Você está na página 1de 63

Concreto no estado fresco &

Aditivos

PCC 3222
2017

Objetivos da aula

 Conhecer os constituintes básicos dos


concretos
 Entender o conceito de trabalhabilidade e
suas técnicas de avaliação
 Conhecer as classes de concretos com base em
diferentes técnicas de aplicação
 Identificar as famílias de aditivos e suas
necessidades de uso

© Poli USP 2017

1
© Poli USP 2017

Diversidade de usos

© Poli USP 2017


http://www.pagnotta.ca/uploads/files/New%20Website/Concrete%20Structures.jpg

2
Diversidade de usos

© Poli USP 2017


http://img.archiexpo.com/images_ae/photo-g/139565-11348374.jpg

Diversidade de usos e ambientes

http://www.constructionchat.co.uk/wp-
https://sourceable.net/wp-content/uploads/2015/10/concrete-frame.jpg content/uploads/b93d65a8cdcedd0dc6ad28efcad06ceb-940x626.jpg

© Poli USP 2017

3
Diversidade de usos e ambientes

http://www.ccr-mag.com/wp- https://theconstructor.org/wp-
content/uploads/2015/04/Cortec-041015.jpg content/uploads/2013/09/durable-concrete-structure.jpg

© Poli USP 2017

© Poli USP 2017

4
Definição para construção civil

“Concreto, em construção, é um material


estrutural consistindo de uma substância
particulada dura, quimicamente inerte,
conhecida como agregado (geralmente areia e
cascalho), que é unida por cimento e água.”

© Poli USP 2017


https://www.britannica.com/technology/concrete-building-material

Definição: suspensões granulares

“Concretos são

obtidas
a partir da mistura homogênea de um ou mais
ligantes, agregados e água, podendo conter
ainda aditivos, fibras e fíleres.”
© Poli USP 2017

5
Importante !

Parte do sucesso da tecnologia está


atrelado à moldagem como suspensão
no estado fresco

© Poli USP 2017

© Poli USP 2017

6
© Poli USP 2017

http://cdnassets.hw.net/0a/83/1c1c62ed40c683acdb7eb32c4f0b/tmp3d83-2etmp-tcm20-138062.jpg

© Poli USP 2017

7
https://i2.wp.com/civilblog.org/wp-content/uploads/2015/04/Properties-of-Fresh-Concrete.jpg?fit=640%2C282

© Poli USP 2017

https://previews.123rf.com/images/wuttichok/wuttichok1502/wuttichok150200277/37141193-Close-up-
background-and-texture-of-mixed-fresh-concrete-on-construction-site-Stock-Photo.jpg

© Poli USP 2017

8
https://cdn.shutterstock.com/shutterstock/videos/3927662/thumb/5.jpg

© Poli USP 2017

© Poli USP 2017


http://www.arqhys.com/contenidos/fotos/contenidos/Compactaci%C3%B3n-del-hormig%C3%B3n.jpg

9
http://maxi.co.uk/wp-content/uploads/2016/01/DSC_0562-1030x685.jpg

© Poli USP 2017

http://cdnassets.hw.net/0a/83/1c1c62ed40c683acdb7eb32c4f0b/tmp3d83-2etmp-tcm20-138062.jpg

© Poli USP 2017

10
http://paramountjm.com/wp/wp-content/uploads/2015/10/1401202112666-1024x296.jpg

© Poli USP 2017

http://img.directindustry.com/images_di/photo-g/50140-8604839.jpg

© Poli USP 2017


http://verificoncrete.com/wp-content/uploads/end-of-concrete-pump.jpg

11
https://qph.ec.quoracdn.net/main-qimg-95e009c1005f2800ed02ddec56b72b51

© Poli USP 2017

(consistência)
Fluida Seca “farofa”

http://premobras.com.br/imagens/img_ http://www.lafarge.com.br/wps/wcm/connect/b814670042
concreto_auto_adensavel_01.jpg 6d6677b1b1f37eb6fe18a4/PL009138.JPG?MOD=AJPERES&C
ACHEID=b8146700426d6677b1b1f37eb6fe18a4

© Poli USP 2017

12
© Poli USP 2017

Ingredientes básicos + concreto fresco

© Poli USP 2017


https://mastourreadymix.files.wordpress.com/2013/08/material-required-for-ready.jpg

