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1ª Parte – Crítica externa:

1-
Mary Shelley publicou várias obras além de Frankenstein, no entanto as demais não
fizeram tanto sucesso quanto a sua obra de estréia. Algumas de suas obras são: Reivindicação
dos Direitos da Mulher (1792), Os Erros da Mulher, Frankenstein, Faulkne (1937), Mathilde
(1959), Lodore (1835), Valperga (1823) e “O Último Homem” (1826). Este foi considerado um
dos seu melhores pela crítica, neste livro Mary conta a história do fim da civilização humana e
sua destruição por uma praga. que exerceu grande influência sobre a ficção científica
Mary Shelley nascida em Londres, Inglaterra, no ano de 1787 foi uma grande escritora
do período romântico, além de editora e biógrafa. Filha de Mary Wollstonecraf, considerada
uma das primeiras feministas, e William Godwin, era jornalista, escritor e teórico anarquista,
considerado o precursor da filosofia libertária.
Este universo em que estava envolvida permitiu que escrevesse desde de tenra
idade.Em uma atitude muito ousada, aos 16 anos, foge de casa para viver com um homem
,casado e já famoso poeta romântico, Percy Shelley.Com o suicídio da esposa de Shelley , eles
se casam em 1816.
Ao fugirem Genebra, o casal se encontra com Lord Byron,grande poeta do romantismo,
que os hospeda em sua casa fazendo uma grande amizade seja criada. Byron aluga um
castelo que ficava as margens de um pântano, Shelley passava horas conversando com Byron
sobre diversos assuntos e Mary passeava com Jane pelas redondezas do castelo, esse cenário
sombrio, úmido e frio, inspiraram eles a contarem histórias de fantasmas, e escolhiam o
período noturno sempre em volta da fogueira, naquela época o romance gótico havia surgido, e
toda noite só se contava histórias de fantasmas, vampiros, bruxas e maldições. Em uma dessa
noites, Byron propôs que cada um deles criassem a sua própria história de fantasmas, e a
única que conseguiu foi Mary, só que ela foi além do proposto e criou um mito na literatura
inglesa e modificou os romances góticos, criando o romance gótico-psicológico. Em 1822,
porém, Mary perderia Percy que morreu afogado na baía de Spezia, próximo a Livorno (Itália).
Mary então voltou para a Inglaterra e dedicou-se a publicar as obras de seu marido, sem,
contudo deixar de escrever.
Com o tempo para de escrever romances, porque o realismo passara a ganhar força.
Então publica contos em jornais, particularmente para o The Keepsaker. Tenta escrever uma
biografia de Percy,seu marido, todavia não chega a finalizá-la. Falece ao 54 anos,em 1854.
Mary Shelley publicou várias obras além de Frankenstein, no entanto as demais não
fizeram tanto sucesso quanto a sua obra de estréia. Algumas de suas obras são: Reivindicação
dos Direitos da Mulher (1792), Os Erros da Mulher, Frankenstein, Faulkne (1937), Mathilde
(1959), Lodore (1835), Valperga (1823) e “O Último Homem” (1826). Este foi considerado um
dos seu melhores pela crítica, neste livro Mary conta a história do fim da civilização humana e
sua destruição por uma praga, que exerceu grande influência sobre a ficção científica.

2-

Um dos principais cenários do romance “Frankenstein” é a cidade de Genebra. Este é o


mesmo local em que Mary morou por algum tempo com seu marido Percy Shelley. O nome do
primeiro filho de Mary é Willian, o mesmo nome do irmão mais novo de Viktor.
A vida de Mary Shelley foi acometida pela morte não esperada de muitos parentes
íntimos, assim como aconteceu com Viktor Frankenstein.
4– Na obra “Frankenstein” escrito por Mary Shelley cita alguns autores que falam sobre
filosofia natural já que Viktor Frankenstein os tinha como bibliografia antes de iniciar seus
estudos em Ingolstadt. Estes autores são Cornélio Agrippa, Paracelso, Alberto Magno. Mary
Shelley cita vários poemas para dar uma maior veracidade ao que falava e expressar com uma
maior intensidade os sentimentos. São encontrados excertos de poemas de Percy Shelley,
Simon Taylor Coleridge e William Wordsworth.

6-

Frankenstein pode ser inserido como uma obra do movimento Romântico devido a
vários fatores. Os sentimentos interiores são supervalorizados demonstrando a característica
subjetivista do movimento; a desilusão, a dúvida, o negativismo, descoberta de sentimentos
pelo monstro ao ver um passarinho cantarolar.
A fuga da realidade que expressa quando Frankesntein se desliga do mundo e tenta
esquecer o que de fato acontecera. O mal do século é expresso pelo excessivo pessimismo
dos personagens diante da realidade. Viktor quando se vê só sem seus entes queridos não
espera mais nada da vida e deseja apenas a morte e a vingança.
O culto ao imaginário é outra característica romântica encontrada. A criação de um
monstro é algo sobrenatural e fruto da imaginação,pois ele sobrevive a situações de extremo
como baixas temperaturas e a fome durante um grande período.
Outro motivo bem relevante para essa classificação é o fato de Mary Shelley ter sido
fortemente influenciado por Lord Byron que foi o maior poeta da 2° fase do Romantismo que
tinha como características o pessimismo excessivo e o olhar de angustia sob o mundo.

