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O Código de Processo Penal brasileiro descreve uma série de

procedimentos, que, adequadamente empregados, conferem qualidade

ao serviço. Entretanto, existem outros fatores relacionados à

processualística penal que influenciam em sua qualidade, o que os tornam

importantes focos de estudo para a melhoria destes serviços.

O objetivo maior da perícia criminal é materialização do delito,

oferecendo os elementos para identificar o autor do fato. Para isto utiliza

um conjunto de procedimentos científicos relacionados à elucidação de

um evento delituoso. Sua qualidade depende de uma série de cuidados a

serem tomados, desde a requisição de exame pericial até a análise do

laudo pericial por parte da autoridade judiciária. Faz-se necessário então

entender sobre a cadeia de custódia. A legislação brasileira não contém

sistematicamente a cadeia de custódia de forma precisa.

A cadeia de custódia inicia-se no local de crime, onde o perito

criminal analisa o local e procede à prova pericial, científica que se inicia

primordialmente com o correto levantamento do local onde ocorreu

o crime, onde para tanto, necessita que este local tenha sido

devidamente isolado e preservado. Em que pese inexistir hierarquia de

provas no processo penal, os operadores do Direito todos os dias

verificam que na prática, a prova pericial vem se destacando das demais,

por ser ela produzida com base científica, não estando, sujeita à

subjetividade de testemunhos nem tampouco ao sabor dos desejos dos

poderosos.

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Por mais que os avanços tecnológico e científico venham

contribuindo com as ciências forenses para melhorar a capacidade de

reunir evidências utilizadas na solução em processos criminais ou civis,

estes avanços, por si só, não representam garantia que estas evidências

serão aceitas como prova pericial pela justiça. Todos os procedimentos

relacionados à evidência, desde a coleta, o manuseio e análise, sem os

devidos cuidados e sem a observação de condições mínimas de

segurança, podem acarretar na falta de integridade da prova, provocando

danos irrecuperáveis no material coletado, comprometendo a idoneidade

do processo e prejudicando a sua rastreabilidade.

Deste modo, é necessário que se estabeleça um controle sobre

todas as fases deste processo. Assim, tem-se adotado a Cadeia de

Custódia como modelo nas mais variadas áreas do conhecimento em que

se incluam, entre as preocupações relacionadas à qualidade, questões de

âmbito judicial.

Para Saferstein, cadeia de custódia é "uma lista de todas as

pessoas que estiveram de posse de um item de evidência". O documentar

dos procedimentos de custódia é o que garante a responsabilização e a

rastreabilidade da prova, daí sua grande importância. Entretanto, os

procedimentos de custódia não devem se resumir a um documento.

Byrd acrescenta a responsabilização e a confiabilidade quando

define o termo como "um registro escrito e defensável de todos os

indivíduos que mantiveram o controle sobre as evidências". Defensável é

o que pode ser defendido mediante a sustentação por argumentos e

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razões. Quanto mais robusta esta defesa, mais confiável é o que se

defende e, consequentemente, maior é o impacto na tão importante

convicção do magistrado. A confiabilidade muitas vezes depende da

argumentação e quando falamos em cadeia de custódia, a argumentação

deve ser baseada essencialmente no documento de custódia ou num

sinônimo usado pelo autor, um "registro escrito".

Outra questão relevante a ser considerada na cadeia de custódia é

a dimensão temporal. Quando ela tem início e quando termina? Neste

sentido, o conceito de Giannelli é relevante: "a movimentação e a

localização de uma evidência física desde sua obtenção até sua

apresentação na corte". Aqui a cadeia de custódia se inicia com a

obtenção do vestígio e termina com sua presença no tribunal.

A Cadeia de Custódia viabiliza o controle sobre o trâmite da

amostra com a identificação nominal das pessoas envolvidas em

todas as fases do processo, caracterizando as suas

responsabilidades, as quais são reconhecidas institucionalmente, uma

vez que, como já foi citado, as mesmas foram treinadas para estas

atividades. Portanto, o fato de assegurar a memória de todas as fases do

processo, constitui um protocolo legal que permite garantir a idoneidade

do resultado e rebater as possíveis contestações.

Neste contexto, a responsabilidade dos profissionais envolvidos na

Cadeia de Custódia não tem apenas uma implicação legal, mas também

moral, na medida que o destino das vítimas e dos réus dependem do

resultado da perícia. Cadeia de custódia é a garantia de total proteção aos

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elementos encontrados e que terão um caminho a percorrer, passando

por manuseio de pessoas, análises, estudos, experimentações e

demonstração-apresentação até o ato final do processo criminal.

