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TERMOS PROCESSUAIS COMUNS E SEUS SIGNIFICADOS

· ADJUDICAÇÃO – é um ato previsto no processo de


execução por quantia certa, que consiste em o credor, a
requerimento seu, ficar com o bem penhorado como
pagamento. Ou seja, ao invés de o bem ser vendido e o
produto da venda passado ao credor, será entregue o
próprio bem ao Exeqüente. A adjudicação se dá pelo valor da
avaliação.

· EXCEÇÃO – é um tipo de resposta do réu, que tem o


objetivo de substituir o juiz da causa, seja porque ele é
relativamente incompetente(território e valor da causa) ou
porque é suspeito(art.135) ou impedido(art.134). Essas duas
últimas também podem ser feitas pelo Autor, no prazo de 15
dias que tomou ciência da causa de suspeição ou
impedimento do juiz. A exceção SUSPENDE o processo,
enquanto não for decidida. Portanto, se o réu protocolar uma
exceção no 10o dia do prazo para oferecer resposta(que é de
15 dias, em regra), ele terá, quando do final da exceção, mais
cinco dias de prazo para, caso queira, oferecer contestação
e reconvenção.

· INEPCIA DA INICIAL – é uma das causas de indeferimento


da petição inicial – art. 295 do CPC. Trata-se de vício
INSANÁVEL, que, ao ser detectado pelo juiz, o obriga a
extinguir o processo, sem resolução de mérito. A inépcia se
dá em quatro situações: 1) quando a petição inicial não tiver
pedido ou causa de pedir; 2) quando a petição inicial
contiver pedido juridicamente impossível; 3) quando a
petição inicial contiver pedidos incompatíveis entre si; 4)
quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a
conclusão.

· RECURSO COM DUPLO EFEITO – Ao se aviar um recurso,


ele provoca efeitos na decisão recorrida. Diz-se que um
recurso tem DUPLO EFEITO quando ele provoca efeito
SUSPENSIVO e efeito DEVOLUTIVO à decisão. EFEITO
DEVOLUTIVO é aquele que faz com que a competência para
conhecer aquela lide seja devolvida ao Poder Judiciário
(agora em uma instância superior ao julgador anterior). Isso
quer dizer que o Poder Judiciário irá rever a decisão
recorrida, dizendo se está correta ou não. EFEITO
SUSPENSIVO é aquele que faz com que a decisão recorrida
seja suspensa, não tenha nenhum eficácia, nenhuma
aplicabilidade, enquanto não houver o julgamento do
recurso. IMPORTANTE: todo recurso tem efeito devolutivo,
mas nem todo recurso tem duplo efeito.

· CONTRADITA – é o ato do advogado impugnar a


testemunha arrolada pela parte contrária. Isso se dá porque
a testemunha é impedida(art. 134), suspeita(art. 135) ou não
tem capacidade para testemunhar(é menor de idade ou
incapaz por problemas mentais). A contradita tem momento
exato de acontecer: exatamente logo após o compromisso
da testemunha – antes de ser feita a primeira pergunta pelo
juiz. Iniciado o depoimento, preclui o direito de oferecer a
contradita.

· COISA JULGADA – quando uma decisão já não comporta


mais recurso. Importante saber que o artigo 301 do CPC, ao
fazer menção a coisa julgada, está se referindo à situação de
já haver o Poder Judiciário decidido uma questão, com
trânsito em julgado, e, não obstante isso, ser proposta ação
idêntica requerendo outro julgamento da questão. Esse
segundo processo, nesse caso, será extinto.

· FASE POSTULATÓRIA – é a fase processual que inicia com


a petição inicial e finaliza com a resposta do réu. É a fase
onde o juiz recebem as alegações das partes, onde as partes
postulam.

· RETRATAÇÃO DO JUIZ – é o arrependimento do juiz acerca


de uma decisão. É cabível nos casos de a parte ter feito
Agravo ou Apelação contra sentença que indeferiu a petição
inicial(art. 296).

· IMPEDIMENTO – PREVISTO NO ARTIGO 134 DO CPC.


