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AGREGADOS uso em argamassas e concretos PCC 3222 2017 © Poli USP 2017

AGREGADOS

uso em argamassas e concretos

PCC 3222

2017

© Poli USP 2017

AGREGADOS uso em argamassas e concretos PCC 3222 2017 © Poli USP 2017

Objetivos

Apresentar como os agregados são obtidos, os problemas ambientais e logísticos.

Discutir como os agregados podem contribuir para o desempenho dos materiais cimentícios

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Objetivos • Apresentar como os agregados são obtidos, os problemas ambientais e logísticos. • Discutir como

Agregados

Natural (peneiramento)

Artificial (britagem de rochas)

Cascalho > 4,8 mm
Cascalho
> 4,8 mm

Areia > 4,8 mm

Brita Areia > 4,8 mm
Brita
Areia
> 4,8 mm

< 4,8 mm

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PEDREIRAS

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Mineração de areia

Mineração de areia © Poli USP 2017
Mineração de areia © Poli USP 2017
© Poli USP 2017

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Mineração de areia © Poli USP 2017

Agregados

© Poli USP 2017 • Classificação em diferentes faixas de tamanhos (por peneiramento)
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• Classificação em diferentes faixas de tamanhos
(por peneiramento)

Classificação de tamanho (peneiramento)

Brita 0 # 0,3 mm # 0,15 mm # 0,3 mm # 0,6 mm # 1,2
Brita 0
# 0,3 mm
# 0,15 mm
# 0,3 mm
# 0,6 mm
# 1,2 mm
# 2,4 mm
# 4,75 mm
# 6,3 mm (*)
# 9,5 mm
# 12,7 mm (*)
# 19,1 mm
# 25,4 mm (*)
# 38 mm
# 0,075 mm (*)
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Brita 1
Brita 2
(75-4,75 mm)
Agregado Graúdo
(4,75-0,075 mm)
Agregado Miúdo
Pó de pedra
(6,3 – 0 mm)
(12,7 – 4,75 mm)
Pedrisco
Finos (<0,075 mm)
Areia grossa
Areia média
Areia fina
O pó da britagem representa 10-20% da produção!!! Finos de Pedreiras (resíduos) Dissertação mestrado UFBA -
O pó da britagem
representa
10-20% da
produção!!!
Finos de Pedreiras (resíduos)
Dissertação mestrado UFBA - J. A. Santana - 2008
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Distâncias (pedreiras) BARROS et al. (2013) – trabalho de formatura Poli USP © Poli USP 2017
Distâncias (pedreiras)
BARROS et al.
(2013) – trabalho de formatura Poli USP
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Distâncias (minerações de areia) SOUZA (2013) – trabalho de formatura FAU USP © Poli USP 2017
Distâncias (minerações de areia)
SOUZA (2013) – trabalho de formatura FAU USP
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Agregados • Obtidos por operações simples (britagem, peneiramento) de rochas naturais • Preço é muito influenciado
Agregados
• Obtidos por operações simples (britagem,
peneiramento) de rochas naturais
• Preço é muito influenciado pelo custo do
transporte (logística)
• Na Região Metropolitana de São Paulo
• Brita – R$ 50 por tonelada
• Areia – R$ 70 por tonelada
• Afetada pela escassez em grandes centros urbanos.
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Escassez localizada

Pode haver escassez local de agregados

em regiões densamente povoadas (distâncias crescentes)

  • - Paris, RMSP

em regiões sem maciços rochosos próximos

  • - Amazonas, Acre (falta brita)

em regiões com poucos terrenos sedimentares

  • - Goiânia, São Paulo (falta areia)

