Você está na página 1de 11

Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.

2
Sob estímulo do SNA, Ca2+ migra do meio extracelular para o sarcoplasma através de canais de membrana. transportadas por difusão através do citoplasma das céls endoteliais para sua superfície oposta onde são liberadas
Não existe retículo sarcoplasmático. O Ca 2+ se combina com moléculas de calmodulina. O complexo calmodulina- no espaço extracelular. Água e substâncias hidrofílicas podem cruzar podem cruzar a parece capilar difundindo-se
Ca2+ ativa a enzima cinase que fosforila as moléculas de miosina que se distendem e deixam o sítio de atividade através de junções intercelulares (via paracelular).
ATPásica descobertos e se combinam com actina. A combinação libera energia do ATP que deforma a cabeça da
Funções das céls endoteliais: conversão de angiotensina I para angiotensina II; conversão de bradicinina,
miosina e promove o deslizamento da actina sobre a miosina. Actina e miosina estão ligadas a desmina e vimentina
serotonina, prostaglandinas, norepinefrina, trombina, etc., em compostos biologicamente inertes; lipólise de
que se prendem aos corpos densos da membrana. Isto provoca a contração da cél como um todo. A contração
também pode ser promovida pelo aumento na [AMPc] que ativa a cinase e a fosforilação da miosina, por ação dos lipoproteínas por enzimas localizadas na superfície das céls endoteliais, para transformá-las em triglicerídeos e
colesterol; produção de fatores vasoativos que influenciam no tônus vascular, como as endotelinas, agentes
estrógenos por exemplo (a progesterona tem efeito inverso). O músculo liso não possui placa motora e é inervado
vasoconstritivos e fatores de relaxamento; fatores de crescimento, com VEGF, têm papel central na formação do
pelo simpático e pelo parassimpático, de ação antagônica. O músculo liso pode sintetizar colágeno tipo III (fibras
sistema vascular durante o desenvolvimento embrionário, na regulação do crescimento capilar em condições
reticulares), fibras elásticas e proteoglicanos.
normais e patológicas em adultos e na manutenção da normalidade da vascularização.
O músculo cardíaco não se regenera. As lesões são reparadas por tecido conjuntivo (fibroblastos), formando
uma cicatriz de tecido conjuntivo denso. Embora o músculo esquelético não se divida, ele se regenera em menor As arteríolas se ramificam em vasos muito pequenos que são envoltos por uma camada descontínua de
grau. Possivelmente isto acontece pelas céls satélites que ficam paralelamente às musculares na lâmina basal. Além músculo liso, as metarteríolas, as quais terminam por formar os capilares que se anastomosam formando uma ampla
da lesão, as céls satélites são estimuladas a fazer mitose por exercício físico, contribuindo para a hipertrofia. O rede. A contração do músculo liso ajuda a controlar o fluxo capilar. Nos músculos esqueléticos e na pele das mãos e
músculo liso é o mais eficiente. Eles são capazes de se multiplicar e a parede dos vasos sanguíneos conta também pés existe a anastomose arteriovenosa, quando estes vasos se contraem todo o sangue é obrigado a passar pela
rede capilar. A circulação capilar é controlada por excitação neural e hormonal. O número de capilares é
com a participação de pericitos que podem formar novas céls musculares lisas.
diretamente proporcional à taxa metabólica do tecido.
11 SISTEMA CIRCULATÓRIO
Os vasos sanguíneos vão mudando de estrutura de forma gradual. Normalmente eles são compostos de: (1)
O sistema circulatório abrange o vascular sanguíneo e o vascular linfático. O linfático termina no sanguíneo túnica íntima que apresenta uma camada de céls endoteliais apoiada em uma camada de tecido conjuntivo frouxo
desembocando nas grandes veias perto do coração. Uma das funções do sistema vascular linfático é devolver ao (camada subendotelial, que pode conter céls musculares lisas). Em artérias a íntima está separada da média por uma
sangue o fluido contido no espaço intersticial. A superfície interna de todos os vasos é de epitélio simples lâmina elástica interna que possui fenestras que permitem a difusão de substâncias nutritivas para as céls mais
pavimentoso, originado no mesênquima, chamado endotélio. internas a parede do vaso; (2) túnica média é feita de camadas concêntricas de musculatura lisa com quantidade
variável de matriz extracelular (fibras e lamelas elásticas, fibras reticulares de colágeno tipo III, proteoglicanos e
Os capilares são formados por uma camada simples de céls endoteliais. Num corte transversal vemos que a glicoproteínas). Em artérias existe uma lâmina elástica externa mais delgada que a separa da túnica adventícia; (3)
parede é formada por 1-3 céls. Estas céls repousam sobre uma lâmina basal produzida pelas próprias céls adventícia é feita principalmente de colágeno tipo I e fibrilas elásticas, torna-se contínua com o tecido conjuntivo do
endoteliais. São céls poligonais unidas por zônulas de oclusão que apresentam permeabilidade variável a órgão pelo qual está passando. Vasos grandes normalmente possuem vasa vasorum que se ramificam na adventícia
macromoléculas, de acordo com o tipo de vaso sanguíneo. e na porção externa da média. São mais frequentes nas veias que nas artérias. As camadas mais internas e os vasos
menos calibrosos se nutrem por difusão.
Os pericitos possuem longos processos citoplasmáticos que envolvem porções de céls endoteliais. Os
pericitos têm origem mesenquimal e são envoltos por uma lâmina basal que se funde com a lâmina basal do A maioria dos vasos possui inervação simpática (nervos vasomotores) cujo neurotransmissor é a
endotélio. Eles servem para formar novos vasos sanguíneos e tecido conjuntivo após lesão. A presença de miosina, norepinefrina, que estimulam a vaso constrição. As terminações colinérgicas levam as céls a produzir óxido nítrico,
actina e tropomiosina sugere que estas céls se contraiam. que se difunde através das céls musculares lisas e vai ativar o sistema de mensageiros intracelulares, GMPc. As céls
musculares então relaxam e a luz do vaso dilata. As terminações aferentes das artérias incluem os barorreceptores,
Os capilares podem ser classificados de acordo com a continuidade do endotélio e da lâmina basal: (1)
o seio carotídeo e o arco da aorta, quimiorreceptores da carótida e corpos aórticos.
capilar contínuo ou somático, ausência de fenestras. Tecido muscular, tecidos conjuntivos, glândulas exócrinas e
tecido nervoso; (2) fenestrado ou visceral, grandes orifícios ou fenestras na parede endotelial que são obstruídos A camada subendotelial das arteríolas é muito delgada. As muito pequenas não possuem lâmina elástica
por um diafragma extremamente delgado por onde podem passar macromoléculas. Existe onde há intercâmbio interna e a camada média interna é composta de uma ou duas camadas de céls musculares lisas circularmente
rápido de substâncias, rim, intestino, glândulas endócrinas; (3) fenestrado e destituido de diafragma, glomérulo organizadas. Não apresentam lâmina elástica externa. A continuação das arteríolas são as pequenas artérias que
renal. O sangue só está separado dos tecidos por uma lâmina basal muito espessa; (4) sinusóide, é tortuoso e mais possuem túnica média mais desenvolvida e luz mais ampla que as arteríolas. Nas duas a adventícia é muito fina.
largo que os outros capilares, por isto o sangue passa por ele mais lentamente, a camada endotelial é descontínua e
as céls são espaçadas umas das outras e a lâmina basal é descontínua. Existem macrófagos entre as céls endoteliais. As artérias musculares médias possuem túnica média de céls musculares lisas, a íntima possui uma camada
Os capilares sinusóides são encontrados principalmente no fígado e em órgãos hemocitopoéticos. subendotelial um pouco mais espessa do que aquela das arteríolas. A lâmina elástica interna é proeminente e a
externa só está presente nas musculares maiores. A adventícia é de tecido conjuntivo frouxo.
Os mecanismos de troca de materiais entre o sangue e os tecidos ainda não está decifrado totalmente. Eles
dependem do tipo de molécula transportada e também das características estruturais, da composição do glicocálice As grandes artérias elásticas (aorta e seus grandes ramos) contribuem para estabilizar o fluxo sanguíneo.
e do arranjo das céls endoteliais presentes em cada tipo capilar. Pequenas moléculas iônicas podem ser Possuem cor amarelada pelo acúmulo de elastina na túnica média. A íntima também é rica em fibras elásticas. A
transportadas ativamente pela membrana plasmática das céls endoteliais dos capilares. Essas substâncias são então túnica média consistem em uma série de lâminas elásticas perfuradas concêntricas que aumentam de número com a