2ª Parte – Crítica interna:

1-
Resumo Frankstein

Carta 1 _ 11 de dezembro de 17_

Robert Walton está em uma viagem rumo à exploração do ártico, já se encontra bem
ao norte de Londres em São Petersburgo e escreve para sua irmã Margaret Saville que se
encontra na Inglaterra.
Robert diz que pretende descobrir os fenômenos dos corpos celestes no Ártico, as
forças que atraem a agulha da bússola, visitar uma parte do mundo jamais vista. Para Walton
essa expedição era um sonho de criança e apesar de sua educação negligente gostava de ler
e as histórias de viagens feitas com o fim de descobertas eram seus estudos de dia e noite
antes desta viagem.
A época em que se encontrava era a mais favorável para as viagens na Rússia por se
deslizar sobre a neve com os trenós com facilidade e o frio não é excessivo. Daqui a uma
quinzena partirá para Archangel onde contratará um navio para seguir viagem. Walton não
sabe dizer para a irmã quando voltará.

Carta 2 _ 28 de março de 17_

Robert escreve novamente para sua irmã e agora se encontra cercado de gelo e neve,
mas já contratou um navio e se encontra ocupado em reunir os marinheiros, os homens que já
empregou são de confiança, mas ele sente falta de um amigo. Apesar de sempre escrever para
Margaret não conseguirá expressar toda sua emoção com as descobertas que fizer, e não tem
esperança de encontrar esse amigo, pois vai viajar pelo oceano.
Walton está com a viagem adiada, pois inverno foi muito rigoroso e agora esperam a
chegada da primavera. Robert se encontra muito apreensivo com a chegada eminente da
partida e pede para que a irmã o escreva sempre que puder.

Carta 3 _ 7 de julho de 17_

Walton se encontra com a viagem bem avançada e se encontra animado por estar com
homens corajosos e aparentemente firmes em seus propósitos. Já se encontram em uma
latitude bem alta e estão no verão. Até agora ao ocorreu nenhuma acidente grave somente
algumas ventanias. Robert deseja que seus esforços sejam coroados com o sucesso.

Carta 4 _ 5 de agosto de 17_

Na segunda-feira dia 31 de julho o navio de Walton se encontrava praticamente


cercado pelo gelo, uma situação perigosa, principalmente por estarem em um nevoeiro
fechado. Isto os fez lançar âncora, esperando uma mudança no clima.
As duas da tarde o nevoeiro se abriu e depois de um tempo os tripulantes do navio e
Walton avistaram um veículo baixo montado em um trenó puxado por cães indo em direção ao
norte e sobre ele um ser de forma humana, mas estatura gigantesca. Esta visão foi para eles
algo assombroso, pois acreditavam estar muito longe de terra firme.
Duas horas depois do acontecimento o gelo se rompeu, mas o navio ficou ancorado até
o amanhecer. Quando amanheceu Robert encontrou os marinheiros num dos lados do navio
falando com um homem que estava no mar tentando persuadi-lo a subir no navio, não se
parecia com o outro habitante do trenó. Assim que ele subiu tentaram levá-lo para a cabine,
mas assim que ele saiu do ar fresco, ele desmaiou. O trouxeram de volta ao convés e depois
de algumas tentativas de reanimá-lo ele aos poucos começou a se recobrar.
Depois de alguns dias o homem foi melhorando, mas Walton não permitiu que seus
homens o enchessem de perguntas. Mas um dia ele mesmo perguntou ao homem o que ele
fazia tão ao norte no gelo e ele o disse que procurava alguém que viera em um veículo
parecido com o dele. Walton disse-lhe que haviam visto quem ele perseguia e um homem se
animou. Desse dia em diante o estrangeiro se esforçou para melhorar o mais depressa
possível. E agora o estrangeiro tem melhorado gradativamente de saúde.

13 de agosto de 17_

Walton sente que sua afeição pelo hóspede, que já melhorou bastante, está crescendo.
Agora o homem passa grande parte do seu dia no convés. Freqüentemente Robert tem com
ele conversado sobre seus projetos e numa dessas conversas o homem o censurou disse ter
perdido tudo.

19 de agosto de 17_

No dia anterior o estrangeiro havia dito a Walton que já tinha passado por muitos
sofrimentos e que os relataria por achar que Robert iria ao mesmo caminho que ele. O
forasteiro decidiu começar sua historia o dia seguinte e Walton decidiu registrar a história
através de um manuscrito.

Capítulo 1
O forasteiro chamado Viktor Frankstein havia nascido em Genebra. Seu pai ocupou
vários cargos públicos com reputação honrada. Casou-se com a filha de seu amigo Beaufort
que depois de ter empobrecido desapareceu. Algum tempo depois do pai de Viktor ter o
encontrado ele faleceu.
Dois anos depois do falecimento de Beaufort sua filha Caroline e pai de Viktor se
casaram. Por muitos anos Viktor foi filho único, porém um dia sua mãe que costumava visitar a
casa dos pobres em uma dessas visitas encontrou uma bela menina e se encantou. A
camponesa que cuidava da menina contou-lhe a história da garota e falou-lhe que ela não era
sua filha.
A mãe de Viktor acabou convencendo os guardiões da criança a passar-lhe a guarda e
a menina chamada Elizabeth Lavenza passou a morar com eles. Todos com o temo passaram
a amar a menina.