Restrições ambientais, oposição de vizinhança, custos elevados de exploração

VAN DER MEULEN, M.J.; GESSEL, S.F.; VELDKAMP, J.G. Aggregate resources in the Netherlands. Netherlands Journal of Geosciences. N. 84, v.4, 2005, p. 379-387. HABERT, G.; BOUZIDI, Y.; CHEN, C.; JULLIEN, A. Development of a depletion indicator for natural resources used in concrete. Resources, Conservation and Recycling 54 (2010) 364–376 LA SERNA; H. A.; REZENDE, M. M. Agregados para a construção civil. Brasília: Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). 2011. Disponível em:

http://anepac.org.br

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Escassez localizada Pode haver escassez local de agregados • em regiões densamente povoadas (distâncias crescentes) -

Importação de agregados é comum na europa

Suécia

Polônia Latvia Romenia Portugal Grécia Irlanda Eslovênia Suiça República Tcheca Bulgária Finlândia Lituânia Estônia Eslováquia Hungria
Polônia
Latvia
Romenia
Portugal
Grécia
Irlanda
Eslovênia
Suiça
República Tcheca
Bulgária
Finlândia
Lituânia
Estônia
Eslováquia
Hungria
Turquia
Unidade: em 1.000 toneladas
Dinamarca
Itália
Espanha
Suiça
Áustria
França
Inglaterra
Noruega
Bélgica
Holanda
Alemanha
Países
Importação
Exportação

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BLEISCHWITZ, R.; BAHN-WALKOWIAK, B. European aggregatesindustry: a case for sectoral strategies. In: Berlin Conference on the human dimensions of global environmental change. 2006.

Importação de agregados é comum na europa Suécia Polônia Latvia Romenia Portugal Grécia Irlanda Eslovênia Suiça

Em caso de esgotamento de jazidas, quais são as alternativas?

© Poli USP 2017

Em caso de esgotamento de jazidas, quais são as alternativas? © Poli USP 2017

Agregados reciclados

Agregados reciclados Demolição e britagem de estrutura de concreto Resíduos de Construção ou Demolição (em geral)
Agregados reciclados Demolição e britagem de estrutura de concreto Resíduos de Construção ou Demolição (em geral)

Demolição e britagem de estrutura de concreto Resíduos de Construção ou Demolição (em geral)

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Agregados reciclados Demolição e britagem de estrutura de concreto Resíduos de Construção ou Demolição (em geral)

Agregados nos materiais cimentícios

Agregados nos materiais cimentícios 50 a 70% do volume argamassas e concretos Apresentação de José de

50 a 70% do volume argamassas e concretos

Agregados nos materiais cimentícios 50 a 70% do volume argamassas e concretos Apresentação de José de

Apresentação de José de A. Freitas Jr. - UFPR

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Agregados nos materiais cimentícios 50 a 70% do volume argamassas e concretos Apresentação de José de

Quais funções os agregados desempenham nos materiais cimentícios?

Quais funções os agregados desempenham nos materiais cimentícios? © Poli USP 2017

© Poli USP 2017

Quais funções os agregados desempenham nos materiais cimentícios? © Poli USP 2017

Funções dos agregados nos materiais cimentícios

6. Estabilidade Química © Poli USP 2017 Estado fresco Ecoeficiência/ 4. Reduz volume de vazios (empacotamento)
6. Estabilidade Química
© Poli USP 2017
Estado fresco
Ecoeficiência/
4. Reduz volume de vazios (empacotamento)
2. Resistência do agregado pode limitar a do concreto
3. Reduz a retração e fluência do concreto
- Módulo agregados > Módulo pasta
- Vol. Agregados > Vol. pasta
Estado endurecido
- Redução do consumo de pasta (cimento e água)
- Resistência agregado > Resistência da pasta
- Se o agregado tiver porosidade elevada
Define o módulo elástico do concreto
5. Pode afetar a consistência do concreto
1.
Durabilidade
Resistência e Módulo Elástico dos agregados © Poli USP 2017

Resistência e Módulo Elástico dos agregados

© Poli USP 2017

Resistência e Módulo Elástico dos agregados © Poli USP 2017

Influência do agregado na resistência do concreto

Influência do agregado na resistência do concreto © Poli USP 2017 WU, K.-R. et al. Effect

© Poli USP 2017

WU, K.-R. et al. Effect of coarse aggregate type on mechanical properties of high-performance concrete.

