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ESTUDOS NO BREVE CATECISMO DE

LEONARD T. VAN HORN


Este comentário do Breve Catecismo do Dr. Leonard T. Van Horn é mais uma obra doutrinária que vem
numa ocasião certa. Há muito que a igreja brasileira perdeu de vista o significado do que é ser um
verdadeiro cristão, um verdadeiro evangélico. Mas está fortemente influenciada pelo sincretismo
religioso, fruto do pluralismo doutrinário do pós-modernismo. Há várias gerações que as verdades
doutrinárias reformadas e o fervor espiritual equilibrado que adornavam estas verdades estão ausentes
do cenário protestante brasileiro. Não temos visto uma doutrina reformada na sua forma experimental e
prática. Assim, o esquecimento das verdades resgatadas pela Reforma resultou em uma prática cristã
distorcida, influenciada pelo movimento carismático e arminiano, onde o centro não é Deus e sim o
homem.
O Breve Catecismo comentado é uma sistematização fiel de verdades bíblicas que nos fará compreender
o zelo que devemos ter pelas verdades de Deus e nos será muito útil na identificação dos erros
que penetram sorrateiramente na Igreja de Cristo. Nos fará amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso
próximo; nos fará lutar por mais santidade e amar a Palavra de Deus, sentindo de perto as palavras de
Jesus na sua oração ao Pai: "Santifica-os na verdade; a tua palavra c a verdade" (Jo 17:17).

Será extremamente útil para estudos na Escola Dominical, nos cultos domésticos c classe de
catecúmenos.

Rua Canguaretama, 181 Cep 03651-050 - São Paulo - SP

Telefax: (11) 2957-5111www purita nos. com. br


ESTUDOS NO BREVE CATECISMO DE

WESTMINSTER
LEONARD T. VAN HORN

2 aE dição:

Abril 2009 - 1.000 exemplares


E proibida a reprodução total ou parcial desta publicação, sem autorização por escrito dos editores,
exceto citações em resenhas.
Traduzido do srcinal em inglês:
Studies i n the Westminster Shorter Catechism

Traduzido por:

Hope Gordon Silva


Revisado por:
Claudete Agua de Melo
Edição:
Os Puritanos Telefax: 11 2957-5111www.puritanos.com.br
Impressão:

Facioli Gráfica e Editora Ltda www. faciol i.. com. b r 11 2957-5111


Estudos no Breve Catecismo de Westminster
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SOBRE O AUTOR
Autor: Rev. Leonard T. Van Horn
O Rev. Van Horn, filho de Clinton Brown e Helen Stoddard Van Horn, nasceu em Nutley, New Jersey,
E.U.A., a 9 de novembro de 1920. Casou-se com AlmyraMiller em Hattiesburg,jMassachusetts, a 11 de
agosto, 1944 e dessa união resultaram três filhos. O Rev. Van Horn fez vários cursos, tendo recebido o
bacharelato no The Kings College, e o seu Ph.D na Columbia Pacific University. Aposentou-se como
Presidente da Faculdade Bíblica Graham, sendo agora um ilustre aposentado.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
PREFÁCIO
Os piedosos teólogos do século XVII, reunidos na Abadia de Westminster na Inglaterra, no século XVII,
além de redigirem a grande Confissão de Fé de Westminster, redigiram dois catecismos: Catecismo
Maior e o Breve Catecismo. Foram obras produzidas debaixo do temor de Deus e com uma preocupação
expressa na primeira pergunta do Breve Catecismo: A Glória de Deus. Este é o fim principal do homem.
Este comentário do Breve Catecismo do Dr. Leonard T. Van Horn é mais uma obra doutrinária que vem
numa ocasião certa. Há muito que a igrej a brasileira perdeu de vista o significado do que é ser um
verdadeiro cristão, um verdadeiro evangélico. Mas está fortemente influenciada pelo sincretismo
religioso, fruto do pluralismo doutrinário do pós-modernismo. Há várias gerações que as verdades
doutrinárias reformadas e o fervor espiritual equilibrado que adornavam estas verdades estão ausentes
do cenário protestante brasileiro. Não temos visto uma doutrina reformada na sua forma experimental e
prática. Assim, o esquecimento das verdades resgatadas pela Reforma resultou em uma prática cristã
distorcida, influenciada pelo movimento carismático e arminiano, onde o centro não é Deus e sim o
homem.
O Breve Catecismo comentado é uma sistematização fiel de verdades bíblicas que nos fará compreender
o zelo que devemos ter pelas verdades de Deus e nos será muito útil na identificação dos erros que
penetram sorrateiramente na Igreja de Cristo. Nos fará amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso
próximo; nos fará lutar por mais santidade e amar a Palavra de Deus, sentindo de perto as palavras de
Jesus na sua oração ao Pai: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (Jo 17:17).
Lembramos que o jovem missionário presbiteriano John Rockwell Smith iniciou sua tarefa evangelística
no nordeste do Brasil (Recife) usando este Breve Catecismo, à semelhança do puritano Baxter em
Kidderminster, Inglaterra, fazendo exatamente o que Jesus determinou: "Ide, portanto, fazei discípulos de
todas as nações... ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado" (Mt 28:19-20). Jesus
não disse que fizéssemos discípulos e só depois os ensinássemos. Ao contrário, determinou
que evangelizássemos ensinando; que fizéssemos discípulos "ensinando". Esta foi também sua obra antes

de ir à cruz. Por isso, os reformados sabem que a evangelização tem que ser fortemente doutrinária.
Nosso desejo é que este comentário seja útil para o crescimento saudável da igreja do Brasil, sabendo
que o "fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre".
Os Editores.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 1. Qual é o fim principal do homem?

Resposta: O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.Referências Bíblicas:
ICo 10.31; SI 73.24-26; Jo 17.22,24.
Perguntas:

1. Qual é o sentido da palavra "fim" nesta pergunta?

A palavra significa alvo, propósito, intenção. Nota-se que a palavra "fim" é qualificada pela palavra
"principal". Vê-se, pois, que o homem terá outros propósitos nesta vida, mas seu propósito mais
importante deverá ser glorificar a Deus. Isso está de conformidade com o propósito para o qual o homem
foi feito. É quando estamos alienados de Deus que temos em vista a finalidade ou o propósito errado.
2. Qual é o sentido da palavra "glori ficar" nesta pergunta?
Calvino nos diz que a "glória de Deus é quando sabemos o que ele é". Em seu sentido bíblico, é estar
lutando para salientar uma coisa divina. Nós o glorificamos quando não buscamos nossa própria glória, e
sim buscamos a ele primeiro em todas as coisas.
3. Como podemos glorificar a Deus?

Agostinho disse: 'Tu nos criaste para ti mesmo, ó Deus, e nosso coração está desas-sossegado até
encontrar repouso em ti". Glorificamos a Deus crendo nele, confessando-o diante dos homens, louvando-
o, defendendo sua verdade, mostrando os frutos do Espírito em nossa vida, adorando-o.
4. Qual a regra de que nos devemos lembrar com respeito a glorificrnr a Deus? Devemos nos
lembrar que todo cristão é chamado por Deus a uma vida de serviço. Glorificamos a Deus quando
usamos para ele as capacidades que ele nos deu, embora devamos nos lembrar que nosso serviço deve
vir do coração e não ser feito simplesmente como obrigação.
5. Porque a expressão "glorificá-lo" está colocada antes de "gozá-lo" na resposta? Está colocada
antes porque é preciso primeiro glorificá-lo para depois gozá-lo. Se o gozar de sua companhia viesse
primeiro, você correria o risco de supor que Deus existe para o homem em lugar de os homens para
Deus. Se uma pessoa desse ênfase a gozar da companhia de Deus mais do que a glorificar Deus, haveria
o perigo de um tipo de religião simplesmente emocional. A Bíblia diz: "Na tua presença há plenitude de
alegria...." (SI 16.11). Mas alegria vinda de Deus vem de estar num relacionamento certo com Deus, o
relacionamento sendo colocado dentro dos limites bíblicos.
6. Qual é um bom versículo da Bíblia para decorar para nos lembrarmo s da lição encontrada na
ergunta número 1 ?

"Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha
alma tem sede de Deus, do Deus vivo..." (SI 42.1,2a). Isso nos recorda o relacionamento que é certo para
o cristão, olhar para ele. É aí que encontramos nossa capacidade de glorificá-lo e sentir a alegria
resultante.
PRIMEIRA PREOCUPAÇÃO DO HOMEM
É fato lamentável que o cristão comum, que promete ser leal aos Padrões de Westminster, é um cristão
que muitas vezes não vive esses padrões nas ocupações diárias da vida. É bom crer — é bom ter um
credo no qual crer. Mas muito mal pode resultar de se crer num credo e não vivê-lo no dia-a-dia. De uma
existência desse tipo chegamos a um nível baixo de vida espiritual, e o crente professo torna-se frio,
formal, sem nenhum poder espiritual em sua vida.
Devemos sempre reconhecer que a primeira lição do nosso catecismo a ser aprendida é que nossa
preocupação primária é estar a serviço do Deus Soberano. Nosso Breve Catecismo de Westminster não
começa
nos com a salvaçãocerto
no relacionamento do homem. NãoDeus
com nosso começa com as James
Soberano. promessas de Deus
Benjamin a nós.
Green nosComeça
diz que colocando-
a resposta à
primeira pergunta do catecismo afirma duas coisas: "O dever do homem: 'glorificar Deus'. O destino
do homem: 'gozá-lo'."
É lamentável que embora tenhamos herdado os princípios de nossos pais, no fato que o Credo deles
ainda é nosso Credo, tantas vezes falhamos em não herdar o desejo de praticar seu modo de vida. Muitas
pessoas irão tentar se justificar aqui, dizendo que vivemos numa época diferente, que as tentações e a
velocidade da vida de hoje nos distraem das coisas espirituais. Mas quaisquer que sejam as desculpas
que apresentemos, o catecismo nos instrui já de início que nosso dever é glorificar a Deus; será
esse nosso propósito principal na vida. Todos nós precisamos observar as palavras válidas de J.C. Ryle
com respeito
de luxo ao nosso própria,
e gratificação viver cristão: "Onde será
o afastamento que estão a das
inconfundível negação
coisasdodoeu, o remira aparência
mundo, do tempo, de
a ausência
estar
sempre ocupado com os negócios do Mestre, a coerência de visão, o alto tom de conversação, a
paciência, a humildade que distingui-am tantos dos nossos antecessores...?"
Que Deus possa ajudar a cada um de nós a fazer uma pausa neste exato momento, ler novamente a
primeira pergunta e a resposta de nossoBreve Catecismo e orar a Deus para que de hoje em diante, a
cada dia, vivamos para sua glória. Não é difícil conhecermos as características de uma vida assim. Os
frutos do Espírito de Gálatas 5 são bastante claros.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 2. Que regra deu Deus para nos orientar quanto à maneira de glorificá-lo e

gozá-lo?
Resposta: A Palavra de Deus que se encontra nas Escrituras do Antigo e do Novo

Testamentos, é a única regra para nos orientar na maneira de glorificá-lo e gozá-lo.

Referências Bíblicas: 2Tm 3.16; Is 8.20; lJo 1.3; Lc 16.29, 31.


Perguntas:

1. Qual é o sentido da palavra "regra" nesta pergunta?

Quando é usada num sentido religioso, esta palavra quer dizer uma direção ou uma ordem. Naturalmente
compreende a idéia de um caminho reto pelo qual o homem pode chegar ao melhor fim possível.
2. Por que é necessário ter uma regra assim?

É necessário
Palavra porque
de Deus, comoo homem precisa
sua regra, devedeser
umapadrão objetivo
autoridade pelona
máxima qual possa
vida modelar
de uma sua Deve-se
pessoa. vida. A notar
que se a pessoa colocou outra coisa acima da Palavra de Deus, quer seja a consciência, ou a tradição, ou
a igreja, ela tenderá a usar essa outra autoridade para interpretar a Palavra de Deus em muitas facetas de
sua vida.
3. O que queremos dizer quando declaramos que as Escrituras são a Palavra de Deus? O sentido é
que são a Palavra de Deus em forma escrita. Não colocamos restrições ou limites nessa declaração.
Entendemos que a Bíblia é a Palavra de Deus e as palavras da Bíblia são as próprias palavras de Deus.
Entendemos que a Bíblia é confiável porque Deus a inspirou e a inspiração inclui as próprias palavras da
Escritura.

4. Alguns dizem que a Bíblia "contém" a Palavra de Deus. Isso é verdade?


Se com isso querem dizer que a palavra de Deus forma o conteúdo da Bíblia, é verdade. Mas se querem
dizer que a palavra de Deus forma só uma parte do conteúdo da Bíblia e que o restante da Bíblia é
formado por palavras dos homens, não dizem a verdade. Ou se propõem com isso que a Bíblia só se
torna a Palavra de Deus quando o Espírito Santo torna algumas porções delas aplicáveis ao ouvinte,
não estão dizendo a verdade. Isso faria o homem juiz da Palavra de Deus. Quando nossoBreve
Catecismo fala da "palavra de Deus" quer dizer aquilo que nossos Padrões de Westminster têm
significado historicamente, isto é, que a Bíblia é a Palavra de Deus tanto em seu conteúdo como em sua
forma, de modo que nada há nela que Deus não quisesse ali, e o inverso, que ela contém tudo que o
Senhor quis que estivesse nela contido.
5. Visto que esta Palavra de Deus deve ser nossa única regra, como podemos saber que é a Palavra de
Deus?
Sabemos isso por nossa simples aceitação da afirmação de Deus, de que ela é a palavra de Deus e que é
perfeita. O Espírito Santo nos mostra Cristo como nosso Salvador e traz a convicção ao nosso coração de
que é a Palavra de Deus, e nós a aceitamos pela fé. Nossa Confissão nos ensina que nossa plena
segurança de ser a Bíblia infalível e ter a autoridade de Deus é obra do Espírito Santo em nosso coração.
AUTORIDADE DA ESCRITURA

É estranho que tantas vezes o cristão que reconhece o fato teológico da autoridade da Escritura é a
própria pessoa que não vive sob essa autoridade como deveria. Há hoje uma grande necessidade de
crentes que não só creiam na autoridade da Bíblia, mas que também vivam conforme a Escritura os
manda viver.
Muitos já disseram que um dos lugares mais difíceis para o cristão que crê na Bíblia viver de maneira
consistente com a Palavra de Deus é dentro de um seminário conservador. Isso poderá surpreender, mas
freqüentemente é verdade. Um professor de seminário teológico comentou, certa vez, que talvez fosse
porque lá há estudo concentrado da teologia, mas insuficiente estudo devocional concentrado no Jesus
Cristo das Escrituras. E possível que aquilo que acontece em diversos seminários nossos seja
igualmente verdade em muitas de nossas igrejas. Servimos aos nossos credos com os lábios mas nem
sempre servimos ao nosso Salvador com o coração.
Nossa igreja hoje sofre muitos problemas. São as influências de uma teologia subjetiva, onde o homem se

torna juizorganizacional.
unidade da Escritura; éTudo
o clamor que vem
isso deve nos sendo levantado
motivar contra da
a um reexame a posição conservadora;
nossa posição é a ênfase
com respeito à na
autoridade da Bíblia. E durante esse exame, devemos reconhecer que a Bíblia requer de nós um alto
padrão de santidade pessoal. É bom poder dizer que cremos em nossos Padrões de Westminster. É bom
poder dizer que temos uma grande herança de nossos pais da Reforma. Nosso perigo hoje é o perigo de
insistir que cremos, insistir que temos uma grande herança, sem insistir em praticar em nosso viver diário
o que dizemos que cremos.
A autoridade da Bíblia é tão eficaz, tão válida, em nossa prática como é em nossos princípios. O grande
perigo é que esteja sendo baixado o nível da mentalidade cristã com respeito ao cristianismo prático. O
perigo é que caia no viver diário, pessoal. O perigo é que caia nas concessões que fazemos àqueles que
negam a fé,sobre
falar muito que a Deus
negam emcaminhar
sem suas ações
come alvos,
ele nosedia-a-dia,
não na sua declaração
momento de fé. Há perigo
por momento. O viverde"separado"
que caia no
do cristão, de acordo com a autoridade da Escritura, não está acontecendo como deveria.
Dr. J. I. Packer diz isso da seguinte maneira: "Aceitar a autoridade da Escritura significa estar disposto
na prática, primeiro, a crer no que ela ensina, e depois, a aplicar seu ensino em nós mesmos, para nossa
correção e direção". (Fundamentalism and the Word ofGod, p. 69).
Temos uma regra pela qual podemos glorificar a Deus e gozá-lo. Talvez devamos lembrar que a Escritura
é útil não só para a "doutrina", mas também "para a educação na justiça".
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 3. Qual é a coisa principal que as Escrituras nos ensinam?

Resposta: As Escrituras principalmente nos ensinam sobre o que o homem deve crer acerca de Deus e o
que Deus requer do homem.
Referências Bíblicas: Mq 6.8; Jo 20.31; Jo 3.16; 2Tm 1.3.

Perguntas:

1. Por que nosso catecismo dá tanta importância às Escrituras?

Não poderia haver catecismo sem a Escritura, porque a base do próprio catecismo está na aceitação da
plena veracidade da Bíblia como sendo a Palavra de Deus. É dentro da Palavra de Deus que encontramos
nosso caminho para a vida eterna. "E que desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te
sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus" (2Tm 3.15).
2. O que significa a palavra " principal" nest a pergunta?
Significa que, embora todas as coisas reveladas na Bíblia sejam igualmente verdadeiras, nem tudo é
igualmente necessário para a salvação.
3. Quais são os dois ensinos importantes da Palavra de Deus?

Os dois ensinos importantes são o que nós cremos e o que devemos fazer.
4. O que é crer, de acordo com as Escrituras?
Crer inclui três partes: (1) Estar persuadido da verdade. (2) Dar crédito à verdade de uma pessoa. (3)
Confiar, ter confiança em uma pessoa. Devemos confiar (ter fé) nas palavras de Deus e no Deus que as
diz. E uma confiança pessoal no Deus vivo por meio do Cristo vivo.

5. Por que o crer é colocado antes do dever?


Esta é a ordem da Escritura. O cristão é salvo pela graça por meio da fé e é criado para as boas obras. O
alicerce da fé: "Eu sou o Senhor teu Deus" foi apresentado na Lei antes que Deus apresentasse a seu povo
os Mandamentos. O que cremos é importante a fim de podermos fazer o que agrada aos olhos de Deus.
Como diz Alexander Whyte: "Uma fé ortodoxa e uma vida obediente é todo o dever do homem".
6. Poderá ser significativo o fato q ue esta mesma pergunta conste tanto do Catecismo Maior como
do Breve Catecismo?

Sim. A verdadeira felicidade do homem acontece somente quando ele reconhece três ensinos importantes
da Bíblia: Primeiro, que ele é um pecador perdido. Segundo, que Jesus Cristo é seu Redentor do pecado.
Terceiro, que ele deve viver uma vida santa baseada na vontade revelada de Deus, que é a Bíblia.

IMPORTA O QUE CREMOS?


Nosso título vem rapidamente se tornando uma pergunta comum, na época atual, dentro das paredes da
igreja. Alguns anos atrás, o brado era: "Nenhum Credo senão Cristo!" Esse lema era aceito por muitas
pessoas e levou muitos a se apartarem dos sistemas de fé estabelecidos. Como tendência perigosa na
vida da igreja, esse desvio motivou alguns a procurarem "revelações" fora da Palavra revelada de Deus.
Mesmo essa tendência, contudo, não se compara ao perigo que hoje se alastra pela igreja, o perigo de
sugerir que aquilo que cremos realmente não é muito importante.
É importante notar que a terceira pergunta doBreve Catecismo coloca o objeto de nossa crença num
lugar proeminente. Nosso Senhor fez a mesma coisa. Em Mateus 22.37 ele diz: "Amarás o Senhor teu
Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu ENTENDIMENTO". A Bíblia não deixa
dúvida na MENTE da pessoa quanto à importância do que cremos.
Atualmente há em muitas igrejas presbiterianas um preconceito contra os credos, contra a doutrina. Isso
se evidencia no fato de termos deixado de ensinar nossos Padrões. Também é visto no fato de termos
deixado de insistir sempre que candidatos ao ministério estejam completamente versados nos Padrões.
Além disso é visto dentro da igreja hoje na ênfase crescente na obediência à igreja como instituição, sem
a dedicação aos ensinos da Bíblia ou do Credo adotado.
Importa o que cremos? Importa sim, se vamos ser um corpo que confessa a fé. Importa sim, se queremos
continuar a ouvir a mensagem evangélica em nossa igreja. O cerne da mensagem evangélica é que
podemos receber o dom da salvação ao crermos em Cristo nosso Salvador. Sem este ato de fé, estamos
perdidos; com
a eternidade —ele, estamos
no céu ou nosalvos. Então o que cremos faz diferença quanto ao lugar onde vamos passar
inferno.
Também importa o que cremos porque nosso dever, o que Deus requer de nós, se baseia naquilo que
cremos. A definição aceita de crer é "o consentimento da mente àquilo que nos é dito baseado em
autoridade competente e digna de crédito". Nossa Bíblia é nossa autoridade competente e digna de
crédito. Nossos Padrões contêm o sistema de doutrina ensinado na Bíblia Sagrada. Portanto, qualquer
indiferença à doutrina, qualquer tentativa de desvio ou alteração para acomodar o homem moderno,
qualquer movimento para permitir como prática aceitável menos do que um compromisso completo aos
nossos padrões doutrinários deve ser reconhecido como contrário ao presbiterianismo histórico.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 4. Quem é Deus?

Resposta: Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça,
bondade e verdade.
Referências Bíblicas: Jo 4.24; Ml 3.6; SI 147.5; Ap 19.6;Is 57.15; Dt 32.4; Rm 2.4; SI 117.2.

Perguntas:

1. Por que esta pergunta é tão fundamental para a alma do homem?

E essencial porque Hebreus 11:6 declara: "E necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que
ele existe". Se um homem pode aceitar as primeiras palavras da Bíblia, "No princípio...Deus..." ele está
na rota certa, porque essa é uma verdade da qual todas as outras verdades dependem.
2. Como podemos aceitar e conhecer plenamente essa verdade básica?
Jesus Cristo, o eterno Filho de Deus, revela Deus a nós, e é somente por meio de Cristo que podemos nos
aproximar de Deus. A Bíblia diz: "Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigénito, que está no seio do Pai,
ésenão
quempor
o revelou"
mim" (Jo(Jo 1.18). Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai
14.6).
3. A luz da resposta à Pergunta 4, com que atitude devemos nos aproximar de Deus?
Devemos nos aproximar dele como o Deus Todo-Poderoso e Soberano. Uma certa igreja tinha escrito na
parede, à vista de toda a congregação, as palavras: "sabei na presença de quem estais !". Devemos
sempre nos aproximar dele no pensamento, nas palavras e nas ações, reconhecendo que ele é tudo o que a
resposta a esta pergunta declara que ele é.
4. O que signifi ca a afirmação ”Deus é Espírito?

Significa que ele é invisível, sem corpo ou partes do corpo, não como homem ou qualquer outra criatura.
(Citação da Ata da Sessão da Assembléia de Westminster).
5. Na Teologia qual o termo que empregamos para as palavras usadas para descrever Deus?
Chamamos estes de atributos de Deus e os separamos entre atributos incomunicáveis e comunicáveis.
6. Por que os separamos desse modo?

Nós os separamos assim porque seus atributos incomunicáveis não se encontram em nenhuma de suas
criaturas. São a sua infinitude, eternidade e imutabilidade. Seus atributos comunicáveis (ser, sabedoria,
poder, santidade, justiça, bondade e verdade) são encontrados, em algum grau, no ser humano. E óbvio
que no ser humano esses atributos são indistintos, limitados e imperfeitos comparados aos de Deus.
ADORAÇÃO DE DEUS
"Deus é Espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (Jo 4.24). Estas
palavras, ditas por Jesus para a mulher junto ao poço, são palavras para hoje. Há muito culto
acontecendo hoje, mas "examinemo-nos" — será que nosso culto é culto verdadeiro? O ser humano foi
criado para a comunhão com Deus e o culto a Deus ocupa uma posição prioritária para a obtenção dessa
comunhão.
Como podemos adorá-lo em espírito e em verdade? Somente quando o adoramos com o conhecimento
daquilo que ele é salvadoramente em Cristo para o benefício de pecadores perdidos. Quando há esta
percepção na alma individual, é possível à pessoa começar a adorar a Deus conforme a vontade dele. É
então que a alma poderá dizer com Moisés: "Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu,
glorificado
o homem é em santidade,
salvo por meioterrível em feitos
de fé pessoal emgloriosos, queque
Jesus Cristo operas maravilhas?"
ele pode (Ex 15.11).
se aproximar É só quando
de seu Criador com a
atitude certa na adoração.
Em meios presbiterianos, muitas vezes se ouve a acusação de que o culto é muito frio, muito formal. Se
isso é verdade, será que a razão não se encontra no no fato de o povo de Deus ter deixado de adorar em
espírito e em verdade? Muitos sentem que o culto diz respeito a cerimônias ou observâncias visíveis.De
fato, muitos têm a tendência de sentir que é difícil prestar culto sem um templo bem ornado e linda
música. Não nos esqueçamos de que o culto a Deus é espiritual. Calvino declarou: "Se manifestamos uma
reverência apropriada a ele preferindo antes a vontade dele à nossa, segue-se que não há outro culto
legítimo que se possa prestar a ele senão a observância da justiça, santidade e pureza".
Pouco tempo atrás, estive num templo que era uma réplica da primeira igreja presbiteriana estabelecida
na comarca de Claiborne, estado de Mississippi. Uma simples construção de toras com um púlpito
artesanal é tudo que o crente vê. O pensamento me veio que, afinal de contas, a adoração verdadeira tem
que ver com nosso reconhecimento da Grandeza do Soberano Deus. Quando compreendemos quem ele é,
quando nossa vida honra a Soberania dele, quando entendemos que somos criaturas pecadoras
remidas pelo sangue do Cordeiro, é então que estamos mais perto de poder adorá-lo como devemos.
Arthur W. Pink nos diz que nossa atitude para com o Deus Onipotente e Soberano deve ser de temor
piedoso, obediência absoluta, resignação completa e profunda gratidão e alegria. Essas características de
uma pessoa renascida lhe darão a possibilidade de adorar em espírito e em verdade.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 5. Há mais de um Deus?

Resposta: Há um só Deus, o Deus vivo e verdadeiro.

Referências Bíblicas: Dt 6.4; Jr 10.10.

Perguntas:

1. Que provas podemos oferecer de que há um só Deus, vivo e verdadeiro?


Podemos oferecer provas da Bíblia quando diz: "Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus. é o único Deus" (Dt
6.4). Podemos oferecer a prova da razão, visto que só pode haver uma primeira causa e um final
definitivo de todas as coisas. A Escritura é lógica quando diz como primeiro versículo: "No princípio...
Deus". Muitos têm chamado esse versículo de um dos mais importantes da Bíblia.
2. Por que não começar nosso estudo de Deus com a Trindade?
Começamos com Deus visto que este é o método que a Escritura usa. A Bíblia apresenta primeiro a
verdade do único Deus vivo a verdadeiro, prosseguindo então para desvendar o mistério da Trindade.
3. O que significa dizer ”um só” nesta pergunta?

O ensino aqui não nega o fato da Trindade, nem a deidade de Cristo ou do Espírito Santo. Antes faz ver
que absolutamente nenhuma outra pessoa ou ser compartilha os atributos do "um só" Deus verdadeiro.
Ele não se compara com nada mais no universo inteiro, todo ele criado e também governado por ele só.
4. O que podemos aprender com esta verdade?

Podemos aprender a reconhecê-lo como Todo-Poderoso e Soberano. Nossa atenção é assim dirigida ao
fato de que há Um só Supremo Ser, Criador, Planejador e Legislador do mundo, e que ele é o único.

5. Qual o nome que damos à doutrina de um Deus?


Este ensino é chamado de "Monoteísmo" em oposição a "Politeísmo", que é o ensino de que há muitos
deuses. O mundo pagão é politeísta; em contraste, Paulo diz: "... sabemos que o ídolo de si mesmo nada é
no mundo, e que não há senão um só Deus" (ICo 8.4b).
6. Qual é o sentido da palavra ''vivo” nesta pergunta?
A palavra "vivo" enfatiza que só ele possui vida em si mesmo e é portanto a Fonte de vida para todas
suas criaturas. O dr. William Childs Robinson ressalta que "Ele se chama de Deus VIVO, nosso Senhor
Jesus fala de Deus como o Pai VIVO, Pedro confessa o Salvador como sendo o Filho do Deus VIVO,
Paulo chama a Igreja de Igreja do Deus VIVO e os crentes de filhos do Deus VIVO". Diz também que
"Ele tem vida em si e de si e dá vida a tudo o mais".

O ÚNICO DEUS E A VIDA CRISTÃ


Bavinck declara em seu tratado sobre "O Ser de Deus": "A primeira coisa que a Escritura Sagrada quer
nos dar, ao usar todas essas descrições e nomes do Divino Ser, é um sentido inerradicável do fato que
Jeová, o Deus que se revelou a Israel e em Cristo, é o verdadeiro, o único e o vivo Deus. Os ídolos dos
ateus e os ídolos (panteístas e politeístas, deistas e ateístas) dos filósofos, são obra das mãos dos
homens: não podem falar nem ver, não ouvem nem sentem nem andam... As pessoas querem fazer de
Deus um deus morto para que o possam tratar a seu bel-prazer".
Deve haver um relacionamento definido entre nossa crença no "único vivo e verdadeiro Deus" e nosso
viver cristão. Não podemos tratar nosso Deus como o mundo quer tratá-lo. Aqueles de nós que fomos
remidos pela graça soberana do Soberano Deus devemos reconhecer que nossa crença nele nos envolve
em sérias responsabilidades.
Existe nossa responsabilidade quanto à Oração e ao Estudo Bíblico. Isso é básico
/

para sermos bons desempenhadores de nossas responsabilidades. E ótimo termos crenças definidas e
sabermos recitar o catecismo. É ótimo sermos conhecido como os que têm compromisso com os Padrões
de nossa Igreja, como os que são calvinistas até o íntimo. Mas sem diligência na oração e no estudo da
palavra de Deus, o crente assumido torna-se um som sem potência para o Salvador. Não devíamos ser
tantos, os que estamos tão apressados quanto às coisas materiais, quanto às obrigações da igreja, que não
temos tempo para a hora devocional pessoal. Se uma pessoa erra nisso, ela erra em tudo o mais.
Existe nossa responsabilidade de viver centrados em Deus. O cristão que se dedica aos Padrões
Westminster, ao ponto de vista reformado, é um cristão que em sua visão de mundo e vida precisa se
colocar em contraste direto com o não-cristão em todas as suas ações, suas palavras e seus pensamentos.
Um dos maiores impedimentos ao testemunho da igreja hoje é que se torna difícil para o não-crente
distinguir a diferença entre si e o presbiteriano nominal que meramente professa crer.
Muitas outras responsabilidades poderiam ser mencionadas. Entretanto, se todos nós fizermos um pacto
com Deus, o Deus vivo, para cumprirmos os dois pontos acima nos próximos meses, o Deus vivo fará
uso de seu povo de maneira poderosa. O resultado seria algo de que todas as igrejas carecem. O
resultado seria o AVIVAMENTO do viver religioso!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 6. Quantas pessoas há na Divindade?

Resposta: Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da
mesma substância, iguais em poder e glória.
Referências Bíblicas: 2Co 13.14; Mt 28.19; Mt 3.16,17; Jo 17.5, 24.

Perguntas:

1. Por que esta doutrina tem feito surgir oposição durante a históri a da Igreja?

O diabo reconhece que, visto ser a Trindade um mistério que a razão humana não pode explicar, e como é
o principal objeto de nossa fé e culto, é terreno fértil para ser usada como pedra de tropeço.
2. Até que ponto esta doutrina é importante para a nossa fé?
É essencial e vital. Sem esta doutrina nada saberíamos do amor do Pai, do mérito do Filho e da
influência santificadora do Espírito Santo em adquirir e aplicar a redenção.

3. O que significa a palavra "Divindade " nesta pergunta?


Significa a natureza divina que é possuída por todas as três pessoas.
4. Qual é a denominação que nega a doutrina da Trindade ?
Os unitarianos negam esta doutrina. Ensinam que só há uma pessoa na Divindade, o Pai, e negam a
verdadeira deidade de Cristo e do Espírito Santo.
5. Como se pode provar que há três pessoas na Divindade?
Isso pode ser provado por muitos ensinos na Bíblia. Pode ser provado pela fórmula de batismo; pelo
batismo de Cristo; pela bênção dada por Paulo em 2 Co 13.13; pela saudação às sete igrejas; pelas
diferentes tarefas atribuídas às três pessoas.
6. Poderia dar um exemplo dessas diferentes "tarefas"?

Sim. 1 Pedro 1.2 dá um exemplo de suas diferentes tarefas na obra de redenção. Fala da presciência do
Pai, da morte do Filho por seu povo e da tarefa de santificação do Espírito.
7. Como todos os três podem ser um Deus?
A doutrina ensina que "Em um sentido Deus é Um, e em outro sentido é Três. Ele é Um em substância e
Três em pessoas"
E verdade que esse(J.G. Vos). éAdifícil
mistério Bíbliade
afirma que oMas
entender. Filho e o Espírito
agora o cremosSanto são Deus
mediante e são de
a Palavra iguais
Deusao ePai.
podemos aguardar ter no céu o gozo do perfeito conhecimento a respeito.
8. Como poderemos melhor afirmar a doutrina em termos simples?
Uma das melhores declarações é esta: "Há um só Deus; o Pai e o Filho e o Espírito
é cada um Deus; e o Pai e o Filho e o Espírito é cada um uma Pessoa distinta..." (Dr.
L. Boettner).
NECESSIDADE DA DOUTRINA DA TRINDADE

A doutrina da Trindade é ensinada sem questionamento em nossos Padrões, e nossa recepção e adoção da
doutrina é parte importante de nossa fé cristã. Além disso, a doutrina da Trindade desempenha papel
importante em nossa vida cristã. A confissão dessa doutrina específica da igreja é prioritário para a vida
espiritual.
O dr. B.B. Warfield chamou a atenção para isso quando disse: "Sem a doutrina da Trindade, a vida cristã
consciente do crente seria lançada em confusão e deixada em desorganização, se não com aspecto de
irrealidade; com a doutrina da Trindade, uma ordem, significância e realidade vêm permear cada
elemento. Assim, a doutrina da Trindade e a doutrina da redenção, historicamente, ou se mantêm ou caem
untas" (.Biblical Doctrines, p. 167).
E interessante notar que o Artigo Nove da Confissão Belga, com respeito à evidência da Trindade,
declara: "Tudo isso conhecemos tanto pelos testemunhos da Bíblia Sagrada como por suas operações, e
principalmente por aquelas que sentimos em nós mesmos". Isso não quer dizer que a experiência cristã
seja uma segunda fonte de revelação. Só há uma fonte de revelação e essa é a Escritura. Mas a
experiência do crente, baseada na Bíblia, lhe ensina que ele precisa do Deus Triúno para sua vida cristã.
O crente precisa do Pai. O Pai que é o Criador, o Legislador, o Juiz, o Provedor de todas as necessidades
— o Pai que o amou tanto a ponto de mandar seu Filho para morrer na Cruz por seus pecados.
O crente precisa do Filho. O Filho é o unigénito do Pai. O Filho que é o Ensinador, o Redentor, o Sumo
Sacerdote, o Rei eterno que governa com a Palavra e o Espírito.
O crente precisa do Espírito Santo. O Espírito que regenera e conduz a toda a verdade. O Espírito que é
seu Consolador, seu Preservador, quem faz com que o crente compartilhe de Cristo e todos os benefícios
dele.
Sem essa doutrina, a soma da religião cristã, a criação ou redenção ou santificação não poderia ser
mantida. Qualquer desvio dela leva ao erro em outras esferas de doutrina. Cremos na doutrina da
Trindade e somos gratos por ela!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 7. Que são os decretos de Deus?

Resposta: Os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pela
qual, para a sua própria glória, ele predestinou tudo o que acontece.
Referências Bíblicas: Ef 1.4, 11; Rm 9.23; At 4.27, 28; SI 33.11.

Perguntas:

1. Qual é a natureza dos decretos de Deus?

Os decretos de Deus são imutáveis; não podem ser mudados, portanto é certo que serão cumpridos. Seus
decretos são eternos, e foram decididos por Deus na eternidade.
2. Há mais de um decreto?
Não, há um só único decreto. Contudo, esse decreto inclui muitos detalhes e por isso falamos dele no
plural.

3. Quando se usa a palavra "decreto " ela não será em geral sinônimo de arbitrariedade?
Quando o ser humano usa a palavra isso poderá ser verdade, mas não quando Deus a usa. Os decretos de
Deus não devem ser classificados assim visto que foram ordenados por ele conforme o conselho de sua
vontade. Deve-se olhar atrás do decreto e ver ali o amor de um Deus pessoal infinito, cujo plano que a
tudo abrange também é em tudo sábio.
4. Qual é o propósito dos decretos de Deus?

O propósito é sua própria glória em primeiro lugar, e por meio dela, o bem dos eleitos.
5. Quem são os objetos especiais dos decretos de Deus e qual é seu decreto em relaçã o a eles?
Os anjos e os homens são os objetos especiais e seu decreto para com eles é a predestinação.
6. O que quer dizer predestinação?

Predestinação é o plano ou propósito de Deus com respeito a suas criaturas morais. Divide-se em eleição
e reprovação.
7. Qual é a definição de eleição; e de reprovação?
Eleição é o propósito eterno de Deus para salvar uma parte da raça humana em e por Jesus Cristo.
Reprovação é oe propósito
graça especial eterno
puni-los por de Deus de ignorar alguns seres humanos quanto à operação de sua
seu pecado.
8. Se a reprovação for verdade, como pode Deus ser justo?
Deus seria justo em condenar todos ao castigo eterno, visto que todos pecaram. Ele tem o comando; ele é
o oleiro e nossa atitude deve ser de gratidão se formos dos eleitos por sua graça. O homem não tem
direitos a exigir de Deus e Deus não deve ao homem a salvação eterna nem qualquer outra coisa.
FIXE OS OLHOS NO TRONO DE DEUS!

Pouquíssimas pessoas hoje duvidam que os homens estejam vivendo numa era repleta de sentimentos de
frustração, fracasso, inadequação, ansiedade, medo e culpa. No esforço de ocultar tais sentimentos, as
pessoas estão perseguindo uma variedade de objetivos transitórios. Para umas, é o sucesso nos negócios;
alguns anseiam por vida social; alguns acham que a bebida resolverá o problema; e para outros é só o
orgulho da
acordam devida.
novoMas
paraqualquer
a certezaque sejanenhum
de que o objetivo terreno,
método há sempre Nenhum
é duradouro. um "amanhã",
métodoquando
provê os
pazhomens
duradoura. A todas as pessoas vem o desafio: "Fixe os Olhos no Trono de Deus!"
O estudo desta pergunta do catecismo deverá capacitar qualquer pecador salvo pela graça a ver algo da
natureza de Deus sentado em seu trono, e deverá habilitá-lo a reconhecer que sua vida está nas mãos do
Todo-poderoso e Soberano Deus. Tantas vezes as pessoas se esquecem. Esquecem que o Deus que
formulou seus decretos conforme o conselho da sua vontade é o nosso Pai Celestial pessoal, de infinito
amor por nós; esquecem que ele pode cuidar e cuida dos comparativamente pequenos males e
problemas dos humanos.

No mundo
mundo atribulado
em suas mãos,de hoje
seja há a necessidade
proclamado de que
por aqueles queo são
Deus do filhos
seus propósito eterno,
por fé o , Deus
mediante Jesusque tem oMas
Cristo.
a dificuldade em nossos dias é que tantos que o proclamam como seu Salvador querem usurpar tão
grande parte de sua eficácia. Desejam o conforto e a sustentação do Deus Soberano mas querem exaltar o
homem, seus poderes e suas habilidades, mesmo até o ponto de sugerir que o homem pode
funcionar independentemente de Deus. Ou então parecem inserir nos decretos de Deus que ele escolhe
certas pessoas porque ele antevê nelas certas capacidades de arrependimento e crença. Ou pior, elas
querem escolher o que crer com respeito à predestinação, muitas vezes ignorando uma parte dos ensinos
da Palavra de Deus.
A

E sempre
que só elebom que os
conhece cristãos
e não se havia
porque lembrem dequalquer
nelas que ele elegeu
mérito.algumas
E mais,pessoas simplesmente
é bom que os cristãos por razões
se lembrem
de não ousar intrometer-se com a Palavra de Deus. É verdade que há muita coisa que nossa mente finita
não consegue entender. É verdade que há muito contra o qual nossa mente pecadora se revolta. Mas a
Palavra de Deus se mantém em meio a seu eterno propósito. É somente quando a Palavra escrita é aceita
como está, quando as Escrituras são proclamadas em toda sua integridade, que o desafio pode ser
lançado ao mundo: "Fixe os Olhos no Trono de Deus!" pois ali está assentado o Deus infinito, santo,
soberano, aquele que elege e guarda eternamente.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 8. Como Deus executa os seus decretos?

Resposta: Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência. Referências Bíblicas:
Ap 4.11; Ef 1.11; Is 46.10; Mc 13.31.
Perguntas:

1. A que podemos comparar os decretos de Deus para melhor entendê-los?

"Comparamos os decretos de Deus aos projetos que um arquiteto desenha para um grande edifício. A
maioria de nós, se visse os projetos para esse prédio, não poderia imaginar qual seria a aparência final
do edifício. Mas quando ele estivesse completo, então veríamos o que estava na mente do arquiteto e
qual era o sentido das projeções. Assim não podemos ler a mente de Deus a não ser por aquilo que ele
tem dito e feito e por aquilo que está fazendo." (Dr. William Childs Robinson,The Christian Faith
ccording to the Shorter Catechism, pp. 12-13).
2. Qual é o senti do em que entendemos Deus estar executando seus decretos?
O sentido é que Deus está realizando sua vontade, fazendo o que é de seu propósito desde toda a
eternidade.
3. Épossível os decretos de Deus falharem?

Não é possível. Nenhuma pessoa pode deter a mão de Deus ou questionar o que ele está fazendo (Dn
4.35).
4. Onde fica a redenção na divisão de seus decretos?

A redenção se realiza em sua providência como sua dádiva majestosa a algumas pessoas por meio de
Jesus Cristo.

5. Qual é a diferença entre as obras da criação e as da providência de Deus?


A criação é sua obra de fazer todas as coisas a partir do nada pela palavra do seu poder. A providência é
sua obra de apoio e controle constante do universo e tudo que nele há.
6. O que se pode aprender com a execução dos decretos de Deus?

Dois versículos são sugeridos para ensinár-nos grandes lições: (1) Ap 4.11 — o fato de que ele criou
todas as coisas para sua própria glória e que nós, portanto, devemos atribuir a ele glória, honra e poder.
(2) Hb 1.3 — o fato que ele está sustentando todas as coisas pelo seu poder e que, por isso, todo nosso
sentimento de segurança está nele.

SEGURANÇA

De acordo com alguns professores de psicologia, a criança não deve ser punida; deve-se permitir ao
ovem que tenha liberdade; o adulto deve agir como bem entender —tudo isso para que ninguém perca
seu sentimento de segurança. A palavra "segurança" se tornou rapidamente uma das mais importantes
palavras da nossa língua. Ajustamento, sucesso, casamento e muitos outros aspectos da vida, tudo parece
ter sido levado a depender da segurança.
Será que essa questão da segurança é tão importante para nossa vida? Será que tanta coisa realmente
depende dela? É possível se viver sem que se sinta segurança? Essas e muitas outras perguntas são feitas
em nossa época.
Nossa pergunta do Catecismo responde a muitas dessas indagações. Nosso Senhor reconheceu que a
segurança que
segurança é importante—embora não seja aquela segurança
vem ao cristão é o reconhecimento configurada pelosopsicólogos
de Isaías 46.10—"Anuncio que há de modernos.
acontecer eA
desde a antigüidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho permanecerá de pé,
farei toda a minha vontade". Esta é a base de uma segurança duradoura, uma segurança que coloca
sua confiança no Deus das Escrituras.
Em Hebreus 13.5, o escritor diz: "Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De
maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei". Imediatamente em seguida encontramos:
"Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o
homem?" É claro que é importante entendermos que temos essa segurança. Somos ensinados que não
estamos sozinhos nas providências da vida, mas que em Deus nós temos quem nos está sustentando pelo
seu
que poder.
propôsSomos ensinados
desde toda que seu poder é exercido em seus decretos e que ele está realizando aquilo
a eternidade.
Essa espécie de segurança é importante. Essa segurança não se perde com base em sermos ou não
punidos ou termos liberdade, ou se temos tudo conforme queremos. Ela se baseia, primeiro, em nós
termos um conhecimento salvífico de Jesus Cristo, por sua graça. Segundo, ela se baseia em observarmos
os mandamentos de Deus. A essa altura reconhecemos que Deus pode nos manter e guardar—e nós
estamos seguros.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 9. Qual é a obra da criação?

Resposta: A obra da criação é aquela pela qual Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias,
e tudo muito bem.
Referências Bíblicas: Hb 11.3; Ap 4.11; Gn 1.1-31; SI 33.6; Jo 1.3.

Perguntas:

1. Por que é importante estudar a doutrina da criação?

A obra da criação é a base de toda a revelação. Acertou bem quem disse que se uma pessoa pode aceitar
"No princípio Deus..." já será possível a ela aceitar o restante da Bíblia pela fé.
2. Como podemos saber se o primeiro versículo da Bíblia é verdade?
"Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus...." (Hb 11.3). Começamos com o
ponto de vista bíblico de que Deus é soberano e a criação é uma doutrina básica.

3. Por que Deus criou o mundo?


Ele o criou para seu próprio prazer, para sua glória. Foi um ato livre de Deus, e ele não precisava do
mundo, pois Deus já existia em completa auto-suficiência antes que o mundo fosse criado.
4. Do que Deus fez o mundo?
Deus criou o mundo do nada. Bavinck declara emOur Reasonable Faith (Nossa Fé Lógica): "A
expressão 'do nada' pode ser entendida num sentido útil e esta frase nos pode prestar um excelente
serviço contra todos os tipos de heresia. Pois nega que o mundo tenha sido feito de alguma coisa ou
matéria ou energia não identificada que tenha eternamente co-existido juntamente com Deus. De acordo
com a Escritura, Deus não é só quem formou o mundo, mas também quem o criou", (pp. 166-167).
5. Como podemos saber que não havia material pré-existent e algum?
A Bíblia não menciona nenhum material pré-existente, e também declara que Deus criou tudo que já
existiu (Ne 9.6; Cl 1.16).
6. Quanto tempo levou para Deus criar o mundo?
A Bíblia diz que Deus levou seis dias para a criação. Isso significa um dia de 24 horas, embora esta não
seja a única interpretação existente. O primeiro capítulo de Gênesis não foi escrito para satisfazer nossa
curiosidade nem para responder a todas as nossas perguntas.
7. Qual é a ordem da criação de Deus?
A ordem da criação de Deus é: Primeiro Dia, Luz; Segundo Dia, Firmamento; Terceiro Dia, Terra Seca,
Relva; Quarto Dia, Sol e Lua; Quinto Dia, Peixes e Aves;
Sexto Dia, Animais Terrestres e o Homem. Deus criou o mundo e todas as criaturas
em seis dias e descansou no Sábado, para santificá-lo para si e para seus filhos.
GRANDIOSO ÉS TU!

Pouco tempo atrás usei o púlpito de uma igreja que tem a prática ímpar e eficaz de começar seu culto da
noite cantando o hino Grandioso És Tu!:

Senhor meu Deus! Quando eu, maravilhado Os grandes feitos vejo da tua mão,
Estrelas, mundos e trovões rolando,
A proclamar teu nome na amplidão,
Canta minh'alma, então, a ti, Senhor:
Grandioso és Tu, Grandioso és Tu! (tr. N. Emmerich, Novo Cântico, 26)
Enquanto escutava, não pude deixar de enviar uma oração aos céus, uma oração banhada pela admiração
das
meuobras
Deusdeporum Deus
meio daassim. E imediatamente
fé em Jesus o pensamento
Cristo! Enquanto preguei ame veio de
Palavra novo que,
naquela noiteó havia
maravilha, ele era o
uma paz
sustentando minhas palavras, uma paz fundamentada sobre as palavras, "Meu socorro vem do Senhor, que
fez os céus e a terra".
Esta pergunta de nosso catecismo deve capacitar-nos todos à coragem, qualquer que seja a dificuldade ou
problema que tenhamos de enfrentar nos dias de hoje. Seja qual for a angústia, por meio dela poderemos
saber que aquele mesmo poder onipotente do Deus que operou na criação de todas as coisas será
exercido na defesa e na sustentação de sua igreja e de seu povo na hora da necessidade.
Muitos anos atrás, num acampamento bíblico lembro-me de ter cantado um hino cujo coro continha estas
palavras: "Ode
com a visão Deus
queque opera
Deus maravilhas
é soberano e queé ele
o mesmo Deusas
criou todas hoje!" Sedo
coisas começamos,
nada, entãoteologicamente falando,
é hora de começar a
agir como quem realmente crê nisso de todo o coração.
Que Deus nos ajude a reconhecê-lo como Criador e Sustentador, reconhecê-lo cantando com a alma:
"Grandioso És Tu!" Tal atitude contribui grandemente para nos habilitar à paz e alegria do Senhor em
nosso coração, além da teologia em nossa mente.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 10. Como criou Deus o homem?

Resposta: Deus criou o homem macho e fêmea, conforme a sua própria imagem, em conhecimento,
retidão e santidade, com domínio sobre as criaturas.
Referências Bíblicas: Gn 1.27; Cl 3.10; Ef 4.24; Gn1.28.

Perguntas:

1. Qual é a dif erença entre a criação de outras criaturas e a criação do homem?

Deus simplesmente ordenou à existência as outras criaturas; mas quando o homem foi criado, a Trindade
decidiu que o homem deveria ser feito à imagem de Deus.
2. Por que esta diferença é importante?
/

E importante visto que o homem é a única das criaturas dentre as que Deus criou que é consciente de si
mesma. Deus fez o homem à sua imagem mental e moral. O dr. Albertus Pieters diz: "Isso compreende o
poder autoconsciente de raciocinar, a capacidade da autodeterminação e o senso moral. Em outras
palavras, ser uma criatura que pode dizer "Eu sou, eu devo, eu irei" — isso é o que significa ser feito à
imagem de Deus.
3. Por que Deus criou o homem?

O homem foi criado por Deus para que servisse a seu Criador. Deus não existe em benefício do homem,
mas sim o homem existe para benefício de Deus, para servi-lo e glorificá-lo para sempre.
4. Que espécie de sabedoria, justiça e santidade o homem teve quando foi criado?

A sabedoria
pelas do homem era lutamos
quais provavelmente um conhecimento perfeito
hoje. A justiça de Deus,eradeuma
do homem sua justiça
obrigação e de muitas
inerente outras
que fazia comcoisas
que
Deus o declarasse ser "muito bom". A santidade do homem era a raiz oculta de sua justiça que brilhava
no seu coração.
5. Que tipo de domínio o homem tinha sobre as criaturas?

Deus fez o homem cabeça do mundo. Ele recebeu o direito de reinar sobre as criaturas e dar-lhes nomes.
Ele deveria governá-las para a glória de Deus e seu próprio bem.
6. Em tantas de nossas escolas hoje a teoria da evolução teísta está sendo ensinada. Isso é
consistente com o ensino da Bíblia?

Não. A Evolução Teísta (A Evolução como o método de Criação de Deus) não é consistente com a
Bíblia.
A posição da Bíblia pode ser esquematizada assim:
1. A Bíblia diz que Deus criou do nada e que essa criação incluiu todas as coisas que têm ou terão ou
poderão ter existência. Tudo isso deve a Deus seu ser e substância bem como sua forma. Embora isso
seja confuso para o homem, é absolutamente necessário se vamos nos ater à fé cristã.
2. A Bíblia diz que Deus é eterno, não que a matéria é eterna, como seria necessário para qualquer
teoria da evolução.
3. A Bíblia diz que o homem veio a existir pelo ato criador especial de uma vontade livre,

autodeterminada.
4. Reconhecendo que precisamos rejeitar tanto a evolução em sua conotação ateísta como as
implicações filosóficas da evolução como forma de deixar Deus de fora do universo, precisamos
reconhecer que é possível existir uma variação e que isso não seria uma contradição à Escritura. Existe
muito que não entendemos sobre as maneiras e os meios que Deus já usou para trazer o homem e o mundo
ao seu presente estado. Mas essa variação está dentro das limitações da norma estabelecida por
Deus, segundo é apresentada na Bíblia, e não deve ser confundida com evolução.
DE VOLTA AO GÊNESIS !

Em seu livro ímpar, A Harmony ofthe Westminster Presbyterian Standards (Uma Harmonia dos Padrões
Presbiterianos de Westminster), o dr. James Benjamin Green declara: "O melhor conhecimento é o
conhecimento de Deus. Em segundo lugar, o conhecimento do homem. O judeu chegou dizendo: 'Conhece
teu Deus'. O grego chegou dizendo: 'Conhece-te a ti mesmo'. O cristão chega dizendo: Conhece teu Deus e
a ti mesmo em Jesus Cristo".
Quando somos confrontados com o problema da srcem do homem, direcionamos todos às palavras
divinamente inspiradas: "No princípio Deus..." Para todos temos a chamada: Voltem ao Gênesis e sejam
agradecidos por essa verdade notável e incrível da Palavra de Deus!
Há pessoas demais hoje querendo substituir a doutrina ensinada na Bíblia, por sua visão da srcem das
coisas. Parece que o próprio diabo, com suas mais astuta artimanhas, está dizendo: "Se eu puder apenas
envolver aquele jovem na teoria de que o homem evoluiu das formas mais simples da matéria e da vida e
se desenvolveu por um processo perfeitamente natural, então a Bíblia não lhe será muito importante". E
isso foi provado repetidas vezes. Quando uma pessoa aceita a evolução em lugar da doutrina de criação
das Escrituras, e recusa-se a acreditar que o homem foi resultado de um Ato Criador especial de Deus,
então o Deus da Bíblia não é mais o Criador e Sustentador.
Chegou a hora de todos os cristãos reconhecerem hoje os perigos dessa falsa doutrina e especialmente o
papel que desempenha na teoria daqueles que negam a inspiração da Bíblia. Nada menos do que um
compromisso total com a doutrina da criação da Bíblia nos guardará da apostasia que destrói a igreja do
Deus vivo.

