC e UR maior que 90%. Plantios adensados, excessos de N, irrigação por sulcos (Cobre Atar BR)
e ferimentos.
MURCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
FUSARIUM Sintoma que ocorre normalmente em plantas em reboleiras. Os primeiros sintomas são sobre Rotação de culturas com gra-
Agente causal: fungo plantas durante a frutificação e maturação. Iniciam com enrolamento dos bordos dos folíolos míneas. Emprego de mudas
Fusarium oxysporum f.sp. de folhas velhas, clareamento das nervuras e amarelecimento. Este amarelecimento pode sadias. Uso de variedades re-
lycopersici se desenvolver unilateralmente ou seja em somente um lado da planta, que nas horas quentes sistentes. Eliminação de restos
do dia fica com aspecto murcho e flácido. Com o desenvolvimento gradual da doença, a culturais e cultivos velhos.
murcha torna-se mais frequente até a planta entrar em colapso e morrer. O tecido vascular
de plantas doentes é marrom-escuro e estende-se para além da haste. A medula não é
afetada, permanecendo sadia.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Patógeno sobrevive em restos culturais e cultivos velhos. Fungo entra por ferimentos, epiderme
e pelos radiculares da raiz. Estabelecimento no xilema. A temperatura do solo ótima para o fungo é
de 21-30ºC. Também baixa umidade do solo e baixos teores de N, P e K favorecem o fungo.
Plantas em solos ácidos e pobres, deficientes de Ca.
MURCHA DE SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:
VERTICILIUM Pode ocorrer em mudas e plantas adultas. Patógeno desenvolve-se no xilema onde causa Emprego de cultivares resisten-
Agente causal: fungo obstrução. Em mudas, elas ficam flácidas ocorrendo perda das folhas cotiledonares e tes. Eliminação de restos
Verticillium albo - atrum desenvolvimento retardado. Sobre plantas adultas a primeira indicação é uma murcha moderada culturais e cultivos velhos.
e Verticillium dahliae durante as horas mais quentes do dia, com recuperação da turgência pelas plantas Evitar áreas com vários anos
continua

203
TOMATE (continuação)
durante a noite. Com a evolução da doença, há desenvolvimento de uma clorose marginal seguidos de plantio com toma-
e amarelecimento internerval nos folíolos mais velhos. Nestes pode ocorrer manchas amareladas te. Rotação de culturas.
em forma de V, com vértice voltado para a nervura principal. Posteriormente ocorre necrose
das manchas que ficam limitadas à região próxima das margens das folhas. Nas hastes e raízes
de plantas atacadas ocorre um escurecimento vascular. A medula e os pecíolos não são atingidos
pela necrose vascular.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Patógeno sobrevive saprofiticamente no solo (microescleródios). Sobrevive em restos de
cultura sendo um pobre competidor. Tem hospedeiros alternativos como quiabo, berinjela,
jiló e amendoim. A temperatura ideal para a progressão da doença é de 21-24ºC. Solos alcalinos
favorecem o desenvolvimento do fungo.

VIRA CABEÇA DO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


TOMATEIRO Sobre plantas em qualquer idade. Variáveis em função da espécie do vírus, da idade da Eliminar plantas hospedeiras
Agente causal: vírus planta, da cultivar e condições climáticas. Infecções em plântulas comprometem produção, nativas. Eliminação de plantios
TSWV (tomato spoted além de servirem de inóculo para outras plantas. Os folíolos das folhas novas tomam um velhos. Cultivo longe de fontes
wild virus) aspecto bronzeado ou arroxeado, com numerosos pontos necróticos enrolando-se para de inóculo. Controle do inseto
TCSV (tomato chlorotic cima. Pontos de crescimento podem morrer. As hastes terminais podem com frequência vetor (Trips).
spor virus) curvar-se para um dos lados ou podem murchar inteiramente. Plantas infectadas precocemente
GRSV (groundnut não formam frutos. Aquelas plantas infectadas mais tarde poderão produzir frutos aparentemente
ringspot virus) sadios de menor tamanho. Todavia os frutos desenvolverão áreas cloróticas como anelações
concêntricas, deprimidas que atingem a placenta sobretudo nos frutos que atingem a maturação.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Disseminação ligada aos insetos vetores Frankliniella sp e Trips tabaci. Ocorrência em períodos
quentes e úmidos. Plantas hospedeiras nativas são focos de abrigo dos vetores.

MOSAICO COMUM SINTOMAS: CONTROLE:


Agente causal: vírus São influenciados pela temperatura, intensidade luminosa, idade da planta, estirpe do vírus Eliminação de plantas sinto-
ToMV (tomato e cultivar do tomate. O sintoma característico do mosaico são áreas verde-claras entremeadas máticas. Eliminação de restos
mosaic vírus) de áreas verde normal, com a superfície levemente enrugada e bordos levemente virados para culturais. Desinfecção de mãos
TMV (tobacco cima. Plantas infectadas cedo definham com um aspecto amarelado. As folhas também podem e ferramentas de cultivo.
mosaic vírus) enrolar-se, sofrerem redução no tamanho e serem mal-formadas. Os frutos podem maturar com Cultivo em áreas distantes da
tamanho menor que o normal de maneira desuniforme. Anéis amarelos podem ocorrer se a fonte de inóculo.
maturação de frutos de plantas infectadas ocorrer em altas temperaturas.
continua

204
TOMATE (continuação)
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
Vírus altamente infeccioso sendo transmitido por extrato foliar. A transmissão do vírus é feita
por operações manuais (transplante, amarração, desbrota). Nenhum vetor natural é conhecido.
VIRUS Y SINTOMAS: CONTROLE:
Agente causal: vírus O sintoma inicial é um amarelecimento leve em folhas mais novas. Sintomas mais comuns Eliminação de plantas hospe-
PVY (potato vírus Y) são de um amarelecimento geral da planta, sendo que folhas mais velhas são menores que deiras. Eliminação de plantios
de plantas normais e sempre curvadas para baixo. Um mosaico, áreas verde-amareladas velhos. Controle insetos vetores.
entre o verde normal, surge nos folíolos do ponteiro. Na parte inferior dos folíolos pode ocorrer
riscas ou anéis necróticos ao longo das nervuras terciárias, sobretudo sob infecção mais severa.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS
Doença que ocorre com maior frequência em períodos secos e de temperaturas amenas.
Presença dos vetores Myzus persicae, Macrosiphum euphorbiae (transmissão não persistente).
Ocorrência de solanáceas hospedeiras (batata, pimentão) e outras silvestres.

MOSAICO DOURADO SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


DO TOMATEIRO - Ocorre uma grande diferenciação de sintomas em função das espécies diferentes do vírus, Emprego de mudas sadias.
GEMINIVIRUS a idade e cultivar da planta e as condições ambientais. No geral o sintoma típico inicia pela Utilização de cultivares tole-
Agente causal: vírus base dos folíolos nas folhas novas sob a forma de um amarelecimento das nervuras e que rantes à doença. Adoção de
TYLCV (Tomato Yellow posteriormente se distribui por toda folha. Geralmente pode haver enrolamento e encarqui- quebra ventos próximos à
Leaf Curl Virus) lhamento dos folíolos. As plantas novas são mais suscetíveis e mostram o mosaico mais lavoura. Eliminação de cultivos
ToCMoV (Tomato visível. Tais plantas ficam subdesenvolvidas não produzindo nada e se produzir serão frutos velhos. Eliminação de plantas
Chlorotic Mottle Vírus) com pequena qualidade e baixo grau brix. Se a infecção ocorrer em plantas mais velhas, os daninhas hospedeiras do vírus
TGMV (Tomato sintomas não são expressados nitidamente, podendo as plantas produzir folíolos aparente- e da mosca branca.
Golden Mosaic Virus) mente sadios, os quais porém mais adiante desenvolverão sintomas.
TYVSV (Tomato CONTROLE QUÍMICO:
Yellow Vein Streack Virus) CONDIÇÕES FAVORÁVEIS: Aplicação de inseticidas, com
Transmissão ocorre de forma persistente circulativa pela mosca branca Bemisia tabaci, que mecanismos de ação diferentes,
é o único transmissor conhecido. O acesso de aquisição do vírus pelo vetor é de no mínimo desde as mudas para controle
30 minutos até 24 horas sobre uma planta infectada. Há necessidade de um período mínimo do inseto vetor.
de 6 horas da aquisição para a incubação do vírus no vetor. Para ocorrer a inoculação pelo
vetor é necessário um tempo mínimo de 30 minutos de alimentação. A mosca pode ficar
infectiva por 5-20 dias. O vírus TYLCV pode ser transmitido para gerações seguintes.

continua

205
TOMATE (continuação)
As fêmeas são 6 vezes mais eficientes na transmissão do vírus. A presença de plantas hospedei-
ras do vírus e infectadas da família das solanáceas como quinquilho, malva, maria pretinha,
joá de capote e de outras famílias como a guanxuma e leiteiro favorecem a transmissão da virose.

NEMATÓIDES SINTOMAS: CONTROLE CULTURAL:


Agente causal: nematóides Os primeiros sintomas são um amarelecimento geral da planta seguido de murcha e às vezes Rotação cultural com milho,
Meloidogyne incognita morte da planta. Tais plantas geralmente têm um crescimento muito reduzido. Pode ocorrer tagetes ou crotalária.
M. javanica deficiência nutricional devido ao depauperamento das raízes. Nestas são observadas numerosas
M. hapla galhas que provocam engrossamento da raíz.
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS:
A disseminação ocorre devido a mudas infestadas, implementos agrícolas e pela irrigação.