Cement and Concrete Research, v. 31, n. 10, p. 1421–1425, out. 2001.

Influência do agregado na resistência do concreto © Poli USP 2017 WU, K.-R. et al. Effect

Módulo elástico do concreto

Módulo elástico do concreto concreto Módulo do Módulo da pasta de cimento de agregado Fração volumétrica
Módulo elástico do concreto concreto Módulo do Módulo da pasta de cimento de agregado Fração volumétrica
concreto Módulo do Módulo da pasta de cimento de agregado Fração volumétrica de pasta Fração volumétrica
concreto
Módulo do
Módulo da pasta
de cimento
de agregado
Fração volumétrica
de pasta
Fração volumétrica

Módulo do

agregado

Mehta; Monteiro. Concreto, microestrutura, propriedades e materiais.2006.

Mark Alexander; Mindess. Aggregates in Concrete. 2005.

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Módulo elástico do concreto concreto Módulo do Módulo da pasta de cimento de agregado Fração volumétrica

Exercício

Estime qual o efeito da fração volumétrica e do tipo de agregado no módulo do concreto.

E basalto= 80 GPa E granito = 50 GPa E calcário = 40 GPa

E pasta de cimento é variável Admitir ~15 GPa

concreto Módulo do Módulo da pasta Módulo do de cimento agregado Fração volumétrica de agregado Fração
concreto
Módulo do
Módulo da pasta
Módulo do
de cimento
agregado
Fração volumétrica
de agregado
Fração volumétrica
de pasta

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Exercício • Estime qual o efeito da fração volumétrica e do tipo de agregado no módulo

Como medir o módulo dos agregados?

Medido indiretamente, a partir de corpos de prova (testemunhos) das rochas que dão origem aos agregados.

Selecionar o agregado de acordo com sua origem e fornecedor.

 

Resistência à compressão do testemunho (MPa)

Módulo

Tipo de rocha

     

Média

Máxima

Mínima

elástico (GPa)

Granito

150

240

  • 100 40-70

 

Basalto

220

280

 
  • 180 60-100

Gnaisse

150

240

  • 100 40-70

 

Calcário

120

200

90

30-50

Quartzito

260

400

130

50-100

Arenito

70

150

50

20-40

SBRIGUI, C. Agregados naturais, britados e artificiais para concreto. In: Concreto: ciência e tecnologia. Arte Interativa ed., v. 1, São Paulo: Instituto Brasileiro do Concreto, 2011.

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Como medir o módulo dos agregados? • Medido indiretamente , a partir de corpos de prova

Fluência do concreto

Fluência do concreto NEVILLE, A; BROOKS, J. J. Tecnologia do concreto. 2 ed. São Paulo: Bookman,

NEVILLE, A; BROOKS, J. J. Tecnologia do concreto. 2 ed. São Paulo: Bookman, 2013. 452p. © Poli USP 2017

Fluência do concreto NEVILLE, A; BROOKS, J. J. Tecnologia do concreto. 2 ed. São Paulo: Bookman,

Agregados e retração por secagem

Agregados e retração por secagem Aumento do vol. de agregados NEVILLE, A; BROOKS, J. J. Tecnologia
Agregados e retração por secagem Aumento do vol. de agregados NEVILLE, A; BROOKS, J. J. Tecnologia

Aumento do vol. de

agregados

NEVILLE, A; BROOKS, J. J. Tecnologia do concreto. 2 ed. São Paulo: Bookman, 2013. 452p. © Poli USP 2017

NEVILLE, A; BROOKS, J. J. Tecnologia do concreto. 2 ed. São Paulo: Bookman, 2013. 452p. ©
 
Agregados e retração por secagem Aumento do vol. de agregados NEVILLE, A; BROOKS, J. J. Tecnologia

Redução de vazios (empacotamento)

O volume de vazios entre agregados deve ser ocupado por pasta (cimento + água).