19 20
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
idade. Durante a sístole, as lâminas elásticas das artérias se distendem e reduzem a variação de pressão. Durante a Os vasos linfáticos são revestidos por endotélio. A linfa corre somente em direção ao coração. Os capilares
diástole, a pressão no ventrículo cai, mas a propriedade elástica ajuda a manter a pressão arterial. A túnica linfáticos têm fundo cego e consistem numa camada simples de endotélio e uma lâmina basal incompleta. Os
adventícia é pouco desenvolvida em relação à túnica média. capilares são mantidos abertos por microfibrilas elásticas ancoradas no tecido conjuntivo circundante. Os vasos
convergem para formar o ducto torácico que desemboca na junção da veia jugular interna com a veia subclávia
Os corpos carotídeos são quimiorreceptores sensíveis à [CO 2] e [O2] no sangue (baixo pH) situados perto da
esquerda, e o ducto linfático direito que desemboca na confluência das veias subclávia e jugular internas direitas. Os
bifurcação da artéria carótida comum. São irrigados por capilares. As céls tipo I contêm vesículas de dopamina,
vasos linfáticos só não são encontrados no sistema nervoso e na medula óssea. São semelhante às veias, mas não
serotonina e adrenalina. As céls tipo II são céls de suporte. Os corpos aórticos são semelhantes aos corpos possuem separação clara entre as túnicas e têm paredes finas. Os vasos linfáticos são auxiliados pela contração dos
carotídeos que ficam no arco da aorta. Os seios carotídeos são pequenas dilatações das artérias carótidas internas.
músculos esqueléticos próximos e pela musculatura lisa dos vasos menores. Os grandes ductos linfáticos possuem
Contêm barorreceptores sensíveis a variação de pressão sanguínea. A camada íntima e a adventícia são muito ricas
uma camada média reforçada por músculo liso e vasa vasorum. Estes feixes musculares são longitudinais ou
em terminações nervosas. Os impulsos são processados pelo cérebro de modo a controlar a vasoconstrição e a circulares. O sistema linfático retira o excesso de líquido intersticial e o devolve ao sangue e contribui para a
manter a pressão sanguínea normal.
circulação de linfócitos e outros fatores imunológicos que penetram nos vasos linfáticos quando estes atravessam os
A parede de vênulas muito pequenas é formada por uma camada simples de céls endoteliais com céls órgãos linfóides.
pericíticas em volta. Estas vênulas pericíticas participam em processos inflamatórios e trocas de moléculas entre o
12 CÉLULAS DO SANGUE
sangue e os tecidos. Mediadores inflamatórios interferem na permeabilidade das vênulas, facilitando a passagem de
céls de defesa do sangue para os tecidos. A maioria das vênulas é muscular. Elas também podem influenciar o fluxo O volume total do sangue de uma pessoa é aproximadamente 7% do seu peso corporal. O sangue é formado
de sangue nas arteríolas através de substâncias vasoativas difusíveis. pelo plasma e pelos glóbulos sanguíneos (eitrócitos, leucócitos e plaquetas – fragmentos do citoplasma de
megacariócitos da medula óssea). O sangue venoso tratado com anticoagulante e centrifugado é chamado de
A maioria das veias é de pequeno e médio diâmetro. A íntima possui uma camada subendotelial fina
hematócrito. No hematócrito o plasma é o sobrenadante translúcido e amarelado, a camada mais inferior (35-50%)
composta por tecido conjuntivo que pode estar ausente. A média é composta de pequenos pacotes de céls
corresponde às hemáceas e a camada intermediária delgada e acinzentada corresponde aos leucócitos, acima desta
musculares lisas entremeadas com fibras reticulares e elásticas. A adventícia é bem desenvolvida e rica em colágeno.
camada estão as plaquetas que não se pode distinguir a olho nu. O hematócrito permite estimar então o volume
As grandes veias ficam perto do coração e possuem uma túnica íntima bem desenvolvida, mas a média é muito fina,
ocupado no sangue pelas hemácias, que varia de 35-49% na mulher e 40-54% no homem. O sangue é estudado em
com poucas camadas de céls musculares lisas e abundante tecido conjuntivo. A adventícia é a mais espessa e
estiraços corados com eosina (ácido) e azul de metileno (básico). As estruturas acidófilas ficam rosa e as basófilas
desenvolvida das túnicas. Possuem válvulas (dobras de túnica íntima) no seu interior de tecido conjuntivo rico em
azuis.
fibras elásticas e são revestidas em ambos os lados por endotélio.
Os leucócitos tem função defensiva e constituem uma das primeiras barreiras contra a infecção e atravessam
O coração além de bombear sangue produz o fator natriurético atrial. Sua parede é composta por três
a parede das vênulas e capilares por diapedese se concentram rapidamente nos tecidos atacados. Diapedese é a
túnicas. O endocárdio é homólogo à túnica íntima é constituída por endotélio que repousa sobre uma camada
saída ativa de leucócitos para fora do sistema circulatório por movimentos amebóides. As funções do sangue são
subendotelial delgada de tecido conjuntivo frouxo que contém fibras elásticas e colágenas e céls musculares lisas.
transportar gases, nutrientes, metabólitos, escórias do metabolismo, distribuir o calor e participar do equilíbrio
Conectando o miocárdio à camada subendotelial existe uma camada de tecido conjuntivo com veias, nervos e céls
ácido-básico e osmótico dos tecidos.
de Purkinje. O miocárdio é a camada mais espessa e consiste de céls musculares cardíacas organizadas em espiral.
Muitas céls se inserem no esqueleto fibroso do coração. Externamente, o coração está coberto por mesotélio O plasma é uma solução aquosa quem contem proteínas, aminoácidos, hormônios, vitaminas, glicose e etc.
(epitélio pavimentoso simples) apoiado numa camada fina de tecido conjuntivo (epicárdio). A camada subepicardial O plasma, dentro dos vasos, está em equilíbrio com o líquido intersticial dos tecidos, por isto, é um bom indicador da
de tecido conjuntivo frouxo contém veias, nervos e gânglios nervosos, também tecido adiposo. O epicárdio composição do líquido extracelular. As principais proteínas do plasma são as albuminas, alfa, beta e gamaglobulinas
corresponde ao folheto visceral do pericárdio. Entre o epicárdio e o folheto parietal existe líquido. O esqueleto (imunoglobulinas), lipoproteínas e as proteínas de coagulação (protrombina e fibrinogênio). As albuminas são
fibroso do coração é de tecido conjuntivo denso. Seus principais componentes são o septo membranoso, o trígono sintetizadas no fígado e mantêm a pressão osmótica do sangue, sua deficiência causa edema generalizado.
fibroso e o ânulo fibroso. São de tecido conjuntivo denso, com fibras de colágeno grossas em várias direções.
Nódulos de cartilagem fibrosa são encontrados em certas regiões desse esqueleto fibroso. As válvulas cardíacas Os eritrócitos (hemáceas) de mamíferos são anucleados e contêm muita hemoglobina (proteína básica) para
consistem em um arcabouço central de tecido conjuntivo denso (com colágeno e fibras elásticas), revestido em transportar O2. Têm forma de disco bicôncavo que aumenta a superfície em relação ao volume e facilita as trocas
ambos os lados por endotélio. As bases das válvulas são presas em anéis fibrosos. gasosas. A forma é mantida por proteínas contráteis do citoesqueleto e energia da glicose (90% via anaeróbica e 10%
via das pentoses). As hemáceas são flexíveis para passar por capilares estreitos sem se romperem. A [ ] normal de
O sistema gerador de impulso do coração consiste em dois nodos, sinoatrial e atrioventricular, e pelo feixe eritrócitos por mm 3 no homem é 4,1-6 milhões e na mulher 3,9-5,5 milhões. Colocadas em meio hipotônico ocorre
atrioventricular. O feixe se origina no nodo atrioventricular e ramifica para os ventrículos. As céls condutoras estão tumefação das hemáceas, elas ficam esféricas e estouram (hemólise) restando apenas o “fantasma”. Em solução
conectadas por junções comunicantes. As céls do nodo sinoatrial são fusiformes e possuem menos miofibrilas. O hipertônica, elas se encolhem irregularmente (crenação). Em solução isotônica, nada acontece. Os glóbulos
nodo atrioventricular é semelhante, mas existem várias projeções citoplasmáticas formando uma rede. O feixe vermelhos são formados na medula óssea vermelha, quando ainda apresentam ribossomos são chamados de
atrioventricular é formado pelas céls de Purkinje e poucas miofibrilas. A estimulação do parassimpático dimunui os reticulócitos. A molécula de hemoglobina é formada por quatro subunidades, cada uma com um grupo heme
batimentos cardíacos e o simpático aumenta. Mas o SNA não interfere na geração do impulso. (derivado porfirínico contendo Fe2+ ). A hemoglobina A1 representa 97% e a hemoglobina A2, 2% da Hgb do adulto
normal. A Hgb F é 100% no feto e 80% no recém-nascido até 8 meses. Nos pulmões, cada molécula de Hgb se
combina a quatro de O2, formando oxi-hemoglobina. A combinação da Hgb com CO2 é chamada de carbamino-
21 22
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
hemoglobina. A maior parte de CO2 é transportada dissolvida no plasma. A anemia falciforme acontece quando um mitoses no músculo liso dos vasos sanguíneos e a cicatrização das feridas e os grânulos lambda que são lisossomos
ácido glutâmico é substituído por uma valina. Quando desoxigenada, a Hgb S se polimeriza e forma agregados em carregados com enzimas usuais de organelas.
forma de foice, este eritócito é inviável, frágil e de vida curta, o sangue se torna mais viscoso, interfere no fluxo
sanguíneo e pode causar hipóxia. Também pode haver lesão da parede capilar e coagulação sanguínea. O CO reage 13 HEMOCITOPOESE
com a Hb para formar a carbo-hemoglobina que é mais estável que a CO2-Hgb e O2-Hgb. A Hgb tem mais afinidade
A hemocitopoese é o processo contínuo e regulado de produção de céls do sangue. As primeiras céls
pelo CO que pelo O2, isto pode levar à morte. Agentes oxidantes, como nitritos, podem transformar o Fe 2+ da Hb em
sanguíneas surgem no mesoderma do saco vitelino (19º dia, fase mesoblástica). Posteriormente, o fígado funciona
Fe3+ dando origem a meta-hemoglobina que não tem afinidade pelo O 2.
como órgão hemocitopoético (fase hepática). Outros órgãos contribuem para a hemocitopoese, como o baço, o
No sangue, os leucócitos são incolores e esféricos, participam das defesas celulares e imunocelulares do timo e linfonodos, em especial, para a produção de linfócitos. No segundo mês de vida, a clavícula já começa a se
organismo. São divididos em granulócitos (polimorfonucleares) e agranulócitos. Os granulócitos têm núcleo de ossificar e formar a medula óssea hematógena (vermelha), dando início à fase medular. Com a ossificação do
forma irregular e grânulos, são neutrófilos, eosinófilos e basófilos. Vivem poucos dias e morrem por apoptose no esqueleto a medula vermelha se torna cada vez mais importante e vai substituindo o fígado nessa função. Na vida
tecido conjuntivo onde chegam por diapedese, os restos celulares são removidos por macrófagos sem desencadear pós-natal, eritrócitos, granulócitos, linfócitos, monócitos e plaquetas se originam a partir de céls-tronco da medula
resposta inflamatória. Os agranulócitos têm núcleo de forma regular, são linfócitos e monócitos. Quando os tecidos óssea vermelha. Os órgãos onde o desenvolvimento linfoide ocorre são classificados como primários (medula óssea
são invadidos por microrganismos os leucócitos são atraídos por quimiotaxia (substâncias originadas nos tecidos, e timo) e secundários. Todas as céls sanguíneas derivam da medula óssea; linfócitos B se diferenciam na medula,
plasma e microrganismos causam uma resposta migratória nos leucócitos). No adulto normal a [ ] de leucócitos fica linfócitos T provêm de céls que migram da medula para o timo e lá se diferenciam. Em órgãos linfoides secundários
entre 6-10 mil/mm 3, o desequilíbrio pode ser uma leucocitose ou uma leucopenia. Os neutrófilos têm o núcleo como o baço, linfonodos e agregados linfoides em diferentes órgãos os linfócitos T e B proliferam intensamente, em
formado por 2-5 lóbulos ligados por finas pontes de cromatina, se a cél for muito jovem o núcleo não é segmentado geral estimulados por antígenos.
e se chama bastonete (em forma de bastonete curvo). Nestas céls se pode observar um pequeno apêncide no núcleo
As céls-tronco fazem mitose para manter sua população (auto-renovação) e outras se diferenciam em tipos
em forma de raquete (corpúsculo de Barr ou cromatina sexual) que corresponde ao cromossomo X heterocromático
especializados. O modelo estocástico prega que a diferenciação é aleatória e a diferenciação posterior seja
(condensado) quem não transcreve seus genes. O citoplasma apresenta dois tipos básicos de granulações: os
determinada por agentes reguladores presentes no microambiente medular, de acordo com as necessidades do
grânulos específicos (muito finos) e os grânulos azurófilos (lisossomos). Os neutrófilos se tornam amebóides e
organismo (modelo indutivo). Esta regulação ocorre via interações cél-cél ou por meio de fatores secretados e
fagocitários quando encontram um substrato. As bactérias fagocitadas ficam presas em fagossomos que tem seu
interfere na expressão gênica. Entre os fatores secretados estão fatores de crescimento hemocitopoéticos,
interior acidificado por bombas de prótons. O pH ácido mata as bactérias e adequam o meio à atividade das
interleucinas (Ils), citocinas e fatores estimuladores de colônias. Embora um fator de crescimento em particular
hidrolases dos grânulos azurófilos. Durante a fagocitose há um aumento brusco do consumo de O 2, devido à
possa mostrar especificidade para uma determinada linhagem, ele pode influenciar outras linhagens aliado a outros
produção de H2O2 e O2-. A lisozima ataca as peptidoglicanas da parede de bactérias gram-positivas. A lactoferrina
fatores.
remove ferro da parede das bactérias prejudicando seu metabolismo. Lisozima e lactoferrina são componentes dos
grânulos específicos neutrófilos. O resto de bactérias mortas e neutrófilos forma o pus. Os eosinófilos correspondem Admite-se que todas as céls do sangue venham de um tipo pluripotente que dá origem a linhagem de céls
a 2-4% dos leucócitos totais. Seu núcleo em geral é bilobulado e possuem granulações acidófilas. Já os basófilos têm linfoides e a linhagem de céls mielóides (eritrócitos, granulócitos, monócitos e plaquetas). As céls geradas tem
o núcleo volumoso, com aspecto de S, o citoplasma é cheio de grânulos maiores que os dos outros granulócitos que potencialidade menor, são as progenitoras multipotentes que produzem as céls precursoras (blastos), que
muitas vezes obscurecem o núcleo. Como constituem menos de 1% do total de leucócitos são difíceis de achar nas apresentam as primeiras características morfológicas.
lâminas. Seus grânulos contêm histamina, fatores quimiotáticos para eosinófilos e neutrófilos, e heparina. A
membrana plasmática dos basófilos possui receptores para IgE. Os linfócitos possuem núcleo escuro e esférico, às A medula óssea é encontrada no canal medular dos ossos longos e nas cavidades dos ossos esponjosos. A
vezes com uma chanfradura, o citoplasma é muito pequeno e aparece como um anel delgado em volta do núcleo. Os medula óssea vermelha, hematógena, deve sua cor a eritrócitos em maturação, e a medula óssea amarela é rica em
tipos principais de linfócitos são B e T. Eles conseguem retornar dos tecidos ao sangue. Os monócitos têm o núcleo céls adiposas e não produz céls sanguíneas. No recém-nascido existe muita medula óssea vermelha, mas com o
ovóide, em forma de rim ou de ferradura, de cor mais clara que o dos linfócitos e contem 2-3 nucléolos. Contêm tempo ela é substituída pela amarela, existindo a vermelha no adulto apenas no esterno, vértebras, costelas, díploes
grânulos azurófilos (lisossomos) no citoplasma basófilo que por isto fica com uma cor acinzentada no microscópio. A dos ossos do crânio e, no adulto jovem, nas epífises proximais do fêmur e do úmero. Em alguns casos especiais a
superfície celular apresenta microvilosidades de vesículas de pinocitose. Os monócitos podem penetrar em alguns medula amarela pode voltar a ser vermelha e produzir céls do sangue.
órgãos e amadurecer para macrófagos. O monócito faz parte do sistema monocelular fagocitário ou sistema A medula óssea vermelha é composta por céls reticulares, associadas a fibras reticulares (colágeno tipo III),
histiocitário. As plaquetas são corpúsculos anucleados em forma de disco, derivados dos megacariócitos da medula que formam uma esponja percorrida por capilares sinusóides. Entre as céls vermelhas existem macrófagos,
óssea. Elas promovem a coagulação do sangue e auxiliam a reparação da parede dos vasos sanguíneos, evitando a adipócitos e muitas céls hematopoiéticas. A matriz extracelular possui colágeno tipo I e III, fibronectina e
perda de sangue. A [ ] normal varia entre 200-400 mil plaquetas/mm3. As plaquetas vivem em média 10 dias. Nos hemonectina. A medula apresenta microrregiões onde predomina um mesmo tipo de glóbulo sanguíneo, em
estiraços tendem a aparecer aglutinadas. Elas possuem um sistema canalicular aberto, que se comunica com diversas fases de maturação. Ela armazena ferro em forma de ferritina (ferro + apoferritina) e hemossiderina (ferro +
invaginações da membrana plasmática da plaqueta, importante para a liberação de moléculas ativas armazenadas apoferritina + glicídeos + lipídeos, etc.), principalmente no citoplasma dos macrófagos. E é sítio de destruição de
no interior das plaquetas. Existe uma camada por fora da membrana que é rica em glicoproteínas e eritrócitos velhos. A liberação de céls maduras é regulada pelos fatores de liberação.
glicosaminoglicanas, responsável pela adesividade das plaquetas e que pode absorver compostos diversos. As
plaquetas possuem diversos grânulos: densos ou alfa que armazenam ATP e ADP, delta que contem serotonina Durante a maturação da linhagem eritrocítica ocorre: (1) o volume da cél diminui; (2) o volume do núcleo
retirada do plasma sanguíneo, alfa que contem fibrinogênio e fator de crescimento plaquetário, que estimula as diminui e a cromatina torna-se cada vez mais condensada, até que núcleo sai da cél; (3) os nucléolos diminuem de

