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ARAMES TUBULARES EM USINAS DE CANA DE AÇUCAR


Marcelo Facundo Severo marcelofacundo@ig.com.br
Eduardo Gomes eduaranha@ig.com.br
João Marcelo Tiago Acosta marceloquadrani@uol.com.br
Juliano Neves Panão jpanao@yahoo.com.br
Orientador: Luiz Gimenes Jr gimenes@infosolda.com.br

desgastada, que em geral é realizada


OBJETIVOS através de um processo de soldagem.
Após desfibrada a cana é levada para os
Destacar os principais desgastes que ternos de moagem onde a cana é moída
ocorrem nos principais equipamentos de e seu caldo é extraído.
uma usina de açúcar bem como , os
principais consumíveis de soldagem a Em conjunto com os ternos de moagem,
serem utilizados, para recompor e trabalham as bagaceiras, que são pentes
minimizar estes desgastes . Destacando a que trabalham engrenados com os frisos
utilização do processo arame tubular. de moenda recolhendo os bagaços de
cana já moídos.
1 - INTRODUÇÃO
Durante este processo , existem três
A usina de cana açúcar é a empresa onde tipos de desgaste: por moagem, por
a mesma é processada a fim de se obter abrasão e por atrito.
os seus derivados, como por exemplo;
açúcar, álcool, energia térmica, energia Antes mesmo do equipamento entrar em
elétrica, etc. operação, ele é revestido
superficialmente por ligas de carboneto
Este processamento se dá através de de alta dureza que são aplicados
alguns processos básicos como; também por processos de soldagem, que
desfibrarão, moagem, cozimento , no decorrer do trabalho serão
filtragem. desgastados pelos mecanismos de
desgaste citados acima.
Seqüencialmente, a cana após colhida
passa por um conjunto de martelos e facas Para os processos de moagem e
que reduzem a sua seção transformando- desfibrarão, os processos de soldagem
as em fibras, este processo sujeita o utilizados no revestimento das peças
equipamento a um desgaste abrasivo desgastadas são: eletrodo revestido
severo, pois através do contato direto com (S.M.A.W) ou arame tubular
a cana a seção dos equipamentos é (F.C.A.W.)
reduzida pelas partículas abrasivas da
cana. A escolha do processo de soldagem para
o revestimento, se dá basicamente em
Quando desgastados, os martelos e facas função do custo e qualidade .
necessitam de um trabalho de
recomposição, isto é, reposição da parte

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A tabela 1 compara os dois processos quanto ao consumo médio de cada ( eletrodo


revestido e arame tubular ) no revestimento das camisas de moenda .

Tabela 1 - TABELA ORIENTATIVA ( Kg/cilindro )

MOENDA 48(28" X MOENDA 54(30" X MOENDA 66(34" X 66") MOENDA 78(37" X 78") MOENDA 84(42" X 84")
48") 54")
ARAME ELETRODO ARAME ELETRODO ARAME ELETRODO ARAME ELETRODO ARAME ELETRODO

BASE 5 10 8 11 10 13 13 15 15 20
SOBRE- 5 10 8 11 10 13 13 15 15 20
BASE
LATERA 28 38 30 40 32 56 36 63 40 69
L
PICOTE 10 15 15 20 25 32 27 37 30 40

Figura 1 : aplicação em camisas de moe nda com eletrodo revestido.

Cortesia Bohle Thyssen Tec. De Soldagem


.

2 - PRINCIPAIS PEÇAS E DESGASTES

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FIGURA PEÇA RECOMENDAÇÃO

REVESTIMENTO
DIN 8555 E 10-UM-60
DIN 8555 E 10-UM-65
CONJUNTO
PORTA FACAS

Este equipamento é Utilizam-se nestes casos


onde se situam , as eletrodos e arames a
facas as quais cortam base de Carbonetos
e picotam a cana Complexos , que por sua
extraída , provocando estrutura a base de
um intenso desgaste carbonetos , que são
abrasivo , devido a compostos a base de C
abrasividade da cana com dureza elevadíssim a ,
e a abrasividade dos garantem uma ótima
materiais encontrados resistência à abrasão da
na cana , como areia , cana e dos resíduos de
terra , sílica , etc. extração da mesma.
RECONSTITUIÇÃO
AWS E 7018

REVESTIMENTO
FACAS DE
CORTE DIN 8555 E 10-UM-60
DIN 8555 E 10-UM-65
DIN 8555 MF 10-GF-60

São as facas A única particularidade ,


presentes no conjunto referente ao item acima é a
porta-facas cuja utilização do eletrodo
função é picotar a E 7018 , para recompor
cana , antes da desgaste no corpo da faca .
desfibração , as
características
técnicas estão
descritas acima.