13
Carbonato
de cálcio
https://5.imimg.com/
data5/QW/XC/MY-
6308812/calcium-
carbonate-powder-
500x500.jpg

Cinzas
Cimento https://3.imimg.com
/data3/AY/NI/MY-
735156/fly-ash-
powder-250x250.jpg

Escória
http://www.succinite-
inc.com/resources/ck/i
http://www.rkconcrete.com/i mages/ggbs1.jpg
mages/cement_dust.jpg

© Poli USP 2017 E muito mais!

https://previews.123rf.com/images/maheyfoto/maheyfoto1603/maheyfoto160300007/55941085-Variedad-de-
piedras-de-cantos-rodados-Cuatro-puntos-de-vista-diferentes-de-grava-Material-de-constru-Foto-de-archivo.jpg
© Poli USP 2017

14
© Poli USP 2017 http://www.mapadaobra.com.br/wp-content/uploads/2016/12/Novembro_18-1.jpg

Modelo esquemático das fases


do concreto

© Poli USP 2017

15
Suspensão granular: faixa granulométrica

Cimento (“finos”)
(<75 micrometro)

“Filers” (ultrafinos)
(< 10 micrometro) © Poli USP 2017

Suspensão granular: faixa granulométrica

Cimento (“finos”)
(<75 micrometro)
MATRIZ
Água ou
“Filers” (ultrafinos)
(< 10 micrometro)
PASTA
© Poli USP 2017

16
Suspensão granular: faixa granulométrica

Cimento (“finos”)
(<75 micrometro) PASTA
Água
ENDURECIDA
“Filers” (ultrafinos)
(< 10 micrometro) © Poli USP 2017

Resistência depende da reatividade

Apos Mistura 28 dias de hidratação


Cimento
Portland

Stroeven, He, Guo, Stroeven, Materials Characterization, Volume 60, Issue 10, October 2009, Pages 1088-1092.
© Poli USP 2017

17
Suspensão granular: faixa granulométrica

Agregado miúdo
(0,075~0,1 a 4,8 mm)

Cimento (“finos”)
(<75 micrometro) PASTA
Água
ENDURECIDA
“Filers” (ultrafinos)
(< 10 micrometro) © Poli USP 2017

Suspensão granular: faixa granulométrica

Agregado miúdo
(0,075~0,1 a 4,8 mm)

Cimento (“finos”)
(<75 micrometro)
Água ARGAMASSA

“Filers” (ultrafinos)
(< 10 micrometro) © Poli USP 2017

18
Suspensão granular: faixa granulométrica

Agregado graúdo
(> 4,8 mm)

Agregado miúdo Água CONCRETO


(0,075~0,1 a 4,8 mm)

Cimento (“finos”)
(<75 micrometro)

“Filers” (ultrafinos)
(< 10 micrometro) © Poli USP 2017

Modelo de fases multi-


multi-escala

+ Aditivos
CONCRETO

+ Fibras
ARGAMASSA + ...

PASTA

© Poli USP 2017

19
Composição variável

Respeitados os limites
granulométricos,
diversos constituintes
podem ser
empregados

© Poli USP 2017

Composição variável
• Agregados graúdos • Adições
• Britas • Filers
• Cascalho • Pozolanas
• Resíduos
• Agregados miúdos • Saibro, ...
• areia natural
• pó calcário • Aditivos
• entulho reciclado • Incorporador de ar
• Modificador de
• Ligante(s) viscosidade
• cimento • Polímeros em emulsão
• cal (hidratada ou virgem) • Dispersantes, ...
• gesso
© Poli USP 2017

20
© Poli USP 2017

© Poli USP 2017

21
- Volume das fases
- Granulometria dos materiais
- Teor e tipo de cimento
- Teor de água
- ADITIVOS
- Técnica de mistura, transporte, lançamento

© Poli USP 2017

Condição de continuidade espacial

Vágua + Var > Vol. entre grãos de cimento e fíleres


(dificilmente é um problema)