23 24
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
tamanho até ficarem invisíveis no esfregaço; (4) a uma diminuição dos polirribossomos e aumento da hemoglobina; As plaquetas se originam na medula óssea vermelha pela fragmentação do citoplasma dos megacariócitos.
(5) diminui a quantidade de organelas. O proeritroblasto é uma cél grande e possui características de uma cél O megacarioblasto é uma cél oval ou riniforme, com numerosos nucléolos. O núcleo é poliplóide. O megacariócito
sintetizadora de proteínas, pois é uma cél que se divide muito. O ferro chega pela transferrina que é endocitada tem núcleo irregularmente lobulado e citoplasma abundante rico em granulações que vão formar os cromômeros
graças a receptores de membrana. O eritroblasto basófilo é menor, a cromatina é condensada. O eritroblasto das plaquetas. A trombopoetina é o principal regulador do megacariócito e da produção de plaquetas. Este
policromático é menor ainda, com cromatina mais condensada ainda, contém hemoglobina em quantidade hormônio é produzido pelo fígado e funciona sinergicamente com outras citocinas para estimular das linhagens
suficiente para fazer uma acidofilia citoplasmática. O eritroblasto ortocromático ou normoblasto possui um núcleo eritróide e mielóide.
supercondensado picnótico muita hemoglobina. A cél emite uma série de saliências citoplasmáticas que são
expelidas. A parte anucleada (reticulócito) possui algumas mitocôndrias e muitos polirribossomos, que ainda 14 SISTEMA IMUNITÁRIO E ÓRGÃOS LINFÁTICOS
sintetizam hemoglobina. Sem o núcleo a síntese proteica logo cessa. Os restos de citoplasma expelidos são
O sistema imunitário defende o organismo contra microrganismos e moléculas estranhas. Ele é capaz de
fagocitados pelos macrófagos da medula óssea. Os reticulócitos saem da medula óssea e vão para o sangue e
diferenciar as moléculas próprias do corpo das estranhas. As céls cancerosas são tratadas como estranhas porque
permanecem lá por pouco mais de um dia antes de se tornarem eritrócitos maduros. O hormônio eritropoetina,
possuem proteínas diferentes das céls normais. Quando ele reage contra céls do próprio corpo causa as doenças
produzido e secretado pelas céls intersticiais renais, previne a apoptose de precursores e é essencial para a
autoimunes. As céls desse sitema se comunicam através de citocinas (moléculas protéicas). Os principais órgão são
diferenciação, estimulando a síntese de hemoglobina. A eritropoetina estimula a saída precoce de reticulócitos da
timo, baço, linfonodos e nódulos linfáticos (mucosa do aparelho digestório – tonsilas, placas de Payer e apêndice - ,
medula para o sangue. As céls renais secretam eritropetina quando a p(O2) é baixa.
mucosa do aparelho respiratório e do aparelho urinário). O conjunto de tecido linfático se chama MALT. A medula
No processo de maturação dos granulócitos ocorrem modificações citoplasmáticas caracterizadas pela óssea e o timo são os órgãos linfáticos centrais. Os linfócitos B saem da medula maduros, já os T amadurecem no
síntese de muitas proteínas. As proteínas dos grânulos são produzidas no RER e no aparelho de Golgi, no primeiro timo. Os outros órgãos já citados são os periféricos.
estágio produzem grânulos azurófilos que contêm enzimas lisossomais. No segundo estágio são produzidos os
Na imunidade celular ou inata, céls imunocompetentes (mastócito, neutrófilo, eosinófilo, monócito,
grânulos específicos com diferentes tipos de proteínas.
macrófago e linfócito NK) reagem e matam céls que possuam antígenos. A imunidade humoral ou adquirida
O mieloblasto é a cél imatura já determinada para formar exclusivamente os três tipos de granulócitos, depende de anticorpos, que neutralizam mooléculas estranhas e participam da destruição de céls estranhas. Os
contém grânulos azurófilos. Quando nela surgem granulações citoplasmáticas específicas, ela vira um promeilócito anticorpos são produzidos por plasmócitos deriados dos linfócitos B. Asmoléculas que provocam a resposta
neutrófilo, basófilo ou acidófilo. É menor que o mieloblasto possui núcleo esférico às vezes com uma reentrância e imunitária são chamadas de imunógenos. O antígeno é uma molécula que reage com um anticorpo, mesmo que não
contém mais grânulos específicos ao lado dos grânulos azurófilos. O mielócito é esférico ou em forma de rim e seja capaz de desencadear uma resposta imunitária. Na resposta humoral a parte da molécula que determina a
possui mais grânulos específicos. O metamielócito possui núcleo com uma chanfradura profunda (formação dos resposta imunitária é o determinante antigênico ou epitopo. A resposta celular é determinada por pequenos
lóbulos). O que se tornará neutrófilo possui um núcleo em bastonete. peptídeos derivados da digestão parcial do antígeno e associado às moléculas MHC localizadas na membrana das
céls apresentadoras de antígenos.
Durante sua maturação os neutrófilos passam por diversos compartimentos anatômicos e funcionais. (1)
compartimento medular de formação, pode ser dividido em compartimento mitótico e compartimento de Os anticorpos são imunoglobulinas (Ig). Cada Ig é específica para um epitopo. Quando eles se ligam, o
amadurecimento; (2) compartimento medular de reserva, contém neutrófilos maduros; (3) compartimento anticorpo provoca o aparecimento de sinais químicos que indicam a presença do invasor aos outros componentes do
circulante, constituído pelos neutrófilos suspensos no plasma e circulando nos vasos sanguíneos; (4) compartimento sistema imune. Alguns anticorpos podem aglutinar céls (facilita a fagocitose) e precipitar antígenos solúveis. Os
de marginação, formados por neutrófilos contidos nos vasos sanguíneos, mas que não circulam, pois estão ligados a antígenos que se ligam a IgG e IgM causam a ruptura da membrana de microrganismos. Os neutrófilos e macrófagos
proteínas integrinas do endotélio ou estão em capilares que estão temporariamente fora da circulação por conta de possuem receptores para o complexo antígeno-IgG. As bactérias ligadas ao complexo são ditas opsonizadas. A
vasoconstricção; (5) tecido conjuntivo os neutrófilos permanecem aí por quatro dias e depois morrem, quer tenham opsonização facilita a fagocitose. A IgG (75% das Ig) é a única Ig que atravessa a placenta. É feita de duas cadeias
exercido sua função de fagocitose ou não. Os eosinófilos permanecem menos de uma semana no sangue, mas existe leves e duas pesadas ligadas por ligações covalentes, nas porções carboxílicas das cadeias pesadas existem
um grande pool armazenado na medula que pode ser mobilizado quando necessário. A formação de basófilos não é fragmentos Fc. As regiões Fc reagem com receptores específicos, localizados na superfície de vários tipos celulares.
muito conhecida porque são muito poucos no organismo. Os fragmentos Fab se localizam nas cadeias leves e nas pesadas e é responsável pela especificidade da combinação
com o epitopo. IgA é o principal componente encontrado na lágrima, no leite, na saliva, nas secreções nasal e
O estudo das céls precursoras de linfócitos e monócitos é difícil porque estas céls não apresentam nenhuma bronquial, na do lúmen do intestino delgado, na da próstata e no muco vaginal em forma de SigA (2 IgA + proteína J
característica marcante. Os linfócitos circulantes se originam principalmente no timo e nos órgãos linfóides + peça secretora ou de transporte). IgA está em pouca quantidade no sangue e é muto resistente às enzimas
periféricos (baço, linfonodos e tonsilas), a partir de céls da medula óssea vermelha. Os linfócitos T e B se diferenciam proteolíticas. IgM corresponde a 10% da Ig do plasma e geralmente está em forma de pentâmero. Junto com o IgD, é
no timo e na medula óssea respectivamente. Nos tecidos, o B se diferencia em plasmócito, cél produtora de a principal Ig encontrada na superfície dos linfócitos B, onde servem como receptor para antígenos. A combinação
imunoglobulinas. O linfoblasto é o maior desta série, tem forma esférica e sem granulações, apresenta 2-3 nucléolos. com atígenos faz os linfócitos B se multiplicarem e se diferenciarem em plasmócitos. IgE tem grande afinidade para
O prolinfócito é menor e pode conter granulações azurófilas, origina o linfócito. Os monócitos são céls receptores nas membranas dos mastpocitos e basófilos. A reação alérgica é mediada pela IgE e pelos alergenos.
intermediárias que vão formar os macrófagos dos tecidos. O promonócito é encontrado na medula óssea, Quando eles se ligam entre si e depois com a membrana dos mastócitos e basófilos determinam a produção de
virtualmente idêntica morfologicamente ao mieloblasto. A existência de uma cél mais jovem, o monoblasto, é histamina, heparina, leucotrienos e ECF-A. IgD não é mutio conhecida, corresponde a 0,2% do total de Ig do plasma
controversa. O promonócito se divide duas vezes e se transforma em monócito que passam para o sangue, onde e, junto com IgM, está presenta na membrana dos linfócitos B e participa da diferenciação dessas céls.
permanecem por cerca de 8h. Depois migram para o tecido conjuntivo onde se diferenciam em macrófagos.

