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Câmara Municipal de Campo Grande/MS

Técnico Legislativo

1. Ética no Serviço Público: Conceitos Básicos ................................................................................... 1


2. Serviço Público no Brasil: definição, natureza, espécies, características. ...................................... 12
3. Lei Orgânica do Município: Título III-Da Organização dos Poderes-Capítulo I- Do Poder Legislativo-
Seção I- Da Câmara Municipal e Seção II-Das Atribuições da Câmara Municipal: artigos 20 a 25......... 23
4. Regimento Interno da Câmara Municipal de Campo Grande Resolução n. 1.109, de 17 de dezembro
de 2009 com suas alterações: Título I- Da Câmara Municipal –Capítulo I- Disposições Preliminares:
artigos 1º ao 4º. ...................................................................................................................................... 26
5. Estatuto do Servidor Público Municipal-Lei Complementar n. 190, de 22 de dezembro de 2011: Título
VI-Capítulo II-Das Responsabilidades: artigos 208 a 216; Título VII-Capítulo I- Dos Deveres: artigo 217 e
incisos; Capítulo IIDas Proibições: artigo 218 e incisos. ......................................................................... 27

Candidatos ao Concurso Público,


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relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom
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professor terá até cinco dias úteis para respondê-la.
Bons estudos!

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Apostila gerada especialmente para: Heitor Álef Gonçalves Ribeiro 034.798.741-93
1. Ética no Serviço Público: Conceitos Básicos

Caro(a) candidato(a), antes de iniciar nosso estudo, queremos nos colocar à sua disposição, durante
todo o prazo do concurso para auxiliá-lo em suas dúvidas e receber suas sugestões. Muito zelo e técnica
foram empregados na edição desta obra. No entanto, podem ocorrer erros de digitação ou dúvida
conceitual. Em qualquer situação, solicitamos a comunicação ao nosso serviço de atendimento ao cliente
para que possamos esclarecê-lo. Entre em contato conosco pelo e-mail: professores @maxieduca.com.br

A questão ética é um fator imprescindível para uma sociedade e por isso sempre encontramos diversos
autores tentando definir o que vem a ser ética e como ela se interfere em uma sociedade.
O tema: Ética é por si só polêmico, entretanto causa ainda mais inquietação quando falamos sobre a
ética na administração pública, pois logo pensamos em corrupção, extorsão, ineficiência, etc., mas na
realidade o que devemos ter como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na vida pública
em geral, é que seja fixado um padrão a partir do qual possamos em seguida julgar a atuação dos
servidores públicos ou daqueles que estiverem envolvidos na vida pública, entretanto não basta que haja
padrão, tão somente, é necessário que esse padrão seja ético, acima de tudo.
Assim, ética pública seria a moral incorporada ao Direito, consolidando o valor do justo. Diante da
relevância social de que a Ética se faça presente no exercício das atividades públicas, as regras éticas
para a vida pública são mais do que regras morais, são regras jurídicas estabelecidas em diversos
diplomas do ordenamento, possibilitando a coação em caso de infração por parte daqueles que
desempenham a função pública.
Todas as diretivas de leis específicas sobre a ética no setor público partem da Constituição Federal,
que estabelece alguns princípios fundamentais para a ética no setor público. Em outras palavras, é o
texto constitucional do artigo 37, especialmente o caput, que permite a compreensão de boa parte do
conteúdo das leis específicas, porque possui um caráter amplo ao preconizar os princípios fundamentais
da administração pública. Estabelece a Constituição Federal:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: [...]
São princípios da administração pública, nesta ordem:
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
Para memorizar: veja que as iniciais das palavras formam o vocábulo LIMPE, que remete à limpeza
esperada da Administração Pública.

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Seção I
DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 37- A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...)

Princípio da Legalidade:

O princípio da legalidade, um dos mais importantes princípios consagrados no ordenamento jurídico


brasileiro, consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer o que a lei permite. É importante
demonstrar a diferenciação entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e ao
administrador. Como já explicitado para o administrador, o princípio da legalidade estabelece que ele
somente poderá agir dentro dos parâmetros legais, conforme os ditames estabelecidos pela lei. Já, o
princípio da legalidade visto sob a ótica do administrado, explicita que ninguém será obrigado a fazer ou

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deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude lei. Esta interpretação encontra abalizamento no artigo
5º, II, da Constituição Federal de 1988.
Para o particular, legalidade significa a permissão de fazer tudo o que a lei não proíbe. Contudo, como
a administração pública representa os interesses da coletividade, ela se sujeita a uma relação de
subordinação, pela qual só poderá fazer o que a lei expressamente determina (assim, na esfera estatal,
é preciso lei anterior editando a matéria para que seja preservado o princípio da legalidade). A origem
deste princípio está na criação do Estado de Direito, no sentido de que o próprio Estado deve respeitar
as leis que dita.1

Princípio da Impessoalidade:

Posteriormente, o artigo 37 estabelece que deverá ser obedecido o princípio da impessoalidade.


Este princípio estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não poderá, na execução
das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o interesse social e não
o interesse particular. De acordo com os ensinamentos de Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o princípio da
impessoalidade estaria intimamente relacionado com a finalidade pública. De acordo com a autora “a
Administração não pode atuar com vista a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, uma vez que
é sempre o interesse público que deve nortear o seu comportamento”.2
Em interessante constatação, se todos são iguais perante a lei (art. 5º, caput) necessariamente o serão
perante a Administração, que deverá atuar sem favoritismo ou perseguição, tratando a todos de modo
igual, ou quando necessário, fazendo a discriminação necessária para se chegar à igualdade real e
material.
Nesse sentido podemos destacar como um exemplo decorrente deste princípio a regra do concurso
público, onde a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego.
Por força dos interesses que representa, a administração pública está proibida de promover
discriminações gratuitas. Discriminar é tratar alguém de forma diferente dos demais, privilegiando ou
prejudicando. Segundo este princípio, a administração pública deve tratar igualmente todos aqueles que
se encontrem na mesma situação jurídica (princípio da isonomia ou igualdade). Por exemplo, a licitação
reflete a impessoalidade no que tange à contratação de serviços. O princípio da impessoalidade
correlaciona-se ao princípio da finalidade, pelo qual o alvo a ser alcançado pela administração pública é
somente o interesse público. Com efeito, o interesse particular não pode influenciar no tratamento das
pessoas, já que deve-se buscar somente a preservação do interesse coletivo.3

Princípio da Moralidade Administrativa:

A Administração Pública, de acordo com o princípio da moralidade administrativa, deve agir com
boa-fé, sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarreta a obrigação ao administrador
público de observar não somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras éticas extraídas
dos padrões de comportamento designados como moralidade administrativa (obediência à lei).
Não basta ao administrador ser apenas legal, deve também, ser honesto tendo como finalidade o bem
comum. Para Maurice Hauriou, o princípio da moralidade administrativa significa um conjunto de regras
de conduta tiradas da disciplina interior da Administração. Trata-se de probidade administrativa, que é a
forma de moralidade. Tal preceito mereceu especial atenção no texto vigente constitucional (§ 4º do artigo
37 CF), que pune o ímprobo (pessoa não correto -desonesta) com a suspensão de direitos políticos. Por
fim, devemos entender que a moralidade como também a probidade administrativa consistem
exclusivamente no dever de funcionários públicos exercerem (prestarem seus serviços) suas funções
com honestidade. Não devem aproveitar os poderes do cargo ou função para proveito pessoal ou para
favorecimento de outrem.
A posição deste princípio no artigo 37 da CF representa o reconhecimento de uma espécie de
moralidade administrativa, intimamente relacionada ao poder público. A administração pública não atua
como um particular, de modo que enquanto o descumprimento dos preceitos morais por parte deste
particular não é punido pelo Direito (a priori), o ordenamento jurídico adota tratamento rigoroso do
comportamento imoral por parte dos representantes do Estado. O princípio da moralidade deve se fazer
presente não só para com os administrados, mas também no âmbito interno. Está indissociavelmente
ligado à noção de bom administrador, que não somente deve ser conhecedor da lei, mas também dos

1 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
2 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.
3 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.

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princípios éticos regentes da função administrativa. Todo ato imoral será diretamente ilegal ou ao menos
impessoal, daí a intrínseca ligação com os dois princípios anteriores.4

Princípio da Publicidade:

O princípio da publicidade tem por objetivo a divulgação de atos praticados pela Administração
Pública, obedecendo, todavia, as questões sigilosas. De acordo com as lições do eminente doutrinador
Hely Lopes Meirelles, “o princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos, além de assegurar
seus efeitos externos, visa a propiciar seu conhecimento e controle pelos interessados e pelo povo em
geral, através dos meios constitucionais...”.5
Complementando o princípio da publicidade, o art. 5º, XXXIII, garante a todos o direito a receber dos
órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão
prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, matéria essa regulamentada pela Lei nº
12.527/2011 (Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do
art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990;
revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e
dá outras providências).
Os remédios constitucionais do habeas data e mandado de segurança cumprem importante papel
enquanto garantias de concretização da transparência.
A administração pública é obrigada a manter transparência em relação a todos seus atos e a todas
informações armazenadas nos seus bancos de dados. Daí a publicação em órgãos da imprensa e a
afixação de portarias. Por exemplo, a própria expressão concurso público (art. 37, II, CF) remonta ao
ideário de que todos devem tomar conhecimento do processo seletivo de servidores do Estado. Diante
disso, como será visto, se negar indevidamente a fornecer informações ao administrado caracteriza ato
de improbidade administrativa. Somente pela publicidade os indivíduos controlarão a legalidade e a
eficiência dos atos administrativos. Os instrumentos para proteção são o direito de petição e as certidões
(art. 5°, XXXIV, CF), além do habeas data e - residualmente - do mandado de segurança.6

Princípio da Eficiência:

A administração pública deve manter o ampliar a qualidade de seus serviços com controle de gastos.
Isso envolve eficiência ao contratar pessoas (o concurso público seleciona os mais qualificados ao
exercício do cargo), ao manter tais pessoas em seus cargos (pois é possível exonerar um servidor público
por ineficiência) e ao controlar gastos (limitando o teto de remuneração), por exemplo. O núcleo deste
princípio é a procura por produtividade e economicidade. Alcança os serviços públicos e os serviços
administrativos internos, se referindo diretamente à conduta dos agentes.7
Por derradeiro, o último princípio a ser abarcado pelo artigo 37, da Constituição da República
Federativa do Brasil de 1988 é o da eficiência.
Se, na iniciativa privada, se busca a excelência e a efetividade, na administração outro não poderia
ser o caminho, enaltecido pela EC n. 19/98, que fixou a eficiência também para a Administração Pública.
De acordo com os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles, o princípio da eficiência “impõe a todo
agente público realizar as atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno
princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade,
exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da
comunidade e de seus membros”.8
Outrossim, DI PIETRO explicita que o princípio da eficiência possui dois aspectos: “o primeiro pode
ser considerado em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor
desempenho possível de suas atribuições, para lograr os melhores resultados, e o segundo, em relação
ao modo de organizar, estruturar e disciplinar a Administração Pública, também com o mesmo objetivo
de alcançar os melhores resultados na prestação do serviço público”.9
Por sua atualidade merece especial referência a questão do nepotismo, ou seja, a designação de
cônjuge, companheiro e parentes para cargos públicos no órgão. A lei proíbe o nepotismo direto, aquele
em que o beneficiado deve estar subordinado a seu cônjuge ou parente, limitado ao segundo grau civil,

4 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
5 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2005.
6 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
7 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
8 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2005.
9 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.