Capítulo 2

Viktor e Elizabeth cresceram juntos e não havia nem um ano de diferença entre suas
idades. O segundo filho dos pais de Frankstein nasceu sete anos depois dele. A principal
moradia da família era uma casa de campo à margem do lago Belrive. O melhor amigo de
Viktor era Henry Clerval, filho de um comerciante.
Desde a infância Viktor tinha grande interesse em aprender “os segredos dos céus e da
terra”, sendo que a filosofia natural o guiava, enquanto Clerval se ocupava com “as relações
morais entre as coisas” e Elizabeth tinha sua atenção voltada para eles.
Quando Viktor tinha por volta de quinze anos uma tempestade se aproximava de sua
casa e um homem que se encontrava em sua casa propôs uma teoria sobre a eletricidade que
ele mesmo tinha chegado e que pôs abaixo os autores preferidos de Viktor. Este
acontecimento fez com que ele parasse com seus estudos habituais.

Capítulo 3

Quando Viktor completou dezessete anos seus pais decidiram que ele deveria estudar
na universidade de Ingolstadt. Antes da data mercada para a partida Elizabeth teve escarlatina
e a mãe de Frankstein cuidou dela. A menina se recuperou, mas a mãe adoeceu e mais
gravemente que a garota. No leito de morte Caroline pediu par que os dois se unissem no
futuro e logo após morreu.
A partida de Viktor que havia sido adiada chegou. No dia seguinte a sua chegada ao
encontrar com seu professor de filosofia natural Frankstein contou-lhe o nome dos principais
autores que estudara. O professor o censurou por ter perdido tempo com tais loucuras.
Na semana seguinte Viktor foi a procura do professor Waldman, que ainda não
conhecia e dele ouviu falar sobres o químicos daquela época o que gerou nele um desejo de
desvendar os istérios da criação começando novos estudos. Ao contar sobre as idéias de seus
estudos para o professor ele lhe ensinou o uso de vários aparelhos químicos.

Capítulo 4

Viktor passou a se ocupar todo o seu tempo com a química, obtendo rápidos
progressos. Haviam passados dois anos desde que Frankstein havia ido para Ingolstadt ele
sempre se perguntava sobre o princípio da vida e decidiu se aplicar a fisiologia. Depois de ter
se interado da anatomia analisou a decomposição e o apodrecimento natural do corpo.
Frankstein trabalhou durante muito tempo nesses estudos descobriu a causa da
reprodução da vida.

Capítulo 5
Em uma noite de novembro quando a criatura horrenda criada por Frankstein ganhou
vida. Muito cansado o estudante foi dormir, mas teve muitos pesadelos com seus familiares. Ao
acordar num sobressalto ao olhar pelo quarto percebeu “o miserável mostro que havia criado” e
correu pela escada abaixo, passando a noite miseravelmente e decepcionado.
No dia seguinte ainda atordoado com os acontecimentos Viktor caminhava pelas ruas
quando encontrou com seu antigo amigo Clerval e sem coragem de lhe contar sobre esses
acontecimentos seguiu para casa acompanhado de seu amigo.
Viktor chegando a casa começou a passar mal e ter aparentemente delírios, o que
causou grandes preocupações a Cleval. Passados alguns dias pouco a pouco e com muitas
recaídas Viktor foi melhorando, até o ponto em que seu amigo pode lhe contar das aflições de
seus familiares.
Capítulo 6

A carta de Elizabeth expressa sua preocupação com a doença Victor e suplica-lhe para
escrever a sua família, em Genebra, logo que possível. Ela também diz que Justine, uma
menina que morava com a família Frankenstein, voltou para sua casa após a morte de sua
mãe.
Depois que Victor se recuperou, ele introduz Henry, que está estudando línguas
orientais, para os professores da universidade. Ele para retornar a Genebra e aguarda uma
carta de seu pai, especificando a data da sua partida. Enquanto isso, ele e Henry tomam um
passeio no país, elevando o seu espírito com as belezas da natureza.
Capítulo 7

Em seu retorno à universidade, Victor encontra uma carta de seu pai dizendo-lhe que o
irmão mais novo de Victor, William, foi assassinado. Entristecido, chocado e apreensivo, Victor
sai imediatamente para Genebra. No momento em que ele chega, a noite caiu e as portas de
Genebra foram fechadas, assim ele passa a noite caminhando pela floresta em torno da
periferia da cidade. Como ele anda perto do local onde o corpo de seu irmão foi encontrado,
ele observa o monstro a espreita e torna-se convencido de que sua criação é responsável pela
morte de William. No dia seguinte, porém, quando ele volta para casa, Victor descobre que
Justine foi acusada do assassinato. Após a descoberta do corpo, um servo tinha encontrado
no bolso de Justine uma foto de Caroline Frankenstein pela última vez em sua posse William.
Victor proclama a inocência de Justine, mas as evidências contra ela parecem irrefutáveis, e
Victor se recusa a explicar-se por medo de que ele será rotulado loucura.

