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MONIQUE TALITA DA SILVA

RA: 1299551476

ESTÁGIO DE INTERVENÇÃO EM PRÁTICA PROFISSIONAL:


SAÚDE/PROCESSOS DE GESTÃO E CLÍNICA III

FUNDAÇÃO CASA

PROFESSOR: ALEXANDRE NICOLAU LUCCAS

Osasco
2017
SUMÁRIO

1 A INSTITUIÇÃO ....................................................................................................... 3

1.1 ESTRUTURA DO LOCAL ..................................................................................... 4

1.2 FUNCIONARIOS ................................................................................................... 4

1.3 ENTORNO (MAPA): .............................................................................................. 5

1.4 A ROTINA DOS INTERNOS ................................................................................. 5

2 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO ...................................................................... 6

2.1 RELATÓRIO DO DIA: 29/08/2017 ........................................................................ 6

2.2 AVALIAÇÃO DO PALESTRANTE ......................................................................... 8

2.3 RELATÓRIO DO DIA 02/09/2017 ......................................................................... 9

2.4 RELATÓRIO DO DIA: 09/09/2017 ...................................................................... 11

2.5 RELATÓRIO DO DIA: 13/09/2017 ...................................................................... 13

2.6 AVALIAÇÃO DO PALESTRANTE ....................................................................... 14

2.7 RELATÓRIO DO DIA: 23/09/2017 ...................................................................... 15

3 AVALIAÇÃO DA INSTITUIÇÃO ............................................................................. 16

3.1 CONCLUSÃO DO TRABALHO ........................................................................... 16

4 REFERÊNCIAS ...................................................................................................... 17
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1 A INSTITUIÇÃO

FUNDAÇÃO CASA - Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente de


Osasco I
Endereço: Rua José Pascowitch, nº 100 - Chácara Everest, Osasco - SP, CEP:
06149-070

A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente


(Fundação CASA/SP), anteriormente chamada Fundação Estadual para o Bem Estar
do Menor (FEBEM), Sua função é executar as medidas socioeducativas aplicadas
pelo Poder Judiciário aos adolescentes autores de atos infracionais cometidos com
idade 18 anos incompletos. Na fundação CASA, eles podem
cumprir pena de reclusão até no máximo a idade de 21 anos completos, conforme
determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Na gestão da Fundação Casa, existem quatro gerências da parte
pedagógica. É o atendimento na área escolar formal, educação profissional,
educação física e esportes, e a arte e cultura. As atividades de arte e cultura são
desenvolvidas em parceria com ONGs como a Ação Educativa e o Centro de
Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), em São
Paulo, duas outras no interior e o Projeto Guri, que atende todo o estado. E as 24
unidades que são as chamadas de gestão compartilhada, em que toda a área
pedagógica fica sob a responsabilidade de outras ONGs. Cada jovem tem duas
atividades de arte e cultura por semana, totalizando seis horas.
Têm capacidade máxima para receber 56 adolescentes – 40 deles
em internação e 16 em internação provisória.
Em volta possui um muro bem alto, perto ao redor possui grande área verde.
A Fundação Casa abriga jovens de 12 a 21 anos em conflito com lei,
aplicando medidas sócio-educativas. A escolha desse local se deu por se tratar de
um ambiente onde poucas pessoas gostariam de estar e por nos proporcionar uma
experiência enriquecedora de forma particular e profissional.
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1.1 ESTRUTURA DO LOCAL

A Fundação Casa é dividida em duas Alas - Casa 1 e Casa 2.


Este estágio foi realizado na Casa 1 que possui 40 internos do sexo masculino com
idades entre15 até 17 anos.

Dependências:
9 Celas: Com 4 camas, travesseiros lençóis e cobertores. Banheiro com chuveiro.
2 Refeitórios: Com mesa grande e bancos, todas as mesas com toalhas
plastificadas, pratos de plásticos e canecas
3 Banheiros Acessibilidade internos
2 Banheiros para funcionários
1 Cozinha
1 Quadra
1 Sala da diretoria: Com mesa computador e armários para arquivos.
1 Sala de reuniões: Com mesa grande, cadeiras e uma lousa com canetões.
1 Sala Administrativa
Cabine recepção – Para os Guardas
Estacionamento
Materiais para arte para os internos.
Lavanderia

1.2 FUNCIONARIOS

Diretora Técnica: Maria Eli Colloca Bruno


Superintendente De Saúde: Décio Perroni Ribeiro Filho
Gerente Psicossocial: Vera Maria de Marco Felicíssimo
Analistas Técnicos/ Psicólogos:
Ana Lucia Karasin
Elaia Lazzaro Oliveira
Geisa Rodrigues Gomes
Maria Angélica Alves da Silva
9 Carcereiros – não trabalham armados
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1.3 ENTORNO (MAPA):

Em volta de todo complexo foi construído um muro muito alto para tentar coibir
possíveis tentativas de fugas. Ao redor das instalações há uma grande área verde. A
Rodovia Raposo Tavares passa logo atrás do prédio.
Um pouco afastado existe uma comunidade que possui escolas, alguns bares e
lanchonetes.

