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FUVESTÃO 6/5/2017
Resolução Comentada do Fuvestão – Conhecimentos Gerais
Obs.: Confira a resolução das questões de sua versão. A ordem das questões, dentro de cada disciplina, foi mantida.

VERSÃO VERSÃO VERSÃO VERSÃO VERSÃO VERSÃO VERSÃO VERSÃO VERSÃO VERSÃO
⺛ ⺡ ⺦ ⺨ ⺪ ⺛ ⺡ ⺦ ⺨ ⺪
1 B D D C D 46 C D C E B
2 C D E C E 47 B E B D C
3 E E C D D 48 D C C D A
4 D C B A C 49 C B E C E
5 E A A C B 50 C A E B B
6 C D B A A 51 E B A C C
7 E D D B C 52 C D A B E
8 B E C B C 53 B C B D D
9 A E C C D 54 E C D A E
10 D D E A E 55 D E E C C
11 D D A E B 56 B A C D E
12 C C B D C 57 C D D D B
13 E B D E B 58 C E C D A
14 D C A C D 59 D D B E D
15 D E C B C 60 A C D C D
16 C E D A C 61 C B C A C
17 B A B B E 62 A A C D E
18 C A C D C 63 B C E D D
19 B B E C B 64 B C C E D
20 D D D C E 65 C D B E C
21 A E E E D 66 A E E D B
22 C C C A B 67 E B D D C
23 D D E C B 68 B B B C D
24 D C B B C 69 C D C D D
25 E C A D E 70 E A C E E
26 D D D C E 71 E C D D C
27 C A D C A 72 A D A C A
28 B C C E A 73 A B C B D
29 A A E C B 74 B C A A D
30 C B D B D 75 D E B C E
31 C B D E E 76 E D B C E
32 D C C D C 77 C E C D D
33 E A B B D 78 D C A E D
34 B E C B B 79 D E E B C
35 D C D C D 80 D B D B D
36 E B D E A 81 E A E C E
37 C D E D C 82 C D D E C
38 B C C E D 83 A D C E B
39 A C A C C 84 D C B A A
40 B E D E C 85 D E A A B
41 D C D B D 86 E D C B D
42 C B E A A 87 E D C D C
43 C E E D C 88 D C D E C
44 E D D D A 89 D B E C E
45 A B D C B 90 C C B D A
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2– PROVA K
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Texto para a questão 1. b) ao utilizar as redes sociais apenas para escutar o


“eco de suas próprias vozes”, as pessoas não
Entrevista com o filósofo Zygmunt Bauman. desenvolvem de fato habilidades sociais, uma vez
que não são expostas ao confronto de ideias.
Pergunta: As redes sociais mudaram a forma como
as pessoas protestam e a exigência de transpa- c) é uma resposta falaciosa, uma vez que Bauman
rência. Você é um cético sobre esse “ativismo de afirma que não se estabelecem verdadeiros diálo-
sofá” e ressalta que a Internet também nos entor- gos em tempos de redes sociais, apesar de ele
pece com entretenimento barato. Em vez de um estabelecer uma interação através da entrevista.
instrumento revolucionário, como alguns pensam, d) o ato de excluir um contato de uma rede social é
as redes sociais são o novo ópio do povo? uma atitude autoritária, uma vez que apenas a re-
de pertence ao usuário, não a inteira comunidade.
Resposta: A questão da identidade foi transformada
e) diferentemente de tempos anteriores, “a solidão
de algo preestabelecido em uma tarefa: você tem
é a grande ameaça nesses tempos individua-
que criar a sua própria comunidade. Mas não se cria
uma comunidade, você tem uma ou não; o que as listas”, ou seja, do período contemporâneo. A
redes sociais podem gerar é um substituto. A dife- interação fornecida pelas redes sociais é apenas
rença entre a comunidade e a rede é que você per- superficial e insatisfatória.
tence à comunidade, mas a rede pertence a você. É Resolução
possível adicionar e deletar amigos, e controlar as Bauman afirma que as habilidades sociais são
pessoas com quem você se relaciona. Isso faz com desenvolvidas apenas em situações de confronto
que os indivíduos se sintam um pouco melhor, por- de ideias, quando os indivíduos precisam inte-
que a solidão é a grande ameaça nesses tempos in- ragir com pessoas que pensam diferentemente e
dividualistas. Mas, nas redes, é tão fácil adicionar e mesmo assim estabelecer diálogo, a exemplo da
deletar amigos que as habilidades sociais não são
entrevista do papa a um ateu. Nas redes sociais
necessárias. Elas são desenvolvidas na rua, ou no
haveria a tendência de se excluir pessoas com
trabalho, ao encontrar gente com quem se precisa
posicionamentos divergentes, mantendo apenas
ter uma interação razoável. Aí você tem que en-
aqueles contatos com posicionamentos similares.
frentar as dificuldades, se envolver em um diálogo.
Resposta: B
O papa Francisco, que é um grande homem, ao ser
eleito, deu sua primeira entrevista a Eugenio
Scalfari, um jornalista italiano que é um ateu Texto para as questões de 2 a 4, retirado de uma
autoproclamado. Foi um sinal: o diálogo real não é coluna de opinião do jornal on-line El País.
falar com gente que pensa igual a você. As redes
sociais não ensinam a dialogar porque é muito fácil Thauane,
evitar a controvérsia... Muita gente as usa não para Em 4 de fevereiro, você postou o seguinte tex-
unir, não para ampliar seus horizontes, mas ao to em sua página no Facebook: “Vou contar o que
contrário, para se fechar no que eu chamo de zonas houve ontem, para entenderem o porquê de eu es-
de conforto, onde o único som que escutam é o eco tar brava com esse lance de apropriação cultural: eu
de suas próprias vozes, onde o único que veem são estava na estação com o turbante toda linda, me
os reflexos de suas próprias caras. As redes são sentindo diva. E eu comecei a reparar que tinha bas-
muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos tante mulheres negras, lindas aliás, que tavam me
mas são uma armadilha. olhando torto, tipo “olha lá a branquinha se apro-
(El País, 9 jan 2016)
priando da nossa cultura’, enfim, veio uma falar co-
migo e dizer que eu não deveria usar turbante por-
1. Na entrevista, Zygmunt Bauman defende que as
que eu era branca. Tirei o turbante e falei ‘tá vendo
redes sociais funcionam como verdadeiras armadi-
essa careca, isso se chama câncer, então eu uso o
lhas para uma verdadeira interação nos tempos
que eu quero! Adeus’. Peguei e saí e ela ficou com
contemporâneos. Isso pode ser explicado pelo fato
cara de tacho. E, sinceramente, não vejo qual o
de que
PROBLEMA dessa nossa sociedade, meu Deus”.
a) as redes sociais não ensinam a dialogar porque é
Ao final, você fez a hashtag: #VeiTerTodosDeTurbanteSim.
um ambiente artificial de interação, muito dife-
rente de uma verdadeira comunidade, a exemplo Desde então, produziu-se uma grande quanti-
da entrevista do papa Francisco ao jornalista dade de textos de opinião, matérias e posts sobre o
Eugenio Scalfari. que aconteceu com você. Uma parte significativa

PROVA K –3
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desse material produzido continha acusações ao Resolução


movimento negro, de que estaria fazendo algo Com a internet, as cartas, a princípio transmiti-
nomeado como “racismo inverso”. das em papel, passaram a assumir outros canais
É por isso que decidi escrever minha coluna de comunicação, como o e-mail e as colunas
jornalísticas.
pública como uma carta para você. A carta é o gê-
Resposta: C
nero com que posso melhor expressar meu afeto.
Eu acredito muito em cartas, Thauane, porque
3. Segundo a autora do texto, “[...] quando a gente con-
elas pressupõem um remetente e um destinatário.
versa com um muro no meio, as cartas não chegam.
E elas expressam algo ainda mais fabuloso, que é o
O muro barra o movimento da palavra.” Para ela,
desejo de alcançar o outro. Poucas coisas são mais
precisamos de menos exclamações e mais interro-
tristes que cartas perdidas, extraviadas. Cartas que
gações para alcançar o outro. Nesse sentido, e de
não chegam ao seu destino. E quando a gente
acordo com o penúltimo parágrafo, o muro a que ela
conversa com um muro no meio, as cartas não che-
se refere está diretamente relacionado a
gam. O muro barra o movimento da palavra.
a) interrogações, pois quanto mais nos questio-
Quando ouvi que não deveria usar turbante,
namos ou somos questionados, mais obstáculos
entre outros símbolos culturais das mulheres negras,
encontramos em compreender o outro e vice-
fui escutá-las. Acho que isso é algo que precisamos
versa.
resgatar com urgência. Não responder a uma
b) interrogações e exclamações, pois ambas impe-
interjeição com uma exclamação: “Sim, eu posso!”.
dem a comunicação.
Mas com uma interrogação: “Por que eu não de-
c) exclamações, pois o excesso de exclamações
veria?”. As respostas categóricas, assim como as cer-
denuncia um pensamento reticente.
tezas, nos mantêm no mesmo lugar. As perguntas
d) interrogações, pois estas nos possibilitam conhe-
nos levam mais longe porque nos levam ao outro.
cer diversas opiniões e compreender a realidade
Escrevo esta carta para você, para todos e
do outro.
também para mim, na esperança de que ela atra-
e) exclamações, pois representam respostas cate-
vesse os muros e chegue ao seu destino. Não ape-
góricas e certezas que barram o diálogo.
nas porque alguém barrou o gesto, mas porque
somos capazes de escutar argumentos e aprender Resolução
com eles. E porque queremos muito estar com o De acordo com a autora, respostas exclamativas
(“Sim, eu posso [usar turbante]!”) impedem as
outro sem ser violentamente.
perguntas, ou seja, o diálogo reflexivo, por meio
(Eliane Brum. “De uma branca para outra: o turbante e o do qual é possível conhecer e compreender a
conceito de existir violentamente”. El País, 20 fev 2017. opinião do outro, bem como expor os próprios
Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2017/02/20/opinion/ argumentos. As exclamações representam,
1487597060_574691.html>. Acesso em: 21 fev 2017. Adaptado.) assim, o muro que impede a interlocução.
Resposta: E
2. Os gêneros textuais apresentam características
relativamente estáveis. Uma das principais carac- 4. Nos parágrafos 3 e 4, há predominância da seguinte
terísticas do gênero carta, por exemplo, é a presença função da linguagem:
de emissor (remetente) e do receptor (destinatário). a) apelativa, porque o emprego de verbos no impe-
Originalmente, a transmissão das cartas era feita rativo visa a convencer o leitor de que a coluna de
apenas em papel. Pode-se afirmar, com o advento da opinião é o melhor gênero para expressar afeto.
tecnologia, que esse gênero textual passou por um b) poética, uma vez que há recorrência de efeitos
processo de adaptação no que diz respeito sonoros e rítmicos e de figuras de linguagem.
a) ao uso da linguagem, que deixou de empregar c) fática, pois a única intenção da autora é
coloquialismos. estabelecer contato com o destinatário por meio
b) ao emissor, que evoluiu de uma única pessoa a de vocativos, como expresso em “Eu acredito
um grupo de pessoas. muito em cartas, Thauane”.
c) ao canal, pois a carta pode também ser enviada d) metalinguística, pois ao produzir a carta, a autora
por canais de comunicação eletrônicos. volta-se para a explicação da própria linguagem,
d) ao nome do gênero, que passou a ser chamado expõe sentimentos e impressões acerca de tal
de coluna de opinião. gênero, que dão vida à criação textual.
e) ao canal de comunicação empregado (meio pelo e) referencial, porque a intenção da autora é infor-
qual a mensagem é transmitida), pois o envio de mar sua preferência pelo gênero coluna de
carta em papel deixou de existir. opinião.
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Resolução Textos para a questão 6.


Nos parágrafos indicados nos enunciados, a
autora expõe sua opinião sobre o gênero textual Texto I
carta – “A carta é o gênero com que posso me-
NOVE MESES APÓS TRAGÉDIA,
lhor expressar meu afeto” – e discorre sobre
LAMA AINDA É AMEAÇA EM MARIANA
características de sua composição: “Eu acredito
muito em cartas, Thauane, porque elas pressu-
Erros de construção, alterações fora do proje-
põem um remetente e um destinatário”. Há
to, monitoramento inoperante.
nesses parágrafos, portanto, a predominância da
Com quatro meses de vida, a barragem de
função metalinguística, já que se trata da
Fundão, centro da tragédia de Mariana (MG), em no-
linguagem voltada para a própria linguagem e
vembro de 2015, já tinha sofrido uma erosão inter-
seus elementos.
na. Nos sete anos em que represou lama, ela ga-
Resposta: D
nhou tantos remendos que mais parecia uma colcha
5. de retalhos.
Para a investigação, uma série de decisões mal
tomadas pela mineradora Samarco, controlada pela
Vale e pela BHP Billiton, levou ao desastre com 19
mortos e um tsunami de rejeitos de minério que
poluiu o rio Doce até o litoral do Espírito Santo.
Nove meses depois, nenhum responsável pela
tragédia foi punido – funcionários foram indiciados
pela PF, mas ainda cabe ao Ministério Público Fe-
deral decidir sobre a denúncia judicial.
A lama que sobrou ainda é uma ameaça, pois
pode vazar com as chuvas.
(Estevão Bertoni; José Marques. “Nove meses após tragédia,
lama ainda é ameaça em Mariana”.
O recurso estilístico utilizado no discurso verbal do Folha de S.Paulo, 20 ago 2016. Disponível em:
cartum acima se encontra também em: <http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/08/1805111-nove-
a) “Tinha ali comida para dois ou três dias; se meses-apos-tragedia-samarco-ainda-tenta-conter-lama-em-
possuísse munição, teria comida para semanas e mariana.shtml>. Acesso em: 15 fev 2017. Adaptado.)
meses”. Graciliano Ramos, Vidas Secas.
Texto II
b) “Matraga não é Matraga, não é nada. Matraga é
Estêves. Augusto Estêves, filho do Coronel Afon-
são Estêves, das Pindaíbas e do Saco-da-Embira”.
Guimarães Rosa, Sagarana.
c) “Caubi avançado sempre, sumira-se entre a den-
sa ramagem”. José de Alencar, Iracema.
d) “Fechou-se um entra e sai de marimbondos de-
fronte daquelas cem casinhas ameaçadas pelo
fogo”. Aluísio Azevedo, O Cortiço.
e) “– Acho que fizeste bem – disse o Comissário. –
Não devemos ir contra a população civil, embora
ela seja hostil. Para que dar argumentos ao
Governo?” Pepetela, Mayombe.
Resolução
O recurso expressivo presente na oração “hoje
vamos estudar Machado de Assis” é a metoní-
mia do autor pelas obras. Esse mesmo recurso, a
metonímia, ocorre na oração “Para que dar argu- Os grafiteiros Os Gêmeos homenageiam vítimas do
mentos ao Governo?”, pois usamos o termo abs- desastre ambiental de Mariana (MG).
trato Governo para representar o concreto, go-
(Disponível em: <http://www.obeijo.com.br/noticias/os-gemeos-
vernantes.
fazem-obra-sobre-mariana-mg-12770525>. Acesso em: 14 fev 2017.)
Resposta: E