Capítulo 8

Justine confessa o crime, acreditando que ela vai, assim, obter a salvação, Elizabeth e
Victor que ela é inocente e miserável. Eles continuam convencidos de sua inocência, mas
Justine é logo executada. Victor se consumindo com culpa, sabendo que o monstro que ele
criou havia condenado uma garota a morte e havia matado dois integrantes de sua família.
Capítulo 9

Depois da execução Justine, Victor se torna cada vez mais melancólico. Ele considera
o suicídio, mas restringe-se pelo pensamento de Isabel e de seu pai. Alphonse, esperando
para alegrar seu filho, leva suas crianças para uma excursão à casa da família na Belrive. De
lá, Victor vagueia sozinho em direção ao vale do Chamounix. Os gritos nas belas paisagens
fazem com que a dor e o alívio da dor de Victor dure pouco.

Capítulo 10

Um dia chuvoso Victor acorda e encontra seu antigo sentimento de desespero


desgaste. Ele decide viajar até o cume do Montanvert, esperando que a visão de uma pura,
eterna, natural e bela cena vai reviver seu espírito.
Quando ele atinge a geleira no topo, ele é momentaneamente consolado pelo
espetáculo sublime. Conforme ele cruza para o lado oposto da geleira, no entanto, ele vê uma
criatura galopando em direção a ele em uma velocidade incrível. Mais de perto, ele reconhece
claramente a forma grotesca do monstro. Ele faz ameaças fúteis de ataque do monstro, cuja
enorme força e velocidade lhe permitem iludir Victor facilmente. Victor amaldiçoa e lhe diz para
ir embora, mas o monstro, fala eloqüentemente, convence-o a acompanhá-lo a uma caverna de
gelo. Dentro da caverna, o monstro começa a narrar os acontecimentos de sua vida.

Capítulo 11

Sentado ao fogo em sua cabana, o monstro diz Victor da confusão que ele teve ao ser
criado. Ele descreve seu vôo a partir do apartamento de Victor para o deserto e sua
aclimatação gradual ao mundo através de sua descoberta das sensações de luz, escuro, fome,
sede e frio. De acordo com a sua história, um dia ele encontra uma fogueira e congratula-se
com o calor que cria, mas ele fica chocado quando ele queima-se sobre as brasas. Ele percebe
que ele pode manter o fogo vivo pela adição de madeira, e que o fogo é bom não só para o
calor e aconchego, mas também para tornar os alimentos mais saborosos.
Em busca de alimento, o monstro encontra uma cabana e entra nela. Sua presença
faz com que um velho lá dentro fuja e grite com medo. Aonde quer que o monstro vá as
pessoas fogem dele. Como resultado desses incidentes, ele resolve ficar longe dos seres
humanos. Uma noite, ele se refugia em uma pequena cabana adjacente a uma casa de
campo. Na manhã seguinte, ele descobre que pode ver na cabana com uma rachadura na
parede e observa que os ocupantes são um jovem, uma jovem e um velho.

Capítulo 12

Observando seus vizinhos por um período prolongado de tempo.Durante algum tempo


durante a noite o monstro rouba comida da horta sua família anfitriã, que é muito pobre e vive
com dificuldade e sobre com a falta de alimento. Rasgado por sua consciência culpada, ele
pára de roubar sua comida e faz o que pode para reduzir as suas dificuldades, ele começa a
recolher madeira durante a noite.
O monstro se torna consciente de que seus vizinhos são capazes de comunicar uns
com os outros usando sons estranhos. Querendo aprender a sua língua, ele tenta combinar os
sons que eles fazem com as ações que realizam. Ele adquire um conhecimento básico do
idioma, incluindo o nome do jovem e da mulher, Agatha Felix. Ele admira sua forma graciosa e
fica chocado com sua feiúra, quando ele vê seu reflexo em uma poça de água. Ele passa todo
o inverno no casebre, observado e bem protegido do tempo e cresce cada vez mais carinhoso
para com seus anfitriões incautos.

Capítulo 13

Durante a primavera chegara a uma mulher a casa da humilde família, era uma bela
que mulher que deixou o clima naquela casa exalando alegria. A mulher era estrangeira e a
comunicação entre ela e as pessoas daquela casa era complicada e feita por alguns sinais que
o mostro não entendia. Então todos os daquela casa se esforçaram para que Safie, o nome da
estrangeira, consegui-se aprender sua língua, algo que o monstro acompanhou e aprendeu
junto com ela.
Aprendendo a língua com a ajuda de livros, que ele observava enquanto eram
mostrados para Safie, o monstro conseguiu aprender sobre geografia, história e filosofia. Dessa
forma conseguiu aprender mais sobre os humanos e sua forma de vida, também viu que ele se
distanciava da forma humana carregando em si a dúvida do seu passado e como foi criado.
O conhecimento o fazia pensar sobre a vida, e o deixava desolado, nessas horas em
que usava a sabedoria para refletir sobre si próprio ele tinha vontade de voltar a ter sensações
somente de extintos naturais. Quando aprendeu a origem humana ele quis saber sobre seu
passado, mas nada o podia confortá-lo.

