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Ricardo de Oliveira Brioschi – Ifes – Campus Vitória

Eletrônica Analógica II
Amplificação de Sinais com BJT

Ricardo de Oliveira Brioschi


Engenharia Elétrica
Instituto Federal do Espírito Santo - IFES

Ricardo de Oliveira Brioschi – Ifes – Campus Vitória

Polarização do BJT
Ricardo de Oliveira Brioschi – Ifes – Campus Vitória

Polarização do BJT

 O propósito de polarizar um circuito é estabelecer um ponto de operação


em CC apropriado estável (ponto Q).
 O ponto Q de um circuito está definido por valores específicos de IC e VCE.
 Uma reta de carga de CC passa através do ponto Q sobre as curvas do
coletor de um transistor que cortam o eixo vertical em aproximadamente
IC(sat) e o eixo horizontal em VCE(corte).
 A região de operação linear (ativa) de um transistor se estabelece ao
longo da reta de carga, abaixo do ponto de saturação e acima do ponto
de corte.

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Reta de Carga do BJT


Na região ativa:
I C = βI B

VCE = VCC − R C I C

Ajustar VBB
para IC VCE

IB = 200µA 20mA 5,6V

IB = 300µA

IB = 400µA
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Reta de Carga do BJT


Na região ativa:
I C = βI B

VCE = VCC − R C I C

Ajustar VBB
para IC VCE

IB = 200µA 20mA 5,6V

IB = 300µA 30mA 3,4V

IB = 400µA

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Reta de Carga do BJT


Na região ativa:
I C = βI B

VCE = VCC − R C I C

Ajustar VBB
para IC VCE

IB = 200µA 20mA 5,6V

IB = 300µA 30mA 3,4V

IB = 400µA 40mA 1,2V


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Reta de Carga do BJT


Na região ativa:
I C = βI B

VCE = VCC − R C I C

Ajustar VBB Reta de carga


para IC VCE Saturação
IB = 200µA 20mA 5,6V
Ativa
IB = 300µA 30mA 3,4V

IB = 400µA 40mA 1,2V Corte

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Reta de Carga do BJT


Para VBB = 3,7V no circuito abaixo, determine:
a) O valor da corrente de base no ponto quiescente (IBQ);
b) O valor da corrente do coletor no ponto Q (ICQ);
c) O valor da tensão entre emissor e coletor no ponto Q (VCEQ).
IC (mA)
50

40
Q IB = 300µA
30

20

10

10
VCE (V)
3,4
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Reta de Carga do BJT


Aplicação de um sinal na base após estabelecido o ponto quiescente

A variação da corrente na base provoca variações da corrente no coletor e


da tensão no coletor em relação ao emissor.

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Polarização do BJT
Polarização Polarização do
com divisor de emissor
tensão na base
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Polarização do BJT
Polarização com Polarização de
realimentação do base
coletor

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Polarização do BJT
Polarização estável do emissor
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Polarização do BJT
Comparação relativa de configurações de amplificador

EC CC BC

Médio-Alto Baixo Medio-Alto


Ganho de Tensão, AV
RC/re ≈1 RC/re
Alto Alto Baixo
Ganho de Corrente, Ai(máx)
βCA βCA ≈1
Alto Médio Médio
Ganho de potência, AP
AiAV ≈ Ai ≈ AV
Média Alta Baixa
Impedância de entrada, Zin
βCAre βCARE re

Média Baixa Alta


Impedância de saída, Zout
RC (RS/βCA) || RE RC

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Polarização do BJT
Comparação relativa de configurações de amplificador

EC CC BC

Médio-Alto Baixo Medio-Alto


Ganho de Tensão, AV
RC/re ≈1 RC/re
Alto Alto Baixo
Ganho de Corrente, Ai(máx)
βCA βCA ≈1
Alto Médio Médio
Ganho de potência, AP
AiAV ≈ Ai ≈ AV
Média Alta Baixa
Impedância de entrada, Zin
βCAre βCARE re

Média Baixa Alta


Impedância de saída, Zout
RC (RS/βCA) || RE RC
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Polarização do BJT
Aplicações
Emissor Comum

Aplicações:
Amplificador de
aplicação geral, com
ganho de tensão e de
corrente

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Polarização do BJT
Aplicações
Coletor Comum

Aplicações:
reforçadores, casamento
de impedância,
acionamento de altas
correntes.
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Polarização do BJT
Aplicações
Base Comum

Aplicações:
amplificador de alta
frequência, casamento
de impedância de baixa
para alta

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Polarização do BJT - Exemplo


(Boylestad, exemplo 4.4) Para o circuito de polarização
estável do emissor abaixo, determine: (a) IB; (b) IC; (c) VCE;
(d) VC; (e) VE; (f) VB; (g) VBC.