1.4 A ROTINA DOS INTERNOS

Na parte da manhã, todos tomam café juntos e vão pra aula que é dada em
uma pequena cela adaptada. Após o horário de almoço, retornam para celas. Cada
cela possui 4 camas, com travesseiros e cobertores, um banheiro. Quando não tem
nenhum evento passam a tarde na cela. Geralmente, quando não seguem as
normas, a limpeza do pátio é dada como medida corretiva.
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2 DESENVOLVIMENTO DO ESTÁGIO

O estágio foi desenvolvido as quartas-feiras das 08:00 as 11:00 horas e aos


sábados das 09:00 as 13:00 horas no espaço da Fundação Casa.
A primeira terça- feira foi realizada á palestra sobre Álcool e Drogas. Aos
sábados foi realizado um plantão Psicológico com alguns parentes dos internos, com
orientação da Psicóloga da Casa.

2.1 RELATÓRIO DO DIA: 29/08/2017


Local: Quadra de Esportes dos Internos
Primeira Palestra: Álcool E Drogas
Hora: 08:00 horas
Público: 2 turmas de 12 meninos cada.

Todo mundo já tem uma idéia do significado da palavra droga. Em linguagem


comum, de todo o dia (Ah, mas que droga ou logo agora, droga..., ou ainda, esta
droga não vale nada!), droga tem um significado de coisa ruim, sem qualidade. Já
em linguagem médica, droga é quase sinônimo de medicamento. Dá até para pensar
porque uma palavra designada para apontar uma coisa boa (medicamento, afinal
este serve para curar doenças), na boca do povo tem um significado tão diferente.
Atualmente, a medicina define droga como qualquer substância capaz de modificar a
função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de
comportamento. Por exemplo, uma substância ingerida contrai os vasos sangüíneos
(modifica a função) e a pessoa passa a ter um aumento de pressão arterial
(mudança na fisiologia). Outro exemplo, uma substância faz com que as células do
nosso cérebro (os chamados neurônios) fiquem mais ativas, disparem mais
(modificam a função) e, como conseqüência, a pessoa fica mais acordada, perdendo
o sono (mudança comportamental).
Mas essas alterações do psiquismo não são sempre no mesmo sentido e direção.
Obviamente, dependerão do tipo de droga psicotrópica ingerida. E quais são esses
tipos?
Um primeiro grupo é aquele em que as drogas diminuem a atividade de nosso
cérebro, ou seja, deprimem seu funcionamento, o que significa dizer que a pessoa
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que faz uso desse tipo de droga fica desligada, devagar, desinteressada pelas
coisas. Por isso, essas drogas são chamadas de Depressoras da Atividade do
Sistema Nervoso Central, é a parte que fica dentro da caixa craniana; o cérebro é o
principal órgão. Em um segundo grupo de drogas psicotrópicas estão aquelas que
atuam por aumentar a atividade de nosso cérebro, ou seja, estimulam o
funcionamento fazendo com que o usuário fique ligado, elétrico, sem sono. Por isso,
essas drogas recebem a denominação de Estimulantes da Atividade do Sistema
Nervoso Central. Finalmente, há um terceiro grupo, constituído por aquelas drogas
que agem modificando qualitativamente a atividade de nosso cérebro; não se trata,
portanto, de mudanças quantitativas, como aumentar ou diminuir a atividade cerebral
(Referência: CEBRID – Centro de informações sobre Drogas Psicotrópicas).
O uso de álcool e outras drogas está associado ao aumento de acidentes de
trânsito e, conseqüentemente, ao aumento de infrações penais. Brismar e Bergman
avaliaram a relevância do álcool para violência e acidentes na Suécia, verificando
uma clara associação dose-resposta no que se refere ao risco de acidente e à sua
gravidade.
Os autores consideraram necessário levar-se em conta, também, outras
questões como abuso de outras substâncias, desemprego e fatores
sociodemográficos.
Fatores que reduzem a aptidão em longo prazo (inexperiência,
envelhecimento, doença e incapacidade, alcoolismo, abuso de drogas);
Fatores que reduzem a aptidão em curto prazo (sonolência, cansaço,
intoxicação alcoólica aguda, consumo de outras drogas, estresse psicológico agudo,
distração);
Fatores que promovem comportamento de risco com impacto em longo
prazo (superestimativa de habilidades, atitude de macho, corredor habitual,
negligente habitual de regras de tráfego, comportamento inadequado na direção,
não uso de cinto de segurança ou capacete, propensão para acidente) scielo.br/
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2.2 AVALIAÇÃO DO PALESTRANTE