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RECONSTITUIÇÃO
AWS E 7018

FACAS REVESTIMENTO
DESFIBRADORAS DIN 8555 E 10-UM-60
DIN 8555 E 10-UM-65
DIN 8555 MF 10-GF-60

São equipamentos São utilizados carbonetos de Cr e


seqüenciais as facas carbonetos complexos afim de
de corte , eles diminuir os desgastes destes
promovem uma equipamentos.
desfibração das
fibras que serão
moídas
seqüencialmente.
RECONSTITUIÇÃO
AWS E 7018

BASE
MARTELOS DIN 8555 E 6-UM-60
DESFIBRADORES DIN 8555 MF 6-GF-60

REVESTIMENTO
DIN 8555 E 10-UM-65
DIN 8555 MF 10-GF-60
São equipamentos São utilizados carbonetos de Cr e
seqüenciais às facas carbonetos complexos afim de
de corte , eles diminuir os desgastes destes
promovem uma equipamentos
desfibração das
fibras que serão
moídas
seqüencialmente
CONTORNO DOS DENTES
AWS E 312-16 / AWS E 309-17

OPÇÃO DE BASE
BAGACEIRA DIN 8555 E 6-UM-60

REVESTIMENTO
DIN 8555 E 10-UM-60
DIN 8555 E 10-UM-65

Ligas inoxidáveis para a


execução dos contornos
de dentes , que formarão um

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suporte para o depósito do


revestimento anti abrasivo , a
base de carbonetos de cromo

BASE
AWS E St
AWS E 7018
AWS E 71 – T1

SOBRE-BASE E LATERAL
CAMISA DE DIN 8555 E 6-UM-60
MOENDA DIN 8555 MF 6-GF-60

PICOTE
DIN 8555 E 10-UM-65
DIN 8555 MF 10-GF-60

CHAPISCO
Des. Especiais A base de
Carbonetos
Ë a peça que Diversas ligas descritas durante
trabalha em conjunto este trabalho .
com outras duas
similares formando o
terno de moagem ,
onde a cana é
esmagada afim de
que seja extraído o
seu caldo
BASE
AWS E St

QUEBRA DE RECONSTITUIÇÃO
FRIZO AWS E NiFe-CI

3 - DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE SOLDAGEM POR ARAME TUBULAR E DOS


DISPOSITIVOS DE UTILIZAÇÃO DOS MESMOS NO REVESTIMENTO DE
EQUIPAMENTOS DE USINAS DE CANA DE AÇUCAR.

Neste processo, utilizam-se consumíveis de ligas especiais com fluxo interno que serão
aplicadas nas peças a serem revestidas. Dependendo do consumível utilizado haverá a

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necessidade ou não de gás de proteção na solda, isto dependerá da recomendação do


fabricante do consumível.

Os arames tubulares representam hoje um ganho muito grande em tempo e custo de


operação nas usinas, já que o processo é contínuo e geralmente executado por
dispositivos mecanizados, permitindo maiores velocidades de soldagem.

3.1 Descrição do Processo:

Abaixo segue esquema do processo:

Figura 2 – Esquemático soldagem por arame tubular

Processo de soldagem ao arco elétrico, que consiste na fusão através de um arco elétrico
formado entre a peça e o eletrodo.

A alimentação do processo é continua, já que o metal de adição se encontra na forma de


arame contínuo bobinado.

A principal característica do processo, é de que seu metal de adição é um arame em


forma tubular com fluxo interno, para adição de materiais de liga e proteção da poça de
fusão, sendo algumas vezes necessária a utilização de um gás de proteção.
Principais vantagens do arame tubular:

- arco voltaico largo, permitindo uma maior penetração da solda;


- menor densidade de corrente devido a menor massa metálica, conseguindo
arcos mais estáveis e maior penetração com baixas correntes;
- melhor aspecto visual se comparado ao processo ao processo MIG;
- altas taxas de deposição.