Temos de nos lembrar que o Criador é supremo. Ele é a causa absoluta de tudo o que acontece, o Ser
etemo e bendito para sempre que optou por criar o mundo pela sua vontade.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pe rgunta 11: Quais são as obras da providência de Deus?

Resposta: As obras da providência de Deus são a sua maneira muito santa, sábia e poderosa de
preservar e governar todas as suas criaturas, e todas as ações delas.
Referências Bíblicas: SI 145.17; SI 104.24; Hb 1.3; SI 103.19; Mt 10.29-30.Perguntas:

1. Qual é o sentido da palavra "providência ”?

O sentido da palavra providência é cuidado, a capacidade de prever o que virá e fazer provisão para
aquilo.
2. Quais são os aspectos parciais da providência de Deus?
Os aspectos da providência de Deus são: 1) Sua preservação de todas as coisas (SI 36.6). 2) Seu
governo de todas as coisas (SI 67.4).
3. Qual a diferença entre a criação e a providência?

O dr. Charles
idênticos Hodge
não só leva àafirma: "A como
confusão criação, a preservação
ao erro. A criaçãoeeoagoverno de fato
preservação diferem,
diferem e tratá-losporque
— primeiro, como
"criação" é chamar à existência o que não existia, e "preservação" é continuar, ou causar a continuação
daquilo que já tem um começo; e segundo, na criação não há nem pode haver cooperação, mas na
preservação há uma confluência (cooperação harmoniosa) da primeira com a segunda causa. Na Bíblia,
portanto, as duas coisas nunca se confundem. Deus criou todas as coisas, por ele, todas elas estão em
harmonia" (Systematic Theology, Vol. 1, p. 578).
4. Ao que se estende a providência de Deus?
1) A todas as suas criaturas, especialmente seus filhos. 2) As ações de suas criaturas.

5. Será que sua providência se estende às ações de suas cri aturas?


Sim, estende-se a todas as ações. Manter outra opinião seria dizer que as criaturas seriam independentes
em suas ações e então Deus não seria a primeira causa de todas as coisas.
6. Se a providência inclui os feitos dos homens, será que isso quer dizer os feitos pecaminosos bem
como os bons feitos?

Sim, até os feitos pecaminosos dos homens são controlados pela providência de Deus, mas isso não o faz
responsável por esses feitos. Deus permite que os homens pequem (At 14.16). Deus limita e refreia os
homens em seus pecados (SI 76.10). Deus dirige e dispõe os pecados dos homens para boas finalidades,
além de suas próprias intenções (Is 10.5, 6, 7).
7. Qual é o propósito da providência de Deus?
O propósito da providência de Deus é a manifestação da própria glória de Deus.
PROVIDÊNCIA DE DEUS E A PALAVRA

No Artigo 13 da Confissão Belga, em sua seção sobre a Providência Divina, aparecem as palavras
seguintes: "... aprender somente aquelas coisas que ele nos revelou em sua Palavra, sem transgredir esses
limites".
Sempre houve o perigo, na igreja de Jesus Cristo, de haver confusão quanto à doutrina da providência.
Alguns crentes em Cristo, reconhecendo que Deus é Soberano e convencidos de seus poderes de

preservar eque
Esquecem governar, entendem
a providência que devem
de Deus aguardar
nos mostra da providência
o caminho de Deus de Deus
e não para os
aponta descobrir
detalhesseu
do dever.
nosso
caminho. Esquecem que nossa regra de fé e prática é a Palavra de Deus, não o seu propósito cumprido
numa providência. Goodwin expressou isso da seguinte forma: "Não devemos entrar em negócios
meramente por providências, porque descobriremos que muitas vezes as providências proporcionam
boas ocasiões para pecarmos. Quando Jonas devia ir a Tarsis, ele teve as melhores providências
possíveis; encontrou um navio prontinho; sim, mas foi contra a palavra de Deus. Nunca seja regido por
providências, pois podem ser tentações e provações; seja regido pela Palavra de Deus somente".
Na verdade nós devemos "aprender só aquelas coisas que ele nos tem revelado em sua Palavra". Não
devemos nos envolver nos conceitos não-cristãos sobre a sorte. Deve ser bastante significativo para o

cristão que até


Berkouwer queHitler pronunciava
"ninguém pode crera na
palavra "providência"
Providência de Deusmuitas vezes. Reconhecemos,
sem conhecer no entanto,
o caminho a Deus por meiocom
de
Jesus Cristo". Mas ainda temos que reconhecer que os caminhos nos quais andamos precisam ser
caminhos consistentes com a Palavra de Deus. Não devemos esperar que a providência nos dirija, e sim
reconhecer que a revelação de Deus já nos veio pela Sua Palavra.
A Providência de Deus nos oferece grande conforto. Diz-nos que Deus nos orienta. Que ele nos guarda.
Que ele nos refreia. Mas todas essas coisas são feitas dentro dos limites da Palavra de Deus e não são os
fatores governantes em nossa vida, mas o grande espírito que está por trás de nossas ações, as quais
empreendemos de conformidade com sua Palavra—isto é, que Deus está sempre no controle de seu
mundo.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 12. Que ato especial de providência exerceu Deus para com o homem no estado em que ele foi
criado?
Resposta: Quando Deus criou o homem, fez com ele um pacto de vida, com a condição de perfeita
obediência: proibiu-o de comer da árvore da ciência do bem e do mal, sob pena de morte.
Referências Bíblicas: Compare Gn 2.16-17 com Rm 5.12-14; Rm 10.5; Lc 10.25-28, e com os pactos
feitos com Noé e Abraão (Gn 2.17).
Perguntas:

1.0 que é um pacto?

Um pacto é um acordo e arranjo mútuo entre duas ou mais partes para dar ou fazer algo.
2. Qual é o pacto de Deus com o homem?
O pacto de Deus com o homem é seu acordo de dar algo com a condição de que o homem fará algo de sua
parte, ou poderá ser inteiramente gracioso como em Gênesis 9.
3. Quantos pactos Deus fez com o homem?

Deus fez dois pactos principais com o homem. O primeiro foi o Pacto das Obras e o segundo foi o Pacto
da Graça.
4. Por que foi chamado de Pacto das Obras?
Foi chamado de Pacto das Obras porque foi um plano pelo qual a raça humana poderia conseguir a vida
eterna por meio das obras, isto é, pela perfeita obediência à vontade de Deus.
5. Quem eram as partes, no Pacto das Obras?
As partes eram Deus, que estabeleceu o pacto, e Adão, o cabeça e representante de toda a raça humana.
6. Por que Deus proibiu Adão e Eva de comerem do fruto da árvore?

Ele proibiu porque era um teste de obediência à vontade de Deus. O fruto em si era bom, mas comer dele
contrariava o mandamento de Deus.
7. Qual era a promessa e a penalidade vinculadas ao Pacto das Obras?
A promessa era a vida eterna e a penalidade morte temporal, espiritual e eterna.
8. O que podemos aprender desta doutrina do Pacto das Obras?

Aprendemos que a morte eterna veio pela quebra do Pacto das Obras pelo primeiro Adão e que a vida
eterna vem somente pelo cumprimento do mesmo pacto pelo
segundo Adão (Rm 5.19). Adão foi nosso representante no Pacto das Obras; Jesus
Cristo é nosso representante no Pacto da Graça.

O INSTRUTOR DE ADÃO

No Jardim do Éden havia uma árvore. Não sabemos que espécie de árvore era, pois a história de que era
uma macieira não tem na Bíblia prova nenhuma. Mas era uma árvore importante e desempenhou um papel
importante num "ato de providência especial" de Deus. Adão estava em meio a muitos arranjos
providenciais feitos para ele por Deus. Mas mesmo as coisas estando bem — mesmo tendo abundância e
conforto — Deus
não comerás; impôs
porque, no adia
Adão
em uma ordem
que dela positiva:
comeres, "Mas da árvore
certamente do conhecimento
morrerás" (Gn 2.17). do bem e do mal
Esse ato especial de providência foi o Instrutor de Adão. Era para ensinar a Adão certas coisas que ele
devia saber. Era para ensinar-lhe domínio próprio. Era para ensinar-lhe que embora ele fosse senhor das
criaturas, ainda assim ele era súdito de Deus. Era para ensinar-lhe que devia obedecer a Deus sem
questionamento. O teste de Bem ou Mal é simplesmente a obediência ou desobediência à vontade de
Deus. Depois de colocar Adão no Jardim e dar-lhe tudo, Deus (assim afirma A. A. Hodge) "reduziu
o teste ao mais simples e mais fácil—o simples teste de uma violação pessoal da lei, um teste de
obediência leal simplesmente". Adão foi reprovado no teste e Cristo veio mais tarde para fazer o que
Adão deixou de fazer.
Esse teste de obediência leal é o teste sob o qual estamos hoje. Se somos salvos pela graça, a palavra de
Deus a nós é essa: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que
faz a vontade de meu Pai que está nos céus" (Mt 7.21). É verdade que nossa entrada no céu não acontece
por méritos nossos e sim pela graça de Deus. Mas é igualmente verdade que a pessoa nascida de novo
pelo Espírito de Deus será uma pessoa que ama a Palavra de Deus e busca, pela ajuda de Deus, seguir
os mandamentos dele.
Um bom mandamento para o cristão seguir é: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa
qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (ICo 10.31). Aqui está nosso teste de obediência leal, e isso
nos ensina a exercer domínio próprio; ensina que somos súditos de Deus e que devemos obedecer a ele e
fazer tudofeito
pode ser paranoa nome
glória do
dele. Seja oJesus?",
Senhor que for"Podemos
que estejamos para
fazê-lo fazer, precisamos
agradecidamente, nos perguntar:
expressando "Isso
a Deus nossa
gratidão pelo privilégio e pedindo sua bênção em oração sobre a ação?" Estamos, como pecadores
salvos pela graça, buscando fazer a vontade de Deus em todas as coisas? (Fp 4.8, 9).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 13. Nossos primeiros pais conservaram-se no estado em que foram criados?
Resposta: Nossos primeiros pais, sendo deixados com o livre-arbítrio, caíram do estado em que foram
criados por terem pecado contra Deus.
Referências Bíblicas: Gn 3.6-8,13; Ec 7.29; 2Co 11.3; SI 5.4.
Perguntas:
1. Qual era o "estado" no qual o homem foi criado?

O estado era de inocência, o estado no qual Deus havia colocado o homem e no qual ele tinha comunhão
pura com Deus.
2. O que quer dizer livre-arbítrio?
O livre-arbítrio é a liberdade de escolher ou recusar por vontade própria, sem nenhum embargo ou força
de quem quer que seja.

3. Nossos primeiros pais eram capazes de seguir o caminho da perfeita obediência a Deus?
Sim, eles tinham perfeito conhecimento e eram santos no coração porque Deus os havia feito assim.
4. Como foi possível então que o homem pecasse?
Foi possível porque na criação o homem tinha uma liberdade tanto para o bem como para o mal. Sua
disposição natural era para o bem mas porque ele era uma criatura mutável (sujeita à mudança), mediante
a tentação, ele se submeteu ao mal.
5. Qual é o estado do homem hoje com respeito ao livre-arbítrio?

Uma distinção deve ser feita quanto ao tipo de homem. O homem não-regenerado, "ao cair no estado de
pecado, perdeu inteiramente todo o poder quanto a qualquer bem espiritual que acompanhe a salvação",
de sorte que não pode "converter-se, ou mesmo preparar-se para isso". (Confissão de Fé, 9, 3). O homem
regenerado, pela graça de Deus, tem a liberdade para fazer aquilo que é espiritualmente bom, mas não o
faz perfeitamente porque é por vezes inclinado para o mal (Rm 7.15, 19, 21).
6. Quem foii o responsável pelo primeiro pecado?
O ser humano foi responsável porque cedeu livremente à tentação do diabo. Quando nossos primeiros
pais, de vontade própria, escolheram obedecer à palavra de Satanás em lugar da palavra de Deus, foram
culpados de pecar contra Deus. O homem foi testado, com o teste da simples obediência, mas o homem
foi reprovado no teste. Deve-se reconhecer que Deus não é o causador de pecado. Isso pode ser provado
pelo testemunho da Bíblia (Gn 1.31; SI 5.4). Também prova-se isso pelos fatos ensinados na Bíblia, que
Deus é perfeitamente bom e santo e que Deus puniu todo pecado severamente. A queda de Adão é a causa
eficiente do pecado srcinal tanto nele como na sua posteridade.

PECAR CONTRA DEUS

Um dos maiores perigos que a igreja atual enfrenta é a tendência de dar ênfase ao pecado como sendo
contra os homens, em vez do fato de que pecado é antes de tudo e primeiramente contra Deus. Isso se nota
especialmente nas orações de muitos pastores e leigos. Suas orações estão cheias do fato de que os
homens pecam contra homens, em de uma forma social, mas estão quase vazias do fato primário de que
os homens pecam contra Deus. Quem examinar bem a Confissão Geral Episcopal há de notar que a
ênfase da confissão é direcionada às ofensas às leis santas de Deus.
É verdade que quando nossos primeiros pais pecaram no Jardim do Éden, eles certamente pecaram um
contra o outro, no fato de que em seu pecado cada um afetou o outro. E seu pecado certamente afetou toda
a raça humana ao ser transmitido naturalmente a todos. Mas o importante de nossa pergunta do catecismo
é que Adão e Eva pecaram contra Deus. Essa é a mensagem que devemos guardar na mente. Essa é
a mensagem de que precisamos nos lembrar ao viver nossa vida diária perante Deus como cristãos
salvos pela graça.
Nossa dificuldade está, provavelmente, em que, embora saibamos que nossos pecados sejam contra
Deus, não fazemos esforço suficiente para resistir, para vencer a tentação. Um pregador fiel da Palavra
de Deus dizia a seu povo repetidas vezes: "Irmãos, vocês precisam praticar a cautela em como viver
perante o Onipotente
manter distância e Soberano
de pecar Deus!"1)Thomas
contra Deus: Goodwin
Guardar-se davapensamentos,
dos maus quatro regras porque
ao cristão
elescom respeito a
contaminam
o homem (Mt 15.18-20). 2) Guardar-se das palavras más, porque "as más conversações corrompem os
bons costumes" (ICo 15.33). 3) Ter cuidado com as más companhias, pois isso irá poluir o homem. 4)
Ter cuidado com todas as ocasiões do abuso nocivo de coisas lícitas, pois elas também o farão impuro,
porque esse é um meio de atrair a impureza de seu coração.
Tais pensamentos são excelente ajuda para nós ao lutarmos por viver para a glória de Deus. Também é
excelente percebermos e lembrarmos que nossos pecados são contra o Deus Santo, aquele que se assenta
no Trono dos Céus (ICo 10.12-13).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 14. O que é pecado?

Resposta: Pecado é qualquer falta de conformidade à lei de Deus ou transgressão a ela. Referências
Bíblicas: Ho 3.4; Tg 4.17; Rm 3.23; Rm 2.15.

Perguntas:

1. O que é a Lei de Deus e onde se encontra?

A Lei de Deus são os mandamentos que Deus deu como regra de obediência do homem. A Lei de Deus
encontra-se escrita na Palavra de Deus, embora já houvesse uma cópia dela no coração do homem em sua
inocência antes da queda. A Palavra ensina que uma parte dela ainda está escrita no coração dos homens,
mas em grande parte o conhecimento dessa Lei já está desfigurado ou apagado.
2. Como o homem mostra falta de conformidade à Lei de Deus?
Mostra isso ao não praticar todas as coisas escritas no Livro da Lei (G1 3.10).
3. Quais são os pecados incluídos na falta de conformidade à Lei de Deus?
Os pecados incluídos são: 1) O pecado original e aquela hostilidade natural do coração contra a Lei de
Deus. 2) Todos os pecados de omissão e comissão.
4. Como a pessoa pode provar que a transgressão da lei é pecado?
A Bíblia ensina isso em 1 João 3.4: "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o
pecado é a transgressão da lei".
5. Todas as leis mencionadas no Antigo Testamento devem ser observadas hoje?
Não, nem todas as leis do Antigo Testamento devem ser observadas. A lei cerimonial não obriga mais
visto que Cristo veio em carne, e muitas das leis judiciais — por se referirem à situação da nação
udaica — são deixadas de lado. Mas a lei moral é imposta como obrigação sobre toda a humanidade (SI
119.160).
6. Você poderia responder à pergunta ”O que é o pecado?” em palavras que eu possa usar para
ensino em minhas aulas?

Poderia falar-lhes o que afirma o dr. William Childs Robinson: "O pecado é pisar um dos mandamentos
de Deus". Não é simplesmente um mal que se faz ao semelhante, mas inclui tanto a culpa como a
poluição. O pecado não compreende apenas os atos exteriores, mas também os pensamentos, os afetos e
as intenções do coração.

O CRISTÃO E O PECADO

Conta-se o caso interessante do menino pequeno que ouviu a história empolgante de Golias na Escola
Dominical. No dia seguinte chegou à sua mãe e disse: "Mãe, eu sou tão alto como Golias". Naturalmente,
a mãe respondeu que isso seria impossível porque Golias era um homem gigante. Mas o menino
respondeu: "Mas Mãe, a Bíblia diz que Golias tinha seis côvados e um palmo e eu fiz uma régua e eu
também tenho seis côvados e um palmo, e por isso sou tão alto como Golias!"
Assim como o menino fez sua própria régua e podia ser tão alto quanto queria, assim também muitos
cristãos fazem suas próprias unidades de medida com respeito ao pecado. Recitam rapidamente o que o
catecismo diz que o pecado é, mas em suas práticas parecem ter uma capacidade espantosa de esquecer a
definição de Deus do pecado e estabelecer seus próprios padrões do certo e errado.

Muitos estudiosos
encontra em Isaías da Bíblia,
53.6 atravésnós
— "Todos dosandávamos
tempos, têm concordado
desgarrados que ovelhas;
como a definição
cadadeum
Deus do pecadopelo
se desviava se
caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos". Ou como foi ilustrado lindamente
certa vez por J. Sidlow Baxter: "O melhor retrato do pecado é o de uma menina pequena batendo o pé no
chão e dizendo: 'Quero o que eu quero quando eu quero!' "
Basta isso sobre as manifestações exteriores do pecado. E o lado interior negativo do pecado? O dr.
James Benjamin Green disse certa vez que os aspectos interiores e negativos do pecado muitas vezes são
deixados no esquecimento e pouco discutidos. Explicou que a ausência do sentimento correto, tanto como
a presença do sentimento errado, é pecado. Muitos cristãos pecam por deixar de "levar cativo todo
pensamento à obediência de Cristo" (2Co 10.5). O cristão é constrangido a resolver cada
pensamento, palavra
conduzir-se fiel e açãodopela
na esfera direçãoDodocontrário
Espírito. Espírito omediante a Palavra
cristão estará de Deus.
pecando O dever
contra do cristão é
o Senhor.
Isso é um padrão bem alto. Isso é "andar no Espírito" (G1 5.16). É nosso único padrão de medida e
encontra-se na Palavra de Deus. Não muda, não se ajusta ao meio ambiente em que vive. Leva-nos a
depender de Deus unicamente e assim nos impede de "desviar pelo nosso próprio caminho" (Rm 8.1-14).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 15. Qual foi o pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados?

Resposta: O pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados foi o fato
de terem comido do fruto proibido.
Referências Bíblicas: Gn 3.6; 2Co 11.3; SI 49.12.

Perguntas:

1. Por que Deus proibiu nossos primeiros pais de comerem esse fruto?

Proibiu-os porque estava fazendo um teste de sua obediência. Não era que o fruto em si possuísse algum
mal. Foi o método que Deus usou para ver se reconheciam ou não o seu Senhorio sobre eles.
2. Nossos primeiros pais tinham culpa de pecado antes de provarem o fruto?
Sim, eram culpados por terem escutado o diabo. Mas quando provaram o fruto completaram o ato
pecaminoso.

3. Onde o primeiro pecado foi cometido?


O primeiro pecado foi cometido no Paraíso onde Deus havia colocado o homem e criado a mulher.
4. Adão foi enganado nesse primeiro pecado?
A Bíblia nos diz que ele não foi enganado. É provável que seu amor por Eva o tenha motivado a unir-se
com ela nessa transgressão. Mas ele sofreu a conseqüência desse pecado assim mesmo e traiu toda a raça
humana cujo representante ele era.
5. O que estava envolvido no ato de comer do fruto proibido?

Muitos pecados estavam envolvidos nesse ato de desobediência. Ao comer rebelavam-se contra seu
Deus Soberano. Ao comer eram culpados de traição porque estavam coligados com o diabo. Ao comer
estavam satisfazendo sua ambição, a de ser igual a Deus. Ao comer eram culpados de descrença porque
Deus havia dito que era errado. Ao comer estavam trazendo a morte sobre si e sobre toda sua
posteridade.
6. Se fosse preciso usar uma única palavra para descrever esse primeiro pecado, qual seria a melhor
alavra?

A palavra "orgulho" — no sentido de soberba, vaidade — seria provavelmente a melhor para descrevê-
lo. Calvino afirma: "Agostinho está corretíssimo, quando diz que o orgulho foi o início de todos os
males, e que pelo orgulho a raça humana foi arruinada..."
PENSAR DUAS VEZES
Muitas vezes ficamos imaginando quanto tempo Adão teria passado em meditação e oração no Jardim
quando lhe foi oferecido pela esposa o fruto proibido. Ele sabia que se tratava de algo proibido. Ele
conhecia a regra da obediência estabelecida no Jardim. Tinha tudo o que desejava. E ainda assim
desobedeceu à ordem de seu Deus e aceitou o fruto conforme lhe foi oferecido. Ficamos a pensar se
Adão pensou duas vezes sobre o passo que estava para dar.
Uma grande lição a ser aprendida hoje pelos filhos de Deus, a partir da prova do Jardim do Éden, é a
lição de pensar duas vezes, de orar duas vezes, antes de dar passos importantes. Os filhos de Deus
sempre precisam de aprender a lição de resistir, resistir à primeira tentação de pecar que aparece no
coração. O escritor do hino coloca isso assim: "Quero um preceito firme no meu interior de um vigilante
evezes
perspicaz temor;
os filhos A piedosa
de Deus consciência
se chegam à esferadodopecar,
pecadoa dor
semdepensar
senti-lo assim
duas chegar".
vezes, Contudo, tantas
sem medir
as conseqüências, sem orar ao Senhor por ajuda e direção. Muitas vezes uma segunda consideração os
salvaria de pecar contra Deus e assim de pecar contra si próprios e outras pessoas.
Wordsworth escreveu alguns versos em um de seus poemas, que contêm uma grande lição que os cristãos
poderiam aplicar ao assunto da tentação: "Procura as estrelas. Dirás que não há nenhuma; olha uma
segunda vez, e uma a uma, tu as notarás a piscar sua luz prateada, e ficarás a perguntar-te: como puderam
escapar à tua primeira inspeção!"
Muitas vezes nos perguntamos por que não pensamos duas vezes, por que não vimos o mal que envolvia
aquele pensamento,
olhos. Como podemosaquela ação, aquela
ter certeza palavra
de pensar duasquando
vezes?aSó
vimos de início e que
reconhecendo parecia tãoguardados
somos certa a nossos
pelo
poder de Deus e que esse poder está operando dentro de nós se nos mantivermos perto dele, guardando
seus mandamentos. Não podemos confiar em nós mesmos, não devemos ousar confiar em nós mesmos, e
sim somente nele. Precisamos ficar perto dele pelo estudo da Palavra, pela oração, pelo serviço prestado
a ele, tudo para a glória dele. Que Deus sempre nos ajude a pensar duas vezes antes de avançar (2Tm
3.13-17).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 16: Todo o gênero humano caiu pela primeira transgressão de Adão?

Resposta: Visto que o pacto foi feito com Adão, não só para ele, mas também para a sua posteridade,
todo o gênero humano, que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na sua
primeira transgressão.
Referências Bíblicas: At 17.26; Gn 2.17; Rm 5.12; 1 Co 15.21.

Perguntas:

1. Na Bíblia lemos sobre quantas pessoas que representaram a raça humana?


Lemos sobre duas pessoas que representaram a raça humana. O primeiro, Adão, e o segundo, Jesus Cristo
(ICo 15.45).
2. Qual a razão dada na Escritura pela qual a posteri dade de Adão caiu com ele?
A razão se encontra no pacto das obras, no qual a vida foi prometida com a condição da obediência. O
pacto foi feito não só com Adão, mas valia para sua posteridade.
3. Visto que o pacto foi um pacto de obras, será que isso significa que Adão poderia merecer a vida
eterna?

Não, não significa que Adão poderia merecer a vida eterna. Mesmo assim, ainda era a graça de Deus que
daria a vida eterna, mas uma graça que recompensaria a obediência.
4. Foi justo Adão poder representar sua posteridade?

Sim, foi justo porque ele seria o pai comum de toda a humanidade; e ele foi criado perfeitamente santo,
com pleno poder de satisfazer a condição do pacto.

5. Como pôde toda a humanidade estar em Adão quando primeiro ele pecou?
Toda a humanidade estava em Adão de dois modos: 1) Virtualmente, como uma raiz natural e, 2)
Representativamente, como o cabeça de um pacto.
6. O que se quer dizer quando se diz ”todo o gênero humano, que dele procede por geração
ordinária, pecou nele”?
A expressão "geração ordinária" é usada para excluir Cristo que descendeu quanto ao seu corpo humano,
de Adão, mas não por geração ordinária, visto que foi concebido no útero de uma virgem pelo poder do
Deus Onipotente que a envolveu com sua sombra.
7. Sempre ouvi dizer: ”Na queda de Adão todos nós pecamos”. Este comentário cabe
bem nesta pergunta?
/

E um comentário excelente. Deve-se entender com isso que somos pecadores antes de tudo porque Adão,
nosso representante, pecou por nós. Nossa natureza corrupta é o resultado de nossa herança em Adão.
UMA LIÇÃO DURA

Repetidas vezes ouvimos as pessoas dizem: "Eu não acho que seja justo Deus nos responsabilizar pelo
pecado de Adão!" Muitas pessoas fora de Jesus Cristo usam isso como uma de suas principais desculpas
para recusar chegar-se a ele. Mas quer gostemos ou não, a Bíblia ensina que Deus trata com a
humanidade na base do princípio da representação.
Às vezes esse princípio é uma lição dura para aprendermos. Para aqueles de nós que somos salvos pela
graça, salvos pelo "segundo Adão", aceitar a segunda representação não é difícil. Mas há ocasiões em
que até os cristãos ficam pensando sobre a justeza da primeira representação. Isso mexe com a mente de
muitos cristãos embora poucos expressem a idéia em palavras.
Devemos nos lembrar, nesta área, como em todas as áreas de nosso relacionamento com Deus, que ele é
o Criador e Senhor Soberano, possuidor do direito de requerer qualquer coisa de suas criaturas em
qualquer forma que sua sabedoria possa determinar. A autoridade dele foi, e é, sem limites. Deus podia
fazer qualquer coisa com Adão pessoalmente, e com vistas à sua posteridade, que fosse consistente com
suas próprias perfeições. Ele é uma lei para si mesmo e age de acordo com sua própria vontade.
Ao
nãomesmo
tivesse tempo, em seuderelacionamento
a capacidade suportar. com Adão no Jardim, ele não exigiu nada de Adão que Adão

Essa é a ótica que todos os filhos de Deus precisam aprender. O reconhecimento de que ele é soberano e
nós não. Reconhecer que seja qual for o método que ele escolha usar para nos ensinar nossas lições, esse
método é bom e justo, porque ele é a essência da justiça. Nossa obrigação é não reclamar e sim
obedecer, não nos irritar e sim aceitar, não murmurar e sim descansar em nosso dever de diminuir e nos
submeter em toda a humildade.
Para nós, tudo isso é uma lição dura de aprender. Tiago colocou isso muito bem quando disse:
"Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará" (Tg 4.10). Muitos cristãos têm vontade de
trabalhar
completo bastante na obra
de qualquer do Senhor,
método, mas
qualquer não conseguem
meio, porque que
qualquer princípio não ele
aprenderam a dar
queira usar coma Deus o direito
eles. Alguns
pensam muitas vezes que Deus é injusto, recusam deixar que ele determine seu modo de agir com
eles, recusam submeter-se à autoridade dele e depois ficam se perguntando porque Deus não os usam
como eles desejariam.
Em todos os nossos pensamentos e palavras, em todas as nossas ações e reações, sim, em todas as áreas
de nossa vida, somos responsáveis perante ele. E a obediência à Palavra de Deus transcende a obrigação
e o privilégio, alcançando honra à medida que ele é assim glorificado em nosso viver diário (Dt 11.1,13-
19).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 17: Qual foi o estado a que a queda reduziu o ser humano?

Resposta: A queda reduziu o ser humano a um estado de pecado e miséria.Referências Bíblicas: Rm


5.12; G13.10; SI 40.2; Rm 6.23.
Perguntas:

1. Como chamamos o estado do ser humano antes da queda?

O estado do ser humano antes da queda é chamado de estado da inocência, o estado da justiça srcinal.
2. Por que o estado do homem, com a queda, é chamado de estado de pecado?
Porque o homem agora está sob a culpa do pecado, que tem domínio sobre ele.
3. Por que o estado do homem, com a queda, é chamado de estado de miséria? Porque, de acordo
com a penalidade da lei, a morte e a maldição o envolve em toda sorte de miséria.
4. Por que pecado é mencionado antes de miséria, ao se descrever o estado em que caiu o ser
humano?
Porque o pecado veio primeiro e a miséria veio em seguida como resultado do pecado. O pecado é a
causa da miséria; a miséria é o efeito do pecado.
5. Como o homem chegou a esse estado de pecado e miséria?
O homem chegou a isso pelo abuso de seu livre-arbítrio, pela desobediência. A Bíblia nos diz que o ser
humano se destruiu (Os 13.9).
6. O que aconteceu ao homem no Jardim por causa de seu pecado?

O coração do homem mudou e o lar do homem mudou. O coração tornou-se mau e o homem foi forçado a
sair do lugar da perfeição (o Jardim) e foi lançado no mundo onde estava o mal.
7. Como a Bíblia descreve o estado de pecado e miséria do homem?
A Bíblia o descreve como "trevas", "condenação e ira" e "morte".
8. Qual é a religião falsa e popular de nossos dias que nega o ensino de pecado e miséria?
É a religião da Ciência Cristã que nega a realidade do pecado e da miséria.

9. O homem pode se ajudar para sair desse estado de pecado e miséria?


Não, o homem é totalmente incapaz de se ajudar a sair desse estado, porque a própria natureza dele é
"inimizade contra Deus" e ele não se pode salvar desse estado.
PECADO E EVASÃO

Nossa tese nesta discussão é a seguinte: O pecado no Jardim do Éden foi inteiramente culpa do homem, e
Deus não foi de maneira nenhuma o seu autor. Isso é ensinado na Palavra de Deus e pode ser resumido
assim: 1) Deus criou o homem perfeitamente santo, sem nenhum defeito ou tendência a pecar. 2) O homem
poderia ter passado pela a que ele foi submetido, pois era fácil e não o tolhia em quase nada. 3) Deus não
se retirou do homem durante o momento da tentação. Deus estava presente com ele e tudo que o homem
precisava fazer era chamar por Deus. A queda do homem foi a conseqüência de uma curiosidade por
parte do homem, não falta de capacidade de cumprir o teste simples que Deus lhe havia imposto. E ainda
assim Adão pecou. Não só pecou como também houve de sua parte a tentativa de se evadir da
responsabilidade por aquilo que tinha feito. Acontece o mesmo hoje. Quando o homem peca, geralmente
ele tenta escapar (Pv 28.13-14).
Um professor que tive na faculdade, homem muito sábio, dizia muitas vezes: "Uma das maiores
dificuldades de um cristão é sua recusa em ser honesto consigo mesmo com respeito ao pecado". A
palavra desse professor a nós repetidas vezes era que devíamos olhar para nós mesmos e nunca tentar
evadir-nos da responsabilidade pelo pecado. Supõe-se que a humanidade tenha recebido essa capacidade
de evadir-se da responsabilidade honestamente, visto que tudo começou com Adão. No entanto, mesmo
que isso seja verdade, sempre foi uma das maneiras de o homem desconsiderar seu relacionamento e
responsabilidade para com Deus.

A
mimoração quecaminho
algum o cristãomau"
precisa
(SI fazer é "Sonda-me,
139.23). Esta oraçãoó precisa
Deus, e... conhece
estar sempreosnos
meus pensamentos;
lábios do cristão. vê se há em
E quando
o Espírito convence do pecado, o cristão precisa ser honesto quanto a isso diante de Deus e nunca
procurar se esquivar da responsabilidade que há no caso. "Minha culpa!" é o rogo de confissão do
cristão. Então, e só então, o cristão estará num relacionamento certo com Deus e poderá ser usado
de maneira poderosa, tudo para sua glória (lJo 1.1-10).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 18. Em que consiste o estado de pecado em que o homem caiu?

Resposta: O estado de pecado em que o homem caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão, na
falta de retidão srcinal, e na corrupção de toda a sua natureza, o que ordinariamente se chama pecado
srcinal, juntamente com todas as transgressões atuais que procedem dele.
Referências Bíblicas: Rm 5.12-19; ICo 15.22; Rm 5.6; Ef 2.1-3; Tg 1.14-15.Perguntas:

1. O que êpecado srcinal?


Uma forma melhor de expressar isso seria "pecado herdado". Esse pecado é a culpa e poluição ligada à
nossa srcem, em e mediante o primeiro Adão.
2. Não existe outro tipo de pecado além do pecado original?
Sim, existe o pecado real. Este é qualquer quebra da lei de Deus, quer por omissão ou comissão, seja em
pensamento, palavra ou ação.
3. De que forma todos os homens são culpados por causa do primeiro pecado de Adão ? Todos são
culpados do primeiro
representava pecado de
sua posteridade, Adão
como por imputação
aprendemos (Rm 5.19).
na Pergunta 16.Isso acontece
Assim como porque
a justiçaAdão
de Cristo, que é o
segundo Adão, é imputada a todos os crentes, assim também o pecado do primeiro Adão é imputado a
toda a semente natural.
4. O que quer dizer a "culpa do primeiro pecado de Adão"?
Quer dizer a dívida, o castigo ao qual somos expostos por causa daquele primeiro pecado, cometido por
nosso cabeça e representante, Adão.
5. Qual é o ensino compreendido em falta de justiça srcinal"?

O ensino aqui é que duas coisas estão compreendidas: a) A falta de verdadeiro entendimento espiritual na
mente (ICo 2.14). b) A falta do poder e inclinação para o bem (Rm 7.18).
6. O que está incluído na afirmação: "a corrupção de toda sua natureza"?
Incluído na afirmação está a depravação universal que está presente em todas as partes do homem desde
a queda. Calvino declara: "Todos, portanto, que descendemos de uma semente impura, nascemos
infeccionados pelo contágio do pecado. Na verdade, antes que contemplemos a luz da vida à vista de
Deus já estamos manchados e poluídos"CInstituías, II, 1,5, tr. Luz).

O PECADO ORIGINAL

A falta de crença nessa doutrina é provavelmente um dos maiores motivadores da humanidade para a
posição popular e muito ouvida: "Bem, faço o melhor que posso e estamos todos tentando chegar ao
mesmo lugar. Vou simplesmente apostar no meu melhor pois um Deus amoroso não me condenaria". Essa
posição é ouvida sempre e é difícil agir ofensivamente contra ela quando a pessoa que a diz não crê na
Bíblia como Palavra de Deus inspirada e infalível.
Os Padrões Presbiterianos são muito claros quanto a esse assunto do Pecado Original e seus efeitos
sobre a humanidade. Sobre a "natureza corrompida", os Padrões nos dizem que "nós somos inteiramente
indispostos, incapazes e já feitos contrários a tudo que é bom, e totalmente inclinados a tudo que é mau" e
dessa natureza corrupta "procedem todas as transgressões reais". Os Padrões ensinam também que essa
condição é inata e natural. É justamente nesse ponto que tantos pensadores modernos discordam dos
Padrões e insistem em que há uma "bondade inerente no homem"; insistem que o homem está rapidamente
progredindo. É dessa posição que vão ao resultado natural de que se o homem faz o seu melhor será
cuidado pelo Deus amoroso.
Contudo, se uma pessoa do mundo é forçada a ser honesta consigo mesma — por uma doença, ou morte
iminente, ou por qualquer causa de uma variedade de dificuldades — ela reconhece provas interiores da
corrupção de sua natureza. Reconhece que por natureza ela não quer escutar as palavras que a impedirão
de errar. Reconhece que ela põe toda sua esperança em si mesma. Reconhece que seu corpo é mais
importante para ela do que sua alma. É significativo que quando uma pessoa do mundo é salva pela graça
ela não tem de ser "forçada" a ser honesta consigo dessa maneira; ela já sabe disso!
O que podemos todos nós aprender com essa doutrina? A pessoa não salva pela graça aprenderá pouco
com ela enquanto não chegar à percepção de seu estado pecaminoso. O indivíduo salvo pela graça pode
aprender mais mais
louvar a Deus uma vez:
uma "Maravilha das maravilhas,
vez pelo ensino ele salvou
de Efésios 2.1-10. até mesmo
E pode a mim!" aEle
dar testemunho podedo
outros agradecer
perdão e
que vem mediante os méritos de Jesus Cristo.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 19. Qual é a miséria do estado em que o homem caiu?

Resposta: Todo o gênero humano, pela sua queda, perdeu a comunhão com Deus, está debaixo de sua ira
e maldição, e assim sujeito a todas as misérias nesta vida, à morte e às penas do inferno para sempre.
Referências Bíblicas: Gn 3.8,24; Ef 2.3; Rm 5.14; Rm 6.23.

Perguntas:

1. Do que consiste a miséria do homem na queda?

Consiste de três coisas: a) Daquilo que o homem perdeu, b) Daquilo sob o qual o homem é posicionado,
c) Daquilo ao qual o homem está sujeito.
2. Qual era a comunhão com Deus perdida pelo homem por causa da queda?
Esta comunhão era a presença e o favor de Deus, juntamente com a doce comunhão e prazer na
companhia de Deus no jardim do Eden.

3. Essa perda de comunhão com Deus se estende até o dia de hoje no que diz respeito ao homem?
Sim, estende-se até hoje. A humanidade chega ao mundo hoje alienada de Deus. A humanidade vive hoje
alienada de Deus a não ser que venha a conhecer Deus pela fé em Jesus Cristo.
4. Sob o que é o homem posicionado pela queda?
A queda levou o homem a ficar sob a ira e a maldição de Deus e isso é uma grande miséria. O favor de
Deus é melhor para o homem do que a própria vida. O homem é completamente infeliz e miserável sem a
comunhão com Deus.
5. As misérias desta vida, tanto as exteriores como as interiores, são resultado da queda?
As misérias são tanto exteriores como interiores. Tais coisas como calamidades, doenças, perda do lar,
do emprego, da família são todas misérias exteriores que poderiam resultar da queda. As misérias
interiores que resultam da queda são coisas tais como viver sob o domínio de Satanás, a cegueira
espiritual da mente e a dureza do coração, afetos vis, perplexidades e ansiedades da mente.
6. Qual é o castigo ao qual o homem está sujeito por causa da queda?
O castigo é a própria morte no final da vida. Esse castigo poderá ser somente físico se o homem for
nascido de novo pelo Espírito de Deus. Esse castigo poderá ser eterno — uma eternidade no inferno —
se o homem não for nascido de novo.
OS CRISTÃOS ACREDITAM NO INFERNO?

Uma parte desta pergunta do catecismo trata do lugar chamado de "inferno". Pergunta-se: "Os cristãos
acreditam no inferno?" Apesar do fato de o inferno ser mencionado em nossos Padrões e portanto fazer
parte da nossa crença, parece que há entre nosso povo aqueles que não crêem no tormento eterno.
Certa vez alguém disse que não poderia haver geografia cristã a não ser que o céu e o inferno fossem
incluídos no mapa, porque o sentido real da vida não está aqui, e sim lá. Isso é verdade, tanto que muitos
cristãos querem conservar o Céu no mapa, mas preferem ignorar a existência do inferno. No entanto Jesus
Cristo, em Mateus 25.46, pôs tanto o Céu como o inferno na geografia cristã e as pessoas que acreditam
na Bíblia não podem ignorar o inferno.
Uma pergunta justa seria: "Como as pessoas que crêem na Bíblia ignoram essa doutrina?" A doutrina é
ignorada não
afirmá-la tantopor
— mas pelasefalta de crença
afastar nelanos
a doutrina — relacionamentos
porque todas as pessoas
com os que crêem na De
não-crentes. Bíblia
umahão
ou de
de outra
maneira nós nos esquecemos de que uma pessoa fora de Jesus Cristo está a caminho do inferno e do
castigo eterno.
No ano passado, um amigo cristão contou-me sua experiência. Estava num restaurante, e sentadas na mesa
ao lado estavam quatro pessoas que se divertiam muito alegremente. Ele me contou que elas lhe fizeram
uma pergunta e assim o incluíram em sua conversa. Ele disse que não havia nada de errado com a
conversa; tinha um tom moral bom, era simplesmente tola. Depois de algum tempo saíram e puseram-se a
caminho. Ele finalmente saiu também, entrou no carro e tomou a rodovia. Um acidente havia ocorrido.
Havia quatro pessoas envolvidas. Três tinham morrido. A pergunta lhe abra-sava a mente e o coração:
Elas agora estão no inferno?
Nossos Padrões ensinam a doutrina. Acreditamos nela? Se assim for, estamos nos empenhando ao
máximo para contar a outros que Jesus Cristo morreu na Cruz do Calvário para salvar pecadores do
tormento eterno do inferno?
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 20. Deixou Deus todo o gênero humano perecer no estado de pecado e miséria?

Resposta: Tendo Deus, unicamente pela sua boa vontade, desde toda a eternidade, escolhido alguns para
a vida eterna, entrou com eles em um pacto de graça, para os livrar do estado de pecado e miséria e os
levar a um estado de salvação por meio de um Redentor.
Referências Bíblicas: Ef 1.4-7; Tt 3.4-7; Tt 1.2; G1 3.21; Rm 3.20-22.

Perguntas:

1. Quem Deus leva a um estado de salvação?


Deus leva todo seu povo eleito a um estado de salvação para o qual os escolheu.
2. Quem são as pessoas que f azem parte do povo eleit o de Deus?
Os eleitos de Deus são aqueles que ele escolheu para a vida eterna, escolhidos desde toda a eternidade
por sua boa vontade.

3. O que queremos dizer ao usar o termo "por sua boa vontade"?


Queremos dizer que, embora o homem esteja perdido e decaído, nada merecendo de Deus, foi do prazer
de Deus fazer provisão para algumas pessoas mediante aquilo que é chamado de pacto da graça.
4. Como Deus leva seus eleitos a um estado de salvação?
Deus leva seus eleitos à salvação por meio de um Redentor (At 4.12).
5. O que é o pacto da graça?
É um pacto de vida eterna e salvação para pecadores, a lhes ser dado por graça e misericórdia gratuitas.
E um acordo entre Deus e seus eleitos.
6. Há condições estipuladas para o pacto da graça?

Sim, há uma condição. A condição é a fé, pela qual os eleitos têm um interesse ativo em Jesus Cristo (Jo
3.15; At 16.31).
7. Qual é a promessa inferida no pacto da Graça?
A promessa é que Deus fará com que seu Santo Espírito habite nos eleitos e opere neles, criando a fé e
virtude que ele deseja. Em outras palavras, o que Deus requer, • ele dá (J. B. Green).

UM PACTO COM UMA CONDIÇÃO

O pacto da graça é o que cura e consola uma alma ferida. É um pacto que mostra uma porta aberta de
escape para o pecador. As promessas desse pacto são absolutamente grátis no que nos diz respeito.
Contudo, o pacto da graça é um pacto com uma condição.
A. A. Hodge coloca isso muito bem quando diz: "Aqui está um pacto com uma condição — todo aquele
que crê será salvo, e todo aquele que não crê será condenado. O Senhor Jesus Cristo aparece como sendo
o Mediador do pacto, porque tudo depende de sua obra mediadora. E acima de tudo, ele representa o
Fiador. Você se ajoelha e promete fé, e o Senhor Jesus Cristo assina por você".
É verdade que o pacto da graça, tomado por si só, é pura graça e exclui todas as obras. O Evangelho do
Senhor Jesus Cristo é Boas Novas e é simplesmente uma dádiva de Deus. Mas este Evangelho vem para
nós dentro
com da estrutura
disposição de uma
o que Deus noscondição,
quer dar. essa condição
A vontade não sendo
de Deus outrasecoisa
para isso senão
realiza nossapela
somente fé em aceitar
nossa
razão e nossa vontade.
Tudo isso coloca sobre nós como cristãos uma grande responsabilidade de pregar o Evangelho a todo
aquele com quem entramos em contato. Pois realmente todo aquele que crê será salvo e todo aquele que
não crê será condenado, pois tal é a condição compreendida no pacto da graça. Pode-se muito bem dizer,
falando teologicamente, "que uma pessoa, pela graça que recebe, deve crer e se voltar do pecado para
Deus" (Bavinck). Isso significa que o evangelismo, segundo os Padrões de Westminster, é algo que deve
ser desempenhado por todo crente nascido de novo. Não há espaço na Fé Reformada para a noção errada
mantida por muitos de que não há lugar para o trabalho pessoal dentro da estrutura dos Padrões de
Westminster.
Cabe a todos nós que perseveramos nos Padrões, lembrar de nossa responsabilidade como tão
apropriadamente declarada por Paulo: "Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos.
Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns (ICo 9:22). O Pacto da
Graça, com sua condição, deve nos motivar ao evangelismo pessoal.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 21. Quem é o Redentor dos escolhidos de Deus?

Resposta: O único Redentor dos escolhidos de Deus é o Senhor Jesus Cristo, que, sendo o eterno Filho
de Deus, se fez homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem, em duas naturezas distintas, uma só
pessoa, para sempre.
Referências Bíblicas: lTm 2.5; Jo 1.1,14; Jo 10.30; Fp 2.6; G14.4; Fp 2.5,11.

Perguntas:

1. Por que o Redentor dos escolhidos de Deus é chamado o Senhor Jesus Cristo?
Ele é chamado de Senhor por causa de sua soberania e domínio (At 10.36). Ele é chamado de Jesus
porque ele é o Salvador de seu povo (Mt 1.21). Ele é chamado de Cristo porque ele é ungido pelo Pai
com o Espírito Santo que lhe foi dado sem medida (At 10.38). Ele é plenamente qualificado por Deus
2. Como o Senhor Jesus Cristo redime os escolhidos de Deus?
Ele os compra por seu sangue e os resgata pela sua conquista despojando principados e potestades (IPe
1.18-19; Cl 2.15).
3. O que o Senhor Jesus Cristo se tornou para redimir os escolhidos de Deus? Tornou-se homem mas
não cessou de ser Deus. Tornou-se Emanuel, Deus conosco.
4. Por que foi necessário que se fizesse homem?
Foi necessário para que ele pudesse ser capaz de sofrer a morte pelos homens e para que pudesse se
tornar seu Sumo Sacerdote a fim de reconciliá-los com Deus (Hb 7.26, 27).
5. Como Cristo pôde ser tanto Deus como homem?

Cristo é Deus e homem por uma união pessoal. Ambas as naturezas são distintas, a natureza divina não
sendo sujeita à mudança e a natureza humana não sendo onipotente.
6. Podemos ter algumas afirmações compactas sobre a constituição da pessoa do Redentor?

J. B. Green foi provavelmente quem colocou isso da maneira mais concisa: "1) A realidade das duas
naturezas. 2) A integridade das novas naturezas. 3) A nitidez das duas naturezas após a união. 4) A
personalidade una".

TENHA TODA CERTEZA

Que Jesus Cristo é o único Redentor dos escolhidos de Deus é um fato que devemos agradecer
eternamente a Deus. Embora seja difícil compreendermos as complexidades de como ele pôde ser tanto
Deus como homem, de como as duas naturezas são distintas e contudo ele ser um só, certamente podemos
agradecer e louvar a Deus por ele ter nos comprado com seu próprio sangue e assim ter se tornado o
Redentor único dos eleitos de Deus.
O fato é realmente um fato maravilhoso, mas ainda a pergunta precisa ser feita e respondida por todos:
Estamos certos de que estamos entre aqueles que ele comprou e salvou? O escritor do hino colocou isso
bem ao dizer: "Esteja certo, sim, bem certo, que sua âncora está na Rocha Firme! Esta Rocha é Jesus,
Sim, é ele. Esta Rocha é Jesus, E só ele" (Sra. Ruth Caye Jones). Pois como o título do hino tão bem diz:
"Em Tempos Como Estes" precisamos de um Salvador.
Poder discutir e ter um bom entendimento da teologia é uma coisa boa e saudável. A igreja precisa desta
disciplina, precisa de um entendimento melhor daquilo que os Padrões ensinam. E pena que muitos
presbiterianos
teológico. Masnem saibam
ao nos dizer em que
aproximarmos consistem
desta perguntaosdoPadrões. Repetimos:
catecismo com outroé bom ter conhecimento
fato teológico, o do
Redentor dos escolhidos de Deus, é mais importante ainda ter um conhecimento pessoal do próprio
Redentor, Jesus Cristo.
Enquanto você lê este pequeno artigo, duas perguntas são pertinentes. Primeiro: Você conhece Cristo
como seu Salvador e Senhor? Alleine coloca isso claramente ao dizer: "Embora por si só vocês nada
possam fazer, tudo podem fazer pela habilitação do Espírito dele, e ele lhes oferece essa ajuda. Deus
manda que vocês 'se lavem e fiquem limpos'. Deus os convida a serem limpos por ele e roga que se
entreguem a ele. Aceitem o que ele oferece, e deixem que faça por vocês, e em vocês, o que vocês não
podem fazer para si". (Pv 1.24, Ap 3.20). Segundo, se você crê que Cristo o salvou: Você está agindo
como quem
tornando foi salvo por ele? Sua vida mudou, as coisas velhas estão passando, todas as coisas estão se
novas?
Ter o conhecimento teológico de que ele é o Redentor dos eleitos de Deus é bom. Você tem o
conhecimento no Coração? Is 47.4.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 22. Como Cristo, sendo o Filho de Deus, se fez homem?

Resposta: Cristo, o Filho de Deus, fez-se homem tomando um corpo verdadeiro e uma alma racional,
sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da virgem Maria e nascendo dela, mas sem
pecado.
Referências Bíblicas: Jo 1.14; Lc 1.31, 35,41,42; Hb 2.14; Mt 26.38; G14.4; Hb 4.15; Hb 7.26.

Perguntas:

1. O nascimento de Cristo foi um ato voluntário de Cristo?


Sim, foi um ato voluntário. Ele tomou sobre si a natureza humana para que pudesse ser habilitado para ser
nosso Redentor.
2. Ele assumiu a natureza de um homem verdadeiro?
Sim, assumiu a natureza de um homem verdadeiro. Ele teve as duas partes essenciais de um homem,
possuindo um corpo real de carne e sangue e ossos e possuindo uma alma.
3. Como podemos provar que ele tinha um corpo real?

A Bíblia nos diz que ele é chamado de "Homem". Ele foi sujeito à fome, ao cansaço e à sede como outras
pessoas. Foi também crucificado, morto e sepultado e ressuscitou no corpo. Lucas 24.39 ensina que ele
tinha um corpo, não só um mero espírito.
4. Como podemos provar que ele tinha uma alma, uma alma racional?

A Bíblia diz que ele tinha alma e que sua natureza divina não substituiu, nem ficou no lugar da alma.
Mateus 26.38 ensina que sua "alma [estava] profundamente triste até a morte".

5. O nascimento de Cristo foi como o nascimento de outros homens?


Não, seu nascimento ocorreu pelo poder miraculoso do Espírito Santo no útero da Virgem Maria.
6. Por que Cristo nasceu de uma virgem?

Cristo nasceu de uma virgem para que pudesse ser concebido e nascido sem pecado, para que pudesse
estar livre do pecado srcinal que foi passado para toda a posteridade de Adão por geração natural.
7. Será que é realmente importante nós crermos que Cristo nasceu de uma virgem? Sim, isso é muito
importante. (O artigo seguinte trata desse assunto).
IMPORTÂNCIA DO NASCIMENTO VIRGEM DE CRISTO
Em muitos ambientes nas igrejas de hoje faz-se a seguinte pergunta: "Será realmente necessário que uma
pessoa creia no nascimento virginal de Cristo?" A idéia ou o sentimento por trás da pergunta é que não é
necessário crer nessa doutrina para se tornar um cristão, ou que não é necessário acreditar nessa doutrina
para ser ordenado ao ministério do Evangelho. Na verdade, a resposta à pergunta é muito simples, se
quem responde sobre sua crença no nascimento virginal é membro de uma igreja que adota os Padrões de
Westminster. Nossos Padrões de base bíblica ensinam o nascimento virginal e se um pastor não crê neles
não está qualificado a estar na igreja presbiteriana.
O dr. Benjamin B. Warfield responde a esse questionamento importante com respeito ao nascimento
virginal quando diz: "É somente em sua relação à doutrina neotestamentária da redenção que a
necessidade do nascimento virginal de Jesus chega a sua plena manifestação. Pois neste cristianismo a
redenção que é proporcionada é distintamente a redenção do pecado; e para que pudesse redimir os
homens
pecado".do pecado
Será certamente
que haveria modoera imperativo
mais claro de que
dizero que
próprio Redentor
a obra nãodeestivesse
redentora envolvido
Cristo depende em
de seu
nascimento virginal?
É muito difícil uma pessoa acabar tendo muita coisa quando começa a duvidar das doutrinas essenciais
do sistema cristão. Há fortes elos de ligação entregas diferentes doutrinas do cristianismo, e a doutrina
do Nascimento Virginal é um elo essencial. É verdade, certamente, que uma pessoa não é obrigada a ter
um entendimento ou convicção perfeita com respeito ao nascimento virginal para ser salvo, mas quem
ignora ou nega isso é uma pessoa que está negando a divindade de Cristo e é uma pessoa, portanto, sem
esperança neste mundo. Tal pessoa não merece o púlpito, está apenas simulando pregar o Evangelho
redentor completo de Jesus Cristo.
É interessante notar que o quarto Concílio Geral, reunido em Calcedônia em 451 A.D. declarou:
"...Nosso Senhor Jesus Cristo... gerado antes de todas as eras do Pai segundo a Deidade, e nestes últimos
dias, para nós e para nossa salvação, nascido de Maria, a Virgem Mãe de Deus, segundo a humanidade;
um e o mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigénito..." Nossa Confissão de Fé afirma o mesmo na Seção 2.
Nisso nós cremos! E por isso louvamos a Deus!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 23. Que funções exerce Cristo como nosso Redentor?

