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Livro Eletrônico

Aula 00

Legislação Tributária p/ SEFAZ-MT (Agente de Tributos Estaduais) - 2018

Professor: Eduardo Da Rocha

00000000000 - DEMO
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL P/ SEFAZ‐MT 
    TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS 
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AULA 00 - DEMONSTRATIVA

SUMçRIO PçGINA
1. Apresenta•‹o 02
2. Cronograma e Conteœdo program‡tico 07
3. Introdu•‹o ao ICMS 09
4. O ICMS na Constitui•‹o Federal 12
4.1. Do Regime de Compensa•‹o 16
4.2. Das Al’quotas 23
4.3. Da incid•ncia 32
4.4. Da n‹o incid•ncia 38
4.5. ICMS x IPI 48
4.6. Reserva de Lei Complementar 51
4.7. Incid•ncia restrita 56
4.8. Tributa•‹o dos combust’veis e lubrificantes 57
5. Reparti•‹o de Receita Tribut‡ria 65
6. EC 87/2015 68
7. Bateria de quest›es 81
8. Lista de quest›es 116
9. Gabarito 140
10. Bibliografia 141

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1. APRESENTA‚ÌO

Ol‡ futuro(a) Fiscal de Tributos Estaduais (FTE) / Agente de Tributos


Estaduais do Estado de Mato Gross! Seja bem-vindo(a) a este curso de
legisla•‹o tribut‡ria estadual focado na sua prepara•‹o para o pr—ximo
certame da SEFAZ-MT. Vamos enfrentar juntos todos os temas do œltimo
certame realizado em 2008 pela UNEMAT, as principais pegadinhas e a
tend•ncia das principais bancas.
Quanto ao andamento do concurso posso afirmar que foi feito um
levantamento interno pelos gestores de cada ‡rea e apurada a necessidade
de pessoal bem como a vac‰ncia, que Ž dom’nio pœblico. Repare o extrato
do D.O.E abaixo:

Ou seja, oficialmente existem cerca de 309 cargos vagos para o


Grupo TAF.
Baseado nisso, existe um processo de pedido para realiza•‹o de
concursos para os 2 cargos: algo em torno de 200 vagas (100 + 100). O
processo andou bastante nos œltimos meses (numero 47088/2016).

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Comece o quanto antes o seu estudo! A remunera•‹o inicial em MT para
o Fiscal Ž de R$ 19.745,73!
Para enfrentarmos a legisla•‹o e ficarmos afiados, compus o curso
completo em PDF, formado por 14 aulas em que s‹o explicados todos os
pontos te—ricos do edital alŽm de apresentar um leque de quest›es
resolvidas, sempre priorizando as quest›es mais tradicionais e mais
recentes. AlŽm disso, estarei dispon’vel no f—rum de dœvidas, onde voc•
pode entrar em contato quando julgar necess‡rio.
O curso foi feito para que voc• n‹o precise de mais nada para ir bem
em legisla•‹o! N‹o ser‡ necess‡rio adquirir livros, outras apostilas ou
qualquer outro material.
Mas eu nunca estudei legisla•‹o tribut‡ria! Esse curso tambŽm serve
pra mim? Claro! O curso serve tanto para os iniciantes quanto para quem
j‡ tem uma no•‹o de legisla•‹o. ƒ plenamente poss’vel que, mesmo sem
ter estudado este conteœdo anteriormente, voc• consiga um —timo
desempenho na sua prova.
Bom, pessoal, antes de adentrarmos no estudo propriamente dito,
permita-me fazer uma breve apresenta•‹o.

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Eduardo da Rocha

Meu nome Ž Eduardo da Rocha, mais conhecido como ÒDa RochaÓ.


Sou professor, Monitor e Coach do EstratŽgia Concursos e Auditor
Fiscal do Tesouro Estadual de Pernambuco formado em Ci•ncias
Navais/Administra•‹o pela Escola Naval-RJ e p—s-graduando em
Direito Tribut‡rio pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tribut‡rios-
IBET.
Minha vida no mundo dos concursos come•ou bem cedo. Aos 14 anos
decidi que gostaria de seguir a carreira militar e, por isso, resolvi me
inscrever no concurso para o ColŽgio Naval, institui•‹o de ensino mŽdio da
Marinha do Brasil localizada em Angra dos Reis-RJ. Naquela Žpoca eu me
considerava um bom aluno pois sempre conseguia notas excelentes na
escola. Por isso, achava que eu n‹o precisava estudar para tal concurso;
ledo engano. Me f#$%@ na prova. Sa’ com a cabe•a t‹o embaralhada que
me achei o mais burro de todo o universo. Mas, por incr’vel que pare•a,
isso me fez bem. Dediquei todo o ano de 1999 a estudar feito louco e
consegui a aprova•‹o. Come•ava ent‹o minha carreira no servi•o pœblico
federal.
Ap—s terminar o ColŽgio Naval, ingressei na Escola Naval, onde me
formei no ano de 2006. Ocorre que percebi que aquela profiss‹o n‹o me
faria feliz pois n‹o me atendia nem financeiramente e nem
profissionalmente.
Decidi ent‹o estudar para concursos pœblicos muito por influ•ncia do
meu irm‹o. Veio ent‹o a Žpoca de concurseiro maluco (rs). Eu estudava
ter•a e parava na quarta pois precisava ver o jogo do Meng‹o e tomar uma
cerveja. Quinta era vŽspera de sexta e por isso preferia ler algo por meia

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horinha (rs). Sexta era sexta, s‡bado era s‡bado e domingo era domingo.
Resumindo: fim de semana eu tambŽm n‹o estudava. Na segunda n‹o se
estuda nŽ gente? Parece loucura mas esse era meu pensamento (rs).
Mesmo nesse ritmo, parei de estudar por umas 10000 vezes.
Saiu ent‹o o concurso do ICMS-RJ em 2013, se n‹o me engano. Eu
estava sabendo ÒtantoÓ que fui no caminho da prova estudando matem‡tica
financeira, matŽria essa que s— ca’a no outro dia na P2 (kkkkk) e
obviamente me lasquei.
Pouco tempo depois, minha esposa conversou comigo e abriu minha
mente: ou eu estudava direito ou ent‹o largava de vez meu sonho de ser
auditor. As palavras dela mexeram com o meu eu. Por dentro eu sabia que
era capaz e queria conquistar o meu sonho. Foi a’ que come•ou a minha
apneia. Vegetei por meses para o ICMS-RJ que estava por vir porŽm no
meio do caminho surgiu o ICMS-PE. Nem pensei duas vezes. Nordest‹o?
To dentro! No total foram 7,5 meses entre a decis‹o de estudar sŽrio e as
provas nos dias 28 e 29 de setembro (data do meu anivers‡rio). Gra•as ao
papai do cŽu, consegui ser aprovado em 2¼ Lugar e hoje c‡ estou
aproveitando esse lugar fant‡stico que Ž o nosso Nordeste.
Nessa breve apresenta•‹o gostaria de deixar uma mensagem para
voc•: Nunca desista dos seus sonhos! Nunca! Nunca! N‹o importa o
qu‹o dif’cil ser‡ chegar ao seu objetivo. Se voc• quiser, voc• chegar‡.
Cheguei a estudar com meu filho no colo, estudei de pŽ, j‡ estudei andando
na rua... Foi sofrido mas valeu muito a pena! Se voc• quiser, a sua hora
chegar‡!
Agora vamos falar do nosso material? Fiz essas aulas com muito
carinho e paci•ncia. Demorei meses debru•ado sobre os livros e o
computador para oferecer o melhor material de Legisla•‹o Tribut‡ria! Voc•
ver‡ que o curso abusa de cores, esquemas, tabelas, exerc’cios e
exemplos. Considero nessa matŽria os exemplos e os exerc’cios como
essenciais para que voc• grave a infinidade de conteœdo que trarei. Tudo
isso tem por objetivo facilitar o entendimento por parte de voc•s. Trarei o

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curso de maneira mais objetiva poss’vel sem deixar passar nada. Duvido
que voc• encontre algo na sua prova que eu n‹o tenha falado aqui!
Como trata-se de um curso em PDF e o foco n‹o Ž portugu•s,
utilizarei a linguagem mais informal poss’vel para facilitar seu
entendimento. Esse neg—cio de falar bonito e rebuscado n‹o Ž comigo. Meu
objetivo Ž fazer voc• acertar onde deve rabiscar o X na prova de legisla•‹o.
N‹o deixem de me procurar para poss’veis dœvidas, sugest›es e
cr’ticas. S‹o elas que me elevar‹o tanto pessoalmente como
profissionalmente. Contem comigo! Estarei ˆ disposi•‹o sempre pelo f—rum
ou pelo meu email: eduardodarocha00@gmail.com. Se preferir, pode me
contactar via redes sociais tambŽm:

Instagram: @ProfEduardodaRocha

Facebook: /ProfEduardodarocha

YouTube: Professor e Coach Eduardo da Rocha

Forte abra•o a todos!

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2. CRONOGRAMA E CONTEòDO PROGRAMçTICO

Para fecharmos todo o conteœdo exigido referente ˆ legisla•‹o


iniciaremos pelos dispositivos constitucionais acerca do ICMS passando
pelas leis complementares, lei do IPVA e lei do ITCMD e demais leis
ordin‡rias e Decretos exigidos. Assim, neste curso estudaremos os
seguintes dispositivos:

1.! Aspectos Constitucionais relativos ao ICMS (CF/88)


2.! Leis Complementares
a.! LC 24/75
b.! LC 116/03
c.! LC 87/96 (Lei Kandir)
3.! Lei n¼ 4.547/82 (C—digo Tribut‡rio Estadual - TAXAS)
4.! Lei n¼ 7.098/98 (ICMS)
5.! Lei n¼ 7.850/02 (ITCD)
6.! Lei n¼ 7.301/00 (IPVA)
7.! Lei n¼ 8.797/08 (PAT)

Para gabaritarmos a nossa prova seguirei o cronograma de aulas


abaixo. Inicialmente publicarei as 5 primeiras aulas (00 a 04) e assim que
a autoriza•‹o do concurso sair ser‹o lan•adas as demais aulas. Por
enquanto utilize esse tempo para solidificar o conhecimento das primeiras
aulas: elas s‹o de vital import‰ncia para o prosseguimento do curso.

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AULA TEMA

00 ICMS - Previs›es Constitucionais e Lei Complementar 116/03


01 Lei Complementar 24/75 (CONFAZ)
02 Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) Parte I
03 Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) Parte II
04 Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) Parte III
05 Lei 7.098/98 (ICMS) Parte I
06 Lei 7.098/98 (ICMS) Parte II
07 Lei 7.098/98 (ICMS) Parte III
08 Lei 7.098/98 (ICMS) Parte IV
09 Lei 7.301/00 (IPVA)
10 Lei 7.850/02 (ITCD)
11 Taxas na Lei 4.547/82
12 Lei 8.797/08 (PAT) Parte I
13 Lei 8.797/08 (PAT) Parte II

ÒOs obst‡culos s‹o aquelas coisas terr’veis que voc• v• quando

desvia os olhos do seu objetivo.Ó (Henry Ford).

Acredito no seu sonho! Sua vit—ria ser‡ minha vit—ria! Lute! Tenha
foco!

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3. INTRODU‚ÌO AO ICMS

Comp›em o arcabou•o tribut‡rio de qualquer Estado-membro, os


seguintes impostos: ICMS, IPVA e ITCD, segundo reza a Constitui•‹o
Federal de 1988.

ICMS

Impostos 
ITCD
Estaduais

IPVA

O ICMS (Imposto sobre opera•›es relativas ˆ circula•‹o de


mercadorias e sobre presta•‹o de servi•os de transporte
interestadual e intermunicipal), imposto de maior arrecada•‹o no Pa’s,
foi previsto pela Constitui•‹o de 1988 como de compet•ncia dos
Estados/DF e tem como principal caracter’stica a n‹o-cumulatividade,
que veremos durante o curso. Possui como critŽrio opcional o de
seletividade de al’quotas em fun•‹o da essencialidade da
mercadoria e Ž regulado pela Constitui•‹o Federal, pela lei 87/96 (lei
Kandir, que define as normas gerais), pelas leis ordin‡rias dos Estados/DF
e pelos Decretos que regulamentam o ICMS.  

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Existem diversas classifica•›es para os impostos, que s‹o vistas de
maneira mais pormenorizada no Direito Tribut‡rio. Vamos conhecer
algumas caracter’sticas espec’ficas do ICMS?
! Indireto Ð Pois o contribuinte de fato (quem suporta o ™nus
do tributo) Ž diferente do contribuinte de direito (que faz o recolhimento),
que apenas repassa sua carga ao consumidor final. Assim, quando voc• vai
comprar um p‹o na padaria o pre•o do ICMS j‡ est‡ embutido. Ser‡ voc•
que efetivamente desembolsar‡ o valor do tributo, ainda que o contribuinte
(quem vai entregar o dinheiro ao Estado) seja a padaria.
! Regressivo Ð Afeta proporcionalmente mais as classes de mais
baixa renda pelo fato da al’quota ser a mesma, por produto, independente
de quem paga. Assim, tanto voc• quanto o Neymar se forem comprar feij‹o
v‹o pagar a mesma quantia de ICMS. Supondo que voc• ganhe R$ 10.000
e ele R$ 3.000.000 por m•s pergunto: proporcionalmente quem pagou
mais? Voc•, pois R$ 5 na sua renda representa muito mais que R$ 5 na
renda dele.
! N‹o-cumulativo Ð Ž apurado atravŽs do regime de
compensa•‹o, levando se em conta apenas o valor que foi agregado ˆ
mercadoria, podendo ser chamado tambŽm de multif‡sico pelo fato de
incidir em cada uma das etapas da circula•‹o, evitando o Òefeito-cascataÓ.
ƒ o que chamamos de uma espŽcie de IVA (Imposto sobre o Valor
Adicionado).
! Real Ð sua incid•ncia Ž sobre ÒcoisasÓ, sobre fatos econ™micos,
independente das pessoas envolvidas. Isso quer dizer que n‹o importa se
Ž voc• ou o Neymar que est‡ comprando presunto e queijo na padaria. Sua
caracter’stica pessoal n‹o importa: voc• e ele pagar‹o ICMS sob a mesma
al’quota pois o imposto Ž real, sobre a ÒcoisaÓ, e n‹o sobre a ÒpessoaÓ.
! Al’quotas: Ad valorem ou proporcional Ð seu montante Ž
calculado atravŽs de um percentual (al’quota) sobre o valor da mercadoria
ou do bem (base de c‡lculo), a partir da ocorr•ncia do fato gerador.

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! N‹o progressivo Ð N‹o h‡ varia•‹o da al’quota em fun•‹o do
montante a ser tributado, ou seja, da base de c‡lculo (a al’quota Ž sempre
a mesma, independentemente de quanto Ž a base de c‡lculo). ƒ o oposto
do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa F’sica), por exemplo, que possui
diferentes al’quotas para cada faixa de base de c‡lculo.
! Forma de Lan•amento Ð A regra geral Ž que o ICMS seja
lan•ado por homologa•‹o, entretanto nada impede que o mesmo seja
lan•ado de of’cio por iniciativa do Fisco, em virtude de algumas
particularidades da legisla•‹o (infra•‹o ou atŽ mesmo complementa•‹o do
que foi declarado a menor pelo sujeito passivo). O lan•amento por
homologa•‹o Ž aquele em que o contribuinte faz todo o Òlan•amentoÓ e o
Fisco apenas homologa, ratifica, o que o contribuinte declarou e pagou. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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4. O ICMS NA CONSTITUI‚ÌO FEDERAL

AlŽm das disposi•›es espec’ficas de cada Estado, se faz necess‡rio


conhecer os comandos gerais expostos na Constitui•‹o Federal acerca
deste imposto. A base constitucional do ICMS Ž o artigo 155, sendo regras
fundamentais para o bom entendimento do funcionamento do ICMS em
todo o territ—rio nacional, alŽm de ser um dos assuntos mais cobrados pelas
bancas examinadoras nas provas de concurso pœblico para o Fisco.
Ent‹o vejamos o que nos diz a CF/88:

Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir


impostos sobre:
II - opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre
presta•›es de servi•os de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunica•‹o, ainda que as opera•›es e as
presta•›es se iniciem no exterior;

Circulação de Inclusive energia 
mercadoria elétrica

Interestadual
Prestação de 
Fato Gerador   Serviço de 
ICMS Transporte
Intermunicipal

Serviço de 
Oneroso
Comunicação

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O inciso II do art. 155 delimita claramente o campo de incid•ncia do
ICMS: ele incide sobre a circula•‹o de mercadorias, "fretes" interestaduais
e intermunicipais e presta•‹o de servi•os de comunica•‹o, ainda que se
iniciem no exterior.
Repare que nossa CF ressaltou a express‹o Òainda que as
opera•›es e as presta•›es se iniciem no exteriorÓ. Assim, caso voc•
receba uma chamada a cobrar iniciada em Munique-ALE, estar‡ sujeito ao
pagamento do ICMS.

O examinador adora essa pegadinha:

O ICMS n‹o incide sobre o transporte internacional nem sobre o


transporte intramunicipal.

Outra li•‹o que devemos ter em mente Ž que a compet•ncia para


institui•‹o, fiscaliza•‹o e arrecada•‹o do ICMS Ž dos Estados e do DF,
principalmente no que diz respeito a legislar sobre as disposi•›es relativas
ao imposto. Entretanto precisamos saber que existe uma peculiaridade
nessa regra: caso existam Territ—rios Federais os impostos estaduais ficam
sob compet•ncia da Uni‹o. Assim, pode haver cobran•a de ICMS pela Uni‹o
sempre que existirem Territ—rios Federais! Vejamos:

Art. 147. Competem ˆ Uni‹o, em Territ—rio Federal, os impostos


estaduais e, se o Territ—rio n‹o for dividido em Munic’pios,
cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os
impostos municipais.

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Como prometido no in’cio desta aula demonstrativa, abusarei de
exemplos para que voc• possa solidificar o conhecimento. Vamos a alguns?

Exemplo 1) Se voc• mora na Cidade do Rio de Janeiro e contrata uma


transportadora para levar sua mudan•a do bairro de Botafogo para o bairro
do Flamengo, n‹o incidir‡ ICMS nessa opera•‹o pois ocorreu dentro do
mesmo munic’pio (intramunicipal).

Exemplo 2) Empresa presta servi•o de transporte de S‹o Paulo-SP atŽ o


Rio de Janeiro-RJ. Incide ICMS por se tratar de presta•‹o de servi•o de
transporte interestadual.

Exemplo 3) Empresa presta servi•o de transporte entre os bairros de


Pitimbu e Ponta Negra, ambos em Natal/RN. N‹o incide ICMS por ser uma
presta•‹o de servi•o de transporte intramunicipal.

Exemplo 4) Empresa vende 50 sacos de cimento para consumidor final.


Incide ICMS pois trata-se de circula•‹o de mercadoria.

Exemplo 5) Empresa presta servi•o de transporte de passageiros de Belo


Horizonte-MG a Montevideo-Uruguai. N‹o incide ICMS por se tratar de
transporte internacional (exporta•‹o Ð imunidade, veremos mais
detalhadamente ˆ frente).

Exemplo 6) Empresa de telefonia contrata presta•‹o de servi•os de


comunica•‹o de Munique-Alemanha. ƒ caso de importa•‹o de servi•os e
por isso incide ICMS sobre servi•o de comunica•›es ainda que tenha
iniciado no exterior.

Exemplo 7) F‡brica de cotonetes no Piau’ vende para revendedor


localizado em Santa Catarina. Incide ICMS sobre a circula•‹o de
mercadorias.

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E como isso pode cair em prova?

01. (InŽdita) Pode(m) instituir o ICMS:

a) Apenas os Estados.
b) Os Estados, DF e a Uni‹o, nos territ—rios.

c) Apenas os Estados e o Distrito Federal.


d) Os Estados, DF, Uni‹o e os Munic’pios, nos territ—rios.

e) Apenas a Uni‹o.
Nos termos do artigo 155, II da CF/88, a compet•ncia para instituir o ICMS
pertence aos Estados-membros e ao DF, atravŽs de lei ordin‡ria. Entretanto
o artigo 147 da CF/88 d‡ a possibilidade da Uni‹o instituir o ICMS tambŽm
nos Territ—rios Federais. Veja:

Art. 147. Competem ˆ Uni‹o, em Territ—rio Federal, os impostos


estaduais e, se o Territ—rio n‹o for dividido em Munic’pios,
cumulativamente, os impostos municipais; ao Distrito Federal cabem os
impostos municipais.

Gabarito: Letra B.

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4.1. DO REGIME DE COMPENSA‚ÌO

De acordo com a CF/88 em seu artigo 155, ¤ 2¼:

¤ 2¼ O imposto previsto no inciso II (ICMS) atender‡ ao seguinte:


I - ser‡ n‹o-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada
opera•‹o relativa ˆ circula•‹o de mercadorias ou presta•‹o de servi•os
com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro
Estado ou pelo Distrito Federal;

Considero esse par‡grafo como a pedra fundamental do ICMS. ƒ nele


que o legislador afirma a garantia constitucional da n‹o-cumulatividade,
onde, na apura•‹o do ICMS devido, deve-se compensar o montante
cobrado nas opera•›es ou presta•›es anteriores, ainda que iniciadas em
unidade federada diversa do adquirente.
Quando o estabelecimento compra uma mercadoria, a empresa tem
direito ao crŽdito do ICMS (ICMS a recuperar), e quando a mercadoria Ž
vendida a empresa tem um dŽbito de ICMS (ICMS a pagar). Esse dŽbito e
esse crŽdito s‹o compensados, gerando-se o valor real a ser recolhido aos
cofres pœblicos. Assim, se a empresa apurou um dŽbito de ICMS de R$ 100
e um crŽdito de R$ 20, dever‡ recolher aos cofres pœblicos efetivamente
R$ 80 (R$ 100 Ð R$ 80).
Ressalto que o direito ao crŽdito referente ˆs opera•›es anteriores
de aquisi•‹o dos produtos est‡ vinculado a algumas obriga•›es
acess—rias, como, por exemplo, a regular escritura•‹o destes crŽditos pelo
contribuinte.
Parece um pouco complicado mas n‹o Ž! Vamos a um exemplo:
(Supondo uma al’quota de ICMS de 10% em ambas as opera•›es)

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Exemplo 8)

ICMS devido pela f‡brica na venda por R$ 1.000:

ICMS = R$ 1.000 x 10% = R$ 100. Ou seja, a f‡brica tem um ICMS a


Pagar de R$ 100.

ICMS da venda por R$ 1.300 pela primeira loja:

ICMS = R$ 1.300 x 10% = R$ 130. Ou seja, a primeira loja tem um dŽbito


de R$ 130. Entretanto, pelo princ’pio da n‹o-cumulatividade, ela pode se
creditar de R$ 100 da opera•‹o anterior. Sendo assim:
ICMS a recolher = R$ 130 Ð R$ 100 = R$ 30.

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ICMS da venda por R$ 1.700 pela segunda loja ao consumidor final:

ICMS = R$ 1.700 x 10% = 170. Ou seja, a segunda loja tem um dŽbito de


R$ 170. Entretanto, pelo princ’pio da n‹o-cumulatividade, ela pode se
creditar de R$ 130 da opera•‹o anterior. Sendo assim:
ICMS a recolher = R$ 170 Ð R$ 130 = R$ 40.

Visto este exemplo Ž necess‡rio conhecer que existem exce•›es ˆ


n‹o-cumulatividade: s‹o os casos em que a n‹o-cumulatividade n‹o Ž
observada. Vejamos (CF, Art. 155, 2¼, II):

¤ 2¼ O imposto previsto no inciso II (ICMS) atender‡ ao seguinte:


II - a isen•‹o ou n‹o-incid•ncia, salvo determina•‹o em contr‡rio
da legisla•‹o:
a) n‹o implicar‡ crŽdito para compensa•‹o com o montante devido
nas opera•›es ou presta•›es seguintes;

Se o contribuinte adquirir mercadorias ou servi•os que n‹o sejam


tributados, seja por serem isentos, seja por n‹o-incid•ncia, n‹o h‡ que se
falar em crŽdito para abater do montante devido pois n‹o houve dŽbitos
anteriores a compensar, mesmo que seja devido o imposto pela sa’da
subsequente.

¤ 2¼ O imposto previsto no inciso II (ICMS) atender‡ ao seguinte:


II - a isen•‹o ou n‹o-incid•ncia, salvo determina•‹o em contr‡rio
da legisla•‹o:
b) acarretar‡ a anula•‹o do crŽdito relativo ˆs opera•›es anteriores;

No mesmo sentido do dispositivo anterior, se a opera•‹o subsequente


n‹o for tributada (isen•‹o, imunidade ou n‹o-incid•ncia), isto Ž, se n‹o
houver cobran•a de imposto na opera•‹o seguinte, o crŽdito que possa
existir de opera•›es anteriores s‹o anulados j‡ que n‹o existe raz‹o para

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compensar, exceto nos casos expressos em que a legisla•‹o estadual
permitir que haja o creditamento tal como as exporta•›es.
Veja os exemplos abaixo:

Exemplo 9) Imagine que uma f‡brica produza sapatos e venda por R$ 100
para uma loja com o benef’cio da isen•‹o e posteriormente essa loja venda
para um consumidor final por R$ 150. Acompanhe o esquema abaixo e
repare que a loja n‹o poder‡ se creditar do ICMS da opera•‹o anterior pois
foi uma opera•‹o isenta. Obs: al’quota hipotŽtica de 10%.

Exemplo 10) Agora suponha que uma f‡brica produza sapatos e venda
por R$ 100,00 para uma loja. Essa loja vende, com o benef’cio da isen•‹o,
para um consumidor final por R$ 150,00. Acompanhe o esquema abaixo e
repare que a Loja, que inicialmente se creditou do ICMS da opera•‹o
anterior, dever‡ anular esse crŽdito pois vendeu com isen•‹o. Obs: al’quota
hipotŽtica de 10%.

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Gostaria que voc• atentasse para o Òsalvo determina•‹o em


contr‡rio da legisla•‹oÓ. A regra Ž Òn‹o implicar crŽdito e acarretar a
anula•‹oÓ porŽm caso exista lei que permita, a isen•‹o pode implicar em
crŽdito para compensa•‹o e pode permitir a manuten•‹o do crŽdito.

