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Métodos Matemáticos para Engenharia

Prof. Cláudio Corrêa

Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca


claudio.correa@cefet-rj.br

28 de Julho de 2016

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Aula II

Soluções em série perto de um ponto ordinário

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Aula II

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Considerando a equação homogênea:

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Aula II

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Considerando a equação homogênea:

d 2y dy
P(x) 2
+ Q(x) + R(x)y = 0 (1)
dx dx
onde P, Q e R são polinômios.

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Aula II

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Considerando a equação homogênea:

d 2y dy
P(x) 2
+ Q(x) + R(x)y = 0 (1)
dx dx
onde P, Q e R são polinômios. Veremos um método de solução que será também aplicado a
situações mais gerais de funções analı́ticas.

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Aula II

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Considerando a equação homogênea:

d 2y dy
P(x) 2
+ Q(x) + R(x)y = 0 (1)
dx dx
onde P, Q e R são polinômios. Veremos um método de solução que será também aplicado a
situações mais gerais de funções analı́ticas.

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Exemplos
1) Equação de Bessel:
x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 + ν 2 ) = 0

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Exemplos
1) Equação de Bessel:
x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 + ν 2 ) = 0
2) Equação de Legendre:

(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0

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Aula II

Exemplos
1) Equação de Bessel:
x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 + ν 2 ) = 0
2) Equação de Legendre:

(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0

Pontos Ordinários
Vamos assumir que P, Q e R são polinômios em x, com nenhum fator comum, e que queremos
resolver a equação (1) nas vizinhas de um ponto de interesse x0 .

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Exemplos
1) Equação de Bessel:
x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 + ν 2 ) = 0
2) Equação de Legendre:

(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0

Pontos Ordinários
Vamos assumir que P, Q e R são polinômios em x, com nenhum fator comum, e que queremos
resolver a equação (1) nas vizinhas de um ponto de interesse x0 .
Se P(x0 ) 6= 0 então x0 é denominado Ponto ordinário.

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Exemplos
1) Equação de Bessel:
x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 + ν 2 ) = 0
2) Equação de Legendre:

(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0

Pontos Ordinários
Vamos assumir que P, Q e R são polinômios em x, com nenhum fator comum, e que queremos
resolver a equação (1) nas vizinhas de um ponto de interesse x0 .
Se P(x0 ) 6= 0 então x0 é denominado Ponto ordinário.
Como P é contı́nuo, existirá um intervalo em torno de x0 no qual P(x) nunca irá se anular.
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Exemplos
1) Equação de Bessel:
x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 + ν 2 ) = 0
2) Equação de Legendre:

(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0

Pontos Ordinários
Vamos assumir que P, Q e R são polinômios em x, com nenhum fator comum, e que queremos
resolver a equação (1) nas vizinhas de um ponto de interesse x0 .
Se P(x0 ) 6= 0 então x0 é denominado Ponto ordinário.
Como P é contı́nuo, existirá um intervalo em torno de x0 no qual P(x) nunca irá se anular.
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Pontos Ordinários - continuação

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Pontos Ordinários - continuação


Para x dentro deste intervalo, temos:

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Pontos Ordinários - continuação


Para x dentro deste intervalo, temos:

d 2y dy Q(x) R(x)
2
+ p(x) + q(x)y = 0, onde p(x) = e q(x) = (2)
dx dx P(x) P(x)

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Pontos Ordinários - continuação


Para x dentro deste intervalo, temos:

d 2y dy Q(x) R(x)
2
+ p(x) + q(x)y = 0, onde p(x) = e q(x) = (2)
dx dx P(x) P(x)

Sendo p e q funções contı́nuas, pelo Teorema 3.2.1 estas terão solução única dada as
condições iniciais y 0 (x0 ) = y00 e y (x0 ) = y0

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Soluções em série perto de ponto singular

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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário

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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0 (3)

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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0 (3)

Sendo que, se as funções QP e


R
P forem analı́ticas em x0 , então o ponto x0 é dito um ponto
ordinário da equação (1);

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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0 (3)

Sendo que, se as funções Q R


P e P forem analı́ticas em x0 , então o ponto x0 é dito um ponto
ordinário da equação (1); caso contrário será dito ponto singular.

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Aula II
Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0 (3)

Sendo que, se as funções Q R


P e P forem analı́ticas em x0 , então o ponto x0 é dito um ponto
ordinário da equação (1); caso contrário será dito ponto singular.

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Aula II
Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0 (3)

Sendo que, se as funções Q R


P e P forem analı́ticas em x0 , então o ponto x0 é dito um ponto
ordinário da equação (1); caso contrário será dito ponto singular.
Intervalo de convergência da solução em série:

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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0 (3)

Sendo que, se as funções Q R


P e P forem analı́ticas em x0 , então o ponto x0 é dito um ponto
ordinário da equação (1); caso contrário será dito ponto singular.
Intervalo de convergência da solução em série:
1) calcular explicitamente a solução em série para cada problema e aplicar um teste de
convergência.

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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0 (3)

Sendo que, se as funções Q R


P e P forem analı́ticas em x0 , então o ponto x0 é dito um ponto
ordinário da equação (1); caso contrário será dito ponto singular.
Intervalo de convergência da solução em série:
1) calcular explicitamente a solução em série para cada problema e aplicar um teste de
convergência.
2) aplicar o teorema abaixo que dá suporte para uma ampla classe de problemas.
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Soluções em série perto de ponto singular
Supondo que temos que resolver a equação (2) se P(x0 ) = 0, então x0 será Ponto Singular.

Soluções em série perto de um ponto ordinário


Podemos generalizar as definições de ponto ordinário e ponto singular para a equação:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0 (3)

Sendo que, se as funções Q R


P e P forem analı́ticas em x0 , então o ponto x0 é dito um ponto
ordinário da equação (1); caso contrário será dito ponto singular.
Intervalo de convergência da solução em série:
1) calcular explicitamente a solução em série para cada problema e aplicar um teste de
convergência.
2) aplicar o teorema abaixo que dá suporte para uma ampla classe de problemas.
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Teorema 1: Soluções próximas de um ponto ordinário

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Teorema 1: Soluções próximas de um ponto ordinário


Se x0 = 0 for um ponto ordinário da equação diferencial:

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Teorema 1: Soluções próximas de um ponto ordinário


Se x0 = 0 for um ponto ordinário da equação diferencial:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0

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Teorema 1: Soluções próximas de um ponto ordinário


Se x0 = 0 for um ponto ordinário da equação diferencial:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0


Q R
ou seja, se P e P forem analı́ticas em x0 = 0, então a solução geral da equação (1) será:

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Teorema 1: Soluções próximas de um ponto ordinário


Se x0 = 0 for um ponto ordinário da equação diferencial:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0


Q R
ou seja, se P e P forem analı́ticas em x0 = 0, então a solução geral da equação (1) será:

X
y= an (x − x0 )n = a0 y1 (x) + a1 y2 (x)
n=0

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Teorema 1: Soluções próximas de um ponto ordinário


Se x0 = 0 for um ponto ordinário da equação diferencial:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0


Q R
ou seja, se P e P forem analı́ticas em x0 = 0, então a solução geral da equação (1) será:

X
y= an (x − x0 )n = a0 y1 (x) + a1 y2 (x)
n=0

onde a0 e a1 são arbitrários, e y1 e y2 são duas soluções em séries de potências que são
analı́ticas em x0 = 0.

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Teorema 1: Soluções próximas de um ponto ordinário


Se x0 = 0 for um ponto ordinário da equação diferencial:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0


Q R
ou seja, se P e P forem analı́ticas em x0 = 0, então a solução geral da equação (1) será:

X
y= an (x − x0 )n = a0 y1 (x) + a1 y2 (x)
n=0

onde a0 e a1 são arbitrários, e y1 e y2 são duas soluções em séries de potências que são
analı́ticas em x0 = 0. As soluções y1 e y2 formam um conjunto fundamental de soluções.

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Teorema 1: Soluções próximas de um ponto ordinário


Se x0 = 0 for um ponto ordinário da equação diferencial:

P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0


Q R
ou seja, se P e P forem analı́ticas em x0 = 0, então a solução geral da equação (1) será:

X
y= an (x − x0 )n = a0 y1 (x) + a1 y2 (x)
n=0

onde a0 e a1 são arbitrários, e y1 e y2 são duas soluções em séries de potências que são
analı́ticas em x0 = 0. As soluções y1 e y2 formam um conjunto fundamental de soluções.
Além disso, o raio de convergência de cada uma das soluções em série y1 e y2 é pelo menos
tão grande quanto o mı́nimo dos raios de convergência das séries para p e q.

