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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO


ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO ESTRATÉGICA DE NEGÓCIOS

Disciplina de Estratégia e Competitividade


Professor Luis Fernando Dalmas

TAREFA AVALIATIVA I - DISCURSIVA - Resenha:


Importância da Responsabilidade Social Corporativa

Cristina Maria Menegatti

Canoas

Março de 2018
Atividade Avaliativa 1- Discursiva

Atualmente convivemos com um cenário empresarial altamente competitivo, suprido por novas
tecnologias, informações, novos métodos e sistemas cada vez mais especializados que propiciam maior
eficiência.
Fatores como qualidade, flexibilidade, segurança e comodidade, já não são suficientes, neste quesito
possuir um “ diferencial” torna-se um fator de sobrevivência.
As instituições possuem um grande poder de interferência no ambiente externo à sua estrutura física,
em decorrência do papel estratégico que ocupam na sociedade. Suas decisões podem afetar seus empregados,
e a sociedade na qual está inserida.
Responsabilidade social empresarial é uma das formas de direcionar os negócios com o objetivo de
desenvolver a sociedade, de forma harmônica entre as necessidades da empresa e da sociedade, através do
planejamento de práticas coerentes com ética pública, na qual ficam preservados os interesses da organização,
sem comprometer as ações que contribuam para o bem-estar e o desenvolvimento da sociedade como um todo.
Nos dias de hoje investir em responsabilidade social significa investir em imagem, relevante fator de
vantagem competitiva, também a empresa deve demonstrar que tem uma cultura organizacional. Isso auxilia na
conquista de novos consumidores, e também dá a possibilidade da organização empresarial agregar maior valor
aos produtos e serviços. Desta forma, a sociedade aceita, pagar um pouco mais e cobra investimentos em ações
sociais.
O termo Responsabilidade Social nas empresas, tem crescido nas últimas três décadas. As pressões
exercidas sobre as empresas, para que se tornem cada vez mais sintonizadas com as questões sociais,
ultrapassam a mera consideração das obrigações legais, econômicas e políticas. No início da industrialização
aceitava-se que a missão das empresas era estritamente lucrativa – econômica, isto é, produzir bens e serviços
por preço baixo e distribuí-lo de forma eficaz.
Existem duas teorias a clássica (econômica tradicional) que estabeleceu uma linha comércio onde
isolava as relações de troca, visando meramente o lucro das empresas. Nesses termos, em cada período da
história, a classe social e politicamente dominante, se utilizou do seu poder, para manter sua produção e as
relações estabelecidas com as classes. Neste período as empresas dominantes utilizavam do seu poder
econômico e político, assim como a manipulação da sociedade para garantir seu status e benefícios financeiros.
O Segundo ponto de vista são as empresas a favor da Responsabilidade Social, onde o interesse das
empresas é promover o bem social junto à comunidade em que está inserida, sem a intervenção do governo,
porém diversos estudiosos das organizações têm apontado atitudes abusivas de algumas empresas, onde se
exerce um controle rigoroso sobre os funcionários que são submetidos a uma série de penalidades. Por outro
lado, temos assistido à contínua depredação da natureza e à elevação dos índices de poluição ambiental, também
provocadas pelas atividades empresariais. Dentro de todo esse cenário, como se coloca a questão da
responsabilidade social?
Após vários debates, podemos identificar 02 diferentes posicionamentos diante deste problemática:
1- Existem uma corrente que assume a “postura tradicional” onde a empresa tem como único objetivo
gerar lucros e dividendos para os acionistas.
2- Um segundo grupo, chamado de "progressista" e que vem arrebatando um maior número de
adeptos nos últimos anos. A ideia básica que sustenta é a de que o lucro é legítimo e justo, mas por
outro lado é exigível uma postura social.
Normalmente as decisões empresariais têm consequências sociais, estas decisões não podem ser
tomadas com base unicamente em fatores econômicos, mas em ações que protejam os interesses sociais.
Entende-se que os resultados sociais das empresas devem também ser divulgados da mesma maneira
que os dados econômicos. A empresa tem obrigação de reconhecer os problemas sociais e contribuir ativamente
para saná-los. Como qualquer cidadão, ela se beneficiará de uma sociedade melhor.
O sistema capitalista tem pensamentos contrários a preposição de que o benefício social deve preceder
o econômico. A supremacia do social busca a abolição do lucro e da propriedade privada e esse é um "fantasma"
que aterroriza os dirigentes e as elites do poder. A concorrência acirrada hoje entre as empresas, movida pelo
ganho particular, levaria a falência uma empresa que tem a pretensão de fazer o benefício social como seu maior
objetivo.
A responsabilidade social não é uma atividade separada do negócio da empresa. É a nova forma de
gestão empresarial, onde existe um compromisso da empresa em relação à sociedade em geral. E, para uma
empresa ter sucesso, para conquistar e ampliar mercado, para ter competitividade, a prática da responsabilidade
social e a prestação de contas de seu desempenho é indispensável. Entende-se que os resultados da empresa
dependem cada vez mais da eficiência e das motivações de todos que nela trabalham. O lucro continua sendo
indispensável para a sobrevivência das empresas, porém, junto a este objetivo é imprescindível que se somem
outros objetivos de ordem humana, como a satisfação dos assalariados e dos clientes, e a proteção e a melhoria
do ambiente. A cada dia as empresas se sentem cada vez mais pressionadas a demonstrar maior senso de
responsabilidade social e ambiental.
Não que a busca pelo lucro tenha perdido a sua importância – pelo contrário – sem ele não há negócio,
não há emprego, produto, inovação, motivação, progresso econômico e social. Mas o que se quer demonstrar é
que a busca pelo lucro, por si só, já não mais satisfaz os anseios da sociedade.
Os executivos encontram-se acuados. Alguns críticos exigem níveis cada vez maiores de
“responsabilidade social” e investidores pressionam sem trégua pela maximização dos lucros em curto prazo. O
fato é que muitas empresas descobriram a relevância de agir com responsabilidade social, porém poucas
souberam como fazê-la de forma eficaz.
Assim, finalmente, fica bastante claro que a responsabilidade social empresarial define o grau de
amadurecimento de uma empresa privada em relação ao impacto social de suas atividades. Abrange, em termos
gerais, desenvolvimento comunitário, equilíbrio ambiental, tratamento justo aos funcionários, comunicações
transparentes, retorno aos investidores, sinergia com parceiros, e satisfação do consumidor.
É clara, portanto, que a responsabilidade da empresa não deve ser confundida com a obrigação de doar,
de amparar, de financiar ou de qualquer forma de garantir resultados filantrópicos à sociedade.
Porém, é de se crer que as empresas, hoje, busquem pautar suas condutas por um mínimo de
responsabilidade social. Pelo que se infere de suas condutas, a maioria dos líderes empresariais querem
sinceramente corresponder a essas expectativas.
Concluímos que todo cidadão é responsável pelo meio onde está inserido, mediante a realização de
diversas tarefas, pequenas ou grandes. Nada de novo, eis que a sustentabilidade envolve os fornecedores,
clientes, acionistas, o terceiro setor e até mesmo o governo, ou seja, todos os agente sociais.
Enfim a responsabilidade social concede uma maior vantagem competitiva para a empresa, seja
valorizando suas ações, seja incentivando o consumidor a fazer escolhas conscientes buscando empresas que
adotam cada vez mais critérios de sustentabilidade.