02. (SEFAZ-GO/1998) O direito do contribuinte de utilizar o crŽdito


decorrente das opera•›es ou presta•›es anteriores extingue-se
em:
a) dois anos, a contar da realiza•‹o, pelo contribuinte, do fato
gerador do ICMS.
b) dois anos, a contar da data de emiss‹o, em favor do contribuinte
em quest‹o, do documento relativo ˆ opera•‹o ou presta•‹o a ser
compensada.
c) cinco anos, a contar da data da opera•‹o ou presta•‹o realizada
pelo contribuinte em quest‹o.
d) cinco anos, a contar da data da escritura•‹o cont‡bil, pelo
contribuinte em quest‹o, da opera•‹o ou presta•‹o a ser
compensada.
e) cinco anos, a contar da data de emiss‹o, em favor do contribuinte
em quest‹o, do documento relativo ˆ opera•‹o ou presta•‹o a ser
compensada.

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Quest‹o que envolve um certo conhecimento do direito tribut‡rio. Sabemos
que o prazo decadencial para o contribuinte utilizar seu direito de utiliza•‹o
do crŽdito Ž de 5 anos contados a partir da data da emiss‹o da Nota
Fiscal. N‹o se preocupe pois essa quest‹o foi apenas introdut—ria. Veremos
isso detalhadamente na nossa legisla•‹o mais a frente.
Gabarito: Letra E.

03. (InŽdita) N‹o enseja direito ao crŽdito do ICMS a entrada de


mercadoria ou utiliza•‹o de servi•o, EXCETO:
a) resultante de opera•‹o ou presta•‹o isenta ou n‹o tributada.
b) tributada cuja sa’da somente se dar‡ com isen•‹o.
c) que se refira a mercadoria ou servi•o alheios ˆ atividade do
estabelecimento.
d) resultante de opera•‹o ou presta•‹o isenta ou n‹o tributada,
quando a sa’da se der para o exterior.
e) quando de sua entrada tributada, n‹o se conhecer a situa•‹o
tribut‡ria de sa’da.
Pessoal, se uma empresa der entrada em uma opera•‹o tributada sem
saber a situa•‹o tribut‡ria de sa’da, deve se creditar do ICMS. Caso
posteriormente se verifique que a sa’da ser‡ ser isenta/imune/hip—tese
de n‹o incid•ncia, o adquirente ser‡ obrigado a efetuar o estorno
(devolu•‹o) desse crŽdito.
Chamo aten•‹o ˆ pegadinha da letra D, pois a CF/88 traz a possibilidade
de se manter o crŽdito das entradas cujas opera•›es de sa’da s‹o para o
exterior. Entretanto, no caso em voga, n‹o h‡ crŽdito a aproveitar,
porque a opera•‹o de entrada tambŽm veio acobertada por uma n‹o
incid•ncia, n‹o gerando crŽdito para adquirente poder se aproveitar.
Gabarito: Letra E.

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04. (SEFAZ-MS/FGV/2006) Uma indœstria vende para outra uma
mercadoria no valor de R$ 2.000,00. Essa segunda indœstria vende
para um varejista a mesma mercadoria por R$ 3.000,00. O
varejista, por sua vez, vende tal mercadoria ao consumidor final por
R$ 4.300,00.
Considerando que em todas as opera•›es h‡ incid•ncia de ICMS ˆ
al’quota de 10%, qual Ž o valor de tal tributo a ser efetivamente
recolhido no momento da venda ao consumidor final?
(A) R$ 100,00.
(B) R$ 130,00.
(C) R$ 230,00.
(D) R$ 300,00.
(E) R$ 430,00.
A melhor forma de resolver esse tipo de quest‹o Ž esquematizando as
opera•›es e aplicando o regime da compensa•‹o.

Venda  Venda  Venda 


Indústria  Indústria 
1 por R$  2 por R$  Varejista por R$ 
2.000 3.000 4.300

 
ICMS =  
  ICMS =   ICMS =  
2000 x 10% =  3000 x 10% = 300  4300 x 10% = 430 
 
200  ICMS  =  D  –  C  =  ICMS  =  D  –  C  = 
  300 – 200 = 100  430 – 300 = 130 
 

O ICMS que efetivamente ser‡ recolhido pela empresa varejista ser‡ R$


130, pois esta tem o direito de se aproveitar do crŽdito de R$ 300 da
opera•‹o anterior. Cuidado! O ICMS a se creditar n‹o Ž o ICMS
efetivamente recolhido pela opera•‹o anterior (100) mas sim o descrito na
nota fiscal antes do confronto dŽbito x crŽdito (3.000 x 10% = 300).
Gabarito: Letra B.

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4.2. DAS ALêQUOTAS

De acordo com a CF/88 em seu artigo 155, ¤ 2¼:

¤ 2¼ O imposto previsto no inciso II (ICMS) atender‡ ao seguinte:


III - poder‡ ser seletivo, em fun•‹o da essencialidade das mercadorias
e dos servi•os;

O legislador atribuiu ao ICMS a possibilidade de ser seletivo. Trata-


se de um quesito opcional! Mas o que Ž a seletividade em fun•‹o da
essencialidade do bem? ƒ quando se tributa com uma al’quota mais elevada
os bens mais supŽrfluos e se tributa com al’quotas mais brandas os bens
mais essenciais ˆ vida. Se um estado entende que o feij‹o Ž mais
importante que o whisky e quiser tributar se maneira seletiva, ent‹o a
al’quota do feij‹o deve ser inferior ˆ do whisky. Exemplo: al’quota de 12%
para o feij‹o e de 25% para o whisky.
Ao contr‡rio, pode um Estado definir al’quota de 25% para o feij‹o e
12% para o whisky? Pode, pois o critŽrio de seletividade Ž opcional!
Entretanto, apesar de ser opcional, n‹o Ž isso que verificamos no cotidiano.
Os Estados t•m tributado os produtos considerados mais essenciais ao dia
a dia com al’quotas menos gravosas e os supŽrfluos com uma carga
tribut‡ria mais pesada. No Cear‡, por exemplo, cerveja, cigarro e armas
supŽrfluos e tributados a 28% enquanto a regra geral para as demais
mercadorias Ž a al’quota de 18%.

N‹o caia em pegadinha que diz que o ICMS poder‡ ser n‹o-cumulativo ou
que afirmar que ele ser‡ seletivo.

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Será Não‐
cumulativo
ICMS
Poderá ser 
Seletivo
!

IV - resolu•‹o do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da


Repœblica ou de um ter•o dos Senadores, aprovada pela maioria
absoluta de seus membros, estabelecer‡ as al’quotas aplic‡veis ˆs
opera•›es e presta•›es, interestaduais e de exporta•‹o;

A CF/88 estabelece que as al’quotas interestaduais e de exporta•‹o


ser‹o fixadas pelo Senado Federal por iniciativa do Presidente da Repœblica
ou um ter•o dos Senadores, aprovados por maioria absoluta. Isso porque
a imposi•‹o do imposto Ž repartida entre os entes da Federa•‹o e nada
mais justo que o Senado, o qual Ž composto por representantes dos
Estados, estabele•a al’quotas uniformes para opera•›es que envolvem
mais de um Estado.
Na pr‡tica, as al’quotas fixadas s‹o de: 4% (transporte aŽreo e op.
Interestadual com produtos importados ou que tenham em sua composi•‹o
mais de 40% de produto importado, de acordo com a RSF 13/2012), 7%
(origem dos Estados da regi‹o Sul e Sudeste, exceto o Esp’rito Santo e
destino para os Estados da Regi‹o Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o
Esp’rito Santo) e 12% (demais opera•›es interestaduais) para opera•›es e
presta•›es interestaduais e 13% para exporta•›es.
Muito comum Ž a indaga•‹o feita por alunos mais experientes a
respeito da al’quota de exporta•‹o. Sim, ela existe por for•a da Resolu•‹o
do Senado 22/89 porŽm encontra-se sem aplicabilidade uma vez que a EC
42/03 concedeu imunidade ˆs exporta•›es.

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Pra fixar, fiz uma tabela. Ela Ž essencial!

ORIGEM DESTINO ALêQUOTA

RICO RICO

POBRE POBRE 12%

POBRE RICO

RICO POBRE 7%

RICO Ð Regi›es Sul e Sudeste (exceto ES)


 
POBRE Ð Regi›es Norte, Nordeste, CentroÐOeste + ES

Nessas opera•›es interestaduais, teremos a chamada tributa•‹o


mista, onde uma parte da receita fica no Estado de origem e outra parte
fica no Estado de destino. Isso ocorre porque, via de regra, as al’quotas
internas s‹o maiores que as al’quotas interestaduais. Ent‹o, o imposto
acaba sendo repartido entre os Estados de origem e destino.
Vamos a alguns exemplos para voc• entender e fixar como funciona.

Exemplo 11) Suponha que empresa de Florian—polis importou mercadoria


pelo Porto de Itaja’. Um m•s depois, ao revender para o Estado de SP, ir‡
destacar a al’quota de 4% para SC e n‹o 12%, pelo simples fato de a
mercadoria ser importada.

Exemplo 12) Suponha que empresa de Florian—polis importou mercadoria


pelo Porto de Itaja’. Ap—s processo de transforma•‹o, teve-se como
resultado uma nova mercadoria com conteœdo de importa•‹o de 30%. Um
m•s depois, ao revender para o Estado de MT, ir‡ destacar a al’quota de
7% para SC e n‹o 4% pelo simples fato de a mercadoria importada ter
resultado em outra cujo conteœdo de importa•‹o Ž menor que 40%.

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Exemplo 13) Suponha que empresa de Florian—polis importou mercadoria
pelo Porto de Itaja’. Ap—s processo de transforma•‹o, teve-se como
resultado uma nova mercadoria com conteœdo de importa•‹o de 50%. Um
m•s depois, ao revender para o Estado de SP, ir‡ destacar a al’quota de
4% e n‹o 12% pelo simples fato de a mercadoria importada ter resultado
em outra cujo conteœdo de importa•‹o Ž maior que 40%.

Para fins did‡ticos, sempre que a mercadoria possuir mais de 40%


de conteœdo de importa•‹o ela Ž considerada ainda como mercadoria
importada e por isso a al’quota interestadual ser‡ de 4%. Caso a
mercadoria possua menos de 40% de importa•‹o considera-se que ela foi
ÒnacionalizadaÓ, ou seja, deixou de ser considerada como importada e por
isso as al’quotas interestaduais incidentes ser‹o 7% ou 12%, dependendo
entre quais Estados se d‡ a opera•‹o.

V - Ž facultado ao Senado Federal:


a) estabelecer al’quotas m’nimas nas opera•›es internas, mediante
resolu•‹o de iniciativa de um ter•o e aprovada pela maioria
absoluta de seus membros;
b) fixar al’quotas m‡ximas nas mesmas opera•›es para resolver
conflito espec’fico que envolva interesse de Estados, mediante
resolu•‹o de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois
ter•os de seus membros;

J‡ nesta segunda ocasi‹o, apesar da necessidade do Senado em


estabelecer outras al’quotas para se acabar com a guerra fiscal entre os
Estados ou atŽ mesmo coibir o confisco, a CF/88 estabelece que Ž uma
faculdade daquela Casa, tanto em rela•‹o ˆ fixa•‹o das al’quotas m’nimas
internas, como das al’quotas m‡ximas. A realidade Ž que, hoje, nenhuma
das duas faculdades foi realizada e os contribuintes convivem com al’quotas
pesadas de 25%, 27%, entre outras.

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Percebe-se que enquanto o inciso IV tem car‡ter obrigat—rio, ou
seja, o Senado deve editar uma resolu•‹o para estabelecer al’quotas
interestaduais e de exporta•‹o, o inciso V tem car‡ter facultativo.

Observe o quadro resumo:

ALêQUOTA INICIATIVA APROVA‚ÌO

Interestadual e 
exportação  Presidente ou 1/3 do 
Maioria absoluta 
Senado 
(Obrigatória) 
Interna mínima 
1/3 Senado  Maioria absoluta 
(Facultativa) 
Interna máxima 
Maioria absoluta  2/3 do Senado 
(Facultativa) 

VI - salvo delibera•‹o em contr‡rio dos Estados e do Distrito Federal,


nos termos do disposto no inciso XII, "g", as al’quotas internas, nas
opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e nas presta•›es de
servi•os, n‹o poder‹o ser inferiores ˆs previstas para as
opera•›es interestaduais;

J‡ prevendo uma poss’vel omiss‹o do Senado, a CF/88 j‡ se


resguardou no sentido de amenizar a guerra fiscal entre os Estados,
estabelecendo que as al’quotas internas do ICMS n‹o poder‹o ser
menores que a al’quota interestadual, salvo se houver delibera•‹o dos
Estados atravŽs de conv•nio (conforme ditames da LC 24/75).
As al’quotas internas s‹o definidas por cada Estado. Assim, pode

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ocorrer de um Estado tributar bola de futebol a 15% e outro a 18%. Tudo
vai depender da lei que instituir o ICMS dentro de cada Estado. Ocorre que
essa liberdade de estipular al’quotas n‹o Ž plena. Em regra, n‹o pode um
Estado estipular como al’quota interna um valor abaixo de 12%, que Ž a
regra da al’quota interestadual.
A’ vem aquele aluno que est‡ atento....ÓProfessor, n‹o existe aquela
al’quota interestadual de 7%? Os Estados n‹o podem, em regra, ter
al’quotas internas abaixo de 12% ou de 7%?Ó. Resposta: 12%. Vejamos a
ADI-MC 2021 SP (STF).

MEDIDA LIMINAR EM A‚ÌO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE.


IMPUGNA‚ÌO DA LEI PAULISTA N¼ 10.327 , DE 15.06.99, QUE REDUZIU A
ALêQUOTA INTERNA DO ICMS DE VEêCULOS AUTOMOTORES DE 12 PARA
9,5% PELO PRAZO DE 90 DIAS, A PARTIR DE 27.05.99. REEDI‚ÌO DA LEI
N¼ 10.231 , DE 12.03.99, QUE HAVIA REDUZIDO A ALêQUOTA DE 12 PARA
9%, POR 75 DIAS. LIMITE PARA A REDU‚ÌO DA ALêQUOTA NAS
OPERA‚ÍES INTERNAS. 1. As al’quotas m’nimas internas do ICMS,
fixadas pelos Estados e pelo Distrito Federal, n‹o podem ser
inferiores ˆs previstas para as opera•›es interestaduais, salvo
delibera•‹o de todos eles em sentido contr‡rio ( CF , artigo 155 , ¤
2¼ , VI ). 2. A al’quota do ICMS para opera•›es interestaduais deve ser
fixada por resolu•‹o do Senado Federal ( CF , artigo 155 , ¤ 2¼ , IV ). A
Resolu•‹o n¼ 22, de 19.05.89, do Senado Federal fixou a al’quota
de 12% para as opera•›es interestaduais sujeitas ao ICMS (artigo
1¼, caput); ressalvou, entretanto, a aplica•‹o da al’quota de 7%
para as opera•›es nas Regi›es Sul e Sudeste, destinadas ˆs Regi›es
Norte, Nordeste e Centro-Oeste e ao Estado do Esp’rito Santo (artigo
1¼, par‡grafo œnico). 3. Existindo duas al’quotas para opera•›es
interestaduais deve prevalecer, para efeito de limite m’nimo nas
opera•›es internas, a mais geral (12%), e n‹o a especial (7%),
tendo em vista os seus fins e a inexist•ncia de delibera•‹o em sentido
contr‡rio. 4. Presen•a da relev‰ncia da argŸi•‹o de inconstitucionalidade e

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da conveni•ncia da suspens‹o cautelar da Lei impugnada. 5. Medida
cautelar deferida, com efeito ex-nunc, para suspender a efic‡cia da Lei
impugnada, atŽ final julgamento da a•‹o.

05. (SEFAZ-SP/FCC/2006/Adaptada) Analise as informa•›es sobre


as al’quotas do ICMS:
I Ð os Estados e o Distrito Federal est‹o impedidos de fixar
al’quotas internas inferiores ˆs previstas para as presta•›es
interestaduais;
II Ð as al’quotas aplic‡veis ˆs opera•›es e presta•›es
interestaduais ser‹o obrigatoriamente estabelecidas por Resolu•‹o
do Senado Federal;
III Ð Em todas as opera•›es interestaduais que contenha o Estado
do RN como remetente, a al’quota aplicada Ž de 12%;
IV Ð a al’quota incidente na importa•‹o Ž a al’quota interna;
V Ð Utiliza-se a al’quota de 4%, 7% ou 12% nas opera•›es
interestaduais entre contribuintes.
Est‡ correto o que se afirma apenas em:
a) I e II.

b) II e III.
c) II, III e IV.

d) II, IV, e V.
e) III e V.
(I) Falso. Apesar de a regra geral dizer que as al’quotas internas devem
ser maiores ou iguais ˆs interestaduais, podem os Estados estabelecer
al’quotas menores que as interestaduais, desde que seja por Conv•nio
aprovado pelo CONFAZ (Conselho Nacional de Pol’tica Fazend‡ria).

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(II) Verdadeiro. O Senado deve editar uma resolu•‹o para estabelecer
al’quotas interestaduais e de exporta•‹o conforme artigo 155, ¤2¼, inciso
IV.
(III) Falso. Quest‹o extremamente maldosa!!! Vimos que quando a
opera•‹o interestadual for efetuada por contribuinte de Estado ÒpobreÓ a
al’quota a ser aplicada ser‡ realmente de 12% porŽm essa regra Ž v‡lida
quando a opera•‹o for realizada entre contribuintes do imposto, com reza
o artigo 155, ¤2¼, VII, a . Percebam que nesta assertiva o examinador diz
que todas as opera•›es est‹o sujeitas a 12%, o que Ž mentira uma vez
que a sa’da de mercadoria do RN tambŽm poder‡ ser realizada com a
al’quota de 4% (mercadoria importada).
(IV) Verdadeiro. A regra Ž que as al’quotas aplicadas nas opera•›es de
importa•‹o s‹o exatamente as mesmas aplicadas nas opera•›es internas
com os mesmo produtos.
(V) Verdadeiro. Ser‡ de 4% (transporte aŽreo e op. Interestadual com
produtos importados), 7% (origem dos Estados da regi‹o Sul e Sudeste,
exceto o Esp’rito Santo e destino para os Estados da Regi‹o Norte,
Nordeste, Centro-Oeste e o Esp’rito Santo) e 12% (demais opera•›es
interestaduais) para opera•›es e presta•›es interestaduais.
Gabarito: letra D.

06. (InŽdita) Um contribuinte do Rio Grande do Norte vende a outro


contribuinte, estabelecido em Santa Catarina, cerveja, bolas de
futebol e arroz para comercializa•‹o. Nessa opera•‹o a al’quota
aplic‡vel Ž:
a) 25%, 12% e 12%, respectivamente.
b) 25%, 17% e 12%, respectivamente.
a) 17%, 12% e 12%, respectivamente.
d) 12%; 12% e 12%.
e) 17%, 17% e 12%, respectivamente.

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Quest‹o f‡cil, mas que pega o candidato afoito ou distra’do. Como as
opera•›es s‹o interestaduais n‹o era preciso saber as al’quotas internas.
Qualquer mercadoria objeto desta opera•‹o ser‡ tributada a al’quota de
12%, por se tratar de remessa de ÒpobreÓ para ÒricoÓ (exceto produto
importado).
Gabarito: letra D.

07. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) A al’quota do ICMS, aplic‡vel nas


opera•›es internas, pode ser de 5%, se prevista:
a) em resolu•‹o do Senado Federal.
b) Em conv•nio interestadual.

c) em Lei estadual.
d) Na Constitui•‹o Federal.

e) nunca poder‡.
Quest‹o simples que acabamos de ver. A al’quota somente poder‡ ser
menor que 12% se autorizada por conv•nio.
Gabarito: letra B.

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4.3. DA INCIDæNCIA

Tratarei agora dos elementos materiais do fato gerador do ICMS que


j‡ v•m estabelecidos na pr—pria Constitui•‹o Federal. Atente-se para o fato
de que essa lista n‹o Ž exaustiva! Tanto as leis estaduais quanto os
regulamentos do ICMS (RICMS) trazem outras hip—teses de incid•ncia que
n‹o se limitam a essas descritas na CF/88, apesar de derivarem delas.
Para que n‹o restem dœvidas, o que seria esse tal "fato gerador"?
Ora, Ž t‹o somente uma hip—tese descrita em lei que quando ocorrida
inaugura-se uma rela•‹o jur’dica-tribut‡ria entre o sujeito ativo (Estado) e
o sujeito passivo (contribuinte), ficando a partir da ocorr•ncia desse fato
sujeito ao pagamento do imposto devido.
Vamos v•-los?

IX - incidir‡ tambŽm:
a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior
por pessoa f’sica ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte
habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim
como sobre o servi•o prestado no exterior, cabendo o imposto ao
Estado onde estiver situado o domic’lio ou o estabelecimento do
destinat‡rio da mercadoria, bem ou servi•o;

Esse Ž o caso espec’fico da incid•ncia na importa•‹o. A previs‹o


constitucional Ž que incide o ICMS em qualquer opera•‹o ou presta•‹o na
importa•‹o. Ou seja, ocorrer‡ o fato gerador do imposto sempre,
independente de qualquer restri•‹o sobre a finalidade da mercadoria ou
servi•o, ou ainda independente de quem seja o importador, mesmo quando
esta n‹o for um contribuinte habitual do imposto. Se importou, se lascou!
Ressalta-se ainda que a compet•ncia para cobran•a do imposto cabe
ao Estado de domic’lio do importador, independente do local onde as
mercadorias foram desembara•ados.

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Se uma empresa estabelecida em Porto Velho-RO importa um bem
dos EUA, mesmo que esse bem adentre no Pa’s pelo Porto de Santos-SP,
o ICMS Ž devido ao Estado de Rond™nia e n‹o a S‹o Paulo. Isso deve-
se ao simples fato de o importador estar domiciliado em RO, onde Ž o
destino final da importa•‹o.
Vamos aos exemplos:

Exemplo 14) DimulŽ, morador de Blumenau-SC, importa um drone


atravŽs do Porto de Santos. ICMS devido ˆ Santa Catarina.

Exemplo 15) Uma f‡brica de bolas de Cuiab‡-MT importa couro pelo Porto
de Vit—ria-ES. ICMS devido ao Mato Grosso.

IX - incidir‡ tambŽm:
b) sobre o valor total da opera•‹o, quando mercadorias forem
fornecidas com servi•os n‹o compreendidos na compet•ncia
tribut‡ria dos Munic’pios;

Vimos que o ICMS incide sobre circula•‹o de mercadoria, sobre os


servi•os de transporte interestadual e intermunicipal e servi•os de
comunica•›es. J‡ o ISS, por defini•‹o, incide sobre servi•os de quaisquer
natureza. Como agir no caso de um servi•o ser prestado juntamente com
o fornecimento de mercadorias? Imagine que sua sogra esteja internada
no hospital e fa•a uso de medicamentos. Sendo a venda desses
medicamentos uma circula•‹o de mercadorias cobraria-se ICMS sobre os
medicamentos e ISS sobre os servi•os mŽdicos? ICMS sobre tudo? ISS
sobre tudo?
Para evitar confus›es no campo de atua•‹o de cada um deles, a CF
se preocupou em deixar claro que quando os servi•os n‹o estiverem na
compet•ncia tribut‡ria dos Munic’pios e forem fornecidos junto com
mercadorias, ser‹o tributados pelo ICMS.

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ÒT‡ bom Da Rocha, e como vou saber quais servi•os s‹o tributados
pelo ISS?Ó A LC 116/03 trouxe anexa uma lista de servi•os, elencando
todos que ser‹o tributados pelo ISS. Ent‹o, na pr‡tica, o que voc• tem que
fazer Ž olhar a lista e verificar se ele Ž tributado pelo imposto municipal.
Se n‹o for, em regra, um servi•o fornecido juntamente com uma
mercadoria ser‡ tributado pelo ICMS.
Mas precisamos ter aten•‹o a pequenas exce•›es trazidas pela
pr—pria LC 116/03. Essas exce•›es (chamamos de ressalvas) trazem
hip—teses que a pr—pria lei diz que a aplica•‹o dos impostos ser‡ repartida:
ICMS sobre mercadoria e ISS sobre o servi•o. Como s‹o poucas, voc•
precisa decor‡-las! Veja abaixo as exce•›es e dois pequenos esquemas
para presta•‹o de servi•os com fornecimento de mercadorias.

Exce•›es da LC 116/03:
7.02 Ð Execu•‹o, por administra•‹o, empreitada ou subempreitada, de
obras de constru•‹o civil, hidr‡ulica ou elŽtrica e de outras obras
semelhantes, inclusive sondagem, perfura•‹o de po•os, escava•‹o,
drenagem e irriga•‹o, terraplanagem, pavimenta•‹o, concretagem e a
instala•‹o e montagem de produtos, pe•as e equipamentos (exceto o
fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador de
servi•os fora do local da presta•‹o dos servi•os, que fica sujeito
ao ICMS).
7.05 Ð Repara•‹o, conserva•‹o e reforma de edif’cios, estradas, pontes,
portos e cong•neres (exceto o fornecimento de mercadorias
produzidas pelo prestador dos servi•os, fora do local da
presta•‹o dos servi•os, que fica sujeito ao ICMS).
7.06 Ð Coloca•‹o e instala•‹o de tapetes, carpetes, assoalhos, cortinas,
revestimentos de parede, vidros, divis—rias, placas de gesso e
cong•neres, com material fornecido pelo tomador do servi•o.

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9.01 Ð Hospedagem de qualquer natureza em hotŽis, apart-service


condominiais, flat, apart-hotŽis, hotŽis resid•ncia, residence-service,
suite service, hotelaria mar’tima, motŽis, pens›es e cong•neres;
ocupa•‹o por temporada com fornecimento de servi•o (o valor da
alimenta•‹o e gorjeta, quando inclu’do no pre•o da di‡ria, fica
sujeito ao Imposto Sobre Servi•os).
14.01 Ð Lubrifica•‹o, limpeza, lustra•‹o, revis‹o, carga e recarga,
conserto, restaura•‹o, blindagem, manuten•‹o e conserva•‹o de
m‡quinas, ve’culos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou
de qualquer objeto (exceto pe•as e partes empregadas, que ficam
sujeitas ao ICMS).
14.03 Ð Recondicionamento de motores (exceto pe•as e partes
empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).
14.09 Ð Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo
usu‡rio final, exceto aviamento.
17.11 Ð Organiza•‹o de festas e recep•›es; buf• (exceto o
fornecimento de alimenta•‹o e bebidas, que fica sujeito ao
ICMS).