RC
RB

RE
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Polarização do BJT - Exemplo


(Boylestad, exemplo 4.4) Para o circuito de polarização
estável do emissor abaixo, determine: (a) IB; (b) IC; (c) VCE;
(d) VC; (e) VE; (f) VB; (g) VBC.
(a) IB
VCC − I B RB − VBE − RE I E = 0

RC VCC − I B RB − VBE − RE (I C + I B ) = 0
RB
VCC − I B RB − VBE − RE (β I B + I B ) = 0
VCC − VBE 20 − 0,7
IB = =
RB + RE (β + 1) 430 k + 1k (51)
19,3
IB = = 40,1µA
RE 481k

(b) IC
I C = β I B = 50 ⋅ 40,1µ = 2,01mA

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Polarização do BJT - Exemplo


(Boylestad, exemplo 4.4) Para o circuito de polarização
estável do emissor abaixo, determine: (a) IB; (b) IC; (c) VCE;
(d) VC; (e) VE; (f) VB; (g) VBC.
(c) VCE
VCC − I C RC − VCE − RE I E = 0

RC VCE = VCC − I C RC − RE (I C + I B )
RB
VCE = 20 − 2,01m ⋅ 2 k − 1k (2,01m + 40,1µ )
VCE = 13,93V

(d) VC
RE VC = VCC − I C RC = 20 − 2,01m ⋅ 2k
VC = 15,98V
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Polarização do BJT - Exemplo


(Boylestad, exemplo 4.4) Para o circuito de polarização
estável do emissor abaixo, determine: (a) IB; (b) IC; (c) VCE;
(d) VC; (e) VE; (f) VB; (g) VBC.
(e) VE
VE = VC − VCE = 15,98 − 13,93

RC VE = 2,05V
RB

ou VE = I E RE ≅ I C RE
VE = 2,01m ⋅1k = 2,01V

(f) VB
RE
VB = VBE + VE = 0,7 + 2,01

VB = 2,71V

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Polarização do BJT - Exemplo


(Boylestad, exemplo 4.4) Para o circuito de polarização
estável do emissor abaixo, determine: (a) IB; (b) IC; (c) VCE;
(d) VC; (e) VE; (f) VB; (g) VBC.
(g) VBC
VBC = VB − VC = 2,71 − 15,98

RC VBC = −13,27V
RB
Polarizado reversamente, como
é necessário (região ativa)

RE
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Amplificador com o BJT


Amplificador polarizado mediante divisor de tensão
alimentado por uma fonte de tensão com uma
resistência interna, RS.

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Capacitores de Desacoplamento CC
 A conexão da CARGA e da FONTE
VC C
DE SINAL a um amplificador
transistorizado é geralmente feita
através de capacitores de
R1 RC acoplamento CC (CB) e
CC
+ desacoplamento CC (CC).
CB
+  A função destes capacitores é evitar
que a carga ou a fonte de sinal
RL vo
vi interfiram no ponto quiescente do
R2 RE
transistor.
 Estes capacitores são dimensionados
de forma que suas reatâncias
representem um valor desprezível,
frente às impedâncias a que estão
conectados, para toda a faixa de
frequências do amplificador.
1
XC =
2πfC
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Capacitores de Desacoplamento CC
VCC

 XC → ∞;
RC
VC C
Polarização  Só são
IC
(CC) RB IB
consideradas as
fontes CC;
R1 RC
CC IE  Considerar modelo
+ VBB
CB RE do BJT para
+
polarização.
RL vo
vi
R2 RE

26mV Resistência interna


re ≅ devido a CA no
IE emissor do BJT
Sinal ii ib ic
B C  XC → 0;
(CA) vbe β.ib vce  Fontes CC são
vi vo aterradas;
R1 R2 re RC RL

E
 Considerar modelo
RE do BJT para sinal.

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Capacitores de Desacoplamento CC
VCC
VBB = I B RB + VBE + I E RE
Polarização
(CC) R C
onde: I E = I B + I C = I B (1 + β )
IC VBB − VBEQ
RB IB Então: I CQ ≅ I EQ =
RE + RB (1 + β )
IE
VBB Para estabilidade do ponto Q:
RE
VBB − VBEQ
Se: RE >> RB (1 + β ) I CQ ≅
RE

Sinal vo = − β ib (RC // RL ) v β (RC // RL )


⇒ AV = o = −
ii
(CA)
ib ic vi = (1 + β )ib (re + RE )
vi (1 + β )(re + RE )
B C

vbe β.ib vce Para aumento do ganho:


vi
R1 R2 re RC RL vo
AV = −
(RC // RL )
E Se: RE = 0
RE re
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Capacitores de Desacoplamento CC
Portanto, para aumento do ganho de VCC
tensão é necessário eliminar a resistência
 XC → ∞;
RE do circuito equivalente CA, logo: RC
VC C  Só são
Polarização RB
IC
consideradas as
IB
fontes CC;
R1 RC
CC IE  Considerar modelo
+ VBB
CB RE do BJT para
+
polarização.
RL vo
vi +
R2 RE
CE

AV = −
(RC // RL )
re
Sinal ii
B
ib ic
C  XC → 0;
vbe β.ib vce  Fontes CC são
vi vo
aterradas;
R1 R2 re RC RL
 Considerar modelo
E
do BJT para sinal.

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Capacitores de Desacoplamento CC
Exemplo: Considere R1 = 10kΩ, R2 = 1,8kΩ, RC = 1kΩ, RE = 330Ω,
RL = 4,7kΩ, VCC = 12V, VBEQ = 0,6V e β = 300, calcule o ganho de tensão:
(a) sem o capacitor de “by-pass” CE; (b) com o capacitor de “by-pass” CE.
VCC

R1 RC
CC
+
CB
+ β (RC // RL )
AV = −
RL vo
(1 + β )(re + RE )
vi +
R2 RE
CE 26mV
re ≅
IE
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Capacitores de Desacoplamento CC
Exemplo: Considere R1 = 10kΩ, R2 = 1,8kΩ, RC = 1kΩ, RE = 330Ω,
RL = 4,7kΩ, VCC = 12V, VBEQ = 0,6V e β = 300, calcule o ganho de tensão:
(a) sem o capacitor de “by-pass” CE; (b) com o capacitor de “by-pass” CE.
VCC
Polarização:
VB = 1,83V, VE = 1,23V, VC = 8,27V
R1 RC
CC VCEQ = 7,04V
+
CB IEQ = ICQ = 3,73mA, IBQ = 12,43µA
+

RL vo Sinal:
vi + 26mV 26m
R2 RE
CE
re ≅ = = 6,67Ω
IE 3,73m

AV = −
(1k // 4,7 k ) = −2,45
Sem CE:
6,67 + 330

Com CE: AV = −
(1k // 4,7k ) = −123,62
6,67
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Amplificador com o BJT


Reta de Carga CC e CA  Quando se aplica um sinal alternado
na entrada de um amplificador
transistorizado, este produzirá
variações na corrente de base que,
Amplificador polarizado em por sua vez, provocará alterações no
emissor comum. ponto quiescente (Q).