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6. O texto jornalístico e o grafite abordam o rompimen- “Estalagem de São Romão. Alugam-se casi-
to da barragem de Fundão, localizada no subdistrito nhas e tinas para lavadeiras”.
de Bento Rodrigues, próximo à cidade de Mariana, As casinhas eram alugadas por mês e as tinas
no estado de Minas Gerais. Pode-se afirmar que por dia; tudo pago adiantado. (...)
a) o grafite apresenta similaridade com o texto jor- Graças à abundância da água que lá havia,
nalístico, pois ambos isentam de responsabilidade como em nenhuma outra parte, e graças ao muito
as empresas envolvidas no desastre ambiental. espaço de que se dispunha no cortiço para estender
b) o grafite contradiz o texto jornalístico, pois des- a roupa, a concorrência às tinas não se fez esperar.
carta a importância dos grandes empresários (...) E, mal vagava uma das casinhas, ou um quarto,
diante da tragédia, finalmente superada. um canto onde coubesse um colchão, surgia uma
c) o grafite complementa o texto jornalístico, pois nuvem de pretendentes a disputá-los.
aborda de maneira igualmente crítica a respon- (Aluísio Azevedo, O cortiço)
sabilidade dos empresários na tragédia ambiental
e social, ainda não superada. 7. Considere os seguintes comentários sobre dife-
d) o texto jornalístico contrapõe-se ao grafite, porque rentes elementos linguísticos presentes no texto:
não critica a irresponsabilidade socioambiental I. Em “Noventa e cinco casinhas comportou a imen-
das empresas no rompimento da barragem. sa estalagem” (4.o parágrafo), houve inversão dos
e) o grafite é equivocado porque responsabiliza as termos da oração; em ordem direta, o trecho ad-
vítimas da tragédia e penaliza os empresários quiriria a seguinte redação: “A imensa estalagem
envolvidos no rompimento da barragem. comportou noventa e cinco casinhas”.
Resolução II. Em “e depois dobrassem para o lado do Miranda
O grafite complementa o texto jornalístico, dado e avançassem sobre o quintal deste” (1.o parágra-
que ambos abordam a tragédia de Mariana e os fo), o pronome demonstrativo refere-se a Miranda
grandes impactos sociais e ambientais causados, assim como o pronome oblíquo em “aquele demô-
bem como fazem crítica às empresas envolvidas nio era capaz de invadir-lhe a casa” (3.o parágrafo).
no desastre. No grafite, os cifrões estampados III.Em “Alugam-se casinhas e tinas para lavadeiras”
na gravata e as mãos engomadas que derramam (6.o parágrafo), a frase está na voz passiva sin-
ainda mais lama sobre as vítimas sugerem os tética assim como em “em que se lia o seguinte”.
responsáveis pelo desastre, ainda não superado.
Está correto o que se afirma em
Resposta: C
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
Texto para as questões 7 e 8: d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
O que aliás não impediu que as casinhas con- Resolução
tinuassem a surgir, uma após outra, e fossem logo Com a redação “A imensa estalagem comportou
se enchendo, a estenderem-se unidas por ali a fora, noventa e cinco casinhas”, elimina-se o hipérba-
desde a venda até quase ao morro, e depois dobras- to (inversão sintática) presente no período. Em II,
sem para o lado do Miranda e avançassem sobre o tanto o pronome demonstrativo este (deste)
quintal deste, que parecia ameaçado por aquela quanto o pronome oblíquo lhe retomam Mi-
serpente de pedra e cal. randa. Em III, os verbos alugar e ler estão na voz
O Miranda mandou logo levantar o muro. passiva sintética.
Nada! aquele demônio era capaz de invadir-lhe Resposta: E
a casa até a sala de visitas! (...)
Noventa e cinco casinhas comportou a imensa 8. Considerada no contexto, a palavra sublinhada no
estalagem. trecho “E, mal vagava uma das casinhas, ou um
Prontas, João Romão mandou levantar na fren- quarto, um canto onde coubesse um colchão, surgia
te (...) um grosso muro de dez palmos de altura, uma nuvem de pretendentes a disputá-los”
coroado de cacos de vidro e fundos de garrafa, e (8.o parágrafo) expressa ideia de
com um grande portão no centro, onde se depen- a) modo.
durou uma lanterna de vidraças vermelhas, por cima b) tempo.
de uma tabuleta amarela, em que se lia o seguinte, c) qualidade.
escrito a tinta encarnada e sem ortografia: d) intensidade.
e) negação.
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Resolução Herdeiro sarará


Mal significa, no contexto, “assim que”, “logo Do nome e do renome
que”, tratando-se, portanto, de conjunção De um feroz senhor de engenho
temporal. E das mandingas de um escravo
Resposta: B Que no engenho enfeitiçou Sinhá

(Chico Buarque e João Bosco)

Texto para as questões 9 e 10.


9. Na canção “Sinhá”, pode-se notar:
SINHÁ I. a supremacia do senhor branco, evidenciada no
castigo imposto ao escravo por ter, suposta-
Se a dona se banhou mente, olhado a sinhá no açude.
Eu não estava lá II. a súplica do escravo, na tentativa infrutífera de
Por Deus Nosso Senhor gerar a compaixão do senhor branco.
Eu não olhei Sinhá III. a transformação da língua portuguesa, que incor-
Estava lá na roça porou dialetos africanos, exemplo dado pelo
Sou de olhar ninguém emprego de vosmecê.
Não tenho mais cobiça IV. a miscigenação racial, sugerida na suposta rela-
Nem enxergo bem ção entre o escravo e a sinhá, que se deixou olhar
nua no açude.
Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar Está correto o que se afirma em
Eu juro a vosmecê a) I e II, somente.
Que nunca vi Sinhá b) II e III, somente.
Por que me faz tão mal c) I e IV, somente.
Com olhos tão azuis d) I, II e III, somente.
Me benzo com o sinal e) III e IV, somente.
Da santa cruz Resolução
A expressão vosmecê é contração de “Vossa
Eu só cheguei no açude Mercê”, forma de tratamento de uso genera-
lizado pela população não aristocrática de
Atrás da sabiá
Portugal, trazida ao Brasil pelos colonos em
Olhava o arvoredo
meados do século XVI.
Eu não olhei Sinhá
Resposta: A
Se a dona se despiu
Eu já andava além
Estava na moenda 10. A relação entre os versos “oro por Jesus” e “man-
Estava para Xerém dingas de um escravo” revela
a) domínio cultural.
Por que talhar meu corpo b) crenças esotéricas.
Eu não olhei Sinhá c) monoteísmo.
d) sincretismo religioso.
Para que que vosmincê
e) feitiçaria.
Meus olhos vai furar
Resolução
Eu choro em iorubá
A mistura do catolicismo (Jesus) e da feitiçaria
Mas oro por Jesus
(mandinga) constitui sincretismo religioso, cujo
Para que que vassuncê
significado, conforme o Dicionário Houaiss, é
Me tira a luz
“fusão de diferentes cultos ou doutrinas religio-
sas”.
E assim vai se encerrar Resposta: D
O conto de um cantor
Com voz do pelourinho
E ares de senhor
Cantor atormentado

PROVA K –7
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Textos para a questão 11. a) político, ao abordar o descaso com a população.


b) religioso, por compreender o sofrimento como
Texto 1 um apuro divino.
c) biológico, ao fazer referência à fisiologia.
Se há uma coisa que eu desejo na vida é ser d) étnico e social, ao realçar a cor da pele e a
menos esfomeada do que sou. Tenho até vergonha. diferença de classe.
Nunca tive um dia de pouca vontade de comer. Até
e) linguístico, por apresentar códigos distintos a tal
já perguntei ao doutor se não haverá um jeito da
ponto que geram o desentendimento.
comida não gastar tão depressa e ele achou graça.
Esperei sem poder falar muito, de tanta fome. Resolução
Chegou a hora do jantar e a negra Maria encarreirou Ambos os textos salientam a cor da pele ao re-
todos os meninos no banco da mesa grande do tratar a atitude de outras personagens. A nar-
salão do forno e foi trazendo os pratos feitos para radora do texto 1 refere-se à “negra Maria” como
cada um. Quando chega a minha vez Maria vira para mucama burra que não entende o seu discurso
mim e pergunta: “Sinhá Helena, ocê também quer irônico. Já o texto 2 faz alusão ao poder social,
janta?”. Eu, espantada da pergunta, respondi: “Não, alegando que o homem branco brinca com o
não quero não!” pensando que a burra entendesse.
povo “igual gato com rato”.
Espero o meu prato e não vem. Grito a Maria: “Que
Resposta: D
é do meu prato?”. Ela responde: “Uai! Ocê não dis-
se que não queria? Agora não tem mais comida”.
Fiquei tão pasma que nem pude reclamar. Fiz o que
mamãe diz que a gente deve fazer quando o sofri- Textos para a questão 12.
mento é grande: oferecer o sacrifício a Deus que ele
agradece e ajuda depois, quando se precisa.
Texto 1
(Helena Morley, Minha vida de menina)

ATRÁS DA PORTA
Texto 2
Quando olhaste bem nos olhos meus
29 de dezembro Saí com o João e a Vera e o E o teu olhar era de adeus
José Carlos. O João levou o radio para concertar. Juro que não acreditei
Quando eu ia na rua Pedro Vicente, o guarda do Eu te estranhei
deposito chamou-me e disse-me para eu ir buscar Me debrucei
uns sacos de papel que estavam perto do rio.
Sobre teu corpo e duvidei
Agradeci e fui ver os sacos. Eram sacos de ar-
E me arrastei e te arranhei
roz que estavam nos armazens e apodreceram.
Mandaram jogar fora. Fiquei horrorizada vendo o E me agarrei nos teus cabelos
arroz podre. Contemplei as traças que circulavam, Nos teus pelos
as baratas e os ratos que corriam de um lado para Teu pijama
outro. Nos teus pés
Pensei: porque o homem branco é tão perver- Ao pé da cama
so assim? Ele tem dinheiro, compra e põe nos arma- Sem carinho, sem coberta
zens. Fica brincando com o povo igual gato com No tapete atrás da porta
rato. Reclamei baixinho
(Maria Carolina de Jesus, Quarto de despejo) Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
11. Os textos acima são fragmentos de diários canoniza- E me vingar a qualquer preço
dos como obras literárias na contemporaneidade. Te adorando pelo avesso
Como é próprio do gênero diário, a voz narrativa Pra mostrar que inda sou tua
descortina seus sentimentos de forma mais explícita Só pra provar que inda sou tua
conforme relata os acontecimentos. Sobre a relação
entre a visão das personagens e a realidade exterior, (Chico Buarque)
em ambos os textos percebe-se um apelo

8– PROVA K
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Texto 2 Imagem para a questão 13.

(Sem Título)
As coisas delicadas tratam-se com cuidado
(Filosofia cabinda)
Desossaste-me
cuidadosamente
inscrevendo-me
no teu universo
como uma ferida
uma prótese perfeita
maldita necessária
conduziste todas as minhas veias
para que desaguassem
nas tuas
sem remédio
meio pulmão respira em ti
o outro, que me lembre
mal existe

Hoje levantei-me cedo


pintei de tacula* e água fria
o corpo aceso

não bato a manteiga 13. Embora sejam consideradas agressões ao patrimô-


não ponho o cinto nio público, as manifestações gráficas nas vias
urbanas valem-se como ferramenta de análise
VOU sociocultural. O enunciado acima interpreta diversas
para o sul saltar o cercado marcas do registro oral e popular. Entre elas,
(Ana Paula Tavares) identificamos a palavra anarca, que é uma forma
derivada do vocábulo plural anarquistas. Observa-se
tacula: árvore nativa de Angola, cuja madeira é vermelha.
um processo de truncamento lexical semelhante
12. A voz feminina na arte literária interpreta sistema- nos seguintes termos:
ticamente um universo de conflito existencial. O a) Velhaco – velho; beijoca – beijo; sabichão – sa-
texto 1 é uma canção brasileira composta na década bido.
de 1970, e o texto 2 é um poema angolano extraído b) Fds – Final de semana; Abs – Abraços; Kd – Cadê.
da obra Ritos de Passagem, de 1980. Indique quais c) Falô – Falou; Vim – Vir; Cumê – Comer.
são os substantivos que expressam, respectivamen- d) Guto – Augusto; Tão – estão; Zap – Whatsapp.
te, no final do texto I e no final do texto II, o senti- e) Analfa – Analfabeto; Batera – baterista; flagra –
mento do eu lírico em relação ao homem com quem flagrante.
manteve uma vida em comum. Resolução
a) submissão e vulnerabilidade. Na alternativa a, velhaco é “malandro”, “cana-
b) resiliência e comodismo. lha”, não se relaciona semanticamente com ve-
c) ressentimento e insubmissão. lho. Nas demais palavras dessa alternativa, os
d) subordinação e invulnerabilidade. vocábulos são formados por derivação. Em b,
e) reverência e hesitação. verificam-se abreviações comuns no registro
Resolução coloquial. Na alternativa c, há uma adequação na
As palavras que melhor expressam o comporta- pronúncia dos termos verbais. Na d, há casos de
mento final das vozes líricas são, respectiva- hipocorização e abreviação da primeira sílaba
mente, ressentimento – pois o eu lírico se vinga
das palavras.
do amado para expressar seu amor –, e
Resposta: E
insubmissão – pois o eu poemático decide não
cumprir mais as tarefas femininas e rompe com
a sua vida conjugal.
Resposta: C

PROVA K –9
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Textos para as questões 14 e 15. tinha uma pedra


tinha uma pedra no meio do caminho
Texto I no meio do caminho tinha uma pedra.

(Carlos Drummond de Andrade, Alguma Poesia, 1930)


A MÁQUINA DO MUNDO

E como eu palmilhasse vagamente 14. “‘A máquina do mundo’ é o título da última parte de
uma estrada de Minas, pedregosa, Claro enigma, que engloba dois poemas. O primeiro,
e no fecho da tarde um sino rouco com o nome de ‘A máquina do mundo’, narra o
encontro do poeta, numa estrada de Minas, com um
se misturasse ao som de meus sapatos ser/objeto que se dirige a ele oferecendo-lhe a chave
que era pausado e seco; e aves pairassem de todos os mistérios da vida. O poeta assiste à fala
no céu de chumbo, e suas formas pretas daquele ser estranho, mostra-se relutante em res-
ponder, e diante de seu desinteresse, a máquina se
lentamente se fossem diluindo recolhe e desaparece misteriosamente como surgiu
na escuridão maior, vinda dos montes enquanto o gauche continua sua marcha pelo cre-
e de meu próprio ser desenganado
púsculo.” (Affonso Romano de Sant’Anna, in
Drummond: o gauche no tempo). Nos versos abai-
a máquina do mundo se entreabriu
xo, extraídos de “A máquina do mundo”, assinale a
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia. alternativa que contenha uma imagem já presente,
ainda que com linguagem diferente, no poema “No
Abriu-se majestosa e circunspecta, meio do caminho”.
sem emitir um som que fosse impuro a) “... e aves pairassem / no céu de chumbo, e suas
nem um clarão maior que o tolerável formas pretas// lentamente se fossem diluindo”
b) “a máquina do mundo se entreabriu / para quem
pelas pupilas gastas na inspeção de a romper já se esquivava”
contínua e dolorosa do deserto, c) “Abriu-se majestosa e circunspecta, / sem emitir
e pela mente exausta de mentar um som que fosse impuro”
d) “pela pupilas gastas na inspeção / contínua e
toda uma realidade que transcende
dolorosa do deserto”
a própria imagem sua debuxada
e) “toda uma realidade que transcende / a própria
no rosto do mistério, nos abismos.
imagem sua debuxada”
Abriu-se em calma pura, e convidando (...) Resolução
O poema “No meio do caminho” já se refere ao
convidando-os a todos, em coorte, cansaço visual, numa metonímia para represen-
a se aplicarem sobre o pasto inédito tar o cansaço existencial do eu lírico – “na vida
da natureza mítica das coisas (...) de minhas retinas tão fatigadas”, imagem reite-
(Carlos Drummond de Andrade, “A máquina do mundo”,
rada no viajante de “pupilas gastas na
Claro Enigma, 1951) inspeção...”, ou seja, cansaço na observação do
mundo absurdo.
Texto II Resposta: D

NO MEIO DO CAMINHO 15. Analise as proposições abaixo, quase todas adap-


tadas do ensaio de José Guilherme Merquior, em
No meio do caminho tinha uma pedra relação aos versos de “A máquina do mundo”.
tinha uma pedra no meio do caminho I. O sino “rouco” e a obscuridade descendo das
tinha uma pedra montanhas confundem-se com o viajante: o
no meio do caminho tinha uma pedra. som do sino se une ao som dos seus passos.
II. A obscuridade provém também do eu lírico, que
Nunca me esquecerei desse acontecimento está numa condição existencial que lembra a
na vida de minhas retinas tão fatigadas. crise e o desengano barrocos.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
10 – PROVA K
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III. Em “A máquina do mundo” a aspereza não é de consertar os arreios do jumento, com muito zelo
mais um atributo do obstáculo, mas do caminho e arte. Resolvi dar-lhe três moedas de ouro das
que se trilha. Em vez de tropeçar numa pedra, o cinco que trazia comigo; não porque tal fosse o
viajante é convidado a fruir uma revelação. preço da minha vida, – essa era inestimável; mas
IV. A máquina do mundo é uma alegoria sobre a porque era uma recompensa digna da dedicação
condição humana, retoma o episódio camoniano com que ele me salvou. Está dito, dou-lhe as três
de Os Lusíadas, mantendo-se o mesmo sentido moedas. (...)
dos versos do poeta português, mas com forma Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo
poética diferente. bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante
esse tempo cogitei se não era excessiva a gratifi-
Está correto o que se afirma em cação, se não bastavam duas moedas. Talvez uma.
a) I e II, apenas. Com efeito, uma moeda era bastante para lhe dar
b) III e IV, apenas. estremeções de alegria. Examinei-lhe a roupa; era
c) II, III e IV, apenas. um pobre diabo, que nunca jamais vira uma moeda
d) I, II e III. de ouro. Portanto, uma moeda.
e) I, II, III e IV. (...)
Resolução Ri-me, hesitei, meti-lhe na mão um cruzado
O episódio A máquina do mundo em Os Lusíadas em prata, cavalguei o jumento, e segui a trote largo,
é sobretudo histórico e cosmológico, o globo um pouco vexado, melhor direi um pouco incerto do
geocêntrico permite a Vasco da Gama ver o efeito da pratinha. Mas, a algumas braças de
porvir das conquistas portuguesas, inclusive a distância, olhei para trás, o almocreve fazia-me gran-
posse do Brasil. Em Drummond, esse episódio des cortesias, com evidentes mostras de conten-
liga-se ao conhecimento do próprio homem e do tamento. Adverti que devia ser assim mesmo; eu
sentido da vida, é ontológico. Essa alegoria pagara-lhe bem, pagara-lhe talvez demais. Meti os
insere-se no questionamento do próprio ser e do dedos no bolso do colete que trazia no corpo e senti
sentido da vida, algo recorrente na terceira fase umas moedas de cobre; eram os vinténs que eu
de Drummond. devera ter dado ao almocreve, em lugar do cruzado
Resposta: D em prata. Porque, enfim, ele não levou em mira
nenhuma recompensa ou virtude, cedeu a um
Leia esse excerto de Memórias Póstumas de Brás impulso natural, ao temperamento, aos hábitos do
Cubas e responda às questões de 16 a 18. ofício; acresce que a circunstância de estar, não
mais adiante nem mais atrás, mas justamente no
O ALMOCREVE ponto do desastre, parecia constituí-lo simples
instrumento de Providência; e de um ou de outro
Vai então, empacou o jumento em que eu vi- modo, o mérito do ato era positivamente nenhum.
nha montado; fustiguei-o, ele deu dois corcovos, Fiquei desconsolado com esta reflexão, chamei-me
depois mais três, enfim mais um, que me sacudiu pródigo, lancei o cruzado à conta das minhas
fora da sela, e com tal desastre, que o pé esquerdo dissipações antigas; tive (por que não direi tudo?),
me ficou preso no estribo; tento agarrar-me ao tive remorsos.
ventre do animal, mas já então, espantado, disparou
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
pela estrada afora. Digo mal: tentou disparar, e
efetivamente deu dois saltos, mas um almocreve,
16. Assinale a alternativa correta em relação ao texto.
que ali estava, acudiu a tempo de lhe pegar na rédea
a) Brás Cubas, após quase sofrer um acidente que
e detê-lo, não sem esforço nem perigo. Dominado o
não poderia ter-lhe custado a vida, demonstrou
bruto, desvencilhei-me do estribo e pus-me de pé.
pouca gratidão ao almocreve que o ajudara.
– Olhe do que vosmecê escapou, disse o
Chega à conclusão de que o heroísmo dele foi
almocreve.
afetado e por isso dá-lhe pouco dinheiro.
E era verdade; se o jumento corre por ali fora,
b) Brás Cubas dá como recompensa apenas um
contundia-me deveras, e não sei se a morte não
cruzado de prata, para não constranger o
estaria no fim do desastre; cabeça partida, uma
almocreve, cuja atitude heroica poderia ser
congestão, qualquer transtorno cá dentro, lá se me
interpretada como interesse pecuniário.
ia a ciência em flor. O almocreve salvara-me talvez a
c) Brás Cubas pensou em recompensar bem a
vida; era positivo; eu sentia-o no sangue que me
personagem que acabara de salvá-lo, mas elabora
agitava o coração. Bom almocreve! enquanto eu
um raciocínio que, na conclusão, desmerece o
tornava à consciência de mim mesmo, ele cuidava