ISS Sobre  
Serviço e 
Sim ICMS sobre 
Possui  Material
Serviço  Sim Ressalva
está na  ?
ISS Sobre 
LC  Não Serviço e 
116/03 ICMS Sobre Material
? Não Serviço e  
Mercadorias

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Serviço previsto na  Serviço previsto na  Serviço não


LC 116/03, com
LC 116/03, sem
ressalva para 
previsto na LC 
ressalva que  116/03
permita cobrança  cobrança do ICMS
do ICMS

ISS sobre o  ISS sobre o  ICMS sobre o 


valor total  serviço e  valor total 
(mercadoria  ICMS sobre a  (mercadoria 
+ serviço) mercadoria + serviço)

!
Vamos de exemplos para entendermos de vez isso?

Exemplo 16) Construtora foi contratada para construir um prŽdio e fabrica


tijolos fora do local da obra. Como fabricou fora do local da obra, o ICMS
ser‡ devido sobre o fornecimento de tijolos e o ISS sobre o valor do servi•o
de constru•‹o. Ver item 7.02 das exce•›es.

Exemplo 17) Construtora foi contratada para construir um prŽdio e fabrica


tijolos no canteiro de obras. Como fabricou no local da obra, o ISS incidir‡
sobre o valor do servi•o de constru•‹o e sobre o fornecimento de tijolos.
Ver item 7.02 das exce•›es.

Exemplo 18) Juliana forneceu carpetes para a empresa CARPETEX fazer a


instala•‹o dos mesmos em sua casa. O ISS incidir‡ apenas sobre o servi•o
de instala•‹o. Ver item 7.06 das exce•›es.

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Exemplo 19) Juliana contratou empresa para instala•‹o de carpetes.
Tanto o carpete quanto os servi•os foram fornecidos pela mesma empresa.
N‹o incidir‡ ISS mas sim ICMS sobre tudo.
Gostaria de fazer um coment‡rio sobre esse exemplo uma vez que muitos
alunos se confundem. As ÒressalvasÓ s‹o os ÒexcetosÓ dos itens. No caso
da coloca•‹o e instala•‹o de carpetes, a lei s— fez previs‹o para incid•ncia
do ISS caso o tomador forne•a o material. O caso em que pr—prio prestador
fornece os carpetes n‹o est‡ previsto na lista! E se n‹o est‡ previsto na
lista, incide ICMS sobre tudo!

Exemplo 20) Karina viajou para um resort em Porto de Galinhas-PE.


Dentro do pre•o pago, estavam inclusas todas refei•›es. Incidir‡ ISS sobre
tudo, inclusive sobre as refei•›es. Ver item 9.01 das exce•›es.

Exemplo 21) Karina viajou para um resort em Porto de Galinhas-PE. A


parte do valor das di‡rias, pagou R$ 200 de alimenta•‹o. Incidir‡ ISS sobre
a hospedagem e ICMS sobre a alimenta•‹o. Ver item 9.01 das exce•›es.

Exemplo 22) Voc• passou no seu concurso e comprou uma BMW novinha.
Logo no primeiro fim de semana o carro deu problema e voc• colocou pra
consertar, pagando R$ 2.000 de m‹o-de-obra e R$ 10.000 de pe•as.
Incidir‡ ICMS sobre as pe•as e ISS sobre o servi•o de m‹o-de-obra. Ver
item 14.01 das exce•›es.

Exemplo 23) Depois que voc• passou no concurso sua namorada te


cobrou aquele casamento que voc• enrola por anos. Voc•, muito
contrariado, contrata uma empresa de buffet para o dia do enterro, digo,
para o dia do casamento. Incidir‡ ICMS sobre o Blue Label, os refrigerantes,
os canapŽs etc. Entretanto, incidir‡ ISS sobre o servi•o. Ver item 17.11 das
exce•›es.

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4.4. DA NÌO INCIDæNCIA


Preocupou-se a Constitui•‹o em enumerar os casos em que o ICMS
n‹o incidir‡. Vamos conhece-los?

X - n‹o incidir‡:
a) sobre opera•›es que destinem mercadorias para o exterior,
nem sobre servi•os prestados a destinat‡rios no exterior,
assegurada a manuten•‹o e o aproveitamento do montante do
imposto cobrado nas opera•›es e presta•›es anteriores;

O ICMS n‹o incide sobre a exporta•‹o de qualquer tipo de mercadoria


ou servi•o. Essa reda•‹o Ž resultante da EC 42/03 que concede um duplo
benef’cio fiscal ao exportador uma vez que, alŽm de n‹o ser devido o ICMS
na sa’da para exporta•‹o ainda pode-se manter os crŽditos relativos ˆ
entrada. Lembra que falei que caso a sa’da subsequente seja n‹o tributada
n‹o se poderia haver crŽdito na entrada? Ent‹o...No caso das exporta•›es
isso n‹o Ž vedado. Mesmo que a sa’da posterior seja imune por conta das
exporta•›es, o contribuinte n‹o precisa anular os crŽditos das opera•›es
de entrada. O constituinte quis dar um tratamento VIP para aqueles que
fazem entrar capital no nosso pa’s.

X - n‹o incidir‡:
b) sobre opera•›es que destinem a outros Estados petr—leo, inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e
energia elŽtrica;

O ICMS n‹o incide tambŽm nas opera•›es de sa’das interestaduais


com combust’veis derivados do petr—leo e energia elŽtrica. No caso
espec’fico dessas mercadorias a tributa•‹o fica 100% no Estado de destino,
onde houve o consumo, n‹o ficando nada na origem. Isso tem uma
explica•‹o l—gica que, se voc• entender, ficar‡ mais f‡cil de gravar.

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O petr—leo Ž considerado um bem nacional. Seria muito injusto que
alguns Estados que possuem petr—leo o explorassem e ficassem com tudo
sem repartir com os demais Estados que n‹o s‹o privilegiados por ter
petr—leo em abund‰ncia. O mesmo pensamento vale para os Estados que
s‹o privilegiados geograficamente e conseguem produzir energia. Por isso,
o legislador afirmou em outras palavras o seguinte: ÒQuando sair
petr—leo/seus derivados e energia elŽtrica de um Estado, n‹o vamos deixar
o ICMS para ele. Vamos dar esse ICMS somente para o Estado que estiver
adquirindoÓ.!!!

N‹o caia nas pegadinhas das bancas: o Etanol e o GNV n‹o s‹o
derivados do Petr—leo!

X - n‹o incidir‡:
c) sobre o ouro, nas hip—teses definidas no art. 153, ¤ 5¼;

O ICMS tambŽm n‹o incide sobre o ouro quando este for definido
como ativo financeiro ou instrumento cambial, ou seja, quando o ouro n‹o
for comercializado como mercadoria. Neste caso s— ser‡ devido o IOF
(imposto federal). Trata-se de uma imunidade objetiva ao ouro monet‡rio.
Assim, se voc• for comprar aquele cord‹o de ouro bonito pra sua namorada
estar‡ sim incidindo ICMS pois o ouro, nesse caso, Ž mercadoria e n‹o ativo
financeiro ou instrumento cambial. Mas mesmo assim pode comprar que
ela vai curtir!

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X - n‹o incidir‡:
d) nas presta•›es de servi•o de comunica•‹o nas modalidades de
radiodifus‹o sonora e de sons e imagens de recep•‹o livre e gratuita;

Essa imunidade Ž referente ˆ presta•‹o de servi•os de comunica•‹o


atravŽs de r‡dios e TV aberta realizada de forma n‹o onerosa (Jovem Pan,
Globo, SBT, Record...). J‡ o Sportv, o History Channel e demais canais
pagos s‹o tributados normalmente pelo ICMS.

e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil


contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou
obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os
suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na
etapa de replica•‹o industrial de m’dias —pticas de leitura a laser.

Trata-se de uma hip—tese de imunidade tribut‡ria relativamente


recente, aprovada pela EC 75/2013. Verificando a dimens‹o que o mercado
pirata havia conquistado, essa emenda teve como intuito colocar o pre•o
dos CDÕs, DVDÕs e Blu-Ray de mœsicas nacionais em um patamar
competitivo, promovendo a cultura no pa’s.
ƒ muito importante observar que na etapa de replica•‹o industrial de
m’dias —pticas de leitura a laser o ICMS incidir‡ normalmente. ƒ o seguinte:
as etapas de ÒpontaÓ da cadeia de produ•‹o de mœsicas (de autores
brasileiros ou interpretada por autores brasileiros) s‹o imunes a impostos.
Por "ponta", entende-se:
1) Ponta inicial: a grava•‹o no estœdio, produ•‹o fonogr‡fica e
videogr‡fica, mixagem etc. (Imune ao ISS, por exemplo).
2) Ponta final: a distribui•‹o e venda ao consumidor final (imune ao
ICMS, por exemplo).
No meio dessa cadeia existe a fase de prensagem (replica•‹o). ƒ a
fase onde pega-se o CD/DVD/Blu-Ray virgem e grava-se a obra

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musical/literomusical a partir de uma matriz que contŽm os dados a serem
reproduzidos. Nessa etapa incide IPI e ICMS normalmente pois n‹o foi
contemplada com a imunidade.
Por fim, atente-se ao fato de que essa imunidade musical s— Ž v‡lida
quando produzidos no Brasil contendo obras musicais ou
literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas
por artistas brasileiros.

Exportações
Constitucionais ‐ ICMS

Saída de Petróleo/derivados e 
Imunidades 

energia elétrica

Ouro como Ativo 
Financeiro/instrumento 
cambial

Comunicação não onerosa

Material "musical"
 

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08. (SEFAZ-GO/1998) O ICMS incide sobre:


a) opera•›es que destinem energia elŽtrica para outro estado.
b) ouro, quando definido em lei como instrumento cambial.
c) mercadoria importada destinada ao ativo fixo da empresa.
d) exporta•›es de produtos industrializados.
e) opera•›es que destinem ao exterior mercadorias ou servi•os.
A œnica hip—tese de incid•ncia elencada nas assertivas acima Ž a
importa•‹o de mercadoria, mesmo que destinada ao ativo fixo. Existe um
discuss‹o jur’dica sobre isso, inclusive com decis‹o do STF, mas esse
entendimento n‹o merece discuss‹o pois na prova de legisla•‹o tribut‡ria
vale o que est‡ na lei e n‹o s‹o cobradas sœmulas; este assunto fica pra
prova de direito tribut‡rio. Vimos que o ouro monet‡rio, sa’da de energia
elŽtrica e as exporta•›es s‹o acobertadas pela imunidade (N‹o-incid•ncia
constitucional).
Gabarito: letra C.

09. (SEFAZ-RJ/FGV/2008) Quando da presta•‹o de determinado


servi•o, n‹o inclu’do na lista de servi•os prevista em Lei
Complementar, houver o fornecimento de mercadoria haver‡ a
incid•ncia do:
a) ICMS, exclu’do o valor do servi•o.

b) Imposto Sobre Servi•os de Qualquer Natureza e do ICMS.


c) Imposto Sobre Servi•os de Qualquer Natureza.
d) ICMS sobre o valor total da opera•‹o.

e) ICMS apenas sobre o valor do servi•o.


Sempre lembre do quadrinho que propusemos. Com ele n‹o tem erro!

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Serviço previsto na  Serviço previsto na  Serviço não


LC 116/03, com
LC 116/03, sem
ressalva para 
previsto na LC 
ressalva que  116/03
permita cobrança  cobrança do ICMS
do ICMS

ISS sobre o  ICMS sobre 


ISS sobre o 
serviço e  o valor total 
valor total 
ICMS sobre a  (mercadoria 
(NI o ICMS)
mercadoria + serviço)

Gabarito: Letra D.

10. (InŽdita) Ocorre o fato gerador do ICMS quando da presta•‹o


de servi•os pelo:
a) Hospital das Cl’nicas, quando ele fornece Omeoprazol
(medicamento) para recupera•‹o do Sr. Jo‹o, enfermo.
b) Sal‹o de beleza da J™, quando ela fornece tinta para cabelo ao
preparar a noiva para o casamento.
c) Hotel BelelŽu, que fornece almo•o e jantar realizado pelo Chef
Tresse, cujo valor se inclui na di‡ria.
d) Buffet do Vampeta, que fornece bebidas no coquetel de posse
dos novos Auditores Fiscais de Santa Catarina.
e) Costureira que fornece linhas e bot›es para confeccionar roupa
com tecido fornecido pelo usu‡rio.
Conforme previsto na LC 116/03, se os medicamentos s‹o fornecidos para
uso nos pacientes estar‹o sujeito ao ISS, assim como sal‹o de beleza e
costureira. No caso dos hotŽis e motŽis, existe uma ressalva que permite
cobran•a do ICMS sobre a mercadoria, mas apenas quando esta Ž cobrado
fora do valor da di‡ria. Se o consumo estiver incluso Ž hip—tese de

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compet•ncia tribut‡ria do Munic’pio, sujeito ao ISS. Sendo assim, a œnica
assertiva que comporta a exig•ncia do ICMS Ž o servi•o de buffet, sobre a
comida e bebidas servidas no evento. Previs‹o expressa na LC 116/03 em
seu item 17.11.
Gabarito: letra D.

11. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) Assinale a afirmativa correta.


a) o fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e similares
constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS, exceto no caso de ‡gua
mineral e refrigerantes contendo suco de frutas.
b) o fornecimento de mercadorias, quando feito com presta•‹o de
servi•os, n‹o constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
c) a entrada de bem importado do exterior por pessoa jur’dica n‹o
contribuinte habitual do imposto s— constituir‡ hip—tese de
incid•ncia do ICMS se o bem n‹o se destinar ao seu consumo
pr—prio.
d) para que a presta•‹o de servi•os de transporte de valores
constitua hip—tese de incid•ncia do ICMS Ž necess‡rio que se trate
de servi•o interestadual.
e) a entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica
constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
(a) Falsa. A LC 116/03 n‹o traz qualquer exce•‹o quanto a ‡gua e
refrigerantes, pelo contr‡rio, qualquer bebida fornecida pelo Buffet est‡
sujeita a incid•ncia do ICMS.

(b) Falsa. A pr—pria CF/88 traz algumas hip—teses de incid•ncia do ICMS


nos casos em houver ressalva na LC ou quando o servi•o n‹o for da
compet•ncia tribut‡ria do munic’pio.
(c) Falsa. O ICMS incide nas opera•›es de importa•‹o, qualquer que seja
sua finalidade.
(d) Falsa. O servi•o de transporte intermunicipal tambŽm constitui
hip—tese de incid•ncia (HI) do ICMS.

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(e) Correta. A importa•‹o feita tanto por pessoa jur’dica com por pessoa
f’sica Ž HI do ICMS.
Gabarito: letra E.

12. (SEFAZ-GO/1998) O ICMS n‹o incide sobre:


a) opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, incluindo o
fornecimento de alimenta•‹o em bares, restaurantes e
estabelecimentos similares.
b) opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, incluindo o
fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e
estabelecimentos similares.
c) fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os n‹o-
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios.
d) opera•›es interestaduais relativas a energia elŽtrica e petr—leo,
quando destinados ˆ comercializa•‹o.
e) presta•‹o de servi•os de transporte interestadual e
intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou
valores.
Quest‹o bem direta por envolver letra de lei. Como vimos, a œnica hip—tese
de imunidade das assertivas acima est‡ na assertiva (d), que prev• uma
sa’da interestadual de energia elŽtrica e petr—leo destinado a
comercializa•‹o.
As demais s‹o hip—teses de incid•ncia do ICMS.
Gabarito: letra D.

13. (SEFAZ-RS/FAURGS/2006) Assinale a alternativa correta.


a) o imposto incide nas presta•›es de servi•os de transporte
interestadual e intermunicipal, por qualquer via, exceto a aŽrea, de
pessoas, bens, mercadorias ou valores.
b) o imposto n‹o incide no servi•o cuja presta•‹o tenha se iniciado
no exterior.

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c) o imposto incide na entrada de mercadorias no Mato Grosso do
Sul, inclusive de petr—leo quando destinado ˆ comercializa•‹o
decorrente de opera•›es interestaduais.
d) o imposto incide, quando da entrada no Mato Grosso do Sul sobre
a energia elŽtrica n‹o destinada ˆ industrializa•‹o, decorrente de
opera•›es interestaduais.
e) o imposto n‹o incide nas presta•›es onerosas de servi•os de
comunica•‹o, em casos de gera•‹o.
(a) Falso. A presta•‹o de transporte interestadual e intermunicipal Ž fato
gerador do ICMS, inclusive por via aŽrea.
(b) Falso. O ICMS incide no servi•o prestado no exterior, quando o
resultado Ž verificado em territ—rio nacional.
(c) Falso e a (d) est‡ correta, pois em se tratando de energia elŽtrica e
combust’veis derivados de petr—leo, o FG do ICMS ocorre na entrada destes
no territ—rio do Estado, quando destinados ao consumo, ou seja, quando
n‹o destinados ˆ comercializa•‹o ou industrializa•‹o.
(e) Falso. Em se tratando de servi•o de comunica•‹o oneroso, o ICMS
incide desde a gera•‹o atŽ a amplia•‹o do servi•o.
Gabarito: letra D.

14. (ICMS-RJ/FGV/2011) Constitui(em) fato gerador do ICMS


a) as opera•›es com livros, jornais, peri—dicos e o papel destinado
ˆ sua impress‹o.
b) a entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica.
c) as opera•›es de qualquer natureza de que decorra a
transfer•ncia de bens m—veis salvados de sinistro para companhias
seguradoras.
d) as opera•›es interestaduais relativas a energia elŽtrica e
petr—leo, inclusive lubrificantes e combust’veis l’quidos e gasosos
dele derivados, quando destinados ˆ industrializa•‹o ou ˆ
comercializa•‹o.

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e)as opera•›es de qualquer natureza de que decorra a
transfer•ncia de propriedade de estabelecimento industrial,
comercial ou outra espŽcie.
A œnica HI prevista na CF/88 Ž a importa•‹o de bens, prevista na assertiva
B. As demais s‹o hip—teses de n‹o-incid•ncia, que veremos na Lei Kandir.
Chamo aten•‹o para a letra C pois existe uma Sœmula Vinculante do STF
acerca do tema. Essa quest‹o foi apenas uma pincelada. Voltaremos ao
tema nas pr—ximas aulas.

STF ‐ Súmula Vinculante 32 
O ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras. 

Gabarito: letra B.

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4.5. ICMS x IPI

XI - n‹o compreender‡, em sua base de c‡lculo, o montante do


imposto sobre produtos industrializados, quando a opera•‹o,
realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado ˆ
industrializa•‹o ou ˆ comercializa•‹o, configure fato gerador dos
dois impostos;

Quis a constitui•‹o excluir da base de c‡lculo do ICMS o valor do IPI


quando estiverem presentes 3 requisitos cumulativamente:

! Opera•‹o entre contribuintes;


! Produtos destinados ˆ industrializa•‹o ou comercializa•‹o;
! Seja fato gerador dos 2 impostos, o IPI e o ICMS.

Industrialização 

Comercialização

+
IPI não integra  Entre 
BC do ICMS contribuintes

+
FG dos 2 
impostos

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Acredito que com exemplos voc• conseguir‡ entender...

Exemplo 24) Imagine que o fabricante FAZGELA venda geladeiras por R$


1.000 para o contribuinte VENDEGELA revender. Suponha al’quota do ICMS
de 20% e al’quota de IPI de 10%. A Base de C‡lculo do ICMS ser‡ R$ 1.000
pois o IPI n‹o a integrar‡ tendo em vista tratar-se de opera•‹o entre
contribuintes para comercializa•‹o.

Exemplo 25) Agora imagine que um contribuinte venda uma geladeira por
R$ 1.000 para uma construtora. Suponha al’quota do ICMS de 20% e
al’quota de IPI de 10%. O IPI ser‡ de R$ 100 (10% x R$ 1.000). A Base de
C‡lculo do ICMS ser‡ R$ 1.100 (R$ 1.000 + R$ 100) pois a construtora n‹o
Ž contribuinte e a mercadoria Ž para o ativo fixo.

Vamos ver como cai?

15. (InŽdita) Uma indœstria de autom—vel efetua venda de ve’culo


para:
1. concession‡ria de ve’culo que ir‡ comercializ‡-lo;

2. locadora de ve’culo;
3. Joazinho das couves, consumidor final;

4. supermercado que ir‡ utiliz‡-lo para fazer entrega de compras


de seus clientes em domic’lio;
5. concession‡ria de ve’culos que adquire para integrar seu ativo
permanente;
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) n‹o integra a base
de c‡lculo do ICMS na(s) situa•‹o(›es):

a) 2, 3, 4 e 5.
b) 2, 3, e 4.

c) 1.
d) 1 e 5.

e) 3, 4 e 5.

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Situa•‹o 1: opera•‹o entre contribuintes para comercializa•‹o Ð IPI n‹o
entra!

Situa•‹o 2: venda para um n‹o contribuinte Ð IPI entra na BC do ICMS!

Situa•‹o 3: Venda para n‹o contribuinte Ð IPI entra !

Situa•‹o 4:opera•‹o entre contribuintes, porŽm destinado ao ativo (n‹o Ž


para comercializa•‹o ou industrializa•‹o) Ð IPI entra!

Situa•‹o 5: Opera•‹o entre contribuintes, porŽm destinado ao ativo (n‹o


Ž para comercializa•‹o ou industrializa•‹o) Ð IPI entra!
Gabarito: Letra C.

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4.6. RESERVA DE LEI COMPLEMENTAR


Existem algumas regula•›es acerca do ICMS que s— podem ser
criadas ou alteradas atravŽs de Lei Complementar. Com rela•‹o a esses
temas, o legislador procurou dar maior prote•‹o ˆs normas atinentes ao
assunto. As lei complementares que cumprem essa miss‹o ser‹o vistas de
forma detalhada mais adiante. Vamos nessa!

XII - cabe ˆ lei complementar:


a) definir seus contribuintes;

Somente a lei complementar pode definir quem Ž contribuinte do


ICMS. Esta norma tambŽm est‡ prevista no art.146, III, a da CF, que
determina que a defini•‹o dos sujeitos passivos do imposto devem ser
elencados atravŽs de lei complementar.

XII - cabe ˆ lei complementar:


b) dispor sobre substitui•‹o tribut‡ria;

A substitui•‹o tribut‡ria (ST) talvez seja hoje o dispositivo mais


utilizado pelas Administra•›es Tribut‡rias dos Estados, pois, atravŽs dela,
facilita-se e muito a fiscaliza•‹o da SEFAZ. Mas a ST ser‡ tratada em um
cap’tulo ˆ parte, mais adiante, devido ao seu alto grau de import‰ncia e
complexidade.

XII - cabe ˆ lei complementar:


c) disciplinar o regime de compensa•‹o do imposto;

Lei complementar deve regular tambŽm, a forma como ser‡ feita a


n‹o cumulatividade, ou seja, a apura•‹o do dŽbito e crŽdito para se chegar
ao montante do ICMS devido.

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XII - cabe ˆ lei complementar:


d) fixar, para efeito de sua cobran•a e defini•‹o do estabelecimento
respons‡vel, o local das opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias
e das presta•›es de servi•os;

O local das opera•›es, ou local do fato gerador, Ž importante para


que se estabele•a de forma precisa de quem Ž a compet•ncia para cobran•a
do imposto, principalmente nas opera•›es interestaduais e regi›es de
fronteiras. Estabelecer o local das opera•›es e presta•›es deve ser objeto
de lei complementar.

XII - cabe ˆ lei complementar:


e) excluir da incid•ncia do imposto, nas exporta•›es para o exterior,
servi•os e outros produtos alŽm dos mencionados no inciso X, "a";

Essa al’nea virou letra morta uma vez que com o advento da emenda
42/03, toda exporta•‹o se tornou imune ao ICMS. N‹o h‡ mais que se falar
em lei complementar para excluir a incid•ncia do ICMS nas exporta•›es
uma vez que a pr—pria CF j‡ o faz no art. 155, X, a.

XII - cabe ˆ lei complementar:


f) prever casos de manuten•‹o de crŽdito, relativamente ˆ remessa para
outro Estado e exporta•‹o para o exterior, de servi•os e de mercadorias;

Tal qual a al’nea e, parte da al’nea f virou letra morta. Ap—s a emenda
42/03, toda exporta•‹o se tornou imune ao ICMS e com previs‹o expressa
de manuten•‹o do crŽdito! Assim, o exportador, alŽm de n‹o pagar ICMS
ao exportar, ainda acumula crŽdito fiscal das opera•›es anteriores.
Entretanto n‹o Ž a al’nea toda que virou letra morta. Excetuando-se os
casos de exporta•‹o, caso se queira estabelecer outras hip—teses de

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manuten•‹o de crŽdito no que diz respeito ˆs opera•›es interestaduais,
deve-se fazer por Lei Complementar.

XII - cabe ˆ lei complementar:


g) regular a forma como, mediante delibera•‹o dos Estados e do Distrito
Federal, isen•›es, incentivos e benef’cios fiscais ser‹o concedidos e
revogados.

A al’nea g faz refer•ncia aos benef’cios fiscais de ICMS. Os Estados


n‹o tem compet•ncia para instituir sozinhos tais benef’cios: Ž necess‡ria a
assinatura de um conv•nio. Tal previs‹o encontra-se expressa na LC 24/75
que foi recepcionada por nossa atual constitui•‹o cumprindo o papel exigido
pela al’nea g em quest‹o: regular a forma como ser‹o concedidos e
revogados os benef’cios fiscais de ICMS.

XII - cabe ˆ lei complementar:


h) definir os combust’veis e lubrificantes sobre os quais o imposto incidir‡
uma œnica vez, qualquer que seja a sua finalidade, hip—tese em que n‹o
se aplicar‡ o disposto no inciso X, b;

Este dispositivo traz o famoso ICMS monof‡sico. ƒ a LC que deve


definir quais ser‹o os combust’veis e lubrificantes que receber‹o o
tratamento especial da incid•ncia monof‡sica (ao invŽs de incid•ncia
plurif‡sica como de costume no ICMS). Essa LC ainda n‹o existe!

XII - cabe ˆ lei complementar:


i) fixar a base de c‡lculo, de modo que o montante do imposto a integre,
tambŽm na importa•‹o do exterior de bem, mercadoria ou servi•o.

A œltima al’nea apenas refor•a a ideia do ICMS na importa•‹o,


reafirmando que o imposto Ž calculado Òpor dentroÓ, determinando que o

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ICMS fa•a parte de sua pr—pria base de c‡lculo conforme aprenderemos a
calcular nas pr—ximas aulas.