206
DOENÇAS DE HORTALIÇAS
(Fotos de: Jorge Alberto Gheller, José Luiz Bortolossi e Iniberto Hamerschmidt)

Alface - Podridão Esclerotínia - Sclerotinia Alface - Míldio - Bremia lactucae Alface - Míldio mudas -
sclerociorum e Sclerotinia minor Bremia lactucae

Alface - Queima da Saia - Rizoctonia solani

Beterraba - Mancha de cercóspora - Cercospora beticola

207
Brássicas - Hérnia e Podridão de Esclerotínia Brássicas - Podridão de Esclerotínia - Sclerotinia sclerotiorum
Hérnia das crucíferas: Plasmodiophora brassicae

Brássicas - Mancha Translúcida - Pseudomonas seringae pv. maculicola

Brássicas - Podridão negra, couve-flor -


Xanthomonas campestris pv. campestris Brássicas - Míldio rúcula - Peronospora parasitica

208
Cenoura - Altenaria dauci

Cenoura - Cescospora carotae

Cenoura - Xanthomonas
campestris

Feijão Vagem - Antracnose -


Colletotrichum lindemuthianum Feijão Vagem - Ferrugem - Uromyces appendiculatus

209
Melancia, Melão - Antracnose - Melancia, Melão - Podridão Melancia, Melão - Podridão Gomosa
Colletotrichum orbiculare gomosa - Didymella bryoniae ramos - Didymella bryoniae

Morango - Micosferela - Mycosphaerella fragarie Morango - Botritis (mofo cinzento) - Botrytis cinerea

Morango - Podridão radicular -


Morango - Dendrofoma - Dendrophoma obscurans Rizoctonia solani

210
Morango - Mancha bacteriana Morango - Mancha bacteriana Morango - Mancha bacteriana
sintomas iniciais - Xanthomonas sintomas avançados sintomas finais - Xanthomonas
fragariae -Xanthomonas fragariae fragariae

Pepino Leandria - Pepino Mancha angular bacteriana - Pepino - Oídio - Pepino Vírus comum - Cucumber
Leandria momordicae Pseudomonas syringae pv lachrymans Sphaerotheca fuliginea Mosaic Virus (CMV)

Pimentão - Antracnose - Colletotrichum


Pepino - Míldio - Pseudoperonospora cubensis Pimentão - Oídio - Oidiopsis sicula gloesporioides

211
Tomate - Cancro Bacteriano - Tomate - Cancro lesão inicial -
Clavibacter michiganensis Clavibacter michiganensis Tomate - Talo oco - Tomate- Mancha foliar bacteriana -
Erwinia sp. Xanthomonas campestris

Tomate - Mancha foliar bacteriana -


Xanthomonas campestris Tomate - Ralstonia Tomate - Danos Fusarium oxisporum
solanacearum

Tomate - Requeima início - Tomate - Requeima final -


Tomate - Danos Fusarium oxisporum Phytophthora infestans Phytophthora infestans

212
Tomate - Pinta Preta - Alternaria solani
Tomate - Pinta Preta fruto -
Alternaria solani

Tomate - Pinta Preta folha-


Alternaria solani

Tomate - Mancha Septoria intensa -


Septoria lycopersici
Tomate - Mancha Estenfilium -
Stemphylium solani
Tomate - Pinta Preta - Alternaria solani

Tomate - Nematoide -
Tomate - Geminivirus Meloydogine incognita, javanica
Tomate - Virose vira cabeça Fruto (Mosaico dourado) e hapla

213
Tabela 25. Caracterização dos fungicidas a serem utilizados (Agrotóxicos cadastrados na Secretaria de Agricultura e Abastecimento
do Paraná em dezembro de 2012)
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
ABSOLUTO Clorotalonil GD C 750g TOMATE -150-250g, Alternária 7 Tomate III Não misturar com
200-300g Phytophthora adjuvantes como
surfactantes, óleos
minerais e vegetais e
produtos alcalinos.
ACADEMIC Cimoxanil + PM C/P 60+700g TOMATE: 150-300g, Phytophthora 7 II
Mancozeb
ACROBAT MZ Dimetomorfe + PM S/C 90+600g TOMATE: 400g, Phytophthora 7 II
Mancozeb
ACUTHON Mandiopropamida SC C 250g TOMATE: 250ml, Phytophthora 1 Tomate II
PEPINO, MELÃO, MELANCIA: 3 Alface
40-60g, Míldio
ALFACE:100-150ml, Míldio
AGATA Fluazinam SC C 39,8g TOMATE: 100ml, Alternária 3 Tomate, II
100 ml, Phytophthora Morango
100 ml, Esclerotínia
MORANGO: 100ml, Micosferela
AGRINOSE Oxicloreto de PM C 600g TOMATE: 500g, Alternária/ Sem III Adicionar espalhante
Cobre Xanthomonas vesicatória Restrição adesivo. Não misturar
BATATA: 500g, Alternária com calda sulfocálcica.
ALTERNE Tebuconazole CE S 200g TOMATE: 100g, Alternária e 3 Tomate IV Para cucurbitáceas é indi-
Septória cado somente para melão.
ALTIMA Fluazinam SC C 39,8g TOMATE: 100g, Alternária, 3 Tomate II
Phytophthora e Esclerotínia Morango
MORANGO: 100ml, Micosferela
AMISTAR Azoxistrobina GD C/P 500g TOMATE: 8-16g, Alternnária 3 Tomate, IV
500 WG PIMENTÃO: 12-16g, Antracnose, 2 Pimentão,
continua

214
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
PEPINO: 12-16g, Leandria, Míldio Pepino,
CENOURA: 12-16g, Alternária Beterraba,
ALFACE: 12-16g, Septória Repolho,
MORANGO: 12-16g, Micosferela Couve-Flor
BETERRABA: 12-16g, Cercóspora 7 Cenoura,
REPOLHO, COUVE FLOR: 16g, Alface
Alternária 1 Morango
AMISTAR TOP Azoxistrobina + SC C/S 200+125g TOMATE: 20-40ml, Alternária 3 Tomate, II
Difenoconazole PIMENTÃO: 30-40ml, Antracnose Melão,
PEPINO: 50 - 100ml, Míldio Melancia,
MELÃO,MELANCIA: 60-80ml,Míldio Beterraba,
CENOURA: 60-80ml, Alternária 2 Pepino
MORANGO: 60-120ml, Micosferela 15 Cenoura
BETERRABA: 90-80g, Cercóspora 1 Morango
ANTRACOL Propinebe PM C 700g TOMATE: 300g, Alternária, 7 II Corrosivo a metais.
700 WP Phytophthora e Septória Incompatível com com-
posto organofosforados
ou carbamatos.
AUGE Hidróxido de SC C 53,74g TOMATE: 300-400ml, Alternária SEM
Cobre 400g, Phytophthora RESTRIÇÃO
300-400g, Xanthomonas vesicatória
PIMENTÃO: 375-440ml,Phytophthora
BION 500 WG Acibenzolar S GD S/E 500g TOMATE: 5g, Xanthomonas 5 Tomate I
Metílico vesicatória, Phytophthora, Alternária
BRAVONIL 500 Clorotalonil SC C 500g TOMATE: 50ml, Alternária, 7 Tomate, I Não misturar com
Phytophthora, Septória, Estenfilium Pepino, adjuvantes como
PIMENTÃO: 400ml, EstenfIlium Pimentão, surfactantes, óleos
PEPINO, MELÃO, MELANCIA: Melão, minerais e vegetais e
400ml, Antracnose, Míldio Melancia, produtos alcalinos.
CENOURA: 400ml, Alternária, Cenoura
Cercospora
continua

215
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
BRAVONIL 720 Clorotalonil SC C 720g TOMATE: 220-250ml, Alternária, 7 Tomate, I Não misturar com
Phytophthora Pepino, adjuvantes como
PEPINO: 300ml, Míldio Cenoura surfactantes, óleos
CENOURA: 300ml, Alternária minerais e vegetais e
produtos alcalinos.
CABRIO TOP Metiran + GD C/P 550+50g TOMATE: 200g, Alternária e 7 Tomate, III Não misturar com
Piraclostrobina Septória Pepino, óleos, espalhantes,
400g, Phytophthora, Meão, surfactantes e
PIMENTÃO: 250g, Oidiopsis Melancia, produtos alcalinos.
PEPINO: 200g Oídio, Míldio Cenoura,
MELÃO, MELANCIA: 3 Pimentão
200-300g, Oídio, Míldio
CENOURA : 285g, Alternária
CANTUS Boscalida GD S 500g TOMATE: 10-15ml, Alternária 1 Tomate, III Incompatível com
CENOURA: 22g, Alternária 7 Cenoura produtos alcalinos como
caldas bordalesa,
sufolcálcica e cúpricos.
CAPTAN 500 WP Captana PM C 300g TOMATE: 240ml, Alternária 1 Tomate I Incompatível com
e Phytophthora cúpricos e produtos
altamente alcalinos.
CAPTAN SC Captana SC C 480g TOMATE: 250 ml, Phytophthora 1 Tomate, I Incompatível com
MELÃO, MELANCIA: 220g, Míldio Melão, cúpricos e produtos
Melancia altamente alcalinos.
CARAMBA 90 Metconazol CE S 90g TOMATE: 50-100ml, Septória 7 Tomate, III
PIMENTÃO: 50-100 ml, Alternária Pimentão,
MELÃO: 70-140ml, Morango
Crestamento Gomoso 14 Melão,
CENOURA: 50-100ml, Alternária Cenoura
MORANGO: 50-100ml, Micosferela

