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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA

DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA-PR.

CONDOMÍNIO CONJUNTO RESIDENCIAL MARQUES DO PARANÁ, pessoa


jurídica de direito privado, inscrito no CNPJ sob o nº 68.557.057/0001-20, situado a Rua Guilherme
Pugsley, nº 1.959, Água Verde, CEP 80.620-901, Curitiba-PR por seu advogado, com escritório
profissional situado à Rua Marechal Deodoro, 320, conjunto. 301 - Centro, CEP: 80.010-000 – Fone (41)
3224-3794 – Curitiba/PR, email Andre.queiroz@grupojuridico.com.br, onde recebe as devidas
intimações, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 12 da Lei
4.591/64 e no art. 318, do Novo Código de Processo Civil, propor a presente

AÇÃO DE COBRANÇA

em face de ALECSANDRO ZILIOTTO MACHADO, brasileiro, solteiro, médico,


portador do RG nº 7.942.336-0/PR, inscrito no CPF nº 056.099.969-02, e FÁBIO ZILIOTTO MACHADO,
brasileiro, solteiro, empresário, portador do RG nº 10.531.090-0/PR, inscrito no CPF nº 078.395.329-18,
residentes e domiciliados no Condomínio supra, situado à Guilherme Pugsley, nº 1.959, bloco K
apartamento 24, Água Verde, CEP 80.620-901, Curitiba-PR, pelas razões de fato e de direito que passa a
expor e no final requer.

1. DA POSSIBILIDADE DO PROCEDIMENTO COMUM

Rua Marechal Deodoro, 320, cj. 301, Centro – Curitiba/PR – Fone (41) 3224-3794.
.
É importante ressaltar que o novo Código de Processo Civil conferiu às cotas
condominiais a condição de título executivo extrajudicial, propiciando, no entanto, ao condomínio
credor a faculdade de ajuizar a ação de cobrança pelo rito comum, nos termos do artigo 785, a fim de
obter título executivo judicial.

2. DOS FATOS

Os Requeridos são atuais proprietários do apartamento 24 bloco K, do imóvel


localizado no condomínio Autor, conforme faz prova cópia da matrícula (sob nº 9.587 registrado na 5ª
Circunscrição do Cartório de Registro de Imóveis de Curitiba-PR) juntado na presente.
Os Requeridos encontram-se em atraso no pagamento das taxas condominiais
correspondente aos períodos 05/02/2017 à 05/09/2017 conforme especificados nas planilhas e boletos
que seguem em anexo.
É necessário destacar que o inadimplemento das taxas condominiais da unidade
ocasiona um efetivo prejuízo ao Autor, visto que a insuficiência de arrecadação impede não só a
manutenção da coisa comum em seu melhor estado, mas um esforço dobrado dos demais condôminos
que se sobrecarregam para suprir a falta causado.
Fato, que no presente caso, os Requeridos, na qualidade de proprietários estão
obrigados a honrar com a obrigação legal e moral, porquanto, o débito condominial é originado pela
unidade de sua propriedade.
Inobstante a várias tentativas do Autor em receber seu crédito amigavelmente,
até a presente data os Requeridos não se manifestaram no sentido de pagá-lo, razão pela qual outra
alternativa não restou-lhe a não ser a propositura da presente ação, para que assim possa recuperar os
valores pendentes.

3. LEGITIMIDADE PASSIVA – OBRIGAÇÃO PROPTER REM

Os Requeridos são legítimos proprietários do apartamento 24 bloco K do


condomínio do Autor, conforme documentação juntada.
A cerca da obrigação “propter rem” SILVIO RODRIGUES1 ensina que:

“A obrigação “propter rem” é aquela em que o devedor, por ser titular de um


direito sobre uma coisa, fica sujeito a uma determinada prestação que, por
conseguinte, não derivou da manifestação expressa ou tácita de sua vontade, o
que o faz devedor é a circunstancia de ser titular do direito real, e tanto isso
verdade que ele se libera da obrigação se renunciar a esse direito”.

Posto isto, considerando a condição de proprietários do imóvel descrito, requer


seja conhecida a legitimidade dos Requeridos para figurarem no polo passivo e conseguinte responder
pelas taxas condominiais inadimplidas.