16. (SEFAZ-RJ/FESP/1989/Adaptada) No tocante ao ICMS,


mediante Lei Complementar, poder‡ ser adotada a seguinte
medida:
a) fixa•‹o de al’quotas incidentes nas opera•›es de exporta•‹o.
b) institui•‹o de adicional nas opera•›es de importa•‹o.
c) fixa•‹o das al’quotas m’nimas nas opera•›es internas.
d) concess‹o de isen•‹o em opera•›es internas.
e) defini•‹o os combust’veis e lubrificantes sobre os quais o
imposto incidir‡ uma œnica vez.
(a) Falsa. A al’quota de exporta•‹o Ž fixada por resolu•‹o do Senado.
Entretanto vimos que hoje a exporta•‹o est‡ imune ao ICMS.
(b) Falsa. A institui•‹o de al’quotas adicionais pode ser feita por lei
ordin‡ria, n‹o havendo previs‹o para a necessidade de lei complementar.
(c) Falsa. A institui•‹o de al’quotas m’nimas internas Ž realizada por
Resolu•‹o do Senado.
(d) Falsa. Benef’cios fiscais de ICMS s— podem ser concedidos mediante
conv•nio.
(e) Correta. Apesar de a lei ainda n‹o existir, Ž a LC que deve definir quais
ser‹o os combust’veis e lubrificantes que receber‹o o tratamento especial
da incid•ncia monof‡sica.
Gabarito: Letra E.

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17. (SEFAZ-RS/FAURGS/2006/Adaptada) Ë luz da Constitui•‹o da
Repœblica Ž correto afirmar que:
a) Se adotar‡, nas opera•›es que destinem bens para consumo final
em outro Estado, uma al’quota dita interestadual, quando o
destinat‡rio n‹o for contribuinte do ICMS.
b) O ICMS n‹o admite um tratamento seletivo em fun•‹o da
essencialidade do produto.
c) Cabe ao Congresso Nacional, mediante lei, estabelecer al’quotas
m’nimas do ICMS nas opera•›es internas.
d) A compet•ncia tribut‡ria do Distrito Federal Ž id•ntica ˆ dos
Estados-membros.
e) A circula•‹o do Ouro definido em lei como ativo financeiro, alŽm
de tribut‡vel pelo IOF, Ž tambŽm pelo ICMS.
(a) Correta. Segundo os comandos do artigo 155, ¤2¼, VII, a al’quota
aplic‡vel ser‡ a interestadual sendo o destinat‡rio contribuinte ou n‹o (EC
87/15).
(b) Falsa. A CF/88 admite a possibilidade de aplicar al’quotas seletivas a
alguns produtos. Apesar de a seletividade ter um car‡ter facultativo, os
Estados t•m adotado tal princ’pio.
(c) Falsa. ƒ uma pegadinha! compete ao Senado Federal e n‹o ao
Congresso Nacional estabelecer al’quotas m’nimas do ICMS nas opera•›es
internas.
(d) Falsa. O DF tem, alŽm das compet•ncias Estaduais, a compet•ncia
para instituir os tributos municipais, sendo portanto diferente dos Estados-
membros.
(e) Falsa. O ouro quando definido como ativo financeiro est‡ imune ˆ
incid•ncia do ICMS.
Gabarito: Letra A.

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4.7. INCIDæNCIA RESTRITA

¤ 3¼ Ë exce•‹o dos impostos de que tratam o inciso II do caput deste


artigo e o art. 153, I e II, nenhum outro imposto poder‡ incidir
sobre opera•›es relativas a energia elŽtrica, servi•os de
telecomunica•›es, derivados de petr—leo, combust’veis e
minerais do Pa’s.

Quando se tratar de energia elŽtrica, servi•os de telecomunica•›es,


derivados do petr—leo, combust’veis e minerais, os œnicos impostos que
incidir‹o s‹o o ICMS e os impostos federais sobre comŽrcio exterior (II e
IE). Ressalvamos aqui uma pegadinha de prova interessante: a CIDE, que
Ž uma contribui•‹o e n‹o um imposto, tambŽm incide sobre essas
opera•›es.

Energia
Elétrica

Minerais Telecomunicações

Só II, IE 
e ICMS

Derivados do 
Combustíveis petróleo

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4.8. TRIBUTA‚ÌO DOS COMBUSTêVEIS E


LUBRIFICANTES (EC 33/01)

¤ 4¼ Na hip—tese do inciso XII, h, observar-se-‡ o seguinte:


I - nas opera•›es com os lubrificantes e combust’veis derivados de
petr—leo, o imposto caber‡ ao Estado onde ocorrer o consumo;

Conforme j‡ havia dito, o ICMS Ž devido ao Estado destinat‡rio,


quando se tratar de derivados do petr—leo. A sa’da de um Estado em uma
opera•‹o interestadual Ž imune para essas mercadorias.

II - nas opera•›es interestaduais, entre contribuintes, com g‡s


natural e seus derivados, e lubrificantes e combust’veis n‹o
inclu’dos no inciso I deste par‡grafo, o imposto ser‡ repartido
entre os Estados de origem e de destino, mantendo-se a mesma
proporcionalidade que ocorre nas opera•›es com as demais mercadorias;

No caso de g‡s natural e dos combust’veis que n‹o s‹o derivados


do petr—leo, se o destinat‡rio for contribuinte, o imposto ser‡ repartido
entre as UF de origem e destino, como se qualquer mercadoria fosse
(al’quota interestadual na sa’da).

III - nas opera•›es interestaduais com g‡s natural e seus derivados,


e lubrificantes e combust’veis n‹o inclu’dos no inciso I deste
par‡grafo, destinadas a n‹o contribuinte, o imposto caber‡ ao
Estado de origem;

Ainda em rela•‹o ao g‡s natural e dos n‹o derivados de petr—leo,


se o destinat‡rio for consumidor final, ou seja, n‹o contribuinte, a al’quota
usada Ž a interna e o imposto fica todo na UF de origem.

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Derivados do  ICMS para onde ocorrer 


petróleo o consumo

ICMS‐monofásico ICMS repartido 
Entre 
entre origem e 
Contribuintes destino
Gás natural e 
não derivados 
do petróleo Destinado a  ICMS para 
não  Estado de 
contribuinte origem
==0==

IV - as al’quotas do imposto ser‹o definidas mediante delibera•‹o dos


Estados e Distrito Federal, nos termos do ¤ 2¼, XII, g, observando-se o
seguinte:
a) ser‹o uniformes em todo o territ—rio nacional, podendo ser
diferenciadas por produto;

AtravŽs do conv•nio ser‡ definida uma al’quota uniforme em todo


territ—rio nacional para combust’veis e lubrificantes, inclusive para as
opera•›es internas, podendo haver diferencia•‹o apenas por tipo de
produto.

b) poder‹o ser espec’ficas, por unidade de medida adotada, ou ad


valorem, incidindo sobre o valor da opera•‹o ou sobre o pre•o que o
produto ou seu similar alcan•aria em uma venda em condi•›es de livre
concorr•ncia.

Quis o legislador prever a possibilidade de que, no caso do ICMS


monof‡sico, as al’quotas sejam espec’ficas, por unidade vendida (fato este

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que n‹o ocorreu ainda), ou ad valorem (como s‹o hoje), ou seja, um
percentual sobre a base de c‡lculo.

c) poder‹o ser reduzidas e restabelecidas, n‹o se lhes aplicando o


disposto no art. 150, III, b.

As al’quotas dos combust’veis e lubrificantes poder‹o, ap—s


reduzidas, serem restabelecidas ao patamar anterior no mesmo exerc’cio,
n‹o respeitando o princ’pio da ÒanterioridadeÓ estudado no Direito
Tribut‡rio, respeitando apenas a noventena. Veja que n‹o se trata de
aumento de al’quotas (apenas reestabelecimento) pois o limite para essa
exce•‹o Ž o percentual praticado anteriormente. Assim, se o conv•nio diz
que a al’quota da gasolina Ž de 25%, pode-se diminu’-la para 15% em
fevereiro e voltar a 25% em outubro, por exemplo, desrespeitando o
princ’pio da anterioridade.

¤ 5¼ As regras necess‡rias ˆ aplica•‹o do disposto no ¤ 4¼, inclusive as


relativas ˆ apura•‹o e ˆ destina•‹o do imposto, ser‹o estabelecidas
mediante delibera•‹o dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do ¤
2¼, XII, g.

Todas as regras necess‡rias a se colocar em pr‡tica o ICMS


monof‡sico que vimos nesse cap’tulo devem estar dispostas em conv•nio
do CONFAZ.

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Importante:

Uniformes

Podem ser diferenciadas 
por produtos
Definidas no CONFAZ
Alíquotas do ICMS‐ Exceção à anterioridade 
monofásico anual

Exceção à legalidade

Específicas ou "ad 
valorem"

18. (Pedro Diniz/2012) A respeito da tributa•‹o especial sobre os


combust’veis e lubrificantes prevista na CF/88, assinale qual das
afirmativas abaixo est‡ correta.
a) As al’quotas ser‹o estabelecidas por meio de Lei Complementar
Federal.
b) Nas opera•›es interestaduais com g‡s natural e seus derivados,
destinados a n‹o-contribuinte, o imposto ser‡ repartido entre os
Estados de origem e destino.
c) As al’quotas ser‹o diferenciadas por produto e uniformes em
todo territ—rio nacional.
d) A base de c‡lculo das opera•›es poder‹o ser restabelecidas e
reduzidas n‹o se aplicando o disposto no artigo 150, III, b da
CF/88.
e) As al’quotas poder‹o ser espec’ficas, por unidade de medida
adotada ou ad valorem, incidindo sobre o valor da opera•‹o ou
sobre o pre•o que o produto ou seu similar alcan•aria em uma
venda em livre concorr•ncia.

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(a) Falsa. As al’quotas dos combust’veis e lubrificantes ser‹o
estabelecidas por meio de conv•nio aprovado pelos Estados. (art. 155, ¤4¼,
IV Ð CF/88)
(b) Falsa. Em uma opera•‹o interestadual relativa ao ICMS monof‡sico
cujo destinat‡rio Ž um n‹o contribuinte, o imposto fica todo para o Estado
de origem e ser‡ calculado pela aplica•‹o da al’quota interna. (art. 155,
¤4¼, IV, a, CF/88)
(c) Falsa. As al’quotas poder‹o ser diferenciadas por produtos e
uniformes. (art. 155, ¤4¼, IV, a Ð CF/88)
(d) Falsa. ƒ mais uma casca de banana do examinador, lembra? Ele n‹o
est‡ do nosso lado, ent‹o vamos destru’-lo! O que pode ser reduzido e
restabelecido, como exce•‹o ao princ’pio da anterioridade Ž a
al’quota e n‹o a base de c‡lculo.
(e) Correta. Transcri•‹o literal do artigo 155, ¤4¼, IV, b da CF/88.
Gabarito: Letra E.

19. (SEFAZ-MT/UNEMAT/2008/Adaptada) Sobre as hip—teses de


incid•ncia do ICMS, analise os itens a seguir e assinale a alternativa
correta.
a) O imposto incide sobre fornecimento de mercadorias com
presta•‹o de servi•os.
b) Est‡ no campo de incid•ncia do ICMS o fato correspondente ˆ
entrada de mercadoria importada do exterior por pessoa f’sica ou
jur’dica, desde que seja contribuinte habitual do imposto
devidamente cadastrado na Secretaria de Estado de Fazenda.
c) O ICMS incide sobre a utiliza•‹o de servi•o cuja presta•‹o se
tenha iniciado em outro Estado e n‹o seja vinculada a opera•‹o ou
presta•‹o subsequente.
d) N‹o h‡ incid•ncia do ICMS sobre a entrada no estabelecimento
de contribuinte de bem ou mercadoria destinada a uso, consumo ou
ativo permanente, porque n‹o h‡ posterior circula•‹o de
mercadoria.

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e) N‹o incide o ICMS sobre a presta•‹o de servi•o de transporte
rodovi‡rio intermunicipal de passageiro, inclusive sobre o
transporte de cargas e valores.
(a) Falso. Incidir‡ ICMS se o fornecimento de mercadorias for feito
juntamente com a presta•‹o de servi•os se esse servi•o n‹o estiver inclu’do
na compet•ncia municipal para cobrar ISS. Se a presta•‹o do servi•o
estiver expressa na LC 116/03 sem ressalvas, o ISS incidir‡ sobre a
mercadoria e o servi•o (sem cobran•a de ICMS). PorŽm, em alguns casos
a LC 166/03 discrimina o servi•o mas indica que o material utilizado
naquela presta•‹o ser‡ tributado pelo ICMS. Assim, a afirma•‹o est‡
incorreta pois haver‡ casos em que o fornecimento de mercadorias com
presta•‹o de servi•os ser‡ tributado somente pelo ISS.
(b) Falso. Importou? Se lascou quando o assunto Ž ICMS. Importou
mercadoria ou servi•o, deve recolher ICMS. N‹o importa se o importador
Ž pessoa f’sica ou jur’dica, se Ž com intuito comercial ou n‹o, seja ele
contribuinte habitual ou n‹o. Vejamos:

CF/88. Art. 155, ¤2¼ (...)


IX - incidir‡ tambŽm:
a)sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por
pessoa f’sica ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual
do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre
o servi•o prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver
situado o domic’lio ou o estabelecimento do destinat‡rio da mercadoria,
bem ou servi•o;

(c) Correta. Temos, como exemplo, o ICMS diferencial de al’quotas, sobre


o servi•o de transporte interestadual. Cabe o "DIFAL" (diferencial de
al’quotas) sobre a mercadoria recebida e sobre a presta•‹o do servi•o
tambŽm.

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VII - nas opera•›es e presta•›es que destinem bens e servi•os a


consumidor final, contribuinte ou n‹o do imposto, localizado em
outro Estado, adotar-se-‡ a al’quota interestadual e caber‡ ao
Estado de localiza•‹o do destinat‡rio o imposto correspondente
ˆ diferen•a entre a al’quota interna do Estado destinat‡rio e a
al’quota interestadual;

(d) Falso. O fato de n‹o haver sa’da posterior n‹o tem rela•‹o com a
exist•ncia de fato gerador na entrada de mercadorias para uso, consumo
ou ativo permanente. Nesses casos haver‡ a incid•ncia do ICMS diferencial
de al’quota (DIFAL) que vermos com maior propriedade ao estudarmos a
lei Kandir.
(e) Falso. N‹o incide se o transporte for intramunicipal ou internacional!
O transporte intermunicipal Ž sim fato gerador do ICMS.
Gabarito: C.

20. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Com rela•‹o ao ICMS, assinale a


alternativa correta.
a) Os servi•os de comunica•‹o n‹o est‹o sujeitos ao ICMS.
b) N‹o pode haver uma mesma opera•‹o comercial, ainda que de
natureza mista (com fornecimento de mercadoria e presta•‹o de
servi•os), que seja tributada tanto pelo ICMS (valor da mercadoria)
como pelo ISS (valor do servi•o).
c) Incide no caso de transfer•ncia de titularidade de bens do ativo
fixo ou imobilizado.
d) N‹o incide quando se tratar de bem ou mercadoria importado
por pessoa que n‹o seja contribuinte habitual do imposto, nos
termos das Constitui•‹o Federal.
e) Ser‡ garantida a manuten•‹o e o aproveitamento do montante
do imposto cobrado nas opera•›es e presta•›es anteriores no caso
de exporta•‹o de mercadorias, mesmo que a Constitui•‹o Federal

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expressamente determine a n‹o incid•ncia do ICMS sobre
mercadorias e servi•os destinados ao exterior.
(a) Falso. Muito cuidado com essa afirma•‹o! Os servi•os de comunica•‹o
n‹o onerosa n‹o est‹o sujeitos ao ICMS. Os que forem onerosos ter‹o a
incid•ncia normal do imposto (telefone celular, tv a cabo, etc.).
(b) Falso. Pode sim. A lei complementar 116/03, que trata do ISS, prev•
que em algumas situa•›es poder‡ haver a incid•ncia do ISS sobre o servi•o
e do ICMS sobre a mercadoria.
(c) Falso. Bens do ativo fixo ou imobilizado n‹o s‹o mercadorias, s‹o bens
usados. Assim sendo, n‹o sofrem a incid•ncia do ICMS.
(d) Falso. Em muitos impostos Ž irrelevante a habitualidade para que o
fato gerador considere-se praticado. O ICMS tambŽm tem casos assim, que
Ž o caso da nossa quest‹o. Na importa•‹o n‹o Ž aferida a habitualidade
para fins de incid•ncia do imposto. Entretanto, o seu fato gerador mais
marcante, a sa’da de mercadorias, requer que a pessoa que d• a sa’da
tenha habitualidade nessa opera•‹o, ou seja, que realize esse mesmo
procedimento repetidas vezes de forma constante durante o tempo.
(e) Correta. O ICMS funciona na sistem‡tica de crŽditos e dŽbitos. Assim
sendo, de forma leiga, toda mercadoria que entrar gera crŽdito e toda que
sair gera dŽbito. Agora, regra geral, se n‹o h‡ dŽbito na sa’da (por uma
isen•‹o, por exemplo), voc• n‹o poder‡ ter crŽdito na entrada. Entretanto,
existem exce•›es a essa regra. ƒ o caso da exporta•‹o, quando a sa’da
ser‡ imune (n‹o havendo dŽbito) e mesmo assim o crŽdito da entrada das
mercadorias poder‡ ser mantido.
Gabarito: E.

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5. REPARTI‚ÌO DE RECEITA TRIBUTçRIA

Art. 158. Pertencem aos Munic’pios:


IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecada•‹o do imposto do
Estado sobre opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre
presta•›es de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunica•‹o.
Par‡grafo œnico. As parcelas de receita pertencentes aos Munic’pios,
mencionadas no inciso IV, ser‹o creditadas conforme os seguintes
critŽrios:
I - tr•s quartos, no m’nimo, na propor•‹o do valor adicionado nas
opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e nas presta•›es de
servi•os, realizadas em seus territ—rios;
II - atŽ um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual ou,
no caso dos Territ—rios, lei federal.

A nossa Constitui•‹o determinou como deve ser a distribui•‹o das


receitas do ICMS. Observe que ela n‹o o fez de maneira est‡tica: deixou
certa liberdade para os Estados. Assim, dentro do limite imposto pela
CF/88, podem os Estados determinar como ser‡ feita a reparti•‹o para os
munic’pios.
Vejamos:

Proporcionalmente
MÍNIMO 3/4 ao valor das 
operações
Repartição do ICMS 
aos Municípios
Da maneira como o
MÁXIMO 1/4 Estado quiser (por 
lei)

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Tais limita•›es t•m a fun•‹o de diminuir a discricionariedade de cada
ente em dividir de maneira desigual o valor do ICMS, seja por quest›es
pol’ticas ou seja por quest›es pessoais. Desta forma, o Estado ficou com
atŽ ! do valor do ICMS para distribuir aos Munic’pios da maneira que bem
entender (obviamente desde que previsto em lei). No m’nimo " dever‹o
ser obrigatoriamente distribu’dos de maneira proporcional ao ICMS gerado
pelos Munic’pios. Os que geraram mais ICMS receber‹o mais ICMS. Os que
geraram menos ICMS receber‹o menos.

21. (SEFAZ-SP/FCC/2009) A Constitui•‹o Federal de 1988 cuida da


reparti•‹o de receitas tribut‡rias do ICMS da seguinte forma:
I. cinquenta por cento do produto da arrecada•‹o pertencem aos
Munic’pios.
II. tr•s quartos, no m’nimo, do que Ž destinado aos Munic’pios ser‡
devido na propor•‹o do valor adicionado nas opera•›es relativas ˆ
circula•‹o de mercadorias e nas presta•›es de servi•os, realizadas
em seus territ—rios.
III. atŽ um quarto do que Ž destinado aos Munic’pios ser‡ creditado
conforme dispuser lei estadual.
IV. lei estadual poder‡ utilizar-se de critŽrios a serem preenchidos
pelos Munic’pios para realizar a reparti•‹o de receita do ICMS.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) I,II e III.
(C) I e III.
(D) II, III e IV.
(E) II e IV.

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Quest‹o bem literal sobre reparti•‹o de receitas do ICMS. Vamos l‡.
(I) Falso. Vimos que o percentual do ICMS a ser distribu’do para os
Munic’pios Ž de 25%. N‹o confunda com o IPVA, que Ž de 50%.
(II) , (III) e (IV) Corretas. Conseguimos facilmente responder utilizando
apenas nosso esquema. ƒ a literalidade dos artigo 158, par‡grafo œnico,
incisos I e II.

Proporcionalmente
MÍNIMO 3/4 ao valor das 
operações
Repartição do ICMS 
aos Municípios
Da maneira como o
MÁXIMO 1/4 Estado quiser (por 
lei)

Gabarito: letra D.

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6. EC 87/2015

Agora vamos partir para uma parte de suma import‰ncia que Ž a


modifica•‹o inserida pela EC 87/2015. Como se trata de um assunto muito
relevante e atual, explicarei minuciosamente com v‡rios exemplos e
quadrinhos toda a sistem‡tica dessa emenda.
Antes da EC 87/2015 a CF/88 tratava de forma diferenciada a
tributa•‹o, uma vez que se utilizava a al’quota interna quando a mercadoria
era destinada a um n‹o contribuinte do ICMS. Atualmente, ap—s o advento
da ÒPEC do ComŽrcio Eletr™nicoÓ, n‹o existe mais essa distin•‹o, sendo
devida a reparti•‹o do ICMS interestadual entre Estados remetentes e
destinat‡rios. A motiva•‹o para tal mudan•a Ž bem simples e not—ria, se
deu pelo fato de termos um aumento exponencial dessas opera•›es, n‹o
s— de forma presencial, mas principalmente pela internet, n‹o sendo muito
justo com os Estados consumidores que o imposto ficasse 100% para onde
est‡ o remetente da mercadoria.
Ficou estabelecida tambŽm a responsabilidade pelo recolhimento e
repasse ˆ UF de destino, do imposto cabido ˆ esta. Quando o destinat‡rio
Ž contribuinte, sem problemas, este mesmo faz o recolhimento ao seu
sujeito ativo. Opostamente, no caso do destinat‡rio n‹o ser contribuinte do
ICMS, a responsabilidade recai sobre o remetente, mesmo este estando
situado em outra UF.
Por ser um assunto relativamente novo o examinador vir‡ com
sangue nos olhos! Vamos entender o antes e o depois?

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Antes da EC 87/15, a reda•‹o da CF/88 era assim:

Art. 155, ¤ 2¼, VII - em rela•‹o ˆs opera•›es e presta•›es que


destinem bens e servi•os a consumidor final localizado em outro
Estado, adotar-se- ‡:
a) a al’quota interestadual, quando o destinat‡rio for contribuinte
do imposto;
b) a al’quota interna, quando o destinat‡rio n‹o for contribuinte
dele;
VIII - na hip—tese da al’nea "a" do inciso anterior, caber‡ ao Estado da
localiza•‹o do destinat‡rio o imposto correspondente ˆ diferen•a entre a
al’quota interna e a interestadual.

Nas opera•›es interestaduais destinadas a n‹o contribuintes do


ICMS, era adotada a al’quota interna do Estado de origem e o ICMS ficava
todo para a UF do remetente.
Assim, se a al’quota de Rond™nia fosse 17% para uma determinada
mercadoria e ela fosse vendida para um consumidor final n‹o contribuinte
em S‹o Paulo por R$ 100, R$ 17 ficariam em Rond™nia e nada seria
destinado ˆ S‹o Paulo.
Mas, se a al’quota de S‹o Paulo fosse 17% para uma determinada
mercadoria e ela fosse vendida por um contribuinte de Santa Catarina para
um consumidor final contribuinte em S‹o Paulo por R$ 100, apenas R$ 12
ficariam em Santa Catarina (12% de al’quota interestadual * R$ 100). A
S‹o Paulo seria destinado o diferencial de al’quota de 5% (17% de al’quota
interna Ð 12% de al’quota interestadual). S‹o Paulo teria ent‹o R$ 5 a t’tulo
de ICMS (5% * R$ 100).

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Veja o esquema abaixo:

Destinatário não
contribuinte do  Alíquota Interna
Antes da EC  ICMS
87
(venda  Alíquota 
interestadual a  Interestadual para 
consumidor final) Destinatário  o Estado origem
contribuinte do 
ICMS Diferencial de 
alíquota para o 
Estado destino

Agora, vejamos como ficou ap—s a EC 87/2015:

Art. 155 (É) ¤2 ¼ O imposto previsto no inciso II atender‡ ao seguinte:


VII Ð nas opera•›es e presta•›es que destinem bens e servi•os a
consumidor final, contribuinte ou n‹o do imposto, localizado em
outro Estado, adotar-se-‡ a al’quota interestadual e caber‡ ao
Estado de localiza•‹o do destinat‡rio o imposto correspondente
ˆ diferen•a entre a al’quota interna do Estado destinat‡rio e a
al’quota interestadual;
VIII Ð a responsabilidade pelo recolhimento do imposto
correspondente ˆ diferen•a entre a al’quota interna e a
interestadual de que trata o inciso VII ser‡ atribu’da:
a) ao destinat‡rio, quando este for contribuinte do imposto;
b) ao remetente, quando o destinat‡rio n‹o for contribuinte do
imposto;

Ent‹o, o que mudou afinal? Basicamente voc• n‹o precisa mais ficar
fazendo um milh‹o de perguntas na hora de uma opera•‹o interestadual.
A principal mudan•a foi que n‹o importa mais se o destinat‡rio da
mercadoria Ž contribuinte ou n‹o, pois sempre ser‡ aplicada a al’quota

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interestadual. E mais, o diferencial de al’quota ainda existe, mas agora
ele tambŽm ser‡ aplicado se o destinat‡rio do outro Estado for consumidor
final n‹o contribuinte do imposto. Isso se deve ao fato dos Estados
"consumidores" terem lutado para reduzir um pouco as injusti•as
tribut‡rias causadas pelo simples fato de a mercadoria sair dos Estados do
Sul e Sudeste em sua maioria, a despeito de serem "consumidas" pelos
Entes das regi›es, N, NE e CO. Com isso passamos a ter uma melhor
equaliza•‹o na reparti•‹o do ICMS nestas opera•›es.
Entretanto, como qualquer mudan•a que impacte no bolso de
alguŽm, esta foi escalonada para que os Estados mais ricos pudessem ir se
adaptando ˆs futuras perdas de arrecada•‹o e pudessem tomar medidas
compensat—rias. Assim sendo, foi adicionado o artigo 99 da ADCT, que trata
desse escalonamento. Vejamos:

Art. 99. Para efeito do disposto no inciso VII do ¤ 2¼ do art. 155, no caso
de opera•›es e presta•›es que destinem bens e servi•os a consumidor
final n‹o contribuinte localizado em outro Estado, o imposto
correspondente ˆ diferen•a entre a al’quota interna e a interestadual ser‡
partilhado entre os Estados de origem e de destino, na seguinte
propor•‹o:
I - para o ano de 2015: 20% (vinte por cento) para o Estado de destino
e 80% (oitenta por cento) para o Estado de origem;
II - para o ano de 2016: 40% (quarenta por cento) para o Estado de
destino e 60% (sessenta por cento) para o Estado de origem;
III - para o ano de 2017: 60% (sessenta por cento) para o Estado de
destino e 40% (quarenta por cento) para o Estado de origem;
IV - para o ano de 2018: 80% (oitenta por cento) para o Estado de
destino e 20% (vinte por cento) para o Estado de origem;
V - a partir do ano de 2019: 100% (cem por cento) para o Estado de
destino."