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Empacotamento

(redução de vazios intergranulares)

Empacotamento (redução de vazios intergranulares) Maior volume de vazios Menor volume de vazios menor consumo de

Maior volume de vazios

Menor volume de vazios

menor consumo de pasta (cimento e água)

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Empacotamento (redução de vazios intergranulares) Maior volume de vazios Menor volume de vazios menor consumo de

POR QUE EMPACOTAR?

Resultados obtidos para argamassas – a partir de Tristão (2005) © Poli USP 2017
Resultados obtidos para argamassas – a partir de Tristão (2005)
© Poli USP 2017

Como medir os vazios?

São determinados indiretamente, a partir da densidade das partículas.

várias formas de se medir a densidade das partículas!!!

várias definições para a mesma medida de densidade.

Definições podem ser conflitantes.

© Poli USP 2017 WEBB, P.A. Volume and Density Determinations for Particle Technologists. Micromeritics Instrument Corp. Norcross. 2001. 16 p.

Como medir os vazios? • São determinados indiretamente , a partir da densidade das partículas .

Densidade (Estado Solto)

Bulk density ou Massa unitária Densidade aparente (estado solto) Tap density (estado compactado)

Densidade (Estado Solto) • Bulk density ou Massa unitária • Densidade aparente (estado solto) • Tap
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Densidade (estado solto)

Densidade (estado solto) Volume recipiente Massa agregados Inclui vazios intergranulares Densidade estadosolto = Massa agregados Volume

Volume recipiente

Massa agregados Inclui vazios intergranulares
Massa agregados
Inclui vazios
intergranulares

Densidade

estadosolto

=

Massa

agregados

Volume

recipiente

Útil para estimar volume de vazios e dosagem em volume.

Afetada pela energia de compactação e volume e forma do recipiente.

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Nos agregados miúdos depende muito da umidade.

Densidade (estado solto) Volume recipiente Massa agregados Inclui vazios intergranulares Densidade estadosolto = Massa agregados Volume

Densidade dos agregados

agregados © Poli USP 2017 − = sec a sub ρ M M água água Vol
agregados
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=
sec a
sub
ρ
M
M
água
água
Vol
agregados
Densidade =
P=Mseca x g
Volume
agregados
Massa
(massa submersa)
Balança Hidrostática
intergranulares
Não inclui vazios
massa específica.
Vol. deslocado = Vol. agregados
Denominado também de
E=Vsólidosx ρágua x g
R=Msub x g

Vazios intergranulares:

relação entre as densidades

Vazios(%) =1

Vol

agregados

Vol

recipiente

Vazios(cm³/ cm³)

=

1

   Massa

agregados

 

  Massa

Dens

 

agregados

agregados

 

 

Dens

estadosolto

      

  

 

=

1

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Dens estadosolto Dens agregados    
Dens
estadosolto
Dens
agregados
 
 

Exercício Volume de vazios

Determinar o índice de vazios do agregado, a partir da densidade (estado solto) e a

densidade dos agregados

Propriedades

Areia de rio

Granalha

(quartzo)

(esferas Fe)

Densidade estado solto (kg/dm 3 )

1,43

4,43

Densidade agregados (kg/dm 3 )

2,67

7,67

Volume de Vazios (% ou dm 3 /dm 3 )

© Poli USP 2017

Exercício Volume de vazios Determinar o índice de vazios do agregado, a partir da densidade (estado

Exercício Volume de vazios

Determinar o índice de vazios do agregado, a partir da densidade (estado solto) e a

densidade dos agregados

Propriedades

Areia de rio

Granalha

(quartzo)

(esferas Fe)

Densidade estado solto (kg/dm 3 )

1,43

4,43

Densidade agregados (kg/dm 3 )

2,67

7,67

Volume de Vazios

0,46

0,42

(% ou dm 3 /dm 3 )

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Exercício Volume de vazios Determinar o índice de vazios do agregado, a partir da densidade (estado

Como reduzir os vazios intergranulares dos agregados?

