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INSTRUÇÕES PARA O ENCONTRO DOS LÍDERES DAS CLASSES DE

WESLEY

OBJETIVOS
1. Fazer do Encontro das Classes de Wesley uma possibilidade criativa para
a remodelação das congregações já existentes.
2. Refletir no grupo de apoio sobre as experiências significativas da semana
em relação ao nosso ministério pessoal e preocupações.

FUNDAMENTAÇÃO
Historicamente, os encontros das classes foram parte essencial da dinâmica wesleyana
para o desenvolvimento e renovação congregacionais. Howard A. Snyder, em seu livro
The Radical Wesley & Patterns for Church Renewal (InterVarsity Press, 1980), escreveu:
“Através da estrutura de pequenos grupos, as verdades bíblicas do que deveria
acontecer na igreja saltaram à vida. Sem esta proposta intimista de comunidade, os
crentes não estariam, de fato, carregando os fardos uns dos outros, encorajando e
exortando mutuamente, conhecendo realmente uns aos outros, falando a verdade em
amor. O crescimento do corpo seria apenas uma idéia abstrata... porém uma vez
instituídas a estrutura e a prática da comunidade, a igreja passou a funcionar
biblicamente como uma igreja, como o Corpo de Cristo.”

FORMATO
Sabendo que os membros do grupo não conhecerão um ao outro pessoalmente, um
breve momento de introdução (nome, ministério, nome do cônjuge ou filhos, etc.) pode
ser útil. Esse passo começa a desenhar uma dimensão mais pessoal dentro do grupo,
que, com a graça de Deus, se tornará uma comunidade rapidamente. É fundamental
que as orientações abaixo não sejam consideradas como um momento de formalidade
vazia ou apenas “uma apresentação”, mas como elementos essenciais.
(1) Após as apresentações, separe um
tempo de oração pedindo direção de Deus e sabedoria para ser sensível à natureza
confidencial deste momento.
(2) Momento de cantar e adorar ao
Senhor, através de louvores.
(3) Leitura bíblica (pode ser extraída de
um guia devocional diário).
(4) Momento de compartilhar a
experiência de vida cristã. Fale sobre:
- A pessoa que, espiritualmente, mais influenciou você na infância ou
adolescência.
- Um acontecimento que desencadeou uma crise espiritual ou “toque” especial
de Deus.
- Testemunho de crescimento pessoal no conhecimento e no amor de Deus;
alegrias e bênçãos.
- Testemunho de tentativas pessoais e dores.
- Seu nível de crescimento como Cristão.
Nota: Por estarmos vários dias na Conferência, fale sobre:
- As expectativas feitas sobre o seminário em comparação à realidade que
estamos vivendo.
- O(s) entendimento(s) que tem sido especialmente instrutivo(s).
Caminhando para o fim da Conferência:
- O significado da experiência desta Conferência. Seu impacto pessoal.
(5) Um tempo de oração com todos:
- Antes da oração, compartilhar necessidades e pedidos;
- Elevar em oração pessoas e necessidades citadas neste encontro.
(6) Doação de ofertas para necessidades
do grupo, congregações e comunidades.
(7) Terminar com oração.
AS REGRAS GERAIS DA IGREJA METODISTA
Natureza, Plano e Regras Gerais de Nossas Sociedades

