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Hypothenemus hampei

Coleoptera: Scolytidae

Considerada a segunda praga em importância depois do


bicho-mineiro, para a maioria das regiões cafeeiras do
Brasil.
Pequeno besouro na cor preta. O macho
mede cerca de 1,2mm por 0,5mm de
largura e a fêmea cerca de 1,7mm por
0,7mm de largura.

O macho não possui asas, sendo


encontrados freqüentemente dentro dos
frutos (em todos as fases de
desenvolvimento dos frutos), realizando
a fecundação das fêmeas.
Pedúnculo

Coroa
Exocarpo
(casca) Mesocarpo
(mucilagem)

Endocarpo (pergaminho)
Redução do peso dos grãos, queda de frutos (prejuízo
quantitativo) e redução da qualidade do café através da
alteração do tipo e, às vezes, na bebida (prejuízo qualitativo).
Estudos demonstram que essas perdas podem chegar a 21%
ou 12,6 Kg, por saca de 60 Kg de café beneficiado.

Com o aumento da infestação – alteração do tipo: 2 para 7

Porta de entrada de fungos – afetando a qualidade.

Os danos provocados pela broca começam quando a


infestação, nos frutos da primeira florada, atinge 3% a 5%.
Em Minas Gerais – novembro (Zona da Mata)/ janeiro (Sul de
Minas).
Após a secagem, o café é armazenado em coco visando preservar as
características físicas e químicas da semente (cor, umidade, etc.)

Um lote infestado por broca, destinado ao armazenamento, deve ser


submetido a um expurgo.

Durante os 30 dias de secagem em terreiro, até que o café atinja os 12% de


umidade, pode ocorrer o dobro da porcentagem dos frutos atacados em
relação à infestação vinda do campo. Após a secagem não deve mais haver
a evolução da praga.
TEMPERATURA 45ºC – Em Conillon (Coffea canephora)
verificaram tempo de exposição letal para a broca-do-café.
Fêmeas adultas : 4h para passa / 8h cereja; Larvas: 4h para os
dois estágios de maturação; Pupa: 4h para os dois estágios de
maturação dos frutos.

Para secadores (45ºC) já no primeiro dia os espécimes, em


todas as fases do desenvolvimento, são mortos.

Sementes para plantio: umidade 20% - Uso de pulverização


com endosulfan a 0,4%.
Para evitar o problema com a broca-do-café na armazenagem,
o controle do inseto deve ser feito no campo, adotando-se o
manejo integrado da praga, muito antes da colheita e secagem
em terreiros e secadores mecânicos.
Araecerus fasciculatus

Coleoptera: Anthribidae

Importante praga – inicialmente atacava café em coco,


restringindo-se às tulhas das fazendas – posteriormente adaptou-
se ao café beneficiado, constituindo-se uma importante praga em
armazéns de café. Ataque inicial no campo e continua no
armazém. Esta praga é mais facilmente encontrada em locais de
umidade e temperaturas elevadas.
O besouro adulto mede cerca de: 5mm de comprimento e 3mm
de largura.

Recém emergido apresenta coloração castanho-clara e


posteriormente se torna acinzentado ou pardo.
A cor do inseto varia de acordo com o meio em que o inseto se
encontra.
As patas apresentam tarsos com cinco segmentos, sendo o
terceiro bilobado.
As antenas são longas, segmentadas, com os três segmentos
distais mais dilatados que os anteriores.
É um inseto polífago (seu ciclo se completa em outro
hospedeiro), atacando outras culturas como: cacau, feijão,
milho, frutos secos, ao contrário da broca que é praga
específica do café.
O ciclo de vida do caruncho-das-tulhas, em grãos de café
e em condições normais, varia dentro de 35 a 45 dias.

O ciclo apresenta-se variável de acordo com a temperatura


e em condições de umidade relativa elevada completa seis
gerações
Danifica o peso seco: coco, despolpado e beneficiado.
Destrói parte das sementes, entretanto, não alterando a
cor, o aroma e o sabor do café.

Em consequencia do ataque pode causar uma quebra de


30% do café armazenado em um período de seis meses.
Limpeza, remoção e eliminação de restos de cafés
armazenados, antes da entrada da nova safra.

