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oa tarde, Anne.

Sempre que se ajuiza um processo, exceto nos juizados especiais e nos


casos em que o juiz defere os benefícios da justiça gratuita, é necessário
pagar as custas judiciais, que são despesas cobradas pelo Poder Judiciário e
nada têm a ver com os honorários que você paga ao advogado.

As custas iniciais são de 1% do valor da causa, respeitado um valor minimo


estipulado pelo tribunal de cada Estado (em Sâo Paulo, por exemplo, são de
5 UFESPs ou R$ 96,85).

Quando o processo termina na primeira instância e não há recurso, a parte


sucumbente (que perdeu a causa) deve pagar as custas finais (também de
1% sobre o valor da causa) e reembolsar o à parte vencedora, se for o
autor, as custas que esse pagou para ajuizar a ação.

No caso de desistência, se as custas iniciais já foram pagas, que é o que se


presume, você deverá ainda pagar as custas finais, se o valor da soma de
ambas (2% do valor da causa) for maior do que o patamar estabelecido
pelo tribunal de justiça do seu Estado.

Por exemplo, se no Estado de São Paulo o valor da causa for de R$


1.000,00 (mil reais), dois porcento do valor da causa (custas iniciais +
custas finais) representariam R$ 20,00 e seriam, portanto, inferiores ao
valor das custas iniciais mínimas de R$ 96,85 que foram pagas ao ajuizar a
causa. Nesse caso, você não teria nada a pagar para desistir do processo.

No entanto, por exemplo, se o valor atribuído à for de R$ 10.000,00, foi


necessário recolher R$ 100,00 como um porcento de custas iniciais. Com a
desistência, será necessário recolher mais R$100,00, perfazendo assim dois
porcento do valor da causa.

Desse modo, o advogado tem razão em lhe pedir o pagamento das custas
finais, pela sua desistência, no caso de não terem as custas iniciais coberto
o montante de dois porcento do valor da causa.