 Estas variações do ponto Q não são


as mesmas que ocorrem ao longo da
reta de carga CC pois as resistências
de carga CA são diferentes das
resistências de carga CC. O
amplificador possui, portanto, duas
retas de carga:
 Uma reta de carga CC para o
circuito de polarização;
 Uma reta de carga CA para o
circuito equivalente CA.
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Amplificador com o BJT


Reta de Carga CC e CA
Circuito equivalente
para análise CC
VCC = I C RC + VCE + I E RE
Amplificador polarizado
IC ≅ I E
em emissor comum. VCC = I C (RC + RE ) + VCE
Se IC = 0, então:
VCC = VCE
Se VCE = 0, então:
VCC
IC =
RC + RE
Reta de Carga CC

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Amplificador com o BJT


Reta de Carga CC e CA
Circuito equivalente
para análise CA

Amplificador polarizado
em emissor comum.

Em um amplificador transistorizado
um sinal alternado é a composição de
um sinal CC e de um sinal CA, ou seja:
Sinal = SinalCC + SinalCA

Assim: I C = I CQ + ic (1)
e VCE = VCEQ + vce (2 )
Do circuito, tem-se:
vce
vce + rC ⋅ ic = 0 ⇒ ic = −
rC
onde: rC = RC // RL
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Amplificador com o BJT


Reta de Carga CC e CA
Circuito equivalente
para análise CA

Amplificador polarizado
em emissor comum.

vce
Logo, em (1): I C = I CQ −
rC
De (2): vce = VCE − VCEQ
VCEQ − VCE
Tem-se que: I C = I CQ +
rC
VCEQ
Portanto, se: VCE = 0 ⇒ I C = I CQ +
rC
E se: I C = 0 ⇒ VCE = VCEQ + I CQ ⋅ rC

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Amplificador com o BJT


Reta de Carga CC e CA
Circuito equivalente
para análise CA

Amplificador polarizado
em emissor comum.

Reta de Carga CA
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Amplificador com o BJT


Reta de Carga CC e CA

Amplificador polarizado Combinando as retas


em emissor comum. de carga CC e CA

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Amplificador com o BJT


Exercício
Para o circuito abaixo desenhe a reta de carga CC e CA do transistor para RL:
a) 1kΩ;
b) 10kΩ.
15V

R1 2,2kΩ
RC
22kΩ 10µF
+
CB
50Ω
+ CC

10µF
RL
vi 10mV R2 RE
4,7kΩ +
1kΩ CE
10µF
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Amplificador com o BJT


Exercício
Para o circuito abaixo desenhe a reta de carga CC e CA do transistor para RL:
a) 1kΩ;
b) 10kΩ.

15V

IC(mA)
15
R1 2,2kΩ
22kΩ
RC
10µF
14,72 Reta de carga CA (RL = 1kΩ)
+ 12
CB
50Ω
+ CC 9 Reta de carga CA (RL = 10kΩ)
10µF 6,8
RL 6 Reta de carga CC
vi 10mV R2 RE 4,69
4,7kΩ +
1kΩ CE 3 Q
10µF 1,94 VCE(V)

2 4 6 8 10 12 14 16
8,79 12,28 15
10,12

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Amplificador com o BJT


Máxima Excursão de Sinal (Compliância CA de saída)
Compliance CA de saída (PP) é a tensão máxima CA de pico a pico não
ceifada, que um amplificador pode produzir.

VCEQ
I CQ +
rC

VCEQ
VCEQ + I CQ ⋅ rC

positiva → rC .I CQ 
Excursão do sinal:
negativa → VCEQ 
 PP = 2 × min rC .I CQ , VCEQ [ ]
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Amplificador com o BJT


Potência entregue a carga
Com o valor da compliância pode-se calcular
a máxima potência de saída do sinal.
A potência a ser entregue a carga é eficaz.
O valor máximo de um sinal senoidal é:

VP = Vef 2
Logo:
VPP = 2.Vef 2
Portanto:
VPP
Vef =
2 2
Como:
2
Vef2
1  VPP  VPP2
P= =   =
RL RL  2 2  8 RL
V PP é a compliância, logo:

PP 2
P=
8 RL

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Amplificador com o BJT


Exercício
Para o circuito abaixo calcule a “compliance” para RL:
a) 1kΩ;
b) 10kΩ.

15V

R1 2,2kΩ
RC
22kΩ 10µF
+
CB
50Ω
+ CC

10µF
RL
vi 10mV R2 RE
4,7kΩ +
1kΩ CE
10µF
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Amplificador com o BJT


Exercício
Para o circuito abaixo calcule a “compliance” para RL:
a) 1kΩ;
b) 10kΩ.