Vpasta > Volume entre grãos de areia


Vpasta = Vcimento +Vágua + Var

Vargamassa >> Volume entre grãos de ag. graúdo


Vargamassa = Vpasta + Vareia

© Poli USP 2017

22
Continuidade espacial

Volume insuficiente
de fase líquida
© Poli USP 2017
http://tmo.org.tr/wp-content/uploads/2016/01/Image1-suspension.jpg

Continuidade espacial

Volume suficiente de
fase líquida
© Poli USP 2017
http://tmo.org.tr/wp-content/uploads/2016/01/Image1-suspension.jpg

23
agregado

MPT

matriz
MPT = distância entre agregados > 100 µm
IPS = distância entre finos < 100 µm
IPS, MPT > 0 µm: continuidade espacial
IPS

água
partícula
pequena
© Poli USP 2017

Distância de separação
entre partículas

2  1  1 

IPS = × −
VSA Vs  1 − Pof 

Aplicável para a matriz (cimento, filer, água)

2  1  1 
MPT = × − 
VSAg Vs g  1 − Pof g 


Aplicável para os agregados (areia e brita)

VSA – área superficial volumétrica (m2/cm³) = área superficial (m2/g) x densidade (g/cm³)
Vs – fração volumétrica dos sólidos
Pof – fração de poros no sistema, quando as partículas se encontram acomodadas na condição de
máximo empacotamento
© Poli USP 2017

24
Teor de água controla
mobilidade da pasta (IPS)

 Água  Água
Mobilidade reduzida Mobilidade facilitada

© Poli USP 2017

Teor de pasta controla


mobilidade dos agregados (MPT)

 pasta  pasta
Mobilidade reduzida Mobilidade facilitada

© Poli USP 2017

25
Impacto na Mobilidade: Granulometria x área específica

https://www.researchgate.net/profile/Ameer_Hilal/publication/308968131/figure/fig6/AS:416798836051973@14
76383994863/Figure-8-Raw-materials-of-concrete-and-some-supplementary-additives-15.png
© Poli USP 2017

© Poli USP 2017

26
Forças coesivas: aglomeração

Presença de finos e/ou


ultrafinos resulta em
forças superficiais de
atração eletrostáticas e
secundárias (van der Waals)
aglomerados de partículas
que conferem coesão e
pontes de adesão com
superfícies

© Poli USP 2017

(YANG; JENNINGS, 1995)

© Poli USP 2017

27
Forças coesivas

Energia potencial
Força resultante
Força de atração
Força de repulsão

repulsão

distância

solução

Camada Difusa Camada de Stern

Ep = Ep atrativa + Rp repulsiva
© Poli USP 2017

Forças coesivas

Energia potencial
Força resultante
Força de atração
Força de repulsão

repulsão

distância

solução

Camada Difusa Camada de Stern

Reação do ligante (cimento) acentua as forças atrativas


© Poli USP 2017
(aumento área específica e da força iônica)

28
http://www.cementlab.com/cement-art.htm

Reação do ligante (cimento) acentua as forças atrativas


© Poli USP 2017 (aumento área específica e da força iônica)

Dispersante

Aglomerado Disperso

© Poli USP 2017

29
© Poli USP 2017

Dispersante

Aglomerado Disperso

© Poli USP 2017

30
Dispersante

© Poli USP 2017

Dispersante

Ex. policarboxilato
© Poli USP 2017

31
HO H OH
N N N O *
** C C C C O
H2
N H
O C C NC O C C CH2OH
H2 OH H
SO3H
O HN O
H3C n CH2CH2(EO)12CH2CH2O
SO3Na n

HO O
São obtidos a partir do processo de
O
extração de celulose das madeiras e são
H conhecidos como lignosulfonatos porque contém
C
H2 OH
C C
H
CH2OH uma mistura complexa de produtos provenientes
da lignina (20% a 30%), decomposição da

Dispersante
SO3H
celulose, carboidratos e ácidos sulfurosos livres
Pimeira Geração – Lignosulfonato ou sulfatos. São redutores normais de água.