PROVA K – 11
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almocreve: o carregador de mula foi um instru- não foi dissipador do próprio dinheiro.
mento da providência. Resposta: C
d) Brás Cubas não demonstrou muita gratidão ao
almocreve que o salvara. Isso se evidencia desde
Texto para as questões de 19 a 21.
o início das reflexões do narrador, por isso não há
oscilação no que se refere ao montante da
WHAT A YEAR IN
recompensa.
e) Brás Cubas não deu recompensa satisfatória ao SPACE DOES TO A PERSON’S BODY
almocreve, porque ambos pertencem à mesma
classe social, a burguesia. Uma soma conside- Scientists are about to learn exactly what
rável como recompensa poderia ofender a spending a year in space does to a person, after two
vaidade do almocreve. astronauts returned from a 340 day trip to the
Resolução International Space Station. Commander Scott Kelly
Brás Cubas, após breve instante de gratidão e de will be of particular interest to Nasa scientists — his
prodigalidade, reflete sobre a situação e, na identical twin, Mark, stayed on the Earth. That
conclusão do capítulo, tira o mérito da ação he- means scientists can compare the two and see
roica do almocreve, considerando que lhe deu exactly what sort of changes happen after a year in
demasiada recompensa. space. Some of those findings have already
Resposta: C emerged: Nasa has said that Scott Kelly is now two
inches taller than his brother. The weightlessness of
17. Considerando-se o comportamento do narrador e space is thought to have pulled out Commander
suas reflexões, pode-se considerá-lo Kelly's spine — which means that his extra height
a) pródigo. will gradually disappear. All of the information learnt
b) volúvel. as scientists study the effects further will go
c) altruísta. towards the eventual mission to Mars — where
d) solidário. astronauts will have to spend even longer in
e) esbanjador. microgravity and confined spaces. But scientists
Resolução already know many of the dangers and difficulties
O narrador Brás Cubas mostra-se volúvel em that spending so long in the International Space
relação à importância da ação do almocreve. Station can cause. Astronauts usually stay on the
Essa inconstância é recorrente no romance, station for four or five months, in which time their
abrangendo as reflexões em relação aos seus bodies undergo huge changes. The most significant
atos, aos atos das personagens e aos valores is the ways that the lack of gravity — and, largely of
sociais. A única ideia fixa do narrador é a resistance — can impede the ways that the body
referente ao emplastro Brás Cubas. usually keeps itself strong. That means that the
Resposta: B
bones and muscles in particular can become much
weaker, an effect that can become dangerous for
18. A passagem “Fiquei desconsolado com esta refle-
people once they make their way back onto Earth.
xão, chamei-me pródigo”, quando relacionada ao
Bones will become much more brittle during time
capítulo, apresenta um efeito de sentido recorrente
spent in space, for instance. Since the bones aren't
no estilo de Machado de Assis. Esse efeito de
having to take the same kind of weight, they
sentido é a
gradually break down and become more weak —
a) preterição.
that in turn can be dangerous since the body
b) intertextualidade.
releases calcium to counteract it, which can
c) ironia.
potentially lead to kidney stones or broken bones. A
d) alegoria.
similar effect can happen to the muscles in the
e) metalinguagem.
body. Because they're not being used as much, they
Resolução
can also become much weaker — in doing so
No verbete ironia do Dicionário Houaiss, há
potentially leading to injuries when those muscles
também o seguinte sentido desse vocábulo:
come to be needed. Gravity has other, more direct
“uso de palavra ou frase de sentido diverso ou
effects, too. The blood tends to flow more around
oposto ao que deveria ser empregado, para
the upper body and make the head puffier, for
definir ou denominar algo (A ironia ressalta do
contexto)”. Na verdade, Brás Cubas foi instance, and the heart doesn't have to work as hard
mesquinho e avaro em relação ao fato relatado, to push it around so that it can become smaller.

12 – PROVA K
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19. De acordo com o texto, which can potentially lead to kidney stones or
a) o tempo de permanência dos dois astronautas broken bones.”
gêmeos no espaço foi 340 dias. *bones = ossos
b) a ausência de gravidade no espaço provavel- *brittle = frágeis
mente alongou a espinha dorsal do Comandante Resposta: A
Kelly.
c) Marte será o próximo destino dos astronautas
que acabaram de retornar à Terra. Texto para as questões 22 e 23.
d) o fluxo de sangue para os membros inferiores
acarretou inchaço nas pernas dos astronautas.
e) sérios problemas poderão surgir no cérebro dos It's hard to disagree that plastic bags are an
astronautas, após um ano no espaço. environmental nuisance. Sure, they're convenient
and can be reused once or twice. Eventually,
Resolução
though, most of them end up in the landfill, stuck on
Lê-se no texto:
a tree branch, or devastatingly find their resting
“The weightlessness of space is thought to have
place in the belly of sea life.
pulled out Commander Kelly's spine — which
means that his extra height will gradually This week, England joined countries like Scotland
disappear.” and Italy in placing restrictions on plastic bags. The
*weightlessness = ausência de gravidade country has enacted a 5-pence fee for plastic bags
*to pull out = alongar used in stores that have more than 250 employees.
Resposta: B (That's about 8 cents in U.S. money.) Shoppers will
now have to pay for bags if they want to use them
to haul home groceries and other goods.
20. De acordo com o texto, longos períodos no espaço
"The number of plastic bags given out by seven
a) produzem efeitos distintos em gêmeos.
major supermarkets in England rose by 200 million
b) causam espessamento do sangue. in 2014 to exceed 7.6 billion — the equivalent of 140
c) provocam cálculos renais. per person and amounting to 61,000 tonnes in total,"
d) enfraquecem os músculos. according to BBC News. Will the new plastic bag
fee help to reduce that number? If shoppers in
e) promovem perda de peso.
England react the way shoppers in other countries
Resolução have, it should.
Lê-se no texto: • In Ireland, a plastic bag tax was enacted in
“That means that the bones and muscles in 2002. Plastic bag usage fell 90 percent.
particular can become much weaker, an effect
that can become dangerous for people once they • The 1993 Danish bag tax caused a decrease in
make their way back onto Earth.” usage. Now, Danes use around four bags per person
Resposta: D annually.
Where will the money raised from the new
21. Segundo o texto, após um longo período em micro- English bag fee go? Stores will give some of it to the
gravidade, um astronauta de volta à Terra Treasury as a VAT (Value Added Tax), but they will
also be allowed to keep a portion. Most stores,
a) poderá sofrer fraturas. however, have said they will donate that money to
b) conservará o alongamento da espinha dorsal. charities instead of keeping it as profit, according to
c) deverá permanecer em espaços confinados. the Independent.
d) poderá sentir fraqueza.
e) estará qualificado para a possível missão a Marte. 22. Segundo o texto,
Resolução a) a grande vantagem das sacolas de plástico é sua
Lê-se no texto: maior resistência.
“Bones will become much more brittle during b) se a nova medida de se cobrar por sacolas de
time spent in space, for instance. Since the plásticos for implantada na Inglaterra, haverá gran-
bones aren't having to take the same kind of de lucro para os supermercados.
weight, they gradually break down and become
c) a maioria das sacolas plásticas acabam em
more weak — that in turn can be dangerous
aterros ou na barriga de animais marinhos.
since the body releases calcium to counteract it,

PROVA K – 13
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:35 Página 14

d) a Inglaterra, a Escócia e a Itália pretendem cobrar Este texto foi escrito pelo cronista José da Costa, no
pelas sacolas de plástico usadas pelos consumi- século XVI. Para entendê-lo, é importante considerar
dores. que, na sociedade colonial hispano-americana, no
e) o consumidor que continuar a usar sacolas plásti- período da conquista da América, os índios
cas pagará uma multa de 8 cents. a) tinham uma posição social semelhante aos
Resolução guachupines, que eram brancos pobres trazidos
Encontramos no texto: da Europa para trabalhar na lavoura, com direito
“Eventually, though, most of them end up in the também de exercer ofícios artesanais.
landfill, stuck on a tree branch, or devastatingly b) eram considerados como simples instrumentos
de trabalho e podiam ser comprados, vendidos e
find their resting place in the belly of sea life.”
doados, sendo utilizados na agricultura, nas mi-
*landfill = aterro
nas, no transporte de mercadorias e nos serviços
*branch = galho
domésticos.
*belly = barriga
c) permaneceram no regime de trabalho existente
Resposta: C
antes entre os incas, chamado de cuatequil, no
qual eram submetidos a uma servidão na agricul-
23. Ainda, segundo o texto, tura, com fixação na terra e na comunidade origi-
a) a maior parte do dinheiro recebido pela venda de nária.
sacolas plásticas irá para o pagamento de impos- d) foram utilizados como mão de obra a partir da
tos. encomienda e da mita, sendo que no primeiro
b) o consumo anual de sacolas plásticas na Inglater- caso eram confiados a um espanhol a quem paga-
ra tem diminuído ao longo dos anos. vam tributo sob a forma de prestação de serviço.
c) a proibição do uso de sacolas plásticas significará e) transformaram-se em súditos do rei da Espanha e
maior derrubada de árvores e ressurgimento de deviam pagar a ele tributos, na forma de entrega
uma poderosa indústria de desmatamento. periódica de metais preciosos e de prestação de
d) a maior parte do dinheiro arrecadado com a venda serviços em terras comunais, inclusive mulheres
de sacolas plásticas, na Inglaterra, irá para institui- e crianças.
ções de caridade. Resolução
e) 61 milhões de toneladas de papel serão certa- A mita e a encomienda constituíram as formas
mente economizadas com a redução do uso de típicas de utilização do trabalho compulsório
sacolas plásticas. indígena na América Colonial Espanhola.
Resolução Resposta: D
Lê-se no texto:
“Most stores, however, have said they will 25. As injustiças e tiranias, que se têm executado nos
donate that money to charities instead of naturais destas terras, excedem muito às que fize-
keeping it as profit, according to the ram em África. Em espaço de quarenta anos se
Independent.” mataram e se destruíram por esta costa e sertão
*charities = instituições de caridade mais de dois milhões de índios, e mais de quinhen-
*profit = lucro tas povoações como grandes cidades, e disto nunca
Resposta: D se viu castigo. Proximamente, ao ano de 1655, se
cativaram no Rio Amazonas dois mil índios, entre os
quais muitos eram amigos e aliados dos portu-
24. Foi portanto como (...) prêmio de vitória que foram
gueses, e vassalos de Vossa Majestade, tudo contra
dados os índios aos espanhóis (...) Como, depois de
a disposição da lei que veio naquele ano a este Es-
ganho o Novo Mundo, ficasse tão distante do Rei,
tado, e tudo mandado obrar pelos mesmos que ti-
não podia de modo algum mantê-lo em seu poder se
nham maior obrigação de fazer observar a mesma
os mesmos que o tinham descoberto e conquistado
lei; e também não houve castigo: e não só se requer
não o guardassem (...) acostumando os índios às
diante de V.M. a impunidade destes delitos, senão,
nossas leis (...) Segue-se que tratemos do serviço
licença para os continuar.
pessoal dos índios, no qual se compreende toda a
utilidade que pode obter o encomendadero do (Pe. Antônio Vieira. Carta a el-rei D. Afonso VI, 1657.)
trabalho do índio.

14 – PROVA K
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Sobre o documento e o contexto histórico em que le, respeitando a diversidade cultural de todas as
foi produzido, é correto afirmar: 15 capitanias.
a) as leis portuguesas estabeleciam para as popula- c) para acabar com o “centralismo” cultural e políti-
ções indígenas uma situação pior de exploração co-administrativo e incentivar o “localismo” polí-
do que a prevista para a escravidão africana. tico, com o objetivo de reduzir os custos da colo-
b) o interesse dos padres jesuítas era assegurar para nização.
suas missões a abundância de mão de obra indí- d) com o objetivo de centralizar e dar mais unidade à
gena. Colônia, sendo que as capitanias não seriam su-
c) as denúncias eram infundadas porque ao Estado primidas, e sim subordinadas ao governo de Sal-
português não interessava destruir uma parte de vador.
seus súditos. e) com a função de centralizar a administração e dar
d) a escravidão africana era mais amena do que a mais unidade à Colônia, com todas as capitanias
indígena porque o valor do escravo assegurava voltando ao controle direto da Coroa.
que sua vida fosse poupada. Resolução
e) a legislação portuguesa, que permitia a escravi- As capitanias, com exceção das de Pernambuco
zação de indígenas nas denominadas guerras e São Vicente, não apresentaram bons resul-
justas, favorecia ações criminosas dos colonos. tados, fazendo com que o governo real resol-
Resolução vesse centralizar o processo de colonização nas
“Guerra justa” era, de acordo com a legislação mãos do governador-geral, sem no entanto
portuguesa, aquela que os colonos empreen- extinguir as capitanias hereditárias.
diam em retaliação a ações agressivas praticadas Resposta: D
pelos indígenas. Ora, frequentemente tais ações
agressivas não passavam de invenção dos 27. Cada ano, vêm nas frotas quantidade de portugue-
colonos para escravizar silvícolas por meio da ses e de estrangeiros, para passarem às minas. Das
“guerra justa”. cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil, vão
Resposta: E brancos, pardos e pretos, e muitos índios, de que os
paulistas se servem. A mistura é de toda a condição
26. Apesar de todas as dificuldades existentes, a Coroa de pessoas: homens e mulheres, moços e velhos,
Portuguesa não pretendia abandonar o sistema das pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e
capitanias hereditárias. Dizia o regimento entregue a clérigos, e religiosos de diversos institutos, muitos
Tomé de Sousa que um dos objetivos primordiais dos quais não têm no Brasil convento nem casa.
era exatamente o de “conservar e enobrecer as ca-
(André João Antonil, Cultura e opulência no Brasil
pitanias e povoações nas minhas terras do Brasil”.
por suas drogas e minas.)
Aliás, muitos dos próprios donatários pediram insis-
tentemente socorro ao monarca. Na verdade, o que
Nesse retrato descrito pelo jesuíta Antonil, no início
a Coroa pretendia era dar um sentido e unidade à
do século XVIII, o Brasil colônia vivia o momento
dispersão inicial. Ficariam as donatarias, daí em dian-
a) do avanço do café na região do Vale do Ribeira e
te, como uma divisão subordinada à nova estrutura
político-administrativa. em Minas Gerais. Portugal, no início do século
XVIII, percebeu a importância do café como a
Caberia a Tomé de Sousa a fundação de Salvador,
grande riqueza da colônia, passou então a enviar
primeira capital da Colônia, na capitania da Bahia. Os
incidentes envolvendo o donatário facilitaram o res- mais escravos para essa região e a controlá-la
gate da capitania pela Coroa. com maior rigor.
b) da decadência do cultivo da cana-de-açúcar no
(AQUINO, Fernando & HIRAM, Gilberto. Sociedade Brasileira: Nordeste. Em substituição a esse ciclo, a Me-
Uma História. Rio de Janeiro: Record, 1990. p.75.) trópole passou a investir no algodão; para tanto,
estimulou a migração de colonos para a região do
Segundo o texto acima, o governo-geral foi criado Amazonas e do Pará. Os bandeirantes tiveram
a) com o objetivo de suprimir, de imediato, o siste- importante papel nesse período por escravizar
ma de capitanias hereditárias, visto como um des- indígenas, a mão de obra usada nesse cultivo.
perdício de recursos estatais lusos. c) da descoberta de ouro e pedras preciosas no
b) com a função de promover a integração dos colo-
interior da Colônia. A Metrópole, desde o início do
nos, dos indígenas e dos habitantes da Metrópo-
século XVIII, buscou regularizar a distribuição das

