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AULA 03

Direito Administrativo
Atos Administrativos
Professor Fabiano Pereira

1
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Gabaritando as provas de Direito Administrativo – 2017!
Aula 03 – Atos Administrativos
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Aula 03 – ATOS ADMINISTRATIVOS

Olá!

A nossa aula de hoje é extremamente especial, pois tratará de tema


presente em quase todos os editais de concursos públicos: atos
administrativos.
De todos os tópicos que serão apresentados, gostaria que você
concedesse uma atenção especial aos requisitos, atributos e formas de
extinção do ato administrativo, pois esses são os assuntos mais frequentes em
provas da banca.

No mais, fico aguardando eventuais dúvidas em nosso fórum.

Bons estudos!

Fabiano Pereira
fabianopereira@pontodosconcursos.com.br

"Direcione sua visão para o alto, quanto mais alto, melhor. Espere que as mais
maravilhosas coisas aconteçam, não no futuro, mas imediatamente. Perceba
que nada é bom demais para você. Não permita que absolutamente nada te
impeça ou te atrase, de modo algum."
(Eileen Caddy)

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SUMÁRIO

1. Considerações iniciais ............................................................. 04

2. A distinção entre atos administrativos, fatos da Administração


Pública, atos da Administração Pública e fatos administrativos
2.1. A expressão “atos da Administração” ............................ 06
2.2. A expressão “fatos da Administração” .......................... 07
2.3. A expressão “fatos administrativos” .............................. 07
3. Conceito ................................................................................... 09

4. Elementos ou requisitos do ato administrativo ......................... 10


4.1. Competência ou sujeito ................................................. 11
4.2. Finalidade ..................................................................... 13
4.3. Forma ........................................................................... 15
4.4. Motivo .......................................................................... 16
4.5. Objeto ou conteúdo ........................................................ 20
5. Atributos do ato administrativo ................................................ 20
5.1. Presunção de legitimidade ............................................ 21
5.2. Imperatividade ............................................................. 23
5.3. Autoexecutoriedade .................................................... 24
5.4. Tipicidade ..................................................................... 26
6. Classificação dos atos administrativos ..................................... 27

7. Espécies de atos administrativos .............................................. 36

8. Extinção dos atos administrativos ............................................ 41

9. Convalidação de atos administrativos ....................................... 51

10. Revisão de véspera de prova – “RVP”...................................... 53

11. Mapa Mental ............................................................................ 59

12. Questões comentadas ............................................................. 60

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ATOS ADMINISTRATIVOS

1. Considerações iniciais

Ao exercer a função administrativa com o objetivo de satisfazer as


necessidades coletivas primárias, a Administração Pública utiliza-se de um
mecanismo próprio, que lhe assegura um conjunto de prerrogativas
necessárias ao alcance das finalidades estatais: o denominado regime
jurídico-administrativo.
É o regime jurídico-administrativo que garante à Administração Pública a
possibilidade de relacionar-se com os particulares em condição de
superioridade, podendo impor-lhes decisões administrativas
independentemente da concordância ou da aquiescência, pois são necessárias
ao alcance das finalidades estatais.
Com o intuito de materializar as funções administrativas, ou seja, para
realmente colocar em prática a vontade da lei, a Administração irá editar várias
espécies de atos, cada um com uma finalidade específica, a exemplo de uma
portaria, um decreto de nomeação de servidor, uma ordem de serviço, uma
certidão negativa de débitos previdenciários, uma instrução normativa, uma
circular, entre outros.
Apesar de ser regra geral, é válido esclarecer que nem sempre os atos
editados pela Administração serão regidos pelo direito público, pois,
dependendo do fim visado legalmente, alguns atos podem ser praticados sob o
amparo do direito privado.
Diante disso, é possível concluir que a Administração Pública edita dois
tipos de atos jurídicos:
1º) atos que são regidos pelo direito público e, consequentemente,
denominados de atos administrativos;
2º) atos regidos pelo direito privado.

Os atos administrativos editados pela Administração estão amparados


pelo regime jurídico-administrativo, portanto, expressam a sua
superioridade em face dos administrados. Por outro lado, nos atos regidos
pelo direito privado a Administração apresenta-se em condições isonômicas
frente ao particular, como acontece, por exemplo, na assinatura de um contrato
de aluguel.

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Quando a Administração deseja celebrar um contrato de locação (ato


regido pelo direito privado, mais precisamente pelo Direito Civil) com um
particular (deseja alugar um imóvel para instalar uma unidade administrativa
da Polícia Federal, por exemplo), essa relação bilateral é consequência de um
“acordo de vontades” entre as partes.
No referido contrato, as cláusulas não foram definidas e elaboradas
exclusivamente pela Administração, existiu uma negociação anterior até que
se chegasse a um consenso sobre o que seria melhor para as partes e, somente
depois, o contrato foi assinado.
Pergunta: Professor Fabiano, então é correto afirmar que, nos atos
regidos pelo direito privado, a Administração jamais gozará de qualquer
prerrogativa ou “privilégio”?
Não. Tenha muito cuidado com a expressão “jamais”, “nunca”,
“exclusivamente”, “somente”, entre outras, pois excluem a possibilidade de
exceções, existentes às “milhares” no Direito.
Como regra geral, entenda que, nos atos regidos pelo direito privado
a Administração encontra-se em uma relação horizontal em face do particular,
ou seja, uma relação isonômica, em igualdade de condições. Desse modo, não
irá gozar de prerrogativas.
Todavia, em situações excepcionais, tanto o direito privado como o
Direito Administrativo (direito público) podem estabelecer prerrogativas
(“privilégios”) à Administração, caso seja necessário ao alcance do interesse
público.
Exemplo: Como estudaremos adiante, todos os atos regidos pela
Administração, inclusive os regidos pelo direito privado, gozam do atributo
denominado “presunção de legitimidade”. Sendo assim, da mesma forma que
ocorre em relação aos atos administrativos, os atos regidos pelo direito privado
também são presumivelmente editados em conformidade com o direito.
Pergunta: Professor, quando você afirma que a Administração Pública
pode editar atos regidos pelo direito público e pelo direito privado, você
está incluindo no conceito de Administração também os poderes Legislativo e
Judiciário?
É claro que sim. Lembre-se de que a função administrativa é típica do
Poder Executivo, mas não é exclusiva. Portanto, os poderes Legislativo e
Judiciário também poderão exercê-la atipicamente.

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Atenção: Essas informações sobre os atos regidos pelo direito privado


são muito importantes para responder algumas questões em prova. Contudo, o
nosso foco de estudo neste capítulo são os atos administrativos, ou seja,
aqueles regidos pelo direito público.
Dificilmente você irá encontrar uma prova de Direito Administrativo que
não exija conhecimentos sobre o tema, principalmente sobre os “requisitos” e
“atributos” do ato administrativo. Tente assimilar todos os conceitos que serão
apresentados, bem como todas as questões que serão disponibilizadas ao
término da aula, pois serão essenciais para o seu sucesso no concurso
desejado.
Aproveitando a oportunidade, gostaria de convocá-lo para
participar do fórum de dúvidas. Tenho constatado que poucos alunos
estão participando efetivamente do fórum e isso dificulta a elaboração
das próximas aulas, pois não consigo perceber a evolução do curso.
Não consigo saber, por exemplo, se a linguagem está sendo
acessível, se as questões de fixação do conteúdo estão sendo
respondidas facilmente, enfim, preciso desse retorno.
Caso você não queira se manifestar no fórum, envie o seu e-mail
para fabianopereira@pontodosconcursos.com.br.

No mais, vamos voltar para o “batente”!

2. A distinção entre atos administrativos, fatos da Administração


Pública, atos da Administração Pública e fatos administrativos
Apesar de as bancas não cobrarem esse tema com muita frequência em
suas provas, é necessário que você conheça as diferenças conceituais
existentes entre essas expressões, pois, no edital 2012 da Receita Federal do
Brasil (ESAF), por exemplo, foram incluídas essas distinções.

2.1. A expressão “atos da Administração”


Podemos definir como “atos da Administração” todos os que são editados
pela Administração Pública, sejam eles regidos pelo direito público ou direito
privado. Nesse caso, é suficiente que o ato tenha sido editado pela
Administração Pública para ser considerado “ato da Administração”.
A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro informa que podem ser
incluídos como atos da Administração: os atos de direito privado (a exemplo

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de uma doação ou locação); atos materiais (que envolvem apenas a execução


de determinada atividade, a exemplo de uma demolição); os atos de
conhecimento, opinião, juízo ou valor (que não expressam uma vontade, e,
portanto, não podem produzir efeitos jurídicos, a exemplo de atestados e
certidões); os atos políticos; os contratos; os atos normativos; e, ainda, os
atos administrativos propriamente ditos.

2.2. A expressão “fatos da Administração”


A expressão “fato da Administração” é utilizada para referir-se a
determinados fatos ocorridos no âmbito da Administração Pública e que não
repercutem no âmbito do Direito Administrativo.
Se o servidor derramar um copo de café em cima da toalha da mesa do
refeitório do órgão que trabalha, por exemplo, estaremos diante de um fato,
um acontecimento. A princípio, esse fato não produz qualquer efeito no
âmbito do Direito Administrativo, pois é suficiente que o servidor limpe a
toalha, lave o copo e tudo está resolvido. Eis o fato da Administração.
De outro lado, se o café estava muito quente e “derrete” a toalha da
mesa, avaliada em R$ 100,00 (cem reais), esse mesmo fato irá produzir
efeitos no âmbito do Direito Administrativo, pois o servidor estará
obrigado a restituir aos cofres públicos o prejuízo causado.
Nesse caso, não teremos um simples fato da Administração, mas sim um
fato administrativo.

2.3. A expressão “fatos administrativos”


Apesar de o conceito de “fato administrativo” não ser pacífico na doutrina,
penso que é conveniente, para as provas de concurso, adotar o entendimento
de Maria Sylvia Zanella di Pietro, que conceitua como fato administrativo o
“fato” ocorrido no âmbito da Administração Pública e que gera efeitos jurídicos
no âmbito do Direito Administrativo (a exemplo da obrigação do servidor
restituir aos cofres públicos o valor da toalha que derreteu com o café).
O fato administrativo também pode ser entendido como uma
consequência do ato administrativo. Primeiro, edita-se o ato administrativo e,
posteriormente, no momento de colocá-lo em prática, de executá-lo, ocorre o
fato administrativo, que também é denominado de “ato material” da
Administração.

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(FCC/Executivo Público Casa Civil/2010) O fato administrativo resulta


sempre do ato administrativo que o determina, resultando do cumprimento de
alguma decisão administrativa. Assertiva considerada correta pela banca
examinadora.

Exemplo: Imagine que um servidor, ao se deparar com um


carregamento de produtos impróprios para o consumo (com prazo de validade
expirado), tenha que efetuar a apreensão dos mesmos. Nesse caso, a
apreensão dos produtos é um ato material, ou seja, o servidor irá retirar os
produtos do veículo que os transportava e levá-lo para o depósito do órgão
público. Entretanto, a apreensão somente ocorreu em virtude da lavratura de
um ato administrativo de apreensão.
Ainda podemos citar como exemplos de fatos administrativos a limpeza
de vias públicas, uma cirurgia médica realizada em um Posto de Saúde do
Município, a aula ministrada por um professor de Universidade Pública, a
edificação de uma obra, entre outros.

2.3.1. Fato administrativo involuntário

É aquele que decorre de um evento natural que produziu consequências


jurídicas no âmbito do Direito. Podemos citar como exemplos a morte de um
servidor, um raio que causou um incêndio em uma repartição pública, ou,
ainda, o nascimento do filho de uma servidora.
Pergunta: Nos exemplos citados, quais as consequências jurídicas que a
morte e o nascimento podem produzir na Administração?
Bem, com o falecimento do servidor, ocorrerá a vacância do cargo e
surgirá o direito de seus dependentes receberem pensão. Por outro lado, como
o nascimento do filho de uma servidora, esta passará a usufruir da famosa
“licença-maternidade”.

2.3.2. Fato administrativo voluntário


Os fatos administrativos voluntários são consequência de atos
administrativos ou de condutas administrativas que refletem os
comportamentos e as ações administrativas que repercutirão no mundo
jurídico.

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Segundo o professor José dos Santos Carvalho Filho, os fatos


administrativos voluntários se materializam de duas maneiras distintas:
a) por atos administrativos, que formalizam a providência desejada
pelo administrador através da declaração de vontade do Estado;
b) por condutas administrativas, que refletem os comportamentos e
as ações administrativas, sejam ou não precedidas de ato administrativo
formal.

3. Conceito
São vários os conceitos de ato administrativo formulados pelos
doutrinadores brasileiros, cada um com as suas peculiaridades. Entretanto,
percebe-se nas provas de concursos públicos uma maior inclinação pelo clássico
conceito elaborado pelo professor Hely Lopes Meirelles, que assim declara:
“Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da
Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim
imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar
direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria.”
Analisando-se o conceito do saudoso professor, podemos concluir que o
ato administrativo possui características bastante peculiares e,
consequentemente, muito exigidas em provas:
1ª) É uma manifestação unilateral de vontade da Administração
Pública: nesse caso, é suficiente esclarecer que a Administração não está
obrigada a consultar o particular antes de editar um ato administrativo, ou
seja, a edição do ato depende, em regra, somente da vontade da Administração
(pense no caso da aplicação de uma multa de trânsito, por exemplo).
2ª) É necessário que o ato administrativo tenha sido editado por
quem esteja na condição de Administração Pública: é importante destacar
que, além dos órgãos e entidades que integram a Administração Pública direta
e indireta, também podem editar atos administrativos entidades que estão fora
da Administração, como acontece com as concessionárias e permissionárias de
serviços públicos, desde que investidos em prerrogativas estatais.
3ª) O ato administrativo visa sempre produzir efeitos no mundo
jurídico: segundo o professor, ao editar um ato administrativo, a
Administração visa adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e
declarar direitos, ou, ainda, impor obrigações aos administrados ou a si própria.

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Além das características que foram apresentadas acima, lembre-se ainda


de que, ao editar um ato administrativo, a Administração Pública encontra-se
em posição de superioridade em relação ao particular, pois está
amparada pelo regime jurídico-administrativo.
4ª) O ato administrativo está sujeito à exame de legitimidade pelo
Poder Judiciário ou pela própria Administração Pública: conforme
analisaremos posteriormente, a Administração Pública poder exercer o poder
(ou princípio) de autotutela sob os seus próprios atos. No mesmo sentido,
constatado que um ato administrativo foi editado em desconformidade com o
ordenamento jurídico vigente, o Poder Judiciário está autorizado a analisá-lo,
procedendo à respectiva anulação, se for o caso.
No concurso público para o cargo de Analista de Finanças e
Controle da CGU, realizado em 2006, a ESAF elaborou uma questão
exigindo conhecimentos sobre as características do ato administrativo:

(ESAF/Analista de Finanças e Controle - CGU/2006) No conceito de ato


administrativo, arrolado pelos juristas pátrios, são assinaladas diversas
características. Aponte, no rol abaixo, aquela que não se enquadra no
referido conceito.
a) Provém do Estado ou de quem esteja investido em prerrogativas estatais.
b) É exercido no uso de prerrogativas públicas, sob regência do Direito Público.
c) Trata-se de declaração jurídica unilateral, mediante manifestação que produz
efeitos de direito.
d) Consiste em providências jurídicas complementares da lei, em caráter
necessariamente vinculado.
e) Sujeita-se a exame de legitimidade por órgão jurisdicional, por não
apresentar caráter de definitividade.

Gabarito: Letra “d”

4. Elementos ou requisitos do ato administrativo


Os elementos ou requisitos do ato administrativo nada mais são que
“componentes” necessários para que o ato seja considerado inicialmente válido,
editado em conformidade com a lei.
Não existe uma unanimidade doutrinária sobre a quantidade e as
características de cada requisito ou elemento do ato administrativo. Entretanto,
como o nosso objetivo é ser aprovado em um concurso público, iremos adotar o
posicionamento do professor Hely Lopes Meirelles, que entende serem cinco os
elementos dos atos administrativos: competência, finalidade, forma,
motivo e objeto.

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4.1. Competência ou Sujeito


O ato administrativo não “cai do céu”. É necessário que alguém o edite
para que possa produzir efeitos jurídicos. Esse alguém é o agente público
(também chamado por alguns autores de “sujeito”), que recebe essa
competência expressamente do texto constitucional, através de lei (que é a
regra geral) ou, ainda, segundo o professor José dos Santos Carvalho Filho,
através de normas administrativas.
Neste último caso, o ilustre professor informa que “em relação aos órgãos
de menor hierarquia, pode a competência derivar de normas expressas de atos
administrativos organizacionais. Nesses casos, serão tais atos editados por
órgãos cuja competência decorre de lei. Em outras palavras, a competência
primária do órgão provem da lei, e a competência dos segmentos internos dele,
de natureza secundária, pode receber definição através dos atos
organizacionais”.
Sobre a competência, além de saber que se trata de um requisito
sempre vinculado do ato, é importante que você entenda ainda quais são as
principais características enumeradas pela doutrina, pois é muito comum
encontrarmos questões em prova sobre o assunto.
1ª) É irrenunciável: já que prevista em lei, a competência é de
exercício obrigatório pelo agente público sempre que o interesse público
assim exigir. Não deve ser exercida ao livre arbítrio do agente, mas nos termos
da lei, que irá definir os seus respectivos limites.
2ª) É inderrogável: os agentes públicos devem sempre exercer a
competência nos termos fixados e estabelecidos pela lei, sendo-lhes vedado
alterar, por vontade própria ou por atos administrativos, o alcance da
competência legal.
3ª) Pode ser considerada improrrogável: quando a agente público
edita um ato que inicialmente não era de sua competência, isso não significa
que, a partir de então, ele se torna o único competente legalmente para
exercê-lo, pois, provavelmente, o ato foi editado em razão de avocação ou
delegação, ambos estudados anteriormente.
4ª) É intransferível: como a avocação e a delegação estão relacionadas
exclusivamente com o exercício da competência, é válido destacar que a sua
titularidade permanece com a autoridade responsável pela delegação, que
poderá ainda continuar editando o ato delegado, por exemplo.

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5ª) É imprescritível: o exercício de determinada competência pelo seu


titular não prescreve em virtude do lapso temporal, independentemente do
tempo transcorrido. A obrigação de exercer a competência subsiste sempre que
forem preenchidos os requisitos previstos em lei.

No concurso público para o cargo de Auditor Fiscal da RFB, realizado em


2009, a ESAF considerou correto o seguinte enunciado: “A competência é,
em regra, inderrogável e improrrogável”.

Além das características apresentadas, atente-se ainda para as regras


básicas previstas na Lei 9.784/99 (Lei do processo administrativo federal),
objeto frequente nas provas de concursos.
1ª) Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver
impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou
titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente
subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de
índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial;

2ª) Não pode ser objeto de delegação a edição de atos de caráter


normativo; a decisão de recursos administrativos; e as matérias de
competência exclusiva do órgão ou autoridade;

3ª) O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio


oficial;

4ª) O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade


delegante;

5ª) As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente


esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado;

6ª) Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes


devidamente justificados, a avocação temporária de competência
atribuída a órgão hierarquicamente inferior.

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(FCC/Analista Judiciário TRT 9ª Região/2010) A competência


administrativa, sendo requisito de ordem pública, é intransferível e
improrrogável pela vontade dos interessados. Pode, entretanto, ser delegada e
avocada, desde que o permitam as normas reguladoras da Administração.
Assertiva considerada correta pela banca.

No concurso público para o cargo de Especialista em Políticas


Públicas do MPOG, realizado em 2010, a ESAF considerou incorreta a
seguinte assertiva: “A competência pode ser objeto de delegação ou de
avocação, ainda que se trate de competência conferida por lei a
determinado agente, com exclusividade”.
Perceba que o erro da assertiva está no fato de ter afirmado que
competência exclusiva pode ser delegada, o que não é verdade.

4.2. Finalidade
Trata-se de requisito sempre vinculado (previsto em lei) que impõe a
necessidade de respeito ao interesse público no momento da edição do ato
administrativo.
Tenho certeza de que você se recorda de que a finalidade do ato
administrativo deve ser atingida tanto em sentido amplo quanto em sentido
estrito para que este seja considerado válido.
Em sentido amplo, significa que todos os atos praticados pela
Administração devem atender ao interesse público. Em sentido estrito,
significa que todo ato praticado pela Administração possui uma finalidade
específica, prevista em lei.
Apesar de a Administração ter por objetivo a satisfação do interesse
público, é válido ressaltar que, em alguns casos, poderão ser editados atos com
o objetivo de satisfazer o interesse particular, como acontece, por exemplo,
na permissão de uso de certo bem público (quando o Município, por exemplo,
permite ao particular a possibilidade de utilizar uma loja do Mercado municipal
para montar o seu estabelecimento comercial).
Nesse caso, o interesse público também será atendido, mesmo que
secundariamente. O que não se admite é que um ato administrativo seja
editado exclusivamente para satisfazer o interesse particular.

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Dentre todos os requisitos do ato administrativo, o da finalidade é o que


mais condiz com a necessidade de observância ao princípio da
impessoalidade, pois, se o agente público está praticando o ato com o
objetivo de satisfazer o interesse coletivo, não beneficiará ou prejudicará
determinados grupos ou pessoas em razão de características ou condições
pessoais.
Em suma, lembre-se de que o requisito denominado “finalidade” tem
que responder à seguinte pergunta: para que foi editado o ato?

Lembre-se sempre de que a finalidade é o efeito jurídico mediato


(secundário) que o ato administrativo produz.

Fique atento, pois as bancas têm o hábito de questionar se


determinado requisito ou elemento do ato administrativo é
discricionário ou vinculado, conforme se constata no exemplo abaixo,
cuja questão foi aplicada no último concurso para o cargo de Auditor
Fiscal do Trabalho:

(ESAF/Auditor Fiscal do Trabalho/MTE/2010) Relativamente à


vinculação e à discricionariedade da atuação administrativa, assinale a
opção que contenha elementos do ato administrativo que são sempre
vinculados.
a) Competência e objeto.
b) Finalidade e motivo.
c) Competência e finalidade.
d) Finalidade e objeto.
e) Motivo e objeto

Gabarito: Letra “c”.

No concurso público para o cargo de administrador do ENAP,


realizado em 2006, a ESAF conceituou a “finalidade” como “um dos
requisitos e/ou elementos essenciais de validade dos atos
administrativos, que constitui o seu necessário direcionamento a um
fim de interesse público, indicado expressa ou implicitamente na norma
legal, embasadora de sua realização”.

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4.3. Forma
A forma, que também é um requisito vinculado do ato administrativo, a
exemplo dos requisitos da competência e finalidade, também pode ser
compreendida em sentido estrito e em sentido amplo.
Em sentido estrito, a forma pode ser entendida como a exteriorização
do ato administrativo, o “modelo” do ato, o modo pelo qual ele se apresenta ao
mundo jurídico.

(FCC/Técnico Judiciário TRT 8ª Região/2010) O revestimento exterior do


ato administrativo, necessário à sua perfeição, é requisito conhecido como
forma. Assertiva considerada correta pela banca.

Em regra, o ato administrativo apresenta-se ao mundo jurídico por


escrito. Entretanto, existe a possibilidade de determinados atos surgirem
verbal, gestual, ou, ainda, virtualmente.
Exemplo: Quando o guarda de trânsito emite “dois silvos breves” com o
seu apito, ocorre a edição de um ato administrativo informal, pois ele está
determinando que você pare o veículo para que seja fiscalizado. Da mesma
forma, quando o semáforo de trânsito apresenta a cor vermelha, está sendo
editado um ato administrativo informal determinando que você também pare o
veículo.
Ao contrário do princípio da liberdade das formas, que vigora no
direito privado, segundo o qual os atos podem ser praticados por qualquer
forma idônea para atingir o seu fim, vigora no Direito Administrativo, em regra,
o princípio da solenidade das formas, segundo o qual, para a edição de um
ato administrativo, devem ser respeitados procedimentos especiais e forma
prevista em lei.
O princípio da solenidade das formas está consagrado no § 1º, artigo
22, da Lei Federal 9.784/99, ao estabelecer que “os atos do processo devem
ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a data e o local de sua
realização e a assinatura da autoridade responsável”.
Sendo assim, em âmbito federal existe norma expressa que impõe a
regra da forma escrita para o exercício das competências públicas, o que nos
leva a entender que, em regra, os atos administrativos devem ser formais.

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Em sentido amplo, a forma pode ser entendida como a formalidade ou


procedimento a ser observado para a produção do ato administrativo. Em
outras palavras, entenda que a lei pode determinar expressamente outras
exigências formais que não fazem parte do próprio ato administrativo, mas
que lhe são anteriores ou posteriores (exigência de várias publicações do
mesmo ato no Diário Oficial, por exemplo, para que possa produzir efeitos).
Ao contrário do que ocorre em relação ao princípio da solenidade das
formas, que impõe a necessidade da vontade administrativa se exteriorizar
por escrito, em relação à formalidade ou procedimento, somente será
exigida uma dada formalidade se a lei expressamente determinar. Inexistindo
lei impondo uma exigência formal além da exteriorização escrita, não há que
ser requerer qualquer procedimento complementar.
Esse é o teor do caput do artigo 22 da Lei 9.784/99, ao declarar que “os
atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão
quando a lei expressamente a exigir”.

(Auditor Federal de Controle Externo/TCU 2010/CESPE) Sempre que a lei


expressamente exigir determinada forma para que um ato administrativo seja
considerado válido, a inobservância dessa exigência acarretará a nulidade do
ato. Assertiva considerada correta.

4.4. Motivo
O motivo, que também é chamado de “causa”, é o pressuposto de fato
e de direito que serve de fundamento para a edição do ato administrativo.
O motivo se manifesta através de ações ou omissões dos agentes
públicos, dos administrados ou, ainda, de necessidades da própria
Administração, que justificam ou impõem a edição de um ato administrativo.
Para que um ato administrativo seja validamente editado, faz-se
necessário que esteja presente o pressuposto de fato e de direito que
autoriza ou determina a sua edição.
a) Pressuposto de fato: É o acontecimento real, uma circunstância
fática concreta, externa ao agente público e que ensejou a edição do ato.
Exemplos: a circunstância fática concreta que enseja a edição de um
ato administrativo de desapropriação para fins de reforma agrária é a
improdutividade de um latifúndio rural; a circunstância fática concreta que

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enseja a edição do ato que concede a licença-maternidade a uma servidora é o


nascimento do filho; a circunstância fática concreta que enseja a edição do
ato concessivo da aposentadoria compulsória é o implemento da idade de
setenta anos, etc.
b) Pressuposto de direito: é o dispositivo legal em que se baseia a
edição do ato. Em outras palavras, são os requisitos materiais estabelecidos
na lei e que autorizam (nos atos discricionários) ou determinam (nos atos
vinculados) a edição do ato.
Exemplos:
1º) No ato de desapropriação para fins de reforma agrária, o
pressuposto de direito para a edição do ato está no artigo 184 da CF/88, que
assim declara: “Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de
reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social”[...]
. Foi o artigo 184 da CF/88 que fundamentou juridicamente a edição do ato.
2º) No ato concessivo de licença-maternidade, em âmbito federal, o
pressuposto de direito que autoriza a edição do ato é o artigo 207 da lei
8.112/90, ao declarar que “será concedida licença à servidora gestante por 120
(cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração”.
3º) No ato concessivo da aposentadoria compulsória, o pressuposto de
direito, em âmbito federal, é o artigo 186 da Lei 8.112/90, ao afirmar que “o
servidor será aposentado compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com
proventos proporcionais ao tempo de serviço”.

Fique atento ao responder às questões da ESAF, pois a banca tem o hábito de


“misturar” as definições de “pressuposto de fato” e “pressuposto de direito”. Foi o que
ocorreu na prova para o cargo de Especialista em Políticas Públicas do MPOG, realizado
em 2010, oportunidade em que a seguinte assertiva foi considerada incorreta:
“Motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento ao ato
administrativo, sendo que o pressuposto de fato é o dispositivo legal em que
se baseia o ato”.

4.4.1. Motivo e motivação

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É necessário que você tenha muita atenção ao responder às questões de


prova para não confundir motivo e motivação, que possuem significados
diferentes.
O motivo, conforme acabei de expor, pode ser entendido como o
pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento para a edição do
ato administrativo. Por outro lado, a motivação nada mais é que exposição dos
motivos, por escrito, no corpo do ato administrativo.
Exemplo: Na concessão de licença à servidora gestante por 120 (cento e
vinte) dias consecutivos, já sabemos que o nascimento do filho corresponderá
ao pressuposto de fato e o artigo 186 da Lei 8.112/90 corresponderá ao
pressuposto de direito (ambos formando o motivo).
Entretanto, a motivação somente passará a existir a partir do momento
que o agente público do setor de recursos humanos declarar expressamente,
por escrito, o pressuposto de fato e de direito que justificará a edição do ato.

(FCC/Analista Judiciário TRT 22ª Região/2010) Motivação é a exposição ou


indicação dos motivos, ou seja, demonstração por escrito dos fatos e
fundamentos jurídicos do ato. Assertiva considerada correta pela banca.

4.4.2. Teoria dos motivos determinantes


Segundo a teoria dos motivos determinantes, o motivo alegado pelo
agente público, no momento da edição do ato, deve corresponder à realidade,
tem que ser verdadeiro. Caso contrário, comprovando o interessado que o
motivo informado não guarda qualquer relação com a edição do ato ou que
sequer existiu, o ato deverá ser anulado pela própria Administração ou pelo
Poder Judiciário.
O professor Celso Antônio Bandeira de Mello, ao explicar a teoria dos
motivos determinantes, afirma que “os motivos que determinam a vontade do
agente, isto é, os fatos que serviram de suporte à sua decisão, integram a
validade do ato. Sendo assim, a invocação de ‘motivos de fato’ falsos,
inexistentes ou incorretamente qualificados vicia o ato mesmo quando,
conforme já se disse, a lei não haja estabelecido, antecipadamente, os motivos
que ensejariam a prática do ato. Uma vez enunciados pelo agente os motivos
em que se calçou, ainda quando a lei não haja expressamente imposto a

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obrigação de enunciá-los, o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o


justificavam”.
No concurso público para o cargo de Analista Administrativo da
Agência Nacional de Águas, realizado em 2009, a ESAF considerou
correta a seguinte assertiva: “De acordo com a teoria dos motivos
determinantes, a situação fática que determinou e justificou a prática
de ato administrativo passa a integrar a sua validade”.

Exemplo: Suponhamos que o Prefeito de um determinado Município


tenha decidido exonerar o Secretário Municipal de Turismo, ocupante de cargo
em comissão. Entretanto, por ser colega do Secretário e temer inimizades
políticas, decidiu motivar o ato alegando a necessidade de reduzir a despesa
com pessoal ativo (motivo) em virtude da queda no montante de recursos
recebidos do Fundo de Participação dos Municípios.
Porém, três meses após a exoneração do ex-Secretário de Turismo,
imaginemos que o Prefeito tenha decidido nomear a sua irmã para ocupar o
mesmo cargo, mas sem motivar o ato.
Pergunta: No referido exemplo, ocorreu algum vício (irregularidade) na
exoneração do Secretário Municipal de Turismo, já que o Prefeito sequer era
obrigado a motivar o ato de exoneração?
Sim. Realmente o Prefeito não era obrigado a motivar o ato de
exoneração, pois se trata de cargo de confiança (em comissão), de livre
nomeação e exoneração. Contudo, já que decidiu motivar o ato, a motivação
deveria corresponder à realidade, ser verdadeira e real, o que não aconteceu
no caso.
Como o motivo alegado (redução de despesas) foi determinante para a
edição do ato de exoneração, mas, posteriormente, ficou provado que ele não
existia, deverá ser anulado o ato por manifesta ilegalidade, seja pela própria
Administração ou pelo Poder Judiciário.

Para responder às questões do CESPE: De acordo com a teoria dos motivos


determinantes, o agente que pratica um ato discricionário, embora não havendo
obrigatoriedade, opta por indicar os fatos e fundamentos jurídicos da sua
realização, passando estes a integrá-lo e a vincular, obrigatoriamente, a
administração, aos motivos ali expostos (Técnico Federal de Controle/TCU
2009/CESPE). Assertiva considerada correta.

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4.5. Objeto ou conteúdo


O quinto requisito do ato administrativo, que pode ser discricionário ou
vinculado, é o objeto (também denominado de conteúdo por alguns
autores), entendido como a coisa ou a relação jurídica sobre a qual recai o
ato. Trata-se do efeito jurídico imediato (primário) que o ato administrativo
produz.
Segundo a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, o objeto é o efeito
jurídico que o ato produz. O que o ato faz? Ele cria um direito? Ele extingue um
direito? Ele transforma? Quer dizer, o objeto vem descrito na norma, ele
corresponde ao próprio enunciado do ato.
Para os professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino, o objeto do ato
administrativo identifica-se com o seu próprio conteúdo, por meio do qual a
Administração manifesta sua vontade, ou atesta simplesmente situações pré-
existentes.
Assim, continuam os professores, é objeto do ato de concessão de alvará
a própria concessão do alvará; é objeto do ato de exoneração a própria
exoneração; é objeto do ato de suspensão do servidor a própria suspensão
(neste caso há liberdade de escolha do conteúdo específico – número de dias de
suspensão – dentro dos limites legais de até noventa dias, conforme a
valoração da gravidade da falta cometida); etc.

No concurso público para o cargo de Assistente Técnico Administrativo


do Ministério da Fazenda, realizado em 2009, a ESAF considerou correta
a seguinte assertiva: “Objeto ou conteúdo é o efeito jurídico imediato que o
ato produz”.

5. Atributos do ato administrativo

Como consequência do regime jurídico-administrativo, que concede à


Administração Pública um conjunto de prerrogativas necessárias ao alcance
do interesse coletivo, os atos administrativos editados pelo Poder Público
gozarão de determinadas qualidades (atributos) não existentes no âmbito do
direito privado.

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Não existe um consenso doutrinário sobre a quantidade de atributos


inerentes aos atos administrativos, mas, para responder às questões de provas,
é necessário que estudemos a presunção de legitimidade ou veracidade, a
imperatividade, a autoexecutoriedade e a tipicidade.

5.1. Presunção de legitimidade e veracidade


Todo e qualquer ato administrativo é presumivelmente legítimo, ou
seja, considera-se editado em conformidade com o direito (leis e princípios).
Essa presunção é consequência da confiança depositada no agente público,
pois se deve partir do pressuposto de que todos os parâmetros e requisitos
legais foram respeitados pelo agente no momento da edição do ato.
A presunção de legitimidade dos atos administrativos tem o objetivo de
evitar que terceiros (em regra, particulares) criem obstáculos insensatos ou
desprovidos de quaisquer fundamentos, que possam inviabilizar o exercício da
atividade administrativa.

A presunção de legitimidade alcança todos os atos administrativos editados


pela Administração, independentemente da espécie ou classificação.

No concurso público para o cargo de Analista Administrativo da


Agência Nacional de Águas, realizado em 2009, a ESAF considerou
correta a seguinte assertiva: “Em virtude de sua presunção de
legitimidade, até prova em contrário, presume-se que os atos
administrativos foram emitidos em conformidade com a lei”.
Não é correto afirmar que a presunção de legitimidade dos atos
administrativos seja juris et de jure (absoluta), pois o terceiro que se sentir
prejudicado pode provar a ilegalidade do ato para que não seja obrigado a
cumpri-lo. Desse modo, deve ficar claro que a presunção de legitimidade será
sempre juris tantum (relativa), pois é assegurado ao interessado recorrer à
Administração, ou mesmo ao Poder Judiciário, para que não seja obrigado a
submeter-se aos efeitos do ato (que considera ilegítimo ou ilegal).
Enquanto o Poder Judiciário ou a própria Administração não reconhecerem
a ilegitimidade do ato administrativo, todos os seus efeitos continuam sendo
produzidos normalmente, e o interessado deverá cumpri-lo integralmente.

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No concurso público para o cargo de Auditor Fiscal da Fazenda do


Estado de Minas Gerais, realizado em 2005, a ESAF considerou
incorreta a seguinte assertiva: “Há atos administrativos para os quais a
presunção de legitimidade (ou legalidade) é absoluta, ou seja, por
terem sido produzidos na órbita da Administração Pública, não admitem
a alegação, por eventuais interessados, quanto à ilegalidade de tais
atos”.

O atributo da presunção de legitimidade também tem sido cobrado em


provas como “presunção de legalidade”, apesar de alguns autores
discordarem desse entendimento.

Quando se afirma que o ato administrativo é presumivelmente legitimo,


está se afirmando que foi editado em conformidade com o direito, ou seja,
respeitando-se as leis e princípios vigentes. Por outro lado, ao se afirmar que
o ato administrativo é presumivelmente legal, restringe-se a presunção ao
respeito à lei.

Atenção: A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro ainda afirma que,


além de serem presumivelmente legítimos, os atos administrativos também são
presumivelmente verdadeiros. Segundo a professora, a presunção de
veracidade assegura que os fatos alegados pela Administração são
presumivelmente verdadeiros, assim como ocorre em relação a certidões,
atestados, declarações ou informações fornecidas, todos dotados de fé pública.
Fique atento ao responder às questões elaboradas pelas bancas,
pois é muito comum a formulação de questões “misturando” as
definições de “presunção de legitimidade” e “presunção de
veracidade”.
No concurso público para o cargo de Especialista em Políticas
Públicas do MPOG, por exemplo, realizado em 2009, a ESAF considerou
incorreta a seguinte assertiva: “Entre os atributos do ato
administrativo, encontra-se a presunção de veracidade a qual diz
respeito à conformidade do ato com a lei; em decorrência desse
atributo, presume-se, até prova em contrário, que os atos
administrativos foram emitidos com observância da lei”.

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Por último, lembre-se sempre de que é do particular a obrigação de


demonstrar e provar a ilegalidade ou possível violação ao ordenamento
jurídico causada pela edição do ato. Enquanto isso não ocorrer, o ato continua
produzindo todos os seus efeitos.
Esse é o posicionamento do professor Hely Lopes Meirelles, ao afirmar
que essa presunção “autoriza a imediata execução ou a operatividade dos atos
administrativos, mesmo que argüidos de vícios ou defeitos que os levem à
invalidade. Enquanto, porém, não sobrevier o pronunciamento de nulidade, os
atos administrativos são tidos por válidos e operantes, quer para a
Administração, quer para os particulares sujeitos ou beneficiários de seus
efeitos”.

Para responder às questões da FCC: Um dos atributos dos atos


administrativos tem por fundamento a sujeição da Administração Pública ao
princípio da legalidade, o que faz presumir que todos os seus atos tenham sido
praticados em conformidade com a lei, já que cabe ao Poder Público a sua tutela.
Nesse caso, trata-se do atributo da presunção de legitimidade (FCC/Técnico
Judiciário TRF 1ª Região/2010). Assertiva considerada correta pela
banca.

5.2. Imperatividade
A imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se
impõem a terceiros, independentemente de sua concordância ou
aquiescência.
Ao contrário do que ocorre na presunção de legitimidade, que não
necessita de expressa previsão em lei, a imperatividade exige autorização legal
e, portanto, não incide em relação a todos os atos administrativos.

Para responder às questões do CESPE: A imperatividade é atributo que não


alcança todos os atos administrativos, já que os atos meramente enunciativos ou
os que conferem direitos solicitados pelos administrados não ostentam referido
atributo (Técnico Judiciário/TRE MG 2009/CESPE). Assertiva considerada
correta.

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É o atributo da imperatividade que permite à Administração, por exemplo,


aplicar multas de trânsito, constituir obrigação tributária que vincule o
particular ao pagamento de imposto de renda, entre outros.
No concurso público para o cargo de Auditor Fiscal da Fazenda do
Estado de Minas Gerais, realizado em 2005, a ESAF considerou correta a
seguinte assertiva: “O ato administrativo nem sempre apresenta o
atributo da imperatividade, ainda que o fim visado pela Administração
deva ser sempre o interesse público”.

O professor José dos Santos Carvalho Filho considera os termos coercibilidade e


imperatividade expressões sinônimas, ao declarar que “significa que os atos
administrativos são cogentes, obrigando a todos quantos se encontrem em seu círculo
de incidência (ainda que o objetivo a ser por ele alcançado contrarie interesses
privados), na verdade, o único alvo da Administração Pública é o interesse público”.

Em virtude da unilateralidade, a Administração Pública não precisa


consultar o particular, antes da edição do ato administrativo, para solicitar a
sua concordância ou aquiescência, mesmo que o ato lhe cause prejuízos.
A doutrina majoritária entende que a imperatividade decorre do poder
extroverso do Estado, que pode ser definido como o poder que o Estado tem
de constituir, unilateralmente, obrigações para terceiros, com extravasamento
dos seus próprios limites.
O poder extroverso pode ser encontrado, por exemplo, na cobrança e
fiscalização dos impostos, no exercício do poder de polícia, na fiscalização do
cumprimento de normas sanitárias, no controle do meio ambiente, entre outros.

5.3. Autoexecutoriedade
A autoexecutoriedade é o atributo que garante ao Poder Público a
possibilidade de obrigar terceiros ao cumprimento dos atos administrativos
editados, sem a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário.
O referido atributo garante à Administração Pública a possibilidade de ir
além do que simplesmente impor um dever ao particular (consequência da
imperatividade), mas também utilizar força direta e material no sentido de
garantir que o ato administrativo seja executado.

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A autoexecutoriedade não está presente em todos os atos administrativos


(atos negociais e enunciativos, por exemplo), ocorrendo somente em duas
hipóteses:
1ª) Quando existir expressa previsão legal;
2ª) Em situações emergenciais em que apenas se garantirá a satisfação
do interesse público com a utilização da força estatal.
Exemplo: Imagine que a Administração Pública se depare com a
existência de um imóvel particular em péssimas condições, prestes a desabar e
que ainda é habitado por uma família de cinco pessoas.
Nesse caso, a Administração não precisará recorrer ao Poder
Judiciário para retirar obrigatoriamente as pessoas do local, utilizando a força
se preciso for, pois está diante de uma situação emergencial, na qual a
integridade física de várias pessoas está em risco.
Também podem ser citados como exemplos de manifestação da
autoexecutoriedade a destruição de medicamentos com prazo de validade
vencido e que foram recolhidos em farmácias e a demolição de obras
construídas em áreas de risco (zonas proibidas).
Atenção: Conforme já informei, nem sempre os atos administrativos irão
gozar de autoexecutoriedade e, para fins de concursos públicos, a multa (ato
administrativo) é o exemplo mais cobrado em relação à ausência de
autoexecutoriedade.
Nesse caso, apesar de a aplicação da multa ser decorrente do atributo da
imperatividade, se o particular não efetuar o seu pagamento a Administração
somente poderá recebê-la se recorrer ao Poder Judiciário.

No concurso público para o cargo de Analista Judiciário do TRT da 10ª


Região, realizado em 2013, o CESPE considerou incorreta a seguinte
assertiva: “Em razão da característica da autoexecutoriedade, a cobrança de
multa aplicada pela administração não necessita da intervenção do Poder
Judiciário, mesmo no caso do seu não pagamento”.

Conforme Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo, a única exceção ocorre na


hipótese de multa administrativa aplicada por adimplemento irregular, pelo
particular, de contrato administrativo em que tenha havido prestação de
garantia. Nessa hipótese, a Administração pode executar diretamente a

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penalidade, independentemente do consentimento do contratado, subtraindo da


garantia o valor da multa (Lei 8666/93, art. 80, inc. III).
Por último, é necessário deixar bem claro que os atos praticados sob o
amparo do atributo da autoexecutoriedade podem posteriormente ser revistos
pelo Poder Judiciário, sempre que provocado pelos interessados. Para tanto,
basta que os interessados demonstrem que tais atos foram praticados de forma
arbitrária, desproporcional, desarrazoada ou abusiva, por exemplo, para
que o Poder Judiciário possa anulá-los retroativamente.

No concurso público para o cargo de Auditor Fiscal da Receita Estadual


de Minas Gerais, realizado em 2005, a ESAF considerou incorreta a
seguinte assertiva: “O ato administrativo que tenha autoexecutoriedade não
pode ser objeto de exame pelo Poder Judiciário, em momento posterior, pois já
produziu todos os seus efeitos”.

5.4. Tipicidade
Não existe consenso doutrinário sobre a possibilidade de incluir a
tipicidade como um dos atributos do ato administrativo. Todavia, como as
bancas eventualmente utilizam o livro da professora Maria Sylvia Zanella di
Pietro como base para a elaboração de questões, é bom que o conheçamos.
Segundo a ilustre professora, podemos entender a tipicidade como “o
atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas
previamente pela lei como aptas a produzir determinados resultados”.
Como é possível observar, o princípio da tipicidade decorre da aplicação
do princípio da legalidade. Segundo o entendimento da professora di Pietro,
para cada finalidade que a administração pretende alcançar existe um ato
definido em lei, logo, o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas
previamente pela lei como aptas a produzir determinados resultados.

Para responder às questões do CESPE: Tipicidade é o atributo que determina


a correspondência do ato administrativo às figuras definidas previamente em lei.
Esse atributo é corolário do princípio da legalidade, representando garantia para
o administrado, pois a administração só poderá fazer o que a lei determina. A

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tipicidade é característica exclusiva dos atos unilaterais (Técnico


Superior/IPAJM 2010/CESPE). Assertiva considerada correta.

Resumidamente falando, a professora entende que, para cada finalidade


que a Administração deseja alcançar, existe uma espécie distinta de ato
administrativo e, portanto, é inadmissível que sejam editados atos
administrativos inominados.

A tipicidade só existe com relação aos atos unilaterais; não existe nos contratos
porque, com relação a eles, não há imposição de vontade da Administração, que
depende sempre da aceitação do particular; nada impede que as partes convencionem
um contrato inominado, desde que atenda melhor ao interesse público e particular
(Maria Sylvia Zanella di Pietro).

6. Classificação dos atos administrativos

Não existe uma uniformização doutrinária sobre a classificação dos atos


administrativos, pois cada autor possui uma classificação própria, segundo os
critérios adotados para estudo.
Entretanto, para fins de concursos públicos, penso que o mais sensato é
focarmos a classificação do professor Hely Lopes Meirelles, que tem sido
adotada pelas principais bancas examinadoras do país.

6.1. ATOS GERAIS E INDIVIDUAIS


Os atos administrativos gerais ou regulamentares são aqueles que
possuem destinatários indeterminados, com finalidade normativa, tais como
os decretos regulamentares, as instruções normativas, etc.
Caracterizam-se por serem de comando abstrato e impessoal
(destinados a sucessivas aplicações, sempre quando ocorrer a hipótese neles
prevista), muito parecidos com os das leis, e, portanto, revogáveis a qualquer
tempo pela Administração. Geralmente são editados com o objetivo de explicar
o texto legal a fim de garantir a sua fiel execução.
Podemos citar como principais características dos atos gerais:
1ª) Devem prevalecer sobre o ato administrativo individual;

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2ª) Para que produzam efeitos em relação aos particulares, necessitam de


publicação na imprensa oficial;
3ª) Podem ser revogados a qualquer momento, respeitados os efeitos
já produzidos;
4ª) Os administrados não podem impugná-los diretamente perante a
própria Administração ou Poder Judiciário.
5ª) Quanto ao seu conteúdo são sempre discricionários.

No concurso público para o cargo de Técnico Administrativo da ANAC,


realizado em 2016, a ESAF considerou correta a seguinte assertiva: “Os
atos gerais são sempre discricionários quanto ao seu conteúdo.”.

Ao contrário dos atos gerais, atos administrativos individuais são


aqueles que possuem destinatários determinados ou determináveis,
podendo alcançar um ou vários sujeitos, sendo possível citar como exemplos
os decretos de desapropriação, a nomeação de servidores, uma autorização ou
permissão, etc.
Atenção: Para que um ato administrativo seja classificado como
individual, não interessa a quantidade de destinatários, mas sim a
possibilidade de quantificá-los (definir a quantidade e conhecer os
destinatários).
Exemplo: Nesses termos, poderá ser considerado ato administrativo
individual tanto aquele responsável pela nomeação de um candidato para o
cargo “X”, quanto aquele responsável pela nomeação de 20 (vinte) servidores,
simultaneamente, pois, nesse caso, é possível definir e conhecer quais
candidatos estão sendo atingidos pelo ato.
Outra característica importante dos atos individuais é a possibilidade de
serem impugnados diretamente pelos administrados, seja através de uma
ação de rito ordinário (ação judicial comum), mandado de segurança ou, ainda,
ação popular, sempre que forem praticados contrariamente à lei.
Nos termos da Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal, “a
administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os
tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por
motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos,
e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”.

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Sendo assim, caso o ato individual tenha gerado direito adquirido para o
seu destinatário, torna-se irrevogável.

6.2. ATOS INTERNOS E EXTERNOS


Atos administrativos internos são aqueles que produzem efeitos
somente no interior da Administração Pública, e, portanto, não têm o objetivo
de atingir os administrados, sendo possível citar como exemplos uma ordem de
serviço, uma portaria de remoção de servidor, etc.
Como não possuem o objetivo de alcançar os administrados, não exigem
publicação no Diário Oficial, sendo suficiente a comunicação aos seus
destinatários internos pelos instrumentos de comunicação disponíveis.
Por outro lado, atos administrativos externos ou de efeitos externos
são aqueles que afetam os administrados, produzindo efeitos fora da
Administração, e, por isso, necessitam de publicação no diário oficial. Como
exemplos, podemos citar um decreto, um regulamento, uma portaria de
nomeação de candidato aprovado em concurso público, etc.
Apesar de não possuírem o objetivo de alcançar diretamente os
administrados, é válido destacar que os atos que onerem os cofres públicos
e todos aqueles que visem produzir efeitos fora da Administração são
considerados externos, e, portanto, devem ser publicados.

6.3. ATOS DE IMPÉRIO, DE GESTÃO E DE EXPEDIENTE


Atos de império ou de autoridade são aqueles praticados pela
Administração no gozo de sua supremacia sobre o administrado. São aqueles
através dos quais a Administração cria deveres aos particulares
independentemente de concordância ou aquiescência, tal como acontece na
aplicação de uma multa de trânsito, na edição de um decreto de
desapropriação, na apreensão de mercadorias etc.