H H
N N N O *
* São produtos obtidos a partir de técnicas
N N
de polimerização a partir da mistura de moléculas
de melamina com moléculas de formaldeído,
seguida da sulfonatação a partir da adição de
HN
bissulfito de sódio no produto intermediário
formado. As melaminas permitem a redução de
SO3Na n aproximadamente 25% da água de amassamento
dos concretos.
Segunda Geração – Melamina

Atualmente são os aditivos mais


* C C C C eficientes para redução da quantidade de água de
H2
amassamento dos concretos (cerca de 40%),
O C C O mantendo a mesma trabalhabilidade. São aditivos
que apresentam grandes variações da massa
O O
molecular e sua eficiência depende do
H3C n CH2CH2(EO)12CH2CH2O comprimento das cadeias principais e das
ramificações. Sua atuação é sensível ao tipo de
Terceira Geração – Policarboxilato cimento e ao tempo de utilização.

© Poli USP 2017

HO H OH
N N N O *
** C C C C O
H2
N H
O C C NC O C C CH2OH
H2 OH H
SO3H
O HN O
H3C n CH2CH2(EO)12CH2CH2O
SO3Na n

Dispersante

© Poli USP 2017

32
Aditivos são produtos químicos adicionados
ao cimento, à argamassa ou ao concreto,
para modificar uma ou mais propriedades
das misturas cimentícias

As doses de aditivos químicos normalmente variam entre 0,05% e


5% da massa de materiais cimentícios.

© Poli USP 2017

Existem outros aditivos para


materiais cimentícios?

© Poli USP 2017

33
Tipos de Aditivos

• Dispersantes ou redutores de água


• Modificadores de pega
• Incorporadores de Ar
• Modificadores Reológicos ou Espessantes
• Controladores de retração
• Etc.

© Poli USP 2017

Modificadores de Pega
Cinética hidratação cimento Portland
Scrivener (1989)
“outer” “inner”
C3A gel Aft Aft
C-S-H C-S-H
C4AF Afm
C3S

grão anidro 10 minutos 10 horas 18 horas 1-3 dias -14 dias

acelerador
retardador
© Poli USP 2017

34
Modificadores de Pega
Cinética hidratação cimento Portland
0,005
Variação do teor de policarboxilato
0.00

0,004 0.15%

0.35%
Fluxo de calor (W/g)

0.45%
0,003
0.65%

1.00%
0,002

0,001

retardador
0,000
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
Tempo (h)
Calor total
Teor de Tempo de início Final do período Tempo no período
acumulado após
policarboxilato da indução de indução de indução
48 horas
(%-p) (h:min) (h:min) (h:min) (J/g)
0,00 2:10 1:10 281
0,15 4:00 3:00 278
0,35 7:05 6:05 272
1:00
0,45 8:40 7:40 268
0,65 11:002017
© Poli USP 10:00 259
1,00 12:30 11:30 246

Modificadores de Pega

• Aceleradores • Retardadores
• Cloreto de Cálcio • Fosfatos
(CaCl2.2H2O) • Açúcares
• Formiato de cálcio • Celulósicos
• Trietalonamina
• Silicato de sódio
• Aluminato de
potássio
• Carbonato de Sódio

© Poli USP 2017

35
Incorporadores de Ar
Tensoativos
H3C CH3
CH3

H3C

CH3 O OH
O n

Não-iônico - Alquil Fenol Etoxilado


H

N+
H3C NH3+
H
Catiônico - Sal de Diamina

SO3-
H3C O
Aniônico - Lauril sulfato

H2N O
C CH3

N+
CH2COO-
H3C
Anfótero - Amidobetaína

© Poli USP 2017

Incorporadores de Ar
Tensoativos

Ar incorporado sob agitação mecânica


AIA
água
ar
ar
ar
ar

ar
ar

cimento

Bolhas de ar devem ancorar nos grãos de cimento e


estabilizar o conjunto
© Poli USP 2017

36
Incorporadores de Ar
Tensoativos

Ar incorporado sob agitação mecânica


sem ar incorporado com ar incorporado

© Poli USP 2017

© Poli USP 2017

37
Espessantes
Éteres de celulose
Polímero semissintético solúvel em água

 a viscosidade da água (formando um gel)

 plasticidade,  coesão,
 capacidade lubrificante,  retenção de água,  segregação.