Uma experiência muito gratificante poder realizar esta palestra, pois os meninos
estavam ali com presença e com o coração aberto. Tivemos muita paciência porem
em alguns momentos, comentavam sobre o assunto, tivemos muitas perguntas.
- Moça, e se eu usar apenas Maconha? Eu sinto que fico mais calmo.
- Mais eu bebo e não fico bêbado, posso continuar bebendo socialmente?
- Eu não acho que cigarro é Droga.
Estagiária: Todo mundo sabe, fumantes e não fumantes. Apesar da venda liberada
ele é uma droga sim. Na queima de um cigarro são liberadas mais de 4000
substâncias na forma de gases e partículas. ... Entre todos os produtos que
o cigarro contém a nicotina é o mais perigoso, porque agride o sistema respiratório.
A experiência foi única, os meninos interagiram muito bem, estavam um pouco
agitados pelo assunto, porem de acordo com a Psicóloga escolhemos um assunto
que muitos se identificam.
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2.3 RELATÓRIO DO DIA 02/09/2017

Local: Sala de reunião cedida pela instituição


Hora: 09:00 horas
Plantão Psicológico: Entrevista: 2 mães de internos

PERGUNTAS:
1) Como você se sente sabendo que seu filho está privado da liberdade?
2) Qual foi sua reação em saber que seu filho estava sendo privado?

1º Mãe: Maria, doméstica com 40 anos. Mãe de Felipe de 12 anos. Privado por
tráfico.
Mãe: Olha menina, eu me sinto a pior pessoa do mundo, sinto como se eu não
tivesse feito o meu trabalho de mãe. Quando eu vi F. sendo levado pela polícia, meu
chão desabou, pesei assim, meu filho, meu bebê sendo preso? Eu fui para o
Hospital, porque minha pressão abaixou, quase tive negócio. Venho visitar ele todos
os finais de semana, trago uma comidinha pra ele, conto os minutos em casa pra ter
o dia de visita. O pai dele não liga pra ele, somos separados há anos. Eu tentei criar
ele da melhor maneira, trabalho de segunda a segunda. Se for pra ele continuar no
tráfico eu prefiro que ele fique aqui, pelo menos está guardado. Meu filho com 12
anos sendo privado da liberdade, choro todos os dias, sabendo que ele poderia
estar aqui fora tendo uma infância digna, brincando com os amigos na rua, dormindo
na caminha dele, tomando banho quentinho. Eu penso todos os dias, que isso
poderia ser um sonho.
Estagiária: Sim, eu entendo, a senhora já pensou em procurar uma ajuda Psicológica?
Mãe: Não, nunca achei que fosse necessário.
Estagiária: É importante a procura de um profissional quando a pessoa não vê
saídas para o próprio problema. Acho interessante a senhora procurar para que
possa ajudar a passar por isto.
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2º Mãe: Nalva, Vendedora com 38 anos. Mãe de Enzo de 10 anos. Privado por
tráfico.
Mãe: Me sinto sem chão, meu filho tem apenas 10 anos, uma criança, já está preso.
Eu deveria ter colocado ele em um curso alguma coisa que ocupasse a mente dele,
mais quem vai imaginar? Quando eu poderia imaginar que meu menino com 10 anos
'já iria se envolver no tráfico. Trabalho muito, agora estou afastada porque estou
com pressão alta, faz 2 meses que ele esta aqui. Minha familia me julga e não ajuda,
o pai dele foi embota de casa casou com outra mulher bem mais nova e não quer
saber do filho. Ele tem mágoa do pai. Venho visitar ele todos os sábados, chego
bem cedo e sou quase a ultima a sair, todo evento que tem eu venho, sempre quero
participar de tudo porque não quero que ele se sinta sozinho aqui, já não tem o pai,
imagina se ele pensa que eu abandonei. Deus me livre. Eu sei que ele não é santo,
mais é só uma criança. Aqui ele estuda, sempre tem alguém de alguma igreja que
vem orar por eles, ele tem vocês que estão sempre querendo ajudar. Sinto-me mais
tranqüila sabendo que ele não está sozinho aqui.
Estagiária: Antes de ser preso do que seu filho se ocupava?
Mãe: Ah... ele ficava na rua brincando, eu sempre trabalhei e ele sempre ficou com
uma vizinha, eu pagava e tudo.
Estagiária: Entendo, a senhora já pensou em procurar ajuda Psicológica?
Mãe: Minha vizinha me falou uma vez, mas eu não sei se consigo.
Estagiária: Consegue sim, eu indico a senhora procurar um profissional que vai
ajudar.
Mãe: Porque você não fica aqui e ajuda a gente? Eu gostei muito deste plantão que
você esta fazendo.
Estagiária: Sim estamos com um projeto para ajudar os familiares.
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2.4 RELATÓRIO DO DIA: 09/09/2017