Nebulização (ou termobulização)

Considerada preventiva a fumigação ou expurgo com


fosfeto de alumínio (fosfina) de blocos de café introduzidos
no armazém.
Pulverização preventiva com inseticidas líquidos

Visa à eliminação dos insetos já existentes no ambiente e


criação de uma barreira à entrada de outros.

Malathion, fenitrothion ou deltamethrin - devidamente


registrados para o fim que se destinam.

Deve-se realizar duas aplicações de expurgo com fosfeto


de alumínio (fosfina), com intervalos de 10 a 15 dias.
Equipamentos utilizados nas
pulverizações preventivas

Os mais usados são:


pulverizadores manuais costais,
dotados de bicos, permitindo molhar
paredes, pisos, máquinas de
limpezas, moegas e demais
utensílios.
Turbo-atomizadores costais motorizados com aceleração
elevada produzem gotículas muito finas.

Unidades armazenadoras (médio ou grande porte) -


recomenda-se a utilização de pulverizadores motorizados
montados sob carrinhos acionados por motores elétricos.

Os pulverizadores motorizados promovem uma melhor


cobertura, maior rapidez e facilidade no trabalho dos
operadores.
Pulverização na superfície de blocos de sacaria em
armazéns
Deve ser realizada periodicamente com o objetivo de
recompor a camada superficial de inseticidas, que tende a
se degradar por oxidação, em contato direto com o meio
ambiente.

As pulverizações de superfície devem ser repetidas a cada


30 ou 45 dias, principalmente nas regiões e épocas mais
quentes do ano, quando a atividade de insetos é mais
intensa.
Termonebulização

Eliminação do insetos em lugares inacessíveis à ação dos


pulverizadores, como vigamentos e estruturas de telhado,
passarelas e etc.

É particularmente indicado no combate aos adultos das


traças. Deve-se realizar essa operação a cada 15 dias nas
regiões mais quentes e nos meses mais quentes do ano.
Termonebulizador Pulsfog
Inseticidas e dosagens para pulverizações
em armazéns
Água limpa / pH neutro (preparação)

Deltamethrin 25 EC - 50 a 80 mL/100 m3 . Armazéns que apresentem constantes


infestações, infestações crônicas

Fenitrothion 500 EC - 100 a 200 mL/100 m3 . A ação residual é de cerca de 12


semanas, contudo em ambientes com muito poeira a ação ficará prejudicada.

Malathion 500 EC - 100 a 200 mL/100 m3 . Mesmas especificações do


Fenitrothion
Inseticidas e dosagens para
termonebulização em armazéns
Água limpa / pH neutro (preparação)

Deltamethrin 25 EC - 80 (mL) + óleo mineral (920mL) para cada 4.000 m3.

Fenitrothion 500 EC - (80 a 100 mL) ou Malathion 500 EC - (80 a 100 mL) + óleo
mineral (920 ou 900 mL) para cada 4.000 m3.
Fumigação (expurgo) e nebulização curativa

Constatada a presença da praga, em qualquer grau de intensidade,


deve-se proceder à fumigação ou expurgo do café com fosfeto de
alumínio (fosfina).

Para expurgo recomenda-se o fosfeto de alumínio um poderoso e efetivo


fumigante para uso em grãos armazenados

Os termonebulizadores deverão ter a capacidade de saturar o ambiente


no menor tempo possível, com nº suficiente de máquinas, ficando
fechado o armazém por 24 horas.
Diversas espécimes de insetos da Ordem Lepidoptera
"traças" podem ocorrer em café armazenado, mas duas têm
sido mais frequentemente, sendo conhecidas como traça-do-
café e a traça-do-amendoim.
Auximobasis coffeaella Busk

Lepdoptera : Blastobasidae

Pequenas mariposas que medem cerca de 11 a 13 mm de


envergadura: possuem a cabeça e tórax esbranquiçados.

O ciclo de ovo até a fase adulta pode levar entre 35 a 50


dias, dependendo da temperatura. A fase lagarta, é a que
ataca o grão de café, dura cerca de 25 a 35 dias.
A lagarta alimenta-se da casca dos frutos. Não atacam
sementes perfeitas, entretanto, devoram as quebradas.