25 26
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
Os receptores dos linfócitos B são Ig e nos T são moléculas proteicas TCR. A bursa de Fabricius é uma massa O sistema imunitário distingue as moléculas próprias do organismo das moléculas estranhas por meio da
de tecido linfático próxima à cloaca das aves. Se ela for retirada do embrião, a ave não produzirá Ig prejudicando a presença na superfície celular do complexo MHC (Major Histocompatibility Complex). O MHC I está em todas as céls
imunidade humoral. Nos mamíferos as céls B adquirem suas características em certos microambientes da medula e o MHC II é encontrado nas céls apresentadoras de antígenos como os macrófagos, linfócitos B, céls dendríticas e
óssea. A remoção experimental do timo de camundongos recém-nascidos resulta numa deficiência nas respostas céls de Langerhans da epiderme. Os MHCs são únicos em cada pessoa, por isso ocorre rejeição nos transplantes. Os
imunitárias de base celular que depende de céls T, nos humanos causa a mesma coisa. Os linfócitos B se formam na enxertos e transplantes podem ser autólogos (doador é o receptor), isólogo (doador é o irmão gêmeo), homólogos
medula óssea, vão para o sangue por diapedese e se instalam nos órgãos linfáticos (menos no timo). Alguns (doador da mesma espécie) ou heterólogos (doador de esécie diferente). Não há rejeição nos dois primeiros e nos
linfócitos B não se diferenciam em plasmócitos, formando as céls B da memória imunitária, que reagem mutio dois últimos há devido aos linfócitos NK e citotóxicos.
rapidamente a uma segunda exposição ao mesmo antígeno. As céls precursoras dos linfóctios T se originam na
As citocinas influenciam na resposta humoral e na celular. São produzidas pelas céls do sistema imune, céls
medula óssea, passam para o sangue por diapedese e ficam retidas no timo onde se proliferam e se diferenciam em
linfóctios T que vão para outros órgçao através do sangue. No timo as céls T podem ser diferenciar em T helper (que endoteliais e fibroblastos. As citocinas que funcionam como mediadores entre leucócitos são as interleucinas (IL). As
que são produzidas por linfócitos são conhecidas como linfocinas e as sintetisadas por monócitos e macrófagos são
é morto pelo HIV), T supressor e T citotóxico. Em outros locais podem formar T da memória. O T helper estimula a
transformaçao de céls B em plasmócitos. O T supressor inibe as respostas humoral e celular e apressam o término da as monocinas. Quimiotaxinas são as citocinas que atraem leucócitos para as regiões de inflamação. Os intérferons
resposta imunitária. Os T citotóxicos agem diretamente sobre as céls estranhas e as infectadas por vírus pela são citocinas produzidas por qualquer cél invadida por vírus, que estimulam macrófagos, fibroblastos e linfócitos a
produzirem moléculas que inibem a multiplicação dos vírus. As citocinas regulam também a resposta inflamatória,
produção de proteínas perforinas que abrem orifícios na membrana plasmática provocando lises dessas céls e pela
indução das céls alvo a entrarem em apoptose. Os linfócitos NK atacam céls cancerosas e céls infectadas por vírus, cicatrização de feridas, hemocitopoese, etc. A citocina fator de necrose tumoral exerce atividades locais e gerais.
Este fator estimula a expressão de moléculas de aderência entre as céls, a secreção de outras citocinas pelos
sem necessidade de estímulo prévio. Correspondem a 10-15% dos linfócitos circulantes.
macrófagos e a apoptose das céls alvo.

O sistema do complemento é constituido por 20 proteínas produzidas principalmente no fígado. A ativação


do complemento faz com que sejam adicionadas à superfície da bactéria invasora moléculas para as quais os
macrófagos têm receptores, o que facilita a fagocitose. O complemento tabém produz um complexo que lisa a
membrana das bactérias.

O timo é um órgão linfoepitelial situado no mediastino atrás do esterno e na altura dos grandes vasos do
coração. Possui dois lobos envoltos por uma cápsula de tecido conjuntivo denso. A cápsula possui septos que
dividem o parênquima em lóbulos. Não apresenta nódulos. A zona cortical é rica em linfócitos T e céls reticulares
epiteliais. A medula é rica em macrófagos e nela encontram-se corpúsculos de Hassall, característico do timo e
constituidos por céls reticulares epiteliais achatadas, em arranjo concentrico. Enquanto os outros órgãos são de
origem exclusivamente mesodérmica, o timo tem origem dupla. As céls reticulares formam uma camada por dentro
do tecido conjuntivo da cápsula e septos; formam o retículo da cortical e da medular onde se multiplicam e
diferenciam os linfócitos T; formam uma camada em torno dos vasos sanguíneos do parênquima tímico; e
constituem os corpúsculos de Hassall. As artérias penetram no timo pela cápsula, ramificam-se profundamente
segundo os septos conjuntivos, onde se originam arteríolas que penetram no parênquima seguindo os limites entre
a cortical e a medular. Essas arteríolas formam capilares que entram na cortical, ramificam-se e anastomosam-se e
depois descrevem um arco, dirigindo-se para a camada medular onde desembocam em vênulas. Esses capilares não
As céls apresentadoras de antígenos ou APCs estão na maioria dos órgãos. Derivam da medula óssea. São
possuem poros e lâmina basal muito espessa. As céls endoteliais possuem prolongamentos que perfuram a lâmina
céls dendríticas, macrófagos, céls de Langerhans da epiderme e linfócitos B. Através do processamento de antígenos,
basal e entram em contato com as céls reticulares epiteliais que envolvem externamente os capilares, contribuindo
essas céls digerem parcilmente proteínas, transformando-as em pequenos peptídeos que são ligados a MHC. As céls
para a formação da barreira hematotímica (composta também pelo pericitos dos capilares, lâmina basal do
T só reconhecem antígenos associados à moléculas MHC II, enquanto as céls B reconhecem antígenos diretamente.
endotélio, a lâmina basal das céls reticulares e as céls endoteliais não fenestradas da parede capilar) que só existe na
As céls dendríticas se originam da medula óssea. São as céls de Langerhans da pele. Elas estimulam céls T que ainda
zona cortical. As vênulas confluem para formar veias que penetram nos septos conjuntivos e saem pela cápsula do
não entraram em contato com antígenos (céls T naive). Algumas céls dendríticas imaturas são levadas para órgãos
órgão. O timo não possui vasos linfáticos aferentes e constitui um filtro para a linfa. O timo atinge seu
não linfáticos onde se alojam. Ela possuem grande capacidade para capturar antígenos, mas baixa capacidade para
desenvolvimento máximo no recém-nascido a termo e começa sua involução na puberdade, a zona cortical vai
estimular céls T. A inflamação induz a maturação dessas céls que migram para órgãos com muitos linfócitos T e os
afinando. O timo é o lugar de amadurecimento e seleção das céls T, 95% dos linfócitos T não funcionam ou são
estimulam porque já estão maduras. As céls foliculares dendríticas não derivam da medula óssea e não incorporam
autoimunes. Os locais que são ricos em linfócitos T são timo-dependentes (placas de Payer, bainhas periarteriais da
antígenos por endocitose. Porém são eficientes na captação do complexo antígeno-anticorpo e de fatores de
polpa branca do baço, zona para cortical dos linfonodos e tonsilas), os que são ricos em linfócitos B são timo-
complemento, retendo antígenos em sua superfície por longos períodos de tempo, onde os antígenos são
independentes. Cortico-esteróides causam atrofia da zona cortical do timo. O hormônio adrenocorticotrófico (ACTH)
reconhecidos por linfócitos B.
e hormônios sexuais também causam este efeito.