PROVA K – 15
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:35 Página 16

áreas a serem exploradas; como forma de impedir Resolução


o contrabando e recolher os impostos, criou um A proposição IV é falsa.
aparelho administrativo e fiscal, deslocando O Período Nassoviano (1637-1644) refere-se à ad-
soldados para a região das minas. ministração holandesa sobre um território que
d) da chegada dos bandeirantes à região das minas se estendia de Alagoas ao Maranhão – não in-
gerais. Os bandeirantes descobriram o tão cluindo, portanto, a Bahia.
Resposta: B
desejado ouro, e a Metrópole se viu obrigada a
impedir a corrida do ouro; para tanto, criou leis
29. No período imperial, a cidade de Roma atingiu algo
impedindo o trânsito indiscriminado de pessoas
em torno de um milhão de habitantes, mas boa parte
na região, deixando os bandeirantes como os
dessa população vivia em condições precárias, já
guardiães das minas.
que o sistema escravista a impedia de arrumar tra-
e) do esgotamento do ouro na região das minas. Sua balho. Para diminuir as tensões sociais, os impera-
difícil extração levou pessoas de diferentes condi- dores adotavam a Política de Pão e Circo, que pode
ções sociais para as minas, em busca de trabalho, ser definida como
e seu esgotamento dividiu a população da região a) distribuição de cereais e grandes espetáculos
em dois grupos – de um lado, os paulistas, e, de públicos em que gladiadores lutavam entre si ou
outro, os forasteiros, culminando no conflito com animais ferozes.
chamado de Guerra dos Emboabas. b) distribuição de alimentos como pães, frutas e
hortaliças, além da realização de jogos variados.
Resolução
c) distribuição de alimentos em geral e represen-
As medidas enumeradas na alternativa c refle-
tações teatrais, mas somente de comédias, com
tem o esforço fiscalista da Metrópole portugue-
o objetivo de alegrar a plateia.
sa, tendo em vista o crescente desequilíbrio de
d) distribuição de pães e outros alimentos, além da
suas contas externas.
realização de corridas de biga pelas ruas centrais
Resposta: C
da cidade.
e) distribuição de alimentos variados e grandes es-
28. Em relação ao período da ocupação holandesa no petáculos de circo, com a presença de mágicos,
Nordeste brasileiro, afirma-se: palhaços e malabaristas.
I. A invasão deveu-se aos interesses dos comer-
Resolução
ciantes holandeses pelo açúcar produzido na
Somente a alternativa a está correta. A questão
região, interesses esses que foram prejudi-
aponta para uma estratégia adotada no início do
cados devido à União Ibérica (1580-1640).
Império Romano denominada “Pão e Circo” cujo
II. Foi, também, uma consequência dos conflitos
objetivo era desviar a atenção da plebe romana
econômicos e políticos que envolviam as
dos assuntos políticos discutidos no Senado. Era
relações entre os chamados Países Baixos e o
uma forma de alienação política por meio de
Império Espanhol.
espetáculos públicos gratuitos e distribuição de
III. As medidas econômicas de Nassau assegura-
alimentos.
vam os lucros da Companhia das Índias Oci-
Resposta: A
dentais e os lucros dos senhores de engenho,
já que aumentaram a produção do açúcar.
30. Considere o fragmento abaixo:
IV. A política adotada por Nassau para assentar os
holandeses na Bahia acabou por deflagrar sua Durante a Idade Média, a figura feminina revestiu-se
derrota e o fim da ocupação holandesa, graças dos piores atributos imagináveis. Para os teólogos,
à resistência dos índios e portugueses expulsos além de infantil e inconstante, a mulher era mãe de
das terras que ocupavam. todo pecado: Thomas Murner chamava-a de “Diabo
doméstico”, enquanto Tomás de Aquino reservava-lhe
a pecha de “macho deficiente”. Essas características
São verdadeiras apenas as proposições:
levaram-na a ser o elo fraco das sociedades cristãs,
a) I e II. a janela pela qual Satã adentrava territórios
b) I, II e III. sacramentados. Sendo fraca de vontade e caráter, a
c) II, III e IV. mulher ficava à mercê das tentações demoníacas,
tornando-se facilmente discípula e amante do Diabo.
d) I, III e IV.
(SOUZA, Aníbal. “Missionários e Feiticeiros”. História: Questões e
e) lI e lV. Debates, Curitiba, v. 13. jul./dez., 1996. p. 118.)

16 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:35 Página 17

Em relação ao imaginário na Idade Média, é correto a) o relógio se tornou o principal objeto de troca
afirmar que vigorava uma forte influência comercial durante o processo de industrialização
a) cristã protestante e alto poder do clero, com europeia.
grande perseguição contra os considerados b) o controle do tempo servia para ampliar as horas
heréticos. de lazer dos trabalhadores da indústria, asse-
b) cristã protestante e alto poder do clero, além de gurando-lhes melhor qualidade de vida.
pouca mobilidade social e grande perseguição c) a utilização do tempo do relógio passou a servir
contra os considerados vassalos. para controlar o trabalho e disciplinar os trabalha-
c) católica e alto poder do clero, além de pouca dores nas fábricas, o que gerou maior produ-
mobilidade social e grande perseguição contra os tividade.
considerados heréticos. d) a preocupação com o controle do tempo do reló-
d) católica e alto poder dos nobres, além de grande gio servia para a realização das tarefas na agricul-
mobilidade social e perseguição contra protes- tura, de modo que a família pudesse trabalhar co-
tantes, considerados heréticos. letivamente.
e) católica e alto poder do clero, além de grande e) o controle do tempo, ao usar-se o relógio, não ge-
mobilidade social e perseguição contra os rou benefício para o capitalismo industrial, uma
considerados vassalos. vez que o trabalhador não podia ser disciplinado.
Resolução
Resolução
Somente a alternativa c está correta. A questão
Somente a alternativa c está correta. A questão
aborda o imaginário social construído na Idade
menciona o uso do relógio antes e a partir da
Média na Europa vinculado ao forte poder do
Revolução Industrial. Antes, quando a população
alto clero dentro da Igreja Católica. A Igreja pos-
residia no campo, o tempo era controlado pelos
suía o domínio cultural, econômico e religioso.
fenômenos naturais, observando a natureza
Não havia o cristianismo protestante durante es-
como o movimento do Sol e as fases da Lua. A
te período e muito menos grande mobilidade
partir da Revolução Industrial, ocorreu um inten-
social. O casamento, o tempo, as festas, a visão
so êxodo rural e urbanização, e o tempo passa a
de mundo etc., tudo era dominado pela força da
ser medido pelo relógio como forma de disci-
Igreja.
plinar o movimento dos trabalhadores das
Resposta: C
fábricas para maior produtividade.
Resposta: C
31. Leia a frase a seguir:
Por meio de tudo isso – pela divisão do trabalho,
32. A Revolução Inglesa de fins do século XVII pode ser
supervisão do trabalho, multas, sinos e relógios,
considerada como a primeira revolução burguesa no
incentivos em dinheiro, pregações e ensino, su- continente europeu. Sobre esta revolução, é correto
pressão das feiras e dos esportes – formaram-se afirmar:
novos hábitos de trabalho e impôs-se uma nova a) O Parlamento e os monarcas tinham a mesma
disciplina de tempo. posição em relação à necessidade de impostos
para a manutenção do Estado e a confiança de
(THOMPSON, E. P. Costumes em Comum. que o rei decidia sobre essa questão.
São Paulo: Cia das Letras, 2000, p. 297.) b) Jaime I e Carlos I reorganizaram o Estado com seu
comando forte e centralizador, deixando o legado
O relógio era um aparelho pouco utilizado até o da eficiência para os próximos monarcas.
século XVIII. O tempo era marcado pelos movi- c) As condições econômicas e políticas estiveram
mentos naturais e pelas atividades agrícolas da estáveis durante o período pré-revolucionário.
maioria da população, na Inglaterra. A partir da Re- d) A Carta dos Direitos sagrou-se como documento
volução Industrial, o relógio passou a ser consi- de valor constitucional e foi aceita pelo casal
derado o principal marcador do tempo nas socie- Guilherme e Maria, novos monarcas por
dades capitalistas. declaração do Parlamento.
e) As divergências entre anglicanos e calvinistas
Sobre a relação entre a marcação do tempo e o foram um elemento essencial do processo
processo de industrialização na Europa, marque a revolucionário, que findou com a aceitação da
resposta correta: mesma religião por todos.

PROVA K – 17
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:35 Página 18

Resolução de todos dentro da sociedade, mas, mesmo as-


No século XVII a Inglaterra vivenciou duas sim, promovia a exclusão feminina. Para lutar
revoluções: a Revolução Puritana, marcada pela pelos direitos femininos, um grupo de mulheres
Guerra Civil e pela decapitação do rei, e, no final francesas lançou a Declaração dos Direitos da
do século, a Revolução Gloriosa, que extinguiu a Mulher e da Cidadã.
Resposta: E
dinastia Stuart e o absolutismo, sendo que o
novo rei, Guilherme de Orange, teve de se
submeter às imposições do Parlamento. 34. Os centros artísticos, na verdade, poderiam ser
Resposta: D definidos como lugares caracterizados pela
presença de um número razoável de artistas e de
grupos significativos de consumidores, que por
33. “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. Estas três motivações variadas — glorificação familiar ou
palavras, somadas à bandeira azul, branca e ver- individual, desejo de hegemonia ou ânsia de
melha, tornaram-se símbolos das ideias defendidas salvação eterna — estão dispostos a investir em
e das reivindicações no movimento chamado obras de arte uma parte das suas riquezas. Este
Revolução Francesa. último ponto implica, evidentemente, que o centro
seja um lugar ao qual afluem quantidades
Com relação à Revolução Francesa, assinale a consideráveis de recursos eventualmente desti-
alternativa correta. nados à produção artística. Além disso, poderá ser
a) Das revoluções de esquerda ocorridas no século dotado de instituições de tutela, formação e
XIX, a Revolução Francesa é das mais signifi- promoção de artistas, bem como de distribuição das
obras. Por fim, terá um público muito mais vasto
cativas, justamente por ser a primeira a contar
que o dos consumidores propriamente ditos: um
exclusivamente com a participação de classes
público não homogêneo, certamente (...).
populares. Seu modelo foi reimplementado
posteriormente apenas em 1917, durante a (Carlo Ginzburg. A micro-história e outros ensaios, 1991.)
Revolução Russa.
b) Apesar de sua relevância histórica, a Revolução Os “centros artísticos” descritos no texto podem
Francesa não influenciou qualquer movimento ser identificados
revolucionário ou reivindicatório fora do território a) nos mosteiros medievais, onde se valorizava
europeu. especialmente a arte sacra.
c) A relevância da Revolução Francesa pode ser b) nas cidades modernas, onde floresceu o Renas-
compreendida por ter sido, entre outras coisas, o cimento Cultural.
primeiro movimento político que instaurou c) nos centros urbanos romanos, onde predominava
popularmente o governo de uma mulher. Esta foi a escultura gótica.
personificada como “Marianne” e foi repre- d) nas cidades-Estados gregas, onde o estilo dórico
sentada por Delacroix no famoso quadro era hegemônico.
Liberdade guiando o povo. e) nos castelos senhoriais, onde prevalecia a
d) A Revolução Francesa teve reverberações não arquitetura românica.
apenas na Europa, mas também na América. Uma
Resolução
das principais foi, certamente, a influência que
O texto se refere às cidades europeias da época
exerceu sobre a Independência dos EUA.
moderna e à prática do mecenato, principalmen-
e) A Declaração dos Direitos do Homem e do Ci-
te nos séculos XV e XVI, quando do desenvol-
dadão, proclamada em 1789, ainda que ressal-
vimento do Renascimento Cultural. A prática do
tasse a liberdade e a igualdade dos cidadãos pe-
mecenato, de origem romana, deu-se por diver-
rante a lei, era excludente em relação às mu-
sas razões, materiais ou religiosas, e significou
lheres. Tal fato auxilia a compreender a compo-
principalmente o apoio financeiro aos artistas ou
sição da Declaração dos Direitos da Mulher e da
a centros de desenvolvimento cultural, sendo
Cidadã, escrita por Olympe de Gouges, em 1791.
um dos mais famosos a Academia de Florença,
Resolução mantida pela Família Médici.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cida- Resposta: B
dão, marco da Revolução Francesa e exemplifi-
cador dos ideais iluministas, pregava a igualdade

18 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 19

35. Grande destaque tem sido dado na mídia em geral a Posição País IDH
um índice criado pela ONU, o IDH, que tenta avaliar 90o. China 0,738
o grau de desenvolvimento dos países do mundo, le- 91o. Fiji 0,736
vando em consideração três fatores: saúde (com ba- 92o. Mongólia 0,735
se na expectativa de vida), educação (com base no 92o. Santa Lúcia 0,735
tempo de escolaridade) e renda (corrigida pelo poder 94o. Jamaica 0,730
95o. Colômbia 0,727
de compra da população). A tabela abaixo mostra a
96o. Dominica 0,726
situação do Brasil no IDH, divulgado em 21 de março
97o. Suriname 0,725
de 2017 pelo Banco Mundial. 97o. Tunísia 0,725
Posição País IDH 99o. República Dominicana 0,722
32o. Andorra 0,858 99o. São Vicente e Granadinas 0,722
33o. Chipre 0,856
33o. Malta 0,856 (Banco Mundial, 21 mar 2017.)
33o. Catar 0,856
36o. Polônia 0,855 Sabendo-se que a ONU analisou a situação de 188
37o. Lituânia 0,848
países, podemos afirmar que o IDH do Brasil é
38o. Chile 0,847
38o. Arábia Saudita 0,847 a) elevado, situando-se entre as nações mais evo-
40o. Eslováquia 0,845 luídas do mundo.
41o. Portugal 0,843 b) elevado, constituindo-se, por isso, no IDH de maior
42o. União dos Emirados Árabes 0,840
43o. Hungria 0,836
valor entre os países latino-americanos.
44o. Letônia 0,830 c) baixo, comparável àqueles observados em países
45o. Argentina 0,827 africanos.
45o. Croácia 0,827
d) elevado, porém ultrapassado por países latino-
47o. Bahrain 0,824
48o. Montenegro 0,807 americanos de economias com PIBs menores.
49o. Rússia 0,804 e) inferior a todos àqueles observados na América
50o. Romênia 0,802 do Sul.
51o. Kuwait 0,800
52o. Bielorrússia 0,796
Resolução
52o. Omã 0,796 O IDH do Brasil, com o valor de 0,754, é conside-
54o. Barbados 0,795 rado elevado. Porém, deixa a desejar, já que é in-
54o. Uruguai 0,795 ferior ao de alguns países das Antilhas, Argentina,
56o. Bulgária 0,794
56o. Cazaquistão 0,794
Uruguai, Chile, entre outros, que possuem econo-
58o. Bahamas 0,792 mias reconhecidamente menores que a brasileira.
59o. Malásia 0,789 Resposta: D
60o. Palau 0,788
60o. Panamá 0,788
62o. Antígua e Barbuda 0,786 36. Atente para a notícia e a charge que se seguem:
63o. Seychelles 0,782 “Grupo Organiza Plebiscito Informal Para Separar o
64o. Ilhas Maurício 0,781
65o. Trinidad e Tobago 0,780
Sul do Resto do País.”
66o. Costa Rica 0,776
66o. Sérvia 0,776 ADEUS,
68o. Cuba 0,775 RESTO DO PAÍS!
NÃO PRECISAMOS
69o. Irã 0,774 DE VOCÊS!
70o. Geórgia 0,769
71o. Turquia 0,767
71o. Venezuela 0,767
73o. Sri Lanka 0,766
74o. São Cristóvão e Neves 0,765
75o. Albânia 0,764
76o. Líbano 0,763
77o. México 0,762
78o. Azerbaijão 0,759
79o. Brasil 0,754 (Folha de S.Paulo, 25/26 jul 2016.)
79o. Granada 0,754
81o. Bósnia e Herzegovina 0,750
82o. Macedônia 0,748 A situação que se apresenta indica
83o. Argélia 0,745 a) que o Brasil já se encontra numa situação de ama-
84o. Armênia 0,743
84o. Ucrânia 0,743
durecimento democrático que lhe permite discutir
86o. Jordânia 0,741 o separatismo sem maiores consequências, tanto
87o. Peru 0,740 para a economia nacional como um todo, quanto
87o. Tailândia 0,740
para o Sul.
89o. Equador 0,739

