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Aula 04

Português p/ ISS-Teresina (Auditor) - Com videoaulas


Professores: Janaína Efísio, Rafaela Freitas
Língua Portuguesa p/ ISS Teresina
Todos os cargos
Teoria e Questões Comentadas
Profª Rafaela Freitas Aula 04

AULA 04
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
A
Olá, alunos! Vamos começar mais uma aula!

Vamos falar sobre uma das regras do bem falar e do bem escrever:
concordância nominal e verbal. Um texto coeso é aquele que, além de
outros aspectos, tem a concordância impecável! Veremos as regras e os usos,
bem como as exceções, hehe!

Temos muito trabalho pela frente! Vamos para a aula!

SUMÁRIO
CONCORDÂNCIA NOMINAL.....................................................................02
CONCORDÂNCIA VERBAL.......................................................................10
RESUMO..............................................................................................26
QUESTÕES COMENTADAS.......................................................................27
LISTA DE QUESTÕES QUE FORAM COMENTADAS NESTA AULA...................66
GABARITO............................................................................................92
O MEU ATÉ BREVE.................................................................................92

“Não é a força do gotejar da água que fura a pedra, mas sim a


persistência incansável desta ação”
Ivan Teorilang

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CONCORDÂNCIA NOMINAL

Na concordância nominal, os determinantes do substantivo (adjetivos,


numerais, pronomes adjetivos e artigos) são flexionados (em gênero e em
número) para se adequarem a ele (ou ao pronome substantivo ou numeral
substantivo) a que se referem na frase.

A concordância nominal é a adequação entre o substantivo e os


seus determinantes, que podem ser adjetivos, numerais, pronomes
adjetivos e artigos!

O problema da concordância nominal ocorre quando o adjetivo se


relaciona a mais de um substantivo e surgem palavras ou expressões que
causam dúvida.

Observe estas frases:


1) Aquele beijo foi dado num inoportuno lugar e hora.
2) Aquele beijo foi dado num lugar e hora inoportuna.
3) Aquele beijo foi dado num lugar e hora inoportunos.

Explicando...
1) O adjetivo inoportuno está concordando com o substantivo mais
próximo no masculino singular: lugar.
2) O adjetivo inoportuna, agora posposto aos substantivos, concorda
com o mais próximo: hora.
3) Neste caso, o adjetivo inoportunos concorda com os dois
substantivos, estando no masculino plural: lugar e hora.

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Observe que, para concordar com os dois substantivos, o adjetivo


ficou posposto a eles.

REGRA GERAL - a partir desses exemplos, pode-se formular o


princípio de que o adjetivo anteposto concorda com o substantivo
mais próximo. Mas, se o adjetivo estiver depois do substantivo,
além da possibilidade de concordar com o mais próximo, ele pode
concordar com os dois termos, ficando no plural, indo para o
masculino se um dos substantivos for masculino.

 Um adjetivo anteposto em referência a nomes de pessoas deve


estar sempre no plural (As simpáticas Joana e Marta agradaram a todos).

 Quando o adjetivo tiver função de predicativo, concorda com todos


os núcleos a que se relaciona. (São calamitosos a pobreza e o desamparo /
Julguei insensatas sua atitude e suas palavras).

E o que é um predicativo?
É o termo da oração que dá características ou ao sujeito da oração ou ao
objeto (complemento verbal). Assim, nos exemplos:

São calamitosos a pobreza e o desamparo.


Calamitosos: predicativo do sujeito composto “a pobreza e o
desamparo”.

Julguei insensatas sua atitude e suas palavras.


Insensatas: predicativo do objeto direto “sua atitude e suas verdades”
do verbo “julgar”.
Sujeito oculto: eu

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 Quando um substantivo determinado por artigo é modificado por


dois ou mais adjetivos, podem ser usadas as seguintes construções:

a) Estudo a cultura brasileira e a portuguesa.


b) Estudo as culturas brasileira e portuguesa.
Entenda: o substantivo “cultura” está sendo modificado pelos adjetivos
“brasileira” e “portuguesa”. No caso de os dois adjetivos estarem precedidos
por um determinante, o substantivo fica no singular (exemplo a). No caso de
os adjetivos não estarem determinados, o substantivo vai para o plural
(exemplo b).
O mesmo ocorre aqui:
c) Os dedos indicador e médio estavam feridos.
d) O dedo indicador e o médio estavam feridos.

A construção: Estudo a cultura brasileira e portuguesa, embora


esteja errada pela regra oficial, é aceita por alguns gramáticos. Se for
seguida a regra, “a cultura” deveria estar no plural.

 No caso de numerais ordinais que se referem a um único


substantivo, podem ser usadas as seguintes construções:

a) Falei com os moradores do primeiro e segundo andar/ (...) do primeiro


e segundo andares.
Tanto faz!

 Adjetivos regidos pela preposição de, que se referem a pronomes


indefinidos, ficam normalmente no masculino singular, podendo surgir
concordância atrativa.

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a) Sua vida não tem nada de sedutor (embora pareça errado, está
certo! O adjetivo “sedutor” está regido pela preposição “de”, por isso fica no
masculino singular).
b) Sua vida não tem nada de sedutora. (Concordância atrativa para o
feminino – concorda com “sua vida”)
c) Os edifícios da cidade nada têm de elegantes. (Aqui houve
concordância atrativa para o plural – “os edifícios elegantes”).

Vejamos agora grupos de palavras que costumam cair em


questões e que causam muitas dúvidas:

Anexo, incluso, obrigado, mesmo, próprio - são sempre adjetivos ou


pronomes adjetivos, devendo concordar com o substantivo a que se
referem.
a) O livro segue anexo.
b) A fotografia vai inclusa.
c) As duplicatas seguem anexas.
d) Elas mesmas resolveram a questão.
Observações:
Mesmo = até, inclusive é invariável (Mesmo eles ficaram chateados).
A expressão em anexo é invariável (Seguem em anexo as cartas para
apreciação).

Meio, bastante, menos - meio e bastante, quando se referem a um


substantivo, devem concordar com esse substantivo. Quando funcionarem
como advérbios, permanecerão invariáveis. "Menos" é sempre invariável (não
existe MENAS, hehe).
a) Tomou meia garrafa de vinho (metade).
b) Ela estava meio aborrecida (invariável – um pouco aborrecida).
c) Bastantes alunos foram à reunião (muitos).
d) Eles falaram bastante (invariável – falaram muito).

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e) Eram alunas bastante simpáticas (invariável – muito simpáticas).


f) Havia menos pessoas vindo de casa (menos, sempre no masculino
plural).

Muito, pouco, longe, caro, barato - podem ser palavras adjetivas


(referindo-se a substantivos), mantendo concordância com os substantivos, ou
advérbios (invariáveis).
a) Compraram livros caros (adjetivando livros).
b) Os livros custaram caro (advérbio).
c) Poucas pessoas tinham muitos livros (adjetivando pessoas).
d) Leram pouco as moças muito vivas (advérbio).
e) Andavam por longes terras (adjetivando terras).
f) Eles moram longe da cidade (advérbio).
g) Eram mercadorias baratas (adjetivando mercadorias).
h) Pagaram barato aqueles livros (advérbio).

É bom, é proibido, é necessário - expressões formadas pelo verbo ser


+ adjetivo. Variam se o sujeito vier determinado, caso contrário a
concordância não acontece.
a) Água é bom (não varia).
b) A água é boa (variou porque o substantivo água está determinado
pelo artigo A).
c) Bebida é proibido para menores (não varia).
d) As bebidas são proibidas para menores (o substantivo bebidas está
determinado pelo artigo As).
e) Chuva é necessário (não varia).
f) Aquela chuva foi necessária (o substantivo chuva está determinado
pelo pronome aquela).

Só = sozinho (adjetivo – varia normalmente)


Só = somente, apenas (é invariável, não flexiona).

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a) Só elas não vieram (somente).


b) Vieram só os rapazes (somente).
c) Ela veio só / Elas vieram sós (sozinha/sozinhas).

Só forma a expressão invariável "a sós" (sozinhos).


a) Eles ficaram a sós.

A locução adverbial "a olhos vistos" (= visivelmente) é invariável.


a) Ela crescia a olhos vistos.

Conforme = conformado (adjetivo – varia normalmente).


Conforme = como (invariável, não flexiona).
a) Eles ficaram conformes com a decisão (conformados – adjetivo).
b) Dançam conforme a música (como – invariável)

O (a) mais possível = verbo e determinantes no singular.


As, os mais possíveis = verbo e determinantes no plural.
a) É uma moça a mais bela possível / São moças as mais belas possíveis.

Os particípios concordam como adjetivos.


a) A refém foi resgatada no bote.
b) Os materiais foram comprados a prazo.

Haja vista - não se flexiona, exceto por concordância atrativa antes de


substantivo no plural sem preposição.
a) Haja vista os comentários feitos.
b) Hajam vistas os comentários feitos (concordância atrativa).
b) Haja vista dos recados do chefe (aqui não pode haver concordância
atrativa, pois, antes do substantivo recados, tem uma preposição - de).

Pseudo, salvo (= exceto) e alerta não se flexionam.

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a) Eles eram uns pseudossábios.


b) Salvo nós dois, todos fugiram.
c) Eles ficaram alerta.

Os adjetivos que funcionam como advérbios são invariáveis.


a) Vamos falar sério (funcionando como o advérbio seriamente).
b) Ele e a esposa raro (funcionando como o advérbio raramente) vão ao
cinema).

Silepse com expressões de tratamento – o adjetivo fará concordância


ideológica com quem está “por traz” do pronome de tratamento, assim:
a) Vossa Majestade, o rei, mostrou-se animado.
O “correto” seria Vossa Majestade = animada. A concordância no
masculino (animado) se dá por ser a Majestade um rei, homem. Isso é silepse:
a concordância que se faz não com o nome em si (pronome de tratamento) ,
mas com a figura que está por traz: homem ou mulher.
b) Vossa Excelência é injusto.
Concordância feita não com o pronome vossa (feminino), mas com a
ideia de que a referida excelência seja um homem.

AL/RN/2013/Analista Legislativo
O uso correto da concordância nominal e verbal está em:
a) A surpresa é os prêmios e era preciso a coragem para descartar as
grandes emoção e as lágrimas.
b) Os falsos poetas perceberam que haviam muitas estruturas poéticas
que ainda desconheciam.
c) Aos poetas, foi-lhe penoso participar daquelas concentrações monstros
na frente da academia.

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d) As artistas com seus trajes amarelo-laranja, haviam horas que


aguardavam para se apresentarem.
e) Eu mesma, na qualidade de defensora do meu cargo de programador,
busco criatividade.

Comentários: vamos analisar a concordância em cada alternativa:


a) A surpresa é os prêmios e era preciso a coragem para descartar as
grandes emoção e as lágrimas. – ERRADA. Dois erros nesta alternativa: o
determinante a entre “preciso” e “coragem” deve ser retirado ou fazer a
concordância adequada “era precisa a coragem”, que ficaria estranho e
inclusive geraria uma ambiguidade. Faltou concordância entre os termos
“grandes” e “emoção”: grandes emoções.
b) Os falsos poetas perceberam que haviam muitas estruturas poéticas
que ainda desconheciam. – ERRADA. O verbo haver, no sentido de existir, fica
sempre na terceira pessoa do singular: havia.
c) Aos poetas, foi-lhe penoso participar daquelas concentrações monstros
na frente da academia. – ERRADA. O pronome “lhe” está substituindo
“poetas”, por tanto deve estar no plural: lhes. Quando temos um substantivo
funcionando como adjetivo deve ficar no singular. Observe que o “monstros”
está adjetivando “concentrações”, embora seja um substantivo, deve, então,
ficar no singular: concentrações monstro.
d) As artistas com seus trajes amarelo-laranja, haviam horas que
aguardavam para se apresentarem. – ERRADO. O verbo haver, no sentido de
tempo decorrido, deve ficar no singular: havia horas... fazia horas... Observe
agora que o sujeito do forma verbal “aguardavam” é o mesmo da forma
“apresentarem” (as artistas), por este motivo, o infinitivo apresentar deve
ficar no singular.
e) Eu mesma, na qualidade de defensora do meu cargo de programador,
busco criatividade. CORRETA. O termo que poderia causar dúvidas é cargo de
programador se referindo a uma mulher, certo? Mas está no masculino

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adequadamente porque é um cargo de programador, o programador. Ela é


uma programadora, ok, mas o cargo é de programador, no masculino.
GABARITO: E

Vamos esclarecer os tópicos de concordância verbal que estão na questão


que acabamos de comentar!

CONCORDÂNCIA VERBAL

Ocorre quando o verbo é flexionado para concordar com o seu


sujeito.

Exemplos:

Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser.


Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.

A originalidade e a capacidade de enxergar o mundo sob diferentes


perspectivas são, sem dúvida, características dos maiores pensadores.
Exemplo disso é o romeno Serge Moscovici, um dos grandes nomes da
psicologia. Quando os olhares na psicologia social estavam voltados para o
indivíduo, ele desenvolveu, em 1961, uma teoria que enxerga as
representações sociais e as ideias a partir do coletivo e dos grupos sociais. A
Teoria das Representações Sociais, como é chamada, revolucionou a ciência
nessa área e, até hoje, repercute nos campos da sociologia, da comunicação e
da antropologia.

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(...)
Camila Rabelo. Moscovici é Doutor Honoris Causa. Internet: <www.secom.unb.br> (com
adaptações).

FUB/2015/Administrador/CESPE
O emprego da forma verbal “são” (l.2) na terceira pessoa do plural
justifica-se pela concordância com os núcleos do sujeito da oração:
“originalidade” e “capacidade”, ambos na linha 1.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: está correta a afirmação, pois “originalidade” e “capacidade”


funcionam como núcleos do sujeito composto do verbo “se”. Vejam: “A
originalidade e a capacidade (...) são (...) características dos maiores
pensadores.”
GABARITO: CERTO

CASOS DE CONCORDÂNCIA VERBAL:

1) Sujeito simples (apenas um núcleo)

Regra geral:
O verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.

Ex.: Nós vamos ao cinema.


O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o
sujeito (nós).

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(...)
Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza as esferas de
abrangência dos poderes políticos: “só se concebia sua união nas mãos de um
só ou, então, sua separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a forma
de sistema coerente, as consequências de conceitos diversos”. Pensador
francês do século XVIII, Montesquieu situa-se entre o racionalismo cartesiano
e o empirismo de origem baconiana, não abandonando o rigor das certezas
matemáticas em suas certezas morais. Porém, refugindo às especulações
metafísicas que, no plano da idealidade, serviram aos filósofos do pacto social
para a explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade civil, ele
procurou ingressar no terreno dos fatos.
Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do Ministério Público em
função da proteção dos direitos humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p.
18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).

Julgue o item subsequente, relativo às estruturas linguísticas do texto.

MPU/2015/Analista do Ministério Público da União/CESPE


A flexão plural em “eram identificadas” decorre da concordância com o
sujeito dessa forma verbal: “as esferas de abrangência dos poderes políticos”.
( ) CERTO
( ) ERRADO

Comentário: o sujeito ficou posposto ao verbo por uma inversão da frase,


porém, o núcleo do sujeito é o substantivo “esferas”, que está no plural. A
concordância com o sujeito foi mantida.
GABARITO: CERTO

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Casos especiais:

a) Quando o sujeito é um coletivo, o verbo fica no singular, pois o


núcleo é único.
Ex.: A multidão gritou pelo rádio.

Atenção:
Se o coletivo vier especificado, o verbo pode ficar no singular ou ir
para o plural.
Ex.: A multidão de fãs gritou.
A multidão de fãs gritaram.

b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria etc.) – o


verbo fica no singular ou vai para o plural.
Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão.
A maioria dos alunos foram à excursão.

c) O sujeito é um pronome de tratamento - o verbo fica sempre na 3ª


pessoa (do singular ou do plural).

Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio.


Vossas Altezas pediram silêncio.

Embora os pronomes de tratamento estejam na posição da


segunda pessoa do discurso, eles fazem concordância verbal em
terceira pessoa.

d) O sujeito é o pronome relativo "que" – o verbo concorda com o


antecedente do pronome.
Ex.: Fui eu que derramei o café. – o antecedente do relativo “que” é “eu”
por isso o verbo está na primeira pessoa do singular.
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Fomos nós que derramamos o café. – o verbo está na primeira pessoa


do plural para concordar com o antecedente “nós”.

e) O sujeito é o pronome relativo "quem" – o verbo pode ficar na 3ª


pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome.
Ex.: Fui eu quem derramou o café. – não concordou com o antecedente.
Fui eu quem derramei o café. – verbo na primeira pessoa do singular
para concordar com o antecedente.

f) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de


vós, quais de..., quantos de... etc. – o verbo poderá concordar com o
pronome interrogativo ou indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós).
Ex.: Quais de vós me punirão?
Quais de vós me punireis?

Dicas:
Com os pronomes interrogativos ou indefinidos no singular, o
verbo concorda em pessoa e número.
Ex.: Qual de vós me punirá.

g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural - se o


sujeito não vier precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Caso venha
antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.
Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa.
Os Estados Unidos são a maior potência mundial.

h) O sujeito é formado pelas expressões: mais de um, menos de


dois, cerca de... etc. – o verbo concorda com o numeral.
Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula.
Mais de cinco alunos não compareceram à aula.

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i) O sujeito é constituído pelas expressões: a maioria, a maior


parte, grande parte etc. –o verbo poderá ser usado no singular
(concordância lógica) ou no plural (concordância atrativa).
Ex.: A maioria dos candidatos desistiu.
A maioria dos candidatos desistiram (no plural por ter sido mais de um
candidato).

j) O sujeito tem por núcleo a palavra gente (sentido coletivo) - o


verbo poderá ser usado no singular ou plural se vier afastado do substantivo.
Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece em
casa.
A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanecem em casa
(aqui o plural é permitido por estar o verbo longe do sujeito com sentido
coletivo).

2) Sujeito composto (dois ou mais núcleos)

Regra geral
O verbo vai para o plural.
Ex.: João e Maria foram passear no bosque.

(TCM/GO/2015/Auditor de Controle Externo

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As normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas


na frase:
a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,
mas sim o que a elas não é facultado conhecerem.
b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de
redação, que pode e precisa ser sanada.
c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob
a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite.
d) Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a
obras de arte, mas a mercadorias em oferta.
e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a
alguns motoristas reagir com violência a esses abusos.

Comentário:
a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,
mas sim o que a elas não é facultado conhecerem. – ERRADA. O erro está no
verbo “incomodar”, ele deveria estar no singular, uma vez que o seu sujeito é
oracional, ou seja, é uma oração. Colocando o período na ordem direta
podemos, fica fácil perceber: as pessoas ouvirem qualquer coisa (oração
subjetiva – sujeito) não incomoda ao autor.
b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de
redação, que pode e precisa ser sanada. – ERRADA. As falhas de redação
podem e precisam ser sanadas. Faltou concordância com o núcleo do sujeito
falhas.
c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob
a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite. – ERRADA. A
oração “difunde-se (...) preconceitos...” está errada, pois traz o uso da voz
passiva sintética. Estando no plural o sujeito posposto “preconceitos”, o verbo
“difundir” também deveria estar: difundem-se preconceitos.
d) Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a
obras de arte, mas a mercadorias em oferta. – ERRADA. O verbo “haver” no

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sentido de “existir” é impessoal e deve ficar no singular: caso não haja opções
reais.
e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a
alguns motoristas reagir com violência a esses abusos. – CORRETA. O verbo
atormentar está no singular porque o sujeito dele é som, não decibéis.
GABARITO: E

Casos especiais:

a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais


diferentes – o verbo ficará no plural, seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª,
2ª e 3ª pessoa.
Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos (1ª pessoa plural)
amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sobre a 3ª.

Ex.: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis (2ª pessoa do plural)
amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sobre a 3ª.

No caso acima, também é comum a concordância do verbo com a


terceira pessoa.
Ex.: Tu e ele se tornarão amigos. (3ª pessoa do plural)

Se o sujeito estiver posposto, permite-se também a concordância por


atração com o núcleo mais próximo do verbo.

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Ex.: Irei eu e minhas amigas.


O verbo concordou no singular apenas com o núcleo mais próximo (eu).

b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente


(sem conjunção) ou ligados por “e” – o verbo concordará com os dois
núcleos.
Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.

Se o sujeito estiver posposto, permite-se a concordância por


atração com o núcleo mais próximo do verbo.
Ex.: Seguiria a pé a jovem e a sua amiga.

c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e estão no


singular - o verbo poderá ficar no plural (concordância lógica) ou no singular
(concordância atrativa).
Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se concentrar.
A angústia e ansiedade não o ajudava a se concentrar.

d) Quando há gradação entre os núcleos - o verbo pode concordar


com todos os núcleos (lógica) ou apenas com o núcleo mais próximo.
Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam.
Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.

e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada, tudo, ninguém...


– o verbo concordará com o aposto resumidor.
Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o comoveu.

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f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões: um e outro,


nem um nem outro... - o verbo poderá ficar no singular ou no plural.
Ex.: Um e outro já veio.
Um e outro já vieram.

g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou - o verbo


irá para o singular quando a ideia for de exclusão, e para o plural quando
for de inclusão.
Exemplos:
Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (Exclusão)
A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao homem. (Adição,
inclusão).

h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries correlativas


(tanto... como/ assim... como/ não só... mas também etc.) – o que
comumente ocorre é o verbo ir para o plural, embora o singular seja aceitável
se os núcleos estiverem no singular.
Exemplos:
Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições municipais em São
Paulo.
Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições municipais em São Paulo.

Outros casos:

1) Partícula “SE”:
A - Partícula apassivadora (voz passiva): o verbo (transitivo direto)
concordará com o sujeito passivo.
Ex.: Vende-se carro.
Vendem-se carros.

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B - Índice de indeterminação do sujeito (sujeito indeterminado): o


verbo (transitivo indireto) ficará, obrigatoriamente, no singular.
Exemplos:
Precisa-se de secretárias.
Confia-se em pessoas honestas.

2) Verbos impessoais
São aqueles que não possuem sujeito. Portanto, ficarão sempre na 3ª
pessoa do singular.
Exemplos:
Havia sérios problemas na cidade.
Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
Deve haver sérios problemas na cidade.
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.

Os verbos auxiliares (deve, vai) acompanham os verbos principais.


O verbo existir não é impessoal, vai flexionar normalmente. Veja:
Existem sérios problemas na cidade.
Devem existir sérios problemas na cidade. (verbo auxiliar flexionado +
verbo principal em uma das formas nominais).

3) Verbos dar, bater e soar

Quando usados na indicação de horas, possuem sujeito (relógio, hora,


horas, badaladas...), e com ele devem concordar.
Exemplos:
O relógio deu duas horas.

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Deram duas horas no relógio da estação


Deu uma hora no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola.

4) Sujeito oracional

Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração principal


fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Ainda falta dar os últimos retoques na pintura.
Oração principal com verbo no singular: ainda falta
Oração subordinada com função de sujeito: dar os últimos retoques.

5) Concordância com o infinitivo

a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:

- NÃO se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado por pronome


pessoal oblíquo átono.
Ex.: Esperei-as chegar. (as = elas – sujeito do verbo chegar)

- é facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for representado por


pronome átono e se o verbo da oração determinada pelo infinitivo for causativo
(mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e sinônimos).
Exemplos:
Mandei sair os alunos.
Mandei saírem os alunos.
Os alunos = sujeito do verbo sair

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- flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito for diferente de


pronome átono e determinante de verbo não causativo nem sensitivo.

Ex.: Esperei saírem todos.

b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto

- não se flexiona o infinitivo precedido de preposição com valor de


gerúndio.
Ex.: Passamos horas a comentar o filme. (Passamos horas comentando)

- é facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito for idêntico ao da


oração principal.
Ex.: Antes de (tu) responder, (tu) lerás o texto.
Antes de (tu) responderes, (tu) lerás o texto.

- é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do


sujeito da oração principal e está indicado por algum termo do contexto.
Ex.: Ele nos deu o direito de contestar.
Ele nos deu o direito de contestarmos.

Ele = sujeito do verbo dar, da oração principal.


Nos = sujeito da segunda oração, indicado por nos (nos deu) na primeira
frase e pela terminação do verbo contestarmos, na segunda frase.

- é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do


sujeito da oração principal e não está indicado por nenhum termo no contexto.
Ex.: Não sei como saiu sem notarem o fato.
Eu = sujeito da oração principal
O sujeito da segunda oração é indeterminado.

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c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução verbal

- não se flexiona o infinitivo, sendo este o verbo principal da locução


verbal, quando, em virtude da ordem dos termos da oração, sua ligação com o
verbo auxiliar for nítida.
Ex.: Acabamos de fazer os exercícios.

- é facultativa a flexão do infinitivo, sendo este o verbo principal da


locução verbal, quando o verbo auxiliar estiver afastado ou oculto.
Exemplos:
Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidar e
reclamar dela.
Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidarmos e
reclamarmos dela.

6) Concordância com o verbo ser:

a) Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado


por um dos pronomes: tudo, nada, isto, isso, aquilo - o verbo “ser” ou
“parecer” concordarão com o predicativo.
Exemplos:
Tudo são flores (flores = predicativo).
Aquilo parecem ilusões (ilusões = predicativo).

Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer


enfatizá-lo.
Ex.: Aquilo é sonhos vãos.

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b) O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for


os pronomes interrogativos: que ou quem.
Exemplos:
Que são gametas?
Quem foram os escolhidos?

c) Em indicações de horas, datas, tempo, distância - a concordância


será feita com a expressão numérica.
Exemplos:
São nove horas.
É uma hora.

Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias, pois


subentende-se a palavra dia.
Exemplos:
Hoje são 24 de outubro (concordou com o numeral).
Hoje é (dia) 24 de outubro (concordou com a palavra dia mesmo que
subentendida).

d) Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal,


a concordância se dará com o pronome.
Ex.: Aqui o presidente sou eu.

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Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a


concordância será com o que aparece primeiro, considerando o sujeito
da oração.
Ex.: Eu não sou tu.

e) Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o


predicativo.
Ex.: O menino era as esperanças da família.

f) Nas locuções: é pouco, é muito, é mais de, é menos de, junto a


especificações de preço, peso, quantidade, distância etc., o verbo fica
sempre no singular.
Exemplos:
Cento e cinquenta é pouco.
Cem metros é muito.

g) Nas expressões do tipo: ser preciso, ser necessário, ser bom, o


verbo e o adjetivo podem ficar invariáveis (verbo na 3ª pessoa do
singular e adjetivo no masculino singular) ou concordar com o sujeito
posposto.
Exemplos:
É necessário aqueles materiais.
São necessários aqueles materiais.

h) Na expressão: é que, usada como expletivo (para dar ênfase,


que pode ser retirado), se o sujeito da oração não aparecer entre o

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verbo “ser” e o “que”, ficará invariável. Se aparecer, o verbo


concordará com o sujeito.
Exemplos:
Eles é que sempre chegam atrasados.
São eles que sempre chegam atrasados (eles apareceu aqui entre o
verbo ser e o que).

Queridos, vimos hoje os casos de concordância verbal e nominal. A regra


geral é que o verbo deve concordar com o sujeito e os nomes devem
concordar entre si. Estou falando de concordância de gênero e de número, ou
seja, no feminino, masculino, plural ou singular!

Não se esqueçam de uma coisa: para identificar se a concordância de um


verbo está adequada, procure o sujeito!!! A concordância é sempre com ele,
certo!!!

Nada melhor do que praticar! Vamos fazer isso agora. A fixação das
regras irá melhorar muito!!

Foco, galera!!

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Prazer sem humilhação

O poeta Ferreira Gullar disse há tempos uma frase que gosta de repetir:
“A crase não existe para humilhar ninguém". Entenda-se: há normas
gramaticais cuja razão de ser é emprestar clareza ao discurso escrito, valendo
como ferramentas úteis e não como instrumentos de tortura ou depreciação de
alguém.
Acho que o sentido dessa frase pode ampliar-se: “A arte não existe para
humilhar ninguém", entendendo-se com isso que os artistas existem para
estimular e desenvolver nossa sensibilidade e inteligência do mundo, e não
para produzir obras que separem e hierarquizem as pessoas. Para ficarmos no
terreno da música: penso que todos devem escolher ouvir o que gostam, não
aquilo que alguém determina. Mas há aqui um ponto crucial, que vale a pena
discutir: estamos mesmo em condições de escolher livremente as músicas de
que gostamos?
Para haver escolha real, é preciso haver opções reais. Cada vez que um
carro passa com o som altíssimo de graves repetidos praticamente sem
variação, num ritmo mecânico e hipnótico, é o caso de se perguntar: houve aí
uma escolha? Quem alardeia os infernais decibéis de seu som motorizado
pela cidade teve a chance de ouvir muitos outros gêneros musicais? Conhece
muitos outros ritmos, as canções de outros países, os compositores de outras
épocas, as tendências da música brasileira, os incontáveis estilos musicais já
inventados e frequentados? Ou se limita a comprar no mercado o que está
vendendo na prateleira dos sucessos, alimentando o círculo vicioso e enganoso
do “vende porque é bom, é bom porque vende"?

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Não digo que A é melhor que B, ou que X é superior a todas as letras do


alfabeto; digo que é importante buscar conhecer todas as letras para escolher.
Nada contra quem escolhe um “batidão" se já ouviu música clássica, desde que
tenha tido realmente a oportunidade de ouvir e escolher compositores clássicos
que lhe digam algo. Não acho que é preciso escolher, por exemplo, entre os
grandes Pixinguinha e Bach, entre Tom Jobim e Beethoven, entre um forró e a
música eletrônica das baladas, entre a música dançante e a que convida a uma
audição mais serena; acho apenas que temos o direito de ouvir tudo isso antes
de escolher. A boa música, a boa arte, esteja onde estiver, também não existe
para humilhar ninguém.
(João Cláudio Figueira, inédito)

01. (TCM/GO – 2015 – Auditor de Controle Externo – FCC) As


normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas na
frase:
a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,
mas sim o que a elas não é facultado conhecerem.
b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de
redação, que pode e precisa ser sanada.
c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob
a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite.
d) Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a
obras de arte, mas a mercadorias em oferta.
e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a
alguns motoristas reagir com violência a esses abusos.

Comentário:
a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,
mas sim o que a elas não é facultado conhecerem. – ERRADA. O erro está no
verbo “incomodar”, ele deveria estar no singular, uma vez que o seu sujeito é
oracional, ou seja, é uma oração. Colocando o período na ordem direta

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podemos, fica fácil perceber: as pessoas ouvirem qualquer coisa (oração


subjetiva – sujeito) não incomoda ao autor.
b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de
redação, que pode e precisa ser sanada. – ERRADA. As falhas de redação
podem e precisam ser sanadas. Faltou concordância com o núcleo do sujeito
falhas.
c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob
a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite. – ERRADA. A
oração “difunde-se (...) preconceitos...” está errada, pois traz o uso da voz
passiva sintética. Estando no plural o sujeito posposto “preconceitos”, o verbo
“difundir” também deveria estar: difundem-se preconceitos.
d) Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a
obras de arte, mas a mercadorias em oferta. – ERRADA. O verbo “haver” no
sentido de “existir” é impessoal e deve ficar no singular: caso não haja opções
reais.
e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a
alguns motoristas reagir com violência a esses abusos. – CORRETA. O verbo
atormentar está no singular porque o sujeito dele é som, não decibéis.
GABARITO: E

Leia o texto que segue.