Resposta: Cristo, como nosso Redentor, exerce as funções de profeta, sacerdote e rei, tanto no seu
estado de humilhação como no de exaltação.
Referências Bíblicas: At 3.22; Lc 4.18-21; Hb 4.14-15,5.5-6; Ap 19.16; Is 9.6-7; SI 2.6.Perguntas:

1. O que queremos dizer com o termo "função"?

A palavra "função" aqui é sinônima de "ofício" que vem do latimofficium e significa qualquer dever
especial ou incumbência ou responsabilidade que uma pessoa deverá exercer para outra. É interessante
notar que o termo nunca é usado para indicar o que uma pessoa faz para si, mas sempre dá a entender o
que uma pessoa faz para outra. O termo "ofício" não é usado na Bíblia, mas aparece como termo
teológico usado em nossos Padrões.
2. Que quer dizer "exercer" uma função?
Exercer uma função é fazer ou realizar tudo que pertence à função.

3. Jesus Cristo foi ordenado ou nomeado para essas funções?


Sim, Cristo foi ordenado a essas funções desde toda a eternidade (IPe 1.20).
4. Por que foi necessário que Cristo assumisse essas três funções?
Foi necessário para nossa salvação. Nossa salvação foi revelada por ele como Profeta; comprada por ele
como Sacerdote; e aplicada por ele como Rei. Uma forma maravilhosa de colocar isso foi empregada
pelo Rev. John R. Mackay da Igreja Livre da Escócia, citado pelo dr. William Childs Robinson: "Ao
voltar os olhos para meu próprio coração nada vi senão trevas, culpa e orgulho. Mas então me lembrei
que Cristo é um Profeta que pode dissipar minhas trevas. Cristo é um Sacerdote que pode remover minha

culpa. Cristo é um Rei que pode humilhar meu orgulho".


5. Há alguém mais na Bíblia que teve todas as três funções?
Não, na Bíblia ninguém mais senão Cristo teve todas as três funções, nem mesmo aqueles que o
tipificaram no Antigo Testamento.
6. De que maneiras Cristo executa essas funções?

Ele exerceu essas funções em seu estado de humilhação aqui na terra e continua a fazer o mesmo agora
em seu estado de exaltação no céu.

NOSSO REDENTOR
Todas as vezes que vejo a palavra "Redentor" no papel, penso no que diz Tito 2.14, um versículo
glorioso para o cristão: "O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e
purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras". O fato da redenção é
ensinado repetidas vezes na igreja. Nossos padrões a ensinam como significando "O caráter necessário,
objetivo, voluntário, expiatório, propiciatório, substitutivo e eficaz da ação de Cristo na qual ele se deu
por nós" (Hendriksen). Por vezes a igreja negligencia o resultado da redenção.
Tito 2.14 dá-nos um bom retrato daquilo que Deus espera que seja o resultado da redenção. Certamente o
resultado da redenção visa ao propósito de redimir-nos de nossa iniqüidade. É igualmente importante que
seja para o propósito de purificar para si um
_ _ A

povo "diferente", um povo que tenha um desejo ardente de fazer boas obras. E nessa área específica que
a igreja de hoje parece falhar.
Não faz muito tempo, ouvi um homem pregar um sermão sobre a necessidade de uma reforma em nosso
século. Foi realçado que na igreja atual há muito mais cristãos do que no primeiro século, mas há mais
falta de poder dentro do grupo maior. Muitas vezes fico pensando se a resposta a esse problema de falta
de poder não tem algo que ver com a abordagem de baixo padrão usada pela igreja de hoje. Como
acontece em tantos ambientes de educação, a mediocridade é o padrão da igreja. Isso significa que
sempre haverá uns poucos que se erguem acima do padrão, mas a pessoa mediana cai abaixo do padrão
proposto. O padrão da igreja hoje parece ter que ver com ser um povo bem seu e esses terem uma atitude

zelosa
são de boasem
ignorados obras. O fato
muitos da redenção
casos. A igreja équase
ensinado e acreditado
chegou portermuitos.
ao ponto de medo Os resultados
de falar da redenção
abertamente contra a
impiedade e os desejos carnais, e de ter medo de erguer o padrão até a altura das medidas de Deus,
não simplesmente um padrão que seja acima da crítica da sociedade da qual faz parte.
Se somos redimidos pelo sangue do Cordeiro devemos dar graças a Deus! Mas não termina aí. Devemos
demonstrar a realidade de nossa natureza redimida. (Tg 2.17-18).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 24: Como Cristo exerce as funções de profeta?

Resposta: Cristo exerce as funções de profeta, revelando-nos, pela sua palavra e pelo seu Espírito, a
vontade de Deus para a nossa salvação.
Referências Bíblicas: Jo 1.1-4; Jo 15.15; Jo 20.31; 2Pe 1.21; Jo 14.26.

Perguntas:

1. Cristo é chamado de "profeta " na Bíblia? E se é, por quê?

Ele é chamado de profeta em Atos 3.22. É chamado de profeta porque fez uma revelação completa de
todo o conselho de Deus.
2. Como Cristo nos revela a vontade de Deus?
Ele revela a vontade de Deus a nós de duas maneiras: exteriormente, pela sua Palavra e interiormente,
pelo seu Espírito.

3. Qual é a palavra de Cristo?


A palavra de Cristo é a Bíblia toda, a Escritura, que contém o Antigo e o Novo Testamentos.
4. Como pode ser que a Escritura toda é a palavra de Cristo visto que suas palavras só constituem
uma pequena parte dela?
A Bíblia toda é chamada a palavra de Cristo porque aqueles que a escreveram escreviam a palavra que
tinham recebido do Espírito de Cristo (IPe 1.10-11).
5. Épossível ser salvo simplesmente pela Palavra de Deus sem o Espírito?

Não, não é possível ser salvo simplesmente pela Palavra sem o Espírito. O ensino sobre isso encontra-se
em ICo 2.14.
6. Epossível ser salvo pelo Espírito sem a Palavra?

Há uma diferença entre esta e a pergunta anterior, pois a Palavra não pode salvá-lo sem o Espírito e o
Espírito não irá salvá-lo sem a Palavra. A Bíblia ensina que toda a vontade de Deus que é necessária
para nossa salvação está revelada em sua Palavra.
7. Como o Espírito de Cristo nos faz sábios para a salvação?

O Espírito
palavra nosdeilumina
Cristo para
nos faz
quesábios
a almapara a salvação
possa abrindodanosso
ver o caminho entendimento,
salvação porque
e o caminho a entrada de sua
oferecido.
PALAVRA E A NOSSA SALVAÇÃO
De vez em quando o cristão é convidado a fazer uma defesa da posição de que o conhecimento para a
salvação vem somente da Palavra de Deus. Essa defesa é necessária, pois muitas seitas e grupos
heréticos negam o ensino e insistem em sua crença na doutrina inventada pelos homens de que Deus tem
salvo, e salva, e revela sua vontade à parte da Palavra de Deus.
O poeta colocou essa verdade muito bem ao dizer o seguinte:
O firmamento estrelado E as glórias todas do céu Não brilham tanto ao teu louvor, Senhor Como tua
palavra escrita.

Senhor Onipotente, o sol faltará,


A lua esquecerá seu conto de cada noite,
E o silêncio profundo silenciará O coro radiante lá do céu;
Mas, fixado por anos eternos Imutável em meio a destroços das esferas,
Tua palavra brilhará em céu sem nuvens Quando céu-e-terra houver passado.
Há muitos hoje que insistem que a salvação pode ser obtida à parte da Palavra de Deus. É o modo
popular e moderno de crer hoje, deixar de lado a Bíblia e descobrir o caminho a Deus por meio do eu,
com detalhes filosóficos ou místicos. A fé reformada se mantém em oposição a isso. Em um dos
catecismos reformados há a pergunta: "De onde você conhece sua miséria?" A resposta é: "Da lei de
Deus". {Catecismo de Heidelberg, Pergunta 3) O espelho está sempre presente conosco, o espelho da
Palavra de Deus, e por ela ser a revelação de Deus ela nos mostra nosso pecado.
O perigo para a Igreja hoje vem daqueles que professam Cristo mas não levam a sério a Palavra de Deus.
Há cristãos demais que não a lêem, não a estudam, nem enchem seu coração e sua mente dela.
Humanamente falando, se fosse possível receber todas as respostas sobre a vida por um meio humano
que pudesse ser ajuntado num livrinho, nós nunca nos apartaríamos dele. Contudo, é exatamente isso que
o temos na Palavra de Deus. Nela temos nossa salvação e tudo o que é necessário para agradarmos a
Deus e assim gozá-lo para sempre.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 25: Como Cristo exerce as funções de sacerdote?

Resposta: Cristo exerce as funções de sacerdote por ter oferecido a si mesmo uma vez, em sacrifício,
para satisfazer a justiça divina e reconciliar-nos com Deus, e por fazer contínua intercessão por nós.
Referências Bíblicas: Hb 9.14, 28; Rm 3.25; Rm 10.4; Hb 2.17; Hb 7.25.

Perguntas:

1. O que Cristo fez por nós como primeira parte de sua função como sacerdote?

A primeira parte da função sacerdotal de Cristo foi oferecer um sacrifício a Deus por nós. O sacrifício
foi ele mesmo, o derramamento de sangue até a morte.
2. O que é um sacrifício?
Um sacrifício é uma oferta santa oferecida a Deus por um sacerdote nomeado por Deus.
3. Cristo ofereceu um sacrifício de si mais de uma vez?
Não, ele se ofereceu em sacrifício somente uma vez, e isso foi suficiente pelos pecados de seu povo (Hb
9.28).
4. Por que Cristo se ofereceu como sacrifíci o por nós?
Cristo se ofereceu como sacrifício por nós para que pudesse satisfazer a justiça de Deus para nós e para
que pudesse reconciliar-nos com Deus.
5. Quando se emprega a palavra "nós" na pergunta acima, a quem ela se refere? Refere-se aos
escolhidos, não a toda a humanidade. (Jo 10.15).

6. Como o sacrifíci o de Cristo satisfez a justiça de Deus?


Satisfez porque esse sacrifício foi aceito por Deus e foi digno de aceitação.
7. O que Cristo faz por nós como segunda parte de sua função como sacerdote?
A segunda parte da função sacerdotal de Cristo é que ele faz intercessão por nós. (Is 43.12).
8. Onde a intercessão é feit a e o que ele f az por nós nessa intercessão?

A intercessão é feita à destra de Deus. Intercedendo, ele ora e roga a Deus por nós; por causa disso
nossos pecados
Deve ser são que
lembrado perdoados, nossasintercessor
ele é o único orações são
norespondidas
céu por nós.e nós somos realmente reconciliados.
NOSSO INTERCESSOR
A Confissão Belga esclarece bem o assunto da intercessão de Cristo quando declara: "Cremos que nós
não temos acesso nenhum a Deus, salvo somente pelo Mediador e Advogado único, Jesus Cristo o justo".
Mais adiante, para que não haja quem procure outro intercessor, ela declara: "E se buscamos um que
tenha poder e majestade, quem há que tenha tanto de ambos como aquele que se assenta à mão direita do
Pai, e que tem todo o poder no céu e na terra?" (Artigo 26).
Sempre houve no mundo aqueles que procuram "um outro intercessor" pensando que de algum modo
poderão encontrar algum poder extra sem passar pelo caminho estreito, que é o caminho da salvação por
intermédio de Jesus Cristo. A igreja é sempre chamada a tomar uma posição contra crenças falsas tais
como "outro intercessor" e deve estar sempre pronta a dar resposta a essas crenças falsas. O cristão de fé
está convencido
cristão de quepor
não valorizá-lo Cristo
nãoéreconhecer
o intercessor,
queeédáverdadeira
graças pore ele. No entanto,
poderosa há sempre
a intercessão o perigo
de Cristo, nãode o
sendo, portanto, grato como deveria ser. Isaac Watts acertou a abordagem quando escreveu:
Olhai! Da ensangüentada cruz
Torrentes de tristeza e amor!
Que dor, que amor do meu Jesus!
Por mim, seu vil perseguidor!

Se o mundo inteiro fosse meu,


Mesquinha oferta ao Redentor
Seria; pois na cruz venceu
Minha alma e todo o meu amor!
Trad. Justus H. Nelson, 1890 (?) emSeja Louvado, 114.
Ao cristão nascido de novo o caso pode ser colocado de modo bem simples: Você já experimentou as
lágrimas de sentimento,
percebermos o que temospara não falar dadeoferta
na intercessão Cristodeesteja
si mesmo?
em queE nunca
possível que aimportância
demos dificuldadesuficiente
de a
isso para chorar pelo muito que ele sofreu por nós. Um crente que conheço nunca começa a falar sobre o
sacrifício do Salvador por ele sem derramar lágrimas. Você diz: "É emocionalismo!" Lágrimas sinceras
com respeito ao sacrifício de Cristo e sua subseqüente intercessão nunca farão mal a ninguém. A pergunta
é: Será que nos importamos até esse ponto? (Ef 3.14-21).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta: 26. Como Cristo exerce as funções de rei?

Resposta: Cristo exerce as funções de rei, sujeitando-nos a si mesmo, governando-nos e protegendo-nos,


contendo e subjugando todos os seus e os nossos inimigos.
Referências Bíblicas: SI 110.3; Is 33.22; ICo 15.25; At 12.17; At 18.9-10.

Perguntas:

1. A Bíblia ensina que Jesus Cristo é Rei?

Sim, a Bíblia ensina isso em SI 2.6 e novamente em Jo 18.36.


2. Quando Jesus Cristo foi fei to Rei?
Ele foi feito Rei desde o princípio. Foi proclamado como Rei no seu nascimento e outra vez na sua
morte.
3. Como Cristo exerce seu reinado?
Ele o exerce de dois modos: 1) Sobre seu povo escolhido (Jo 1.49). 2) Sobre seus inimigos e os inimigos
de seu povo escolhido (SI 110.2).
4. Como Cristo exerce sua soberania sobre seu povo escolhido?
Ele a exerce subjugando-os a si. Faz isso mediante o poder do Espírito da Palavra de modo a torná-los
dispostos a abraçar o Salvador. Ele os encontra obstinados e desobedientes e rebeldes mas ele os chama
a si.
5. Como Cristo exerce sua soberania ao reger sobre seu povo escolhido?

Ele o exerce governando interiormente por meio de seu Espírito, trabalhando neles a disposição da
obediência a ele.
6. Que mudança isso realiza quanto ao relacionamento das pessoas com a Palavra?

A mudança é que embora ainda estejam no mundo não são realmente do mundo, e sim membros do reino
invisível de Cristo. Isso também significa que o mundo os odiará.
7. Como Cristo exerce seu domínio de Rei s obre seus i nimigos e os i nimigos de seu povo escolhido?
Exerce seu domínio de Rei defendendo seu povo, reprimindo e vencendo todos os inimigos seus e deles
(colocando-lhes fronteiras e limites) e ganhando-os para si.
NOSSO LIBERTADOR
"O Senhor é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo em que me
refugio; o meu escudo, a força da minha salvação, o meu baluarte" (SI 18.2).
Calvino nos diz, em seu comentário sobre esse versículo, que "Aqui Davi equipa assim o cristão fiel da
cabeça aos pés". Continua dizendo "Aprendamos, portanto, com seu exemplo, a aplicar para nosso
próprio uso os títulos aqui atribuídos a Deus, e aplicá-los como antídoto contra todas as perplexidades e
aflições que nos possam sobrevir; ou melhor, que sejam indelevelmente impressos em nossa memória,
para que possamos afastar para longe qualquer temor que Satanás possa sugerir à nossa mente".
É verdade que como crentes precisamos viver neste mundo. E que mundo temos no dia e na época de
hoje! O Senhor
ansiedade". Estanos falou que
tradução cabeneste
bem mundo teríamos
no dia de aflições. Uma
hoje. Dificilmente umboa
diatradução
passa emdessa palavra
que não é "pressão,
tenhamos de
enfrentar as pressões da vida, com a ansiedade de um temporal que surge para aborrecer profundamente
nosso coração e mente. Como reagimos? Reconhecemos que temos um Libertador? Reconhecemos
que ele é nosso Rei? Reconhecemos que um Rei sempre sente a obrigação de defender e guardar seus
súditos?
Lina Sandell colocou isso em linguagem autêntica e proveitosa:
Ajuda-me, portanto, em cada tribulação
A confiar em tuas promessas, Deus,
Que eu não perca, da fé, a boa consolação
Oferecida em Tua Palavra aos olhos meus.
Ajuda-me, quando tenho com a lida a luta,
A escolher sempre, qual da mão paterna,
Um a um, os dias, o momento em fuga,

Até que eu chegue à prometida terra.


Nossa herança, por meio de nosso grande Rei, é que podemos ser "mais que vencedores" em meio a toda
sorte de tribulações. Nossa pergunta e resposta do catecismo para esse estudo serve bem para nós no dia
atual. Saímos à batalha, a cada dia, com a armadura completa, a armadura de Deus. Leia novamente
Efésios 6.13-17 e seja agradecido.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 27. Em que consistiu a humilhação de Cristo?

Resposta: A humilhação de Cristo consistiu em ele ter nascido, e isso em condição baixa, ter-se
colocado sob a lei, ter sofrido as misérias desta vida, a ira de Deus e a amaldiçoada morte na cruz; em
ter sido sepultado e permanecido debaixo do poder da morte durante certo tempo.
Referências Bíblicas: Lc 2.7; Fp 2.6-8; G14.4; Is 53.6; Mt 27.46; G1 3.13; ICo 15.3,4.Perguntas:

1. Em quais coisas Cristo se humilhou?


Cristo se humilhou em seu nascimento, em sua vida e em sua morte.
2. De que maneira Cristo se humilhou em seu nascimento?
Cristo se humilhou em seu nascimento por ter nascido de uma virgem, numa manjedoura, e por ter-se
tornado homem, ele que era o eterno Filho de Deus.
3. De que maneira Cristo se humilhou em sua vida?

Cristo se humilhou
suportado em suadevida
a maledicência por ter
homens quesujeitado-se
eram maus;à por
lei; por ter entradoasem
ter suportado conflito comdaocarne,
enfermidades diabo;até
por ter
mesmo aquelas suportadas por todos os homens.
4. De que maneira Cristo se humilhou na sua morte?
Cristo se humilhou em sua morte por ter se submetido à morte maldita da cruz (G1 3.13) e ter suportado a
agonia descrita na Bíblia como tendo acontecido a ele.
5. O que significa a humilhação de Cristo para nós como cristãos?
A humilhação de Cristo nos assegurou nossa redenção, pelos méritos de seus sofrimentos (Ef 1.7).
6. Estava a alma ou corpo de Cristo separados dele durante sua morte?

Não, sua alma ou corpo não poderiam estar separados dele visto ser ele divino e a Bíblia ensinar que ele
"ontem e hoje é o mesmo e o será para sempre" (Hb 13.8).

O GÓLGOTA

Abraham Kuyper, em seu livro útil, His Decease At Jerusalem, declara: "Mesmo entre os mais piedosos,
só uns poucos se dispõem a buscar a significância real das profundezas do Gólgota. Na maioria das vezes
nós nos preocupamos com as provas exteriores de sua morte. Isso não nos perturba tanto. Mas ninguém
parece disposto a suportar o exame doloroso de seu conflito com o Pecado, com Satanás e a Sentença
de Morte, o exame que lacera o coração e alma."
O Gólgota! Ali nosso Senhor chegou ao clímax daquelas coisas que fez a fim de que outros pudessem
viver. Nada lhe restava senão uma cruz onde pudesse morrer. E isso entre os risos zombeteiros de seus
caluniadores. Olhe para a Cruz de Cristo, aquele lugar onde Cristo ouviu as palavras de escárnio:
"Salvou os outros; a si mesmo não pode salvar!" Quão verdadeiras foram, não sabendo quem as disse a
verdade profunda que pronunciava. Pois nisto estava a verdade a respeito de sua morte: para salvar
outros não podia salvar a si mesmo! Pagou o preço final sobre a Cruz, e então soube que a dívida pela
redenção do homem estava completamente saldada. Ficou livre para pronunciar as palavras: "Está
consumado!" Foi uma exclamação trovejante de vitória sobre o príncipe do mundo e sua corte.
Cantamos sobre a Cruz e dela falamos — mas será que meditamos com profundidade ao considerar a
humilhação que ele sofreu ali? Quão pouco conduzimos nossos pensamentos a desenvolver uma
compreensão sincera
garantiu a preciosa de seudasacrifício
dádiva na por
vida eterna Cruz. O que
você e porelemim!
sofreu lá por amor a nós, o que ele fez lá que

Devemos pensar mais sobre a cena do Gólgota e deixar que seja uma lembrança contínua para nós do
precioso sangue que verteu. Precisamos ver aquela Cruz na qual encontramos nossa glória.
Precisamos examinar nosso coração na sua presença e pedir-lhe, como o salmista do passado: "Sonda-
me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum
caminho mau e guia-me pelo caminho eterno" (SI 139.23-24). Precisamos lembrar o que ele fez por nós e
perguntar a nós mesmos: "O que estamos fazendo por ele?" Estamos dispostos a renunciar a tudo por sua
causa? Estamos dispostos a ser humilhados pelo mundo à medida que testemunhamos dele? Estamos
dispostos a desistiréde
Precioso Redentor tudorogo
nosso que —
foronecessário
que nossa avida
fimtestifica?
de caminhar para sua glória? Bendito Redentor,
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 28. Em que consistiu a exaltação de Cristo?

Resposta: A exaltação de Cristo consiste em ele ressurgir dos mortos no terceiro dia; em subir ao Céu e
estar sentado à mão direita de Deus Pai, e em vir para julgar o mundo no dia final.
Referências Bíblicas: ICo 15.3-4; At 1.9; Ef 1.19-20; At 1.11; At 17.31.

Perguntas:

1. Quantas partes há na exaltação de Cristo?

Há quatro partes na sua exaltação. A primeira parte é sua ressurreição dos mortos; a segunda, sua
ascensão ao céu; a terceira, seu assentar à mão direita do Pai; a quarta, sua vinda para julgar o mundo.
2. Épossível provar que ele ressuscitou dos mortos?
Pode ser provado pelas muitas testemunhas que o viram e conversaram com ele depois de ressurreto.
Outra prova é que se não fosse assim nossa fé seria vã, como é ensinado em 1 Coríntios 15.17.

3. Quem foi responsável por esse milagre de ressuscitar dos mortos?


Cristo fez isso pelo seu próprio poder e Espírito como é ensinado por versículos tais como João 10.17-
18; Romanos 1.4.
4. O que a ressurreição de Cristo nos ensina?
Ensina-nos a andar em novidade de vida (Rm 6.4).
5. Por que Cristo subiu ao céu?
Ele subiu ao céu para que pudesse ser reconduzido à glória que tinha antes que o mundo fosse formado
(Jo 17.5). Pela sua ascensão também assumiu, como Cabeça da igreja, o destino de todos os crentes.
6. O que Cristo faz à mão direita de Deus?

Cristo faz intercessão por todos os crentes nesse lugar e está também preparando-lhes um lugar.
7. Quando e como Cristo virá para julgar o mundo?
Virá parajulgar o mundo no último dia. Julgará o mundo emjustiça, dando a cada um conforme o que
mereceu (2Co 5.10).

O JULGAMENTO
A quarta parte da exaltação de Cristo é o julgamento do mundo no dia final. Como crentes, podemos ser
agradecidos a Deus porque nesse julgamento vamos ser declarados justos com base em nossa
participação na justiça de Cristo. O "livro da vida" será aberto, o livro do amor eletivo de Deus. E
realmente um dia que o crente aguarda com alegria, pela fé.
Há um fato com respeito ao julgamento que nos deve fazer examinar nosso coração sinceramente perante
o Senhor. Os segredos de todos os corações, os estados interiores e motivações ocultas de nossos feitos
serão incluídos como matéria para ser julgada, bem como as ações em si. Como cristãos professos, essa
idéia precisa ser considerada.
É verdade que "pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de
obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). Contudo também é fato que a pessoa que é salva com
sinceridade
somos feiturapela fé criados
dele, vai mostrar os frutos
em Cristo daspara
Jesus boasboas
obras comoasé quais
obras, esclarecido no versículo
de antemão preparouseguinte:
para que"Pois
andássemos nelas". Se reivindicamos Cristo como nosso Salvador, a pergunta vem a propósito: Estamos
nós mostrando boas obras? São comuns em nós os frutos do Espírito ou as obras da carne?
A. A. Hodge, ao tratar do julgamento afirma, sobre os crentes: "Seu caráter santo e bons feitos... serão
declarados publicamente como prova de terem sido escolhidos, de seu relacionamento com Cristo, e da
gloriosa obra de Cristo neles" (Mt 13.43; 25.3440).
É importante perguntarmos a nós mesmos hoje, neste momento: Estamos dando prova de que fomos
escolhidos, de nosso relacionamento com Cristo, da gloriosa obra de Cristo em nós? Jim Elliot certa vez

escreveu
me guardeemdoseu diário:das
amianto "'Ele faz seus
'outras ministros
coisas'. uma com
Sature-me chama de fogo'.
o óleo Será que
do Espírito eu que
para sou eu
inflamável?
possa ser Deus
uma
chama". Será que nós oramos assim? O dia do juízo o declarará e mostrará as provas de nossa eleição?
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta: 29. Como nos tornamos participantes da redenção adquirida por Cristo?

Resposta: Tornamo-nos participantes da redenção adquirida por Cristo pela eficaz aplicação dela a nós
pelo seu Santo Espírito.
Referências Bíblicas: Jo 1.12,13; Jo 3.5,6; Tt 3.5,6.

Perguntas:

1. O que queremos dizer com a palavra "redenção" nesta pergunta específica?

A palavra redenção nesta pergunta poderia ser definida como sendo a doutrina completa da salvação
revelada na Bíblia. O sentido amplo da palavra é usado aqui. Warfield declara: "Ele morreu como
resgate, é certo; mas a salvação comprada por esse preço de resgate se realiza passo a passo em seus
estágios sucessivos até o fim"(Biblical Foundations, p. 244).
2. Como essa redenção foi comprada?
Essa redenção foi comprada pelo precioso sangue de Cristo (IPe 1.19).
3. Será que não é possível de alguma forma o próprio crente fazer-se um participante? Não, é
impossível o crente fazer-se participante da redenção. A Bíblia nos ensina que somos totalmente
incapazes de nos salvar a nós mesmos, muito menos de merecer isso.
4. Por quem nossa redenção é aplicada?
Nossa redenção é aplicada pelo Espírito Santo. E sua operação efetiva em nós que a faz acontecer.
5. Como essa pergunta nos ajuda a completar a doutrina da Trindade?
Ajuda-nos a tornar completa a doutrina da Trindade mostrando a obra do Espírito Santo na obra da
redenção. Já vimos como o Pai ordena, o Filho compra, e agora o Espírito aplica. Spurgeon tinha uma
predileta declaração com a qual costumava finalizar muitos de seus sermões:
Já ouvimos o pregador
Que esclareceu a verdade contundente;
Mas precisamos de um Mestre maior Do trono eterno provindo.
A aplicação é obra de Deus somente.

O PROCESSO DA REDENÇÃO
O título acima poderá soar estranho para muitos leitores, embora seja bem correto teologicamente.
Warfield, em seu livro, The Plan ofSalvation, declara: "...O plano de Deus é salvar, seja o indivíduo ou
o mundo, por meio de um processo. ...Remido por Cristo, regenerado pelo Espírito Santo, justificado
pela fé, recebido na família de Deus como filhos, dirigido pelo Espírito para chegar às atividades de
florescimento e frutificação da vida nova, nossa salvação ainda está em processo e por enquanto
incompleta".
O processo da redenção está em andamento, e contudo há muitos cristãos que insistem em que não há
espaço nas outras pessoas para erros, que criticam seus irmãos no Senhor duramente no caso de
incorrerem em pecado. Isso é algo estranho e perigoso na igreja de hoje.
A. A. Hodge tinha uma frase favorita: "Lembre-se de que o Senhor nos dirige por caminhos tortuosos em
nossa peregrinação, e ele indica para nós todas as nossas mudanças". Muitas vezes esses "caminhos
tortuosos"com
transigir sãoocaminhos em que
mal. O padrão caímos
que vítimas
o Senhor nos da tentação.
colocou é umOra, isso de
padrão nãoperfeição
nos dá direito algum
absoluta. de
O cristão
não pode viver sabendo que há um processo em andamento, e então aproveitar-se dele e usá-lo como
desculpa sempre que peca. Isso deve ser entendido por todos que chamam pelo nome de Cristo.
No entanto, há o perigo, quando o cristão reconhece os fatos desse último parágrafo, de ele padecer do
mal de recusar desculpar, tolerar ou entender o pecado em outras pessoas. Ele esquece que a Bíblia
ensina que é só quando a última trombeta soar que o corpo incorruptível entrará na glória prometida aos
filhos de Deus, e que só então o processo da redenção estará completo. Um grande cristão via as coisas
claramente quando disse: "Para com Deus, um coração de fogo. Para comigo mesmo, um coração de
aço. Para com outros, um coração de amor". Reconhecia que devia pôr Deus primeiro em todas as coisas.
Reconhecia que, com oque
além disso reconhecia propósito de fazer
os outros isso,passando
estariam precisavapelo
eliminar
mesmoqualquer coisa
processo queque
ele,o eimpedisse.
sua atitudeEpara
com eles deveria ser de amor.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 30. Como o Espírito aplica em nós a redenção comprada por Cristo?

Resposta: O Espírito aplica a nós a redenção adquirida por Cristo, operando em nós a fé e unindo-nos a
Cristo por meio dela em nossa vocação eficaz.
Referências Bíblicas: Ef 2.8; Jo 15.5; ICo 6.17; ICo 1.9; IPe 5.10.

Perguntas:

7. Como o Espíri to nos aplica essa redenção?


Essa redenção é posta sobre a alma pelo Espírito. Ela nos une a Jesus Cristo, nos "liga" a ele, nos faz
"um" com ele. É um ato de Deus
2. Como épossível sermos unidos a Cristo quando ele est á no céu e nós aqui na terra? É possível
porque a pessoa de Cristo está em toda parte. Mt 28.20.
3. Na união entre Cristo e o cristão há uma união mútua?

É uma
meu união mútua
Espírito" mas começa primeiramente da parte de Cristo. A Bíblia ensina que "Porei em vós o
(Ez 37.14).
4. O que acontece quando essa aplicação ocorre na alma?

Quando essa aplicação ocorre na alma, a alma crê, passando do estado morto ao estado vivo.
5. Épossível que essa união seja dissolvida?
Não, é impossível que essa união seja dissolvida porque ela contém em si a perseverança de Deus.
6. Essa fé que ocorre vem de nós mesmos ou de Deus?
Pode-se dizer que a fé é nossa ação mas é dom de Deus e obra do seu Espírito. Um bom versículo a esse
respeito é Cl 2.12: "Fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os
mortos".
7. A que a Bíblia compara essa união?
A Bíblia compara essa união à união entre esposo e esposa; cabeça e membros; raiz e ramos; alicerce e
superestrutura.

É DEUS QUE OPERA EM VOCÊ

A definição de fé de Calvino encontra-se em suasInstituías (III, 2.7): "Possuiremos uma definição


correta de fé se a chamarmos de um conhecimento firme e certo da benevolência de Deus a nosso favor,
fundamentada sobre a verdade da promessa dada gratuitamente em Cristo, tanto revelada a nossa mente
como selada sobre nosso coração mediante o Espírito Santo". Os Padrões Presbiterianos estão em
completa harmonia com o ensino contido na declaração de Calvino; e nossa pergunta e resposta do
catecismo estabelece a base para o ensino nesta pergunta e outras perguntas que vêm a seguir.
Nosso título, "É Deus que Opera em Você" é um ensino muito necessário no dia de hoje. Há muita
pregação e ensino hoje que contradiz o ensino bíblico de dependermos total e completamente de Deus
para a conversão. E verdade que em meio à experiência da conversão é difícil, por vezes, que o homem
entenda o relacionamento. Mas o escritor deste hino expressou-o bem ao dizer:
Busquei a Deus, e depois percebi
Que ele, ao me buscar, moveu-me a buscá-lo,
Não fui eu que te encontrei, ó Salvador amado;
Não, eu fui o encontrado teu, já vi.
Poucas pessoas em nossas igrejas presbiterianas hoje teriam dúvidas de que foi Deus quem trabalhou
nelas quando ele as atraiu pela graça regeneradora irresistível do Espírito Santo. Ainda assim, muitos
deles não vivem como cristãos de maneira tal a provar a um mundo moribundo que o mesmo Deus
Onipotente e Soberano está entronizado e que reconhecem sua soberania. A Escritura ensina: "Porque
todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas, quanto a nós, andaremos em o nome do
Senhor, nosso Deus, para todo o sempre" (Mq 4.5). É nossa responsabilidade andar em verdadeira
piedade. Nossa fé não deve depender das pressões de nossos semelhantes ou do que eles poderão pensar
de nós, mas nossa fé precisa ter a constância do Deus Onipotente. Ou, em outras palavras, por nossa fé
ter a constância do Deus Onipotente, podemos ter certeza de que nada nos poderá desviar da rota que
conduz ao céu.
Calvino certa vez orou assim: "... que possamos aprender a elevar os olhos e a mente e todos os nossos
pensamentos a teu grande poder, pelo qual tu vivificas os mortos, e fazes surgir do nada coisas que não
são, para que, embora sejamos expostos à ruína todos os dias, nossa alma possa sempre aspirar à eterna
salvação". Lembre-se: "É Deus Que Opera em Você!"
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 31.0 que é vocação eficaz?

Resposta: Vocação eficaz é a obra do Espírito Santo, pela qual, ao convencer-nos do nosso pecado e da
nossa miséria, iluminar nosso entendimento pelo conhecimento de Cristo e renovar a nossa vontade, nos
persuade e habilita a abraçar Jesus Cristo, que nos é oferecido de graça no Evangelho.
Referências Bíblicas: 2Tm 1.8-9; Ef 1.18-20; At 2.37; At 26.18; Ez 11.19; Jo 6.44-45; Fp 2.13; Ef 2.15.

Perguntas:

1. Quais são as duas formas de se entender a palavra "vocação" ?


Vocação tem sido reconhecida na Teologia Reformada tanto como vocação ou chamamento "exterior"
como "interior". O primeiro é o chamamento da palavra pelo qual todos os pecadores são graciosamente
convidados a Cristo, para que tenham vida e salvação nele. Contudo, este chamamento é insuficiente em
si para habilitá-los a ir a ele. O segundo é o chamamento interior do Espírito, que acompanha a
proclamação da palavra, pelo qual o pecador não só é convidado a Cristo, mas é também interiormente
capacitado a abraçá-lo conforme ele é graciosamente oferecido nos Evangelhos.

2.ecado
O que está compreendido na obra do Espírito em nosso coração para nos convencer de nosso
e miséria?
O Espírito nos dá uma visão clara da culpa de nossos pecados e um reconhecimento da ira de Deus e das
misérias do inferno. Isso fere nossa consciência e faz-nos perguntar: "O que devo fazer para ser salvo?"
3. Como o Espírito executa essa tarefa?

O Espírito realiza essa tarefa pela lei — "Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" (Rm 3.20).
4. Como o Espírito ilumina nossa mente?

O Espírito faz isso apontando-nos a Cristo, pois nele, isto é, no conhecimento de sua pessoa, justiça,
poder, etc., nós somos renovados em nossa vontade e somos capacitados a nos voltar a Cristo como
Salvador e Senhor.
5. Nós conseguimos renovar nossa própria vontade?
Não, nossa vontade é renovada apenas quando o Espírito coloca nelas novas inclinações e faz com que
estejamos dispostos a abraçar Jesus Cristo pela fé (Ef 1.19, 20).
CONVICÇÃO DO PECADO

A convicção do pecado, embora não seja prova de conversão, é necessária para ela. O Evangelho é
oferecido àqueles que estão em culpa. Sem um reconhecimento da culpa, o pecador nunca ficará convicto
de que vai perecer se não receber a justiça de Cristo.
A convicção é uma dádiva do Espírito Santo. Ele foi enviado para convencer o mundo do seu pecado. O
meio pelo qual o Espírito Santo faz isso é o assunto da nossa pergunta do catecismo. Ele, o Espírito
Santo, convence e esclarece.
O Espírito Santo convence do pecado mediante a Lei. A pessoa que busca Cristo é confrontada com o
padrão da lei. Ela não deverá julgar-se pelo que as outras pessoas fazem, nem por um padrão cultural que
ela tenha estabelecido que a faça parecer boa a seus próprios olhos. Essa é a razão pela qual é tão
necessário que o pregador do Evangelho erga bem alto a Verdade, o padrão conforme é colocado na
Palavra de Deus. E igualmente necessário que o cristão obtenha toda sorte possível de conhecimento
bíblico das Escrituras, especialmente decorando-as, para que possa citá-las corretamente no momento
apropriado. O Espírito Santo vai utilizar isso para a glória de Deus.
Muitas vezes, o Espírito Santo usará a vida de um cristão como instrumento para convencer uma pessoa
que ainda está em seus pecados. Portanto, como cristãos, precisamos reconhecer nossa responsabilidade
nesse ponto para ser usados pelo Espírito. Um grande ministro da palavra de Deus certa vez apresentou
três coisas que um cristão deve fazer para ser usado como instrumento do Espírito Santo: 1) Evitar todo
pecado, exercitar todos os sentimentos de afeto para com Deus e os semelhantes e ser dedicado à glória e
ao serviço dele. 2) Estar pronto para sofrer por Cristo. 3) Amar a Cristo mais do que qualquer outra
coisa, mais do que a própria vida.
Era uma expressão favorita de Charles Hodge dizer que a grande obrigação do cristão é trabalhar para
convencer o mundo
verdade, produz essadeconvicção,
que é pecado
e quenão
elecrer
podeemseCristo.
utilizarHodge dizia
do nosso que o para
esforço Espírito,
levarpor meio daa
as pessoas
receber, reconhecer, amar, adorar a Jesus Cristo, bem como servi-lo e confiar nele. Tal é o ensino de
Atos 1.8. Possamos nós ser fiéis nisso.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 32. Que bênçãos gozam nesta vida aqueles que são eficazmente chamados?

Resposta: Aqueles que são eficazmente chamados gozam, nesta vida, da justificação, adoção e
santificação, e das diversas bênçãos que acompanham estas graças ou delas procedem.
Referências Bíblicas: Rm 8.30; Ef 1.5; ICo 1.30.

Perguntas:

1. Sobre esses benefícios o que devemos notar?

Devemos notar que esses benefícios são totalmente vinculados à vocação eficaz. Além disso, devemos
notar que "vocação" ou chamamento, no sentido bíblico da palavra, não pode falhar ou permanecer
ineficaz. A vocação eficaz tem o poder de produzir o efeito pretendido, que é capacitar-nos a abraçar
Jesus Cristo. Tem também o mesmo poder de nos conceder certos benefícios.
2. Quais são esses benefíci os concedidos a nós como sendo aqueles que são efet ivamente chamados?
Esses benefícios são a justificação, a adoção e a santificação.
3. Que ligação há entre a adoção e a vocação eficaz?

O pecador tem um Pai Espiritual, Deus, por meio de seu relacionamento com Jesus Cristo.
5. Que ligação há entre a vocação eficaz e a santificação?
O pecador tem um relacionamento com Cristo no que diz respeito a sua capacidade de viver como os
cristãos devem viver. Ele é a força do cristão.
6. Qual deve ser a atitude do cristão para com esses benefícios?

Com respeito a esses benefícios o cristão deve: A) Ser dedicado na diligência para assegurar seu
chamado (vocação) e eleição (IPe 1.10). B) Ser agradecido por ter sido justificado, adotado e estar em
processo de santificação, e mostrar sua gratidão louvando a Deus e servindo-o. C) Estar aguardando com
alegria o dia em que, pela sua graça, o Senhor será glorificado, sabendo que tal é a esperança daqueles
que foram predestinados, chamados e justificados.
DA ROCHA, MEL
No Salmo 81 Deus diz no verso 16: "Eu o sustentaria com o trigo mais fino e o saciaria com o mel que
escorre da rocha". A História nos conta que havia na região da Palestina muitas abelhas silvestres que
habitavam as fendas das rochas. A rocha aqui, espiritualmente falando, representa Jesus Cristo e o mel
representa a abundância da graça que nele há.
Na verdade, o crente tem nele muitos benefícios, como nos ensina nossa pergunta do catecismo. O crente
chamado com eficácia participa da justificação, adoção, santificação e dos outros benefícios. Contudo,
alguns desses benefícios só vêm para seus filhos obedientes. Spurgeon diz: "Quando seu povo anda na luz
de sua face, e mantém uma santidade imaculada, a alegria e consolo que ele lhes dá são inimagináveis.
Para eles as alegrias do céu já começaram na terra. Podem cantar nos caminhos do Senhor. A Primavera
do verão eterno lhes chegou; já são abençoados e procuram coisas ainda mais radiantes. Isso mostra-nos,
em contraste, que triste é um filho de Deus se vender à escravidão do pecado, e fazer sua alma passar à
desnutrição de um faminto, por seguir atrás de outro deus. Ó Senhor, ata-nos para sempre somente a ti
mesmo, e mantém-nos fiéis até o fim".
Cristão, você acha que a descrição que acaba de ler acima retrata seu relacionamento com ele? Nosso
catecismo nos ensina que certamente podemos gozar as "chuvas de bênçãos que vem do alto, porque são
aeleherança
"na luzdo
docristão. Mas tantas
seu caminho". vezes não
O caminho dafazemos usoàdelas
obediência e as perdemos
sua Palavra porque
não é nosso não andamos
caminho, e nossojunto a
testemunho dele, nossa alegria nele não é o que deveria ser.
Alguém orou certa vez: "Senhor de todo pensamento e ação, Senhor para enviar e Senhor para ficar.
Senhor do falar, escrever, dar — Senhor para obedecer em todas as coisas, Senhor de tudo que há em
mim, agora e por todo o sempre". De fato ele nos alimentará com "o mel que escorre da rocha" se nós
apenas nos entregarmos a Ele, tudo para sua glória.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 3 3.0 que é justificação?

Resposta: Justificação é um ato da livre graça de Deus, no qual ele perdoa todos os nossos pecados e
nos aceita como justos diante dele, somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada, e recebida
somente pela fé.
Referências Bíblicas: Ef 1.7; 2 Co 5.19,21; Rm 4.5; Rm 3.22-25; Rm 5.17-19; Rm 5.1; At 10.43; G1
2.16.
Perguntas:

1. O que signifi ca a palavra "justi ficar" no Novo Testamento?

A palavra significa "considerar correto" no Novo Testamento. Significa duas coisas: 1) mostrar estar
certo ou justo; 2) declarar ser justo.
2. Quem é o autor de nossa just ificação?
Deus é o autor de nossa justificação. Essa pergunta é a primeira de uma série na qual são usadas as
palavras "um Aatograça
Cristo Jesus. da livre graçaé de
de Deus Deus".
a base Somos
mais justificados
profunda e causa livremente pelajustificação.
final de nossa redenção que está em

3. Quais são as duas partes da justificação?


As duas partes são: 1) o perdão de nossos pecados; 2) o fato de Deus aceitar-nos como justos a seus
olhos.
4. Que duas grandes verdades estão presentes nessas duas partes?
A primeira verdade é que o perdão de nossos pecados é um ato contínuo (Ver Calvino comentando Jo
1.29). Todos os nossos pecados são perdoados. A segunda verdade é que não somos apenas perdoados,
mas que também nosso Senhor não fios abomina, e sim nos aceita como justos.
5. Como é possível ele nos aceitar como justos?

É possível ele nos aceitar como justos porque a justiça dele é tornada nossa por imputação (Rm 4.6).
6. O que é imputação e como se aplica a nós?
Imputação é o ato de Deus computar justiça ou culpa a crédito ou débito de um indivíduo. E crédito como
se tivéssemos obedecido à lei e satisfeito ajustiça.

7. Como somos justi ficados?


Somos justificados puramente pela fé sem que qualquer tipo de obra esteja envolvido.
JUSTIFICAÇÃO — FÉ E OBRAS

Nas Epístolas de Paulo, o apóstolo nos afirma repetidas vezes que somos livremente justificados pela
graça de Deus. A. A. Hodge nos diz: "Ela (a Justificação) é 'em o nome de Cristo', ICo 6.11; 'pelo seu
sangue', Rm 5.9; 'gratuitamente', 'por sua graça', 'pela fé', Rm 3.24, 28". Contudo, muitas vezes é
levantado o seguinte argumento: "Tiago declarou: 'Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não
por fé somente' (Tg 2.24). Como podem estar certos tanto Paulo como Tiago?"
Pois é verdade que tanto Paulo como Tiago estão certos. O apóstolo Paulo afirma e prova por muitos
argumentos que ajustificação é pela fé, fé na pessoa de Cristo e sua justiça. Paulo afirma e prova que é
pela
obrasfésóe nos
sem são
obras. Paulo prossegue
possíveis provando
naquele novo que em lugar
relacionamento comdeDeus
sermos
ao justificados
qual somos por boas obras,
introduzidos as
pela
ustificação.
Tiago não está tratando do assunto da justificação pela fé no capítulo citado acima. Ele está tratando da
questão importantíssima da relação em que precisam estar as boas obras do crente para que seja uma fé
genuína. Tiago está simplesmente dizendo que uma fé genuína, que A. A. Hodge chama de "a causa
instrumental da justificação", produzirá uma fé viva, isto é, uma fé com obras. Dizia um velho pastor: "A
fé justifica nossa pessoa, mas as obras justificam nossa fé e nos declaram justificados perante os
homens, porque não podem ver nem conhecer nossa fé senão pelas nossas obras".

Combinando
dois elementosPaulo e Tiago o crente
maravilhosos, ambosfica com duaspor
concedidos verdades importantes: 1)
Deus graciosamente A justificação
para pela fé inclui
o crente. O primeiro éa
remissão dos pecados e o segundo, a restauração ao favor divino. 2) Por sermos justificados por fé,
ajustificação sempre se fará acompanhar da santificação, sem a qual nossa justificação não poderá ser
verdadeira.
Dois versículos que combinam as duas verdades acima, dois versículos que ajudarão o crente
grandemente, são Filipenses 3:8-9. Decore-os e ore para que lhe sejam vivos e vitais na vida, tudo para a
glória do Senhor!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta: 34. O que é adoção?

Resposta: Adoção é um ato da livre graça de Deus, pelo qual somos recebidos como filhos de Deus e
temos direito a todos os seus privilégios.
Referências Bíblicas: Ho 3.1; Jo 1.12; Rm 8.17; Cl 3.10.

Perguntas:

1. Qual é a diferença entre a adoção aos olhos dos homens e aos olhos de Deus?

A adoção, segundo o homem, é simplesmente receber na família uma criança por causa de alguma
qualificação da criança ou alguma necessidade daquele que a está adotando. Deus adota os que são
estranhos, os filhos da ira, aqueles em quem nada há de recomendável, e lhes dá todos os direitos e
privilégios de filhos de Deus.
2. O que está compreendido nesse novo relacionamento?
A. A. Hodge declara: "A adoção apresenta a nova criatura em seus novos relacionamentos — para os
quais
novosentrou
tipos decom coração afim, que
relacionamentos sua nova vida
ajudam seusecrescimento
desenvolvendo em um lar
e a coroam que lhe é agradável,
de bênçãos". comde
(VerConfissão
Fé, cap. 12).

3. Os filhos dos homens são todos adotados por Deus?


Não, somente aqueles que crêem em Cristo (Jo 1.12).
4. Exatamente quem faz o ato da adoção?
O ato da adoção pertence a Deus o Pai. "Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de
sermos chamados filhos de Deus" (lJo 3.1).
5. Quais são os privilégios aos quais os fi lhos adotados de Deus têm dir eito?
A lista poderia ser interminável. Os privilégios são, principalmente: 1) Proteção contra males de toda
espécie (SI 121.7). 2) O porte de sua semelhança (Cl 3.10). 3) O acesso a Deus o Pai (1 Jo 5.14-15). 4)
A provisão das necessidades do crente (SI 34.10). 5) A garantia da entrada no reino do céu. (Rm 8.17).
CONCIDADÃOS DOS SANTOS

"Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus"
(Ef 2.19). O escritor do hino afirmou a verdade quando disse, referindo-se à mudança em sua vida:
"Depois que Cristo me salvou, em céu o mundo se tornou". Houve uma mudança maravilhosa. Por termos
sido adotados por Deus somos diferentes, não somos mais estranhos ou pessoas sem cidadania, e sim
concidadãos dos santos.
Esse novo relacionamento dá ao crente pelo menos dois vínculos com o Pai. O primeiro é um privilégio,
o de ter dentro de si um espírito apropriado aos filhos de Deus. Esse espírito é um espírito livre porque é
liberto do sentimento de servidão e de culpa e da própria morte. Esse espírito é um espírito de realeza. A
Bíblia nos ensina que um crente é de "uma raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade
exclusiva de Deus" (IPe 2.9). Esse espírito é o espírito da glória, o que significa que o crente é
abençoado.
O segundo elo com o Pai é uma responsabilidade. A Bíblia ensina: "E estais esquecidos da exortação
que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem
desmaies quando por ele és reprovado" (Hb 12.5). Como filhos de Deus, como filhos adotivos de Deus, a
Bíblia
Celeste.nos ensina
Esse elo éque
tãosomos sujeitos
importante comoa castigo quando fazemos
o elo mencionado acima,ooque
elo édoerrado aos olhos do nosso Pai
privilégio.
O relacionamento como filhos adotados de Deus deve ser aceito com toda a seriedade. Devemos sempre
ter em mente este relacionamento para que possamos agir como crianças. Uma criança respeita seu pai.
Um filho cristão deve ter o maior respeito (temor está incluído aqui) pelo seu Pai celestial. Uma criança
deve obedecer a seu pai. Pois um filho pequeno cristão deve viver na verdadeira atmosfera de
obediência a seu Pai celeste. Uma criança deve amar o pai e mostrar esse amor agradando o pai. Um
filho cristão deve adorar seu Pai celeste e empenhar-se por agradá-lo, seja qual for a situação. Uma
criança deve aceitar a disciplina. Um filho cristão deve literalmente orar pela disciplina do Pai celeste
(Ef 5.1).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 35. O que é santificação?

Resposta: Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser,
segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão.
Referências Bíblicas: 2Ts 2.13; Ef 4.23-24; Rm 6.4,6,14; Rm 8.4.

Perguntas:

1. Como a santifi cação difere da justif icação?

A justificação é completada imediatamente; a santificação é um processo efetuado em etapas até chegar à


perfeição na glória. A justificação altera a posição ou a situação da pessoa diante de Deus; a santificação
é uma verdadeira mudança visto que muda o coração e a vida do homem. A justificação é um ato de Deus
à parte de nós; a santificação é a obra de Deus que nos renova por dentro à medida que usamos os meios
de graça.
2. O que significa a palavra "santificar" na Bíblia?

A palavra
10.36). (2)éTornar
usada na Bíblia de puro
moralmente duas ou
maneiras. (1) Separar
santo (ICo 6.11). de um uso comum para um uso sagrado (Jo
3. Onde a santificação faz sua obra no crente?
A santificação faz sua obra no coração do crente, no novo homem. Deus faz um trabalho de renovação em
nós segundo sua imagem em conhecimento, justiça e santidade.
4. Ao falarmos no "novo homem" o que queremos dizer?
Queremos dizer a nova natureza personificada como o eu regenerado do crente, uma natureza "criada em
ustiça e santidade procedentes da verdade" (Ef 4.24).
5. Quais são as duas partes da santifi cação?
As duas partes são: 1) Mortificação — na qual somos capacitados a morrer cada vez mais para o pecado
(Rm 6.11). 2) Vivificação — na qual nossa natureza é vivificada pelo poder da graça para que vivamos
para a justiça (Rm 6.13).
6. Qual é a utilidade da santifi cação no crente?

A santificação é a prova de nossa justificação e fé e é necessária se é para vivermos para a glória de


Deus. É um aspecto necessário de nossa preparação para nos encontrarmos com Deus, pois sem a
santidade nenhuma pessoa verá a Deus.
SANTIFICAÇÃO— UMA GRAÇA E UM DEVER
Um aspecto muito importante da santificação foi apontado por A. A. Hodge quando escreveu: "O Espírito
Santo dá a graça, e a motiva e dirige no seu exercício, e a alma então a pratica. Assim, ao mesmo tempo
que a santificação é uma graça, ela é também um dever; e a alma é tanto obrigada como incentivada, na
dependência do Espírito Santo, a usar todos os meios para sua renovação espiritual, e formar aqueles
hábitos de resistir ao mal e agir direito do qual a santificação em tão grande parte consiste". (Confissão
de Fé, Cap. 13).

A Bíblia trata muitas vezes da responsabilidade do crente com respeito à parte que ele tem no processo
de santificação que está ocorrendo dentro dele. Em Gálatas 5.24 encontramos:"... crucificaram a carne,
com as suas paixões e concupiscências". Até um verbo de ação, "crucificar", é usado. Em Colossenses
3.5
por encontramos: "Fazei,
parte do crente. pois,tem
Lightfoot morrer
umaaobservação
vossa natureza
sobreterrena". Novamente
essa passagem é um
em que verbo
diz: de ação,
"Ponha a ação
em ação esse
princípio da morte (mortificar), e mate tudo que é mundano e carnal em seu ser".
Esse ensino sobre a santificação tem sido negligenciado muitas vezes pela igreja. A Confissão Belga no
Artigo 24 esclarece o assunto ao declarar: "Portanto é impossível que essa fé santa seja sem frutos no
homem; porque não falamos de uma fé vã. O ensino segundo a Escritura é muito claro: Somos justificados
pela fé até antes de fazermos boas obras; então cremos que essa fé verdadeira vai habilitar-nos a viver a
vida nova, uma vida de boas obras que procedem da boa raiz da fé".
A perguntajá foi feita muitas vezes: "Como isso pode ser feito pelo crente?" Quatro boas sugestões, cada
uma das quais
contrariam precisa2)ser
a Bíblia. aplicada pelo
Vigiar—em Espírito
Ef 6.18 Santo,"vigiando"
a palavra são: 1) Conservar fora da
vem de duas mente as"enxotar"
palavras: coisas que
e
"sono". 3) Evitar ocasião para pecado. 4) Manter o corpo "subordinado"; não mimá-lo, mas discipliná-
lo! Note-se que todos esses são verbos de ação por parte do crente, ação posta em funcionamento
pelo Espírito Santo à medida que o crente está "aperfeiçoando a santidade no temor de Deus" (2 Co 7.1).
Essas quatro sugestões nunca serão postas em prática a não ser que o cristão seja fiel no estudo da
Bíblia, na oração e na freqüência regular ao culto.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 36. Quais são os benefícios que nesta vida acompanham a justificação, a adoção e a
santificação, ou que delas procedem?
Resposta: As bênçãos que nesta vida acompanham a justificação, adoção e santificação, ou delas
procedem, são: certeza do amor de Deus, paz de consciência, gozo no Espírito Santo, aumento de graça e
perseverança nela até ao fim.
Referências Bíblicas: Rm 5.1,2,5; Rm 14.17; Cl 1.10-11; Pv 4.18; Jr 32.40;lJo 2.19, 27; Ap 14.12; 1 Pe
1.5.
Perguntas:

1. O que queremos dizer com "certeza do amor de Deus"?


Queremos dizer a certeza de que somos filhos de Deus e herdeiros da vida eterna (Rm 5.5).
2. Todos os crentes experimentam essa certeza?
Segundo nossos Padrões, a pessoa pode ter fé suficiente para sua salvação, e ainda "pode não ter
suficiente fé oupara
seja essencial frutos da fé para
a salvação habilitá-lo éa essencial
do indivíduo, alcançar essa certeza" (Whyte).
ao bem-estar espiritual Embora
dele; e ater a certeza
Bíblia ensinanão
claramente que o crente deve buscar tal certeza. (2 Pe 1.10); (Hb 6.11).
3. O que queremos dizer com "paz de consciência"?
Queremos nos referir à calma quietude interior que é resultado de ter sido justificado pela fé. Uma vez
que temos a certeza de nossa reconciliação com Deus, o que nos cabe é determinado pelo seu amor, e a
paz é nossa herança (Rm 5.1).
4. O que queremos dizer com "gozo no Espírito Santo"?