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por consanguinidade (pai, mãe, avós, irmãos, filhos e netos) ou por afinidade (sogros, pais dos sogros,
cunhados, enteados e filhos dos enteados).
O Supremo Tribunal Federal ampliou essa vedação, por meio da Súmula Vinculante nº 13, onde proíbe
o nepotismo em todas as entidades da Administração direta e indireta de todos os entes federativos,
enquanto que a Lei 8.112/90 veda apenas para a Administração direta, às autarquias e fundações da
União; estende a proibição aos parentes de terceiro grau (tios e sobrinhos), que alcançava apenas os
parentes de segundo grau; e proibiu-se também o nepotismo cruzado, aquele em que o agente público
utiliza sua influência para possibilitar a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em cargo em
comissão ou de confiança ou função gratificada não subordinada diretamente a ele.
A vedação do nepotismo representa os princípios da impessoalidade, moralidade, eficiência e
isonomia, de acordo com o decidido na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC nº 12). A partir de
agora, temos a palavra da Suprema Corte, dizendo que o nepotismo ofende os princípios republicanos,
previstos nos arts. 5º e 37 da Constituição Federal.
Neste contexto, podemos verificar que a ética está diretamente relacionada ao padrão de
comportamento do indivíduo, dos profissionais e também do político. O ser humano elaborou as leis para
orientar seu comportamento frente as nossas necessidades (direitos e obrigações) e em relação ao meio
social, entretanto, não é possível para a lei ditar nosso padrão de comportamento e é aí que entra outro
ponto importante que é a cultura, ficando claro que não a cultura no sentido de quantidade de
conhecimento adquirido, mas sim a qualidade na medida em que esta pode ser usada em prol da função
social, do bem estar e tudo mais que diz respeito ao bem maior do ser humano, este sim é o ponto
fundamental, a essência, o ponto mais controverso quando tratamos da questão ética na vida pública.
Frequentemente constatamos a opinião pública desabonar o comportamento ético no serviço público.
A crítica feita pela sociedade, decerto, como todo senso comum é imediatista e baseada em uma visão
superficial da realidade, que entre outras coisas, trabalha com generalizações, colocando no mesmo “rol”
servidores, gerentes e políticos. De fato, sabe-se que essa é uma realidade complexa e que precisa ser
analisada com cautela e visão histórica, recomendando-se tratar cada situação separadamente, dentro
de seu contexto e não de forma simplista e apressada.
É verdade que aquilo que a sociedade fala sobre o serviço público é o que se vê na prática através da
morosidade, do descaso, do empreguismo, improbidade administrativa, má conservação dos bens
públicos é motivo de descrédito da sociedade. A sociedade não tem condições de saber de quem é a
responsabilidade, na ausência de tais esclarecimentos faz generalizações distorcidas, impregnadas por
preconceitos que definem os funcionários públicos como preguiçosos, incompetentes e procrastinadores,
quando, de fato, existem pessoas que agem dessa forma, assim como em qualquer empresa, mas
existem também pessoas altamente qualificadas e preocupadas com o serviço público e com o bem
comum.
Diferente do que vem sendo posto em prática, as empresas éticas devem estimular e oportunizar o
advento da consciência crítica de seus colaboradores, clientes e parceiros, e não impor que eles aceitem
o que lhes é apresentado. É um ato humano e ético não aceitar verdades prontas, de forma imposta, mas
aquelas que a consciência crítica aponta como aceitáveis. É o ser humano quem deve decidir em quem
acreditar. As organizações éticas buscam na prática, se tornar honestas, justas, verdadeiras e
democráticas, por uma questão de princípio e não de conveniências na maioria das vezes muito embora
esse tipo de agir também traga sucesso e reconhecimento. As empresas éticas devem escolher seus
líderes e colaboradores considerando tanto suas qualidades técnicas, quanto éticas. Mesmo sabendo-se
que o ser humano está suscetível à falhas, uma boa política de Recursos Humanos, ou uma ótima
empresa e banca examinadora no caso dos órgãos públicos diminuem os riscos de práticas lesivas ao
patrimônio público.
Além da ética individual a empresa que almeja ser ética deverá refletir seu modo de ser, pois quando
se conquista a consideração e a confiança dos colaboradores desenvolve a lealdade e compromisso
necessários ao crescimento e estabilidade da organização.
Quando a empresa conquista a confiança e o respeito de seus empregados desenvolve a lealdade e
o compromisso com ela. Estudos confirmam que as empresas mais éticas são as mais bem-sucedidas,
pois nas últimas décadas elas vêm tomando consciência disso e descobrindo que o ser humano, ou seja,
os clientes, colaboradores, sociedade, fornecedores, etc., são as coisas mais importantes na organização,
portanto devem agir de forma a fazer com que eles as admire, respeite, ame e não queira substituí-las
por outras empresas.
Em meio a tantas altercações em relação à ética na política, a generalização da corrupção tornou-se
evidente no setor público, um exemplo recente é a máfia das sanguessugas, mas não se deve esquecer
que existem pessoas muito éticas e conscientes em todas as organizações. Como se percebe, há uma
cobrança cada vez maior nos últimos anos por parte da sociedade por transparência e probidade, tanto

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no trato da coisa pública, como no fornecimento de produtos e serviços ao mercado. A legislação
constitucional e a infraconstitucional têm possibilitado um acompanhamento mais rigoroso da matéria,
permitindo que os órgãos de fiscalização e a sociedade em geral adotem medidas judiciais necessárias
para coibir os abusos cometidos pelas empresas, espera-se que a impunidade não impere nas
investigações de ilicitudes.
A falta de ética nasce nas estruturas administrativas devido ao terreno fértil encontrado ocasionado
pela existência de governos autoritários, no qual são regidos por políticos sem ética, sem critérios de
justiça social e que, mesmo após o aparecimento de regimes democrático, continuam contaminados pela
doença da desonestidade, dos interesses escusos geralmente oriundos de sociedades dominadas por
situações de pobreza e injustiça social, abala a confiança das instituições, prejudica a eficácia das
organizações, aumenta os custos, afeta o bom uso dos recursos públicos e compromete a imagem da
organização e ainda castiga cada vez mais a sociedade que sofre com a pobreza, com a miséria, a falta
de sistema de saúde, de esgoto, habitação, ocasionados pela falta de investimentos financeiros do
Governo, porque os funcionários públicos priorizam seus interesses pessoais em detrimento dos
interesses sociais.
A mudança que se deseja na Administração pública sugere numa gradativa, mas necessária
transformação cultural dentro da estrutura organizacional da Administração Pública, isto é, uma
reavaliação e valorização das tradições, valores morais e educacionais que nascem em cada um de nós
e se forma ao longo do tempo criando assim um determinado estilo de atuação no seio da organização
baseada em valores éticos.

Além destes cinco princípios administrativo-constitucionais diretamente selecionados pelo constituinte,


podem ser apontados como princípios de natureza ética relacionados à função pública a probidade e a
motivação:
a) Princípio da probidade: um princípio constitucional incluído dentro dos princípios específicos da
licitação, é o dever de todo o administrador público, o dever de honestidade e fidelidade com o Estado,
com a população, no desempenho de suas funções. Possui contornos mais definidos do que a
moralidade. Diógenes Gasparini10 alerta que alguns autores tratam veem como distintos os princípios da
moralidade e da probidade administrativa, mas não há características que permitam tratar os mesmos
como procedimentos distintos, sendo no máximo possível afirmar que a probidade administrativa é um
aspecto particular da moralidade administrativa.
b) Princípio da motivação: É a obrigação conferida ao administrador de motivar todos os atos que
edita, gerais ou de efeitos concretos. É considerado, entre os demais princípios, um dos mais importantes,
uma vez que sem a motivação não há o devido processo legal, uma vez que a fundamentação surge
como meio interpretativo da decisão que levou à prática do ato impugnado, sendo verdadeiro meio de
viabilização do controle da legalidade dos atos da Administração.
Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicável ao caso concreto e relacionar os fatos que
concretamente levaram à aplicação daquele dispositivo legal. Todos os atos administrativos devem ser
motivados para que o Judiciário possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua legalidade.
Para efetuar esse controle, devem ser observados os motivos dos atos administrativos.
Em relação à necessidade de motivação dos atos administrativos vinculados (aqueles em que a lei
aponta um único comportamento possível) e dos atos discricionários (aqueles que a lei, dentro dos limites
nela previstos, aponta um ou mais comportamentos possíveis, de acordo com um juízo de conveniência
e oportunidade), a doutrina é uníssona na determinação da obrigatoriedade de motivação com relação
aos atos administrativos vinculados; todavia, diverge quanto à referida necessidade quanto aos atos
discricionários.
Meirelles11 entende que o ato discricionário, editado sob os limites da Lei, confere ao administrador
uma margem de liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade, não sendo necessária a
motivação. No entanto, se houver tal fundamentação, o ato deverá condicionar-se a esta, em razão da
necessidade de observância da Teoria dos Motivos Determinantes. O entendimento majoritário da
doutrina, porém, é de que, mesmo no ato discricionário, é necessária a motivação para que se saiba qual
o caminho adotado pelo administrador. Gasparini12, com respaldo no art. 50 da Lei n. 9.784/98, aponta
inclusive a superação de tais discussões doutrinárias, pois o referido artigo exige a motivação para todos
os atos nele elencados, compreendendo entre estes, tanto os atos discricionários quanto os vinculados.

10 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.


11 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. São Paulo: Malheiros, 1993.
12 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.

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Questões

01. (ANS – Técnico em Regulação – FUNCAB/2016) Com relação à ética no setor público, e de
acordo com os termos do Decreto n° 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil
do Poder Executivo Federal), é correto afirmar que:
(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como
acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta, devendo decidir
apenas entre a legal e o ilegal.
(C) não é dever do servidor público zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas
da defesa da vida e da segurança coletiva.
(D) salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e
da Administração Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui requisito de eficácia e
moralidade.
(E) com relação à Administração Pública, a moralidade limita-se à distinção entre o bem e o mal.

02. (TRF - 4ª REGIÃO - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal - FCC) O princípio
que traduz a ideia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações,
benéficas ou peculiares denomina-se princípio da:
(A) responsabilidade.
(B) moralidade.
(C) publicidade.
(D) supremacia do interesse público.
(E) impessoalidade.

03. (SEFAZ/RS - Técnico Tributário da Receita Estadual - FUNDATEC) São Princípios da


Administração Pública, expressos na Constituição Federal, exceto:
(A) Legalidade
(B) Probidade
(C) Impessoalidade.
(D) Eficiência.
(E) Publicidade.

04. (Caixa Econômica Federal – Advogado – CESPE) A respeito das classificações da ética como
campo de estudo, assinale a opção correta.
(A) Na abordagem da ética absoluta, toda ação humana é boa e, consequentemente, um dever, pois
se fundamenta em um valor.
(B) De acordo com a ética formal, não existem valores universais, objetivos, mas estes são
convencionais, condicionados ao tempo e ao espaço.
(C) Segundo a ética empírica, a distinção entre o certo e o errado ocorre por meio da experiência, do
resultado do procedimento, da observação sensorial do que de fato ocorre no mundo.
(D) Quanto ao aspecto histórico, a ética empírica possui a razão como enfoque para explicar o mundo,
na medida em que ela constrói a teoria explicativa e vai ao mundo para ver sua adequação.
(E) Em todas as classificações da ética, ela se torna equivalente à moral porque direciona o
comportamento humano para ações consideradas positivas para um grupo social.

05. (Caixa Econômica Federal – Advogado – CESPE) Acerca da relação entre ética e moral, assinale
a opção correta.
(A) O entendimento ético discorre filosoficamente, em épocas diferentes e por vários pensadores,
dando conceitos e formas de alusão ao termo ética.
(B) Durante as Idades Média e Moderna, a ética era considerada uma ciência, portanto, era ensinada
como disciplina escolar. Na Idade Contemporânea, a ética assumiu uma nova conotação, desvinculando-
se da ciência e da filosofia e sendo vinculada às práticas sociais.
(C) A simples existência da moral significa a presença explícita de uma ética, entendida como filosofia
moral, isto é, uma reflexão que discute, problematiza e interpreta o significado dos valores morais.
(D) A ética não tem por objetivo procurar o fundamento do valor que norteia o comportamento, tendo
em vista a historicidade presente nos valores.

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(E) O conhecimento do dever está desvinculado da noção de ética, pois este é consequência da
percepção, pelo sujeito, de que ele é um ser racional e, portanto, está obrigado a obedecer ao imperativo
categórico: a necessidade de se respeitar todos os seres racionais na qualidade de fins em si mesmos.

06. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH) Sobre moral e ética é incorreto
afirmar:
(A) A moral é a regulação dos valores e comportamentos considerados legítimos por uma determinada
sociedade, um povo, uma religião, uma certa tradição cultural etc.
(B) Uma moral é um fenômeno social particular, que tem compromisso com a universalidade, isto é,
com o que é válido e de direito para todos os homens. Exceto quando atacada: justifica-se se dizendo
universal, supostamente válida para todos.
(C) A ética a uma reflexão crítica sobre a moralidade. Mas ela não é puramente teoria. A ética é um
conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é
balizar as ações humanas.
(D) A moral é um conjunto de regras de conduta adotadas pelos indivíduos de um grupo social e tem
a finalidade de organizar as relações interpessoais segundo os valores do bem e do mal.
(E) A moral é a aplicação da ética no cotidiano, é a prática concreta.

07. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH) Sobre a ética, moral e direito é
incorreto afirmar:
(A) Tanto a moral como o direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa
previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
(B) O direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado.
(C) As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma
determinada população ou seus delegados vivem.
(D) Alguns autores afirmam que o direito é um subconjunto da ética. Esta perspectiva pode gerar a
conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de
conflitos entre a ética e o direito.
(E) A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma
determinada lei. Este é um exemplo de que a moral e o direito, apesar de referirem-se a uma mesma
sociedade, podem ter perspectivas discordantes.

08. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH) Sobre moralidade administrativa e
a constituição federativa é incorreto afirmar:
(A) A carta magna faz menção em diversas oportunidades ao princípio da moralidade. Uma delas,
prevista no art. 5º, LXXIII, trata da ação popular contra ato lesivo à moralidade administrativa.
(B) Em outra, o constituinte determinou a punição mais rigorosa da imoralidade qualificada pela
improbidade (art. 37, §4º).
(C) Há ainda o art. 14, §9º, onde se visa proteger a probidade e moralidade no exercício de mandato,
e o art. 85, V, que considera a improbidade administrativa como crime de atividade administrativa.
(D) O princípio da moralidade, com o advento da Carta Constitucional de 1988 foi alçado, pela vez
primeira em nosso direito positivo a princípio constitucional, nos termos do artigo 37, caput, o qual
estabelece diretrizes à administração pública.
(E) Também o artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, prevê a possibilidade de anulação de
atos lesivos à moralidade administrativa.

09. (ASPERH – Professor auxiliar ética profissional – ASPERH) Referente a princípio constitucional
da moralidade administrativa e administração pública é incorreto afirmar:
(A) O princípio constitucional da moralidade administrativa configura um vigoroso instrumento à função
de controle de legalidade, legitimidade e economicidade dos atos administrativos dos quais resultam
despesas públicas
(B) O princípio atua positivamente, impondo à Administração Pública o dever de bem gerir e
aumentando os demais deveres de conduta administrativa, tais como os de agir impessoalmente, garantir
a ampla publicidade de seus atos, pautar-se com razoabilidade, motivar seus atos e decisões, agir com
eficiência e observar a compatibilidade entre o objetivo de suas ações e o ato praticado para
operacionalizar tal objetivo ou finalidade. Bem assim, configura cânone de interpretação e integração de
norma jurídicas e/ou atos administrativos.

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(C) O princípio atua negativamente, impondo limites ao exercício da discricionariedade e permitindo a
correção dos atos praticados em desvio de finalidade, mediante o seu expurgo do mundo jurídico através
da invalidação
(D) O princípio geralmente “aplicável” isoladamente, compondo-se e articulando-se, algumas vezes,
com outros princípio jurídicos
(E) O princípio consubstancia “norma jurídica” e, portanto, ao utilizá-lo no exercício das funções
constitucionais de controle dos atos administrativos que geram despesas públicas sob os prismas de
legalidade e da legitimidade, não desborda o Tribunal de Contas de sua competência constitucional

10. (Correios – Agente de Correios – CONSULPLAN) Pode-se afirmar que a ética tem como objeto
de estudo:
(A) O ato humano (voluntário e livre) que é o ato com vontade racional, permeado por inteligência e
reflexão prévia.
(B) A distinção entre o existir e o agir, solenemente.
(C) A tradução dos costumes aceitos pela sociedade emergente.
(D) O conceito de moralidade dos povos segregados.
(E) N.R.A.

11. (Nossa Caixa Desenvolvimento – Contador – FCC) A respeito dos conceitos de ética, moral e
virtude, é correto afirmar:
(A) A vida ética realiza-se no modo de viver daqueles indivíduos que não mantêm relações
interpessoais.
(B) Etimologicamente, a palavra moral deriva do grego mos e significa comportamento, modo de ser,
caráter.
(C) Virtude deriva do latim virtus, que significa uma qualidade própria da natureza humana; significa,
de modo geral, praticar o bem usando a liberdade com responsabilidade constantemente.
(D) A moral é influenciada por vários fatores como, sociais e históricos; todavia, não há diferença entre
os conceitos morais de um grupo para outro.
(E) Compete à moral chegar, por meio de investigações científicas, à explicação de determinadas
realidades sociais, ou seja, ela investiga o sentido que o homem dá a suas ações para ser
verdadeiramente feliz.

12. (TRT 8ª Região – Técnico – FCC) O servidor público que deixa de acatar as ordens legais de seus
superiores e a sua fiel execução, infringe o dever de:(A) conduta ética.
(B) eficiência.
(C) obediência.
(D) lealdade.
(D) fidelidade.

13. (TRT 22ª Região – Técnico – FCC) O princípio da administração pública que tem por fundamento
que qualquer atividade de gestão pública deve ser dirigida a todos os cidadãos, sem a determinação de
pessoa ou discriminação de qualquer natureza, denomina-se(A) Eficiência.
(B) Moralidade.
(C) Legalidade.
(D) Finalidade.
(E) Impessoalidade.

14. (DPE/PR – Defensor – FCC) Sobre os princípios orientadores da administração pública é


INCORRETO afirmar:
(A) A administração pública não pode criar obrigações ou reconhecer direitos que não estejam
determinados ou autorizados em lei.
(B) A conduta administrativa com motivação estranha ao interesse público caracteriza desvio de
finalidade ou desvio de poder.
(C) A oportunidade e a conveniência são delimitadas por razoabilidade e proporcionalidade tanto na
discricionariedade quanto na atividade vinculada da administração pública.
(D) Além de requisito de eficácia dos atos administrativos, a publicidade propicia o controle da
administração pública pelos administrados.
(E) O princípio da eficiência tem sede constitucional e se reporta ao desempenho da administração
pública.

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15. (TRF 5ª Região – Técnico – FCC) O artigo 37 da Constituição Federal estabelece os princípios
aplicáveis à Administração Pública, entre os quais NÃO se inclui, expressamente, (A) eficiência.
(B) finalidade.
(C) publicidade.
(D) impessoalidade.
(E) moralidade.

16. (SET/RN – Auditor Fiscal do Tesouro Estadual – ESAF) Sobre os princípios constitucionais da
administração pública, pode-se afirmar que:
I. o princípio da legalidade pode ser visto como incentivador do ócio, haja vista que, segundo esse
princípio, a prática de um ato concreto exige norma expressa que o autorize, mesmo que seja inerente
às funções do agente público;
II. o princípio da publicidade visa a dar transparência aos atos da administração pública e contribuir
para a concretização do princípio da moralidade administrativa;
III. a exigência de concurso público para ingresso nos cargos públicos reflete uma aplicação
constitucional do princípio da impessoalidade;
IV. o princípio da impessoalidade é violado quando se utiliza na publicidade oficial de obras e de
serviços públicos o nome ou a imagem do governante, de modo a caracterizar promoção pessoal do
mesmo;
V. a aplicação do princípio da moralidade administrativa demanda a compreensão do conceito de
"moral administrativa", o qual comporta juízos de valor bastante elásticos;
VI. o princípio da eficiência não pode ser exigido enquanto não for editada a lei federal que deve defini-
lo e estabelecer os seus contornos.

Estão corretas as afirmativas:


(A) I, II, III e IV.
(B) II, III, IV e V.
(C) I, II, IV e VI.
(D) II, III, IV e VI.
(E) III, IV, V e VI.

17. (TRE/MG – Técnico Judiciário – CONSULPLAN/2015) Os mais modernos postulados da gestão


administrativa, tanto no setor privado quanto no âmbito dos órgãos públicos, determinam que os atos
administrativos observem os padrões usuais de moralidade que estão indissociavelmente vinculados
a critérios de escolha pautados pela
(A) ética
(B) avaliação.
(C) subordinação.
(D) estandardização.

18. (ANS – Técnico em Regulação em Saúde Complementar – FUNCAB/2016) Com relação à ética
no setor público, e de acordo com os termos do Decreto n° 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é correto afirmar que:
(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como
acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta, devendo decidir
apenas entre a legal e o ilegal.
(C) não é dever do servidor público zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências específicas
da defesa da vida e da segurança coletiva.
(D) salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e
da Administração Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui requisito de eficácia e
moralidade.
(E) com relação à Administração Pública, a moralidade limita-se à distinção entre o bem e o mal.

Respostas

01. Resposta: A.

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a) Certo. Das regras Deontológicas. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a
comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,
integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.

02. Resposta: E.
O princípio da impessoalidade estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não
poderá, na execução das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o
interesse social e não o interesse particular.

03. Resposta: B.
Pelo disposto no artigo 37, caput, da CF/88, a administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

04. Resposta: C.
Empirismo é a observação prática de um fenômeno. Enquanto que numa ética teórica bastaria a
reflexão para conhecer o certo e o errado, por uma ética empírica é preciso vivenciar o contato direto com
situações que permitam compreender estes valores.
Na filosofia, empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais)
formadoras das ideias, discordando, portanto, da noção de ideias inatas, havendo também uma vertente
no campo de estudo da ética.

05. Resposta: A.
O termo ética passa por diversas interpretações no decorrer da história, mas é possível notar que
alguns de seus elementos, guardadas as devidas particularidades, são reincidentes na formação deste
conceito.

06. Resposta: B.
A Moral, embora seja mais subjetiva que a Ética, reflete o seu conteúdo, logo, também possui
universalidade. O sentimento moral é uno e repousa no seio social, sendo assim universal. Logo, a Moral
é válida para todos, não supostamente válida.

07. Resposta: D.
O Direito é um subconjunto da Ética e, por isso mesmo, suas normas devem refletir o conteúdo ético
sempre que possível, o que ocorre pela presença do valor do justo. Tomar como correta a afirmativa d
seria entender que o Direito pode não ser justo e ainda assim ser válido, premissa positivista refutada no
contexto pós-guerra.

08. Resposta: C.
Embora o artigo 85, V faça referência à probidade administrativa como um dos objetos de violação,
caracterizando crime de responsabilidade pelo Presidente da República, o ato de improbidade
administrativa praticado pelos servidores em geral tem natureza cível e está regulado na Lei nº 8.429/92.

09. Resposta: D.
O princípio da moralidade administrativa deve sempre ser lido em conjunto com os demais princípios
constitucionais, notadamente os aplicáveis à Administração Pública: legalidade, impessoalidade,
publicidade e eficiência.

10. Resposta: A.
O principal objeto de estudo da ética é a ação humana, num sentido de refletir sobre ela. De forma
estrita, a moral, parte da ética, estuda a ação humana enquanto ação propriamente dita. De qualquer
maneira, no âmbito da ética é feito um estudo da ação humana baseada na razão, na vontade racional.

11. Resposta: C.
Virtude é uma qualidade da natureza humana relacionada a um valor ético. A ação que seja virtuosa
será voltada sempre ao bem e praticada com responsabilidade e razoabilidade, sem o que perderia tal
caráter. Vale destacar que a alternativa d está incorreta porque embora a ética seja imutável, preceitos
morais podem sofrer pequenas variações de um grupo social para outro sem que se perca a essência
ética.

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12. Resposta: C.
Dever de obediência é o que se liga diretamente à hierarquia que deve ser respeitada dentro das
instituições públicas, garantindo a melhor prestação do serviço. Os demais princípios são mais
abrangentes, referindo-se ao cargo como um todo, não apenas à relação hierárquica.

13. Resposta: E.
Todos os princípios da administração pública se ligam, por isso, ao menos indiretamente todos acabam
se fazendo presentes. Contudo, é preciso se atentar ao mais específico: o preâmbulo da questão
descreve exatamente o conceito do princípio da impessoalidade, que veda distinções indevidas entre os
administrados.