A literatura de cordel, hoje

No Brasil, literatura de cordel designa a literatura popular produzida em


versos. A expressão se deve ao fato de que os folhetos eram comumente
vendidos em feiras, pendurados em cordéis. Nota-se, hoje em dia, uma
crescente visibilidade dessa literatura tradicional. Editoras e poetas trabalham
intensamente para divulgar os folhetos, professores realizam experiências em
sala de aula, pesquisas são realizadas no âmbito acadêmico, muitas delas são
apresentadas como teses universitárias. Esse dinamismo pode ser ainda

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observado na publicação de antologias de folhetos por grandes editoras, ou na


edição em livro de obras de escritores populares, e sobretudo no aparecimento
de inúmeros poetas e poetisas em diferentes pontos do país.
Todo esse dinamismo precisa ser analisado com cuidado. Fala-se muito na
presença da literatura de cordel na escola, várias intervenções vêm sendo
realizadas sobretudo em estados do Nordeste. Abrir as portas da escola para o
conhecimento da literatura de cordel em particular, ou mesmo da literatura
popular em geral, é uma conquista da maior importância. Porém, há que se
pensar de que modo efetivar esse processo tendo em vista a melhor
contribuição possível para a formação dos alunos.
A literatura de cordel deve ter, sim, um espaço na escola, nos níveis
fundamental e médio, levando-se sempre em conta, porém, as especificidades
desse tipo de produção artística. Considerá-la tão somente como uma
ferramenta ocasional, utilizada para a assimilação de conteúdos disseminados
nas mais variadas disciplinas (história, geografia, matemática, língua
portuguesa) não parece uma atitude que contribua para uma significativa
experiência da leitura dos folhetos. Há que respeitá-los e admirá-los sobretudo
pelo que já são: testemunhos do mundo imaginário a que se dedicaram
talentosos escritores de extração popular.
(Adaptado de: MARINHO, Ana Cristina e PINHEIRO, Hélder. O cordel no cotidiano
escolar. São Paulo: Cortez, 2012)

02. (TJ-AP – 2014 - Analista Judiciário - Área Judiciária e


Administrativa – FCC) As normas de concordância verbal acham-se
plenamente respeitadas na construção da seguinte frase:
a) Cabem às editoras zelar pela boa qualidade da literatura de cordel cuja
publicação foi assumida.
b) Não se privem os leitores de usufruir belas edições que perenizem em
livro os grandes autores de cordel.
c) Quanto às edições de literatura de cordel, não se tratam apenas de
produzir bons livros, mas de saber trabalhar com eles.

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d) O fato de haverem muitos poemas de cordel não significa que a maioria


dos brasileiros tenham dado por sua real importância.
e) A um grande número de leitores interessam que os folhetos de cordel
sejam dignamente publicados em livro.

Comentário: a alternativa B é a única que está inteiramente correta.


Vejamos o erro das outras:
a) Cabem às editoras zelar pela boa qualidade da literatura de cordel cuja
publicação foi assumida. – ERRADA. O erro está no verbo caber. Ele deveria
estar no singular, pois seu sujeito é oracional: zelar pela boa qualidade...
Veja como fica a frase na ordem direta e já com o verbo no singular: Zelar
pela boa qualidade da literatura de cordel cuja publicação foi assumida cabe
às editoras.
c) Quanto às edições de literatura de cordel, não se tratam apenas de
produzir bons livros, mas de saber trabalhar com eles. – ERRADA. Com sujeito
indefinido, o verbo deve ficar no singular. Não se trata de ALGUMA COISA
(produzir bons livros).
d) O fato de haverem muitos poemas de cordel não significa que a maioria
dos brasileiros tenham dado por sua real importância. – ERRADA. Verbo haver,
no sentido de existir, deve ficar no singular, pois ele é impessoal.
e) A um grande número de leitores interessam que os folhetos de cordel
sejam dignamente publicados em livro. - Os folhetos de cordel sejam
dignamente publicados em livro) ISSO interessa a um grande número de
leitores. Com sujeito oracional o verbo deverá ficar no singular.
GABARITO: B

Leia o texto a seguir:

O conceito de indústria cultural foi criado por Adorno e Horkheimer, dois


dos principais integrantes da Escola de Frankfurt. Em seu livro de 1947,
Dialética do esclarecimento, eles conceberam o conceito a fim de pensar a

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questão da cultura no capitalismo recente. Na época, estavam impactados pela


experiência no país cuja indústria cultural era a mais avançada, os Estados
Unidos, local onde os dois pensadores alemães refugiaram-se durante a
Segunda Guerra.
Segundo os autores, a cultura contemporânea estaria submetida ao poder
do capital, constituindo-se num sistema que englobaria o rádio, o cinema, as
revistas e outros meios - como a televisão, a novidade daquele momento -,
que tenderia a conferir a todos os produtos culturais um formato semelhante,
padronizado, num mundo em que tudo se transformava em mercadoria
descartável, até mesmo a arte, que assim se desqualificaria como tal. Surgiria
uma cultura de massas que não precisaria mais se apresentar como arte, pois
seria caracterizada como um negócio de produção em série de mercadorias
culturais de baixa qualidade. Não que a cultura de massa fosse
necessariamente igual para todos os estratos sociais; haveria tipos diferentes
de produtos de massa para cada nível socioeconômico, conforme indicações de
pesquisas de mercado. O controle sobre os consumidores seria mediado pela
diversão, cuja repetição de fórmulas faria dela um prolongamento do trabalho
no capitalismo tardio.
Muito já se polemizou acerca dessa análise, que tenderia a estreitar
demais o campo de possibilidades de mudança em sociedades compostas por
consumidores supostamente resignados. O próprio Adorno chegou a matizá-la
depois. Mas o conceito passou a ser muito utilizado, até mesmo por quem
diverge de sua formulação original. Poucos hoje discordariam de que o mundo
todo passa pelo "filtro da indústria cultural", no sentido de que se pode
constatar a existência de uma vasta produção de mercadorias culturais por
setores especializados da indústria.
Feita a constatação da amplitude alcançada pela indústria cultural
contemporânea, são várias as possibilidades de interpretá-la. Há estudos que
enfatizam o caráter alienante das consciências imposto pela lógica capitalista
no âmbito da cultura, a difundir padrões culturais hegemônicos. Outros frisam
o aspecto da recepção do espectador, que poderia interpretar criativamente - e

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não de modo resignado - as mensagens que lhe seriam passadas, ademais, de


modo não unívoco, mas com multiplicidades possíveis de sentido.
(RIDENTI, Marcelo. Indústria cultural: da era do rádio à era da informática no
Brasil. In: Agenda brasileira. São Paulo: Cia das Letras, 2011, p. 292 a 301)

03. (TCE/GO – 2014 - Analista de Controle Externo - Jurídica –


FCC) As normas de concordância estão plenamente respeitadas em:
a) Cada uma das expressões dos produtos da indústria cultural
reproduzem as pessoas tais como foram estereotipadas pela indústria como
um todo.
b) Na atual era da informática, o uso de computadores pessoais e de
diversos recursos interativos levanta novas questões para a indústria cultural.
c) Com o fim de preencherem todos os sentidos dos trabalhadores de
modo útil ao capital, a cultura teria passado ao domínio da racionalidade
administrativa.
d) A história da indústria cultural, nos países de industrialização recente,
confundem-se com as da própria implantação tardia da indústria.
e) Como sistema mundial, a indústria da cultura não se restringe ao
centro e impõem-se também em nações periféricas.

Comentário:
a) Cada uma das expressões dos produtos da indústria cultural
reproduzem as pessoas tais como foram estereotipadas pela indústria como
um todo. - Errada. Cada um (a), (as), (de), (dos), (das) sendo o sujeito
da frase, a regra geral é: verbo na 3ª do singular = cada uma das
expressões dos produtos da indústria cultural reproduz as pessoas tais como...
b) Na atual era da informática, o uso de computadores pessoais e de
diversos recursos interativos levanta novas questões para a indústria
cultural. Correta. Segundo a regra geral, o verbo deve concordar com o
sujeito: o uso. O uso de computadores é que levanta novas questões.

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c) Com o fim de preencherem todos os sentidos dos trabalhadores de


modo útil ao capital, a cultura teria passado ao domínio da racionalidade
administrativa. Errada. Segundo a regra geral, o verbo deve concordar com o
sujeito. Nessa alternativa a frase estava invertida: A cultura teria passado ao
domínio da racionalidade administrativa com o fim de preencher todos os
sentidos dos da racionalidade administrativa.
d) A história da indústria cultural, nos países de industrialização recente,
confundem-se com as da própria implantação tardia da indústria. Errada. Mais
um erro segundo a regra geral: o verbo confundir deve concordar com o seu
sujeito: a história. A história da indústria cultural confunde-se com...
e) Como sistema mundial, a indústria da cultura não se restringe ao
centro e impõem-se também em nações periféricas. Errada. Mais uma
alternativa que fera a regra geral (verbo concorda com o sujeito):
A indústria da cultura não se restringe ao centro e impõe-se (...)
GABARITO: B

Nosso jeitinho

Um amigo meu, estrangeiro, já há uns seis anos morando no Brasil,


lembrava-me outro dia qual fora sua principal dificuldade - entre várias - de se
adaptar aos nossos costumes. “Certamente foi lidar com o tal do jeitinho”,
explicou. “Custei a entender que aqui no Brasil nada está perdido, nenhum
impasse é definitivo: sempre haverá como se dar um jeitinho em tudo, desde
fazer o motor do carro velho funcionar com um pedaço de arame até conseguir
que o primo do amigo do chefe da seção regional da Secretaria de Alimentos
convença este último a influenciar o Diretor no despacho de um processo”.
Meu amigo estrangeiro estava, como se vê, reconhecendo a nossa
“informalidade” - que é o nome chique do tal do jeitinho. O sistema - também
batizado pelos sociólogos como o do “favor” - não deixa de ser simpático,
embora esteja longe de ser justo. Os beneficiados nunca reclamam, e os que
jamais foram morrem de inveja e mantêm esperanças. Até o poeta Drummond

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tratou da questão no poema “Explicação”, em que diz a certa altura: “E no fim


dá certo”. Essa conclusão aponta para uma espécie de providencialismo
místico, contrapartida divina do jeitinho: tudo se há de arranjar, porque Deus
é brasileiro. Entre a piada e a seriedade, muita gente segue contando com
nosso modo tão jeitoso de viver.
É possível que os tempos modernos tenham começado a desfavorecer a
solução do jeitinho: a informatização de tudo, a rapidez da mídia, a divulgação
instantânea nas redes sociais, tudo se encaminha para alguma transparência,
que é a inimiga mortal da informalidade. Tudo se documenta, se registra, se
formaliza de algum modo - e o jeitinho passa a ser facilmente desmascarado,
comprometido o seu anonimato e perdendo força aquela simpática
clandestinidade que sempre o protegeu. Mas há ainda muita gente que acha
que nós, os brasileiros, com nossa indiscutível criatividade, daremos um jeito
de contornar esse problema. Meu amigo estrangeiro, por exemplo, não perdeu
a esperança.
(Abelardo Trabulsi, inédito)

04. (TCE-RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil –


FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a
concordar com o termo sublinhado na frase:
a) As soluções postas em prática pelo jeitinho brasileiro não (deixar) de
intrigar os estrangeiros, que não entendem tamanha informalidade.
b) Mesmo os brasileiros a quem que não (ocorrer) valer-se do jeitinho
sabem reconhecê-lo como uma prática social até certo ponto legítima.
c) Os avanços da tecnologia, sobretudo os da informática, (conspirar)
contra a prática tradicional do jeitinho brasileiro.
d) Acredita-se que a transparência dos meios de comunicação (tender) a
se converter numa espécie de inimiga mortal da informalidade.
e) Informalidade, sistema de favor, jeitinho, muitas são as denominações
que se (aplicar) a um mesmo fenômeno social.

Comentário: Os verbos devem concordar com o sujeito.

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A) o verbo deixar deve concordar com soluções posta.


B) o verbo ocorrer deve concordar com o seu sujeito oracional valer-se
do jeitinho.
C) o verbo avançar deve concordar com os avanços.
D) Esta é a alternativa correta: é a única em que o verbo (tender)
concorda com termo sublinhado (transparência).
E) o verbo aplicar deve concordar com o antecedente do pronome
relativo que: denominações.
GABARITO: D

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo

Um programa a ser adotado

O PET - Programa de Educação pelo Trabalho - está fazendo dez anos,


que serão comemorados num evento promovido pelo TRF4, que contará com
representantes da Fase - Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio
Grande do Sul.
Há dez anos seria difícil imaginar um interno da Fase em cumprimento de
medida socioeducativa saindo para trabalhar em um tribunal e, no final do dia,
retornar à fundação. Muitos desacreditariam da iniciativa de colocar um
adolescente infrator dentro de um gabinete de desembargador ou da
Presidência de um tribunal. Outros poderiam discriminar esses jovens e
desejá-los longe do ambiente de trabalho.
Todas essas barreiras foram vencidas. Em uma década, o PET do TRF4 se
tornou realidade, quebrou preconceitos, mudou a cultura da própria instituição
e a vida de 154 adolescentes que já passaram pelo projeto. São atendidos
jovens entre 16 e 21 anos, com escolaridade mínima da 4a série do ensino
fundamental. O tribunal enfrenta o desafio de criar, desenvolver e,
principalmente, manter um programa de reinserção social. Os resultados do
trabalho do PET com os menores que cumprem medida socioeducativa na Fase

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são considerados muito positivos quando se fala de jovens em situação de


vulnerabilidade social. Durante esses dez anos, 45% dos participantes foram
inseridos no mercado de trabalho e muitos já concluíram o ensino médio; cerca
de 70% reorganizaram suas vidas e conseguiram superar a condição de
envolvimento em atividades ilícitas.
Na prática, os jovens trabalham durante 4 horas nos gabinetes de
desembargadores e nas unidades administrativas do tribunal. Recebem
atendimento multidisciplinar, com acompanhamento jurídico, de psicólogos e
de assistentes sociais.Por meio de parcerias com entidades, já foram
realizados cursosde mecânica, de padaria e de garçom. Destaque a considerar
é o projeto “Virando a página”: oficinas de leitura e produção textual,
coordenadas por servidores do TRF4 e professores e formandos de faculdades
de Letras.
(Adaptado de: wttp://www2.trf4.jus.br /trf4/controlador.php? acao=
noticia_visualizar&id_noticia=10129)

05. (TRF - 4ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Área Judiciária


– FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se,
obrigatoriamente, em uma forma do plural para preencher de modo adequado
a lacuna da frase:
a) A muitos daqueles que torceram o nariz para as iniciativas do PET não
...... (ocorrer) que tais medidas afirmativas poderiam ser tão eficazes.
b) A um projeto como o “Virando a página” ...... (dever) emprestar todo
o apoio os agentes envolvidos na reabilitação dos menores infratores.
c) A situação de vulnerabilidade social que a tantos jovens ......
(constranger) pode ser plenamente superada por programas como o PET.
d) Aos desafios de criar, desenvolver e sobretudo manter um programa de
reinserção social ...... (corresponder), felizmente, um número expressivo de
conquistas.
e) Durante mais de dez anos só ...... (vir) a crescer a convicção de que as
medidas adotadas pelo PET eram bastante eficazes.