A alegria da salvação e a sensação do favor de Deus conferida pelo Espírito Santo que habita os crentes
como templo dele (IPe 1.8; Rm 14.17; G1 5.22).
5. O que queremos dizer com "aumento de graça"?
É o "crescimento em santidade e progresso na piedade" (James Harper). Esta é a obra do Espírito Santo
e é manifesta num aumento de fé, amor, submissão, paciência, mansidão, etc. (G15.22, 23).
6. O que queremos dizer com "perseverança nela até ao fim"?

Queremos dizer a perseverança de Deus (não dos santos) para guardar o crente até ao fim. Queremos
dizer que o crente não pode cair da graça totalmente nem finalmente. Isso se deve às promessas de Deus,
à fidelidade de Deus, ao fato de o Espírito Santo estar habitando no crente e à união dele com Cristo (IPe
1.5).
VÓS DE CRISTO

"E vós de Cristo, e Cristo de Deus" (ICo 3.23). Acabamos de ver uma pergunta de nosso catecismo que
lista para nós muitas bênçãos. Na verdade, poderíamos chamá-las de "Chuvas de Bênçãos!" Os cinco
benefícios listados na resposta a essa pergunta são bênção completa, são bem-aventurança para o crente.
Realmente, um crente não precisa de mais nada para gozar a vida ao máximo. "Aleluia, que Salvador
maravilhoso!"
Apesar de tudo que foi dito acima, a tendência dos crentes hoje é de esquecer a quem pertencem. Alguns
crentes vivem como se pertencessem a si mesmos. Estão tentando "crescer" eles mesmos e portanto
Cristo "diminui"
entusiasmam comquando deveria
qualquer ser o contrário.
expectativa Finalmente
mais do que com a dachegam
volta deaoJesus.
ponto em que eles se

Outros crentes pensam que pertencem ao mundo. Os amigos lhes são mais importantes do que os direitos
que Jesus Cristo tem sobre eles. Chegam a negar a Cristo para conservar amizades, ganhar ou conservar
prestígio, ter certeza de que não serão vistos como impopulares. Esquecem-se de que as bênçãos da
pergunta só vêm para aqueles que buscam "primeiro o reino de Deus e a sua justiça...."
Ainda outros crentes pensam que pertencem à igreja organizada. Os caminhos do homem são mais
importante para eles do que os caminhos de Deus. Estão tão concentrados em preservar a paz da igreja
que negligenciam a pureza da igreja, o que resulta em desastre, como tem acontecido em toda a história
da igreja.
Os crentes precisam lembrar-se de que pertencem a Cristo! Charles Hodge enumerou três obrigações de
crentes: 1) "Que sempre atuemos de modo digno desse relacionamento; lembremo-nos que não
pertencemos nem a nós mesmos nem ao mundo, mas unicamente ao Senhor". 2) "Contentamento. Podemos
vibrar de satisfação se somos de Cristo; pois se somos dele, todas as coisas são nossas". 3) "Não mero
contentamento, mas a antecipação alegre da vinda e da glória de Cristo".
Concluindo, a Bíblia diz: "...não sois de vós mesmos. Porque fostes comprados por preço; agora, pois,
glorificai a Deus no vosso corpo" e no vosso espírito, que são de Deus (ICo 6.19, 20).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 37. Quais são as bênçãos que os fiéis recebem de Cristo na hora da morte?

Resposta: A alma do fiel, na hora da morte, é aperfeiçoada em santidade e imediatamente entra na glória;
e o corpo que continua unido a Cristo, descansa na sepultura até a ressurreição.
Referências Bíblicas: Lc 23.43; Lc 16.23; Fp 1.23; 2Co 5.6-8; lTs 4.14; Rm 8.23.Perguntas:

1. Quando os crentes morrem, que benefícios são recebidos?

O crente recebe um benefício com respeito a sua alma e com respeito a seu corpo.
2. Que benefício é recebido pelo crente com respeito a sua alma?
Hb 12.23 ensina que a alma é tornada perfeita em santidade e passa imediatamente à glória.
3. Como o cristão é beneficiado com respeito a seu corpo?

O corpo do crente no túmulo ainda estará unido a Cristo em união mística (ICo 6.15). Na ressurreição o
corpo do crente será unido com sua alma.
4. O que é essa "ressurreição" da qual se fala na pergunta anterior?
Essa ressurreição é a última e a geral, a ressurreição de todos os mortos no dia final (lTs. 4.16).
5. Qual é a sorte da alma e do corpo dos que não crêem?
O corpo do incrédulo é fechado na prisão da sepultura (Dn 12.2) e sua alma sofre o horror e tormento do
inferno.
6. O crente ressurgirá com o mesmo corpo no dia final?

Sim, os mortos em Cristo serão erguidos com o mesmo corpo (Jó 19.26). Haverá diferença na qualidade,
não em substância e essência (Fp 3.20-21).
7. Como um crente pode ter certeza dessas bênçãos quando a morte se aproxima?
Um crente pode estar seguro delas porque as promessas de Deus são certas e verdadeiras, promessas
feitas mesmo antes que o mundo começasse (2Tm 1.9). Não precisa haver dúvida nenhuma por parte do
crente, pois "O que a Bíblia diz, Deus diz, e isso encerra o assunto!"

MORTE E O CRENTE

"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo, o teu
bordão e o teu cajado me consolam" (SI 23.4). Neste maravilhoso versículo da Palavra de Deus temos o
consolo para o cristão que inclui tudo de que o homem precisa para enfrentar a própria morte. Há a
Presença — "porque Tu estás comigo". Há o Defensor—"Tua vara e teu cajado me consolam". A vara era
uma arma fortíssima de defesa. Nosso Senhor nos defende de tudo. Há quem guie — "Tua vara e teu
cajado me consolam". O cajado é um guia no sentido de apontar o caminho. Tudo isso em um versículo
da Escritura, tudo isso e o Céu também!
O poeta E. H. Hamilton colocou isso bem quando disse:
Medo? De Quê?
Sentir do espírito o êxodo feliz?
Passar da dor cruel para a perfeita paz?
Deixar parar a luta da vida, a tensão?
Medo?—disso?
Medo? De Quê?
Medo de ver a face de meu Salvador,
De ouvi-lo dar as boas-vindas com amor,

Ver seus ferimentos e a glória que reluz?


Medo? — disso?
Medo? De Quê?
Um lampejo — estrondo — ferido coração;
Um escuro — a luz — Que arte tem o céu!
Um ferimento, em réplica do Seu sofrer

Medo?—disso?
Medo? De Quê?
De fazer na morte mais que na vida aqui —
Batizar de sangue um simples lote nu
Até o florescer de almas bem ali?
Medo? — disso?
O crente deve notar que esta pergunta começa com "Quais são os benefícios". Muitas vezes parece que o
crente não reconhece que há benefícios a receber na morte. Quando um crente morre haverá aqueles que
sentirão sua falta. É verdade que é difícil pensar em como a vida seria sem aqueles que nos são mais
próximos. É igualmente verdade, no entanto, que a Bíblia diz: "Estar com Cristo é incomparavelmente
melhor".
Faz muitos anos abri uma carta que me veio da mãe de um de meus professores, um homem piedoso que
tinha significado muito para mim quando eu era um cristão jovem. Ela contava da morte repentina dele.
Virei-me e tirei um livro da prateleira, um livro que havia recebido dele poucos meses antes. Em meio a
minha tristeza, esta pergunta veio à lembrança de repente e ardia em minha alma. Voltei novamente às
referências bíblicas e procurei-as. E pude, pela graça de Deus, louvá-lo por ter levado meu irmão em
Cristo para si!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 38. Quais são as bênçãos que os fiéis recebem de Cristo na ressurreição?

Resposta: Na ressurreição, os fiéis, sendo ressuscitados em glória, serão publicamente reconhecidos e


absolvidos no dia do juízo, e tornados perfeitamente felizes no pleno gozo de Deus por toda a eternidade.
Referências Bíblicas: ICo 15.43-44; Mt 25.33-34; Mt 10.32; SI 16.1; lTs 4.14; ICo 2.9.Perguntas:

1. Quais são os três benefícios dos crentes conforme contidos nesta pergunta?

1) Os crentes serão ressuscitados em glória. 2) Os crentes serão reconhecidos e absolvidos no dia do


uízo. 3) Os crentes serão tornados perfeitamente felizes no pleno gozo de Deus por toda a eternidade.
2. Qual é a glória a qual a questão s e refere e qual será seu resultado?
A glória a qual a questão se refere é a glória da ressurreição, quando o corpo será restaurado e não mais
sujeito a morte e dissolução e será "igual ao corpo glorioso de Cristo" (Fp 3.21).
3. O que significa os crentes serem reconhecidos e absolvidos?

Os
voscrentes ouvirão desde
está preparado as palavras do Salvador:
a fundação "Vinde,
do mundo" (Mt benditos de meu
25.34). Sua Pai,vindicada;
fé será entrai na serão
posse publicamente
do reino que
reconhecidos como sendo os filhos redimidos de Deus (ICo 4.5), e será feita a declaração de que todos
os pecados deles estão perdoados.
4. Qual é a terceira bênção que virá aos crentes?
A terceira é a maior bênção de todas, o pleno gozo de Deus. Os crentes estarão para sempre com o
Senhor e receberão a herança que está preparada para eles. Ali os crentes contemplarão seu Salvador e
Senhor, Jesus Cristo, e finalmente, poderão trilhar os caminhos pelos quais o Senhor os dirigiu e salvou
(IPe 1.6).

5. Qual será a sorte dos incrédulos na ressurreição ?


Seus corpos serão tirados do túmulo e verão Cristo como seu juiz final. Estarão postos em pé diante do
trono do juízo dele e ouvirão a leitura de seus pecados nos livros e serão lançados no inferno para
sempre, eternamente 2Ts 1.7-8; Ap 20.11-12.
BONS DESPENSEIROS DA GRAÇA DE DEUS
"Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme
graça de Deus" (IPe 4.10). Bênção após bênção foi mencionada nas últimas perguntas; mas com bênçãos
vêm responsabilidades. É ótimo ser lembrado das bênçãos que vêm ao crente tanto nesta vida como na
morte e na ressurreição. Mas é importante que o crente reconheça que com esses benefícios o Senhor os
está chamando para ser bons despenseiros de sua graça.
O Arcebispo Leighton disse: "Pensas tu que tua riqueza, ou tua autoridade, ou tua inteligência, é tua, para
fazeres com ela o que quiseres, para absorver para si ou esbanjar, conforme seus próprios caprichos te
conduzem? Não! Tudo te é dado como para um administrador da casa, para depositar e dispensar sábia e
fielmente, não só o estado exterior e os dons comuns da mente, mas até a graça salvadora, que parece
mais apropriada para teu bem privado, e contudo não é inteiramente para isso. Mesmo tuas graças são
para o bem de teus irmãos".
Se os crentes devem viver para a glória de Deus (voltando à primeira pergunta do catecismo), então eles
precisam ser bons despenseiros da graça de Deus. Os benefícios dados agora e aqueles a serem dados
aos crentes na ressurreição devem ser motivadores diários para se querer agradecer e louvar a Deus por
eles na forma de louvor que ele deseja—vivendo para sua glória. O crente deve notar que os benefícios
são dados com
o proveito o fim edesim
do crente, quepara
sejam exercitados;
o proveito que do
também o plano
corpodesses exercícios
de Cristo nãoAlém
em geral. é quedisso,
sejamquando
só paraum
crente está exercendo um dom, um benefício, ele deve considerar-se um despenseiro que precisa ser fiel,
sendo bom gerenciador da graça multiforme de Deus.
Em 1 Timóteo 6.17-18 temos o mesmo ensino: "Exorta aos ricos do presente século que não sejam
orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos
proporciona ricamente para nosso aprazimento; que prati-quern o bem, sejam ricos de boas obras,
generosos em dar e prontos a repartir".
Ser um bom despenseiro da multiforme graça de Deus é realmente um modo de "remir o tempo" nestes
dias maus. Que Deus nos ajude a fazer isso, tudo para Sua glória.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 39. Qual é o dever que Deus exige do homem?

Resposta: O dever que Deus exige do homem é obediência à sua vontade revelada.Referências
Bíblicas: Dt 29.29; Mq 6.8; ISm 15.22.

Perguntas:

1. Por que os crentes têm deveres para com Deus?

1) Deus é o Criador e Preservador de todos os homens, mas os crentes lhe pertencem também por direito
de redenção e têm mais esta razão para a obediência. 2) Deus esclareceu bem na sua Palavra que os
deveres dos crentes são as responsabilidades que acompanham os privilégios. Em nosso catecismo
estudamos os privilégios; agora chegamos às responsabilidades.
2. Qual é a vontade revelada de Deus?
A vontade revelada de Deus encontra-se na escritura do Antigo Testamento e do Novo.
3. Será que o Espírito Santo não poderia levar um crente a agir à parte das Escrituras?
Qualquer direção do Espírito Santo será consistente com a Palavra de Deus. Um professor de Bíblia
colocou assim essa verdade: Há três características principais na direção do Espírito Santo: 1) Ela é
controladora, não constrangedora. 2) Ela é contínua, ela vai "até morrer". 3) Ela é mediadora, sempre por
meio da Palavra, e com ela, "para entrar na verdade".
4. Os crentes devem obedecer a Deus e não aos homens?

Existe a responsabilidade, da parte dos crentes, de se sujeitar: "Sujeitai-vos a toda instituição humana
por causa do Senhor" (IPe 2.13), mas se o dever exigido de nós pelo homem nos faria desobedecer a
Deus (segundo sua vontade revelada) nós precisamos obedecer a Deus (Atos 5.29).

5. Deus requer do crente o que é impossível para o crente individual?


Não, Deus só requer o que ele estará dando ao crente — forças, sabedoria, coragem e poder para realizar
(Ez 36.27; ICo 10.13).
SANTIDADE E VERDADE

Como crentes, aprendemos nesta pergunta que nossa obrigação é a obediência à vontade revelada de
Deus. Isso ressalta o ensino que vezes sem conta precisa nos ser trazido à memória: que simplesmente
conhecer a verdade não é o bastante—ela deve ser posta em prática em nossa vida todos os dias. Este
ensino é vital, porque o teste verdadeiro do discipulado é permanecer em Cristo e na sua Palavra (Jo
8.31, 32).
Nos dias de hoje, em meios conservadores, há muito ensino sobre a Verdade. É bom que seja assim,
porque o campo de batalha hoje é sobre a Verdade, se é ou não verbalmente inspirada, se é ou não
autoridade para o crente. Reconhecemos a importância da Palavra e estamos sempre prontos a batalhar
por ela. Mas será que estamos prontos, sempre prontos, a vivê-la dia após dia? Possivelmente nossa
dificuldade esteja em tornar o processo muito difícil. Achamo-lo difícil demais e então acabamos
fazendo pouco ou nada. Não seria bom voltarmos aos princípios simples de obediência à vontade
revelada de Deus? Verifiquemos de novo alguns desses princípios, tudo para a glória de Deus.
Primeiro, lembre-se de que somos filhos de Deus. Uma vez que fomos nascidos para sua família, não
devemos mais buscar fazer nossa própria vontade, e sim a vontade dele. Se apenas resolvermos adotar
agora mesmo, de uma vez por todas, o princípio importante de que devemos fazer tudo para a glória de
Deus, vamos evitar muitas dificuldades. Lembre-se de que fazer a vontade dele não depende de maneira
nenhuma dos seus sentimentos; é simplesmente uma questão de autodisciplina.
Segundo, seja um cristão firme e constante. Podemos fazer isso se permanecermos sempre na videira. O
Espírito de Cristo habita o crente verdadeiro e está pronto em todos os momentos para dar sabedoria,
coragem, paciência e vitória sobre os pecados que vêm de dentro e de fora. Ficar perto de Cristo vai
ajudar-nos a ser firmes e constantes.
Terceiro, honre a Palavra de Deus. Seria melhor deixar de comer uma refeição por dia do que ficar um
dia sem ler a Bíblia. Sempre lembre-se de voltar à Palavra oficial do soberano Deus, guardando bem que
ela é nossa autoridade objetiva e que por ela é que aprendemos a viver.

Quarto, ore osem


extrapolam cessar. A oração
entendimento habilita
humano. É uma acesso
armaaoofensiva.
trono e põe em movimento forças espirituais que

Quinto, seja fiel nas pequenas coisas. A fidelidade é o maior teste do discipulado verdadeiro. Aquele que
é fiel no pouco será fiel também no muito.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 40.0 que Deus revelou primeiramente ao homem para regra de sua obediência?

Resposta: A regra que Deus revelou primeiramente ao homem, para sua obediência, foi a lei moral.

Referências Bíblicas: Rm 2.14-15; Rm 10.5.

Perguntas:

1. Quantas leis Deus deu ao homem?


Deus deu a seu povo a lei moral, que ainda está em vigor hoje, e as leis cerimoniais e judiciais. Essas
duas últimas, conforme dadas aos judeus, cessaram de ter força vigente sob a economia cristã.
2. A lei moral é regra de obediência tanto para o crente como para o não-crente?
Sim, a lei moral é uma regra de obediência para ambos. Nossa Confissão ensina: "A lei moral obriga a
todos a prestar-lhe obediência para sempre, tanto as pessoas justificadas quanto as demais" (Cap. 19,
Seção 5).

3. Uma pessoa pode ser salva porque observa a lei moral?


Não, uma pessoa só é salva pela graça mediante a fé. Além disso, seria impossível uma pessoa observar
a lei moral com perfeição.
4. Se o homem não pode ser salvo pela lei moral, e mesmo assim é sujeito a ela, para q ue serve a
lei?
A lei moral serve de aio, "para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé" (G1
3.24). A palavra "aio" ou "governante" tem a idéia de educar e disciplinar no texto citado. Uma passagem
relevante aqui é lTm 1.8.

5. Como a lei leva as pessoas a Cristo?


A lei leva as pessoas a Cristo convencendo-as do pecado e convencendo-as das conseqüências se o
pecado não for expiado e perdoado. Também é útil para despertá-las para a necessidade que têm de um
Salvador que os livre desse pecado.
6. Depois que um homem é salvo, a lei tem alguma utilidade adicional?
A lei é um lembrete perpétuo da vontade de Deus para suas criaturas. Para o crente foi proposta como
regra de fé e prática que é absoluta e inalterável. Ver Rm 7.6-12; Tt 2.11-12.

«\QUANTO AMO A TUA LEI!"


A declaração acima é um dos mais ricos frutos da graça que uma alma poderia ter porque nela está a mais
importante ligação entre o amor para com o Criador e o ser obediente a esse Criador. Não existe nada de
incompatível entre o amor e a obediência, e a Lei de Deus é um maravilhoso motivador para cada um dos
dois.
Em nosso catecismo, ao começar agora um estudo das leis de Deus, é importante que mantenhamos a
perspectiva certa entre a lei de Deus e o fato de que somos pecadores salvos pela graça. Já foi dito
muitas vezes que somos pecadores salvos pela graça mas que somos ainda pecadores! O pecador,
portanto, tem deficiências, e por isso tantas vezes ele toma a estrada do pecado em lugar da estrada da
obediência a Deus. E se não fosse a lei de Deus, a estrada do pecado seria escolhida com maior
freqüência ainda do que é escolhida hoje. Pois a lei de Deus traz consigo umas obrigações muito
importantes, obrigações pelas quais devemos estar orando.
Há a obrigação de instruir o crente. Existe um modo de vida que agrada a Deus, e pela lei de Deus o
crente é instruído nesse caminho da vida. Paulo declara em ICo 9.21 que ele está "debaixo da lei de
Cristo" e que se deleita nessa lei segundo o homem interior. Ele se deleita nela lendo-a, sendo instruído
por ela e seguindo-a pela graça.
Há sua obrigação de deixar o crente humilde. A lei de Deus faz com que o crente reconheça suas
deficiências porque é uma medida contra a qual o crente tantas vezes fica a dever. Quando o crente vê
suas deficiências e se lastima por elas, ele começa a se sentir pequeno sob o governo do Deus onipotente
e soberano, e por essa experiência ele entra num relacionamento correto com seu Criador, mediante sua
graça habilitadora.
Há também sua obrigação de fazer com que o crente procure o Senhor Jesus Cristo para que lhe dê o tão
necessário Espírito santificador. O poder da vida vitoriosa vem do Senhor Jesus Cristo por meio da
presença e do poder do imanente Espírito Santo que habilita o crente cada vez mais a morrer para o
pecado e viver para a justiça.
Amamos a lei de Deus? Melhor ainda, nós amamos realmente o Doador da Lei? Se o amamos,
reconheceremos que não existe santidade onde não há sujeição aos mandamentos do Senhor. E onde há
sujeição aos mandamentos, à lei, há prazer verdadeiro, "pois nela me comprazo" (SI 119.35).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 41. Onde está a lei moral resumidamente compreendida?

Resposta: A lei moral está resumidamente compreendida nos dez mandamentos.

Referências Bíblicas: Mt 19.17-19; Dt 10.4; Rm 3.8; Dt4.8.

Perguntas:

1. O que queremos dizer com "resumidamente compreendida?


E que estão contidos aí nos dez mandamentos a soma e os principais tópicos da lei. A lei moral é
apresentada em maior detalhe nas escrituras do Antigo e do Novo Testamentos.
2. Quando a lei moral foi publicada pela primeira vez?
A lei moral foi primeiro publicada quando Deus a escreveu no coração de Adão.
3. Onde se encontram na Bíblia os dez mandamentos?

5Osdedez mandamentosAs
Deuteronômio. se diferenças,
encontram no capítulo 20
entretanto, sãodemínimas
Êxodo ee em
nãoforma ligeiramente
incluem diferente no capítulo
nada de essencial.
4. Como os mandamentos estão divididos?

Hoje, como se fez na Igreja Grega dos primeiros tempos, nós os dividimos como "dez mandamentos". Há
também a divisão de obrigações para com Deus e obrigações para com nosso semelhante.
5. Será que podemos dizer que os dez mandamentos incluem toda a lei moral? Podemos dizer que os
dez mandamentos são um resumo admiravelmente compreensivo da lei moral. Incluem tanto coisas
exibidas do homem intmat cama da mcomportamento exterior. Encerrado neles há um ensino admirável
de que se um pecado é proibido, nas palavras de Deus há como ordem uma obrigação.
6. Como podemos ter uma compreensão melhor dos dez mandamentos?

Nosso Catecismo Maior, em resposta à Pergunta 95 dá-nos certas regras para um entendimento correto
dos mandamentos. Seria bom cada um de nós memorizar todas as oito regras dadas e os textos que os
provam também. Há pessoas demais entre nós que lamentavelmente ignoram essas oito regras, regras que,
bem aplicadas, realmente nos levarão a caminhar muito mais perto de nosso Deus, tudo para sua glória.

OBEDIÊNCIA — E AMOR

"Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o
teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento"
(Mt 22.36-38). Assim nosso Senhor Jesus Cristo dá a primeira parte do resumo da lei, em acordo
perfeito com Dt 6.5. E assim ele faz a ligação do assunto da obediência a ele—pois a obediência a seus
mandamentos é a essência da obediência a ele — com o assunto de nosso amor para com ele. As
duas são entrelaçadas em toda a Bíblia.
Uma pergunta excelente é a seguinte: Como sabemos que amamos Deus? Sete ótimos sinais nos foram
dados por Thomas Watson, muitos anos atrás. Ele enumera: 1) Nosso desejo será segui-lo. 2) Não
conseguimos encontrar contentamento em nada sem ele. 3) Detestamos aquilo que poderia nos separar de
Deus, a saber, o pecado. 4) Sentimos compaixão uns pelos outros. 5) Esforçamo-nos para fazer com que
para os outros ele seja atraente. 6) Choramos amargamente a sua ausência. 7) Estamos dispostos a fazer e
a sofrer por ele. Tudo isso tem que ver com a questão de nós estarmos obedecendo a ele, pois se essas
caraterísticas não estão em nós, não o obedeceremos.

Uma pergunta
devemos?" A que um estudante
resposta me fez
que me veio certo dia
à mente foi "Não
foi só: a seguinte: "Porardendo
estamos que nósem
nãoamor
obedecemos
santo". Aa oração
ele como
de
Paulo pelos cristãos em Éfeso foi "Habite Cristo no vosso coração pela fé, estando vós arraigados e
alicerçados em amor" (Ef 3.17). Seria bom, se é sério o nosso propósito de obedecer ao Mestre, ocupar-
nos muito em oração sincera sobre nosso amor para com ele—orando para que o Espírito Santo nos dê
um amor como nunca antes tivemos, orando para que possamos produzir verdadeiras obras de amor nos
dias que virão; orando sinceramente para que tenhamos um amor por ele que esteja sempre refulgindo;
orando sinceramente para que nunca se possa dizer de nós, "Abandonaste o teu primeiro amor".
Certo pastor sábio disse um dia que o amor compreende deleitar-se num objeto. É possível que nossa
dificuldade esteja em não nos deleitarmos em Deus o suficiente, não nos deleitarmos em sua Palavra, na
oração,
Quando em
foi falar a outros
a última a seu
vez que respeito!
sentimos Quando
isso? foifoi
Quando a última vezvez
a última queque
oramos: "Senhor,
lhe dissemos queeunós
te amo!"
o amamos
mais do que qualquer pessoa ou qualquer coisa no mundo? Se isso faz algum tempo, talvez seja esta a
razão de nossa falta de obediência.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 42. Em que se resumem os dez mandamentos?

Resposta: Os dez mandamentos se resumem em amar ao Senhor nosso Deus de todo o nosso coração, de
toda a nossa alma, de todas as nossas forças e de todo o nosso entendimento; e ao nosso próximo como a
nós mesmos.
Referências Bíblicas: Mt 22.37-40; Mt 10.27; Tg 2.10; Rm 13.10.

Perguntas:

1. Como as obrigações dos mandamentos estão divididas nesta resposta?


As obrigações estão divididas do seguinte modo: nossas obrigações para com Deus e nossas obrigações
para com nosso próximo.
2. Em que sentido se usa a palavra "resumir" nesta pergunta?
O "resumo" aqui se refere à obrigação abrangente da lei que é o amor; porque o amor é o cumprimento da
lei.
3. Qual é o sentido de amar a Deus de todo o nosso coração?

Amar Deus de todo o coração significa amá-lo sem hipocrisia, ser sincero e honesto em nosso amor.
4. Qual é o sentido de amar a Deus de toda nossa alma?
Amar a Deus de toda a alma significa exercer todas as faculdades que temos no cumprimento dos deveres
de nossa vida cristã à medida que nos deleitamos tanto nele como em seguir a vontade dele.
5. Qual é o sentido de amar a Deus de todo nosso entendimento?

Amar a Deus de todo o entendimento significa não amar nada ou ninguém mais do que ele.
6. Quem é o próximo que devemos amar como nós mesmos?

Toda pessoa é nosso próximo, e assim devemos ter um afeto geral para com todos.
7. O que é amar a nosso próximo como a nós mesmos?
Amar a nosso próximo como a nós mesmos é amá-lo com aquela mesma verdade e constância de amor
com que amamos nossa própria pessoa. Ef 5.29.

8. Se um padrão da Bíblia puder ser dado para esse amor de outras pessoas, qual poderá ser?
Um bom padrão da palavra de Deus seria Mateus 7.12 — fazermos aos outros o que queremos que eles
nos façam, ou então João 15.12, onde Jesus diz: "O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos
outros, assim como eu vos amei".
GRADA-TE DO SENHOR

"Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração" (SI 37.4). Quando uma pessoa é salva
pela graça, um dos resultados é que ela vai amar o Senhor, vai ter o desejo de deleitar-se nele. Haverá o
desejo por parte do cristão de amar o Senhor de todo coração. Isso nem sempre é possível por causa do
pecado, mas o desejo, o alvo está ali.
Uma oração de Lancelot Andrewes diz assim: "A ti mesmo, Ó meu Deus, a ti mesmo por causa de ti
mesmo, acima de todas as outras coisas, eu amo. Desejo-te. Como meu alvo final anseio ter-te. Tu por
amor a ti, e nada mais, eu busco sempre e em todas as coisas, de todo o coração e entranhado afeto, com
ais e lágrimas,
igreja de hoje écom
que labor ininterrupto
não temos númeroesuficiente
sentimentodeaflitivo".
filhos deJá se disse
Deus com com verdade
a oração que o eproblema
fervorosa zelosa da
de homens como Andrewes.
Tantas vezes dizem: "Eu sei que amo Deus porque, afinal de contas, convidei seu Filho a entrar em meu
coração e eu freqüento a igreja, etc." Como podemos ter certeza de que estamos nos deleitando no
Senhor? Como podemos ter certeza de que o amamos? Algumas das características de um amor real de
Deus são estas: 1) Não podemos achar contentamento sem que seja nele, porque ele é a saúde de nosso
semblante. 2) Detestamos aquilo que nos separaria de Deus, a saber, o pecado. O salmista
disse: "Detesto todo caminho de falsidade" (Salmo 119.104). Isso é algo sobre o qual nem sempre temos
a vitória porque muitas vezes o caminho da falsidade vence, mas quando isso acontece e o percebemos
rogamos pelo perdão
deleitamo-nos nele, e dele. 3) Queremos
ao mesmo contar a sobre
tempo silenciar outrasele
pessoas sobretotal
seria uma ele. discrepância.
Dizer que amamos a Deus,
4) Estamos
prontos a sofrer, e se preciso, a morrer por ele. Paulo disse: "Estou pronto a ser oferecido". Estamos
sempre dispostos a passar por aquilo que ele desejar que passemos se for para que seu nome seja
glorificado.
Há de fato muitas outras características, mas as que eu enumerei acima devem ser suficientes para se usar
como padrão em nosso amor para com ele. Seria bom pararmos aqui e orarmos: "Sonda-me, ó Deus, e
conhece o meu coração". A chama do amor deve estar sempre ardendo luminosa em nosso coração. Se
não estiver, quem sabe é aquela negligência do dever, ou amor demais pelo mundo, ou falta de oração e
estudo da Bíblia que está apagando a chama. A chama precisa ser sempre abanada e não impedida.
Se não estiver lá nunca haveremos de receber dele os desejos de nosso coração.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 43. Qual é o prefácio dos dez mandamentos?

Resposta: O prefácio dos dez mandamentos é: "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito,
da casa da servidão".
Pergunta 44. Que nos ensina o prefácio dos dez mandamentos?

Resposta: O prefácio dos dez mandamentos ensina-nos que temos a obrigação de guardar todos os
mandamentos de Deus, por ser ele o Senhor nosso Deus e Redentor.
Referências Bíblicas: Êx 20.2; Lc 1.74; IPe 1.15-19.

Perguntas:

1. Quais as três coisas encontradas no prefácio que servem para motivar-nos a viver uma vida
santa?

Os três motivadores são: 1) Ele é nosso Senhor. 2) Ele é nosso Deus. 3) Ele é nosso Redentor.

2. Por que devemos guardar seus mandamentos por ser ele nosso Senhor?
Devemos guardar seus mandamentos por ser ele nosso Senhor uma vez que ele é nosso Criador e nosso
Soberano, e que como criaturas e súditos dele nós lhe devemos isso (SI 100.2-3).
3. Por que devemos guardar seus mandamentos por ser ele nosso Deus?
Devemos guardar seus mandamentos porque ele é nosso Deus visto que ele é nosso Deus Pactuai e nos
tem levado a um relacionamento especial consigo e assim nós temos a obrigação de servi-lo.
4. Por que devemos guardar seus mandamentos por ser ele nosso Redentor?

Devemos guardar seus mandamentos por ser ele nosso Redentor uma vez que ele nos comprou e libertou
do pecado e isso nos deve incentivar a lhe sermos obedientes.
5. Que lições maravilhosas podem ser aprendidas pela forma gramatical usada nesta pergunta?

A lição de que ele é o Senhor nosso Deus no tempo presente, não no futuro; a lição de que ele é o Senhor
Deus de cada pecador individual; a lição de que ele é o Senhor Deus de cada pecador que ele chama
individualmente.
6. De que servidão somos libertados pelo Senhor nosso Deus?

Somos libertados
do próprio inferno.daIsso
servidão de estar
nos deve sobaa cumprir
ensinar ira de Deus
seusemandamentos
da culpa, do poder e da poluição
por louvor a ele pordoaquilo
pecado,
que fez
por nós; e por sentirmos que isso é o mínimo que podemos fazer em retribuição (Fp 1.27).
DA CASA DA SERVIDÃO

O livramento de Israel da casa de servidão tipifica para o crente o livramento espiritual do pecado, de
Satanás e do inferno. Nosso livramento espiritual é uma coisa maravilhosa, uma misericórdia pela qual
deveríamos estar louvando a Deus continuamente. A pergunta é relevante: Por que não o louvamos mais
por tal livramento? Por que nossa vida não é um hino incessante de louvor a nosso Deus que nos
libertou?
Esse livramento é algo que repetidas vezes o cristão aceita sem pensar. Não parece existir o
reconhecimento daquilo que ele fez por nós com respeito a isso. Cantamos:
Bondosa e amorosamente Jesus chegou, Misericordiosamente me salvou,
E do abismo do pecado vergonhoso Pela graça ele me levantou.
Da areia insustentável ele ergueu-me, Bondosamente com a mão ergueu-me,
De sombras noturnas a campos de luz. Louvai e exaltai-o, Ergueu-me Jesus!
Embora cantemos essas palavras, não percebemos tudo que está aí compreendido. Dizemos que
percebemos tudo, sabemos dar respostas certas num teste de teologia, mas nossa maneira de vida muitas
vezes demonstra uma falta de apreciação por nosso livramento.
Pode nos ajudar nisso reconhecer mais uma vez do que é que fomos libertos. Pensemos no pecador por
um momento. É um indivíduo que está preso ao pecado. Ele é escravo absoluto de sua própria vontade
pecaminosa. O pecado reina sobre ele e não há nada que possa fazer para se livrar. É um indivíduo que
está sob o comando de Satanás. Quem governa a mente do pecador é Satanás, e o indivíduo não pode
fazer nada a respeito, porque está na ignorância. Satanás governa a vontade do pecador, e por isso
o pecador estará obedecendo ao Tentador em cada situação. Satanás lhe coloca armadilhas, e cada passo
tem no seu final uma mina satânica que não se pode contornar e que sf mpre irá destruir. É uma pessoa
que está a caminho do inferno, do tormento eterno. Nao há maneira pior de descrever o sofrimento, de
retratá-lo, senão chamando-o pelo nome de inferno. A pior dificuldade da vida é fácil comparada aos
terríveis castigos do inferno. Dessa servidão é que a pessoa redimida é liberta pela graça.
Como é possível nós não louvarmos nosso Senhor Deus por tal livramento? Como deixarmos de fazer
todo esforço para agradecer-lhe por essa graça maravilhosa? Nada nos deverá deter de engrandecer o
precioso nome de Jesus dando-lhe a posição preemi-nente em tudo que fazemos, dizemos e pensamos,
tudo para a glória de Deus (SI 111.1).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 45. Qual é o primeiro mandamento?.

Resposta: O primeiro mandamento é: "Não terás outros deuses diante de mim".Pergunta 46.0 que exige
o primeiro mandamento?
Resposta: O primeiro mandamento exige de nós conhecer e reconhecer a Deus como o único Deus
verdadeiro e nosso Deus; e como tal adorá-lo.

Referência Bíblica: Êx 20.3; lCr 28.9; Dt 26.7; Mt 4.10; SI 95.6; SI 29.2.

Perguntas:

1. Quais são os três deveres exigidos acima de tudo no primeiro mandamento?

Os três deveres são: 1) Conhecer Deus. 2) Reconhecer Deus. 3) Adorar e glorificar a Deus.
2. O que é que devemos saber com respeito a Deus?
Devemos saber que Deus existe, ou que há um Deus. Além disso devemos conhecer Deus reconhecendo-o
como o único Deus verdadeiro conforme é apresentado em sua Palavra.
3. Como devemos adorar a Deus?

Devemos adorar a Deus fazendo-o o objeto do nosso desejo e de nosso deleite.


4. Como devemos glorificar a Deus?
Devemos glorificar a Deus, primeiro reconhecendo Cristo no coração como nosso Salvador e Senhor e
então vivendo de tal modo que todo ato seja dirigido à promoção de sua glória e honra aqui na terra.
5. Quais são algumas maneiras práticas pelas quais nós adoramos e glorificamos Deus
? Glorificamos Deus quando o colocamos em primeiro lugar em nossos pensamentos, palavras e ações.
Se amássemos alguma coisa mais do que Deus, tal como o prazer, nosso corpo, ou nossos entes queridos,
não estaríamos glorificando a Deus.
6. Podemos glorifi car a Deus tanto interior quanto exteriormente?

Podemos glorificar a Deus interiormente confiando, esperando, deleitando-nos nele, pensando e


meditando sobre ele, enchendo-nos de tristeza quando pecamos contra ele. Podemos glorificar a Deus
exteriormente mostrando humildade e buscando fazer sua vontade conforme é expressa em sua Palavra. A
Bíblia diz: "Agrada-te do Senhor" (SI 37.4). "Confiai no Senhor perpetuamente" (Is 26.4). "Isto lhes
ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz: andai em todo o caminho que eu vos ordeno" (Jr 7.23).
O ÍDOLO MAIS QUERIDO QUE JÁ TIVE
Quando o cristão lê o primeiro mandamento e medita nele, um comentário digno de nota é uma estrofe de
um hino que tem o título "Ah, como quero andar mais perto de Deus". Especificamente, é a estrofe que diz
o seguinte:
O ídolo mais querido que já tive,
Qualquer que seja esse ídolo,
Ajude-me a arrancá-lo do teu trono,
E adorar só a ti.

Para que o cristão conheça, reconheça, adore e glorifique a Deus, certamente é de primeiríssima
importância que ele conheça Cristo como Salvador. É na verdade a pedra fundamental. Mas sobre esse
alicerce sólido como a rocha precisam ser acrescentados o ouro, a prata e as pedras preciosas das boas
obras. Isso significa uma autodisciplina por parte do cristão, o que tem muito que ver com o cristão não
colocar outros deuses adiante do Deus Onipotente e Soberano.
Paulo emprega uma abordagem interessante em 2Co 5.9. "É por isso que também nos esforçamos, quer
presentes, quer ausentes, para lhe sermos agradáveis". Ou, "aceitos por ele" nas palavras de outro
tradutor. Mas é tão fácil pôr outras coisas antes desse viver somente para a glória de Deus, mesmo coisas
que em si parecem certas e respeitáveis. Por exemplo, ganhar almas ou dirigir grandes avivamentos ou
fundar uma igreja ou tantas outras coisas que poderiam ser mencionadas. Mas nosso alvo na vida,
como crentes nascidos de novo, é fazer as coisas puramente para a glória de Deus. Se fizermos o
contrário podemos ser culpados de ter edificado pequenos ídolos que se tornam outros deuses. E tais
coisas violam o primeiro mandamento.
Paulo aborda a mesma questão de outra maneira: "Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão,
para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" (ICo 9.27). Não que ele
esteja em perigo de perder sua salvação, mas que ele está em perigo de perder a aprovação de Deus, de
não viver para a glória de Deus. Isso quer dizer abordar nossa vida do dia-a-dia com uma atitude de nos
disciplinarmos em nossos pensamentos, palavras, feitos. Significa que precisamos, a cada momento,
"mortificar" (fazer morrer) aquelas coisas da carne que não agradariam a Deus. Isso significa que
devemos morrer diariamente para essas coisas e nunca deixar que se tornem ídolos para nós. Basta pouca
coisa para eles chegarem a esse estado. Satanás cuidará de tirar proveito disso se nós relaxarmos nossa
disciplina. Que Deus nos ajude a arrancar de nós tais coisas para que não tenhamos outros deuses antes
dele!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 4 7.0 que o primeiro mandamento proíbe?

Resposta: O primeiro mandamento proíbe negar, ou deixar de adorar ou glorificar ao verdadeiro Deus,
como Deus, e nosso Deus; e dar a qualquer outro a adoração e a glória que só a ele são devidas.
Referências Bíblicas: SI 14.1; Rm 1.20-21; SI 81.11; Rm 1.25.

Perguntas:

1. Quais são os dois pecados proibidos no primeiro mandamento?

Os dois pecados proibidos são o ateísmo e a idolatria.


2. O que é ateísmo?
Em sua definição mais precisa, o ateísmo significa a negação da existência de qualquer deus de qualquer
tipo. Paulo usa essa palavra em Efésios 2.12 ["sem Deus" = ateus] para se referir a pessoas que estão
sem Deus antes de sua conversão.

3. Existe alguém que seja um verdadeiro ateísta?


É difícil chegar a uma conclusão sobre isso. Parece difícil crer que tal exista, já que se desejaria saber
como qualquer pessoa poderia consistente e persistentemente durante toda sua vida nunca ter o menor
temor de Deus ou dúvida quanto à existência de Deus.
4. Épossível a um cristão praticar o ateísmo?
Não é possível a um cristão praticar o ateísmo no sentido mais restrito, mas há um tipo prático e um
cristão é culpado do ateísmo prático quando ele desconsidera ou negligencia Deus, mesmo quando
conhece Deus por meio de Cristo.

5. O que é idolatria?
Idolatria no sentido estrito é o culto religioso de ídolos, isto é, imagens ou figuras. No sentido mais
amplo, é todo culto religioso que não seja oferecido ao Deus verdadeiro.
6. De quantas maneiras uma pessoa pode ser culpada de idolatria?
Uma pessoa pode ser culpada de idolatria: 1) De forma exterior, ao ter e adorar outros deuses e não o
único Deus verdadeiro, tal como quando adora deuses pagãos, ou anjos ou santos, ou quando busca
adorar a Deus por representações visíveis. 2) De forma interior, ao dar a qualquer coisa do mundo a
honra e o respeito que só a Deus são devidos. Isso seria idolatria do coração e estaria em oposição a Mt
16.24 — "Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue".

NEGAR-SE E TOMAR SUA CRUZ


Sempre que consideramos o primeiro mandamento sendo já cristãos nascidos de novo, devemos
imediatamente reconhecer a ligação entre guardar o primeiro mandamento e o ensino de nosso Senhor em
Mt 16.24 — "Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue,
tome a sua cruz e siga-me". Há uma ligação importante entre o mandamento e essa ordem de nosso
Senhor. E importante termos diante de nós em todas as horas o ensino neotestamentário da cruz de
Cristo para o cristão.
É estranho e difícil entender como podemos nos levantar em nossa igreja e cantar para Jesus:...
Quero estar ao pé da cruz,
Que tão rica fonte Corre franca, salutar,
De Sião no monte. (Tr. Júlio César Ribeiro,Novo Cântico 107).
...e não entender que estamos cantando como cristãos, e que há aí uma mensagem para nós. Quando Paulo
disse "Estou crucificado com Cristo" (G12.19) ele não estava simplesmente dizendo um clichê que o
tornaria popular entre os cristãos. Estava afirmando um princípio vital, que nos impediria de quebrar o
primeiro mandamento e nos habilitaria a viver uma vida de vitória. Estava tentando dizer-nos nessa
passagem, e em muitas outras semelhantes, que há uma doutrina da identificação do cristão com a Cruz de
Cristo. O sexto capítulo de Romanos está cheio dessa doutrina e mesmo assim parece que repetidamente
passamos por ela sem vê-la. Uns passam ao largo porque não querem ser rotulados como estando
envolvidos com o movimento de "vida mais profunda". Uns passam ao largo porque nunca a notaram. E
outros passam ao largo porque sabem que isso vai interferir com o que querem fazer, quando quiserem
fazê-lo!
Barnhouse expressou isso muito bem: "Já vimos que Deus nos considera como tendo morrido com Cristo,
e esse fato torna possível o triunfo da vida cristã". E novamente: "A crucificação verdadeira de nosso
homem velho só pode nos ser feita pelo próprio Senhor, e ele o fará se nos submetermos a ele". A
questão de nos negarmos a nós mesmos e tomarmos a nossa cruz (submeter-nos em todas as áreas da
vida) é um aspecto importante de reivindicar a vitória que Cristo já ganhou por nós na Cruz do
Calvário. Entretanto, muitos dos filhos de Deus nunca percebem que a vitória já foi ganha, nem sabem
como podem reivindicá-la, e nem mesmo sabem que podem reivindicá-la para si. Caem então na
armadilha de quebrar o primeiro mandamento por colocar o eu no trono e dar a outras coisas a estima e
afeição que só Deus deve possuir. (Lucas 14.26). Possa Deus nos ajudar, tudo para sua glória, a estar
dispostos a ser crucificados com Cristo, para que o eu possa ser destronado em nossa vida a cada
momento.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 48. O que é nos ensinado, especialmente pelas palavras "além de mim", no primeiro
mandamento?
Resposta: As palavras "além de mim", no primeiro mandamento, ensinam-nos que Deus, que vê todas as
coisas, toma conhecimento do pecado de haver outro deus em seu lugar e fica muito ofendido por isso.
Referências Bíblicas: lCr 28.9; SI 44.20-21.

Perguntas:

1. Como épossível que Deus veja todas as coisas?


É possível porque Deus está em toda parte e tem entendimento infinito. A Bíblia diz: "Ocultar-se-ia
alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? — diz o Senhor; porventura, não encho eu os céus e
a terra? — diz o Senhor?" (Jr 23.24). Ele é onisciente (sabe tudo) bem como onipresente (está em toda
parte ao mesmo tempo) — SI 139. Ele nos conhece perfeitamente.
2. Como podem os cristãos cometer o pecado de ter outros deuses?

Os cristãos
outras coisaspodem cometer que
e ao permitir esseessas
pecado ao permitir
coisas tenhamque seu interesse
o primeiro lugar eem
seus afetos
seus estejam colocados
pensamentos em
e atividades.
3. Por que Deus fica tão descontente com esse pecado?
Deus fica descontente com esse pecado porque ele é um Deus zeloso e santo. A Bíblia ensina: "Eu sou o
Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de
escultura" (Is 42.8).
4. Será que o fato de que ele é um Deus zeloso e santo não deveria influenciar cada uma de nossas
ações?

Sim, cada ação nossa deve ser influenciada por esse fato. Isso nos deve impedir de pecar; deve dar-nos
um ódio até de pensar em pecado; deve despertar-nos a cada momento para fazer a oração que este hino
afirma:
Quero um princípio dentro de mim, De piedoso temor,
Que o pecado eu sinta assim, E quando está perto haja dor —
Ó vem, Deus, me ajudar a saber, Logo ao primeiro sinal,
O que é orgulho, e que eu possa ver, O que é desejo do mal,
E vem, ó Senhor, apagar O fogo que está a começar. — Charles Wesley

O DEUS QUE REVELA SEGREDOS


Saber que Deus vê todas as coisas deve ser sempre reconhecido pelo crente. Isso deve estar sempre
diante dele como uma lâmpada ardente. Em Daniel 2.28 lemos: "Há um Deus no céu, o qual revela
mistérios". Ora, os mistérios, os segredos que ele revelou naquele caso específico foram para sua glória.
Muitas vezes ele age para sua glória também ao revelar os segredos do nosso coração. Nós não podemos
fugir dele, não podemos esconder nada dele. Certamente há uma boa lição para o crente nas
palavras famosas de Francis Thompson:
Eu fugi dele, todas as noites e todos os dias;
Fugi dele, através dos arcos dos anos;
Fugi dele, pelos caminhos do labirinto De minha própria mente; e em meio às lágrimas Escondi-me dele,
e sob o riso que corria.
Mas toda essa fuga de nada adiantou. Deus continuou "no encalço desapressado e com passo
imperturbado". E Deus sempre continuará pedindo-nos que sejamos honestos e abertos com ele, que nada
escondamos dele, que andemos até o fim com ele. Em tudp, há o conhecimento, deve haver o
conhecimento em nosso coração, de que ele está no céu e que ele revela segredos!
Há ainda outro consolo no fato de que ele revela segredos. É o consolo de que algum dia nós
entenderemos os caminhos dele. Ele trará à luz as coisas que estão escondidas nas trevas. Ele nos fará
entender porque permitiu que esta ou aquela infelicidade aparecesse em nosso caminho. Ele nos
habilitará a ver porque demorou tanto a vinda de seu Filho, nosso Salvador. Ele nos mostrará porque foi
necessário que a verdadeira igreja dele fosse perseguida. Ó Dia abençoado quando os segredos forem
revelados a nós!
A pergunta que temos à nossa frente é importante: Podemos estar satisfeitos por viver nestes dias em que
o conselho de sua vontade é secreto? Podemos prosseguir dia após dia confiando nele mesmo quando não
podemos trilhar a rota? Podemos viver por um lado sabendo que ele conhece os segredos de nosso
coração e por outro lado sabendo que há muitas coisas que ele não nos vai revelar? O segredo de
aprender a estar contente, tudo para sua glória, encontra-se em conseguir viver com essas duas coisas.
A Bíblia diz: "Grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento" (lTm 6.6). Que possa Deus, o
Deus que revela mistérios, dar-nos esse contentamento à medida que decidimos viver diante dele com
atos de santidade (2Pe 3.11).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 49. Qual é o segundo mandamento?

Resposta: O segundo mandamento é: "Não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança alguma de
tudo o que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem as águas debaixo da terra. Não as adorarás,
nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos
filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações
daqueles que me amam e que guardam os meus mandamentos" (Ex. 20.4-6).

Pergunta 50.0 que exige o segundo mandamento?

Resposta: O segundo mandamento exige que recebamos, observemos e guardemos puros e inteiros todo
o culto e ordenanças religiosas que Deus instituiu na sua Palavra.
Referências Bíblicas: Dt 12.32; Dt 32.46; Mt 28.20.

Perguntas:

1. Tanto o primeiro como o segundo mandamento se referem ao culto. De que modo diferem?

O
dosprimeiro mandamento
meios do trata do objeto
culto, e da maneira como odoadoramos.
culto, o Deus vivo e verdadeiro; o segundo mandamento trata

2. Quais são esses meios de culto?


Os meio de culto são as ordenanças que Deus apresentou em sua palavra.
3. Quais são essas ordenanças?

O Catecismo Maior cita-as como sendo "a oração e ações de graça em nome de Cristo; a leitura, a
pregação e o ouvir a Palavra, a administração e a recepção dos sacramentos; o governo e a disciplina da
igreja; o ministério e sua manutenção; o jejum religioso; o jurar em nome de Deus, e o fazer votos a ele".
(P. 108).
4. Como nós cristãos devemos fazer para receber essas ordenanças?

Devemos recebê-las aprovando e abraçando-as; observá-las fazendo o que é nelas exigido; sempre
conservá-las puras e íntegras guardando-as de corrupção.
5. Qual é o signifi cado de não fazer qualquer imagem de escultura?

Significa que não devemos tentar representar Deus por meio de objetos materiais e nem adorá-lo por
meio de tais imagens.

O DEUS ZELOSO

"Porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira
e quarta geração daqueles que me aborrecem; e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me
amam e guardam os meus mandamentos" (Êx 20.5-6). A palavra "zeloso" significava "zelo justo". É o
ensino de que só ele tem direito sobre o amor de seu povo.
Há dois sentidos nos quais essa descrição de Deus pode ser entendida. No bom sentido ele é zeloso por
seu povo. Ele os guardará, ele os protegerá, ele os defenderá contra todos os inimigos. Seu povo, seu
pela fé em Cristo Jesus, é muito querido ao seu coração. Ao olhar do alto seu povo, ele os vê em suas
tentativas de andar com ele a cada dia, e fica enternecido. Ele quer muito que acertem o passo ao dele,
que nunca corram à frente nem fiquem para trás, que dêem cada passo com pleno conhecimento, a
cada momento, de que estão guardados no seu amor. Qualquer coisa que aconteça com seu povo acontece
com ele. Ele a sente; tem verdadeira empatia com seus filhos.
Há outro sentido no qual isso pode ser entendido. E nesse sentido Deus tem ciúmes de seu povo. Ele tem
ciúmes no sentido de não querer que prestem culto a imagens gravadas ou esculpidas, nem que adorem
deuses falsos, ou corram atrás das coisas que os distanciam dele próprio. E como se não suportasse ter
um rival de maneira nenhuma. Ele não quer que seus filhos sigam atrás de qualquer coisa — quer boa ou
ruim — que impeça o culto a ele. Nosso amor, nossa maior adoração precisa ser prestada a ele somente.
Devemos examinar-nos diariamente para ver se estamos ou não seguindo-o bem de perto. Há muitas
formas pelas quais nosso amor pode ser desviado. É bom nós nos lembrarmos sempre de que ele é um
Deus zeloso, cioso de seus direitos, e que nós devemos nos preservar de complicações. Nunca devemos
dar
de simotivo ao santonociúme
que sintamos dele.
mesmo Devemos
segundo, orar anosso
quando cada amor
momento, pedindo
para com que elesendo
ele estiver nos conserve
esfriadotão
porperto
coisas
contrárias à sua vontade em relação a nós. Se fizermos isso ele estará zeloso a nosso favor, e não
ciumento contra nós. E assim bênçãos fluirão dele para nós, tudo para sua glória.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 51.0 que proíbe o segundo mandamento?

Resposta: O segundo mandamento proíbe adorar a Deus por meio de imagens, ou de qualquer outra
maneira não prescrita na sua Palavra.
Referências Bíblicas: Dt 4.15-16; At 17.29; Dt 12.30-32.