14. Resposta: C.
A alternativa a) define o princípio da legalidade para a administração pública, pelo qual ela somente
pode fazer o que a lei permite; a b) traz o princípio da motivação, pelo qual todos atos da administração
devem ser justificados pelo interesse público, sob pena de desvio de finalidade ou desvio de poder; a d)
relembra que a publicidade dos atos da administração facilita o controle destes pelo povo; a e) se refere
ao art. 37 da CF e traz a principal finalidade do princípio da eficiência, que é a otimização do desempenho
da administração pública. A alternativa c) está incorreta porque oportunidade e conveniência somente
são delimitadas pela razoabilidade e pela proporcionalidade nos atos discricionários, nos quais a
administração possui alguma liberdade de escolha.

15. Resposta: B.
O artigo 37 da CF traz, nesta ordem, os princípios da administração pública: legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (formando a palavra LIMPE).

16. Resposta: B.
O princípio da legalidade é reforço da moralidade, não incentivador do ócio e da preguiça, até mesmo
porque a exigência de lei expressa não exclui o desempenho de funções inerentes ao cargo pelo servidor.
O princípio da eficiência, por sua vez, consubstancia-se no binômio produtividade-economicidade e pode
ser exigido desde sua previsão no texto constitucional. Logo, I e VI estão incorretas.

17. Resposta: A.
O princípio da moralidade revela-se intimamente ligado à ideia de honestidade, de probidade
administrativa, de ética. Na linha do exposto, confira-se a seguinte lição de José dos Santos Carvalho
Filho:
"O princípio da moralidade impõe que o administrador público não dispense os preceitos éticos que
devem estar presentes em sua conduta." (Manual de Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 21)

18. Resposta: A.
a) Certo. Das regras Deontológicas. V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a
comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,
integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
b) II - O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não
terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o
oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas
no art. 37, caput, e § 4°, da Constituição Federal.
c) XIV - São deveres fundamentais do servidor público: j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas
exigências específicas da defesa da vida e da segurança coletiva;
d) VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado
e da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade,
ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
e) III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo
ser acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade,
na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.

2. Serviço Público no Brasil: definição, natureza, espécies, características.

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Serviços públicos são aqueles serviços prestados pela Administração, ou por quem lhe faça às vezes,
mediante regras previamente estipuladas por ela para a preservação do interesse público.
A titularidade da prestação de um serviço público sempre será da Administração Pública, somente
podendo ser transferido a um particular a prestação do serviço público. As regras serão sempre fixadas
unilateralmente pela Administração, independentemente de quem esteja executando o serviço público.
Qualquer contrato administrativo aos olhos do particular é contrato de adesão.
Para distinguir quais serviços são públicos e quais não, deve-se utilizar as regras de competência
dispostas na Constituição Federal. Quando não houver definição constitucional a respeito, deve-se
observar as regras que incidem sobre aqueles serviços, bem como o regime jurídico ao qual a atividade
se submete. Sendo regras de direito público, será serviço público; sendo regras de direito privado, será
serviço privado.
O fato de o Ente Federado ser o titular dos serviços não significa que deva obrigatoriamente prestá-
los por si. Assim, tanto poderá prestá-los por si mesmo, como poderá promover-lhes a prestação,
conferindo à entidades estranhas ao seu aparelho administrativo, titulação para que os prestem, segundo
os termos e condições fixadas, e, ainda, enquanto o interesse público aconselhar tal solução. Dessa
forma, esses serviços podem ser delegados a outras entidades públicas ou privadas, na forma de
concessão, permissão ou autorização.
Assim, em sentido amplo, pode-se dizer que serviço público é a atividade ou organização abrangendo
todas as funções do Estado; já em sentido estrito, são as atividades exercidas pela administração pública.

CARACTERES JURÍDICOS: os serviços públicos possuem quatro caracteres jurídicos, quais sejam:

- Generalidade: o serviço público deve ser prestado a todos, ou seja à coletividade.


- Uniformidade: exige a igualdade entre os usuários do serviço público, assim todos eles devem ser
tratados uniformemente.
- Continuidade: não se pode suspender ou interromper a prestação do serviço público.
-Regularidade: todos os serviços devem obedecer às normas técnicas.
- Modicidade: o serviço deve ser prestado da maneira mais barata possível, de acordo com a tarifa
mínima. Deve-se considerar a capacidade econômica do usuário com as exigências do mercado, evitando
que o usuário deixe de utilizá-lo por motivos de ausência de condições financeiras.
- Eficiência: para que o Estado preste seus serviços de maneira eficiente é necessário que o Poder
Público atualize-se com novos processos tecnológicos, devendo a execução ser mais proveitosa com o
menos dispêndio.

PRINCÍPIOS

Vamos conferir os principais princípios do serviço público.

a. Princípio da continuidade da prestação do serviço público: Em se tratando de serviço público,


o princípio mais importante é o da continuidade de sua prestação.
Num contrato administrativo, quando o particular descumpre suas obrigações, há rescisão contratual.
Se a Administração, entretanto, que descumpre suas obrigações, o particular não pode rescindir o
contrato, tendo em vista o princípio da continuidade da prestação.
Essa é a chamada “cláusula exorbitante”, que visa dar à Administração Pública uma prerrogativa que
não existe para o particular, colocando-a em uma posição superior em razão da supremacia do interesse
público.

b. Princípio da mutabilidade: Fica estabelecido que a execução do serviço público pode ser alterada,
desde que para atender o interesse público. Assim, nem os servidores, nem os usuários de serviços
públicos, nem os contratados pela administração pública, têm direito adquirido à manutenção de
determinado regime jurídico.

c. Princípio da igualdade dos usuários: Esse princípio estipula que não haverá distinção entre as
pessoas interessadas em contratar com a administração pública. Dessa forma, se tais pessoas possuírem
condições legais de contratação, não poderão ser diferenciadas.
d. Princípio da adequação: na própria Lei 8.897/95, resta claro que o serviço adequado é aquele que
preenche as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança...Dessa forma, se nota que
à Administração Pública e aos seus delegado é necessário que se respeite o que a legislação exige.

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e. Princípio da obrigatoriedade: o Estado não tem a faculdade discricionária em prestar o serviço
público, ele é obrigado a fazer, sendo, dessa maneira, um dever jurídico.

f. modicidade das tarifas: significa que o valor exigido do usuário a título de remuneração pelo uso
do serviço deve ser o menor possível, reduzindo-se ao estritamente necessário para remunerar o
prestador com acréscimo de pequena margem de lucro. Daí o nome “modicidade”, que vem de “módico”,
isto é, algo barato, acessível.
Como o princípio é aplicável também na hipótese de serviço remunerado por meio de taxa, o mais
apropriado seria denominá-lo princípio da modicidade da remuneração.13

g. transparência: o usuário tem direito de receber do poder concedente e da concessionária


informações para defesa de interesses individuais ou coletivos.

REGULAMENTAÇÃO E CONTROLE

A regulamentação e o controle competem ao serviço público, independente da forma de prestação de


serviço público ao usuário.

Caso o serviço não esteja sendo prestado de forma correta, o Poder Público poderá intervir e retirar a
prestação do terceiro que se responsabilizou pelo serviço. Deverá, ainda exigir eficiência para o
cumprimento do contrato.

Como a Administração goza de poder discricionário, poderão ter as cláusulas contratuais modificadas
ou a delegação do serviço público revogada, atendendo ao interesse público.

O caráter do serviço público não é a produção de lucros, mas sim servir ao público donde nasce o
direito indeclinável da Administração de regulamentar, fiscalizar, intervir, se não estiver realizando a sua
obrigação.

Características jurídicas, titularidade.

As características do serviço público envolvem alguns elementos, tais quais: elemento subjetivo,
elemento formal e elemento material.

Elemento Subjetivo – o serviço público compete ao Estado que poderá delegar determinados serviços
públicos, através de lei e regime de concessão ou permissão por meio de licitação. O Estado é
responsável pela escolha dos serviços que em determinada ocasião serão conhecidos como serviços
públicos. Exemplo: energia elétrica; navegação aérea e infraestrutura portuária; transporte ferroviário e
marítimo entre portos brasileiros e fronteiras nacionais; transporte rodoviário interestadual e internacional
de passageiros; portos fluviais e lacustres; serviços oficiais de estatística, geografia e geologia

Elemento Material – o serviço público deve corresponder a uma atividade de interesse público.

Elemento Formal – a partir do momento em que os particulares prestam serviço com o Poder Público,
estamos diante do regime jurídico híbrido, podendo prevalecer o Direito Público ou o Direito Privado,
dependendo do que dispuser a lei. Para ambos os casos, a responsabilidade é objetiva. (os danos
causados pelos seus agentes serão indenizados pelo Estado)

Quanto à titularidade:

A titularidade da prestação de um serviço público sempre será da Administração Pública, somente


podendo ser transferido a um particular a execução do serviço público. As regras serão sempre fixadas
unilateralmente pela Administração, independentemente de quem esteja executando o serviço público.
Qualquer contrato administrativo aos olhos do particular é contrato de adesão.
Para distinguir quais serviços são públicos e quais não, deve-se utilizar as regras de competência
dispostas na Constituição Federal. Quando não houver definição constitucional a respeito, deve-se

13
Mazza, Alexandre. Manual de Direito Administrativo. Saraiva, 4ª edição, 2014.

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observar as regras que incidem sobre aqueles serviços, bem como o regime jurídico ao qual a atividade
se submete. Sendo regras de direito público, será serviço público; sendo regras de direito privado, será
serviço privado.

Desta forma, os instrumentos normativos de delegação de serviços públicos, como concessão e


permissão, transferem apenas a prestação temporária do serviço, mas nunca delegam a titularidade do
serviço público.

Assim, em sentido amplo, pode-se dizer que serviço público é a atividade ou organização abrangendo
todas as funções do Estado; já em sentido estrito, são as atividades exercidas pela administração pública.

Portanto, a execução de serviços públicos poderá ser realizada pela administração direta, indireta ou
por particulares. Oportuno lembrar que a administração direta é composta por órgãos, que não têm
personalidade jurídica, que não podem estar, em regra, em juízo para propor ou sofrer medidas judiciais.

Exemplos: Ministérios, Secretarias de Estado, administrações regionais, subprefeituras.14


A administração indireta é composta por pessoas, surgindo como exemplos: autarquias, fundações,
empresas públicas, sociedades de economia mista. Por outro lado, o serviço público também pode ser
executado por particulares, por meio de concessão, permissão, autorização. Importante dizer ainda que
todas estas figuras que integram a administração indireta têm de comum entre si os seguintes itens:

a) são pessoas jurídicas;


b) são criadas ou autorizadas por lei de iniciativa do poder executivo;
c) são dotadas de autonomia administrativa, financeira e patrimônio próprio.

CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

a) Serviços delegáveis e indelegáveis: Serviços delegáveis são aqueles que por sua natureza, ou
pelo fato de assim dispor o ordenamento jurídico, comportam ser executados pelo estado ou por
particulares colaboradores.
Ex: serviço de abastecimento de água e energia elétrica

Serviços indelegáveis são aqueles que só podem ser prestados pelo Estado diretamente, por seus
órgãos ou agentes.
Ex: serviço de segurança nacional.

b) Serviços administrativos e de utilidade pública: O chamado serviço de utilidade pública é o


elenco de serviços prestados à população ou postos à sua disposição, pelo Estado e seus agentes,
basicamente de infraestrutura e de uso geral, como correios e telecomunicações, fornecimento de
energia, dentre outros.
Ex: imprensa oficial

c) Serviços coletivos (uti universi) e singulares (uti singuli): Coletivo. São serviços gerais,
prestados pela Administração à sociedade como um todo, sem destinatário determinado e são mantidos
pelo pagamento de impostos.
Ex: serviço de iluminação pública e segurança pública

Serviços singulares são os individuais onde os usuários são determinados e são remunerados pelo
pagamento de taxa ou tarifa.
Ex: serviço de telefonia domiciliar

d) Serviços sociais e econômicos: Serviços sociais são os que o Estado executa para atender aos
reclamos sociais básicos e representam; ou uma atividade propiciadora de comodidade relevante; ou
serviços assistenciais e protetivos.
Ex: serviços de educação e saúde.