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Comentário: apenas na alternativa B o verbo irá obrigatoriamente para o


plural. Vejamos cada alternativa:

a) A muitos daqueles que torceram o nariz para as iniciativas do PET não


OCORRE que tais medidas afirmativas poderiam ser tão eficazes. –
Que tais medidas afirmativas poderiam ser tão eficazes (sujeito oracional
– verbo no singular) não ocorre a muitos...
ISSO não ocorre.

b) A um projeto como o “Virando a página” ...... (dever) emprestar todo


o apoio os agentes envolvidos na reabilitação dos menores infratores. – é
preciso colocar o período, que está invertido, na ordem direta para visualizar o
plural do verbo dever:
Os agentes envolvidos na reabilitação dos menores infratores devem
emprestar todo o apoio a um projeto como o “Virando a página”.
Sujeito no plural (agentes) = verbo no plural (devem)! Achamos o
gabarito!

c) A situação de vulnerabilidade social que a tantos jovens ......


(constranger) pode ser plenamente superada por programas como o PET. – A
situação de vulnerabilidade constrange os jovens....
Sujeito no singular (a situação) = verbo no singular (constrange).

d) Aos desafios de criar, desenvolver e sobretudo manter um programa de


reinserção social ...... (corresponder), felizmente, um número expressivo de
conquistas. - Um número expressivo de conquistas corresponde aos
desafios de criar, desenvolver e sobretudo manter um programa de reinserção
social
Sujeito no singular (um número) = verbo no singular (corresponde).

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e) Durante mais de dez anos só ...... (vir) a crescer a convicção de que as


medidas adotadas pelo PET eram bastante eficazes. - A convicção de que as
medidas adotadas pelo PET eram bastante eficazes veio a crescer... a
convicção veio a crescer...
Sujeito no singular (convicção) = verbo no singular (veio).

GABARITO: B

06. (AL-PE – 2014 - Analista Legislativo - Direito Constitucional,


Administrativo e Eleitoral – FCC) Ou me engano, ou isto quis dizer que se
lançam véus sobre certas notícias a pretexto de que, sujeitas a tantas e tão
virulentas críticas, faz mal às pessoas.
Tomando como parâmetro a norma-padrão escrita, comentário adequado
sobre o acima transcrito é: O período
a) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente mais um acento
indicativo da crase, em "à pretexto".
b) está correto em todos os seus aspectos.
c) tem de receber duas correções: "quiz", em lugar de "quis", e "que se
lança", em lugar de "que se lançam.
d) merece uma única correção: "fazem mal", em lugar de "faz mal".
e) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente a alteração de "às
pessoas" para "as pessoas".

Comentário: vejamos cada frase:


a) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente mais um acento
indicativo da crase, em "à pretexto". – ERRADA. Antes de palavra masculina
(pretexto) não se usa crase.
b) está correto em todos os seus aspectos. - ERRADA. Existe um erro na
concordância de verbo fazer.
c) tem de receber duas correções: "quiz", em lugar de "quis", e "que se
lança", em lugar de "que se lançam. – ERRADA. Quis é com s, não com z.

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Véus são lançados. O verbo lançar deve ficar no plural para concordar com o
sujeito véus.
d) merece uma única correção: "fazem mal", em lugar de "faz mal".
CORRETA. O verbo fazer deve concordar no plural com o sujeito notícias: As
notícias ... fazem mal às pessoas.
e) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente a alteração de "às
pessoas" para "as pessoas". ERRADA. A crase deve permanecer, pois fazer mal
é a alguém, o uso da preposição a, que aglutina com o artigo feminino de as
pessoas formando a crase, é obrigatório (a prep.. + as artigo = às.
GABARITO: D

Delicadezas colhidas com mão leve

Era sábado e estávamos os dois na redação vazia da revista. Esparramado


na cadeira, Guilherme roía o que lhe restava das unhas, levantava-se, andava
de um lado para outro, folheava um jornal velho, suspirava. Aí me veio com
esta:
- Meu texto é melhor que eu.
A frase me fez rir, devolveu a alegria a meu amigo e poderia render uma
discussão sobre quem era melhor, Guilherme Cunha Pinto ou o texto do
Guilherme Cunha Pinto. Os que foram apenas leitores desse jornalista tão
especial, morto já faz tempo, não teriam problema em escolher as matérias
que ele assinava, que me enchiam de uma inveja benigna.
Inveja, por exemplo, da mão leve com que ele ia buscar e punha em
palavras as coisas mais incorpóreas e delicadas. Não era com ele,
definitivamente, a simplificação grosseira que o jornalismo tantas vezes se
concede, com a desculpa dos espaços e horários curtos, e que acaba fazendo
do mundo algo chapado, previsível, sem graça. Guilherme não aceitava ser um
mero recolhedor de aspas, nas entrevistas, nem sair à rua para ajustar os
fatos a uma pauta. Tinha a capacidade infelizmente rara de se deixar tocar
pelas coisas e pessoas sobre as quais ia escrever, sem ideias prontas nem pé

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atrás. Pois gostava de coisas e de pessoas, e permitia que elas o


surpreendessem. Olhava-as com amorosa curiosidade - donde os detalhes que
faziam o singular encanto de suas matérias. O personagem mais batido se
desdobrava em ângulos inéditos quando o repórter era ele. Com suavidade
descia ao fundo da alma de seus entrevistados, sem jamais pendurá-los no
pau de arara do jornalismo inquisitorial. Deu forma a textos memoráveis e
produziu um título desde então citado e recitado nas redações paulistanas:
“Picasso morreu, se é que Picasso morre”.
(Adaptado de: WERNECK Humberto. Esse inferno vai acabar.
Porto Alegre: Arquipélago, 2001. p.45 e 46)

07. (METRÔ-SP – 2014 - Analista Desenvolvimento Gestão Júnior -


Administração de Empresas – FCC) Na frase Caso os leitores ...... (vir) a
ler o jornal com maior rigor, certamente ...... (poder) perceber os
estereótipos que ...... (predominam) nas reportagens de hoje, as
lacunas serão corretamente preenchidas, na ordem dada, por:
a) vierem - poderiam - predominariam
b) virem - poderão – predominam
c) viessem - poderão – predominassem
d) vierem - podem – predominem
e) viessem - poderiam – predominam

Comentário: o verbo que preencherá a primeira lacuna deverá indicar


possibilidade, condição, pois o advérbio caso está indicando incerteza: caso os
leitores viessem a ler... Já na segunda lacuna, o verbo deverá estar no futuro
so pretérito: poderiam perceber...
Ocorreu aqui uma correlação verbal, que a FCC adora: imperfeito do
subjuntivo = vieSSEm + o futuro do pretérito do indicativo = poderiam.
O verbo da terceira lacuna irá concordar com o sujeito estereótipos,
retomado pelo pronome relativo que: os estereótipos que predominam...

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Vale ressaltar: na opção B, o verbo VIREM é conjugação do verbo


VER e não do verbo VIR, cuidado!
GABARITO: E

08. (TRT - 2ª REGIÃO (SP) – 2014 - Analista Judiciário - Área


Administrativa – FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se
concordando com o elemento sublinhado na frase:
a) As incertezas quanto ao meu próprio futuro não (dever) eximir-me de
ser responsável por minhas decisões.
b) Os desafios que cada um de nós hoje se (obrigar) a enfrentar
fortalecem-nos diante do futuro.
c) Há trabalhos que a gente (executar) sem imaginar o sentido que
ganharão no futuro.
d) Os minutos de que se (necessitar) viver plenamente devem trazer
consigo uma expectativa de futuro.

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e) As privações que me (competir) enfrentar não devem desestimular


meus empreendimentos.

Comentário: vejamos cada caso:


a) As incertezas quanto ao meu próprio futuro não (dever) eximir-me de
ser responsável por minhas decisões. – CORRETA. Verbo dever concorda no
plural com as incertezas = As incertezas quanto ao meu próprio futuro não
devem eximir-me...
b) Os desafios que cada um de nós hoje se (obrigar) a enfrentar
fortalecem-nos diante do futuro. – ERRADA. O verbo obrigar deve concordar no
singular com cada um de nós: cada um de nós hoje se obriga a enfrentar...
c) Há trabalhos que a gente (executar) sem imaginar o sentido que
ganharão no futuro. – A gente executa – concordar com a gente no singular.
d) Os minutos de que se (necessitar) viver plenamente devem trazer
consigo uma expectativa de futuro. – ERRADA. O verbo necessitar deve ficar
na terceira pessoa do singular porque o sujeito dele é indeterminado.
Alterando a ordem, mas não o sentido do período temos: Necessita-se viver
plenamente os minutos que devem trazer consigo uma expectativa de futuro.
Necessita-se = verbo necessitar + índice de indeterminação do sujeito.
e) As privações que me (competir) enfrentar não devem desestimular
meus empreendimentos. ERRADA. O verbo competir não concorda com
privações, mas com enfrentar as privações - Enfrentar as privações
compete a mim. Sujeito oracional = verbo no singular. ISSO compete a mim.
GABARITO: A

Maias usavam sistema de água eficiente e sustentável

Um estudo publicado recentemente mostra que a civilização maia da


América Central tinha um método sustentável de gerenciamento da água. Esse
sistema hidráulico, aperfeiçoado por mais de mil anos, foi pesquisado por uma
equipe norte-americana.

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As antigas civilizações têm muito a ensinar para as novas gerações. O


caso do sistema de coleta e armazenamento de água dos maias é um exemplo
disso. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores fizeram uma escavação
arqueológica nas ruínas da antiga cidade de Tikal, na Guatemala.
Durante o estudo, coordenado por Vernon Scarborough, da Universidade
de Cincinnati, em Ohio, e publicado na revista científica PNAS, foram
descobertas a maior represa antiga da área maia, a construção de uma
barragem ensecadeira para fazer a dragagem do maior reservatório de água
em Tikal, a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da
região, em torno de 600 a.C., e o uso de filtragem por areia para limpar a
água dos reservatórios.
No sistema havia também uma estação que desviava a água para diversos
reservatórios. Assim, os maias supriam a necessidade de água da população,
estimada em 80 mil em Tikal, próximo ao ano 700, além das estimativas de
mais cinco milhões de pessoas que viviam na região das planícies maias ao sul.
No final do século IX a área foi abandonada e os motivos que levaram ao
seu colapso ainda são questionados e debatidos pelos pesquisadores. Para
Scarborough é muito difícil dizer o que de fato aconteceu. “Minha visão pessoal
é que o colapso envolveu diferentes fatores que convergiram de tal modo
nessa sociedade altamente bem-sucedida que agiram como uma ‘perfeita
tempestade’. Nenhum fator isolado nessa coleção poderia tê-los derrubado tão
severamente”, disse o pesquisador à Folha de S. Paulo.
Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a ruína dessa
sociedade, uma vez que eles dependiam muito dos reservatórios que eram
preenchidos pela chuva. É provável que a população tenha crescido muito além
da capacidade do ambiente, levando em consideração as limitações
tecnológicas da civilização. “É importante lembrar que os maias não estão
mortos. A população agrícola que permitiu à civilização florescer ainda é muito
viva na América Central”, lembra o pesquisador.

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(Adaptado de Revista Dae, 21 de Junho de 2013,


www.revistadae.com.br/novosite/noticias_interna.php?id=8413)

09. (SABESP – 2014 - Analista de Gestão - Administração – FCC) Considerada


a substituição do segmento grifado pelo que está entre parênteses ao final da
transcrição, o verbo que deverá permanecer no singular está em:

a) ... disse o pesquisador à Folha de S. Paulo. (os pesquisadores)


b) Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a ruína dessa
sociedade... (as mudanças do clima)
c) No sistema havia também uma estação... (várias estações)
d) ... a civilização maia da América Central tinha um método sustentável
de gerenciamento da água. (os povos que habitavam a América Central)
e) Um estudo publicado recentemente mostra que a civilização maia...
(Estudos como o que acabou de ser publicado)

Comentário: vamos reescrever cada alternativa para verificar em qual


delas verbo permanecerá no singular:
a) ... disseram os pesquisadores à Folha de S. Paulo. – Verbo concorda
no plural com o sujeito pesquisadores.
b) Segundo ele, as mudanças climáticas contribuíram para a ruína dessa
sociedade... – verbo no plural concordando com o sujeito as mudanças
climáticas.
c) No sistema havia também várias estações... – o verbo haver, usado no
sentido de existir, é impessoal e deve ficar no singular, independentemente da
palavra que vem a seguir, não flexiona. Eis o gabarito!
d) ... os povos que habitavam América Central tinham um método
sustentável de gerenciamento da água. – Concordância no plural do verbo ter
com o núcleo do sujeito povos.

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e) Estudos como o que acabou de ser publicado mostram que a civilização


maia... – o verbo mostrar concorda no plural com o núcleo do sujeito
estudos.
GABARITO: C

10. (SABESP – 2014 – Técnico em Gestão – informática – FCC)


Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é:
a) Grande parte dos efeitos da urbanização no século XXI se produz nas
cidades do chamado sul global.
b) O hipercrescimento, dizem os especialistas, caracterizam algumas
cidades no século XXI.
c) Nem sempre existiu cidades tão populosas como as do século XXI.
d) Devem haver muitos contrastes entre as pessoas que vivem nas
cidades e aqueles que moram no campo.
e) Os otimistas, que são a maioria, vê as cidades como arenas de
transformação social.

Comentário:
a) Correta. Grande parte se produz... o verbo concordou com o sujeito
partitivo.
b) embora separados por “dizem os especialistas” o sujeito do verbo
caracterizar é hipercrescimento e deve concordar com ele: o
hipercrescimento caracteriza algumas...
c) o verbo existir deve concordar normalmente com o seu sujeito: nem
sempre existiram cidades tão populosas...
d) o verbo haver no sentido de existir é impessoal e sendo o verbo
principal da oração, ele transmite a sua impessoalidade para o verbo auxiliar
(dever). O ideal é: deve haver muitos contrastes entre as pessoas ou devem
existir muitos contrastes entre as pessoas.

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e) o verbo ver deve concordar no plural com o sujeito os otimistas,


mesmo estando este distante: Os otimistas, que são a maioria, veem as
cidades como arenas de transformação social.
GABARITO: A

Menino do mato

Eu queria usar palavras de ave para escrever.


Onde a gente morava era um lugar imensamente e sem nomeação.
Ali a gente brincava de brincar com palavras tipo assim: Hoje eu vi uma
formiga ajoelhada na pedra!
A Mãe que ouvira a brincadeira falou:
Já vem você com suas visões!
Porque formigas nem têm joelhos ajoelháveis e nem há pedras de
sacristias por aqui.
Isso é traquinagem da sua imaginação.
O menino tinha no olhar um silêncio de chão e na sua voz uma candura de
Fontes.
O Pai achava que a gente queria desver o mundo para encontrar nas
palavras novas coisas de ver assim: eu via a manhã pousada sobre as
margens do rio do mesmo modo que uma garça aberta na solidão de uma
pedra.
Eram novidades que os meninos criavam com as suas palavras.
Assim Bernardo emendou nova criação: Eu hoje vi um sapo com olhar de
árvore.
Então era preciso desver o mundo para sair daquele lugar imensamente e
sem lado.
A gente queria encontrar imagens de aves abençoadas
pela inocência.
O que a gente aprendia naquele lugar era só ignorâncias
para a gente bem entender a voz das águas e dos caracóis.

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A gente gostava das palavras quando elas perturbavam o sentido normal


das ideias.
Porque a gente também sabia que só os absurdos enriquecem a poesia.
(BARROS, Manoel de, Menino do Mato, em Poesia Completa, São Paulo, Leya, 2013, p.
417-8.)