Para responder às questões do CESPE: Atos administrativos de império, por


sua vez, são aqueles praticados de ofício pelos agentes públicos e impostos de
maneira coercitiva aos administrados, os quais estão obrigados a obedecer-lhes.
(Auditor de Controle Externo/TCE-PA 2016/CESPE). Assertiva
considerada correta.

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Atos de gestão são aqueles editados pela Administração sem fazer uso
de sua supremacia sobre o administrado, estabelecendo-se uma relação
horizontal (igualdade) e assemelhando-se aos atos de Direito privado, sendo
possível citar como exemplo a aquisição de bens pela Administração, o aluguel
de equipamentos etc.
Atos de expediente são os atos rotineiros praticados pelos agentes
administrativos no interior da Administração, sem caráter vinculante e sem
forma especial, que têm por objetivo organizar e operacionalizar as
atividades exercidas pelos órgãos e pelas entidades públicas. Para exemplificar,
podemos citar o preenchimento de um documento, a expedição de um ofício a
um particular, a rubrica nas páginas de um processo administrativo etc.

6.4. ATOS VINCULADOS E DISCRICIONÁRIOS


Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, “atos vinculados ou
regrados são aqueles para os quais a lei estabelece os requisitos e condições
de sua realização”, ao passo que “discricionários são os que a Administração
pode praticar com liberdade de escolha de seu conteúdo, de seu destinatário,
de sua conveniência, de sua oportunidade e de seu modo de realização”.

Em outro tópico da aula, afirmei que o ato administrativo possui cinco


elementos ou requisitos básicos: competência, forma, finalidade, motivo e
objeto. Sendo assim, sempre que a lei estabelecer e detalhar esses cinco
elementos, não deixando margem para que o agente público possa defini-los
no momento da edição do ato, este será vinculado.
Lembre-se sempre de que no ato vinculado o agente público não possui
alternativas ou opções no momento de editar o ato, pois a própria lei já definiu
o único comportamento possível. Portanto, caso o agente público desrespeite
quaisquer dos requisitos ou elementos previstos pela lei, o ato deverá ser
anulado pela Administração ou pelo Poder Judiciário.
Exemplo: Suponhamos que determinada lei municipal estabeleça todos
os requisitos que devem ser cumpridos pelo particular que tenha a intenção de
construir um edifício. Nesse caso, se o particular apresentar toda a
documentação necessária e cumprir todos os requisitos legais, a Administração
não possui outra alternativa a não ser conceder a licença para o particular
construir, por ser um direito subjetivo deste.
Como a Administração não possui alternativas ou opções (conceder ou
não a licença), já que a lei estabeleceu todos os requisitos necessários à edição
do ato, este é denominado vinculado.

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Por outro lado, no ato discricionário a lei apenas estabelece e detalha


os requisitos da competência, forma e finalidade, deixando ao critério da
Administração decidir sobre o motivo e o objeto. Sendo assim, é válido
ressaltar que os requisitos competência, forma e finalidade serão sempre
vinculados (definidos em lei), independentemente de o ato ser discricionário ou
vinculado, o que leva alguns autores a afirmar que a discricionariedade
administrativa nunca será total.
Esse entendimento foi adotado pela ESAF no concurso público
para o cargo de Analista de Finanças e Controle da Secretaria do
Tesouro Nacional – STN, realizado em 2008, oportunidade na qual a
banca considerou correta a seguinte assertiva: “a discricionariedade
presente num ato administrativo nunca é total, pois, em geral, ao
menos a competência, a forma e a finalidade são elementos definidos
em lei e, portanto, vinculados”.

No ato discricionário a Administração possui alternativas ou opções, e,


dentre elas, irá escolher a que seja mais oportuna e conveniente ao interesse
público.
Exemplo: Suponhamos que o servidor público federal “X” tenha
procurado o Departamento de Recursos Humanos do órgão em que trabalha
para solicitar o parcelamento do seu período de férias, pois deseja usufruir 15
dias em julho e 15 dias em janeiro.
Pergunta: Nesse caso, poderá a Administração Pública recusar-se a
deferir o pedido de parcelamento das férias efetuado pelo servidor?
Sim. O § 3º do artigo 77 da lei 8.112/90 estabelece expressamente que
“as férias poderão ser parceladas em até três etapas, desde que assim
requeridas pelo servidor e no interesse da administração pública”.
Desse modo, como a Administração pode deferir, ou não, o pedido
efetuado pelo servidor, o ato será discricionário.

(ESAF/Técnico da Receita Federal SRF/2006) O ato administrativo, - para cuja prática a


Administração desfruta de uma certa margem de liberdade, porque exige do administrador, por
força da maneira como a lei regulou a matéria, que sofresse as circunstâncias concretas do caso, de
tal modo a ser inevitável uma apreciação subjetiva sua, quanto à melhor maneira de proceder, para
dar correto atendimento à finalidade legal, - classifica-se como sendo
a) complexo.
b) de império.
c) de gestão.
d) vinculado.
e) discricionário.

Gabarito: Letra “e”.

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6.5. ATO SIMPLES, COMPLEXO E COMPOSTO


Ato administrativo simples é aquele que resulta da manifestação de
vontade de um único órgão, unipessoal ou colegiado, sendo irrelevante o
número de agentes que participarão da edição do ato. A edição do ato simples
depende da vontade de um único órgão e independe de aprovações ou
homologações posteriores.
Como exemplos, podemos citar a edição de um parecer sob a
responsabilidade de uma determinada autoridade administrativa, o despacho de
um servidor ou uma decisão proferida por um conselho de contribuintes (neste
caso, apesar de ser composto de vários membros, a decisão é uma só,
representando a vontade da maioria).
Ato administrativo complexo é aquele que depende da manifestação
de vontade de dois ou mais órgãos para que seja editado. Apesar de ser um
único ato, é necessário que exista um consenso entre diferentes órgãos para
que possa produzir os efeitos desejados.
É possível citar como exemplos os atos normativos editados
conjuntamente, por dois ou mais órgãos, tais como as Portarias Conjuntas
editadas pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Receita Federal
do Brasil (a exemplo da Portaria Conjunta nº 01, de 10 de março de 2009, que
dispõe sobre parcelamento de débitos para com a Fazenda Nacional); editadas
pelos órgãos do Poder Judiciário (a exemplo da Portaria Conjunta 01, de 07
de março de 2007, que regulamenta adicionais e gratificações no âmbito do
Judiciário), entre outras.
Nesse caso, deve ficar bem claro que existe uma manifestação
conjunta de vontade de todos os órgãos envolvidos antes de o ato ser
editado.
Por outro lado, ato administrativo composto é aquele em que apenas
um órgão manifesta a sua vontade, todavia, para que se torne exequível, é
necessário que outro órgão também se manifeste com o objetivo de ratificar,
aprovar, autorizar ou homologar o ato.
Atenção: Lembre-se de que, no ato composto, o seu conteúdo é definido
por apenas um órgão, mas, para que o ato produza os seus efeitos, é
necessária a manifestação de outro ou outros órgãos.
Como exemplo de ato composto, podemos citar a nomeação dos Ministros
do Supremo Tribunal Federal. Nesse caso, nas palavras da professora Maria
Sylvia Zanela Di Pietro, teríamos um ato principal (nomeação efetuada pelo
Presidente da República) e outro ato acessório ou secundário (aprovação do
Senado Federal).

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Ao responder às questões de prova, tenha muito cuidado para não


confundir ato complexo e ato composto. Lembre-se sempre de que o ato
complexo depende da manifestação de vontade de dois ou mais órgãos para
que seja editado. Apesar de ser um único ato, é necessário que exista um
consenso entre diferentes órgãos para que possa produzir os efeitos
desejados, a exemplo do que ocorre em relação ao ato de aposentadoria, que é
editado por vários órgãos e entidades da Administração, mas somente se
aperfeiçoa com o registro no Tribunal de Contas da União - TCU.
De outro lado, ato composto é aquele em que apenas um órgão
manifesta a sua vontade, todavia, para que se torne exequível, é necessário
que outro órgão também se manifeste com o objetivo de ratificar, aprovar,
autorizar ou homologar o ato.
A professora Maria Sylvia Zanela Di Pietro cita como exemplo de ato
composto a nomeação do Procurador-Geral da República, que depende de
prévia aprovação do Senado Federal. Nesse caso, teríamos um ato principal
(nomeação efetuada pelo Presidente da República) e outro ato acessório ou
secundário (aprovação do Senado Federal).
De outro lado, o professor José dos Santos Carvalho Filho afirma que o
exemplo de ato composto apresentado pela professora Di Pietro “parece situar-
se entre os atos complexos”.
Para o citado professor, atos complexos são aqueles cuja vontade final
da Administração exige a intervenção de agentes ou órgãos diversos, havendo
certa autonomia, ou conteúdo próprio, em cada uma das manifestações.
Exemplo: a investidura do Ministro do STF se inicia pela escolha do Presidente
da República; passa, após, pela aferição do Senado Federal; e culmina com a
nomeação.
Bem, perceba que o exemplo utilizado pelo professor para demonstrar o
ato complexo realmente é semelhante ao utilizado pela professora Di Pietro
para demonstrar o ato composto.
Atente-se para os dois conceitos ao responder às eventuais questões de
prova!

Para responder às questões da Fundação Carlos Chagas: A nomeação do


Procurador-Geral da República, que é precedida de aprovação pelo Senado Federal, é
classificada como um ato administrativo composto (FCC/Técnico Judiciário TRF 4ª
Região/2010). Assertiva considerada correta pela banca examinadora.

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6.6. ATO VÁLIDO, NULO E INEXISTENTE


O ato válido é aquele editado em conformidade com a lei, respeitando-se
todos os requisitos necessários para a sua edição: competência, finalidade,
forma, motivo e objeto.
É importante que você entenda que nem todo ato válido é
necessariamente eficaz. Pode ocorrer de o ato ter sido editado nos termos da
lei, porém, para que possa produzir efeitos, às vezes depende da ocorrência de
um evento futuro e certo (termo) ou futuro e incerto (condição).
Por outro lado, ato nulo é aquele editado com vício insanável em algum
de seus requisitos de validade. Entretanto, apesar de ser nulo, é válido
destacar que o ato produzirá seus efeitos até que o Poder Judiciário ou a
própria Administração Pública estabeleça o contrário. Essa possibilidade decorre
da presunção de legitimidade ou legalidade, um dos atributos do ato
administrativo.
Ato inexistente é aquele que não existe para o direito administrativo,
pois não foi editado por um agente público, mas por alguém que se fez passar
por tal condição.
Exemplo: Imagine que um indivíduo qualquer (que não possui nada para
fazer na vida) esteja “fiscalizando” o comércio na cidade de Montes Claros/MG
apresentando-se como auditor da Secretaria do Estado de Fazenda de Minas
Gerais. Imagine agora que o suposto “servidor” aplique uma multa a um
determinado comerciante, preenchida em um pedaço de guardanapo.
Ora, nesse caso, está claro e evidente que o falso servidor não atua em
nome da Administração e, portanto, não pode editar atos administrativos.
Sendo assim, a Administração não pode ser responsabilizada por eventuais
prejuízos causados a terceiros por esse falso servidor.
Atenção: O professor Hely Lopes Meirelles não concorda com a existência
de atos anuláveis no âmbito do Direito Administrativo, pois entende que, se
os atos foram ilegais, são necessariamente nulos.

6.7. ATO PERFEITO, IMPERFEITO, PENDENTE OU CONSUMADO


Ato administrativo perfeito é aquele que já completou todo o seu ciclo
de formação, superando todas as fases necessárias para a sua produção. A
perfeição do ato refere-se ao processo de elaboração, ao passo que a
validade refere-se à conformidade do ato com a lei.
Sendo assim, caso o ato administrativo já tenha sido escrito, motivado,
assinado e publicado no Diário Oficial, por exemplo, pode ser considerado

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perfeito, pois cumpriu todas as etapas necessárias para a sua formação.


Entretanto, apesar de ser perfeito, o ato pode ser inválido, pois, apesar de ter
concluído as etapas para a sua edição, o ato violou o texto legal.
Em contrapartida, ato administrativo imperfeito é aquele que ainda
não ultrapassou todas suas fases de produção e que, portanto, não pode
produzir efeitos. Trata-se de um ato administrativo incompleto, que ainda
necessita superar alguma formalidade para que possa produzir efeitos.
Ato administrativo pendente é aquele que, embora perfeito (pois já
cumpriu todas as etapas necessárias para a sua edição), ainda não pode
produzir todos os seus efeitos porque está aguardando a ocorrência de um
evento futuro e certo (termo) ou futuro e incerto (condição).
É válido destacar que todo ato pendente é perfeito, pois já encerrou seu
ciclo de produção, mesmo que ainda não possa produzir os efeitos pretendidos.
Contudo, não é correto afirmar que todo ato perfeito é pendente, pois às vezes
o ato já cumpriu todo o seu ciclo de formação e não está aguardando qualquer
termo ou condição.
Ato consumado ou exaurido é aquele que já produziu todos os seus
efeitos, tornando-se definitivo e imodificável, seja no âmbito judicial ou perante
a própria Administração Pública.
Como exemplo de ato consumado, podemos citar uma autorização de
fechamento da rua “Y”, concedida pela Administração municipal, para a
realização de uma festa junina, em 22 de junho. Nesse caso, no dia 23 de
junho, poderá a Administração revogar a autorização? É claro que não, pois o
ato estará consumado, tendo produzido todos os efeitos inicialmente desejados.
No concurso público para o cargo de Especialista em Políticas
Públicas do MPOG, realizado em 2005, a ESAF elaborou uma questão
sobre ato administrativo pendente, nos seguintes termos:

(ESAF/Especialista em Políticas Públicas - MPOG/2005) Na classificação dos


atos administrativos, o ato que está sujeito a condição ou termo para que inicie
a produzir efeitos jurídicos denomina-se:
a) imperfeito
b) pendente
c) condicionado
d) suspensivo
e) resolutivo
Gabarito: Letra “b”.

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7. Espécies de atos administrativos


7.1. Atos normativos
Os atos normativos são aqueles editados com o objetivo de facilitar a
fiel execução das leis, possuindo comandos gerais e abstratos, tais como os
decretos regulamentares, as instruções normativas, os regimentos, entre
outros.
Apesar de possuírem comandos gerais e abstratos (assim como acontece
com as leis), os atos normativos não podem inovar na ordem jurídica,
possuindo como limite o texto da lei que regulamentam.

No concurso público para o cargo de Escrivão de Polícia da PC-PE,


realizado em 2016, o CESPE considerou incorreta a seguinte assertiva:
“Os atos administrativos normativos são leis em sentido formal”.

7.2. Atos ordinatórios


Os atos ordinatórios decorrem do poder hierárquico e têm o objetivo
de disciplinar o funcionamento da Administração, orientando os agentes
públicos subordinados no exercício das funções que desempenham. Os atos
ordinatórios restringem-se ao interior da Administração e somente alcançam
os servidores que estão subordinados à chefia que os expediu.
Como exemplos de atos ordinatórios, podemos citar as ordens de
serviço (que são determinações especiais dirigidas aos responsáveis por obras
ou serviços públicos, contendo imposições de caráter administrativo ou
especificações técnicas sobre o modo e a forma de sua realização); as
instruções (que são ordens escritas e gerais a respeito do modo e da forma de
execução de determinada atividade ou serviço público, expedidas pelo superior
hierárquico com o objetivo de orientar os seus subordinados), as circulares
(que visam à uniformização do desempenho de determinada atividade perante
os agentes administrativos), entre outros.

7.3. Atos negociais


Atos administrativos negociais são aqueles pelos quais a
Administração faculta aos particulares o exercício de determinada atividade,
desde que atendidas as condições estabelecidas pelo próprio Poder Público.

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Os atos negociais possuem um conteúdo tipicamente negocial, pois


representam o interesse convergente da Administração e do administrado,
porém, não podem ser caracterizados como contratos administrativos (já
que os atos negociais são unilaterais) e não gozam dos atributos da
imperatividade e autoexecutoriedade.
Para exemplificar, podemos citar as licenças, as autorizações, as
permissões, as aprovações, as dispensas, etc.
Os atos negociais, nas palavras dos professores Marcelo Alexandrino e
Vicente Paulo, podem ser vinculados ou discricionários e definitivos ou
precários.
Os atos negociais vinculados são aqueles em que existe um direito do
particular à sua obtenção. Uma vez atendidos pelo particular os requisitos
previstos em lei para a obtenção do ato, não cabe à Administração escolha: o
ato terá que ser praticado conforme o requerimento do particular, em que faça
prova do atendimento dos requisitos legais.
Os atos negociais discricionários são aqueles que podem, ou não, ser
praticados pela Administração, conforme seu juízo de oportunidade e
conveniência. Assim, mesmo que o particular tenha atendido às exigências da
lei necessárias ao requerimento da prática do ato, essa poderá ser negada pela
Administração. Não existe um direito do administrado à prática do ato negocial
discricionário; esta depende sempre do juízo de oportunidade e conveniência,
privativo da Administração.
Os atos ditos precários são atos em que predomina o interesse do
particular. Já sabemos que a Administração somente pode agir em prol do
interesse público e que este é a finalidade de qualquer ato administrativo,
requisito sem o qual o ato é nulo. Ocorre que há atos nos quais, ao lado do
interesse público tutelado, existe interesse do particular, o qual, normalmente,
é quem provoca a Administração para a obtenção do ato.
Os atos precários resultam de uma liberdade da Administração e, por isso,
não geram direito adquirido para o particular e podem ser revogados a qualquer
tempo, pela Administração, inexistindo, de regra, direito à indenização para o
particular.
Os atos definitivos embasam-se num direito individual do requerente.
São atos em que visivelmente predomina o interesse da Administração. Tal não
significa que não possam ser revogados. Embora a revogação desses atos não
seja inteiramente livre, a ocorrência de interesse público superveniente autoriza
sua revogação por haver ele se tornado inoportuno ou inconveniente, salvo na
hipótese de o ato haver gerado direito adquirido para seu destinatário. Poderá

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surgir direito de indenização ao particular que tenha sofrido prejuízo com a


revogação do ato.
Nas questões de concursos públicos, as três espécies de atos negociais
mais cobradas são a licença, a autorização e a permissão.
1ª) Licença: trata-se de um ato vinculado e que será editado em
caráter definitivo, pois, enquanto o destinatário estiver cumprindo as condições
estabelecidas na lei, o ato deverá ser mantido. Após cumpridos os requisitos
legais, o particular possui direito subjetivo à sua edição.
Como exemplos, podemos citar a licença para o exercício de uma
determinada profissão, a licença para construir, a licença para dirigir, etc.
2ª) Autorização: trata-se de ato discricionário e precário, em que,
quase sempre, prevalece o interesse do particular. Podem ser revogados pela
Administração a qualquer tempo, sem que, em regra, exista a necessidade de
indenização ao administrado.
A professora Maria Silvia Zanella di Pietro entende que, no direito
brasileiro, a autorização administrativa pode ser estudada em várias acepções:
a) Como ato unilateral e discricionário pelo qual a Administração faculta
ao particular o desempenho de atividade que, sem esse consentimento, seria
ilegal, tal como acontece na autorização para porte de arma de fogo (artigo 6º
da Lei 9.437/97);
b) Como ato unilateral e discricionário pelo qual o Poder Público faculta ao
particular o uso privativo de bem público, a título precário, a exemplo da
autorização concedida para o bloqueio de uma rua para a realização de festa
junina;
c) Como ato unilateral e discricionário pelo qual o Poder Público delega ao
particular a exploração de serviço público, a título precário, como acontece na
autorização para a exploração do serviço de táxi.
3ª) Permissão: Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, trata-se de
ato discricionário e precário, pelo qual o Poder Público faculta ao particular a
execução de serviços de interesse coletivo, ou o uso especial de bens públicos,
a título gratuito ou remunerado, nas condições estabelecidas pela
Administração.
Como se trata de ato precário, poderá ser revogada sempre que existir
interesse público, ressalvado o direito à indenização ao particular quando a
permissão for onerosa ou concedida a prazo determinado.

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Para responder às questões de prova, fique atento às diferenças conceituais entre


“licença” e “autorização”, pois o tema é constantemente exigido em provas.
No concurso público para o cargo de Analista em Planejamento do MPOG, por exemplo,
realizado em 2009, a ESAF considerou correta a seguinte assertiva: “Licença é o ato
administrativo unilateral e vinculado pelo qual a Administração faculta àquele
que preencha os requisitos legais o exercício de uma atividade”.

O tema também já foi abordado pela Fundação Carlos Chagas em


suas provas, conforme se observa na questão abaixo:

Para responder às questões da Fundação Carlos Chagas: Licença é ato


administrativo unilateral e vinculado, enquanto autorização é ato administrativo
unilateral e discricionário (FCC/Analista Judiciário TRE RN/2011).
Assertiva considerada correta pela banca.

7.4. Atos enunciativos


Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, atos administrativos
enunciativos “são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou
atestar um fato, ou emitir uma opinião sobre determinado assunto, sem se
vincular ao seu enunciado. Dentre os atos mais comuns dessa espécie,
merecem atenção as certidões, os atestados e os pareceres administrativos”.
1º) Certidão: é a declaração por escrito da Administração sobre um fato
ou evento que consta em seus bancos de dados. Como exemplo, podemos citar
a certidão negativa de débitos tributários, que deve ser expedida pela
Administração Fazendária no prazo máximo de 10 dias, contados da data da
entrega do requerimento no órgão.
2º) Atestado: é a declaração da Administração a respeito de um fato ou
acontecimento de que teve conhecimento no exercício da atividade
administrativa, mesmo que não constante em livros, papéis ou documentos
que estejam na sua posse.
Como exemplo, podemos citar um atestado médico editado por uma junta
médica oficial declarando que o servidor não está momentaneamente apto ao
exercício de suas funções.

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3º) Pareceres: são manifestações de órgãos técnicos através do quais a


Administração apresenta a sua opinião sobre algum assunto levado à sua
consideração.
Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, o parecer pode ser normativo
ou técnico:
a) Parecer normativo: é aquele que, ao ser aprovado pela autoridade
competente, é convertido em norma de procedimento interno, tornando-se
impositivo e vinculante para todos os órgãos hierarquizados à autoridade que o
aprovou. Tal parecer, para o caso que o propiciou, é ato individual e concreto;
para os casos futuros, é ato geral e normativo.
b) Parecer técnico: é o que provém de órgão ou agente especializado
na matéria, não podendo ser contrariado por leigo ou, mesmo, por superior
hierárquico. Nessa modalidade de parecer ou julgamento não prevalece a
hierarquia administrativa, pois não há subordinação no campo da técnica.
Os atos enunciativos são meros atos administrativos, portanto, não
produzem efeitos jurídicos. Sendo assim, alguns autores até afirmam que os
atos enunciativos não seriam atos administrativos, portanto, é necessário ficar
atento ao responder às questões de prova.

No concurso público para o cargo de Analista Judiciário do TRE-PI,


realizado em 2016, o CESPE considerou correto o seguinte enunciado:
“Um parecer exarado por servidor público integrante do departamento jurídico
de determinado órgão da administração direta, que depende de homologação
ainda pendente, de autoridade superior para ser validado, é um ato
administrativo classificado, quanto aos efeitos, como enunciativo.”.

7.5. Atos punitivos


Os atos punitivos são aqueles que contêm uma sanção imposta pela
Administração aos seus agentes públicos ou particulares que praticarem
atos ou condutas irregulares, violando os preceitos administrativos.
Os atos punitivos são consequência do exercício do poder disciplinar
(no caso de sanções aplicadas aos agentes públicos ou particulares que tenham
algum vínculo com o Poder Público) ou do poder de polícia (nos casos de
sanções aplicadas aos particulares, mesmo que não mantenham qualquer
vínculo com a Administração), a exemplo das multas, interdição de

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estabelecimentos violadores das normas administrativas, destruição de


produtos apreendidos, etc.

8. Extinção dos atos administrativos

Todo ato administrativo, após ter sido editado, deve necessariamente ser
respeitado e cumprido, pois goza do atributo da presunção de legitimidade,
que lhe assegura a produção de efeitos jurídicos até posterior manifestação da
Administração Pública ou do Poder Judiciário em sentido contrário.
Apesar disso, deve ficar claro que os atos administrativos não são
eternos, já que podem ser extintos após a sua edição em virtude da
constatação de ilegalidade (anulação), em razão de conveniência ou
oportunidade da Administração (revogação) ou, simplesmente, em virtude de
seu destinatário ter deixado de cumprir os requisitos previstos em lei
(cassação).
Professor, as hipóteses citadas são as únicas que podem ensejar a
extinção do ato administrativo?
Não. Cassação, revogação e anulação são as principais para fins de
concursos públicos, mas existem várias outras, conforme estudaremos na
sequência.

8.1. Anulação ou invalidação


Quando o ato administrativo é praticado em desacordo com o
ordenamento jurídico vigente, é considerado ilegal. Assim, deve ser anulado
pelo Poder Judiciário (quando provocado) ou pela própria Administração (de
ofício ou mediante provocação).
A anulação de um ato administrativo opera-se com efeitos retroativos
(ex tunc), isto é, o ato perde os seus efeitos desde o momento de sua
edição (como se nunca tivesse existido), pois não origina direitos.
Esse é o teor da súmula 473 do Supremo Tribunal Federal ao afirmar que
a “Administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados de vícios
que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos”.
Sendo assim, é necessário ficar bem claro que os atos ilegais não
originam direitos para os seus destinatários. Entretanto, devem ser
preservados os efeitos já produzidos em face de terceiros de boa-fé (que não
têm nenhuma relação com o ato nulo).

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Exemplo: os professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino citam o


caso de um servidor cujo ingresso no serviço público decorre de um ato nulo (a
nomeação ou a posse contém vício insanável). Imagine-se que esse servidor
emita uma certidão negativa de tributos para João e, no dia seguinte, seja ele
exonerado em decorrência da nulidade de seu vínculo com a Administração. Os
efeitos dos atos praticados entre ele e a Administração devem ser desfeitos.
Mas João, que obteve a certidão, é um terceiro, portanto, sua certidão é válida.

No concurso para o plano de cargos do Ministério da Fazenda, realizado


em 2013, a ESAF considerou o seguinte enunciado correto: “a supressão
retroativa da ilegalidade de um ato administrativo retroage à data em que este
foi praticado”.

Grave bem as informações abaixo sobre a anulação dos atos


administrativos, pois, assim, você jamais errará uma questão em prova sobre o
tema:
1ª) A anulação é consequência de uma ilegalidade, de um ato que foi
editado contrariamente ao direito;
2ª) A anulação de um ato administrativo pode ser feita pelo Poder
Judiciário, quando for provocado pelo interessado, ou pela própria
Administração, de ofício ou também mediante provocação do
interessado;
3ª) A anulação possui efeitos retroativos (ex tunc) , ou seja, deixa de
produzir efeitos jurídicos desde o momento de sua edição (como se nunca
tivesse existido);
4ª) A anulação não desfaz os efeitos jurídicos já produzidos perante
terceiros de boa-fé.

Para responder às questões do CESPE: O direito de a administração anular


os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários
expira em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo
comprovada má-fé (Analista Judiciário/TRT 17.ª 2009/CESPE). Assertiva
considerada correta.

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É importante esclarecer que alguns autores, a exemplo da professora


Maria Sylvia Zanella di Pietro, costumam utilizar a expressão “invalidação” para
se referir às hipóteses de anulação do ato administrativo. De outro lado,
alguns autores costumam valer-se da expressão “invalidação” como um
gênero, abrangendo tanto as hipóteses de anulação quanto de revogação.
Em relação às questões da ESAF, constata-se que ora a banca utiliza a
expressão “invalidação” como sinônima de anulação, ora como sinônima de
revogação, portanto, fique atento!

(ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal- SRF/2005) Em relação à


invalidação dos atos administrativos, é incorreto afirmar que
a) a anulação pode se dar mediante provocação do interessado ao Poder
Judiciário.
b) a revogação tem os seus efeitos ex nunc.
c) tratando-se de motivo de conveniência ou oportunidade, a invalidação dar-se-
á por revogação.
d) anulação e revogação podem incidir sobre todos os tipos de ato
administrativo.
e) diante do ato viciado, a anulação é obrigatória para a Administração.

Gabarito: Letra “d”

8.1.1. Prazo decadencial para a anulação


Apesar do dever imposto à Administração Pública de anular os atos
manifestamente ilegais editados pelos seus agentes, destaca-se que a
legislação cuidou-se de fixar um prazo decadencial (que não admite
suspensão ou interrupção) para que isso ocorra, conforme preceitua o art. 54
da Lei 9.784/1999:
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé.

Assim, podemos concluir que a partir do momento que o ato ilegal é


praticado, passa a ser contado o prazo de cinco anos para que a
Administração Pública possa promover a sua anulação. Ultrapassado o prazo de
cinco anos sem a respectiva anulação, o ato administrativo será
automaticamente convalidado (não poderá mais ser anulado), desde que o seu
destinatário esteja de boa-fé.

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Fique atento ao responder às questões de prova, pois, no julgamento do


recurso especial nº 1.114.938/AL, de relatoria do Ministro Napoleão Nunes
Maia Filho, o Superior Tribunal de Justiça ratificou o entendimento de que
antes da publicação da Lei 9.784/1999 (que ocorreu em 01/02/1999), a
Administração Pública não possuía prazo para a anulação de seus próprios
atos. Todavia, com a publicação da Lei 9.784/1999, foi fixado o prazo
decadencial de 5 (cinco) anos para anulá-los.
Em relação aos atos editados antes da vigência da Lei 9.784/1999, o
Superior Tribunal de Justiça entendeu que a Administração Pública tem o
prazo de 5 anos, contados do início de sua vigência (01/02/1999), para
providenciar a anulação. Caso contrário, não poderá mais anulá-los.

8.1.2. Necessidade de processo administrativo


O atual entendimento do Supremo Tribunal Federal, conforme se
constata na decisão referente ao julgamento do Agravo Regimental em Agravo
de Instrumento nº 710.085/SP, publicado no DJE em 05/03/2009, é no sentido
de que a anulação de ato administrativo não dispensa a instauração de
processo administrativo prévio, com a observância dos princípios da ampla
defesa e contraditório, principalmente quando os efeitos da anulação
repercutirem no campo de interesses individuais (de particulares).

No julgamento do Agravo Regimental em Agravo de Instrumento nº


710.085/SP, publicado no DJE em 05/03/2009, de relatoria do Min. Ricardo
Lewandowski, o Supremo Tribunal Federal decidiu que “embora a
Administração esteja autorizada a anular seus próprios atos quando eivados
de vícios que os tornem ilegais (Súmula 473 do STF), não prescinde do
No concurso
processo público com
administrativo, paraobediência
o cargo deaosAnalista
princípiosde Controle dada
constitucionais
ampla defesa e do contraditório”.

No concurso para a Secretaria do Tesouro Nacional, realizado em


2008, a ESAF elaborou uma questão abordando a necessidade de
instauração prévia de processo administrativo para anulação de ato
administrativo:

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(ESAF/Analista de Controle - STN/2008) O Diretor-Geral do Departamento


de Vigilância Sanitária de uma cidade brasileira anulou o ato de concessão
de licença de funcionamento de um restaurante ao constatar uma
irregularidade em um dos documentos apresentados para sua obtenção,
existente desde o momento em que foi apresentado. Em relação a essa
situação hipotética, marque a opção correta.
a) Sendo o Diretor-Geral a autoridade competente para a concessão da licença,
apenas uma autoridade superior a ele poderia tê-la anulado.
b) A invalidação da licença tem efeitos ex nunc, ou seja, não retroativos, em
respeito aos atos já dela decorridos até então.
c) Por haver repercussão no campo de interesses individuais, a anulação da licença
deve ser precedida de procedimento em que se garanta o contraditório àquele que
terá modificada sua situação.
d) Ainda que o documento seja novamente apresentado, desta vez regularmente
constituído, não será possível a convalidação da licença anteriormente concedida por
ser absolutamente nula.
e) Tendo sido uma manifestação legítima de controle de mérito da Administração
Pública, avaliados os critérios de conveniência e oportunidade, não é cabível
indenização.
Gabarito: Letra “c”.

8.2. Revogação
A revogação ocorre sempre que a Administração Pública decide
retirar, parcial ou integramente do ordenamento jurídico, um ato administrativo
válido, mas que deixou de atender ao interesse público em razão de não ser
mais conveniente ou oportuno.
Ao revogar um ato administrativo a Administração Pública está
declarando que uma situação, até então oportuna e conveniente ao interesse
público, não mais existe, o que justifica a extinção do ato.

Um ato ilegal jamais será revogado, mas sim anulado. Da mesma forma, se a
questão de prova afirmar que um ato inconveniente ou inoportuno deve ser anulado,
certamente estará incorreta, pois conveniência e oportunidade estão intimamente
relacionadas com a revogação.

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A revogação de um ato administrativo é consequência direta do juízo de


valor (mérito administrativo) emitido pela Administração Pública, que é a
responsável por definir o que é bom ou ruim para coletividade, naquele
momento. Assim, é vedado ao Poder Judiciário revogar ato administrativo
editado pela Administração.
Atenção: o Poder Judiciário, no exercício de suas funções atípicas,
também pode editar atos administrativos (publicação de um edital de licitação,
por exemplo). Sendo assim, caso interesse público superveniente justifique a
revogação do edital licitatório em momento posterior, o próprio Poder Judiciário
poderá fazê-lo.
Neste caso, o edital estaria sendo revogado pelo próprio Poder Judiciário,
pois ele foi o responsável pela edição do referido ato administrativo. O que não
se admite é que o Poder Judiciário efetue a revogação de atos editados pela
Administração Pública, pois estaria invadindo a seara do mérito
administrativo.
Nos mesmos moldes, quando o Poder Legislativo edita um ato
administrativo no exercício de sua função atípica, também pode efetuar a sua
revogação, sendo proibido ao Poder Judiciário manifestar-se em relação ao
mérito desse ato.
No concurso público para o cargo de Analista de Tecnologia da
Informação da Secretaria de Estado da Fazenda do Ceará, realizado em
2007, a ESAF elaborou uma questão sobre a relação entre revogação e
mérito administrativo:

(ESAF/Analista de Tecnologia da Informação - SEFAZ CE/2007) Assinale


a forma de extinção do ato administrativo motivado pela revisão do
mérito administrativo.
a) Anulação
b) Revogação
c) Cassação
d) Contraposição
e) Caducidade

Resposta: Letra “b”.

Ao contrário do que ocorre na anulação, que produz efeitos “ex tunc”, na


revogação os efeitos serão sempre “ex nunc” (proativos). Isso significa dizer
que a revogação somente produz efeitos prospectivos, ou seja, para frente,
conservando-se todos os efeitos que já haviam sido produzidos.

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Exemplo: imagine que um determinado servidor público federal esteja


em pleno gozo (no terceiro mês) de licença para tratar de interesses
particulares, que foi deferida pela Administração pelo prazo de 02 anos (artigo
91 da Lei 8.112/90). Neste caso, mesmo restando ainda 21 (vinte e um) meses
para o seu término, a Administração poderá revogá-la a qualquer momento,
desde que presente o interesse público.
Da mesma forma que agiu discricionariamente a Administração no
momento de concessão de licença para tratar de assuntos particulares, nos
termos do artigo 91 da Lei 8.112/90, será discricionária também a revogação
da licença, caso assim justifique o interesse público.
O ato de revogação possuirá efeitos “ex nunc” (para frente), ou seja, o
servidor irá retornar ao trabalho somente após a edição do ato revocatório,
sendo considerado como de efetivo gozo o período de três meses que usufruiu
da licença.
Pergunta: professor, o que preciso saber para não errar nenhuma
questão de prova sobre revogação?
Anote aí:
1º) Que a revogação é consequência da discricionariedade
administrativa (conveniência e oportunidade);
2º) Que os atos inválidos ou ilegais jamais serão revogados, mas sim
anulados;
3º) Que somente a Administração Pública pode revogar os seus próprio
atos administrativos;
4º) Que a revogação produz efeitos ex nunc, enquanto na anulação os
efeitos são ex tunc.

No concurso público para o cargo de Analista da SUSEP, realizado em


2006, a ESAF considerou correto o seguinte enunciado: “A revogação é a
supressão de um ato discricionário, fazendo cessar seus efeitos jurídicos, o que
ocorre quando ele (ato) era legítimo e eficaz”.

Pergunta: professor Fabiano Pereira, é ilimitado o poder conferido à


Administração para revogar os seus atos administrativos?
Não! Existem alguns atos administrativos que não podem ser revogados,
são eles:

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1º) os atos já consumados, que exauriram seus efeitos:


suponhamos que tenha sido editado um ato concessivo de férias a um
servidor e que todo o período já tenha sido gozado. Ora, neste caso, não
há como revogar o ato que concedeu férias ao servidor, pois todos os
efeitos do ato já foram produzidos;
2º) os atos vinculados: se a lei é responsável pela definição de todos os
requisitos do ato administrativo, não é possível que a Administração
efetue a sua revogação com base na conveniência e oportunidade
(condição necessária para a revogação);
3º) os atos que já geraram direitos adquiridos para os
particulares: trata-se de garantia constitucional assegurada
expressamente no inciso XXXVI do artigo 5º da CF/88;
4º) os atos que integram um procedimento, pois, neste caso, a cada
ato praticado surge uma nova etapa, ocorrendo a preclusão de revogação
da anterior.
5º) os denominados meros atos administrativos, pois, neste caso,
os efeitos são estabelecidos diretamente na lei;

Para responder às questões da Fundação Carlos Chagas: Distingue-se a


anulação do ato administrativo da revogação do ato administrativo porque,
dentre outros fundamentos, a anulação deve ser promovida em caso de vício de
ilegalidade, enquanto a revogação pode se dar por critérios de oportunidade e
conveniência (FCC/Auditor TCE RO/2010). Assertiva considerada correta
pela banca examinadora.

8.3. Cassação
A cassação é o desfazimento de um ato válido em virtude do seu
destinatário ter descumprido os requisitos necessários para a sua
manutenção em vigor. Nesse caso, deve ficar bem claro que o particular,
destinatário do ato, é o único responsável pela sua extinção.
Exemplo: se a Administração concedeu uma licença para o particular
construir um prédio de 03 (três) andares, mas este construiu um prédio com 05
(cinco) andares, desrespeitou os requisitos inicialmente estabelecidos e,
portanto, o ato será cassado.

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No concurso público para o cargo de Analista de Finanças e


Controle da CGU, realizado em 2006, a ESAF elaborou uma questão
abordando o tema “cassação” de ato administrativo:

(ESAF/ Analista de Finanças e Controle - CGU/2006) No âmbito das


teorias relativas à invalidação do ato administrativo, entende-se a
figura da cassação como
a) retirada do ato por razões de conveniência e oportunidade.
b) retirada do ato porque sobreveio norma jurídica que tornou inadmissível
situação anteriormente permitida.
c) retirada do ato porque foi emitido outro ato, com fundamento em
competência diversa daquela que gerou o ato anterior, mas cujos efeitos são
contrapostos aos daquele.
d) retirada do ato porque o destinatário descumpriu condições que deveriam
permanecer atendidas a fim de dar continuidade à situação jurídica.
e) retirada do ato porque fora praticado em desconformidade com a ordem
jurídica.

Gabarito: Letra “d”.

8.4. Outras formas de extinção do ato administrativo


Além das hipóteses de desfazimento do ato administrativo estudadas até
o momento, que dependem da manifestação expressa da Administração ou do
Poder Judiciário, a doutrina majoritária ainda lista as seguintes:
1ª) extinção subjetiva: ocorre em virtude do desaparecimento do
sujeito destinatário do ato. Por exemplo, se a Administração concedeu ao
servidor uma licença para tratar de assuntos particulares, mas, durante o gozo
da licença, ele faleceu, considera-se extinto o ato, por questões óbvias.
2ª) extinção objetiva: ocorre em virtude do desaparecimento do
próprio objeto do ato. Exemplo: se o particular possuía permissão para instalar
uma banca de revista em uma praça, mas, posteriormente, a praça foi
destruída para a construção de uma escola, o ato de permissão
consequentemente será extinto.
3ª) extinção natural: ocorre após o transcurso normal do prazo
inicialmente fixado para a produção dos efeitos do ato. Exemplo: se foi
concedida licença-paternidade a um servidor, o ato será extinto naturalmente
depois de 05 (cinco) dias (que é o prazo legal de gozo da licença).

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4ª) caducidade: ocorre quando a edição de lei superveniente à edição


do ato administrativo impede a continuidade de seus efeitos jurídicos. A
professora Maria Sylvia Zanella di Pietro cita como exemplo o caso de um
parque de diversões que possuía permissão para funcionar em uma região da
cidade, mas que, em razão de nova lei de zoneamento, tornou-se incompatível.
Neste caso, o ato anterior que permitia o funcionamento do parque
naquela região (hoje proibida por lei) deverá ser extinto, pois ocorrerá a
caducidade.
5ª) contraposição: ocorre porque foi emitido ato com fundamento em
competência diversa que gerou o ato anterior, mas cujos efeitos são
contrapostos aos daqueles. É o caso da exoneração de servidor, que tem efeitos
contrapostos ao da nomeação.
6ª) renúncia: neste caso, os efeitos do ato são extintos porque o
próprio beneficiário abriu mão de uma vantagem de que desfrutava.
Agora que você já conhece as hipóteses de extinção do ato
administrativo, fica fácil responder à questão abaixo, cobrada pela
ESAF no concurso público para o cargo de Agente da Fazenda do
Município do Rio de Janeiro, realizado em 2010:

(ESAF/Agente da Fazenda - SMF RJ /2010) Não é hipótese de


extinção do ato administrativo:
a) a revogação.
b) a renúncia.
c) a cassação.
d) a caducidade.
e) a convalidação.

Gabarito: Letra “e”.

9. Convalidação de atos administrativos


Segundo a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, “convalidação é o ato
administrativo através do qual é suprido o vício existente em um ato ilegal, com
efeitos retroativos à data em que este foi praticado”.
Na verdade, a convalidação nada mais é que a “correção” do ato
administrativo portador de defeito sanável de legalidade, com efeitos
retroativos (ex tunc).

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A convalidação consiste em instrumento de que se vale a Administração para


aproveitar atos administrativos eivados de vícios sanáveis, confirmando-os no
todo ou em parte.

A lei 9.784/99 (Lei do Processo Administrativo Federal) estabelece


expressamente que:
Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse
público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis
poderão ser convalidados pela própria Administração.
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos,
contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
§ 1º. No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-
se-á da percepção do primeiro pagamento.
§ 2º. Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade
administrativa que importe impugnação à validade do ato.

Para responder às questões da Fundação Carlos Chagas: Distingue-se a


anulação do ato administrativo da revogação do ato administrativo porque,
dentre outros fundamentos, a anulação deve ser promovida em caso de vício de
ilegalidade, enquanto a revogação pode se dar por critérios de oportunidade e
conveniência (FCC/Auditor TCE RO/2010). Assertiva considerada correta
pela banca examinadora.

Para responder às questões de prova, lembre-se de que a convalidação de


um ato administrativo somente pode ocorrer em relação aos vícios sanáveis
(hipótese em que o ato administrativo será considerado anulável), isto é,
aqueles detectados nos requisitos “competência” e “forma”.

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Se o ato administrativo apresentar vícios insanáveis (a exemplo


daqueles encontrados nos requisitos “finalidade”, “motivo” e “objeto”),
deverá ser necessariamente anulado. Nesse caso, o ato não pode ser
convalidado por ser considerado nulo.
No concurso público para o cargo de Analista Administrativo da
Agência Nacional das Águas, realizado em 2009, a ESAF considerou
incorreta a seguinte assertiva: “Todos os atos administrativos nulos ou
anuláveis são passíveis de convalidação ou saneamento, desde que a
prática do novo ato supra a falta anterior”.

Apesar de não ser entendimento majoritário na doutrina, é importante


destacar que o professor José dos Santos Carvalho Filho afirma que também é
possível convalidar atos com vício no objeto ou conteúdo, mas apenas quando
se tratar de conteúdo plúrimo.
Nesse caso, como a vontade administrativa se preordena a mais de uma
providencia administrativa no mesmo ato, é viável suprimir ou alterar alguma
providência e aproveitar o ato quanto às demais, não atingidas por qualquer
vício.
Fique atento (a), pois, apesar de se tratar de um posicionamento
minoritário, as bancas já estão cobrando esse entendimento. No
concurso para o cargo de Técnico Judiciário do TRE/TO, por exemplo,
realizado em 2011, a Fundação Carlos Chagas considerou incorreta a
seguinte assertiva: “se houver vício no objeto e este for plúrimo, ainda
assim não será possível aproveitá-lo em quaisquer de suas partes
mesmo que nem todas tenham sido atingidas pelo vício”.

Em relação ao requisito “forma”, a convalidação é possível se ela não for


essencial à validade do ato administrativo.

O prazo que a Administração possui para anular os atos ilegais é de 05


(cinco) anos. Ultrapassado esse prazo, considera-se que o ato foi tacitamente
(automaticamente) convalidado, salvo comprovada má-fé do beneficiário.

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RESUMO DE VÉSPERA DE PROVA - RVP

1. A Administração Pública edita dois tipos de atos jurídicos: a) atos que são
regidos pelo Direito Público e, consequentemente, denominados de atos
administrativos e b) atos regidos pelo Direito Privado;
2. Maria Sylvia Zanella di Pietro conceitua como fato administrativo o “fato”
ocorrido no âmbito da Administração Pública e que gera efeitos jurídicos no
âmbito do Direito Administrativo;
3. Fique atento ao conceito de ato administrativo formulado pelo professor
Hely Lopes Meirelles, pois ele é muito cobrado em questões de concursos:
“ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração
Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir,
resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor
obrigações aos administrados ou a si própria.”
4. São elementos ou requisitos do ato administrativo a competência, a
finalidade, a forma, o motivo e o objeto. Os três primeiros são sempre
vinculados e os dois últimos podem ser vinculados ou discricionários;
5. O ato administrativo não “cai do céu”. É necessário que alguém o edite para
que possa produzir efeitos jurídicos. Esse alguém é o agente público (também
chamado por alguns autores de “sujeito”), que recebe essa competência
expressamente do texto constitucional, através de lei (que é a regra geral)
ou, ainda, segundo o professor José dos Santos Carvalho Filho, através de
normas administrativas.
6. A finalidade é requisito sempre vinculado (previsto em lei) que impõe a
necessidade de respeito ao interesse público no momento da edição do ato
administrativo.
7. A forma pode ser compreendida em sentido estrito e em sentido amplo.
Em sentido estrito, pode ser entendida como a exteriorização do ato
administrativo, o “modelo” do ato, o modo pelo qual ele se apresenta ao mundo
jurídico. Em sentido amplo, pode ser entendida como a formalidade ou
procedimento a ser observado para a produção do ato administrativo.

