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Capítulo!

1
M odelos animais de psicopatologia:
Transtorno O bsessivo-Com pulsivo
trica Maria Machado Santarém'

0 transtorno obsessivo compulsivo (TOC) é caracterizado pela presença de pensamentos obsessivos e comportamentos
compulsivos que sâo suficientemente incômodos para interferir na vida normal do indivíduo. As obsessões de contaminação
o agressão estão entre as mais comuns, assim como as compulsões de llmpe/a/lavngem, verificação c rituais dn repetição
Modelos animais sâo modelos das compulsões e refletem a diversidade do transtorno bem como hipóteses «obro os
mecanismos biológicos e neuroqulmicos envolvidos na fisiopatologia dos sintomas obsessivos compulsivos. Esses modelos
distinguem-se entre si, segundo a ênfase num determinado sintoma e segundo os critérios de validação teórico, d» face o
predltivo. Os modelos etolôgicos, na Bua maioria, apresentam validade de face e apólam as hipóteses sobre os mecanismos
neuroblolôglcos do TOC. Entre os modelos farmacológicos e experimentais, nem todos apresentam semelhança fenomenológlca
com os sintomas, porém apresentam valor teórico e predltivo.

Palavras chave: TOC, modelos animais, compulsão, obsessão.

The obsessive - compulsive disorders (OCD) are characterized by the presence of obsessive thoughts and compulsive
behaviors that are awkward enough to interfere with normal life of Individuals. The obsessions of contamination and
aggression are among the most common symptoms, as well as the compulsions of cleaning/washing, checking and repetitive
rituals Animal models are models of compulsion and reflect the diversity of the disorder, as well the hypotheses about the
biological and neurochemical mechanisms involved in the physiopathology of the compulsive and obsessive symptoms.
These models simulate different symptoms and differ as to the criteria of face, construct and predictive validity. Most
ethologlcal models have face validity and supporl the neurobiological hypothesis for the etiology of OCD. Among the
pharmacological and experimental models, not everyone present phenomenological similarity to the OCD symptoms, but
they are important because of their theoretical and predictive value

Key words: OCD, animal models, compulsion, obsession.

1. Introdução
Do ponto de vista clinico, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ó caracterizado
por obsessões, que causam ansiedade ou desconforto acentuados, e ou por compulsões,
que servem para neutralizar a ansiedade (DSM-IV),
Obsessões são idéias, pensamentos, imagens, impulsos que surgem,
repetidamente, e que o indivíduo as percebe como próprias, porém intrusivas e inoportunas.
Desencadeadas por eventos internos ou externos são acompanhadas por sentimentos

