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Química Inorgânica Experimental - 5931014

Práticas Experimentais
2018

Professor Dr. José Carlos Toledo Junior


Bloco 8 superior, sala 43.
Email: toledo@ffclrp.usp.br
ramal: 3755
Grupo 7: Preparação e propriedades dos halogênios e halogenetos
Os halogênios (X) consistem dos elementos flúor, cloro, bromo, iodo e astado. Estão
entre os elementos mais eletronegativos da natureza, principalmente flúor e cloro, e
consequentemente formam muitos compostos iônicos com metais em geral. Também
formam compostos covalentes com não metais comumente. Os halogenetos de
hidrogênio (HX, exceto fluoreto de hidrogênio) são todos ácidos fortes. Nesta prática,
serão exploradas a produção e a reatividade química fundamental dos halogênios (X2) e
de halogenetos (X). Os halogênios variam de gases a sólidos e são oxidantes, enquanto
que os halogenetos são bases de Lewis e atuam como redutores.

1. Objetivos
Obter os halogênios e alguns de seus compostos e estudar algumas de suas
propriedades químicas e físicas.
2. Assuntos envolvidos
Propriedades químicas de halogênios (X2) e seus Haletos (X-). Solubilidade em
diferentes solventes e reações redox.
3. Procedimento. A numeração no texto se refere as observações no final deste
roteiro. Leia atentamente. (1)
3.1. Preparação de Água de Bromo e de Cloro.
a. Preparação de água de Bromo. Monte o sistema ilustrado na figura 3.1 na capela.
Utilize rolha de borracha e assegure que o tubo de descarga B alcance o fundo do
coletor C que deverá estar com 2/3 de seu espaço preenchido com água e totalmente
mergulhado no béquer D. Por sua vez, o béquer D deve estar preenchido totalmente
com água fria.

(B)

(C)

(A)
(D)

Figura 3.1

Pese 0,5 grama de brometo de sódio e 1,0 grama de dióxido de manganês e misture-
os muito bem. Introduza essa mistura no tubo de ensaio A que deve estar limpo e seco.
Então, adicione 1,0 mL de ácido sulfúrico concentrado a mistura (tubo A). Feche o tubo
conforme a ilustração e aqueça suavemente até que o bromo formado deixe de se
dissolver na água contida no tubo coletor C. A solução formada é chamada de água de
bromo. Remova este tubo e prepare um segundo tubo pelo mesmo procedimento.
ANTES DE PARAR O AQUECIMENTO REMOVA O TUBO COLETOR C. Ignorar este
procedimento PODE PROVOCAR ACIDENTE. Caso o borbulhamento de bromo cesse
antes da saturação dos dois tubos, adicione mais ácido. (5 e 6).
b. Preparação de Água de Cloro. Monte o sistema ilustrado na figura 3.2, na capela.
(B)

(C)

(A) (E)

(F)

Figura 3.2
Cuidado com o refluxo. Este sistema deve ser flexível o suficiente para remover o tubo
E no final da preparação rapidamente para evitar refluxo. Para isso, siga o procedimento
descrito no item a.
Utilize rolha de borracha e conexão C de tubo látex, e assegure que o tubo de
descarga D alcance o fundo do tubo coletor E. O tubo E deve estar preenchido com água
até 2/3 de sua capacidade e totalmente mergulhado no béquer F. Por sua vez, o béquer
F deve estar preenchido completamente com água fria.
Pese 2,0 gramas de permanganato de potássio sólido e coloque no kitassato A. Adicione
15,0 mL de ácido clorídrico concentrado no funil de separação B (4). Para iniciar a
produção do gás, goteje o ácido clorídrico cuidadosa e lentamente sobre o
permanganato, controlando a velocidade de borbulhamento do cloro no tubo coletor E.
Após aproximadamente 15 minutos de borbulhamento a solução de água de cloro obtida
no frasco E deve estar saturada. Interrompa a adição de ácido e espere alguns minutos
até que o borbulhamento do cloro cesse por completo. Feche o tubo E com rolha de
borracha, mantendo-o fechado para evitar desprendimento do gás de cloro. (6 e 7).
3.2. Propriedades de halogênios
a) Solubilidade. Coloque 1,0 mL de água de bromo em um tubo de ensaio e a seguir
adicione 5 gotas de diclorometano. Observe a formação das duas camadas líquidas e
suas cores antes e depois da mistura. Anote. 2) Coloque um cristal de iodo em um tubo
de ensaio contendo água. Feche o tubo com uma rolha e agite. Observe e anote. Em
seguida, adicione pequena quantidade de uma solução 0,1 mol L-1 de iodeto de potássio.
Feche e agite novamente. Observe e anote. 3) Divida a solução resultante do
experimento anterior em duas porções iguais em dois tubos de ensaio. Adicione volume
igual de éter dietílico na primeira porção. Agite, observe e anote. Em seguida, adicione
volume igual de diclorometano na segunda porção. Agite, observe e anote.
b) Propriedades redox de haletos e halogênios. Coloque 2,0 mL de uma solução
0,1 mol L-1 de brometo de potássio em um tubo de ensaio. Adicione 1,0 mL de
diclorometano e 1,0 mL de água de cloro. Observe as cores das camadas e anote. Feche
com uma rolha e agite cuidadosamente. Deixe ocorrer a separação das camadas,
observe as suas cores e anote. (8). 2) Coloque 2,0 mL de uma solução 0,1 mol L-1 de
iodeto de potássio em um tubo de ensaio. Adicione 1,0 mL de diclorometano e 1 mL de
água de cloro. Observe as cores das camadas e anote. Feche com uma rolha e agite
cuidadosamente. Deixe ocorrer a separação das camadas, observe as suas cores e
anote. (8). 3) Coloque 2,0 mL de uma solução 0,1 mol L-1 de iodeto de potássio em um
tubo de ensaio. Adicione 1,0 mL de diclorometano e 1,0 mL de água de bromo. Observe
as cores das camadas e anote. Feche com uma rolha e agite cuidadosamente. Deixe
ocorrer a separação das camadas, observe as suas cores e anote. (8).
c. Reações de Oxidorredução. Prepare três tubos de ensaio com solução diluída de
sulfato de cobre 0,1 mol L-1. 1) Tome pequenas porções das três soluções 0,1 mol L -1
dos haletos de potássio disponíveis (KCl, KBr e KI) e adicione separadamente em cada
um dos tubos preparados. Observação: UMA SOLUÇÃO DE HALETO PARA CADA
TUBO. 2) Ao tubo contendo solução de iodeto de potássio, adicione gota a gota, solução
de tiossulfato de sódio até descorar. Observe e anote.
d. Reações de desproporcionamento de halogênios. 1) Em um tubo de ensaio
adicione volumes iguais de água de bromo e de solução 0,1 mol L-1 de hidróxido de
sódio. Agite cuidadosamente, observe e anote. Em seguida, aqueça o tubo suavemente,
observe e anote. 2) Coloque alguns cristais de iodo em um tubo de ensaio. Em seguida,
adicione 3,0 mL de uma solução 2,0 mol L-1 de hidróxido de potássio recém-preparada
e aqueça suavemente até que a mistura se torne incolor. Mantendo a mistura aquecida,
adicione iodo em pequena quantidade até que a solução adquira coloração marrom claro.
A seguir, adicione algumas gotas da solução 2,0 mol L-1 de hidróxido de potássio,
suficiente para apenas descorar novamente a solução. Finalmente, tampe o tubo e deixe
o esfriar até que ocorra a formação de cristais. Observe e anote.
3.3. Haletos e suas propriedades químicas
a) Oxidação de Haletos (Haletos como redutores). Coloque pequenas amostras de
cloreto de potássio, brometo de potássio e iodeto de potássio sólidos em tubos de
ensaio secos, separados e identificados. Adicione a cada um deles pequena
quantidade de dióxido de manganês sólido. Misture bem e, a seguir, adicione
algumas gotas de ácido sulfúrico concentrado e aqueça cuidadosamente (2).
Observe e teste os gases liberados para identifica-los (3). Se necessário, adicione
diclorometano e agite como descrito anteriormente como ajuda para identificar os
produtos.
b) Formação de haletos de hidrogênio (propriedades ácido-base). Coloque
pequenas amostras de cloreto de potássio, brometo de potássio e iodeto de potássio
sólidos em tubos de ensaio separados e identificados. Adicione a cada um deles
algumas gotas de ácido sulfúrico concentrado (2). Aqueça brandamente caso
necessário. Observe e teste os gases liberados usando papel indicador ácido (3).