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8. O motivo, que também é chamado de “causa”, é o pressuposto de fato e


de direito que serve de fundamento para a edição do ato administrativo. O
motivo se manifesta através de ações ou omissões dos agentes públicos, dos
administrados ou, ainda, de necessidades da própria Administração, que
justificam ou impõem a edição de um ato administrativo;
9. Cuidado para não confundir as expressões “motivo” e “motivação”. O motivo
pode ser entendido como o pressuposto de fato e de direito que serve de
fundamento para a edição do ato administrativo. Por outro lado, a motivação
nada mais é que exposição dos motivos, por escrito, no corpo do ato
administrativo;
10. Segundo a teoria dos motivos determinantes, o motivo alegado pelo
agente público no momento da edição do ato deve corresponder à realidade,
tem que ser verdadeiro, pois, caso contrário, comprovando o interessado que o
motivo informado não guarda qualquer relação com a edição do ato ou que
simplesmente não existe, o ato deverá ser anulado pela própria
Administração ou pelo Poder Judiciário;
11. O quinto requisito do ato administrativo, que pode ser discricionário ou
vinculado, é o objeto (também denominado de conteúdo por alguns
autores), entendido como a coisa ou a relação jurídica sobre a qual recai o
ato.
12. Não existe um consenso doutrinário sobre a quantidade de atributos
inerentes aos atos administrativos, mas, para responder às questões de provas,
lembre-se da presunção de legitimidade e veracidade, a imperatividade,
a autoexecutoriedade e a tipicidade;
13. Todo e qualquer ato administrativo é presumivelmente legítimo, ou seja,
considera-se editado em conformidade com a lei, alcançando todos os atos
administrativos editados pela Administração, independentemente da espécie ou
classificação;
14. A presunção de legitimidade será sempre juris tantum (relativa), pois é
assegurado ao interessado recorrer à Administração, ou mesmo ao Poder
Judiciário, para que não seja obrigado a submeter-se aos efeitos do ato,
quando for manifestamente ilegal;
15. A imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem
a terceiros, independentemente de sua concordância ou aquiescência. Ao
contrário do que ocorre na presunção de legitimidade, que não necessita de
previsão em lei, a imperatividade exige expressa autorização legal e não pode
ser aplicada a todos os atos administrativos;

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16. A autoexecutoriedade é o atributo que garante ao Poder Público a


possibilidade de obrigar terceiros ao cumprimento dos atos administrativos
editados, sem a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário;
17. Nem sempre os atos administrativos irão gozar de autoexecutoriedade e o
exemplo mais comum em provas é o das multas. Nesse caso, apesar da
aplicação de a multa ser decorrente do atributo da imperatividade, se o
particular não efetuar o seu pagamento, a Administração somente poderá
recebê-la se recorrer ao Poder Judiciário, não sendo possível gozar da
autoexecutoriedade;
18. Não existe um consenso doutrinário sobre a possibilidade de incluir a
tipicidade como um dos atributos do ato administrativo, mas, como as
bancas examinadoras gostam muito de utilizar o livro da professora Maria
Sylvia Zanella di Pietro como base para a elaboração de questões, é bom que
você o conheça. Segundo a ilustre professora, podemos entender a tipicidade
como “o atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras
definidas previamente pela lei como aptas a produzir determinados resultados”.
19. Os atos administrativos gerais ou regulamentares são aqueles que
possuem destinatários indeterminados, com finalidade normativa, tais como
os decretos regulamentares, as instruções normativas, etc.
20. Atos administrativos internos são aqueles que produzem efeitos
somente no interior da Administração Pública, e, portanto, não têm o objetivo
de atingir os administrados, sendo possível citar como exemplos uma ordem de
serviço, uma portaria de remoção de servidor, etc.
21. Atos de império ou de autoridade são aqueles praticados pela
Administração no gozo de sua supremacia sobre o administrado.
22. Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, “atos vinculados ou
regrados são aqueles para os quais a lei estabelece os requisitos e condições
de sua realização”, ao passo que “discricionários são os que a Administração
pode praticar com liberdade de escolha de seu conteúdo, de seu destinatário,
de sua conveniência, de sua oportunidade e de seu modo de realização”.
23. Ato administrativo simples é aquele que resulta da manifestação de
vontade de um único órgão, unipessoal ou colegiado, sendo irrelevante o
número de agentes que participarão da edição do ato.
24. O ato válido é aquele editado em conformidade com a lei, respeitando-se
todos os requisitos necessários para a sua edição: competência, finalidade,
forma, motivo e objeto. Por outro lado, ato nulo é aquele editado com vício
insanável em algum de seus requisitos de validade. Ato inexistente é aquele

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que não existe para o direito administrativo, pois não foi editado por um agente
público, mas por alguém que se fez passar por tal condição.
25. Ato administrativo perfeito é aquele que já completou todo o seu ciclo
de formação, superando todas as fases necessárias para a sua produção. Em
contrapartida, ato administrativo imperfeito é aquele que ainda não
ultrapassou todas suas fases de produção e que, portanto, não pode produzir
efeitos.
26. Os atos normativos são aqueles editados com o objetivo de facilitar a fiel
execução das leis, possuindo comandos gerais e abstratos, tais como os
decretos regulamentares, as instruções normativas, os regimentos, entre
outros.
27. Os atos ordinatórios decorrem do poder hierárquico e têm o objetivo de
disciplinar o funcionamento da Administração, orientando os agentes públicos
subordinados no exercício das funções que desempenham.
28. Atos administrativos negociais são aqueles pelos quais a Administração
faculta aos particulares o exercício de determinada atividade, desde que
atendidas as condições estabelecidas pelo próprio Poder Público.
29. Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, atos administrativos
enunciativos “são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar
ou atestar um fato, ou emitir uma opinião sobre determinado assunto, sem se
vincular ao seu enunciado. Dentre os atos mais comuns dessa espécie,
merecem atenção as certidões, os atestados e os pareceres administrativos”.
30. Os atos punitivos são aqueles que contêm uma sanção imposta pela
Administração aos seus agentes públicos ou particulares que praticarem
atos ou condutas irregulares, violando os preceitos administrativos.
31. Para que você possa responder às questões de concursos públicos sem
medo de ser feliz, lembre-se sempre de que um ato ilegal (contrário ao
ordenamento jurídico) deve ser sempre anulado, nunca revogado. Além
disso, lembre-se ainda de que a anulação desse ato ilegal pode ser efetuada
pelo Poder Judiciário (quando provocado) ou pela própria Administração (de
ofício ou mediante provocação);
32. A anulação de um ato administrativo opera-se com efeitos retroativos (ex
tunc), ou seja, o ato perde os seus efeitos desde o momento de sua edição
(como se nunca tivesse existido), pois não origina direitos;

33. A revogação ocorre sempre que a Administração Pública decide retirar,


parcial ou integramente do ordenamento jurídico, um ato administrativo válido

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e legal, mas que deixou de atender ao interesse público em razão de não ser
mais conveniente ou oportuno.
34. O Poder Judiciário, no exercício de suas funções atípicas, também pode
editar atos administrativos (publicação de um edital de licitação, por exemplo).
Sendo assim, posteriormente, caso interesse público superveniente justifique a
revogação do edital licitatório, o próprio Poder Judiciário poderá fazê-lo;
35. Ao contrário do que ocorre na anulação, que produz efeitos “ex tunc”, na
revogação os efeitos serão sempre “ex nunc” (proativos). Isso significa dizer
que a revogação somente produz efeitos prospectivos, ou seja, para frente,
conservando-se todos os efeitos que já haviam sido produzidos;
36. Não podem ser revogados os atos já consumados, que exauriram seus
efeitos; os atos vinculados; os atos que já geraram direitos adquiridos
para os particulares; os atos que integram um procedimento e os
denominados meros atos administrativos;
37. A cassação é o desfazimento de um ato válido em virtude do seu
destinatário ter descumprido os requisitos necessários para a sua
manutenção em vigor. Sendo assim, deve ficar bem claro que o particular,
destinatário do ato, é o único responsável pela sua extinção;
38. A convalidação (correção) de um ato administrativo somente pode ocorrer
em relação aos vícios sanáveis, pois, caso o ato apresente vícios insanáveis,
deverá ser necessariamente anulado.
39. O vício de incompetência admite convalidação, que nesse caso recebe o
nome de ratificação, desde que não se trate de competência outorgada com
exclusividade;
40. Em relação ao requisito “forma”, a convalidação é possível se ela não for
essencial à validade do ato administrativo;
41. O prazo que a Administração possui para anular os atos ilegais é de 05
(cinco) anos. Ultrapassado esse prazo, considera-se que o ato foi tacitamente
(automaticamente) convalidado, salvo comprovada má-fé do beneficiário.

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QUESTÕES COMENTADAS - ESAF

01. (ESAF∕PECFAZ – Ministério da Fazenda∕2013) Em relação aos Atos


Administrativos, é correto afirmar:
a) a determinação e cumprimento de ato administrativo consistente em
apreensão e destruição de mercadoria imprópria para o consumo está
sujeito à revogação dada a discricionariedade da Administração
Pública.
b) os atos complexos não se compõem de vontades autônomas, embora
múltiplas, havendo na verdade uma só vontade autônoma, ou seja, de
conteúdo próprio.
c) a Exigibilidade é a qualidade que certos atos administrativos têm
para constituir situações de observância obrigatória em relação aos
seus destinatários, independentemente da respectiva concordância ou
aquiescência.
d) a supressão retroativa da ilegalidade de um ato administrativo
retroage à data em que este foi praticado.
e) a Extinção Natural ocorre com o desaparecimento do sujeito que se
beneficiou do ato a exemplo da morte do permissionário em se tratando
de permissão intransferível.

Comentários
a) O cumprimento de ato administrativo consistente em apreensão e destruição
de mercadoria imprópria para o consumo não está sujeito à revogação, por se
tratar de ato consumado (isto é, que já produziu os seus respectivos efeitos).
A propósito, lembre-se de que também não podem ser revogados os atos
vinculados, que geraram direitos adquiridos para os destinatários, que integram
um procedimento administrativo e os denominados meros atos administrativos.
Assertiva incorreta.
b) Ato administrativo complexo é aquele que depende da manifestação de
vontade autônoma de dois ou mais órgãos para que seja editado. Apesar
de ser um único ato, é necessário que exista consenso entre diferentes
órgãos para que possa produzir os efeitos desejados. É o caso do ato de
concessão de aposentadoria a servidor público, que somente produz todos os
seus efeitos após análise da legalidade pelo Tribunal de Contas. Assertiva
incorreta.
c) A exigibilidade assegura à Administração a prerrogativa de valer-se de
meios indiretos de coerção para obrigar o particular a cumprir uma
determinada obrigação, a exemplo do que ocorre na aplicação de uma multa.
Existindo a possibilidade de aplicação de multa pelo não cumprimento de uma

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obrigação o particular irá “pensar duas vezes” antes de descumpri-la. Por isso
trata-se de um meio indireto de coerção. Nesse caso, o administrado não está
sendo obrigado (compelido) a cumprir a obrigação, mas apenas “pressionado”.
O atributo que impõe a observância obrigatória dos atos administrativos,
independentemente de concordância ou aquiescência, denomina-se
imperatividade. Assertiva incorreta.
d) A anulação de um ato administrativo opera-se com efeitos retroativos (ex
tunc), isto é, o ato perde os seus efeitos desde o momento de sua edição
(como se nunca tivesse existido), pois não origina direitos. Assertiva correta.
e) A extinção natural do ato ocorre após o transcurso normal do prazo
inicialmente fixado para a produção de seus efeitos. Exemplo: se foi concedida
licença paternidade a servidor, o ato será extinto naturalmente depois de 05
(cinco) dias (que é o prazo legal de gozo da licença). Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra d.

02. (ESAF∕Analista Técnico-Administrativo – Min. Turismo∕2014)


Assinale a opção em que não consta requisito de validade (ou
elemento) do ato administrativo.
a) Competência.
b) Objeto.
c) Executoriedade.
d) Motivo.
e) Finalidade.
Comentários
São requisitos ou elementos do ato administrativo a competência,
finalidade, forma, motivo e objeto. De outro lado, são atributos ou
qualidades a presunção de legitimidade e veracidade, autoexecutoriedade e a
imperatividade.
Gabarito: Letra c.

03. (ESAF∕EPP – MPOG∕2013) Assinale a afirmativa correta.


a) No atual regramento administrativo, não se reconhece convalidação
de atos viciados em razão de decurso de prazo.
b) Comprovada a má-fé, respeitado o devido processo legal, pode a
administração anular ato de concessão de aposentadoria, ainda não
apreciado pelo Tribunal de Contas da União, mesmo que praticado há
mais de cinco anos.

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c) Aplicação da “Teoria da Aparência”, para atribuir responsabilidade à


administração pública, que, por culpa ou dolo, permite que terceiro
pratique atos em seu nome, independe da boa-fé do beneficiado pelo
ato.
d) É vedado ao Poder Judiciário, em sede de controle de ato
administrativo disciplinar, anular penalidade de demissão permitindo
ao administrador aplicação de penalidade menos gravosa, pois a
fixação da penalidade trata-se de mérito administrativo.
e) É vedada a delegação de competência por ato unilateral.

Comentários
a) O prazo que a Administração possui para anular os atos ilegais é de 05
(cinco) anos. Ultrapassado esse prazo, considera-se que o ato foi tacitamente
(automaticamente) convalidado, salvo comprovada má-fé do beneficiário.
Assertiva incorreta.
b) O entendimento majoritário é no sentido de que a concessão da
aposentadoria somente se aperfeiçoa com o seu registro no respectivo
Tribunal de Contas. A partir de tal registro é que, em tese, decorre o prazo
decadencial para a Administração Pública promover a sua anulação, se for o
caso.
Todavia, em observância aos princípios da razoabilidade e da segurança
jurídica, firmou-se entendimento de que não é possível a anulação da
concessão da aposentadoria quando estiverem presentes os seguintes
requisitos, de maneira cumulada: (a) transcurso do prazo de 5 (cinco) anos a
partir do pagamento do primeiro benefício; (b) ausência do contraditório e da
ampla defesa no processo administrativo; e (c) não-comprovação da má-fé do
servidor.
Em sentido contrário pode-se concluir, portanto, que se o servidor agiu de má-
fé e foram assegurados o contraditório e ampla defesa no respectivo processo
administrativo, torna-se possível anular o ato de concessão de aposentadoria
mesmo depois de decorridos mais de 5 (cinco) anos. Assertiva correta.
c) Para que um determinado ato seja imputado ao Estado, torna-se
imprescindível que se revista, no mínimo, de aparência de ato jurídico legítimo
e seja praticado por alguém que se deva presumir um agente público (teoria
da aparência). Fora desses casos, o ato não será considerado ato do Estado.
Ademais, exige-se que o terceiro beneficiado pelo ato esteja atuando de boa-fé,
pois, caso contrário, o ato não produzirá os seus efeitos.
Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que a teoria da aparência “é utilizada por
muitos autores para justificar a validade dos atos praticados por funcionário de

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fato; considera-se que o ato do funcionário é ato do órgão e, portanto,


imputável à Administração. A mesma solução não é aplicável à pessoa que
assuma o exercício de função pública por sua própria conta, quer dolosamente
(como o usurpador de função), quer de boa-fé, para desempenhar função em
momentos de emergência, porque nesses casos é evidente a inexistência de
investidura do agente no cargo ou função”. Assertiva incorreta.
d) No julgamento do mandado de segurança nº 13.986∕DF, cujo acórdão foi
publicado em 12∕02∕2010, o Superior Tribunal de Justiça ratificou o
entendimento de que “em face dos princípios da proporcionalidade, dignidade
da pessoa humana e culpabilidade, aplicáveis ao regime jurídico disciplinar, não
há juízo de discricionariedade no ato administrativo que impõe sanção
disciplinar a Servidor Público, razão pela qual o controle jurisdicional é
amplo, de modo a conferir garantia aos servidores públicos contra eventual
excesso administrativo, não se limitando, portanto, somente aos aspectos
formais do procedimento sancionatório”. Assertiva incorreta.
e) O art. 12 da Lei 9.784∕1999 dispõe que “um órgão administrativo e seu
titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua
competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam
hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de
circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial”. De
outro lado, afirma o art. 13 que não podem ser objeto de delegação: a edição
de atos de caráter normativo; a decisão de recursos administrativos; e as
matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
Conforme se percebe, não há impedimento à delegação de competência por ato
unilateral, o que torna incorreta a assertiva.
Gabarito: Letra b.

04. (ESAF∕AFC – Tesouro Nacional∕2013) João, servidor público federal


até o dia 27/12/12, completou 70 (setenta) anos naquela data,
oportunidade em que seus colegas de trabalho, sabendo que João não
possuía nenhum parente próximo, organizaram uma comemoração não
somente pela passagem de seu aniversário, mas em agradecimento a
tantos anos de serviços prestados, já que se encerrava ali o seu vínculo
como servidor ativo da União. No dia 28/12/12, João dirigiu-se ao
trabalho no mesmo horário de sempre e, já sem o crachá de
identificação, argumentou com o vigilante da portaria que iria retirar
seus pertences pessoais. Tratando-se do último dia útil do ano, João
encontrou seus colegas de trabalho muito atarefados e, ainda
possuindo as senhas de acesso aos sistemas corporativos, não hesitou
em ajudá-los praticando vários atos vinculados em nome da União,

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inclusive recebendo documentos e atestando tal recebimento a


terceiros.

Tendo em mente a situação concreta acima narrada, assinale a opção


que contenha a classificação utilizada pelo Direito Administrativo a
pessoas que agem como João, bem como o tratamento dado pela
Administração aos atos por ele praticados.
a) Agente público/revogação.
b) Agente político/anulação.
c) Agente de fato/convalidação.
d) Agente público/convalidação.
e) Agente de fato/ revogação.

Comentários
Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que “’funcionário de fato’ é aquele
cuja investidura foi irregular, mas cuja situação tem a aparência de legalidade”.
Se o indivíduo foi regularmente investido em cargo público, respeitando-
se todos os trâmites legais, será considerado agente (ou funcionário)
público de direito. Todavia, se ocorreu alguma irregularidade durante o seu
provimento ou, ainda, continua praticando atos em nome da Administração
Pública depois de aposentado será denominado agente público (ou
funcionário) de fato.
Analisando-se o exemplo apresentado pela questão, constata-se que no
dia 28∕12∕12 João não podia mais ser considerado servidor público, já que havia
se aposentado no dia anterior. Todavia, como os atos praticados pelos agentes
públicos (ou quem “parece” ter essa condição, como é o caso de João) devem
ser imputados à pessoa jurídica a qual estão vinculados (consequência do
princípio da impessoalidade), não faz sentido anulá-los, ainda que provenientes
de funcionário de fato, pois, juridicamente, quem os praticou foi a própria
União e não o servidor aposentado em si.
Nesse caso, para que o ato praticado por João continue produzindo os
seus efeitos normalmente, basta que fique configurada a boa-fé do beneficiário
e que ocorra a convalidação posterior, mediante a prática de outro ato, pela
autoridade competente, confirmando o anterior.

Gabarito: Letra c.

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05. (ESAF∕Técnico Administrativo – MF∕2012) A correção ou


regularização de determinado ato, desde a origem, de tal sorte que os
efeitos já produzidos passem a ser considerados efeitos válidos, não
passíveis de desconstituição e esse ato permaneça no mundo jurídico
como ato válido, apto a produzir efeitos regulares, denomina-se
a) Contraposição.
b) Convalidação.
c) Revogação.
d) Cassação.
e) Anulação.
Comentários

Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que “convalidação é o ato


administrativo através do qual é suprido o vício existente em um ato ilegal, com
efeitos retroativos à data em que este foi praticado”. Nada mais é do que a
“correção” de outro ato administrativo portador de defeito sanável de
legalidade, com efeitos retroativos (ex tunc).
Se a autoridade B edita ato que, nos termos da lei, é de competência da
autoridade A, estamos diante de vício sanável de legalidade (no requisito
competência). Nesse caso, é possível convalidar o ato editado pela autoridade
B através da edição de outro ato pela autoridade A, corrigindo e ratificando o
conteúdo do primeiro.

Gabarito: Letra b.

06. (ESAF∕Analista Tributário – RFB∕2012) É incorreto afirmar, quanto


ao regime do ato administrativo:
a) a presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato com
a lei.
b) a auto-executoriedade é a possibilidade de o ato ser posto em
execução pela própria Administração Pública.
c) a discricionariedade configura a completa liberdade de atuação do
agente público na prática do ato administrativo.
d) a imperatividade é a capacidade do ato de se impor a terceiros
independente de sua concordância.
e) o motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de
fundamento para a prática do ato administrativo.

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a) Em virtude de sua presunção de legitimidade, até prova em contrário,


presume-se que os atos administrativos foram emitidos em conformidade com a
lei. Assertiva correta.
b) A autoexecutoriedade garante à Administração Pública a possibilidade
de ir além do que simplesmente impor um dever ao particular (consequência
da imperatividade), mas também utilizar força direta e material no sentido
de garantir que o ato administrativo seja executado, sem necessidade de
autorização do Poder Judiciário. Assertiva correta.
c) A discricionariedade presente num ato administrativo nunca é
completa ou total, pois, em geral, ao menos a competência, a forma e a
finalidade são elementos definidos em lei e, portanto, vinculados. Assertiva
incorreta.
d) É o atributo da imperatividade que permite à Administração, por
exemplo, aplicar multas de trânsito, constituir obrigação tributária que vincule o
particular ao pagamento de imposto de renda, entre outros. Assertiva correta.
e) O motivo se manifesta através de ações ou omissões dos agentes
públicos, dos administrados ou, ainda, de necessidades da própria
Administração, que justificam ou impõem a edição de um ato administrativo.
Assertiva correta.
Gabarito: Letra c.

07. (Auditor-Fiscal/Receita Federal do Brasil 2009/ESAF) Quanto à


competência para a prática dos atos administrativos, assinale a
assertiva incorreta.
a) Não se presume a competência administrativa para a prática de
qualquer ato, necessária previsão normativa expressa.
b) Com o ato de delegação, a competência para a prática do ato
administrativo deixa de pertencer à autoridade delegante em favor da
autoridade delegada.
c) A competência é, em regra, inderrogável e improrrogável.
d) Admite-se, excepcionalmente, a avocação e a delegação de
competência administrativa pela autoridade superior competente, nos
limites definidos em lei.
e) A definição da competência decorre de critérios em razão da matéria,
da hierarquia e do lugar, entre outros.

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Antes de analisarmos as assertivas da questão, aplicada no concurso para o


provimento do cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, em 2009, é
importante destacar que muitos foram os recursos apresentados pelos
candidatos com o intuito de anulá-la, já que várias assertivas apresentaram
afirmações ambíguas, que dificultaram a interpretação de seu texto.
Todavia, insistindo no erro, a ESAF decidiu não anulá-la, mantendo o gabarito
originalmente disponibilizado.
a) Perceba que o texto da assertiva afirma que “não se presume a competência
administrativa para a prática de qualquer ato”, sendo necessária expressa
previsão normativa. Realmente, essa é a regra que impera no Direito
Administrativo brasileiro, o que levou a ESAF a considerar correta a assertiva.
O professor José dos Santos Carvalho Filho, por exemplo, afirma que “enquanto
no direito privado a presunção milita em favor da capacidade, no direito público
a regra se inverte: não há presunção de competência administrativa; esta há de
originar-se de texto expresso”.
Entretanto, informa a professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro que “quanto à
previsão em lei, há que se lembrar a possibilidade de omissão do legislador
quanto à fixação da competência para a prática de determinados atos. A rigor,
não havendo lei, entende-se que competente é o Chefe do Poder
Executivo, já que ele é a autoridade máxima da organização administrativa,
concentrando em suas mãos a totalidade das competências não outorgadas em
caráter privativo a determinados órgãos”.
Em conformidade com o entendimento da citada professora, a competência do
Presidente da República pode ser presumida para a edição de determinados
atos que não estejam expressamente previstos em lei, o que tornaria a
assertiva incorreta. Contudo, esse não foi o posicionamento adotado pela ESAF,
que considerou a regra de que a competência não pode ser presumida.
b) O art. 12 da Lei 9.784/1999 estabelece que “um órgão administrativo e seu
titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua
competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam
hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de
circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial”.
Entretanto, deve ficar claro que o ato de delegação não retira a competência da
autoridade delegante, que pode continuar exercendo-a cumulativamente com a
autoridade delegada, desde que exista essa ressalva no ato de delegação.
Assertiva incorreta.
c) A competência realmente é inderrogável, já que não se transfere a outro
órgão ou agente por acordo realizado entre as partes. No mesmo sentido,

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também pode ser considerada improrrogável, pois o agente público não pode
praticar atos que estejam fora do âmbito de sua competência. Assertiva
correta.
d) Eis aqui mais uma assertiva que gerou muito discussão entre os candidatos,
e com razão!
O art. 13 da Lei 9.784/1999 é expresso ao afirmar que “será permitida, em
caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente
inferior”. Diante do que foi exposto, não há dúvidas de que a avocação
realmente deve ocorrer em caráter excepcional.
Todavia, essa “excepcionalidade” não se aplica à delegação. A professora Maria
Sylvia Zanella di Pietro, por exemplo, afirma que “a regra é a possibilidade de
delegação; a exceção é a impossibilidade, que só ocorre quando se trate de
competência outorgada com exclusividade a determinado órgão”. Contudo,
mesmo diante dos argumentos da professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, a
ESAF decidiu considerar a assertiva correta, indeferindo todos os recursos que
foram apresentados.
e) O texto da assertiva simplesmente reproduziu o entendimento do professor
José dos Santos Carvalho Filho, quando afirma que “a norma que define a
competência recebe o influxo de diversos fatores: são os critérios definidores da
competência. Tais critérios constituem fatores necessários à consecução do fim
último do instituto - a organização e a distribuição de tarefas. A definição da
competência, assim, decorre dos critérios em razão da matéria, da
hierarquia, do lugar e do tempo”. Assertiva correta.
GABARITO: LETRA B.

08. (Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/MPOG


2009/ESAF) Marque a opção correta quanto aos atos administrativos.
a) Os atos administrativos de opinião apenas atestam ou declaram a
existência de um direito ou situação, como os pareceres.
b) A presunção de veracidade diz respeito aos fatos.
c) A autoexecutoriedade consiste em atributo pelo qual os atos
administrativos se impõem a terceiros, independentemente de sua
concordância.
d) A Forma é um elemento do ato administrativo que consiste no efeito
jurídico imediato que o ato produz.

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e) Motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento


ao ato administrativo, sendo que o pressuposto de fato é o dispositivo
legal em que se baseia o ato.
Comentários
a) O professor Hely Lopes Meirelles afirma que “atos administrativos
enunciativos são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar
ou a atestar um fato, ou emitir uma opinião sobre determinado assunto, sem
se vincular ao seu enunciado. Dentre os atos mais comuns desta espécie
merecem menção as certidões, os atestados e os pareceres
administrativos”.
Perceba que o texto da assertiva está se referindo, especificamente, aos atos
administrativos de opinião, a exemplo dos pareceres (espécies de atos
enunciativos). É necessário ficar claro que os pareceres não têm por objetivo
atestar ou declarar a existência de um direito ou situação, mas apenas
apresentar a opinião dos órgãos consultivos da Administração sobre assuntos
técnicos ou jurídicos de sua competência, não produzindo efeitos jurídicos.
Assertiva incorreta.
b) Enquanto a presunção de legitimidade assegura à Administração a
prerrogativa de que os seus atos administrativos são editados em conformidade
com a lei, a presunção de veracidade diz respeito aos fatos alegados pela
Administração no momento da edição do ato, considerando-os presumivelmente
verdadeiros, até prova em contrário. Assertiva correta.
c) O atributo que permite à Administração impor os seus atos administrativos a
terceiros, independentemente de concordância ou aquiescência, é a
imperatividade. Assertiva incorreta.
d) O elemento do ato administrativo que consiste no efeito jurídico imediato
que o ato produz é o objeto, o que torna a assertiva incorreta.

e) O motivo realmente é representado pelo pressuposto de fato e de direito


que servem de fundamento para a edição do ato administrativo. O
pressuposto de fato nada mais é do que a circunstância concreta e real que
ensejou a edição do ato, enquanto o pressuposto de direito se manifesta no
dispositivo legal que autorizou o agente a editá-lo.
Assim, não restam dúvidas de que a assertiva está incorreta, pois o seu texto
inverteu as definições de pressuposto de fato e pressuposto de direito.

GABARITO: LETRA B.

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09. (Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/MPOG


2009/ESAF) Marque a opção incorreta.
a) Quando a lei confere expressamente à Administração remoção ex
officio de funcionário, aponta uma situação de discricionariedade.
b) A lei, ao definir o motivo do ato administrativo, utilizando-se dos
chamados conceitos jurídicos indeterminados, aponta uma situação de
discricionariedade.
c) O mérito do ato administrativo diz respeito à oportunidade e
conveniência diante do interesse público a atingir e tem relevância
quanto ao controle judicial da Administração Pública.
d) Cuida-se de controle legislativo sobre a Administração Pública a
competência do Senado Federal para processar e julgar o Vice-
Presidente da República nos crimes de responsabilidade.
e) A competência pode ser objeto de delegação ou de avocação, ainda
que se trate de competência conferida por lei a determinado agente,
com exclusividade.
Comentários
a) A remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito
do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. Trata-se de um instrumento
colocado à disposição da Administração com a finalidade de garantir que a força
de trabalho seja remanejada em conformidade com a conveniência e
oportunidade administrativa. Assertiva correta.
b) O texto da assertiva está correto, pois, ao utilizar um conceito jurídico
indeterminado, a lei realmente aponta uma situação de discricionariedade,
assegurando ao administrador certa margem de liberdade para decidir.
O professor José dos Santos Carvalho Filho afirma que “conceitos jurídicos
indeterminados são termos ou expressões contidos em normas jurídicas, que,
por não terem exatidão em seu sentido, permitem que o intérprete ou o
aplicador possam atribuir certo significado, mutável em função da valoração
que se proceda diante dos pressupostos da norma. É o que sucede com
expressões do tipo ‘ordem pública’, ‘bons costumes’, ‘interesse público’,
‘segurança nacional’ e outras do gênero. Em palavras diversas, referidos
conceitos são aqueles cujo âmbito se apresenta em medida apreciável incerto,
encerrando apenas uma definição ambígua dos pressupostos a que o legislador
conecta certo efeito de direito”.
c) O texto da assertiva está em conformidade com o entendimento da doutrina
majoritária, e, portanto, deve ser considerado correto.
O mérito do ato administrativo realmente está relacionado à prerrogativa
assegurada ao administrador de escolher a opção mais conveniente e oportuna

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ao interesse público, dentro dos limites estabelecidos pela lei. No mesmo


sentido, entende a doutrina majoritária que o Poder Judiciário não pode
interferir na discricionariedade administrativa, alterando decisões que a lei
reservou àquele que, em tese, possui habilitação técnica para tal.
Somente quando a decisão administrativa violar expressamente os princípios da
proporcionalidade, razoabilidade e moralidade, por exemplo, é que o Poder
Judiciário estaria autorizado a analisar a discricionariedade do ato
administrativo.

d) A Constituição Federal, em seu art. 52, I, dispõe que compete


privativamente ao Senado Federal “processar e julgar o Presidente e o Vice-
Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os
Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica
nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles”.
Trata-se de um verdadeiro controle legislativo exercido sobre a Administração
Pública, consequência da teoria dos freios e contrapesos (checks and balances).
Assertiva correta.
e) O art. 13 da Lei 9.784/1999 é expresso ao afirmar que não podem ser
objeto de delegação a edição de atos de caráter normativo, a decisão de
recursos administrativos e as matérias de competência exclusiva do órgão ou
autoridade, o que torna incorreta a assertiva.
GABARITO: LETRA E.

10. (Assistente/Ministério da Fazenda 2009/ESAF) Acerca dos atos


administrativos, assinale a opção correta.
a) A presunção de legitimidade dos atos administrativos é absoluta.
b) O administrado pode negar-se a cumprir qualquer ato administrativo
quando ainda não apreciado e convalidado pelo Poder Judiciário.
c) Até prova em contrário, presume-se que os atos administrativos
foram emitidos com observância da lei.
d) Cumpridas todas as exigências legais para a prática de um ato
administrativo, ainda que seja ele discricionário, o administrado passa
a ter direito subjetivo à sua realização.
e) Considera-se mérito administrativo a conveniência e a oportunidade
da realização do ato, sempre previamente definido e determinado pela
lei.
Comentários

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a) A presunção de legitimidade dos atos administrativos é relativa (juris


tantum), isto é, admite prova em contrário, o que invalida o texto da assertiva.
b) Em razão do atributo da imperatividade, os atos administrativos podem ser
impostos obrigatoriamente aos particulares, independentemente de
concordância ou aquiescência. Ademais, como estão amparados pelo atributo
da presunção de legitimidade, tais atos não precisam ter a sua legalidade
apreciada pelo Judiciário a fim de que produzam imediatamente todos os seus
efeitos jurídicos.
Assim, deve ficar bem claro que o administrado não pode se negar a cumprir o
ato administrativo, salvo se houver autorização administrativa ou judicial nesse
sentido. Assertiva incorreta.
c) Tal prerrogativa é consequência do atributo da presunção de legitimidade, o
que torna a assertiva correta.
d) A professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro afirma que “a atuação da
Administração Pública no exercício da função administrativa é vinculada
quando a lei estabelece a única solução possível diante de determinada situação
de fato; ela fixa todos os requisitos, cuja existência a Administração deve
limitar-se a constatar, sem qualquer margem de apreciação subjetiva”.
Por outro lado, “a atuação é discricionária quando a Administração, diante do
caso concreto, tem a possibilidade de apreciá-lo segundo critérios de
oportunidade e conveniência e escolher uma dentre duas ou mais soluções,
todas válidas para o direito”. Nesse caso, mesmo que o administrado cumpra
todas as exigências legais para a prática de um ato administrativo
discricionário, ainda sim não terá direito subjetivo à sua realização, o que
invalida o texto da assertiva.
e) Perceba que o texto da assertiva afirmou que o mérito administrativo é
sempre previamente definido e determinado pela lei, o que não é verdade.
O mérito administrativo nada mais é do que a discricionariedade assegurada ao
administrador para decidir sobre a conveniência e a oportunidade ao exercer a
função administrativa, portanto, não está previamente definida e determinada
por lei. É a margem de liberdade concedida ao agente público para escolher,
dentre as várias alternativas existentes, aquela que melhor satisfaz o interesse
público.
GABARITO: LETRA C.

11. (Analista de Finanças e Controle/STN 2008/ESAF) O Diretor-Geral


do Departamento de Vigilância Sanitária de uma cidade brasileira

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anulou o ato de concessão de licença de funcionamento de um


restaurante ao constatar uma irregularidade em um dos documentos
apresentados para sua obtenção, existente desde o momento em que
foi apresentado. Em relação a essa situação hipotética, marque a opção
correta.
a) Sendo o Diretor-Geral a autoridade competente para a concessão da
licença, apenas uma autoridade superior a ele poderia tê-la anulado.
b) A invalidação da licença tem efeitos ex nunc, ou seja, não
retroativos, em respeito aos atos já dela decorridos até então.
c) Por haver repercussão no campo de interesses individuais, a
anulação da licença deve ser precedida de procedimento em que se
garanta o contraditório àquele que terá modificada sua situação.
d) Ainda que o documento seja novamente apresentado, desta vez
regularmente constituído, não será possível a convalidação da licença
anteriormente concedida por ser absolutamente nula.
e) Tendo sido uma manifestação legítima de controle de mérito da
Administração Pública, avaliados os critérios de conveniência e
oportunidade, não é cabível indenização.

Comentários

a) A Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal é expressa ao afirmar que


“a administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios
que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los,
por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos,
e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”.
A propósito, a prerrogativa de anulação dos atos ilegais deriva do
princípio da autotutela e pode ser exercida pela própria autoridade responsável
pela edição do ato (no caso, o Diretor-Geral), ou, ainda, pela autoridade
hierarquicamente superior a ele (consequência do poder hierárquico), o que
torna incorreta a assertiva.
b) A anulação de um ato administrativo, por razões de ilegalidade,
pode ser realizada pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário,
produzindo efeitos ex tunc (retroativos). Por outro lado, a revogação (que
ocorre com fundamento na conveniência e oportunidade administrativa)
somente pode ser realizada pela própria Administração, produzindo efeitos ex
nunc (não retroativos).

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Diante do que foi exposto, o texto da assertiva deve ser considerado


incorreto, pois afirmou que a invalidação (anulação) da licença produz efeitos
ex nunc (não retroativos), quando o correto seria ex tunc (retroativos).
c) No julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº
710085/SP, publicado em 06/03/2009, o Supremo Tribunal Federal decidiu que
“embora a Administração esteja autorizada a anular seus próprios atos quando
eivados de vícios que os tornem ilegais (Súmula 473 do STF), não prescinde
do processo administrativo, com obediência aos princípios constitucionais da
ampla defesa e do contraditório”. Assertiva correta.
d) A princípio, a licença está sendo invalidada (anulada) em virtude de o
particular não ter cumprido corretamente o procedimento necessário (forma) à
sua concessão, já que apresentou um documento irregular.
Todavia, como a doutrina majoritária entende que os vícios apresentados
nos elementos “forma” e “competência”, em regra, podem ser sanados, a
licença poderá ser convalidada se o documento correto for posteriormente
apresentado. Assertiva incorreta.
e) A assertiva afirmou que ao anular a licença a Administração exerceu
um controle de mérito, avaliando os critérios de conveniência e oportunidade,
o que não é verdade.
A anulação de um ato administrativo está diretamente relacionada com a
sua legalidade, e não com a conveniência e oportunidade, que somente estão
presentes na revogação. Assertiva incorreta.
GABARITO: LETRA C.

12. (Auditor/Prefeitura de Natal - SEMUT 2008/ESAF) Quanto aos Atos


Administrativos, analise os itens a seguir e marque a opção correta:
I. A imperatividade não existe em todos os atos administrativos, não se
aplicando a atos enunciativos.
II. O objeto é o efeito jurídico imediato que o ato produz.
III. A fonte da discricionariedade é a própria lei: aquela só existe nos
espaços deixados por esta.
IV. Os atos administrativos negociais contêm uma declaração de
vontade da Administração apta a deferir certa faculdade ao particular,
nas condições impostas pelo Poder Público.
V. A revogação do ato administrativo pode ser feita pelo Judiciário e
pela Administração, quando o administrado praticar ato contrário à lei.

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a) Os itens III e V estão corretos.


b) Os itens II e IV estão corretos.
c) Os itens I e V estão incorretos.
d) Os itens II e III estão incorretos.
e) Os itens IV e V estão incorretos.

Comentários
Item I – O texto da assertiva está correto, pois o atributo da
imperatividade somente está presente nos atos administrativos que impõem
obrigações aos particulares, a exemplo de um decreto de desapropriação. Nos
atos enunciativos, que são aqueles pelos quais a Administração simplesmente
atesta ou reconhece determinada situação de fato ou de direito, esse atributo
não existe.
Item II – Enquanto o objeto apresenta-se como o efeito jurídico
imediato (primário) que o ato produz, a finalidade pode ser entendida como o
efeito jurídico mediato (secundário) que o ato visa alcançar, portanto, está
correta a assertiva.
Item III – Mais uma assertiva da ESAF que simplesmente reproduziu as
palavras da professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, ao afirmar que “a fonte
da discricionariedade é a própria lei; aquela só existe nos espaços deixados por
esta. Nesses espaços a atuação livre da Administração é previamente
legitimada pelo legislador.
Ao ser obrigado a escolher a conduta mais satisfatória ao interesse
público, dentre as várias opções existentes, o administrador público atuará
discricionariamente, porém, nos limites e “espaços” permitidos pela lei.
Assertiva correta.
Item IV – O professor Hely Lopes Meirelles afirma que “atos
administrativos negociais são todos aqueles que contêm uma declaração de
vontade da Administração apta a concretizar determinado negócio jurídico ou a
deferir certa faculdade ao particular, nas condições impostas ou consentidas
pelo Poder Público”, portanto, correta a assertiva.
Item V – A revogação restringe-se à análise dos critérios de
conveniência e oportunidade e somente pode ser realizada pelo responsável
pela edição do ato administrativo, no caso, a Administração.
O Poder Judiciário apenas poderá revogar um ato administrativo se tiver
sido o responsável pela sua edição, como acontece, por exemplo, quando um

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Tribunal revoga licença para tratar de interesses particulares concedida a um


servidor.
Quando o ato administrativo é editado em desconformidade com a
legislação vigente, será passível de anulação e não de revogação, o que torna
incorreta a assertiva.
Antes de marcar a resposta da questão, perceba que somente o “Item V”
está incorreto, pois todos os demais foram considerados corretos. Assim, a
única alternativa que responde corretamente à questão é a letra “b”, já que
não afirma que apenas os itens II e IV estão corretos.
GABARITO: LETRA B.

13. (Procurador da Fazenda Nacional/PGFN 2007/ESAF) Considerando


os atos administrativos, analise os itens a seguir:
I. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe ao
Poder Judiciário apreciar o mérito dos atos administrativos, e que a
análise de sua discricionariedade é possível para a verificação de sua
regularidade em relação à forma, objeto e finalidade;
II. Não se aplica a Teoria dos Motivos Determinantes aos atos
discricionários;
III. A Administração pode revogar seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos,
respeitados os direitos adquiridos;
IV. Uma vez anulado o ato pela própria Administração, cessa
imediatamente sua operatividade, não obstante possa o interessado
pleitear judicialmente o restabelecimento da situação anterior;
V. O ato administrativo pode ser extinto pela caducidade, a qual ocorre
porque o destinatário descumpriu condições que deveriam permanecer
atendidas a fim de poder continuar desfrutando da situação jurídica.
A quantidade de itens corretos é igual a:
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
Comentários

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Item I – No julgamento do Agravo Regimental proposto no Recurso


Extraordinário nº 365.368/SC, publicado em 29/06/2007, de relatoria do
Ministro Ricardo Lewandowski, o Supremo Tribunal Federal decidiu que “embora
não caiba ao Poder Judiciário apreciar o mérito dos atos administrativos, o
exame de sua discricionariedade é possível para a verificação de sua
regularidade em relação às causas, aos motivos e à finalidade que os
ensejam”.
Como o texto da assertiva afirmou que “cabe ao Poder Judiciário apreciar
o mérito dos atos administrativos para a verificação de sua regularidade em
relação à forma, objeto e finalidade”, deve ser considerado incorreto, pois
essa não foi a conclusão a que se chegou no julgamento do RE-AgR
365.368/SC.
Item II – O professor Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que de
acordo com a teoria dos motivos determinantes, “os motivos que
determinam a vontade do agente, isto é, os fatos que serviram de suporte à
sua decisão, integram a validade do ato. Sendo assim, a invocação de
‘motivos de fato’ falsos, inexistentes ou incorretamente qualificados vicia o ato
mesmo quando, conforme já se disse, a lei não haja estabelecido,
antecipadamente, os motivos que ensejariam a prática do ato. Uma vez
enunciados pelo agente os motivos em que se calçou, ainda quando a lei não
haja expressamente imposto a obrigação de enunciá-los, o ato só será válido se
estes realmente ocorreram e o justificavam”.
Analisando-se os comentários do professor Celso Antônio Bandeira de
Mello, conclui-se que a teoria dos motivos determinantes é aplicável sim aos
atos administrativos discricionários, caracterizando-se como um eficiente
instrumento de controle da atividade administrativa. Assertiva incorreta.
Item III – Se o ato administrativo é ilegal, não poderá ser revogado,
mas somente anulado. A revogação ocorre quando a Administração entende
não ser mais conveniente e oportuno manter vigente um ato administrativo
válido, editado em conformidade com a lei. Assertiva incorreta.
Item IV – O professor Hely Lopes Meirelles afirma que “uma vez anulado
o ato pela própria Administração, cessa imediatamente sua operatividade, não
obstante possa o interessado pleitear judicialmente o restabelecimento da
situação anterior, e até mesmo obter em mandado de segurança a suspensão
liminar dos efeitos do ato invalidatório”.
Em outras palavras, quando a Administração anula um ato administrativo
ilegal, este deixa de produzir efeitos imediatamente. Entretanto, se o
administrado não concorda com a anulação do ato, poderá recorrer ao Poder

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Judiciário pleiteando a anulação da anulação do ato administrativo, o que faria


com o que o ato anulado voltasse a produzir efeitos. Assertiva correta.
Item V – Diferentemente do que consta no texto da assertiva, a
caducidade ocorre quando o surgimento de uma nova lei impede a
continuidade de um ato administrativo editado em conformidade com a
legislação anterior.
Quando o administrado deixa de cumprir as condições necessárias para a
manutenção do ato administrativo e seus respectivos efeitos, ocorre a sua
cassação (forma de extinção do ato), o que torna a assertiva incorreta.
GABARITO: LETRA A.

14. (Analista de Finanças e Controle/STN 2008/ESAF) Quanto à


discricionariedade e à vinculação da atuação administrativa, pode-se
afirmar corretamente:
a) a discricionariedade presente num ato administrativo nunca é total,
pois, em geral, ao menos a competência, a forma e a finalidade são
elementos definidos em lei e, portanto, vinculados.
b) o ato administrativo será discricionário quando a lei não deixar
margem de liberdade para a atuação do administrador e fixar a sua
única maneira de agir diante do preenchimento de determinados
requisitos.
c) a conveniência e a oportunidade de realização dos atos constituem o
mérito administrativo, presente nos atos vinculados e passível de
controle pelo poder judiciário.
d) quando o motivo for um aspecto discricionário do ato administrativo,
ainda que expressamente indicado pela administração pública para a
prática de determinado ato, não estará passível de controle pelo poder
judiciário.
e) a admissão de servidor público é ato administrativo discricionário
típico, assim como a permissão de uso de bem público é exemplo
clássico de ato administrativo vinculado.

Comentários

a) A doutrina majoritária afirma que são cinco os requisitos ou elementos


de validade do ato administrativo: competência, forma, finalidade, motivo e
objeto. Os três primeiros são sempre vinculados, isto é, previamente
estabelecidos e detalhados pela lei. Por outro lado, o “motivo” e o “objeto”
podem ser vinculados ou discricionários.

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Mesmo nos atos discricionários, os elementos de competência, forma e


finalidade sempre serão previamente estabelecidos em lei (vinculados), o que
limita a discricionariedade do administrador no momento da edição do ato
administrativo. Assertiva correta.
b) O texto da assertiva está incorreto, pois quando a lei não deixar
margem de liberdade para a atuação do administrador e fixar a sua única
maneira de agir diante do preenchimento de determinados requisitos, ter-se-á
um ato administrativo vinculado.
c) De início, é importante esclarecer que nos atos vinculados não há que
se falar em mérito administrativo, já que todos os requisitos de validade serão
previamente estabelecidos pela lei, o que torna a assertiva incorreta.
Ademais, deve ficar claro que, em regra, o Poder Judiciário não está
autorizado a apreciar o mérito do ato administrativo, sob pena de violação à
teoria da separação dos poderes. Contudo, em caráter excepcional, se o
conteúdo do ato for visivelmente violador dos princípios da moralidade,
proporcionalidade ou moralidade, entende a doutrina majoritária ser possível a
análise judicial.
d) Em razão da teoria dos motivos determinantes, os motivos alegados
pela Administração, no momento da edição do ato administrativo, devem
corresponder à realidade, isto é, devem ser verdadeiros, sob pena de o ato
administrativo ser posteriormente declarado nulo pelo Poder Judiciário.
Assertiva incorreta.
e) Em relação à “admissão” de servidor público, o ato administrativo
correspondente pode ser vinculado ou discricionário. Quando se tratar de
nomeação para cargos de provimento efetivo, será vinculado. Por outro lado,
será discricionário quando se referir a nomeações para cargos em comissão
(também chamados de cargos de confiança), de livre nomeação e exoneração.
A permissão de uso de bem público é exemplo clássico de ato
administrativo discricionário, pois, antes de editá-la, a Administração
analisará a sua oportunidade e conveniência para o interesse público. Assertiva
incorreta.
GABARITO: LETRA A.

15. (ESAF∕Analista Administrativo – DNIT∕2013) São hipóteses de atos


administrativos irrevogáveis, exceto:
a) Atos vinculados.
b) Atos que geraram direitos adquiridos.

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c) Atos consumados.
d) Atos administrativos praticados pelo Poder Judiciário.
e) Atos, já preclusos, que integrem procedimento.

Comentários
Para responder às questões de prova, lembre-se sempre de que alguns
atos administrativos não podem ser revogados, a saber:
1º) os atos já consumados, que exauriram seus efeitos:
suponhamos que tenha sido editado um ato concessivo de férias a um
servidor e que todo o período já tenha sido gozado. Ora, neste caso, não
há como revogar o ato que concedeu férias ao servidor, pois todos os
efeitos do ato já foram produzidos;
2º) os atos vinculados: se a lei é responsável pela definição de todos os
requisitos do ato administrativo, não é possível que a Administração
efetue a sua revogação com base na conveniência e oportunidade
(condição necessária para a revogação);
3º) os atos que já geraram direitos adquiridos para os
particulares: trata-se de garantia constitucional assegurada
expressamente no inciso XXXVI do artigo 5º da CF/88;
4º) os atos que integram um procedimento, pois, neste caso, a cada
ato praticado surge uma nova etapa, ocorrendo a preclusão de revogação
da anterior.
5º) os denominados meros atos administrativos, pois, neste caso,
os efeitos são estabelecidos diretamente na lei.
Entretanto, o simples fato de um ato administrativo ter sido editado pelo
Poder Judiciário, no exercício atípico de função administrativa, não o torna
insuscetível de revogação, já que possui as mesmas características dos atos
editados pelos demais poderes.

Gabarito: Letra d.

16. (Analista Tributário/Receita Federal do Brasil 2009/ESAF) De


acordo com o disposto na Lei n. 9.784/99, que regula o processo
administrativo, no âmbito da Administração Pública Federal, a
Administração deve anular seus próprios atos e pode revogá-los, sendo
que
a) a revogação, por motivo de conveniência ou oportunidade, deve
respeitar os direitos adquiridos.

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b) a revogação prescinde de motivação.


c) a anulação, quando o ato estiver eivado de vício de legalidade, pode
ocorrer a qualquer tempo.
d) a anulação prescinde de motivação.
e) tanto a anulação como a revogação estão sujeitas à prescrição
decenal, não havendo o que cogitar, de eventuais direitos adquiridos.

Comentários
a) Apesar de a Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal assegurar à
Administração a prerrogativa de revogar os seus próprios atos, por motivo de
conveniência ou oportunidade (discricionariedade administrativa), impõe a
necessidade de respeito aos direitos adquiridos, o que torna correta a
assertiva.
b) Em regra, todos os atos administrativos precisam ser motivados (pelo
menos esse é o entendimento da doutrina majoritária e que deve ser assimilado
para concursos públicos), assim como acontece na revogação, o que torna a
assertiva incorreta.
São raros os atos administrativos que prescindem (dispensam) de motivação.
Nas provas da ESAF, o exemplo mais utilizado de ato administrativo cuja
motivação não é obrigatória é o de exoneração e nomeação para cargos em
comissão (também chamados de cargos em confiança).
c) O art. 54 da Lei 9.784/1999 preceitua que “o direito da Administração de
anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé”. Assertiva incorreta.
d) O art. 50 da Lei 9.784/1999 prevê que, dentre outras hipóteses, deverão
ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, os atos
administrativos que importem anulação, revogação, suspensão ou
convalidação de ato administrativo. Assertiva incorreta.
e) O texto da assertiva contraria expressamente o teor do art. 53 da Lei
9.784/1999, que é expresso ao afirmar que “a Administração deve anular seus
próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por
motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos”. Assertiva incorreta.

GABARITO: LETRA A.

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17. (ESAF/Todos os Cargos - FUNAI/2016) Assinale a opção que


corresponda ao requisito de validade do ato administrativo que
configura “o círculo definido por lei dentro do qual podem os agentes
exercer legitimamente sua atividade”. (CARVALHO FILHO, José dos
Santos. Manual do Direito Administrativo. 27 ed. São Paulo: Atlas,
2014, p. 106).

a) Competência.

b) Forma.

c) Motivo.

d) Objetivo.

e) Finalidade.

Comentários

a) A abrangência legitimamente assegurada do exercício de atividades por um


agente público decorre da competência atribuída por lei.

É necessário que alguém edite o ato administrativo para que possa produzir
efeitos jurídicos. Esse alguém é o agente público (também chamado por alguns
autores de “sujeito”), que recebe essa competência expressamente do texto
constitucional, através de lei (que é a regra geral) ou, ainda, segundo o
professor José dos Santos Carvalho Filho, através de normas administrativas.
Assertiva correta.

b) A forma pode ser compreendida em sentido estrito e em sentido amplo.


Em sentido estrito, a forma pode ser entendida como a exteriorização do ato
administrativo, o “modelo” do ato, o modo pelo qual ele se apresenta ao
mundo jurídico. Em sentido amplo, a forma pode ser entendida como a
formalidade ou procedimento a ser observado para a produção do ato
administrativo. Assertiva incorreta.

c) O motivo, que também é chamado de “causa”, é o pressuposto de fato e de


direito que serve de fundamento para a edição do ato administrativo.
Assertiva incorreta.

d) Segundo a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, “o objeto é o efeito


jurídico que o ato produz. O que o ato faz? Ele cria um direito? Ele extingue
um direito? Ele transforma? Quer dizer, o objeto vem descrito na norma, ele
corresponde ao próprio enunciado do ato”. Assertiva incorreta.

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e) Finalidade trata-se de requisito sempre vinculado (previsto em lei) que


impõe a necessidade de respeito ao interesse público no momento da edição
do ato administrativo. Assertiva incorreta.