continua

216
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

CARIAL Mandipropamida SC C 250g TOMATE: 40-60 ml, Requeima 1 Tomate, II


PEPINO: 40-60ml, Míldio Pepino,
MELÃO, MELANCIA: 80ml, Míldio Melão,
ALFACE: 100-150ml, Míldio Melancia
3 Alface
CENSOR Fenamidona SC C/P 500g TOMATE: 30ml, Phytophthora 7 Alface, III
ALFACE: 30ml, Míldio Tomate
CERCOBIN Tiofanato Metílico PM S 700g PEPINO, ABOBRINHA, MELÃO, 7 Pepino IV Não misturar com
700 WP MELANCIA : 70g, Antracnose, 14 Abobrinha adjuvantes como
Oidio, Leandria Melão, surfactantes, óleos
MORANGO: 70g, Botritis, Morango, minerais e vegetais e
Micosferela, Diplocarpon Quiabo produtos alcalinos.
QUIABO - 70g, Oídio 13 Melancia
CERCONIL WP Tiof. Metílico + PM C/S 200+500g TOMATE: 200g, Alternária 7 Pepino I Não misturar com
Clorotalonil e Septória 14 Melão adjuvantes como
PEPINO, MELÃO, MELANCIA: 13 Melancia surfactantes, óleos
200g, Antracnose, Crestamento minerais e vegetais e
Gomoso, Oídio Leandria, Míldio produtos alcalinos.
CIGNUS Fluazinam SC C 39,84g TOMATE: 100ml, Alternária, 3 Tomate, II
Phytophthora, Esclerotínia Morango
MORANGO: 100ml, Micosferela
CIMOX WP Cimoxanil + PM C/P 80+ 640g TOMATE: 200-300g 7 I
Mancozeb
COLLIS Boscalida + C/P SC 200+100g PEPINO: 50 ml 7 Pepino, III
Cresoxim Metílico MELANCIA: 50-125ml Oídio Melancia
COBOX DF Oxicloreto de Cobre GD C 500g TOMATE: 250g, Alternária e 1 IV Não misturar com
Xanthomonas campestris calda sulfocálcica e
ditiocarbamatos.
continua

217
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

COBRA Oxido Cuproso PM C 560g TOMATE: 240g, Alternária, SEM IV Não misturar com
ATAR BR Cancro, Erwinia, Phytophthora, RESTRIÇÃO calda sulfocálcica e
Septória, Estenfilium e ditiocarbamatos.
Xanthomonas campestris
FEIJÃO VAGEM: 200g, Antracnose,
Ferrugem, Mancha Angular
COMET Piraclostrobina CE C/P 250g TOMATE: 40ml, Alternária, Septória 1Tomate, II
PIMENTÃO: 50ml, Oidiopsis 3 Pimentão,
PEPINO, MELÃO, MELANCIA: 7 Pepino,
40-50ml, Oídio, Míldio Melão,
CENOURA: 60g, Alternária Melancia,
Cenoura
COMPLETTO Fluazinam+ SC C 250+100g TOMATE: 50-70ml, Phytophthora 3 III
Bentiovalicarbe
CONSENTO Propamocarbe + SC S/P 375+75g TOMATE: 50-70ml, Phytophthora 7 II
Fenamidona
CONSTANT Tebuconazole CE S 200g TOMATE: 100ml, Alternária, 7 Tomate, III No tomate e outras
Septória Beterraba, hortaliças aplicar
MELÃO, MELANCIA:150ml, 14 Pepino, somente após o início
Crestamento Gomoso Melão, da floração. Adicionar
CENOURA: 125ml, Alternária Melancia, esp. adesivo.
MORANGO: 75ml, Micosferela Cenoura
BETERRABA: 200ml, Cercóspora 5 Morango

CUPRAVIT Oxicloreto de PM C 588g TOMATE: 300g, Alter, 1 Tomate, IV Incompatível com


AZUL BR Cobre Phytophthora, Septória 7 Pimentão, produtos de reação
PIMENTÃO: 300g, Antrcnose, Cenoura, alcalina e calda
Phytophthora, Pepino, sulfocálcica.
PEPINO,ABOBRINHA,MELÃO, Abobrinha, Não usar espalhante
MELANCIA: 300g, Antracnose Melão, com baixas temperaturas
continua

218
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
CENOURA: 300g, Alternária Melancia, associadas a alta
QUIABO: 300g, Pseudo Quiabo, umidade relativa, pode
cercóspora Repolho, ser fitotóxico.
REPOLHO, COUVE FLOR, Couve-Flor
COUVE, BRÓCOLI, COUVE: 300g Couve-
Mildio, Alternária, Ferrugem Branca Brócolis,
Couve
CUPROGARB Oxicloreto Cobre PM C 588g TOMATE: 400g, Alternária 1 Tomate IV Incompatível com
350 PIMENTÃO: 250g, Phytophthora 7 Pimentão Thiran, carbamatos e
calda sulfocálcica.
Em temperaturas baixas
com alta umidade
relativa, pode causar
fitotoxicidade.
CUPROZEB Mancozebe + PM C 440+300g TOMATE: 200g, Alternária, 7 Tomate, III Não misturar com
Oxic Cobre Phytophthora, Septória, Estenfilium Pimentão Carbamatos e Calda
PIMENTÃO: 200g, Antracnose, Cenoura, Sulfocálcica. Pode
Phytophthora, Estefilium Pepino, causar fitotoxicidade em
PEPINO, ABOBRINHA, MELÃO, Melancia, temperaturas baixas com
MELANCIA: 200g, Antracnose, Feijão alta umidade relativa.
Mildio, Crestamento Gomoso Vagem,
CENOURA: 200g, Alternária, Repolho,
Cercóspora Couve-flor,
BETERRABA: 200g, Cercóspora Couve
FEIJÃO VAGEM: 200g, Antracnose, Brócolis,
Mancha angular, Ferrugem Couve,
REPOLHO, COUVE FLOR, 14 Abobrinha
COUVE BRÓCOLI, COUVE: Melão
200g, Mildio, Alternária Beterraba
CURATHANE Cimoxanil + PM C/P 80+640g TOMATE: 200-300g, Phytophthora 7 Tomate III
Mancozeb
continua

219
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

CURATHANE SC Cimoxanil + SC C/P 49,6+360g TOMATE: 250-300ml, Phytophthora 7 Tomate III


Mancozeb
CURZATE BR Cimoxanil + PM C 80+640g TOMATE: 200-300g, Phytophthora 7 Tomate III
Mancozeb
DACOBRE WP Oxic Cobre + PM C 504+250g TOMATE: 350g, Alternária, Cancro, 1 Tomate II Incompatível com TMTD,
Clorotalonil Phytophthora, Estenfilium 7 Cemoura e carbamatos. Usar
CENOURA- 200g, Alternária espalhante adesivo.
Não aplicar em baixas
temperaturas com alta
umidade relativa.
DACONIL 500 Clorotalonil SC C 500g TOMATE: 300ml, Alternária, 7 Tomate, I Não misturar com TMTD,
Phytophthora, Septória, Estenfilium Pepino, carbamatos e calda
PEPINO, MELÃO, MELANCIA: Cenoura sulfocálcica. Não
400g, Antracnose, Mildio adicionar espalhante
CENOURA: 400ml, Alternária adesivo.
DACONIL BR Clorotalonil PM C 750g TOMATE: 200g, Alternária, 7 Tomate, I Não misturar com TMTD,
Phytophthora,Septória,Estenfilium Pimentão, carbamatos e calda
PIMENTÃO: 200g, Alternária, Pepino, sulfocálcica. Não
Antracnose, Phytophthora, Melçao, adicionar espalhante
Estefilium Melancia adesivo.
DACONIL WG Clorotalonil GD C 825g TOMATE: 150-180g, 7 Tomate I Não misturar com TMTD,
Phytophthora carbamatos e calda
sulfocálcica. Não
adicionar espalhante
adesivo.
DITHANE NT Mancozebe PM C 800g TOMATE: 300g, Alternária, 1 Tomate I Incompatível com caldas
Phytophthora, Septória 7 Pepino, alcalinas como
PEPINO: 300g Melancia, sulfocálcica e
MELÃO e MELANCIA: 200g Pimentão, bordalesa. Usar
continua

220
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
ABOBRINHA: 285g Cenoura, espalhante adesivo
PIMENTÃO: 375-400g,Cercóspora, Morango,
Antracnose, Phytophthora Feijão
CENOURA: 250-375g, Alternária Vagem,
MORANGO: 285-430g, Cercóspora Repolho,
FEIJÃO VAGEM: 200g, Antracnose, Couve-Flor,
Ferrugem Couve
REPOLHO, COUVE FLOR , Brocoli,
COUVE BROCOLI, COUVE: 14 Melão,
285-430g, Mildio, Alternária Abobrinha,
Couve
DOMARK 100 EC Tetraconazole CE S 100g TOMATE: 50-100ml, Alternária 7 Tomate, II
50-75ml, Septória Melão,
PEPINO: 50-75ml, Oídio Melancia,
MELANCIA: 50ml, Oídio Abobrinha,
ABOBRINHA: 50-100ml, Oídio Cecoura
ABÓBORA: 50-100ml, Oídio
CENOURA: 50-100ml, Alternária
ECHO WG Clorotalonil GD C 850g TOMATE: 150-200g, Alternária, 1 Tomate I Não misturar com TMTD,
Phytophthora carbamatos e calda
sulfocálcica. Não
adicionar espalhante
adesivo.
ELEVE Mancozebe PM C 800g TOMATE: 300g, Alternária, 7 Tomate II Incompatível com caldas
Phytophthora 7 Cucur- alcalinas como
200g - Cucurbitáceas bitáceas sulfocálcica e bordalesa.
Usar espalhante adesivo.
ELITE Tebuconazole CE S 200g TOMATE: 100ml, Septória 7 Tomate, III No tomate e outras
MELÃO, MELANCIA: 150ml, Morango, hortaliças aplicar
Crestamento Gomoso Beterraba, somente após o início de
continua

221
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
CENOURA: 125ml, Alternária 14 Melão, floração. Adicionar
MORANGO: 75ml, Micosferela Cenoura, espalhante adesivo.
BETERRABA: 140ml,Cercóspora Melancia,
5 Morango
ELLECT Hidrox Cobre PM C 691g TOMATE: 250-400g, Alternaria SEM I Incompatível com
400g, Phytophthora RESTRIÇÃO produtos de reação
300-500g, Xanthomonas campestris alcalina e calda
PIMENTÃO: 300-375g,Phytophthora sulfocálcica.