Circunstâncias objetivas que tornam o juiz da causa proibido
de atuar, para não afetar a igualdade entre as partes. Ex.:
Parentesco com as partes.
· PRELIMINARES – defesa processual, vícios, a serem
argüidos pelo réu, em sua contestação. Estão elencadas no
artigo 301 do CPC. Há preliminares DILATÓRIAS e
PEREMPTÓRIAS. Dilatórias são aquelas que acusam a
existência de um vício SANÁVEL. Peremptórias são aquelas
que acusam a existência de um vício INSANÁVEL e,
portanto, têm o poder de causar a extinção do processo sem
resolução do mérito.

· HASTA PUBLICA – é um ato previsto na execução por


quantia certa. Consiste na venda do bem penhorado. Essa
venda é realizada pelo Poder Juduciário, através de Oficial
de Justiça. Há dois tipos de hasta: Praça(se o bem
penhorado for imóvel) e Leilão (se o bem penhorado for de
outro tipo). Quando o juiz determina a realização da hasta,
ele designa duas datas diferentes. Na primeira ocasião, o
bem será vendido a quem oferecer lance maior, igual ou
superior ao valor da avaliação do bem. Na segunda hasta, o
bem será vendido a quem oferecer lance maior, mesmo que
inferior ao valor da avalição. Só não pode ser preço vil, que é
considerado pelos tribunais como o abaixo de 50% do valor
da avaliação.

· CONTINENCIA – Fenômeno processual parecido com a


conexão. Todavia, na continência, temos duas ações onde o
objeto de um é mais abrangente que o do outro. Ou seja:
oobjeto de uma ação está contido no objeto de outra. Ex.:
Mariana ajuizou ação de Alimentos contra Paulo. Paulo
ajuizou ação de Separação Juicial c/c Oferecimento de
Alimentos contra Mariana. A ação de Paulo contém a ação de
Mariana. Portanto, há continência entre elas.

· DESERÇÃO – situação que ocorre quando a parte


recorrente não faz o preparo ( não paga as custas) do
recurso. O preparo é requisito essencial para recorrer.
Portanto, a deserção faz com que o recurso não seja
conhecido.

· CONHECER DO RECURSO
· DAR PROVIMENTO AO RECURSO
O julgamento de um recurso é composto de duas fases,
numa mesma sessão de julgamento. A primeira fase consiste
em decidirem os desembargadores ou ministros se o
recurso preenche todos os requisitos formais –
tempestividade, cabimento, preparo,legitimidade, interesse
recursal etc). Se estiverem presentes os requisitos, eles
CONHECEM DO RECURSO, ou sejam aceitam o recurso para
julga-lo. Se não estiver presente algum requisito, eles NÃO
CONHECEM DO RECURSO, não aceitando proceder ao seu
julgamento de mérito. Isso quer dizer que o recurso será
extinto sem análise da questão por ele trazida.
A segunda fase do recurso, QUE SÓ OCORRE SE ELE FOR
CONHECIDO, é o julgamento do mérito, ou seja: se a decisão
recorrida irá ser modificada ou mantida. Se for DADO
PROVIMENTO AO RECURSO, entendeu o Tribunal que a
decisão recorrida estava equivocada. Se for NEGADO
PROVIMENTO AO RECURSO, o Tribunal decidiu que a
decisão recorrida estava correta.

· PEREMPÇÃO – prevista no artigo 268 do CPC. Quando o


autor de uma ação abandona a causa, por inação, inércia,
por mais de 30 dias, o processo será extinto sem resolução
de mérito. Se isso acontecer, na mesma lide, por três vezes,
ocorre a perempção – que é a perda do direito de o autor
propor de novo a ação. Trocando em miúdos: se o autor
provocou, por abandono, a extinção do processosem
resolução de mérido por três vezes, não poderá entrar com o
quarto processo.

· CITAÇÃO – ato processual de dar conhecimento ao Réu da


existência de ação contra ele, concedendo-lhe o prazo para
apresentar sua resposta. Portanto, só quem pode ser citado
é o Réu. NADA DE CITAR TESTEMUNHAS, AUTOR,
PROMOTOR... Só o Réu pode ser citado. Mesmo assim, ele
só é citado uma vez. Depois disso, toda vez que o juiz quiser
se comunicar com o Requerido, fará uma intimação.

· INSTRUÇÃO – fase processual onde o juiz colhe as provas


para formar seu convencimento. O ápice da instrução se dá
com a AIJ – Audiência de Instrução e Julgamento.

· CONTESTAÇÃO – meio de resposta do réu onde ele


apresenta sua defesa, em contraponto à petição inicial
apresentada pelo autor.