11. (TRF - 3ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Informática –


FCC) Considere as frases abaixo.
I. No verso O que a gente aprendia naquele lugar era só ignorâncias, o
verbo destacado pode ser flexionado no plural, sem prejuízo para a correção e
o sentido original.
II. Em seguida ao termo voz, no verso e na sua voz uma candura de
Fontes, pode-se acrescentar uma vírgula, sem prejuízo para a correção e o
sentido original.
III. Sem que nenhuma outra alteração seja feita, no verso e nem há
pedras de sacristias por aqui, o verbo pode ser substituído por existe,
mantendo-se a correção e o sentido original.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) II e III.
b) I e III.
c) II.
d) III
e) I e II

Comentário: na afirmativa I, o verbo “era” pode concordar no plural com


“ignorâncias”. Esta palavra, por estar no plural, faz com que o verbo também
seja flexionado no plural (concordância atrativa).
Na afirmativa II, a vírgula pode ser usada para indicar a elipse do verbo
“tinha” no verso (“O menino tinha no olhar um silêncio de chão / e na sua voz
‘tinha’ uma candura de Fontes”), portanto a afirmação em II está correta.

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Na afirmativa III, o verbo “haver” é impessoal, logo não sofre flexão. Se


for substituir por “existe”, a oração sofrerá mudanças, o que é contra a
afirmação III.
GABARITO: E

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12. (TRF - 3ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Oficial de


Justiça Avaliador – FCC) O verbo flexionado no plural que também estaria
corretamente flexionado no singular, sem que nenhuma outra alteração fosse
feita, encontra-se em:
a) Não é à toa que partiram daqui várias manifestações culturais...
b) Sempre me pareceram sem sentido as guerras...
c) São Paulo são muitas cidades em uma.
d) São Paulo não tem símbolos que dêem conta de...
e) .. onde as informações diversas se misturam...

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Comentário: vamos analisar a alternativa C, a única possível do verbo


concordar no singular: O verbo ser tem a particularidade de concordar tanto
com o sujeito quanto com o predicativo. Desta forma, pode ser: São Paulo é
muitas cidades em uma (concordância com o sujeito São Paulo), ou São Paulo
são muitas cidades em uma (concordância com o predicativo muitas cidades
em uma).
GABARITO: C

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13. (TRT - 15ª Região – 2013 - Analista Judiciário - Oficial de


Justiça Avaliador – FCC) Leia as frases abaixo.
I. Os problemas advindos da exploração indiscriminada dos recursos
naturais e das práticas predatórias em determinadas culturas; pode em muito
pouco tempo, inviabilizar o uso de terras e a extração desses recursos
naturais.
II. O aquecimento global e o desequilíbrio que provocam, a aparição de
pragas e de catástrofes climáticas passa, com toda certeza pelo desrespeito e
por más práticas, em relação ao meio ambiente e aos processos adotados em
nossas lavouras e criações.
III. O efeito estufa, potencializado pela queima de combustíveis fósseis,
tem colaborado com o aumento da temperatura no globo terrestre nas últimas
décadas. Pesquisas recentes indicaram que o século XX foi o mais quente dos
últimos 500 anos.

Tanto a concordância quanto a pontuação estão corretas APENAS em

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a) II.
b) III.
c) I e III.
d) I e II.
e) II e III.

Comentário: vamos analisar cada uma:


I - Os problemas advindos da exploração indiscriminada dos recursos
naturais e das práticas predatórias em determinadas culturas; pode em muito
pouco tempo, inviabilizar o uso de terras e a extração desses recursos
naturais. - ERRADA. Não se separa sujeito do verbo. Verbo concorda com o
sujeito (os problemas podem).
II – O aquecimento global e o desequilíbrio que provocam, a aparição de
pragas e de catástrofes climáticas passa, com toda certeza pelo desrespeito e
por más práticas, em relação ao meio ambiente e aos processos adotados em
nossas lavouras e criações. ERRADA. Não se separa verbo do seu complemento
(OD ou OI): O aquecimento global e o desequilíbrio que provocam a aparição
de pragas e de catástrofes...
III - O efeito estufa, potencializado pela queima de combustíveis fósseis,
tem colaborado com o aumento da temperatura no globo terrestre nas últimas
décadas. Pesquisas recentes indicaram que o século XX foi o mais quente dos
últimos 500 anos. CORRETO.
GABARITO: B

"Te embalarei com uma canção sentida."

Senta-te aqui ao meu lado, amiga, e te contarei uma história. Faz tempo
que não te conto uma história na beira deste cais. A noite está cheia de
estrelas, são homens valentes que morreram. Senta-te aqui, dá-me tua mão,
vou te contar a história de um homem valente. Vês aquela estrela lá longe,

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mais além do navio fundeado, mais além do forte velho, da sombra das ilhas?
Deve ser ele iluminando o céu da Bahia. [...]
Já viste da beira do cais o vento noroeste se despenhar sobre a cidade e o
mar, levar embarcações, desatracar navios, mudar o rumo de transatlânticos,
transformar a cor das águas? É rápido, inquietante, belo, quase irreal. Dura
um instante na medida do tempo. Mas, mesmo depois que o noroeste passa e
volta a calmaria, fica a sua lembrança e é impossível esquecê-lo porque tudo
mudou na face das coisas: é outra a fisionomia do cais e o ar que se respira é
mais puro. Assim, negra, foi Castro Alves. Tinha a força do vento noroeste, o
seu ímpeto, a sua violência. Tinha a sua beleza também. E deixou o ar mais
puro, a sua lembrança imortal.
Tinha a precocidade desses moleques de rua a quem acaricias a cabeça e
dos quais te contei a história. Começou muito moço e muito moço terminou.
Foi o mais belo espetáculo de juventude e de gênio que os céus da América
presenciaram.
No tempo que andou nestas e noutras ruas, disse tantas e tão belas
coisas, amiga, que sua voz ficou soando para sempre e é cada vez mais alta e
cada vez mais a voz de centenas, de milhares, de milhões de pessoas. É a sua
voz, negra, é a voz do cais inteiro e da cidade lá atrás também. Falou por
todos nós como nenhum de nós falaria. É ainda hoje o maior e o mais moço de
todos nós.
No teatro grande lá de cima ouviste certa vez uma numerosa orquestra.
Lembras-te da hora em que os músicos se juntaram todos num esforço
supremo e produziram com os seus instrumentos e com sua virtuosidade uma
nota mais alta que todas, que todas mais bela, nota que ficou soando na sala
mesmo após a saída dos espectadores? Pois assim foi Castro Alves. Há
momentos no mundo em que todas as forças de uma nação se conjugam e,
como uma nota mais alta que todas, aparece, tranquilo e terrível,
demoniacamente belo, justo e verdadeiro, um gênio. Nasce dos desejos do
povo, das necessidades do povo. Nunca mais morre, imortal como o povo.

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Este, cuja história vou te contar, foi amado e amou muitas mulheres.
Vieram brancas, judias e mestiças, tímidas e afoitas, para os seus braços e
para o seu leito. Para uma, no entanto, guardou ele as melhores palavras, as
mais doces, as mais ternas, as mais belas. Essa noiva tem um nome lindo,
negra: liberdade.
Vê no céu, ele brilha, é a mais poderosa das estrelas. Mas o encontrarás
também nas ruas de qualquer cidade, no quarto de qualquer casa. Seja onde
for que haja jovens, corações pulsando pela humanidade, em qualquer desses
corações encontrarás Castro Alves.
Dá-me agora tua mão direita, ouve o ABC do poeta.

Obs.: Ortografia atualizada segundo as normas vigentes.

(Jorge Amado. ABC de Castro Alves; 14. ed. São Paulo: Martins, 1968. p. 15-17)

14. (TRT - 5ª Região (BA) – 2013 - Analista Judiciário - Serviço


Social – FCC) Ambos os verbos flexionados nos mesmos tempo, modo e
pessoa estão grifados em:
a) No teatro grande lá de cima ouviste certa vez uma numerosa
orquestra. Lembras-te da hora em que os músicos...
b) São homens valentes que morreram.
c) Faz tempo que não te conto uma história na beira deste cais.
d) Vês aquela estrela lá longe... Já viste da beira do cais o vento
noroeste...
e) Vê no céu... ouve o ABC do poeta.

Comentário: vamos fazer a classificação de todos os verbos:


Não é a alternativa A:
Ouviste: segunda pessoa do pretérito perfeito do indicativo.
Lembras: segunda pessoa do presente do indicativo.

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Não é a alternativa B
São: terceira pessoa do presente do indicativo.
Morreram: terceira pessoa do pretérito perfeito do indicativo.

Não é a alternativa C
Faz: terceira pessoa do presente do indicativo.
Conto: primeira pessoa do presente do indicativo.

Não é a alternativa D

Vês: segunda pessoa do presente do indicativo.


Viste: segunda pessoa do pretérito perfeito do indicativo.

Alternativa correta: E
Vê: terceira pessoa do presente do indicativo.
Ouve: terceira pessoa do presente do indicativo.

GABARITO: E

15. (TRF - 3ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Área Judiciária


– FCC) As regras de concordância estão plenamente respeitadas em:
a) O crescimento indiscriminado que se observa na cidade de São Paulo
fazem com que alguns de seus bairros sejam modificados em poucos anos.
b) Devem-se às múltiplas ofertas de lazer e cultura a atração que São
Paulo exerce sobre alguns turistas.
c) Apesar de a cidade de São Paulo exibir belas alamedas arborizadas,
deveriam haver mais áreas verdes na cidade.
d) O ruído dos carros, que entram pelas janelas dos apartamentos,
perturbam boa parte dos paulistanos.
e) Na maioria dos bairros de São Paulo, encontram-se referências
culinárias provenientes de diversas partes do planeta.

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Comentário: Vamos analisar cada alternativa para buscarmos a correta:


Na alternativa A, a concordância está incorreta porque o verbo “fazem”
deve concordar com o seu sujeito, que é “O crescimento indiscriminado”. O
sujeito é simples, logo o verbo deveria estar no singular.
Na alternativa B, não há como identificar o sujeito, então o verbo deveria
estar na terceira pessoa do singular, seguido do índice de indeterminação do
sujeito – se (deve-se).
Na alternativa C, a incorreção está na locução “deveriam haver”. Já que
“haver” é verbo impessoal, o verbo que o acompanha (“deveriam”) não
deveria estar flexionado, mas sim no singular.
Na alternativa D, o erro é o mesmo que em A, pois o verbo “perturbam”
deveria concordar com “O ruído dos carros”.
A única alternativa correta é a letra E.
GABARITO: E

16. (TRT-11ª Região – 2012 - Analista Judiciário – Administrativa –


FCC) As normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas
em:
(A) A utilidade dos dicionários, mormente quando se trata de palavras
polissêmicas, manifestam-se nas argumentações ideológicas.
(B) Não se notam, entre os preconceituosos, qualquer disposição para
discutir o sentido de um juízo e as consequências de sua difusão.
(C) Não convém aos injustiçados reclamar por igualdade de tratamento
quando esta pode levá-los a permanecer na situação de desigualdade.
(D) Como discernimento e preconceito são duas acepções de
discriminação, hão que se esclarecer o sentido pretendido.
(E) Uma das maneiras mais odiosas de refutar os argumentos de alguém
surgem na utilização de preconceitos já cristalizados.

Comentário:

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A alternativa que está correta com relação às regras de concordância


verbal é a C: o verbo convir está corretamente flexionada no singular
(convém), pois concorda com o sujeito oracional “reclamar por igualdade de
tratamento”. No trecho “Não convém aos injustiçados reclamar por
igualdade de tratamento (...)”, o segmento em destaque é uma oração
subordinada substantiva subjetiva (aquela que exerce a função de sujeito em
relação à oração principal), podendo ser substituído pelo pronome “isso”: ISSO
não convém aos injustiçados.
Vejamos o erro das outras:
A) ERRADA. A expressão “A utilidade dos dicionários” desempenha a
função de sujeito. Como o núcleo “utilidade” está no singular, o verbo
“manifestar-se” também deveria permanecer nesse número. A correção é “A
utilidade dos dicionários, mormente (...), manifesta-se nas argumentações
ideológicas”.
B) ERRADA. O trecho “Não se notam, entre os preconceituosos,
qualquer disposição” está na voz passiva sintética, formada por um verbo
transitivo direto + partícula “se” (pronome apassivador) e do sujeito, assim:
não se notam (...) qualquer disposição (...), o que equivale dizer “Qualquer
disposição não é notada (...)”. Portanto, o verbo “notar” deve permanecer no
singular para concordar com núcleo do sujeito “disposição”: “Não se nota (...)
qualquer disposição (...)”.
D) ERRADA. No contexto, o verbo “haver” foi incorretamente flexionado
no plural. Há uma estrutura de voz passiva sintética, devendo a forma verbal
concordar no singular com o sujeito “o sentido pretendido”: “(...)’ há que se
esclarecer o sentido pretendido”.
E) ERRADA. O verbo “surgir” deve concordar no singular com o numeral
“Uma”: “Uma das maneiras mais odiosas de refutar os argumentos de alguém
surge na utilização de preconceitos já cristalizados”.
GABARITO: C

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17. (TRT – 16ª REGIÃO – 2014 – Analista Judiciário – FCC) Há, além
disso, uma dificuldade relativa à ciência. Algumas das terapias disponíveis já
têm quatro ou cinco décadas de existência. Investimentos em pesquisa
poderiam levar a estratégias de prevenção e cura mais efetivas. Como essas
doenças não são rentáveis, porém, os grandes laboratórios raras vezes se
interessam por esse nicho.

Considerado o trecho acima, é adequado o seguinte comentário:


a) A supressão da vírgula após a palavra Há preserva a correção da frase.

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b) A correlação entre as formas verbais Há e poderiam levar evidencia a


relação estabelecida entre o que efetivamente existe e a hipótese considerada
bastante improvável.
c) Formulação alternativa ao uso de têm está correta assim - "existe a".
d) A expressão mais efetivas, em virtude do segmento que caracteriza,
pode ser deslocada para depois da palavra estratégias, sem prejudicar o
sentido original.
e) No contexto, o emprego de já contribui para a construção da ideia de
que certas terapias têm longevidade que comprova sua eficiência. – ERRADA.

Comentário: vejamos cada alternativa para buscarmos a correta:


a) A supressão da vírgula após a palavra Há preserva a correção da frase.
– ERRADA. Tal supressão deixa a pontuação inadequada, pois a expressão
“além disso” deve ficar entre vírgulas por estar entre o verbo e o seu
complemento.
b) A correlação entre as formas verbais Há e poderiam levar evidencia a
relação estabelecida entre o que efetivamente existe e a hipótese considerada
bastante improvável. – ERRADA. Não há uma correlação expressa entre “há”
(no presente) e “poderiam levar” (no futuro do pretérito), além disso, esta
locução verbal não está indicando algo improvável de acontecer, pelo
contrário.
c) Formulação alternativa ao uso de têm está correta assim - "existe a". –
ERRADA. Substituindo na frase temos: Algumas das terapias disponíveis já
existe a quatro ou cinco décadas de existência. Com a substituição, o verbo
existir deveria estar no plural para concordar adequadamente com o seu
sujeito algumas das terapias. Não podemos substituir um verbo no plural
(têm) por um verbo singular (existir). Além disso, o a após existe, indicando
tempo decorrido, deveria vir com H, assim: existem há quatro ou cinco
décadas.
d) A expressão mais efetivas, em virtude do segmento que caracteriza,
pode ser deslocada para depois da palavra estratégias, sem prejudicar o

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sentido original. – CORRETA. Alterando “mais efetivas” de lugar:


“Investimentos em pesquisa poderiam levar a estratégias mais efetivas de
prevenção e cura”, o sentido permaneceu o mesmo.
e) No contexto, o emprego de já contribui para a construção da ideia de
que certas terapias têm longevidade que comprova sua eficiência. – ERRADA.
O já quer indicar que as terapias estão atrasadas, antigas, não que comprova
a sua eficiência.
GABARITO: D

18. (AL/RN – 2013 – Analista Legislativo – FCC) O uso correto da


concordância nominal e verbal está em:
a) A surpresa é os prêmios e era preciso a coragem para descartar as
grandes emoção e as lágrimas.
b) Os falsos poetas perceberam que haviam muitas estruturas poéticas
que ainda desconheciam.
c) Aos poetas, foi-lhe penoso participar daquelas concentrações monstros
na frente da academia.
d) As artistas com seus trajes amarelo-laranja, haviam horas que
aguardavam para se apresentarem.
e) Eu mesma, na qualidade de defensora do meu cargo de programador,
busco criatividade.