EQUATION Cimoxanil + GD C/P 300+225g TOMATE: 60g, Alternária, 7 Tomate III


Famoxadona Phytophthora 14 Beterraba
21 Cucurbi-
táceas
7 Demais
FLARE Difenoconazole CE S 250g TOMATE: 50ml, Alternária, Septória 7 Tomate, I
PEPINO: 10ml, Oidio 1 Pepino

FLEXIN Flutriafol SC SC 125g TOMATE: 75-100ml, Alternária 7 Tomate I

FOLICUR 200 EC Tebuconazole CE S 200g TOMATE: 100ml, Alternária, Septória 7 Tomate, III No tomate e outras
MELÃO, MELANCIA: 150ml Morango, hortaliças aplicar
Crestamento Gomoso 14 Melão, somente após o início de
PEPINO: 140ml, Leandria Melancia, floração. Adicionar
CENOURA: 125ml, Alternária Cenoura, espalhante adesivo.
MORANGO: 75ml, Micosferela 5 Pepino,
BETETERRABA: 140ml, Cercóspora Morango
FOLICUR PM Tebuconazole PM S 250g TOMATE: 100g, Alternária e 7 Tomate, III No tomate e outras
Estenfilium Beterraba, hortaliças aplicar
75g, Septória 14 Cenoura, somente após o início de
CENOURA: 100g, Alternária 5 Morango floração. Adicionar
MORANGO: 75ml, Micosferela espalhante adesivo.
BETERRABA: 200g, Cercóspora
continua

222
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
FOLIO GOLD Metalaxil M + PM C 67,5+675g TOMATE: 150g, Phytophthora 7 Tomate, I Não misturar com TMTD,
Clorotalonil PEPINO, MELÃO, MELANCIA: 200g, Melão, carbamatos e calda
Míldio Melancia, sulfocálcica. Não
14 Pepino adicionar espalhante
adesivo.
FORUM Dimetomorfe PM C 500g TOMATE: 150g, Phytophthora 7 Tomate III
FORUM PLUS Dimetomorfe + SC C 100+500g TOMATE: 300ml, Phytophthora 14 Tomate I Não misturar com TMTD,
Clorotalonil carbamatos e calda
sulfocálcica. Não
adicionar espalhante
adesivo.
FROWNCIDE Fluazinam SC C 500g TOMATE: 100ml, Alternária, 3 Tomate, II
500 SC Phytophthora, Esclerotínia Morango
MORANGO: 100ml, Micosferela
FUNGINIL Chlorothalonil SC C 500g TOMATE: 400ml, Alternária, 7 Tomate I Não misturar com TMTD,
Phytophthora carbamatos e calda
sulfocálcica. Não
adicionar espalhante
adesivo.
FUNGISCAN Tiofanato Metílico PM S 700g TOMATE: 70g, Septória 14 Tomate, IV
700 WP MORANGO: 70g, Micosferela Morango
GALBEN M Benalaxil + PM S/C 80+650g TOMATE: 200-300g, Phytophthora 7 Tomate I
Mancozebe
GARANT Hidróxido de PM C 691g TOMATE: 250g, Alternária, SEM IV Incompatível com
Cobre Phytophthora RESTRIÇÃO produtos de reação
PIMENTÃO: 250g, Antracnose, Tomate, alcalina e caldas
Phytophthora, Xanthomonas Pimantão, sulfocálcica e bordalesa.
vesicatória Pepino,
PEPINO, MELÃO: 200g, Melancia,
continua

223
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
Antracnose, Mancha Angular Cenoura,
CENOURA: 250g, Alternária, Morango
Cercóspora
BETERRABA: 200g, Cercóspora
GARRA 450 WP Hidroxido de PM C 691g TOMATE: 225-400g, Alternária, SEM I Incompatível com caldas
Cobre Xanthomonas vesicatória RESTRIÇÃO alcalinas como
400g, Phytophthora, Tomate, sulfocálcica e bordalesa.
PIMENTÃO: 250-300g, Pimentão Usar espalhante
Phytophthora adesivo.
HARPON WG Cimoxanil + GD C 331+331g TOMATE: 46-62g, Phytophthora 7 Tomate III
Zoxamida
IMPACT 125 SC Flutrifol SC S 125g TOMATE: 75-100ml, Alternária 7 Tomate I

INFINITO Propamocarbe + SC S/T 625+62,5g TOMATE: 160-190ml,Phytophthora 7 Tomate II


Flupicolida
ISOTALONIL Clorotalonil PM C 750g TOMATE: 200g, Alternária, 7 Tomate, II Incompatível com
Phytophthora,Septória,Estenfilium Pimantão, produtos alcalinos como
PIM - 200g, Estenfilium Pepino, calda sulfocálcica e
PEPINO, MELÃO, MELANCIA: Melão, bordalesa.
200g, Antracnose, Míldio Melancia
CENOURA: 200g, Alternária, Cenoura
Cercosporiose
ISOTALONIL Clorotalonil SC C 500g TOMATE: 300ml, Alternária, 7 Tomate, III Incompatível com óleos
500 SC Phytophthora Pepino, minerais e caldas
PEPINO: 300g, Oídio Cenoura alcalinas.
CENOURA: 300ml, Alternária Evitar aplicação em
temperaturas altas.
Produto não registrado
no Paraná.
continua

224
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
KASUMIN Casugamicina CS S 20g TOMATE: 300ml, Cancro 1 Tomate, III Antibiótico
bacteriano 2 Cenoura Para cenoura imersão
CENOURA:100ml, Erwinia em calda.
JADE Procloraz CE C 450g TOMATE: 70-100ml, Alternária 14 Tomate IV
7 Tomate,
Beterraba,
14 Cenoura,
Alho,
Cebola,
5 Morango
KOCIDE WDG Hidroxido de GD C 538g TOMATE: 150g, Alternária SEM III Incompatível com
BIOACTIVE Cobre 300g, Phytophthora, Xanthomonas RESTRIÇÃO caldas alcalinas como
campestris Tomate sulfocálcica e bordalesa.
250-300g, ceb. Usar espalhante adesivo.
KUMULUS DF Enxofre GD C 800g PEPINO, ABB, SEM IV Fitotóxico em
ABOBRINHA: 200g, Oídio RESTRIÇÃO temperaturas maiores
que 25oC.
LEGACY Fluazinam SC C 398g TOMATE:100ml, Alternária, 3 Tomate, II
Phytophthora, Esclerotínia Morango
MORANGO:100ml, Micosferela
Phytophthora
MANZATE 800 Mancozebe PM C 800g TOMATE: 300g Alternária, 7 Tomate I
Phytophthora

METILTIOFAN Tiofanato Metílico PM S 700g PEPINO, ABOBRINHA, MELÃO, 7 Pepino, III


MELANCIA: 70g, Antracnose, 14 Melão,
Crestamento Gomoso Oídio, Abobrinha,
Leandria Morango,
MORANGO: 70g, Botritis, 13 Melancia
Diplocarpon
continua

225
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

MIDAS Famoxadona + GD C 62,5+625g TOMATE: 160g, Alternária, 7 Tomate, I


Mancozebe Phytophthora, Cenoura
CENOURA: 160g, Alternária
MONCEREN PM Pencicurom PM C 250g CENOURA: 500-750g, Rhizoctonia 80 Cenoura, IV
REPOLHO: 500-750g, Rhizoctonia 90 Repolho
MONCEREM Pencicurom SC C 250g ALFACE: 300-400ml, Rhizoctonia 40 Alface, II
250 SC REPOLHO: 300-750ml,Rhizoctonia 90 Repolho

MYTHOS Pirimetanil SC C 300g TOMATE: 250-300ml, Alternária 3 Tomate, III


CENOURA: 200ml, Alternária 14 Cenoura,
MORANGO: 200ml, Ramularia Morango
NATIVO Tebuconazole + SC S 200+100g TOMATE: 100ml, Alternária 7 Tomate, III
Trifloxistrobina MELÃO, MELANCIA: 100ml, 14 Melão,
Crestamento Gomoso Melancia,
CENOURA: 100ml, Alternária Cenoura
ORIUS 250 EC Tebuconazole CE S 250g TOMATE: 80ml, Alternária, 7 Tomate III No tomate e outras
Septória hortaliças aplicar
somente após o início da
floração. Adicionar
espalhante adesivo.
ORTHOCIDE Captana PM C 500g TOMATE: 240g, Phytophthora, 1 Tomate, I Incompatível com
500 Septória Pepino, cúpricos e produtos
PEPINO, MELÃO, MELANCIA: Melão, altamente alcalinos.
280-360g, MíldioMelancia
PENNCOZEB Mancozebe GD C 750g TOMATE: 400g, Alternária, 7 Tomate, I
WG Phytophthora 7 Cebola,
Alho,
Pimentão
continua

226
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

POLYRAM DF Metiran GD C 700g TOMATE: 300g, Phytophthora, 7 Tomate, III


Alternária Pepino
PEPINO: 200g
PREVICUR N Propamocarbe CS S 722g TOMATE: 150ml, Phytophthora 3 Tomate IV

PROPLANT Propamocarbe CS S 722g TOMATE: 300ml, Phytophthora 3 Tomate III

RANMAN Ciazofamida SC C 400g TOMATE: 25-30ml,Phytophthora 1 Tomate III Grupo Imidazolinonas


RECONIL Oxicloreto de PM C 500g TOMATE: 400g, Alternária, Cancro, Tomate IV Não misturar com calda
Cobre Erwinia, Phytophthora, Estefilium, SEM sulfocálcica e
Xanthomonas vesicatória RESTRIÇÃO ditiocarbamatos. Usar
espalhante adesivo.