Perguntas:

1. Qual é o grande pecado proibido no segundo mandamento?

O grande pecado proibido no segundo mandamento é a idolatria.


2. No que difere a idolatriaspnrnbidM no segundo mandamento da idolatria proibida no primeiro
mandamento?
A idolatria proibida no primeiro mandamento tem que ver com um objeto, quando o homem adora algo
que não seja o Deus vivo e verdadeiro. A idolatria proibida no segundo mandamento tem que ver com os
meios de culto, e nos proíbe de adorar a Deus de maneiras contrárias a sua vontade.
3. Como é possível a uma pessoa adorar imagens e assim cometer o pecado da idolatria? Há várias
maneiras em que isso pode acontecer. Algumas são: 1) Cultuando deuses falsos, como aconteceu na
idolatria pagã da cultura grega. 2) Cultuando o verdadeiro Deus com o uso de uma imagem ou
representação dele. 3) Cultuando o verdadeiro Deus, criando na mente uma falsa imagem dele.
4. Épermitido fazer-se qualquer imagem ou representação de Deus?

Não, é proibido porque ele é infinito, incompreensível (Is 40.18). Qualquer tentativa de representar Deus
necessariamente envolve limitações que o representam incorretamente.
5. É lícito termos figuras de Jesus Cristo?
Não, não é legítimo fazermos isso. É verdade que ele foi tanto homem como Deus, mas a Bíblia ensina
que ele é mais belo do que os filhos dos homens (SI 45.2). É impossível sabermos como ele era, e
portanto, qualquer representação dele seria adivinhação. Se ele tivesse desejado que soubéssemos, ele o
teria deixado claro na Bíblia.
6. O segundo mandamento proíbe a cerimônia em nosso culto?

Não, não proíbe a cerimônia em nosso culto, contanto que a cerimônia seja a ensinada na Palavra de
Deus. Portanto, a cerimônia teria de ser "decente e em ordem", e só o que é determinado na Palavra de
Deiís (Mt 15.9).

O CULTO SEGUNDO A BÍBLIA

A questão do culto na igreja hoje é de grave preocupação. Em igrejas que têm o credo histórico, e
afirmam os Padrões de Westminster, a questão do culto deve sempre ser coerente com a Palavra de Deus.
Se não for, há o perigo de se transgredir o segundo mandamento, violando-o por não procurar cultuar de
acordo com o padrão da Palavra de Deus. Nessa área devemos ser zelosos, recusando permitir qualquer
coisa dentro do culto que não seja coerente com a Palavra.
Há muitas áreas hoje em que a igreja se acha em perigo de desviar-se da Palavra. Quanto à doutrina, a
igreja está se afastando da posição histórica da Fé Reformada com respeito à Bíblia ao permitir uma
visão mais baixa de inspiração do que a de que seja a infalível e verbalmente inspirada Palavra de Deus.
A igreja está se afastando por deixar de lado completamente a doutrina bíblica da disciplina e por isso a
pureza da igreja está caindo em descrédito. Estas maneiras, e muitas outras que poderiam ser
mencionadas, são formas nas quáis a igreja está se desviando da fé em matéria de doutrina.
Além disso, a igreja deverá sempre ser cuidadosa com respeito a seu culto. Nada deverá ser permitido
no culto que não seja ensinado na Escritura. O culto da igreja existe para a glória de Deus, para o
propósito de desempenhar sua Grande Comissão, para a evangelização do mundo. A igreja primitiva
cuidava que nada fosse introduzido nela que impedisse sua missão.
E o culto de sua igreja? Será que já têm sido acrescentadas coisas que não encontram base na Bíblia? Sua
igrej a está mais preocupada com o prédio do que com a pregação da Palavra de Deus, consigo mesma
em vez de com a busca dos perdidos, com amizade em vez de com sua pureza? O segundo mandamento
está sendo infringido?
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 52. Quais são as razões anexas ao segundo mandamento?

Resposta: As razões anexas ao segundo mandamento são a soberania de Deus sobre nós, a sua
propriedade em nós, e o zelo que ele tem pelo seu culto.
Referências Bíblicas: SI 95.2-3; SI 45.11; Êx 34.14.

Perguntas:

1. Quantas premissas estão compreendidas no segundo mandamento e de que maneira são úteis a
nós?
Há três premissas: 1) A soberania de Deus sobre nós. 2) O direito de posse que Deus tem sobre nós. 3) O
zelo que Deus tem com respeito a seu culto. São de grande utilidade para nós porque todas as três podem
influenciar grandemente a maneira de obedecermos ao Senhor nosso Deus.
2. O que queremos dizer com soberania de Deus sobre nós?
O sentido é que pela sua soberania ele tem a autoridade única sobre nós e tem o direito de estabelecer
leis para osomente
cultuá-lo culto. Sódaele tem oque
forma direito de decidir
ele designa parao nós
queem
é bom
sua para nós. Nós temos a responsabilidade de
Palavra.
3. Quando falamos em Deus ser nosso proprietário, o que queremos dizer com isso? Com i§so
queremos dizer que nós lhe pertencemos pelo direito de redenção e que nós, portanto, devemos nos
apegar a ele e ter o cuidado de não seguir nenhum pecado que nos afastaria dele, especialmente a
idolatria e a superstição (SI 95.6-7; SI 106.19-21).
4. O que Deus disse sobre o zelo que ele tem de seu próprio culto?
Ele disse: "Eu sou Deus zeloso".

5. Que efeito isso deve ter sobre os crentes nascidos de novo?


Deve dar-nos muito medo de ofendê-lo de qualquer forma e especialmente na área do culto falso.
Devemos orar para que nunca o decepcionemos como Nadabe e Abiú fizeram (Lv 10.1-4).
6. Se o cultuarmos de maneira falsa qual será nossa punição?

Não só cairá a punição sobre nós, como também ele visitará a iniqüidade dos pais nos filhos até a
terceira e quarta geração.
7. Como pode Deus, que tem o atributo da j ustiça, fazer isso?
Se os filhos não seguirem os pecados de seus pais, ele não os castigará (Ez 18.14, 17). Se os filhos
seguirem os pecados dos pais, merecerão o castigo.
PAIS PIEDOSOS E SEUS FILHOS

Esta pergunta do catecismo em particular, com sua ênfase em Deus ser Deus zeloso, que visita a
iniqüidade dos pais maus nos filhos, contém uma lição oposta para os pais piedosos. Os filhos de pais
piedosos poderão ser recipientes da promessa: "[Serei] o teu Deus e da tua descendência" (Gn 17.7). Há
muito pelo qual os filhos de pais piedosos devem agradecer a Deus e há uma grande responsabilidade
por parte de pais piedosos para que seus filhos possam gozar os grandes benefícios compreendidos.
Sempre que aqueles que são leais à Fé Reformada mencionam as promessas pactuais, contudo, há dois
fatos importantes a lembrar. Se esses dois fatos forem esquecidos sempre há o perigo de desagradar a
Deus. Os dois fatos
pais piedosos. são: 1) Deus
2) A promessa quenão mostra
Deus misericórdia
pronuncia aos filhosque
é uma promessa simplesmente
depende de por serem filhos
se guardar as de
promessas dos pais piedosos.
Deus não mostra misericórdia aos filhos simplesmente por serem filhos de pais piedosos — ele mostra
misericórdia aos filhos simplesmente porque lhe agrada fazer isso (Rm 9.15). Nunca podemos tirar a
misericórdia mostrada aos filhos de pais piedosos do contexto de todo o conselho de Deus e esquecer
que ele é Aquele que é Onipotente e Soberano, que não será manipulado nem forçado pelas promessas ou
caminhos do homem. O que ele faz é para sua glória e é coerente com seu caráter, o de ser soberano em
todas as coisas.

A
—promessa que
a salvação, Deus
com pronuncia
todos é promessa
seus benefícios, nãoque depende
é coisa de se guardar
automática as promessas
que acontece aos filhosdos
depais
pais piedosos
(ou pai)
piedosos — (ICo 7.14; At 2.38,39). Aqui cabe bem a declaração de John Murray: "O privilégio pactuai
sempre acarreta responsabilidade pactuai". Há condições que devem ser observadas pelos pais piedosos,
promessas feitas no batismo do infante e promessas a serem guardadas se os pais esperam que
Deus guarde suas promessas.
Quando os pais piedosos fazem sua parte há mesmo grandes benefícios — os benefícios de uma educação
cristã, orações e mesmo a expectativa de que Deus irá efetuar a conversão dos filhos. Ser criado por pais
cristãos empenhados em cumprir suas promessas pactuais é uma bênção pela qual todos os filhos devem
agradecer a Deus.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 53. Qual é o terceiro mandamento?

Resposta: O terceiro mandamento é: "Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o
Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome" (Êx 20.7).Pergunta 54. Que exige o terceiro
mandamento?
Resposta: O terceiro mandamento exige o santo e reverente uso dos nomes, títulos, a:ributos,
ordenanças, palavras e obras de Deus.
deferências Bíblicas: SI 29.2; Mt 6.9; Ap 15.3-4; Ml 1.14; SI 138.2; SI 107.21-22.Perguntas:

1. O que queremos dizer com as palavras ”o nome do Senhor teu Deus”?

Queremos dizer com "o Senhor teu Deus" qualquer maneira em que Deus se faz conhecer.
2. Como Deus se faz conhecer?
Ele se faz conhecer: por seus nomes, tais como Deus, Senhor, Eu Sou, Jeová; por seus títulos, como
Senhor dos Exércitos, o Santo de Israel, o Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, o Deus e Pai de nosso
Senhor
por suasJesus Cristo eque
ordenanças, outros;
são apor seus aatributos,
leitura, pregaçãoque
e o são suas
ouvir perfeições
da Palavra, e propriedades
a oração, as ações(ver Pergunta
de graça, o 4);
louvor, a administração dos sacramentos; por sua palavra, as Escrituras do Antigo e Novo Testamentos;
por suas obras, que são as obras da criação e da providência.
3. Qual é nossa responsabilidade para com esses meios gerais pelos quais ele se faz conhecer?
Nossa responsabilidade é mostrar uma atitude reverente para com todos eles em nossas palavras, nossos
pensamentos e nossas práticas. Devemos meditar sobre seus nomes e títulos. Devemos fazer uso santo
das ordenanças de Deus, buscando nelas Deus. Devemos ser obedientes em todos os tempos à sua
Palavra e reconhecer suas obras de criação e providência, bendizendo-o e louvando-o por suas
misericórdias e sujeitando-nos a ele em todas as coisas.
4. Esta pergunta diz respeito em alguma coisa aos juramentos e votos juramentados a Deus?

Visto que o nome de Deus é usado em juramentos e votos, há uma ligação. Recomenda-se ao leitor
considerar e orar sobre a seção da Confissão de Fé intitulada: "Dos Juramentos e Votos Legais" (Cap.
22).
N

O DEUS DE ABRAÃO

Um dos títulos atribuídos a Deus como Deus da graça é "O Deus de Abraão, Isaque e Jacó" (Ex 3.6).
Mesmo ao ser ele o Deus da graça, mesmo quando experimentamos isso dia após dia, devemos louvá-lo
pelas suas obras maravilhosas aos filhos dos homens. Nunca devemos deixar um dia passar sem elevar
nossa voz em louvor a esse Bendito Nome! O compositor do hino disse:
Ao Deus de Abraão louvai!
Do vasto céu Senhor,
Eterno e poderoso Pai e Deus de amor!
Augusto Jeová, que terra e céu criou,
Minha alma o NOME exaltará do grande EU-SOU.
Ao Deus de Abrão louvai!
Eis por mandado seu
Minha alma deixa a terra e vai gozar no céu.
O mundo desprezei, seu lucro e seu louvor,
E Deus por meu quinhão tomei E Protetor. Meu guia Deus será!
Seu infinito amor, feliz em tudo me fará por onde eu for.

Tomou-me pela mão, nas trevas deu-me luz,


E dá-me eterna salvação por meu Jesus.
Meu Deus por si jurou,
Eu nele confiei!
E para o céu que preparou eu subirei.
Sua face eu hei de ver, confiado em seu amor,

E para sempre engrandecer, meu Redentor.


(Tr.D.B.Judah/ R.H.Moreton,Novo Cântico 21)
Abraão curvou-se no coração e na mente perante o Senhor mesmo depois de ter sua fé duramente provada
pela longa demora no cumprimento da promessa. Abraão descansou na divina promessa, e na suficiência
do poder e da graça divina de seu Senhor. Devemos fazer o mesmo — reconhecer quem ele é e então nos
lembrar de dar louvor a seu santo nome.
No entanto, esse mandamento tem um outro lado. Como Calvino tão bem o expressou: "A finalidade do
mandamento é que Deus quer que consagremos a majestade de seu nome. Em resumo, isso quer dizer que
não
viii, devemos profaná-lo,
22). Devemos sempretratando-o comque
nos lembrar menosprezo e de modo irreverente".
se não o reverenciarmos (Instituías,
devidamente, tr. W. Luz, II,
não bendizermos seu
nome, nós podemos quebrar esse mandamento.
Uma boa disciplina para nós seria prometer que vamos ler o Salmo 139 pelo menos uma vez por semana
para que possamos manter a visão certa e termos a atitude reverente que se deve ter para com o Deus de
Abraão.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 55. O que proíbe o terceiro mandamento?

Resposta: O terceiro mandamento proíbe toda profanação ou abuso das coisas por meio das quais Deus
se faz conhecer.
Referências Bíblicas: Ml 2.2; Is 5.12; SI 139.20; Tg 1.13; Mt 26.74.

Perguntas:

1. Quais são os modos pelos quais Deus se faz conhecer?

Conforme aprendemos no mandamento anterior, ele se faz conhecer por seus nomes, títulos, atributos,
ordenanças, palavra e obras..
2. De que maneiras esses modos podem ser profanados ou violados pelo homem?
São violados por "blasfêmias, perjúrios, maldições, juramentos, votos e sortes ímpios"
(<CatecismoMaior, pergunta 113).

3. Como pode a pessoa profanar os nomes, títulos e atributos de Deus?


O homem pode profanar essas coisas quando pensa em ódio contra Deus; quando fala irreverentemente
dirigindo-se a Deus; quando jura pelo nome de Deus de uma forma maldosa ou maledicente; quando
blasfema o nome de Deus; quando amaldiçoa a si próprio ou a outros no nome de Deus; quando usa o
nome do Senhor de formas supersticiosas.
4. Como pode a pessoa profanar suas ordenanças?

A pessoa pode profanar as ordenanças de Deus sendo irreverente ou irregular em sua obediência a elas;
atendendo-as não no espírito, mas estando na carne, ao permitir que sua mente vagueie; ao ter feito uma
profissão de fé em Cristo falsa e insincera e ainda assim participar delas.
5. Como a pessoa pode profanar a Palavra de Deus?
A pessoa pode profanar a palavra de Deus negando partes da Palavra ou deturpando-a; ensinando
doutrina falsa com respeito à Palavra; aplicando a Palavra de Deus erradamente.
6. Como a pessoa pode profanar as obras de Deus?
A pessoa pode profanar suas obras usando seu corpo de maneira errada; esquecendo-se da misericórdia
de Deus e das maravilhas que faz para os filhos dos homens; e resmungando contra o Senhor em meio à
adversidade.
TENDENDO À PALAVRA
Uma das maiores responsabilidades — e privilégios — do crente nascido de novo é o de atender à
Palavra. Tiago nos diz: "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir...." (Tg 1.19). Esse terceiro
mandamento, especificamente, é relevante para nós ao irmos, no Dia do Senhor e ao culto da noite do
meio de semana, ouvir a pregação da Palavra de Deus.
Jeremy Taylor disse certa vez: "Quando a palavra de Deus é lida ou pregada para você, cuide de estar de
coração e mente disposta, livre de cuidados e pensamentos mundanos, diligente em ouvir, cuidadoso em
fixar, estudioso para lembrar e desejoso de praticar tudo o que é ordenado, e viver de acordo; não dê
atenção a qualquer outra finalidade que não a de se tornar melhor em sua vida e ser instruído em toda boa
obra, e crescer no amor e serviço de Deus". (The Rule and Exercises ofHoly Living, [Regra e Práticas da
Vida Santificada] p. 181).77
Muitas vezes o cristão deixa de receber o que o Senhor tem para ele no culto porque vai despreparado.
No mesmo capítulo primeiro de Tiago sugere-se um esboço com respeito às obrigações do cristão
quando vai cultuar na casa de Deus. O versículo 21 lhe diz de suas obrigações antes do sermão:
despojar-se de qualquer poluição, de qualquer pecado. O mesmo versículo 21 também lhe fala de suas
obrigações durante o sermão: de acolher com mansidão a palavra implantada. O versículo 22 diz de suas
obrigações após o sermão: de ser praticante da palavra e não somente ouvinte. O povo de Deus
receberá muito maior benefício da pregação da palavra de Deus, e saberá aplicá-la mais eficazmente, se
tiver preparado seu coração de antemão para ouvir a palavra.
Como nos preparamos para ouvir a Palavra? Muitas vezes no Dia do Senhor nossa preparação consiste
em ler o jornal
imaginar do domingo,
qual haveria de ser oem dormir tarde,
resultado em negligenciar
se no domingo a oração
a igreja se e ode
enchesse estudo da Palavra.
cristãos Seria bom
que se tivessem
preparado ativamente para a pregação da Palavra. Cristãos que tivessem ido com o coração disposto e
obediente; com um desejo profundo de ouvir a Palavra; com o coração afinado com o Deus Onipotente e
Soberano. De fato, o resultado seria a prática dos deveres apresentados na Palavra, no poder do Espírito
Santo, para a glória de Deus.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 56. Qual é a premissa anexa ao terceiro mandamento?

Resposta: A premissa anexa ao terceiro mandamento é que, embora os transgressores deste mandamento
escapem do castigo dos homens, o Senhor nosso Deus não os poupará do seu justo juízo.
Referências Bíblicas: Dt 28.58-59; SI 139.20; SI 83.18; Zc 5.3.

Perguntas:

1. Por que é que infratores desse mandamento podem escapar da punição da parte dos homens?

Quem quebra esse mandamento pode escapar da punição dos homens porque muitas vezes aqueles que
detêm a autoridade são tão culpados como os infratores do mandamento. Trata-se muitas vezes de ser o
caso de o homem natural estar tratando com o homem natural, e as coisas de Deus são desviadas.
2. Quem são esses que tomam o nome do Senhor em vão?
A Bíblia ensina que aqueles que tomam o nome de Deus em vão são seus inimigos declarados (SI
139.20).
3. Qual deveria ser um dos maiores motivadores para nos impedir de tomar em vão o nome de Deus?

Como crentes, simplesmente as palavras "o Senhor nosso Deus" nesta Pergunta já nos deveriam motivar a
reconhecer sua glória e isso nos deveria encher de reverência e temor santo. Nosso coração deveria ficar
carregado de sentimento de culpa se quebrássemos esse mandamento.
4. Os que tomam o nome do Senhor em vão escapam de serem julgados?

Aqueles que quebram este mandamento não escaparão do julgamento, porque Deus é justo e prometeu que
serão punidos.

5. Essa promessa poderia ser chamada de uma ameaça?


Sim, poderia ser chamada de ameaça pelo fato de que a vingança divina está dirigida contra a pessoa que
quebra o mandamento.
6. Quando serão punidos os infratores desse mandamento?
Há duas ocasiões em que os infratores desse mandamento poderiam ser punidos. Por vezes são punidos
nesta vida, como se vê em Dt 28.58-59. Outras vezes a punição só será dada no além. No entanto, o certo
é que serão punidos.

UM GUARDA AOS MEUS LÁBIOS


"Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios" (SI 141.3). Esse versículo é uma
excelente oração, ao considerarmos este mandamento específico do Senhor. Quando a Bíblia diz "O
Senhor não terá por inocente", com respeito a tomar seu nome em vão, devemos todos nós atender e
procurar honrar o Senhor com nossos lábios em todo o tempo.
A pergunta é: Será que nós tememos dizer qualquer coisa que possa desonrar nosso Senhor? Com certeza
a resposta deverá ser sim, porque as palavras que pronunciamos podem poluir a glória de Deus, e como
crentes nossa responsabilidade aqui está clara. Num velho Livro Presbiteriano de Orações encontra-se a
seguinte prece:
Deus Todo-poderoso, nosso Pai Celeste, confessamos a Ti que em muitas ocasiões e maneiras, por
pensamento, palavra e ação, nós temos pecado contra Ti; e não somos mais dignos de ser chamados Teus
filhos. Jesus
Cristo Mas nós Te Senhor,
nosso imploramos humildemente,
que nos ó santoofensas,
perdoes as nossas e amoroso Pai, por
e daqui por Tua grande
diante misericórdia
nos conceda o em
verdadeiro arrependimento e novidade de vida, para a honra e glória de Teu Nome. Amém.
Tornar esta uma oração diária faria bem a todos nós. Contudo, há um perigo compreendido na fala do
crente. A Bíblia explica este perigo muito bem: "Este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com
os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim" (Is 29.13). O perigo sempre presente é
que professemos uma boa religião, mas pelo fato de nosso coração não estar certo diante do Senhor,
negligenciemos seguir seus caminhos. Ficamos ansiosos por ser ouvidos pelas outras pessoas que
amam o Senhor, mas por dentro estamos lhe dizendo "Não!" à medida que ele trata do eu dentro de nosso
coração. De fato, nossa oração deve ser que ele ponha um guarda à nossa boca, e que o Espírito Santo
ministre cada vez mais ao nosso coração.
O terceiro mandamento esclarece que vamos pagar por desonrá-lo com nossos lábios. O pagamento será
nesta vida ou na outra. Sabemos muito bem que o incrédulo vai ter de sofrer. Que Deus nos ajude para
que nossas palavras possam sempre glorificá-lo, palavras que ergam alto o Senhor Jesus Cristo para uma
geração má e perversa! (SI 19.14).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 57. Qual é o quarto mandamento?

Resposta: O quarto mandamento é: "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás
e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem
tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro
das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles
há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou" (Êx 20.8-11).

Pergunta 5 8.0 que exige o quarto mandamento?

Resposta: O quarto mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em sua Palavra,
particularmente um dia inteiro em cada sete, para que seja um dia de santo descanso dedicado a ele.
Referências Bíblicas: Lv. 19.30; Dt 5.12; Is 56.2-7.

Perguntas:

1. Como este mandamento se aplica ao culto?

Este mandamento
O primeiro falaobjeto
falou do da programação
de culto, o do culto edos
segundo se segue
meiosnaturalmente aos trêsdaprimeiros
do culto, o terceiro maneira mandamentos.
do culto.
2. Como épossível decidir qual o tempo que deve ser reservado para o culto público? O único tempo
que deve ser reservado para o culto púbico é aquele indicado na Palavra de Deus. Não é direito perante
Deus acrescentar outros tempos, ou dias santos, à sua Palavra.
3. Que significa a palavra "Sábado"?

A palavra "Sábado" é uma palavra hebraica e significa "descanso", conforme ensinado em Hb


4.9.

5. Por que nossa pergunta o chama de "dia de santo descanso"?

E um sábado "santo" porque foi consagrado e separado por Deus.


6. Este mandamento específico faz parte da lei cerimonial ou da lei moral?

Este mandamento em particular é parte da lei moral e deve ser guardado por todas as nações e através de
todas as gerações. Nunca foi anulado. O Senhor Jesus Cristo deu testemunho dele. Ele é nosso Senhor e
ele é também "Senhor do Sábado" (Lucas6.5).

UM COMPROMISSO DA IGREJA

A igreja de hoje faz muitas concessões. Em muitas denominações está se tornando evidente que o ensino
da Palavra de Deus é cada vez menos reconhecido como única regra infalível de fé e prática. É
vergonhoso para a igreja que isso seja verdade. No entanto, há outra acomodação perigosa ocorrendo na
igreja. É a concessão que se faz na esfera da observância do sábado, uma acomodação que está
permitindo que o secularismo invada a igrej a.
Parece que o mandamento, em sua aplicação prática, tem sido em efeito reescrito, de maneira a ser lida
por muitos: "Lembre-se de santificar uma hora no domingo". Em muitas igrejas atuais foi reescrito
novamente para ser: "Lembre-se de santificar uma hora no início da manhã de domingo", quando tem o
culto matinal convenientemente no primeiro horário, o que habilita uma pessoa a um desencargo de
consciência por "guardar o mandamento" para que possa se divertir no restante do dia com recreação e
lazer. Para esse tipo de pessoa, a Igreja significa muito pouco, e para a igreja esse tipo de pessoa
significa muito pouco.

A históriarepetidas
relataram da igreja vezes
tem uma
queimportante liçãoentre
há uma ligação a nosa ensinar sobre essedoassunto.
não-observância sábado Os
e a historiadores
falta de poder da
igreja. É certo que essa ligação deve existir. A principal razão pela qual o crente deve guardar o Dia do
Senhor são as bênçãos espirituais e os privilégios que decorrem dessa prática. Eles acontecem porque os
cristãos estão observando esse mandamento do Senhor, um mandamento que continua em vigor nos dias
de hoje.
Os profetas da antigüidade clamavam contra Israel por seus pecados e incluíam a "profanação do
sábado" como um dos pecados que estava trazendo o juízo divino sobre a nação. De fato, o mundo está
precisando de tais profetas hoje! Os cristãos estão olhando para o fim de semana cada vez mais como um
convite a atividades seculares, em lugar de um convite a atividades espirituais. Louvor da boca para fora
ao assistir
nação. Assimao culto não basta.
foi ordenado porO Deus.
Sábado Cristão é um baluarte espiritual para a pessoa e para a
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 59. Qual dos sete dias Deus designou para esse descanso semanal?

Resposta: Desde o princípio do mundo até a ressurreição de Cristo, o sétimo dia da semana foi
designado por Deus para o descanso semanal; e desde então, o primeiro dia da semana para continuar
sempre até ao fim do mundo, que é o Sábado Cristão, ou Domingo.
Referências Bíblicas: Gn 2.3; Lc 23.56; At 20.7; ICo 16.1-2; Jo 20.19-26.Perguntas:

1. Por que o sétimo dia foi indicado por Deus como o dia do Sábado?
O sétimo dia foi indicado como o dia de sábado porque foi o dia em que ele descansou das obras da
criação.
2. Quando Deus indicou esse dia como o sábado?
Ele indicou o sétimo dia como o sábado logo depois das obras da criação. (Ver Gn 2.2).
3. Até quando deveria ser observado o sétimo dia como o sábado?

Deveria ser observado como o dia do sábado até que Cristo ressurgisse dos mortos. (Ver Mt 28.1).
4. Que dia seria observado a partir daquela data, segundo a Palavra de Deus?

O primeiro dia da semana seria observado e deve ser observado pelos cristãos até o fim do mundo.
5. Como podemos ter certeza de que o primeiro dia é para ser observado como o sábado?
Podemos ter certeza porque foi instituído por Jesus Cristo e tem sido observado pelos cristãos desde
então.
6. Há alguma correlação entre o sábado do Antigo Testamento e o sábado instituído após a
ressurreição de Cristo?
Sim, há uma correlação no fato de que Deus descansou no sétimo dia depois de sua obra da criação e
Cristo descansou no primeiro dia depois de passar pelo sofrimento que realizou a redenção do homem
(Hb 4.10).
7. Há outras provas bíblicas de que o primeiro dia da semana é o novo sábado?
Sim, há outras provas como sejam: o Senhor colocar seu nome no primeiro dia; Paulo falar de fazer-se a
coleta no primeiro dia da semana; os discípulos estarem reunidos no primeiro dia da semana. (Ap 1.10;
ICo 16.1-2; Jo 20.19; At 20.7).

"LEMBRA-TE"

"Lembra-te do dia do sábado..." É verdade que muitas pessoas hoje estão se esqué-cendo deste
mandamento. Os tempos mudaram, com certeza, desde que o Imperador Constantino declarou as
primeiras leis a respeito em 321 A.D. Ele exigiu que todos ok tribunais, cidades e lugares de trabalho
descansassem. Hoje a igreja tem um novo ritual. É o ritual do Domingo do Absenteísta, o ritual da praia,
da estrada, das diversões, dò exercício físico. São relativamente poucos os que se lembram do sábado e
se preocupam com o quarto mandamento.
Há ainda outro sentido da palavra "Lembrar". É significativo que este seja o único mandamento que
começa com essa palavra. É como se Deus já soubesse que esse era um que o homem teria a tendência de
esquecer. Mas além da maneira em que devemos passar o dia, a palavra deverá trazer à mente as duas
grandes obras: a criação e a redenção.
A obra da criação deve ser trazida à lembrança porque o sábado do Antigo Testamento começou quando
o Senhor Deus descansou no sétimo dia. A cada domingo seria bom começar o dia meditando na criação.
A definição do nosso Breve Catecismo exprime isto muito bem: "A obra da criação é aquela pela qual
Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem". Que maravilha pensar em
seu poder e neste lindo mundo que ele criou.
A obra da redenção deve ser trazida à memória tendo em vista que o Senhor Jesus ressuscitou dos mortos
no primeiro dia depois de passar pelo sofrimento. Ele derramou seu sangue no Madeiro do Calvário por
você e por mim. De certo modo podemos dizer que a redenção excede a criação. A criação foi um
monumento do poder de Deus; a redenção foi um monumento do amor de Deus. Pense mais uma vez: "Ele
osempiterna.
fez pecadoEssas
por nós" (2Co
coisas 5.21).emocionar
devem Morreu voluntariamente. Ele noslágrimas
nosso coração, causar amou. Sua
em morte,
nossos sua redenção
olhos, quandoé
pensamos em quantas vezes nós o negligenciamos e desonramos seu nome. A mediação de Cristo e seu
amor maravilhoso manifesto em ele nos redimir é algo em que nós podemos pensar no Dia do Senhor.
"Lembra-te do dia do sábado..." É uma boa maneira de iniciar o Dia do Senhor. É possível que se mais
pessoas começassem o dia se lembrando das obras da criação e redenção haveria menos violação do
sábado!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 60. De que modo se deve santificar o Dia do Senhor?

Resposta: Deve-se santificar o Domingo com um santo repouso por todo esse dia, mesmo das ocupações
e recreações temporais que são permitidas nos outros dias; deve-se empregar todo o tempo em exercícios
públicos e particulares de adoração a Deus, exceto o tempo preciso para as obras de pura necessidade e
misericórdia.
Referências Bíblicas: Lv 23.3; SI 92.1-2; Lc4.16; Mt 12.11-12; Jr 17.21.22.

Perguntas:

1. O que queremos dizer com santificar o Dia do Senhor?

O Sábado Cristão é santificado por Deus pelo fato de que ele o fez santo. O Dia do Senhor deverá ser
santificado pelo homem, que deverá conservá-lo santo usando-o para propósitos diferentes de seus
afazeres regulares.
2. Quais são as duas coisas que podemos fazer no Dia do Senhor?

Permissão nos é dada por Deus para fazer duas coisas: descanso santo e culto santo.
3. Do que devemos descansar no Dia do Senhor?

Devemos descansar de todas as coisas que não são de necessidade e misericórdia. Isso significa que
devemos descansar mesmo das coisas que não são pecaminosas que são permitidas nos outros dias, tais
como empregos e recreações.
4. Quando falamos do "culto sagrado " será que isso quer dizer que precisamos passar o dia inteiro
na igreja?
Não, não significa que o dia inteiro deva ser passado na igreja, e sim que devemos passar nosso tempo
ou em culto público ou particular. Deve ser um tempo para nossa alma ser renovada por Deus enquanto o
cultuamos em oração, estudo bíblico e culto em família.
5. Vocêdiria que est á certo descansar o corpo no Dia do Senhor?
Sim, ficaria dentro da guarda do mandamento descansar o corpo. Essa é uma das razões do sábado,
porque Deus já sabia de início que o corpo precisaria de um dia de descanso em sete.
6. Deve haver qualquer preparo para o dia do sábado?

Sim, deve haver preparo tanto físico como espiritual. Por exemplo, deve-se fazer tudo o que é possível
antes desse dia, no ambiente físico, para que o dia possa ser dedicado a Deus. Nosso artigo devocional
fala da preparação espiritual.
PREPARAÇÃO PARA O DOMINGO
família está reunida na igreja no domingo de manhã. O culto está para começar. O pastor faz uma
pergunta, antes mesmo da Invocação. Pergunta: "Quantos de vocês tomaram tempo para preparar sua alma
para esse dia, o Dia do Senhor?" Como você responderia essa pergunta? E qual teria sido nossa resposta
no domingo passado?
Muito já foi dito sobre a guarda do sábado, e com razão. Na verdade, nosso país tem culpa em estar
sempre violando o mandamento, desrespeitando o dia; e os cristãos nascidos de novo estão se juntando
aos outros nisso. Mas possivelmente alguma ênfase deva ser colocada na questão do preparo para o dia.
Parece que pouco é dito sobre éste aspecto importante. Poderia bem existir mais guarda do domingo se
houvesse mais preparação para esse fim!
Como podemos nos preparar para o domingo? Quais as coisas que seria importante fazer para estarmos
melhor preparados para passar o dia como o Senhor quer que o passemos? A seguinte lista poderá
auxiliar ao buscarmos viver para ele nesta área:
1. Dedique de antemão o dia ao Senhor e regozije-se com a perspectiva de ter o Sábado Cristão.
Reconheça que é realmente o Dia do Senhor. Devemos procurar, pela sua graça, fazer com que seja um
dia especial de bênção para nossa alma.
2. Use boa parte do tempo no sábado à noite para um retiro espiritual. Recolha-se a umcanto, com a
Bíblia e com oração, enchendo sua alma das coisas que são de Deus. Reconheça que seu coração precisa

aserPalavra.
limpo das coisas do mundo, coisas necessárias, possivelmente, mas coisas que entraram para sufocar

3. Use algum tempo para a meditação. Em lugar de só ler a Palavra e orar, pense nas coisas de Deus e
nele próprio. Pense nas obras dele, na sua santidade, no maravilhoso fato da redenção, na segunda vinda
do Senhor Jesus Cristo.
4. Ore pelo pastor, para que ele esteja preparado para a pregação da Palavra, o meio de graça
principal. Coloque-o perante o Trono da Graça; ore para que ele seja um vaso apto para o uso do Mestre.
Já é tempo de o povo de Deus, dos seus salvos, se prepararem para o Dia do Senhor e suas atividades.
Assim como o povo de Israel tinha de lavar o corpo antes que a lei lhes fosse apresentada, assim também
os crentes em Cristo devem preparar a alma para o
A

Dia do Senhor (Ex 19.10). Pense em como seria bom o resultado na sua obra se seu povo fizesse retiros
espirituais preparando-se para o dia dele!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 61. O que proíbe o quarto mandamento?

Resposta: O quarto mandamento proíbe a omissão ou a negligência no cumprimente dos deveres


exigidos, e a profanação desse dia por meio de ociosidade, ou por fazei aquilo que é em si mesmo
pecaminoso, ou por desnecessários pensamentos, palavras oi obras acerca de nossos negócios e
recreações temporais.
Referências Bíblicas: Ez 22.26; Ml 1.13; Am 8.5; Is 58.13; Jr 17.24,27.

Perguntas:

1. Quais são os dois tipos de pecados proibidos neste quarto mandamento?

Os dois tipos de pecados proibidos são o pecado de omissão e o pecado de comissão.


2. Quais são os pecados de omissão mencionados nesta pergunta?
Os pecados de omissão mencionados são: 1) A omissão das obrigações do sábado cristão. Essas
obrigações seriam tais coisas como a negligência do culto particular ou público, e a negligência de
tarefas de amor e misericórdia que deveriam ser realizadas no domingo.
3. Seria possível pecarmos mesmo no desempenho de tarefas de amor e misericórdia no domingo?

Sim, seria possível pecarmos no desempenho desses deveres se os executássemos da maneira errada.
Poderíamos desempenhá-los mostrando tédio, desejando não ter de fazê-los, deixando de perceber que
no desempenho desses deveres também podemos estar servindo ao nosso Senhor (Mt 25.31-46).
4. Qual a melhor maneira de nos defender contra tais atitudes?
A melhor defesa é fixar nosso coração em Deus (SI 57.7), afirmando pela fé nosso lugar "nas regiões
celestes" no começo do dia, pedindo que Deus nos conserve fiel em todas as coisas.
5. Quais são os pecados de comissão mencionados nesta pergunta?
Os pecados de comissão mencionados são os seguintes: 1) Profanar o Dia do Senhor por ociosidade. 2)
Profanar o dia fazendo coisas que são pecaminosas aos olhos de Deus para seu dia. 3) Profanar o dia por
pensamentos, palavras e ações sobre assuntos mundanos, por prazeres e recreação contrários a tudo que a
Palavra ensina para desempenho permitido no sábado cristão.
6. Por que é tão importante guardar esse dia como para o Senhor?

E importante porque Deus assim nos ordenou, e é importante porque é impossível ser santo sem guardar
seus mandamentos.
O DIA DO SENHOR E O SENHORIO DE CRISTO
A pergunta é feita por muitos crentes hoje: "Por que ficou tão comum quebrar o Dia do Senhor?" Que é
comum não se nega. É rara a igreja hoje em que se faça qualquer tentativa de se guardar o Sábado Cristão
santo para o Senhor. Você já perguntou alguma vez a um pastor que nada fala sobre isso em sua igreja,
por que não fala? Você já o colocou contra a parede para que ele lhe desse uma razão? Talvez você se
surpreenda com sua resposta.
Muitos vão responder com palavras como estas: "Bem, não consigo ver porque isso tem tanta
importância na igreja de hoje. Afinal, era uma lei cerimonial e as leis cerimoniais não servem mais de
regra para o cristão. Além disso, você não pode esperar muito do povo. Devemos ser agradecidos se
comparecem à igreja no Dia do Senhor".
Há dois erros gritantes em tal resposta. O primeiro erro é dizer que a guarda do sábado era uma lei
cerimonial. A observância do sábado foi instituída muito tempo antes de Deus dar a seu povo as leis
cerimoniais por meio de seu servo Moisés. A guarda do sábado é uma das leis morais entregues por Deus
e é tão obrigatória quanto os outros nove mandamentos. Já notou que em nosso Breve Catecismo há mais
perguntas dedicadas à guarda do sábado do que a qualquer outro dos mandamentos?
O segundo erro na resposta do pastor que imaginamos é o de não esperar muito do povo. Atualmente é
comum esse erro por parte dos pastores, praticado por muitos deles em seu trabalho. Na área da guarda
do Sábado Cristão o pastor de hoje em geral simplesmente desistiu. Ele se cala; mas ele é comissionado
por Deus para pregar todo o conselho de Deus, e a guarda do sábado deve ser submetida ao Senhorio de
Cristo
sábado.tanto quanto
Cristo qualquer outra
simplesmente coisa.em
a colocou Elesua
deve lembrar-se
devida posição.deEle
quea Cristo não eliminou
confirmou. a guarda
Ele a colocou sobdo
o seu
próprio Senhorio (Mt 12.7-8).
Como crente nascido de novo, o que faz você sobre o Sábado Cristão? Você reconhece o Senhorio de
Cristo nessa área de sua vida cristã? Você estará disposto a submeter todas as partes de sua vida a este
mandamento? Possa Deus ajudar-nos todos a fazer isso, tudo para sua glória.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 62. Quais são as razões anexas ao quarto mandamento?
Resposta: As razões anexas ao quarto mandamento são: a permissão que Deus nos concede para fazer uso
dos seis dias da semana para nossos interesses temporais; o fato de ele reclamar para si a propriedade
especial do sétimo dia, o seu próprio exemplo e a bênção que ele conferiu ao dia de descanso.
Referências Bíblicas: Êx 31.15-16; Lv 23.3; Êx 31.17; Gn 2.3.

Perguntas:
1. Quantas razões há anexas a este mandamento?
Há quatro razões anexas a este mandamento e são mais do que para qualquer outro mandamento. Deus
sabia que os homens seriam inclinados a quebrar este mandamento.
2. Qual é a primeira razão?
A primeira razão é que Deus, tendo-nos permitido seis dias para nossos próprios empreendimentos, foi
muito liberal conosco nesta área e nós por certo devemos conceder um dia em sete para ele. Além disso,
em nossos dias poucas pessoas trabalham no sábado à tarde, que é outra razão para lhe dar um dia.
3. Qual é a segunda razão?

A segunda razão é a exigência, por parte de Deus, de um direito especial sobre o sétimo dia. E Deus
reivindicando o dia como sendo seu. Ele não faz isso sem nada nos conceder, pois à medida que usamos
esse dia da maneira certa ele nos estará dando a maior alegria da comunhão com ele.
4. Qual é a terceira razão?
A terceira razão é o exemplo de Deus em descansar ele próprio de seu trabalho de criação no sétimo dia.
Existe aqui uma bênção espiritual de descansar um dia ao mando dele. Além disso, há a motivação física,
porque ele sabia que seria bom para nosso corpo descansar um dia. Seu exemplo deve ser seguido, tudo
para sua glória.
5. Qual é a quarta razão?
A quarta razão é a bênção de Deus sobre este dia. Nosso Senhor consagra o dia dele ao seu serviço
santo. O uso correto desse dia resultará em bênçãos para nós, e "chuvas de bênçãos" estarão caindo
sobre nós. O uso errado do dia resultará em tristezas e aflições (Ne 13.18).
NECESSIDADE QUE O HOMEM TEM DO SÁBADO

'• É difícil para nós hoje, em meio à profanação escancarada do Dia do Senhor, manter-nos fiéis à
autoridade de Deus e às ordens que encontramos no Decálogo. Por todo lado vemos forte oposição. O dia
começa com o massudo jornal do domingo. Os eventos do esporte são a ordem do dia. As forças armadas
decidiram que o Dia do Senhor é um dia de treinamento. Para onde quer que nos voltemos enfrentamos as
pressões do mundo para negar o que foi dito a muitos de nós desde a infância, que a calma santa da
manhã do Sábado Cristão deve ser mantida durante o dia todo.
Certamente, como crentes em Cristo, sabemos o que devemos fazer. Os mandamentos da Escritura são
claros. Seis perguntas de nosso Breve Catecismo são dedicadas a essa questão importante do viver
cristão. Mas quando tentamos enfrentar nossos opositores com esses argumentos, isso nada significa para
eles. Não se importam com a Escritura Sagrada e não vão escutar. Mas existem argumentos aos quais
talvez dêem atenção, e estes mesmos argumentos seriam bons para recebermos em nosso coração e neles
meditar, tudo para a glória de Deus. Na verdade Marcos 2.27 nos ensina: "O sábado foi estabelecido por
causa do homem". Nosso Senhor sabia que precisamos desse Dia.
Precisamos dele por causa de nossa natureza física. Ele nos fez de tal maneira que precisamos descansar
um dia em cada sete. É interessante notar que os deístas da França, muitos anos atrás, aqueles que haviam
deixado o catolicismo romano mas não se tornaram protestantes, admitiam que não conseguiam passar
sem o dia de descanso. Seu corpo ansiava por esse dia.
Precisamos dele como um dia em que a família pode estar junta. Deus colocou grande ênfase na família, e
a Bíblia está cheia de recomendações a serem seguidas pela família. Quando vão ser seguidas? Será que
o Sábado Cristão não pode ser usado nessa área importante? A oração, o ensino da Palavra, a
comunicação — são importantes todas estas coisas na unidade da família.

Precisamos meio
importante dele para o ensino
de Graça, quedevemos
e nós podemosnos
obter na Casa
utilizar de Deus.
de toda A pregação
oportunidade daencher
para Palavranossa
é o mais
mente com
aquelas coisas que nos impedirão de pecar contra Deus. Ele sabia que um dia devia ser separado para a
instrução na justiça, e nós devemos fazer esse uso do dia.
Sejamos fiéis a Deus e a nós mesmos neste assunto. Voltemos novamente ao Sábado Cristão "de
antigamente" antes que seja tarde demais. Estamos em perigo de perder o que temos em nossa liberdade
religiosa de nos reunir para o culto, a não ser que tenhamos algumas convicções a respeito.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 63. Qual é o quinto mandamento?
Resposta: O quinto mandamento é: "Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra
que o Senhor, teu Deus, te dá".
Pergunta 64.0 que exige o quinto mandamento?
Resposta: O quinto mandamento exige a conservação da honra e o desempenho dos deveres pertencentes
a cada um em suas diferentes condições e relações, como superiores, inferiores ou iguais.
Referências Bíblicas: Êx 20.12; Ef 5.21-22; 6.1, 5, 9; Rm 12.10; 13.1.
1. Que se quer dizer com "pai e mãe" neste mandamento?

Os termos "pai e mãe" querem dizer não só os pais naturais da pessoa, mas também aqueles que estão em
autoridade acima dela na idade e nos dons.
2. Isso significa que há superiores e inferiores e iguais à vista de Deus?

Sim,
idadeos
outermos "pai e mãe"
na capacidade. indicam
O termo aqueles que
"inferiores" são que
indica superiores
existemem seus dons
aqueles vindos se
que devem desubmeter
Deus querà seja na
autoridade de outros. O termo "iguais" indica que existem os irmãos que são iguais na capacidade, idade,
posição ou dignidade.
3. As coisas ensinadas neste mandamento se estendem a outras áreas?
Sim, isso não só significa pais e filhos como se estende a esposos e esposas, mestres e servos,
governantes e seus governados, pastores e congregações, mais velhos e mais novos. Embora o
mandamento fale de modo específico e nossas respostas a seguir sejam antes de tudo sobre o
relacionamento pai e filho, as exigências são aplicáveis em outros relacionamentos também.

4. Quais são os deveres dos inferiores para com seus superiores?


Os deveres dos inferiores para com os superiores são: honrá-los, tanto no seu interior como
exteriormente; ouvir suas instruções; obedecer às suas ordens; aceitar sua censura mansamente; amá-los;
cuidar deles quando preciso.
5. Quais são os deveres dos superiores para com os inferiores?
Os deveres dos superiores para com os inferiores são: amar e cuidar deles; treiná-los no conhecimento
das Escrituras; orar por eles; conservá-los em submissão; incentivá-los com bondade e repreensão;
prepará-los para o futuro.
RESPONSABILIDADE DA AUTORIDADE

Uma regra fundamental deve reger a sociedade: a autoridade envolve a responsabilidade! Quanto maior a
autoridade, maior a responsabilidade. Não faz diferença se a autoridade é exercida na esfera da família,
na esfera da igreja ou na esfera do estado. A responsabilidade acompanha e pesa bastante.
Deus, em sua sabedoria, e por razões que só ele conhece, distribui a certos indivíduos o mandato de ser
"superiores". Essas pessoas receberam de Deus certas habilidades, certos dons que as colocam sobre
seus semelhantes. Com essas capacidades, esses dons, a autoridade vem naturalmente. E algo que precisa
existir em nossa sociedade, quer na família, na igreja ou no estado. Com essa autoridade vem a
responsabilidade sempre presente de usar essas capacidades, esses dons, tudo para a glória de Deus.
Basta dizer aqui que há certas responsabilidades básicas. Uma responsabilidade que o superior tem é a
de possuir
um interesseuma atitude de
verdadeiro poramor,
eles. respaldada
Nunca podepor oração
haver constante,
a atitude para com seus inferiores. Precisa haver
de indiferença.
Outra responsabilidade que sempre vem com a autoridade é a de treinar, ensinar os subordinados. É
preciso "instruir, aconselhar e admoestá-los" em todo o tempo. Isso inclui avisá-los sobre o mal.
Especialmente na igreja de hoje isso se faz muito pouco. As pessoas estão sendo conduzidas por estradas
sinalizadas "Desastre à frente" e poucos parecem estar erguendo um grito de alerta.
Uma terceira responsabilidade do superior é a de reconhecer o mérito daquilo que está sendo bem
executado pelas pessoas que prestam contas a ele. Isso faz parte do item do encorajamento, um aspecto
muito necessário da habilidade para que uma pessoa vá em frente na vida.

Existe também a responsabilidade da correção, custe o que custar ao superior em amizades, avanços
econômicos, sucesso. O superior deve ser justo ao corrigir, mas deve ser correto. Isso também está
lamentavelmente em falta em nossa terra.
Em 1 Samuel 12.23 Deus ensina aos que estão em autoridade quanto à responsabilidade para com ele e
para com aqueles com quem se relacionam.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 65. O que proíbe o quinto mandamento?
Resposta: O quinto mandamento proíbe negligenciarmos ou fazermos alguma coisa contra a honra e o
dever que pertencem a cada um em suas diferentes condições e relações.
Referência Bíblica: Rm 13.7-8.
Perguntas:
1. Quais são os pecados dos superiores?

Os pecados dos superiores incluem os seguintes: a negligência dos que estão sob sua autoridade; a busca
de sua própria glória em meio à sua responsabilidade; o incentivo dos subordinados a coisas erradas; o
uso impróprio de autoridade para com seus inferiores, assim provocando-os à ira; a exposição dos
subordinados ao mal ou à tentação para o mal; sujeitar os subordinados a um mau exemplo pela conduta
errada.
2. Quais são os pecados dos subalternos?

Os pecados
da inveja de dos
seussubalternos
superiores;incluem
o ato de orebelião
seguinte: a negligência
contra os que sãodaseus
obediência a seus
superiores; superiores;
o pecado o pecado
de conduta
errada contra quem está no comando; mostrar desonra para com os superiores e o governo que
representam.
3. Quais são os pecados dos iguais?
Os pecados dos iguais incluem: a negligência do amor cristão de um para com o outro; o desprezo por
aqueles que são bons; o pecado da inveja por um igual ter sido abençoado por Deus com dom maior do
que o seu próprio; deixar de alegrar-se com o sucesso de um igual; a usurpação da preeminência sobre
iguais quando tal preemi-nência não foi concedida por Deus.
4. Esses pecados tem que ver com todos os relacionamentos da pessoa?
Sim, esses pecados são aplicáveis aos relacionamentos do homem, quer sejam de pai e filho, esposo e
esposa, mestre e servo, governante e governado, pastor e assembléia, mais velhos e mais novos.
5. A que áreas de nossa vida atual este mandamento diz respeito?
Ele é relevante nos relacionamentos de família, de igreja, de emprego e na área cívica. O pecado em
qualquer das áreas é pecado aos olhos de Deus.
RESPEITO À AUTORIDADE

"Uma vez que você ache que está errada uma lei ou um regulamento, tudo bem se você o desobedece" —
tal é o raciocínio que está sendo usado hoje pelas crianças em relação aos superiores, pelo cidadão em
relação ao Estado, pelo trabalhador em relação ao chefe, pelo povo da igreja em relação ao homem
chamado por Deus para pregar a Palavra. E uma filosofia perigosa que está se tornando muito corrente
em nosso país e que já se espalhou até mesmo nas igrejas conservadoras. Vivemos numa época em
que cada pessoa sente que tem o direito de fazer suas próprias regras sem se preocupar com o Livro de
Regras que nos foi dado por Deus. Esse quinto mandamento fala claramente à pessoa que segue essa
filosofia falsa.
O Todo-Poderoso e Soberano Deus sempre soube que o respeito pela autoridade era muito importante
para que uma família, nação, economia, ou igreja pudesse desempenhar seus deveres no mundo. Portanto,
enfatizou mais de uma vez em sua Palavra o respeito apropriado para com a autoridade. Suas palavras
"Obedecei a vosso senhor" (Ef 6.5) são repetidas muitas e muitas vezes de forma diversa por diferentes
escritores
se um grupoda de
Bíblia. Ele sem
pessoas sabiafreios.
que uma sociedade sem lei torna-se uma multidão, e uma multidão torna-

Qual foi a causa da perda de respeito pela autoridade? Que motivo levou essa nova filosofia a penetrar
em nosso modo de pensar? Não há espaço nesta breve devocional para dar à pergunta a resposta
referente a todos os aspectos da vida, mas é possível apresentar uma sugestão quanto à razão de isso ter
acontecido nas igrejas conservadoras. É simplesmente outra indicação de um afastamento daquilo que
Deus tem dito, um fechar de nossos olhos a certas porções da Palavra porque as achamos muito
impopulares para aquela parte da sociedade na qual talvez nos encontremos. Toda vez que um cristão ou
uma igreja cristã quebra um princípio bíblico, o resultado é sempre um desastre. O desastre nessa área
não sobrevêm somente à pessoa ou à igreja; atinge também os jovens confiados ao cuidado da pessoa ou
da igreja.
Por que os jovens de hoje mostram tanto desrespeito pela autoridade? Será que não lhes falta um exemplo
a seguir, pelo fato de verem tantas discrepâncias ou contradições nas pessoas mais adultas? Onde está a
disciplina da igreja hoje? Onde está o amor cristão para com todas as pessoas hoje? Onde está a posição
incondicional contra o meio-termo atualmente? Nossos filhos vêem algo em nós? Não seria bom
nós lermos novamente Tito 2-3.3?
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 66. Qual é a premissa anexa ao quinto mandamento?
Resposta: A premissa anexa ao quinto mandamento é uma promessa de longa vida e prosperidade (desde
que sirva para a glória de Deus e para o bem do homem) a todos aqueles que guardam este mandamento.
Referências Bíblicas: Ef 6.2-3; IPe 3.10.
Perguntas:
7. De que tipo de "bem" fala este mandamento, do temporal ou espiritual?
Este mandamento está falando do bem temporal, com uma condição.
2. Qual é essa condição?
A condição é que deve ser para a glória de Deus. Para o crente em Cristo, qualquer coisa que for boa
deve ser usada para a glória de Deus.
3. Que espécie de bem temporal éprometido aqui?
O bem prometido aqui é vida longa e prosperidade.
4. O que é essa "vida longa"?

Não é simplesmente uma questão de viver muitos anos sobre a terra, e sim a vida longa de viver por uma
razão — a glória de Deus. É vida verdadeira, viver com um propósito e uma bênção.
5. Que espécie de prosperidade éprometida?
A prosperidade prometida é uma prosperidade que deve ser vista dentro do plano da glória de Deus. Por
vezes será difícil ao crente entender como sua porção pode ser chamada de prosperidade, mas se por
meio dela Deus é glorificado, é para o bem do próprio crente e um dia ele vai entender porque Deus o fez
passar por aquilo que o mundo nunca estaria rotulando de "prosperidade".
6. Isso significa que todos os crentes em Cristo terão vida longa eprosperidade?

Não, somente aqueles crentes que não quebram este quinto mandamento. Poderão se encontrar na posição
do superior, do inferior ou do igual. Mas seja qual for sua posição, precisam desempenhá-la devidamente
se querem receber as recompensas mencionadas aqui.
7. Por que o quinto mandamento é o primeiro mandamento com promessa?

E chamado
uma assim
promessa por ser o primeiro mandamento da segunda lista, e o único mandamento nela que tem
anexada.