27 28
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
Os linfonodos ou gânglios linfáticos são órgãos encapsulados feitos de tecido linfóide e que aparecem 15 O TRATO DIGESTIVO
espalhados pelo corpo sempre no trajeto dos vasos linfáticos, principalmente na axila, virilha, pescoço, tórax e
abdome. Funcionam como filtros para linfa. São riniformes e apresentam hilo pelo qual penetram artérias Todos os componentes do trato digestivo possuem uma estrutura comum, é um tubo oco de diâmetro
nutridoras e saem veias. A linfa entra por vasos que penetram na borda convexa do órgão e saem pelo hilo. A variável formado por mucosa, submucosa, muscular e serosa. A mucosa (membrana mucosa) é composta por: um
cápsula de tecido conjuntivo denso envia trabéculas para o parênquima. A região cortical é ausente no hilo. Entre ela revestimento epitelial, uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo rico em vasos sanguíneos e linfáticos e céls
e a região medular existe a cortical profunda ou paracortical. A região cortical superficial é constituída por tecido musculares lisas – pode conter glândulas e tecido linfóide –, e uma muscular da mucosa com uma camada delgada
linfoide frouxo, que forma os seios subcapsulares e peritrabeculares (de aspecto esponjoso), e por nódulos ou lisa circular interna e outra delgada lisa longitudinal externa. A submucosa é de tecido conjuntivo com muitos vasos
folículos linfáticos. Os nódulos linfáticos podem apresentar áreas claras centrais, os centros germinativos. Esta região sanguíneos e linfáticos e um plexo nervoso submucoso (de Meissner), pode conter glândulas e tecido linfóide. A
contém céls B, plasmócitos, macrófagos, céls reticulares e céls foliculares dendríticas. A região cortical profunda ou camada muscular contém céls musculares lisas em espiral. A subcamada mais interna é geralmente circular e a
paracortical não apresenta nódulos linfáticos e nela predominam os linfócitos T, céls reticulares e alguns plasmócitos externa é majoritariamente longitudinal, entre essas duas camada existe o plexo nervoso mioentérico (de Auerbach)
e macrófagos. A região medular é constituída por cordões medulares (céls B, macrófagos, fibras e céls reticulares). e tecido conjuntivo contendo vasos sanguíneos e linfáticos. A serosa é formada por uma delgada camada de tecido
Entre os cordões medulares estão os seios medulares. Existem vênulas na região para cortical de epitélio cubóide conjuntivo frouxo revestida por epitélio pavimentoso simples denominado mesotélio. Na cavidade abdominal, a
por onde os linfócitos migram por diapedese de volta ao tecido linfático e saem pelo vaso linfático eferente. Assim, serosa é chamada peritônio visceral e se continua com o mesentério e com o peritônio parietal que reveste a
os linfócitos recirculam várias vezes pelo linfonodo (este processo também acontece nos outros órgãos, exceto no cavidade abdominal. Onde o órgão está unido a outros órgãos ou estruturas, a serosa é substituida por uma
baço). adventícia (tecido conjuntivo e adiposo com vasos e nervos), sem mesotélio. O revestimento da mucosa: promove
uma barreira seletivamente permeável entre o conteúdo do lúmen e os tecidos do organismo, facilita o transporte e
O baço é o único órgão linfático interposto na circulação sanguínea. É importante na defesa contra a digestão do alimento, promove a absorção dos nutrientes, produz hormônios que regulam a atividade do sistema
microrganismos (fagocitose e anticorpos), produção de linfócitos e é o principal órgão destruidor de eritrócitos. digestório e algumas céls da mucosa produzem muco para lubrificação e proteção. A lâmina própria é rica em
Possui uma capsula de tecido conjuntivo denso que emite trabéculas para o interior da polpa esplênica macrófagos e céls linfóides, algumas produzem anticorpos – IgA ligado a uma proteína, complexo SigA resistente à
(parênquima). Possui um hilo na superfície medial por entram nervos e vasos (sanguíneos e linfáticos, estes digestão que protege contra invasões virais e bacterianas. Também existem nódulos linfóides na lâmina própria e na
originados nas trabéculas). Possui algumas fibras musculares lisas no tecido conjuntivo. Os nódulos linfáticos camada submucosa que protegem contra bactérias. A muscular da mucosa promove o movimento
constituem a polpa branca descontínua e a polpa vermelha, que fica em volta da branca, é rica em sangue. A polpa independentemente de outros movimentos do trato digestivo. Os movimentos impulsionam e misturam o alimento.
vermelha é formada por cordões esplênicos ou de Billroth, entre os quais se situam os sinusóides ou seios Os plexos são formados por neurônios viscerais multipolares que formam pequenos gânglios parassimpáticos.
esplênicos. A polpa é formada por tecido conjuntivo linfoide com céls e fibras reticulares, macrófagos, céls
apresentadoras de antígenos e céls linfoides. A artéria esplênica se divide em artérias trabeculares, ao entrarem no CAVIDADE ORAL: é revestida por epitélio pavimentoso estratificado, queratinizado no palato duro e nas gengivas e
parênquima, estas artérias são envolvidas por linfócitos (bainha linfática que forma alguns nódulos linfáticos) e não queratinizada no palato mole, lábios, bochechas e assoalho da boca.
passam a se chamar artérias centrais ou da polpa branca. Depois de deixar a polpa branca, as arteríolas se dividem
LÍNGUA: é uma massa de músculo estriado esquelético revestida por uma camada mucosa cuja estrutura varia de
em arteríolas peniciladas. Alguns ramos dessas artérias possuem um espessamento chamado elipsoide (de
acordo com a região. A superfície ventral (inferior) é lisa e a dorsal é irregular por conta das papilas. O terço
macrófagos, céls reticulares e linfócitos). Dos elipsoides partem capilares arteriais para os seios da polpa vermelha.
posterior da língua é separado dos dois terços anteriores por uma região em forma de V. Posteriormente a essa
Não se sabe se a circulação no baço é aberta ou fechada, mas há evidências de que seja aberta. Dos sinusóides o
região, a superfície da língua apresenta saliências compostas por agregados linfóides: pequenos grupos de nódulos e
sangue parte para as veias da polpa vermelha que se juntem nas veias trabeculares (canais escavados nas trabéculas
tonsilas linguais, onde ons nódulos se agregam ao redor de invaginações da camada mucosa denominadas criptas.
revestidos por endotélio) que vão dar origem à veia esplênica que sai pelo hilo. A polpa branca é constituída pelo
tecido das bainhas periarteriais (predomínio de linfócitos T) e pelos nódulos linfáticos dela (predomínio de linfócitos PAPILAS LINGUAIS: filiformes: formato cônico alongado, numerosas em toda superfície dorsal, função mecânica de
B). Entre as duas polpas existem os seios marginais (com linfócitos, macrófagos e céls dendríticas apresentadoras de fricção, seu epitélio de revestimento é queratinizado sem botões gustativos. Fungiformes: base estreita e uma
antígenos) que retêm antígenos. A polpa vermelha é constituída por uma rede frouxa de céls e fibras reticulares porção superior mais superficial, dilatada e lisa, possuem poucos botões gustativos na superfície superior e estão
(colágeno tipo III), macrófagos, linfóctios B e T, plasmócitos, monócitos, leucócitos granulócitos, plaquetas e distribuídas irregularmente entre as filiformes. Foliadas: são pouco desenvolvidas em humanos, contém muitos
eritrócitos. Os sinusóides esplênicos são revestidos por céls endoteliais alongadas revestidas por lâmina basal botões gustativos. Circunvaladas: 7-12 estruturas circulares grandes distribuídas na região em V na parte posterior.
descontínua e fibras reticulares em sentido transversal associadas a macrófagos. Numerosas glândulas serosas (de von Ebner) secretam seu conteúdo no interior de uma profunda depressão que
circunda cada papila, isto permite um fluxo contínuo de líquido sobre vários botões gustativos nessas papilas. Este
Os glóbulos vermelhos tem vida média de 120 dias, quando eles ficam velhos são destruídos principalmente
fluxo é importante para que os botões possam receber novos estímulos. As glândulas salivares secretam uma lipase
no baço e na medula óssea (hemocaterese). Os eritrócito são fagocitados pelos macrófagos dos cordões esplênicos e
que impede a formação de uma camada hidrofóbica sobre os botões gustativos. A lipase lingual é ativa no estômago
a hemoglobina é desdobrada em diversos fragmentos, dando origem a um pigmento sem ferro, a bilirrubina. Ela
e pode digerir 30% dos triglicerídeos da dieta. Os botões gustativos têm forma de cebola, repousam sobre uma
passa para o sangue e vai para o fígado onde é excretada na bile. O ferro é armazenado pelos macrófagos em
lâmina basal (de céls tronco) e, em sua porção apical, possuem microvilosidades que se projetam pelo poro
ferritina ou passa para o sangue e se combina com a transferrina. O complexo ferro-transferrina será endocitado
gustativo. As substâncias dissolvidas na saliva se difundem pelos poros, interagindo com receptores gustativos (TR1
por eritroblastos para a síntese de hemoglobina. Após esplenectomia a [ ] de hemáceas deformadas e plaquetas
ou TR2) na membrana superficial e basolateral das céls. Estes receptores são acoplados a uma proteína G
aumenta no sangue.
(gustaducina) e controlam a atividade de canais iônicos que levam à despolarização das céls gustativas que
estimulam as fibras nervosas aferentes. Acredita-se que cada estímulo gustativo gere um padrão único de atividade.

29 30
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
FARINGE: é a transição entre a cavidade oral e os sistemas digestivo e respiratório. É uma comunicação entre a do dente por uma cutícula, e as céls epiteliais estão unidas à cutícula por hemidesmossomos. Entre o esmalte e o
região nasal e a laringe. É revestida por epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado na região contínua com epitélio juncional está o sulco gengival circundando a coroa do dente.
o esôfago e por epitélio pseudo-estratificado cilíndrico ciliado contendo céls caliciformes nas regiões próximas à
cavidade nasal. A faringe contém tonsilas, glândulas salivares menores de secreção mucosa em sua lâmina própria ESÔFAGO: transporta o alimento da boca ao estômago. Possui uma mucosa esofágica revestida por epitélio
pavimentoso estratificado não queratinizado. Na lâmina própria possui glândulas esofágicas da cárdia que secretam
de tecido conjuntivo. Os músculos estão mais externamente.
muco. Na submucosa possui as glândulas esofágicas secretoras de muco que protege a mucosa e facilita o
DENTES E ESTRUTURAS ASSOCIADAS: são normalmente 32 dentes permanentes, 8 incisivos, 4 caninos, 8 pré- transporte do alimento. Na porção cranial, a camada muscular é de fibras estriadas esqueléticas (esfíncter superior),
molares e 12 molares. 20 destes dentes são precedidos por dentes decíduos (de leite). O que está acima da gengiva na porção média há uma mistura de musculatura estriada e lisa e na porção distal há céls musculares lisas (sem
é a coroa e abaixo é a raiz, que une os dentes aos alojamentos chamados de alvéolos. A coroa é coberta por um esfíncter anatômico). A parte do esôfago que esta na cavidade peritoneal é recoberta por uma membrana serosa, o
tecido mineralizado extremamente duro (esmalte) e a raíz por cemento1. Essa duas estrutura se encontram no colo restante é envolvido por uma camada adventícia de tecido conjuntivo.
do dente, abaixo desses tecidos fica a dentina2 que também é mineralizado e compõe a maior parte do dente. A
dentina circunda a cavidade pulpar, preenchida com tecido conjuntivo frouxo muito vascularizado e inervado (polpa ESTÔMAGO: a função principal é transformar o bolo alimentar em quimo. A digestão química se dá pela continuação
dental – composta por odontoblastos, fibroblastos e uma matriz de fibrilas de colágeno e glicosaminoglicanos). A da digestão de carboidratos, adição de HCl ao alimento, digestão parcial de proteínas (pepsina), digestão parcial de
cavidade pulpar possui uma câmara pulpar e um canal radicular até o ápice do dente onde existe um forame apical triglicerídeos (lipase gástrica e lingual). O estômago possui quatro regiões: cárdia, fundo, corpo e piloro (ou antro),
por onde passam vasos sanguíneos, linfáticos e nervos da polpa. O ligamento periodontal3 é um tecido conjuntivo porém o fundo e o corpo são idênticos histologicamente. O epitélio da mucosa sofre invaginação formando as
com feixes grossos de fibras colágenas inseridos no cemento e no osso alveolar. O esmalte4 é um tecido 96% mineral fossetas gástricas. Nestas fossetas desembocam glândulas tubulares ramificadas. A lâmina própria é de tecido
(principalmente cristais de hidroxiapatita), é o componente mais duro do corpo humano, mas pode ser dissolvido em conjuntivo frouxo com céls musculares lisas e céls linfóides. Abaixo da mucosa existe a camada muscular da mucosa.
pH ácido (formando cáries). O periodonto são todas as estruturas que ficam o dentes (cemento, ligamento O epitélio da mucosa e das fossetas é colunar simples, todas as céls secretam muco alcalino (água, glicoproteínas e
lipídeos) e bicarbonato. O muco está muito aderido ao glicocálice das céls epiteliais e é muito efetivo na proteção
periodontal, osso alveolar e gengiva).
das céls do estômago contra a digestão. As junções de oclusão também contribuem. A rede de vasos na lâmina
1
cemento: na raiz encontram-se cementócitos que ficam em lacunas e são nutridos pelo ligamento periodontal. própria e na submucosa permite a nutrição e a remoção de metabólitos tóxicos das céls da mucosa superficiais e
Pode ser reabsorvido e reposto como o tecido ósseo. funciona como fator de proteção. HCl, pepsina e as lipases devem ser consideradas fatores endógenos de agressão à
2
mucosa. A mucosa da cárdia contém glândulas tubulares simples ou ramificadas, glândulas da cárdia. Muitas das céls
dentina: é mais dura que o osso, possui 70% de sais de cálcio. É composta principalmente por fibrilas de colágeno
secretoras produzem muco e lisozima (enzima que destrói a parede de algumas bactérias), mas poucas céls parietais
tipo I, glicosaminoglicanos, fosfoproteínas, fosfolipídeos e sais de cálcio (cristais de hidroxiapatita). A matriz
produzem HCl. A lâmina própria do fundo e do corpo está preenchida por glândulas tubulares (fúndicas), das quais
orgânica é localizada na periferia da polpa e é secretada pelo odontoblasto. Os odontoblastos possuem 3-7 se abrem em cada fosseta gástrica. As glândulas possuem três partes: istmo (céls da mucosa, céls-tronco1 e céls
prolongamentos odontoblásticos (fibras de Tomes) que se tornam cada vez mais longos à medida que a dentina parietais3), colo (céls-tronco, mucosas do colo2, enteroendócrinas5 e parietais3) e base (parietais enteroendórinas e
torna-se mais espessa, ocupando canais estreitos denominados túbulos dentinários. A matriz é inicialmente não
zimogênicas4). O piloro possui fossetas gástricas mais longas onde ficam as glândulas pilóricas tubulosas simples ou
mineralizada (pré-dentina), a mineralização ocorre com a liberação de vesículas da matriz que levam íons cálcio e ramificadas mais curtas. Por estímulos parassimpáticos, presença de aminoácidos e aminas no lúmen e distensão da
fosfato para a matriz. A dentina é sensível a calor, frio, trauma, pH ácido, sendo tudo isso percebido como dor. parede do estômago as céls G liberam gastrina que ativa a produção de ácido pelas céls parietais. A submucosa é
3
ligamento periodontal: é de tecido conjuntivo com fibras de Sharpey que penetram no cemento e nas paredes composta por tecido conjuntivo denso com vasos sanguíneos e linfáticos e céls linfóides e macrófagos. Possui três
ósseas do alvéolo, permitindo movimentos limitados do dente. As fibras suportam as pressões durante a mastigação camadas de músculo liso: a externa é longitudinal, a média é circular e a interna é oblíqua. A camada média é mais
e evitam a reabsorção óssea localizada. O colágeno do ligamento possui um alto índice de renovação e grande espessa no piloro. O estômago é revestido por uma membrana serosa delgada.
quantidade de colágeno solúvel, entre as fibras existe glicosaminoglicanos. 1
céls-tronco: colunares baixas; 2céls mucosa do colo: secretam uma mucina com propriedades antibióticas;
3
4
esmalte: é produzido durante o desenvolvimento do dente, originado de ameloblastos (ectoderma), céls colunares parietais: oxínticas (produzem suco gástrico), são arredondadas ou piramidais, secretam HCl, NaCl e fator gástrico
altas, na região apical existem grânulos de secreção com proteínas para a matriz do esmalte (processo de Tomes). intrínseco, o H+ vem do ácido carbônico pela ação da anidrase carbônica, a secreção é estimulada pelo SNPS,
Após a síntese do esmalte os ameloblastos formam um epitélio protetor que recobra a coroa até a erupção do histamina e gastrina (secretados pela mucosa gástrica, a gastrina também estimula o crescimento da mucosa).
4
dente. A matriz orgânica é composta por proteínas amelogeninas e enamelinas. O esmalte consiste em colunas zimogênica: predominam na região basal das glândulas gástricas, contêm grânulos de pepsinogênio ativado a
alongadas (prismas) unidas por esmalte interprismático (tudo isso de hidroxiapatita). pepsina em pH < 5 e produzem lipase. 5enteroendócrinas: predominam na região basal das glândulas gástricas,
secretam serotonina e somatostatina, esta última inibe a gastrina (secretada pelas céls G).
OSSO ALVEOLAR: é um osso imaturo que fica em contato com o ligamento periodontal. Os vasos sanguíneos,
chamados perfurantes, penetram no osso alveolar e passam para o ligamento e depois para os dentes, assim como INTESTINO DELGADO: termina a digestão, absorção de nutrientes e há secreção endócrina. A mucosa apresenta
alguns nervos. várias pregas, plicae circularis (válvulas de Kerckring), em forma semilunar, circular ou espiral que consistem em
dobras da mucosa e submucosa (mais desenvolvidas no jejuno). As vilosidades intestinais (vilos) possuem forma de
GENGIVA: é uma membrana mucosa aderia ao periósteo da maxila e da mandíbula. É formada por epitélio folhas no duodeno e vai assumindo forma de dedos ao se aproximar do íleo, entre os vilos existem aberturas para as
pavimentoso estratificado e uma lâmina própria com papilas conjuntivas. O epitélio juncional está unido ao esmalte glândulas tubulares simples (de Lieberkühn) chamadas criptas. Os vilos são principalmente formados por enterócitos
e céls caliciformes que se continua com o epitélio das criptas, que contém enterócitos, céls caliciformes, céls