4. Observações
(1) Antes de iniciar a parte experimental faça uma pesquisa bibliográfica sobre todas as
reações enumeradas. Pesquise também testes para o reconhecimento dos produtos
formados: testes de coloração e de descoramento de indicadores. (2) Cuidado no
manuseio de ácidos que em geral são muito corrosivos. (3) Cuidado no manuseio dos
gases, que em geral são oxidantes e/ou irritantes. Trabalhe na capela com o máximo
cuidado para não inalá-los. (4) Assegure-se que todo o sistema esteja muito bem vedado.
Cuidado no manuseio do ácido. (5) O resíduo gerado no tubo A deve ser recolhido em
recipiente apropriado. (6) Os resíduos do tubo C (água de bromo, item c) e do tubo E
(água de cloro, item e) são oxidantes. Eles dever ser reduzidos com excesso de
tiossulfato de sódio. Em seguida, o excesso do redutor deve ser consumido pela
oxidação com peróxido de hidrogênio. Depois deve-se diluir a solução final e descartar
na pia. (7) O resíduo gerado no kitassato A deve ser recolhido em recipiente apropriado.
(8) O resíduo deve ser recolhido num frasco apropriado.
5. Bibliografia
1) A. I. Vogel – Química Analítica Qualitativa – Editora Mestre Jou, 1981, São Paulo; 2)
F. A. Cotton and G. Wilkinson – Química Inorgânica – Livros Técnicos e Científicos Ltda.,
1978 – Rio de Janeiro; 3) W. L. Jolly – A Química dos Não Metais – Editora Edgard
Blucher – São Paulo.

6. Interpretação dos resultados para o relatório. Escreva as equações balanceadas


das reações envolvidas em cada uma das etapas. Procure ter bem claras as
propriedades químicas fundamentais das diversas substâncias envolvidas.
Grupo 6: Reações e Propriedades de H2O2 e dióxido de Enxofre
Os elementos do grupo 6 são muito eletronegativos e como tal formam muitos compostos
iônicos com metais em geral, especialmente O e S. Oxigênio forma óxidos com
praticamente todo não metal e praticamente com todo elemento da natureza. Oxigênio e
compostos de oxigênio são importantes para a vida e a sociedade. A relevância de
compostos de oxigênio para vida ficam óbvias quando pensamos no papel da água e de
dioxigênio (O2) em organismos vivos em geral. Sem contar a presença de oxigênio em
aminoácidos e proteínas, bases pirimídicas e pirimidínicas e ADN. H2O é um líquido com
ponto de ebulição elevado e O2 é gasoso e oxidante, sendo o oxidante terminal dos
processos metabólicos de todos os organismos aeróbicos. Por outro lado, H2S é um gás
com propriedades ácidas em meio aquoso e S2 não é a forma alotrópica mais estável do
enxofre. Estas diferenças são compreendidas pelo menor tamanho e preferência de
elementos do período 2 em formar duplas e triplas ligações químicas relativo aos
elementos mais pesados e maiores do grupo. Este padrão se repete nos demais grupos
de não metais. Pense nas formas alotrópicas de N e P por exemplo. Nesta prática, vamos
explorar propriedades químicas de um composto de oxigênio (peróxido de hidrogênio,
H2O2) e dióxido de enxofre. Peróxido de hidrogênio é um líquido e oxidante
termodinamicamente forte muito comum e presente inclusive em organismos. Dióxido de
enxofre (SO2) é um gás muito solúvel em água, onde apresenta propriedades ácido –
base rica, que guarda muita similaridade com dióxido de carbono (CO 2). Em meio
aquoso, SO2 forma sulfito e hidrogeno-sulfito (bissulfito), que além de propriedades
ácido-base também são agentes redutores.

1. Objetivos: Estudar algumas propriedades de compostos representativos de


elementos do grupo 6.
2. Procedimento
2.1. Reações de peróxido de hidrogênio (H2O2).
a) Em um tubo de ensaio, adicione 1 mL de uma solução de iodo iodetada (I 2/I-; I3-).
Em seguida, adicione uma solução de H2O2 (10%) gota a gota sempre com
agitação. Observe e anote. Finalmente, adicione Em seguida, volume igual de
diclorometano. Agite, observe e anote.
b) Em um tubo de ensaio, adicione 1 mL de uma solução de hexacianoferrato (II) de
sódio ou potássio (Na4[Fe(CN)6]) (0,1 mol L-1). Em seguida, adicione uma solução
de H2O2 (10%) gota a gota sempre com agitação. Observe e anote. Repita o
procedimento com uma solução de hexacianoferrato (III) de sódio ou potássio
(Na3[Fe(CN)6]) (0,1 mol L-1). Observe e anote.
c) Em um tubo de ensaio, adicione 1 mL de uma solução de H2O2 (10%). Em seguida,
adicione uma solução 0,1 mol L-1 de permanganato de potássio em meio ácido
(ácido sulfúrico 0,1 molL-1) gota a gota. Observe e anote.
d) Em um tubo de ensaio, adicione 1 mL uma solução de H 2O2 (10%) e reserve. Em
um segundo tubo de ensaio, adicione uma solução de sulfato de cobre (CuSO4) (1
x 10-3 mol L-1). Em seguida, adicione uma solução de H2O2 (10%) gota a gota
sempre com agitação até completar 1 mL. Aguarde 30 minutos. Finalmente,
adicione uma solução 0,1 mol L-1 de permanganato de potássio em meio ácido
(ácido sulfúrico 0,1 molL-1) gota a gota. Observe e anote.

2.2. Preparação e reações de dióxido de enxofre (SO2) em meio aquoso


Preparação de SO2.
Monte o sistema ilustrado na figura abaixo na capela.
A

F
D

G
B

E
J
C
H
pia

O funil de separação A deve ser de 200-250 mL. Os Kitassatos B (250 mL) e C


(500 mL) devem ser de vidro Pyrex (1). Coloque o Kitassato B sobre o tripé H provido de
uma tela de amianto J. Ajuste o Kitassato C de forma que o tubo de vidro D quase toque
o fundo do kitassato. Na saída lateral do Kitassato C, insira um tubo de látex, cuja outra
ponta será colocada no ralo de escoamento da pia da capela. Durante a geração de SO2,
mantenha a água corrente na pia da capela para arrastar o gás (2). Certifique-se que as
rolhas F e G estejam corretamente ajustadas para impedir qualquer vazamento (2)

a) Obtenção de uma solução aquosa de dióxido de enxofre


Pese 7,0 g de sulfito de sódio anidro (NaSO3) e coloque no Kitassato B, que deve
estar seco. Adicione 100 mL de água destilada no Kitassato C e 150 mL de ácido sulfúrico
9 mol L-1 no funil de separação A, preenchendo aproximadamente metade de seu
volume (3).
Adicione o ácido sulfúrico sobre o sal de sulfito de sódio anidro cuidadosamente,
gota a gota. O gás SO2 produzido no kitassato B flui pelo kitassato C produzindo
borbulhamento. Mantenha o fluxo de gás (borbulhamento) controlando a adição do ácido
sulfúrico. Atenção, pode ocorrer fluxo do gás SO2 para o funil de separação A,
principalmente quando quase todo ácido tiver sido adicionado. Assim, após a adição de
quase todo o ácido, feche a torneira do funil E. Quando a velocidade de borbulhamento
diminuir, aqueça o Kitassato B com o bico de Bunsen I suavemente para retomar a
produção do gás. Mantenha o aquecimento suave até que o desprendimento de gás
diminua novamente. Então, desconecte a rolha G e retire o tubo de vidro D do Kitassato
C completamente para evitar refluxo e, em seguida, pare o aquecimento(4). Veja a
observação 5 para tratamento de resíduos.

