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GNOSTICISMO E NOVA ERA

GNOSTICISMO ANTIGO

O gnosticismo é uma filosofia que explica o universo partindo de diversas correntes de


pensamento de origem Grega, Persa, Babilônico, Egípcio e Hindu, e a partir do
cristianismo, dos ensinos Judeus – Cristãos da Bíblia, extraindo também conceitos de
toda teosofia da terra. (Teosofia: Encontrar a sabedoria é dizer a verdade em si mesmo,
dentro de mim). Col. 2:8-10 e 18:19.

Gnosticismo vem da palavra Gnosis, conhecimento. Basicamente ensina que no


conhecimento está a salvação. Originalmente só uns poucos “iniciados” tinham o
conhecimento, que era oculto, e chegavam à plenitude ou salvação.

Encontraram no cristianismo muitas ideias ricas e fecundas, pelo qual se formou um


forte braço de gnosticismo cristão, o qual foi muito cedo, tanto que já o apóstolo João o
está combatendo em suas cartas.

Principalmente o gnosticismo tem as seguintes coisas em comum:

1. Pretendem a possessão de um conhecimento especial secreto da verdade, que é


superior a fé, e que só alguns iniciados têm. Esses iniciados são pessoas que ao ser
criado, tem em si mesmo encapsulada uma partícula da divindade, a qual lhes ilumina
por meio de algum enviado mestre a sabedoria oculta necessária para que escapem do
nível físico e transcendem a realidade espiritual. Para eles Cristo é um iluminado que
por sua vez ilumina a outros com seus ensinos. Pretenderam mostrar que Cristo queria
ensinar a seus seguidores como encontrar sua divindade neles mesma. A Revelação
Divina por outra parte ensina que a verdade é publicada as nações, sem segredos. Atos
26:26. Por outro lado, não há nada divino no homem. Criado a imagem de Deus
distancia muito de ensinar que temos algo de Deus. Ao contrário, o homem é pecador,
destituído mesmo estar com Deus depois de sua caída. É distinto e distinguido de Deus,
não pode estar em sua presença nem resistir estar frente a Deus. Sal 8:4. Cristo não só é
um mestre que ilumina, senão que é a mesma luz do mundo João 8:12, e nós somos a
luz, por quanto temos a mensagem da salvação e a transmitimos a outros, com nossa
vida e pregação.

2. Um dualismo ou separação entre o espírito e a matéria. Assinala a matéria como má,


e irreversivelmente condenada. É o espírito bom, e todo aquele que negue e domine sua
carne será salvo. Daí a aparência afim com o cristianismo, e que tenha tomado tanto
nele, em conceitos como o negar – se a si mesmo e o morrer da carne. Sem embargo,
ao declarar a matéria como má, está imediatamente atacando a Deus da Bíblia, quem
fez a criação boa e o homem, corpo e alma, “bom de grande maneira”, como
defeituosos, como perversos por criar algo mau e por tanto imperfeito. Igualmente
destrói todo ensino bíblico de Cristo como encarnado, seu sacrifício expiatório corporal
e real, e sua ressurreição. É dizer, ataca todo o cristianismo. Assim mesmo, matar a
carne e o auto negar – se, é um conceito cristão vinculado a inclinação pecaminosa do

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homem que se rebela contra Deus e sua vontade, que é o que promove precisamente o
gnosticismo rebelarem – se contra Deus ser um Deus ao chegar a um conhecimento
proibido ou oculto a Deus. 1 Co. 8:5-6. A verdadeira sabedoria é o conhecimento, e
temor de Deus, o qual se dá pela fé e logo mediante o Espírito Santo, conhecimento. 1
Cor. 1:18-25.

3. Sendo muito diversas as manifestações do gnosticismo, tinha em comum, além do


anterior, (salvação pelo conhecimento e pressuposição da matéria como má), a
expectativa que o homem salve a si mesmo, por meio da busca da verdade dentro dele, e
assim, compartir a divindade com Deus. Este postulado é em si mesmo, a mentira de
Satanás desde o Éden: Serás como Deus (por meio do conhecimento). De fato, o que
produz a busca desse conhecimento é todo tipo de maldade depravação, como a prova a
história e a Bíblia. A Revelação por outra parte nos diz que todo homem nasce morto
espiritualmente, destituído da glória de Deus, pecaminoso de grande maneira, e que se
busca em seu interior o único que vai encontrar é o pecado asqueroso. Mar. 7:21, Ro.
1:29, 3:10 – 12.