© Poli USP 2017

Espessantes
Éteres de celulose
Gel aquoso

http://momentivefracline.com/assets/images/Fall%202012/Crosslinked%20Gel.jpg

http://www.nneximhouse.com/images/products/cgel.jpg

© Poli USP 2017

38
Espessantes
Minimizam risco de segregação
Classificação 1 (estável) 2 (estável) 3 (instável) 4 (instável)

Imagem

© Poli USP 2017

Controladores de retração
Compensam a retração inevitável do concreto

• Produzindo etringita (sulfato)

• Incorporando ar (agente espumante)


EXPANSÃO

• Gerando gases (pó de alumínio)

• Modificando tensão superficial da água


RETRAÇÃO

• Óxido de cálcio transforma


em hidróxido de cálcio (CaO - Ca(OH)2

© Poli USP 2017

39
© Poli USP 2017

© Poli USP 2017

40
Menos
CO2
Menos
E mais ....
água

Concretos em um
Fácil
Automação futuro utilização
sustentável

Melhor uso
Durável dos
materiais
Eficiente
em
energia

© Poli USP 2017

Quanto menor for o teor


volumétrico de água,
menos poros e melhores
as propriedades no
estado endurecido, desde
que se garanta a
compactação
© Poli USP 2017
https://i0.wp.com/chiptronic.com.br/blog/wp-content/uploads/2016/08/Joinha.png?fit=350%2C263

41
Resistência / porosidade / permeabilidade

Poros também influenciam no módulo de


© Poli USP 2017
elasticidade: lei das misturas

20
Literatura - Brasil
18
Literatura - Internacional
16
Intensidade de Ligantes (IL):
Alta dispersão

14 quantidade de ligantes (impacto)


ILrc (kg.m-3.MPa-1)

necessária para produzir 1 unidade


12 de resistência (desempenho)

10
1000kg/m³
8

6
500kg/m³
4 Mínimo de 5?
250kg/m³
2

0
0 20 40 60 80 100 120 140
Resistência© à compressão (MPa)
Poli USP 2017

42
Ideal

estado fresco

© Poli USP 2017

© Poli USP 2017

43
PROBLEMA

Quanto menor for o teor de


água, mais difícil a
Trabalhabilidade dentro de
uma classe de concreto

© Poli USP 2017


http://www.itp.net/images/content/604788/article/31404-facebook_article.jpg

American Concrete Institute (ACI)

• facilidade e homogeneidade do material na


mistura, lançamento, adensamento e
acabamento

Association of Concrete Engineers (Japão)

• facilidade com a qual o material pode ser


misturado, lançado e adensado devido à sua
consistência
• homogeneidade do concreto e grau de
resistência à separação de materiais
© Poli USP 2017

44
Produção
Dosagem
Mistura

Aplicação
http://shelleypintoduschinsky.files.wordpress.co http://www.icreatables.com/images/ext
m/2011/12/1____carriole1_400.jpg?w=620 eriorhomeimgs/concrete/concrete-
trowel-steel.jpg

Transporte Lançamento
© Poli USP 2017
Acabamento

© Poli USP 2017

45
© Poli USP 2017

• Vertimento

© Poli USP 2017

46
© Poli USP 2017
http://www.flickr.com/photos/tonyesineide/

© Poli USP 2017


http://picasaweb.google.com/pastoralpascom

47
© Poli USP 2017
http://www.construtoraformigoni.com.br/_acompanhe-sua-obra/ampliar.php?cf/residencial-donna-martha/3/15119/17257

© Poli USP 2017


http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2004-1/construcao/estrutura.htm

48
© Poli USP 2017
http://construcaocivilpet.wordpress.com/2012/03/11/inovacoes-no-concreto-2-concreto-auto-adensavel/

98

transporte, lançamento, adensamento


mecanizado © Poli USP 2017

49
http://www.iporablocos.com.br/imagens/infor
macoes/blocos-concreto-muro-06.jpg