b) Propriedades Químicas de dióxido de enxofre. Reações ácido-base e de


oxidorredução (6)
Enumere tubos de ensaio de 1 a 7. Coloque 3,0 mL da solução aquosa de dióxido de
enxofre preparada no item a nos tubos 1 a 4. Em seguida faça os testes abaixo.
Propriedades ácido -base
a. No tubo no 1, confira o pH com auxílio de papel indicador universal.
b. No tubo no 2, adicione 3,0 mL de solução 0,1 mol L-1 de cloreto de estrôncio
(SrCl2). Verifique a acidez. Observe e anote. (7)
c. No tubo no 3, adicione 1 mL de solução de hidróxido de sódio 0,5 mol L -1 e confirme
a basicidade do meio usando papel indicador universal. Adicione 3 mL de solução 0,1
mol L-1 de cloreto de estrôncio. Observe e anote. (7)
Propriedades redox de SO2 em meio aquoso
d. No tubo no 4, adicione uma solução de iodo iodetada (I2/I-; I3-) gota a gota e com
agitação. Observe e anote. (7)
e. No tubo de ensaio no 5, adicione algumas gotas de uma solução de iodo iodetada.
Em seguida, adicione um pouco da solução aquosa de dióxido de enxofre gota a gota e
com agitação. Observe a anote. (7)
f. No tubo de ensaio no 6, adicione 0,5 mL de solução 0,1 mol L-1 de permanganato
de potássio em meio ácido (ácido sulfúrico 0,1 molL-1). Em seguida, adicione a solução
aquosa de dióxido de enxofre preparada anteriormente gota a gota e com agitação.
Observe e anote. (7)
g. No tubo de ensaio no 7, coloque 0,5 mL de solução 0,1 mol L -1 de dicromato de
potássio em meio ácido (ácido sulfúrico 0,1 molL-1). Em seguida, adicione a solução
aquosa de dióxido de enxofre gota a gota e com agitação. Observe e anote. (7)
3. Observações:
i. A capacidade do Kitassato B deve der menor que a do Kitassato C (por exemplo 250
mL- 500 mL ou 500 mL-1000 mL) porque a pressão que se estabelece no Kitassato B
é muito pequena e se os dois frascos forem da mesma capacidade a velocidade de
borbulhamento no Kitassato C será muito pequena.
ii. O dióxido de enxofre é um gás incolor de odor picante, sufocante e mais pesado que
o ar. No entanto, SO2 é muito solúvel em água formando o ácido correspondente do
qual ele é o anidrido.
iii. CUIDADO no manuseio do ácido sulfúrico 9 mol L-1 , que nessa concentração poderá
causar graves lesões se em contato com a pele ou olhos.
iv. CUIDADO. Ignorar esta instrução pode causar refluxo fazendo com que a solução
aquosa que se está produzindo entre em contato com o ácido sulfúrico o que poderá
causar explosão.
v. O resíduo gerado no kitassato B, o qual deve estar bem ácido, deve ser
cuidadosamente adicionado ao resíduo do kitassato C. Adicionar a esta mistura o
resíduo do tubo de ensaio nº 1. Esta mistura final deve ser tratada com solução de
NaOH para neutralização e alcalinização, a fim de converter o dióxido de enxofre em
íons sulfito, evitando desprendimento do gás. A neutralização deverá ser feita com
resfriamento, pois a reação é altamente exotérmica. Esta mistura final será
armazenada para posterior tratamento ou utilização como solução redutora.
vi. Verificar as principais propriedades e reações de identificação do dióxido de enxofre
na literatura.
vii. As misturas finais resultantes de cada um dos tubos não devem ser misturadas e
devem ser recolhidas em frascos separados para posterior tratamento.
4. Bibliografia
1) F. A. Cotton e G. Wilkinson, Química Inorgânica. Livros Técnicos e Científicos Ltda.
1978,Rio de Janeiro.
2) D. F. Shriver, P. W. Atkins, T.L. Overton, J.P. Rourke, M. Weller e F.A. Armstrong,
Química Inorgânica. Editora Bookman, 4ª edição, 2008, Porto Alegre.
3) A. I. Vogel, Química Analítica Qualitativa. Editora Mestre JOU, 5ª edição, 1981,
SãoPaulo.
4) P.W. Atkins e L. Jones, Princípios de Química: Questionando a vida moderna e o
meioambiente. Editora Bookman, 3ª edição, 2006, Porto Alegre.
5. Interpretação dos resultados para o relatório. Escreva as equações balanceadas
das reações envolvidas em cada uma das etapas. Procure ter bem claras as
propriedades químicas fundamentais das diversas substâncias envolvidas.
Grupo 5: Propriedades dos óxidos ânions de nitrogênio
Os elementos do grupo 5 são nitrogênio, fósforo, arsênio, antimônio e Bismuto.
Assim como os gases F2 e O2, novamente a forma alotrópica mais estável do nitrogênio,
o elemento do segundo período é o gás N2. Os demais elementos são sólidos, com
antimônio e Bismuto apresentando crescente caráter metálico. A principal característica
dos elementos do grupo 5, principalmente N e P, é que eles formam compostos nos
quais o seu estado de oxidação formal varia grandemente de -3 a +5. Pense em amônia
(NH3) e fosfina (PH3) (estados de oxidação -3) e óxidos ânions destes elementos como
NO3 e PO43 (estado de oxidação +5). Quando ligados a elementos pouco
eletronegativos como hidrogênio e cadeias carbônicas, estes elementos atuam como
bases de Lewis e são excelentes ligantes para metais de transição. Formam uma série
de oxi-ânions importantes como NO, NO2, N2O3, NO2 e NO3 ou PO43. Ambos
elementos são fundamentais para vida. Pense em aminoácidos e bases de ADN ou em
estrutura óssea e ADN novamente. Nesta prática vamos explorar propriedades químicas
de oxi-ânions de nitrogênio: nitrato (NO3) e nitrito (NO2). Apesar de velha conhecida, a
química destes oxi-ânions experimenta um novo ciclo de interesse atualmente devido
suas propriedades biológicas e farmacológicas.

1 Objetivos: Estudar propriedades químicas dos oxi-ânions de nitrogênio em meio


aquoso.
2 Procedimento
2.1 - Propriedades ácido-base de íons NO3 e NO2.
2.1.1 Dissolva uma massa suficiente de NaNO3 e de NaNO2 para produzir uma
solução 0,1 mol L-1 em água destilada em um Becker. Afira o pH das duas
soluções e anote.
2.2 – Estabilidade íons NO3 e NO2 em meio ácido
2.2.1. Dissolva uma massa suficiente de NaNO3 e de NaNO2 em água destilada
para produzir uma solução 0,1 mol L-1 em um Becker. Afira o pH das duas
soluções e anote. Reserve a solução de íons NO2-.
2.2.2. Dissolva uma massa suficiente de NaNO3 e de NaNO2 para produzir uma
solução 0,1 mol L-1 em HCl 0,5 mol L-1 em um Becker. Observe e anote.
Reserve a solução de íons NO2-.

2.3 - Propriedades redox de íons NO3 e NO2 em meio ácido


2.3.1 Dissolva uma massa suficiente de NaNO3 e de NaNO2 para produzir uma
solução 0,1 mol L-1 em água destilada em um Becker. Afira o pH das duas
soluções e anote. Adicione cobre metálico nas duas soluções. Observe e
anote.
2.3.2 Adicione cobre metálico em dois recipientes (Becker). Adicione um volume
conhecido de HCl 0,5 mol L-1 nos dois recipientes e imediatamente depois
adicione uma massa suficiente de NaNO3 e de NaNO2 para produzir uma
solução 0,1 mol L-1. Observe e anote.
2.3.3 Cuidadosamente, goteje HNO3 concentrado lentamente sobre cobre
metálico mergulhado em pequeno volume de água usando uma pipeta de
Pasteur. Observe e anote
2.3.4 Dissolva massa de hexacianoferrato (II) Na4[Fe(CN)6] e de
hexacianoferrato (III) Na3[Fe(CN)6] para fazer uma solução de
concentração 5 x 10-4 mol L-1 em HCl 0,5 mol L-1. Registre o espectro das
duas soluções usando um espectrofotômetro. Adicione a estas soluções
uma massa de NaNO2 suficiente para fazer uma solução final de
concentração 0,1 mol L-1. Observe e anote. Registre o espectro das duas
soluções usando um espectrofotômetro.
2.3.5 Faça uma solução 0,5 mol L-1 de NaNO2 em água destilada.
Separadamente, faça uma solução 0,1 mol L-1 de sulfato de ferro (II) e 0,2
mol L-1 de iodeto de potássio em HCl 0,5 mol L-1 em um Becker.
Imediatamente, come a gotejar lentamente a solução de NaNO2 sobre a
solução de Ferro usando uma pipeta de Pasteur. Periodicamente, retire um
mL da solução e registre o espectro da mesma usando um
espectrofotômetro até que nenhuma mudança seja observada com adição
da solução de NaNO2.
3 Bibliografia
1) F. A. Cotton e G. Wilkinson, Química Inorgânica. Livros Técnicos e Científicos Ltda.
1978,Rio de Janeiro.
2) D. F. Shriver, P. W. Atkins, T.L. Overton, J.P. Rourke, M. Weller e F.A. Armstrong,
Química Inorgânica. Editora Bookman, 4ª edição, 2008, Porto Alegre.
3) A. I. Vogel, Química Analítica Qualitativa. Editora Mestre JOU, 5ª edição, 1981,
SãoPaulo.
4) P.W. Atkins e L. Jones, Princípios de Química: Questionando a vida moderna e o
meioambiente. Editora Bookman, 3ª edição, 2006, Porto Alegre.
4 Interpretação dos resultados para o relatório. Escreva as equações balanceadas
das reações envolvidas em cada uma das etapas. Procure ter bem claras as
propriedades químicas fundamentais das diversas substâncias envolvidas.
Grupo 1 e 2: Metais alcalinos
Metais alcalinos e alcalinos terrosos são os mais reativos dos metais e estão entre os
elementos mais reativos da natureza. Apresentam os mais baixos potenciais de
ionização, sendo fortes redutores. Genericamente, reagem com o oxigênio atmosférico
e água rapidamente, portanto, não são encontrados na forma metálica na natureza (os
metais precisam ser armazenados na ausência de água e oxigênio). Aparecem como
cátions metálicos dissolvidos em corpos de água ou na forma de compostos iônicos,
incluindo óxidos, hidróxidos e diferentes sais. Seus óxidos e hidróxidos são compostos
importantes sob vários pontos de vista. Nesta prática vamos demonstrar a reatividade
dos metais alcalinos e explorar as propriedades fundamentais de seus óxidos e
hidróxidos e alguns sais