· EMENDA – petição feita pelo autor, em cumprimento a


determinação do juiz, a fim de adequar a petição inicial ao
artigo 282 do cpc.

· ADITAMENTO – petição feita pelo autor, voluntariamente, a


fim de alterar, suprimir, acrescentar, enfim: modificar sua
petição inicial.

· SUCUMBÊNCIA – penalidade imposta à parte que perde


uma ação. Consiste a sucumbência em ressarcir as
despesas processuais desembolsadas pela parte contrária e
honorários advocaticios fixados pelo juiz para o advogado
vencedor.

· PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS – exigências previstas no


CPC para constituição e desenvolvimente válido de um
processo. Ex.: Representação da parte por advogado,
citação válida, procuração dos advogados juntada aos
autos, juiz competente, capacidade processual das partes. A
ausência de pressupostos processuais é sanável.

· PENHORA – ato do processo de execução por quantia certa


que consiste em determinar, dentre o universo de bens do
devedor, aquele(s) que vai(vão) ser expropriado(s) para
satisfazer o direito do credor.

· CUMPRIMENTO DE SENTENÇA – fase da ação condenatória


que acontece quando, após trânsito em julgado da sentença
que condenou alguém a cumprir uma obrigação, essa não o
fez, no prazo de 15 dias. Cumprimento de sentença é uma
verdadeira execução de titulo judicial, só que, por já existir
um processo em andamento, não há necessidade de propor
nova petição inicial.

. SANEAMENTO DO PROCESSO – fase do processo, logo


após a fase postulatória, onde o juiz verifica a existência de
vícios, tomando as providencias cabíveis para saneamento,
se forem cabíveis. É o momento que antecede a instrução.
Portanto, o processo deve ser sanado de quaisquer
nulidades, para que não sejam maculadas .
.
Espero que seja útil.
Abraç
que os vizinhos do imóvel também são réus na ação de
usucapião?

►que, se o autor não comparecer em alguma audiência do


juizado especial cível, será considerado abandono de causa?

►que codicilo não precisa de testemunhas, enquanto


testamento precisa?

►que existem familias naturais, monoparentais e legais?

►que, se o réu oferecer Exceção, o processo é suspenso,


sendo, depois, lhe devolvido o prazo restante para
contestar/reconvir?

►que os parentes consaguineos colaterais vão até o 4º


grau(primos, sobrinhos-netos e tios-avós), enquanto os afins
colaterais vão somente até o 2º grau(cunhados)?

►que o recurso cabível contra Sentença é Apelação?

►que penhora(penhorar)é diferente de penhor(empenhar)?

►que alguns procedimentos prevêm audiência de


justificação, que ocorre quando o autor não juntou prova
documental suficiente para convencer o juiz a conceder a
liminar?

►que os atos do juiz de primeira instância podem ser


despachos de mero expediente, decisão interlocutoria e
sentença?

►que existem ações de anulação de casamento e ações de


declaração de nulidade de casamento?
►que as expressões suplicante e suplicado são impróprias
para uso atual em petições?

►que um casal separado judicialmente há mais de um ano


pode pedir Divórcio por conversão, enquanto um casal
separado de fato há mais de dois anos pode pedir Divórcio
direto?

►que a prova em Mandado de Segurança é unicamente


documental e deve ser apresentada em duas vias, pois uma
delas irá para o réu, com a citação?

►que julgamento antecipado da lide é um tipo de julgamento


conforme o estado do processo?

►que, se somente tiver irmãos(ou outros colaterais) vivos,


uma pessoa pode dispor de todo o seu patrimônio, por
testamento?

►que, abaixo de 16 anos, só se pode casar se a moça estiver


grávida?

►que um cheque prescrito não pode servir para uma


execução, mas pode ser usado em ação monitória?

►que a sentença de ações de alimentos, guarda e


regulamentação de visitas só faz coisa julgada formal,
podendo ser mudada por uma nova ação, se houver
mudança na situação fática?

►que substabelecimento é o documento através do qual o


advogado transfere seus poderes a outro?

►que o casamento se dissolve com o Divórcio e não com a


Separação?

►que uma petição inicial indeferida não necessariamente é


inepta?

►que os colaterais são herdeiros legítimos, mas não são


herdeiros necessários?
►que maiores pode 16 anos podem fazer testamento, sem
precisar serem assistidos pelos pais?