Comentários: vamos analisar a concordância em cada alternativa:


a) A surpresa é os prêmios e era preciso a coragem para descartar as
grandes emoção e as lágrimas. – ERRADA. Dois erros nesta alternativa: o
determinante a entre “preciso” e “coragem” deve ser retirado ou fazer a
concordância adequada “era precisa a coragem”, que ficaria estranho e
inclusive geraria uma ambiguidade. Faltou concordância entre os termos
“grandes” e “emoção”: grandes emoções.

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b) Os falsos poetas perceberam que haviam muitas estruturas poéticas


que ainda desconheciam. – ERRADA. O verbo haver, no sentido de existir, fica
sempre na terceira pessoa do singular: havia.
c) Aos poetas, foi-lhe penoso participar daquelas concentrações monstros
na frente da academia. – ERRADA. O pronome “lhe” está substituindo
“poetas”, por tanto deve estar no plural: lhes. Quando temos um substantivo
funcionando como adjetivo deve ficar no singular. Observe que o “monstros”
está adjetivando “concentrações”, embora seja um substantivo, deve, então,
ficar no singular: concentrações monstro.
d) As artistas com seus trajes amarelo-laranja, haviam horas que
aguardavam para se apresentarem. – ERRADO. O verbo haver, no sentido de
tempo decorrido, deve ficar no singular: havia horas... fazia horas... Observe
agora que o sujeito do forma verbal “aguardavam” é o mesmo da forma
“apresentarem” (as artistas), por este motivo, o infinitivo apresentar deve
ficar no singular.
e) Eu mesma, na qualidade de defensora do meu cargo de programador,
busco criatividade. CORRETA. O termo que poderia causar dúvidas é cargo de
programador se referindo a uma mulher, certo? Mas está no masculino
adequadamente porque é um cargo de programador, o programador. Ela é
uma programadora, ok, mas o cargo é de programador, no masculino.
GABARITO: E

Duas sociedades

Na formação histórica dos Estados Unidos, houve desde cedo uma


presença constritora da lei, religiosa e civil, que plasmou os grupos e os
indivíduos, delimitando os comportamentos graças à força punitiva do castigo
exterior e do sentimento interior do pecado.
Esse endurecimento do grupo e do indivíduo confere a ambos grande
força de identidade e resistência, mas desumaniza as relações com os outros,
sobretudo os indivíduos de outros grupos, que não pertençam à mesma lei e,

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portanto, podem ser manipulados ao bel-prazer. A alienação torna-se ao


mesmo tempo marca de reprovação e castigo do réprobo; o duro modelo
bíblico do povo eleito, justificando a sua brutalidade com os não eleitos, os
outros, reaparece nessas comunidades de leitores cotidianos da Bíblia. Ordem
e liberdade - isto é, policiamentos internos e externos, direito de arbítrio e de
ação violenta sobre o estranho - são formulações desse estado de coisas.
No Brasil, nunca os grupos ou os indivíduos encontraram efetivamente
tais formas; nunca tiveram a obsessão da ordem senão como princípio
abstrato, nem da liberdade senão como capricho. As formas espontâneas de
sociabilidade atuaram com maior desafogo e por isso abrandaram os choques
entre a norma e a conduta, tornando menos dramáticos os conflitos de
consciência.
As duas situações diversas se ligam ao mecanismo das respectivas
sociedades: uma que, sob alegação de enganadora fraternidade, visava a criar
e manter um grupo idealmente monorracial e monorreligioso; outra que
incorpora de fato o pluralismo étnico e depois religioso à sua natureza mais
íntima.
Não querendo constituir um grupo homogêneo e, em consequência, não
precisando defendê-lo asperamente, a sociedade brasileira se abriu com maior
largueza à penetração de grupos dominados ou estranhos. E ganhou em
flexibilidade o que perdeu em inteireza e coerência.
(Adaptado de Antonio Candido, Dialética da malandragem)

19. (TCM/PA – 2010 – Técnico de Controle Externo – FCC) As


normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
a) Vejam-se que os intentos de formação de uma sociedade monorracial
redundam em sentimento de intolerância com a diversidade étnica.
b) Devem-se à rigidez da formação histórica dos Estados Unidos os
conflitos dramáticos de consciência dos indivíduos.
c) Nos Estados Unidos, conferem-se aos grupos e aos indivíduos o
intolerável arbítrio das discriminações sociais.

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d) Corresponde ao duro modelo bíblico do povo eleito as brutalidades com


que são tratados os estranhos.
e) Não se permitem juízos e comportamentos mais flexíveis quem se
formou na mais rigorosa ordem legal e religiosa.

Comentário:
a) Vejam-se que os intentos de formação de uma sociedade monorracial
redundam em sentimento de intolerância com a diversidade étnica. – ERRADA.
O sujeito do verbo ver é oracional, é a segunda oração. Quando isso ocorre a
regra diz que o verbo deverá ficar no singular: Veja-se.
b) Devem-se à rigidez da formação histórica dos Estados Unidos os
conflitos dramáticos de consciência dos indivíduos. – CORRETA. O sujeito que
deixa o verbo no plural é os conflitos dramáticos de consciência dos
indivíduos. Na ordem direta temos: os conflitos dramáticos de consciência
dos indivíduos devem-se à rigidez da formação histórica dos Estados Unidos.
c) Nos Estados Unidos, conferem-se aos grupos e aos indivíduos o
intolerável arbítrio das discriminações sociais. – ERRADA. O sujeito do verbo
conferir é o intolerável arbítrio das discriminações sociais”, o que não
justifica o verbo no plural, uma vez que o núcleo é “arbítrio”, no singular e o
verbo deve concordar com ele.
d) Corresponde ao duro modelo bíblico do povo eleito as brutalidades com
que são tratados os estranhos. – ERRADA. A concordância do verbo deveria se
dar com “as brutalidades com que são tratados os estranhos”, no plural:
correspondem.
e) Não se permitem juízos e comportamentos mais flexíveis quem se
formou na mais rigorosa ordem legal e religiosa. – ERRADA. Quem se formou
na mais rigorosa ordem legal e religiosa não se PERMITE juízos e
comportamentos... sujeito oracional = verbo no singular.
GABARITO: B

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Texto I

Este caderno de Jorge de Lima bem que se poderia chamar "as


impressões dum homem que esteve no cárcere". E são estes poemas mesmo
um canto comovido à terra de que ele esteve segregado. E há neles qualquer
coisa das surpresas e dos espantos que sofre um homem que tudo via em
névoa, ao sair de uma operação de catarata. As cores como que vivem com
outra intensidade.
Tudo isso nos versos de Jorge de Lima está contado com muita força e
comoção. Da boa e legítima comoção que é a que vem da simplicidade, que é
a que sai das fontes mais preciosas do coração. [...]
É vinda de dentro da terra, da vida sentimental do Nordeste, a maior
parte dos poemas desse caderno. Quem os escreveu fez como um desterrado
que a saudade conduziu ao retorno. E que voltasse com todos os sentidos
atacados de fome. E se encontra o Nordeste por toda a parte em seus poemas.
[...] É ainda no caráter puramente regionalista de sua poesia que se distingue
o Sr. Jorge de Lima. Porque o seu regionalismo não é um limite à sua emoção
e não tem por outra parte o caráter de partido político daquele que rapazes de
S. Paulo oferecem ao país com as insistências de anúncios de remédio. O
regionalismo do jovem poeta nordestino é a sua emoção mais que a sua
ideologia. O Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma
imposição doutrinária, vem como a expressão lírica de um nordestino evocar a
sua terra.
(Nota preliminar a Poemas escolhidos. REGO, José Lins do. in: LIMA, Jorge de. Poesias
completas. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1974, vol. I, p. 140-142)

20. (TRT – 19 REGIÃO – 2014 – Técnico Judiciário – FCC) O


Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma imposição
doutrinária... (Texto I, 3º parágrafo)
Nos segmentos transcritos do Texto I, o verbo flexionado nos mesmos
tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em:

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a) ... fez como um desterrado...


b) ... "as impressões dum homem que esteve no cárcere".
c) ... que tudo via em névoa...
d) ... a que sai das fontes mais preciosas do coração.
e) E que voltasse com todos os sentidos atacados de fome.

Comentário: questão que sempre aparece nas provas da FCC. O verbo vir
está no presente do indicativo, um verbo que está também neste tempo e
modo é: sai, alternativa D.
Fez, esteve: pretérito perfeito do indicativo.
Via: pretérito imperfeito do indicativo.
Voltasse: pretérito imperfeito do subjuntivo.
GABARITO: D

QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

Prazer sem humilhação

O poeta Ferreira Gullar disse há tempos uma frase que gosta de repetir:
“A crase não existe para humilhar ninguém". Entenda-se: há normas
gramaticais cuja razão de ser é emprestar clareza ao discurso escrito, valendo
como ferramentas úteis e não como instrumentos de tortura ou depreciação de
alguém.
Acho que o sentido dessa frase pode ampliar-se: “A arte não existe para
humilhar ninguém", entendendo-se com isso que os artistas existem para
estimular e desenvolver nossa sensibilidade e inteligência do mundo, e não
para produzir obras que separem e hierarquizem as pessoas. Para ficarmos no
terreno da música: penso que todos devem escolher ouvir o que gostam, não
aquilo que alguém determina. Mas há aqui um ponto crucial, que vale a pena
discutir: estamos mesmo em condições de escolher livremente as músicas de
que gostamos?
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Para haver escolha real, é preciso haver opções reais. Cada vez que um
carro passa com o som altíssimo de graves repetidos praticamente sem
variação, num ritmo mecânico e hipnótico, é o caso de se perguntar: houve aí
uma escolha? Quem alardeia os infernais decibéis de seu som motorizado
pela cidade teve a chance de ouvir muitos outros gêneros musicais? Conhece
muitos outros ritmos, as canções de outros países, os compositores de outras
épocas, as tendências da música brasileira, os incontáveis estilos musicais já
inventados e frequentados? Ou se limita a comprar no mercado o que está
vendendo na prateleira dos sucessos, alimentando o círculo vicioso e enganoso
do “vende porque é bom, é bom porque vende"?
Não digo que A é melhor que B, ou que X é superior a todas as letras do
alfabeto; digo que é importante buscar conhecer todas as letras para escolher.
Nada contra quem escolhe um “batidão" se já ouviu música clássica, desde que
tenha tido realmente a oportunidade de ouvir e escolher compositores clássicos
que lhe digam algo. Não acho que é preciso escolher, por exemplo, entre os
grandes Pixinguinha e Bach, entre Tom Jobim e Beethoven, entre um forró e a
música eletrônica das baladas, entre a música dançante e a que convida a uma
audição mais serena; acho apenas que temos o direito de ouvir tudo isso antes
de escolher. A boa música, a boa arte, esteja onde estiver, também não existe
para humilhar ninguém.
(João Cláudio Figueira, inédito)

01. (TCM/GO – 2015 – Auditor de Controle Externo – FCC) As


normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas na
frase:
a) Ao autor do texto não incomodam as pessoas ouvirem qualquer coisa,
mas sim o que a elas não é facultado conhecerem.
b) Não deve representar uma humilhação para nós as eventuais falhas de
redação, que pode e precisa ser sanada.
c) Difunde-se, já há muito tempo, preconceitos contra a grande arte, sob
a alegação de que ela é produzida para uma pequena elite.

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d) Caso não hajam opções reais, o público acabará tendo acesso não a
obras de arte, mas a mercadorias em oferta.
e) Traumatizados pelos decibéis do som que os atormenta, ocorre a
alguns motoristas reagir com violência a esses abusos.

Leia o texto que segue.

A literatura de cordel, hoje

No Brasil, literatura de cordel designa a literatura popular produzida em


versos. A expressão se deve ao fato de que os folhetos eram comumente
vendidos em feiras, pendurados em cordéis. Nota-se, hoje em dia, uma
crescente visibilidade dessa literatura tradicional. Editoras e poetas trabalham
intensamente para divulgar os folhetos, professores realizam experiências em
sala de aula, pesquisas são realizadas no âmbito acadêmico, muitas delas são
apresentadas como teses universitárias. Esse dinamismo pode ser ainda
observado na publicação de antologias de folhetos por grandes editoras, ou na
edição em livro de obras de escritores populares, e sobretudo no aparecimento
de inúmeros poetas e poetisas em diferentes pontos do país.
Todo esse dinamismo precisa ser analisado com cuidado. Fala-se muito na
presença da literatura de cordel na escola, várias intervenções vêm sendo
realizadas sobretudo em estados do Nordeste. Abrir as portas da escola para o
conhecimento da literatura de cordel em particular, ou mesmo da literatura
popular em geral, é uma conquista da maior importância. Porém, há que se
pensar de que modo efetivar esse processo tendo em vista a melhor
contribuição possível para a formação dos alunos.
A literatura de cordel deve ter, sim, um espaço na escola, nos níveis
fundamental e médio, levando-se sempre em conta, porém, as especificidades
desse tipo de produção artística. Considerá-la tão somente como uma
ferramenta ocasional, utilizada para a assimilação de conteúdos disseminados
nas mais variadas disciplinas (história, geografia, matemática, língua

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portuguesa) não parece uma atitude que contribua para uma significativa
experiência da leitura dos folhetos. Há que respeitá-los e admirá-los sobretudo
pelo que já são: testemunhos do mundo imaginário a que se dedicaram
talentosos escritores de extração popular.
(Adaptado de: MARINHO, Ana Cristina e PINHEIRO, Hélder. O cordel no cotidiano
escolar. São Paulo: Cortez, 2012)

02. (TJ-AP – 2014 - Analista Judiciário - Área Judiciária e


Administrativa – FCC) As normas de concordância verbal acham-se
plenamente respeitadas na construção da seguinte frase:
a) Cabem às editoras zelar pela boa qualidade da literatura de cordel cuja
publicação foi assumida.
b) Não se privem os leitores de usufruir belas edições que perenizem em
livro os grandes autores de cordel.
c) Quanto às edições de literatura de cordel, não se tratam apenas de
produzir bons livros, mas de saber trabalhar com eles.
d) O fato de haverem muitos poemas de cordel não significa que a maioria
dos brasileiros tenham dado por sua real importância.
e) A um grande número de leitores interessam que os folhetos de cordel
sejam dignamente publicados em livro.

Leia o texto a seguir:

O conceito de indústria cultural foi criado por Adorno e Horkheimer, dois


dos principais integrantes da Escola de Frankfurt. Em seu livro de 1947,
Dialética do esclarecimento, eles conceberam o conceito a fim de pensar a
questão da cultura no capitalismo recente. Na época, estavam impactados pela
experiência no país cuja indústria cultural era a mais avançada, os Estados
Unidos, local onde os dois pensadores alemães refugiaram-se durante a
Segunda Guerra.