1. Objetivo: Explorar a reatividade e algumas propriedades dos metais e de alguns


de seus principais compostos.
2. Procedimento:
2.1.1. Reação de metais alcalinos com oxigênio atmosférico. Este procedimento
apresenta periculosidade elevada. Será realizado demonstrativamente apenas pelo
técnico.
Um pedaço pequeno do metal será cortado, colocado sobre material refratário e exposto
a chama de um maçarico. Inicialmente, o metal funde-se e então sofre combustão com
evolução de uma chama, produzindo o óxido correspondente. O procedimento será
realizado com lítio, sódio e magnésio.
2.1.2. Reação de metais alcalinos com água. Este procedimento apresenta
periculosidade elevada. Será realizado demonstrativamente apenas pelo técnico com
Lítio, sódio e magnésio. Esta reação redox produz hidrogênio e o respectivo hidróxido
do metal.
2.1.3. Reação de metais alcalinos com água e produção de hidróxido.
Um pedaço pequeno do metal será cortado, e mergulhado em água. O metal reage com
a água e é rapidamente consumido. O pH da solução aquosa será testado com indicador
básico antes e após a adição do metal.
2.1.4. Reação de metais alcalinos com água e produção de hidrogênio.
Um pedaço de lítio é adicionado a um tubo de ensaio contendo pequeno volume de água.
A formação de hidrogênio na reação é testada com um fósforo aceso posicionado na
extremidade aberta do tubo de ensaio e observado como um rápido sopro devido a
rápida combustão de hidrogênio.

2.2. Reação de óxidos de metais alcalinos com água.


Separe dois tubos de ensaio e adicione 2 a 3 mL de água a cada um. Usando uma
espátula, adicione uma quantidade pequena de óxido de sódio (Na 2O) a um dos tubos
de ensaio contendo água. Verifique o pH da solução aquosa nos dois tubos usando
indicador básico. Repita o procedimento com K2O e MgO.

2.3. Dissolução de sais de metais alcalinos em água. Propriedades químicas,


solubilidade, e dureza da água.
2.3.1. Solubilidade
Separe dois tubos de ensaio e adicione 2 a 3 mL de água a cada um. Usando uma
espátula, adicione uma quantidade pequena de cloreto de sódio (NaCl) a um dos tubos
de ensaio contendo água. Verifique o pH da solução aquosa nos dois tubos usando
indicador básico. Repita o procedimento com KCl, MgCl2, Na2CO3, K2CO3 e CaCO3. Em
seguida, determine a condutividade das soluções aquosas.
Obs: A quantidade do sal a ser adicionada deve ser pequena e ajustada para que
diferenças de basicidade sejam observadas.
2.3.2 Dureza da água

2.4. Dissolução de hidróxidos de metais alcalinos. Teste de propriedades


químicas.
Separe dois tubos de ensaio e adicione 2 a 3 mL de água a cada um. Usando uma
espátula, adicione uma quantidade pequena de hidróxido de sódio (NaOH) a um dos
tubos de ensaio contendo água. Verifique o pH da solução aquosa nos dois tubos usando
um medidor de pH. Repita o procedimento com KOH, Mg(OH)2, e Ca(OH)2.
Obs: A quantidade de hidróxido a ser adicionada deve ser pequena e ajustada para que
diferenças de basicidade entre os vários hidróxidos sejam observadas.

3. Bibliografia
1) F. A. Cotton e G. Wilkinson, Química Inorgânica. Livros Técnicos e Científicos Ltda.
1978,Rio de Janeiro.
2) D. F. Shriver, P. W. Atkins, T.L. Overton, J.P. Rourke, M. Weller e F.A. Armstrong,
Química Inorgânica. Editora Bookman, 4ª edição, 2008, Porto Alegre.
3) A. I. Vogel, Química Analítica Qualitativa. Editora Mestre JOU, 5ª edição, 1981,
SãoPaulo.
4) P.W. Atkins e L. Jones, Princípios de Química: Questionando a vida moderna e o
meioambiente. Editora Bookman, 3ª edição, 2006, Porto Alegre.

4. Interpretação dos resultados para o relatório. Escreva as equações balanceadas


das reações envolvidas em cada uma das etapas. Procure ter bem claras as
propriedades químicas fundamentais das diversas substâncias envolvidas.
Síntese do cloreto de hexaaminocobalto(III)

1-Objetivo:
Preparação do composto de coordenação cloreto de hexaaminocobalto(III),
[Co(NH3)6]Cl3.

2-Procedimento:
Em um bécher de 250 mL, dissolva 5 g (20,1 mmol) de cloreto de cobalto(II) hexa
hidratado e 3,4 g (64 mmol) de cloreto de amônio em 10 mL de água destilada pré-
aquecida. Já na capela, adicione 46 mL (760 mmol) de solução concentrada de hidróxido
de amônio. CUIDADO(1). Resfrie a mistura reacional num banho de gelo para próximo de
0 ºC. Junte 3g de carvão ativo. Lentamente e com agitação contínua e vigorosa,
acrescente 20 mL de uma solução de peróxido de hidrogênio a 30% (2). Esta etapa é
exotérmica; use um termômetro para acompanhar alterações na temperatura e controle
a adição para NÃO PERMITIR QUE A TEMPERATURA SUPERE 10 ºC. Após completar
a adição do peróxido de hidrogênio, aqueça a mistura reacional para 60 ºC usando um
banho termostático. Mantenha nesta temperatura por 30 minutos. Então, faça uma
filtração a quente por sucção para remover o carvão ativado usando papel de filtro
qualitativo. Colete o filtrado. Então, esfrie o filtrado para próximo de 0 ºC usando um
,banho de gelo e adicione lentamente 2 mL de ácido clorídrico concentrado. Observe a
formação de precipitado. Caso necessário, faça uma segunda adição de 2 mL de ácido
clorídrico concentrado. Mantenha a mistura no gelo por no mínimo 40 minutos. Após a
precipitação do produto amarelo-ocre de cloreto hexaaminocobalto(III), filtre por sucção
usando papel de filtro, lave com pequenas porções de etanol 95% ou acetona gelados.
Mantenha a sucção por alguns minutos para secar o produto. Pese e transfira o material
para um recipiente devidamente rotulado. Escreva na etiqueta o nome do composto, a
massa contida no frasco, o número do grupo e os nomes dos seus integrantes. Entregue
o frasco para o técnico.
3 Interpretação dos Resultados
Escreva todas as equações das reações relacionadas para cada etapa da síntese
realizada. Avalie o rendimento do produto obtido.