14
https://sites.google.com/site/zeitoneglobal/parte-especial-1/1-01-servico-publico

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Serviços econômicos são aqueles que, por sua possibilidade de lucro, representam atividades de
caráter industrial ou comercial.
Ex: serviço de telefonia e fornecimento de gás canalizado.

e. Serviços próprios – compreendem os que se relacionam intimamente com as atribuições do Poder


Público (Ex.: segurança, polícia, higiene e saúde públicas etc.) devendo ser usada a supremacia sobre
os administrados para a execução da Administração Pública. Em razão disso não podem ser delegados
a particulares. Devido a sua essência, são na maioria das vezes gratuitos ou de baixa remuneração.

f. Serviços impróprios – por não afetarem substancialmente as necessidades da comunidades,


apenas irá satisfazer alguns de seus membros, devendo ser remunerado pelos seus órgãos ou entidades
administrativas, como é o caso das autarquias, sociedades de economia mista ou ainda por delegação.

REMUNERAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Os serviços públicos podem ser prestados de forma abstrata, difusa, à toda coletividade, sem
particularização ou individualização da prestação (educação, a saúde pública, a iluminação pública, a
segurança pública, a limpeza pública, coleta de lixo, calçamento e outros), que são remunerados por via
necessariamente tributária.
Em contrapartida, existem serviços cuja prestação é especifica, mensurável, individual, ou seja, se
apresenta de forma concreta ao usuário, o que gerará um direito subjetivo de prestação. A fruição destes
serviços não será homogênea para todos os usuários, que poderão utilizá-los em intensidades diversas,
de acordo com a necessidade de cada um. São serviços como energia elétrica, telefonia, gás, água
encanada e transporte coletivo. Eles são específicos, que significa dizer que são prestados de uma forma
autônoma, destacada e são também divisíveis, em que o uso efetivo ou potencial pode ser aferido
individualmente. Estes serviços serão remunerados por Taxas de serviços (que diferem das taxas de
polícia) ou por tarifas (também chamadas de preços), já que este tipo de serviço público pode ser objeto
de delegação.

- Taxa: Taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza, ou possui à sua disposição, serviço público
especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional. Serviço divisível é aquele que pode ser
mensurado, medido, ter sua quantidade aferida por algum instrumento, ser prestado de forma
individualizada ao usuário. Está capitulado no art. 79, III do CTN. Entendem-se divisíveis, os serviços
quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos usuários.

- Tarifa: Também conhecida como preço público, é o valor cobrado pela prestação de serviços públicos
por empresas públicas, sociedades de economia mista, empresas concessionárias e permissionárias de
serviços públicos (art. 2° e 3° do Código de Defesa do Consumidor). Aqui, o Estado também presta serviço
público, mas por meio dos órgãos da administração indireta, ao contrário do tributo taxa, cobrado pelos
órgãos da Administração Direta, que podem, inclusive, celebrar contratos administrativos para a
prestação de serviços taxados. Tarifa é um instituto típico de direito privado, existente em uma relação de
consumo, em que há a autonomia da vontade, a liberdade de contratar e de discutir cláusulas e condições
de contrato, ou seja, do pacta sunt servanda.

- Imposto: quando se trata de serviços públicos uti universi, não há que se falar em remuneração, mas
em prestação custeada pelas receitas oriundas de impostos. Ex: serviço de limpeza e conservação de
logradouros públicos.

Usuário do serviço público: o usuário do serviço público não é necessariamente o destinatário final.
Podem ser usuários tanto o indivíduo que recebe energia ou serviço de telecomunicações em sua
residência, como uma pessoa jurídica que utiliza a energia elétrica ou a telecomunicação como insumo
em sua atividade comercial.

Direitos e Obrigações dos usuários

Os usuários dos serviços públicos têm direito ao recebimento do serviço e indenização no caso de ser
mal prestado ou interrompida a prestação, provocando prejuízos ao particular.

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Os usuários dos serviços públicos devem obedecer aos requisitos de ordem administrativa,
apresentando dados que a administração requisitar, tais como os de ordem técnica que são condições
necessárias para Administração prestar o serviço e os de ordem pecuniária, no que diz respeito à
remuneração do serviço. Vamos fazer a leitura do artigo 7º da Lei 8.987/95. Essa lei dispõe sobre o regime
de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal:

Dentro deste contexto, observados os aspectos comuns a todas elas, passaremos agora a estabelecer
uma definição de cada uma procurando ressaltar seus aspectos característicos, permitindo a visualização
das diferenças entre elas.

Art. 7º. Sem prejuízo do disposto na Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, são direitos e obrigações
dos usuários:
I - receber serviço adequado;
II - receber do poder concedente e da concessionária informações para a defesa de interesses
individuais ou coletivos;
III - obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários prestadores de serviços, quando
for o caso, observadas as normas do poder concedente.
IV - levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as irregularidades de que tenham
conhecimento, referentes ao serviço prestado;
V - comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela concessionária na prestação
do serviço;
VI - contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos através dos quais lhes são
prestados os serviços.

Competência:
São de competência exclusiva do Estado, não podendo delegar a prestação à iniciativa privada: os
serviços postais e correio aéreo nacional.

Art. 21, CF Compete à União:


( )
X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional

Além desses casos, veja estes incisos ainda trazidos no mesmo artigo constitucional:

Art. 21, CF Compete à União:


( )
XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 8, de 15/08/95:)
b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em
articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos;
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária;
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou
que transponham os limites de Estado ou Território;
e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;

Titularidade não-exclusiva do Estado: os particulares podem prestar, independentemente de


concessão, são os serviços sociais. Ex: serviços de saúde, educação, assistência social.

O artigo 30 da Constituição Federal, traz os serviços de competência dos municípios, destacando-se


o disposto no inciso V

Art. 30. Compete aos Municípios:


I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo
da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;

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V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos
de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação
infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006)
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à
saúde da população;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle
do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação
fiscalizadora federal e estadual.

FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO

1. Prestação Direta: É a prestação do serviço pela Administração Pública Direta, que pode se realizar
de duas maneiras:
a) pessoalmente pelo Estado: quando for realizada por órgãos públicos da administração direta.
b) com auxílio de particulares: quando for realizada licitação, celebrando contrato de prestação de
serviços. Apesar de feita por particulares, age sempre em nome do Estado, motivo pelo qual a reparação
de eventual dano é de responsabilidade do Estado.

2. Prestação Indireta por outorga: nesse caso a prestação de serviços públicos pode ser realizada
por pessoa jurídica especializada criada pelo Estado, se houver lei específica. Este tipo de prestação é
feita pela Administração Pública Indireta, ou seja, pelas autarquias, fundações públicas, associações
públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. A responsabilidade pela reparação de
danos decorrentes da prestação de serviços, neste caso, é objetiva e do próprio prestador do serviço,
mas o Estado (Administração Direta) tem responsabilidade subsidiária, caso a Administração Indireta não
consiga suprir a reparação do dano. Outrossim, a remuneração paga pelo usuário tem natureza de taxa.

3. Prestação Indireta por delegação: é realizada por concessionários e permissionários, após regular
licitação. Se a delegação tiver previsão em lei específica, é chamada de concessão de serviço público e
se depender de autorização legislativa, é chamada de permissão de serviço público.
A prestação indireta por delegação só pode ocorrer nos chamados serviços públicos uti singuli e a
responsabilidade por danos causados é objetiva e direta das concessionárias e permissionárias, podendo
o Estado responder apenas subsidiariamente.
Outrossim, a natureza da remuneração para pelo usuário é de tarifa ou preço público.

Vale lembrar, que o poder de FISCALIZAÇÃO da prestação de serviços públicos é sempre do Poder
Concedente.

DELEGAÇÃO DA EXPLORAÇÃO A PARTICULARES; PERMISSÃO E CONCESSÃO DE SERVIÇO


PÚBLICO

Formas de Delegação do Serviço Público

As concessões de serviços públicos e de obras públicas e as permissões de serviços públicos reger-


se-ão pelos termos do art. 175 da Constituição Federal, pela lei 8.987/95, pelas normas legais pertinentes
e pelas cláusulas dos indispensáveis contratos. Vamos conferir a redação do artigo 175 da Constituição
Federal:

Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.
Parágrafo único. A lei disporá sobre:
I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial
de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da
concessão ou permissão;
II - os direitos dos usuários;
III - política tarifária;
IV - a obrigação de manter serviço adequado.

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Note-se que o dispositivo não faz referência à autorização de serviço público, talvez porque os
chamados serviços públicos autorizados não sejam prestados a terceiros, mas aos próprios particulares
beneficiários da autorização; são chamados serviços públicos, porque atribuídos à titularidade exclusiva
do Estado, que pode, discricionariamente, atribuir a sua execução ao particular que queira prestá-lo, não
para atender à coletividade, mas às suas próprias necessidades.

Concessão de serviço público: É a delegação da prestação do serviço público feita pelo poder
concedente, mediante licitação na modalidade concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas
que demonstrem capacidade de desempenho por sua conta e risco, com prazo determinado. Essa
capacidade de desempenho é averiguada na fase de habilitação da licitação. Qualquer prejuízo causado
a terceiros, no caso de concessão, será de responsabilidade do concessionário – que responde de forma
objetiva (art. 37, § 6.º, da CF) tendo em vista a atividade estatal desenvolvida, respondendo a
Administração Direta subsidiariamente. É admitida a subconcessão, nos termos previstos no contrato de
concessão, desde que expressamente autorizada pelo poder concedente. A subconcessão corresponde
à transferência de parcela do serviço público concedido a outra empresa ou consórcio de empresas. É o
contrato firmado por interesse da concessionária para a execução parcial do objeto do serviço concedido.

Permissão de Serviço Público: É a delegação a título precário, mediante licitação feita pelo poder
concedente à pessoa física ou jurídica que demonstrem capacidade de desempenho por sua conta e
risco.
A Lei n. 8.987/95 é contraditória quando se refere à natureza jurídica da permissão: menciona que é
“precária”, mas que será precedida de “licitação”, o que pressupõe um contrato e um contrato não pode
ser precário.
Em razão disso, diverge a doutrina.
Para Hely Lopes Meirelles, Maria Sylvia Zanella di Pietro e Celso Antonio Bandeira de Mello,
concessão é uma espécie de contrato administrativo destinado a transferir a execução de um serviço
público para terceiros; permissão é ato administrativo unilateral e precário.
Nada obstante, a Constituição Federal iguala os institutos quando a eles se refere (art. 223, §§ 4.º e
5.º):

Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o
serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos
sistemas privado, público e estatal.
[...]
§ 4º O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, depende de decisão
judicial.
§ 5º O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze
para as de televisão.

Autorização: É um ato administrativo unilateral, discricionário e precário, pelo qual o Poder Público
transfere por delegação a execução de um serviço público para terceiros. O ato é precário porque não
tem prazo certo e determinado, possibilitando o seu desfazimento a qualquer momento.
O que diferencia, basicamente, a autorização da permissão é o grau de precariedade. A autorização
de serviço público tem precariedade acentuada e não está disciplinada na Lei n. 8.987/95. É aplicada
para execução de serviço público emergencial ou transitório (Exemplo: serviço de táxi; serviços de
despachantes; serviço de guarda particular em estabelecimentos; serviços de pavimentação de ruas pela
própria população etc.).
Relativamente à permissão de serviço público, as suas características assim se resumem:
1. é contrato de adesão, precário e revogável unilateralmente pelo poder concedente (em
conformidade com o art. 1 75, parágrafo único, inciso I, da Constituição, e do art. 40 da Lei nº 8987/95),
embora tradicionalmente seja tratada pela doutrina como ato unilateral, discricionário e precário, gratuito
ou oneroso, intuitu personae.
2. depende sempre d e licitação, conforme artigo 1 75 da Constituição;
3. seu objeto é a execução d e serviço público, continuando a titularidade do serviço com o Poder
Público;
4. o serviço é executado e m nome d o permissionário, por sua conta e risco;
5. o permissionário sujeita-se à s condições estabelecidas pela Administração e a sua fiscalização;
6. como ato precário, pode ser alterado ou revogado a qualquer momento pela Administração, por
motivo de interesse público;

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7. não obstante seja de sua natureza a outorga sem prazo, tem a doutrina admitido a possibilidade de
fixação de prazo, hipótese em que a revogação antes do termo estabelecido dará ao permissionário direito
à indenização; é a modalidade que Hely Lopes Meirelles denomina de permissão condicionada e
Cretella Júnior de permissão qualificada.