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Exemplos 1

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Exemplos 1
01) Determine o raio de convergência garantido pelo teorema 1 para uma solução em série da
equação:

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Exemplos 1
01) Determine o raio de convergência garantido pelo teorema 1 para uma solução em série da
equação:
(x 2 + 9)y 00 + xy 0 + x 2 y = 0

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Exemplos 1
01) Determine o raio de convergência garantido pelo teorema 1 para uma solução em série da
equação:
(x 2 + 9)y 00 + xy 0 + x 2 y = 0
em potências de x. Faça o mesmo para uma série de potências de (x − 4)

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Aula II

Exemplos 1
01) Determine o raio de convergência garantido pelo teorema 1 para uma solução em série da
equação:
(x 2 + 9)y 00 + xy 0 + x 2 y = 0
em potências de x. Faça o mesmo para uma série de potências de (x − 4)

Resolução

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Aula II

Exemplos 1
01) Determine o raio de convergência garantido pelo teorema 1 para uma solução em série da
equação:
(x 2 + 9)y 00 + xy 0 + x 2 y = 0
em potências de x. Faça o mesmo para uma série de potências de (x − 4)

Resolução
Temos que:
x x2
p(x) = e q(x) =
x2 + 9 x2 + 9

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Aula II

Exemplos 1
01) Determine o raio de convergência garantido pelo teorema 1 para uma solução em série da
equação:
(x 2 + 9)y 00 + xy 0 + x 2 y = 0
em potências de x. Faça o mesmo para uma série de potências de (x − 4)

Resolução
Temos que:
x x2
p(x) = e q(x) =
x2 + 9 x2 + 9
onde os únicos pontos singulares da equação são: 3i e −3i.

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Aula II

Exemplos 1
01) Determine o raio de convergência garantido pelo teorema 1 para uma solução em série da
equação:
(x 2 + 9)y 00 + xy 0 + x 2 y = 0
em potências de x. Faça o mesmo para uma série de potências de (x − 4)

Resolução
Temos que:
x x2
p(x) = e q(x) =
x2 + 9 x2 + 9
onde os únicos pontos singulares da equação são: 3i e −3i. Como a distância Pno plano
complexo até zero é 3, o raio de convergência da solução em série na forma cn x n deverá ter
raio de convergência de pelo menos 3.
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Aula II

Exemplos 1
01) Determine o raio de convergência garantido pelo teorema 1 para uma solução em série da
equação:
(x 2 + 9)y 00 + xy 0 + x 2 y = 0
em potências de x. Faça o mesmo para uma série de potências de (x − 4)

Resolução
Temos que:
x x2
p(x) = e q(x) =
x2 + 9 x2 + 9
onde os únicos pontos singulares da equação são: 3i e −3i. Como a distância Pno plano
complexo até zero é 3, o raio de convergência da solução em série na forma cn x n deverá ter
raio de convergência de pelo menos 3.
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Resolução - continuação

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Aula II

Resolução - continuação
Considerando agora, a série de potência de (x − 4), temos que a distância de cada ponto
cn (x − 4)n onde o raio
P
singular até 4 é 5, assim a possı́vel solução em série será da forma:
de convergência será de pelo menos 5.

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Aula II

Resolução - continuação
Considerando agora, a série de potência de (x − 4), temos que a distância de cada ponto
cn (x − 4)n onde o raio
P
singular até 4 é 5, assim a possı́vel solução em série será da forma:
de convergência será de pelo menos 5.

Observação
Para os casos onde x0 6= 0, o procedimento é análogo ao do teorema 1, sendo que precisamos
realizar uma mudança de variável, tal que: t = x − x0 , para validarmos o teorema, obtendo
assim a solução em série de potência. Após isso, para determinarmos a solução na equação
original, procedemos numa retro-substituição para solução em x.

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Exemplo 2

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Exemplo 2
Dada a equação diferencial y 00 − xy 0 + 2y = 0, determine:

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Exemplo 2
Dada a equação diferencial y 00 − xy 0 + 2y = 0, determine:
a) se x = 0 é um ponto ordinário da equação;

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Exemplo 2
Dada a equação diferencial y 00 − xy 0 + 2y = 0, determine:
a) se x = 0 é um ponto ordinário da equação;
b) uma relação de recorrência para a solução em série de potência nas proximidades de x = 0.

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Exemplo 2
Dada a equação diferencial y 00 − xy 0 + 2y = 0, determine:
a) se x = 0 é um ponto ordinário da equação;
b) uma relação de recorrência para a solução em série de potência nas proximidades de x = 0.
c) encontre a solução geral nas proximidades de x = 0.

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Aula II

Exemplo 2
Dada a equação diferencial y 00 − xy 0 + 2y = 0, determine:
a) se x = 0 é um ponto ordinário da equação;
b) uma relação de recorrência para a solução em série de potência nas proximidades de x = 0.
c) encontre a solução geral nas proximidades de x = 0.

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A Equação de Legendre

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A Equação de Legendre
A equação de Legendre de ordem α é uma equação diferencial linear de segunda ordem da
forma:

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A Equação de Legendre
A equação de Legendre de ordem α é uma equação diferencial linear de segunda ordem da
forma:
(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0

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A Equação de Legendre
A equação de Legendre de ordem α é uma equação diferencial linear de segunda ordem da
forma:
(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0
onde α satisfaz a desigualdade α > −1.

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A Equação de Legendre
A equação de Legendre de ordem α é uma equação diferencial linear de segunda ordem da
forma:
(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0
onde α satisfaz a desigualdade α > −1. Os únicos pontos singulares são +1 e −1, de modo
que haverá duas soluções LI que poderão ser expressas em série de potências em termos de x e
com raio de convergência pelo menos 1. Logo:

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A Equação de Legendre
A equação de Legendre de ordem α é uma equação diferencial linear de segunda ordem da
forma:
(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0
onde α satisfaz a desigualdade α > −1. Os únicos pontos singulares são +1 e −1, de modo
que haverá duas soluções LI que poderão ser expressas em série de potências em termos de x e
com raio de convergência pelo menos 1. Logo:

(α − m)(α + m + 1)
cm+2 = − cm m>0
(m + 1)(m + 2)

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A Equação de Legendre
A equação de Legendre de ordem α é uma equação diferencial linear de segunda ordem da
forma:
(1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + α(α + 1)y = 0
onde α satisfaz a desigualdade α > −1. Os únicos pontos singulares são +1 e −1, de modo
que haverá duas soluções LI que poderão ser expressas em série de potências em termos de x e
com raio de convergência pelo menos 1. Logo:

(α − m)(α + m + 1)
cm+2 = − cm m>0
(m + 1)(m + 2)

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Aula II
A Equação de Legendre - continuação
Utilizando a relação de recorrência obtida, podemos obter os coeficientes em função de c0 e c1 :

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Aula II
A Equação de Legendre - continuação
Utilizando a relação de recorrência obtida, podemos obter os coeficientes em função de c0 e c1 :

c2 = − α(α+1)
2! c0

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Aula II
A Equação de Legendre - continuação
Utilizando a relação de recorrência obtida, podemos obter os coeficientes em função de c0 e c1 :

c2 = − α(α+1)
2! c0

c3 = − (α−1)(α+2)
3! c1

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Aula II
A Equação de Legendre - continuação
Utilizando a relação de recorrência obtida, podemos obter os coeficientes em função de c0 e c1 :

c2 = − α(α+1)
2! c0

c3 = − (α−1)(α+2)
3! c1
α(α−2)(α+1)(α+3)
c4 = 4! c0

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Aula II
A Equação de Legendre - continuação
Utilizando a relação de recorrência obtida, podemos obter os coeficientes em função de c0 e c1 :

c2 = − α(α+1)
2! c0

c3 = − (α−1)(α+2)
3! c1
α(α−2)(α+1)(α+3)
c4 = 4! c0
(α−1)(α−3)(α+2)(α+4)
c5 = 5! c1

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Aula II
A Equação de Legendre - continuação
Utilizando a relação de recorrência obtida, podemos obter os coeficientes em função de c0 e c1 :

c2 = − α(α+1)
2! c0

c3 = − (α−1)(α+2)
3! c1
α(α−2)(α+1)(α+3)
c4 = 4! c0
(α−1)(α−3)(α+2)(α+4)
c5 = 5! c1

Assim, temos que para m > 0, segue:

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Aula II
A Equação de Legendre - continuação
Utilizando a relação de recorrência obtida, podemos obter os coeficientes em função de c0 e c1 :

c2 = − α(α+1)
2! c0

c3 = − (α−1)(α+2)
3! c1
α(α−2)(α+1)(α+3)
c4 = 4! c0
(α−1)(α−3)(α+2)(α+4)
c5 = 5! c1

Assim, temos que para m > 0, segue:


α(α − 2)(α − 4)...(α − 2m + 2)(α + 1)(α + 3)...(α + 2m − 1)
c2m = (−1)m c0
(2m)!