Capítulo 14

O monstro agora passou a conhecer o passado da família que ele observava,


descobriu o que ancião se chamava De Lacey e vinha de uma boa família francesa, porém tudo
isso acabara por causa de atos do pai de Sofie, um comerciante turco, que o fizeram se tornar
inimigo do governo francês, fora condenado à morte por motivos pessoais e diante dessa
injustiça feliz o liberta clandestinamente.
O turco ficara muito grato e prometera a mão de sua filha para Félix, sua filha era uma
turca com criação cristã, porém seu pai não queria que ela fosse casada com um cristão. Então
o turco aproveitando que Félix teve que voltar para Paris, pois sua família fora presa, fugiu com
sua filha da Europa ao saber que Félix e seus parentes foram condenados ao exílio perpétuo e
confisco de seus bens.
Safie conseguiu chegar a casa de De Lacey pois a estadia de seu pai na Itália já tinha
sido descoberta e ele tinha que partir para a Ásia , porém parte de sua fortuna só poderia ir
depois com sua filha que ao ficar sozinha partiu para a Alemanha, que por meio de cartas que
seu pai trocou com Félix ela descobriu que era o país ao qual Félix fora exilado.

Capítulo 15

O monstro acha no bosque uma maleta com roupas e alguns livros que ele apodera-se
para si, esses livros eram escritos na língua que ele aprendera e passou para ele grandes
conhecimentos filosóficos que ele aplicara à sua vida, também conseguiu aprender sobre o
espaço que os humanos ocupavam, suas cidades, reinos e governantes que eram homens por
vezes virtuosos, mas poderiam ser altamente vingativos.
Agora o monstro já era fluente em sua língua e assim consegue decifrar papéis que ele
pegara juntamente com roupas que pegara no laboratório de seu criador. Esses relatos
aumentaram ainda mais seu repulso por si próprio, porém ainda acredita que a família de De
Lacey o aceitaria após saber de toda sua história.
Sua esperança de que a família que ele observara o aceitasse crescia com o tempo e
ele preparava-se para um futuro encontro. O outono passara e com a chegada do inverno seu
plano de entrar na casa de De Lacey fora finalizado. Ele pretendia chegar quando o velho
estaria só, já que era cego e não iria se assustar com sua aparência.
O dia tão esperado chegara e o ancião estava só em casa tocando sua guitarra. Ele
então ficara com muito medo mas foi ao encontro e começou a contar sua história sem falar
que era um monstro. Porém antes de contar toda sua história os jovens chegaram e
apavorados colocaram o monstro para fora que não revidou.

Capítulo 16

O Monstro agora estava sem saber o que fazer e vagou na mata durante uma noite até
que pegou no sono. Amanhecera e quando o sol nasceu ele ouvira o som de humanos e então
decidiu que ia se esconder na mata pensando em sua situação até anoitecer. Refletindo sobre
tudo vira que nem tudo estava perdido e que ele já tinha começado a conquistar a confiança de
De Lacey e que se ele votasse lá na ausência do jovens tudo poderia melhorar.
Quando ele chegara ao casebre em que ele observava a família ele notou que não
havia ninguém ali e estranhou o silêncio. Na manhã seguinte viu Félix conversando com um
camponês sobre sua partida e que não havia como adiar sua ida.
Essa situação deixou o monstro apavorado e sem saber o que fazer até que tomado
pelo seu instinto selvagem ateou fogo o casebre e ficou uivando até que não sobrasse nenhum
resquício de sua estadia por lá. Depois disso ele resolveu ir atrás de seu criador e sabia, por
meio das anotações que pegou na casa do cientista, que Genebra era sua cidade de origem.
Ele seguiu o caminho que por casa da chegada do inverno estava sombrio e gelado, porém
quando chegou na Suíça o clima já mudara e o com o calor o verde já tomava conta da
paisagem.
Enquanto atravessava um bosque viu uma menina que corria feliz até que caiu em um
rio e começou a se afogar, o monstro a salvou porém um homem que chegou ali pensou o pior
e retirou a menina dos braços de quem a salvou e partiu desesperadamente. Então a criatura
os seguiu, e o homem com medo atirou contra ele que caiu ferido. Sua raiva sobre os humanos
então aumentou já que fora pago com um tiro por seu bom ato.
Ele chegou aos redores de Genebra e andando sobre um campo viu uma criança
brincando, ele julgou que uma criatura tão linda e jovem não teria preconceitos com sua
aparência. Porém a criança quando o viu se apavorou e gritou que sue pai era o Senhor
Frankenstein e poderia castigá-lo por isso, ouvindo esse nome o monstro relacionou com o
nome de seu criador e matou a criança estrangulada. Após isso apanhou uma corrente que
brilhava no pescoço de sua vítima e quando encontrou uma mulher em um celeiro e colocou a
corrente no bolso da jovem com o intuito de que ela fosse acusada no lugar dele.
Com isso o monstro terminou de contar sua história e falou que tinha um pedido a fazer
e que Victor
Frankenstein não podia negar seu pedido já que era seu criador e não podia negá-lo a
felicidade.