© Poli USP 2017

Como reduzir os vazios intergranulares dos agregados? © Poli USP 2017
 

Definir a distribuição granulométrica

 
# 19 mm # 9 mm # 4,8 mm # 2,4 mm # 1,2 mm #

# 19 mm

# 9 mm

# 4,8 mm

# 2,4 mm

# 1,2 mm

# 0,6 mm

# 0,3 mm

Abertura

largura

da partícula

comprimento da partícula

comprimento

da partícula

 
da peneira

da peneira

 

ABNT NM 248: 2001

 
 

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Distribuição granulométrica

 
 

Massa

       

Abertura da

Massa retida

Massa retida

Massa passante

retida

malha (mm)

(gramas)

(% g/g)

acumulada (% g/g)

acumulada (% g/g)

9,5

0,0

0,0

0,0

(100-0,0) = 100,0

6,3

6,7

[(6,7/470,9)x100] = 1,4

1,4

(100-1,4) =98,6

4,8

6,5

[(6,5/470,9)x100] = 1,4

(1,4+1,4) = 2,8

(100-2,8) =97,2

2,4

35,8

[(35,8/470,9)x100] = 7,6

(2,8+7,6) = 10,4

(100-10,4) =89,6

1,2

98,7

[(98,7/470,9)x100] = 21,0

(10,4+21,0)=31,4

(100-31,4) =68,6

0,6

133,7

[(133,7/470,9)x100] = 28,4

(31,4+28,4)=59,8

(100-59,8) =40,2

0,3

144,8

[(144,8/470,9)x100] = 30,7

(59,8+30,7)=90,5

(100-90,5) =9,5

0,15

32,5

[(32,5/470,9)x100] = 6,9

(90,5+6,9)=97,4

(100-97,4) = 2,6

-0,15

12,2

[(12,2/470,9)x100] = 2,6

(97,4+2,6)=100,0

(100-100,0) = 0,0

Soma

470,9

[(470,9/470,9)x100] = 100,0

-

-

 

Exemplo de resultado de ensaio de peneiramento

 
 

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Distribuição granulométrica

CURVA DISCRETA

CURVA ACUMULADA

5 0 35 30 25 20 15 10 % retida (g/g) 0,1 10 1
5
0
35
30
25
20
15
10
% retida (g/g)
0,1
10
1

Tamanho das partículas (mm)

100 1 10 0,1 % retida acumulada (g/g) % passante acumulada (g/g) 0 0 100 10
100
1
10
0,1
% retida acumulada (g/g)
% passante acumulada (g/g)
0
0
100
10 10
90 90
80 80
70 70
60 60
50 50
40 40
30 30
20 20

Tamanho das partículas (mm)

Usada para visualizar “gaps” e extensão

granulométrica dos agregados

Usada para visualizar dimensão máxima

(d 90 ) ou outra (d50) e verificar limites

granulométricos

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Distribuição granulométrica CURVA DISCRETA CURVA ACUMULADA 5 0 35 30 25 20 15 10 % retida

Distribuição granulométrica

Distribuição granulométrica Descontínua Com “gaps” (ausência de determinados tamanhos) Podem segregar mais facilmente Contínua Sem “gaps”
Distribuição granulométrica Descontínua Com “gaps” (ausência de determinados tamanhos) Podem segregar mais facilmente Contínua Sem “gaps”

Descontínua

Com “gaps” (ausência de

determinados tamanhos)

Podem segregar mais facilmente

Contínua

Sem “gaps” (contém vários tamanhos)

Extensão granulométrica pode aumentar a interferência entre as partículas (dificultar mobilidade).

