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• CARREIRA JURÍDICA – MÓDULO I

• Direito Penal
• Gabriel Habib

Consumação e tentativa
Cogitação
Preparação
Iter criminis
Execução
Consumação
ATOS PREPARATÓRIOS x ATOS EXECUTÓRIOS
Teorias:
1. TEORIA SUBJETIVA ou TEORIA SUBJETIVA LIMITADA ou TEORIA OBJETIVA INDIVIDUALIZADORA ou
TEORIA DO PLANO DO AUTOR.
2. TEORIA OBJETIVO-FORMAL ou TEORIA DA ACÃO TÍPICA (Beling).
3. TEORIA OBJETIVO-MATERIAL ou TEORIA DA UNIDADE NATURAL (Frank).
4. TEORIA DA UNIVOCIDADE (Carrara).
5. TEORIA DA HOSTILIDADE AO BEM JURÍDICO ou TEORIA DO COMEÇO DO PERIGO CONCRETO AO
BEM JURÍDICO (Mayer e Vannini).
1. TEORIA SUBJETIVA ou TEORIA SUBJETIVA LIMITADA ou TEORIA OBJETIVA INDIVIDUALIZADORA ou
TEORIA DO PLANO DO AUTOR.
2. TEORIA OBJETIVO-FORMAL ou TEORIA DA ACÃO TÍPICA (Beling).
3. TEORIA OBJETIVO-MATERIAL ou TEORIA DA UNIDADE NATURAL (Frank).
4. TEORIA DA UNIVOCIDADE (Carrara).
5. TEORIA DA HOSTILIDADE AO BEM JURÍDICO ou TEORIA DO COMEÇO DO PERIGO CONCRETO AO BEM
JURÍDICO (Mayer e Vannini).
Cogitação
Preparação
Iter criminis
Execução

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Consumação e tentativa

ATOS PREPARATÓRIOS x ATOS EXECUTÓRIOS

Teorias:

1. TEORIA SUBJETIVA ou TEORIA SUBJETIVA LIMITADA ou TEORIA OBJETIVA INDIVIDUALIZADORA ou


TEORIA DO PLANO DO AUTOR.
2. TEORIA OBJETIVO-FORMAL ou TEORIA DA ACÃO TÍPICA (Beling).
3. TEORIA OBJETIVO-MATERIAL ou TEORIA DA UNIDADE NATURAL (Frank).
4. TEORIA DA UNIVOCIDADE (Carrara).
5. TEORIA DA HOSTILIDADE AO BEM JURÍDICO ou TEORIA DO COMEÇO DO PERIGO CONCRETO AO
BEM JURÍDICO (Mayer e Vannini).

Desistência voluntária e arrependimento eficaz (art. 15)

Também chamada tentativa abandonada.

Von Liszt:

“No momento em que o agente transpõe a linha divisória entre os atos preparatórios impunes e o começo de exe-
cução punível, incorre na pena cominada contra a tentativa. Semelhante fato não pode mais ser alterado, suprimi-
do ou “anulado retroativamente”. Pode, porém, a lei, por considerações de Política Criminal, construir uma ponte
de ouro para a retirada do agente que já se tornará passível de pena. Ela o fez, convertendo em causa extintiva
de pena a desistência voluntária.”

Von Liszt: a desistência é impossível quando o agente já não domina mais o fato e as suas consequências.

Natureza jurídica da DV e do AE?

Desistência voluntária (art. 15)

O agente desiste de prosseguir na execução da conduta criminosa.

Requisitos:

Obstáculo suposto ou putativo?

Em regra configura uma conduta negativa, um não fazer.

E nos crimes omissivos impróprios?

A DV não é admitida em crimes unissubsistentes.

Diferença entre tentativa e DV: “fórmula de Frank”:

Tentativa:

DV:

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Adiamento da prática do crime

Execução retomada

Agente que possui apenas um projétil na sua arma

Consequência da desistência voluntária

Arrependimento eficaz (art. 15)

Também chamado de “resipiscência”

Requisitos:

Redação do art. 15, CP: AE somente é compatível com os delitos materiais, pois o tipo menciona “impede que o
resultado se produza”

É o resultado naturalístico, exigido nos crimes materiais.

Características comuns à DV e ao AE:

Comunicabilidade no concurso de pessoas?

Arrependimento posterior (art. 16)

O legislador sempre se estimou o agente a reparar o dano.

Crítica de Fragoso: Desigualdade do sistema punitivo: O arrependimento posterior é discriminatória, pois só os


mais ricos podem obter o benefício. Os mais pobres, embora queiram, não podem, e são os que povoam as pri-
sões.

“Toda justiça é desigual, mas a justiça criminal é a mais gritantemente desigual” (Fragoso).

Natureza jurídica:

Objeto:

STJ

Informativo 590

Sexta Turma

DIREITO PENAL. INAPLICABILIDADE DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR EM HOMICÍDIO CULPOSO NA


DIREÇÃO DE VEÍCULO.

Em homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do CTB), ainda que realizada composição civil
entre o autor do crime e a família da vítima, é inaplicável o arrependimento posterior (art. 16 do CP)...

O STJ possui entendimento de que, para que seja possível aplicar a causa de diminuição de pena prevista no art.
16 do Código Penal, faz-se necessário que o crime praticado seja patrimonial ou possua efeitos patrimoniais (...)
não se pode reconhecer o arrependimento posterior pela impossibilidade de reparação do dano cometido contra o
bem jurídico vida e, por conseguinte, pela impossibilidade de aproveitamento pela vítima da composição financeira
entre a agente e a sua família. Sendo assim, inviável o reconhecimento do arrependimento posterior na hipótese
de homicídio culposo na direção de veículo automotor. REsp 1.561.276-BA, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, jul-
gado em 28/6/2016, DJe 15/9/2016.