15V

IC(mA)
15
R1 2,2kΩ
RC
22kΩ 10µF
+ 12
CB
50Ω
+ CC 9
10µF
RL 6 Reta de carga CC
vi 10mV R2 RE 4,69
4,7kΩ +
1kΩ CE 3 Q
10µF 1,94 VCE(V)

2 4 6 8 10 12 14 16
8,79 15

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Amplificador com o BJT


Exercício
Para o circuito abaixo calcule a “compliance” para RL:
a) 1kΩ;
b) 10kΩ.

15V

IC(mA)
15
R1 2,2kΩ
22kΩ
RC
10µF 14,72 Reta de carga CA (RL = 1kΩ)
+ 12
CB
50Ω
+ CC 9
10µF 6,8
RL 6
vi 10mV R2 RE
4,7kΩ +
1kΩ CE 3 Q
10µF 1,94 VCE(V)

2 4 6 8 10 12 14 16
8,79
10,12
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Amplificador com o BJT


Exercício
Para o circuito abaixo calcule a “compliance” para RL:
a) 1kΩ;
b) 10kΩ.

15V

IC(mA)
15
R1 2,2kΩ
RC
22kΩ 10µF
+ 12
CB
50Ω
+ CC 9 Reta de carga CA (RL = 10kΩ)
10µF 6,8
RL 6
vi 10mV R2 RE
4,7kΩ +
1kΩ CE 3 Q
10µF 1,94 VCE(V)

2 4 6 8 10 12 14 16
8,79 12,28

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Amplificador com o BJT


Exercício
Para o circuito abaixo calcule a “compliance” para RL:
a) 1kΩ;
b) 10kΩ.

15V

IC(mA)
15
R1 2,2kΩ
22kΩ
RC
10µF
14,72 Reta de carga CA (RL = 1kΩ)
+ 12
CB
50Ω
+ CC 9 Reta de carga CA (RL = 10kΩ)
10µF 6,8
RL 6 Reta de carga CC
vi 10mV R2 RE 4,69
4,7kΩ +
1kΩ CE 3 Q
10µF 1,94 VCE(V)

2 4 6 8 10 12 14 16
8,79 12,28 15
10,12
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Amplificador com o BJT


Exercício
Para o circuito abaixo calcule a “compliance” para RL:
a) 1kΩ;
b) 10kΩ.

15V

IC(mA)
15
R1 2,2kΩ
22kΩ
RC
10µF
14,72 Reta de carga CA (RL = 1kΩ)
+ 12
CB
50Ω
+ CC 9 Reta de carga CA (RL = 10kΩ)
10µF 6,8
RL 6 Reta de carga CC
vi 10mV R2 RE 4,69
4,7kΩ +
1kΩ CE 3 Q
10µF 1,94 VCE(V)

2 4 6 8 10 12 14 16
8,79 12,28 15
PP = 2 ⋅ (I CQ rC ) = 2 ⋅ (10,12 − 8,79) = 2,66V
10,12
Para 1kΩ:

Para 10kΩ: PP = 2 ⋅ (I CQ rC ) = 2 ⋅ (12,28 − 8,79 ) = 6,98V

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Amplificador com o BJT


Exercício
Analise a “compliance” no circuito abaixo para RL=1kΩ e para:
a) R2 = 6,8kΩ;
b) RE = 470Ω.
15V

R1 2,2kΩ
22kΩ RC
10µF
+
CB
50Ω
+ CC

10µF
RL
vi 10mV R2 RE
4,7kΩ +
1kΩ CE
10µF
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Amplificador com o BJT


Exercício
Analise a “compliance” no circuito abaixo para RL=1kΩ e para:
a) R2 = 6,8kΩ;
b) RE = 470Ω. IC(mA)
15
15V
12 R2 = 6,8kΩ
11,43

R1 2,2kΩ 9 Reta de carga CA (RL = 1kΩ)


22kΩ RC
10µF
+ 6 Reta de carga CC
CB 4,69
50Ω Q
+ CC
2,84 3
VCE(V)
10µF
RL
vi 10mV R2 RE 2 4 6 8 10 12 14 16
4,7kΩ + 5,91 7,86 15
1kΩ CE

PP = 2 ⋅ (I CQ rC ) = 2 ⋅ (7,86 − 5,91) = 3,9V


10µF

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Amplificador com o BJT


Exercício
Analise a “compliance” no circuito abaixo para RL=1kΩ e para:
a) R2 = 6,8kΩ;
IC(mA)
b) RE = 470Ω. 15 R = 470Ω E

15V
12
9,9
9 Reta de carga CA (RL = 1kΩ)
R1 2,2kΩ
22kΩ RC
10µF 6 Reta de carga CC
+ 5,62
CB
Q
50Ω 4,13
+ CC 3
VCE(V)
10µF
RL 2 4 6 8 10 12 14 16
vi 10mV R2 RE
+ 3,97 6,81 15
4,7kΩ

PP = 2 ⋅ (I CQ rC ) = 2 ⋅ (6,81 − 3,97 ) = 5,68V


1kΩ CE
10µF
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Amplificador com o BJT


Amplificador Emissor Comum Linearizado
VCC  O valor de re varia com a
temperatura e com o tipo de junção.

AV = −
(RC // RL ) Por isso, o ganho de um
(re + RE )
R1 RC
CC amplificador emissor comum pode
+
CB variar dependendo da temperatura e
+
do transistor utilizado.
RL vo  Para diminuir a dependência do
vi
R2 RE ganho em relação a re, coloca-se um
resistor de linearização (rE) em série
com o emissor.
VCC
VC C

(R // RL ) AV = −
(RC // RL )
=− C
R1 RC
CC
AV
re
R1 RC
+
CC (re + rE )
+ CB
CB
+
+
Se rE >> re
RL vo rE RL vo

(RC // RL )
vi + vi
R2 RE R2
+
CE RE CE AV = −
rE

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Amplificador com o BJT


Amplificador Emissor Comum Linearizado
 Em geral o valor de rE é bem maior que o de re e o ganho de tensão passa a
não ser influenciado pelas variações de re.
 Em contrapartida, quanto maior o rE menor será o ganho de tensão.
 Em resumo, existe um compromisso entre a estabilidade do ganho de
tensão e o valor do ganho.