RECOP Oxicloreto de PM C 840g TOMATE: 200g, Alternária, Cancro, SEM IV Não misturar com calda
Cobre Erwinia, Phytophthora, Estenfilium RESTRIÇÃO sulfocálcica e
Tomate ditiocarbamatos. Usar
espalhante adesivo.
REVUS Mandiopropamida SC C 250g TOMATE: 40-60 ml, Phytophthora 1 Tomate, II
PEPINO, MELÃO, MELANCIA: Pepino,
40-60ml, Míldio Melão,
ALFACE:100-150ml, Míldio Melancia
3 Alface
RIDOMIL GOLD Metalaxil + SC C/S 40+400g TOMATE: 300ml, Phytophthora, 7 Tomate, I
BRAVO Clorotalonil PEPINO, MELÃO, MELANCIA: Melão,
300ml, Míldio Melancia,
REPOLHO: 300ml, Míldio Repolho,
14 Pepino
RIDOMIL GOLD Mancozebe + PM PM 640+40g TOMATE: 300g, Phytophthora 7 Tomate III
MZ Metalaxil M

continua

227
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L

RIVAL 200 EC Tebuconazole CE S 200g TOMATE: 100ml, Septória 7 Tomate I No tomate e outras horta-
liças aplicar somente após
o início de floração. Adicio-
nar espalhante adesivo.
RIZA 200 EC Tebuconazole EC S 200g TOMATE: 100ml, Alternária 7 Tomate, I No tomate e outras horta-
MELÃO: 100ml, Crestamento Beterraba, liças aplicar somente após
Gomoso 14 Melão o início de floração. Adicio-
BETERRABA: 100ml, Cercóspora nar espalhante adesivo.
ROVRAL Iprodiona PM C 500g TOMATE: 150g, Alternária 1 Tomate, III
PIMENTÃO: 150g, Pod Botritis Morango,
CENOURA: 150g, Alternária 7 Pimentão,
ALFACE:150g, Esclerotinia 14 Cenoura,
MORANGO: 150g, Botritis Alface
ROVRAL SC Iprodiona SC C 500g TOMATE: 150ml, Alternária 1 Tomate, III
PIMENTÃO: 150ml, Pod Botritis Morango,
CENOURA : 150ml, Alternária 7 Pimentão,
ALFACE:150ml, Esclerotinia 14 Cenoura,
MORANGO: 150ml, Botritis Alface
RUBIGAN 120 Fenarimol CE S 120g PEPINO, MELÃO, 4 Pepino, III
CE ABOBRINHA: 15-20ml, Oídio Melão
SCORE Difenoconazole CE S 250g TOMATE: 50ml, Alternária, Septória 3 Tomate, I
PIMENTÃO: 30ml, Cercóspora Pimentão
MELÃO, MELANCIA: 30 ml, Melão,
Crestamento Gomoso Melancia,
PEPINO, ABB: 10ml, Oídio Beterraba
CENOURA: 120ml, Alternária 1 Pepino,
ALFACE: 20ml, Esclerotinia Morango
MORANGO: 40ml, Micosferela 15 Cenoura
BETERRABA: 40ml, Cercóspora 14 Alface
continua

228
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
SIALEX 500 Procimidona PM S 500g TOMATE: 100-150g, Alternária, 3 Tomate, II
Esclerotinia Aface
MELÃO, MELANCIA: 100-150ml, 14 Melão
Crestamento Gomoso 7 Melancia,
CENOURA: 100-150g, Alternária Cenoura
ALFACE: 100 -150g, Esclerotinia 1 Morango
MORANGO: 50-100g, Botritis

SPACE Cimoxanil + PM S 80+640g TOMATE: 300g, Phytophthora 7 Tomate III


Mancozeb

STIMO Mancozebe + PM C 727+73g TOMATE: 140-180g, Phytophthora 7 Tomate I


Zoxamida

STIMO WP Mancozebe + PM C 727+73g TOMATE: 140-180ml, Phytophthora 7 Tomate I


Zoxamida

STROBY SC Cresoxim Metilico SC C 500g TOMATE: 40ml, Alternária 3 Tomate, III


PEPINO: 30-60-ml, Oídio 7 Pepino

SUMILEX 500 Procimidona PM S 500g TOMATE: 100-150g, Alternária, 3 Tomate, II


Esclerotinia Alface,
MELÃO, MELANCIA: 100-150ml, 14 Melão,
Crestamento Gomoso 7 Melancia,
CENOURA :100-150g, Alternária Cenoura
ALFACE:100 -150g, Esclerotinia 1 Morango
MORANGO:50-100g, Botritis

SUMIGUARD Procimidona PM S 500g CENOURA: 100-150ml, Alternária 15 Cenoura, II


500 WP ALFACE: 100-150g, Esclerotinia 3 Alface,
MORANGO:50-100ml, Botritis 1 Morango
continua

229
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
SUPERA Hidrox Cobre SC C 538g TOMATE: 300-400ml, Alternária, SEM III Incompatível com caldas
Phytophthora, Xanthomonas RESTRIÇÃO, alcalinas como
vesicatória Tomate, sulfocálcica e bordalesa.
PIMENTÃO: 300-350ml, Pimentão, Usar espalhante
Phytophthora 14 Cenoura, adesivo.
21 Alho,
Cebola
TACORA 250 EW Tebuconazole CE S 250g TOMATE: 250ml, Alternária 7 Tomate I No tomate e outras
ABOBRINHA: 250g, Oídio 5 Abobrinha hortaliças aplicar
somente após o início da
floração. Adicionar
espalhante adesivo.
TAIREL M Benalaxil + PM S/C 80+650g TOMATE: 200-300g, Phytophthora 7 Tomate I
Mancozebe
TAIREL PLUS Benalaxil + PM C 80+400g TOMATE: 250-300ml,Phytophthora 7 Tomate I
Mancozebe
TEBUFORT Tebuconazole CE S 200g TOMATE: 100ml, Alternária, 7 Tomate I No tomate e outras
Septória hortaliças aplicar
somente após o início da
floração. Adicionar
espalhante adesivo.
TIOFANIL Tiof Metílico + PM S 220+500g PEPINO: 200g, Antracnose, Oídio, 14 Pepino Incompatível com
Clorotalonil Leandria produtos cúpricos e
alcalinos. É fitotóxico, se
usado com óleo.
TRIADE Tebuconazole CE S 200g TOMATE: 100ml, Alternária, 7 Tomate, I No tomate e outras
Septória Beterraba, hortaliças aplicar
MELÃO, MELANCIA:100-200ml 14 Melão, somente após o início da
Crestamento Gomoso Melancia, floração. Adicionar
CENOURA:127ml, Alternária Cenoura, espalhante adesivo.
continua

230
Nome Nome Formu- Modo Concen- Carência Classe
Comercial Técnico lação Ação tração I.A Dosagem 100 litros/água Dias Toxic. Observações
KG ou L
MORANGO:75ml, Micosferela 5 Morango
BETERRABA:140ml, Cercóspora
UNIX 750 WG Ciprodinil GD S 750g TOMATE: 38g, Alternária 7 Tomate III
VANTIGO Azoxistrobina GD C/P 500g TOMATE: 8-16g, Alternária, 3 Tomate, IV
Septória 2 Pimentão,
PIMENTÃO: 12-16g, Phytophthora Pepino,
PEPINO: 12-16g, Mildio Beterraba,
CENOURA : 12-16g, Alternária 14 Cenoura,
ALFACE :12-16g, Septória 7 Alface,
MORANGO: 12-16g, Micosferela 1 Morango
BETERRABA : 12-16g, Cercóspora
VIPER 700 Tiofanato Metílico PM S 700g PEPINO, MELÃO, MELANCIA, 7 Pepino IV
ABOBRINHA: 70g, Antracnose, 14 Melão,
Oidio, Leandria Abobrinha,
TOMATE: 70g, Septória, Mancha 13 Melancia,
de Clasdosporium (Fulvia), 14 Tomate,
Esclerotínia Morango
MORANGO: 70g, Botritis,
Diplocarpon, Micosferela
VONDOZEB Mancozebe PM C 800g TOMATE: 300g, Alternária, 7 Tomate I Incompatível com caldas
800 WP Phytophthora alcalinas como
sulfocálcica e bordalesa.
Usar espalhante adesivo.
ZETANIL Cimoxanil + SC C/P 50+375g TOMATE: 250-300ml, Phytophthora 7 Tomate I
Clorotalonil
ZIGNAL Fluazinam SC C 500g TOMATE: 100ml, Alternária, 3 Tomate I
Phytophthora