Fundamento do instituto (duplo aspecto):

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O legislador deu mais atenção às necessidades da vítima do que aos anseios do autos do delito.

Item 15 da EMPGCP:

“O Projeto mantém a obrigatoriedade de redução de pena, na tentativa (art. 14, parágrafo único), e cria a figura do
arrependimento posterior à consumação do crime como causa igualmente obrigatória de redução de pena. Essa
inovação constitui providência de Política Criminal e é instituída menos em favor do agente do crime do que da
vítima. Objetiva-se, com ela, instituir um estímulo à reparação do dano, nos crimes cometidos “sem violência ou
grave ameaça à pessoa”.”

Requisitos:

Requisito 1.
Desvio subjetivo de conduta (art. 29, §2o, do CP).

Requisito 2.

Deve ser pessoal?

A reparação do dano deve ser total?

Requisito 3.

Se houver recusa da vítima?

Súmula 554 do STF: “O pagamento de cheque emitido sem provisão de fundos, após o recebimento da denúncia,
não obsta ao prosseguimento da ação penal.”

Continua a ser aplicada.

Concurso de pessoas. Comunicabilidade.

Diferenças entre arrependimento eficaz e arrependimento posterior

Crime impossível (art. 17)

Chamado por Von Liszt de tentativa impossível.

A doutrina em geral chama de tentativa inadequada, tentativa inidônea, tentativa impossível ou quase-crime.

Século XIX Feuerbach reanimou debate acerca da punibilidade do crime frustrado.

Consequências dessa exigência:

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Conceito de Von Liszt: “Dá-se tentativa impossível, quando um ato voluntário tendente a um certo resultado é
inadequado para produzi-lo. A tentativa impossível apresenta-se, às mais das vezes, mas não exclusivamente,
como crime frustrado, e portanto pode ser tanto tentativa acabada como inacabada.”

Von Liszt: A razão da punibilidade da tentativa reside no caráter perigoso da ação. Se faltar esse caráter na tenta-
tiva, ela deixa de ser criminosa. Assim, temos a seguinte regra: “punível é a tentativa perigosa, impune deve ficar
a tentativa não perigosa.”

Von Liszt: A tentativa é perigosa quando o ato suscita a possibilidade iminente da realização do resultado.

Como saber se a tentativa era perigosa ou não perigosa?

Teorias sobre o crime impossível

1. Teoria subjetiva.
2. Teoria sintomática.
3. Teoria objetiva pura.
4. Teoria objetiva temperada, moderada ou matizada.

Hipóteses de crime impossível

Súmula 145. Crime impossível.

Diferença entre crime impossível e delito putativo.

Como diferenciar o crime impossível da tentativa?

STJ. Súmula 567.

Tentativa (art. 14, II)

Conceito: “É a realização incompleta do tipo objetivo” (Luiz Regis Prado).

Conceito: “O crime é tentado, quando se opera o ato voluntário dirigido ao resultado que a lei incrimina, sem que o
resultado se produza” (Von Liszt).

Sinônimos: conatus, crime imperfeito, crime incompleto (Zaffaroni).

Elementos da tentativa:

Natureza jurídica:

Natureza jurídica:

Pena da tentativa

Exceção: art. 30, PU, do COM

“Art. 30. Diz-se o crime:

Crime consumado

I - consumado, quando nêle se reúnem todos os elementos de sua definição legal;


Tentativa
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente.

Pena de tentativa

Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime, diminuída de um a dois terços, poden-
do o juiz, no caso de excepcional gravidade, aplicar a pena do crime consumado.

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Teorias sobre a punibilidade da tentativa:

Competência do JECRIM:

Para a definição de menor potencial ofensivo, a diminuição de pena pela tentativa deverá incidir na fração mínima
sobe a pena máxima cominada.

STJ

PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TENTATIVA DE FURTO SIMPLES. JUIZADO ESPECIAL. INCOM-
PETÊNCIA. 1. Em caso de crime tentado, para verificar se ele deve ser julgado no Juizado Especial Criminal, a
causa de diminuição de pena deve ser aplicada em sua fração mínima de diminuição sobre a pena máxima comi-
nada. Se o resultado daí advindo for superior a dois anos, o Juizado não é o competente para o julgamento da
causa. (Inteligência do parágrafo único do artigo 2º da Lei 10.259/2001). (HC 94.927/SP, Rel. Ministra JANE SIL-
VA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/MG), SEXTA TURMA, julgado em 01/04/2008, DJe 22/04/2008).

Espécies de tentativa

1. Tentativa branca ou incruenta.


2. Tentativa cruenta ou vermelha.
3. Tentativa perfeita, acabada ou crime falho.
4. Tentativa imperfeita, inacabada.

Existe diferença entre tentativa perfeita e imperfeita em termos de tipificação?

Tentativa e dolo eventual. Compatibilidade?

Infrações penais que não admitem a tentativa

Crimes punidos apenas na forma tentada.

Ex. arts. 9o e 11 da lei 7.170/83.

“Art. 9º - Tentar submeter o território nacional, ou parte dele, ao domínio ou à soberania de outro país.

Parágrafo único - Ocorrendo a invasão, a pena aumenta-se até o dobro.

Art. 11 - Tentar desmembrar parte do território nacional para constituir país independente.

Pena: reclusão, de 4 a 12 anos.”

Tentativa e crime complexo.

Ex. Latrocínio.

Vamos em frente!
TODO ESFORÇO SERÁ BEM RECOMPENSADO!

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