VCC

AV = −
(RC // RL )
R1 RC
(re + rE )
CC
+
CB
+
Se rE >> re

vi
rE RL vo
AV = −
(RC // RL )
R2
+
RE CE rE
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Impedância de Entrada e de Saída

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Amplificador com o BJT


Impedância de Entrada e de Saída
VCC

ii ib ic
B C
R1 RC
CC
vbe β.ib vce
+
CB
+ vi RL vo
R1 R2 re RC

E
rE RL vo
vi
rE
R2
+
RE CE

Z in = R1 // R2 // β (re + rE )

Z out = RC // RL
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Amplificador com o BJT


Resumo de Fórmulas ii ib ic
B C
VC C

vbe β.ib vce

R1 RC vi RL vo
CC R1 R2 re RC
+
CB E
+

RL vo
vi +
R2 RE Análise CA
CE
26 mV PP = 2.VCEQ ou PP = 2.I CQ .rC
re =
I CQ
(escolher o menor valor)
Análise CC Z in = R1 // R2 // β re Pin = VCC .(I CQ + I 1 )
R2
VB = VTH = ⋅ VCC VCC
R1 + R2 I1 =
Z out = rC (R1 + R2 )
VE = VTH − VBE
PP 2
rC = RC // R L Pout =
V 8 RL
I CQ ≅ IE = E
RE Pout
rC η=
AV =
VCEQ = VCC − (R E + RC ).I CQ re Pin

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Amplificador com o BJT


Resumo de Fórmulas ii ib ic
VCC B C

vbe β.ib vce

R1 RC vi RL vo
CC R1 R2 re RC
+
CB E
+ rE

rE RL vo
vi
R2
Análise CA
+
RE CE  r 
PP = 2.VCEQ  C  ou PP = 2 .I CQ .rC
26 mV  rC + rE 
re =
I CQ (escolher o menor valor)
Análise CC
Pin = VCC .(I CQ + I1 )
VB = VTH =
R2
⋅ VCC Z in = R1 // R2 // β (re + rE )
R1 + R2 VCC
I1 =
Z out = rC (R1 + R2 )
VE = VTH − VBE
PP 2
VE rC = RC // RL Pout =
I CQ ≅ I E = 8RL
(RE + rE ) P
rC η = out
AV =
VCEQ = VCC − (R E + rE + RC ).I CQ re + rE Pin
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Amplificador com o BJT


Exercício
Qual é a tensão na saída do resistor de carga no circuito abaixo se β = 200, para:
a) Despreze re;
b) Considere re;
VCC
10V
AV = −
(RC // RL )
(re + rE )
R1 3,6kΩ
RC
10kΩ CC
+
CB
600Ω
+

rE RL

vi 50mV R2 180Ω vo 10kΩ

2,2kΩ RE +
CE
820Ω

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Amplificador com o BJT


Exercício
Qual é a tensão na saída do resistor de carga no circuito abaixo se β = 200, para:
a) Despreze re; a) A impedância de entrada na base é:
b) Considere re;
zin ( base ) = β (rE ) = 200 ⋅180 = 36kΩ
VCC
10V
A impedância de entrada do estágio é:
R1 3,6kΩ
RC
10kΩ
+
CC
zin ( estágio ) = 10k 2,2 k 36k = 1,71kΩ
CB
600Ω
+
A tensão ca de entrada para a base é:
rE RL

180Ω vo 10kΩ  1,71k 


vi 50mV R2
vin =  500 m = 37 mV
 600 + 1,71k 
2,2kΩ RE +
CE
820Ω

O ganho de tensão é:

AV = −
rC
=−
(10k 3,6k ) = − 2,65k = −14,7
rE 180 180
O ganho de tensão é:

vout = (− 14,7 ) ⋅ 37 m = −544mV


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Amplificador com o BJT


Exercício
Qual é a tensão na saída do resistor de carga no circuito abaixo se β = 200, para:
a) Despreze re; b) A tensão de base é:
b) Considere re;  2,2k 
VCC VB =  10 = 1,8V
10V  2,2k + 10k 
A tensão no emissor é:
R1 3,6kΩ
RC
10kΩ
+
CC
VE = VB − VBE = 1,8 − 0,7 = 1,1V
CB
600Ω
+
A corrente no emissor é:
rE RL

180Ω vo 10kΩ VE 1,1


vi 50mV R2 IE = = = 1,1mA
2,2kΩ RE +
CE REtotal 180 + 820
820Ω

A resistência re vale:
25mV 25m
re = = = 22,7Ω
IE 1,1m

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Exercício
Qual é a tensão na saída do resistor de carga no circuito abaixo se β = 200, para:
a) Despreze re; b) A impedância de entrada na base é:
b) Considere re;
VCC zin ( base ) = β (rE + re ) = 200 ⋅ (180 + 22,7 ) = 40,5kΩ
10V
A impedância de entrada do estágio é:
R1 3,6kΩ
RC
10kΩ
+
CC
zin ( estágio ) = 10k 2,2 k 40,5k = 1,72kΩ
CB
600Ω
+
A tensão ca de entrada para a base é:
rE RL