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Trazendo para a pr‡tica, vamos imaginar uma loja virtual de
cal•ados, localizada no Estado de S‹o Paulo, que vende um par de t•nis
para uma pessoa f’sica localizada no Estado de Santa Catarina por R$ 100.
Pela sistem‡tica antiga, dever’amos utilizar a al’quota interna do Estado de
S‹o Paulo (18%, por exemplo) e a totalidade do imposto iria para SP (18%
x R$ 100 = R$ 18).
Entretanto, se aquela mesma loja de cal•ados, localizada em SP,
vende 10 pares de t•nis, por R$ 1.000 para uma loja de eletrodomŽsticos
localizada em SC utilizar como pe•a do uniforme de seus vendedores,
temos a seguinte situa•‹o (considerando al’quota Interestadual de 12% e
al’quota Interna de SC de 17%):

ICMS devido ˆ SP: 12% x R$ 1.000 = R$ 120


ICMS devido ˆ SC (DIFAL): (17% - 12%) x R$ 1.000 = R$ 50

E hoje?
Imaginemos que, em 10/01/2017, aquela mesma loja de cal•ados
localizada em SP venda 1 par de t•nis para um n‹o-contribuinte do RJ.
Considerando a al’quota interna do RJ como 19% e o valor total da nota
fiscal como R$ 100, podemos saber quanto de ICMS iria para cada Estado.
Entretanto preste muita aten•‹o. O enunciado disse que a opera•‹o foi
realizada em 2017 e por isso teremos a divis‹o do DIFAL.

Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 12% x R$ 100 = R$ 12. (I)
Diferencial de al’quota: (19% - 12%) x R$ 100 = R$ 7.
Parcela do diferencial de al’quota devida a SP (Estado de Origem):
40% x 7 = R$ 2,80. (II)
Parcela do diferencial de al’quota devida ao RJ (Estado de Destino):
60% x 7 = R$ 4,20. (III)
Ent‹o, o total para SP ser‡ I + II = R$ 12 + R$ 2,8 = R$ 14,8.
J‡ o total para o RJ ser‡ R$ 4,20. (III)

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Vejamos o esquema:

Alíquota 
Interestadual para a 
Destinatário não origem
contribuinte do 
ICMS Há partilha do 
Pós EC 87 Diferencial de 
Alíquota
(venda 
interestadual a 
consumidor final)
Alíquota 
Interestadual 
Destinatário  para a origem
contribuinte do 
ICMS Não há partilha 
do Diferencial de 
Alíquota

Mas quem Ž o respons‡vel por esse recolhimento do diferencial de


al’quota?

Destinatário não
Responsável  contribuinte do  Rementente
pelo  ICMS
recolhimento do 
DIFAL Destinatário 
contribuinte do  Destinatário
ICMS

Mas por que as vezes o destinat‡rio Ž respons‡vel pelo recolhimento


do imposto e outras vezes Ž o destinat‡rio? Vamos entender a l—gica disso?
O Fisco sempre vai ter uma tend•ncia a querer fiscalizar de maneira
concentrada. O que Ž isso? Imagine a loucura que seria se o Fisco tivesse
que fiscalizar todos os fazendeiros que vendem leite para as indœstrias?
Seria invi‡vel. Por isso os Fiscos tendem a concentrar a fiscaliza•‹o na
entrada de leite nas indœstrias, como voc• ver‡ na aula sobre diferimento

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do imposto. No caso do recolhimento do diferencial de al’quota a l—gica Ž
parecida. ƒ mais f‡cil fiscalizar se a ÒCasas BahiaÓ em uma opera•‹o
interestadual recolheu o diferencial de al’quota ou fiscalizar cada cidad‹o
que comprou mercadoria dela? Imagine o Fisco batendo na sua porta pra
cobrar o diferencial de al’quota daquele Ipad que voc• comprou? Coisa de
doido, nŽ? Por isso, caso o destinat‡rio da mercadoria seja n‹o contribuinte
(como voc•), o remetente fica como respons‡vel pelo recolhimento do
diferencial de al’quota.
Mas se o destinat‡rio for contribuinte do imposto, concorda que fica
mais f‡cil? Cobrar o destinat‡rio que Ž contribuinte e est‡ localizado no
mesmo Estado do Fisco que est‡ recebendo a mercadoria n‹o Ž mais f‡cil
que fiscalizar o remetente que est‡ l‡ em outro Estado?
Como de praxe, vamos a exemplos para entendermos a sistem‡tica
da EC 87/2015.

Exemplo 26) Imagine que a Empresa NADAVæ, localizada em Niter—i-RJ,


realize uma venda de material de limpeza para consumo da empresa
TUDOAVæ, contribuinte do ICMS domiciliada em Corumb‡-MS por R$ 1.000.
Considerando que a al’quota interna do Mato Grosso do Sul seja de 20%
para esse material de limpeza, quanto seria o ICMS devido ao Rio de Janeiro
e ao Mato Grosso do Sul?

Precisamos verificar que se trata de um contribuinte vendendo para um


contribuinte consumidor final localizado fora do Estado. Ent‹o, o RJ ficar‡
com 7% x R$ 1.000 = 70 e o MS ficar‡ com (20% - 7%) x R$ 1.000 = R$
130.

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Repare que o diferencial de al’quota (130) n‹o Ž partilhado entre os Estados


por se tratar de um contribuinte consumidor final.

Exemplo 27) Imagine que a Empresa NADAVæ, localizada em Niter—i-RJ,


realize uma venda de uma bicicleta para o Seu Jo‹o, domiciliado em
Corumb‡-MS por R$ 1.000. Considerando que a al’quota interna do Mato
Grosso do Sul seja de 20% para bicicletas, quanto seria o ICMS devido ao
Rio de Janeiro e ao Mato Grosso do Sul:

a) em 2016?
Agora a hist—ria mudou. Temos um n‹o contribuinte em um dos polos da
rela•‹o. Veja que o destinat‡rio Ž n‹o contribuinte do imposto e por isso
entraremos na regra de transi•‹o e o diferencial de al’quota n‹o ser‡ todo
para o Estado de destino mas sim partilhado em 60% para o Estado de
origem e 40% para o Estado de destino.
Ent‹o, o RJ ficar‡ com duas parcelas do imposto. Uma referente ˆ al’quota
interestadual de 7% e outra pela partilha do diferencial de al’quota.

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Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 7% x R$ 1.000 = R$ 70. (I)
Diferencial de al’quota: (20% - 7%) x R$ 1.000 = R$ 130.
Parcela do diferencial de al’quota devida ao RJ (Estado de Origem):
60% x 130 = R$ 78. (II)
Parcela do diferencial de al’quota devida ao MS (Estado de Destino):
40% x 130 = R$ 52. (III)
Ent‹o, o total para o RJ ser‡ I + II = R$ 70 + R$ 78 = R$ 148.
J‡ o total para o MS ser‡ R$ 52. (III)

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b) em 2017?
Em 2017 mudam-se apenas os percentuais da divis‹o do diferencial de
al’quota.
O RJ ficar‡ com duas parcelas do imposto. Uma referente ˆ al’quota
interestadual de 7% e outra pela partilha do diferencial de al’quota.

Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 7% x R$ 1.000 = R$ 70. (I)
Diferencial de al’quota: (20%-7%) x R$ 1.000 = R$ 130.
Parcela do diferencial de al’quota devida ao RJ (Estado de Origem):
40% x 130 = R$ 52. (II)
Parcela do diferencial de al’quota devida ao MS (Estado de Destino):
60% x 130 = R$ 78. (III)
Ent‹o, o total para o RJ ser‡ I + II = R$ 70 + R$ 52 = R$ 122.
J‡ o total para o MS ser‡ R$ 78. (III)

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c) em 2018?
Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 7% x R$ 1.000 = R$ 70. (I)
Diferencial de al’quota: (20%-7%) x R$ 1.000 = R$ 130.
Parcela do diferencial de al’quota devida ao RJ (Estado de Origem):
20% x 130 = R$ 26. (II)
Parcela do diferencial de al’quota devida ao MS (Estado de Destino):
80% x 130 = R$ 104. (III)
Ent‹o, o total para o RJ ser‡ I + II = R$ 70 + R$ 26 = R$ 96.
J‡ o total para o MS ser‡ R$ 104,00. (III)

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d) em 2019?
Em 2019 teremos 100% do diferencial de al’quota para o Estado de destino.
Assim, n‹o haver‡ mais partilha do diferencial de al’quota, da mesma forma
que hoje ocorre quando o destinat‡rio Ž contribuinte.

Vamos calcular?
ICMS pela sa’da Interestadual: 7% x R$ 1.000 = R$ 70.
Diferencial de al’quota: (20%-7%) x R$ 1.000 = R$ 130. Todo devido ao
MS.

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Pessoal, espero que tenham gostado nessa nossa aula inicial. ƒ assim
que trarei os dispositivos de nossa legisla•‹o durante todo o curso: muitos
exemplos, exerc’cios, cores e esquemas. Estou ˆ disposi•‹o no email, no
f—rum ou nas redes sociais.
AtŽ a pr—xima!
Abra•o,

Prof. Eduardo Da Rocha

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7. BATERIA DE QUESTÍES

22. (SEFAZ-SC/FEPESE/2010) Assinale a alternativa correta,


quanto ao ICMS:
a)! O ICMS Ž um imposto n‹o-cumulativo.
b)! O ICMS Ž um imposto de compet•ncia exclusiva dos Estados.
c)! O ICMS Ž um imposto cumulativo, n‹o podendo ser
compensado.
d)! O ICMS, por incidir em cada etapa da circula•‹o de
mercadoria, dispensa a emiss‹o de nota ou cupom fiscal.
e)! O ICMS Ž um imposto que pode ser tanto cumulativo como
n‹o-cumulativo.
(a) Correto. A principal caracter’stica do ICMS Ž a n‹o cumulatividade.
Assim, deve-se compensar os dŽbitos e crŽditos para sua apura•‹o.
(b) Falso. O ICMS Ž um imposto de compet•ncia dos Estados e do DF. N‹o
esque•a do DF!
(c) Falso. ƒ justamente o oposto, que comentamos na alternativa (a). O
ICMS Ž um imposto n‹o-cumulativo.
(d) Falso. Chega a beirar o absurdo, nŽ? O que que tem a ver uma coisa
com a outra? O ICMS incide sim em cada etapa da circula•‹o mas n‹o
dispensa de forma alguma emiss‹o de nota ou cupom fiscal.
(e) Falso. O ICMS ser‡ sempre n‹o-cumulativo.
Gabarito: letra A.

23. (SEFAZ-SP/FCC/2006) Ocorre o fato gerador do ICMS,


a)! na presta•‹o de servi•os compreendida na compet•ncia
tribut‡ria dos munic’pios, se houver fornecimento de mercadoria.
b)! na presta•‹o de servi•os n‹o-compreendidos na compet•ncia
tribut‡ria dos munic’pios.
c)! o fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que,
por indica•‹o expressa da Lei n¼ 6.374/89, que disp›e sobre a

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institui•‹o do ICMS no Estado de S‹o Paulo, sujeitem-se ˆ
incid•ncia do imposto de compet•ncia estadual.
d)! no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que,
por indica•‹o de lei complementar, sujeitem-se ˆ incid•ncia do
imposto de compet•ncia estadual.
e)! no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que,
por indica•‹o da lei municipal, sujeitem-se ˆ incid•ncia do imposto
de compet•ncia estadual.
(a) Falso. No caso de presta•‹o de servi•o que for da compet•ncia
tribut‡ria do munic’pio, s— haver‡ incid•ncia do ICMS caso a lei do ISS fa•a
uma ressalva apontando que ir‡ incidir o ICMS sobre a mercadoria e o ISS
sobre o servi•o. Caso a lei do ISS n‹o cite tal ressalva, o ISS ser‡ calculado
tanto sobre o servi•o quanto sobre a mercadoria fornecida por ocasi‹o da
presta•‹o do servi•o.
(b) Falso. A afirmativa est‡ incompleta. O ICMS incidir‡ sobre o valor total
da opera•‹o, quando mercadorias forem fornecidas com servi•os n‹o
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos Munic’pios.
Se o servi•o n‹o est‡ expresso na LC 116/03 n‹o h‡ que se falar em ISS.
Como a alternativa n‹o falou que existe fornecimento de mercadoria junto
com servi•o, n‹o incidir‡ ICMS pois, no caso de servi•os sem mercadorias,
o ICMS s— incide sobre transporte interestadual, intermunicipal e de
comunica•›es.
(c) Falso. A quest‹o est‡ errada por mencionar que a indica•‹o de ressalva
do ICMS dever‡ ser na Lei do Estado de S‹o Paulo. Na verdade, essa
ressalva est‡ expressa na LC 116/03.
(d) Correto. Foi a LC 116/03 que trouxe as ressalvas. Assim, se um
determinado servi•o estiver expresso na LC 116/03 com ressalva de ICMS,
incidir‡ ICMS sobre o material e o ISS sobre o servi•o.
(e) Falso. A quest‹o est‡ errada por mencionar que a indica•‹o de ressalva
do ICMS dever‡ ser na lei municipal. Na verdade, essa ressalva est‡

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expressa na LC 116/03.
Gabarito: letra D.

24. (SEFAZ-RJ/FGV/2008/Adaptada) Analise as afirmativas a


seguir:
I. Nas opera•›es ou presta•›es que destinem mercadorias ao
exterior, n‹o h‡ incid•ncia do ICMS, devendo o contribuinte
exportador estornar o crŽdito do imposto cobrado nas opera•›es
anteriores.
II. O ICMS incidente na importa•‹o de mercadorias e bens Ž devido
ao Estado do seu estabelecimento destinat‡rio.
III. O ICMS n‹o incidir‡ sobre opera•›es que destinem a outros
Estados petr—leo, inclusive lubrificantes, combust’veis l’quidos e
gasosos dele derivados, e energia elŽtrica.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III forem verdadeiras.
b) se somente a afirmativa II for verdadeira.
c) se somente a afirmativa I for verdadeira.
d) se somente a afirmativa III for verdadeira.
e) se somente as afirmativas I, II, III forem verdadeiras.
(I) Falso. ƒ bem verdade que as exporta•›es s‹o imunes porŽm a CF
garantiu a manuten•‹o do crŽdito do ICMS para essas opera•›es. Assim,
n‹o Ž necess‡rio efetuar o estorno desse crŽdito.

CF/88. Art. 155, ¤2¼ (...)


X - n‹o incidir‡:
a) sobre opera•›es que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre
servi•os prestados a destinat‡rios no exterior, assegurada a
manuten•‹o e o aproveitamento do montante do imposto
cobrado nas opera•›es e presta•›es anteriores;

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(II) Correto. Diferentemente das exporta•›es, as importa•›es s‹o
tributadas normalmente pelo ICMS.

CF/88. Art. 155, ¤2¼ (...)


IX - incidir‡ tambŽm:
a)sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por
pessoa f’sica ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual do
imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o servi•o
prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver
situado o domic’lio ou o estabelecimento do destinat‡rio da
mercadoria, bem ou servi•o;

(III) Correto. A sa’da desses produtos s‹o imunes. Veremos na Lei Kandir
que, dependendo da destina•‹o dessas mercadorias, poder‡ incidir ICMS
na entrada do Estado adquirente. Mas fique tranquilo. Isso Ž assunto para
aulas futuras.

X - n‹o incidir‡:
b) sobre opera•›es que destinem a outros Estados petr—leo, inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e
energia elŽtrica;

Gabarito: letra A.

25. (SEFAZ-AL/CESPE/2008) Considerando o ICMS, julgue o item


abaixo.
O ICMS incide sobre a entrada de mercadoria importada do exterior,
ainda que se trate de bem destinado a consumo ou ativo fixo do
estabelecimento, assim como sobre servi•o cuja presta•‹o tenha-
se iniciado no exterior.
Correto. Falou em importa•‹o, falou em ICMS. N‹o importa se foi pra
consumo, revenda, ativo fixo ou qualquer outra finalidade.

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26. (SEFAZ-AL/CESPE/2002) Com rela•‹o a aspectos da legisla•‹o
tribut‡ria no estado de Alagoas, julgue o item seguinte.
O ICMS incide sobre as opera•›es que destinem a outro estado
energia elŽtrica ou petr—leo, inclusive lubrificantes ou combust’veis
l’quidos e gasosos dele derivados.
Falso. A sa’da desses produtos s‹o imunes. Veremos na lei Kandir que,
dependendo da destina•‹o dessas mercadorias, poder‡ incidir ICMS na
entrada do Estado adquirente. Mas fique tranquilo. Isso Ž assunto para
aulas futuras.

X - n‹o incidir‡:
b) sobre opera•›es que destinem a outros Estados petr—leo, inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e
energia elŽtrica;

27. (InŽdita) Julgue o seguinte item:


N‹o incide ICMS nas opera•›es interestaduais com lubrificantes.
Falso. Muita aten•‹o! Muita calma nessa hora! S— n‹o incide ICMS nas
opera•›es que destinem a outros Estados lubrificantes derivados do
petr—leo! O ICMS s— n‹o Ž devido na sa’da (e ainda sim se for derivado do
petr—leo). Na entrada, se for para consumo, incidir‡ normalmente.

28. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) Assinale a afirmativa correta.


a) O fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e similares
constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS, exceto no caso de ‡gua
mineral e refrigerantes contendo suco de frutas.
b) O fornecimento de mercadorias, quando feito com presta•‹o de
servi•os, n‹o constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
c) A entrada de bem importado do exterior por pessoa jur’dica n‹o
contribuinte habitual do imposto s— constituir‡ hip—tese de
incid•ncia do ICMS se o bem n‹o se destinar ao seu consumo
pr—prio.

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d) Para que a presta•‹o de servi•os de transporte de valores
constitua hip—tese de incid•ncia do ICMS Ž necess‡rio que se trate
de servi•o interestadual.
e) A entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica
constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
(a) Falso. Essa alternativa ser‡ estudada na aula de lei Kandir, mas j‡
adianto que n‹o existe essa exce•‹o quanto a ‡gua mineral e refrigerantes:
Ž ICMS goela a dentro!
(b) Falso. Incidir‡ ICMS se o fornecimento de mercadorias for feito
juntamente com a presta•‹o de servi•os se esse servi•o n‹o estiver inclu’do
na compet•ncia municipal para cobrar ISS. Se a presta•‹o do servi•o
estiver expressa na LC 116/03 sem ressalvas, o ISS incidir‡ sobre a
mercadoria e o servi•o. PorŽm, em alguns casos a LC 166/03 discrimina o
servi•o mas indica que o material utilizado naquela presta•‹o ser‡ tributado
pelo ICMS. Assim, a afirma•‹o est‡ incorreta pois pode sim haver casos em
que incidir‡ ICMS sobre fornecimento de mercadoria com presta•‹o de
servi•os.
(c) Falso. Importou? Se lascou quando o assunto Ž ICMS. Importou
mercadoria ou servi•o, deve recolher ICMS. N‹o importa se o importador
Ž pessoa f’sica ou jur’dica, se Ž com intuito comercial ou n‹o, seja ele
contribuinte habitual ou n‹o.
(d) Falso. Lembre que, pela nossa CF, configura-se hip—tese de incid•ncia
do ICMS a presta•‹o de servi•o transporte (qualquer um deles)
intermunicipal ou interestadual.
(e) Correto. Importou, se lascou. Vale o mesmo coment‡rio da alternativa
(c).
Gabarito: letra E.

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29. (SEFAZ-MS/FGV/2006) A respeito da incid•ncia do ICMS,
analise as afirmativas a seguir:
I. Incide sobre qualquer tipo de presta•‹o de servi•os de
comunica•‹o.
II. Incide sobre o transporte intermunicipal de valores.
III. N‹o incide sobre opera•‹o que destine ao exterior produto
prim‡rio.
Assinale:
a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
b) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
(I) Falso. O ICMS n‹o incidir‡ caso a presta•‹o seja gratuita.
(II) Correto. S— est‹o fora do campo de incid•ncia os transportes
intramunicipais e internacionais (e por decis‹o do STF, o transporte de
pessoas pelo modal aŽreo).
(III) Correto. Toda exporta•‹o Ž imune.
Gabarito: letra D.

30. (SEFAZ-MG/ESAF/2005) Assinale a afirmativa correta.


a) Incide o ICMS no recebimento, pelo destinat‡rio, de combust’vel
derivado do petr—leo, oriundo de outra unidade da Federa•‹o e
destinado ao seu pr—prio consumo.
b) Em rela•‹o ˆs mercadorias importadas do exterior por pessoa
jur’dica, o ICMS s— incidir‡ por ocasi‹o da sa’da do estabelecimento
do importador.
c) O ICMS n‹o incide sobre bens importados do exterior por pessoa
f’sica, destinados a seu consumo pr—prio.
d) N‹o incide ICMS sobre a presta•‹o de servi•o de transporte
interestadual de bens, realizada por contribuinte do imposto,
quando sem resultado financeiro para o prestador.

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e) N‹o ocorre o fato gerador do ICMS no fornecimento de
mercadorias com presta•‹o de servi•os.
(a) Correto. O ICMS Ž imune nas opera•›es que destinem combust’vel
derivado do petr—leo ˆ outra unidade da Federa•‹o. O ICMS ser‡ devido na
entrada do Estado de destino.
(b) Falso. O momento da incid•ncia do ICMS na importa•‹o Ž o
desembara•o aduaneiro. TambŽm veremos isso de maneira pormenorizada
quando estudarmos a Lei Kandir.
(c) Falso. Importou, se lascou. N‹o importa quem est‡ importando e nem
para que.
(d) Falso. O resultado financeiro Ž irrelevante para a incid•ncia do ICMS.
Isso significa dizer que, mesmo que o prestador tenha preju’zo financeiro,
dever‡ recolher ICMS.
(e) Falso. Existem ocasi›es em que o ICMS incidir‡ no fornecimento de
mercadorias com presta•‹o de servi•os. Caso o servi•o n‹o esteja previsto
na LC 116/03 e for prestado com fornecimento de mercadoria, incidir‡ ICMS
sobre tudo.
Gabarito: letra A.

31. (SEFA-PA/ESAF/2002) Entre as opera•›es ou presta•›es


abaixo, assinale a que n‹o implica incid•ncia do ICMS.
a) Entrada de mercadoria importada do exterior, por pessoa
natural, destinada ao seu consumo pr—prio.
b) Presta•‹o de servi•o intramunicipal de transporte de valores.
c) Fornecimento de bebidas em restaurantes.
d) Venda de bem ao arrendat‡rio, em opera•‹o de arrendamento
mercantil.
e) Presta•‹o onerosa de servi•o de comunica•‹o.
(a) Implica incid•ncia. Importou?? Se lascou.
(b) N‹o implica incid•ncia. Aten•‹o, hein? Sobre transporte
intramunicipal e internacional n‹o incide ICMS.

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(c) Implica incid•ncia. Bebida Ž uma mercadoria como qualquer outra,
sendo devido o ICMS. Tanto Ž que veremos ao longo do curso que a lei
Kandir prev• expressamente a incid•ncia nesse caso de fornecimento de
bebidas.
(d) Implica incid•ncia. N‹o vimos esse assunto na aula mas j‡ adianto:
o ICMS n‹o incide em opera•›es de arrendamento mercantil mas incide
sobre a venda do bem ao arrendat‡rio. Ou seja, se voc• realiza um contrato
de leasing de um carro n‹o incidir‡ ICMS (Ž como se um aluguel fosse e
aluguŽis n‹o s‹o tributados pelo ICMS). Mas se no meio do contrato de
leasing voc• decide comprar o carro que est‡ arrendado a voc•, a’ sim o
ICMS incidir‡.
(e) Implica incid•ncia. Quest‹o sem muita complica•‹o. Comunica•‹o
onerosa = ICMS.
Gabarito: letra B.

32. (SEFAZ-SC/FEPESE/2010) Concernente ao Imposto sobre


Opera•›es Relativas ˆ Circula•‹o de Mercadorias e sobre
Presta•›es de Servi•os de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunica•‹o (ICMS), no Estado de Santa
Catarina, assinale a alternativa correta.
a) O imposto tem como fato gerador presta•›es de servi•os de
transporte interestadual e intermunicipal, desde que por via
terrestre, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.
b) As presta•›es, mesmo que n‹o onerosas, de servi•os de
comunica•‹o, por qualquer meio, tambŽm se sujeitam ˆ incid•ncia
do ICMS.
c) O fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os
sujeitos ao imposto sobre servi•os, de compet•ncia dos Munic’pios,
independente de sujei•‹o imposta por Lei, Ž fato gerador da
incid•ncia do imposto estadual.
d) O imposto tem como fato gerador, dentre outras, opera•›es
relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, inclusive o fornecimento de

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alimenta•‹o e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos
similares.
e) O ICMS incide sobre a entrada ou sa’da de mercadoria importada
ou exportada, por pessoa jur’dica, ainda quando se tratar de bem
destinado ao passivo permanente do estabelecimento.
(a) Falso. O imposto incide por qualquer via e n‹o somente pela via
terrestre.
ƒ o disposto no artigo 2¼ da LC 87/96 que veremos oportunamente.