Desde o início, os Metodistas compartilhavam um propósito básico e comum: “Um


grupo de homens, tendo a forma e buscando o poder da piedade, unidos para orarem
juntos, para receber a palavra de exortação e cuidar uns dos outros em amor, a fim de
que desenvolvam sua salvação”.
Para discernir mais facilmente se a salvação está sendo desenvolvida, cada sociedade é
dividida em grupos menores, chamados de classes, de acordo com a região onde
residem. Cada classe abriga cerca de doze pessoas, sendo uma delas o líder. Seu dever
é:
1. Encontrar cada pessoa de sua classe, pelo menos uma vez por semana, a fim
de: (1) saber como sua alma tem prosperado; (2) aconselhar, reprovar, confortar ou
exortar, conforme a necessidade; (3) receber o que o membro está disposto a dar para o
auxílio dos pregadores, para a igreja e para os pobres.
2. Encontrar uma vez por semana os ministros e os líderes leigos da sociedade, a
fim de: (1) informar o ministro sobre algum doente ou alguém que esteja caminhando
desordenadamente, para que não seja reprovado; (2) dar aos líderes leigos as ofertas
recebidas na semana anterior.
Há apenas uma condição prévia para aqueles que desejam fazer parte dessas
sociedades: “um desejo de fugir da ira vindoura e de ser salvo de seus pecados.” Se este
desejo estiver realmente arraigado em qualquer alma, isto se manifestará por seus
frutos.
Por conseguinte, ainda é esperado que aqueles que perseveram neste caminho
continuem a evidenciar seu desejo pela salvação, Primeiro: Não causando danos,
evitando o mal de todas as formas, especialmente aquelas geralmente praticadas, como:
Tomar o nome de Deus em vão, profanar o dia do Senhor, seja fazendo trabalhos
comuns ou comprando e vendendo; não se dar à bebida: compra ou venda de bebidas
alcoólicas, ou sua própria ingestão, salvo em casos de extrema necessidade; a compra
ou venda de homens, mulheres e crianças, com intenção de escravizá-los; lutas,
discussões, brigas, irmão levando outro à justiça; pagar o mal com o mal, injúria com
injúria; tirar vantagem ao comprar ou vender; compra ou venda de produtos cujos
impostos não foram pagos; dar ou levar coisas com usura; praticar juros ilegais;
conversas impiedosas ou inúteis, particularmente falando mal dos líderes e ministros.
Fazer com os outros o que não gostaríamos que fosse feito conosco; fazer o que,
conscientemente, sabemos que não é para a glória de Deus, como: nos cobrir com ouro e
nos vestir dispendiosamente; praticar diversões não compatíveis com a presença do
Senhor Jesus; usufruir de algumas músicas ou livros que não levam ao conhecimento e
amor de Deus; suavidade e auto-compaixão; acúmulo de tesouros na terra; empréstimo
sem possibilidade de pagamento; adquirir bens sem possibilidade de pagar por eles.
Espera-se que todos os que permanecem nessas sociedades continuem
evidenciando seu desejo pela salvação.
Segundo: por fazer o bem; por ser misericordioso de todas as formas após o
poder; por fazer o bem de toda sorte e tão intensamente quanto possível, a todos os
homens, conforme as oportunidades:
Aos seus corpos, alimentando os famintos, vestindo os nus, visitando ou
ajudando os doentes ou presos.
Às suas almas, instruindo, reprovando ou exortando a todos com quem nos
relacionamos; caminhando convictamente na doutrina de que “não fazemos o bem a
menos que nossos coração estejam livres para tal.”
Fazendo o bem, especialmente aos da família da fé e aos que anseiam por sê-lo;
empregando de preferência uns aos outros, comprando um do outro, ajudando nos
negócios e tudo o que ainda seja possível, pois o mundo amará somente aquilo que é
dele e os que lhe pertencem.
Agindo com toda diligência e sobriedade, para que o evangelho não seja
envergonhado.
Correndo com toda paciência a carreira proposta, negando-se a si mesmos e
tomando sua cruz todos os dias; submetendo-se ao opróbrio de Cristo para ser como
lixo e escória do mundo; sabendo que, por causa do Senhor, os homens dirão
falsamente contra eles toda sorte de mal.
Espera-se que todos os que desejam permanecer nessas sociedades continuem
evidenciando seu anseio pela salvação.
Terceiro: Por cumprir todas as ordenanças de Deus, tais como: A pública
adoração a Deus, o ministério da Palavra, tanto lida quando explanada, a Ceia do
Senhor, oração individual e familiar, exame minucioso das Escrituras, jejum ou
abstinência.
Estas são as Regras Gerais de nossas sociedades, as quais temos aprendido do
próprio Deus, quer seja por sua Palavra escrita, que é a única e suficiente regra, quer
seja por nossa fé e prática. Sabemos que seu Espírito as tem escrito em corações
verdadeiramente vigilantes e sensíveis. Se alguém entre nós não as observa e costuma
falhar no cumprimento de qualquer delas, deixe saber aqueles que vigiam por essa alma
como quem deve prestar contas. Nós o admoestaremos dos erros de seu caminhar.
Iremos ter com ele por um período. E então, se ele não se arrepender, não terá mais
lugar entre nós. Nós entregamos nossas próprias almas.
(Estas Regras Gerais foram estabelecidas por Wesley e continuam a aparecer em
cada caso da Disciplina Metodista desde então.)
A ORGANIZAÇÃO DOS ENCONTROS DA CLASSE
A Igreja Metodista Episcopal
1912 Disciplina, Artigos 59-63

Classes e Encontros da Classe

I. O plano de organização das Classes e a nomeação dos líderes são:


1. Para estabelecer um sistema de supervisão pastoral que atinja
efetivamente cada membro da Igreja.
2. Para estabelecer e manter uma reunião para adoração social e religiosa,
instrução, encorajamento e admoestação, como devem ser os proveitosos meios
de graça para a igreja.
3. Para ajudar, quando necessário, no cumprimento do Plano Financeiro da
Igreja.

II. 1. O objeto principal da distribuição dos membros da Igreja em Classes é


assegurar a supervisão sub-pastoral que se faz necessária em nossa organização
itinerante.
2. Permitir que as Classes, sempre que possível, sejam compostas por não
mais que vinte pessoas, e que o Líder relate em cada Conferência Trimestral as
condições de sua Classe. (Aqui segue a lista para o relatório)*
3. Permitir que cada Líder seja cuidadoso ao inquirir como cada membro de
sua Classe tem prosperado; não apenas como cada pessoa observa
exterioramente as Regras, mas também como ela cresce no conhecimento e no
amor de Deus.
4. Permitir que os Líderes conversem frequente e livremente com seus
pastores.

III. No programa das Reuniões de Classe, duas ou mais classes podem se reunir e ser
conduzidas, conforme os planos acordados pelos Líderes, em concordância com
o Pastor.

IV. É importante vigiar para que as Reuniões de Classe não caiam na formalidade,
através do uso de um método uniforme. É importante que a conversa e os
exercícios sejam voluntários. O Líder deve tomar as melhores medidas para
tornar o encontro vivo, espiritual e de permanente benefício.
V. 1. A fim de tornar as Reuniões de Classe interessantes e proveitosas, permitir
que o pastor remova Líderes inadequados, para que todos os que estão à
frente sejam de bom senso e verdadeiramente devotados a Deus.
2. Que os Líderes sejam direcionados para o curso de leitura e estudo que
melhor os qualifiquem para seu trabalho. Especialmente que lhes sejam
recomendados os livros que tendem a aumentar seu conhecimento da
Escritura e os familiarizem com as passagens que melhor se adaptem à
instrução espiritual. Sempre que possível, que o Pastor examine o Líder
nos estudos recomendados. (Segue uma nota, direcionando ao Apêndice,
que contem uma lista de livros sugeridos.)*

*Estas referências são encontradas em “1912 Discipline.”