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SISTEMÁTICA VEGETAL
1. SISTEMÁTICA ou TAXONOMIA =

ciência da diversidade organísmica

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descoberta - en
descrição - interpretação
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síntese =
1. SISTEMÁTICA ou TAXONOMIA =

ciência da diversidade organísmica

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descoberta - en
descrição - interpretação
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ep
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síntese = sistema de classificação preditivo


2. Número de espécies descritas
de organismos vivos Wilson 2003

Vírus 1.000
Bactérias 4.760
Fungos 46.983

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“Algas”

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26.900

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Briófitas 16.600

de
VEGETAIS Pteridófitas 11.300
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Gimnospermas 629
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Angiospermas 240.000
D

Protozoários 30.800
Invertebrados 989.761
(insetos 751.000)
Vertebrados 43.853
3. Diversidade biológica no mundo.

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3. Diversidade biológica no mundo.

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3. Diversidade biológica no mundo - hotspots

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Myers et al. 2000 HOTSPOTS


3. Diversidade biológica no mundo: os 25 hotspots

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Myers et al. 2000


Nature 403.
3. Diversidade biológica no mundo:

Diversidade florística no Brasil

Catálogo de plantas e fungos do Brasil,


2010

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www.floradobrasil.jbrj.gov.br

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40.989 espécies: % endemicidade

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3.608 fungos 14,5%
en
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3.496 algas 1,5%


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1.521 briófitas 18,1%


1.176 pteridófitas 38,3%
26 gimnospermas 7,7%
31.162 angiospermas 56,6%
3. Diversidade biológica no mundo:

Diversidade florística no Brasil

Catálogo de plantas e fungos do Brasil,


2010

SP
www.floradobrasil.jbrj.gov.br

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40.989 espécies:


Bo
de
3.608 fungos
to
3.496 algas en
m
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ep

1.521 briófitas
D

1.176 pteridófitas 32.364 spp.


26 gimnospermas plantas
31.162 angiospermas vasculares
Diversidade florística no Brasil:

Catálogo de plantas e fungos do Brasil - 2010

www.floradobrasil.jbrj.gov.br

Plantas vasculares:

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32.364 spp - Brasil é o país

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de maior diversidade do


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mundo.
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18.082 spp endêmicas do


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país:
proporção de endemismo de
55,9%, a maior da Região
Neotropical.
3. Diversidade biológica no mundo:

Catálogo de espécies do Brasil - 2010


www.floradobrasil.jbrj.gov.br

Plantas vasculares nos

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domínios fitogeográficos
fitogeográficos:

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Mata Atlântica: 19.355 spp.,

de
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40% endêmicas ao país.
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Cerrado: savanas mais ricas do


D

mundo -12.669 spp. (4.215


endêmicas do Brasil).
IBGE
Amazônia: 13.317 spp. (2.046
endêmicas do Brasil).
4. Síntese
de informações

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Jeffrey 1984
5. Nomenclatura botânica
5.1. Hierarquia taxonômica dos sistemas de
classificação biológica:
classe sufixo exemplo
Reino - Plantae
Divisão phyta Magnoliophyta

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Classe opsida Magnoliopsida

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Subclasse idae Rosidae

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Superordem anae Rosanae

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de
Ordem ales Rosales

to
en
Família aceaem
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Rosaceae
ar

Subfamília oideae Rosoideae


ep
D

Tribo eae Roseae


gênero - Rosa
espécie - Rosa canina L.
subespécie - -
variedade - R. canina var. canina
5.2. Nomenclatura botânica

Código Internacional de Nomenclatura Botânica

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Princípios, regras e recomendações.