GABARITO: LETRA A

18. (ESAF/Especialista em Regulação de Aviação Civil - ANAC/2016)


Considerando-se os elementos do ato administrativo, sabemos que
alguns deles são sempre vinculados, enquanto outros podem ser ora
vinculados, ora discricionários.

Assinale a opção em que os dois elementos nela listados admitam tanto


a vinculação quanto a discricionariedade.

a) Finalidade / motivo.

b) Forma /objeto.

c) Competência / finalidade.

d) Motivo / objeto.

e) Finalidade / forma.

Comentários

A competência é um requisito sempre vinculado do ato administrativo.

A finalidade é um requisito sempre vinculado do ato administrativo.

A forma é um requisito sempre vinculado do ato administrativo.

O motivo é um requisito que pode ser vinculado, como pode ser


discricionário.

José dos Santos Carvalho Filho explica que “se a situação de fato já está
delineada na norma legal, ao agente nada mais cabe senão praticar o ato tão
logo seja ela configurada. Atua ele como executor da lei em virtude do princípio
da legalidade que norteia a Administração. Caracterizar-se-á, desse modo, a
produção de ato vinculado por haver estrita vinculação do agente à lei.

Diversa é a hipótese quando a lei não delineia a situação fática, mas, ao


contrário, transfere ao agente a verificação de sua ocorrência atendendo a
critérios de caráter administrativo (conveniência e oportunidade). Nesse caso é
o próprio agente que elege a situação fática geradora da vontade, permitindo,

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assim, maior liberdade de atuação, embora sem afastamento dos princípios


administrativos. Desvinculado o agente de qualquer situação de fato prevista na
lei, sua atividade reveste-se de discricionariedade, redundando na prática
de ato discricionário.”.

O objeto é um requisito que pode ser vinculado, como pode ser


discricionário. José dos Santos Carvalho Filho explica:

“Quando se trata de atividade vinculada, o autor do ato deve limitar-se a fixar


como objeto deste o mesmo que a lei previamente já estabeleceu. Aqui, pode
dizer-se que se trata de objeto vinculado.

Em outras hipóteses, todavia, é permitido ao agente traçar as linhas que


limitam o conteúdo de seu ato, mediante a avaliação dos elementos que
constituem critérios administrativos. Nesse caso estaremos diante de objeto
discricionário.”.

Dessa forma, os dois elementos listados na questão que admitem tanto a


vinculação quanto a discricionariedade são o motivo e o objeto.

GABARITO: LETRA D

19. (ESAF/ Técnico Administrativo - ANAC/2016) Correlacione as


colunas I e II, classificando os atos administrativos relacionados na
coluna I com as espécies elencadas na coluna II. Ao final, assinale a
opção que contenha a sequência correta para a coluna I.

a) 2, 1, 3, 1, 1, 2

b) 3, 2, 3, 2, 2, 1

c) 3, 2, 3, 1, 1, 2

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d) 1, 2, 1, 1, 1, 3

e) 2, 2, 3, 1, 1, 3

Comentários

Atos de expediente são os atos rotineiros praticados pelos agentes


administrativos no interior da Administração, sem caráter vinculante e sem
forma especial, que têm por objetivo organizar e operacionalizar as
atividades exercidas pelos órgãos e pelas entidades públicas. Para exemplificar,
podemos citar o preenchimento de um documento, a expedição de um ofício a
um particular, a rubrica nas páginas de um processo administrativo, a
movimentação de processos, o recebimento de petição no protocolo.

Atos de império ou de autoridade são aqueles praticados pela Administração


no gozo de sua supremacia sobre o administrado. São aqueles através dos
quais a Administração cria deveres aos particulares independentemente de
concordância ou aquiescência, tal como acontece na aplicação de uma multa de
trânsito, na edição de um decreto de desapropriação, na apreensão de
mercadorias, na interdição de um estabelecimento.

Atos de gestão são aqueles editados pela Administração sem fazer uso de
sua supremacia sobre o administrado, estabelecendo-se uma relação
horizontal (igualdade) e assemelhando-se aos atos de Direito privado, sendo
possível citar como exemplo a aquisição de bens pela Administração, o aluguel
de equipamentos, a autorização ou permissão de uso.

GABARITO: LETRA C

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RELAÇÃO DE QUESTÕES COMENTADAS – COM GABARITO

01. (ESAF∕PECFAZ – Ministério da Fazenda∕2013) Em relação aos Atos


Administrativos, é correto afirmar:
a) a determinação e cumprimento de ato administrativo consistente em
apreensão e destruição de mercadoria imprópria para o consumo está
sujeito à revogação dada a discricionariedade da Administração
Pública.
b) os atos complexos não se compõem de vontades autônomas, embora
múltiplas, havendo na verdade uma só vontade autônoma, ou seja, de
conteúdo próprio.
c) a Exigibilidade é a qualidade que certos atos administrativos têm
para constituir situações de observância obrigatória em relação aos
seus destinatários, independentemente da respectiva concordância ou
aquiescência.
d) a supressão retroativa da ilegalidade de um ato administrativo
retroage à data em que este foi praticado.
e) a Extinção Natural ocorre com o desaparecimento do sujeito que se
beneficiou do ato a exemplo da morte do permissionário em se tratando
de permissão intransferível.

02. (ESAF∕Analista Técnico-Administrativo – Min. Turismo∕2014)


Assinale a opção em que não consta requisito de validade (ou
elemento) do ato administrativo.
a) Competência.
b) Objeto.
c) Executoriedade.
d) Motivo.
e) Finalidade.

03. (ESAF∕EPP – MPOG∕2013) Assinale a afirmativa correta.


a) No atual regramento administrativo, não se reconhece convalidação
de atos viciados em razão de decurso de prazo.
b) Comprovada a má-fé, respeitado o devido processo legal, pode a
administração anular ato de concessão de aposentadoria, ainda não
apreciado pelo Tribunal de Contas da União, mesmo que praticado há
mais de cinco anos.

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c) Aplicação da “Teoria da Aparência”, para atribuir responsabilidade à


administração pública, que, por culpa ou dolo, permite que terceiro
pratique atos em seu nome, independe da boa-fé do beneficiado pelo
ato.
d) É vedado ao Poder Judiciário, em sede de controle de ato
administrativo disciplinar, anular penalidade de demissão permitindo
ao administrador aplicação de penalidade menos gravosa, pois a
fixação da penalidade trata-se de mérito administrativo.
e) É vedada a delegação de competência por ato unilateral.

04. (ESAF∕AFC – Tesouro Nacional∕2013) João, servidor público federal


até o dia 27/12/12, completou 70 (setenta) anos naquela data,
oportunidade em que seus colegas de trabalho, sabendo que João não
possuía nenhum parente próximo, organizaram uma comemoração não
somente pela passagem de seu aniversário, mas em agradecimento a
tantos anos de serviços prestados, já que se encerrava ali o seu vínculo
como servidor ativo da União. No dia 28/12/12, João dirigiu-se ao
trabalho no mesmo horário de sempre e, já sem o crachá de
identificação, argumentou com o vigilante da portaria que iria retirar
seus pertences pessoais. Tratando-se do último dia útil do ano, João
encontrou seus colegas de trabalho muito atarefados e, ainda
possuindo as senhas de acesso aos sistemas corporativos, não hesitou
em ajudá-los praticando vários atos vinculados em nome da União,
inclusive recebendo documentos e atestando tal recebimento a
terceiros.
Tendo em mente a situação concreta acima narrada, assinale a opção
que contenha a classificação utilizada pelo Direito Administrativo a
pessoas que agem como João, bem como o tratamento dado pela
Administração aos atos por ele praticados.
a) Agente público/revogação.
b) Agente político/anulação.
c) Agente de fato/convalidação.
d) Agente público/convalidação.
e) Agente de fato/ revogação.

05. (ESAF∕Técnico Administrativo – MF∕2012) A correção ou


regularização de determinado ato, desde a origem, de tal sorte que os
efeitos já produzidos passem a ser considerados efeitos válidos, não
passíveis de desconstituição e esse ato permaneça no mundo jurídico
como ato válido, apto a produzir efeitos regulares, denomina-se

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a) Contraposição.
b) Convalidação.
c) Revogação.
d) Cassação.
e) Anulação.

06. (ESAF∕Analista Tributário – RFB∕2012) É incorreto afirmar, quanto


ao regime do ato administrativo:
a) a presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato com
a lei.
b) a auto-executoriedade é a possibilidade de o ato ser posto em
execução pela própria Administração Pública.
c) a discricionariedade configura a completa liberdade de atuação do
agente público na prática do ato administrativo.
d) a imperatividade é a capacidade do ato de se impor a terceiros
independente de sua concordância.
e) o motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de
fundamento para a prática do ato administrativo.

07. (Auditor-Fiscal/Receita Federal do Brasil 2009/ESAF) Quanto à


competência para a prática dos atos administrativos, assinale a
assertiva incorreta.
a) Não se presume a competência administrativa para a prática de
qualquer ato, necessária previsão normativa expressa.
b) Com o ato de delegação, a competência para a prática do ato
administrativo deixa de pertencer à autoridade delegante em favor da
autoridade delegada.
c) A competência é, em regra, inderrogável e improrrogável.
d) Admite-se, excepcionalmente, a avocação e a delegação de
competência administrativa pela autoridade superior competente, nos
limites definidos em lei.
e) A definição da competência decorre de critérios em razão da matéria,
da hierarquia e do lugar, entre outros.

08. (Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/MPOG


2009/ESAF) Marque a opção correta quanto aos atos administrativos.
a) Os atos administrativos de opinião apenas atestam ou declaram a
existência de um direito ou situação, como os pareceres.

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b) A presunção de veracidade diz respeito aos fatos.


c) A autoexecutoriedade consiste em atributo pelo qual os atos
administrativos se impõem a terceiros, independentemente de sua
concordância.
d) A Forma é um elemento do ato administrativo que consiste no efeito
jurídico imediato que o ato produz.
e) Motivo é o pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento
ao ato administrativo, sendo que o pressuposto de fato é o dispositivo
legal em que se baseia o ato.

09. (Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/MPOG


2009/ESAF) Marque a opção incorreta.
a) Quando a lei confere expressamente à Administração remoção ex
officio de funcionário, aponta uma situação de discricionariedade.
b) A lei, ao definir o motivo do ato administrativo, utilizando-se dos
chamados conceitos jurídicos indeterminados, aponta uma situação de
discricionariedade.
c) O mérito do ato administrativo diz respeito à oportunidade e
conveniência diante do interesse público a atingir e tem relevância
quanto ao controle judicial da Administração Pública.
d) Cuida-se de controle legislativo sobre a Administração Pública a
competência do Senado Federal para processar e julgar o Vice-
Presidente da República nos crimes de responsabilidade.
e) A competência pode ser objeto de delegação ou de avocação, ainda
que se trate de competência conferida por lei a determinado agente,
com exclusividade.

10. (Assistente/Ministério da Fazenda 2009/ESAF) Acerca dos atos


administrativos, assinale a opção correta.
a) A presunção de legitimidade dos atos administrativos é absoluta.
b) O administrado pode negar-se a cumprir qualquer ato administrativo
quando ainda não apreciado e convalidado pelo Poder Judiciário.
c) Até prova em contrário, presume-se que os atos administrativos
foram emitidos com observância da lei.
d) Cumpridas todas as exigências legais para a prática de um ato
administrativo, ainda que seja ele discricionário, o administrado passa
a ter direito subjetivo à sua realização.
e) Considera-se mérito administrativo a conveniência e a oportunidade
da realização do ato, sempre previamente definido e determinado pela
lei.

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11. (Analista de Finanças e Controle/STN 2008/ESAF) O Diretor-Geral


do Departamento de Vigilância Sanitária de uma cidade brasileira
anulou o ato de concessão de licença de funcionamento de um
restaurante ao constatar uma irregularidade em um dos documentos
apresentados para sua obtenção, existente desde o momento em que
foi apresentado. Em relação a essa situação hipotética, marque a opção
correta.
a) Sendo o Diretor-Geral a autoridade competente para a concessão da
licença, apenas uma autoridade superior a ele poderia tê-la anulado.
b) A invalidação da licença tem efeitos ex nunc, ou seja, não
retroativos, em respeito aos atos já dela decorridos até então.
c) Por haver repercussão no campo de interesses individuais, a
anulação da licença deve ser precedida de procedimento em que se
garanta o contraditório àquele que terá modificada sua situação.
d) Ainda que o documento seja novamente apresentado, desta vez
regularmente constituído, não será possível a convalidação da licença
anteriormente concedida por ser absolutamente nula.
e) Tendo sido uma manifestação legítima de controle de mérito da
Administração Pública, avaliados os critérios de conveniência e
oportunidade, não é cabível indenização.

12. (Auditor/Prefeitura de Natal - SEMUT 2008/ESAF) Quanto aos Atos


Administrativos, analise os itens a seguir e marque a opção correta:
I. A imperatividade não existe em todos os atos administrativos, não se
aplicando a atos enunciativos.
II. O objeto é o efeito jurídico imediato que o ato produz.
III. A fonte da discricionariedade é a própria lei: aquela só existe nos
espaços deixados por esta.
IV. Os atos administrativos negociais contêm uma declaração de
vontade da Administração apta a deferir certa faculdade ao particular,
nas condições impostas pelo Poder Público.
V. A revogação do ato administrativo pode ser feita pelo Judiciário e
pela Administração, quando o administrado praticar ato contrário à lei.
a) Os itens III e V estão corretos.
b) Os itens II e IV estão corretos.
c) Os itens I e V estão incorretos.
d) Os itens II e III estão incorretos.

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e) Os itens IV e V estão incorretos.


13. (Procurador da Fazenda Nacional/PGFN 2007/ESAF) Considerando
os atos administrativos, analise os itens a seguir:
I. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe ao
Poder Judiciário apreciar o mérito dos atos administrativos, e que a
análise de sua discricionariedade é possível para a verificação de sua
regularidade em relação à forma, objeto e finalidade;
II. Não se aplica a Teoria dos Motivos Determinantes aos atos
discricionários;
III. A Administração pode revogar seus próprios atos, quando eivados
de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos,
respeitados os direitos adquiridos;
IV. Uma vez anulado o ato pela própria Administração, cessa
imediatamente sua operatividade, não obstante possa o interessado
pleitear judicialmente o restabelecimento da situação anterior;
V. O ato administrativo pode ser extinto pela caducidade, a qual ocorre
porque o destinatário descumpriu condições que deveriam permanecer
atendidas a fim de poder continuar desfrutando da situação jurídica.
A quantidade de itens corretos é igual a:
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

14. (Analista de Finanças e Controle/STN 2008/ESAF) Quanto à


discricionariedade e à vinculação da atuação administrativa, pode-se
afirmar corretamente:
a) a discricionariedade presente num ato administrativo nunca é total,
pois, em geral, ao menos a competência, a forma e a finalidade são
elementos definidos em lei e, portanto, vinculados.
b) o ato administrativo será discricionário quando a lei não deixar
margem de liberdade para a atuação do administrador e fixar a sua
única maneira de agir diante do preenchimento de determinados
requisitos.
c) a conveniência e a oportunidade de realização dos atos constituem o
mérito administrativo, presente nos atos vinculados e passível de
controle pelo poder judiciário.

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d) quando o motivo for um aspecto discricionário do ato administrativo,


ainda que expressamente indicado pela administração pública para a
prática de determinado ato, não estará passível de controle pelo poder
judiciário.
e) a admissão de servidor público é ato administrativo discricionário
típico, assim como a permissão de uso de bem público é exemplo
clássico de ato administrativo vinculado.

15. (ESAF∕Analista Administrativo – DNIT∕2013) São hipóteses de atos


administrativos irrevogáveis, exceto:
a) Atos vinculados.
b) Atos que geraram direitos adquiridos.
c) Atos consumados.
d) Atos administrativos praticados pelo Poder Judiciário.
e) Atos, já preclusos, que integrem procedimento.

16. (Analista Tributário/Receita Federal do Brasil 2009/ESAF) De


acordo com o disposto na Lei n. 9.784/99, que regula o processo
administrativo, no âmbito da Administração Pública Federal, a
Administração deve anular seus próprios atos e pode revogá-los, sendo
que
a) a revogação, por motivo de conveniência ou oportunidade, deve
respeitar os direitos adquiridos.
b) a revogação prescinde de motivação.
c) a anulação, quando o ato estiver eivado de vício de legalidade, pode
ocorrer a qualquer tempo.
d) a anulação prescinde de motivação.
e) tanto a anulação como a revogação estão sujeitas à prescrição
decenal, não havendo o que cogitar, de eventuais direitos adquiridos.

17. (ESAF/Todos os Cargos - FUNAI/2016) Assinale a opção que


corresponda ao requisito de validade do ato administrativo que
configura “o círculo definido por lei dentro do qual podem os agentes
exercer legitimamente sua atividade”. (CARVALHO FILHO, José dos
Santos. Manual do Direito Administrativo. 27 ed. São Paulo: Atlas,
2014, p. 106).

a) Competência.

b) Forma.

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c) Motivo.

d) Objetivo.

e) Finalidade.

18. (ESAF/Especialista em Regulação de Aviação Civil - ANAC/2016)


Considerando-se os elementos do ato administrativo, sabemos que
alguns deles são sempre vinculados, enquanto outros podem ser ora
vinculados, ora discricionários.

Assinale a opção em que os dois elementos nela listados admitam tanto


a vinculação quanto a discricionariedade.

a) Finalidade / motivo.

b) Forma /objeto.

c) Competência / finalidade.

d) Motivo / objeto.

e) Finalidade / forma.

19. (ESAF/ Técnico Administrativo - ANAC/2016) Correlacione as


colunas I e II, classificando os atos administrativos relacionados na
coluna I com as espécies elencadas na coluna II. Ao final, assinale a
opção que contenha a sequência correta para a coluna I.

a) 2, 1, 3, 1, 1, 2

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b) 3, 2, 3, 2, 2, 1

c) 3, 2, 3, 1, 1, 2

d) 1, 2, 1, 1, 1, 3

e) 2, 2, 3, 1, 1, 3

GABARITO

01.D 02.C 03.B 04.C 05.B 06.C 07.B 08.B

09.E 10.C 11.C 12.B 13.A 14.A 15.D 16.A

17.A 18.D 19.C

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QUESTÕES COMENTADAS - CESPE

(CESPE/Técnico Judiciário – TJDF/2015) Com base no disposto na Lei


n.º 8.112/1990, julgue o item a seguir.

01. Em razão do atributo da autoexecutoriedade dos atos


administrativos, é possível a execução dos efeitos da pena imposta a
servidor público antes do trânsito em julgado da decisão condenatória
em processo administrativo disciplinar, ou seja, ainda que esteja
pendente julgamento de recurso administrativo.

A legalidade da imediata execução de penalidade administrativa pauta-se no


fato de que os atos administrativos funcionam como títulos executivos e gozam
de autoexecutoriedade, dispensando o trânsito em julgado da própria decisão
administrativa, a menos que, excepcionalmente, seja deferido efeito suspensivo
a recurso. Assertiva correta.

(CESPE/Técnico Judiciário – TRE RS/2015 - adaptada) Acerca dos atos


administrativos, julgue os itens seguintes:

02. Em sentido amplo, é considerada ato administrativo toda declaração


unilateral de vontade do poder público no exercício de atividades
administrativas, revestido de todas as prerrogativas de regime de
direito público, visando o cumprimento da lei, sujeito a controle
jurisdicional, excluídos os atos gerais, abstratos e os acordos bilaterais
firmados pela administração pública.

Para Hely Lopes Meirelles, “ato administrativo é toda manifestação unilateral de


vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim
imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos,
ou impor obrigações aos administrados ou a si própria.” Todavia, deve ficar
claro que os atos gerais e abstratos, a exemplo dos decretos regulamentares,
não estão excluídos do conceito de ato administrativo. Assertiva incorreta.

03. O poder discricionário permite que o agente público pratique atos


totalmente dissociados da lei.

O poder discricionário deve ser exercido nos estritos termos da lei, pois, caso
contrário, o agente público competente poderá ser responsabilizado nas esferas
penal, administrativa e civil. Assertiva incorreta.

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04. O fenômeno da tredestinação lícita se aplica a atos administrativos


de desapropriação, quando a finalidade específica é alterada, mas
mantém-se a finalidade genérica, de modo que o interesse público
continue a ser atendido.
Na tredestinação lícita, persiste o interesse público, mas o bem é utilizado
em finalidade pública diversa daquela declarada como fundamento para a
desapropriação. Nesse caso, não assiste ao expropriado o direito de ser
reintegrado no domínio do bem nem de receber perdas e danos em função da
alteração ocorrida. Podemos citar como exemplo a desapropriação de uma área
pelo Município com a finalidade de construção de uma escola, mas que,
posteriormente, em virtude do interesse público, decidiu-se construir um posto
de saúde. Assertiva correta.

05. O ato administrativo praticado por agente público no exercício de


sua função é dotado de presunção absoluta de veracidade.
A presunção de legitimidade dos atos administrativos é sempre relativa,
portanto, eventuais interessados poderão questionar a respectiva validade
perante o Poder Judiciário ou à própria Administração Pública. Assertiva
incorreta.

06. A autoexecutoriedade é atributo de todos os atos administrativos.


Nem sempre os atos administrativos irão gozar de autoexecutoriedade e, para
fins de concursos públicos, a multa (ato administrativo) é o exemplo mais
cobrado em relação à ausência de autoexecutoriedade. Nesse caso, apesar de a
aplicação da multa ser decorrente do atributo da imperatividade, se o
particular não efetuar o seu pagamento a Administração somente poderá
recebê-la se recorrer ao Poder Judiciário. Assertiva incorreta.

(CESPE/Analista Judiciário – TJ DF/2015) A respeito das sociedades de


economia mista, da convalidação de atos administrativos, da concessão
de serviços públicos e da desapropriação, julgue o item a seguir.
07. Situação hipotética: Poucos dias depois de determinado ato
administrativo de autoridade competente ter concedido licença e férias
a servidor do TJDFT, verificou-se que o servidor não tinha direito à
licença. Novo ato foi, então, praticado, retirando-se a concessão da
licença e ratificando-se a concessão das férias.

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Assertiva: Nesse caso, o ato posterior convalidou o anterior, por meio


de ratificação.

Em termos gerais, pode-se afirmar que existem três formas de convalidação


(correção) de atos administrativos viciados:

1ª – Ratificação: nesse caso é editado um novo ato administrativo para sanar


um vício existente em ato editado anteriormente (o que não é o caso do
enunciado, pois o ato anterior foi excluído);

2ª – Reforma: nesse caso um novo ato suprime a parte inválida do ato


anterior, mantendo sua parte válida, a exemplo do que ocorreu no caso
apresentado pela questão.

3ª – Conversão: por meio dela a Administração, depois de retirar a parte


inválida do ato anterior, processa a sua substituição por uma nova parte, de
modo que o novo ato passa a conter a parte válida anterior e uma nova parte,
nascida esta com o ato de aproveitamento.

Analisando-se o texto da questão, não restam dúvidas de que o ato anterior foi
convalidado por meio do instituto da reforma. Assertiva incorreta.

(CESPE/Defensor Público – DPE RN/2015 - adaptada) Acerca da


disciplina dos atos administrativos, julgue os itens seguintes:

08. Em nome do princípio da inafastabilidade da jurisdição, deve o


Poder Judiciário apreciar o mérito do ato administrativo, ainda que sob
os aspectos da conveniência e da oportunidade.

O mérito do ato administrativo está relacionado à prerrogativa assegurada ao


administrador de escolher a opção mais conveniente e oportuna ao interesse
público, dentro dos limites estabelecidos pela lei. No mesmo sentido, entende a
doutrina majoritária que o Poder Judiciário não pode interferir na
discricionariedade administrativa, alterando decisões que a lei reservou àquele
que, em tese, possui habilitação técnica para tal. Assertiva incorreta.

09. Os atos administrativos são dotados dos atributos da veracidade e


da legitimidade, havendo presunção absoluta de que foram editados de
acordo com a lei e com a verdade dos fatos.

Não é correto afirmar que a presunção de legitimidade e veracidade dos atos


administrativos seja juris et de jure (absoluta), pois o terceiro que se sentir

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prejudicado pode provar a ilegalidade do ato para que não seja obrigado a
cumpri-lo. Desse modo, deve ficar claro que a presunção de legitimidade e
veracidade será sempre juris tantum (relativa), pois é assegurado ao
interessado recorrer à Administração, ou mesmo ao Poder Judiciário, para
que não seja obrigado a submeter-se aos efeitos do ato (que considera ilegítimo
ou ilegal). Assertiva incorreta.

10. O parecer administrativo é típico ato de conteúdo decisório, razão


pela qual, segundo entendimento do STF, há possibilidade de
responsabilização do parecerista por eventual prejuízo causado ao
erário.

No julgamento do mandado de segurança nº 24.631, de relatoria do Ministro


Joaquim Barbosa, o Supremo Tribunal Federal decidiu que, “salvo
demonstração de culpa ou erro grosseiro, submetida às instâncias
administrativo-disciplinares ou jurisdicionais próprias, não cabe a
responsabilização do advogado público pelo conteúdo de seu parecer de
natureza meramente opinativa." Assertiva incorreta.

11. São passíveis de convalidação os atos administrativos que ostentem


vícios relativos ao motivo, ao objeto e à finalidade, desde que não haja
impugnação do interessado.

Para responder às questões de prova, lembre-se de que a convalidação de um


ato administrativo somente pode ocorrer em relação aos vícios sanáveis
(hipótese em que o ato administrativo será considerado anulável), isto é,
aqueles detectados nos requisitos “competência” e “forma”. Se o ato
administrativo apresentar vícios insanáveis (a exemplo daqueles encontrados
nos requisitos “finalidade”, “motivo” e “objeto”), deverá ser necessariamente
anulado. Nesse caso, o ato não pode ser convalidado por ser considerado
nulo. Assertiva incorreta.

12. Segundo a teoria dos motivos determinantes, mesmo que um ato


administrativo seja discricionário, não exigindo, portanto, expressa
motivação, se tal motivação for declinada pelo agente público, passa a
vinculá-la aos termos em que foi mencionada.

O professor Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que de acordo com a teoria
dos motivos determinantes, “os motivos que determinam a vontade do agente,

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isto é, os fatos que serviram de suporte à sua decisão, integram a validade do


ato. Sendo assim, a invocação de ‘motivos de fato’ falsos, inexistentes ou
incorretamente qualificados vicia o ato mesmo quando, conforme já se disse, a
lei não haja estabelecido, antecipadamente, os motivos que ensejariam a
prática do ato. Uma vez enunciados pelo agente os motivos em que se calçou,
ainda quando a lei não haja expressamente imposto a obrigação de enunciá-los,
o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o justificavam”. Assertiva
correta.

(CESPE/Técnico Judiciário – TRE MT/2015 - adaptada) Julgue os itens


seguintes, no que diz respeito aos atos administrativos.

13. Motivo e motivação equivalem-se juridicamente.

É necessário que você tenha muita atenção ao responder às questões de prova


para não confundir motivo e motivação, que possuem significados
diferentes. O motivo pode ser entendido como o pressuposto de fato e de
direito que serve de fundamento para a edição do ato administrativo. Por outro
lado, a motivação nada mais é que exposição dos motivos, por escrito, no
corpo do ato administrativo. Assertiva incorreta.

14. Ordem de serviço é o ato por meio do qual um órgão consultivo


manifesta opinião.

O ato pelo qual um órgão consultivo manifesta a sua opinião é chamado de


parecer. Assertiva incorreta.

15. Licença é o ato pelo qual a administração concorda com um ato


jurídico já praticado.

A licença é ato vinculado e que será editado em caráter definitivo, pois,


enquanto o destinatário estiver cumprindo as condições estabelecidas na lei, o
ato deverá ser mantido. Somente após cumpridos os requisitos legais, o
particular possui direito subjetivo à sua edição. Isso significa que o ato ainda
será praticado. Como exemplos, podemos citar a licença para o exercício de
uma determinada profissão, a licença para construir, a licença para dirigir etc.
Assertiva incorreta.

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16. A lei pode atribuir efeitos ao silêncio administrativo, inclusive para


deferir pretensão ao administrado.

Maria Sylvia Zanella Di Pietro afirma que “até mesmo o silêncio pode significar
forma de manifestação da vontade, quando a lei assim o prevê; normalmente
ocorre quando a lei fixa um prazo, findo o qual o silêncio da Administração
significa concordância ou discordância.” Assertiva correta.

17. Se um ato administrativo for perfeito e eficaz, será também válido.

Ato administrativo perfeito é aquele que já completou todo o seu ciclo de


formação, superando todas as fases necessárias para a sua produção. Nesse
caso, não há qualquer relação com a eficácia ou validade do ato. Por sua vez,
ato administrativo eficaz é aquele que já está apto à produção de seus
efeitos, independentemente de ser válido ou não. E sabe por que? Porque os
atos administrativos gozam de presunção de legitimidade, portanto, ainda que o
ato seja eficaz poderá ser invalido (editado em desconformidade com a lei). A
nulidade decorrente da invalidade somente será decretada se alguém impugnar
o ato administrativo perante a Administração Pública ou Poder Judiciário.
Assertiva incorreta.

(CESPE/Assessor Técnico – TCE RN/2015) A respeito dos atos


administrativos em espécie e da intervenção do Estado na propriedade
privada, julgue o item seguinte.

18. O parecer é ato administrativo em espécie que, quando obrigatório,


vincula a decisão a ser proferida pela autoridade competente.

José dos Santos Carvalho Filho afirma que os pareceres consubstanciam


opiniões, pontos de vista de alguns agentes administrativos sobre matéria
submetida à sua apreciação. Em alguns casos, a Administração não está
obrigada a formalizá-los para a prática de determinado ato; diz-se, então, que
o parecer é facultativo. Quando é emitido "por solicitação de órgão ativo ou de
controle, em virtude de preceito normativo que prescreve a sua solicitação,
como preliminar à emanação do ato que lhe é próprio", dir-se-á obrigatório.
Nessa hipótese, o parecer integra o processo de formação do ato, de modo que
sua ausência ofende o elemento formal, inquinando-o, assim, de vício de
legalidade.

O erro do enunciado está no fato de ter afirmado que o parecer é ato


administrativo em espécie, pois, no julgamento do mandado de segurança

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nº 24.073/DF, o Supremo Tribunal Federal decidiu que “o parecer não é ato


administrativo, sendo, quando muito, ato de administração consultiva, que
visa a informar, elucidar, sugerir providências administrativas a serem
estabelecidas nos atos de administração ativa”. Assertiva incorreta.

(CESPE/Inspetor – TCE RN/2015) Com relação aos atos


administrativos, julgue o item subsecutivo.

19. Um ato administrativo praticado por pessoa que não tenha


competência para tal não poderá ser convalidado, pois, assim como os
vícios de motivo e objeto, o vício de competência é insanável.

O vício de competência no ato administrativo pode ser convalidado (corrigido),


desde que não se trate de competência atribuída com exclusividade. Se um
Ministro de Estado editou ato cuja competência originária era do Presidente da
República, por exemplo, basta que este edite novo ato ratificando o ato anterior
editado por aquele. Todavia, se o Ministro de Estado tiver editado um decreto
regulamentar, por exemplo, o ato administrativo não poderá ser convalidado,
pois se trata de competência exclusiva do Presidente da República, que não
permite delegação. Assertiva incorreta.

20. (CESPE/Inspetor – TCE RN/2015) Tendo em vista que, segundo


julgado do STJ, em avaliação de mandado de segurança, “não há
ilegalidade na imediata execução de penalidade administrativa imposta
em processo administrativo disciplinar a servidor público, ainda que a
decisão não tenha transitado em julgado administrativamente”, julgue
o item subsequente, a respeito de atos administrativos e do controle da
administração pública.
A legalidade da imediata execução de penalidade administrativa pauta-
se no fato de que os atos administrativos funcionam como títulos
executivos e gozam de autoexecutoriedade, dispensando o trânsito em
julgado da própria decisão administrativa, a menos que,
excepcionalmente, seja deferido efeito suspensivo a recurso.
Em razão do atributo da autoexecutoriedade dos atos administrativos, é
possível a execução dos efeitos da pena imposta a servidor público antes do
trânsito em julgado da decisão condenatória em processo administrativo
disciplinar, ou seja, ainda que esteja pendente julgamento de recurso
administrativo. Assertiva correta.

(CESPE/Procurador – Prefeitura de Salvador/2015 - adaptada) A


respeito da revogação de ato administrativo, julgue os itens seguintes:

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21. Revogação é instrumento jurídico utilizado pela administração


pública para suspender temporariamente a validade de um ato
administrativo por motivos puramente discricionários.

A revogação do ato administrativo é o ato discricionário pelo qual a


Administração extingue um ato válido, por razões de conveniência e
oportunidade. Assertiva incorreta.

22. A prerrogativa de invalidar ato administrativo é da própria


administração pública, ao passo que a de revogá-lo é do Poder
Judiciário, em decisão referente a caso concreto que lhe seja
apresentado.

A revogação de um ato administrativo é consequência direta do juízo de valor


(mérito administrativo) emitido pela Administração Pública (que é responsável
por definir o que é bom ou ruim para coletividade, naquele momento). Assim, é
vedado ao Poder Judiciário revogar ato administrativo editado pela
Administração. Por sua vez, a anulação de ato administrativo ilegal pode
ocorrer por decisão da própria Administração Pública ou do Poder Judiciário.
Assertiva incorreta.

23. Se ficar constatado que determinado ato administrativo contém


vício de legalidade, a administração pública deverá promover a sua
revogação.

Se o ato administrativo possui vício de legalidade (é inválido, ilegal) deverá ser


anulado e não revogado. Assertiva incorreta.

24. Em geral, a revogação do ato administrativo produz efeitos ex tunc,


mas, em determinadas situações, pode ela ter efeitos ex nunc.

Ao contrário do que ocorre na anulação, que produz efeitos “ex tunc”, na


revogação os efeitos serão sempre “ex nunc” (proativos). Isso significa dizer
que a revogação somente produz efeitos prospectivos, ou seja, para frente,
conservando-se todos os efeitos que já haviam sido produzidos. Assertiva
incorreta.

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25. Caso haja a revogação de ato administrativo revogador, não


poderão ser aproveitados os efeitos produzidos no período em que
vigorava o primeiro ato revogador.

A repristinação, que nada mais é do que a restauração dos efeitos de lei que se
encontrava revogada, também é possível no âmbito dos atos administrativos,
desde que também venha expressa no ato revogador.
Se o ato B revoga o ato A, por exemplo, este deixa de produzir efeitos. Todavia,
se o ato C posteriormente revoga o ato B, o ato A não será repristinado
automaticamente, salvo se assim dispuser o conteúdo do ato revogador (ato C).
Assertiva correta.

(CESPE/Advogado – AGU/2015) O titular do Ministério da Ciência,


Tecnologia e Inovação redigiu e submeteu à análise de sua consultoria
jurídica minuta de despacho pelo indeferimento de pedido da empresa
Salus à habilitação em dada política pública governamental. A despeito
de não apresentar os fundamentos de fato e de direito para o
indeferimento, o despacho em questão invoca como fundamento da
negativa uma nota técnica produzida no referido ministério, cuja
conclusão exaure matéria coincidente com aquela objeto do pedido da
empresa Salus.
A propósito dessa situação hipotética, julgue o item que se segue,
relativo à forma dos atos administrativos.
26. O ato em questão — indeferimento de pedido — deve ser prolatado
sob a forma de resolução e não de despacho.
O ato em questão deve ser prolatado sob a forma de “despacho”, que é a
espécie de ato administrativo utilizada pelas autoridades públicas para intervir
em expedientes administrativos e proferir manifestações de conteúdo decisório.
Assertiva incorreta.

27. Na hipótese considerada, a minuta do ato do ministro apresenta


vício de forma em razão da obrigatoriedade de motivação dos atos
administrativos que neguem direitos aos interessados.
No caso em concreto a autoridade administrativa utilizou a motivação
aliunde, pois o despacho em questão invocou como fundamento da negativa
uma nota técnica produzida no referido ministério, cuja conclusão exaure
matéria coincidente com aquela objeto do pedido da empresa.

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A propósito, destaca-se que a Lei 9.784/1999, em seu artigo 50, § 1º, dispõe
que a motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir
em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres,
informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do
ato, o que a doutrina convencionou chamar de motivação aliunde. Assertiva
incorreta.

(CESPE/Advogado – AGU/2015) De acordo com o entendimento do STF,


julgue o item seguinte, a respeito da administração pública e do
servidor público.
28. Segundo o STF, por força do princípio da presunção da inocência, a
administração deve abster-se de registrar, nos assentamentos
funcionais do servidor público, fatos que não forem apurados devido à
prescrição da pretensão punitiva administrativa antes da instauração
do processo disciplinar.
No julgamento do mandado de segurança nº 14.159/DF, de relatoria do
Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, o Superior Tribunal de Justiça ratificou
o entendimento de que “a prescrição tem o condão de eliminar qualquer
possibilidade de punição do Servidor pelos fatos apurados, inclusive as
anotações funcionais em seus assentamentos, já que, extinta a punibilidade,
não há como subsistir os seus efeitos reflexos”.
Esse mesmo entendimento foi posteriormente ratificado pelo Supremo
Tribunal Federal no julgamento do mandado de segurança nº 23.262
(23/04/2014), ao afirmar que “é inconstitucional, por afronta ao art. 5º, LVII,
da CF/88, o art. 170 da Lei nº 8.112/90. Não é possível que qualquer
consequência desabonadora da conduta do servidor decorra tão só da
instauração de procedimento apuratório ou de decisão que reconheça a
incidência da prescrição antes de deliberação definitiva de culpabilidade".
Assertiva correta.

(CESPE/Técnico Judiciário – STJ/2015) Julgue o item seguinte, acerca


do direito administrativo e da prática dos atos administrativos.
29. O decreto é ato administrativo que pode ser praticado tanto pelo
chefe do Poder Executivo quanto pelos presidentes dos tribunais
superiores.
O art. 84, IV, da Constituição Federal, dispõe que compete privativamente ao
Presidente da República (chefe do Poder Executivo) “sancionar, promulgar e

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fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel
execução”. Assertiva incorreta.

(CESPE/Técnico Judiciário – STJ/2015) Julgue o item seguinte, acerca


do direito administrativo e da prática dos atos administrativos.
30. A homologação de um certame licitatório, seguida da adjudicação
do objeto licitado ao futuro contratado, não é classificada como um ato
administrativo, por ter caráter meramente cogente.
Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que a homologação “é ato unilateral e
vinculado pelo qual a Administração Pública reconhece a legalidade de um ato
jurídico. Ela se realiza sempre a posteriori e examina apenas o aspecto de
legalidade, no que se distingue da aprovação”, sendo considerada um ato
administrativo. Assertiva incorreta.

31. O objeto do ato administrativo deve guardar estrita conformação


com o que a lei determina.
Em todas as categorias de atos administrativos, sejam eles discricionários ou
vinculados, torna-se imprescindível que o objeto tenha estrita conformação com
o que a lei determina ou delimita. Não se admite, por exemplo, que o ato
administrativo recaio sob objeto ilícito. Assertiva correta.

(CESPE/Analista Judiciário – STJ/2015) A respeito da organização


administrativa do Estado e do ato administrativo, julgue o item a
seguir.
32. O atributo da tipicidade do ato administrativo impede que a
administração pratique atos sem previsão legal.
O princípio da tipicidade decorre da aplicação do princípio da legalidade.
Segundo o entendimento da professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, para cada
finalidade que a administração pretende alcançar existe um ato definido em lei,
logo, o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente
pela lei como aptas a produzir determinados resultados. Assertiva correta.

33. Os efeitos prodrômicos do ato administrativo são efeitos atípicos


que existem enquanto perdura a situação de pendência na conclusão
desse ato.

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Fernanda Marinella afirma que dentre os efeitos do ato administrativo estão os


efeitos preliminares, também denominados prodrômicos. São efeitos
verificados enquanto persiste a situação de pendência do ato, isto é, durante o
período intercorrente desde a produção do ato, até o início de produção de seus
efeitos típicos. Como, por exemplo, nos atos sujeitos a controle por parte de
outro órgão, o "dever-poder de emitir o ato de controle" é um efeito atípico
preliminar do ato contratado. Trata-se de efeito atípico, porque não decorre de
seu conteúdo específico, bem como é preliminar, porque o ato ainda não está
produzindo seus efeitos típicos, em razão da não realização da condição do ato
controlado - o controle. Assertiva correta.

(CESPE/Técnico Federal de Controle Externo – TCU/2015) 34. Se for


imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, será permitido o
sigilo dos atos administrativos.
O art. 5º, XXXIII, da CF/1988, prevê duas hipóteses de restrição à publicidade
dos atos da Administração Pública: a) quando for imprescindível à segurança
da sociedade, a exemplo das informações que possam colocar em risco a vida,
a segurança ou a saúde da população; b) se necessário à segurança do
Estado, a exemplo das informações sobre a defesa nacional, que podem pôr
em risco a defesa e a soberania nacional ou a integridade do território nacional.
Assertiva correta.

(CESPE/Administrador – FUB/2015) A respeito dos atos


administrativos, julgue o próximo item.
35. Instrução é ato administrativo unilateral editado pelos ministros de
Estado.
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 87, § único, II, afirma que compete
aos Ministros de Estado expedir instruções para a execução das leis, decretos
e regulamentos. Assertiva correta.

(CESPE/Técnico Federal de Controle Externo – TCU/2015)


36. Conforme a teoria dos motivos determinantes, a validade do ato
administrativo vincula-se aos motivos que o determinaram, sendo,
portanto, nulo o ato administrativo cujo motivo estiver dissociado da
situação de direito ou de fato que determinou ou autorizou a sua
realização.

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Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que, de acordo com a teoria dos
motivos determinantes, os motivos que determinam a vontade do agente,
isto é, os fatos que serviram de suporte à sua decisão, integram a validade do
ato. Sendo assim, a invocação de “motivos de fato” falsos, inexistentes ou
incorretamente qualificados vicia o ato mesmo quando, conforme já se disse, a
lei não haja estabelecido, antecipadamente, os motivos que ensejariam a
prática do ato. Uma vez enunciados pelo agente os motivos em que se calçou,
ainda quando a lei não haja expressamente imposto a obrigação de enunciá-los,
o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o justificavam. Assertiva
correta.

37. A revogação de atos pela administração pública por motivos de


conveniência e oportunidade não possui limitação de natureza material,
mas somente de natureza temporal, como, por exemplo, o prazo
quinquenal previsto na Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo
administrativo no âmbito do serviço público federal.
De início, destaca-se que o prazo de 5 (cinco) anos, previsto na Lei 9.784/99,
aplica-se apenas aos casos de anulação e não de revogação, que pode ocorrer
a qualquer tempo. Ademais, existem alguns atos administrativos que não
podem ser revogados, o que caracteriza limitação material, a saber:
1º) os atos já consumados, que exauriram seus efeitos: suponhamos que
tenha sido editado um ato concessivo de férias a um servidor e que todo o
período já tenha sido gozado. Ora, neste caso, não há como revogar o ato que
concedeu férias ao servidor, pois todos os efeitos do ato já foram produzidos;
2º) os atos vinculados: se a lei é responsável pela definição de todos os
requisitos do ato administrativo, não é possível que a Administração efetue a
sua revogação com base na conveniência e oportunidade (condição necessária
para a revogação);
3º) os atos que já geraram direitos adquiridos para os particulares:
trata-se de garantia constitucional assegurada expressamente no inciso XXXVI
do artigo 5º da CF/88;
4º) os atos que integram um procedimento, pois, neste caso, a cada ato
praticado surge uma nova etapa, ocorrendo a preclusão de revogação da
anterior.
5º) os denominados meros atos administrativos, pois, neste caso, os
efeitos são estabelecidos diretamente na lei;

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Diante do exposto, não restam dúvidas de que a assertiva deve ser considerada
incorreta.

(CESPE/Auditor – FUB/2015) Paulo foi aprovado em concurso para


analista, que exigia nível superior. Nomeado e empossado, Paulo
passou a desempenhar suas funções com aparência de legalidade.
Posteriormente, constatou-se que Paulo jamais havia colado grau em
instituição de ensino superior, detendo, como titulação máxima, o
ensino médio.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte.
38. Os atos administrativos praticados por Paulo, embora tenham
vícios, podem ser considerados válidos quanto aos efeitos que atinjam
terceiros de boa-fé, em atendimento ao princípio da segurança jurídica.
Como os atos praticados pelos agentes públicos devem ser imputados à pessoa
jurídica a qual estão vinculados (consequência do princípio da impessoalidade),
não faz sentido anulá-los, ainda que provenientes de “funcionário ou servidor
de fato”, pois, juridicamente, quem os praticou foi a própria pessoa jurídica
(União, Estados, Municípios, autarquias etc.). Pela aplicação do princípio da
impessoalidade e da segurança jurídica, o ato administrativo praticado por
funcionário irregularmente investido no cargo ou função é válido. Assertiva
correta.

(CESPE/Técnico Federal de Controle Externo – TCU/2015) Acerca da


invalidação, da revogação e da convalidação dos atos administrativos,
julgue o item a seguir.
39. Agirá de acordo com a lei o servidor público federal que, ao verificar
a ilegalidade de ato administrativo em seu ambiente de trabalho,
revogue tal ato, para não prejudicar administrados, que sofreriam
efeitos danosos em consequência da aplicação desse ato.
Distingue-se a anulação do ato administrativo da revogação do ato
administrativo porque, dentre outros fundamentos, a anulação deve ser
promovida em caso de vício de ilegalidade, enquanto a revogação pode
ocorrer por critérios de oportunidade e conveniência. Sendo assim, caso o
servidor verifique a ilegalidade de ato administrativo deverá anulá-lo e não
revogá-lo. Assertiva incorreta.

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(CESPE/Auditor Federal de Controle Externo – TCU/2015) No que se


refere a ato administrativo, agente público e princípios da
administração pública, julgue o próximo item.
40. A exoneração dos ocupantes de cargos em comissão deve ser
motivada, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa.
A nomeação ou exoneração de servidores ocupantes de cargos em
comissão não se enquadram nas hipóteses que ensejam a motivação
obrigatória. Todavia, se o agente público optar por motivar esses atos, deverá
atentar-se para a teoria dos motivos determinantes, isto é, os motivos
apresentados deverão ser verdadeiros, sob pena de nulidade. Assertiva
incorreta.

(CESPE/Administrador – FUB/2015) Em relação aos requisitos e às


espécies de atos administrativos, julgue o item subsequente.
41. A motivação, como elemento essencial do ato, cria para os
administrados possibilidades de terem conhecimento das razões de
determinada prática adotada pela administração pública, o que evita
obscuridades na decisão administrativa e cumpre uma das finalidades
da motivação, que é a de garantir a segurança dos administrados.
No momento de motivar o ato, o administrador não pode limitar-se a indicar o
dispositivo legal que serviu de base para a sua edição. É essencial ainda que
o administrador apresente, detalhadamente, todo o caminho que percorreu
para chegar a tal conclusão, bem como o objetivo que deseja alcançar com a
prática do ato. Agindo dessa maneira o administrador estará permitindo que os
interessados possam exercer um controle efetivo sobre o ato praticado, que
deve respeitar as diretrizes do Estado Democrático de Direito, o princípio da
legalidade, da razoabilidade, proporcionalidade, do devido processo legal, entre
outros. Assertiva correta.

42. Permissão é o ato administrativo, por meio do qual a administração


pública declara formalmente que os requisitos legais e regulamentares
foram preenchidos. Esse ato é editado no exercício de competência
vinculada e constitui o direito de um particular ao exercício de uma
profissão ou atividade privada determinada.
Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, a permissão é ato discricionário e
precário, pelo qual o Poder Público faculta ao particular a execução de serviços
de interesse coletivo, ou o uso especial de bens públicos, a título gratuito ou

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remunerado, nas condições estabelecidas pela Administração. Como se trata


de ato precário, poderá ser revogado sempre que existir interesse público,
ressalvado o direito à indenização ao particular quando a permissão for onerosa
ou concedida a prazo determinado. Assertiva incorreta.

43. A competência, finalidade, forma, o motivo, objeto e a legalidade


são considerados requisitos dos atos administrativos.
Não existe unanimidade doutrinária sobre a quantidade e as características de
cada requisito ou elemento do ato administrativo. Entretanto, como o nosso
objetivo é ser aprovado em um concurso público, iremos adotar o
posicionamento do professor Hely Lopes Meirelles, que entende serem cinco os
elementos dos atos administrativos: competência, finalidade, forma,
motivo e objeto. Assertiva incorreta.

(CESPE/Auditor – FUB/2015) No que concerne ao regime jurídico-


administrativo, julgue o item subsequente.
44. A presunção de legitimidade ou de veracidade de determinado ato
administrativo produz a inversão do ônus da prova, ou seja, a atuação
da administração é presumidamente fundada em fatos verdadeiros e
em observância à lei, até prova em contrário.
Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que o atributo da presunção de
legitimidade ou veracidade inverte, sem dúvida nenhuma, o ônus de agir, “já
que a parte interessada é que deverá provar, perante o Judiciário, a alegação
de ilegalidade do ato; inverte-se, também, o ônus da prova, porém não de
modo absoluto: a parte que propôs a ação deverá, em princípio, provar que os
fatos em que se fundamenta a sua pretensão são verdadeiros; porém isto não
libera a Administração de provar a sua verdade, tanto assim que a própria lei
prevê, em várias circunstâncias, a possibilidade de o juiz ou o promotor público
requisitar da Administração documentos que comprovem as alegações
necessárias à instrução do processo e à formação da convicção do juiz”.
Assertiva correta.

(CESPE/Técnico – MPU/2015) Acerca do regime jurídico dos servidores


públicos federais, julgue o item subsequente.
45. Os atos praticados pelos servidores do MPU possuem presunção de
legitimidade, não sendo possível, por isso, questionar-se,

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administrativamente, a veracidade dos fatos expostos em declaração


por eles exarada.
Não é correto afirmar que a presunção de legitimidade ou de veracidade
dos atos administrativos seja juris et de jure (absoluta), pois o terceiro que se
sentir prejudicado pode provar a ilegalidade do ato para que não seja obrigado
a cumpri-lo. Desse modo, deve ficar claro que a presunção de legitimidade será
sempre juris tantum (relativa), pois é assegurado ao interessado recorrer à
Administração, ou mesmo ao Poder Judiciário, para que não seja obrigado a
submeter-se aos efeitos do ato (que considera ilegítimo ou ilegal). Assertiva
incorreta.