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A Equação de Legendre - continuação
Utilizando a relação de recorrência obtida, podemos obter os coeficientes em função de c0 e c1 :

c2 = − α(α+1)
2! c0

c3 = − (α−1)(α+2)
3! c1
α(α−2)(α+1)(α+3)
c4 = 4! c0
(α−1)(α−3)(α+2)(α+4)
c5 = 5! c1

Assim, temos que para m > 0, segue:


α(α − 2)(α − 4)...(α − 2m + 2)(α + 1)(α + 3)...(α + 2m − 1)
c2m = (−1)m c0
(2m)!

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A equação de Legendre - continuação


(α − 1)(α − 3)...(α − 2m + 1)(α + 2)(α + 4)...(α + 2m)
c2m+1 = (−1)m c1
(2m + 1)!

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Aula II

A equação de Legendre - continuação


(α − 1)(α − 3)...(α − 2m + 1)(α + 2)(α + 4)...(α + 2m)
c2m+1 = (−1)m c1
(2m + 1)!
Ou ainda podemos representá-los como:

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A equação de Legendre - continuação


(α − 1)(α − 3)...(α − 2m + 1)(α + 2)(α + 4)...(α + 2m)
c2m+1 = (−1)m c1
(2m + 1)!
Ou ainda podemos representá-los como:

c2m = (−1)m a2m c0 e c2m+1 = (−1)m a2m+1 c1

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A equação de Legendre - continuação


(α − 1)(α − 3)...(α − 2m + 1)(α + 2)(α + 4)...(α + 2m)
c2m+1 = (−1)m c1
(2m + 1)!
Ou ainda podemos representá-los como:

c2m = (−1)m a2m c0 e c2m+1 = (−1)m a2m+1 c1

Obtemos então duas soluções em série de potências linearmente independentes:

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A equação de Legendre - continuação


(α − 1)(α − 3)...(α − 2m + 1)(α + 2)(α + 4)...(α + 2m)
c2m+1 = (−1)m c1
(2m + 1)!
Ou ainda podemos representá-los como:

c2m = (−1)m a2m c0 e c2m+1 = (−1)m a2m+1 c1

Obtemos então duas soluções em série de potências linearmente independentes:



X ∞
X
y1 (x) = c0 (−1)m a2m x 2m e y2 (x) = (−1)m a2m+1 x 2m+1
m=0 m=0

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Equação de Legendre - continuação

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Equação de Legendre - continuação
Vamos supor que α = n, um inteiro não negativo:

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Aula II
Equação de Legendre - continuação
Vamos supor que α = n, um inteiro não negativo:
1) Se α = n for par, então a2m = 0 para 2m > n, logo y1 será um polinômio de grau n e y2 será uma
série infinita de termos não nulos;

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Equação de Legendre - continuação
Vamos supor que α = n, um inteiro não negativo:
1) Se α = n for par, então a2m = 0 para 2m > n, logo y1 será um polinômio de grau n e y2 será uma
série infinita de termos não nulos;
2) Se α = n for ı́mpar, então a2m+1 = 0 para 2m + 1 > n, assim y2 será um polinômio de grau n e y1
será uma série infinita de termos não nulos.

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Aula II
Equação de Legendre - continuação
Vamos supor que α = n, um inteiro não negativo:
1) Se α = n for par, então a2m = 0 para 2m > n, logo y1 será um polinômio de grau n e y2 será uma
série infinita de termos não nulos;
2) Se α = n for ı́mpar, então a2m+1 = 0 para 2m + 1 > n, assim y2 será um polinômio de grau n e y1
será uma série infinita de termos não nulos.

Equação de Legendre - continuação

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Aula II
Equação de Legendre - continuação
Vamos supor que α = n, um inteiro não negativo:
1) Se α = n for par, então a2m = 0 para 2m > n, logo y1 será um polinômio de grau n e y2 será uma
série infinita de termos não nulos;
2) Se α = n for ı́mpar, então a2m+1 = 0 para 2m + 1 > n, assim y2 será um polinômio de grau n e y1
será uma série infinita de termos não nulos.

Equação de Legendre - continuação


Escolhendo-se apropriadamente a constante arbitrária c0 ou c1 a solução da Equação de Legendre de
ordem n, é denotada por Pn (x) e denomina-se ”Polinômio de Legendre”. Devido a ”Fórmula de
Rodrigues”costuma-se escolher o coeficiente de x n em Pn (x) como sendo: 2(2n)!
n (n!)2 .

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Equação de Legendre - continuação
Vamos supor que α = n, um inteiro não negativo:
1) Se α = n for par, então a2m = 0 para 2m > n, logo y1 será um polinômio de grau n e y2 será uma
série infinita de termos não nulos;
2) Se α = n for ı́mpar, então a2m+1 = 0 para 2m + 1 > n, assim y2 será um polinômio de grau n e y1
será uma série infinita de termos não nulos.

Equação de Legendre - continuação


Escolhendo-se apropriadamente a constante arbitrária c0 ou c1 a solução da Equação de Legendre de
ordem n, é denotada por Pn (x) e denomina-se ”Polinômio de Legendre”. Devido a ”Fórmula de
Rodrigues”costuma-se escolher o coeficiente de x n em Pn (x) como sendo: 2(2n)!
n (n!)2 .

Deste modo temos que:

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Equação de Legendre - continuação
Vamos supor que α = n, um inteiro não negativo:
1) Se α = n for par, então a2m = 0 para 2m > n, logo y1 será um polinômio de grau n e y2 será uma
série infinita de termos não nulos;
2) Se α = n for ı́mpar, então a2m+1 = 0 para 2m + 1 > n, assim y2 será um polinômio de grau n e y1
será uma série infinita de termos não nulos.

Equação de Legendre - continuação


Escolhendo-se apropriadamente a constante arbitrária c0 ou c1 a solução da Equação de Legendre de
ordem n, é denotada por Pn (x) e denomina-se ”Polinômio de Legendre”. Devido a ”Fórmula de
Rodrigues”costuma-se escolher o coeficiente de x n em Pn (x) como sendo: 2(2n)!
n (n!)2 .

Deste modo temos que:


N
X (−1)k (2n − 2k)! hh n ii
Pn (x) = x n−2k , N=
2n k!(n − k)!(n − 2k)! 2
k=0

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Equação de Legendre - continuação
Vamos supor que α = n, um inteiro não negativo:
1) Se α = n for par, então a2m = 0 para 2m > n, logo y1 será um polinômio de grau n e y2 será uma
série infinita de termos não nulos;
2) Se α = n for ı́mpar, então a2m+1 = 0 para 2m + 1 > n, assim y2 será um polinômio de grau n e y1
será uma série infinita de termos não nulos.

Equação de Legendre - continuação


Escolhendo-se apropriadamente a constante arbitrária c0 ou c1 a solução da Equação de Legendre de
ordem n, é denotada por Pn (x) e denomina-se ”Polinômio de Legendre”. Devido a ”Fórmula de
Rodrigues”costuma-se escolher o coeficiente de x n em Pn (x) como sendo: 2(2n)!
n (n!)2 .

Deste modo temos que:


N
X (−1)k (2n − 2k)! hh n ii
Pn (x) = x n−2k , N=
2n k!(n − k)!(n − 2k)! 2
k=0

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Aula II

Os primeiros seis polinômios de Legendre

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Aula II

Os primeiros seis polinômios de Legendre


P0 (x) = 1 P1 (x) = x
P2 (x) = 21 (3x 2 − 1) P3 (x) = 12 (5x 3 − 3x)
P4 (x) = 18 (35x 4 − 30x 2 + 3) P6 = 18 (635 − 70x 3 + 15x)

Exercı́cios

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Aula II

Os primeiros seis polinômios de Legendre


P0 (x) = 1 P1 (x) = x
P2 (x) = 21 (3x 2 − 1) P3 (x) = 12 (5x 3 − 3x)
P4 (x) = 18 (35x 4 − 30x 2 + 3) P6 = 18 (635 − 70x 3 + 15x)

Exercı́cios
1 dn 2
Siga o roteiro para deduzir a fórmula de Rodrigues: Pn (x) = n!2n dx n (x − 1)n , para o polinômio de
Legendre de grau (n).