PAZ E CONCÓRDIA
Estamos vivendo numa época em que os problemas parecem ser a norma. Ouvimos falar em guerras,
discussões, revoltas, males praticados contra o próximo, e nos perguntamos: o que posso fazer como
cristão? A resposta precisa ser baseada em princípios. Precisamos agir mas devemos agir de acordo com
o ensino do Abençoado Livro. Em meio a nossa época, o que diz a Palavra?
Nossa pergunta do catecismo tem muito a dizer com relação à época em que vivemos. Contudo, estamos
nos esquecendo desse ensinamento importante, estamos nos esquecendo que há os superiores e inferiores
e que ambos têm responsabilidades. Estamos nos esquecendo que não podemos, que não devemos ousar,
fazer vista grossa aos ensinos da Bíblia em qualquer área. Em 1 Pedro 2 e 3 encontramos muitas
instruções sobre esse assunto de honrar nosso pai e nossa mãe — ou, como foi expresso acima,
nossos relacionamentos
atentarmos comPedro
para aquilo que outros,
diz.quer sejamoslembrar
Devemos superiores, inferiores
que Pedro ou iguais
é porta-voz de — e nos
Deus faria bem
e sendo assim,
isso deveria encerrar o assunto. Lembremo-nos de que as instruções dadas por Pedro são relevantes para
nós hoje a despeito de qualquer gosto ou aversão nossa.
Pedro conclui seu aconselhamento afirmando: "Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos,
fraternalmente amigos...." (IPe 3.8). Ele nos diz que devemos ser misericordiosos e corteses, que não
devemos responder a uma provocação de briga. Diz que devemos ter cuidado para que nossa língua não
fale mal. Diz que devemos procurar e seguir a paz. Por que nos diz essas coisas? Por que é necessário
que as saibamos? Isso vem até nós na Palavra porque Pedro, sob a direção do Espírito Santo, estava
sendo consistente com as demais Escrituras. O Espírito Santo está sempre procurando ensinar-nos que
temos
nossas responsabilidades
responsabilidades neste mundo, alguns
interpessoais de nóspresentes
estão sempre como superiores e outros
e nós nunca comoignorá-las.
podemos subordinados.
Isso éMas
verdade em relação àqueles que não são salvos mas muito mais em relação àqueles que já clamaram por
Cristo como Salvador e Senhor de suas vidas.
Em meio aos dias difíceis, somos chamados por Deus à paz e à concórdia. Precisamos nos dispor, por
sua graça, a seguir o ensino da Palavra em todas as áreas — isto é, se quisermos amar a vida e ver dias
felizes (IPe 3.10).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 67. Qual é o sexto mandamento?
Resposta: O sexto mandamento é: "Não matarás".
Pergunta 68. O que exige o sexto mandamento?
Resposta: O sexto mandamento exige todos os esforços lícitos para conservar a nossa vida e a dos nossos
semelhantes.
Referências Bíblicas: Êx. 20.13; Mt 5.29; Mt 10.23; SI 82.3-4; Jó 29.13.
Perguntas:
1. Qual é o sentido da palavra "matar" nesta pergunta?
O sentido da palavra "matar" é cometer assassinato. A interpretação correta do hebraico aqui é "Não
cometerás assassinato", o que significa não tomar uma vida injustamente.
2. O que requer o sexto mandamento com referência a nossa própria vida?
Requer que empreguemos todos os esforços lícitos para preservá-la.
3. Quais são esses esforços lícitos?

O Catecismo Maior ensina que este mandamento exige a "justa defesa contra a violência; — o uso sóbrio
do alimento, da bebida, dos remédios, do sono, do trabalho e da recreação". (P. 135)
4. O que exige o sexto mandamento com referência aos outros?

O Catecismo Maior ensina: "Resistir a todos os pensamentos e propósitos, subjugar todas as paixões e
evitar todas as ocasiões, tentações e práticas, que tendem a tirar injustamente a vida de alguém" (P. 135).
5. O que quer dizer o mandamento quando diz "esforços lícitos" para com nossa pessoa e a de
outros?

Com "esforços lícitos" se quer dizer um uso "sóbrio" deles conforme afirmado noCatecismo Maior.
Precisamos de coisas como alimento, bebida, recreação, trabalho — todas são parte importante da vida
humana. Precisamos ser igualmente cuidadosos em nossas ações para com outros. Em todas as áreas
temos de verificar que nossas obras sejam coerentes com a Palavra de Deus. O amor, conforme
apresentado na Bíblia, deve ser nossa base de ação.
6. Este mandamento fala só do corpo?

Não, este mandamento fala também da alma. Deve haver, de nossa parte, um cauteloso afastamento do
pecado e um igualmente cuidadoso e diligente uso dos meios de graça.
VIDA SÓBRIA

Esta devocional sobre o sexto mandamento é uma que eu, como pastor atarefado do Evangelho, devo
tomar para mim mesmo, ainda enquanto escrevo. E peço a Deus que você e eu possamos fazer isso, tudo
para a glória de Deus. A intemperança por parte dos salvos é um dos mais flagrantes pecados. Parece que
quanto mais dedicado o crente, mais está em perigo de quebrar o sexto mandamento por cometer uma
forma evangélica de suicídio.
Deixe-me explicar bem o que quero dizer com a frase "uma forma evangélica de suicídio". Há uma
tentação terrível, de que Satanás faz uso repetido, para o crente em Cristo se desgastar, queimar sua vida
para o Senhor de uma forma não condizente com o conselho completo de Deus. É realmente uma forma de
auto-assassinato.
O crente nascido de novo é uma pessoa que deve reconhecer em todos os momentos que ele deve ser um
bom despenseiro daquilo que Deus lhe tem dado, reconhecendo que seu corpo é o templo do Espírito
Santo. E coisa estranha, mas o próprio crente que nunca pensaria em entregar-se às formas crassas de
intemperança, no entanto se entrega a uma paixão considerada menos mal. Não bebe bebidas alcoólicas,
mas esgota-se trabalhando em excesso. Não vai a festas que terminam de madrugada, mas exagera
na comida ou tenta viver sem exercitar o corpo, sem conservá-lo em forma com a energia para fazer o
que Deus quer que ele faça quando Deus quer que ele o faça. Nessas áreas ele não é coerente.

O Senhor olhar
dedicado trouxepara
à minha
a obramente nestescomo
do Senhor últimos dias
para umque talvez
ídolo; queoaqui
erro se
aqui esteja
tenha umanoforma
fato dedeoidolatria.
crente
Esteja certo de que eu não estou propondo a indolência ou a preguiça na obra do nosso Senhor. Estou
simplesmente querendo saber se às vezes não nos estamos esquecendo do ensino de Tito 2.12,
esquecendo-nos de que a palavra "sensatamente" significa "uma rédea constante sobre as paixões". Será
que precisa ser dito que "paixões" inclui nosso desejo ardente de servi-lo? Que Deus nos ajude a
ter certeza de que estamos andando no Espírito e que somos sóbrios e sensatos com respeito a como
gastamos nosso tempo. Em retrospecto, será que nós tiramos um dia dos sete?
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 69. O que é proibido no sexto mandamento?
Resposta: O sexto mandamento proíbe tirar nossa própria vida ou a vida de nosso próximo injustamente,
ou qualquer coisa tendente a isso.
Referências Bíblicas: At 16.28; Gn 9.6; Mt 5.22; lJo 3.15; G1 5.15; Pv 24.11-12; Êx 21.18-32.
Perguntas:
1. Epossível uma pessoa cometer suicídio e ser verdadeiramente salva?

Na realidade, esta é uma pergunta que só Deus pode responder. Digamos que seria de fato raro uma
pessoa salva tirar a própria vida. Ela poderia estar tão confusa e desequilibrada pela tentação de Satanás
ou tão perturbada por um distúrbio mental ou emocional, que num momento de loucura chegasse a se
matar. No entanto, isso é algo que é melhor deixar nas mãos de Deus. O mandamento está declarado e
precisamos crer nele.
2. Há casos em que é lícito matar uma pessoa?

Um cristão
morte] sob estaria
e dentrodentro
da leidos limites
pública —daumPalavra se executasse
assassino, outra
por exemplo pessoa
(Nm [onde
35.30). Eleexistir
poderiaa pena
matardenuma
guerra que fosse legítima (em defesa de liberdades civis ou religiosas) depois que todos os outros meios
tivessem sido esgotados
A

(Ex 22.2; Jz 11.12-34). Ele poderia matar quando fosse uma questão de autodefesa (Êx 22.2).
3. Além de atos de violência, há outras maneiras em que este mandamento pode ser violado?
Sim, o mandamento será violado se cometermos qualquer ato prejudicial ou que venha a abreviar nossa
vida ou a vida de outros.
4. De que maneira isso poderia acontecer?

Esse mandamento pode ser quebrado quando se nega os meios para a preservação da vida, tais como
alimento, bebida, medicamento, recreação; quando se vai a extremos em coisas que prejudicam o corpo e
a mente (Lc 21.34); com palavras ou ações maldosas que indiquem a presença de atitudes assassinas em
nosso coração em relação a outras pessoas.
5. Este mandamento ensina que a pena capital é errada?
Não, não ensina que a pena capital seja errada. Uma comparação entre Gn 9.6 e Rm 13.4 confirmará que
a pena capital não deve ser abolida.

PENA CAPITAL
Em nossos dias, nesta época, é preciso dizer em alto e bom som, para todos os que são crentes em Cristo:
a Pena Capital foi ordenada por Deus no Antigo Testamento e foi confirmada no Novo Testamento.
Quando falamos em pena capital, não estamos falando sobre uma prerrogativa humana, e sim de uma
ordem divina. Não foi algo estabelecido, inventado por um homem, que o homem tem liberdade de
mudar. Foi estabelecida por Deus e as regras dele não mudam nem mudarão.
O que nos aconteceu que está nos levando a ver a pena capital ausente das leis da > ... . nação? E a
mesma velha história, a mesma coisa que aconteceu repetidas vezes em
outros países e que nos influencia aqui. Aqueles que querem acabar com a pena capital sempre começam
no mesmo ponto:
verbalmente o enfraquecimento
inspirada e depois
e infalível Palavra o desaparecimento
de Deus. Esse 6 sempre da fé naBíblia
o começo. como sendo
O campo a é
de batalha
sempre em primeiro lugar a Bíblia. Se os críticos conseguem que os líderes religiosos, e depois o povo,
creiam que não é realmente a Palavra de Deus, coisas como a pena capital caem inevitavelmente.
Mas a Bíblia é a Palavra de Deus, e como crentes, somos chamados a crer em cada palavra dela. Poderá
bem ser que, para algumas pessoas, a pena capital seja repugnante, mas Deus estabeleceu a regra e só
Deus pode anulá-la. Ele não fez isso no Novo Testamento. Em toda a Bíblia a questão do assassinato é
um insulto contra Deus porque destrói a imagem de Deus no homem. Por isso mesmo, bem no início, ele
colocou a regra de que a penalidade de morte para o assassinato fosse usada, e essa regra nunca
foi revogada.
Um crente me disse certa vez: "Mas é tão difícil explicar isso a um descrente. Ele não consegue entender
como um Deus de amor pode exigir tal coisa e eu sinto que é uma pedra de tropeço no meu
relacionamento com ele". A resposta tem de ter duas partes: 1) A Bíblia contém a regra; foi Deus que a
fez. Nós não somos responsáveis pelas regras que Deus fez. Só somos responsáveis por obedecê-las. Gn
9.6 e Rm 13.4 ainda fazem parte da Bíblia. 2) Deus nunca nos prometeu que ele facilitaria as coisas para
nós, colocando suas regras de tal modo que os homens não tivessem dificuldade em aceitá-las. É um
mandamento divino e precisa ser observado quer as pessoas o entendam e apreciem quer não.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 70. Qual é o sétimo mandamento?
Resposta: O sétimo mandamento é: "Não adulterarás".
Pergunta 71. O que exige o sétimo mandamento?
Resposta: O sétimo mandamento exige a conservação da nossa própria castidade e da do nosso próximo,
no coração, nas palavras e nos costumes.
Referências Bíblicas: Êx. 20.14; lTs 4.4-5; ICo 7.2; Mt 5.28; Ef 4.29.
Perguntas:
1. O que está compreendido na palavra "castidade"?
A palavra "castidade" significa um ódio a toda impureza, quer seja no corpo, na mente e nos afetos (Jó
31.1).
2. Qual é o dever duplo compreendido no observar deste mandamento?
O dever duplo compreende tanto nossa própria pessoa como a de outros, havendo aqui uma
responsabilidade igual.
3. Como o sétimo mandamento pode ser violado?
Pode ser violado por um ato, mas também por pensamentos impuros; e deve-se reconhecer que é do
interior do coração de uma pessoa que vem o pecado. Portanto a fonte verdadeira das violações deste
mandamento é o coração.
4. Como podemos preservar tanto nossa própria castidade como a de nosso próximo ? O melhor para
preservá-la é manter o relacionamento certo com nosso Senhor. Se fizermos isso, então haverá certas
características em nossa pessoa tais como: amar de coração puro (IPe 1.22); falar de um modo que
somente edifique tanto a nós quanto ao nosso próximo (Ef 4.29); iremos nos comportar sempre de
maneira a ser uma testemunha em favor de Jesus Cristo, nunca dando motivo a críticas nessa área (IPe
3.1-2).
5. Como melhor faremos para nos manter nesse relacionamento certo com o Senhor a este respeito?

Devemos por um guarda sobre nosso coração e espírito, sobre nossos olhos e ouvidos. Devemos ser
diligentes em nosso andar com o Senhor, lembrando que nunca podemos tirar nem "férias de um minuto"
de nossa vigilância. Devemos buscar a temperança em todas as coisas. Devemos ter cuidado nas
companhias que procuramos, no casamento que contraímos. Devemos buscar a mente de Cristo com
respeito a coisas pecaminosas e sujas. Precisamos estudar a Palavra e orar diariamente.
6. Por que precisamos cuidar de observar esse mandamento?
Precisamos cuidar disso porque é uma ordem de Deus, a qual a sociedade de hoje
tantas vezes ignora e transgride.

LEI DA CASTIDADE

Nosso Senhor bem conhecia os perigos aos quais estaríamos sujeitos quando fez com que seu servo
orasse: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável. Não me
repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito... lava-me... do meu pecado" (SI 51.10, 11,
12). Ele sabia que nós não poderíamos viver senão pela sua graça. Sabia que em nossa abordagem à vida
não ousaríamos deixar de incluir sua Palavra.
Quando perguntamos por que há tantos divórcios, lares destroçados, corações partidos e todo tipo de
vício e imoralidade no mundo de hoje, devemos nos lembrar que a dificuldade está no fato de que se
ignora, ou se rebela contra a vontade de Deus. As pessoas desconhecem que o estado do matrimônio aos
olhos de Deus é santíssimo em sua srcem, em sua essência e em seu propósito. É santo na srcem porque
o próprio Deus o instituiu. É santo na essência porque Deus pretendeu que fosse um pacto por toda a vida
entre um homem e uma mulher. É santo no propósito porque o fato de duas pessoas viverem juntas é a
instituição de Deus para a propagação da raça humana, tudo para a glória de Deus.
Hoje devemos estar de sobreaviso, especialmente contra as idéias falsas sobre o casamento, sobre a
moralidade. A "NovaE Moralidade"
mundo por Satanás. pensar então éque
umaestá
dassendo
pioresespalhada
mentiras pela
de todos os tempos
própria a ser espalhada
igreja! Realmente não éno
novidade nenhuma. Nada mais é senão uma rejeição dos Dez Mandamentos, e é com isso que a igreja
verdadeira de Deus tem estado convivendo há anos — a rejeição da Palavra de Deus. A diferença hoje é
que os proponentes da imoralidade estão cada vez mais ousados, porque percebem agora que há poucos
que ainda se levantam contra eles. Como é deplorável pensar que os defensores da "nova moralidade"
estão entregando os pontos nas mãos dos revoltados políticos cuja primeira regra sempre foi: "Vamos
corromper os jovens!"
Como crentes devemos estar alerta de duas formas. Primeiro, que nem uma dessas assim chamadas regras
novas penetre desapercebida em nossa vida, para começarmos a desculpar um comportamento errado
com o velho
bem alto tipo de abordagem
o estandarte da Palavrade "todoessa
contra o mundo
"ótica está fazendo
moderna". assim". Segundo,
Precisamos declararque possamos
a Palavra erguer
de Deus
contra toda falta de castidade. Precisamos lembrar às pessoas repetidas vezes que nosso Senhor pôs o
dedo no ponto exato da dificuldade: "Pois do coração saem os maus pensamentos..." (Mt 15.19 NIV).
Precisamos pregar Jesus Cristo a um mundo moribundo! Não há nenhum outro método de lidar com o
problema. A "Nova Moralidade" está ganhando força porque as pessoas não conhecem Jesus Cristo como
Salvador e Senhor. Essa deve ser nossa mensagem constante!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 72.0 que proíbe o sétimo mandamento?
Resposta: O sétimo mandamento proíbe todos os pensamentos, palavras e ações impuras. Referências
Bíblicas: Mt 5.28; Ef 5.4; Ef 5.3.
Perguntas:
1. O que Deus proíbe neste mandamento sob o nome de "adultério "?

Deus proíbe toda sorte de falta de castidade e impureza. (Ef 5.3).


2. Onde essa falta de castidade e essa impureza ocorrem?
A falta de castidade e a impureza podem ocorrer nos pensamentos e desejos do coração, conforme
ensinado por nosso Senhor em Mt 5.28. Pode ocorrer nas palavras que usamos, quer estejamos falando
sério ou em tom de brincadeira (Ef 5.4). Pode ocorrer em nossas ações; no próprio ato de se cometer o
adultério.
3. Há ações que tendem a nos levar a essas áreas proibidas?
Sim, em nossos tempos, especialmente, há muitas coisas contra as quais nos devemos acautelar com todo
o esmero. Para especificar algumas: 1) A psicologia moderna com sua ênfase em "auto-expressão",
propalando a idéia de que não faz mal cometer adultério se você realmente ama a pessoa. Devemos ter
cuidado para não ficarmos expostos a uma lavagem cerebral nessa área, o que tende a diminuir
nossa resistência ao pecado. 2) Livros e revistas impuras. 3) Peças teatrais e a televisão. Seria bom
fazermos uma "aliança com os olhos " (Jó 31.1). 4) A dança moderna ou, segundo oCatecismo Maior, a
"dança lasciva". (P. 139).
4. Por que é tão importante preservarmos nossa castidade e a de outras pessoas? Devemos preservá-
la porque fomos criados à imagem de Deus e não somos animais que não estão sob lei nenhuma. Como
cristãos, devemos
Espírito Santo, nãoandar
somosnode
temor do Senhor em todos os momentos. Visto que nosso corpo é o templo do
nós mesmos.
5. O que é divórcio sem justa causa segundo a Palavra de Deus, e quem o obtém seria culpado de
adultério no caso de casar-se de novo?
A Confissão de Fé tem para essa questão uma resposta clara no Capítulo 24, 6. E a pessoa que obtém
divórcio sem base bíblica seria culpada de adultério no caso de casar-se de novo.
6. Nesta área, a parte inocente está sob ordens da Palavra de Deus para pedir ação de divórcio?

Não, isso é um privilégio da parte inocente, não algo que tenha de ser feito.

UMA ALMA PURA

"Abstende-vos de toda forma de mal". Tal é o ensino encontrado em lTs 5.22. Se nós, como crentes
nascidos de novo, queremos ter certeza de não estarmos violando o sétimo mandamento, nossa posição
terá de ser essa. Precisamos ser tão sensíveis ao pecado nesse respeito que estaremos fugindo de
qualquer coisa que se pareça com pecado. Seremos tão firmes pelo Senhor em todos os nossos caminhos,
em nossa conversação e mesmo nossos pensamentos, que a santidade do Senhor estará resplandecendo
em nós e seremos luzes no mundo.
Na época em que vivemos, nos dias de hoje, somos bombardeados de todos os lados pelos padrões
enfraquecidos do mundo com respeito a isso. Quanto ao casamento, ao relacionamento entre o homem e a
mulher, tem tomado conta do país a abordagem de Hollywood (no cinema) e da Broadway (no teatro).
Nas ações, na fala, no vestuário, o padrão não é mais a Bíblia, e sim a maneira de viver da alta
sociedade,
comum do dos nomesentre
dia-a-dia conhecidos.
muitos, O sexo fora
e essas dojácasamento,
coisas o adultério,
foram aceitas o divórcio
como sendo não-bíblico
questão éo
de preferência
pessoal, e como nada tendo que ver com a lei de Deus.
Um tempo atrás um cristão veio me dizer: "Pastor, hoje é tão difícil viver como se deve! Todo livro e
revista que se pega para ler, todo filme que se vai assistir, todo programa de televisão é como mais outro
pedacinho de escuridão que lhe cerca. O que um cristão pode fazer? Como conseguir viver no meio
disso?" É verdade que as coisas nesta área parecem estar piorando. As pessoas sucumbiram à nova
mentalidade e o cristão se acha no meio do mundo. Mas isso é nada mais nada menos do que Deus
nos prometeu. E ele também nos prometeu que não nos submeterá a nenhuma tentação que não possamos
suportar. Precisa haver um esforço maior da nossa parte.
É preciso orar a ele por pureza de alma. "Cria em mim, ó Deus, um coração puro" (SI 51.10) deve estar
em nossos lábios constantemente. Precisamos orar pedindo que o sangue de Cristo nos cubra a cada dia
de nossa vida, aonde quer que formos, qualquer que seja nossa atividade. A alma do cristão é o "santo
dos santos" e precisa ser consagrada a ele. O sétimo mandamento vem do Senhor, e não pode ser violado.
Se nós dependermos apenas de nossas próprias forças, estaremos violando-o vezes sem conta. Mas com
a ajuda de Deus, orando por sua graça, 1 Pedro 1.16 pode ser dito com verdade de cada um de nós.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 73. Qual é o oitavo mandamento?
Resposta: O oitavo mandamento é: "Não furtarás".
Pergunta 74.0 que exige o oitavo mandamento?
Resposta: O oitavo mandamento exige que procuremos licitamente aumentar nossa riqueza e nossa
condição exterior, bem como as do nosso próximo.
Referências Bíblicas: Êx. 20.15; 2Ts 3.10-12; Rm 12.17; Pv 27.23; Pv 13.4; 20.4; Fp 2.4
Perguntas:
1. Qual é o principal assunto deste mandamento?
O principal assunto do mandamento é nossa riqueza e condição exterior bem como de outras pessoas.
2. Podemos usar quaisquer meios para obter nossa riqueza e condição exterior?

Não, nossos
olhos meios devem ser consistentes com a Palavra de Deus; nossos meios devem ser lícitos aos
de Deus.
3. Quais os meios que consideraríamos coerentes com a Palavra de Deus?

Os meios que seriam coerentes com a Palavra seriam o trabalho e a diligência em alguma ocupação ou
profissão honesta aos olhos de Deus (Ef 4.28).
4. Poderia enumerar alguns meios lícitos que seriam consistentes com a Palavra de Deus?

Alguns meios lícitos seriam: 1) Pedir que Deus nos conduza a um trabalho que seja de sua vontade para
nós (ICo 7.20, 24); 2) Orar para que façamos nossa tarefa de uma forma aprovada a seus olhos, de
maneira honesta e decente (Rm 12.17); 3) Esforçar-nos por viver de modo sensato diante do Senhor, nada
desperdiçando (Tito 2.12); 4) Ser sempre diligentes em nosso trabalho (Pv 13.11); 5) Lembrar
sempre que temos uma obrigação para com os outros, o dever de possuir um espírito voltado para o bem
público (ICo 10.24).
5. Que regra seria bom lembrar quando estamos tratando da riqueza e da condição exterior de
outrem?
Uma boa regra para lembrar encontra-se em Mt 7.12.
6. Qual é nosso dever para com os pobres neste mandamento?

Nosso dever para com os pobres é auxiliá-los sempre que possível, pois tal é o método da caridade e é
para a glória de Deus (Pv 19.17).
O CONTENTAMENTO

Sempre que consideramos o que é exigido no oitavo mandamento e oramos pela capacidade de cumpri-lo
para a glória de Deus, somos obrigados a confrontar todo o conceito de contentamento. Para satisfazer a
exigência desse mandamento e evitar o pecado dele, o crente precisa aprender a contentar-se com a
condição que Deus lhe deu. A Bíblia nos diz em Hebreus 13.5: "Contentai-vos com as coisas que
tendes..." Trata-se de um conselho realmente excelente para nós e nos ajudará a evitar a violação do
oitavo mandamento.
John Owen nos diz que esse "contentamento é uma estruturação ou disposição mental cheia de graça,
quieta,
em nossabem composta;
condição sem 1)
exterior; 2) Reclamações ou das
Qualquer inveja lamúrias contra
condições o que
mais a providência
prósperas de pessoas;
de outras Deus nos3)dispôs
Temores e ansiedades quanto a suprimentos futuros; e 4) Apetites e desígnios quanto àquelas coisas que
uma condição mais abastada do que a que temos nos supriria".
Como crentes deveremos fazer um estudo verdadeiro do contentamento. E quando pensamos em
contentamento, devemos nos lembrar de que tudo o que nos é mesmo necessário é justamente o que Deus
nos dá para chegarmos ao céu no tempo determinado por ele. Isso não quer dizer que não devamos
mostrar esforço para desempenhar nossas responsabilidades aqui na terra. Deus nos deu seis dias em sete
para fazer isso e devemos fazer bom uso de todo nosso tempo. A dificuldade com muitos crentes é
que querem demais. Querem ir além do que é bom para eles. Há um versículo admirável, que é lTm 6.8
— "tendo
perigos sustento
que e com
enfrentam osque nosaqueles
ricos, vestir, estejamos contentes".
que são cativos E o ao
do amor Apóstolo prossegue
dinheiro. O crenteapontando os a fugir
é orientado
de tais coisas e seguir o caminho da justiça.
Fez-se a seguinte pergunta a um grupo de médicos e pastores: "Na sua opinião, qual seria a causa de
grande parte do abatimento e depressão que existe?" A resposta deles foi que muito disso vinha da paixão
por coisas materiais que nem fazem bem à pessoa. De fato, isso não é para o crente, o que está muito
claro na Palavra de Deus. O segredo do contentamento de Paulo é bastante óbvio em Filipenses 4.11.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 75. O que é proibido no oitavo mandamento?
Resposta: O oitavo mandamento proíbe tudo o que impede ou possa impedir injustamente o aumento da
riqueza ou do bem-estar, tanto nosso como do nosso próximo.
Referências Bíblicas: 1 Tm 5.8; Ef 4.28; Pv 21.6; 2Ts 3.7-10.
Perguntas:
1. O que este mandamento ensina ao crente com respeito ao seu comportamento?

O mandamento ensina que o crente está proibido de participar de qualquer forma na área de roubo, seja
dele próprio ou de outros.
2. Como um crente poderia roubar de si mesmo?
Um crente poderia roubar de si ficando ocioso quando deveria estar no trabalho; ac não fazer uso das
bênçãos que Deus lhe deu; ao desperdiçar as coisas materiais que Deus lhe tem dado.

3. Qual é o ensino mais direto deste mandamento?


O ensino mais direto é sobre o crente roubar de outros.
4. O que quer dizer o ensino contido neste mandamento com respeito a roubar de outros?
Roubar de outros poderia ser na área de defraudar outros na compra ou venda; na área de roubar
dinheiro, nome e reputação de uma pessoa, e do próprio Deus, quando não lhe é dado o que por justiça
lhe pertence; na área da extorsão e toda opressão (especialmente dos pobres e afligidos).
5. O roubo pode ser cometido contra a igreja?

Sim, pode ser cometido contra a igreja, seja por simonia ou sacrilégio.
6. O que é simonia?

Esta é uma referência a Simão, o mágico, em Atos 8.18, 19 que tentou comprar poder espiritual com
dinheiro. Isso poderia ser feito hoje, por exemplo, no caso de alguém que comprasse ou vendesse
referindo-se a uma igreja e tirando lucro disso.
7. O que é sacrilégio?
Sacrilégio é apropriar-se de qualquer coisa que já foi consagrada a um uso santo (Pv 20.25; Ml 3.8).

ROUBARÁ UM HOMEM A DEUS ?

Geralmente quando esta pergunta é feita, a mente imediatamente enfoca a responsabilidade que a pessoa
tem de dar a Deus seus dízimos e ofertas. Certamente tem que ver com essa parte da responsabilidade do
homem. Ele, o crente em Jesus Cristo, pode roubar a Deus assim, e muitos o roubam não sendo fiéis nos
hábitos para com a igreja de Jesus Cristo. Contudo, a pessoa poderá roubar a Deus de muitas outras
formas, mesmo enquanto é muito fiel em dar dinheiro, em desincumbir-se de suas
responsabilidades financeiras para com Deus.
De que outro modo um homem pode roubar a Deus? Ele pode roubar a Deus esquecendo-se da
admoestação bíblica de guardar o Sábado Cristão. Pode roubar a Deus nisso quando dá apenas uma parte
do dia a Deus, parabenizando-se por assistir a um dos trabalhos na igreja, e depois usando o restante do
dia para si. Isso rouba de Deus o que lhe é devido e a pessoa mostra ser pior do que muitos pagãos que
dão um dia inteiro por semana a seus deuses falsos.
Um crente pode roubar a Deus pelo mau uso de seu corpo. Pode forçar o corpo além dos limites de
resistência, sendo negligente no cuidado do corpo. Um crente pode roubar a Deus no serviço que deveria
estar prestando. Deus convoca seus filhos para tarefas que precisam ser feitas. Mas freqüentemente, por
causa de uso errado do tempo e da energia em outros empreendimentos, o crente não está fisicamente
pronto quando chega a ocasião do teste.
Um crente pode roubar a Deus ao não permitir que a graça de Deus opere nele como o Senhor desejaria.
Deus deseja muito que nos utilizemos da graça, do poder do Espírito Santo. Mas muitas vezes nós o
bloqueamos com nosso pecado, nossa preocupação com nosso ego. E nessa hora estamos, em efeito,
roubando a Deus.
Quando um crente rouba a Deus, ele está prejudicando seu próprio "estado exterior", pois está roubando
dele mesmo aquilo que Deus lhe daria na vida, tudo para a glória de Deus. Ele não está fazendo pleno
uso das providências de Deus em sua vida. Deus tem muito para todos seus filhos. Quando nós o
roubamos estamos na realidade roubando a nós mesmos, e nosso relacionamento para com Deus não está
sendo como deveria ser. Precisamos aprender a viver Mt 6.33 para que jamais o roubemos.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 76. Qual é o nono mandamento?
Resposta: O nono mandamento é: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo". Pergunta 77.0 que
exige o nono mandamento?
Resposta: O nono mandamento exige a conservação e promoção da verdade entre os homens e a
manutenção da nossa boa reputação e a do nosso próximo, especialmente quando somos chamados a dar
testemunho.
Referências Bíblicas: Zc 8.16; IPe 3.16; At 25.10; 3Jo 12; Pv 14.5, 25; Ef 4.25. Perguntas:
1. Como podemos manter e promover a verdade entre uma pessoa e outra?

Devemos falar um para o outro a verdade, a verdade absoluta, se quisermos promover a verdade entre
nós. Além disso, precisamos falar a verdade cada um a respeito do outro em todas as situações.
2. O que este mandamento requer quanto ao nosso próprio bom nome?
Este mandamento requer, quanto ao nosso próprio bom nome, que atuemos em todas as ocasiões de tal
maneira que mereçamos nosso bom nome. E mais, devemos sempre defender nosso bom nome.
3. Como podemos merecer um bom nome diante dos homens?

Podemos merecer um bom nome atuando sempre segundo a Palavra de Deus. Devemos viver uma vida
santa, mostrando os frutos do Espírito em nossas ações, palavras e pensamentos.
4. Como podemos defender nosso bom nome diante dos homens?

Podemos defender nosso bom nome inocentando-nos de toda falsa acusação. Esta é uma responsabilidade
perante Deus de acordo com o ensino de sua Palavra (At 24.1013). Também podemos defender nosso
bom nome dando a Deus a glória por qualquer coisa que tenhamos feito que for digna de louvor à vista de
Deus (ICo 15.10).
5. Como podemos manter e promover o bom nome de nosso próximo?

Podemos cooperar para o bom nome de nosso próximo: 1) Reconhecendo suas qualidades; 2) Alegrando-
nos com ele quanto a seus atos de bondade; 3) Recusando dar ouvidos àqueles que procuram difamá-lo e
falar mal dele; 4) Dando-lhe a honra devida sempre que lhe caiba; 5) Criticando-o na frente de outras
pessoas somente quando for necessário e logo depois mostrando misericórdia para com ele.

UM BOM NOME

"Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem
a vosso Pai que está nos céus" (Mt 5.16). Na Palavra de Deus é apresentada ao crente a responsabilidade
de manter diante de todos um bom nome. No entanto, existe uma abordagem falsa no mundo de hoje que já
se introduziu no meio dos crentes em Cristo. Essa abordagem falsa é a ênfase mundana de ser aceito
pelos homens, e de esquecer que só temos um "bom nome" quando nossas ações são consistentes com os
princípios da Palavra de Deus.
Criou-se uma confusão entre os crentes quanto a isso. Parecem achar importante conservar o nome livre
de qualquer condenação, mesmo que para isso tenham de ficar quietos quando deveriam falar; eles fazem
concessões quando não deveriam; negociam quando deveriam estar na ofensiva. Muitas vezes os crentes
em Cristo são ouvidos a dizer: "Não vou me expor e deixar uma crítica constar contra meu nome e acabar
sendo desconsiderado diante das pessoas".
Que nome devemos ter, como salvos pela graça? O conceito que nos deve preocupar é aquele que temos
diante não
Deus, de Deus quanto ter
merecemos a estarmos
um bom ou nãode
nome desonrando a causa
qualquer outra da religião
natureza. cristã
Fomos antepela
salvos os homens.
graça e Diante de
reconhecemos que assim como somos, chegamos a essa posição pela graça de Deus. Mas há uma área na
qual temos o dever de ter um bom nome, que é em nossa posição aos olhos de Deus, tudo para sua glória.
Devemos ter o bom nome de sermos conhecidos como posicionados a favor da verdade. Nada nos deve
calar quando devemos falar pela verdade. Devemos defender a fé em todo o tempo, mesmo quando isso
significa ficar de pé quando o levantar-se e falar a verdade significa incorrer em descrédito e desonra
aos olhos do mundo.
Devemos ter um bom nome com respeito à posição que assumimos, tendo o cuidado de que o meio-termo

nuncasignificar
isso caracterize
quenossas
para o ações.
mundoNão podemos
estaremos comprometer
ajuntando brasasadeVerdade em nenhum
fogo sobre momento, mesmo se
a nossa cabeça.
Devemos ter um bom nome quanto a assumir nossa posição tendo a certeza de nunca desejar transigir
apenas para apresentar um "bom nome" segundo os conceitos do mundo. Um bom plano de vida para o
crente nesta área de ter um bom nome encontra-se em - Filipenses 2.12-16. Quando isso é seguido, Deus
nos abençoará, tudo para sua glória, e nosso nome será aprovado diante dele.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 78. O que proíbe o nono mandamento?
Resposta: O nono mandamento proíbe tudo o que é prejudicial à verdade, ou injurioso, tanto à nossa
reputação como à do nosso próximo.
Referências Bíblicas: Pv 19.5; Lc 3.14; SI 15.3; Pv 6.16-19; Tg 3.14.
Perguntas:
1. No geral, o que este mandamento proíbe?

O mandamento proíbe toda mentira, de qualquer tipo. Tiago 3.14 ensina este mandamento: "Nem mintais
contra a verdade".
2. Por mentira, que a Bíblia quer dizer?
Uma mentira, segundo a Bíblia, seria falar ou expressar aquilo que sabemos ser falso.
3. Especifique algumas maneiras em que podemos mentir e violar a Lei de Deus. Segundo a Bíblia,
há muitas maneiras
beneficiar de mentir.
nossos próprios fins.Podemos
Podemosacusar falsamente
inventar outras
coisas que pessoas.
não são Podemos
verdadeiras. mentir para
Podemos mentir para
nos desculpar de coisas que não fizemos. Podemos mentir para tentar encobrir nossas faltas. Podemos
mentir em nossas brincadeiras (conversas grosseiras e tolas).
4. Quem é o autor epai da mentira?
O autor e pai das mentiras é o diabo (Jo 8.44).
5. Como podemos prejudicar nosso próprio bom nome?
Podemos prejudicar nosso próprio bom nome ao fazer algo que seria ofensivo aos olhos do mundo, tal
como o adultério, o roubo ou qualquer espécie de baixeza e mal. Podemos prejudicá-lo ao nos gabar
falsamente. Podemos prejudicá-lo ao nos acusar quando não somos culpados perante Deus, ou então ao
não usar os dons que Deus nos tem dado.
6. Como podemos prejudicar o bom nome de nosso próximo?

Podemos prejudicá-lo por acusá-lo falsamente ou por levantar testemunho falso contra ele; ao julgá-lo ou
criticá-lo por coisas pequenas, pouco importantes ou duvidosas; ao falar sobre ele de maneira a diminuir
seu bom nome; por dar ouvidos a más conversações sobre ele que sejam falsas.
7. O que devemos guardar em mente quanto à violação deste mandamento?
Devemos nos lembrar que no Dia final teremos de responder por nossas palavras e ações (Mt 12.36-37).

CALUNIAR OU TESTEMUNHAR
O nono mandamento esclarece bem que não devemos caluniar nosso próximo de nenhum modo. Este
pecado predomina hoje mesmo dentro da igreja de Cristo. Repetidas vezes ouvimos contar de homens e
mulheres de Deus que são caluniados, às vezes até por aqueles que são crentes professos. De fato, esse
mandamento ressalta que fazer isso é usar a língua como instrumento de iniqüidade. Thomas Watson disse
certa vez que o Senhor pôs duas cercas para a língua, os dentes e os lábios, e esse mandamento, então, é a
terceira cerca!
No entanto, esse mandamento tem nele subentendido um lado positivo, de que devemos cuidar. O lado
positivo é que precisamos defender aqueles que estão sendo caluniados! E verdade que não devemos
tomar parte em calúnias. Mas há ocasiões em que estaremos participando de uma calúnia se nos
recusarmos a testemunhar da verdade quando aparece uma difamação.
A Bíblia é bem clara sobre isso em vários textos. Por exemplo, em Atos 2.15, Pedro levantou a voz
quando os apóstolos estavam sendo acusados de estarem embriagados. Ele sabia que não podia se
arriscar a ficar quieto, que tinha de ser testemunha da verdade, e a verdade era que eles estavam cheios
do Espírito! Jonatas falou a favor de Davi quando este estava sendo caluniado por Saul. Os homens da
Bíblia entendiam muito bem que chega o momento em que um cristão precisa defender outro e recusar
toda e qualquer participação numa difamação.
Esse ensino, em particular, é muito relevante para os dias de hoje. O método de silenciar, de não querer
se envolver, é aquele pelo qual o mundo vive hoje. Isso vem rapidamente se tornando uma parte
importante
permitir quedeoutros
nossasejam
cultura. As pessoas
tratados se esquecem
de uma forma que depressa da Certamente
lhes aflija. Regra Áureaexistem
e não têm dúvida em
argumentos humanos
em favor de não se envolver. Por vezes entra-se em dificuldades, por vezes a lei não apóia a pessoa
que está tentando ajudar. Mas esses são argumentos humanos e nós como cristãos não fomos ordenados a
viver segundo tal padrão. Nosso padrão é a Palavra de Deus e essa Palavra nos diz que temos a
responsabilidade de abrir a boca quando nossos irmãos são caluniados e seus nomes são enxovalhados
por falsa acusação.
As conhecidas palavras, "Quem cala consente" são aplicáveis ao caso. Podemos quebrar o nono
mandamento pelo nosso silêncio, além de quebrá-lo pela nossa difamação. Em vez de difamação, nosso
lema deve ser "Testemunhe" a favor de seus irmãos e diga a verdade sobre eles em todo o tempo. Assim
Deus se agradará de nós à medida que desempenhamos essa responsabilidade perante ele.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 79. Qual é o décimo mandamento?
Resposta: O décimo mandamento é: "Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobi-çarás a mulher do
teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem cousa alguma que
pertença ao teu próximo".
Pergunta 80.0 que exige o décimo mandamento?

Resposta: O décimo mandamento exige pleno contentamento com a nossa condição, bem como disposição
para com o nosso próximo e tudo o que lhe pertence.
Referências Bíblicas: Êx. 20.17; Hb 13.5; Rm 12.15; Fp 2.4; ICo 13.4-6.
Perguntas:
1. Falando em geral, o que é exigido no décimo mandamento?

O décimo mandamento requer que o crente observe os outros nove mandamentos. Se ele é capaz disso
pela graça de Deus, este mandamento será cumprido.
2. O que se quer dizer com a palavra "cobiçar" nest e mandamento?
A palavra "cobiçar" neste mandamento incluiria os dois aspectos das palavras gregas conforme se
encontram no Novo Testamento. O sentido seria "um desejo insaciável de conseguir o mundo" e também
incluiria um "amor desmedido do mundo". Significaria uma pessoa inteiramente envolvida e preocupada
com o mundo; coloca seu coração nas coisas do mundo, e às vezes não tem suficiente cuidado com sua
maneira de obter o que deseja.
3. O que requer o mandamento com relação a nós mesmos?
Este mandamento requer que estejamos contentes com o que temos e esta é a melhor defesa possível
contra a cobiça.
4. O que signifi ca estar contente com aquilo que temos e como podemos alcançar isso? Significa
estar satisfeito com aquilo que Deus já nos deu, no seu tratamento providencial conosco, e reconhecer
que isso é o melhor para nós. Só podemos alcançar esse estado por sua graça. A estrada para se chegar a
isso é o caminho da "piedade cristã" em nossa vida. Precisamos cobiçar coisas espirituais mais do que
coisas mundanas.
5. O que este mandamento requer quanto ao nosso próximo?
Requer-se de nós que tenhamos um espírito correto e caridoso para com tudo que pertence ao nosso
próximo. Devemos promover o bem-estar de nosso próximo, bem como regozijar-nos com isso, sempre
esforçando-nos para ajudá-lo, mostrando-lhe um modelo de boas obras a seu favor.

FIQUE OLHANDO PARA O ALTO !


"O Senhor é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte" (SI 16.5). O
escritor dessas palavras havia descoberto uma característica muito importante do viver piedoso. Sabia
muito bem que sua herança estava no Senhor, que existia uma herança aguardando-o um dia. Portanto
ficava olhando na direção certa: Para cima!
Um médico me disse certa vez que achava extraordinário encontrar no ser humano um quinto músculo do
olho que não é encontrado nos animais. Ele me disse que achava que isso poderia existir com o propósito
de a pessoa manter os olhos em Deus! Não tenho certeza do motivo do músculo a mais no olho, mas estou
certo de que o crente pode sempre ganhar muito com fixar os olhos em Deus em vez de no mundo à sua
volta ou em si mesmo. O melhor remédio possível para a cobiça seria tirar os olhos das coisas dos
outros, e tirar possuir.
desejaríamos os olhosOdecrente
nós mesmos, porque
deve chegar somos sempre
a reconhecer levados
que "Tudo a ver coisas
é vaidade" e queque não temossómas
a satisfação se
encontra no andar bem próximo de Deus.
Com certeza é verdade que outras pessoas poderão possuir mais do que nós possuímos. Mas Deus sabe o
que é bom para nós. Só eíe sabe quanto pocíemos suportar. Mas certamente é verdade também que
possuímos mais do que muitos outros e deveríamos estar agradecendo isso a Deus em lugar de ficarmos
descontentes, abrindo a porta ao diabo e sua tentação para a cobiça. O poeta entendia como era preciso
olhar para o Senhor quando escreveu os seguintes versos:
Um dia era a bênção que eu buscava, agora é o Senhor;
Um dia era sentir que eu procurava, agora é sua Palavra;
Um dia eram seus presentes que eu queria, agora é o próprio Doador;
Um dia era a cura que eu pedia, agora é ele só.
Tudo por tudo, para sempre, Jesus eu cantarei;
Tudo em Jesus, e Jesus em tudo".
Será que você está sentindo que Deus deu a seu irmão crente mais do que lhe deu? Olhe para o alto e
conte as suas bênçãos! Você sente que deveria ter mais dos bens deste mundo? Olhe para cima e ele lhe
ensinará que ele é suficiente! Precisamos lembrar diariamente que cobiçar é pecar perante o Senhor.
Temos uma herança formosa e podemos viver contentes no Senhor.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 81.0 que proíbe o décimo mandamento?
Resposta: O décimo mandamento proíbe todo descontentamento com a nossa condição, todo movimento
de inveja ou pesar à vista da prosperidade do nosso próximo e todas as tendências ou afeições
desordenadas a alguma coisa que pertence a ele.
Referências Bíblicas: ICo 10.10; G1 5.26; Cl 3.5.

Perguntas:
1. Como mostramos falta de contentamento com nossa condição?
Mostramos falta de contentamento com nossa condição ao não estarmos contentes com o lugar e as posses
que o Senhor nos tem dado; murmurando contra o Senhor por causa de nossa condição; achando que
merecemos muito mais do que o Senhor nos deu.
2. O que é inveja?
É o desejo de ter aquelas circunstâncias melhores que nosso próximo possui, ou quaisquer de seus
privilégios
material. superiores. É o desejo de ter o que Deus não nos quer dar, seja na área física, mental ou
3. Por que devemos nos abster da inveja?
Devemos nos abster de invejar porque isso é pecado diante de Deus. É um pecado que muito nos afeta e
que conduz a muitas más ações (Tg 3.16).
4. Qual é o sentido de "tendências e afetos desordenados" neste mandamento?
São os propósitos, intenções e desejos ilícitos que surgem no coração. Trata-se especialmente dos atos
ilícitos que podem afetar nosso próximo.
5. Onde essas "tendências e afetos desordenados" se encontram na pessoa?
Surgem da alma, e são as primeiras agitações da corrupção que nos levam ao consentimento da vontade.
6. O que isso nos deve ensinar como crentes em Jesus Cristo?
Deve ensinar-nos que é só pela graça dele que somos salvos e só pela graça dele que podemos nos firmar
contra o mal que surge dentro de nós. Devemos ter o cuidado constante de nos conservar naquele
relacionamento com ele que nos leve aos caminhos dajustiça.

SEJA DILIGENTE NA MORTIFICAÇÃO


O crente está proibido por esse mandamento de invejar, de desejar apaixonadamente algo que pertença a
seu próximo. Trata-se de um alto padrão que é difícil manter. É especialmente difícil quando se vive num
mundo em que o exato oposto é o padrão de vida. O crente precisa trabalhar para ser diferente nessa
área.
Em Colossenses 3.5, Paulo deixa bem clara essa questão dos desejos errados. Começa o versículo
dizendo "Mortificai!" (RC), "Fazei morrer!" (RA). Está dizendo ao crente que ele deve fazer morrer
esses desejos errados que aparecem com respeito ao seu próximo ou com respeito a qualquer outra coisa.
E aqui que o crente não corresponde ao padrão, simplesmente falha, mostra falta de diligência. Para falar
claramente, talvez se possa dizer que ele seja preguiçoso, espiritualmente preguiçoso.
Não há uma maneira fácil de guardar os mandamentos de Deus. Só dizer "Estou salvo" e contar com isso
como habilitando-o
muito no esforço
bem que na vida do mundo para agradá-lo
não ousamosnão
serbastará. É tãoseestranho
preguiçosos queremosnãoser
enxergarmos isso. Seja
bem-sucedidos. Sabemos
nos
negócios, em competição esportiva ou em ser conhecido como quem zela do lar, sabemos que se
exige trabalho esforçado. Por que então haveremos de pensar que ser bem-sucedido aos olhos do Senhor
virá sem diligência? O escritor do hino havia aprendido esta lição quando escreveu:
Será que em leito florido exijo voar,
Conduzido aos céus com todo o vagar,
Enquanto que outros lutaram pelo prêmio final Passando por mares sangrentos do mal?

É por falta de diligência que os mandamentos não são observados. O crente precisa cuidar de estar
disciplinando sua vida a cada momento, porque caso contrário descobrirá que se sente descontente com
sua condição pessoal e se volta para o caminho da inveja e do desejo errado com respeito às coisas de
seu próximo. O caminho é duro mas é viável à medida que damos a Deus o primeiro lugar em nossa vida.
Nós somos muito inclinados a pecar nessas áreas a não ser que fiquemos bem perto da Palavra de Deus.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 82. Será alguém capaz de guardar perfeitamente os mandamentos de Deus?
Resposta: Nenhum mero homem, desde a queda de Adão, é capaz, nesta vida, de guardar perfeitamente os
mandamentos de Deus, mas diariamente os quebranta por pensamentos, palavras e obras.
Referências Bíblicas: lRs 8.46; lJo 1.8-2.6; Gn 8.21; Tg 3.8.
Perguntas:
1. O que signifi ca "guardar perfeitamente os mandamentos de Deus"?

Significaria que uma pessoa teria de viver uma vida de perfeição, não errando em nem uma palavra, um
pensamento ou ação.
2. Alguém já foi capaz de guardar os mandamentos de Deus?
Adão foi capaz de guardá-los antes da queda, mas desde a queda nenhum mero homem foi capaz de
guardá-los.

3. Por que o homem, o homem salvo, não pode observar perfeitamente os mandamentos de Deus?
O hoiriem não pode guardar os mandamentos porque a Bíblia ensina que "Todos pecaram e carecem da
glória de Deus" (Rm 3.23) e os crentes ainda têm neles o remanescente da corrupção enquanto estão neste
mundo.
4. A Bíblia diz em algum lugar que a perfeição é impossível para o cristão?
Sim, a Bíblia ensina isso em Tiago 3.2 onde afirma: "Porque todos tropeçamos em muitas coisas". Paulo
também ensina isso em Fp 3.12.
5. Será que a Bíblia não ensina em 1 João 3.9 que o cristão não peca?
O sentido deste versículo é que o crente não se deleita no pecado nem o pratica continuamente, pois
mostra evidência da graça salvadora de Deus em sua alma.
6. Na violação da lei de Deus, estão incluídos os pensamentos pecaminosos?

Sim, pois assim a Bíblia ensina, como em Mt 5.28 e Mt 15.19.


7. Como crentes em Cristo, o que podemos aprender com esta Pergunta?
Podemos aprender a depender sempre da graça de Deus, reconhecendo que em nós mesmos nada somos;
saber quedea perfeição
ocasiões pecado. é impossível; mortificar sempre o pecado pelo auxílio do Espírito Santo; e evitar

CONSOLO EM NOSSOS FRACASSOS


Sempre que leio esta pergunta do catecismo, primeiro me vem à mente que o padrão de Deus é tão alto e
meus fracassos tão aparentes que há pouca esperança. Mas então quando me volto à Palavra de Deus —
para onde todos nos devemos voltar em meio ao desespero — mais uma vez encontro consolo em meio
aos meus fracassos, porque leio: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar
os pecados e nos purificar de toda injustiça" (lJo 1.9). Então sou lembrado mais uma vez do fato de
que não estou vivendo sob o Pacto das Obras, e sim sob o Pacto da Graça. E que nesse Pacto minha
Bíblia me ensina que Deus aceitará meu esforço contra o pecado, minha luta diária com ele, mesmo que
por vezes eu caia.
No entanto, há um perigo escondido aqui para os crentes. Em meio ao consolo o crente poderia cometer
dois
uma erros: 1) muito
resposta Cair naclara
antiga
emfalsa doutrina
Romanos 6— deepecar
assimpara que a graça
racionalizar seja mais
a ponto de seabundante
desculpar.—2)Paulo tem
Esquecer
que, embora seja impossível a perfeição, ela significa cem por cento e qualquer fração disso não é
perfeição!
A própria Bíblia que nos diz que a perfeição é uma impossibilidade também nos manda lutar diariamente,
combater o bom combate da fé, resistir ao diabo, ser vencedores. Tudo isso significa que devemos
prosseguir na batalha contra o pecado com tudo que está em nós, dependendo do auxílio da graça de
Deus. Deus, na Palavra, não nos dá nenhum motivo para relaxarmos na guerra simplesmente por nos ter
dito que não podemos ser perfeitos. Como me disse um cristão certa vez: "Você precisa cuidar de
que esteja erguendo seu estandarte a cada dia um pouquinho mais alto do que no dia anterior, se quer que
Deus fique contente com você".
Como crentes em Jesus Cristo temos consolo em meio a nossos fracassos, pois ele prometeu perdoar-nos
se confessarmos. Mas na estrutura desse consolo está incluso o ensino da Palavra de Deus, de que como
crentes vamos nos esforçar até o padrão mais alto possível dentro de nós. Sabemos que não somos
capazes de alcançar a perfeição, mas às vezes limitamos nossa altura pela falta de esforço. Nosso Senhor
aguarda que nos esforcemos para avançar em direção ao alvo da soberana vocação de Deus em Cristo
Jesus. Quando ele nos vê fazendo isso, ele se dispõe a perdoar-nos os pecados que somos propensos a
cometer.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 83. São igualmente odiosas todas as transgressões da lei?
Resposta: Alguns pecados, em si mesmos, e em razão de circunstâncias agravantes, são mais odiosos à
vista de Deus do que outros.
Referências Bíblicas: SI 19.13; Jo 19.11.
Perguntas:
1. O que se quer dizer com a palavra "odioso " nesta pergunta?

A palavra quer dizer que pecados são abomináveis, odiosos para Deus.
2. Quais pecados são mais odiosos do que outros aos olhos de Deus?
Basicamente, há dois tipos de pecados mais odiosos do que os demais aos olhos de Deus. Primeiro
estariam os pecados que são cometidos sem que se tenha apresentado uma ocasião. Quanto menor a
ocasião para o pecado, maior é o pecado em si. Segundo, seriam os pecados que são cometidos
atrevidamente, com presunção. Devemos nos lembrar de que sob a lei não havia sacrifício por pecados
cometidos atrevidamente (Nm 15.30).
3. Na vida moderna de hoje, você poderia dar alguns exemplos de pecados que são mais odiosos do
que outros?
Sim, por exemplo, os pecados contra o Evangelho são mais odiosos do que os pecados contra a lei (Mt
11.20-24). O adultério é mais odioso do que o roubo (Pv 6.32-35).
4. Há qualquer diferença aos olhos de Deus quanto à idade da pessoa que está pecando?
Sim, a Bíblia distingue uma diferença. Se faz mais anos que as pessoas estão no Senhor, seus pecados são
mais graves do que se forem cometidos por crianças ou inexperientes (Jó 32.7).
5. Entra a questão do tempo quando se avalia a natureza odiosa do pecado?
Sim, entra o tempo. Por exemplo, pecados cometidos no sábado cristão são mais odiosos do que o
mesmo pecado cometido em outro dia da semana, porque o sábado do Senhor é especialmente destacado
pelo Senhor.
6. A ignorância faria diferença quanto à avaliação da natureza odiosa do pecado?