http://www.storrer.com.br/fotos/6.jpg © Poli USP 2017

UHE Lajeado - CCR - Compactação

© Poli USP 2017

50
Frente às diversas possibilidades tecnológicas,
como medir a trabalhabilidade do
concreto?

© Poli USP 2017

Velocidade
escoamento

Habilidade
passante

Acessório J-ring © Poli USP 2017


Funil em V

51
Concretos fluidos

techne

Caixa L
© Poli USP 2017

Concretos secos

Vibração / Remoldagem
© Poli USP 2017

52
© Poli USP 2017

A especificação e o controle do concreto é vinculado


ao abatimento

ABNT NBR©8953:2015
Poli USP 2017

53
Cisalhamento
restrito a taxas
limitadas pode
levar a erros de
interpretação

© Poli USP 2017

BML viscometer Cemagref-IMG Two-Point rheometer

© Poli USP 2017


ConTec Rheometer BTRHEOM IBB rheometer

54
ICAR

Junto ao caminhão betoneira


© Poli USP 2017

Estado Fresco

Mistura

Transporte

Aplicação

Acabamento

Avaliação parcial
© Poli USP 2017
(mistura e acabamento não são considerados)

55
Estado Fresco

Mistura

Transporte
IDEAL
Aplicação

Acabamento

Avaliação completa
© Poli USP 2017

Mistura
Transporte
Aplicação

DL < 25,4 mm
© Poli USP 2017

56
Curvas de mistura
0.25

0.23 arg A
arg C
arg F
0.21 arg H
arg J
arg M
0.19 arg R
equivalente Torque

0.17

0.15

0.13

0.11

0.09

0.07

0.05
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150
tempo (s)

Área sob curva = energia mistura


© Poli USP 2017

12
Qual bombeia melhor?

10 Qual flui mais?


Tensão de cisalhamento (Pa)

http://www.equipede
obra.com.br/construc
ao- 4
reforma/38/artigo225
320-1.asp

0
0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000
Taxa de cisalhamento (1/s)
© Poli USP 2017
http://www.m-mixconcretousinado.com.br/filosofia-e-visao-empresa.htm

57
35
1 - SL90-85

30 2 - SL90-85

1 - SL90-100
25 2 - SL90-110

1 - SL220-220
Torque (N.m)

20
2 - SL220-220

1 - SL140-120
15
2 - SL140-110

10 1 - SL90-90

2 - SL90-80
5

0
0 500 1000 1500 2000
Rotação (rpm)

© Poli USP 2017

30

Torque
25 RPM de escoamento

25
Torque
1000 RPMalta rotação

20
Torque (Nm)

R² = 0,450
15

10

5 R² = 0,828

0
40 70 100 130 160 190 220

Abatimento (mm)

© Poli USP 2017

58
© Poli USP 2017

Classes reológicas
http://www.felcon.com.au/files/media/thumbcach
e/004/aea/0f9/iStock_000008409136Medium.jpg
http://www.contechuk.com/uploa
ds/images/shotcrete1.jpg

4.5

4.0 Bombeável
3.5
Spray
3.0
Torque (N.m)

2.5

2.0

1.5

1.0 Auto-adensável
0.5

0.0
0 200 400 600 800 1000 1200 1400
rotação
Speed (rpm)
(rpm)

http://vhprasad.files.wordpress.com/2010/03/scc.jpg

© Poli USP 2017

59
Acabamento superficial
REÔMETROS
não avaliam
espalhamento
sobre superfícies

© Poli USP 2017

http://blog.exilva.com/hs-fs/hubfs/Exilva_Blog/Blog_pictures/2016-07/workers-807577_1280-240751-
edited.jpg?t=1502093359585&width=625&name=workers-807577_1280-240751-edited.jpg

© Poli USP 2017

60
SQUEEZE FLOW

© Poli USP 2017

SQUEEZE FLOW

© Poli USP 2017

61
SQUEEZE FLOW
1000
900 15min

800 60min
700
600
1

Carga (N)
500
400
> 1000N
300
200
100
0
0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5
Deslocamento (mm)

flow > 340mm

© Poli USP 2017

SQUEEZE FLOW
1000
900
800 2 15min

700
1 60min

600
< 200N
Carga (N)

500
400
300
200
100
0
0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5
Deslocamento (mm)

flow = 279mm

© Poli USP 2017

62
O projeto de
microestrutura de um
concreto se inicia no
estado fresco

© Poli USP 2017

© Poli USP 2017


Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons CC BY-
NC. Para ver uma cópia desta licença:
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/legalcode#languages

Pode ser reproduzido e alterado, garantindo o devido crédito a Poli USP e


não pode ser usado para fins comerciais.

© Poli USP 2017

63