31 32
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
enteroendócrinas, céls de Paneth e céls-tronco. As céls absortivas são colunares altas, no ápice fica a borda em e menos numerosas e não possui tênias do cólon. Por conta do fundo cego, o conteúdo do apêndice tende a se
escova (cada microvilosidade consistem em uma membrana celular envolvendo um eixo de microlifamentos de estagnar e causar inflamação.
actina associados a fimbrina e vilina). Pregas, vilosidades e microvilosidades aumentam a superfície intestinal. Na
microvilosidades são encontradas dissacaridases e dipeptidases. A grande parte da absorção lipídica ocorre no 16 ÓRGÃOS ASSOCIADOS AO TRATO DIGESTÓRIO
duodeno e no jejuno proximal. As céls caliciformes vão ficando mais abundantes em direção ao íleo. Elas produzem
GLÂNDULAS SALIVARES: são exócrinas, produzem saliva que possui funções digestivas, lubrificantes e protetoras.
glicoproteínas ácidas (mucinas) que formam muco protetor e lubrificante do intestino. As céls de Paneth ficam na
Existem glândulas pequenas (10% da saliva e 70% do muco) dispersas pela cavidade oral e três pares maiores:
parte basal das glândulas intestinais, contém grânulos de lisozima e defensina (digerir parede de bactérias, inclusive
parótidas, submandibular (submaxilar) e sublingual, elas são revestidas por uma cápsula de tecido conjuntivo rico
intestinais). Céls M (microfold) recobrem folículos linfóides das placas de Peyer do íleo (são agregados de nódulos
em fibras colágenas. O parênquima das glândulas consiste em terminações secretoras (serosas ou mucosas, e
linfóides – GALT, tecido linfóide associado ao intestino. É uma área com formato arredondado sem vilosidades na
mioepiteliais não secretoras) e um sistema de ductos ramificados em lóbulos, separados entre si por septos de
superfície). Essas céls possuem várias invaginações basais com linfócitos e céls apresentadoras de antígenos como os
tecido conjuntivo da cápsula, que modificam a saliva. As céls serosas geralmente são piramidais, polarizadas
macrófagos. A lâmina basal sob essas céls é descontínua para facilitar o trânsito das cél de defesa. A defesa do
secretoras de proteínas, unidas por complexos juncionais formando acinos, contendo um lúmen central. As céls
intestino conta com IgA, as junções celulares oclusivas e macrófagos e linfócitos localizados na mucosa e submuca.
mucosas são cúbicas ou colunares com núcleo oval junto à base, contêm glicoproteínas (mucinas) importantes para
As céls parácrinas do intestino sob estímulo do sistema neuroendócrino difuso podem exercer efeitos parácrinos
as funções lubrificantes da saliva. Geralmente se organizam em túbulos. Nas glândulas submandibulares e
(locais) ou endócrino (via sangue). As céls secretoras de polipeptídeos podem ser do tipo aberto, o ápice apresenta
sublinguais as céls mucosas formam túbulos e no fim destes existem semiluas serosas. As céls mioepiteliais ficam
microvilosidades e está em contato com o lúmen do órgão, e do tipo fechado, o ápice da cél está coberto por outras
junto à lâmina basal de terminações secretoras e ductos intercalares, aí são mais alongadas e fusiformes, são céls
céls epiteliais. Talvez os microvilos do tipo aberto contenham receptores para substâncias presentes no lúmen do
contráteis que previnem a distensão excessiva da terminação secretora. As céls localizadas nos ductos intercalares
intestino, que poderia regular a secreção destas céls. Indiscutivelmente, o sistema digestivo é controlado pelo SN e
aumenta o diâmetro lumial, diminuindo a pressão na porção secretora e promovendo a secreção. As céls
modulado por hormônios peptídicos produzidos localmente. A lâmina própria do intestino delgado é composta por
mioepiteliais são ligadas entre si e a céls secretoras por desmossomos. O sistema de ductos é formado por céls
tecido conjuntivo frouxo com vasos sanguíneos e linfáticos, fibras nervosas e fibras musculares lisas. A lâmina
epiteliais cubóides. Os ductos intercalares se unem e formam um ducto estriado (estes dois tipos de ductos podem
própria preenche o centro da vilosidades. A submucosa contém no início do duodeno glândulas tubulares
ser chamados de ductos intralobulares). Esses ductos convergem para ductos maiores, ductos interlobulares ou
enoveladas ramificadas que sem abrem nas glândulas intestinais. São as glândulas duodenais (de Brünner) que
excretores. Estes são inicialmente de epitélio cubóide estratificado e nas porções mais distais de epitélio colunar
secretam muco alcalino que protege contra os efeitos do suco gástrico que vem com o quimo. As camadas
estratificado. O ducto maior de todos desemboca na cavidade oral e é revestido por epitélio pavimentoso
musculares são bem desenvolvidas, uma túnica interna circular e uma externa longitudinal. Os vasos sanguíneos
estratificado não queratinizado. Vasos e nervos penetram nas glândulas maiores por um hilo. O estímulo
nutridores penetram na camada muscular formam um plexo na submucosa, atravessam a muscular da mucosa, a
parassimpático é iniciado pelo gosto ou cheiro do alimento e provoca uma saliva aquosa. O estímulo simpático
lâmina própria e chegam as vilosidades. Os vasos linfáticos (lacteais) surgem como capilares de fundo cego no centro
produz uma pequena quantidade de saliva viscosa, esta secreção está associada aàsensação de boca seca.
das vilosidades e formam um plexo na lâmina própria. Vão para a submucosa, onde circundam nódulos linfóides.
Esses vasos são importantes para a absorção de lipídeos (que são apolares). A contração rítmica das vilosidades GLÂNDULA PARÓTIDA: é acinosa composta, exclusivamente serosa, contém grânulos ricos em secreção de proteínas
auxilia na propulsão da linfa nos capilares mesentéricos para os vasos linfáticos mesentéricos. A inervação intrínseca e elevada atividade de amilase, que age até ser desnaturada pelo pH ácido gástrico. O tecido conjuntivo possui
é feita pelo plexo mioentérico (de Auerbach, entre as duas camadas musculares) e o plexo nervoso submucoso (de muitos plasmócitos e linfócitos. Os linfócitos liberam IgA que se junta a um componente secretado pelas céls
Meissiner, na submucosa). Estes plexos contêm neurônios sensoriais que recebem informações de terminações acinosas e serve como defesa imunológica contra patógenos da cavidade oral.
nervosas próximas da camada epitelial e na camada de músculo liso com relação à composição do conteúdo
intestinal (quimiorreceptores) e ao grau de expansão da parede intestinal (mecanorreceptores), respectivamente. As GLÂNDULA SUBMANDIBULAR (SUBMAXILAR): é uma glândula tubuloacinosa composta seromucosa. As céls serosas
outras céls são efetoras e inervam as camadas musculares (contrações intestinais) e céls secretoras de hormônios. A são mais abundantes (90%) por isso há uma fraca atividade da amilase salivar nesta glândula. As céls das semiluas
inervação extrínseca é feita pelo SNA parassimpático que estimula a atividade da musculatura lisa intestinal e pelo secretam lisozima que hidrolisa as paredes de certas bactérias. Algumas céls acinosas também secretam lactoferrina,
simpático que deprime a atividade da musculatura lisa. que se liga ao ferro e interfere no metabolismo bacteriano.