'Programa d« taludo* Pó« Graduado« *m Psicologia Univcrtldde Sâo Francfeco - IT

Sobre C om porljm cnltí c (.'oflnlçao 105


desagradáveis como repugnância, culpa, ansiedade e medo intenso. Diversos são os tipos
de sintomas: obsessões de contaminação (Aids, sujeira, radioatividade), somáticas
(preocupações com outras doenças e com a aparência física), agressão que aparece na
forma de medo de ferir, matar ou prejudicar alguôm sem querer, de se matar, fazer algo
proibido ou embaraçoso e as obsessões na forma de palavras, sons, músicas intrusivas ou
imagens que interferem na realização de pensamentos, raciocínios ou ações, como por
exemplo, uma palavra obscena durante uma reza ou confissão (Lotufo-Neto e cols, 1997;
Torres e Smaira, 2001)
Compuísões são comportamentos públicos ou encobertos que ocorrem como
resposta a uma obsessão ou a uma regra que deve ser rigidamente seguida. A relação entre
a obsessão e a compulsão ocorre de forma não realista. Precedidas por sensação de urgência
e resistência, que em geral é vencida, as compulsões são seguidas de alívio temporário da
ansiedade ou do desconforto gerado pelo pensamento obsessivo. São reconhecidas como
excessivas e irracionais pelo indivíduo. Podem variar, como os rituais de limpeza/lavagem
(porex., lavar repetidamente as mãos, roupas, objetos pessoais que tenham sido tocados
ou “contaminados" de alguma forma), verificação (por ex., voltar inúmeras vezes para verificar
se a porta está fechada), repetir ou tocar (acender e apagar a luz diversas vezes), repetição
(sempre virar para a direita ou pisar em determinada linha antes de entrar no elevador),
simetria e ordem (colocar objetos numa ordem pré-determinada ou seguindo um padrão
simôtrico), colecionismo (juntar objetos, não jogar nada fora) e lentidão (os atos são realizados
de maneira muito lenta, demorando horas para realizar uma ação, que normalmente demoraria
muito pouco) (Lotufo-Neto e cols, 1997; Torres e Smaira, 2001)
De acordo com o DSM-IV, obsessões de contaminação, dúvidas repetidas, simetria
e ordem, agressão e imagens sexuais estão entre as mais comuns, assim como as
compulsões de limpeza/lavagem, contar, verificação e rituais de repetição. No Brasil, num
estudo realizado por Del Porto, as obsessões mais comuns foram de agressividade,
contaminação e de preocupações com doenças, e as compulsões mais comuns, limpeza e
verificação (conforme citado por Torres e Smaira, 2001).
Do ponto de vista neuroquímico, os estudos sugerem alteração da atividade neural
de uma complexa rede de neurotransmissores que envolve os gânglios da base (caudado),
o tálamo e o córtex frontal (região orbitofrontal), onde a dopamina (DA), a serotonina (5-HT)
glutamato (Glu) e o acido gama amíno butíríco (GABA), estariam envolvidos (Valente e
Busatto Filho, 2001; Lacerda, Dalgalarrondo e Camargo, 2001). A hipótese seroíonérgica
deriva de estudos acerca do tratamento farmacológico do TOC mostrando forte correlação
positiva entre a melhora dos sintomas obsessivo-compulsivos em pacientes tratados com
inibidores da recaptação de serotonina (IRS), sejam eles seletivos (ISRS), tais como fluoxetina,
sertralina, paroxetina ou fluvoxamina, ou não seíetivos como a clomipramina (Marques, 2001
e Graeff, 2001). Por outro lado, muitos pacientes não respondem ao tratamento com IRS
usados em tempo e doses adequados e, entre aqueles que respondem, a melhora não
chega ser completa. Várias linhas de evidências sugerem que a dopamina (DA) também
esteja implicada na mediação de alguns comportamentos obsessivos- compulsivos ( Miguel
e Shavitt, 1996 e Szechtman, Culver, e Eilam, 1999)

2. Modelos animais
Modelos animais para o estudo dos comportamentos compulsivos refletem a
perspectiva evolucionista na psicologia, segundo a qual características comportamentais

106 trica M aria M aduido Sunlarcm


estão sujeitas a seleção natural da mesma forma que as características anatômicas e
fisiológicas. Rapoport (1989) foi quem sugeriu a hipótese de que compulsões, principalmente
as ligadas à autolimpeza e verificação, pudessem ser manifestações exageradas de rotinas
de autolimpeza e de conferir demarcações territoriais, respectivamente selecionadas ao
longo do processo de evolução de numerosas espécies animais. Essa convicção estava
sustentada também pelo fato de que crianças e adultos apresentam sintomas idênticos e
pelas evidências da associação entre o TOC e diversas doenças neurológicas ligadas aos
gânglios da base (Rapoport, 1989 e Graeff, 2001).

2.1. Estereotipias induzidas por agontes farmacológicos.


Estereotipias, assemelhando-se aos comportamentos compulsivos dos pacientes
com TOC, podem ser induzidas farmacologicamente através de altas doses de agentes
liberadores de dopamina, tais como a anfetamina, bromocriptina, apomorfina e L - DOPA.
Microinjeções de anfetamina no striatum ventrolateral induzem estereotipias orais intensas
e respostas perseverativas de limpar-se (grooming) e lamber as patas em ratos. O
colecionismo é outro comportamento estudado em animais que depende da integridade
da função dopaminérgica. Em humanos, o uso de estimulantes pode induzir a rituais de
lavagem, limpeza e colecionismo. A administração de altas doses de agentes serotonérgicos
específicos induzem a diferentes tipos de estereotipias. Por exemplo, o agonista 5-HTC1,
que pode exarcebar sintomas compulsivos em pacientes com TOC, pode também induzir
farejar excessivo em animais (Miguel e Shavitt, 1996).

2.2. Comportamentos de deslocamento.


Descritos pelos etólogos e presentes em todos os vertebrados, são atos motores
estereotipados que parecem excessivos ou inapropriados, lembrando assim rituais
compulsivos. São desencadeados por um conflito entre tendências opostas (p.ex. luta e
fuga) e, uma vez iniciados, continuam de maneira autônoma, terminando quando o conflito
é removido ou quando surge um conflito mais urgente. Rituais de limpeza como o
colecionismo e os rituais de cruzar a porta e outras áreas de fronteira dos obsessivos
compulsivos, lembram seqüências ritualizadas de comportamentos característicos de
algumas espécies como, por exemplo, a autolimpeza (que consiste em lamber e alisar os
pelos e lamber o corpo), o comportamento de fazer o ninho e a fiscalização dos limites
territoriais, respectivamente (Pitman, 1989).