4. O conceito gnóstico da divindade e a criação consistem em imaginar um deus


totalmente transcendente, que não tem contato algum com a criação. Um demiurgo,
caricatura do Deus bíblico, ele é um éon ou emanação do supremo, quem cria a matéria,
mostrando sua imperfeição, sua ignorância (por não querer que o homem conheça,
negando – lhes a possibilidade de comer da árvore da sabedoria), e sua presunção. (Ao
colocar – se como único Deus verdadeiro e a quem se devem toda a adoração). Eles
manifestam que na criação imperfeita de Deus, em alguns seres humanos, se
encapsularam partículas do deus transigente que lhes envia uma verdade secreta, a qual
lhes ilumina e lhes leva a manifestações espirituais mais altas. Cristo é um iluminado e
ao mesmo tempo um iluminador para eles. Como vemos, também podem tomar
algumas verdades bíblicas para sustentar suas posições, tergiversando a verdade. Deus
se revela como santo, como transcendente, como o totalmente outro. Mas é pessoal e
ativo em sua criação. Tem um plano para a humanidade e para seu povo, plano que vai
desenvolvendo e levará a um final feliz. Efésios 1:9-10 e 3: 8-10, Marcos 26:56. Deus é
também impulsor da iluminação, quem é Cristo, ele se descreve como a luz do mundo
Igualmente agora nós os crentes somos a luz também. A grande diferença é que somos
luz como imagem de Deus, como imagem de Cristo. Não por nós mesmos ou por nossa
divindade.

5. Negação das responsabilidades do homem frente a Deus. Manifesta-se de duas


maneiras, ironicamente opostas. Por um ascetismo radical que ainda impedia de casar-se
e outros, mediante o qual se chega a não ter contato com nada do mundo, ou a
antinomianismo que permite fazer qualquer coisa, porque é o corpo e não o espírito
quem o faz. O cristianismo ao contrário, nos ensina a liberdade que o ser humano tem,
de forma integral, corpo e alma, deseje por amor fazer a vontade de Deus, e que será
redimido também em corpo e alma. O homem é responsável frente a Deus. O crente
recebe a perfeita obediência de Cristo, nós por nossos pecados recebemos castigo. O
incrédulo recebe o justo castigo por seus pecados e rebelião. Somos seres morais

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responsáveis frente a um tribunal divino onde Deus é Rei e Juiz. Col. 1:12-23, 2:20-23,
1 Ti. 4:1-6, 2 Ti. 3:1-7.

PERGUNTAS

1. Como entrou o gnosticismo na igreja primitiva?

2. Como foi combatido?

3. Que conseqüências tiveram?

4. Como ficou a igreja depois da batalha?

CONCLUSÕES

1. O perigo do gnosticismo não é sua aparição como filosofia ou religião, mas seu
ingresso a igreja e a forma como quis desvia – la da sã doutrina.

2. Deus levantou homens fiéis a Bíblia eles combateram as heresias do gnosticismo e o


venceram por meio dela.

3. A igreja ficou robusta e com uma definição de suas doutrinas mais concretas e claras,
mais sólidas biblicamente.

4. Nossa responsabilidade é fazer o mesmo. A lei e ao testemunho, ou seja, a Bíblia e ao


Espírito Santo.

GNOSTICISMO E NOVA ERA

Sendo que a Nova Era é uma renascer do paganismo antigo, particularmente do


gnosticismo, existem, algumas diferenças.

DIFERENÇAS

1. O gnosticismo ensina que uns poucos têm a “faísca divina” e a eles revelará o
supremo com uma mensagem oculta só para eles. A Nova Era fala que todos os homens
são divinos, e que necessitam chegar a essa iluminação de seu segredo oculto dentro
deles.

2. Para o gnosticismo existe uma dualidade marcada entre matéria e espírito. A Nova
Era fala que tudo é bom e que devemos reconciliar-nos com a criação material.

3. O gnosticismo não cristianizado é oposto a Bíblia e não usa uma linguagem bíblica.
Mas a maioria, Gnósticos “cristãos” sincretiza o ensino bíblico com pagã. A Nova Era
utiliza linguagem bíblica, como fé, redenção, salvação, Cristo, Deus, amor, boas obras e
utilizam passagens bíblicas para muitas de suas crenças, mas se opõe a Bíblia.