A finalidade da cadeia de custódia é assegurar a idoneidade dos

objetos e bens apreendidos, a fim de evitar qualquer tipo de dúvida

quanto à sua origem e caminho percorrido durante a investigação criminal

e o respectivo processo judicial.

A prova material do processo foi, incontestavelmente, um vestígio

quando do início dos procedimentos periciais. Se o vestígio, antes de ser

reconhecido, está no local de crime, então a custódia deste nasce no

momento em que os procedimentos de preservação de local de crime se

iniciam e são assegurados pela autoridade policial. Nestes moldes, o início

da cadeia de custódia pode ser delimitado pela adequada preservação de

local de crime, conforme preconiza o artigo sexto do CPP:

“Art. 6º Logo que tiver conhecimento da prática da infração

penal, a autoridade policial deverá:

I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se

alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos

peritos criminais;

II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato,

após liberados pelos peritos criminais.

III - colher todas as provas que servirem para o

esclarecimento do fato e suas circunstâncias; (...)”

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Quando os peritos criminais chegam ao local, a responsabilidade

sobre os vestígios em potencial, ali presentes, passam do policial

responsável pela preservação de local para os primeiros. Estes, por sua

vez, realizam os exames pertinentes, elaboram um laudo pericial e, após

a liberação das peças e do local, encaminham as evidências para a

apreensão pela autoridade policial, instante em que a responsabilidade

sobre a guarda e integridade das mesmas passam à referida autoridade.

Na definição técnica de “cadeia de custódia” percebem-se duas

ações específicas essenciais: manter e documentar. Na verdade,

não são ações isoladas e sim integradas, ou seja: para cada uma das

etapas da cadeia de custodia, que visam a manutenção da integridade e

idoneidade do vestígio haverá de se proceder a respectiva documentação,

onde devem estar contidos os nomes ou iniciais dos indivíduos que

coletam e tramitam os vestígios, cada pessoa ou entidade que o tenha

custodiado subsequentemente, a data onde os itens foram coletados ou

transferidos, o nome do órgão e da autoridade requisitante, o numero da

ocorrência, inquérito ou processo (se nesta fase existirem), o nome da

vitima ou do suspeito e uma breve descrição do item.

Distinguem-se dois tipos de cadeia de custódia de vestígios

criminais ou elementos de prova técnica científica: uma externa e outra

interna.

Cadeia de custódia externa

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Refere-se a todas as etapas envolvidas desde a custódia do local

do crime (locais de crime, objetos, vitimas, suspeitos etc.) ou autos de

apreensões dos “elementos de prova” realizadas por policiais, ate o

momento em que os vestígios coletados ou apreendidos chegam ao

centro de custodia dos órgãos periciais. Pode-se resumidamente

enumerar as fases da cadeia de custodia externa como:

1- Custódia do local do crime

2- Busca dos vestígios

3- Fixação dos vestígios

4- Coleta dos vestígios

5- Acondicionamento dos vestígios

6- Transporte e entrega dos vestígios

Cadeia de custódia interna

Relacionam-se as etapas compreendidas desde a entrada dos

vestígios no centro de custódia do órgão pericial até a devolução dos

mesmos juntamente com o laudo pericial, e dai retornando ao órgão que

requisitou a pericia. Relaciona-se a essa custódia os mesmos vestígios e

elementos de prova na sequência de custodia externa e mais aqueles

vestígios questionados e as evidencias conhecidas (padrão) coletadas

dentro do órgão pericial que tiver a competência de realizar os exames

periciais requisitados.

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Na custódia interna estão inclusas todas as etapas relacionadas a

amostragem e processamento das analises referentes aquelas amostras

submetidas a seleção e tratamento do vestígio ou “elemento de prova”.

