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ESTUDO DE CASO: Aaron Swartz – O menino da Internet

1. Quais os principais aspectos da biografia de Aaron Swartz?


Nascido em 1986 em Chicago - Illinois, filho de Susan e Robert Swartz, desde sua
infância possuía um grande interesse em aprender as coisas e ensinar. Gostava de questionar
as coisas e não aceitava nada que lhe era imposto de forma absoluta.
Seu pai tinha uma empresa de software e desde criança interessou-se por informática,
estudando arduamente sobre a internet e sua cultura.
Aos 13 anos ganhou o prêmio ArsDigita para jovens criadores de websites não
comerciais e colaborativos, recebendo como incentivo uma viagem ao MIT para encontrar com
pessoas notáveis da internet.
Aos 14 anos colaborou com especialistas de rede para a criação da especificação
RSS, contribuindo para o acesso a informação e a cultura livre, sem fins lucrativos.
Frequentou a Stanford University e após seu primeiro ano de curso participou do Y
Combinator’s first Summer Founders Program, onde iniciou sua empresa de software
Infogami. A plataforma wiki da Infogami foi usada para suportar o projeto Open Library, web
framework que Swartz havia criado, mas sentiu que precisava de colaboradores para
prosseguir. Os organizadores do Y-Combinator sugeriram que a Infogami se fundisse com a
Reddit, o que aconteceu em 2005.
Em outubro de 2006, a Reddit foi adquirida pela Condé Nast Publications, proprietária
da revista Wired. Swartz mudou com sua companhia de San Francisco para trabalhar
na Wired. Swartz achou a vida no escritório desagradável e então deixou a empresa.
Em 2008, Swartz fundou a Watchdog.net para agregar e visualizar dados sobre
políticos. No mesmo ano, ele escreveu um manifesto de grande circulação
chamado Guerilla Open Access Manifesto.
Em 2010, Swartz co-fundou a Demand Progress, um grupo político de defesa para
organizar as pessoas on-line para "agir contatando o Congresso e outros líderes, financiar
táticas de pressão e espalhar a palavra" sobre as liberdades civis, reformas do governo e
outras questões.
Durante 2010-11, Swartz realizou estudos de investigação sobre a corrupção política no
Laboratório de Pesquisas sobre Corrupção Institucional - Edmond J. Safra na Harvard.
Swartz foi fundamental na campanha para impedir a passagem da emenda Stop Online
Piracy Act (SOPA), que procurando combater a violação de direitos autorais na internet, foi
recebida com críticas.
Em 6 de janeiro de 2011, Swartz foi preso pelas autoridades federais dos Estados
Unidos, após usar a rede do MIT para descarregar sem cobrança grandes volumes de artigos da
revista científica JSTOR, acusado pelo governo dos EUA de crime de invasão de computadores -
podendo pegar até 35 anos de prisão e multa de mais de um milhão de dólares - pelo fato de ter
usado formas não convencionais de acesso ao repositório da revista.
Swartz era contrário à prática da JSTOR de compensar financeiramente as editoras, e
não os autores, e de cobrar o acesso aos artigos.

Swartz foi encontrado morto, enforcado, aos 26 anos, em seu apartamento em Nova
Iorque em janeiro de 2013.

2. Quais as razões o levaram a se tornar um ativista?


Swartz acreditava na mudança radical do mundo através da internet e da informática.
Durante sua trajetória utilizou-se de sua inteligência e da programação de computadores para
tornar o mundo um lugar mais democrático, justo e eficiente. Tornou-se um ativista político ao
defender a liberdade civil e o acesso a informação, buscando reformas no governo e
combatendo a corrupção política.

3. Quais os valores defendidos por ele?

Swartz defendia a liberdade intelectual, a liberdade de acesso às informações e a


privacidade online. Seu caso rendeu novos debates sobre a pirataria e acesso à propriedade
intelectual na rede.

4. A partir da Declaração Universal dos Direitos Humanos quais os direitos violados no caso
Aaron Swartz?

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os direitos violados no


caso Swartz estão relacionados à liberdade intelectual prevista no artigo 19 e na proteção das
produções científicas conforme o artigo 27.

Artigo 19°

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o


direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem
consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.

Artigo 27°

1.Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da


comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste
resultam.

2.Todos têm direito à proteção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer
produção científica, literária ou artística da sua autoria.

5. A partir das notícias, pesquisem e apresentem dois casos de omissão do Poder Público
brasileiro com a questão dos direitos humanos, com relato de história.

CASO 1 – Caos em presídios do Maranhão é resultado de anos de omissão do poder público


(ANEXO I).

CASO 2 – OEA condena Brasil por violência doméstica – (ANEXO II).