Extinção da concessão de serviço público e reversão dos bens


São formas de extinção do contrato de concessão:
- Advento do termo contratual (art. 35, I da Lei 8987/95).
- Encampação (art. 35, II da Lei 8987/95).
- Caducidade (art. 35, III da Lei 8987/95).
- Rescisão (art. 35, IV da Lei 8987/95).
- Anulação (art. 35, V da Lei 8987/95).
- Falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso
de empresa individual (art. 35, VI da Lei 8987/95).

Questões

01. (IF/BA - Assistente em Administração – FUNRIO/2016). Representa característica da permissão


de serviço público
(A) constituir ato bilateral e discricionário.
(B) não depender de licitação.
(C) constituir ato unilateral, discricionário e precário.
(D) não poder ser alterada ou revogada.
(E) impedir o Poder Público de fiscalizar o permissionário.

02. (Prefeitura de Suzano/SP - Procurador Jurídico – VUNESP/2015). São exemplos de serviços


públicos uti singuli:
(A) iluminação pública, calçamento e fornecimento de gás.
(B) energia elétrica, iluminação pública e saúde.
(C) telefonia, energia elétrica e fornecimento de água.
(D) educação, saúde e policiamento.
(E) transporte coletivo, defesa civil e educação.

03. (ANS - Ativ. Tec. de Suporte – Direito – FUNCAB/2015). Marque a opção correta, a respeito do
serviço público.
(A) Sobre as concessões de serviços público e de obras públicas e as permissões de serviços públicos
reger-se-ão, exclusivamente, nos termos da lei que trata das licitações e contratos administrativos.
(B) Sobre a concessão de serviço público precedida da execução de obra pública, a construção, total
ou parcial, conservação, reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público,
delegada pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência e tomada de preço,
à pessoa física e jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para a sua realização,
por sua conta e risco, de forma que o investimento da concessionária seja remunerado e amortizado
mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo determinado.
(C) Sobre a concessão de serviço público, a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente,
mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa física ou jurídica, ou consórcio de empresas
que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado.
(D) Sobre o poder concedente, são eles a União, o Estado, o Distrito Federal, o Município ou o território,
em cuja competência se encontre o serviço público, precedido ou não da execução de obra pública e
licitação, objeto de concessão ou permissão.
(E) Sobre a permissão de serviço público, a sua delegação, a título precário, mediante licitação, da
prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre
capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.
04. (CRC/RO – Contador – FUNCAB/2015) Serviços públicos classificados como “uti universí' ou
gerais:
(A) são prestados a usuários determinados.
(B) são custeados pela receita de impostos.
(C) podem ser dados em concessão.
(D) são prestados por entes privados.
(E) podem ser remunerados por taxas.

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05. (MPE/SP – Analista de Promotoria – Vunesp/2015) A respeito da encampação nos contratos de
concessão de serviço público, é correto afirmar que:
(A é medida facultativa da concessionária.
(B) deve ser precedida de lei autorizativa específica e de pagamento da indenização.
(C) não é permitida por lei.
(D) é medida impositiva do poder concedente após o término da concessão.
(E) ocorre durante a concessão, por motivo de interesse público, sem direito à indenização.

06. (TJ/SP - Juiz Substituto – VUNESP/2015). Sobre os serviços públicos, assinale a alternativa
correta.
(A) As tarifas de remuneração da prestação de serviços públicos concedidos deverão ser fixadas pelo
preço da proposta vencedora da licitação nos termos de sua proposta e sua cobrança poderá ser
condicionada à existência de serviço alternativo e gratuito para o usuário.
(B) A prestação de serviço público diretamente pelo poder público é imune à aplicação do regime de
proteção contido no Código de Defesa do Consumidor por caracterizar relação de prestação ao usuário
e não relação de consumo.
(C) Os serviços públicos previstos na Constituição que sejam passíveis de concessão aos particulares
só poderão ser remunerados por meio de tarifas.
(D) A prestação do serviço público não pode ser interrompida por inadimplemento do usuário no
pagamento das tarifas, pois sendo um serviço essencial, o corte fere o princípio da dignidade da pessoa
humana.

07. (TJ/BA - Técnico Judiciário - Área Administrativa – FGV/2015). Em tema de serviços públicos,
a doutrina de Direito Administrativo ensina que se aplica especificamente o princípio da:
(A) autotutela, o qual indica que a Administração Pública ou o concessionário (no caso de delegação),
ao prestar os serviços públicos, gozam de liberdade de gestão, podendo aumentar unilateralmente as
tarifas para manter a lucratividade da atividade;
(B) modicidade, segundo o qual os serviços públicos devem ser remunerados a preços módicos,
devendo o Poder Público calcular o valor das tarifas com vistas à eficiência e lucros máximos;
(C) supremacia do interesse público, segundo o qual as atividades administrativas e os serviços
públicos são prestados pelo Estado para benefício do particular individualmente considerado em
detrimento da coletividade;
(D) continuidade, o qual indica que os serviços públicos não devem sofrer interrupção, ou seja, sua
prestação deve ser contínua para evitar que a paralisação provoque colapso nas múltiplas atividades
particulares;
(E) indisponibilidade, o qual indica que a Administração Pública ou o concessionário (no caso de
delegação), ao prestar os serviços públicos, tem a livre disposição dos bens e interesses públicos.

08. (TER/SE -Técnico Judiciário - Área Administrativa – FCC/2015). A cortesia constitui um dos
princípios que regem os serviços públicos. Exemplo de sua aplicação é
(A) modicidade das tarifas, de modo a não onerar os usuários dos serviços públicos.
(B) isenção de tarifas para administrados que assim necessitem.
(C) tratamento educado, prestativo e respeitoso aos usuários dos serviços públicos.
(D) eficiência na prestação dos serviços públicos.
(E) trazer ao conhecimento público e geral dos administrados a forma como o serviço foi prestado, os
gastos e a disponibilidade de atendimento.

09. (TRT - 23ª REGIÃO (MT) -Juiz do Trabalho Substituto – FCC/2015). O conceito de serviço
público sofreu sucessivas atualizações em seu conteúdo ao longo do tempo, sendo essa expressão citada
em inúmeros artigos na Constituição Federal, tal como no artigo 175, que assim dispõe “incumbe ao
Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através
de licitação, a prestação de serviços públicos”. Não obstante os variados conceitos e entendimentos
doutrinários,
(A) o critério subjetivo não define serviço público, mas é imprescindível que o Poder Público remanesça
prestando diretamente alguma parcela de determinada atividade assim definida, característica que não
se mostra presente naquele conceito no caso de delegação da totalidade da prestação para a iniciativa
privada.

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(B) o critério material é insuficiente para definir serviço público, pois se limita a identificar os
destinatários finais da atividade para analisar se há fruição coletiva, condição para enquadramento
naquele conceito.
(C) o conceito de serviço público sofreu alteração em seu conteúdo para que passasse a ser
identificado não pela legislação, mas também pelo critério formal, tendo em vista que somente podem ser
prestados pelo regime jurídico de direito público, vedada inferência do direito comum.
(D) o conteúdo de serviço público é contemporaneamente definido pela presença do viés social, na
medida em que o serviço de interesse econômico geral afastou-se daquele conceito quando se tornou
possível delegá-lo à iniciativa privada.
(E) remanescem abrangidas pelo conceito de serviço público as atividades previstas em lei que tenham
interesse econômico, podendo se tornar atrativas para o mercado privado, tal como nas concessões e
permissões previstas no dispositivo supra indicado, critério subjetivo que não altera o conteúdo da
definição.

10. (PC/TO - Agente de Polícia – Aroeira). Contrato por meio do qual a Administração Pública delega
a execução material de serviços públicos a pessoas jurídicas ou consórcio de empresas, mediante prévia
licitação na modalidade concorrência, por prazo determinado, normalmente pelo tempo necessário para
amortização dos investimentos. Essa definição se ajusta à figura da:
(A) concessão
(B) permissão.
(C) privatização
(D) autorização.

11. (SEGER/ES - Analista Executivo – Direito – CESPE). Caso determinada comunidade, desejando
comemorar o aniversário de seu bairro, decida solicitar o fechamento de uma rua para realizar uma festa
comunitária, ela deve obter do poder público
(A) autorização.
(B) permissão.
(C) delegação.
(D) convênio.
(E) concessão.

12. (TCE/AP - Analista de Controle Externo - Meio Ambiente – FCC). Os serviços públicos
(A) devem ser sempre prestados pelo poder público, em face de seu caráter essencial.
(B) podem ter sua titularidade transferida a entidade privada, quando de natureza econômica, mediante
concessão.
(C) podem ser prestados por particular, apenas a título precário, mediante permissão.
(D) não são passíveis de cobrança de tarifa, exceto quando submetidos, por lei, ao regime de
concessão.
(E) constituem obrigação do poder público, que pode prestá-los diretamente ou mediante concessão
ou permissão, sempre através de licitação.

Respostas

01. Resposta: C
Permissão: é ato precário, discricionário, intuito personae (pessoal) e exige a realização de
procedimento licitatório. Grande parte dos doutrinadores o considera como unilateral, embora haja a
celebração de um contrato de adesão entre a Administração e o licitante vencedor;

02. Resposta: C
Os serviços públicos uti singuli, ou serviços individuais, são prestados de modo a criar benefícios
individuais a cada usuário, podendo ser concedidos e custeados pela cobrança de taxas.

03. Resposta: E
Lei nº 8987/1995
Art. 2o Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:
( )IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação
de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade
para seu desempenho, por sua conta e risco.

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04. Resposta: B
Os serviços gerais são prestados para a sociedade como um todo, portanto não há destinatário
específico. Justamente por isso são custeados pelos impostos.

05. Resposta: B
A alternativa correta está de acordo com o art. 37 da Lei nº 8.987/95.

06. Resposta: A
Art. 9º, Lei 8987/1995. A tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta
vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas nesta Lei, no edital e no contrato.

07. Resposta: D
O princípio da continuidade compreende que os serviços públicos não podem sofrer interrupção para
que sua paralisação não cause colapso nas atividades realizadas pelos particulares.

08. Resposta: C
O princípio da cortesia constitui direito do usuário e dever do fornecedor de proporcionar um tratamento
educado, prestativo e respeitoso ao usuário.

09. Resposta: E
Remanescem abrangidas pelo conceito de serviço público as atividades previstas em lei que tenham
interesse econômico, podendo se tornar atrativas para o mercado privado, tal como nas concessões e
permissões previstas no dispositivo supra indicado, critério subjetivo que não altera o conteúdo da
definição. Em caso de interesse coletivo o Estado pode prestar serviços natureza privada, concorrendo
em igualdade os particulares. (art. 175, CF).

10. Resposta: A
Art. 2º, Lei 8987/95: Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:
( )
II - concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante
licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre
capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado.

11. Resposta: A
A autorização apresenta três modalidades:
a) autorização de uso – em que um particular é autorizado a utilizar bem público de forma especial,
como na autorização de uso de uma rua para realização de uma quermesse.
b) autorização de atos privados controlados – em que o particular não pode exercer certas atividades
sem autorização do poder público, são atividades exercidas por particulares mas consideradas de
interesse público.
· autorização é diferente de licença, termos semelhantes. A autorização é ato discricionário, enquanto
a licença é vinculado. Na licença o interessado tem direito de obtê-la, e pode exigi-la, desde que preencha
certos requisitos, ex. licença para dirigir veículo.
c) autorização de serviços públicos – coloca-se ao lado da concessão e da permissão de serviços
públicos, destina-se a serviços muito simples, de alcance limitado, ou a trabalhos de emergência.

12. Resposta: E
Art. 175, CF Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.

3. Lei Orgânica do Município: Título III-Da Organização dos Poderes-


Capítulo I- Do Poder Legislativo-Seção I- Da Câmara Municipal e
Seção II-Das Atribuições da Câmara Municipal: artigos 20 a 25.

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Vamos disponibilizar apenas os artigos exigidos em seu edital.