(CESPE/Auditor – CGE/2015) Julgue o item a seguir, acerca dos atos


administrativos e da responsabilidade civil do Estado.

46. A administração pode anular os próprios atos, por motivo de


conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e
ressalvada a apreciação judicial, bem como pode revogá-los quando
eles estiverem eivados de vícios que os tornem ilegais.
A questão em epígrafe pode ser respondida após uma simples leitura da
Súmula 346 do Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “a administração
pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. Assertiva incorreta.

(CESPE/Juiz Substituto – TJMA/2013 - adaptada) Acerca dos atos


administrativos, julgue os itens seguintes.
47. A administração pública pode revogar os atos por ela praticados por
motivo de conveniência e oportunidade.
Nos termos da Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal, “a administração
pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais,
porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. Assertiva correta.

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48. Os atos praticados por concessionários de serviço público, no


exercício da concessão, não podem ser considerados atos
administrativos, dado que foram produzidos por entes que não
integram a estrutura da administração pública.
Além dos órgãos e entidades que integram a Administração Pública direta e
indireta, também podem editar atos administrativos entidades que estão fora
da Administração, como acontece com os concessionários e permissionários de
serviços públicos, desde que no exercício de funções públicas. Assertiva
incorreta.

49. O silêncio da administração pública importa consentimento tácito.


Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que o silêncio não é ato jurídico. Por
isto, evidentemente, não pode ser ato administrativo. Este é uma declaração
jurídica. Quem se absteve de declarar, pois, silenciou, não declarou nada e por
isto não praticou ato administrativo algum. Assertiva incorreta.

50. É vedado o controle da legalidade dos atos administrativos pelo


Poder Judiciário.
O Poder Judiciário pode exercer o controle de legalidade de todos os atos
administrativos, inclusive os discricionários. Nesse caso, está autorizado a
anular aqueles que violarem as regras e normas existentes no ordenamento
jurídico. Assertiva incorreta.

(CESPE/Juiz Substituto – TJMA/2013 adaptada) Ainda acerca dos atos


administrativos, julgue os itens seguintes.
51. A imperatividade implica na presunção que os atos administrativos
são verdadeiros e estão conformes ao direito, até que se prove o
contrário.
A imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a
terceiros, independentemente de sua concordância ou aquiescência. Os
atributos a que se referem o enunciado são a presunção de veracidade e
legitimidade, respectivamente. Assertiva incorreta.

52. Ocorre desvio de poder, e, portanto, invalidade do ato


administrativo, quando o agente público se vale de um ato para
satisfazer finalidade alheia à natureza desse ato.

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O art. 2º, “e”, da Lei 4.717/1965 (que regular a ação popular), afirma que “o
desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato visando a fim
diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência”.
Assertiva correta.

53. Presunção de legitimidade, imperatividade, exigibilidade e


autoexecutoriedade são pressupostos dos atos administrativos.
Presunção de legitimidade e veracidade, imperatividade e autoexecutoriedade
são considerados atributos (características) do ato administrativo e não
pressupostos (elementos). Assertiva incorreta.

54. A exigibilidade, qualidade do ato administrativo, autoriza a


administração pública a compelir materialmente o administrado, sem
necessidade de intervenção do Poder Judiciário, ao cumprimento da
obrigação a ele imposta.

A exigibilidade assegura à Administração a prerrogativa de valer-se de meios


indiretos de coerção para obrigar o particular a cumprir uma determinada
obrigação, a exemplo do que ocorre na aplicação de uma multa. Existindo a
possibilidade de aplicação de multa pelo não cumprimento de uma obrigação o
particular irá “pensar duas vezes” antes de descumpri-la. Por isso trata-se de
um meio indireto de coerção. Nesse caso, o administrado não está sendo
obrigado (compelido) a cumprir a obrigação, mas apenas “pressionado”.
Assertiva incorreta.

(CESPE/Analista do MPU/2013) Julgue os itens a seguir, relativos aos


atos administrativos.
55. A revogação do ato administrativo, quando legítima, exclui o dever
da administração pública de indenizar, mesmo que esse ato tenha
afetado o direito de alguém.
Em regra, a revogação de atos administrativos pela Administração Pública
realmente afasta a obrigatoriedade de indenização. Todavia, tal premissa
comporta exceções, a exemplo das situações em que ficarem comprovados
prejuízos financeiros por parte do particular em virtude de revogação
desprovida de motivação idônea. Assertiva incorreta.

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56. A autorização é ato administrativo discricionário mediante o qual a


administração pública outorga a alguém o direito de realizar
determinada atividade material.
Trata-se de ato discricionário e precário, em que, quase sempre, prevalece o
interesse do particular. Podem ser revogados pela Administração a qualquer
tempo, sem que, em regra, exista a necessidade de indenização ao
administrado. Assertiva correta.

(CESPE/Técnico do MPU/2013) Acerca do ato administrativo, julgue os


itens seguintes.
57. Dada a imperatividade, atributo do ato administrativo, devem-se
presumir verdadeiros os fatos declarados em certidão solicitada por
servidor do MPU e emitida por técnico do órgão.

A imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a


terceiros, independentemente de concordância ou aquiescência.
É o atributo da presunção de veracidade que assegura que os fatos
declarados na certidão emitida pelo Técnico do MPU são verdadeiros, já que
dotados de fé pública. Assertiva incorreta.

58. O ato de nomeação de cinquenta candidatos habilitados em


concurso público classifica-se, quanto a seus destinatários, como ato
administrativo individual ou concreto.
Ato administrativo individual ou concreto é aquele que possui destinatários
determinados ou determináveis, podendo alcançar um ou vários sujeitos, a
exemplo de um decreto de desapropriação, a nomeação de servidores, uma
autorização ou permissão etc.
Para que um ato administrativo seja classificado como individual não interessa
a quantidade de destinatários, mas sim a possibilidade de quantificá-los (definir
a quantidade e conhecer os destinatários). Nesses termos, o ato que nomeia
cinqüenta candidatos aprovados em concurso público é considerado individual,
pois é possível identificar todos os “felizardos”. Assertiva correta.

59. É denominado regulamento executivo o decreto editado pelo chefe


do Poder Executivo federal para regulamentar leis.

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O art. 84, IV, da Constituição Federal, dispõe que compete privativamente ao


Presidente da República (chefe do Poder Executivo) “sancionar, promulgar e
fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua
fiel execução”. Eis o denominado regulamento executivo. Assertiva correta.

(CESPE/Analista Judiciário – TJDF/2013) Considere a seguinte situação


hipotética.
60. Um oficial de justiça requereu concessão de férias para o mês de
julho e o chefe da repartição indeferiu o pleito sob a alegação de falta
de pessoal. Na semana seguinte, outro servidor da mesma repartição
requereu o gozo de férias também para o mês de julho, pleito deferido
pelo mesmo chefe. Nessa situação hipotética, o ato que deferiu as
férias ao servidor está viciado, aplicando-se ao caso a teoria dos
motivos determinantes.
Segundo dispõe a teoria dos motivos determinantes, o motivo alegado pelo
agente público no momento da edição do ato deve corresponder à realidade,
tem que ser verdadeiro, pois, caso contrário, comprovando o interessado que o
motivo informado não guarda qualquer relação com a edição do ato ou que
simplesmente não existe, o ato deverá ser anulado pela própria
Administração ou pelo Poder Judiciário.
No exemplo apresentado pela questão, ficou claro que o motivo apresentado
pelo chefe da repartição era falso, tanto é verdade que, posteriormente, foram
concedidas férias para outro servidor. Assertiva correta.

61. Assim como ocorre com os atos legislativos, é possível a


repristinação de ato administrativo, ou seja, a restauração de um ato
administrativo que tenha sido revogado por outro ato.
A repristinação, que nada mais é do que a restauração dos efeitos de lei que se
encontrava revogada, também é possível no âmbito dos atos administrativos,
desde que também venha expressa no ato revogador.
Se o ato B revoga o ato A, por exemplo, este deixa de produzir efeitos. Todavia,
se o ato C posteriormente revoga o ato B, o ato A não será repristinado
automaticamente, salvo se assim dispuser o conteúdo do ato revogador (ato C).
Assertiva correta.

62. A designação de ato administrativo abrange toda atividade


desempenhada pela administração.

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Se o objetivo for se referir a toda atividade desempenhada pela Administração


Pública, utiliza-se a expressão “atos da administração”, que abrange os atos
regidos pelo direito público (atos administrativos) e também aqueles regidos
pelo direito privado (doação, por exemplo). Assertiva incorreta.

(CESPE/Advogado – SERPRO/2013) Julgue os itens que se seguem,


relativos aos atos administrativos.
63. O ato eivado de vício ligado ao motivo, elemento do ato
administrativo, é passível de convalidação.
A convalidação consiste em instrumento de que se vale a Administração Pública
para corrigir atos administrativos eivados de vícios sanáveis, confirmando-os
no todo ou em parte. Todavia, somente os seguintes elementos admitem
convalidação, no entendimento da doutrina majoritária: competência (desde
que não seja exclusiva) e forma (desde que não seja essencial ao ato).
Assertiva incorreta.

64. Os atos administrativos vinculados são passíveis de controle pelo


Poder Judiciário, enquanto que os atos administrativos discricionários
submetem-se apenas ao poder hierárquico da administração pública.
O Poder Judiciário possui a prerrogativa de analisar a legalidade de todos os
atos administrativos, sejam eles vinculados ou discricionários. Todavia, em
relação aos atos discricionários, não poderá se manifestar em relação ao
mérito, campo de atuação reservado ao administrador público, salvo se violar
os princípios da moralidade, razoabilidade e proporcionalidade. Assertiva
incorreta.

(CESPE/Delegado de Polícia – PC BA/2013) Acerca de atos


administrativos, julgue os itens subsequentes.
65. A concessão de licença-maternidade à servidora gestante é ato
administrativo vinculado.
A concessão de licença-maternidade em razão do nascimento do filho ou porque
a data do parto já foi marcada, não pode ser negada pela Administração
Pública. Trata-se de ato vinculado, isto é, a Administração Pública não tem
margem de decisão, pois apenas uma alternativa lhe é apresentada pela lei
diante do pedido formulado pela servidora: a concessão! Assertiva correta.

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66. (CESPE/Delegado de Polícia - PC-GO/2017) Após o término de


estágio probatório, a administração reprovou servidor público e editou
ato de exoneração, no qual declarou que esta se dera por
inassiduidade. Posteriormente, o servidor demonstrou que nunca havia
faltado ao serviço ou se atrasado para nele chegar.

Nessa situação hipotética, o ato administrativo de exoneração é

a) nulo por ausência de finalidade.

b) anulável por ausência de objeto.

c) anulável por ausência de forma.

d) anulável por ausência de motivação.

e) nulo por ausência de motivo.

Comentários

O professor Celso Antônio Bandeira de Mello, ao explicar a teoria dos motivos


determinantes, afirma que “os motivos que determinam a vontade do agente,
isto é, os fatos que serviram de suporte à sua decisão, integram a validade do
ato. Sendo assim, a invocação de ´motivos de fato´ falsos, inexistentes
ou incorretamente qualificados vicia o ato mesmo quando, conforme já se
disse, a lei não haja estabelecido, antecipadamente, os motivos que ensejariam
a prática do ato. Uma vez enunciados pelo agente os motivos em que se calçou,
ainda quando a lei não haja expressamente imposto a obrigação de enunciá-los,
o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o justificavam”.

Como o motivo alegado (inassiduidade) foi determinante para a edição do ato


de exoneração, mas, posteriormente, ficou provado que ele não existia, o ato é
nulo por ausência de motivo.

GABARITO: LETRA E

(CESPE/Professor da Educação Básica - SEDF/2017) No que se refere


aos poderes administrativos, aos atos administrativos e ao controle da
administração, julgue o item seguinte.

67. Ato praticado por usurpador de função pública é considerado ato


irregular.

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Ato praticado por usurpador de função pública é considerado ato inexistente,


como bem explica Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo:

“Ato inexistente é aquele que possui apenas aparência de manifestação de


vontade da administração pública, mas, em verdade, não se origina de um
agente público, mas de alguém que se passa por tal condição, como o
usurpador de função.

Imagine-se um médico sem qualquer vínculo com a administração pública que,


para fazer um ‘favor’ solicitado por um amigo, titular de um cargo público
privativo de médico em um hospital federal, ‘substitui’ este no dia de seu
plantão, trabalhando em seu lugar. O médico ‘substituto’, nesse exemplo, está
na condição de usurpador de função. Caso ele pratique atos com aparência
de atos administrativos, serão eles atos inexistentes (assinar um termo de
recebimento de determinado material cirúrgico adquirido pelo hospital, por
exemplo).

A principal diferença entre um ato nulo e um ato inexistente é que nenhum


efeito que este tenha produzido pode ser validamente mantido, nem mesmo
perante terceiros de boa-fé.”. Assertiva incorreta.

68. Presunção de legitimidade é atributo universal aplicável a todo ato


administrativo.

Todo e qualquer ato administrativo é presumivelmente legítimo, ou seja,


considera-se editado em conformidade com o direito (leis e princípios). Essa
presunção é consequência da confiança depositada no agente público, pois se
deve partir do pressuposto de que todos os parâmetros e requisitos legais
foram respeitados pelo agente no momento da edição do ato.

A presunção de legitimidade alcança todos os atos administrativos


editados pela Administração, independentemente da espécie ou classificação,
podendo ser considerado um atributo universal aplicável a todo ato
administrativo. Assertiva correta.

69. (CESPE/Professor da Educação Básica - SEDF/2017) Com relação


aos poderes e atos administrativos, julgue o próximo item.

Ato administrativo declaratório é aquele que implanta uma nova


situação jurídica ou modifica ou extingue uma situação existente.

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O ato administrativo declaratório não implanta uma nova situação jurídica, nem
modifica ou extingue uma situação existente, ele apenas certifica a existência
de uma situação anterior, como esclarece Marcelo Alexandrino e Vicente
Paulo:

“Ato declaratório é aquele que apenas afirma a existência de um fato ou de


uma situação jurídica anterior a ele. O ato declaratório atesta um fato, ou
reconhece um direito ou uma obrigação preexistente; confere, assim, certeza
jurídica quanto à existência do fato ou situação nele declarada. Essa espécie de
ato, frise-se, não cria situação jurídica nova, tampouco modifica ou
extingue uma situação existente.

São exemplos, dentre outros, a expedição de uma certidão de regularidade


fiscal; a emissão de uma declaração de tempo de serviço ou de contribuição
previdenciária, para o fim de averbação nos registros funcionais de um
servidor; o atestado, emitido por junta médica oficial, de que o servidor
apresenta patologia incapacitante para o desempenho das atribuições de seu
cargo, caracterizando invalidez para efeito de aposentadoria.”. Assertiva
incorreta.

70. (CESPE/Tecnologia da Informação - SEDF/2017) José, chefe do


setor de recursos humanos de determinado órgão público, editou ato
disciplinando as regras para a participação de servidores em concurso
de promoção. A respeito dessa situação hipotética, julgue o item
seguinte.

O veículo normativo adequado para a edição do referido ato é o


decreto.

O decreto só pode ser editado pelo chefe do executivo, como expõe Hely
Lopes Meirelles: “Decretos, em sentido próprio e restrito, são atos
administrativos da competência exclusiva dos Chefes do Executivo,
destinados a prover situações gerais ou individuais, abstratamente previstas de
modo expresso, explícito ou implícito, pela legislação.”.

No caso apresentado pela questão, o veículo normativo adequado para a


edição do ato é a portaria, que pode ser expedida por chefes de repartições.
Hely Lopes Meirelles detalha a aplicação das portarias: “são atos
administrativos internos pelos quais os chefes de órgãos, repartições ou
serviços expedem determinações gerais ou especiais a seus subordinados, ou

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designam servidores para funções e cargos secundários.”. Assertiva


incorreta.

71. (CESPE/ Nível Médio - SEDF/2017) Maurício, chefe imediato de


João (ambos servidores públicos distritais), determinou que este
participasse de reunião de trabalho em Fortaleza – CE nos dias nove e
dez de janeiro. João recebeu o valor das diárias. No dia oito de janeiro,
João sofreu um acidente de carro e, conforme atestado médico
apresentado para Maurício, teve de ficar de repouso por três dias, razão
pela qual não pôde viajar. Essa foi a primeira vez no bimestre que João
teve de se afastar do serviço por motivo de saúde.

Acerca dessa situação hipotética e de aspectos legais e doutrinários a


ela relacionados, julgue o item a seguir.

A concessão de diária é ato vinculado da administração pública.

Para Hely Lopes Meirelles, “atos vinculados ou regrados são aqueles para os
quais a lei estabelece os requisitos e condições de sua realização”, ao passo
que “discricionários são os que a Administração pode praticar com liberdade
de escolha de seu conteúdo, de seu destinatário, de sua conveniência, de sua
oportunidade e de seu modo de realização”.

O ato administrativo possui cinco elementos ou requisitos básicos:


competência, forma, finalidade, motivo e objeto. Desse modo, sempre que a lei
estabelecer e detalhar esses cinco elementos, não deixando margem ao
agente público acerca da conveniência e oportunidade no momento da
edição do ato, este será vinculado.

Lembre-se sempre de que no ato vinculado o agente público não possui


alternativas ou opções no momento de editar o ato (discricionariedade), pois a
própria lei já definiu o único comportamento possível.

A situação questionada, sobre a concessão de diária ser ato vinculado, encontra


solução no texto da lei 8.112/90, que no art. 58 estabelece: “o servidor que, a
serviço, afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto
do território nacional ou para o exterior, fará jus a passagens e diárias
destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada,
alimentação e locomoção urbana, conforme dispuser em regulamento.”.

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A lei não deixa alternativas ao agente público, expressa diretamente que o


servidor fara jus a diárias quando se afastar da sede a serviço. Ou seja, a
concessão de diária é ato vinculado da administração pública. Assertiva
correta.

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RELAÇÃO DE QUESTÕES – COM GABARITO (CESPE)

(CESPE/Técnico Judiciário – TJDF/2015) Com base no disposto na Lei


n.º 8.112/1990, julgue o item a seguir.

01. Em razão do atributo da autoexecutoriedade dos atos


administrativos, é possível a execução dos efeitos da pena imposta a
servidor público antes do trânsito em julgado da decisão condenatória
em processo administrativo disciplinar, ou seja, ainda que esteja
pendente julgamento de recurso administrativo.

(CESPE/Técnico Judiciário – TRE RS/2015 - adaptada) Acerca dos atos


administrativos, julgue os itens seguintes:

02. Em sentido amplo, é considerada ato administrativo toda declaração


unilateral de vontade do poder público no exercício de atividades
administrativas, revestido de todas as prerrogativas de regime de
direito público, visando o cumprimento da lei, sujeito a controle
jurisdicional, excluídos os atos gerais, abstratos e os acordos bilaterais
firmados pela administração pública.

03. O poder discricionário permite que o agente público pratique atos


totalmente dissociados da lei.

04. O fenômeno da tredestinação lícita se aplica a atos administrativos


de desapropriação, quando a finalidade específica é alterada, mas
mantém-se a finalidade genérica, de modo que o interesse público
continue a ser atendido.

05. O ato administrativo praticado por agente público no exercício de


sua função é dotado de presunção absoluta de veracidade.

06. A autoexecutoriedade é atributo de todos os atos administrativos.

(CESPE/Analista Judiciário – TJ DF/2015) A respeito das sociedades de


economia mista, da convalidação de atos administrativos, da concessão
de serviços públicos e da desapropriação, julgue o item a seguir.

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07. Situação hipotética: Poucos dias depois de determinado ato


administrativo de autoridade competente ter concedido licença e férias
a servidor do TJDFT, verificou-se que o servidor não tinha direito à
licença. Novo ato foi, então, praticado, retirando-se a concessão da
licença e ratificando-se a concessão das férias.

Assertiva: Nesse caso, o ato posterior convalidou o anterior, por meio


de ratificação.

(CESPE/Defensor Público – DPE RN/2015 - adaptada) Acerca da


disciplina dos atos administrativos, julgue os itens seguintes:

08. Em nome do princípio da inafastabilidade da jurisdição, deve o


Poder Judiciário apreciar o mérito do ato administrativo, ainda que sob
os aspectos da conveniência e da oportunidade.

09. Os atos administrativos são dotados dos atributos da veracidade e


da legitimidade, havendo presunção absoluta de que foram editados de
acordo com a lei e com a verdade dos fatos.

10. O parecer administrativo é típico ato de conteúdo decisório, razão


pela qual, segundo entendimento do STF, há possibilidade de
responsabilização do parecerista por eventual prejuízo causado ao
erário.

11. São passíveis de convalidação os atos administrativos que ostentem


vícios relativos ao motivo, ao objeto e à finalidade, desde que não haja
impugnação do interessado.

12. Segundo a teoria dos motivos determinantes, mesmo que um ato


administrativo seja discricionário, não exigindo, portanto, expressa
motivação, se tal motivação for declinada pelo agente público, passa a
vinculá-la aos termos em que foi mencionada.

(CESPE/Técnico Judiciário – TRE MT/2015 - adaptada) Julgue os itens


seguintes, no que diz respeito aos atos administrativos.

13. Motivo e motivação equivalem-se juridicamente.

14. Ordem de serviço é o ato por meio do qual um órgão consultivo


manifesta opinião.

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15. Licença é o ato pelo qual a administração concorda com um ato


jurídico já praticado.

16. A lei pode atribuir efeitos ao silêncio administrativo, inclusive para


deferir pretensão ao administrado.

17. Se um ato administrativo for perfeito e eficaz, será também válido.

(CESPE/Assessor Técnico – TCE RN/2015) A respeito dos atos


administrativos em espécie e da intervenção do Estado na propriedade
privada, julgue o item seguinte.

18. O parecer é ato administrativo em espécie que, quando obrigatório,


vincula a decisão a ser proferida pela autoridade competente.

(CESPE/Inspetor – TCE RN/2015) Com relação aos atos


administrativos, julgue o item subsecutivo.

19. Um ato administrativo praticado por pessoa que não tenha


competência para tal não poderá ser convalidado, pois, assim como os
vícios de motivo e objeto, o vício de competência é insanável.

20. (CESPE/Inspetor – TCE RN/2015) Tendo em vista que, segundo


julgado do STJ, em avaliação de mandado de segurança, “não há
ilegalidade na imediata execução de penalidade administrativa imposta
em processo administrativo disciplinar a servidor público, ainda que a
decisão não tenha transitado em julgado administrativamente”, julgue
o item subsequente, a respeito de atos administrativos e do controle da
administração pública.
A legalidade da imediata execução de penalidade administrativa pauta-
se no fato de que os atos administrativos funcionam como títulos
executivos e gozam de autoexecutoriedade, dispensando o trânsito em
julgado da própria decisão administrativa, a menos que,
excepcionalmente, seja deferido efeito suspensivo a recurso.

(CESPE/Procurador – Prefeitura de Salvador/2015 - adaptada) A


respeito da revogação de ato administrativo, julgue os itens seguintes:

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21. Revogação é instrumento jurídico utilizado pela administração


pública para suspender temporariamente a validade de um ato
administrativo por motivos puramente discricionários.

22. A prerrogativa de invalidar ato administrativo é da própria


administração pública, ao passo que a de revogá-lo é do Poder
Judiciário, em decisão referente a caso concreto que lhe seja
apresentado.

23. Se ficar constatado que determinado ato administrativo contém


vício de legalidade, a administração pública deverá promover a sua
revogação.

24. Em geral, a revogação do ato administrativo produz efeitos ex tunc,


mas, em determinadas situações, pode ela ter efeitos ex nunc.

25. Caso haja a revogação de ato administrativo revogador, não


poderão ser aproveitados os efeitos produzidos no período em que
vigorava o primeiro ato revogador.

(CESPE/Advogado – AGU/2015) O titular do Ministério da Ciência,


Tecnologia e Inovação redigiu e submeteu à análise de sua consultoria
jurídica minuta de despacho pelo indeferimento de pedido da empresa
Salus à habilitação em dada política pública governamental. A despeito
de não apresentar os fundamentos de fato e de direito para o
indeferimento, o despacho em questão invoca como fundamento da
negativa uma nota técnica produzida no referido ministério, cuja
conclusão exaure matéria coincidente com aquela objeto do pedido da
empresa Salus.
A propósito dessa situação hipotética, julgue o item que se segue,
relativo à forma dos atos administrativos.
26. O ato em questão — indeferimento de pedido — deve ser prolatado
sob a forma de resolução e não de despacho.
27. Na hipótese considerada, a minuta do ato do ministro apresenta
vício de forma em razão da obrigatoriedade de motivação dos atos
administrativos que neguem direitos aos interessados.

(CESPE/Advogado – AGU/2015) De acordo com o entendimento do STF,


julgue o item seguinte, a respeito da administração pública e do
servidor público.

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28. Segundo o STF, por força do princípio da presunção da inocência, a


administração deve abster-se de registrar, nos assentamentos
funcionais do servidor público, fatos que não forem apurados devido à
prescrição da pretensão punitiva administrativa antes da instauração
do processo disciplinar.

(CESPE/Técnico Judiciário – STJ/2015) Julgue o item seguinte, acerca


do direito administrativo e da prática dos atos administrativos.
29. O decreto é ato administrativo que pode ser praticado tanto pelo
chefe do Poder Executivo quanto pelos presidentes dos tribunais
superiores.

(CESPE/Técnico Judiciário – STJ/2015) Julgue o item seguinte, acerca


do direito administrativo e da prática dos atos administrativos.
30. A homologação de um certame licitatório, seguida da adjudicação
do objeto licitado ao futuro contratado, não é classificada como um ato
administrativo, por ter caráter meramente cogente.
31. O objeto do ato administrativo deve guardar estrita conformação
com o que a lei determina.

(CESPE/Analista Judiciário – STJ/2015) A respeito da organização


administrativa do Estado e do ato administrativo, julgue o item a
seguir.
32. O atributo da tipicidade do ato administrativo impede que a
administração pratique atos sem previsão legal.
33. Os efeitos prodrômicos do ato administrativo são efeitos atípicos
que existem enquanto perdura a situação de pendência na conclusão
desse ato.

(CESPE/Técnico Federal de Controle Externo – TCU/2015) 34. Se for


imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, será permitido o
sigilo dos atos administrativos.

(CESPE/Administrador – FUB/2015) A respeito dos atos


administrativos, julgue o próximo item.

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35. Instrução é ato administrativo unilateral editado pelos ministros de


Estado.

(CESPE/Técnico Federal de Controle Externo – TCU/2015) 36.


Conforme a teoria dos motivos determinantes, a validade do ato
administrativo vincula-se aos motivos que o determinaram, sendo,
portanto, nulo o ato administrativo cujo motivo estiver dissociado da
situação de direito ou de fato que determinou ou autorizou a sua
realização.
37. A revogação de atos pela administração pública por motivos de
conveniência e oportunidade não possui limitação de natureza material,
mas somente de natureza temporal, como, por exemplo, o prazo
quinquenal previsto na Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo
administrativo no âmbito do serviço público federal.

(CESPE/Auditor – FUB/2015) Paulo foi aprovado em concurso para


analista, que exigia nível superior. Nomeado e empossado, Paulo
passou a desempenhar suas funções com aparência de legalidade.
Posteriormente, constatou-se que Paulo jamais havia colado grau em
instituição de ensino superior, detendo, como titulação máxima, o
ensino médio.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item seguinte.
38. Os atos administrativos praticados por Paulo, embora tenham
vícios, podem ser considerados válidos quanto aos efeitos que atinjam
terceiros de boa-fé, em atendimento ao princípio da segurança jurídica.

(CESPE/Técnico Federal de Controle Externo – TCU/2015) Acerca da


invalidação, da revogação e da convalidação dos atos administrativos,
julgue o item a seguir.
39. Agirá de acordo com a lei o servidor público federal que, ao verificar
a ilegalidade de ato administrativo em seu ambiente de trabalho,
revogue tal ato, para não prejudicar administrados, que sofreriam
efeitos danosos em consequência da aplicação desse ato.

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(CESPE/Auditor Federal de Controle Externo – TCU/2015) No que se


refere a ato administrativo, agente público e princípios da
administração pública, julgue o próximo item.
40. A exoneração dos ocupantes de cargos em comissão deve ser
motivada, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa.

(CESPE/Administrador – FUB/2015) Em relação aos requisitos e às


espécies de atos administrativos, julgue o item subsequente.
41. A motivação, como elemento essencial do ato, cria para os
administrados possibilidades de terem conhecimento das razões de
determinada prática adotada pela administração pública, o que evita
obscuridades na decisão administrativa e cumpre uma das finalidades
da motivação, que é a de garantir a segurança dos administrados.
42. Permissão é o ato administrativo, por meio do qual a administração
pública declara formalmente que os requisitos legais e regulamentares
foram preenchidos. Esse ato é editado no exercício de competência
vinculada e constitui o direito de um particular ao exercício de uma
profissão ou atividade privada determinada.
43. A competência, finalidade, forma, o motivo, objeto e a legalidade
são considerados requisitos dos atos administrativos.

(CESPE/Auditor – FUB/2015) No que concerne ao regime jurídico-


administrativo, julgue o item subsequente.
44. A presunção de legitimidade ou de veracidade de determinado ato
administrativo produz a inversão do ônus da prova, ou seja, a atuação
da administração é presumidamente fundada em fatos verdadeiros e
em observância à lei, até prova em contrário.

(CESPE/Técnico – MPU/2015) Acerca do regime jurídico dos servidores


públicos federais, julgue o item subsequente.
45. Os atos praticados pelos servidores do MPU possuem presunção de
legitimidade, não sendo possível, por isso, questionar-se,
administrativamente, a veracidade dos fatos expostos em declaração
por eles exarada.

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(CESPE/Auditor – CGE/2015) Julgue o item a seguir, acerca dos atos


administrativos e da responsabilidade civil do Estado.

46. A administração pode anular os próprios atos, por motivo de


conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e
ressalvada a apreciação judicial, bem como pode revogá-los quando
eles estiverem eivados de vícios que os tornem ilegais.

(CESPE/Juiz Substituto – TJMA/2013 - adaptada) Acerca dos atos


administrativos, julgue os itens seguintes.
47. A administração pública pode revogar os atos por ela praticados por
motivo de conveniência e oportunidade.
48. Os atos praticados por concessionários de serviço público, no
exercício da concessão, não podem ser considerados atos
administrativos, dado que foram produzidos por entes que não
integram a estrutura da administração pública.
49. O silêncio da administração pública importa consentimento tácito.
50. É vedado o controle da legalidade dos atos administrativos pelo
Poder Judiciário.

(CESPE/Juiz Substituto – TJMA/2013 adaptada) Ainda acerca dos atos


administrativos, julgue os itens seguintes.
51. A imperatividade implica na presunção que os atos administrativos
são verdadeiros e estão conformes ao direito, até que se prove o
contrário.
52. Ocorre desvio de poder, e, portanto, invalidade do ato
administrativo, quando o agente público se vale de um ato para
satisfazer finalidade alheia à natureza desse ato.
53. Presunção de legitimidade, imperatividade, exigibilidade e
autoexecutoriedade são pressupostos dos atos administrativos.
54. A exigibilidade, qualidade do ato administrativo, autoriza a
administração pública a compelir materialmente o administrado, sem
necessidade de intervenção do Poder Judiciário, ao cumprimento da
obrigação a ele imposta.

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(CESPE/Analista do MPU/2013) Julgue os itens a seguir, relativos aos


atos administrativos.
55. A revogação do ato administrativo, quando legítima, exclui o dever
da administração pública de indenizar, mesmo que esse ato tenha
afetado o direito de alguém.
56. A autorização é ato administrativo discricionário mediante o qual a
administração pública outorga a alguém o direito de realizar
determinada atividade material.

(CESPE/Técnico do MPU/2013) Acerca do ato administrativo, julgue os


itens seguintes.
57. Dada a imperatividade, atributo do ato administrativo, devem-se
presumir verdadeiros os fatos declarados em certidão solicitada por
servidor do MPU e emitida por técnico do órgão.
58. O ato de nomeação de cinquenta candidatos habilitados em
concurso público classifica-se, quanto a seus destinatários, como ato
administrativo individual ou concreto.
59. É denominado regulamento executivo o decreto editado pelo chefe
do Poder Executivo federal para regulamentar leis.

(CESPE/Analista Judiciário – TJDF/2013) Considere a seguinte situação


hipotética.
60. Um oficial de justiça requereu concessão de férias para o mês de
julho e o chefe da repartição indeferiu o pleito sob a alegação de falta
de pessoal. Na semana seguinte, outro servidor da mesma repartição
requereu o gozo de férias também para o mês de julho, pleito deferido
pelo mesmo chefe. Nessa situação hipotética, o ato que deferiu as
férias ao servidor está viciado, aplicando-se ao caso a teoria dos
motivos determinantes.
61. Assim como ocorre com os atos legislativos, é possível a
repristinação de ato administrativo, ou seja, a restauração de um ato
administrativo que tenha sido revogado por outro ato.
62. A designação de ato administrativo abrange toda atividade
desempenhada pela administração.

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(CESPE/Advogado – SERPRO/2013) Julgue os itens que se seguem,


relativos aos atos administrativos.
63. O ato eivado de vício ligado ao motivo, elemento do ato
administrativo, é passível de convalidação.
64. Os atos administrativos vinculados são passíveis de controle pelo
Poder Judiciário, enquanto que os atos administrativos discricionários
submetem-se apenas ao poder hierárquico da administração pública.

(CESPE/Delegado de Polícia – PC BA/2013) Acerca de atos


administrativos, julgue os itens subsequentes.
65. A concessão de licença-maternidade à servidora gestante é ato
administrativo vinculado.

66. (CESPE/Delegado de Polícia - PC-GO/2017) Após o término de


estágio probatório, a administração reprovou servidor público e editou
ato de exoneração, no qual declarou que esta se dera por
inassiduidade. Posteriormente, o servidor demonstrou que nunca havia
faltado ao serviço ou se atrasado para nele chegar.

Nessa situação hipotética, o ato administrativo de exoneração é

a) nulo por ausência de finalidade.

b) anulável por ausência de objeto.

c) anulável por ausência de forma.

d) anulável por ausência de motivação.

e) nulo por ausência de motivo.

(CESPE/Professor da Educação Básica - SEDF/2017) No que se refere


aos poderes administrativos, aos atos administrativos e ao controle da
administração, julgue o item seguinte.

67. Ato praticado por usurpador de função pública é considerado ato


irregular.

68. Presunção de legitimidade é atributo universal aplicável a todo ato


administrativo.

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69. (CESPE/Professor da Educação Básica - SEDF/2017) Com relação


aos poderes e atos administrativos, julgue o próximo item.

Ato administrativo declaratório é aquele que implanta uma nova


situação jurídica ou modifica ou extingue uma situação existente.

70. (CESPE/Tecnologia da Informação - SEDF/2017) José, chefe do


setor de recursos humanos de determinado órgão público, editou ato
disciplinando as regras para a participação de servidores em concurso
de promoção. A respeito dessa situação hipotética, julgue o item
seguinte.

O veículo normativo adequado para a edição do referido ato é o


decreto.

71. (CESPE/ Nível Médio - SEDF/2017) Maurício, chefe imediato de


João (ambos servidores públicos distritais), determinou que este
participasse de reunião de trabalho em Fortaleza – CE nos dias nove e
dez de janeiro. João recebeu o valor das diárias. No dia oito de janeiro,
João sofreu um acidente de carro e, conforme atestado médico
apresentado para Maurício, teve de ficar de repouso por três dias, razão
pela qual não pôde viajar. Essa foi a primeira vez no bimestre que João
teve de se afastar do serviço por motivo de saúde.

Acerca dessa situação hipotética e de aspectos legais e doutrinários a


ela relacionados, julgue o item a seguir.

A concessão de diária é ato vinculado da administração pública.

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GABARITO

01.C 02.E 03.E 04.C 05.E 06.E 07.E 08.E

09.E 10.E 11.E 12.C 13.E 14.E 15.E 16.C

17.E 18.E 19.E 20.C 21.E 22.E 23.E 24.E

25.C 26.E 27.E 28.C 29.E 30.E 31.C 32.C

33.C 34.C 35.C 36.C 37.E 38.C 39.E 40.E

41.C 42.E 43.E 44.C 45.E 46.E 47.C 48.E

49.E 50.E 51.E 52.C 53.E 54.E 55.E 56.C

57.E 58.C 59.C 60.C 61.C 62.E 63.E 64.E

65.C 66.E 67.E 68.C 69.E 70.E 71.C

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QUESTÕES COMENTADAS – FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS

01. (FCC/ Técnico Judiciário - TRT - 11ª Região/2017) Rodrigo é


servidor público federal e chefe de determinada repartição pública.
Rodrigo indeferiu as férias pleiteadas por um de seus subordinados, o
servidor José, alegando escassez de pessoal na repartição. No entanto,
José comprovou, que há excesso de servidores na repartição pública.
No caso narrado,

a) há vício de motivo no ato administrativo.

b) o ato deve, obrigatoriamente, permanecer no mundo jurídico, vez


que sequer exigia fundamentação.

c) inexiste vício no ato administrativo, no entanto, o ato comporta


revogação.

d) o ato praticado por Rodrigo encontra-se viciado, no entanto, não


admite anulação, haja vista a discricionariedade administrativa na
hipótese.

e) o objeto do ato administrativo encontra-se viciado.

Comentários

Segundo a teoria dos motivos determinantes, o motivo alegado pelo agente


público, no momento da edição do ato, deve corresponder à realidade, tem que
ser verdadeiro. Caso contrário, comprovando o interessado que o motivo
informado não guarda qualquer relação com a edição do ato ou que sequer
existiu, o ato deverá ser anulado pela própria Administração ou pelo Poder
Judiciário.

O professor Celso Antônio Bandeira de Mello, ao explicar a teoria dos motivos


determinantes, afirma que “os motivos que determinam a vontade do agente,
isto é, os fatos que serviram de suporte à sua decisão, integram a validade do
ato. Sendo assim, a invocação de ‘motivos de fato’ falsos, inexistentes ou
incorretamente qualificados vicia o ato mesmo quando, conforme já se
disse, a lei não haja estabelecido, antecipadamente, os motivos que ensejariam
a prática do ato. Uma vez enunciados pelo agente os motivos em que se calçou,
ainda quando a lei não haja expressamente imposto a obrigação de enunciá-los,
o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o justificavam”.

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O motivo utilizado por Rodrigo para indeferir as férias pleiteadas por José foi
falso, com isso o ato administrativo apresenta vício de motivo.

GABARITO: LETRA A

02. (FCC/Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador - TRT - 11ª


Região/2017) Considere a seguinte situação hipotética: o Prefeito de
determinado Município de Roraima concedeu autorização para atividade
de extração de areia de importante lago situado no Município. Cumpre
salientar que o ato administrativo preencheu todos os requisitos legais,
bem como foi praticado quando estavam presentes condições fáticas
que não violavam o interesse público. Ocorre que, posteriormente, a
atividade consentida veio a criar malefícios à natureza. No caso
narrado, o ato administrativo emanado pelo Prefeito poderá ser

a) mantido incólume no mundo jurídico, haja vista que a nova


circunstância fática não gera consequências ao ato já praticado.

b) anulado pela Administração pública ou pelo Judiciário, com efeitos


ex tunc.

c) anulado apenas pelo Poder Judiciário e com efeitos ex nunc.

d) convalidado, com efeitos ex tunc.

e) revogado, com efeitos ex nunc.

Comentários

A questão informa que o ato administrativo, autorização, preencheu todos os


requisitos legais, estando também de acordo como interesse público.
Entretanto, posteriormente o interesse público foi violado em razão de danos a
natureza. A situação retratada remete à prerrogativa que a Administração
Pública tem de rever os seus próprios atos, por meio da anulação para atos
ilegais e da revogação, mediante conveniência ou oportunidade.

Como não houve ilegalidade do ato no caso mostrado, mas houve posterior
ofensa ao interesse público, cabe possível aplicação por parte da
Administração da revogação.

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A revogação ocorre sempre que a Administração Pública decide retirar, parcial


ou integramente do ordenamento jurídico, um ato administrativo válido, mas
que deixou de atender ao interesse público em razão de não ser mais
conveniente ou oportuno.

Ao revogar um ato administrativo a Administração Pública está declarando que


uma situação, até então oportuna e conveniente ao interesse público, não mais
existe, o que justifica a extinção do ato.

Na revogação os efeitos serão sempre “ex nunc” (proativos). Isso significa


dizer que a revogação somente produz efeitos prospectivos, ou seja, para
frente, conservando-se todos os efeitos que já haviam sido produzidos.

Diante do exposto, afirma-se que o ato administrativo emanado pelo


Prefeito poderá ser revogado, com efeitos ex nunc.

GABARITO: LETRA E

03. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SP/2017) A publicação de edital para


realização de concurso público de provas e títulos para provimento de
cargos em órgão público municipal motivou número de inscritos muito
superior ao dimensionado pela Administração pública. Considerando a
ausência de planejamento da Administração para aplicação das provas
para número tão grande de candidatos, bem como que a recente
divulgação da arrecadação municipal mostrou sensível decréscimo
diante da estimativa de receitas, colocando em dúvida a concretude das
nomeações dos eventuais aprovados, a Administração municipal

a) pode anular o certame, em razão dos vícios de legalidade


identificados.

b) deve republicar o edital do concurso público para reduzir os cargos


disponíveis, sob pena de nulidade do certame.

c) pode revogar o certame, em razão das supervenientes razões de


interesse público demonstradas para tanto.

d) pode revogar o certame municipal somente se tiver restado


demonstrada a inexistência de recursos para fazer frente às novas
despesas com as aprovações decorrentes do concurso.

e) deve prosseguir com o certame, republicando o edital para


adiamento da realização da primeira prova, a fim de reorganizar a

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aplicação para o novo número de candidatos, sendo vedado revogar o


certame em razão da redução de receitas.

Comentários

a) A questão não apresenta nenhuma situação de ilegalidade no caso narrado,


o que impossibilita prática de anulação do certame. Esse é o teor da súmula
473 do Supremo Tribunal Federal ao afirmar que a “Administração pode anular
os seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais”.
Assertiva incorreta.

b) Não existe o dever da Administração Pública republicar o edital do


concurso, bem como a não redução de cargos disponíveis não acarreta pena de
nulidade, que só ocorre diante de ilegalidade. Republicar o edital, reduzir ou
manter os cargos disponíveis, são atos discricionários da Administração Pública,
decorrentes do interesse público. Assertiva incorreta.

c) A revogação ocorre sempre que a Administração Pública decide retirar,


parcial ou integramente do ordenamento jurídico, um ato administrativo válido,
mas que deixou de atender ao interesse público em razão de não ser mais
conveniente ou oportuno.

Ao revogar um ato administrativo a Administração Pública está declarando que


uma situação, até então oportuna e conveniente ao interesse público, não mais
existe, o que justifica a extinção do ato.

Na situação demonstrada pela questão a Administração Pública pode entender


que razões supervenientes tornaram o certame contrário ao interesse
público, sendo possível a revogação. Assertiva correta.

d) Não é somente a inexistência de recursos para fazer frente às novas


despesas do concurso que pode fundamentar a aplicação da revogação, outros
pontos podem fazer com que o certame deixe de atender ao interesse público,
sendo possível a Administração agir por conveniência ou oportunidade.
Assertiva incorreta.

e) Não existe o dever da Administração Pública prosseguir com o certame,


republicando o edital. Trata-se de ato discricionário da Administração,
decorrentes do interesse público. A revogação é possível por análise de
conveniência ou oportunidade da Administração Pública. Assertiva incorreta.

GABARITO: LETRA C

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04. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SP/2017) Os atos administrativos


são dotados de atributos que lhe conferem peculiaridades em relação
aos atos praticados pela iniciativa privada. Quando dotados do atributo
da autoexecutoriedade

a) não podem ser objeto de controle pelo judiciário, tendo em vista que
podem ser executados diretamente pela própria Administração pública.

b) submetem-se ao controle de legalidade e de mérito realizado pelo


Judiciário, tendo em vista que se trata de medida de exceção, em que a
Administração pública adota medidas materiais para fazer cumprir suas
decisões, ainda que não haja previsão legal.

c) dependem apenas de homologação do Judiciário para serem


executados diretamente pela Administração pública.

d) admitem somente controle judicial posterior, ou seja, após a


execução da decisão pela Administração pública, mas a análise abrange
todos os aspectos do ato administrativo.

e) implicam na prerrogativa da própria Administração executar, por


meios diretos, suas próprias decisões, sendo possível ao Judiciário
analisar a legalidade do ato.

Comentários

a) Os atos praticados sob o amparo do atributo da autoexecutoriedade podem


ser revistos pelo Poder Judiciário, sempre que provocado pelos
interessados. Para tanto, basta que os interessados demonstrem que tais atos
foram praticados de forma arbitrária, desproporcional, desarrazoada ou
abusiva, por exemplo, para que o Poder Judiciário possa anulá-los
retroativamente. Dessa forma, cabe controle pelo judiciário. Assertiva
incorreta.

b) Não cabe ao Judiciário o controle de mérito quanto a atos praticados sob o


amparo do atributo da autoexecutoriedade, apenas o controle de legalidade. O
mérito decorre da discricionariedade garantida a Administração Pública.
Assertiva incorreta.

c) A autoexecutoriedade é o atributo que garante ao Poder Público a


possibilidade de obrigar terceiros ao cumprimento dos atos administrativos
editados, sem a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário. Não é

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exigido que o Judiciário homologue ou autorize a autoexecutoriedade


exercida diretamente pela Administração Pública. Assertiva incorreta.

d) A análise feita pelo controle judicial não abrange todos os aspectos do ato
administrativo, apenas o aspecto da legalidade. Assertiva incorreta.

e) Na definição de Hely Lopes Meirelles, "a autoexecutoriedade consiste na


possibilidade que certos atos administrativos ensejam de imediata e direta
execução pela própria Administração, independentemente de ordem judicial".
Ao Judiciário cabe o controle quanto a legalidade do ato. Assertiva correta.

GABARITO: LETRA E

05. (FCC/Analista - Psicólogo - PGE-MT/2016) Agente público produziu


ato administrativo com vício de legalidade. O ato deve ser

a) revogado pela Administração pública, produzindo a revogação


efeitos para o futuro, isto é, a partir da data em que publicado o ato de
revogação.

b) convalidado pela Administração pública, se o vício em questão for


sanável, produzindo a convalidação efeitos apenas para o futuro, a
partir da data de publicação do ato de convalidação.

c) revogado pela Administração pública, produzindo a revogação


efeitos retroativos à data na qual foi publicado.

d) anulado pela Administração pública, produzindo a anulação efeitos


retroativos à data na qual foi publicado.

e) anulado pela Administração pública, produzindo a anulação efeitos


apenas para o futuro, a partir da data de publicação do ato de anulação.

Comentários

Quando o ato administrativo é praticado em desacordo com o ordenamento


jurídico vigente, é considerado ilegal. Assim, deve ser anulado pelo Poder
Judiciário (quando provocado) ou pela própria Administração (de ofício ou
mediante provocação).

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A anulação de um ato administrativo opera-se com efeitos retroativos (ex


tunc), isto é, o ato perde os seus efeitos desde o momento de sua edição
(como se nunca tivesse existido), pois não origina direitos.

Esse é o teor da súmula 473 do Supremo Tribunal Federal ao afirmar que a


“Administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados de vícios que
os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos”.

Se agente público produz ato administrativo com vício de legalidade, o ato deve
ser anulado, com efeitos retroativos à data na qual foi publicado.

GABARITO: LETRA D

06. (FCC/Engenheiro Mecânico - COPERGÁS - PE/2016)

Cláudio, servidor público estadual, praticou ato administrativo viciado.


Determinado administrado, ao notar o ocorrido, comunicou ao servidor
o vício, no entanto, houve a convalidação do ato administrativo. A
propósito do tema, é correto afirmar que

a) a Administração pública não tem a opção de retirar ou não o ato


viciado do mundo jurídico; o que ela pode é extirpar o ato viciado
através do instituto da revogação.

b) todo ato administrativo viciado deve ser anulado pela Administração


pública, não importando o vício nele contido.

c) nem sempre é possível a convalidação do ato administrativo;


depende do tipo de vício que atinge o ato.

d) a Administração pública pode, por razões de conveniência e


oportunidade, manter hígido ato administrativo viciado, não
importando o vício nele contido.

e) se o vício existente no ato encontra-se no motivo do ato


administrativo, agiu corretamente a Administração pública.

Comentários

Segundo a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, “convalidação é o ato


administrativo através do qual é suprido o vício existente em um ato ilegal, com
efeitos retroativos à data em que este foi praticado”.

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Na verdade, a convalidação nada mais é que a “correção” do ato administrativo


portador de defeito sanável de legalidade, com efeitos retroativos (ex
tunc).

A convalidação de um ato administrativo somente pode ocorrer em relação aos


vícios sanáveis (hipótese em que o ato administrativo será considerado
anulável), isto é, aqueles detectados nos requisitos “competência” e
“forma”.

Se o ato administrativo apresentar vícios insanáveis (a exemplo daqueles


encontrados nos requisitos “finalidade”, “motivo” e “objeto”), deverá ser
necessariamente anulado. Nesse caso, o ato não pode ser convalidado por ser
considerado nulo.

É cabível afirmar que nem sempre a convalidação do ato administrativo é


possível, depende do tipo de vício que atinge o ato, com a necessária análise
sobre o vício ser sanável ou insanável.

GABARITO: LETRA C

07. (FCC/ Administrador-DPE-RR/2015) Os atos administrativos podem


ser vinculados ou discricionários, residindo o cerne da diferenciação
entre ambos
a) no controle judicial de mérito aplicável apenas aos segundos.
b) na obrigatoriedade da motivação existente apenas nos primeiros.
c) no controle de legalidade aplicável apenas aos primeiros.
d) no juízo de conveniência e oportunidade próprio dos segundos, que
constituem o seu mérito.
e) na faculdade de revogação atribuída à Administração apenas em
relação aos primeiros.
Comentários
a) O controle dos atos administrativos, exercido pelo Poder Judiciário, não
abrange o respectivo mérito, pois se trata de campo de atuação reservado ao
administrador público. Assertiva incorreta.
b) Em regra, tanto os atos administrativos vinculados quanto os discricionários
devem ser motivados. Uma das raras exceções de dispensa de motivação é a
nomeação e exoneração para cargos de confiança. Assertiva incorreta.
c) Todos os atos administrativos estão sujeitos ao controle de legalidade, sejam
eles discricionários ou vinculados. Assertiva incorreta.