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Princípio III: Prioridade de publicação:
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ep

Cissus scycioides L. é hoje sinônimo de


D

Cissus verticillata (L.) D.H.Nicholson & Jarvis


5.3. Princípio II: aplicação de nomes de grupos taxonômicos
é determinada por meio de tipos nomenclaturais

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6. O trabalho do sistemata:

6.1. investigação teórica e


aprimoramento da metodologia científica

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6.2. inventário florístico – área geográfica
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ep

OU
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revisão sistemática de um grupo


- estudo abrangente (monografia)
6.3. Métodos
- coleta do material botânico
no campo

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campos rupestres

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ep
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Velloziaceae
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6.3. Métodos
- preparação dos espécimes
para herbário

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- PRENSA

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de
HERBORIZAÇÃO

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HÁBITOS MAIS COMUNS
ereta prostrada
1m

ERVA
10 cm

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lenhoso

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ereto ou
lenhoso só na

de
prostrado

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base
en
m
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SUBARBUSTO ARBUSTO
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LIANA ÁRVORE 100 m

escandente e
lenhosa
1m
HERBORIZAÇÃO
ESTUFA DE CAMPO

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HERBORIZAÇÃO
ESTUFA ELÉTRICA

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Juliana Rando 2009 Juliana Rando 2009


HERBORIZAÇÃO - EXSICATAS

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Forman & Bridson 1991


HERBÁRIO

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ep
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HERBÁRIO SPF
203.000 espécimes:
30.000 algas marinhas
173.000 plantas vasculares
Carpoteca Xiloteca
Biblioteca
Banco de dados
HERBÁRIO
identificação:
- análise morfológica em laboratório
- consulta a literatura especializada
- comparação com material de herbário

SP
- colaboração de especialistas

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ep
D
6.4. Compilação e divulgação dos resultados:

- chaves de identificação
- descrições

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- ilustrações

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- dados biológicos, ecológicos, geográficos.

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ep

Artigos científicos, floras e monografias


D

Revisão de conceitos e novos métodos


e modelos téoricos .
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Flora da Serra do Cipó: Loganiaceae

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Mapeamento de Distribuição geográfica

Jacaranda

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MALVACEAE

de
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Grandes naturalistas do séculos XVIII e XIX
Karl Friedrich
Phillip von Martius (1794-1868)

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Karl Friedrich

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Phillip von Martius

de
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en
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ar

Obra publicada entre 1840 e


ep
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1906,
com participação de
65 especialistas

http://florabrasiliensis.cria.org.br/
Flora brasiliensis
vol. 1:
fitogeografia

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Bo
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Flora brasiliensis
vol. 12:
Anacardiaceae

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Bo
de
Engler 1876
to
en
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ep
D
7. Sistemas de classificação:
7.2. fontes de evidência taxonômica:
da morfologia aos genes

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a/
- Morfologia

ni

Bo
- Anatomia

de
to
en
- Palinologia m
ta
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- Citologia
ep
D

- Química
- Sistemática molecular (DNA e RNA)
Helianthus annuus
ASTERALES

ASTERACEAE
ou COMPOSITAE

SP
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- folhas alternas ou opostas

a/
ni

Bo
de
- óvulo 1, basal
to
en
m
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ep

- inulina (oligossacarídeo)
D

- CAPÍTULO
LAURACEAE

Cinnamomum camphora

SP
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Bo
de
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en
m
ta
Sassafras
ar
ep
D

Endress 1994
EUPHORBIACEAE

SP
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Látex

Bo
de
Hevea brasiliensis
to
en
m
seringueira
ta
ar
ep
D

Fruto tricoca
Conceveiba
D
ep
ar
ta
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en
to
de
Bo

ni
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SP
Euphorbia cooperi
Jeffrey 1984
D
ep
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ta
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en
to
de
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SP
MORACEAE

Ficus elastica

SP
folha

U
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ni

Bo
de
to
en
m
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ep
D

Robbins & Weier


1950
ELEMENTOS
TRAQUEAIS EM
CARYOPHYLLALES

SP
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PORTULACACEAE

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en
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D

CACTACEAE
ACANTHACEAE
D
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en
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de
Bo

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SP
Clado maior de CARYOPHYLLALES
19 famílias Celosia

SP
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Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

Gomphrena
-Flores monoclamídeas

-Caule com camadas


concêntricas de xilema e floema Portulaca
antocianidina

SP
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a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

fórmula geral da
betacianina e betaxantina
D
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ta
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en
to
de
Bo

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IB
U
SP
Seqüenciamento de bases de DNA

SP
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a/
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Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D
Pteris gleichnioides