LEI ORGÂNICA MUNICIPAL

[...]
TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
CAPÍTULO I
DO PODER LEGISLATIVO
SEÇÃO I
DA CÂMARA MUNICIPAL

Art. 20. O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, que se compõe de representantes do
povo, eleitos na forma da legislação eleitoral. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 1º Cada legislatura terá a duração de quatro anos.
§ 2º É de quatro anos o mandato dos vereadores, eleitos em pleito direto e simultâneo realizado em
todo o País, no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam
suceder. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 3º A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, na Capital do Estado, de 2 de fevereiro a 17 de julho
e de 1º de agosto a 22 de dezembro, sendo que, ao início de cada Legislatura, a primeira Sessão
Legislativa será instalada no dia 15 de fevereiro. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 4º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente,
quando caírem em sábados, domingos ou feriados. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 5º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 6º No início de cada legislatura haverá, em primeiro de janeiro, reuniões preparatórias com a
finalidade de: (Emenda n. 28, de 14/07/09)
I- dar posse aos Vereadores diplomados; (Emenda n. 28, de 14/07/09)
II- eleger a Mesa que dirigirá os trabalhos nas duas sessões legislativas. (Emenda n. 28, de
14/07/09)
§ 7º É permitida a recondução de membro da Mesa, para o mesmo cargo, na eleição subsequente.
(Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 8º O número de vereadores, respeitada a proporcionalidade constitucional, é de vinte e nove.
(Emenda n. 29, de 14/07/11)
§ 9º Este número poderá ser alterado, proporcionalmente à população, observado o disposto no inciso
IV, do Art. 29, da Constituição Federal. (NR) (Emenda n. 28, de 14/07/09)

Art. 20-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e
excluídos os gastos com inativos não poderá ultrapassar cinco por cento do somatório da Receita
Tributária e das transferências previstas no § 5º do artigo 153 e nos artigos 158 e 159 da Constituição
Federal, efetivamente realizado no exercício anterior. (Emenda n. 20, de 06/12/05)
§ 1º A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de
pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 2º O total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de
cinco por cento da receita do Município. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 3º Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal, o desrespeito ao § 1º
deste artigo. (NR) (Emenda n. 28, de 14/07/09)

Art. 21. Salvo disposição em contrário, as deliberações da Câmara serão tomadas pela maioria de
votos, presente a maioria absoluta de seus membros.

Art. 21- A. É assegurado à Câmara Municipal, no exercício de suas funções legislativa e fiscalizadora,
o direito ao recebimento das informações que solicitar aos órgãos estaduais da administração direta e
indireta situados no Município, e deverão ser satisfeitas no prazo máximo de trinta dias. (Emenda n. 28,
de 14/07/09)

SEÇÃO II
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL

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Art. 22. Cabe a Câmara Municipal, com a sanção do Prefeito, não exigida esta para o especificado no
art. 23, dispor sobre todas as matérias de competência do Município e especialmente:
I- sistema tributário municipal, arrecadação e distribuição das rendas do Município;
II- plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito e dívida pública;
III- concessão administrativa de uso e concessão de direito real de uso dos bens municipais;
IV- alienação de bens públicos;
V- aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem encargo;
VI- transferência temporária da sede do Governo Municipal;
VII- concessão de anistia, isenção e remissão tributárias ou previdenciárias e incentivos fiscais, bem
como moratória e privilégios;
VIII- criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas municipais, fixação e
alteração da respectiva remuneração;
IX- criação, estruturação, transformação e extinção de órgãos da administração direta e indireta e de
suas subsidiárias;
X- normatização da cooperação das associações representativas no planejamento municipal;
XI- normatização da iniciativa popular em projetos de lei do interesse específico do Município, da
cidade, de distritos ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do total do
eleitorado, quando for do interesse do Município, e de cinco por cento do eleitorado residente na cidade,
no distrito ou no bairro, respectivamente, quando se tratar de interesse específico das mencionadas
unidades geográficas;
XII- denominação ou alteração de próprios, vias e logradouros públicos;
XIII- normas de polícia administrativa nas matérias de competência do Município;
XIV- organização e estrutura básica dos serviços públicos municipais;
XV- aprovação dos planos e programas de governo;
XVI- delimitação do perímetro urbano;
XVII- aprovação do ordenamento, parcelamento, uso e ocupação do solo urbano;
XVIII- estabelecimento e implantação da política de educação para o trânsito e para o meio ambiente;
XIX- autorização para assinatura de convênio de qualquer natureza com outros municípios ou com
qualquer entidade pública ou privada;
XX- concessão de auxílios e subvenções a entidades públicas ou privadas;
XXI- obtenção e concessão de empréstimos e operações de crédito, bem como a forma e os meios de
pagamento.
Parágrafo único. Lei municipal disporá sobre os requisitos necessários para o cumprimento dos incisos
X e XI.

Art. 23. É da competência exclusiva da Câmara Municipal:


I- eleger e destituir a Mesa Diretora e constituir comissões, na forma regimental;
II- elaborar seu Regimento Interno;
III- dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção de
cargos, empregos e funções de seus serviços, fixação e alteração da respectiva remuneração,
observados os parâmetros estabelecidos no art. 10, inciso XII desta lei e na lei de diretrizes orçamentárias;
IV- dar posse ao Prefeito, Vice-Prefeito e aos Vereadores eleitos;
V- mudar, temporariamente, sua sede;
VI- autorizar o Prefeito a se ausentar do Município quando a ausência for superior a 10 (dez) dias;
VII- fixar os subsídios dos Vereadores, de uma legislatura para a subsequente, e por lei específica, os
do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais, vedado atribuir a estes agentes qualquer
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido
o disposto nos incisos X e XI do Art. 10 desta Lei Orgânica. (Emenda n. 26, de 1º/01/2009)
VIII- sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites
de delegação legislativa;
IX- julgar as contas anuais do Município e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de
governo;
X- fiscalizar os atos do Poder Executivo, inclusive os da administração indireta e fundacional, mediante
controle externo, com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado e pelo sistema de controle interno, na
forma da lei; (Emenda n. 28, de 14/07/09)
XI- zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa do Poder
Executivo;

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. 24
XII- representar ao Procurador-Geral da Justiça, mediante aprovação de dois terços dos seus
membros, contra o Prefeito, o Vice-Prefeito e Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da mesma
natureza, pela prática de crime de responsabilidade;
XIII- julgar o Prefeito, nas infrações político-administrativas, declarando a perda do mandato por dois
terços de seus membros, no caso de procedência da acusação;
XIV- afastar de suas funções, o Prefeito, o Vice-Prefeito, os Secretários Municipais ou ocupantes de
cargo da mesma natureza, se recebida a denúncia contra os mesmos, pelo juízo competente;
XV- processar e julgar os Vereadores nos crimes de responsabilidade, na forma desta lei e do
regimento interno;
XVI- suspender a execução, no todo ou em parte, de lei municipal declarada inconstitucional, por
decisão do Tribunal de Justiça do Estado;
XVII- deliberar sobre limites e condições para concessão de garantia do Município em operações de
crédito;
XVIII- proceder a tomada de contas do Prefeito, quando não apresentadas à Câmara dentro de
sessenta dias após abertura da sessão legislativa;
XIX- aprovar, previamente, após arguição pública, a escolha de titulares de cargos que a lei especificar;
(Emenda n. 18, de 10/09/2001)
XX- aprovar as indicações dos membros de conselhos e órgãos municipais, nos casos previstos em
lei;
XXI- requerer informações ao Prefeito sobre assuntos referentes à administração;
XXII- autorizar referendo e convocar plebiscito;
§ 1º O subsídio do Procurador-Geral do Município será igual ao valor fixado para os Secretários
Municipais, na forma prevista no inciso VII deste Artigo. (Emenda n. 26, de 1º/01/2009)
§ 2º Às funções públicas referidas no inciso VII deste artigo, observado o disposto no Art. 18-A, e aos
titulares das entidades de administração indireta, ficam assegurados os direitos destacados no § 3º do
Art. 39 da Constituição Federal. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 3º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento do Prefeito, do Vice Prefeito, dos
Secretários e de ocupantes de cargos da mesma natureza, não estiver concluído, cessará o afastamento,
sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. (Emenda n. 20, de 06/12/2005)
§ 4° O subsídio dos Vereadores será fixado em cada legislatura para a subsequente, observado como
limite máximo de setenta e cinco por cento dos subsídios, em espécie, a qualquer título, dos Deputados
Estaduais. (NR) (Emenda n. 28, de 14/07/09)

Art. 24. Os Secretários Municipais e os Administradores Regionais nos crimes comuns e de


responsabilidade, serão processados e julgados pelo juiz singular e, nos crimes conexos com os do
Prefeito Municipal, pelo órgão competente para o processo e o julgamento deste.

Art. 25. A Câmara Municipal ou qualquer de suas comissões poderão convocar o Prefeito, o Secretário
Municipal ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados ao Prefeito para prestarem,
pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de
responsabilidade a ausência sem justificação adequada. (Emenda n. 28, de 14/07/09)
§ 1º Os Secretários Municipais ou ocupantes de cargos da mesma natureza, poderão comparecer à
Câmara Municipal ou a qualquer de suas comissões, por iniciativa própria e mediante entendimento com
a respectiva Mesa, para prestar informações sobre matéria de sua competência.
§ 2º A Mesa da Câmara poderá encaminhar pedidos escritos de informação aos Secretários Municipais
ou ocupantes de cargos da mesma natureza, importando em infração político-administrativa a recusa ou
o não atendimento no prazo de quinze dias, bem como a prestação de informações falsas. (NR) (Emenda
n. 28, de 14/07/09)

[...]

Questões

01. Acerca da Lei Orgânica do Município de Campo Grande-MS, julgue o item abaixo:

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. 25
A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, na Capital do Estado, de 2 de fevereiro a 17 de julho e
de 1º de agosto a 22 de dezembro, sendo que, ao início de cada Legislatura, a primeira Sessão Legislativa
será instalada no dia 05 de fevereiro.
( ) Certo ( ) Errado

02. Acerca da Lei Orgânica do Município de Campo Grande-MS, julgue o item abaixo:

É assegurado à Câmara Municipal, no exercício de suas funções legislativa e fiscalizadora, o direito


ao recebimento das informações que solicitar aos órgãos estaduais da administração direta e indireta
situados no Município, e deverão ser satisfeitas no prazo máximo de trinta dias.
( ) Certo ( ) Errado

Respostas

01. Resposta: Errado.


Art. 20, § 3º A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, na Capital do Estado, de 2 de fevereiro a 17
de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro, sendo que, ao início de cada Legislatura, a primeira Sessão
Legislativa será instalada no dia 15 de fevereiro.

02. Resposta: Certo.


Art. 21- A. É assegurado à Câmara Municipal, no exercício de suas funções legislativa e fiscalizadora,
o direito ao recebimento das informações que solicitar aos órgãos estaduais da administração direta e
indireta situados no Município, e deverão ser satisfeitas no prazo máximo de trinta dias.

4. Regimento Interno da Câmara Municipal de Campo Grande


Resolução n. 1.109, de 17 de dezembro de 2009 com suas alterações:
Título I- Da Câmara Municipal –Capítulo I- Disposições Preliminares:
artigos 1º ao 4º.

Vamos disponibilizar apenas os artigos exigidos em seu edital.

REGIMENTO INTERNO15

TÍTULO I
DA CÂMARA MUNICIPAL
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal de Campo Grande e tem
sua sede na Avenida Ricardo Brandão n. 1600, Jatiúka Park, na Capital do Estado de Mato Grosso do
Sul.
§ 1º As sessões da Câmara não serão realizadas fora de sua sede à exceção das sessões solenes e
itinerantes.
§ 2º Havendo motivo relevante ou de força maior, a Câmara poderá, por deliberação da Mesa, “ad
referendum” da maioria absoluta dos Vereadores, reunir-se em outro edifício ou em ponto diverso no
Município de Campo Grande.
§ 3º Quaisquer autoridades ou pessoas, somente serão admitidas no recinto reservado aos
Vereadores, quando expressamente convidadas pela Mesa.

Art. 2º A Câmara Municipal tem funções institucional, legislativa, fiscalizadora, julgadora,


administrativa, integrativa e de assessoramento que serão exercidas com independência e harmonia em
relação ao Executivo Municipal.