4 Observações
1 Esta dissolução deve ser feita na capela para evitar os efeitos nocivos dos vapores de
amônia. Use óculos e luvas de proteção.
2 Cuidado: Peróxido de hidrogênio é um oxidante forte. Nesta concentração é um agente
corrosivo. Adicione lentamente, com cuidado e use luvas.
5-Bibliografia:

1-Nicholls, D.-“Complexes and First-row Transition Elements”.McMillan, London, 1974.


2-Cotton, F.A.; Wilkinson, G.,”Advanced Inorganic Chemistry”.3 rd, 4th,5th Edition, John
Wiley, Interscience.
3-Shriver,D.F.; Atkins,P.W.; Langford, C.H., “Inorganic Chemistry”, 2nd . Ed.,Oxford
University Press, Oxford, 1994.
4-Basolo, F., and Pearson, R.G., “Mechanisms of Inorganic Reactions: A study of metal
complexes in solution”, John Wiley, New York, 1967.
5-Angelici, R.J., “Synthesis and Techniques in Inorganic Chemistry”, W.B. Saunders,
1969.
6- Armour, M.A.; “Hazardous Laboratory Chemicals Disposal Guide”, 2 nd Ed, Lewis
Publishers, Florida, 1996.
Síntese do Nitrato de tetraamincarbonatocobalto(III) [Co(CO3)(NH3)4]NO3

1-Objetivo:
Ilustrar a preparação de um composto de coordenação a partir de seus
constituintes e verificar experimentalmente algumas de suas propriedades.

2-Procedimento: Tempo previsto ( 3 horas)


Síntese do nitrato de tetraamincarbonatocobalto(III)
Dissolva 20,0 g de carbonato de amônio em 60 ml de água destilada e junte 60 ml
de hidróxido de amônio concentrado em um béquer de 250 ml,. CUIDADO (1). Em outro
béquer de 250 ml, prepare uma solução contendo 15 g de nitrato de cobalto(II)
hexaidratado (2) em 30 ml de água destilada. A essa solução, adicione a solução de
carbonato de amônio lentamente e sob agitação constante. Em seguida, adicione 8 ml
de peróxido de hidrogênio 30%. Esta adição deve ser feita lentamente e sob agitação
constante e vigorosa. CUIDADO (3).
Transfira a solução para uma cápsula de porcelana e evapore em banho-maria.
Durante a evaporação, adicione cerca de 5 g de carbonato de amônio sólido em
pequenas porções e periodicamente. Quando o volume da solução se reduzir à metade,
filtre a solução a quente, sob sucção, utilizando funil de placa porosa e depois transfira
o filtrado para um béquer de 250 ml.
Quando a temperatura da solução estiver próxima da temperatura ambiente,
resfrie em banho de gelo por uma hora. Após a precipitação do produto, filtre os cristais
vermelhos por sucção utilizando um funil de placa porosa (4). Lave com o mínimo
possível de água destilada gelada, depois com pequenas porções de álcool etílico gelado
e por último com éter etílico gelado (5). Mantenha a sucção por alguns minutos para
completar a secagem do produto. Pese e transfira o sólido obtido para um frasco com
tampa devidamente etiquetado. Escreva na etiqueta o nome do composto, a massa
contida no frasco, o número do grupo e os nomes dos seus integrantes. Entregue o
frasco para o técnico.
Entregue ao professor a folha anexa contendo a massa inicial de nitrato de cobalto
empregada, a massa do produto obtido e o rendimento.

3-Observações:

(1) Esta dissolução deve ser feita preferencialmente na capela ou em ambiente ventilado
para evitar os efeitos nocivos dos vapores de amônia.
(2) O nitrato de cobalto(II) é deliqüescente. Use o sal mantido previamente em
dessecador.
(3) Cuidado: peroxido de hidrogênio é um agente oxidante forte e nesta concentração é
corrosivo.
(4) Nesta etapa foi gerada uma solução aquosa que contém íons Co2+ se a oxidação não
foi completa.
(5) Lembre-se que a técnica recomenda a utilização de várias lavagens com pequenas
porções (4 é o suficiente) e que cada um dos solventes deve ser recolhido
separadamente nos frascos designados pelo técnico, para posterior tratamento.

4-Interpretação Dos Resultados:

a- Escreva as equações das reações de todas as etapas da síntese do nitrato de


tetraamincarbonatocobalto(III).
b- Avalie o rendimento da reação de síntese efetuada.
c- Reflita por quê não se obtém [Co(CO3)(NH3)5]+ nesta síntese.
5-Bibliografia:

1-Nicholls, D.-“Complexes and First-row Transition Elements”.McMillan, London, 1974.


2-Cotton, F.A.; Wilkinson, G.,”Advanced Inorganic Chemistry”.3 rd, 4th,5th Edition, John
Wiley, Interscience.
3-Shriver,D.F.; Atikins,P.W.; Langford, C.H., “Inorganic Chemistry”, 2 nd . Ed.,Oxford
University Press, Oxford, 1994.
4-Basolo, F., and Pearson,R.G., “Mechanisms of Inorganic Reactions: A study of metal
complexes in solution”, John Wiley, New York, 1967.
5-Angelici, R.J., “Synthesis and Techniques in Inorganic Chemistry”, W.B. Saunders,
1969.
6- Armour, M.A.; “Hazardous Laboratory Chemicals Disposal Guide”, 2 nd Ed, Lewis
Publishers, Florida, 1996.
Síntese do cloreto de pentaaminclorocobalto(III) [Co(Cl)(NH3)5]Cl2

1-Objetivo:

Preparar o composto de coordenação pentaaminclorocobalto(III) ([Co(Cl)(NH3)5]Cl2)

2-Procedimento: (tempo previsto: 2 horas)

Dissolva 2,5 g de nitrato de tetraamincarbonatocobalto(III) (1) em 25 mL de água


destilada em um béquer de 250 mL. Adicione 4 mL de ácido clorídrico concentrado sob
agitação (2). Observe o desprendimento de CO2. Cessada a efervescência, neutralize a
solução com hidróxido de amônio concentrado (Verifique com papel indicador universal)
e adicione 3 ml em excesso (3). Aqueça a solução por 20 minutos sem deixar entrar em
ebulição (4). Resfrie a solução ligeiramente, e adicione 40 mL de ácido clorídrico
concentrado. Reaqueça a solução por 20 a 30 minutos e observe a mudança de
coloração. Resfrie a solução à temperatura ambiente. Separe os cristais vermelhos (5)
por filtração sob sucção utilizando funil de placa porosa. Lave primeiro com água
destilada gelada, depois com álcool etílico gelado e a seguir com éter etílico (6).
Complete a secagem sob sucção. Pese e transfira o sólido obtido para um frasco com
tampa devidamente etiquetado. Escreva na etiqueta o nome do composto, a massa
contida no frasco, o número do grupo e os nomes dos seus integrantes. Entregue o
frasco para o técnico.

3-Observações:
(1) A síntese do complexo [Co(CO3)(NH3)4]NO3 está descrita na experiência 1.
(2) Cuidado: o ácido clorídrico é volátil e tóxico: recomenda-se que as operações sejam
feitas na capela.
(3) A solução de hidróxido de amônio deve ser preparada e utilizada na capela ou em
ambiente bem ventilado para evitar os vapores nocivos de amônia.
(4) Após esta etapa, tem-se a formação, praticamente quantitativa, do íon
pentaaminaquacobalto(III), que pode ser facilmente isolado mediante a adição de
perclorato de sódio ou ácido perclórico.
(5) A cor do complexo reflete basicamente a mudança no campo cristalino pelo ligante
utilizado. Nesta etapa foi gerada uma solução aquosa que pode conter íons Co 2+ e
Co3+. Os íons Co2+ são provenientes de uma oxidação incompleta na síntese do
nitrato de tetraamincarbonatocobalto(III) e de sua purificação apenas parcial, e Co3+,
sendo necessário realizar o seguinte tratamento, na capela, antes do descarte final:
Ajustar o pH entre 9 e 10 com NaOH e realizar a precipitação dos íons cobalto com
uma solução saturada de Na2S (formação de um sólido preto). Verificar se a
precipitação foi quantitativa através da adição de algumas gotas de Na 2S ao
sobrenadante. Repetir até não haver mais precipitação. O resíduo deve ser
descartado em um frasco previamente designado pelo técnico sendo que
posteriormente o sólido será separado do sobrenadante o qual será tratado com
NaOCl para eliminar o excesso de Na2S adicionado, para então ser descartado no
esgoto comum.
(6) Lembre-se a técnica recomenda a utilização de várias pequenas porções na lavagem
e que cada um dos solventes deve ser recolhido separadamente nos frascos
designados pelo técnico, para posterior tratamento.