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Segundo os autores, a cultura contemporânea estaria submetida ao poder


do capital, constituindo-se num sistema que englobaria o rádio, o cinema, as
revistas e outros meios - como a televisão, a novidade daquele momento -,
que tenderia a conferir a todos os produtos culturais um formato semelhante,
padronizado, num mundo em que tudo se transformava em mercadoria
descartável, até mesmo a arte, que assim se desqualificaria como tal. Surgiria
uma cultura de massas que não precisaria mais se apresentar como arte, pois
seria caracterizada como um negócio de produção em série de mercadorias
culturais de baixa qualidade. Não que a cultura de massa fosse
necessariamente igual para todos os estratos sociais; haveria tipos diferentes
de produtos de massa para cada nível socioeconômico, conforme indicações de
pesquisas de mercado. O controle sobre os consumidores seria mediado pela
diversão, cuja repetição de fórmulas faria dela um prolongamento do trabalho
no capitalismo tardio.
Muito já se polemizou acerca dessa análise, que tenderia a estreitar
demais o campo de possibilidades de mudança em sociedades compostas por
consumidores supostamente resignados. O próprio Adorno chegou a matizá-la
depois. Mas o conceito passou a ser muito utilizado, até mesmo por quem
diverge de sua formulação original. Poucos hoje discordariam de que o mundo
todo passa pelo "filtro da indústria cultural", no sentido de que se pode
constatar a existência de uma vasta produção de mercadorias culturais por
setores especializados da indústria.
Feita a constatação da amplitude alcançada pela indústria cultural
contemporânea, são várias as possibilidades de interpretá-la. Há estudos que
enfatizam o caráter alienante das consciências imposto pela lógica capitalista
no âmbito da cultura, a difundir padrões culturais hegemônicos. Outros frisam
o aspecto da recepção do espectador, que poderia interpretar criativamente - e
não de modo resignado - as mensagens que lhe seriam passadas, ademais, de
modo não unívoco, mas com multiplicidades possíveis de sentido.
(RIDENTI, Marcelo. Indústria cultural: da era do rádio à era da informática no
Brasil. In: Agenda brasileira. São Paulo: Cia das Letras, 2011, p. 292 a 301)

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03. (TCE/GO – 2014 - Analista de Controle Externo - Jurídica –


FCC) As normas de concordância estão plenamente respeitadas em:
a) Cada uma das expressões dos produtos da indústria cultural
reproduzem as pessoas tais como foram estereotipadas pela indústria como
um todo.
b) Na atual era da informática, o uso de computadores pessoais e de
diversos recursos interativos levanta novas questões para a indústria cultural.
c) Com o fim de preencherem todos os sentidos dos trabalhadores de
modo útil ao capital, a cultura teria passado ao domínio da racionalidade
administrativa.
d) A história da indústria cultural, nos países de industrialização recente,
confundem-se com as da própria implantação tardia da indústria.
e) Como sistema mundial, a indústria da cultura não se restringe ao
centro e impõem-se também em nações periféricas.

Nosso jeitinho

Um amigo meu, estrangeiro, já há uns seis anos morando no Brasil,


lembrava-me outro dia qual fora sua principal dificuldade - entre várias - de se
adaptar aos nossos costumes. “Certamente foi lidar com o tal do jeitinho”,
explicou. “Custei a entender que aqui no Brasil nada está perdido, nenhum
impasse é definitivo: sempre haverá como se dar um jeitinho em tudo, desde
fazer o motor do carro velho funcionar com um pedaço de arame até conseguir
que o primo do amigo do chefe da seção regional da Secretaria de Alimentos
convença este último a influenciar o Diretor no despacho de um processo”.
Meu amigo estrangeiro estava, como se vê, reconhecendo a nossa
“informalidade” - que é o nome chique do tal do jeitinho. O sistema - também
batizado pelos sociólogos como o do “favor” - não deixa de ser simpático,
embora esteja longe de ser justo. Os beneficiados nunca reclamam, e os que
jamais foram morrem de inveja e mantêm esperanças. Até o poeta Drummond

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tratou da questão no poema “Explicação”, em que diz a certa altura: “E no fim


dá certo”. Essa conclusão aponta para uma espécie de providencialismo
místico, contrapartida divina do jeitinho: tudo se há de arranjar, porque Deus
é brasileiro. Entre a piada e a seriedade, muita gente segue contando com
nosso modo tão jeitoso de viver.
É possível que os tempos modernos tenham começado a desfavorecer a
solução do jeitinho: a informatização de tudo, a rapidez da mídia, a divulgação
instantânea nas redes sociais, tudo se encaminha para alguma transparência,
que é a inimiga mortal da informalidade. Tudo se documenta, se registra, se
formaliza de algum modo - e o jeitinho passa a ser facilmente desmascarado,
comprometido o seu anonimato e perdendo força aquela simpática
clandestinidade que sempre o protegeu. Mas há ainda muita gente que acha
que nós, os brasileiros, com nossa indiscutível criatividade, daremos um jeito
de contornar esse problema. Meu amigo estrangeiro, por exemplo, não perdeu
a esperança.
(Abelardo Trabulsi, inédito)

04. (TCE-RS – 2014 - Auditor Público Externo - Engenharia Civil –


FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a
concordar com o termo sublinhado na frase:
a) As soluções postas em prática pelo jeitinho brasileiro não (deixar) de
intrigar os estrangeiros, que não entendem tamanha informalidade.
b) Mesmo os brasileiros a quem que não (ocorrer) valer-se do jeitinho
sabem reconhecê-lo como uma prática social até certo ponto legítima.
c) Os avanços da tecnologia, sobretudo os da informática, (conspirar)
contra a prática tradicional do jeitinho brasileiro.
d) Acredita-se que a transparência dos meios de comunicação (tender) a
se converter numa espécie de inimiga mortal da informalidade.
e) Informalidade, sistema de favor, jeitinho, muitas são as denominações
que se (aplicar) a um mesmo fenômeno social.

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo

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Um programa a ser adotado

O PET - Programa de Educação pelo Trabalho - está fazendo dez anos,


que serão comemorados num evento promovido pelo TRF4, que contará com
representantes da Fase - Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio
Grande do Sul.
Há dez anos seria difícil imaginar um interno da Fase em cumprimento de
medida socioeducativa saindo para trabalhar em um tribunal e, no final do dia,
retornar à fundação. Muitos desacreditariam da iniciativa de colocar um
adolescente infrator dentro de um gabinete de desembargador ou da
Presidência de um tribunal. Outros poderiam discriminar esses jovens e
desejá-los longe do ambiente de trabalho.
Todas essas barreiras foram vencidas. Em uma década, o PET do TRF4 se
tornou realidade, quebrou preconceitos, mudou a cultura da própria instituição
e a vida de 154 adolescentes que já passaram pelo projeto. São atendidos
jovens entre 16 e 21 anos, com escolaridade mínima da 4a série do ensino
fundamental. O tribunal enfrenta o desafio de criar, desenvolver e,
principalmente, manter um programa de reinserção social. Os resultados do
trabalho do PET com os menores que cumprem medida socioeducativa na Fase
são considerados muito positivos quando se fala de jovens em situação de
vulnerabilidade social. Durante esses dez anos, 45% dos participantes foram
inseridos no mercado de trabalho e muitos já concluíram o ensino médio; cerca
de 70% reorganizaram suas vidas e conseguiram superar a condição de
envolvimento em atividades ilícitas.
Na prática, os jovens trabalham durante 4 horas nos gabinetes de
desembargadores e nas unidades administrativas do tribunal. Recebem
atendimento multidisciplinar, com acompanhamento jurídico, de psicólogos e
de assistentes sociais.Por meio de parcerias com entidades, já foram
realizados cursosde mecânica, de padaria e de garçom. Destaque a considerar
é o projeto “Virando a página”: oficinas de leitura e produção textual,

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coordenadas por servidores do TRF4 e professores e formandos de faculdades


de Letras.
(Adaptado de: wttp://www2.trf4.jus.br /trf4/controlador.php? acao=
noticia_visualizar&id_noticia=10129)

05. (TRF - 4ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Área Judiciária


– FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se,
obrigatoriamente, em uma forma do plural para preencher de modo adequado
a lacuna da frase:
a) A muitos daqueles que torceram o nariz para as iniciativas do PET não
...... (ocorrer) que tais medidas afirmativas poderiam ser tão eficazes.
b) A um projeto como o “Virando a página” ...... (dever) emprestar todo
o apoio os agentes envolvidos na reabilitação dos menores infratores.
c) A situação de vulnerabilidade social que a tantos jovens ......
(constranger) pode ser plenamente superada por programas como o PET.
d) Aos desafios de criar, desenvolver e sobretudo manter um programa de
reinserção social ...... (corresponder), felizmente, um número expressivo de
conquistas.
e) Durante mais de dez anos só ...... (vir) a crescer a convicção de que as
medidas adotadas pelo PET eram bastante eficazes.

06. (AL-PE – 2014 - Analista Legislativo - Direito Constitucional,


Administrativo e Eleitoral – FCC) Ou me engano, ou isto quis dizer que se
lançam véus sobre certas notícias a pretexto de que, sujeitas a tantas e tão
virulentas críticas, faz mal às pessoas.
Tomando como parâmetro a norma-padrão escrita, comentário adequado
sobre o acima transcrito é: O período
a) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente mais um acento
indicativo da crase, em "à pretexto".
b) está correto em todos os seus aspectos.
c) tem de receber duas correções: "quiz", em lugar de "quis", e "que se
lança", em lugar de "que se lançam.

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d) merece uma única correção: "fazem mal", em lugar de "faz mal".


e) tem de, entre outras, receber obrigatoriamente a alteração de "às
pessoas" para "as pessoas".

Delicadezas colhidas com mão leve

Era sábado e estávamos os dois na redação vazia da revista. Esparramado


na cadeira, Guilherme roía o que lhe restava das unhas, levantava-se, andava
de um lado para outro, folheava um jornal velho, suspirava. Aí me veio com
esta:
- Meu texto é melhor que eu.
A frase me fez rir, devolveu a alegria a meu amigo e poderia render uma
discussão sobre quem era melhor, Guilherme Cunha Pinto ou o texto do
Guilherme Cunha Pinto. Os que foram apenas leitores desse jornalista tão
especial, morto já faz tempo, não teriam problema em escolher as matérias
que ele assinava, que me enchiam de uma inveja benigna.
Inveja, por exemplo, da mão leve com que ele ia buscar e punha em
palavras as coisas mais incorpóreas e delicadas. Não era com ele,
definitivamente, a simplificação grosseira que o jornalismo tantas vezes se
concede, com a desculpa dos espaços e horários curtos, e que acaba fazendo
do mundo algo chapado, previsível, sem graça. Guilherme não aceitava ser um
mero recolhedor de aspas, nas entrevistas, nem sair à rua para ajustar os
fatos a uma pauta. Tinha a capacidade infelizmente rara de se deixar tocar
pelas coisas e pessoas sobre as quais ia escrever, sem ideias prontas nem pé
atrás. Pois gostava de coisas e de pessoas, e permitia que elas o
surpreendessem. Olhava-as com amorosa curiosidade - donde os detalhes que
faziam o singular encanto de suas matérias. O personagem mais batido se
desdobrava em ângulos inéditos quando o repórter era ele. Com suavidade
descia ao fundo da alma de seus entrevistados, sem jamais pendurá-los no
pau de arara do jornalismo inquisitorial. Deu forma a textos memoráveis e

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produziu um título desde então citado e recitado nas redações paulistanas:


“Picasso morreu, se é que Picasso morre”.
(Adaptado de: WERNECK Humberto. Esse inferno vai acabar.
Porto Alegre: Arquipélago, 2001. p.45 e 46)

07. (METRÔ-SP – 2014 - Analista Desenvolvimento Gestão Júnior -


Administração de Empresas – FCC) Na frase Caso os leitores ...... (vir) a
ler o jornal com maior rigor, certamente ...... (poder) perceber os
estereótipos que ...... (predominam) nas reportagens de hoje, as
lacunas serão corretamente preenchidas, na ordem dada, por:
a) vierem - poderiam - predominariam
b) virem - poderão – predominam
c) viessem - poderão – predominassem
d) vierem - podem – predominem
e) viessem - poderiam – predominam

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08. (TRT - 2ª REGIÃO (SP) – 2014 - Analista Judiciário - Área


Administrativa – FCC) O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se
concordando com o elemento sublinhado na frase:
a) As incertezas quanto ao meu próprio futuro não (dever) eximir-me de
ser responsável por minhas decisões.
b) Os desafios que cada um de nós hoje se (obrigar) a enfrentar
fortalecem-nos diante do futuro.
c) Há trabalhos que a gente (executar) sem imaginar o sentido que
ganharão no futuro.
d) Os minutos de que se (necessitar) viver plenamente devem trazer
consigo uma expectativa de futuro.
e) As privações que me (competir) enfrentar não devem desestimular
meus empreendimentos.

Maias usavam sistema de água eficiente e sustentável

Um estudo publicado recentemente mostra que a civilização maia da


América Central tinha um método sustentável de gerenciamento da água. Esse
sistema hidráulico, aperfeiçoado por mais de mil anos, foi pesquisado por uma
equipe norte-americana.
As antigas civilizações têm muito a ensinar para as novas gerações. O
caso do sistema de coleta e armazenamento de água dos maias é um exemplo
disso. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores fizeram uma escavação
arqueológica nas ruínas da antiga cidade de Tikal, na Guatemala.
Durante o estudo, coordenado por Vernon Scarborough, da Universidade
de Cincinnati, em Ohio, e publicado na revista científica PNAS, foram
descobertas a maior represa antiga da área maia, a construção de uma
barragem ensecadeira para fazer a dragagem do maior reservatório de água
em Tikal, a presença de uma antiga nascente ligada ao início da colonização da
região, em torno de 600 a.C., e o uso de filtragem por areia para limpar a
água dos reservatórios.

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No sistema havia também uma estação que desviava a água para diversos
reservatórios. Assim, os maias supriam a necessidade de água da população,
estimada em 80 mil em Tikal, próximo ao ano 700, além das estimativas de
mais cinco milhões de pessoas que viviam na região das planícies maias ao sul.
No final do século IX a área foi abandonada e os motivos que levaram ao
seu colapso ainda são questionados e debatidos pelos pesquisadores. Para
Scarborough é muito difícil dizer o que de fato aconteceu. “Minha visão pessoal
é que o colapso envolveu diferentes fatores que convergiram de tal modo
nessa sociedade altamente bem-sucedida que agiram como uma ‘perfeita
tempestade’. Nenhum fator isolado nessa coleção poderia tê-los derrubado tão
severamente”, disse o pesquisador à Folha de S. Paulo.
Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a ruína dessa
sociedade, uma vez que eles dependiam muito dos reservatórios que eram
preenchidos pela chuva. É provável que a população tenha crescido muito além
da capacidade do ambiente, levando em consideração as limitações
tecnológicas da civilização. “É importante lembrar que os maias não estão
mortos. A população agrícola que permitiu à civilização florescer ainda é muito
viva na América Central”, lembra o pesquisador.
(Adaptado de Revista Dae, 21 de Junho de 2013,
www.revistadae.com.br/novosite/noticias_interna.php?id=8413)

09. (SABESP – 2014 - Analista de Gestão - Administração – FCC) Considerada


a substituição do segmento grifado pelo que está entre parênteses ao final da
transcrição, o verbo que deverá permanecer no singular está em:

a) ... disse o pesquisador à Folha de S. Paulo. (os pesquisadores)


b) Segundo ele, a mudança climática contribuiu para a ruína dessa
sociedade... (as mudanças do clima)
c) No sistema havia também uma estação... (várias estações)
d) ... a civilização maia da América Central tinha um método sustentável
de gerenciamento da água. (os povos que habitavam a América Central)

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e) Um estudo publicado recentemente mostra que a civilização maia...


(Estudos como o que acabou de ser publicado)

10. (SABESP – 2014 – Técnico em Gestão – informática – FCC)


Quanto à concordância verbal, a frase inteiramente correta é:
a) Grande parte dos efeitos da urbanização no século XXI se produz nas
cidades do chamado sul global.
b) O hipercrescimento, dizem os especialistas, caracterizam algumas
cidades no século XXI.
c) Nem sempre existiu cidades tão populosas como as do século XXI.
d) Devem haver muitos contrastes entre as pessoas que vivem nas
cidades e aqueles que moram no campo.
e) Os otimistas, que são a maioria, vê as cidades como arenas de
transformação social.

Menino do mato

Eu queria usar palavras de ave para escrever.