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Aula II

Os primeiros seis polinômios de Legendre


P0 (x) = 1 P1 (x) = x
P2 (x) = 21 (3x 2 − 1) P3 (x) = 12 (5x 3 − 3x)
P4 (x) = 18 (35x 4 − 30x 2 + 3) P6 = 18 (635 − 70x 3 + 15x)

Exercı́cios
n
1 d 2 n
Siga o roteiro para deduzir a fórmula de Rodrigues: Pn (x) = n!2 n dx n (x − 1) , para o polinômio de

Legendre de grau (n).


(a) Mostre que ν = (x 2 − 1)n satisfaz a equação diferencial (1 − x 2 )ν 0 + 2nxν = 0. Diferencie cada
lado desta equação para obter: (1 − x 2 )ν 00 + 2(n − 1)xν 0 + 2nν = 0

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Aula II

Os primeiros seis polinômios de Legendre


P0 (x) = 1 P1 (x) = x
P2 (x) = 21 (3x 2 − 1) P3 (x) = 12 (5x 3 − 3x)
P4 (x) = 18 (35x 4 − 30x 2 + 3) P6 = 18 (635 − 70x 3 + 15x)

Exercı́cios
n
1 d 2 n
Siga o roteiro para deduzir a fórmula de Rodrigues: Pn (x) = n!2 n dx n (x − 1) , para o polinômio de

Legendre de grau (n).


(a) Mostre que ν = (x 2 − 1)n satisfaz a equação diferencial (1 − x 2 )ν 0 + 2nxν = 0. Diferencie cada
lado desta equação para obter: (1 − x 2 )ν 00 + 2(n − 1)xν 0 + 2nν = 0
(b) Diferencie cada lado desta última equação para obter: (1 − x 2 )ν n+2 − 2xν n+1 + n(n + 1)ν n = 0.
Assim você satifaz a equação de Legendre de ordem n.

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Aula II

Os primeiros seis polinômios de Legendre


P0 (x) = 1 P1 (x) = x
P2 (x) = 21 (3x 2 − 1) P3 (x) = 12 (5x 3 − 3x)
P4 (x) = 18 (35x 4 − 30x 2 + 3) P6 = 18 (635 − 70x 3 + 15x)

Exercı́cios
n
1 d 2 n
Siga o roteiro para deduzir a fórmula de Rodrigues: Pn (x) = n!2 n dx n (x − 1) , para o polinômio de

Legendre de grau (n).


(a) Mostre que ν = (x 2 − 1)n satisfaz a equação diferencial (1 − x 2 )ν 0 + 2nxν = 0. Diferencie cada
lado desta equação para obter: (1 − x 2 )ν 00 + 2(n − 1)xν 0 + 2nν = 0
(b) Diferencie cada lado desta última equação para obter: (1 − x 2 )ν n+2 − 2xν n+1 + n(n + 1)ν n = 0.
Assim você satifaz a equação de Legendre de ordem n.
(c) Mostre que o coeficiente e x n em u é (2n)!n! ; diga então por que isto prova a relação de Rodrigues.

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Os primeiros seis polinômios de Legendre


P0 (x) = 1 P1 (x) = x
P2 (x) = 21 (3x 2 − 1) P3 (x) = 12 (5x 3 − 3x)
P4 (x) = 18 (35x 4 − 30x 2 + 3) P6 = 18 (635 − 70x 3 + 15x)

Exercı́cios
n
1 d 2 n
Siga o roteiro para deduzir a fórmula de Rodrigues: Pn (x) = n!2 n dx n (x − 1) , para o polinômio de

Legendre de grau (n).


(a) Mostre que ν = (x 2 − 1)n satisfaz a equação diferencial (1 − x 2 )ν 0 + 2nxν = 0. Diferencie cada
lado desta equação para obter: (1 − x 2 )ν 00 + 2(n − 1)xν 0 + 2nν = 0
(b) Diferencie cada lado desta última equação para obter: (1 − x 2 )ν n+2 − 2xν n+1 + n(n + 1)ν n = 0.
Assim você satifaz a equação de Legendre de ordem n.
(c) Mostre que o coeficiente e x n em u é (2n)!n! ; diga então por que isto prova a relação de Rodrigues.

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Aula II
Pontos singulares Regulares

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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0,

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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:

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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:
A equação de Bessel de ordem n: x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 − n2 )y = 0, tem um único ponto singular,x = 0;

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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:
A equação de Bessel de ordem n: x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 − n2 )y = 0, tem um único ponto singular,x = 0;
A equação de Legendre de ordem n: (1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + n(n + 1)y = 0, tem dois pontos singulares,
x = 1 e x = −1

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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:
A equação de Bessel de ordem n: x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 − n2 )y = 0, tem um único ponto singular,x = 0;
A equação de Legendre de ordem n: (1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + n(n + 1)y = 0, tem dois pontos singulares,
x = 1 e x = −1

Observação

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Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:
A equação de Bessel de ordem n: x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 − n2 )y = 0, tem um único ponto singular,x = 0;
A equação de Legendre de ordem n: (1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + n(n + 1)y = 0, tem dois pontos singulares,
x = 1 e x = −1

Observação
Para uma equação que tem x = a como ponto singular, pode-se por substituição de variável torná-la
numa outra com ponto singular em x = 0.

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Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:
A equação de Bessel de ordem n: x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 − n2 )y = 0, tem um único ponto singular,x = 0;
A equação de Legendre de ordem n: (1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + n(n + 1)y = 0, tem dois pontos singulares,
x = 1 e x = −1

Observação
Para uma equação que tem x = a como ponto singular, pode-se por substituição de variável torná-la
numa outra com ponto singular em x = 0.
Na equação de Legendre, pode-se ter que t = x − a, onde a = 1, logo:

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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:
A equação de Bessel de ordem n: x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 − n2 )y = 0, tem um único ponto singular,x = 0;
A equação de Legendre de ordem n: (1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + n(n + 1)y = 0, tem dois pontos singulares,
x = 1 e x = −1

Observação
Para uma equação que tem x = a como ponto singular, pode-se por substituição de variável torná-la
numa outra com ponto singular em x = 0.
Na equação de Legendre, pode-se ter que t = x − a, onde a = 1, logo:
dy dy dt dy
y0 = = =
dx dt dx dt
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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:
A equação de Bessel de ordem n: x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 − n2 )y = 0, tem um único ponto singular,x = 0;
A equação de Legendre de ordem n: (1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + n(n + 1)y = 0, tem dois pontos singulares,
x = 1 e x = −1

Observação
Para uma equação que tem x = a como ponto singular, pode-se por substituição de variável torná-la
numa outra com ponto singular em x = 0.
Na equação de Legendre, pode-se ter que t = x − a, onde a = 1, logo:
dy dy dt dy
y0 = = =
dx dt dx dt
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Aula II
Pontos singulares Regulares
Seja a equação linear homogênea de segunda ordem, perto de um ponto singular:

A(x)y 00 + B(x)y 0 + C (x)y = 0, (4)

Por exemplo:
A equação de Bessel de ordem n: x 2 y 00 + xy 0 + (x 2 − n2 )y = 0, tem um único ponto singular,x = 0;
A equação de Legendre de ordem n: (1 − x 2 )y 00 − 2xy 0 + n(n + 1)y = 0, tem dois pontos singulares,
x = 1 e x = −1

Observação
Para uma equação que tem x = a como ponto singular, pode-se por substituição de variável torná-la
numa outra com ponto singular em x = 0.
Na equação de Legendre, pode-se ter que t = x − a, onde a = 1, logo:
dy dy dt dy
y0 = = =
dx dt dx dt
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Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .
Supondo que a equação (2) tem funções coeficientes analı́ticas, então:

y 00 + p(x)y 0 + q(x)y = 0

onde x = 0 é um ponto ordinário e não um ponto singular da acima. Sendo p(x) e q(x)
analı́ticas em x = 0, então p(x) e q(x) tem expansões em séries convergentes de potências de
x em algum intervalo aberto contendo x = 0.
Prova-se que p(x) e q(x) ou são analı́ticas ou se aproximam de ±∞ quando x → 0
Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .
Supondo que a equação (2) tem funções coeficientes analı́ticas, então:

y 00 + p(x)y 0 + q(x)y = 0

onde x = 0 é um ponto ordinário e não um ponto singular da acima. Sendo p(x) e q(x)
analı́ticas em x = 0, então p(x) e q(x) tem expansões em séries convergentes de potências de
x em algum intervalo aberto contendo x = 0.
Prova-se que p(x) e q(x) ou são analı́ticas ou se aproximam de ±∞ quando x → 0
Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .
Supondo que a equação (2) tem funções coeficientes analı́ticas, então:

y 00 + p(x)y 0 + q(x)y = 0

onde x = 0 é um ponto ordinário e não um ponto singular da acima. Sendo p(x) e q(x)
analı́ticas em x = 0, então p(x) e q(x) tem expansões em séries convergentes de potências de
x em algum intervalo aberto contendo x = 0.
Prova-se que p(x) e q(x) ou são analı́ticas ou se aproximam de ±∞ quando x → 0
Observação - continuação

Tipos de pontos singulares

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Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .

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Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .
Supondo que a equação (2) tem funções coeficientes analı́ticas, então:

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Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .
Supondo que a equação (2) tem funções coeficientes analı́ticas, então:

y 00 + p(x)y 0 + q(x)y = 0

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Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .
Supondo que a equação (2) tem funções coeficientes analı́ticas, então:

y 00 + p(x)y 0 + q(x)y = 0

onde x = 0 é um ponto ordinário e não um ponto singular da acima. Sendo p(x) e q(x)
analı́ticas em x = 0, então p(x) e q(x) tem expansões em séries convergentes de potências de
x em algum intervalo aberto contendo x = 0.

Prof. Cláudio Corrêa (CEFET-RJ) Métodos Matemáticos para Engenharia 28 de Julho de 2016 16 / 32
Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .
Supondo que a equação (2) tem funções coeficientes analı́ticas, então:

y 00 + p(x)y 0 + q(x)y = 0

onde x = 0 é um ponto ordinário e não um ponto singular da acima. Sendo p(x) e q(x)
analı́ticas em x = 0, então p(x) e q(x) tem expansões em séries convergentes de potências de
x em algum intervalo aberto contendo x = 0.
Prova-se que p(x) e q(x) ou são analı́ticas ou se aproximam de ±∞ quando x → 0

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Observação - continuação

Tipos de pontos singulares


Equações que possuem
P ponto singular x = 0, normalmente não terão soluções em série de
potências da forma cn x n .
Supondo que a equação (2) tem funções coeficientes analı́ticas, então:

y 00 + p(x)y 0 + q(x)y = 0

onde x = 0 é um ponto ordinário e não um ponto singular da acima. Sendo p(x) e q(x)
analı́ticas em x = 0, então p(x) e q(x) tem expansões em séries convergentes de potências de
x em algum intervalo aberto contendo x = 0.
Prova-se que p(x) e q(x) ou são analı́ticas ou se aproximam de ±∞ quando x → 0

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Aula II
Pontos singulares - continuação

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Aula II
Pontos singulares - continuação
O ponto singular x = 0 é um ponto singular regular se as funções p(x) e q(x) são ambas analı́ticas
em x = 0. Caso contrário, trata-se de um ponto singular irregular.

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Aula II
Pontos singulares - continuação
O ponto singular x = 0 é um ponto singular regular se as funções p(x) e q(x) são ambas analı́ticas
em x = 0. Caso contrário, trata-se de um ponto singular irregular.

Exemplo 1: Verifique se x = 0 é um ponto singular regular da equação diferencial:


x 2 (1 + x)y 00 + x(4 − x 2 )y 0 + (2 + 3x)y = 0.

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Aula II
Pontos singulares - continuação
O ponto singular x = 0 é um ponto singular regular se as funções p(x) e q(x) são ambas analı́ticas
em x = 0. Caso contrário, trata-se de um ponto singular irregular.

Exemplo 1: Verifique se x = 0 é um ponto singular regular da equação diferencial:


x 2 (1 + x)y 00 + x(4 − x 2 )y 0 + (2 + 3x)y = 0.
Exemplo 2: Investigue a natureza do ponto x = 0 para a equação diferencial:
x 4 y 00 + (x 2 sen(x))y 0 + (1 − cos(x))y = 0.

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Aula II
Pontos singulares - continuação
O ponto singular x = 0 é um ponto singular regular se as funções p(x) e q(x) são ambas analı́ticas
em x = 0. Caso contrário, trata-se de um ponto singular irregular.

Exemplo 1: Verifique se x = 0 é um ponto singular regular da equação diferencial:


x 2 (1 + x)y 00 + x(4 − x 2 )y 0 + (2 + 3x)y = 0.
Exemplo 2: Investigue a natureza do ponto x = 0 para a equação diferencial:
x 4 y 00 + (x 2 sen(x))y 0 + (1 − cos(x))y = 0.

Solução
No caso do exemplo 2, temos:

p0 = p(0) = lim p(x) = lim xP(x)


x→0 x→0

q0 = q(0) = lim q(x) = lim x 2 Q(x)


x→0 x→0
2
ondeProf.
p(x) = xP(x) e q(x) = x Q(x), de
Cláudio Corrêa (CEFET-RJ)
modo que a equação tome a forma:
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Aula II
O Método de Frobenius

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Aula II
O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.

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Aula II
O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

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Aula II
O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

x 2 y 00 + p0 y 0 + q0 y = 0

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Aula II
O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

x 2 y 00 + p0 y 0 + q0 y = 0

que vamos reescrever na forma:

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Aula II
O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

x 2 y 00 + p0 y 0 + q0 y = 0

que vamos reescrever na forma:


p0 0 q0
y 00 + y + 2y = 0
x x

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O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

x 2 y 00 + p0 y 0 + q0 y = 0

que vamos reescrever na forma:


p0 0 q0
y 00 + y + 2y = 0 (6)
x x
y = x r será solução da equação acima se r for raiz da equação quadrática: r (r − 1) + p0 r + q0 = 0.

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O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

x 2 y 00 + p0 y 0 + q0 y = 0

que vamos reescrever na forma:


p0 0 q0
y 00 + y + 2y = 0 (6)
x x
y = x r será solução da equação acima se r for raiz da equação quadrática: r (r − 1) + p0 r + q0 = 0.
Considerando p(x) e q(x) séries de potências e não constantes, pode-se admitir que a ED tenha uma
solução na forma:

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O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

x 2 y 00 + p0 y 0 + q0 y = 0

que vamos reescrever na forma:


p0 0 q0
y 00 + y + 2y = 0 (6)
x x
y = x r será solução da equação acima se r for raiz da equação quadrática: r (r − 1) + p0 r + q0 = 0.
Considerando p(x) e q(x) séries de potências e não constantes, pode-se admitir que a ED tenha uma
solução na forma:

X ∞
X
y (x) = x r cn x n = cn x n+r
n=0 n=0

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O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

x 2 y 00 + p0 y 0 + q0 y = 0

que vamos reescrever na forma:


p0 0 q0
y 00 + y + 2y = 0 (6)
x x
y = x r será solução da equação acima se r for raiz da equação quadrática: r (r − 1) + p0 r + q0 = 0.
Considerando p(x) e q(x) séries de potências e não constantes, pode-se admitir que a ED tenha uma
solução na forma:

X ∞
X
y (x) = x r cn x n = cn x n+r
n=0 n=0

= c0 x r + c1 x r +1 + c2 x r +2 + ...
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O Método de Frobenius
Vamos considerar agora o problema de achar efetivamente a solução de uma equação diferencial de
segunda ordem próxima a um ponto singular regular x = 0.
Para isto vamos considerar a equação de Euler-Cauchy:

x 2 y 00 + p0 y 0 + q0 y = 0

que vamos reescrever na forma:


p0 0 q0
y 00 + y + 2y = 0 (6)
x x
y = x r será solução da equação acima se r for raiz da equação quadrática: r (r − 1) + p0 r + q0 = 0.
Considerando p(x) e q(x) séries de potências e não constantes, pode-se admitir que a ED tenha uma
solução na forma:

X ∞
X
y (x) = x r cn x n = cn x n+r
n=0 n=0

= c0 x r + c1 x r +1 + c2 x r +2 + ...
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Método de Frobenius - continuação

Prof. Cláudio Corrêa (CEFET-RJ) Métodos Matemáticos para Engenharia 28 de Julho de 2016 19 / 32
Aula II

Método de Frobenius - continuação


Sendo esta série infinita, denominada série de Frobenius.

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Aula II

Método de Frobenius - continuação


Sendo esta série infinita, denominada série de Frobenius.

Teorema 2: Teorema de Frobenius

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Aula II

Método de Frobenius - continuação


Sendo esta série infinita, denominada série de Frobenius.