Capítulo 17

O monstro com um olhar ansioso pediu para que Victor fizesse uma criatura
semelhante ao monstro, uma fêmea tão grotesca quanto ele para servir de companhia em um
lugar distante de todos na América do Sul. Victor porém recusou com medo de que a fêmea
poderia se juntar com ele para o mal.
A criatura então continuou insistindo e deu vários argumentos e que ele só poderia
parar de atormentar os humanos se ele fosse feliz e que para isso precisaria de uma
companheira. Victor então comovido aceitou porém para isso o monstro tinha que prometer não
se revoltar contra a humanidade e conter seu espírito de maldade. Ele então jurou que pararia
sua vingança se seu pedido fosse atendido e assim deixou a montanha e foi embora deixando
Victor.

Capítulo 18

Ainda faltava coragem para Victor começar a criar uma fêmea para o monstro. Em
Genebra seria complicada essa tarefa já que sua família estaria por perto e seria difícil
esconder deles o que ele estaria fazendo. Victor pensou em fazer sua tarefa na Inglaterra, lugar
em que recentes descobertas poderiam ajudar na sua criação. Ele então prometera ao seu pai,
quando o perguntara sobre seu casamento com Elizabeth, que passaria um ano na Inglaterra e
quando voltasse seu casamento aconteceria.
Sua família concorda, porém em sua viagem seu amigo que cuidara dele em seus
tempos de depressão na Alemanha teria que acompanhá-lo. Os dois partiram para a Inglaterra
passando por belas paisagens europeias que animavam somente seu amigo Clerval até que
chegaram na ilha da Grâ Bretanha.

Capítulo 19

Os dois amigos se instalaram em Londres e resolveram ficar ali por um tempo. Clerval
aproveitava cada momento na cidade ganhando cada vez mais conhecimento, Victor, porém
não conseguia se acalmar e estava perturbado com sua tarefa. Depois de alguns meses eles
recebem uma cara de um amigo que morava na Escócia os chamando para que visitassem ele.
Depois de mais um mês em Londres eles partiram para o norte passando em algumas cidades
Britânicas.
Essas cidades encantavam por sua cultura e história, chegando na Escócia Victor
decide ficar sozinho em uma velha casa enquanto Clerval aproveitaria sua viagem. Ele se isola
em uma ilha ao norte e observa que ali seria um bom lugar para dar início a sua experiência.
Durante as manhãs ele se dedicava ao seu trabalho e nas tardes ele caminhava nas praias da
ilha.

Capítulo 20

Durante uma noite em que ele se dedicava a seu experimento até que veio a
lembrança do tempo em que ele se dedicava a uma função parecida e ficou atordoado pois
sabia que tudo poderia dar errado já que a criatura poderia juntar com seu antigo feito e tentar
causar grandes malefícios a sociedade. Outras consequências poderiam a ser que a fêmea
poderia abominar seu próprio parceiro que ficaria solitário novamente e também havia o perigo
dos dois conseguissem se reproduzir algo que poderia levar o terror para a humanidade.
Enquanto ele pensava em todas essas possibilidades o monstro aparece na janela
deixando Victor apavorado e pensando nos meios em que tal criatura usou para chegar em um
local tão distante conseguindo atravessar o mar para isso. Com essa ideia Victor usa algo que
estava em sua mãos para acabar com a criatura que estava bem perto de ganhar vida e
monstro só viu aquela cena ficando em desespero.
Após passar a noite o monstro volta a cabana de Victor para conversar com ele, porém
Victor foi irredutível e não aceitou retornar a construir novamente um monstro, dessa forma a
criatura ameaçou Victor e deixou claro que sua vingança poderia ser extremamente cruel, o
que não foi capaz fazer Victor retornar ao seu experimento. Passou a noite e quando
amanhecera Victor resolve dar uma volta pela praia e nesse momento recebe cartas de seu
amigo Clerval pedindo que voltasse.
Victor então resolve voltar mas antes ele destrói tudo aquilo que poderia dar pistas do
que ele fazia no laboratório, logo após isso ele se lança ao mar para jogar todos aquele indícios
fora. Porém com a mudança do tempo um temporal o arrasta para uma ilha desconhecida por
ele até que pela conversa dos moradores descobre que está na Irlanda e fora acusado de um
grave crime.

Capítulo 21

Frankenstein é levado à presença do juiz após o corpo de um homem ser encontrado


morto e as suspeitas caírem sobre ele. O Dr. Kirwin, o magistrado da cidade, ouve alguns
depoimentos de testemunhas que alegavam encontrar um corpo de um homem morto na praia
e terem avistado o barco de Viktor. Então Dr. Kirwin o leva aonde o corpo se encontra para ver
qual efeito teria sobre o suspeito, ele reage com a horror a aquela situação e fica à beira da
morte durante dois meses que tem inúmeros delírios.
Após dois meses de cama ele se restabelece e volta à consciência. Ele fica muito
deprimido por estar em um ambiente que lhe causava arrepios e sensações ruins, o único que
demonstrava complacência era o Dr. Kirwin que agia de uma forma muito simpática com o
pobre prisioneiro. O magistrado lhe faz uma visita e informa que há uma visita á espera dele.
Frankenstein teme ser o monstro que veio escarnecer da miséria e zombar da morte de Clerval
e diz ao doutor. que ele não deseja receber a visita.
Ao saber que seu pai vinha lhe fazer uma visita mudou repentinamente de atitude,
trouxe a aquele sofrido prisioneiro um grande prazer. Ocorre o julgamento no qual ele é
absorvido da morte de Henry, Frankenstein e seu pai seguem para Genebra.