2.3. Na mesma linha etológica acima, patologias observadas na clínica veterinária


sugerem analogias com determinados sintomas de TOC, como por exemplo, a dermatite
por lambedura das extremidades que acomete determinadas raças de cães e gatos
caracterizadas pelo excessivo lamber das patas ou do flanco, podendo causar traumatismo
local, e o bicar as penas em papagaios, arrancando-as do corpo. Essas patologias, além
de apresentarem semelhança fenomenológica com as compulsões humanas, como a
dermatite por lambedura com os rituais de limpeza e o bicar as penas com a tricotilomania
(uma variante do TOC que se define pela compulsão de arrancar cabelos ou pêlos das
sobrancelhas e ou corpo, Araújo, 1996) mostram que os sintomas melhoram

Sobrf C"omfK)rt«imcnlo c Cotfni(Ao 107


significativamente, quando tratados com inibidores da recaptação serotonérgica, como a
clomipraina e a fluoxetina. (Rapoport, 1990e Grindlinger, 1991). É curioso, também, que,
na cKnica veterinária, as patologias têm sido associadas a situações indutoras de estresse,
como por exemplo, a introdução de um novo animal de estimação no ambiente doméstico,
a morte de um animal de companhia, ataques ao território do gato, mudança para uma
nova casa, presença de um novo bebê, ruídos excessivos aos quais o animal não tinha
sido anteriormente exposto e, especialmente em cães, o enfado e o confinamento em um
canil. Mais recentemente, Nurnberg, Keith e Paxton, (1997) estenderam essa tinha de
investigação para um distúrbio de comportamento comparável que acomete cavalos.
Segundo os autores, esse distúrbio caracteriza-se pelo balançar da cabeça e da porção
dianteira do corpo em movimentos para frente e para trás de forma repetitiva, constante e
aparentemente sem propósito, resultando em fadiga dos músculos dianteiros e uma
tendência do cavalo a tropeçar quando em trabalho rápido. Num delineamento experimental
A-B-A-C-A-D, os autores manipularam drogas com ação em diferentes sistemas
neurotransmissores e observaram que a paroxetina (inibidor da recaptação serotonérgica)
reduziu o comportmento em 95%, a acepromazina (agonista dopaminérgico), em 40%, e
o naltrexone (antagonista opióide) reduziu em 30%. Esse delineamento mostrou-se útil,
segundo os autores, para investigar possíveis interações entre os sistemas de
neurotransmissão no TOC.

2.4.0 modelo animal do ritual de verificação foi recentemente proposto por Szechtman,
Sulis e Eilam (1999) num estudo experimental controlado e bastante detalhado, com ratos
de laboratório. De modo geral, o estudo mostrou que ratos tratados, cronicamente, com o
agonista dopaminérgico quinpirole, apresentaram comportamento de verificar, como uma
forma exagerada de um comportamento normal do rato em seu habitat. Especificamente,
ratos tratados com quinpirole e submetidos a um campo aberto equipado com pequenos
objetos verificaram os mesmos repetidamente, de forma excessiva, rápida e ritualizada,
muito semelhante às compulsões de verificação em humanos. Além da semelhança com
os sintomas de verificação compulsiva, os autores observaram que a clomipramina exerceu
efeitos atenuadores sobre as medidas do ritual de verificação do comportamento animal.
Os resultados permitiram que os autores apresentassem o comportamento induzido pelo
quinpirole como um modelo animal para a compulsão de verificar em humanos e, nesse
sentido, levantou-se a questão sobre a participação do sistema dopaminérgico nesse tipo
de sintoma.

2.5 - Um outro modelo animal foi sugerido para um dos sintomas, também relativamente
comum no TOC, que é a dúvida compulsiva e recorrente (Yadin, Friedman e Bridger, 1991).
Nesse modelo, o comportamento de alternação espontânea em rato privado de alimento,
quando introduzido num labirinto em T, foi selecionado e mostrou-se sensível a manipulações
com agonistas seletivos e não seletivos do sistema serotonérgico. Essas manipulações
resultaram em diminuição do comportamento de alternação ou no aumento do número de
escolhas repetidas de um dos braços do labirinto. Durante tratamento crônico dos animais
com fluoxetina, o número de escolhidas repetidas foi significativamente reduzido,
aumentando o número de alternações espontâneas em relação aos animais controles. A
característica perseverante da escolha induzida pelos agonistas serotonérgicos, a aparente

108 fricu Murt.i Machddo Sdnl.irem


indecisão dos animais no ponto de escolha dos braços e a suscetibilidade ao tratamento
com a fluoxetina sugeriram aos autores semelhança com o sintoma manifestado por
portadores de TOC.