180Ω vo 10kΩ  1,71k 


vi 50mV R2
vin =  500m = 37 mV
 600 + 1,72k 
2,2kΩ RE +
CE
820Ω

O ganho de tensão é:

AV = −
rC
=−
(10k 3,6k ) = − 2,65k = −13,1
rE + re 180 + 22,7 202,7
O ganho de tensão é:

vout = (− 13,1) ⋅ 37 m = −485mV


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Exercício com Estágios em Cascata
Qual é a tensão na saída do resistor de carga no circuito abaixo se β = 200?
Despreze re nos seus cálculos.
Circuito igual ao do exemplo anterior

zin(estágio) = 1,71kΩ
10V

R1 3,6kΩ R3 3,6kΩ
10kΩ RC1 10kΩ RC2
CC
+ +
CB
600Ω
+ CC

rE1 rE2 RL

vi 1mV R2 180Ω R4 180Ω vo 10kΩ

2,2kΩ RE1 + 2,2kΩ RE2 +


CE CE
820Ω 820Ω

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Exercício com Estágios em Cascata
Qual é a tensão na saída do resistor de carga no circuito abaixo se β = 200?
Despreze re nos seus cálculos.
No exemplo anterior, calculamos zin(base) = 36kΩ e zin(estágio) = 1,71kΩ. O primeiro estágio tem estes
valores porque os valores do circuito são os mesmo do exemplo anterior. A tensão ca na estrada para
o primeiro estágio é:
600Ω

1,71kΩ
vin = 1mV = 0,74 mV
vi vin
1,71kΩ 600 Ω + 1,71kΩ
1mV

A impedância de entrada da base do segundo estágio é a mesma do primeiro estágio: zin(estágio) =


1,71kΩ. Portanto, a resistência ca do coletor do primeiro estágio é:
10V
rC1 = 3,6 kΩ || 1,71kΩ = 1,16 kΩ
R1 3,6kΩ
RC1
10kΩ
e o ganho de tensão do primeiro estágio é:
+
CB
600Ω
+ CC
rc1 1,16 kΩ
rE1 AV 1 = − =− = − 6,44
vi 1mV R2 180Ω
1,71kΩ
rE 180 Ω
2,2kΩ RE1 +
CE
820Ω
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Amplificador com o BJT


Exercício com Estágios em Cascata
Qual é a tensão na saída do resistor de carga no circuito abaixo se β = 200?
Despreze re nos seus cálculos.
O segundo estágio tem uma resistência ca do coletor de rC2 = (3,6kΩ || 10kΩ) = 2,65kΩ, calculada no
exemplo anterior. Portanto, ele tem um ganho de tensão de:
2,65 kΩ
AV 2 = − = − 14,7
180 Ω
O ganho total do circuito é:

AvTotal = AV 1 AV 2 = (− 6,44 )(− 14 ,7 ) = 94 ,67

A tensão final na saída é igual à:

vout = AV 1 AV 2 vin = (− 6,44 )(− 14 ,7 )(0,74 mV ) = 70 mV

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Amplificador com o BJT


Exercício com Estágios em Cascata
Se o amplificador de múltiplas etapas da figura abaixo é alimentado por uma
fonte de 50µV, 75Ω e a segunda etapa é acoplado uma carga RL = 18kΩ.
Determine: (a) O ganho de tensão de cada etapa; (b) a tensão sobre a
resistência RL; (c) o ganho de tensão total.

Respostas: (a) -93 e -250; (b) 1,08V; (c) 23250


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Amplificador com o BJT


Amplificador em Coletor Comum
O amplificador em Coletor Comum também é conhecido como Seguidor de
Emissor.

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Amplificador com o BJT


Amplificador em Coletor Comum
O amplificador em Coletor Comum também é conhecido como Seguidor de
Emissor.

Circuito equivalente CA Ganho de tensão:


Vsaída
Av =
Vent
Vsaída = Re I e onde: Re = RE // RL

e Vent = I e (re + Re )
Re I e Re
Av = =
I e (re + Re ) re + Re

Se Re >> re Então: Av ≅ 1

A tensão de saída que se encontra no emissor está em fase com o sinal na base, não
havendo inversão entre entrada e saída. Como não existe inversão e o ganho de tensão é
aproximadamente 1, a tensão de saída segue bem próxima a tensão de entrada em fase e
com mesma amplitude, daí surge o termo seguidor de emissor.
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Amplificador com o BJT


Amplificador em Coletor Comum
O amplificador em Coletor Comum também é conhecido como Seguidor de
Emissor.

Circuito equivalente CA Impedância de entrada:


z ent = R1 // R2 // β (re + Re )

Se Re >> re, então: z ent = R1 // R2 // β (Re )

Impedância saída:
 R 
zent =  S  // RE
 β CA 
Onde RS é a resistência da fonte de entrada

A resistência de saída é muito baixa, o que faz com


que o circuito seguidor de emissor seja útil para
excitar cargas de baixa resistência.

