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Lubrificação

A lubrificação reduz as perdas de potência por atrito, reduz o desgaste, reduz as tensões de
contacto nas superfícies, refrigera as peças, remove os produtos do desgaste das superfícies, reduz
as vibrações e ruídos, e aumenta a longevidade.

1. Lubrificação de redutores

Lubrificação por mergulho em banho de óleo, num cárter e lubrificação por salpicadura (aspersão)

A lubrificação dos redutores é normalmente feita de modo contínuo, empregando óleos líquidos
em cárter. Este método é praticável para velocidades periféricas entre 0,3 e 12,5 m/s.

Para redutores monoescalonares o banho de óleo contém 0,4 ... 0,8 l/kW de potência transmitida.

A profundidade de mergulho é:
- para redutores cilíndricos:
mergulho da roda maior: m ≤ hm ≤ 0,25 ⋅ d2 (m é o módulo)

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mergulho do pinhão: hm = (0,1 ... 0,5) ⋅ d 1 hmin = 2,2 ⋅ m
(as mesmas recomendações aplicam-se para merguho do PSF)
Geralmente o nível do banho de óleo deve coincidir com o centro do corpo de rolante (esfera ou
rolo) quando este está na sua posição inferior.

- para redutores cónicos: a profundidade de mergulho quer da roda maior quer do pinhão é
seleccionada de modo a garantir que o dente mergulhe no banho de óleo ao longo de todo o seu
comprimento

- para redutores de parafuso sem-fim:


mergulho da roda maior: m ≤ hm ≤ 0,25 ⋅ d 2 (m é o módulo)
mergulho do parafuso sem fim: hm = (0,1 ... 0,5) ⋅ d1 hmin = 2,2 ⋅ m

Geralmente o nível do banho de óleo deve coincidir com o centro do corpo de rolante (esfera ou
rolo) quando este está na sua posição inferior.

Quando a velocidade periférica do parafuso sem fim (ou pinhão) localizado na posição inferior da
transmissão é grande, há grandes perdas de potência por agitação do lubrificante. Nestes casos os
elementos da transmissão não mergulham no banho e o óleo é suprido à zona de engrenamento por
meio de aspersores montados nas extremidades do elemento da transmissão.

Lubrificação por pinhão Lubrificação individual por Lubrificação por jorro


auxiliar jacto

Lubrificação por meio de anel Lubrificação de rolamentos por Lubrificação por mecha
meio de raspadores e canais

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VISCOSIDADES CINEMÁTICAS, em cSt

Velocidades (v, vs), m/s


Transmissão σH, MPa
Até 2 2....5 >5
até 600 68 46 32
Dentada 600 – 1000 100 68 46
> 1000 150 100 68
até 200 220 100 68
PSF/Coroa 200 –250 460 220 100
> 250 680 460 220

Note: As viscosidades acima são medidas à temperatura de 400C.


1 cSt corresponde 10-6 m2/s

2. Lubrificação de transmissões abertas


A lubrificação de transmissões abertas que funcionam com velocidades até 4 m/s é normalmente
feita de modo periódico, empregando massas consistentes. Nalguns casos usa-se lubrificação por
gotejamento ou por mecha (para velocidades até 1,5 m/s).

3. Controle do nível do óleo

Indicador de vareta 1 Indicador de vareta 2 Indicador de vareta 3

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Para ∆h ≤35 mm: H=80 mm;
Para ∆h ≤80 mm: H=125 mm
∆h – nível do óleo desde o furo
Vareta do indicador de nível Indicador tubular Visor redondo

O nível do óleo pode ser controlado por meio de um bujão superior e outro inferior. O óleo em
demasia sai pelo bujão superior que é aberto para controle.

3. Bujões
Durante o funcionamento das transmissões o óleo pode ser contaminado por produtos dos desgaste
das peças da transmissão. Por isso o óleo deve ser mudado periodicamente e para tal faz-se a
provisão de um bujão para drenar o óleo do corpo do redutor. O orifício do bujão é executado com
uma rosca cilíndrica ou cónica, para permitir a vedação. Para impedir que os produtos do desgaste
sejam arrastados pela agitação do óleo para as zonas de trabalho das transmissões, usam-se bujões
magnéticos, que têm a capacidade de atrair as partículas desgastadas e retê-las perto de si.

Bujões cilíndrico e cónico Bujão magnético e respiradouro Respiradouro

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+ lubrificação de rolamentos

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