4-Interpretação dos Resultados:


a- Escreva as equações das reações de todas as etapas relacionadas com a síntese
realizada.
b- Avalie o rendimento do produto obtido.
c- Quais os possíveis problemas com esta síntese?

5-Bibliografia:

1-Nicholls, D.-“Complexes and First-row Transition Elements”.McMillan, London, 1974.


2-Cotton, F.A.; Wilkinson, G.,”Advanced Inorganic Chemistry”.3 rd, 4th,5th Edition, John
Wiley, Interscience.
3-Shriver,D.F.; Atkins,P.W.; Langford, C.H., “Inorganic Chemistry”, 2 nd . Ed.,Oxford
University Press, Oxford, 1994.
4-Basolo, F., and Pearson, R.G., “Mechanisms of Inorganic Reactions: A study of metal
complexes in solution”, John Wiley, New York, 1967.
5-Angelici, R.J., “Synthesis and Techniques in Inorganic Chemistry”, W.B. Saunders,
1969.
6- Armour, M.A.; “Hazardous Laboratory Chemicals Disposal Guide”, 2 nd Ed, Lewis
Publishers, Florida, 1996.
Síntese do cloreto de cis-tetraamin di-clorocobalto(III), cis-[Co(Cl)2(NH3)4]Cl

1-Objetivo:
Preparar o composto de coordenação cloreto de cis-tetraamin,di-clorocobalto(III): cis-
[Co(Cl)2(NH3)4]Cl

2-Procedimento: (tempo previsto: 2 horas)

Dissolva 2,5 g de nitrato de tetraamincarbonatocobalto(III) (1) em 25 mL de água


destilada em um béquer de 250 mL. Adicione 4 mL de ácido clorídrico concentrado sob
agitação (2). Observe o desprendimento de CO2. Aqueça a solução por 20 minutos sem
deixar entrar em ebulição (4). Cessada a efervescência, resfrie a solução ligeiramente e
adicione 40 mL de ácido clorídrico concentrado. Separe os cristais por filtração sob
sucção utilizando funil de placa porosa. Lave primeiro com água destilada gelada, depois
com álcool etílico gelado e a seguir com éter etílico (6). Complete a secagem sob sucção.
Pese e transfira o sólido obtido para um frasco com tampa devidamente etiquetado.
Escreva na etiqueta o nome do composto, a massa contida no frasco, o número do grupo
e os nomes dos seus integrantes. Entregue o frasco para o técnico.

3-Interpretação dos Resultados:


a) ‘Escreva as equações das reações de todas as etapas relacionadas com a síntese
realizada.
b) Avalie o rendimento do produto obtido.
c) Quais os possíveis problemas com esta síntese?
Caracterização de compostos de Coordenação. Parte 1
1-Objetivo: Estudar algumas propriedades químicas dos ligantes e conduzir
experimentos de potenciometria e espectroscopia para identificar/caracterizar
compostos de coordenação de metais.
2. Procedimento
2.1. Propriedades do ligante carbonato no complexo
tetraamincarbonatocobalto(III), [Co(CO3)(NH3)4]NO3.
Teste 1. Adicione uma porção de nitrato de [Co(CO3)(NH3)4]NO3 sólido em um tubo de
ensaio contendo uma solução diluída de ácido sulfúrico. Faça a mesma reação
substituindo o complexo por carbonato de sódio sólido e compare. Verifique o que ocorre
quando se aumenta a concentração do ácido nas soluções dos testes anteriores.
Interprete e anote suas observações

Teste 2. Adicione uma solução do nitrato de [Co(CO3)(NH3)4]NO3 em um tubo de ensaio


contendo uma solução de nitrato de bário (ou cloreto de bário). Repita o teste usando
carbonato de sódio no lugar do complexo. Interprete e anote suas observações
Caracterização de compostos de Coordenação. Parte 2
Potenciometria dos complexos cloreto de cloropentamincobalto(III) e cloreto de
hexamincobalto(III). Titulação argentométrica dos complexos.
1. Objetivo
Estudar a propriedade dos ligante cloreto coordenado e quantificar o número de íons
cloretos nos complexos [CoCl(NH3)5]Cl2 e [Co(NH3)6]Cl3. Determinar o número de íons
cloretos como contra-íons ou ligantes no complexo [CoCl(NH3)5]Cl2.
2. Introdução e fundamentação
Potenciometria é baseada na medida de potencial (voltagem) de células eletroquímicas
na ausência de correntes apreciáveis. Se redutor e oxidante são acondicionados em
compartimentos diferentes (meia-células, eletrodos), o processo redox pode ser descrito
pelas meia-reações que ocorrem em cada um. Se os dois compartimentos são unidos
por uma ponte salina e externamente por um condutor, no qual está ligado um voltímetro,
o potencial da célula será dado pela diferença de potencial das duas meais reações (E
= Ecátodo – Eânodo). O Potencial medido se altera em função do tempo devido ao consumo
e alteração das concentrações dos reagentes nos dois compartimentos até atingir a
condição de equilíbrio. No entanto, se a composição química de um dos compartimentos
é mantida constante e seu o potencial conhecido (digamos do ânodo), o potencial E da
célula varia apenas com a alteração da composição química no cátodo. Vários eletrodos
podem ser construídos de forma que sua composição química e portanto seu potencial
sejam constante ao longo do tempo. Estes são chamados de eletrodos de referência.
Podemos citar o eletrodo normal de hidrogênio [H+ (s) + e-  ½ H2(g), E0 = 0V por
convenção] e o eletrodo de prata/cloreto de prata [ AgCl(s) + e-  Ag(s) + Cl- (aq), E0 =
+ 0,222 V vs ENH em condições padrão, aCl- = 1]. O eletrodo de Ag/AgCl é constituído
de cloreto de prata (insolúvel) depositada sobre um fio de prata (condutor) inserido em
um vidro contendo uma solução saturada de KCl (neste caso EAg/AgCl = 0,197 V). A
concentração de Cl- nesta meia-cela é mantida constante pela solubilidade de KCl.
Portanto, quando acoplada a outra meia-cela (eletrodo indicador), a voltagem E da célula
varia apenas com a mudança das concentrações dos constituintes desta última. Em
arranjos elaborados deste tipo o potencial da célula pode ser usado para a determinação
da concentração de espécies químicas diretamente.
O objetivo deste experimento é determinar a quantidade de íons cloreto nos
complexos de cobalto preparados nas práticas anteriores. Para tanto, faremos uma
titulação argentométrica de soluções dos complexos de cobalto usando nitrato de prata
(AgNO3). Com a adição sucessiva de AgNO3 o cloreto das soluções dos complexos é
precipitado na forma de AgCl. A determinação precisa do ponto final da titulação
(remoção de todo cloreto da solução) é fundamental para a quantificação de íons cloreto.
Isto poderia ser feito com indicadores colorimétricos, mas como as soluções dos
complexos são coloridas, a determinação do ponto final da titulação fica prejudicada.
Nestes casos, a potenciometria é mais conveniente para esta finalidade. Usando um
eletrodo de Ag/AgCl como eletrodo indicador, o potencial varia da célula varia com a
adição sucessiva de AgNO3 devido a remoção de íons Cl- por precipitação. Após a
remoção total de Cl-, o potencial varia bruscamente pelo aumento da concentração de
íons de Ag+ e o ponto final pode ser determinado em um gráfico de potencial do volume
da solução do titulante. Sabendo a concentração do titulante é possível determinar o
número de moles e a concentração de íons cloreto em solução inicialmente.
3. Procedimento (duração 1 hora)
3.1. Titulação potenciométrica do complexo cloreto de hexamincobalto(III).
Pese 0,05g do complexo [Co(NH3)6]Cl3 em um Becker de 25 mL e dissolva em 10 mL de
água deionizada. Preencha a bureta de 10 mL com uma solução de nitrato de prata
(AgNO3) (0,1 mol L-1). Insira o eletrodo combinado de Ag/AgCl na solução do complexo
e ajuste o instrumento para a escala de mV. Titule a solução de [Co(NH3)6]Cl3 por adições
sucessivas de 0,5 mL da solução de AgNO3. Anote o potencial após cada adição. Após
detectar alteração brusca do potencial faça mais 5 adições de 0,5 mL do titulante.
3.2. Titulação potenciométrica do complexo cloreto de pentamincobalto(III).
Prepare duas soluções do complexo [CoCl(NH3)5]Cl2 em um Becker de 25 mL
como descrito para o cloreto de [Co(NH3)6]Cl3. Em um deles, adicione 8 mL de hidróxido
de sódio 1 mol L-1 e observe a mudança de coloração. Neutralize a solução com ácido
nítrico 5 mol L-1 (aproximadamente 2 mL), ajustando o pH da solução entre 6 e 7. Repita
o procedimento de titulação descrito no item anterior para as duas soluções.
Obs: Não descarte as soluções tituladas na pia. Um frasco para descarte específico
destas soluções estará disponível.
3.3. Interpretação dos Resultados
Determine o número de cloretos como contra-íons e como ligantes nos dois
complexos.
4. Caracterização de compostos de Coordenação. Parte 3
Espectroscopia eletrônica na região do ultravioleta e visível em solução.
A espectroscopia eletrônica na região do UV-vis (10.000 – 50.000 cm-1 ou 1000 a
200 nm) está relacionada com transições eletrônicas e fornece informações sobre as
propriedades magnéticas e estrutura eletrônica e física (geometria e simetria) dos
complexos metálicos. Uma combinação de estudos eletrônicos e magnéticos muitas
vezes permite inclusive que a estereoquímica do complexo seja determinada. A teoria
sobre este assunto é complexa e difícil; é assumido que o estudante possui pelo menos
conhecimento elementar sobre termos espectroscópicos e seus símbolos para que
progresso na compreensão destas propriedades seja satisfatório. Em complexos
metálicos, bandas de diferentes natureza aparecem frequentemente. São elas: i) bandas
internas dos ligantes. Muitos ligantes apresentam transições eletrônicas na região do
UV-vis enquanto livres e estas bandas estão presentes nos complexos contendo estes
ligantes. São de fácil interpretação por simples comparação entre complexo e ligantes
livres ainda que em alguns poucos casos elas sejam afetadas levemente pela
coordenação no metal; ii) Bandas do contra-íon. Similar as de ligantes; iii) Bandas de
transferência de carga. Aparecem quando existem transições entre orbitais com
contribuição predominante do metal para orbitais com contribuição predominante do
ligante (transferência de carga metal-ligante) ou vice-versa (transferência de carga
ligante-metal). São bandas permitidas e muito intensas; iv) bandas internas do metal ou
de campo ligante. São bandas entre orbitais com contribuição significativa dos orbitais d
do metal. São estas bandas que estamos mais interessados e que fornecem as
informações relacionadas acima.
4.1. Objetivo
Investigar a estrutura eletrônica e simetria dos complexos de cobalto (III)
preparados usando diagramas de Tanabe-Sugano.
4.2. Procedimento (1 hora)
4.2.1 – Espectroscopia eletrônica em solução.
Use as soluções já preparadas para os experimentos de condutividade molar.
Transferira 3 mL das soluções para as cubetas e registre o espectro eletrônico na região
de UV-vis. Se necessário, faça diluições apropriadas. Salve os espectros em uma mídia
removível (leve seu pendrive) em formato de texto (.CSV). Ao final do experimento
descarte as soluções no frasco de descarte para cobalto que estará disponível.