PROVA K – 19
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 20

b) que o separatismo sulista só prejudicaria a eco- É bastante provável que


nomia do Sul, o restante do país sairia fortalecido, a) a porção sul do Brasil jamais tenha sido coberta
livrando-se do peso do baixo desempenho eco- por camadas de gelo, deixando de ter, assim, a
nômico da região. erosão glacial.
c) que o Sul ressurgiria como uma nova potência b) nas diversas fases da história da Terra, o Brasil
econômica na América do Sul, apresentando um sempre foi coberto por camadas glaciares, deixan-
formidável desempenho que o permitiria partici- do rastros notáveis até na Amazônia.
par do Mercosul como um novo membro. c) o Brasil foi eventualmente coberto por gelo e al-
d) a disposição do Sul de juntar-se a Uruguai e Ar- guns testemunhos disso aparecem no interior do
gentina, constituindo um novo país na América do centro-Sul do País.
Sul o qual se tornaria rapidamente uma nova po- d) o gelo só surgiu no Brasil quando os continentes
tência econômica. formavam a Pangeia e os fenômenos glaciares
e) que o separatismo do Sul seria prejudicial não desapareceram nas eras posteriores.
apenas ao Brasil, mas também ao próprio Sul, que e) calotas glaciares são fenômenos exclusivos de
perderia muito de sua movimentação econômica, regiões de altas latitudes e não mais atingem os
em grande parte atrelada à economia brasileira. continentes modernos.
Resolução Resolução
Mesmo com a justificativa de que os impostos Os glaciares avançaram e retrocederam na his-
cobrados pelo governo federal brasileiro o pre- tória da Terra, desde longa data, principalmente
judicam, o Sul teria muito mais a perder se dei- a partir da Era Paleozoica, nem sempre cobrindo
xasse o Brasil do que participando da federação todas as áreas do planeta, mas eventualmente
atingindo o Brasil na sua porção sul. Atualmente,
brasileira.
vive-se um período interglacial, no qual as ca-
Resposta: E
lotas glaciais se restringem às regiões polares. A
erosão glacial pode ser notada em vários de-
37. Ao longo de sua história, o planeta Terra sofreu vá- clives do território do centro-Sul brasileiro.
rias modificações na distribuição de terras de sua Resposta: C
superfície, passando, inclusive, por fases de muito
frio, conhecidas como glaciações. Os mapas abaixo 38. Após a independência, o Brasil assistiu a correntes
mostram, em dois diferentes momentos, como te- migratórias em direção ao País, incentivadas pelos
diversos governos que se sucederam ao longo da
riam sido algumas dessas glaciações:
história. Atualmente:
I. Observam-se intensos fluxos de migrantes
bolivianos e peruanos que se dirigem para a
América Eurásia capital do estado de São Paulo para exercer
do Norte
trabalho clandestino em tecelagens espalhadas
EQUADOR
África pelo centro da cidade;
América II. O fluxo de imigrantes europeus, entre os quais
do Sul
Austrália se destacam portugueses e espanhóis, se
mantém até os dias de hoje, em função da ma-
nutenção da crise europeia, que ainda persiste;
Antártica
III. Um fluxo descontínuo de venezuelanos vem
a
atravessando a fronteira norte, em função da
crise pela qual passa o país setentrional;
IV. A causa dos fluxos migratórios atuais se deve,
Eurásia
exclusivamente, a problemas econômicos, já
que os países em questão gozam de plena
América
do Norte estabilidade democrática.
EQUADOR

África Estão corretos os itens:


América
do Sul a) I e II.
Índia Austrália b) I e III.
Antártica
c) II e III.
b d) III e IV.
(Decifrando a Terra, Cia. Ed. Nacional.)
e) II e IV.
20 – PROVA K
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Resolução
Em II, com a eclosão da crise econômica brasileira, o fluxo de migrantes europeus foi interrompido; em IV,
no caso da Venezuela, há também uma causa política, gerada pela incompatibilidade de parte da população
venezuelana com o governo de Nicolás Maduro.
Resposta: B

39. Contando com uma área de aproximadamente 18 milhões de km2, é de se esperar que o relevo da América do
Sul seja de grande complexidade. Isso pode ser observado no cartograma abaixo:

32
Panamá 35 24 32 MACROFORMAS DO RELEVO DA AMÉRICA DO SUL
2
33 Venezuela 2 1
27 2 Guiana
1 1 1 32 2 2 2 2
23 1 111 2
Colômbia 1 Suriname Guiana Francesa
35 2 2 2 2 3 32
33 3 22
25 1 1 1 32
1
23
33 Equador 18
33 34 18 32
66
3 16
33 1
1 16 69 6 32
25 2 3
Peru 25 1 16
9 6
1 3 1 5 9 6 32
1 2 Brasil
2 2 17 34 12
16
17
22 28 2 1 8
15 5 12 9
35 21010
1
Bolívia 2 15 32
35 26 15 4 4
15
35 8 15
23 8 11 15 4 32
35 35 Paraguai
35 21 30 32
29
19 32
21 32
35
21 34 32
21 29 20
21 21
Uruguai 32
7
Chile Argentina
Morfoestruturas da Plataforma da Patagônia
35 31 14
14 13 – Planaltos em Estruturas Vulcano-Sedimentares
23 14 – Planaltos em Coberturas Sedimentares Meso-Cenozoicas
14
Morfoestruturas em Bacias Sedimentares Paleo-Mesozoicas
23
23 13 15 – Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná
16 – Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba
23 14 17 – Planaltos e Chapadas da Bacia do Parecis
13 18 – Planaltos e Tabuleiros da Bacia da Amazônia Oriental
19 – Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná
23 20 – Depressão Periférica Central Gaúcha-Uruguaia
0 100 200 400 600 800 km
23
23 Morfoestruturas em Cinturões Orogenéticos Meso-Cenozoicos
23 Chile
22 21 – Cordilheira dos Andes Oriental
Morfoestruturas do Cráton Amazônico 22 – Cordilheira dos Andes Centro-Ocidental
23 – Cordilheira dos Andes Costeira
1 – Planaltos Residuais em Coberturas de Plataformas - Norte e Sul Amazônicos
2 – Planaltos em Estruturas Ígneas e Metamórficas - Norte e Sul Amazônicos Morfoestruturas das Bacias Sedimentares Cenozoicas
3 – Depressões Marginais e Interplanálticas - Norte e Sul Amazônicos
24 – Tabuleiros e Colinas da Bacia do Orenoco
25 – Tabuleiros e Colinas da Bacia do Solimões
Depressão Central

Morfoestruturas dos Cinturões Orogenéticos Antigos


Sul-americana

26 – Tabuleiros e Colinas do Alto Paraguai


4 – Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste 27 – Planícies e Pantanais da Bacia do Orenoco
5 – Planaltos e Serras de Goiás-Minas 28 – Planícies e Pantanais das Bacias Beni-Mamoré (Chaco)
6 – Planaltos e Serras do Nordeste Oriental 29 – Planícies e Pantanais das Bacias Paraguai-Paraná (Chaco)
7 – Planalto Uruguaio-Sul-riograndense 30 – Planícies e Colinas das Bacias Paraguai-Paraná-Prata
8 – Planaltos e Serras do Alto Paraguai/Bodoquena 31 – Planícies e Campos de Dunas Fixas das Bacias do Salado-Colorado
9 – Depressões Sertaneja e do São Francisco 32 – Tabuleiros e Planícies Costeiras do Atlântico
10 – Depressões Cuiabana e do Alto Paraguai 33 – Tabuleiros e Planícies Costeiras do Pacífico
11 – Depressões do Miranda-Bodoquena 34 – Planícies Fluviais Interiores
12 – Depressões do Tocantins 35 – Planícies e Colinas em Vales Sinclinais Intermontanos

(Ross, Jurandir L.S.)

PROVA K – 21
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Pensando no Brasil, dentro da América do Sul, e os tratada pontualmente. Mas, após ouro e carvão serem
conhecimentos a respeito de seu relevo (e o sul-ame- encontrados, os franceses começaram a se interessar
ricano), conclui-se que pela região. Mais de cem soldados franceses massa-
a) as morfoestruturas do relevo brasileiro estão en- craram a população da aldeia de Mapá e a incendiaram.
tre as mais antigas do continente, o que resulta (O Estado de S. Paulo, 18 dez 2016.)
num relevo desgastado e baixo, fortemente
erodido.
b) a região que constitui a Cordilheira do Andes é um
exemplo de terreno antigo altamente resistente à GUIANA GUIANA
GUIANA
INGLESA FRANCESA
erosão, pois, apesar de já contar com cerca de HOLANDESA

1 bilhão de anos, ainda apresenta as mais


elevadas altitudes do continente. em
disputa
c) as áreas centrais da América do Sul, como as pla-
nícies e pantanais do Rio Paraguai e os tabuleiros BR
da Amazônia, são os sistemas sedimentares mais AS
IL
antigos da América do Sul. Marajó

d) o litoral atlântico da América do Sul, onde se des-


tacam planícies e tabuleiros litorâneos, devido ao
intenso desgaste erosivo, apresenta-se extenso e BRASIL

largo. Área reivindicada por Paris


Área reivindicada pelo Brasil
e) devido ao processo de glaciação, as terras sedi-
mentares do sul da Argentina se constituem nos
terrenos mais recentes do continente, surgidos Em relação ao texto e ao mapa observado, conclui-
na Era Cenozoica, no quaternário. se corretamente:
a) O Brasil perdeu a porção norte de seu território,
Resolução
demonstrando a fraqueza diplomática de um país
Em b, formada no terciário da Era Cenozoica, a
Cordilheira dos Andes é um dos sistemas mais pobre e recém-independente em relação a uma
recentes da América do Sul, fato justificado pela potência europeia.
presença de movimentação vulcânica, sísmica e b) O Brasil não só manteve o território que a França
elevadas altitudes; em c, os pantanais e tabu- reivindicava, como também conquistou parte do
leiros estão entre os sistemas sedimentares mais Amapá que se encontrava em disputa com o país
recentes da América; em d, as planícies lito- europeu.
râneas do Atlântico leste são estreitas; em e, os c) As tratativas diplomáticas que se sucederam
planaltos do território sul argentino são de idade quanto à discussão pela posse dos territórios
antiga para média. transcorreram na mais perfeita paz, demons-
Resposta: A trando o alto grau de civilidade das nações envol-
40. Muito se discute a respeito da constituição territorial vidas na disputa.
do Brasil a qual, em princípios do século XX, não era d) O Brasil nunca correu o risco de perder parte do
igual à conformação que hoje observamos nos ma- território, pois a região em disputa não pertencia
pas. Observe o texto e o mapa a seguir: ao País.
Um mapa manuscrito guardado por mais de cem anos e) A disputa territorial no Brasil setentrional envolvia
na Suíça pode ter ajudado a definir os contornos do apenas áreas que não possuíam atração eco-
Brasil atual. Descoberto por geógrafos europeus em nômica alguma, a não ser a via de acesso repre-
uma coleção fechada ao público na Biblioteca de sentada pelo Rio Amazonas e seus afluentes.
Genebra, a peça é considerada como um dos Resolução
documentos que influenciou a decisão de uma Em a, além de manter seu território, o Brasil con-
arbitragem diplomática que acabou assegurando ao tava com as habilidades diplomáticas do Barão
Brasil a região do Amapá, em 1900. Historiadores e de Rio Branco, que conquistou para o Brasil di-
versos territórios sul-americanos; em c, o texto
diplomatas brasileiros, porém, relativizam a tese.
deixa claro que soldados franceses massacraram
No fim do século XIX, a recém-proclamada República pelo menos uma vila brasileira; em d, em di-
foi obrigada a confrontar os interesses franceses pela versas ocasiões o Brasil se viu ameaçado de
região amazônica. Paris reivindicava porção do território perdas territoriais; em e, havia na região reservas
que, no Rio de Janeiro, o governo considerava que era de carvão e ouro que atraíram os franceses.
parte do Brasil. Até 1893, a questão do Amapá era Resposta: B

22 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 23

41. O mapa da China que se segue mostra a distribuição Resolução


das pluviosidades observadas ao longo do território. Pequim encontra-se na área 2; Xangai encontra-
A seguir, estão os pluviogramas que apresentam o se na área 1; Zhanjiang também se encontra na
comportamento climático de algumas cidades: área 1 e Lhasa está na área 2.
Resposta: D
1 > 1.000 mm
2 500 a 1000 mm 42. Uma das mais longevas crises do Oriente Médio é
3 250 a 500 mm
aquela que envolve a questão de Israel. Recente-
4 100 a 250 mm
5 < 100 mm 4 mente, o presidente estadunidense, Donald Trump,
3
reuniu-se com o primeiro-ministro israelense, Benyamin
5 Netanyahu, quando discutiram a posição de Israel
4 3
5 em face da criação do Estado da Palestina. Sobre
2
essa questão, observe as seguintes indagações:

1. O que é a solução de dois Estados?


1
Em 1947, a ONU aprovou na região um Estado ára-
be, um Estado judeu e manter Jerusalém sob con-
trole internacional. Dirigentes sionistas aceitaram o
plano, rejeitado pelos árabes. Em 1967, Israel ane-
xou o leste da cidade após a Guerra dos Seis Dias.
40 40
Pequim 300 35 Xangai 300
35 2. Os EUA sempre defenderam dois Estados?
30 30
Isso foi incorporado à política externa norte-ameri-
Precipitação média (mm)
Temperatura média (°C)

25 250 25 250
20 20 cana em 2002, por George W. Bush.
15 200 15 200
10 10
5 150 5 150 3. O que ocorre se a embaixada dos EUA for para
0 0
Jerusalém?
-5 100 -5 100
-10 -10 Líderes árabes preveem que a instabilidade aumen-
-15 50 -15 50
tará.
-20 -20
-25 0 -25 0 (O Estado de S. Paulo, 16 fev 2017.)
J FMAM J J A SOND J FMAM J J A SOND

350
40 40 Os conhecimentos sobre o assunto permitem afir-
35 Zhanjiang 300 35 Lhasa 300
30 30
mar, corretamente:
a) A institucionalização do Estado de Israel como
Precipitação média (mm)
Temperatura média (°C)

25 250 25 250
20 20
15 200 15 200 único e indivisível país traria paz definitiva para a
10 10 região, pois seria imediatamente aceito pelos
5 150 5 150
0 0 países árabes vizinhos.
-5 100 -5 100 b) A eliminação de Israel e a criação de um único
-10 -10
-15 50 -15 50 Estado palestino resolveria a questão bélica da
-20 -20
região, trazendo a paz definitiva.
-25 0 -25 0
J FMAM J J A SOND J FMAM J J A SOND
c) A transferência da embaixada estadunidense para
(Atlas National Geographic, Ásia, Ed. Abril.) Jerusalém seria uma confirmação da aceitação
pelos EUA do domínio israelense sobre a cidade,
Conhecedor da geografia da China, a relação correta desagradando os países árabes vizinhos.
entre o pluviograma da cidade e a localização no d) A aceitação do Estado único de Israel eliminaria
mapa está na alternativa: os conflitos com os palestinos permitindo a esta-
a) Pequim – 5. bilização do preço do petróleo.
b) Lhasa – 1. e) Os EUA fazem bem em apoiar Israel por se cons-
c) Zhanjiang – 4. tituir esse país no único da região a apresentar
d) Xangai – 1. estabilidade e estrutura jurídica numa região
e) Pequim – 4. caracterizada por sociedades tribais.