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Amplificador com o BJT


Exercício
Determine a resistência de entrada total e o ganho de tensão do circuito abaixo.
Assuma βca = 175 e que as reatâncias capacitivas sejam desprezíveis na
frequência de operação.
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Amplificador com o BJT


Exercício
Determine a resistência de entrada total e o ganho de tensão do circuito abaixo.
Assuma βca = 175 e que as reatâncias capacitivas sejam desprezíveis na
frequência de operação.
A resistência ca no emissor é:
Re = 470 // 470 = 235Ω
A tensão no emissor é:
 51k 
VE =  10 − 0,7 = 6,69V
 51k + 18k 
A corrente no emissor é:
6,69
IE = = 14,2mA
470
A resistência ca no emissor é:
25m 25m
re = = = 1,76Ω
IE 14,2m
A resistência total de entrada é: O ganho de tensão é:
Rent = 51k // 18k // 175(1,76 + 235) = 10,1kΩ AV =
Re
=
235
= 0,992
re + Re 1,76 + 235

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Amplificador com o BJT


Amplificador de Potência
 O objetivo de uma etapa de potência é fornecer à carga uma
potência apreciável com a menor distorção possível e um bom
rendimento.
 O sinal de saída de um amplificador deve representar fielmente o
sinal de entrada, embora amplificado, por isso mesmo este deve
trabalhar nas zonas lineares das suas características, o que
acontece se o sinal aplicado for de pequena amplitude.
 Quando o sinal é elevado, o deslocamento variável do ponto de
funcionamento pode entrar em zonas não lineares, resultando
um sinal de saída com distorção em amplitude.
 Assim os amplificadores de potência são amplificadores que
trabalham com grandes sinais e o regime de operação destes é
severo em relação aos amplificadores de pequenos sinais. Os
amplificadores de potência de um modo geral podem ser
divididos em quatro classes:
 Classe A
 Classe B
 Classe AB
 Classe C
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Classes dos Amplificadores Lineares

Classes de amplificadores indicam a


quantidade que o sinal de saída
varia, sobre um ciclo de operação,
para um ciclo completo do sinal de
entrada.
■ Classe A: Opera
completamente na região
ativa das curvas
características do transistor.
O transistor conduz durante
os 360° completos do ciclo
de entrada.

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Classes dos Amplificadores Lineares

Classes de amplificadores indicam a


quantidade que o sinal de saída
varia, sobre um ciclo de operação,
para um ciclo completo do sinal de
entrada.
■ Classe B: Opera na região
linear durante o semiciclo de
entrada (180º) e está em
corte durante o outro
semiciclo.
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Classes dos Amplificadores Lineares

Classes de amplificadores indicam a


quantidade que o sinal de saída
varia, sobre um ciclo de operação,
para um ciclo completo do sinal de
entrada.
■ Classe AB: Um amplificador
pode ser polarizado em um
nível de acima do nível
correspondente à corrente
zero de base da classe B e
acima da metade do nível da
fonte de tensão da classe A
durante pouco mais de 180°
do ciclo de entrada.

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Classes dos Amplificadores Lineares

Classes de amplificadores indicam a


quantidade que o sinal de saída
varia, sobre um ciclo de operação,
para um ciclo completo do sinal de
entrada.
■ Classe C: A saída de um
amplificador classe C é
polarizada para uma
operação em menos de 180°
do ciclo.
■ Classe D: Esta classe de
operação é uma forma de
amplificação para sinais
pulsados (digitais), em que o
circuito fica "ligado" por um
curto intervalo de tempo e
desligado por um longo
intervalo.
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Amplificador Classe A
A saída máxima do amplificador classe A ocorre quando o
ponto Q se encontra no centro da reta de carga CA.

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Amplificador Classe A
Ponto Q próximo ao corte
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Amplificador Classe A
Ponto Q próximo a saturação

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Amplificador Classe A
Exemplo de um amplificador classe A com realimentação-série

 A única diferença entre circuito de


pequenos sinais para os de grandes
sinais é que os sinais tratados pelos
segundos circuitos estão na faixa de
volts, e o transistor usado é um
transistor de potência capaz de
operar na faixa de algumas dezenas
de watts.
 O beta de um transistor de potência
é, geralmente, menor que 100.
 Por trabalhar no meio da reta de
carga, a eficiência desse tipo de
amplificador é de no máximo 25%.
 A eficiência é baixa, pois mesmo se
Vi for igual a zero, haverá dissipação
de potência no transistor.
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Amplificador Classe A
Exemplo de um amplificador classe A com realimentação-série

Vantagem

☺ Capacidade de responder a
sinais de qualquer polaridade.

Desvantagem

 Dissipa potência com Vi = 0V.

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Amplificador Classe A
Amplificador classe A com acoplamento a transformador

 O tipo de amplificador classe A com


eficiência máxima de 50% usa um
transformador para acoplar o sinal de
saída a carga.
 Um transformador pode aumentar ou
diminuir os níveis de tensão ou
corrente de acordo com a sua razão
de espiras.
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Amplificador Classe A
Exercício
Determine o ganho de tensão e o ganho de potência do amplificador de potência
classe A da figura abaixo. Considere βca = 200 para todos os transistores.

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Amplificador Classe A
Exercício
Determine o ganho de tensão e o ganho de potência do amplificador de potência
classe A da figura abaixo. Considere βca = 200 para todos os transistores.

A resistência ca no A resistência ca no
emissor de Q1 é: emissor de Q2 é:

 10k   22k 
VE =  12 − 0,7 = 1,12V VE =  12 − 2 ⋅ 0,7 = 8,16V
 10 k + 56 k   22 k + 5, 6 k 
1,12 8,16
IE = = 1,78mA IE = = 0,25 A
68 + 560 33
25m 25m 25m 25m
re (Q1) = = = 14,04Ω re (Q 2 ) = = = 0,1Ω
IE 1,78m IE 0,25
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Amplificador Classe A
Exercício
Determine o ganho de tensão e o ganho de potência do amplificador de potência
classe A da figura abaixo. Considere βca = 200 para todos os transistores.

Na primeira etapa tem-se:

Rc1 ≅ RC // (R3 // R4 ) (R e + re (Q 2 ) )⋅ β 2 É uma resistência muito grande e


foi desprezada.