Teorema 2: Teorema de Frobenius


Se x = x0 for um ponto singular regular da equação diferencial (2), então existirá pelo menos uma
solução da forma

X X∞
y = (x − x0 )r cn (x − x0 )n = cn (x − x0 )n+r
n=0 n=0

onde o número r é uma constante a ser determinada. A série convergirá pelo menos em algum intervalo
0 < x − x0 < r .

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Aula II
Método de Frobenius - continuação

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Aula II
Método de Frobenius - continuação
Vamos considerar que a equação:

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Aula II
Método de Frobenius - continuação
Vamos considerar que a equação:

x 2 y 00 + xp(x)y 0 + q(x)y = 0

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Aula II
Método de Frobenius - continuação
Vamos considerar que a equação:

x 2 y 00 + xp(x)y 0 + q(x)y = 0 (7)

admita como solução a série de Frobenius:

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Aula II
Método de Frobenius - continuação
Vamos considerar que a equação:

x 2 y 00 + xp(x)y 0 + q(x)y = 0 (7)

admita como solução a série de Frobenius:



X
cn x n+r
n=0

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Aula II
Método de Frobenius - continuação
Vamos considerar que a equação:

x 2 y 00 + xp(x)y 0 + q(x)y = 0 (7)

admita como solução a série de Frobenius:



X
cn x n+r
n=0

Sendo c0 6= 0, temos:

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Aula II
Método de Frobenius - continuação
Vamos considerar que a equação:

x 2 y 00 + xp(x)y 0 + q(x)y = 0 (7)

admita como solução a série de Frobenius:



X
cn x n+r
n=0

Sendo c0 6= 0, temos:

X
y0 = cn (n + r )x n+r −1
n=0

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Aula II
Método de Frobenius - continuação
Vamos considerar que a equação:

x 2 y 00 + xp(x)y 0 + q(x)y = 0 (7)

admita como solução a série de Frobenius:



X
cn x n+r
n=0

Sendo c0 6= 0, temos:

X
y0 = cn (n + r )x n+r −1
n=0

X
y 00 = cn (n + r )(n + r − 1)x n+r −2
n=0

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Aula II
Método de Frobenius - continuação
Vamos considerar que a equação:

x 2 y 00 + xp(x)y 0 + q(x)y = 0 (7)

admita como solução a série de Frobenius:



X
cn x n+r
n=0

Sendo c0 6= 0, temos:

X
y0 = cn (n + r )x n+r −1
n=0

X
y 00 = cn (n + r )(n + r − 1)x n+r −2
n=0

Substituindo
Prof. Cláudio as séries
Corrêa acima na equaçãoMétodos
(CEFET-RJ) (5), Matemáticos
temos: para Engenharia 28 de Julho de 2016 20 / 32
Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0 (8)
onde α e β são constantes reais.

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0 (8)
onde α e β são constantes reais. Consideraremos inicialmente x > 0 e depois estenderemos os
resultados para x < 0.

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Aula II
Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0 (8)
onde α e β são constantes reais. Consideraremos inicialmente x > 0 e depois estenderemos os
resultados para x < 0. Supondo que a equação (2) tenha solução na forma:

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Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0 (8)
onde α e β são constantes reais. Consideraremos inicialmente x > 0 e depois estenderemos os
resultados para x < 0. Supondo que a equação (2) tenha solução na forma:

y = xr

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Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0 (8)
onde α e β são constantes reais. Consideraremos inicialmente x > 0 e depois estenderemos os
resultados para x < 0. Supondo que a equação (2) tenha solução na forma:

y = xr

temos que:
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Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0 (8)
onde α e β são constantes reais. Consideraremos inicialmente x > 0 e depois estenderemos os
resultados para x < 0. Supondo que a equação (2) tenha solução na forma:

y = xr

temos que:
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Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0 (8)
onde α e β são constantes reais. Consideraremos inicialmente x > 0 e depois estenderemos os
resultados para x < 0. Supondo que a equação (2) tenha solução na forma:

y = xr

temos que:
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Equações de Euler - Pontos Singulares Regulares
Dada a equação:
P(x)y 00 + Q(x)y 0 + R(x)y = 0
vamos resolvê-la na vizinhança de um ponto singular x0 .

Equações de Euler
Seja a equação:
L[y ] = x 2 y 00 + αxy 0 + βy = 0 (8)
onde α e β são constantes reais. Consideraremos inicialmente x > 0 e depois estenderemos os
resultados para x < 0. Supondo que a equação (2) tenha solução na forma:

y = xr

temos que:
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Equação de Euler - continuação

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Equação de Euler - continuação


Logo:

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Equação de Euler - continuação


Logo:
F (r ) = r (r − 1) + αr + β = 0

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Equação de Euler - continuação


Logo:
F (r ) = r (r − 1) + αr + β = 0 (10)
Então, L[x r ] é zero e y = x r é uma solução da equação (2).

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Equação de Euler - continuação


Logo:
F (r ) = r (r − 1) + αr + β = 0 (10)
Então, L[x r ] é zero e y = x r é uma solução da equação (2). Temos ainda que as raı́zes da
equação (3) são:

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Equação de Euler - continuação


Logo:
F (r ) = r (r − 1) + αr + β = 0 (10)
Então, L[x r ] é zero e y = x r é uma solução da equação (2). Temos ainda que as raı́zes da
equação (3) são: p
−(α − 1) ± (α − 1)2 − 4β
r1 , r2 =
2

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Equação de Euler - continuação


Logo:
F (r ) = r (r − 1) + αr + β = 0 (10)
Então, L[x r ] é zero e y = x r é uma solução da equação (2). Temos ainda que as raı́zes da
equação (3) são: p
−(α − 1) ± (α − 1)2 − 4β
r1 , r2 =
2
e F (r ) = (r − r1 )(r − r2 ).

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Equação de Euler - continuação


Logo:
F (r ) = r (r − 1) + αr + β = 0 (10)
Então, L[x r ] é zero e y = x r é uma solução da equação (2). Temos ainda que as raı́zes da
equação (3) são: p
−(α − 1) ± (α − 1)2 − 4β
r1 , r2 =
2
e F (r ) = (r − r1 )(r − r2 ).
OBS: A discussão completa sobre equações de Euler assemelha-se ao estudo de equações
lineares de segunda ordem com coeficientes constantes, onde e rx é substituı́do por x r .

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Equação de Euler - continuação


Logo:
F (r ) = r (r − 1) + αr + β = 0 (10)
Então, L[x r ] é zero e y = x r é uma solução da equação (2). Temos ainda que as raı́zes da
equação (3) são: p
−(α − 1) ± (α − 1)2 − 4β
r1 , r2 =
2
e F (r ) = (r − r1 )(r − r2 ).
OBS: A discussão completa sobre equações de Euler assemelha-se ao estudo de equações
lineares de segunda ordem com coeficientes constantes, onde e rx é substituı́do por x r .

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Raı́zes reais e distintas

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Raı́zes reais e distintas


Se F (r ) = 0 tem raı́zes reais r1 e r2 com r1 6= r2 , então y1 (x) = x r1 e y2 (x) = x r2 serão
soluções de (2).

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Raı́zes reais e distintas


Se F (r ) = 0 tem raı́zes reais r1 e r2 com r1 6= r2 , então y1 (x) = x r1 e y2 (x) = x r2 serão
soluções de (2). Isto é:

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Aula II

Raı́zes reais e distintas


Se F (r ) = 0 tem raı́zes reais r1 e r2 com r1 6= r2 , então y1 (x) = x r1 e y2 (x) = x r2 serão
soluções de (2). Isto é:
W (r1 , r2 ) = (r2 − r1 )x r1 +r2 −1

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Raı́zes reais e distintas


Se F (r ) = 0 tem raı́zes reais r1 e r2 com r1 6= r2 , então y1 (x) = x r1 e y2 (x) = x r2 serão
soluções de (2). Isto é:
W (r1 , r2 ) = (r2 − r1 )x r1 +r2 −1
de modo que W (r1 , r2 ) 6= 0 para r1 6= r2 e x > 0. Logo a solução geral de (2) será igual a:

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Raı́zes reais e distintas


Se F (r ) = 0 tem raı́zes reais r1 e r2 com r1 6= r2 , então y1 (x) = x r1 e y2 (x) = x r2 serão
soluções de (2). Isto é:
W (r1 , r2 ) = (r2 − r1 )x r1 +r2 −1
de modo que W (r1 , r2 ) 6= 0 para r1 6= r2 e x > 0. Logo a solução geral de (2) será igual a:

y = c1 x r1 + c2 x r2 , x >0

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Aula II

Raı́zes reais e distintas


Se F (r ) = 0 tem raı́zes reais r1 e r2 com r1 6= r2 , então y1 (x) = x r1 e y2 (x) = x r2 serão
soluções de (2). Isto é:
W (r1 , r2 ) = (r2 − r1 )x r1 +r2 −1
de modo que W (r1 , r2 ) 6= 0 para r1 6= r2 e x > 0. Logo a solução geral de (2) será igual a:

y = c1 x r1 + c2 x r2 , x >0

OBS: Se r não for racional, então x r será definida como: x r = e xlnr .