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d) No ato discricionário a Administração possui alternativas ou opções, e,


dentre elas, irá escolher a que seja mais oportuna e conveniente ao interesse
público. Assertiva correta.
e) A prerrogativa assegurada à Administração Pública de revogar os seus
próprios atos administrativos somente alcança os discricionários, pois os atos
vinculados possuem todos os seus requisitos previstos expressamente no texto
legal. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra d.

08. (FCC/ Auxiliar da Fiscalização Financeira II /TCE-SP/2015)


Considere que o responsável pela consultoria jurídica da Secretaria de
Estado do Meio Ambiente tenha proferido parecer, em resposta à
consulta formulada por órgão técnico encarregado de licenciamento
ambiental, acerca dos requisitos jurídicos aplicáveis à situação narrada,
correspondente a obras de transposição de águas entre reservatórios
que abastecem a região metropolitana. Referido parecer jurídico
a) constitui um ato da Administração, porém não corresponde a um ato
administrativo, eis que este somente se caracteriza quando possua
efeito enunciativo.
b) constitui uma manifestação da função administrativa atípica do
órgão jurisdicional, não podendo, portanto, ser considerado ato
administrativo em sentido formal.
c) é, formalmente, um ato administrativo de natureza enunciativa, que
produz efeitos jurídicos apenas no âmbito interno.
d) não é, materialmente, um ato administrativo em sentido estrito,
dado que encerra uma opinião e não uma manifestação de vontade da
Administração que produza efeitos concretos.
e) é, materialmente, um ato administrativo eis que emanado de órgão
integrante do Poder Executivo, independentemente de produzir efeitos
concretos em face de terceiros.
Comentários
José dos Santos Carvalho Filho afirma que os pareceres consubstanciam
opiniões, pontos de vista de alguns agentes administrativos sobre matéria
submetida à sua apreciação. Em alguns casos, a Administração não está
obrigada a formalizá-los para a prática de determinado ato; diz-se, então, que
o parecer é facultativo. Quando é emitido "por solicitação de órgão ativo ou de
controle, em virtude de preceito normativo que prescreve a sua solicitação,

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como preliminar à emanação do ato que lhe é próprio", dir-se-á obrigatório.


Nessa hipótese, o parecer integra o processo de formação do ato, de modo que
sua ausência ofende o elemento formal, inquinando-o, assim, de vício de
legalidade.

No julgamento do mandado de segurança nº 24.073/DF, o Supremo Tribunal


Federal decidiu que o parecer não é, materialmente, ato administrativo em
sentido estrito, sendo, quando muito, ato de administração consultiva, que
visa a informar, elucidar, sugerir providências administrativas a serem
estabelecidas nos atos de administração ativa.

Gabarito: Letra d.

09. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-PB/2015) A imperatividade que


reveste os atos administrativos
a) independe da presença dos elementos ou requisitos, visto que se
trata de mera exteriorização da vontade da Administração pública, que
sempre se impõe ao administrado independentemente de sua vontade.
b) substitui a decisão judicial quanto à possibilidade de se fazer válido,
dependendo apenas da concordância do destinatário.
c) impõe aos destinatários dos mesmos sua obrigatoriedade, como
atributo destinado a garantir o interesse público, que é a finalidade de
toda a atuação da Administração pública.
d) se vincula diretamente à eficácia, esta que enseja auto-
executoriedade a todos os atos que predica.
e) se relaciona com a eficácia, na medida em que é a exteriorização dos
efeitos do ato, mas distingue-se da exequibilidade, que depende de
intervenção judicial.
Comentários
a) Ao contrário do que ocorre na presunção de legitimidade, que não
necessita de expressa previsão em lei, a imperatividade exige autorização legal
e, portanto, não incide em relação a todos os atos administrativos. Assertiva
incorreta.
b) A imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a
terceiros, independentemente de sua concordância ou aquiescência. Assertiva
incorreta.

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c) É o atributo da imperatividade que permite à Administração, por exemplo,


aplicar multas de trânsito, constituir obrigação tributária que vincule o
particular ao pagamento de imposto de renda, entre outros. Assertiva correta.
d) A imperatividade é atributo que não alcança todos os atos administrativos,
já que os atos meramente enunciativos ou os que conferem direitos solicitados
pelos administrados não ostentam referido atributo. Assertiva incorreta.
e) A imperatividade realmente se relaciona com a eficácia do ato, pois permite
à sua imposição a terceiros independentemente da concordância. Todavia, da
mesma forma que ocorre em relação à autoexecutoriedade, não necessidade de
autorização judicial. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra c.

10. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-PB/2015) A extinção do ato


administrativo pode se dar por diversos fundamentos, sendo que a
extinção dos atos discricionários
a) pode se dar somente por meio de revogação, pois desconstrói
elementos de conveniência e oportunidade.
b) pode se dar pela própria Administração, em razão do poder de
revisão de seus próprios atos, por meio de anulação dos atos ilegais e
dos atos inconvenientes e inoportunos.
c) depende de decisão judicial, por motivo de ilegalidade, tendo em
vista que impacta na esfera jurídica dos administrados e de terceiros.
d) pode se dar por vício de legalidade, caso de anulação, ou por
conveniência e oportunidade fundada em motivos de interesse público,
caso de revogação.
e) depende de decisão judicial, tendo em vista que o administrador não
pode rever os motivos de conveniência e oportunidade que o levaram à
prática do ato.
Comentários
a) A extinção dos atos administrativos discricionários não ocorre apenas por
meio da revogação, pois, caso sejam ilegais, também estão sujeitos à anulação.
Assertiva incorreta.
b) Se o ato é ilegal, jamais pode ser revogado. Nesse caso, deve ser anulado
pela própria Administração Pública ou pelo Poder Judiciário. Assertiva incorreta.
c) Nos termos da Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal, “a administração
pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais,

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porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de


conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. Assertiva incorreta.
d) A anulação de um ato administrativo, por razões de ilegalidade, pode ser
realizada pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário, produzindo
efeitos ex tunc (retroativos). Por outro lado, a revogação (que ocorre com
fundamento na conveniência e oportunidade administrativa) somente pode
ser realizada pela própria Administração, produzindo efeitos ex nunc (não
retroativos). Assertiva correta.
e) Se o ato administrativo discricionário não é mais conveniente ou oportuno
para o interesse público a própria Administração Pública possui a prerrogativa
de revogá-lo, independentemente de intervenção judicial. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra d.

11. (FCC/ Técnico Judiciário - TRT 9ª REGIÃO (PR)/2015) O atributo


do ato administrativo que permite que ele seja “posto em execução
pela própria Administração pública, sem necessidade de intervenção do
Poder Judiciário" (PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. Direito
Administrativo. 28. ed., São Paulo:Atlas, p. 243), é a:
a) imperatividade, porque cria obrigações e se impõe
independentemente da concordância do destinatário do ato ou de
terceiros.
b) autoexecutoriedade, que deve estar prevista em lei, como a
autorização para apreensão de mercadorias e interdição de
estabelecimentos.
c) autoexecutoriedade, sempre que a discricionariedade administrativa
entender mais útil ou pertinente agir desde logo, sem aguardar a
conclusão das diligências em curso.
d) imperatividade, que autoriza o emprego de meios próprios de
execução dos próprios atos, indiretamente, como a imposição de
multas, ou diretamente, com a demolição de construções.
e) exigibilidade, que trata apenas de meios diretos de coercibilidade,
inclusive materiais, como interdição de estabelecimentos, apreensão de
mercadorias e demolição de construções.

Comentários

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A autoexecutoriedade é o atributo que garante ao Poder Público a possibilidade


de obrigar terceiros ao cumprimento dos atos administrativos editados, sem
a necessidade de recorrer ao Poder Judiciário.
O referido atributo garante à Administração Pública a possibilidade de ir além
do que simplesmente impor um dever ao particular (consequência da
imperatividade), mas também utilizar força direta e material no sentido de
garantir que o ato administrativo seja executado.
A autoexecutoriedade não está presente em todos os atos administrativos (atos
negociais e enunciativos, por exemplo), ocorrendo somente em duas hipóteses:
1ª) Quando existir expressa previsão legal; 2ª) Em situações emergenciais
em que apenas se garantirá a satisfação do interesse público com a utilização
da força estatal.
Gabarito: Letra b.

12. (FCC/ Analista Judiciário - TRT - 9ª REGIÃO (PR)/2015) Não


obstante a presunção de veracidade e de legitimidade de que são
predicados os atos administrativos, há vícios que podem eivá-los e,
diante deles, as consequências podem ser diversas.
MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, ao tratar dos vícios relativos aos
atos administrativos, nos traz a seguinte lição: Assim, haverá vício em
relação (...) quando qualquer desses requisitos deixar de ser
observado, o que ocorrerá quando for: 1. Proibido pela lei; por
exemplo: um Município que desaproprie bem imóvel da União; 2.
Diverso do previsto na lei para o caso sobre o qual incide; por exemplo:
a autoridade aplica a pena de suspensão, quando cabível a de
repreensão 3. Impossível, porque os efeitos pretendidos são
irrealizáveis, de fato ou de direito; por exemplo: a nomeação para um
cargo inexistente; (...)
(Direito Administrativo, 28ª edição. São Paulo, Atlas, p. 287).
Adequada relação de identificação entre o vício tratado pela autora e a
consequência por ele imposta ao ato administrativo é aquela que trata
de vício quanto
a) ao objeto, que eiva de nulidade o ato, pois são atos insanáveis, na
medida em que eventual correção do objeto para hipótese legalmente
prevista enseja a prática de ato distinto, não de convalidação.
b) à finalidade, que pode ser sanado, com a indicação de uma finalidade
válida, ainda que não seja aquela pretendida pela Administração.

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c) à competência, que, em regra, não pode ser sanado, tendo em vista


que a divisão de atribuições e competências não admite delegação,
salvo expressa disposição em contrário.
d) à forma, que não pode ser sanado em razão do princípio da
formalidade que impera no processo administrativo e que se presta a
tutelar os direitos e garantias fundamentais dos administrados.
e) aos motivos, que podem ser sanados, desde que o resultado obtido
seja legalmente previsto, pois é possível conformar a motivação da
prática do ato para atingimento daquela finalidade.
Comentários
a) Para Maria Sylvia Zanella di Pietro, o vício no objeto realmente torna o ato
nulo, insuscetível de convalidação. Todavia, deve ficar claro que José dos
Carvalho Filho tem posicionamento um pouco diferente (e que também já foi
cobrado em provas da FCC). Para o autor, também é possível convalidar atos
com vício no objeto ou conteúdo, mas apenas quando se tratar de conteúdo
plúrimo. Nesse caso, como a vontade administrativa se preordena a mais de
uma providencia administrativa no mesmo ato, é viável suprimir ou alterar
alguma providência e aproveitar o ato quanto às demais, não atingidas por
qualquer vício. Assertiva correta.
b) Em relação à finalidade, se o ato foi praticado contra o interesse público ou
com finalidade diversa da que decorre da lei, também não é possível a sua
correção; não se pode corrigir um resultado que estava na intenção do agente
que praticou o ato. Assertiva incorreta.
c) O vício de competência no ato administrativo pode ser convalidado
(corrigido), desde que não se trate de competência atribuída com
exclusividade. Se um Ministro de Estado editou ato cuja competência
originária era do Presidente da República, por exemplo, basta que este edite
novo ato ratificando o ato anterior editado por aquele. Todavia, se o Ministro de
Estado tiver editado um decreto regulamentar, por exemplo, o ato
administrativo não poderá ser convalidado, pois se trata de competência
exclusiva do Presidente da República, que não permite delegação. Assertiva
incorreta.
d) Em relação à forma, admite-se a convalidação, desde que não seja essencial
à validade do ato. Assertiva incorreta.
e) Quanto ao motivo, nunca é possível a convalidação. No que se refere ao
motivo, isto ocorre porque ele corresponde a situação de fato que ou ocorreu ou
não ocorreu; não há corno alterar, com efeito retroativo, urna situação de fato.
Assertiva incorreta.

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Gabarito: Letra a.

13. (FCC/ Analista Judiciário - TRT - 9ª REGIÃO (PR)/2015) Os atos


emanados no exercício da função administrativa possuem atributos que
os distinguem dos demais atos jurídicos. Nesse sentido, a
Administração edita atos que constituem terceiros em obrigações,
independentemente da vontade destes. Referido atributo é chamado de
a) imperatividade, que após a constitucionalização do direito
administrativo, que mitigou o poder extroverso da Administração, exige
para produção de efeitos a participação do Poder Judiciário.
b) imperatividade, que não está presente em todos os atos emanados
pela Administração, mas apenas naqueles que impõem obrigações.
c) autoexecutoriedade que está presente em todos os atos emanados
pela Administração, em razão do princípio da supremacia do interesse
público sobre o privado.
d) autoexecutoriedade, que não está presente em todos os atos
emanados pela Administração, mas apenas nos que conferem direitos
aos administrados, como, por exemplo, as licenças e autorizações.
e) presunção de legitimidade ou de veracidade, que encontra seu
fundamento último na submissão da Administração ao princípio da
legalidade, o qual autoriza a produção de efeitos sem a participação do
Poder Judiciário.
Comentários
a) A imperatividade produz efeitos diretos, independentemente da atuação do
Poder Judiciário. Assertiva incorreta.
b) A imperatividade é atributo que não alcança todos os atos administrativos,
já que os atos meramente enunciativos ou os que conferem direitos solicitados
pelos administrados (a exemplo das licenças e autorizações) não ostentam
referido atributo. Assertiva correta.
c) Nem sempre os atos administrativos irão gozar de autoexecutoriedade e,
para fins de concursos públicos, a multa (ato administrativo) é o exemplo mais
cobrado em relação à ausência de autoexecutoriedade. Além disso, não é o
atributo a que o enunciado fez referência. Assertiva incorreta.
d) A autoexecutoriedade não está presente nas licenças e autorizações, que
apenas conferem direitos solicitados pelos administrados. Além disso, não é o
atributo a que o enunciado fez referência. Assertiva incorreta.

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e) O enunciado faz referência ao atributo da imperatividade e não ao da


presunção de legitimidade. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra b.

14. (FCC/Administrador- DPE-SP/2015) Acerca dos atos


administrativos, é correto afirmar:
a) Todos os atos válidos são necessariamente eficazes.
b) Os atos produzidos com vícios no elemento formal devem ser,
necessariamente, anulados.
c) Um ato pode ser perfeito e ao mesmo tempo inválido.
d) A autoexecutoriedade é atributo presente em todos os atos
administrativos.
e) Somente gozam de presunção de legitimidade os atos acusatórios da
Administração pública.
Comentários
a) Ato administrativo válido é aquele que foi produzido em conformidade com a
legislação vigente. Todavia, pode ocorrer de o ato ser válido mas ainda não ser
eficaz, pois aguarda a implementação de uma condição ou termo para produzir
efeitos. É o que acontece, por exemplo, quando se finaliza um edital de
concurso público e se programa a publicação para dois dias depois. O edital
somente será eficaz quando ocorrer a publicação, apesar de ter sido editado em
conformidade com a lei (válido). Assertiva incorreta.
b) Em relação ao requisito “forma”, a convalidação é possível se ela não for
essencial à validade do ato administrativo. Assertiva incorreta.
c) Ato administrativo perfeito é aquele que já completou todo o seu ciclo de
formação, superando todas as fases necessárias para a sua produção. A
perfeição do ato refere-se ao processo de elaboração, ao passo que a
validade refere-se à conformidade do ato com a lei. Assim, pode ocorrer de o
ato ter cumprido o ciclo necessário para a sua produção mas ter desrespeitado
a legislação vigente em algum momento. Assertiva correta.
d) Nem sempre os atos administrativos irão gozar de autoexecutoriedade e,
para fins de concursos públicos, a multa (ato administrativo) é o exemplo mais
cobrado em relação à ausência de autoexecutoriedade. Nesse caso, apesar de a
aplicação da multa ser decorrente do atributo da imperatividade, se o
particular não efetuar o seu pagamento a Administração somente poderá
recebê-la se recorrer ao Poder Judiciário. Assertiva incorreta.

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e) Todo e qualquer ato administrativo é presumivelmente legítimo, ou seja,


considera-se editado em conformidade com o direito (leis e princípios). Essa
presunção é consequência da confiança depositada no agente público, pois se
deve partir do pressuposto de que todos os parâmetros e requisitos legais
foram respeitados pelo agente no momento da edição do ato. Assertiva
incorreta.
Gabarito: Letra c.

15. (FCC/ Técnico Judiciário –/TRE-AP/2015) Clodoaldo, servidor


público e chefe de determinada repartição pública, decidiu anular ato
administrativo, pois detectou vício em um de seus requisitos.
Esmeralda, atingida pela anulação do ato, questionou o ocorrido,
alegando ser hipótese de convalidação e não de anulação do ato
administrativo. Posteriormente, constatou-se que Esmeralda tinha
razão. No caso narrado, o ato administrativo em questão continha vício
de
a) objeto, por ser diverso do previsto na lei para o caso.
b) motivo, haja vista conter situação fática que não ocorreu.
c) finalidade, pois desviou-se da finalidade pública.
d) competência, pois não se tratava de competência outorgada com
exclusividade.
e) forma, por ser indispensável à existência do aludido ato.

Comentários
a) Para Maria Sylvia Zanella di Pietro, o objeto ou conteúdo ilegal não pode
ser objeto de convalidação. Com relação a esse elemento do ato
administrativo, é possível a conversão, que alguns dizem ser espécie do gênero
convalidação e outros afirmam ser instituto diverso, posição que nos parece
mais correta, porque a conversão implica a substituição de um ato por outro.
Pode ser definida corno o ato administrativo pelo qual a Administração converte
um ato inválido em ato de outra categoria, com efeitos retroativos à data do ato
original. O objetivo é aproveitar os efeitos já produzidos. Um exemplo seria o
de urna concessão de uso feita sem licitação, quando a lei a exige; pode ser
convertida em permissão precária, em que não há a mesma exigência; com
isso, imprime-se validade ao uso do bem público, já consentido. Assertiva
incorreta.

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b) Se a situação fática que justificou a edição do ato realmente não ocorreu,


então o ato administrativo não pode ser convalidado, pois o vício é insanável.
Assertiva incorreta.
c) Em relação à finalidade, se o ato foi praticado contra o interesse público ou
com finalidade diversa da que decorre da lei, também não é possível a sua
correção; não se pode corrigir um resultado que estava na intenção do agente
que praticou o ato. Assertiva incorreta.
d) O vício de competência no ato administrativo pode ser convalidado
(corrigido), desde que não se trate de competência atribuída com
exclusividade. Se um Ministro de Estado editou ato cuja competência
originária era do Presidente da República, por exemplo, basta que este edite
novo ato ratificando o ato anterior editado por aquele. Todavia, se o Ministro de
Estado tiver editado um decreto regulamentar, por exemplo, o ato
administrativo não poderá ser convalidado, pois se trata de competência
exclusiva do Presidente da República, que não permite delegação. Assertiva
correta.
e) Se a forma é indispensável à validade do ato administrativo não se admite a
respectiva convalidação. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra d.

16. (FCC/Técnico Judiciário – TRE-AP/2015) Considere a seguinte


situação hipotética: o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá emitiu
certidão a Ariovaldo, atestando a inexistência de registro de inscrição
(título de eleitor) em nome do interessado perante a Justiça Eleitoral.
No dia seguinte à emissão da certidão e antes de entregá-la a
Ariovaldo, o Tribunal decidiu revogá-la por razões de conveniência e
oportunidade. No caso narrado, a revogação
a) é possível, desde que o Tribunal tenha constatado algum equívoco
na citada certidão.
b) é possível, mas deve ser feita pelo Judiciário e não pelo próprio
Tribunal Regional Eleitoral.
c) é possível, por ter ocorrido antes que a certidão produzisse seus
efeitos.
d) não é possível, pois a certidão já produziu seus efeitos.

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e) não é possível, pois a certidão é ato administrativo que não


comporta revogação.
Comentários
Ao responder às questões de prova, lembre-se sempre de que existem alguns
atos administrativos que não podem ser revogados, são eles:
1º) os atos já consumados, que exauriram seus efeitos: suponhamos que
tenha sido editado um ato concessivo de férias a um servidor e que todo o
período já tenha sido gozado. Ora, neste caso, não há como revogar o ato que
concedeu férias ao servidor, pois todos os efeitos do ato já foram produzidos;
2º) os atos vinculados: se a lei é responsável pela definição de todos os
requisitos do ato administrativo, não é possível que a Administração efetue a
sua revogação com base na conveniência e oportunidade (condição necessária
para a revogação);
3º) os atos que já geraram direitos adquiridos para os particulares:
trata-se de garantia constitucional assegurada expressamente no inciso XXXVI
do artigo 5º da CF/88;
4º) os atos que integram um procedimento, pois, neste caso, a cada ato
praticado surge uma nova etapa, ocorrendo a preclusão de revogação da
anterior.
5º) os denominados meros atos administrativos, pois, neste caso, os
efeitos são estabelecidos diretamente na lei, a exemplo das certidões e
atestados.
Gabarito: Letra e.

17. (FCC/ Analista Judiciário - TRE-AP/2015) Joelma, servidora pública


do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, praticou ato administrativo
com vício de motivo. Francisco, particular e atingido pelo ato, pleiteou
sua anulação perante o Poder Judiciário. No caso narrado, é
a) cabível a convalidação do ato, que pode ser feita pela própria
Administração pública ou pelo Poder Judiciário.
b) vedada a anulação pelo Judiciário, vez que o motivo circunda-se na
esfera da discricionariedade do ato, cabendo apenas à Administração
pública anulá-lo.
c) vedada a anulação, já que o vício de motivo comporta a revogação do
ato administrativo, por se tratar de mérito do ato (razões de
conveniência e oportunidade).

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d) cabível a anulação, que pode ser feita pelo Poder Judiciário, ou pela
própria Administração pública.
e) cabível a convalidação do ato, que pode ser feita apenas pela
Administração pública.
Comentários
a) Se o vício do ato encontra-se no elemento motivo, não se admite a
convalidação, portanto, o ato é nulo de pleno direito. Assertiva incorreta.
b) Os atos administrativos ilegais podem ser anulados pela própria
Administração Pública ou pelo Poder Judicial, no exercício de seu controle
externo. Assertiva incorreta.
c) Se o ato apresenta vício de motivo, conclui-se que é ilegal. Por sua vez, os
atos administrativos ilegais devem ser anulados e não revogados. Assertiva
incorreta.
d) Os atos administrativos ilegais podem ser anulados pela própria
Administração Pública ou pelo Poder Judicial, no exercício de seu controle
externo. Assertiva correta.
e) A convalidação do ato administrativo realmente só pode ser feita pela
Administração Pública. Todavia, não é cabível no caso em concreto. Assertiva
incorreta.
Gabarito: Letra d.

18. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SE/2015) Considere as seguintes


assertivas concernentes ao instituto da convalidação:
I. Na convalidação é suprido vício existente em um ato ilegal, com
efeitos retroativos à data em que este foi praticado.
II. Não se admite, ainda que excepcionalmente, que a convalidação
seja feita pelo administrado.
III. Em situações excepcionais, admite-se a convalidação de ato
administrativo com vício de motivo.
Está correto o que se afirma em
a) II e III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II, apenas.
d) I, apenas.

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e) I, II e III.
Comentários
Item I - Segundo a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro,
“convalidação é o ato administrativo através do qual é suprido o vício existente
em um ato ilegal, com efeitos retroativos à data em que este foi praticado”.
Na verdade, a convalidação nada mais é que a “correção” do ato administrativo
portador de defeito sanável de legalidade, com efeitos retroativos (desde a
sua edição). Assertiva correta.
Item II – A convalidação é feita, em regra, pela Administração, mas
eventualmente poderá ser feita pelo administrado, quando a edição do ato
dependia da manifestação de sua vontade e a exigência não foi observada. Este
pode emiti-la posteriormente, convalidando o ato. Assertiva incorreta.
Item III – Em nenhuma hipótese admite-se a convalidação de ato
administrativo com vício de motivo. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra d.

19. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SE/2015) Bernardo, chefe de


determinada repartição pública, concedeu licença ao seu subordinado,
o servidor Joaquim, pelo período de um mês. Transcorrido tal período,
Bernardo decidiu revogar o aludido ato administrativo por razões de
conveniência e oportunidade. No caso narrado, a revogação
a) não é possível, em razão da incompetência de Bernardo.
b) é possível, desde que seja com efeitos ex nunc.
c) não é possível, tendo em vista que ela não retroage.
d) é possível, desde que seja com efeitos ex tunc.
e) é possível, desde que seja motivada por ilegalidade no ato de licença

Comentários
Ao responder às questões de prova, lembre-se sempre de que existem alguns
atos administrativos que não podem ser revogados, são eles:
1º) os atos já consumados, que exauriram seus efeitos: a exemplo do
que ocorreu no caso apresentado pelo enunciado. Ora, se já transcorreu o prazo
de 30 dias da licença não é possível revogá-la, pois os efeitos da revogação são
ex nunc. Perceba que de qualquer forma o servidor iria retornar ao trabalho,
com ou sem a revogação;

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2º) os atos vinculados: se a lei é responsável pela definição de todos os


requisitos do ato administrativo, não é possível que a Administração efetue a
sua revogação com base na conveniência e oportunidade (condição necessária
para a revogação);
3º) os atos que já geraram direitos adquiridos para os particulares:
trata-se de garantia constitucional assegurada expressamente no inciso XXXVI
do artigo 5º da CF/88;
4º) os atos que integram um procedimento, pois, neste caso, a cada ato
praticado surge uma nova etapa, ocorrendo a preclusão de revogação da
anterior.
5º) os denominados meros atos administrativos, pois, neste caso, os
efeitos são estabelecidos diretamente na lei, a exemplo das certidões e
atestados.
Gabarito: Letra c.

20. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SE/2015) Considere as seguintes


assertivas:
I. O ato administrativo com vício de finalidade admite convalidação.
II. A finalidade corresponde ao efeito mediato que o ato produz.
III. O ato administrativo com vício de finalidade comporta revogação.
IV. Há vício de finalidade quando o ato desvia-se da finalidade pública
ou, ainda, quando praticado com finalidade diversa da prevista em lei
para o caso.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III.
b) I e III.
c) I, II e IV.
d) I.
e) II e IV.
Comentários
Item I – Se o vício se encontra no elemento finalidade não há
possibilidade de convalidação, pois o ato é nulo. Assertiva incorreta.
Item II - Em sentido amplo, significa que todos os atos praticados pela
Administração devem atender ao interesse público. Em sentido estrito,
significa que todo ato praticado pela Administração possui uma finalidade
específica, prevista em lei. A FCC adora cobrar em suas provas que a

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finalidade corresponde ao efeito jurídico mediato (secundário) que o ato produz.


Assertiva correta.
Item III – Se o ato administrativo possui vício de finalidade, conclui-se
que é ilegal. Nesse caso, deve ser necessariamente anulado e não revogado.
Assertiva incorreta.
Item IV - O art. 2º, “e”, da Lei 4.717/1965 (que regular a ação popular),
afirma que “o desvio de finalidade se verifica quando o agente pratica o ato
visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de
competência”. Assertiva correta.
Gabarito: Letra e.

21. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SE/2015) A revogação dos atos


administrativos
a) destina-se a atos válidos.
b) atinge atos discricionários e vinculados.
c) compete ao administrador público e ao Judiciário.
d) é ato discricionário, podendo, excepcionalmente, classificar-se como
ato vinculado.
e) tem efeitos retroativos.

Comentários
a) A revogação somente incide sobre atos válidos. Por sua vez, a anulação recai
sobre atos ilegais, isto é, editados em desconformidade com a legislação
vigente. Assertiva correta.
b) Somente os atos discricionários podem ser revogados. Os atos
administrativos vinculados, cujos requisitos estão previstos expressamente no
texto legal, são insuscetíveis de revogação. Assertiva incorreta.
c) A revogação de ato administrativo somente pode ser feita pela própria
Administração Pública responsável pela edição. O Poder Judiciário só pode
revogar os seus próprios atos administrativos, jamais aqueles editados pela
Administração. Assertiva incorreta.
d) A revogação de ato administrativo é sempre discricionária, submetida aos
critérios de conveniência e oportunidade. Assertiva incorreta.
e) Ao contrário do que ocorre na anulação, cujos efeitos são “ex tunc”, na
revogação os efeitos serão sempre “ex nunc” (proativos). Isso significa dizer

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que a revogação somente produz efeitos prospectivos, ou seja, para frente,


conservando-se todos os efeitos que já haviam sido produzidos. Assertiva
incorreta.
Gabarito: Letra a.

22. (FCC/Juiz do Trabalho - TRT - 15ª Região/2015) Considere que


tenha sido incluída entre as ações prioritárias de governo a construção
de uma estrada vicinal, tendo constado expressamente da motivação do
ato administrativo consistente na autorização para a abertura do
correspondente procedimento licitatório a relevância da obra em
questão para o escoamento da produção agrícola da região. A decisão
administrativa foi objeto de questionamento na via judicial, pleiteando-
se a nulidade do ato com base na teoria dos motivos determinantes.
Neste caso, a pretensão deduzida
a) é descabida, eis que a teoria dos motivos determinantes somente é
aplicável na esfera administrativa, autorizando a revogação do ato por
motivos de conveniência e oportunidade.
b) não poderá ser acolhida, vez que a teoria dos motivos determinantes
diz respeito a atos vinculados, autorizando a declaração de nulidade
por vício de legalidade.
c) é cabível, mesmo em se tratando de ato discricionário, desde que
comprovado desvio de finalidade.
d) não encontra respaldo no ordenamento jurídico brasileiro, que não
acolhe, em nenhuma hipótese, a análise dos motivos que fundamentam
a prática do ato administrativo.
e) é cabível, se comprovada a inexistência ou falsidade das razões de
fato declaradas pela Administração para justificar a prática do ato.

Comentários
Segundo dispõe a teoria dos motivos determinantes, o motivo alegado pelo
agente público no momento da edição do ato deve corresponder à realidade,
tem que ser verdadeiro, pois, caso contrário, comprovando o interessado que o
motivo informado não guarda qualquer relação com a edição do ato ou que
simplesmente não existe, o ato deverá ser anulado pela própria
Administração ou pelo Poder Judiciário.

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No exemplo apresentado pela questão, caso fique demonstrado que a


construção da estrada vicinal não tem qualquer relação com o escoamento da
produção agrícola da região, o ato administrativo poderia ser anulado.
Gabarito: Letra e.

23. (FCC/Juiz do Trabalho -TRT - 15ª Região/2015) Vários critérios e


abordagens são utilizados pela doutrina para a classificação dos atos
administrativos, ensejando classificações em função das prerrogativas
com as quais atua a Administração; de acordo com a formação de
vontade para a prática do ato; de acordo com os destinatários; quanto
aos efeitos, entre outros. Considerando tais acepções, a certidão
expedida por uma autoridade administrativa constitui exemplo de ato
administrativo
a) enunciativo, que atesta ou reconhece determinada situação de fato
ou de direito.
b) constitutivo, que confere ao administrado condição específica
perante a Administração.
c) de império, sendo expressão do poder extroverso da Administração.
d) discricionário, configurando manifestação de conveniência e
oportunidade da Administração.
e) normativo, com base nas competências ou atribuições conferidas
pelo ordenamento jurídico à autoridade que o expediu.
Comentários
Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, atos administrativos enunciativos
“são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou atestar um
fato, ou emitir uma opinião sobre determinado assunto, sem se vincular ao seu
enunciado. Dentre os atos mais comuns dessa espécie, merecem atenção as
certidões, os atestados e os pareceres administrativos”.
Gabarito: Letra a.

24. (FCC/ Analista Previdenciário – MANAUSPREV/2015) A


Administração pública pode editar atos administrativos vinculados ou
discricionários, em qualquer dos casos com base no que autorizar a
legislação vigente, o que pode ser apontado como uma semelhança. De
outro lado, aqueles atos se distinguem, dentre outras razões, porque

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a) os atos vinculados não dependem da existência de motivo ou


motivação para serem editados, já que todos os aspectos constam da
lei que o autorizou, enquanto que para os atos discricionários é
indispensável.
b) os atos discricionários permitem sempre convalidação, enquanto que
os atos vinculados devem seguir estritamente o que constar da lei.
c) os atos vinculados permitem ao administrador exame de escolha
estritamente no que se refere à finalidade, enquanto que os atos
discricionários ensejam essa opção em todos os seus aspectos.
d) somente os atos vinculados permitem autoexecutoriedade das
decisões da Administração, pois os atos vinculados dependem de
atuação judicial.
e) os atos discricionários possuem menor espectro de sujeição a
controle judicial, preservando seu mérito da ingerência externa,
enquanto que os atos vinculados permitem maior controle do
Judiciário, visto que ensejam essencialmente exame de conformidade à
lei.

Comentários
a) O motivo é requisito indispensável à edição dos atos administrativos
vinculados e discricionários. Todavia, no primeiro caso é fixado pela própria lei,
enquanto no segundo ficará ao talante do administrador público. Assertiva
incorreta.
b) Nem todos os atos administrativos discricionários permitem convalidação. Se
o vício de ilegalidade estiver presente nos requisitos de finalidade ou motivo,
por exemplo, não será possível. Assertiva incorreta.
c) Se o ato administrativo é vinculado significa que a lei estabeleceu
previamente todos os requisitos necessários à sua edição, inclusive a
finalidade. Assertiva incorreta.
d) A autoexecutoriedade está presente tanto nos administrativos vinculados
quanto nos atos administrativos discricionários. Assertiva incorreta.
e) Os atos administrativos discricionários também estão sujeitos ao controle de
legalidade pelo Poder Judiciário, que ainda poderá verificar a respectiva
compatibilidade com os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e
moralidade. O que se veda ao Poder Judiciário é a análise direta da
conveniência e oportunidade do mérito do ato discricionário. Assertiva correta.

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Gabarito. Letra e.

25. (FCC/Analista Judiciário - TRT - 4ª REGIÃO (RS)/2015) Os atos


administrativos gozam de presunção de legitimidade e veracidade, o
que não impede, contudo, que a Administração, utilizando-se de seu
poder de revisão dos próprios atos, proceda à anulação ou revogação
dos mesmos, com variada margem de liberdade de decisão. No caso dos
atos passíveis de revogação existe, no mais das vezes, maior grau de
discricionariedade, sem que se prescinda de consistente motivação e
interesse público para a tomada de decisão. No caso de vícios que
ensejam a anulação, a Administração pública possui, em regra, menor
discricionariedade, o que não lhe dispensa da observância de certas
formalidades e garantias para proferir a decisão final. Dentre essas
limitações ou formalidades a que está adstrita a Administração pública
para a anulação de seus atos administrativos, destaca-se a
a) obrigatoriedade de submissão à prévia decisão judicial para
anulação de atos administrativos dos quais já tenham decorridos
efeitos concretos e que venham a representar possível diminuição
patrimonial para o administrado.
b) necessidade de comunicação de servidores ativos ou inativos sobre
redução de remuneração levada à efeito em seus vencimentos,
decorrente da alteração da forma de cálculo de gratificação, não sendo
obrigatório prévia garantia de contraditório e ampla defesa, em face da
indisponibilidade e da supremacia do interesse público.
c) possibilidade de anulação de atos administrativos cujos efeitos se
exauriram, instaurando-se, contudo, processo administrativo para
reconstituição do status quo ante, com observância de contraditório e
ampla defesa para o caso de haver impacto financeiro para o
administrado.
d) necessidade de instauração de processo administrativo para as
hipóteses de anulação de ato administrativo que tenha repercutido na
esfera de interesses individuais, para que o administrado possa exercer
a garantia do contraditório e da ampla defesa.
e) submissão obrigatória do processo anulatório à prévia manifestação
do Tribunal de Contas competente, como órgão externo de controle do
Executivo, que tutelará os interesses do administrado para que esse
tenha preservados seus direitos.

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Comentários
a) Nos termos da Súmula 473 do Supremo Tribunal Federal, “a administração
pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais,
porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. Não há necessidade de
submissão ao controle do Poder Judiciário antes de promover a anulação.
Assertiva incorreta.
b) O atual entendimento do Supremo Tribunal Federal, conforme se constata
na decisão referente ao julgamento do Agravo Regimental em Agravo de
Instrumento nº 710.085/SP, publicado no DJE em 05/03/2009, é no sentido de
que a anulação de ato administrativo não dispensa a instauração de processo
administrativo prévio, com a observância dos princípios da ampla defesa e
contraditório, principalmente quando os efeitos da anulação repercutirem no
campo de interesses individuais (de particulares). Assertiva incorreta.
c) Não há necessidade de instauração de processo administrativo para a
reconstituição do status quo ante (situação anterior), pois se trata de efeito
automático do ato administrativo de anulação (ex tunc). Assertiva incorreta.
d) O atual entendimento do Supremo Tribunal Federal, conforme se constata
na decisão referente ao julgamento do Agravo Regimental em Agravo de
Instrumento nº 710.085/SP, publicado no DJE em 05/03/2009, é no sentido de
que a anulação de ato administrativo não dispensa a instauração de processo
administrativo prévio, com a observância dos princípios da ampla defesa e
contraditório, principalmente quando os efeitos da anulação repercutirem no
campo de interesses individuais (de particulares). Assertiva correta.
e) Não há obrigatoriedade de submissão aos tribunais de contas dos processos
administrativos que envolvam a anulação de atos administrativos, pois essa
prerrogativa é assegurada com exclusividade à Administração Pública pelas
Súmulas 473 e 346 do Supremo Tribunal Federal. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra d.

26. (FCC/ Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal - TRT


- 4ª REGIÃO (RS)/2015) “Determinado Município licitou a contratação
de obras de construção de ciclovias integradas ao sistema viário
existente. O processo de licitação tramitou regularmente, mas antes da
formalização do contrato, a Administração revisou os planos e projetos
para aquele ano e concluiu que a receita estimada não seria
concretizada, de modo que seria necessário optar entre a construção de

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duas unidades hospitalares e as obras para construção da ciclovia.


Ponderadas as razões e os aspectos técnicos, entendeu a Administração
por manter o projeto das unidades hospitalares. “
Diante do cenário posto acima, considerando que o processo de
contratação da ciclovia estava tramitando regularmente, nos termos da
lei, a Administração, independentemente da fase do processo de
licitação, que para a presente análise deve ser considerada somente
como ato administrativo, para que esta teoria seja aplicada,
a) deve anular o ato, tendo em vista que há vício em relação ao objeto,
na medida em que não havia fundamento legal para a contratação
pretendida.
b) pode revogar o ato, por razões de oportunidade e conveniência
fundadas no interesse público, retroagindo seus efeitos para o início do
processo, deixando o ato revogado de produzir qualquer efeito.
c) pode revogar o ato, demonstradas as razões de interesse público que
nortearam o juízo discricionário, não havendo efeitos retroativos, uma
vez que não estavam presentes vícios de legalidade.
d) pode anular o ato a qualquer tempo, tendo em vista que a
Administração pública está a agir de boa-fé, critério relevante para
indicar o cabimento de indenização em favor do administrado.
e) deve revogar o ato, tendo em vista que tanto a anulação quanto a
revogação são poderes-deveres da Administração pública, que não
pode deles dispor, permitindo que um ato viciado continue a produzir
efeitos.

Comentários
Analisando-se o texto do enunciado, constata-se que não há qualquer
ilegalidade em ambos os processos administrativos (o que afasta qualquer
possibilidade de anulação). Todavia, em determinado momento o administrador
público teve que exercer o seu poder discricionário e optar pela “obra pública”
mais conveniente e oportuna para o interesse da coletividade (em virtude das
escassez de recursos), decidindo pela construção das unidades hospitalares.
Nesse caso, em relação ao processo de contratação da ciclovia, que foi
preterido, pode a Administração Pública revogá-lo, demonstradas as razões de
interesse público que nortearam o juízo discricionário, não havendo efeitos
retroativos, uma vez que não estavam presentes vícios de legalidade.
Gabarito: Letra c.

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27. (FCC/ Analista Judiciário – Administrativa-TRT - 4ª REGIÃO


(RS)/2015) Considere que determinada autoridade pública tenha
concedido licença para funcionamento de um estabelecimento
comercial sem, contudo, atentar para o fato de que não estavam
presentes os requisitos legais para a concessão. Referido ato é passível
de
a) revogação pela mesma autoridade que o praticou, indicando o vício
de legalidade incorrido.
b) anulação pela própria Administração, com base no princípio da
autotutela ou pelo Poder Judiciário mediante provocação.
c) anulação pela autoridade superior àquela que praticou o ato, com
base no poder de polícia administrativa.
d) revogação, pela via judicial, por ofensa aos princípios básicos da
Administração pública.
e) anulação, pela própria Administração, com base no princípio da
discricionariedade administrativa.

Comentários
Se não estavam presentes os requisitos legais para a concessão da licença, não
há que se falar em revogação, pois o ato é ilegal. A revogação somente incide
sobre atos legais, que não sejam mais oportunos e/ou convenientes ao
interesse público. Sendo assim, a licença deve ser anulada pela própria
Administração Pública, com base no princípio da autotutela ou pelo Poder
Judiciário mediante provocação.
Gabarito: Letra b.

28. (FCC/Defensor Público-DPE-MA/2015) No que tange à competência


para revogar atos administrativos, é correto afirmar que
a) a revogação de atos que se sabem eivados de nulidade é possível,
desde que devidamente motivada por razões de interesse público.
b) a competência para revogar é sempre delegável.
c) atos já exauridos podem ser revogados, desde seja expressamente
atribuído efeito retroativo ao ato revocatório.

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d) atos ineficazes, porque ainda não implementada condição


deflagradora de sua eficácia, estão sujeitos à revogação.
e) é possível revogar atos vinculados, desde que sua edição seja de
competência autoridade que editará o ato revocatório.

Comentários
a) A revogação somente incide sobre atos legais, que não sejam mais
oportunos e/ou convenientes ao interesse público, jamais sobre atos ilegais.
Assertiva incorreta.
b) Não se pode afirmar que a competência para revogar ato administrativo é
sempre delegável, pois a lei pode estabelecê-la como exclusiva de determinado
órgão ou agente público. Assertiva incorreta.
c) Ato consumado ou exaurido é aquele que já produziu todos os seus
efeitos, tornando-se definitivo, imodificável e insuscetível de revogação, seja no
âmbito judicial ou perante a própria Administração Pública. Não se pode
revogar, por exemplo, as férias de um servidor que já foram integralmente
usufruídas. Assertiva incorreta.
d) Ato administrativo pendente ou ineficaz é aquele que, embora perfeito
(pois já cumpriu todas as etapas necessárias para a sua edição), ainda não
pode produzir todos os seus efeitos porque está aguardando a ocorrência de um
evento futuro e certo (termo) ou futuro e incerto (condição). Nesse caso,
apesar de os efeitos ainda não iniciados, pode ser revogado. Assertiva correta.
e) Os atos vinculados não podem ser revogados, pois, se a lei é responsável
pela definição de todos os requisitos do ato administrativo, não é possível que a
Administração efetue a sua revogação com base na conveniência e
oportunidade (condição necessária para a revogação). Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra d.

29. (FCC/ Analista Ministerial – MPE-PB/2015) Considere as seguintes


situações hipotéticas envolvendo três Analistas do Ministério Público da
Paraíba:
I. João emite certidão a administrado;
II. Júlio emite parecer em determinado processo administrativo;
III. Clara fornece atestado a administrado.
A propósito do atributo da imperatividade dos atos administrativos,

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a) nenhum dos atos é munido de tal atributo.


b) apenas o ato de João é munido de tal atributo.
c) apenas o ato de Júlio é munido de tal atributo.
d) apenas o ato de Clara é munido de tal atributo.
e) todos os atos são munidos de tal atributo.

Comentários
Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, atos administrativos enunciativos
“são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou atestar um
fato, ou emitir uma opinião sobre determinado assunto, sem se vincular ao seu
enunciado. Dentre os atos mais comuns dessa espécie, merecem atenção as
certidões, os atestados e os pareceres administrativos”.
Os atos enunciativos são meros atos administrativos, portanto, não
produzem efeitos jurídicos. Alguns autores chegam a afirmam que os atos
enunciativos não seriam sequer atos administrativos, deixando de manifestar
alguns dos seus atributos, a exemplo da imperatividade (já que são editados
a pedido do administrado).
Gabarito: Letra a.

30. (FCC/Analista Ministerial – MPE-PB/2015) A Administração pública


concedeu autorização para porte de arma a servidor do Ministério
Público do Estado da Paraíba. Cumpre salientar, no entanto, que o ato
administrativo foi fundamentado em motivo falso. Nesse caso, a
autorização em questão
a) será necessariamente válida, haja vista a presunção de veracidade
dos atos da Administração pública.
b) pode ser válida, dependendo do motivo alegado.
c) será nula, em razão do vício de motivo.
d) pode ser válida, dependendo da finalidade pública atingida.
e) será anulável, em razão de vício de motivo e objeto.

Comentários
Segundo a teoria dos motivos determinantes, o motivo alegado pelo agente
público no momento da edição do ato deve corresponder à realidade, tem que

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ser verdadeiro, pois, caso contrário, comprovando o interessado que o motivo


informado não guarda qualquer relação com a edição do ato ou que
simplesmente não existe, o ato deverá ser anulado pela própria
Administração ou pelo Poder Judiciário

Gabarito: Letra c.

31. (FCC/Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Manoel, servidor público


estadual, praticou o ato administrativo denominado visto, de modo a
controlar ato do administrado Francisco, aferindo sua legitimidade
formal e, assim, dando-lhe exequibilidade. O visto corresponde a ato
administrativo
a) enunciativo.
b) normativo.
c) ordinatório.
d) negocial.
e) punitivo.
Comentários
Hely Lopes Meirelles afirma que "atos administrativos negociais são todos
aqueles que contêm uma declaração de vontade da Administração apta a
concretizar determinado negócio jurídico ou a deferir certa faculdade ao
particular, nas condições impostas ou consentidas pelo Poder Público. Neste
conceito, enquadram-se, dentre outros, os atos administrativos de licença,
autorização, permissão, admissão, visto, aprovação, homologação, dispensa,
renúncia e até mesmo o protocolo administrativo".
No mesmo sentido, também afirma que "visto é o ato administrativo pelo qual o
Poder Público controla o outro ato da própria Administração ou do administrado,
aferindo sua legitimidade formal para dar-lhe exequibilidade".
Gabarito: Letra d.

32. (FCC/Técnico Judiciário - TRT - 3ª Região (MG)/2015) Marlon,


chefe de determinada repartição pública, ao aplicar penalidade ao
servidor Milton, equivocou-se, e aplicou pena de advertência, ao invés
da pena de suspensão. No caso narrado, há

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a) mera irregularidade, inexistindo qualquer vício no ato


administrativo.
b) vício relativo ao objeto do ato administrativo.
c) vício de finalidade do ato administrativo.
d) vício de motivo do ato administrativo.
e) vício relativo à forma do ato administrativo.

Comentários
Um dos requisitos do ato administrativo, que pode ser discricionário ou
vinculado, é o objeto (também denominado de conteúdo por alguns
autores), entendido como a coisa ou a relação jurídica sobre a qual recai o
ato. Trata-se do efeito jurídico imediato (primário) que o ato administrativo
produz.
O efeito jurídico imediato do ato (objeto) seria a aplicação da penalidade de
suspensão, contudo, como foi aplicada a penalidade de advertência, constata-se
vício presente no próprio conteúdo do ato.
Gabarito: Letra b.

33. (FCC/Técnico Judiciário - TRT - 3ª Região (MG)/2015) José,


servidor público federal e chefe de determinado setor, emitiu ofício aos
seus subordinados, em caráter oficial, contendo matéria administrativa
pertinente à organização dos trabalhos. O ato administrativo em
questão classifica-se como
a) ordinatório.
b) enunciativo.
c) normativo.
d) negocial.
e) punitivo.
Comentários
Os atos ordinatórios decorrem do poder hierárquico e têm o objetivo de
disciplinar o funcionamento da Administração, orientando os agentes públicos
subordinados no exercício das funções que desempenham. Os atos ordinatórios
restringem-se ao interior da Administração e somente alcançam os servidores
que estão subordinados à chefia que os expediu.

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Como exemplos de atos ordinatórios, podemos citar as ordens de serviço


(que são determinações especiais dirigidas aos responsáveis por obras ou
serviços públicos, contendo imposições de caráter administrativo ou
especificações técnicas sobre o modo e a forma de sua realização); as
instruções (que são ordens escritas e gerais a respeito do modo e da forma de
execução de determinada atividade ou serviço público, expedidas pelo superior
hierárquico com o objetivo de orientar os seus subordinados), as circulares
(que visam à uniformização do desempenho de determinada atividade perante
os agentes administrativos), entre outros.
Gabarito: Letra a.