2.6. Por último, um análogo experimental do comportamento de deslocamento, a polidipsia


induzida por esquema, tem sido proposta como um outro possível modelo animal de
comportamento compulsivo. A polidipsia induzida por esquema é o beber excessivo que
ocorre quando sujeitos privados, submetidos a um esquema intermitente de liberação de
alimento, tôm acesso a uma garrafa de água. O beber ocorre tipicamente após a liberação
do alimento e excede em muito a ingestão normal diária dos sujeitos sob as mesmas
condições de privação (Falk, 1961). Outros comportamentos induzidos por esquema foram
demonstrados, tais como correr, roer, ingerir lascas de madeira, lamber jatos de ar, etc.
(Falk, 1971; 1977; Staddon, 1977), mas a polidipsia no rato continua sendo o mais ampla
e consistentemente reproduzida e, por isso, é considerada como protótipo dos demais.
Desde muito cedo, a polidipsia induzida por esquema foi proposta como um modelo de
comportamentos “excessivos" ou “compulsivos" de seres humanos (Falk, 1977; Cantor e
Wilson, 1978; Cantor, Smith e Bryan, 1982). Exemplos desses comportamentos incluíam
os chamados “maus hábitos" como comer em excesso, o alcoolismo, o abuso de drogas,
ou comportamentos repetitivos e pouco adaptativos, como a "compulsão" de roer unhas
ou brincar com objetos. Como modelo animal do transtorno obsessivo compulsivo, a
polidipsia foi sugerida por Woods e cols (1993,1996) que mostraram a susceptibilidade da
polidipsia à ação de drogas serotonórgicas utilizadas no tratamento do TOC, e por Santarém
e Silva (1994), que também investigando o efeito da clomipramina sobre a polidipsia,
partiram do paralelo entre a explicacão de Timberlake e Lucas (1991) sobre a polidipsia e
a de Rapoport (1989) sobre o TOC. Para os primeiros autores, a polidipsia é um padrão
excessivo de um comportamento filogenóticamente programado e ligado à atividade
bíológícamente relevante de procurar e consumir alimento, que ó detonado pela liberação
de estímulo numa situação experimental específica. Para Judith Rapoport, rituais obsessivo-
compulsivos têm um significado evolutivo por serem comportamentos que tiveram funções
críticas para a sobrevivência da espécie. Tão críticas que formariam programas fixos
mobilizados pelos estímulos pertinentes e que, sob condições de stress, entrariam em
um círculo reverberatório ininterrupto.
Além da semelhança do ponto de vista do significado biológico, alguns estudos,
mesmo que controvertidos, apresentam a polidipsia com uma estratégia de redução de
estresse originado pela intermitêntica de um estímulo apetitivo, pequenas pelotas de alimento
para animais privados (Brett e Levine, 1979,1981; Tazi, Dantzer, Mormede, LeMoal, 1986
e Cole e Koob, 1994). Os estudos farmacológicos com agentes serotonérgicos
(clomipramina e fluoxetina), mesmo que ainda não conclusivos, apresentam resultados
favoráveis sobre o grau de participação do sistema serotonérgico na polidipsia (Santarém
e Silva, 1994 e Santarém, Toscano e Silva, 2000). É provável que outros sistemas
neuroquímicos também estejam envolvidos, como por exemplo, as projeções dopaminérgicas
no nucleo accumbens (Wallace e Singer, 1976).
A polidipsia induzida por esquema, enquanto possível modelo animal de TOC,
desperta interesse, tanto pela semelhança teórica com o TOC, quanto pela possibilidade

Sobre Comportamento c CoitnifAo 109


de envolvimento dos sistemas serotonérgico e dopaminérgico. Alguns estudos não des­
cartam a interação desses dois sistemas no TOC, tendo em vista a existência de casos
que são resistentes ao tratamento serotonérgico, bem como a remissão dos sintomas,
que dificilmente ó total nos casos clínicos tratados (Valente e Busatto Filho, 2001).

3. Conclusão:
Modelos animais do TOC são modelos das compulsões e refletem a
heterogeneidade do transtorno. Os modelos etológicos são úteis na medida que o
comportamento ocorre no ambiente natural, conferindo-lhes validade de face e teórica. Os
modelos experimentais, nem sempre reproduzindo o sintoma do ponto de vista da topografia
do comportamento, são úteis na medida que permitem a manipulação controlada de
variáveis do organismo e do ambiente, supostamente implicadas na origem e manutenção
dos sintomas obsessivos e compulsivos.

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