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3 . 2 Arames tubulares para - Dependendo do metal de adição,


revestimentos contra desgaste por utiliza-se ou não de gás de proteção;
abrasão - O metal de adição é oco, e contém
fluxo em seu interior
O revestimento contra desgaste por - Produz escória
abrasão por meio de arames tubulares - Processo de alta produtividade (maior
tornou-se um dos mais importantes que MIG/MAG).
processos de revestimento de
superfícies, tanto na recuperação e 3.4 Sistemática para a utilização do
manutenção como também em peças processo arame tubular nas usinas
novas. As vantagens são bem visíveis, de cana de açúcar e equipamentos de
pois os principais fatores que aplicação
predominam no custo da soldagem,
como “cadência de trabalho” e A utilização de arames tubulares em
“eficiência de deposição”, sofrem usinas de cana açúcar tem crescido
influências extremamente positivas com vertiginosamente nos últimos anos,
a aplicação parcialmente mecanizada. devido à praticidade e rapidez do
processo. Após o desenvolvimento dos
arames tubulares de revestimento duro,
Uma outra vantagem consiste na
flexibilidade da composição química, e fez-se necessário o desenvolvimento de
equipamentos para a aplicação destes
com isso a possibilidade de produzir ligas
especiais de máxima resistência ao arames, devido à robustez dos
equipamentos e à necessidade de um
desgaste abrasivo.
aumento na produtividade,
principalmente nas camisas de moenda.
3.3 Características técnicas do
Processo Com a camisa girando em torno de seu
próprio eixo, os eletrodos são colocados
O processo de revestimento com arames em contato com as mesmas, a fim de
tubulares, tem como característica que se forme um arco elétrico, e tirando
principal a utilização de altas energias de proveito do movimento da camisa, que
soldagem, devido a utilização de grandes deposita o consumível sobre ela, são
diâmetros de consumíveis , o que executados alguns passes conforme
aumenta o rendimento do processo. Este descrição a seguir:
processo resulta em uma alta
produtividade, bem maior que a dos
processos (MIG/MAG), e em muitos dos
casos possuem a vantagem de não
utilizarem proteção gasosa.

Resumo das características técnicas:

- Processo semi-automático, ou
automatizado;
- Soldagem por arco elétrico;
- União feita por fusão da junta;
- A alimentação do metal de adição é
contínua;

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1. Base, camada de base ou interface outro friso, elas servem também para
sobre o ferro fundido, geralmente que não haja queda ou quebra dos
executado com as ligas. outros passes. São usados geralmente
ligas do tipo DIN 8555 E 10-60 e E 10-65
2. Sobre base – camada opcional de (carbonetos de cromo e carbonetos
interface entre camisa de ferro fundido e complexos).
o revestimento duro, geralmente
executado com ligas do tipo DIN 8555 E 5. Chapisco – é uma pulverização feita
3-60. através de soldagem que permite um
melhor arraste da cana devido ao seu
3. Picote – o picote é uma camada de atrito, aliado a compressão com a
solda, com um formato parecido a um mesma. Este processo é na maioria das
botão de espessura de aproximadamente vezes executados com a moenda em
10mm, onde em contato com vão da funcionamento, ou seja com o caldo
outra moenda promove o esmagamento caindo sobre a solda o que torna a
da cana e conseqüente extração do seu condição de soldagem muito
caldo. Este processo é geralmente desfavorável. Geralmente são utilizados
executado em dois ou três passes e são ligas especiais a base de carbonetos de
utilizados ligas do tipo DIN 8555 E 10-60, cromo e carbonetos complexos. Para
E 10-65 etc. estes fins foram criados os equipamentos
de aplicação automatizados, que são
4. Laterais - as laterais correspondem às cabeçotes que tracionam os arames,
laterais do friso, que se encontram em automatizando o processo, com se pode
contato com a cana e com as laterais do ver a seguir:

Figura 3: Gentileza Bohler Thyssen

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Mas em cada um dos 5 passes existe uma um cordão mais largo, gerando assim
particularidade operacional uma boa base para o assentamento do
conseqüentemente distinguindo o picote.
funcionamento dos equipamentos e os
parâmetros de soldagem. b) Picote