231
16. COLHEITA
Eng. Agr. Maurício José Franco, Mestre em Biotecnologia Aplicada a Agricultura pela UNIPAR,
Instituto Emater - Unidade Municipal Maria Helena

A colheita é uma fase da produção de olerícolas das mais ao manuseio inadequado durante a colheita, transporte e co-
importantes, visto que irá determinar o tempo de prateleira mercialização, gera vultosas perdas destes produtos no Brasil.
pós- colheita e as melhores condições de aproveitamento desses Com isso, são reduzidas a quantidade e a qualidade do produto
alimentos, já que são grande fonte de fibras, vitaminas, sais e que chega ao consumidor.
substâncias antioxidantes. O consumo per capita pelos brasileiros Em linhas gerais, a colheita é considerada como única ou
de produtos da olericultura gira em torno de 50 kg por ano com múltipla. A colheita única é aplicada para produtos como por
uma produção atual no Brasil superior a 11 milhões de toneladas exemplo: cenoura, batata, repolho e alface, produtos que só uma
por ano, com valor aproximado de 2,5 bilhões de dólares. Esta colheita retira totalmente o produto do campo. Por sua vez, a
produção em nosso país apresenta características contrastantes, colheita múltipla aplica-se a algumas hortaliças, como tomate de
revelando enormes diferenças na adoção de insumos e tecno- mesa, pepino, quiabo, pimenta, pimentão, berinjela e morango,
logias. Nos últimos anos a crescente demanda e a exigência por no qual se retira parte da produção em várias etapas até chegar
produtos de melhor qualidade tem afetado significativamente a ao seu final. Tanto para a colheita única como para a múltipla,
forma da produção e comercialização das hortaliças. a chance de ocorrer perdas devido a danos físicos é grande,
Desta forma a colheita de olerícolas é um desafio e pode porém, em geral, nesta última os frutos ficam mais sujeitos à
ser complexa dependendo da espécie, maturidade do produto e exposição e manuseio. Na colheita múltipla, a incidência de
período de colheita. No geral as olerícolas se caracterizam pela danos físicos pode variar durante a colheita, entre cultivares,
alta perecibilidade e consequentemente apresentam vida pós- colhedores e pontos de colheita. As colheitas única e múltipla
colheita muito curta, com exceção de alguns órgãos de reserva podem ser divididas em três tipos, considerando-se a sensibili-
como tubérculos, bulbos e rizomas. Esta característica, aliada dade do produto particular ao manuseio e mercado de destino:

232
16.1. Colheita manual cesso da colheita à embalagem. No Brasil a utilização de plataformas
A colheita manual baseia-se na sensibilidade do colhedor móveis é recente. No ano de 2007 foi finalizado projeto da constru-
principalmente em termos de visão e tato. Possui vantagens e ção da Unidade Móvel de Auxílio à Colheita para tomate de mesa
desvantagens. (UNIMAC), que realiza a colheita, beneficiamento, classificação e
Vantagens: embalagem do produto em campo.
- utilização dos sentidos (visão, tato, olfato) dos colhedores desde
que bem treinados; 16.3. Colheita mecanizada
- colhedores mais cuidadosos em campo ocasionam menos injúrias A colheita totalmente mecanizada caracteriza-se pelo baixo uso
aos produtos; de mão-de-obra, situação em que a máquina desenvolve todas as
- seleção e empacotamento realizados no campo, diminuindo o atividades relativas à colheita, do corte e/ou retirada do produto da
número de etapas. planta, limpeza e embalagem ou ensaque do produto. A utilização
Desvantagens: de máquinas para colheita possui a limitação de algumas culturas
- alto custo da mão-de-obra; não se adaptarem a este tipo de colheita, devido principalmente à
- falta de treinamento e qualificação para a operação; sensibilidade dos frutos e a não adequação da planta a essa finali-
- escassez da oferta. dade. Todavia a utilização de máquinas pode proporcionar redução
de custos e aumento no rendimento de colheita superior a dez vezes.
Hortaliças são em geral produtos sensíveis ao manuseio, cuja apa-
16.2. Colheita auxiliada rência externa e ausência de defeitos são importantes atributos no
momento da comercialização. Por tal razão, a colheita mecanizada
A colheita auxiliada é aquela em que se utilizam equipamen- de olerícolas geralmente é utilizada para produtos destinados ao
tos, por exemplo, carriolas, sacolas, caixas que fornecem melhores processamento, como tomate indústria e morango. Possui como
condições de trabalho, maior rapidez no processo e melhor conser- potencialidades viabilizar a colheita mais rápida, possibilitando
vação do produto. Equipamentos de auxílio à colheita podem melhores condições de trabalho, com redução nos custos com mão-
aumentar a produtividade e/ou reduzir custos, em especial quando de-obra e eventuais problemas com ela.
utilizados em conjunto com maquinário ou operações de embala- Como dificuldades de desenvolvimento e uso, é importante
gem. O uso de equipamentos de auxílio à colheita é comum em mencionar:
alguns países como Estados Unidos, Canadá, Itália, Espanha, Aus- - possibilidade maior de causar danos físicos ao produto no mo-
trália e Israel. No Brasil existem alguns tipos de equipamentos dis- mento da colheita;
poníveis, porém o conceito não está tão bem difundido. Esses equi- - limitação quanto à capacidade de manipulação e proces-
pamentos têm como objetivo reduzir o esforço e energia necessári- samento desses equipamentos, relacionada ao rendimento do
os para realizar cada operação e diminuir as possíveis injúrias reali- equipamento e sensibilidade do produto;
zadas pelos colhedores. Equipamentos de auxílio podem ser desde - possibilidade de que as inovações tecnológicas tornem o maqui-
simples lâminas, como as utilizadas para levantamento de tubércu- nário obsoleto antes da sua amortização.
los e cenouras, até complexas plataformas móveis. Essas unidades A colheita mecanizada tem como desafio realizar a colheita sem
podem ser utilizadas somente para colher, ou realizar todo o pro- danificar permanentemente a planta, sendo rápida e econômica.

233
Finalmente, é importante ressaltar que a substituição de mão-de- ser feita pelo corte do pedúnculo com faca afiada e higienizada,
obra por maquinários pode gerar impactos sociais graves, como o deixando 2 a 5 cm de pedúnculo. A higienização da faca deve ser
desemprego. feita imergindo-a periodicamente em uma solução de hipoclorito,
As olerícolas, conforme a parte da planta que é colhida para preparada misturando-se 1 litro de água sanitária em 4 litros de água.
ser consumida, dividem-se em: A remoção completa do pedúnculo torna o fruto mais susceptível
- frutos: tomate, abóbora, chuchu, quiabo, jiló, berinjela, pimentão, a podridões.
pimenta, pepino, melancia e melão;
- legumes: lentilha e feijão vagem; Acelga:
- folhosas: alface, escarola, almeirão, rúcula, agrião, alho porró, A colheita deverá ser iniciada 60/70 dias após a semeadura/
cebolinha, salsa, coentro, chicória, couve chinesa, repolho, mos- transplante, quando então se fará o corte das folhas mais desenvol-
tarda, acelga, espinafre; vidas. Esta operação persiste por 3 a 4 meses.
- inflorescências: couve-flor e brócolis;
- raízes: batata doce, nabo, rabanete, mandioquinha salsa, cenou- Agrião:
ra, beterraba, aipim; O primeiro corte é feito 60 dias após o plantio e os seguintes,
- bulbos: cebola e alho; espaçados de 25 dias. Uma boa agrieira suporta até 7 cortes. Os
- tubérculos: batata, inhame e cará. melhores cortes são os de época fria. No verão, há tendência para
Principalmente as folhosas devem ser colhidas preferencialmen- florescimento, diminuindo o tamanho das folhas.Os cortes são feitos
te nas horas mais frescas do dia, na parte da manhã ou no final da a 8 cm do solo, quando as folhas estiverem bem desenvolvidas,
tarde, evitando-se maiores perdas. evitando abalar a planta.