Nesta etapa e de crucial importância para a manutenção da cadeia de

custodia, o registro adequado (fotográfico, topográfico, documental,

identificação amostral, cronológico etc.) no qual e estabelecido o elo de

ligação entre o “elemento de prova” e o resultado que e emitido na forma

de laudo pericial. A cadeia de custodia interna compreende as seguintes

fases:

1- Conferência e recepção dos elementos de prova

2- Classificação e distribuição dos elementos de prova

3- Análise pericial dos elementos de prova

4- Coleta e Acondicionamento de material para contraprova; por

ex.:

a) A amostra bruta ou fração útil da mesma, e/ou DNA extraído,

devem ser preservados para contraprova. As amostras devem ser

armazenadas adequadamente com o objetivo de evitar a degradação;

b) A armazenagem das amostras deve ser definida com a ajuda da

SENASP, através de consulta ao poder judiciário, tendo em vista a falta

de normas, tanto em nível federal quanto estadual , sobre o prazo mínimo

de armazenagem;

c) A cadeia de custódia deve ser o mais curta possível, a fim de

evitar a possibilidade de troca de amostras ou de degradação do material;

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d) Os laboratórios devem manter um sistema documentado de

controle de vestígios, evidências e/ou amostras, que assegure sua

integridade;

e) Recomenda-se que os técnicos e/ou peritos que trabalhem em

exames de DNA forense disponibilizem uma alíquota do seu próprio

material genético para genotipagem e sequenciamento de DNA

mitocondrial, quando este for de uso no âmbito do laboratório.

5- Devolução dos remanescentes dos elementos de prova e laudo

pericial Um dos aspectos mais desafiadores da prática forense é a

manutenção da cadeia de custódia durante todas as suas fases, com

ênfase ao acondicionamento, transporte e entrega da amostra, pois esta

se refere ao decurso de tempo em que a evidencia e manuseada,

incluindo-se também ai cada pessoa que a manuseou.

Assim, é imperativo que a evidência seja tratada pelo mínimo de

pessoas necessárias para a conclusão da analise forense. A cadeia de

custódia ideal é aquela que envolve dois indivíduos: uma pessoa que

coleta e transporta a evidência, e outra que a analisa. Como na prática

forense o corrente e a manipulação pluralista, e recomendável o emprego

de condutas de controle e sistematização que evitem o rompimento dos

elos da cadeia de custodia. A adoção de numeração única para cada

espécie ou elemento de prova a ser definida no momento da entrada no

centro de custodia e a manutenção daquela numeração inicial pode ser

um sistema funcional para a manutenção da cadeia de custodia. Cada

amostragem daquele elemento de prova receberia o numero inicial

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seguido de um código especifico para identificação de cada setor em que

for trabalhado e outro que identifique a amostra processada daquele

elemento. Cada vez que um caso criminal for iniciado, um arquivo

específico deverá ser criado com a finalidade de conter a documentação

do mês mo pelo espaço de tempo requerido pela lei prevalente.

Para cada uma das etapas da cadeia de custódia deverá ser feito

algum tipo de registro que não deixe duvida em relação ao tratamento e

manipulação dos vestígios, caso haja confrontação com declarações de

pessoas envolvidas na investigação.

A documentação requerida para os vestígios questionados colhidos

em local de crime ou para as evidências conhecidas (padrão), geralmente

colhidas no interior dos laboratórios forenses, deve incluir anotações

permanentes sobre:

• Data e hora da coleta

• Nome da pessoa (s) que coletou (aram) a evidência

• Listagem descritiva do item ou itens coletados

• Identificação única para cada item coletado

• Localização de cada item (documentação escrita, croqui,

medições, fotográficas ou uma combinação delas).

A priori todas as pessoas na cadeia de custódia devem estar

preparadas para testemunhar nos tribunais a fim de validar a integridade

e idoneidade da evidência na hipótese dos registros documentais não

suprirem esta necessidade.

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Em países como os Estados Unidos, se a cadeia de custodia e

quebrada em qualquer etapa de alguma maneira, a evidencia devera ser

excluída do rol de provas dos tribunais, o que frequentemente resulta na

queda da acusação criminal contra o réu.

Uma cadeia de custódia segura, juntamente com o conjunto das

técnicas analíticas utilizadas pelo perito para a realização do exame

devido em uma evidencia constituída em elemento de prova e que

conduzira a produção de um laudo pericial defensável, logo, em prova

apreciável ou de cotejo para o esclarecimento de uma verdade no âmbito

judicial penal.

Vamos fazer algumas questões para ver como essa parte é

abordada em prova. Até a próxima aula!

Grande abraço e bons estudos!

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Questões propostas

1) (VUNESP - 2014 - PC-SP - Médico Legista) Entende–se por

“cadeia de custódia”

A) o exame médico legal realizado no criminoso durante sua

transferência.

B) o registro de todos os custos que o criminoso acarreta para o Estado.