Sim, os pecados contra o que se conhece são mais odiosos do que pecados cometidos por ignorância.

7. O que está compreendido em se pecar propositadamente?


Compreendido no pecar proposital há uma atitude de desafio a Deus, uma mostra de um ódio verdadeiro
contra ele que seria evidência de dureza de coração.
PROVOCAR OUTROS A PECAR

Com certeza um dos pecados mais odiosos à vista de Deus é aquele em que o próprio indivíduo peca e
ao mesmo tempo provoca outros a pecar. O capítulo 18 de Mateus, dentre muitos outros textos, torna isso
bem claro. O crente deve sempre ter muito cuidado para não ser culpado de conduzir outros por estrada
bem assinalada como sendo "Pecado". Perante Deus, ele tem a responsabilidade assombrosa de ser uma
testemunha de Jesus Cristo em todas as horas e especialmente na responsabilidade que tem pelos irmãos
mais fracos.
Há muitos diferentes modos de levar outras pessoas a pecar. Um é ensinar erros que são erros por causa
do ensino da Palavra
Evangelicalismo, deesse
existe Deus. Hoje,perigo
grande na época da igreja
de levar cristã
outros em que Alguém
ao pecado. apareceujáum novo
disse que"-ismo", o Neo-
a diferença
atual dentro da igreja evangélica é a diferença entre aqueles que "jogam na defensiva" e aqueles que
"jogam na ofensiva" no seu viver diário. Aqueles que jogam na defensiva estão simplesmente mantendo-
se posicionados, sempre na defesa e nunca marcando ponto contra a igreja apóstata da qual fazem parte.
Uma pessoa que joga na ofensiva está sempre levando a batalha para o lado do inimigo. Ele é chamado
de "fanático" ou de "fundamentalista militante" mas está sempre pregando a Verdade, não tendo de lutar
contra os liberais no território deles usando as regras de jogo deles. Aqueles que simplesmente se
mantêm em seu próprio campo são bem populares hoje nos meios evangélicos, mas — será que não há
perigo de levarem muitos ao pecado, por tomarem parte nas obras infrutíferas das trevas?

Outra maneira deHoje,


constantemente. provocar os horas
poucas outrosatrás,
ao pecado é viver
eu estava um mau exemplo.
caminhando O crente
pelo saguão é vigiado
do hotel em que estou
hospedado, para estudar e escrever. Quando virava o corredor, ouvi um funcionário dizer a outro:
"Aquele homem estava carregando uma Bíblia!" Tinha razão. Eu acabara de buscar no carro minha Bíblia
"de pregação". O outro funcionário falou: "Será que alguém já o viu fazendo alguma coisa que mostra que
ele não acredita nela?" Minha oração subiu ao Senhor mais uma vez: "Ó Senhor! Conceda que teu servo
seja uma testemunha durante esses poucos dias aqui. Ajuda-me para que eu não conduza outros a pecar e
sim que os conduza a ti".
Muitos pecados são mais odiosos do que outros e conduzir outras pessoas pela estrada errada é
certamente um deles. Que sejamos sempre testemunhas a todos que encontramos, tudo para sua glória.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 84.0 que merece cada pecado?
Resposta: Cada pecado merece a ira e a maldição de Deus, tanto nesta vida como na vindoura.
Referências Bíblicas: G1 3.10; Mt 25.41; Ed 9.6; 2Co 5.21.
Perguntas:

1. Que se quer dizer com "a ira e a maldição de Deus"?


A ira e a maldição de Deus é o castigo que Deus ameaçou infligir sobre todos os pecadores pelos
pecados que cometem.
2. Qual é esse casti go que Deus há de infl igir sobre os pecadores?
O castigo é todas as aflições desta vida, a própria morte e as dores do inferno para sempre (ver Pergunta
19, Breve Catecismo).
"i.Toàopecaào gue cometemos mereceesstxvra e mditàçao àeY>eusl
Sim, todo pecado que cometemos a merece. Todo pecado cometido é contra o Deus Santo e Justo que
odeia todo pecado. Ele é o Deus reto e ele deseja e exige satisfação pelos pecados cometidos.
4. Por que o pecado é tão odioso para Deus?
O pecado é odioso para Deus porque é o exato oposto da natureza santa de Deus e de sua lei santa.
Portanto, o pecado é exposto à ira e maldição de Deus.
5. Os pecados de crentes merecem esse mesmo castigo?
Os pecados do crente o merecem mas sua pessoa nunca pode ser exposta ou sujeita à ira de Deus nem
nesta vida nem na vida futura.
6. O que podemos aprender com esta pergunta do catecismo?

Podemos aprender mais uma vez a olhar para Deus e agradecer a ele e louvá-lo por nos ter salvo, mesmo
quando não éramos dignos disso. Devemos elevar os olhos para ele e agradecer sua misericórdia, a
misericórdia perdoadora, sabendo que somos tão grandes pecadores. Devemos repetir diariamente as
palavras de Esdras 9.6: "Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a face, meu
Deus, porque as nossas iniquidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa cresceu até
aos céus".

LIVRE DA IRA VINDOURA


Minha oração é que o leitor tenha uma bem-fundada esperança em Cristo Jesus, para que seja
verdadeiramente salvo, pois então será livrado da ira de Deus. A Bíblia diz: "... Jesus, que nos livra da
ira vindoura" (lTs 1.10). Se uma pessoa é nascida de novo ela estará provando isso a cada dia. Viverá de
tal maneira que dará prova de que toda sua vida é governada e controlada pelo Livro Sagrado. D. Martyn
Lloyd Jones diz que essa pessoa, essa pessoa salva, foi aceita pelo Cristianismo; não é que ela
simplesmente tenha aceitado o Cristianismo. Essa é a pessoa que foi livrada.
Se o crente tem essa esperança bem-fundada, se está presente aquela capacidade vinda do alto de saber o
que ele é, onde ele se encontra, e para onde ele está indo, então ele deve ser muito agradecido a Deus
pelo livramento. Saberá que Jesus sofreu, derramou seu sangue e morreu por ele. Saberá que Jesus
morreu com derramamento de sangue e tomou sobre si a maldição para que o crente não tenha de sofrer a
ira de Deus. Nunca um dia deve passar sem que o crente olhe para cima e mais uma vez agradeça a ele.
Ora, o crente deve entender que embora seja livrado da ira que virá, isso não significa que Deus não lhe
há de infligir algo nesta vida. Aflições virão e o crente precisa estar pronto a submeter-se a elas de bom
grado. Conheci um querido irmão no Senhor que vivia com problemas. Parecia que cada dia dele era
repleto de aflição. Tinha aflições físicas e aflições materiais. Certa noite em sua sala de estudo
perguntei-lhe como mantinha tão boa atitude em meio a tanta dificuldade. Sua resposta foi mais ou menos
assim: "E certo que minha tribulação é pesada, mas não é nada comparada àquilo que mereço sofrer
eternamente no inferno". Ele havia encontrado a ótica certa — sabia que sua presente condição era muito
melhor do que ele merecia. E por esse fato ele louvava a Deus, vivendo dia após dia na consciência de
que era cercado pela maravilhosa graça de Deus.

O livramento
Nenhuma que nenhuma
aflição, Jesus comprou por nós
tribulação, é livramento
nenhuma tristeza,da ira deproblema
nenhum Deus. Foinesta
uma terra
perfeita
poderedenção.
tirá-la de nós.
Louve Deus porque "aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos
feitos justiça de Deus" (2Co 5.21).
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 85.0 que exige Deus de nós para que possamos escapar de sua ira e maldição que merecemos
por causa do pecado?
Resposta: Para escaparmos da ira e maldição de Deus, que merecemos por causa do pecado, Deus exige
de nós fé em Jesus Cristo e arrependimento para a vida, com o uso diligente de todos os meios exteriores
pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção.
Referências Bíblicas: At 20.21; Mc 1.15; Jo 3.18.
Perguntas:
A

1. E possível escaparmos da ira de Deus por meio de alguma coisa que possamos fazer por nós
mesmos?
Não, é impossível, pois a Bíblia diz: São "todas as nossas justiças, como trapo da imundícia" (Is 64.6).
2. Como podemos dizer então que Deus requer certas coisas de nós?

Podemos dizer isso porque embora Deus indique que esses deveres são necessários, ele por sua vez
capacita-nos a realizá-los. Isto é, é Deus quem trabalha em nós tanto o querer como o realizar, segundo a
sua boa vontade (Fp 2.12, 13).
3. Por que Deus requer do pecador "fé em Jesus Cristo " ?

Ele requer fé em Jesus Cristo porque não há outro caminho para a salvação. Essa lição nos é ensinada
muito claramente em Atos 4.12.
4. Por que Deus requer do pecador "arrependimento para a vida"?

Ele requer arrependimento para a vida porque isso é o fruto de se crer nele.
5. Por que Deus requer do pecador "o uso diligente de todos os meios exteriores pelos quais Cristo
nos comunica as bênçãos da redenção"?
Ele requer o uso diligente desses meios exteriores porque negligenciar esses meios seria, em essência,
prova de não existir fé nem ter ocorrido o arrependimento em nós. São esses os modos pelos quais os
benefícios da redenção nos são comunicados.
6. Você está dizendo então que essas três coisas que Deus requer de nós são partes importantes d a
salvação?

Sim, são partes importantes da salvação e evidências dela (2Ts 2.13).


O CARÁTER DECISIVO DO EVANGELHO
"Você realmente crê que uma pessoa pode ser salva à parte de Jesus Cristo?", foi a pergunta feita a um
candidato para o santo ministério. A resposta dada era teologicamente certa, que ninguém poderá ser
salvo à parte de Jesus Cristo. "Bem, então", disse o velho ministro do Evangelho. "Cuide de nunca se
esquecer disso e pregue como quem crê isso!" Mais tarde ouvi o pastor veterano dizer ao jovem pastor
que ele sentia que tantas pessoas não acreditavam verdadeiramente no caráter decisivo do Evangelho.
O que ele quis dizer é que se as pessoas realmente cressem nisso, elas estariam mais engajadas nos
negócios do Mestre em testemunhar em favor de Jesus Cristo.
Estamos muito ocupados, ou devemos estar muito ocupados, em pregar a única mensagem que — quando
acreditada — pode capacitar o homem a escapar da ira e maldição de Deus. A Bíblia ensina, como tão
bem mostrou
de Cristo; 2) ACharles HodgeCristo
fé em Jesus em 1855, que: 1) "Nada
é necessária; nesta
3) Deus terra éque
mandou suficiente para salvar
o Evangelho o homema àtodas
fosse pregado parte
as nações como sendo o meio de salvar as pessoas". E mesmo assim, tantas, tantas pessoas passam os
dias sem dizer às pessoas com quem se encontram que Jesus Salva!
Essa crença no Evangelho como tendo um caráter decisivo para a eternidade parece estar faltando hoje
em muitos círculos da igreja. Parece haver maior preocupação pelas coisas deste mundo do que
preocupação pelas almas dos homens. Todos nós precisamos parar e pensar de novo no ensino da Bíblia
sobre o caminho da salvação. Precisamos ser comovidos mais uma vez como os homens se comoveram
num dia no passado ao cantarem:

Onde passarás a eternidade —


Aqueles anos que não têm fim?
Será com os anjos cantando?
Será com o Rei Glorioso reinando?
Que coisa sublime e solene!
Solene pra mim!

Não há outro modo de ser salvo! Teologicamente falando sabemos que isso é verdade. Sabemos que a
Bíblia diz: "A não ser que sejais convertidos..." uma pessoa não entra no Reino de Deus. É a palavra
final. Não há outro caminho. Cremos mesmo nisso? Se cremos, o tempo está fugindo célere! Precisamos
nos levantar e nos ocupar com o trabalho de nosso Mestre!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 86. O que é fé em Jesus Cristo?
Resposta: Fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora, pela qual o recebemos e confiamos só nele para a
salvação, como ele nos é oferecido no Evangelho.
Referências Bíblicas: Hb 10.39; Jo 1.12; Fp 3.9; Jo 6.40.
Perguntas:
1. Por que a fé em Jesus Cristo é chamada de "graça salvadora” ?

E chamada de "graça salvadora" porque é uma dádiva de Deus e é dada ao pecador sem que seja por
causa de qualquer mérito ou valor que o pecador tenha (ICo 4.7).
2. Por que essa fé é chamada de fé em Jesus Cristo?
É chamada assim porque Cristo é o principal objeto da fé salvadora conforme At 16.31.
3. Por que a palavra "recebemos" está nesta Pergunta?
A palavra "recebemos" é usada porque Cristo é oferecido na Bíblia como dádiva. Ele é dado àqueles que
estão sem esperança em si próprios, nada tendo e nada sendo.
4. Por que a Pergunta menciona confiar só nele para a salvação?
pessoa que vai a Cristo precisa confiar só nele porque a Bíblia o revela como o único fundamento em
que se pode descansar, depositando nele confiança total.
5. O que é esta s alvação que é recebida pela pessoa que se chega a el e?
Esta salvação inclui três coisas: 1) O livramento da maldição da lei. 2) O livramento do domínio do
pecado. 3) A bênção feliz do céu.
6. Quem nos oferece Cristo?

Deus nos oferece Cristo, Deus o Pai que nos colocou a oferta em João 3.16.
7. Todos os crentes têm a mesma medida de fé salvadora?
Não, nem todos os crentes. Alguns têm pouquinha fé e outros têm uma fé forte (Observe a comparação de
Mt 14.31 com Rm 4.20). Mas mesmo os que têm uma fé pequena têm o suficiente para chegar à glória se
for uma fé salvadora.
PREGAÇÃO DA FÉ SALVADORA

D. Martyn Lloyd Jones, em seu admirável livro,Spiritual Depression: I ts Causes and Cure (Depressão
Espiritual: Suas Causas e Cura), declara: "Os cristãos assimétricos, de exageros ou insuficiências em
diferentes pontos, geralmente são produzidos por pregadores ou evangelistas a cuj a doutrina falta
equilíbrio, totalidade ou salubridade. Cada vez mais, à medida que prosseguimos em nossos estudos,
veremos como são de vital importância as circunstâncias do novo nascimento do cristão".
Pregar Jesus Cristo, testemunhar, ter fé salvadora é uma responsabilidade tremenda do crente. Vezes
demais acontece de nada disso ser realizado. Vezes demais, quando acontece, é que seja realizado com
métodos que estão longe de incluir tudo, teologicamente falando. Há simplesmente uma abordagem de
"passaporte para o céu" ou o oferecimento do perdão de pecados sem que qualquer outra coisa seja
mencionada.

A mensagem completa da salvação deverá ser pregada ou testemunhada pelo crente.


..... >.

Em geral o livramento da maldição da lei (da ira de Deus) é esclarecido. E oferecido


pela pessoa que fala. O indivíduo que ouve simplesmente passa então a pensar em termos de seu
livramento e possivelmente no fato de que um dia alcançará o céu. Entretanto, como fica o tempo entre
uma e outra coisa, os meses e anos antes que a pessoa vá ao encontro de seu Senhor? A doutrina do
livramento do domínio do pecado não será parte da fé salvadora?
Certa vez ouvi um evangelista fazer o convite de um modo bem claro e bíblico. Ele certamente enfatizou
que "Se você crer no Senhor Jesus Cristo seus pecados serão perdoados", mas ele também esclareceu
bem que uma parte da fé salvadora — se é verdadeiramente realizada na alma — é o fato de que a
regeneração ocorreu na alma, e que agora haverá um novo princípio de vida e essa nova vida produzirá
frutos de viver em santidade. Significa que a nova vida geralmente quer viver uma vida santa. A
vida nova terá poder para — e um desejo forte de — vencer o pecado e obedecer a Deus fazendo com
que a vontade dele seja a regra de vida nos dias à frente.
É verdade que essa fé começará pequena porque é uma vida nova. Mas vai crescer, desejará crescer.
Então, por que isso não pode ser deixado bem claro àqueles que vão a Cristo, por que não se pode deixá-
los ver no início que a vida cristã não é simplesmente um passaporte para o céu, mas que é também uma
vida de detestar o pecado e fugir dele? Paulo sabia disso e escreveu 2Co 5.17 para que todos nós o
vejamos e creiamos.
157
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 87. O que é arrependimento para a vida?
Resposta: Arrependimento para a vida é uma graça salvadora pela qual o pecador, por ter um verdadeiro
sentimento do seu pecado e percepção da misericórdia de Deus, em Cristo, se enche de tristeza e de
horror pelos seus pecados, abandona-os e volta-se para Deus, inteiramente resolvido a prestar-lhe nova
obediência.
Referências Bíblicas: At 11.18; At 2.37; J1 2.13; 2Co 7.11; Jr 31.18-19; At 26.18; SI 119.59.
Perguntas:
1. Por que o arrependimento é chamado de uma "graça salvadora”?

É chamado de graça salvadora porque faz parte inseparável da salvação e é trabalhado no coração do
pecador pelo Espírito Santo por meio da instrumentalidade da Palavra de Deus.
2. Quem é o sujeito do arrependimento?
O pecador é o sujeito do arrependimento, porque a pessoa que já está salva não necessita de
arrependimento segundo o ensino de Lucas 15.7.
3. O que significa nesta Pergunta a frase "verdadeiro sentimento do seu pecado"?

Um verdadeiro sentimento do pecado é o reconhecimento por parte de um pecador do perigo de sua


posição juntamente com a imundície de seu pecado. Ele entende que está em perigo porque sabe que sua
condição pecaminosa contraria a santidade de Deus e é ofensiva para Deus.
4. Por que a misericórdia de Deus está ligada a Cristo?
A misericórdia de Deus está ligada a Cristo porque a misericórdia de Deus se estende ao pecador por
Cristo ter sido obediente e ter satisfeito a justiça completamente em sua morte sobre a Cruz.
5. É possível o arrependimento ser separado da fé?
Não, é impossível separar as duas coisas. As duas existem pela graça de Deus e podem, portanto, ser
distinguidas, mas não separadas.
6. O que é esse horror ao pecado mencionado aqui?
E um ódio, uma aversão tanto ao pecado como a nós mesmos por causa desse pecado (Is 6.5).
7. O que é essa nova obediência à qual a pessoa arrependida se volta?

É a obediência conforme se encontra no Evangelho e que procede da nova natureza no homem. O novo
homem reconhece que precisa ter um novo propósito, uma nova maneira de andar. Ele não será perfeito
mas será diligente em seus esforços de caminhar retamente.
VOLTANDO-SE DO PECADO PARA DEUS
O verdadeiro arrependimento provoca uma mudança na pessoa. O verdadeiro arrependimento é um fruto
da regeneração e é uma dádiva do Espírito. Quando a expressão "Arrependei-vos!" é usada, muitas vezes
a mudança do coração é negligenciada. Mas a Bíblia ensina repetidas vezes que o arrependimento
genuíno consiste não só na humilhação da pessoa por seus pecados mas também na mudança da pessoa
inteira.
O arrependimento faz com que o homem mude de idéia sobre uma porção de coisas. Antes de o indivíduo
ser salvo, ele tem uma visão mundana das coisas, o velho homem é tudo que está presente dentro dele.
Depois
E mais, que
issoafaz
pessoa
com está
que salva ela quer
sua atitude agradar
para com oapecado
Deus, dar a Jesus
mude. Cristonão
O pecado o primeiro lugar
é mais um na sua
prazer vida.
para ela
como era antes que conhecesse a Cristo. O pecado torna-se algo pelo qual ela sente tristeza. Ela ora
diariamente: "Senhor, ensina-me a odiar o pecado na minha vida cada vez mais". Além disso, o
arrependimento faz com que o coração da pessoa mude e isso se estende a toda sua vida. Observe a
mudança que ocorreu em Paulo. Sua conversão não foi simplesmente que seus pecados foram perdoados,
mas significou que sua vida se alterou completamente. Ele deu meia-volta em sua maneira de viver. Paulo
sabia muito bem que ele precisava desistir do pecado e voltar-se para o Senhor. Ele sabia que ele nunca
mais seria o mesmo.
"Coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus", declara o salmista no Salmo 51.17. Mas o
salmista também
as duas partes afirma "Detestosão
do arrependimento todovistas.
caminho de falsidade"
O coração no Salmo
é quebrantado 119.104.
diante Nesses
de Deus dois versículos
e o coração
começa a detestar o pecado. Um divórcio da vida do mundo ocorre e continuará ao longo de toda a vida.
Nas palavras do hinário maravilhoso compilado por Ira D. Sankey encontramos estas palavras que
contam a história do arrependimento verdadeiro:
Ouve, meu Senhor, agora quero te falar;
Não mais, Jesus, me satisfaz de ti tão longe estar.
Não espero minha vida parecer contigo;

Venho hoje — reconheço que eu pequei, te digo.


Ajuda-me, que amando-te, de mim eu me esqueça,
E que meu coração reflita a ti, e o reconheça.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 88. Quais são os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da
redenção?
Resposta: Os meios exteriores e ordinários pelos quais Cristo nos comunica as bênçãos da redenção são
as suas ordenanças, especialmente a Palavra, os sacramentos e a oração, todos os quais se tornam
eficazes aos eleitos para a salvação.
Referências Bíblicas: Mt 28.19-20; At 2.41-42.

Perguntas:

1. Quem comunica esses benefícios aos crentes e quais são esses benefícios?

Cristo comunica esses benefícios pois essa é sua responsabilidade. São todos benefícios que Cristo
comprou para os eleitos tanto aqui como para sempre.
2. Como esses benefícios são comunicados aos cren tes?
Esses benefícios são comunicados aos crentes pela mediação de Cristo que trabalha por meio das
ordenanças.
3. Por que chamamos os benefícios da redenção de "suas ordenanças " ?

Esses benefícios são chamados ordenanças dele porque ele as instituiu na sua Palavra e ele é o Cabeça
da Igreja.
4. Por que esta Pergunta afirma "especialmente a Palavra, os sacramentos e a oração...." ? Estes
três meios são citados porque são os principais meios exteriores na comunicação dos benefícios da
redenção. Isso é ensinado em At 2.42. Não significa que os outros meios não sejam importantes.
Simplesmente quer dizer que estes são mais importantes.

5. Por que esses são chamados de "meios exteriores"?


São chamados de meios exteriores para distingui-los dos meios interiores tais como fé e arrependimento,
que são os meios interiores poderosos do Espírito Santo.
6. O que se entende por "salvação " nesta Pergunta?

Por salvação, nesta Pergunta, entende-se a doutrina completa da salvação. Significa o começo do
livramento do pecado; a posse da nova vida e a felicidade que resulta dessa vida; o viver para Deus dia
após dia; a bem-aventurança que virá quando o crente chegar à glória.

OS MEIOS DE GRAÇA
Quando ouvimos essas palavras, devemos pensar imediatamente na Palavra, nos sacramentos e na
oração. Não pensamos nelas como faz a Igreja Católica Romana, como ritos que têm o poder de conferir
graça. Ao contrário, a Fé Reformada sempre pensou nelas como sendo aqueles meios indicados por Deus
para o propósito de transmitir graça. A maneira de transmitir a graça vem mediante o poder do Espírito
Santo.
A dificuldade para o crente sempre vem quando ele não faz o uso apropriado dos meios de graça. Quer
seja por mau uso ou por falta de uso, o efeito resultante será uma vida que não agrada ao Senhor. É
especialmente verdade, na igreja da época atual, que é preciso fazer um uso apropriado dos meios de
graça. Pedro escreve: "Que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos
profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos, tendo em
conta, antes de tudo, que nos últimos dias virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo
as
dospróprias
meios depaixões" (2 Pe dias
graça nesses 3. 2,de
3).apostasia
Chegou onatempo
igreja.em que os crentes precisam fazer o uso apropriado
Qual é a melhor maneira de fazer uso dos meios de graça? Primeiro, precisamos estar convencidos de
que é importante que os conheçamos e que façamos uso deles. Devemos reconhecer que vêm de Deus,
que sua eficácia depende somente de Deus, não do homem nem da igreja. Esse é um dos maiores perigos
diante de nós hoje, o da falsa visão dos meios de graça.
Segundo, devemos preparar-nos para que sejam usados em nós. Não podemos esperar que Deus opere em
corações despreparados, corações que estão abrigando pecado. Devemos nos preparar para usá-los
dizendo com Paulo, "Educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no
presente século, sensata, justa e piedosamente" (Tito 2.12).
Terceiro, devemos fazer uso dos meios de graça. Fazer uso deles é usá-los! Devemos estudar sempre a
Palavra, cuidando que cada dia nos veja dando tempo a isso. Nunca devemos perder uma oportunidade
de participar da Ceia do Senhor e devemos sempre observar os votos pactuais que fizemos no batismo.
Devemos orar sem cessar, sabendo muito bem que uma vida vazia de oração será uma vida infrutífera.
Que Deus nos ajude a reconhecer os meios de graça como sendo essenciais ao nosso bem-estar
espiritual!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 89. Como a Palavra se toma eficaz para a salvação?

Resposta: O Espírito de Deus torna a leitura e, especialmente, a pregação da Palavra, meios eficazes
para os pecadores, para os edificar em santidade e conforto, por meio da fé para a salvação.
Referências Bíblicas: SI 19.7; SI 119.130; lTs 1.6; Rm 1.16; Rm 16.25; At 20.32. Perguntas:

1. A que se refere a "palavra " nesta pergunta e como ela se torna eficaz?

A "palavra" são as Escrituras do Antigo e do Novo Testamentos, essa revelação de Deus. Torna-se eficaz
quando é pregada, mas também ao ser lida.
2. Como deve ser lida a palavra de Deus?
A Pergunta 157 doCatecismo Maior nos diz o seguinte: "As Santas Escrituras devem ser lidas com um
alto e reverente respeito; com firme persuasão de serem elas a própria Palavra de Deus; e de que
somente ele pode habilitar-nos a entendê-las".
3. Quem tem o direito de pregar a Palavra de Deus?
Aqueles que são chamados por Deus para pregar a Palavra (lT m 4.14) e que receberam dons de Deus
(Ml 2.7).
4. Como a Palavra de Deus deve ser pregada?
Novamente nosso Catecismo Maior nos diz na Pergunta 159 que é para,"... pregar a sã doutrina,
diligentemente, em tempo e fora de tempo, claramente, não em palavras persuasivas de humana
sabedoria... fielmente,... sabiamente,... zelosamente,... since-ramente....".
5. Por que a Palavra de Deus é chamada de "Primeiro Meio de Graça "pela Fé Reformada?

E chamada assim porque a Bíblia declara isso. Quando a Palavra é pregada, almas são salvas e
edificadas na fé, segundo a Bíblia.
6. De que maneira os pecadores são convertidos e edificados na fé pela pregação da Palavra?

Os pecadores são convertidos e edificados na fé pelo Espírito à medida que a Palavra é pregada. O
Espírito abre seus olhos, faz com que se voltem das trevas para a luz, e então começa neles a obra da
santificação.

PALAVRA EFICAZ — PARA SER OUVIDA!

O homem que é chamado para pregar a Palavra de Deus tem pelo menos um consolo em meio a uma vida
difícil e penosa: a Palavra, a pregação dela, é eficaz! Deus assim prometeu na Bíblia. Paulo fala em 1
Tessalonicenses 2.13 sobre "... a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós,
os que credes". A Palavra de Deus é também eficaz na condenação dos homens. Ou levará as pessoas a
Cristo ou as levará à condenação se se recusarem crer. Um dos puritanos na América costumava
dizer: "Terrível é a situação daqueles que vão carregados de sermões para o inferno". A palavra de Deus
é "viva e eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes" e podemos louvá-lo por isso.
Anda por aí no mundo de hoje uma crença falsa. Esta crença, que parece ser propalada mais por homens
do que por mulheres, é que alguém pode ser um bom cristão mesmo que não freqüente a igreja. Repetidas
vezes ouvimos essa declaração ser feita por aqueles que professam ser cristãos. Argumenta-se que
realmente não é necessário estar na igreja toda vez que a Palavra é pregada. Na verdade essa é uma das
mentiras mais sutis do diabo! "Como ouvirão, se não há quem pregue?" ainda está na Bíblia e é tão certo
e importante quanto qualquer outro versículo. A exortação para não deixarmos de nos congregar ainda
está na da
à parte Bíblia. E mesmo
pregação assim os
e do ensino dahomens
Palavra.persistem em pensar que podem viver a vida de um bom cristão
Além daquilo que a Bíblia afirma com respeito ao assunto, há mais outra prova claríssima. Qualquer
pastor do Evangelho lhe dirá quais de seus membros, com poucas exceções, são os que têm as seguintes
características: 1) Trabalhadores dispostos da vinha do Senhor; 2) Sempre prontos a instruir e
testemunhar; 3) Capazes de lidar com os problemas que aparecem em sua vida. Os membros com essas
características são aqueles que são fiéis em cuidar do ensino e pregação da Palavra. São os fiéis de
Deus, aqueles a quem ele convoca repetidas vezes para fazer sua obra. São as famílias, com poucas
exceções, cujos filhos são verdadeiramente criados no nutrimento e disciplina do Senhor.

A Palavraquando
presente é eficazelae todos nós temos
é ensinada a responsabilidade
ou pregada. assombrosa
Deus fará grande de cuidar
e poderosa obra disso,
em nósdeesempre estar
por nosso
intermédio quando formos fiéis a esse respeito.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 90. Como se deve ler e ouvir a Palavra a fim de que ela se torne eficaz para a salvação?

Resposta: Para que a Palavra se torne eficaz para a salvação, devemos ouvi-la com diligência,
preparação e oração; recebê-la com fé e amor, guardá-la em nosso coração e praticá-la em nossa vida.
Referências Bíblicas: Pv 8.34; IPe 2.1; SI 119.18; Hb 4.2; Lc 8.15; Tg 1.25.Perguntas:

1. Como devemos nos preparar para ler e ouvir a Palavra?

Ao ler e ouvir a Palavra, precisamos nos lembrar que ela tem o respaldo da autoridade de Deus e que ele
nos fala por meio desta Palavra.
2. Que mais precisa ser f eito para se estar adequadamente preparado para ler e ouvir a Palavra?
Precisamos preparar nosso coração separando-nos do mal para a santidade. Precisamos fugir das coisas
que estão nos impedindo de caminhar com o Senhor e seguir os caminhos da justiça. E mais, precisamos
preparar nosso coração pela oração, orando para que o Senhor abençoe a Palavra de Deus ao nosso
coração e a torne eficaz em nossa vida.

3. Comovamos "ouvi-la com diligência" ?


Precisamos ser diligentes em prestar muita atenção à pregação, ao ensino e à leitura da Bíblia.
Precisamos afastar de nossa mente, pela graça de Deus, todas as coisas que poderiam nos servir de
impedimento (Pv 2.1,2, 5).
4. Como devemos receber a Palavra?

Devemos recebê-la com fé e amor. A fé mencionada aqui é, no geral, um consentimento por parte do
ouvinte de que a Bíblia é, de fato, a Palavra de Deus; e uma aceitação de seu ensino em todas as partes
da vida. O amor mencionado aqui é uma atitude de alta estima pela Palavra de Deus, um prazer muito

grande nela e um desejo sincero de torná-la parte de nossa vida.


5. Qual é a prova de nossa preparação correta e uso certo da Palavra de Deus?

A prova se encontra em continuamente armazená-la no coração e dispor-se a obedecê-la a cada dia, no


desejo de tê-la como regra de nossa vida.

O TESTEMUNHO DE APOLO

No capítulo 18 de Atos aparece o relato sobre "um judeu chamado Apolo", contando que ele era
poderoso nas Escrituras e que foi usado pelo Senhor com grande poder. Muitas vezes perguntamos por

que Deus não


dificuldade nosque
seja usanão
mais. Talvez
sejamos nossa resposta
"poderosos esteja no relato
nas Escrituras", de Apolo. Quemnão
e conseqüentemente, sabenos
nossa
mostremos
fervorosos no caminho do Senhor.
Por certo poderiam existir muitas razões de não sermos "poderosos nas Escrituras" e faltaria tempo para
mencioná-las todas aqui. Às vezes, contudo, só podemos pensar se nossa falta não se encontra em não
estarmos persuadidos do seguinte fato: As Escrituras são mesmo poderosas! Charles Hodge gostava de
dizer a seus alunos do Seminário de Princeton que "as Escrituras são como o oceano, ilimitadas e
insondáveis. Nenhuma pessoa jamais pode esgotar as reservas de conhecimentos entesouradas no
oceano". Repetidas vezes o Senhor nos prova isso. Encontramos em nossa leitura da Palavra de Deus
tesouro após tesouro. Encontramos a Palavra de Deus cheia de princípios que irão abençoar nossa alma à
medida que nos dispomos a escondê-las em nosso coração. Vejamos se podemos enumerar alguns dos
tesouros armazenados e oremos para que possamos usá-los nos dias que temos pela frente.
.... As Escrituras são eternas — João 1.1, 2; Hb 13.8.
.... As Escrituras são verbalmente inspiradas, infalíveis — ICo 2.13; 2Tm 3.16; lTs 2.13.
.... As Escrituras contêm o único caminho da salvação — Jo 5.24; At 4.12.
.... As Escrituras nos capacitam a viver uma vida abundante — Jo 8.31 -32; Atos 20.32.
.... As Escrituras são cheias de sabedoria — 2Tm 3.15; Pv 1.7.
.... As Escrituras têm toda a autoridade — Is 8.20; Ap 22.18.
.... As Escrituras têm um propósito — 2Tm 3.16-17.
Alguém disse certa vez que a Bíblia satisfaz todas as necessidades do ser humano. Fornece redenção,
direção e um futuro garantido! Ao alcance de nossa mão temos este depósito cheio. Será que nosso
testemunho será igualado ao de Apolo, será que dirão que somos poderosos nas Escrituras?
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 91. Como os sacramentos se tornam meios eficazes para a salvação?
Resposta: Os sacramentos tornam-se meios eficazes para a salvação, não por alguma virtude que eles ou
aqueles que os ministram tenham, mas somente pela bênção de Cristo e pela obra do seu Espírito
naqueles que pela fé os recebem.
Referências Bíblicas: IPe 3.21; Mt 3.11; ICo 3.6-7; ICo 12.13.

Perguntas:
1. Nesta Pergunta, o que se compreende por "meios eficazes para a salvação”?
Os "meios eficazes para a salvação" são os decretos de Deus pelos quais ele executa o fim que ele tem
em vista, o de salvar nossa alma (Rm 1.16).
2. Qual é o senti do das palavras "não por al guma virtude que eles t enham ” nesta Pergunta?
As palavras "não por alguma virtude que eles tenham" significam apenas que os sacramentos não têm
poder em si, conforme expressam as palavras doCatecismo Maior. Os sacramentos são simplesmente os
meios de graça exteriores e ordinários e não têm eficácia em si para conferir salvação.
3. Por que é tão importante fazer essa distinção?

É importante fazer essa distinção por causa da posição assumida pela Igreja Católica Romana. Eles
mantêm que os sacramentos do Novo Testamento são causas verdadeiras, apropriadas e imediatas de
graça. Insistem em que o poder deles flui da ação sacramental de receber o elemento exterior.
4. O que se quer dizer aqui com "a bênção de Cristo”?
A "bênção de Cristo" é seu divino poder e vida. Calvino declara: "Os sacramentos executam sua função
só quando acompanhados pelo Espírito, o Mestre interior, cuja energia é a única que penetra o coração,
agita as afeições e obtém acesso para os sacramentos penetrarem em nossa alma. Se ele falta, os
sacramentos nada mais são do que o sol que brilha nos olhos de um cego, ou sons que são pronunciados
nos ouvidos de um surdo".
5. Como recebemos os sacramentos pela fé?
Nós os recebemos pela fé pela oração para que o Espírito Santo faça sua obra em nosso coração, dando-
nos a graça de crer em Cristo e aplicar a Palavra dele à nossa vida.

CRISTO E OS SACRAMENTOS

Muitas vezes a igreja de Jesus Cristo tem sido desviada da rota por aqueles que insistem em que eles têm
algum poder a transmitir na administração dos sacramentos. Isso tem ocorrido principalmente na Igreja
Católica Romana que insiste que a eficácia dos sacramentos depende da "intenção do sacerdote"
oficiante. Quem segue a linha da Fé Reformada certamente se opõe a tal ensino. Mas muitas vezes
aqueles que aprovam os Padrões de Westminster não estão bem certos sobre qual deveria ser o ensino
correto.
Ao pensar nos sacramentos, devemos reconhecer que a presença de Cristo realmente é a presença do
Espírito Santo. A Fé Reformada nunca ensinou que é a presença de Cristo conforme ele era no seu
ministério aqui na terra. A Fé Reformada sempre ensinou que Cristo vem nesse contexto pelo Espírito
Santo que ele enviou. É a bênção de Cristo por meio da obra do Espírito Santo. Portanto, nenhum dos
dois pode ser separado dos sacramentos.
O Espírito Santo é mediador da presença de Cristo de duas maneiras nos sacramentos. Primeiro, o
Espírito Santo
momento apresenta-nos
em que Cristo. FazCristo
estamos participando. com que
nãoCristo
é umaesteja
pessoapresente
distantepara
que nós naquele demais,
é antiquado dia, naquele
desatualizado demais para nós hoje. O Espírito Santo torna Cristo nosso contemporâneo.
Em segundo lugar, o Espírito Santo é mediador da presença de Cristo quando nos habilita, em termos
espirituais, a sermos transportados de nossos pesares, nossas dificuldades e nossas aflições à presença
de Cristo. Podemos ver este ensino em Colossenses
3. Somos habilitados a colocar nosso afeto nas coisas de cima e não nas coisas aqui da terra.
Tudo isso acontece pela bênção de Cristo somente. Não acontece em virtude da igreja específica à qual
pertencemos. Não acontece por causa do maravilhoso pastor (a nossos olhos) que está administrando o
sacramento. Não acontece porque conseguimos por esforço próprio nos colocar numa certa disposição de
espírito para participar. E por Deus, em Deus, por meio de Deus — pois ele é que "dá o aumento, o
crescimento". Quando chegamos em fé há de fato uma bênção para nós e isso nos eleva, tirando-nos do
mundo perturbado. Louvado seja Deus por Cristo e sua obra no sacramento!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 92. O que é um sacramento?

Resposta: Um sacramento é uma santa ordenança, instituída por Cristo, na qual, por sinais sensíveis,
Cristo e as bênçãos do novo pacto são representados, selados e aplicados aos crentes.
Referências Bíblicas: Gn 17.7-10; Êx 12; ICo 11.23-26.

Perguntas:

1. De onde obtivemos a palavra "sacramento"?

A palavra "sacramento" é uma palavra teológica, e não uma palavra bíblica. A palavra vem do latim e foi
usada pelos romanos para designar seu juramento militar. Os soldados prometiam, ao prestar esse
uramento, que não abandonariam o estandarte de seu líder.
2. Como a palavra "sacramento" é usada pela igreja atualmente?
Corretamente usada, significa algo sagrado. É um compromisso solene de ser do Senhor.

3. Por que chamamos o sacramento de uma "ordenança sagrada " ?


É chamada de "ordenança sagrada" porque foi instituída por razões sacras.
4. E necessário que um sacramento seja "insti tuído por Cristo"?
Nosso Catecismo Maior emprega as palavras "uma santa ordenança... instituída por Cristo em sua Igrej
a" e nossa Confissão declara "imediatamente instituído por Deus". Paulo expressa essa necessidade com
suas palavras em 1 Coríntios 11:23 - "Porque eu recebi do Senhor...."
5. Quais são as duas partes de um sacramento?

As duas partes de um sacramento são: 1) Os sinais exteriores ou sensíveis; 2) A graça interior, a parte
espiritual.
6. Como podemos reunir essas duas partes?

Podemos reuni-las ao reconhecer que as graças interiores são representadas pelos sinais exteriores.
7. Por que os benefícios só se aplicam aos crentes?
Eles se aplicam aos crentes porque são só os crentes que têm a verdadeira fé que lhes permite discernir e
aplicar a graça espiritual envolvida. É só o crente que tem de Cristo uma verdadeira e efetiva aplicação
do sacramento.
QUEBRA DO PACTO

Como já estudamos mais profundamente a questão dos sacramentos, somos agora mais responsáveis do
que antes de nosso estudo. Aprendemos como os sacramentos são eficazes na salvação e aprendemos o
que um sacramento é e quais são suas duas partes. Aprenderemos mais ao prosseguir em nosso estudo de
cada sacramento. A pergunta que se nos apresenta agora é: Ousamos deixar de participar nos
sacramentos? Podemos negligenciar isso?
À essa pergunta, a maioria dos membros de igreja certamente teria a resposta certa. O problema é que
para muitos membros de igreja a resposta será puramente acadêmica. É acadêmica e eles provam isso
pelas suas ações. Em suma, são violadores do pacto!
É freqüente demais deixarmos de perceber que negligenciar os sacramentos do Batismo e Ceia do Senhor
nos torna
selos violadores
da aliança do pacto.de
era chamada Noviolação
Antigo pactuai
Testamento
pelo fica
Deusmuito claro que
Onipotente a negligência
e Soberano. dos sinais
No entanto, e
muitas
vezes deixamos de reconhecer que os equivalentes do Novo Testamento devem ser chamados de violação
pactuai pelo mesmo Deus.
Repetidas vezes os pastores enfrentam o problema de pais que, sendo membros de uma igreja que ensina
e pratica o batismo infantil, são negligentes nessa importante área de apresentar seus filhos para o
batismo. O maior problema, contudo, é o membro de igreja que se ausenta da Ceia do Senhor
seguidamente. Não parece haver nenhuma atitude de obrigação por parte do crente a esse respeito.
Charles Hodge, em seu livroThe Way ofLife (O Caminho da Vida), afirmou que "a confissão pública de

Cristo é umaque
ordenanças condição indispensável
ele instituiu; que essasdoordenanças
discipulado;
nãoque essa são
apenas confissão deve
os sinais ser feita
e selos atendendo-se às
de bênçãos
espirituais, como se tornam, pela atuação do Espírito Santo, meios efetivos de graça para o crente; que
sua prática é, portanto, uma obrigação indispensável..." Que Deus nos conserve fiéis nesse respeito. Que
possamos nunca ser considerados violadores do pacto perante ele!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 93. Quais são os sacramentos do Novo Testamento?

Resposta: Os sacramentos do Novo Testamento são o batismo e a ceia do Senhor.Referências Bíblicas:


Mt 28.19; Mt 26.26-28; Gn 17.24-27; Êx 12.22-27.
Perguntas:

1. Quais eram os sacramentos do Antigo Testamento?

Havia dois sacramentos sob o Antigo Testamento: a circuncisão e a páscoa.


2. Quando foi a circuncisão instituída pela primeira vez e qual o sentido espir itual? Foi instituída no
99° ano da vida de Abraão. Naquela ocasião ele, e todos os homens de sua casa foram circuncidados. O
sentido espiritual da circuncisão é que significava a impureza e corrupção da natureza, a necessidade da
regeneração; e o de ser implantado em Cristo a fim de participar dos benefícios de sua mediação,
untamente com uma promessa solene de pertencer ao Senhor.
3. O que foi a páscoa e quando foi instituída?

A
fatopáscoa foi instituída
de o anjo na saída
ter "passado do Egito
por cima" dos filhos
das casas de Israel.em
dos israelitas Foique
chamada dedo
o sangue páscoa em referência
cordeiro ao
pascoal tinha
sido colocado na verga horizontal e nos umbrais das portas.
4. Quais são os sacramentos do Novo Testamento?
Os sacramentos do Novo Testamento são: o batismo e a Ceia do Senhor.
5. De que forma os sacramentos do Novo Testamento substituem os do Antigo Testamento?
O Batismo substitui a circuncisão e a Santa Ceia substitui a Páscoa.

6. Quais são os sacramentos segundo a Igreja Católica Romana?


A Igreja Católica Romana declara que há sete sacramentos. Além do batismo e da ceia do Senhor eles
acrescentam a confirmação, a penitência, a ordenação, o casamento e a extrema-unção.
INSÍGNIAS DE MEMBRO
Há muitos membros na igreja de hoje que não conseguem entender porque certos crentes insistem em dar
ênfase ao Batismo e à Santa Ceia. Pode-se ouvir o clamor dos críticos repetidas vezes. "Não gostamos de
ouvir o termo 'sacramento' porque soa muito como se fosse a igreja católica romana". Ou então: "Não
sentimos que devemos dar qualquer importância aos sacramentos porque quem é importante é Cristo!"
Nem é preciso que se diga que esses críticos dos sacramentos não estão bem versados nos Padrões de
Westminster, porque os Padrões enfatizam bem os sacramentos.
A Igreja verdadeira, que foi formada por Deus em comunidades exteriores visíveis, deve ter certas
insígnias divinamente instituídas para identificar quem pertence a ela. Essas insígnias são os
sacramentos. São insígnias que servem para marcar, para distinguir a verdadeira igreja. Essa é uma razão
pela qual devemos enfatizar os sacramentos.
A segunda razão é, de diversas maneiras, mais importante do que a que acabamos de ver. Somos
ensinados nos Padrões de Westminster que a Igreja e o reino de Deus se baseiam num pacto (Confissão,
Capítulo 7). Aprendemos que um pacto é simplesmente um entendimento ou acordo mútuo, e que o pacto
imposto por um superior sobre um inferior é simplesmente uma promessa condicional. É, então, o modo
de Deus tratar com seu povo. Ele lhes ordena, ele lhes promete e ele os ameaça. Tudo isso é realizado no
pacto. Os sacramentos desempenham um papel importante nisso, visto que os sacramentos são os selos
visíveis pelos quais o pacto é ratificado e seus benefícios simbolizados para todos os que aceitam os
termos dele.
O que tudo isso significa para o crente? Significa que ele deve ser fiel em seu uso desses sacramentos.
Deve reconhecer que são ordenados por Deus para que sejam meios de graça — não os únicos meios —
mas meios divinamente constituídos. Ele deve saber que o uso que ele faz desses meios é uma obrigação
que Deus lhe impõe. Deve perceber que os sacramentos são testemunhas eficazes das verdades centrais
do Evangelho.
Que Deus nos ajude a fazer uso destas "Insígnias de Membro" e a usá-las de maneira fiel, tudo para a
glória de Deus.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 94.0 que é batismo?

Resposta: O Batismo é o sacramento no qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo, significa e sela a nossa união com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da graça, e nosso
compromisso de pertencermos ao Senhor.
Referências Bíblicas: Rm 6.4; G1 3.27; Ef 5.25-26; Mt 28.29.

Perguntas:

1. Quais são os pontos essenciais n a definição de batismo conforme se encontra em nossos Padrões?
Os pontos essenciais das definições são: 1) É o lavar com água; 2) É o lavar em nome do Pai, do Filho e
do Espírito Santo; 3) É realizado com o objetivo demostrar que fomos selados e somos participantes.
2. O que é essencial ao batismo?
O batismo é essencialmente um lavar com água. Nenhuma modalidade específica de lavagem é essencial,
porque não há uma forma especificada na ordem dada. A água é ordenada porque é um símbolo natural de
purificação moral
derramado por nóseefoi
do assim
fato deestabelecida no ritual
o nosso coração de Moisés.
ter sido E um
aspergido símbolo
de uma do sangue
consciência má.de Cristo que foi
3. Quem é o autor do batismo?
O Senhor Jesus Cristo é o autor do batismo e ele o instituiu logo antes de sua ascensão ao céu (Mt 28.19).
4. Em nome de quem somos batizados e o que signifi ca isso?

Somos batizados no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e isso significa nosso batismo na
autoridade do Pai, do Filho e do Espírito Santo e nossa fé na Trindade, a quem confessamos e
obedecemos.
5. O que se quer dizer com nossa união em Cristo?
Quando somos enxertados ou implantados em Cristo, somos separados de nossa velha natureza e somos
unidos a Cristo e portanto podemos crescer nele e produzir fruto para ele. A justiça dele nos é imputada
(G1 3.27).
6. Quais são os benefícios do pacto da graça que nós recebemos?

Somos admitidos à igreja visível, nossos pecados são remidos, somos regenerados e adotados e
ressurretos para a vida eterna.
UM SACRAMENTO CORRETAMENTE USADO

É freqüente demais, em igrejas que subscrevem a doutrina reformada, o sacramento do batismo não ser
levado devidamente à sério. Muitos pais são culpados da atitude de considerar que sua tarefa está
cumprida quando mandam batizar seu filho. Muitas igrejas se congratulam piamente quando mais uma
criança é batizada, e sentem que sua tarefa foi completada. O sacramento do batismo muitas vezes é
usado erroneamente.
Faz bem, de quando em vez, rever nossas crenças sobre uma doutrina em particular. Com respeito ao
batismo, precisamos ser lembrados, muitas vezes, que sem ele uma pessoa pode ser salva e com ele uma
pessoa pode se perder! Nós não cremos na necessidade do batismo para a salvação. Cremos, isto sim,
que é pecado negligenciá-lo: "... [é um] grande pecado menosprezar ou negligenciar essa ordenança". E
novamente: "A eficácia do batismo não se limita ao momento em que é administrado; contudo,
pelo devidopelo
e conferida uso dessa ordenança,
Espírito Santo..." a(Confissão
graça prometida é não
de Fé, 28. somente oferecida, mas realmente manifestada
5, 6).
Lembro-me de certa vez ter ouvido um pastor celebrar uma "renovação dos votos do batismo" em sua
igreja. Tinha diante dele um grupo de uns vinte ou trinta pais. Perguntou-lhes: "Têm vocês, como pais,
estado gravando em seus filhos o fato de que não precisam ter medo de morrer porque se eles amam o
Senhor Jesus e crêem que Jesus derramou seu sangue por eles e se eles confiam nele para lavar seus
pecados, eles serão salvos?" Foi uma ocasião séria e foi uma pergunta séria. Certamente foi um uso
correto desse sacramento.
Uma das dificuldades atuais, nas igrejas comprometidas com a fé Reformada, é que esquecemos nossa
responsabilidade
nenhuma branduradeà parte
ensinar
da nossos filhos
oferta de seu (como
Filho. Aparte de diz
Bíblia nossos
que votos de batismo)
"não existe nenhumque Deus
outro nãodado
nome, mostra
entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos". Precisamos lembrar que há duas coisas que
devemos conservar diante de nossos filhos batizados na infância antes que possam ser salvos: 1)
A guarda das promessas pactuais pelos pais; 2) A pública profissão da criança em Jesus Cristo. E esta
última deve ser seguida de frutos na vida.
John Murray expressou isso bem quando disse: "Supor que se possa manter qualquer confiança com
respeito à graça pactuai significativa e selada pelo nosso batismo, se não temos temor de Deus, se
violamos o pacto de Deus e andamos contrário a seus mandamentos, será uma contradição". Que Deus
nos ajude a usar esse sacramento corretamente!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 95. A quem deve ser ministrado o Batismo?

Resposta: O Batismo não deve ser ministrado àqueles que estão fora da Igreja Visível, enquanto não
professarem sua fé em Cristo e obediência a ele; mas os filhos daqueles que são membros da Igreja
Visível devem ser batizados.
Referências Bíblicas: At 8.36; At 2.38-39; ICo 7.14; Ef 2.12. (Ver versículos abaixo)Perguntas:

1. É bíblico administrar o batismo a todas as pessoas?


Não. Somente os que são membros da igreja visível, que fazem parte do pacto, são habilitados para o
batismo.
2. Como podem os infantes s er batizados, um infante que não pode arrepender-se e crer e assi m
tornar-se membro da igreja visível?

Nosso Catecismo Maior ensina-nos que a igreja visível é constituída de "todos que professam a
verdadeira religião e de seus filhos".

3. Será que se pode explicar, em forma de esboço, a prova de que infantes devem ser batizados?
Os seguintes passos são compreendidos, e deve-se lembrar que esses passos visam simplesmente motivar
seu próprio estudo sobre essa doutrina importante:
1) Quando você considera o batismo infantil, estará baseando sua crença naquilo que chamamos de
"Teologia Pactuai" pois a prática do batismo infantil é vitalmente relacionada com o pacto da graça.
2) O infante deve ser filho de um pai (ou pais) crentes para ser considerado parte do pacto (ICo 7.14;
At 2.38, 39).
3) Deus estabeleceu um pacto da graça com Abraão e esse pacto incluía crianças (Gn 17.7; 11, 12).
4) O pacto do Antigo Testamento e o pacto do Novo Testamento são substancialmente o mesmo, e Deus
prometeu que seria um pacto perpétuo (Gn 17.7; G1 3.1314; Rm 4.3).
5) O rito da circuncisão simbolizoua salvação no Antigo Testamento e foi sinal do relacionamento
pactuai entre Deus e seu povo. O batismo no Novo Testamento simbolizou o mesmo (Gn 17; Dt 10; Rm 4;
Cl 2.11-12).
6) O povo de Deus, por causa dos ensinos que acabamos de ver, recebeu a ordem de colocar o sinal do
pacto sobre si e seus filhos.

UM FILHO DA ALIANÇA
A expressão usada no título aqui é uma herança negligenciada. No dia de hoje raramente é usada nas
igrejas presbiterianas. O próprio fato de não ser enfatizada certamente indica a terrível acusação a ser
colocada aos pés de pais crentes, a de serem infiéis às promessas que fizeram a Deus!
Em dias passados havia uma ênfase na doutrina da aliança, do pacto, sobretudo em referência aos filhos
de crentes. A Bíblia ensina que Deus promete a pais crentes que sua graça será ativa na parte de seus
filhos. No entanto esta graça depende de os pais desempenharem fielmente seus votos batismais. A Bíblia
ensina que o filho do pacto tem uma herança a receber. Que esperança maravilhosa e gloriosa!
É verdade que há um grave perigo no mau uso dessa doutrina. No passado houve aqueles que ensinavam
erradamente que a herança compreendida era a da salvação. Tal ensino contraria a Palavra de Deus pois
nunca o indivíduo herda a salvação. Os filhos pactuais simplesmente herdam as promessas de Deus. Não
é uma promessa
crente automática,
cumprir (ou e sim cumprirem)
os pais crentes uma promessa condicional.
o que Deus cumprirá suas promessas se o pai
foi prometido.
O filho da aliança herda a certeza de que o favor de Deus lhe é dirigido porque ele é filho de um pai
crente (ou pais crentes). O filho do pacto herda os privilégios da igreja e é recipiente dos meios de
graça. O filho do pacto é uma criança privilegiada e com certeza é uma criança que Deus deseja salvar.
A dificuldade nessa área é que muitos filhos da aliança são motivados por pais infiéis a desejarem os
privilégios sem cumprirem as responsabilidades. O verdadeiro filho da aliança é aquele que é criado na
instrução e admoestação do Senhor, que chega à fé salvadora e que dá provas de ter em sua vida aquela
fé salvadora com os frutos do Espírito.