FILOGENIA DE

SP
COLAB.: JEFFERSON
PTERIDACEAE PRADO, iBt

U
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BASEADA EM

a/
SEQÜÊNCIAS DE rbcL

ni

Bo
de
rbcL

to
en
m
ta
GENOMA DO
ar

CLOROPLASTO
ep
D

120 KB

LOCALIZAÇÃO DO
GENE rbcL (1,4 KB)
Adiantopsis radiata

UMA DAS ÁRVORES MAIS PARCIMONIOSAS OBTIDAS COM


SEQÜÊNCIAS DE rbcL DE PTERIDACEAE. EM VERMELHO,
ESPÉCIES COM SEQÜÊNCIAS PROVENIENTES DO GENEBANK
8. Herbários virtuais e bancos de dados
sobre classificação de plantas

HERBÁRIOS VIRTUAIS

Jardim Botânico de Nova York:

SP
www.nybg.org/bsci/hcol

U
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Jardim Botânico do Missouri:

Bo
(TROPICOS)

de
to
www.mobot.mobot.org/W3T
en
m
ta
ar

Jardim Botânico de Kew:


ep
D

www.rbg.kew.org.uk

Instituto de Botânica de São Paulo:


www.ibot.sp.gov.br
(somente tipos nomenclaturais – 2 mil)
Indices de Nomes de Plantas
www.ipni.org
(Index Kewensis + Gray Herbarium Index)

Flora Brasiliensis

SP
(C.F.P. Martius - texto e figuras)

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http://gallica.bnf.fr

a/
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Bo
de
to
en
Angiosperm Phylogeny Group (APG)
m
ta
ar

www.mobot.org/MOBOT/research/APweb
ep
D

Tree of Life (sítio de M.L. Sogin & D.J. Paterson)


http://phylogeny.arizona.edu/tree/eukaryotes/
crown_eukaryotes.html
9. O apoio do taxonomista às comunidades científica e leiga:

-a necessidade de identificação acurada das plantas

SP
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ni

- laudos de identificação botânica (profissional habilitado)

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

-o problema dos nomes vulgares:


erva-doce (Pimpinella ou Foeniculum, ambas Apiaceae)
boldo (Peumus, Monimiaceae ou Coleus, Lamiaceae)
D
ep
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ta
m
en
to
de
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Bo
de
to
en
m
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ar
ep
D

Fernando da Costa Pinheiro

Fernando da Costa Pinheiro


Breve história
da classificação
de Traqueófitas

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Bo
de
to
en
m
Sistemas artificiais
ta
ar
ep

Sistemas naturais
D

Sistemas evolutivos (gradistas)


Sistemas filogenéticos
Sistemas artificiais

SP
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IB
Da Antigüidade

a/
ni

Bo
(Theophrastus 300 A.C.)
de
to
en
m
ta
ar
ep

até Linnaeus (século XVIII)


D
Ray (1690)

SP
monocotiledôneas

U
IB
a/
e dicotiledôneas

ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D
1707-1778
Carl Linnaeus

D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
Linnaeus
1753

SP
U
IB
a/
ni
Sistema sexual


Bo
das Plantas

de
to
en
m
ta
ar
ep
D

Datura pertence a
Pentandria Monogyna
Sistemas naturais

de Jussieu (1789) e
De Candolle (1820)

SP
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ni

Bo
até o advento

de
to
da teoria da evolução. en
m
ta
ar
ep
D

Princípios delineados por Andreas Caesalpinus (1583).


Tournefort (1694) e Linnaeus (1751) descreveram “gêneros naturais”
Jussieu 1789

Genera plantarum

Gêneros e famílias descritos


e colocados em classes

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a/
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Esquema serial linear


Bo
simples complexo:

de
to
acotiledôneas – monocots -
en
m
ta

- dicots – coníferas
ar
ep
D

(Cycadales nas pteridófitas)


Brown 1826
Gimnospermas como grupo separado
das angiospermas

SP
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ni

Bo
de
to
en
m
ta
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ep
D
De Candolle

1824-1864
Prodromus Systematis naturalis
regni vegetabilis

SP
U
15 volumes

IB
a/
ni

Série linear:

Bo
dicots – coníferas - monocots

de
to
en
m
(Thalamiflorae – Calyciflorae - Corolliflorae
ta
ar

- Monochlamydeae)
ep
D
Bentham & Hooker

1862-1883

Genera plantarum

SP
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ni
Série linear:


Bo
dicots (coníferas) - monocots

de
to
en
m
ta
ar
ep
D
Sistemas evolutivos
ou gradistas

Linguagem evolucionária

SP
U
incorporada aos

IB
a/
ni
sistemas de classificação


Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D
H. G. Adolf Engler

Syllabus der Pflanzenfamilien


(12 edições a partir de 1892)

SP
U
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Bo
de
to
en
m
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ar
ep
D
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
Engler – Syllabus: 1892 (1964 - ed. 12, póstuma)
Divisão Embryophyta:
4 Subdivisões: Bryophyta, Pteridophyta,
Gymnospermae e
Angiospermae ou Anthophyta:

SP
Classe Monocotyledoneae

U
(14 ordens)

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a/
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Bo
Classe Dicotyledoneae

de
to
en
2 subclasses Archiclamydeae Apetalae
m
ta
ar

Choripetalae
ep

(44 ordens)
D

(Polypetalae)

Metaclamydeae ou Sympetalae
(11 ordens)
Casuarinaceae
Engler:

simples = primitivo

complexo = evoluído

SP
U
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a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

Salicaceae
Bessey 1915

“dicta”:
tendências de evolução

SP
U
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a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
ortogênese
Bessey 1915
Magnoliaceae

SP
U
IB
a/
ni

Bo
de
Winteraceae
to
Annonaceae
en
m
ta
ar
ep
D
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP

Hutchinson 1926, 1959


D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
Takhtajan 1959
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
Takhtajan 1969
SP
U
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a/
ni

Bo
(64 ordens, 322 fam.)

de
to
en
m
ta
ar
ep
D

(19 ordens,
66 fam.)
SP
U
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a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

(128 ordens dicots; 38 ordens monocots)


SP
U
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a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

(Takhtajan 1997: 589 famílias em 232 ordens de dicotiledôneas)


D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
Thorne 1976
Annonanae

SP
U
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a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

Thorne 1992 – 20 superordens dicots (440 fam., 69 ord.)


Dahlgren 1975, 1981

SP
U
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a/
ni

Bo
de
to
en
m
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ep
D

dahlgrenonagrama
D
ep
ar
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en
to
de
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Dahlgren 1975
D
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en
to
de
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Dahlgren 1975
D
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en
to
de
Bo

ni
a/
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U
SP

Dahlgren 1981
SP
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ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

G. Dahlgren 1989 – 25 superordens dicots, 10 em monocots


Advento da Cladística

SP
U
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a/
ni

Bo
de
to
Willi Hennig (1950, 1966)
m
ta
en
ar
ep
D

tempo
SISTEMÁTICA FILOGENÉTICA
Hennig 1950, 1966
paradigma nos diversos campos
da Biologia Comparada - mais objetivo,

SP
U
IB
reproduzível e estatisticamente embasado.

a/
ni

Bo
de
to
en
m
- caracteres em estados plesiomórficos ou
ta
ar
ep

apomórficos (não táxons)


D

- estados apomórficos informativos para


recuperação de parentesco
-só grupos monofiléticos devem
ser reconhecidos
HAMAMELIDIDAE
Illiciales
Nelumbonales RANUNCULIDAE
Ranunculales
Papaverales
? Sarraceniales
CARYOPHYLLIDAE

SP
U
IB
DILLENIIDAE

a/
ni

ROSIDAE - ASTERIDAE

Bo
de
Magnoliales

to
?
en Rafflesiales
m
ta

Aristolochiales MAGNOLIIDAE
ar
ep
D

Piperales
Laurales
Nymphaeales
LILIATAE (monocotiledôneas)
Bremer & Wanntorp 1978
] viventes

SP
] viventes

U
IB
a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

viventes
Crane 1985
SP
U
IB
a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

Morfologia
Donoghue & Doyle 1989
Sistemática molecular
sequenciamento de segmentos dos ácidos nucléicos
(nuclear e cloroplasto)