C) a prisão domiciliar.

D) o local onde fica armazenada a prova pericial, antes de chegar ao seu

destino final.

E) os documentos de registro de todas as etapas pelas quais passa o

material a ser periciado.

2) (IBFC - 2013 - PC-RJ - Perito Criminal) A cadeia de custódia

contribui para manter e documentar a história cronológica da

evidência, para rastrear a posse e o manuseio da amostra a partir

do preparo do recipiente coletor, da coleta, do transporte, do

recebimento, da análise e do armazenamento. Inclui toda a

sequência de posse. Na Lei, a cadeia de custódia inicia-se logo

após o conhecimento do fato criminoso. De acordo com o Código

de Processo Penal, logo que tiver conhecimento da prática da

infração penal, a autoridade policial deverá.

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I. dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o

estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos

criminais.

II. apreender os objetos que tiverem relação com o fato após

liberados pelos peritos criminais.

III. fotografar o local, os objetos e o que se fizer necessário

quando na ausência do perito criminal.

IV. colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do

fato e suas circunstâncias.

V. apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos.

São verdadeiros os itens:

A) I, II e III

B) I, III e V.

C) I, II e IV.

D) II, III e IV

E) I, II e V.

3) (IBFC - 2013 - PC-RJ - Perito Criminal) Os avanços tecnológicos

e científicos são fundamentais para melhorar a capacidade de

reunir evidências utilizadas na solução de processos criminais ou

civis no âmbito das ciências forenses. Entretanto, estes avanços,

por si só, não representam garantia que estas evidências serão

aceitas como prova pericial em juízo, razão pela qual a cadeia de

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custódia deve ser implementada nas análises forenses. Sobre a

cadeia de custódia é correto afirmar que:

A) A cadeia de custódia refere-se à documentação que o laboratório

preenche com o propósito de rastrear todas as operações realizadas com

cada amostra desde a sua coleta até a chegada ao laboratório.

B) A cadeia de custódia externa se refere a um formulário que documenta

a transferência da amostra original desde a apreensão ou coleta, durante

todo o transporte, até o laboratório.

C) A cadeia de custódia interna refere-se à documentação que registra

todos os dados referentes desde a chegada das amostras no laboratório

até o início das análises.

D) Os documentos da cadeia de custódia devem possibilitar que seja

documentada toda a sequência de fatos pelos quais passou determinada

amostra e assinada apenas pelo perito responsável pelas análises.

E) As anotações podem ser feitas concomitantemente a cada ato do

manuseio ou de uma só vez, ou seja, no término de todo o processo,

porém é imprescindível a assinatura do perito responsável pelas análises.

4) (FGV - PC-RJ - Perito Legista – Toxicologia) Em relação à cadeia

de custódia, assinale a afirmativa correta.

A) A cadeia de custódia envolve as pessoas que analisam as evidências do

crime.

B) A cadeia de custódia é o método analítico das substâncias envolvidas

no crime.

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C) A cadeia de custódia é utilizada para garantir a identidade e a

integridade da amostra em todas as etapas do processo.

D) A cadeia de custódia é o procedimento de estocagem das evidências.

E) A cadeia de custódia são os indivíduos que participam na análise de

processos.

5) (FUNIVERSA - SECTEC-GO - Auxiliar de Autopsia) Com relação à

cadeia de custódia, assinale a alternativa correta.

A) A cadeia de custódia se inicia com os exames laboratoriais e termina

com a apresentação destes ao tribunal.

B) Cadeia de custódia é a garantia de total proteção aos elementos

encontrados e que terão um caminho a percorrer, passando por manuseio

de pessoas, análises, estudos, experimentações e demonstração-

apresentação até a elaboração do laudo pericial.

C) Cadeia de custódia pode ser conceituada como uma lista de todas as

pessoas que estiveram de posse de um item de evidência. A

documentação dos procedimentos de custódia não garante a

responsabilização e a rastreabilidade da prova, daí sua pequena

importância. Entretanto, os procedimentos de custódia não devem se

resumir a um documento.

D) Ao conceito de cadeia de custódia também podem ser acrescentadas a

responsabilização e a confiabilidade quando se define o termo como um

registro escrito e defensável de todos os indivíduos que mantiveram o

controle sobre as evidências.

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E) A finalidade da cadeia de custódia é armazenar os objetos e bens

apreendidos, a fim de se evitar que eles se estraguem pela ação do

tempo.