3.4.1 Oscilador Automático No picote, o princípio é o mesmo da


base, apenas com algumas
Este equipamento permite a soldagem de diferenciações.
múltiplos passes , com oscilação de arame
, permitindo a confecção de cordões com I. É necessário o uso de um
aspectos requeridos pelo fabricante. Nas temporizador, que interrompa o arco num
usinas ele é utilizado exclusivamente para tempo pré- determinado, para que se
passe lateral, onde se necessita de um forme interrupção no depósito,
cordão de solda com largura de necessários para a formação das
aproximadamente 12mm, com a oscilação bolinhas de picote.
da tocha produzida pelo equipamento, é
necessário no entanto um ajuste preciso II. Trabalha-se com parâmetros de
nos parâmetros de soldagem para que se soldagem mais ajustados, para que a
promova um preenchimento correto do solda tenha uma boa altura e um formato
rebaixo do friso. Neste processo, a camisa de cordão pré-determinado.
se encontra na posição horizontal, com a
tocha posicionada perpendicularmente a O grande problema do equipamento
ela, a camisa gira sobre seu próprio eixo e supracitado é a não automação total do
a tocha então parada oscila em uma processo, já que nas trocas de frisos, o
freqüência pré determinada pelo técnico de operador é obrigado a parar o sistema,
soldagem para permitir o preenchimento reposicionando-se e muitas vezes
correto da lateral do friso. Para os demais reajustando os parâmetros de soldagem,
passes é utilizado um posicionador, que o que acaba causando um aumento do
consiste em um varão metálico que tempo de trabalho, e conseqüentemente
posiciona a tocha próxima a camisa, a fim um aumento nos custos da usina.
de que ela execute a soldagem. Para cada
passe de solda a tocha deve ser 3.4.2 Robô de Soldagem
posicionada diferentemente, como
veremos a seguir: Uma segunda opção é a utilização de um
equipamento que faça todas as funções
a) Base e sobre base descritas anteriormente, sem
interrupções no processo. Para isto foi
Para a execução da base e da sobre base desenvolvido um equipamento similar a
a tocha deve estar sobre a camisa, um robô, onde todos os parâmetros são
tendo uma inclinação de aproximadamente inseridos e o robô executa o trabalho
35º em relação a ela , que somado ao sem interrupções. Os parâmetros de
sentido de giro da camisa, provocará um soldagem devem ser ajustados como já
movimento de arraste no cordão de solda perceptível de acordo com especificação
conforme desenho acima. Este arraste de cada usina, e de acordo com cada
faz-se necessário para de que se obtenha fabricante de arames.

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Figura 4 : Arame Aplicado em Camisas de Moenda com robô de soldagem


Gentileza Bohler Thyssen

4 PRINCIPAIS LIGAS DE REVESTIMENTO E SUAS FUNÇÕES

Neste item iremos descrever as características de alguns arames tubulares utilizados em


usinas cana de açúcar .

4.1 Consumíveis para revestimento - Din 8555

Esta é uma norma onde classifica todos os tipos de consumíveis e processos.


Trata-se de uma norma bastante ampla, com tolerâncias muito abertas.
EX. DIN 8555 E 10-UM-65GRZ

E → Identifica o processo de soldagem ( Tabela 1 ).

Tabela 1
SIGLA PROCESSO
E Soldagem a arco elétrico manual
G Soldagem com processo oxigás
MF Soldagem com arame tubular
WSG Soldagem com processo TIG (Vareta)
MSG Soldagem com processo MIG/MAG
UP Soldagem por arco submerso

10 → Identifica a composição química do material ( Tabela 2 ).

Tabela 2

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TEORES EM %
GRUPO
C Co Cr Fe Mn Mo Ni W V Outros
1 <0,4 - ≤3,0 - 0,5-3,0 ≤1,0 ≤3,0 - - -
2 >0,4 - ≤5,0 - 0,5-3,0 ≤1,0 ≤3,0 - - -
3 0,2-0,5 - 1,0-5,0 - - ≤4,0 ≤5,0 1,0-10,0 0,15-1,5 -
4 0,6-1,5 ≤15,0 4,0-6,0 - - ≤10,0 - 1,5-18,0 ≤3,0 -
5 ≤0,2 - 5,0-30,0 - - ≤2,0 ≤5,0 - - -
6 0,2-2,0 - 5,0-18,0 - - ≤2,0 - - - -
7 0,5-1,2 - ≤3,0 - 11,0- * ≤3,0 - - -
18,0
8 ≤0,25 - 18,0- - 5,0-8,0 * 5,0-9,0 - - -
20,0
9 ≤0,3 - 13,0- - - ≤5,0 8,0- - - Nb/Ta
30,0 25,0 ≤1,5
10 1,5-5,0 ≤5,0 27,0- - ≤8,0 ≤3,0 - ≤5,0 - -
35,0
20 0,7-3,0 30,0- 25,0- rest. - ≤3,0 ≤3,0 3,0-25,0 - -
70,0 33,0
21 - - CCr ≤80 WC - Ti *
≤80,0
22 ≤1,0 1,0-1,5 8,0-18,0 - - - 65,0- * - B ≤5,0
85,0
23 ≤0,12 ≤2,5 ≤18,0 4,0-7,0 - 8,0- rest. ≤20,0 0,2-0,6 -
35,0

GRUPO COMPOSIÇÃO EM %
Sn Al Fe Ni Si Mn Cu Outros
30 6,0-12,0 - - - - - rest. -
31 - 5,0 -15,0 6,0 - - - rest. -
32 - - * 5,0-45,0 - * rest.