Capítulo 22

No caminho para Genebra, o pai ao perceber que seu filho andava melancólico
e apático decide fazer uma pausa, para que Viktor recuperasse suas forças, em Paris.
Elizabeth lhe envia uma carta na qual ela demonstra preocupação com a saúde de seu
primo, questiona se ele está apaixonado por outra, caso se confirmasse ela não se
importaria, pois a felicidade dele era tão importante quanto a sua própria.A carta faz
com que Frankenstein se lembre do monstro e sua promessa “Estarei com você em
sua noite de núpcias”. A noite de núpcias seria travado, então, o combate final dando a
ele a morte ou a liberdade.
Pai e filho chegam a Genebra. O casamento ente Viktor e Elizabeth é marcado
imediatamente. Os preparativos para o casamento deixam o Sr. Frankenstein muito
excitado. Viktor diz a sua amada que no dia seguinte ao casamento lhe contará a
história de infortúnio e horror que passara. Ao aproximar se a data da união, o criador
da monstruosa criatura sente uma enorme ansiedade que atormentava seu coração e
tomava inúmeras precauções para se defender de um possível ataque do monstro.
Enfim, o dia em que o belo casal se uniria conforme a vontade de todos
Elizabeth estava melancólica e tinha o pressentimento de algum mal. Após o
celebramento da cerimônia, Elizabeth e Viktor partem para uma viagem pelas águas
rumo a pequena propriedade, às margens do lago de Como, herdada pela jovem
esposa.

Capítulo 23

O casal desembarca e seguem para uma hospedaria enquanto contemplam


uma linda paisagem. Com a noite o medo se apoderara de Frankenstein estava
ansioso e alerta. Elizabeth ao percebe o nervosismo de seu marido se aproxima e ele
lhe diz para que ela se retire para o quarto. Ele vigia cada canto que poderia ser usado
como esconderijo pelo seu adversário. Escuta um grito que vinha do quarto em que
Elizabeth estava. Ao entrar, depara-se com sua mulher morta e perde os sentidos, cai
inconsciente no chão.
Ao acordar se depara com o quarto rodeado de pessoas e vai ao quarto no
qual jazia Elizabeth e a abraça com ardor. Enquanto ela estava sobre seus braços,
percebe a janela do quarto que estavam antes fechadas e vê no batente da janela o
monstro. Levanta subitamente e atira contra ele, porém a criatura escapa. Então eles o
seguem, no entanto não conseguem alcançá-lo.
Após o terrível incidente decide retornar á Genebra de barco. Ao contar a
noticia ao seu pai que responde com muito desgosto e cai em profunda miséria. O
pobre homem não suporta a tanto sofrimento e morre nos braços de Frankenstein.
Este perde os sentidos, então é declarado louco e liberado. Com um sentimento
enorme de vingança recorre ao magistrado da cidade para que o responsável fosse
punido e lhe conta que a responsabilidade dos crimes era de um monstro que ele
próprio criara, todavia o magistrado não lhe concede o pedido alegando que essa
criatura era superior aos seres humanos. Viktor resolve dedicar à destruição de seu
inimigo mesmo que lhe custe à vida.

Capítulo 24

Ao se ver totalmente destruído Viktor decide sair de Genebra e iniciar a


perseguição ao monstro.Vai ao local no local no qual seus entes queridos estavam
sepultados e faz um juramento de perseguir seu inimigo até que ele ou o monstro
morra em um conflito fatal. O monstro aparece e Frankenstein o segue, por meses ele
continua sua peregrinação seguindo pistas deixadas pela própria criatura; passa por
frio, fome e exaustão, no entanto o espírito de vingança faz com que ele prossiga em
sua missão.
A jornada rumo ao Norte estava cada vez mais difícil, Viktor arranja um trenó
guiado por cães que o aproximava da criatura que também usava um destes. Com
informações dadas pelos moradores ele soube que o mostro estava perto, pois
passara pela vila provocando desordem a noite passada e não sobreviveria ao gelo
que logo se romperia. Continua a missão e quando parecia que finalmente ia agarrá-lo
o gelo se rompe e fica à deriva em um fragmento de gelo. Passa horas terríveis nessa
situação e ao avistar o navio de Walton decide remar para pedir ajuda. Lá ele conta
sua história e lhe súplica para persistir em sua busca por vingança após sua morte.
A partir desse ponto, Walton volta a narrar por forma de suas cartas a sua irmã.
Afirma que acredita veemente na história que aquele bom homem lhe contara e
lamenta não tê-lo conhecido em seus bons tempos. Rodeados pelo perigo teme não
retornar a Inglaterra e que seus tripulantes procuravam auxílio, mas não tinha a dar.
Os tripulantes pedem para que Walton voltasses para a Inglaterra e Frankenstein tenta
convencê-los de que a coragem era necessária naquele momento e não deveriam
desistir daquela expedição tão grandiosa e aquele tipo de atitude só provava a
covardia deles, os homens não respondem ao que Viktor diz. Dias depois Walton é
comunicado que a decisão persiste.
Frankenstein ao saber do retorno diz que não voltará junto com eles, pois o
destino dele estava fadado e que devia cumpri-lo, tenta levantar-se,mais o esforço foi
muito grande.O médico de bordo é chamado e informa que eram as últimas horas de
vida que lhe restavam. Walton senta ao seu lado e Viktor lhe pede que faça vingança
por ele e morre.
Robert ao entrar no quarto aonde jazia o corpo de seu amigo se depara com o
monstro e lhe diz para ficar ao se lembrar de seus deveres. O monstro chora a morte
de seu criador e lhe conta as frustrações e angústias de ter acabado com a vida de
seu criador e seus caros amigos e familiares. Ele se queixa das situações pelas quais
passou, tentara fazer o bem, todavia as pessoas só notavam sua aparência; a única
coisa que lhe restara era o próprio ódio e que cessaria com sua morte. Ao dizer suas
últimas palavras, pula da cabine para a jangada de gelo que estava junto ao navio. Logo
as ondas o transportaram para longe, e ele se perde na escuridão e na distância.