SP
- número elevado de caracteres

U
IB
a/
menos influenciados por fatores ambientais

ni

Bo
de
to
- seleção objetiva de caracteres
en
m
ta
ar
ep
D

- permite comparação entre quaisquer


grupos de organismos
(grandes amostras de OTUs: centenas)
3 genomas nas plantas: DNA nuclear
DNA mitocondrial – 80 000 pares de bases
DNA cloroplasto – 120.000 pares de bases
rbcL

SP
U
IB
a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D
Obtenção de sequências
PCR
Folhas secas Purificação de
Extração
em sílica DNA
DNA
820 bp
400 bp

SP
U
IB
Reamplificação

a/
ni
nuclear


de gene

Bo
cloroplasto

de
a partir de
to
colônias de bactérias en
m
clonagem
ta
ar
ep
D

Seqüência
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
Sistemática molecular
CLADÍSTICA
Bases = caracteres multiestados não-ordenados

sequência de bases

SP
táxons

U
1 2 3 4 5 6 7 8 .......

IB
a/
ni
A T C C G G A G T ...... grupo externo


Bo
B C C T G G C G T ...... - 1 3 6

de
to
C C C T A A A G C ...... - 1 3 4 5 8
en
m
D C C T A A C G T ...... - 1 3 4 5 6
ta
ar
ep

E C T T A A C G C ...... - 1 2 3 4 5 6 8
D

- método de comparação com grupo-externo


- critério de parcimônia
-outros critérios: Máxima Verossimilhança, Bayesiano...
D
ep
ar
ta
m
en
to
de
Bo

ni
a/
IB
U
SP
GENES

Inferência filogenética entre gêneros e espécies:


ndhF (2100 – 2200 pb)
matK (1100 pb) cloroplasto

SP
U
trnL-F (1100 – 1400 pb)

IB
a/
ni

Bo
ITS 1 (210 – 270 pb) núcleo

de
to
ITS 2 (205 – 240 pb)
en
m
ta
ar
ep

entre famílias e ordens:


D

rbcL cloroplasto
atpB
18SnrDNA - núcleo
A
Chase et al. E
N
U
1993 G
D
I I
rbcL C O

SP
O S

U
IB
a/
P

ni
T


Bo
S E

de
to
R
en
m
ta

M
ar
ep
D

A
S
SP
U
IB
a/
Angiosperm

ni

Bo
de
Phylogeny
to
en
m
Group (APG)
ta
ar
ep
D

1998
rbcL, atpB
18S rDNA
SP
U
IB
a/
ni

Bo
APG-II

de
to
2003 en
m
ta
ar
ep
D

18S rDNA,
rbcL, atpB

45 ordens
457 famílias
APG-III
2009

SP
U
18S rDNA

IB
a/
rbcL

ni

Bo
atpB

de
atp1

to
matR
en
m
ta
ar

+ 61 marcadores de 45
ep
D

táxons
Amborellales
Nymphaeales APG-III
Austrobaileyales
2009
Chloranthales

SP
Magnoliídeas - 2%

U
IB
a/
ni

Bo
de
to
en
Monocotiledôneas - 22%
m
ta
ar
ep
D

Ceratophyllales

Eudicotiledôneas - 75%
Classificação
das Monilófitas

SP
U
IB
a/
ni
Smith et al.


Bo
de
2006
to
en
m
ta
ar
ep
D
Leliaert et al. 2012

SP
U
IB
a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

CLASSES
segundo Lewis & McCourt 2004
Classificação das Organismos Vivos
Bresinsky et al. 2012
(ed. 36 do Tratado de Strassburger)
3 Reinos (domínios): Archaea, Bacteria, Eucarya
Eucarya: 7 subreinos - ex. Heterokontobionta,

SP
Mycobionta, Rhodobionta etc. e Chlorobionta:

U
IB
a/
ni
2 divisões: Cholorophyta (8 classes - ex. Ulvophyceae) e


Bo
de
Streptophyta: 13 subdivisões - ex.
to
en
m
ta
Charophytina, Marchantiophytina
Marchantiophytina, Bryophytina etc.
ar
ep
D

sendo 6 subdivisões de plantas vasculares:


Lycopodiophytina, Psilophytina, Equisetophytina,
Marattiophytina, Filicophytina e Spermatophytina
(esta com 4 classes: Cycadopsida, Ginkgopsida, Coniferopsida e
Magnoliopsida).
Classificação das Embriófitas
Chase & Reveal 2009

Equisetopsida

SP
U
IB
a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D
Classificação das Traqueófitas
Chase & Reveal 2009

Embryopsida, a new name for the class


of land plants - Pirani & Prado 2012

SP
Embryopsida Engler ex Pirani & J. Prado, cl. nov.