Rc1 ≅ 4,7 k // (5,6k // 22 k ) = 2,29 kΩ

Rc1 2,29k
Av1 = − =− = −27,9
RE1 + re (Q1) 68 + 14

Na segunda etapa tem-se (seguidor de emissor):

Av 2 ≅ 1

O ganho de tensão total é:


Avtotal = Av1 ⋅ Av 2 = (− 27,9 ) ⋅1 = −27,9

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Amplificador Classe A
Exercício
Determine o ganho de tensão e o ganho de potência do amplificador de potência
classe A da figura abaixo. Considere βca = 200 para todos os transistores.

O ganho de potência é:
P V2 Vent2
Ap = L PL = L Pent =
Pent RL Rent

VL2  Rent  R 
Ap = 2   = Av2  ent 
Vent  RL   RL 

[ ]
Rent = R1 // R 2 // (R E1 + re (Q1) )⋅ β = 56 k // 10 k // [(68 + 14 ) ⋅ 200 ] = 5,59 kΩ

2  5,59 k 
Ap = (− 27,9 )   = 543.914
 8 
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Amplificador Classe B e Classe AB


Os amplificador Classe B são polarizados em corte de modo a operar
na região linear durante 180° do ciclo de entrada e em corte durante
os outros 180°. Os amplificadores Classe AB são polarizados para
conduzir um pouco mais de 180°.
Vantagem

☺ É mais eficiente que um


amplificador classe A.

Desvantagem
 É mais difícil implementar
o circuito para obter uma
reprodução linear da forma
de onda de entrada.
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Amplificador Classe B Push-Pull


Amplificadores classe B push-pull utilizam dois seguidores-emissores
e fontes de alimentação simétrica. Este é um amplificador
complementar porque um seguidor-emissor que utiliza um transistor
npn e o outro um pnp, os quais conduzem ciclos alternados do ciclo
completo de entrada.
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Amplificador Classe B Push-Pull


Distorção de cruzamento (crossover) - Quando a tensão contínua na
base é zero, ambos transistores se desligam e a tensão do sinal de
entrada deve exceder VBE antes que um transistor conduza. Devido a
isto, existe um lapso de tempo entre as alternâncias positivas e
negativas da entrada quando nenhum transistor está conduzindo.

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Amplificador Classe AB Push-Pull


O amplificador push-pull com polarização utilizando diodo como
espelho de corrente para eliminar a distorção de cruzamento
(crossover). Os transistores formam uma simetria complementar (um
npn e um pnp).
VCC − 0,7
Devido a alimentação I CQ =
simétrica, R1 = R2 e R1
D1 = D2 o ponto A
possui uma tensão
igual a 0V.

VCC
I C ( sat ) =
RL
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Amplificador Classe AB Push-Pull


O amplificador push-pull com polarização utilizando diodo como
espelho de corrente para eliminar a distorção de cruzamento
(crossover). Os transistores formam uma simetria complementar (um
npn e um pnp).

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Amplificador Classe AB Push-Pull


O amplificador Classe AB push-pull alimentado com uma única fonte.
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Amplificador Classe AB Push-Pull


Exercício
Determine a tensão e a corrente de saída de pico máximos para o circuito
mostrado abaixo.

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Amplificador Classe AB Push-Pull


Exercício
Determine a tensão e a corrente de saída de pico máximos para o circuito
mostrado abaixo.

A tensão de pico máxima é:

Vsaída ( pico ) ≅ VCEQ ≅ VCC = 20V

A corrente de pico máxima é:


VCC 20
I saída ( pico ) ≅ I C ( sat ) ≅ = = 133mA
RL 150

Os valores máximos reais de tensão e


corrente são um pouco menores que
os calculados anteriormente.
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Amplificador Classe C
Os amplificadores classe C são polarizados de modo que a condução
ocorra durante menos de 180º.
Em geral os amplificadores classe C são utilizados em aplicações de
radiofrequência (RF) em circuitos sintonizados utilizados em
comunicações.

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Amplificador Classe C
Devido a tensão no coletor (saída) não ser um réplica da entrada, o
amplicafidor classe C carregado resistivamente não possui valor em
aplicações lineares. Consequentemente, é necessário utilizar um
amplificador classe C com um circuito ressonante em paralelo
(circuito tanque). A frequência de ressonância do circuito tanque é
determinado pela fórmula:
1
fr =
2π LC
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Amplificador Classe C
Uma oscilação diminui gradualmente devido a
perda de energia. A velocidade de decaimento
depende da eficiência do circuito tanque.

A oscilação da frequência fundamental pode ser


mantida por pulsos curtos de corrente no coletor.

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Amplificador Classe D
Um amplificador classe D é projetado para operar com sinais digitais
ou pulsados.
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Resumo de Classes de Amplificadores

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Resumo de Classes de Amplificadores


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Resumo de Classes de Amplificadores

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Referências Bibliográficas
 Microeletrônica. Sedra, Adel S.; Smith, Kenneth C. 5. ed. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2007.
 Dispositivos eletrônicos e teoria de circuitos. Boylestad, Robert L.;
Nashelsky, Louis. 8. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004.
 Amplificadores operacionais e filtros ativos: teoria, projetos,
aplicações e laboratório. Pertence Junior, Antonio. 6. ed. rev. Porto
Alegre: Artmed, 2007.
 Dispositivos Electrónicos. Floyd, Thomas L. 8 ed. Pearson Educatión,
2008.
 Eletrônica. Malvino, Albert. Volume 1. Mc Graw Hill. 7 ed. Porto Alegre.
2011.