Local: Sala de reunião cedida pela instituição


Hora: 09:00 horas
Plantão Psicológico: Entrevista: 2 mães de internos

PERGUNTAS:
1) Como você se sente sabendo que seu filho está privado da liberdade?
2) Qual foi sua reação em saber que seu filho estava sendo privado?

1º Mãe: Juliana, do lar, com 40 anos. Mãe de Pedro de 15 anos. Privado por
Roubo.

Mãe: Misericórdia, menina nunca imaginei meu filho aqui. Sempre demos de tudo
pra ele. O pai dele trabalha muito pra dar uma vida boa pra nós, e ele se envolveu
nesta vida. Ele fazia curso de informática, descobri que ele foi só 3 vezes, ficava
sempre com os amiguinhos na frente de casa e jogando vídeo game, nunca achei
que ele fosse capaz disso. No começo fiquei com depressão agora estou um pouco
melhor, consigo vim sozinha visitar ele, antes meu marido vinha porque eu não
conseguia nem levantar da cama. A primeira vez que eu vim conversei tanto com
ele, mais não adianta, ele fala que não sabe por que fez isso. Choro todos os dias
não suporto saber que meu filho esta aqui. Sei que ele esta sendo punido pelo que
fez mais é meu filho. Queria que ele estivesse em casa comigo. Não queria esta vida
pra ele. Nem pra nó da familia. É a Pior sensação do mundo.
Estagiária: A Senhora já procurou ajuda de um Psicólogo?
Mãe: Sim, eu até passava com uma Psicóloga Dra Fabiane, ela tava me ajudando
muito, mas não tenho condições.
Estagiária: Já pensou em procurar uma ajuda do governo? CAPS por exemplo?
Mãe: Não sabia que tinha, vou procurar saber.
Estagiária: Sim muito bom, aconselho.
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2º Mãe: Fabiana, diarista com 42 anos, mãe de Gustavo de 17 anos. Privado


por Tráfico.

Mãe: O pior sentimento do mundo. Meu filho está preso pela 2 vez, não sei mais o
que eu faço. Quando ele veio da primeira vez eu quase morri de desespero, não
sabia de nada que ele fazia, não sabia que ele estava nesta vida. Ele saiu em 2016
pensei que ele tinha mudado, ele só anda com gente errada, parece que eu nunca
devia ter sido mãe. Você é mãe? Você sabe que esse amor pelo filho é sem fim. Eu
daria minha vida por ele. Eu choro muito todos os dias, peço pra Deus cuidar dele
mudar a mente dele. Porque esse caminho não é certo. Quando eu entro aqui
parece que tem um peso nas minhas costas, aqui não é um lugar bom. Todos os
dias eu durmo e acordo pensando que ele vai chegar da escola. Queria que ele
estudasse que fosse pra igreja. O pai dele ta preso também, quando ele era
pequeno eu levava ele pra ver o pai dele, menina eu sofro muito. Minha familia me
ajuda em algumas coisas porque não é fácil, o visito aqui sábado e domingo eu vou
ver o pai dele. É uma vida que não desejo pra ninguém.
Estagiária: Seu filho já fez algum curso?
Mãe: Ah, já sim informática, mas não continuou. Ele parou.
Estagiária: E quando ele sair a senhora tem planos pra ele?
Mãe: Eu quero mudar de casa, vou para um sítio quem sabe lá ele melhora.
Estagiária: Sim, pense em quem sabe procurar um psicólogo para ajudá-lo.
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2.5 RELATÓRIO DO DIA: 13/09/2017

Local: Sala de reunião cedida pela instituição


Hora: 08:00 horas
Palestras: Álcool e drogas
Público: 2 Turmas, uma com 10 Meninos E outra com 8 meninos.

