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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO CEARÁ

TECNOLOGIA EM MECATRÔNICA INDUSTRIAL


DISCIPLINA DE ACIONAMENTOS DE MÁQUINA II

Felipe Costa do Nascimento

LISTA DE EXERCÍCIOS 04

Sobral–CE
2018
Tecnologia em Mecatrônica Industrial
Acionamentos de Máquinas Elétricas II - 2018.1
Professor: Aglailson Olivindo

MÁQUINAS ELÉTRICAS DE INDUÇÃO

01. Características Básicas de Motor de Indução: https://www.youtube.com/watch?v=dPKzVcfjL_o


https://www.youtube.com/watch?v=ImBk2bXznYA
https://www.youtube.com/watch?v=JFpA5cVOKMg
a. Classifique o que você acredita serem 10 principais partes de um motor de indução.
b. Quais as principais características que se deve conhecer do MIT para que possa ser trocado por
outro capaz de realizar a mesma função?
c. Explique a função de cada uma delas e em que eles influenciam.
d. Como se especificam os dados de placa de um motor de indução monofásico?
e. Qual a potência em watts do motor no vídeo que trata da “Placa de identificação do motor
elétrico trifásico”?
f. Qual a velocidade síncrona do motor no vídeo que trata da “Placa de identificação do motor
elétrico trifásico”?
g. Qual o escorregamento do motor no vídeo que trata da “Placa de identificação do motor elétrico
trifásico”?
h. Qual a sobrecarga aceitável para o motor no vídeo que trata da “Placa de identificação do motor
elétrico trifásico”?
i. Qual o melhor tipo de partida para o motor no vídeo que trata da “Placa de identificação do motor
elétrico trifásico”?
j. Desenhe o esquema de ligação e especifique matematicamente a relação de tensão em um MIT
de 6 terminais.
k. Especifique quais os regimes de serviços as quais os motores podem ser projetados?
l. Especifique o que significa o aumento no rendimento de um motor.
m. Qual NBR trata de especificar o modelo da carcaça de motores elétricos? Descreva como se
realiza essa especificação.
n. Qual NBR trata de especificar o grau de proteção de motores elétricos? Descreva como se
realiza essa especificação.
o. O que significa a classe de isolação de um motor elétrico?

02. Motor de Síncrono: https://learnengineering.org/understanding-rotating-magnetic-field-synchronous-speed/


https://learnengineering.org/working-of-synchronous-motor/
https://www.youtube.com/watch?v=eQk0OznWTjM
https://www.youtube.com/watch?v=vMu6DmfKHTs
https://www.youtube.com/watch?v=OxoGG9SoVG4
a. As máquinas trifásicas síncronas e de indução possuem, fundamentalmente, a mesma estrutura
no estator. Qual a função dessa estrutura no funcionamento dessas máquinas?
b. Qual o valor do deslocamento angular espacial entre as bobinas de um motor trifásico de apenas
dois pólos.
c. O que representa a velocidade síncrona de um motor em corrente alternada? Equacione a
velocidade síncrona em função do número de pólos da máquina.
d. Em que influencia o aumento no número de pólos de uma motor indução?
e. Qual a velocidade de operação de um motor síncrono? Como funciona a sua resposta de
velocidade em função de variações na carga?
f. O que garante a característica de velocidade constante no motor síncrono?
g. O fato de o motor síncrono só poder operar na velocidade síncrona, faz com que o mesmo venha
a ter altas correntes durante sua partida. Que procedimento pode ser realizado de modo a
garantir com que não hajam grandes correntes na partida de um motor síncrono?
h. Que situações podem resultar na perda de sincronismo do motor síncrono?