PROVA K – 23
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 24

Resolução b) Trata-se de um país permanentemente quente,


Em a, até hoje os países árabes têm dificuldade com temperaturas médias excedendo os 40°C no
em aceitar o Estado de Israel; em b, uma possível fim-começo de ano.
eliminação de Israel traria grande revolta aos c) Mesmo com várias localidades apresentando
judeus da região, criando mais conflitos; em d, baixos índices pluviométricos, o Paquistão é
não se estabilizaria o preço do petróleo com a considerado um país monçônico e tem parte do
simples eliminação dos palestinos; em e, a forma
território agricultável.
de pensar proposta na alternativa é racista por
d) As temperaturas extremamente elevadas
supor que o povo palestino e seus vizinhos
árabes não possuem capacidade de organização. inviabilizam as atividades primárias; por isso, o
Resposta: C Paquistão é um país industrial.
e) Os menores totais pluviométricos são observados
43. Os pluviogramas abaixo se referem à distribuição de na localidade de Quetta, enquanto os maiores se
chuva e temperatura observadas em algumas loca- observam em Islamabad.
lidades do Paquistão:
Resolução
40 40
Islamabad
Em a, há no centro-nordeste do país, próximo à
35 300 35 Kanpur 300
30 30 fronteira com a Índia, uma região bastante úmi-
da, onde se localiza Islamabad (observável no
Precipitação média (mm)
Temperatura média (°C)

25 250 25 250
20 20
pluviograma da cidade); em b, mesmo elevadas,
15 200 15 200
10 10 as médias de verão apresentadas não ultrapas-
5 150 5 150 sam 40°C; em d, mesmo apresentando indús-
0 0
trias, o Paquistão possui grande parte de sua
-5 100 -5 100
-10 -10 mão de obra trabalhando na agricultura; em e, as
-15 50 -15 50 somas das colunas mensais de chuva de Quetta
-20 -20 são superiores à soma das colunas de Kanpur.
-25 0 -25 0
J FMAM J J A SOND J FMAM J J A SOND Resposta: C

40 40 44. O mapa abaixo retrata as áreas da Síria que estão


35 Karachi 300 35 Quetta 300
30 30
envolvidas nas disputas da guerra civil pela qual o
país passa:
Precipitação média (mm)
Temperatura média (°C)

25 250 25 250
20 20
15 200 15 200 ÁREAS CONTROLADAS POR CADA GRUPO
10 10
5 150 5 150
0 0
-5 100 -5 100
-10 -10
Aleppo
-15 50 -15 50
Raqqa
O

-20 -20 Idlib


NE

-25 0 -25 0
MAR MEDITERRÂ

J FMAM J J A SOND J FMAM J J A SOND

Observe agora o uso do solo nesse país asiático:


Homs
Palmyra
Florestas Pastos
3,1% 6,5% LÍBANO
SÍRIA
Improdutivo
Agricultura Damasco IRAQUE
61,9% 28,5%

ISRAEL
JORDÂNIA

TURQUIA Regime sírio

Rebeldes
Aleppo
Rebeldes, al-Nusra e EI
SÍRIA
LÍBANO Damasco Curdos
IRAQUE
Estado Islâmico
O que se conclui é: JORDÂNIA
Bombardeios russos
a) O Paquistão é, em todo o seu território, um país ISRAEL ARÁBIA
SAUDITA (de 4 a 19 de dezembro)
desértico, inviabilizando totalmente as atividades
(Folha de S.Paulo, 30 dez 2016.)
agrícolas.
24 – PROVA K
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A atual situação da Síria é Os mísseis, mostrados no mapa, trazem enormes


a) de estabilidade, já que o exército sírio voltou a preocupações, pois
controlar a totalidade do território do país. a) podem alcançar diversas regiões do mundo, in-
b) de controle do país pelas forças curdas, que cluindo países europeus, a Rússia e Israel, pre-
avançam pelo nordeste do território sírio. cipitando conflitos de ordem global; daí o esforço
c) de recuo total do Estado Islâmico (EI), que vem do ex-presidente dos EUA, Barack Obama, em
perdendo continuamente suas posições, como é criar um acordo antinuclear com o Irã.
o caso da cidade de Aleppo. b) podem alcançar a Rússia, principal rival do Irã na
d) de oposição entre o EI e o governo sírio, com a região, já que os dois países disputam a influência
eliminação dos demais grupos rebeldes. sobre as repúblicas próximas, como o Caza-
e) de instabilidade em quase todo o território sírio, quistão, o Turcomenistão e o Afeganistão, maior
com a atuação de diferentes forças, tornando o produtor de petróleo da região.
futuro imprevisível. c) chegariam à China, maior inimiga do Irã, podendo
Resolução gerar um conflito que envolveria o mundo todo.
Esse tradicional país do Oriente Médio envolveu-se d) podem alcançar os EUA, o maior inimigo do Irã
em uma violenta guerra civil, na qual as mais desde a década de 1970, envolvendo também os
diferentes forças se opõem de forma encar-
aliados estadunidenses da OTAN, levando a um
niçada, resultando em pesadas perdas humanas,
conflito de proporções globais.
decadência econômica e gerando instabilidade
nos países vizinhos. e) tornariam o Irã a maior potência militar do Oriente
Resposta: E Médio, ameaçando a segurança de Israel e da Tur-
quia e a produção de petróleo desses dois países.
45. No Oriente Médio ganha destaque o Irã. País de Resolução
mais de 75 milhões de habitantes, vem mantendo Em b, há realmente um jogo geopolítico envol-
desde o final da década de 1970 uma forte animo- vendo Rússia e Irã, mas o Afeganistão não pro-
sidade com diversos países do mundo. Recentemente duz petróleo; em c, as possibilidades de um con-
foi publicado o seguinte cartograma sobre o país: flito entre a China e o Irã são remotas; em d, os
mísseis iranianos não têm capacidade de atingir
os EUA, como fica evidente no mapa; em e, Israel
RÚSSIA não se destaca pela produção de petróleo.
Resposta: A

CAZAQUISTÃO
46. A figura a seguir representa uma árvore filogenética
com os seguintes grupos de seres vivos:
MAR NEGRO MAR
UZBEQUISTÃO – Echinodermata
CÁSPIO
TURCOMENISTÃO – Archaea
TURQUIA CHINA
Teerã ÃO
– Protoctista
SÍRIA NIST
ISRAEL AFEGA – Plantae
IRAQUE
IRÃ
UIS
TÃO – Fungi
PAQ E
EGITO D
ARÁBIA C
SAUDITA ÍNDIA B Chordata
1 A
OMÃ

SUDÃO IÊMEN
2
3
ETIÓPIA 4
SOMÁLIA
5

Tipos de
mísseis
1 2 3 4 5 Assinale a alternativa que mostra os grupos que podem
Shahab-2 Ghadr Sajjil Shahab-4 Shahab-5 ser indicados pelas letras A, B, C, D, E, nesta ordem.
500 km 1 600 km 2 000 km 2 200 km 3 500 km
a) Archaea, Fungi, Plantae, Protoctista, Echinodermata.
Mísseis em operação
Mísseis em desenvolvimento
b) Protoctista, Fungi, Plantae, Archaea, Echinodermata.
(O Estado de S. Paulo, 19 jan 2016.)
c) Archaea, Protoctista, Plantae, Fungi, Echinodermata.

PROVA K – 25
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 26

d) Archaea, Protoctista, Fungi, Plantae, Echinodermata. 48. Considere o cladograma a seguir:


e) Echinodermata, Fungi, Plantae, Protoctista, Archaea.
REINO PLANTAE
Resolução TRAQUEÓFITAS
A sequência evolutiva dos grupos de seres vivos ESPERMATÓFITAS
ALGAS BRIÓFITAS PTERIDÓFITAS GIMNOSPERMAS ANGIOSPERMAS
mencionados é:
Flor e fruto
a) Archaea (bactérias)
b) Protoctista (algas e protozoários) Semente
c) Plantae
d) Fungi (fungos) Vasos condutores

e) Echinodermata
Embrião
Resposta: C

47. Considere uma célula com 2n = 2 cromossomos. Do ponto de vista da filogenia, as aquisições dos ve-
Esta célula pode dividir-se por meiose ou por mitose. getais, destacadas durante a evolução, conferiram às
Existem fases que caracterizam a meiose e outras a plantas vantagens adaptativas, como por exemplo:
mitose, mas existem fases semelhantes para am- a) a presença, nas briófitas, da fase gametofítica do-
bas. Identifique a fase característica da metáfase I da minante permitiu a eliminação da meiose durante
meiose e aquela(s) que é(são) semelhante(s) tanto o ciclo de vida.
na meiose quanto na mitose, entre as figuras a seguir: b) a aquisição de vasos condutores, nas traqueófi-
A B tas, favoreceu a independência de água para fe-
cundação.
c) o aparecimento do embrião no interior do órgão
feminino eliminou a fase assexuada do ciclo vital
de cada organismo.
d) a semente conferiu às plantas a capacidade de
proteção do embrião e favoreceu a dispersão das
C D
espécies.
e) o surgimento de flores e frutos, nas espermatófi-
tas, foi decisivo para a permanência da meiose
E durante o ciclo de vida.
Resolução
As sementes asseguraram às gimnospermas e às
angiospermas a conquista do tempo (dormência)
e do espaço (dispersão).
Resposta: D

a) A, B e C 49. Vamos imaginar duas situações:


b) D, B e E I. Um melão alongado (LL) foi cruzado com outro
c) D, C e D esférico (RR) e produziu uma descendência de
d) C, B e E melões com formas ovais (RL).
e) A, C e D II. Uma pessoa pode ser homozigota para o gene M
Resolução e outra para o gene N e no híbrido (MN) os dois
Na meiose ocorre o pareamento dos homólogos genes se expressam.
até a metáfase I (D). Na anáfase I os cromosso- Os fenômenos que ocorrem em I e II são:
mos duplicados migram para polos opostos (C). a) ambos com dominância completa.
As figuras semelhantes nos dois tipos de divisão b) ambos com dominância incompleta.
são E (metáfase II da meiose e metáfase da mito- c) I com dominância incompleta e II com codomi-
se) e B (anáfase II da meiose e anáfase da mito- nância.
se). d) I com codominância e II com dominância incom-
Resposta: B pleta.
e) ambos com codominância.

26 – PROVA K
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Resolução 52. Em um laboratório, um cientista aqueceu um


I. No híbrido, quando os dois genes não se ex- segmento de dupla fita de DNA de modo que obteve
pressam completamente, tem-se a dominân- duas cadeias simples e complementares.
cia incompleta.
Ao sequenciar uma dessas fitas, encontrou a relação
II. No híbrido, quando os dois genes se expres-
(A + G)/(T + C) = 0,25, ou seja, o número de
sam, tem-se a codominância.
adeninas somado ao número de guaninas, quando
Resposta: C
dividido pelo número de timinas somado ao número
50. O gráfico representa o ciclo celular de uma célula de citosinas, resultou em 0,25.
animal de acordo com a quantidade de DNA (linha Em função dessas informações, pode-se afirmar que
contínua) e a ploidia (linha interrompida). o aquecimento foi necessário para romper as
__________________ e que a relação (A + G)/(T + C)
2
na fita complementar foi de _____.
4C
1 3
4 As lacunas são preenchidas, correta e respectiva-
2C
5
mente, por:
a) ligações de hidrogênio e 0,75.
C
b) ligações de hidrogênio e 1,25.
c) ligações de hidrogênio e 4,00.
Após a análise do gráfico, um estudante chegou à d) ligações fosfodiéster e 1,00.
conclusão de que a célula em questão dividiu-se por e) ligações fosfodiéster e 2,25.
a) mitose e o período S da interfase está indicado Resolução
pelo número 1. O aquecimento é capaz de romper as ligações de
b) mitose e a anáfase está indicada em 3. hidrogênio, as quais mantêm unidas as duas
c) meiose e a anáfase está indicada pelos números
cadeias polinucleotídicas do DNA.
3 e 5.
Caso em uma das cadeias do DNA a relação
d) meiose e o período S está indicado em 2.
(A + G)/(T + C) = 0,25 = 1/4, na cadeia comple-
e) meiose ou mitose, o que pode ser comprovado
pela variação da ploidia celular. mentar dessa mesma molécula, a relação é igual
a 4/1, ou seja, 4,00. Na molécula de DNA de ca-
Resolução
deia dupla, a relação (A + G)/(T + C) é igual a 1.
A célula dividiu-se por meiose, na qual se ob-
servam duas divisões celulares consecutivas Resposta: C
com a formação de células haploides.
Resposta: C 53. A anemia falciforme é uma doença genética autos-
sômica causada por um gene mutante recessivo que
51. Identifique a sequência correta de eventos que afeta a hemoglobina, fazendo com que as hemácias
ocorrem durante o ciclo celular. Admita que esses que a contêm apresentem formato de foice, o que
eventos são contínuos, isto é, depois da última fase prejudica o transporte de oxigênio.
a célula retorna à primeira fase e segue o caminho Com a chegada da população africana ao Brasil,
na ordem dos eventos do ciclo. houve um aumento na frequência do alelo condi-
a) G1 → citocinese → G2 → mitose → S cionante da anemia falciforme na população. Esse
b) G1 → G2 → S → mitose → citocinese fato ocorreu porque, na África subsaariana, o alelo
c) S → G2 → citocinese → mitose → G1 mutante apresenta alta frequência, pois indivíduos
d) G2 → S → mitose → citocinese → G1 com traço falcêmico (heterozigotos) desenvolvem re-
e) S → G2 → mitose → citocinese → G1 sistência à malária, doença endêmica nessa região.
Resolução
O processo mitótico envolve a interfase com os Sabendo desse fato, Paulo e Laís, um casal brasi-
eventos em sequência G1 → S → G2, a mitose leiro, ambos portadores do traço falcêmico, procu-
(cariocinese) e em seguida a citocinese. raram aconselhamento genético para saber a proba-
Resposta: E bilidade de terem um menino portador de anemia
falciforme.

PROVA K – 27
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Nessas circunstâncias, a probabilidade de nascer 55. A figura abaixo mostra órgãos do sistema digestório
uma criança do sexo masculino com anemia falci- humano.
forme é de:
a) 25%
b) 12,5%
c) 50%
d) 30%
e) 15%
Resolução
Alelos: S (normalidade) e s (anemia falciforme)
Pais: Ss x Ss
Filhos: 25% SS; 50% Ss e 25% ss
P(menino e ss) = 0,5 x 0,25 = 0,125 = 12,5%
Resposta: B

54. A febre amarela apresenta duas formas: a urbana e


a silvestre. A doença causada por vírus afeta
principalmente o fígado, o baço e os rins humanos,
podendo causar a morte. A forma urbana foi erra-
dicada do Brasil, mas pode reemergir. A forma
silvestre é transmitida entre macacos e humanos Assinale a alternativa verdadeira relacionada com a
pela picada de mosquitos infectados, pertencentes digestão humana.
aos gêneros Haemagogus e Sabethes e pode voltar a) A glândula salivar (A) secreta saliva, suco diges-
a ser transmitida pelos mosquitos da espécie Aedes tório rico em enzimas proteolíticas.
b) A faringe (F) e o esôfago (G) também fazem parte
aegypti nos centros urbanos. Os brasileiros que
do sistema respiratório.
viajam para regiões onde há casos de febre amarela
c) O fígado (B) secreta lípases, enzimas que hidro-
devem ser vacinados.
lisam lípides.
O benefício da utilização da vacina é que pessoas d) O pâncreas (D) secreta uma enzima que digere
vacinadas, em comparação com as não vacinadas, gorduras na presença de sais biliares liberados
apresentam diferentes respostas ao vírus da febre pela vesícula biliar (C), atuando no intestino
amarela em decorrência da delgado (E).
a) alta concentração de macrófagos no sangue. e) O cólon descendente (I) e o reto (J) fazem parte
b) elevada taxa de antígenos específicos no interior do intestino delgado; absorvem água e vitaminas.
dos leucócitos. Resolução
c) aumento na produção de hemácias após a O pâncreas secreta o suco pancreático, que pos-
infecção por vírus da febre amarela. sui a lipase pancreática, enzima hidrolisadora de
d) rapidez na produção de altas concentrações de lípides, atuando no intestino delgado. A ação da
leucócitos neutrófilos. lipase é facilitada pelos sais biliares, o glicolato e
o taurocolato de sódio, liberados pela vesícula
e) presença de células de memória que atuam na
biliar.
resposta imunológica secundária.
Resposta: D
Resolução
A vacina contra a febre amarela é administrada 56. A Fifa, entidade que dirige o futebol mundial, há al-
em uma dose, com reforço em dez anos. As guns meses, proibiu inicialmente jogos de futebol
doses de reforço levam o organismo vacinado a em altitudes acima de 2.500 m e, posteriormente,
produzir células de memória duradouras e acima de 3.000 m. Essa medida foi tomada em
capazes de gerar anticorpos antivírus de forma função de tontura, cansaço, enjoo e dificuldades
mais rápida e mais intensa. respiratórias sentidas pelos jogadores provindos de
Resposta: E locais de baixas altitudes, o que provoca menor
rendimento esportivo dos atletas.