1
Direito Civil”, v.2,5ª ed., São Paulo, Saraiva, 1975, p.101;

Rua Marechal Deodoro, 320, cj. 301, Centro – Curitiba/PR – Fone (41) 3224-3794.
.
4. DO DIREITO
O Autor com fulcro nos artigos citados, bem como artigos art. 12, 4º, §1º da Lei
4.591/64, art. 1.336, I do CC, e demais disposições legais aplicáveis à espécie, vê-se compelido a
ingressar com a presente medida para o que pretende.
O artigo 1.336 do Código Civil, no seu inciso I prevê entre os deveres do
condômino o de contribuir para as despesas do condomínio na proporção da sua fração ideal, salvo
disposição em contrário na convenção.
Destarte, a obrigação de contribuir para as despesas do condomínio, além de
decorrer da convenção de condomínio e do regimento interno, decorre de lei e deve ser cumprida sob
pena de causar desequilíbrio econômico, bem como onerar os demais condôminos.

4.1 MULTA

Em razão dos débitos serem posteriores ao Código Civil de 2002, a multa


aplicada é de 2% consoante o que dispõe o artigo 1.336, §1º do CC.

4.2 JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA

Por se tratar de despesa de condomínio, a princípio, de dívida positiva e líquida,


os juros devem incidir desde o vencimento de cada parcela condominial, conforme artigo 397 do Código
Civil.
Os juros são de 1% ao mês aplicado a partir do vencimento com base nos artigos
já citados e correção de igual forma, pois é mero fato de atualização da moeda pelo decurso do tempo.
Assim a jurisprudência tem se manifestado:

APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE COBRANÇA - TAXAS DE CONDOMÍNIO - COTAS


CONDOMINIAIS NÃO ADIMPLIDAS - CONDENAÇÃO DO RÉU AO PAGAMENTO
DAS TAXAS, ACRESCIDAS DE CORREÇÃO MONETÁRIA DESDE CADA VENCIMENTO
E JUROS MORATÓRIOS A PARTIR DA CITAÇÃO - INSURGÊNCIA RECURSAL -
ALEGAÇÃO DE QUE OS JUROS DE MORA TAMBÉM DEVEM FLUIR A PARTIR DO
VENCIMENTO DE CADA PARCELA - PLAUSIBILIDADE - DECISÃO REFORMADA
NESTE PONTO - RECURSO CONHECIDO E PROVIDO2. Grifei.

Portanto, os juros e correção monetária devem incidir desde o vencimento de


cada taxa condominial.

5. DAS TAXAS CONDOMINIAIS VINCENDAS – INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 323


DO CPC

2
TJPR - 9ª C. Cível - AC - 1222105-9 - Região Metropolitana de Londrina - Foro Central de Londrina - Rel.: Domingos José
Perfetto - Unânime - - J. 17.07.2014.

Rua Marechal Deodoro, 320, cj. 301, Centro – Curitiba/PR – Fone (41) 3224-3794.
.
Assim dispõe o Novo Código de Processo Civil:

Art. 323. Na ação que tiver por objeto cumprimento de obrigação em prestações
sucessivas, essas serão consideradas incluídas no pedido, independentemente de
declaração expressa do autor, e serão incluídas na condenação, enquanto durar
a obrigação, se o devedor, no curso do processo, deixar de pagá-las ou de
consigná-las.

Note-se que o Código de Processo Civil é claro ao mencionar que as prestações


vincendas são devidas enquanto durar a obrigação, ou seja, até o efetivo pagamento de toda a dívida.
Neste sentido, seguem decisões:

APELAÇÕES CÍVEIS. AÇÃO DE COBRANÇA DE COTAS CONDOMINIAIS.


PROCEDÊNCIA DO PEDIDO. FORMAIS INCONFORMISMOS. APELAÇÃO CÍVEL 1.
CONDOMÍNIO EDIFÍCIO MARITANA. OBSERVÂNCIA À INTELIGÊNCIA DO ART. 290
DO CPC. PERTINÊNCIA. INCLUSÃO DAS PARCELAS VINCENDAS ATÉ O
PAGAMENTO INTEGRAL DO DÉBITO. RECURSO PROVIDO. APELAÇÃO CÍVEL 2.
CLEVERSON OLIVEIRA ROCHA E OUTROS. ALTERAÇÃO DO ÍNDICE DA CORREÇÃO
MONETÁRIA PARA O INPC. ADEQUABILIDADE. ABATIMENTO DE VALORES PAGOS
EM AÇÃO CONSIGNATÓRIA. INCONGRUIDADE. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA
DA CONSIGNAÇÃO, HAJA VISTA QUE OS DEVEDORES PRETENDIAM O DEPÓSITO
DE UMA ÚNICA PARCELA CONDOMINIAL. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO3.
Grifei.