03. Motor de Indução Monofásico: https://learnengineering.org/rotating-magnetic-field-synchronous-speed-motor-


single-phase/
https://learnengineering.org/working-of-single-phase-induction-motors/
https://www.youtube.com/watch?v=FQRe7K1m8RU
https://www.youtube.com/watch?v=EX-71cLRp2Q&t
a. A corrente monofásica que passa através de uma bobina produz um campo magnético pulsante.
Como fazer para que esse fluxo se torne girante e forneça as condições necessárias para a
operação da máquina?
b. Como se classifica o fluxo magnético em um motor de indução monofásico?
c. Qual a semelhança entre o fluxo magnético resultante de um motor de indução monofásico e um
motor de indução bifásico?
d. Em que partes se podem dividir os enrolamentos do motor de indução monofásico? Qual a
função de cada um desses enrolamentos?
e. Descreva a teoria do duplo campo rotativo.
f. Qual a função da centrifugal switch na operação do motor de indução monofásico?
g. Qual a necessidade do núcleo laminado nas estruturas do estator e do rotor?

04. Motor de Indução Trifásico: https://learnengineering.org/how-does-an-induction-motor-work/


https://www.youtube.com/watch?v=AQqyGNOP_3o&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=b5tc0FrYk60
a. Qual o diferença básica entre o fluxo magnético resultante de um motor de indução bifásico e um
motor de indução trifásico?
b. Qual o diferença básica nas características torque-velocidade entre um motor de indução
trifásico e um motor síncrono trifásico?
c. Explique o processo de funcionamento de um motor de indução?
1) RESOLUÇÃO

a)
 Caixa de ligação
 Tampa defletora
 Hélice ou ventilador
 Tampa traseira
 Tampa dianteira
 Rotor
 Estator
 Carcaça
 Rolamentos
 Chaveta
b)
 Potência do motor
 Tensão de alimentação
 Corrente nominal do motor
 Velocidade de rotação nominal do motor
 Grau de proteção
 IP/IN, fator que define a corrente de partida
 Carcaça do motor
c) Potência do motor: É a força que o motor gera para movimentar a carga em uma determinada
velocidade. Esta força é medida em HP (horsepower), cv (cavalo vapor) ou em kW (quilowatt). A
potência especificada na placa de identificação do motor indica a potência mecânica disponível na
ponta do eixo.

Tensão de alimentação: É a tensão a qual o motor elétrico estará submetido na instalação. O motor
apresentado no vídeo, por exemplo, pode ser instalado em 220 V ou em 380 V. De acordo com a
tensão escolhida é que se determina o tipo de fechamento do motor, em triângulo para uma tensão
de 220 ou em estrela para 380 V.
Corrente nominal do motor: Simboliza a corrente elétrica na qual o motor irá operar normalmente. É
representada pela letra A e no motor do vídeo pode ser de 1,65 A caso o motor seja instalado em
uma tensão de 220 V ou 0,955 A caso seja instalado em 380 V. Seu valor deve ser conhecido, pois
todos os sistemas de dimensionamento estão seguindo esta corrente, já que ela indicará o
funcionamento nominal do motor.

Velocidade de rotação nominal do motor: É a velocidade nominal de operação na ponta do eixo do


motor. Ela é expressa em rpm (rotações por minuto). A velocidade nominal do motor deve ser
conhecida, pois em caso de troca de motor, o mesmo deve ser trocado por um de velocidade
semelhante.

Grau de proteção: O grau de proteção está antecedido pela sigla IP. Ele representa a segurança do
motor contra a penetração de sólidos e líquidos em sua estrutura física. É importante conhecer este
grau de proteção, pois em caso de troca o novo motor deverá possuir grau de proteção igual ou
superior a do motor antigo.

IP/IN – Fator que define a corrente de partida: Este valor indica o número de vezes que a corrente
nominal será multiplicada para se encontrar a corrente de partida. Seu valor deve ser conhecido, pois
em caso de troca, o novo motor deverá ter este fator igual ou inferior ao do motor antigo, pois os
componentes de partida foram dimensionados para a corrente de partida do motor antigo.