6) (2010 – FEPESE - SEFAZ-SC - Auditor Fiscal da Receita Estadual

- Parte III - Tecnologia da Informação) Em relação às técnicas de

computação forense, julgue o item abaixo.

Um elemento importante em qualquer investigação de tipo forense é a

manutenção da "cadeia de custódia", que consiste em salvaguardar a

amostra (dados digitais), de forma documentada, de modo a que não se

possa alegar que foi modificada ou alterada durante o processo de

investigação.

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Questões comentadas

1) (VUNESP - 2014 - PC-SP - Médico Legista) Entende–se por

“cadeia de custódia”

A) o exame médico legal realizado no criminoso durante sua

transferência.

B) o registro de todos os custos que o criminoso acarreta para o Estado.

C) a prisão domiciliar.

D) o local onde fica armazenada a prova pericial, antes de chegar ao seu

destino final.

E) os documentos de registro de todas as etapas pelas quais passa o

material a ser periciado.

Comentários:

A Cadeia de Custódia viabiliza o controle sobre o trâmite da amostra

com a identificação nominal das pessoas envolvidas em todas as

fases do processo, caracterizando as suas responsabilidades, as

quais são reconhecidas institucionalmente, uma vez que, como já foi

citado, as mesmas foram treinadas para estas atividades. Portanto, o fato

de assegurar a memória de todas as fases do processo, constitui um

protocolo legal que permite garantir a idoneidade do resultado e rebater

as possíveis contestações.

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Gabarito: E.

2) (IBFC - 2013 - PC-RJ - Perito Criminal) A cadeia de custódia

contribui para manter e documentar a história cronológica da

evidência, para rastrear a posse e o manuseio da amostra a partir

do preparo do recipiente coletor, da coleta, do transporte, do

recebimento, da análise e do armazenamento. Inclui toda a

sequência de posse. Na Lei, a cadeia de custódia inicia-se logo

após o conhecimento do fato criminoso. De acordo com o Código

de Processo Penal, logo que tiver conhecimento da prática da

infração penal, a autoridade policial deverá.

I. dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o

estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos

criminais.

II. apreender os objetos que tiverem relação com o fato após

liberados pelos peritos criminais.

III. fotografar o local, os objetos e o que se fizer necessário

quando na ausência do perito criminal.

IV. colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do

fato e suas circunstâncias.

V. apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos.

São verdadeiros os itens:

A) I, II e III

B) I, III e V.

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C) I, II e IV.

D) II, III e IV

E) I, II e V.

Comentários:

A prova material do processo foi, incontestavelmente, um vestígio quando

do início dos procedimentos periciais. Se o vestígio, antes de ser

reconhecido, está no local de crime, então a custódia deste nasce no

momento em que os procedimentos de preservação de local de crime se

iniciam e são assegurados pela autoridade policial. Nestes moldes, o início

da cadeia de custódia pode ser delimitado pela adequada preservação de

local de crime, conforme preconiza o artigo sexto do CPP:

“Art. 6º Logo que tiver conhecimento da prática da infração

penal, a autoridade policial deverá:

I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se

alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos

peritos criminais;

II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato,

após liberados pelos peritos criminais.

III - colher todas as provas que servirem para o

esclarecimento do fato e suas circunstâncias; (...)”

Gabarito: C.

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3) (IBFC - 2013 - PC-RJ - Perito Criminal) Os avanços tecnológicos

e científicos são fundamentais para melhorar a capacidade de

reunir evidências utilizadas na solução de processos criminais ou

civis no âmbito das ciências forenses. Entretanto, estes avanços,

por si só, não representam garantia que estas evidências serão

aceitas como prova pericial em juízo, razão pela qual a cadeia de

custódia deve ser implementada nas análises forenses. Sobre a

cadeia de custódia é correto afirmar que:

A) A cadeia de custódia refere-se à documentação que o laboratório

preenche com o propósito de rastrear todas as operações realizadas com

cada amostra desde a sua coleta até a chegada ao laboratório.

B) A cadeia de custódia externa se refere a um formulário que documenta

a transferência da amostra original desde a apreensão ou coleta, durante

todo o transporte, até o laboratório.

C) A cadeia de custódia interna refere-se à documentação que registra

todos os dados referentes desde a chegada das amostras no laboratório

até o início das análises.