AGRAVO DE INSTRUMENTO - AÇÃO DE COBRANÇA DE TAXAS CONDOMINIAIS


EXECUÇÃO DE SENTENÇA - PRESTAÇÕES VINCENDAS - INCLUSÃO NA
CONDENAÇÃO POSSIBILIDADE - INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 290, DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL - PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE, CELERIDADE E ECONOMIA
PROCESSUAL. RECURSO PROVIDO. São alcançadas pela execução, transitada em
julgado a sentença que determinou a inclusão das verbas que se vencerem no
curso do processo, até a data da efetiva quitação da dívida, nos termos do art.
290 do Código de Processo Civil4. Grifei.

APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE COBRANÇA - TAXAS CONDOMINIAIS PRESTAÇÕES


VINCENDAS PERIÓDICAS INCLUSÃO NA CONDENAÇÃO, `ENQUANTO DURAR A
OBRIGAÇÃO' INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 290, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
MULTA E JUROS DE MORA - INCIDÊNCIA NA FORMA DA CONVENÇÃO
CONDOMINIAL, ATÉ A ENTRADA EM VIGOR DO CÓDIGO CIVIL, QUANDO AQUELA
PASSA A SER DEVIDA NO PERCENTUAL DE 2% SOBRE O DÉBITO, E OS JUROS DE

3
TJPR - 8ª C.Cível - AC 597946-6 - Curitiba - Rel.: Guimarães da Costa - Unânime - J. 23.08.2012.
4
TJPR - 10ª C.Cível - AI 0674464-3 - Curitiba - Rel.: Des. Luiz Lopes - Unânime - J. 12.08.2010.

Rua Marechal Deodoro, 320, cj. 301, Centro – Curitiba/PR – Fone (41) 3224-3794.
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MORA SE MANTÊM EM 1% AO MÊS TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA
VENCIMENTO DE CADA PARCELA -APRESENTAÇÃO DOS BALANCETES PELO
CONDOMÍNIO DESNECESSIDADE. RECURSO DO AUTOR PROVIDO. RECURSO DO
RÉU DESPROVIDO. 1. "São alcançadas pela execução, transitada em julgado a
sentença que determinou a inclusão das verbas que se vencerem no curso do
processo, todas as parcelas devidas enquanto durar a obrigação, nos termos do
art. 290 do Código de Processo Civil." (REsp 241.618 / SP, Rel. Min. Carlos
Alberto Menezes Direito) 2. Estando prevista na Convenção de Condomínio, a
incidência de juros de mora de 1% ao mês e multa de 20%, impõe-se acolhê-los.
3. Em se tratando de obrigação positiva e líquida, o inadimplemento da dívida no
seu termo constitui de pleno direito em mora o devedor, de sorte que os juros
devem incidir a partir do vencimento de cada cota. Incidência, ademais, da regra
do artigo 12, § 3º, da Lei nº 4.591/64. 4. O boleto de cobrança é documento hábil
para instruir a presente demanda, sendo dispensável a apresentação dos
demonstrativos de gastos do Condomínio5. Grifei.

EMENTA: I APELAÇÃO CÍVEL. II. COBRANÇA DE CONDOMÍNIO. PARCELAS


VINCENDAS. CONDENAÇÃO ATÉ O EFETIVO CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO.
INTELIGÊNCIA DO ART. 290 DO CPC. III JUROS. INCIDÊNCIA A PARTIR DE CADA
VENCIMENTO. PREVISÃO NA CONVENÇÃO DE CONDOMÍNIO. IV. MULTA: 2% AO
MÊS. AUSÊNCIA DE PEDIDO DE PERCENTUAL MAIOR. V. RECURSO
6
PARCIALMENTE PROVIDO . Grifei.

O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou a respeito, a saber:

Agravo. Recurso especial. Condomínio. Ação de cobrança. Condenação.


Prestações vincendas periódicas. Inclusão na condenação 'enquanto durar a
obrigação'. CPC, Art. 290. - A regra contida no Art. 290, do CPC, em homenagem
à economia processual, incide em relação às cotas de condomínio7.

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. JULGAMENTO EXTRA


PETITA.INEXISTÊNCIA. DESPESAS CONDOMINIAIS. TRATO SUCESSIVO.
PRESTAÇÕES VINCENDAS. INCLUSÃO IMPLÍCITA NO PEDIDO. ARTIGO 290 DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.Inexiste julgamento extra petita se a decisão é
proferida em conformidade com a postulação inicial, como se observa no

5
TJPR - 10ª C.Cível - AC 0602628-8 - Londrina - Rel.: Des. Luiz Lopes - Unânime - J. 29.04.2010.
6
TJPR - 8ª C.Cível - AC 739805-4 - Londrina - Rel.: Jorge de Oliveira Vargas - Unânime - J. 09.06.2011.
7
AgRg no REsp 647.367/PR, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, julgado em 20/09/2007, DJ
15/10/2007, p. 255.