15
Resolução nº. 1.109, de 17/12/2009, aprovada na 1ª Sessão Legislativa da 8ª Legislatura.

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. 26
§ 1º A função institucional é exercida pelo ato de posse dos Vereadores, do Prefeito e do Vice-Prefeito,
da extinção de seus mandatos, da convocação de suplente e da comunicação à Justiça Eleitoral de vagas
a serem preenchidas.
§ 2º A função legislativa é exercida no processo legislativo por meio de emendas à Lei Orgânica, leis
complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, resoluções e decretos legislativos
sobre matérias da competência do Município, respeitadas as da competência privativa da União e do
Estado.
§ 3º A função fiscalizadora é exercida por meio de requerimentos sobre fatos sujeitos à fiscalização da
Câmara e pelo controle externo da execução orçamentária do Município, com o auxílio do Tribunal de
Contas do Estado.
§ 4º A função julgadora é exercida pela apreciação do parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas
sobre as contas que o Prefeito e a Mesa da Câmara devem anualmente prestar.
§ 5º A função administrativa é restrita à sua organização interna, ao seu pessoal e aos seus serviços
auxiliares.
§ 6º A função integrativa é exercida pela cooperação das associações representativas na elaboração
das leis municipais.
§ 7º A função de assessoramento é exercida por meio de indicações sugerindo medidas de interesse
público ao Executivo.

Art. 3º Cada legislatura terá a duração de quatro anos, que correspondem a quatro sessões legislativas
anuais.

Art. 4º A Câmara Municipal reunir-se-á anualmente, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto


a 22 de dezembro de cada ano, quando se encerrará a sessão legislativa, sendo que, ao início de cada
legislatura a primeira sessão legislativa será instalada no dia 15 de fevereiro. (NR) (Resolução n. 1.231,
de 16/06/2016)
§ 1º Entende-se por sessão legislativa o conjunto dos dois períodos de funcionamento referidos neste
artigo.
§ 2º Quando caírem em sábados, domingos ou feriados, as reuniões previstas para as datas fixadas
neste artigo serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente.
§ 3º A primeira e a terceira sessões legislativas ordinárias de cada legislatura serão precedidas de
sessões preparatórias.
§ 4º A sessão legislativa ordinária não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias.

[...]

5. Estatuto do Servidor Público Municipal-Lei Complementar n. 190,


de 22 de dezembro de 2011: Título VI-Capítulo II-Das
Responsabilidades: artigos 208 a 216; Título VII-Capítulo I- Dos
Deveres: artigo 217 e incisos; Capítulo IIDas Proibições: artigo 218 e
incisos.

No que diz respeito à responsabilidade dos servidores, podemos dizer que ao exercer funções
públicas, os servidores públicos não estão desobrigados de se responsabilizar por seus atos, tanto atos
públicos quanto atos administrativos, além dos atos políticos, dependendo de sua função, cargo ou
emprego.
Esta responsabilidade é algo indispensável na atividade administrativa, ou seja, enquanto houver
exercício irregular de direito ou de poder a responsabilidade deve estar presente. É uma forma de manter
a soberania e a autenticidade dos órgãos públicos.
Quanto o Estado repara o dano, fica com direito de regresso contra o responsável, isto é, com o direito
de recuperar o valor da indenização junto ao agente que causou o dano.
Efetivamente, o direito de regresso, em sede de responsabilidade estatal, configura-se na pretensão
do Estado em buscar do seu agente, responsável pelo dano, a recomposição do erário, uma vez
desfalcado do montante destinado ao pagamento da indenização à vítima. Nesse aspecto, o direito de

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. 27
regresso é o direito assegurado ao Estado no sentido de dirigir sua pretensão indenizatória contra o
agente responsável pelo dano, quando tenha este agido com culpa ou dolo.

O agente público poderá ser responsabilizado nos âmbitos civil, penal e administrativo.

a) Responsabilidade Civil: neste caso, responsabilidade civil se refere à responsabilidade


patrimonial, que faz referência aos Atos Ilícitos e que traz consigo a regra geral da responsabilidade civil,
que é de reparar o dano causado a outrem. O órgão público, confirmada a responsabilidade de seus
agentes, como preceitua a no art.37, §6, parte final do Texto Maior, é "assegurado o direito de regresso
contra o responsável nos casos de dolo ou culpa", descontará nos vencimentos do servidor público,
respeitando os limites mensais, a quantia exata para o ressarcimento do dano.

b) Responsabilidade Administrativa: a responsabilidade administrativa é apurada em processo


administrativo, assegurando-se ao servidor o contraditório e a ampla defesa. Uma vez constatada a
prática do ilícito administrativo, ficará o servidor sujeito à sanção administrativa adequada ao caso, que
poderá ser advertência, suspensão, demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, destituição
de cargo em comissão ou destituição de função comissionada. A penalidade deve sempre ser motivada
pela autoridade competente para sua aplicação, sob pena de ser nula. Na motivação da penalidade,
devem estar presentes os motivos de fato (os atos irregulares praticados pelo servidor) e os motivos de
direito (os dispositivos legais ou regulamentares violados e a penalidade prevista). Se durante a apuração
da responsabilidade administrativa a autoridade competente verificar que o ilícito administrativo também
está capitulada como ilícito penal, deve encaminhar cópia do processo administrativo ao Ministério
Público, que irá mover ação penal contra o servidor

c) Responsabilidade Penal: a responsabilidade administrativa do servidor será afastada se, no


processo criminal, o servidor for absolvido por ter sido declarada a inexistência do fato ou, quando o fato
realmente existiu, não tenha sido imputada sua autoria ao servidor. Notem que, se o servidor for absolvido
por falta ou insuficiência de provas, a responsabilidade administrativa não será afastada.

Vejamos alguns julgados sobre o tema:

Desde que o servidor foi absolvido em processo criminal e nenhum resíduo restou sob o aspecto
administrativo, não se justifica a sua demissão (TJSP, in RDP 1 6/249) .

"A absolvição no crime produz efeito na demissão do funcionário desde que não haja resíduo a
amparar o processo administrativo" (STF, in RDA 5 1 / 1 77) .

"Se a decisão absolutória proferida no juízo criminal não deixa resíduo a ser apreciado na instância
administrativa, não há como subsistir a pena disciplinar" (STF, in RDA 123/2 1 6) .

"Se o inquérito administrativo se baseia tão s ó e m fato previsto como crime, a absolvição faz
desaparecer o motivo do procedimento administrativo, se do fato não restou resíduo para a pena
disciplinar" (STF, in RDP 34/ 1 3 1) .

Entretanto, o funcionário poderá ser punido pela Administração se, mesmo com a absolvição na esfera
criminal houver infração administrativa, que é a chamada falta residual, disposta na Súmula 18, do STF.

Súmula 18, STF:


Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição
administrativa do servidor público.

Abaixo seguem os artigos que estão sendo exigidos pelo edital:

( )
CAPÍTULO II
DAS RESPONSABILIDADES

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. 28
Art. 208. O servidor municipal responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de
suas atribuições.

Art. 209. A autoridade municipal e o servidor público municipal, no cumprimento de seus deveres,
respondem administrativamente pelos atos e omissões que praticarem.

Art. 210. A responsabilidade civil decorre de ato comissivo ou omissivo, doloso ou culposo que resulte
em prejuízo ao erário ou a terceiros.
§1º Será responsabilizada a autoridade ou o servidor que autorizar conceder ou pagar vantagens não
previstas em Lei ou com descumprimento de normas legais ou regulamentares.
§2º Os atos indicados no parágrafo anterior caracterizam lesão aos cofres públicos.

Art. 211. A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo, que importe em prejuízo
ao erário municipal ou a terceiros.
§1º A indenização de prejuízo causado ao erário municipal, inclusive autarquias e fundações públicas,
na falta de bens que respondam pela indenização, poderá ser feita mediante desconto em parcelas que
não excedam a dez por cento da remuneração bruta do servidor.
§2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante o erário municipal em
ação regressiva proposta depois de transitar em julgado a decisão que houver condenado o Município a
indenizar o prejudicado.
§3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores do servidor e contra eles será executada
até o limite do valor da herança recebida.

Art. 212. A responsabilidade administrativa resulta de ato comissivo ou omissivo praticado no


desempenho do cargo ou função.

Art. 213. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor, nessa
qualidade.

Art. 214. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre
si.
Parágrafo único. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição
criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.

Art. 215. É admissível procedimento administrativo disciplinar ulterior à absolvição no juízo penal
quando, embora afastada a qualificação do fato como crime, persista residualmente, a falta disciplinar.

Art. 216. É de cinco anos o prazo de prescrição para ilícito praticado pelo servidor, que cause prejuízo
ao erário municipal, ressalvada a respectiva ação de ressarcimento.

TÍTULO VII
DO REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I
DOS DEVERES

Art. 217. São deveres do servidor municipal:


I - desempenhar com zelo, dedicação, assiduidade, pontualidade, urbanidade e discrição as atribuições
de seu cargo ou função;
II - observar as normas legais e regulamentares;
III - ter lealdade com as instituições públicas, em especial às do Município;
IV - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência, em razão do
exercício do cargo ou função;
V - guardar sigilo sobre assuntos internos;
VI - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
VII - submeter-se à inspeção médica determinada pela autoridade competente;
VIII - manter atualizada sua declaração de bens e seus assentamentos funcionais;
IX - atender com presteza:

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a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas aquelas protegidas por
sigilo;
b) quanto à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações
de interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública;
X - zelar pela economia de material e conservação do patrimônio público;
XI - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
Parágrafo único. A representação, de que trata o inciso XI, será encaminhada pela via hierárquica e
apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representante
ampla defesa.

CAPÍTULO II
DAS PROIBIÇÕES

Art. 218. Ao servidor municipal é proibido:


I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da
repartição;
III - recusar fé a documentos públicos;
IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento, requerimento ou processo e à
execução de serviço;
V - referir-se, de modo depreciativo ou desrespeitoso, às autoridades e aos atos da Administração, em
informe, parecer ou despacho;
VI - atribuir a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de
atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou
a partido político;
VIII - manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função
pública;
X - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão do cargo;
XI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição, em serviços ou atividades particulares;
XII - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada,
ou exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário e, nessa qualidade,
vedado transacionar com o Município;
XIII - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas do Município, salvo quando
se tratar de representante classista ou para obtenção de benefícios previdenciários ou assistenciais de
parentes até o segundo grau e de cônjuge ou companheiro;
XIV - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
XV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
XVI - proceder-se de forma desidiosa;
XVII - atribuir a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de
emergência e transitórias;
XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e
com o horário de trabalho;
XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.
Parágrafo único. A vedação, de que trata o inciso XII, não se aplica à participação nos conselhos de
administração e fiscal de empresas ou entidades em que o Município detenha, direta ou indiretamente,
participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus
membros.

Questões

01. A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo, que importe em prejuízo ao
erário municipal ou a terceiros.
A indenização de prejuízo causado ao erário municipal, inclusive autarquias e fundações públicas, na
falta de bens que respondam pela indenização, poderá ser feita mediante desconto em parcelas que não
excedam a quinze por cento da remuneração bruta do servidor.

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( ) Certo ( ) Errado

02. É de cinco anos o prazo de prescrição para ilícito praticado pelo servidor, que cause prejuízo ao
erário municipal, ressalvada a respectiva ação de ressarcimento.

( ) Certo ( ) Errado

03. Ao servidor municipal é proibido:


I - atribuir a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição
que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
II - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a
partido político;
III - manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;
IV - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função
pública.

Agora assinale a alternativa correta:


(A) Somente os itens I e II estão corretos;
(B) Todos os itens estão corretos;
(C) Somente os itens II e III estão corretos;
(D) Somente os itens I e III estão corretos.

Respostas

01. Resposta: errado


LC 190/2011
Art. 211. A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo, que importe em prejuízo
ao erário municipal ou a terceiros.
§1º A indenização de prejuízo causado ao erário municipal, inclusive autarquias e fundações públicas,
na falta de bens que respondam pela indenização, poderá ser feita mediante desconto em parcelas que
não excedam a dez por cento da remuneração bruta do servidor.

02. Resposta: certo


LC 190/2011
Art. 216. É de cinco anos o prazo de prescrição para ilícito praticado pelo servidor, que cause prejuízo
ao erário municipal, ressalvada a respectiva ação de ressarcimento.

03. Resposta: B
Art. 218. Ao servidor municipal é proibido:
( )
VI - atribuir a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de
atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou
a partido político;
VIII - manter, sob sua chefia imediata, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função
pública.

Apostila gerada especialmente para: Heitor Álef Gonçalves Ribeiro 034.798.741-93


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