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Campus: Santa Cruz

Disciplina: Física 1
Professor: Mauricio Antolin
Turma: 3045

Queda Livre.

Samuel Matheus Flegler Verly


Jean Carlos de Melo Castro
Carolina de Mello
Gabriel Oliveira
Jullyanna Abade

Santa Cruz, Rio de Janeiro


Abril/2018
Física 1 – Queda Livre

1. Objetivo

Medir a aceleração da gravidade e comparar a experimental com a teórica (9,8 m/s²).

2. Introdução

Todos os corpos caem sobre a superfície terrestre com a mesma aceleração, independentemente de qual
seja sua massa. Queda livre é o termo utilizado para descrever o movimento de um corpo que cai, sujeito
somente à força gravitacional terrestre. Esse movimento se caracteriza pela aceleração constante que os
corpos em queda livre apresentam nas proximidades da superfície terrestre. A velocidade dos corpos em
queda livre aumenta em 9,8 m/s a cada segundo. Esse valor é uma constante que recebe um nome
específico, aceleração da gravidade, representado pelo símbolo g.

Se todos os corpos que caem o fazem com a mesma aceleração, pode-se concluir que todos levam o
mesmo tempo para cair de certa altura até o solo, e, portanto, os seus movimentos de queda são idênticos.
Isso ocorre porque a descrição de um MRUV só depende da aceleração e da velocidade inicial do corpo,
cujo valor é zero (Vo = 0) na queda livre.

Para simplificar o estudo dos movimentos dos corpos em queda livre, despreza-se o seu atrito com o ar.
As equações que descrevem o movimento de queda livre são as mesmas que as de qualquer movimento
retilíneo uniformemente variado, considerando-se a = g = 9,8 m/s²; Vo = 0, com o corpo em repouso no
início da queda.

Ao substituir esses dois valores na definição da aceleração, obtém-se:

E, ao fazer o mesmo com a equação do espaço, obtém-se:

Isolando-se a constate g, na equação do espaço, obtém-se:

3. Material utilizado e montagem experimental

a) Tripé universal delta max (Cidepe);


b) Cronômetro Digital;
c) Nível;
d) Bilha.
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Física 1 – Queda Livre

Figura 1: Cronômetro digital

Figura 2: Tripé universal Figura 3: Nível Figura 4: Bilha


delta max

4. Procedimento

Primeiramente foi verificado o nivelamento do equipamento tripé universal delta max, através do nível,
para obter um resultado preciso. Considerando um intervalo de S0 a S1, posicionou-se a bilha no ponto
h = 0,800 m, no mesmo equipamento, para então, iniciar o experimento no cronometro digital, o qual
calculava e apresentava o tempo. Foram feitas 5 medições do tempo com a mesma distância de S0 a S1
= 0,800 m. Posteriormente, foi feito uma média aritmética dos valores do tempo encontrado, para assim
obter a gravidade experimental através da seguinte formula:

2∗ℎ
𝐺𝑒𝑥𝑝 =
𝑡²

Com o valor da gravidade experimental encontrada, foi obtido o percentual de erro, através da seguinte
fórmula:

∈ % = ǀ𝐺𝑒𝑥𝑝 − 𝐺𝑡𝑒𝑜ǀ ∗ 100


𝐺𝑡𝑒𝑜

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5. Resultados

 Média Aritmética do Tempo:

S0 A S1 h = 0,800 m
1º Experimento 0, 389s
2º Experimento 0,389 s
3º Experimento 0,391 s
4º Experimento 0,389 s
5º Experimento 0,388 s
Soma ∑ = 1,946
Média M = 1,946/5
Tempo T = 0,39 s

 Gravidade Experimental:

2∗ℎ
𝐺𝑒𝑥𝑝 =
𝑡2

2 ∗ 0,800
𝐺𝑒𝑥𝑝 =
(0,39)²

𝐺𝑒𝑥𝑝 = 10,5 𝑚/𝑠²

 Erro Percentual:

∈ % = ǀ𝐺𝑒𝑥𝑝 − 𝐺𝑡𝑒𝑜ǀ ∗ 100


𝐺𝑡𝑒𝑜

ǀ 10,5 − 9,8 ǀ ∗ 100


∈%=
9,8

∈ % = 7,1%

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6. Conclusão

Pôde se concluir que o valor encontrado para aceleração da gravidade na queda livre, obtido
experimentalmente, não é equivalente a aceleração da gravidade teórica de 9,8 m/s², apresentando um
erro percentual de 7,1%, de certa forma considerável perante ao experimento realizado.

As causas desses erros podem vir de algum erro na calibragem dos equipamentos, na nivelação da altura
(h), erro da equipe ao manusear os equipamentos utilizados, entre outros fatores que podem alterar a
precisão dos resultados encontrados. Se é relativamente difícil encontrar valores ideais para qualquer
experimento, o erro é constante, tanto na equipe, quanto nos equipamentos. Pois, quanto maior a precisão
do experimento realizado, menor será o percentual de erro.

7. Referência Bibliográfica

QUEDA LIVRE. COLA DA WEB. Disponível em:


<https://www.coladaweb.com/fisica/mecanica/queda-livre>. Acesso em: 14 de abril de 2018.