EXTENSÃO GRANULOMÉTRICA DIFERENÇA DE TAMANHOS NA DISTRIBUIÇÃO

OLIVEIRA, I. R.; STUDART, A. R.; PILEGGI, R. G.; PANDOLFELLI, V. C. Dispersão e empacotamento de partículas: princípios e aplicações em processamento cerâmico. Fazendo Arte Editorial, 2000. 195 p. © Poli USP 2017

Distribuição granulométrica Descontínua Com “gaps” (ausência de determinados tamanhos) Podem segregar mais facilmente Contínua Sem “gaps”
Distância de separação entre partículas      2 1  1  
Distância de separação entre partículas
 
2
1
1
 
2
1
1
IPS =
×
MPT =
×
VSA
V
VSA
V
1 −
P
1 −
P
g
s g
of
 
s
of
  
g
 
Aplicável para a matriz (cimento, filer, água)
Aplicável para os agregados (areia e brita)
VSA – área superficial volumétrica (m 2 /cm³) = área superficial (m2/g) x densidade (g/cm³)
Vs – fração volumétrica dos sólidos
P of – fração de poros no sistema, quando as partículas se encontram acomodadas na condição de
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máximo empacotamento

OBSERVAR A RELAÇÃO DE TAMANHO

D d LARRARD, F. de. Concrete mixture proportioning: a scientific approach. London: E&FN Spon, 1999. D/d
D
d
LARRARD, F. de. Concrete mixture proportioning: a scientific approach. London: E&FN Spon, 1999.
D/d ~10
420p.
E.C. Abdullah, D. Geldart. - The use of bulk density measurements as flowability indicators.
© Poli USP 2017
Powder Technology 102 (1999). 151–165
Minimizar o efeito parede dl/ds <10 dl/ds >10
Minimizar o efeito parede
dl/ds <10
dl/ds >10

Maior efeito parede & Maior porosidade

(maior interferência entre as partículas)

Menor efeito parede & Menor porosidade

(menor interferência entre as partículas)

LARRARD, F. de. Concrete mixture proportioning: a scientific approach. London: E&FN Spon, 1999. 420p.

OLIVEIRA, I. R.; STUDART, A. R.; PILEGGI, R. G.; PANDOLFELLI, V. C. Dispersão e empacotamento de partículas: princípios e aplicações em processamento cerâmico. Fazendo Arte Editorial, 2000. 195 p.

DAMINELI – Tese doutorado (USP). 2013.

© Poli USP 2017

Minimizar o efeito parede dl/ds <10 dl/ds >10 Maior efeito parede & Maior porosidade (maior interferência

SELECIONAR A FORMA DOS AGREGADOS

SELECIONAR A FORMA DOS AGREGADOS Menor índice de vazios Movimentação facilitada Maior índice de vazios Movimentação
SELECIONAR A FORMA DOS AGREGADOS Menor índice de vazios Movimentação facilitada Maior índice de vazios Movimentação

Menor índice de vazios

Movimentação facilitada

Maior índice de vazios

Movimentação dificultada

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SELECIONAR A FORMA DOS AGREGADOS Menor índice de vazios Movimentação facilitada Maior índice de vazios Movimentação

Morfologia das partículas medição direta ou por imagem

Hawlitscheck (2013); Revista Brasil Mineral, edição 329
Hawlitscheck (2013); Revista Brasil Mineral, edição 329

© Poli USP 2017

Morfologia das partículas medição direta ou por imagem Hawlitscheck (2013); Revista Brasil Mineral, edição 329 ©

ESFERICIDADE E VAZIOS

ESFERICIDADE E VAZIOS Tristão (2005) © Poli USP 2017

Tristão (2005)