Aipim:
É a mandioca de mesa que pode ser consumida sem que seja
necessário nenhum tratamento. A colheita deve ser feita quando a
16.4. Ponto de colheita raiz estiver com 30 cm de comprimento e com diâmetro de uma
garrafa média. Outro fator importante é a consistência, a raiz ao ser
Abóbora - Híbrida, Brasileirinha, Cabotiá:
quebrada, estala. Isso se dá 6 meses após o plantio até 12 meses.
Abóbora Híbrida: a colheita é manual e é realizada quando
os frutos estiverem maduros, em geral, de 90 a 150 dias após o Aipo ou Salsão:
plantio. O fruto maduro apresenta a parte apoiada no solo com cor Quando as plantas se mostram bem desenvolvidas já próxi-
amarelada e o pedúnculo com a cor palha, parecendo estar seco. mas do ponto de consumo, o que se dá aproximadamente quatro
A Abóbora Brasileirinha inicia a colheita dos 60 aos 70 dias meses após o transplante, devem ser amarradas a uma altura de
após o plantio, quando os frutos atingem 12 a 18 cm de compri- 20 cm do colo, chegando-se terra até que os pecíolos fiquem to-
mento com peso médio de 180 a 400 g. Para picles os frutos são talmente cobertos. Essa operação tem por finalidade provocar o
colhidos quando atingem 9 a 10 cm de comprimento. A colheita estiolamento dos pecíolos tornando-os assim brancos e com apre-
de frutos verdes, abobrinha, usualmente é iniciada dois meses após sentação comercial. A amarração das folhas e dos pecíolos é indis-
a germinação. Sejam frutos verdes de tamanho adequado para o pensável para evitar a entrada de terra junto aos pecíolos centrais.
mercado a que se destina, sejam frutos maduros, a colheita deve Decorridos doze a quinze dias dessa operação, os pecíolos estarão

234
estiolados. Descalçam-se então as plantas e efetua-se a colheita Alho:
cortando-se abaixo do colo. O alho deve ser colhido quando cerca de 2/3 de suas folhas
já começarem a amarelecer e/ou secar, pode ou não ocorrer tom-
bamento dependendo da cultivar. Bulbos colhidos ainda imaturos
Alcachofra:
deterioram rapidamente e a colheita muito tardia também causa
Início em agosto e término em novembro. No primeiro
aumento de perdas.
ciclo(ano), do plantio das mudas até a colheita varia de 4 a 5 meses,
Para colher os bulbos mais secos, deve-se suspender a irrigação
e no ponto de colheita, os botões apresentam brácteas internas ade-
2 a 3 semanas antes da colheita. Após a colheita as ramas só devem
rentes, carnosas e de cor arroxeada. A colheita é feita manualmente,
ser cortadas após estarem amareladas e secas (cura).
cortando as hastes com maior comprimento possível, sem prejudi-
O corte das ramas ainda verdes expõe tecidos vivos e feridos à
car as ramificações inferiores. Normalmente são necessárias duas
ação de patógenos, que causam apodrecimento. O corte das ramas
colheitas por semana. No início da colheita, os botões são grandes,
deve ser feito deixando-se um pescoço de pelo menos 2cm, o corte
depois seu tamanho vai decrescendo e a quantidade aumentando.
muito rente da rama causa aumento de deterioração no armaze-
A produção comercial pode ser viável, em média, por 5 anos.
namento.

Alface :
Alho Porró:
A colheita deve ser feita no momento em que a planta atinge o
A colheita se dá cinco a seis meses a contar da semeadura,
seu desenvolvimento máximo, com cabeças firmes, bem formadas,
quando, então, as hastes têm de 2,5 a 4 cm de diâmetro. Corta-se
folhas tenras e sem sinal de florescimento. Geralmente isto ocorre
junto ao solo, lava-se, retira-se as folhas secas e amarra-se em maços.
60 a 80 dias após a semeadura. A colheita de alface em campo é
feita manualmente, arrancando-se a planta com raiz ou cortando-se
a planta com uma faca afiada. Almeirão ou Chicória Amarga:
No Brasil a colheita com as raízes é mais rara, mas apresenta A colheita é realizada cerca de 60 a 80 dias após a semeadu-
vantagens, pois quando as folhas da ‘cabeça’ ainda estão ligadas ra. Esta fase deve ser feita com as folhas ainda novas, tenras e já
ao sistema radicular umedecido, a murcha da alface é mais lenta. desenvolvidas, sendo que as externas devem ser cortadas rente ao
Após tirar a planta do solo faz-se a limpeza preliminar, quan- solo. Após o corte, em um mês ou quarenta dias depois, pode-se
do necessário, para eliminar folhas externas que se apresentam realizar outra colheita. Se os tratos culturais forem bem realizados,
amareladas ou com distúrbios, como queimaduras de sol ou lesões pode-se ter até seis colheitas ou mais.
causadas por doenças, insetos ou danos mecânicos e retirada das
raízes quando colhidas assim. Aspargo:
A operação de colheita deve ser rápida, deixando-se as cabeças A colheita pode ser feita a mão ou com uma ferramenta cha-
ao longo das fileiras, com o corte virado para cima. mada colhedor de aspargo e inicia-se após três anos da semeadura
Simultaneamente deve-se recolher rapidamente as cabeças de ou dois do transplante.
alface em um carrinho-de-mão e transportá-las até um galpão de A colheita do aspargo deve ser feita pela manhã. Os turiões
beneficiamento. precisam ser colhidos no ponto, antes que o ápice comece a se abrir

235
e formar as folhas. Os turiões devem ser lisos e eretos, turiões tortos, Batata doce:
muito finos ou sem a ponta são considerados defeituosos. A planta da batata-doce não apresenta um ponto específico
Durante a colheita os turiões são colocados em uma cesta de colheita. O momento de colheita é definido pelo tamanho ou
presa à cintura após transferidos para uma embalagem de campo. peso das raízes, que devem ter aproximadamente 300 g. A colheita
O aspargo produz por cerca de dez anos, cada ano a colheita pode ser antecipada ou retardada, dependendo da oportunidade
ocorre durante períodos de 20 a 60 dias. de comercialização. Em condições ideais de cultivo, a colheita pode
Os turiões são colhidos com 18 a 25 cm de comprimento. se iniciar aos 90 dias, mas em geral, a colheita ocorre entre 140 a
Quando os turiões começam a ficar finos, a colheita precisa ser 170 dias. Quando executada manualmente, escava-se lateralmente
paralisada para que não ocorra a exaustão das reservas do rizoma as leiras a uma certa distância da base da planta, para evitar corte
e do sistema radicular, o que pode causar a morte da planta. e ferimentos nas raízes. Ao revolver a leira, as raízes são expostas,
sendo então recolhidas e posteriormente lavadas. A mecanização
Batata: simples consiste em revolver a leira para expor as raízes e podem
A batata para consumo é colhida com as ramas já senescentes ser utilizados diversos equipamentos que executam o corte do solo
e prostradas. Para diminuir os danos mecânicos a colheita deve ser ao lado das leiras ou abaixo delas. Geralmente são equipamentos
feita com arrancadeira bem regulada. semelhantes aos arados modificados para facilitar a separação do
Alternativamente a colheita tem sido feita à mão. As formas de solo, tendo à frente um disco vertical para cortar as ramas. Outra
colheita que causam menos ferimentos são pela ordem a colheita opção consiste em passar uma lâmina abaixo da zona de crescimento
com arrancadeira, a colheita manual e a colheita com cultivador. das raízes ou utilizar a colheitadeira de batata.
A colheita com enxada causa níveis mais altos de ferimentos
que os demais sistemas. Na colheita com arrancador a regulagem Berinjela:
é crítica para minimizar a ocorrência de ferimentos. Usualmente a colheita inicia-se 110 a 140 dias após a emergên-
A batata requer um período de cura para que a casca fique cia da plântula no campo. Para obter alta produtividade deve-se fazer
bem aderida ao tubérculo. Durante a cura ocorre a cicatrização dos colheitas frequentes a cada 4 a 5 dias, podendo durar até 3 meses.
ferimentos de colheita e manuseio. Os frutos não devem amadurecer no pé, senão ficam amargos, então
A batata usualmente é lavada ou escovada antes da comercia- quando estiverem com, no mínimo, 16cm de comprimento, polpa
lização. A escovação é tecnicamente mais recomendável para evitar macia, coloração brilhante, será o momento da colheita. Deve-se
perdas por deterioração, porém lavagem é mais popular porque deixar de 3 a 4 cm de pedúnculo.
torna os tubérculos mais limpos e atraentes.
Para reduzir a deterioração, deve-se renovar frequentemente
a água do lavador e/ou tratá-la com cloro, cerca de 100 mg/litro na Brócolis:
forma de hipoclorito em pH próximo a 7,0. Na colheita, a cabeça de brócolis deve estar com coloração
A concentração de cloro e o pH devem ser medidas várias verde acentuada, com os botões desenvolvidos mas bem fechados,
vezes por dia com “kit” de análise de água de piscinas e outros aroma e sabor pouco acentuados e pouco fibrosa. Quando as ca-
reservatórios. beças atingem o ponto de colheita são cortadas com uma haste de
15 a 25 cm de comprimento, sem prejudicar a brotação inferior da

236
planta. As cabeças cortadas quando pequenas e as brotações que rebrota. Se o plantio foi feito por mudas de touceira, a colheita
nascem nas axilas das folhas, devem ser reunidas em maços e as ocorrerá entre 50 e 60 dias após o plantio, sempre quando as folhas
cabeças grandes ficam isoladas. Este é um estágio muito transitório estiverem com 30/35 cm de altura.
no ciclo da planta, que torna-se rapidamente inapropriada para
consumo. O término da vida útil ocorre devido ao amarelecimento
das sépalas, abertura dos botões, murchamento, enrijecimento dos
Cenoura:
Dependendo da cultivar, das condições de clima e dos tratos
talos ou pelo desenvolvimento de odores desagradáveis.
culturais, a colheita da cenoura pode ser feita de 80 a 120 dias
decorridos da semeadura. Algumas cultivares com maior qualidade
Beterraba: e maior teor de matéria seca e melhor capacidade de armaze-
É executada após haver transcorrido de 60 a 70 dias da seme- namento como Kuronan, são mais tardias e a colheita deve ser
adura. Deve-se evitar danos às raízes na hora do arranque e, caso feita com 95 a 120 dias, outras com menor teor de matéria seca
queira, pode-se manter as folhas, pois também são consumidas. O como Brasília e Alvorada tem ciclo mais curto e são colhidas com
ponto ideal de colheita é identificado quando a beterraba atingir 6 85 a 100 dias.
a 8 cm de diâmetro. O amarelecimento e secamento das folhas mais velhas e o
arqueamento para baixo das folhas mais novas são indicativos do
Cebola: ponto de colheita. O arranquio das raízes pode ser feito manual-
A maturidade da cebola é determinada pelo amolecimento da mente ou semimecanizado, acoplando-se uma lâmina cortante no
região inferior do pseudocaule, também conhecido como “pescoço”, sistema hidráulico do trator. Esta lâmina, passando por baixo das
e pelo tombamento da parte aérea da planta sobre o solo, evento raízes, afofa a terra do canteiro e desprende as plantas. Assim, após
conhecido como “estalo”. Recomenda-se que a colheita da cebola a passagem da lâmina, as raízes podem ser facilmente recolhidas
seja feita quando 40 a 70% das folhas estejam amarelecidas ou manualmente. Após o arranquio, a parte aérea é destacada (que-
secas, o que é normalmente acompanhado por uma percentagem brada) da raiz.
maior de folhas que sofrem tombamento. Para bulbos destinados
ao armazenamento prolongado recomenda-se que a colheita seja
feita quando 50 a 80% das plantas já tiverem estaladas e os bulbos
Chicória:
A colheita será realizada de 80 a 90 dias após a semeadura.
estiverem maduros e com o pescoço fino.