4.2.2 – Espectroscopia eletrônica no estado sólido (Reflectância difusa).


Os experimentos serão conduzidos pelos membros do grupo juntamente com o
técnico responsável. Leve os frascos contendo os três complexos preparados para a
bancada com o equipamento. Aproxime a fibra ótica em Y do sólido e registre o espectro
em formato de texto (.CSV).
4.3 – Interpretação dos Resultados
4.3.1. Faça a atribuição das bandas contidas nos espectros dos complexos de cobalto
usando os diagramas de Tanabe-Sugano.
4.3.2. Use sua atribuição e discuta as diferenças dos espectros eletrônicos dos complexos
[Co(NH3)6]Cl3 e [Co(NH3)6]Cl3. Sugira uma forma de distinguir os dois complexos usando
espectroscopia eletrônica?
Caracterização de compostos de Coordenação. Parte 4
Espectroscopia na região do Infra-Vermelho dos complexos de cobalto(III).

BIBLIOGRAFIA :

1) Basolo, F., and Johnson, R. C. – “Química de los Compuestos de Coordenación”.


Editorial Reverté, 1967.
2) Adams, D. M., and Rainor, J. B. “Advanced Practical Inorganic Chemistry”, J. Wiley,
1965.
3) Felicissimo, M. P., et al., “Experiências de Química: Técnicas e Conceitos Básicos.
PEQ – Projetos de Ensino de Química”, Ed. Moderna / Ed. USP, 1979, São Paulo.
4) Vogel, A. I., “Química Analítica Qualitativa”, Editorial Kapelusz, Buenos Aires, 1969 .
5) Nicholls, D. “Complexes and First-row Transition Elements”, McMillan, London, 1974.
6) Geary, W.J., Coord. Chem. Rev., 7, 81, (1971).
7) Orgel, L. E., “Introdução à Química dos Metais de Transição”, Ed. Edgar Blücher,
1970.
8) Jolly W. L., “Modern Inorganic Chemistry”, 2nd Ed. McGraw-Hill, Singapore, 1991.
9) Shriver, D. F.; Atkins, P. W.; Langford, C. H., “Inorganic Chemistry”, 2ndEd., Oxford
University Press, Oxford, 1994.
10) Huheey,J. E. “Inorganic Chemistry: Principles of Structure and reactivity”. 3 rd Ed. New
York, Harper & Row, 1983
11) Sneed, M., and Maynard, J., “General Inorganic Chemistry”, Van Nostrand, New
York, 1942.
12) Willard, H. H., Merritt, Jr., L. L. and Dean, J. A., “Instrumental Methods of Analysis”,
5th Ed., Van Nostrand, New York, 1974.
13) Angelici, R. J., “Synthesis and Techniques in Inorganic Chemistry”, W. B. Saunders,
1969.
14) Giesbrecht, E. (Coord.), “Experiências de Química: Técnicas e conceitos básicos”,
EDUSP, São Paulo, 1982.
15) Armour, M.A.; “Hazardous Laboratory Chemicals Disposal Guide”, 2 nd Ed, Lewis
Publishers, Florida, 1996.
Cinética da Reação de Aquação do Cloreto de pentaaminclorocobalto(III)
1. Introdução e fundamentação
Complexos metálicos se envolvem em diferentes tipos de reações que são
relevantes tecnologicamente e biologicamente. Podemos classificar as reações de
complexos em reações de substituição de ligantes, reações de ligantes (com outros
ligantes ou compostos dissolvidos) e reações redox. Neste experimento, estamos
interessados em estudar cinética e mecanismo de reações substituição de complexos
metálicos (equação 1). Além de fornecer uma noção da escala reacional, a cinética de
reações químicas em geral fornece importantes informações sobre o mecanismo
reacional. Na verdade, estamos na maioria das vezes interessados em determinar a
constante de velocidade (k) das reações em diferentes condições experimentais
(concentração dos reagentes, temperatura, natureza dos reagentes). Com estes dados de
parâmetros cinéticos (constantes de velocidade) é possível inferir sobre o mecanismo
reacional. Nesta oportunidade, vamos estudar a reação de substituição do ligante cloreto
no complexo [Co(Cl)(NH3)5]2+ por diferentes ligantes: água, iodeto, sulfato e tiocianato
(equação 1*). Basicamente, o mecanismo reacional de substituição em complexos
octaédricos pode ser Dissociativo (D ou SN1) ou Associativo (A ou SN2).
𝑘
[Co(Cl)(NH3 )5 ]2+ + L → [Co(L)(NH3 )5 ]2+ + Cl− (1)
* [Co(L)(NH3)5]3+ para L = moléculas neutras como H2O.

Caso Associativo
O caso associativo pode ser ilustrado pelo esquema 1 abaixo com duas etapas
elementares. Primeiramente, o ligante de entrada (Le) ataca o complexo de partida Cs,
formando uma nova ligação química M-Le e um intermediário com um número de
coordenação aumentado (representado por [Cs,Le] (desprezando a eventual carga dos
complexos) reversivelmente. Tanto o ligante de entrada Le (reação inversa da etapa 1)
quanto o ligante de saída (etapa 2) podem se dissociar do intermediário
k1, lenta
[Cs] + Le [Cs,(Le)]
k_1, rápida

k2, rápida
[Cs,(Le)] [Cf] + Ls

Esquema 1: Mecanismo de substituição associativo genérico.