Carcaça do motor: No caso do motor apresentado no vídeo, temos o valor de 63 da carcaça. Este
valor representa as formas de fixação do motor. Este fator também deve ser considerado em caso de
troca do motor, pois o novo motor será fixado da mesma forma do motor antigo.

d)
1 – Número de fases do motor
2 – Modelo do motor
3 – Potência do motor
4 – Velocidade nominal do motor
5 – Regime de serviço
6 – Tensão de alimentação
7 – Frequência de operação
8 – Fator de serviço
9 – Corrente nominal
10 – Temperatura máxima de trabalho
11 – Temperatura ambiente
12 – Corrente máxima suportada
13 – Grau de proteção
14 – Rendimento
15 – Fator que define a corrente de partida
16 – Valor do capacitor
17 – Fechamento de menor tensão
18 – Fechamento de maior tensão

e) O motor possui potência de 0,25 kW ou 1/3 cv, de acordo com a imagem abaixo retirada do vídeo.

f) A velocidade síncrona do motor é calculada pela fórmula abaixo:


120  f 120  60
Ns    1800 rpm
P 4
N s  Velocidade sìncrona em rpm
f  frequência em Hertz
p  Números de polos
g) O escorregamento do motor é calculado pela fórmula abaixo:
(N s  N) (1800  1720)
S  100   100%  4,44%
Ns 1800
S  Escorregamento em %
N S  Velocidade síncrona em rpm
N  Velocidade do rotor em rpm
h) Considerando que o fator de serviço é de 1,15, é possível concluir que o motor pode suportar uma
sobrecarga de até 15%.
i) A melhor partida para este motor é a partida estrela-triângulo, pois assim, além de se obter uma
partida suave, a corrente de partida é reduzida em 1/3.
j) Desenho representativo dos esquemas de ligações:

Relação de tensão:

VL1  3  VF1
VL2  VF 2

k) Regime de tempo limitado: funciona mento a carga constante, durante um período de tempo,
inferior ao necessário para atingir o equilíbrio térmico, seguido de um período de repouso de duração
suficiente para restabelecer a igualdade de temperatura com o meio de refrigeração.

Regime intermitente periódico: sequência de ciclos idênticos, cada qual incluindo um período de
funcionamento a carga constante e um período de repouso; tais períodos não têm a duração
necessária para que se atinja o equilíbrio térmico durante um ciclo de regime e a corrente de
arranque não eleva significativamente a temperatura.
Regime intermitente periódico com arranque: sequência de ciclos de regime idênticos, consistindo
cada um de um período de arranque, um período de funcionamento a carga constante e um período
de repouso, sendo tais períodos muito curtos, para que se atinja o equilíbrio térmico.

Regime intermitente periódico com frenagem: sequência de ciclos de regime idênticos, cada qual
consistindo de um período de arranque, um período de funcionamento a carga constante, um período
de frenagem e um período de repouso, sendo tais períodos muito curtos para que se atinja o
equilíbrio térmico.

Regime de funcionamento contínuo periódico com carga intermitente: sequência de ciclos de


regime idênticos, consistindo cada um de um período de funcionamento a carga constante e de um
período de funcionamento em vazio, não existindo período de repouso.

Regime contínuo periódico com frenagem: sequência de ciclos de regimes idênticos, consistindo
cada um e um período de arranque, de um período de funcionamento a carga constante e um período
de frenagem, não existindo o período de repouso.

Regime contínuo com mudança periódica na relação carga/velocidade de rotação: sequência


de ciclos de regimes idênticos, constituindo cada ciclo um período de partida e um período de
funcionamento a carga constante, correspondendo a uma velocidade de rotação pré-determinada,
seguidos de um ou mais períodos de funcionamento a outras cargas constantes, correspondentes a
diferentes velocidades de rotação. Não existe período de repouso.

Regime com variações não periódicas de carga e de velocidade: neste regime, geralmente a
carga e a velocidade não variam periodicamente, dentro da faixa de funcionamento admissível,
incluindo frequentemente sobrecargas aplicadas que podem ser muito superiores à plena carga.