O consumo de bebidas e drogas vem aumentando cada vez mais,


principalmente entre os adolescentes e jovens na faixa etária de 10 a 19 anos.
Pesquisas relatam que a maioria dos jovens acaba entrando nesse mundo por
influências de amigos, por se sentirem sozinhos, e muitos vão procurar consolo no
álcool e nas drogas.
As drogas além de afetar diretamente a vida física, também é afetado o
relacionamento com a família e sem falar que muitos entram nesse jogo por uma
brincadeira, mas acabam se comprometendo e tornando dependentes, os riscos que
o usuário está exposto são muitos, mesmo que alguns pensem que será
momentâneo, isso pode ficar para sempre causando dor e desprezo no ser.
È proibido a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, mas
infelizmente, os adolescentes encontram facilmente, a venda em supermercados e
bares.
Para poder combater ou apenas amenizar essas ações o melhor seria, que
em comunidades onde o consumo é alto, o governo realizasse constantemente
palestras que alertasse a cada jovem, os riscos que cada um se compromete ao seu
uso.
Más para a mudança acontecer o primeiro ato de força de vontade deve partir
da própria pessoa, porque se ela não quiser mudar sua forma, seu comportamento
quem mudará? Ninguém conseguirá, para querer notar a diferença em um ser que
se compromete profundamente a um vício é necessário muita força de vontade e
desejo de mudar uma vida mais feliz sem vícios, sem dependência. (Referência:
site da CEBRID – WWW.cebrid.com.br).
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2.6 AVALIAÇÃO DO PALESTRANTE

Este dia, os meninos estavam muito agitados, com muita dificuldade conseguimos
prosseguir com a palestra. Os carcereiros tiveram que interromper várias vezes, pois
os meninos não estavam respeitando. Com muitas risadas e conversas paralelas.
Por fim conseguimos lesionar a palestra.
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2.7 RELATÓRIO DO DIA: 23/09/2017

Atividade: Breve relato da Psicóloga Dra Geisa Rodrigues

Sobre os plantões Psicológicos, a psicóloga informou que todos os relatos são


basicamente os mesmos. Disse que sempre tem eventos com pessoas da igreja e
até mesmo com a conselheira tutelar.
A Psicopedagoga ajuda em tudo. Os meninos assistem às aulas, participam de
esportes, aulas de teatro e algumas oficinas em datas comemorativas. Nestas datas,
os meninos fazem culinária, cartazes, enfeites de tudo. Eles preparam um ambiente
aconchegante para os familiares. Ela me informou que gostaria de trazer este tipo de
trabalho para todas as Fundações porem acredita que ajudaria muito, pois devemos
tratar os familiares assim como temos todos os tratamentos para os internos.
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3 AVALIAÇÃO DA INSTITUIÇÃO

Recebi um retorno da Psicóloga responsável, Dra Geisa Rodrigues, que meu estágio
foi muito eficiente, pois as mães e familiares dos internos a procuraram para
agradecer pelo trabalho diferenciado e pela atenção que lhes foi dada. Ressaltaram
que gostariam de ter este tipo de atendimento também fora da Fundação Casa. O
Plantão Psicológico ajudou a suprir algumas necessidades das mães e acolher seus
relatos de angústias e incertezas.

3.1 CONCLUSÃO DO TRABALHO

O trabalho na Fundação Casa é uma experiência única, os Plantões com as mães


foram gratificantes. Todas passam por uma situação que necessitam de ajuda. Os
internos estão abertos para outras experiências, tais como Plantão Psicológico. Este
trabalho me proporcionou muito aprendizado e gratificação. Experiencia única.
Percebi que a maioria dos meninos está privada por tráfico e roubo. São quase
todos da mesma idade, nem todos gostam de participar dos eventos. Uns são mais
faladores, outros só observam.

O Plantão Psicológico com as mães, foi gratificante, pude perceber que todas
possuem a mesma angustia, todas gostariam de ter um atendimento Psicológico,
pois enfrentar seus problemas sozinhas não esta sendo fácil. Uma das mães
informou que desenvolveu a depressão, pois não imaginava o filho nesta situação.
Gostaria de poder continuar ajudando.
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4 REFERÊNCIAS

CEBRID – Centro de informações sobre Drogas Psicotrópicas.


http://www.cebrid.com.br/
http://www.cisa.org.br/artigo/469/relacao-entre-acidentes-transito-
alcool.php%20Acesso%20em%2022-05-2017