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caso.Ademais, à luz do artigo 290 do Cód. Pr. Civil, as prestações vincendas
consideram-se implícitas no pedido, devendo ser incluídas na condenação, se
não pagas, enquanto durar a obrigação, independentemente de
pedido.Recurso especial não conhecido8. Grifei.
Quando a obrigação for de prestação periódica, como no presente caso, as
obrigações que deixarem de serem pagas no curso da ação, serão incluídas sem a necessidade de outra
ação de cobrança. Não importando a fase do processo.
Theotonio Negrão e José Roberto F. Gouvêa, em sua obra “Código de Processo
Civil e legislação processual em vigor”, 39ª ed., 2007, p. 433, citando RT 651/97, esclarecem que:

“[...] Sendo de trato sucessivo as prestações (homogêneas, contínuas, da mesma


natureza jurídica, sem modificação unilateral), enquanto durar a obrigação estão
elas incluídas na sentença condenatória da ação de cobrança. Vencidas depois da
liquidação, liquidam-se. As liquidadas por sentença forma título executivo
judicial; executam-se. Após a sentença de liquidação, surgidas outras,
novamente liquidam-se e se executam, sem a necessidade de outra ação de
cobrança com sentença condenatória”.

Pois bem, trata-se de ação de obrigação de trato sucessivo, e, por razões de


ordem prática, amparadas nos princípios da instrumentalidade e da economia processual, não há como
restringir seus efeitos. A conclusão lógica, útil e atenta às finalidades da tutela jurisdicional somente
pode caminhar no sentido de que as obrigações vincendas, em casos tais, estende seus efeitos até a
efetiva quitação, incluindo-se nesta as quotas que se vencerem após o trânsito em julgado da sentença.
Não bastasse isso, cumpre destacar que a disposição legal mencionada, em
momento algum faz referência ao trânsito em julgado, pelo contrário, é expressa ao dizer “enquanto
durar a obrigação”, o que reafirma a conclusão ora firmada.
Por todo exposto, claro está que as taxas condominiais vincendas são aquelas
vincendas até que o débito seja efetivamente adimplido, enquanto durar a obrigação (como o próprio
Código de Processo Civil menciona).

6. DO PEDIDO

Ante o exposto requer:

1) Seja dispensada a audiência de conciliação nos termos do artigo 334 § 5º


do NCPC, por desinteresse na composição consensual, pois já realizado diversos contatos amigáveis sem
retorno do REQUERIDO;
2) A citação dos REQUERIDOS mediante Oficial de Justiça no endereço
constante no preâmbulo, para que, querendo, apresente defesa dentro do prazo legal sob pena de
revelia;

8
REsp 671.428/RJ, Rel. Ministro CASTRO FILHO, TERCEIRA TURMA, julgado em 03/05/2005, DJ 23/05/2005, p. 286.

Rua Marechal Deodoro, 320, cj. 301, Centro – Curitiba/PR – Fone (41) 3224-3794.
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3) Ao final seja julgado procedente o pedido, com a condenação dos
REQUERIDOS ao pagamento das taxas condominiais supra descritas, bem como as que vencerem no
curso da presente ação até a satisfação do débito, devidamente atualizadas, ou seja, acrescidas da
multa convencional, correção monetária a partir do vencimento, conforme Lei 4.591/64, juros de mora
de 1% ao mês, custas processuais, honorários advocatícios, estes estipulados em 20% sobre o valor da
condenação;
4) Requer a produção de todas as provas em direito admitidas, na amplitude
dos artigos 369 e seguintes do NCPC, em especial a prova documental, a prova pericial, a testemunhal e o
depoimento pessoal do REQUERIDO.

Dá-se a causa o valor de R$ 4.454,96 (quatro mil quatrocentos e cinqüenta e


quatro reais e noventa e seis centavos).

NESTES TERMOS,
PEDE DEFERIMENTO.

ANDRÉ ZACARIAS TALLAREK DE QUEIROZ


OAB/PR 31.381

Rua Marechal Deodoro, 320, cj. 301, Centro – Curitiba/PR – Fone (41) 3224-3794.
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