2-

3-
Prometeu era um titã e criou o homem fazendo um molde de barro e parecido com os
deuses, porém na lenda Prometeu somente dá a forma ao homem, é Minerva quem dá a vida
propriamente dita ao homem. No romance “Frankenstein” Viktor dá forma a um ser parecido
com o ser humano e como Prometeu dá ao ser uma superioridade marcada pela estatura que
pelo titã foi marcada pela posição da cabeça que era voltada para cima ao contrário dos outros
animais para que eles pudessem olhar para o céu e verem os deuses.Em ambos a criatura se
revolta com o criador e busca destruí-lo.Tanto Prometeu e Frankenstein são condenados ao
sofrimento.O primeiro ficaria acorrentado e uma águia comeria seu fígado todos os dias que se
regeneraria, já que ele era um titã. Já o segundo, perde todos os seus entes queridos.

4-

A exploração ártica é tratada nas cartas de abertura do livro em que R. Walton escreve
à Sra. Saville. Robert Walton está fazendo uma viagem de exploração pelo ártico com intuito de
descobrir o segredo do magnetismo e uma passagem para o pólo. A questão da exploração
ártica demonstra a busca do homem pelo conhecimento tanto na esfera científica e a
descoberta de uma nova rota marítima ,uma vez que ao redor do pólo norte temos um pólo
magnético e a necessidade de rotas para navios cargueiros. A exploração ártica é dificultada
pelas geleiras que bloqueiam a passagem do navio e pelas baixas temperaturas.

A moral, religião e ciência estão retratadas praticamente durante todo o livro. No


entanto os conflitos entre eles estão dispostos nos capítulos 4 e 5 em que Viktor está
concebendo sua criatura. Estes conceitos estão ligados diretamente, pois Frankenstein deseja
saber o princípio da vida; ao indagar-se ele quebra aquilo que é proposto pela religião. Ao
tentar reproduzir a vida não se respeita os princípios impostos pela moral porque o cientista
que deseja alcançar um grande feito para ciência ele utiliza partes retiradas de pesssoas
mortas, podendo ser visto como um desrespeito aos mortos. Ao tentar conceber sua criatura
Viktor passa a se dedicar à filosofia natura, principalmente, a química e a fisiologia humana. Os
conflitos chegam ao seu apogeu quando o monstro ganha a vida.

A conquista do conhecimento representa algo muito importante para narrativa do livro


uma vez que todo enredo se desenrola pela conseqüência da busca do mesmo. Nas cartas
narram a viagem de Robert Walton na qual tenta explorar o Pólo Norte que representa a
conquista do mundo para a expansão do conhecimento, pois a razão da viagem era conhecer
mais sobre os princípios do magnetismo. A supremacia da civilização européia é tratada no
capítulo 16 quando o monstro confessa o desejo de que seu criador lhe dê uma companheira.
O monstro promete que se seu pedido for concedido ele irá para as vastidões selvagens da
América do Sul por ser um local no qual o homem não habite, demonstrando a superioridade
que a Europa tinha em relação aos demais continentes.

As discussões da abiogênese e biogênese se expressa no capítulo 3 e 4. A


abiogênese é abordada como um assunto ultrapassado que não concebia feitos, prometia
impossibilidades que não eram alcançadas; já a biogênese era mais avançada e usava de
técnicas que segundo o livro produziam “milagres”.

O preconceito ao diferente é expresso quando as pessoas julgam o monstro de forma


injusta pela sua aparência horripilante. O monstro ao tentar se aproximar dos humanos
aprende a falar, a sentir como eles, no entanto tudo é em vão. Então ele fica fadado à solidão
extrema. O preconceito ao diferente está retratado quando ele narra as situações por quais ela
passa, que se encontram nos capítulos 10 a 16.