D) Os documentos da cadeia de custódia devem possibilitar que seja

documentada toda a sequência de fatos pelos quais passou determinada

amostra e assinada apenas pelo perito responsável pelas análises.

E) As anotações podem ser feitas concomitantemente a cada ato do

manuseio ou de uma só vez, ou seja, no término de todo o processo,

porém é imprescindível a assinatura do perito responsável pelas análises.

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Comentários:

A Cadeia de custódia externa refere-se a todas as etapas envolvidas

desde a custódia do local do crime (locais de crime, objetos, vitimas,

suspeitos etc.) ou autos de apreensões dos “elementos de prova”

realizadas por policiais, ate o momento em que os vestígios coletados ou

apreendidos chegam ao centro de custodia dos órgãos periciais. Pode-se

resumidamente enumerar as fases da cadeia de custodia externa como:

1- Custódia do local do crime

2- Busca dos vestígios

3- Fixação dos vestígios

4- Coleta dos vestígios

5- Acondicionamento dos vestígios

6- Transporte e entrega dos vestígios

Gabarito: B.

4) (FGV - PC-RJ - Perito Legista – Toxicologia) Em relação à cadeia

de custódia, assinale a afirmativa correta.

A) A cadeia de custódia envolve as pessoas que analisam as evidências do

crime.

B) A cadeia de custódia é o método analítico das substâncias envolvidas

no crime.

C) A cadeia de custódia é utilizada para garantir a identidade e a

integridade da amostra em todas as etapas do processo.

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D) A cadeia de custódia é o procedimento de estocagem das evidências.

E) A cadeia de custódia são os indivíduos que participam na análise de

processos.

Comentários:

A Cadeia de Custódia é um processo usado para manter e documentar a

história cronológica da evidência, para garantir a idoneidade e o

rastreamento das evidências utilizadas em processos judiciais.

Gabarito: C.

5) (FUNIVERSA - SECTEC-GO - Auxiliar de Autopsia) Com relação à

cadeia de custódia, assinale a alternativa correta.

A) A cadeia de custódia se inicia com os exames laboratoriais e termina

com a apresentação destes ao tribunal.

B) Cadeia de custódia é a garantia de total proteção aos elementos

encontrados e que terão um caminho a percorrer, passando por manuseio

de pessoas, análises, estudos, experimentações e demonstração-

apresentação até a elaboração do laudo pericial.

C) Cadeia de custódia pode ser conceituada como uma lista de todas as

pessoas que estiveram de posse de um item de evidência. A

documentação dos procedimentos de custódia não garante a

responsabilização e a rastreabilidade da prova, daí sua pequena

importância. Entretanto, os procedimentos de custódia não devem se

resumir a um documento.

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D) Ao conceito de cadeia de custódia também podem ser acrescentadas a

responsabilização e a confiabilidade quando se define o termo como um

registro escrito e defensável de todos os indivíduos que mantiveram o

controle sobre as evidências.

E) A finalidade da cadeia de custódia é armazenar os objetos e bens

apreendidos, a fim de se evitar que eles se estraguem pela ação do

tempo.

Comentários:

A cadeia de custódia exige o estabelecimento de um procedimento

regrado e formalizado, documentando toda a cronologia existencial

daquela prova, para permitir a posterior validação em juízo e exercício do

controle epistêmico.

A preservação da cadeia de custódia exige grande cautela por parte dos

agentes do estado, da coleta à análise, de modo que se exige o menor

número de custódios possível e a menor manipulação do material. O

menor número de pessoas manipulando o material faz com que seja

menos manipulado e a menor manipulação, conduz a menor exposição.

Expor menos é proteção e defesa da credibilidade do material probatório.

Gabarito: D.

6) (2010 – FEPESE - SEFAZ-SC - Auditor Fiscal da Receita Estadual

- Parte III - Tecnologia da Informação) Em relação às técnicas de

computação forense, julgue o item abaixo.

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Um elemento importante em qualquer investigação de tipo forense é a

manutenção da "cadeia de custódia", que consiste em salvaguardar a

amostra (dados digitais), de forma documentada, de modo a que não se

possa alegar que foi modificada ou alterada durante o processo de

investigação.

Comentários:

Isso mesmo! Outra coisa, a finalidade da cadeia de custódia é assegurar a

idoneidade dos objetos e bens apreendidos, a fim de evitar qualquer tipo

de dúvida quanto à sua origem e caminho percorrido durante a

investigação criminal e o respectivo processo judicial.

Gabarito: C.

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