34. (FCC/Analista Judiciário - TRT 3ª Região (MG)/2015) Dentre os


requisitos de validade do ato administrativo, alguns são de cunho geral,
facilmente identificáveis em todos os atos, outros nem tanto. A
identificação de vícios nos elementos do ato administrativo pode
ensejar diferentes consequências, pois há ilegalidades insuperáveis. A
motivação do ato administrativo, por sua vez,
a) constitui indispensável elemento do ato administrativo, pois se
consubstancia nos fatos que ensejaram a prática do ato, representando
verdadeira expressão dos princípios do contraditório e da ampla defesa,
sendo obrigatória em todos os atos administrativos, em maior ou
menor extensão.
b) distingue-se do motivo, embora com ele esteja relacionada, pois
consiste na explicitação do motivo − pressuposto fático − e dos
fundamentos da prática do ato, mas não constitui elemento do ato
administrativo.
c) é exigível somente quando houver disposição expressa de lei,
interferência direta na esfera de direitos dos administrados e quando se
tratar da edição de atos administrativos decorrentes do poder
normativo e regulamentar da Administração.
d) prepondera sobre o vício quanto ao motivo, tanto de inexistência,
quanto de inadequação, sempre que a finalidade do ato, de interesse
público, for atingida, independentemente de não ser o resultado
pretendido com aquele ato.
e) tanto quanto a finalidade, enquadram-se como elementos
discricionários do ato administrativo, porque cabe ao administrador
atender genericamente a finalidade de interesse público e explicitar as

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razões que o levaram a tal, ainda que não seja exatamente o caminho e
o resultado previstos na lei.
Comentários
a) Existem alguns atos administrativos que, em caráter excepcionalíssimo,
dispensam motivação. É o caso das nomeações e exonerações para cargos em
comissão (também chamados de cargos de confiança). Assertiva incorreta.
b) É necessário que você tenha muita atenção ao responder às questões de
prova para não confundir motivo e motivação, que possuem significados
diferentes. O motivo, conforme acabei de expor, pode ser entendido como o
pressuposto de fato e de direito que serve de fundamento para a edição do
ato administrativo. Por outro lado, a motivação nada mais é que exposição dos
motivos, por escrito, no corpo do ato administrativo. Assertiva correta.
c) Em regra, todos os atos administrativos devem ser motivados. Essa é a
informação que deve ser levada para as provas de concursos públicos. Todavia,
conforme destaquei na primeira alternativa, a nomeação e exoneração para
cargos em comissão apresenta-se como exceção. Assertiva incorreta.
d) Se existe vício de legalidade em relação ao motivo, o ato deve ser
necessariamente anulado, ainda que possua motivação idônea. Assertiva
incorreta.
e) A motivação não é elemento ou requisito do ato administrativo e sim uma
característica e obrigatoriedade que se impõe à Administração Pública. Assertiva
incorreta.
Gabarito: Letra b.

35. (FCC/Analista de Controle Externo - TCE-CE/2015) Laerte decidiu


construir, sem a devida licença ou alvará de construção, um pequeno
armazém em seu terreno. Os moradores do bairro passaram a comprar
no novo estabelecimento. A Administração pública municipal precisa
ingressar em juízo para que o proprietário seja notificado a demolir o
que construiu?
a) Sim, porque o direito de propriedade deve ser respeitado, uma vez
que a construção cumpre sua função social.
b) Não, porque os atos administrativos são dotados de legitimidade,
imperatividade e exigibilidade.
c) Não, porque os atos da Administração pública são dotados de
revogabilidade, executoriedade e legitimidade.

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d) Sim, porque nenhuma lesão ou ameaça a direito será excluída da


apreciação do Poder Judiciário.
e) Sim, porque ninguém é obrigado a desfazer aquilo que realizou em
prol de um interesse social.

Comentários
Perceba que a Fundação Carlos Chagas quer apenas que você responda à
seguinte pergunta: “A Administração pública municipal precisa ingressar em
juízo para que o proprietário seja notificado a demolir o que construiu”?
Ora, se o objetivo é apenas notificar o proprietário para que providencie a
demolição do imóvel que construiu, torna-se claro que não se exige a
intervenção do Poder Judiciário com essa finalidade, pois os atos da
Administração Pública gozam de legitimidade, imperatividade e exigibilidade
(característica do atributo da autoexecutoriedade).
Todavia, se o objetivo da Administração Pública fosse demolir o imóvel
construído sem a respectiva licença, aí sim o Poder Judiciário seria provocado
para intervir.
Gabarito: Letra b.

36. (FCC/Auditor - TCE-CE/2015) A Secretaria Estadual de Cultura


instituiu um programa voltado a crianças estudantes da rede pública,
consistente em visitas guiadas a museus e concertos. Ocorre que, no
decorrer do ano, em face do redirecionamento de recursos
orçamentários para outras áreas que o Estado entendeu prioritárias,
descontinuou as atividades programadas mediante o encerramento do
programa, denunciando o convênio entre a Secretarias estaduais
envolvidas, de Cultura e de Educação, e entidades do setor privado.
Estas últimas, em face dos compromissos assumidos em razão do
convênio, questionaram a legalidade da postura adotada. A atuação da
Administração pública na situação narrada,
a) não encontra respaldo nos princípios aplicáveis à Administração
pública, eis que o ato em questão somente poderia ser revogado por
vício de legalidade.
b) decorre do poder de tutela inerente à atividade administrativa, que
permite a revisão ex officio de seus atos por razões de legalidade.

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c) fundamenta-se no poder hierárquico, pressupondo a anulação de


atos praticados por autoridades subordinadas, por razões de mérito.
d) é expressão do princípio da mutabilidade dos atos administrativos, a
qual, contudo, encontra seus limites nas expectativas de direito por
estes geradas.
e) traduz a discricionariedade dos atos administrativos, que permitem a
sua revogação com base em razões de conveniência e oportunidade.
Comentários
Analisando-se o texto do enunciado, constata-se que não há qualquer
ilegalidade nas atividades e/ou convênios (o que afasta qualquer possibilidade
de anulação). Simplesmente, em determinado momento, o administrador
público teve que exercer o seu poder discricionário e optar pela “decisão” que
fosse mais conveniente e oportuna para o interesse da coletividade (em virtude
das escassez de recursos), transferindo a execução para entidades do setor
privado.
A decisão da Administração Pública traduz a discricionariedade dos atos
administrativos, que permitem a sua revogação com base em razões de
conveniência e oportunidade.
Gabarito: Letra e.

37. (FCC/ Analista Previdenciário – MANAUSPREV/2015) A


Administração pública atua por meio da edição de atos administrativos,
de diferentes espécies e conteúdos, que se relacionam. Essa relação é
válida e condizente com o ordenamento jurídico, por exemplo, no caso
a) dos pareceres, que têm natureza vinculada e veiculam atos de
polícia.
b) dos despachos, que veiculam decisões de natureza declaratório-
vinculadas, tais como as autorizações e admissões.
c) dos decretos regulamentares, que veiculam atos de qualquer
natureza, como licenças ou autorizações.
d) dos alvarás, que podem veicular atos de natureza vinculada, tais
como as licenças.
e) das certidões, atos discricionários que veiculam decisões e
despachos.
Comentários

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a) Pareceres são manifestações de órgãos técnicos através do quais a


Administração apresenta a sua opinião sobre algum assunto levado à sua
consideração. Não são responsáveis pela veiculação do poder de polícia.
Assertiva incorreta.
b) Despacho é a espécie de ato administrativo utilizada pelas autoridades
públicas para intervir em expedientes administrativos e proferir manifestações
de conteúdo decisório, mas sem caráter vinculante. Assertiva incorreta.
c) Decretos regulamentares são aqueles que possuem destinatários
indeterminados, de comandos abstratos e gerais, com finalidade de explicar o
texto legal para a sua fiel execução. Sendo assim, deve ficar claro que não
veiculam atos de qualquer natureza. Assertiva incorreta.
d) A expressão alvará representa um gênero, do qual se extraem duas
espécies: a licença (que possui natureza vinculada) e a autorização (de
natureza discricionária). Assertiva correta.
e) Certidão é a declaração por escrito da Administração sobre um fato ou
evento que consta em seus bancos de dados. Como exemplo, podemos citar a
certidão negativa de débitos tributários, que deve ser expedida pela
Administração Fazendária no prazo máximo de 10 dias, contados da data da
entrega do requerimento no órgão. A sua expedição é vinculada ao
preenchimento das condições legais. Assertiva incorreta.
Gabarito: Letra d.

38. (FCC/ Analista Judiciário - TRE-RR/2015) Henrique, servidor


público e chefe de determinada repartição pública, publicou portaria na
qual foram expedidas determinações especiais a seus subordinados. No
que concerne à classificação dos atos administrativos, a portaria
constitui ato administrativo
a) ordinatório.
b) negocial.
c) punitivo.
d) normativo.
e) enunciativo

Comentários

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Os atos ordinatórios decorrem do poder hierárquico e têm o objetivo de


disciplinar o funcionamento da Administração, orientando os agentes públicos
subordinados no exercício das funções que desempenham. Os atos ordinatórios
restringem-se ao interior da Administração e somente alcançam os servidores
que estão subordinados à chefia que os expediu.
Como exemplos de atos ordinatórios, podemos citar as ordens de serviço
(que são determinações especiais dirigidas aos responsáveis por obras ou
serviços públicos, contendo imposições de caráter administrativo ou
especificações técnicas sobre o modo e a forma de sua realização); as
instruções (que são ordens escritas e gerais a respeito do modo e da forma de
execução de determinada atividade ou serviço público, expedidas pelo superior
hierárquico com o objetivo de orientar os seus subordinados), as circulares
(que visam à uniformização do desempenho de determinada atividade perante
os agentes administrativos), portarias, entre outros.
Gabarito: Letra a.

39. (FCC/ Analista Judiciário - TRE-RR/2015) Paola, servidora pública


estadual, praticou ato administrativo com vício em seu motivo
(indicação de motivo falso). Carlos, particular interessado no aludido
ato, ao constatar o vício, requereu a aplicação da teoria dos motivos
determinantes, sendo seu pleito prontamente acolhido pela
Administração pública. Nesse caso, o ato administrativo praticado por
Paola
a) poderá ser convalidado por outro ato administrativo.
b) será válido, independentemente do vício narrado, haja vista o direito
adquirido e o ato jurídico perfeito.
c) será nulo.
d) poderá ser convalidado pelo mesmo ato administrativo.
e) será válido, desde que corrigido integralmente o vício.

Comentários
Segundo a teoria dos motivos determinantes, o motivo alegado pelo agente
público no momento da edição do ato deve corresponder à realidade, tem que
ser verdadeiro, pois, caso contrário, comprovando o interessado que o motivo
informado não guarda qualquer relação com a edição do ato ou que
simplesmente não existe, o ato deverá ser anulado (declarado nulo) pela

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própria Administração ou pelo Poder Judiciário. Não há qualquer possibilidade


de convalidação (correção) do ato.
Gabarito: Letra C.

40. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-RR/2015) Considere os seguintes


atos administrativos:
I. Ato administrativo discricionário.
II. Ato Administrativo vinculado.
III. Ato administrativo com vício de forma.
IV. O mero ato administrativo, como, por exemplo, a certidão.
Pode ser objeto de anulação, quando eivado de vício de legalidade, o
descrito em:
a) II, apenas.
b) III, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) II e IV, apenas.
e) I, II e III, apenas.
Comentários
O Poder Judiciário pode exercer o controle de legalidade sobre todos os atos
administrativos, inclusive os discricionários. Nesse caso, está autorizado a
anular aqueles que violarem as regras e normas existentes no ordenamento
jurídico, independentemente da classificação ou espécie.
Gabarito: Letra c.

41. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-RR/2015) Considere duas situações


hipotéticas: O Prefeito de Boa Vista praticou ato administrativo de
competência exclusiva da Presidente da República. Josefina, servidora
pública, demitiu o também servidor público José por ser seu desafeto,
inexistindo qualquer falta grave que justificasse a punição. A propósito
da validade dos atos administrativos narrados,
a) ambos os atos são nulos, existindo, no primeiro, vício de
competência e, no segundo, vício de objeto.
b) apenas o segundo ato é nulo.

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c) ambos os atos são nulos, existindo, no primeiro, vício de


competência e, no segundo, vício relativo à finalidade.
d) ambos os atos são válidos.
e) apenas o primeiro ato é nulo.
Competência
Inicialmente, torna-se imprescindível analisar as duas situações descritas no
enunciado antes de responder à questão.
1ª – Se o Prefeito de Boa Vista praticou ato administrativo de competência
exclusiva do Presidente da República, não se admite convalidação. Assim,
conclui-se que o ato administrativo é nulo.
2ª – Se Josefina demitiu José em razão de desavenças pessoais, inexistindo
qualquer falte grave que justificasse a aplicação da penalidade, não restam
dúvidas de que praticou desvio de finalidade (espécie de abuso de poder).
Nesse caso o ato de demissão é nulo, pois não se admite a convalidação de
atos administrativos que apresentem vícios no elemento finalidade.
Gabarito: Letra c.

42. (FCC/ Técnico Judiciário - Área Administrativa - TRE-RR/2015)


Jonas, servidor público, revogou ato administrativo que já havia
exaurido seus efeitos. No mesmo dia, anulou ato administrativo que,
embora válido, era inoportuno ao interesse público. Sobre o tema,
a) incorretas as condutas, pois não é válido na mesma data utilizar-se
de ambos os institutos.
b) incorretas ambas as condutas, haja vista a inexistência dos
requisitos legais para a adoção dos citados institutos.
c) corretas a revogação e a anulação.
d) correta apenas a anulação.
e) correta apenas a revogação.
Comentários
Antes de assinalar a resposta correta, analisemos as duas situações:
1ª – Não há que se falar em revogação de ato consumado (que já produziu
todos os seus efeitos). Ora, se o servidor já gozou de todo o período de licença
para tratar de interesses particulares que lhe fora concedido, não há

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possibilidade de revogação, pois os efeitos serão sempre ex nunc (a partir de


agora).
2ª – Sempre que a questão afirmar que o ato administrativo é válido, lembre-
se de que não pode ser anulado. Nesse caso, somente é suscetível de
revogação. A anulação incide apenas sobre atos ilegais.
Diante do exposto, conclui-se que são incorretas ambas as condutas, haja vista
a inexistência dos requisitos legais para a adoção dos citados institutos.
Gabarito: Letra b.

43. (FCC/Técnico - CNMP/2015) Ato administrativo é:


a) realização material da Administração em cumprimento de alguma
decisão administrativa.
b) sinônimo de fato administrativo.
c) manifestação bilateral de poder da Administração pública que,
agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar,
transferir, modificar, extinguir, declarar direitos e impor obrigações aos
administrados.
d) manifestação unilateral de vontade da Administração pública que
visa impor obrigações aos administrados ou a si própria ou alguma
realização material em cumprimento a uma decisão de si própria.
e) manifestação unilateral de vontade da Administração pública que,
agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar,
transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações
aos administrados ou a si própria.
Comentários
a) Nem sempre o ato administrativo é editado com a finalidade de cumprimento
de alguma decisão administrativa. Pode ocorrer, por exemplo, de apenas
certificar ou atestar um fato ocorrido no âmbito administrativo. Assertiva
incorreta.
b) Maria Sylvia Zanella di Pietro conceitua como fato administrativo o “fato”
ocorrido no âmbito da Administração Pública e que gera efeitos jurídicos no
âmbito do Direito Administrativo (a exemplo da obrigação do servidor restituir
aos cofres públicos o valor da toalha que derreteu com o café que ele derramou
na mesa da repartição). O fato administrativo é uma consequência do ato
administrativo, portanto, não são expressões sinônimas. Assertiva incorreta.

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c) Para Hely Lopes Meirelles, “ato administrativo é toda manifestação


unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade,
tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e
declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria.”
Assertiva incorreta.
d) Os atos administrativos não podem impor obrigações aos administrados,
pois se trata de atividade submetida à reserva legal. Assertiva incorreta.
e) Para Hely Lopes Meirelles, “ato administrativo é toda manifestação unilateral
de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por
fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar
direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria.” Assertiva
correta.
Gabarito: Letra e.

44. (FCC/Auditor - TCM-GO/2015) É certo que a Administração se


manifesta por meio de atos administrativos. No que concerne ao
desfazimento dos atos administrativos e seus efeitos, é correto afirmar
que:

a) Em razão do princípio da inafastabilidade da jurisdição, o Poder


Judiciário pode anular os atos administrativos ilegais e revogar, a
qualquer tempo, os atos administrativos inoportunos, operando, nesse
último caso, automático retorno da situação jurídica ao status quo ante.
b) A Administração pode revogar os atos administrativos por razão de
conveniência e oportunidade e anular os atos eivados de vício de
legalidade, no entanto, no primeiro caso, deve recorrer ao judiciário,
porque não incide, na espécie, a autotutela.
c) Pode ocorrer por atuação da própria Administração, na hipótese de
estar presente vício de legalidade, não sendo possível à Administração,
no entanto, desfazer seus próprios atos por motivos de conveniência e
oportunidade, em razão do princípio da segurança jurídica.
d) Pode ocorrer por atuação da própria administração, a qualquer
tempo, por motivo de legalidade, independentemente de terem, os
atos, produzido efeitos favoráveis aos destinatários, sendo que a
invalidação, nesse caso, produzirá efeitos ex tunc.
e) Quando presente vício de legalidade, a Administração tem o dever de
anular o ato administrativo, dever este que encontra limite, sempre

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que, nos termos da lei, tenha transcorrido prazo razoável e dos atos
decorram efeitos favoráveis para destinatários de boa-fé.
Comentários
a) A revogação de um ato administrativo é consequência direta do juízo de
valor (mérito administrativo) emitido pela Administração Pública, que é a
responsável por definir o que é bom ou ruim para coletividade, naquele
momento. Assim, é vedado ao Poder Judiciário revogar ato administrativo
editado pela Administração. Assertiva incorreta.
b) O princípio da autotutela assegura à Administração Pública a prerrogativa de
anular ou revogar os seus próprios atos administrativos sem necessidade de
autorização do Poder Judiciário. Assertiva incorreta.
c) A questão em epígrafe pode ser respondida após uma simples leitura da
Súmula 346 do Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “a administração
pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. Assertiva incorreta.
d) O art. 54 da Lei 9.784/1999 preceitua que “o direito da Administração de
anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os
destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé”. Assertiva incorreta.
e) Diante de ato administrativo ilegal, a regra é a de que a Administração
Pública deve anulá-lo. Todavia, “o direito da Administração de anular os atos
administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai
em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada
má-fé”. Assertiva correta.
Gabarito: Letra e.

45. (FCC/Procurador do Ministério Público de Contas-TCM-GO/2015)


Sabe-se que a Administração pública tem a prerrogativa de rever seus
próprios atos quando eivados de vícios. Lhe é autorizado, ainda, rever
seus atos sob o prisma da conveniência e oportunidade, o que é
balizado por limites. Nesse sentido,
a) a anulação do ato administrativo discricionário demanda
demonstração de vantajosidade, não de mera conveniência e
oportunidade atrelados a interesse público em sentido amplo, na

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medida em que é da sua natureza que existam opções para a


Administração escolher.
b) a anulação dos atos administrativos demanda a instauração de
processo administrativo para comprovação da reversibilidade dos
efeitos já produzidos, enquanto que a revogação prescinde dessa
formalização, na medida em que reside no campo da discricionariedade.
c) os atos administrativos discricionários podem ser anulados quando
sobrevier fato novo que demonstre ser essa a conduta mais benéfica ao
interesse público.
d) se o ato administrativo que se pretende revogar já tiver produzido
seus efeitos, é necessária medida judicial para desfazimento.
e) a edição de determinado ato poderia ensejar limite ao poder de
revogação, mas caso os direitos que dele decorreriam sejam passíveis
de conversão em indenização, ficaria superado o impedimento.
Comentários
a) Não há qualquer exigência de “vantajosidade” para que a Administração
Pública anule um ato administrativo. Para tanto, basta que tenha sido editado
em desconformidade com a legislação vigente (ilegal). Assertiva incorreta.
b) No julgamento do recurso extraordinário nº 594.296, o Supremo Tribunal
Federal ratificou o entendimento de que há necessidade de instauração de
processo administrativo, com observância das garantias constitucionais do
contraditório e da ampla defesa, sempre que da revogação de atos
administrativos decorram efeitos concretos, assim como ocorre em relação à
anulação. Assertiva incorreta.
c) Os atos administrativos, ainda que discricionários, devem ser anulados
quando for constatada alguma ilegalidade e não quando for “benéfico” a
interesse público. Assertiva incorreta.
d) Ato consumado ou exaurido é aquele que já produziu todos os seus
efeitos, tornando-se definitivo, imodificável e insuscetível de revogação, seja no
âmbito judicial ou perante a própria Administração Pública. Não se pode
revogar, por exemplo, as férias de um servidor que já foram integralmente
usufruídas. Assertiva incorreta.
e) Ao editar um ato administrativo, a própria Administração Pública (ou a lei)
podem criar limites à sua revogação. Todavia, se posteriormente ocorrer a
revogação desse ato, desrespeitando-se os limites previamente estabelecidos,
surge para o particular o direito de ser indenizado pelos prejuízos

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eventualmente sofridos (em situações normais a revogação de ato


administrativo não enseja a obrigatoriedade de indenização). Assertiva correta.
Gabarito: Letra e.

46. (FCC/Procurador do Ministério Público de Contas/TCM-GO/2015)


Existência, validade e eficácia do ato administrativo são conceitos
correlatos, porém distintos. Esses aspectos interagem e se relacionam
na análise casuística dos atos administrativos, sendo, contudo, correto
afirmar que a
a) edição de um ato administrativo apócrifo o predica como inválido,
mas pode produzir efeitos jurídicos caso se demonstre que havia firme
propósito em praticá-lo
b) eficácia não é relevante para fins de análise da estrutura do ato
administrativo, tendo em vista que a análise da produção de efeitos é
prescindível para exame dos direitos que decorrem para os
administrados.
c) validade do ato jurídico pode ser aferida no momento de seu
aperfeiçoamento, ou seja, quando é produzido, muito embora
alterações normativas posteriores convidem a sucessivas reanálises
sobre a validade dos atos cuja produção de efeitos se perpetua no
tempo.
d) existência é pressuposto dos demais aspectos, na medida em que é
ela que atesta a conformidade do ato ao ordenamento jurídico em
vigor.
e) eficácia precede o exame de validade, posto que somente pode ser
válido o ato que está apto a produzir efeitos.

Comentários
a) Ato administrativo apócrifo é aquele que não possui identificação do agente
público competente para editá-lo. Nesse caso, deve ser considerado
inexistente e não inválido. Assertiva incorreta.
b) A eficácia é extremamente relevante para fins de análise da estrutura do ato
administrativo, pois, em alguns casos, será imprescindível para exame dos
direitos que decorrem para os administrados. Assertiva incorreta.
c) O ato válido é aquele editado em conformidade com a lei, respeitando-se
todos os requisitos necessários para a sua edição: competência, finalidade,

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forma, motivo e objeto. A validade realmente pode ser aferida no momento da


respectiva edição, porém, caso posteriormente se constate que o ato está
colidindo com alguma lei, por exemplo, o exame de validade será novamente
realizado. Assertiva correta.
d) Ato inexistente é aquele que não existe para o direito administrativo, pois
não foi editado por um agente público, mas por alguém que se fez passar por
tal condição. A “existência” não possui relação direta com a validade do ato
nem com outros aspectos, pois, em regra, sequer será considerado para
qualquer análise (por se tratar de invenção de um particular qualquer, a
exemplo de um decreto regulamentar editado pelo Faustão). Assertiva
incorreta.
e) Ainda que o ato administrativo seja inválido (editado em desconformidade
com a lei) poderá produzir efeitos jurídicos (ser eficaz). Trata-se de
consequência da presunção de legitimidade dos atos administrativos. Assertiva
incorreta.
Gabarito: Letra c.

47. (FCC/Juiz do Trabalho - TRT - 6ª Região (PE)/2015) O Diretor de


uma escola da rede pública, com base em juízo de conveniência e
oportunidade, concedeu autorização a uma entidade privada para
utilizar salas de aula durante os finais de semana, para oferecer aos
pais dos alunos e à população em geral serviços de orientação
profissional. Como pressupostos declarados pelo Diretor no ato de
edição da referida autorização, constou, com destaque, a ampla
experiência da entidade privada no referido mister, com apresentação
de dados que evidenciavam o sucesso dos programas por ela
implementados. Posteriormente, restou comprovado que os referidos
pressupostos eram falsos, o que levou ao questionamento acerca da
validade da autorização concedida. Na situação narrada, o ato praticado
pelo Diretor
a) somente poderá ser invalidado, com base na Teoria dos Motivos
Determinantes, se comprovada a insubsistência de pressupostos de
direito para a sua edição.
b) é considerado válido, por ser de natureza discricionária e prescindir
de motivação fática, podendo, contudo, ser revogado de acordo com
novo juízo de conveniência e oportunidade.

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c) deve ser considerado inválido, em face da ausência de


correspondência entre a realidade e os motivos de fato indicados para a
sua edição
d) não pode ser invalidado, eis que a Teoria dos Motivos determinantes
se aplica a atos vinculados, exclusivamente.
e) pode ser anulado, pela própria autoridade que o praticou ou por
superior hierárquico, mediante novo juízo de conveniência e
oportunidade.
Comentários
Celso Antônio Bandeira de Mello, ao explicar a teoria dos motivos
determinantes, afirma que “os motivos que determinam a vontade do agente,
isto é, os fatos que serviram de suporte à sua decisão, integram a validade do
ato. Sendo assim, a invocação de ‘motivos de fato’ falsos, inexistentes ou
incorretamente qualificados vicia o ato mesmo quando, conforme já se disse, a
lei não haja estabelecido, antecipadamente, os motivos que ensejariam a
prática do ato. Uma vez enunciados pelo agente os motivos em que se calçou,
ainda quando a lei não haja expressamente imposto a obrigação de enunciá-los,
o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o justificavam”.
Nesse caso, o ato praticado pelo Diretor deve ser considerado inválido, em face
da ausência de correspondência entre a realidade e os motivos de fato
indicados para a sua edição.
Gabarito: Letra c.

48. (FCC/Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Considere a seguinte


situação hipotética: Determinado órgão público do Estado da Paraíba
nomeia Marcílio para cargo público inexistente. Nesse caso, o ato
administrativo de nomeação apresenta vício de
a) motivo
b) forma.
c) competência.
d) objeto.
e) mérito.
Comentários
Um dos requisitos do ato administrativo, que pode ser discricionário ou
vinculado, é o objeto (também denominado de conteúdo por alguns

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autores), entendido como a coisa ou a relação jurídica sobre a qual recai o


ato. Trata-se do efeito jurídico imediato (primário) que o ato administrativo
produz.
Analisando-se o enunciado da questão, constata-se que o ato administrativo de
nomeação recai sobre determinado cargo público (que é seu objeto). Desse
modo, caso fique configurado que o cargo público não existe, o ato
administrativo está maculado de vício em seu objeto.
Gabarito: Letra d.

49. (FCC/ Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Considere duas situações


distintas:
I. José, servidor público estadual e responsável pela condução de
determinado processo administrativo, aplicou pena de advertência a
servidor quando cabível a pena de suspensão.
II. Josefina, servidora pública estadual, revogou ato de permissão de
uso, sob o fundamento de que a Administração pública necessitava
daquele bem público; no entanto, a seguir, permitiu o uso do mesmo
bem a terceira pessoa.
As situações narradas apresentam vício de
a) motivo e objeto, respectivamente.
b) objeto e motivo, respectivamente.
c) motivo em ambos os casos.
d) forma e finalidade, respectivamente.
e) objeto e sujeito, respectivamente.

Comentários
Item I – Analisando-se o caso apresentado pelo enunciado, constata-se
que ocorreu um vício em relação ao objeto (efeito jurídico imediato) do ato
administrativo. O objeto do ato seria a suspensão, mas o ato recaiu sobre a
aplicação da advertência.
Item II – Ora, se Josefina editou ato administrativo com a motivação de
que a “Administração Pública necessitava daquele bem público” e,
posteriormente, permitiu que outra pessoa passasse a utilizá-lo, constata-se
que o motivo informado não existiu (era falso), o que enseja a nulidade do ato.
Gabarito: Letra b.

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50. (FCC/ Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Pietra, servidora pública,


apostilou determinado tema, apenas reconhecendo a existência de
direito criado por norma legal. No que concerne às espécies de atos
administrativos, a apostila citada corresponde a ato administrativo
a) ordinatório.
b) normativo.
c) negocial.
d) punitivo.
e) enunciativo.
Comentários
Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, atos administrativos enunciativos
“são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar ou atestar um
fato, ou emitir uma opinião sobre determinado assunto, sem se vincular ao seu
enunciado. Dentre os atos mais comuns dessa espécie, merecem atenção as
certidões, os atestados e os pareceres administrativos”.
Nas palavras de José dos Santos Carvalho Filho esse também é o caso da
apostila, que retrata o ato mencionado em registros funcionais para comprovar
a existência de certa situação jurídica que envolve o servidor público. Essa
comprovação encerra presunção iuris tantum da veracidade do fato e só
comporta supressão ou alteração mediante prova efetiva em contrário a ser
produzida pela Administração.
Gabarito: Letra e.

51. (FCC/Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Lírio, Técnico do


Ministério Público do Estado da Paraíba, praticou ato administrativo
com vício de motivo. Logo após a prática do ato, constatou o vício nele
presente e revogou-o com efeitos ex tunc. A propósito dos fatos,
a) o administrador público não pode revogar o ato, dependendo sempre
do Poder Judiciário para tanto.
b) o ato administrativo, com vício de motivo, não pode ser extirpado do
universo jurídico com efeitos ex tunc.
c) o vício de motivo admite a revogação do ato administrativo.
d) a revogação sempre ocorre com efeitos ex tunc.
e) não é cabível a revogação.

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Comentários
Se foi constatado vício no motivo do ato administrativo não é cabível a
revogação, apenas a anulação, por se tratar de ato administrativo ilegal.
A anulação de ato administrativo pode ocorrer através de processo
administrativo instaurado no âmbito da Administração Pública ou por meio de
ação judicial proposta perante o Poder Judiciário, sempre com efeitos ex tunc
(retroativos).
Gabarito: Letra e.

52. (FCC/Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Cindy, Técnica do


Ministério Público do Estado da Paraíba, praticou determinado ato
administrativo. Dias depois, foi procurada pelo particular Nuno, que
comprovou ter o ato vício de finalidade, haja vista ter se distanciado da
finalidade pública. Nesse caso, Cindy
a) deve anular o ato, que também pode ser anulado pelo Poder
Judiciário.
b) deve revogar o ato.
c) deve manter o ato no mundo jurídico.
d) deve comunicar o ocorrido ao seu superior hierárquico e, apenas
este último, é que deverá revogar o ato.
e) pode optar por anular ou manter o ato administrativo no mundo
jurídico.
Comentários
Se o ato administrativo apresenta vício em seu elemento finalidade, torna-se
impossível a convalidação, restando-se apenas a decretação de nulidade, que
pode ocorrer no âmbito da própria Administração Pública ou por decisão do
Poder Judiciário. Lembre-se de atos ilegais não podem ser revogados, apenas
anulados.
Gabarito: Letra a.

53. (FCC/Técnico Judiciário – TRT 9ª Região/2013) A respeito dos atos


administrativos, é correto afirmar que
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de conveniência
e oportunidade presente nos atos discricionários.

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b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e oportunidade


pela Administração, que pode revogá-los a qualquer tempo.
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela
Administração, salvo por vício de legalidade.
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e
oportunidade presente nos atos vinculados.
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela Administração, de
acordo com juízo de conveniência e oportunidade.
Comentários

a) Para responder às questões de prova, lembre-se de que o mérito


administrativo nada mais é do que a “margem legal” assegurada ao
administrador público para tomar a decisão mais conveniente e oportuna ao
interesse público, dentre as várias alternativas possíveis.
O mérito administrativo somente estará presente nos atos administrativos
discricionários, pois nos atos vinculados a própria lei se encarregou de fixar
previamente todos os requisitos para a respectiva edição, eliminando, assim,
eventuais margens de atuação do agente público. Assertiva correta.
b) Se o ato administrativo é vinculado significa que a lei estabeleceu
previamente todos os requisitos necessários à sua edição. Assim, não pode a
Administração Pública revogá-lo, pois esta hipótese está fundada no juízo de
conveniência e oportunidade administrativa (inerente aos atos discricionários).
Assertiva incorreta.
c) Sempre que um ato administrativo apresentar vício de legalidade, seja ele
vinculado ou discricionário, estará sujeito à anulação e não à revogação.
Assertiva incorreta.
d) No ato vinculado não há discricionariedade (margem de decisão para o
agente público), pois a lei estabeleceu previamente todos os requisitos
necessários à edição (competência, forma, finalidade, motivo e objeto).
Assertiva incorreta.
e) Sendo detectada alguma ilegalidade, os atos administrativos realmente
estão sujeitos à anulação pela Administração Pública. Todavia, trata-se de um
“poder-dever”, não se falando em juízo de conveniência e oportunidade (a
Administração Pública, em regra, está obrigada a anular o ato). Assertiva
incorreta.
Gabarito: Letra a.

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54. (FCC/Juiz Substituto – TJ PE/2013) Considere a seguinte afirmação


quanto a um ato administrativo:

“Nada impede a autoridade competente para a prática de um ato de


motivá-lo mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório
conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia. Indiferente
que o parecer a que se remete a decisão também se reporte a outro
parecer: o que importa é que haja a motivação eficiente, controlável a
posteriori.”

Tal afirmação, no contexto do Direito brasileiro, é


a) correta, pois motivar ou não, em todo caso, é faculdade
discricionária da autoridade administrativa.
b) equivocada, pois a Lei Federal sobre processo administrativo veda
que pareceres sejam invocados como motivos suficientes para a prática
de atos.
c) equivocada, pois a Constituição Federal exige a motivação como
elemento a constar textualmente dos atos administrativos.
d) correta, compreendendo a motivação como elemento necessário ao
controle do ato administrativo, porém sem exageros de mera
formalidade.
e) equivocada, pois a Lei Federal sobre processo administrativo exige
que todo ato administrativo seja motivado pela autoridade que o edita.

Comentários

A Lei 9.784/1999, em seu artigo 50, § 1º, dispõe que a motivação deve
ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de
concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações,
decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato, o que a
doutrina convencionou chamar de motivação aliunde.
Nesses termos, nada impede que a autoridade competente para proferir a
decisão administrativa opte por fazer remissão aos fundamentos de parecer ou
relatório conclusivo elaborado por autoridade de igual, maior ou menor
hierarquia. O que interessa, no caso em concreto, é o que o ato administrativo
seja efetivamente motivado, permitindo eventuais e futuras impugnações.

Gabarito: Letra d.

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55. (FCC/Promotor de Justiça – MPE AL/2013) Permissionário de


cantina localizada em estádio municipal obteve autorização do
Município para venda de bebidas alcoólicas no seu estabelecimento.
Todavia, sobreveio lei estadual proibindo a venda e o consumo de
bebidas alcoólicas nos estádios de futebol localizados em território
estadual. Dessa nova circunstância decorrerá a
a) anulação da autorização.
b) revogação da autorização.
c) superação da autorização.
d) caducidade da autorização.
e) cassação da autorização.

Comentários
Apesar de ter sido editada autorização (ato administrativo) assegurando
ao particular a prerrogativa de comercializar bebida em estádio municipal,
posteriormente foi publicada lei estadual proibindo tal conduta.
Por ser ato de hierarquia inferior, a autorização deixará de produzir
efeitos em face da lei estadual, já que o conteúdo de ambos os atos normativos
são colidentes. Nesse caso, afirma-se que ocorreu a caducidade da
autorização, que se configura quando lei posterior apresenta conteúdo
conflitante com o de ato administrativo anterior.
Ademais, perceba que não há qualquer referência a uma possível
ilegalidade do ato (que ensejaria a anulação). Também não existe afirmação
de que não seria mais conveniente ou oportuno mantê-lo (fato que motivaria a
revogação). Por último, destaca-se que a cassação somente ocorre quando o
particular beneficiado diretamente pelo ato deixa de cumprir os requisitos
necessários à sua manutenção, o que não se configurou.
Gabarito: Letra d.

56. (FCC/Analista Judiciário TRT 1ª Região/2013) Dentre outras


hipóteses, constitui barreira à convalidação do ato administrativo:
a) pequena irregularidade constante do ato administrativo, que não
comprometa sua compreensão, como por exemplo, singelo erro de
grafia.
b) vício no elemento "forma" do ato administrativo, que não seja
essencial à validade do ato.
c) a impugnação de qualquer administrado, inclusive do que não for
interessado no ato viciado.

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d) o decurso do tempo, isto é, a ocorrência da prescrição.


e) vício sanável em determinado ato administrativo, como por exemplo,
vício de competência, quando não outorgada com exclusividade.

Comentários
a) Errado. Se o ato administrativo possui apenas uma pequena
irregularidade que não comprometa a sua compreensão e finalidade, a exemplo
de algumas palavras grafadas incorretamente, não existe obstáculo à sua
convalidação.
b) Errado. Em regra, a existência de vício no elemento “forma” do ato
administrativo não impede a sua respectiva convalidação. Todavia, se a lei
estabelecer expressamente que o respeito à forma prevista é essencial à
validade do ato administrativo não será possível a convalidação.
c) Errado. Somente a impugnação realizada pelo próprio interessado
atingido pelos efeitos do ato administrativo constitui barreira à sua
convalidação.
d) Correto. O art. 54 da Lei 9.784/1999 preceitua que “o direito da
Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos
favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em
que foram praticados, salvo comprovada má-fé”.
Sendo assim, após o prazo de cinco anos a Administração não tem mais
condições de convalidar o ato administrativo, pois os seus efeitos já se
estabilizaram em virtude do tempo. Ocorre o que a doutrina costuma
denominar de “convalidação tácita”.
e) Errado. Se o vício é considerado “sanável”, conforme afirmou o texto
da assertiva, significa que admite convalidação. Se ato foi editado por
autoridade incompetente, por exemplo, nada impede que a autoridade
competente o convalide posteriormente, desde que tal competência seja
delegável, pois, caso contrário, a convalidação não será possível.
GABARITO: LETRA D.

57. (FCC/Juiz do Trabalho – TRT 18ª Região/2012) No que diz respeito


ao controle judicial dos atos administrativos, é correto afirmar que,
com base na Teoria dos Motivos Determinantes, o Poder Judiciário
a) não pode invalidar atos administrativos discricionários, salvo quando
identificado desvio de finalidade.

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b) não pode invalidar ato administrativo por vício de legalidade, quando


presentes razões de conveniência e oportunidade que justifiquem a sua
edição.
c) pode invalidar atos administrativos cuja motivação tenha se tornado
insubsistente, alterando, assim, o juízo de conveniência e
oportunidade.
d) pode invalidar ato administrativo discricionário, quando identificada
inexistência ou falsidade do motivo.
e) somente pode invalidar os atos administrativos vinculados se
identificada não correspondência entre as condições fáticas e os
requisitos legais para sua edição.

Comentários

Segundo a teoria dos motivos determinantes, o motivo alegado pelo


agente público no momento da edição do ato deve corresponder à realidade,
tem que ser verdadeiro, pois, caso contrário, comprovando o interessado que o
motivo informado não guarda qualquer relação com a edição do ato ou que
simplesmente não existiu, o ato deverá ser anulado (invalidado) pela própria
Administração ou pelo Poder Judiciário.
É o que ocorre, por exemplo, quando a autoridade competente indefere o
pedido de férias do servidor A, para o mês de janeiro, sob a alegação de que a
escala do mês já estava fechada. Todavia, no dia seguinte defere o pedido do
servidor B, nas mesmas condições, para usufruir férias no em período idêntico.
Ora, não restam dúvidas de que o motivo “escala fechada” não existia,
portanto, o ato administrativo que indeferiu o pedido de férias do servidor A
para o mês de janeiro poderá ser invalidado perante o Poder Judiciário.
Gabarito: Letra d.

58. (FCC/Auditor Fiscal – Município de São Paulo/2012) O Município


constatou, após transcorrido grande lapso temporal, que concedera
subsídio a empresa que não preenchia os requisitos legais para a
obtenção do benefício. Diante de tal constatação, a autoridade
a) poderá revogar o ato concessório, utilizando a prerrogativa de rever
os próprios atos de acordo com critérios de conveniência e
oportunidade.
b) deverá anular o ato, desde que não transcorrido o prazo decadencial,
com efeitos retroativos à data em que o ato foi emitido.

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c) poderá anular o ato, com base em seu poder de autotutela, com


efeitos a partir da anulação.
d) não poderá revogar ou anular o ato, em face da preclusão
administrativa, devendo buscar a invalidade pela via judicial, desde que
não decorrido o prazo decadencial.
e) deverá convalidar o ato, por razões de interesse público e para
preservação do direito adquirido, exceto se decorrido o prazo
decadencial.
Comentários
Duas informações relevantes devem ser destacadas antes de se fazer a
análise das alternativas:
1ª – Foi concedido subsídio a empresa que não preenchia os requisitos
legais (a concessão foi ilegal);
2ª – A ilegalidade somente foi detectada depois do transcurso de grande
lapso temporal (não foi informado o prazo exato).
Ora, se o ato é ilegal, não restam dúvidas de que deverá ser anulado
pela própria Administração Pública, com efeitos retroativos (desde a data da
edição – ex tunc), no exercício do seu poder de autotutela.
Entretanto, deve-se observar o prazo decadencial imposto à
Administração Pública para promover a anulação. Na esfera federal, por
exemplo, o prazo que a Administração possui para anular os seus atos ilegais é
de 05 (cinco) anos. Ultrapassado esse prazo, considera-se que o ato foi
tacitamente (automaticamente) convalidado (corrigido), salvo comprovada
má-fé do beneficiário.
Gabarito: Letra b.

59. (FCC/Analista de Controle Externo – TCE AM/2012) O ato


administrativo vinculado
a) pode ser objeto de controle judicial, quanto aos aspectos de
legalidade, conveniência e oportunidade.
b) pode ser revogado pela Administração, por razões de conveniência e
oportunidade, ressalvados os direitos adquiridos e assegurada a
apreciação judicial.
c) possui todos os elementos definidos em lei e pode ser objeto de
controle de legalidade pelo Judiciário e pela própria Administração.
d) possui objeto, competência e finalidade definidos em lei, cabendo à
Administração a avaliação dos aspectos de conveniência e oportunidade
para sua edição.

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e) pode ser objeto de controle pelo Poder Judiciário em relação aos


elementos definidos em lei, constituindo prerrogativa exclusiva da
Administração a sua revogação por razões de conveniência e
oportunidade.
Comentários
Para Hely Lopes Meirelles, “atos vinculados ou regrados são aqueles para
os quais a lei estabelece os requisitos e condições de sua realização”, ao passo
que “discricionários são os que a Administração pode praticar com liberdade
de escolha de seu conteúdo, de seu destinatário, de sua conveniência, de sua
oportunidade e de seu modo de realização”.
O ato administrativo possui cinco elementos ou requisitos básicos:
competência, forma, finalidade, motivo e objeto. Desse modo, sempre que a lei
estabelecer e detalhar esses cinco elementos, não deixando margem ao
agente público acerca da conveniência e oportunidade no momento da
edição do ato, este será vinculado.
Lembre-se sempre de que no ato vinculado o agente público não possui
alternativas ou opções no momento de editar o ato (discricionariedade), pois a
própria lei já definiu o único comportamento possível. Portanto, caso o agente
público desrespeite quaisquer dos requisitos ou elementos previstos pela lei, o
ato deverá ser anulado pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário.
O ato vinculado não é suscetível de revogação pela Administração Pública,
já que o agente público não emitiu qualquer juízo de valor sobre a conveniência
e oportunidade no momento de sua edição.
Gabarito: Letra c.

60. (FCC/Analista de Controle Externo – TCE AP/2012) Em relação a


seus próprios atos, a Administração
a) pode anular os atos eivados de vício de legalidade, a qualquer
tempo, vedada a repercussão patrimonial para período anterior à
anulação.
b) pode anulá-los, apenas quando eivados de vício quanto à
competência e revogá-los quando identificado desvio de poder ou de
finalidade.
c) pode anulá-los, por razões de conveniência e opor- tunidade,
observado o prazo prescricional.
d) não pode anular os atos que gerem direitos para terceiros, exceto se
comprovado fato superveniente ou circunstância não conhecida no
momento de sua edição.

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e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,


preservados os direitos adquiridos.
Comentários
A questão em epígrafe pode ser respondida após uma simples leitura da
Súmula 346 do Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “a administração
pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam
ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”.
Gabarito: Letra e.

61. (FCC/Analista Judiciário TRT 23ª Região/2012) No que se refere à


anulação, revogação e convalidação do ato administrativo pela
Administração Pública, é correto afirmar que
a) o ato administrativo produzido com vício relativo à finalidade é
passível de convalidação pela Administração.
b) a revogação do ato administrativo é o ato discricionário pelo qual a
Administração extingue um ato inválido, por razões de conveniência e
oportunidade.
c) a anulação do ato administrativo é o desfazimento do ato
administrativo por razões de ilegalidade.
d) a convalidação é o ato administrativo pelo qual é suprido vício
existente em um ato ilegal, produzindo efeitos ex nunc.
e) a revogação do ato administrativo poderá atingir os atos
discricionários, bem como aqueles que já exauriram seus efeitos.

Comentários
a) Errado. Somente os atos administrativos que possuem vício nos
elementos “competência” ou “forma” podem ser convalidados. Se o vício foi
detectado no requisito “finalidade” do ato administrativo, este deverá ser
necessariamente anulado.
b) Errado. A revogação de ato administrativo realmente se insere no
poder discricionário da Administração Pública. Todavia, deve ficar claro que
somente os atos legais podem ser revogados. Atos inválidos ou ilegais devem
ser anulados e não revogados.

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c) Correto. Para responder às questões da Fundação Carlos Chagas,


lembre-se sempre de que a anulação de ato administrativo decorre sempre de
uma eventual ilegalidade, produzindo efeitos ex tunc (retroativos).
d) Errado. Segundo a professora Maria Sylvia Zanella di Pietro,
“convalidação é o ato administrativo através do qual é suprido o vício existente
em um ato ilegal, com efeitos retroativos à data em que este foi praticado”.
Na verdade, a convalidação nada mais é que a “correção” do ato
administrativo portador de defeito sanável de legalidade, com efeitos
retroativos (desde a sua edição).
e) Errado. A revogação realmente poderá incidir sobre os atos
discricionários (a vedação restringe-se aos atos vinculados), mas não em
relação àqueles que já exauriram os seus efeitos, também denominados de
atos consumados. Ora, se o ato administrativo já produziu os efeitos para o
qual foi editado, de que adianta revogá-lo?
GABARITO: LETRA C.

62. (FCC/Técnico Judiciário TRT 8ª Região/2012) A competência


administrativa, em regra, enquanto requisito do ato administrativo,
a) decorre da lei.
b) é prorrogável, pela vontade dos interessados.
c) não pode ser avocada.
d) é indelegável.
e) é transferível.

Comentários
a) Correto. Tanto nos atos administrativos vinculados quanto nos atos
administrativos discricionários, a competência sempre estará prevista
expressamente no texto legal.
b) Errado. O agente público não pode “prorrogar” a sua competência
para praticar atos que, inicialmente, estavam fora da sua área de atuação. Se
isso ocorrer, ficará caracterizado abuso de poder.
c) Errado. O art. 15 da Lei 9.784/1999 dispõe que “será permitida, em
caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a
avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente
inferior”.

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d) Errado. Em regra, a competência legal pode ser delegada pelo agente


ou órgão público, salvo se existir expressa vedação legal.
e) Errado. A titularidade da competência fixada em lei não se transfere,
ainda que se trate de delegação. Nesse caso, somente a execução de
determinado ato fica sob a responsabilidade do agente delegado, pois o agente
delegante pode incluir a ressalva de que também continuará editando o ato
concomitantemente.
GABARITO: LETRA A.

63. (FCC/Técnico Judiciário TRT 8ª Região/2012) O revestimento


exterior do ato administrativo, necessário à sua perfeição, é requisito
conhecido como
a) objeto.
b) forma.
c) finalidade.
d) motivo.
e) mérito.
Comentários
A forma, que também é um requisito vinculado do ato administrativo,
pode ser compreendida em sentido estrito e em sentido amplo.
Em sentido estrito, a forma pode ser entendida como o revestimento
exterior do ato administrativo, isto é, o “modelo” do ato, o modo pelo qual ele
se apresenta ao mundo jurídico.
Em sentido amplo, a forma pode ser entendida como a formalidade ou
procedimento a ser observado para a produção do ato administrativo. Em
outras palavras, entenda que a lei pode determinar expressamente outras
exigências formais que não fazem parte do próprio ato administrativo, mas
que lhe são anteriores ou posteriores (exigência de várias publicações do
mesmo ato no Diário Oficial, por exemplo, para que possa produzir efeitos).
GABARITO: LETRA B.

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RELAÇÃO DE QUESTÕES COMENTADAS – COM GABARITOS (FCC)

01. (FCC/ Técnico Judiciário - TRT - 11ª Região/2017) Rodrigo é


servidor público federal e chefe de determinada repartição pública.
Rodrigo indeferiu as férias pleiteadas por um de seus subordinados, o
servidor José, alegando escassez de pessoal na repartição. No entanto,
José comprovou, que há excesso de servidores na repartição pública.
No caso narrado,

a) há vício de motivo no ato administrativo.

b) o ato deve, obrigatoriamente, permanecer no mundo jurídico, vez


que sequer exigia fundamentação.

c) inexiste vício no ato administrativo, no entanto, o ato comporta


revogação.

d) o ato praticado por Rodrigo encontra-se viciado, no entanto, não


admite anulação, haja vista a discricionariedade administrativa na
hipótese.

e) o objeto do ato administrativo encontra-se viciado.

02. (FCC/Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador - TRT - 11ª


Região/2017) Considere a seguinte situação hipotética: o Prefeito de
determinado Município de Roraima concedeu autorização para atividade
de extração de areia de importante lago situado no Município. Cumpre
salientar que o ato administrativo preencheu todos os requisitos legais,
bem como foi praticado quando estavam presentes condições fáticas
que não violavam o interesse público. Ocorre que, posteriormente, a
atividade consentida veio a criar malefícios à natureza. No caso
narrado, o ato administrativo emanado pelo Prefeito poderá ser

a) mantido incólume no mundo jurídico, haja vista que a nova


circunstância fática não gera consequências ao ato já praticado.

b) anulado pela Administração pública ou pelo Judiciário, com efeitos


ex tunc.

c) anulado apenas pelo Poder Judiciário e com efeitos ex nunc.

d) convalidado, com efeitos ex tunc.

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e) revogado, com efeitos ex nunc.

03. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SP/2017) A publicação de edital para


realização de concurso público de provas e títulos para provimento de
cargos em órgão público municipal motivou número de inscritos muito
superior ao dimensionado pela Administração pública. Considerando a
ausência de planejamento da Administração para aplicação das provas
para número tão grande de candidatos, bem como que a recente
divulgação da arrecadação municipal mostrou sensível decréscimo
diante da estimativa de receitas, colocando em dúvida a concretude das
nomeações dos eventuais aprovados, a Administração municipal

a) pode anular o certame, em razão dos vícios de legalidade


identificados.

b) deve republicar o edital do concurso público para reduzir os cargos


disponíveis, sob pena de nulidade do certame.

c) pode revogar o certame, em razão das supervenientes razões de


interesse público demonstradas para tanto.

d) pode revogar o certame municipal somente se tiver restado


demonstrada a inexistência de recursos para fazer frente às novas
despesas com as aprovações decorrentes do concurso.

e) deve prosseguir com o certame, republicando o edital para


adiamento da realização da primeira prova, a fim de reorganizar a
aplicação para o novo número de candidatos, sendo vedado revogar o
certame em razão da redução de receitas.

04. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SP/2017) Os atos administrativos


são dotados de atributos que lhe conferem peculiaridades em relação
aos atos praticados pela iniciativa privada. Quando dotados do atributo
da autoexecutoriedade

a) não podem ser objeto de controle pelo judiciário, tendo em vista que
podem ser executados diretamente pela própria Administração pública.

b) submetem-se ao controle de legalidade e de mérito realizado pelo


Judiciário, tendo em vista que se trata de medida de exceção, em que a

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Administração pública adota medidas materiais para fazer cumprir suas


decisões, ainda que não haja previsão legal.

c) dependem apenas de homologação do Judiciário para serem


executados diretamente pela Administração pública.

d) admitem somente controle judicial posterior, ou seja, após a


execução da decisão pela Administração pública, mas a análise abrange
todos os aspectos do ato administrativo.

e) implicam na prerrogativa da própria Administração executar, por


meios diretos, suas próprias decisões, sendo possível ao Judiciário
analisar a legalidade do ato.

05. (FCC/Analista - Psicólogo - PGE-MT/2016) Agente público produziu


ato administrativo com vício de legalidade. O ato deve ser

a) revogado pela Administração pública, produzindo a revogação


efeitos para o futuro, isto é, a partir da data em que publicado o ato de
revogação.

b) convalidado pela Administração pública, se o vício em questão for


sanável, produzindo a convalidação efeitos apenas para o futuro, a
partir da data de publicação do ato de convalidação.

c) revogado pela Administração pública, produzindo a revogação


efeitos retroativos à data na qual foi publicado.

d) anulado pela Administração pública, produzindo a anulação efeitos


retroativos à data na qual foi publicado.

e) anulado pela Administração pública, produzindo a anulação efeitos


apenas para o futuro, a partir da data de publicação do ato de anulação.

06. (FCC/Engenheiro Mecânico - COPERGÁS - PE/2016)

Cláudio, servidor público estadual, praticou ato administrativo viciado.


Determinado administrado, ao notar o ocorrido, comunicou ao servidor
o vício, no entanto, houve a convalidação do ato administrativo. A
propósito do tema, é correto afirmar que

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a) a Administração pública não tem a opção de retirar ou não o ato


viciado do mundo jurídico; o que ela pode é extirpar o ato viciado
através do instituto da revogação.

b) todo ato administrativo viciado deve ser anulado pela Administração


pública, não importando o vício nele contido.

c) nem sempre é possível a convalidação do ato administrativo;


depende do tipo de vício que atinge o ato.

d) a Administração pública pode, por razões de conveniência e


oportunidade, manter hígido ato administrativo viciado, não
importando o vício nele contido.

e) se o vício existente no ato encontra-se no motivo do ato


administrativo, agiu corretamente a Administração pública.

07. (FCC/ Administrador-DPE-RR/2015) Os atos administrativos podem


ser vinculados ou discricionários, residindo o cerne da diferenciação
entre ambos
a) no controle judicial de mérito aplicável apenas aos segundos.
b) na obrigatoriedade da motivação existente apenas nos primeiros.
c) no controle de legalidade aplicável apenas aos primeiros.
d) no juízo de conveniência e oportunidade próprio dos segundos, que
constituem o seu mérito.
e) na faculdade de revogação atribuída à Administração apenas em
relação aos primeiros.

08. (FCC/ Auxiliar da Fiscalização Financeira II /TCE-SP/2015)


Considere que o responsável pela consultoria jurídica da Secretaria de
Estado do Meio Ambiente tenha proferido parecer, em resposta à
consulta formulada por órgão técnico encarregado de licenciamento
ambiental, acerca dos requisitos jurídicos aplicáveis à situação narrada,
correspondente a obras de transposição de águas entre reservatórios
que abastecem a região metropolitana. Referido parecer jurídico
a) constitui um ato da Administração, porém não corresponde a um ato
administrativo, eis que este somente se caracteriza quando possua
efeito enunciativo.

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b) constitui uma manifestação da função administrativa atípica do


órgão jurisdicional, não podendo, portanto, ser considerado ato
administrativo em sentido formal.
c) é, formalmente, um ato administrativo de natureza enunciativa, que
produz efeitos jurídicos apenas no âmbito interno.
d) não é, materialmente, um ato administrativo em sentido estrito,
dado que encerra uma opinião e não uma manifestação de vontade da
Administração que produza efeitos concretos.
e) é, materialmente, um ato administrativo eis que emanado de órgão
integrante do Poder Executivo, independentemente de produzir efeitos
concretos em face de terceiros.

09. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-PB/2015) A imperatividade que


reveste os atos administrativos
a) independe da presença dos elementos ou requisitos, visto que se
trata de mera exteriorização da vontade da Administração pública, que
sempre se impõe ao administrado independentemente de sua vontade.
b) substitui a decisão judicial quanto à possibilidade de se fazer válido,
dependendo apenas da concordância do destinatário.
c) impõe aos destinatários dos mesmos sua obrigatoriedade, como
atributo destinado a garantir o interesse público, que é a finalidade de
toda a atuação da Administração pública.
d) se vincula diretamente à eficácia, esta que enseja auto-
executoriedade a todos os atos que predica.
e) se relaciona com a eficácia, na medida em que é a exteriorização dos
efeitos do ato, mas distingue-se da exequibilidade, que depende de
intervenção judicial.

10. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-PB/2015) A extinção do ato


administrativo pode se dar por diversos fundamentos, sendo que a
extinção dos atos discricionários
a) pode se dar somente por meio de revogação, pois desconstrói
elementos de conveniência e oportunidade.
b) pode se dar pela própria Administração, em razão do poder de
revisão de seus próprios atos, por meio de anulação dos atos ilegais e
dos atos inconvenientes e inoportunos.

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c) depende de decisão judicial, por motivo de ilegalidade, tendo em


vista que impacta na esfera jurídica dos administrados e de terceiros.
d) pode se dar por vício de legalidade, caso de anulação, ou por
conveniência e oportunidade fundada em motivos de interesse público,
caso de revogação.
e) depende de decisão judicial, tendo em vista que o administrador não
pode rever os motivos de conveniência e oportunidade que o levaram à
prática do ato.

11. (FCC/ Técnico Judiciário - TRT 9ª REGIÃO (PR)/2015) O atributo


do ato administrativo que permite que ele seja “posto em execução
pela própria Administração pública, sem necessidade de intervenção do
Poder Judiciário" (PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. Direito
Administrativo. 28. ed., São Paulo:Atlas, p. 243), é a:
a) imperatividade, porque cria obrigações e se impõe
independentemente da concordância do destinatário do ato ou de
terceiros.
b) autoexecutoriedade, que deve estar prevista em lei, como a
autorização para apreensão de mercadorias e interdição de
estabelecimentos.
c) autoexecutoriedade, sempre que a discricionariedade administrativa
entender mais útil ou pertinente agir desde logo, sem aguardar a
conclusão das diligências em curso.
d) imperatividade, que autoriza o emprego de meios próprios de
execução dos próprios atos, indiretamente, como a imposição de
multas, ou diretamente, com a demolição de construções.
e) exigibilidade, que trata apenas de meios diretos de coercibilidade,
inclusive materiais, como interdição de estabelecimentos, apreensão de
mercadorias e demolição de construções.

12. (FCC/ Analista Judiciário - TRT - 9ª REGIÃO (PR)/2015) Não


obstante a presunção de veracidade e de legitimidade de que são
predicados os atos administrativos, há vícios que podem eivá-los e,
diante deles, as consequências podem ser diversas.
MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, ao tratar dos vícios relativos aos
atos administrativos, nos traz a seguinte lição: Assim, haverá vício em

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relação (...) quando qualquer desses requisitos deixar de ser


observado, o que ocorrerá quando for: 1. Proibido pela lei; por
exemplo: um Município que desaproprie bem imóvel da União; 2.
Diverso do previsto na lei para o caso sobre o qual incide; por exemplo:
a autoridade aplica a pena de suspensão, quando cabível a de
repreensão 3. Impossível, porque os efeitos pretendidos são
irrealizáveis, de fato ou de direito; por exemplo: a nomeação para um
cargo inexistente; (...)
(Direito Administrativo, 28ª edição. São Paulo, Atlas, p. 287).
Adequada relação de identificação entre o vício tratado pela autora e a
consequência por ele imposta ao ato administrativo é aquela que trata
de vício quanto
a) ao objeto, que eiva de nulidade o ato, pois são atos insanáveis, na
medida em que eventual correção do objeto para hipótese legalmente
prevista enseja a prática de ato distinto, não de convalidação.
b) à finalidade, que pode ser sanado, com a indicação de uma finalidade
válida, ainda que não seja aquela pretendida pela Administração.
c) à competência, que, em regra, não pode ser sanado, tendo em vista
que a divisão de atribuições e competências não admite delegação,
salvo expressa disposição em contrário.
d) à forma, que não pode ser sanado em razão do princípio da
formalidade que impera no processo administrativo e que se presta a
tutelar os direitos e garantias fundamentais dos administrados.
e) aos motivos, que podem ser sanados, desde que o resultado obtido
seja legalmente previsto, pois é possível conformar a motivação da
prática do ato para atingimento daquela finalidade.

13. (FCC/ Analista Judiciário - TRT - 9ª REGIÃO (PR)/2015) Os atos


emanados no exercício da função administrativa possuem atributos que
os distinguem dos demais atos jurídicos. Nesse sentido, a
Administração edita atos que constituem terceiros em obrigações,
independentemente da vontade destes. Referido atributo é chamado de
a) imperatividade, que após a constitucionalização do direito
administrativo, que mitigou o poder extroverso da Administração, exige
para produção de efeitos a participação do Poder Judiciário.
b) imperatividade, que não está presente em todos os atos emanados
pela Administração, mas apenas naqueles que impõem obrigações.

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c) autoexecutoriedade que está presente em todos os atos emanados


pela Administração, em razão do princípio da supremacia do interesse
público sobre o privado.
d) autoexecutoriedade, que não está presente em todos os atos
emanados pela Administração, mas apenas nos que conferem direitos
aos administrados, como, por exemplo, as licenças e autorizações.
e) presunção de legitimidade ou de veracidade, que encontra seu
fundamento último na submissão da Administração ao princípio da
legalidade, o qual autoriza a produção de efeitos sem a participação do
Poder Judiciário.

14. (FCC/Administrador- DPE-SP/2015) Acerca dos atos


administrativos, é correto afirmar:
a) Todos os atos válidos são necessariamente eficazes.
b) Os atos produzidos com vícios no elemento formal devem ser,
necessariamente, anulados.
c) Um ato pode ser perfeito e ao mesmo tempo inválido.
d) A autoexecutoriedade é atributo presente em todos os atos
administrativos.
e) Somente gozam de presunção de legitimidade os atos acusatórios da
Administração pública.

15. (FCC/ Técnico Judiciário –/TRE-AP/2015) Clodoaldo, servidor


público e chefe de determinada repartição pública, decidiu anular ato
administrativo, pois detectou vício em um de seus requisitos.
Esmeralda, atingida pela anulação do ato, questionou o ocorrido,
alegando ser hipótese de convalidação e não de anulação do ato
administrativo. Posteriormente, constatou-se que Esmeralda tinha
razão. No caso narrado, o ato administrativo em questão continha vício
de
a) objeto, por ser diverso do previsto na lei para o caso.
b) motivo, haja vista conter situação fática que não ocorreu.
c) finalidade, pois desviou-se da finalidade pública.
d) competência, pois não se tratava de competência outorgada com
exclusividade.

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e) forma, por ser indispensável à existência do aludido ato.

16. (FCC/Técnico Judiciário – TRE-AP/2015) Considere a seguinte


situação hipotética: o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá emitiu
certidão a Ariovaldo, atestando a inexistência de registro de inscrição
(título de eleitor) em nome do interessado perante a Justiça Eleitoral.
No dia seguinte à emissão da certidão e antes de entregá-la a
Ariovaldo, o Tribunal decidiu revogá-la por razões de conveniência e
oportunidade. No caso narrado, a revogação
a) é possível, desde que o Tribunal tenha constatado algum equívoco
na citada certidão.
b) é possível, mas deve ser feita pelo Judiciário e não pelo próprio
Tribunal Regional Eleitoral.
c) é possível, por ter ocorrido antes que a certidão produzisse seus
efeitos.
d) não é possível, pois a certidão já produziu seus efeitos.
e) não é possível, pois a certidão é ato administrativo que não
comporta revogação.

17. (FCC/ Analista Judiciário - TRE-AP/2015) Joelma, servidora pública


do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, praticou ato administrativo
com vício de motivo. Francisco, particular e atingido pelo ato, pleiteou
sua anulação perante o Poder Judiciário. No caso narrado, é
a) cabível a convalidação do ato, que pode ser feita pela própria
Administração pública ou pelo Poder Judiciário.
b) vedada a anulação pelo Judiciário, vez que o motivo circunda-se na
esfera da discricionariedade do ato, cabendo apenas à Administração
pública anulá-lo.
c) vedada a anulação, já que o vício de motivo comporta a revogação do
ato administrativo, por se tratar de mérito do ato (razões de
conveniência e oportunidade).
d) cabível a anulação, que pode ser feita pelo Poder Judiciário, ou pela
própria Administração pública.
e) cabível a convalidação do ato, que pode ser feita apenas pela
Administração pública.

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18. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SE/2015) Considere as seguintes


assertivas concernentes ao instituto da convalidação:
I. Na convalidação é suprido vício existente em um ato ilegal, com
efeitos retroativos à data em que este foi praticado.
II. Não se admite, ainda que excepcionalmente, que a convalidação
seja feita pelo administrado.
III. Em situações excepcionais, admite-se a convalidação de ato
administrativo com vício de motivo.
Está correto o que se afirma em
a) II e III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II, apenas.
d) I, apenas.
e) I, II e III.

19. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SE/2015) Bernardo, chefe de


determinada repartição pública, concedeu licença ao seu subordinado,
o servidor Joaquim, pelo período de um mês. Transcorrido tal período,
Bernardo decidiu revogar o aludido ato administrativo por razões de
conveniência e oportunidade. No caso narrado, a revogação
a) não é possível, em razão da incompetência de Bernardo.
b) é possível, desde que seja com efeitos ex nunc.
c) não é possível, tendo em vista que ela não retroage.
d) é possível, desde que seja com efeitos ex tunc.
e) é possível, desde que seja motivada por ilegalidade no ato de licença

20. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SE/2015) Considere as seguintes


assertivas:
I. O ato administrativo com vício de finalidade admite convalidação.
II. A finalidade corresponde ao efeito mediato que o ato produz.
III. O ato administrativo com vício de finalidade comporta revogação.

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IV. Há vício de finalidade quando o ato desvia-se da finalidade pública


ou, ainda, quando praticado com finalidade diversa da prevista em lei
para o caso.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) III.
b) I e III.
c) I, II e IV.
d) I.
e) II e IV.

21. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-SE/2015) A revogação dos atos


administrativos
a) destina-se a atos válidos.
b) atinge atos discricionários e vinculados.
c) compete ao administrador público e ao Judiciário.
d) é ato discricionário, podendo, excepcionalmente, classificar-se como
ato vinculado.
e) tem efeitos retroativos.

22. (FCC/Juiz do Trabalho - TRT - 15ª Região/2015) Considere que


tenha sido incluída entre as ações prioritárias de governo a construção
de uma estrada vicinal, tendo constado expressamente da motivação do
ato administrativo consistente na autorização para a abertura do
correspondente procedimento licitatório a relevância da obra em
questão para o escoamento da produção agrícola da região. A decisão
administrativa foi objeto de questionamento na via judicial, pleiteando-
se a nulidade do ato com base na teoria dos motivos determinantes.
Neste caso, a pretensão deduzida
a) é descabida, eis que a teoria dos motivos determinantes somente é
aplicável na esfera administrativa, autorizando a revogação do ato por
motivos de conveniência e oportunidade.
b) não poderá ser acolhida, vez que a teoria dos motivos determinantes
diz respeito a atos vinculados, autorizando a declaração de nulidade
por vício de legalidade.
c) é cabível, mesmo em se tratando de ato discricionário, desde que
comprovado desvio de finalidade.

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d) não encontra respaldo no ordenamento jurídico brasileiro, que não


acolhe, em nenhuma hipótese, a análise dos motivos que fundamentam
a prática do ato administrativo.
e) é cabível, se comprovada a inexistência ou falsidade das razões de
fato declaradas pela Administração para justificar a prática do ato.

23. (FCC/Juiz do Trabalho -TRT - 15ª Região/2015) Vários critérios e


abordagens são utilizados pela doutrina para a classificação dos atos
administrativos, ensejando classificações em função das prerrogativas
com as quais atua a Administração; de acordo com a formação de
vontade para a prática do ato; de acordo com os destinatários; quanto
aos efeitos, entre outros. Considerando tais acepções, a certidão
expedida por uma autoridade administrativa constitui exemplo de ato
administrativo
a) enunciativo, que atesta ou reconhece determinada situação de fato
ou de direito.
b) constitutivo, que confere ao administrado condição específica
perante a Administração.
c) de império, sendo expressão do poder extroverso da Administração.
d) discricionário, configurando manifestação de conveniência e
oportunidade da Administração.
e) normativo, com base nas competências ou atribuições conferidas
pelo ordenamento jurídico à autoridade que o expediu.

24. (FCC/ Analista Previdenciário – MANAUSPREV/2015) A


Administração pública pode editar atos administrativos vinculados ou
discricionários, em qualquer dos casos com base no que autorizar a
legislação vigente, o que pode ser apontado como uma semelhança. De
outro lado, aqueles atos se distinguem, dentre outras razões, porque
a) os atos vinculados não dependem da existência de motivo ou
motivação para serem editados, já que todos os aspectos constam da
lei que o autorizou, enquanto que para os atos discricionários é
indispensável.
b) os atos discricionários permitem sempre convalidação, enquanto que
os atos vinculados devem seguir estritamente o que constar da lei.

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c) os atos vinculados permitem ao administrador exame de escolha


estritamente no que se refere à finalidade, enquanto que os atos
discricionários ensejam essa opção em todos os seus aspectos.
d) somente os atos vinculados permitem autoexecutoriedade das
decisões da Administração, pois os atos vinculados dependem de
atuação judicial.
e) os atos discricionários possuem menor espectro de sujeição a
controle judicial, preservando seu mérito da ingerência externa,
enquanto que os atos vinculados permitem maior controle do
Judiciário, visto que ensejam essencialmente exame de conformidade à
lei.

25. (FCC/Analista Judiciário - TRT - 4ª REGIÃO (RS)/2015) Os atos


administrativos gozam de presunção de legitimidade e veracidade, o
que não impede, contudo, que a Administração, utilizando-se de seu
poder de revisão dos próprios atos, proceda à anulação ou revogação
dos mesmos, com variada margem de liberdade de decisão. No caso dos
atos passíveis de revogação existe, no mais das vezes, maior grau de
discricionariedade, sem que se prescinda de consistente motivação e
interesse público para a tomada de decisão. No caso de vícios que
ensejam a anulação, a Administração pública possui, em regra, menor
discricionariedade, o que não lhe dispensa da observância de certas
formalidades e garantias para proferir a decisão final. Dentre essas
limitações ou formalidades a que está adstrita a Administração pública
para a anulação de seus atos administrativos, destaca-se a
a) obrigatoriedade de submissão à prévia decisão judicial para
anulação de atos administrativos dos quais já tenham decorridos
efeitos concretos e que venham a representar possível diminuição
patrimonial para o administrado.
b) necessidade de comunicação de servidores ativos ou inativos sobre
redução de remuneração levada à efeito em seus vencimentos,
decorrente da alteração da forma de cálculo de gratificação, não sendo
obrigatório prévia garantia de contraditório e ampla defesa, em face da
indisponibilidade e da supremacia do interesse público.
c) possibilidade de anulação de atos administrativos cujos efeitos se
exauriram, instaurando-se, contudo, processo administrativo para
reconstituição do status quo ante, com observância de contraditório e

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ampla defesa para o caso de haver impacto financeiro para o


administrado.
d) necessidade de instauração de processo administrativo para as
hipóteses de anulação de ato administrativo que tenha repercutido na
esfera de interesses individuais, para que o administrado possa exercer
a garantia do contraditório e da ampla defesa.
e) submissão obrigatória do processo anulatório à prévia manifestação
do Tribunal de Contas competente, como órgão externo de controle do
Executivo, que tutelará os interesses do administrado para que esse
tenha preservados seus direitos.

26. (FCC/ Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal - TRT


- 4ª REGIÃO (RS)/2015) “Determinado Município licitou a contratação
de obras de construção de ciclovias integradas ao sistema viário
existente. O processo de licitação tramitou regularmente, mas antes da
formalização do contrato, a Administração revisou os planos e projetos
para aquele ano e concluiu que a receita estimada não seria
concretizada, de modo que seria necessário optar entre a construção de
duas unidades hospitalares e as obras para construção da ciclovia.
Ponderadas as razões e os aspectos técnicos, entendeu a Administração
por manter o projeto das unidades hospitalares. “
Diante do cenário posto acima, considerando que o processo de
contratação da ciclovia estava tramitando regularmente, nos termos da
lei, a Administração, independentemente da fase do processo de
licitação, que para a presente análise deve ser considerada somente
como ato administrativo, para que esta teoria seja aplicada,
a) deve anular o ato, tendo em vista que há vício em relação ao objeto,
na medida em que não havia fundamento legal para a contratação
pretendida.
b) pode revogar o ato, por razões de oportunidade e conveniência
fundadas no interesse público, retroagindo seus efeitos para o início do
processo, deixando o ato revogado de produzir qualquer efeito.
c) pode revogar o ato, demonstradas as razões de interesse público que
nortearam o juízo discricionário, não havendo efeitos retroativos, uma
vez que não estavam presentes vícios de legalidade.

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d) pode anular o ato a qualquer tempo, tendo em vista que a


Administração pública está a agir de boa-fé, critério relevante para
indicar o cabimento de indenização em favor do administrado.
e) deve revogar o ato, tendo em vista que tanto a anulação quanto a
revogação são poderes-deveres da Administração pública, que não
pode deles dispor, permitindo que um ato viciado continue a produzir
efeitos.

27. (FCC/ Analista Judiciário – Administrativa-TRT - 4ª REGIÃO


(RS)/2015) Considere que determinada autoridade pública tenha
concedido licença para funcionamento de um estabelecimento
comercial sem, contudo, atentar para o fato de que não estavam
presentes os requisitos legais para a concessão. Referido ato é passível
de
a) revogação pela mesma autoridade que o praticou, indicando o vício
de legalidade incorrido.
b) anulação pela própria Administração, com base no princípio da
autotutela ou pelo Poder Judiciário mediante provocação.
c) anulação pela autoridade superior àquela que praticou o ato, com
base no poder de polícia administrativa.
d) revogação, pela via judicial, por ofensa aos princípios básicos da
Administração pública.
e) anulação, pela própria Administração, com base no princípio da
discricionariedade administrativa.

28. (FCC/Defensor Público-DPE-MA/2015) No que tange à competência


para revogar atos administrativos, é correto afirmar que
a) a revogação de atos que se sabem eivados de nulidade é possível,
desde que devidamente motivada por razões de interesse público.
b) a competência para revogar é sempre delegável.
c) atos já exauridos podem ser revogados, desde seja expressamente
atribuído efeito retroativo ao ato revocatório.
d) atos ineficazes, porque ainda não implementada condição
deflagradora de sua eficácia, estão sujeitos à revogação.

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e) é possível revogar atos vinculados, desde que sua edição seja de


competência autoridade que editará o ato revocatório.

29. (FCC/ Analista Ministerial – MPE-PB/2015) Considere as seguintes


situações hipotéticas envolvendo três Analistas do Ministério Público da
Paraíba:
I. João emite certidão a administrado;
II. Júlio emite parecer em determinado processo administrativo;
III. Clara fornece atestado a administrado.
A propósito do atributo da imperatividade dos atos administrativos,
a) nenhum dos atos é munido de tal atributo.
b) apenas o ato de João é munido de tal atributo.
c) apenas o ato de Júlio é munido de tal atributo.
d) apenas o ato de Clara é munido de tal atributo.
e) todos os atos são munidos de tal atributo.

30. (FCC/Analista Ministerial – MPE-PB/2015) A Administração pública


concedeu autorização para porte de arma a servidor do Ministério
Público do Estado da Paraíba. Cumpre salientar, no entanto, que o ato
administrativo foi fundamentado em motivo falso. Nesse caso, a
autorização em questão
a) será necessariamente válida, haja vista a presunção de veracidade
dos atos da Administração pública.
b) pode ser válida, dependendo do motivo alegado.
c) será nula, em razão do vício de motivo.
d) pode ser válida, dependendo da finalidade pública atingida.
e) será anulável, em razão de vício de motivo e objeto.

31. (FCC/Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Manoel, servidor público


estadual, praticou o ato administrativo denominado visto, de modo a
controlar ato do administrado Francisco, aferindo sua legitimidade
formal e, assim, dando-lhe exequibilidade. O visto corresponde a ato
administrativo

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a) enunciativo.
b) normativo.
c) ordinatório.
d) negocial.
e) punitivo.

32. (FCC/Técnico Judiciário - TRT - 3ª Região (MG)/2015) Marlon,


chefe de determinada repartição pública, ao aplicar penalidade ao
servidor Milton, equivocou-se, e aplicou pena de advertência, ao invés
da pena de suspensão. No caso narrado, há
a) mera irregularidade, inexistindo qualquer vício no ato
administrativo.
b) vício relativo ao objeto do ato administrativo.
c) vício de finalidade do ato administrativo.
d) vício de motivo do ato administrativo.
e) vício relativo à forma do ato administrativo.

33. (FCC/Técnico Judiciário - TRT - 3ª Região (MG)/2015) José,


servidor público federal e chefe de determinado setor, emitiu ofício aos
seus subordinados, em caráter oficial, contendo matéria administrativa
pertinente à organização dos trabalhos. O ato administrativo em
questão classifica-se como
a) ordinatório.
b) enunciativo.
c) normativo.
d) negocial.
e) punitivo.

34. (FCC/Analista Judiciário - TRT 3ª Região (MG)/2015) Dentre os


requisitos de validade do ato administrativo, alguns são de cunho geral,
facilmente identificáveis em todos os atos, outros nem tanto. A
identificação de vícios nos elementos do ato administrativo pode
ensejar diferentes consequências, pois há ilegalidades insuperáveis. A
motivação do ato administrativo, por sua vez,

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a) constitui indispensável elemento do ato administrativo, pois se


consubstancia nos fatos que ensejaram a prática do ato, representando
verdadeira expressão dos princípios do contraditório e da ampla defesa,
sendo obrigatória em todos os atos administrativos, em maior ou
menor extensão.
b) distingue-se do motivo, embora com ele esteja relacionada, pois
consiste na explicitação do motivo − pressuposto fático − e dos
fundamentos da prática do ato, mas não constitui elemento do ato
administrativo.
c) é exigível somente quando houver disposição expressa de lei,
interferência direta na esfera de direitos dos administrados e quando se
tratar da edição de atos administrativos decorrentes do poder
normativo e regulamentar da Administração.
d) prepondera sobre o vício quanto ao motivo, tanto de inexistência,
quanto de inadequação, sempre que a finalidade do ato, de interesse
público, for atingida, independentemente de não ser o resultado
pretendido com aquele ato.
e) tanto quanto a finalidade, enquadram-se como elementos
discricionários do ato administrativo, porque cabe ao administrador
atender genericamente a finalidade de interesse público e explicitar as
razões que o levaram a tal, ainda que não seja exatamente o caminho e
o resultado previstos na lei.

35. (FCC/Analista de Controle Externo - TCE-CE/2015) Laerte decidiu


construir, sem a devida licença ou alvará de construção, um pequeno
armazém em seu terreno. Os moradores do bairro passaram a comprar
no novo estabelecimento. A Administração pública municipal precisa
ingressar em juízo para que o proprietário seja notificado a demolir o
que construiu?
a) Sim, porque o direito de propriedade deve ser respeitado, uma vez
que a construção cumpre sua função social.
b) Não, porque os atos administrativos são dotados de legitimidade,
imperatividade e exigibilidade.
c) Não, porque os atos da Administração pública são dotados de
revogabilidade, executoriedade e legitimidade.
d) Sim, porque nenhuma lesão ou ameaça a direito será excluída da
apreciação do Poder Judiciário.

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e) Sim, porque ninguém é obrigado a desfazer aquilo que realizou em


prol de um interesse social.

36. (FCC/Auditor - TCE-CE/2015) A Secretaria Estadual de Cultura


instituiu um programa voltado a crianças estudantes da rede pública,
consistente em visitas guiadas a museus e concertos. Ocorre que, no
decorrer do ano, em face do redirecionamento de recursos
orçamentários para outras áreas que o Estado entendeu prioritárias,
descontinuou as atividades programadas mediante o encerramento do
programa, denunciando o convênio entre a Secretarias estaduais
envolvidas, de Cultura e de Educação, e entidades do setor privado.
Estas últimas, em face dos compromissos assumidos em razão do
convênio, questionaram a legalidade da postura adotada. A atuação da
Administração pública na situação narrada,
a) não encontra respaldo nos princípios aplicáveis à Administração
pública, eis que o ato em questão somente poderia ser revogado por
vício de legalidade.
b) decorre do poder de tutela inerente à atividade administrativa, que
permite a revisão ex officio de seus atos por razões de legalidade.
c) fundamenta-se no poder hierárquico, pressupondo a anulação de
atos praticados por autoridades subordinadas, por razões de mérito.
d) é expressão do princípio da mutabilidade dos atos administrativos, a
qual, contudo, encontra seus limites nas expectativas de direito por
estes geradas.
e) traduz a discricionariedade dos atos administrativos, que permitem a
sua revogação com base em razões de conveniência e oportunidade.

37. (FCC/ Analista Previdenciário – MANAUSPREV/2015) A


Administração pública atua por meio da edição de atos administrativos,
de diferentes espécies e conteúdos, que se relacionam. Essa relação é
válida e condizente com o ordenamento jurídico, por exemplo, no caso
a) dos pareceres, que têm natureza vinculada e veiculam atos de
polícia.
b) dos despachos, que veiculam decisões de natureza declaratório-
vinculadas, tais como as autorizações e admissões.

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c) dos decretos regulamentares, que veiculam atos de qualquer


natureza, como licenças ou autorizações.
d) dos alvarás, que podem veicular atos de natureza vinculada, tais
como as licenças.
e) das certidões, atos discricionários que veiculam decisões e
despachos.

38. (FCC/ Analista Judiciário - TRE-RR/2015) Henrique, servidor


público e chefe de determinada repartição pública, publicou portaria na
qual foram expedidas determinações especiais a seus subordinados. No
que concerne à classificação dos atos administrativos, a portaria
constitui ato administrativo
a) ordinatório.
b) negocial.
c) punitivo.
d) normativo.
e) enunciativo

39. (FCC/ Analista Judiciário - TRE-RR/2015) Paola, servidora pública


estadual, praticou ato administrativo com vício em seu motivo
(indicação de motivo falso). Carlos, particular interessado no aludido
ato, ao constatar o vício, requereu a aplicação da teoria dos motivos
determinantes, sendo seu pleito prontamente acolhido pela
Administração pública. Nesse caso, o ato administrativo praticado por
Paola
a) poderá ser convalidado por outro ato administrativo.
b) será válido, independentemente do vício narrado, haja vista o direito
adquirido e o ato jurídico perfeito.
c) será nulo.
d) poderá ser convalidado pelo mesmo ato administrativo.
e) será válido, desde que corrigido integralmente o vício.

40. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-RR/2015) Considere os seguintes


atos administrativos:

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I. Ato administrativo discricionário.


II. Ato Administrativo vinculado.
III. Ato administrativo com vício de forma.
IV. O mero ato administrativo, como, por exemplo, a certidão.
Pode ser objeto de anulação, quando eivado de vício de legalidade, o
descrito em:
a) II, apenas.
b) III, apenas.
c) I, II, III e IV.
d) II e IV, apenas.
e) I, II e III, apenas.

41. (FCC/Técnico Judiciário - TRE-RR/2015) Considere duas situações


hipotéticas: O Prefeito de Boa Vista praticou ato administrativo de
competência exclusiva da Presidente da República. Josefina, servidora
pública, demitiu o também servidor público José por ser seu desafeto,
inexistindo qualquer falta grave que justificasse a punição. A propósito
da validade dos atos administrativos narrados,
a) ambos os atos são nulos, existindo, no primeiro, vício de
competência e, no segundo, vício de objeto.
b) apenas o segundo ato é nulo.
c) ambos os atos são nulos, existindo, no primeiro, vício de
competência e, no segundo, vício relativo à finalidade.
d) ambos os atos são válidos.
e) apenas o primeiro ato é nulo.

42. (FCC/ Técnico Judiciário - Área Administrativa - TRE-RR/2015)


Jonas, servidor público, revogou ato administrativo que já havia
exaurido seus efeitos. No mesmo dia, anulou ato administrativo que,
embora válido, era inoportuno ao interesse público. Sobre o tema,
a) incorretas as condutas, pois não é válido na mesma data utilizar-se
de ambos os institutos.

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b) incorretas ambas as condutas, haja vista a inexistência dos


requisitos legais para a adoção dos citados institutos.
c) corretas a revogação e a anulação.
d) correta apenas a anulação.
e) correta apenas a revogação.

43. (FCC/Técnico - CNMP/2015) Ato administrativo é:


a) realização material da Administração em cumprimento de alguma
decisão administrativa.
b) sinônimo de fato administrativo.
c) manifestação bilateral de poder da Administração pública que,
agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar,
transferir, modificar, extinguir, declarar direitos e impor obrigações aos
administrados.
d) manifestação unilateral de vontade da Administração pública que
visa impor obrigações aos administrados ou a si própria ou alguma
realização material em cumprimento a uma decisão de si própria.
e) manifestação unilateral de vontade da Administração pública que,
agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar,
transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações
aos administrados ou a si própria.

44. (FCC/Auditor - TCM-GO/2015) É certo que a Administração se


manifesta por meio de atos administrativos. No que concerne ao
desfazimento dos atos administrativos e seus efeitos, é correto afirmar
que:

a) Em razão do princípio da inafastabilidade da jurisdição, o Poder


Judiciário pode anular os atos administrativos ilegais e revogar, a
qualquer tempo, os atos administrativos inoportunos, operando, nesse
último caso, automático retorno da situação jurídica ao status quo ante.
b) A Administração pode revogar os atos administrativos por razão de
conveniência e oportunidade e anular os atos eivados de vício de
legalidade, no entanto, no primeiro caso, deve recorrer ao judiciário,
porque não incide, na espécie, a autotutela.

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c) Pode ocorrer por atuação da própria Administração, na hipótese de


estar presente vício de legalidade, não sendo possível à Administração,
no entanto, desfazer seus próprios atos por motivos de conveniência e
oportunidade, em razão do princípio da segurança jurídica.
d) Pode ocorrer por atuação da própria administração, a qualquer
tempo, por motivo de legalidade, independentemente de terem, os
atos, produzido efeitos favoráveis aos destinatários, sendo que a
invalidação, nesse caso, produzirá efeitos ex tunc.
e) Quando presente vício de legalidade, a Administração tem o dever de
anular o ato administrativo, dever este que encontra limite, sempre
que, nos termos da lei, tenha transcorrido prazo razoável e dos atos
decorram efeitos favoráveis para destinatários de boa-fé.

45. (FCC/Procurador do Ministério Público de Contas-TCM-GO/2015)


Sabe-se que a Administração pública tem a prerrogativa de rever seus
próprios atos quando eivados de vícios. Lhe é autorizado, ainda, rever
seus atos sob o prisma da conveniência e oportunidade, o que é
balizado por limites. Nesse sentido,
a) a anulação do ato administrativo discricionário demanda
demonstração de vantajosidade, não de mera conveniência e
oportunidade atrelados a interesse público em sentido amplo, na
medida em que é da sua natureza que existam opções para a
Administração escolher.
b) a anulação dos atos administrativos demanda a instauração de
processo administrativo para comprovação da reversibilidade dos
efeitos já produzidos, enquanto que a revogação prescinde dessa
formalização, na medida em que reside no campo da discricionariedade.
c) os atos administrativos discricionários podem ser anulados quando
sobrevier fato novo que demonstre ser essa a conduta mais benéfica ao
interesse público.
d) se o ato administrativo que se pretende revogar já tiver produzido
seus efeitos, é necessária medida judicial para desfazimento.
e) a edição de determinado ato poderia ensejar limite ao poder de
revogação, mas caso os direitos que dele decorreriam sejam passíveis
de conversão em indenização, ficaria superado o impedimento.

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46. (FCC/Procurador do Ministério Público de Contas/TCM-GO/2015)


Existência, validade e eficácia do ato administrativo são conceitos
correlatos, porém distintos. Esses aspectos interagem e se relacionam
na análise casuística dos atos administrativos, sendo, contudo, correto
afirmar que a
a) edição de um ato administrativo apócrifo o predica como inválido,
mas pode produzir efeitos jurídicos caso se demonstre que havia firme
propósito em praticá-lo
b) eficácia não é relevante para fins de análise da estrutura do ato
administrativo, tendo em vista que a análise da produção de efeitos é
prescindível para exame dos direitos que decorrem para os
administrados.
c) validade do ato jurídico pode ser aferida no momento de seu
aperfeiçoamento, ou seja, quando é produzido, muito embora
alterações normativas posteriores convidem a sucessivas reanálises
sobre a validade dos atos cuja produção de efeitos se perpetua no
tempo.
d) existência é pressuposto dos demais aspectos, na medida em que é
ela que atesta a conformidade do ato ao ordenamento jurídico em
vigor.
e) eficácia precede o exame de validade, posto que somente pode ser
válido o ato que está apto a produzir efeitos.

47. (FCC/Juiz do Trabalho - TRT - 6ª Região (PE)/2015) O Diretor de


uma escola da rede pública, com base em juízo de conveniência e
oportunidade, concedeu autorização a uma entidade privada para
utilizar salas de aula durante os finais de semana, para oferecer aos
pais dos alunos e à população em geral serviços de orientação
profissional. Como pressupostos declarados pelo Diretor no ato de
edição da referida autorização, constou, com destaque, a ampla
experiência da entidade privada no referido mister, com apresentação
de dados que evidenciavam o sucesso dos programas por ela
implementados. Posteriormente, restou comprovado que os referidos
pressupostos eram falsos, o que levou ao questionamento acerca da
validade da autorização concedida. Na situação narrada, o ato praticado
pelo Diretor

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a) somente poderá ser invalidado, com base na Teoria dos Motivos


Determinantes, se comprovada a insubsistência de pressupostos de
direito para a sua edição.
b) é considerado válido, por ser de natureza discricionária e prescindir
de motivação fática, podendo, contudo, ser revogado de acordo com
novo juízo de conveniência e oportunidade.
c) deve ser considerado inválido, em face da ausência de
correspondência entre a realidade e os motivos de fato indicados para a
sua edição
d) não pode ser invalidado, eis que a Teoria dos Motivos determinantes
se aplica a atos vinculados, exclusivamente.
e) pode ser anulado, pela própria autoridade que o praticou ou por
superior hierárquico, mediante novo juízo de conveniência e
oportunidade.

48. (FCC/Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Considere a seguinte


situação hipotética: Determinado órgão público do Estado da Paraíba
nomeia Marcílio para cargo público inexistente. Nesse caso, o ato
administrativo de nomeação apresenta vício de
a) motivo
b) forma.
c) competência.
d) objeto.
e) mérito.

49. (FCC/ Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Considere duas situações


distintas:
I. José, servidor público estadual e responsável pela condução de
determinado processo administrativo, aplicou pena de advertência a
servidor quando cabível a pena de suspensão.
II. Josefina, servidora pública estadual, revogou ato de permissão de
uso, sob o fundamento de que a Administração pública necessitava
daquele bem público; no entanto, a seguir, permitiu o uso do mesmo
bem a terceira pessoa.
As situações narradas apresentam vício de

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a) motivo e objeto, respectivamente.


b) objeto e motivo, respectivamente.
c) motivo em ambos os casos.
d) forma e finalidade, respectivamente.
e) objeto e sujeito, respectivamente.

50. (FCC/ Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Pietra, servidora pública,


apostilou determinado tema, apenas reconhecendo a existência de
direito criado por norma legal. No que concerne às espécies de atos
administrativos, a apostila citada corresponde a ato administrativo
a) ordinatório.
b) normativo.
c) negocial.
d) punitivo.
e) enunciativo.

51. (FCC/Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Lírio, Técnico do


Ministério Público do Estado da Paraíba, praticou ato administrativo
com vício de motivo. Logo após a prática do ato, constatou o vício nele
presente e revogou-o com efeitos ex tunc. A propósito dos fatos,
a) o administrador público não pode revogar o ato, dependendo sempre
do Poder Judiciário para tanto.
b) o ato administrativo, com vício de motivo, não pode ser extirpado do
universo jurídico com efeitos ex tunc.
c) o vício de motivo admite a revogação do ato administrativo.
d) a revogação sempre ocorre com efeitos ex tunc.
e) não é cabível a revogação.

52. (FCC/Técnico Ministerial - MPE-PB/2015) Cindy, Técnica do


Ministério Público do Estado da Paraíba, praticou determinado ato
administrativo. Dias depois, foi procurada pelo particular Nuno, que
comprovou ter o ato vício de finalidade, haja vista ter se distanciado da
finalidade pública. Nesse caso, Cindy

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a) deve anular o ato, que também pode ser anulado pelo Poder
Judiciário.
b) deve revogar o ato.
c) deve manter o ato no mundo jurídico.
d) deve comunicar o ocorrido ao seu superior hierárquico e, apenas
este último, é que deverá revogar o ato.
e) pode optar por anular ou manter o ato administrativo no mundo
jurídico.

53. (FCC/Técnico Judiciário – TRT 9ª Região/2013) A respeito dos atos


administrativos, é correto afirmar que
a) o mérito do ato administrativo corresponde ao juízo de conveniência
e oportunidade presente nos atos discricionários.
b) os atos vinculados comportam juízo de conveniência e oportunidade
pela Administração, que pode revogá-los a qualquer tempo.
c) os atos discricionários não são passíveis de revogação pela
Administração, salvo por vício de legalidade.
d) a discricionariedade corresponde ao juízo de conveniência e
oportunidade presente nos atos vinculados.
e) os atos vinculados são passíveis de anulação pela Administração, de
acordo com juízo de conveniência e oportunidade.

54. (FCC/Juiz Substituto – TJ PE/2013) Considere a seguinte afirmação


quanto a um ato administrativo:

“Nada impede a autoridade competente para a prática de um ato de


motivá-lo mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório
conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia. Indiferente
que o parecer a que se remete a decisão também se reporte a outro
parecer: o que importa é que haja a motivação eficiente, controlável a
posteriori.”

Tal afirmação, no contexto do Direito brasileiro, é


a) correta, pois motivar ou não, em todo caso, é faculdade
discricionária da autoridade administrativa.
b) equivocada, pois a Lei Federal sobre processo administrativo veda
que pareceres sejam invocados como motivos suficientes para a prática
de atos.
c) equivocada, pois a Constituição Federal exige a motivação como
elemento a constar textualmente dos atos administrativos.
d) correta, compreendendo a motivação como elemento necessário ao
controle do ato administrativo, porém sem exageros de mera
formalidade.

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e) equivocada, pois a Lei Federal sobre processo administrativo exige


que todo ato administrativo seja motivado pela autoridade que o edita.

55. (FCC/Promotor de Justiça – MPE AL/2013) Permissionário de


cantina localizada em estádio municipal obteve autorização do
Município para venda de bebidas alcoólicas no seu estabelecimento.
Todavia, sobreveio lei estadual proibindo a venda e o consumo de
bebidas alcoólicas nos estádios de futebol localizados em território
estadual. Dessa nova circunstância decorrerá a
a) anulação da autorização.
b) revogação da autorização.
c) superação da autorização.
d) caducidade da autorização.
e) cassação da autorização.

56. (FCC/Analista Judiciário TRT 1ª Região/2013) Dentre outras


hipóteses, constitui barreira à convalidação do ato administrativo:
a) pequena irregularidade constante do ato administrativo, que não
comprometa sua compreensão, como por exemplo, singelo erro de
grafia.
b) vício no elemento "forma" do ato administrativo, que não seja
essencial à validade do ato.
c) a impugnação de qualquer administrado, inclusive do que não for
interessado no ato viciado.
d) o decurso do tempo, isto é, a ocorrência da prescrição.
e) vício sanável em determinado ato administrativo, como por exemplo,
vício de competência, quando não outorgada com exclusividade.

57. (FCC/Juiz do Trabalho – TRT 18ª Região/2012) No que diz respeito


ao controle judicial dos atos administrativos, é correto afirmar que,
com base na Teoria dos Motivos Determinantes, o Poder Judiciário
a) não pode invalidar atos administrativos discricionários, salvo quando
identificado desvio de finalidade.
b) não pode invalidar ato administrativo por vício de legalidade, quando
presentes razões de conveniência e oportunidade que justifiquem a sua
edição.
c) pode invalidar atos administrativos cuja motivação tenha se tornado
insubsistente, alterando, assim, o juízo de conveniência e
oportunidade.
d) pode invalidar ato administrativo discricionário, quando identificada
inexistência ou falsidade do motivo.
e) somente pode invalidar os atos administrativos vinculados se
identificada não correspondência entre as condições fáticas e os
requisitos legais para sua edição.

58. (FCC/Auditor Fiscal – Município de São Paulo/2012) O Município


constatou, após transcorrido grande lapso temporal, que concedera

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subsídio a empresa que não preenchia os requisitos legais para a


obtenção do benefício. Diante de tal constatação, a autoridade
a) poderá revogar o ato concessório, utilizando a prerrogativa de rever
os próprios atos de acordo com critérios de conveniência e
oportunidade.
b) deverá anular o ato, desde que não transcorrido o prazo decadencial,
com efeitos retroativos à data em que o ato foi emitido.
c) poderá anular o ato, com base em seu poder de autotutela, com
efeitos a partir da anulação.
d) não poderá revogar ou anular o ato, em face da preclusão
administrativa, devendo buscar a invalidade pela via judicial, desde que
não decorrido o prazo decadencial.
e) deverá convalidar o ato, por razões de interesse público e para
preservação do direito adquirido, exceto se decorrido o prazo
decadencial.

59. (FCC/Analista de Controle Externo – TCE AM/2012) O ato


administrativo vinculado
a) pode ser objeto de controle judicial, quanto aos aspectos de
legalidade, conveniência e oportunidade.
b) pode ser revogado pela Administração, por razões de conveniência e
oportunidade, ressalvados os direitos adquiridos e assegurada a
apreciação judicial.
c) possui todos os elementos definidos em lei e pode ser objeto de
controle de legalidade pelo Judiciário e pela própria Administração.
d) possui objeto, competência e finalidade definidos em lei, cabendo à
Administração a avaliação dos aspectos de conveniência e oportunidade
para sua edição.
e) pode ser objeto de controle pelo Poder Judiciário em relação aos
elementos definidos em lei, constituindo prerrogativa exclusiva da
Administração a sua revogação por razões de conveniência e
oportunidade.

60. (FCC/Analista de Controle Externo – TCE AP/2012) Em relação a


seus próprios atos, a Administração
a) pode anular os atos eivados de vício de legalidade, a qualquer
tempo, vedada a repercussão patrimonial para período anterior à
anulação.
b) pode anulá-los, apenas quando eivados de vício quanto à
competência e revogá-los quando identificado desvio de poder ou de
finalidade.
c) pode anulá-los, por razões de conveniência e opor- tunidade,
observado o prazo prescricional.
d) não pode anular os atos que gerem direitos para terceiros, exceto se
comprovado fato superveniente ou circunstância não conhecida no
momento de sua edição.

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e) pode revogá-los, por razões de conveniência e oportunidade,


preservados os direitos adquiridos.

61. (FCC/Analista Judiciário TRT 23ª Região/2012) No que se refere à


anulação, revogação e convalidação do ato administrativo pela
Administração Pública, é correto afirmar que
a) o ato administrativo produzido com vício relativo à finalidade é
passível de convalidação pela Administração.
b) a revogação do ato administrativo é o ato discricionário pelo qual a
Administração extingue um ato inválido, por razões de conveniência e
oportunidade.
c) a anulação do ato administrativo é o desfazimento do ato
administrativo por razões de ilegalidade.
d) a convalidação é o ato administrativo pelo qual é suprido vício
existente em um ato ilegal, produzindo efeitos ex nunc.
e) a revogação do ato administrativo poderá atingir os atos
discricionários, bem como aqueles que já exauriram seus efeitos.

62. (FCC/Técnico Judiciário TRT 8ª Região/2012) A competência


administrativa, em regra, enquanto requisito do ato administrativo,
a) decorre da lei.
b) é prorrogável, pela vontade dos interessados.
c) não pode ser avocada.
d) é indelegável.
e) é transferível.

63. (FCC/Técnico Judiciário TRT 8ª Região/2012) O revestimento


exterior do ato administrativo, necessário à sua perfeição, é requisito
conhecido como
a) objeto.
b) forma.
c) finalidade.
d) motivo.
e) mérito.

GABARITO

01.A 02.E 03.C 04.E 05.D 06.C 07.D 08.D

09.C 10.D 11.B 12.A 13.B 14.C 15.D 16.E

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17.D 18.D 19.C 20.E 21.A 22.E 23.A 24.E

25.D 26.C 27.B 28.D 29.A 30.C 31.D 32.B

33.A 34.B 35.B 36.E 37.D 38.A 39.C 40.C

41.C 42.B 43.E 44.E 45.E 46.C 47.C 48.D

49.B 50.E 51.E 52.A 53.A 54.D 55.D 56.D

57.D 58.B 59.C 60.E 61.C 62.A 63.B

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