Onde a gente morava era um lugar imensamente e sem nomeação.
Ali a gente brincava de brincar com palavras
tipo assim: Hoje eu vi uma formiga ajoelhada na pedra!
A Mãe que ouvira a brincadeira falou:
Já vem você com suas visões!
Porque formigas nem têm joelhos ajoelháveis
e nem há pedras de sacristias por aqui.
Isso é traquinagem da sua imaginação.
O menino tinha no olhar um silêncio de chão
e na sua voz uma candura de Fontes.
O Pai achava que a gente queria desver o mundo
para encontrar nas palavras novas coisas de ver
assim: eu via a manhã pousada sobre as margens do

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rio do mesmo modo que uma garça aberta na solidão


de uma pedra.
Eram novidades que os meninos criavam com as suas
palavras.
Assim Bernardo emendou nova criação: Eu hoje vi um
sapo com olhar de árvore.
Então era preciso desver o mundo para sair daquele
lugar imensamente e sem lado.
A gente queria encontrar imagens de aves abençoadas
pela inocência.
O que a gente aprendia naquele lugar era só ignorâncias
para a gente bem entender a voz das águas e
dos caracóis.
A gente gostava das palavras quando elas perturbavam
o sentido normal das ideias.
Porque a gente também sabia que só os absurdos
enriquecem a poesia.
(BARROS, Manoel de, Menino do Mato, em Poesia Completa, São Paulo, Leya, 2013, p.
417-8.)

11. (TRF - 3ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Informática –


FCC) Considere as frases abaixo.
I. No verso O que a gente aprendia naquele lugar era só ignorâncias, o
verbo destacado pode ser flexionado no plural, sem prejuízo para a correção e
o sentido original.
II. Em seguida ao termo voz, no verso e na sua voz uma candura de
Fontes, pode-se acrescentar uma vírgula, sem prejuízo para a correção e o
sentido original.
III. Sem que nenhuma outra alteração seja feita, no verso e nem há
pedras de sacristias por aqui, o verbo pode ser substituído por existe,
mantendo-se a correção e o sentido original.

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Está correto o que se afirma APENAS em


a) II e III.
b) I e III.
c) II.
d) III
e) I e II

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12. (TRF - 3ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Oficial de


Justiça Avaliador – FCC) O verbo flexionado no plural que também estaria
corretamente flexionado no singular, sem que nenhuma outra alteração fosse
feita, encontra-se em:
a) Não é à toa que partiram daqui várias manifestações culturais...
b) Sempre me pareceram sem sentido as guerras...
c) São Paulo são muitas cidades em uma.
d) São Paulo não tem símbolos que dêem conta de...
e) .. onde as informações diversas se misturam...

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13. (TRT - 15ª Região – 2013 - Analista Judiciário - Oficial de


Justiça Avaliador – FCC) Leia as frases abaixo.
I. Os problemas advindos da exploração indiscriminada dos recursos
naturais e das práticas predatórias em determinadas culturas; pode em muito
pouco tempo, inviabilizar o uso de terras e a extração desses recursos
naturais.
II. O aquecimento global e o desequilíbrio que provocam, a aparição de
pragas e de catástrofes climáticas passa, com toda certeza pelo desrespeito e

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por más práticas, em relação ao meio ambiente e aos processos adotados em


nossas lavouras e criações.
III. O efeito estufa, potencializado pela queima de combustíveis fósseis,
tem colaborado com o aumento da temperatura no globo terrestre nas últimas
décadas. Pesquisas recentes indicaram que o século XX foi o mais quente dos
últimos 500 anos.

Tanto a concordância quanto a pontuação estão corretas APENAS em


a) II.
b) III.
c) I e III.
d) I e II.
e) II e III.

"Te embalarei com uma canção sentida."

Senta-te aqui ao meu lado, amiga, e te contarei uma história. Faz tempo
que não te conto uma história na beira deste cais. A noite está cheia de
estrelas, são homens valentes que morreram. Senta-te aqui, dá-me tua mão,
vou te contar a história de um homem valente. Vês aquela estrela lá longe,
mais além do navio fundeado, mais além do forte velho, da sombra das ilhas?
Deve ser ele iluminando o céu da Bahia. [...]
Já viste da beira do cais o vento noroeste se despenhar sobre a cidade e o
mar, levar embarcações, desatracar navios, mudar o rumo de transatlânticos,
transformar a cor das águas? É rápido, inquietante, belo, quase irreal. Dura
um instante na medida do tempo. Mas, mesmo depois que o noroeste passa e
volta a calmaria, fica a sua lembrança e é impossível esquecê-lo porque tudo
mudou na face das coisas: é outra a fisionomia do cais e o ar que se respira é
mais puro. Assim, negra, foi Castro Alves. Tinha a força do vento noroeste, o
seu ímpeto, a sua violência. Tinha a sua beleza também. E deixou o ar mais
puro, a sua lembrança imortal.

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Tinha a precocidade desses moleques de rua a quem acaricias a cabeça e


dos quais te contei a história. Começou muito moço e muito moço terminou.
Foi o mais belo espetáculo de juventude e de gênio que os céus da América
presenciaram.
No tempo que andou nestas e noutras ruas, disse tantas e tão belas
coisas, amiga, que sua voz ficou soando para sempre e é cada vez mais alta e
cada vez mais a voz de centenas, de milhares, de milhões de pessoas. É a sua
voz, negra, é a voz do cais inteiro e da cidade lá atrás também. Falou por
todos nós como nenhum de nós falaria. É ainda hoje o maior e o mais moço de
todos nós.
No teatro grande lá de cima ouviste certa vez uma numerosa orquestra.
Lembras-te da hora em que os músicos se juntaram todos num esforço
supremo e produziram com os seus instrumentos e com sua virtuosidade uma
nota mais alta que todas, que todas mais bela, nota que ficou soando na sala
mesmo após a saída dos espectadores? Pois assim foi Castro Alves. Há
momentos no mundo em que todas as forças de uma nação se conjugam e,
como uma nota mais alta que todas, aparece, tranquilo e terrível,
demoniacamente belo, justo e verdadeiro, um gênio. Nasce dos desejos do
povo, das necessidades do povo. Nunca mais morre, imortal como o povo.
Este, cuja história vou te contar, foi amado e amou muitas mulheres.
Vieram brancas, judias e mestiças, tímidas e afoitas, para os seus braços e
para o seu leito. Para uma, no entanto, guardou ele as melhores palavras, as
mais doces, as mais ternas, as mais belas. Essa noiva tem um nome lindo,
negra: liberdade.
Vê no céu, ele brilha, é a mais poderosa das estrelas. Mas o encontrarás
também nas ruas de qualquer cidade, no quarto de qualquer casa. Seja onde
for que haja jovens, corações pulsando pela humanidade, em qualquer desses
corações encontrarás Castro Alves.
Dá-me agora tua mão direita, ouve o ABC do poeta.

Obs.: Ortografia atualizada segundo as normas vigentes.

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(Jorge Amado. ABC de Castro Alves; 14. ed. São Paulo: Martins, 1968. p. 15-17)

14. (TRT - 5ª Região (BA) – 2013 - Analista Judiciário - Serviço


Social – FCC) Ambos os verbos flexionados nos mesmos tempo, modo e
pessoa estão grifados em:
a) No teatro grande lá de cima ouviste certa vez uma numerosa
orquestra. Lembras-te da hora em que os músicos...
b) São homens valentes que morreram.
c) Faz tempo que não te conto uma história na beira deste cais.
d) Vês aquela estrela lá longe... Já viste da beira do cais o vento
noroeste...
e) Vê no céu... ouve o ABC do poeta.

15. (TRF - 3ª REGIÃO – 2014 - Analista Judiciário - Área Judiciária


– FCC) As regras de concordância estão plenamente respeitadas em:
a) O crescimento indiscriminado que se observa na cidade de São Paulo
fazem com que alguns de seus bairros sejam modificados em poucos anos.
b) Devem-se às múltiplas ofertas de lazer e cultura a atração que São
Paulo exerce sobre alguns turistas.
c) Apesar de a cidade de São Paulo exibir belas alamedas arborizadas,
deveriam haver mais áreas verdes na cidade.
d) O ruído dos carros, que entram pelas janelas dos apartamentos,
perturbam boa parte dos paulistanos.
e) Na maioria dos bairros de São Paulo, encontram-se referências
culinárias provenientes de diversas partes do planeta.

16. (TRT-11ª Região – 2012 - Analista Judiciário – Administrativa –


FCC) As normas de concordância verbal encontram-se plenamente observadas
em:

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(A) A utilidade dos dicionários, mormente quando se trata de palavras


polissêmicas, manifestam-se nas argumentações ideológicas.
(B) Não se notam, entre os preconceituosos, qualquer disposição para
discutir o sentido de um juízo e as consequências de sua difusão.
(C) Não convém aos injustiçados reclamar por igualdade de tratamento
quando esta pode levá-los a permanecer na situação de desigualdade.
(D) Como discernimento e preconceito são duas acepções de
discriminação, hão que se esclarecer o sentido pretendido.
(E) Uma das maneiras mais odiosas de refutar os argumentos de alguém
surgem na utilização de preconceitos já cristalizados.

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17. (TRT – 16ª REGIÃO – 2014 – Analista Judiciário – FCC) Há, além
disso, uma dificuldade relativa à ciência. Algumas das terapias disponíveis já
têm quatro ou cinco décadas de existência. Investimentos em pesquisa
poderiam levar a estratégias de prevenção e cura mais efetivas. Como essas
doenças não são rentáveis, porém, os grandes laboratórios raras vezes se
interessam por esse nicho.

Considerado o trecho acima, é adequado o seguinte comentário:


a) A supressão da vírgula após a palavra Há preserva a correção da frase.
b) A correlação entre as formas verbais Há e poderiam levar evidencia a
relação estabelecida entre o que efetivamente existe e a hipótese considerada
bastante improvável.
c) Formulação alternativa ao uso de têm está correta assim - "existe a".
d) A expressão mais efetivas, em virtude do segmento que caracteriza,
pode ser deslocada para depois da palavra estratégias, sem prejudicar o
sentido original.
e) No contexto, o emprego de já contribui para a construção da ideia de
que certas terapias têm longevidade que comprova sua eficiência. – ERRADA.

18. (AL/RN – 2013 – Analista Legislativo – FCC) O uso correto da


concordância nominal e verbal está em:
a) A surpresa é os prêmios e era preciso a coragem para descartar as
grandes emoção e as lágrimas.
b) Os falsos poetas perceberam que haviam muitas estruturas poéticas
que ainda desconheciam.
c) Aos poetas, foi-lhe penoso participar daquelas concentrações monstros
na frente da academia.
d) As artistas com seus trajes amarelo-laranja, haviam horas que
aguardavam para se apresentarem.
e) Eu mesma, na qualidade de defensora do meu cargo de programador,
busco criatividade.

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Duas sociedades

Na formação histórica dos Estados Unidos, houve desde


cedo uma presença constritora da lei, religiosa e civil, que
plasmou os grupos e os indivíduos, delimitando os comportamentos
graças à força punitiva do castigo exterior e do sentimento interior do pecado.
Esse endurecimento do grupo e do indivíduo confere a ambos grande
força de identidade e resistência, mas desumaniza as relações com os outros,
sobretudo os indivíduos de outros grupos, que não pertençam à mesma lei e,
portanto, podem ser manipulados ao bel-prazer. A alienação torna-se ao
mesmo tempo marca de reprovação e castigo do réprobo; o duro modelo
bíblico do povo eleito, justificando a sua brutalidade com os não eleitos, os
outros, reaparece nessas comunidades de leitores cotidianos da Bíblia. Ordem
e liberdade - isto é, policiamentos internos e externos, direito de arbítrio e de
ação violenta sobre o estranho - são formulações desse estado de coisas.
No Brasil, nunca os grupos ou os indivíduos encontraram efetivamente
tais formas; nunca tiveram a obsessão da ordem senão como princípio
abstrato, nem da liberdade senão como capricho. As formas espontâneas de
sociabilidade atuaram com maior desafogo e por isso abrandaram os choques
entre a norma e a conduta, tornando menos dramáticos os conflitos de
consciência.
As duas situações diversas se ligam ao mecanismo das respectivas
sociedades: uma que, sob alegação de enganadora fraternidade, visava a criar
e manter um grupo idealmente monorracial e monorreligioso; outra que
incorpora de fato o pluralismo étnico e depois religioso à sua natureza mais
íntima.
Não querendo constituir um grupo homogêneo e, em consequência, não
precisando defendê-lo asperamente, a sociedade brasileira se abriu com maior

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largueza à penetração de grupos dominados ou estranhos. E ganhou em


flexibilidade o que perdeu em inteireza e coerência.
(Adaptado de Antonio Candido, Dialética da malandragem)

19. (TCM/PA – 2010 – Técnico de Controle Externo – FCC) As


normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
a) Vejam-se que os intentos de formação de uma sociedade monorracial
redundam em sentimento de intolerância com a diversidade étnica.
b) Devem-se à rigidez da formação histórica dos Estados Unidos os
conflitos dramáticos de consciência dos indivíduos.
c) Nos Estados Unidos, conferem-se aos grupos e aos indivíduos o
intolerável arbítrio das discriminações sociais.
d) Corresponde ao duro modelo bíblico do povo eleito as brutalidades com
que são tratados os estranhos.
e) Não se permitem juízos e comportamentos mais flexíveis quem se
formou na mais rigorosa ordem legal e religiosa.

Texto I

Este caderno de Jorge de Lima bem que se poderia chamar "as


impressões dum homem que esteve no cárcere". E são estes poemas mesmo
um canto comovido à terra de que ele esteve segregado. E há neles qualquer
coisa das surpresas e dos espantos que sofre um homem que tudo via em
névoa, ao sair de uma operação de catarata. As cores como que vivem com
outra intensidade.
Tudo isso nos versos de Jorge de Lima está contado com muita força e
comoção. Da boa e legítima comoção que é a que vem da simplicidade, que é
a que sai das fontes mais preciosas do coração. [...]
É vinda de dentro da terra, da vida sentimental do Nordeste, a maior
parte dos poemas desse caderno. Quem os escreveu fez como um desterrado
que a saudade conduziu ao retorno. E que voltasse com todos os sentidos

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atacados de fome. E se encontra o Nordeste por toda a parte em seus poemas.


[...] É ainda no caráter puramente regionalista de sua poesia que se distingue
o Sr. Jorge de Lima. Porque o seu regionalismo não é um limite à sua emoção
e não tem por outra parte o caráter de partido político daquele que rapazes de
S. Paulo oferecem ao país com as insistências de anúncios de remédio. O
regionalismo do jovem poeta nordestino é a sua emoção mais que a sua
ideologia. O Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma
imposição doutrinária, vem como a expressão lírica de um nordestino evocar a
sua terra.
(Nota preliminar a Poemas escolhidos. REGO, José Lins do. in: LIMA, Jorge de. Poesias
completas. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1974, vol. I, p. 140-142)

20. (TRT – 19 REGIÃO – 2014 – Técnico Judiciário – FCC) O


Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma imposição
doutrinária... (Texto I, 3º parágrafo)
Nos segmentos transcritos do Texto I, o verbo flexionado nos mesmos
tempo e modo em que se encontra o grifado acima está em:
a) ... fez como um desterrado...
b) ... "as impressões dum homem que esteve no cárcere".
c) ... que tudo via em névoa...
d) ... a que sai das fontes mais preciosas do coração.
e) E que voltasse com todos os sentidos atacados de fome.

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Teoria e Questões Comentadas
Profª Rafaela Freitas Aula 04

1) E 11) E
2) B 12) C
3) B 13) B
4) D 14) E
5) B 15) E
6) D 16) C
7) E 17) D
8) A 18) E
9) C 19) B
10) A 20) D

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