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Aula II

Raı́zes reais e distintas


Se F (r ) = 0 tem raı́zes reais r1 e r2 com r1 6= r2 , então y1 (x) = x r1 e y2 (x) = x r2 serão
soluções de (2). Isto é:
W (r1 , r2 ) = (r2 − r1 )x r1 +r2 −1
de modo que W (r1 , r2 ) 6= 0 para r1 6= r2 e x > 0. Logo a solução geral de (2) será igual a:

y = c1 x r1 + c2 x r2 , x >0

OBS: Se r não for racional, então x r será definida como: x r = e xlnr .

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Gráfico - solução Equação de Euler - raı́zes reais distintas

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Gráfico - solução Equação de Euler - raı́zes reais distintas

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Gráfico - solução Equação de Euler - raı́zes reais distintas

Figura: Soluções de uma equação de Euler - raı́zes reais distintas

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Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais

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Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais
Se r1 = r2 , temos então que y = y1 = y2 = x r1 .

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Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais
Se r1 = r2 , temos então que y = y1 = y2 = x r1 . Assim, tem-se que F (r ) = (r − r1 )2 , deste
modo além de F (r ) = 0, F 0 (r ) = 0.
pause Diferenciando equação (3) em relação a r, temos:

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Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais
Se r1 = r2 , temos então que y = y1 = y2 = x r1 . Assim, tem-se que F (r ) = (r − r1 )2 , deste
modo além de F (r ) = 0, F 0 (r ) = 0.
pause Diferenciando equação (3) em relação a r, temos:

∂ ∂ r
L[x r ] = [x F (r )]
∂r ∂r

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Aula II
Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais
Se r1 = r2 , temos então que y = y1 = y2 = x r1 . Assim, tem-se que F (r ) = (r − r1 )2 , deste
modo além de F (r ) = 0, F 0 (r ) = 0.
pause Diferenciando equação (3) em relação a r, temos:

∂ ∂ r
L[x r ] = [x F (r )]
∂r ∂r
onde,

Prof. Cláudio Corrêa (CEFET-RJ) Métodos Matemáticos para Engenharia 28 de Julho de 2016 25 / 32
Aula II
Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais
Se r1 = r2 , temos então que y = y1 = y2 = x r1 . Assim, tem-se que F (r ) = (r − r1 )2 , deste
modo além de F (r ) = 0, F 0 (r ) = 0.
pause Diferenciando equação (3) em relação a r, temos:

∂ ∂ r
L[x r ] = [x F (r )]
∂r ∂r
onde,
L[x r lnx] = (r − r1 )2 x r lnx + 2(r − r1 )x r

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Aula II
Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais
Se r1 = r2 , temos então que y = y1 = y2 = x r1 . Assim, tem-se que F (r ) = (r − r1 )2 , deste
modo além de F (r ) = 0, F 0 (r ) = 0.
pause Diferenciando equação (3) em relação a r, temos:

∂ ∂ r
L[x r ] = [x F (r )]
∂r ∂r
onde,
L[x r lnx] = (r − r1 )2 x r lnx + 2(r − r1 )x r (11)
Para r = r1 o lado direito da equação (5) torna-se nulo, logo:

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Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais
Se r1 = r2 , temos então que y = y1 = y2 = x r1 . Assim, tem-se que F (r ) = (r − r1 )2 , deste
modo além de F (r ) = 0, F 0 (r ) = 0.
pause Diferenciando equação (3) em relação a r, temos:

∂ ∂ r
L[x r ] = [x F (r )]
∂r ∂r
onde,
L[x r lnx] = (r − r1 )2 x r lnx + 2(r − r1 )x r (11)
Para r = r1 o lado direito da equação (5) torna-se nulo, logo:

y2 = x r1 lnx, x >0

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Solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais
Se r1 = r2 , temos então que y = y1 = y2 = x r1 . Assim, tem-se que F (r ) = (r − r1 )2 , deste
modo além de F (r ) = 0, F 0 (r ) = 0.
pause Diferenciando equação (3) em relação a r, temos:

∂ ∂ r
L[x r ] = [x F (r )]
∂r ∂r
onde,
L[x r lnx] = (r − r1 )2 x r lnx + 2(r − r1 )x r (11)
Para r = r1 o lado direito da equação (5) torna-se nulo, logo:

y2 = x r1 lnx, x >0

será uma segunda solução da equação (2).


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Grafico - solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais

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Grafico - solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais

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Grafico - solução Equação de Euler - raı́zes reais iguais

Figura: Soluções de uma equação de Euler - raı́zes reais e iguais

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.

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Aula II
Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.
Sabendo que:

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.
Sabendo que:
x r = e rlnx

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Aula II
Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.
Sabendo que:
x r = e rlnx
quando x > 0 e r é real, usando a fórmula de Euler e iµlnx , obtemos o seguinte resultado:

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.
Sabendo que:
x r = e rlnx
quando x > 0 e r é real, usando a fórmula de Euler e iµlnx , obtemos o seguinte resultado:

x λ+iµ = e (λ+iµ)lnx = e λlnx e iµlnx = x λ e iµlnx

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.
Sabendo que:
x r = e rlnx
quando x > 0 e r é real, usando a fórmula de Euler e iµlnx , obtemos o seguinte resultado:

x λ+iµ = e (λ+iµ)lnx = e λlnx e iµlnx = x λ e iµlnx


= x λ [cos(µlnx) + isen(µlnx)], x >0

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.
Sabendo que:
x r = e rlnx
quando x > 0 e r é real, usando a fórmula de Euler e iµlnx , obtemos o seguinte resultado:

x λ+iµ = e (λ+iµ)lnx = e λlnx e iµlnx = x λ e iµlnx


= x λ [cos(µlnx) + isen(µlnx)], x >0 (12)

A solução geral da equação (2) será dada então por:

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.
Sabendo que:
x r = e rlnx
quando x > 0 e r é real, usando a fórmula de Euler e iµlnx , obtemos o seguinte resultado:

x λ+iµ = e (λ+iµ)lnx = e λlnx e iµlnx = x λ e iµlnx


= x λ [cos(µlnx) + isen(µlnx)], x >0 (12)

A solução geral da equação (2) será dada então por:

y = c1 x λ+iµ + c2 x λ−iµ

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas
Vamos supor agora que r1 e r2 sejam complexas conjugadas, ou seja: r1 = λ + iµ e
r2 = λ − iµ, com µ 6= 0.
Sabendo que:
x r = e rlnx
quando x > 0 e r é real, usando a fórmula de Euler e iµlnx , obtemos o seguinte resultado:

x λ+iµ = e (λ+iµ)lnx = e λlnx e iµlnx = x λ e iµlnx


= x λ [cos(µlnx) + isen(µlnx)], x >0 (12)

A solução geral da equação (2) será dada então por:

y = c1 x λ+iµ + c2 x λ−iµ

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas - continuação

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas - continuação


Como,

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas - continuação


Como,
W [x λ cos(µlnx), x λ sen(µlnx)] = µx 2λ−1 ,

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas - continuação


Como,
W [x λ cos(µlnx), x λ sen(µlnx)] = µx 2λ−1 ,
temos que as partes real e imaginária de x λ+iµ dadas por:

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas - continuação


Como,
W [x λ cos(µlnx), x λ sen(µlnx)] = µx 2λ−1 ,
temos que as partes real e imaginária de x λ+iµ dadas por:

x λ cos(µlnx) e x λ sen(µlnx)

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas - continuação


Como,
W [x λ cos(µlnx), x λ sen(µlnx)] = µx 2λ−1 ,
temos que as partes real e imaginária de x λ+iµ dadas por:

x λ cos(µlnx) e x λ sen(µlnx)

formam um conjunto fundamental de soluções para x > 0, e a solução geral da equação (2)
será:

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Aula II

Solução Equação de Euler - raı́zes complexas - continuação


Como,
W [x λ cos(µlnx), x λ sen(µlnx)] = µx 2λ−1 ,
temos que as partes real e imaginária de x λ+iµ dadas por:

x λ cos(µlnx) e x λ sen(µlnx)

formam um conjunto fundamental de soluções para x > 0, e a solução geral da equação (2)
será:
y = c1 x λ cos(µlnx) + c2 x λ sen(µlnx), x >0