Será que você é um filho da aliança? Se é, que Deus o ajude a buscá-lo de todo o coração e alma e
mente!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 9 6.0 que é a Ceia do Senhor?

Resposta: A Ceia do Senhor é o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme a
instituição de Cristo, se anuncia a sua morte, e aqueles que participam dignamente tornam-se, não de uma
maneira corporal e carnal, mas pela fé, participantes do seu corpo e do seu sangue, com todas as suas
bênçãos para o seu alimento espiritual e crescimento em graça.
Referências Bíblicas: Mt 26.26-27; ICo 11.26; ICo 10.16; Ef 3.17.

Perguntas:

1. Quando nosso Senhor instit uiu este Sacramento?

Ele o instituiu na noite em que foi traído (ICo 11.23).


2. Quais são os elementos exteri ores da Ceia do Senhor e o que signif icam?
Os elementos exteriores são o pão que simboliza o corpo de Cristo, e o vinho que simboliza o sangue de
Cristo.
3. Quem deve ministrar este sacramento?

Assim como Cristo o ministrou primeiro, assim deve ser ministrado atualmente por pastores que foram
vocacionados para esse santo ofício.
4. Quando Cristo disse "Isto é o meu corpo" na instit uição deste sacramento, ele falava de seu corpo
verdadeiro?

Não. Ele não quis que tomássemos suas palavras mais literalmente do que tomamos literalmente as
palavras "Aquela rocha foi Cristo". Além disso, observe que Paulo afirmou que era "este pão" que
comemos (ICo 11.26), e não o corpo de Cristo.
5. Como o pão e vinho representam o corpo e sangue de Cristo?
Há nisso uma representação, sendo que assim como o próprio alimento nutriria e fortaleceria o corpo, do
mesmo modo, espiritualmente falando nós temos nossa alma nutrida e fortalecida ao participarmos em
obediência.
6. Quais são as três principais óticas com respeito à ceia do Senhor?

A visão católico-romana (transubstanciação) declara que há uma transformação do pão e vinho em corpo
e sangue verdadeiros de Cristo. A visão luterana (consubstanciação) concebe da presença de Cristo num
sentido físico embora os elementos continuem a ter a aparência e o gosto de pão e vinho. A visão
reformada é a presença espiritual de Cristo na Ceia do Senhor. É um selo e penhor daquilo que Deus faz
pelos crentes.
TOS SACRAMENTAIS

Nossos Pais Reformados nos ensinaram que há seis atos sacramentais compreendidos na Ceia do Senhor.
Muitas vezes essas coisas são ignoradas em nosso esforço maldirecionado para escapar de sermos
associados com a palavra "sacramento", visto haver entre tantos protestantes a teoria de que a palavra é
estritamente católico-romana. No entanto, a palavra cabe bem entre os adeptos da Fé Reformada. Estes
seis atos sacramentais — entendidos juntos em seu sentido verdadeiro — retratam ou dramatizam a
expiação de Cristo e o pecador recebendo-o pela fé. Quatro dos atos sacramentais foram realizados pelo
Senhor Jesus e dois deles pelos seus discípulos. Que Deus nos ajude a discernir uma nova visão da Ceia
do Senhor ao passá-los em revista.
Primeiro, ele tomou o pão e o copo da mesa onde a refeição pascal tinha sido feita e isso significou ele
ter tomado uma natureza humana (corpo e alma) para si quando nasceu neste mundo em Belém.
Segundo, ele impôs as mãos e abençoou, o pão e vinho — ou agradeceu por eles —, separando-os dos
usos ordinários para um propósito especial, religioso. Esse ato significou nosso Salvador ter sido
separado para sua obra especial como Redentor dos eleitos.
Terceiro, ele partiu o pão, um ato que significava o partir de seu próprio corpo ao ser pregado na cruz e
traspassado no seu lado após sua morte pela lança do soldado romano. Esse ato sacramental nos lembra
que não somos salvos pelos ensinos de Jesus ou pela sua vida somente, mas antes de tudo por sua morte
na Cruz.
Quarto, ele deu pão e vinho aos discípulos, significando a dádiva de Cristo a homens pecadores pela
infinita graça de Deus.
Quinto, seus discípulos tomaram (e nós tomamos) o pão e o vinho, significando que tomamos Jesus como
Salvador ao crer nele.
Sexto, seus discípulos comeram o pão e beberam o vinho, significando sua dependência de Cristo para a
vida espiritual e crescimento.
Veja como podemos ser lembrados pelos atos sacramentais de quanto nós lhe devemos e de quanto
dependemos dele continuamente para nosso crescimento em graça!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 97.0 que se exige para participar dignamente da Ceia do Senhor?

Resposta: Exige-se daqueles que desejam participar dignamente da Ceia do Senhor que se examinem
sobre o seu conhecimento em discernir o corpo do Senhor, sobre a sua fé para se alimentarem dele, sobre
o seu arrependimento, amor e nova obediência; para não suceder que, vindo indignamente, comam e
bebam para si a condenação.
Referências Bíblicas: ICo 11.28-29; Jo 6.53-56; Zc 12.10; lJo 4.19; Rm 6.4; ICo 11.27.

Perguntas:

1. Qual é a melhor preparação que podemos fazer para receber a Ceia do Senhor? Primeiro, a
melhor preparação para recebê-la é reconhecer que em nós mesmos não somos merecedores. Não
chegamos à mesa do Senhor por qualquer mérito próprio. Segundo, o melhor que fazemos para nos
preparar é chegar à mesa com um relacionamento certo com nosso Senhor. Isso compreenderia desfazer-
nos de coisas que são pecaminosas de acordo com a Palavra de Deus.
2. Como podemos examinar-nos a nós mesmos quando nos preparamos para participar? Podemos
nos examinar mediante um autojulgamento do seguinte: nosso verdadeiro sentimento de arrependimento;
nosso verdadeiro pesar piedoso pelos pecados; nosso amor para com Cristo e uns pelos outros; nosso
desejo sincero de caminhar em obediência à Palavra de Deus.
3. Qual o modo melhor de nos prepararmos quanto a nossa atitude para com Deus? Podemos nos
preparar verificando bem se nos dedicamos devidamente à oração e meditação. Da nossa parte, deverá
haver muita oração a ele, para que ele possa suscitar de nós toda a adoração possível a ele.
4. De que maneira podemos comer e beber juízo para nós mesmos?
Podemos participar indignamente ao negligenciar nossa preparação pessoal e chegarmos à mesa do
Senhor com pecado conhecido e não confessado em nosso coração.
5. Como seria possível Deus nos punir pela nossa participação indigna?

Ele poderia nos punir enviando sobre nós aflições físicas, mentais e espirituais. Quando chegamos
despreparados estamos insultando Deus pois trata-se da Mesa dele à qual nós somos os convidados.
6. Deve-se permitir a todos que partici pem?

Só devem ser permitidos participar aqueles que são crentes e que não estejam
vivendo de nenhuma forma escandalosa diante de Deus. (Observe oCatecismo

Maior, P. 172 e P. 173).


CHEGAR-SE DE MODO DIGNO
Chegar-se de maneira digna para adorar a Deus sempre constitui um problema para todos nós. Foi de
grande proveito para muitos de nossos pais presbiterianos o uso do "Culto Preparatório" nas igrejas. Em
muitas igrejas nossas faziam-se dois ou três cultos antes da Ceia para que o povo de Deus pudesse
encontrar ajuda para se preparar devidamente. Talvez nossas igrejas atuais devessem observar tal
costume.
Qual é a forma melhor de nos prepararmos para participar dignamente? Podemos ir reconhecendo que
devemos estar em quietude dentro de nossa alma. Não deve existir nada de trivial em nosso coração.
Devemos chegar olhando para a Cruz de Cristo, sabendo que foi lá que ele morreu por nós. Devemos
chegar com o sincero desejo de confessar todo pecado percebido em nosso coração.
Devemos estar com nosso coração erguido a ele para receber a cura que já nos concedeu. Ao nos
aproximarmos, devemos nos concentrar nos pecados terríveis de nosso coração que foram cancelados
por causa de sua morte. Devemos ir entoando-lhe nossos louvores por aquilo que ele fez por nós!
Lembre-se das palavras do Peregrino quando viu a Cruz, na alegoria de John Bunyan.
Até aqui vim carregado de meu pecado;
Nada aliviava a tristeza que senti
Enquanto não cheguei aqui;

Que lugar tremendo!


E precisa ser este lugar o início de minha alegria?
Ser aqui que de minhas costas rola o fardo?
Aqui que as cordas que o amarravam se arrebentam?
Abençoada cruz!
Abençoado túmulo!
Mais abençoado o Homem ultrajado por mim ali.
Devemos chegar lembrando-nos do que ele fez por nós e ir com um sentimento de dedicação a ele em
nossa vida nos dias a seguir. Bruce disse certa vez: "Olhe bem em que condição seu coração está para
com Deus e em que condição sua consciência está para com seu próximo". Devemos ir com a atitude de
Oséias quando disse: "Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a
ferida e a ligará". (Os 6.1). Que Deus nos ajude a sempre chegar à Mesa de maneira digna, tudo para
sua glória.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 98. O que é a Oração?

Resposta: A Oração é um santo oferecimento dos nossos desejos a Deus, por coisas conformes com a
sua vontade, em nome de Cristo, com a confissão dos nossos pecados, e um agradecido reconhecimento
das suas misericórdias.
Referências Bíblicas: SI 62.8; lJo 5.14; Mt 26.39; Jo 16.23; Dn 9.4; Fp 4.6.

Perguntas:

1. Alguns sentem que orar é simplesmente fazer pedidos a Deus. Será que essa é a única parte da
oração?

Não. As petições não são, certamente, a única parte da oração, embora sejam básicas à oração ao
oferecermos a ele nossos desejos.
2. Que outros tipos de oração são legít imos?
Podemos confessar em oração e podemos oferecer nossas ações de graça a Deus. No entanto, os assuntos
de nossas súplicas a Deus são importantes aos olhos dele.
3. Quando dizemos que devemos oferecer nossos desejos a Deus nós estamos falando simplesmente
no Pai?
E claro que não estamos querendo dizer com isso que seja simplesmente o Pai, embora a maioria das
orações seja oferecida assim, em o nome de Jesus Cristo. No entanto, quando oramos a Deus entende-se
que estamos nos dirigindo a todos os membros da Trindade.
4. Poderia enumerar algumas das coisas que seriam agradáveis à vontade dele em nossas orações?
Ao orarmos podemos pedir-lhe graça e força espiritual para cada dia, livramento de tentações, perdão de
nossos pecados, a visão daquele dia maravilhoso em que estaremos com ele e bênçãos para nossos
irmãos no Senhor.
5. Por que é necessário orarmos em o nome de Jesus Cristo?
Devemos orar no nome de Cristo porque nossa pecaminosidade é tão grande que nós não temos a
capacidade de alcançar Deus sem o Mediador que nos foi fornecido.
6. Por que é necessário confessar nossos pecados em nossas orações?

É necessário confessarmos nossos pecados porque ele não nos ouvirá se houver iniqüidade em nossos
corações (SI 66.18).
7. Quais são as misericórdias pelas quais devemos ser agradecidos?
Estas misericórdias são suas livres dádivas a nós, tanto espirituais como temporais. Sua misericórdia é
grande e graciosa, e sem ela não poderíamos viver.

ORAÇÃO É VITAL

No ano de 1898 dois membros do Presbitério de Nova York voltaram a seu trabalho depois de um
congresso bíblico. O Presbitério se reuniu. Um membro fez uma pergunta com respeito à vida de oração
dos irmãos: "Irmãos, façamos hoje confissão perante Deus e uns aos outros. Isso nos fará bem. Cada
pessoa que gasta meia hora por dia com Deus em oração queira levantar a mão". Ninguém se manifestou.
"Quinze minutos?" Nenhuma mão se ergueu. E o pastor disse então: "Oração, a força motriz da Igreja
de Cristo, e ninguém gasta quinze minutos por dia!"
Todos sabemos que a leitura bíblica e o estudo da Bíblia é importante para nós. Mas nossa oração diária,
sincera, regular é de suprema importância. Há um paralelo aqui entre o espiritual e o físico. Para o corpo
precisamos de ar para respirar. O ar espiritual que temos de respirar é nossa vida de oração. Quando a
oração começa a diminuir, a vida espiritual definha até tornar-se ineficaz.
E. M. Bounds, um grande guerreiro na oração, disse certa vez: "A oração é um privilégio, um privilégio
sagrado e principesco. A oração é um dever, uma obrigação premente, imperativa, que deve nos prender.
Mas a oração é mais do que um privilégio, mais do que um dever. É um meio, um instrumento, uma
condição. Não orar é perder muito mais do que uma derrota no exercício e gozo de um alto ou doce
privilégio. Não orar é falhar em questões muito mais importantes do que até mesmo a violação de
uma obrigação".
Já foi provado repetidamente na história da Igreja de Cristo que a prática da oração particular diária é de
suprema importância. Deus tem usado aqueles que fazem uso desse privilégio junto dele. Não queremos
sugerir que o estudo bíblico não seja importante. Mas quanto mais um crente conhece da Palavra de
Deus, mais ele conhece a importância de sua vida de oração. J. Sidlow Baxter disse uma vez que o
trabalho cristão era o "Pátio Externo" do Tabernáculo. O estudo bíblico era o "Lugar Santo" do
Tabernáculo. Mas a oração era o "Santo dos Santos" e precisava ser mantida sem cessar.
Quanto tempo passamos em oração? Será que já desenvolvemos o hábito sagrado da oração diária? Que
leiamos Apocalipse 5.8 e peçamos a Deus que não nos dê paz enquanto não formos consistentes em nossa
vida de oração!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 99. Qual é a regra que Deus nos deu para nos orientar em oração?
Resposta: Toda a Palavra de Deus é útil para nos orientar em oração, mas a regra especial de direção é
aquela forma de oração que Cristo ensinou aos seus discípulos, e que geralmente é chamada de Oração
Dominical.
Referências Bíblicas: 2Tm 3.16-17; lJo 5.14; Mt 6.9.

Perguntas:
7. Como pode toda a Palavra de Deus ser usada para nos dirigir na oração?
Toda a Palavra de Deus pode nos ser útil na oração ao instruir-nos em nossas obrigações com respeito a
nosso relacionamento com Deus. Se não tivéssemos princípios gerais da Palavra de Deus em nossa mente
seria impossível orarmos acertadamente (Rm 10.14).
2. Você poderia dar um exemplo de como um princípio da doutrina nos ajuda em nossa vida de
oração?

Sim,
dele aum bom exemplo
sabedoria de queseriam as funções
necessitamos; deque
saber Jesus
eleCristo.
é nossoSaber que elefazé com
Sacerdote nossoque
Profeta ajuda-nos
possamos ter uma ter
intercessor para nossas orações; saber que ele é nosso Rei ensina-nos que devemos viver em submissão a
ele, e isso certamente inclui nós nos disciplinarmos em oração.
3. Por que precisamos de direção em nossa oração?
Precisamos de direção na oração porque, ainda que a disposição de nossas almas tenha se tornado em
santidade pelo Espírito Santo, somos ainda pecadores e não estaríamos buscando Deus se deixados para
operar por conta própria.

4. Oração
"A Por que
doesta oração
Senhor" portem
ter osido
nome de ”A Oração
a resposta do rogodo Senhor”
dos em nossas
discípulos: doutrinas?
"Senhor, Tem
ensina-nos o nome de
a orar".
5. Esta oração contém todas as partes necessárias da oração?
Não, ela não tem a confissão de nossos pecados e a gratidão pelas misericórdias de Deus.
6. É esta a forma de oração que nosso Senhor quer que usemos?

Não, esta oração é simplesmente um modelo de oração, uma instrução em como devemos orar.
ORAÇÃO FUNDAMENTAL
Uma das dificuldades da vida de oração por parte de muitas pessoas é que elas tentam alguns dos
modelos mais avançados de oração antes de serem bem versadas na oração fundamental. O que é oração
no nível fundamental? É o simples procedimento de se fazer pedidos e dar graças.
Existem modelos mais avançados de oração. Há coisas tais como adoração, comunhão, luta espiritual,
intercessão e contemplação. Mas muitas vezes o crente novo — e muitas vezes o crente de muitos anos
— tenta usar alguns padrões mais avançados, fica desanimado e a vida de oração continua a sofrer. Como
podemos nos treinar para chegar a padrões mais altos algum dia?
Um dos métodos simples é usar um "Cartão de Oração" no bolso ou na Bíblia ou em sua bolsa, e manter
uma lista ordenada de coisas pelas quais você pode orar. A medida que lhe aparecem coisas pelas quais
pode orar, vá acrescentando-as, e ficará surpreso em ver como a lista cresce. Também ficará admirado
em ver como aumentará de sua parte a urgência para orar.

Essasóurgência
que podemospara
orarorar é umaestamos
quando das coisas
numdeestado
que mais necessitamos.
de ânimo Muitas
apropriado. vezesnos
Devemos parece que sentimos
lembrar que nosso
Deus Soberano conhece bem nossos estados de ânimo, e nos dará a graça, quando nos lançamos sobre
ele, de superar nossas baixas de ânimo e ser regulares e urgentes em nossa vida de oração.
O dr. J. Wilbur Chapman conta sobre quando John Nelson Hyde (O "Hyde da Oração") chegou a seu
quarto para orar. "Ele subiu a meu quarto, deu a volta na chave da porta, ajoelhou-se e esperou cinco
minutos sem que saísse de seus lábios uma só sílaba. Eu podia ouvir meu próprio coração pulsando e o
dele batendo. Eu soube que estava com Deus. Então, com o rosto voltado para o alto as lágrimas rolando,
ele exclamou 'O Deus!' Por cinco minutos silenciou novamente. Quando ele soube que estava falando com
Deus, vieram das profundezas de seu coração tais petições como nunca antes eu ouvira. Levantei-me de
minha posição de joelhos sabendo o que é a oração verdadeira!".
Precisamos de mais "Hydes da Oração" no dia de hoje. Você aceita orar um pouco comigo a oração
fundamental (Lucas 18.1)?
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 100.0 que nos ensina o prefácio da Oração Dominical?

Resposta: O prefácio da Oração Dominical, que é: "Pai nosso que estás no Céu", ensina-nos que nos
devemos aproximar de Deus com toda santa reverência e confiança, como filhos a um pai poderoso e
disposto a nos ajudar, e também nos ensina a orar com os outros e por eles.
Referências Bíblicas: Is 64.9; Lc 11.13; Rm 8.15; Ef. 6.18; At 12.5; Zc 8.21. Perguntas:

1. Quando dizemos "Pai Nosso" na oração estamos falando só de Deus o Pai?


Não. Estamos falando do Deus Triúno. O Pai é mencionado mas o Filho e o Espírito estão incluídos
porque são o mesmo na essência.
2. Todas as pessoas podem fazer esta oração?
Não. É uma oração que somente aqueles que são crentes em Cristo podem orar. Só os que têm o Espírito
Santo habitando neles por causa de seu relacionamento com Jesus Cristo podem clamar "Pai Nosso" e
sentir isso com sinceridade.

3. O que podem nos ensinar as palavras "Pai nosso" na oração?


Podem nos ensinar que é possível nós nos dirigirmos ao nosso Senhor com uma atitude semelhante
(embora seja mais profunda) à da criança quando se dirige ao pai terreno. É uma atitude de amor,
adoração e contentamento.
4. Por que é importante sabermos que Deus está no céu?

É importante para nós porque assim podemos lhe dirigir nossas orações para longe dos cuidados deste
mundo e esperar que nossas bênçãos nos venham do alto. Também deve nos ensinar a termos cuidado
com nossa atitude para com Deus, para que seja uma atitude santa e cuidadosa quanto às palavras que lhe

dirigimos (Ec 5.2).


5. Será que não é bom lembrar, quando oramos, que o prefácio contém a palavra "nosso" ?

Sim. Devemos nos lembrar disso constantemente. Isso nos deve ensinar que somos "um em Cristo Jesus"
e que não estamos sozinhos, seja qual for nosso problema ou dificuldade aqui na terra.

CESSO AO PAI!

A Palavra de Deus nos diz: "E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa
segundo a sua vontade, ele nos ouve" (1 Jo 5.14). Um maravilhoso segredo de nossa confiança é a

capacidade que temosToda


Escrituras Sagradas. de ser ouvidos
oração quepelo Pai Celeste.
fazemos dentro daTemos acesso
vontade ao Pai.
de Deus, É uma
oração promessa
ditada das
pelo Espírito
Santo — sendo consistente com a Palavra de Deus — chega ao ouvido de Deus.
Nosso Mediador, Jesus Cristo, senta-se à direita de Deus, fazendo intercessão por nós. É importante fonte
de nossa confiança ao viver a vida cristã a cada dia. Nunca precisamos nos preocupar em saber se ele
está nos ouvindo. Nunca precisamos pensar que estamos sozinhos. Nunca precisamos pensar que ele não
nos irá entender por causa de nossa incapacidade de expressar as coisas em palavras. Podemos apontar
com o dedo da fé para este versículo e SABER que ele nos ouve. Que privilégio maravilhoso!
No entanto, devemos lembrar que nosso acesso a Deus, esta maravilhosa capacidade de nos comunicar
com ele, acarreta uma responsabilidade de nossa parte. É a responsabilidade de nos comportarmos como
filhos de Deus! Muitas vezes parece que confiarmos em nossa posição teológica, e não em nossa atitude,
nosso relacionamento com nosso Pai por meio de Jesus Cristo. Se somos salvos de fato pelo sangue do
Cordeiro precisamos lembrar que nossas responsabilidades são maiores.
Da próxima vez que orarmos as palavras "Pai Nosso", seria bom nos perguntarmos: Com que espírito
estou orando? Será que estou orando com um espírito corrigido, com o reconhecimento de que em minha
carne não habita nada de bom? Estou me aproximando dele em oração tendo por senha a palavra
obediência? Estou disposto a me submeter a qualquer caminho a que ele me dirija em resposta a minha
oração? São palavras difíceis e duras para todos nós. Somos muito mais inclinados a ser
orgulhosos, sentir que estamos seguros em nossos movimentos teológicos, e dizer logo impensada-mente
"Pai Nosso", para depois procurarmos saber por que não temos o acesso a ele que pensávamos ser
automático.
Que Deus nos ajude a orar as palavras da próxima vez com o pleno reconhecimento do que significam e
de nossa verdadeira condição diante dele!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 101. Pelo que oramos na primeira petição?

Resposta: Na primeira petição, que é: "Santificado seja o teu nome", pedimos que Deus nos habilite, a
nós e aos outros, a glorificá-lo em tudo aquilo em que se dá a conhecer; e que disponha tudo para a sua
glória.
Referências Bíblicas: SI 67.1-3; 2Ts 3.1; Is 64.1-2; Rm 11.36; Is 11.9.

Perguntas:

1. Que se quer dizer com "petição", e quantas há na Oração Dominical?


A palavra "petição" significa simplesmente desejar ou pedir qualquer coisa. Há seis na Oração
Dominical e nós estamos considerando a primeira.
2. Como santificamos o nome de Deus?
Significaria, em palavras simples, glorificar seu nome. Por exemplo, Is 8.13 declara: "Ao Senhor dos
Exércitos, a ele santificai; seja ele o vosso temor, e seja ele o vosso espanto". Nós devemos glorificar
(santificar) o Senhor de todos os modos ao andarmos neste mundo para que o mundo o veja em nós o
mais possível.
3. Como podemos estar certos de que faremos isso?
Podemos estar tão certos quanto possível procurando ser diligentes quanto aos atributos, ordenanças,
palavra e obras de Deus. Seria muito bom recordarmos outra vez nestes estudos as coisas a que nos
obrigam essas maneiras em que Deus se faz conhecido a nós, e examinarmos nossa própria pessoa com
respeito a elas.
4. Quando oramos a petição, "Santificado seja o Teu nome ", qual é o sentido de nossa oração?

Estamos na verdade orando por duas coisas: 1. Que Deus santifique (glorifique) a si mesmo neste mundo;
2. Que Deus, operando por nosso intermédio, nos habilite a glorificar seu nome no mundo. A primeira
parte desta petição se realiza quando Deus se engrandece à medida que executa todas as coisas segundo
sua vontade, mesmo aquelas coisas que nos parecem ser o contrário. A segunda parte deste pedido
foi discutida na Pergunta 3.
5. Quais são as coisas que ele executa segundo sua vontade que são o contrário daquilo que
haveríamos de esperar?

Algumas que poderíamos mencionar são as perseguições, as provações pelas quais ele nos faz passar e
as ocasiões em que nós pecamos e ele revoga o pecado.
GLORIFICAR DEUS NA ORAÇÃO

No resumo das instruções de Richard Baxter sobre a maneira de orar, extraído de seuDiretório Cristão,
publicado em 1673, encontramos estas palavras: "Quando você estiver pronto para orar, evoque em sua
alma a fé mais sincera naquelas coisas não vistas às quais suas orações se referem; e ore como se a
estivesse vendo o tempo todo — Deus em sua glória, o céu, o inferno, e Jesus Cristo seu Mediador nos
céus".
Há pouco tempo li uma oração de Richard Alleine, um dos puritanos, na qual disse: "Ó Senhor, nosso
Deus, Tu que és altíssimo e excelso, que habitas a eternidade, sabemos que disseste que habitas com
aquele que é contrito e abatido de espírito, que tu vivificas o coração dos contritos".
Essas duas citações, então, nos levam ao estudo do que diz a Palavra de Deus com respeito à oração
intercessória.
como Nossa pergunta,
nos preparamos depoisverdadeira
para a oração de estudar ao
a primeira petição
começarmos comda aOração Dominical,
glorificação de seudeve ser:O que a
nome?
Bíblia diz sobre os métodos que poderiam ser usados para glorificar seu nome? Vamos verificar alguns
dos versículos e ver o que podemos encontrar neles. Vamos ver se conseguimos encontrar alguns
princípios sobre a maneira em que nós, em oração, poderemos santificar seu nome.
1. Nossa oração poderá começar com Ef 1.17 ao orarmos para que Deus nos dê um espírito de
sabedoria e de revelação no conhecimento dele.
2. Nossa oração poderá continuar com Ef 1.18 ao orarmos para que sejam iluminados os olhos de
nosso coração.

3. Daqui poderemos prosseguir com uma continuação de Ef 1.18, ao orarmos para que possamos saber
qual é a esperança de seu chamamento.
4. A oração poderá continuar com Ef 1.19 ao buscarmos entender e abranger a suprema grandeza do seu
poder.
5. Poderemos terminar esse breve estudo de como glorificá-lo em oração voltando-nos a Ef 3.19 e
pedir que sejamos enchidos com toda a plenitude de Deus.
Por certo há muitos outros princípios. Poderíamos procurar ainda Ef 3.18; Fp 1.9; Cl 1.9-10 e tantos
outros. O importante é que não fomos deixados sem instrução na Palavra de Deus quanto à maneira de
melhor glorificá-lo em nossas orações. Ao iniciarmos a Oração Dominical com essas palavras,
"Santificado seja o teu nome", certamente podemos reconhecer que nossa atitude poderá ser condicionada
por alguns dos princípios acima.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 102. Pelo que oramos na segunda petição?

Resposta: Na segunda petição, que é: "Venha o teu reino", pedimos que o reino de Satanás seja destruído
e que o Reino da graça seja adiantado; que nós e outros a ele sejamos guiados e nele guardados, e que
cedo venha o Reino da glória.
Referências Bíblicas: SI 68.1; 2Ts 3.1; SI 51.18; SI 67.1-3; Rm 10.1.

Perguntas:

1. O que se quer dizer com "Teu reino" nesta pergunta?


A palavra "reino" nesta pergunta tem um sentido duplo: 1) O reino da graça no qual ele exerce sua obra
no coração de seu povo. 2) O reino da glória de Deus no outro mundo. O primeiro é o início do segundo.
2. O que nossa petição compreende quando oramos ao nosso Senhor: "Venha o teu reino "?
Primeiro, estamos orando para que o reino da graça de Deus tenha livre curso neste mundo e que Deus
seja glorificado. Além disso, estamos orando para que o reino de Satanás na terra seja destruído. E mais,
estamos orando para
são fortalecidos que o reinoaqui
e estabelecidos da graça façaSegundo,
na terra. com que aqueles
estamosde nós que
orando parasomos
que acrentes
segundasejamos
vinda os que
e aparecimento de nosso Senhor seja apressado. Devemos orar seriamente para que isso aconteça no
tempo de Deus e que nós estejamos prontos para essa vinda.
3. O que é o "reino de Satanás" ao qual a resposta acima se refere?
O "reino de Satanás" é tudo no universo inteiro que é contrário à vontade de Deus. Satanás tem o trono de
seu reino no coração de todos os homens e mulheres, por natureza.
4. Como pode ser destruído o reino de Satanás?

Só pode ser destruído pela obra de Cristo, o Filho de Deus, que veio para destruí-lo (1 João 3.8). E
destruído parcialmente quando o Espírito Santo opera nos corações dos pecadores mediante a Palavra de
Deus, e a conversão se realiza. E finalmente será destruído quando Jesus Cristo voltar novamente.
5. Qual seria uma boa prova de que é sincera nossa oração, "Venha o teu reino"? Seria quando nós
nos agradamos em fazer a vontade de Deus (SI 40.8).

"ORA, VEM, SENHOR JESUS !"

Um dos puritanos costumava dizer que essas palavras estão "presas como distintivo na manga da roupa

de
quecada crente
oramos verdadeiro".
essa De fato,Dominical
porção da Oração tal deve ser("Venha
nosso distintivo e nossa
o teu reino") oração diária
deveremos a ele. Todaem
estar pensando, vezparte,
nesse Dia maravilhoso. O poeta o declara:
E hoje, que estou esperando? — Jesus meu Senhor,
A Santa Palavra me diz que ele vem me buscar Para morar com ele nas mansões celestiais,
E lá gozarei para sempre de seu rico amor.
Como podemos ter certeza de que nossa vida é compatível com esta maravilhosa oração que é o
distintivo que usamos, por sua graça? Como podemos nos preparar para a volta de Cristo Jesus?
Primeiro, podemos ter uma expectativa de sua volta que nos habilite, que nos motive, a fugir do pecado
na nossa vida e a odiá-lo. F alando do retorno de Cristo, Paulo nos diz: "Vigiemos e sejamos sóbrios"
(lTs 5.6). Devemos estar alertas em cada situação quanto ao lugar aonde vamos, o que fazemos e como

agimos.
com Em cada
a oração situação
sincera: emSenhor
"Vem, que entramos,
Jesus". em cada conversa, nossa abordagem deverá estar de acordo
Segundo, podemos fazer cada momento contar para Deus. Devemos estar "remindo o tempo, porque os
dias são maus" (Ef 5.16). Devemos (como a palavra "redimir" significa aqui), estar "comprando o
tempo". Devemos estar convencidos por ele que cada momento é importante para testemunhar de Jesus
Cristo em nossa vida. Enquanto estivermos ocupados com a obra do Senhor, na verdade estaremos
orando com nossa vida, "Vem, Senhor Jesus!"
Terceiro, podemos demonstrar nosso relacionamento com ele pelo nosso interesse pelas outras pessoas.
Aqui encontramos uma das maiores faltas do crente médio. Ele é alguém que certamente está muito
interessado em sua própria salvação, mas não tanto com aqueles ao seu redor. Mateus 25.34-46, são
palavras que devemos aplicar ao nosso coração e, à medida que efetivamente as vivermos, estaremos
implorando com palavras que se mostram em ações, "Vem, Senhor Jesus".
Há muitíssimos outros métodos que poderíamos mencionar. A pergunta nos vem: Queremos mesmo que
ele venha? Outra pergunta é feita em conjunto com essa: Nosso desejo de que ele venha está tão
firmemente implantado como distintivo em nossas mangas que estamos sempre prontos para ele? Que
possa ser assim, tudo para sua glória.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 103. Pelo que oramos na terceira petição?

Resposta: Na terceira petição, que é: "Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu", pedimos que
Deus, pela sua graça, nos torne capazes e desejosos de conhecer a sua vontade, de obedecê-la e
submeter-nos a ela em tudo, como fazem os anjos no Céu.
Referências Bíblicas: Mt 6.10; SI 67; Mt 26.39; SI 119.36; 2Sm 15.25; Jó 1.21; SI 103.20-21.

Perguntas:

1. O que queremos dizer com as palavras "a vontade do Senhor"?


Quando oramos "Seja feita a tua vontade", com 'a sua vontade' queremos dizer duas coisas: 1) Sua
vontade na Providência, na qual ele determina o que fará por nós e conosco. Essa é sua vontade secreta, a
vontade de seus decretos (Is 46.10); 2) Sua vontade que é revelada a nós na Escritura, aquela pela qual
devemos orar constantemente (At 21.12-14).
2. Quando oramos para que sua vontade providencial seja feita, o que está compreendido em nossa
oração?
Estamos orando para que ele nos faça dispostos a aceitar sua vontade em nossa vida. Um bom exemplo
disso encontra-se em 1 Sm 3.18 onde está declarado: "É o Senhor; faça o que bem lhe aprouver".
Estamos dispostos a ver Deus nos caminhos pelos quais ele nos leva, embora às vezes nosso "ver" seja
pela fé.
3. Que está envolvido em nossa oração quando oramos para que sua vontade revelada seja feita?

Estamos orando para que possamos entender, por meio de sua Palavra e o auxílio do Espírito Santo, os
caminhos para os quais ele nos quer dirigir. Estamos orando: "Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu é
o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito" (SI 143.10).
4. Como podemos ser tornados dispostos afazer sua vontade?
Devemos reconhecer que ele é nosso Deus Soberano e estarmos prontos a deixar o Espírito Santo nos
dirigir nesse âmbito. Devemos reconhecer que sua vontade está mais livre para operar em nós à medida
que nosso coração está livre do amor do mundo. Devemos reconhecer que o caminho dele é o melhor
para nós e que algum dia nós iremos compreender isso.
5. Que tipo de obediência os anjos nos céus têm para com a vontade do Senhor? Nosso Catecismo
Maior nos conta que é uma obediência de "humildade, alegria, fidelidade, diligência, zelo, sinceridade e
constância" (O Catecismo Maior Q. 192).

O DESEJO DE CONHECER A VONTADE DE DEUS

"Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a
vontade de Deus" (Ef 6.6). "Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração está a tua
lei" (SI 40.8). Dois versículos da Palavra de Deus e os dois falando-nos a respeito da vontade de Deus.
O primeiro nos diz que temos uma obrigação, um privilégio — de fazer a vontade de Deus como servos
de Cristo. O segundo nos informa que devemos agradar-nos, ter prazer, alegria em fazer essa vontade.
Temos nós o desejo de fazer a vontade de Deus? Isso é algo real para nós, a cada dia?
Sempre que penso em descobrir a vontade de Deus para minha vida, imediatamente me volto na
lembrança aos versículos de minha vida: "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu
próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas" (Pv
3.5,6). Muitos anos atrás comecei a ver que conhecer a vontade de Deus tinha mais que ver com
identificação do que com instrução. Quanto mais perto dele eu ando mais fácil me é entender sua vontade.
Tudo isso está dizendo que um conhecimento da vontade de Deus anda sempre paralelo a um desejo de
fazer a vontade de Deus. E o desejo de fazer a vontade de Deus vem com uma atitude de compromisso
com o nosso Senhor. Aqui neste hino unem-se de maneira muito linda o desejo de conhecer a vontade de
Deus e o de negar o eu;
Tua vontade, ó Senhor, não a minha,
Ensina-me a dizer;
Não à minha vontade, Senhor — sim, à tua Eu quero obedecer;

Então conhecerei a alegria,


E teu nome engrandecerei,
Quando eu, sobre a terra, cada dia,
Tentar te seguir, ó meu Rei.
Se esperamos conhecer a vontade dele para nossa vida, se esperamos ser chamados por ele para fazer e
conhecer — Isso é obra dele, precisamos aceitar o compromisso com ele como pré-requisito. O coração
que se dispõe e aceita entregar-se a ele negando-se a si mesmo é o coração que será dirigido pelo
Espírito de Deus. Vezes demais ficamos na expectativa de conhecer sua vontade sem querer pagar o
preço de dizermos "Não!" ao eu. NOSSOS caminhos, nosso entendimento, nossos desejos precisam
ser entregues a ele e então poderemos orar as palavras: "Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o
meu Deus..." (SI 143.10). E ele então responderá conduzindo-nos com sua
mão suave.
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 104. Pelo que oramos na quarta petição?
Resposta: Na quarta petição, que é: "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje", pedimos que da livre dádiva
de Deus recebamos uma porção suficiente das coisas boas desta vida, e gozemos com elas das suas
bênçãos.
Referências Bíblicas: Mt 6.11; Pv 30.8-9; Gn 28.20; lTm 4.4-5.

Perguntas:
1. Qual a melhor interpretação que podemos dar àpalavra "pão" nesta pergunta?
A palavra "pão" pode ser interpretada como sendo todas as coisas necessárias que Deus nos dá nesta
vida. Um excelente versículo sobre isso é Pv 30.8 - "Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o
pão que me for necessário".
2. Por que devemos dar atenção àpalavra "dar" nesta pergunta?
O Senhor teve uma boa razão em usar a palavra "dar" aqui. É para nos fazer lembrar que essas coisas são
dádivas do alto.
lembrar que Muitas
ele se vezes
deleita aceitamos
em dar comoprecisamos
e nós, então, normal seuser
suprimento de necessidades nossas. Devemos
agradecidos!
3. Será que o Senhor está falando aqui em bênçãos espirituais bem como nas coisas boas desta vida
aqui?
Parece que o Senhor aqui está se referindo simplesmente às coisas boas desta vida. A Oração Dominical
é completa e esta é a porção que tem que ver com as coisas temporais enquanto as coisas espirituais
estão compreendidas em outras petições.
4. É necessário orarmos diariamente por essas coisas boas?

Sim, é necessário porque ele nos ensinou assim. Além disso, ele nos ensinou a viver um dia de cada vez
(Mt 6.34).
5. O que podemos aprender com as palavras "pão nosso" nesta pergunta?
Podemos aprender que é nosso só por nós termos trabalhado por ele, tudo para a glória de Deus. Se
obtivemos "nosso pão" por meios falsos não é verdadeiramente nosso aos olhos de Deus.
6. Poderia comentar a palavra "nos" nesta pergunta?

É interessante notar que a palavra "nos" é usada. Aqui temos a oportunidade de tornar conhecidos ao
Senhor os nossos desejos para incluir nossos semelhantes em nossa oração. A Palavra de Deus nos insta
a orar constantemente por nossos semelhantes e a amá-los.

PRENDER A VIVER CONTENTE


"Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação" (Fp 4.11). Quando oramos "O pão nosso de cada
dia dá-nos hoje" estamos orando para que ele nos ensine a viver contente com aquilo que temos, uma
porção diária das chuvas de bênçãos. Estamos orando para que ele nos discipline a viver um dia de cada
vez em lugar de fazermos a oração que está cheia de ganância e que clama: "Mais, Mais!"
William Hendriksen observa aqui: "A satisfação de uma necessidade material não deverá ser interpretada
como sendo nem o motivo verdadeiro nem a medida de minha alegria. Pelo contrário, quaisquer que
fossem as circunstâncias exteriores, eu ainda estaria satisfeito. A experiência que tive na minha
conversão, e também as provações subseqüentes por amor a Cristo e seu evangelho, uma lição me
ensinaram. O caminho que viajei levou-me cada vez mais perto de Cristo, de seu amor, de seu poder, sim,
perto de Cristo
Comentário e doa contentamento
sobre nele. O próprio
Epístola aos Filipenses). É um contentamento
bom comentárioassim
sobreé Fp
riqueza
4.11 para mim".sobre
e também (Um a
quarta petição da Oração Dominical.
Que Deus nos ajude a aprender a orar pelo "pão nosso de cada dia" e sentir com a oração que estamos
contentes com o que temos. Vamos nos lembrar sempre que temos muito mais do que merecemos e que
Deus é perfeitamente capaz de nos dar muito menos do que temos! Devemos estar bendizendo a Deus
pelo nosso pão diário, reconhecendo que ele sabe o que é melhor para nós. E uma lição que temos de
aprender, tudo para sua glória.
Faz alguns anos, Deus me deu o privilégio de observar uma menina de 8 anos de idade mostrando o
quarto
onde eupara outra
estava meninaaoque
servindo o estaria
Senhor. Os compartilhando.
olhos da menina Era uma escola
passaram para crianças
pelo quarto, de alares
incluíram desfeitos
cama, os
lençóis limpos, a cômoda de três gavetas, seu próprio espaço no armário embutido. Ela virou-se para
mim e disse: "Tudo para mim? Uau! Isso é como o céu!" Pode ser difícil algumas pessoas entender
seu entusiasmo, mas deve ser notado que de onde ela vinha essas coisas não eram comuns para ela. Sua
vida havia se passado sem essas maravilhas. Uns três meses mais tarde ela chegou perto de mim, pegou-
me pela mão, e disse: "Obrigado de novo por todas as coisas que eu tenho!" Ela estava contente, e parte
de seu contentamento foi motivado por reconhecimento de que: 1) Ela não merecia o que tinha; 2) Ela
estava muito melhor do que estivera. Possamos nós aplicar sua posição material e reconhecimento a
nossa posição espiritual! Que nossa oração seja feita numa atitude de contentamento: "O pão nosso de
cada dia dá-nos hoje".
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 105. Pelo que oramos na quinta petição?
Resposta: Na quinta petição, que é: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado
aos nossos devedores", pedimos que Deus, por amor de Cristo, nos perdoe gratuitamente os nossos
pecados, o que somos animados a pedir, porque, pela sua graça, somos habilitados a perdoar de coração
ao nosso próximo.
Referências Bíblicas: Mt 6.12; SI 51.1, 2, 7, 9; Dn 9.17-19; Lc 11.4; Mt 18.35.
Perguntas:
L Por que a palavra "e" aparece nesta petição?

A palavra "e" é usada para ligá-la à petição anterior. Devemos reconhecer que nossas necessidades não
serão supridas a não ser que sejamos fiéis para fazer algo com respeito à confissão de nossos pecados.
2. Por que a palavra é "dívidas" e não "pecados" na oração. Qual é a diferença?? Aqui não há
diferença entre as duas palavras. As "dívidas" de que se fala são os nossos pecados, quer seja o pecado
srcinal, pecados reais, ou pecados de comissão e omissão.
3. Épossível que todos os nossos pecados sejam perdoados?

Sim, a Palavra de Deus nos ensina: "Se observares, Senhor, iniqüidades, quem Senhor, subsistirá?
Contigo, porém, está o perdão, para que te temam" (SI 130.3-4). Todos os pecados podem ser perdoados
exceto o pecado contra o Espírito Santo.
4. Seria possível qualquer homem perdoar pecado, ou o homem ser digno de ter seu pecado
erdoado?
Nenhuma das duas coisas é possível, pois só Deus pode perdoar pecado (Mc 2.7) e nós não temos mérito

próprio (Ver Catecismo Maior P. 194).


5. Podemos ver a base de nosso perdão nessa petição?

Sim, há uma base do nosso perdão e é um estímulo. A base é que pela graça dele seremos habilitados a
perdoar os outros e portanto nós seremos perdoados.
6. Como podemos saber que nossos pecados são perdoados?

Podemos saber disso com base nas promessas da Bíblia (Mq 7.18,19).

PERDOAR OS OUTROS

É uma verdade bíblica que só Deus pode perdoar quando pecamos contra ele. Também é verdade da
Bíblia que temos a responsabilidade de perdoar outras pessoas. Alexander Pope disse:
Ensina-me a sentir a tristeza de um outro,
A esconder a falta que vejo assim;
Que eu mostre a compaixão a outros Que outros possam demonstrar a mim.
A capacidade que mostramos de perdoar os outros é uma prova de que Deus está nos perdoando.
Contudo, muitas vezes em nossa vida ouvimos que "o perdão" é uma linda idéia contanto que seja "o
outro" que tenha de perdoar. Algumas pessoas irão nos apresentar todo tipo de argumento contra o
perdão. Um dirá: "Você perdoaria a Gestapo se tivesse sido um judeu durante a Segunda Grande

aGuerra?" Pode
você o que eubem ser que
poderia fazerC.S. Lewisdizendo-lhe
— estou tenha acertado a resposta
o que quandoé.disse:
o cristianismo Eu não"Não estou tentando
o inventei. E ali, dizer
bem no meio dele, eu encontro 'perdão'. O cristianismo diz: 'Perdoa-nos as nossas dívidas assim como
nós temos perdoado aos nossos devedores"'.
Agostinho disse: "Somos bem lembrados, ainda, de que o temperamento não perdoador, à parte de
qualquer erro exterior, em si constitui o pecado do servo incompassivo". Talvez seja preciso que nos
lembremos do que Paulo disse para que sejamos ajudados na compreensão desse assunto do perdão. Ele
disse: "Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa
contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós" (Cl 3.13).
Precisamos ter em mente o princípio fundamental de que não podemos perdoar a não ser que tenhamos
sido perdoados, e nosso perdão para com os outros deve estar em conformidade com o modo como
fomos perdoados por Deus! O perdão que dele recebemos não foi baseado em nada bom que ele visse em
nós. O perdão dele foi caracterizado por graça, por compaixão. Ele foi misericordioso para conosco e
seu amor por nós foi longânimo, bondoso, paciente. Tal deve ser nossa atitude para com nossos
semelhantes.
Nosso método, no entanto, costuma ser: "Veja a coragem de Fulano! Se ele pensa que vou me esquecer
disso, está enganado! Dou o troco, pode deixar!" Mas tal atitude é muito contrária à Palavra de Deus. Se
fomos prejudicado por alguém, devemos nos lembrar que merecemos muito pior. Não éramos nada e
prejudicamos o nome de Deus, mas em sua misericórdia ele nos perdoou. Em matéria de perdão, é só
lembrar o que ele fez por nós, e quanto a outras pessoas, é só esquecer, ter memória curta!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 106. Pelo que oramos na sexta petição?
Resposta: Na sexta petição, que é: "E não nos deixes cair em tentação", pedimos que Deus nos guarde de
sermos tentados a pecar, ou nos preserve e livre, quando formos tentados.
Referências Bíblicas: Mt 26.41; ICo 10.13; SI 51.10-12; Mt4.3.
Perguntas:
1. O que queremos dizer quando falamos em ser tentados a pecar?

Queremos dizer que somos fortemente atraídos ao mal do pecado.


2. De onde vêm essas tentações?
Elas vêm de dentro e de fora de nós. De dentro vêm porque o coração é inclinado ao mal. De fora vêm de
Satanás que é chamado o tentador na Bíblia (Mt 4.3).
3. É possível os cristãos serem tentados e arrastados para o pecado?
Sim, é possível os cristãos andarem na carne, não estarem alertas aos artifícios do diabo e não
reconhecerem a imundície de seu coração.
4. Somos capazes de resisti r às tentações ao pecado por nós mesmos?
Não. Somos incapazes de resistir a elas pelas nossas próprias forças. E preciso confiarmos no poder do
Senhor e pedir-lhe graça para resistir ao diabo em nossa vida.
5. As tentações de Satanás são irresistíveis para os crentes?
Não, suas tentações não são irresistíveis. A Palavra de Deus nos diz que podemos resistir a elas e há
exemplos na Bíblia de crentes que foram capacitados, pela graça de Deus, a resistir às tentações de
Satanás.
6. Qual é o significado quando pedimos que Deus nos guarde de sermos tentados a pecar e nos livre
do mal?

Estamos pedindo que ele nos guarde de cair na tentação, se for da sua vontade. Entretanto, se cairmos na
tentação estamos pedindo que ele nos recupere dela e que ele domine em nossa vida e faça com que
nossa queda resulte em algo para sua glória.
SANTANÁS O TENTADOR!

Em 1 Tessalonicenses 2.18 Paulo declara: "Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo...);
contudo Satanás nos barrou o caminho". Paulo foi um homem que estava sempre em luta contra Satanás. E
Paulo foi um cristão salvo pela graça. Contudo, muitos cristãos parecem ter a idéia de que não existe tal
coisa como o Diabo, nenhuma pessoa indo e vindo neste mundo como Satanás. Esses crentes até cantam:
Se nos quisessem devorar Demônios não contados,
Não nos iriam derrotar Nem ver-nos assustados.
O príncipe do mal Com seu plano infernal Já condenado está!
Vencido cairá
Por uma só palavra. (Lutero, tr.Von Hafe,Novo Cântico, 155)
Entretanto, mesmo enquanto cantam esse hino maravilhoso (Castelo Forte ÉNosso Deus) com força total,
muitos crentes se recusam a reconhecer que existe um "Tentador" e que ele, dia após dia, está ativamente
empenhado na tentativa de derrotar o cristianismo vitorioso.
A Palavra de Deus está cheia de conselhos para os filhos de Deus com respeito a Satanás. Descreve-o
como adversário (Ap 12.10; IPe 5.8). Descreve-o como procurando peneirar os crentes como trigo (Lc
22.31). Descreve-o como tentador dos cristãos (Mt 4.3-11). Thomás à Kempis diz ao crente: "Saiba que
o antigo inimigo luta por todos os meios para impedir seu desejo de ser bom e para o fazer evitar todos
os exercícios religiosos. Ele lhe sugere muitos pensamentos maus, para que possa lhe causar tédio
e horror e fazê-lo abandonar a oração e a leitura bíblica".
É tão importante o crente reconhecer que Satanás existe! Quão freqüente é ele ganhar as batalhas,
simplesmente por convencer os crentes de que não existe nada do tipo de um diabo pessoal — e isso o
deixa livre para estabelecer suas fortalezas para o ataque. Além do mais, é tão importante o crente saber
que o poder de Satanás não é supremo! O poder dele é limitado. Foi assim no caso de Jó. É assim hoje no
caso de cada crente.
Quando somos tentados para o mal devemos reconhecer quem é nosso inimigo e enfrentar a batalha com a
armadura de Deus. Somos soldados, estamos em guerra, e nossa força está na armadura de Deus. Que
Deus nos ajude, da próxima vez que formos tentados, a nos voltar à "espada" que possuímos, a Palavra
de Deus, e a usá-la. Que possamos abrir a Bíblia no capítulo 6 de Efésios, inventariar nosso armamento e
pedir que Deus conceda sua graça para o empregarmos contra o diabo!
Estudos no Breve Catecismo de Westminster
Pergunta 107.0 que nos ensina a conclusão da Oração Dominical?
Resposta: A conclusão da Oração Dominical, que é: "Porque teu é o reino, o poder e a glória, para
sempre. Amém", ensina-nos que na Oração devemos confiar somente em Deus, e louvá-lo em nossas
orações, atribuindo-lhe reino, poder e glória. E em testemunho do nosso desejo e certeza de sermos
ouvidos, dizemos: "Amém".
Referências Bíblicas: Dn 9.18-19; lCr 29.11-13; Ap 22.20-21; ICo 14.16.
Perguntas:
1. O que podemos aprender com a palavra "porque" ou "pois" nesta pergunta? Podemos aprender
com isso que estamos concluindo nossa oração com uma base forte. Temos grandes e poderosos
argumentos da Palavra de Deus para todas as nossas petições. Estamos simplesmente dizendo: "Senhor,
por causa de quem tu és, por causa da soberania do teu poder, concede nossas petições!"
2. O que queremos dizer nessa oração com "o reino, e o poder, e a glória " ?
Nosso Catecismo Maior (P. 196) nos diz que o significado para nós é "a soberania eterna, onipotência e
gloriosa excelência" de Deus unicamente.
3. O que é seu "reino" conforme mencionado nesta pergunta?

Aqui estamos nos referindo a Deus como Criador e como Redentor. O primeiro diz respeito ao reino da
natureza e o segundo ao reino da graça.
4. Por que acrescentamos a palavra "poder" a esta parte da oração?

Acrescentamos "poder" aqui porque desejamos que Deus realize a vontade dele para nós. Reivindicamos
pela fé o poder de ele de fazer isso (Rm 4.21).

5. Ao acrescentarmos a palavra "glória ", o que estamos querendo dizer?


Aqui queremos dizer que devemos louvá-lo continuamente pelas suas maravilhosas obras aos filhos dos
homens. Deus deve ser louvado sem cessar por nós porque ele é glorioso!
6. Qual é o signifi cado do uso da palavra "Amém" para finali zar nossa oração?

Ela é usada com o significado de "Assim seja" da nossa parte. É nossa sinceridade de fé e intensidade de
desejo.
MÉM
É muito apropriado terminar nossos estudos do catecismo com "Amém", da mesma forma que sempre
completamos nossas orações com esta palavra grandiosa que vem da Palavra de Deus. Como tão bem
observa a pergunta do catecismo, o Deus com quem nos relacionamos pode nos ajudar. Ele é o Todo-
Poderoso e Soberano Deus. Ele é o reino e o poder e a glória. De fato fazemos bem em terminar uma
afirmação dessa natureza com "Amém", querendo com isso oferecer uma demonstração sincera de nossa
fé no fato de que ele é totalmente capaz de fazer muito além do que pedimos ou pensamos!
A palavra "Amém" é uma indicação de reverência, é uma forma de dizer: "Que seja assim em verdade!"
Vem de uma palavra hebraica que significa "fiel" e é usada no Novo Testamento grego cinqüenta vezes
como a palavra "Amém" e mais cem vezes como a palavra "verdadeiramente" ou "na verdade" com o
mesmo sentido.
A palavra vem sendo usada de três maneiras pela igreja de Jesus Cristo. Tem sido usada em uníssono
pela congregação
certamente no final
será preciso daalguém
que Oraçãolhes
Dominical.
ensine oMuitos
sentidonão
da têm idéiaTem
palavra. nenhuma do quepela
sido usada estão dizendo e
congregação
em muitas igrejas litúrgicas no final da oração feita pela pessoa que está orando. Nesse caso a intenção
não é simplesmente indicar que a oração terminou, mas que aqueles que estão prestando culto ali estão
respondendo sinceramente à oração que foi pronunciada.
Há uma terceira forma em que tem sido usada na igreja. É como um "Amém" durante o sermão, da parte
dos que estão prestando culto, à medida que respondem à pregação da Palavra de Deus. De fato, isso
poderá até ser usado quando não cabe, tornando-se um hábito em vez de uma resposta sentida no coração.
No entanto, será que não está faltando algo na pregação, ou na reação, ou em ambas, quando anos se
passam sem que um "Amém!" escape de vez em quando?
E uma boa conclusão para nossos estudos do catecismo. OBreve Catecismo deve ser muito valorizado
por nós. Contém as convicções confessionais nas quais se encontra nosso sistema de doutrina, conforme
ensinado nas Sagradas Escrituras. Contém o zelo evangelístico que precisa constituir parte de nós se
queremos salvaguardar a fé que nos foi entregue. Que Deus nos ajude a continuar a estudar esse
catecismo, tudo para a glória de Deus. Amém.
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