Os frutos perfurados por outras pragas, podem ser destruídos


pela traça, aproveitando o orifício criado por outros insetos.

A presença de casulos ou de excremento de insetos na sacaria


prejudica a exportação, até mesmo destruindo a sacaria,
criando um prejuízo ainda maior.
As mesmas medidas adotadas para o controle
do caruncho-das-tulhas.
Corcyra cephalonica

Lepdoptera : Pyralidae

Pequenas mariposas que medem cerca de 19mm de


envergadura e 9mm de comprimento. Apresentam o corpo
e as asas cinzas, maus voadores e de hábito noturno.
Os danos produzidos são semelhantes aos produzidos
pela traça-do-café.

As perdas no peso são da ordem de 2%, pelo ataque da


traça.
São as mesmas recomendadas para a traça-do-café.
São três as espécies de ratos: Rattus norvegicus
ratazana; o rato de telhado Rattus rattus e o camundongo
caseiro Mus musculus
A ratazana mora, de preferência, perto da água e faz suas
trocas e ninhos na terra a uns 30 cm de profundidade,
junto às paredes e muros. Hábitos noturnos
O rato preto ou de telhado, é menor que a ratazanda. Faz
ninho na superfície do solo, preferindo sótãos, forros,
árvores e as partes elevadas das construções.
Os camundongos habitam o interior das casas, fazendo
ninhos em armários, gavetas, forrações e poltronas,
despensas e compartimentos pouco utilizados.
Além das perdas causadas por causa da alimentação por
parte de roedores, os riscos à saúde humana também são
fatores de grande importância.

Consomem e estragam mensalmente toneladas de


alimentos. Transmitem inúmeras doenças (leptospirose,
peste bubônica, tifo, raiva, entre outros.
Remoção de restos de alimentos, entulhos, todo tipo de
material que sirva de abrigo, devendo cimentar frestas e
buracos.

Uso de caixas-comedouro, colocadas sempre próximas às


tocas.
São os únicos mamíferos com capacidade de vôo, proporcionada
pela membrana que une os dedos, formando a asa.

A organização social baseada no membro macho dominante em


relação a um grupo de fêmeas. A longevidade pode chegar a 30
anos.

Nas fezes dos morcegos contem esporos de fungos, que alem de


transmitir doenças aos seres humanos, podem também
dissiminar esporos entre os frutos do café.
Causam prejuízo de ordem econômica a atividade cafeeira.
Alem de causarem a depreciação do produto, presença das
fezes, podem proporcionar condições favoráveis ao
surgimento de fungos.
Com o intuito de expulsá-los de locais como o de
armazenamento de café, primeiramente identificar o local de
entrada e saída dos morcegos. Recomenda-se o uso de
telas.
Columba livia domestica,
pertencem a Classe Áves e a
Ordem Columbiformes,
originários da Europa.

Alimentam-se de grãos,
sementes, lixo e podem viver até
35 anos.

Possuem visão aguçada, que


lhe permite localizar um grão de
milho a cerca de 200 metros de
distância.
Causam prejuízos econômicos, depreciando o café
armazenado devido à presença de fezes e penas sobre o café
estocado, atraindo assim roedores que se alimentam de ovos e
filhotes de pombo adulto.

Pesquisadores classificam os pombos como "sinantrópicos"


aqueles que vivem próximo ao homem, podendo causar
prejuízos alem de transmitir doenças graves como: meningite
O controle desses animais deve ser realizado de modo a
impedir sua proliferação.

Deve-se fazer uso de telas impedindo acesso; uso de


aparelhos eletrônicos como ultra-som (impossibilita a
comunicação e não os permite dormir).

Os locais com acúmulo de fezes, devem ser umidificados, para


que os esporos dos fungos possam ser removidos com
segurança, evitando a dispersão de poeira.
Toda a cadeia produtiva do café, desde o plantio até a
comercialização, deve ser alicerçada sobre sistemas de
produção mais justos do ponto de vista social, econômico e
ambiental. Dessa forma, o controle de todas as pragas,
precisa ser realizado de forma criteriosa , objetivando,
também, a segurança alimentar e saúde do trabalhador.