Art. 2¡ O imposto incide sobre:


II - presta•›es de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal,
por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou valores;

PorŽm reitero: o STF j‡ decidiu que n‹o incide ICMS sobre o transporte
aŽreo de pessoas.
(b) Falso. O imposto incide somente nas presta•›es de servi•o onerosas.
(c) Falso. ƒ necess‡ria uma an‡lise da sujei•‹o imposta por lei (LC
116/03). Se o servi•o estiver previsto na LC sem ressalva, incidir‡ ISS
sobre tudo (servi•o + mercadoria). Se estiver previsto com ressalva,
incidir‡ ICMS sobre a mercadoria e ISS sobre o servi•o. Se n‹o estiver
previsto na LC, incidir‡ ICMS sobre tudo (servi•o + mercadoria).
(d) Correto. ƒ o disposto no artigo 2¼ da LC 87/96 que veremos
oportunamente.

Art. 2¡ O imposto incide sobre:


I - opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, inclusive o
fornecimento de alimenta•‹o e bebidas em bares, restaurantes e
estabelecimentos similares;

(e) Falso. O ICMS n‹o incide nas exporta•›es por expressa previs‹o
constitucional (art. 155, ¤2¼, X, a).

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X - n‹o incidir‡:
a) sobre opera•›es que destinem mercadorias para o exterior,
nem sobre servi•os prestados a destinat‡rios no exterior,
assegurada a manuten•‹o e o aproveitamento do montante do
imposto cobrado nas opera•›es e presta•›es anteriores;

Gabarito: letra D.

33. (SEFAZ-RN/ESAF/2005) Em rela•‹o ao imposto sobre


opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es
de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunica•‹o (ICMS) e sua disciplina na Constitui•‹o Federal, Ž
correto afirmar que
a) o ICMS incidir‡ sobre o valor total da opera•‹o, quando
mercadorias forem fornecidas com servi•os compreendidos na
compet•ncia tribut‡ria dos Munic’pios.
b) o ICMS incidir‡ nas presta•›es de servi•o de comunica•‹o nas
modalidades de radiodifus‹o sonora e de sons e imagens de
recep•‹o livre e gratuita.
c) a defini•‹o dos contribuintes do ICMS Ž matŽria reservada ˆ lei
complementar estadual.
d) o ICMS n‹o incidir‡ sobre opera•›es que destinem mercadorias
para o exterior.
e) incidir‡ o ICMS sobre as opera•›es com ouro, quando este Ž
definido em lei como ativo financeiro.
(a) Falso. Se o servi•o est‡ previsto na compet•ncia dos Munic’pios (LC
116/03) sem ressalva, o ISS incide sobre tudo (servi•o + mercadoria).
(b) Falso. J‡ vimos que o ICMS s— incide nas presta•›es onerosas de
servi•o de comunica•‹o.

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(c) Falso. A defini•‹o dos contribuintes Ž matŽria reservada ˆ lei
complementar por for•a constitucional. Ap—s editada a lei Kandir, os
Estados podem legislar apenas de maneira suplementar, sem contrariar a
normal geral. Vejamos:

CF/88. Art. 146. Cabe ˆ lei complementar:


III - estabelecer normas gerais em matŽria de legisla•‹o tribut‡ria,
especialmente sobre:
a) defini•‹o de tributos e de suas espŽcies, bem como, em rela•‹o aos
impostos discriminados nesta Constitui•‹o, a dos respectivos fatos
geradores, bases de c‡lculo e contribuintes;

(d) Correto. ƒ a imunidade constitucional das exporta•›es.


(e) Falso. O ICMS quando definido como ativo financeiro ou instrumento
cambial se sujeitar‡ apenas ao IOF.
Gabarito: letra D.

34. (SEFIN-RO/FCC/2010) O ICMS incide sobre


a) a presta•‹o de servi•o de transporte interestadual e
intramunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou
valores.
b) a presta•‹o de servi•o de transporte intermunicipal e
intramunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou
valores.
c) a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por
pessoa f’sica ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual
do imposto, exceto a destinada ao ativo fixo do estabelecimento
importador.
d) a entrada, no territ—rio do Estado, de petr—leo, inclusive
lubrificante e combust’vel l’quido e gasoso dele derivados, e de
energia elŽtrica, quando destinados ˆ comercializa•‹o ou ˆ
industrializa•‹o, decorrentes de opera•›es interestaduais.

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e) a presta•‹o onerosa de servi•o de comunica•‹o, por qualquer
meio.
(a) e (b) Falsos. O ICMS n‹o incide sobre transporte intramunicipal e
internacional.
(c) Falso. Importou, se lascou. N‹o importa se Ž destinada ao ativo fixo.
(d) Falso. Veremos na aula sobre lei Kandir. N‹o se preocupe. Mas j‡
adianto que o examinador retirou a palavra Òn‹oÓ. O correto seria Òquando
n‹o destinados ˆ comercializa•‹o ou ˆ industrializa•‹oÓ.
(e) Correto. Presta•‹o oneroso de servi•o de comunica•‹o Ž fato gerador
do ICMS, n‹o importando o meio.
Gabarito: letra E.

35. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) A al’quota do ICMS, aplic‡vel nas


opera•›es ou presta•›es internas, pode ser de 5% (cinco por
cento), se prevista:
a) em resolu•‹o do Senado Federal.
b) em conv•nio interestadual.
c) na lei estadual.
d) na Constitui•‹o Federal.
e) na Constitui•‹o Estadual.
As al’quotas internas s— podem estar abaixo de 12% (al’quota
interestadual) se estiverem previstas em conv•nio. Isso Ž para evitar a
guerra fiscal. ƒ a previs‹o nos incisos VI e XX do ¤2¼ do art. 155 da CF.

VI - salvo delibera•‹o em contr‡rio dos Estados e do Distrito


Federal, nos termos do disposto no inciso XII, "g", as al’quotas
internas, nas opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e nas
presta•›es de servi•os, n‹o poder‹o ser inferiores ˆs previstas para
as opera•›es interestaduais;

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XII - cabe ˆ lei complementar:


g) regular a forma como, mediante delibera•‹o dos Estados e do Distrito
Federal, isen•›es, incentivos e benef’cios fiscais ser‹o concedidos
e revogados.

Gabarito: letra B.

36. (SEFA-PA/UEPA/2013/Adaptada) N‹o haver‡ incid•ncia do


ICMS sobre mercadorias e servi•os, nos casos:
I. Que destine a outro Estado ou ao Distrito Federal petr—leo
inclusive lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele
derivados, e energia elŽtrica.
II. Com ouro, quando definido como mercadoria.
III. Com livros, jornais e peri—dicos, inclusive o papel destinado a
sua impress‹o.
IV. Na presta•‹o de servi•os intramunicipal de transportes de
passageiros.
A alternativa que contŽm todas as afirmativas corretas Ž:
a) I e II.
b) I, II e IV.
c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) III e IV.
(I) Imunidade. Previs‹o constitucional no art. 155 X, b, da CF/88.

X - n‹o incidir‡:
b) sobre opera•›es que destinem a outros Estados petr—leo, inclusive
lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele derivados, e
energia elŽtrica;

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(II) Incid•ncia. Se o ouro Ž mercadoria, incide ICMS. Entretanto, se ele
for ativo financeiro ou instrumento cambial, incidir‡ somente o IOF.
(III) Imunidade. Voc• deve lembrar l‡ do direito tribut‡rio do art. 150
da Lei Maior.

Art. 150. Sem preju’zo de outras garantias asseguradas ao contribuinte,


Ž vedado ˆ Uni‹o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic’pios:
VI - instituir impostos sobre:
d) livros, jornais, peri—dicos e o papel destinado a sua impress‹o.

(IV) N‹o incid•ncia. ICMS n‹o incide sobre servi•os de transporte


internacional e intramunicipal. Guarde bem isso.
Gabarito: letra D.

37. (ALEMA/FGV/2013) A empresa Alpha desenvolve a atividade


empresarial de manuten•‹o das esta•›es de r‡dio base de telefonia
celular.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) A empresa recolhe o ICMS devido sobre sua atividade, que se
vincula ao servi•o de comunica•‹o.
b) A empresa fica imune ao recolhimento do ICMS, dado que sua
atividade fim n‹o Ž comunica•‹o.
c) H‡ isen•‹o de pagamento do ICMS na hip—tese, em fun•‹o de ser
presta•‹o interna de servi•os.
d) O servi•o Ž acess—rio ou suplementar ao de comunica•‹o e n‹o
Ž fato gerador do imposto.
e) O servi•o Ž vinculado ao de comunica•‹o, que dele depende, pelo
que h‡ de recolher o ICMS.
A empresa Alpha n‹o presta servi•o de comunica•‹o. Ela apenas
desenvolve um servi•o preparat—rio, um servi•o meio, para que o servi•o
de comunica•›es por telefonia celular possa, em um momento posterior,
estar dispon’vel. Se ela n‹o presta servi•o de comunica•‹o, n‹o h‡ que se

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falar em ICMS (eliminamos as alternativas (a) e (e)). Se n‹o Ž fato gerador
do ICMS, n‹o Ž cab’vel falar em imunidade e nem em isen•‹o afinal s—
possui isen•‹o ou imunidade quem a princ’pio deveria recolher ICMS mas
por for•a constitucional/legal foi desobrigado (eliminamos as alternativas
(b) e (c)). Se o servi•o j‡ n‹o est‡ no campo de incid•ncia do ICMS, como
falar em imunidade ou isen•‹o?
Por estas raz›es, a alternativa correta Ž a letra D.
Vejamos a decis‹o do STF:

Ementa: RECURSO EXTRAORDINçRIO. TRIBUTçRIO. ICMS. HABILITA‚ÌO


DE APARELHOS CELULARES. A LEI GERAL DE TELECOMUNICA‚ÍES (ART.
60, ¤ 1¼, DA LEI N¼ 9.472/97) NÌO PREVæ O SERVI‚O DE HABILITA‚ÌO
DE TELEFONIA MîVEL COMO ATIVIDADE-FIM, MAS ATIVIDADE-MEIO PARA
O SERVI‚O DE COMUNICA‚ÌO. A ATIVIDADE EM QUESTÌO NÌO SE INCLUI
NA DESCRI‚ÌO DE SERVI‚OS DE TELECOMUNICA‚ÌO CONSTANTE DO
ART. 2¼, III, DA LC 87/1996, POR CORRESPONDER A PROCEDIMENTO
TIPICAMENTE PROTOCOLAR, CUJA FINALIDADE REFERE-SE A ASPECTO
PREPARATîRIO. OS SERVI‚OS PREPARATîRIOS, TAIS COMO
HABILITA‚ÌO, INSTALA‚ÌO, DISPONIBILIDADE, ASSINATURA,
CADASTRO DE USUçRIO E EQUIPAMENTO, ENTRE OUTROS, QUE
CONFIGURAM ATIVIDADE-MEIO OU SERVI‚OS SUPLEMENTARES, NÌO
SOFREM A INCIDæNCIA DO ICMS, POSTO SERVI‚OS DISPONIBILIZADOS
DE SORTE A ASSEGURAR AO USUçRIO A POSSIBILIDADE DO USO DO
SERVI‚O DE COMUNICA‚ÌO, CONFIGURANDO AQUELES TÌO SOMENTE
ATIVIDADES PREPARATîRIAS DESTES, NÌO INCIDINDO ICMS.
INOCORRæNCIA DE VIOLA‚ÌO AOS ARTS. 2¼, 150, I, E 155, II, DA CF/88.
DESPROVIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINçRIO. 1. Os servi•os
preparat—rios aos servi•os de comunica•‹o, tais como: habilita•‹o,
instala•‹o, disponibilidade, assinatura, cadastro de usu‡rio e equipamento,
entre outros servi•os, configuram atividades-meio ou servi•os
suplementares. O servi•o de comunica•‹o propriamente dito, consoante
previsto no art. 60, ¤ 1¼, da Lei n¼ 9.472/97 (Lei Geral de

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Telecomunica•›es), para fins de incid•ncia de ICMS, Ž aquele em que um
terceiro, mediante presta•‹o negocial-onerosa, mantŽm interlocutores
(emissor/receptor) em contato por qualquer meio, inclusive a gera•‹o, a
emiss‹o, a recep•‹o, a transmiss‹o, a retransmiss‹o, a repeti•‹o e a
amplia•‹o de comunica•‹o de qualquer natureza (REsp. 402047/MG, Rel.
Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, PRIMEIRA TURMA, julgado em
04/11/2003, DJ 09/12/2003). 2. A interpreta•‹o conjunta dos arts. 2¼, III,
e 12, VI, da Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) leva ao entendimento de
que o ICMS somente pode incidir sobre os servi•os de comunica•‹o
propriamente ditos, no momento em que s‹o prestados, ou seja,
apenas pode incidir sobre a atividade-fim, que Ž o servi•o de
comunica•‹o, e n‹o sobre a atividade-meio ou intermedi‡ria como
s‹o aquelas constantes na Cl‡usula Primeira do Conv•nio ICMS n¼ 69/98.
Tais servi•os configuram, apenas, meios de viabilidade ou de acesso aos
servi•os de comunica•‹o, et por cause, est‹o fora da incid•ncia tribut‡ria
do ICMS. 3. A Constitui•‹o autoriza sejam tributadas as presta•›es de
servi•os de comunica•‹o, n‹o sendo dado ao legislador, nem muito menos
ao intŽrprete e ao aplicador, estender a incid•ncia do ICMS ˆs atividades
que as antecedem e viabilizam. N‹o tipificando o fato gerador do ICMS-
Comunica•‹o, est‡, pois, fora de seu campo de incid•ncia.
Consectariamente, inexiste viola•‹o aos artigos 2¼, 150, I, e 155, II, da
CF/88. 4. O Direito Tribut‡rio consagra o princ’pio da tipicidade, de maneira
que, sem lei expressa, n‹o se pode ampliar os elementos que formam o
fato gerador, sob pena de violar o disposto no art. 108, ¤ 1¼, do CTN. 5. In
casu, apreciando a quest‹o relativa ˆ legitimidade da cobran•a do ICMS
sobre o procedimento de habilita•‹o de telefonia m—vel celular, a atividade
de habilita•‹o n‹o se inclui na descri•‹o de servi•o de telecomunica•‹o
constante do art. 2¼, III, da Lei Complementar 87/96, por corresponder a
procedimento tipicamente protocolar, cuja finalidade prende-se ao aspecto
preparat—rio e estrutural da presta•‹o do servi•o, servi•os meramente
acess—rios ou preparat—rios ˆ comunica•‹o propriamente dita, meios de
viabilidade ou de acesso aos servi•os de comunica•‹o. 6. O ato de

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habilita•‹o de aparelho m—vel celular n‹o enseja qualquer servi•o efetivo
de telecomunica•‹o, sen‹o de disponibiliza•‹o do servi•o, de modo a
assegurar ao usu‡rio a possibilidade de frui•‹o do servi•o de
telecomunica•›es. O ICMS incide, t‹o somente, na atividade final, que Ž o
servi•o de telecomunica•‹o propriamente dito, e n‹o sobre o ato de
habilita•‹o do telefone celular, que se afigura como atividade meramente
intermedi‡ria. 7. Ex positis, nego provimento ao recurso extraordin‡rio.

(STF - RE: 572020 DF, Relator: Min. MARCO AURƒLIO, Data de Julgamento:
06/02/2014, Tribunal Pleno, Data de Publica•‹o: ACîRDÌO ELETRïNICO
DJe-199 DIVULG 10-10-2014 PUBLIC 13-10-2014)
Gabarito: letra D.

38. (ALEMA/FGV/2013) L. A. ComŽrcio, Constru•›es e Imobili‡ria


Ltda. insurge!se em face da exig•ncia do Secret‡rio de Fazenda do
Estado do Maranh‹o, que lhe exige o pagamento do ICMS sobre a
importa•‹o de ladrilhos e pisos de cer‰mica advindos do exterior,
insumos que, segundo alega, s‹o destinados ˆ sua atividade fim,
constru•‹o civil, e que s— eventualmente utiliza insumos
importados para elaborar seu produto final, os im—veis. Dessa
forma, recolhe ISSQN.
A esse respeito, Ž correto afirmar que
a) raz‹o assiste ao Secret‡rio de Estado, j‡ que na hip—tese incide
o ICMS, mesmo que o importador n‹o seja contribuinte habitual do
imposto e que a importa•‹o seja eventual.
b) a empresa n‹o Ž contribuinte do ICMS, mas sim do ISSQN, j‡ que
sua atividade fim representa um servi•o e, desta forma, n‹o recolhe
o imposto que est‡ sendo cobrado.
c) a empresa s— deveria pagar o ICMS se fosse importadora habitual
de insumos para sua atividade fim, o que n‹o acontece e, portanto,
n‹o deve pagar o ICMS.
d) o Secret‡rio de Estado est‡ correto, j‡ que a empresa apenas

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alegou, quando deveria ter provado, que os insumos seriam
utilizados em sua atividade fim.
e) a empresa, para n‹o pagar o ICMS, dever‡ comprovar a sua
qualidade de contribuinte inscrita junto ˆ Fazenda Municipal.
Resolvermos essa quest‹o de maneira bem simples. Complete:
Importou???? _____________.
ƒ exatamente isso. Se importou n‹o tem conversa meu amigo. N‹o importa
se Ž habitual, se Ž contribuinte do ISS, se Ž uma bomba pra sogra...
Por isso, no caso hipotŽtico, o Secret‡rio de Fazenda tem raz‹o.
Gabarito: letra A.

39. (SEFAZ-RJ/FCC/2014/Adaptada) O Regulamento do ICMS do


Estado do Rio de Janeiro, aprovado pelo Decreto no 27.427/2000,
no T’tulo I do Livro I, estabelece:

ÒArt. 3o − O fato gerador do imposto ocorre:


...
IV − no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•o:
1. n‹o compreendido na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios;
2. compreendido na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, e com
indica•‹o expressa de incid•ncia do imposto de compet•ncia
estadual, como definido em legisla•‹o aplic‡vel;Ó
Considere as situa•›es a seguir:
Primeiramente Ž necess‡rio esclarecer que, embora a quest‹o se
refira ao Decreto carioca, podemos tranquilamente resolv•-la com
os conhecimentos adquiridos sobre LC 116/03 e CF/88 durante a
aula.
I. Hospital fluminense utiliza medicamentos para aplicar em
tratamento mŽdico.
II. Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, fornece refei•›es ˆ
delega•‹o do time japon•s, durante a Copa do Mundo, as quais
est‹o inclusas no valor das di‡rias.

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III. Oficina conserta elevador de Hotel da Barra da Tijuca, Rio de
Janeiro, cobrando pela m‹o de obra e pelas pe•as substitu’das
durante o conserto.
IV. Empresa fluminense de prepara•‹o de eventos e organiza•‹o de
festas foi contratada por Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro,
para realizar a Festa da Primavera e cobrou R$ 100.000,00 pela
organiza•‹o do evento e do buf•, em cujo montante j‡ estava
incluso o valor do fornecimento da alimenta•‹o e das bebidas.
ƒ poss’vel identificar fato gerador do ICMS APENAS nas situa•›es
descritas em
a) III e IV.
b) I e III.
c) II, III e IV.
d) II e III.
e) I e IV.
(I) N‹o incid•ncia. Os servi•os hospitalares possuem previs‹o expressa
na LC 116/03 sem ressalva de incid•ncia do ICMS. Assim, os hospitais s‹o
contribuintes do ISS e os medicamentos ali utilizados se sujeitam ˆquele
imposto, n‹o cabendo tributa•‹o pelo ICMS.
(II) N‹o incid•ncia. De acordo com o item 9.01 da Lista anexa ˆ LC
116/03 esse Ž um caso em que, se a alimenta•‹o estiver inclu’da no pre•o
da di‡ria, dever‡ ser tributada pelo ISS.
(III) Incid•ncia do ICMS sobre as pe•as. Esse Ž um t’pico caso em que
a LC 116/03, em seu item 14.01 da lista anexa, previu uma ressalva para
cobrar ISS sobre o servi•o e ICMS sobre as pe•as.
(IV) Incid•ncia do ICMS sobre o fornecimento de alimenta•‹o e
bebida. Esse Ž outro t’pico caso em que a LC 116/03, em seu item 17.11
da lista anexa, previu uma ressalva para cobrar ISS sobre o servi•o e ICMS
sobre o fornecimento de alimenta•‹o e bebida.
Assim, s— h‡ fato gerador do ICMS nos itens III e IV.
Gabarito: letra A.

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40. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014) Em rela•‹o ˆ hip—tese de
incid•ncia do ICMS, analise as assertivas abaixo, assinalando V,
para verdadeiro, ou F, para falso.
( ) O imposto incide sobre as presta•›es onerosas e gratuitas de
servi•os de comunica•‹o, por qualquer meio, inclusive a gera•‹o, a
emiss‹o, a recep•‹o, a transmiss‹o, a repeti•‹o e a amplia•‹o de
comunica•‹o de qualquer natureza.
( ) O imposto incide sobre a entrada, no territ—rio do Estado, de
energia elŽtrica, quando n‹o destinada ˆ comercializa•‹o ou ˆ
industrializa•‹o, decorrente de opera•›es interestaduais.
( ) O imposto incide sobre o fornecimento de mercadorias com
presta•‹o de servi•os n‹o compreendidos na compet•ncia
tribut‡ria dos Munic’pios.
A ordem correta de preenchimento dos par•nteses, de cima para
baixo, Ž:
a) V Ð F Ð F.
b) F Ð V Ð V.
c) F Ð V Ð F.
d) V Ð V Ð V.
e) V Ð V Ð F.
(F) Falso. Falei na aula que nas presta•›es gratuitas de servi•os de
comunica•‹o n‹o incide ICMS.
(V) Correto. ƒ exatamente isso conforme veremos na lei Kandir (n‹o se
preocupe com essa alternativa por enquanto).
(V) Correto. Se o servi•o estiver na LC 116/03 sem ressalva, incidir‡ ISS
sobre tudo (servi•o + mercadoria). Se o servi•o estiver na LC 116/03 com
ressalva, incidir‡ ISS sobre o servi•o e ICMS sobre a mercadoria. Se o
servi•o n‹o estiver na LC 116/03, incidir‡ ICMS sobre tudo (mercadoria +
servi•o).
Gabarito: letra B.

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41. (SEFAZ-SP/FCC/2006)Analise os esquemas abaixo:

Considerando que segundo o artigo 155, ¤ 2¼, XI, da Constitui•‹o


Federal, que cuida do ICMS, o IPI n‹o integra a base de c‡lculo do
imposto em determinadas situa•›es. Dos esquemas representados,
o IPI integra a base de c‡lculo do ICMS APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.
Primeiramente Ž preciso ter em mente o ¤ 2¼, XI do art. 155 da CF/88 e o
mapa mental que expus durante a aula.

XI - n‹o compreender‡, em sua base de c‡lculo, o montante do


imposto sobre produtos industrializados, quando a opera•‹o,
realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado ˆ
industrializa•‹o ou ˆ comercializa•‹o, configure fato gerador dos
dois impostos;

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Industrialização 

Comercialização

+
IPI não integra  Entre 
BC do ICMS contribuintes

+
FG dos 2 
impostos

Diante disso passemos a analisar os itens (todos s‹o FG dos 2 impostos):

I Ð Opera•‹o entre contribuintes + para industrializa•‹o = sinal verde


para a regra = IPI n‹o integra BC do ICMS.

II - Opera•‹o entre contribuintes/ou n‹o + uso/consumo = sinal


vermelho para a regra = IPI integra a BC do ICMS.

III Ð Opera•‹o n‹o Ž entre contribuintes do ICMS = sinal vermelho para


a regra = IPI integra a BC do ICMS.

IV - Opera•‹o entre contribuintes (industrial Ž contribuinte do ICMS)


+ para industrializa•‹o = sinal verde para a regra = IPI n‹o integra BC
do ICMS.
Gabarito: letra C.

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42. (SEFAZ-SP/VUNESP/2002) A al’quota do ICMS para as sa’das
internas e interestaduais de mercadorias Ž
a) ònica.
b) Progressiva.
c) Espec’fica.
d) Ad valorem.
e) De livre arbitramento pelos Estados.
(a) e (e) Falsos. Vimos durante a aula que cada Estado Ž livre para
estipular suas al’quotas internas por lei. Obviamente essa estipula•‹o tem
limite (n‹o pode ser inferior ˆ al’quota interestadual). N‹o existe uma
al’quota œnica por Estado. Eles estipulam al’quotas diferentes para produtos
diferentes. Assim, pode um Estado tributar a cerveja a 25% e outro tributar
a 12%. (incorreta a alternativa ÒaÓ).
Embora os Estados possam estipular suas al’quotas internas, a
al’quotas interestaduais s‹o estipuladas por Resolu•‹o do Senado.
(incorreta a alternativa ÒeÓ).
(b) Falso. O ICMS tem car‡ter regressivo. Vamos a um exemplo. Imagine
que voc•, que ganha R$ 10.000 por m•s, v‡ comprar um whisky no
mercado. Chegando l‡ voc• verifica que ela custa R$ 100. Suponha uma
al’quota de ICMS de 10%.
Dados os dados acima, voc• pagaria R$ 10 de ICMS (10% de R$ 100) pelo
whisky, certo? Quando isso representa sobre a sua renda? R$ 10 reais da
sua renda representa apenas 0,1%.
Agora imagine que Jo‹o, que ganha R$ 1.000 por m•s, comprou o mesmo
whisky que voc• no mesmo local e pelo mesmo pre•o. Ele pagar‡ os
mesmos R$ 10 de ICMS porŽm esse valor representa 1% da renda dele (R$
10/R$ 1.000).
Ora, quem foi mais tributado percentualmente? Voc• (mais rico) ou ele
(mais pobre)? O mais pobre! Por isso chamamos o ICMS de um imposto
com car‡ter regressivo.

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(c) Falso. O ICMS possui al’quota ad valorem pois chega-se ao valor a
recolher atravŽs de um percentual sobre a BC. As al’quotas espec’ficas
fixam um valor por unidade, como por exemplo R$ 1 por garrafa de ‡gua.
(d) Correto. Conforme comentado na alternativa ÒcÓ.
(e) Falso. Comentada na alternativa ÒaÓ.
Gabarito: letra D.

43. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


A al’quota interestadual de ICMS, via de regra, Ž menor que a
al’quota interna de determinados estados.
Correto. Em regra, os Estados n‹o podem estipular uma al’quota interna
menor que a al’quota interestadual. A CF/88 somente autoriza caso se fa•a
por conv•nio dos Estados.

44. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


As al’quotas do ICMS interestadual s‹o estabelecidas pelo estado
que recebe as mercadorias, para poder cobrar a diferen•a entre
essa e a al’quota interna.
Falso. Embora os Estados possam estipular suas al’quotas internas,
a al’quotas interestaduais s‹o estipuladas por Resolu•‹o do
Senado.

45. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


Os estados podem alterar a base de c‡lculo do tributo de ICMS por
meio de lei complementar estadual.
Falso. Coube ˆ LC 87/96 estabelecer regras gerais em matŽria de
legisla•‹o tribut‡ria, conforme art. 164, III, da CF/88. Existindo Lei Federal,
podem os Estados legislar de maneira suplementar e n‹o contr‡ria,
alterando a BC estipulada na LC.

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46. (SEFAZ-RJ/FGV/2008) De acordo com o Art. 155 ¤2¼, inciso
XII, c) da CRFB/88, Ž correto afirmar que o regime de compensa•‹o
do ICMS deve ser disciplinado:
a) Em lei dos estados e pelo Distrito Federal, tendo em vista a
autonomia desses entes federados.
b) Pelo Confaz.
c) Em lei Complementar.
d) No Regulamento do ICMS dos estados e do Distrito Federal.
e) Em conv•nio e lei estadual ou distrital.
Quest‹o simples e direta:

XII - cabe ˆ lei complementar:


c) disciplinar o regime de compensa•‹o do imposto;

Gabarito: letra C.

47. (SEFAZ-RJ/FCC/2014) Ao atribuir a compet•ncia tribut‡ria


para a Uni‹o, a Constitui•‹o Federal estabelece:
ÒArt. 153. Compete ˆ Uni‹o instituir impostos sobre: (...) IV Ð
produtos industrializados.Ó
Por outro lado, ao atribuir a compet•ncia para os Estados,
determina a Constitui•‹o Federal:
ÒArt. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir
impostos sobre:
(...) II − opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre
presta•›es de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal
e de comunica•‹o, ainda que as opera•›es e as presta•›es se
iniciem no exterior;Ó
Em v‡rias opera•›es realizadas por empresas que se caracterizam
como contribuintes tanto do IPI como do ICMS, temos a incid•ncia
dos dois impostos de forma concomitante.
Nesse sentido, considere indœstria vendendo seu produto a:

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I. construtora que ir‡ incluir em obras de constru•‹o civil;
II. comerciante revendedor de outro Estado;
III. comerciante revendedor do mesmo Estado;
IV. outra indœstria que vai utilizar como matŽria-prima;
V. outra indœstria que utilizar como bem do ativo imobilizado.
O IPI ser‡ inclu’do na base de c‡lculo do ICMS APENAS nos casos
constantes em:
a) II, III e IV.
b) III e V.
c) III e IV.
d) I e V.
e) II e III.
Vamos analisar item a item utilizando a regra do nosso quadrinho (todas
as opera•›es s‹o FG dos 2 imposto trata-se de sa’da de mercadoria (ICMS)
por um industrial (IPI).

Industrialização 

Comercialização

+
IPI não integra  Entre 
BC do ICMS contribuintes

+
FG dos 2 
impostos

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I. construtora que ir‡ incluir em obras de constru•‹o civil.
Opera•‹o n‹o Ž entre contribuintes (empreiteira Ž contribuinte do ISS e
n‹o do ICMS) = sinal vermelho para a regra = IPI integra BC do ICMS.

II. comerciante revendedor de outro Estado.


Opera•‹o entre contribuintes + para comercializa•‹o = sinal verde para
a regra = IPI n‹o integra BC do ICMS.

III. comerciante revendedor do mesmo Estado.


Opera•‹o entre contribuintes + para comercializa•‹o = sinal verde para
a regra = IPI n‹o integra BC do ICMS.

Obs: Repare que em nada alterou o fato de o revendedor estar ou n‹o no


mesmo Estado pois nossa regra s— possui 3 requisitos
(Industrializa•‹o/comercializa•‹o + entre contribuintes + FG dos 2
impostos). Se preencheu os 3 requisitos o IPI n‹o integra a BC do ICMS.

IV. outra indœstria que vai utilizar como matŽria-prima;


Opera•‹o entre contribuintes + para industrializa•‹o = sinal verde para
a regra = IPI n‹o integra BC do ICMS.

V. outra indœstria que utilizar como bem do ativo imobilizado.


Opera•‹o entre contribuintes + para ativo imobilizado (n‹o Ž
inddustrializa•‹o nem comercializa•‹o)= sinal vermelho para a regra = IPI
integra BC do ICMS.

Logo, nos itens I e V o IPI integra a BC do ICMS.


Gabarito: letra D.

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48. (SEFAZ-RJ/FCC/2014) As al’quotas internas hipotŽticas das
mercadorias de origem nacional a seguir relacionadas, praticadas
pelo Estado do Rio de Janeiro, s‹o respectivamente: sal − 12%;
confec•›es − 18%; —leo diesel − 12%. Supondo que contribuintes
do regime normal de apura•‹o tenham efetuado, em uma
determinada data, as seguintes vendas:
− Atacadista Daniel, localizado em Niter—i-RJ, vendeu R$
100.000,00 de sal a supermercado de Bras’lia-DF;
− Indœstria Isa’as, localizada em MacaŽ-RJ, vendeu R$ 100.000,00
de confec•›es ˆ empresa distribuidora de energia elŽtrica do Acre;
− Distribuidora Ezequiel, localizada em Petr—polis-RJ, vendeu R$
100.000,00 de —leo diesel a posto de combust’veis de Palmas-TO.
O valor total do ICMS devido ao Estado fluminense referente a essas
opera•›es Ž:
a) 21.000,00.
b) 30.000,00.
c) 14.000,00.
d) 24.000,00.
e) 42.000,00.
Para resolvermos essa quest‹o precisamos analisar item por item.

I Ð Um contribuinte no RJ est‡ vendendo sal para um contribuinte


(supermercado) no DF. Trata-se de uma opera•‹o interestadual destinada
a revendedor. Assim, ficar‡ com o RJ apenas a al’quota interestadual, que
Ž de 7%. Apesar de n‹o parecer, o DF foi considerado um ÒEstadoÓ pobre
e por isso a al’quota Ž 7% (RJ-DF = Rico-Pobre = 7%). Note que neste
caso n‹o existir‡ diferencial de al’quota pois a opera•‹o n‹o Ž para
consumo final e sim para revenda.
Assim, teremos 7% x R$ 100.000 = R$ 7.000 de ICMS para o RJ.

II - Um contribuinte no RJ est‡ vendendo confec•›es para um contribuinte


(distribuidora de energia) no Acre. Trata-se de uma opera•‹o interestadual

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destinada a consumidor final. Ora, n‹o tenha dœvida que uma empresa
distribuidora de energia n‹o ir‡ revender roupas! Em se tratando de
consumidor final, ca’mos na regra da EC 87/15.

Alíquota 
Interestadual para a 
Destinatário não origem
contribuinte do 
ICMS Há partilha do 
Pós EC 87/15 Diferencial de 
Alíquota
(venda 
interestadual a 
consumidor final)
Alíquota 
Interestadual 
Destinatário  para a origem
contribuinte do 
ICMS Não há partilha 
do Diferencial de 
Alíquota

Como no referido item o consumidor final Ž contribuinte, o diferencial de


al’quota fica todo com o Acre. O RJ ficar‡ apenas com a al’quota
interestadual rico-pobre que Ž de 7%.
Assim, teremos novamente 7% x R$ 100.000 = R$ 7.000 de ICMS
para o RJ.

III- Essa alternativa derruba muita gente por falta de aten•‹o. Trata-se de
uma imunidade constitucional para os derivados do petr—leo e por isso na
sa’da do Estado do RJ n‹o incide ICMS! O ICMS ficar‡ todo para o Estado
de destino.

Somando os itens I, II e III temos R$ 7.000 + R$ 7.000 + 0 = R$


14.000.
Gabarito: Letra C.

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49. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014/Adaptada) Um estabelecimento,
que fabrica produtos aqui no Estado do Rio Grande do Sul e os
vende, sem varia•›es de al’quota, exclusivamente para o vizinho
Estado de Santa Catarina, tentou abrir novos mercados para seus
produtos. Por esse motivo, a ‡rea comercial da empresa buscou
novos mercados alŽm daqueles que tradicionalmente s‹o os
compradores de seus produtos. Obteve sucesso, especialmente
porque a equipe de vendas conseguiu significativas vendas diretas
para usu‡rios finais (contribuintes do ICMS) de seus produtos,
tambŽm localizados em Santa Catarina. De igual modo, obteve
sucesso em exporta•›es para o exterior. Sabe-se que a al’quota
interna do ICMS de seus produtos Ž de 17%, e que a al’quota nas
vendas para o Estado de Santa Catarina Ž de 12% e o IPI incidente
tem al’quota de 10%. Levando-se em conta a conquista desses
novos clientes e em consequ•ncia da nova pol’tica de
comercializa•‹o, no m•s em an‡lise o estabelecimento obteve um
faturamento de R$ 1.000.000,00. Desse faturamento, R$
600.000,00 corresponderam a vendas para comercializa•‹o pelos
seus clientes tradicionais estabelecidos no Estado de Santa
Catarina, R$ 200.000,00 para novos clientes, usu‡rios finais
(contribuintes do ICMS) de seus produtos, tambŽm de Santa
Catarina e, por fim, R$ 200.000,00 para exporta•›es. A partir desse
novo faturamento, com as caracter’sticas das vendas e
destinat‡rios apontados, qual vai ser o dŽbito de ICMS gerado na
conta corrente fiscal do contribuinte no M•s em an‡lise?
a) R$ 98.400,00.
b) R$ 106.000,00.
c) R$ 109.400,00.
d) R$ 120.000,00.
e) R$ 127.000,00.
Nesse tipo de quest‹o com um texto bem longo, sugerimos que voc• divida
as contas em itens e depois fa•am o somat—rio. Vamos nessa ent‹o.

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Situa•‹o 1- Venda interestadual por R$ 600.000 para clientes que


ir‹o comercializar.

Achando a BC
Primeiro precisamos saber a BC. O IPI entra na BC do ICMS? N‹o! Lembre-
se dos 3 requisitos necess‡rios (Industrializa•‹o/comercializa•‹o + entre
contribuintes + FG dos 2 impostos). Nesse caso o industrial vende (FG dos
2 impostos) para contribuinte (ou seja, Ž uma opera•‹o entre 2
contribuintes do ICMS) para comercializa•‹o.
Assim, n‹o teremos o IPI na BC do ICMS. Logo, a BC ser‡ R$ 600.000.

Achando a al’quota
Para saber a al’quota precisamos perceber que o destinat‡rio Ž um
revendedor que est‡ em SC, o que implica dizer que a al’quota
interestadual Ž de 12% (rico-rico) e que n‹o haver‡ diferencial de al’quota
(diferencial de al’quota somente em caso de consumidor final).

Achando o ICMS devido na opera•‹o 1


Agora que achamos tanto a BC quanto a al’quota fica f‡cil saber o ICMS
devido ao Estado do RS.
Al’quota x BC = ICMS
12% x R$ 600.000 = R$ 72.000

Situa•‹o 2 - Venda interestadual por R$ 200.000 para contribuintes


usu‡rios finais.

Achando a BC
O IPI entra na BC do ICMS? Sim! Realmente a opera•‹o Ž fato gerador
dos 2 impostos e se d‡ entre contribuintes porŽm Ž para uso e n‹o
para comercializa•‹o ou industrializa•‹o.
Logo a BC ser‡ R$ 200.000 + IPI.

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O IPI Ž calculado Òpor foraÓ: 10% x R$ 200.000 = R$ 20.000.
Ent‹o temos como BC R$ 200.000 + IPI = R$ 200.000 + R$ 20.000 = R$
220.000.

Achando a al’quota
Trata-se de uma opera•‹o interestadual entre contribuintes para
consumidor final localizado em SC, o que implica dizer que a al’quota
interestadual Ž de 12% (rico-rico). Entretanto, por se tratar de consumidor
final, haver‡ diferencial de al’quota.
Precisamos ent‹o verificar se esse diferencial de al’quota ser‡ partilhado
entre destinat‡rio e remetente de acordo com a EC 87/15.
Tomando como ajuda nosso quadro, verificamos que n‹o haver‡ partilha
do diferencial de al’quota (ir‡ todo para SC) por se tratar de um consumidor
final contribuinte.

Alíquota 
Interestadual para a 
Destinatário não origem
contribuinte do 
ICMS Há partilha do 
Pós EC 87/15 Diferencial de 
Alíquota
(venda 
interestadual a 
consumidor final)
Alíquota 
Interestadual 
Destinatário  para a origem
contribuinte do 
ICMS Não há partilha 
do Diferencial de 
Alíquota

Achando o ICMS devido na opera•‹o 2


Agora que achamos tanto a BC quanto a al’quota fica f‡cil saber o ICMS
devido ao Estado do RS.
Al’quota x BC = ICMS
12% x R$ 220.000 = R$ 26.400

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Situa•‹o 3 Ð Exporta•‹o de R$ 200.000
Nessa situa•‹o n‹o precisamos sequer calcular a BC pois existe imunidade
constitucional para exporta•›es. N‹o ser‡ devido ICMS.

Por fim, basta somarmos o ICMS nas 3 situa•›es:


R$ 72.000 + R$ 26.400 + 0 = R$ 98.400.
Gabarito: letra A.

50. (TJ-AP/Juiz/FCC/2014/Adaptada) Pessoa f’sica domiciliada


em Florian—polis-SC recebe em sua casa notebook para uso
domiciliar adquirido por meio de compra feita pela internet
diretamente de empresa de inform‡tica estabelecida em S‹o Paulo.
Com base na Constitui•‹o Federal, considere as seguintes
afirma•›es a respeito da cobran•a do ICMS devido nesta opera•‹o:
I. A al’quota do imposto a ser cobrada do contribuinte paulista deve
ser a interestadual.
II. O Estado de Santa Catarina deve receber parte do imposto
calculado com diferencial de al’quota (al’quota interna menos a
interestadual).
III. O contribuinte paulista deve pagar imposto ˆ al’quota interna
ao Estado de S‹o Paulo e o Estado de Santa Catarina nada recebe
de imposto por essa opera•‹o.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.
b) I.
c) II.
d) III.
e) I e II.
Situação: Contribuinte de SP realiza operação interestadual de venda 
para não contribuinte (PF para uso) em SC. 
 

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A al’quota para SP ser‡ a interestadual rico-rico (12%) e caber‡ o
diferencial de al’quota tanto para SP quanto para SC (ser‡ partilhado de
acordo com o art. 99 do ADCT).

Ent‹o passemos a analisar os itens:


(I) Correto. A al’quota ser‡ a interestadual, conforme exposto acima.
(II) Correto. O diferencial de al’quota ser‡ partilhado por se tratar de um
destinat‡rio consumidor final n‹o contribuinte, conforme exposto acima.
(III) Falso. N‹o existe mais a tarifa interna em opera•›es interestaduais
ap—s o advento da EC 87/15. Como falamos, no caso hipotŽtico, o imposto
para SP ser‡ calculado pela al’quota interestadual somado a sua parte do
diferencial de al’quota.
Gabarito: letra E.

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8. LISTA DE QUESTÍES

01. (InŽdita) Pode instituir o ICMS:

a) Apenas os Estados.
b) Os Estados, DF e a Uni‹o, nos territ—rios.

c) Apenas os Estados e o Distrito Federal.


d) Os Estados, DF, Uni‹o e os Munic’pios, nos territ—rios.
e) Apenas a Uni‹o.

02. (AFTE-GO/1998) O direito do contribuinte de utilizar o crŽdito


decorrente das opera•›es ou presta•›es anteriores extingue-se
em:
a) dois anos, a contar da realiza•‹o, pelo contribuinte, do fato
gerador do ICMS;
b) dois anos, a contar da data de emiss‹o, em favor do contribuinte
em quest‹o, do documento relativo ˆ opera•‹o ou presta•‹o a ser
compensada;
c) cinco anos, a contar da data da opera•‹o ou presta•‹o realizada
pelo contribuinte em quest‹o;
d) cinco anos, a contar da data da escritura•‹o cont‡bil, pelo
contribuinte em quest‹o, da opera•‹o ou presta•‹o a ser
compensada;
e) cinco anos, a contar da data de emiss‹o, em favor do contribuinte
em quest‹o, do documento relativo ˆ opera•‹o ou presta•‹o a ser
compensada.

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03. (InŽdita) N‹o enseja direito ao crŽdito do ICMS a entrada de
mercadoria ou utiliza•‹o de servi•o, EXCETO:
a) resultante de opera•‹o ou presta•‹o isenta ou n‹o tributada;
b) tributada cuja sa’da somente se dar‡ com isen•‹o;
c) que se refira a mercadoria ou servi•o alheios ˆ atividade do
estabelecimento;
d) resultante de opera•‹o ou presta•‹o isenta ou n‹o tributada,
quando a sa’da se der para o exterior;
e) quando de sua entrada tributada, n‹o se conhecer a situa•‹o
tribut‡ria de sa’da.

04. (SEFAZ-MS/FGV/2006) Uma indœstria vende para outra uma


mercadoria no valor de R$ 2.000,00. Essa segunda indœstria vende
para um varejista a mesma mercadoria por R$ 3.000,00. O
varejista, por sua vez, vende tal mercadoria ao consumidor final por
R$ 4.300,00.
Considerando que em todas as opera•›es h‡ incid•ncia de ICMS ˆ
al’quota de 10%, qual Ž o valor de tal tributo a ser efetivamente
recolhido no momento da venda ao consumidor final?
(A) R$ 100,00
(B) R$ 130,00
(C) R$ 230,00
(D) R$ 300,00
(E) R$ 430,00

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05. (SEFAZ-SP/FCC/2006/Adaptada) Analise as informa•›es sobre
as al’quotas do ICMS:
I Ð os Estados e o Distrito Federal est‹o impedidos de fixar
al’quotas internas inferiores ˆs previstas para as presta•›es
interestaduais;
II Ð as al’quotas aplic‡veis ˆs opera•›es e presta•›es
interestaduais ser‹o obrigatoriamente estabelecidas por Resolu•‹o
do Senado Federal;
III Ð Em todas as opera•›es interestaduais que contenha o Estado
do RN como remetente, a al’quota aplicada Ž de 12%;
IV Ð a al’quota incidente na importa•‹o Ž a al’quota interna;
V Ð Utiliza-se a al’quota de 4%, 7% ou 12% nas opera•›es
interestaduais entre contribuintes.
Est‡ correto o que se afirma apenas em:
a) I e II.
b) II e III.
c) II, III e IV.
d) II, IV, e V.
e) III e V.

06. (InŽdita) Um contribuinte de Rio Grande do Norte vende a outro


contribuinte, estabelecido em S‹o Paulo, cerveja, bolas de futebol
e arroz para comercializa•‹o. Nessa opera•‹o a al’quota aplic‡vel
Ž:
a) 25%, 12% e 12%, respectivamente.
b) 25%, 17% e 12%, respectivamente.
a) 17%, 12% e 12%, respectivamente.
d) 12%; 12% e 12%.
e) 17%, 17% e 12%, respectivamente.

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07. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) A al’quota do ICMS, aplic‡vel nas
opera•›es internas, pode ser de 5%, se prevista:
a) em resolu•‹o do Senado Federal.
b) Em conv•nio interestadual.
c) em Lei estadual.
d) Na Constitui•‹o Federal.
e) nunca poder‡.

08. (AFTE-GO/1998) O ICMS incide sobre:


a) opera•›es que destinem energia elŽtrica para outro estado.
b) ouro, quando definido em lei como instrumento cambial.
c) mercadoria importada destinada ao ativo fixo da empresa.
d) exporta•›es de produtos industrializados.
e) opera•›es que destinem ao exterior mercadorias ou servi•os.

09. (SEFAZ-RJ/FGV/2008) Quando da presta•‹o de determinado


servi•o, n‹o inclu’do na lista de servi•os prevista em Lei
Complementar, houver o fornecimento de mercadoria haver‡ a
incid•ncia do:
a) ICMS, exclu’do o valor do servi•o.
b) Imposto Sobre Servi•os de Qualquer Natureza e do ICMS.
c) Imposto Sobre Servi•os de Qualquer Natureza.
d) ICMS sobre o valor total da opera•‹o.
e) ICMS apenas sobre o valor do servi•o.

10. (InŽdita) Ocorre o Fato gerador do ICMS quando da presta•‹o


de servi•os pelo:
a) Hospital das Cl’nicas, quando ele fornece Omeoprazol
(medicamento) para recupera•‹o do Sr. Jo‹o, enfermo.
b) Sal‹o de beleza da J™, quando ela fornece tinta para cabelo ao
preparar a noiva para o casamento.

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c) Hotel BelelŽu, que fornece almo•o e jantar realizado pelo Chef
Tresse, cujo valor se inclui na di‡ria.
d) Buffet do Vampeta, que fornece bebidas no coquetel de posse
dos novos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte.
e) Costureira que fornece linhas e bot›es para confeccionar roupa
com tecido fornecido pelo usu‡rio.

11. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) Assinale a afirmativa correta.


a) o fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e similares
constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS, exceto no caso de ‡gua
mineral e refrigerantes contendo suco de frutas.
b) o fornecimento de mercadorias, quando feito com presta•‹o de
servi•os, n‹o constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
c) a entrada de bem importado do exterior por pessoa jur’dica n‹o
contribuinte habitual do imposto s— constituir‡ hip—tese de
incid•ncia do ICMS se o bem n‹o se destinar ao seu consumo
pr—prio.
d) para que a presta•‹o de servi•os de transporte de valores
constitua hip—tese de incid•ncia do ICMS Ž necess‡rio que se trate
de servi•o interestadual.
e) a entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica
constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.

12. (AFTE-GO/1998) O ICMS n‹o incide sobre:


a) opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, incluindo o
fornecimento de alimenta•‹o em bares, restaurantes e
estabelecimentos similares.
b) opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, incluindo o
fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e
estabelecimentos similares.
c) fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os n‹o-
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios;

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d) opera•›es interestaduais relativas a energia elŽtrica e petr—leo,
quando destinados ˆ comercializa•‹o.
e) presta•‹o de servi•os de transporte interestadual e
intermunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou
valores.

13. (SEFAZ-RS/FAURGS/2006) Assinale a alternativa correta.


a) o imposto incide nas presta•›es de servi•os de transporte
interestadual e intermunicipal, por qualquer via, exceto a aŽrea, de
pessoas, bens, mercadorias ou valores.
b) o imposto n‹o incide no servi•o cuja presta•‹o tenha se iniciado
no exterior.
c) o imposto incide na entrada de mercadorias no Mato Grosso do
Sul, inclusive de petr—leo quando destinado ˆ comercializa•‹o
decorrente de opera•›es interestaduais.
d) o imposto incide, quando da entrada no Mato Grosso do Sul sobre
a energia elŽtrica n‹o destinada ˆ industrializa•‹o, decorrente de
opera•›es interestaduais.
e) o imposto n‹o incide nas presta•›es onerosas de servi•os de
comunica•‹o, em casos de gera•‹o.

14. (ICMS-RJ/FGV/2011) Constitui(em) fato gerador do ICMS


a) as opera•›es com livros, jornais, peri—dicos e o papel destinado
ˆ sua impress‹o.
b) a entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica.
c) as opera•›es de qualquer natureza de que decorra a
transfer•ncia de bens m—veis salvados de sinistro para companhias
seguradoras.
d) as opera•›es interestaduais relativas a energia elŽtrica e
petr—leo, inclusive lubrificantes e combust’veis l’quidos e gasosos
dele derivados, quando destinados ˆ industrializa•‹o ou ˆ
comercializa•‹o.

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e) as opera•›es de qualquer natureza de que decorra a
transfer•ncia de propriedade de estabelecimento industrial,
comercial ou outra espŽcie.

15. (InŽdita) Uma indœstria de autom—vel efetua venda de ve’culo


para:
1. concession‡ria de ve’culo que ir‡ comercializ‡-lo;
2. locadora de ve’culo;
3. Joazinho das couves, consumidor final;
4. supermercado que ir‡ utiliz‡-lo para fazer entrega de compras
de seus clientes em domic’lio;
5. concession‡ria de ve’culos que adquire para integrar seu ativo
permanente;
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) n‹o integra a base
de c‡lculo do ICMS na(s) situa•‹o(›es):
a) 2, 3, 4 e 5.
b) 2, 3, e 4.
c) 1.
d) 1 e 5.
e) 3, 4 e 5.

16. (SEFAZ-RJ/FESP/1989/Adaptada) No tocante ao ICMS,


mediante Lei Complementar, poder‡ ser adotada a seguinte
medida:
a) fixa•‹o de al’quotas incidentes nas opera•›es de exporta•‹o.
b) institui•‹o de adicional nas opera•›es de importa•‹o.
c) fixa•‹o das al’quotas m’nimas nas opera•›es internas.
d) concess‹o de isen•‹o em opera•›es internas.
e) defini•‹o os combust’veis e lubrificantes sobre os quais o
imposto incidir‡ uma œnica vez.

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17. (SEFAZ-RS/FAURGS/2006/Adaptada) Ë luz da Constitui•‹o da
Repœblica Ž correto afirmar que:
a) Se adotar‡, nas opera•›es que destinem bens para consumo final
em outro Estado, uma al’quota dita interestadual, quando o
destinat‡rio n‹o for contribuinte do ICMS.
b) O ICMS n‹o admite um tratamento seletivo em fun•‹o da
essencialidade do produto.
c) Cabe ao Congresso Nacional, mediante lei, estabelecer al’quotas
m’nimas do ICMS nas opera•›es internas.
d) A compet•ncia tribut‡ria do Distrito Federal Ž id•ntica ˆ dos
Estados-membros.
e) A circula•‹o do Ouro definido em lei como ativo financeiro, alŽm
de tribut‡vel pelo IOF, Ž tambŽm pelo ICMS.

18. (Pedro Diniz/2012) A respeito da tributa•‹o especial sobre os


combust’veis e lubrificantes prevista na CF/88, assinale qual das
afirmativas abaixo est‡ correta.
a) As al’quotas ser‹o estabelecidas por meio de Lei Complementar
Federal.
b) Nas opera•›es interestaduais com g‡s natural e seus derivados,
destinados a n‹o-contribuinte, o imposto ser‡ repartido entre os
Estados de origem e destino.
c) As al’quotas ser‹o diferenciadas por produto e uniformes em
todo territ—rio nacional.
d) A base de c‡lculo das opera•›es poder‹o ser restabelecidas e
reduzidas n‹o se aplicando o disposto no artigo 150, III, b da
CF/88.
e) As al’quotas poder‹o ser espec’ficas, por unidade de medida
adotada ou ad valorem, incidindo sobre o valor da opera•‹o ou
sobre o pre•o que o produto ou seu similar alcan•aria em uma
venda em livre concorr•ncia.