INTESTINO GROSSO: é constituído por ceco, cólon ascendente, transverso, descendente, sigmóide, reto e ânus. A GLÂNDULA SUBLINGUAL: é tubluoacinosa composta seromucosa, principalmente mucosa, as céls serosas estão nas
camada mucosa não tem pregas (exceto no reto), nem vilosidades. As criptas intestinais são longas possuem muitas semiluas na extremidade dos túbulos mucosos. Como a submandibular, secreta lisozima.
céls caliciformes e absortivas (colunares, com microvilos curtos e irregulares) e um pequeno número de céls GLÂNDULAS SALIVARES MENORES: não encapsuladas se distribuem por toda mucosa oral e submucosa. A saliva é
enteroendócrinas. Funções: absorção de água (passivamente e sódio ativamente), fermentação, formação de massa secretada por ductos curtos e é pouco modificada. Normalmente produzem muco, exceto as glândulas serosas da
fecal e produção de muco. A lâmina própria é rica em céls linfóides e nódulos (GALT) por conta da flora bacteriana. A parte posterior da língua, agregados de linfócitos podem ser encontrados nestas glândulas e secretam IgA.
camada muscular dupla, circular e longitudinal – que forma as três tênias do cólon. Possui externamente na camada
serosa apêndices epiplóicos de tecido adiposo. Na região anal, a camada mucosa forma dobras longitudinais, PÂNCREAS: é uma glândula mista que produz enzimas digestivas e hormônios, as enzimas são armazenadas e
colunas retais (de Morgagni). 2 cm acima da abertura anal, a mucosa intestinal é substituida por epitélio secretadas nos acinos. Os hormônios são sintetizados nas ilhotas pancráticas (de Langerhans). A porção exócrina da
pavimentoso estratificado, nesta região, a lâmina própria contém um plexo de veias grandes (hemorróidas). glândula é acinosa composta semelhante à parótida, podem ser diferenciadas as lâminas pela ausência de ductos
estriados e na presença das ilhotas no pâncreas. As céls centroacinosas constituem a porção intra-acinosa dos
APÊNDICE: é um divertículo do ceco, com lúmen irregular, pequeno e estreito devido à presença de nódulos linfóides ductos intercalares, que são tributários de ductos interlobulares maiores revestidos por epitélio colunar. O acino é
abundantes em sua parede. Possui estrutura semelhante ao intestino grosso, mas com glândulas intestinais menores
33 34
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
constituido por várias céls serosas polarizadas secretoras de proteína que circundam um lúmen. O número de SISTEMA ARTERIAL: a artéria hepática ramifica-se em arteríolas interlobulares, localizadas nos espaços porta.
zimogênio varia de acordo com a fase digestiva. A cápsula de tecido conjuntivo que reveste o pâncreas separa-o em Algumas arteríolas irrigam as estruturas do espaço porta e outras formam arteríolas que desembocam nos
lóbulos por septos. O pâncreas possui uma rede capilar extensa fundamental para a secreção. Ele secreta água, íons, sinusóides, misturando sangue arterial e venoso portal. A principal função deste sistema é suprir os hepatócitos com
proteinases, amilase, lipases, fosfolipase A2 e nucleases, geralmente como pré-enzimas para evitar a digestão do oxigênio. O saguem flui da periferia para o centro.
próprio pâncreas. A secreção exócrina do pâncreas é controlada principalmente por secretina e cloescistoquinina
HEPATÓCITO: são céls poliédricas de citoplasma eosinófilo, cheio de mitocôndrias e algum REL. A superfície de cada
(produzidas pelas céls enteroendócrinas da mucosa intestinal). O estímulo parassimpático (nervo vago) também
estimula a secreção pancreática. O pH ácido no intestino é estimulante para a secreção de secretina, que promove a hepatócito esta em contato com a parede do capilar sinusóide, através do espaço de Disse, e com a superfície de
outros hepatócitos delimitando um espaço tubular entre si (canalículo biliar). O canalículo é delimitado apenas pelas
secreção pobre em enzimas e rica em bicarbonato pelas céls dos ductos intercalares que serve para neutralizar a
paredes dos hepatócitos que são unidas por junções de oclusão e junções gap que coordenam a fisiologia do tecido.
acidez do quimo e assim as enzimas pancreáticas possam funcionar no pH ótimo neutro. A liberação de
colecistoquinina é estimulada pela presença de ácidos graxos de cadeia longa, ácido gástrico e alguns aminoácidos Os canalículos se anastomosam progressivamente e a bile flui na direção contrária a do sangue. Na periferia, a bile
entra nos ductos biliares no espaço porta formados por epitélio cubóide ou colunar e possuem uma bainha distinta
essenciais no lúmen intestinal. A colecistoquinina promove uma secreção pouco abundante e rica em enzimas, a
de epitélio conjuntivo. Os ductos se fundem e originam o ducto hepático que deixa o fígado. Os hepatócitos
extrusão dos grânulos de zimogênio.
possuem um ou dois núcleos com um dou dois nucléolos. Alguns núcleos são poliplóides.o hepatócito possui
FÍGADO: é o segundo maior órgão do corpo, é a maior glândula, pesa cerca de 1,5kg. Está situado no hipocôndilo abundante RER (corpos basofílicos) e REL (oxidação, metilação, conjugação para a inativação ou detoxificação de
direito. Os nutrientes absorvidos no trato digestivo são processados e armazenados para utilização por outros substâncias antes da excreção). No REL a bilirrubina (formada pela quebra da hemoglobina pelo sistema
órgãos. 70-80% do sangue chega ao fígado pela veia porta (todos os nutrientes, exceto os lipídeos que chegam pelos mononuclear fagocitário) é conjugada com o glucuronato pela enzima glucuroniltransferase para formar glucoronil
quilomícrons), uma menor porcentagem é suprida pela artéria hepática. A eliminação de substâncias tóxicas ocorre de bilirrubuna, não tóxico e solúvel em água que é excretado na bile. Quando a bilirrubina ou o glucurontao de
pela bile que é importante para a digestão dos lipídeos. O fígado produz proteínas plasmáticas carreadoras (ex.: bilirrubina não são excretados pode ocorrer doenças caracterizadas por icterícia. O REL também participa do
albumina). O fígado é revestido pela cápsula de Glisson de tecido conjuntivo delgado que se espessa no hilo (entrada metabolismo de drogas esteróides, barbitúricos, anti-histamínicos e anticonvulsivantes. O glicogênio dos hepatócitos
da veia e artéria hepática e saída de ductos hepáticos direito e esquerdo e os linfáticos – tudo isso é circundado é um depósito de glicose, sendo mobilizado quando o nível de glicose sanguínea cai. Também apresentam goitícula
completamente por tecido conjuntivo). liídica, lisossomos e peroxissomos. Algumas das funções são: oxidação de ácidos graxos em excesso, quebra do
H2O2,quebra de purinas em excesso (APM e GMP) com formação de ácido úrico e participação na síntese do
LÓBULO HEPÁTICO: é uma massa poligonal de tecido. Em algumas regiões da periferia dos lóbulos existe tecido
colesterol, ácidos biliares e alguns lipídeos usados na sítese da mielina. O complexo de Golgi também é importante.
conjuntivo contendo ductos biliares, vasos linfáticos, nervos e vasos sanguíneos, é o espaço porta presente nos Geralmente o hepatócito não armazena proteínas pois secreta continuamente para o sangue. Além de água e
cantos dos lóbulos. São 3-6 por lóbulo. A veia porta contém sangue proveniente do trato digestivo, pâncreas e baço. eletrpolitos, a bile possui ácidos biliares, fosfolipídeos, colesterol e bilirrubina. Cerca de 90% dos ácidos biliares são
A artéria hepática contém sangue do tronco celíaco da aorta abdominal. O ducto, revestido por epitélio cúbico,
absorvidos pelo epitélio intestinal o íleo e são transportados para os hepatócitos e depois vão para o canalículo
transporta bile sintetizada nos hepatócitos e desemboca no ducto hepático. Um ou mais linfáticos transportam linfa, biliar, os outros 10% são sintetizados no REL pela conjugação do ácido cólico com glicina ou taurina. Os ácidos
que eventualmente acaba na circulação sanguínea. Todas essas estruturas estão envolvidas numa bainha de tecido biliares são importantes para a emulsificação de lipídeos no trato digestivo, facilitando a digestão pelas lipases e sua
conjuntivo. Os hepatócitos estão dispostos da periferia para o centro e anastomosam-se livremente, formando um
absorção. Lipídeos são armazenados no fígado em forma de triglicerídeos. Os hepatócitos participam da
labirinto semelhante a uma esponja. Os espaços entre essas placas de hepatócitos contêm capilares sinusóides
gliconeogênese e da produção de uréia.
(vasos irregularmente dilatados compostos por uma camada descontínua de céls endoteliais fenestradas). Céls
endoteliais estão separadas dos hepatócitos por uma lâmina basal descontínua e um espaço subendotelial (espaço TRATO BILIAR: a bile produzida passa pelo segunte caminho: hepatócito, canalículos biliares, dúctulos biliares (canais
de Disse) que contém microvilos dos hepatócitos e céls armazenadoras de lipídeos (céls de Ito) e ricas em vitamina de Hering) e ductos biliares. Daí os ductos biliares se convergem para formar os ductos hepáticos direito e
A, responsáveis pela captação, armazenamento e liberação de retinóides, síntese e secreção de várias proteínas da esquerdo. Estes dois se fundem no ducto hepático que, após receber o ducto cístico da vesícula biliar, continua até
matriz extracelular e proteoglicanos, secreção de fatores de crescimento e citonas e regulação do diâmetro do o duodeno como ducto colédoco ou ducto biliar comum, esses três ductos têm mucosa de epitélio colunar simples.
lúmen sinusoidal em resposta a diferentes fatores reguladores. As céls endoteliais contêm macrófagos (céls de A lâmina própria é deigada e circundada por uma camada de músculo liso discreta que vai engrossando próximo ao
Kupffer) que servem para metabolizar eritrócitos velhos, digerir hemoglobina, secretar proteínas relacionadas a duodeno, na porção intramural, forma o esfíncter de Oddi que regula o fluxo de bile.
processos imunológicos e destruir bactérias que eventualmente penetrem no sangue portal a partir do intestino
grosso. Essas céls estão localizadas principalmente na região periportal do lóbulo hepático, onde são muito ativas na VESÍCULA BILIAR: é um órgão oco, piriforme, aderido à superfície inferior do fígado. A parede da vesícula tem uma
camada mucosa de epitélio colunar simples e lâmina própria, uma camada de músculo liso, uma camada de tecido
fagocitose.
conjuntivo perimuscular e uma membrana serosa. Todas as céls da mucosa são capazes de secretar um pouco de
SISTEMA PORTAL VENOSO: a veia porta se ramifica e forma vênulas portais (interlobulares). Estas se ramificam em muco, mas glândulas mucosas tubuloacinosas estão presentes próximo ao ducto cístico sendo responsável pela
vênulas distribuidoras que desembocam nos capilares sinusóides, estes correm radialmente convergindo para o maior parte do muco na bile. A principal função da vesícula biliar é armazenar bile, concentrá-la através da absorção
centro do lóbulo para formar a veia central (centrolobular). Esta possui parede delgada formada apenas por céls de água e secretá-la no trato digestivo. Este processo depende do transporte ativo de sódio do epitélio de
endoteliais, e vai aumentando de calibre até deixar seu lóbulo fundindo-se com a veia sublobular. As veias revestimento da vesícula. A contração da musculatura lisa da vesícula é induzida pela colecistoquinina, que é
sublobulares convergem e se fundem para formar duas ou mais grandes veias hepáticas que desembocam na veia secretada quando ácidos graxos chegam ao intestino delgado.
cava inferior. O sistema porta contém sangue do pâncreas, baço e intestino.
17 APARELHO RESPIRATÓRIO