UM → Indica o método de produção do consumível (Tabela 3).

Tabela 3
SIGLA CARACTERÍSTICA
GW Laminado
GO Fundido
GZ Trefilado
GS Sinterizado
GF Tubular
UM Revestido

65 → - Indica a faixa de dureza do metal depositado (Tabela 4).

Tabela 4

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GRUPO FAIXA DE DUREZA


150 125 - 175 HB
200 175 - 225 HB
250 225 - 275 HB
300 275 - 325 HB
350 325 - 375 HB
400 375 - 450 HB
500 450 - 530 HB
40 37 - 42 HRC
45 42 - 47 HRC
50 47 - 52 HRC
55 52 - 57 HRC
60 57 - 62 HRC
65 62 - 67 HRC
70 68 HRC

GRZ → Indica as propriedades do metal depositado(Tabela 5).

Tabela 5

SIGLA CARACTERÍSTICA
C Resistente à corrosão
G Resistente ao desgaste por abrasão
K Capacidade de endurecimento com trabalho (compressão a frio)
N Não - magnético
P Resistente ao impacto
R Resistente a oxidação
S Formação de fio de corte (aço rápido)
T Resistente a alta temperatura, trabalho a quente
Z Resistente a formação de carepas acima de 600 0C

4.2 Arames tubulares para aço carbono (aws a5.20) e baixa liga (aws a5.29)

FORMA DE APRESENTAÇÃO ⇒ E XX T - XX

E ⇒ Indica eletrodo
1° algarismo ⇒ Indica a resistência mínima à tração em PSI X 10.000
2° algarismo ⇒ Indica posição de soldagem: 0 = plana e horizontal
1 = todas as posições
T ⇒ Indica tubular
Últimos algarismos ⇒ indica elementos de liga, ensaios exigidos e tipo de gás
Quando 1 número somente ⇒ aço carbono
Quando 1 letra e 1 número ⇒ aço baixa liga.Tipo: A - Ligado ao C - Mo

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B - Ligado ao Cr - Mo
Ni - Ligado ao Níquel
D - Ligado ao Mn - Mo
K/G/W - Outros tipos de ligas

EXEMPLOS: E 70T-1 ; E 71T-1 ; E 80T1-B2 ; E 81T1-Ni2

4.3 Arames tubulares para aços inoxidáveis (Aws A5.22)

FORMA DE APRESENTAÇÃO ⇒ E XXX T X - X

E ⇒
Indica eletrodo
3 algarismos antes do T ⇒
Indica a liga inoxidável conforme norma AISI
T ⇒
Indica tubular
1° algarismo depois do T ⇒
Indica a posição de soldagem: 0 = plana e horizontal
1 = todas as posições
2° algarismo depois do T ⇒ Indica o tipo de gás à ser usado: 1 = CO2 puro
3 = Sem gás
4= 80%Ar/20%CO 2
5 = Argônio puro

EXEMPLOS: E308LT0-1 ; E309MoLT0-1(4) ; E316LT0-1

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apoio:

5. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

Curso de soldagem Sucro-Alcooleira


Autor: Alexandre Serra dos Santos
Empresa: Bohler Thyssen Técnica de Soldagem

Curso Básico de Soldagem


Autor: Alexandre Serra dos Santos
Empresa: Bohler Thyssen Técnica de Soldagem

Sistemas Programados de Manutenção


Autor: Departamento Técnico da Eutectic Castolin
Empresa: Eutectic Castolin

Semi-Automação de Soldagem pelo Processo Arame Tubular


Autor: Departamento Técnico da Copersucar
Empresa: Bohler Thyssen Técnica de Soldagem

Cd Técnico WF 2001 BR
Autor: Departamento Técnico da Bohler Thyssen Técnica de Soldagem
Empresa: Bohler Thyssen Técnica de Soldagem

Soldagem
Autor: Diversos
SENAI

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