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4. O gnosticismo menospreza toda matéria, logo a criação e o próprio corpo não eram
de sua atenção. Pelo contrário a Nova Era promulga pela ecologia e o cuidado do corpo.

5. As raízes do gnosticismo estão no platonismo, e dualismo persa e a religiosidade


animista grega e egípcia. A nova era incorpora as religiões e filosofias orientais do
budismo e o hinduísmo.

PRINCIPAIS IGUALDADES

1. Busca exterminar toda ideia de Deus como Soberano, que rege os destinos dos
homens, e como Juiz, que quer saber de todos os atos dos homens.

2. Por conseguinte, busca eliminar a ideia de pecado como ofensa a Deus, ou melhor, é
como uma falha com a qual se aprende e que faz parte da superação.

3. São profundamente antropocêntricas e egocêntricas, egoístas. Seu objetivo principal é


o bem estar pessoal.

4. Busca distorcer todas as categorias de distinção dadas por Deus, principalmente na


moral, entre o bem e o mal e na sexualidade, entre varão e mulher.

5. A divinização do homem, em seu interior encontra – se sua redenção e sua auto


superação.

6. A liberdade sexual é um dos principais frentes de entrada e vida.

PERGUNTAS

1. Qual era a intenção do gnosticismo?

2. Qual é então a intenção da Nova Era?

3. Como o podemos provar?

4. Quais decisões deveram tomar então como líderes da igreja?

CONCLUSÕES

1. A Nova Era é um movimento bem coordenado, dirigido por Satanás, contra Deus e
seu povo.

2. Nem um só dos filhos de Deus se perderá, somente os que, estando aparentemente na


igreja, realmente não o são.

3. Toda potestade nos tem sido dada em Cristo, para proclamar o evangelho sem temor.

4. A vitória final é de Cristo e seu povo, todo joelho se dobrará ante Ele.

5. Já Satanás tem sido vencido PELA PALAVRA dada.

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CRISTIANISMO E NOVA ERA

Levando em conta que a Nova Era, como o gnosticismo, utiliza o vocabulário bíblico e
ainda a Palavra de Deus e seus conceitos para confundir e enganar, tal como sua cabeça
e promotor, o Diabo, ele desde Éden tem usado a Palavra de Deus para enganar,
devemos ser muito cuidados e ter clareza sobre como distinguir a verdade bíblica da
mentira satânica.

Quais são para vocês as áreas que devem ter cuidado e quais as técnicas ou princípios
que nos ajudam a nos proteger do mal?

 O Espírito Santo, que sendo o Espírito de Cristo, nos leva a toda verdade. É o
Espírito, ele, por meio da Bíblia, nos abre os olhos e nos protege do engano. 2
Co. 4:3-4, Ef. 1:8.

 O Espírito por meio da Bíblia. João 16:12-14, 1 Pe. 1; 21.

 Todo filho de Deus, vive para Deus, é geocêntrico. Já estou crucificado com
Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na
carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo
por mim. Todo não Filho de Deus, vive para si mesmo, antropocentricamente,
buscando que se faça sua vontade. Procuram – se uma relação com Deus é para
que Deus cumpra seus desejos. Romanos 1:24-25.

 Então devemos fazer – nos cada vez mais fortes no conhecimento da Bíblia, a
oração e a negação aos apetites da carne e os desejos do mundo, enchendo-nos
dos desejos do reino dos céus, ou seja, a obediência e o trabalho para Cristo. 1
Ti. 4:16, 2 ti. 3:14, Ef. 6:17-18, Ro. 12:1-2, Col. 4:2, Ga. 2:19-20.

 Por outro lado, Atenção a toda técnica usada pela nova era, mediante a qual
introduz sua ideologia. Devemos conhecer as técnicas, para estar vigilantes. Ef.
4:14. Quais são suas técnicas?

- Técnicas de relaxamento e colocar a mente em branco

- Técnicas de regressão

- Técnicas de projeções, auto-ajuda e auto superação para alcançar “minhas”


metas.

- Técnicas de exaltação das emoções para chegar a estados catárticos. A música,


os jejuns e esgotamento, repetição de sons sem significados por longo tempo, a
repetição conjunta de atos físicos.

- Visões e coisas semelhantes como sonhos etc. Com “novas verdade ou


revelações”.