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Oscilador: Sistema massa-mola

Oscillator: Mass-spring system

Pontes¹, William do Nascimento*¹

¹Centro de Ciências Tecnologia e Saúde, Universidade Estadual da Paraíba, Araruna, PB, Brasil

Neste artigo, aplicamos os conhecimentos teóricos na prática do sistema massa-mola.


Palavras-chaves: Sistema massa-mola, constante elástica, mola.

In this paper, we apply theoretical knowledge in the practice of the mass-spring system.
Keywords: Mass-spring system, spring constant, spring.

1. Introdução dados coletados com a realização do experimento


[1].
O sistema massa mola é o mais simples sistema de
vibração livre para se analisar. Consiste 2. Teórica dos Movimentos
basicamente em um corpo com uma massa
Harmônicos: A Oscilação
qualquer, preso a uma mola com uma constante
elástica qualquer, quando aplicada uma força Uma mola elástica esticada ou comprimida exerce
inicial no sistema, a massa adquire uma aceleração uma força dirigida na direção e sentido que faz
na direção da força aplicada, o sistema entra em regressar a mola à sua forma normal. O módulo da
movimento, a mola exerce sobre o corpo uma força força exercida pela mola é diretamente
comumente chamada de força restauradora, pois proporcional à elongação da mola. Se pendurarmos
sempre aplica uma força contraria ao movimento a um peso P, a mola é esticada até ficar numa posição
fim de restaurar o equilíbrio, levando o corpo a em que a força elástica equilibra o peso.
posição inicial. Duplicando esse peso duplica-se a elongação. A
expressão matemática dessa relação entre a força
Devido a essa força, desconsiderando as forçar de
elástica F e a elongação z é chamada lei de Hooke:
atrito no sistema, o movimento seria eterno, pois
quando temos o corpo com velocidade nula, temos F  kz (1)
a posição máxima do mesmo, então a mola exerce
sua força restauradora o que causa uma aceleração onde k é a constante elástica da mola e a posição z
no corpo, levando-o para posição inicial, como a é medida desde a posição em que não está a ser
posição inicial é a posição onde a mola está em exercida nenhuma força sobre a mola. A força
equilíbrio, então a força da mola cessa, porem a elástica é uma força conservativa. Usando como
velocidade do corpo agora é máxima, fazendo com ponto de referência o ponto z = 0 em que a mola
que o corpo passe da posição inicial, indo até o tem o seu comprimento normal, a energia potencial
ponto onde a velocidade é nula novamente, elástica é:
repetindo assim o movimento.
1
U  kz² (2)
No experimento a seguir utilizamos uma mola, cuja 2
constante será encontrada através das análises dos
Se desprezarmos a resistência com o ar, existirá Figura 1: Fotografia do instrumento que foi
conservação da energia mecânica total e, portanto: realizado o experimento. Fonte: Cidepe.

1 1 A cada variação de massa foi conferido e anotado


E 0
 kz²  mv² (3)
a elongação da mola montando a tabela abaixo:
2 2
em que 𝐸0 é a energia mecânica inicial, dada pelas Massa (gramas) z (cm)
condições iniciais do sistema. 7,5 4,5
A constante ω representa assim a frequência 15 6,5
angular, nomeadamente, 2π vezes o número de 22,5 8,5
oscilações do cilindro, por unidade de tempo. A
30 10,5
frequência, igual ao número de oscilações por
unidade de tempo é: Tabela 1: Quantitativo da deformação da mola em
função do peso.

1
f  k (4)
2 m
10

o inverso da frequência é o período de oscilação do


sistema. Elongacao (cm)

8
A energia elástica total acumulada na mola é
representada como [2]:
6
1
E  m ² A² (5)
2
4
10 20 30
3. Obtenção e análise dos dados Massa (g)

O experimento foi desenvolvido com o instrumento Gráfico 1: Elongação da mola em função do peso
da figura abaixo. proposto no sistema.

A partir da análise gráfica obtemos que o valor da


constante para esta mola é K= 0,26667 𝑔⁄𝑠².

Dotando o sistema com 4 o peso de 6,8 g na


extremidade da mola. A partir do ponto de
equilíbrio, deslocando a extremidade 2 cm e
anotando o tempo para 50 oscilações construímos
a tabela abaixo:

Tempo para 50 oscilações (s) Periodo (s)


29,52 0,5904
29,99 0,5998
29,21 0,5842
29,97 0,5994
29,67 0,5934
Tabela 2: Demonstrativo do tempo total e do
período do sistema massa-mola.
Então, teremos um período médio de T m
 0,59 s .

Como a frequência é o inverso do período, temos


que f  1,69 Hz .
Referências bibliográficas
Aplicando o valor da frequência encontrado acima
na eq. 4 encontramos o seguinte valor para a [1] T. A. Goulart. Sistema Massa –
g Mola;p.,4.Nov.,2010.
constante elástica da mola: K  699,17 .
s² [2] Jaime E. Villate, Física 1. Dinâmica. 1. ed.
Porto, 2012.
Supondo que a energia elástica é constante por
[3] HALLIDAY, D., RESNICK, R., WALKER,
período e usando a máxima amplitude que o
J., (1996). Mecânica, vol. 1, 4a Ed., Livros
experimento nos proporciona e fazendo uma
Técnicos e Científicos Ed. Ltda., RJ.
estimativa de perca de energia do oscilador por
[4] NASCIMENTO, L. 11*; MELNYK, A.2 .;
g
período, pela eq. 5, temos que E  2462,4 cm² SOUZA, M. V. D.3 ;SOUZA, T. V. F.4 ; ,
s² JÚNIOR, F.A.G.5. Analise experimental do
.
sistema massa-mola através da lei de
Hooke., v. 5, n. 8, 2016.
4. Conclusão
Neste relatório, apresentamos os resultados do
estudo do comportamento de um sistema massa-
mola. Mostramos que a força elástica é diretamente
proporcional a variação da elongação da mola e que
sua constante influência no sistema massa-mola. A
constante que foi obtida a partir do coeficiente
angular da reta e o coeficiente encontrado pela eq.
4 foram valores totalmente diferentes. Mostramos
que o movimento harmônico perde energia (forças
dissipativas) com o tempo. Levando em
considerações as variáveis do experimento em sua
execução, obtenção e análise de dados.

Agradecimento
Agradecemos ao professor César Soares por nos ter
apresentado a oportunidade de realizar o
experimento e pela disponibilização dos materiais
guia em forma de artigo que deram origem a este
trabalho.

Material suplementar
O seguinte material suplementar foi
disponibilizado pelo professor ministrante da
disciplina:

Anexo: Prova de Experimental (Fonte OBF).