Regime com cargas constantes distintas: regime com cargas constantes distintas, incluindo no
máximo, quatro valores diferentes de carga (ou cargas equivalentes); cada valor é mantido por tempo
suficiente para que o equilíbrio térmico seja atingido e a carga mínima durante um ciclo de regime
pode ter o valor zero (funcionamento em vazio ou repouso).

l) Significa fazer com que a potência ativa efetivamente transmitida para a ponta do eixo torne-se mais
próxima da potência ativa absorvida da rede, de acordo com a expressão abaixo.
Pu
  100%
Pa
Pu  Potência ativa transmitida para a ponta do eixo
Pa  Potência ativa absorvida da rede

m) NBR 15623-1, 15623-2 e 15623-3. Essa especificação é determinada partir da distância da linha de
centro de eixo à base dos pés (altura da ponta de eixo: dimensão fundamental).

n) As normas IEC e ABNT – NBR 60529 definem os graus de proteção dos equipamentos elétricos por
meio das letras características IP seguidas por dois algarismos podendo haver acréscimo de duas
letras (opcional).
1° Algarismo – indica o grau de proteção contra o ingresso de objetos sólidos estranhos e contato
acidental.
0 – Sem proteção;
1 – ≥ 50 mm de diâmetro;
2 – ≥ 12,5 mm de diâmetro;
3 – ≥ 2,5 mm de diâmetro;
4 – ≥ 1 mm de diâmetro;
5 – Protegido contra poeira;
6 – Totalmente protegido contra poeira.

2° Algarismo – Indica o grau de proteção contra o ingresso de água com efeitos prejudiciais.
0 – Sem proteção;
1 – Gotejamento vertical;
2 – Gotejamento com inclinação de 15°;
3 – Aspersão;
4 – Proteções de água;
5 – Jatos de água;
6 – Jatos potentes
7 – Imersão temporária;
8 – Imersão contínua.
9 – jatos de água com alta pressão e temperatura

1° Letra adicional – Contra o acesso às partes perigosas com:


A – Dorso da mão;
B – Dedo;
C – Ferramenta;
D – Fio.
2° Letra adicional – Informação suplementar específica para:
H – Equipamentos de alta-tensão;
M – Em movimento durante o ensaio com água;
S – Em repouso durante o ensaio com água;
W – Condições climáticas.

o) A classe de isolação do motor é definida pela máxima temperatura que o material isolante que o
constrói pode suportar continuamente sem que seja afetada sua vida útil.

2) RESOLUÇÃO

a) É constituído de partes magnéticas estacionárias, incluindo o pacote laminado de chapas de aço


silício e o enrolamento do estator, que opera com alimentação de potência em corrente alternada
para gerar o campo magnético girante. Para interromper o caminho para as correntes parasitas o
estator é compostos de laminados empilhados.

b) De acordo com a expressão abaixo, para P = 2:


4 f
p   2 f
P

c) A velocidade síncrona do motor(rpm) é definida pela velocidade de rotação do campo girante, a qual
depende do número de pares de pólos (p) do motor e da frequência (f) da rede. É dada por:
120  f
Ns 
P

d) Com o aumento do número de polos ocorre a diminuição da velocidade síncrona e


consequentemente ocorre a alteração das variáveis dependentes da mesma.

e) Independentemente das variações de carga e desde que a carga se mantenha dentro da limitação do
conjugado máximo do motor, a rotação média do motor síncrono se mantém constante.

f) A velocidade constante do motor síncrono se mantém pelo fato dos pólos do rotor permanecerem
travados em relação ao campo magnético girante produzido pelo enrolamento do estator. Desta forma
o motor síncrono mantém a velocidade constante tanto nas situações de sobrecarga como também
durante momentos de queda de tensão, respeitando-se os limites do conjugado máximo.

g) Por meio da partida estrela-triângulo, assim a corrente de partida é reduzida em 1/3.

h) Os motores síncronos produzirão velocidade constante, independentemente da carga do motor,


somente se a carga estiver dentro da capacidade do motor. Se a carga externa de torque for maior
que o torque produzido pelo motor, ele sairá do sincronismo e se estabilizará. Baixa tensão de
alimentação e tensão de excitação são outras razões para sair do sincronismo.