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Solução Equação de Euler - raı́zes complexas - continuação


Como,
W [x λ cos(µlnx), x λ sen(µlnx)] = µx 2λ−1 ,
temos que as partes real e imaginária de x λ+iµ dadas por:

x λ cos(µlnx) e x λ sen(µlnx)

formam um conjunto fundamental de soluções para x > 0, e a solução geral da equação (2)
será:
y = c1 x λ cos(µlnx) + c2 x λ sen(µlnx), x >0

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Grafico - solução Equação de Euler - raı́zes complexas

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Grafico - solução Equação de Euler - raı́zes complexas

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Grafico - solução Equação de Euler - raı́zes complexas

Figura: Soluções de uma equação de Euler - raı́zes complexas

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Solução Equação de Euler - caso x < 0

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Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:

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Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;

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Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;
2) possui dificuldade na compreensão do significado de x r , quando r é negativo e não inteiro;

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Aula II
Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;
2) possui dificuldade na compreensão do significado de x r , quando r é negativo e não inteiro;
3) lnx não está definido para x < 0;

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Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;
2) possui dificuldade na compreensão do significado de x r , quando r é negativo e não inteiro;
3) lnx não está definido para x < 0;
4) as soluções encontradas para x > 0 são válidas para x < 0, mas geralmente são complexas;

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Aula II
Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;
2) possui dificuldade na compreensão do significado de x r , quando r é negativo e não inteiro;
3) lnx não está definido para x < 0;
4) as soluções encontradas para x > 0 são válidas para x < 0, mas geralmente são complexas;
Para obter soluções reais no intervalo de x < 0, procede-se com uma mudança de variável, ou
seja:

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Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;
2) possui dificuldade na compreensão do significado de x r , quando r é negativo e não inteiro;
3) lnx não está definido para x < 0;
4) as soluções encontradas para x > 0 são válidas para x < 0, mas geralmente são complexas;
Para obter soluções reais no intervalo de x < 0, procede-se com uma mudança de variável, ou
seja: x = −ξ, tal que ξ > 0, então y = u(ξ). Logo, derivando y em relação a x, temos:

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Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;
2) possui dificuldade na compreensão do significado de x r , quando r é negativo e não inteiro;
3) lnx não está definido para x < 0;
4) as soluções encontradas para x > 0 são válidas para x < 0, mas geralmente são complexas;
Para obter soluções reais no intervalo de x < 0, procede-se com uma mudança de variável, ou
seja: x = −ξ, tal que ξ > 0, então y = u(ξ). Logo, derivando y em relação a x, temos:

dy du dξ du
= =−
dx dξ dx dξ

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Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;
2) possui dificuldade na compreensão do significado de x r , quando r é negativo e não inteiro;
3) lnx não está definido para x < 0;
4) as soluções encontradas para x > 0 são válidas para x < 0, mas geralmente são complexas;
Para obter soluções reais no intervalo de x < 0, procede-se com uma mudança de variável, ou
seja: x = −ξ, tal que ξ > 0, então y = u(ξ). Logo, derivando y em relação a x, temos:

dy du dξ du
= =−
dx dξ dx dξ

d 2y d du dξ d 2u
= (− ) = −
dx 2 dξ dξ dx dξ 2

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Solução Equação de Euler - caso x < 0
Para o caso de x < 0, temos:
1) a solução pode ser feita de modo relativamente direto;
2) possui dificuldade na compreensão do significado de x r , quando r é negativo e não inteiro;
3) lnx não está definido para x < 0;
4) as soluções encontradas para x > 0 são válidas para x < 0, mas geralmente são complexas;
Para obter soluções reais no intervalo de x < 0, procede-se com uma mudança de variável, ou
seja: x = −ξ, tal que ξ > 0, então y = u(ξ). Logo, derivando y em relação a x, temos:

dy du dξ du
= =−
dx dξ dx dξ

d 2y d du dξ d 2u
= (− ) = −
dx 2 dξ dξ dx dξ 2

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Solução Equação de Euler - caso x < 0

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Solução Equação de Euler - caso x < 0


A equação (2) para x < 0 passa a ter a forma:

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Solução Equação de Euler - caso x < 0


A equação (2) para x < 0 passa a ter a forma:

d 2u du
ξ2 2
+ αξ + βu = 0, ξ>0
dξ dξ

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Solução Equação de Euler - caso x < 0


A equação (2) para x < 0 passa a ter a forma:

d 2u du
ξ2 2
+ αξ + βu = 0, ξ>0
dξ dξ
Das soluções para os casos estudados, temos que:

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Solução Equação de Euler - caso x < 0


A equação (2) para x < 0 passa a ter a forma:

d 2u du
ξ2 2
+ αξ + βu = 0, ξ>0
dξ dξ
Das soluções para os casos estudados, temos que:

 c1 ξ r1 + c2 ξ r2

u(x) =

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Solução Equação de Euler - caso x < 0


A equação (2) para x < 0 passa a ter a forma:

d 2u du
ξ2 2
+ αξ + βu = 0, ξ>0
dξ dξ
Das soluções para os casos estudados, temos que:

 c1 ξ r1 + c2 ξ r2

u(x) = (c1 + c2 ln(ξ))ξ r1


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Solução Equação de Euler - caso x < 0


A equação (2) para x < 0 passa a ter a forma:

d 2u du
ξ2 2
+ αξ + βu = 0, ξ>0
dξ dξ
Das soluções para os casos estudados, temos que:

 c1 ξ r1 + c2 ξ r2

u(x) = (c1 + c2 ln(ξ))ξ r1


c1 ξ λ cos(µln(ξ)) + c2 ξ λ sen(µln(ξ))

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Solução Equação de Euler - caso x < 0


A equação (2) para x < 0 passa a ter a forma:

d 2u du
ξ2 2
+ αξ + βu = 0, ξ>0
dξ dξ
Das soluções para os casos estudados, temos que:

 c1 ξ r1 + c2 ξ r2

u(x) = (c1 + c2 ln(ξ))ξ r1


c1 ξ λ cos(µln(ξ)) + c2 ξ λ sen(µln(ξ))

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Aula II
Solução Equação de Euler - casos combinados

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Aula II
Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

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Aula II
Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y=

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Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y= (c1 + c2 ln(|x|))|x|r1

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Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y= (c1 + c2 ln(|x|))|x|r1
c1 |x|λ cos(µln(|x|)) + c2 |x|λ sen(µln(|x|))

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Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y= (c1 + c2 ln(|x|))|x|r1
c1 |x|λ cos(µln(|x|)) + c2 |x|λ sen(µln(|x|))

onde r1 , r2 = λ ± iµ.

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Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y= (c1 + c2 ln(|x|))|x|r1
c1 |x|λ cos(µln(|x|)) + c2 |x|λ sen(µln(|x|))

onde r1 , r2 = λ ± iµ.

Observação

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Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y= (c1 + c2 ln(|x|))|x|r1
c1 |x|λ cos(µln(|x|)) + c2 |x|λ sen(µln(|x|))

onde r1 , r2 = λ ± iµ.

Observação
As soluções de uma equação de Euler da forma:

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Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y= (c1 + c2 ln(|x|))|x|r1
c1 |x|λ cos(µln(|x|)) + c2 |x|λ sen(µln(|x|))

onde r1 , r2 = λ ± iµ.

Observação
As soluções de uma equação de Euler da forma:

(x − x0 )2 y 00 + α(x − x0 )y 0 + βy = 0

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Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y= (c1 + c2 ln(|x|))|x|r1
c1 |x|λ cos(µln(|x|)) + c2 |x|λ sen(µln(|x|))

onde r1 , r2 = λ ± iµ.

Observação
As soluções de uma equação de Euler da forma:

(x − x0 )2 y 00 + α(x − x0 )y 0 + βy = 0

são semelhantes as soluções da equação (2), basta substituirmos x por (x − x0 ), nas soluções
obtidas anteriormente.
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Solução Equação de Euler - casos combinados
Podemos ainda combinar os resultados para x > 0 e x < 0:

 c1 |x|r1 + c2 |x|r2

y= (c1 + c2 ln(|x|))|x|r1
c1 |x|λ cos(µln(|x|)) + c2 |x|λ sen(µln(|x|))

onde r1 , r2 = λ ± iµ.

Observação
As soluções de uma equação de Euler da forma:

(x − x0 )2 y 00 + α(x − x0 )y 0 + βy = 0

são semelhantes as soluções da equação (2), basta substituirmos x por (x − x0 ), nas soluções
obtidas anteriormente.
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