28 – PROVA K
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120 100 Resolução

Hemoglobina por O2(%)


90 90 100
100 1) VB = ––– e VA = ––––
PO2 (mmHg)

Saturação da
80 T T
80
70
60 VA 10
60 (1)
–––– = ––––
40 50 VB 9
20 40
100 + x 100
0 2000 4000 6000 8000 10000 2) VA = –––––––– e VB = ––––
Altitude (m)
T T
É correto afirmar que
a) a PO2 (mmHg) é diretamente proporcional à alti- VA 100 + x
–––– = ––––––– (2)
tude. VB 100
b) a saturação da oxiemoglobina é diretamente pro-
porcional à PO2 (mmHg). 3) (1) = (2):
c) a saturação da hemoglobina pelo O2 independe da
10 100 + x
pressão desse gás na atmosfera. ––– = –––––––
9 100
d) a pressão atmosférica do O2 não se relaciona com
a saturação da oxiemoglobina. 900 + 9x = 1 000
e) o rendimento no esporte não é influenciado pelo
9x = 100
grau de saturação da hemoglobina.
Resolução 100
x = –––– m 11m
O grau de saturação da oxiemoglobina (HbO–2) é 9
diretamente proporcional à pressão do O2, em
mm Hg, na atmosfera. Resposta: C
Resposta: B
58. Um patinador percorre em linha reta uma distância D
com velocidade escalar constante e em seguida freia
57. Numa corrida retilínea de 100m, quando o atleta A
uniformemente com aceleração de módulo a até o
completou a corrida, o atleta B estava na marca 90m.
repouso.
Conservando as velocidades escalares médias
Determine em função de D e a o tempo mínimo de
desenvolvidas nesta corrida, a que distância x atrás
percurso T para o evento descrito.
da linha de partida deverá partir o atleta A para que
A e B cheguem juntos à linha de chegada? 1 D
a) T = –– ––
2 a
a) x = 9m
b) x = 10m D
b) T = ––
100 a
c) x = –––– m
9
c) T = 2 D
110 ––
a
d) x = –––– m
9
d) T = 4 D
120 ––
e) x = –––– m a
9
Situação inicial e) T = 8 D
––
a
LP B LC
A0 A Resolução
90 m
V
B0 100 m
vo

Situação final
A0 LP LC
B0 t
0 t1 t1 + t2
x 100 m A e B juntos

PROVA K – 29
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 30

D
1) D = V0 t1 ⇒ t1 = ––––
V0 ΔV Vmáx 2 Vmáx
1) a = –––– = –––––– = –––––––
Δt T/2 T
V0 V0
2) a = –––– ⇒ t2 = –––– aT
t2 a Vmáx = –––––
2
D V0
3) T = t1 + t2 = –––– + –––– 2) Δs = área (V x t)
V0 a
T . Vmáx T aT
D = –––––––– ⇒ D = ––– . –––
2 2 2 2
Da + V0
T = ––––––––
a V0
a T2
D = –––––
2 4
V0 + D a = a V0 T
2
V0 – a T V0 + D a = 0 Resposta: D

Δ = a2T2 – 4 D a 60. Uma pedra foi abandonada do alto de um edifício de


Para ter solução real: Δ ≥ 0 25 andares e atinge o solo em 5,0s.
A aceleração da gravidade tem módulo g = 10,0m/s2
a2T2 – 4 D a ≥ 0
e despreza-se o efeito do ar.
D D No primeiro segundo de queda, a pedra passou por
aT2 ≥ 4D ⇒ T ≥ 2 a ⇒
–– Tmín = 2 –––
a quantos andares do edifício?
a) 1
Resposta: C
b) 2
c) 3
59. Um carro tem aceleração máxima possível com mó- d) 4
dulo a e desaceleração máxima também com mó- e) 5
dulo a.
Resolução
Sabendo-se que o carro percorre uma trajetória re- γ
tilínea e parte do repouso e volta ao repouso, a má- 1) Δs = V0 t + –– t2
2
xima distância que pode ser percorrida em um inter-
10,0
valo de tempo T é dada por: 25h = 0 + –––– . (5,0)2
2
a) 2aT2
b) aT2 h = 5,0m
aT2
c) –––– 10,0
2 2) Δs1 = 0 + –––– . (1,0)2 (m)
2
aT2
d) –––– Δs1 = 5,0m
4
Resposta: A
aT2
e) ––––
8 61. Água de calor específico sensível igual a 1,0 cal/g°C
jorra continuamente de um chuveiro elétrico, cujo
Resolução
bocal está a uma altura de 2,45 m em relação ao so-
V lo. Essa água deixa o chuveiro a 38,0°C e despenca
vmáx com velocidade inicial praticamente nula sem sofrer
resistência do ar. No trânsito até o solo, a água perde
energia térmica para o ambiente na taxa τ = 4,0 cal/g s.
Adotando-se para o módulo da aceleração da gravi-
t dade o valor 10,0 m/s2, a temperatura da água ao
0 T T
2 atingir o solo é igual a:

30 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 31

a) 36,0°C TA 4
a) ––– = –– e τ = 16 ab
b) 35,6°C TC 5
c) 35,2°C
d) 34,8°C TA 5
b) ––– = –– e τ = 12 ab
e) 34,4°C TC 4
Resolução
(I) Cálculo do tempo de queda T da água: TA 4
c) ––– = –– e τ = 12 ab
γ g TC 5
MUV: Δs = V0t + ––– t2 ⇒ H = –––– T2
2 2
TA 3
d) ––– = –– e τ = 16 ab
2H 2 . 2,45 TC 2
T= –––– ⇒ T = –––––––– (s) ⇒ T = 0,7s
g 10,0
TA 2
Q m c Δθ τ Δt e) ––– = –– e τ = 18 ab
(II) τ = ––––––– = ––––––– ⇒ Δθ = ––––– TC 3
m . Δt m . Δt c
Resolução
(I) Equação de Clapeyron: n R T = pV
Com τ = 4,0 cal/gs, Δt = T = 0,7s e
n R TA pAVA TA 4 ab
––––––– = ––––––– ⇒ –––– = –––––
c = 1,0 cal/g°C, vem: n R TC pCVC TC a5b
4,0 . 0,7
Δθ = ––––––– (°C) ⇒ 38,0 – θ = 2,8
1,0 TA 4
Da qual: –––– = –––
TC 5
Da qual: θ = 35,2°C
(II) O gás só realiza trabalho na expansão isobá-
Resposta: C rica A → B. No resfriamento isométrico B → C,
o trabalho é nulo.
62. Certa massa de gás perfeito sofre as transforma- τABC = (área)pxV = (5b – b) 4 a
ções sucessivas A → B e B → C como está indicado
Do que se conclui: τABC = 16 ab (J)
no gráfico da pressão p, em N/m2, em função do
volume V, em m3, abaixo. Resposta: A

p(N/m2)
63. Coloca-se uma massa m de gelo fundente (a 0°C)
5a em um copo de capacidade térmica desprezível con-
A B tendo 300 mᐉ de refrigerante a 26,0°C e verifica-se
4a
no equilíbrio térmico uma temperatura de 2,0°C.
3a
Note e adote
2a
Densidade do refrigerante: 1,0 g/cm3;
Calor específico sensível do refrigerante:
a 1,0 cal/g°C;
C
V(m3) Calor específico latente de fusão do gelo:
80 cal/g.
0 b 2b 3b 4b 5b 6b

A relação entre as temperaturas absolutas do gás Não se levando em conta as trocas de calor com o
TA ambiente, é correto afirmar que:
nas situações dos pontos A e C, ––– , bem como o a) m = 100 g
TC
b) m = 90 g
trabalho τ, em joules, realizado pela massa gasosa c) m = 80 g
desde A até C estão indicados corretamente na d) m = 70 g
alternativa: e) m = 60 g

PROVA K – 31
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 32

Resolução e) se forem ligadas as três lâmpadas, somente duas


No equilíbrio térmico: ∑Q = 0 permanecerão acesas e a terceira ficará apagada,
Qgelo + Qrefrigerante = 0 ⇒ mLF + mR . cR ΔθR = 0 pois o disjuntor permite que circule apenas uma
Sendo dR = 1,0 g/cm3 e VR = 300 mᐉ = 300 cm3, corrente de intensidade inferior a 3,0A.

obtém-se mR = 300 g . Logo: Resolução


Cálculo da intensidade de corrente de cada lâm-
m 80 + 300 . 1,0 (2,0 – 26,0) = 0
pada:
m 80 = 300 . 24,0 ⇒ m = 90g U=R.i
120 = 100 . i ⇒ i = 1,2 A
Resposta: B 1.o caso:
Se ligarmos apenas 1 lâmpada a intensidade de
64. Aparelhos elétricos podem ser danificados se, por- corrente no disjuntor será 1,2A e ele não vai
ventura, forem percorridos por uma corrente elétrica desarmar. A lâmpada permanecerá acesa.
de intensidade superior à sua corrente nominal. Do 2.o caso:
mesmo modo os fios que os interligam no circuito Se ligarmos duas lâmpadas, a intensidade de
suportam corrente de intensidade limitada, devido corrente no disjuntor será 2,4A e ele não vai
ao aquecimento. Para proteger uma instalação desarmar. Essas duas lâmpadas permanecerão
elétrica usam-se disjuntores, os quais se desarmam acesas.
(abrem o circuito) quando sua corrente nominal for 3.o caso:
superada, protegendo assim a instalação. Se ligarmos as três lâmpadas, a intensidade total
de corrente necessária para mantê-las acesas se-
Na figura estão representadas três lâmpadas L, idên- rá 3,6A. Mas o disjuntor suporta um valor máxi-
ticas, protegidas por um disjuntor D, cuja intensi- mo de 3,0A. Ele vai desarmar, apagando as três
dade nominal de corrente é 3,0A. lâmpadas.
A alternativa c está incorreta porque o disjuntor
L não se desarmará em dois casos: apenas uma
lâmpada ligada ou duas ligadas.
Resposta: B
A B
D L
65. Uma nova tecnologia está revolucionando a ilumi-
nação de ambientes: lâmpadas de Led. Estas conse-
guem igualar ou até mesmo superar o brilho das
L lâmpadas fluorescentes consumindo menor quan-
tidade de energia elétrica.
A tensão elétrica entre os terminais A e B é de 120V Pretende-se substituir todas as lâmpadas fluores-
e cada lâmpada possui um filamento de resistência centes, de um grande salão, por lâmpadas de Led.
As lâmpadas instaladas têm potência elétrica de
elétrica 100Ω, o qual obedece à Lei de Ohm.
40W e as lâmpadas de Led são de potência 30W e
Estando as três lâmpadas inicialmente desligadas, manterão um nível de iluminação maior que o an-
podemos afirmar que: terior, ou seja, 15 lúmens a mais por lâmpada. Em-
a) se as três lâmpadas forem ligadas simultanea- bora haja uma grande economia de energia no fu-
mente, o disjuntor não vai desarmar. Elas se acen- turo, o custo da substituição é alto: R$ 24,00 cada
derão e a intensidade total de corrente na asso- lâmpada.
ciação será 3,6A. Permanecendo o ambiente ligado 10 horas por dia e
b) ligando-se apenas duas lâmpadas, a intensidade custando o kWh (quilowatt-hora) R$ 0,80, esse custo
total de corrente elétrica que atravessa o disjuntor será amortizado em quanto tempo?
é de 2,4A e ambas ficarão acesas. a) em 1 mês
c) somente no caso de serem ligadas duas lâm- b) em 3 meses
padas, o disjuntor não desarmará e ambas perma- c) em 300 dias
necerão acesas. d) em 1 ano
e) impossível de se calcular, pois não se tem a
d) se apenas duas lâmpadas forem ligadas, o disjun-
quantidade de lâmpadas do salão.
tor irá desarmar e as lâmpadas não ficarão acesas.

32 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 33

Resolução Resolução
O cálculo não depende da quantidade de lâmpa- A bateria em carga é um receptor e o aparelho
das do salão, basta calcular a economia trazida carregador é um gerador de tensão constante e
por cada lâmpada e comparar com o seu custo igual a 5,0V. Então, para a bateria (receptor) a
de instalação. Para N lâmpadas, o seu custo seria tensão elétrica em função da intensidade da
N vezes maior, mas em compensação a econo- corrente é dada por:
mia de energia também seria N vezes maior. U=E+r.i
Vamos então fazer o cálculo para uma única 5,0 = 3,4 + 3,2i
lâmpada: i = 0,50 A ou ainda i = 500 mA
Diferença em potência: ΔP = 40W – 30W = 10W
Sendo Q a carga elétrica pretendida, temos:
ou ainda ΔP = 10 . 10–3 kW = 1,0 . 10–2 kW
Q
Funcionando 10h por dia, a economia de energia Q = i . Δt ⇔ Δt = ––
i
será:
4500 mA . h
ΔE = ΔP. Δt Δt = ––––––––––––– ⇔ Δt = 9,0h
500 mA
ΔE = 1,0. 10 kW . 10h = 1,0 . 10–1kWh (por dia)
–2

A economia, em dinheiro, em 1 dia, será: Resposta: A


ΔC = 1,0 . 10–1 . 0,80 real = 0,08 real
Para amortizar o custo de R$ 24,00 serão neces- 67. Um chuveiro elétrico apresenta as seguintes es-
sários N dias: pecificações:
N . 0,08 = 24,00 ⇒ N = 300 dias
Tensão nominal : 220V
Resposta: C
Potência nominal : P (valor não declarado)
66. Uma das preocupações das pessoas portadoras de No entanto, ao ser instalado, o eletricista, por descui-
um celular é com o tempo de duração da carga de do, ligou-o num circuito de 110V. Evidentemente, ele
sua bateria. Isso faz com que elas portem também não funcionou bem: a água saia morna. Após se
um carregador em sua mochila. medir a intensidade da corrente elétrica, verificou-se
que ela era apenas de 10,0A.
Desfazendo-se o erro, o chuveiro foi então ligado na
rede elétrica de tensão 220V e funcionou perfeita-
mente, permitindo o gostoso banho quentinho. Ad-
mitindo-se que seu resistor tem resistência elétrica
constante, podemos concluir que a potência nominal
P, sob tensão de 220V, é igual a:
a) 1100W
b) 1500 W
c) 2200 W
d) 3600 W
A bateria de um celular apresenta as seguintes ca- e) 4400W
racterísticas: carga elétrica 4500mAh força eletromo- Resolução
triz 3,4V e resistência interna 3,2Ω. Seu carregador Estando o chuveiro ligado na rede elétrica de
mantém nos terminais de carga uma tensão elétrica 110V e usando a Lei de Ohm:
constante de 5,0V. Quando em carga, a bateria com-
U=R.i
porta-se como um receptor de energia elétrica.
110 = R . 10,0
Estando a bateria desse celular completamente des- R = 11,0Ω
carregada, o tempo para recarregá-la com 100% de
Ligando-se o chuveiro na rede de 220V, a potên-
sua carga é, aproximadamente:
cia elétrica nominal é P:
a) 9,0h
U2 2202
b) 4,0h P = –––– ⇒ P = ––––– (W)
c) 3,0h R 11,0
d) 90min P = 4 400W
e) 45min
Resposta: E

PROVA K – 33
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68. A manutenção das concentrações dos íons sódio Resolução


(Na+) e potássio (K+) no interior das células é feita Considerando 100 mol da mistura de gases, temos:
pela ação da bomba sódio-potássio, com base na 25 mol de CH4 30 mol de H2O 45 mol de NH3
diferença de tamanho entre esses íons. O raio iônico ↓ ↓ ↓
do K+ é .............. que o raio iônico do Na+. O ........... 100 mol de H 60 mol de H 135 mol de H
mais abundante do sódio é o 23Na, que apresenta Total: 295 mol de H
número de nêutrons igual a ................. .
H mistura
23 295 mol ––––––––– 100 mol
Dados: 11
Na; 39
19
K
1,475 mol ––––––––– x
Assinale a alternativa que completa, correta e res- ∴ x = 0,500 mol
pectivamente, as lacunas do texto acima.
Mistura H2O
a) maior / alótropo / 12
100 mol –––––––––– 30 mol
b) maior / isótopo / 12
0,500 mol –––––––––– y
c) menor / isótopo / 12 ∴ y = 0,150 mol
d) menor / isótopo /10 Resposta: C
e) menor / alótropo /10
Resolução 70. A fórmula estrutural em bastão a seguir representa
Primeira lacuna: maior uma substância encontrada no óleo de citronela, o
2 2 6 2 6 1
19K: 1s 2s 2p 3s 3p 4s qual é muito utilizado na produção de velas e repe-
lentes de insetos.
+
19K :  13 13
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6
K L M
3 camadas: maior
OH

11Na: 1s2 2s2 2p6 3s1


+
11Na :  13
1s2 2s2 2p6
K L
2 camadas: menor
Assinale a alternativa correta com relação à fórmula
Segunda lacuna: isótopo molecular do composto e ao tipo de cadeia carbô-
Isótopos são átomos com o mesmo número atô- nica:
mico. a) C10H17O, saturada, homogênea e normal.
23
Na b) C10H18O, insaturada, normal e homogênea.
11
c) C9H18O, saturada, ramificada e heterogênea.
A=Z+N
d) C10H19O, insaturada, ramificada e homogênea.
N = 23 – 11 = 12
e) C10H18O, insaturada, ramificada e homogênea.
Resposta: B
Resolução
CH3
69. Uma mistura de gases consiste de 25% em mol de
CH4, 30% em mol de vapor d’água e 45% em mol H2
C H C
de NH3. Por meio de análise química, pode-se deter- T C OH
minar que a quantidade em mol de átomos de hidro- H 2C
gênio no cilindro é 1,475 mol. Com base nesta
informação, a quantidade em mol de vapor d’água na H 2C
mistura é: CH T: terciário
a) 0,115
b) 0,125 C T
c) 0,150
H 3C CH3
d) 1,150
e) 1,500 Fórmula molecular: C10H18O

34 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 35

Insaturada (presença de dupla ligação entre áto- III. A segunda sílaba corresponde a um metal que
mos de carbono). possui a configuração eletrônica ... 5p6 6s2 5d5.
Ramificada (presença de carbono terciário).
IV. A terceira sílaba corresponde ao elemento que
Homogênea (não possui heteroátomo).
possui 10 prótons.
Resposta: E
O nome próprio feminino é:
71. A fórmula química do gesso é CaSO4 . 2 H2O e ele a) Irene
pode ser obtido industrialmente como um subpro- b) Retaxe
duto da fabricação de ácido fosfórico, conforme a c) Clarice
equação química não balanceada: d) Iara
Ca3(PO4)2 + H2SO4 + H2O → H3PO4 + CaSO4 . 2 H2O e) Ivone
Considere que nessa reação o rendimento seja de Resolução
90%, que a massa molar do gesso seja 172 g/mol, que II) I: iodo, grupo 17, sólido, sublimação
foram empregados 6,2 kg de fosfato de cálcio e que III) Re: rênio
a massa molar do fosfato de cálcio seja 310 g/mol. 5p6 6s2 5d5
6 camadas: 6 o. período
A massa de gesso obtida nesse processo será 2 + 5: grupo 7 (transição)
próxima de: IV) Ne: neônio (Z = 10, décima quadrícula)
a) 30,96 kg Irene
b) 24,48 kg Resposta: A
c) 11,47 kg
d) 10,32 kg 73. O querosene de aviação, também conhecido pela
e) 9,29 kg sigla QAV-1,é o combustível utilizado em aviões e
Resolução helicópteros dotados de motores a turbina.
Coeficiente 1 para o Ca3(PO4)2: método das ten-
Considere que o querosene seja representado por
tativas.
um único composto formado de carbono e hidrogê-
1Ca3(PO4)2 + 3H2SO4 + 6H2O → 2H3PO4 + 3CaSO4 . 2H2O
nio, sendo a porcentagem de carbono igual a 84,9%
1 mol 3 mol (100%)
1 mol 2,7 mol (90%) em massa. Nesse caso, considerando uma combus-
310 g –––––––––––––––––––––––––– 2,7 . 172 g tão completa, um avião que consome, em média,
6,2 kg –––––––––––––––––––––––––– x 10,0 kg desse querosene por quilômetro, ao percor-
x = 9,288 kg ∴  9,29 kg rer 10 000 km, libera uma quantidade de CO2 apro-
Resposta: E ximadamente igual a
a) 3,1 . 105 kg
72. Uma professora de Química resolveu dar a seus b) 3,6 . 105 kg
alunos uma charada baseada no assunto da aula: c) 8,5 . 105 kg
Tabela Periódica. d) 1,0 . 106 kg
1 18
e) 7,5 . 106 kg
1 H 2 13 14 15 16 17 He
Dados: massas molares em g/mol: C: 12;
2 Li Be B C N O F Ne
3 Na Mg 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Al Si P S Cl Ar
H: 1; O: 16
4 K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr combustão completa: produz CO2 e H2O
5 Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe
massa molar do querosene: 212 g/mol
6 Cs Ba La Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn
7 Fr Ra Ac Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg Cn Nh Fl Mc Lv Ts Og Resolução
La Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu Fórmula do querosene: CxHy


100% –––––––––– 212 g
Ac Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr
C 84,9% ––––––––– x . 12 g
Siga as dicas: ∴ x = 15
I. É um nome próprio feminino com três sílabas.