Para um mecanismo desta classe, a lei de velocidade é dada pela equação 2, que
depende das concentrações de Cs e de Le para quaisquer condições experimentais
iniciais.
𝑑[𝐶𝑠] 𝑑[𝐶𝑓 ] 𝑘1 𝑘2
v= = = (𝑘 [Cs][Le] = 𝑘𝑜𝑏𝑠 [Cs][Le]
𝑑𝑡 𝑑𝑡 −1 + 𝑘2 )
(2)
Isto é, a reação é de primeira ordem relativo ao complexo e ao ligante de entrada e de
𝑘1 𝑘2
segunda ordem global em qualquer condição, com kobs = . Se k2 >> k-1, kobs = k1
(𝑘−1 + 𝑘2 )
(constante específica de 2ª ordem). Complexos de Cr3+ são um caso clássico de reações
de substituição por mecanismo associativo.
Caso Dissociativo.
Classicamente, mecanismo dissociativo poderia ser representado em duas etapas:
uma etapa lenta e determinante da velocidade no qual o ligante de saída Ls se dissocia,
formando um complexo intermediário com número de coordenação menor, seguida de
uma etapa rápida no qual o ligante de entrada ataca o intermediário. Neste caso, a lei de
velocidade seria simplesmente dada pela equação 3
[𝐶𝑠] [𝐶𝑓]
𝑣 = −𝑑 = +𝑑 = − 𝑘 [𝐶𝑠] (3)
𝑑𝑡 𝑑𝑡

Consistentemente, a velocidade seria de primeira ordem relativa ao complexo e


independente da concentração do ligante de entrada Le. Teoricamente, para um
mecanismo dissociativo a natureza e a concentração dos ligantes de entrada não
influenciam na velocidade reacional. Entretanto, poucos casos deste tipo foram
observados para complexos metálicos. Para a maioria das reações na qual um
mecanismo dissociativo foi atribuído (muitas evidências sugerindo que a quebra da ligação
M-Ls é o principal fator determinante da velocidade reacional), a natureza e a
concentração do ligante de entrada influenciam na velocidade das reações, ainda que
muito mais timidamente do que nos casos de mecanismos associativos. Isto foi explicado
da seguinte forma: o ligante de entrada (Le) pode assistir na dissociação do ligante de
saída, formando um “par de encontro” com o complexo de partida reversivelmente. Este
“par de encontro” tem natureza eletrostática, e esta situação é especialmente importante
quando complexo de partida e ligante de entrada têm cargas opostas. Estes casos são
denominados Id. As reações elementares são ilustradas pelo esquema abaixo, onde, Le =
ligante de entrada, Ls = ligante de saída e Cs,Le é o par de encontro. A diferença com o
mecanismo associativo é que é a segunda etapa elementar que é lenta e determinante da
velocidade. A lei de velocidade seria v = 𝑘2 [𝐶𝑠, 𝐿𝑒]. Contudo, leis de velocidade devem ser
expressas em função das concentrações de reagentes e não de intermediários.
k1, rápida
[Cs] + Le [Cs,Le]
k_1, rápida

k2, lento
[Cs,Le] [Cf] + Ls

Esquema 2: Mecanismo de substituição dissociativo genérico.


A lei de velocidade para estes casos é mais complexa (equação 4), onde KE = k1/k-
1. Note que o mecanismo é dissociativamente ativado (d) (a etapa lenta é a quebra da
ligação Metal-Ls), mas a velocidade depende da concentração e também da natureza de
Le!
𝑑[𝐶𝑠] K𝐸 𝑘2 [Cs][Le] 𝑘1 𝑘2 [Cs][Le]
v=− = ou =−𝑘 (4)
𝑑𝑡 𝐾𝐸 [𝐿𝑒]+1 −1 [𝐿𝑠]+ 𝑘2 [𝐿𝑒]

Note também que se k2[Le] >> k-1[Ls], a equação 4 colapsa para a equação 5. Esta é uma
condição-limite, cuja lei de velocidade torna-se a mesma do mecanismo dissociativo SN1
puro (D).
𝑑[𝐶𝑠]
v=− = − 𝑘1 [Cs] (5)
𝑑𝑡

Esta situação é possível para elevadas concentrações de Le, e nestes casos o


mecanismo é atribuído a Id. Mas, poucos casos reconhecidamente do tipo Id puderam ser
testados neste limite porque k-1 é geralmente elevado (o “par de encontro” é unido por
interações não covalentes e sua dissociação é rápida) e a concentração de Le na maioria
das vezes atinge seu limite de solubilidade sem que a condição k2[Le] >>> k-1[Ls] seja
satisfeita.
2- Objetivo
Estudar a cinética e mecanismo reacional da reação de substituição do ligante
cloreto no complexo catiônico [Co(Cl)(NH3)5]2+.
3- Procedimento: (Tempo Previsto 3 horas)
O experimento consiste em investigar a cinética de substituição do ligante cloreto por
água (aquação) e por outros ligantes. Cada grupo vai conduzir experimentos de cinética
de aquação e a substituição por um outro ligante em diferentes concentrações. Os
experimentos serão conduzidos a temperatura de 600C controlada por um banho
termostático.
Separe 3 balões de 25 mL e adicione 20 mL de ácido nítrico 0,1 mol L-1 a 600C ( o
ácido está disponível e pré-aquecido). Não preencha os balões totalmente. Transfira os
balões para o banho termostático a 600C. Reserve um dos balões para a aquação.
Adicione uma massa de NaBr ou NaN3 ou K(NCS) (de acordo com a orientação do
docente e do técnico) suficiente para obter uma concentração final de 1,0 e 2,0 mol L-1
nos diferentes balões, exceto para o balão reservado para a aquação. Identifique os
balões. Adicione uma massa do complexo [Co(Cl)(NH3)5]Cl2 suficiente para atingir uma
concentração final de 1 x 10-2 mol L-1. Alternativamente, prepare uma solução estoque
concentrada do complexo e transfira um volume suficiente para o balão reacional de 25
mL para atingir concentração final de 1 x 10-2 mol L-1. Complete imediatamente o volume
dos balões com ácido nítrico 0,1 mol L-1 e homogeneíze a solução. Imediatamente,
remova 3 mL da solução e transfira para uma cubeta usando uma pipeta e registre
o espectro. Retorne a solução para o balão e repita este procedimento a cada 15 minutos
por pelo menos 8-10 vezes. Assegure que a temperatura não se altere ao longo do
experimento. A velocidade da maioria das reações químicas depende da temperatura.
4. Interpretação dos resultados
Os grupos vão compartilhar os dados cinéticos para os diferentes ligantes de entrada.
Isto é, todo grupo deve trabalhar com conjuntos de dados para a aquação e para a
substituição dos demais ligantes de entrada (brometo, tiocianato e azida) nas suas
diferentes concentrações.
Determine a constante de velocidade para as reações de substituição estudadas.
Compare os valores de constante de velocidade entre os ligantes de entrada. Considere
o efeito da concentração dos ligantes de entrada. Proponha um mecanismo reacional
compatível com seus dados. Lembre-se que a atribuição de mecanismo nunca é
definitiva. Muitas outras evidências podem obtidas e usadas em conjunto para
classificação. Podemos citar além de parâmetros cinéticos, parâmetros energéticos de
ativação, estereoquímica/geometria do produto, e detecção de intermediários.
5. Bibliografia
1) Basolo, F., and Johnson, R. C. – “Química de los Compuestos de Coordenación”.
Editorial Reverté, 1967.
2) Adams, D. M., and Rainor, J. B. “Advanced Pratical Inorganic Chemistry”, J. Wiley, 1965.
3) Nicholls, D. “Complexes and First-row Transition Elements”, McMillan, London, 1974.
4) Shriver, D. F.; Atkins, P. W.; Langford, C. H., “Inorganic Chemistry”, 2ndEd., Oxford
University Press, Oxford, 1994.
5) Huheey, J. E. “Inorganic Chemistry: Principles of Structure and reactivity”. 3rd Ed. New
York, Harper & Row, 1983.
6) Basolo, F. and Pearson, R. G. “Mechanisms of Inorganic Reaction: A study of metal
complexes in solution”, John Wiley, New York, 1967.