Cebolinha Verde: Chuchu:


A colheita deve ser feita entre 80 e 100 dias após a semeadura, O chuchu pode produzir por 2 a 3 anos. A colheita inicia-se
quando as folhas mais velhas ainda estão verdes, arrancando-se a aos 90 dias aproximadamente, e se estende por 6 a 7 meses. A
planta ou cortando-se as folhas. coleta deve ser feita duas vezes por semana quando o fruto atingir
Optando-se pelo corte, é possível fazer novas colheitas a cada no mínimo 250 gramas. É realizada manualmente.
50 dias e pode-se explorar a plantação por 2 a 3 anos, porém com
o passar do tempo, perde-se o vigor. Couve:
O corte é feito entre 10 e 15 cm do solo para promover a A colheita se inicia 40 a 50 dias após o transplantio das mudas

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e 80 a 100 dias após a semeadura e colhe-se praticamente o ano tenras e as suas pontas túrgidas podem ser vergadas e quebradas
todo. sem maior esforço. Na colheita as vagens fibrosas com grãos salien-
A colheita é feita nas folhas maiores, quebrando a folha junto tes precisam ser eliminadas. Em geral a colheita ocorre duas a três
ao caule, deixando-se sempre 4 a 5 folhas junto ao broto. semanas após a fecundação. No processo de senescência o feijão
vagem amarelece, fica fibroso e endurecido. A exposição desta
hortaliça ao etileno acelera estes tipos de sintomas de senescência
Couve-flor: e por isto, ela deve ficar longe de frutos climatéricos, motores de
A colheita é feita quando as “cabeças” das plantas, ou seja,
combustão e de outras fontes de etileno.
suas inflorescências se apresentarem bem desenvolvidas, com pelo
menos 15 cm de diâmetro, compactas e sem manchas. Quando
“passar” do ponto de colheita, a “cabeça” perde a compacidade e Inhame (antigo Cará):
começa a abertura das flores, criando uma aparência denominada O ponto de colheita do inhame ainda precisa ser estudado.
arroz, perdendo valor comercial. A colheita é realizada através do Sabe-se que durante a maturação o teor de amido aumenta e o
corte das “cabeças” juntamente com algumas folhas para proteção teor de sólidos solúveis reduz, até um valor mínimo. Isso acontece
do produto, usando-se uma faca ou facão. O início da colheita de- quando as folhas começam a ficar amarelas e os ramos a secar.
pende da variedade e varia entre 80 a 120 dias após a semeadura. A cura deve ser feita durante uma semana em ambiente úmido
entre 15 e 25°C, o que permite a cicatrização dos ferimentos de
colheita com a formação de uma periderme com deposição de
Ervilha: lignina e compostos fenólicos.
Depende da finalidade de uso e variedade escolhida. No caso
A mecanização da colheita do inhame é simples, pode ser feita
da ervilha-vagem deve estar com 12 a 15 cm, com grãos pequenos
com arrancadeira, cultivador ou mesmo com a enxada. A colheita
e tenros, já a ervilha de grãos deve ser colhida mais tarde, quando
deve ser bem planejada e os implementos bem regulados para reduzir
os grãos ainda verdes estiverem grandes e, finalmente, a ervilha seca
a incidência de ferimentos.
colhe-se mais tarde ainda quando as vagens estiverem amarelas
ou quase secas ainda no pé aos 100 a 120 dias, com umidade dos
grãos entre 13 e 14%. Jiló:
A colheita do jiló inicia-se 90 a 100 dias após a emergência,
prolongando-se por mais de três meses. O jiló é usualmente colhi-
Espinafre: do verde com cerca de 20 a 30 g. A colheita é feita cortando-se o
Os cortes dos ramos iniciam-se com aproximadamente 70 dias,
pedúnculo com faca ou tesoura.
quando as folhas e os ramos estiverem bem desenvolvidos.

Lentilha:
Feijão-Vagem: A colheita é feita quando as plantas apresentam coloração
O ponto ideal de colheita é quando as vagens atingem o má- amarelada e os grãos 12% a 13% de umidade. Podem ser utilizadas
ximo de desenvolvimento, antes de se tornarem fibrosas. No ponto colheitadeiras de cereais ou colheitadeiras adaptadas para colheita
de colheita as vagens com 15 a 20 cm de comprimento, estão ainda de ervilha.

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Mandioquinha Salsa: em todo o seu perímetro. Alternativamente, para o melão Gália
A colheita da mandioquinha salsa costuma ser feita quando a a colheita pode ser feita quando pelo menos 50% da superfície
raiz atinge um diâmetro de 3 a 4 cm, ainda que a folhagem da planta do fruto já atingiu a coloração amarela sendo uma forma auxiliar
não tenha amarelecido. Isso ocorre 9 a 10 meses após o plantio importante como ponto de colheita. O melão Contaloupe deve ser
dos rebentos, podendo se estender por até 12 meses. A colheita é colhido com brix de pelo menos 10 e o Gália com o brix de pelo
manual ou com auxílio de sulcador ou enxadão. menos 12. Nunca estes frutos podem ser colhidos com brix menor
que 9. Geralmente o início da colheita se dá aos 60 a 80 dias e é
feita manualmente.
Maxixe:
A colheita inicia-se aos 60-70 dias da semeadura e prolonga-se
por 3 meses ou mais. Milho Doce:
É usualmente colhido com os grãos no estádio leitoso, 20 a
25 dias após a emissão dos estiletes (cabelos), quando as espigas
Melancia: apresentam cabelos de cor castanha clara.
O ponto de colheita se dá pela mudança de cor, especialmente
da parte inferior do fruto que se assenta no chão, de branca a princí-
pio, passa a amarelo-claro, tornando-se resistente à pressão da unha. Moranga:
Além desse indício, também há outros, como a batida com o dedo, A colheita deve ser feita pelo corte do pedúnculo com faca afia-
as melancias verdes emitem um som metálico e as maduras um da e higienizada, deixando 2 a 5 cm de pedúnculo. A higienização
som oco. Apertando-se o fruto entre as mãos, um som quebradiço da faca deve ser feita imergindo-a periodicamente em uma solução
indica estar em ponto de colheita, a gavinha existente na áxila da de hipoclorito, preparada misturando-se 1 litro de água sanitária em
folha de onde sai o pedúnculo, murcha com o amadurecimento do 4 litros de água. A colheita de frutos verdes usualmente é iniciada
fruto. Trinta dias depois, abre-se alguns frutos em diferentes pontos dois meses após a germinação, enquanto a de frutos maduros tipi-
do melancial, verificando-se o estado de maturação. camente ocorre de 4 a 5 meses após a germinação.

Melão: Morango:
Há um grande número de cultivares de melão que pertencem O morango deve ser colhido e acomodado cuidadosamente em
a duas variedades botânicas o Cucumis melo L. var. reticulatus, os caixinhas de madeira sem cantoneiras, ainda no campo. Colheita
melões aromáticos, e o Cucumis melo L. var. inodorus e que tem manual colhendo-se o fruto em conjunto com o cálice e destacado
grande variabilidade de forma, tamanho, cor da casca, cor da polpa da planta pelo pedúnculo. Para mercados próximos os frutos cos-
e firmeza dentre outras características distintivas. tumam ser colhidos com 2/3 da superfície vermelha, enquanto que
Os frutos de melão do grupo Inodorus nunca devem ser colhi- para mercados distantes a colheita é normalmente realizada de frutos
dos com menos de 10% de sólidos solúveis e cultivares como o com metade da superfície vermelha.
Pele de sapo devem ser colhidos com mais de 11%. Já os do grupo
reticulatus, como o melão Contaloupe e do Gália é quando a re-
Mostarda:
gião de abscisão, onde o pedúnculo se fixa ao fruto, fica rachada
A colheita ocorre aproximadamente 130 dias pós-semeadura

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e poderá ser feita utilizando-se colhedeiras de cereais, quando as demandada pelo mercado: verde para a pimenta ‘Cambuci’; ver-
plantas estiverem totalmente secas e os grãos com 10% de umidade. melho para a ‘Malagueta’; amarela ou vermelha para a pimenta
‘Bode’; verde-claro para a ‘De Cheiro’; amarela para a ‘Cumari do
Nabo: Pará’; e amarelo-claro para a ‘Murupi’.
A colhei