© Poli USP 2017

ESFERICIDADE E VAZIOS Tristão (2005) © Poli USP 2017
OUTRAS CARACTERÍSTICAS © Poli USP 2017

OUTRAS CARACTERÍSTICAS

© Poli USP 2017

OUTRAS CARACTERÍSTICAS © Poli USP 2017

INCHAMENTO (AREIA)

Alteração de volume devido a presença de umidade (teores reduzidos)

Ocorre apenas na areia (material fino)

Durante a molhagem dos agregados, a tensão superficial da água causa afastamento das partículas

INCHAMENTO (AREIA) Alteração de volume devido a presença de umidade (teores reduzidos) Ocorre apenas na areia

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INCHAMENTO (AREIA) Alteração de volume devido a presença de umidade (teores reduzidos) Ocorre apenas na areia

INCHAMENTO (AREIA)

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ABSORÇÃO DE ÁGUA

Seco em estufa

ABSORÇÃO DE ÁGUA Seco em estufa Seco ao ar Saturado com Saturado com superfície seca água
Seco ao ar
Seco ao
ar

Saturado com

Saturado com

superfície seca

água livre
água livre

água livre

Saturado com Saturado com superfície seca água livre
Abs (%) = [(M sss - M seca )/ M seca ] x 100 Umidade superficial
Abs (%) = [(M sss - M seca )/ M seca ] x 100
Umidade superficial
Umidade Total
Absorção

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ABSORÇÃO DE ÁGUA Seco em estufa Seco ao ar Saturado com Saturado com superfície seca água

Absorção de água do agregado X Consistência da argamassa

Absorção de água do agregado X Consistência da argamassa Miranda (2005) Se o agregado poroso não
Absorção de água do agregado X Consistência da argamassa Miranda (2005) Se o agregado poroso não

Miranda (2005)

Se o agregado poroso não for pré-saturado,

ele irá absorver a água da pasta de cimento,

afetando a trabalhabilidade da argamassa.

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Absorção de água do agregado X Consistência da argamassa Miranda (2005) Se o agregado poroso não

Efeito de finos argilosos dos agregados no abatimento do concreto

Pode exigir mais aditivo
Pode exigir mais aditivo

Existem aditivos formulados para atuar nas argilas

Mark Alexander; Mindess. Aggregates in Concrete. 2005.

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Efeito de finos argilosos dos agregados no abatimento do concreto Pode exigir mais aditivo Existem aditivos
Reação álcali-agregado (RAA) RAA no edifício residencial em Boa Viagem Idade: 09 anos março de 2004
Reação álcali-agregado (RAA)
RAA no edifício residencial em
Boa Viagem
Idade: 09 anos
março de 2004
Tibério Wanderley C. de O. Andrade, José Jeferson do Rêgo Silva
PROFESSORES DA UFPE
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Reação álcali-agregado

Reação química dos álcalis do cimento com sílica reativa dos agregados, que forma um gel que se expande ao absorver quantidades crescentes de água O processo é muito lento.

Reação álcali-agregado Reação química dos álcalis do cimento com sílica reativa dos agregados, que forma um
Reação álcali-agregado Reação química dos álcalis do cimento com sílica reativa dos agregados, que forma um

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Condições para a reação

 

Agregado reativo

 

Fazer análise petrográfica

 
 

- Fases que contenham sílica reativa (biotita, filonita,

)

 

Expansibilidade acelerada a alta temperatura em barras de argamassa

Elevado teor de álcalis no cimento

Priorizar cimentos com escória (CP III) ou pozolanas (CPIV) (menos álcalis)

Evitar CP V

Umidade (importante)

 

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ENSAIOS DE CONTROLE

 

Granulometria Forma Densidade Absorção de água Reação álcali-agregado

 

Inchamento (AREIA)

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BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

Neville; Brooks. Tecnologia do Concreto. Cap 3 Agregados. Pg. 41-74

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BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA Neville; Brooks. Tecnologia do Concreto. Cap 3 Agregados. Pg. 41-74 © Poli USP 2017

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