35 36
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2 Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
O aparelho respiratório é dividido em uma porção condutora – fossas nasais, nasofaringe, laringe, traquéia, laringe que coduficam a abertura das cordas vocais para produzir sons, são mais caudais. Na face ventral e parte da
brônquios e bronquíolos – e uma porção respiratória (onde há troca de gases)- bronquíolos respiratórios, ductos face dorsal da epiglote e nas cordas vocais verdadeiras têm epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado. No
alveolares e alvéolos que compõem a maior parte do parênquima pulmonar. A porção condutora limpa, umedece e resto da laringe é epitélio respiratório, com cílios que batem em direção à faringe. A lâmina própria é rica em fibras
aquece o ar inspirado para proteger o revestimento dos alvéolos. A porção condutora é composta de cartilagem, elásticas e contém pequenas glândulas mistas. Não existe submucosa bem definida.
tecido conjuntivo e tecido muscular liso para suporte estrutural, flexibilidade e extensibilidade. A mucosa condutora
TRAQUÉIA: entre a laringe e os dois brônquios extrapulmonares. É um tubo revestido por epitélio respiratório. A
é revestida por epitélio respiratório – ciliado pseudo-estratificado colunar com células caliciformes. Por baixo dos
cílios das céluas colunares existem muitas mitocôndrias que fornecem ATP para os batimentos ciliares. A síndrome lâmina própria é de tecido conjuntivo frouxo, rico em fibras elásticas e contém glândulas seromucosas que
desembocam na luz traqueal. O muco secretado vai em diração à faringe. Além do muco as vias também contam
dos cílios imóveis causa esterilidade no homem e infecção crônica das vias respiratórias, pela deficiência de dineína.
com a proteção da barreira linfocitária. Ligamentos fibroelásticos e feixes de músculo liso prendem-se ao pericôndrio
As céls caliciformes são secretoras de muco composto por glicoproteínas. As demais céls são em escova possuem
microvilos) e são consideradas receptores sensoriais. Existem ainda céls basais que são pequenas e arredondadas, e unem as porções abertas das peças cartilagíneias (16-20) em forma de C. Os ligamentos impedem a excessiva
distensão do lúmen e os feixes musculares possibilitam sua regulação e a contração na tosse. Externamente a
são céls tronco que originam os outros tipos de céls do epitélio respiratório. As céls granulares pertencem ao sistema
neuroendócrino difuso. Todas as células do epitélio respiratório se apoiam na lâmina basal. Nos fumantes trquéia é revestida por tecido conjuntivo frouxo, constinuindo a camada adventícia.
determinadas áreas de epitélio colunar pseudo-estratificado se transformam em epitélio estratificado pavimentoso ÁRVORE BRÔNQUICA: a traquéia se ramifica em dois brônquios primários que penetram nos hilos dos pulmões. Dão
e aumento do número de céls caliciformes. A mucosa da porção condutora é componente do sistema imunitário, origem a 3 brônquios no pulmão direito e 2 no esquerdo, que supre cada um um lobo. Esses brônquios vão se
sendo rica em linfócitos isolados e em nódulos linfáticos, alémde plasmócitos e macrófagos. As áreas da lâmina ramificando e se afinando até formar os bronquíolos. Num lóbulo pulmonar cada bronquíolo se ramifica para formar
própria que contÇem nódulos linfáticos são recobertas por células M que captam antpigenos, transferindo-os para 5-7 bronquíolos terminais. Os lóbulos são delimitados por septos incompletos no adulto. Cada bronquíolo terminal
os macrófagos e linfócitos dispostos em cavidades amplas do seu citoplasma. Esses linfócitos migram para outros origina um ou mais bronquíolos respiratórios. A transição da estrutura da traquéia para a dos bronquios ocorrem
órgãos linfáticos levendo informações sobre os antígenos. em uma simplificação gradual.
FOSSAS NASAIS: possuiem três regiões. O vestíbulo é a porção amis anterior e dilatada das fossas nasais, sua mucosa BRÔNQUIOS: nos ramos maiores a mucosa é idêntica à da traquéia, depois pode chegar a cilíndrico simples ciliado. A
de epitélio pavimentoso estratificado é continuação da pele, mas sem a camada de queratina e sem o tecido lâmina própria é rica em fibras elásticas. O brônquio é circundado por uma camada muscular lisa em espiral.
conjuntivo da derme. Os pelos curtos (vibrissas) e a secreção das glândulas sebáceas e sudoríparas presentes no Externamente a essa camada existem glândulas seromucosas, que se abrem na luz brônquica. Depois da camada
vestíbulo constituem uma barreira à penetração de partícuças grosseiras nas vias aéreas. A área respiratória é a muscular, existe a camada adventícia contínua com as fibras conjuntivas do tecido pulmonar vizinho. Tanto na
maior parte das fossas. A mucosa é de epitélio respiratório. Nesse local a lâmina própria contém glândulas mistas. O adventícia quanto na mucosa é comum encontrar acúlumos de linfócitos, principalmente em pontos de ramificação
muco das céls caliciformes e das glândulas mistas prender microrganismos e partículas inertes, sendo deslocado da árvore brônquica é comum achar nódulos linfáticos.
pelos cílios ao longo da superfície epitelial em direção à faringe. A parede lateral de cada cavidade nasal é irregular
por causa das três conchas ou cornetos (o mpedio e o inferior possuem importante plexo venoso que aquece o ar). A BRONQUÍOLOS: são segmentos intralobulares, não apresentam cartilagem, glândulas ou nódulos linfáticos. O
área olfatória fica no teto da cavidade nasal e é responsável pela sensibilidade olfativa, contém os epitélio no início pe cilíndrico simples ciliado, passando a cúbico simples, ciliado ou não, na porção final e as céls
quimiorreceptores da olfação do epitélio olfatório – neuroepitélio colunar pseudo-estratificado. As céls de caliciformes vão diminuindo de número. Os corpos neuroepiteliais contêm grâulos de secreção e recebem
sustentação são prismáticas, largas no ápice e estreitas na base, têm microvilos e um pigmento acastanhado terminações nervosas colinergicas, provavelmente reagem à alterações na [gases]. A lâmina própria dos brônquilos é
responsável pela cor do muco. As céls basais são pequenas, arredondadas e são céls-tronco. As céls olfatórias são delgada e rica em fibras elásticas, depois vem a camada muscular lisa que se entrelaça coma s fibras elásticas, estas
neurônios bipolares, seus núcleos se localizam numa posição mais inferior, seus dendritos apresentam dilatações se continuam com a estrutura esponjosa do parênquima pulmonar. A musculatura é contraida pelo nervo vago
elevadas de onde parte 6-8 cílios sem mobilidade, que na verdade sçao quimiorreceptores, os axônios se reunem em (parassimpático) e relaxada pelo simpático,por isto nas crises asmáticas são usadas drogas simpaticomiméticas.
pequenos feixes e vao para o SNC. A lâmina própria possui muitos vasos e nervos e glândulas ramificadas túbulo-
BRONQUÍOLOS TERMINAIS: são as porções terminais da árvore brônquica. Têm estrutura semelhante aos
acinosas serosas (de Bowman) que limpam os cílios das céls olfatórias.
bronquíolos, só quem coma parede mais delgada, revestida com epitélio colunar baixo ou cúbico,com céls ciliadas e
SEIOS PARANASAIS: são cavidades nos ossos frontal, maxilar, etmóide e esfenóide revestidas por epitélio não ciliadas. Passuem as céls de Clara, não ciliadas, que apresentam grânulos secretores de proteínas que protegem
respiratório com poucas céls caliciformes. Os seios se comunicam com as fossas nasais por pequenos orifícios. O o revestimento bronquiolar contra certos poluentes do ar e inflamações.
muco é drenado para as fossas.
BRONQUÍOLOS RESPIRATÓRIOS: cada bronquíolo terminal se subdivide em 2 ou mais bronquíolos respiratórios que
NASOFARINGE: se continua com a orofaringe (epitélio estratificado pavimentoso), é separada dela pelo palato mole são a transição entre a porção condutora e a respiratória. O bronqupiolo respiratório é semelhante ao bronquíolo
e é revestida por epitélio respiratório. terminal, exceto pelos sacos alvéolares. A aprte que não tem alvéolos é revestida por epitélio simples colunar baixo
ou cubóide, podendo apresentar cílios na porção inicial. Apresenta céls de Clara. O músculo liso e as fibras elásticas
LARINGE: une a faringe à traquéia. Suas paredes tem peças cartilagíneas irregulares unidas por tecido conjuntivo são delgados.
fibroelástico. As cartilagens maiores (tireóide, cricóide, maior parte das aritenóides) são hialinas, as demais são
elásticas. A epiglote é um prolongamento que se estende da laringe a faringe e tem uma face dorsal e uma ventral. DUCTOS ALVEOLARES: a árvore respiratória se ramifica tanto que passa a ser constituida apenas de alvéolos e o tubo
As falsas cordas vocais (pregas vestibulares), apresentam várias glândulas, são mais craniais, já as cordas vocais passa a se chamar ducto alveolar. Tanto os ductos quanto os alvéolos são revestidos por epitélio cúbico simples
verdadeiras, apresentam um eixo de tecido conjuntivo muito elástico e externamente os músculos instrínsecos da plano cujas céls são extremamente delgadas. A lâmina própria apresenta feixes de músculo liso. Os ductos mais

37 38
Monitoria de Histologia Yukie Correia Konishi 3M-97/2012.2
distais não apresentam músculo liso. Fibras reticulares servem de suporte para os capilares sanguíneos
intralveolares e para a parede dos alvéolos, impedindo a distensão excessiva e eventuais danos.

ALVÉOLOS: o ducto alveolar termina em sacos alveolares constituidos por alvéolos. Os alvéolos são encontrados em
sacos alveolares, ductos alveolares e bronquíolos respiratórios. Suas paredes sap de epitélio fino que apoia em um
tecido conjuntivo delicado, cheio de capilares sanguíneos. A parede alveolar é comum a alvéolos vizinhos, sendo
uma parede ou septo alveolar, que consiste em duas camadas de penumócitos (principalmente tipo I) separadas
pelo interstício de tecido conjuntivo com fibras reticulares e elásticas, sustância fundamental e céls do conjuntivo e a
rede de capilares sanguíneos. A parede intraalveolar é formada por céls endoteliais dos capilares (núcleo alongado,
endotélio contínuo, não fenestrado), pneumócitos tipo I (cél alvolar pavimentosa, núcleo achatado, apresenta
desmossomos, citoplasma delgado, zônulas de oclusão) e tipo II (céls septais, ficam entre os tipo I, desmossomos e
junções unitivas, tocam a membrana basal, aparecem em grupos de 2-3, são arredondadas, o núcleo é maior, RER
desenvolvido e microvilos, possui corpos multilamelares - contêm fosfolipídeos, proteínas e glicosaminoglicanos que
formam a camada surfactante pulmonar que reduz a tensão superficial dos alvéolos, diminui a força necesária para
a inspiração e impede o colapso dos alvéolos na expiração - que dão aspecto vesiculoso ao citoplasma. A síndrome
do desconforto respiratório do adulto é devido a um edema intra-alveolar e exudato de fibrina, seguidos
frequêntemente por fibrose intersticial, tudo causado por bactérias, vírus ou alguns medicamentos. A síndrome do
desconforto respiratóio do recém-nascido é devido a imaturidade dos alvéolos que não produzem surfactante, o
quadro pode ser revertido pela adiministração de glicocorticóides. O fluido alveolar é removido pelos batimentos
ciliares e se mistura com o muco dos brônquios e forma o líquido bronco-alveolar que cont~em enzimas produzidas
por macrófagos alveolares. Liberação do CO2 a partir de H2CO3 é catalisada pela enzima anidrase carbônica presente
nas hemáceas.

POROS ALVEOLARES: o septo intralveolar possui poros que equalizam a pressão do ar nos alvéolos e possibilitam a
circulação colateral do ar quando um bronquíolo for obstruido.

MACRÓFAGOS ALVEOLARES: ou céls de poeira ficam dentro dos septos intralveolares e na superfície dos alvéolo, os
macrófagos alveolares que ficam na camada surfactatente sobem pela árvores respiratória até a faringe, onde são
deglutidos.

VASOS SANGUÍNEOS DOS PULMÕES: a circulação funcional se dá pelas artérias e veias pulmonares. As artérias são
do tipo elástico, de paredes delgadas e baixa pressão sanguínea. As artérias com sangue venoso acompanham os
brônquios e são envolvidas pela camada adventícia dos brônquios e bronquíolos. Na altura dos ductos alveolares se
origina a rede capilar. Os vasos nutridores são as artérias e veias brônquicas que levam sangue com nutrientes e O 2
para todo o parênquima pulmonar.

VASOSLINFÁTICOS DOS PULMÕES: acompanham os brônquios e vasos pulmonares, são encontrados nos septos
interlobulares e dirigem-se para os linfonodos do hilo (rede profunda). A rede superficial são os linfáticos da pleura
visceral ou podem penetrar no parênquima pulmonar pelos septos interlobulares indo para os linfonodos do hilo.
Nas porções terminais da árvore brônquica e nos alvéolos não existe vasos linfáticos.

PLEURA: é a serosa que envolve o pulmão. Os dois folhetos, visceral e parietal, são contínuos na região do hilo do
pulmão. Os folhetos são formados por mesotélio e uma fina camada de tecido conjuntivo, com firas colágenas e
elásticas. Cada pulmão tem sua cavidade independente, normalmente virtual, contendo apenas uma película de
líquido lubrificante para diminuir o atrito. A pelura é altamente permeável, às vezes pode haver acúmulo de líquido
entre os folhetos, mas normalmente líquidos e gases presente na cavidade pleural são rapidamente absorvidos.

MOVIMENTOS RESPIRATÓRIOS: durante a inspiração os brônquios e bronquíolos também aumentam de tamanho.

19 APARELHO URINÁRIO
39