II. A primeira sílaba corresponde a um elemento que 100% –––––––––– 212 g
possui 7 elétrons de valência e, quando no estado H 15,1% ––––––––– y . 1 g
sólido, sublima-se por aquecimento. ∴ y = 32

PROVA K – 35
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 36

C15H32: M = 212 g/mol


Dados
CO2: M = 44 g/mol ••
F, Cl, Br: grupo 17: X •
••
1 km –––––––––– 10,0 kg ••
N, P: grupo 15: • X •
10 000 km –––––––––– x •
x = 10,0 . 104kg •
C: grupo 14: • X •

C15H32 + 23 O2 → 15 CO2 + 16 H2O ••
O: grupo 16: X •
212 g ––––––––––––– 15 . 44 g •
10,0 . 104 kg ––––––– y Be: grupo 2: • X •
y  31 . 104 kg ∴  3,1 . 105 kg
Resposta: A Resolução
CO2: O C O ; linear; apolar
74. O esquema a seguir representa uma sequência de
processos de separação que podem ser usados em Cl

laboratório de química. CCl4: Cl C Cl ; tetraédrica; apolar

Cl

P
PBr3:
Br Br ; piramidal; polar
Br

BeF2: F Be F ; linear; apolar

N
NH3:
H H ; piramidal; polar
H

Processo de separação I Processo de separação II Resposta: D

O emprego dos processos de separação na ordem 76. Considere a substância a seguir representada pela
indicada é capaz de isolar todos os componentes da fórmula estrutural em bastão.
mistura de
a) areia, óleo e salmoura
‘ b) areia, gasolina e água
c) água mineral, éter e gelo
d) álcool, água e óleo
e) ferro em pó, salmoura e óleo Segundo as regras da IUPAC, o nome da substância
Resolução representada é
1: filtração a) 2-etil-hex-1-ano
2: decantação com funil de separação b) 3-metil-heptano
areia, gasolina + água c) 2-etil-hept-1-eno
d) 3-metil-hept-1-eno
↑ ↑
e) 3-etil-hept-1-eno
retida no fase mais densa
Resolução
filtro retirada do funil de separação 4 6
Resposta: B CH2 H CH2 CH2
5 7
CH3 C CH2 CH3
3
75. Assinale a altenativa correta que mostra a correlação 2
entre a molécula, sua geometria e sua polaridade: HC
CH2
a) CCl4, tetraédrica e polar 1

b) PBr3, piramidal e apolar Cadeia principal: 7 átomos de carbono (hept)


c) BeF2, angular e polar Numeração começa pela extremidade da dupla
d) CO2, linear e apolar ligação.
e) NH3, angular e apolar 3-etil-hept-1-eno.
Resposta: E
36 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 37

77. X, A, B e C representam símbolos de quatro


Dados: Constante de Avogadro: 6 .1023/mol
elementos químicos.
Volume molar de um gás nas CNTP:
– os elementos A e X pertencem ao mesmo grupo
da Tabela Periódica; 22,4L/mol
– A, B e C apresentam números atômicos consecu- 1 ano = 3,15 . 107s
tivos, sendo o elemento B um gás nobre.
a) 2020
É correto afirmar que b) 2030
a) o composto formado por A e C é molecular e sua c) 2050
fórmula é AC. d) 2070
b) o composto AX apresenta ligação coordenada, e) 2100
sendo sólido a 20°C e 1 atm. Resolução
c) o composto formado por A e C é iônico e sua Cálculo do número de moléculas presentes no
fórmula é CA. cubo de 1 cm3:
d) os elementos A e X apresentam eletronegativi- 22,4L –––––––––– 6 . 1023 moléculas
dades idênticas, por possuírem o mesmo número 1 cm → 10–3 L ––––––––– x
3

de elétrons na última camada. ∴ x  0,27 . 1020 moléculas


e) C é um metal alcalinoterroso e forma um
composto molecular de fórmula CX2. Cálculo do número de moléculas contadas pela
Resolução população de 1987 em 1 segundo:
Grupo 17 Grupo 18 Grupo 1 1 pessoa –––––––––– 2 moléculas/s
A B C 5 . 109 pessas ––––––––– y
∴ y = 1010 moléculas/s

Cálculo do tempo em segundos para contar as


consecutivos
moléculas presentes no cubo:
X A
ou 1010 moléculas ––––––– 1 s
A X 0,27 . 1020 moléculas –––––– z
∴ z = 0,27 . 1010 s
A forma A1–
C forma C1+
Fórmula: CA, composto iônico Cálculo do tempo em anos para contar as
moléculas presentes no cubo:
A eletronegatividade de A pode ser maior ou me- 3,15 . 107 s –––––––– 1 ano
nor que a de X. 0,27. 1010 s ––––––– t
X A ∴ z  86 anos
A X
Após o tempo total transcorrido, o ano será:
maior X maior A
1987 + 86 = 2073
Resposta: C Década de 2070.
Resposta: D
78. Imagine que fosse possível uma pessoa pegar nas
mãos as moléculas presentes em um cubo de 1,0 cm3
79. Lembrando que (a + 1)3 = a3 + 3a2 + 3a + 1,∀a ∈ ⺢,
de gás nas CNTP e contá-las, uma a uma, na razão
e sabendo que x3 + 3x2 = 4 – 3x, com x ∈ ⺢, pode-se
de 2 moléculas por segundo.
concluir que:
Em 1987, a população mundial atingiu a marca de
a) x = –1
5 bilhões de habitantes. Caso todos esses habitan- 3
tes se tivessem juntado naquele ano para iniciar es- b) x = 
3
3
sa contagem de moléculas de gás, sem parar, a ta- c) x = 
5
refa só seria concluída, aproximadamente, na dé- 3
cada de: d) x = 
5–1
3
e) x = 
5+1

PROVA K – 37
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 38

Resolução 82. O conjunto solução de equação, em x,


x3 + 3x2 = 4 – 3x ⇔ x3 + 3x2 + 3x = 4 ⇔ mx2 + 25x – 6m = 0 é 1; a. O valor de a + m é:
⇔ x3 + 3x2 + 3x + 1 = 4 + 1 ⇔ (x + 1)3 = 5 ⇔ a) – 4
3 3
⇔ x + 1 = 
5 ⇔ x = 
5–1 b) – 2
Resposta: D c) – 1
d) 2
e) 5
62 ab + 2a + b + 2
80. Se a = 31,74 e b = –––, então ––––––––––––––– será Resolução
11 ab – 2a + b – 2
igual a: 1) Já que 1 é raiz da equação, temos:
m . 12 + 25 . 1 – 6m = 0 ⇔ 5m = 25 ⇒ m = 5
a) 1
b) 1,8 2) Sendo m = 5, a equação será:
c) 2 5x2 + 25x – 30 = 0 ⇔ x2 + 5x – 6 = 0 ⇔
d) 2,1 –5 ± 7
e) 2,4 ⇔ x = –––––– ⇔ x = 1 ou x = – 6
2
Resolução
3) O valor de a é –6 e portanto a + m = – 6 + 5 = –1
ab + 2a + b + 2 a (b + 2) + 1 . (b + 2)
–––––––––––––––– = –––––––––––––––––––– =
ab – 2a + b – 2 a (b – 2) + 1 . (b – 2) Resposta: C

(b + 2) (a + 1) b+2 83. A função do primeiro grau f(x) = ax + b, de ⺢ em ⺢,


= –––––––––––––– = ––––––
(b – 2) (a + 1) b–2 é tal que f(1) = 2 + f(0) e f(–1) = 4 – f(1).
O valor de f(4) é:
62
Para b = –––– , temos: a) 10
11
b) 8
62 84 c) 6
––– + 2 –––
11 11 84 21 d) 4
–––––––– = –––––– = –––– = –––– = 2,1
62 40 40 10 e) 0
––– – 2 –––
11 11
Resolução
Resposta: D 1) f(1) = 2 + f(0) ⇒ a + b = 2 + b ⇔ a = 2

2) f(–1) = 4 – f(1) ⇒ –a + b = 4 – a – b ⇔ 2b = 4 ⇔
81. Se x e y forem números reais tais que ⇔b=2
(x + y – 1)2 + (x – y + 3)4 = 0, então x2 + y2 será igual
3) a = b = 2 ⇒ f(x) = 2x + 2
a
4) f(x) = 2x + 2 ⇒ f(4) = 2 . 4 + 2 = 10
a) 1
Resposta: A
b) 2
c) 3
d) 4 84. Os estilos musicais preferidos pelos jovens brasi-
e) 5 leiros são o samba, o rock e a MPB. O quadro a se-
guir registra o resultado de uma pesquisa relativa à
Resolução
preferência musical de um grupo de 1 000 alunos de

x+y–1=0
(x + y – 1)2 + (x – y + 3)4 = 0 ⇔ x – y + 3 = 0 ⇔ uma escola. Alguns alunos disseram não ter
preferência por nenhum desses três estilos.

  
x+y=1 x+y=1 x = –1
⇔ x – y = –3 ⇔ 2x = –2 ⇔ y = 2 ⇒ preferência rock e
rock samba MPB
musical samba
⇒ x2 + y2 = (–1)2 + 22 = 5
Resposta: E número de
200 180 200 70
alunos

38 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 39

c) Verdadeira.
preferência rock e samba e rock, samba
(gof) (x) = g [f(x)] = g [2x + 1] = (2x + 1)2 – 1 =
musical MPB MPB e MPB
= 4x2 + 4x
número de d) Falsa.
60 50 20
alunos (fog) (x) = f [g(x)] = f [x2 – 1] = 2 (x2 – 1) + 1 =
= 2x2 – 1
Se for selecionado ao acaso um estudante no grupo d) Verdadeira.
pesquisado, qual é a porcentagem de ele preferir (fof) (x) = f [f(x)] = f (2x + 1) = 2 (2x + 1) + 1 =
somente MPB? = 4x + 3
a) 2% Resposta: D
b) 5%
c) 6%
86. A reta de equação f(x) = m . x e a parábola de equação
d) 11%
g(x) = x2 + 2m x + m têm dois pontos distintos em
e) 20%
comum.
Resolução
Sendo m um número real, tem-se:
1) Pelo enunciado, podemos construir o seguinte
a) m > 4
diagrama:
b) 0 < m < 4
c) 1 < m < 5
Rock Samba d) m < –5 ou m > 5
e) m < 0 ou m > 4
90 50 80
Resolução
20
40 30

580
110

MPB

2) Observe que, dos 1 000 alunos, 580 não têm


preferência por nenhum dos três estilos. A reta e a parábola terão dois pontos distintos
3) Dos 1 000 alunos pesquisados, exatamente em comum se, e somente se, a equação f(x) = g(x)
110 preferem somente MPB. tiver duas soluções reais distintas. Assim:
4) Os que preferem somente MPB são f(x) = g(x) ⇒ x2 + 2mx + m = mx ⇔
110‰ = 11%. ⇔ x2 + mx + m = 0
Resposta: D
Esta equação terá 2 soluções reais e distintas se,
e somente se, Δ = m2 – 4m > 0 ⇔ m < 0 ou m > 4,
85. As funções f e g, de ⺢ em ⺢, são definidas por pois o gráfico de Δ = m2 – 4m é do tipo:
f(x) = 2x + 1 e g(x) = x2 – 1. A única afirmação falsa
y
é:
a) (fog) (1) = 1
b) (gof) (2) = 24
0 4 x
c) (gof) (x) = 4x2 + 4x
d) (fog) (x) = 2x2 + 1
e) (fof) (x) = 4x + 3
Resposta: E
Resolução
a) Verdadeira.
(fog) (1) = f [g(1)] = f (12 – 1) = f(0) = 2 . 0 + 1 = 1
b) Verdadeira.
(gof) (2) = g [f(2)] = g [2 . 2 + 1] = g(5) = 52 – 1 = 24

PROVA K – 39
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 40

^ ^
87. Na figura seguinte, AEB = 70°, ADC = 90°, a) 12°
^ ^ –– ^
b) 14°
BAD = 2 . BCA e BE é bissetriz do ângulo ABC.
c) 16°
B
d) 18°
D e) 20°
Resolução
A

3x 2x

A E C
^
A medida do ângulo BCD é: N
a) 30° 3x
x 2x
b) 35°
B M C
c) 40°
d) 45°
I) Como M é o ponto médio da hipotenusa, te-
e) 50°
mos:
^ ^
Resolução BM = CM = AM ⇒ MAC = MCA = 2x
B ^
II) AMB é ângulo externo do triângulo AMC ⇒
q q D ^ ^
⇒ AMB = 2x + 2x = 4x ⇒ AMN = 4x – x = 3x
F
III) ΔANM é isósceles, pois
^ ^
MN = AN ⇒ NAM = N MA = 3x
x
2a
70° a IV) 3x + 2x = 90° ⇒ 5x = 90° ⇒ x = 18°
A E C Resposta: D
^
I) AEB é ângulo externo do triângulo BEC ⇒
2
⇒ θ + α = 70° 89. Se (sen x) . (cos x) = –––– e tg x = 
2, com
3
^
II) AFC é ângulo externo do triângulo ABF ⇒ π
^ 0 < x < ––– , qual o valor de sen x + sec x?
⇒ AFC = 2α + 2θ = 2 . (α + θ) = 2 . 70° = 140° 2
a) 
6+3
^
III) AFC é ângulo externo do triângulo FDC ⇒ 42
^ b) ––––
⇒ AFC = 90° + x = 140° ⇒ x = 50° 3
Resposta: E
2+1
c) –––––––
3
88. O triângulo ABC da figura seguinte é retângulo em A
e M é o ponto médio da hipotenusa. 6 + 3 
3
d) ––––––––––
3
A
3
e) –––
3
Resolução
N 
2
sen x . cos x = –––
I) 3
sen x
B M C tg x = 2 ⇒ –––––– = 
2 ⇒ sen x = 
2 .cos x
cos x
^ ^
Se AN = MN e ACB = 2 . NMB, então a medida do
^
ângulo NMB é:

40 – PROVA K
FUVESTAO_RESOLUCAO_ALICE_6_5_2017 11/04/17 17:36 Página 41

2 1
Logo, 
2 . cos x . cos x = ––– ⇒ cos2 x = ––– ⇒
3 3

3 π
⇒ cos x = ––– , pois 0 < x < –––
3 2

3 6
II) sen x = 
2 . cos x = 
2 . ––– = –––
3 3

Assim:

6 3 6
sen x + sec x = ––– + –––– = ––– + 
3=
3 3 3

6 + 3 
3
= ––––––––––
3

Resposta: D

90. A soma das raízes da equação sen2 x – 2 . cos4 x = 0,


que estão no intervalo [0; 2π], é
a) 2π
b) 3π
c) 4π
d) 6π
e) 7π
Resolução
I) sen2 x – 2 cos4 x = 0 ⇒
⇒ (1 – cos2 x) – 2 cos4 x = 0 ⇒
1
⇒ 2 cos4 x + cos2 x – 1 = 0 ⇒ cos2 x = ––– ou
2
cos2 x = – 1 (não convém)
1 2 π
II) cos2 x = ––– ⇒ cos x = ± ––– ⇒ x = ––– ou
2 2 4
3π 5π 7π
x = ––– ou x = ––– ou x = ––– , pois x ∈ [0; 2π]
4 4 4

Logo, a soma das raízes é:


π 3π 5π 7π
–– + ––– + ––– + ––– = 4π
4 4 4 4

Resposta: C

PROVA K – 41
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PROVA K – 43
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44 – PROVA K