3) RESOLUÇÃO

a) Tal solução foi apresentada por Nikola testa. Consiste basicamente em colocar mais um enrolamento
perpendicular ao primeiro enrolamento. A corrente contornada da mesma fonte de energia é passada
através do segundo enrolamento. Assim, no segundo fluxo magnético de enrolamento irá flutuar
perpendicular ao campo magnético do primeiro enrolamento. Agora vamos incluir um capacitor no
segundo circuito de enrolamento. A presença de capacitor irá certificar-se de que esta corrente está
em 90 graus de diferença de fase da primeira corrente de enrolamento.

b) Fluxo primário e fluxo secundário conforme a figura abaixo:

c) O campo resultante é equivalente à soma de dois campos magnéticos em rotação oposta. Este
conceito é conhecido como teoria de campo duplo revolvente. O campo resultante é representado por
uma soma vetorial e é melhor exemplificado na figura abaixo.

d) Um enrolamento principal e um enrolamento auxiliar. O enrolamento principal tem o papel de produzir


o campo magnético responsável pelo movimento do motor, mas se for ligado sem o enrolamento
secundário ele produzirá um campo magnético pulsante que não movimentará o motor. O
enrolamento secundário é o responsável por produzir um campo magnético defasado em relação ao
campo magnético criado pelo enrolamento principal. Desta forma surge um campo magnético girante
que irá dar partida no motor. Entretanto quando o motor atinge 85% da velocidade nominal, o
enrolamento secundário deve ser desligado.
e) Como o campo magnético está variando, a eletricidade é induzida nas barras do rotor devido à
indução eletromagnética. Na figura abaixo as setas azuis nas barras representam a corrente induzida.
Então, na imagem está uma situação de barras de corrente que estão imersas em um campo
magnético. Isso produzirá uma força de acordo com a lei de Lawrence, então o rotor começará a
girar.

Já na figura seguinte temos dois campos magnéticos de rotação oposta, de modo que os torques
produzidos por eles sejam iguais e opostos. O efeito líquido será o torque zero no rotor. Então o rotor
não liga, simplesmente zumbirá.

Mas se nós pudermos dar a este rotor uma rotação inicial, um torque será maior que do primeiro
exemplo. Haverá um torque líquido na mesma direção da rotação inicial. Como resultado, o loop
continuará girando na mesma direção. É assim que funciona um motor de indução monofásico.
f) Um interruptor centrífugo é um interruptor elétrico que opera usando a força centrífuga criada a partir
de um eixo rotativo, mais comumente o de um motor elétrico. O interruptor é projetado para ativar ou
desativar a ativação em função da velocidade de rotação do eixo. Na operação do motor de indução
monofásico a centrifugal switch tem o papel de desligar o enrolamento secundário quando a
velocidade no eixo do motor atinge 80% da velocidade nominal.

g) Em geral serve para diminuir as perdas no núcleo diminuindo as correntes de Foucault (correntes
parasitas).

4) RESOLUÇÃO

a) O motor de indução bifásico gera um campo magnético resultante pulsante, enquanto que o motor
de indução trifásico gera um campo magnético resultante rotativo.

b) Como o nome sugere, os motores síncronos são capazes de funcionar a uma velocidade
constante, independentemente da carga que atua sobre eles. Ao contrário dos motores de
indução, onde a velocidade do motor depende do torque atuando sobre eles, os motores
síncronos têm características constantes de torque-velocidade.

c) Um motor de indução tem 2 partes principais; o estator e o rotor. O estator é a parte estacionária e
o rotor é a parte rotativa. O rotor fica dentro do estator. Haverá um pequeno espaço entre o rotor e
o estator, conhecido como gap de ar. O valor do entreferro radial pode variar de 0,5 a 2 mm. A
figura a baixo mostra o roto e o estator de um motor de indução.
Quando uma corrente trifásica passa pelo enrolamento do estator, um campo magnético rotativo é
produzido. De acordo com a figura abaixo.

Uma corrente alternada trifásica passando através de um enrolamento do estator produz um


campo magnético rotativo. Assim, uma corrente será induzida nas barras da gaiola de esquilo e o
motor começará a girar. Ocorrerá uma variação da corrente induzida nas barras da gaiola de
esquilo. Isto é devido à taxa de mudança do fluxo magnético em cada par de barras de esquilo
que é diferente do outro, devido à sua orientação diferente. Essa variação de corrente na barra
mudará com o tempo. Tal funcionamento é apresentado na figura a seguir.