U
IB
a/
Plantae embryonatis, acotyledoneae vel

ni

Bo
cotyledoneae,
cotyledoneae sporophytiis multicellularis, tectis cum

de
cuticula praesentia ex archegonia, antheridia et
cuticula,

to
en
m
ta esporangiis sporae pariete cum sporopollinina.
esporangiis,
ar
ep
D
Méritos e limitações relativos das
abordagens morfológicas e moleculares:

- variam entre grupos de organismos,

SP
- variam nos diferentes níveis taxonômicos

U
IB
a/
ni

Bo
de
to
en
2 vantagens principais dos métodos moleculares:
m
ta
ar

- amplitude filogenética das comparações


ep
D

- independência de influências externas


- Árvore da Vida
Vantagens dos métodos morfológicos:

- Fenótipos morfológicos mais prontamente


detectáveis e reconhecíveis

- Tamanho da amostragem maior (virtualmente completa!)

SP
U
IB
a/
ni
- Eventuais distribuições diferenciais


Bo
(populacionais ou geográficas)

de
to
en
m
- Acesso à informação paleontológica
ta
ar
ep

(campo praticamente exclusivo da morfologia)


D

- Possibilidade de incorporar informação ontogenética

- Custo mais baixo ?


Aplicações
das filogenias

hipóteses de

SP
evolução

U
IB
a/
ni
de caracteres


Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

Plunkett et al. 1996


Aplicações
das filogenias
hipóteses de
evolução

SP
Evolução da

U
IB
a/
polinização em Ficus

ni

Bo
de
Weiblen 2000

to
en
m
ta
ar
ep
D
Aplicações
das filogenias

hipóteses

SP
biogeográficas

U
IB
a/
ni

Bo
de
to
en
m
ta
ar
ep
D

Plunkett et al. 1996


1970-93 – consenso besseyano (gradismo)

década de 1990 – consolidação do paradigma


da Sistemática Filogenética

SP
U
IB
a/
ni
1993-2010 - avanços das filogenias moleculares


Bo
APG 1998 APG-II 2003 APG-III 2009

de
to
en
m
ta
ar
ep

Argumentação contemporânea focada


D

nas relações entre filogenias e classificações.


Classificações hierárquicas construídas
com base em morfologia:
- refletem e são congruentes com muitos
nós da árvore filogenética dos seres vivos;
-provêm a estrutura de grupos sobre os quais
análises de sequências de DNA são implementadas.

SP
U
IB
a/
ni

Bo
de
Filogenias macromoleculares (e combinadas):
to
en
m
- podem fornecer corroboração ou resolução
ta
ar

para grupos tradicionais;


ep
D

- permitem acurácia nas partes da filogenia


em que há carência de dados morfológicos.
- indicam o contexto onde estudos anatômicos
rigorosos e críticos de caracteres morfológicos devem
ser implementados.
Progresso da Sistemática -
fontes de evidência taxonômica:
da morfologia aos genes

- morfológicos

SP
- anatômicos

U
- palinológicos

IB
a/
- citológicos

ni

- micromoleculares

Bo
de
- macromoleculares

to
(DNA e RNA)
en
m
ta
ar
ep
D

Sistemática
Filogenética
SISTEMÁTICA
FILOGENÉTICA

SP
U
IB
a/
possibilita construção de sistema de
-possibilita

ni

Bo
classificação preditivo, constituído de grupos

de
to
que provavelmente sejam linhagens naturais
en
m
ta
ar
ep
D

- permite hipóteses mais objetivas sobre


evolução dos diversos traços biológicos
e sobre a diversificação dos grupos