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19. (SEFAZ-MT/UNEMAT/2008/Adaptada) Sobre as hip—teses de
incid•ncia do ICMS, analise os itens a seguir e assinale a alternativa
correta.
a) O imposto incide sobre fornecimento de mercadorias com
presta•‹o de servi•os.
b) Est‡ no campo de incid•ncia do ICMS o fato correspondente ˆ
entrada de mercadoria importada do exterior por pessoa f’sica ou
jur’dica, desde que seja contribuinte habitual do imposto
devidamente cadastrado na Secretaria de Estado de Fazenda.
c) O ICMS incide sobre a utiliza•‹o de servi•o cuja presta•‹o se
tenha iniciado em outro Estado e n‹o seja vinculada a opera•‹o ou
presta•‹o subsequente.
d) N‹o h‡ incid•ncia do ICMS sobre a entrada no estabelecimento
de contribuinte de bem ou mercadoria destinada a uso, consumo ou
ativo permanente, porque n‹o h‡ posterior circula•‹o de
mercadoria.
e) N‹o incide o ICMS sobre a presta•‹o de servi•o de transporte
rodovi‡rio intermunicipal de passageiro, inclusive sobre o
transporte de cargas e valores.

20. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) Com rela•‹o ao ICMS, assinale a


alternativa correta.
a) Os servi•os de comunica•‹o n‹o est‹o sujeitos ao ICMS.
b) N‹o pode haver uma mesma opera•‹o comercial, ainda que de
natureza mista (com fornecimento de mercadoria e presta•‹o de
servi•os), que seja tributada tanto pelo ICMS (valor da mercadoria)
como pelo ISS (valor do servi•o).
c) Incide no caso de transfer•ncia de titularidade de bens do ativo
fixo ou imobilizado.
d) N‹o incide quando se tratar de bem ou mercadoria importado
por pessoa que n‹o seja contribuinte habitual do imposto, nos
termos das Constitui•‹o Federal.

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e) Ser‡ garantida a manuten•‹o e o aproveitamento do montante
do imposto cobrado nas opera•›es e presta•›es anteriores no caso
de exporta•‹o de mercadorias, mesmo que a Constitui•‹o Federal
expressamente determine a n‹o incid•ncia do ICMS sobre
mercadorias e servi•os destinados ao exterior.

21. (SEFAZ-SP/FCC/2009) A Constitui•‹o Federal de 1988 cuida da


reparti•‹o de receitas tribut‡rias do ICMS da seguinte forma:
I. cinquenta por cento do produto da arrecada•‹o pertencem aos
Munic’pios.
II. tr•s quartos, no m’nimo, do que Ž destinado aos Munic’pios ser‡
devido na propor•‹o do valor adicionado nas opera•›es relativas ˆ
circula•‹o de mercadorias e nas presta•›es de servi•os, realizadas
em seus territ—rios.
III. atŽ um quarto do que Ž destinado aos Munic’pios ser‡ creditado
conforme dispuser lei estadual.
IV. lei estadual poder‡ utilizar-se de critŽrios a serem preenchidos
pelos Munic’pios para realizar a reparti•‹o de receita do ICMS.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
(a) I e II.
(b) I,II e III.
(c) I e III.
(d) II, III e IV.
(e) II e IV.

22. (SEFAZ-SC/FEPESE/2010) Assinale a alternativa correta,


quanto ao ICMS:
a) O ICMS Ž um imposto n‹o-cumulativo.
b) O ICMS Ž um imposto de compet•ncia exclusiva dos Estados.
c) O ICMS Ž um imposto cumulativo, n‹o podendo ser compensado.
d) O ICMS, por incidir em cada etapa da circula•‹o de mercadoria,
dispensa a emiss‹o de nota ou cupom fiscal.

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e) O ICMS Ž um imposto que pode ser tanto cumulativo como n‹o-
cumulativo.

23. (SEFAZ-SP/FCC/2006) Ocorre o fato gerador do ICMS,


a) na presta•‹o de servi•os compreendida na compet•ncia
tribut‡ria dos munic’pios, se houver fornecimento de mercadoria.
b) na presta•‹o de servi•os n‹o-compreendidos na compet•ncia
tribut‡ria dos munic’pios.
c) o fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que,
por indica•‹o expressa da Lei n¼ 6.374/89, que disp›e sobre a
institui•‹o do ICMS no Estado de S‹o Paulo, sujeitem-se ˆ
incid•ncia do imposto de compet•ncia estadual.
d) no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que,
por indica•‹o de lei complementar, sujeitem-se ˆ incid•ncia do
imposto de compet•ncia estadual.
e) no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•os
compreendidos na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, mas que,
por indica•‹o da lei municipal, sujeitem-se ˆ incid•ncia do imposto
de compet•ncia estadual.

24. (SEFAZ-RJ/FGV/2008/Adaptada) Analise as afirmativas a


seguir:
I. Nas opera•›es ou presta•›es que destinem mercadorias ao
exterior, n‹o h‡ incid•ncia do ICMS, devendo o contribuinte
exportador estornar o crŽdito do imposto cobrado nas opera•›es
anteriores.
II. O ICMS incidente na importa•‹o de mercadorias e bens Ž devido
ao Estado do seu estabelecimento destinat‡rio.
III. O ICMS n‹o incidir‡ sobre opera•›es que destinem a outros
Estados petr—leo, inclusive lubrificantes, combust’veis l’quidos e

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gasosos dele derivados, e energia elŽtrica.
Assinale:
a) se somente as afirmativas II e III forem verdadeiras.
b) se somente a afirmativa II for verdadeira.
c) se somente a afirmativa I for verdadeira.
d) se somente a afirmativa III for verdadeira.
e) se somente as afirmativas I, II, III forem verdadeiras.

25. (SEFAZ-AL/CESPE/2002) Considerando o ICMS, julgue o item


abaixo.
O ICMS incide sobre a entrada de mercadoria importada do exterior,
ainda que se trate de bem destinado a consumo ou ativo fixo do
estabelecimento, assim como sobre servi•o cuja presta•‹o tenha-
se iniciado no exterior.

26. (SEFAZ-AL/CESPE/2002) Com rela•‹o a aspectos da legisla•‹o


tribut‡ria no estado de Alagoas, julgue o item seguinte.
O ICMS incide sobre as opera•›es que destinem a outro estado
energia elŽtrica ou petr—leo, inclusive lubrificantes ou combust’veis
l’quidos e gasosos dele derivados.

27. (InŽdita) Julgue o seguinte item:


N‹o incide ICMS nas opera•›es interestaduais com lubrificantes.

28. (SEFAZ-CE/ESAF/2007) Assinale a afirmativa correta.


a) O fornecimento de bebidas em bares, restaurantes e similares
constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS, exceto no caso de ‡gua
mineral e refrigerantes contendo suco de frutas.
b) O fornecimento de mercadorias, quando feito com presta•‹o de
servi•os, n‹o constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.
c) A entrada de bem importado do exterior por pessoa jur’dica n‹o
contribuinte habitual do imposto s— constituir‡ hip—tese de

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incid•ncia do ICMS se o bem n‹o se destinar ao seu consumo
pr—prio.
d) Para que a presta•‹o de servi•os de transporte de valores
constitua hip—tese de incid•ncia do ICMS Ž necess‡rio que se trate
de servi•o interestadual.
e) A entrada de bem importado do exterior por pessoa f’sica
constitui hip—tese de incid•ncia do ICMS.

29. (SEFAZ-MS/FGV/2006) A respeito da incid•ncia do ICMS,


analise as afirmativas a seguir:
I. Incide sobre qualquer tipo de presta•‹o de servi•os de
comunica•‹o.
II. Incide sobre o transporte intermunicipal de valores.
III. N‹o incide sobre opera•‹o que destine ao exterior produto
prim‡rio.
Assinale:
a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
b) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

30. (SEFAZ-MG/ESAF/2005) Assinale a afirmativa correta.


a) Incide o ICMS no recebimento, pelo destinat‡rio, de combust’vel
derivado do petr—leo, oriundo de outra unidade da Federa•‹o e
destinado ao seu pr—prio consumo.
b) Em rela•‹o ˆs mercadorias importadas do exterior por pessoa
jur’dica, o ICMS s— incidir‡ por ocasi‹o da sa’da do estabelecimento
do importador.
c) O ICMS n‹o incide sobre bens importados do exterior por pessoa
f’sica, destinados a seu consumo pr—prio.
d) N‹o incide ICMS sobre a presta•‹o de servi•o de transporte

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interestadual de bens, realizada por contribuinte do imposto,
quando sem resultado financeiro para o prestador.
e) N‹o ocorre o fato gerador do ICMS no fornecimento de
mercadorias com presta•‹o de servi•os.

31. (SEFA-PA/ESAF/2002) Entre as opera•›es ou presta•›es


abaixo, assinale a que n‹o implica incid•ncia do ICMS.
a) Entrada de mercadoria importada do exterior, por pessoa
natural, destinada ao seu consumo pr—prio.
b) Presta•‹o de servi•o intramunicipal de transporte de valores.
c) Fornecimento de bebidas em restaurantes.
d) Venda de bem ao arrendat‡rio, em opera•‹o de arrendamento
mercantil.
e) Presta•‹o onerosa de servi•o de comunica•‹o.

32. (SEFAZ-SC/FEPESE/2010) Concernente ao Imposto sobre


Opera•›es Relativas ˆ Circula•‹o de Mercadorias e sobre
Presta•›es de Servi•os de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunica•‹o (ICMS), no Estado de Santa
Catarina, assinale a alternativa correta.
a) O imposto tem como fato gerador presta•›es de servi•os de
transporte interestadual e intermunicipal, desde que por via
terrestre, de pessoas, bens, mercadorias ou valores.
b) As presta•›es, mesmo que n‹o onerosas, de servi•os de
comunica•‹o, por qualquer meio, tambŽm se sujeitam ˆ incid•ncia
do ICMS.
c) O fornecimento de mercadorias com presta•‹o de servi•os
sujeitos ao imposto sobre servi•os, de compet•ncia dos Munic’pios,
independente de sujei•‹o imposta por Lei, Ž fato gerador da
incid•ncia do imposto estadual.
d) O imposto tem como fato gerador, dentre outras, opera•›es
relativas ˆ circula•‹o de mercadorias, inclusive o fornecimento de

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alimenta•‹o e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos
similares.
e) O ICMS incide sobre a entrada ou sa’da de mercadoria importada
ou exportada, por pessoa jur’dica, ainda quando se tratar de bem
destinado ao passivo permanente do estabelecimento.

33. (SEFAZ-RN/ESAF/2005) Em rela•‹o ao imposto sobre


opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es
de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunica•‹o (ICMS) e sua disciplina na Constitui•‹o Federal, Ž
correto afirmar que
a) o ICMS incidir‡ sobre o valor total da opera•‹o, quando
mercadorias forem fornecidas com servi•os compreendidos na
compet•ncia tribut‡ria dos Munic’pios.
b) o ICMS incidir‡ nas presta•›es de servi•o de comunica•‹o nas
modalidades de radiodifus‹o sonora e de sons e imagens de
recep•‹o livre e gratuita.
c) a defini•‹o dos contribuintes do ICMS Ž matŽria reservada ˆ lei
complementar estadual.
d) o ICMS n‹o incidir‡ sobre opera•›es que destinem mercadorias
para o exterior.
e) incidir‡ o ICMS sobre as opera•›es com ouro, quando este Ž
definido em lei como ativo financeiro.

34. (SEFIN-RO/FCC/2010) O ICMS incide sobre


a) a presta•‹o de servi•o de transporte interestadual e
intramunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou
valores.
b) a presta•‹o de servi•o de transporte intermunicipal e
intramunicipal, por qualquer via, de pessoas, bens, mercadorias ou
valores.
c) a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por

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pessoa f’sica ou jur’dica, ainda que n‹o seja contribuinte habitual
do imposto, exceto a destinada ao ativo fixo do estabelecimento
importador.
d) a entrada, no territ—rio do Estado, de petr—leo, inclusive
lubrificante e combust’vel l’quido e gasoso dele derivados, e de
energia elŽtrica, quando destinados ˆ comercializa•‹o ou ˆ
industrializa•‹o, decorrentes de opera•›es interestaduais.
e) a presta•‹o onerosa de servi•o de comunica•‹o, por qualquer
meio.

35. (SEFAZ-RJ/FGV/2010) A al’quota do ICMS, aplic‡vel nas


opera•›es ou presta•›es internas, pode ser de 5% (cinco por
cento), se prevista:
a) em resolu•‹o do Senado Federal.
b) em conv•nio interestadual.
c) na lei estadual.
d) na Constitui•‹o Federal.
e) na Constitui•‹o Estadual.

36. (SEFA-PA/UEPA/2013/Adaptada) N‹o haver‡ incid•ncia do


ICMS sobre mercadorias e servi•os, nos casos:
I. Que destine a outro Estado ou ao Distrito Federal petr—leo
inclusive lubrificantes, combust’veis l’quidos e gasosos dele
derivados, e energia elŽtrica.
II. Com ouro, quando definido como mercadoria.
III. Com livros, jornais e peri—dicos, inclusive o papel destinado a
sua impress‹o.
IV. Na presta•‹o de servi•os intramunicipal de transportes de
passageiros.
A alternativa que contŽm todas as afirmativas corretas Ž:
a) I e II.
b) I, II e IV.

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c) II e IV.
d) I, III e IV.
e) III e IV.

37. (ALEMA/FGV/2013) A empresa Alpha desenvolve a atividade


empresarial de manuten•‹o das esta•›es de r‡dio base de telefonia
celular.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) A empresa recolhe o ICMS devido sobre sua atividade, que se
vincula ao servi•o de comunica•‹o.
b) A empresa fica imune ao recolhimento do ICMS, dado que sua
atividade fim n‹o Ž comunica•‹o.
c) H‡ isen•‹o de pagamento do ICMS na hip—tese, em fun•‹o de ser
presta•‹o interna de servi•os.
d) O servi•o Ž acess—rio ou suplementar ao de comunica•‹o e n‹o
Ž fato gerador do imposto.
e) O servi•o Ž vinculado ao de comunica•‹o, que dele depende, pelo
que h‡ de recolher o ICMS.

38. (ALEMA/FGV/2013) L. A. ComŽrcio, Constru•›es e Imobili‡ria


Ltda. insurge!se em face da exig•ncia do Secret‡rio de Fazenda do
Estado do Maranh‹o, que lhe exige o pagamento do ICMS sobre a
importa•‹o de ladrilhos e pisos de cer‰mica advindos do exterior,
insumos que, segundo alega, s‹o destinados ˆ sua atividade fim,
constru•‹o civil, e que s— eventualmente utiliza insumos
importados para elaborar seu produto final, os im—veis. Dessa
forma, recolhe ISSQN.
A esse respeito, Ž correto afirmar que
a) raz‹o assiste ao Secret‡rio de Estado, j‡ que na hip—tese incide
o ICMS, mesmo que o importador n‹o seja contribuinte habitual do
imposto e que a importa•‹o seja eventual.
b) a empresa n‹o Ž contribuinte do ICMS, mas sim do ISSQN, j‡ que

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sua atividade fim representa um servi•o e, desta forma, n‹o recolhe
o imposto que est‡ sendo cobrado.
c) a empresa s— deveria pagar o ICMS se fosse importadora habitual
de insumos para sua atividade fim, o que n‹o acontece e, portanto,
n‹o deve pagar o ICMS.
d) o Secret‡rio de Estado est‡ correto, j‡ que a empresa apenas
alegou, quando deveria ter provado, que os insumos seriam
utilizados em sua atividade fim.
e) a empresa, para n‹o pagar o ICMS, dever‡ comprovar a sua
qualidade de contribuinte inscrita junto ˆ Fazenda Municipal.

39. (SEFAZ-RJ/FCC/2014/Adaptada) O Regulamento do ICMS do


Estado do Rio de Janeiro, aprovado pelo Decreto no 27.427/2000,
no T’tulo I do Livro I, estabelece:

ÒArt. 3o − O fato gerador do imposto ocorre:


...
IV − no fornecimento de mercadoria com presta•‹o de servi•o:
1. n‹o compreendido na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios;
2. compreendido na compet•ncia tribut‡ria dos munic’pios, e com
indica•‹o expressa de incid•ncia do imposto de compet•ncia
estadual, como definido em legisla•‹o aplic‡vel;Ó

Considere as situa•›es a seguir:


I. Hospital fluminense utiliza medicamentos para aplicar em
tratamento mŽdico.
II. Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, fornece refei•›es ˆ
delega•‹o do time japon•s, durante a Copa do Mundo, as quais
est‹o inclusas no valor das di‡rias.
III. Oficina conserta elevador de Hotel da Barra da Tijuca, Rio de
Janeiro, cobrando pela m‹o de obra e pelas pe•as substitu’das
durante o conserto.

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IV. Empresa fluminense de prepara•‹o de eventos e organiza•‹o de
festas foi contratada por Hotel da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro,
para realizar a Festa da Primavera e cobrou R$ 100.000,00 pela
organiza•‹o do evento e do buf•, em cujo montante j‡ estava
incluso o valor do fornecimento da alimenta•‹o e das bebidas.
ƒ poss’vel identificar fato gerador do ICMS APENAS nas situa•›es
descritas em
a) III e IV.
b) I e III.
c) II, III e IV.
d) II e III.
e) I e IV.

40. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014) Em rela•‹o ˆ hip—tese de


incid•ncia do ICMS, analise as assertivas abaixo, assinalando V,
para verdadeiro, ou F, para falso.
( ) O imposto incide sobre as presta•›es onerosas e gratuitas de
servi•os de comunica•‹o, por qualquer meio, inclusive a gera•‹o, a
emiss‹o, a recep•‹o, a transmiss‹o, a repeti•‹o e a amplia•‹o de
comunica•‹o de qualquer natureza.
( ) O imposto incide sobre a entrada, no territ—rio do Estado, de
energia elŽtrica, quando n‹o destinada ˆ comercializa•‹o ou ˆ
industrializa•‹o, decorrente de opera•›es interestaduais.
( ) O imposto incide sobre o fornecimento de mercadorias com
presta•‹o de servi•os n‹o compreendidos na compet•ncia
tribut‡ria dos Munic’pios.
A ordem correta de preenchimento dos par•nteses, de cima para
baixo, Ž:
a) V Ð F Ð F.
b) F Ð V Ð V.
c) F Ð V Ð F.
d) V Ð V Ð V.

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e) V Ð V Ð F.

41. (SEFAZ-SP/FCC/2006)Analise os esquemas abaixo:

Considerando que segundo o artigo 155, ¤ 2¼, XI, da Constitui•‹o


Federal, que cuida do ICMS, o IPI n‹o integra a base de c‡lculo do
imposto em determinadas situa•›es. Dos esquemas representados,
o IPI integra a base de c‡lculo do ICMS APENAS em
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

42. (SEFAZ-SP/VUNESP/2002) A al’quota do ICMS para as sa’das


internas e interestaduais de mercadorias Ž
a) ònica.
b) Progressiva.
c) Espec’fica.
d) Ad valorem.
e) De livre arbitramento pelos Estados.

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43. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.
A al’quota interestadual de ICMS, via de regra, Ž menor que a
al’quota interna de determinados estados.

44. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


As al’quotas do ICMS interestadual s‹o estabelecidas pelo estado
que recebe as mercadorias, para poder cobrar a diferen•a entre
essa e a al’quota interna.

45. (SEFAZ-ES/CESPE/2008) Julgue o item acerca da ICMS.


Os estados podem alterar a base de c‡lculo do tributo de ICMS por
meio de lei complementar estadual.

46. (SEFAZ-RJ/FGV/2008) De acordo com o Art. 155 ¤2¼, inciso


XII, c) da CRFB/88, Ž correto afirmar que o regime de compensa•‹o
do ICMS deve ser disciplinado:
a) Em lei dos estados e pelo Distrito Federal, tendo em vista a
autonomia desses entes federados.
b) Pelo Confaz.
c) Em lei Complementar.
d) No Regulamento do ICMS dos estados e do Distrito Federal.
e) Em conv•nio e lei estadual ou distrital.

47. (SEFAZ-RJ/FCC/2014) Ao atribuir a compet•ncia tribut‡ria


para a Uni‹o, a Constitui•‹o Federal estabelece:
ÒArt. 153. Compete ˆ Uni‹o instituir impostos sobre: (...) IV Ð
produtos industrializados.Ó
Por outro lado, ao atribuir a compet•ncia para os Estados,
determina a Constitui•‹o Federal:
ÒArt. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir
impostos sobre:

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(...) II − opera•›es relativas ˆ circula•‹o de mercadorias e sobre
presta•›es de servi•os de transporte interestadual e intermunicipal
e de comunica•‹o, ainda que as opera•›es e as presta•›es se
iniciem no exterior;Ó
Em v‡rias opera•›es realizadas por empresas que se caracterizam
como contribuintes tanto do IPI como do ICMS, temos a incid•ncia
dos dois impostos de forma concomitante.
Nesse sentido, considere indœstria vendendo seu produto a:
I. construtora que ir‡ incluir em obras de constru•‹o civil;
II. comerciante revendedor de outro Estado;
III. comerciante revendedor do mesmo Estado;
IV. outra indœstria que vai utilizar como matŽria-prima;
V. outra indœstria que utilizar como bem do ativo imobilizado.
O IPI ser‡ inclu’do na base de c‡lculo do ICMS APENAS nos casos
constantes em:
a) II, III e IV.
b) III e V.
c) III e IV.
d) I e V.
e) II e III.

48. (SEFAZ-RJ/FCC/2014) As al’quotas internas hipotŽticas das


mercadorias de origem nacional a seguir relacionadas, praticadas
pelo Estado do Rio de Janeiro, s‹o respectivamente: sal − 12%;
confec•›es − 18%; —leo diesel − 12%. Supondo que contribuintes
do regime normal de apura•‹o tenham efetuado, em uma
determinada data, as seguintes vendas:
− Atacadista Daniel, localizado em Niter—i-RJ, vendeu R$
100.000,00 de sal a supermercado de Bras’lia-DF;
− Indœstria Isa’as, localizada em MacaŽ-RJ, vendeu R$ 100.000,00
de confec•›es ˆ empresa distribuidora de energia elŽtrica do Acre;

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− Distribuidora Ezequiel, localizada em Petr—polis-RJ, vendeu R$
100.000,00 de —leo diesel a posto de combust’veis de Palmas-TO.
O valor total do ICMS devido ao Estado fluminense referente a essas
opera•›es Ž:
a) 21.000,00.
b) 30.000,00.
c) 14.000,00.
d) 24.000,00.
e) 42.000,00.

49. (SEFAZ-RS/FUNDATEC/2014/Adaptada) Um estabelecimento,


que fabrica produtos aqui no Estado do Rio Grande do Sul e os
vende, sem varia•›es de al’quota, exclusivamente para o vizinho
Estado de Santa Catarina, tentou abrir novos mercados para seus
produtos. Por esse motivo, a ‡rea comercial da empresa buscou
novos mercados alŽm daqueles que tradicionalmente s‹o os
compradores de seus produtos. Obteve sucesso, especialmente
porque a equipe de vendas conseguiu significativas vendas diretas
para usu‡rios finais (contribuintes do ICMS) de seus produtos,
tambŽm localizados em Santa Catarina. De igual modo, obteve
sucesso em exporta•›es para o exterior. Sabe-se que a al’quota
interna do ICMS de seus produtos Ž de 17%, e que a al’quota nas
vendas para o Estado de Santa Catarina Ž de 12% e o IPI incidente
tem al’quota de 10%. Levando-se em conta a conquista desses
novos clientes e em consequ•ncia da nova pol’tica de
comercializa•‹o, no m•s em an‡lise o estabelecimento obteve um
faturamento de R$ 1.000.000,00. Desse faturamento, R$
600.000,00 corresponderam a vendas para comercializa•‹o pelos
seus clientes tradicionais estabelecidos no Estado de Santa
Catarina, R$ 200.000,00 para novos clientes, usu‡rios finais
(contribuintes do ICMS) de seus produtos, tambŽm de Santa
Catarina e, por fim, R$ 200.000,00 para exporta•›es. A partir desse

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novo faturamento, com as caracter’sticas das vendas e
destinat‡rios apontados, qual vai ser o dŽbito de ICMS gerado na
conta corrente fiscal do contribuinte no M•s em an‡lise?
a) R$ 98.400,00.
b) R$ 106.000,00.
c) R$ 109.400,00.
d) R$ 120.000,00.
e) R$ 127.000,00.

50. (TJ-AP/Juiz/FCC/2014/Adaptada) Pessoa f’sica domiciliada


em Florian—polis-SC recebe em sua casa notebook para uso
domiciliar adquirido por meio de compra feita pela internet
diretamente de empresa de inform‡tica estabelecida em S‹o Paulo.
Com base na Constitui•‹o Federal, considere as seguintes
afirma•›es a respeito da cobran•a do ICMS devido nesta opera•‹o:
I. A al’quota do imposto a ser cobrada do contribuinte paulista deve
ser a interestadual.
II. O Estado de Santa Catarina deve receber parte do imposto
calculado com diferencial de al’quota (al’quota interna menos a
interestadual).
III. O contribuinte paulista deve pagar imposto ˆ al’quota interna
ao Estado de S‹o Paulo e o Estado de Santa Catarina nada recebe
de imposto por essa opera•‹o.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em
a) II e III.
b) I.
c) II.
d) III.
e) I e II.

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9. GABARITO

01 B 02 E 03 E 04 B 05 D 06 D 07 B

08 C 09 D 10 D 11 E 12 D 13 D 14 B

15 C 16 E 17 A 18 E 19 C 20 E 21 D

22 A 23 D 24 A 25 V 26 F 27 F 28 E

29 D 30 A 31 B 32 D 33 D 34 E 35 B

36 D 37 D 38 A 39 A 40 B 41 C 42 D

43 V 44 F 45 F 46 C 47 D 48 C 49 A

50 E

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10. BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Lei Complementar n. 87, de 13 de setembro de 1996. Disp›e sobre


o imposto dos Estados e do Distrito Federal sobre opera•›es relativas ˆ
circula•‹o de mercadorias e sobre presta•›es de servi•os de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunica•‹o, e d‡ outras provid•ncias.
(LEI KANDIR). Dispon’vel em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp87.htm>

BRASIL. Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil. Dispon’vel em:


<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado
.htm>

Borba, Cl‡udio. ICMS. Editora Campus.

Diniz, Pedro. ICMS SP exerc’cios. Volume 1. Editora Ferreira

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